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FNA

Mestres da
Arte e do
Artesanato

www.feiranacionaldeartesanato.com.br
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a Quem são os Mestres da Arte e do Artesanato?
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Pessoas que se expressam através de diversas linguagens – ida e volta, transporte interno em Belo Horizonte,
a
a artísticas, ritos e festas comunitárias, cuja vida e obra
foram dedicados a produção e manutenção das práticas,
espaço físico de 16 m2 com montagem e mobiliário,
catálogo com a história de cada mestre, vídeo com
e saberes relativos à arte e ao artesanato tradicional. a
a informação dos mestres captados no You Tube e informes
pessoais, segurança, limpeza, recepcionistas, assessoria

a
São mediadores entre o passado e o presente, guardiões
de memorias marcadas pela herança de antigas matrizes
de imprensa e fotógrafo. a
culturais e pela criação de novas técnicas. Estamos então buscando empresas que poderiam nos a
a apoiar, adotando um ou mais Mestres, realizando a
Pessoas de sabedoria notória, reconhecida pelos seus doação do valor correspondente.
a
a pares e por especialistas, com longa permanência
na atividade e capacidade de transmissão de seus Em contrapartida, estaríamos oferecendo:
conhecimentos artísticos e culturais. Marca da Empresa no stand do mestre homenageado a
a Marca da Empresa na lâmina respectiva no Catálogo
Estes serão os homenageados durante a 29ª. Feira de Produtos. a
a Nacional de Artesanato. Banner interno no pavilhão, informando o apoio da
empresa.
a
a Vindos dos 26 estados e Distrito Federal, estarão em Belo
Horizonte de 4 a 9 de dezembro de 2018, mostrando e
comercializando seus produtos, participando de roda de a
a conversas com o público visitante ao evento, e realizando
oficinas demonstrativas de seu oficio. a
a A vinda de cada mestre terá um custo de R$ 28.607,16
a
a (vinte e oito mil, seiscentos e sete reais e dezesseis
centavos), onde estão inclusos – passagem aérea,
a
a hospedagem e alimentação por 8 dias, frete de produtos

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ESTADO Do Acre

História do mestre

Como protagonista central de um processso sustentável de desenvolvimento regional, O Banco da


Amazônia não poderia deixar de promover uma das dimensões essenciais da sustentabilidade: a dimensão
cultural.
Na Amazônia, o espaço da cultura ganha significados maiores pela expressão de um específico e
determinado viver - o viver na maior floresta tropical continua do mundo - que se potencializa no presente,
assentado em valores e ideais acumulados do passado, alicerçando a construção de um futuro, ainda
ameaçado.
"Maqueson - A Marchetaria da Floresta", Catálogo bilíngue que temos a honra de lançar, é bem
representativo do poder criado do homen amazônico em seu mister de fazer cultura, refletindo o olhar de
um artista, nascido e criado no Acre, o mais ocidental dos Estados Brasileiros.
Atravéz da técnica de marchetaria, Maqueson Pereira da Silva não apenas exercita sua paciência em uma
técnica exigente, mas, também, recria e inova, a partir dos materiais que a floresta amazônica lhe concede
com benevoência: galhos, cascas, raizes, madeiras...tudo nas mãos de Maqueson se transforma em
Artesão: Maqueson Pereira da Silva expressão única de seus mundos, quereres e viveres.
Data de nascimento: 30/ 08/ 1958
Com obras repletas de signficados, o trabalho de Maqueson dignifica a arte amazônica, porque, ao mesmo
E-mail: atendimento@maquesonmarchetaria.com tempo em que reflete valores plásticos e estéticos universais, reencontram e se reconciliam em florestas,
Telefone: (68) 99987 3311 pássaros, flores, folhas, rios e céus, de uma portentosa beleza de que a Amazônia é pródiga.
Tipologia: Madeira O Banco da Amazônia, ao apoiar a promoção e a divulgação da arte de Maqueson, tem certeza de estar
cumprindo um dever com as gerações atuais e futuras, crente de que o fortalecimento da cultura regional
Técnica: Marcheteria assenta as bases para a cosntrução de um desenvolvimento amazônico soberano porque alicerçando em
Classificação: Artesanato de Referência Cultura raízes, valores e conhecimentos próprios.
Orgulha-se,também, de permitir que todos os cidadãos do mundo, e em especial os brasileiros, apropriem-
se desta obra de tamanha envergadura, pela ventura conhecê-la.
Cumpre, afinal, com sua missão, política por excelência: a de servir à Amazônia e ao desenvolvimento
humano de seu povo.
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ESTADO DE ALAGOAS

História do mestre

Ilha do Ferro, um povoado às margens do Rio São Francisco distante 18 km da sede do


município de Pão de Açúcar, é a terra de Mestre Aberaldo, que há 34 anos desempenha o ofício
de artesão. Ele aprendeu a profissão com o pai, um talentoso carpinteiro que fazia canoas para
os pescadores da região. Hoje, o artista veio a se tornar um dos escultores populares mais
prestigiados do Brasil e participou de várias exposições, dentre elas: Arte Popular: Coleção Tânia
de Maia Pedrosa (Maceió, 2002); Arte Popular Alagoana (Maceió, 2003); Tesouros da Ilha do
Ferro (Maceió, 2005), Arte Brasileira: além do sistema (São Paulo, 2010). As peças de Aberaldo
atualmente são muito disputadas por colecionadores e apreciadores de sua obra. Elas podem ser
encontradas em importantes galerias, museus e coleções particulares pelo país.

Artesão: Aberaldo Sandes Costa Lima Aberaldo esculpe na madeira entre outros: bonecos, barcos, cobras e pássaros. Suas peças
Data de nascimento: 13/10/1960 são esculpidas em mulungu e outras madeiras de textura mole. Seu tema principal é a figura
Telefone: (82) 3624 8026 | 99901 1265 humana com corpo propositadamente deformado e uma expressividade no rosto, que acabou se
Tipologia: Madeira tornando uma marca registrada de sua obra.
Técnica: Entalhe
Classificação: Artesanato Tradicional
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ESTADO Do Amapá
História do mestre

Trokkal nasceu no Pará, no município de Icoaraci, cidade vizinha da capital Belém, em 08 de maio de 1937.
Recebeu o apelido “Trokkal” do seu avô quando ele ainda era bebê, pois ele dizia que o choro do neto era
parecido com o gorjeio de uma espécie distinta de pombos de mesmo nome.

Aos nove anos, em 1946, aprendeu a manusear o barro com seu avô, o senhor José Damião Hosana Em
1950, aos treze anos, já era visto como profissional e reconhecido como o mais jovem oleiro a se formar
e produzir comercialmente. Dominava todas as técnicas utilizadas pelos oleiros da região (sabia como
manusear corretamente o barro e reconhecia a qualidade da argila utilizada, já fazia todos os tipos de
peças utilizando o torno manual, movido pela força dos pés, aprendeu a construir o forno para a secagem
e queima de cerâmica com todos os segredos de temperatura adequada para obter a melhor qualidade das
peças por ele produzidas), no entanto, o que diferenciou dos demais oleiros foi a diversidade inovadora de
suas peças e o fato de ser o único oleiro da região a produzir peças de tamanho grande.

Em 1965, o gerente da olaria territorial de Macapá, Amauri Farias, manda buscar Trokkal em Belém ao
saber de suas habilidades em produzir peças de tamanho grande e, acompanhado do cunhado Aloísio
Artesão: Raimundo Hosana de Oliveira (funcionário da olaria e o responsável pela recomendação de Trokkal na olaria territorial de Macapá) ele
deixava sua esposa e seus dois primeiros filhos, ainda pequenos na casa do sogro, em busca de maiores
Data de nascimento: 08/05/1937 rendimentos para a manutenção de sua família.
Telefone: (96) 99202 0287
Tipologia: Argila Em 1972 mudou-se definitivamente com a família para Macapá, no Amapá, para fugir da grande
concorrência (em Icoaraci tinha uma olaria ao lado da outra por toda a avenida) e em busca de um
Técnica: Cerâmica
faturamento melhor, pois a família não parava de crescer, fixou residência na avenida Timbiras (parte
Classificação: Artesanato Tradicional famosa da cidade) onde montou sua primeira olaria. Nesta época foi contratado como oleiro por Niná
Barreto Nakanishi, a seu mando, Trokkal criava peças exclusivas e por elas era regiamente pago.

Niná as adorava e por intermédio dela essas cerâmicas eram comercializadas ou expostas em salões de
eventos, e na maioria das vezes ela recebia premiações. As primeiras peças dele revestidas por Niná
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foram para uma exposição nos EUA.

Em 1982 com a aposentadoria de Niná, Trokkal começa a produzir artisticamente e ser reconhecido como artista plástico pela sociedade amapaense. Com o
reconhecimento em 1992, Trokkal recebe do então prefeito da Cidade de Macapá João Alberto Capiberibe a doação de um terreno no bairro do Zerão, para onde se
mudou com a família em 1993 e onde a matéria-prima mesmo depois de vários anos de extração ainda era abundante.

Em meio a vida agitada de artista plástico, em 1999 Trokkal assina contrato com o Caixa Escolar da Escola de Artes Cândido Portinari para atuar como professor da área
de escultura e cerâmica, se destacando como um exímio professor, a exemplo de seu avô, ele foi um mestre dedicado, como docente no período que lecionou na escola,
tendo o reconhecimento dos alunos e de seus colegas de trabalho.
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ESTADO Do Amazonas
História do mestre

José Garcia, Artesão, casado, pai de 5 filhos, nascido na comunidade do Areal pertencente ao município de
São Gabriel da Cachoeira – Estado do Amazonas. Herdou de sua etnia Kuripako, uma língua própria com
a qual se comunicava, até a adolescência, além do idioma, entre outros saberes e costumes dos Povos do
alto Rio Negro. Ele aprendeu com a sua comunidade o manejo da mata e tramas dos trançados. Aos 10
anos sua mãe repassou seus conhecimentos com as fibras iniciando, assim seu trabalho como artesão.

Seus trabalhos resultam de peças que exaltam a essência indígena que se faz forte e presente na formação
social da cidade e no cotidiano da comunidade de artesãos de sua região, com técnica milenar ele traça
seus vasos, balaios e outros produtos, sua trama entrelaça saberes de gerações.

Há mais que formas e texturas que definem seus produtos, suas tradições e ancestralidade que ele
compartilha, nas riquezas em produto impares, com o selo da identidade que desperta a atenção dos
quatro cantos do mundo.
Artesão: José Garcia Pinto
Data de nascimento: 13/10/1960 Teve seu reconhecimento por conta do projeto Brasil Original, que viu nele um mestre artesão que continua
Email: gustavogarciamartins@hotmail.com repassando suas técnicas para as futuras gerações e introduziu em alguns produtos design para o mercado
Telefone: (97) 99141-6487 de gerações.
Tipologia: Fibras
Técnica: Traçado
Classificação: Artesanato Tradicional
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ESTADO Da Bahia

História do mestre

Jiovaldo Chaves Araújo, mais conhecido como Jotacê, é um dos mais prestigiados artistas baianos.

Ele nasceu no município de Senhor do Bonfim, Bahia, mas há mais de 20 anos mora na cidade de Lençóis,
porta de entrada de um dos lugares mais bonitos do Brasil: a Chapada Diamantina, na Bahia. Aos 84 anos,
molda figuras alegóricas em cerâmica, madeira ou vidro, que lembram santos, porém com características
próprias.

Realiza também incisões em placas de ardósia, abundantes na região, retratando a fauna e a flora, molda
figuras humanas e pássaros do belo cenário da Chapada.

Seus trabalhos foram expostos no Módulo de Arte Popular da Mostra do Redescobrimento, realizada em
2001 no Parque do Ibirapuera, São Paulo e são bastante disputadas por colecionadores de todo o país.

Jotacê trabalha há mais 50 anos com arte e incentivou os seus quatro filhos a seguir o mesmo caminho.
Artesão: Jiovaldo Chaves Araújo
Data de nascimento: 10/03/1934
Email: jotace.filhos@gmail.com
Telefone: (75 ) 98838-9317
Tipologia: Argila
Técnica: Moldelagem e Montagem
Classificação: Artesanato contemporâneo conceitual
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ESTADO Do Ceará

História do mestre

A indicação da Ana Maria da Silva, rendeira de Bilro e presidente da Associação das Artesãs e Agricultores de
Canaã, se deve principalmente por ela representar uma das técnicas mais tradicionais do estado do Ceará.
Mesmo sem ter o título oficial de Mestre da Cultura ela cumpre com os critérios para tornar-se uma em breve:
1. Tem total domínio das técnicas de produção;
2. Desenvolve trabalhos na sua comunidade de transferência de saberes para formação de novas rendeiras;
3. Preocupa-se com a perpetuação do ofício;
4. Mantém interesse permanente em atualizar e socializar o conhecimento para o crescimento da entidade;
5. Tem um pouco da sua história contada no livro “Tecendo Rendas e Vidas - artesãs de Canaã”
Ana Maria, mora em Lavagem Grande Canaan Trairi. É artesã desde 2005, quando decidiu que esse seria
seu ofício, abandonando sua primeira profissão, de professora. Começou a trabalhar com renda de bilro
juntamente com a criação da ARTECAN. “Tenho orgulho de dizer que até o nome foi eu que dei para
a associação, sempre gostei de criar, fazer coisas diferentes pois a verdadeira artesã cria, não copia”.
Mesmo sabendo que ser artesã é uma profissão linda, mas com retorno financeiro incerto, passou muitas
Artesã: Ana Maria da Silva dificuldades, mas como faz por amor e não só pelo dinheiro, continua na luta.
Data de nascimento: 08/02/1971
“Hoje estou morando com minha mãe por não ter um emprego fixo, para conseguir pagar um aluguel, mas
Email: anamariasilva304@gmail.com tenho esperança de ter minha casa própria um dia e meu atelier! Tenho muito orgulho de ser artesã. Tenho
Telefone: (85) 98156.6026 amigos e conhecimento para estimular outras pessoas que acham que não vale a pena correr atrás!”
Tipologia: Fios e tecidos
Uma das últimas conquistas foi ter em 2017, participado da 40° Feira de Artesanato de Vila do Conde em
Técnica: Renda de Bilro Portugal, com o Governo do Estado / CEART, em que o Ceará foi homenageado. Uma experiência única
Classificação: Artesanato Tradicional e maravilhosa. Visitou museus, escolas e por isso tenta passar o que aprendeu para sua comunidade,
oportunidades para que o trabalho das rendeiras cada vez mais seja reconhecido e valorizado. “Criar e
não copiar (sempre inovar). Continuar insistindo em repassar nossos conhecimentos! É isso, não sei se é
suficiente mas é minha realidade minha vida!”
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Distrito Federal

História do mestre

Antônia Lopes de Oliveira, natural de Garanhuns, Pernambuco, aprendeu o ofício quando criança, brincando
com o capim enquanto cuidava do gado no pasto.

Trabalha com diversas tramas de capim e folha de buriti. Sua vida é dedicada ao repasse da técnica do
capim às pessoas, por entender que é um material abundante na natureza e que pode trazer economia para
as famílias e alegria para suas vidas.

Seus bichos, feitos com destreza e simplicidade, refletem o olhar atendo à natureza, síntese de sua origem
rural.

Artesã: Antônia Lopes de Oliveira


Data de nascimento: 01/08/1933
Telefone: (61) 9967 87654 / 99863 2000
Tipologia: Fibras vegetais
Técnica: Trançado
Classificação: Artesanato de Referência Cultura
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ESTADO Do Espiríto Santo

História do mestre

Nascido no Antigo Centro Social do Município de Serra – ES, Domingos Teixaira Marques, Mestre de
Artesanato, de Congo e mateiro Florestal, discípulo do Mestre Antônio Rosa, considerado como um dos
maiores mestres do artesanato popular do estado, iniciou suas atividades como artesão aos 08(oito) anos
de idade confeccionando instrumentos para os grupo de Jongo e Folia de Reis – manifestações populares
do Município São Mateus, indo morar nesse município aos três anos de idade com os pais, por onde
permaneceu até os 14 anos de idade.

Com 16 anos, retorna para o Município de Serra e ingressa na banda do Congo Folclórico de São Benedito,
dirigida na época pelo então saudoso Mestre Antônio Rosa, um dos pilares da cultura contemporânea do
Municipiode Serra - Espírito Santo.

Com a criação da ABC – Associação das Bandas de Congo da Serra, Mestre Domingos se torna um dos
mestres responsáveis pela Instrução e confecção de instrumentos típicos utilizados nas bandas de Congo,
como: casacas, Tambores, cuícas, dentre outras.
Artesão: Domingos Teixeira Marques
Mestre Domingos, junto com um seletíssimo grupo de mestres artesãos Serranos, ajudou, inclusive a
Data de nascimento: 02/12/1957
resgatar a confecção dos instrumentos das Bandas de congo, cujas técnicas seculares quase se perderam no
Email: casqueiromd@gmail.com tempo, sendo resgatadas com os movimentos culturais e fomentos institucionais, iniciados em meados da
Telefone: (27) 99532 2795 década de 1990.
Tipologia: Madeira
Atualmente, trabalhando como autônomo, além dos instrumentos típicos da banda de congo, Mestre
Técnica: Entalhe, Pintura a mão livre e Montagem Domingos confecciona artesanatos decorativos, elevando a cultura do Espírito Santo, sendo reconhecido
Classificação: Artesanato Tradicional dentro e fora do Estado.
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ESTADO De Goias

História do mestre

Carlos Antônio da Silva, 56, ceramista, natural de Aragoiânia, Goiás. Passou a maior parte de sua vida na
roça onde morava com os avós e de onde tirou o imaginário e a temática hoje presentes nas suas obras.

Quando criança, um de seus passatempos preferidos e o único que competia com as partidas de futebol
que jogava com os primos e amigos era tirar barro do barranco para fazer as suas primeiras pecinhas
em argila. Tanto as peças de barro quanto a habilidade que demonstrava nos desenhos, encantavam as
mocinhas da roça, e ao mesmo tempo enfureciam a concorrência dos outros pretendentes e sobretudo dos
professores que teimavam em tentar colocar álgebra, letras, e ciências na cabeça de uma criança que só
tinha olhos para artes. Na escola só se dava bem em uma matéria: educação artística!

Daí seu desejo desde criança de se tornar artista. Fez de tudo na vida e por décadas teve de adiar o seu
sonho. Em 2007, já em Goiânia, conheceu o ceramista e professor de artes Gabriel Machado, que o
apresentou a outros artistas, sobretudo, a outros ceramistas da região metropolitana de Goiânia. Entrou
no PAB/GO em 2008, mais ou menos na mesma época em que teve seu trabalho aceito pelos curadores
Artesão: Carlos Antônio da Silva da Feira do Cerrado, maior feira de artesanato de Goiás. Em 2011, participou como convidado do Salão do
Data de nascimento: 04/08/1961 Turismo em São Paulo.
Telefone: : (62) 3258 4448 Em 2013, fez uma série de exposições em Goiânia no Palácio do Governo, na Assembleia Legislativa, e no
Tipologia: Argila Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Em 2016, foi selecionado para representar Goiás no Salão Brasil
Técnica: Modelagem Original também na capital paulista. Em 2017, foi homenageado no espaço dos mestres do IX Salão de
Brasília.
Classificação: Artesanato contemporâneo
conceitual Carlos Antônio da Silva é considerado o maior ceramista vivo de Goiás e desde 2010 suas obras fazem parte
do acervo do PAB/GO que participa das principais feiras de artesanato do Brasil.
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ESTADO Do Maranhão

História do mestre

Mestre reconhecido pelos grupos das manifestações folclóricas por seu trabalho de bordado com miçangas
e canutilhos na confecção das indumentárias e do “boi”, principal personagem do ícone da cultura
maranhense, o "Bumba meu Boi", dança típica das festas juninas, Douglas Lopes é também consagrado
como artesão pela confecção de miniaturas de embarcações tradicionais maranhenses, herança familiar
cultivada pelo seu pai e transmitida aos filhos no município de Apicum Açu, no Maranhão. Com a família
de mudança para São luís, Douglas foi o único filho que deu continuidade a arte de construir pequenas
embarcações com o talo da palmeira de buriti e madeira e com o passar dos tempos resgatou, com o
auxílio do Pai, a tradição da família de confeccionar o boi e as indumentárias dessa manifestação folclórica
que faziam em sua terra natal, logo recebendo várias encomendas de grupos diversos de São Luís e de
outros municípios. Passando o ciclo das festas juninas, o artesão idealizou miniaturas do bumba-meu-boi,
chapéus e outros acessórios usados na manifestação que foram largamente consumidos como souvenir que
comercializada nas ruas de São luís até ser convidado para expor e comercializar no Centro de Exposição
e Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão – CEPRAMA, criado e mantido pelo Governo do
estado, onde expõe até hoje.
Artesão: Douglas de Jesus Coelho Lopes A partir desse resgate, Douglas Lopes tornou-se referência na arte do bordado e aplicações, essa arte
Data de nascimento: 13/09/1974 tornou-se referência cultural do artesanato maranhense. Como artesão, o Mestre Douglas já participou de
Email: douglasmiemart@yahoo.com.br várias feiras nacionais com exposição e demonstração de seu saber e ministrou oficinas em grandes eventos
promovidos por órgãos federais.
Telefone: (98) 99906 4050
Douglas tem peças expostas no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, na CEMIG, em Minas Gerais, e
Tipologia: Fibras Vegetais
participou de exposição coletiva em São Paulo e no Museu Olímpico de Londres, em 2012. No Maranhão,
Técnica: Bordados de aplicações Douglas já ministrou cursos e oficinas de embarcações, bordados e aplicações voltados para o “Bumba meu
Classificação: Artesanato de Referência Cultura Boi” em vários munícipios e repassou sua arte a seus filhos que dividem com ele a produção e criação em
seu ateliê, garantindo a manutenção e preservação dessa arte, gerando trabalho e renda para sua família e
comunidade.
“Não sou mestre, sou sempre aprendiz que ama e quer transferir seus conhecimentos para não deixar
morrer essa tradição”, garante orgulhoso o Mestre Douglas Lopes.
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ESTADO Do Mato Grosso

História do mestre

Aprendi com minha mãe, desde criança vi e vivi entre pessoas da família fazendo as redes e fazendo coisas
que ficaram na minha memória.

Como o lugar que moro fica distante do centro do município de Varzea Grande, fez com que esta
comunidade tivesse um número de pessoas que trabalhassem em casa e tivesse seu sustento na ajuda do
lar. Meu trabalho, leva um mês intenso de dedicação para concluir uma rede, desde a urdição e escolha da
mostra que lavramos e retratamos a nossa cultura e região, como as flores, pássaros e animais.

Ganho o meu sustento e me sinto valorizada pela beleza das peças prontas e em saber que só este pedaço
da região de Cuiabá mantém esta tradição que passa de mãe para filhos, de geração à geração.

A rede cuiabana é feita no tear indígena de origem dos guarás, que vieram fugidos da guerra do Paraguai,
depois faz-se a urdinação com fios de algodão, coloca-se o liço (fios auxiliares que facilitam em tecer e
outros liços que servem para fazer o lavrado (os desenhos), tudo isso em um período de trinta (30) a
Artesã: Lucinei Antônio Pereira quarenta (40) dias de trabalho.
Data de nascimento: 10/10/1968 Após este período sai do tear e faz-se os acabamentos-punho: trança os fios que sobram de pano tecido
Telefone: (65) 9 9923 7124 para unir essas tranças, urdi a liga e finalmente faz-se o sobrepunho com o fio retorcido.
Tipologia: Fios e tecidos
Para a varanda amarra-se o puça, amarrio que faz-se maior que o pano da rede, preenche este puça com
Técnica: Tecelagem
agulha fazendo desenhos iguais a da rede ou desenhos que lembram a rede e costura-se esta varanda.
Classificação: Artesanato de Referência Cultura Assim fica pronta a rede cuiabana para ser vendida e admirada pela beleza e resistencia dos fios.
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ESTADO Do Mato Grosso do SUl

História do mestre

Vindo da segunda geração de artesãos, começou a modelar na infância, aos 12 anos de idade, tirou a
primeira carteira do artesão, no ano de 1995, começou a expor na Casa do Artesão de Campo Grande
e participar de feiras na cidade mesmo. Também nesse tempo, ajudava seus pais na confecção de
encomendas, onde atendias clientes de todos os estados do Brasil. Buscando sempre o aperfeiçoamento
das peças, principalmente a onça pintada.

Desenvolveu diversas técnicas para facilitar a modelagem, a pintura e a queima das peças, mantendo
sempre o padrão de qualidade exigido pelos pais.

Com isso ministrou diversas oficinas, tanto para aprender, como para aperfeiçoamento dos que já
trabalham no segmento da capital e do interior do estado.

Hoje temos a onça pantaneira como referência do artesanato no estado de MS, conhecida em todo país e
Artesão: Rodrigo Avalhaes Marçal outros países como Portugal, Inglaterra e Argentina, onde teve o privilégio de enviar peças para clientes que
Data de nascimento: 14/04/1983 amam a cultura sul-mato-grossense.
Email: rodrigo.arte2014@gmail.com
Telefone: (67) 99105 1156 Tem o privilégio de viver apenas do artesanato, e confeccionar peças criadas pela família e continuar
Tipologia: Argila criando peças e técnicas, passando agora para a terceira geração que são suas filhas.
Técnica: Modelagem
Classificação: Artesanato Tradicional
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ESTADO De Minas Gerais - Homenageado nacional

História do mestre

Nasceu em Divinópolis (MG) em 26 de maio de 1942 (próximo de completar 76 anos). Casado com Maria
Solange Bernardes Teles, tendo três filhos, Alexandre Teles de Oliveira, Alex Pereira Teles e Leila Maria Teles,
quatro netos Alexandre Jr, Laura, Álvaro e João Pedro.

Mario Teles é aposentado como funcionário público pela Fundação Nacional da Saúde (Antiga Sucam/
Funasa).

Filho do renomado artista Geraldo Teles de Oliveira (GTO), começou a esculpir em 1971, mas desde
pequeno acalentava a vocação da arte. Quando seu pai começou a esculpir (1965), ele já pintava seus
quadros a óleo e fazia outros tipos de trabalhos artesanais – jogos e brinquedos, além de ajudar seu pai na
criação e produção das esculturas em madeira.

Abandonou o desenho e fez sua primeira peça em madeira, uma “Igrejinha”. Já em 1972, é reconhecido pelo
marchand Sálvio de Oliveira, da Galeria Guignard, e críticos de Artes Plásticas e Membros da Comissão
Artesão: Mario Pereira Teles Mineira de Folclore, Mari’Stella Tristão, Márcio Sampaio e Roberto Pontual.
Data de nascimento: 26/05/1942
Considera a obra de arte coisa sagrada. O tipo de escultura que mais prefere fazer é a de inspiração
Tipologia: Madeira fantástica e a que aproveita motivos folclóricos e religiosos. Foi muito incentivado pelo pai, mas não sofreu
Técnica: Entalhe influência do estilo rústico, criando o seu próprio, uma obra mais bem entalhada, ferindo a madeira com
Classificação: Artesanto Tradicional uma preocupação maior com as balizas, construindo assim peças mais rigorosas em sua geometria,
habitualmente marcadas por um circulo perfeito, uma roda que dá limites à existência dos personagens,
homens comuns de rostos iguais, submetidos a mesma contenção ou opressão.

Guarda consigo, desde então, a herança e inspiração de seu pai (GTO), eterna vocação ao trabalho, luta,
garra e muita criatividade.
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ESTADO De Minas Gerais - Homenageado minas Gerais

História do mestre

Izabel Mendes da Cunha, Ceramista e escultora, começa a lidar com o barro ainda pequena. Enquanto
o pai e os irmãos mais velhos trabalham na roça, ela cuida dos irmãos menores para que sua mãe
faça utensílios de cerâmica, vendidos para complementar a renda familiar. A arte de moldar a argila,
tradicionalmente exercida pelas mulheres, tanto na cultura indígena como na africana, é tradição na
família e sua técnica é passada de geração a geração. Dona Vitalina, sua mãe, não gostava que a filha
desperdiçasse a matéria-prima, de extração e preparo trabalhosos, com brincadeiras. Mas bastava
uma brecha para que a menina subtraísse da mãe pequenos nacos de argila para transformá-los em
bonecas que, segundo ela, ainda eram simples modelos de forma humana, enrolados em pedaços de
papel ou pano.

O trabalho em argila transforma-se no principal ganha-pão de Izabel Mendes da Cunha, que também
se torna paneleira e encontra na venda dos artefatos de barro uma forma de sustentar os filhos após
uma viuvez precoce. Depois de preparar pratos, moringas e panelas, segue para as feiras, movimento
trabalhoso diante da precariedade de meios transporte de sua região. Situado ao nordeste de Minas
Gerais, o Vale do Jequitinhonha é bastante isolado e pobre. Para levar os produtos às feiras, Izabel
Artesão: Família Izabel Mendes da Cunha Cunha caminhava onze quilômetros de ladeiras até chegar à estrada Rio-Bahia, onde há possibilidade
Data de nascimento: 24/02/1957 de translado. Nas feiras, o principal interesse do público é por objetos baratos e de caráter utilitário, e
a concorrência com peças de louça e alumínio tendia a crescer.
Telefone: (33) 99121 4289/ (33) 98702 9232
E-mail: andreiaegloria@hotmail.com Pouco a pouco foi emergindo, em meio a essa produção funcional, com fins meramente econômicos,
Tipologia: Argila uma produção paralela mais sofisticada, na qual Izabel da Cunha dá vazão ao instinto lúdico da
infância e passa a desenvolver sua potencialidade criativa. A realização de trabalhos de maior interesse
Técnica: Modelagen
estético e o abandono progressivo do caráter utilitário das peças torna-se possível graças ao interesse
Classificação: Artesanato Tradicional pequeno, porém crescente, do público consumidor. Assim, começam a surgir os pássaros, os
presépios, as bonecas – muitas vezes moringas que assumem a forma de mulheres –, e as noivas, que
se tornam sua marca característica.
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O reconhecimento de seu trabalho só se torna efetivo com o surgimento de campanhas de estímulo ao artesanato em regiões como o Vale do Jequitinhonha. Duas
ações têm importância decisiva: a criação da divisão de cultura da Comissão de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha (Codevale), em 1972.

Mesmo tendo participado de diversas exposições coletivas de arte popular, é apenas em 2009 que Dona Isabel, como é conhecida, inaugura sua primeira exposição
individual, aos 85 anos. Ela foi agraciada por diversas instituições, recebendo, entre outros reconhecimentos, o Prêmio Unesco de Artesanato para a América Latina
(2004); a Ordem do Mérito Cultural (Ministério da Cultura do Brasil, 2005); e o Prêmio Culturas Populares (Ministério da Cultura do Brasil, 2009).

Também conhecida como “Izabel das Bonecas”, Izabel Cunha é uma das mais destacadas artistas populares brasileiras do século XX. Sua vasta produção deriva da
tradição ceramista do interior de Minas Gerais, em sintonia com uma maneira bastante particular de ver e representar o universo feminino. Com um estilo bastante
próprio, no qual se destaca uma clara intenção de recriar de forma diversificada e enobrecedora a imagem da mulher interiorana, Dona Izabel cria escola, ensinando e
envolvendo no processo de criação das peças praticamente toda a família, com destaque para seu genro e seguidor, João Pereira de Andrade, suas filhas Glória Maria
de Andrade e Madalena Mendes Braga, seu filho Amadeu Mendes Braga e sua neta Andréia Pereira de Andrade. Vários habitantes de Santana do Araçuaí, cidade onde
residiu desde a juventude, também seguem seus passos, pois, a “Mestre Izabel das Bonecas” ensinou diversas mulheres da comunidade de Santana do Araçuaí-MG e
deixou a tradição arraigada na sua família.
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História do mestre

Na cidade de Prados, mais de 700 famílias sobrevivem hoje do trabalho artesanal em madeira. Isso significa
que mais de 2mil pessoas esculpem ou entalham peças em madeira. Entre elas, a mais comum é a figura de
um leão, ainda que macacos, corujas e outros animais também encham as prateleiras dos ateliês e oficinas.
A história sobre como isso tudo começou pode ter várias versões, mas tem uma só origem: a família Julião.
Conta a lenda que um dia, um circo passou pela cidade e um jovem que morava ali, no bairro Caraça, foi
ver o espetáculo e se encantou com os leões e macacos. Quando chegou em casa, pegou um pedaço de
madeira e esculpiu um leão. Quem contou isso foi a mãe de Itamar Julião, em 1996. Talvez essa seja a
melhor explicação para que leões e macacos encantem tanto o imaginário desse lugar. A verdade é que o
jovem Itamar Julião fez história e infelizmente faleceu precocemente em 2003. Seus leões são reproduzidos
em profusão pelos artesãos locais.
Porém, se Itamar Julião tornou famoso o seu sobrenome, a história dessa família de escultores em madeira
começou, na verdade, há muito tempo, com Julião Boiadeiro, que serrava réguas para montar currais e
cabo de arreios para as selas. Seu filho Antônio Julião (avô de Itamar) aprendeu as mesmas lides e um dia
esculpiu um boi, para passar o tempo.
Artesão: Família Julião
Tipologia: Madeira Dos seus quatro filhos, dois (José e Pedro) deram origem a uma linhagem de escultores que, graças a
Itamar Julião, ganharam contornos próprios e hoje sobrevivem somente desse trabalho.
Técnica: Entalhe
Classificação: Artesanato Tradicional José teve oito filhos: Itamar, Vicentina, Antônio, Valdir, Eleuza, José, Maria e João. E Pedro teve Ari, Antônio,
Pedro, Simone e Anésio. Este último tem um filho chamado Márcio, que já está trabalhando na madeira,
inaugurando a quarta geração desse nome que é sinônimo de muita arte. Igual os filhos de Vicentina e de
Antônio. E, assim, o trabalho começado pelos primeiros Julião e que ganhou fama com Itamar parece que
vai continuar por muito tempo, pois toda a família, direta ou indiretamente, esculpe em madeira.

Aqui, registramos alguns deles, de diferentes gerações.


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História do mestre

Sabe-se da existência da família Seguso desde o século XIII por citações documentais em um depoimento
de um Seguso mencionando, informação ouvida de um seu antepassado. Isso em Murano – ilha de Veneza
norte da Itália, em assunto relacionado ao vidro.

A partir do século XV, por determinação do Papa, as igrejas deveriam registrar todos os nascimentos
e casamentos, o que permite o levantamento preciso das genealogias através das pesquisas destes
documentos.

A história da família Seguso, se confunde com a história das famílias vidreiras de Veneza, que se confunde
com a história do vidro.

Veneza incentivava a produção do vidro pela sua importância em suas relações comerciais com o oriente.
Para melhor controlar esta atividade transfere para a ilha de Murano, a 700 metros de Veneza, as 45 famílias
vidreiras, inscritas no Livro de Ouro de Murano, que passaram a ter regalias da nobreza, conforto e inclusive
o direito de cunhar suas próprias moedas de ouro e prata. Entre estas encontramos a família Seguso, que
Artesão: Família Seguso até hoje, ininterruptamente, continua relacionada ao mundo do vidro.
Data de nascimento: 1929
Tipologia: Vidro Dentro desta tradição, nasceu Mario Seguso, na ilha de Murano, Veneza – Itália, em 1929.
Mario Seguso estudou no Instituto de Arte de Veneza, especializando-se em “design” e gravação em cristal,
Matéria prima principal: Vidro com os mestres Guido Balsamo Stella e Carlo Scarpa.
Em 1954, foi convidado a vir ao Brasil, para executar peças especiais para a comemoração dos 400 anos da
cidade de São Paulo. Encantado pelo país, escolheu Poços de Caldas para se estabelecer e exercer a sua arte,
fundando em 1965 a Cristais Cá d’Oro.

Com o passar dos anos, Mario Seguso transferiu a direção dos seus negócios a seu filho Adriano Seguso,
que hoje por sua vez, conta com a colaboração preciosa de seus filhos Rodrigo e Guilherme. Desta maneira
temos a tradição desta família vidreira perpetuando-se também no Brasil, com a mesma seriedade e
dedicação de seus antepassados.
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História do mestre

Essa família é de tradição na arte de modelar o barro, são três gerações de ceramistas que produziam
utilitários e peças decorativas zoomorfas e atropomormorfas.
O patriarca dessa família que se destacou foi Ulisses Pereira (1924- 2007) o mais conhecido artista de Caraí,
município localizado no divisor de águas dos Vales Jequitinhonha e Mucuri. O mais importante escultor do
Vale do Jequitinhonha era bisneto, neto e filho de ceramistas. Ele foi o primeiro homem a dedicar-se a essa
ocupação, até então exclusivamente feminina.
Sua mulher Maria José, também era ceramista, dessa forma outras pessoas do ciclo familiar desse casal
começaram a se dedicar a produção de cerâmica, incluindo a filha Margarida que iniciou no ofício aos 8
anos, no qual fazia utensílios domésticos e vendia na feira de Caraí, suas peças são extremamente parecidas
com as do seu pai. Esta artista se alegra em seguir o estilo idêntico, para ela o trabalho com a cerâmica é
prazeroso e uma fonte de renda.
A neta de Ulisses e Maria José: Rosana, filha de Margarida começou a fazer peças de barro com cerca de 7
anos, não só por brincadeira, mas também no intuito de comercializar e ter uma renda. Entre os afazeres
da escola, produzia algumas peças para vender, com a ajuda do avô que a estimulava, se tornou criativa e
Artesão: Familia Ulisses Pereira
começou a retratar nas suas esculturas cenas de casamentos e presépios de figuras de homens misturada
Data de nascimento: 23/01/1966 com animais, aos poucos foi evoluindo no acabamento e nas proporções. Hoje destaca como artista de arte
Telefone: (33) 98893-3089 popular.
E-mail: vanineebega@gmail.com Outro que se enverou por este caminho foi o filho de Ulisses, José Maria que aos 8 anos já fazia os próprios
Tipologia: Argila brinquedos de barro. Por um tempo José Maria se afastou da arte da cerâmica, indo tentar a vida em São
Paulo como pedreiro e eletricista, mas o dom falou mais alto e agora, José Maria vive em Caraí produzindo
Técnica: Modelagem
peças maiores.
Classificação: Artesanato Tradicional
Toda a família segue um estilo parecido com o do pai, preservando a criação original e a elaboração manual
de aspectos humanos misturados com o de animais. Atualmente, existem obras dessa família expostas no
Centro Cultural de São Francisco, João Pessoa, Paraíba, Museu Edison Carneiro e do Museu Casa do Pontal
no Rio de Janeiro e no Centro de Arte Popular Cemig em Belo Horizonte.
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História do mestre

Os Irmãos Bretas são de uma família que atua no setor do artesanato há quase 50 anos em Ouro Preto.
Cada irmão com a sua peculiaridade, dá a essa arte a sua contribuição.

Foram os primeiros na cidade a fazerem esculturas em pedra sabão sem que que fossem consideradas
cópias do barroco. Eles têm peças vendidas e já expostas em diversos locais do Brasil e do exterior.

Hoje na casa deles funciona o atelier, e, além do trabalho entre eles, há também o espaço para uma oficina
com crianças para aprenderem um pouco dessa arte desde cedo.

Falar em pedra sabão, em artesanato, em Ouro Preto não há como não pensar primeiramente nessa família.

Artesão: Irmãos Bretas (Heli Emanuel Bretas)


Data de nascimento: 07/06/1953
E-mail: ricardo.reis@ouropreto.mg.gov.br
Telefone: (31) 98668 9712
Tipologia: Pedra
Técnica: Entalhe em pedra
Classificação: Artesanato Tradicional
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História do mestre

José Leôncio de Araújo nasceu em Rio Casca (MG), em 1934. Neto de oleiros, desde pequeno modelava bichos
para brincar. Depois, crescido, trabalhou na lavoura, como todos, e, vindo para a cidade, exerceu os ofícios de
barbeiro e carpinteiro na construção civil.

Filho mais velho de muitos irmãos, foi o último a despontar nas lides artísticas. “Quando meu irmão Maurino
ganhou fama, parece que acordamos. Ninguém entendia de arte na família. Depois, quando meus pais
morreram, eu sofri grandes transtornos e a arte me ajudou muito. Quando eu comecei a esculpir, já tinha
mais de 50 anos e ainda era barbeiro; levei um ano assim, indo de uma coisa para a outra até que as formas
começaram a aparecer. Hoje sobrevivo, ainda que dificilmente, somente da escultura.”

A velha cadeira de barbeiro permanece ali no quintal, no lugar onde Leôncio trabalha. Muitas esculturas
parecem estar sendo recortadas sobre uma outra, mas ele explica: “Às vezes não gosto muito do que foi feito
e então refaço. Recorto novamente aquilo que não me agrada”.

Artesão: José Leôncio De Araujo


Data de nascimento: 30/04/1934
Telefone: (31) 3445 4126
Tipologia: Madeira
Técnica: Entalhe
Classificação: Artesanato Tradicional
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História do mestre

Em 1982, Petrus Arcangelus, artesão e então vice-presidente da AMA – Associação Mineira de Artesãos,
foi contratado pela AÇOMINAS para um levantamento do potencial cultural da região. A sua surpresa
foi grande ao encontrar em Ouro Branco, em perfeito estado de conservação e uso, inúmeras peças
saramenhas. E maior ainda ao identificar um dos últimos – senão o último herdeiro do segredo da
fabricação da cerâmica, tida como preciosidade dos museus.

Numa pequena oficina à Rua José André, 92, “Seu” Manoel Silvestre Guardiano Salgueiro, o Bitinho,
fabricava suas peças, dando continuidade à tradição que lhe foi passada pelo pai, num trabalho que está em
sua família há mais de 300 anos.

Nas duas filhas ou no filho, Bitinho em vão tentou despertar o interesse pelo ofício e por isso “adotou” um
filho a quem ensinou tudo o que sabe. Rosemir Hermenegídio passa seus dias entre o forno de lenha e o
pilão, descobrindo pouco a pouco o segredo da mistura do chumbo derretido com o manganês, a oca e o
cobre que lhe dão a cor.

Artesão: Manoel Silvestre Guardiano Salgueiro Sua preciosa arte mereceu, no carnaval de Ouro Branco, justa homenagem em forma de samba-enredo:
Tipologia: Argila “Meu povo na avenida outra vez/ vai mostrar o que ele fez/ como era Ouro Branco criança, e sua arte
popular/ de Athaíde na Igreja a Bitinho, mestre singular”. Suas peças não fazem estoque; são vendidas
Técnica: Modelagem
praticamente por encomenda e a produção não consegue atender à demanda das lojas que as revendem
Classificação: Artesanato Tradicional com status de antiguidade.
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História do mestre

Maria Lopes de Oliveira, mais conhecida na comunidade Quilombola de Barra do Ribeiro zona rural de
Berilo como Dona Pretinha, começou aos 7 anos fiando o algodão. A mais nova de uma família de 8
irmãos, tinha nessa atividade uma forma de ajudar a mãe para conseguir dinheiro para o sustento da
casa.

Aos 12 anos começou a tecer, pois a mãe ficou acamada por um longo tempo e foi necessário expandir
mais suas atividades para produzir diversos tecidos e vender para os comerciantes que levavam para
Teófilo Otoni ou trocar com os comerciantes por alimentos que não produziam na roça.

Com o tempo, os fios foram ganhando cores tiradas dos pigmentos das cascas de árvores e da terra.
Além de ser uma fonte de renda, o artesanato se tornou uma paixão que ajudou no sustento da família,
ensinou os 10 filhos, amigos e vizinhos, pois tinha o interesse que outras pessoas aprendessem a arte
da tecelagem e que isso pudesse se tornar uma fonte de renda para várias pessoas que necessitavam
de melhorar sua qualidade de vida.

Artesã: Maria Lopes de Oliveira Já participou de feiras em vários municípios de Minas Gerais e também em Brasília, São Paulo e Rio de
Data de nascimento: 05/07/1939 Janeiro.
Telefone: (33) 98865 5571
Foi muita tecelagem nesses 65 anos, porém a dois anos Dona Pretinha parou as atividades pois o
E-mail: mariberilo@hotmail.com.br corpo não colabora mais para ajudar o desenvolvimento do ofício.
Tipologia: Fios e tecidos
Técnica: Fiação/ Tecelagem
Classificação: Artesanato Tradicional
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História do mestre

Artista plástica – artesã/agente cultura desde a década de 1980.

Fundadora do Projeto Marias Artesãs na cidade de Patos de Minas. Nossa cidade ficou conhecida pela Festa
Nacional do Milho, que acontece no mês de maio desde 1959 a 2018, são 60 anos!

Uma região rica de solo fértil. Marialda é a idealizadora do Museu do Milho, inaugurado em maio 2002.
Dentro da mesma proposta de resgatar as nossas raízes, a história do homem do campo, criou um grupo
de fiandeiras que mais tarde teve o nome Marias Artesãs, transformada em entidade no ano de 2006. São
senhoras da 3ª idade, tecem e rasgam a palha, viajando com os sentimentos. É responsável pelo grupo,
onde coordena e cria as peças para as artesãs, já conhecidas por todo o Brasil.

Por incrível que pareça, são Marias até no nome Maria Abadia, Maria de Lourdes, Maria Salete, Maria
Conceição…

O grupo é abrigado dentro do Memorial Romero Queiroz Pereira – Memorial do Milho; onde fabricam as
Artesã: Marialda de Amorim Coury Martins
peças. É um ponto turístico e de pesquisa de referência. Essas mulheres sob a coordenação de Marialda,
Data de nascimento: 31/07/1947 recebem as orientações e transformam palha e fibras naturais, em: bonecas, flores de diferentes formas e
Telefone: (34) 3818-2841 cores que completam a harmonia das marias… um grupo unido que representam sua terra e são as guardiãs
E-mail: memorial@fenamilho.com.br deste trabalho.
Tipologia: Fibras
No ano de 2017 o grupo completou 15 anos, com o lançamento de um livro desta autora. Marias …. Dom de
Técnica: Montagem Deus! Uma certa magia, marias… maria.
Classificação: Artesanato Tradicional
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História do mestre
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Pedro Miranda tem uma carreira de mais de 50 anos em artes plásticas.

Começou esculpindo em madeira, passou por vários materiais, argila, vitrais, pinturas.

Atualmente se dedica à escultura e elegeu o aço naval como matéria prima de suas obras, transformando
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esse material bruto em verdadeiras rendas cortadas a mão.


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Artesão: Pedro Miranda


Data de nascimento: 29/06/1937
Telefone: (31) 33733125
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E-mail: pedromirandaescultura@gmail.com
Tipologia: Metal
Técnica: Serralheria
Classificação: Artesanato Contemporâneo
Conceitual
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História do mestre

Mestre Ulisses Mendes da cidade de Itinga – uma das cidades que margeia o Rio Jequitinhonha - é um dos
principais expoentes do artesanato do Vale do Jequitinhonha. Morador de uma das cidades de menor índice
de IDH no Estado de Minas Gerais, ele não abandadonou o lugar em destino a São Paulo como é de costume,
vive na cidade desde o nascimento, conciliando seu trabalho de lavrador com o de oficineiro e artesão.

Seu trabalho de artesão tem alcance internacional e é difícil falar da cultura e do artesanato do Vale do
Jequitinhonha sem lembrar o nome do Mestre Ulisses, como é carinhosamente conhecido. Todas as principais
publicações sobre a cerâmica do Jequitinhonha faz e trás referência ao trabalho desse brilhante mestre.

Seu trabalho traz na sua essência o que ele vivencia como lavrador e morador de uma pequena cidade no
Nordeste de Minas Gerais. São mulheres a beira do fogão de lenha, escravas de historias que ele ouviu dos
pais, tropeiros que passam pela cidade montados nos seus cavalos de portes ou suas éguas moribundas,
trabalhadores rurais que quando vêem a cidade voltam montados nos seus burrinhos portando um garrafa
de cachaça e embriagados, em alusão aos dias de feiras na cidade, barqueiros que habitam a sua memória
quando o rio Jequitinhonha era farto de água ou quando a cidade de Itinga era dividida por um rio e somente
podia transitar de um lado para o outro através de pequenas canoas e a sua principal marca que são os
Artesão: Ulisses Mendes lavradores e lavradoras crucificadas pela famigerada seca que assola a região, retrato de um povo rural que,
mesmo com tantas lutas e vitorias, foram sacrificados com a falta de alimentos, de remédios e de trabalho.
Data de nascimento: 11/02/55
Telefone: (33) 999051313 Com esse seu trabalho Ulisses mostra o sofrimento que passa o seu povo e cumpre o seu papel de formador
E-mail: vilmar.oliveira1@yahoo.com.br de opinião, de líder comunitário.
Tipologia: Argila Mestre Ulisses não se apega ao seu conhecimento, partilha com viajantes, visitantes, artesãos e pesquisadores
Técnica: Modelagem os seus achados na natureza, as cores novas que descobre, o seu jeito de moldar o barro e encanta todos com
Classificação: Artesanato Tradicional um elemento que ele associa ao seu artesanato: as estórias da região.

Ulisses é tão precioso para a cultura popular como os seus ‘‘oleios’’ – vidros com águas de barro ou de
produtos minerais colhidos por ele para pintar as peças de cerâmicas.
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ESTADO Do Pará

História do mestre

Sineia Hosana, pesquisadora das cerâmicas da Amazônia, filha neta e bisneta de ceramistas, comprometida
com a educação e com a cultura.

Néia começou a confeccionar e vender suas primeiras peças de barro logo aos 9 anos de idade, no início
da década de 1960. “Meu pai (Mestre Gaby) fazia peças e levava para vender no Ver-o-Peso. Eu fazia umas
panelinhas de barro, mesinhas, e pedi para ele levar para vender minhas peças também. Ele achou que
ninguém ia querer aquilo tudo miudinho, mas os pais iam com as crianças para a feira e elas gostavam.

Assim comecei a vender minhas peças e nunca parei. Posso ser doutora dez vezes, mas continuo fazendo
minhas peças”, diz ela. Formada em Administração, Direito e Pedagogia, ela é um exemplo dos muitos
mestres que existem na cultura paraense sem jamais ter recebido o reconhecimento formal de sua
contribuição para a cultura popular, assim como para a economia criativa do estado. Com o diploma em
Direito, Néia defende sua comunidade. Com o diploma em Administração, fortalece sua atuação como
presidente da Cooperativa dos Artesãos de Icoaraci (Coarti). E com o diploma de Pedagoga exerce o papel
mais importante de uma Mestra: passa seu conhecimento aos mais jovens, mantendo a arte, a história e a
Artesã: Sineia Pereira Hosana
cultura local viva. “Achei boa à premiação do Programa Seiva da Fundação Cultural do Pará, porque valoriza
Data de nascimento: 26/05/1951 o trabalho da gente, principalmente o da minha área, que é tão esquecida.
Email: saahon@bol.com.br
Para mim o mais importante dessa premiação foi o título de Mestra, porque vejo tanta gente que trabalha
Telefone: (91) 98033 3707
a vida toda e só é reconhecida depois que morre. Quero ser reconhecida e receber flores em vida, como
Tipologia: Argila ocorreu com este prêmio”, declara. Néia realiza pesquisas arqueológicas junto ao Museu Emílio Goeldi,
Técnica: Cerâmica no Marajó, desde 2009, recuperando a história da cerâmica marajoara. E faz pesquisas sobre cerâmica em
Classificação: Artesanato Tradicional geral desde a década de 1980, voltadas também para as de estilo tapajônico e a atual cerâmica do Paracuri.
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ESTADO Da Paraíba
História do mestre

Trata-se de Dona Antonia Ribeiro de Mendonça, que trabalha com renda labirinto. Natural de Ingá/PB,
faz renda labirinto há 40 anos e possui 86 anos de idade. Aprendeu este ofício desde criança com a sua
madrinha. Achava bonito o tipo de trabalho artesanal e já sonhava em repassar o seu conhecimento para
suas vizinhas.

Atualmente tem orgulho em dizer que as rendeiras de sua comunidade, Chã dos Pereiras, aprenderam com
ela e que possuem melhores condições de vida por causa do lucro obtido com a venda do labirinto em
forma de produtos para cama, mesa, banho e vestuário. Tem clientes fixos por todo o Brasil.

Foi homenageada pela Assembléia Legislativa da Paraíba por ser a artesã mais velha do Programa de
Artesanato da Paraíba (PAP) e muito atuante na elaboração de suas rendas e na área social. Vende seus
produtos para clientes de várias partes do Brasil e de outros países, através dos salões de artesanato
Artesã: Antonia Ribeiro de Mendonça promovidos pelo Governo do Estado da Paraíba, por intermédio do PAP e pelo Programa de Artesanato
Data de nascimento: Ano de 1932 Brasileiro.
Tipologia: Fios e tecidos
Técnica: Bordado Labirinto
Classificação: Artesanato Tradicional
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ESTADO Do Paraná

História do mestre

Escultura é uma arte que representa ou ilustra imagens plásticas em relevo total ou parcial. Existem várias
técnicas de trabalhar os materiais, como a cinzelação, a fundição, a moldagem ou a aglomeração de
partículas para a criação de um objeto. Vários materiais se prestam a esta arte, uns mais perenes como o
bronze ou o mármore, outros mais fáceis de trabalhar, como a argila, a cera ou a madeira.

Embora possam ser utilizadas para representar qualquer coisa, ou até coisa nenhuma, tradicionalmente o
objetivo maior foi sempre representar o corpo humano, ou a divindade numa forma antropomórfica.
É considerada a quarta das artes clássicas.

O mestre artesão Arley Lopes, esta sendo indicado, por preencher a todos os pré requisitos elencados,
possui um talento nato, autodidata, já atuou algum tempo na área bancária, porém percebeu que seu
espaço era voltado as artes, está como artesão exclusivamente a 23 anos, e não se imagina longe desta
habilidade, é um artista que desenvolve esculturas em argila, muito semelhante ao ser humano, que chega
a parecer muito com uma figura real!
Artesão: Arley Lopes
É um escultor paranaense nascido em Telêmaco Borba, atualmente morando em Curitiba, de indiscutível
Data de nascimento: 08/07/1963 talento. Ele consegue esculpir em argila com extrema habilidade. Seus trabalhos são muito habilidosos em
E-mail: lopesarley@gmail.com diversas escalas, algumas sacras. Ele também ministra cursos de modelagem em argila. Arley Lopes um dos
Telefone: (41) 3256-1611 grandes escultores paranaenses com certeza!
Tipologia: Argila
Técnica: Modelagem
Classificação: Artesanato Tradicional
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ESTADO De Pernambuco

História do mestre

Joseilson dos Santos Barbosa, conhecido como Mestre Pintor, nasceu em 1974 e reside em Petrolina/PE.

Começou a pintar apreciando o pôr do sol. Trabalhou também como desenhista e restaurador.

Em 2004, começou a esculpir em madeira. Suas peças retratam a fauna e flora, como onças, araras e leões,
além de figuras com a temática de tribos indígenas brasileiras.

Artesão: Joseilson dos Santos Barbosa


Data de nascimento: 29/08/1974
Email: pin.tore@hotmail.com
Telefone: (87) 98842 2510
Tipologia: Madeira
Técnica: Entalhe
Classificação: Arte Popular
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ESTADO Do Piauí

História do mestre

Nascido em Campo Maior - Piauí em 1956, Cornélio começou a trabalhar na madeira cedo,
ajudando seu pai na marcenaria.

Iniciou sua vida de Santeiro ao lado do Mestre Carlos, escupindo um cristo de galho de
cajueiro em tamanho natural, para a igreja de São João Evangelista, a "Igreja do Parque"
como é conhecida. (Parque Piauí) - Teresinha - PI.

Sua persistência e capacidade criativa levaram-no a conquista de vários prêmios e a


inúmeras participações em feiras e exposições.

Foi premiado no Salão de Artesãos Piauenses (1974). 1ª Salão de Janeiro (1974). II Salão
Universitário de Arte Santeira (1981) e no VII Salão de Artes Plasticas do Piauí, todas em
Teresinha PI (1981). Participou de mostras nacionais no Rio de Janeiro, (1976), Teresinha
Artesão: José Cornélio de Abreu (1976), Salvador (1980 e 1981), Brasilia (1987), e São Paulo (1987 e 1988). Córdoba -
Data de nascimento: 09/07/1956 Argentina (1995) e recentimente Curitiba - PR e Pádova - Itália (1999).
Telefone: (86) 99492 5001
Tipologia: Madeira
Técnica: Entalhe
Classificação: Artesanato Tradicional
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ESTADO Do Rio Grande do Norte


História do mestre

Cleison Aleixo Freire nasceu em Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, em 12 de novembro de
1975, trabalha com renda de bilro desde os 07 (sete) anos de idade, aprendeu o ofício de rendar com sua
mãe, Maria de Lourdes das Silva. Desde criança se encantou com a beleza da renda de bilro, do barulho
dos bilros, prá lá e prá cá e a conviver com dificuldades de comercialização dos produtos.

No pequeno distrito em que ele reside Alcaçuz, município de Nísia Floresta, a renda de bilro tem um
grande destaque na economia, pois as pessoas vivem exclusivamente da agricultura e do artesanato.
Cleison Aleixo Freire encontra-se a frente de uma associação composta por 84 (oitenta a quatro) artesãos,
beneficiando direta e indiretamente mais de 500 (quinhentas) pessoas graças ao seu empenho e apoio do
Programa de Artesanato Brasileiro - PAB, que a partir do ano de 2015, através da Coordenadoria Nacional
juntamente com o Programa de Artesanato Estadual – PROARTE-RN, tem dado apoio no segmento de
cadeia produtiva do artesanato na tipologia da renda de bilro, que com o incentivo do escoamento da
produção por meio das feiras realizadas pelo PAB em parceria com o Estado do RN, passamos de 8 (oito)
para 84 (oitenta quatro) associados, o que contribui para a ampliação das rendeiras, passando de geração
em geração, garantindo a continuidade de um ofício que caracteriza o nosso Estado, além de melhorar a
Artesão: Cleison Aleixo Freire qualidade de vida dos artesãos tornando também todos nós protagonistas de nossa própria arte.
Data de nascimento: 12/11/1975 Depois da participação dos artesãos direto nas feiras, não faltam encomendas. Sinto- me realizado
E-mail: cleisonaleixo@hotmail.com em ser presidente de uma associação de rendeiras e rendeiros, no qual na minha família todos vivem
Telefone: (84) 99154 1159 do artesanato e hoje temos três gerações que fazem da renda de bilro, a fonte de renda para sua
sobrevivência.
Tipologia: Fios e Tecidos
Técnica: Renda de Bilro A renda de bilro faz parte do patrimônio histórico, cultural e imortal dos potiguares, hoje fazer uma visita
Classificação: Artesanato Tradicional aquele distrito enche os olhos, nos alpendres das casas, embaixo das mangueiras e cajueiros, o que se vê
são artesãos com suas almofadas fazendo renda em diversas peças tais como: saia, bico, xale, camisetas,
vestidos, caminhos, toalhas, colchas, blusas e bandejas. Valorizar a renda de bilro é não deixar morrer
a história dos nossos antepassados, é valorizar o futuro, garantindo a continuação desta tipologia de
artesanato. Eu como mestre artesão sou ciente e consciente do meu compromisso de ensinar e mostrar
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o valor do nosso trabalho. Em 1982 com a aposentadoria de Niná, Trokkal começa a produzir artisticamente e ser reconhecido como artista plástico pela sociedade
amapaense. Com o reconhecimento em 1992 Trokkal recebe do então prefeito da Cidade de Macapá João Alberto Capiberibe a doação de um terreno no bairro do Zerão,
para onde se mudou com a família em 1993 e onde a matéria-prima mesmo depois de vários anos de extração ainda era abundante.

Em meio a vida agitada de artista plástico, em 1999 Trokkal assina contrato com o Caixa Escolar da Escola de Artes Cândido Portinari para atuar como professor da área
de escultura e cerâmica, se destacando como um exímio professor, a exemplo de seu avô, ele foi um mestre dedicado, como docente no período que lecionou na escola,
tendo o reconhecimento dos alunos e de seus colegas de trabalho.
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ESTADO De Rondonia

História do mestre

As obras do artesão/escultor capixaba Dênis Coransil, ganharam mundo e estão espalhadas por 16 países,
como Alemanha, Portugal, Japão, Suécia, Italia, onde suas peças foram requisitadas e enviadas.

A madeira é o seu carro-chefe, mas ele também utiliza materiais como chifre, osso e gesso, mostra e ensina
seu talendo em criar obra de arte em esculturas.

Dênis ainda faz peças personalizadas.

Ele é autodidata e esculpe por amor e diz que não vê o que ele faz como um trabalho, ele sente prazer.

Artesão: Denis Coransil (Adenes C. A. Da Silva)


Data de nascimento: 18 03 1961
E-mail: deniscoransil@outlook.com
Telefone:(69) 99362 7500
Tipologia: Madeira
Técnica: Entalhe
Classificação: Artesanato Tradicional
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ESTADO Do Rio Grande do Sul

História do mestre

Ary Minotto, nascido em Caxias do Sul, em 14 de novembro de 1933. Ja com 9 anos, iniciou sua vida
profissional trabalhando como tanoeiro (artesão que produz barris) tornando-se íntimo no trato com
madeira. Posteriormente, foi trabalhar como auxiliar de escultor, travando conhecimento com novas
ferrramentas, como formões e goivas. Em 1948, iniciou sua atividade de Escultor em madeira na empresa
Industrial Madereira, em Caxias do Sul. Com 15 anos de idade já operava um Pantógrafo importado, que
copiava e esboçava 4 peças simultaneamente.

Época também em que os alatares das igrejas católicas eram entalhados em madeira, folhados a ouro
ou verdadeiras imitações de mármore. No final da década de 1950, transferiu-se com sua oficina para
Porto Alegre, onde fez restaurações de peças antigas, produziu móveis para familia Matarazzo, entalhou
peças para o colunista Gasparotto e familia Dalegrave. Seu atelier era frequentado por Aldo Locatelli,
Érico Verrisimo, Leonel Brizola e Lido Meneguetti, seus amigos e clientes. Além de suas obras, já assinou
restaurações e cópias de mobiliário artístico de diversos estilos.

Atualmente está ministrando cursos de "Entalhe em madeira", nas oficinas Comunitárias na "Casa do
Artesão: Ary Minotto Artesão" da FGTAS - Fundação Gaúcha do Trabalho e Assitência Social.
Data de nascimento: 14/11/1933
Foram suas obras: restaurações das portas da igreja da Conceição, montadas em estilo barroco, altar da
E-mail: augustominotto@gmail.com
igreja Cristo Redentor de Bento Gonçalves, confissionários da igreja do Rosário em Porto Alegre, guarda-
Telefone: (51) 99175 0499 respeito da igreja Sagrada Familia na Cidade Baixa/Poa, os bancos de cabriúva da Igreja São Jorge no
Tipologia: Madeira Prtenon/Poa, e elaboração do altar da Igreja de Matriz em Coca/SC.
Técnica: Entalhe
Classificação: Artesanato Tradicional
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ESTADO De Santa Catarina

História do mestre

O Mestre Oleiro Ilson Roberto dos Santos, 62 anos, nasceu, cresceu e hoje mora no bairro Ponta de Baixo,
na cidade de São José em Santa Catarina, em que na década de 50 foi chamada de “Capital da Louça de
Barro”, onde também foi fundada a Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros, única escola desse tipo
no país.
Ilson Roberto é neto e filho de mestres oleiros da primeira geração, que formava na cidade, mais de 20
olarias. Ele conta que aprendeu e teve seu primeiro contato com a argila e o ofício na propria olaria do pai e
do avô, pois ele e os irmãos ajudavam os mesmos no contraturno escolar.
O pai de Ilson, Onildo Ricardo dos Santos, o famoso Mestre Duca, sempre teve ajuda dos filhos na
olaria, mas houve um tempo em que a concorrência com o alumínio e o plástico, levaram essa prática a
decadência. Aproximadamente em 1990, com a escassez de olarias e oleiros, para manter a tradição cultural
viva, sentiu-se a necessidade de criar um espaço para levar adiante esses ensinamentos. Foi então, que
Duca, junto da professora Mariângela Leite, conseguiram a aprovação da prefeitura para a criação da escola,
em 30 de novembro de 1992. A estrutura escolhida foi a antiga olaria de Luiz Joaquim de Medeiros, aberta
em 1945, por onde passaram diversos oleiros da cidade.
Artesão: Ilson Roberto Dos Santos O Mestre Duca, foi professor na escola de oleiros desde a fundação da mesma, mas quando precisou
Data de nascimento: 22/02/1957 se afastar da escola até se aposentar de vez, o filho Ilson, foi chamado para dar aulas. Assim se
E-mail: tuannysantos@gmail.com profissionalizou, prestou concurso público, voltou para a sala de aula e se graduou em Pedagogia.
Telefone: (48) 99671 7898 Hoje é professor efetivo da Escola de Oleiros Joaquim Antonio de Medeiros, onde ministra aulas há 16 anos,
Tipologia: Argila e mantêm seu ateliê, chamado, Cantinho do Oleiro, em sua própria casa, trabalhando na roda de oleiro
Técnica: Modelagem herdada de seu pai, e conta com a ajuda da esposa, Ana Lúcia dos Santos e a filha, Tuanny Rafaela dos
Santos, que trabalham com pintura e arte figurativa.
Classificação: Artesanato Tradicional
Mestre Ilson foi indicado a 29ª Feira Nacional de Artesanato por sua historia e reconhecimento, mantendo
viva está cultura e formando novos Oleiros por todo o Estado de Santa Catarina.
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ESTADO De São Paulo

História do mestre

Sou artesã a 35 anos. Aprendi a técnica com meu marido que foi um grande mestre. Quando me casei,
trabalhava na área de saúde e cursava bioquímica, abandonei tudo e comecei a ajuda-lo, primeiramente no
brejo. Ele fazia a poda e eu carregava a palha, aprendi a limpar e o ponto de secagem da palha.

Ele trançava e eu limpava as tranças, ele sempre me disse que ia me transformar em uma grande artesã,
duvidei disso. Comecei a fazer as cestarias, depois mobiliários, só que eu não queria aprender a trançar e
acabei aprendendo pela dor, meu marido adoeceu e eu tinha dois filhos pequenos e um marido doente,
contas para pagar e remédios para comprar. Aprendi a trançar sozinha, oito meses depois, fiquei viúva.

No dia em que abri a minha oficina sozinha, foi um dos piores dias da minha vida. Comecei fazendo
trabalhos, depois que meus filhos cresceram, comecei a dar cursos para esse trabalho não morrer. Se
passaram 12 anos e eu continuei com o trabalho, fiz algumas coisas importantes para mim, um trabalho
para a Faculdade de Arquitetura e Design de Florença, 6 peças de mobiliário em escala reduzida, que saiu
em livro.

Artesã: Cleide De Fátima Toledo Baptista Participei da Feira do Design e estão em exposição permanente no Museu de Palha de Florença. Ganhei
Data de nascimento: 22/01/1958 um prêmio com a obra O Sapo, pelo Benchmarking das Artes. Fiz 12 colunas de 5 metros de altura para
exposição na Pinacoteca do Estado de Ana Maria Tavares e há alguns anos, estou trabalhando na produção
E-mail: palhabrasilartes@yahoo.com.br
do programa Sr. Brasil pela TV Cultura, que tem um cenário de artesanato brasileiro. Estou no Conselho
Telefone: (11) 2685 1749 do Artesanato Paulista a 3 anos, sendo 2 como Vice Presidente, sempre sou convidada para levar outros
Tipologia: Fibra artesãos para eventos e fazer curadoria. Amo o que faço e para mim, o Trabalho Trançado em Taboa é uma
grande história de amor e superação.
Técnica: Trançado
Classificação: Trançado Tradicional
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ESTADO De Sergipe

História do mestre

Uma das mais antigas artesãs, ainda em atividade, envolvida na produção da Renda Irlandesa em Divina
Pastora e no estado de Sergipe. Dona Alzira Alves Santos começou a se envolver no aprendizado da citada
renda, por volta dos seus 10 anos de idade com sua tia, do lado paterno, Ercília Theodoro, mais conhecida
por Sinhá, esta, juntamente com suas irmãs Maria Engrácia (Marocas) e Dina S. Costa, foram as primeiras,
das pessoas simples, aprenderem as técnicas do fabuloso artesanato das senhoras da aristocracia local,
possivelmente no início do século XX, época em que, provavelmente, a Renda Irlandesa foi introduzida no
estado de Sergipe.

A rendeira Alzira Alves, sendo de família simples e pobre, sempre teve na Renda Irlandesa, desde sua
juventude, seu meio de subsistência e de sua família. Foi essa necessidade que a fez ser uma mestra no
“risco” da renda (a primeira etapa no processo das peças) que aprendeu com sua tia Sinhá. Da mesma
forma ela se destaca nas outras etapas do fazer a renda, chegando a ser consultada e procurada por pessoas
que querem aprender o artesanato símbolo do estado de Sergipe.

Muitas das rendeiras hoje existentes na cidade de Divina Pastora, passaram pelas instruções de Dona
Artesã: Alzira Alves Santos Alzira. Foi através da luta de muitas dessas rendeiras que essa arte não deixou de existir; organizaram-se
Data de nascimento: 15 / 10/ 1948 em associações e hoje, através da colaboração de órgãos relacionados à cultura, estudantes, instituições de
ensino superior e outros, a Renda Irlandesa é reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan,
E-mail: asderen.dp@hotmail.com
sendo incluída no Livro de Registro dos Saberes Nacional, no ano de 2008, e no ano de 2013 recebeu o Selo
Telefone: ( 79 ) 9 8825 4310 de Identificação Geográfica pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial.
Tipologia: Fios e tecidos
Dona Alzira contribuiu muito e vem contribuindo para que o modo de fazer da Renda Irlandesa não venha
Técnica: Renda Irlandeza
a desaparecer no seio de Divina Pastora, fato que a tornaria uma cidade sem essência, sem alma, por
Classificação: Artesanato Tradicional conseguinte, o estado de Sergipe e o Brasil ficariam mais “pobres”.
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ESTADO Do Tocantins

História do mestre

A artesã Durvalina Ribeiro de Sousa, 43 anos, filha de artesãos da região do Jalapão, está sendo indicada
pois a mesma trabalha com artesanato desde sua infância. Aos 12 anos aprendeu a costurar com sua mãe,
e desenvolve até hoje com muita dedicação trabalhos com a matéria prima Capim Dourado, adquirindo
assim, 31 anos de experiência.

Hoje a artesã transmite seus conhecimentos ministrando capacitações em associações e em outros


Estados. Reside na Capital Palmas, e comercializa suas peças de artesanato nas feiras da cidade,
congressos e feiras nacionais.

Artesã: Durvalina Ribeiro de Sousa


Data de nascimento: 09/06/1974
E-mail: durvalinacapimdourado@yahoo.com.br
Telefone: (63) 98458 9963
Tipologia: Fibras vegetais
Técnica: Costura
Classificação: Artesanato de Referência Cultura
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a O projeto Mestres da Arte e do Artesanato, acontecerá durante a 29a. Feira
a
a Nacional de Artesanato, em Belo Horizonte de 4 a 9 de dezembro de 2018.
a
a A realização do projeto se dá através das parcerias;
a
a Programa de Artesanato Brasileiro - Ministério da Industria e Comércio Exterior
Governo do Estado de Minas Gerais - Seedif
a
a Instituto Centro CAPE
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29 a
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a FNA
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