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Capítulo Um

—VOCÊ JÁ MATOU ALGUÉM? — Eu roubo um olhar para Cullen


enquanto seguimos para o bar perto de minha casa. O homem é
bonito demais para o seu próprio bem. Ser bonito demais é mesmo
um problema? Deveria ser. Um homem não poderia ser tão atraente,
fazendo seu peito agir de forma engraçada. Isso definitivamente
deveria ser contra a lei. Pena que ele é um policial e não vai prender-
se.

Eu tenho que dar a ele um ponto por prender a mulher que


tentou atacar o noivo da minha irmã Luna, Maddox. Minha irmã
provavelmente teria sido atacada em seguida, se não fosse por
Cullen. Ele está ganhando meu afeto mesmo que eu não queira. Eu
poderia argumentar que ele só fez isso porque queria preservar seu
irmão e que era o seu trabalho.

—Hoje não. — Ele sorri para mim. Uma covinha perfeita


aparece. Claro que ele tem uma covinha para combinar com seu
cabelo loiro e olhos azuis. Isso faz com que ele pareça mais quente
do que ele já é. Droga. Sim, realmente deveria haver uma lei contra
isso. Sua aparência está em contraste com a do seu irmão. Enquanto
Maddox é bonito, com cabelos negros e olhos verdes, eu prefiro os
cabelos claros e os olhos azuis do meu homem. Eu paro no meio do
pensamento. Devo ter perdido a cabeça por um segundo porque
Cullen certamente não é meu. A louca festa de amor de Luna e
Maddox deve ser contagiante.

O crachá brilhante que ele prendeu no topo de sua calça não foi
como determinei que ele era um policial. Não era apenas um policial,
mas um detetive. Eu recebi todas as informações sobre o noivo
da minha irmã Luna no momento em que ela começou a persegui-
lo. Ou investiga-lo. Mesma merda, se você me perguntar. Eu sabia
que ele tinha um irmão policial e uma irmã socialite. Uma vez que
ela parou, seu noivo Maddox e seu irmão Cullen começaram a vigiar
nossa casa. Tenho certeza que Cullen estava tentando fazer com que
Maddox parasse, mas eu gostei de espreitar pela minha janela
vendo-o lá fora. Minha irmã não mencionou que Maddox tinha um
irmão mais velho super-quente. Eu só recebi informações básicas
sobre Cullen. Meus informantes gostavam de fofocar, então não
demorou muito para eu conseguir as suas informações.. É um dos
privilégios de cozinhar para os ricos e famosos.

—Oh, você é um cara desse tipo. Você gosta de manter o


suspense para uma garota. — Reviro os olhos, fingindo
aborrecimento. Agora eu realmente queria saber.

O que eu aprendi sobre ele foi que ele era um bom homem do
interior. Segue a lei ao pé da letra acima de tudo. Nunca funcionaria
entre nós. Não que eu esteja pensando em um nós. Eu não faço isso
a menos que você conte Luna, minha irmãzinha, que eu criei. Nós
sempre fomos um nós. Agora eu acho que ela vai ser um nós com
outra pessoa.
O pensamento me deixa feliz e triste. Estou muito feliz com o
fato de que ela encontrou alguém com quem se encaixa, mas eu
estou lutando com a percepção de que isso significa que eu vou ficar
sozinha. Eu aposto que é assim que a síndrome do ninho vazio é. Eu
tento não pensar nisso negativamente porque eu quero o melhor
para Luna, e Maddox é isso. Ele entende as suas peculiaridades.

—Com você, acho que seria o único jeito de manter sua atenção.

Eu paro enquanto ele abre a porta do bar perto da minha casa


e de Luna. Vai ser estranho quando eu não estiver mais chamando a
casa dessa maneira. Eu sei que se depender de Maddox, ele vai tê-la
morando com ele até o final do dia. Só espero ter mais tempo com
ela. Talvez eu tenha sorte e fique presa com o bonitão Cullen para o
resto da minha vida. Uma garota pode sonhar. Mas sei que isso não
vai acontecer. Nós somos como noite e dia.

—Depois de você. — Cullen gesticula para que eu entre. Eu


devo ter estado perdida em meus pensamentos. Que maneira de agir
MJ, você já está se fazendo de tola Eu me controlo e caminho até uma
das mesas altas que acomodam duas pessoas. Eu não me vou
transformar numa bagunça por causa de um homem. Eu não corro
atrás ou persigo.

Cullen segue atrás de mim, certificando-se de puxar o banco


para mim. Ele está sendo tão gentil, mas eu não esperaria nada
menos dele. Eu posso sentir sua presença atrás de mim enquanto ele
aproxima meu banco perto da mesa. Ele fica lá por um momento. Eu
sinto o cheiro dele, fazendo meu corpo aquecer. Eles devem ter
aumentado o termostato aqui. Não me lembro de estar tão quente.
Eu sinto algo tocar meu cabelo suavemente. Eu congelo. Ele
cheirou meu cabelo? Não, isso seria estranho. Certo? Até que ponto
isso é estranho? Minha irmã está se casando com seu irmão sábado
e eles nem sequer namoraram. Talvez um comportamento estranho
corra pela família Castile. Pessoas ricas fazem coisas estranhas e os
Castiles são tão ricos quanto parecem. Eu acho intrigante que Cullen
acabou sendo um policial.

Sou grata por ele não poder ver meu rosto agora, porque tenho
certeza de que está mostrando meu rubor só com o pensamento
dele me cheirando. Eu acho que também gosto de coisas estranhas
também. Porra do inferno. Isto vai ser ruim. Eu já posso ver: Cullen
vai ser um problema para mim. Eu sabia que a partir do momento
em que olhei pela janela e o vi naquele carro. Não que eu vá agir
sobre qualquer uma dessas coisas.

Eu estou atribuindo tudo isso à minha falta de atenção


masculina nos últimos anos. Ok, talvez tenha sido mais do que
alguns anos. Eu estive ocupada criando Luna e colocando minha
carreira nos trilhos. Eu tinha que ter certeza que seria uma
constante. Eu sempre tive que ser a responsável desde que nossos
pais foram uma merda em cuidar de nós. Eu vivi o bastante com eles
e sabia que não queria que Luna vivesse essa vida também. Eu a tirei
de lá assim que pude.

—O que você vai querer? — Cullen está olhando para mim do


outro lado da mesa. Eu nem me lembro dele sentando.

—Neil sabe o que eu quero. — Eu dou um aceno de cabeça para


Neil. Ele está atrás do bar pegando o pedido de outra pessoa no
momento. Ele levanta o rosto em reconhecimento, deixando-me
saber que ele vai acabar num minuto. Passei muitas noites sozinha
aqui, com Neil sendo meu confidente. Parece que Cullen está
encarando um buraco no lado do meu rosto, então volto minha
atenção para ele.

—Eu estou supondo que você vem muito aqui, se o barman


sabe o que você quer.

Eu ri da sua observação. —Eu acho que eles não te chamam de


detetive sem motivo. — Eu sorrio com a minha própria piada. Seus
olhos se iluminam quando ele solta uma gargalhada. O som corre
direto pelo meu corpo. Nós nos sentamos lá sorrindo como dois
idiotas perdidos no momento. Não me lembro da última vez que me
senti tão confortável com alguém.

—Aqui está, MJ. Bom te ver. Já faz um tempo, — Neil diz


enquanto coloca uma cerveja na minha frente junto com uma prova1
de cerveja. Não faz tanto tempo assim. —Tenho algumas IPAs novas
que não podemos achar nesta região. Pensei que você poderia
querer experimentá-las. — Eu me distraio com a amostra de
cervejas e do comentário de Neil.

—Vou tomar um café. Obrigado por perguntar, — eu ouço


Cullen falar.

—Você não precisa ficar mal-humorado. Eu vou compartilhar a


minha degustação. — Eu deslizo a amostra entre nós. —Eu não sou
uma grande bebedora, mas essas cervejarias continuam saindo com
as misturas mais exclusivas de sabores. Às vezes pode me
desencadear uma nova receita.

1 Neste caso prova tem sentido de amostra, o garçom traz uma mostra com 3 cervejas novas para MJ
experimentar.
Eu pego a primeira. Eu tomo um lento gole, deixando o sabor
rolar sobre a minha língua. É cítrico, com um gosto de pinho para
acompanhar e goiaba também está lá no final. É tão leve que
passaria despercebido pela maioria.

Eu entrego a ele o vidro da degustação. Ele vira o copo,


colocando a boca onde a minha estava. Meu peito faz essa merda de
novo.

—O que você sentiu? — Eu pergunto.

—Citrus. Estou pensando em maracujá, com pinho e uma


pitada de... — Ele faz uma pausa por um momento, saboreando o
sabor ainda em sua boca. —Goiaba.

Eu fico chocada por um momento. Ele não só nomeou o


maracujá como também a goiaba.

—Como você disse. — Ele encolhe os ombros enquanto faz a


covinha aparecer. —Eles não me chamam de detetive sem motivo.

Eu comecei a rir. —Eu acho que não. — Ele faz o resto da


degustação comigo, acertando as outras. Cada vez que ele pega o
copo da minha mão, ele coloca a boca na minha. Isso é o que minha
mente continua imaginando toda vez que ele vira aquele copo para
colocar seus lábios onde os meus estavam. É sexy e acho que
estávamos flertando.

Seu paladar é bom. Bom demais. Eu tenho o pressentimento


que tudo o que Cullen faz é com excelência. É uma coisa de família,
aparentemente. Embora eu não ache que ele é tão louco quanto seu
irmão, que eu tenho certeza que está tendo seu jeito sujo com a
minha irmã agora. A loucura deles parece funcionar em conjunto ou
eu não estaria sentada em frente a Cullen tomando uma cerveja
enquanto eles fazem as pazes. Eu sabia que ela ia quebrar. Eu podia
ver os corações dançando sobre a cabeça dela mesmo quando ela
estava brava com ele.

Cullen seria um maravilhoso testador, quando eu quiser


experimentar uma receita. Luna apenas empurra tudo em sua boca,
não saboreando o que entrou nela. Ele vai ser uma parte da minha
vida agora, eu poderia muito bem torná-lo útil. Além disso, ele é
bonito para se olhar, então isso funciona a meu favor. Pelo que eu
descobri sobre a família deles, eles são todos muito
unidos. Isso pode significar que eles vão querer Luna e eu junto a
eles. Não tenho certeza de como me sinto sobre isso. Eu estou
acostumada a sermos só nós duas. Por ela, porém, eu farei isso. Eu
faria qualquer coisa por aquela garota. Eu não quero ter esperanças
demais de finalmente estar com uma família que nos quer. Parece
tão juvenil, mas é a verdade. Sempre tive esse desejo dentro de mim.

—Nós temos que ir a um casamento neste fim de semana, — eu


lembro Cullen enquanto Neil coloca bifes para nós dois. A comida
aqui é boa. A distância da minha casa é o que o torna ideal na
maioria das vezes.

Eu corto um pedaço do meu bife, trazendo-o à minha boca.

—Você deveria ser meu encontro.

Eu paro por um momento. —Para o casamento? — Isso parece


confuso. Eu amo confusão. Reality Shows são o meu vício, mas essa
merda acontece à distância. Não acontece no meu espaço. Eu não
podia namorar o futuro cunhado da minha irmã. —O último homem
que tentou namorar comigo pegou fogo, — eu o informo antes de
tirar a mordida do garfo. Lá está, isso deveria assustá-lo.

Cullen levanta uma sobrancelha para mim.

—Estou falando sério, — acrescento, porque acho que ele não


acredita em mim. —Ele pegou fogo. — Eu corto outro pedaço de
bife. Foi parcialmente minha culpa que ele pegou fogo. É por isso
que não faço sobremesas. Eu disse isso ao restaurante antes que eles
me contratassem. Não faço sobremesas. Nunca.

Foi assim que Johnny Boy pegou fogo. Ele ficou bem, mas ainda
assim. Ele pegou fogo cerca de trinta segundos depois de me
convidar para sair. Eu tinha acabado de começar a maçaricar a
cobertura do Alasca2. Eu coloquei muito uísque no bolo antes de
acender a coisa. O fogo meio que salvou minha bunda do
embaraçoso não, que eu teria que dar a ele. Eu não namoraria
alguém que tem 'boy' ligado ao seu nome. Apelido ou não.

—Eu acredito em você. — Ele pega seu próprio garfo e faca para
cortar seu bife. —Um pequeno fogo nunca me assustou.

Sim, mas Cullen está começando a me assustar. Ou pelo menos


a merda que ele está me fazendo sentir está.

2 Alaska Cake: bolo e gelado com merengue por cima.


Capítulo Dois

MINHA MULHER É sanguinária e eu amo isso. Pensar que eu estava


zoando Maddox esta manhã por estar tão apaixonado por uma
mulher que ele mal conhecia. Ele me avisou que minha hora
chegaria. Eu deveria ter prestado atenção ao meu irmãozinho. Ele
sempre foi sobrenaturalmente bom em prever merdas, e é por isso
que ele fazia tanto dinheiro em investimentos imobiliários. Ele pode
olhar para uma fileira de apartamentos decadentes numa
vizinhança de merda que parece estar à beira da morte e ver um
novo crescimento enterrado a três metros de profundidade.

Aparentemente, três metros de profundidade no meu coração


calejado era uma semente de amor para uma Chef Louca que
queimou seu último encontro. Isso foi uma coisa boa, no
entanto. Salvou-me o esforço de rastreá-lo e assustá-lo.

—Você pode cozinhar? — Ela pergunta entre as mordidas de


seu bife.

—É uma exigência? — Eu sou mil vezes melhor na cozinha do


que Maddox, que não se pode confiar em sequer ferver uma panela
de água. Minha irmã, Savannah, não é melhor que meu irmão. E
minha mãe, abençoe seu coração, não entrou numa cozinha desde
que ela tinha dez anos, e isso foi porque sua babá adormeceu e
minha mãe ficou com fome. Nós não somos uma família de
cozinheiros. Somos uma família de cartões de crédito e chefs
contratados.

—Não necessariamente, mas quero saber com quem estou


lidando. Numa escala de um para Jean Georges3, onde você cai?

Eu acabo o bife restante e dou um tapinha na boca com um


guardanapo antes de responder. —Definitivamente na extremidade
inferior. Um, não sou francês; dois, não posso pronunciar metade de
seus pratos; e três, minha melhor habilidade na cozinha não seria
cozinhar. Seria comer.

Ela engasga com a cerveja. —Comer? Você quer dizer comida,


certo?

—Não. — Eu levanto da minha cadeira, inclinando-me sobre a


mesa de madeira até que meu rosto esteja apenas a centímetros de
MJ. —O que você está vendo agora na sua cabeça que está te
deixando cor de rosa é exatamente o que eu quero dizer. Nós dois
sabemos que não estou falando de comida.

A bochecha ao lado da minha fica vermelha. Eu me pergunto


como são os seios dela agora, rosados e corados. Se não
estivéssemos sentados num maldito bar, eu descobriria. —Você
terminou? — Eu pergunto. Meu pau está duro como pedra e precisa

3
Chef franco-americano, ele comanda restaurantes em Las Vegas, Londres, Paris, Xangai e Tóquio.
de alívio. Se não vai estar na boca dela, então eu preciso levá-lo na
mão.

—Eu disse a você que coloquei fogo em alguém, certo?, — Ela


diz, com naturalidade.

—Sim. — Minha língua serpenteia e traça a curva de sua


orelha. —O que isso tem a ver comigo?

—Eu poderia colocar fogo em você.

—Não tentando ser piegas, MJ, mas você já coloca. — Eu


mergulho dentro da concha e colo nas espirais e círculos sensíveis.

—M-meu homem tem que saber cozinhar, — diz ela.

Eu aproximo seu lóbulo entre meus dentes. É macio e


quente. Eu agito a pele macia entre meus dentes. —Eu posso fazer
algumas coisas e o que eu não sei, você pode me ensinar. — Eu dou
a ela uma última chupada antes de recuar.

Suas pálpebras estão abaixadas e a cor sobe em suas


bochechas. Ela parece que está pronta para um bom chupar, lamber
e mordiscar noutros lugares. Tão discretamente quanto possível, eu
pressiono a ponta da minha mão contra o meu pau latejante. Estou
tão excitado agora, que um leve toque pode me fazer gozar. Chegou
a hora de pedir a conta. Eu sinalizo para o garçom, mas antes que eu
possa pagar, MJ bate no meu braço.

—E a sobremesa?, — Ela pergunta, seu rosto enrugado numa


expressão lamentável.

—O que tem sobre isso? — Eu pergunto. Assim que voltarmos


ao apartamento dela, vou tomá-la. Estou espalhando suas pernas e
devorando sua buceta e quando eu terminar de me banquetear com
ela, eu vou alimentar meu pau grosso bem abaixo entre seus belos
lábios até que o contorno do meu pau esteja em sua garganta. Essa
vai ser a minha sobremesa.

—Eu tenho que ter sobremesa. Nenhuma refeição é terminada


sem sobremesa, mais, eu sou terrível em sobremesas, então eu
preciso comê-las sempre que eu saio. — Ela me envia um olhar
suplicante que me atinge diretamente no estômago.

Eu nunca vou poder dizer não a ela. —Tudo bem. — O garçom


chega. —Precisamos do menu de sobremesas, — digo a ele.

Ele lança um olhar incerto para MJ.

—Eles não têm um cardápio de sobremesas. É bolo vulcão de


chocolate ou bolo de vulcão de chocolate, — ela me informa.

—Dois bolos de vulcão de chocolate.

—Com sorvete, — ela grita enquanto o garçom sai para colocar


o nosso pedido. Ela encolhe os ombros timidamente. —Desculpa. Eu
simplesmente amo a sobremesa.

—Eu também— eu resmungo. —Então, você trabalha num


restaurante?

—Sim, no Golden Spoon. É comida de conforto, mas de ponta.

—Eu não sei o que isso significa, mas soa bem. — Eu me


conformo com a cerveja que ela pediu para mim, a que tem gosto de
treze coisas incríveis em uma só.

—Comida de conforto é o tipo que você recebe da sua mãe.


—Minha mãe me alimentou com caviar quando eu tinha cinco
anos.

MJ parece um pouco escandalizada. —Ok, talvez não seja o


material que você recebe da sua mãe. Então você é todo rico?

Normalmente, guardo todas essas informações para mim. Eu


odeio que as pessoas saibam que eu sou Cullen Castile da Park
Avenue de Castile. Quero ser conhecido como Detetive Castile, que
mora na parte não-centralizada de Hell's Kitchen,
embora não tenha sobrado muito disso. No entanto, desde que eu
estou casando com MJ em um futuro próximo, eu poderia muito bem
ser honesto com ela.

—Sim. Quero dizer, nenhum de nós se compara a Madd. Ele


respira e seu saldo bancário se multiplica, mas todos nós temos o
fundo fiduciário dos meus avós. — Eu faço o sinal da cruz. —Que
eles descansem em paz, mas eu só uso o fundo fiduciário para coisas
de família - e, ok, para comprar a minha casa, mas é um estúdio,
então não é como se fosse todo extravagante e merda. — Então me
ocorre que talvez MJ queira um bom lugar. A casa dela não me
parece em mau estado. É um apartamento de dois quartos, o que
significa que custaria pelo menos dois ou três milhões nesta
economia. —Não que eu não possa pagar por mais. Quer dizer, se
minha esposa quisesse, poderíamos morar em qualquer lugar. Havia
vários zeros na minha conta bancária, na última vez que eu vi. Eu
acho que é o resultado de ignorar sua existência a maior parte da
minha vida.

—Eu gosto da minha casa, — diz MJ, rolando o copo de vidro


entre as mãos. —Ou, pelo menos, eu gostava. Luna está se mudando,
agora eu estou me perguntando se é muito grande. Comprei porque
tinha dois quartos e a cozinha é
incrível, mas se eu morar sozinha...
posso ficar solitária.

—Eu tenho uma solução para isso.

—Qual?

—A sua situação de moradia. — A ideia que surgiu na minha


cabeça quando ela disse que poderia sentir-se solitária toma lugar
na minha imaginação e a mentira rola da minha língua como
um pedaço de doce. —Meu lugar está em construção. Eu ia ficar em
um hotel, mas que tal eu ficar na sua casa? Dessa forma você não vai
ficar sozinha e eu não vou precisar gastar dinheiro. — Eu estendo
minha mão. —Combinado?
Capítulo Três

Por que eu concordei com isso? Cullen está sorrindo para mim
sentado no banco da ilha, na qual Luna sempre se senta. Eu fui da
minha irmã, para um homem morando aqui. Um homem quente
demais para o seu próprio bem ou o meu. Ele me dá um sorriso com
a covinha aparecendo. Eu nunca poderei dizer não a esse homem, se
ele mostrar essa covinha para mim. Eu só preciso segurar isso, para
que ele não a use como arma.

—É uma boa cozinha. — Não é ruim. Não é a cozinha dos meus


sonhos, mas funciona. Eu usei o dinheiro que recebi de
alguns negócios no Instagram para dar uma grande entrada nela. É
uma loucura o que as pessoas pagam a você, para tirar uma foto com
a sua merda. Também é uma loucura saber que as pessoas acham a
minha culinária tão interessante. Eles nunca saberiam que eu
aprendi a cozinhar porque meus pais eram tão ausentes que eu
precisava fazer isso para sobreviver. Algumas das minhas melhores
lembranças são de mim cozinhando para Luna quando
criança. Cozinhar começou como uma necessidade, mas cresceu
como minha paixão. Eu posso pegar o que tiver no armário e
transformá-la numa refeição que tem um gosto muito bom.
—Que tipo de construção você está fazendo? — Eu
pergunto. Eu me faço parecer ocupada encontrando algo para
cortar. Eu preciso fazer uma refeição de qualquer maneira. Eu tento
colocar pelo menos quatro por semana no meu feed do
Instagram. Eu sempre incluo os ingredientes, preparação e
instruções, com uma foto. Eu tento fazer refeições para todas as
posições sociais. Eu sei o que é ser ocupado, mas também ter alguém
dependendo de você para se sustentar. Cozinhar sempre me ajuda a
limpar minha cabeça por um segundo. Eu pensei que eu ia ter um
momento para mim antes que Cullen estivesse se mudando. Alguém
pensaria que ele precisaria fazer as malas ou o que fosse. Não. Ele
mandou um texto para alguém, e vão entrega-las aqui. Tenho
certeza de que é um dos muitos luxos de se ter dinheiro. Coisas
acontecem apenas com um texto de distância.

Isso me incomodaria, mas Cullen não é esnobe ou pretensioso


como você poderia pensar. Eu não gostaria de me tornar amarga
porque ele nasceu melhor. Como ele disse, ele poderia ter ficado em
um hotel. Ele provavelmente poderia ficar em algum lugar de cinco
estrelas que lhe oferecesse qualquer coisa que quisesse. Por que ele
não está fazendo isso?

—Você tem certeza que quer ficar aqui? — Eu aponto para o


quarto de Luna onde ele estará dormindo. Ela arrumou suas malas
e já saiu. Ela disse que ela e Maddox tinham que cuidar de uma
mulher louca e que ela tem um casamento para terminar o
planejamento. —A porta rosa é apenas o começo. — Eu rio. O quarto
da minha irmã é uma explosão de rosa. Eu deixei ela ter livre reinado
quando nos mudamos para cá. Tudo o que me importava era a
cozinha.
Quando Luna e eu conseguimos esse lugar, era finalmente o
nosso lugar. Foi a primeira vez que tivemos nosso próprio
quarto. Nas primeiras semanas eu entrava no seu quarto à noite e
dormia com ela. Eu estava tão acostumada a tê-la no mesmo
quarto comigo que senti sua falta. Eventualmente nós conseguimos
nossas merdas controladas. Eu deixei Luna fazer o que ela queria em
seu quarto. Ela não teve essa oportunidade enquanto crescia e eu
queria que ela sentisse que finalmente tinha algo que poderia
chamar dela. Eu só tinha um pedido, e era que ela limpasse de
tempos em tempos. Eu amo minha irmã, mas ela pode deixar um
rastro de bagunça por onde passa. Pelo menos sabemos que Maddox
pode se dar ao luxo de mandar alguém limpar em vez dela. A
maneira como ele olha para Luna, no entanto, eu estou supondo que
ele provavelmente vai gostar de fazer isso sozinho.

—Eu acho que vou gostar mais de ficar aqui do que qualquer
hotel. — Ele sorri.

—Você acha que porque eu deixei você me morder no bar hoje


você pode vir aqui e me pegar quando quiser? — Eu levanto uma
sobrancelha para ele.

—Não faça isso parecer barato, Shortcake4. — Seu tom é


provocativo, mas eu juro que há um toque de alerta nele. Ele
realmente não gostou de como eu disse isso.

Eu abaixei a faca, dando a Cullen um olhar fixo. Ele tem


quebrador de coração escrito em cima dele. Eu não estou num lugar
na minha vida para ter um relacionamento. Eu sempre amei uma
pessoa na minha vida, e é minha irmã. Agora ela está fora vivendo

4 Shortcake : termo carinhoso que seria o equivalente a chamá-la de pequenina.


seu sonho com o irmão desse homem, e eu não quero lhes causar
nenhum problema.

—Vamos ser diretos aqui. — Eu coloco as duas mãos no topo


do balcão. —Tem alguma coisa aqui. Você sente isso.

—Sentir é o eufemismo do século. — Suas palavras saem


grossas. Sem mais provocação nelas. Meus mamilos ficam duros sob
minha camisa. Eu poderia ter um gostinho do Cullen. Eu poderia
lidar com uma pequena amostra do que ele está oferecendo. Que
mal faria? Enquanto houver regras e diretrizes com as quais
concordamos. Nós poderíamos mantê-las simples e leve. Eu nunca
namorei muito. Ou tive uma aventura selvagem.

Nós somos obviamente sexualmente atraídos um pelo outro,


então por que não relaxar um pouco juntos? Ver se podemos tirar
isto dos nossos sistemas. Luna sempre foi toda a minha
vida. Trabalhar e manter um teto sobre nossas cabeças sempre foi
minha maior prioridade. Eu poderia ter algo para mim. Eu quero ser
egoísta pela primeira vez na minha vida.

—Sexo. Isso é tudo o que pode ser. — Eu cuspo. Eu poderia


falar de um grande jogo, mas sexo não é algo que eu conheça. O que
eu sei é que eu quero com Cullen. Meu corpo inteiro está implorando
por isso. —Não. — Eu levanto uma mão, cortando-o antes que ele
possa se intrometer. —Nós não temos que jogar este jogo onde você
diz que isso poderia ser mais, porque eu sou uma garota e você acha
que eu preciso de todos esses corações e flores, — eu digo a ele. Eu
não preciso disso. Pelo menos pensava que não, mas agora, estão
dançando na minha cabeça.
Eu pego minha faca, voltando a cortar os vegetais com mais
força, agindo como se fossem essas coisas sonhadoras flutuando em
minha mente. Isso vai ensiná-las.

—Sexo sem compromisso. Nós vamos ser família em breve e


nós podemos fazer as coisas... — Eu paro, encolhendo os ombros e
colocando a faca de volta para baixo. Eu olho de volta para ele
quando ele não responde.

—Confusas? — Ele fornece quando meus olhos se fecham com


os dele. Ele queria minha atenção de volta nele. É por isso que ele
não respondeu. Ele lambe aqueles lábios que eu ainda sinto no meu
pescoço. —Mas eu tenho planos para fazer todos os tipos de
bagunça em você.

Eu tenho planos para deixá-lo fazer.


Capítulo Quatro

SEXO SEM AMARRAS? Eu posso jogar esse jogo. Vou transar com
ela tão bem que o pensamento de me deixar nunca mais vai entrar
em sua mente.

—Você quer foder antes ou depois do jantar?

Sua faca para no meio da fatia e ela precisa subir antes de


responder. —Tanto faz.

Ela tenta parecer legal, mas o ligeiro tremor em sua mão


quando ela retoma a preparação do jantar e a minúscula cor no topo
de suas orelhas fofas conta uma história diferente. Ela é inocente, o
que significa que sua oferta só de sexo é um blefe.

Talvez não tenha sido exatamente um blefe. A garota é


curiosa. Ela está morrendo de vontade de saber como é ser bem
fodida. Então é uma aposta calculada. De qualquer maneira ela não
perde.

Se eu sair, ela está bem. Se não, ela descobrirá exatamente o


porquê todos são tão animados quando falam sobre transar.
Eu não sou fã de sua ambivalência, mas acho que vem de ser
queimada muitas vezes. E eu não quero dizer no fogão. Ela teve uma
infância de merda e passou os últimos doze anos criando sua irmã
mais nova. MJ provavelmente está cansada de ter pessoas cagando
nela. Ela teve uma vida inteira de desapontamento e pouco prazer.

Ainda bem que estou aqui para mudar isso.

Eu me levanto do banquinho alto e círculo a ilha para que eu


fique nas suas costas.

—Hum, o que você está fazendo?

—Conseguindo um ângulo diferente de suas habilidades com


uma faca. — Eu me aconchego perto dela até o meu pau semi duro
estar pressionando contra seu traseiro suculento. —Não pare por
mim, — eu insisto enquanto sua faca fica parada.

Ela encolhe os ombros. —A faca trabalha da mesma maneira,


não importa onde você esteja.

Por toda sua negligência estudada, a lâmina que ela empunha


faz um baque alto a cada descida. Eu sorrio para o cabelo dela. Ela é
fofa pensando que a violência me desanima. Se faz alguma diferença,
faz meu sangue ficar mais aquecido. Porra, não há nada como uma
boa perseguição.

Eu deslizo a mão ao redor da frente dela e paro no seu


estômago. Ela para novamente.

—Não se importe comigo, — murmuro, afastando o seu cabelo


para o lado. Seu pescoço é comprido e esguio. Eu coloco um beijo
suave ao longo de seu couro cabeludo e passo meus lábios até seu
pescoço, parando na gola de sua camisa de malha. Enquanto a beijo,
levo minha mão ao peito dela. Parece quente ao meu toque. É
rechonchudo e erótico.

Meu meio mastro cresce numa ereção completa. Ela sente isso,
mas não se afasta. Instintivamente, ou talvez intencionalmente, ela
apoia a bunda na minha ereção e esfrega levemente contra mim.

Minha mão se afunda no botão de seu jeans. Eu abro-o


lentamente, dando a ela uma oportunidade de me dizer para dar o
fora. Ela não faz. Em vez disso, ela pega uma cebola e,
silenciosamente, começa a cortá-la.

À sua maneira, ela está tentando me dizer para fazer o meu pior
- ou melhor. Eu não acho que ela acredita que eu posso explodir sua
mente. Eu não acho que ela acredita em destino ou amor verdadeiro
ou qualquer outra merda. Eu não acreditava antes dela.

Tudo bem. Eu vou ter uma vida inteira para convencê-la. Eu


vou começar a trabalhar em seu corpo e fazer o meu caminho em
seu coração tão devagar e sorrateiramente que ela não vai perceber
que eu criei raízes lá até que seja tarde demais.

Eu não abro muito o zíper, apenas o suficiente para passar


minha mão grande na frente e sob sua calcinha. A proximidade só
aumentará a pressão contra sua buceta e a deixará selvagem. Eu a
acaricio levemente, dois dedos em cada lado dos lábios da sua
buceta. Ela está molhada, encharcada na verdade. Eu uso o seu
lubrificante para escorregar do seu clitóris até à sua buceta. Eu não
posso esperar para usar minha língua nela. Ela vai estar uma
bagunça molhada até lá. Eu só sei que ela vai foder meu rosto como
se eu fosse um touro mecânico no festival.
Seu batimento cardíaco aumenta. Sua respiração vem em
inspirações curtas. Ela coloca a faca para baixo e se apoia contra o
balcão.

—Você já gozou na cozinha, baby? — Eu pergunto-lhe,


moldando um seio e depois o outro. Seu peito sobe e desce com meu
aperto. Ela tem seios perfeitos - pesados, redondos, com grandes
mamilos que mal posso esperar para chupar.

—T-talvez, — ela gagueja.

—Que tipo de brinquedo você usou para gozar? — Porque eu


sei que nenhum homem a fez tremer assim.

—Brinquedo? Apenas meus dedos.

—Pobre bebê. Nenhum brinquedo? Nenhum homem? Seus


dedos não vão fazer você se sentir assim. — Eu círculo seu clitóris
com meus dedos molhados e, em seguida, empurro dentro de sua
buceta.

Ela grita. —Oh meu Deus! — Sua cabeça cai de volta contra o
meu ombro.

—Está certo. Esta é apenas uma prévia de como eu vou te


foder. Eu vou deslizar meu pau grosso dentro desta pequena buceta
quente até você desmaiar. — Eu a fodo com meus dedos com força,
num ritmo implacável.

Ela monta minha mão, assim como eu sabia que ela faria porque
ela é tão responsiva, tão fodidamente em sintonia comigo. Sua
cabeça pode não reconhecer que estamos destinados a ficar juntos,
mas o seu corpo dela. Seu corpo responde a mim como se
tivéssemos sido cortados do mesmo tecido e costurados em dois
seres separados, mas sempre destinados a ser colocados juntos
novamente.

—Vai ser tão bom quando eu finalmente estiver dentro de


você. Tão bom. — Empurro meus dois dedos dentro de seu buraco
apertado, quase levantando-a do chão e ela goza, sua buceta
apertando meus dedos com tanta força que eles podem cair por falta
de circulação. Eu não me importo. Não é por nada, mas é assim que
eu quero morrer - com meus dedos dentro dela e seus gritos de
prazer ecoando em meu ouvido.
Capítulo Cinco

MEU CORPO INTEIRO VIBRA. Minha cabeça repousa no peito de


Cullen. O orgasmo que ele acabou de me dar foi o melhor que eu já
tive. Meu único pensamento é que preciso de outro e de outro. Não
existe nada que seja demais no que me diz respeito.

—Eu preciso de mais. — Eu me viro em seus braços, olhando


para ele. Seus olhos estão com as pálpebras pesadas. Ele me mostra
aquela covinha antes de beijar levemente meus lábios. Não é
suficiente.

—Eu não terminei. — A maneira como ele diz isso faz parecer
que ele nunca terá terminado. Agora mesmo eu não lutarei contra
ele. Ele pode ter o seu caminho comigo se puder me fazer gozar
assim de novo e de novo.

—Você quer vir na minha língua, aqui ou no quarto? Porque eu


estou morrendo de vontade de sentir um gosto dessa doce buceta,
Shortcake. — Meus mamilos franzem enquanto eu pressiono seu
peito tentando chegar o mais perto humanamente possível. Meu
corpo está no piloto automático desde o orgasmo. Não consigo
pensar ou formar frases completas. Eu estou com raiva da minha
própria mão. Por que ela não fez um trabalho melhor este tempo
todo?

—Quarto? — Isso é o melhor que eu posso tirar de mim


mesmo neste momento.

Ele me levanta facilmente em seus braços, me levando em


direção ao corredor. Ele vai para a porta que não é pintada de
rosa. Há apenas dois quartos, então não é difícil descobrir qual é o
meu. Uma vez lá dentro, ele me coloca na cama enquanto ele
descarta a camisa e a calça. Eu olho, com a boca aberta o seu corpo
perfeitamente esculpido. Seus olhos estão trancados nos meus
enquanto ele se aproxima de mim como se eu fosse sua presa. A
fome em seu olhar me faz sentir o mais sexy que eu já senti na minha
vida. Eu levanto minha camisa sobre a minha cabeça e a coloco no
chão. Quando ele chega à beira da cama, seus olhos percorrem o
comprimento do meu corpo antes de pegar minhas calças. Elas
ainda estão desfeitas, caindo baixo em meus quadris. Ele puxa-as
facilmente pelas minhas pernas até que as únicas coisas que eu
estou usando são o meu sutiã e calcinha. Não é nada chique. Pelo
jeito que ele olha para mim, porém, você pensaria que eu estou em
lingerie de seda sexy e não de algodão que eu peguei na caixa dos
descontos.

—Solte seu sutiã e me mostre esses peitos lindos. Aposto que


seus mamilos suculentos não podem esperar para eu sugá-los. —
Suas mãos se fecham em punhos. Ele está tentando se controlar.
Sabendo que eu tento o controle dele, só adiciona outra camada na
minha excitação agora. Eu quero mais. É como se eu não tivesse
gozado apenas alguns momentos atrás. Eu quero me afogar no
prazer que Cullen me deu. —Mostre-me, — ele exige. Sua voz fica
mais profunda com cada direção que ele me dá.

Eu alcanço o fecho do meu sutiã, mas aparentemente eu não sou


a única que está impaciente. Ele se inclina e solta-o para mim. O
sutiã sai voando enquanto sua boca trava no meu mamilo.

—Oh, merda, — eu gemo. Ele dá ao meu mamilo uma pequena


mordida, a sensação indo direto para o meu clitóris. Eu tremo contra
ele. Ele se move para o outro, dando-lhe a mesma atenção. —Cullen,
— eu gemo, precisando de mais. Minhas mãos estão por toda
parte. Eu não consigo o suficiente do que ele está fazendo comigo.

—Eu sei, — ele respira quando ele libera meu mamilo. Ele
também pode sentir isto. Sua mão puxa minha calcinha. Elas são a
última coisa a sair, me deixando nua na cama. —Eu vou cuidar de
você. — Um pequeno suspiro deixa-me enquanto ele se move para
baixo do meu corpo. Eu afasto a dor que vem aos meus olhos. As
cinco palavras simples eu vou cuidar de você têm mais peso do que
ele jamais saberá.

Eu caio de volta na cama enquanto seus ombros largos fazem


minhas pernas se abrirem. Meu corpo abre para dar lugar a
ele. Meus quadris balançam novamente no primeiro toque de sua
língua no meu clitóris. Suas mãos apertam meus quadris para me
manter no lugar. É a única maneira que eu poderia ficar quieta
agora. Já estou à beira de outro orgasmo.

—Você tem uma buceta gananciosa, — diz ele contra mim, sua
língua rodando meu clitóris. Eu tento e empurro para cima
novamente, mas o seu aperto em mim é firme. Eu choramingo. O
controle que ele tem sobre o meu corpo agora não deveria estar me
excitando, mas está apenas adicionando combustível ao fogo. Ele
estava certo. Minha buceta é gananciosa. Eu sou egoísta agora e não
me importo.

—Cuide de mim, — eu grito, precisando de sua língua no meu


clitóris. O orgasmo está bem ali. Estou no limite e preciso que ele me
dê o que eu quero.

—Sempre, — diz ele antes de chupar meu clitóris em sua


boca. Eu grito seu nome, gozando de novo. Este é mais duro e mais
longo que o anterior. Eu não sabia que isso era possível. Ainda
anseio mais. Eu preciso dele dentro de mim. Eu nunca estive tão
faminta por algo na minha vida. Isso é muito vindo de mim.

Meus olhos abrem para encontrá-lo se aproximando de mim. —


Eu deveria ir mais devagar, tomar o meu tempo, mas foda-se, — ele
grita. —Eu vou compensar você. — Sua boca desce sobre a minha. O
que ele tem que compensar? Eu gozei duas vezes em minutos. Eu é
que devia estar a compensá-lo.

Eu sinto o meu gosto nos seus lábios enquanto aprofundo o


beijo. Eu ofego em sua boca enquanto ele empurra dentro de mim
todo o caminho até o punho. —Desculpa, — sai da sua boca
novamente entre beijos enquanto ele se segura dentro de mim. Leva
alguns minutos para me acostumar com seu tamanho.

—Por favor, me diga que você está bem. — Suas palavras são
profundas. Quase sussurrada. Sua respiração pesada. Meus olhos
encontram os dele e eu posso ver a necessidade primordial que ele
tem por mim. Ele está lutando uma batalha perdida. Eu também o
quero. Sua perda de controle é a coisa mais sexy que já presenciei.
—Leve-me. — Eu cavo meus dedos em suas costas. Ele fecha os
olhos por um momento, respirando fundo.

—Você é tão fodidamente apertada. Me diga que essa buceta é


minha, Shortcake. Eu vou gozar tão profundamente dentro de sua
buceta que você vai me sentir lá por dias. — Meus quadris estão
encontrando seus impulsos. Meu corpo está tão apertado que
parece que pode explodir a qualquer momento.

—Estou esperando. Você não gozará até que me diga as


palavras que eu quero ouvir. — Seus impulsos se tornam mais
lentos até que ele para completamente. Minhas unhas cravam em
sua bunda, tentando fazê-lo se mover, mas não adianta.

—Minha buceta é sua! — Eu grito. Meu corpo está implorando


por libertação. Eu vou fazer ou dizer qualquer coisa para a
conseguir, eu raciocino comigo mesmo. Não porque em algum nível
eu sinto que essas palavras podem ser verdadeiras.

—Eu sei que é minha, Shortcake. Eu só queria ter certeza de que


você percebeu de quem ela é. — Sua boca desce para encontrar a
minha quando ele me envia ao limite. Fazendo o que ele disse que
faria. Cuidando de mim.
Capítulo Seis

—FINALMENTE DECIDIU vir trabalhar, não é, Castile? — Noah


Donalds grita do outro lado do vestiário.

Ele tem sorte de eu estar cheio de panquecas e sexo ou socaria


meu punho em seu rosto. Em vez disso, eu fecho o armário com uma
mão e levanto o dedo do meio da minha outra mão.

—O que você estava fazendo de qualquer maneira, que você


teve que tirar uma licença de emergência? — Donalds pergunta
enquanto ele anda para o meu lado.

Eu vou em direção ao escritório. —Merdas de família. — De


maneira nenhuma eu estou dizendo a Donalds algo sobre minhas
coisas. Ele poderia muito bem ter um megafone ligado à boca. Não
há um segredo na sala de esquadrão que ele não tenha
compartilhado pelo menos uma vez. Se eu quisesse que alguém
soubesse de alguma merda, espere, Donalds é perfeito,
percebo. Quero que se saiba que estou vendo MJ, para que, se
acontecer alguma coisa com ela, tal como se ela
acidentalmente incendiar alguém, receberei a mensagem. —A irmã
da minha noiva estava tendo alguns problemas e eu estava apenas
ajudando.

—Sua noiva? — O queixo de Donalds cai ao redor de seus


joelhos e seus olhos quase caem de seu rosto. —Tony sabe sobre
isso?

—Por que ela não saberia?, — Pergunto, fingindo que é uma


notícia comum quando nem mesmo minha parceira, Tony, sabia.

—Porque eu não ouvi nada e eu sei todas as fofocas neste lugar.


— Ele bate em seu peito magro para enfatizar seu ponto.

Eu o ignoro. Quando chegamos ao escritório, aproveito para


examinar a sala barulhenta pela minha parceira. Preciso chegar até
ela antes que alguém mais o faça ou ela grampeará minhas bolas na
parede por mantê-la no escuro. Em minha defesa, eu só conheci MJ
ontem, então eu deveria ter um desconto. O que estou dizendo? Esta
é Tony, a mais dura detetive nesta delegacia. Donald é a menor das
minhas preocupações. Felizmente, vejo Tony em sua mesa,
analisando algum relatório - provavelmente o relatório de prisão de
Bernie Swanson. Ouvi dizer que ela pegou o charlatão na noite
passada.

Estou quase na mesa dela quando Donalds grita: —Quando é a


despedida de solteiro? É melhor eu ser convidado, Castile, ou você
não vai ouvir o final disso.

—Como se você estivesse quieto agora, — responde Tony, sem


levantar os olhos da tela do computador.
Eu me sento na minha mesa oposta á dela. —Então, Tony,
talvez você deva fazer uma pausa.

—Não posso. Capitão quer este relatório o mais rápido


possível, porque o advogado de Swanson está no gabinete do
prefeito falando sobre como tudo isto é um grande mal-entendido.

—Ele fazendo lavagem cerebral em crianças vendendo drogas


na rua e é um grande mal entendido? — Bernie é um dos piores
vigaristas da cidade. Ele tem setenta anos, mas parece noventa com
seus ralos cabelos brancos que ele penteia na sua cabeça como uma
cópia ruim de uma coroa de flores. Crianças gostam do seu estilo
tipo vovô. Ele leva fugitivos e órfãos para sua grande casa, alimenta-
os e coloca roupas nos seus corpos, tudo em troca do tráfico de
drogas na escola primária local. Maconha e Adderall5, drogas sob
prescrição, são as mais populares.

—Ele tem conexões, e é por isso que nunca conseguimos


mantê-lo. Tudo o que eu pude fazer foi pegá-lo numa multa e, uma
vez na cadeia, eu apenas me esqueci dele.

Ela só podia fazer isso por vinte e quatro horas.

—Droga. Desculpe por não estar lá.

—Você perdeu um grande show. — Ela bate com o dedo na


tecla de retorno, fica de pé e agarra sua jaqueta de couro. —Estamos
indo almoçar agora.

—São oito da manhã, — protesto. —Estou cheio.

5 Adderall: combinação de drogas usadas em problemas de sono e desordem de atenção. É um estimulante


Ela me prende com um olhar malvado. —Nós podemos tê-lo
aqui, onde todos e suas mães o vêm ou podemos discutir isso com
uma xícara de café preto e os famosos donuts da Mimi.

Eu pulo para os meus pés. —Donuts nunca soaram tão


bem. Vamos almoçar— - grito por cima do ombro enquanto sigo
minha parceira para o elevador. —Eu vou pagar, — eu digo-lhe.

—Não diga, Sherlock. Você está comprando a partir de agora,


até meu cabelo ficar cinza.

Eu me elevo sobre Tony e é fácil ver o topo de sua cabeça. —


Logo, tipo, amanhã então.

Ela se vira e me dá um soco no ombro. —Sua nova noiva quer


te ter de volta com seu pau numa caixa? Se não, é melhor você parar
de falar.

Tony é pequena, mas poderosa, então eu mordo minha


língua. Isso é até chegarmos ao primeiro andar. Eu só posso segurar
por tanto tempo. —Você conhece a Chef Louca, Tones?

Ela para no meio do saguão. —A Chef Louca? — Ela quase


grita. —Sua noiva que você nunca me contou, apesar de sermos
parceiros há quase cinco anos, é a Chef Louca? — Ela se vira e sai. —
Vocês, homens brancos ricos, conseguem todas as mulheres. Não é
justo.

—Ei agora. — Eu corro atrás dela. —Você não poderia tê-la. Ela
joga no meu time.

Tony empurra a porta de vidro com mais força do que o


necessário. Eu corro para impedi-la de saltar na parede de granito.
—Todos as boas jogam no seu time, idiota. O que é uma pena,
porque você namoraria um homem quando tem mulheres lá fora?

—Eu concordo, e é por isso que eu não namoro homens. Eu


namoro mulheres.

A padaria da Mimi fica a apenas duas portas de distância. Nós


chegamos lá em segundos porque Tony está praticamente correndo.

—Eu não posso acreditar que aquela mulher maravilhosa,


talentosa e deslumbrante está se assentando com você, — minha
parceira reclama depois que ela faz seu pedido. —Quando é o
casamento? Eu não estou te comprando merda nenhuma. Você
deveria estar me dando um pacote de condolências por roubar uma
das melhores solteiras femininas elegíveis debaixo do meu nariz.

—Eu não tinha ideia que você desejava a Chef Louca. — Eu


tomo meu café e passo para o lado.

—Qualquer um com gosto cobiça a Chef Louca. Eu fui ao


restaurante dela duas vezes e eu iria mais, mas é tão caro. Você
comeu a comida dela?

Eu a comi, eu penso, e isso é bem viciante. Eu mantenho esse


pensamento para mim mesmo. Eu não quero fazer Tony se sentir
pior do que ela já sente.

—É boa, — é tudo que eu respondo.

—Boa? — Isso resulta noutro soco. Nesse ritmo, vou ter


hematomas. Eu me animo. Talvez eu mostre a MJ e ela vai beijar
para melhorar. —Você seriamente não a merece. Enfim, quando é o
estúpido casamento? — Você nunca disse.
Eu estremeço —Isso seria porque não há um. Ainda. Quer
dizer, eu estou me casando com MJ. Ela simplesmente não sabe
ainda.

Tony deixa seu donut cair no chão. —O quê?

—Eu acabei de dizer isso para Donalds para tirá-lo das minhas
costas. Ele está sempre farejando fofocas. Eu planejo me casar com
MJ, como eu disse, mas preciso perguntar a ela. — E isso pode não
ser por um tempo porque ela atualmente acha que somos apenas
amigos com benefícios.

Minha parceira me dá um soco de novo.

É a minha vez de gritar: —O quê?

—Por ser um homem estúpido e por me fazer largar meu donut,


— ela bufa antes de se abaixar para pegar o doce caído. —Você está
me comprando uma nova encomenda.

Enquanto estou pedindo um donut substituto, o pensamento


me ocorre que Tony é minha arma secreta. Ela é uma mulher que
ama mulheres. Certamente, ela seria capaz de me dizer o caminho
exato para ganhar o amor de MJ. Eu me viro para ela com um prato
de massa frita fumegante e um grande sorriso. —Tony, eu vou te
comprar aquela moto da BMW que você está querendo se você fizer
uma coisa para mim.

—Eu vou odiar isso, não é? — Tony me olha com cautela.

—Sim. — Eu sorrio. Isto é bom. Não, isto é melhor que bom. Isto
é perfeito.
Capítulo Sete

—REALMENTE? — Luna pergunta. Sua exclamação chocada é


ecoada pela equipe circulando pela cozinha. Eu olho para cima das
vieiras na minha panela. Um monte de garçons está esperando que
eu termine. Eles experimentam cada especial para que possam
descrevê-los melhor em suas mesas. Eles estão ansiosos para
começar a degustação do prato principal e, enquanto não
perguntam, eu posso sentir a tensão. Eu deveria estar irritada, mas
como posso ficar brava quando alguém está animado para provar
um dos meus pratos?

—Sim, realmente. — Eu dou a todos um olhar.

Todo mundo foge para trabalhar ou pelo menos finge que é o


que está fazendo. Eu tenho Luna no alto-falante Bluetooth da
cozinha. Meu telefone está sempre emparelhado quando estou
aqui. Eu posso não possuir o Golden Spoon, mas a cozinha é minha.

—Eu vou vestir o que você escolher. — Eu não sei como ela não
sabe que eu sou barro nas suas mãos. Eu usaria um saco de papel se
aquela garota me pedisse.
Ela está me ligando e mandando mensagens de texto o dia todo
com perguntas aleatórias sobre o seu casamento. Fico feliz que ela é
capaz de organizar tudo com tão pouco tempo. Ela tinha que
agradecer a conta bancária de Maddox por isso. Não há muito que o
dinheiro não possa comprar. Quando ela me pediu para levá-la até
o altar, tive que desligar o telefone por um segundo porque fiquei
chocada. Levou tudo em mim para não chorar, mas eu sabia que se
eu chorasse, ela também ficaria chateada. Sua excitação tem sido
palpável o dia todo, e eu não vou deixar isso diminuir por minha
causa.

—Mesmo se o vestido for rosa? — Há uma nota de hesitação


provocante em sua voz. Ela age como se a cor do vestido que ela está
sugerindo me surpreenderia.

—É melhor ser rosa ou vou morrer de choque.

Ela cai na gargalhada. —Ok, perfeito. Vou te mandar fotos. Te


amo.

Eu mal consigo —Eu também te amo— antes dela terminar a


ligação. Foi assim que a maioria delas foram hoje. Tenho certeza de
que ela ligará de volta em breve com outra pergunta. Eu quero ter
certeza de que estou lá a cada momento que ela precisar de
mim. Este vai ser um dos dias mais importantes da sua vida.

—Um vestido rosa? — Brian pergunta do meu lado. Ele tem


sido meu braço direito por alguns anos. Quando eu pulo de um
restaurante para outro ele vem comigo.

—Você poderia ter dito não a ela? — Eu levanto uma


sobrancelha para o meu amigo. Luna é difícil de não amar. Sua
felicidade é contagiante às vezes. Eu posso ter alguns dos piores dias
e voltar para casa e me sentir melhor só porque estou perto dela. Eu
não vou ter mais isso. Esse pensamento faz meu peito doer, então eu
rapidamente me concentro em outra coisa. Eu tenho Cullen
agora. Por enquanto, pelo menos.

—Não, — ele diz com uma risada antes de me entregar outro


prato. Eu preciso fazer pelo menos cinco pedidos para que haja o
suficiente para todos darem uma mordida. Eu não preciso deles
lutando pela comida. As pessoas acabam esfaqueadas com garfos
sobre essa merda. Eu volto a empratar o especial desta
noite. Quando termino, coloco um de lado. Eu me certifico de que
está perfeitamente empratado e tiro uma foto para colocar na mídia
social.

Uma vez feito os posts, eu pego Brian e faço uma rápida história
no Instagram. Nós dois agindo como idiotas. A história começa com
ele pegando uma vieira e me alimentando. Você me ouve gemer
quando o gosto bate na minha língua. Brian ri enquanto empurra o
resto da vieira em sua boca.

—Deus, mulher, você é tão talentosa. Essa pode ter sido a


melhor coisa que já comi.

Eu pego outra vieira, dando uma mordida. Eu sei que posso


cozinhar, mas a especialidade desta noite tem outro sabor. Tudo que
eu fiz hoje tem. No começo eu não conseguia descobrir o que eu
tinha feito diferente até que Cullen veio à minha mente. Toda vez
que pensamentos dele flutuam em minha mente, um calor baixo
começa a se agitar na minha barriga. Quem estou enganando? Ele
tem estado na minha mente durante todo o dia. Não é normal estar
ligada dessa forma.
Os orgasmos foram incríveis. Eu não sabia que poderia gozar
tão duro. Ele poderia facilmente tornar-se viciante se eu
deixasse. Seu corpo duro me deu prazer de maneiras que nunca
pensei serem possíveis. Ele comeu minha buceta como se fosse sua
última refeição. Não pode ser normal para mim estar toda excitada
com o sexo, mas foi como se ele tivesse ligado algo dentro de
mim. Eu tento empurrar minha excitação para longe. Vai ser uma
noite longa, se eu continuar relembrando o pau do Cullen.

—Pegue estes, antes que eu coma tudo, — eu digo em torno de


uma boca cheia de comida. Eu rio e tiro outra foto para postar,
sabendo que isso fará Jeremy, o dono da Golden Spoon feliz.

O serviço do jantar está movimentado, então não tenho muito


tempo para olhar para as minhas mensagens. Quando tudo começa
a fluir, posso olhar para o meu telefone para ver que tenho várias
chamadas perdidas e mensagens de texto do Cullen. Eu abro as
mensagens primeiro.

Cullen : Quem é o cara no seu Instagram?

À medida que desço a tela, vejo que a maioria das mensagens


está perguntando a mesma coisa. Minha irritação começa a crescer.
Quem Cullen acha que é? Ele acha que só porque ele me fez gozar
algumas vezes que ele está no comando da minha vida agora. O
pensamento dele me levando ao orgasmo me desvia por um
segundo. Eu estou ficando cada vez mais louca e ligada ao mesmo
tempo. Eu tomo uma respiração calmante antes de pousar o
telefone. Não tenho certeza se estou com raiva dele ou de mim
mesma. Ele está me fazendo sentir mal. Pior, a pequena voz dentro
da minha cabeça gosta que ele é ciumento. É bobo e imaturo, mas
ainda assim.
Eu vou lidar com ele mais tarde depois que eu terminar o
trabalho. Não há como evitá-lo, uma vez que ele agora está
hospedado em minha casa. Se eu entrasse numa briga com ele, ainda
conseguiríamos fazer sexo? Eu pondero o pensamento enquanto
volto ao trabalho, me sentindo inquieta agora.

Cada vez que penso em Cullen, meu corpo implora


silenciosamente para ir até ele. Eu me convenci de que apenas
minha vagina é viciada em Cullen. Essa é a minha história e eu estou
me mantendo com ela.. Antes de terminar esses pensamentos, a
maître, Kimmy, entra na cozinha.

—Alguém está perguntando por você. — Ela balança as


sobrancelhas perfeitas. Ela sempre o faz quando acha que um
convidado é gostoso. Ela e Brian estão numa missão de me arranjar
um cara por meses. —Ele é fofo.

—Ele tem uma mulher com ele, — diz um servidor.

—Não, eles não estão juntos. Eles são amigos. Eu posso dizer.

Eu bufo.

—Eu quero ver, — Brian canta e começa a desamarrar as


cordas do avental.

Eu olho para Kimmy. —Se ele trouxe uma mulher, ele está num
encontro e eu não estou interessada.

—Nós comemos juntos, — Brian me lembra.

Nós comemos. Ok, talvez isto não seja um encontro, mas eu não
estou querendo me conectar com algum cara aleatório. Enquanto eu
posso estar irritada com Cullen, eu ainda estou indo para casa hoje
à noite para me conectar com ele.

Eu dou ás minhas mãos uma fricção completa debaixo da água


e sacudo o excesso na grande pia de metal. A melhor e pior parte do
meu trabalho são os clientes. Por um lado, adoro ver pessoas
curtindo minha comida. Quando eles estão animados, isso me
energiza para criar mais e melhores pratos. Por outro lado, algumas
pessoas querem reclamar. Nem todo mundo vai amar o que você
cria. Você nunca sabe o que você vai conseguir de alguém, mas ser
um chef nesta cidade envolve misturar-se com os clientes. Todo
mundo faz isso, desde Jeremy até mim.

—Mesa cinco, — Kimmy canta enquanto ela fica em pé ao lado


de Brian.

Abotoo-me e, o mais importante, limpo o casaco do chef e saio


para a área de jantar. Meus olhos apontam diretamente para a mesa
cinco, onde Cullen está sentado, sua covinha em nenhum lugar à
vista.
Capítulo Oito

—NÃO FAÇA ISSO, — diz Tony.

—Fazer o quê? — Eu pergunto, não tirando os olhos da porta


da cozinha.

—Assassine um homem porque ele alimentou sua mulher com


um pedaço de marisco. Ou, pelo menos, espere até não estarmos em
público. Eu não tenho aquela borracha de limpar a memória de Will
Smith6. Terei uma chance melhor de encobrir se mais de cinquenta
pessoas da elite de Nova York não estiver assistindo.

—Eu vou matar quem eu bem quiser. — MJ apareceu vestida


com um casaco branco trespassado que a faz parecer sexy pra
caralho. Eu arrasto meus olhos para fora de sua boa forma e procuro
por minha vítima, mas a única pessoa por trás de minha mulher é a
maître que levou Tony e a mim à nossa mesa.

—Você me pediu conselhos. Esta sou eu. Dando-lhe conselhos.

6 Aqui refere-se ao filme MIB – Homens de Preto, em que eles apagavam a memória das pessoas que assistiam
os monstros na realidade.
—Fique com eles, Tony. — Levanto-me e empurro minha
cadeira para trás, bem a tempo de MJ me alcançar. —Ei,
Shortcake, te mandei um texto. Talvez você não tenha recebido.

—Eu recebi. — Ela inclina a cabeça. —Quem é o seu encontro?

—Oi, eu sou Tony. — Minha parceira agita os dedos. —Sou a


parceira aqui do imbecil. Supostamente, estou aqui para dar-lhe
conselhos, mas ele não está aceitando nada, então acabei com o
papel de conselheira. Em vez disso, vou interpretar a espectadora
interessada.

MJ se inclina ao meu redor e pega a mão de Tony. —Eu gosto de


você. Que tal você abandonar o seu parceiro e você pode me
encontrar para bebidas mais tarde?

—Eu adoraria isso, mas minha outra parceira - a que eu


durmo - pode ter outras ideias. Ela é como este aqui. — Tony aperta
o polegar para mim. —Ciumenta o tempo todo.

—Como você lida com isso?

—Ignorando principalmente. Às vezes o sexo pode distraí-los,


mas nem sempre. Convidaria você a se juntar a nós, mas suspeito
que esteja ocupada demais para isso.

—Estou bem aqui, — interrompo, sentindo como se tivesse


perdido o controle - não apenas sobre a conversa, mas sobre toda a
situação. Nós estávamos aqui porque MJ não respondeu ao meu
maldito texto.
—Nós sabemos. Você mede 1,93cm. Teríamos de ser cegas
para não saber que você está aqui— - Tony fala arrastadamente. —
Todo mundo neste restaurante sabe que você está aqui.

Eu olho em volta e vejo que há um grande número de globos


oculares olhando em nossa direção. Eu caio na cadeira de madeira.

—Hé algo que você gostaria? Há algo de errado com a


sua comida? — MJ pergunta com uma falsa doçura. Seus olhos
brilham, me dizendo que se eu disser uma coisa ruim sobre a comida
dela, ela vai me esfaquear com a sua faca de chef.

—Não. A comida está boa.

—Boa? — Sua sobrancelha sobe e o mesmo acontece com o tom


de sua voz.

—Ótima, — eu revisei astutamente. —A comida é fodidamente


demais. A melhor que eu já tive.

—Maravilhoso. Obrigado pelo seu apoio. Espero que você visite


novamente. — Com aquelas palavras sem emoção, MJ gira em seu
calcanhar e volta para a cozinha.

—Ela está chateada.

—Obrigado por nada, Tony.

Minha parceira assobia desafinado e bate o guardanapo no ar


antes de reposicionar o pano branco em seu colo. —Como você
planeja compensar o seu erro?
—Como é um erro querer que ela me escreva de volta? Ela
estava gemendo, pelo amor de Deus, quando a mão de algum
babaca estava perto de sua boca.

—Ele provavelmente era seu chef, braço direito. Coma suas


vieiras. Elas estão ficando frias. — Tony pega uma das iguarias com
manteiga em sua boca e geme. —Porra. Estas são melhores que
sexo. Não é de admirar que ela estivesse gemendo. Só um segundo.
— Ela me entrega o telefone. —Ok, faça um vídeo para que eu possa
enviá-lo para Donya.

—As coisas que faço por você, — resmungo. Eu levanto o


telefone e bato no botão de gravação. Tony passa por uma
encenação elaborada e não muito crível dela comendo a
vieira. Quando ela termina, desligo o telefone para ela.

Tony verifica meu trabalho. —Hmmm, — diz ela. —Talvez eu


não mande isto. Donya pode se perguntar com quem eu estou e ficar
com ciúmes.

—Você está comigo. — Eu franzo a testa. —Donya, porra, me


ama.

—Bem, quem sabe? — Minha parceira encolhe os ombros e


retorna o telefone para a mesa. —Eu não quero arriscar. Afinal, veja
como você reagiu.

Como uma vez disse a MJ, não sou detetive sem motivo. —Eu
entendi o seu ponto, — eu estalo. Talvez eu não devesse ter
exagerado e mandado mensagem para MJ meia dúzia de vezes e
ligado para ela. Ela estava ocupada. Eu não teria respondido ao
telefone se estivesse no meio de uma detenção. Além disso, MJ não
está no mesmo comprimento de onda que eu. Eu estou pronto para
um casamento duplo no sábado e ela está se perguntando quando é
um bom momento para chutar a minha bunda para fora.

— Então você está dizendo que eu preciso reduzir o ciúme?

—Um pouco, — diz Tony. —Não muito, porque ficar com


ciúmes não é uma coisa ruim. É quando é demais e a deixa com
medo, ou interfere no trabalho e assim, isso é quando é um
problema.

Eu franzo a testa. —Como é suposto eu saber a linha que separa


o bom ciúme do mau ciúme? — Eu quero marcar sua bunda com o
meu nome. Num mundo perfeito, ela deveria estar usando uma
daquelas tiaras de despedida de solteira que se acende e diz: —
Estou comprometida.

—E elas significam alguma coisa? — Tony levanta uma


sobrancelha. —Porque na metade do tempo em que vimos essas
coisas acesas, elas estão em mulheres bêbadas que estamos
arrastando de um stripper que contrataram para ter uma última
aventura.

—Você é tão romântica, Tony. Como Donya lida com todo esse
absurdo sentimental? — Eu digo, minha voz carregada de sarcasmo.

Tony não se perturba. —Porque eu sou incrível, claro. Ufa, isto


foi bom, — ela acrescenta depois de terminar o último prato. —O
que estamos tendo para a sobremesa?

Tony come duas porções de um Alasca enquanto eu termino as


vieiras. Elas ficaram frias porque eu passei mais tempo discutindo
com Tony do que comendo, mas mesmo frias elas estavam
deliciosas. MJ é um gênio na cozinha.

Depois que o jantar acabou, eu levo Tony até o carro dela.

—Todas as piadas de lado, eu gosto de MJ, apesar do fato de ela


ser hetero.

—Você mal a conheceu.

Tony sacode a cabeça. —Eu sou uma detetive. Eu devo


examinar cuidadosamente as pessoas num segundo. Ela é
obviamente muito talentosa. Ela é bem sucedida. Ela não precisa de
um homem, então você vai ter que provar que é você é necessário
para ela viver.

—Como diabos eu faço isso?

Tony dá um pequeno encolher de ombros. —Não sei Castile. Eu


me pergunto todos os dias por que Donya me escolheu em vez de
todas as outras mulheres por aí que estão morrendo de vontade de
subir em sua cama.

—E? — Donya é uma supermodelo, então aposto que a fila do


lado de fora da porta dela é longa.

—Ela diz que é porque eu a amo, então ame sua garota e espere
que seja o melhor. — Tony pisca com o último pedaço de conselho
inútil, fecha a porta e se afasta, sem dúvida para ir para casa e ficar
com a sua garota.

Isso é o que eu quero. Eu só quero estar com a MJ. Sim, eu quero


ser o único em seu feed no Insta fazendo-a gemer também, mas eu
me contentaria em apenas estar no mesmo quarto com ela. Ela
preenche espaços em mim que eu nem percebi que estavam vazios.
Eu poderia ir para casa e esperar por ela, mas eu quero provar a MJ
que eu sou mais do que apenas uma boa foda. Que estou aqui por
ela, e que não vou matar o seu chefe por tirar uma foto com ela. Quer
dizer, eu ainda quero, mas não vou fazer isso. Eu enfio as mãos nos
bolsos e vou para a porta dos fundos. Mesmo que eu não esteja na
cozinha com ela, posso estar perto. E quando ela terminar o
trabalho, eu vou levá-la para casa, esfregar seus pés e fazer amor
com ela por tanto tempo e tão bem que da próxima vez que ela
receber um texto meu, ela irá querer responder imediatamente.
Capítulo Nove

ENTENDI. A coisa toda do ciúme. Isso me atingiu com força no


minuto em que meus olhos pousaram em Cullen sentado à mesa com
outra mulher. Eu disse a mim mesma para não me importar. Fingir
que isso não me incomoda. Ainda assim, saiu da minha boca —Quem
é o seu encontro? — Eu não pude evitar. Agora eu entendo como ele
não foi capaz de controlar sua reação também.

—Você sabe quem é o gostoso? — Kimmy coloca-se ao meu


lado no escritório. Ela está mordendo a língua para me perguntar
alguma coisa desde que voltei para a cozinha. Eu voltei ao trabalho.
Tentando me manter ocupada, então não tive tempo para pensar
nele a cada segundo. Quando eu finalmente fiz uma pausa para
apanhar um pouco de ar, eu espreitei a sala de jantar, apenas para
ver Cullen caminhando com sua parceira do restaurante. Eu não
estava mais com ciúmes. Assim que conheci Tony, pude ver
claramente que eles são apenas amigos. Bons. Seu vínculo parece
forte como parceiros. Algo que eu estou supondo é necessário, já que
eles têm que se proteger um ao outro. O estresse de ser detetive eu
tenho certeza que é exigente. Eu não tenho nada além de respeito
por ambos por colocar suas vidas em risco todos os dias para
proteger e servir. Meu ciúme diminuiu, mas ainda estou
incomodada com o fato de que eu senti isso para começar. Eu não
fico com raiva dos homens.

Eu deveria dar uma folga para o Cullen porque sim, eu


entendi. Eu não quero que ninguém lhe dê comida. Eu não vou fazer
isso de novo. Pelo menos não enquanto eu ainda estou curtindo com
Cullen. Eu acho que nosso acordo sem compromisso ainda está em
vigor. Eu espero que sim. Aquele homem fez coisas comigo que eu
nunca irei esquecer e, entre ontem à noite e esta manhã, eu ainda
não me enchi dele. Vai levar tempo para coçar uma coceira tão
grande quanto Cullen.

—Sim, — é tudo que eu dou a ela depois de um momento. Ela


solta um pequeno bufo e eu desmorono rápido demais, querendo
falar com alguém sobre isso. —Estamos dormindo juntos.

Quando Kimmy não diz nada, eu olho para ela do meu celular
com o qual eu estava brincando. Sua boca está aberta enquanto ela
olha para mim.

—O quê? — Jesus. Ela está assim tão chocada? Eu sei que Cullen
é quente, mas talvez ele esteja fora do meu alcance. Policial
milionário. Ok, ele definitivamente está fora do meu alcance, mas
Kimmy não sabe disso.

—Você está dormindo com Cullen Castile. — Ok, talvez ela


saiba quem ele é. Eu deveria ter visto isso chegando. Ela sabe
tudo. Ou se ela não souber, ela descobre rapidamente.
—Como você sabe quem ele é? — Eu não acho que ela sabia
quando ela me disse que uma mesa estava pedindo para me ver. Ela
conseguiu essa informação depois.

—Bem, todo mundo estava olhando. — Ela dá um pequeno


encolher de ombros com um sorriso de conhecimento.

—Então todo mundo estava falando, — acrescento para ela.


Kimmy é tão boa quanto eu em conseguir as fofocas suculentas. Eu
sou mais de ouvir e guardar para mim mesma. Gosto de saber
algumas coisas, mas nunca faço nada com as informações. Kimmy,
por outro lado, é uma faladora. Ela vai espalhar essa merda por toda
parte. Eu amava isso nela até dois segundos atrás, quando agora é
minha merda que ela estará espalhando. Eu acho que nunca pensei
que minhas coisas seriam sussurradas porque eu não sou uma
Castile ou alguém super famoso. Eu também sou muito chata na
maior parte. Eu gosto assim. Bem, a noite passada não foi chata e eu
gostei disso.

—Quando ouvi o nome dele, soube quem ele era. Eu sou a


maitre. — Ela suspira como se isso explicasse tudo. É seu trabalho
saber quem são as pessoas. O nome Castile é aquele que você
conhece. —Eu não posso acreditar que você não me disse que sua
irmãzinha está casando Maddox Castile. — Ela fecha os olhos por
um momento. —Oh Deus, é por isso que você me perguntou sobre
os Castile no outro dia. — Ela coloca tudo junto. É a minha vez de
dar de ombros. Eu não vou me desculpar. Ela estava mais do que
feliz em compartilhar qualquer informação que tivesse sobre
Maddox comigo. Kimmy foi realmente a única a me dizer que
Maddox tinha até um irmão.
—Você está transando com o padrinho. — Ela sorri
completamente. —Sua vadia. Eu fodidamente amo isso. — Ela salta
de onde estava sentada ao meu lado. —Não admira que você não me
deixe te arranjar um cara. Eu não sabia que você precisava de um
Castile para chegar lá. — Ela faz um gesto em direção a minha
vagina. Eu reviro meus olhos. Não é pelo dinheiro. Eu não me
importo com quanto dinheiro Cullen tem. Eu estou nisto para o sexo
quente e sujo. Isso não está dizendo que eu não tenho alguns
padrões. Claro que eu quero um homem que tenha um emprego,
mas ele não precisa ser milionário. Eu não tenho que dizer isso a
Kimmy, no entanto. Ela está apenas brincando. Roubando a chance
de me provocar sobre alguma coisa.

—Aqueles Castiles não são apenas cheios de dinheiro, mas eles


são quentes como merda e não são idiotas. Eles são unicórnios. —
Ela está certa. Eles são. —Você e sua irmã tiraram os irmãos Castile
do mercado. Acho que acabei de ouvir os gritos das milhares de
mulheres que nunca terão uma chance com eles. — Ela enxuga uma
lágrima inexistente do olho. Isso me faz rir e rolar meus olhos para
ela ao mesmo tempo.

Eu deveria dizer a ela que Cullen e eu não somos uma coisa,


estamos apenas dormindo juntos, mas eu decido que vou guardar
para mim mesma. Se as pessoas já estão falando sobre Cullen e eu,
então por que não deixá-las pensarem que ele não é mais
solteiro? Lá vai aquela merda de ciúme de novo. Eu olho para
baixo e me pergunto se Cullen voltou para minha casa.

Eu posso sair quando quiser neste momento. Estou fiz tudo por
esta noite, mas ainda estou sentada aqui, não querendo enfrentar o
que poderia ser uma casa vazia. Estou nervosa que quando eu for
para casa ele não estará lá. Ninguém vai estar lá. Eu não sei porque
isso me assusta tanto, mas assusta. Provavelmente porque eu cedi a
Cullen tão rapidamente em sua ideia de ficar comigo. Foi totalmente
isso e não uma paixão boba. Eu não tenho paixonites. Eu não sou
uma adolescente. Não que eu tenha conseguido ser uma dessas.
Estou com pena de mim mesma. Eu preciso colocar minha calcinha
de menina grande e levar minha bunda para casa, para que Cullen
possa, esperançosamente, removê-las do meu corpo quando eu
chegar lá.

Eu recolho todas as minhas coisas antes de me despedir de


todos e ter certeza de agradecer- lhes por um trabalho bem feito
esta noite. Minha cozinha pode ser a estrela, mas eu não seria tão
bem sucedida sem a ajuda de todos e cada um dos meus colegas de
trabalho. Cada vez que trabalhamos juntos, faço questão de mostrar
minha gratidão. Eu empurro a porta traseira aberta, sentindo a
brisa fresca no meu rosto. Meu corpo se estava inquieto desde que
tudo aconteceu com Cullen hoje. Ainda bem que tenho uma pequena
caminhada para chegar ao meu carro. Isso me dará tempo para
limpar minha mente antes de eu voltar para o desconhecido.

—Merda. — Murmuro quando lembro que meu carro ainda


está estacionado do lado de fora de onde minha irmã estava
perseguindo seu noivo. Droga. Eu me viro para voltar para dentro
para pegar a saída da frente. Eu puxo a porta, mas uma mão desce,
me impedindo. Meu corpo sabe instantaneamente que é Cullen.

—Precisa de uma carona?, — Pergunta ele. Yeah, um passeio é


definitivamente o que eu preciso. De mais de uma maneira.
Capítulo Dez

MJ PARECE CANSADA E FRUSTRADA. Eu tenho uma solução para


ambos.

—Sim, eu acho que sim, — ela murmura.

Outro cara teria pensado que ela parecia ingrata, mas ouvi seu
orgulho vazando. Esta é uma mulher que foi forçada a criar sua
irmãzinha quando sua mãe decolou. MJ tinha apenas dezoito anos
na época. Ela está sozinha há muito tempo e provavelmente se sente
fraca se tiver que confiar em outra pessoa. Havia passado muito
desde que ela teve um ombro para ela se apoiar - se é que ela já teve
um.

Acho que é hora de ela aprender que ter um parceiro na vida


pode aliviar todos os seus fardos. É por isso que há dois detetives
que trabalham num caso - duas cabeças sendo melhores do que uma
e todo aquele jazz.

Além disso, acho que ela precisa de um pouco de perigo em sua


vida. Isso vai ajudá-la a perceber que estar no controle em todos os
momentos não é tão divertido como ela faz parecer em sua cabeça.
—Por aqui. — Eu pego a mão dela e a conduzo para as sombras
criadas por uma parede de tijolo pela altura os meus ombros que
separa as costas de Golden Spoon do vizinho, uma loja de limpeza a
seco. As luzes estão apagadas na loja. É o lugar perfeito para eu
enfrentar sua frustração.

—Onde está o seu carro?, — Ela pergunta, olhando em volta.

—Na frente.

—Por que estamos aqui? — Ela começa a sair, mas eu a arrasto


para trás e a empurro contra a parede.

—Por isso. — Eu inclino minha boca sobre a dela, selando todos


os seus protestos entre os nossos lábios. A surpresa a mantém rígida
por um segundo, mas depois seu corpo assume o controle. Ela pega
meu cabelo num punho fechado e irritado e seus dentes raspam
contra a minha língua.

O sangue dispara rápido e furioso em minhas veias. Eu adoro


quando ela é mal-humorada. Sexo irritado com MJ vai ser a porra de
um passeio.

A porta dos fundos do restaurante se abre. MJ rasga a boca


da minha. Ela começa a falar. Eu coloco a palma da mão na boca dela.

—Shhh. Alguém vai ouvir você, — eu sussurro, quase


silenciosamente, em seu ouvido. —Um cara alto e magro acabou de
sair e jogou um saco na lixeira.

A tampa da lixeira se fecha e ela quase pula para fora de sua


pele com o barulho agudo. O cara não volta imediatamente. —Seu
colega de trabalho acabou de acender um cigarro. Parece que ele
está fazendo uma pausa para fumar.

Ela aperta minha mão, querendo se virar e olhar.

—Quieta, — digo a ela. —Ou eles vão saber que você estava
aprontando alguma coisa.

Ela me olha de uma maneira fofa, mas dá um rápido aceno de


cabeça. Eu me solto e ela se vira lentamente para a borda da
parede. Ela não consegue ver nem na ponta dos pés, então levanto-
a. Ela solta um rangido baixo que chama a atenção do fumador. Eu
baixo-a imediatamente. MJ enterra o rosto no meu peito enquanto
ri, usando minha camisa para abafar o som. Eu corro minha mão
pelas suas costas, sentindo os cumes da sua espinha, a força em seus
ombros de tudo o que corta, levanta e carrega e tudo mais que ela
faz em sua cozinha.

Eu gosto do seu tamanho. Eu sinto que eu poderia transar com


ela o quanto eu quisesse e ela não quebraria. A cama poderia
desmoronar. As tábuas do assoalho poderiam rachar, mas ela ainda
estaria inteira, não importa o quão duro eu me masturbasse em sua
buceta apertada.

Apenas o pensamento de fazer algo assim, fodê-la sem amarras,


me deixa tonto. Se o asfalto de Nova York não abrigasse mil doenças,
eu poderia deitá-la e tentar agora. Mas, desde que eu a amo e não
quero que ela morra de alguma agulha aleatória, vou guardar essa
ideia para outro dia.

Mas eu não vou deixá-la ir completamente. Nah, eu a empurro


de volta contra a parede. —Eu te disse para ficar quieta, — eu rosno
em seu ouvido. Minha mão afunda sob o cós da calça até que meus
dedos terminam em sua buceta. Ela engasga com o contato. Eu
empurro o rosto dela contra o meu peito. —Baby, você vai nos
entregar. O fumador está em seu segundo cigarro e ele está olhando
para cá. Algo quente e úmido jorra contra a minha mão. Eu sorrio
presunçosamente. Eu sabia que ela ia gostar disto. Às vezes, quando
você está sempre no controle, é bom deixar ir. —Você tem que ficar
bem quieta. Você pode fazer isso?

Ela balança a cabeça negativamente. Usando seu lubrificante,


eu empurro dois dedos dentro dela.

—Certamente você pode. Porque se você ficar quieta, vou


continuar fazendo isto. Eu bato minha mão contra sua buceta forte
e rápido, quase levantando-a fora de seus pés. Ela geme
novamente. A cabeça do fumador se vira em nossa direção. —
Baby. Baby. Silêncio significa nenhum som. Seu colega de trabalho
está olhando para cá. Ele vai encontrar você sendo fodida com o
dedo contra uma parede de tijolos. Você quer isso?

Ela balança a cabeça vigorosamente.

—Eu também. Você sabe porquê? Porque eu sou um bastardo


ciumento. Eu não quero que ninguém te veja quando seu rosto está
cheio de luxúria. É por isso que vim aqui esta noite. Porque eu
estava fervendo de inveja. Eu não gosto que haja homens perto de
você. Eu não gosto que alguém tenha que ver aquele olhar de prazer
em seu rosto. Eu não gosto de nada disso. — Eu empurro dentro dela
com três dedos, torcendo e arrastando minhas pontas contra
a pele macia e sensível de sua buceta, certificando-me de encontrar
aquele pequeno pedaço de pele que faz seus joelhos fracos e as mãos
tremerem. Eu me abaixei o suficiente para enfiar meu nariz em sua
garganta úmida. —Mas eu vou lidar com isso, — eu sussurro contra
o pulsar do coração. —Eu vou lidar com isso, lembrá-la a cada noite
que você pertence a mim. E isso significa que eu vou levá-la aqui
contra a parede, mesmo que cada um dos seus colegas de trabalho
esteja na nossa frente. Eu estou reivindicando você, MJ. Você é
minha agora, então goze para mim.

Eu me levanto e capturo seu choro na minha boca. Seu gozo


transborda, cobrindo minha mão. Ela é tão sensível que traz
lágrimas aos meus olhos. Minha linda menina nunca teve uma
libertação como esta e ela precisava disto.

Ela goza e goza, só com a minha mão. Eu a seguro enquanto ela


treme e balança até o orgasmo a deixar exausta em meus braços. Eu
dou uma rápida olhada para ter certeza de que a barra está limpa e
então eu pego uma MJ exausta em meus braços e a carrego para o
meu carro estacionado na parte de trás.

—Eu pensei que você disse que seu carro estava na frente, —
ela murmura enquanto eu a coloco no banco do passageiro.

—Eu menti. — Eu puxo a fivela através de sua forma flácida e


prendo-a. —Você também pode dormir porque eu planejo transar
com você até de manhã quando chegarmos em casa.
Capítulo Onze

O CAMINHO para minha casa parece levar uma eternidade. A mão


de Cullen descansa no meu joelho com o dedo acariciando para
frente e para trás. Mesmo depois que eu gozei com tanta força em
sua mão no beco, meu corpo ainda anseia mais. Ele sabe exatamente
o que está fazendo toda vez que esses dedos acariciam minha pele.
Meu corpo está tão apertado que me faz contorcer no banco do
passageiro. Eu realmente não acho que vou coçar a coceira que é
Cullen Castile. Não ajuda quando ele continua dizendo as coisas mais
doces para mim. Ele está me fazendo pensar que isto poderia ser
mais.

Suas palavras de inveja atadas com o eu vou lidar com isso de


alguma forma eram mais doces para mim do que deveriam ser. Sua
maneira de lidar com isso é muito atraente. Eu ainda estou chocada
com a sua exibição para começar. Isto deveria ser um caso divertido
sem amarras. Ele não deveria se importar com outros paus ao meu
redor.

Isto seria sem corações e flores envolvidas, mas estou


escorregando. Cada vez que ele diz algo sobre eu ser dele, eu sou
empurrada para mais perto da borda de me apaixonar por
Cullen. Eu preciso lembrar que isto não é para valer.
—Você está trazendo um encontro para o casamento? — Minha
voz vem mais alto do que pretendo. Sua mão na minha coxa aperta.

—Você e eu vamos juntos ao casamento. — Seu olhar se desloca


para mim por um momento. —Juntos, — ele acrescenta antes que o
sinal em que estamos parados, mude para verde, sinalizando para
ele dirigir.

—Eu não vou tirar a atenção do casamento de Luna. Não


podemos ir juntos. — A desculpa sai da minha língua. É mentira. Não
tiraria nada do grande dia de Luna. Ela provavelmente ficaria feliz
por tudo isto. Esse é o problema. Ela adoraria esta ideia de estarmos
com irmãos. Ela ficaria tão encantada com isto que se machucaria
também quando Cullen e eu decidirmos nos separar. Ela também é
fiel até aos ossos, então isso significa que ela provavelmente ficaria
brava com Cullen. Mesmo se eu dissesse a ela que era legal, ela ainda
nutriria sentimentos negativos em relação a ele. O pensamento de
estar sem ele faz meu peito doer. Isto não é bom.

—Então nós vamos sozinhos e eu vou te foder num canto


escuro onde ninguém pode ver. — Seu aperto na minha perna não
se solta. Eu concordo com a cabeça, incapaz de encontrar palavras
porque minha calcinha é mais uma vez inundada com desejo. Como
ele continua fazendo isso? Ele tem mais controle do meu corpo do
que eu. Ele está cavando seu caminho para estes desejos sujos que
eu não sabia que estavam lá e arrancando-os. Eu sou tão fácil de ler?

No meu acordo, ele volta a acariciar minha mão. Nós paramos


do lado de fora do meu prédio. Eu vou abrir a porta, mas ele me
para. O aperto que ele tem na minha perna aperta novamente. Eu
sou grata pela escuridão da noite por esconder o rubor que inunda
meu rosto. Eu gosto da firmeza de seu aperto. Eu olho para sua
grande mão na minha perna, percebendo que eu não poderia me
afastar dele mesmo se quisesse. Eu lambo meus lábios
repentinamente secos. A única coisa que está seca em mim neste
momento.

Eu vou deixar meu corpo tomar as decisões quando se trata de


Cullen. Ele ainda não me enganou. Eu vou lidar com as
consequências emocionais mais tarde. Quando eu olho para cima, os
olhos de Cullen estão na minha boca. Ele se inclina, escovando seus
lábios contra os meus.

—Pare de entrar em sua própria cabeça. Deixe-me cuidar de


você. — Meu corpo todo sossega com suas palavras. Eu acho que sou
fácil de ler. —Vamos entrar, Shortcake. Eu preciso da sua boca no
meu pau. Você vai me deixar entrar nessa boca doce e então você vai
subir em cima de mim e montar meu pau até que a doce buceta se
lembre a quem ela pertence.

Eu ouvi e suspirei com suas palavras sujas, apertando minhas


coxas juntas.

Eu apressadamente abro a porta do carro porque não acho que


posso esperar outro segundo. Eu ouço Cullen rir atrás de mim. Um
momento depois ele está ao meu lado.

—Não me roube o privilégio de abrir a porta para você.

Eu olho para ele, lutando contra um sorriso. Quando ele fala


assim é doce. Eu não posso nem responder de volta que eu posso
abrir minha própria porta. Deus, ele não é apenas suave na cama; ele
também é fora dela. Ele é realmente um unicórnio.
Se eu pudesse correr para a cama, eu corria, mas eu tento
parecer controlada, não querendo que ele soubesse o quanto eu o
quero. Ele envolve um braço em volta de mim, me puxando para
perto enquanto caminhamos em direção ao meu prédio.

—Merda, — ele murmura quando duas mulheres se levantam


do banco do lado de fora da minha casa.

—Cullen Castile, — a mulher mais velha diz. Quando me


aproximo delas, vejo o quanto elas são parecidas. Elas são
claramente mãe e filha. Só preciso de um segundo para juntar quem
elas são. Eu só não sei porque a mãe e a irmã de Cullen estão aqui.

—Ei, mamãe, — Cullen fala. Eu achava que ele iria tirar seu
braço da minha cintura, mas ele não tira. —Conheça minha mulher,
MJ.

—Sua mulher? — As sobrancelhas de sua mãe se animam. —


Você está chamando-a de sua mulher? — Eu não tenho certeza se
ela está animada ou louca por isso.

Eu dou um passo à frente, colocando a mão para cumprimentar


a Sra. Castile. —Eu sou MJ, a irmã de Luna e uma amiga do seu
filho. Ele está ficando comigo até que a reforma de sua casa
termine. É um prazer conhecer você.

Ela olha para Cullen, dando-lhe um olhar que não sei ler. —
Chame-me Caitlyn. — Sua mão aperta a minha. Ela traz sua mão
para envolver as duas. É suave e íntimo, mostrando-me que ela não
está louca. Ela está feliz. Porcaria. Ela é uma Luna. Eu posso vê-la
planejando um casamento em sua cabeça já. —É tão bom finalmente
conhecê-la.
—Finalmente? — Cullen ri. Sua irmã sussurra um eu sinto
muito por trás das costas de sua mãe com um pequeno encolher de
ombros.

—Eu tenho dois filhos e nenhum deles me apresentou às


mulheres de suas vidas. — Seu olhar suave passa de mim para
Cullen, onde ela estreita o olhar.

—Eu iria fazer isso no casamento.

—No seu ou do seu irmão? — Ela dispara de volta.

—Oh merda, — sua irmã sussurra rindo.

—Nós não vamos nos casar, — eu corro para corrigi-la.

—Claro que você não vai, querida. — Ela aperta minha mão
antes de largá-la. —Eu ouvi dizer que você pode cozinhar? —
Ela volta a olhar para mim. —Eu estou com fome.

—Temos planos, mãe, — Cullen fornece. Nós tínhamos. Eles


envolviam nos comendo um ao outro, mas eu não ia contar isso à
mãe dele e tenho a sensação de que ela vai perguntar quais são os
nossos planos.

Eu bato no peito de Cullen. Ele solta um grunhido que eu sei que


é besteira. —Eu adoraria fazer algo para você.

Cullen alcança a porta, abrindo-a para nós. Ele ainda não me


solta.

—Eu sou Savannah. — Sua irmã estende a mão e aperta minha


mão neste momento. —Bem-vinda à família.
Eu não tenho certeza se ela quer dizer porque minha irmã está
se casando com seu irmão ou porque todos eles por algum motivo
louco pensam que eu vou me casar com Cullen. Eu não sei o que
fazer com isso, então faço a única coisa que sei. Eu cozinho.
Capítulo Doze

ELAS A AMARAM. Minha mãe brilha com felicidade e Savannah


continua me cutucando com o polegar para cima quando pensa que
MJ não está olhando. Spoiler: MJ está olhando e acho que ela pode
estar um pouco confusa.

Eu silenciosamente digo a Savannah para se acalmar. Ela


mostra a língua para mim.

—Você acha que estes dois depois de ficarem adultos, iriam


parar com suas palhaçadas infantis, — lamenta a mãe. —Eu não
posso levá-los em qualquer lugar.

Os lados da boca de MJ se contorcem, mas ela permanece em


silêncio, concentrando-se em fazer o molho para seu frango com
caril.

—Eu sou o mais velho, então Sav precisa se acalmar e começar


a me ouvir.

—Eu ouviria antes a um rato do que você, — Sav replica como


a verdadeira pirralha que ela é. —MJ, por favor, me diga que você
vai endireitar Cullen para o resto da nossa família. Ele gosta de
mandar em nós porque é o mais velho, mas definitivamente não é o
mais esperto.

—Eu sou o mais esperto. Estou sentado aqui na cozinha da Chef


Louca, assistindo ela fazer seu famoso caril vermelho com todas as
mulheres que eu amo.

A faca de MJ desliza pela tábua de corte. Eu mergulho minha


cabeça para baixo para esconder um sorriso. Ela não estava pronta
para a palavra A, mas tem um efeito legal. Eu faço uma anotação
mental para começar a usá-la mais.

—Quando você disse que o casamento é?, — Minha mãe


pergunta com um ar enganador de inocência.

MJ está recuperando, e pergunta alegremente: —O casamento


da minha irmã? No sábado.

—Isso parece tão longe. Eu me pergunto o que levou Maddox


atrasar tanto tempo, — mamãe suspira.

Isso é demais para MJ. Ela deixa cair sua faca e abre a boca para
a mamãe. —Tanto tempo? Eles acabaram de se conhecer e vão se
casar em três dias.

—Acabaram de conhecer? — Mamãe está confusa. —Eu pensei


que eles estavam se vendo há semanas. Não são semanas, Cullen?

Tem sido um pouco mais de duas desde que a irmã de MJ, Luna,
começou a perseguir Maddox, então, tecnicamente, qualquer
história que Madd tenha contado para a nossa mãe não estava
errada. —Sim, semanas. — Eu explicarei o modo de pensar de Madd
para MJ mais tarde. Não há necessidade de mamãe saber todos esses
pequenos detalhes.

Mamãe suspira. —Como eu disse, devagar. Eu me casei com


Leighton no mesmo dia em que o conheci. — Ela está realmente
orgulhosa disso.

—No mesmo dia? — O queixo de MJ cai para o peito.

—Sim. Nós nos esbarramos no tribunal. Papai me mandou para


o escritório do escrivão para procurar um título e Leighton estava lá
tentando roubar aquele pedaço de propriedade debaixo do
nosso nariz. Depois de uma pequena discussão, concordamos que
Leighton retiraria sua pretensão à propriedade, desde que eu fosse
ao escritório do secretário com ele e arquivasse nossos documentos
de casamento.

—Sem noivado ou qualquer coisa? — MJ não pode tirar os olhos


da mãe. A história é fascinante, eu acho. Sav e eu já ouvimos muitas
vezes, podemos recitar de cor.

—O tempo não tem defesa contra o amor, — nós gritamos em


uníssono.

—Realmente, crianças. Esta é a minha história de amor, —


mamãe repreende. —Se vocês quiserem falar, consigam as suas
próprias histórias. Quando vocês dois se conheceram?

—Ahhh... — MJ lança um olhar nervoso em minha direção como


se ela estivesse preocupada que eu vou levar a pergunta da minha
mãe para o lado errado.
Eu arqueio minha sobrancelha, dizendo a ela para derramar os
detalhes do nosso relacionamento de três dias.

—Erm, alguns dias atrás, — ela murmura.

—Tsk. Tsk. — Mamãe se vira para Sav. —Você é minha única


esperança, querida. Os garotos me desapontaram, mas você pode
aguentar.

—Claro, mãe, assim que eu encontrar um cara mais interessado


no que está na minha calcinha do que na minha conta
bancária. Conhece algum, MJ?

—É melhor que não, — eu rosno.

—Realmente, Cullen, — mamãe interrompe.

—Muito homem das cavernas? — Sav diz ao mesmo tempo.

A boca de MJ se contrai novamente. Ela, aparentemente, adora


ver minha mãe e minha irmã me aborrecerem. Mas se é isso que
ela precisa para deixar suas defesas e ver todo o amor que eu tenho
por ela, então eu vou deitar no chão e deixar as duas mulheres se
revezarem socando minhas bolas. Isso é o quanto eu fodidamente a
quero. Não que eu possa dizer, porque mandaria MJ gritando pela
porta.

Eu paro e dobro meus braços em meu peito. —O quê? Eu


deveria estar feliz que minha mulher conhece homens solteiros? De
jeito nenhum. Eu gostaria que toda a maldita cozinha fosse só
mulheres ou não tivesse paus.

—Lésbicas existem, Cullen.


—Eu sei. Eu trabalho com uma, mas isso não significa
nada. Tony não daria em cima de uma mulher a menos que a mulher
fosse lésbica. — E MJ definitivamente não é lésbica.

—Podemos parar de falar sobre minhas preferências sexuais?,


— Diz MJ. Ela parou de cortar e agora está misturando as coisas e
está cheirando muito bem.

—Sim, claro. Eu criei os dois com melhores maneiras,


prometo. Diga-me o que posso fazer para ajudar, querida, — diz a
mãe, pulando da cadeira.

Sav e eu assistimos com espanto quando nossa mãe, que não


pisou na cozinha pelo tempo que podemos nos lembrar, contorna a
ponta da ilha para espiar por cima do ombro de MJ.

—Mamãe realmente gosta dela, — Sav sussurra no meu ouvido.

—É claro que eu realmente gosto dela, — declara a mãe. Sav


momentaneamente esqueceu a audição supersônica que mamãe
possui. É uma habilidade que ela desenvolveu, então ela poderia
contar quando Madd e eu começamos a lutar do outro lado do nosso
triplex em Park Avenue. —O que não há para gostar? Ela é
independente, habilidosa e atenciosa. Maddox compartilhou que
você criou Luna desde os dezoito anos. Que coisa altruísta e
maravilhosa que você fez.

MJ desconsidera o elogio. —É o que qualquer outra pessoa teria


feito.

—Não. Todos os outros gostariam de fazer o que você fez, mas


apenas alguns o fariam na verdade. É difícil criar filhos. Eu criei três,
tinha uma babá, um chef, um motorista e todo o dinheiro no mundo
para me ajudar e ainda foi uma tarefa. Quero dizer, olhe para eles.
— Mamãe aponta um dedo cheio de joias em nossa direção. Sav e eu
fazemos o nosso melhor para parecer inocentes, mas pelo olhar
estreito de MJ, não acho que esteja funcionando. —Como eu disse,
criar filhos é difícil e eu tenho todos os recursos disponíveis. Não
posso imaginar que desafio foi para você - jovem e solitária. É
impressionante. Luna é maravilhosa e muito disso pode ser
atribuído ao quão bem você a amou.

—Ob-obrigado, — diz MJ. Ela pisca rapidamente. —Luna é fácil


de amar, — diz ela depois de limpar a garganta um par de vezes.

—Assim como você, — mamãe murmura, passando a mão nos


ombros de MJ. MJ se inclina nesse toque, como um gato esfregando
bem as orelhas.

Por um longo tempo, MJ esteve por sua conta. Talvez tendo


visto minha família, ela perceberá que não precisa estar. Não mais.
Capítulo Treze

—ELES NÃO CHAMAM de sutiã push-up por nada! — Luna diz, com
os olhos fixos nos meus seios. —Eles parecem maiores que os meus.
— Ela olha para baixo em seus próprios peitos, que têm uma faixa
sobre eles. Está piscando um milhão de cores diferentes, mas essas
luzes não distraem do pin em forma de pênis que Savannah colocou
na coisa.

Eu puxo meu top, tentando me certificar de que meus seios não


estão saindo. Em que Savannah nos meteu? Aquela garota é cheia de
mentiras e ela é boa nelas também. Esta não é uma festa de
despedida de solteira como ela disse a Cullen e Maddox. Algo como,
um chá e um filme de garota. Bem, acho que tem chá. Chá gelado
Long Island. Droga. Embora eu esteja usando um sutiã push-up que
Savannah fortemente me fez usar, estou gostando dela mais e mais
a cada segundo.

—Meus seios não são maiores que os seus, — eu digo com uma
risada. Pelo menos eu não acho que sejam. Eu sou um pouco mais
rechonchuda do que Luna. Vem com a profissão e com o fato de que
nunca direi não a nenhum tipo de carboidrato. Meus seios
geralmente estão escondidos atrás de um avental ou do casaco de
chef. Meus sutiãs são normalmente simples. Eles são mais para o
conforto do que qualquer coisa, mas Savannah apareceu para esta
festa de solteira improvisada, com roupas e tudo. Ela não estava
brincando. Ela era uma mulher numa missão.

Ela também nos tirou de casa sem que Cullen ou Maddox


fizessem uma briga. Os dois ficaram ali chocados quando Savannah
lhes assegurou que seria uma noite inofensiva. Isso foi até que
chegamos à parte de trás da limusine e ela estava tirando nossas
roupas e insistindo que nos mudássemos. Eu não briguei. Eu gosto
de Savannah e quero que ela também goste de mim. Eu deixei-a
paparicar-me e a Luna porque parecia fazê-la realmente feliz. Ela
continuou nos dizendo como estava animada por finalmente ter
irmãs.

Como eu poderia fazer algo contra isso? Inferno, eu amo todos


na família de Cullen. Lá está a palavra em A novamente. Tem estado
insistentemente na minha cabeça desde que Cullen disse isso ontem
à noite. Ele não estava falando diretamente sobre mim, mas ele me
incluiu ao falar sobre as pessoas que ele amava. Não sei se foi por
erro ou de propósito.

O que eu sei é que isso me chocou. Isso me deixou nervosa e


talvez excitada com a ideia de que ele tinha esses sentimentos por
mim. Pela primeira vez eu não tive coragem de perguntar. Eu estava
com medo de qual seria a resposta. Eu também não vou pensar o por
que estou com medo de pensar sobre isso. Eu estou lutando para
manter minhas expectativas num nível administrável. Ter
esperanças demais só iria me levar a um desgosto maior no final.
—Bem, eles parecem bem hoje à noite. — Luna diz do seu
assento. —Eu nunca estive numa limusine antes. — Ela olha em
volta. Eu também acho que nunca estive.

—Eu precisava de um lugar seguro para vocês trocarem de


roupa. Meus irmãos nunca nos deixariam sair, com vocês vestidas
assim. — Ela balança as sobrancelhas. Eu não tenho certeza se é
porque estamos bem ou que ela está gostando que ela tem algo
sobre seus irmãos. Eu estou pensando em ambos. Luna ri e dá a
Savannah um high five. Eu sorrio para ela. Ela está tendo o tempo da
sua vida. Eu também estou, quando penso nisso. Eu não ri ou tive
tanta diversão em toda a minha vida. A família Castile é outra coisa.
Kimmy está errada. Os irmãos Castile não são unicórnios. Toda a
família deles parece ser. Todos eles são maravilhosamente doces.
Eles são todos pé no chão, apesar de terem dinheiro. Cada um deles
tem uma maneira de se sentir à vontade com o quão acolhedores e
inclusivos eles são.

—Eu não posso acreditar que Savannah foi quem me disse que
você e Cullen estão morando juntos.

Eu olho para Savannah, que olha para todos os lugares, menos


para mim. —Eu estou percebendo que Savannah é uma dedo
duro. Você sabe o que eles dizem, Savannah. Karma é uma puta. —
Ela contou a Caitlyn sobre Cullen e eu, também. Eu a deixo
pendurada por um segundo antes de sorrir para ela.

—Hey! — Savannah finge inocência. —Eu tive que contar para


minha mãe. Ela estava tentando me preparar para um encontro às
cegas!
—Não deixe ela mudar o foco. Isso é sobre MJ não me dizendo
que ela estava vivendo com um homem. — Luna aponta o dedo para
mim.

—Sim, é disso que se trata, — acrescenta Savannah, voltando


para a cadeira. Porra ela é boa.

Eu rolo meus olhos. —Nós não moramos juntos. Ele está


ficando comigo enquanto o lugar dele está sendo reformado.

—Claro. — Savannah arrastou a única palavra em descrença. —


Meus irmãos não ficam com mulheres. Eles as evitam como a peste.

Cullen não me evitou. Depois que sua irmã e mãe saíram, ele
estava em cima de mim. Ele me comeu e meu deu três orgasmos
antes de finalmente me tomar. Eu desmaiei em algum momento,
apenas para ser acordada para uma segunda rodada. Então,
novamente, esta manhã, antes de ele ir trabalhar. Meus mamilos
apertam em meu sutiã só de pensar nisso. Eu estava realmente
esperando por uma repetição da noite passada, mas Luna parou com
Maddox para pegar algo em seu quarto. Então, como uma ninja,
Savannah estava lá.

—Onde exatamente estamos indo vestidas assim, Savannah? —


As calças que ela me fez usar, são praticamente pintadas no corpo
enquanto Luna está num mini-vestido com alguns saltos assassinos.
Maddox vai remover os globos oculares dos homens, se ele ver o que
ela está vestindo. Estou curiosa para ver como Cullen reagiria ao me
ver neste conjunto. A roupa me faz sentir sexy. Não me oponho a me
vestir assim. Eu nunca tive uma razão antes de hoje. Minha vida tem
sido toda sobre Luna e o trabalho até recentemente.
—Eu não estou dando um pio até chegarmos lá. Eu não quero
que nenhuma de vocês escorregue e diga aos seus homens para
onde estamos indo. — Eu não sei se são as bebidas ou apenas a
atmosfera, mas eu começo a rir. Eu estou supondo que Savannah
esqueceu que Cullen é um detetive e Maddox pode conseguir o que
quiser com um estalar de dedos. Ele não é apenas cheio de dinheiro,
mas ele tem a mão em tudo nesta cidade. Não há uma orelha que ele
não teria se ele quisesse. Não há muitos recursos indisponíveis para
eles. Estou contando os minutos até eles aparecerem e terminarem
a nossa noite.

—Você percebe que seu irmão é um detetive, certo?

Savannah encolhe os ombros, não parecendo perturbada por


isso.

—Então que os jogos comecem. — Ela pisca. Meu estômago


vibra pensando em Cullen me rastreando. Eu provavelmente não
deveria gostar disto, mas sei que vou.
Capítulo Quatorze

—VOCÊ É O DETETIVE. COMECE A DETECTAR!

—Porra, Madd, ligue de novo. Você acha que estou feliz com
isto? Eu pensei que você tinha colocado um rastreador nela.

—Estava no telefone dela e ela nunca está sem ele.

Eu envio um olhar para o dispositivo móvel envolto em couro


rosa preso na sua mão esquerda. As garotas estão soltas ao
vento. Meia hora depois que Savannah partiu com uma limusine
gigante, o sinal de GPS que Maddox estava rastreando parou de se
mover. Ele me ligou em pânico e eu fui até lá para descobrir que
Luna tinha deixado o telefone com a maitre no restaurante de MJ.

Nós saímos imediatamente para ir ao meu loft em Hell's


Kitchen, onde eu tinha alguns equipamentos não autorizados
ligados, incluindo um computador que eu tinha um informante
técnico montando quando estávamos seguindo o novo motorista da
mamãe, que achamos que poderia estar tentando raptá-la por um
resgate. O motorista continuava levando mamãe para um lugar
estranho no Brooklyn, mas graças a um pouco de vigilância, ficamos
sabendo que mamãe estava realmente tirando fotos de boudoir para
papai. Estranho, mas tudo bem. Eu não podia olhar para eles por
uma semana, mas acho que o que quer que mantenha o romance
deles não é uma coisa ruim.

—Eu não posso acreditar que você não está prendendo o


proprietário do serviço de carros por não nos permitir rastrear a
limusine, — Madd diz.

—Primeiro, sua irmã é proprietária do serviço de carro. —


Descobri isso no primeiro telefonema quando uma jovem atrevida
me disse que, por política da empresa, nenhuma informação
particular poderia ser divulgada sem um mandado. —Segundo, não
temos um mandado porque não há crime a menos que denunciemos
nossa própria irmã por sequestro.

Há uma pausa em silêncio enquanto Maddox realmente


contempla isso. Eu faço-lhe uma careta. —Terceiro, não podemos
prender pessoas que não conseguimos encontrar.

—Essa merdinha está mantendo coisas de nós.

—Sim, ela está. — Eu digito mais algumas coordenadas e dou


uma olhada nas câmeras de trânsito, mas há tantas limusines na
cidade, particularmente a esta hora da noite. Savannah é esperta,
por possuir seu próprio serviço de carro - um que transporta as
mulheres pela cidade com segurança. Normalmente, eu aplaudo
tanto sua política quanto a contratação de funcionários que seguem
as regras, mas eu quero tanto achar MJ quanto Maddox quer
encontrar Luna.

Eu tamborilo meus dedos contra a mesa. Para onde Savannah


as levaria que ela não quer que nós saibamos? Elas estavam vestidas
como se estivessem indo para uma festa no jardim, mas está ficando
tarde. Eu deveria saber que elas não fariam um piquenique à noite.

—Elas têm que estar num clube, — eu digo.

—Qual? Existem centenas na cidade.

Meus dedos voam sobre o teclado. —Apenas alguns que Sav se


sentiria segura, no entanto. — Ela conhece muitas
pessoas, particularmente os promoters de festas. —Quem é aquela
mulher com quem ela corre que é dona do restaurante na 67th
Street?

—Como eu iria saber? Eu não presto atenção a essa merda.

—Ok, e quanto a quem é o dono do prédio na 67th e Concord?

—Paisley Brown. Seu pai é dono de uma empresa de aço que


está prestes a afundar e ele está pressionando-a para obter uma
hipoteca no prédio. Eu fiz uma oferta para comprá-lo, mas ela não
está interessada, — Maddox diz imediatamente.

—Por que você não liga para ela então?

Maddox ilumina. —Boa ideia. — Ele vira o telefone rosa em sua


mão e pressiona um contato, que responde imediatamente. —Você
pode me conectar a Paisley Brown? Isto é uma emergência.

O sempre eficiente Grant consegue, e logo a voz rouca de


Paisley está enchendo meu escritório. —Maddox Castile, a que devo
esta honra? Estou recebendo um convite para o seu casamento?

—Certo. Você pode até ter um prédio que eu possuo se você me


disser em que bar minha noiva está.
Paisley ri. E ri. E ri. Ela ri tanto e tão alto que eu
penso seriamente em enviar uma ambulância para ela. Finalmente,
os gritos de alegria param o suficiente para ela dizer: —Oh, Maddox
Castile. Não admira que você esteja se casando com essa garota. Ela
te mandou numa perseguição de ganso. Eu já a adoro. Me
desculpe, eu não sei do que você está falando.

Ela corta a conexão. Maddox olha para o celular, confuso, antes


de bater de imediato na rediscagem.

—Grant, pegue Paisley no telefone novamente.

—Eu não acho que posso, — responde Grant.

—Por que diabos não?

—Porque ela me mandou uma mensagem e disse que ela não


estaria atendendo o telefone até amanhã de manhã, mas ela estava
ansiosa para o seu convite de casamento, — responde Grant, seu
tom de tristeza. Ele odeia falhar.

Maddox rosna e abaixa o punho. O celular cor-de-rosa salta


para cima. Eu o apanho do ar com uma mão e o jogo no sofá marrom-
chocolate que Savannah disse que eu tinha que ter no meu
escritório.

—Acalme-se, Rocket Man, — digo ao meu irmão mais novo, que


parece zangado o suficiente para me preocupar que a cabeça dele
possa explodir. Embora, se eu olhasse no espelho, talvez tivesse
também a mesma fúria vermelha no rosto. Eu quero saber onde MJ
está e quero saber agora. Eu pego o telefone e ligo para Tony. Ela
responde com raiva no quinto toque.
—Estou ocupada, — ela responde bruscamente no telefone.

Sem preâmbulos, eu digo: —Qual é o clube mais quente da


cidade que pertence a Paisley Brown?

—O quê?

—Qual é o mais quente...

—Eu ouvi você pela primeira vez. Como eu iria saber?

—Porque sua esposa é literalmente a maior supermodelo da


cidade?

—Oh certo, — Tony assente. Eu a ouço murmurar algo longe do


receptor. Outra voz aguda responde a ela, mas não consigo entender
o que elas estão dizendo. Tony finalmente retorna. —Paisley abriu
um clube no centro, chamado The Cage7 e... — Há uma longa pausa.

—O quê?

—O que é? — Madd ronda sobre mim.

Eu o empurro de lado. —O quê? — Eu repito.

—Você não vai gostar disto.

—Diga-me! — Eu ordeno.

—Chama-se The Cage porque os artistas do sexo masculino


dançam nas gaiolas e não estão usando muitas roupas.

7 The Cage: A Gaiola


Eu quase quebro o telefone na minha mão. —
Homens? Dançando? Por que elas iriam para algo assim?

—Eu não sei, — Tony responde com uma voz irritada. —Eu sou
lésbica. Essa merda não me interessa. Agora, se você me der licença,
estou ocupada com minha esposa, a supermodelo mais quente da
cidade. De nada. — Ela desliga.

Maddox está quase pronto para explodir. Eu pego minha arma


e a guardo.

—O que diabos está acontecendo? — Meu irmão se desespera.

—As garotas estão num clube de strip-tease masculino.

—Eu vou matar Savannah, — ele declara.

—Não se eu chegar a ela primeiro.


Capítulo Quinze

O PASSEIO DE LIMUSINE é uma mini festa de despedida de solteira


em si mesma. Eu nunca vi Luna parecer tão feliz na minha vida.
Claro, tivemos muitos bons momentos juntas, mas isto é diferente.
Ela está brilhando da cabeça aos pés. Ela parece relaxada. Não tem
uma preocupação no mundo. Tenho certeza que Maddox deu isso a
ela. Ela estava sempre muito preocupada com o que faria com sua
vida. Eu acho que Maddox resolveu esse problema para ela
facilmente.

A limusine finalmente para na frente do que parece ser um


clube. Um que eu nunca vi ou ouvi falar. Antes de pensar duas vezes,
o motorista abre a porta e nos ajuda. Até o lado de fora deste lugar
grita dinheiro. Uma fila de pessoas esperando para entrar estende-
se ao longo do quarteirão. Savannah nos conduz na direção da
entrada, sem olhar para a fila.

—Ei, Aaron. Como está lá essa noite? — Os quadris de


Savannah balançam enquanto ela caminha em direção ao homem
num terno todo preto. Parece bom demais para ele ser um
segurança ou porteiro, mas o lugar grita dinheiro. Pelo que sei, pode
ser o uniforme ou código de vestimenta que eles têm que respeitar.

—Cheio como sempre, Sav. — Seus olhos vagam para cima e


para baixo nela. —É bom te ver. Você está linda como sempre. —
Observo quando as bochechas de Savannah se enrubescem um
pouco com seu elogio.

—Obrigado. — Ela coloca um pedaço de seu cabelo ruivo


escuro atrás da orelha. —Eu tenho uma reserva hoje à noite. Estas
são minhas futuras cunhadas, Luna e MJ. — Ela caminha para o lado,
apresentando-nos. Aaron estende a mão para nós, mas ele mantém
os olhos em Savannah ao fazê-lo.

—Paisley me informou há alguns minutos atrás que você estava


vindo. Por que mais eu estaria aqui fora, Savannah? — Oh
merda. Meus olhos saltam entre os dois. A boca de Savannah faz um
O perfeito. A garota sorrateira que eu conheci desaparece quando a
vejo se transformar numa colegial envergonhada. Graças a Deus eu
não sou a única a quem isso acontece.

—Vocês dois são uma coisa? — Eu pergunto.

—MJ, você não deveria perguntar. Vai constrangê-los, — Luna


engasga, agarrando meu braço para puxá-lo. Como se isso
empurrasse as palavras de volta para minha boca.

—Ela viu isso vindo. — Eu dou de ombros. Savannah estreita os


olhos para mim, mas sua boca se contrai enquanto ela luta com um
sorriso.

—Nós não somos uma coisa. — Ela acena com a mão em direção
a Aaron com desdém.
—Continue dizendo isso a si mesma, boneca, — Aaron diz
enquanto ele agarra a sua mão, beijando a palma. Uma câmera pisca
e depois outra. Eu me viro para ver quatro homens e uma mulher
ali, tirando nossas fotos uma e outra vez.

—Para dentro, boneca. — Aaron puxa Savannah em direção às


duas portas da frente. Os homens em pé na frente deles as abrem
enquanto seguimos Aaron e Savannah para dentro do clube escuro.

A música baixa enche meus ouvidos. Somos guiadas para um


conjunto de degraus até uma seção isolada com vista para a área
principal do clube. Meus olhos estão colados nas gaiolas que
pendem do teto e ficam no topo do que parecem pódios ao nível do
chão. O nome que estava lá fora - Cage - agora faz mais sentido.

—Este é o nosso, — diz Savannah, enquanto se dirige para


sentar-se no salão em forma de U. No topo da mesa há uma placa de
ouro que diz VIP. Aposto que é ouro de verdade.

Toda a atmosfera aqui tem uma sensação descontraída e


elegante. Luna senta-se ao lado de Savannah enquanto eu me sento
do outro lado. A mesa já tem uma garrafa do melhor champanhe no
gelo, esperando para ser aberta.

Aaron se inclina e sussurra algo no ouvido de Savannah. Ela


solta um pequeno suspiro, empurrando a cabeça em direção a
ele. Sua mão vem para o queixo dela, onde ele cobre sua bochecha,
acariciando o polegar em seu lábio inferior. Luna e eu apenas
sentamos lá e olhamos para a troca. Isto é como um reality show,
mas na vida real. Eu espero ela bater a mão dele, mas ela inclina a
cabeça um pouco para o seu aperto.
Depois de uma batida, ele deixa cair a mão. —Comportem-se
senhoras. Eu vou estar observando. — Ele ainda não olha para nós
quando diz as palavras. Eu acho que elas são mais para Savannah
do que nós.

—O que foi isto? — Luna senta na borda de seu assento. Ela está
pulando de excitação.

—Nada. — Savannah balança a cabeça, tentando esquivar-


se. Ela pode tentar tudo o que ela quiser. Eu conheço o olhar no
rosto dela. Eu vi o mesmo esta manhã quando eu olhei no
espelho. Ela está fodida. Pelo menos foi o que pensei quando olhei
para mim mesma.

—Vamos lá! — Luna insiste. Savannah pega a garrafa de


champanhe, estalando a rolha com facilidade. Ela serve uma taça e
entrega para mim. Ela começa a fazer outra para Luna, mas eu
balanço minha cabeça dizendo não. Ela provavelmente não deveria
estar aqui, para ser honesta, mas não é como se tivéssemos sido
verificadas na porta. Ela é um pouco peso leve na bebida e ela já teve
um chá gelado Long Island na limusine.

Eu amo minha irmã, mas ela tem problemas de equilíbrio


sóbria. Eu quero que ela se divirta, mas não sofra as consequências
no dia seguinte. Além disso, o casamento dela será em poucos dias,
então não temos tempo a perder com ressacas. Luna nem percebe
que Savannah não serve um copo para ela. Ela está mais focada em
saber o que está acontecendo com a sua vida amorosa. Fico feliz que
a atenção dela esteja fora de mim no momento.

As luzes do clube diminuem enquanto um tom sedutor emana


agora pelo espaço, desviando nossa atenção de Savannah. As gaiolas
que antes estavam vazias agora são ocupadas por homens
musculosos, cada um vestindo apenas calças pretas apertadas. Oh
merda, é meu primeiro pensamento.

Antes que eu possa até conseguir as palavras para perguntar a


Savannah em que tipo de clube ela nos trouxe, as luzes se
apagam. Tudo fica em silêncio.

—Parece ser uma falta de energia. Deve voltar em poucos


minutos. Apenas fique sentada, — ouço Aaron gritar para Savannah
de onde ele está.

Um minuto depois, as luzes acendem novamente. Meus olhos


vão ao redor quando vejo Maddox e Cullen ali de pé.

—Você desligou o aparelho! — Savannah acusa-os, pondo-se


de pé.

Cullen, pelo menos, parece um pouco envergonhado com


isso. Maddox não dá a mínima. Ele simplesmente encolhe os
ombros. —Eu desliguei-o e voltei a ligar para parar o show. — Luna
ri das palhaçadas de seu noivo antes que ela se atire para o outro
lado da mesa. Ele a pega facilmente, balançando-a em seus braços.

—Você arruinou minha festa de despedida de solteira. — Ela


estreita os olhos para ele. Ela não está enganando ninguém. Todos
sabemos que ela não está zangada. Ainda assim, Maddox não parece
gostar do beicinho em seus lábios.

—Cullen ia mandar o bombeiro fechar todo o lugar.

—Você se juntando ao clube de dedo duro com a nossa irmã?


— Cullen lhe dá um soco no braço.
Eu posso sentir os olhos de Cullen passando por cima do meu
corpo da cabeça aos pés, aterrissando de volta no meu decote. Seu
nariz se alarga, lembrando-me de um touro, e sei que estou com
problemas. Eu aperto minhas coxas juntas. Minha calcinha já está
começando a ficar úmida e agarrada a mim. Eu também sei que vou
amar cada segundo disso.
Capítulo Dezesseis

—SHORTCAKE. VOCÊ. ALI. AGORA. — Eu pulo em direção ao salão


VIP das mulheres, escondido num corredor silencioso.

O som dos saltos altos de MJ é abafado pelo tapete, mas posso


senti-la atrás de mim. Porra, eu posso praticamente sentir o cheiro
dela. Meu sangue se acumula na virilha e um lampejo de vermelho
momentaneamente me cega. Eu não sei se estou cheio de raiva ou
luxúria. Eu abro a porta com uma pancada.

Alguém na frente do espelho pula. Eu mostro meu distintivo. —


Fora.

Eu só posso falar em frases de uma única palavra. Eu vou para


cada porta de madeira maciça que esconde um banheiro privado
para me certificar de que o lugar está vazio antes de me virar para
MJ, que está de pé perto da entrada com um olhar arregalados no
rosto.

—Que. Porra. Você. Está. Vestindo? — Suas calças são tão


apertadas, elas devem ter sido costuradas depois de colocá-las e seu
top? Seu top é inexistente. É um pedaço de tecido mal segurando
seus lindos peitos no lugar.

Ela dá de ombros e esses peitos deliciosos quase caem. —Uma


camisa e calça. Fofo, não é? Sua irmã conseguiu para mim.

—Não. Se mova. — Inclino a cabeça para trás e aperto a ponte


do meu nariz. A necessidade está rugindo tão alto em meus ouvidos,
tudo que eu posso ouvir é a tome, a tome. Eu ando para a frente,
apoiando-a contra a parede. A porta começa a se mover. Eu bato
uma mão nela. —Este banheiro está ocupado, — eu grito.

Há um grito de protesto e outra tentativa de abrir a porta.

—Desapareça, — eu rosno. Eu olho para MJ. —Agora, onde


estávamos?

—Você estava elogiando a minha roupa, lembra? — Ela me diz.

Eu respiro fundo. —Vestida assim e você vai agir como uma


pirralha? Vire-se.

Ela torce o nariz, mas faz o que eu ordeno. —Por quê? Você vai
me espancar? — Ela diz com o mesmo tom arrogante e então tira a
atitude com um meneio de seu belo traseiro.

Minha mão queima. Você aposte sua bunda doce, eu estou te


espancando. Como posso resistir? Ela está literalmente pedindo por
isso.

—Tire. — Ou eu estou arrancando esse tecido azul.

—Por quê? Não é como-


Eu trago minha mão pelos dois globos empolados. Ela chia de
surpresa. Eu esfrego uma mão suave através da picada.

—Tire, — repito com uma voz dura.

—Eu não-

Smack

Ela pula de surpresa. — O que —

Smack

Estou ofegante. Eu nunca espanquei uma mulher antes. Antes


de MJ, eu nunca me diverti com essa ideia, quando estava me
masturbando, mas bater minha mão em sua bunda suculenta está
fazendo meu pau tão duro que eu poderia perfurar um buraco
no chão de ladrilhos.

—Eu disse tire. — É um milagre que as palavras saiam de todo,


quanto mais de maneira uniforme.

Desta vez ela obedece. O som do desenrolar dos dentes de


metal é alto nos meus ouvidos. Eu cerro os dentes enquanto meu
pau pressiona contra a frente do meu jeans. Assim que
as calças dela estão soltas, eu as empurro até o meio da coxa e enfio
a mão entre as pernas dela. Ela está molhada. Ela está encharcada
através de sua calcinha. Creme cobre meus dedos. Eu coloco sua
tanga rendada de lado e enfio meus dedos em sua buceta
gotejante. —Por que você está tão molhada? Você gozou olhando
para esses dançarinos?

—N-não.
Eu me retiro e bato nela novamente. Ela estremece contra a
parede. —Então por que você está tão molhada? É porque você me
viu, e soube que eu vim para te foder?

Sua buceta se contrai em torno dos meus dedos. —Sim. Eu vi


você e fiquei excitada.

—Mas você não ficou nua quando eu te disse. — Eu puxo para


fora meus dedos e bato na sua bunda, espalhando seu suco por toda
a sua bunda nua. —É isto que você queria? Ser espancada? É isso?

—Não. Mas você não deveria...

Smack

Ela geme. —Porra. Por que isso é tão quente?

Ela parece tão frustrada quanto eu me sinto. Eu expulso uma


risada dura. —Eu não tenho ideia, Shortcake, mas eu estou tão
excitado que vou explodir no minuto em que eu entrar na sua
buceta.

—E quando é isso? — Ela pergunta atentamente.

Eu a espanco de novo só porque ela está sendo impertinente.

A porta se agita contra a minha mão. MJ fica tensa.

—Eu acho que está bloqueada, — eu ouço uma voz fraca


dizer. Eu inclino meu peso contra o braço apoiado contra a
porta. Ninguém estará entrando aqui.

Eu a empurro para trás até que ela está quase dobrada ao


meio. —Mãos na parede, — eu ordeno quietamente.
Eu desfaço minhas calças e puxo meu pênis dolorido para
fora. Ela é uma boa visão. Nesta posição, as mamas dela pendem
como pêssegos suculentos, prontos para a colheita. Um seio escapou
do topo, enquanto o outro está mal preso a um mamilo ereto. Eu
aperto-o, deixando-o molhado com o seu próprio gozo. Ela respira
fundo, o que faz com que as maminhas se mexam ainda mais
eroticamente.

Eu mordo o interior da minha bochecha e esfrego meu pau


sobre as marcas vermelhas desbotadas em sua bunda. Suas pernas
estão presas por suas calças, mas nesta posição, seu buraco quente
está exposto. Gozo está escorrendo pelas suas coxas. Estou prestes
a ficar maluco, vou desmaiar.

—Tem alguém do lado de fora dessa porta. Eu posso parar, ou


posso te foder. O que você quer?

Sem hesitação, ela responde: —Você.

Eu gostaria de poder dizer que entrei nela amavelmente e


delicadamente como um homem cuidadoso, mas estou longe demais
para tratá-la como uma flor delicada. Eu empurro meu eixo entre
suas coxas e invisto dentro dela com tanta força que sua cabeça
quase atinge a parede.

—Espere. Tem alguém aí? — A mulher bate na porta. —Você


pode me deixar entrar? Eu tenho que mijar.

—É melhor ficar quieta. — Eu me inclino sobre MJ, tremendo


de volta e coloco minha boca apenas a uma respiração distante de
sua orelha. —Ou eles vão descobrir que você está sendo fodida
aqui. Você quer que todos vejam você se curvando assim?
Ela aperta meu pau em resposta. A porta treme de novo. Eu
fecho minha mão contra a porta e bombeio na boceta escorregadia
de MJ com mais vigor e poder do que eu sabia que tinha em mim. O
orgasmo atravessa minhas veias e rompe meu pau enquanto eu
envio pelo menos cinco galões da minha semente dentro de sua
buceta escaldante.

Ela grita alto quando seu próprio orgasmo toma conta.

—Eu sei que alguém está aí, — a mulher grita lá fora.

—Vá embora! — Eu berro. —Estamos ocupados!

—É o banheiro feminino, seu idiota, — a mulher grita de volta.

MJ engasga com a risada e é assim que ela goza - meio rindo,


meio chorando de prazer.
Capítulo Dezessete

—EU PODERIA ME ACOSTUMAR COM ISTO, — eu suspiro no pescoço


de Cullen, sentindo-me completamente relaxada. Estou
aconchegada em seu colo enquanto o motorista da limusine nos leva
para casa. É tarde, mas não quero que a noite termine. Tudo sobre
esta noite tem sido maravilhoso. De ver o quão feliz minha irmã está,
para Cullen me seguindo e tendo o seu caminho comigo,
desfrutando de estar com todos. Você não teria ideia de que Luna e
eu conhecemos os Castiles há pouco tempo. Todos nós apenas
clicamos juntos facilmente. Rindo e provocando um ao outro e nos
divertindo muito. Eu queria que isto durasse para sempre. Luna e eu
sempre fomos uma família, mas algo sobre ter os Castiles, também
é bom. Como se as peças que estavam faltando estão se encaixando
no lugar que eu não sabia estavam faltando.

—Eu posso te arrumar um motorista, — Cullen oferece


facilmente.

—Hmm. Não me tente. Eu não vou ser tão tímida e dizer não,
você não tem que fazer isso. — Eu sorrio contra seu pescoço. —Se
você quiser jogar seu dinheiro ao redor eu vou deixar você banhar-
me de qualquer maneira que você quiser. — Eu estou meio que
provocando. Nos últimos anos, estive muito melhor
financeiramente. Eu nunca vou estar perto do nível de dinheiro dos
Castile, mas posso pagar as minhas contas as de Luna. Eu posso
pagar pelo que precisamos. Eu sempre gostei comprar coisas para
Luna também. Observando seu rosto se iluminar quando ela abre
algo que eu lhe dei. Isso me faz sentir bem, quando posso fazer
coisas para ela. Se Cullen tem esses mesmos sentimentos, eu vou
deixar ele fazer o que ele quiser. O que me importa? É o dinheiro
dele.

—Minha irmã possui um serviço de carro agora, — diz ele com


uma risada. —Então eu não terei que rastrear você. Se eu os
contratar, eles terão que me contatar. — Seu aperto em mim
aumenta. Meu sexo começa a palpitar com suas palavras bárbaras.
Eu não sei o que é, sobre ele assumir o controle sobre mim, que me
excita. Provavelmente, ser cuidada por alguém. Eu não tenho que
pensar ou me preocupar com mais nada. Tudo está sob seus
cuidados, e se eu sei uma coisa sobre Cullen, é que ele sabe como
cuidar do meu corpo.

Eu beijo seu pescoço antes de me enterrar nele. Eu amo o quão


grande ele é, envolvendo-me enquanto eu me sento no seu colo. Eu
me sinto delicada e pequena. Eu nunca pensei em mim mesma como
essas coisas, mas Cullen me faz sentir assim e eu prefiro desfrutar
disso. Eu não acho que gostaria disso com mais ninguém. Talvez seja
porque eu sei que ele é um bom homem e vai cuidar de mim com
cuidado. Por quanto tempo? Eu endureço pensando. Como ele será
comigo quando tudo isto acabar? Quando ele ir para casa, significa,
ficar sem ele.
—Shortcake? — Ele pergunta, notando que eu endureci. O
homem realmente pode ler meu corpo. Eu tento o meu melhor para
relaxar novamente. Ele passa as mãos para cima e para baixo nas
minhas costas. Eu sei que ele está tentando aliviar a tensão que eu
coloquei no meu corpo, não gostando dela lá. Lentamente começa a
funcionar. Mais uma vez, ele sabe como trabalhar meu corpo melhor
do que eu.

—Hmm? — Eu finalmente respondo. Eu tento fingir que não


tenho ideia do que ele está perguntando.

—O que há de errado? — Ele continua, não me deixando sair


disso. Claro que não. O homem pega o que ele quer. Não vamos
esquecer que ele é um detetive. Seu trabalho é ler pessoas.

—Estou com fome. — Não é mentira. Eu estou com fome. Eu


belisco seu pescoço, dando uma pequena mordida nele. —Eu
poderia querer algo doce.

—Isso é bom, shortcake, porque eu vou fazer-lhe algo para


comer antes de colocá-la na cama. — Ele me coloca na cama do
melhor jeito. Nós poderíamos pular comida e ir direto para a
cama. Quem sabe quantas noites mais eu vou tê-lo comigo e
quero aproveitar todas elas.

—De repente você aprendeu a cozinhar? — Eu me inclino para


trás para olhar para ele. Eu sorrio quando lembro das piadas que
Maddox fez sobre as habilidades culinárias de Cullen.

—Eu posso assar um pouco. — Eu não estou convencida de sua


expressão. Então ele me dá um sorriso e eu sei que vou comer sua
comida, mesmo que esteja terrível, contanto que ele continue me
dando aquele sorriso e todos aqueles orgasmos.

Ele se inclina, escovando sua boca contra a minha. Suas mãos


deslizam pelas minhas costas, pelo meu cabelo, me segurando. Ele
aprofunda o beijo, controlando -o com o aperto que ele tem no meu
cabelo. Angulando minha cabeça como ele me
quer. Instantaneamente eu fico molhada. Ele puxa de volta um
toque, seu aperto no meu cabelo inquebrável. Eu não posso me
mover sem puxar meu próprio cabelo.

—Não sei onde você acabou de ir nessa sua cabeça, mas o que
quer que seja que você está pensando, não pense.

Eu vou dizer a ele que ele não pode controlar o que eu estou
pensando, mas seus lábios pousam nos meus novamente, roubando
meu fôlego. Eu gemo em sua boca, pressionando meu peito no dele
e me perdendo em seu calor e desejo enquanto ele chupa
minha língua em sua boca. Eu quero estar mais perto dele.

Este beijo é áspero e exigente quando ele pega o que ele


quer. Eu esqueço de tudo mais. Ele consome facilmente meus
pensamentos. Quando ele puxa a boca da minha eu solto um
pequeno gemido de protesto, não querendo quebrar a nossa
conexão. —Aí está você. — Ele diz isso tão suavemente que eu não
sei se ele está falando comigo, ou com ele mesmo.

Meus olhos se abrem, depois de terem fechado por conta


própria. Perdida em Cullen mais uma vez. Eu não sei o que ele quer
dizer.
—Estamos aqui, — ele me diz, me quebrando da névoa de
luxúria em que eu estava. A porta da limusine abre um momento
depois. Eu vejo que estamos fora do meu prédio. Cullen me ajuda a
sair da limusine antes de me puxar para dentro.

Uma vez lá dentro, ele tira os sapatos dos meus pés, me pega e
me carrega para o banheiro. Ele gentilmente me coloca para baixo e
passa por mim para ligar a torneira da banheira. Eu silenciosamente
o assisto. Depois de alguns minutos, ele parece satisfeito com a
temperatura da água e me chama para que eu caminhe na sua
direção. Ele está agora sentado na beirada da banheira, parecendo
sexy como o inferno. Ele não precisa perguntar. Eu lentamente
começo a tirar minhas roupas enquanto caminho até ele. Meu top e
sutiã são os primeiros a ir. Eu fico na frente dele apenas com as
calças apertadas. Meus seios nus estão à vista para ele. Seus olhos se
enchem de luxúria enquanto ele olha para mim.

—Aproxime-se, Shortcake. — Cullen puxa meus quadris em


direção a ele. Eu sinto sua respiração quente no meu estômago
nu. Ele coloca pequenos beijos lá enquanto ele solta minhas calças e
as move para baixo das minhas pernas. Eu coloco minhas mãos em
seus ombros largos, a fim de me equilibrar enquanto ele trabalha
em cima de mim até que eu esteja completamente nua na frente dele.

—Eu preciso que você entre


na banheira antes de eu tomá-la inclinada sobre ela. — Ele se
levanta, pegando a minha mão enquanto gesticula para eu entrar na
água. Meu pescoço bate na água quente e eu solto um pequeno
gemido quando meu corpo de repente percebe como está
cansado. Cullen espera até eu me acomodar na água para abaixar e
roçar seus lábios contra os meus.
—Você é sexy pra caralho, MJ. Está tomando toda a minha força
de vontade para deixá-la aqui relaxando enquanto eu faço alguma
sobremesa. — Meus mamilos apertam com suas palavras. Tenho
certeza de que é noventa e nove por cento da excitação sexual, mas
talvez eu também tenha me empolgado com a parte da sobremesa.
Cullen se levanta da borda da banheira e eu posso dizer que ele está
tendo batalha interna antes que ele finalmente consiga sair,
deixando-me aqui no banho que ele preparou para mim. Às vezes eu
acho que Cullen é bom demais para ser verdade. Ele está sempre
fazendo as coisas mais doces para mim.

Isso gera esperança de que isso possa ser mais do que sexo para
ele. Eu era uma coisa certa. Ele não precisava fazer todas essas
coisas para tentar ter sorte. Isso significa que ele quer fazer isso. Eu
sorrio, me sentindo ainda mais relaxada com esse pensamento
enquanto deixo meus olhos se fecharem por um
momento. Afundando na água morna, finalmente me permito
pensar numa vida com Cullen. Quão doce a vida poderia ser com um
homem como ele sendo meu marido.

Cullen me acorda com um beijo suave nos meus lábios. Eu tento


aprofundar o beijo, mas ele se afasta com um sorriso no rosto. Ele
está ao lado da banheira com uma toalha enorme estendida. Eu me
levanto e permito que ele me envolva. Ele me levanta da banheira,
me embalando em seus braços. Minhas mãos envolvem seu pescoço
enquanto ele me leva para a cozinha.

—Você sabe que eu posso andar, certo?

Ele franze a testa enquanto ele me coloca num banquinho da


cozinha. Eu rio de sua expressão quando eu alcanço e aliso essas
linhas de expressão de sua testa. Jesus, ele é tão lindo. Eu ainda acho
que isso deveria ser contra a lei ou algo assim.

—Continue com essa boca atrevida, — diz ele, rindo. Sua risada
é contagiante e me faz rir junto com ele. Cullen me deixa por um
minuto enquanto ele emprata o que deve ser o bolo que ele
assou. Eu luto com um sorriso quando vejo a caixa em que o bolo
veio, no balcão. Ele estar tentando me aquece. Isso é tudo o que
realmente importa para mim.

—Você fez isso? — Eu pergunto quando ele coloca o prato na


minha frente. Eu solto uma pequena risada quando vejo que é uma
torta de morango. Claro que é isso que ele me fez. Ele se senta na
cadeira ao lado da minha. Ele pega minha cadeira pelo fundo,
puxando-a para mais perto dele e abrindo as pernas para abrir
espaço para mim.

—Eu fiz o melhor que pude. — Ele se inclina, beijando meu


ombro nu antes de levantar o garfo e cortar um pedaço. —Abra,
amor. — Meu coração dá um salto na palavra amor. Minha boca se
abre por conta própria enquanto eu tranco os olhos com os ele
enquanto ele me alimenta com a mordida.

Eu não posso provar o bolo. Eu estou sobrecarregada por tudo


o que acontecendo ao meu redor. A palavra amor volta na minha
cabeça. Ele continua usando isso. Vai ser a minha ruína.
Capítulo Dezoito

CASAMENTOS SÃO CANSATIVOS. Eu posso ver porque mamãe e papai


foram direto para o tribunal, porque a cerimônia de uma hora,
seguida pelo que parecia ser uma recepção interminável me deixou
doido. MJ estava exausta também. Ela dormiu como morta naquela
noite e, em seguida, rolou para fora da cama antes de ter que sair
para o serviço do jantar em seu restaurante.

Ela me deu um rápido beijo nos lábios e saiu pela porta. Ficando
sozinho na casa, eu assisti alguns destaques do jogo, arrumei tudo e,
então, fiquei totalmente entediado e fui para a delegacia para
trabalhar.

Por ser domingo, está bem movimentado. Você pensaria que a


maioria das pessoas ficaria em casa com suas famílias, em vez de
entrar no escritório para examinar os casos que não podem ser
resolvidos ou beber café queimado na máquina que tem várias
décadas na sala de descanso. Até eu conhecer MJ, eu estava aqui
todo final de semana. Não é como se eu tivesse coisas melhores para
fazer.
Eu bato a ponta do meu lápis contra a mesa de metal. Agora,
Maddox está fazendo planos para levar sua nova esposa para Paris
para o começo de uma lua de mel ridiculamente extravagante. Sav
provavelmente está deitada em sua piscina privada com seu
exército de servos enchendo sua taça de champanhe a cada dez
minutos. Meus pais? Minha mente se afasta deles. Na recepção, eles
estavam declarando em voz alta que iriam para casa e se engajariam
em algumas atividades de produção de bebês. Enquanto eles saíam
para grandes vivas, Sav e eu tentamos rastejar embaixo da mesa em
constrangimento. A única maneira de escapar dessa merda é porque
eles são ricos pra caralho e ninguém jamais sonharia em ofende-los.

Eu olho para o monitor do meu computador por uns bons cinco


minutos antes de abrir o aplicativo do jogo de
paciência. Obviamente, estou trabalhando em alto nível hoje. Meu
telefone toca e eu me apresso a pega-lo.

Sav: Estou me mudando para a Groenlândia.

Eu: Tudo bem.

Eu Porquê?

Sav: * envia vídeo *

Eu abro a coisa granulosa e é dos meus pais se agarrando


debaixo do toldo do lado de fora do Mark Hotel onde o casamento
foi realizado.

Eu: Vou arrumar minhas malas.

Sav: Como eles podem fazer isso conosco? Os pais de todos os


meus amigos estão tendo casos e enviando mensagens de ódio uns
aos outros enquanto nossos pais estão tentando fazer uma fita de
sexo em frente ao manobrista do Mark Hotel.

Eu: Você prefere que eles tenham casos?

Sav: Talvez? Seria menos humilhante.

Eu reproduzo o vídeo novamente. Meus pais estão casados há


mais de trinta anos e ainda se amam. Isso é fodidamente doce. E, se
eu for honesto, esse é o tipo de coisa que eu quero estar fazendo
daqui a 30 anos com MJ, não sentado neste escritório jogando um
jogo de cartas no meu computador. Eu quero estar ao alcance de um
braço de MJ, segurando a sua mão, beijando sua boca, fodendo-a até
que fiquemos desossados demais para nos movermos.

Eu: Você está com ciúmes.

Sav: Eu não estou!

Eu: Você quer o que eles têm.

Sav: Eu prefiro espetar meus olhos com um dos meus


Louboutins.

Eu: Eu vou ver MJ.

Sav: Ela não te quer.

Eu: Então vou esperar até que ela queira.

Sav: Me desculpe. Ela quer você. Estou com inveja. Porque você
e Maddox estão encontrando seus verdadeiros amores e eu estou
sozinha nesta horrível cobertura?

Eu: Eu pensei que você amava esse lugar.


Sav: Eu amava até o casamento e agora é muito grande e muito
estéril e eu vou morrer sozinha com cem gatos.

Eu: Você nem tem um gato.

Sav: Eu estou indo para a liga de resgate de animais hoje.

Eu: Eles têm cem gatos lá?

Sav: Eu não sei! O que importa quantos gatos eles têm?

Eu: Você disse que ia morrer com uma centena deles, então
estou pensando se devo ligar para a funerária hoje ou esperar.

Sav: Você é um irmão terrível.

Eu: Amo você.

Sav:

Eu: ….

Sav:

Eu: Amo você.

Sav: Tudo bem. Eu também te amo.

Eu coloco o celular no bolso e saio. Eu sei como Sav está se


sentindo. Ver Madd e Luna brilhando como dois idiotas ontem,
também me deixou ansioso. Eu preciso ter um compromisso de
MJ. Não é apenas sobre sexo para mim e nunca foi. Eu permiti que a
ficção continuasse por muito tempo. Mesmo que MJ não esteja
pronta para um relacionamento permanente, eu quero que ela saiba
que eu vou esperar por ela até que ela esteja.
O restaurante está fechado quando eu chego, mas há pessoas lá
dentro, movimentando as coisas. Tenho certeza de que, se eu
colocar meu crachá contra a janela, eles me deixarão entrar. Mas não
parece certo intrigá-la assim. Se ela está ocupada trabalhando, a
coisa a fazer é esperar por ela.

Eu empurro o assento do meu carro para trás e estico minhas


longas pernas. Eu já fiz vigilância de um dia, antes. Algumas horas
de espera para ela terminar o trabalho não vai me matar. Eu pego
meu telefone e abro o Instagram. Eu fiz uma conta no outro dia para
que eu pudesse receber alertas sempre que MJ postasse. Eu rolo
pelo feed mais uma vez procurando por algo novo, mas MJ não
atualizou desde o casamento de ontem.

Há muitos comentários expressando felicidade que sua irmã se


casou. Alguns deles perguntaram se MJ ainda é solteira. Eu faço cara
feia e tento encontrar os polegares para baixo, para detonar essa
tonelada de comentários, mas aparentemente este aplicativo não
tem esse recurso. Eu deveria ter Maddox comprando ele para que
possamos implementar a proibição de homens comentarem sobre
os posts de MJ.

Eu rolo através de mais fotos dela cozinhando, comendo,


preparando, e geralmente parecendo feliz pra caralho. Ocorre-me
quando eu chego ao começo do ano que todas as fotos que MJ fez
com outros homens se foram, incluindo aquela dela sendo
alimentada com a vieira. Eu vejo novamente para ter certeza de que
estou certo.

Um sorriso lento e feliz se espalha pelo rosto. Ela pode não


perceber, mas eu estou tomando isso como uma declaração ousada
de suas intenções para comigo. Ela é minha. Seu subconsciente quer,
mesmo que ela não tenha sido capaz de dizer as palavras para mim.

Uma declaração pública merece outra, eu acho. Coloquei


o carro em marcha e acelerei para a Quinta Avenida. O joalheiro não
fica feliz em abrir as portas, mesmo quando eu mostro meu
distintivo. Não fica até eu retirar meu cartão de crédito preto que ele
se anima. Eu escolho um anel simples de platina com diamantes em
três canais. Eu não acho que ela gostaria de uma pedra como a de
Luna. Ela ficaria presa em coisas, então essa banda simples e
elegante será perfeita para a mão dela. Ainda assim, eu quero que
ela tenha algo grande e chamativo que ela possa mostrar se ela
quiser, então eu compro um pingente que é pesado exigindo ter um
fecho especial. O joalheiro pergunta se eu quero uma escolta armada
para casa, já que o rubi é muito caro. Eu mostro minha arma para ele
e recuso.

Volto para o meu carro e me dirijo novamente para o


restaurante. A vida de MJ está nessa conta. Ela postou fotos de
quando ela conseguiu sua primeira posição de chef executiva,
quando ela comprou o apartamento, quando Luna se formou no
colegial. Todos os eventos marcantes dela estão aqui, por isso faz
sentido para mim tirar uma foto do anel e publicá-la na minha conta
com a legenda: —Isso está esperando por você.

Eu saio do carro e me inclino contra ele e espero.


Capítulo Dezenove

—VOCÊ ESTÁ SE DEMITINDO? — Eu olho para cima dos pedidos de


comida que estou passando, na pergunta do proprietário
Jeremy. Normalmente ele já se foi, saindo depois da corrida do
jantar. Ele vem bem cedo todos os dias. Não foi até recentemente
que ele finalmente começou a sair mais cedo. Sua esposa dizia que
ele trabalhava demais. Uma semana atrás eu diria que é uma
loucura. Você nunca poderia trabalhar demais. Agora eu
entendi. Estou ansiosa para sair daqui. Eu tenho contado os minutos
até que eu possa voltar para casa para Cullen.

—Nenhum plano disso no momento. — Eu deixo cair a minha


caneta, terminando o pedido. Eu estava apenas dando uma última
olhada antes de dar um ok para ser colocado. Eu gosto de
trabalhar na Golden Spoon. Foi um bom ajuste. —Por quê?

—Você não postou na mídia social hoje. — Jeremy desliza as


mãos nos bolsos de sua calça. Eu não postei. Eu meio que esqueci
disso depois que eu passei pelo meu feed do Instagram e deletei
algumas imagens antigas.
—Eu esqueci. — Eu dou de ombros, não querendo dizer a
Jeremy por que eu esqueci. Minha mente tem estado noutros
lugares hoje. O casamento misturado com a família Castile me tirou
do sério. —Eu quero cortar minhas horas embora. Talvez até tire
um pouco de tempo de folga.

As sobrancelhas de Jeremy se erguem. —Castile? — Ele


pergunta. Eu não deveria estar surpresa que ele saiba disso.
Restaurantes estão cheios de fofocas. Algo que muitas vezes me
entretinha. Eu concordo. É por causa de Cullen. Eu não sei quanto
tempo, o que quer que seja que estejamos fazendo, vai durar, mas
eu vou aproveitar cada segundo disso. Ele não me disse quanto
tempo ele planeja ficar, mas eu acho que é até que o lugar dele seja
feito com o empreiteiro. Pelo que sei, pode ser a qualquer momento.

—Tem certeza de que não está se demitindo? Abrindo seu


próprio negócio? — Jeremy empurra. O pensamento de ter meu
próprio lugar entrou na minha mente algumas vezes no
passado. Ver o que é preciso para realmente administrar um
restaurante me fez abandonar essa ideia há muito tempo. O tempo
e a energia para mantê-lo à tona exigiriam toda a minha atenção. Eu
não quero ser a primeira pessoa na porta e a última pessoa a
sair. Cozinhar ainda precisa ser divertido para mim e o estresse
financeiro de possuir meu próprio lugar levaria isso embora. Por
muitos anos eu não fiz nada além de trabalhar e agora é a minha vez
de finalmente desfrutar de algo para mim. Cullen é o que eu quero
aproveitar, e trabalhar um pouco menos vai me deixar maximizar o
tempo que nos resta juntos.

—Não, na verdade, como eu disse, gostaria de mais tempo de


folga.
Jeremy sacode a cabeça, lutando contra um sorriso. —Você está
apaixonada, — diz ele simplesmente. Não é uma pergunta. Não
importa. Eu não responderia de qualquer maneira. Ele está certo. Eu
estou loucamente apaixonada por Cullen Castile. Eu não contei a
ninguém e a primeira vez que admitirei algo assim, será para
Cullen. Se eu finalmente conseguir a coragem para jogar meus
sentimentos na mesa, ele será o primeiro a ouvi-las.

Vendo Luna se casar ontem, trouxe tudo em minha mente. Todo


o casamento foi preenchido com muito amor. Eu quero isso para
mim mesmo. Eu não quero isso com qualquer um também. Eu quero
isso com Cullen. Esse homem me entende de uma maneira que nem
eu consigo a mim própria.

Ele sabe como empurrar todos esses botões escondidos dentro


de mim que eu não sabia que estavam lá. Tal como amar, seu ciúme
por mim, mas fazê-lo de uma maneira doce e amorosa. O homem é
perfeito. Eu seria estúpida em não tentar pegar o que ele está
oferecendo. Eu só preciso saber por quanto tempo ele está
oferecendo isso. Eu estou sempre preparada, mas com Cullen eu fico
fora de ordem. Pela primeira vez não posso controlar o que
vai acontecer. O sentimento é ao mesmo tempo aterrorizante e
excitante. Eu estou com medo. Demorei um pouco para
compreender esse pensamento. Eu nunca tive tempo para ter medo
de crescer e Cullen me assustou. Eu não saberia como lidar com ele
saindo e isso é o que mais me assusta.

—Vou postar alguma coisa, — digo a Jeremy. Ele ainda está


sorrindo para mim como um pateta. Não posso deixar de devolver
outro sorriso.
—E eu lhe darei qualquer folga que você quiser. Contrate quem
você precisar, — ele acrescenta com um aceno de sua mão ao redor
da cozinha. —Eu não estou apenas dizendo isso porque quero que
você fique, mas você está fazendo a escolha certa. Eu amo este lugar,
mas possuí-lo pode ter um pedágio em você.

—Obrigado. — Eu já me sinto mais leve. Eu pego meu telefone


para fazer um post.

—Parabéns, — ele joga sobre seu ombro enquanto sai. Antes


que eu possa perguntar o por quê, ele já passou pela porta e sumiu
de vista.

—Jesus, — murmuro quando vejo que tenho um milhão de


notificações. O que diabos está acontecendo? Eu nem publiquei
hoje, então minha mídia social não deveria estar explodindo
assim. Largo o telefone quando vejo por que todo mundo está
explodindo. Eu rapidamente olho de volta para confirmar que não
estou ficando louca. Não. Não estou louca.

Eu engulo, lutando contra as lágrimas. Ele definitivamente viu


que eu deletei fotos do meu Instagram. Talvez isso devesse ser
assustador, mas eu acho doce que ele me persegue suavemente.

—Eu estou saindo, — eu grito para a equipe de cozinha


aleatória ainda circulando. Eu me viro, indo em direção à porta. Eu
sorrio quando vejo Cullen parado do lado de fora esperando. Ele
está encostado em seu carro. Claro que ele está. Eu deveria saber.

—Você acabou de me pedir para casar com você no Instagram?


Ele se empurra do carro, ficando em pé quando paro na frente
sua. Eu não posso deixar de estender a mão e colocar minhas mãos
em seu peito, tendo sentido a falta dele o dia todo.

—Isso depende da sua resposta, Shortcake. Feche os olhos,


baby. — Ele se inclina, beijando meus lábios. Eu faço o que ele pede,
querendo o que quer que ele esteja prestes a fazer. Estou com medo,
mas animada ao mesmo tempo.

—MJ, eu te amei desde o momento em que te vi em pé na janela


olhando para mim. Eu soube então que faria qualquer coisa para ter
você. — Ele me beija novamente. Meu estômago está em nós. Eu
sinto que estou prestes a sair da minha pele.

Estou em silêncio pela primeira vez na minha vida querendo


mais daquelas palavras doces. Eu não sabia o quão carente de
afeição eu estava até que Cullen estava me cobrindo dela. Eu sinto
ele se mover para ficar atrás de mim. Ele varre meu cabelo para o
lado, seus dedos roçando meu pescoço. Tudo está acontecendo em
câmera lenta para mim. Eu não sei como posso me sentir tão feliz e
apavorada ao mesmo tempo, mas eu sinto. Eu mantenho meus olhos
fechados tentando absorver tudo. Ele coloca algo ao redor do meu
pescoço e aperta-o nas costas. O peso pesado cai no meu peito sobre
o meu coração batendo.

—Mantenha-os fechados. — Ele beija meu pescoço antes de se


mover novamente para vir à minha frente. Então eu sinto um anel
deslizar no meu dedo. Eu sei que é o anel que ele tirou uma foto. —
Abra. — Eu faço, mas eu não olho para o anel ou seja o que for que
ele colocou no meu pescoço. Meus olhos se fecham bem nos dele.

—Eu quero isso. Eu quero tanto isso que me assusta.


O rosto de Cullen suaviza com minhas palavras. Eu sei que
quando ele disse para abrir, ele quis dizer mais que meus olhos.

—Continue falando, MJ. Coloque tudo na mesa para que


possamos resolvê-lo e você possa dizer sim. Eu farei o que for
preciso para você ser minha esposa. — Ele sempre sabe o que
dizer. Eu solto uma respiração profunda, sabendo que preciso
responder ao meu homem, mas não antes de esclarecer algumas
coisas primeiro.

—Eu amo você, Cullen. Eu nunca pensei nem num milhão de


anos que eu encontraria alguém tão perfeito para mim como você
é. Meu coração pertence a você desde o momento em que você me
acompanhou até o pequeno bar, no quarteirão de minha casa. — Eu
ouço seu rosnado antes que ele tome minha boca num beijo que me
deixa sem fôlego. Estou perdida nele como tantas vezes antes, mas
consigo quebrar o beijo, sabendo que preciso dizer tudo a ele neste
momento. Colocar tudo para fora e ver como as cartas caem. Eu
preciso saber que ele ainda quer isto depois que ele ouvir o que
tenho a dizer.

—Eu ainda quero trabalhar, Cullen. Eu amo meu trabalho e eu


construí um nome para mim, então não estou disposta a
comprometer isso.

—Nunca pedi para você o fazer, — diz ele


instantaneamente. Eu continuo porque há mais. A única coisa que
tenho medo que possa acabar com isto.

—Eu também não tenho certeza que vou querer filhos, — eu


digo depois de uma batida. —Eu passei tantos anos criando e
cuidando de Luna que eu não tenho certeza se quero essa
responsabilidade novamente. — Eu solto um suspiro enorme depois
dessa admissão. Isto poderia ser um problema para ele, o que seria
um destruidor de corações para mim.

—Talvez você não esteja entendendo, Shortcake, mas tem sido


apenas alguns dias. — Ele traz a mão para o meu quadril, me
puxando para ele. —Tudo que eu sempre precisarei é você. Me dê
um pouco mais de tempo e prometo que você nunca vai questionar
isso.

Lágrimas escorrem dos meus olhos quando eu olho para cima


para olhar para ele. Saber que este homem está disposto a fazer o
que for preciso para me ter em sua vida é mais do que eu poderia ter
esperado. Eu não quero gastar outro segundo sem ele. É bom ter
alguém nas minhas costas. Eu sei que tenho Luna, mas por mais que
eu ame minha irmã, eu não acho que nunca vou me deixar apoiar
nela. É uma segunda natureza para mim, cuidar dela. Com Cullen eu
posso me apoiar nele e ele será capaz de superar o que quer que seja
comigo. Eu não vou mais ter que fazer tudo sozinha. Não só isso, mas
quero aproveitar algum tempo com ele. Apenas nós dois. Nada mais
para se preocupar.

—MJ Castile com certeza tem um bom anel para combinar, —


eu digo com um enorme sorriso no meu rosto.

—Com certeza, Sra. Castile. — Meus olhos descem para o


anel. É simples, mas lindo. Eu não poderia ter escolhido um anel
melhor. Mais uma vez, Cullen prova que ele me conhece melhor do
que eu mesma.
—Talvez eu devesse colocar algumas coisas para fora também.
— Agora Cullen começa a parecer um pouco inseguro. O pânico
começa a subir em mim.

—Então, minha casa não está em construção. — Ele diz isso tão
rápido que minha mente precisa de um segundo para acompanhar.

—Desculpe-me? — Eu pergunto, pensando que talvez eu tenha


entendido mal o que ele disse. Ele parece tão nervoso neste
momento. Eu decido deixá-lo fora do gancho. —Agora eu vejo de
onde sua irmã aprendeu a mentir, — eu provoco-o. Eu não estou
brava com isso. —Você fingiu, para ficar perto de mim. Depois que
eu disse que estava preocupada em ficar em casa sozinha.

—Não deixaria você se preocupar com algo que eu poderia


facilmente consertar. Eu não estou tentando jogar meu dinheiro por
aí, MJ. Eu tenho-o e se eu vir algo que eu possa fazer para ajudá-la, eu
vou consertar isso. Eu não acho que posso me impedir de querer
cuidar de você.

—Eu realmente amo você, — digo a ele.

—Eu seria um mentiroso se não admitisse que teria feito


qualquer coisa para entrar em sua casa. Sabia que eu precisava estar
perto de você para que você pudesse ver quão bom seriamos juntos.

Eu não posso ficar brava com isso. Na verdade, isso me faz amá-
lo mais. Ele pressionou quando soube que eu correria. Graças a
Deus, ou eu não estaria usando o anel dele agora.

Meus olhos voltam para o meu anel por um momento antes de


eu colocar minha mão sobre o meu coração, onde sinto o peso do
pingente. Eu pego para olhar para ele. Cullen tem um sorriso tímido
no rosto. —Sabia que você não iria querer um grande anel
atrapalhando, mas eu tinha que conseguir alguma coisa. Pensei que
isso não atrapalharia seu trabalho e eu sei que vai ficar bom pra
caralho quando você estiver nua com nada além desse anel.

Eu amo. O rubi é impressionante e eu gosto de sentir o peso


dele em mim. Um lembrete de Cullen o tempo todo. Eu acho que ele
gosta disso, é uma maneira mais ousada de me
marcar. Um anel gigante é o que a maioria dos homens faria, mas
não o meu Cullen. Ele me colocou em primeiro lugar e o que seria
mais prático para mim. Eu quero dar a ele o que ele precisa também.

Se fosse alguém além de Cullen, provavelmente me deixaria


brava, mas eu sei que é porque ele tem a necessidade de deixar os
outros saberem que eu sou dele. Eu notei isso no casamento, quando
ele me apresentou às pessoas. Ele continuava falando sobre como
eu era maravilhosa. Ele sabia mais sobre mim do que eu lhe disse.
Ele foi procurar. Talvez isso fosse parte da perseguição suave, mas
eu sei que é porque ele só quer saber coisas sobre mim. Eu sei que
posso ser cuidadosa, mas não serei mais assim. Eu quero dar a ele
também.

Mais do que tudo, quero marcá-lo também. Eu vou gostar de ver


um anel de casamento no dedo dele. Eu vou amar todas as pequenas
vantagens que vêm com o casamento. Eu sei que a cada noite nós
iremos voltar para a mesma cama. Eu não me importo se é na sua ou
na minha casa, contanto que ambos estejamos na mesma cama todas
as noites.

—Nós vamos fazer sua mãe feliz e fazer como ela e seu pai
fizeram?
A mão de Cullen no meu quadril aperta. —Você correria para o
tribunal e se casaria comigo?

—Logo você verá que não há muito que eu não faria por você,
— eu admito antes da boca de Cullen cair sobre a minha. Mais uma
vez, não me surpreende que o homem consiga sair da cama e nos
casar em questão de horas. É perfeito.

É mais do que eu poderia ter sonhado, provavelmente porque


homens como Cullen são uma raça rara e eu não vou deixar meu
homem fugir. Eu quero o feliz para sempre que o Cullen está tão
disposto a me dar.

Minha vida sempre consistiu em receitas e Cullen é o


ingrediente que sempre esteve ausente.
Epílogo

UM ANO DEPOIS

—CULLEN! Star voltou a fazer cocô e o bolo está quase pronto


para sair do forno, — MJ lamenta. Sempre era Star que estava
fazendo cocô. Seu irmão gêmeo estava cochilando. Ela era a cagona
e ele era o dorminhoco.

Eu jogo o paninho no cesto de roupa suja e corro para a


cozinha. MJ passa Star para os meus braços e vira para olhar a porta
do forno. Ela tirou uma licença do restaurante para finalmente
dominar a arte de ser uma confeiteira. Ela ficou muito boa nisso e eu
tive que começar a correr algumas milhas extras todas as manhãs
para compensar todas as sobremesas que eu tenho comido.

—Como está? — Eu pergunto enquanto eu levo Star para a sala


de estar. Inicialmente, montamos uma enfermaria no antigo quarto
de Luna, mas aprendemos rapidamente que ter fraldas em todos os
cômodos era a única maneira de lidar com dois filhos de seis meses,
ao mesmo tempo, que não fazem nada além de comer, fazer cocô e
dormir.
—Bom, na verdade. Eu poderia realmente ser capaz de decorar
este. Como está Star?

—Bem, ela encheu bem a fralda. — Eu pego numa toalhinha. O


cheiro de cocô de bebê flutua no ar. Quando fiz isto pela primeira
vez, quase vomitei na boca com o cheiro. —Esta criança é feita de
nada além de leite materno e cocô.

—O cocô é leite materno.

—OK. Então o bebê é feito com 90% de leite materno e o resto


é apenas pele.

—Você ama isso, — declara MJ.

Eu termino de limpar a minúscula bunda de Star e coloco-lhe


uma nova fralda. —Sim? Que tal? — Star ri quando eu a levanto no
ar. Eu acaricio sua barriga nua e ouço a risada se transformar numa
gargalhada completa. Porra, eu amo esta minha pequena
sobrinha. Seu irmão é tão igualmente fofo com seus pequenos
roncos.

—Você quer um.

Eu congelo e, em seguida, abaixo lentamente Star para o tapete


de mudança. —Não, — eu digo, lutando por um tom casual. MJ me
disse quando nos casamos que ela não sabia se ela quereria filhos e
eu entendia completamente isso. Ela passou anos criando Luna sem
qualquer ajuda. Eu não posso começar a imaginar que tipo de
estresse e medo ela passou como uma garota de dezoito anos
tentando cuidar de sua irmãzinha neste mundo. Eu não poderia ter
feito isso e tenho uma quantia embaraçosa de dinheiro. —É bom ser
o tio. — Eu puxo uma camisola nova sobre a cabeça de Star e, em
seguida, me envolvo na minha luta regular de capturar os punhos de
Star e empurrá-los, gentilmente, nos orifícios para os braços do
pijaminha. —Madd quase quebrou em lágrimas quando eu disse que
iria levar os gêmeos no fim de semana e não porque ele planeja
passar o tempo fodendo Luna. Ele disse que estava mais animado
em dormir à noite toda.

—Você é literalmente um piegas toda vez que Star e Castor


estão por perto. Você fala com eles naquela voz aguda de bebê. Você
não pode parar de sorrir, mesmo quando você está trocando a
fralda. Você se juntou a um clube do mês do brinquedo e depois
reclamou que você só ganha um brinquedo para cada um deles
todos os meses porque os gêmeos ficam supostamente entediados
com eles depois de alguns dias.

Eu me movo desconfortavelmente, enfiando a cabeça de Star


sob o queixo. —O que há de errado em pensar que deveria haver um
brinquedo do clube? Isso só sou eu sendo um bom tio. — Nunca, em
todo o mundo, eu gostaria que MJ pensasse que eu me arrependo de
ter me casado com ela. Eu não me arrependo. Eu a amo com cada
átomo que compõe meu ser. Eu não a trocaria cem Stars ou Castors.

MJ desliza o bolo no balcão para esfriar e vem sentar-se ao meu


lado no chão. —Você é um bom tio. — Ela estende a mão e tira Star
dos meus braços. Eu tento não protestar, mas de repente me sinto
vazio. —Você seria um pai melhor, — murmura MJ em voz baixa.

Eu começo a contar outra piada quando as palavras dela me


atingem. —P-pai? — Eu gaguejo como um menino.

Um sorriso presunçoso inclina os cantos da boca dela. —Você


me ouviu.
Meu coração incha, mas eu empurro para baixo. Esta é MJ
tentando me fazer feliz e estou feliz. Ela é a única pessoa que eu
preciso. —Não. Eu não quero ficar acordado a noite toda lidando
com um bebê chorando. Eu não quero ser amarrado, não poder ir a
um jogo dos Yankees porque meu filho está doente ou não pode ir
para St. Thomas por um fim de semana quando o frio está
murchando minhas bolas.

MJ coloca Star no meu colo. Meus braços se fecham ao redor do


pequeno bebê instintivamente.

—Você não gosta quando Star ri quando você cutuca a barriga


dela ou quando você a alimenta da garrafa e ela olha para você como
se você tivesse dado a ela o mundo inteiro? — MJ estende a mão e
faz cócegas a Star sob o queixo. A garota contorce seus pequenos
braços e pernas adoravelmente.

—Claro, mas a qualquer momento que eu quiser isso, eu posso


ir até a casa de Madd. Eles têm dois. — Minhas palavras estão bem,
mas não há convicção em minha voz. Toda vez que eu mantenho Star
ou Castor, penso em como seria ter minha própria menina ou
menino. Eu pensei que tinha escondido, mas aparentemente MJ
pode me ler como um livro de imagens.

Minha mulher inclina a cabeça no meu ombro, abraçando um


dos meus braços enquanto olhamos para o rosto perfeito de Star.

—Eu não achei que eu iria querer outra criança, — diz MJ


suavemente. Seu cheiro do seu shampoo perfumado enche meus
pulmões. Eu me pergunto se é assim que nosso bebê cheiraria. —
Mas estamos em uma situação diferente agora. Eu não estou lutando
financeiramente. Eu tenho recursos. Mais importante ainda, eu
tenho você e sua família. Sempre que me sentisse sobrecarregada,
alguém estaria lá para me ajudar.

—Sim, — eu digo quase com muito fervor. —Você não estará


sozinha.

—Eu sei. — Ela se inclina e beija minha bochecha. —Eu quero


ter um bebê, Cullen. Vamos fazer um.

Todo o sangue no meu corpo vai direto para o meu pau. Eu olho
para baixo, consternado com a criança gorgolejante em meus
braços. —Por que diabos você me pediria para fazer isso agora? —
Eu lamento. Estou pronto para começar a chorar. Eu não posso levar
MJ para o quarto e enchê-la com a minha semente. Eu não posso
fazer um bebê - não enquanto estamos cuidando dos gêmeos.

MJ me beija novamente antes de pular em pé. —Porque eu sou


uma mulher cruel.

Rigidamente, eu coloco Star no cercadinho. —Garota, me


desculpe em dizer que não estou em condições de segurá-la agora.
— Entrego-lhe um brinquedo macio e me inclino contra o sofá. As
palavras de MJ me fizeram ficar duro instantaneamente e há algo
realmente errado sobre segurar um bebê e ficar de pau duro.

Penso em fotos de crimes horríveis, nas travessuras dos meus


pais, nas perspectivas de arremesso dos pobres dos Yankees até que
minha ereção desapareça e a névoa de luxúria me exceda.

Então eu chego e pego meu telefone.

—Quem você está chamando? — MJ grita da cozinha.

—Sav
—Por quê?

—Porque ela precisa cuidar dos gêmeos até Madd voltar


amanhã.

—Por quê?

Eu olho para MJ. —Porque você me disse para engravidar


você! Você acha que eu estou esperando até amanhã para começar
esse processo? Foda-se não, você vai ficar nua nos próximos dez
minutos.

—Vai levar Sav pelo menos meia hora para chegar até aqui.

—Bem, os gêmeos terão que aprender a cuidar de si mesmos


então.

MJ está morrendo de rir. —Eles têm seis meses. Eles não


podem nem andar.

Eu dou de ombros. —Eles têm que fazer isso em algum


momento. Podem muito bem começar agora.

Claro, eu não deixo os gêmeos, não até que Sav apareça uma
hora depois - porque eu amo os pequenos bloqueadores de pau, mas
no momento em que a porta se fecha na bunda de Sav, eu pego MJ,
jogo ela por cima do ombro e corro para o quarto. Eu tenho ela nua
e meu pau dentro de sua buceta quente em menos de cinco minutos.

—Você acha que vamos fazer um bebê desta vez? — Ela


sussurra no meu ombro suado.
—Eu espero que não, — eu grunho enquanto empurro para
dentro dela. —Esta é apenas uma prática. Nós vamos ter que fazer
isso pelo menos uma centena de vezes até acertar.
Epílogo

—VOCÊ COMEU MEU BOLO ? — Eu aponto para a panela que tem


uma fatia faltando.

—Talvez, — diz Luna com a boca cheia de bolo roubado. Por


que eu achei que seria uma ótima ideia mudar para a casa ao lado de
Luna e Maddox? É verdade, porque meu marido ficou tão empolgado
com a ideia de me engravidar que colocou dois bebês em mim de
uma só vez. Pelo menos era um menino e uma menina. Se este
trabalho de parto for ruim, não preciso tentar novamente. Nós
vamos ter dois. Eu ficaria brava com ele por colocar dois em mim de
uma vez, mas ele realmente acertou em cheio.

Cullen nunca faz as coisas pela metade, com certeza. Eu sabia


que iremos precisar de tanta ajuda quanto pudermos. Ok, talvez isso
não seja verdade. Eu sei que Cullen vai ser um pai super prático, mas
estou revelando estar em pânico. Mesmo que Luna roube comida
daqui o tempo todo, eu amo que todos os Castiles venham e vão. Eu
não tinha ideia do que Luna e eu estávamos perdendo em relação à
família até que eles entraram em nossas vidas. Eu não preciso mais
de reality shows. Eu estou vivendo em um quase todos os dias.
Ela termina de mastigar e fala. —Estou comendo por dois. Eu
não posso evitar. — Ela aponta para a sua pequena barriga que está
me mostrando. Eu reviro meus olhos.

—Eu estou comendo por três. — Eu aponto para a minha


barriga muito grande de grávida. Eu estou tendo eles a qualquer
momento agora. Bem, o médico disse que minha bolsa poderia
estourar e então chegaria a hora. Estou programada para ser
induzida em dois dias. Quais eram as chances de minha irmã e
eu termos gêmeos? Quando eu descobri que estava grávida de
gêmeos, eu meio que me assustei. Ok, é um eufemismo, mas como
sempre, Cullen me acalmou. Então sua mãe apareceu com seus
modos de apoio e aliviou alguns dos meus medos. Aquela mulher é
uma santa. Eu sou grata por tê-la em nossas vidas. Ela pode não ser
a nossa mãe biológica, mas ela é uma mãe melhor do que eu poderia
ter pedido. Às vezes fico pensando em meus próprios pais, mas não
o suficiente para procurá-los. Eles não mereciam ser uma parte da
minha vida ou da vida de Luna e eu cheguei a um acordo com
isso. Sou grata que meu casamento com Cullen não só me deu ele
como meu marido, mas uma família amorosa para ir junto com
isso. Começamos uma nova vida juntos e estamos prestes a começar
um novo capítulo.

—Eu não posso esperar para eles chegarem aqui. — A voz de


Luna cai. —Eu vou ser a tia favorita deles. — Ela olha por cima do
ombro. —Não diga a Savannah que eu disse isso.

—Você continua comendo todo o meu bolo e eu vou delatar


você, — eu minto.

—Mentirosa, — ela diz presunçosamente antes de pegar outra


mordida gigante de bolo sabendo que eu não vou contar.
—Onde está a sua sombra? — Eu pergunto, indo pegar um
pedaço de bolo. Maddox nunca está longe dela. Ele parece não
conseguir manter as mãos longe dela. Não é nada novo desde que
ele tem sido assim desde o primeiro dia quando se trata de Luna. Eu
não poderia ter pedido um cunhado melhor se eu mesmo o
criasse. Eles são perfeitos um para o outro e toda vez que eu os vejo
juntos, isso aquece meu coração.

—Com o seu. — Ela pula do banco, indo até a geladeira onde ela
consegue algo para beber. Eu estou supondo que é para empurrar
todo o bolo roubado. Ela também me pega uma garrafa de água. —
Star e Castor estão com vovó e vovô. — Ela faz uma pausa para olhar
para mim. —Eu tive sorte de ter você para me criar, mas ter
os Castiles para nossos bebês é como a cereja no topo do bolo.

Meus olhos começam a lacrimejar. —Luna, você sabe que eu


choro facilmente agora. — Eu empurro a garrafa de água da mão
dela.

—Bem, já que você já começou a choradeira, poderia muito


bem dizer que eu sei que você vai ser uma mãe excelente. Você foi
para mim. — Ela se inclina, beijando minha bochecha antes de voltar
para seu banquinho para terminar seu bolo.

Eu não fiz um trabalho muito ruim com Luna. Nós tivemos uma
mãe de baixa qualidade e eu sei que aquela mulher colocou a merda
na cabeça de Luna sobre o jeito que ela era. Ela tem suas
peculiaridades e pode ser um pouco confusa às vezes, mas é quem
ela é ela. Ela é e sempre será a pessoa mais doce que eu já
conheci. Ninguém tem mais coração que ela. Tomei o cuidado de
lidar bem com ela. Eu estava sempre lá para tentar lavar a porcaria
que a nossa porcaria de mãe tentava arremessar em seu caminho.
—Obrigado, Luna. — Ela sorri para mim enquanto dá outra
mordida no meu bolo. Ouvir suas palavras me deixa mais à
vontade. Eu não faço as coisas pela metade e eu não faria isso por
ser mãe. Ela está certa. Já fiz isso antes e posso fazer de novo. Desta
vez eu vou ter uma família inteira para me ajudar.

Eu dou uma mordida no bolo que fiz no meio da noite. Eu tive


um desejo e me arrastei para fora da cama para fazê-lo. Eu achava
que os trinta minutos de espera para cozinhar seriam perfeitos, mas
meu lindo marido fez o tempo passar. Ele me sentou no balcão da
cozinha, me comendo repetidas vezes até o bolo terminar de
cozinhar. Eu acredito que eu estava no meu terceiro orgasmo
quando o timer do forno finalmente apitou. Até então eu estava com
muito sono para comer. Cullen me levou para a cama onde eu
desmaiei. Esse bolo foi a primeira coisa que pensei quando acordei
esta manhã. Meu plano era tê-lo para o meu café da manhã, mas
Luna se adiantou nisso. Isso é o que eu ganho por dormir até tarde.

—Você acha que o pau do Cullen é a razão pela qual você pode
assar agora? — Eu cuspo minha comida na ridícula pergunta de
Luna. Eu não tenho certeza se é a questão ou o quão sério é o rosto
dela enquanto ela pergunta. —Tudo o que estou dizendo é que você
não podia assar até que ele começou a lhe dar o P.

Estou rindo tanto da observação de Luna que estou


chorando. Eu me inclino, pegando o balcão com uma mão e minha
barriga com a outra. É tudo divertido até que eu sinto a minha água
rebentar. Uma onda de umidade atinge minhas coxas.

—Você fez xixi de novo? — Luna pergunta, rindo até ver meu
rosto. Ela pula e corre para mim. Ela abre a boca para gritar por
Cullen, mas eu coloco minha mão sobre sua boca.
—Shh. Se você gritar, Cullen vai me fazer ir ao hospital. Ele
nunca vai me deixar comer o resto do meu bolo. Levará apenas
alguns minutos. — Ela acena com aprovação, então eu lentamente
tiro minha mão de sua boca.

Eu dou uma mordida na delícia amanteigada e saboreio. É a


melhor sobremesa que eu fiz até agora. Eu me superei. Se eu disser
isso mesmo. Meu momento de sobremesa é interrompido pelo que
parece ser a pior dor da minha vida.

Eu agarro meu estômago quando uma contração atinge. Eu


cubro minha boca para não gritar. Passa um momento depois e me
sinto perfeitamente bem. Eu vou para outra fatia de bolo. Eles não
vão me alimentar naquele hospital quando eu chegar lá. Eu apenas
sei disso.

—Tem certeza de que não quer ligar para Cullen? Eles estão
terminando algumas coisas no berçário.

—O que há de errado? — Cullen explode na cozinha. Luna olha


para qualquer lugar, menos para Cullen porque ela não pode mentir
para salvar sua vida.

—Eu fiz xixi em mim mesma. — Eu empurro uma mordida de


bolo na minha boca. Cullen balança a cabeça para mim.

—Eu vou pegar as malas. — Ele caminha até mim. —E eu vou


embalar suas coisas e levar para o carro. — Eu sorrio para ele antes
que ele me beija. Ele sempre sabe o que eu preciso.

—Você está pronta para isto, Shortcake? — Ele levanta a mão,


limpando o bolo do lado da minha boca. Ele traz para a boca.
—Com você eu estou pronta para qualquer coisa. — Eu sei que
posso fazer qualquer coisa com este homem ao meu lado.

—Amo você, esposa.

—Eu também te amo, — eu digo, sabendo que o próximo


capítulo de nossas vidas será perfeito.

Cullen vai se certificar disso. Este homem nunca me


decepcionou. Ele nunca irá.

Fim!