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Câmara Municipal de Maringá/PR

Assistente Administrativo

Língua Portuguesa
1. Compreensão e interpretação de texto. ....................................................................................................................1
2. Tipologia e gêneros textuais. ......................................................................................................................................2
3. Figuras de linguagem. ............................................................................................................................................... 11
4. Significação de palavras e expressões. 5. Relações de sinonímia e de antonímia. ......................................... 14
6. Ortografia. ................................................................................................................................................................... 16
7. Acentuação gráfica. ................................................................................................................................................... 20
8. Uso da crase. ............................................................................................................................................................... 22
9. Divisão silábica. ......................................................................................................................................................... 24
10. Fonética e Fonologia: som e fonema, encontros vocálicos e consonantais e dígrafos. ............................... 25
11. Morfologia: classes de palavras variáveis e invariáveis e seus empregos no texto. 12. Locuções verbais
(perífrases verbais). ...................................................................................................................................................... 26
13. Funções do “que” e do “se”. ................................................................................................................................... 52
14. Formação de palavras. ........................................................................................................................................... 53
15. Elementos de comunicação. .................................................................................................................................. 55
16. Sintaxe: relações sintático-semânticas estabelecidas entre orações, períodos ou parágrafos (período
simples e período composto por coordenação e subordinação). ......................................................................... 57
17. Concordância verbal e nominal. ........................................................................................................................... 67
18. Regência verbal e nominal. .................................................................................................................................... 69
19. Colocação pronominal. ........................................................................................................................................... 73
20. Emprego dos sinais de pontuação e sua função no texto. ................................................................................ 74
21. Elementos de coesão. ............................................................................................................................................. 75
22. Função textual dos vocábulos. 23. Variação linguística. .................................................................................. 76

Raciocínio Lógico e Matemático


1. Resolução de Problemas envolvendo raciocínio lógico - matemático (proposições, conectivos, equivalência
e implicação lógica, argumentos válidos). ...........................................................................................................1 a 32

Conhecimentos Específicos
1. Conhecimentos básicos de administração: planejamento, organização, direção e controle. ..........................1
2. Atendimento ao público: comunicação, postura profissional e relações interpessoais. ..................................3
3. Organização e gestão de documentos; tipos de correspondências oficiais e suas especificações. .............. 16
4. Conhecimentos básico sobre gestão de materiais. ............................................................................................... 19
5. Organização do ambiente de trabalho. ................................................................................................................... 24
6. Aspectos gerais da redação oficial. .......................................................................................................................... 27
7. Serviços Públicos: conceitos, elementos de Definição, princípios e classificação........................................... 36
8. Atos e contratos administrativos. ............................................................................................................................ 39
8. Legislações do município de Maringá: Regimento Interno da Câmara Municipal de Maringá/PR; ............ 51
Lei Orgânica do Município de Maringá ....................................................................................................................... 81
Lei Complementar 239/98 - Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de Maringá, disponíveis em:
http://www.cmm.pr.gov.br/?inc=legislacao ..........................................................................................................106

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LÍNGUA PORTUGUESA

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APOSTILAS OPÇÃO
Compreender significa
- intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está
escrito.
- o texto diz que...
- é sugerido pelo autor que...
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
- o narrador afirma...
1. Compreensão e interpretação Erros de interpretação
de texto. É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de
erros de interpretação. Os mais frequentes são:

a) Extrapolação (viagem)
Interpretação de texto
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que
não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público,
pela imaginação.
a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece
porque lhes faltam informações específicas a respeito desta
b) Redução
tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos.
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no
aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o
momento de responder às questões relacionadas a textos.
que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas
desenvolvido.
entre si, formando um todo significativo capaz de produzir
interação comunicativa (capacidade de codificar e decodificar).
c) Contradição
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em
Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato,
cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se
fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, consequentemente,
com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a
errando a questão.
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação
dá-se o nome de contexto. Nota-se que o relacionamento entre as
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor
frases é tão grande que, se uma frase for retirada de seu contexto
e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de
original e analisada separadamente, poderá ter um significado
concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o autor
diferente daquele inicial.
diz e nada mais.
Intertexto - comumente, os textos apresentam referências
diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
tipo de recurso denomina-se intertexto.
relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma
si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou
oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer
fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem
e o que já foi dito.
ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome
1. Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais
oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu
de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste
antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes
caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem
relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade
o tempo).
de adequação ao antecedente.
2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou de
Os pronomes relativos são muito importantes na
diferenças entre as situações do texto.
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
3. Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com uma
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe
realidade, opinando a respeito.
um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber:
4. Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias
que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas
em um só parágrafo.
depende das condições da frase.
5. Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras.
qual (neutro) idem ao anterior.
quem (pessoa)
Condições básicas para interpretar
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o
objeto possuído.
Fazem-se necessários:
como (modo)
a) Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
onde (lugar)
literários, estrutura do texto), leitura e prática;
quando (tempo)
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
quanto (montante)
texto) e semântico;
Exemplo:
Observação – na semântica (significado das palavras)
Falou tudo QUANTO queria (correto)
incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação,
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre
aparecer o demonstrativo O ).
outros.
c) Capacidade de observação e de síntese e
Dicas para melhorar a interpretação de textos
d) Capacidade de raciocínio.
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
Interpretar X compreender
leitura;
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
Interpretar significa
menos duas vezes;
- explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
- Inferir;
- Através do texto, infere-se que...
- Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
- É possível deduzir que...
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
- O autor permite concluir que...
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
compreensão;

Língua Portuguesa 1
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APOSTILAS OPÇÃO
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada (D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os
questão; demais meios de transporte.
- O autor defende ideias e você deve percebê-las; (E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade
arriscada e pouco salutar.
Questões
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos
O uso da bicicleta no Brasil objetivos centrais do texto é
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil ciclista.
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países (B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta mais seguro do que dirigir um carro.
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez (C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa no Brasil.
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que (D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de
oferecem mais vantagens. locomoção se consolidou no Brasil.
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas (E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais dar prioridade ao pedestre.
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e 03. Considere o cartum de Evandro Alves.
prioridade sobre os automotores.
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta Afogado no Trânsito
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
claro, nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
espalhadas em pontos estratégicos. (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de Respostas
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, 1. (B) / 2. (A) / 3. (D)
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
discussões e acidentes que poderiam ser evitados. 2. Tipologia e gêneros textuais.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A Tipos Textuais
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos implicam no domínio de capacidades linguísticas. Temos dois
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de momentos: o de formular pensamentos (o que se quer dizer)
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender e o de expressá-los por escrito (o escrever propriamente dito).
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para Fazer um texto, seja ele de que tipo for, não significa apenas
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, escrever de forma correta, mas sim, organizar ideias sobre
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com determinado assunto.
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos E para expressarmos por escrito, existem alguns modelos de
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. expressão escrita: Descrição – Narração – Dissertação.

(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado) Descrição

01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de Expõe características dos seres ou das coisas, apresenta uma
locomoção nas metrópoles brasileiras visão;
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra
devido à falta de regulamentação. É um tipo de texto figurativo;
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido Retrato de pessoas, ambientes, objetos;
incentivado em várias cidades.
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela Predomínio de atributos;
maioria dos moradores.

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
(II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole,
Uso de verbos de ligação;
aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em
Frequente emprego de metáforas, comparações e outras reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta
figuras de linguagem; minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o
cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai. Era uma criança fina,
Tem como resultado a imagem física ou psicológica.
pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola
depois do pai e retiravase antes. O mestre era mais severo com
Narração
ele do que conosco.

Expõe um fato, relaciona mudanças de situação, aponta (Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São
antes, durante e depois dos acontecimentos (geralmente); Paulo, Ática, 1974, págs. 3132.)
É um tipo de texto sequencial; Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor da
Relato de fatos; escola que o escritor frequentava.
Deve-se notar:
Presença de narrador, personagens, enredo, cenário, tempo; - que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao
Apresentação de um conflito; mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha
Uso de verbos de ação; grande medo ao pai);
Geralmente, é mesclada de descrições; - por isso, não existe uma ocorrência que possa ser
considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de
O diálogo direto é frequente. vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na escola é
cronologicamente anterior a retirar-se dela; no nível do relato,
Dissertação porém, a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o
escritor quer é explicitar uma característica do menino, e não
Expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa; traçar a cronologia de suas ações);
- ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se), todas
É um tipo de texto argumentativo. elas estão no pretérito imperfeito, que indica concomitância em
Defesa de um argumento: relação a um marco temporal instalado no texto (no caso, o ano
a) apresentação de uma tese que será defendida, de 1840, em que o escritor frequentava a escola da Rua da Costa)
b) desenvolvimento ou argumentação, e, portanto, não denota nenhuma transformação de estado;
c) fechamento; - se invertêssemos a sequência dos enunciados, não
correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica
Predomínio da linguagem objetiva; poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar
Prevalece a denotação. e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com
ele do que conosco. Entrava na escola depois do pai e retirava-se
Carta antes...

Características:
Esse é um tipo de texto que se caracteriza por envolver um - Ao fazer a descrição enumeramos características,
remetente e um destinatário; comparações e inúmeros elementos sensoriais;
É normalmente escrita em primeira pessoa, e sempre visa um - As personagens podem ser caracterizadas física e
tipo de leitor; psicologicamente, ou pelas ações;
- A descrição pode ser considerada um dos elementos
É necessário que se utilize uma linguagem adequada com constitutivos da dissertação e da argumentação;
o tipo de destinatário e que durante a carta não se perca a - é impossível separar narração de descrição;
visão daquele para quem o texto está sendo escrito. - O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim a
capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza;
Descrição - Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo:
“(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo
É a representação com palavras de um objeto, lugar, situação desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea
ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais particulares e fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que
ou individuais do que se descreve. É qualquer elemento que seja parecem conformados expressamente para esposas da multidão
apreendido pelos sentidos e transformado, com palavras, em (...)” (Raul Pompéia – O Ateneu);
imagens. - Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não
Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus
ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não enunciados;
é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do - Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, que
observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa se usem então as formas nominais, o presente e o pretério
forma, o que será importante ser analisado para um, não será imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência aos
para outro. verbos que indiquem estado ou fenômeno.
A vivência de quem descreve também influencia na hora de - Todavia deve predominar o emprego das comparações, dos
transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto, adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto.
pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento.
A característica fundamental de um texto descritivo é essa
Exemplos: inexistência de progressão temporal. Pode-se apresentar, numa
(I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Mas descrição, até mesmo ação ou movimento, desde que eles sejam
a penumbra dos ramos cobria o atalho. sempre simultâneos, não indicando progressão de uma situação
Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, anterior para outra posterior. Tanto é que uma das marcas
pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente
pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa
meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de concomitância em relação ao momento da fala; o segundo, em
abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.” relação a um marco temporal pretérito instalado no texto.
Para transformar uma descrição numa narração, bastaria
(extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lispector) introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um

Língua Portuguesa 3
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APOSTILAS OPÇÃO
estado anterior para um posterior. No caso do texto II inicial, baixo ou viceversa, do detalhe para o todo ou do todo para o
para transformá-lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso detalhe cria efeitos de sentido distintos.
grande medo do pai. Mais tarde, Iibertou-se desse medo... Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de
Bocage:
Características Linguísticas:
O enunciado narrativo, por ter a representação de Magro, de olhos azuis, carão moreno,
um acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela bem servido de pés, meão de altura,
temporalidade, na relação situação inicial e situação final, triste de facha, o mesmo de figura,
enquanto que o enunciado descritivo, não tendo transformação, nariz alto no meio, e não pequeno.
é atemporal.
Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático- Incapaz de assistir num só terreno,
semânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão: mais propenso ao furor do que à ternura;
- Predominância de verbos de estado, situação ou indicadores bebendo em níveas mãos por taça escura
de propriedades, atitudes, qualidades, usados principalmente de zelos infernais letal veneno.
no presente e no imperfeito do indicativo (ser, estar, haver,
situar-se, existir, ficar). Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,1968, pág. 497.
- Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é
descrito; O poeta descreve-se das características físicas para as
- Emprego de figuras (metáforas, metonímias, comparações, características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não seria
sinestesias). o mesmo, pois as características físicas perderiam qualquer
- Uso de advérbios de localização espacial. relevo.
O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a
Recursos: visualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato de
- Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas. um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas características
Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do exteriores, facilmente identificáveis (descrição objetiva), ou
sol. suas características psicológicas e até emocionais (descrição
- Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas, subjetiva).
concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos,
sereno, uma pureza de cristal. também denominado adjetivação. Para facilitar o aprendizado
- As sensações de movimento e cor embelezam o poder da desta técnica, sugere-se que o concursando, após escrever seu
natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde transparente texto, sublinhe todos os substantivos, acrescentando antes ou
que deslumbrava e enlouquecia qualquer um. depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva.
- A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do
texto. Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O pessoal, Descrição de objetos constituídos de uma só parte:
muito crente. - Introdução: observações de caráter geral referentes à
procedência ou localização do objeto descrito.
A descrição pode ser apresentada sob duas formas: - Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação
Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a passagem com figuras geométricas e com objetos semelhantes); dimensões
são apresentadas como realmente são, concretamente. Ex: “Sua (largura, comprimento, altura, diâmetro etc.)
altura é 1,85m. Seu peso, 70 kg. Aparência atlética, ombros largos, - Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso, cor/
pele bronzeada. Moreno, olhos negros, cabelos negros e lisos”. brilho, textura.
Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Exemplo: - Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua
“ A casa velha era enorme, toda em largura, com porta central utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto
que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de como um todo.
guilhotina para cada lado. Era feita de pau-a-pique barreado,
dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei. Descrição de objetos constituídos por várias partes:
Telhado de quatro águas. Pintada de roxo-claro. Devia ser mais - Introdução: observações de caráter geral referentes à
velha que Juiz de Fora, provavelmente sede de alguma fazenda procedência ou localização do objeto descrito.
que tivesse ficado, capricho da sorte, na linha de passagem da - Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das
variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal, depois partes que compõem o objeto, associados à explicação de como
a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha as partes se agrupam para formar o todo.
e fugindo ligeiramente do alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú - Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo
de Ossos) (externamente) formato, dimensões, material, peso, textura, cor
e brilho.
Descrição Subjetiva: quando há maior participação da - Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua
emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em
transfigurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar sua totalidade.
ou expressar seus sentimentos. Ex: “Nas ocasiões de aparato é
que se podia tomar pulso ao homem. Não só as condecorações Descrição de ambientes:
gritavam-lhe no peito como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu! - Introdução: comentário de caráter geral.
Aristarco todo era um anúncio; os gestos, calmos, soberanos, - Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do
calmos, eram de um rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia) ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade e
“(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra aroma (se houver).
esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par- - Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos
de-frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, esculturas ou
por lei, de sobregoverno.” quaisquer outros objetos.
(Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas) - Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no
ambiente.
Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos
descritivos: Descrição de paisagens:
Como se disse anteriormente, do ponto de vista da progressão - Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer
temporal, a ordem dos enunciados na descrição é indiferente, outra referência de caráter geral.
uma vez que eles indicam propriedades ou características que - Desenvolvimento: observação do plano de fundo
ocorrem simultaneamente. No entanto, ela não é indiferente do (explicação do que se vê ao longe).
ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para - Desenvolvimento: observação dos elementos mais

Língua Portuguesa 4
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próximos do observador explicação detalhada dos elementos de sequencialidade e causalidade, e não simultâneos como na
que compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem. descrição. Expressa as relações entre os indivíduos, os conflitos e
- Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo acerca as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo, utilizando
da impressão que a paisagem causa em quem a contempla. situações que contêm essa vivência.
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada),
Descrição de pessoas (I): o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração
aspecto de caráter geral. predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações;
- Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo de
da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas). texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que compõem
- Desenvolvimento: características psicológicas o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de
(personalidade, temperamento, caráter, preferências, texto recebe o nome de enredo.
inclinações, postura, objetivos). As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter personagens, que são justamente as pessoas envolvidas
geral. no episódio que está sendo contado. As personagens são
identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos
Descrição de pessoas (II): próprios.
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo sem
aspecto de caráter geral. querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar)  as ações do
- Desenvolvimento: análise das características físicas, enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre
associadas às características psicológicas (1ª parte). uma ação ou ações  é chamado de espaço, representado no texto
- Desenvolvimento: análise das características físicas, pelos advérbios de lugar.
associadas às características psicológicas (2ª parte). Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter “quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da
geral. narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através
dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de
A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É uma tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele
estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais predominam. que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu.
Porque toda técnica descritiva implica contemplação e A história contada, por isso, passa por uma introdução
apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o redator, ao descrever, (parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo
precisa possuir certo grau de sensibilidade. Assim como o pintor desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita,
capta o mundo exterior ou interior em suas telas, o autor de uma o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de trama)
descrição focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo).
sensibilidade. Aquele que conta a história é o narrador,  que pode ser pessoal
(narra em 1ª pessoa: Eu) ou impessoal (narra em 3ª pessoa:
Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não- Ele).
literária ou literária. Na descrição não-literária, há maior Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos
preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular. de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos
Por ser objetiva, há predominância da denotação. substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes
do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas
Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada.
um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a
linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é usado para história.
descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os
compõem, para descrever experiências, processos, etc. Elementos Estruturais (I):
Exemplo: - Enredo: desenrolar dos acontecimentos.
Folheto de propaganda de carro - Personagens: são seres que se movimentam, se relacionam
Conforto interno - É impossível falar de conforto sem incluir e dão lugar à trama que se estabelece na ação. Revelam-se por
o espaço interno. Os seus interiores são amplos, acomodando meio de características físicas ou psicológicas. Os personagens
tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat e o Passat podem ser lineares (previsíveis), complexos, tipos sociais
Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de (trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos humanos (o
elevada capacidade, proporcionando a climatização perfeita do medroso, o tímido, o avarento etc.), heróis ou antiheróis,
ambiente. protagonistas ou antagonistas.
Porta-malas - O compartimento de bagagens possui - Narrador: é quem conta a história.
capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500 - Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico.
litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado. - Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o
Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o tempo
plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para interior, subjetivo.
evitar a deformação em caso de colisão.
Elementos Estruturais (II):
Textos descritivos literários: Na descrição literária Personagens Quem? Protagonista/Antagonista
predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de Acontecimento O quê? Fato
associações conotativas que podem ser exploradas a partir de Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato
descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes; Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato
situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos também Modo Como? De que forma ocorreu o fato
podem ocorrer tanto em prosa como em verso. Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato
Resultado - previsível ou imprevisível.
Narração Final - Fechado ou Aberto.

A Narração é um tipo de texto que relata uma história real, Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se
fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo de tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente,
apresenta personagens que atuam em um tempo e em um como simples exemplos de uma narração. Há uma relação
espaço, organizados por uma narração feita por um narrador. de implicação mútua entre eles, para garantir coerência e
É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo, verossimilhança à história narrada.
tendo mudança de um estado para outro, segundo relações

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Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão, - uma em que a personagem executa aquilo que queria ou
obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as devia fazer (é a mudança principal da narrativa);
personagens ou o fato a ser narrado. - uma em que se constata que uma transformação se deu e
em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens
Existem três tipos de foco narrativo: (geralmente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os
maus).
- Narrador-personagem: é aquele que conta a história na
qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se
mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa. pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a
- Narrador-observador: é aquele que conta a história como realização de uma mudança é porque ela se verificou, e ela
alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor, a efetuase porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazêla.
história é contada em 3ª pessoa. Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um apartamento:
- Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo quando se assina a escritura, realizase o ato de compra; para
e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos isso, é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever
íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece comprar (respectivamente, querer deixar de pagar aluguel ou
misturada com pensamentos dos personagens (discurso ter necessidade de mudar, por ter sido despejado, por exemplo).
indireto livre). Algumas mudanças são necessárias para que outras se
deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar um
Estrutura: bambu ou outro instrumento para derrubála. Para ter um carro,
- Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados é preciso antes conseguir o dinheiro.
alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da
história, como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá. Narrativa e Narração
- Complicação: é a parte do texto em que se inicia
propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem, Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A narratividade
conduzindo ao clímax. é um componente narrativo que pode existir em textos que
- Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu não são narrações. A narrativa é a transformação de situações.
momento crítico, tornando o desfecho inevitável. Por exemplo, quando se diz “Depois da abolição, incentivouse
- Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações a imigração de europeus”, temos um texto dissertativo, que,
dos personagens. no entanto, apresenta um componente narrativo, pois contém
uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da
Tipos de Personagens: imigração européia.
Os personagens têm muita importância na construção de um Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto,
texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser principais ou o que é narração?
secundários, conforme o papel que desempenham no enredo, A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três características:
podem ser apresentados direta ou indiretamente. - é um conjunto de transformações de situação (o texto de
A apresentação direta acontece quando o personagem Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos, preenche
aparece de forma clara no texto, retratando suas características essa condição);
físicas e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se dá quando - é um texto figurativo, isto é, opera com personagens e fatos
os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo concretos (o texto “Porquinho-daíndia» preenche também esse
a sua imagem com o desenrolar do enredo, ou seja, a partir de requisito);
suas ações, do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo. - as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e
- Em 1ª pessoa: posterioridade (no texto “Porquinhodaíndia» o fato de ganhar
Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão, que por
história e é o protagonista. sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala, que por seu
Observador: é como se dissesse: É verdade, pode acreditar, turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão).
eu estava lá e vi.
Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre
- Em 3ª pessoa: pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear
da temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no
Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira pessoa. romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas,
Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como quando o narrador começa contando sua morte para em
sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo: seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modificada.
No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as relações
de anterioridade e de posterioridade.
Tipos de Discurso: Resumindo: na narração, as três características explicadas
Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente acima (transformação de situações, figuratividade e relações
para o personagem, sem a sua interferência. de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados)
Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem devem estar presentes conjuntamente. Um texto que tenha só
diz, sem lhe passar diretamente a palavra. uma ou duas dessas características não é uma narração.
Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do
personagem e a fala do narrador. É um recurso relativamente Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto
recente. Surgiu com romancistas inovadores do século XX. narrativo:
- Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que
Sequência Narrativa: aconteceu, quando e onde.
- Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos
Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias: personagens.
uma coordenase a outra, uma implica a outra, uma subordinase - Desenvolvimento: detalhes do fato.
a outra. - Conclusão: consequências do fato.
A narrativa típica tem quatro mudanças de situação:
- uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um Caracterização Formal:
dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo); Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto
- uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade,
competência para fazer algo); porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função
da individualidade e do estilo do narrador. Dependendo do

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enfoque do redator, a narração terá diversas abordagens. Assim Observe-se que:
é de grande importância saber se o relato é feito em primeira - o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade
pessoa ou terceira pessoa. No primeiro caso, há a participação com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem
do narrador; segundo, há uma inferência do último através da particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas
onipresença e onisciência. do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder);
Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos - existe mudança de situação no texto (por exemplo, a
acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte
o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”. no momento em que se tornam primeirosministros);
O narrador que usa essa técnica (característica comum no - a progressão temporal dos enunciados não tem importância,
cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade, pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a
podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação
espaço. para primeiroministro).

Exemplo - Personagens Características:


- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é
“Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr. temático;
Amâncio não viu a mulher chegar. - como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação;
Não quer que se carpa o quintal, moço? - ao contrário do texto narrativo, nele as relações de
Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior
escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do importância o que importa são suas relações lógicas: analogia,
passado, os olhos).” pertinência, causalidade, coexistência, correspondência,
(Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Mercado implicação, etc.
Aberto, p. 5O) - a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de
redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem
Exemplo - Espaço características próprias a cada tipo de texto.
 
Considerarei longamente meu pequeno deserto, a redondeza São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento
escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de algum rio. Não / Conclusão.
havia, em todo o caso, como negarlhe a insipidez.”
Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a
(Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento.
Alegre: Movimento, 1981, p. 51) Tipos:
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos.
Exemplo - Tempo Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que
olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro...”
“Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembrase: a - Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um
mulher lhe pediu que a chamasse cedo.” fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início no começo
dos anos 80, com os conhecidos altos índices de inflação que
(Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4) a década colecionou, agravou vários dos históricos problemas
sociais do país. Entre eles, a violência, principalmente a urbana,
Tipologia da Narrativa Ficcional: cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população
- Romance brasileira.”
- Conto - Proposição: o autor explicita seus objetivos.
- Crônica - Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma
- Fábula coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer
- Lenda se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano!
- Parábola Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse
- Anedota momento!
- Poema Épico - Contestação: contestar uma ideia ou uma situação. Ex: “É
importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a
Tipologia da Narrativa NãoFiccional: solução no combate à insegurança.”
- Memorialismo - Características: caracterização de espaços ou aspectos.
- Notícias - Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex:
- Relatos “Em 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com
- História da Civilização televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de
aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo, existem
Apresentação da Narrativa: no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e
- visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em 2.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos).
quadrinhos) e desenhos. (...)”
- auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e discos. - Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas. - Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do
texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no
Dissertação fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras
que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu poder,
A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre exclusivamente de
de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. sua vontade, de seu prazer e de suas necessidades.”
Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, - Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que
clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento compõem o texto.
de trabalho e uma habilidade de expressão. - Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se faz a
É em função da capacidade crítica que se questionam pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entusiasmo pelo
pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo futebol não é uma prova de alienação?”
e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu - Suspense: alguma informação que faça aumentar a
significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição curiosidade do leitor.
de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade - Comparação: social e geográfica.
de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico. - Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à

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distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma determinada
das massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades tese.
que marcaram esses 100 últimos anos, aparece a verdadeira
doença do século...” Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente.
- Narração: narrar um fato.
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são:
Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial, - toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de
de forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação;
importante do texto. Podem ser desenvolvidos de várias formas: - em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema;
- Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com - a coerência é tida como regra de ouro da dissertação;
este tipo de abordagem. - impõem-se sempre o raciocínio lógico;
- Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a ideia - a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer
principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a definição. ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração
- Comparação: estabelecer analogias, confrontar situações do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original,
distintas. nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal
- Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos (evitar-se o uso da primeira pessoa).
favoráveis e desfavoráveis.
- Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar:
descrever uma cena. uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou
- Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos. mais frases que explicitem tal ideia.
- Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada
prováveis resultados. (ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente
- Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve graves. (ideia secundária)”.
apresentar questionamento e reflexão. Vejamos:
- Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos, Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida
valores, juízos. urgentemente.
- Causa e Consequência: estruturar o texto através dos
porquês de uma determinada situação. Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser
- Oposição: abordar um assunto de forma dialética. combatida urgentemente, pois a alta concentração de elementos
- Exemplificação: dar exemplos. tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo
daquelas que sofrem de problemas respiratórios:
Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um fechamento
integrado de tudo que se argumentou. Para ela convergem todas - A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado
as ideias anteriormente desenvolvidas. muita gente ao vício.
- Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese. - A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação
- Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um criados pelo homem.
pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de - A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades
quem lê. e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido
apenas pela polícia.
1º Parágrafo – Introdução - O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise
atualmente.
A. Tema: Desemprego no Brasil. - O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a
Contextualização: decorrência de um processo histórico sociedade brasileira.
problemático.
O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras:
2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento
Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de
B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características,
remetem a uma análise do tema em questão. funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemento
C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se
realidade. enumerar, seguindo-se os critérios de importância, preferência,
D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de classificação ou aleatoriamente.
quem propõe soluções. Exemplo:
E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição. 1- O adolescente moderno está se tornando obeso por várias
causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos
7º Parágrafo: Conclusão e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos
F. Uma possível solução é apresentada. de Televisão.
G. O texto conclui que desigualdade não se casa com
modernidade. 2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o
número de emissoras que dedicam parte da sua programação à
É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar veiculação de programas religiosos de crenças variadas.
sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos
recursos que permite uma segurança maior no momento de 3-
dissertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são atitudes - A Santa Missa em seu lar.
que favorecem o senso crítico, essencial no desenvolvimento de - Terço Bizantino.
um texto dissertativo. - Despertar da Fé.
- Palavra de Vida.
Ainda temos: - Igreja da Graça no Lar.
Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o
assunto que vai ser abordado. 4-
Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo - Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo
discutido. brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios
Argumentação: é um conjunto de procedimentos sociológicos e poluição.
linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas - Existem várias razões que levam um homem a enveredar
opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer pelos caminhos do crime.

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- A gravidez na adolescência é um problema seríssimo, objetivo proposto na instrução, a confirmação da hipótese
porque pode trazer muitas consequências indesejáveis. ou da tese, acrescida da argumentação básica empregada no
- O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua desenvolvimento.
sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer. Gêneros Textuais
- O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em
várias categorias. Os gêneros textuais são classificações de textos de acordo
com o objetivo e o contexto em que são empregados. Dessa
Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através maneira, os gêneros textuais são definidos pelas características
da comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos e dos diversos tipos de textos, os quais apresentam características
apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança. comuns em relação à linguagem e ao conteúdo.
Exemplo:

“A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a


velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente
sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a
felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real”.
(Arthur Schopenhauer)

Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes,


encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato
motivador) e, em outras situações, um segmento indicando
consequências (fatos decorrentes).

Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam


temporal e espacialmente a evolução de ideias, processos. Lembre-se que existem muitos gêneros textuais, os quais
promovem uma interação entre os interlocutores (emissor e
Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se receptor) de determinado discurso, seja uma resenha crítica
conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais jornalística, publicidade, receita de bolo, menu do restaurante,
compreensíveis. bilhete ou lista de supermercado; porém, faz-se necessário
Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do considerar seu contexto, função e finalidade.
coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na O gênero textual pode conter mais de um tipo textual, ou
ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias contém seja, uma receita de bolo, apresenta a lista de ingredientes
sangue vermelho-vivo, recém-oxigenado. Na artéria pulmonar, necessários (texto descritivo) e o modo de preparo (texto
porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o injuntivo).
coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar
gás carbônico”. Distinguindo
É essencial saber distinguir o que é gênero textual, gênero
Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve literário e tipo textual. Cada uma dessas classificações é
delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser referente aos textos, porém é preciso ter atenção, cada uma
enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a possui um significado totalmente diferente da outra. Veja uma
questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das breve descrição do que é um gênero literário e um tipo textual:
seguintes ideias:
Gênero Literário – nestes os textos abordados são apenas os
- A violência contra os povos indígenas é uma constante na literários, diferente do gênero textual, que abrange todo tipo de
história do Brasil. texto. O gênero literário é classificado de acordo com a sua forma,
- O surgimento de várias entidades de defesa das populações podendo ser do gênero líricos, dramático, épico, narrativo e etc.
indígenas.
- A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio Tipo textual – este é a forma como o texto se apresenta,
brasileiro. podendo ser classificado como narrativo, argumentativo,
- A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. dissertativo, descritivo, informativo ou injuntivo. Cada uma
dessas classificações varia de acordo como o texto se apresenta
Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, deve e com a finalidade para o qual foi escrito.
fazer a estruturação do texto.
Tipos de Gêneros Textuais
A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:
Cada texto possuiu uma linguagem e estrutura; note que
Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida existem inúmeros gêneros textuais dentro das categorias
(geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por tipológicas de texto. Em outras palavras, gênero textual são
isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois estruturas textuais peculiares que surgem dos tipos de textos:
itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo e
Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a injuntivo.
hipótese ou a tese a ser defendida.
Desenvolvimento: exposição de elementos que vão
fundamentar a ideia principal que pode vir especificada
através da argumentação, de pormenores, da ilustração, da
causa e da consequência, das definições, dos dados estatísticos,
da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No
desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos
forem necessários para a completa exposição da ideia. E esses
parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas
acima.
Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora deve
aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já
foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação
(um parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o

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APOSTILAS OPÇÃO
Texto Narrativo “Domingo, 14 de junho de 1942
Os textos narrativos apresentam ações de personagens no Vou começar a partir do momento em que ganhei você,
tempo e no espaço. Sua estrutura é dividida em: apresentação, quando o vi na mesa, no meio dos meus outros presentes de
desenvolvimento, clímax e desfecho. Alguns exemplos de aniversário. (Eu estava junto quando você foi comprado, e com
gêneros textuais narrativos: isso eu não contava.)
Romance Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas, o que
Novela não é de espantar; afinal, era meu aniversário. Mas não me
Crônica deixam levantar a essa hora; por isso, tive de controlar minha
Contos de Fada curiosidade até quinze para as sete. Quando não dava mais para
Fábula esperar, fui até a sala de jantar, onde Moortje (a gata) me deu as
Lendas boas-vindas, esfregando-se em minhas pernas.”
Trecho retirado do livro “Diário de Anne Frank”.
Texto Descritivo
Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor Carta – esta, dependendo do destinatário pode ser informal,
determinada pessoa, objeto, lugar, acontecimento. Dessa quando é destinada a algum amigo ou pessoa com quem se tem
forma, são textos repletos de adjetivos os quais descrevem ou intimidade. E formal quando destinada a alguém mais culto
apresentam imagens a partir das percepções sensoriais do ou que não se tenha intimidade. Dependendo do objetivo da
locutor (emissor). São exemplos de gêneros textuais descritivos: carta a mesma terá diferentes estilos de escrita, podendo ser
Diário dissertativa, narrativa ou descritiva. As cartas se iniciam com
Relatos (viagens, históricos, etc.) a data, em seguida vem a saudação, o corpo da carta e para
Biografia e autobiografia finalizar a despedida.
Notícia
Currículo Propaganda – este gênero geralmente aparece na forma
Lista de compras oral, diferente da maioria dos outros gêneros. Suas principais
Cardápio características são a linguagem argumentativa e expositiva,
Anúncios de classificados pois a intenção da propaganda é fazer com que o destinatário
se interesse pelo produto da propaganda. O texto pode conter
Texto Dissertativo-Argumentativo algum tipo de descrição e sempre é claro e objetivo.
Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor
um tema ou assunto por meio de argumentações; são marcados Notícia – este é um dos tipos de texto que é mais fácil de
pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tenta identificar. Sua linguagem é narrativa e descritiva e o objetivo
persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três desse texto é informar algo que aconteceu.
partes: tese (apresentação), antítese (desenvolvimento), nova
tese (conclusão). Exemplos de gêneros textuais dissertativos: Fontes: http://www.todamateria.com.br/generos-textuais/
Editorial Jornalístico http://www.estudopratico.com.br/generos-textuais/
Carta de opinião http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/genero-textual.
Resenha htm
Artigo
Ensaio Questões
Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado
Veja também: Texto Dissertativo. 01. MOSTRE QUE SUA MEMÓRIA É MELHOR DO QUE A DE
COMPUTADOR E GUARDE ESTA CONDIÇÃO: 12X SEM JUROS.
Texto Expositivo
Os textos expositivos possuem a função de expor determinada Revista Época. N° 424, 03 jul. 2006.
ideia, por meio de recursos como: definição, conceituação,
informação, descrição e comparação. Assim, alguns exemplos de Ao circularem socialmente, os textos realizam-se como
gêneros textuais expositivos: práticas de linguagem, assumindo funções específicas, formais
Seminários e de conteúdo. Considerando o contexto em que circula o texto
Palestras publicitário, seu objetivo básico é
Conferências a) definir regras de comportamento social pautadas no
Entrevistas combate ao consumismo exagerado.
Trabalhos acadêmicos b) influenciar o comportamento do leitor, por meio de apelos
Enciclopédia que visam à adesão ao consumo.
Verbetes de dicionários c) defender a importância do conhecimento de informática
pela população de baixo poder aquisitivo.
Texto Injuntivo d) facilitar o uso de equipamentos de informática pelas
O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é classes sociais economicamente desfavorecidas.
aquele que indica uma ordem, de modo que o locutor (emissor) e) questionar o fato de o homem ser mais inteligente que a
objetiva orientar e persuadir o interlocutor (receptor); por isso, máquina, mesmo a mais moderna.
apresentam, na maioria dos casos, verbos no imperativo. Alguns
exemplos de gêneros textuais injuntivos: 02. Partindo do pressuposto de que um texto estrutura-se
Propaganda a partir de características gerais de um determinado gênero,
Receita culinária identifique os gêneros descritos a seguir:
Bula de remédio I. Tem como principal característica transmitir a opinião de
Manual de instruções pessoas de destaque sobre algum assunto de interesse. Algumas
Regulamento revistas têm uma seção dedicada a esse gênero;
Textos prescritivos II. Caracteriza-se por apresentar um trabalho voltado
para o estudo da linguagem, fazendo-o de maneira particular,
Exemplos de gêneros textuais refletindo o momento, a vida dos homens através de figuras que
Diário – é escrito em linguagem informal, sempre consta possibilitam a criação de imagens;
a data e não há um destinatário específico, geralmente, é III. Gênero que apresenta uma narrativa informal ligada à
para a própria pessoa que está escrevendo, é um relato dos vida cotidiana. Apresenta certa dose de lirismo e sua principal
acontecimentos do dia. O objetivo desse tipo de texto é guardar característica é a brevidade;
as lembranças e em alguns momentos desabafar. Veja um IV. Linguagem linear e curta, envolve poucas personagens,
exemplo: que geralmente se movimentam em torno de uma única ação,

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APOSTILAS OPÇÃO
dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações
encaminham-se diretamente para um desfecho;
V. Esse gênero é predominantemente utilizado em manuais 3. Figuras de linguagem.
de eletrodomésticos, jogos eletrônicos, receitas, rótulos de
produtos, entre outros.
São, respectivamente: Figuras de Linguagem
a) texto instrucional, crônica, carta, entrevista e carta
argumentativa. As figuras de linguagem ou de estilo, de acordo com Renan
b) carta, bula de remédio, narração, prosa, crônica. Bardine, são empregadas para valorizar o texto, tornando
c) entrevista, poesia, crônica, conto, texto instrucional. a linguagem mais expressiva. É um recurso linguístico para
d) entrevista, poesia, conto, crônica, texto instrucional. expressar experiências comuns de formas diferentes, conferindo
e) texto instrucional, crônica, entrevista, carta e carta originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso.
argumentativa.
As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as
03. produz, traduzindo particularidades estilísticas do autor. A
Câncer 21/06 a 21/07 palavra empregada em sentido figurado, não-denotativo, passa
O eclipse em seu signo vai desencadear mudanças na sua a pertencer a outro campo de significação, mais amplo e criativo.
autoestima e no seu modo de agir. O corpo indicará onde você
falha – se anda engolindo sapos, a área gástrica se ressentirá. O As figuras de linguagem classificam-se em:
que ficou guardado virá à tona, pois este novo ciclo exige uma 1) figuras de palavra;
“desintoxicação”. Seja comedida em suas ações, já que precisará 2) figuras de harmonia;
de energia para se recompor. Há preocupação com a família, 3) figuras de pensamento;
e a comunicação entre os irmãos trava. Lembre-se: palavra 4) figuras de construção ou sintaxe.
preciosa é palavra dita na hora certa. Isso ajuda também na vida
amorosa, que será testada. Melhor conter as expectativas e ter 1) FIGURAS DE PALAVRA
calma, avaliando as próprias carências de modo maduro. Sentirá As figuras de palavra são figuras de linguagem que consistem
vontade de olhar além das questões materiais – sua confiança no emprego de um termo com sentido diferente daquele
virá da intimidade com os assuntos da alma. convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito
Revista Cláudia. Nº 7, ano 48, jul. 2009. mais expressivo na comunicação.

O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais, seu São figuras de palavras:


contexto de uso, sua função específica, seu objetivo comunicativo a) comparação e) catacrese
e seu formato mais comum relacionam-se com os conhecimentos b) metáfora f) sinestesia
construídos socioculturalmente. A análise dos elementos c) metonímia g) antonomásia
constitutivos desse texto demonstra que sua função é: d) sinédoque h) alegoria
a) vender um produto anunciado.
b) informar sobre astronomia. Comparação: Ocorre comparação quando se estabelece
c) ensinar os cuidados com a saúde. aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados
d) expor a opinião de leitores em um jornal. por conectivos comparativos explícitos – feito, assim como,
e) aconselhar sobre amor, família, saúde, trabalho. tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem – e alguns verbos –
parecer, assemelhar-se e outros.
04. Leia o texto a seguir para responder à questão:
Exemplos: “Amou daquela vez como se fosse máquina.
A outra noite Beijou sua mulher como se fosse lógico.
Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de
vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de Metáfora: Ocorre metáfora quando um termo substitui
táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a outro através de uma relação de semelhança resultante da
ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser
cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo
cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal. não está expresso, mas subentendido.
Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou
o sinal fechado para voltar-se para mim: Exemplo: “Supondo o espírito humano uma vasta concha, o
- O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair pérolas, que é a razão.”
Mas, tem mesmo luar lá em cima?
Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e Metonímia: Ocorre metonímia quando há substituição de
torpe havia uma outra – pura, perfeita e linda. uma palavra por outra, havendo entre ambas algum grau de
- Mas, que coisa... semelhança, relação, proximidade de sentido ou implicação
Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu mútua. Tal substituição fundamenta-se numa relação objetiva,
fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. real, realizando-se de inúmeros modos:
Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.
- Ora, sim senhor... - A causa pelo efeito e vice-versa:
E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um “boa
noite” e um “muito obrigado ao senhor” tão sinceros, tão “E assim o operário ia
veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei. Com suor e com cimento*
Rubem Braga Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento.”
Analisando as principais características do texto lido, *Com trabalho.
podemos dizer que seu gênero predominante é:
a) Conto. - O lugar de origem ou de produção pelo produto:
b) Poesia.
c) Prosa. Comprei uma garrafa do legítimo porto*.
d) Crônica. *O vinho da cidade do Porto.
e) Diário.
Respostas - O autor pela obra:
01 (B) \02. (C)\03.(E)\04. (D)

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APOSTILAS OPÇÃO
Ela parecia ler Jorge Amado*. Exemplo: “A vida é uma ópera, é uma grande ópera. O tenor
*A obra de Jorge Amado. e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos
- O abstrato pelo concreto e vice-versa: comprimários, quando não são o soprano e o contralto que
lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos
Não devemos contar com o seu coração*. comprimários. Há coros numerosos, muitos bailados, e a
*Sentimento, sensibilidade. orquestra é excelente… (Machado de Assis)

Sinédoque: Ocorre sinédoque quando há substituição de 2) FIGURAS DE HARMONIA


um termo por outro, havendo ampliação ou redução do sentido
usual da palavra numa relação quantitativa. Encontramos Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos
sinédoque nos seguintes casos: produzidos na linguagem quando há repetição de sons ou, ainda,
quando se procura “imitar”sons produzidos por coisas ou seres.
- O todo pela parte e vice-versa:
As figuras de linguagem de harmonia ou de som são:
“A cidade inteira (1) viu assombrada, de queixo caído, o
pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos (2) de seu cavalo.” a) aliteração c) assonância
*1 O povo. 2 Parte das patas. b) paronomásia d) onomatopéia

- O singular pelo plural e vice-versa: Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da


mesma consoante ou de consoantes similares, geralmente em
O paulista (3) é tímido; o carioca (4), atrevido. posição inicial da palavra.
*3 Todos os paulistas. 4 Todos os cariocas.
Exemplo: “Toda gente homenageia Januária na janela.”
- O indivíduo pela espécie (nome próprio pelo nome comum):
Assonância: Ocorre assonância quando há repetição da
Para os artistas ele foi um mecenas (5). mesma vogal ao longo de um verso ou poema.
*5 Protetor.
Exemplo: “Sou Ana, da cama
Modernamente, a metonímia engloba a sinédoque. da cana, fulana, bacana
Sou Ana de Amsterdam.”
Catacrese: A catacrese é um tipo de especial de metáfora,
“é uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente Paronomásia: Ocorre paronomásia quando há reprodução
nenhum vestígio de inovação, de criação individual e pitoresca. de sons semelhantes em palavras de significados diferentes.
É a metáfora tornada hábito lingüístico, já fora do âmbito
estilístico.” (Othon M. Garcia) Exemplo: “Berro pelo aterro pelo desterro
berro por seu berro pelo seu erro
Exemplos: folhas de livro, pele de tomate, dente de alho, quero que você ganhe que você me apanhe
montar em burro, céu da boca, cabeça de prego, mão de direção, sou o seu bezerro gritando mamãe.”
ventre da terra, asa da xícara, sacar dinheiro no banco.
Onomatopeia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de
Sinestesia: A sinestesia consiste na fusão de sensações palavras imita um ruído ou som.
diferentes numa mesma expressão. Essas sensações podem ser
físicas (gustação, audição, visão, olfato e tato) ou psicológicas Exemplo: “O silêncio fresco despenca das árvores.
(subjetivas). Veio de longe, das planícies altas,
Dos cerrados onde o guaxe passe rápido…
Exemplo: “A minha primeira recordação é um muro velho, no Vvvvvvvv… passou.”
quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no reboco
e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha verde [sensação 3) FIGURAS DE PENSAMENTO
visual] e úmida, macia [sensações táteis], quase irreal.” (Augusto
Meyer) As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se
referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico.
Antonomásia: Ocorre antonomásia quando designamos
uma pessoa por uma qualidade, característica ou fato que a São figuras de linguagem de pensamento:
distingue.
a) antítese d) apóstrofe g) paradoxo
Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido, b) eufemismo e) gradação h) hipérbole
alcunha ou cognome, cuja origem é um aposto (descritivo, c) ironia f) prosopopéia i) perífrase
especificativo etc.) do nome próprio.
Antítese: Ocorre antítese quando há aproximação de
Exemplos: palavras ou expressões de sentidos opostos.
“E ao rabi simples(1), que a igualdade prega,
Rasga e enlameia a túnica inconsútil; Exemplo: “Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições
*1 Cristo trocadas. Uns nos querem mal, e fazem-nos bem. Outros nos
Pelé (= Edson Arantes do Nascimento) almejam o bem, e nos trazem o mal.” (Rui Barbosa)
O poeta dos escravos (= Castro Alves)
O Dante Negro (= Cruz e Souza) Apóstrofe: Ocorre apóstrofe quando há invocação de uma
O Corso (= Napoleão) pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente
ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática e é
Alegoria: A alegoria é uma acumulação de metáforas utilizada para dar ênfase à expressão.
referindo-se ao mesmo objeto; é uma figura poética que
consiste em expressar uma situação global por meio de outra Exemplo: “Deus! ó Deus! onde estás, que não respondes?”
que a evoque e intensifique o seu significado. Na alegoria, todas (Castro Alves)
as palavras estão transladadas para um plano que não lhes é
comum e oferecem dois sentidos completos e perfeitos – um Paradoxo: Ocorre paradoxo não apenas na aproximação
referencial e outro metafórico. de palavras de sentido oposto, mas também na de idéias que

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APOSTILAS OPÇÃO
se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma verdade e) concordância ideológica: silepse.
enunciada com aparência de mentira. Oxímoro (ou oximoron) é
outra designação para paradoxo. Portanto, são figuras de linguagem de construção ou sintaxe:
a) assíndeto e) elipse i) zeugma
Exemplo: “Amor é fogo que arde sem se ver; b) anáfora f) pleonasmo j) polissíndeto
É ferida que dói e não se sente; c) anástrofe g) hiperbato l) sínquise
É um contentamento descontente; d) hipálage h) anacoluto m) silepse
É dor que desatina sem doer;” (Camões)
Assíndeto: Ocorre assíndeto quando orações ou palavras
Eufemismo: Ocorre eufemismo quando uma palavra ou deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas, aparecem
expressão é empregada para atenuar uma verdade tida como justapostas ou separadas por vírgulas.
penosa, desagradável ou chocante.
Exigem do leitor atenção maior no exame de cada fato, por
Ex:“E pela paz derradeira(1) que enfim vai nos redimir exigência das pausas rítmicas (vírgulas).
Deus lhe pague” (Chico Buarque)
*1 paz derradeira: morte Exemplo: “Não nos movemos, as mãos é que se estenderam
pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se,
Gradação: Ocorre gradação quando há uma seqüência de fundindo-se.” (Machado de Assis)
palavras que intensificam uma mesma idéia.
Elipse: Ocorre elipse quando omitimos um termo ou
Exemplo: “Aqui… além… mais longe por onde eu movo o oração que facilmente podemos identificar ou subentender no
passo.” (Castro Alves) contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, conjunções,
preposições ou verbos. É um poderoso recurso de concisão e
Hipérbole: Ocorre hipérbole quando há exagero de uma dinamismo.
idéia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de
impacto. Exemplo: “Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias
coloridas.”
Exemplo: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo 1 Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de
Bilac) sandálias…)

Ironia: Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação, Zeugma: Ocorre zeugma quando um termo já expresso na
pela contradição de termos, sugere-se o contrário do que as frase é suprimido, ficando subentendida sua repetição.
palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa
ou sarcástica. Exemplo: “Foi saqueada a vida, e assassinados os partidários
dos Felipes.” 1
Exemplo: “Moça linda, bem tratada, 1 Zeugma do verbo: “e foram assassinados…”
três séculos de família,
burra como uma porta: Anáfora: Ocorre anáfora quando há repetição intencional de
um amor.” (Mário de Andrade) palavras no início de um período, frase ou verso.

Prosopopéia: Ocorre prosopopéia (ou animização ou Exemplo: “Depois o areal extenso…


personificação) quando se atribui movimento, ação, fala, Depois o oceano de pó…
sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a Depois no horizonte imenso
seres inanimados ou imaginários. Desertos… desertos só…” (Castro Alves)

Também a atribuição de características humanas a seres Pleonasmo: Ocorre pleonasmo quando há repetição da
animados constitui prosopopéia o que é comum nas fábulas mesma ideia, isto é, redundância de significado.
e nos apólogos, como este exemplo de Mário de Quintana: “O
peixinho (…) silencioso e levemente melancólico…” a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras redundantes para
reforçar uma ideia, tanto do ponto de vista semântico quanto
Exemplos: “… os rios vão carregando as queixas do caminho.” do ponto de vista sintático. Usado como um recurso estilístico,
(Raul Bopp) enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem.

Um frio inteligente (…) percorria o jardim…” (Clarice Exemplo: “Iam vinte anos desde aquele dia
Lispector) Quando com os olhos eu quis ver de perto
Quando em visão com os da saudade via.” (Alberto
Perífrase: Ocorre perífrase quando se cria um torneio de de Oliveira)
palavras para expressar algum objeto, acidente geográfico ou
situação que não se quer nomear. “Ó mar salgado, quando do teu sal
São lágrimas de Portugal” (Fernando Pessoa)
Exemplo: “Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil b) Pleonasmo vicioso: É o desdobramento de ideias que
Cidade maravilhosa já estavam implícitas em palavras anteriormente expressas.
Coração do meu Brasil.” (André Filho) Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de
reforço de uma idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do
4) FIGURAS DE SINTAXE sentido real das palavras.

As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a Exemplos: subir para cima, entrar para dentro, repetir de
desvios em relação à concordância entre os termos da oração, novo, ouvir com os ouvidos, hemorragia de sangue, monopólio
sua ordem, possíveis repetições ou omissões. exclusivo, breve alocução, principal protagonista
Elas podem ser construídas por:
a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma; Polissíndeto: Ocorre polissíndeto quando há repetição
b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto; enfática de uma conjunção coordenativa mais vezes do que exige
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage; a norma gramatical ( geralmente a conjunção e). É um recurso
d) ruptura: anacoluto; que sugere movimentos ininterruptos ou vertiginosos.

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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplo: “Vão chegando as burguesinhas pobres, 02. Identifique a figura de linguagem presente na tira
e as criadas das burguesinhas ricas seguinte:
e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.”
(Manuel Bandeira)

Anástrofe: Ocorre anástrofe quando há uma simples


inversão de palavras vizinhas (determinante / determinado).

Exemplo: “Tão leve estou (1) que nem sombra tenho.” (Mário
Quintana)
*1 Estou tão leve…

Hipérbato: Ocorre hipérbato quando há uma inversão (A) metonímia


completa de membros da frase. (B) prosopopeia
(C) hipérbole
Exemplo: “Passeiam à tarde, as belas na Avenida. ” 1 (Carlos (D) eufemismo
Drummond de Andrade) (E) onomatopeia
*1 As belas passeiam na Avenida à tarde.
03.
Sínquise: Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta Está tão quente que dá para fritar um ovo no asfalto.
de distantes partes da frase. É um hipérbato exagerado.
O dito popular é, na maioria das vezes, uma figura de
Exemplo: “A grita se alevanta ao Céu, da gente. ” 1 (Camões) linguagem. Entre as 14h30min e às 15h desta terça-feira,
*1 A grita da gente se alevanta ao Céu. horário do dia em que o calor é mais intenso, a temperatura
do asfalto, medida com um termômetro de contato, chegou a
Hipálage: Ocorre hipálage quando há inversão da posição do 65ºC. Para fritar um ovo, seria preciso que o local alcançasse
adjetivo: uma qualidade que pertence a uma objeto é atribuída a aproximadamente 90 ºC.
outro, na mesma frase. Disponível em: http://zerohora.clicrbs.com.br. Acesso em:
22 jan. 2014.
Exemplo: “… as lojas loquazes dos barbeiros.” 2 (Eça de
Queiros) O texto cita que o dito popular “está tão quente que dá para
*2 … as lojas dos barbeiros loquazes. fritar um ovo no asfalto” expressa uma figura de linguagem. O
autor do texto refere-se a qual figura de linguagem?
Anacoluto: Ocorre anacoluto quando há interrupção (A) Eufemismo.
do plano sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a (B) Hipérbole.
seqüência lógica. A construção do período deixa um ou mais (C) Paradoxo.
termos – que não apresentam função sintática definida – (D) Metonímia.
desprendidos dos demais, geralmente depois de uma pausa (E) Hipérbato.
sensível. Respostas
01. D\02. D\03. B
Exemplo: “Essas empregadas de hoje, não se pode confiar
nelas.” (Alcântara Machado) 4. Significação de palavras
e expressões. 5. Relações de
Silepse: Ocorre silepse quando a concordância não é feita sinonímia e de antonímia.
com as palavras, mas com a ideia a elas associada.

a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre


os gêneros gramaticais (feminino ou masculino). Significação das palavras

Exemplo: “Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito.” Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que
(Guimarães Rosa) por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como
sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente
b) Silepse de número: Ocorre quando há discordância com a ideia associada a este conjunto.
envolvendo o número gramatical (singular ou plural).
Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado.
Exemplo: Corria gente de todos lados, e gritavam.” (Mário Exemplo:
Barreto) - Alfabeto, abecedário.
- Brado, grito, clamor.
c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o - Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve - Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.
se inclui no sujeito enunciado. Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo
pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os
Exemplo: “Na noite seguinte estávamos reunidas algumas sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por
pessoas.” (Machado de Assis) matizes de significação e certas propriedades que o escritor não
pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo,
Questões aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios
da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem
01. Ao dizer que os shoppings são “cidades”, o autor do texto à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética
faz uso de um tipo de linguagem figurada denominada (orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo).
(A) metonímia. A contribuição Greco-latina é responsável pela existência,
(B) eufemismo. em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos:
(C) hipérbole. - Adversário e antagonista.
(D) metáfora. - Translúcido e diáfano.
(E) catacrese. - Semicírculo e hemiciclo.
- Contraveneno e antídoto.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Moral e ética. corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e
- Colóquio e diálogo. vultuoso (congestionado: rosto vultuoso).
- Transformação e metamorfose.
- Oposição e antítese. Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação.
O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia, A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos:
palavra que também designa o emprego de sinônimos. - Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as
plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de
Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos: gado.
- Ordem e anarquia. - Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó.
- Soberba e humildade. - Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao véu
- Louvar e censurar. do palato.
- Mal e bem. Podemos citar ainda, como exemplos de palavras
polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que
A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido têm dezenas de acepções.
oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, simpático/
antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/ Sentido Próprio e Figurado das Palavras
implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/ Pela própria definição acima destacada podemos perceber
anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial. que a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada
a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a
Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às outra relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que
vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos: ela traz (denominada significado).
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo). Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se
- Aço (substantivo) e asso (verbo). assim:
Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. - Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum
A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é que costumamos dar a uma palavra.
considerada uma deficiência dos idiomas. - Sentido Figurado -  é o sentido  “simbólico”,  “figurado”, que
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto podemos dar a uma palavra.
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em: Vamos analisar a palavra cobra utilizada em diferentes
contextos:
Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes 1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento)
no timbre ou na intensidade das vogais. 2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável, que
- Rego (substantivo) e rego (verbo). adota condutas pouco apreciáveis)
- Colher (verbo) e colher (substantivo). 3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece muito
- Jogo (substantivo) e jogo (verbo). sobre alguma coisa, “expert”)
- Apoio (verbo) e apoio (substantivo). No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido comum
- Para (verbo parar) e para (preposição). (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido
- Providência (substantivo) e providencia (verbo). figurado.
- Às (substantivo), às (contração) e as (artigo). Podemos então concluir que um mesmo significante (parte
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de concreta) pode ter vários significados (conceitos).
per+o).
Fonte:
Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm-
diferentes na escrita. sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar). Denotação e Conotação
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de - Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o
consertar). seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário;
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar). usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar). exemplo:
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar). Cortaram as asas da ave para que não voasse mais.
- Censo (recenseamento) e senso (juízo).
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar). Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido
- Paço (palácio) e passo (andar). próprio, comum, usual, literal.
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo). - DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata-
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido
anular). dicionarístico.
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão - Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o
(tempo de uma reunião ou espetáculo). seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico);
usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e
Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia. expressiva. Veja este exemplo:
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo). Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes que
- Cedo (verbo), cedo (advérbio). seja tarde mais.
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir). Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada,
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar). fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações;
- Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr). disciplina, limitação de conduta e comportamento.
- Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
Questões
Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na
pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente, 01. McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das
tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia,
séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um
(aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá
de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento, a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que
deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente, quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência
divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade

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APOSTILAS OPÇÃO
e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas a) Ainda vivemos no Brasil a  descriminação racial. Isso é
morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos crime! 
participar. b) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente.
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas c) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão
em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos agora expiar seus crimes. 
usuários de distinguir essas variações como relevantes no d) Em todos os momentos, para agir corretamente, é preciso
conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para o bom censo. 
achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários e) Prefiro macarronada com molho, mas sem  estrato de
precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros, tomate. 
aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito
de observações e reconhecer a organização geral da rede de que 04. Assinale a alternativa em que as palavras podem servir
participam. de exemplos de parônimos:
O fluxo de informação que percorre as artérias das redes a) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem gentil).
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos b) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo).
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens c) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se senta).
a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem d) Nenhuma das alternativas.
conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o
sentimento de pânico experimentados por um número crescente 05. Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas,
de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por
quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação, exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada
como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, grafias
sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno diferentes, denomina-se homônimo homófono. Assinale a
para o espírito. alternativa em que todas as palavras se encontram nesse caso.
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. a) taxa, cesta, assento
Revista USP, no 92. Adaptado) b) conserto, pleito, ótico
c) cheque, descrição, manga
As expressões destacadas nos trechos – meter o bedelho d) serrar, ratificar, emergir
/ estimar  parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos
adequados respectivamente em: Respostas
a) procurar / gostar de / ilustrar 01. B\02. A\03. C\04. A\05. A
b) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer
c) interferir / propor / embrutecer
d) intrometer-se / prezar / esclarecer 6. Ortografia.
e) contrapor-se / consolidar / iluminar

02. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os Ortografia


combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-
se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é
em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e
tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele consultar o dicionário sempre que houver dúvida.
triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente
compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de O Alfabeto
milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada
do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda, letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e
molambos... a A (á) b B (bê)
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender c C (cê) d D (dê)
uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: e E (é) f F (efe)
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, g G (gê ou guê) h H (agá)
moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma i I (i) j J (jota)
fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris k K (cá) l L (ele)
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos m M (eme) n N (ene)
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; o O (ó) p P (pê)
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de q Q (quê) r R (erre)
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e s S (esse) t T (tê)
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante. u U (u) v V (vê)
w W (dáblio) x X (xis)
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. y Y (ípsilon) z Z (zê)
Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
Observação: emprega-se também o ç, que representa o
Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos? fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras.
a) Armistício – destruição
b) Claudicante – manco Emprego das letras K, W e Y
c) Reveses – infortúnios Utilizam-se nos seguintes casos:
d) Fealdade – feiura a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus
e) Opilados – desnutridos derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor,
03. Atento ao emprego dos Homônimos, analise as palavras taylorista.
sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA: 

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b) Em topônimos originários de outras línguas e seus 3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j
derivados. Exemplos:
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. laranja- laranjeira loja- lojista lisonja -
lisonjeador nojo- nojeira
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer
unidades de medida de curso internacional. jeito- ajeitar
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km
(quilômetro), Watt. 4) Nos seguintes vocábulos:
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje,
Emprego de X e Ch traje, pegajento
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo. Emprego das Letras S e Z
Exemplos: caixa, frouxo, peixe Emprega-se o S:
Exceção: recauchutar e seus derivados 1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no
radical
2) Após a sílaba inicial “en”.
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca Exemplos:
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo análise- analisar catálise- catalisador
“en-” casa- casinha, casebre liso- alisar
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro),
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...) 2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título
ou origem
3) Após a sílaba inicial “me-”. Exemplos:
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão burguês- burguesa inglês- inglesa
Exceção: mecha chinês- chinesa milanês- milanesa

4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras 3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
inglesas aportuguesadas. Exemplos:
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa
5) Nas seguintes palavras:
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, 4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, Exemplos:
xingar, etc. catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose,
metamorfose, virose
Emprega-se o dígrafo Ch:
1) Nos seguintes vocábulos: 5) Após ditongos
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, Exemplos:
chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, coisa, pouso, lousa, náusea
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus
Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia derivados
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem Exemplos:
da palavra. Veja os exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos
gesso: Origina-se do grego gypsos quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos
jipe: Origina-se do inglês jeep. repus, repusera, repusesse, repuséssemos

Emprega-se o G: 7) Nos seguintes nomes próprios personativos:


1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa,
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem Teresa, Teresinha, Tomás
Exceção: pajem
8) Nos seguintes vocábulos:
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia,
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada,
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene,
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
vertiginoso (de vertigem) Emprega-se o Z:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no
4) Nos seguintes vocábulos: radical
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, Exemplos:
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem. deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear 2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a
Exemplos: partir de adjetivos
arranjar: arranjo, arranje, arranjem Exemplos:
despejar: despejo, despeje, despejem inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando rígido- rigidez
enferrujar: enferruje, enferrujem frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo-
viajar: viajo, viaje, viajem surdez

2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica 3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji substantivos
Exemplos:

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APOSTILAS OPÇÃO
civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização Exemplos:
colonizar- colonização realizar- realização exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar

4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita Observações sobre o uso da letra X
Exemplos: 1) O X pode representar os seguintes fonemas:
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita /ch/ - xarope, vexame

5) Nos seguintes vocábulos: /cs/ - axila, nexo


azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz,
cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc. /z/ - exame, exílio

6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no /ss/ - máximo, próximo


contraste entre o S e o Z
Exemplos: /s/ - texto, extenso
cozer (cozinhar) e coser (costurar)
prezar( ter em consideração) e presar (prender) 2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior) Exemplos: excelente, excitar

Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os Emprego das letras E e I
exemplos: Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i /
exame exato exausto exemplo existir exótico pode não ser nítida. Observe:
inexorável
Emprega-se o E:
Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. Exemplos:
Observe: magoar - magoe, magoes
continuar- continue, continues
Emprega-se o S:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em 2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior)
“andir”,”ender”, “verter” e “pelir” Exemplos: antebraço, antecipar
Exemplos:
expandir- expansão pretender- pretensão verter- 3) Nos seguintes vocábulos:
versão expelir- expulsão cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico,
estender- extensão suspender- suspensão orquídea, etc.
converter - conversão repelir- repulsão
Emprega-se o I :
Emprega-se Ç: 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir
Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer” Exemplos:
Exemplos: cair- cai
ater- atenção torcer- torção doer- dói
deter- detenção distorcer-distorção influir- influi
manter- manutenção contorcer- contorção
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra)
Emprega-se o X: Exemplos:
Em alguns casos, a letra X soa como Ss Anticristo, antitetânico
Exemplos:
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto, 3) Nos seguintes vocábulos:
trouxe aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio,
etc.
Emprega-se Sc:
Nos termos eruditos Emprego das letras O e U
Exemplos: Emprega-se o O/U:
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, algumas palavras. Veja os exemplos:
plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc. comprimento (extensão) e cumprimento (saudação,
realização)
Emprega-se Sç: soar (emitir som) e suar (transpirar)
Na conjugação de alguns verbos
Exemplos: Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume,
nascer- nasço, nasça moleque.
crescer- cresço, cresça
descer- desço, desça Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua

Emprega-se Ss: Emprego da letra H


Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”, Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético.
“mitir”, “ceder” e “cutir” Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e
Exemplos: da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta
agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão forma devido a sua origem na forma latina hodie.
discutir- discussão
progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o Emprega-se o H:
exceder- excesso repercutir- repercussão 1) Inicial, quando etimológico
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio
Emprega-se o Xc e o Xs:
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh
Em dígrafos que soam como Ss Exemplos: flecha, telha, companhia

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APOSTILAS OPÇÃO
3) Final e inicial, em certas interjeições Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc. a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
Exemplos:
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
elemento, se etimológico Igreja do Rosário ou igreja do Rosário
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc. Edifício Azevedo ou edifício Azevedo

Observações: 2) Utiliza-se inicial minúscula:


1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha Exemplos:
ele não é utilizado. carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a
letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
sempre são grafados com h. Veja: Exemplos:
herbívoro, hispânico, hibernal. janeiro, julho, dezembro, etc.
segunda, sexta, domingo, etc.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas primavera, verão, outono, inverno
1) Utiliza-se inicial maiúscula:
a) No começo de um período, verso ou citação direta. c) Nos pontos cardeais.
Exemplos: Exemplos:
Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.” Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste,
sudoeste.
“Auriverde pendão de minha terra, Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os
Que a brisa do Brasil beija e balança, pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
Estandarte que à luz do sol encerra Exemplos:
As promessas divinas da Esperança…” Nordeste (região do Brasil)
(Castro Alves) Ocidente (europeu)
Oriente (asiático)
Observações: Lembre-se:
- No início dos versos que não abrem período, é facultativo o Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
uso da letra maiúscula. se letra minúscula.
Exemplo:
Por Exemplo: “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
“Aqui, sim, no meu cantinho, incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
vendo rir-me o candeeiro,
gozo o bem de estar sozinho Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
e esquecer o mundo inteiro.” a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
Exemplos:
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa- Crime e Castigo ou Crime e castigo
se letra minúscula. Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
Por Exemplo: Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira) b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios. Exemplos:
Exemplos: Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote. Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
c) Nos topônimos, reais ou fictícios. Santa Maria ou santa Maria.
Exemplos:
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
disciplinas.
d) Nos nomes mitológicos. Exemplos:
Exemplos: Português ou português
Dionísio, Netuno. Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas
modernas
e) Nos nomes de festas e festividades. História do Brasil ou história do Brasil
Exemplos: Arquitetura ou arquitetura
Natal, Páscoa, Ramadã. Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
fono24.php
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais. Emprego do Porquê
Exemplos:
ONU, Sr., V. Ex.ª. Orações
Interrogativas Exemplo:
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos,
políticos ou nacionalistas. (pode ser Por que devemos nos
Exemplos: substituído por: preocupar com o meio
Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria, Por por qual motivo, ambiente?
União, etc. Que por qual razão)
Exemplo:
Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula Equivalendo
quando são empregados em sentido geral ou indeterminado. a “pelo qual” Os motivos por que não
Exemplo: respondeu são desconhecidos.
Todos amam sua pátria.

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APOSTILAS OPÇÃO
02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas
Exemplos:
da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos,
talvez seja _____ chorou.
Você ainda tem coragem de
Final de (A) porquê / porque;
Por perguntar por quê?
frases e seguidos (B) por que / porque;
Quê
de pontuação (C) porque / por que;
Você não vai? Por quê?
(D) porquê / por quê;
(E) por que / por quê.
Não sei por quê!
Exemplos: 03.
Conjunção
A situação agravou-se
que indica
porque ninguém reclamou.
explicação ou
causa
Ninguém mais o espera,
Porque porque ele sempre se atrasa.
Conjunção de
Exemplos:
Finalidade –
equivale a “para
Não julgues porque não te
que”, “a fim de Considerando a ortografia e a acentuação da norma-
julguem.
que”. padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e
Função de respectivamente, preenchidas por:
Exemplos: (A) mal ... por que ... intuíto
substantivo
– vem (B) mau ... por que ... intuito
Não é fácil encontrar o (C) mau ... porque ... intuíto
acompanhado
Porquê porquê de toda confusão. (D) mal ... porque ... intuito
de artigo ou
pronome (E) mal ... por quê ... intuito
Dê-me um porquê de sua
saída. Respostas
01. D/02. B/03. D
1. Por que (pergunta)
2. Porque (resposta)
3. Por quê (fim de frase: motivo)
7. Acentuação gráfica.
4. O Porquê (substantivo)

Emprego de outras palavras Acentuação

Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras
nenhuma senão criticar. estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais algumas particularidades, às quais devemos estar atentos,
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá procurando estabelecer uma relação de familiaridade e,
desta situação crítica. consequentemente, colocando-as em prática na linguagem
escrita.
Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa. Regras básicas – Acentuação tônica
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão
pouco esta semana. A acentuação tônica implica na intensidade com que são
pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios. forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As
Traz - do verbo trazer. demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são
denominadas de átonas.
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está como:
vultuosa e deformada.
Questões Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
última sílaba.
01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre
........................ praticar atividade física..........................benefícios Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas evidencia na penúltima sílaba.
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o
avanço da idade. Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se
(Ciência Hoje, março de 2012) evidencia na antepenúltima sílaba.
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
respectivamente, com: Como podemos observar, mediante todos os exemplos
mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
(A) porque … trás … previnir em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente:
(B) porque … traz … previnir são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados,
(C) porquê … tras … previnir apresentam certa diferenciação quanto à intensidade.
(D) por que … traz … prevenir Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos
(E) por quê … tráz … prevenir em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
observar no exemplo a seguir:

Língua Portuguesa 20
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APOSTILAS OPÇÃO
“Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”. Antes Agora
assembléia assembleia
Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos; idéia ideia
os demais, como átonos (que, em, de). jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia
Os Acentos Gráficos
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados
sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam ou não de “s”, haverá acento:
as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns. Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos) Observação importante:
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e quando vierem depois de ditongo: Ex.:
“o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs Antes Agora
bocaiúva bocaiuva
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com feiúra feiura
artigos e pronomes.
Ex.: à – às – àquelas – àqueles O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido.
Ex.:
trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras Antes Agora
derivadas de nomes próprios estrangeiros. crêem creem
Ex.: mülleriano (de Müller) vôo voo

til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais - Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que,
nasais. no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento
Ex.: coração – melão – órgão – ímã como antes: CRER, DAR, LER e VER.
Regras fundamentais:
Repare:
Palavras oxítonas: 1-) O menino crê em você
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”, Os meninos creem em você.
“em”, seguidas ou não do plural(s): 2-) Elza lê bem!
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s) Todas leem bem!
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: Esperamos que os dados deem efeito!
4-) Rubens vê tudo!
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos Eles veem tudo!
ou não de “s”.
Ex.: pá – pé – dó – há - Cuidado! Há o verbo vir:
Ele vem à tarde!
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas Eles vêm à tarde!
de lo, la, los, las. Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:

Paroxítonas: Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz


Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem
táxi – lápis – júri seguidas do dígrafo nh:
- us, um, uns ra-i-nha, ven-to-i-nha.
vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps precedidas de vogal idêntica:
- ã, ãs, ão, ãos xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
ímã – ímãs – órfão – órgãos
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com
- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não
essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são serão mais acentuadas. Ex.:
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim
ficará mais fácil a memorização! Antes Depois
apazigúe (apaziguar) apazigue
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”. argúi (arguir) argui

água – pônei – mágoa – jóquei Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do


plural de:
Regras especiais:
ele tem – eles têm
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos), ele vem – eles vêm (verbo vir)
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com
a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas. A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter,
deter, abster. 
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma ele contém – eles contêm
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são ele obtém – eles obtêm
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. ele retém – eles retêm
Ex.: ele convém – eles convêm

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APOSTILAS OPÇÃO
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções, os outros exemplos:
como:
Conheço a aluna.
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do Refiro-me à aluna.
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode
pessoa do singular do presente do indicativo). Ex: ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição  “a”.
Ela pode fazer isso agora. Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou... feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já
especificados.
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre:
preposição por.
1-) diante de substantivos masculinos:
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”, Andamos a cavalo.
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”; Fomos a pé.
nos outros casos, “por” preposição. Ex:
2-) diante de  verbos no infinitivo:
Faço isso por você. A criança começou a falar.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui? Ela não tem nada a dizer.

Questões Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos


exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.
01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
A) Tem a última sílaba como tônica. 3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de
B) Tem a penúltima sílaba como tônica. tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona:
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica. Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
D) Não tem sílaba tônica. Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
02. Assinale a alternativa correta.
A palavra faliu contém um: Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes
A) hiato podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina
B) dígrafo por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao,
C) ditongo decrescente ocorrerá crase. Por exemplo:
D) ditongo crescente
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.)
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente, Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio
mesmo motivo que: Cláudio para sair mais cedo.)
A) túnel
B) voluntário 4-) diante de numerais cardinais:
C) até Chegou a duzentos o número de feridos
D) insólito Daqui a uma semana começa o campeonato.
E) rótulos
Respostas Casos em que a crase SEMPRE ocorre:
1-B / 2-C / 3-B
1-) diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
8. Uso da crase. Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Crase Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
A palavra crase é de origem grega e significa «fusão»,
«mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção» 2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. 
pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também,
para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos 3-) na indicação de horas:
e nomes que exigem a preposição “a”. Aprender a usar a Acordei às sete horas da manhã.
crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência Elas chegaram às dez horas.
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome.  Foram dormir à meia-noite.

Observe: 4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de


Vou a + a igreja. que participam palavras femininas. Por exemplo:
Vou à igreja.
à tarde às ocultas às pressas à medida que
No exemplo acima, temos a ocorrência da à noite às claras às escondidas à força
preposição  “a”,  exigida pelo verbo  ir (ir a algum lugar) e a
ocorrência do artigo  “a” que está determinando o substantivo à vontade à beça à larga à escuta

Língua Portuguesa 22
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APOSTILAS OPÇÃO
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade
às avessas à revelia à exceção de à imitação de
à esquerda às turras às vezes à chave Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.
Veja outros exemplos:
à direita à procura à deriva à toa
São normas às quais todos os alunos devem obedecer.
à proporção Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
à luz à sombra de à frente de
que Várias alunas  às quais  ele fez perguntas não souberam
responder nenhuma das questões.
à
A sessão à qual assisti estava vazia.
semelhança às ordens à beira de
de
Crase com o Pronome Demonstrativo “a”
Crase diante de Nomes de Lugar
A ocorrência da crase com o pronome
demonstrativo  “a”  também pode ser detectada através da
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
substituição do termo regente feminino por um termo regido
artigo  “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
masculino. 
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a
Veja:
preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
Minha revolta é ligada à do meu país.
a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo
Meu luto é ligado ao do meu país.
regente por um verbo que peça a preposição  “de”  ou  “em”. A
As orações são semelhantes às de antes.
ocorrência da contração  “da”  ou  “na”  prova que esse nome de
Os exemplos são semelhantes aos de antes.
lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase.
Suas perguntas são superiores às dele.
Por exemplo:
Seus argumentos são superiores aos dele.
Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou  na [em+a]
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
França.)
Seu casaco é idêntico ao de minha colega.
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
A Palavra Distância
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto
Alegre.) 
Se a palavra  distância  estiver especificada, determinada, a
crase deve ocorrer.
- Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A
Por exemplo:
volto DE, crase PRA QUÊ?”
Sua casa fica  à  distância de 100 Km daqui. (A palavra está
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
determinada)
Vou à praia. = Volto da praia.
Todos devem ficar  à  distância de 50 metros do palco. (A
palavra está especificada.)
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
ocorrerá crase. Veja:
Se a palavra  distância  não estiver especificada, a
Retornarei  à  São Paulo dos bandeirantes. =
crase não pode ocorrer. 
mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Por exemplo:
Irei à Salvador de Jorge Amado.
Os militares ficaram a distância.
Gostava de fotografar a distância.
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s),
Ensinou a distância.
Aquela (s), Aquilo
Dizem que aquele médico cura a distância.
Reconheci o menino a distância.
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade,
Refiro-me a + aquele atentado. pode-se usar a crase.
Veja:
Preposição Pronome Gostava de fotografar à distância.
Ensinou à distância.
Refiro-me àquele atentado. Dizem que aquele médico cura à distância.
O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo: 1-) diante de nomes próprios femininos:
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
Aluguei aquela casa. próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe:
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso.
Veja outros exemplos: Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos
Quero agradecer àqueles que me socorreram. escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito. Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a
Roberto.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao
Roberto.
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as
quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes 2-) diante de pronome possessivo feminino:
exigir a preposição «a», haverá crase. É possível detectar a Observação: é facultativo o uso da crase diante de
ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
termo regido feminino por um termo regido masculino.  artigo. Observe:
Por exemplo: Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. esperando por você.

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APOSTILAS OPÇÃO
A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está Classificação das palavras quanto ao número de sílabas
esperando por você. - Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exemplos: mãe,
flor, lá, meu;
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de - Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé, i-ra, a-í,
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as trans-por;
frases abaixo das seguintes formas: - Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-ma, pró-
xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir;
Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô. - Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas. Exemplos:
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô. a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-men-te, o-tor-ri-no-la-rin-
go-lo-gis-ta.
3-) depois da preposição até:
Fui até a praia. ou Fui até à praia. Divisão Silábica
Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta. Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as
A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou seguintes normas:
A palestra vai até às cinco horas da tarde. - Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos: foi-ce,
a-ve-ri-guou;
Questões - Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exemplos: cha-
ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa;
01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar- - Não se separam os encontros consonantais que iniciam
se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co;
consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades - Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-tin-ga, fi-
e estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo el, sa-ú-de;
questões de saúde pública como programas de esclarecimento - Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc. Exemplos:
e prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço, ex-ce-len-te;
desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico - Separam-se os encontros consonantais das sílabas internas,
ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é l ou r.
própria família? Exemplos: ap-to, bis-ne-to, con-vic-ção, a-brir, a-pli-car.

(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, Acento Tônico


17.09.2012. Adaptado) Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas, percebe-
se que há uma sílaba de maior intensidade sonora do que as
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e demais.
respectivamente, com: calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.
(A) aos … à … a … a faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.
(B) aos … a … à … a sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.
(C) a … a … à … à Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas palavras,
(D) à … à … à … à em meio à sílabas de menor intensidade, é um dos elementos
(E) a … a … a … a que dão melodia à frase.
 
02. Leia o texto a seguir. Classificação da sílaba quanto à intensidade
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu -Tônica: é a sílaba pronunciada com maior intensidade.
______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do - Átona:  é a sílaba pronunciada com menor intensidade.
procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu- - Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária. Ocorre,
lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o principalmente, nas palavras derivadas, correspondendo à
que fez. tônica da palavra primitiva. 
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de
Janeiro: Globo, 1997, p. 6) Classificação das palavras quanto à posição da sílaba
tônica
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos
ordem dada: da língua portuguesa que contêm  duas ou mais sílabas são
A) à – a – a classificados em:
B) a – a – à - Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última. Exemplos:
C) à – a – à avó, urubu, parabéns
D) à – à – a - Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima.
E) a – à – à Exemplos: dócil, suavemente, banana
Respostas - Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a
1-B / 2-A antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola, íntimo

Saiba que:
9. Divisão silábica. - São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister, Nobel,
novel, ruim, sutil, transistor, ureter.
- São palavras paroxítonas, entre outras: avaro, aziago,
Divisão Silábica boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero, circuito, decano,
filantropo, fluido, fortuito, gratuito, Hungria, ibero, impudico,
Sílaba inaudito, intuito, maquinaria, meteorito, misantropo, necropsia
(alguns dicionários admitem também necrópsia), Normandia,
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubrica, subido (a).
pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses grupos - São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito, bávaro,
pronunciados numa só emissão de voz dá-se o nome de sílaba. bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêvedo, ômega, pântano,
Em nossa língua, o núcleo da sílaba é sempre uma vogal: não trânsfuga.
existe sílaba sem vogal e nunca há mais do que uma vogal em  - As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla
cada sílaba. Dessa forma, para sabermos o número de sílabas tonicidade: acróbata/acrobata, hieróglifo/hieroglifo, Oceânia/
de uma palavra, devemos perceber quantas vogais tem essa Oceania, ortoépia/ortoepia, projétil/projetil, réptil/reptil,
palavra. Atenção: as letras i e u (mais raramente com as letras e zângão/zangão.
e o) podem representar semivogais.

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APOSTILAS OPÇÃO
Questões: in - findo
om - bomba
01-Assinale o item em que a divisão silábica é incorreta: on - desponta
A) gra-tui-to; um - atum
B) ad-vo-ga-do; un - profundo
C) tran-si-tó-ri-o;
D) psi-co-lo-gi-a; Não confunda os fonemas com as letras. Fonema é um
E) in-ter-stí-cio. elemento acústico e a letra é um sinal gráfico que representa
o fonema. Nem sempre o número de fonemas de uma palavra
02-Assinale o item em que a separação silábica é incorreta: corresponde ao número de letras que usamos para escrevê-la.
A) psi-có-ti-co; Na palavra chuva, por exemplo, temos quatro fonemas, isto é,
B) per-mis-si-vi-da-de; quatro unidades sonoras [xuva] e cinco letras.
C) as-sem-ble-ia; Certos fonemas podem ser representados por diferentes
D) ob-ten-ção; letras. É o caso do fonema /s/, que pode ser representado por: s
E) fa-mí-li-a. (pensar) – ss (passado) – x (trouxe) – ç (caçar) – sc (nascer) – xc
(excelente) – c (cinto) – sç (desço)
03-Assinale o item em que todos os vocábulos têm as sílabas Às vezes, a letra “x” pode representar mais de um fonema,
corretamente separadas: como na palavra táxi. Nesse caso, o “x” representa dois sons,
A) al-dei-a, caa-tin-ga , tran-si-ção; pois lemos “táksi”. Portanto, a palavra táxi tem quatro letras e
B) pro-sse-gui-a, cus-tó-dia, trans-ver-sal; cinco fonemas.
C) a-bsur-do, pra-ia, in-cons-ci-ên-cia; Em certas palavras, algumas letras não representam nenhum
D) o-ccip-tal, gra-tui-to, ab-di-car; fonema, como a letra h, por exemplo, em palavras como hora,
E) mis-té-ri-o, ap-ti-dão, sus-ce-tí-vel. hoje, etc., ou como as letras m e n quando são usadas apenas
para indicar a nasalização de uma vogal, como em canto, tinta,
Respostas etc.
01-E / 02-C / 03-E
Classificação dos Fonemas
10. Fonética e Fonologia: som e Vogais: são fonemas que saem livremente pelo canal bucal.
fonema, encontros vocálicos e (a, e, i, o, u)
Consoantes: são fonemas produzidos com obstáculos à
consonantais e dígrafos. passagem da corrente expiratória (b, c, d, f, g, h, j, k, l, m, n, p, q,
r, s, t, v, x, w, y, z).

Letra e fonema Semivogais: são as vogais I ou U, quando acompanhadas de


outra vogal na mesma sílaba, formando, assim, um ditongo ou
Fonema é som da fala. Letra é o sinal gráfico que representa tritongo.
o som da fala. Exemplo: CASEIRO
O sistema fonético do português falado no Brasil registra um
número aproximado de 33 fonemas. Já o alfabeto português é Sílaba: fonema ou grupo de fonemas emitidos de uma só vez.
constituído de 26 letras. Exemplo: Acaso (a - ca - so).
O número de fonemas nem sempre é igual ao número de
letra em uma palavra: ENCONTROS VOCÁLICOS
Duas letras podem representar um só fonema - carroça; Ditongo: é o encontro de uma vogal e de uma semivogal ou
assalto; chave... vice-versa na mesma sílaba.
A letra x pode representar dois fonemas ao mesmo tempo - Os ditongos podem ser: orais ou nasais, crescentes ou
fixo (/k//s/); táxi (/k//s/) decrescentes.
Há letras que não representam fonemas, mas são apenas Ditongos orais: quando a vogal e a semivogal são orais.
símbolo de nasalidade - canto [cãto], santo [sãto]; falam [falã] Exemplo: pai - fui - partiu
Ditongos nasais: quando a vogal e a semivogal são nasais.
Observação: Exemplo: mãe - muito - quando
A letra H não corresponde a nenhum som. É apenas um Ditongos crescentes: quando constituído por uma
símbolo de aspiração, que permanece em nosso alfabeto por semivogal e uma vogal na mesma sílaba, isto é, quando a
força da etimologia e da tradição. semivogal antecede a vogal. Exemplo: lírio - história
Ditongos decrescentes: quando formados por uma vogal e
DÍGRAFO uma semivogal, isto é, a vogal antecede a semivogal. Exemplo:
Dígrafo - é o conjunto de duas letras que representam um só pai - mau
fonema. São dígrafos: Tritongos: é o encontro de uma vogal entre duas semivogais
ch - chave, achar na mesma sílaba.
lh - lhama, telha Tritongos orais: quais - averiguei - enxaguei
nh - ninho, menininho Tritongos nasais: enxáguam - saguão - deságuem
rr - terra, carro Hiatos: é o encontro de duas vogais em sílabas diferentes:
ss - isso, pássaro Exemplo: vôo (vô - o) - saúde (sa - ú - de)
gu - guincho, joguinho
qu - quiabo, aquilo CLASSIFICAÇÃO DAS VOGAIS
sc - nascer, descer 1. Quanto a zona de articulação
sç - cresça, desça * anteriores ou palatais: quando à língua se eleva
xc - excelente, excêntrico gradualmente para a frente. (/ É / - / Ê / - / I /)
*média: quando o fonema vocálico é emitido coma língua
Também são dígrafos os grupos que servem para representar baixa, quase em repouso. (/ A /)
as vogais nasais. São eles: *posteriores ou velares: quando a língua se eleva para trás.
am - campo (/ Õ / - / Ô / - / U /)
an - anta
em - embora 2. Quanto à intensidade
en - tentar * átonas - são aquelas que se pronunciam com menor
im - importar intensidade ( casa, rosa, Pelé).

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APOSTILAS OPÇÃO
* tônicas - são as que se pronunciam com maior intensidade, CONTAGEM DE FONEMAS
isto é, onde cai o acento tônico (casa, rosa , Pelé). 1.dígrafo: vale 1 fonema
2.x - ks: vale 2 fonemas
3. Quanto ao Timbre 3.letra etimológica: não valem fonema algum
*abertas: maior abertura do tubo vocal. (pá, pé, pó) 4.Exemplos: (chave -> 5 letras e 4 fonemas) (fixo -> 4 letras e
*fechadas: menor abertura do tubo vocal. (vê, vinda, avô, 5 fonemas) (hoje -> 4 letras e 3 fonemas).
mundo) Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/2445/1/
CLASSIFICACAO-DOS-FONEMAS/Paacutegina1.html
4. Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal: as vogais
podem ser orais e nasais Questões
* orais: são aquelas cuja ressonância se dá na boca: ( par, fé,
negro, vida, voto, povo, tudo) 01. A palavra que apresenta tantos fonemas quantas são as
* nasais: são aquelas cuja ressonância se dá no nariz (lã, letras que a compõem é:
pente - cinco - conto - mundo) (A) importância
(B) milhares
CLASSIFICAÇÃO DAS CONSOANTES (C) sequer
1.Quanto ao modo de articulação: (D) técnica
* oclusivas: quando a corrente expiratória encontra um (E) adolescente
obstáculo total (oclusão), que impede a saída do ar, explodindo
subitamente. / P / - / T / - / K / - / B / - / D / - / G / 02. Em qual das palavras abaixo a letra x apresenta não um,
* constritivas: quando há um estreitamento do canal bucal, mas dois fonemas?
saindo a corrente de ar apertada ou constrita, ou melhor, quando (A) exemplo
o obstáculo é parcial. (B) complexo
* fricativas: quando a corrente expiratória passa por uma (C) próximos
estreita fenda, o que produz um ruído comparável a um fricção. (D) executivo
/F/-/S/-/X/-/N/-/Z/-/J/ (E) luxo
* laterais: quando a ponta ou dorso da língua se apóia
no palato (céu da boca), saindo a corrente de ar pelas fendas 03. Marque a opção que apresenta uma palavra classificada
laterais da boca. / L / - / LH / como trissílaba.
* vibrantes: quando a ponta mantém com os alvéolos contato (A) Alimentação
intermitente, o que acarreta um movimento vibratório rápido, (B) Carentes
abrindo e fechando a passagem à corrente expiratória. / R / - / (C) Instrumento
RR / (D) Fome
(E) Repetência
2. Quanto ao ponto de articulação: Respostas
* bilabiais: quando há contato dos lábios.
* labiodentais: quando há contato da ponta da língua com a 01. (D) (Em d, a palavra possui 7 fonemas e 7 letras. Nas
arcada dentária superior. demais alternativas, tem-se: a) 10 fonemas / 11 letras; b) 7
* alveolares: quando há contato da ponta da língua com os fonemas / 8 letras; c) 5 fonemas / 6 letras; e) 9 fonemas / 11
alvéolos dos dentes superiores. letras).
* palatais: quando há contato do dorso da língua com o
palato duro, ou céu da boca. 02. (B) (a palavra complexo, o x equivale ao fonema /ks/).
* velares: quando há contato da parte posterior da língua
com o palato mole, o véu palatino. 03. (B)
(A) Alimentação = a-li-men-ta-ção - polissílaba
3.Quanto ao papel das cordas vocais: (B) Carentes = ca-ren-tes - trissílaba
* surdas:quando são produzidas sem vibração as cordas (C) Instrumento = ins-tru-men-to - polissílaba
vocais. / P / - / T / - / K / - / F / - / S / - / X / (D) Fome = fo-me - dissílaba
* sonoras: quando são produzidas por vibração das cordas (E) Repetência = re-pe-tên-cia – polissílaba
vocais. (/ B / - / D / - / G / - / V / - / Z / - / J / - / L /- / LH / - /
R / - / RR / - / M / - / N / - / NH /) 11. Morfologia: classes de
palavras variáveis e invariáveis
4.Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal: e seus empregos no texto. 12.
* nasais: quando a corrente expiratória se desenvolve pela
boca e pelo nariz, em virtude do abaixamento do véu palatino. /
Locuções verbais (perífrases
M / - / N / - / NH / verbais).
*orais: quando a corrente expiratória sai exclusivamente
pela boca.
Classes de Palavras
ENCONTRO CONSONANTAL
É o encontro de duas ou mais consoantes na mesma sílaba Artigo
ou em sílabas diferentes Exemplo: su-bli-me
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
DÍGRAFO OU DIGRAMA se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida.
É o grupo de duas letras que representam um só fonema. Os Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o
dígrafos podem ser consonantais ou vocálicos. número dos substantivos.
Dígrafos consonantais: CH, LH, NH, RR, SS, SC, SÇ. XC, XS,
QU, GU. Classificação dos Artigos
Dígrafos vocálicos: AM ou AN, EM ou EN, IM ou IN, OM ou
ON, UM ou UN. Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira
precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
LETRAS (DIACRÍTICA E ETIMOLÓGICA)
Diacrítica: é a segunda letra de dígrafo. Exemplo: chave - Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos
campo de maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
Etimológica: é o h sem valor fonético . Exemplo: hoje - haver. matei um animal.

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APOSTILAS OPÇÃO
Combinação dos Artigos Eles estavam na casa dos amigos.
É muito presente a combinação dos artigos definidos e Os marinheiros permaneceram em terra.
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
assumida por essas combinações:
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento,
Preposições Artigos com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
- o, os Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
a ao, aos - Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome
de do, dos de revistas, jornais, obras literárias.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo.
em no, nos
por (per) pelo, pelos Morfossintaxe
a, as um, uns uma, umas Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
à, às - - com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa,
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo
da, das dum, duns duma, dumas a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo
na, nas num, nuns numa, numas substantivo:
pela, pelas - - A existência é uma poesia.
Uma existência é a poesia.
- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o
artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida Questões
por crase.
01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se A) Estes são os candidatos que lhe falei.
manifestam: B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
“ambos”: E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do A) O Amazonas é um rio imenso.
artigo, outros não: B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia... C) O Antônio comunicou-se com o João.
D) O professor João Ribeiro está doente.
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar E) Os Lusíadas são um poema épico
toda uma espécie:
O trabalho dignifica o homem. 03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está
substantivando uma palavra.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo: B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
O Pedro é o xodó da família. C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
plural, são determinados pelo uso do artigo:
Os Maias, os Incas, Os Astecas... Respostas
1-B / 2-C / 3-D
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o Substantivo
pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam
(qualquer classe) os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos
também nomeiam:
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo: -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. -sentimentos: raiva, amor...
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de -estados: alegria, tristeza...
aproximação numérica: -qualidades: honestidade, sinceridade...
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos. -ações: corrida, pescaria...
- O artigo também é usado para substantivar palavras Morfossintaxe do substantivo
oriundas de outras classes gramaticais:
Não sei o porquê de tudo isso. Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto
cujo (e flexões). direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar
Este é o homem cujo amigo desapareceu. como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como
Este é o autor cuja obra conheço. núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo
do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que funções são desempenhadas por grupos de palavras. 
venham especificadas.
Eles estavam em casa.

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APOSTILAS OPÇÃO
Classificação dos Substantivos Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma
1-  Substantivos Comuns e Próprios espécie.
Observe a definição: Formação dos Substantivos
Substantivos Simples e Compostos
s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e radical. É um substantivo simples.
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade. Substantivo Simples: é aquele formado por um único
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum. elemento.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora:
mesma espécie de forma genérica. O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro. (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais
Estamos voando para Barcelona. elementos.
Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie  
cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio: é Substantivos Primitivos e Derivados
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma Meu limão meu limoeiro,
particular. meu pé de jacarandá...

Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de


nenhum outro dentro de língua portuguesa.
2 - Substantivos Concretos e Abstratos Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
outra palavra da própria língua portuguesa.
LÂMPADA MALA O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
da palavra limão.
Os substantivos lâmpada e mala  designam seres com Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra
existência própria, que são independentes de outros seres. São palavra.
assim, substantivos concretos.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, Flexão dos substantivos
independentemente de outros seres. O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo,
pode sofrer variações para indicar:
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo Plural: meninos
real e do mundo imaginário. Feminino: menina
Aumentativo: meninão
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, Diminutivo: menininho
etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc. Flexão de Gênero
  Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar
Observe agora: sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa,
há dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao
Beleza exposta gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar
O substantivo beleza designa uma qualidade. Um Natal inesquecível
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que Os reis da praia
dependem de outros para se manifestar ou existir.  
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. A história sem fim
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato. Uma cidade sem passado
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, As tartarugas ninjas
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos,
e sem os quais não podem existir. Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
(sentimento).   Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado
3 - Substantivos Coletivos ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem
abelha, mais outra abelha. – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário feminino. Classificam-se em:
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
abelha... a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. fêmea.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
(abelhas). o indivíduo.
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por Comuns de Dois Gêneros:
meio do artigo.
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista. Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
Saiba que: Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
são masculinos. que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema. da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero, A distinção de gênero pode ser feita através da análise do
variam em seu significado. artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo.
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o o colega - a colega
capital (dinheiro) e a capital (cidade) um jovem - uma jovem
artista famoso - artista famosa
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a. - A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
aluno - aluna gêneros.
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
masculino. preferência pelo masculino:
freguês - freguesa O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de
carochinha.
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
formas: O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa a personagem.
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona personagem.
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana fotográfico Ana Belmonte.

d) Substantivos terminados em -or: Observe o gênero dos substantivos seguintes:


- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz Masculinos
o tapa
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: o eclipse
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa o lança-perfume
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa o dó (pena)
o sanduíche
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final o clarinete
por -a: o champanha
elefante - elefanta o sósia
o maracajá
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e o clã
no feminino: o hosana
bode – cabra boi - vaca o herpes
o pijama
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial,
isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores: Femininos
czar – czarina réu - ré a dinamite
a áspide
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes a derme
a hélice
- Epicenos: a alcíone
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. a filoxera
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre a clâmide
porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar a omoplata
o masculino e o feminino. a cataplasma
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para a pane
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de a mascote
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade a gênese
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea. a entorse
A cobra macho picou o marinheiro. a libido
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
- São geralmente masculinos os substantivos de origem
Sobrecomuns: grega terminados em -ma:
o grama (peso)
Entregue as crianças à natureza. o quilograma
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, o plasma
quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem o apostema
um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que o diagrama
se refere a palavra. Veja: o epigrama
A criança chorona chamava-se João. o telefonema
A criança chorona chamava-se Maria. o estratagema
Outros substantivos sobrecomuns: o dilema
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa o teorema
criatura. o apotegma
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O o trema
cônjuge de Marcela faleceu o eczema

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APOSTILAS OPÇÃO
o edema Em português, há dois números gramaticais: o singular, que
o magma indica um ser ou um grupo de seres, e
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc. característica do plural é o “s” final.

Gênero dos Nomes de Cidades: Plural dos Substantivos Simples

Com raras exceções, nomes de cidades são femininos. a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n”
A histórica Ouro Preto. fazem o plural pelo acréscimo de “s”.
A dinâmica São Paulo. pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no
A acolhedora Porto Alegre. plural).
Uma Londres imensa e triste. Exceção: cânon - cânones.

Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em
“ns”.
Gênero e Significação: homem - homens.

Muitos substantivos têm uma significação no masculino e c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
outra no feminino. pelo acréscimo de “es”.
Observe: revólver – revólveres raiz - raízes
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) no plural, trocando o “l” por “is”.
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
proibição de trânsito) Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.

o cabeça (chefe) e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas


a cabeça (parte do corpo) maneiras:
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
o cisma (separação religiosa, dissidência) - Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
a cisma (ato de cismar, desconfiança) Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
o cinza (a cor cinzenta)
a cinza (resíduos de combustão) f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas
maneiras:
o capital (dinheiro) - Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo
a capital (cidade) de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis:
o coma (perda dos sentidos) o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
a coma (cabeleira)
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) maneiras.
a coral (cobra venenosa) - substituindo o -ão por -ões: ação - ações
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e - substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
de outros sacramentos) h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o
a crisma (sacramento da confirmação) látex - os látex.

o cura (pároco) Plural dos Substantivos Compostos


a cura (ato de curar) A formação do plural dos substantivos compostos depende
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam
o estepe (pneu sobressalente) o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que
a estepe (vasta planície de vegetação) são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
simples:
o guia (pessoa que guia outras) aguardente e aguardentes girassol e girassóis
a guia (documento, pena grande das asas das aves) pontapé e pontapés malmequer e malmequeres

o grama (unidade de peso) O plural dos substantivos compostos cujos elementos são
a grama (relva) ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões.
Algumas orientações são dadas a seguir:
o caixa (funcionário da caixa)
a caixa (recipiente, setor de pagamentos) a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
o lente (professor) substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
a lente (vidro de aumento) adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
o moral (ânimo)
a moral (honestidade, bons costumes, ética) b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
formados de:
o nascente (lado onde nasce o Sol) verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
a nascente (a fonte) palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
falantes
Flexão de Número do Substantivo palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos

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APOSTILAS OPÇÃO
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando Este jogador faz gols toda vez que joga.
formados de: O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
colônia e águas-de-colônia Plural com Mudança de Timbre
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
vapor e cavalos-vapor Certos substantivos formam o plural com mudança de
substantivo + substantivo que funciona como determinante timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo chamado metafonia (plural metafônico).
anterior.
palavra-chave - palavras-chave
bomba-relógio - bombas-relógio Singular Plural Singular Plural
notícia-bomba - notícias-bomba corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó)
homem-rã - homens-rã esforço esforços ovo ovos
fogo fogos poço poços
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: forno fornos porto portos
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora fosso fossos posto postos
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas imposto impostos rogo rogos
olho olhos tijolo tijolos
e) Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
o bem-te-vi e os bem-te-vis
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
o bem-me-quer e os bem-me-queres
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
Plural das Palavras Substantivadas
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes
a) Há substantivos que só se usam no singular:
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
flexões próprias dos substantivos.
Pese bem os prós e os contras.
b) Outros só no plural:
O aluno errou na prova dos noves.
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
(naipes de baralho), as fezes.
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
variam no plural.
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
bem (virtude) e bens (riquezas)
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
Plural dos Diminutivos
títulos)
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
acrescenta-se o sufixo diminutivo.
sentido de plural:
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
Aqui morreu muito negro.
animai(s) + zinhos = animaizinhos
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
improvisadas.
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
farói(s) + zinhos = faroizinhos
Flexão de Grau do Substantivo
tren(s) + zinhos = trenzinhos
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
flore(s) + zinhas = florezinhas
mão(s) + zinhas = mãozinhas
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
normal. Por exemplo: casa
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
funi(s) + zinhos = funizinhos
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser.
pé(s) + zitos = pezitos
Classifica-se em:
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que
Plural dos Nomes Próprios Personativos
indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre
aumento. Por exemplo: casarão.
que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados.
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser.
As Raquéis e Esteres.
Pode ser:
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
Plural dos Substantivos Estrangeiros
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos
diminuição. Por exemplo: casinha.
como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando
terminam em “s” ou “z”).
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
os shows os shorts os jazz
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com
Questões
as regras de nossa língua:
os clubes os chopes
01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também
os jipes os esportes
ocorre com o plural de
as toaletes os bibelôs
(A) reco-reco.
os garçons os réquiens
(B) guarda-costa.
(C) guarda-noturno.
Observe o exemplo:

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APOSTILAS OPÇÃO
(D) célula-tronco. Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-
(E) sem-vergonha. americanas
02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões
flexionadas de acordo com a norma-padrão. franco-italianas
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. portuguesas
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-
portuguesa
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está
errada: Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
A) Catalães. brasileiras
B) Cidadãos.
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
C) Vulcães.
D) Corrimões.
Flexão dos adjetivos
Respostas
1-D / 2-D / 3-C
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Adjetivo
Gênero dos Adjetivos
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
característica do ser e se relaciona com o substantivo.
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos
classificam-se em: 
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa
outra para o feminino.
bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade,
Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
moça bondade, pessoa bondade. 
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
somente o último elemento.
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
Morfossintaxe do Adjetivo:
americana. 
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
Adjetivo Pátrio
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe
político-social.
alguns deles:
Estados e cidades brasileiros:
Número dos Adjetivos

Alagoas alagoano Plural dos adjetivos simples


Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com
Amapá amapaense
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos
Aracaju aracajuano ou aracajuense simples.
Por exemplo:
Amazonas amazonense ou baré
mau e maus
Belo Horizonte belo-horizontino feliz e felizes
ruim e ruins
Brasília brasiliense boa e boas
Cabo Frio cabo-friense
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
Campinas campineiro ou campinense de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo,
Adjetivo Pátrio Composto  ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra cinza é
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável.
Observe alguns exemplos: Logo: camisas cinza, ternos cinza.
Veja outros exemplos:
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
Motos vinho (mas: motos verdes)
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo: Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Competições teuto-inglesas Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
América américo- / Por exemplo: Companhia
américo-africana Adjetivo Composto
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo- É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,
franceses esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano- formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado,
português todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo: a

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APOSTILAS OPÇÃO
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver O superlativo expressa qualidades num grau muito
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um
ficará invariável. Por exemplo: ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se
nas formas:
Camisas rosa-claro. Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras
Ternos rosa-claro. que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O
Olhos verde-claros. secretário é muito inteligente.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. sufixos.
Por exemplo:
Observe O secretário é inteligentíssimo.
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis. Observe alguns superlativos sintéticos: 
- O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos
flexionados.
benéfico beneficentíssimo
Grau do Adjetivo bom boníssimo ou ótimo

Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a comum comuníssimo


intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: cruel crudelíssimo
o comparativo e o superlativo.
difícil dificílimo
Comparativo doce dulcíssimo

Nesse grau, comparam-se a mesma característica fácil facílimo


atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características fiel fidelíssimo
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser
abaixo: é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação
pode ser:
1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
No comparativo de igualdade, o segundo termo da De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
Note bem:
2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de 1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
Superioridade Analítico dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc.,
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois antepostos ao adjetivo.
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é 2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”. formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
Superioridade Sintético fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas
São eles: seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável
bom-melhor hiato i-í.
pequeno-menor
mau-pior Questões
alto-superior
grande-maior 01. Leia o texto a seguir.
baixo-inferior
Violência epidêmica
Observe que: 
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente. possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas epidêmicas.
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes
pequeno. centros urbanos e se dissemina pelo interior.
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de As estratégias que as sociedades adotam para combater a
dois elementos. violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços
qualidades de um mesmo elemento. ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras
enfermidades.
4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de A agressividade impulsiva é consequência de perturbações
Inferioridade nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências
Sou menos passivo (do) que tolerante. agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de
Superlativo seus desejos.

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APOSTILAS OPÇÃO
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que alguma forma.
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
desenvolvimento psicológico pleno. [substituição do nome]
A revisão de estudos científicos permite identificar três
fatores principais na formação das personalidades com maior A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
inclinação ao comportamento violento: [referência ao nome]
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos,
humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida. Essa moça morava nos meus sonhos!
2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes [qualificação do nome]
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não Grande parte dos pronomes não possuem significados
lhes impuseram limites de disciplina. fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de
3) Associação com grupos de jovens portadores de um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata
comportamento antissocial. daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
violência crescente nas cidades. dessa característica, os pronomes apresentam uma forma
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a específica para cada pessoa do discurso.
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
preso. [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
mais sólidas com o mundo do crime.
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão
superlotadas. Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número
criminalidade e tratar os que ingressaram nela. (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. do pronome seja coerente em termos de gênero e número
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os (fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que este se apresenta ausente no enunciado.
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e
construir cadeias novas para substituir as velhas. Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas da nossa escola neste ano.
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los adequada]
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das [neste: pronome que determina “ano” = concordância
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento adequada]
artístico. [ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado) inadequada]

Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,


corresponde a – características de epidemias. demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada. Pronomes Pessoais
A) água fluvial – água da chuva.
B) produção aurífera – produção de ouro. São aqueles que substituem os substantivos, indicando
C) vida rupestre – vida do campo. diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília. assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”,
E) costela bovina – costela de porco. “você”  ou  “vocês”  para designar a quem se dirige e  “ele”, “ela”,
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto: quem fala.
A) azul-celeste Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções
B) azul-pavão que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso
C) surda-muda oblíquo.
D) branco-gelo
Pronome Reto
03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não
estão no grau superlativo absoluto sintético: Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
A) Arquimilionário/ ultraconservador; exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
B) Supremo/ ínfimo; Nós lhe ofertamos flores.
C) Superamigo/ paupérrimo;
D) Muito amigo/ Bastante pobre Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
Respostas flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
1-B / 2-C / 3-D quadro dos pronomes retos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular: eu
Pronome - 2ª pessoa do singular: tu
- 3ª pessoa do singular: ele, ela
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele - 1ª pessoa do plural: nós
se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de - 2ª pessoa do plural: vós

Língua Portuguesa 34
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APOSTILAS OPÇÃO
- 3ª pessoa do plural: eles, elas -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo
tempo que a terminação verbal é suprimida.
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como Por exemplo: fiz + o = fi-lo
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi fazei + o = fazei-os
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”, dizer + a = dizê-la
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”. viram + o: viram-no
Obs.: frequentemente observamos a omissão do pronome repõe + os = repõe-nos
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas retém + a: retém-na
verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do tem + as = tem-nas
verbo indicadas pelo pronome reto.
Fizemos boa viagem. (Nós) Pronome Oblíquo Tônico

Pronome Oblíquo Os pronomes oblíquos tônicos são sempre


precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou  de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
indireto) ou complemento nominal. O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim
configurado:
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca - 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
oração. - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico
Pronome Oblíquo Átono são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são - As preposições essenciais introduzem sempre pronomes
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca. pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
Ele me deu um presente. contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os
pronomes costumam ser usados desta forma:
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado: Não há mais nada entre mim e ti.
- 1ª pessoa do singular (eu): me Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
- 2ª pessoa do singular (tu): te Não há nenhuma acusação contra mim.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe Não vá sem mim.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos
- 2ª pessoa do plural (vós): vos Atenção:
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes Há construções em que a preposição, apesar de surgir
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo
Observações: verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito
O “lhe”  é o único pronome oblíquo átono que já se expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o reto.
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
função de objeto indireto na oração. Não vá sem eu mandar.

Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos - A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes


diretos como objetos indiretos. originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
objetos diretos. frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de
companhia.
Saiba que: Ele carregava o documento consigo.
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no- nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou
nos exemplos que seguem: algum numeral.

Você terá de viajar com nós todos.


- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
vocês? Ele disse que iria com nós três.
- Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram.
pouco. Pronome Reflexivo

No português do Brasil, essas combinações não são usadas; São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.  como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo
Atenção: verbo.
Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,

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APOSTILAS OPÇÃO
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim. na 3ª pessoa.
Eu não me vanglorio disso. Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi. para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti. c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou


Assim tu te prejudicas. nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
Conhece a ti mesmo. texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim,
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo
Guilherme já se preparou. na terceira pessoa.
Ela deu a si um presente. Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Antônio conversou consigo mesmo. cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. cabelos. (correto)
Lavamo-nos no rio. Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
cabelos. (correto)
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Vós vos beneficiastes com a esta conquista. Pronomes Possessivos

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo. São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
Eles se conheceram. (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
Elas deram a si um dia de folga. possuída).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
A Segunda Pessoa Indireta
Observe o quadro:
A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso Número Pessoa Pronome
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na singular primeira meu(s), minha(s)
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte: singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
Pronomes de Tratamento
plural primeira nosso(s), nossa(s)
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques plural segunda vosso(s), vossa(s)
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos plural terceira seu(s), sua(s)
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
oficiais-generais Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
universidades o objeto possuído.
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores difícil.
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento Observações:
cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus 1 -  A forma  “seu”  não é um possessivo quando resultar da
alteração fonética da palavra senhor.
Também são pronomes de tratamento o senhor, a - Muito obrigado, seu José.
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados
no tratamento cerimonioso;  “você”  e  “vocês”, no tratamento 2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português Podem ter outros empregos, como:
do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente; a) indicar afetividade.
em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à - Não faça isso, minha filha.
linguagem litúrgica, ultraformal ou literária. b) indicar cálculo aproximado.
Ele já deve ter seus 40 anos.
Observações: c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em
relação à pessoa com quem falamos. 3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
encontro. Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade. concorda com o mais próximo.
Trouxe-me seus livros e anotações.
- Os pronomes de tratamento representam uma forma
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, átonos assumem valor de possessivo.
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
Pronomes Demonstrativos
b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam- Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a
se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto.
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar discurso.

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APOSTILAS OPÇÃO
No espaço: f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso,
está perto da pessoa que fala. nisso, no, etc.
Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
fala. Pronomes Indefinidos
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo. São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,
  dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto indeterminada.
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro plantadas.
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade não se quer revelar. 
destinatária).
Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar Classificam-se em:
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
envia a mensagem). - Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São
No tempo: eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém,
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere outrem, quem, tudo.
ao ano presente. Algo o incomoda?
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a Quem avisa amigo é.
um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se - Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser
referindo a um passado distante. expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
  aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou Cada povo tem seus costumes.
invariáveis, observe: Certas pessoas exercem várias profissões.

Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s). Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora
Invariáveis: isto, isso, aquilo. pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
- Também aparecem como pronomes demonstrativos: demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo. quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
te indiquei.) Menos palavras e mais ações.
- mesmo(s), mesma(s): Alguns se contentam pouco.
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
- próprio(s), própria(s): Os pronomes indefinidos podem ser divididos
Os próprios alunos resolveram o problema. em variáveis e invariáveis. Observe:

- semelhante(s): Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto,


Não compre semelhante livro. outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
- tal, tais: tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns,
Tal era a solução para o problema. todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas,
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Note que: Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
cada.
a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
salientar algum termo anterior. Por exemplo: qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for,
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar Cada um escolheu o vinho desejado.
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto. Indefinidos Sistemáticos
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, percebemos que existem alguns grupos que criam oposição
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
de). afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo;
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse. todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/
d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém,
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa;
lugar. certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; Essas oposições de sentido são muito importantes na
aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado] construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica. vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos
A menina foi a tal que ameaçou o professor? expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes

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APOSTILAS OPÇÃO
indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem Ele fez tudo quanto havia falado.
parte: (antecedente)
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
prático. f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são precedido de preposição.
pessoas quaisquer.
É um professor a quem muito devemos.
Pronomes Relativos (preposição)

São aqueles que representam nomes já mencionados g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
orações subordinadas adjetivas. A casa onde morava foi assaltada.
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um
grupo racial sobre outros. h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = que.
oração subordinada adjetiva). Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
O pronome relativo  “que” refere-se à palavra  “sistema”  e exterior.
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema”
é antecedente do pronome relativo que. i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome - como (= pelo qual)
demonstrativo o, a, os, as. Não me parece correto o modo como você agiu semana
Não sei o que você está querendo dizer. passada.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem - quando (= em que)
expresso. Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
Quem casa, quer casa.
j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
Observe: numa só frase.
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, O futebol é um esporte.
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas. O povo gosta muito deste esporte.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde. O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

Note que: k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode


a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego, ocorrer a elipse do relativo “que”.
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria,
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for (que) fumava.
um substantivo.
Pronomes Interrogativos
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual) São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais) ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais) se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).
b)  O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são preferes.
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos
ou depois de determinadas preposições: passageiros desembarcaram.

Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o Sobre os pronomes:


qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria
ambiguidade.) O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas desempenha função de complemento. Vamos entender,
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.) primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que
função exerce. Observe as orações:
c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
refere a uma oração. 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá-
lo.
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a
sua vocação natural. Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto.
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
das quais. Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso,
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia
(antecedente) (consequente) ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo
um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: “ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou
entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”)
Emprestei tantos quantos foram necessários. estiver no infinitivo ou gerúndio.
(antecedente) Eu desejo lhe perguntar algo.
Eu estou perguntando-lhe algo.

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APOSTILAS OPÇÃO
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente superficial de amizade.
dos segundos que são sempre precedidos de preposição. III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu se aos pronomes eu e você.
estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que Quais estão corretas?
eu estava fazendo. (A) Apenas I.
(B) Apenas II.
Questões (C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
01. Observe as sentenças abaixo. (E) I, II e III.
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam.
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- 03. Observe a charge a seguir.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.

O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma


culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.

02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou


que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada.
transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam (A) A fala do personagem é uma modificação intencional de
o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos uma fala de Cristo.
fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais (B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a
que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos pessoas distintas.
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são (C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no
mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem poder.
fora dela. (D) A posição dos braços do personagem na charge repete a
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito de Cristo na cruz.
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo (E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles forma equilibrada.
transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe Respostas
apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando 01. A\02. E\03. B
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das Verbo
redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização ocorrência (nascer); desejo (querer).
do conceito de amizade. O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou possíveis significados. Observe que palavras como corrida,
diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns
assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as
“seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo
Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu Estrutura das Formas Verbais
que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas. apresentar os seguintes elementos:
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
começar a te seguir. Nós não nos conhecemos. a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado
Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu essencial do verbo. Por exemplo:
nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você.
Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a
pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r
si.
Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em: São três as conjugações:
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet- 1ª - Vogal Temática - A - (falar)
estamudando-amizade-619645.shtml>. 2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)
Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se
estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o
se referem. tempo e o modo do verbo.
I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a Por exemplo:
amizades. falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)

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APOSTILAS OPÇÃO
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou - Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
plural). apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) A fruta amadureceu.
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) As frutas amadureceram.

Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a pessoais na linguagem figurada:
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver Teu irmão amadureceu bastante.
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de
verbo: põe, pões, põem, etc. animais; eis alguns:
bramar: tigre
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos coaxar: sapo
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com cricrilar: grilo
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no
radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas Os principais verbos unipessoais são:
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. ser (preciso, necessário, etc.).
Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
Classificação dos Verbos bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
Classificam-se em: É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações conjunção que.
no radical.
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse fumar.)
b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia.
no radical ou nas desinências. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais. - Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos
morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que
principais verbos impessoais são: provavelmente causaria problemas de interpretação em certos
a)  haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se contextos.
ou fazer (em orações temporais). verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo) popularização da informática, tem sido conjugado em todos os
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. tempos, modos e pessoas.
Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia. d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas
escurecer,  etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci  mal- curtas (particípio irregular). Observe:
humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
deixa de ser impessoal para ser pessoal. Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) Anexar Anexado Anexo
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
Dispersar Dispersado Disperso
d) São impessoais, ainda: Eleger Elegido Eleito
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
Ex.: Já passa das seis. Envolver Envolvido Envolto
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de, Imprimir Imprimido Impresso
indicando suficiência. Ex.: 
Basta de tolices. Chega de blasfêmias. Matar Matado Morto
3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem, Morrer Morrido Morto
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, Pegar Pegado Pego
classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos, Soltar Soltado Solto
então, pessoais.
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical
possível”. Por exemplo: em sua conjugação.

Língua Portuguesa 40
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APOSTILAS OPÇÃO
Por exemplo:  ESTAR - Modo Indicativo

Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais,


Ir Pôr Ser Saber
eles estão.
vou ponho sou sei Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
vais pus és sabes estávamos, vós estáveis, eles estavam.
ides pôs fui soube Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele
fui punha foste saiba esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
foste seja Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
f) Auxiliares
estiveram.
São aqueles que entram na formação dos tempos
Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando
Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas
estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Futuro do Presente Composto: terei estado.
                        
Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
  Vou                       espantar           as          moscas.
estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
(verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo)
Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
Está                    chegando            a         hora     do    debate.
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
(verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                 
                   
Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e
nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
haver.
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se
ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
Conjugação dos Verbos Auxiliares
estivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
SER - Modo Indicativo
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são.
estiverdes, quando eles estiverem.
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos,
Futuro Composto: Tiver estado.
vós éreis, eles eram.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós
Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
fomos, vós fostes, eles foram.
estai vós, estejam eles.
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido.
Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós
estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
fôramos, vós fôreis, eles foram.
Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele,
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido.
por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria,
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
Formas Nominais
Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
Infinitivo: estar
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos,
Gerúndio: estando
vós sereis, eles serão.
Particípio: estado
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
ESTAR - Formas Nominais
SER - Modo Subjuntivo
Infinitivo Impessoal: estar
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós
Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
sejamos, que vós sejais, que eles sejam.
estarem.
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse,
Gerúndio: estando
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
Particípio: estado
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.

Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele
HAVER - Modo Indicativo
for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido.
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles
hão.
SER - Modo Imperativo
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós
havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele
vós, sejam eles.
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido.
nós, não sejais vós, não sejam eles.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles
sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
houveram.
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido.
SER - Formas Nominais
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Formas Nominais
Futuro do Presente Composto: terei havido.
Infinitivo: ser
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele
Gerúndio: sendo
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam.
Particípio: sido
Futuro do Pretérito Composto: teria havido.
Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo
nós, serdes vós, serem eles.

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APOSTILAS OPÇÃO
Modo Subjuntivo verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós no radical do verbo. Por exemplo:
hajamos, que vós hajais, que eles hajam. Arrependi-me de ter estado lá.
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma,
houvessem. pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido. pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva
houverdes, quando eles houverem. expressa pelo radical do próprio verbo.  
Futuro Composto: tiver havido. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
respectivos pronomes): 
Modo Imperativo Eu me arrependo 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, Tu te arrependes 
hajam eles. Ele se arrepende 
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não Nós nos arrependemos 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles. Vós vos arrependeis 
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver Eles se arrependem
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
 - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que
HAVER - Formas Nominais a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos
haverdes, haverem. transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser
Infinitivo Pessoal: haver conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se
Gerúndio: havendo chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
Particípio: havido A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: Maria
TER - Modo Indicativo penteou-me.
 
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, Observações:
eles têm. 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. sintática.
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
tivemos, vós tivestes, eles tiveram. oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais,
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito,
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram. exercem funções sintáticas.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido. Por exemplo:
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto
teremos, vós tereis, eles terão. direto) - 1ª pessoa do singular
Futuro do Presente: terei tido.
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria, Modos Verbais
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
Futuro do Pretérito composto: teria tido. Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo modos: 
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo:
Modo Subjuntivo Eu sempre estudo.
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham. exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem. exemplo: Estuda agora, menino.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, Formas Nominais
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Futuro Composto: tiver tido. Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo,
Modo Imperativo advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais.
Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós, Observe: 
tende vós, tenham eles. - a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo
Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles. substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta)
Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
termos nós, por terdes vós, por terem eles. O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro.
os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três
acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja: apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal;
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira:
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos 2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)

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APOSTILAS OPÇÃO
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós) Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós) em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles) Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente
Por exemplo: terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. estudado bastante, não passou no teste.
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo:
advérbio. Por exemplo:  Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
advérbio) indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo) levará as encomendas.
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. futuro. Por exemplo: Quando ele tiver saído do hospital, nós o
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. visitaremos.

- d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos Presente do Indicativo


tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência
grau. Por exemplo: pessoal
Terminados os exames, os candidatos saíram. CANTAR VENDER PARTIR
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma cantO vendO partO O
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo cantaS vendeS parteS S
(adjetivo verbal). Por exemplo: canta vende parte -
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
Tempos Verbais cantaM vendeM parteM M

Tomando-se como referência o momento em que se fala, Pretérito Perfeito do Indicativo


a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
Veja: 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência
pessoal
1. Tempos do Indicativo CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
- Presente - Expressa um fato atual. Por exemplo: cantaSTE vendeSTE partISTE STE
Eu estudo neste colégio. cantoU vendeU partiU U
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente cantaSTES vendeSTES partISTES STES
terminado. Por exemplo: Ele estudava as lições quando foi cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
interrompido.
- Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido Pretérito mais-que-perfeito
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite. 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve 1ª/2ª e 3ª conj.
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. CANTAR VENDER PARTIR - -
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames. cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já tinha cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
estudado as lições quando os amigos chegaram. (forma cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
(forma simples) cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual. Pretérito Imperfeito do Indicativo
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado CANTAR VENDER PARTIR
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, cantAVA vendIA partIA
os alunos já terão terminado o teste. cantAVAS vendIAS partAS
- Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode CantAVA vendIA partIA
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias. cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
- Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que cantAVAM vendIAM partIAM
poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria Futuro do Presente do Indicativo
viajado nas férias.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
2. Tempos do Subjuntivo CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento cantar ás vender ás partir ás
atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame. cantar á vender á partir á
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas cantar emos vender emos partir emos
posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que cantar eis vender eis partir eis
ele vencesse o jogo. cantar ão vender ão partir ão

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APOSTILAS OPÇÃO
Futuro do Pretérito do Indicativo Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
CANTAR VENDER PARTIR Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
cantarIA venderIA partirIA Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA Imperativo Negativo
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a
cantarIAM venderIAM partirIAM negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Que tu cantes Não cantes tu
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que ele cante Não cante você
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que nós cantemos Não cantemos nós
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess
1ª conj. 2ª/3ª conj. Observações:
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø - No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa
cantES vendAS partAS E A S (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
cantE vendA partA E A Ø ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
cantEIS vendAIS partAIS E A IS - O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
cantEM vendAM partAM E A M sede (vós).

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo Infinitivo Impessoal

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, CANTAR VENDER PARTIR
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número Infinitivo Pessoal
e pessoa correspondente. 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal cantar vender partir
1ª /2ª e 3ª conj. cantarES venderES partirES
CANTAR VENDER PARTIR cantar vender partir
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarMOS venderMOS partirMOS
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S cantarDES venderDES partirDES
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarEM venderEM partirEM
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS Questões
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M
01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos
Futuro do Subjuntivo ___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos
poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo- alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a do texto.
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa (A) sejam … mantesse
correspondente. (B) sejam … mantivessem
(C) sejam … mantém
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess. (D) seja … mantivessem
1ª /2ª e 3ª conj. (E) seja … mantêm
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø 02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão
cantaRES vendeRES partiRES R ES apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução
cantaR vendeR partiR R Ø verbal em destaque expressa ação
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS (A) concluída.
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES (B) atemporal.
cantaREM vendeREM PartiREM R EM (C) contínua.
(D) hipotética.
Imperativo (E) futura.

Imperativo Afirmativo 03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar,


mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, (A) considerar ao acaso, sem premeditação.
sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:  (B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
(C) adotar como referência de qualidade.
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo (D) julgar de acordo com normas legais.
Eu canto --- Que eu cante (E) classificar segundo ideias preconcebidas.

Língua Portuguesa 44
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APOSTILAS OPÇÃO
Respostas de designação: Eis
1-B / 2-C / 3-E de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade),
Advérbio para quê?(finalidade)

O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes Locução adverbial 


na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, Exemplo:
contiguidade. Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias Há locuções adverbiais que possuem advérbios
em que esse processo se desenvolve.  correspondentes.
Exemplo:
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
exemplos: flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios
é a de grau:
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto,
você está até bem informado.
Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
alheio, representando uma qualidade, característica. inconstitucionalissimamente, etc;
Diminutivo: diminui a intensidade.
O artista canta muito mal. Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
devagarinho, 
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos Questões
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por 01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar
tal função. Temos aí o que chamamos de locução adverbial,
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.

Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das


circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
distintas categorias, uma vez expressas por:    
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
em breve, hoje em dia
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, Único)
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora,
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, advérbios: AÍ e ainda.
ao lado, em volta Considerando que advérbio é a palavra que modifica
de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe circunstâncias expressas por eles.
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, A) Lugar e negação.
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, B) Lugar e tempo.
indubitavelmente C) Modo e afirmação.
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, D) Tempo e tempo.
simplesmente, só, unicamente E) Intensidade e dúvida.
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente

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APOSTILAS OPÇÃO
02. Leia o texto a seguir. prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo
Impunidade é motor de nova onda de agressões para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras
técnicas.
Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as
últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
repercussões. assimilar toda a numeralha que idealmente as informa.
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria para compreender as novas pesquisas que trazem informações
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação relevantes para nossa saúde e bem-estar.
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher. A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que eficaz para exprimir as leis da física.
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não Releia os trechos apresentados a seguir.
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao - Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras
cair no chão. podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se - Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
quebrou ao cair no chão. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
ajudar a polícia na investigação. Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se respectivamente, circunstâncias de
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões A) afirmação e de intensidade.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que B) modo e de tempo.
eles sejam julgados e condenados. C) modo e de lugar.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que D) lugar e de tempo.
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil E) intensidade e de negação.
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões. Respostas
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. 1-B / 2-C / 3-B
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle Preposição
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns
dos caminhos. Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado) termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente
há uma subordinação do segundo termo em relação ao
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
circunstância adverbial de modo. da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em Tipos de Preposição
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente
sucesso, de duas amigas… como preposições.
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
de um engano... para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
quebrando por aí… 2. Preposições acidentais: palavras de outras classes
gramaticais que podem atuar como preposições.
03. Leia o texto a seguir. Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
visto.
Cultura matemática
Hélio Schwartsman 3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito trás de.
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas
quais os números não encontravam muito espaço, como direito, A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode
jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente. unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá Vale ressaltar que essa concordância não é característica da
da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou preposição, mas das palavras às quais ela se une.
dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na Esse processo de junção de uma preposição com outra
manga da camisa. palavra pode se dar a partir de dois processos:
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida 1. Combinação: A preposição não sofre alteração.

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APOSTILAS OPÇÃO
preposição a + artigos definidos o, os 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das
a + o = ao preposições:
preposição a + advérbio onde Destino = Irei para casa.
a + onde = aonde Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa;
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
Preposição + Artigos Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
De + o(s) = do(s) Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
De + a(s) = da(s) Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o
De + um = dum tratamento.
De + uns = duns Instrumento = Escreveu a lápis.
De + uma = duma Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
De + umas = dumas Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
Em + o(s) = no(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
Em + a(s) = na(s) Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Em + um = num Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Em + uma = numa Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Em + uns = nuns Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
Em + umas = numas Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
A + à(s) = à(s) Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Por + o = pelo(s)
Por + a = pela(s) Questões

Preposição + Pronomes 01. Leia o texto a seguir.


De + ele(s) = dele(s)
De + ela(s) = dela(s) “Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
De + este(s) = deste(s)
De + esta(s) = desta(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + esse(s) = desse(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
De + essa(s) = dessa(s) preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
De + aquele(s) = daquele(s) grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos
De + aquela(s) = daquela(s) em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
De + isto = disto O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
De + isso = disso de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o
De + aquilo = daquilo que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
De + aqui = daqui “Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar
De + aí = daí duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada,
De + ali = dali pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate,
De + outro = doutro(s) instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça
De + outra = doutra(s) errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha
Em + este(s) = neste(s) vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema
Em + esta(s) = nesta(s) maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
Em + esse(s) = nesse(s) O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
Em + aquele(s) = naquele(s) em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez
Em + aquela(s) = naquela(s) que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar
Em + isto = nisto a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de
Em + isso = nisso Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado
Em + aquilo = naquilo o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi
A + aquele(s) = àquele(s) implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da
A + aquela(s) = àquela(s) disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória
A + aquilo = àquilo não é o mais importante.
“Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
Dicas sobre preposição esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido
oblíquo e artigo. Como distingui-los? ao bom comportamento”.
Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
e feminino. por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade,
A dona da casa não quis nos atender. já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e
Como posso fazer a Joana concordar comigo? pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma
atitude”.
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos
Cheguei a sua casa ontem pela manhã. já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a
um tratamento adequado. minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ “Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o
ou a função de um substantivo. egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós
Temos Maria como parte da família. / A temos como parte não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso
da família tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho
Creio que a conhecemos melhor que ninguém. Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.

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APOSTILAS OPÇÃO
(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que- Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado) ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.

No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo Morfossintaxe da Conjunção
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o
termo em destaque expressa relação de As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar propriamente uma função sintática: são conectivos.
do projeto “Xadrez que liberta”.
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
de falar. Subordinativas
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez. Conjunções coordenativas
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou Dividem-se em:
muito feliz, porque eu não esperava.
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
a revisão da minha pena. Ex. Gosto de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
02. Considere o trecho a seguir. não só...como também.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio,
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, de compensação.
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na Ex. Estudei, mas não entendi nada.
instituição. Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
todavia, no entanto, entretanto.
As preposições que preenchem o trecho, correta,
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são: - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
A) a ...com Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
B) de ...com Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
C) de ...a quer, já...já.
D) com ...a
E) para ...de - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex.
Estudei muito, por isso mereço passar.
03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
expressa ideia de finalidade. (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$
957,70 para R$ 1.915,40. - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
comprovar o crime. do verbo), porquanto.
C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer
o exame clínico”... Conjunções subordinativas
D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz - CAUSAIS
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”. vez que, como (= porque).
E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
policial de dizer quem está embriagado...
- COMPARATIVAS
Respostas Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
1-B / 2-B / 3-B mais...do que, menos...do que.
Ela fala mais que um papagaio.
Conjunção
- CONCESSIVAS
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar
cansada)
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as Apesar de ter chovido fui ao cinema.
amiguinhas
- CONFORMATIVAS
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: Principais conjunções conformativas: como, segundo,
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: conforme, consoante
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou Cada um colhe conforme semeia.
3ª oração: quando viu as amiguinhas. Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As - CONSECUTIVAS
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. Expressam uma ideia de consequência.
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”,
Observe: Gosto de natação e de futebol. “tão”, “tamanho”).
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes Falou tanto que ficou rouco.
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra “e” está
ligando termos de uma mesma oração. - FINAIS
Expressam ideia de finalidade, objetivo.

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APOSTILAS OPÇÃO
Todos trabalham para que possam sobreviver. saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould,
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu
(=para que), que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical.
- PROPORCIONAIS (Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos,
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
- TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o
que. elemento grifado pode ser substituído por:
Quando eu sair, vou passar na locadora. A) Porém.
B) Contudo.
Importante: C) Todavia.
D) Entretanto.
Diferença entre orações causais e explicativas E) Conquanto.

Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) 02. Observando as ocorrências da palavra “como” em –
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos Como fomos programados para ver o mundo como um lugar
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
explicativa. Veja os exemplos: (A) comparativa nas duas ocorrências.
(B) conformativa nas duas ocorrências.
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser (C) comparativa na primeira ocorrência.
atropelado”: (D) causal na segunda ocorrência.
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou (E) causal na primeira ocorrência.
uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes 03. Leia o texto a seguir.
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que
vêm marcadas por vírgula. Participação
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de
explicativa. nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo) junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é
simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes”
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos
porque não havia cemitério no local.” da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê- expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um
la é colocá-la no início do período, introduzida pela convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa. é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos
em outra cidade. Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente estrofe:
dependentes uma da outra. “Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de
vida ou morte − será arte?”
Questões
O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte
01. Leia o texto a seguir. na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem identidade social.
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação,
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa
o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção.
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de (Belarmino Tavares, inédito)
um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no
passado. Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877, relação de causa e efeito:
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor A) ser poeta e militante político / confronto entre
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para subjetividade e atuação social
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a B) ser poeta e militante político / divisão permanente em
tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam cada um de nós
que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas
a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de E) participar ativamente da política / formular hipóteses
concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem com ar de convicção
de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão

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APOSTILAS OPÇÃO
Respostas Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
1-E / 2-E / 3-A
Classificação das Interjeições
Interjeição
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções,
Atenção!, Olha!, Alerta!
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
mais elaboradas. Observe o exemplo:
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
raiva se traduz numa palavra: Droga!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui
- Desculpa: Perdão!
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma
Eh!
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras -
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma
Ora!
sentença.
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
Veja os exemplos:
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
Bravo! Bis!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!,
bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
bom! Repitam!»
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
“Estou com dor!”
Deus!
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
momento ou um contexto específico. Exemplos: nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
Ah, como eu queria voltar a ser criança! verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
O significado das interjeições está vinculado à maneira
Locução Interjetiva
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
enunciação. Exemplos:
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
Psiu!
Ora bolas!
contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua;
Quem me dera!
significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei,
Virgem Maria!
espere!”
Meu Deus!
Psiu!
Ai de mim!
contexto: alguém pronunciando essa expressão em um
Valha-me Deus!
hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça
Graças a Deus!
silêncio!”
Alto lá!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
Muito bem!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
Observações:
puxa: interjeição; tom da fala: decepção
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
exemplo:
a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria,
Ué! = Eu não esperava por essa!
tristeza, dor, etc.
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
Você faz o que no Brasil?
Eu? Eu negocio com madeiras.
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu
Ah, deve ser muito interessante.
tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais
b) Sintetizar uma frase apelativa
podem aparecer como interjeições.
Cuidado! Saia da minha frente.
Viva! Basta! (Verbos)
As interjeições podem ser formadas por:
Fora! Francamente! (Advérbios)
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora
porque sozinha pode constituir uma mensagem.
bolas!
Socorro!
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes
Ajudem-me! 
da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que
Silêncio!
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
Fique quieto!
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)

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APOSTILAS OPÇÃO
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, 1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte
que exprimem ruídos e vozes. e seis.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! 45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
Flexão dos numerais
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
depois do “ó” vocativo. diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac)  milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac)
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas primeiro segundo milésimo
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no primeira segunda milésima
diminutivo ou no superlativo. primeiros segundos milésimos
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho! primeiras segundas milésimas
Interjeições, leitura e produção de textos
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
Usadas com muita frequência na língua falada informal, em funções substantivas:
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante flexionam-se em gênero e número:
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou Teve de tomar doses triplas do medicamento.
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número.
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens partes
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
racional fazem das interjeições presença constante nos textos É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
publicitários. numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ É o que ocorre em frases como:
morf89.php “Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
Numeral O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
divisão de futebol)
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa Emprego dos Numerais
em determinada sequência.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
Eu quero café duplo, e você? partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] substantivo:
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! Ordinais Cardinais
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
“fila”] D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata
de numerais, mas sim de algarismos. *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a até nono e o cardinal de dez em diante:
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
ambos(as), novena. *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente
Classificação dos Numerais empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez
referência.
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância
um, dois, cem mil, etc. da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: comunitárias de seu bairro.
primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática.
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada: Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
dobro, triplo, quíntuplo, etc. um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
Leitura dos Numerais três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
Separando os números em centenas, de trás para frente, cinco quinto quíntuplo quinto
obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no seis sexto sêxtuplo sexto
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos sete sétimo sétuplo sétimo
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”. oito oitavo óctuplo oitavo

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APOSTILAS OPÇÃO
nove nono nônuplo nono Quando equivale a alguma coisa virá sempre antecedida
dez décimo décuplo décimo de artigo ou outro determinante, e receberá acento por ser
onze décimo primeiro - onze avos monossílabo tônico terminado em e. Como substantivo, designa
doze décimo segundo - doze avos também a 16ª letra de nosso alfabeto. Quando a palavra que for
treze décimo terceiro - treze avos substantivo, exercerá as funções sintáticas próprias dessa classe
catorze décimo quarto - catorze avos de palavra (sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo,
quinze décimo quinto - quinze avos etc.)
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos EX.: Há nisso um quê de mistério. (=alguma coisa)
dezessete décimo sétimo - dezessete avos Há paixões que dominam os impérios. (Sujeito)
dezoito décimo oitavo - dezoito avos Sofro as penas que eu próprio busquei… (Objeto direto)
dezenove décimo nono - dezenove avos A pessoa a que me referi, chegou. (Objeto indireto)
vinte vigésimo - vinte avos “Não conheço que fui no que hoje sou.” (Predicativo)
trinta trigésimo - trinta avos Que horas são? (Adjunto adnominal)
quarenta quadragésimo - quarenta avos O projeto a que sou favorável é este e não aquele.
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos (Complemento nominal)
sessenta sexagésimo - sessenta avos Esta é a escola em que estudo. (Adjunto adverbial)
setenta septuagésimo - setenta avos Encontrou-se a arma por que ela foi ferida. (Agente da
oitenta octogésimo - oitenta avos passiva)
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo 2- Pronome
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo Adjetivo interrogativo:
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo EX.: Que matérias você perdeu? (= quais)
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo Substantivo interrogativo:
setecentos septingentésimo - septingentésimo EX.: O que viste por onde viajaste? (= que coisa)
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo Adjetivo indefinido:
ou noningentésimo - nongentésimo EX.: Veja que horas são. (= quantas)
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo Substantivo indefinido:
bilhão bilionésimo - bilionésimo EX.: Não compreendo por que não me escutas. (= que
motivo)
Questões
Relativo:
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais” EX.: Os amigos que me restam são de data recente.
temos exemplos de numerais:
A) ordinais; 3 – Preposição (de)
B) cardinais; EX.: Ele tem que aparecer para conversar comigo.
C) fracionários; Doença é pior que todas as coisas.
D) romanos;
E) Nenhuma das alternativas. 4 – Advérbio de intensidade
Refere-se sempre a um adjetivo.
02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem
empregados. EX.: Que maravilhoso é o amor! (=quão)
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. Que difícil foi a conversa! (=quão)
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo.
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro. 5 – Interjeição
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono. EX.: Quê! Foi roubado!
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado.
6 – Partícula expletiva (ou de
03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90 realce)
são, respectivamente EX.: Quase que ela perdeu.
A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno, O último que chegar que feche a porta.
nongentésimo
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo 7 – Conjunção subordinativa
C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo
D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo Integrante:
EX.: É justo que ele pague pelo que fez.
Respostas
1-B / 2-D / 3-B Final:
EX.: Faço votos que seja feliz.
13. Funções do “que” e do “se”. Causal:
EX.: “Trevas, caí, que o dia é morto.”
“Antes que cases, olha o que fazes, que não é nó que
Funções do “Que” e do “Se” desates.”

Há muitas dúvidas quanto ao emprego do que e do se, pois Comparativa:


podem ser empregados em várias funções morfossintáticas. EX.: Os homens são menos detalhistas que as mulheres.
Portanto, iremos analisar cada termo individualmente, a fim de
que as análises se tornem mais claras. Temporal:

Funções do QUE EX.: “Porém já cinco sóis eram passados que dali nos
1 – Substantivo partíramos.”

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APOSTILAS OPÇÃO
Consecutiva: Questões
EX.: Estudou tanto, que acabou perdendo a hora
01. Na frase “Comentava-se muito sobre aquela senhora
Concessiva: misteriosa.” assinale a única alternativa correta quanto à função
EX.: Muito que ele come, nunca engorda. sintática do “SE”.
(A) partícula apassivadora espaço
8 – Conjunção coordenativa (B) agente da passiva espaço
(C) índice de indeterminação do sujeito
Aditiva: (D) sujeito
EX.: “Maravilha feita de Deus que não de humilde braço.” (E) objeto indireto

Explicativa: 02. “Na ata da reunião, registraram-se todas as opiniões dos


EX.: Não saiam, que vai chover. presentes.” Assinale a alternativa que apresenta corretamente a
classificação da partícula “SE”:
Adversativa: (A) índice de indeterminação do sujeito
EX.: Façam eles, que não eu. (B) pronome reflexivo (objeto direto)
(C) partícula apassivadora
Alternativa: (D) conjunção subordinativa integrante
EX.: Que permitam, que não permitam, irei vê-la. (E) palavra de realce

Funções do SE 03. No verso “se faz uma jangada”, o SE funciona como:


(A) pronome reflexivo
Funções morfológicas (B) índice de indeterminação do sujeito
(C) pronome apassivador
1 – Conjunção subordinativa (D) parte integrante do verbo
(E) pronome recíproco
Integrante:
EX.: Não sei se vocês já leram Guimarães Rosa. Respostas

Condicional: 01. (C) - Nesse caso, a partícula “se” exerce a função de índice
EX.: Se você pretende ser universitário, estude. de indeterminação do sujeito, porque está ligada a um verbo
transitivo indireto (comentar (sobre) a fim de indeterminar seu
Concessiva: sujeito.
EX.: “Se não teceu o Próprio enxoval, ganhou-o, fio a fio, no
tear.” 02. (C) - Reescritura da frase na voz passiva analítica: Todas
as opiniões dos presentes foram registradas.
Causal:
EX.: “Se a morte sabes dar com fogo e ferro, sabe também dar 03. (C) - Reescritura da frase na voz passiva analítica: uma
vida com clemência.” jangada é feita.

2 – Conjunção coordenativa alternativa


EX.: Se há lágrimas, se há risos, o amor brilha nos seus 14. Formação de palavras.
lábios.

3 – Pronome (ou partícula) apassivador


EX.: Nota-se que eles estão animados. Estrutura e formação das palavras

4 – Partícula (ou índice) de indeterminação do sujeito Observe as seguintes palavras:


EX.: Vive-se brigando nesta casa. escol-a
escol-ar
5- Parte integrante de verbo escol-arização
EX.: Ela se arrependeu de ter esperado tanto. escol-arizar
sub-escol-arização
6 – Partícula expletiva ou de realce (junto a verbos
intransitivos) Percebemos que há um elemento comum a todas elas: a
EX.: Passam-se os anos e nada mudou. forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis,
responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por
7 – Pronome Reflexivo: exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se escolar
EX.: Ele feriu-se gravemente. pelo acréscimo do elemento destacável: ar.
Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas
Recíproco: palavras que selecionamos, podemos depreender a existência
EX.: Abraçaram-se, mas já era tarde. de diferentes elementos formadores. Cada um desses elementos
formadores é uma unidade mínima de significação, um elemento
Funções sintáticas significativo indecomponível, a que damos o nome de morfema.

Como pronome, o se pode exercer as seguintes funções Classificação dos morfemas:


sintáticas de objeto direto, objeto indireto e sujeito de uma Radical
oração definitiva. Há um morfema comum a todas as palavras que estamos
EX.: Ela se trancou por dentro, calada, esperando. (Objeto analisando: escol-.
direto)
“O chefe reservou-se um objetivo ambicioso: a chaminé.” É esse morfema comum – o radical – que faz com que as
(Objeto indireto) consideremos palavras de uma mesma família de significação –
“Sofia deixou-se estar à janela.” (Sujeito) os cognatos. O radical é a parte da palavra responsável por sua
significação principal.
Fonte: http://www.diegomacedo.com.br/funcoes-do-que-e-do-se/

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APOSTILAS OPÇÃO
Afixos mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais
Como vimos, o acréscimo do morfema – ar - cria uma tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam
nova palavra a partir de escola. De maneira semelhante, vogal temática.
o acréscimo dos morfemas sub e arização à forma escol
criou subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam
afixos. três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações.
Quando são colocados antes do radical, como acontece Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira
com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como conjugação; aqueles cuja vogal temática é  -e pertencem à
arização, surgem depois do radical os afixos são chamados segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem à
de sufixos. terceira conjugação.
Prefixos e sufixos, além de operar mudança de classe  
gramatical, são capazes de introduzir modificações de primeira conjug. segunda conjug. terceira conjug.
significado no radical a que são acrescentados. govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra
atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse
Desinências realiz-a-sse mex-e-rá g-i-mos
Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas como
amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam. Essas Vogal ou consoante de ligação 
modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado
em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que
terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo
do verbo (amava, amara, amasse, por exemplo). possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um
Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indicam exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o - i - entre
as flexões das palavras. Esses morfemas sempre surgem no fim os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da palavra. Outros
das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. Há exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira,
desinências nominais e desinências verbais. chaleira, tricota.

Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos Processos de formação de palavras:


nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma opor as 1-) Composição
desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina. Haverá composição quando se juntarem dois ou mais
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de composição;
morfema –s, que indica o plural em oposição à ausência de justaposição e aglutinação.
morfema, que indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas; 1.1-) Justaposição: ocorre quando os elementos que
menino/meninos; menina/meninas. formam o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos:
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a desinência de Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol.
plural assume a forma -es: 1.2-) Aglutinação: ocorre quando os elementos que
mar/mares; formam o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde
revólver/revólveres; sua integridade sonora: Aguardente (água + ardente), planalto
cruz/cruzes. (plano + alto), pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre)

Desinências verbais: em nossa língua, as desinências Derivação por acréscimo de afixos 


verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que indicam É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivadas)
o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e aquelas que pela anexação de afixos à palavra primitiva. A derivação pode
indicam o número e a pessoa dos verbos (desinência número- ser: prefixal, sufixal e parassintética.
pessoais): 1-) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por
  cant-á-va-mos acréscimo de prefixo.
cant-á-sse-is In------ --feliz        des----------leal
cant: radical Prefixo radical  prefixo radical
cant: radical
-á-: vogal temática 2-) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por
-á-: vogal temática acréscimo de sufixo.
Feliz---- mente    leal------dade
-va-: desinência modo-temporal(caracteriza o pretérito Radical sufixo   radical sufixo
imperfeito do indicativo)
-sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito 3-) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo
imperfeito do subjuntivo) simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem o
-mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não “existiria”).
pessoa do plural) Por parassíntese formam-se principalmente verbos.
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda En-- -----trist- ----ecer
pessoa do plural) Prefixo radical  sufixo

Vogal temática en----- ---tard--- --ecer 


Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais, prefixo radical sufixo
surge sempre o morfema –a.
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado Outros tipos de derivação
de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo
o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que
acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva e a
apresentam vogais temáticas. derivação imprópria.
1-) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por
Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação
finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, triste, base, de substantivos derivados de verbos. Exemplo: A pesca está
combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que essas proibida. (pescar). Proibida a caça. (caçar)
terminações são desinências indicadoras de gênero, pois a mesa,
escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas 2-) Derivação imprópria:  a palavra nova (derivada)
vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural: é obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra

Língua Portuguesa 54
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APOSTILAS OPÇÃO
primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão somente instrução, de troca mútua e desenvolvimento. O processo de
na classe gramatical. comunicação consiste na transmissão de informação entre
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê deriva um emissor e um receptor que descodifica (interpreta) uma
da conjunção porque) determinada mensagem.
Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui, A mensagem é codificada num sistema de sinais definidos
substantivo) que podem ser gestos, sons, indícios, uma língua natural
(português, inglês, espanhol, etc.), ou outros códigos que
Outros processos de formação de palavras: possuem um significado (por exemplo, as cores do semáforo),
e transportada até o destinatário através de um canal de
- Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos comunicação (o meio por onde circula a mensagem, seja por
de línguas diferentes. carta, telefone, comunicado na televisão, etc.).
automóvel (auto: grego; móvel: latim) Nesse processo podem ser identificados os seguintes
sociologia (socio: latim; logia: grego) elementos: emissor, receptor, código (sistema de sinais) e canal
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego) de comunicação. Um outro elemento presente no processo
Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e- comunicativo é o ruído, caracterizado por tudo aquilo que afeta
formacao-de-palavras-i.htm o canal, perturbando a perfeita captação da mensagem (por
exemplo, falta de rede no celular).
- Abreviação vocabular, cujo traço peculiar manifesta- Quando a comunicação se realiza por meio de uma
se por meio da eliminação de um segmento de uma palavra linguagem falada ou escrita, denomina-se comunicação verbal.
no intuito de se obter uma forma mais reduzida, geralmente É uma forma de comunicação exclusiva dos seres humanos e a
aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos:  mais importante nas sociedades humanas.
As outras formas de comunicação que recorrem a sistemas
metropolitano – metrô de sinais não-linguísticos, como gestos, expressões faciais,
extraordinário – extra imagens, etc., são denominadas comunicação não-verbal.
otorrinolaringologista – otorrino Alguns ramos da comunicação são: a teoria da informação,
telefone – fone comunicação intrapessoal, comunicação interpessoal,
pneumático – pneu marketing, publicidade, propaganda, relações públicas, análise
do discurso, telecomunicações e Jornalismo.
- Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando O termo “comunicação” também é usado no sentido de
imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por exemplo: zum- ligação entre dois pontos, por exemplo, os meios de transporte
zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá. que fazem a comunicação entre duas cidades ou os meios
  técnicos de comunicação (telecomunicações).
- Siglas: As siglas são formadas pela combinação das
letras iniciais de uma sequência de palavras que constitui um Tipos de comunicação
nome. Por exemplo:IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e É possível classificar a comunicação conforme o número de
Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano). pessoas que estão envolvidas por ela.
As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não
ser que haja mais de três letras e  a sigla seja pronunciável sílaba Comunicação Intrapessoal = a pessoa se comunica com
por sílaba. Por exemplo: Unicamp, Petrobras.  ela mesma por meio de pensamentos, ou da escrita em diários
  pessoais.
Questões
Comunicação Interpessoal = refere-se à troca de
01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam informações entre duas pessoas. Pode ocorrer em conversas
pelo mesmo processo: presenciais, por carta, e-mail ou telefone.
A) ajoelhar / antebraço / assinatura
B) atraso / embarque / pesca Comunicação em Grupo = indica o processo de comunicação
C) o jota / o sim / o tropeço entre três pessoas ou mais. Acontece no ensino, em palestras,
D) entrega / estupidez / sobreviver teleconferências ou discursos.
E) antepor / exportação / sanguessuga
Comunicação de Massa = tem a pretensão de atingir um
02. A palavra “aguardente” formou-se por: grande público não especificamente identificado, é realizada de
A) hibridismo forma coletiva e não focalizada a uma única pessoa. É conhecida
B) aglutinação como sendo “um-para-muitos”, possibilitando respostas
C) justaposição limitadas do público. Exemplos desse tipo de comunicação:
D) parassíntese jornais, revistas, filmes e televisão.
E) derivação regressiva
Comunicação Dirigida = é caracterizada pela seleção prévia
Respostas de públicos (ou segmentos de mercado), ou seja, direciona-se a
01. (B) / 2. (B) um público homogêneo identificado (por exemplo, mala-direta
para um grupo de gestores).

15. Elementos de comunicação. Comunicação Integrada = por meio de uma única mensagem
ocorre a utilização de uma forma conjugada de todas as formas
de marketing, sendo elas: Publicidade e Propaganda, Venda
Pessoal, Promoção de Vendas, Relações Públicas, Assessoria
Comunicação de Imprensa, Marketing Direto e Internet. Todas essas áreas do
marketing irão contribuir de forma particular para o alcance dos
Comunicação é uma palavra derivada do termo latino objetivos.
“communicare”, que significa “partilhar, participar algo, tornar A comunicação integrada busca cercar o público-alvo em
comum”. todos os canais comunicativos existentes, por isso utilizam-se
Através da comunicação, os seres humanos e os animais diversos tipos de mídia ao mesmo tempo e de forma conjugada.
partilham diferentes informações entre si, tornando o ato de
comunicar uma atividade essencial para a vida em sociedade. Elementos da comunicação
Desde o princípio dos tempos, a comunicação foi de Todas as formas de comunicação envolvem os seguintes
importância vital, sendo uma ferramenta de integração, elementos:

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APOSTILAS OPÇÃO
Emissor – quem inicia o processo; sempre é claramente entendida e, mais importante, não existe a
Código – sinais para se construir uma mensagem; possibilidade do diálogo. A transmissão da informação é passiva.
Mensagem – aquilo que se quer comunicar; A comunicação verbal, ao contrário é mais poderosa e versátil.
Canal – o veículo que leva a mensagem;
Receptor – quem recebe, decodifica e interpreta o significado. COMUNICAÇÃO NÃO-VERBAL
Sabe-se que existe hoje um sistema de comunicação A comunicação verbal serve para transmitir informações
complexo, com transmissões de mensagens através de códigos entre indivíduos, tendo estas informações um caráter
variados, canais e veículos cada vez mais rápidos e eficientes. informativo. Já a comunicação não-verbal é caracterizada
pelo uso de gestos, da mímica, do olhar, da voz e dos sinais
Comunicação humana paralingüísticos, da organização espacial e da localização.
Estes, que são determinantes de uma relação interpessoal dos
Na comunicação humana, o código é a linguagem, que na indivíduos.
conversação é complementada por elementos da comunicação
não-verbal (gestos, expressões faciais, movimentos dos olhos Organização espacial
e do corpo, etc) e o canal utilizado é o ar que respiramos. No É a distância que separa o emissor do receptor e se acha
processo de conversação, existe o feedback, representado pela determinada por um conjunto de regras que refletem a mensagem
resposta do receptor no momento em que responde, o receptor e as interações dos interlocutores. O espaço é convencionado
inverte o processo e passa a ser o emissor, e aquele que antes por todo um sistema de sinais que varia conforme os grupos
emitia passa a ser o receptor, que irá decodificar e interpretar a sociais e culturais.
nova mensagem. É esta inversão do processo que permite a uma A distância é um grau regulador de intimidade na relação
pessoa saber se a outra entendeu a sua mensagem. dos interlocutores, ela exerce influência na transmissão da
informação pela utilização de diversos canais.
Linguagem
A linguagem é, ao mesmo tempo, uma função e um Localização
aprendizado: uma função no sentido de que todo ser humano A localização é um indicador do tipo de relação que a pessoa
normal fala e a linguagem constitui um instrumento necessário deseja ter com seu interlocutor, ela também modula a mensagem
para ele; um aprendizado, pois o sistema simbólico lingüístico, transmitida e indica status privilegiado. Indica também que
que a criança deve assimilar, é adquirido progressivamente estas pessoas gostariam ou detém um certo prazer no grupo.
pelo contato com o meio. Essa aquisição ocorre durante
toda a infância, no que o aprendizado da linguagem difere, Os gestos
fundamentalmente, do aprendizado da marcha ou da preensão, Os gestos precedem ou acompanham o comportamento
que constituem a seqüência necessária do desenvolvimento verbal. São controlados pelas normas sociais e estão ligados
biológico; A linguagem é um aprendizado cultural e está ligada aos modos. Cada emoção exprime-se num modelo postural que
ao meio da criança. reflete essa tensão ou esse relaxamento. Por exemplo, pessoas
em uma determinada postura que costumam freqüentemente
COMUNICAÇÃO VERBAL mexer um ou os dois pés, é um dos indicativos de ansiedade.
Existem inúmeras formas de se trocar informações, ou seja, Assim como a postura dos braços cruzados é um indicativo de
de se comunicar. Uma das mais eficazes para o ser humano é a fechamento racional.
comunicação verbal, que ocorre quando um grupo de indivíduos
com interesses comuns ou correlatos se reúne. A mímica
As mímicas são os “gestos do rosto”. Um observador pode ver
A comunicação oral no rosto informações sobre a personalidade e a história de seu
Em reuniões sociais, sejam elas formais ou informais, as interlocutor, mas isso gera também muitos erros.
informações são trocadas através da comunicação oral, a mais As mímicas são específicas do meio social, da região em que
importante para a transmissão das idéias. Existe a oportunidade a pessoa foi educada.
de aprofundar os detalhes de maior interesse relacionados Por exemplo, é comum o japonês sorrir quando está
à informação oferecida, bem como a possibilidade de se embaraçado, enquanto no brasileiro o sorrir é uma manifestação
obter a repetição ou o detalhamento de uma informação não comum de alegria.
completamente entendida. Podem também ser apresentadas
observações ou pontos de vista capazes de enriquecer a O olhar
informação inicial, tornado-a mais clara, concisa e completa. A expressão do olhar é tão variada e difícil de controlar que é
O desembaraço na conversa informal do dia a dia, pouco também difícil dominar as intenções mais ocultas.
tem a ver com o desempenho na comunicação verbal, como O olhar parece ter dupla função:
forma de intercambiar informações. É difícil para a maioria dos Indica a quem se dirige a comunicação.
profissionais de qualquer área, utilizar adequadamente essa Constitui um indício da atenção dada.
potente modalidade de comunicação. Isto é conseqüência do Não existe interação na comunicação sem troca de olhar, o
simples fato de que a formação e o treinamento das pessoas são contato com os olhos marca a interação intensa.
incompletos. Nós não somos ensinados a organizar e registrar o Um exemplo de interação feito com o do olhar é o do
nosso trabalho diário, analisá-lo criticamente, tirar conclusões e vendedor frente a seus clientes. Ele fixa o olhar no seu cliente
discuti-las de forma ordenada. submetendo a este uma condição de submissão na comunicação.
De um modo geral, as pessoas evitam falar em público,
por uma série de razões, como vergonha, medo de enfrentar a A voz e os sinais paralinguísticos
audiência, medo de não saber responder a alguma pergunta, A voz transmite aspectos da personalidade assim como
receio de parecer ridículo ou de dizer besteiras, etc. Essas estado de espírito da pessoa que se fala. Um indivíduo traz no
razões, contudo, não tem o menor fundamento; elas apenas seu registro e voz a marca quase irreversível de seu grupo social
servem para esconder a única e real razão: a falta de treino ou e cultural.
de familiaridade com a comunicação verbal. É perfeitamente O timbre de voz, o ritmo, a fluência, a intensidade dependem
normal que algumas pessoas pareçam mais naturais ou à do controle emotivo.
vontade do que outras, ao falar em grupo. A diferença, contudo,
reside apenas no quanto uns conseguem desligar dos falsos e CONCORDÂNCIA E DISCORDÂNCIA ENTRE A COMUNICAÇÃO
infundados receios e concentrar-se na comunicação. VERBAL E A COMUNICAÇÃO NÃO-VERBAL
O código verbal possui o objetivo de transmitir um conteúdo
A comunicação escrita de valor informativo. Já o código não verbal é quase sempre
A leitura, por mais atenta que possa ser, não tem o poder utilizado para manter a relação interpessoal.
de transmissão da informação que a comunicação verbal tem. Se houver concordância entre elas, o impacto da mensagem
Na leitura, o autor é desconhecido ou distante; a sua idéia nem é mais forte e a recepção é melhor.

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APOSTILAS OPÇÃO
Se houver discordância entre elas, ocorre uma desorientação A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.
do receptor, o sentido da mensagem é alterado e o conteúdo se
torna preponderante. Os termos da oração da língua portuguesa são classificados
Exemplo: uma pessoa ao dar um abraço numa criança em três grandes níveis:
demonstrando afeto por ela ao mesmo tempo que chama esta - Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
de querida e meiga, fortalece a mensagem. O mesmo não ocorre
se, ao dar o abraço, a pessoa chama a criança de chata. Para a - Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e
criança, o abraço será mais significativo e ela fará uma distorção Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente
da palavra chata. da Passiva).

Fontes: http://www.portaleducacao.com.br/marketing/ - Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal,


artigos/36851/tipos-de-comunicacao#ixzz3zyJfUYMH Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
http://www.significados.com.br/comunicacao/
http://pedagogiaaopedaletra.com/comunicacao-verbal-e-nao- Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais
verbal/ (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos:

16. Sintaxe: relações sintático- Sujeito Predicado


semânticas estabelecidas entre
Pobreza não é vileza.
orações, períodos ou parágrafos
(período simples e período Os sertanistas capturavam os índios.
composto por coordenação e Um vento áspero sacudia as árvores.
subordinação).
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica
uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao
Oração fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico
do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, (o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma
porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu
encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
período, completando um pensamento e concluindo o enunciado com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal,
através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o
casos, através de reticências. núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas:
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes - estabelecer concordância com o núcleo do predicado;
elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, - apresentar-se como elemento determinante em relação ao
não podem ser analisadas sintaticamente frases como: predicado;
- constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo
Socorro! ou, ainda, qualquer palavra substantivada.
Com licença!
Que rapaz impertinente! Exemplo:
Muito riso, pouco siso.
A padaria está fechada hoje.
Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como está fechada hoje: predicado nominal
partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado
ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração a padaria: sujeito
desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular
grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma
coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante,
predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo: ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição
A menina banhou-se na cachoeira. de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire
A menina – sujeito sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma
banhou-se na cachoeira – predicado sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado) Exemplo:

O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em As formigas invadiram minha casa.
número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara as formigas: sujeito = termo determinante
algo», «o tema do que se vai comunicar». invadiram minha casa: predicado = termo determinado
O predicado é a parte da oração que contém “a informação Há formigas na minha casa.
nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. sujeito: inexistente

Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma
algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse
seja, o predicado, é «é eterno». nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu,
Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa,
que identificamos por ser o termo que concorda em número e sua representação pode ser feita através de um substantivo, de
pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”. um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras,
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo.
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um Exemplos:
substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de Eu acompanho você até o guichê.
sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa
revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente: Vocês disseram alguma coisa?
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa
desembarcar.” (Aníbal Machado) Marcos tem um fã-clube no seu bairro.

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APOSTILAS OPÇÃO
Marcos: sujeito = substantivo próprio Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar.
Ninguém entra na sala agora.
ninguém: sujeito = pronome substantivo - Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o
O andar deve ser uma atividade diária. verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas.

Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa
oração substantiva subjetiva: língua.
Exemplos:
É difícil optar por esse ou aquele doce... É fácil este problema!
É difícil: oração principal Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.”
(José de Alencar)
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos: Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um
fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a
O sino era grande. nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª
Ela tem uma educação fina. pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade. Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos
Isto não me agrada. de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear,
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer fenômenos meteorológicos.
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um
voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar) segmento extraído da estrutura interna das orações ou das
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse
O sujeito pode ser: sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico
que estabelece concordância com outro termo essencial
Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos; da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou
“Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.” subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal).
Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo
cavalo nadavam ao lado da canoa.” que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua
Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno
amanhã. da concordância entre esses dois termos essenciais da oração.
Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando Então têm por características básicas: apresentar-se como
não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito.
saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) Exemplo:
aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito:
vocês) Carolina conhece os índios da Amazônia.
Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo sujeito: Carolina = termo determinante
fertiliza o Egito. predicado: conhece os índios da Amazônia = termo
Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa determinado
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso;
Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se Nesses exemplos podemos observar que a concordância é
açudes. (= Açudes foram construídos.) estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos
Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa essenciais. No primeiro exemplo, entre “Carolina” e “conhece”;
por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos no segundo exemplo, entre “nós” e “fazemos”. Isso se dá porque
dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, isto
trancou-se no quarto. é, que são responsáveis pela principal informação naquele
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da
a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso,
bem naquele restaurante. temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um
nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por
Observações: um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu
- Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou
- Sujeito formado por pronome indefinido não é termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o
indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do
Ninguém lhe telefonou. predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos:
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com Minha empregada é desastrada.
admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De predicado: é desastrada
qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.” núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo tipo de predicado: nominal
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O
pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito. O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo
Pode ser omitido junto de infinitivos. do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou
Aqui vive-se bem. característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.)
Devagar se vai ao longe. funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.
Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.

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APOSTILAS OPÇÃO
A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido.
predicado: demoliu nosso antigo prédio As orações formadas com verbos intransitivos não podem
núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o “transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos
sujeito passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com
tipo de predicado: verbal o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento)
Os manifestantes desciam a rua desesperados. - “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim)
predicado: desciam a rua desesperados - “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias)
núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o - “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo
sujeito; desesperados = atributo do sujeito que já morreu...” (Ciro dos Anjos)
tipo de predicado: verbo-nominal
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer,
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
responsável também por definir os tipos de elementos que chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta
para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto
é necessário um complemento que, juntamente com o verbo, é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo:
constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar,
forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
do predicado. Comprei um terreno e construí a casa.
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, “Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por Maricá)
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos: “Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.”
(Guedes de Amorim)
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os
depois de algozes) que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) Consideramos o caso extraordinário.
“A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina Inês trazia as mãos sempre limpas.
Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) O povo chamava-os de anarquistas.
Julgo Marcelo incapaz disso.
Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo
forma o predicado. Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem
Há verbos que, por natureza, tem sentido completo, ser usados também na voz passiva; Outra característica desses
podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes
de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo: o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente
As flores murcharam. com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico:
Os animais correm. arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta;
As folhas caem. tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos
diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar,
Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar,
o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar,
predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos: receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.

João puxou a rede. Transitivos Indiretos: são os que reclamam um


“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara complemento regido de preposição, chamado objeto indireto.
Resende) Exemplos:
“Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.” “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma
(Camilo Castelo Branco) adolescente.” (Ciro dos Anjos)
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou, neutros.” (Érico Veríssimo)
invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas: “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José
puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê? Américo)
Os verbos de predicação completa denominam-se “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.”
intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os (José Geraldo Vieira)
verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos,
transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa
(bitransitivos). distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe,
Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe,
uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem-
ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal, lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir
relacionando o predicativo com o sujeito. os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele,
pois têm sentido completo. depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc.
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis) Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar) a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.” pouco mais, usados também como transitivos diretos: João
(Marquês de Maricá) paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado,
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como
Observações: Os verbos intransitivos podem vir atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua

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APOSTILAS OPÇÃO
vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira. ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta;
(tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado
variam de significação conforme sejam usados como transitivos considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo
diretos ou indiretos. inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas
vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da
Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele
dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente. choque com o mundo me causara.”
Exemplos:
No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres. Termos Integrantes da Oração
A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Oferecemos flores à noiva. Chamam-se termos integrantes da oração os que completam
Ceda o lugar aos mais velhos. a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram,
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à
De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou compreensão do enunciado. São os seguintes:
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na - Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto);
formação do predicado nominal. Exemplos: - Complemento Nominal;
A Terra é móvel. - Agente da Passiva.
A água está fria.
O moço anda (=está) triste. Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação
A Lua parecia um disco. incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos:
As plantas purificaram o ar.
Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de “Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais Procurei o livro, mas não o encontrei.
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por Ninguém me visitou.
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto
transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente. O objeto direto tem as seguintes características:
(aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria - Completa a significação dos verbos transitivos diretos;
dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma - Normalmente, não vem regido de preposição;
princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com - Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um
dificuldades.; Parece que vai chover. verbo ativo: Caim matou Abel.
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação por Caim.
fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam
na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos: O objeto direto pode ser constituído:
O homem anda. (intransitivo) - Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador
O homem anda triste. (de ligação) cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável.
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos:
O cego não vê. (intransitivo) Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto) espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.;
Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto) “Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar
Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto) quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na
Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de
objeto. plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do
livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos
Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo, meus escritos?”
um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um
verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos: Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando-
A bandeira é o símbolo da Pátria. se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma
A mesa era de mármore. esfera semântica:
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.”
Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na (Vivaldo Coaraci)
constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos: “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal
O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava Machado)
atrasado.) “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado
O menino abriu a porta ansioso. de Assis)
Todos partiram alegres. Em tais construções é de rigor que o objeto venha
acompanhado de um adjunto.
Observações: O predicativo subjetivo às vezes está
preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto
mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem
estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre
verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes, principalmente:
os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas - Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico:
coisas.; Onde está a criança que fui? Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto
um verbo transitivo. Exemplos: hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o
O juiz declarou o réu inocente. seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”.
O povo elegeu-o deputado. - Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos;
Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento
exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com
certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente aquele homem a quem na realidade também temia, como todos
se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se ali”.

Língua Portuguesa 60
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APOSTILAS OPÇÃO
- Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em
que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é
construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.; impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a adjuntos adverbiais.
um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro?
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa
eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos
companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos:
duas criaturas que só tinham uma à outra”. Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço-
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a
todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”. só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao
direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os
conheço desde os seus mais tenros anos”. obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro quem conto são poucas.
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a
ambos...”. Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a representado pelos substantivos (ou expressões substantivas)
pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a,
outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos com, contra, de, em, para e por.
outros.; A quantos a vida ilude!.
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar) Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto,
da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase.
livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”; Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa
“Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões,
da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”
a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”
Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos,
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição.
do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono, Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao
quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe, mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”;
lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê- “Ah, não fosse ele surdo à minha voz!”
lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com
verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões Observações: O complemento nominal representa o
ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um
a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de
expressão. assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor
de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas
Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de
ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no complementar verbos, complementa nomes (substantivos,
início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que
pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a
chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos: verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo;
O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa. perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais,
O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem. obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc.
“Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado)
Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz
Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo
preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa, passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos
ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal: frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos
“Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era
significação dos verbos: conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.”

- Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou
à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma. pelos pronomes:
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): As flores são umedecidas pelo orvalho.
Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.
vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a
verdade ao moço.) O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz
ativa:
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva)
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente A multidão aclamava a rainha. (voz ativa)
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta; Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável. Observações:
Frase de forma passiva analítica sem complemento agente
Observações: Há verbos que podem construir-se com dois expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado
objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade.
Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para (Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas.
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto (Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara

Língua Portuguesa 61
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APOSTILAS OPÇÃO
o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos substantivo:
pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele Foram os dois, ele e ela.
pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
ruas. (certo)
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases
Termos Acessórios da Oração seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do
sujeito:
Termos acessórios são os que desempenham na oração Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de
determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São cores.
três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
adverbial e aposto. Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo
Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia;
(Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc.
– vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?”
adnominal). (Graciliano Ramos)
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às
mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, vezes, está elíptico. Exemplos:
este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço, Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto; Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da
Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade, alma humana.
posse, origem, fim ou outra especificação:
- presente de rei (=régio): qualidade O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem tempestade iminente.
- fio de aço, casa de madeira: matéria O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
Um aposto pode referir-se a outro aposto:
Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do
por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)
o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do
presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto
de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor é, a saber, ou da preposição acidental como:
de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O
adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai,
o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém não são banhados pelo mar.
ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo, Este escritor, como romancista, nunca foi superado.
declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das O aposto que se refere a objeto indireto, complemento
matas, cheiro de petróleo, amor de mãe. nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:

Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica “Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das
o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas coisas.” (Raquel Jardim)
numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.
é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.;
Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.; Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título,
Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou
esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às a coisa personificada a que nos dirigimos:
vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu
pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria
de repente. de Lourdes Teixeira)
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes Assis)
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não “Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela)
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa.
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio, prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso,
assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade
adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de
complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj. apelo (ó, olá, eh!):
adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano)
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, “Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!”
desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos: (Graciliano Ramos)
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio. “Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” Castelo Branco)
(Carlos Drummond de Andrade) O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.
O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome

Língua Portuguesa 62
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APOSTILAS OPÇÃO
Questões As orações independentes de um período são chamadas
de orações coordenadas (OC), e o período formado só de
01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade orações coordenadas é chamado de período composto por
em: coordenação.
(A) pode aprender e assimilar MUITA coisa As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e
(B) enfrentamos MUITAS novidades sindéticas.
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes - As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando
(E) assumimos MUITO conflito e confusão não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há OCA OCA OCA
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são
respectivamente: “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
(A) sujeito – objeto direto; Assis)
(B) sujeito – aposto; “A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
(C) objeto direto – aposto; (Antônio Olavo Pereira)
(D) objeto direto – objeto direto; “O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
(E) objeto direto – complemento nominal. (Coelho Neto)

03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto - As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm
indireto. introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana) O homem saiu do carro / e entrou na casa.
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca OCA OCS
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando
Pessoa) As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas
/ Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de que as introduzem. Pode ser:
Guimarães)
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para mas também, não só... mas ainda.
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa) Saí da escola / e fui à lanchonete.
OCA OCS Aditiva
Respostas
01. D\02. C\03. D Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à
Período oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.

Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um A doença vem a cavalo e volta a pé.
período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de As pessoas não se mexiam nem falavam.
interrogação ou com reticências. “Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até
O período é simples quando só traz uma oração, chamada nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma (Machado de Assis)
oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração - Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas,
absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.) porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.

Existe uma maneira prática de saber quantas orações há Estudei bastante / mas não passei no teste.
num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num OCA OCS Adversativa
período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as
locuções verbais nele existentes. Exemplos: Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração) que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações) uma conjunção coordenativa adversativa.
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
oração) A espada vence, mas não convence.
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções “É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
verbais, duas orações)
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
Há três tipos de período composto: por coordenação, por por isso, pois, logo.
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo
tempo (também chamada de misto). Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
OCA OCS Conclusiva
Período Composto por Coordenação – Orações
Coordenadas Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração
Considere, por exemplo, este período composto: anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos
de infância. Vives mentindo; logo, não mereces fé.
1ª oração: Passeamos pela praia Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.
2ª oração: brincamos
3ª oração: recordamos os tempos de infância - Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou,
As três orações que compõem esse período têm sentido ora... ora, seja... seja, quer... quer.
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática:
elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra OCA OCS Alternativa
sintaticamente.
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma

Língua Portuguesa 63
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APOSTILAS OPÇÃO
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,
com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo
coordenativa alternativa. menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele
Venha agora ou perderá a vez. é classificado como período composto por subordinação. As
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de orações subordinadas são classificadas de acordo com a função
Assis) que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço
muito caro.” (Renato Inácio da Silva) Orações Subordinadas Adverbiais
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.”
(Luís Jardim) As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas
que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, (OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa
porque, pois, porquanto. que as introduz:
Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
OCA OCS Explicativa - Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação visto que.
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa Não fui à escola / porque fiquei doente.
explicativa. OP OSA Causal

Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã. O tambor soa porque é oco.
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
Veríssimo) Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
Questões Sousa)

01. Relacione as orações coordenadas por meio de - Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a
conjunções: ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se,
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram. contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. Irei à sua casa / se não chover.
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. OP OSA Condicional
  
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos
das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de: ofensores.
(A) causa Se o conhecesses, não o condenarias.
(B) explicação “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de
(C) conclusão Andrade)
(D) proporção A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência
(E) comparação tenha êxito.
  - Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da
03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
sublinhada pode indicar uma ideia de: Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais
(A) concessão que, mesmo que.
(B) oposição Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
(C) condição OP OSA Concessiva
(D) lugar Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que
(E) consequência ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente.
Respostas Embora não possuísse informações seguras, ainda assim
arriscou uma opinião.
01. Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando
Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram. ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria. Por mais que gritasse, não me ouviram.
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
  - Conformativas: Expressam a conformidade de um fato
02. E\03. C com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
Período Composto por Subordinação OP OSA Conformativa

Observe os termos destacados em cada uma destas orações: O homem age conforme pensa.
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal) Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.
Todos querem sua participação. (objeto direto) Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação.
causa)
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao
Veja, agora, como podemos transformar esses termos em que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim
orações com a mesma função sintática: que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que).
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.
com função de adjunto adnominal) OP OSA Temporal
Todos querem / que você participe. (oração subordinada
com função de objeto direto) Formiga, quando quer se perder, cria asas.
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração “Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se
subordinada com função de adjunto adverbial de causa) esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti)
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma de Maricá)

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APOSTILAS OPÇÃO
Enquanto foi rico, todos o procuravam. O fiscal verificou se tudo estava em ordem.
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É
que, porque (=para que), que. aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)
OP OSA Final Necessito / de que você me ajude.
OP OSS Objetiva Indireta
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.”
(Marquês de Maricá) Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. viagem.)
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = Aconselha-o a que trabalhe mais.
para que) Daremos o prêmio a quem o merecer.
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as Lembre-se de que a vida é breve.
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
para que não deixasse) - Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= É importante / que você colabore.
porque), pois que, visto que. OP OSS Subjetiva
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
OP OSA Consecutiva A oração subjetiva geralmente vem:
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José ele voltará amanhã.
J. Veiga) - depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude - depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
prolongar minha viagem. ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com da reunião.
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como,
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é
menos ou mais). necessária.)
Ela é bonita / como a mãe. Parece que a situação melhorou.
OP OSA Comparativa Aconteceu que não o encontrei em casa.
Importa que saibas isso bem.
A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.”
(Marquês de Maricá) - Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro. É aquela que exerce a função de complemento nominal de um
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua
Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz inocência. (complemento nominal)
daquele olhar. Estou convencido / de que ele é inocente.
OP OSS Completiva Nominal
Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão
subentendido o verbo ser (como a mãe é). dele.)
- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona Estava ansioso por que voltasses.
proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. Sê grato a quem te ensina.
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.”
mais, quanto menos. (Graciliano Ramos)
Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
OSA Proporcional OP - Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal,
À medida que se vive, mais se aprende. vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando. felicidade. (predicativo)
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai O importante é / que você seja feliz.
diminuindo. OP OSS Predicativa

Orações Subordinadas Substantivas Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.)
Minha esperança era que ele desistisse.
As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.
que, num período, exercem funções sintáticas próprias de Não sou quem você pensa.
substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
integrantes que e se. Elas podem ser: - Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício
aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração do país. (aposto)
principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto) Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do
O grupo quer / que você ajude. país.
OP OSS Objetiva Direta OP OSS Apositiva

O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma
mestre exigia a presença de todos.) coisa: a sua felicidade)
Mariana esperou que o marido voltasse. Só lhe peço isto: honre o nosso nome.
Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de

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APOSTILAS OPÇÃO
que virias a morrer...” (Osmã Lins) devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e
oculto?” (Machado de Assis) passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo,
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois- conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação
pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração da oração desenvolvida.
principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a
saúde, tornou-se realidade. Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, OSA Temporal
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal,
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos: reduzida de infinitivo.
Não sei quando ele chegou.
Diga-me como resolver esse problema. Precisando de ajuda, telefone-me.
Se precisar de ajuda, / telefone-me.
Orações Subordinadas Adjetivas OSA Condicional
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem condicional, reduzida de gerúndio.
a função de adjunto adnominal de algum termo da oração
principal. Observe como podemos transformar um adjunto Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
adnominal em oração subordinada adjetiva: Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) vestiário.
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada OSA Temporal
adjetiva) Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
reduzida de particípio.
As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas
por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem Observações:
ser classificadas em:
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de
referem. Exemplo: desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. cidade.
OP OSA Restritiva - O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica Exemplos:
o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não Preciso terminar este exercício.
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar. Ele está jantando na sala.
Essa casa foi construída por meu pai.
Pedra que rola não cria limo. - Uma oração coordenada também pode vir sob a forma
Os animais que se alimentam de carne chamam-se reduzida. Exemplo:
carnívoros. O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração
escreveram. coordenada sindética aditiva)
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de
Mariano) gerúndio.
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas
quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser
referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a
restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo: diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome
O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na
novo livro. oração principal, que traz o efeito.
OP OSA Explicativa OP Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes,
Deus, que é nosso pai, nos salvará. imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria. Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por
Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho. coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra.
Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado. Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito.
Orações Reduzidas Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O
Observe que as orações subordinadas eram sempre período agora é composto por coordenação, pois a oração
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou
apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela
que se apresentam com o verbo numa das formas nominais ter chorado.
(infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto.
- Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês. OP OSA Comparativa OSA Condicional
(infinitivo)
- Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio) Questões
- Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
(particípio) 01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava
para ser mãe”, a oração destacada é:
As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das (A) subordinada substantiva objetiva indireta
formas nominais são chamadas de reduzidas. (B) subordinada substantiva completiva nominal
Para classificar a oração que está sob a forma reduzida, (C) subordinada substantiva predicativa

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APOSTILAS OPÇÃO
(D) coordenada sindética conclusiva concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
(E) coordenada sindética explicativa vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.

02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. 5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de
realidade.” A oração sublinhada é: um candidato se inscreveu no concurso de piadas.  
(A) adverbial conformativa Observação:
(B) adjetiva - No caso da referida expressão aparecer repetida ou
(C) adverbial consecutiva associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
(D) adverbial proporcional necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um
(E) adverbial causal aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de
doação de alimentos. 
03.“Esses produtos podem ser encontrados nos Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características de formatura. 
adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de 6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos
consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi um dos
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em que atuaram na Copa América.
(A) para se encaixarem.
(B) para seu encaixotamento. 7) Em casos relativos à concordância com locuções
(C) para que se encaixassem. pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
(D) para que se encaixem. quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos
(E) para que se encaixariam. atermos a duas questões básicas:
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural,
Respostas o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
01. B\02. A\03. D concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos.
/ Alguns de nós o receberão.
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso
17. Concordância verbal e no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum
nominal. de nós o receberá.  

8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome


Concordância Verbal “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:   
Ao falarmos sobre a  concordância verbal, estamos nos Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. / Fomos
referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo nós quem contamos toda a verdade para ela.
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes
principais desse processo são representados pelo sujeito, que no 9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha “que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa
a função de subordinado.  palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. /
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza- Em casa sou eu que decido tudo.   
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número
e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno 10) No caso de o sujeito aparecer representado por
chegou expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:   
singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso 50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50%
(ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram do eleitorado apoiou a decisão.
atrasados. Observações:
Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. - Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram
eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito a decisão da diretoria 50% dos funcionários.     
simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos:  - Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular:
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.  
Casos referentes a sujeito simples - Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.  50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 

2) Nos casos referentes a sujeito representado por 11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira
singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos. pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das
Observação: homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.  
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. que os determinam:
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser,
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, este permanece no singular, contanto que o predicativo também
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas é uma
uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar criação de Machado de Assis.   
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também
que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência
dos alunos resolveram ficar. mundial.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo potência mundial. 

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APOSTILAS OPÇÃO
Casos referentes a sujeito composto A frase em que se respeitam as normas de concordância
verbal é:
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas (A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando atraem.
relacionado a dois pressupostos básicos: (B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as atraem.
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. (C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá nos atraem.
flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. (D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos
Tu e ele são primos. atraem.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto nos atraem.
ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
filhos compareceram ao evento.   03. Uma pergunta

3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este Frequentemente cabe aos detentores de cargos de
poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves
no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos. consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com decisão: - Quem sofrerá?
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do considerar.
mundo. (Salvador Nicola, inédito)

5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no
ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá singular para preencher adequadamente a lacuna da frase:
permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória, (A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de
minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço. corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de (B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o
meu esforço. peso de suas mais graves decisões.
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer)
Questões tomar decisões sem medir suas consequências.
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar)
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual sobrevir consequências imprevistas e injustas.
alternativa? (E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em humana.
breve, o ultrapassará. Respostas
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos 01. C\02. A\03. C
que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode Concordância Nominal
comê-las sem receio!
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos
janela do hotel! demais termos da oração para que concordem em gênero e
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o
02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos
posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos
nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato concordam em gênero e número com o substantivo.
de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos - A pequena criança é uma gracinha.
sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações
cotidianas com os outros. Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato geral mostrada acima.
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam
com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna. a) Um adjetivo após vários substantivos
Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um 1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela ou concorda com o substantivo mais próximo.
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao - Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
alguma coisa que também quer se expressar.
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima - Ela tem pai e mãe louros.
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os - Ela tem pai e mãe loura.
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas 3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que para o plural.
as sentem. - O homem e o menino estavam perdidos.
(Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis,
2005. p 250) b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais

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APOSTILAS OPÇÃO
próximo. As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da
Comi delicioso almoço e sobremesa. cidade.
Provei deliciosa fruta e suco.
2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: m) Meio
concorda com o mais próximo ou vai para o plural. 1- Como advérbio: invariável.
Estavam feridos o pai e os filhos. Estou meio (um pouco) insegura.
Estava ferido o pai e os filhos. 2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo. n) Só
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 1- apenas, somente (advérbio): invariável.
2- coloca o substantivo no plural. Só consegui comprar uma passagem.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. 2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.
d) Pronomes de tratamento
1 - sempre concordam com a 3ª pessoa. Questões
Vossa Santidade esteve no Brasil.
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado nominal:
1 - Concordam com o substantivo a que se referem. (A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
As cartas estão anexas. (B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam
A bebida está inclusa. encontros semanais com os diversos interessados no assunto.
Precisamos de nomes próprios. (C) Alguma solução é necessária, e logo!
Obrigado, disse o rapaz. (D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) não pode prosperar.
1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no (E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D.
singular e o adjetivo no plural. João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de
Renato advogou um e outro caso fáceis. Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. certa autonomia econômica.

g) É bom, é necessário, é proibido 02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier gênero, número ou pessoa):
precedido de artigo ou outro determinante. (A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a
Canja é bom. / A canja é boa. diferença.”
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. (B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada (C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às
é proibida. cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã.
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de
h) Muito, pouco, caro longe...
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. (E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais
Comi muitas frutas durante a viagem. compreensivo.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros. 03. A concordância nominal está INCORRETA em:
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o
2- Como advérbios: são invariáveis. envolvimento da empresa.
Comi muito durante a viagem. (B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. desnecessária.
Comprei caro os sapatos. (C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa
e a campanha.
i) Mesmo, bastante (D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
1- Como advérbios: invariáveis desnecessárias.
Preciso mesmo da sua ajuda. Respostas
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. 01. D\02. D\03. B

2- Como pronomes: seguem a regra geral.


Seus argumentos foram bastantes para me convencer. 18. Regência verbal e nominal.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.

j) Menos, alerta
1- Em todas as ocasiões são invariáveis. Regência Verbal e Nominal
Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas. Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que
ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.
k) Tal Qual Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido
consequente. desejado, que sejam corretas e claras.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. Regência Verbal

l) Possível Termo Regente:  VERBO


1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor”
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre
A mais possível das alternativas é a que você expôs. os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).

Língua Portuguesa 69
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APOSTILAS OPÇÃO
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais).
conhecermos as diversas significações que um verbo pode Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição.  Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
Observe: Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou Verbos Transitivos Indiretos
prazer”, satisfazer. Os verbos transitivos indiretos são complementados por
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
Logo, conclui-se que “agradar  alguém” é diferente de preposição para o estabelecimento da relação de regência.
“agradar a alguém”. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que
podem atuar como objetos indiretos são  o “lhe”, o “lhes”, para
Saiba que: substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como
O conhecimento do uso adequado das preposições é um complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
também nominal). As preposições são capazes de modificar oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os pronomes átonos lhe, lhes. 
exemplos:
Cheguei ao metrô. Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
Cheguei no metrô. a) Consistir - Tem complemento introduzido pela
preposição “em”.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei todos.
no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é introduzidos pela preposição “a”.
muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
cotidiana de alguns verbos, e a regência culta. Eles desobedeceram às leis do trânsito.
c) Responder - Tem complemento introduzido pela
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é quem” ou “ao que” se responde.
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes Respondi ao meu patrão.
formas em frases distintas. Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Verbos Intransitivos Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos analítica. Veja:
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. O questionário foi respondido corretamente.
a) Chegar, Ir Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para introduzidos pela preposição “com”.
indicar destino ou direção são: a, para. Antipatizo com aquela apresentadora.
Fui ao teatro. Simpatizo com os que condenam os políticos que governam
      Adjunto Adverbial de Lugar para uma minoria privilegiada.

Ricardo foi para a Espanha. Verbos Transitivos Diretos e Indiretos


                  Adjunto Adverbial de Lugar Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados
b) Comparecer de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido grupo:
por em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último Agradecer, Perdoar e Pagar
jogo. São verbos que apresentam objeto direto
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
Verbos Transitivos Diretos Veja os exemplos:
Os verbos transitivos diretos são complementados por Agradeço    aos ouvintes         a audiência.
objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para                    Objeto Indireto      Objeto Direto
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador.
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,                                                                  Obj. Direto       Objeto Indireto
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir Paguei      o débito        ao cobrador.
as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,                Objeto Direto      Objeto Indireto
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
sons nasais), enquanto  lhe e lhes são, quando complementos - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com
verbais, objetos indiretos. particular cuidado. Observe:
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, Agradeci o presente. / Agradeci-o.
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar, Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, Paguei minhas contas. / Paguei-as.
socorrer, suportar, ver, visitar. Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar: Informar
Amo aquele rapaz. / Amo-o. - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
Amo aquela moça. / Amo-a. indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Informe os novos preços aos clientes.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
preços)

Língua Portuguesa 70
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APOSTILAS OPÇÃO
- Na utilização de pronomes como complementos, veja as 2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter
construções: como ambição.
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre elas)
eles) Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa,
Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe”
seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir. e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o
exemplo:
Comparar Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento ASSISTIR
indireto. 1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança. assistência a, auxiliar. Por Exemplo:
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
Pedir As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa. 2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar,
Pedi-lhe                 favores. estar presente, caber, pertencer.
Objeto Indireto    Objeto Direto
                                      Exemplos:
Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio. Assistimos ao documentário.
Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva Não assisti às últimas sessões.
                                                           Objetiva Direta Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é
Saiba que: intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar
1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem introduzido pela preposição “em”.
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No Assistimos numa conturbada cidade.
entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver
subentendida. CHAMAR
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. 1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar,
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma solicitar a atenção ou a presença de.
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
ir entregar-lhe os catálogos em casa). Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
2) A construção  “dizer para”,  também muito usada
popularmente, é igualmente considerada incorreta. 2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
Preferir preposicionado ou não.
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto A torcida chamou o jogador mercenário.
indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo: A torcida chamou ao jogador mercenário.
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. A torcida chamou o jogador de mercenário.
Prefiro trem a ônibus. A torcida chamou ao jogador de mercenário.
Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um CUSTAR
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente 1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor
no próprio verbo (pre). ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Frutas e verduras não deveriam custar muito.
Mudança de Transitividade versus Mudança de
Significado 2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
transitivo indireto.
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, Muito custa          viver tão longe da família.
apresentam mudança de significado. O conhecimento das             Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico        Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo
muito importante, pois além de permitir a correta interpretação
de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude.
quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:         Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
        Indireto                                     Reduzida de Infinitivo
AGRADAR
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que
acariciar. atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa.
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada Observe o exemplo abaixo:
quando o revê. Custei para entender o problema. 
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia Forma correta: Custou-me entender o problema.
não perde oportunidade de agradá-lo.
IMPLICAR
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado 1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido
pela preposição “a”. a) dar a entender, fazer supor, pressupor
O cantor não agradou aos presentes. Suas atitudes implicavam um firme propósito.
O cantor não lhes agradou.
b)  Ter como consequência, trazer como consequência,
ASPIRAR acarretar, provocar
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um
(o ar), inalar. povo.
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer,

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APOSTILAS OPÇÃO
envolver Regência Nominal
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.    
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo,
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa
indireto e rege com preposição “com”. relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo
Implicava com quem não trabalhasse arduamente. da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes
apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que
PROCEDER derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos,
1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo:
ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se, Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja:
adjunto adverbial de modo.
As afirmações da testemunha procediam, não havia como Obedecer a algo/ a alguém.
refutá-las. Obediente a algo/ a alguém.
Você procede muito mal.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição” da preposição ou preposições que os regem. Observe-os
de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela atentamente e procure, sempre que possível, associar esses
preposição “a”) é transitivo indireto. nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.
O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames. Substantivos
O delegado procederá ao inquérito. Admiração a, por
Devoção a, para, com, por
QUERER Medo a, de
1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter Aversão a, para, por
vontade de, cobiçar. Doutor em
Querem melhor atendimento. Obediência a
Queremos um país melhor. Atentado a, contra
Dúvida acerca de, em, sobre
2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição, Ojeriza a, por
estimar, amar. Bacharel em
Quero muito aos meus amigos. Horror a
Ele quer bem à linda menina. Proeminência sobre
Despede-se o filho que muito lhe quer. Capacidade de, para
Impaciência com
VISAR Respeito a, com, para com, por
1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar,
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. Adjetivos
O homem visou o alvo. Acessível a
O gerente não quis visar o cheque. Diferente de
Necessário a
2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como Acostumado a, com
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Entendido em
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Nocivo a
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar Afável com, para com
público. Equivalente a
Questões Paralelo a
Agradável a
01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego Escasso de
correto da regência do verbo, EXCETO: Parco em, de
(A) Faço entrega em domicílio. Alheio a, de
(B) Eles assistem o espetáculo. Essencial a, para
(C) João gosta de frutas. Passível de
(D) Ana reside em São Paulo. Análogo a
(E) Pedro aspira ao cargo de chefe. Fácil de
Preferível a
02. Assinale a opção em que o verbo Ansioso de, para, por
chamar é empregado com o mesmo sentido que Fanático por
apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara, Prejudicial a
Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”: Apto a, para
(A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria; Favorável a
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo; Prestes a
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo; Ávido de
(D) o chefe chamou-os para um diálogo franco; Generoso com
(E) mandou chamar o médico com urgência. Propício a
Benéfico a
03. A regência verbal está correta na alternativa: Grato a, por
(A) Ela quer namorar com o meu irmão. Próximo a
(B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé. Capaz de, para
(C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor. Hábil em
(D) É preferível ir a pé a ir de carro. Relacionado com
Compatível com
Respostas Habituado a
01. B\02. A\03. D Relativo a
Contemporâneo a, de

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APOSTILAS OPÇÃO
Idêntico a - Pronomes indefinidos:
Quem me disse isso?
Advérbios Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
Longe de Perto de
- Pronomes demonstrativos:
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir Isso me deixa muito feliz!
o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
paralelamente a; relativa a; relativamente a.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php - Preposição seguida de gerúndio:
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
Questões indicado à pesquisa escolar.

01. Assinale a alternativa em que a preposição “a” não deva - Conjunção subordinativa:
ser empregada, de acordo com a regência nominal. Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
(A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento.
(B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão. Ênclise
(C) Sirlene tem horror ____ aves.
(D) O diretor está ávido ____ melhores metas. A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não
(E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A
população. ênclise vai acontecer quando:

02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto...... - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
simpatia. Amem-se uns aos outros.
(A) a, por, menos Sigam-me e não terão derrotas.
(B) do que, por, menos
(C) a, para, menos - O verbo iniciar a oração:
(D) do que, com, menos Diga-lhe que está tudo bem.
(E) do que, para, menos Chamaram-me para ser sócio.

03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição
seguidos pela mesma preposição: “a”:
(A) ávido, bom, inconsequente Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
(B) indigno, odioso, perito Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
(C) leal, limpo, oneroso
(D) orgulhoso, rico, sedento - O verbo estiver no gerúndio:
(E) oposto, pálido, sábio Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de
despreocupada.
Respostas Despediu-se, beijando-me a face.
01. D\02. A\03. D
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no
19. Colocação pronominal. mesmo instante.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
Mesóclise
Colocação dos Pronomes Oblíquos
Átonos A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no
futuro do presente ou no futuro do pretérito:
De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se
colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais realizará)
oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
referem. proposta a você)
Fontes:
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php
lhes, nos e vos. http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal.
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na htm
oração em relação ao verbo:
Questões
1. próclise: pronome antes do verbo
2. ênclise: pronome depois do verbo 01. Considerada a norma culta escrita, há correta substituição
3. mesóclise: pronome no meio do verbo de estrutura nominal por pronome em:
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço-
Próclise lhes antecipadamente.
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: verbo fabricar se extraiu-lhe.
- Palavras com sentido negativo: (C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os.
Nada me faz querer sair dessa cama. (D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de
Não se trata de nenhuma novidade. conhecê-las.
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela.
- Advérbios:
Nesta casa se fala alemão. 02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em
Naquele dia me falaram que a professora não veio. “Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser
- Pronomes relativos: (A) Basta apresenta-lo.
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. (B) Basta apresentar-lhe.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. (C) Basta apresenta-lhe.

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APOSTILAS OPÇÃO
(D) Basta apresentá-la.  Maria perguntou:
(E) Basta apresentá-lo. - Por que você não toma uma decisão?

03. Em qual período, o pronome átono que substitui o Ponto de Exclamação


sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a 1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
norma-padrão? súplica, etc.
(A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – - Sim! Claro que eu quero me casar com você!
conhecia-o
(B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça Mauá 2- Depois de interjeições ou vocativos
– tinha encontrado-o. - Ai! Que susto!
(C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro no - João! Há quanto tempo!
Museu – relatá-las-ão.
(D) Quem explicou às crianças as histórias de seus Ponto de Interrogação
antepassados? – explicou-lhes. Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia de “- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)
um museu virtual – Lhes vinham perguntando. Reticências
1- Indica que palavras foram suprimidas.
Respostas - Comprei lápis, canetas, cadernos...
01. D/02. E/03. C
2- Indica interrupção violenta da frase.
20. Emprego dos sinais de “- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
pontuação e sua função no
texto. 3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
- Este mal... pega doutor?

Pontuação 4- Indica que o sentido vai além do que foi dito


- Deixa, depois, o coração falar...
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar Vírgula
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais Não se usa vírgula
funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua *separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se
portuguesa. diretamente entre si:

Ponto a) entre sujeito e predicado.


1- Indica o término do discurso ou de parte dele. Todos os alunos da sala    foram advertidos. 
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que Sujeito                            predicado
se encontra.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite. b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores. 
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.              V.T.D.I.              O.D.                      O.I.

2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr. c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto
adnominal.
Ponto e Vírgula ( ; ) A surpreendente reação do governo contra os sonegadores
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma despertou reações entre os empresários.
importância. adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal
-  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de Usa-se a vírgula:
nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
- Para marcar intercalação:
2- Separa partes de frases que já estão separadas por a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância,
vírgulas. vem caindo de preço.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
e cobertor. produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir
decreto de lei, etc. mão dos lucros altos.
- Ir ao supermercado;
- Pegar as crianças na escola; - Para marcar inversão:
- Caminhada na praia; a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
- Reunião com amigos. Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
Dois pontos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
1- Antes de uma citação c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: de 1982.

2- Antes de um aposto - Para separar entre si elementos coordenados (dispostos


- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde em enumeração):
e calor à noite. Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a - Para marcar elipse (omissão) do verbo:
rotina de sempre. Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.

4- Em frases de estilo direto - Para isolar:

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APOSTILAS OPÇÃO
- o aposto: Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um principais são:
trânsito caótico.
- Palavras de transição: são palavras responsáveis pela
- o vocativo: coesão do texto, estabelecem a interrelação entre os enunciados
Ora, Thiago, não diga bobagem. (orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções,
alguns advérbios e locuções adverbiais.
Questões
Veja algumas palavras e expressões de transição e seus
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está respectivos sentidos:
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da - inicialmente (começo, introdução)
língua portuguesa. - primeiramente (começo, introdução)
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, - primeiramente (começo, introdução)
experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou - antes de tudo (começo, introdução)
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse - desde já (começo, introdução)
ajudar a revelar quem era a sua dona. - além disso (continuação)
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora - do mesmo modo (continuação)
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou - acresce que (continuação)
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse - ainda por cima (continuação)
ajudar a revelar quem era a sua dona. - bem como (continuação)
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora - outrossim (continuação)
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou - enfim (conclusão)
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse - dessa forma (conclusão)
ajudar a revelar quem era a sua dona. - em suma (conclusão)
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora - nesse sentido (conclusão)
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou - portanto (conclusão)
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse - afinal (conclusão)
ajudar a revelar quem era a sua dona. - logo após (tempo)
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, - ocasionalmente (tempo)
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou - posteriormente (tempo)
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse - atualmente (tempo)
ajudar a revelar quem era a sua dona. - enquanto isso (tempo)
- imediatamente (tempo)
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a - não raro (tempo)
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas - concomitantemente (tempo)
da frase abaixo: - igualmente (semelhança, conformidade)
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem - segundo (semelhança, conformidade)
ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho - conforme (semelhança, conformidade)
oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter. - quer dizer (exemplificação, esclarecimento)
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula - rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento).
B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula; Ex.: A prática de atividade física é essencial ao nosso
C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui uma melhor
D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; qualidade de vida.
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
- Coesão por referência: existem palavras que têm a função
Resposta de fazer referência, são elas:
1-C 2-C - pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os...
- pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso...
- pronomes demonstrativos: este, esse, aquele...
21. Elementos de coesão. - pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo...
- pronomes relativos: que, o qual, onde...
- advérbios de lugar: aqui, aí, lá...
Coesão
Ex.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal
Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de resultado demonstra que ela se esforçou bastante para alcançar
um texto, como descreve Marina Cabral. Percebemos tal definição o objetivo que tanto almejava.
quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases
e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao - Coesão por substituição: substituição de um nome (pessoa,
outro. objeto, lugar etc.), verbos, períodos ou trechos do texto por uma
Os elementos de coesão determinam a transição de ideias palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a
entre as frases e os parágrafos. repetição no corpo do texto.

Observe a coesão presente no texto a seguir: Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha”;
“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos”;
política agrária do país, porque consideram injusta a atual João Paulo II: Sua Santidade;
distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura Vênus: A Deusa da Beleza.
considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o
projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem- Ex.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária.
terra.” Não é por acaso que o “Poeta dos Escravos” é considerado o mais
JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala Educacional, importante da geração a qual representou.
2007, p. 566
Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados
As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do agrupados em conjuntos.
texto, podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do
texto. Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/redacao/coesao.htm

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APOSTILAS OPÇÃO
Questões de respostas a epidemias e pandemias foi dissolvido e integrado
01. a outros. Muitos profissionais experimentados deixaram seus
Texto 1 – Bem tratada, faz bem cargos.
Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para
Sérgio Magalhães, O Globo reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais foram
limitados e mal liderados.
O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: “O O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais
carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a reversão possível enfrentá-lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS.
cultural que se deu no consumo do tabaco? Tornou-se crucial estabelecer um comando central na África
Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. Este Ocidental, com representantes dos países afetados.
jornal, em uma série de reportagens, nestes dias, mostrou o Espera-se também maior comprometimento das potências
privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo ao mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França,
transporte coletivo. Surpreendentemente, houve entrevistado que possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e Guiné,
que opinou favoravelmente, valorizando Los Angeles – um caso respectivamente.
típico de cidade rodoviária e dispersa. A comunidade internacional tem diante de si um desafio
Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez.
geração com o futuro da humanidade e contra o aquecimento Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo perdido conta
global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é agente a favor da doença.
básico. (A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a
poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.) (Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/
O transporte também esteve no centro dos protestos de opiniao/2014/09/1512104-editorial-corrida-contra-o-ebola.shtml:
junho de 2013. Lembremos: ele está interrelacionado com a Acesso em: 08/09/2014)
moradia, o emprego, o lazer. Como se vê, não faltam razões para
o debate do tema. Assinale a opção em que se indica, INCORRETAMENTE, o
referente do termo em destaque.
“Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.” (A) “quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual” (5º§) –
organização
Substituindo o termo destacado por uma oração (B) “A agência passou a dar mais ênfase” (6º§) – OMS
desenvolvida, a forma correta e adequada seria: (C) “Pesa contra o órgão da ONU”(7º§) – OMS
(A) para que se debatesse o tema; (D) “Seus esforços iniciais foram limitados” (7º§) – gravidade
(B) para se debater o tema; da situação
(C) para que se debata o tema; (E) “A comunidade tem diante de si” (10º§) – comunidade
(D) para debater-se o tema; internacional
(E) para que o tema fosse debatido. Respostas
01. (C)/02. (C)/03. (D)
02. “A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a
poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito”. 22. Função textual dos vocábulos.
A oração em forma desenvolvida que substitui correta e
adequadamente o gerúndio “advertindo” é: 23. Variação linguística.
(A) com a advertência de;
(B) quando adverte;
(C) em que adverte; Variação Linguística
(D) no qual advertia;
(E) para advertir. “Há uma grande diferença se fala um deus ou um herói; se
um velho amadurecido ou um jovem impetuoso na flor da idade;
03. Texto III - Corrida contra o ebola se uma matrona autoritária ou uma dedicada; se um mercador
errante ou um lavrador de pequeno campo fértil (...)”
Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África
Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional, Todas as pessoas que falam uma determinada língua
mas nada sugere que as medidas até agora adotadas para refrear conhecem as estruturas gerais, básicas, de funcionamento
o avanço da doença tenham sido eficazes. podem sofrer variações devido à influência de inúmeros fatores.
Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 contaminações Tais variações, que às vezes são pouco perceptíveis e outras vezes
registradas neste ano ocorreram nas últimas três semanas, bastante evidentes, recebem o nome genérico de variedades ou
e as mais de 2.000 mortes atestam a força da enfermidade. A variações linguísticas.
escalada levou o diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção Nenhuma língua é usada de maneira uniforme por todos os
de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a afirmar que a epidemia seus falantes em todos os lugares e em qualquer situação. Sabe-
está fora de controle. se que, numa mesma língua, há formas distintas para traduzir o
O vírus encontrou ambiente propício para se propagar. mesmo significado dentro de um mesmo contexto. Suponham-
De um lado, as condições sanitárias e econômicas dos países se, por exemplo, os dois enunciados a seguir:
afetados são as piores possíveis. De outro, a Organização
Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade Veio me visitar um amigo que eu morei na casa dele faz
um contingente expressivo de profissionais para atuar nessas tempo.
localidades afetadas. Veio visitar-me um amigo em cuja casa eu morei há anos.
Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica Qualquer falante do português reconhecerá que os dois
por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da entidade enunciados pertencem ao seu idioma e têm o mesmo sentido,
vêm de contribuições compulsórias dos países-membros – o mas também que há diferenças. Pode dizer, por exemplo, que o
restante é formado por doações voluntárias. segundo é de uma pessoa mais “estudada”.
A crise econômica mundial se fez sentir também nessa área, Isso é prova de que, ainda que intuitivamente e sem saber
e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão de seu orçamento dar grandes explicações, as pessoas têm noção de que existem
bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para comparação, o CDC muitas maneiras de falar a mesma língua. É o que os teóricos
dos EUA contou, somente no ano de 2013, com cerca de US$ 6 chamam de variações linguísticas.
bilhões. As variações que distinguem uma variante de outra se
Os cortes obrigaram a OMS a fazer escolhas difíceis. A agência manifestam em quatro planos distintos, a saber: fônico,
passou a dar mais ênfase à luta contra enfermidades globais morfológico, sintático e lexical.
crônicas, como doenças coronárias e diabetes. O departamento

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APOSTILAS OPÇÃO
Variações Fônicas - a mistura de tratamento entre tu e você, sobretudo quando
se trata de verbos no imperativo: Entra, que eu quero falar com
São as que ocorrem no modo de pronunciar os sons você (em vez de contigo); Fala baixo que a sua (em vez de tua)
constituintes da palavra. Os exemplos de variação fônica são voz me irrita.
abundantes e, ao lado do vocabulário, constituem os domínios - ausência de concordância do verbo com o sujeito: Eles
em que se percebe com mais nitidez a diferença entre uma chegou tarde (em grupos de baixa extração social); Faltou
variante e outra. Entre esses casos, podemos citar: naquela semana muitos alunos; Comentou-se os episódios.
- a queda do “r” final dos verbos, muito comum na linguagem
oral no português: falá, vendê, curti (em vez de curtir), compô. Variações Léxicas
- o acréscimo de vogal no início de certas palavras: eu me
alembro, o pássaro avoa, formas comuns na linguagem clássica, É o conjunto de palavras de uma língua. As variantes
hoje frequentes na fala caipira. do plano do léxico, como as do plano fônico, são muito
- a queda de sons no início de palavras: ocê, cê, ta, tava, numerosas e caracterizam com nitidez uma variante em
marelo (amarelo), margoso (amargoso), características na confronto com outra. Eis alguns, entre múltiplos exemplos
linguagem oral coloquial. possíveis de citar:
- a redução de proparoxítonas a paroxítonas: Petrópis - a escolha do adjetivo maior em vez do advérbio muito
(Petrópolis), fórfi (fósforo), porva (pólvora), todas elas formas para formar o grau superlativo dos adjetivos, características da
típicas de pessoas de baixa condição social. linguagem jovem de alguns centros urbanos: maior legal; maior
- A pronúncia do “l” final de sílaba como “u” (na maioria das difícil; Esse amigo é um carinha maior esforçado.
regiões do Brasil) ou como “l” (em certas regiões do Rio Grande - as diferenças lexicais entre Brasil e Portugal são tantas e, às
do Sul e Santa Catarina) ou ainda como “r” (na linguagem vezes, tão surpreendentes, que têm sido objeto de piada de lado
caipira): quintau, quintar, quintal; pastéu, paster, pastel; faróu, a lado do Oceano. Em Portugal chamam de cueca aquilo que no
farór, farol. Brasil chamamos de calcinha; o que chamamos de fila no Brasil,
- deslocamento do “r” no interior da sílaba: largato, preguntar, em Portugal chamam de bicha; café da manhã em Portugal se
estrupo, cardeneta, típicos de pessoas de baixa condição social. diz pequeno almoço; camisola em Portugal traduz o mesmo que
chamamos de suéter, malha, camiseta.
Variações Morfológicas
Designações das Variantes Lexicais:
São as que ocorrem nas formas constituintes da palavra.
Nesse domínio, as diferenças entre as variantes não são - Arcaísmo: diz-se de palavras que já caíram de uso e, por
tão numerosas quanto as de natureza fônica, mas não são isso, denunciam uma linguagem já ultrapassada e envelhecida.
desprezíveis. Como exemplos, podemos citar: É o caso de reclame, em vez de anúncio publicitário; na década
- o uso do prefixo hiper- em vez do sufixo -íssimo para criar de 60, o rapaz chamava a namorada de broto (hoje se diz gatinha
o superlativo de adjetivos, recurso muito característico da ou forma semelhante), e um homem bonito era um pão; na
linguagem jovem urbana: um cara hiper-humano (em vez de linguagem antiga, médico era designado pelo nome físico; um
humaníssimo), uma prova hiperdifícil (em vez de dificílima), um bobalhão era chamado de coió ou bocó; em vez de refrigerante
carro hiperpossante (em vez de possantíssimo). usava-se gasosa; algo muito bom, de qualidade excelente, era
- a conjugação de verbos irregulares pelo modelo dos supimpa.
regulares: ele interviu (interveio), se ele manter (mantiver), se
ele ver (vir) o recado, quando ele repor (repuser). - Neologismo: é o contrário do arcaísmo. Trata-se de palavras
- a conjugação de verbos regulares pelo modelo de recém-criadas, muitas das quais mal ou nem entraram para os
irregulares: vareia (varia), negoceia (negocia). dicionários. A moderna linguagem da computação tem vários
- uso de substantivos masculinos como femininos ou vice- exemplos, como escanear, deletar, printar; outros exemplos
versa: duzentas gramas de presunto (duzentos), a champanha extraídos da tecnologia moderna são mixar (fazer a combinação
(o champanha), tive muita dó dela (muito dó), mistura do cal de sons), robotizar, robotização.
(da cal).
- a omissão do “s” como marca de plural de substantivos e - Estrangeirismo: trata-se do emprego de palavras
adjetivos (típicos do falar paulistano): os amigo e as amiga, os emprestadas de outra língua, que ainda não foram
livro indicado, as noite fria, os caso mais comum. aportuguesadas, preservando a forma de origem. Nesse caso,
- o enfraquecimento do uso do modo subjuntivo: Espero há muitas expressões latinas, sobretudo da linguagem jurídica,
que o Brasil reflete (reflita) sobre o que aconteceu nas últimas tais como: habeas-corpus (literalmente, “tenhas o corpo” ou,
eleições; Se eu estava (estivesse) lá, não deixava acontecer; Não mais livremente, “estejas em liberdade”), ipso facto (“pelo
é possível que ele esforçou (tenha se esforçado) mais que eu. próprio fato de”, “por isso mesmo”), ipsis litteris (textualmente,
“com as mesmas letras”), grosso modo (“de modo grosseiro”,
Variações Sintáticas “impreciso”), sic (“assim, como está escrito”), data venia (“com
sua permissão”).
Dizem respeito às correlações entre as palavras da frase. No As palavras de origem inglesas são inúmeras: insight
domínio da sintaxe, como no da morfologia, não são tantas as (compreensão repentina de algo, uma percepção súbita), feeling
diferenças entre uma variante e outra. Como exemplo, podemos (“sensibilidade”, capacidade de percepção), briefing (conjunto
citar: de informações básicas), jingle (mensagem publicitária em
- o uso de pronomes do caso reto com outra função que não forma de música).
a de sujeito: encontrei ele (em vez de encontrei-o) na rua; não Do francês, hoje são poucos os estrangeirismos que ainda não
irão sem você e eu (em vez de mim); nada houve entre tu (em se aportuguesaram, mas há ocorrências: hors-concours (“fora
vez de ti) e ele. de concurso”, sem concorrer a prêmios), tête-à-tête (palestra
- o uso do pronome lhe como objeto direto: não lhe (em vez particular entre duas pessoas), esprit de corps (“espírito de
de “o”) convidei; eu lhe (em vez de “o”) vi ontem. corpo”, corporativismo), menu (cardápio), à la carte (cardápio
- a ausência da preposição adequada antes do pronome “à escolha do freguês”), physique du rôle (aparência adequada à
relativo em função de complemento verbal: são pessoas que (em caracterização de um personagem).
vez de: de que) eu gosto muito; este é o melhor filme que (em vez
de a que) eu assisti; você é a pessoa que (em vez de em que) eu - Jargão: é o vocabulário típico de um campo profissional
mais confio. como a medicina, a engenharia, a publicidade, o jornalismo.
- a substituição do pronome relativo “cujo” pelo pronome No jargão médico temos uso tópico (para remédios que não
“que” no início da frase mais a combinação da preposição “de” devem ser ingeridos), apneia (interrupção da respiração), AVC
com o pronome “ele” (=dele): É um amigo que eu já conhecia a ou acidente vascular cerebral (derrame cerebral). No jargão
família dele (em vez de cuja família eu já conhecia). jornalístico chama-se de gralha, pastel ou caco o erro tipográfico

Língua Portuguesa 77
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APOSTILAS OPÇÃO
como a troca ou inversão de uma letra. A palavra lide é o nome usá-la numa situação informal (conversando com alguns amigos,
que se dá à abertura de uma notícia ou reportagem, onde se por exemplo).
apresenta sucintamente o assunto ou se destaca o fato essencial. Da comparação entre as frases 1 e 2, podemos concluir que
Quando o lide é muito prolixo, é chamado de nariz-de-cera. Furo as condições sociais influem no modo de falar dos indivíduos,
é notícia dada em primeira mão. Quando o furo se revela falso, gerando, assim, certas variações na maneira de usar uma mesma
foi uma barriga. Entre os jornalistas é comum o uso do verbo língua. A elas damos o nome de variações sócio-culturais.
repercutir como transitivo direto: __ Vá lá repercutir a notícia
de renúncia! (esse uso é considerado errado pela gramática - Geográfica: é, no Brasil, bastante grande e pode ser
normativa). facilmente notada. Ela se caracteriza pelo acento linguístico, que
é o conjunto das qualidades fisiológicas do som (altura, timbre,
- Gíria: é o vocabulário especial de um grupo que não intensidade), por isso é uma variante cujas marcas se notam
deseja ser entendido por outros grupos ou que pretende marcar principalmente na pronúncia. Ao conjunto das características
sua identidade por meio da linguagem. Existe a gíria de grupos da pronúncia de uma determinada região dá-se o nome de
marginalizados, de grupos jovens e de segmentos sociais de sotaque: sotaque mineiro, sotaque nordestino, sotaque gaúcho
contestação, sobretudo quando falam de atividades proibidas. A etc. A variação geográfica, além de ocorrer na pronúncia, pode
lista de gírias é numerosíssima em qualquer língua: ralado (no também ser percebida no vocabulário, em certas estruturas de
sentido de afetado por algum prejuízo ou má-sorte), ir pro brejo frases e nos sentidos diferentes que algumas palavras podem
(ser malsucedido, fracassar, prejudicar-se irremediavelmente), assumir em diferentes regiões do país.
cara ou cabra (indivíduo, pessoa), bicha (homossexual Leia, como exemplo de variação geográfica, o trecho abaixo,
masculino), levar um lero (conversar). em que Guimarães Rosa, no conto “São Marcos”, recria a fala de
um típico sertanejo do centro-norte de Minas:
- Preciosismo: diz-se que é preciosista um léxico
excessivamente erudito, muito raro, afetado: Escoimar (em vez “__ Mas você tem medo dele... [de um feiticeiro chamado
de corrigir); procrastinar (em vez de adiar); discrepar (em vez Mangolô!].
de discordar); cinesíforo (em vez de motorista); obnubilar (em __ Há-de-o!... Agora, abusar e arrastar mala, não faço. Não
vez de obscurecer ou embaçar); conúbio (em vez de casamento); faço, porque não paga a pena... De primeiro, quando eu era moço,
chufa (em vez de caçoada, troça). isso sim!... Já fui gente. Para ganhar aposta, já fui, de noite, foras
d’hora, em cemitério... (...). Quando a gente é novo, gosta de fazer
- Vulgarismo: é o contrário do preciosismo, ou seja, o uso de bonito, gosta de se comparecer. Hoje, não, estou percurando é
um léxico vulgar, rasteiro, obsceno, grosseiro. É o caso de quem sossego...”
diz, por exemplo, de saco cheio (em vez de aborrecido), se ferrou
(em vez de se deu mal, arruinou-se), feder (em vez de cheirar - Histórica: as línguas não são estáticas, fixas, imutáveis.
mal), ranho (em vez de muco, secreção do nariz). Elas se alteram com o passar do tempo e com o uso. Muda a
forma de falar, mudam as palavras, a grafia e o sentido delas.
Tipos de Variação Essas alterações recebem o nome de variações históricas.
Os dois textos a seguir são de Carlos Drummond de Andrade.
Não tem sido fácil para os estudiosos encontrar para as Neles, o escritor, meio em tom de brincadeira, mostra como a
variantes linguísticas um sistema de classificação que seja língua vai mudando com o tempo. No texto I, ele fala das palavras
simples e, ao mesmo tempo, capaz de dar conta de todas as de antigamente e, no texto II, fala das palavras de hoje.
diferenças que caracterizam os múltiplos modos de falar dentro
de uma comunidade linguística. O principal problema é que Texto I
os critérios adotados, muitas vezes, se superpõem, em vez de
atuarem isoladamente. Antigamente
As variações mais importantes, para o interesse do concurso
público, são os seguintes: Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram
todas mimosas e prendadas. Não fazia anos; completavam
- Sócio-Cultural: Esse tipo de variação pode ser percebido primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo não sendo
com certa facilidade. Por exemplo, alguém diz a seguinte frase: rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam
longos meses debaixo do balaio. E se levantam tábua, o remédio
“Tá na cara que eles não teve peito de encará os ladrão.” (frase era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em outra freguesia. (...) Os
1) mais idosos, depois da janta, faziam o quilo, saindo para tomar a
fresca; e também tomava cautela de não apanhar sereno. Os mais
Que tipo de pessoa comumente fala dessa maneira? Vamos jovens, esses iam ao animatógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo,
caracterizá-la, por exemplo, pela sua profissão: um advogado? chupando balas de alteia. Ou sonhavam em andar de aeroplano;
Um trabalhador braçal de construção civil? Um médico? Um os quais, de pouco siso, se metiam em camisas de onze varas, e até
garimpeiro? Um repórter de televisão? em calças pardas; não admira que dessem com os burros n’agua.
E quem usaria a frase abaixo? (...) Embora sem saber da missa a metade, os presunçosos
queriam ensinar padre-nosso ao vigário, e com isso punham a mão
“Obviamente faltou-lhe coragem para enfrentar os ladrões.” em cumbuca. Era natural que com eles se perdesse a tramontana.
(frase 2) A pessoa cheia de melindres ficava sentida com a desfeita que lhe
Sem dúvida, associamos à frase 1 os falantes pertencentes faziam quando, por exemplo, insinuavam que seu filho era artioso.
a grupos sociais economicamente mais pobres. Pessoas que, Verdade seja que às vezes os meninos eram mesmo encapetados;
muitas vezes, não frequentaram nem a escola primária, ou, chegavam a pitar escondido, atrás da igreja. As meninas, não:
quando muito, fizeram-no em condições não adequadas. verdadeiros cromos, umas teteias.
Por outro lado, a frase 2 é mais comum aos falantes que (...) Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os
tiveram possibilidades sócio-econômicas melhores e puderam, meninos, lombrigas; asthma os gatos, os homens portavam
por isso, ter um contato mais duradouro com a escola, com a ceroulas, bortinas a capa de goma (...). Não havia fotógrafos, mas
leitura, com pessoas de um nível cultural mais elevado e, dessa retratistas, e os cristãos não morriam: descansavam.
forma, “aperfeiçoaram” o seu modo de utilização da língua. Mas tudo isso era antigamente, isto é, doutora.
Convém ficar claro, no entanto, que a diferenciação feita
acima está bastante simplificada, uma vez que há diversos Texto II
outros fatores que interferem na maneira como o falante escolhe
as palavras e constrói as frases. Por exemplo, a situação de uso Entre Palavras
da língua: um advogado, num tribunal de júri, jamais usaria a Entre coisas e palavras – principalmente entre palavras –
expressão “tá na cara”, mas isso não significa que ele não possa circulamos. A maioria delas não figura nos dicionários de há trinta

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APOSTILAS OPÇÃO
anos, ou figura com outras acepções. A todo momento impõe-se linguagem escrita, em geral, que o grau de formalidade é mais
tornar conhecimento de novas palavras e combinações. tenso.
Você que me lê, preste atenção. Não deixe passar nenhuma - Estilo Informal (ou coloquial): aquele em que se fala com
palavra ou locução atual, pelo seu ouvido, sem registrá-la. despreocupação e espontaneidade, em que o grau de reflexão
Amanhã, pode precisar dela. E cuidado ao conversar com seu avô; sobre o que se diz é mínimo. É na linguagem oral íntima e
talvez ele não entenda o que você diz. familiar que esse estilo melhor se manifesta.
O malote, o cassete, o spray, o fuscão, o copião, a Vemaguet, a Como exemplo de estilo coloquial vem a seguir um pequeno
chacrete, o linóleo, o nylon, o nycron, o ditafone, a informática, a trecho da gravação de uma conversa telefônica entre duas
dublagem, o sinteco, o telex... Existiam em 1940? universitárias paulistanas de classe média, transcrito do livro
Ponha aí o computador, os anticoncepcionais, os mísseis, a Tempos Linguísticos, de Fernando Tarallo. As reticências
motoneta, a Velo-Solex, o biquíni, o módulo lunar, o antibiótico, o indicam as pausas.
enfarte, a acupuntura, a biônica, o acrílico, o ta legal, a apartheid,
o som pop, as estruturas e a infraestrutura. Eu não sei tem dia... depende do meu estado de espírito, tem
Não esqueça também (seria imperdoável) o Terceiro Mundo, dia que minha voz... mais ta assim, sabe? taquara rachada? Fica
a descapitalização, o desenvolvimento, o unissex, o bandeirinha, o assim aquela voz baixa. Outro dia eu fui lê um artigo, lê?! Um
mass media, o Ibope, a renda per capita, a mixagem. menino lá que faiz pós-graduação na, na GV, ele me, nóis ficamo
Só? Não. Tem seu lugar ao sol a metalinguagem, o até duas hora da manhã ele me explicando toda a matéria de
servomecanismo, as algias, a coca-cola, o superego, a Futurologia, economia, das nove da noite.
a homeostasia, a Adecif, a Transamazônica, a Sudene, o Incra, a
Unesco, o Isop, a Oea, e a ONU. Como se pode notar, não há preocupação com a pronúncia
Estão reclamando, porque não citei a conotação, o nem com a continuidade das ideias, nem com a escolha das
conglomerado, a diagramação, o ideologema, o idioleto, o ICM, palavras. Para exemplificar o estilo formal, eis um trecho
a IBM, o falou, as operações triangulares, o zoom, e a guitarra da gravação de uma aula de português de uma professora
elétrica. universitária do Rio de Janeiro, transcrito do livro de Dinah
Olhe aí na fila – quem? Embreagem, defasagem, barra tensora, Callou. A linguagem falada culta na cidade do Rio de Janeiro. As
vela de ignição, engarrafamento, Detran, poliéster, filhotes de pausas são marcadas com reticências.
bonificação, letra imobiliária, conservacionismo, carnet da girafa,
poluição. o que está ocorrendo com nossos alunos é uma fragmentação
Fundos de investimento, e daí? Também os de incentivos do ensino... ou seja... ele perde a noção do todo... e fica com uma
fiscais. Knon-how. Barbeador elétrico de noventa microrranhuras. série... de aspectos teóricos... isolados... que ele não sabe vincular
Fenolite, Baquelite, LP e compacto. Alimentos super congelados. a realidade nenhuma de seu idioma... isto é válido também para
Viagens pelo crediário, Circuito fechado de TV Rodoviária. Argh! a faculdade de letras... ou seja... né? há uma série... de conceitos
Pow! Click! teóricos... que têm nomes bonitos e sofisticados... mas que... na
Não havia nada disso no Jornal do tempo de Venceslau Brás, ou hora de serem empregados... deixam muito a desejar...
mesmo, de Washington Luís. Algumas coisas começam a aparecer
sob Getúlio Vargas. Hoje estão ali na esquina, para consumo geral. Nota-se que, por tratar-se de exposição oral, não há o grau
A enumeração caótica não é uma invenção crítica de Leo Spitzer. de formalidade e planejamento típico do texto escrito, mas trata-
Está aí, na vida de todos os dias. Entre palavras circulamos, se de um estilo bem mais formal e vigiado que o da menina ao
vivemos, morremos, e palavras somos, finalmente, mas com que telefone.
significado?
(Carlos Drummond de Andrade, Poesia e prosa,
Rio de Janeiro, Nova Aguiar, 1988) Anotações
- De Situação: aquelas que são provocadas pelas alterações
das circunstâncias em que se desenrola o ato de comunicação.
Um modo de falar compatível com determinada situação é
incompatível com outra:

Ô mano, ta difícil de te entendê.

Esse modo de dizer, que é adequado a um diálogo em situação


informal, não tem cabimento se o interlocutor é o professor em
situação de aula.
Assim, um único indivíduo não fala de maneira uniforme
em todas as circunstâncias, excetuados alguns falantes da
linguagem culta, que servem invariavelmente de uma linguagem
formal, sendo, por isso mesmo, considerados excessivamente
formais ou afetados.
São muitos os fatores de situação que interferem na fala de
um indivíduo, tais como o tema sobre o qual ele discorre (em
princípio ninguém fala da morte ou de suas crenças religiosas
como falaria de um jogo de futebol ou de uma briga que tenha
presenciado), o ambiente físico em que se dá um diálogo (num
templo não se usa a mesma linguagem que numa sauna), o grau
de intimidade entre os falantes (com um superior, a linguagem
é uma, com um colega de mesmo nível, é outra), o grau de
comprometimento que a fala implica para o falante (num
depoimento para um juiz no fórum escolhem-se as palavras,
num relato de uma conquista amorosa para um colega fala-se
com menos preocupação).
As variações de acordo com a situação costumam ser
chamadas de níveis de fala ou, simplesmente, variações de estilo
e são classificadas em duas grandes divisões:
- Estilo Formal: aquele em que é alto o grau de reflexão sobre
o que se diz, bem como o estado de atenção e vigilância. É na

Língua Portuguesa 79
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APOSTILAS OPÇÃO

Língua Portuguesa 80
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RACIOCÍNIO LÓGICO E MATEMÁTICO

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APOSTILAS OPÇÃO

Observe que a todas as frases podemos atribuir um valor


lógico (V ou F).
A Lógica matemática adota como regra fundamental dois
princípios (ou axiomas):
I – PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição não
pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.
1. Resolução de Problemas II – PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda proposição
envolvendo raciocínio lógico OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre um desses
- matemático (proposições, casos, NUNCA existindo um terceiro caso.
conectivos, equivalência e
Valores lógicos das proposições
implicação lógica, argumentos
válidos). Chamamos de valor lógico de uma proposição a verdade, se
a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se a proposição é
falsa (F). Designamos as letras V e F para abreviarmos os valores
CONCEITOS LÓGICOS lógicos verdade e falsidade respectivamente.
Com base nas duas regras fundamentais que norteiam a
A lógica a qual conhecemos hoje foi definida por Aristóteles, Lógica Matemática (Princípios da não Contradição e do Terceiro
constituindo-a como uma ciência autônoma que se dedica ao Excluído), podemos afirmar que:
estudo dos atos do pensamento (Conceito, Juízo, Raciocínio,
Demonstração) do ponto de vista da sua estrutura ou forma “Toda proposição tem um, e somente um, dos valores,
lógica, sem ter em conta qualquer conteúdo material. que são: V ou F.”
Falar de Lógica durante séculos, era o mesmo que falar Consideremos as seguintes proposições e os seus respectivos
da lógica aristotélica. Apesar dos enormes avanços da lógica, valores lógicos:
sobretudo a partir do século XIX, a matriz aristotélica persiste a) A velocidade de um corpo é inversamente proporcional
até aos nossos dias. A lógica de Aristóteles tinha objetivo ao seu tempo. (V)
metodológico, a qual tratava de mostrar o caminho correto para b) A densidade da madeira é maior que a da água. (F)
a investigação, o conhecimento e a demonstração científicas. O
método científico que ele preconizava assentava nos seguintes
fases: A maioria das proposições são proposições contingenciais,
1. Observação de fenômenos particulares; ou seja, dependem do contexto para sua análise. Assim, por
2. Intuição dos princípios gerais (universais) a que os exemplo, se considerarmos a proposição simples:
mesmos obedeciam; “Existe vida após a morte”, ela poderá ser verdadeira (do
3. Dedução a partir deles das causas dos fenômenos ponto de vista da religião espírita) ou falsa (do ponto de
particulares. vista da religião católica); mesmo assim, em ambos os casos,
seu valor lógico é único — ou verdadeiro ou falso.
Por este e outros motivos Aristóteles é considerado o pai da
Lógica Formal. Classificação de uma proposição

A lógica matemática (ou lógica formal) estuda a lógica Uma proposição pode ser classificada como:
segundo a sua estrutura ou forma. A lógica matemática consiste
em um sistema dedutivo de enunciados que tem como objetivo 1) Sentença aberta: quando não se pode atribuir um valor
criar um grupo de leis e regras para determinar a validade lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a proposição!),
dos raciocínios. Assim, um raciocínio é considerado válido portanto, não é considerada frase lógica. São consideradas
se é possível alcançar uma conclusão verdadeira a partir de sentenças abertas:
premissas verdadeiras. a) Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou
Em sentido mais amplo podemos dizer que a Lógica está ontem? – Fez Sol ontem?
relacionado a maneira específica de raciocinar de forma b) Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
acertada, isto é, a capacidade do indivíduo de resolver c) Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue
problemas complexos que envolvem questões matemáticas, os a televisão.
sequências de números, palavras, entre outros e de desenvolver d) Frases sem sentido lógico (expressões vagas, paradoxais,
essa capacidade de chegar a validade do seu raciocínio. ambíguas, ...): “esta frase é verdadeira” (expressão paradoxal) –
O cavalo do meu vizinho morreu (expressão ambígua) – 2 + 3 + 7
O estudo das estruturas lógicas, consiste em aprendemos a
associar determinada preposição ao conectivo correspondente. 2) Sentença fechada: quando a proposição admitir um
Mas é necessário aprendermos alguns conceitos importantes único valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, nesse caso, será
para o aprendizado. considerada uma frase, proposição ou sentença lógica.
Uma forma de identificarmos se uma frase simples
Conceito de proposição é ou não considerada frase lógica, ou sentença, ou ainda
Chama-se proposição a todo conjunto de palavras ou proposição, é pela presença de:
símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de - sujeito simples: “Carlos é médico”;
sentido completo. - sujeito composto: “Rui e Nathan são irmãos»;
Assim, as proposições transmitem pensamentos, isto é, - sujeito inexistente: “Choveu”
afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a respeito - verbo, que representa a ação praticada por esse sujeito,
de determinados conceitos ou entes. Esses fatos ou juízos e estar sujeita à apreciação de julgamento de ser verdadeira
afirmados pela proposição em questão deverão sempre ter um (V) ou falsa (F), caso contrário, não será considerada
valor verdadeiro (V) ou um valor falso (F), senão a frase em si proposição.
não constituirá uma proposição lógica, e sim apenas uma frase.
Atenção: orações que não tem sujeito NÃO são
Vejamos alguns exemplos de proposições: consideradas proposições lógicas.
A) Júpiter é o maior planeta do sistema Solar.
B) Salvador é a capital do Brasil.
C) Todos os músicos são românticos.

Raciocínio Lógico e Matemático 1


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Observe mais alguns exemplos: • O que é isto?
Há exatamente:
Frase Sujeito Verbo Conclusão (A) uma proposição;
Maria é Maria É (ser) É uma frase (B) duas proposições;
baiana (simples) lógica (C) três proposições;
(D) quatro proposições;
Lia e Maria Lia e Maria Têm (ter) É uma frase (E) todas são proposições.
têm dois (composto) lógica
irmãos Resposta
Ventou hoje Inexistente Ventou É uma frase
(ventar) lógica 01. Resposta: B.
Analisemos cada alternativa:
Um lindo livro Um lindo livro Frase sem NÂO é uma (A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não podemos
de literatura verbo frase lógica atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma sentença lógica.
Manobrar Frase sem Manobrar NÂO é uma (B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir
esse carro sujeito frase lógica valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois
Existe vida em Vida Existir É uma frase podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado
Marte lógica que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também
Sentenças representadas por variáveis podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando a
a) x + 4 > 5; quantidade certa de gols, apenas se podemos atribuir um valor
b) Se x > 1, então x + 5 < 7; de V ou F a sentença).
c) x = 3 se, e somente se, x + y = 15. (E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir valores
lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
Classificação das proposições
Referências
As proposições podem ser classificadas em quatro tipos ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática –
diferentes: São Paulo: Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu
1. Proposições simples (ou atômicas). - Raciocínio lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
2. Proposições compostas (ou moleculares.
3. Proposições categóricas. ESTUDO DAS PROPOSIÇÕES E DOS CONECTIVOS
4. Proposições quantificadas (ou funcionais).
Definições
Observação: Os termos “atômicos” e “moleculares” referem- - Proposições simples (ou atômicas): aquela que NÃO
se à quantidade de verbos presentes na frase. Consideremos contém nenhuma outra proposição como parte integrante de
uma frase com apenas um verbo, então ela será dita atômica, si mesma. As proposições simples são designadas pelas letras
pois se refere a apenas um único átomo (1 verbo = 1 átomo); latinas minúsculas p,q,r, s..., chamadas letras proposicionais.
consideremos, agora, uma frase com mais de um verbo, então ela Exemplos
será dita molecular, pois se refere a mais de um átomo (mais de r: Carlos é careca.
um átomo = uma molécula). s: Pedro é estudante.
a: O céu é verde.
Conceito de Tabela Verdade
- Proposições compostas (ou moleculares): aquela formada
É uma forma usual de representação das regras da pela combinação de duas ou mais proposições simples. Elas
Álgebra Booleana. Nela, é representada cada proposição também são chamadas de estruturas lógicas. As proposições
(simples ou composta) e todos os seus valores lógicos possíveis. compostas são designadas pelas letras latinas maiúsculas P,Q,R,
Partimos do Princípio do Terceiro Excluído, toda proposição R..., também chamadas letras proposicionais.
simples é verdadeira ou falsa , tendo os valores lógicos V Exemplos
(verdade) ou F (falsidade). P: Carlos é careca e Pedro é estudante.
Quando trabalhamos com as proposições compostas, Q: Carlos é careca ou Pedro é estudante.
determinamos o seu valor lógico partindo das proposições R: Se Carlos é careca, então é triste.
simples que a compõe.
Observamos que todas as proposições compostas são
formadas por duas proposições simples.
No campo gramatical conseguimos identificar uma
porposição simples ou composta pela quantidade de verbos
existentes na frase. Então uma frase que contenha um verbo
é uma proposição simples, que contenha mais de um verbo é
uma proposição composta. Este conceito não foge ao aplicado
aos do princípios lógicos.
O valor lógico de qualquer proposição composta depende
UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições Operadores Lógicos
simples componentes, ficando por eles UNIVOCAMENTE Temos dois tipos
determinados. - os modificadores: têm por finalidade modificar (alterar) o
valor lógico de uma proposição, seja ela qual for.
Questão Exemplo:
Não vou trabalhar neste sábado. (o não modificou o valor
01. (Cespe/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir: lógico).
• “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
• A expressão x + y é positiva. - os conectivos (concectores lógicos): palavras usadas para
• O valor de √4 + 3 = 7. formar novas proposições a partir de outras, ou seja, unindo-se
• Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira. ou conectando-se duas ou mais proposições simples.

Raciocínio Lógico e Matemático 2


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Exemplos: 2. Sete é um número real maior que cinco.
1) O número 2 é par E o número 16 é um quadrado perfeito.
(conectivo “e”) Sabendo-se da realidade dos valores lógicos das proposições
2) OU Carlos viaja OU Pedro trabalha. (conectivo “ou”) “Saturno é um planeta do sistema solar” e “Sete é um número
3) SE o Brasil jogar com seriedade, ENTÂO Portugual não rela maior que cinco”, que são ambos verdadeiros (V), conclui-
será campeã.(concectivo “ se ... então”) se que essas proposições são equivalentes, em termos de
4) Luciana casa SE, E SOMENTE SE, Pedro arranjar um valores lógicos, entre si.
emprego (conectivo “se, e somente se..”)
2) Conjunção – produto lógico (^): chama-se de conjunção
Em Lógica são considerados operadores lógicos as seguintes de duas proposições p e q a proposição representada por “p e
palavras: q”, cujo valor lógico é verdade (V) quando as proposições, p e
q, são ambas verdadeiras e falsidade (F) nos demais casos.
Simbolicamente temos: “p ^ q” (lê-se: “p E q”).

Pela tabela verdade temos:

Também podemos representar a negação utilizando o


símbolo “¬” (cantoneira).
Estudo dos Operadores e Operações Lógicas Exemplos
Quando efetuamos certas operações sobre proposições (a)
chamadas operações lógicas, efetuamos cálculos proposicionais, p: A neve é branca. (V)
semelhantes a aritmética sobre números, de forma a q: 3 < 5. (V)
determinarmos os valores das proposições. V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ V = V

1) Negação ( ~ ): chamamos de negação de uma proposição (b)


representada por “não p” cujo valor lógico é verdade (V) quando p: A neve é azul. (F)
p é falsa e falsidade (F) quando p é verdadeira. Assim “não p” q: 6 < 5. (F)
tem valor lógico oposto daquele de p. V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ F = F
Pela tabela verdade temos:
(c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ F = F

Simbolicamente temos: (d)


~V = F ; ~F = V p: A neve é azul. (F)
V(~p) = ~V(p) q: 7 é número impar. (V)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ V = F
Exemplos
Proposição Negação: ~p - O valor lógico de uma proposição simples “p” é indicado por
(afirmações): p V(p). Assim, exprime-se que “p” é verdadeira (V), escrevendo:
Carlos é médico Carlos NÂO é médico V(p) = V
Juliana é carioca Juliana NÂO é carioca
- Analogamente, exprime-se que “p” é falsa (F), escrevendo:
Nicolas está de férias Nicolas NÂO está de férias
V(p) = F
Norberto foi trabalhar NÃO É VERDADE QUE Norberto foi
trabalhar - As proposições compostas, representadas, por exemplo,
pelas letras maiúsculas “P”, “Q”, “R”, “S” e “T”, terão seus
A primeira parte da tabela todas as afirmações são respectivos valores lógicos representados por:
verdadeiras, logo ao negarmos temos passam a ter como valor
lógico a falsidade. V(P), V(Q), V(R), V(S) e V(T).

- Dupla negação (Teoria da Involução): vamos considerar 3) Disjunção inclusiva – soma lógica – disjunção simples
as seguintes proposições primitivas, p:” Netuno é o planeta mais (v): chama-se de disjunção inclusiva de duas proposições p
distante do Sol”; sendo seu valor verdadeiro ao negarmos “p”, e q a proposição representada por “p ou q”, cujo valor lógico é
vamos obter a seguinte proposição ~p: “Netuno NÂO é o planeta verdade (V) quando pelo menos umas proposições, p e q, é
mais distante do Sol” e negando novamente a proposição “~p” verdadeira e falsidade (F) quando ambas são falsas.
teremos ~(~p): “NÃO É VERDADE que Netuno NÃO é o planta Simbolicamente: “p v q” (lê-se: “p OU q”).
mais distante do Sol”, sendo seu valor lógico verdadeiro (V). Pela tabela verdade temos:
Logo a dupla negação equivale a termos de valores lógicos a sua
proposição primitiva.

p ≡ ~(~p)

Observação: O termo “equivalente” está associado aos


“valores lógicos” de duas fórmulas lógicas, sendo iguais pela Exemplos
natureza de seus valores lógicos. (a)
Exemplo: p: A neve é branca. (V)
1. Saturno é um planeta do sistema solar. q: 3 < 5. (V)

Raciocínio Lógico e Matemático 3


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V(p v q) = V(p) v V(q) = V v V = V (b)
p: A neve é azul. (F)
(b) q: 6 < 5. (F)
p: A neve é azul. (F) V(p → q) = V(p) → V(q) = F → F = V
q: 6 < 5. (F)
V(p v q) = V(p) v V(q) = F v F = F (c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
(c) q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
p: Pelé é jogador de futebol. (V) V(p → q) = V(p) → V(q) = V → F = F
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p v q) = V(p) v V(q) = V v F = V (d)
p: A neve é azul. (F)
(d) q: 7 é número impar. (V)
p: A neve é azul. (F) V(p → q) = V(p) → V(q) = F → V = V
q: 7 é número impar. (V)
V(p v q) = V(p) v V(q) = F v V = V 6) Dupla implicação ou bicondicional (↔):chama-se
proposição bicondicional ou apenas bicondicional representada
4) Disjução exclusiva ( v ): chama-se dijunção exclusica de por “p se e soemnete se q”, cujo valor lógico é verdade (V)
duas proposições p e q, cujo valor lógico é verdade (V) somente quando p e q são ambas verdadeiras ou falsas e a falsidade
quando p é verdadeira ou q é verdadeira, mas não quando p (F) nos demais casos.
e q são ambas veradeiras e a falsidade (F) quando p e q são Simbolicamente: “p ↔ q” (lê-se: p é condição necessária e
ambas veradeiras ou ambas falsas. suficiente para q; q é condição ncessária e suficiente para p).
Simbolicamente: “p v q” (lê-se; “OU p OU q”; “OU p OU q, MAS Pela tabela verdade temos:
NÃO AMBOS”).
Pela tabela verdade temos:

Exemplos
(a)
Para entender melhor vamos analisar o exemplo. p: A neve é branca. (V)
p: Nathan é médico ou professor. (ambas podem ser q: 3 < 5. (V)
verdeiras, ele pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, uma V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ V = V
condição não exclui a outra – disjunção inclusiva).
Podemos escrever: (b)
Nathan é médico ^ Nathan é professor p: A neve é azul. (F)
q: 6 < 5. (F)
q: Mario é carioca ou paulista (aqui temos que se Mario é V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ F = V
carioca implica que ele não pode ser paulista, as duas coisas não
podem acontecer ao mesmo tempo – disjunção exlcusiva). (c)
Reescrevendo: p: Pelé é jogador de futebol. (V)
Mario é carioca v Mario é paulista. q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ F = F
Exemplos
a) Plínio pula ou Lucas corre, mas não ambos. (d)
b) Ou Plínio pula ou Lucas corre. p: A neve é azul. (F)
q: 7 é número impar. (V)
5) Implicação lógica ou condicional (→): chama-se V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ V = F
proposição condicional ou apenas condicional representada por
“se p então q”, cujo valor lógico é falsidade (F) no caso em que p Transformação da linguaguem corrente para a simbólica
é verdade e q é falsa e a verdade (V) nos demais casos.
Este é um dos tópicos mais vistos em diversas provas e por
Simbolicamente: “p → q” (lê-se: p é condição suficiente para isso vamos aqui detalhar de forma a sermos capazes de resolver
q; q é condição necessária para p). questões deste tipo.
p é o antecendente e q o consequente e “→” é chamado de
símbolo de implicação. Sejam as seguintes proposições simples denotadas por “p”,
“q” e “r” representadas por:
Pela tabela verdade temos: p: Luciana estuda.
q: João bebe.
r: Carlos dança.

Sejam, agora, as seguintes proposições compostas denotadas


por: “P ”, “Q ”, “R ”, “S ”, “T ”, “U ”, “V ” e “X ” representadas por:
P: Se Luciana estuda e João bebe, então Carlos não dança.
Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana não
estuda.
Exemplos R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se, João
(a) não bebe.
p: A neve é branca. (V)
q: 3 < 5. (V) O primeiro passo é destacarmos os operadores lógicos
V(p → q) = V(p) → V(q) = V → V = V (modificadores e conectivos) e as proposições. Depois
reescrevermos de forma simbólica, vajamos:

Raciocínio Lógico e Matemático 4


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APOSTILAS OPÇÃO
Proposição Nova forma de escrever a
proposição
((~(~(p ^ q))) v ~~ (p ^ q) v ~p
Juntando as informações temos que, P: (p ^ q) → ~r (~p))

Continuando: ((~p) → (q → (~(p v ~p→ (q → ~(p v r))


r))))
Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana - Outros símbolos para os conectivos (operadores lógicos):
estuda.
“¬” (cantoneira) para negação (~).
“•” e “&” para conjunção (^).
“⊃” (ferradura) para a condicional (→).

Em síntese temos a tabela verdade das proposições que


facilitará na resolução de diversas questões
Simbolicamente temos: Q: ~ (q v r ^ ~p).

R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se, João


não bebe.
(p v r) ↔ ~q

Observação: os termos “É falso que”, “Não é verdade que”, “É


mentira que” e “É uma falácia que”, quando iniciam as frases
negam, por completo, as frases subsequentes. (Fonte: http://www laifi.com.)

- O uso de parêntesis Referências


A necessidade de usar parêntesis na simbolização das ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática –
proposições se deve a evitar qualquer tipo de ambiguidade, São Paulo: Nobel – 2002.
assim na proposição, por exemplo, p ^ q v r, nos dá a seguinte CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu
proposições: - Raciocínio lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

ESTUDO DA TABELA VERDADE


(I) (p ^ q) v r Conectivo principal é da disjunção.
(II) p ^ (q v r) Conectivo principal é da conjunção. Sabemos que tabela verdade é toda tabela que atribui,
previamente, os possíveis valores lógicos que as proposições
As quais apresentam significados diferentes, pois os simples podem assumir, como sendo verdadeiras (V) ou falsas
conectivos principais de cada proposição composta dá valores (F), e, por consequência, permite definir a solução de uma
lógicos diferentes como conclusão. determinada fórmula (proposição composta).
Agora observe a expressão: p ^ q → r v s, dá lugar, colocando De acordo com o Princípio do Terceiro Excluído, toda
parêntesis as seguintes proposições: proposição simples “p” é verdadeira ou falsa, ou seja, possui o
a) ((p ^ q) → r) v s valor lógico V (verdade) ou o valor lógico F (falsidade).
b) p ^ ((q → r) v s) Em se tratando de uma proposição composta, a determinação
c) (p ^ (q → r)) v s de seu valor lógico, conhecidos os valores lógicos das proposições
d) p ^ (q → (r v s)) simples componentes, se faz com base no seguinte princípio,
e) (p ^ q) → (r v s) vamos relembrar:
O valor lógico de qualquer proposição composta depende
Aqui duas quaisquer delas não tem o mesmo significado. UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições
Porém existem muitos casos que os parêntesis são suprimidos, simples componentes, ficando por eles UNIVOCAMENTE
a fim de simplificar as proposições simbolizadas, desde que, determinados.
naturalmente, ambiguidade alguma venha a aparecer. Para isso
a supressão do uso de parêntesis se faz mediante a algumas Para determinarmos esses valores recorremos a um
convenções, das quais duas são particularmente importantes: dispositivo prático que é o objeto do nosso estudo: A tabela
verdade. Em que figuram todos os possíveis valores lógicos da
1ª) A “ordem de precedência” para os conectivos é: proposição composta (sua solução) correspondente a todas as
(I) ~ (negação) possíveis atribuições de valores lógicos às proposições simples
(II) ^, v (conjunção ou disjunção têm a mesma precedência, componentes.
operando-se o que ocorrer primeiro, da esquerda para direita).
(III) → (condicional) Número de linhas de uma Tabela Verdade
(IV) ↔ (bicondicional) O número de linhas de uma proposição composta depende
Portanto o mais “fraco” é “~” e o mais “forte” é “↔”. do número de proposições simples que a integram, sendo dado
pelo seguinte teorema:
Exemplo
p → q ↔ s ^ r , é uma bicondicional e nunca uma condicional “A tabela verdade de uma proposição composta com n*
ou uma conjunção. Para convertê-la numa condicional há que se proposições simpleste componentes contém 2n linhas.” (*
usar parêntesis: Algumas bibliografias utilizam o “p” no lugar do “n”)
p →( q ↔ s ^ r )
E para convertê-la em uma conjunção: Os valores lógicos “V” e “F” se alteram de dois em dois
(p → q ↔ s) ^ r para a primeira proposição “p” e de um em um para a segunda
proposição “q”, em suas respectivas colunas, e, além disso, VV,
2ª) Quando um mesmo conectivo aparece VF, FV e FF, em cada linha, são todos os arranjos binários com
sucessivamente repetido, suprimem-se os parêntesis, repetição dos dois elementos “V” e “F”, segundo ensina a Análise
fazendo-se a associação a partir da esquerda. Combinatória.
Segundo estas duas convenções, as duas seguintes
proposições se escrevem:

Raciocínio Lógico e Matemático 5


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APOSTILAS OPÇÃO
Construção da tabela verdade de uma proposição composta
Para sua construção começamos contando o número de proposições simples que a integram. Se há n proposições simples
componentes, então temos 2n linhas. Feito isso, atribuimos a 1ª proposição simples “p1” 2n / 2 = 2n -1 valores V , seguidos de 2n – 1 valores
F, e assim por diante.

Exemplos:
1) Se tivermos 2 proposições temos que 2n =22 = 4 linhas e 2n – 1 = 22 - 1 = 2, temos para a 1ª proposição 2 valores V e 2 valores F se
alternam de 2 em 2 , para a 2ª proposição temos que os valores se alternam de 1 em 1 (ou seja metade dos valores da 1ª proposição).
Observe a ilustração, a primeira parte dela corresponde a árvore de possibilidades e a segunda a tabela propriamente dita.

(Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-verdade.html)

2) Neste caso temos 3 proposições simples, fazendo os cálculos temos: 2n =23 = 8 linhas e 2n – 1 = 23 - 1 = 4, temos para a 1ª proposição
4 valores V e 4 valores F se alternam de 4 em 4 , para a 2ª proposição temos que os valores se alternam de 2 em 2 (metade da 1ª
proposição) e para a 3ª proposição temos valores que se alternam de 1 em 1(metade da 2ª proposição).

(Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-verdade.html)
Exemplo
Vamos construir a tabela verdade da proposição:
P(p,q) = ~ (p ^ ~q)

1º Resolução) Vamos formar os par de colunas correspondentes as duas proposições simples p e q. Em seguida a coluna para ~q
, depois a coluna para p ^ ~q e a útima contento toda a proposição ~ (p ^ ~q), atribuindo todos os valores lógicos possíveis de acordo
com os operadores lógicos.

p q ~q p ^~q ~ (p ^ ~q)
V V F F V
V F V V F
F V F F V
F F V F V

2º Resolução) Vamos montar primeiro as colunas correspondentes a proposições simples p e q , depois traçar colunas para cada
uma dessas proposições e para cada um dos conectivos que compõem a proposição composta.
p q ~ (p ^ ~ q)
V V
V F
F V
F F

Depois completamos, em uma determinada ordem as colunas escrevendo em cada uma delas os valores lógicos.
p q ~ (p ^ ~ q) p q ~ (p ^ ~ q) p q ~ (p ^ ~ q)
V V V V V V V F V V V V F F V
V F V F V F V V F V F V V V F
F V F V F V F F V F V F F F V
F F F F F F F V F F F F F V F
1 1 1 2 1 1 3 2 1

Raciocínio Lógico e Matemático 6


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APOSTILAS OPÇÃO
p q ~ (p ^ ~ q) Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.
V V V V F F V
V F F V V V F Conceitos de Tautologia , Contradição e Contigência
Tautologia: possui todos os valores lógicos, da tabela
F V V F F F V verdade (última coluna), V (verdades).
F F V F F V F Contradição: possui todos os valores lógicos, da tabela
verdade (última coluna), F (falsidades).
4 1 3 2 1 Contigência: possui valores lógicos V e F ,da tabela verdade
(última coluna).
Observe que vamos preenchendo a tabela com os valores
lógicos (V e F), depois resolvemos os operadores lógicos Questão
(modificadores e conectivos) e obtemos em 4 os valores lógicos
da proposição que correspondem a todas possíveis atribuições 01. (MEC – Conhecimentos básicos para os Postos
de p e q de modo que: 9,10,11 e 16 – CESPE/2015)

P(V V) = V, P(V F) = F, P(F V) = V, P(F F) = V

A proposição P(p,q) associa a cada um dos elementos


do conjunto U – {VV, VF, FV, FF} com um ÚNICO elemento do
conjunto {V,F}, isto é, P(p,q) outra coisa não é que uma função
de U em {V,F}

P(p,q): U → {V,F} , cuja representação gráfica por um


diagrama sagital é a seguinte:

A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-


verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V e F
correspondem, respectivamente, aos valores lógicos verdadeiro
e falso.
Com base nessas informações e utilizando os conectivos
3ª Resolução) Resulta em suprimir a tabela verdade anterior lógicos usuais, julgue o item subsecutivo.
as duas primeiras da esquerda relativas às proposições simples A última coluna da tabela-verdade referente à proposição
componentes p e q. Obtermos então a seguinte tabela verdade lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal é
simplificada: igual a
~ (p ^ ~ q)
V V F F V
F V V V F
( ) Certo ( ) Errado
V F F F V
Resposta
V F F V F
4 1 3 2 1 01. Resposta: Certo.
P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:
Vejamos mais alguns exemplos:
(FCC) Com relação à proposição: “Se ando e bebo, então caio,
R Q P [ P v (Q ↔ R) ]
mas não durmo ou não bebo”. O número de linhas da tabela-
verdade da proposição composta anterior é igual a: V V V V V V V V
(A) 2;
V V F F V V V V
(B) 4;
(C) 8; V F V V V F F V
(D) 16;
V F F F F F F V
(E) 32.
F V V V V V F F
Vamos contar o número de verbos para termos a quantidade
F V F F F V F F
de proposições simples e distintas contidas na proposição
composta. Temos os verbos “andar’, “beber”, “cair” e “dormir”. F F V V V F V F
Aplicando a fórmula do número de linhas temos:
F F F F V F V F
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.
Referências
(Cespe/UnB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições simples
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de
e distintas, então o número de linhas da tabela-verdade da
Abreu - Raciocínio lógico passo a passo – Rio de Janeiro:
proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
Elsevier, 2013.
(A) 2;
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática –
(B) 4;
São Paulo: Nobel – 2002.
(C) 8;
(D) 16;
IMPLICAÇÃO LÓGICA
(E) 32.
Uma proposição P(p,q,r,...) implica logicamente ou apenas
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio acima,
implica uma proposição Q(p,q,r,...) se Q(p,q,r,...) é verdadeira
então teremos:

Raciocínio Lógico e Matemático 7


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APOSTILAS OPÇÃO
(V) todas as vezes que P(p,q,r,...) é verdadeira (V), ou seja, a Então:
proposição P implica a proposição Q, quando a condicional P → p^q⇒pvq
Q for uma tautologia. p^q⇒p→q
Representamos a implicação com o símbolo “⇒”,
simbolicamente temos: A tabela acima também demonstram as importantes Regras
de Inferência:
P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...). Adição – p ⇒ p v q e q ⇒ p v q
Simplificação – p ^ q ⇒ p e p ^ q ⇒ q
A não ocorrência de VF na tabela verdade de P → Q, ou ainda
que o valor lógico da condicional P → Q será sempre V, ou então 2 – A tabela verdade das proposições p ↔ q, p → q e q →
que P → Q é uma tautologia. p, é:
L p q p↔q p→q q→p
Observação: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente
distintos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um 1ª V V V V V
conectivo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação 2ª V F F F V
lógica que pode ou não existir entre duas proposições.
3ª F V F V F
Exemplo: 4ª F F V V V
A tabela verdade da condicional (p ^ q) → (p ↔ q) será:
p q p^q p↔q (p ^ q) → (p ↔ q) A proposição “p ↔ q” é verdadeira (V) na 1ª e 4ª linha e as
proposições “p → q” e “q → p” também são verdadeiras. Logo
V V V V V a primeira proposição IMPLICA cada uma das outras duas
V F F F V proposições. Então:
F V F F V p↔q⇒p→q e p↔q⇒q→p
F F F V V
3 - Dada a proposição: (p v q) ^ ~p sua tabela verdade é:
Portanto, (p ^ q) → (p ↔ q) é uma tautologia, por isso (p ^
q) ⇒ (p ↔q).

Em particular:
- Toda proposição implica uma Tautologia: p ⇒ p v ~p
p p v ~p
V V Esta proposição é verdadeira somente na 3ª linha e nesta
F V linha a proposição “q” também verdadeira, logo subsiste
- Somente uma contradição implica uma contradição: p ^ ~p a IMPLICAÇÃO LÓGICA, denominada Regra do Silogismo
⇒ p v ~p → p ^ ~p disjuntivo.
(p v q) ^ ~p ⇒ q
p ~p p ^ ~p p v ~p → p ^ ~p
V F F F É válido também: (p v q) ^ ~q ⇒ p
F V F F 4 – A tabela verdade da proposição (p → q) ^ p é:

Propriedades da Implicação Lógica


A implicação lógica goza das propriedades reflexiva e
transitiva:

Reflexiva: P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)


Uma proposição complexa implica ela mesma
Transitiva: Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então A proposição é verdadeira somente na 1ª linha, e nesta
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...) linha a proposição “q” também é verdadeira, logo subsiste a
Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R IMPLICAÇÃO LÓGICA, também denominada Regra de Modus
ponens.
Exemplificação e Regras de Inferência
Inferência é o ato de derivar conclusões lógicas de (p → q) ^ p ⇒ q
proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em
outras palavras: é a obtenção de novas proposições a partir 5 – A tabela verdade das proposições (p → q) ^ ~q e ~p é:
de proposições verdadeiras já existentes. Vejamos as regras de
inferência obtidas da implicação lógica:

1 – A tabela verdade das proposições p ^ q, p v q , p ↔ q é:

A proposição (p → q) ^ ~q é verdadeira somente na 4º linha


e nesta a proposição “~p” também é verdadeira, logo subsiste a
IMPLICAÇÃO LÓGICA, denominada de Regra Modus tollens.
(p → q) ^ ~q ⇒ ~p

A proposição “p ^ q” é verdadeira (V) somente na 1ª linha, Observe que “~p” implica “p → q”, isto é: ~p ⇒ p → q
e também nesta linha as proposições “p v q” e “p → q” também
são. Logo a primeira proposição IMPLICA cada uma das outras Recapitulando as Regras de Inferência aplicadas a Implicação
duas proposições. Lógica:

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APOSTILAS OPÇÃO
Adição Observamos que as proposições compostas “~p → q” e “p ∨
p⇒pvq
q” são equivalentes.
q⇒pvq
Simplificação p^q⇒p ~p → q ≡ p ∨ q ou ~p → q ⇔ p ∨ q, onde “≡” e “⇔” são os
p^q⇒q símbolos que representam a equivalência entre proposições.
Silogismo disjuntivo (p v q) ^ ~p ⇒ q
Equivalência fundamentais (Propriedades
(p v q) ^ ~q ⇒ p
Fundamentais): a equivalência lógica entre as proposições
Modus ponens (p → q) ^ p ⇒ q goza das propriedades simétrica, reflexiva e transitiva.
Modus tollens (p → q) ^ ~q ⇒ ~p
1 – Simetria (equivalência por simetria)
a) p ^ q ⇔ q ^ p
Questão
p q p ^ q q ^ p
01. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – V V V V V V V V
FGV/2015) Renato falou a verdade quando disse:
• Corro ou faço ginástica. V F V F F F F V
• Acordo cedo ou não corro. F V F F V V F F
• Como pouco ou não faço ginástica.
Certo dia, Renato comeu muito. F F F F F F F F

É correto concluir que, nesse dia, Renato: b) p v q ⇔ q v p


(A) correu e fez ginástica; p q p v q q v p
(B) não fez ginástica e não correu;
V V V V V V V V
(C) correu e não acordou cedo;
(D) acordou cedo e correu; V F V V F F V V
(E) não fez ginástica e não acordou cedo. F V F V V V V F
Resposta F F F F F F F F

01. Resposta: D. c) p ∨ q ⇔ q ∨ p
Na disjunção, para evitarmos que elas fiquem falsas, basta p q p v q q v p
por uma das proposições simples como verdadeira, logo:
“Renato comeu muito” V V V F V V F V
Como pouco ou não faço ginástica V F V V F F V V
F V
F V F V V V V F
Corro ou faço ginástica F F F F F F F F
V F
d) p ↔ q ⇔ q ↔ p
Acordo cedo ou não corro
p q p ↔ q q ↔ p
V F
V V V V V V V V
Portanto ele: V F V F F F F V
Comeu muito
Não fez ginástica F V F F V V F F
Corrreu, e; F F F V F F V F
Acordou cedo
2 - Reflexiva (equivalência por reflexão)
Referência p→p⇔p→p
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática –
São Paulo: Nobel – 2002.
p p p → p p → p
EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS V V V V V V V V
F F F V F F V F
Diz-se que duas ou mais proposições compostas são
equivalentes, quando mesmo possuindo estruturas lógicas
3 – Transitiva
diferentes, apresentam a mesma solução em suas respectivas
Se P(p,q,r,...) ⇔ Q(p,q,r,...) E
tabelas verdade.
Q(p,q,r,...) ⇔ R(p,q,r,...) ENTÃO
Se as proposições P(p,q,r,...) e Q(p,q,r,...) são ambas
P(p,q,r,...) ⇔ R(p,q,r,...) .
TAUTOLOGIAS, ou então, são CONTRADIÇÕES, então são
EQUIVALENTES.
Equivalências notáveis:
Exemplo:
1 - Distribuição (equivalência pela distributiva)
Dada as proposições “~p → q” e “p v q” verificar se elas são
a) p ∧ (q ∨ r) ⇔ (p ∧ q) ∨ (p ∧ r)
equivalentes.
Vamos montar a tabela verdade para sabermos se elas são p q r p ^ (q v r) (p ^ q) v (p ^ r)
equivalentes. V V V V V V V V V V V V V V V
p q ~p → q p v q V V F V V V V F V V V V V F F
V V F V V V V V V F V V V F V V V F F V V V V
V F F V F V V F V F F V F F F F V F F F V F F
F V V V V F V V F V V F F V V V F F V F F F V
F F V F F F F F F V F F F V V F F F V F F F F

Raciocínio Lógico e Matemático 9


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APOSTILAS OPÇÃO
F F V F F F V V F F F F F F V F F F V F V F V
F F F F F F F F F F F F F F F
Exemplo:
b) p ∨ (q ∧ r) ⇔ (p ∨ q) ∧ (p ∨ r) p → q: Se André é professor, então é pobre.
~q → ~p: Se André não é pobre, então não é professor.
p q r p v (q ^ r) (p v q) ^ (p v r)
V V V V V V V V V V V V V V V 2º caso: (~p → q) ⇔ (~q → p)
V V F V V V F F V V V V V V F p q ~p → q ~q → p
V F V V V F F V V V F V V V V V V F V V F V V
V F F V V F F F V V F V V V F V F F V F V V V
F V V F V V V V F V V V F V V F V V V V F V F
F V F F F V F F F V V F F F F F F V F F V F F
F F V F F F F V F F F F F V V
Exemplo:
F F F F F F F F F F F F F F F ~p → q: Se André não é professor, então é pobre.
~q → p: Se André não é pobre, então é professor.
2 - Associação (equivalência pela associativa)
a) p ∧ (q ∧ r) ⇔ (p ∧ q) ∧ (p ∧ r) 3º caso: (p → ~q) ⇔ (q → ~p)
p q r p ^ (q ^ r) (p ^ q) ^ (p ^ r) p q p → ~q q → ~p
V V V V V V V V V V V V V V V V V V F F V F F
V V F V F V F F V V V F V F F V F V V V F V F
V F V V F F F V V F F F V V V F V F V F V V V
V F F V F F F F V F F F V F F F F F V V F V V
F V V F F V V V F F V F F F V
Exemplo:
F V F F F V F F F F V F F F F p → ~q: Se André é professor, então não é pobre.
F F V F F F F V F F F F F F V q → ~p: Se André é pobre, então não é professor.
F F F F F F F F F F F F F F F 4 º Caso: (p → q) ⇔ ~p v q
b) p ∨ (q ∨ r) ⇔ (p ∨ q) ∨ (p ∨ r) p q p → q ~p v q
p q r p v (q v r) (p v q) v (p v r) V V V V V F V V
V V V V V V V V V V V V V V V V F V F F F F F
V V F V V V V F V V V V V V F F V F V V V F V
V F V V V F V V V V F V V V V F F F V F V F F
V F F V V F F F V V F V V V F
Exemplo:
F V V F V V V V F V V V F V V p → q: Se estudo então passo no concurso.
F V F F V V V F F V V V F F F ~p v q: Não estudo ou passo no concurso.
F F V F V F V V F F F V F V V 5 - Pela bicondicional
F F F F F F F F F F F F F F F a) (p ↔ q) ⇔ (p → q) ∧ (q → p), por definição
p q p ↔ q (p → q) ^ (q → p)
3 – Idempotência
a) p ⇔ (p ∧ p) V V V V V V V V V V V V
p p p ^ p V F V F F V F F F F V V
V V V V V F V F F V F V V F V F F
F F F F F F F F V F F V F V F V F

b) p ⇔ (p ∨ p) b) (p ↔ q) ⇔ (~q → ~p) ∧ (~p → ~q), aplicando-se a


contrapositiva às partes
p p p v p
p q p ↔ q (~q → ~p) ^ (~p → ~q)
V V V V V
V V V V V F V F V F V F
F F F F F
V F V F F V F F F F V V
4 - Pela contraposição: de uma condicional gera-se outra F V F F V F V V F V F F
condicional equivalente à primeira, apenas invertendo-se e
F F F V F V V V V V V V
negando-se as proposições simples que as compõem.
c) (p ↔ q) ⇔ (p ∧ q) ∨ (~p ∧ ~q)
1º caso – (p → q) ⇔ (~q → ~p)
p q p ↔ q (p ^ q) v (~p ^ ~q)
p q p → q ~q → ~p
V V V V V V V V V F F F
V V V V V F V F
V F V F F V F F F F F V
V F V F F V F F
F V F F V F F V F V F F
F V F V V F F V
F F F V F F F F V V V V

Raciocínio Lógico e Matemático 10


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APOSTILAS OPÇÃO
6 - Pela exportação-importação Exemplo:
[(p ∧ q) → r] ⇔ [p → (q → r)] Nenhum médico é tenista ⇔ Todo médico é não tenista (=
p q r [(p ^ q) → r] [p → (q → r)] Todo médico não é tenista)

V V V V V V V V V V V V V 2 – TODO A é B ⇔ NENHUM A é não B.


V V F V V V F F V F V F F Exemplo:
Toda música é bela ⇔ Nenhuma música é não bela (=
V F V V F F V V V V F V V Nenhuma música é bela)
V F F V F F V F V V F V F
Questões
F V V F F V V V F V V V V
F V F F F V V F F V V F F 01. (MRE – Oficial de Chancelaria – FGV/2016) Considere
F F V F F F V V F V F V V a sentença:
“Corro e não fico cansado”.
F F F F F F V F F V F V F Uma sentença logicamente equivalente à negação da
sentença dada é:
Proposições Associadas a uma Condicional (se, então) (A) Se corro então fico cansado.
(B) Se não corro então não fico cansado.
Chama-se proposições associadas a p → q as três proposições (C) Não corro e fico cansado.
condicionadas que contêm p e q: (D) Corro e fico cansado.
– Proposições recíprocas: p → q: q → p (E) Não corro ou não fico cansado.
– Proposição contrária: p → q: ~p → ~q
– Proposição contrapositiva: p → q: ~q → ~p 02. (TCE/RN – Conhecimentos Gerais para o cargo 4 –
CESPE/2015) Em campanha de incentivo à regularização da
Observe a tabela verdade dessas quatro proposições: documentação de imóveis, um cartório estampou um cartaz
com os seguintes dizeres: “O comprador que não escritura e não
registra o imóvel não se torna dono desse imóvel”.
A partir dessa situação hipotética e considerando que a
proposição P: “Se o comprador não escritura o imóvel, então ele
não o registra” seja verdadeira, julgue o item seguinte.
A proposição P é logicamente equivalente à proposição “O
Note que: comprador escritura o imóvel, ou não o registra”.
( ) Certo ( ) Errado

Respostas

01. Resposta: A.
A negação de P→Q é P ^ ~ Q
A equivalência de P-->Q é ~P v Q ou pode ser: ~Q-->~P

02. Resposta: Certo.


Relembrando temos que: Se p então q = Não p ou q. (p → q
= ~p v q)

Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática –
São Paulo: Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu
- Raciocínio lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
Observamos ainda que a condicional p → q e a sua recíproca
q → p ou a sua contrária ~p → ~q NÃO SÃO EQUIVALENTES. NEGAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES COMPOSTAS – LEIS DE
MORGAN
Exemplos:
p → q: Se T é equilátero, então T é isósceles. (V) As Leis de Morgan ensinam
q → p: Se T é isósceles, então T é equilátero. (F) - Negar que duas dadas proposições são ao mesmo tempo
verdadeiras equivale a afirmar que pelo menos uma é falsa
Exemplo: - Negar que uma pelo menos de duas proposições é
Vamos determinar: verdadeira equivale a afirmar que ambas são falsas.
a) A contrapositiva de p → q
b) A contrapositiva da recíproca de p → q As Leis de Morgan exprimem que NEGAÇÂO transforma:
c) A contrapositiva da contrária de p → q CONJUNÇÃO em DISJUNÇÃO e
DISJUNÇÃO em CONJUNÇÃO
Resolução:
a) A contrapositiva de p → q é ~q → ~p Vejamos:
A contrapositiva de ~q → ~p é ~~p → ~~q ⇔ p → q – Negação de uma conjunção (Leis de Morgan)
Para negar uma conjunção, basta negar as partes e trocar o
b) A recíproca de p → q é q → p conectivo CONJUNÇÃO pelo conectivo DISJUNÇÃO.
A contrapositiva q → q é ~p → ~q
~ (p ^ q) ⇔ (~p v ~q)
c) A contrária de p → q é ~p → ~q
A contrapositiva de ~p → ~q é q → p
p q ~ (p ^ q) ~p v ~q
Equivalência “NENHUM” e “TODO” V V F V V V F F F
V F V V F F F V V
1 – NENHUM A é B ⇔ TODO A é não B.

Raciocínio Lógico e Matemático 11


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APOSTILAS OPÇÃO
F V V F F V V V F
F F V F F F V V V

- Negação de uma disjunção (Lei de Morgan)


Para negar uma disjunção, basta negar as partes e trocar o conectivo DISJUNÇÃO pelo conectivo-CONJUNÇÃO.

~ (p v q) ⇔ (~p ^ ~q)

p q ~ (p v q) ~p ^ ~q
V V F V V V F F F
V F F V V F F F V
F V F F V V V F F
F F V F F F V V V

Exemplo:
Vamos negar a proposição “É inteligente e estuda”, vemos que se trata de uma CONJUNÇÂO, pela Lei de Morgan temos que uma
CONJUNÇÃO se transforma em uma DISJUNÇÃO, negando-se as partes, então teremos:
“Não é inteligente ou não estuda”

Questões

01. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – FGV/2015) Considere a afirmação:


“Mato a cobra e mostro o pau”
A negação lógica dessa afirmação é:
(A) não mato a cobra ou não mostro o pau;
(B) não mato a cobra e não mostro o pau;
(C) não mato a cobra e mostro o pau;
(D) mato a cobra e não mostro o pau;
(E) mato a cobra ou não mostro o pau.

02. (CODEMIG – Advogado Societário – FGV/2015) Em uma empresa, o diretor de um departamento percebeu que Pedro, um dos
funcionários, tinha cometido alguns erros em seu trabalho e comentou:
“Pedro está cansado ou desatento.”
A negação lógica dessa afirmação é:
(A) Pedro está descansado ou desatento.
(B) Pedro está descansado ou atento.
(C) Pedro está cansado e desatento.
(D) Pedro está descansado e atento.
(E) Se Pedro está descansado então está desatento.

Respostas
01. A\02. D.

Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

NEGAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES COMPOSTAS

Quando se nega uma proposição composta primitiva, gera-se outra proposição também composta e equivalente à negação de sua
primitiva.

De modo geral temos que:


~ (p ♦ q) ⇔ (p ♪ q), onde “♦” e “♪” representam conectivos lógicos quaisquer.

Obs.: O símbolo “⇔” representa equivalência entre as proposições.


Tem-se que: “p ♪ q” é equivalente à negação de “p ♦ q” e ainda “p ♦ q” é uma proposição oposta à “p ♪ q”.

Vejamos:
– Negação de uma disjunção exclusiva
Por definição, ao negar-se uma DISJUNÇÃO EXCLUSIVA, gera-se uma BICONDICIONAL.
~ (p v q) ⇔ (p ↔ q) ⇔ (p → q) ^ (q → p)

p q ~ (p v q) p ↔ q (p → q) ^ (q → p)
V V V V F V V V V V V V V V V V
V F F V V F V F F V F F F F V V
F V F F V V F F V F V V F V F F
F F V F F F F V F F V F V F V F

Raciocínio Lógico e Matemático 12


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APOSTILAS OPÇÃO
- Negação de uma condicional
Ao negar-se uma condicional, conserva-se o valor lógico de sua 1ª parte, troca-se o conectivo CONDICIONAL pelo conectivo
CONJUNÇÃO e nega-se sua 2ª parte.

~ (p → q) ⇔ (p ^ ~q) ⇔ ~~ p ^ ~q

p q ~ (p → q) p ^ ~q
V V F V V V V F F
V F V V F F V V V
F V F F V V F F F
F F F F V F F F V
- Negação de uma bicondicional
Ao negarmos uma bicondicional do tipo “p ↔ q” estaremos negando a sua formula equivalente dada por “(p → q) ∧ (q → p)”, assim,
negaremos uma conjunção cujas partes são duas condicionais: “(p → q)” e “(q → p)”. Aplicando-se a negação de uma conjunção a essa
bicondicional, teremos:

~ (p ↔ q) ⇔ ~ [(p → q) ∧ (q → p)] ⇔ [(p ∧ ~q) ∨ (q ∧ ~p)]

p q ~ (p ↔ q) ~ [(p → q) ^ (q → p)] (p ^ ~q) v (q ^ ~p)


V V F V V V F V V V V V V V V F F F V F F
V F V V F F V V F F F F V V V V V V F F F
F V V F F V V F V V F V F F F F F V V V V
F F F F V F F F V F V F V F F F V F F F V

DUPLA NEGAÇÃO (TEORIA DA INVOLUÇÃO)

– De uma proposição simples: p ⇔ ~ (~p)


p ~ (~ p)
V V F V
F F V F

- De uma condicional: p → q ⇔ ~p v q
A dupla negação de uma condicional dá-se por negar a 1ª parte da condicional, troca-se o conectivo CONDICIONAL pela DISJUNÇÃO
e mantém-se a 2ª parte. Ao negarmos uma proposição primitiva duas vezes consecutivas, a proposição resultante será equivalente à
sua proposição primitiva.

NEGAÇÃO DAS PROPOSIÇÕES MATEMÁTICAS


Considere os seguintes símbolos matemáticos: igual (“=”); diferente (“≠”); maior que (“>”); menor que (“<”); maior ou igual a (“≥”)
e menor ou igual (“≤”). Estes símbolos, associados a números ou variáveis, formam as chamadas expressões aritméticas ou algébricas.
Exemplo:
a) 5 + 6 = 11
b) 5 – 3 ≠ 4
c) 5 > 1
d) 7< 10
e) 3 + 5 ≥ 8
f) y + 5 ≤ 7

Para negarmos uma sentença matemática basta negarmos os símbolos matemáticos, assim estaremos negando toda sentença,
vejamos:
Sentença Matemática ou algébrica Negação Sentença obtida
5 + 6 = 11 ~ (5 + 6 = 11) 5 + 6 ≠ 11
5–3≠4 ~ (5 – 3 ≠ 4) 5–3=4
5>1 ~ (5 > 1) 5<1
7< 10 ~ (7< 10) 7> 10
3+5≥8 ~ (3 + 5 ≥ 8) 3+5≤8
y+5≤7 ~ (y + 5 ≤ 7) y+5≥7

É comum a banca, através de uma assertiva, “induzir” os candidatos a cometerem um erro muito comum,
que é a negação dessa assertiva pelo resultado, utilizando-se da operação matemática em questão para a
obtenção desse resultado, e não, como deve ser, pela negação dos símbolos matemáticos.
Exemplo:
Negar a expressão “4 + 7 = 16” não é dada pela expressão “4 + 7 = 11”, e sim por “4 + 7 ≠ 16”

Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

Raciocínio Lógico e Matemático 13


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APOSTILAS OPÇÃO
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO Se eu passar no concurso, então irei viajar
Premissas
A argumentação é a forma como utilizamos o raciocínio Passei no concurso
para convencer alguém de alguma coisa. A argumentação faz Logo, irei viajar Conclusão
uso de vários tipos de raciocínio que são baseados em normas
sólidas e argumentos aceitáveis. Todas as PREMISSAS tem uma CONCLUSÃO. Os exemplos
A lógica de argumentação é também conhecida como acima são considerados silogismos.
dedução formal e é a principal ferramenta para o raciocínio
válido de um argumento. Ela avalia conclusões que a Um argumento de premissas P1, P2, ..., Pn e de conclusão
argumentação pode tomar e avalia quais dessas conclusões são Q, indica-se por:
válidas e quais são inválidas (falaciosas). O estudo das formas
válidas de inferências de uma linguagem proposicional também P1, P2, ..., Pn |----- Q
faz parte da Teoria da argumentação.
Argumentos Válidos
Conceitos Um argumento é VÁLIDO (ou bem construído ou legítimo)
Premissas (proposições): são afirmações que podem ser quando a conclusão é VERDADEIRA (V), sempre que as
verdadeiras ou falsas. Com base nelas que os argumentos são premissas forem todas verdadeiras (V). Dizemos, também, que
compostos, ou melhor, elas possibilitam que o argumento seja um argumento é válido quando a conclusão é uma consequência
aceito. obrigatória das verdades de suas premissas.Ou seja:
Inferência: é o processo a partir de uma ou mais premissas A verdade das premissas é incompatível com a falsidade
se chegar a novas proposições. Quando a inferência é dada como da conclusão.
válida, significa que a nova proposição foi aceita, podendo ela
ser utilizada em outras inferências. Um argumento válido é denominado tautologia quando
assumir, somente, valorações verdadeiras, independentemente
Conclusão: é a proposição que contém o resultado final da de valorações assumidas por suas estruturas lógicas.
inferência e que esta alicerçada nas premissas. Para separa as
premissas das conclusões utilizam-se expressões como “logo, ...”, Argumentos Inválidos
“portanto, ...”, “por isso, ...”, entre outras. Um argumento é dito INVÁLIDO (ou falácia, ou ilegítimo
ou mal construído), quando as verdades das premissas são
Sofisma: é um raciocínio falso com aspecto de verdadeiro. insuficientes para sustentar a verdade da conclusão.
Caso a conclusão seja falsa, decorrente das insuficiências
Falácia: é um argumento válido, sem fundamento ou geradas pelas verdades de suas premissas, tem-se como
tecnicamente falho na capacidade de provar aquilo que enuncia. conclusão uma contradição (F).
Um argurmento não válido diz-se um SOFISMA.
Silogismo: é um raciocínio composto de três proposições,
dispostas de tal maneira que a conclusão é verdadeira e deriva
logicamente das duas primeiras premissas, ou seja, a conclusão - A verdade e a falsidade são propriedades das proposições.
é a terceira premissa. - Já a validade e a invalidade são propriedades inerentes aos
argumentos.
Argumento: é um conjunto finito de premissas – - Uma proposição pode ser considerada verdadeira ou falsa,
proposições –, sendo uma delas a consequência das demais. mas nunca válida e inválida.
O argumento pode ser dedutivo (aquele que confere validade - Não é possível ter uma conclusão falsa se as premissas são
lógica à conclusão com base nas premissas que o antecedem) verdadeiras.
ou indutivo (aquele quando as premissas de um argumento se - A validade de um argumento depende exclusivamente da
baseiam na conclusão, mas não implicam nela) relação existente entre as premissas e conclusões.
O argumento é uma fórmula constituída de premissas e
conclusões (dois elementos fundamentais da argumentação).
Critérios de Validade de um argumento
Pelo teorema temos:

Um argumento P1, P2, ..., Pn |---- Q é VÁLIDO se e somente se


a condicional:
(P1 ^ P2 ^ ...^ Pn) → Q é tautológica.

Alguns exemplos de argumentos: Métodos para testar a validade dos argumentos


Estes métodos nos permitem, por dedução (ou inferência),
1) atribuirmos valores lógicos as premissas de um argumento para
determinarmos uma conclusão verdadeira.
Todo homem é mortal Também podemos utilizar diagramas lógicos caso sejam
Premissas
João é homem estruturas categóricas (frases formadas pelas palavras ou
quantificadores: todo, algum e nenhum).
Logo, João é mortal Conclusão
Os métodos constistem em:
2)
1) Atribuição de valores lógicos: o método consiste na
Todo brasileiro é mortal
Premissas dedução dos valores lógicos das premissas de um argumento,
Todo paulista é brasileiro a partir de um “ponto de referência inicial” que, geralmente,
Logo, todo paulista é mortal Conclusão será representado pelo valor lógico de uma premissa formada
por uma proposição simples. Lembramos que, para que um
3) argumento seja válido, partiremos do pressuposto que todas
as premissas que compõem esse argumento são, na totalidade,
verdadeiras.

Raciocínio Lógico e Matemático 14


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APOSTILAS OPÇÃO
Para dedução dos valores lógicos, utilizaremos como auxílio P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
a tabela-verdade dos conectivos. cavalo.
(4º) F
P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a
espada.
(2º) V (3º) V
Exemplo
P4: Ora, a rainha fica na masmorra.
Sejam as seguintes premissas:
(1º) V
P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
cavalo.
Como a premissa P1 é formada por uma disjunção simples,
P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
lembramos que ela será verdadeira, se pelo menos uma de suas
P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a
partes for verdadeira. Sabendo-se que sua 1ª parte é falsa, logo,
espada.
a 2ª parte deverá ser, necessariamente, verdadeira (5º passo).
P4: Ora, a rainha fica na masmorra.

Se todos os argumentos (P1,P2,P3 e P4) forem válidos, então P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
todas premissas que compõem o argumento são necessariamente cavalo.
verdadeiras (V). E portanto pela premissa simples P4: “a (4º) F (5º) V
rainha fica na masmorra”; por ser uma proposição simples e
verdadeira, servirá de “referencial inicial” para a dedução dos P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
valores lógicos das demais proposições que, também, compõem P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a
esse argumento. Teremos com isso então: espada.
(2º) V (3º) V
P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
cavalo. P4: Ora, a rainha fica na masmorra.
(1º) V
P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
Ao confirmarmos como verdadeira a proposição simples “o
P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a príncipe não foge a cavalo”, então, devemos confirmar como falsa
espada. a 2a parte da condicional “o príncipe foge a cavalo” da premissa
P4: Ora, a rainha fica na masmorra. P2 (6o passo).
(1º) V
P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
Já sabemos que a premissa simples “a rainha fica na cavalo.
masmorra” é verdadeira, portanto, tal valor lógico confirmará (4º) F (5º) V
como verdade a 1a parte da condicional da premissa P3 (1º
passo). P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
(6º) F
P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a
P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
espada.
cavalo.
(2º) V (3º) V
P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
P4: Ora, a rainha fica na masmorra.
P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a (1º) V
espada. E, por último, ao confirmar a 2a parte de uma condicional
(2º) V como falsa, devemos confirmar, também, sua 1a parte como falsa
P4: Ora, a rainha fica na masmorra. (7o passo).
(1º) V
P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
Lembramos que, se a 1ª parte de uma condicional for cavalo.
verdadeira, implicará que a 2ª parte também deverá ser (4º) F (5º) V
verdadeira (2º passo), já que a verdade implica outra verdade
(vide a tabela-verdade da condicional). Assim teremos como P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
valor lógico da premissa uma verdade (V). (7º) F (6º) F
P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a
espada.
P1: O bárbaro não usa a espada ou o príncipe não foge a
(2º) V (3º) V
cavalo.
P4: Ora, a rainha fica na masmorra.
P2: Se o rei fica nervoso, então o príncipe foge a cavalo.
(1º) V
P3: Se a rainha fica na masmorra, então o bárbaro usa a Através da analise das premissas e atribuindo os seus valores
espada. lógicos chegamos as seguintes conclusões:
(2º) V (3º) V - A rainha fica na masmorra;
P4: Ora, a rainha fica na masmorra. - O bárbaro usa a espada;
(1º) V - O rei não fica nervoso;
- o príncipe não foge a cavalo.
Confirmando-se a proposição simples “o bárbaro usa
Observe que onde as proposições são falsas (F) utilizamos
a espada” como verdadeira (3º passo), logo, a 1ª parte da
o não para ter o seu correspondente como válido, expressando
disjunção simples da premissa P1, “o bárbaro não usa a espada”,
uma conclusão verdadeira.
será falsa (4º passo).

Raciocínio Lógico e Matemático 15


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APOSTILAS OPÇÃO
Caso o argumento não possua uma proposição simples “ponto de F F F F V F F V F
referência inicial”, devem-se iniciar as deduções pela conjunção, 1º 2º 1º 1º 1º 1º
e, caso não exista tal conjunção, pela disjunção exclusiva ou pela
bicondicional, caso existam. p q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
V V V V V V V F F V
2) Método da Tabela – Verdade: para resolvermos temos V V F V V V V V V F
que levar em considerações dois casos.
1º caso: quando o argumento é representado por uma V F V V F F F V F V
fómula argumentativa. V F F V F F F V V F
Exemplo: F V V F V V V F F V
A → B ~A = ~B F V F F V V V V V F

Para resolver vamos montar uma tabela dispondo todas as F F V F V F F V F V


proposições, as premissas e as conclusões afim de chegarmos a F F F F V F F V V F
validade do argumento. 1º 2º 1º 1º 3º 1º 1º

p q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
V V V V V V F V F F V
V V F V V V V V V V F
V F V V F F F F V F V
V F F V F F F F V V F
F V V F V V F V F F V
(Fonte: http://www.marilia.unesp.br) F V F F V V V V V V F
F F V F V F V F V F V
O caso onde as premissas são verdadeiras e a conclusão
é falsa esta sinalizada na tabela acima pelo asterisco.Observe F F F F V F V F V V F
também, na linha 4, que as premissas são verdadeiras e a 1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 1º
conclusão é verdadeira. Chegamos através dessa análise que o
argumento não é valido. p q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
V V V V V V F V F F V V
2o caso: quando o argumento é representado por uma
sequência lógica de premissas, sendo a última sua conclusão, e é V V F V V V V V V V F F
questionada a sua validade. V F V V F F F F V F V V
Exemplo: V F F V F F F F V V V F
“Se leio, então entendo. Se entendo, então não compreendo. F V V F V V F V F F V V
Logo, compreendo.”
F V F F V V V V V V F F
P1: Se leio, então entendo.
P2: Se entendo, então não compreendo. F F V F V F V F V F V V
C: Compreendo. F F F F V F V F V V F F
Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento: 1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 5º 1º
P1 ∧ P2 → C
Sendo a solução (observado na 5a resolução) uma
Representando inicialmente as proposições primitivas “leio”, contingência (possui valores verdadeiros e falsos), logo, esse
“entendo” e “compreendo”, respectivamente, por “p”, “q” e “r”, argumento não é válido. Podemos chamar esse argumento de
teremos a seguinte fórmula argumentativa: sofisma embora tenha premissas e conclusões verdadeiras.
P1: p → q
P2: q → ~r Implicações tautológicas: a utilização da tabela verdade em
C: r alguns casos torna-se muito trabalhoso, principlamente quando
o número de proposições simples que compõe o argumento é
[(p → q) ∧ (q → ~r)] → r ou muito grande, então vamos aqui ver outros métodos que vão
ajudar a provar a validade dos argumentos.
3.1 - Método da adição (AD)

Montando a tabela verdade temos (vamos montar o passo


a passo):
3.2 - Método da adição (SIMP)
p q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
V V V V V V V F V 1º caso:
V V F V V V V V F
V F V V F F F F V
V F F V F F F V F 2º caso:
F V V F V V V F V
F V F F V V V V F
F F V F V F F F V 3.3 - Método da conjunção (CONJ)

Raciocínio Lógico e Matemático 16


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APOSTILAS OPÇÃO
1º caso: condicionais que formam a premissa do argumento, resultando
em uma condicional denominada condicional conclusiva.
Vejamos o exemplo:

2º caso:

3.4 - Método da absorção (ABS)

3.5 – Modus Ponens (MP)


Nós podemos aplicar a soma lógica em três casos:
1º caso - quando a condicional conclusiva é formada pelas
proposições simples que aparecem apenas uma vez no conjunto
das premissas do argumento.
3.6 – Modus Tollens (MT)
Exemplo
Dado o argumento: Se chove, então faz frio. Se neva, então
chove. Se faz frio, então há nuvens no céu. Se há nuvens no céu,
então o dia está claro.
Temos então o argumento formado pelas seguintes
3.7 – Dilema construtivo (DC) premissas:
P1: Se chove, então faz frio.
P2: Se neva, então chove.
P3: Se faz frio, então há nuvens no céu.
P4: Se há nuvens no céu, então o dia está claro.

Vamos denotar as proposições simples:


3.7 – Dilema destrutivo (DD) p: chover
q: fazer frio
r: nevar
s: existir nuvens no céu
t: o dia esta claro

3.8 – Silogismo disjuntivo (SD) Montando o produto lógico teremos:


1º caso:

2º caso:
Conclusão: “Se neva, então o dia esta claro”.

Observe que: As proposições simples “nevar” e “o dia está


claro” só apareceram uma vez no conjunto de premissas do
argumento anterior.
3.9 – Silogismo hipotético (SH)
2º caso - quando a condicional conclusiva é formada por,
apenas, uma proposição simples que aparece em ambas as
partes da condicional conclusiva, sendo uma a negação da outra.
As demais proposições simples são eliminadas pelo processo
3.10 – Exportação e importação. natural do produto lógico.
Neste caso, na condicional conclusiva, a 1ª parte deverá
1º caso: Exportação necessariamente ser FALSA, e a 2ª parte, necessariamente
VERDADEIRA.

Tome Nota:

Nos dois casos anteriores, pode-se utilizar o recurso de


2º caso: Importação
equivalência da contrapositiva (contraposição) de uma
condicional, para que ocorram os devidos reajustes entre as
proposições simples de uma determinada condicional que resulte
no produto lógico desejado.
Produto lógico de condicionais: este produto consiste na (p → q) ~q → ~p
dedução de uma condicional conclusiva – que será a conclusão
do argumento –, decorrente ou resultante de várias outras Exemplo
premissas formadas por, apenas, condicionais. Seja o argumento: Se Ana trabalha, então Beto não estuda.
Ao efetuar o produto lógico, eliminam-se as proposições Se Carlos não viaja, então Beto não estuda. Se Carlos viaja, Ana
simples iguais que se localizam em partes opostas das trabalha.

Raciocínio Lógico e Matemático 17


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APOSTILAS OPÇÃO
Temos então o argumento formado pelas seguintes • Durante a noite, faz frio.
premissas: Tendo como referência as proposições apresentadas, julgue
P1: Se Ana viaja, então Beto não trabalha. o item subsecutivo.
P2: Se Carlos não estuda, então Beto não trabalha. Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando.
P3: Se Carlos estuda, Ana viaja. ( ) Certo ( ) Errado

Denotando as proposições simples teremos: 03. (STJ – Conhecimentos Gerais para o cargo 17 –
p: Ana trabalha CESPE/2015) Mariana é uma estudante que tem grande apreço
q: Beto estuda pela matemática, apesar de achar essa uma área muito difícil.
r: Carlos viaja Sempre que tem tempo suficiente para estudar, Mariana é
Montando o produto lógico teremos: aprovada nas disciplinas de matemática que cursa na faculdade.
Neste semestre, Mariana está cursando a disciplina chamada
Introdução à Matemática Aplicada. No entanto, ela não tem
tempo suficiente para estudar e não será aprovada nessa
disciplina.
Conclusão: “Beto não estuda”. A partir das informações apresentadas nessa situação
hipotética, julgue o item a seguir, acerca das estruturas lógicas.
3º caso - aplicam-se os procedimentos do 2o caso em, Considerando-se as seguintes proposições: p: “Se Mariana
apenas, uma parte das premissas do argumento. aprende o conteúdo de Cálculo 1, então ela aprende o conteúdo
de Química Geral”; q: “Se Mariana aprende o conteúdo de
Exemplo Química Geral, então ela é aprovada em Química Geral”; c:
Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é palmeirense. “Mariana foi aprovada em Química Geral”, é correto afirmar que
Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são-paulino. o argumento formado pelas premissas p e q e pela conclusão c é
Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino. Se Nivaldo é um argumento válido.
corintiano, então Márcio não é palmeirense. ( ) Certo ( ) Errado

Então as presmissas que formam esse argumento são: 04. (STJ – Conhecimentos Gerais para o cargo 17 –
P1: Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é palmeirense. CESPE/2015) Mariana é uma estudante que tem grande apreço
P2: Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são- pela matemática, apesar de achar essa uma área muito difícil.
paulino. Sempre que tem tempo suficiente para estudar, Mariana é
P3: Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino. aprovada nas disciplinas de matemática que cursa na faculdade.
P4: Se Nivaldo é corintiano, então Márcio não é palmeirense. Neste semestre, Mariana está cursando a disciplina chamada
Introdução à Matemática Aplicada. No entanto, ela não tem
Denotando as proposições temos: tempo suficiente para estudar e não será aprovada nessa
disciplina.
p: Nivaldo é corintiano
q: Márcio é palmerense A partir das informações apresentadas nessa situação
r: Pedro é são paulino hipotética, julgue o item a seguir, acerca das estruturas lógicas.
Considerando-se as seguintes proposições: p: “Se Mariana
Efetuando a soma lógica: aprende o conteúdo de Cálculo 1, então ela aprende o conteúdo
de Química Geral”; q: “Se Mariana aprende o conteúdo de
Química Geral, então ela é aprovada em Química Geral”; c:
“Mariana foi aprovada em Química Geral”, é correto afirmar que
o argumento formado pelas premissas p e q e pela conclusão c é
um argumento válido.
( ) Certo ( ) Errado

Vamos aplicar o produto lógico nas 3 primeiras premissas 05. (Petrobras – Técnico (a) de Exploração de Petróleo
(P1,P2,P3) teremos: Júnior – Informática – CESGRANRIO/2014) Se Esmeralda é
uma fada, então Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo,
então Monarca é um centauro. Se Monarca é um centauro, então
Tristeza é uma bruxa.
Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo
Conclusão: “ Márcio é palmeirense”. (A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo.
(B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
Questões (C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro.
(D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada
01. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016) (E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo.
Considere que as seguintes proposições sejam verdadeiras.
• Quando chove, Maria não vai ao cinema. Respostas
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio. 01. Resposta: Errado.
• Quando Fernando está estudando, não chove. A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas
• Durante a noite, faz frio. as premissas chegamos a uma conclusão. Enumerando as
Tendo como referência as proposições apresentadas, julgue premissas:
o item subsecutivo. A = Chove
Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando. B = Maria vai ao cinema
( ) Certo ( ) Errado C = Cláudio fica em casa
D = Faz frio
02. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016) E = Fernando está estudando
Considere que as seguintes proposições sejam verdadeiras. F = É noite
• Quando chove, Maria não vai ao cinema. A argumentação parte que a conclusão deve ser (V)
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio. Lembramos a tabela verdade da condicional:
• Quando Fernando está estudando, não chove.

Raciocínio Lógico e Matemático 18


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APOSTILAS OPÇÃO
1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V
Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria foi
ao cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou F);
pois temos dois valores lógicos para chegarmos à conclusão (V
ou F).

03. Resposta: Errado.


A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
falsa, utilizando isso temos: estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento:
O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então P1 ∧ P2 → C
Fernando estava estudando. // B → ~E
Organizando e resolvendo, temos:
Iniciando temos: A: Mariana aprende o conteúdo de Cálculo 1
4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A → B: Mariana aprende o conteúdo de Química Geral
~B = V – para que o argumento seja válido temos que Quando C: Mariana é aprovada em Química Geral
chove tem que ser F.
3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema Argumento: [(A → B) ∧ (B → C)] ⇒ C
(V). // C → B = V - para que o argumento seja válido temos que Vamos ver se há a possibilidade de a conclusão ser falsa e as
Maria vai ao cinema tem que ser V. premissas serem verdadeiras, para sabermos se o argumento é
2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C válido:
→ ~D = V - para que o argumento seja válido temos que Quando Testando C para falso:
Cláudio sai de casa tem que ser F. (A → B) ∧ (B →C)
(A →B) ∧ (B → F)
5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove
(V). // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está estudando Para obtermos um resultado V da 2º premissa, logo B têm
pode ser V ou F. que ser F:
(A → B) ∧ (B → F)
1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V (A → F) ∧ (F → F)
(F → F) ∧ (V)
Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria foi
ao cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou F); Para que a primeira premissa seja verdadeira, é preciso que
pois temos dois valores lógicos para chegarmos à conclusão (V o “A” seja falso:
ou F). (A → F) ∧ (V)
(F → F) ∧ (V)
02. Resposta: Errado. (V) ∧ (V)
A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas (V)
as premissas chegamos a uma conclusão. Enumerando as
premissas: Então, é possível que o conjunto de premissas seja
A = Chove verdadeiro e a conclusão seja falsa ao mesmo tempo, o que nos
B = Maria vai ao cinema leva a concluir que esse argumento não é válido.
C = Cláudio fica em casa
D = Faz frio 04. Resposta: Errado.
E = Fernando está estudando Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
F = É noite estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento:
A argumentação parte que a conclusão deve ser (V) P1 ∧ P2 → C

Lembramos a tabela verdade da condicional: Organizando e resolvendo, temos:


A: Mariana aprende o conteúdo de Cálculo 1
B: Mariana aprende o conteúdo de Química Geral
C: Mariana é aprovada em Química Geral

Argumento: [(A → B) ∧ (B → C)] ⇒ C


Vamos ver se há a possibilidade de a conclusão ser falsa e as
premissas serem verdadeiras, para sabermos se o argumento é
A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª válido:
falsa, utilizando isso temos: Testando C para falso:
O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então (A → B) ∧ (B →C)
Fernando estava estudando. // B → ~E (A →B) ∧ (B → F)

Iniciando temos: Para obtermos um resultado V da 2º premissa, logo B têm


4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A → que ser F:
~B = V – para que o argumento seja válido temos que Quando (A → B) ∧ (B → F)
chove tem que ser F. (A → F) ∧ (F → F)
(F → F) ∧ (V)
3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema Para que a primeira premissa seja verdadeira, é preciso que
(V). // C → B = V - para que o argumento seja válido temos que o “A” seja falso:
Maria vai ao cinema tem que ser V. (A → F) ∧ (V)
(F → F) ∧ (V)
2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C (V) ∧ (V)
→ ~D = V - para que o argumento seja válido temos que Quando (V)
Cláudio sai de casa tem que ser F.
Então, é possível que o conjunto de premissas seja
5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove verdadeiro e a conclusão seja falsa ao mesmo tempo, o que nos
(V). // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está estudando leva a concluir que esse argumento não é válido.
pode ser V ou F.

Raciocínio Lógico e Matemático 19


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APOSTILAS OPÇÃO
05. Resposta: B. a) Temos no grupo: 8 + 10 + 33 = 51 motoristas.
Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Trizteza b) Dirigem somente carros 33 motoristas.
não é bruxa, considerando ela como (V), precisamos ter como c) Dirigem somente motos 8 motoristas.
conclusão o valor lógico (V), então:
(4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo No caso de uma pesquisa de opinião sobre a preferência
(F) → V quanto à leitura de três jornais. A, B e C, foi apresentada a
(3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um centauro seguinte tabela:
(F) → V
(2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma Jornais Leitores
bruxa(F) → V A 300
(1) Tristeza não é uma bruxa (V)
Logo: B 250
Temos que: C 200
Esmeralda não é fada(V)
Bongrado não é elfo (V) AeB 70
Monarca não é um centauro (V) AeC 65
Como a conclusão parte da conjunção, o mesmo só será
verdadeiro quando todas as afirmativas forem verdadeiras, logo, BeC 105
a única que contém esse valor lógico é: A, B e C 40
Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
Nenhum 150
Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – Para termos os valores reais da pesquisa, vamos inicialmente
São Paulo: Nobel – 2002. montar os diagramas que representam cada conjunto. A
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu colocação dos valores começará pela intersecção dos três
- Raciocínio lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. conjuntos e depois para as intersecções duas a duas e por último
às regiões que representam cada conjunto individualmente.
DIAGRAMAS LÓGICOS Representaremos esses conjuntos dentro de um retângulo que
indicará o conjunto universo da pesquisa.
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários
problemas. Uma situação que esses diagramas poderão ser
usados, é na determinação da quantidade de elementos que
apresentam uma determinada característica.

Fora dos diagramas teremos 150 elementos que não são


leitores de nenhum dos três jornais.
Na região I, teremos: 70 - 40 = 30 elementos.
Na região II, teremos: 65 - 40 = 25 elementos.
Assim, se num grupo de pessoas há 43 que dirigem carro, 18 Na região III, teremos: 105 - 40 = 65 elementos.
que dirigem moto e 10 que dirigem carro e moto. Baseando-se Na região IV, teremos: 300 - 40 - 30 - 25 = 205 elementos.
nesses dados, e nos diagramas lógicos poderemos saber: Quantas Na região V, teremos: 250 - 40 -30 - 65 = 115 elementos.
pessoas têm no grupo ou quantas dirigem somente carro ou ainda Na região VI, teremos: 200 - 40 - 25 - 65 = 70 elementos.
quantas dirigem somente motos. Vamos inicialmente montar
os diagramas dos conjuntos que representam os motoristas de Dessa forma, o diagrama figura preenchido com os seguintes
motos e motoristas de carros. Começaremos marcando quantos elementos:
elementos tem a intersecção e depois completaremos os outros
espaços.

Marcando o valor da intersecção, então iremos subtraindo


esse valor da quantidade de elementos dos conjuntos A e B.
A partir dos valores reais, é que poderemos responder as
perguntas feitas.
Com essa distribuição, poderemos notar que 205 pessoas
leem apenas o jornal A. Verificamos que 500 pessoas não leem o
jornal C, pois é a soma 205 + 30 + 115 + 150. Notamos ainda que
700 pessoas foram entrevistadas, que é a soma 205 + 30 + 25 +
40 + 115 + 65 + 70 + 150.

Diagrama de Euler

Um diagrama de Euler é similar a um diagrama de Venn, mas


não precisa conter todas as zonas (onde uma zona é definida
como a área de intersecção entre dois ou mais contornos).

Raciocínio Lógico e Matemático 20


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APOSTILAS OPÇÃO
Assim, um diagrama de Euler pode definir um universo de diagrama. Isto é, o diagrama deixa espaço para qualquer relação
discurso, isto é, ele pode definir um sistema no qual certas possível entre as classes, e a relação dada ou existente pode
intersecções não são possíveis ou consideradas. Assim, um então ser definida indicando se alguma região em específico é
diagrama de Venn contendo os atributos para Animal, Mineral e vazia ou não-vazia”. Pode-se escrever uma definição mais formal
quatro patas teria que conter intersecções onde alguns estão em do seguinte modo: Seja C = (C1, C2, ... Cn) uma coleção de curvas
ambos animal, mineral e de quatro patas. Um diagrama de Venn, fechadas simples desenhadas em um plano. C é uma família
consequentemente, mostra todas as possíveis combinações ou independente se a região formada por cada uma das interseções
conjunções. X1 X2 ... Xn, onde cada Xi é o interior ou o exterior de Ci, é não-
vazia, em outras palavras, se todas as curvas se intersectam de
todas as maneiras possíveis. Se, além disso, cada uma dessas
regiões é conexa e há apenas um número finito de pontos de
interseção entre as curvas, então C é um diagrama de Venn para
n conjuntos.
Nos casos mais simples, os diagramas são representados
por círculos que se encobrem parcialmente. As partes
referidas em um enunciado específico são marcadas com uma
cor diferente. Eventualmente, os círculos são representados
Diagramas de Euler consistem em curvas simples fechadas como completamente inseridos dentro de um retângulo, que
(geralmente círculos) no plano que mostra os conjuntos. representa o conjunto universo daquele particular contexto (já
Os tamanhos e formas das curvas não são importantes: a se buscou a existência de um conjunto universo que pudesse
significância do diagrama está na forma como eles se sobrepõem. abranger todos os conjuntos possíveis, mas Bertrand Russell
As relações espaciais entre as regiões delimitadas por cada curva mostrou que tal tarefa era impossível). A ideia de conjunto
(sobreposição, contenção ou nenhuma) correspondem relações universo é normalmente atribuída a Lewis Carroll. Do mesmo
teóricas (subconjunto interseção e disjunção). Cada curva de modo, espaços internos comuns a dois ou mais conjuntos
Euler divide o plano em duas regiões ou zonas estão: o interior, representam a sua intersecção, ao passo que a totalidade dos
que representa simbolicamente os elementos do conjunto, e espaços pertencentes a um ou outro conjunto indistintamente
o exterior, o que representa todos os elementos que não são representa sua união.
membros do conjunto. Curvas cujos interiores não se cruzam John Venn desenvolveu os diagramas no século XIX,
representam conjuntos disjuntos. Duas curvas cujos interiores ampliando e formalizando desenvolvimentos anteriores de
se interceptam representam conjuntos que têm elementos Leibniz e Euler. E, na década de 1960, eles foram incorporados
comuns, a zona dentro de ambas as curvas representa o conjunto ao currículo escolar de matemática. Embora seja simples
de elementos comuns a ambos os conjuntos (intersecção dos construir diagramas de Venn para dois ou três conjuntos,
conjuntos). Uma curva que está contido completamente dentro surgem dificuldades quando se tenta usá-los para um número
da zona interior de outro representa um subconjunto do mesmo. maior. Algumas construções possíveis são devidas ao próprio
Os Diagramas de Venn são uma forma mais restritiva de John Venn e a outros matemáticos como Anthony W. F. Edwards,
diagramas de Euler. Um diagrama de Venn deve conter todas Branko Grünbaum e Phillip Smith. Além disso, encontram-se em
as possíveis zonas de sobreposição entre as suas curvas, uso outros diagramas similares aos de Venn, entre os quais os de
representando todas as combinações de inclusão / exclusão Euler, Johnston, Pierce e Karnaugh.
de seus conjuntos constituintes, mas em um diagrama de Euler
algumas zonas podem estar faltando. Essa falta foi o que motivou Dois Conjuntos: considere-se o seguinte exemplo: suponha-
Venn a desenvolver seus diagramas. Existia a necessidade de se que o conjunto A representa os animais bípedes e o conjunto
criar diagramas em que pudessem ser observadas, por meio de B representa os animais capazes de voar. A área onde os dois
suposição, quaisquer relações entre as zonas não apenas as que círculos se sobrepõem, designada por intersecção A e B ou
são “verdadeiras”. intersecção A-B, conteria todas as criaturas que ao mesmo
Os diagramas de Euler (em conjunto com os de Venn) são tempo podem voar e têm apenas duas pernas motoras.
largamente utilizados para ensinar a teoria dos conjuntos
no campo da matemática ou lógica matemática no campo da
lógica. Eles também podem ser utilizados para representar
relacionamentos complexos com mais clareza, já que representa
apenas as relações válidas. Em estudos mais aplicados esses
diagramas podem ser utilizados para provar / analisar
silogismos que são argumentos lógicos para que se possa
deduzir uma conclusão.

Diagramas de Venn

Designa-se por diagramas de Venn os diagramas usados em Considere-se agora que cada espécie viva está representada
matemática para simbolizar graficamente propriedades, axiomas por um ponto situado em alguma parte do diagrama. Os
e problemas relativos aos conjuntos e sua teoria. Os respetivos humanos e os pinguins seriam marcados dentro do círculo A, na
diagramas consistem de curvas fechadas simples desenhadas parte dele que não se sobrepõe com o círculo B, já que ambos
sobre um plano, de forma a simbolizar os conjuntos e permitir a são bípedes mas não podem voar. Os mosquitos, que voam mas
representação das relações de pertença entre conjuntos e seus têm seis pernas, seriam representados dentro do círculo B e fora
elementos (por exemplo, 4 {3,4,5}, mas 4 ∉ {1,2,3,12}) e relações da sobreposição. Os canários, por sua vez, seriam representados
de continência (inclusão) entre os conjuntos (por exemplo, {1, na intersecção A-B, já que são bípedes e podem voar. Qualquer
3} ⊂ {1, 2, 3, 4}). Assim, duas curvas que não se tocam e estão animal que não fosse bípede nem pudesse voar, como baleias ou
uma no espaço interno da outra simbolizam conjuntos que serpentes, seria marcado por pontos fora dos dois círculos.
possuem continência; ao passo que o ponto interno a uma curva Assim, o diagrama de dois conjuntos representa quatro
representa um elemento pertencente ao conjunto. áreas distintas (a que fica fora de ambos os círculos, a parte
Os diagramas de Venn são construídos com coleções de de cada círculo que pertence a ambos os círculos (onde há
curvas fechadas contidas em um plano. O interior dessas curvas sobreposição), e as duas áreas que não se sobrepõem, mas estão
representa, simbolicamente, a coleção de elementos do conjunto. em um círculo ou no outro):
De acordo com Clarence Irving Lewis, o “princípio desses - Animais que possuem duas pernas e não voam (A sem
diagramas é que classes (ou conjuntos) sejam representadas por sobreposição).
regiões, com tal relação entre si que todas as relações lógicas - Animais que voam e não possuem duas pernas (B sem
possíveis entre as classes possam ser indicadas no mesmo sobreposição).

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- Animais que possuem duas pernas e voam (sobreposição).
- Animais que não possuem duas pernas e não voam (branco
- fora).

Essas configurações são representadas, respectivamente,


pelas operações de conjuntos: diferença de A para B, diferença
de B para A, intersecção entre A e B, e conjunto complementar de
A e B. Cada uma delas pode ser representada como as seguintes
áreas (mais escuras) no diagrama: Complementar de A em U: AC = U \ A

Diferença de A para B: A\B Complementar de B em U: BC = U \ B

Três Conjuntos: Na sua apresentação inicial, Venn focou-


se sobretudo nos diagramas de três conjuntos. Alargando
o exemplo anterior, poderia-se introduzir o conjunto C dos
animais que possuem bico. Neste caso, o diagrama define sete
áreas distintas, que podem combinar-se de 256 (28) maneiras
diferentes, algumas delas ilustradas nas imagens seguintes.

Diferença de B para A: B\A

Intersecção de dois conjuntos: AB Diagrama de Venn mostrando todas as intersecções


possíveis entre A, B e C.

Complementar de dois conjuntos: U \ (AB)

Além disso, essas quatro áreas podem ser combinadas de


16 formas diferentes. Por exemplo, pode-se perguntar sobre
os animais que voam ou tem duas patas (pelo menos uma das União de três conjuntos: ABC
características); tal conjunto seria representado pela união de A
e B. Já os animais que voam e não possuem duas patas mais os
que não voam e possuem duas patas, seriam representados pela
diferença simétrica entre A e B. Estes exemplos são mostrados
nas imagens a seguir, que incluem também outros dois casos.

Intersecção de três conjuntos: ABC

União de dois conjuntos: AB

Diferença Simétrica de dois conjuntos: AB


A \ (B C)

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APOSTILAS OPÇÃO

A B

2. Se a proposição Nenhum A é B é verdadeira, então temos


somente a representação:
Todo A é B. É falsa.
Algum A é B. É falsa.
Algum A não é B. É verdadeira.

3. Se a proposição Algum A é B é verdadeira, temos as quatro


(B C) \ A
representações possíveis:
Proposições Categóricas
- Todo A é B
- Nenhum A é B
- Algum A é B e
- Algum A não é B

Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjunto A


é um subconjunto do conjunto B. Ou seja: A está contido em B.
Atenção: dizer que Todo A é B não significa o mesmo que Todo B é
A. Enunciados da forma Nenhum A é B afirmam que os conjuntos
A e B são disjuntos, isto é, não tem elementos em comum.
Atenção: dizer que Nenhum A é B é logicamente equivalente a
dizer que Nenhum B é A.
Nenhum A é B. É falsa.
Por convenção universal em Lógica, proposições da forma
Todo A é B. Pode ser verdadeira (em 3 e 4) ou falsa (em 1 e 2).
Algum A é B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos um
Algum A não é B. Pode ser verdadeira (em 1 e 2) ou falsa (em
elemento em comum com o conjunto B. Contudo, quando dizemos
3 e 4) – é indeterminada.
que Algum A é B, pressupomos que nem todo A é B. Entretanto, no
sentido lógico de algum, está perfeitamente correto afirmar que
4. Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as
“alguns de meus colegas estão me elogiando”, mesmo que todos
três representações possíveis:
eles estejam. Dizer que Algum A é B é logicamente equivalente
a dizer que Algum B é A. Também, as seguintes expressões são
equivalentes: Algum A é B = Pelo menos um A é B = Existe um A
que é B.
Proposições da forma Algum A não é B estabelecem que o
conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence ao
conjunto B. Temos as seguintes equivalências: Algum A não é B
3
= Algum A é não B = Algum não B é A. Mas não é equivalente a A B
Algum B não é A. Nas proposições categóricas, usam-se também
as variações gramaticais dos verbos ser e estar, tais como é, são,
está, foi, eram, ..., como elo de ligação entre A e B.
Todo A é B. É falsa.
Nenhum A é B. Pode ser verdadeira (em 3) ou falsa (em 1 e
- Todo A é B = Todo A não é não B.
2 – é indeterminada).
- Algum A é B = Algum A não é não B.
Algum A é B. Ou falsa (em 3) ou pode ser verdadeira (em 1 e
- Nenhum A é B = Nenhum A não é não B.
2 – é ideterminada).
- Todo A é não B = Todo A não é B.
- Algum A é não B = Algum A não é B.
QUESTÕES
- Nenhum A é não B = Nenhum A não é B.
- Nenhum A é B = Todo A é não B.
01. Represente por diagrama de Venn-Euler
- Todo A é B = Nenhum A é não B.
(A) Algum A é B
- A negação de Todo A é B é Algum A não é B (e vice-versa).
(B) Algum A não é B
- A negação de Algum A é B é Nenhum A não é B (e vice-
(C) Todo A é B
versa).
(D) Nenhum A é B
Verdade ou Falsidade das Proposições Categóricas
02. (Especialista em Políticas Públicas Bahia - FCC)
Considerando “todo livro é instrutivo” como uma proposição
Dada a verdade ou a falsidade de qualquer uma das
verdadeira, é correto inferir que:
proposições categóricas, isto é, de Todo A é B, Nenhum A é B,
(A) “Nenhum livro é instrutivo” é uma proposição
Algum A é B e Algum A não é B, pode-se inferir de imediato a
necessariamente verdadeira.
verdade ou a falsidade de algumas ou de todas as outras.
(B) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição
necessariamente verdadeira.
1. Se a proposição Todo A é B é verdadeira, então temos as
(C) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição
duas representações possíveis:
verdadeira ou falsa.
(D) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição verdadeira
ou falsa.
(E) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição
necessariamente verdadeira.

03. Dos 500 músicos de uma Filarmônica, 240 tocam


instrumentos de sopro, 160 tocam instrumentos de corda e 60
Nenhum A é B. É falsa.
tocam esses dois tipos de instrumentos. Quantos músicos desta
Algum A é B. É verdadeira.
Filarmônica tocam:
Algum A não é B. É falsa.

Raciocínio Lógico e Matemático 23


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(A) instrumentos de sopro ou de corda? de F o conjunto dos músicos da Filarmônica. Ao resolver este
(B) somente um dos dois tipos de instrumento? tipo de problema faça o diagrama, assim você poderá visualizar
(C) instrumentos diferentes dos dois citados? o problema e sempre comece a preencher os dados de dentro
para fora.
04. (TTN - ESAF) Se é verdade que “Alguns A são R” e que
“Nenhum G é R”, então é necessariamente verdadeiro que: Passo 1: 60 tocam os dois instumentos, portanto, após
(A) algum A não é G; fazermos o diagrama, este número vai no meio.
(B) algum A é G. Passo 2:
(C) nenhum A é G; a)160 tocam instrumentos de corda. Já temos 60. Os que só
(D) algum G é A; tocam corda são, portanto 160 - 60 = 100
(E) nenhum G é A; b) 240 tocam instrumento de sopro. 240 - 60 = 180

05. Em uma classe, há 20 alunos que praticam futebol mas Vamos ao diagrama, preenchemos os dados obtidos acima:
não praticam vôlei e há 8 alunos que praticam vôlei mas não
praticam futebol. O total dos que praticam vôlei é 15. Ao todo,
existem 17 alunos