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O mundo assim como o Brasil vem sendo assolado a um bom tempo pela

pandemia causada pelo coronavírus. E infelizmente muitas pessoas abusam da


situação triste e caótica para se beneficiar de alguma maneira.

E se tem uma coisa que o ser humano de um modo geral não vive sem: é o
dinheiro. Com essa situação vigorando no Brasil, percebemos um aumento
bastante considerável não só no álcool gel e máscaras, quanto nos demais
itens consumidos e serviços prestados.

A lei 12529/2011, lei que estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da


Concorrência, e em seu artigo 36 traz algumas infrações no âmbito da ordem
econômica. E no inciso III, do artigo 36, está disposto que constituem infração
da ordem econômica aumentar arbitrariamente os lucros.

Sendo assim, baseado no artigo 36 comete crime o fornecedor ou prestador de


serviço que aumenta arbitrariamente o preço de qualquer produto e serviço. É
até desumano pensar que existem muitas pessoas se aproveitando dessa
situação de caos para lucrar de forma arbitrária.

Aquele que pratica a infração da ordem econômica a qual se refere no artigo e


inciso já citado estará sujeita as penas previstas nos incisos do artigo 37 da lei
12529. No caso das empresas a multa pode varias de 0,1% a 20% do valor do
faturamento bruto da empresa.

E quando essa infração é identificada será instaurado inquérito administrativo.


E o inquérito administrativo é tratado no artigo 66 da Lei 12.529/11. O inquérito
administrativo é um procedimento investigatório de natureza inquisitorial,
instaurados pela Superintendência-Geral. Seu objetivo é apurar infrações à
ordem econômica.

Será instaurado de ofício, em face de representação fundamentada de


qualquer interessado, ou em decorrência de peças de informação, quando os
indícios de infração à ordem econômica não forem suficientes para a
instauração de processo administrativo.

O inquérito administrativo poderá ser aberto ainda mediante representação do


Congresso Nacional, ou de qualquer de suas Casas, bem como da Secretaria
de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda - Seae/MF, das
agências reguladoras e da Procuradoria Federal especializada junto ao Cade.

O inquérito administrativo deverá ser encerrado no prazo de 180 dias, contados


da data de sua instauração, prorrogáveis por até 60 dias, renováveis, quando o
fato for de difícil elucidação e o justificarem as circunstâncias do caso concreto.

É fundamental estarmos atento quando for identificado esse tipo de pratica.


Não podemos ser omissos quanto a essa situação. O momento que passamos
já é bem delicado e não podemos deixar que os “abutres” se aproveitem dessa
situação para maximizar seus lucros.