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PROPOSTAS DE RESOLUÇÃO DAS QUESTÕES DO MANUAL

Nestas propostas de resolução, não estão contempladas as respostas de carácter pessoal ou opinativo, embora nos casos de
construção de texto se deem, por vezes, sugestões.

UNIDADE 1 – TRADIÇÕES PLURAIS b) Brian


c) O velho e a velha

PREDICADO
O homem que não sabia histórias
pág. 22 a) encontravam-se
b) meteu a cabeça
LEITURA / ORALIDADE – I c) trocaram um olhar rápido

Esta proposta de antecipação permite uma pri- 2. O sujeito da oração c) integra dois grupos no-
meira reflexão sobre o tema. Afinal, sabemos minais.
contar histórias? Toda a gente sabe contar histó- 2.1 É um sujeito composto
rias? Por que razão este homem não saberia 2.2 Sujeito simples: os dois velhos
contar uma história? E por que razão a mulher
insiste em fazer-lhe a pergunta no final? Todas 3. Brian decidiu-se (l. 5)
estas questões terão, necessariamente, que ser Brian decidiu esperar. (l. 9)
colocadas, para imaginar uma continuação para o Brian sentou-se entre os dois. (l. 19)
conto.
4.1 Brian
Propõe-se a apresentação oral e não escrita da
4.2 Para não repetir o nome de Brian. Além disso,
continuação do conto, pois é adequado começar
esse nome está expresso na 1.ª frase e as frases
pela oralidade, numa sequência de aprendizagem
seguintes são suficientemente curtas para se
dedicada à literatura oral e tradicional.
perceber imediatamente que o sujeito subenten-
dido é o que está expresso inicialmente.
ORALIDADE – II
4.3 “Brian decidiu-se. Ele mandou a mulher pre-
parar-lhe um farnel e partiu para o vale solitário.
1. 1. – i)
Em pouco tempo o homem cortou um grande mo-
2. – a)
lho de belos vimes mas, quando o pobre se pre-
3. – f)
parava para os atar, espessou-se um nevoeiro
4. – g)
em seu redor. Brian decidiu esperar. O trabalha-
5. – e)
dor sentou-se e comeu o farnel. O ar estava tão
6. – b)
sombrio em redor que o cesteiro nem sequer via
7. – c)
os dedos da sua mão”.
8. – h)
9. – j)
5.1 Na 1.ª oração, o predicado “Dizem (que Brian
10. – d)
nunca mais se esqueceu daquela aventura”, tem
sujeito nulo.
2. Brian foi levado e trazido, misteriosamente, por
5.2 Neste caso, o sujeito nulo não pode ser ex-
um vento; tocou violino, maravilhosamente, no
presso, porque não se sabe quem pratica a ação
entanto, não sabia tocar; celebrou missa, sem
expressa pelo verbo (dizer) na 3.ª pessoa do plu-
nunca ter aprendido; sem ser cirurgião, cortou as
ral.
pernas a um homem e o homem começou logo a
andar.
6.1 Também nesta frase o sujeito não pode tor-
nar-se expresso, pois a oração tem um verbo im-
3. Será interessante levar os alunos a entender
pessoal (nevar) cuja ação não pode ser atribuída
que as histórias são uma mistura de vida e fanta-
a um sujeito.
sia. Então, para saber contar histórias, no sentido
6.2 Ambos são sujeitos nulos que não podem ser
daquilo que contar histórias aqui significa, é pre-
expressos, no entanto, o sujeito da frase em 7
ciso viver, viajar, conhecer o mundo e as pesso-
não pode ser expresso, porque não se sabe
as, viver aventuras.
quem pratica a ação e o da frase em 8 não pode
ser expresso, porque ação não pode ser atribuída
GRAMÁTICA
a um sujeito.
1. SUJEITO
a) Os únicos vimes

Plural 7  Professor
2. Exemplo de legendas
O homem que sabia contar
histórias
I – A criança é naturalmente sonhadora.
pág. 25 II – Um amigo, um cão e um automóvel povoam
os sonhos da criança.
LEITURA DO TEXTO III – Brincar, sonhar, viajar é o desejo da criança.

1. Um mágico porque, como contador de histó-


rias, conseguia captar a atenção de todos, ho-
mens e animais, para as suas histórias; um ma- História da Princesa Nurenahar
pág. 28
labarista, pois contava com muita velocidade e
sem se enganar, muitas histórias diferentes que
se encaixavam umas nas outras. LEITURA DO TEXTO

2. De onde vinham todas aquelas histórias. 1.1 O rei é Schahriar, o monarca que, tendo sido en-
ganado pela mulher, resolveu vingar-se em todas as
3. Afirmando que bebia as “Águas das Histórias” mulheres e todas as noites se casava com uma jovem
que, vindas do “Grande Mar de Histórias”, eram que mandava executar na manhã seguinte.
lançadas por uma torneira invisível instalada por Quem se lhe dirige é Xerazade, a jovem e astuta
um Génio da Água. mulher que consegue escapar à morte contando
histórias.
4. Porque era formado por todas as histórias que 1.2 Fui, venturoso rei, sabedora
existiam e por muitas que estavam a ser inventa- – Venturoso rei, fui sabedora
das, e porque, tal como nas bibliotecas os livros – Fui sabedora, venturoso rei
se organizam por assuntos e por autores, neste 1.3 Na versão original, a expressão está entre
mar as histórias, representadas por fios de dife- vírgulas, porque o vocativo, no interior de uma
rentes cores, se agrupavam por tipos. frase, deve figurar entre vírgulas; na segunda
4.1 Porque as histórias eram fluidas e entrelaça- versão a mesma expressão, no início da frase, é
vam-se, de forma a poderem transformar-se, seguida de vírgula; na terceira versão, a expres-
dando origem a novas versões, e juntar-se a ou- são, colocada no fim da frase, deve ser antecedi-
tras, originando novas histórias. (Trata-se, afinal, da de vírgula.
de histórias contadas oralmente, que se trans- 1.4 Como vimos, a expressão “venturoso rei” é o
formam e renovam na boca de cada contador que vocativo.
as vai contando, ao contrário das histórias escri-
tas nos livros que permanecem inalteráveis). 2. O rei tinha um dilema, pois sabia que se desse
a mão da princesa a um dos seus filhos, os ou-
ORALIDADE tros ficariam tristes e revoltados; se a casasse
com um príncipe estrangeiro, ficariam os três
Na sequência do conto irlandês anteriormente desgostosos, podendo mesmo suicidar-se ou par-
lido, este excerto da interessantíssima obra juve- tir com o desgosto.
nil de Salman Rushdie permite continuar a moti-
vação ao tema da literatura oral, as histórias que 3. Propondo aos filhos uma espécie de concurso:
são contadas por um contador e que brotam de partiriam os três em busca de uma coisa rara e
um reservatório que é a tradição e a memória ganharia a mão da princesa aquele que trouxes-
coletiva. Agora, ao serem solicitados para eles se a raridade mais extraordinária.
próprios contarem uma história, os alunos senti-
rão que possuem também a possibilidade de ir 4. “era no olhar semelhante à gazela assustada”;
beber água nesse reservatório que são as histó- “na boca igual às corolas das rosas e às péro-
rias contadas. las”;“ nas faces semelhante aos narcisos e às
anémonas”; “ na cintura como o flexível ramo da
GRAMÁTICA árvore de Ban”.
Todas as comparações, com elementos belos
SUJEITO COMPOSTO da natureza, contribuem para atribuir uma grande
1. a) O rapaz e o pai fazem um ótimo par de con- beleza e harmonia à princesa Nurenahar.
tadores de histórias.
b) Eu e ele vamos à Índia, no próximo verão. 5.1 Sinónimos: méritos – valor; lesar – prejudicar;
c) Tu e ele são o quê? concórdia –paz.
d) Homens, mulheres, crianças, ninguém ficará 5.2 Antónimos: deméritos; beneficiar; discórdia.
aqui.
e) Estudar e trabalhar exige esforço. 6. Os príncipes eram filhos obedientes, confiantes
f) Ouve o adulto e as crianças. das suas capacidades e determinados na realiza-
ção dos seus projetos.

Plural 7  Professor
COMPARAR HISTÓRIAS
Salomão, o sábio
pág. 32
Será interessante confrontar as continuações da
história com o texto de As Mil e uma Noites, cujo
resumo apresentamos (gravada no CD). Grande parte da Bíblia teve origem nas narrativas
orais dos hebreus. O episódio a que corresponde
Resumo da continuação da história este texto tem como protagonista um dos reis
Os três príncipes dirigiram-se a uma encruzilha- mais admirados do “Antigo Testamento” e ao qual
da de onde partiam três caminhos e, combinando se atribui o belíssimo poema “Cântico dos Cânti-
estar ausentes durante um ano, despediram-se e cos”, segundo a tradição, dedicado à rainha de
partiram, tomando cada um o seu caminho. O Sabá.
mais velho viajou até um mercado na Índia, onde
comprou um tapete mágico que transportava a LEITURA DO TEXTO
pessoa que nele se sentasse até onde quisesse
ir. O do meio foi até à Pérsia, onde comprou um 1. 1.ª parte – o dom da sabedoria
tubo de marfim com cristal que permitia ver tudo de “Uma noite…” até “ensinamentos.”
aquilo que alguém desejasse. Quanto ao mais 2.ª parte – uma sentença sábia
novo chegou à cidade de Samarcanda, onde en- de “Certa vez…” até “o ama de verdade.”
controu uma maçã vermelha e dourada cujo aro- 3.ª parte – ao encontro do rei sábio
ma curava todas as doenças. de “Atraída…” até ao fim.
Um ano depois, os três irmãos reencontraram-
se na encruzilhada dos três caminhos e mostra- 2. Para saber distinguir o Bem do Mal e saber
ram o que cada um tinha trazido. Quando o irmão governar bem o seu povo.
do meio, para mostrar o funcionamento do tubo
de marfim, anunciou que podia ver a princesa 3. O episódio é a confirmação da boa escolha do
Nurenahar amada por todos eles, empalideceu, rei, pois é um exemplo de sabedoria e exercício
pois viu de facto a sua amada no leito, à beira da da justiça na resolução dos problemas do povo.
morte. Prontamente os três irmãos montaram no
tapete mágico que, levando-os junto da princesa, ORALIDADE
permitiu que a ela chegasse o aroma da maçã.
Salva a princesa, apresentaram-se os três ir- O JOGO DOS DONS
mãos diante do rei a quem contaram toda a histó- Para o bom resultado desta atividade, é necessá-
ria, com a intenção de que, finalmente, o sobera- rio que as escolhas sejam devidamente justifica-
no escolhesse aquele que mereceria desposar a das e discutidas, numa perspetiva de educação
princesa Nurenahar. Mas o rei declarou ser im- para os valores. Ao optar por um ou outro dom, o
possível eleger um vencedor, já que cada um dos aluno vai questionar-se e questionar os outros
objetos trazidos tinha sido precioso para salvar a sobre aquilo que mais valoriza, a dificuldade do
princesa: o tubo de marfim que lhes permitiu sa- dilema e os custos das escolhas.
ber da sua doença, o tapete que os trouxe até ela
com a rapidez necessária e a maçã que lhe resti- GRAMÁTICA
tuiu a saúde.
Era, pois, necessária uma 2.ª prova para esco- I – Ortografia
lher o vencedor: iriam pegar nos seus arcos e 1.1 Deem – verbo dar, no imperativo
flechas e venceria aquele cuja flecha alcançasse Veem – verbo ver, no presente do indicativo
uma maior distância. E assim se fez. O filho mais vêm – verbo vir, no presente do indicativo
velho atirou longe, o do meio mais longe ainda e têm – verbo ter, no presente do indicativo
o mais novo atirou tão longe que a flecha se per-
deu de vista e foi preciso ir à sua procura. Mas 2. Os guardas reais que estavam presentes con-
nada, ninguém a encontrou e, por isso, não havia tam o episódio e veem os rostos espantados das
prova material para o declarar vencedor do con- pessoas que os escutam. Eles vêm até ao exteri-
curso. Por esse motivo, foi o príncipe Hassan, o or do palácio falar da sabedoria de Salomão e
irmão do meio, quem casou com a prima, a bela reveem aqueles que duvidavam do Rei, agora
princesa Nurenahar. Quanto ao seu irmão mais rendidos ao seu poder. Naquele tempo, muitos
novo, e à flecha desaparecida... é uma outra his- pensavam que os Reis preveem o futuro e ante-
tória contada por Xerazade. veem a sorte do seu povo, mas eles apenas têm
que ser sábios e justos, quando intervêm, para
assegurar o bem comum.
2.1 No debate de ontem na televisão, sobre cultu-
ra popular, intervieram representantes das au-
tarquias e também interveio um contador de his-
tórias do Algarve.

Plural 7  Professor
II – Formação de palavras 3. A guerra de Troia durou 10 anos e terminou
1. biblioteca – coleção de livros organizados em com a vitória dos Gregos e consequente derrota
estantes; edifício, ou salas em que os livros são dos Troianos e destruição da cidade.
sistematicamente guardados e arrumados;
bibliografia – lista organizada de livros de um ou 4. Depois da guerra, Ulisses voltou à sua ilha,
vários autores; (lembrar que, um trabalho escolar mas perdeu-se no mar, onde vagueou durante 10
deve incluir bibliografia); anos.
bibliófilo – colecionador de livros;
bibliofobia – horror aos livros; 5.1 Esperando Ulisses, Penélope enganava os
bibliomania – furor de juntar livros, sobretudo os pretendentes, prometendo que escolheria um
mais raros. deles, quando terminasse de tecer o lençol para a
mortalha do sogro. Mas de noite desmanchava o
2. livraria, livralhada, livreiro, livrinho, livrete, li- que tinha tecido e, assim, o lençol nunca mais
vresco, livreco. estava pronto.
5.2 Telémaco, instigado por Minerva e Mentor,
3. injusto amigo de Ulisses, decidiu partir para procurar o
pai.
4. leitorzinho. 5.3 Na Lacedemónia, soube que o pai estava vi-
vo, na ilha de Calipso.
5. em+bainha+ar 5.4 Minerva instigava e protegia as decisões de
bainha – forma base; Telémaco, aparecendo-lhe em sonhos
em – prefixo, ar – sufixo.
É parassíntese 6. Na última frase do capítulo, o narrador dirige-
se ao leitor e convida-o a acompanhá-lo, para
6. aguardente, ferro-velho, madrepérola. saber “o que fazia e queria Ulisses, o herói subtil,
– o inventor de mil habilidades e manhas”, mos-
trando, assim, que este capítulo foi só uma intro-
dução ao verdadeiro centro da narrativa – as
A Odisseia aventuras de Ulisses
pág. 36

GRAMÁTICA
LEITURA DO TEXTO
I – Sujeito
1. Os Gregos eram ricos (e gostavam de o ser), 1. 1 d)
mas amavam sobretudo a beleza. 2 a)
1.1 O amor pela beleza relaciona-se com a Guer- 3 e)
ra de Troia, pois, na origem dessa guerra, está o 4 b)
rapto de Helena, “a mulher mais linda da Grécia, 5 c)
e cuja formosura deslumbrava o Mundo inteiro” e
que os Gregos guardavam “como tesouro sem 2.1 – Os Gregos resolveram logo reconquistar o
par”. que lhes pertencia
1.2 Os Gregos foram combater os Troianos, por- – Ulisses não era muito amigo de batalhar.
que estes lhes tinham roubado Helena, juntamen- – O regresso não foi muito fácil.
te com muito ouro e prata. 2.2 Os Gregos; Ulisses; o regresso.
2.1 Tentando escapar à guerra, Ulisses fingiu-se II – Palavras de origem grega
louco e, quando o chamaram para partir, foi lavrar 1. Para a concretização desta atividade é impres-
os campos, simulando não ter compreendido o cindível a utilização de um dicionário.
que lhe pediam.
2.2 Para testar a sanidade mental de Ulisses, 2. _____________________________________
colocaram o filho diante da charrua então o rei, Odisseia s. f. 1. longa perambulação ou viagem
temendo ferir a criança, parou de lavrar. Foi as- marcada por aventuras, eventos imprevistos e
sim que o seu truque foi desmascarado pois, ao singulares; 2. narração de viagem cheia de
poupar a vida do filho, revelou que sabia muito aventuras singulares e inesperadas; 3. travessia
bem o que estava a fazer, não estava louco. ou investigação de carácter intelectual ou espiri-
2.3 Ulisses participou na guerra de Troia com tual.
coragem e sabedoria, praticando feitos notáveis In Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa
durante o cerco e aconselhando e animando os ______________________________________
seus companheiros.
Para pesquisar palavras, sugere-se a consulta do
Portal da Língua Portuguesa.

Plural 7  Professor
III – Fixação escrita
Parábola dos sete vimes no estrangeiro
pág. 40
▪ Perrault (séc. XVII)
Esta parábola corresponde a uma das narrativas ▪ Irmãos Grimm (séc. XIX)
do livro Os Meus Amores de Trindade Coelho, em Portugal
um dos títulos sugeridos, no Programa e nas Me- ▪ Almeida Garrett
tas Curriculares, para leitura. ▪ Teófilo Braga
▪ Adolfo Coelho
LEITURA DO TEXTO ▪ Consiglieri Pedroso
▪ José Leite de Vasconcelos
2. No penúltimo parágrafo.
“A união faz a força” IV – Tipos de textos
▪ conto popular
3. É uma parábola, pois é uma narrativa curta ▪ lenda
que conta uma situação protagonizada por seres ▪ fábula
humanos e na qual está explicitamente presente ▪ parábola
um ensinamento moral. Neste caso: a união faz a
▪ provérbio
força e, por isso, os irmãos devem manter-se
unidos.
▪ adivinha
▪ poesia, canção popular
4. Frases imperativas: Parte esse vime.” “Agora romance popular
parte também esse” “Agora ide por outro vime e
trazei-mo” “Agora dai-mos cá.” “Toma esse feixe!
Parte-o!” “… lembrai-vos disto e do que vos vou
dizer” Pedro e Pedrito
pág. 44
4.1 Modo imperativo: as formas sublinhadas na
resposta anterior.
4.2 Todas as formas verbais sublinhadas têm LEITURA DO TEXTO
como intenção exprimir um pedido, uma ordem.
1. De facto, a ação tem como ponto de partida o
5.1 Não é usada sempre a mesma expressão, juramento feito pelo príncipe Pedro e o seu irmão
para evitar a repetição inestética. Usando ex- de leite, Pedrito, que juraram ajudar-se sempre
pressões sinónimas mantém-se o sentido, a coe- um ao outro em todas as dificuldades da vida.
são to texto.
5.2 2. Pedro tem de partir para um reino distante,
para se casar com uma princesa que lhe estava
PODER SER CAPAZ
prometida havia muito tempo.
Não pôde partir o “não foi capaz de 2.1 Pedrito acompanha-o, mas partindo sozinho,
feixe partir o feixe” (l. 27) por terra, e não por mar como o príncipe. Prome-
teu, no entanto, estar no destino no dia do casa-
“Não podes?” (l.29) Não és capaz? mento.
“Não, meu pai, Não, meu pai, não
não posso” (l. 30) sou capaz 3. Quando, na primeira noite de viagem, dormia
debaixo de umas árvores, Pedrito ouviu umas
“E algum de vós é vozes saídas das árvores que lhe diziam que o
E algum de vós
capaz de o partir?” (l.
pode parti-lo?
31)
príncipe Pedro ia casar com a princesa, mas será
desgraçado, pois a princesa, ao passar por um
rio, pedirá água e se lha derem, ela morrerá. As
LITERATURA ORAL E TRADICIONAL – OR- vozes disseram ainda que quem aquilo ouvisse e
GANIZAR UM ESQUEMA contasse, se transformaria em pedra.
3.1 Perante esta ameaça, Pedrito acelerou a via-
I – Origem gem para ir avisar o príncipe, salvando a prince-
▪ popular sa, sem medo de ser transformado em pedra.
▪ coletiva Durante o caminho, foi ouvindo outras ameaças.
▪ anónima 3.2 Por ter querido salvar a princesa, enfrentando
a ameaça das vozes, foi mesmo transformado em
II – Transmissão estátua.
▪ oral
▪ de geração em geração 4. Seguindo o conselho das fadas, Pedro aceita
▪ de umas regiões a outras derramar o seu sangue sobre a estátua, para de-
volver a vida a Pedrito.

Plural 7  Professor
5. A união, o amor e a coragem dos dois irmãos – a presidente, a chefe, a jurista, a intérprete, a
de sangue revela-se na forma como ambos arris- colega, a jovem, a artista.
cam a própria vida para salvar o outro: quando  macho ou fêmea; mesma; mesma, mesmo
Pedrito corre a avisar o príncipe do perigo que a
princesa corria, quando Pedro derrama o sangue 6. Singular – plural
pelo irmão e quando este enfrenta terríveis peri- guarda-chuvas
gos para salvar o príncipe. guarda-sóis
guarda-fatos
6. A recompensa para Pedrito foi o casamento e guarda-roupas
para ambos, a felicidade. guarda-loiças
guardas-florestais
7. Registo popular conta-correntes
lexical: “ao verem que, ao passo que Pedrito ia águas-furtadas
contando o que ouvira” (l. 36); virá uma bicha de sociais-democratas
sete cabeças (l. 45) afro-americanos
sintático: ela a passar e a ponte a cair. (l. 21) luso-brasileiros
abaixo-assinados
GRAMÁTICA
7. O mesmo nome representa a união entre os
1.1 Lógica de integração num campo lexical irmãos de leite, como fossem apenas um. O uso
a) família do diminutivo pode ser uma forma de marcar a
b) realeza diferença social, indicando que o príncipe está
c) natureza acima, é maior.
1.2 Variam em género
a) – irmão / irmãos, esposa, 8.1 Filha, deixa pôr o penso no teu bracito.
b) – príncipe / princesa, 8.2 Nesta foto, a modelo está horrível assim tão
magra, com este bracito que parece uma cana.
2. Masculino – feminino
irmão – irmã
anão – anã
leão – leoa Texto 1 – Os irmãos Grimm
artesão – artesã Texto 2 – E não viveram felizes
campeão – campeã para sempre
pág. 48
castelão – castelã
cirurgião – cirurgiã
solteirão – solteirona LEITURA DO TEXTO
alemão – alemã
capitão – capitã 1. O texto 1 apresenta uma análise crítica do fil-
sultão – sultana me, referindo e apreciando os diversos aspetos,
 ã – ao – ona – ana como o tema, o enredo, os cenários, os atores, o
realizador. É um texto crítico que conjuga in-
3. Masculino – feminino formação e opinião.
judeu – judia, O texto 2 é apenas um resumo de parte do filme,
europeu – europeia, terminando com uma interrogação sobre o desen-
ateu – ateia, lace (para criar expectativa e interesse).
plebeu – plebeia,
réu – ré
 ia – eia; ré
A rapariga que era curiosa
pág. 51
4. Masculino – feminino
– avó, princesa, embaixatriz, poetisa, heroína,
imperatriz LEITURA DO TEXTO
– madrinha, madrasta, comadre, rapariga, con-
dessa, nora, ovelha, égua 1. Aquilo que as mães, nas sociedades tradicio-
 terminação; diferente nais ensinam às filhas que vão casar-se: a ser
boa dona de casa, acatando os costumes impos-
5. Masculino – feminino tos pelos sogros e pelo marido.
– cobra macho, águia macho, crocodilo fêmea,
onça macho, foca macho, corvo fêmea, baleia 2. Era muito curiosa e comia muito.
macho
3. Como era muito curiosa, não resistiu à tenta-
ção de aproveitar o primeiro pretexto para entrar

Plural 7  Professor
nos aposentos da sogra e remexer em tudo. Esse 3. “A história de O-Tei” é um conto muito triste.
pretexto teve origem no facto de ser muito comi- “A história de O-Tei” é um conto muito interes-
lona, pois tudo aconteceu quando, um dia, tendo sante.
a sogra ido pra o campo e deixado à rapariga “A história de O-Tei” é um conto oriental.
feijão para cozer, esta achou que era puco, mas “A história de O-Tei” é um conto chinês.
não disse nada, para ir buscar mais aos aposen- “A história de O-Tei” é o segundo conto do livro”.
tos da sogra. 3.1 Nas 3 últimas frases não foi possível alterar o
grau dos adjetivos.
4. Ela não sabia que a sogra tinha os seus se-
gredos. 4.” A história de O-Tei” é um conto alegre.
“A história de O-Tei” é um conto desinteressante.
5. Para a sogra, a rapariga tinha-lhe feito o maior “A história de O-Tei” é um conto oriental.
desrespeito que uma nora pode fazer. “A história de O-Tei” é um conto chinês.
4.1 Nas 3 últimas frases não foi possível substi-
6. Como castigo, a rapariga foi rejeitada pelo ma- tuir o adjetivo por um antónimo.
rido que a devolveu aos pais. Por exemplo, no 1.º
parágrafo, as frases são maioritariamente simples 5. “A história de O-Tei” é um triste conto.
(há duas relativas e duas coordenadas) e regista- “A história de O-Tei” é um interessante conto.
se a repetição da palavra “rapariga”. “A história de O-Tei” é um conto oriental.
“A história de O-Tei” é um conto chinês.
5.1 Nas frases c) e d), não foi possível colocar o
adjetivo antes do nome.
A história de O-Tei
pág. 53 6. Adjetivo qualificativo:
triste, interessante
LEITURA DO TEXTO Adjetivo relacional:
oriental, chinês
1. 5 – 8 – 1 – 6 – 2 – 10 – 3 – 9 – 7 – 4 Adjetivo numeral:
segundo
2. 1 – Do início a “Nagao concluísse os estudos”.
2 – De “Mas a saúde de O-Tei era fraca” a “doen-
ça fatal”.
3 – De “Ao compreender que morreria” a “Não UNIDADE 2 – ARTE PLURAL
esqueças estas palavras.”.
4 – “Calou-se, fechou os olhos e morreu.”
5 – De “Nagao estimava sinceramente O-Tei” a A aventura de ler
“da lousa fúnebre de O-Tei”. pág. 62
6 – De “No entanto, como era filho único” a “re-
cordar com afeto”. LEITURA DO TEXTO
7 – De “Contudo, pouco a pouco” a “de esquecer
os desgostos”. 1.1 Salientando que, segundo o próprio Joel, na-
8 – De “Um dia, no decorrer da sua viagem” a da podia substituir o prazer da leitura. Embora
“lhe lembrava outros tempos”. gostasse de jogos, de televisão e de cinema nada
9 – De “Por fim, maravilhado, interrogou-a:” a “E, o entusiasmava como a leitura.
proferidas estas palavras, desmaiou”. 1.2 Não. Para ele, ler é uma tarefa escolar e bem
10 – De “Nagao desposou-a” até ao fim. penosa. Quando o Joel lhe diz que está a ler um
livro de que está a gostar, Jorge pergunta-lhe
GRAMÁTICA espantado: «Gostas de quê?».

1. triste, interessante, oriental, chinês 2.1 O livro tem algumas expressões muito difí-
ceis, como “hiperbólica tonsura”. Possivelmente é
2.1 é uma narrativa triste um livro com algum vocabulário difícil, sobretudo
– é uma narrativa interessante para quem tem poucos hábitos de leitura, e daí a
– é uma narrativa oriental rejeição do Jorge.
– é uma narrativa chinesa 2.2 Porque era um livro policial onde havia des-
– é a segunda narrativa do livro crições de crimes que correspondiam exatamente
2.2 A palavra conto é masculina, enquanto narra- aos que tinham acabado de ser cometidos e que
tiva é feminina, no entanto, apenas nas 2 últimas ele conhecia através da televisão. A leitura aqui
frases a forma do adjetivo mudou. Os adjetivos funciona como uma pista a seguir. O assassino
das restantes frases são uniformes. poderia ser um psicopata que estivesse a imitar
na vida real histórias de um romance.

Plural 7  Professor
2.3 Porque era a mãe que lhas lia para ele ador- 7.1 O texto 1. Toda a mancha destinada à escrita
mecer. Isso fazia-o sentir-se tranquilo e acarinha- é ocupada.
do. 7.2 Tem dois parágrafos. No primeiro tem três
frases e no segundo duas. Não há diálogos pois
Ler na pista de… não há dois pontos e travessão a iniciar falas
O Assassino Leitor. O Jorge acha que o assassi-
no está a seguir o livro como um guião para os
seus crimes, de acordo com os que já tinham si-
do cometidos e correspondiam aos dois primeiros Um autocolante que ajuda a
capítulos do livro. (O Jorge está a seguir um raci- comprar livros
pág. 68
ocínio correto).

GRAMÁTICA LEITURA DO TEXTO

1. Não, porque não constituem frase. Não têm 1. b)


sentido completo. 2. a)
3. a)
2. Expressa espanto. 4. d)
5. c)
4. Ponto final. Ex.: “Tratava-se de um crime.”;
ponto de interrogação, para fazer uma pergunta; GRAMÁTICA
Reticências. Ex.: “Ah pois, é a ficha de leitura pa-
ra amanhã...; Ex.: “Foi telefonar ao Joel: – Viste? 1. Significa que o verbo muda do singular para o
– disse ele.” (Para introduzir as falas das perso- plural.
nagens em discurso direto)
Ponto de exclamação; para mostrar espanto pela 2. Mudou a pessoa gramatical (da 1.ª para a 3.ª).
sugestão.
3. Na 1.ª frase, num tempo passado (pretérito);
5.1 Não é fácil de ler porque lhe falta a pontuação na 2.ª no presente e na 3.ª num tempo futuro.
e a configuração gráfica alterada.
5.2 O que foi morto hoje era o nosso professor de 4. A 1.ª frase cujo verbo está no modo indicati-
Português – disse o Joel. – Devia falar connosco, vo. Para apresentar o facto como hipótese utiliza-
inspetor. Nós sabemos mais que o Conselho Di- se o modo conjuntivo.
retivo.
O Inspetor deu uma gargalhada: 5. Esper … a … r 1.ª
– Vocês? Vocês são miúdos. Canalhada! Corr … e … r 2.ª
– Ó inspetor! – insistiu Joel. – Ele era nosso pro- Repet … i … r 3.ª
fessor e nós podemos ajudar…
– Vosso professor! Só cá deu aulas um dia… 6. Tipologia verbal quanto à flexão
– Não interessa, nós gostávamos dele, era um
homem bom. regular
– Andor! E vê lá se avisas o teu amigo. Como é irregular defetivo
que ele se chama?
– Jorge – respondeu o Jorge atrás do Inspetor, que impessoal
apanhou um susto. unipessoal
– Cá está ele! Era mesmo deste que eu estava à (Sugestão de esquema, que poderá ser completa-
espera… Andor, pessoal, andor! Maldito caso! Já do com mais dados.)
não me bastava ter que ler livros e mais livros…
7. a. ouvi
6. Pontuação b. estávamos
1.º Concluem frases os seguintes sinais de pon- c. pudesse
tuação: ponto final, ponto de interrogação, ponto d. deixa
de exclamação, reticências e. saem
2.º O sinal de pontuação utilizado pode indicar-
nos a entoação de leitura. 8. Tens muita imaginação.
3.º O sentido da frase também se altera confor- Já estive numa casa ao pé da serra (Modo in-
me a pontuação utilizada. dicativo)
4.º Os sinais de pontuação são fundamentais pa- Vai já para a cama.
ra a compreensão e clareza do texto escrito. Deixa de inventar histórias. (Modo imperativo)
(Sugestões) Talvez a lua hoje não apareça. (Modo conjun-
tivo)

Plural 7  Professor
3.2 Ainda hoje, eu tenho guardado na memória a
Os livros preferidos
história dos astros.
pág. 74
O meu pai quer que eu tenha guardado na me-
mória a história dos astros.
LEITURA COMPARATIVA Enquanto puder, terei guardado na memória a
história dos astros.
1.1 Realidade “livros que, com mau humor e aci- Durante muito tempo, tive guardado na memória a
damente contavam acontecimentos totalmente história dos astros.
vulgares da vida totalmente vulgar de pessoas
totalmente vulgares”
4. A conversa com o livreiro tinha sido interessante.
Fantasia “os livros emocionantes, ou divertidos,
ou que falavam à imaginação, os livros que conta- Tenho andado preocupada com a tua falta de inte-
vam as aventuras fabulosas de criaturas fantásti- resse.
cas e em que se podia imaginar tudo o que se qui- Eu tinha-te dito para não ires passear à chuva.
sesse. Teria sido bom se tu tivesses ido.

2. Os livros que, baseando-se na realidade, a


retratam. 5. Este livro foi-me oferecido pela minha irmã.
Este manual foi publicado pela Raiz Editora.
GRAMÁTICA
6. 1 – C; 2 – A; 3 – B; 4 – D; 5 – F; 6 – E
1. a. V
b. F
c. V O inquérito
d. F pág. 80
e. F
f. F LEITURA DO TEXTO
g. V
h. V 1. A da alínea a). Não é verdade que inquéritos
b. História Interminável não está destacada em deste tipo, se bem elaborados, não sirvam para
itálico porque nesta situação não se refere ao nada. Servem para fazer estudos de natureza di-
título da obra mas a “todas as verdadeiras histó- versa sobre uma sociedade um grupo específico.
rias”. Só quando são feitos sem critério ou sem ob-
d. Pode estar em itálico. É uma forma de desta- jetivos precisos é que servem como divertimento
que de palavras estrangeiras. ou mesmo troça.
e. Não, porque se trata de uma revista.
f. Não. Tratando-se de uma revista deve usar-se 2. Em itálico estão as perguntas e respostas do
aspas. inquérito.
“Q” significa questão e “R” resposta.
2.2 Verbo principal intransitivo (2. Eu reparei.)
Verbo principal transitivo direto (4. História Intermi- 3. Não. A irmã tem doze anos e o desarmamento
nável tem seres fantásticos.) ou a energia nuclear não são decerto, para já,
Verbo principal transitivo indireto (por ex., O livreiro assuntos que a preocupem ou sobre os quais sai-
respondeu a Bastian.) ba dar alguma opinião.
Verbo principal transitivo direto e indireto (3. A pro-
fessora leu à turma um capítulo do livro.) 4. 1.º Ter poucas perguntas, o que não permite
Verbo auxiliar dos tempos compostos (1. Tenho tirar conclusões sobre os inquiridos
pensado nesse livro.) 2.º Ter perguntas que permitem respostas muito
Verbo auxiliar da passiva (por ex., O trabalho foi vagas.
feito por mim.) 3.º Não ser anónimo.
Verbo copulativo (por ex., Todas as verdadeiras
histórias são uma História Interminável.) 5. 1. e); 2. f); 3. c); 4. b); 5. g)

ORALIDADE
3.1 Ainda hoje, eu guardo na memória a história
dos astros. Isabel nunca responde aquilo que realmente pensa
O meu pai quer que eu guarde na memória a his- ou sente, mas o que acha que será mais correto
tória dos astros.
ou mais simpático ou menos problemático. Se as
Enquanto puder, guardarei na memória a história respostas não forem sinceras, como é o caso, o
dos astros. resultado do inquérito não pode ser representativo.
Durante muito tempo, guardei na memória a histó- A sua validade é nula. (Sugestão)
ria dos astros.

Plural 7  Professor
GRAMÁTICA
A livraria
pág. 86
1. Pergunta; Inquérito; Livro; Irmão (duas vezes)
LEITURA DO TEXTO
2. A – 4; B – 3; C – 2; D – 1; E – 1
1.1 Sabemos que quase todas as tardes, depois
das aulas, passavam pela livraria de D. Pan-
O brincador taléon, mas que desta vez não iam só de visita.
pág. 83 Iam em busca de auxílio, nem que fosse apenas
um conselho.
LEITURA DO TEXTO 1.2 A loja chamava-se “O Poço e o Pêndulo…”

1. C 2. Porque nos diz o nome da loja, identifica o


2. B proprietário e explica a relação nome / proprietá-
3. B rio.

GRAMÁTICA 3.1 «O Poço e o Pêndulo» formava afinal uma


caverna estupenda, alta e estreita como uma
1.1 1. Essa; 2. Este, aquela; 3. A, a; 4. um; 5. mi- igreja gótica, forrada de livros rigorosamente até
nha, meu; 6. seus 7. certas; 8. Outros; 9. Quan- ao teto:
tas; 10. O, que 3.2 Associando o espaço da livraria a uma ca-
verna ficamos com a impressão de profundida-
2.1 Este determinante demonstrativo de e pouca claridade; quase algum mistério.
Meu (l. 1), minha (l. 1), meu (l. 2), minha (l. 3) – Comparando-a com uma igreja gótica a impres-
determinantes possessivos são sugerida é de paredes altas e preenchidas
na – contração da preposição em com o artigo (neste caso de livros) e de silêncio, sossego.
definido a
certa, outra – determinantes indefinidos 4. O pormenor que mais lhes desperta a aten-
2.2 Não vou guardar estes meus sonhos nas ga- ção é “uma espécie de guarita ou quartinho mi-
vetas. Na minha vida não vou escolher certas núsculo”. O interesse dos rapazes advém de não
profissões porque outras pessoas acham que perceberem para que poderá servir aquele espa-
devo. Quero que os meus trabalhos sejam tam- ço onde ninguém entra. O facto de D. Pantaléon
bém as minhas fontes de satisfação. parecer por vezes ir contar alguma coisa sobre
2.3 Não vamos guardar estes nossos sonhos nas aquele cubículo e depois desistir, ainda aumenta
gavetas. Nas nossas vidas não vamos escolher a curiosidade.
certas profissões porque outras pessoas acham
que devemos. Queremos que os nossos traba- 5.1 e 5.2 Uma mesa, uma cadeira e o poleiro do
lhos sejam também as nossas fontes de satisfa- papagaio. A mesa estava meio desconjuntada
ção. devido ao peso de tantos dos livros; a cadeira,
com as suas costas muito altas, parecia as do
3.1 a) Este é o meu sonho, não é decerto o coro da igreja e no poleiro havia um papagaio.
teu.
b) Já leste aquele livro da coleção “Triângulo 6. A impressão dominante que se pretende
Jota?” Eu, já li todos. transmitir, desde o início da descrição, é a de um
c) Perguntas se conheço esse escritor? Qual? espaço estranho e misterioso. As paredes são
d) Brincador de palavras, poeta, escritor, artista tão altas e tão cheias de livros que os das últimas
da palavra... tudo isto está relacionado. prateleiras mal se veem, como se estivessem
3.2 a) sonho, b) livros da coleção Triângulo Jota, escondidos por nuvens. O espaço é apresentado
c) escritor, d) todas as palavras antes das reti- como uma caverna, o que dá ideia quer de pro-
cências. fundidade, quer de mistério e de silêncio só que-
3.3 Determinantes: a) meu; b) aquele; c) esse; brado pelo ruído das escadas que chiam. O cubí-
Pronomes: a) este (demonstrativo), teu (posses- culo misterioso acentua essa ideia de local cheio
sivo); b) todos (indefinido); c) qual? (interrogati- de secretismos onde não falta uma mesa quase a
vo); d) tudo (indefinido) cair e um papagaio a lembrar um mocho.

5.1 Ninguém viu o meu lápis? 8. Metáfora “«O Poço e o Pêndulo» formava
Ele perde tudo. afinal uma caverna…”
Nunca perco nada. Comparação “alta e estreita como uma igreja
5.2 Ninguém viu os nossos lápis? gótica”;
Eles perdem tudo.
Nunca perdemos nada.

Plural 7  Professor
Emprego de dois ou mais adjetivos para qualificar LEITURA COMPARATIVA
um nome: caverna estupenda, alta e estreita
como…” 1. No texto 1 descreve-se um glaciar da Patagó-
nia e no texto 2 um hotel, ou, mais especifica-
9.1 “quartinho”, “cubículo”, “recanto”, “choça” mente, um quarto de hotel no Pará (Brasil).
9.2 b)
2. Num e noutro parte-se da impressão global
10.1 Dão-nos a ideia da localização dos objetos, para os pormenores. No texto 1, como o que se
neste caso a mesa, a cadeira e o poleiro do pa- descreve é uma paisagem, a descrição é feita do
pagaio. Sabemos que a mesa estava a meio da local onde se está para o mais distante. No texto
loja, por trás dela havia a cadeira do dono da loja, 2 descreve-se primeiro o quarto, as suas condi-
e, do lado esquerdo da cadeira, o poleiro. Isto ções e, em seguida, o espaço exterior.
permite-nos visualizar o espaço.
10.2 c) 3. (Sugestão) Da paisagem descrita no texto 1
10.3 Desperta alguma antipatia. Nenhum dos fica-se com a impressão de um espaço imenso e
elementos descritivos é particularmente elogioso único. Do hotel e respetivo quarto fica-se com a
impressão de decadência, falta de cuidado e con-
– avantajado e velho, a perder penas e sobretudo
fusão. Não há qualquer preocupação com o bem-
com uns malévolos olhos amarelos. estar dos clientes.
GRAMÁTICA 4. Os ruídos evidenciam-se na descrição do hotel
(texto 2). O que se deseja, quando se está hos-
1.1 a) livros pedado num hotel, é comodidade e repouso. Ora
b) livros o autor dá esse relevo ao que se ouve para de-
c) livros monstrar que era impossível ter o sossego ne-
d) livros novos, livros novos cessário num hotel com tantos e tão incomodati-
e) livros vos ruídos interiores e exteriores.
f) obras de coleção
1.2 c) 1 5. No texto 1 é evidente que o autor ficou des-
lumbrado e certo de que conservará para sempre
d) 2
na memória a imagem do que ali viu. O último
f) 1 parágrafo da descrição, por exemplo (“Agora que
o vi…”) demonstra esse deslumbramento. O hotel
2. Não percebiam para que servia a guarita, desperta no autor da descrição várias emoções:
mas conheciam-na por dentro. desagrado (“… decorado com péssimo gos-
Já se encaminhavam para a livraria de Dom to…”); irritação (mesmo por debaixo da minha
Pantaleón... janela, os taxistas...”); sensação de incómodo
geral, quase como se estivesse doente (“o
LER UMA DESCRIÇÂO ambiente geral parecia o das urgências de um
hospital.”).
1. • Caminhava sobre a relva do jardim, leve e
lenta. 6. Texto 1 Metáfora “Uma inundação suspen-
• Com uma rapariga, uma jovem. sa, um dilúvio cristalizado.”; Texto 2 Compara-
• Porque ainda era cedo, o princípio da noite. ção “O aparelho de ar condicionado é tão rui-
• A primeira noite de junho. doso que parece que estamos a bordo de um
• Porque é uma noite de festa na casa grande. bimotor”.

2. A casa é grande, cor-de-rosa, antiga.


A casa está iluminada nessa noite de festa, Em busca do «espaço crioulo»
pág. 94
3. Vê-se a casa toda iluminada, pares dançando,
os vestidos claros das raparigas a flutuar entre os GRAMÁTICA
passos e gestos da dança, pares de namorados
que procuram alguma privacidade inclinados no 1. Ouvi este álbum em casa de um amigo. Estava
peitoril das janelas. um cantor de Cabo Verde. Aprendi a dançar rit-
• Ouvem-se risos, música e vozes. mos africanos.
• “espalhava (no jardim)”; “(a música) misturava- 1.1 “ouvi”, “estava” e “aprendi”;
se (com o baloiçar das árvores)”. 1.2 Ao verbo.
1.3 facilmente; ontem, lá.
4. As janelas (abertas)

Plural 7  Professor
2. valor de tempo – b) cedo; d) antigamente; f)
sempre; i) hoje; valor de lugar – a) aqui, ali; e)
Ouvir a floresta
longe; f) sempre; valor de modo – g) inespera-
pág. 106
damente; h) adequadamente
GRAMÁTICA
3. O Latim ajudava muito no conhecimento do
Português. 1. Vem sempre depois do verbo
O “espaço crioulo” também passa por Portugal.
Não fui a Cabo Verde este verão. 2. Sugestões: «Deixaste as folhas» (sentido in-
O “espaço crioulo” alarga-se até ao continente completo)
americano. «Ele sente-se» (tão incompleto que não se per-
cebe o sentido)
4. Teve uma infância pobre, mas preenchida pelo
seu interesse infantil pelas letras, pelos ritmos. 3. Complemento oblíquo
Depois o percurso escolar refletiu esses interesses
É selecionado pelo verbo.
– primeiro no ensino básico, posteriormente na
Como é selecionado pelo verbo não pode ser
universidade. Cedo abandonou o jornalismo. A
suprimido pois o sentido da frase fica incom-
atividade política também não o prendeu. Atual-
pleto ou mesmo incompreensível.
mente é embaixador cultural do seu país, escritor
e músico. Na frase, este complemento coloca-se sempre
depois do verbo.
5. Onde vive Mário Lúcio Sousa?
4. O meu pai foi aos correios
Como surgiu a ideia do “espaço crioulo”? A minha mãe saiu agora e com pressa.
Arrumei as cartas dentro da gaveta.
Preciso de ir ao centro de saúde.
Em busca da perfeição A farmácia fica ali.
pág. 96 Ela veste-se com gosto.

GRAMÁTICA 7. Sem as expressões sublinhadas, a respetiva


frase ficou com menos informações.
1. Está a substituir “exprimir os meus sentimentos 8.  É constituinte do predicado.
e pensamentos”.  Modifica o grupo verbal mas não um elemento
1.2 Mas faço-o por meio de sons: sou músico. indispensável.
Portanto, se o retirarmos, a frase continua corre-
2. “Eu conhecia esta sonata, mas tocava-a há ta, embora com menos informações.
muitos, muitos anos.”

3.1 As funções de sujeito e vocativo.


Lourença
3.2 “A tia voltou a sentar-se no piano” (l. 33); pág. 111
“Sim, tia.” (l. 38)
LEITURA DO TEXTO
4. 1.ª O piano (sujeito) pareceu despertar de um
longo sono (predicado). I 1.O título do texto é o nome da protagonista e o
2.ª Noémia (sujeito) olhava para a partitura com da obra, o nome pela qual era conhecida na famí-
uma expressão dura (predicado). lia.
3.ª Estava em estado de graça (predicado).
4.ª Isto (sujeito) não foi bem à primeira vista (pre- 2. A vida de Lourença em família – os seus gos-
dicado). tos, as suas observações sobre os que a rodei-
5.ª Nem todos (sujeito) podemos ser como o Mo- am, a sua relação com os familiares.
zart! (predicado).
6.ª Eu (sujeito) conhecia esta sonata (predicado). II 1. Lourença não é uma criança vulgar.
 Ao contrário de tantas outras, é mais
5. Predicado constituído apenas pelo verbo: sonhadora e imaginativa do que irrequieta. A
Joana saiu; Concordas, Joana? A tia Noémia
sua maior traquinice é dar dentadas na fruta
sorriu.; Predicado constituído por verbo e
complemento direto: Oiçam esta Sonata.; Fi- da fruteira.
zeste uma pergunta difícil.  Embora não seja particularmente
comunicativa nem faça questão de ser
6.1 Verbo copulativo. simpática com os adultos, nunca é malcriada.
6.2 A função de predicativo do sujeito.

Plural 7  Professor
 Gosta de estar na cama para, de olhos • Ou a professora de Falco ensinava muito bem,
fechados, parecendo dormir, mais facilmente ou Lourença era invulgarmente dotada.
imaginar as aventuras que tanto lhe agradam. • Eles não acreditavam que Lourença soubesse
 Às vezes vive tão intensamente as peripécias ler pois ela era muito novinha.
que imagina que a cama se torna barco e as
personagens-travesseiro vão parar ao chão 4.1 “mordo-lhe” e “mordi-lhe”
4.2 A primeira é adverbial condicional e a segun-
feito mar.
da é adverbial causal.
 Aprende com muita facilidade e por isso, sem
que ninguém se apercebesse, começa muito 5.1 “do que de cinema”
cedo a ler nos jornais notícias e folhetins que 5.2 Adverbial comparativa.
não são propriamente destinados a crianças.
 Lourença sente, e com alguma razão, que 7. A mãe lhe vestia vestidos lindos, de florinhas,
ninguém na família a conhece bem. mas Lourença sentia-se infeliz porque sonhava
com outras modas.
2.1 Falco evidencia-se pelas suas asneiras, não
muito vulgares, como, por exemplo, beber tinta
de escrever ou comer sabonete. Apesar de débil, Nico
pág. 117
metia-se constantemente em sarilhos, de que
resultavam alguns desastres. Segundo uma CAPA, LOMBADA E CONTRACAPA
amiga da mãe era uma forma de atrair a atenção
e de ser acarinhado e protegido. 1. O logótipo identifica a editora; segue-se o nome
Era habilidoso e tinha imaginação, mas gostava da autora do livro, o título do livro e o número de
coleção.
pouco de aprender e de estudar.
2.2 “Lourença nem a considerava uma irmã.” 2. a)
“Lourença olhava para ela e achava-a uma se-
nhora.” 3.1 O destinatário é o (potencial) leitor da obra.
• A diferença de idade. Marta é uma adolescente 3.2 c)
e não está para aturar fantasias de criança. 3.3 “Coragem para abrir o livro” tem aqui um senti-
do metafórico. Significa coragem para “ler” o livro,
GRAMÁTICA dando a entender que tem aspetos ou momentos
assustadores.
1. Coluna A: Lourença nem a considerava uma 3.4 Dar-nos uma breve nota biográfica sobre a au-
irmã. tora do livro.
Durante seis semanas Lourença vivia na praia
com os irmãos. 4. A capa tem o nome da autora, o da editora, o
O nome dela era Marta. Lourença tinha três ir- título do livro e uma imagem. O título do livro tem
mãos. duas cores: o amarelo que sobressai na cor escura
Coluna B: Lourença olhava para ela e achava-a da capa e o vermelho (lobo associado a sangue?) A
uma senhora. imagem associa homem/ lobo (através da máscara)
Tinham-lhe posto o nome de «dentes de rato», e grades. Tudo isto está de acordo com o mistério e
porque os dentes dela eram pequenos e finos. perigo sugeridos no texto da contracapa.
Não gostava de aprender, ainda que fosse muito
engenhoso e inventivo. LEITURA DO TEXTO
Era uma mania que ninguém podia explicar.
1. Nico e Danny são os protagonistas deste excerto
2.1 (coluna A) conjunção coordenativa copulativa; da obra.
conjunção subordinativa causal; conjunção coor-
denativa adversativa. 2. O assunto da conversa é a relação de Danny
2.2 É o “que”. Pronome relativo. com a mãe, que parece ter uma atitude excessiva-
mente protecionista em relação ao filho e que não
3. • A maioria das crianças gosta de conviver vê com bons olhos a amizade entre os dois rapa-
mas Lourença preferia estar sozinha com os zes. Danny queixa-se de controlo excessivo por
seus sonhos. parte da mãe.
• Lourença não era aluna de D.ª Inês, logo o tra-
4. Impressão global (aspeto físico) – “Parecia um
balho para ela era facultativo.
urso, enorme e desengonçado”. Pormenores: “Ti-
• Lourença não se achava irmã de Marta e não
nha o cabelo vermelho, todo frisado, e as mãos tão
tinham, de facto, muitas coisas em comum. grandes que pareciam pás”; “Com aqueles punhos

Plural 7  Professor
enormes, Nico era capaz de o magoar a sério.”;
O enigma
“cabeça enorme e desgrenhada”. pág. 122
Impressão global (traços psicológicos) – “Não
tinha jeito para fazer conversa.” LEITURA DO TEXTO
Pormenores: “não preferes dar-te com alguém com
quem possas conversar?”; “O Nico não é burro, se 1. O enigma é o seguinte: como é que o quadro
é isso que queres dizer.”; “Nico era o seu guarda- podia ter desaparecido durante a noite, como ga-
costas. “… não lhe passaria pela cabeça tocar num rantia o professor, se a galeria tinha uma segu-
cabelo de Danny.” rança tão apertada e eficaz?
4.1 Outros dados: Nico não usa a sua força física
para agredir ninguém, mas antes para defender os
2.1 O assunto do texto é a descoberta do roubo
amigos fisicamente mais frágeis. Aceita que não o
achem uma boa companhia já que o seu aspeto e de um quadro famoso, exposto numa galeria. O
os seus modos não são os de um jovem modelo. É alerta foi dado por um especialista e confirmado
um amigo dedicado. por outros peritos de arte.
2.2 (Sugestão) O facto da mulher da limpeza es-
GRAMÁTICA tar escandalizada por o professor Laranjeira pas-
sar horas a olhar para “A Mulher Nua”, o quadro
1. Coordenadas: A mãe calou-se mas não ficou
convencida. cujo original foi roubado. Para ela o professor não
Decide-te. Ou queres ou não queres. passava se um velhinho tonto que não tinha ver-
Eles queriam estudar juntos mas não podem. gonha de passar horas e dias a olhar para uma
Ela desconfia dele, portanto não o quer lá. pintura de mulher nua.
A razão desta antipatia nem eu sei.
Subordinadas: A mãe calou-se porque ficou 3. Uma galeria de arte constituída por várias sa-
convencida.
las onde estavam expostos quadros de grandes
Eu saio quando a tua mãe quiser.
pintores.
2.1 a) Nico era amigo de Danny, mas a mãe de 3.1 Tem câmaras de filmar em todas as salas, o
Danny não gostava dessa amizade. que permite o visionamento de tudo quanto se
b) Danny saía de casa sozinho e Nico esperava-o passa na galeria, de dia e de noite.
mais na esquina.
c) A mãe de Danny não gostava de Nico pois o 4. Que o quadro “A Mulher Nua” que ali está não
aspeto do rapaz não lhe transmitia confiança. é o original e que o original estava lá na véspera.
d) Conforme a disposição, Danny ou fingia ignorar 4.1 Há pequenas diferenças no quadro que lá
a antipatia da mãe pelo amigo ou discutia com está agora e que o professor enuncia: uma man-
ela. cha mais clara e mais pequena, um risco mais
e) A mãe de Danny não gostava de Nico, estreito, uma sombra menos carregada; o “a” da
portanto os dois amigos conviviam pouco. assinatura é maior e a tela, embora tenha sido
f) A mãe de Danny não tinha razão, pois Nico era envelhecida, é nova.
um bom rapaz. 4.2 Porque ninguém acha possível que a galeria
tenha sido assaltada durante a noite, tenham le-
3. a) Danny zanga-se porque a mãe não lhe dá vado o quadro e não haja qualquer registo de
autonomia. movimento nas filmagens visionadas.
b) Eu tenho segredos que não quero revelar à
minha mãe. 5.1 1 sujeito; 2 predicado; 3 modificador
c) Quando a minha mãe vasculha as minhas 5.2 Porque não se sabe quem é.
coisas, fico zangado. 5.3 O quadro tinha sido trocado nessa noite por
d) Como não sabe onde arranjei o chapéu, anda alguém.
a vigiar-me. Este agente da passiva é uma referência que fa-
3.1 a) conjunção causal; b) pronome relativo; cilmente se subentende, desnecessária.
c)conjunção temporal; d) conjunção causal 5.4 Tinham (alguém tinha) trocado o quadro du-
rante essa noite.
4. a) – 1
b) – 4 6. É uma ação aberta. Fica por esclarecer o es-
c) – 3 sencial – quando, como e quem roubou o quadro
d) – 2 original.
e) – 5

Plural 7  Professor
7.2 Não sabemos o valor deste quadro, mas,
O Cavaleiro da Dinamarca
atendendo aos preços referidos nas informações pág. 132
complementares, percebe-se que a dona da gale-
ria, as companhias de seguros e a polícia este- LEITURA DO TEXTO
jam neste alvoroço. Está em causa uma fortuna.
1.1 O 3.º parágrafo é uma sequência descritiva.
GRAMÁTICA 1.2 Descreve-se a floresta onde vivia o Cavaleiro
com a família. A floresta na primavera.
1. “É falso!” “Isto que está hoje aqui é uma valen-
te falsidade!” 2.1 No entanto, a maior festa do ano, a maior ale-
“Como é que o senhor sabe?” gria, era no inverno, no centro do inverno, na noite
comprida e fria do Natal.
2. “Gritava” na primeira fala e “perguntou” na 2.2 Conta-se como eram os preparativos do Natal
segunda. em casa do Cavaleiro e como se passava a noite
natalícia.
3. Neste caso é o travessão, que antecede a fala
(–).
3.1 Os interlocutores são o Cavaleiro e todos os
outros que com ele passavam essa noite de festa.
4. Depois de muita discussão, os especialistas
3.2 Porque o Cavaleiro anunciou que iria partir em
acabaram por confirmar:
peregrinação à Terra Santa e passaria o Natal do
– Este quadro não é o original, embora apresente
poucas diferenças. ano seguinte na gruta onde Cristo nasceu. Só no
outro Natal a seguir estariam de novo juntos. To-
dos ficaram surpresos e um tanto preocupados
porque uma viagem dessas, naquele tempo, era
Paula Rego
pág. 128 não só muito demorada como perigosa.

LEITURA DO TEXTO 4. A imagem ilustra uma parte do texto. A mais


significativa. Ilustra o inverno, quando as árvores,
1. Recursos gráficos utilizados para destaque – à exceção dos pinheiros, perdem as suas folhas e
as noites são geladas. Esta será a noite de Natal,
corpo de letra com diferentes tamanhos, letras
pois a casa do Cavaleiro está cheia de gente e de
com cor e com posicionamento variável (primei- luz. Ouvem-se, provavelmente histórias de ursos,
ras e últimas linhas, por exemplo); corpo de letra figura que se destaca na imagem, e de gnomos
maior do que o restante, caixa alta (maiúsculas), que surgem na noite. Mas ouve-se também o
letras de cor, mas seguindo uma linha, às vezes anúncio de partida do Cavaleiro, o que é sugerido
inclinada; frases sublinhadas com riscos tortos, na ilustração pela figura que se afasta a cavalo.
como se fossem feitos à mão (pág. 128); frases
destacadas por vários riscos circulares; letras
grandes, manuscritas, em final de página. UNIDADE 3 – PLURALIDADE DE AFETOS
1.3 A ambos, embora maioritariamente à vida
profissional. No entanto, alguns sublinhados (pág.
128) e as palavras manuscritas no final de página Mestre Finezas
pág. 140
referem-se à vida pessoal da pintora ou ao seu
carácter.
LEITURA DO TEXTO

2.1 O reconhecimento internacional do valor da 1.1 Um tempo presente e um tempo passado.


obra de Paula Rego e a distinção que lhe foi feita 1.2 Agora (presente), “é de há pouco tempo...”
no país onde vive – o título de Dama do Império (passado).
Britânico.
2.2 São referências muito importantes que, as- 2. Desde “Lembro-me muito bem...” (l. 5) até “en-
chia a vila de tristeza” (l. 63)
sim, aparecem em primeiro plano.
3.1 Quando o narrador era pequeno, era Mestre
Finezas quem lhe cortava o cabelo. Era um acon-
tecimento assustador, pois o rapazinho não se
podia mexer enquanto estava sentado no banco
e receava a tesoura que cortava junto às suas

Plural 7  Professor
orelhas. Os outros acontecimentos de que se re- sabafa com ele as suas mágoas e faz dele espe-
corda são bem mais agradáveis. O narrador ia tador privilegiado da sua arte d e ator e de violi-
com os pais ao teatro onde o papel principal era nista.
sempre de Mestre Finezas. Era um ator tão con- 4.3 Hoje o narrador já não tem medo de Mestre
vincente que merecia o aplauso de todos. Por Finezas. Tem pena do velho senhor que se dei-
fim, o narrador recorda o Mestre Finezas violinis- xou afundar no tempo. Por tudo o que Mestre
ta. Quando não tinha clientes, pegava no seu vio- Finezas representou no seu passado, o narrador
lino e, na perspetiva do narrador, o som suave da respeita a sua dor, compreende-a e procura mi-
melodia enchia a aldeia de tristeza. norá-la ouvindo as suas memórias de artista fa-
3.2 O medo de Mestre Finezas barbeiro e a admi- lhado.
ração pelo Mestre Finezas artista.
3.3 O barbeiro usava utensílios que o assusta- 5. Numa vila onde se vive essencialmente do tra-
vam e obrigava-o a estar quieto, mesmo quando balho agrícola. As pessoas preocupadas e ocu-
os cabelos cortados o incomodavam. Aí o barbei- padas com as suas tarefas, tem menos tempo
ro era a autoridade e tão insensível que o atemo- livre e o que tem é preenchido possivelmente
rizava. No teatro Mestre Finezas transfigurava-se. com outras distrações que não as peças de teatro
Era o herói da peça e um ator tão convincente amador e os saraus de poesia.
que transportava o público para uma outra reali-
dade. Enquanto violinista, a sua música encanta- 6. Quando já nada se espera do futuro, a vida
va o narrador que suspendia as suas brincadeiras passa a ser sobrevivência. Já não há um sentido
para o ouvir. por onde ou para onde continuar. Arrastam-se os
3.4 O medo: Eu não podia mexer-me, não podia dias à espera do fim.
bocejar sequer. "Está quieto, menino», repetia
Mestre Finezas segurando-me a cabeça entre as 7. e 7.1 O violino é a última recordação. Para
pontas duras dos dedos: «Assim, quieto!" (ll. 12 a quem só vive de recordações, a venda do violino
14); Via-lhe os braços compridos, arqueados co- era a desistência total da vida. Mestre Finezas
mo duas garras sobre a minha cabeça. Lembrava não pode guardar as noites em que foi o herói do
uma aranha. (l. 17); E eu - sumido na toalha, to- palco da vila, nem a admiração que despertou
lhido numa posição tão incómoda que todo o cor- nos seus conterrâneos. Mas pode guardar o violi-
po me doía - era para ali uma pobre criatura inde- no. É o instrumento de regresso ao passado. Por
fesa nas mãos de Mestre Ilídio Finezas. (ll. 20 a isso quando acaba a sua récita, adota a posição
22) do artista que agradece os aplausos do público.
A admiração pelo ator: Mestre Finezas era o Ao tocar o seu violino, Mestre Finezas deixa a
que mais se destacava. (l. 36); E, para que os realidade presente e refugia-se no passado que,
fracos vencessem, Mestre Finezas não tinha me- para ele, foi de glória.
do de nada nem de ninguém. (l. 41); Uma noite
Mestre Finezas morreu logo no primeiro ato. Foi GRAMÁTICA
um desapontamento. Todos criticaram pelo cor-
redor, no intervalo. «O melhor artista morrer mal 1. Mestre Finezas puxou um banquinho para o
entra em cena!... Não está certo! (l. 47). meio da loja e enrolou-me numa enorme toalha.
A admiração pelo músico: E, muita vez, acon- Só me ficou a cabeça de fora.
teceu eu abandonar os companheiros e os jogos
e quedar-me, suspenso, a ouvi-lo, de longe. Era 2. Mal o ouvia tocar violino, comovia-me.
bem bonito. (ll. 60 a 62)
3.1 Na primeira frase “alto” refere o som, signifi-
4.1 O narrador saiu da vila para continuar os seus ca, neste acaso, “ruidosamente”. Na segunda
estudos, voltou à vila, hoje é um homem que não frase refere a estatura de uma pessoa.
se sente realizado. Gostaria de partir de novo, 3.2 Na primeira aceção, alto é um advérbio; na
mas ainda não tem planos definidos para o futu- segunda um adjetivo.
ro. Mestre Finezas envelheceu, não quis ou não
pode atualizar a sua barbearia. Outras surgiram 4.1 As duas orações articulam-se por coordena-
muito mais atrativas e por isso tem cada vez me- ção (copulativa)
nos clientes. Vive com grandes dificuldades e 4.2 O sujeito “uma melodia suave” está expresso
com uma única alegria – as memórias do seu na primeira oração e subentendido na segunda.
passado artístico, que não foi tão longe como
desejaria. Vendeu quase tudo o que tinha para ir 5.1 É constituído por três frases.
fazendo face às despesas. Ficou apenas “um 5.2 Só a última é uma frase simples.
tesouro” – o seu violino. 5.3 Oração subordinada adjetiva relativa.
4.2 Hoje, o narrador é um dos poucos clientes de 5.4 – modificador do grupo verbal; – complemen-
Mestre Finezas e seu confidente. Agora, é Mestre to direto; – modificador do grupo verbal
Finezas que admira o narrador. Porque saiu da
vila, estudou, sabe dar valor à arte. Por isso de-

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7.2 Foi muito mais importante o que se sentiu. Os
Um pingo de chuva
pág. 146 alunos pouco disseram. (“Quase ninguém tinha
palavras de falar”. Quem mais falou foi o profes-
LEITURA DO TEXTO sor e comoveu muito os visitantes. Foi um encon-
tro difícil, porque todos tiveram de se conter, to-
1. Um pingo de chuva tanto poderá ser um indício dos tiveram de disfarçar, o melhor que puderam,
de que vai chover, como, simbolicamente, repre- as suas emoções, para evitar que o momento,
sentar as lágrimas vertidas pela professora ou as em vez de ser de ternura, fosse de dor.
lágrimas contidas das crianças.
8.1 Coloca-se na posição do miúdo que vive esse
3. A despedida. “...na minha cabeça eu sempre tempo.
escondia este pensamento: as despedidas têm 8.2 “nós, as crianças, não sabemos arrumar es-
cheiro. (...) Despedida tem cheiro de amizade sas coisas dentro do nosso coração.”
cinzenta.” (ll.2 a 6) 8.3 b)

9. Sim. Os cheiros a que ele faz referência são


4. Desde “Um dia nós, os do nosso grupo...” (l. 8)
cheiros que conhece bem, cheiros da sua terra.
até “No dia seguinte corríamos outra vez. (l. 53);
Poucas crianças em Portugal iriam associar um
Visita aos professores: desde “Chegámos à casa
cheiro bom a “chá de caxinde”, porque não o co-
dos camaradas professores Ángel e María. (l.
nhecem.
55), até “De todos os alunos que eles tinham en-
sinado aqui em Angola” (l. 85). Último momento:
10. a) … vontade de lágrimas em vez de vontade
desde “Quando chegámos lá em baixo, o sol já
de chorar, como seria habitual.
tinha ido embora.” (l. 86) até ao final do conto.
b) … engolir com os olhos em vez de conter as
lágrimas.
5.2 Desenrolou-se num dia à tarde, logo a seguir c) … palavras de falar, ou seja, palavras que não
ao final de um ano letivo. diziam nada; palavras usadas só para não fica-
5.3 Terminado o ano letivo, os professores cuba- rem em silêncio.
nos que tinham estado a trabalhar na escola iam
regressar à sua terra. Por isso, alguns alunos GRAMÁTICA
combinaram ir visitá-los para se despedirem de-
1. As pautas já saíram, todos passámos com bo-
les, pessoalmente. Essa despedida é, como as notas.
vimos, o assunto desenvolvido neste conto.
Projeta-o para momentos passados. Segundo o 2. Eu não gosto de despedidas. Magoam -me.
narrador, os espaços vazios de repente pareciam Quer chore, quer contenha as lágrimas, sinto
encher-se de pessoas que faziam parte da sua uma tristeza indefinida. Embora o tempo ajude a
infância e que estavam guardadas na sua memó- esquecer, a saudade e uma certa mágoa perdu-
ram.
ria.
3.1 Estás a ouvir?
6.2 Um sentimento de saudade; saudade e triste-
3.2 A abreviatura “tás” é muito habitual quando
za pois tinha de reter as lágrimas quando regres- estamos a falar.
sava dessas recordações.
6.3 Sim. O narrador já está a antecipar a saudade 4. “Os asmáticos, como eu, voltavam transpira-
que vai sentir do casal de professores que se vai dos para a sala de aulas, com falta de ar, a tossir,
embora. Já está a prever que em breve eles esta- e a camarada professora Berta ralhava com
rão a passar “em câmara lenta” nas suas recor- eles.”
“...eu não queria que ninguém gozasse com ela”
dações. – A camarada professora tá muito bonita – disse
a Petra…
7.1 Eram professores cubanos que tinham vindo
dar aulas em Angola. A comissão de serviço de- 5.1 Quando chegarmos lá em baixo, o sol já terá
les tinha acabado, portanto iam regressar a Cu- ido embora.
ba. O narrador e o seu grupo de amigos tinham 5.2 “o sol já tinha ido embora” é a oração subor-
dinante.
decerto uma grande simpatia por estes professo-
5.3 Conjunção subordinativa temporal.
res, porque não quiseram que eles partissem 5.4 Uma relação de tempo.
sem lhes fazer uma visita e levar-lhes uma pe-
quena recordação de Angola.

Plural 7  Professor
6. Não. São mesmo bananeiras que um cronista
Bananeiras no terraço
pág. 152
viu no terraço de um prédio. Estavam numa horta
cultivada por um velho cabo-verdiano.
LEITURA DO TEXTO
7. Reúnem-se com frequência em datas festivas,
1. O que há de divertido é que a enfermeira bran- como casamentos e batizados ou comemorações
ca fez, sem má intenção, mas com falta de sen- tradicionais. Cultivam os ritmos da sua terra, or-
so, um comentário sobre negros de que a doente ganizam festas e encontros em que os visitantes
negra não gostou nada. Ainda não tinha acabado são sempre bem - vindos e recebidos com agra-
de protestar, quando entrou no quarto uma en- do.
fermeira negra que veio confirmar o que a colega
dissera. A doente deve ter ficado sem argumen- 8.1 Em primeiro lugar, a língua. A língua comum,
tos e furiosa. neste caso o português, é, sobretudo no estran-
geiro, um vínculo de ligação muito forte. Depois,
2. Não. Ele sabe que o que ela disse é em gran- o fato do saxofonista ser um nome conhecido do
de parte verdade e explica que se trata de uma polícia cabo-verdiano, possivelmente admirador
questão cultural que já existiu em toda a Europa da sua música, tanto mais que ele costumava
e ainda persiste em várias regiões, nomeada- tocar com músicos da sua terra.
mente de Portugal. 8.2 Ficaram amigos íntimos para o resto da vida.
Retoma-se aqui a noção inicial de família alarga-
3. b) As grandes cidades alteraram o conceito de da, que abarca mais do que os familiares con-
família. sanguíneos.
c) As próprias casas, nas cidades, não permitem
manter o conceito rural de família. GRAMÁTICA
e)Lisboa, ainda recentemente, tinha muitas pes-
1.1 Cidade (l.18); capital (l.55); parente (l.19).
soas vindas do interior e saudosas das suas ter-
1.2 Este recurso evita repetição desnecessária
ras. de palavras.
f)Hoje, em Portugal, são, quase exclusivamente,
os cabo-verdianos que mantêm as tradições cul- 2.1 De Portugal e de Cabo Verde.
turais do seu povo. 2.2 De Portugal: broa, queijo fresco, uvas (vinho).
De Cabo Verde: bananas, mandioca, cachupa
4. Ao afastar os membros da família, este concei- rica, doce de papais, grogue.
to ficou praticamente limitado a pais, filhos, ir-
mãos. 3.1 rural
3.2 tornar próprio (aproximar) da vida do campo.
4.1 Será, na maioria dos casos, exagerado dizer
3.3 centralizar, embelezar, caracterizar, finalizar,
que os pais são parentes remotos e sobretudo simpatizar. (exemplos)
questionar se o pai seria “um tipo que aparecia
de vez em quando lá em casa quando os filhos 4.1 No primeiro predominam os verbos no pretéri-
eram pequenos”. to imperfeito. No segundo predominam os verbos
4.2 Pretende-se criticar a perda de hábitos que no presente. A mudança deve-se a que no pri-
humanizavam as sociedades. Os laços de união meiro parágrafo se está a fazer referência ao
passado “até há poucos anos”. O parágrafo se-
entre familiares tornavam as pessoas mais pró-
guinte refere-se ao “agora”.
ximas, mais disponíveis, mais abertas para os
problemas dos outros. 5. a) – 1; b) – 2; c) – 4; d) – 5; e) – 3

5. Primeiro, esses camponeses que vieram para


a cidade em busca de emprego procuravam man-
O rapaz e o lobo
ter alguma coisa dos seus hábitos rurais. Cultiva- pág. 156
vam hortas nos jardins dos prédios; recebiam a
visita de familiares da aldeia que lhes traziam as LEITURA DO TEXTO
especialidades da região, a broa, o queijo o vinho
artesanais, feitos na aldeia muitas vezes apenas 1. c)
2. b)
para consumo doméstico. Esses hábitos foram-se
3. a)
perdendo; as novas gerações afastaram-se dos 4. b)
familiares do interior que, por sua vez, também
deixaram de estar ligados à ruralidade.

Plural 7  Professor
5. Com a sua imobilidade diante da jaula do lobo, que têm dos diversos textos e distingam em cada
durante horas, durante dias, com o seu silêncio, situação o essencial do acessório.
com a atenção com que segue os movimentos do
Capítulo 1
animal, o rapaz desencadeia as diferentes rea-
3. O sultão que põe à prova os três filhos para ver
ções do lobo. qual deles merecia casar com a belíssima prima
que todos amavam. (p. 28)
6. O rapaz aparentemente quer ganhar a confian- 4. Rei cuja inteligência se tornou célebre. (p.32)
ça do lobo, quer diminuir um pouco a solidão do 5. Jovem que parte à procura do pai cujo regres-
animal enjaulado. Para que o lobo confie nele, so é esperado há dez anos. (p.36)
fecha também um dos olhos. 7. Amor fraternal maior que o amor à vida. (p. 44)
(O rapaz percebeu a tristeza e solidão do lobo e 8. Rapariga rejeitada como esposa por defeitos
acabou por perceber também que o lobo não considerados graves pela comunidade. (p. 51)
abria um dos olhos porque não queria, não lhe 9. Jovem noiva que promete voltar à vida e des-
interessava ver melhor. O rapaz resolveu fazer o posar o desconsolado noivo se ele a souber es-
mesmo e não houve médico que percebesse qual perar. (p. 53)
era o seu problema. Um dia em que o lobo já co-
meçava a interessar-se pelo espaço que o envol- Capítulo 2
via abriu o olho e rapaz fez o mesmo. Nem o ve- 4. Jovem responde a um inquérito. (p. 80)
terinário nem o médico perceberam esta cura – 5. Criança que quer ter como profissão “quando for
desfecho do texto original. Note-se que toda a grande” brincar com as palavras. (p. 83)
obra tem uma forte componente simbólica) 6. Jovens, que visitam regularmente a livraria,
mostram-se preocupados. (p. 86)
GRAMÁTICA 8. Jovem excecionalmente dotado para a Música
vive revoltado com a morte do pai. (p. 105)
1. “«O que nos querem eles?» 9. Criança que dá a sua visão da família que a ro-
É esta a pergunta que os lobos fazem a si pró- deia. (p.111)
prios. Os rapazes intrigam-nos. Não os preocu- 10. Dois colegas cuja amizade é contrariada pela
pam (os lobos não têm medo de nada), intrigam- mãe de um deles. (p.117)
nos.” 11. Especialista de pintura dá o alarme do roubo
de um quadro famoso. (p.122)
2. 1.º “Nós e as outras crianças corremos, sal- 12. Cavaleiro anuncia, na noite de Natal, a viagem
tamos, gritamos, choramos, deitamos a língua que vai fazer à Terra Santa. (p.132)
de fora ao lobo e escondemos a cabeça nas
saias das mães.” Capítulo 3
2.º Há muitos anos atrás, as outras crianças cor- 3. Cronista reflete sobre tradições culturais. (p.
riam, saltavam, gritavam, choravam, deitavam 152)
a língua de fora ao lobo e escondiam a cabeça 4. Lobo enjaulado desespera com o comporta-
nas saias das mães.” mento de um visitante do Zoo. (p. 156)
5. Touro revela a sua angústia e humilhação na
3. O “à” resulta da contração do artigo definido “a” tourada. (p. 165)
com a preposição “a” que inicia a locução prepo- 7. Gato salva uma pequena gaivota órfã. (p. 173)
sicional. “Àquele” é formado também pela contra- 8. Um náufrago luta para sobreviver numa ilha
ção do artigo definido “a” com o determinante deserta que virá a ser o seu local de eleição. (p.
demonstrativo “aquele”. 180)
9. Filho vê o pai ser morto para o levar a defender
4.1 Transmite a noção de tempo súbito, imediato. o seu castelo. (p. 187)
4.2 Pretende também transmitir uma noção de 10. Professora, alunos, entre outros passageiros
tempo. Dá-nos a ideia de várias coisas que, como numa viagem ao passado. (196)
é habitual irão acontecer, mas no tempo certo,
que “ainda” não é este. LEITURA PARA INFORMAÇÃO
5. O lobo sofre de solidão 1. c)
O rapaz fez uma promessa a si mesmo – ganhar a 2. b)
amizade do lobo. O lobo é um dos animais de que 3. b)
mais gosto. 4. a)
5. b)
ORGANIZAR UM ÍNDICE
6. a)
7. c)
Pretende-se com esta atividade que os alunos
além de treinarem a elaboração de um índice,
adequem a estratégia de leitura ao conhecimento

Plural 7  Professor
Miura
14. Quando o toureiro, sem capa, lhe espetou as
pág. 165
bandarilhas ele espetou-lhe um corno na barriga.
2. Estava furioso por estar completamente encur- O toureiro saiu em braços, moribundo.
ralado, sem perceber bem porquê ou para quê. 14.1 Até aí o público tinha aplaudido. Agora não
ouvia aplausos e não percebia porquê.
3. Para pensar com a calma possível na situação
em que se encontrava. 15. Os olhos já lhe doíam e a cabeça já lhe anda-
va à roda. (l. 139); Humilhado, com o sangue a
4. Miura sempre se sentiu um ser da natureza, ferver-lhe nas veias, escarvou a areia mais uma
um ser livre. Um toiro que nascera e fora criado vez, urinou e roncou, num sofrimento sem limites.
na lezíria. Revolta-o estar a ser tratado como um Miura, joguete nas mãos dum Zé-Ninguém! (ll.
passarinho na gaiola, humilha-o vir a ser um di- 141 a 143);
vertimento para a multidão. Desesperado, espetou os chifres na tábua dura...
(l. 146); Sangue e suor corriam-lhe pelo lombo
5. O resultado foi o de ter a certeza que os muros abaixo. (l. 147); Mas não acabaria aquele martí-
eram mais fortes do que ele. rio? Não haveria remédio para semelhante morti-
ficação? (l. 155);
6. De que os homens só são corajosos quando Quando chegaria o fim de semelhante tormento?
protegidos por arame farpado ou muros de cimen- (l. 159).
to.
16. A humilhação. Ele estar a atacar lealmente,
7. Dali a nada seria ele a dar gozo às senhorias. por ter sido desafiado a fazê-lo e o homem a fin-
Ele, Miura, o rei da campina, a dar (servir de) go- tá-lo, a gozá-lo, para grande satisfação da assis-
zo às senhorias. tência.
16.1 Quando viu o estoque, Miura nem queria crer.
8.1 Miura refugia-se na planície onde nasceu e O homem estava a dar-lhe oportunidade de morrer
cresceu. Um campo a perder de vista, dourado com dignidade? A sua investida final não foi de luta,
pelo sol e pelo trigo, durante o dia. À noite, um foi a procura do alívio da morte.
espaço infinito iluminado pelo luar. E o calor es-
caldante, e o bebedouro fresco da Terra-Velha. GRAMÁTICA
8.2 Representa o paraíso perdido, por oposição
ao inferno do presente. 1.1 “tentou refrear os nervos.”
1.2 “tentou refrear os nervos, mas ardia numa
9. Com o objetivo de perceber o que se estava a chama de fúria”
passar com o amigo. Os sons eram diferentes
dos anteriores e ele tentava perceber o que se 2.1 O Malhado – sujeito; dava gozo às senhorias –
estava a passar. O instinto dizia-lhe que algo es- predicado.
tava a correr mal. 2.2 gozo – complemento direto; às senhorias –
complemento indireto.
10. Quando foi aberta a porta do espaço em que
estava encurralado e de um salto estava na are- 3. O seu pensamento, que procurava voltar ao pa-
na. raíso perdido, foi interrompido pelo som da corne-
ta. As reticências marcam essa interrupção.
11. Miura tremia de angústia perante o desconhe-
cido, perante o que o esperava e, ao mesmo 4.1 Na classe das interjeições – Eh! e dos nomes
tempo, de fúria. comuns – boi e toiro.
4.2 Pretende transmitir-se a noção de estímulo, de
12. Não. Estava espantado com o atrevimento incitamento.
dele. Até porque os homens se protegiam sempre
da sua força com arame farpado ou muros de 5.1 a – 3; b – 9; c – 8; d – 7; e – 4; f – 5; g – 2; h –
cimento. Miura não percebia o que este fazia di- 10; i – 6; j – 1
ante dele e cada vez mais próximo. Estava mais
espantado do que a pensar atacar. LEITURA COMPARATIVA

13. O homem protegido por um pano vermelho, Argumentação


contra o qual miúra investia julgando estar a ata- O argumento de que a tourada é uma escola de
car o homem que entretanto mudara de posição. força, de coragem, de destreza. Toda esta desen-
O touro investia sempre contra uma sombra que voltura física e mental é desenvolvida pelo homem
o cegava. O touro combate com a força que tem, que enfrenta o touro.
o homem com habilidade, com artimanhas.

Plural 7  Professor
(Note-se que este é o argumento principal. Há ain- EXPRESSÃO ORAL
da o argumento da tradição – o sport nacional – e Pretende-se valorizar o carácter simbólico da
o do espetáculo com sol e alegria.). obra que assim permite, através de uma história
Pontos de vista ficcionada, simples e comovente, alertar para va-
Miguel Torga, em “Miúra”, vê a tourada do ponto lores fundamentais na vida social do Homem.
de vista do toiro. Mostra o seu sofrimento, o seu
desespero, a sua humilhação. A troca de impressões entre todos, bem como a
Eça, neste excerto de Os Maias e através de uma leitura do texto não ficcional que se segue, pode-
personagem (não sabemos se apoia a opinião), vê rá contribuir para despertar o desejo de ler a
a tourada do ponto de vista do toureiro e das suas obra na íntegra.
qualidades.
Se a opinião de Afonso da Maia coincide com Eça, Recolha de informação
os dois autores têm opiniões bem diferentes. É desejável que as estratégias utilizadas contri-
Torga mostra a crueldade e cobardia das toura- buam também para que, ao longo do ano, os alu-
das. Eça realça a figura do toureiro e a sua des- nos se mantenham atentos, informados e com
treza física e força psíquica. vontade de divulgar as suas descobertas aos co-
legas.

Nota: Com temáticas igualmente interessantes


O ovo da gaivota
pág. 173
para esta faixa etária e importantes ao nível da
reflexão e educação cívica, há outros trabalhos
LEITURA DO TEXTO de pesquisa que poderão ser feitos ao longo do
ano.
1. Este excerto insere-se entre “… miou Zorbas
preparando-se para trepar ao telhado.” (l. 34) e
“Zorbas pensou que a pobre gaivota estava a
O naufrágio
delirar” (l. 35) pág. 180

OFICINA DE ESCRITA LEITURA DO TEXTO


Pretende-se que o aluno explore uma voz dife-
rente que comunique outras emoções só possí- 2. Trata-se de um fenómeno devido à eletricidade
veis de ser transmitidas na primeira pessoa. atmosférica, conhecido como fogos de Santelmo, e
que anuncia tempestade.
GRAMÁTICA
3. Sim. Começa com um vento tão forte que reben-
1. O gato Zorbas é um exemplo para os huma- tou com uma vela como se fosse um balão. As va-
nos. Não ficou indiferente ao sofrimento de um gas eram tão violentas que o navio balançava sem
desconhecido. Procurou dar-lhe esperança, ten- parar e, quando este encalhou, uma vaga destruiu-
tou socorrê-lo, foi à procura de ajuda e até fez o.
três promessas estranhas e difíceis de cumprir –
criar um ser diferente que já ia nascer órfão. 4. Robinson, que estava em viagem, o capitão Van
Dayssel, comandante do navio. Os tripulantes são
2. O gato Zorbas estava tranquilamente a apa- apenas figurantes. Não intervêm na ação.
nhar sol quando uma gaivota moribunda quase
lhe caiu em cima. Embora a quisesse ajudar, 5. Era uma tripulação habituada àquele percurso e
Zorbas não sabia o que fazer e por isso correu que sabia que o navio era pesado e de extrema es-
em busca de ajuda. tabilidade. Aguentava bem um temporal.
3.1 miar, grasnar 6. O capitão Van Dayssel era um experiente ho-
3.2 lobo (uivar), rato (chiar), cão (rosnar), galinha mem do mar. Tinha a serenidade necessária para
(cacarejar), pinto (piar), burro (zurrar), rã (coaxar) comandar um navio. Sabia dar as ordens conveni-
entes no momento adequado e sabia quando devia
4. Zorbas, preparando-se para trepar ao telhado, esperar, porque a luta do homem contra as forças
miou (disse a miar) à amiga que a queria ajudar da natureza era muito desigual, mesmo inútil. A
mas não sabia como. (Disse-lhe) Que procurasse sua segurança e otimismo permitiam-lhe não valo-
descansar enquanto ele ia pedir conselho sobre o rizar os perigos que ele sabia bem quais eram.
que se devia fazer com uma gaivota doente. O capitão era de facto um homem do mar.
5.1 Duas orações 7. Nas últimas 7 linhas. É a impressão que temos do
5.2 Orações coordenadas que pode suceder num navio que corre sérios riscos
5.3 Tempo simultâneo de naufragar. (Sugestão)

Plural 7  Professor
GRAMÁTICA O alcaide do Castelo de Faria juntou-se à resis-
tência portuguesa. O exército invasor venceu a
1. (Robinson) perguntou ao capitão, enquanto bara- batalha e fez vários prisioneiros, entre eles, o al-
lhava as cartas, se não lhe parecia que aquela tem- caide.
pestade ia atrasar muito a sua chegada (a chegada
deles) ao Chile. 7. Como o alcaide temia que seu filho, que ficara
a substituí-lo, vendo-se sem recursos e com o
2.1 Entreguemo-nos nas mãos do destino. intuito de salvar o pai entregasse o Castelo, ante-
2.2 Passou a dar a noção de pedido, prece. cipou-se e propôs aos que o tinham cativo que o
2.3 Não nos entregamos nas mãos do destino. levassem a falar com o filho para que ele entre-
gasse o Castelo de Faria sem resistência.
3. O primeiro é um modificador e o segundo, um
complemento oblíquo. 8. Sim. Pôde falar com o filho e dizer-lhe, tal co-
mo pensara fazer, que defendesse o Castelo até
4.1 Era muito mais experiente que Robinson. à morte como era seu dever. Foi, naturalmente,
4.2 No grau comparativo de superioridade. morto como traidor, mas o filho conseguiu impedir
a tomada do Castelo.

9. A glória que alcançou não lhe interessava. O


O castelo de Faria
pág. 187
exemplo de lealdade do pai, a sua morte gloriosa,
a perda do pai naquelas circunstâncias levaram-
LEITURA DO TEXTO no a optar pela paz do sacerdócio.

1. As faldas da Franqueira. GRAMÁTICA


1.2 Veem-se velhas árvores que dão sombra ao
local, ouve-se um ligeiro som de água, sente-se 1.1 “ora” e “já”
uma brisa suave. Predomina a sensação de har- 1.2 Advérbios.
monia da natureza e silêncio.
1.3 Revela o agrado do narrador. Pelas suas pa- 2.1 Recordação, vestígio.
lavras nota-se um encantamento que o aproxima 2.2 Gritei o teu nome e ouvi o eco da minha voz.
da “contemplação celestial”. É uma descrição 2.3 Ecoar.
subjetiva.
3.1 No modo imperativo.
2. No alto de um monte. 3.2 A função de vocativo.
2.1 Porque daí pode ver um panorama variadís- 3.3 Nuno Gonçalves disse ao alcaide que se de-
simo à sua volta: povoações, rios, prados, fra- fendesse.
gas...
4. … foi com lágrimas e preces que ele pôde pa-
3. O facto de ali ter existido em tempos um caste- gar a seu pai…
lo – o Castelo de Faria. ... talvez fosse com lágrimas e preces que ele
pudesse pagar a seu pai...
4. Desde “cenário de conflitos...” até “... habitar ... que seja com lágrimas e preces que ele possa
na Terra”. 3.º § pagar a seu pai...
Desde “O Castelo de Faria...” até “futuro desti-
no?” 4.º § 5. Oração coordenada adversativa.
“Serviram os fragmentos...” até “corações portu-
gueses.” 5.º e 6.º § ESCRITA
Para mim não são heróis. São dois homens de
5. Guerra com Castela, dispendiosa e injustifica- grande dignidade e carácter. Ambos põem valo-
da, cuja paz foi alcançada com a promessa de res em que acreditam acima das suas vidas. O
casamento de D. Fernando com a filha do rei de pai morre por lealdade ao seu rei a quem jurara
Espanha. defender o Castelo. O filho combate, acima das
Quebra da promessa por parte de D. Fernando. próprias forças, para cumprir a promessa que
Cerco a Lisboa e invasão do rei de Castela a Por- fizera ao pai. (Sugestão)
tugal. (tópicos).
ORALIDADE
6. O Conde de Seia, com os poucos recursos
humanos que pode juntar (grande parte do exér- 1. Os destinatários do programa são os alunos do
cito português tentava acabar com o cerco a Lis- 1.º ciclo do ensino básico das escolas públicas de
boa) fez frente ao adiantado da Galiza, que, até Lisboa.
próximo de Barcelos não encontrara resistência.
2. A Câmara Municipal de Lisboa.

Plural 7  Professor
3. Estão previstas oito visitas. tou a morte do rei D. Carlos e a do príncipe her-
deiro, Luís Filipe.
4. A vantagem é a de poderem fazer visitas a di-
versos locais a preços reduzidos ou mesmo gra- 5. Personagens principais: o maquinista, os la-
tuitamente. drões, a professora de História.
Personagens secundárias: os alunos em visita de
5. (Poderá ser referida qualquer uma das quatro estudo, a senhora grávida.
áreas do conhecimento apontadas no texto – ci- Figurantes: os restantes passageiros do comboio
entífica e ambiental, desportiva, cultural, cívica.) e os portugueses do passado.
Depois da discussão oral, poderá ser interessan-
te, se os alunos aderirem, elaborar uma propos- 6. A professora de História – Porque foi ela que
ta a ser enviada à Câmara local. salvou os portugueses do passado de um assal-
to, fazendo os assaltantes caírem na armadilha
que lhes preparara.
Os alunos – Porque nunca tinham assistido a
Crime no expresso do tempo
pág. 196
nenhum assalto ao vivo e ainda por cima no sé-
culo XVI.
Este conto poderá ser escolhido para leitura re- A jovem grávida – Porque o seu bebé nasceu
em plena viagem, mais precisamente em 1198.
creativa ou trabalhado segundo orientação pro-
O maquinista – Porque achava aquelas viagens
posta monótonas, pois o passado não muda. Nessa
viagem as peripécias foram tantas que ele já não
LEITURA DO TEXTO sabia o que fazer para manter a ordem.
1. e 1.1 Situação inicial – desde o início até “irre- 7.1 “Os Jerónimos em construção…”
mediavelmente igual” (l. 29). Preparação da par- “A cidade está toda à beira-rio.”
tida para a viagem através do tempo. “Arcas de madeira preciosas eram descarregadas
1.º acontecimento: desde “Naquela tarde...” (l. 30) das naus”
até “... cintos de segurança.” (l. 45). Paragem for- “... peças de seda bordadas a ouro, dentes de
çada do comboio devido a um assalto. elefante com exóticas esculturas, joias e pedras
2.º acontecimento: Desde “Uma jovem grávida...” fulgurantes.”
(l. 46) até “... um bando de ladrões…” (l. 99). As- “... os caixotes, fechados, guardados como te-
salto transferido para outra época. souros.”
3.º acontecimento: Desde “– Pois vamos lá...” (l. 7.2 Para eles não desconfiarem que ela lhes es-
100) até “É favor colocarem os cintos de segu- tava a preparar uma armadilha.
rança.»” (l. 194). Assalto fracassado. 7.3 Conseguiu. Eles acreditaram que caixotes
Resolução: Desde “O expresso arrancou...” (l. destinados ao rei só podiam conter preciosida-
195) até ao fim. Regresso agitado ao século XXI. des. Neste caso a preciosidade era a pimenta,
1.2 Aberta. Não sabemos se o dinheiro vai ou uma especiaria muito desejada e cara, mas de
não ser entregue à polícia e se não surgirão mais transporte pouco acessível para assaltantes des-
peripécias antes da chegada. prevenidos. Assim, o assalto correu-lhes mal,
como a professora previra.
2. Em 2019.
8. Porque não estavam habituados aos alimentos
3. No século dezanove, a inauguração do cami- dessas épocas. Queriam um lanche do seu tem-
nho de ferro em Portugal, com a presença do rei po.
D. Pedro V.
No século quinze, a partida de Vasco da Gama 9. Predomina a narração. O discurso das perso-
para a sua famosa viagem à Índia. nagens é apresentado em discurso direto.
Na época medieval, um torneio a cavalo e uma
sessão musical de trovadores. 10. Desvantagens dos tempos modernos:
Do Portugal romano, o teatro de Lisboa a funcio- • Os Portugueses, na sua maioria, não têm di-
nar. nheiro. Nem vale a pena assaltá-los.
Paragem no tempo em que os dinossauros vivi- • A poluição do rio.
am onde hoje estamos. Vantagens:
• A avançada tecnologia que permite visitar o
4. Porque os assaltantes que vinham no comboio passado num comboio.
queriam fazer um assalto aos portugueses do • Tratamento de doenças que na época eram fa-
passado. tais, como febre amarela, peste, tifo.
Segundo a professora aquela paragem era im- • Prisões mais cómodas e tratamento mais hu-
própria para crianças porque coincidiu com o mano dos prisioneiros,
momento do atentado à família real, de que resul-

Plural 7  Professor
Pretende-se que os alunos redijam textos coe- GRAMÁTICA
rentes utilizando registos e recursos adequados.
Recriando o conto lido (mantendo, porém, a 1.1 superpovoado, hiperativo, ultramoderno.
estrutura nuclear), poderão os alunos mais facil- 1.2 supermercado, hipermercado, ultravioleta,
mente centrar-se noutros aspetos da narrativa
como a escolha de épocas e/ou monumentos 2. Aos adjetivos lindo, alegre, suave, calmo (na
históricos ou a criação de episódios adequados forma feminina, dos que são biformes quanto ao
ao tempo, por exemplo. género) juntou-se o sufixo -mente. São palavras
Este projeto, a par da sua componente lúdica, derivadas por sufixação.
tem como objetivo base que o aluno escreva
para construir e expressar conhecimentos. ESCRITA
Além da pesquisa individual ou de grupo que a
atividade requer, poderá fomentar-se a interdis- Continuação de texto: esta atividade poderá ser
ciplinaridade quer com História, quer com Edu- desenvolvida no sentido de refletir um pouco so-
cação Visual e Educação Tecnológica. bre o confronto entre dois mundos diferentes

UNIDADE 5 – PALCO PLURAL O sonho do rei Leandro


pág. 251

LEITURA DO TEXTO
No planeta das coisas
transparentes 1.1 O Rei sonhou que os símbolos do poder lhe
pág. 246
eram violentamente retirados. O manto era leva-
do pelo vento, a coroa arrastada pelas águas, o
LEITURA DO TEXTO cetro arrancado por forças ocultas.
1.2 Por estar convencido de que o sonho terá
1. Como em qualquer texto dramático, o nome sido um aviso dos deuses.
das personagens surge antes de cada uma das
respetivas falas. 2. É o Bobo, que tem funções de divertir, distrair
ou entreter os senhores da corte.
2. As indicações cénicas estão em itálico e entre
parênteses. 3. Critica o Rei por não conhecer nada da vida do
povo. Não saber que os dias deles são longos e
3. Poderemos considerar seis cenas. A 1.ª: até à trabalhosos, não saber que o povo é constituído
saída do pai; a 2.ª até à entrada da mãe; a 3.ª até por seres humanos como ele que sonham, nas-
à saída da mãe; a 4.ª até à entrada da rapariga; a cem e morrem. Critica-o, em suma, por viver dis-
5.ª até à chegada do rapaz; a 6.ª até ao fim. tante da realidade
3.1 O Rei nem sequer conhece o seu “bobo fiel”.
4.1 O ambiente é espacial, com elementos bran- É mais um elemento do povo, sem as preocupa-
cos e transparentes. ções de um rei, sem desejos, indiferente a casti-
4.2 As personagens são transparentes por den- gos imerecidos.
tro. 3.2 O Bobo aconselha-o a esquecer o sonho e a
4.3 A transparência é a característica comum a não se convencer que é um recado divino.
espaço e personagens
4.1 Ao dialogar com elas vai-nos apresentando
5. Conhecimentos: naquele planeta as pessoas as suas características.
não conhecem o significado de palavras comuns 4.2 Porque ele a denunciou. Ela sugere primeiro
como árvore, mas sabem que existem ou conse- que ele mente, mas acaba por lhe chamar “lin-
guem inventá-las, como se alguma vez, num guarudo”, o que prova que ele disse o que não
tempo anterior a elas mesmas as tivessem co- devia dizer.
nhecido. 4.3 Não se espera que duas princesas, mulheres
Interesses: os adultos interessam-se por peque- adultas, supostamente educadas com todos os
nas coisas infantis, por brincadeiras, as crianças cuidados, andem a fomentar intrigas uma contra
por inventar palavras e tentar compreender o seu a outra e, muito menos, a resolver os seus pro-
significado e a razão pela qual conhecem pala- blemas ao estalo.
vras que não sabem a que se referem.
Relações pais/filhos: os pais são infantis e de- 6.1 Como se fosse uma criança.
pendentes dos filhos que têm que tomar conta 6.2 Por ela ser ainda muita nova, por ficar sozi-
deles e ajudá-los a crescer. nho se também ela se casar agora e por ter uma
ternura especial por ela.

Plural 7  Professor
6.3 Dirige-se ao público que assiste à peça. 3. Ao de Amarílis associa o Sol, ao de Hortênsia,
6.4 Marcar a diferença entre o tempo em que se o ar.
situa a peça e a atualidade, sobre a qual ele, su-
postamente, nada sabe. Quer informações do 4.1 As reticências indicam suspensão da ideia,
tempo atual para saber se vale a pena mudar de uma pausa no discurso oral. A repetição de co-
tempo.
mo vem reforçar essa noção, como se o enunci-
7. O Rei tem um amor imenso às suas flores, ador precisasse de tempo para encontrar as pa-
como lhes chama. lavras certas.

10. Por ele ter a educação e delicadeza de um 5. O Rei mostra-se zangado por a filha não en-
verdadeiro príncipe. Além disso está apaixonado contrar uma palavra que sirva de medida do seu
por Violeta e os seus noivos não revelam qual- amor por ele. Entende que esta dificuldade que
quer sentimento por elas. ela está a sentir é motivada por falta de amor.
Quando ela, aflita, procura um termo de compa-
11. A aflição do pai que está a ser atacado e grita ração e associa o seu amor ao pai com a relação
por ajuda. As irmãs soltam gargalhadas. sal/comida, este fica como louco, “apoplético”.
Sente-se insultado, rejeitado, incapaz de aceitar a
12.1 Umas apresentam a abastança, os prazeres ingratidão da filha.
da mesa farta, outras realçam o trabalho, a fadi-
ga, a exploração. 6. a) 6 (aviso)
12.2 Criticar a profunda desigualdade social. b) 4 (ordem)
c) 2 (ameaça)
13. As referências de Felizardo à sua riqueza, d) 1 (informação)
que tem de consultar sempre num rolo de papel; e) 7 (descrição)
as repetições de Simplício e a total ausência se f) 3 (interrogação)
sentimentos de ambos.
g) 5 (espanto)

O sonho do rei Leandro


pág. 253 A decisão
pág. 258

LEITURA DO TEXTO
LEITURA DO TEXTO
1.1 O Rei interpretou o sonho como sendo um 1. A entrada de uma nova personagem, neste
recado dos deuses para que deixasse de reinar. caso o escrivão chamado pelo Rei.
1.2 O Rei anuncia que vai entregar o poder a al-
guém mais jovem e, portanto, em melhores con- 3. E agora vocês, minhas filhas, minhas duas
dições para governar. únicas filhas, minhas flores deste jardim, vocês
1.3 A filha mais nova, Violeta, tem uma reação que tanto amor me têm, vocês que tudo seriam
capazes de sacrificar por mim, venham cá!
estranha. “Dá um grito e cai de joelhos diante do
pai.” Fala nesse sonho, aterrorizada, porque ela 4. Porque, tal como qualquer Príncipe Encantado,
própria teve um sonho semelhante, que a deixara vem no momento certo salvar a sua amada. Vio-
com a impressão de que algo muito grave ia leta tinha sido expulsa de sua casa e do seu reino
acontecer (Cena V). e Reginaldo vem dar-lhe uma nova casa e um
1.4 O Bobo acha que o Rei está a dar uma exa- novo reino, casando com ela. Além disso, vem
confortar a sua amada, que sofre pela perda do
gerada importância ao sonho, pois, ficou, segun-
amor do pai, mostrando sentir por ela um amor
do ele, “com aquela encasquetada na cabeça”. verdadeiro, não condicionado por incompreen-
Além disso acha que a decisão do Rei, apoiada na sões ou por bens materiais.
opinião do “cretino” do conselheiro, vai dar muito
mau resultado. 5. Violeta, tão amiga do pai e tão injustiçada, me-
rece o amor de um príncipe encantado. O fingi-
2.1 Tinha de escolher qual das três filhas ia her- mento e ambição de Amarílis e de Hortênsia
dar o trono. combinam muito bem com a mesma ambição dos
2.2 Usou o critério de perguntar a cada uma das noivos (“Não me parece mau negócio, ó sócio”, ll.
filhas até que ponto gostava dele. A que revelas- 83-84) que, ainda por cima, são ridículos.
se ter-lhe mais amor ficaria com o trono.

Plural 7  Professor
6. As do Bobo e de Violeta, a filha mais nova do • Essas ordens eram repetidas, semanalmente,
Rei. pela própria rainha.
O Bobo faz as suas observações em apartes por- • Conclui-se que, passados tantos anos, Violeta
que não tem poder, não tem autoridade para in- continuava a amar o pai e ansiosa por o poder
tervir em assuntos tão importantes e o Rei poderia proteger e por lhe poder provar que o amava.
castigá-lo se se zangasse.

7. A interpretação do sonho. Se o Rei não tivesse 3. Exs.: “Eu sou Leandro, o rei da Helíria (cena I)”
achado que se tratava de um aviso dos deuses várias vezes repetido; “Em toda a parte há ódio,
para abdicar do reino, nada disto tinha aconteci- privações, ciúme” (cena VI) e várias frases idênti-
do. (sugestão) cas.

8. Cenário – “Sala do banquete. Todos sentados 4. Amarílis e Hortênsia – ambas fingidas, interes-
à mesa.” seiras, cruéis. Não têm amor ao pai, nem aos
Movimento corporal – “O outro diz que não com maridos, com quem casaram por serem ricos.
a cabeça”; “dando uma cotovelada a Simplício” O príncipe Felizardo caracteriza-se pela falta de
Expressão facial – “levanta-se da mesa, e fica inteligência, proporcional ao dinheiro que tem.
de pé, muito séria”; “o conselheiro sorri e baixa a Simplício ou é um fingido que se faz de parvo
cabeça a fingir de envergonhado” para não se comprometer ou é uma nulidade
Tom de voz – “muito zangado”; “aos gritos” completa que só sabe dizer uma frase. (aspetos
essenciais a considerar nos retratos).
PARTE C
5. O Rei aprendeu que devia refletir antes de to-
1. Tópicos para o reconto
• De seis em seis meses mudava de reino e ia mar decisões importantes; aprendeu que tinha de
viver com uma das filhas. saber ouvir, saber ponderar e não confundir ver-
• Foi viver, primeiro, com Hortênsia, depois com dade com lisonja. (Sugestão)
Amarílis.
• Era maltratado por uma e por outra. TRABALHO DE PROJETO
• Ao fim de um ano é expulso do reino como um
pedinte. (Cena III) Este projeto poderá aplicar-se a várias narrativas
• Anos depois continua a sua caminhada sem do manual tendo, neste caso, como primeiro
destino, acompanhado pelo fiel bobo. momento de preparação do trabalho, a adapta-
• Cega de tanto chorar. ção/recriação do texto.
• Parece estar confuso e não totalmente consci- Pretende-se com este projeto explorar processos
ente do que lhe sucedeu. de construção do diálogo e o modo como se pode
agir através da fala, do gesto, da expressão.
2. Tópicos para o comentário Pretende-se ainda que os alunos se apercebam e
• Violeta calculava que depois de expulso do rei- valorizem a simbologia enquanto linguagem.
no pelas irmãs, o Rei ficaria na miséria e sem um Igualmente de salientar a intenção de desenvol-
teto para se abrigar. ver, com este tipo de projetos, o gosto pela coo-
• Deu ordens por todo o seu novo reino que, se peração, através da partilha de tarefas
O empenho no trabalho coletivo é, seguramente,
alguém o visse, o trouxesse de imediato à sua
um estímulo à criatividade.
presença, sem no entanto, a identificar.

Plural 7  Professor

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