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Química

Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada - 01
1ª Série | 1° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Matemática Ensino Médio 1° 1°

Habilidades Associadas
Estabelecer a diferença entre transformação química e transformação física, evidenciando a reversibilidade ou
irreversibilidade desses fenômenos.
Identificar as características dos materiais nos diferentes estados físicos.

Compreender, representar e interpretar graficamente os processos de mudança de estado físico (temperatura X


tempo) da água e outras substâncias.

Interpretar graficamente a mudança de estado físico de uma substância pura e de misturas.

Identificar pressão e temperatura como fatores importantes durante a mudança de estado físico de uma substância.

Identificar ponto de fusão, ponto de ebulição e densidade como propriedades dos materiais.

Compreender os principais processos utilizados para a separação de misturas, isto é: filtração, decantação,
destilação.

Estabelecer diferença entre substância simples e substância composta.


Apresentação
A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o
envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

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Caro Tutor,
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 1° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 1ª Série
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um
mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, os alunos vão aprender o que é Matéria e suas
características. Na primeira parte deste caderno, os alunos conhecerão os conceitos
envolvidos em Fenômenos Químicos e Físicos e, compreender como este assunto está
relacionado a nossa vida. Na segunda, aprenderão a reconhecer os tipos de Substâncias
Puras, seus Estados Físicos, e, saberão diferenciá-las de Misturas de Substâncias. Por
fim, estudarão alguns Métodos de Separação de Misturas.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor.
Este documento apresenta 5 ( cinco) aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.

Um abraço e bom trabalho!


Equipe de Elaboração

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Sumário

Introdução ............................................................................................... 03
Objetivos Gerais ...................................................................................... 05
Materiais de Apoio Pedagógico .............................................................. 05
Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 06
Aula 1: Mudamos?! .................................................................................. 07
Aula 2: Misturando as Ideias .................................................................... 13
Aula 3: Juntou? Agora, Vamos Separar?! ................................................. 21
Aula 4: Avaliação ...................................................................................... 27
Pesquisa ................................................................................................... 31
Referências .............................................................................................. 32

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Objetivos Gerais

Na 1ª série do Ensino Médio, o conteúdo mais abordado é o estudo dos


Átomos. Para atingir tal objetivo, trabalharemos inicialmente os conceitos
fundamentais de Matéria, bem como suas características.
Nesse material que se encontra em suas mãos, procuramos selecionar algumas
das habilidades mais importantes, e também, as mais abrangentes; possibilitando aos
nossos alunos um suporte de conceitos que serão necessários nos próximos módulos.
Destacamos inicialmente a importância do estudo das Transformações da
Matéria, assim como suas características físicas. Trabalhamos, em seguida, com os
conceitos que envolvem as diferenças entre as Substâncias Puras e as Misturas de
Substâncias e seus Métodos de Separação.
Por meio desses temas acreditamos que podemos desenvolver o senso crítico e
prático em nossos alunos, envolvendo assim, uma relação direta entre o sujeito e o
objeto de estudo, se utilizando desses conceitos que se solidificarão por meio de
exemplos relacionados em nosso cotidiano.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

Teleaula No 2
Teleaula No 3
Teleaulas Teleaula No 4
Teleaula No 5
Teleaula No 7

5
Teleaula No 11
Teleaula No 20
Teleaula No 27
Teleaula No 40
Teleaula No 50

Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo
sem o auxílio de um professor.
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3.
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual
ou em dupla.
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o.
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base.
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas
ATIVIDADES.
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

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Aula 1: Mudamos?!

Caro aluno, nesta primeira aula, começaremos a estudar alguns conceitos


básicos para o estudo da química, como o de matéria, e sua relação e transformações
em nosso cotidiano. E, para que possamos compreender melhor tais conceitos,
precisamos voltar um pouco no tempo...

Desde o período da pré-história a manipulação da natureza para a


sobrevivência do homem se dá através da transformação de materiais. A caça
proporcionava a carne para alimentação e a pele para a vestimenta, mas para se caçar
as ferramentas eram necessárias. Essas ferramentas eram oriundas principalmente de
pedras lapidadas e ossos de animais. Além do desenvolvimento da linguagem e
comunicação, o fogo foi uma das grandes descobertas deste período, com ele o
“homem das cavernas” pôde cozinhar e se aquecer quando em tempos de frio.

Disponível em: <http://www.pimentanoreino.com.br/dicas-para-churrasco/>. Acesso em: 17 jul. 2013.

Sabemos que o fogo é capaz de transformar os materiais, como a carne crua


em cozida, com texturas e sabores diferentes. Percebemos então, que um material
pode sofrer alterações em sua estrutura. Até os dias de hoje, o fogo tem sido utilizado
com este intuito, transformar materiais como aquecer o leite, derreter barras de ferro
e evaporar a água.

A matéria que nos rodeia se encontra sempre em mudanças, sofrendo várias


transformações. Mas, o que seria essa tal de “matéria”? Matemática? Geografia?
Química?

Não! A matéria a que estamos nos referindo aqui é tudo aquilo que possui
massa e ocupa um lugar no espaço, um volume. A exemplo disso temos: os aparelhos
de televisão, sua mochila, seu lápis, borracha e as panelas na cozinha de sua casa.

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Todos esses exemplos possuem massa e ocupam certo volume, um espaço e, por isso
todos eles são considerados exemplos de matéria.

Aprendemos, até agora, que a matéria que nos rodeia se encontra em


constante mudança, sofrendo inúmeras transformações. Por isso, começaremos a
estudar um pouco mais sobre os tipos de transformações físicas e químicas.

Transformações Químicas

As Transformações Químicas ocorrem sempre em que há formação de novos


materiais, novas substâncias, ou seja, a partir dos materiais
iniciais formam-se outros materiais diferentes, cm
propriedades diferentes das substâncias iniciais. A nossa
respiração é um exemplo que ilustra bem este tipo de
transformação. Ao inspirarmos, jogamos para dentro de
nosso corpo o gás oxigênio (O2) e, ao expirarmos, jogamos
para fora o gás carbônico (CO2).
Disponível em: <
O amadurecimento das frutas, a queima de um palito http://www.tocadacotia.com/10/10-
habitos-humanos-intrigantes>.
de fósforo, o enferrujamento de um prego e a fotossíntese Acesso em: 17 jul. 2013.
realizada pelas plantas são transformações que há alteração
na estrutura interna da matéria, ou seja, há formação de novas substâncias, logo, são
transformações químicas.

Transformações Físicas.

Nas Transformações Físicas não há alteração na


composição da matéria, ou seja, são aquelas
transformações que ocorrem sem que se formem novas
substâncias. A composição da matéria ao final da
transformação deve ser igual a inicial.

O papel que se rasga, o vidro que se quebra, o gelo


Disponível em: <
que derrete e a água que ferve são transformações em
http://ogatopretoebranco.net/post.
php?postid=pertodaponte>. Acesso
que não há alteração na composição da matéria no
em: 17 jul. 2013.
decorrer do processo de transformação. A substância que
forma a matéria, inicialmente, é a mesma encontrada ao final de toda a
transformação.

Neste tipo de transformação, a matéria poderá estar apenas fracionada ou


apenas alterou seu estado físico. Entenderemos um pouco mais sobre o que é estado
físico e suas mudanças, logo a seguir.

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Estados Físicos da Matéria

Os Estados Físicos da Matéria estão diretamente relacionados com o maior ou


menor grau de agregação existente entre as pequenas partículas que compõem a
matéria. Há muitas discussões sobre quantos estados da matéria existem, entretanto,
mais comumente encontramos a matéria em somente três estados: sólido, líquido e
gasoso.

Os quadros a seguir mostram as características de cada estado físico.

Disponível em: <http://quimicano1anoconego.blogspot.com.br/2010/05/estados-fisicos-da-materia.html>. Acesso em: 17 jul.


2013.

Disponível em: < http://www.gsmfans.com.br/index.php?topic=78809.0>. Acesso em: 17 jul. 2013.

Mudanças de Estado Físico da Matéria

Ao alterar a temperatura e/ou a pressão, podemos passar objetos de um


estado físico para outro. O esquema adiante mostra o nome de cada processo de
mudança de estado físico em função da temperatura e pressão.

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Disponível em: <http://percorrendooscaminhosdaciencia.blogspot.com.br/p/quimica.html>. Acesso em: 17 jul. 2013. Adaptado
para fins didáticos.

Por meio desse esquema, precisamos deixar claro que o processo de


Vaporização, em que há transformação do estado líquido para o gasoso, pode ocorrer
de três maneiras distintas, são elas:

 Evaporação – é um processo lento e natural de transformação do estado


líquido para o gasoso. O ato de deixar secar roupas no varal é um bom
exemplo deste tipo de vaporização;
 Ebulição – é um processo rápido e forçado pelo homem de
transformação de líquido para gasoso. Ferver água para um café, é um
exemplo deste tipo de vaporização; estamos forçando, por meio de alta
temperatura, a água passar de líquido para o estado gasoso;
 Calefação – é um processo instantâneo que ocorre quando um certo
líquido é colocado bruscamente em contato com uma superfície
metálica muito quente.

Pontos de Fusão e Ebulição

O ponto de fusão (PF) ou temperatura de fusão (TF) é a temperatura em que


uma substância no estado sólido passa para o estado líquido. Nessa temperatura a
substância sólida se encontra em equilíbrio com a substância líquida, originada pela
fusão. De uma forma geral, podemos afirmar que essa temperatura de fusão será a
mesma quando estamos em processo de solidificação.

Para uma substância pura, os processos de fusão ou de solidificação ocorrem a


uma mesma temperatura, se mantendo constante durante todo o processo,
coexistindo, assim, durante a fusão, tanto o estado sólido quanto o líquido. O mesmo
ocorre nos processos de vaporização e condensação.

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O gelo (água no estado sólido),
por exemplo, começa a fundir-se
(derreter-se) a zero graus Celsius (0ºC), e
ao término da fusão toda a água
formada ainda encontra-se a zero grau
Celsius, e então, após todo o
derretimento, sua temperatura eleva-se.
Logo, podemos afirmar que o ponto de
fusão para água é de 0ºC.

O ponto de ebulição (PE) ou


temperatura de ebulição (PE) é
a temperatura em que a substância no
Disponível em: <
http://mundoqualidade.blogspot.com.br/2010/08/falando- estado líquido passa para o gasoso. Esta
sobre-grandezas-fisicas.html temperatura é a mesma quando a
substância se condensa. >.ÉAcesso a temperatura
em: 17 jul. 2013. na qual a substância líquida está em
equilíbrio com a substância no estado gasoso que se oriunda dela por ebulição.

A água líquida começa a ebulir a 100ºC. Ao término da ebulição todo vapor


formado ainda encontra-se a 100ºC, entretanto, após a ebulição, sua temperatura
aumenta. Assim, podemos afirmar que o ponto de ebulição da água é de 100ºC.

Por fim, podemos afirmar que ao alterar o estado físico da matéria, as


características microscópicas (arranjo das partículas) e macroscópicas (volume, forma)
também se modificam, mas sua composição continua a mesma.

Atividades Comentadas
Atividade 1
1. (Saerjinho – 2012) A tabela abaixo mostra os pontos de fusão e ebulição de duas
substâncias a 1 atm.

Substância Ponto de fusão (0C) Ponto de ebulição (0C)


Álcool etílico -117 78
Éter -116 34

De acordo com esses dados, à temperatura de 500C,


A) álcool e éter encontram-se na fase gasosa.
B) álcool e éter encontram-se na fase líquida.
C) o álcool encontra-se na fase gasosa e o éter na fase líquida.
D) o álcool encontra-se na fase líquida e o éter na fase gasosa.
E) o álcool encontra-se na fase sólida e o éter na fase gasosa.

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Caro professor, este primeiro item se encontra resolvido no Caderno do
Aluno. A resolução se encontra a seguir.

Vamos responder juntos?!

Precisamos lembrar que a qualquer temperatura antes do ponto do fusão a


substância se encontra sólido, e que em uma temperatura entre o ponto de fusão e
ebulição a substância estaria no estado líquido, já com uma temperatura maior que o
ponto de ebulição teremos uma substância no estado gasoso. Neste item, estamos
trabalhando com a temperatura a 500C, esta temperatura entre os pontos de fusão e
ebulição do álcool etílico, logo, essa substância se encontra na fase líquida; para o éter
esta temperatura está acima do ponto de ebulição, por isso encontramos esta
substância no estado gasoso. Logo, a resposta correta será a letra D.

2. Para ser uma potência mundial uma nação deve possuir tecnologia, ou seja, esta
nação deve estar a frente das outras em várias áreas do conhecimento. Uma área de
conhecimento muito importante é a das ciências. Quando transformamos matérias, ou
seja, quando reagimos materiais diferentes para obtermos outras substâncias estamos
observando um tipo de fenômeno.
Esse fenômeno recebe o nome de:
A) Fenômeno químico
B) Fenômeno físico
C) Fenômeno meteorológico
D) Fenômeno biológico

Este item envolve os diferentes tipos de Fenômenos. Destaque para a frase do


enunciado: “quando reagimos materiais diferentes para obtermos outras
substâncias”. Nela podemos perceber que quando uma matéria se transforma em
outra de composição diferente, teremos um fenômeno do tipo químico.
GABARITO: A

3. (UFSC) Indique na relação abaixo os fenômenos físicos (F) e os fenômenos químicos


(Q).
a - ( ) Queima da gasolina nos motores dos carros.
b - ( ) Digestão dos alimentos ingeridos.
c - ( ) Formação de ferrugem.
d - ( ) Quebra de um objeto.
e -( ) Enfiar um prego na madeira.
f - ( ) Derretimento de um iceberg.

Professor, ao compararmos a composição da matéria antes e depois da


ocorrência do fenômeno podemos perceber e entender que tipo de transformação
está ocorrendo.
GABARITO: a) Q
b) Q
c) Q

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d) F
e) F
f) F

4. (Saerjnho - 2012) Os diversos tipos de materiais com os quais lidamos no dia a dia
mudam de estado físico dependendo da temperatura a que forem submetidos. Os
processos de mudança de estado que absorvem energia são
A) ebulição e liquefação.
B) fusão e sublimação.
C) liquefação e solidificação.
D) solidificação e fusão.
E) sublimação e solidificação.

Para este item, professor, recorra ao esquema de mudanças de estado físico,


que possui no Caderno do Aluno. Nele percebemos que as mudanças de estado em
que há necessidade de aumentar a temperatura para que ocorram são fusão,
vaporização e sublimação.
GABARITO: B

5. (MACKENZIE-SP) Dos três estados de uma substância, a que possui menor energia
cinética é o estado ________, cuja característica é apresentar ________. Os termos
que preenchem corretamente as lacunas são.
A) sólida - forma e volume variáveis.
B) líquida - forma própria e volume variável.
C) gasosa - forma variável e volume próprio.
D) líquida - forma e volume variáveis.
E) sólida - forma, e volume próprios.

Esse item trabalha com as características de cada estado físico. No Caderno


do Aluno há um quadro comparativo entre os estados físicos. O estado em que há
menor energia cinética entre suas partículas é o sólido, pois se encontram
extremamente organizadas e por isso possui forma e volume próprio.
GABARITO: E

Aula 2: Misturando as Ideias

Agora que já estudamos o conceito de matéria, bem como suas


transformações, iniciaremos nesta aula o estudo das Substâncias e suas misturas. E,
para começar, precisamos deixar claro o conceito de substância, ele se encontra logo
abaixo.

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Substância é a espécie de matéria que forma cada um dos objetos.

A menor parte de uma única substância é o átomo, é ele a base de toda e


qualquer matéria. De uma forma geral, esses átomos se reúnem formando moléculas,
que se reúnem formando as substâncias. Ou seja, todas as substâncias que nos
rodeiam são formadas por um conjunto de moléculas, que são formadas pera reunião
de átomos. A imagem a seguir ilustra bem esta sequência de raciocínio.

Disponível em: <http://www.aulas-fisica-quimica.com/8q_10.html>. Acesso em: 18 jul. 2013. Adaptado segundo o Novo Acordo
Ortográfico.

Em toda a natureza existem inúmeras substâncias, e por isso há a necessidade


de classificá-las. As substâncias podem ser classificadas de acordo com sua
composição, segundo as moléculas que a compõem, assim temos as substâncias do
tipo pura e as do tipo impuras ou misturas.

As Substâncias Puras são aquelas formadas por um único tipo de molécula, ou


seja, todas as moléculas desse tipo de substância deverão ser idênticas. Já as Misturas
ou Substâncias Impuras possuem mais de uma variedade de moléculas, nelas, há mais
de um tipo de molécula em sua composição.

Vamos analisar esses tipos de substâncias na imagem a seguir.

Disponível em: < http://hilariomoura.wordpress.com/aulas/quimica-geral-e-inorganica/propriedades-da-materia/>. Acesso em: 18


jul. 2013.

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Ao analisarmos cada quadro acima, podemos perceber que nem todas as
substâncias são Sustâncias Puras. Você concorda? Então vamos analisar... Podemos
perceber que as substâncias ilustradas nos quadros A e D são formadas, cada um, por
um único tipo de molécula, logo poderemos classificá-las de Substâncias Puras. Já os
quadros B e C, apresentam mais de um tipo de molécula. No quadro B encontramos
uma molécula com um átomo maior caracterizado pela cor vermelha e outros dois
menores de coloração cinza e, uma outra moléculas formada por dois átomos maiores
de cor vermelha e dois átomos menores de cor cinza. No quadro C, temos moléculas
com um átomo representado pela cor amarela junto de outros dois átomos de cor
cinza e, uma outra molécula formada por um átomo de cor preta junto de outros
quatro átomos menores de cor cinza Por isso podemos dizer, então, que as substância
nos quadros B e C são denominadas Substâncias Impuras ou Misturas de Substâncias

Cada um desses tipo de substâncias possuem suas próprias classificações.


Vamos estudá-las?

Substâncias Puras

Só para lembrar, as substâncias puras são formadas por unidades químicas


iguais, sendo átomos ou moléculas, e podem ser classificadas com simples ou
compostas.

As Substâncias Puras Simples são aquelas formadas por um único tipo de


elemento. Vejamos a figura a seguir.

Na figura acima verificamos que o gás hidrogênio de fórmula H2, é formado


apenas pelo elemento H (hidrogênio) e, o gás ozônio é formado apenas pelo elemento
O (oxigênio).

As Substâncias Puras Compostas são aquelas formadas por mais de um


elemento em sua composição. Vejamos a figura a seguir.

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Nessa figura, água é formada pelos elementos H (hidrogênio) e O (oxigênio), e,
o ácido clorídrico por H (hidrogênio) e Cl (cloro). Os dois exemplos possuem mais de
um elemento em sua composição.

Misturas

Ao reunir duas ou mais substâncias puras, sem que haja qualquer tipo de
reação entre elas, formaremos uma mistura.

Uma mistura entre água e uma colher de chá de açúcar (Mistura A), não é
possível distinguir os componentes, pois a pequena quantidade de açúcar se dissolve
completamente na água. E por isso, classificamos esse tipo de mistura como
Homogênea.

As misturas homogêneas apresentam uma única fase, ou seja, possui somente


um aspecto visual não podendo ser observado a olho nú a existência de mais de uma
substância. A mistura A, da imagem a seguir, é um bom exemplo desse tipo de mistura.

Disponível em: <http://www.sempretops.com/estudo/misturas-homogeneas-e-heterogeneas/>. Acesso em: 19 jul. 2013.


Adaptado para fins didáticos.

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Nessa imagem acima, encontramos também a mistura B, que composto por
água e óleo. Nela, podemos perceber que há mais de um aspecto visual, ou seja, mais
de uma fase. A fase da água e a fase do óleo. Por isso, denominamos esse tipo de
mistura como sendo Heterogênea.

ATENÇÃO!
Não confunda mistura com combinação de substâncias. Ao juntar, por
exemplo, ácido clorídrico ao magnésio, o resultado dessa reunião será
cloreto de magnésio e hidrogênio, que se desprende. Ou seja, o resultado
não é uma mistura homogênea, mas uma substância que antes não
existia. Nesse caso, então, não teremos uma mistura de substâncias, mas
uma combinação entre elas, uma reação química.

Graficando...

É possível diferenciar uma mistura de uma substância pura observando suas


propriedades específicas, como densidade, ponto de fusão e o ponto de ebulição.

Como estudamos anteriormente, o ponto de fusão é a temperatura em que


uma substância passa do estado sólido passa o estado líquido, e o ponto de ebulição é
a temperatura em que uma substância líquida passa para o estado gasoso, à
determinada pressão. Nesse contexto, a densidade é que será o novo conceito que
aprenderemos agora!

A densidade é uma propriedade específica de cada material, assim como o


ponto de fusão e ebulição, que serve para identificar uma substância. Essa grandeza
pode ser enunciada pela relação entre a massa e a volume de um certo material,
sendo sua fórmula matemática igual a

Podemos compreender melhor este conceito quando jogamos em uma piscina


uma bola e uma pedra. Percebemos que a bola bóia sobre a água e a pedra afunda,
isto quer dizer que a bola tem valor de densidade menor que a da água, por isso flutua
nela e, a pedra é mais densa que a água e por isso vai para o fundo.

Agora que já entendemos que cada material (substância) possui seu valor
específico de densidade, ponto de fusão e ebulição; podemos então analisar alguns
gráficos, de substâncias puras que mostram o quão constante são os valores de

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temperatura de fusão e ebulição em processos de mudança de estado físico e
também, como ficam essas temperaturas em uma mistura de substâncias.

Em geral, as curvas de aquecimento nos mostram as mudanças de estado físico


em função da variação de temperatura e tempo, de um certo objeto de análise.
Vejamos as curvas a seguir.

Disponível em: <http://nav-ead.zip.net/arch2011-03-13_2011-03-19.html>. Acesso em: 19 jul. 2013. Adaptado para fins didáticos.

Disponível em: <http://nav-ead.zip.net/arch2011-03-13_2011-03-19.html>. Acesso em: 19 jul. 2013. Adaptado para fins didáticos.

Perceba que a curva de aquecimento de uma substância pura possui os pontos


de fusão e ebulição bem definidos, ou seja, constantes, durante a fusão e ebulição suas
temperaturas não variam com o tempo. Já as curvas de aquecimento de misturas de
substância, encontraremos, pelos menos, um dos pontos de fusão ou ebulição
variando.

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Atividades Comentadas

1. (Saerjinho – 2012) O gráfico abaixo mostra o comportamento de uma amostra de


substância ao ser submetida a aquecimento.

De acordo com esse gráfico, constata-se que essa amostra :

A) apresenta o mesmo estado físico durante o aquecimento.


B) contém uma mistura de substâncias.
C) é formada por uma substância pura.
D) muda de estado físico no intervalo de 30 a 45 minutos.
E) sofre fusão a -150C.

Caro professor, este primeiro item se encontra resolvido no Caderno do


Aluno. A resolução se encontra a seguir.

Vamos responder juntos?!

Neste item, precisamos lembrar dos gráficos e que tipos de dados neles se
encontram. Avaliaremos cada uma das opções.
A) apresenta o mesmo estado físico durante o aquecimento – Já sabemos que durante
o aquecimento as substâncias mudam seu estado físico, logo, esta não é a opção
correta.
B) contém uma mistura de substâncias – Nos gráficos de misturas, já estudados nesta
aula, pudemos averiguar que possuem, pelo menos, um patamar que não é constante.
No gráfico desta opção os patamares de fusão e ebulição são cantantes, logo, esta
também não é a opção correta.

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C) é formada por uma substância pura – Os gráficos de substâncias puras possuem
patamares de temperaturas de fusão e ebulição constantes, logo, esta é a opção
correta.
D) muda de estado físico no intervalo de 30 a 45 minutos – Neste intervalo temos a
substância somente no estado líquido.
E) sofre fusão a -150C – Esta é temperatura em que a substância analisada se encontra
no início do processo de mudança de estado em função da temperatura. A temperatura
de fusão é de 50C.

2. (Saerjinho – 2012) Para identificar uma substância, os químicos recorrem a uma


série de experimentos a fim de determinar suas propriedades, pois sabem que cada
composto, sob certas condições, apresentam características específicas e constantes.
As propriedades que permitem fazer a identificação de substâncias são
A) a compressibilidade, o volume e a solubilidade.
B) a cor, a espessura e o comprimento.
C) a densidade, as temperaturas de fusão e ebulição.
D) o espaço ocupado, a massa e o peso.
E) o estado físico, o sabor e o cheiro.

Para resolução deste item precisamos pensar sobre as propriedades que


definem as características de uma substância que são densidade e, seus pontos de
fusão e ebulição.
GABARITO: C

3. (Saerjinho – 2013) As substâncias puras são aquelas que apresentam um material


único. Isento de outros materiais e que tem constantes bem definidas.
São exemplos de substâncias compostas
A) He, Ne, Ar, Kr, Xe.
B) S8, Cl2.
C) F2, Cl2, Br2, I2.
D) O3, N2.
E) H2O, H2S, H2Se.

O item pede que assinale a opção em que há substâncias compostas, sendo


aquelas que, de uma forma geral, possuem mais de um tipo de elemento químico em
sua fórmula.
GABARITO: E

4. São dadas as seguintes características de um sistema:

I) É formado por um só tipo de átomos.


II) Apresenta pontos de fusão e de ebulição constantes;
III) É unifásico, incolor e inodoro;
IV) Apresenta um único tipo de partícula.

São critérios que definem uma substância pura:

20
A) I e II
B) II e IV
C) I, II e IV
D) II,III e IV
E) I e IV

Este item pede a análise de cada proposição, segundo as características de um


sistema formado por uma substância do tipo pura, vamos a elas:
I) É formado por um só tipo de átomos → Uma substância pura pode conter
estruturas com mais de um tipo de átomo.
II) Apresenta pontos de fusão e de ebulição constantes; → Certo! Uma substância
pura possui pontos de fusão e ebulição constantes.
III) É unifásico, incolor e inodoro; → Não podemos afirmar que uma substância deve
ser incolor e/ou inodora.
IV) Apresenta um único tipo de partícula. → Certo! Em uma substância pura só
encontramos um único tipo de partícula.
GABARITO: B

5. (UFAL) A maioria dos materiais não é nem elementos puros nem compostos puros;
são misturas de substâncias mais simples. Por exemplo, um medicamento, tal como
xarope expectorante, é uma mistura de vários ingredientes formulados para conseguir
um efeito biológico. Um sistema constituído por açúcar dissolvido em água, limalha de
ferro, vapor d’água e nitrogênio gasoso pode ser classificado como:
A) sistema heterogêneo com 4 fases e 3 componentes.
B) sistema homogêneo com 4 fases e 4 componentes.
C) sistema heterogêneo com 3 fases e 3 componentes.
D) sistema homogêneo com 3 fases e 4 componentes.
E) sistema heterogêneo com 3 fases e 4 componentes.

Para o sistema pedido neste item temos, água que forma uma fase quando
dissolve o açúcar, uma outra fase constituída por limalha de ferro e, uma última
formada pela água e nitrogênio no estado gasoso. Logo é constituída por 3 fases.
Entretanto, é constituída por 4 componentes, a água, limalha de ferro, nitrogênio
gasoso e o açúcar.
GABARITO: E

Aula 3: Juntou? Agora, Vamos Separar?!

Até o momento, estudamos o comportamento de uma substância sob efeito de


uma dada temperatura e sua composição. Mas, é muito difícil encontrar substâncias
puras livres na natureza, os materiais encontrados na natureza, em sua maioria, são
constituídos por misturas de substâncias puras. Em geral, essas susbtâncias puras são

21
produzidas em laboratório, por processos de fracionamento de misturas ou métodos
de purificação.

Existem vários métodos de separação de misturas, que vão desde a “catação”


até complicada “destilação fracionada”, ou seja, desde separar feijões bons dos ruins
para uma boa feijoada, até uma complicada separação dos componentes do petróleo
em gasolina e querosene, por exemplos.

Vamos aprender os principais processos de separação de misturas, a filtração,


decantação e destilação.

Filtração

Esse método de separação de misturas é utilizado para realizar a separação de


líquido em uma mistura entre sólido e líquido ou sólido e gasoso. O filtro de papel,
aqueles usados para preparar o café, funciona como uma peneira onde o líquido passa
por esse filtro, acumulando a fase sólida dentro do filtro.

Preparar o café e utilizar o aspiradr de pó para limpar a casa são bons exemplos
de filtração.

Disponível em: <


http://guia.folha.uol.com.br/guloseimas/1094497-gosta-
de-cafe-conheca-as-melhores-cafeterias-de-sp.shtml>.
Acesso em: 21 jul. 2013.
Disponível em: <
http://www.portaldoeletrodomestico.com.br
/blog/como-escolher-o-aspirador-de-po-
portatil>. Acesso em: 21 jul. 2013.

Decantação

Esse método de separação de misturas é utilizado para realizar a separação de


um componente sólido e outro líquido, ou dois líquido imiscíveis. Nesse método deixa-
se a mistura em repouso e o componente mais denso irá para o fundo do recipiente.

22
A imagem a seguir demonstra o resultado desse processo de separação.

Disponível em: < http://gracieteoliveira.pbworks.com/w/page/30615718/Grupo%201,%20turno%201>. Acesso em: 21 jul. 2013.

Para acelerar a decantação da fase mais densa de uma mistura


heterogênea constituída de um componente sólido e outro líquido, podemos
submeter a mistura a um movimento de rotação intenso de tal forma que o
componente mais denso se deposite no fundo do recipiente. A manteiga é separada
do leite e o sangue de seus componentes por esse método de separação que
denominamos centrifugação.

Destilação

Esse método de separação de misturas é uma das técnicas mais importantes


para purificação de líquidos. Aqui, veremos a separação de misturas formadas entre
sólidos e líquidos por destilação simples e, misturas entre líquidos miscíveis por
destilação fracionada.
A destilação simples é uma técnica rápida em que a solução é aquecida, até a
ebulição, em um balão de destilação, e o vapor ao passar pelo condensador, condensa-
se e cai em outro recipiente vazio.
A figura a seguir exemplifica este tipo de destilação por meio da separação de
uma solução formada por agua e sal.

23
Disponível em: <http://www.sobiologia.com.br/>. Acesso em: 21 jul. 2013.

O método de separação por destilação fracionada é uma técnica que separa


uma solução entre líquidos por meio do aquecimento e condensação dos vapores.
Baseia-se nos diferentes pontos de ebulição dos componentes da mistura. A técnica e
a aparelhagem utilizada na destilação fracionada é a mesma utilizada na destilação
simples. O termômetro tem fundamental importância na aparelhagem, por meio dele
podemos saber o término da destilação do líquido de menor ponto de ebulição.

Disponível em: <http://www.alunosonline.com.br/quimica/destilacao-fracionada.html>. Acesso em: 21 jul. 2013.

Atividades Comentadas

1. (Saerjinho – 2012) Silvana brincava com uma pulseira de bijuteria quando ela
arrebentou e parte de suas contas coloridas caiu sobre um copo de suco e outra se
espalhou pela mesa. A menina, então, coletou cada conta entre os outros objetos da
mesa e, com a ajuda de um tecido, retirou as que caíram no copo.

24
Os processos de separação de misturas utilizados por Silvana foram
A) catação e filtração.
B) centrifugação e peneiração.
C) destilação e catação.
D) filtração e decantação.
E) levigação e evaporação.

Caro professor, este primeiro item se encontra resolvido no Caderno do


Aluno. A resolução se encontra a seguir.

Vamos responder juntos?!

Para que possamos resolver este item precisamos analisar cada frase do
enunciado. Analisaremos cada parte da situação apresentada após as contas se
espalharem.
1º - “A menina, então, coletou cada conta entre os outros objetos da mesa” –
Percebemos que Silvana pegou cada conta, ou seja, ela manualmente pegou cada
conta entre os objetos da mesa. Separando as contas dos outros objetos. Logo, temos
um processo de separação manual entre sólidos, bem como fazemos com feijões,
mencionado logo no início desta aula, por esses fatos entendemos que este é o
processo de catação.
2º - “com a ajuda de um tecido, retirou as que caíram no copo.” – o tecido foi utilizado
para separar as contas (estado sólido) do suco (estado líquido), fazendo o mesmo papel
de um filtro. Logo, o processo aqui utilizado é o de filtração.
A resposta correta, então, é a letra A.

2. Quando chega às refinarias, o petróleo passa por processo que resulta na separação
de seus diversos hidrocarbonetos, como gasolina, querosene e óleo diesel. Assinale a
alternativa que apresenta o nome do processo utilizado nas refinarias.
A) Flotação.
B) Filtração.
C) Destilação fracionada.
D) Extração por solvente.
E) Extração com água.

Professor, o método utilizado para separar os componentes do petróleo é a


destilação fracionada.
GABARITO: C

3. (UFMT) Para a separação de misturas homogêneas líquido com líquido, usamos o


processo de
A) evaporação.
B) decantação.
C) destilação fracionada.
D) filtração.
E) sublimação.

25
Para separar misturas entre líquidos miscíveis utilizamos o método de
separação destilação do tipo fracionada.
GABARITO: C

4. (USF-SP) A centrifugação é um processo que acelera a separação dos componentes


do sistema
A) heterogêneo sólido + sólido.
B) homogêneo líquido + líquido.
C) heterogêneo sólido + gás.
D) homogêneo líquido + gás.
E) heterogêneo sólido + líquido.

A centrifugação é um processo que acelera a decantação, separando misturas


heterogêneas entre sólidos e líquidos.
GABARITO: E

5. (FUVEST-SP) A melhor maneira de separar os três componentes de uma mistura de


areia com solução aquosa de sal é
A) filtrar e destilar.
B) destilar e filtrar.
C) decantar e filtrar.
D) filtrar e decantar.
E) destilar e decantar.

Inicialmente utilizamos a filtração para separarmos a areia da água com sal. E,


após utiliza-se a destilação simples para separa a água do sal.
GABARITO: A

26
Aula 4: Avaliação

Caro, Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as


turmas que estão utilizando este material:

1° Possibilidade:
As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho, pode-se utilizar
a seguinte pontuação:
 Saerjinho: 2 pontos
 Avaliação: 5 pontos
 Pesquisa: 3 pontos

As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a


participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como
uma das três notas. Neste caso teríamos:

 Participação: 2 pontos
 Avaliação: 5 pontos
 Pesquisa: 3 pontos

27
1. (Saerjinho – 2013) A imagem abaixo representa um processo utilizado para separar
os componentes de uma mistura homogênea, constituídos de um sólido e um líquido.

Disponível em: <http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/08/>. Acesso em: 22 set. 2012.

Esse processo é denominado


A) cristalização.
B) decantação.
C) destilação.
D) dissolução.
E) filtração.

Professor, utilize o Caderno do Aluno na Aula 3 para comparar as imagens


desta avaliação e do próprio material do aluno. Logo, você perceberá que esta
aparelhagem é utilizada para separar misturas através de uma destilação simples.
GABARITO: C

2. Analise as afirmativas abaixo.

I. Os compostos Cl2, O2, H2O e C2H4 são todos substâncias simples.


II. Os compostos Cl2, O2, H2O e C2H4 são todos substâncias compostas.
III - É possível separar os componentes de uma mistura de líquidos de pontos de
ebulição diferentes, por destilação fracionada.
IV - É possível separar os componentes de uma mistura gasosa por decantação.

Sobre essas afirmativas, assinale a alternativa correta.


A) I é verdadeira; II., III e IV são falsas.
B) III é verdadeira; I, II e IV são falsas.
C) I e III são verdadeiras; II e IV são falsas.
D) I, III e IV são verdadeiras; II é falsa.

28
Vamos analisar cada item.
I. Os compostos Cl2, O2, H2O e C2H4 são todos substâncias simples. → Errado! Para
que sejam considerados uma substância simples todos os compostos deveriam
possuir apenas um único tipo de elemento em sua composição.
II. Os compostos Cl2, O2, H2O e C2H4 são todos substâncias compostas. → Errado! Para
sejam considerados uma substância composta todos os compostos deveriam possuir
mais de um tipo de elemento em sua composição.
III - É possível separar os componentes de uma mistura de líquidos de pontos de
ebulição diferentes, por destilação fracionada. → Correto! A destilação fracionada é
o método utilizado para separar uma mistura entre líquidos de pontos de ebulição
diferentes.
IV - É possível separar os componentes de uma mistura gasosa por decantação. →
Errado! A decantação é utilizada para separar mistura sólido-líquido.
GABARITO: B

3. Classifique as misturas abaixo em Homogêneas e Heterogêneas.

a) água e sal de cozinha - __________________________________________________


b) água e serragem - _____________________________________________________
c) água e álcool - _________________________________________________________
d) água, açúcar e areia - ___________________________________________________
e) água, sal, óleo e areia - _________________________________________________

GABARITO: a) homogênea. A mistura possui apenas uma única fase.


b) heterogênea. A mistura possui mais de uma fase.
c) homogênea. A mistura possui apenas uma única fase.
d) heterogênea. A mistura possui mais de uma fase.
e) heterogênea. A mistura possui mais de uma fase.

4. (UESPI) “Era uma triste imagem: um carro velho queimando gasolina (1) e poluindo
o ambiente. A lataria toda amassada (2) e enferrujada (3). A água do radiador fervendo
(4). Para tristeza de João, o dono do carro, estava na hora de aposentar aquela lata-
velha a que ele tanto tinha afeição.”
Observa-se neste pequeno texto que (1), (2), (3) e (4), são respectivamente fenômenos
A) químico, físico, físico e físico.
B) químico, físico, químico e físico.
C) físico, químico, químico e físico.
D) físico, químico, físico e químico.
E) físico, químico, químico e químico.

Professor, vamos analisar a frase desta questão, parando a cada momento que
aparece um número para que se possamos fazer uma análise sobre o tipo de
fenômeno ocorrido.
“... um carro velho queimando gasolina (1)” → A combustão é um processo
reacional, logo, esse é um fenômenos do tipo químico.

29
“... A lataria toda amassada (2)...” → Ao amassar a lataria temos apenas uma
modificação na estrutura física do material, logo, este caso é considerado um
fenômeno do tipo físico.
“... e enferrujada (3).” → Enferrujar é um processo de oxidação, logo, um processo
reacional, o que caracteriza um fenômeno do tipo químico.
“...A água do radiador fervendo (4)...” → Ao ferver a água, ela somente passará do
estado líquido ao gasoso sem sofrer alteração em sua composição, assim, temos um
fenômeno físico.
GABARITO: B

5. A figura adiante mostra o esquema de um processo usado para a obtenção de água


potável a partir de água salobra (que contém alta concentração de sais). Este
"aparelho" improvisado é usado em regiões desérticas da Austrália.

a) Que mudanças de estado ocorrem com a água, dentro do "aparelho"?

b) Onde, dentro do "aparelho", ocorrem estas mudanças?

c) Qual destas mudanças absorve energia e de onde esta energia provém?

Caro Professor, acreditamos que este é o item com maior grau de dificuldade pois
envolve análise da imagem e sua relação com os conceitos estudados.
GABARITO: a) Evaporação e liquefação.
b) A evaporação na superfície da água salobra e a liquefação na
superfície do plástico.
c) A evaporação, que absorve energia do Sol.

30
Pesquisa

Caro professor aplicador, como sugestão de pesquisa o tema central abordado


será o Método de Separação de Misturas utilizadas nas Estações de Tratamento de
Água, esperamos que o aluno realize esta atividade em casa, e escrita em folha de
papel almaço, o que evitamos o simples recorta e cola de sites da internet. Esse
trabalho pode ser realizado de forma individual ou grupo e, deve ser entregue ao
professor em data pré-estabelecida por você ou pela Unidade Escolar.
A seguir, o texto encontrado no Caderno do Aluno para orientação da pesquisa.

Caro aluno, agora que já estudamos todos os principais assuntos relativos ao 1°


bimestre, é hora de discutir um pouco sobre a importância deles na nossa vida. Então,
vamos lá?
Neste caderno de atividades, estudamos sobre alguns métodos de separação
de misturas e, são sobre estes processos que nos aprofundaremos nesta pesquisa.

Leia o texto abaixo.

Estação de Tratamento de Água ou também abreviado como ETA é um local em que


realiza a purificação da água captada de alguma fonte para torná-la própria para o
consumo e assim utilizá-la para abastecer uma determinada população. A captação
da água bruta é feita em rios ou represas3 que possam suprir a demanda por água da
população e das indústrias abastecidas levando em conta o ritmo de crescimento.
Antes que vá para o sistema de distribuição de água através de adutoras, passa por
um processo de tratamento com várias etapas.

Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Esta%C3%A7%C3%A3o_de_tratamento_de_%C3%A1gua>. Acesso em: 21 jul. 2013.

A água que chega em nossas casas passa por um sistema de tratamento que
nada mais é que processos de separação de misturas. Faça um esquema de uma ETA e,
indique e explique cada um dos processos de tratamento que a água passa até chegar
nas torneiras de nossas casas.

ATENÇÃO: Não se esqueça de identificar as Fontes de Pesquisa, ou seja, o nome dos


livros e sites nos quais foram utilizados.

31
Referências

[1] BRADY, Joel W.; RUSSELL, John W.; HOLUM, John R.. Química: a Matéria e Suas
Transformações, vol.1, 3ª edição. Rio de Janeiro: LTC , 2006.

[2] FELTRE, Ricardo. Fundamentos de Química: vol. único. 4ª.ed. São Paulo: Moderna,
2005.

[3] KOTZ, John C.; TREICHEL JUNIOR, Paul M. Química Geral e Reações Químicas. vol. 1,
5ª. ed. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.

[4] PERUZZO. F.M.; CANTO. E.L., Química na abordagem do cotidiano, vol. único, 4ª
edição, ed moderna. São Paulo, 2006.

[5] SANTOS, Wildson Luiz Pereira dos (coord.), Química & Sociedade, vol. único. São
Paulo: Nova Geração, 2005.

[6] USBERCO, João; Salvador, Edgard. Química, vol. Único, 12ª.ed. São Paulo: Saraiva,
2006.

32
Equipe de Elaboração

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento


Bianca Neuberger Leda
Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Ivete Silva de Oliveira
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES
Elaine Antunes Bobeda
Marco Antonio Malta Moure
Renata Nascimento dos Santos

33
Química
Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada – 02
1° Série | 2° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Química Ensino Médio 2° 1°

Habilidades Associadas
1. Caracterizar os constituintes fundamentais do átomo (próton, elétron e nêutron) e
compreender a construção do modelo atômico como um processo histórico (isto é reconhecer a
existência do elétron para a concepção do modelo atômico de Thompson; compreender a
radioatividade como um fenômeno natural e sua importância na evolução e o reconhecimento da
existência do núcleo atômico do modelo atômico de Rutherford);
2. Conhecer e aplicar a distribuição eletrônica usando o diagrama de Linus Pauling para átomos e
íons;

3. Compreender os critérios utilizados na organização da tabela periódica.

4. Relacionar a posição dos elementos na tabela com o subnível mais energético da distribuição
eletrônica, classificando os elementos em representativos e de transição.
Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar suas
competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-
os a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em
prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa a ter maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

2
Caro Tutor,
Neste caderno você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 2° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 1ª Série
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um
mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, os alunos estudarão sobre os Átomos e suas
características estruturais, compreendendo um pouco como está relacionado à nossa
vida. Na primeira parte deste caderno, os alunos conhecerão os conceitos envolvidos
em Número Atômico e de Massa de Átomos Neutros e Íons. Na segunda, estabelecerão
a organização dos elétrons em níveis e subníveis por meio do Diagrama de Linus Pauling
identificando e separando os elétrons por nível/camada. E, por fim, estudarão a relação
existente entre essas configurações eletrônica e a estrutura organizacional da Tabela
Periódica.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor.
Este documento apresenta 5 (cinco) Aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar
a aprendizagem propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.
Um abraço e bom trabalho!
Equipe de Elaboração

3
Sumário

Introdução ............................................................................................... 03
Objetivos Gerais ...................................................................................... 05
Materiais de Apoio Pedagógico .............................................................. 05
Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 06
Aula 01: Evolução... Atômica!................................................................... 07
Aula 02: Vamos Organizar os Elétrons?.................................................... 15
Aula 03: Conexão Periódica ...................................................................... 23
Aula 04: Avaliação .................................................................................... 32
Pesquisa ................................................................................................... 36

Referências .............................................................................................. 39

4
Objetivos Gerais

Na 1ª série do Ensino Médio, o conteúdo mais abordado é o estudo dos


Átomos. E é nesse material que começaremos a nos aprofundar sobre esse tema.
Procuramos selecionar algumas das habilidades mais importantes, e também, as mais
abrangentes; possibilitando aos nossos alunos um suporte de conceitos que serão
necessários nos próximos módulos.
Destacamos, por aqui, a necessidade de se compreender que toda a matéria é
constituída por átomos, que possuem características como o número atômico, de
massa, sua constituição e as diferenças existentes entre os átomos neutros e íons. Em
seguida, começamos a trabalhar com a organização eletrônica na eletrosfera
culminando na estrutura estabelecida pelo Diagrama de Linus Pauling. Ao final,
estabelecemos a relação entre essa configuração de elétrons com a organização da
Tabela Periódica.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

Aula Referência Teleaulas nº

Aula 1 37
Aula 2 ---
Aula 3 39

5
Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo
sem o auxílio de um professor;
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3;
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual
ou em dupla;
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o;
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base;
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas
ATIVIDADES;
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

6
Aula 1: Evolução... Atômica!

Caro aluno, nesta aula nós estudaremos um pouco sobre os átomos e suas
características. Mas primeiro precisamos entender como esta parte, que compõe
qualquer matéria, foi concebida conceitualmente, e, para isso precisaremos voltar um
pouco na história, mais precisamente na Grécia Antiga. Vamos lá?!

O estudo da composição da matéria se inicia no século V a. C., em que dois


filósofos começaram a elaborar uma teoria que indicava que toda a matéria poderia
ser dividia infinitamente até que em um determinado momento não se poderia mais
dividi-la. No entanto, essas pequenas partículas indivisíveis receberiam o nome de
átomo (do grego, a: não; tomo: divisível). Ah! Já havia até esquecido... Os nomes
desses filósofos que iniciaram o estudo dos átomos eram Leucipo e Demócrito.

A seguir, podemos verificar que a evolução da ciência experimental, no século


XIX, permitiu aos cientistas determinar melhor o conceito e as características desses
átomos.

7
1
Evolução dos Modelos Atômicos

O modelo que utilizaremos em nossos estudos por aqui é o de Rutherford-Böhr,


nele existem duas regiões distintas: o núcleo, onde estão os prótons (partículas de
carga positiva) e os nêutrons (partículas de sem carga); e a eletrosfera, onde se
encontram os elétrons (partículas de carga negativa).

Ao tomarmos esse modelo atômico de Rutherford-Böhr como uma referência,


podemos definir alguns conceitos básicos:

Número Atômico (Z): refere-se à quantidade de prótons (p) no núcleo de um


átomo. Sendo assim, esse número atômico é quem caracteriza um elemento
químico;
Z=p

Número de Massa (A): refere-se a soma dos prótons (p) e nêutrons (n) do
núcleo de um átomo, pois estas são as únicas partículas que possuem uma
massa relativamente considerável no átomo.

A=p+n ou A=Z+n

Nesta última fórmula o “p” foi substituído por “Z”, porque já vimos no conceito
de Número Atômico que seus valores são iguais, Z = p. Logo, não faria diferença, ainda
que conceitual, em utilizar uma dessas duas letras.

Com esses dois dados, podemos representar um átomo (X) da seguinte forma:

1
Disponível em: <http://www.agracadaquimica.com.br/index.php?acao=quimica/ms2&i=22&id=668>. Acesso em: 31 jul. 2013.
Adaptado para fins didáticos.

8
Sendo o número de massa sempre indicado na parte superior ao símbolo do
elemento e o número atômico na parte inferior.

Átomo Neutro: refere-se à átomos que possuem a quantidade de prótons iguais


a de elétrons, não havendo no átomo excesso de qualquer tipo de carga
(positiva ou negativa).
Exemplos: 35Cl17, 8O16 e 199F.

Íons: são espécies químicas cujo número de prótons é diferente do número de


elétrons. Existem dois tipos de íons, os cátions e os ânions.
 Cátion: são espécies químicas carregadas positivamente, ou seja,
quando representadas, apresentam uma carga positiva que indica a
retirada de elétrons da eletrosfera de um átomo.
23 1+
Exemplos: 11Na → perdeu 1 elétron.
40 2+
20Ca → perdeu 2 elétrons.
27 +++
13Al → perdeu 3 elétrons..

 Ânion: são espécies químicas carregadas negativamente, ou seja,


quando representadas, apresentam uma carga negativa indicando o
ganho de elétrons da eletrosfera do átomo.
80 1-
Exemplos: 35Br → ganhou 1 elétron.
31 3-
15P → ganhou 3 elétrons.

Vamos pensar, então, sobre os dados que podemos extrair das representações
a seguir:

a)

9
Para o íon potássio podemos dizer, então, que possui 18 elétrons em sua
eletrosfera, 19 prótons no núcleo e... Quantos nêutrons?

A quantidade de nêutrons pode ser obtida pela fórmula A = Z + n, pois nela já


possuímos os valores de A, que é 39, e de Z, que é 19. Substituindo esses valores,
temos:

A=Z+n

39 = 19 + n

39 – 19 = n → n = 20

Esse íon possuiria em seu núcleo 20 nêutrons.

b)

Para o átomo neutro de crômio afirmamos que em sua estrutura há 24 elétrons


em sua eletrosfera, 24 prótons e 28 nêutrons no núcleo. Esse último pôde ser
encontrado pela fórmula A = Z + n.

A=Z+n

52 = 24 + n

52 – 24 = n → n = 28

c)

10
O íon oxigênio apresenta 10 elétrons distribuídos em sua Eletrosfera e 8
prótons e 8 nêutrons em seu núcleo. Cuidado! Esse valor de 8 nêutrons foi descoberto
pela substituição dos valores já conhecidos na fórmula referente ao número de massa.

A=Z+n

16 = 8 + n

16 – 8 = n → n = 8

Atividades Comentadas

1. (UFG – GO) O número de prótons, nêutrons e elétrons representados por 13856Ba2+ é,


respectivamente:
(A) 56, 82 e 56
(B) 56, 82 e 54
(C) 56, 82 e 58
(D) 82, 138 e 56
(E) 82, 194 e 56

Vamos responder juntos?!

Ao analisar a representação desta questão precisamos perceber que estaremos


obtendo dados de um íon, pois possui uma carga (2+) positiva indicando que há
liberação de 2 elétrons, não afetando análise quantitativa de prótons e nêutrons. O
número de prótons (p) pode ser obtido pelo número atômico (Z) já indicado pela
representação, pois como já vimos, Z = p. Logo a quantidade de prótons existente nesse
íon será de 56 (prótons). Para encontrarmos a quantidade de nêutrons (n) lançamos
mão da fórmula A = Z + n, e então teremos:

11
A=Z+n
138 = 56 + n
138 – 56 = n → n = 82

Assim, encontraremos nesse íon 82 nêutrons. Para obtermos o número de


elétrons desse íon, precisamos pensar que antes de perder esses elétrons a quantidade
de prótons era igual à de elétrons, pois seria considerado um átomo neutro. E então
teria 56 elétrons, entretanto, ao se transformar em um íon, perde 2 elétrons, ficando,
ao final, com 54 elétrons. Por isso, a resposta correta para esta questão é a letra B.

2. (Saerjinho – 2012) Atualmente, não há dúvidas de que toda a matéria seja formada
por minúsculas partículas, denominadas átomos. Para explicar a constituição da
matéria, em 1808, Dalton propôs um modelo atômico baseado nas Leis de Proust e
Lavoisier.
Para Dalton, os átomos:

(A) formam moléculas quando se unem.


(B) perdem ou ganham elétrons.
(C) podem dar origem a íons.
(D) possuem núcleos com prótons.
(E) são indivisíveis e indestrutíveis.

Comentário: Este item envolve as características do modelo proposto por Dalton que
infere que “Toda matéria é formada por átomos, que são partículas maciças, esféricas
e indivisíveis, e um átomo de um elemento se diferencia do outro somente pela
mudança nos tamanhos e nas massas.”. Assim, podemos afirmar que seu modelo
propunha que os átomos fossem indivisíveis e indestrutíveis.
GABARITO: D.

3. Qual o número de massa de um átomo de cálcio cujo número atômico é igual a 20 e


possui no núcleo 20 nêutrons?

12
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

Comentário: As informações presentes nesse item são: número atômico e a quantidade


de nêutrons. E, segundo esses dados, é pedido para encontrar o número de massa que
possui por fórmula A = Z + n, portanto, basta substituir os valores e encontraremos o
número de massa igual a 40.
GABARITO: A=Z+n
A = 20 + 20 → A = 40

4. Quando um átomo em estado natural perde elétrons, ele se transforma em:


(A) um átomo de número atômico (Z) maior.
(B) um ânion, cujo número de elétrons e maior que o de prótons.
(C) um cátion, cujo número de prótons é maior que o número de elétrons.
(D) uma partícula com excesso de carga negativa, denominada ânion.
(E) uma partícula que num campo eletrostático não sofre ação.

Comentário: A questão indica que um átomo neutro (natural) perde elétrons, ou seja, se
transforma em um íon do tipo cátion, ficando com uma quantidade de prótons maior
que a de elétrons.
GABARITO: C

5. Leia o quadro abaixo.

Número de Número de Número de


Átomos
prótons nêutrons elétrons
I 12 12 10
II 8 8 8
III 8 9 10
IV 11 12 11

13
Responda os itens a seguir:
a) Quais átomos são considerados neutros? Justifique sua resposta.
b) Encontre o número de massa e atômico de cada átomo presente nesse quadro.
Comentários:

a) Os átomos neutros são aqueles que possuem a quantidade de prótons iguais a de


elétrons. Logo, é possível comparar essas quantidades, de cada átomo, que estão no
quadro desse item.
GABARITO: II e IV, pois suas quantidades de prótons são iguais as de elétrons.
b) Para encontrarmos o número de massa (A) e atômico (Z), precisamos rever seus
conceitos que, resumidamente, podemos escrever: A = p + n e Z = p.
GABARITO: I – A = p + n → A = 12 + 12 → A = 24
Z = p → Z = 12
II – A = p + n → A = 8 + 8 → A = 16
Z=p→Z=8
III – A = p + n → A = 8 + 9 → A = 17
Z=p→Z=8
IV – A = p + n → A = 11 + 12 → A = 23
Z=p→Z=1

14
Aula 2: Vamos Organizar os Elétrons?

Como já sabemos, algumas das características que os átomos possuem,


focaremos nossos estudos agora na eletrosfera. Sabemos que nela encontramos os
elétrons, mas como eles realmente se distribuem nesta região. Vamos ver...

Por meio de diversos experimentos, os cientistas conseguiram verificar que os


elétrons estão distribuídos em 7 camadas ao redor do núcleo, que designamos por
letras maiúsculas, como na imagem a seguir:

2
Eletrosfera atômica em camadas

As camadas eletrônicas, à medida que se afastam do núcleo (região interna do


átomo), aumentam a energia de seus elétrons, e, por isso, representam os níveis de
energia da eletrosfera. Logo, a camada L é mais energética que a L, a M é mais
energética que a L, a N é mais energética que a M, a O é mais energética que a N e
assim sucessivamente até a camada Q. Essas camadas ou níveis da eletrosfera
possuem um número máximo de elétrons que cada camada ou nível pode conter que
são:

2
Disponível em: <http://comofas.com/como-fazer-a-distribuicao-eletronica-distribuir-os-eletrons-em-camadas-eletronicas/>.
Acesso em: 31 jul. 2013.

15
Denominamos as camadas como K, L, M, N, O, P e Q que constituem os 1º, 2º,
3º, 4º, 5º, 6º e 7º níveis de energia, respectivamente. Na tabela anterior encontramos,
então, a quantidade máxima de elétrons existente em cada camada ou nível
eletrônico.

Sendo que em cada nível de energia, os elétrons se distribuem em, no máximo,


4 subníveis de energia, que são representados, em ordem crescente de energia, pela
letras s, p, d e f. Esses subníveis também possuem um número máximo de elétrons que
comportam, são eles 2, 6, 10 e 14, respectivamente. Ao lembrarmos que estes
subníveis compõem os níveis, a quantidade máxima de elétrons que podem possuir
está em função dos tipos de subníveis que há nas camadas, como mostra a figura a
seguir.

3
Distribuição dos elétrons na eletrosfera.

A distribuição de elétrons nos níveis eletrônicos através dos subníveis foi


enunciada pelo Diagrama de Linus Pauling que se encontra na imagem a seguir.

3
Disponível em: < http://dconteudo.wordpress.com/quimica-1/quimica/>. Acesso em: 31 jul. 2013. Adaptado para fins didáticos.

16
4
Diagrama de Linus Pauling

O número de subníveis existentes em cada nível de energia está diretamente


relacionado ao número máximo de elétrons que cabe em cada nível. Logo, como no 1º
nível cabem, no máximo, 2 elétrons, esse nível, então, apresentará apenas um subnível
s, em qual cabem os 2 elétrons.

Esse subnível s do 1º nível de energia é representado por 1s. Já no 2º nível


cabem no máximo 8 elétrons, e por isso é constituído por um subnível s, no qual
cabem no máximo 2 elétrons, e um subnível p, no qual cabem no máximo 6 elétrons.
Assim, o 2º nível é formado de dois subníveis, representados por 2s e 2p, e assim por
diante, até o último nível, como representado na imagem anterior.

A ordem que obedece ao preenchimento dos elétrons segundo o diagrama de


Pauling é:

4
Disponível em: < http://cronicannabis.wordpress.com/tag/pauling/>. Acesso em: 31 jul. 2013. Adaptado para fins didáticos.

17
Em cada um dos subníveis (s, p, d e f) é possível acomodar um número máximo
de elétrons, como mostra o próprio diagrama:

Subníveis s p d f
Nº máximo de e- 2 6 10 14

Assim, por exemplo, podemos compreender a notação abaixo:

Mas como fazer essa distribuição eletrônica?

Sabemos que em um átomo o número atômico corresponde também ao


número de elétrons, assim, ao conhecermos o número atômico, poderemos começar a
distribuir os elétrons em subníveis.

Vamos aos exemplos:

1H = 1s1 Seu Z = 1, logo, possui 1 elétron, e seu único elétron está no


subnível s do nível 1.

Na11 = 11 elétrons = 1s2 2s2 2p6 3s1

nível 1 nível 2 nível 3

camada K camada L camada M

2e- 6e- 1e-

K = 2e- L = 6e- M = 1e-

25Mn = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d5

18
Note que no caso do manganês (Mn) o 4s aparece antes do 3d. Isto quer dizer
que os elétrons, por uma questão de energia, entram primeiro no nível 4 (camada N) e
depois retornam e continuam preenchendo o nível 3 (camada M).

Neste caso o 4s significa a camada mais externa que o manganês possui, porém
o nível em que possui mais energia, já que a ordem do diagrama é energética, como
vista, é o referente ao 3d, ou seja, nível 3. Assim, percebemos que o subnível mais
energético nem sempre é o mais afastado do núcleo, mas sim, o que aparece por
último na configuração eletrônica.

Atividade Comentada 2

1. (UFS) O cobalto é um metal de coloração prata acinzentado, usado principalmente


em ligas com o ferro. O aço alnico, uma liga de ferro, alumínio, níquel e cobalto, é
utilizado para construir magnetos permanentes, como os usados. Precisamos de
cobalto em nossa dieta, pois ele é um componente da vitamina B 12. Sabendo que o
número atômico do cobalto é 27, sua configuração eletrônica será:
(A) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d9
(B) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s9
(C) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 4p6 3d1
(D) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d7
(E) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 4p7

Vamos responder juntos?!

Para responder este item, precisamos lembrar da ordem crescente em níveis e


subníveis oriundas do Diagrama de Linus Pauling.

19
E, como estaremos considerando que o átomo desta questão é neutro, pois não
há indícios de perda ou ganho de elétrons, podemos afirmar que seu número atômico
indica a quantidade de elétrons que possui, logo terá 27 elétrons. E então teremos:
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d7
Assim, o gabarito é a letra D.

2. (UECE-2002) O metal mais abundante, em massa, no corpo humano, tem, no estado


fundamental, a seguinte configuração eletrônica:

Nível 1: completo
Nível 2: completo
Nível 3: 8 elétrons
Nível 4: 2 elétrons

A alternativa que indica corretamente esse elemento é:


(A) Ferro (Z = 26)
(B) Cálcio (Z = 20)
(C) Potássio (Z = 19)
(D) Magnésio (Z = 12)

Comentário: De uma maneira mais simples podemos compreender esse item da


seguinte forma: Os níveis 1 e 2, que estão completos, representam as camadas K e L,
assim, podemos dizer que nesses níveis há a quantidade máxima de elétrons que essas
camadas comportam, 2 e 8, respectivamente. Assim, teremos:
Nível 1: 2 elétrons
Nível 2: 8 elétrons
Nível 3: 8 elétrons
Nível 4: 2 elétrons
TOTAL: 20 elétrons
Entendendo que este átomo é neutro, sua quantidade de prótons que é igual
ao número atômico, também será igual a o número atômico. Assim o número atômico
encontrado é 20, sendo este o número atômico do cálcio.

20
GABARITO: B

3. Um átomo neutro possui seus elétrons distribuídos da seguinte forma:

1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p4

Sobre esta configuração, responda:


a) Qual seu número atômico?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

b) Quantas camadas eletrônicas esse átomo possui?


_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

c) Quantos elétrons há em seu nível de valência?


_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

Comentários:
a) O número atômico pode ser extraído pelo somatório dos elétrons que estão
sobrescritos na configuração.
GABARITO: 34

b) Para encontrarmos a quantidade de camadas eletrônicas precisamos analisar cada


parte dessa configuração eletrônica. Vamos lá!

21
GABARITO: 4 camadas.

c) O termo “camada de valência”, se refere à última camada, que neste caso, é a N e


nela há 6 elétrons, sendo 2 elétrons no subnível s e 4 no p.
GABARITO: 6 elétrons.

4. Na configuração eletrônica do 26Fe, o último subnível ocupado e o número de


elétrons do mesmo são, respectivamente:
(A) 3d, com 6 elétrons
(B) 3d, com 5 elétrons
(C) 3d, com 3 elétrons
(D) 4s, com 2 elétrons
(E) 4s, com 1 elétron.

Comentário: A configuração eletrônica para os 26 elétrons desse ferro é 1s2 2s2 2p6 3s2
3p6 4s2 3d6. Logo, seu último subnível é o 3d que comporta 6 elétron.
GABARITO: A

22
Aula 3: Conexão Periódica

Estudamos na aula anterior como os elétrons se distribuem na eletrosfera


atômica, por agora estabeleceremos algumas conexões entre essas distribuições e a
Tabela Periódica.

A estrutura da tabela periódica dispõe seus elementos químicos em ordem


crescente de número atômico, organizado em períodos, como linha horizontal, e
famílias ou grupos, em colunas verticais.

E, através dessa organização, podemos realizar algumas previsões no que diz


respeito às propriedades dos elementos químicos. Tais como, tamanhos dos átomos,
tipos de ligações que possivelmente realizarão e a distribuição eletrônica. Sendo todas
essas previsões confirmadas por meio da experimentação.

A Organização da Tabela Periódica

De acordo com a União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), os,


aproximadamente, 112 elementos químicos estão organizados em colunas verticais
(famílias) e horizontais (períodos) como mostra a imagem a seguir:

23
5
Tabela Periódica

Períodos: são cada uma das linhas horizontais, em um total de 7 períodos.


Sendo o número do período correspondente ao número de camadas ou níveis
eletrônicos em que os elementos químicos se encontram. Vejamos:

11Na - 1s2 2s2 2p6 3s1 → K = 2e- | L = 8e- | M = 1e- → Possuindo 3


camadas, o sódio (Na) se encontra no 3º período, ou seja, na
terceira linha da tabela periódica.

52Sb - 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4f14 5p3 → K = 2e- |
L = 8e- | M = 18e- | N = 32e- | N = 5e- → Possuindo 5 camadas, o

5
Disponível em: <http://padeirodoserido.blogspot.com.br/2011_10_01_archive.html>. Acesso em: 31 jul. 2013. Adaptado para
fins didáticos.

24
antimônio (Sb) se encontra no 5º período, ou seja, na quinta
linha da tabela periódica.

Famílias: a tabela periódica possui 18 famílias, ou seja, possui 18 colunas


verticais. Cada família é identificada por um número (arábico ou romano)
seguido das letras A e B, ficando, por exemplo, 1A, 3B, VIIA, VIIIB. Essas letras
correspondem à localização do elétron mais energético dentro do subnível.
Atualmente a nomenclatura das famílias é denominada por algarismos arábicos
em seqüência de 1 ao 18, sem a presença das letra A e B.

Os elementos das famílias do grupo A são chamados de elementos


representativos, e seus elétrons mais energéticos são encontrados nos subníveis s ou
p. Para este grupo A, é possível associar o número da família à quantidade de elétrons
que dado elemento possui em seu nível de valência.

Vamos verificar esta situação com o elemento cálcio (Ca)?

20Ca =1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 → K = 2e- | L = 8e- | M = 2e- → O
nível de valência do cálcio está representado pela camada M que
possui 2 elétrons. E, podemos verificar que sua configuração
eletrônica termina com o subnível s, e, portanto, este elemento
pertence ao grupo A. Como já sabemos que, para o grupo A, a
família é indicada pelo número de elétrons na camada de
valência seguido da própria letra podemos concluir que este
elemento, o cálcio, encontra-se na família 2A.

Os elementos da família do grupo B são chamados de elementos de transição e


suas configurações eletrônicas terminam com os subníveis d ou f. E, para aqueles que
finalizam sua distribuição eletrônica com o subnível d denominamos de elementos de
transição externa, já os elementos que possuem f como o subnível mais energético,
chamamos de elementos de transição interna.

Assim, afirmamos que os números correspondentes à família do grupo B, não


se relacionam com a quantidade de elétrons existente no nível de valência do

25
elemento. Esta regra é verdadeira somente para os elementos do grupo A, ou seja,
somente para os elementos representativos.

Por vezes a distribuição eletrônica se utiliza de um gás nobre em sua escrita.


Neste caso, o gás nobre a ser utilizado é aquele que precede o elemento no qual
queremos distribuir seus elétrons.

Assim, através da configuração eletrônica podemos determinar a localização de


um elemento que se encontra na tabela periódica. Utilizaremos o nitrogênio (7N) como
exemplo.

7N – 1s2 2s2 2p3

→ Separação eletrônica por camadas: K = 2e- | L = 5e-

→ O nitrogênio possui 2 níveis energéticos, o que indica sua


localização no 2º período;

→ O subnível que possui mais energia é o p, logo sabemos que é


o nitrogênio é um elemento representativo e se encontra na
família do grupo A;

→ Sendo o nitrogênio do grupo A, a família pode ser encontrada


pela quantidade de elétrons no nível de valência (L = 5e-), logo
sua família é 5A.

Agora vamos estabelecer este mesmo para o cádmio (48Cd):

48Cd – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10

→ K = 2e- | L = 8e- | M = 18e- | N = 8e- | O = 2e-

→ No átomo de cádmio há 5 camadas, se localizando, então, no


4º período do sistema periódico;

26
→ O subnível mais energético do cádmio é o d e por isso é
classificado como elemento de transição externa se
encontrando, assim, no grupo B da tabela periódica;

→ Sendo do grupo B, não poderemos afirmar sua família com


precisão, pois a regra que estabelece esse valor numérico para
os grupos das família é válida somente para o grupo A.

Atividades Comentadas

1. (Saerjinho – 2013) A localização de um elemento na tabela periódica está associada


à distribuição dos seus elétrons em níveis e subníveis. Um elemento apresenta a
seguinte configuração eletrônica:

1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p5

De acordo com essa configuração, esse elemento se encontra no:


(A) 2º período e na coluna 7A.
(B) 4º período e na coluna 7A.
(C) 5º período e na coluna 5A.
(D) 6º período e na coluna 8A.
(E) 8º período e na coluna 6A.

Vamos responder juntos?!

Para responder este item precisamos pensar nos conceitos de família e período,
que são família quando do grupo A (término de configuração em s ou p) corresponde a
quantidade de elétrons existente no nível de valência, e o período corresponde a
quantidade de camadas. Como a configuração desse elemento termina com o subnível
p podemos dizer então que sua família A. Mas qual família do grupo A?

27
Essa resposta só pode ser dada ao analisarmos quantos elétrons há em cada
camada, pois daí saberemos quantos elétrons teremos na última, para que então
possamos afirmar em que família se encontra.

Como há 7 elétrons na camada de valência, podemos afirmar que a família a


qual pertence é a 7A e, como possui 4 camadas, podemos concluir, então, que se
encontra no 4º período da tabela periódica. Logo, a resposta correta para este item é a
opção B.

2. Um átomo X possui seus elétrons distribuídos em 6 níveis eletrônicos, sendo o s seu


subnível mais energético e, em sua valência há 1 elétron. Em qual família e período da
tabela periódica podemos encontrar esse elemento?
Comentário: Sabendo que seu subnível mais energético é o s, já podemos afirmar que a
família é do grupo A; como nessa valência há apenas um único elétron, concluímos que
sua família é a 1A. E, que seu período é o 6º, pois esse elemento apresenta 6 níveis
eletrônico.
GABARITO: 6º período e família 1A.

3. (UEL-PR/Adaptado) Considere as configurações eletrônicas nos níveis 3 e 4 dos


átomos:

I. 3s1
II. 3s2 3p4

28
III. 3s2 3p6
IV. 3s2 3p6 4s2 3d5
V. 3s2 3p6 4s2 3d10
Qual delas representa um elemento químico que pertence a família 8A?
(A) I
(B) II
(C) III
(D) IV
(E) V

Comentário: Para responder esse item precisamos entender que pertencer a família 8ª,
significa dizer que o elemento apresenta 8 elétrons em sua camada de valência. Para
encontrar o elemento com essas características vamos analisar cada uma das
configurações fornecidas.
I. 3s1 → possui 3 níveis, sendo que no último apresenta 1 único elétron.
II. 3s2 3p4 → possui 3 níveis, sendo que no último apresenta 6 elétrons.
III. 3s2 3p6 → possui 3 níveis, sendo que no último apresenta 8 elétrons.
IV. 3s2 3p6 4s2 3d5 → possui 4 níveis, sendo que no último apresenta 2 elétrons.
V. 3s2 3p6 4s2 3d10 → possui 4 níveis, sendo que no último apresenta 2 elétrons.
GABARITO: C

4. (UFSM-RS/Adaptado) Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas


da frase abaixo.

O elemento químico de configuração eletrônica 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p3
pertence ao grupo ___________ e é classificado como elemento ______________.

(A) V A (15), de transição


(B) V A (15), representativo
(C) V B (5), de transição
(D) VII A (17), representativo
(E) VI A (16), representativ

29
Comentário: Para encontrarmos família do elemento que apresenta esta configuração
precisamos encontrar quantos elétrons há sua camada de valência.

Nessa separação por níveis podemos concluir que há 5 elétrons em seu nível de
valência cujo subnível mais energético é o p e, portanto, a família desse elemento é a
5A. E ele é representativo porque sua configuração eletrônica termina com o subnível
p.
GABARITO: B

5. (UDESC-SC) Os elementos X e Y apresentam as seguintes configurações eletrônicas


1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p3 e 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1, respectivamente. O período e a
família em que se encontram estes elementos são:

(A) Os elementos X e Y pertencem ao quarto período, sendo que o elemento X


pertence à família V A, enquanto e elemento Y pertence à família I A.
(B) Os elementos X e Y pertencem ao quarto período, sendo que o elemento X
pertence à família III A, enquanto e elemento Y pertence à família I A.
(C) Os elementos X e Y pertencem à mesma família e ao mesmo período.
(D) Os elementos X e Y pertencem ao terceiro e primeiro períodos respectivamente.
Quanto à família os dois elementos pertencem à família IV A.
(E) O elemento X é um elemento alcalino e o elemento Y é um halogênio.

Comentário: Para responder esta questão precisamos separar essas configurações


eletrônicas. Nessa separação por níveis podemos concluir que, na primeira distribuição

30
eletrônica, há 5 elétrons em seu nível de valência (4º nível – camada N) cujo subnível
mais energético é o p e, portanto, a família desse elemento é a 5A. E, se encontra no
4º período por conter 4 níveis de energia. Já na segunda configuração eletrônica há 1
elétron em seu nível mais energético (4º nível), cujo subnível mais energético é o s e,
portanto, a família dessa elemento é a 1A. E, esse elemento se encontra também no 4º
período, por também possuir 4 níveis energéticos.
GABARITO: A

31
Avaliação

Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as


turmas que estão utilizando este material:

1° Possibilidade:
As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a
seguinte pontuação:
 Saerjinho: 2 pontos;
 Avaliação: 5 pontos;
 Pesquisa: 3 pontos.

As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a


participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como
uma das três notas. Neste caso teríamos:

 Participação: 2 pontos;
 Avaliação: 5 pontos;
 Pesquisa: 3 pontos.

1. (Saerjinho – 2012) Entender a natureza da matéria sempre foi uma preocupação dos
cientistas. Para isso, foram propostos alguns modelos atômicos como os de Dalton,
Thomson, Bohr, entre outros.
O esquema que representa o modelo atômico proposto por Bohr é

32
Comentário: O modelo atômico de Bohr descreve o átomo com um núcleo, pequeno e
carregado positivamente, cercado por elétrons em órbita circular em diferentes níveis
de energia.
GABARITO: D

2. As espécies Fe2+ e Fe3+, provenientes de isótopos distintos do ferro, diferem entre si,
quanto ao número:
(A) atômico e ao número de oxidação.
(B) atômico e ao raio iônico.
(C) de prótons e ao número de elétrons.
(D) de elétrons e ao número de nêutrons.
(E) de prótons e ao número de nêutrons.

Comentário: Precisamos destacar que ambas as espécies são de ferro, entretanto eles
possuem somente cargas diferentes, ou seja, a quantidade de elétrons é diferente e de
nêutrons também.
GABARITO: D

33
3. (UNIRIO) “Os implantes dentários estão mais seguros no Brasil e já atendem às
normas internacionais de qualidade. O grande salto de qualidade aconteceu no
processo de confecção dos parafusos e pinos de titânio, que compõem as próteses.
Feitas com ligas de titânio, essas próteses são usadas para fixar coroas dentárias,
aparelhos ortodônticos e dentaduras, nos ossos da mandíbula e do maxilar.”
Jornal do Brasil, outubro 1996.
Considerando que o número atômico do titânio é 22, sua configuração eletrônica será:
(A) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p3
(B) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5
(C) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2
(D) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d2
(E) 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6

Comentário: Para responder este item, precisamos lembrar da ordem crescente em


níveis e subníveis oriundas do Diagrama de Linus Pauling.

E, como estamos considerando que o átomo desta questão é neutro, pois não
há indícios de perda ou ganho de elétrons, podemos afirmar que seu número atômico
indica a quantidade de elétrons que possui, então, neste átomo haverá terá 22
elétrons. E então teremos 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d2.
GABARITO: D

4. (Saerjinho – 2012) A Tabela Periódica é uma forma de organizar os elementos


químicos de acordo com suas propriedades. A partir de da localização de um elemento
nessa tabela, é possível saber o número de elétrons do seu último nível de energia e o
número de camadas que possui, inferindo algumas propriedades do elemento.
O elemento que possui seis níveis eletrônicos e cinco elétrons na camada de valência é
o:
(A) antimônio, encontrado no 5º período e coluna 5A da Tabela Periódica;
(B) bismuto, encontrado no 6º período e coluna 5A da Tabela Periódica;
(C) cromo, encontrado no 6º período e coluna 6B da Tabela Periódica;
(D) iodo, encontrado no 6º período e coluna 5B da Tabela Periódica;

34
(E) telúrio, encontrado no 5º período e coluna 6A da Tabela Periódica.

Comentário: Como a quantidade de níveis indica o período, temos então, o elemento


em questão no 6º período. E, como possui 5 elétrons na valência, estará então na
família 5A.
GABARITO: B

24 2+
5. O íon 12 Mg possui:
(A) 12 prótons, 12 elétrons e 12 nêutrons.
(B) 12 prótons, 12 elétrons e 10 nêutrons.
(C) 12 prótons, 10 elétrons e 12 nêutrons.
(D) 12 prótons, 12 elétrons e carga zero.
(E) 12 prótons, 12 elétrons e carga +2.

Comentário: Esse íon possui uma carga 2+, o que indica ser um cátion que libera dois
elétrons. Seu número de prótons será igual ao número atômico, 12; a quantidade de
nêutrons será extraída pela fórmula A = Z + n, que resultará em 12 nêutrons e a
quantidade de elétrons seria de 12, mas como ele perde 2 elétrons, ao final dessa
perda ficará com um total de 10 elétrons.
GABARITO: C

35
Pesquisa

Caro aluno, agora que já estudamos todos os principais assuntos relativos ao 2°


bimestre, é hora de discutir um pouco sobre a importância deles em nossa vida. Esta
pesquisa pode ser realizada em dupla. Então, vamos lá?
Neste caderno de atividades, estudamos sobre alguns modelos atômicos
propostos por cientistas a fim de encontrar explicações para a constituição da matéria.
Os fogos de artifício, que é um dos vários tipos de matéria, utilizam sais de diferentes
metais adicionados à pólvora e, quando explodem, produzem cores variadas.
Sobre esse fenômeno responda os itens que se seguem:

I - Esse fenômeno pode ser explicado pela Teoria Atômica proposta por:
Justifique sua escolha.
(A) Thomson.
(B) Dalton.
(C) Bohr.
(D) Lavoisier.
(E) Rutherford.

Comentário: Nesse item o aluno deve associar o fenômeno explicitado ao modelo


atômico de Bohr, pois segundo ele, em um átomo existem algumas órbitas circulares
onde os elétrons permanecem e podem realizar transições eletrônicas entre seus
níveis.
GABARITO: C

II – A tabela abaixo mostra a coloração da luz após a explosão do fogo de artifício.

Sais de Coloração
Bário Verde
Césio Azul claro

36
Potássio Violeta
Sódio Amarelo
Cálcio Vermelho

Por que motivos esses sais produzem colorações tão distintas ao explodirem nos fogos
de artifício?

GABARITO: O aluno deve relacionar essas diversas cores produzidas ao retorno dos
elétrons dos íons metálicos para níveis de menor energia, emitindo as radiações
coloridas.

III – Realize a distribuição eletrônica de cada metal que compõem os sais descritos na
tabela acima e, indique sua posição na Tabela Periódica através de sua família e
período.
GABARITO: Bário (56Ba): 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s2
→ possui 6 níveis, e por isso se encontra no 6º período e, em seu último
nível há 2 elétrons e, associado ao subnível mais energético ser o s, podemos afirmar
que se encontra na família 2A;
Césio (55Cs): 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s1
→ possui 6 níveis, e por isso se encontra no 6º período e, em seu último
nível há 1 elétron e, associado ao subnível mais energético ser o s, podemos afirmar
que se encontra na família 1A;
Potássio (19K): 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1
→ possui 4 níveis, e por isso se encontra no 4º período e, em seu último
nível há 2 elétrons e, associado ao subnível mais energético ser o s, podemos afirmar
que se encontra na família 2A;
Sódio (11Na): 1s2 2s2 2p6 3s1
→ possui 3 níveis, e por isso se encontra no 3º período e, em seu último
nível há 1 elétrons e, associado ao subnível mais energético ser o s, podemos afirmar
que se encontra na família 1A;
Cálcio (20Ca): 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2

37
→ possui 4 níveis, e por isso se encontra no 4º período e, em seu último
nível há 2 elétrons e, associado ao subnível mais energético ser o s, podemos afirmar
que se encontra na família 2A.

38
Referências

[1] FELTRE, Ricardo. Fundamentos de Química: vol. único. 4ª.ed. São Paulo: Moderna,
2005.

[2] PERUZZO. F.M.; CANTO. E.L., Química na abordagem do cotidiano, vol. único, 4ª
edição, ed moderna. São Paulo, 2006.

[3] SANTOS, Wildson Luiz Pereira dos (coord.), Química & Sociedade, vol. único. São
Paulo: Nova Geração, 2005.

[4] USBERCO, João; Salvador, Edgard. Química, vol. Único, 12ª.ed. São Paulo: Saraiva,
2006.

[5] USBERCO, João; Salvador, Edgard. Química, vol. 1, 12ª.ed. São Paulo: Saraiva, 2006.

39
Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Ivete Silva de Oliveira
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Elaine Antunes Bobeda


Marco Antonio Malta Moure
Renata Nascimento dos Santos

40
Química
Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada – 03
1° Série | 3° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Química Ensino Médio 3° 1°

Habilidades Associadas
1. Caracterizar metais e não metais, suas principais aplicações, evidenciando as particularidades
dos gases nobres e do hidrogênio.
2. Conceituar eletronegatividade, tamanho atômico e potencial de ionização e compreender a
variação dessas propriedades ao longo de um período e/ou grupo da tabela periódica.

3. Relacionar a teoria do octeto aos modelos de ligações iônicas e covalentes.

4. Associar a existência de diferentes tipos de ligações químicas às propriedades de materiais do


cotidiano.
Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

2
Caro Tutor,
Neste caderno você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 3° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 1ª Série
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um
mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, os alunos estudarão sobre as Características dos
Elementos Químicos segundo sua localização na Tabela Periódica, relacionando-as com
as propriedades de materiais que se encontram em nosso cotidiano. Na primeira parte
deste caderno, os alunos conhecerão como Classificar os Elementos Químicos segundo
suas características e localização na Tabela Periódica. Já na segunda parte deste
Caderno, reconhecerão como a organização da Tabela Periódica está diretamente
relacionada com algumas propriedades, tais como Raio Atômico, Eletronegatividade e
Potencial de Ionização. Por fim, estudarão a relação existente entre as características
dos elementos químicos e suas possíveis combinações por meio de Ligações Químicas.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor.
Este documento apresenta 3 (três) aulas. As aulas podem ser compostas por uma
explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.
Um abraço e bom trabalho!
Equipe de Elaboração

3
Sumário

Introdução ............................................................................................... 03
Objetivos Gerais ....................................................................................... 05
Materiais de Apoio Pedagógico .............................................................. 05
Orientação Didático-Pedagógica ............................................................ 06
Aula 01: Tabela Periódica colorida, porquê?............................................ 07
Aula 02: Quais são suas propriedades, Sr. Átomo?.................................. 16
Aula 03: A união faz... Substâncias! ......................................................... 25
Avaliação ................................................................................................. 34
Pesquisa ................................................................................................... 39

Referências .............................................................................................. 41

4
Objetivos Gerais

Na 1ª série do Ensino Médio, o conteúdo mais abordado é o estudo dos


Átomos. E é nesse material que começaremos a nos aprofundar sobre esse tema.
Procuramos selecionar algumas das habilidades mais importantes, e também, as mais
abrangentes; possibilitando aos nossos alunos um suporte de conceitos que serão
necessários nos próximos módulos.
Destacamos por aqui, a necessidade de se compreender que toda a matéria é
constituída por átomos, que possuem características como o número atômico, de
massa, sua constituição e as diferenças existentes entre os átomos, neutros e íons. Em
seguida, começamos a trabalhar com a organização eletrônica na eletrosfera
culminando na estrutura estabelecida pelo Diagrama de Linus Pauling. Ao final,
estabelecemos a relação entre essa configuração de elétrons com a organização da
Tabela Periódica.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

- Orientações Pedagógicas – 3° Bimestre


Orientações
Pedagógicas do CM - Recursos Digitais – 3 ° Bimestre

5
Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo
sem o auxílio de um professor;
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3;
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual
ou em dupla;
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o;
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base;
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas
ATIVIDADES;
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

6
Aula 1: Tabela Periódica colorida, por quê?!

Caro aluno, nesta aula nos aprofundaremos sobre os estudos da Tabela Periódica.
Começaremos a perceber que essa organização dos elementos químicos produziu uma
ferramenta que é bastante colorida. Essa variedade de cores na Tabela Periódica, se
refere às diferentes características físicas e químicas dos elementos que nela se
encontram.
Vamos mergulhar um pouco mais nesse assunto?
No final do Caderno anterior começamos a estudar um pouco mais sobre como
a Tabela Periódica está estruturada. Estudamos que sua organização se dá em famílias,
que são as colunas verticais, e os períodos, que são as colunas horizontais. E, com
esses dados já percebemos que fica muito mais fácil localizar um elemento na Tabela.

1
Tabela Periódica

1
Disponível em: < http://www.sbq.org.br/images/mousepadtabela.JPG>. Acesso em: 15 ago. 2013. Adaptado para fins didáticos.

7
As diferentes cores presentes na Tabela Periódica representam uma outra
maneira de agrupar os elementos. Nesta organização os elementos químicos são
classificados de acordo com suas propriedades físicas e químicas em: metal, ametal,
gás nobre e hidrogênio. Vamos a eles!

Metal

Os elementos classificados como metais são maioria no sistema periódico. De


um total de 115 elementos dispostos na Tabela Periódica, 86 deles são classificados
como metal.

2
Metais

Os metais estão bem presentes em nosso dia a dia. Ao comprar balas com
moedas de cinquenta centavos, encontraremos em nossas mãos, o níquel (Ni), que é
um dos metais que as compõem. Os fios elétricos, o aço, o ferro, as panelas e talheres
são constituídos também por metais. E perceberemos que eles possuem algumas
características em comum como por exemplo o brilho, que é um das características
dos metais. A seguir temos algumas outras características dos metais, são elas:

 Os metais são sólidos a temperatura ambiente, exceto pelo mercúrio (Hg) que
é o único metal no estado líquido;

 Os metais geralmente são duros e dúcteis, porém maleáveis, ou seja, é possível


transformá-los em lâminas ou fios, à exemplo dos fios de tungstênio (W)
presentes em algumas lâmpadas;

2
Disponível em: <http://www.alunosonline.com.br/quimica/ligacao-metalica.html>. Acesso em: 17 ago. 2013.

8
 Os metais são bons condutores de eletricidade e calor e graças a isso a
eletricidade é conduzida e chega em nossas casas por fios do metal cobre (Cu);

 Os metais também possuem temperaturas altas de fusão e ebulição, uma barra


de ferro (Fe) para ser derretida, por exemplo, necessita de uma temperatura de
15380C;

 Possuem grande tendência em formar cátions, ou seja, íons que doam


elétrons.

Ametal ou Não Metal

3
Carbono na composição de bicicletas.

Os ametais ou não metais possuem características físicas e químicas opostas


aos metais. São elas:

 Não possuem brilho metálico, exceto o iodo (I) e carbono (C) em sua forma
grafite;

 Não são condutores de calor ou eletricidade, sendo considerados isolantes


térmicos e por isso, muito utilizados na confecção de borrachas;

 Não são sólidos, geralmente se encontram no estado gasoso à temperatura


ambiente, como o oxigênio que respiramos;

3
Disponível em: <http://pt.made-in-china.com/co_mtbbike/product_88mm-Clincher-Carbon-Bicycle-Rims-FRX-R88C-
_hohygonsg.html>. Acesso em: 15 ago. 2013.

9
 Os pontos de fusão e ebulição dos ametais são baixos quando comparados aos
dos metais;

 Possuem grande tendência em formar ânions, ou seja, íons que recebem


elétrons.

Gás Nobre

Os gases nobres são elementos químicos que se encontram na família 8A ou 18


da Tabela Periódica: hélio (He), neônio (Ne), argônio (Ar), criptônio (Kr), xenônio (Xe) e
radônio (Rn).

4
Gás hélio em balões de festas.

Possuem esse nome, gases nobres, porque são bastante estáveis, ou seja, não
se unem a qualquer outro elemento da Tabela Periódica para formar compostos, pois
não tendem a doar ou receber elétrons, e por isso são encontrados de forma isolada
na natureza. Entretanto, alguns compostos sintetizados em laboratório foram
produzidos com esses elementos.

4
Disponível em: <http://www.o-que-e.com/o-que-e-gas-helio/>. Acesso em: 15 ago. 2013.

10
Hidrogênio

5
Hidrogênio no Universo.

O hidrogênio é um dos elementos mais abundantes do Universo. Ele possui


características bem particulares, e por isso não se encaixa nas demais classificações
que estudamos. Apesar de possuir em sua única camada K um único elétron, ele não
possui as mesmas características que os outros elementos químicos pertencentes à
mesma família 1A ou 1.

O hidrogênio se encontra no estado gasoso e altamente inflamável à


temperatura ambiente. Possui a capacidade de se combinar com metais e ametais e,
pode tornar-se metálico como supercondutor. Com esses atributos podemos
perceber, mais uma vez, que essas características são bem distintas daquelas que já
estudamos anteriormente.

Ops! Antes de encerrarmos esta aula, precisamos deixar mais uma informação
sobre a Tabela Periódica. Já estávamos esquecendo que as famílias do grupo A na
Tabela, podem ser identificadas por nomes especiais, como descritos a seguir:

Famílias Elementos Químicos Nome


1A - 1 Li, Na, K, Rb, Cs e Fr Metais alcalinos
2A - 2 Be, Mg, Ca, Sr, Ba e Ra Metais alcalinos terrosos
3A - 13 B, Al, Ga, In, Tℓ Família do boro
4A - 14 C, Si, Ge, Sn e Pb Família do carbono
5A - 15 N, P, As, Sb e Bi Família do nitrogênio
6A - 16 O, S, Se, Te e Po Calcogênios
7A - 17 F, Cℓ, Br, I e At Halogênios
8A - 18 - zero He, Ne, Ar, Kr, Xe e Rn Gases nobres

5
Disponível em: <http://www.berlinistin.com/2009_05_01_archive.html>. Acesso em: 15 ago. 2013.

11
Atividades Comentadas 1

1. Leia as considerações a seguir sobre os minerais cálcio e ferro citados no


texto e, em seguida, responda ao que se pede:

I. Os elementos cálcio e ferro são representados pelos símbolos, Ca e Fe,


respectivamente.
II. O ferro é um metal e por isso é um bom condutor de eletricidade.
III. O Ca e o Fe estão localizados na família dos metais alcalinos terrosos da tabela
periódica.

Estão corretas as alternativas:


(A) I e II apenas;
(B) I e III apenas;
(C) I, II e III;
(D) II e III apenas.

Vamos responder juntos?!

Para respondermos essa questão analisaremos cada um dos itens apresentados,


vamos a eles:
I. Os elementos cálcio e ferro são representados pelos símbolos, Ca e Fe,
respectivamente. → Correto. Ao procurarmos esses elementos na Tabela Periódica,
encontraremos os símbolos Ca para o cálcio e Fe para o ferro;
II. O ferro é um metal e por isso é um bom condutor de eletricidade. → Correto. O
ferro se encontra na família 8B ou 8, logo, ele é um metal e por isso é um bom
condutor de eletricidade;
III. O Ca e o Fe estão localizados na família dos metais alcalinos terrosos da tabela
periódica. → Falso. A descrição desse item indica que tanto o ferro quanto o cálcio se
encontram na família dos metais alcalinos terrosos, ou seja, na família 2A ou 2, não

12
sendo isto uma verdades, pois como já até respondemos no item II, o ferro se encontra
na família 8B ou 8.
Assim os itens corretos somente I e II, e por isso o gabarito desta questão é a
letra A.

2. Analise a afirmativa a seguir:

“São maus condutores de calor e eletricidade, apresentam em estado sólido, líquido


ou gasoso, nas condições ambiente.”

Essas são características pertencentes às propriedades químicas dos:


(A) ametais;
(B) gases nobres;
(C) metais.
(D) semimetais.

Comentário: Como descrito no próprio Caderno do Aluno, essas características


referem-se a ametais.

GABARITO: A.

3. Classifique os elementos abaixo segundo sua localização na Tabela Periódica:

Hg, He, Br, N, Kr, Sb, Rn, Ga, P, As, Zn e Ir.

a) Metais:_____________________________________________________________
b) Não metais: _________________________________________________________
c) Gases nobres: _______________________________________________________
Comentário: Nesta questão é necessário localizar cada um desses elementos na Tabela
Periódica para que então seja possível definir sua classificação:

13
GABARITO: a) Metais: Hg, Sb, Ga, Zn e Ir.
b) Não metais: Br, N, P e As.
c) Gases nobres: He, Kr e Rn.

4. Nas condições ambientes os metais são sólidos, uma exceção é o:


(A) sódio;
(B) magnésio;
(C) ouro;
(D) mercúrio;
(E) cobre.

Comentário: Como já descrito no texto do Caderno do Aluno, o único metal líquido é o


mercúrio.
GABARITO: D

5. (UERJ/2º Exame de Qualificação - 2011)

A única caixa que contém apenas metais está indicada pela seguinte letra:

(A) W;

(B) X;

(C) Y;

(D) Z.

14
Comentário: Nesta questão é necessário localizar cada um dos elementos que
compõem as caixas W, X, Y e Z, na Tabela Periódica, para que então seja possível
definir a classificação de cada um deles e então definir qual das caixas contém apenas
metais.
Na Caixa W zinco (Zn) e cobre (Cu) são metais, mas o silício (Si) é um ametal. Em X
cromo (Cr) e níquel (Ni) são metais, entretanto o arsênio (As) é um ametal. Na caixa de
letra Y, o magnésio (Mg) e chumbo (Pb) são metais , mas o iodo (I) é um ametal. Já na
caixa Z, o alumínio (Aℓ), o ferro (Fe) e o cádmio (Cd) são metais.
GABARITO: D

15
Aula 2: Quais são suas propriedades, Sr. Átomo?

Agora que já estudamos algumas das características que auxiliaram na


composição do formato da atual Tabela Periódica, analisaremos um pouco mais
profundamente essas propriedades e perceberemos que algumas informações
importantes podem ser recolhidas.

Atualmente entendemos que a Tabela é denominada Periódica porque existem


caraterísticas que se repetem de período em período. A partir deste momento,
estudaremos três das várias propriedades periódicas: o raio atômico, a
eletronegatividade e o potencial de ionização.

Raio Atômico

Para que possamos entender o conceito de Raio Atômico, precisamos


primeiramente idealizar o átomo como sendo uma esfera e a partir de então
entenderemos que o raio do átomo, será a distância entre o centro da esfera, ou seja,
o núcleo atômico, até sua extremidade, o elétron mais externo na elestrofera.

Raio atômico.6

O tamanho dos átomos depende de dois fatores. Um deles refere-se ao número


de camadas eletrônicas e o outro à quantidade de prótons existentes em seu núcleo,
ou seja, à sua carga nuclear. A imagem a seguir mostra a variação de raio atômico de
alguns elementos representativos, ou seja, aqueles que se encontram nas famílias do
grupo A.

6
Disponível em: < http://www.notapositiva.com/pt/trbestbs/fisica/10_tabela_periodica_d.htm>. Acesso em: 15 ago. 2013.

16
Variação do Raio Atômico na Tabela Periódica.7

Analisaremos essa variação de Raio Atômico focando em dois pontos:

1º - Em uma mesma família o Raio Atômico tende a aumentar em direção aos períodos
mais abaixo da Tabela Periódica, crescendo assim de cima para baixo. E, como já
sabemos que o conceito de período está associado à quantidade de camada
eletrônicas existentes na eletrosfera atômica, podemos assim concluir que, o raio
tende a aumentar com o aumento de níveis eletrônicos;

2º - Em um mesmo período, ou seja, analisando átomos que possuem o mesmo


número de camadas eletrônicas, percebemos que o raio cresce à medida que andamos
para a esquerda na Tabela Periódica. Sendo assim, os átomos que se localizam à
esquerda na Tabela Periódica possuem raio atômico maior que aqueles que se
encontram à direita. Isso ocorre porque à medida que o número atômico diminui, a
quantidade de prótons no núcleo atômico aumenta, fazendo com que a atração desses
prótons (cargas positivas) sobre os elétrons (cargas negativas), nos níveis periféricos
diminua. Portanto, se a atração entre núcleo-elétron é menor, os prótons e os elétrons
tendem a ficar mais afastados, distanciando, assim, os níveis da eletrosfera ao núcleo,
e consequentemente, o raio do átomo tende a aumentar.

7
Disponível em: <http://ludoquimica.blogspot.com.br/2012/04/questao-sobre-propriedades-periodicas.html>. Acesso em: 15
ago. 2013.

17
Portanto, de uma forma geral podemos afirmar que o Raio Atômico no sistema
periódico cresce da direta para esquerda e, de cima para baixo, como mostra a
imagem a seguir:

8
Representação do Raio Atômico na Tabela Periódica.

Potencial de Ionização

O termo ionização pode fazer você pensar em algo que já estudamos, lembra?
Íons. Isso mesmo! A ionização vem do fato de trabalharmos com íons. O Potencial de
Ionização ou a Energia de Ionização é a energia necessária para se retirar um elétron
da eletrosfera de um átomo em seu estado fundamental, isolado e gasoso.

De uma forma geral, podemos representar esse processo através da seguinte


equação química:

M0(g) + energia → M+(g) + e-

Ao se retirar o elétron, o átomo neutro se transforma em um cátion. A equação


química abaixo representa o processo para obtenção do Potencial de Ionização do
potássio.

Os Potenciais de Ionização dos ametais são maiores que o dos metais. Isso,
porque os metais possuem tendência em liberar elétrons, logo é necessária pouca
energia para a retirada desses elétrons. Já os ametais, possuem tendência em receber
8
Disponível em: <http://www.tabelaperiodicacompleta.com/propriedades-periodicas>. Acesso em: 15 ago. 2013.

18
elétrons, por isso a energia necessária para se arrancar um elétron seu é muito grande,
aumentando assim seu Potencial de Ionização.

É possível também relacionar esse conceito de Potencial de Ionização com o


tamanho do átomo, ou seja, com o Raio Atômico. Quanto maior for o raio do átomo, a
atração existente entre o núcleo e o elétron da eletrosfera será menor e os elétrons se
encontrarão mais afastados do núcleo e, portanto, mais “livres”, assim, a energia
necessária para sua retirada é menor. O contrário também é verdadeiro, pois quanto
menor o tamanho de um átomo, a atração núcleo-elétron existente é maior e o
elétron se encontrará “preso”, o que dificultaria a sua retirada, aumentando assim sua
energia de ionização.

De uma forma geral, podemos afirmar que o Potencial de Ionização na Tabela


Periódica tende a crescer da esquerda para a direita e, de baixo para cima, como
mostra o esquema a seguir.

Representação da Energia de Ionização na Tabela Periódica.9

Eletronegatividade

Essa propriedade periódica se encontra associada à tendência, seja ela maior


ou menor, de um átomo atrair os elétrons para si, em uma ligação química. Portanto,
através da Eletronegatividade, é possível comparar a força de atração exercida pelos
átomos sobre os elétrons de uma ligação.

9
Disponível em: <http://www.tabelaperiodicacompleta.com/propriedades-periodicas>. Acesso em: 15 ago. 2013.

19
A Eletronegatividade está diretamente relacionada com o raio do átomo, pois
quanto menor for o Raio Atômico, maior será sua força de atração sobre os elétrons, e
portanto, a ligação tende a ser menor. Assim, podemos afirmar que quanto menor for
o Raio Atômico, maior será a sua Eletronegatividade, e vice-versa.

Cuidado! Como a Eletronegatividade está associada à força de atração


eletrônica numa ligação química, os gases nobres então não possuem essa
propriedade, já que não se combinam com outros átomos, não estabelecendo assim,
ligações.
De uma forma geral, a Eletronegatividade na Tabela Periódica cresce da
esquerda para a direita e, de baixo para cima, como representado no esquema a
seguir:

10
Representação da Eletronegatividade na Tabela Periódica.

Atividades Comentadas 2

1. (Unaerp-SP) Considere os átomos dos seguintes elementos:

I – Átomo de 3Li6
II – Átomo de 9F18
III – Átomo de 11Na2

10
Disponível em: < http://www.infoescola.com/quimica/eletronegatividade-e-eletropositividade/>. Acesso em: 15 ago. 2013.

20
Considere as seguintes bolas:

A – bola de tênis
B – bola de pingue-pongue
C – bola de gude

Para representar com as bolas, os átomos, a melhor sequência seria:


(A) I-B, II-A, III-C.
(B) I-B, II-C, III-A.
(C) I-C, II-A, III-B.
(D) I-C, II-C, III-A.
(E) I-C, II-C, III-B.

Vamos responder juntos?!

Podemos perceber que item trabalha com o conceito que envolve o tamanho
dos átomos, ou seja, o Raio Atômico. Isto, porque o item pede uma comparação entre
os elementos citados com as bolas de tamanhos diferentes. Assim, é necessário que
entendamos que a bola de tênis é maior que a de pingue-pongue, que é maior que a
de gude e por isso, concluímos: a bola de tênis possui maior tamanho e a de gude
menor.
Para que possamos dizer quais dos átomos pedidos é maior ou menor,
precisamos analisar sua eletrosfera, ou seja, a configuração de seus elétrons em níveis.
E então teremos...
6
3Li → possui 3e- → 1s2 2s1 → K = 2e- | L = 1 e- → duas camadas eletrônicas.
18
9F → possui 9e-→ 1s2 2s2 2p5 → K = 2e- | L = 6 e- → duas camadas eletrônicas.
23
11Na → possui 11e-→ 1s2 2s2 2p6 3s1 → K = 2e- | L = 6 e- | M = 1 e- → três
camadas eletrônicas.
A partir daqui, já podemos afirmar que o sódio possui o maior raio atômico,
pois possui o maior número de camadas que os demais e por isso podemos compará-lo
a bola de tênis.

21
Entretanto, quanto ao átomo de menor raio, devemos analisar a atração
existente entre o núcleo e os elétrons do lítio e do flúor. Como o flúor possui maior
número de prótons no núcleo que o lítio, a atração núcleo-elétron nele é maior, e por
e com isso seu raio tende a diminuir. Portanto o raio do flúor é menor que o do lítio,
assim, analogamente, podemos afirmar que o flúor pode ser representado pela bola
de gude e o lítio pela de pingue-pongue. Portanto, o gabarito para esse item é a letra
C.

2. (UFTPR-PR/Adaptado) Na tabela esquemática a seguir está apresentado o sentido


de crescimento de uma propriedade periódica. Propriedade periódica é aquela cujos
valores para os diversos elementos crescem e decrescem em função do número
atômico crescente.

Assinale a propriedade que apresenta este sentido de crescimento:


(A) eletronegatividade (exceto os gases nobres);
(B) eletropositividade (exceto os gases nobres);
(C) energia de ionização;
(D) raio atômico.

Comentário: A imagem deste item se encontra no corpo textual do Caderno do Aluno.


As setas indicam o crescimento da propriedade para esquerda e para baixo, sendo
então essa característica relativa ao tamanho do átomo, ao Raio Atômico.
GABARITO: D

22
3. (PUC-RJ/Adaptado) Considere as afirmações sobre elementos do grupo IA da Tabela
Periódica:
I- São chamados metais alcalinos.
II- Seus raios atômicos crescem com o número atômico.
III- Seu potencial de ionização aumenta com o número atômico.
IV- Sua eletronegatividade aumenta com o número atômico.
Dentre as afirmações, são verdadeiras:

(A) I e II.
(B) III e IV.
(C) I, II e IV.
(D) II, III e IV.
(E) I, II, III e IV.

Comentário: As afirmações I e II são verdadeiras, pois a família 1A é denomina família


dos metais alcalinos e nessa família o crescimento do número atômico se dá ao
perpassarmos pelos períodos, aumento assim os números de níveis eletrônicos dos
átomos e consequentemente seu Raio Atômico.
As afirmações III e IV são falsas porque o aumento do número atômico e
consequentemente do raio, diminui a força de atração entre o núcleo e os elétrons da
eletrosfera, diminuindo assim a energia necessária para se retirar um elétron, ou seja,
o potencial de ionização e, também, a eletronegatividade.
GABARITO: A

4. (UNB-DF/Adaptado) Observe os elementos representados na Tabela Periódica


parcial abaixo e julgue os itens em verdadeiro (V) ou falso (F):

23
( ) O césio (Cs) é o elemento de maior raio atômico dentre os representados;
( ) O raio atômico do magnésio (Mg) é maior que o do sódio (Na) porque ele possui
um elétron a mais;
( ) Dentre os elementos representados, o níquel (Ni), escândio (Sc) e ítrio (Y) são
metais;
( ) A eletronegatividade dos elementos B, C, N, O, F aumenta da esquerda para a
direita;
( ) A energia de ionização do rubídio (Rb) é maior que a do xenônio (Xe).

Comentário: Analisaremos os itens individualmente:


V – pois na tabela o raio tende a crescer de cima para baixo e da direita para
esquerda.
F – como o raio cresce para esquerda e, ambos, se encontram no mesmo
período, então o sódio possui raio maior que o do magnésio.
V – Os elementos citados são metais, pois estão à esquerda da Tabela
Periódica.
V – A eletronegatividade cresce para direita e para cima, logo o elemento mais
eletronegativo é o flúor.
F – Sabendo que a energia de ionização é a energia necessária para se retirar
um elétron, ao se tratar do xenônio, um gás nobre que não tende a perder ou ganhar
elétrons, a energia necessária para se tentar retirar elétrons nele é maior que no
rubídio.
GABARITO: V, F, V, V e F.

5. X, Y e Z representam três elementos da tabela periódica que têm raios, em


nanômetros:

X: 0,0080 nm Y: 0,123 nm Z : 0,157 nm

Estes elementos podem ser, respectivamente:


(A) Li, Be e Na;
(B) Li, Na e Be;

24
(C) Na, Be e Li;
(D) Na, Li e Be;
(E) Be, Li e Na.
Comentário: Neste item os raios de X, Y e Z crescem, nessa ordem. E, como as opções
possuem somente os átomos de lítio (Li), berílio (Be) e sódio (Na), precisamos então,
colocá-los em ordem de Raio Atômico: RNa > RLi > RBe.
GABARITO: D

Aula 3: A união faz... Substâncias!

Além dos átomos possuirem propriedades e características que já estudamos,


eles também podem se unir a outros e formar substâncias. Vamos estudar isso,
então?!

Não temos como quantificar todas as substâncias que temos contato. A água
(H2O), o sal de cozinha (NaCℓ) e o gás oxigênio (O2) que respiramos, são apenas alguns
exemplos de substâncias que temos contato no dia a dia.

Sabemos que essas substâncias são formadas por átomos, mas por que os
átomos se combinam com outros? Essa resposta você só terá se continuar estudando
conosco, pois para ela precisamos compreender a Teoria do Octeto.

Teoria do Octeto

Os cientistas alemão Walter Kossel e o americano Gilbert Lewis em seus


trabalhos preceberam que um grupo de átomos se encontravam estáveis quando
isolados, sem que houvesse combinação com outros átomos e que possuíam uma
certa semelhança em sua distribuição eletrônica como mostra a tabela a seguir:

25
Nome Representação K L M N O P Q
Hélio 2He 2e-
Neônio 10Ne 2e- 8e-
Argônio 18Ar 2e- 8e- 8e-
Criptônio 36Kr 2e- 8e- 18e- 8e-
Xenônio 54Xe 2e- 8e- 18e- 18e- 8e-
Radônio 86Rn 2e- 8e- 18e- 32e- 18e- 8e-

Ao analisarmos as configurações eletrônicas dos gases nobres (família 8A ou


18), que se encontram nessa tabela, percebemos que possuem a mesma quantidade
de elétrons no último nível eletrônico, ou seja 8 elétrons, exceto o hélio, que possuem
2 elétrons na camada de valência. Esses dois cientistas associaram, então, que a
estabilidade presente nos gases nobres está no fato desses átomos possuirem 8
elétrons em sua valência. E, com essa conclusão foi constituída uma teoria
denominanda Regra do Octeto.

A partir de então, a distribuição eletrônica dos gases nobres passou a ser uma
referência para outros átomos, indicando que os átomos somente se estabiliziriam
quando adquirissem 8 elétrons em sua última camada tal como um gás nobre.

Os átomos então, conseguiriam atingir a estabilidade por meio da combinação


com outros átomos, participando de ligações químicas, com objetivo de obter uma
estabilidade similar a dos gases nobres. Lembramos, novamente, que átomos de hélio
(He) são uma exceção a esta teoria do octeto, pois sua estabilidade é se dá com apenas
2 elétrons em seu nível de valência.

Sabemos que existem 3 tipos de ligações entre átomos: iônicas, covalentes e


metálicas.

Ligação Iônica ou Eletrovalente

O termo “Iônica” também é derivado da palavra e do conceito de íons. Neste


tipo de ligação, os átomos doam elétrons para outros que precisam receber, afim de
ambos se estabilizarem, ou seja, com o objetivo de adquirir 8 elétrons em suas últimas
camadas, segundo a Teoria do Octeto.

26
Assim, teremos uma ligação entre um cátion, que doa elétrons e adquire uma
carga positiva e, um ânion, que recebe elétrons e adquire uma carga negativa. Esse
tipo de ligação química é uma das mais fortes, pois é estabelecida pela atração entre
cargas de sinais opostos. Também é possível afirmar que esse tipo de ligação se
estabelecerá entre metais, que possuem tendência em doar elétrons e, ametais, que
tendem a receber elétrons. Lembramos que o hidrogênio, na maioria dos casos, tende
a receber 1 elétron em seu nível de valência, fazendo então, papel de um ametal.

Vamos ver como essa ligação se estabele?

Ligação Iônica existente no NaCℓ.11

Agora vamos interpretar como a ligação iônica entre o sódio e o cloro foi
estabelecida?

Vamos lá! A ligação estabelecida entre os átomos de sódio (Na) e cloro (Cℓ),
forma o cloreto de sódio (NaCℓ), mais conhecido em nosso cotidiano como sal de
cozinha.

A princípio em seu estado neutro, o átomo de sódio (Na), pertence a família


1A, possuindo 1 elétron em seu nível de valência. Portanto, ele precisa perder este
elétron para ficar com oito na sua última camada e assim se tornar estável, pois já
sabemos que o sódio é um metal e possui tendência em ceder elétron. Já o átomo de

11
Disponível em: <http://www.infoescola.com/quimica/ligacao-ionica-eletrovalente/>. Acesso em: 15 ago. 2013. Adaptado para
fins didáticos.

27
cloro (Cℓ), possui sete elétrons no seu nível de valência, e por isso precisa receber um
elétron para se estabilizar. Assim, o átomo de sódio doa um elétron para o átomo de
cloro. E desse modo, temos um íon positivo (cátion sódio (Na +)) e um íon negativo
(ânion cloreto (Cℓ-)), ambos com o octeto completo.

Com a formação desses íons (Na+1 e Cℓ-1) que são eletrônicamente estáveis, há
uma atração eletrostática, devido suas cargas opostas. A reunião desses íons formam o
composto iônico NaCℓ.

Os compostos iônicos são sólidos e formam retículos cristalinos, em condições


ambientes. Seus pontos de fusão e ebulição são bem altos e, as substâncias iônicas
fundidas ou em solução aquosa conduzem corrente elétrica.

Ligação Covalente ou Molecular

O nome deste tipo de ligação já o define, o prefixo “CO” indica cooperação,


compartilhar, já o termo “VALENTE” relaciona-se a valência, ao nível de valência. Ao
reunir essas informações, compomos o conceito de ligação covalente, ela se realiza por
meio de um compartilhamento de elétrons que se encontram na camada de valência
dos átomos.

12
Ligação Covalente

12
Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/disciplinas/quimica/ligacoes-quimicas-metais-nao-metais-ligacoes-ionicas-e-
ligacoes-covalentes.htm>. Acesso em: 15 ago. 2013. Adaptado para fins didáticos.

28
Na ligação covalente não há formação de cargas positivas (cátions) e negativas
(ânions), pois os átomos nessa ligação não doam ou recebem elétrons, mas os
compartilham. Isto ocorre porque os átomos que se unem por esse tipo de ligação
química tendem a receber elétrons (ametais ou hidrogênio). A ligação covalente então,
pode ser estabelecida entre ametais ou, entre um ametal e hidrogênio.

Vamos ver como a ligação molecular se estabelece?

Ligação Covalente existente no Gás Oxigênio (O2).13

Agora vamos interpretar como a ligação covalente entre átomos de oxigênio foi
estabelecida?
Os átomos de oxigênio (O) possuem, quando neutro, 6 elétrons em sua
valência, já que se encontram na família 6A ou 16 da Tabela Periódica. Como o
oxigênio é um ametal e precisa atingir o octeto e se estabilizar, esse átomo tenderá a
receber 2 elétrons. Cada oxigênio deverá compartilhar então, 2 elétrons que se
encontram em sua última camada.
No modelo de ligação covalente precisamos considerar que quando os dois
átomos se aproximam , há ao mesmo tempo forças de repulsão, entre os elétrons de
ambos os átomos e entre o núcleo dos átomos e atração, entre o núcleo de cada
átomo e o elétron do outro, que se equilibram. Assim, os elétrons de cada átomo de

13
Disponível em: <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=18389>. Acesso em: 15 ago. 2013.

29
oxigênio continua preso a suas respectivas eletrosferas, que se encontram
compartilhadas pelo dois átomos que compoem a ligação covalente. Devido a isso,
cada um dos átomos de oxigênio interage com os 4 elétrons compartilhados, fazendo
com que cada um totalize 8 elétrons em seu nível de valência, atingindo assim sua
estabilidade.
Os compostos moleculares são encontrados nos três estados físicos, em
condições ambientes. Seus pontos de fusão e ebulição são baixos quando comparados
à substâncias iônicas e, em suas formas puras, líquidos e sólidos não conduzem
corrente elétrica, com exceção da grafita, que conduz corrente elétrica na forma
sólida, porque seus elétrons das ligações duplas fazem ressonância e por isso, possuem
certa mobilidade.

Ligação Metálica

A ligação metálica ocorre entre metais e suas características não podem ser
explicadas pela ligação covalente e nem pela ligação iônica. Os metais têm por
carcaterística ser um bom condutor de eletricidade.
Essa eletricidade nada mais é do que um fluxo de elétrons e pode ser explicada
pela Teoria da Nuvem Eletrônica ou “Mar” de Elétrons. Tal teoria indica que o metal
seria formado por um aglomerado de átomos neutros e cátions, mergulhados em uma
nuvem, ou “mar”, onde os elétrons circulariam livremente. Sendo este “mar” de
elétrons o estabelecimento da ligação metálica, mantendo os átomos unidos.

14
O “mar” de elétrons.

14
Disponível em: <http://corro4v072.blogspot.com.br/2008/02/glossrio-de-materiais.html>. Acesso em: 15 ago. 2013.

30
Em um anel de prata, a ligação metálica entre os átomos de prata (Ag) se
estabelecem como representado no esquema a seguir:

15
Ligação Metálica em um anel de prata.

Atividades Comentadas 3

1. (Vunesp) Os elementos X e Y têm, respectivamente, 2 e 6 elétrons na camada de


valência. Quando X e Y reagem, forma-se um composto:
(A) covalente, de formula XY.
(B) covalente, de formula XY2.
(C) covalente, de formula X2Y3.
(D) iônico, de formula X2+Y2-.
(E) iônico, de formula X1+Y2-.

Vamos responder juntos?!

Para responder esta questão, precisamos entender que os átomos possuem


tendência em formar compostos químicos por meio de ligações a fim de adquirir a
configuração eletrônica de um gás nobre, como descrito na Teoria do Octeto. Assim,
15
Disponível em: < http://www.lojasimonejoias.com.br/view-content/29/alianca-de-prata.html>. Acesso em: 15 ago. 2013.
Adaptado para fins didáticos.
Disponível em: < http://200.156.70.12/sme/cursos/EQU/EQ20/modulo1/aula0/aula08/01.html>. Acesso em: 15 ago. 2013.
Adaptado para fins didáticos.

31
como o átomo X possui somente 2 elétrons em seu nível de valência, sua tendência
seria doar esses elétrons, pois isso seria mais fácil do que receber 6 elétrons para
então ficar com os 8 elétrons em sua valência. Logo, o átomo X cederia esses dois
elétrons, ficando com uma carga elétrica de 2+, ao átomo Y, que por já possuir 6
elétrons em sua última camada, receberia esses dois elétrons para assim atingir a
estabilidade, adquirindo, então, carga de 2-.
Como neste caso, há doação e recebimento de elétrons uma troca de elétrons,
temos então, uma ligação tipicamente iônica, cujos íons são o X2+ e o Y2-. Assim, o
gabarito mais apropriado a essa questão é a letra D.

2. (Uel) Podem ser citadas como propriedades características de substâncias iônicas:


(A) baixa temperatura de ebulição e boa condutividade elétrica no estado sólido;
(B) baixa temperatura de fusão e boa condutividade elétrica no estado sólido;
(C) elevada temperatura de fusão e boa condutividade elétrica quando em fusão;
(D) estrutura cristalina e pequena solubilidade em água;
(E) formação de soluções aquosas não condutoras da corrente elétrica e pequena
solubilidade em água.

Comentário: Este item trabalha com as características existentes em compostos


iônicos que estão descritas no Caderno do Aluno. Nele encontramos:
“Os compostos iônicos são sólidos e formam retículos cristalinos, em condições
ambientes. Seus pontos de fusão e ebulição são bem altos e as substâncias iônicas
fundidas ou em solução aquosa conduzem corrente elétrica.”
GABARITO: D

3. Nos compostos moleculares, os átomos se unem por ligações covalentes que são
formadas por:
(A) doação de elétrons;
(B) recepção de elétrons;
(C) doação de prótons;
(D) recepção de prótons;
(E) compartilhamento de elétrons.

32
Comentário: Essa questão trabalha como conceito-base de ligações covalentes, cujos
átomos se combinam por meio de compartilhamento de elétrons.
GABARITO: E

4. O fósforo (P) e o cloro (Cℓ) se encontram nas famílias 5A e 7A e, respectivamente,


possuem 5 e 7 elétrons na camada de valência.

a) Quantos átomos de fósforo e cloro serão necessários para que ao estabelecer uma
ligação química entre eles, atinjam a estabilidade?

b) Qual é o tipo de ligação formada entre esses átomos?

Comentário: a) Para os átomos de fósforo e cloro se estabilizarem segundo a Regra


do Octeto, eles precisariam obter 8 elétrons em sua última camada. Como ambos são
ametais, a sua tendência é de receber elétrons, logo compartilharão seus elétrons de
valência. O fósforo deverá compartilhar 3 elétrons e o cloro apenas 1. Assim, será
necessário então, 3 átomos de cloro, pois cada um deles compartilha somente 1 único
elétron, para 1 de fósforo, que necessita compartilhar 3 elétrons para atingir o octeto.
GABARITO: 3 átomos de cloro e 1 átomo de fósforo.

b) No item a, verificamos que os átomos de fósforo e cloro


compartilham seus elétrons, sendo isto característico de uma ligação do tipo
covalente.

GABARITO: Ligação covalente

33
Avaliação

Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as


turmas que estão utilizando este material:

1° Possibilidade:
As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a
seguinte pontuação:
 Saerjinho: 2 pontos;
 Avaliação: 5 pontos;
 Pesquisa: 3 pontos.

As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a


participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como
uma das três notas. Neste caso teríamos:

 Participação: 2 pontos;
 Avaliação: 5 pontos;
 Pesquisa: 3 pontos.

34
1. Leia o texto abaixo:

Disponível em: <


http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/tvmultimidia/imagens/2011/quimica/junho/04potassio.jpg>. Acesso em
17 ago. 2013.
Agora, responda os itens abaixo segundo os dados descritos nesse texto:

a) Em qual a família encontramos esse elemento químico?


R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

b) Cite uma característica desse metal:


R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

c) Por que esse elemento possui maior raio atômico que o sódio (Na)?
R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________

Comentário: a) O potássio é um metal alcalino localizado na família 1A ou 1.


GABARITO: Família 1A ou 1.

35
b) Os metais como o potássio, possuem várias características. Abaixo, no
campo gabarito, elencaremos algumas delas:

GABARITO: Os metais são geralmente sólidos à temperatura ambiente, duros e


dúcteis, mas maleáveis. São bons condutores de eletricidade e calor e possuem
temperaturas altas de fusão e ebulição. Possuem grande tendência em formar cátions,
ou seja, íons que doam elétrons.

c) O potássio está abaixo do sódio na Tabela Periódica e por isso


podemos indicar que seu tamanho é maior, quando comparado ao sódio.

GABARITO: O potássio possui 4 níveis eletrônicos e o sódio 3, por isso seu Raio
Atômico é maior.

2. Qual dos grupos abaixo possui apenas ametais?


(A) B, Al e Ne.
(B) Na, Ge e Rn.
(C) W, Os e Po.
(D) Si, Ge e As.
(E) Br, S e O.

Comentário: Os ametais são elementos que se encontram mais à direita da Tabela


Periódica.
GABARITO: E

3. (Mackenzie) Da fórmula eletrônica na figura adiante, pode-se concluir que:

(A) o potássio pertence à família dos metais alcalino-terrosos;

36
(B) o átomo de oxigênio tem seis elétrons na camada de valência e ao ligar-se, adquire
uma configuração eletrônica igual à de um gás nobre;
(C) ocorre somente uma ligação iônica;
(D) a substância formada não é eletricamente neutra;
(E) o átomo de oxigênio cede dois elétrons para dois átomos de potássio.

Comentário: Nesta questão trabalhamos com os conceitos desenvolvidos em todo o


Caderno do Aluno em relação aos átomos de potássio e oxigênio.
GABARITO: B

4. (UFRS-RS) Considere o desenho a seguir, referente à tabela periódica dos elementos .

A setas 1 e 2 referem-se respectivamente, ao aumento de valor das propriedades


periódicas:

(A) eletronegatividade e raio atômico;

(B) raio atômico e eletroafinidade;

(C) raio atômico e caráter metálico;

(D) potencial de ionização e eletronegatividade;

(E) potencial de ionização e potencial de ionização.

Comentário: Neste item trabalhamos com o conceito de duas propriedades periódicas,


que devem identificadas segundo suas características de crescimento na Tabela
Periódica.

GABARITO: A

37
5. Dados os elementos químicos com seus símbolos e números atômicos:

I) Hidrogênio → H (Z = 1)
II) Oxigênio → O (Z = 8)
III) Sódio → Na (Z = 11)
IV) Enxofre → S (Z = 16)
V) Cálcio → Ca (Z = 20)

Unem-se por ligações covalentes, átomos de:


(A) H/O e H/Na
(B) O/Na e O/S
(C) Na/S e S/Ca
(D) S/H e S/O
(E) Ca/Na e Ca/H

Comentário: O tema central dessa questão são as características que permeiam o


conceito de ligação covalente que, de uma forma simples, podem ser estabelecidas
entre ametais ou entre um ametal e o hidrogênio.
GABARITO: D

38
Pesquisa

Caro aluno, agora que estudamos todos os principais assuntos relativos ao 3°


bimestre, é o momento de discutir um pouco sobre eles que se encontram
constantemente em nosso redor. Esta pesquisa deve ser realizada individualmente.
Vamos começar?
Neste bimestre trabalhamos sobre as características e organização dos
elementos químicos na Tabela Periódica e suas respectivas interações entre si. Por
isso, com as letras de seu nome, encontre dois símbolos de elementos químicos que
podem ser encontrados na Tabela Periódica. Escreva-os nas quadrículas abaixo.

Elemento 1 Elemento 2

Agora que você encontrou seus elementos químicos, responda as perguntas que se
seguem sobre eles:

I – Qual a família e período em que se encontram?


Elemento 1 -
R__________________________________________________________________
Elemento 2 -
R__________________________________________________________________

II – Classifique-os como sendo metal, ametal, gás nobre ou hidrogênio:

Elemento 1 -
R__________________________________________________________________
Elemento 2 -
R__________________________________________________________________

39
III – Qual deles possui maior raio atômico? Justifique sua resposta.
R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
IV – Se algum desses elementos se combinasse ao oxigênio (O), estabeleceriam uma
ligação do tipo iônica? Justifique sua resposta:

R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
Comentário: Caro Aplicador, as respostas desta atividade de pesquisa dependem da
escolha dos elementos químicos pelos alunos. Entretanto, de uma forma geral
podemos afirmar que, no item I, os estudantes deverão localizar a família, coluna
vertical, e o período, coluna horizontal, dos elementos escolhidos na Tabela Periódica.
O item II depende dessa localização, a partir dela poderemos inferir se, classificam-se
como metal, não metal, gás nobre ou a escolha foi o próprio hidrogênio. Já no item III,
é necessário comparar os elementos escolhidos segundo sua quantidade de níveis e
prótons e, de uma forma mais resumitiva, através das setas expressas na imagem
abaixo, para então definir qual dos elementos escolhidos possuem maior Raio
Atômico:

16
Relação entre Tabela Periódica e o Raio Atômico.

No último item, o IV, trabalhamos com o conceito de ligação iônica que se estabelece
entre metais e ametais, ou entre um metal e o hidrogênio. Como compararemos os
elementos escolhidos com o oxigênio (O), que é um ametal, para que se estabeleça
este tipo ligação com o oxigênio é preciso que um dos elementos escolhidos pelos
estudantes seja um metal. Caso contrário, a ligação que será estabelecida, será a
covalente.
16
Disponível em: <http://tosabendomais.com.br/userfiles/image/raio.jpg>. Acesso em: 17 ago. 2013.

40
Referências

[1] BRADY, Joel W.; RUSSELL, John W.; HOLUM, John R.. Química: a Matéria e Suas
Transformações, vol.1, 3ª. edição. Rio de Janeiro: LTC , 2006.
[2] FELTRE, Ricardo. Fundamentos de Química, vol. 1, 4ª.ed. São Paulo: Moderna,
2005.
[3] USBERCO, João; Salvador, Edgard. Química, vol. Único, 12ª.ed. São Paulo: Saraiva,
2006.
[4] LISBOA, Julio Cesar Foschini. Ser Protagonista – Química, vol. 1, 1ª. ed. São Paulo:
Sm, 2011.

41
Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Elaine Antunes Bobeda


Marco Antonio Malta Moure
Renata Nascimento dos Santos

42
Química
Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada – 04
1° Série | 4° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Química Ensino Médio 4° 1°

Habilidades Associadas
1. Distinguir, a partir do conceito de escala de eletronegatividade de Pauling, o caráter iônico e o
caráter covalente de uma ligação.
2. Compreender as interações intermoleculares (isto é, ligação de hidrogênio, interações dipolo-
dipolo, dipolo-induzido) e relacioná-las às propriedades físicas: ponto de fusão, ponto de
ebulição, solubilidade.
3. Representar as ligações covalentes, ressaltando a característica do carbono na formação de
cadeias em moléculas orgânicas.
Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-
os a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em
prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

2
Caro Tutor,
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 3° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 1ª Série
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um
mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, os alunos estudarão sobre as Substâncias segundo
sua composição e, portanto, por suas características. Na primeira parte desse caderno,
que se encontra em suas mãos, os alunos estudarão sobre o Caráter Iônico e Covalente
das Substâncias conforme a Escala de Eletronegatividade proposta por Linus Pauling. Na
segunda parte, os alunos poderão identificar o tipo de Interações Intermoleculares
existentes nas substâncias químicas. Ao final, compreenderão como se organizam uma
Estrutura Molecular, destacando algumas fórmulas estruturais de compostos orgânicos.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor.
Este documento apresenta 3 (três) aulas. As aulas podem ser compostas por uma
explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.

Um abraço e bom trabalho!


Equipe de Elaboração

3
Sumário

Introdução............................................................................................... 03
Objetivos Gerais ...................................................................................... 05
Materiais de Apoio Pedagógico.............................................................. 05
Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 06
Aula 01: Temos um caráter? .................................................................... 07
Aula 02: Vamos interagir? ........................................................................ 13
Aula 03: Cadeia?! Ligação?! ... Sim........................................................... 21
Avaliação................................................................................................. 31
Pesquisa................................................................................................... 35

Referências.............................................................................................. 36

4
Objetivos Gerais

Na 1ª série do Ensino Médio, o conteúdo mais abordado é o estudo dos


Átomos. E é nesse material que começaremos a nos aprofundar sobre esse tema.
Procuramos selecionar algumas das habilidades mais importantes, e também, as mais
abrangentes; possibilitando aos nossos alunos um suporte de conceitos que serão
necessários nos próximos módulos.
Destacamos por aqui, a necessidade de se compreender que toda a matéria é
constituída por átomos, que possuem características como o número atômico, de
massa, sua constituição e as diferenças existentes entre os átomos neutros e íons. Em
seguida, começamos a trabalhar com a organização eletrônica na eletrosfera
culminando na estrutura estabelecida pelo Diagrama de Linus Pauling. Ao final,
estabelecemos a relação entre essa configuração de elétrons com a organização da
Tabela Periódica.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

─ Orientações Pedagógicas – 4° Bimestre


Orientações
─ Recursos Digitais – 4° Bimestre
Pedagógicas do CM

5
Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo
sem o auxílio de um professor;
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3;
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual
ou em dupla;
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o;
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base;
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas
ATIVIDADES;
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

6
Aula 1: Temos um caráter!

Caro aluno, nesta aula iremos mais fundo sobre os estudos das Ligações
Químicas. Estudaremos o caráter existente sob as ligações químicas formadas. E para
isso, retornaremos a um velho conhecido nosso: Linus Pauling.

Linus Pauling1

Vamos rever os estudos desse velho amigo?

No final do Caderno anterior trabalhamos conceitos que envolvem a formação


de ligações químicas. E com ela, percebemos que os diferentes tipos de ligações
possuem características bem particulares. E por isso, quando falamos de um conjunto
iônico, estamos falando de um composto para o qual suas ligações são iônicas. Da
mesma forma, ao falar de um composto covalente, estamos mencionando um
composto para o qual sua ligação é do tipo covalente.

Linus Pauling relacionou o conceito de eletronegatividade ao caráter das


ligações químicas. Caráter?! Sim, porque notou-se que nenhuma ligação iônica é 100%
iônica e, por isso, o mais correto a denotar é em caráter iônico de uma ligação química;
o mesmo acontece com as ligações covalentes, que possuem um caráter covalente.

1
Disponível em: <http://www.biography.com/people/linus-pauling-9435195>. Acesso em: 19 out. 2013.

7
Esse cientista definiu eletronegatividade como o “poder de um átomo, numa
molécula, de atrair elétrons para si” e assim organizou o que chamamos de Escala de
Eletronegatividade de Pauling para os elementos representativos, pois possuía dados
experimentais somente desses elementos. Encontramos essa escala a seguir:

2
Escala de Eletronegatividade de Pauling

De um modo geral, é possível dizer que a ligação entre dois átomos em que a
diferença entre as eletronegatividades é menor ou igual a 1,7, seu caráter será
covalente. Assim, quando pensamos em uma ligação iônica, estamos querendo dizer
que é uma ligação entre dois átomos cuja diferença entre as eletronegatividades é
maior ou igual a 1,7. A escala abaixo resume essa ideia:

O cálculo dessa variação se dá pelo valor do elemento de maior


eletronegatividade e então diminuir do valor de menor eletronegatividade.

2
Disponível em: < http://200.156.70.12/sme/cursos/EQU/EQ20/modulo1/aula0/aula03/04.html>. Acesso em: 19 out. 2013.

8
Vamos pensar como esse raciocínio pode ser feito?

 HCℓ → ∆ = EMAIOR - EMENOR

∆ = 3,2 – 2,2 = 1,0 → Como esse resultado é menor que 1,7 seu
caráter é covalente.

 NaCℓ → ∆ = EMAIOR - EMENOR

∆ = 3,2 – 0,93 = 2,27 → Como esse resultado é maior que 1,7 seu
caráter é iônico.

 CO → ∆ = EMAIOR - EMENOR

∆ = 3,4 – 2,6 = 0,8 → Como esse resultado é menor que 1,7 seu
caráter é covalente.

Atividades Comentadas 1

1. Leia o texto abaixo.

A amônia ou amoníaco (NH3) é uma molécula formada por um átomo de nitrogênio ligado a
três de hidrogênio. É obtida por um processo famoso chamado Haber-Bosch que consiste em
reagir nitrogênio e hidrogênio em quantidades estequiométricas em elevada temperatura e
pressão. É a maneira de obtenção de amônia mais utilizada hoje em dia.

Disponível em: <http://www.infoescola.com/compostos-quimicos/amonia/>. Acesso em: 20 out. 2013. Fragmento.

O caráter dessa molécula é iônico ou covalente? JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA:


_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________

Vamos responder juntos?!

Para respondermos essa questão precisamos da tabela de eletronegatividade,


que está mais acima desse material. E nela, precisamos extrair os valores de
eletronegatividade do nitrogênio e do hidrogênio, que são, respectivamente, 3,0 e 2,2.

9
Isto, porque para indicarmos o caráter de uma ligação química basta realizar o
seguinte procedimento:
∆ = EMAIOR - EMENOR
∆ = 3,0 – 2,2 = 0,8
Como o resultado dessa variação é menor que 1,7, podemos afirmar que essa
molécula possui caráter covalente.

2. A variação de eletronegatividade segundo a escala de Pauling para o caráter iônico é


definido quando seu valor é:
(A) maior que 1,7.
(B) maior ou igual a 1,7.
(C) menor que 1,7.
(D) menor ou igual a 1,7.
(E) igual a 1,7.

Comentário: Como já descrito no texto do Caderno do Aluno, o caráter iônico é


definido quando a variação de eletronegatividade for maior que 1,7.
GABARITO: A

3. Analise as afirmativas a seguir, e indique (V) para as verdadeiras ou (F) para as


falsas:

( ) O caráter iônico ou covalente pode ser orientado pela Regra do Octeto;


( ) O caráter iônico pode ser definido pela variação de eletronegatividade maior que
2,0;
( ) Uma molécula possui um caráter iônico quando sua variação de
eletronegatividade for igual a zero;
( ) Uma molécula possui um caráter covalente quando sua variação de
eletronegatividade for menor que 1,7;
( ) O caráter covalente é indicado para moléculas cuja variação de eletronegatividade
é maior ou igual a 1,7.

10
Comentário: Para essa questão precisamos retomar alguns conceitos, já indicados
anteriormente para analisar cada uma das afirmativas propostas.
GABARITO: F - O caráter iônico ou covalente pode ser orientado pela variação de
eletronegatividade.
F - O caráter iônico pode ser definido pela variação de
eletronegatividade maior que 1,7.
F - Uma molécula possui um caráter iônico quando sua variação de
eletronegatividade for maior que 1,7.
V - Uma molécula possui um caráter covalente quando sua variação de
eletronegatividade for menor que 1,7.
F - O caráter covalente é indicado para moléculas cuja variação de
eletronegatividade é menor ou igual a 1,7.

4. O caráter de uma molécula pode ser definido em função da Escala de


Eletronegatividade proposta por Linus Pauling. Abaixo, encontram-se algumas
substâncias em que se pode definir seu caráter.

1 – HF 2 – KCℓ 3 – MgI2

A ordem crescente de caráter iônico é:


(A) 1, 2 e 3.
(B) 1, 3 e 2.
(C) 2, 1 e 3.
(D) 3, 1 e 2.
(E) 3, 2 e 1.

Comentário: Nesta questão é necessário localizar cada um desses elementos na Escala


de Eletronegatividade e então realizar o seguinte cálculo: ∆ = EMAIOR - EMENOR.
1 – HF → ∆ = EMAIOR - EMENOR → ∆ = 4,0 – 2,2 → ∆ = 1,8

11
2 – KCℓ → ∆ = EMAIOR - EMENOR → ∆ = 3,2 – 0,82 → ∆ = 2,38
3 – MgI2 → ∆ = EMAIOR - EMENOR → ∆ = 2,7 – 1,3 → ∆ = 1,4
Logo, 3 < 1 < 2.
GABARITO: D

5. Identifique, entre os compostos mencionados abaixo, aquele em que a variação de


eletronegatividade é igual à zero.
(A) BCℓ3.
(B) CsCℓ.
(C) Cℓ2.
(D) HCℓ.
(E) ICℓ.

Comentário: Essa questão é possível responder dizendo que a variação de


eletronegatividade será zero quando as eletronegatividades utilizadas no cálculo ∆ =
EMAIOR - EMENOR forem iguais. E, para isso, os elementos que formam o composto
analisado devem ser iguais.
GABARITO: C

12
Aula 2: Vamos Interagir?

É... Estudar Química, por vezes, cansa... Mas nada como um bom copo de água
gelada para reavivar as ideias! E, já que estamos entrando nessa questão de água,
será que um copo dessa substância possui apenas uma única molécula de água? Bem...
Claro que não! Mas como, então, essas moléculas se mantêm unidas?

Ah, isso é até fácil de explicar! Nós temos visto que os átomos necessitam se
ligar porque precisam se estabilizar, se tornar estável, não é isso?! Assim como esses
átomos se unem formando as ligações químicas, as moléculas se unem por meio das
ligações/forças/interações intermoleculares, sendo ligações/forças/interações que
ocorrem entre as moléculas. O físico holandês Van der Walls, indicou que existiriam
três tipos dessas forças intermoleculares e, cada uma delas que estudaremos a seguir.

Ligações Dipolo Induzido – Dipolo Induzido ou London

As interações denominadas dipolo induzido ou London ocorrem entre


moléculas apolares. Mas o que é apolar? De uma forma bem simples, podemos afirmar
que moléculas apolares são aquelas em que as ligações são estabelecidas entre
átomos com mesma eletronegatividade. E, como já vimos na Tabela de
Eletronegatividade proposta por Linus Pauling, cada um dos elementos químicos tem o
seu próprio valor de eletronegatividade, que é diferente um do outro. Então, para se
obter o mesmo valor de eletronegatividade provavelmente a molécula possui apenas
um tipo de elemento químico.

13
3
Interação do tipo Dipolo Induzido – Dipolo Induzido

Por essa imagem podemos perceber que esse tipo de interação se dá entre
moléculas apolares, cuja distribuição eletrônica se encontra inicialmente uniforme
(sem pólos). Porém, em certo momento, e por algum motivo, ocorre um acúmulo de
carga eletrônica em uma das extremidades da molécula; provocando dessa forma uma
polaridade instantânea. Assim, há formação de pólos parciais do tipo positivo e
negativo, gerando uma pequena força de atração entre essas moléculas, mantendo-as
reunidas. Devido a essa “pequena força de atração” é que podemos afirmar que essa
interação é a mais fraca que as outras que veremos mais a diante.

Gostaríamos de destacar que moléculas com átomos diferentes, e portanto,


com eletronegatividades diferentes, como o monóxido de carbono (CO) e o gás
metano (CH4), podem também ser do tipo apolares. Entretanto, para compreendermos
esse mecanismo, precisamos de outros conceitos que não dispomos por agora.

Ligações Dipolo – Dipolo ou Dipolo Permanente – Dipolo Permanente

Esse tipo de interação química ocorre, exclusivamente, entre moléculas


polares. Neste caso, as estruturas moleculares já possuem um acúmulo de carga

3
Disponível em: <http://whoknewindeed.wordpress.com/2011/07/17/influencias/>. Acesso em: 21 out. 2013. Adaptado para fins
didáticos.

14
eletrônica em uma das extremidades da molécula. Devido a isso, já conseguimos
identificar quem será o pólo positivo e o negativo. O pólo negativo se dará ao átomo
que possuir maior eletronegatividade, e o positivo no de menor eletronegatividade.

Interação do tipo Dipolo Permanente – Dipolo Permanente4

Nessa imagem, podemos perceber que as moléculas de ácido clorídrico (HCℓ),


por apresentarem um dipolo permanente, ou seja, um pólo de carga positiva e outro
de carga negativa, atraem-se mutuamente, de modo que o pólo positivo de uma
molécula atrai o pólo negativo de outra molécula e assim sucessivamente. E, como o
dipolo estabelecido é do tipo permanente, ou seja, é da própria molécula, não
havendo qualquer tipo de indução para gerá-lo, podemos afirmar que são bem mais
intensas que as interações de dipolo induzido.

Ligações de Hidrogênio

Essas ligações de hidrogênio também ocorrem entre moléculas polares.


Entretanto, é um caso especial, pois como o próprio nome dessa interação sugere, a
ligação ocorrerá entre um hidrogênio de uma molécula interagindo com um átomo de
alta eletronegatividade da outra molécula. Os átomos com valores de
eletronegatividades altos são: flúor (F), oxigênio (O) e nitrogênio (N).

4
Disponível em: <http://www.alunosonline.com.br/quimica/forcas-intermoleculares-ou-forcas-van-der-waals.html>. Acesso em:
21 out. 2013.

15
Ligação de Hidrogênio nas moléculas de Água.5

Ligação de Hidrogênio entre as moléculas de Ácido Fluorídrico.6

Ao visualizar esses exemplos, podemos identificar e ratificar que, para a


ocorrência desse tipo de interação, devemos possuir um hidrogênio (H) de uma
molécula interagindo intensamente e diretamente a um flúor (F), oxigênio (O) ou
nitrogênio (N) de outra molécula. E, por ser uma interação entre o hidrogênio e um
outro elemento com alta eletronegatividade podemos afirmar que esta é a ligação
intermolecular mais forte.

Forças intermoleculares e os Pontos de Fusão e Ebulição

Como já estudamos, podemos dizer que de uma forma geral as


interações intermoleculares são mais intensas que as outras, daí temos a seguinte
relação:

Ligação de Hidrogênio > Dipolo – Dipolo > London

5
Disponível em: <http://biotechoje.wordpress.com/author/biotechoje/>. Acesso em: 21 out. 2013.

Disponível em: <http://www.dbio.uevora.pt/jaraujo/biocel/agua.htm>. Acesso em: 21 out. 2013.

6
Disponível em: < http://interna.coceducacao.com.br/ebook/pages/3294.htm>. Acesso em: 21 out. 2013.

16
Sendo a ligação de hidrogênio mais intensa que a dipolo – dipolo que é mais
intensa que a dipolo induzido – dipolo induzido. Identificar o tipo de interação
existente entre as moléculas em análise nos auxilia a comparar os pontos de fusão e
ebulição, indicando as que possuem valores maiores ou menores de temperatura.

Ao compararmos substâncias diferentes devemos, primeiramente, analisar o


tipo de interação que possuem, pois quanto maior a sua força, mais difícil será romper
as interações intermoleculares e por isso maior será a temperatura de fusão e
ebulição. Com os exemplos já citados por aqui, podemos afirmar que o ácido clorídrico
(HCℓ) terá ponto de ebulição menor que a água (H2O), pois seus tipo de interação
molecular, é mais fraco que aquela que ocorre entre as moléculas da água, a ligação de
hidrogênio.

Caso as moléculas possuam o mesmo tipo de ligação entre suas moléculas,


precisaremos analisar o tamanho que elas possuem. Quanto maior for a molécula,
maior será sua temperatura de fusão e ebulição! Vamos comparar a substância de
ácido fluorídrico (HF) e a água (H2O) perceberemos que ambas interagem por ligação
de hidrogênio. Assim, é preciso verificar seus tamanhos para que então possamos
indicar aquela de maior temperatura de ebulição.

Vamos fazer isso então?

O HF possui apenas dois átomos em sua molécula e a água (H2O) três átomos, e
portanto, maior que o ácido. Com essa verificação podemos afirmar que a água
possuirá uma temperatura de ebulição maior que a do ácido fluorídrico. Constatamos
isso, verificando o ponto de ebulição do HF que é 19,5ºC e da água que é 100ºC.

Solubilidade e Ligações Intermoleculares

Em geral, a teoria eu envolve o princípio de solubilização é bem simples. Essa


teoria indica que “semelhante dissolve semelhante”, pois as substâncias polares
tendem a dissolver outras substâncias polares e, as substâncias apolares tendem a
dissolver substâncias apolares.

17
Água e óleo7

Nessa imagem, podemos perceber que a água e o óleo não se dissolvem, isso
porque suas interações são diferentes. A água já sabemos que é polar, e mesmo não
sabendo a polaridade do óleo, podemos afirmar que o óleo é apolar. Pois, segundo a
teoria “semelhante dissolve semelhante” se o óleo fosse polar, como água, eles se
dissolveriam entre si.

Atividades Comentadas 2

1. (FEeVale/1-2001) O CO2 é de importância crucial em vários processos que se


desenvolvem na Terra, participando, por exemplo, da fotossíntese, fonte de carbono
para formação da matéria que compõe as plantas terrestres e marinhas.
Sabendo que a molécula de CO2 é apolar, podemos afirmar que as forças
intermoleculares que unem as moléculas de CO2 são do tipo:
(A) iônico;
(B) ponte de hidrogênio.
(C) forças dipolo-dipolo;
(D) forças de London;
(E) forças dipolo-permanente.

Vamos responder juntos?!

7
Disponível em: <http://umaquimicairresistivel.blogspot.com.br/2011/04/oleo-e-agua-nao-ha-conversa-possivel.html>. Acesso
em: 21 out. 2013.

18
Como a própria questão mencionou, o gás carbônico (CO2) é uma molécula
apolar. Assim, dentre aquelas interações que estudamos só há uma que ocorre com
moléculas apolares que é a dipolo induzido – dipolo induzido, também denominada de
London.
Portanto, o gabarito para essa questão é a letra D.

2. (UFC-2007 - Adaptada) As forças intermoleculares são responsáveis por várias


propriedades físicas e químicas das moléculas, como, por exemplo, a temperatura de
fusão. Considere as moléculas de F2, Cℓ2 e Br2.
Quais as principais forças intermoleculares presentes nessas espécies? JUSTIFIQUE SUA
RESPOSTA:
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

Comentário: Todas as moléculas apresentadas são formadas por um único elemento


químico e por isso são apolares. A ligação intermolecular que ocorre entre moléculas
apolares é a dipolo induzido – dipolo induzido, também denominada, London.
GABARITO: Dipolo induzido – dipolo induzido, também chamada de London, por que
as moléculas F2, Cℓ2 e Br2 são apolares.

3. O líquido X possui ponto de ebulição a 36 0C e o Y, 110 0C.


Qual o possível tipo de interação intermolecular existente entre suas moléculas?
(A) X – dipolo – dipolo; Y – dipolo induzido – dipolo induzido.
(B) X – dipolo – dipolo; Y – ligação de hidrogênio.
(C) X - dipolo induzido – dipolo induzido; Y – London.
(D) X – ligação de hidrogênio; Y – dipolo – dipolo.
(E) X – ligação de hidrogênio; Y – London.

19
Comentário: Como a temperatura de ebulição do líquido X é menor que a do Y, sua
interação intermolecular será mais fraca que a do Y. Para facilitar a comparação entre
os tipos de interações, temos: Ligação de Hidrogênio > Dipolo – Dipolo > London.
GABARITO: B

4. Sabendo que a água possui por fórmula H2O, que tipo de ligações ocorrem entre
suas moléculas?
(A) dipolo – dipolo;
(B) ligação de hidrogênio;
(C) dipolo induzido – dipolo induzido;
(D) London;
(E) apolar.

Comentário: As moléculas da água interagem da seguinte forma: o hidrogênio de uma


molécula estabelece uma ligação intermolecular com o oxigênio da outra. Sendo esse
oxigênio um dos elementos mais eletronegativos, podemos afirmar que a interação
entre ele e o hidrogênio se dá por meio de Ligações de Hidrogênio.
GABARITO: B

5. (FGV-2005) O conhecimento das estruturas das moléculas é um assunto bastante


relevante, já que as formas das moléculas determinam propriedades das substâncias
como odor, sabor, coloração e solubilidade. As figuras apresentam as estruturas das
moléculas CO2, H2O, NH3,
CH4, H2S e PH3.

20
Quanto às forças intermoleculares, a molécula que forma ligações de hidrogênio com a
água é:
(A) H2S.
(B) CH4.
(C) NH3.
(D) PH3.
(E) CO2.

Comentário: As ligações de hidrogênio ocorrem entre o hidrogênio de uma molécula e


um outro elemento de alta eletronegatividade.
GABARITO: C

Aula 3: Cadeia?! Ligação?!... Sim.

Até agora estudamos as características referentes aos diferentes tipos de


ligações químicas, estabelecidos entre os diversos tipos de elementos presentes na
Tabela Periódica, bem como seu caráter por meio da escala de eletronegatividade de
Pauling. Entretanto, para prosseguirmos, precisaremos retomar um pouco sobre as
características das ligações covalentes.

Vamos relembrar?

A ligação covalente realiza-se por meio de uma de um compartilhamento de


elétrons existentes na camada de valência. Não há, neste tipo de ligação, a formação
de cargas, sejam positivas ou negativas, pois os átomos que se unem por esse tipo de
ligação não doam ou recebem elétrons.

Mas, como os átomos que se estabilizam por meio desta ligação possuem
grande tendência a receber elétrons, e, não havendo qualquer outro que doe os
elétrons que tanto necessitam, se ligam, portanto, compartilhando os elétrons que
possuem em sua última camada. Os átomos que se utilizam deste tipo de ligação para

21
atingirem ao octeto são classificados, segundo a Tabela Periódica, como ametais. Vale
lembrar também que há àqueles que, por vezes, fazem papel de ametal, como o
hidrogênio e por isso também estabelecer ligação covalente. Assim, é possível concluir
que essa ligação será estabelecida entre ametais ou, entre um ametal e hidrogênio.

Para que possamos entender como moléculas são formadas por meio deste
tipo de ligação, precisamos realizar alguns passos. Utilizaremos os exemplos abaixo
para demonstrá-los.

a) Ligação entre o cloro (Cℓ) e o oxigênio (O).

1º PASSO → Vamos identificar a quantidade de elétrons que cada átomo possui em


sua valência. Lembre-se que já vimos que isto é possível por meio da localização de sua
família na Tabela periódica.

Cℓ (cloro) → 7A → 7é em sua valência → recebe 1 é → ametal;

O (oxigênio) → 6A → 6é em sua valência → recebe 2é → ametal.

2º PASSO → Precisamos desenvolver a Fórmula Eletrônica, que também é chamada de


Fórmula de Lewis. Nela encontramos os elétrons da valência ao redor do símbolo do
elemento químico que estamos representando na ligação e o envolvimento dos
elétrons que são utilizados para o estabelecimento da ligação covalente.

Ah! Utilizaremos o “x” para representar esses elétrons.

A princípio escrevemos apenas um elemento de cada, ou seja, apenas um


átomo de cloro e um oxigênio, ligando-os envolvendo seus elétrons.

22
Por aqui, percebemos que por meio desta ligação o cloro que precisava
compartilhar 1 elétron somente, o fez. Porém, o oxigênio que precisava compartilhar 2
elétrons, compartilhou apenas 1 elétron. Portanto, o oxigênio necessita compartilhar
mais 1 elétron, ou seja, estabelecer mais uma ligação, porém, agora, com um outro
átomo de cloro, pois o que escrevemos já atingiu sua estabilidade. Ficando sua
Fórmula Eletrônica...

Com essa Fórmula Eletrônica percebemos que ao escrevermos 1 átomo de


cloro se ligando a 1 átomo de oxigênio somente o átomo de cloro se estabiliza
adquirindo, 8 elétrons; o oxigênio não, pois ainda falta 1 elétron para se estabilizar
(possuía 6é na valência, compartilhou 1é, ficou com 7é). Para que o oxigênio seja
estabilizado, lançamos mãos de mais um átomo de cloro, assim, tanto o oxigênio
quanto novo cloro ficarão com o octeto completo.

3º PASSO → A partir dessa Fórmula eletrônica é possível escrever o que denominamos


de Fórmula Estrutural cuja função é simplesmente mostrar como é a estrutura da
molécula constituída. Nesse tipo de fórmula destacamos somente as ligações
estabelecidas entre os átomos ligados por meio de traços. Assim, temos.

OBS.: Precisamos destacar que nessa Fórmula Estrutural não nos preocupamos com os
ângulos formados entre as ligações.

4º PASSO → Após construirmos a Fórmula Estrutural é possível, a partir dela, escrever


a Fórmula Molecular, também denominada de Composto Molecular. Nela, indicamos
as quantidades de cada um dos átomos que aparecem na formação do composto.
Para este exemplo, estabelecemos ligações entre os átomos de oxigênio (O) e
cloro (Cℓ). E, para que ambos atingissem o octeto foi necessário 1 átomo de oxigênio e
dois de cloro. Essa proporção gera a Fórmula Molecular O1Cℓ2, ou seja, OCℓ2.

23
Agora, vamos fazer mais 1 exemplo para que possamos entender melhor esse assunto.

b) Ligação entre nitrogênio (N) e hidrogênio (H).

1º PASSO → Vamos identificar a quantidade de elétrons que cada átomo possui em


sua valência.

N → 5A → 5é em sei nível de valência → recebe 3 é → ametal;

H → 1A → 1é em sua valência → recebe apenas 1é (exceção ao octeto) → faz


papel de ametal.

2º PASSO → Precisamos desenvolver a Fórmula Eletrônica, que também é chamada de


Fórmula de Lewis.

Inicialmente escrevemos apenas um elemento de cada, ou seja, apenas um


átomo de nitrogênio e um hidrogênio, ligando-os envolvendo seus elétrons.

Assim, podemos perceber que o nitrogênio ao compartilhar apenas 1 elétron,


não atingiu o octeto, ficando com apenas 6 elétrons e por isso precisando compartilhar
outros 2 elétrons. Já o hidrogênio se estabilizou com apenas 2 elétrons. Portanto, para
ainda estabilizar o nitrogênio podemos escrever outros dois hidrogênios, pois cada um
deles compartilha somente 1 elétron. Ao estabelecer essas ligações, sua Fórmula
Eletrônica pode ser escrita da seguinte maneira:

24
3º PASSO → Escrever a Fórmula Estrutural a partir da Fórmula Eletrônica:

4º PASSO → Desenvolver a Fórmula Molecular a partir das ligações entre os átomos,


que, para este caso, é N1H3, ou seja, NH3.

Apesar dessas “regras” valerem para grande parte das


substâncias que compõem nosso Planeta. No século XVIII, alguns cientistas começaram
a perceber que todos os compostos denominados orgânicos continham o elemento
químico carbono. A partir de então, esses e outros cientistas começaram a perceber
que existe esse único elemento possuía características bem diferentes dos demais. Em
seus estudos, o átomo de carbono apresentava certas particularidades que o tornam
diferente dos demais elementos químicos.

Já na segunda metade do século XIX, o cientista alemão Kekulé percebeu em


meio de seus experimentos que o átomo de carbono tem uma capacidade
extraordinária de se ligar a outros átomos, inclusive a outros átomos de carbono,
formando encadeamentos ou cadeias das mais variadas disposições. Essas cadeias
constituem a base das moléculas denominadas orgânicas.

25
Selo postal com a imagem de Kekulé.8

O termo Química Orgânica proposto, em 1858, por esse cientista indica que
essa área da química focará seus estudos em compostos formados por carbonos. E,
sabendo que carbonos se ligarão a outros carbonos para formar esses compostos
orgânicos, podemos então afirmar que a ligação química estabelecida entre seus
átomos será do tipo covalente, cujos elétrons serão compartilhados.

Encontrado no petróleo e no gás natural, o gás etano é bom exemplo para


entendermos como as ligações covalentes estão em estruturas orgânicas. Nesse gás
encontramos dois carbonos ligados entre si e cada um deles ligados a hidrogênios,
como representado na imagem a seguir.

Nessa imagem podemos perceber, de uma forma bem simplista, que o carbono
que se encontra na família 4A da Tabela Periódica, possui 4 elétrons em sua camada de
valência e portanto precisa compartilhar mais 4 elétrons para que seu octeto esteja

8
Disponível em: <http://www.agracadaquimica.com.br/index.php?&ds=1&acao=quimica/ms2&i=9&id=428>. Acesso em: 21 out.
2013.

26
completo e assim adquira estabilidade. E o hidrogênio, que se encontra na família 1A
da Tabela Periódica, possui 1 único elétron em sua última camada, se estabilizando
apenas com 2 elétrons, portanto, compartilhando apenas mais 1 elétron.

A partir dessas características, é possível definir que o carbono é tetravalente,


ou seja, precisa estabelecer 4 ligações para que atinja sua configuração estável.
Enquanto que o hidrogênio precisa realizar apenas 1 ligação para que se estabilize.

Apesar de existirem outros elementos químicos que se encadeiam, como, o


enxofre (S) e o fósforo (P), nenhum deles consegue formar cadeias tão longas, variadas
e estáveis como o carbono. E, é por isso que esse elemento é capaz de formar um
número enorme de compostos.

Atividades Comentadas 3

1. (UCBA) O modelo abaixo serve para representar as ligações covalentes na molécula


de:

(A) HF.
(B) N2.
(C) O2.
(D) F2.
(E) H2.

Vamos responder juntos?!

Para responder esta questão, analisar cada uma das respostas propostas.
Vamos a letra A, nela temos uma molécula com 1 átomo de hidrogênio que por estar

27
na família 1A e fazer 1 ligação somente, pois se estabelece com 2 elétrons em sua
valência. As Fórmulas Eletrônica e a Estrutural estão abaixo:

Por meio dessas fórmulas podemos concluir que o HF não representa o modelo
indicado na questão.
Já na letra B, encontramos uma molécula com 2 átomos de nitrogênio, que se
encontram na família 5A, precisando fazer 3 ligações, cada um, para atingir o octeto.
Suas Fórmulas Eletrônica e estrutural se encontram a seguir.

Assim, segundo a representação da estrutura do N2, podemos concluir que o


modelo da questão é bem semelhante à Fórmula Estrutural dessa molécula. Logo, o
gabarito para esse item é a letra B.

2. Considerando suas posições na tabela periódica, o hidrogênio (H) e o oxigênio (O)


devem formar o composto de fórmula:
(A) HO.
(B) HO2.
(C) H2O.
(D) H2O3.
(E) H3O2.

Comentário: Esse item trabalha com construção de ligações e, por consequência, de


fórmula molecular através de dados que podem ser fornecidos pela tabela periódica.

28
H (hidrogênio) → 1A→ 1é em sua valência→ recebe 1é (exceção ao octeto)→ papel de
ametal;
O (oxigênio) → 6A → 6é em sua valência → recebe 2é → ametal.

GABARITO: B

3. Um composto é orgânico quando:


(A) deriva dos seres vivos;
(B) deriva dos vegetais;
(C) possui carbono em sua molécula;
(D) possui ligações apolares;
(E) possui obrigatoriamente carbono e nitrogênio em sua molécula.

Comentário: Essa questão trabalha com o objeto de estudo da química orgânica.


GABARITO: C

4. Observe a estrutura orgânica abaixo.

Agora, responda os itens que se seguem:


I – Qual a fórmula molecular desse composto?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

29
II – Todos os carbonos dessa estrutura estão com sua tetravalência completa?
JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA:
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

III – A ligação química que ocorre entre os átomos desse composto é do tipo:
(A) apolar;
(B) covalente;
(C) diamagnética;
(D) iônica;
(E) metálica.

Comentário: I – Para escrever a fórmula molecular do composto orgânico do item


basta identificar quais elementos aparecem e suas respectivas quantidades;
GABARITO: C9H20 .

II – Nesse item precisaríamos entender o conceito que envolve a


”tetravalência”, que se encontra no texto deste caderno;
GABARITO: Sim, pois todos os carbonos desse composto estabelecem suas quatro
ligações covalentes.

III – Os elementos que compõem esse composto são carbono e


hidrogênio, ou seja, há um hidrogênio que se liga a um ametal, que é característico de
uma ligação covalente;
GABARITO: B

30
Avaliação

Caro, Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as


turmas que estão utilizando este material:

1° Possibilidade:
As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a
seguinte pontuação:
 Saerjinho: 2 pontos;
 Avaliação: 5 pontos;
 Pesquisa: 3 pontos.

As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a


participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como
uma das três notas. Neste caso teríamos:
 Participação: 2 pontos;
 Avaliação: 5 pontos;
 Pesquisa: 3 pontos.

A seguir, a Avaliação comentada!

1. (UFSE-SE) Na seguinte estrutura estão representadas moléculas de água unidas


entre
si por ligações:

31
(A) covalentes;
(B) iônicas;
(C) por ligações de hidrogênio;
(D) por ligações de oxigênio;
(E) peptídicas.

Comentário: A interação existente ocorre entre o hidrogênio de uma molécula e o


elemento mais eletronegativo de outra.
GABARITO: C

2. A química orgânica estuda compostos que tem por base o


(A) carbono;
(B) enxofre;
(C) hidrogênio;
(D) nitrogênio;
(E) oxigênio.

Comentário: A química orgânica também é chamada de química do carbono.


GABARITO: A

3. Leia o texto abaixo.

Gás extremamente tóxico e de odor irritante, foi descoberto em 1774, pelo alemão-
sueco Carl Wilhelm Scheele. [...] No estado puro, na sua forma biatômica (Cℓ2) e em
condições normais de temperatura e pressão, é um gás de coloração amarelo
esverdeada, sendo duas vezes e meia mais pesado que o ar. É abundante na natureza
e é um elemento químico essencial para muitas formas de vida.

Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Cloro>. Acesso em 20 out. 2013.


Fragmento.

32
A partir da Escala de Pauling de Eletronegatividade é possível afirmar que, essa
substância possui o mesmo caráter que o composto:
(A) CaCℓ2.
DADOS:
(B) HCℓ. Eletronegatividade
Br = 3,0 | Ca = 1,3 | Cℓ = 3,2 | H = 2,2
(C) K2O. K = 0,82 | Mg = 1,3 | O = 3,4
(D) KBr.
(E) MgBr2.

Comentário: Nesta questão trabalhamos com os conceitos de caráter iônico ou


covalente. O Cℓ2, mencionado no texto, possui valor de variação de eletronegatividade
igual a ZERO (∆ = EMAIOR - EMENOR → ∆ = 3,2 – 3,2 = 0) cujo caráter é covalente.
Para encontrar, entre as opções, o composto também possui caráter covalente basta
realizar a operação ∆ = EMAIOR - EMENOR.
GABARITO: B

4. Um estudante ao interagir corretamente átomos de carbono (C) e hidrogênio (H)


por meio de ligações químicas chegou à fórmula estrutural:
(A) C – H (B) H – C – H

(C) (D)

(E)

Comentário: O carbono por estar na família 4A e então possui 4 elétrons em sua


camada de valência, segundo a Regra do Octeto precisa realizar 4 ligações. O
hidrogênio está na família 1A, com 1 elétron em sua valência, e por ser uma exceção

33
ao octeto, se estabiliza com apenas 1 ligação. Ao interagirem por meio de ligação
covalente, o carbono precisará de 4 átomos de hidrogênio para se estabilizar.
GABARITO: D

5. O ácido sulfídrico (H2S) em sua forma gasosa forma-se a partir da putrefação natural
de compostos de origem orgânica que apresentam o elemento químico enxofre em
sua composição. Sua fórmula estrutural está abaixo.

Sabe-se que a eletronegatividade do hidrogênio é igual a 2,2 e a do enxofre igual a 2,6.


Qual o caráter e o tipo de interação intermolecular existente nesse gás sulfídrico?
(A) Caráter covalente e Dipolo Permanente;
(B) Caráter covalente e Ligação de Hidrogênio;
(C) Caráter iônico e Dipolo Induzido;
(D) Caráter iônico e Dipolo Permanente;
(E) Caráter iônico e Ligação de Hidrogênio.

Comentário: O ácido sulfídrico é polar, portanto, a ligação intermolecular estabelecida


é do tipo dipolo permanente. Já o caráter é definido pelo cálculo ∆ = EMAIOR - EMENOR →
∆ = 2,6 – 2,2 = 0,4; como esse resultado é menor que 1,7 o caráter é covalente.
GABARITO: A

34
Pesquisa

Caro aluno, por agora terminamos com os tópicos relacionado a esse 4º


bimestre e portanto, é o momento de trabalharmos um pouco mais sobre esses
pontos associando-os ao nosso cotidiano. Esta pesquisa deve ser realizada
individualmente. Ânimo, e boa pesquisa!
Em uma folha de papel almaço e manuscrito escreva um texto indicando onde
encontramos as substâncias abaixo. No corpo desse texto, escreva sobre o caráter e
tipo de interação molecular existente entre cada uma de suas moléculas. Não se
esqueça de associar essas informações com o motivo pelo qual, as substâncias são
utilizadas e/ou identificadas em nosso cotidiano.

As substâncias são: o Ácido Bromídrico (HBr) e o Dióxido de Enxofre (SO2).

Comentário: Caro Aplicador, esta atividade de pesquisa depende do material


consultado de nosso estudante. Estimule a escrita das informações e associações
pedidas, deixando claro que cópias integrais de websites e/ou bibliografias não serão
aceitas, pois não estimulam o senso crítico e não ampliam as estruturas de
conhecimento.

35
Referências

[1] BRADY, Joel W.; RUSSELL, John W.; HOLUM, John R.. Química: a Matéria e Suas
Transformações, vol.1, 3ª. edição. Rio de Janeiro: LTC , 2006.

[2] FELTRE, Ricardo. Fundamentos de Química, vol. 1, 4ª.ed. São Paulo: Moderna,
2005.

[3] USBERCO, João; Salvador, Edgard. Química, vol. Único, 12ª.ed. São Paulo: Saraiva,
2006.

[4] LISBOA, Julio Cesar Foschini. Ser Protagonista – Química, vol. 1, 1ª. ed. São Paulo:
Sm, 2011.

36
Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Elaine Antunes Bobeda


Marco Antonio Malta Moure
Renata Nascimento dos Santos

37
Química
Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada – 01
2ª Série | 1° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Química Ensino Médio 1° 2ª
Habilidades Associadas
1. Conceituar ácido e base, segundo Arrhenius;
2. Nomear os principais ácidos inorgânicos (isto é: H2SO, HCl, HF, HNO3 , H3PO4 ,
H2CO3 , H2S, HCN) e orgânicos (isto é: ácido fórmico e acético) e sua aplicabilidade;
3. Nomear as principais bases inorgânicas (isto é: NaOH, KOH, Mg(OH)2 , Ca(OH)2 ,
Al(OH)3 , NH4OH) e sua aplicabilidade;
4. Identificar acidez e basicidade a partir da escala pH e com o uso dos indicadores;
5. Equacionar as reações de neutralizações entre ácidos e bases;
6. Nomear os principais sais inorgânicos e orgânicos oriundos da neutralização dos
ácidos e bases supracitados e suas aplicações;
7. Formular e nomear os principais óxidos (CO, CO2, NOx, SOx, CaO) que dão origem
aos ácidos e bases supracitados;
8. Compreender contribuição dos óxidos para a formação da chuva ácida e suas
consequências ambientais
Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar suas
competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa a ter maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

2
Caro Tutor,
Neste caderno você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 1° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 2ª Série
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um
mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, os alunos vão aprender que as substâncias
químicas podem ser agrupadas em dois grandes grupos: as orgânicas (são as que
contêm o carbono) e as inorgânicas ou minerais (são as formadas pelos demais
elementos químicos). Vão conhecer quatro importantes funções inorgânicas – os ácidos,
as bases, os sais e os óxidos – e compreender como este assunto está relacionado à
nossa vida.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor.
Este documento apresenta 05 (cinco) Aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar
a aprendizagem propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.

Um abraço e bom trabalho!


Equipe de Elaboração

3
Sumário

Introdução ............................................................................................... 03
Objetivos Gerais ...................................................................................... 05
Materiais de Apoio Pedagógico .............................................................. 05
Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 06
Aula 1: Definição de Ácido e Base segundo Arrhenius .......................... 07
Aula 2: A Medida do Caráter Ácido e Básico .......................................... 15
Aula 3: Conhecendo os Sais e os Óxidos................................................. 18
Avaliação ................................................................................................ 25
Pesquisa ................................................................................................... 29
Referências ........................................................................................... 30

4
Objetivos Gerais

Na 2ª série do Ensino Médio o conteúdo mais abordado é o Comportamento químico


das substâncias – Ácidos, Bases, Sais e Óxidos. Para atingir tal objetivo, vamos, inicialmente,
trabalhar os conceitos de ácido e base segundo Arrhenius, apresentar os principais ácidos e
bases e suas aplicabilidades no cotidiano. Em seguida, identificar a medida do caráter ácido e
básico a partir da escala de pH, ressaltando a importância da utilização dos indicadores no
nosso dia a dia. Encerraremos este caderno de atividades com os conceitos de sal e óxido,
apresentando a reação de neutralização responsável pela formação dos sais, bem como
nomear os principais sais e óxidos e suas características e aplicações.

Materiais de Apoio Pedagógico


No portal eletrônico Conexão Professor é possível encontrar alguns materiais
que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

Teleaulas Orientações Metodológicas

32 Esta habilidade pode ser desenvolvida em


conjunto com a próxima habilidade. Com a
36 teleaula 32, o professor pode iniciar os estudos
38 e, à medida que novos exemplos de ácidos vão
surgindo, apresentar as demais teleaulas;

Na teleaula 43 são apresentados os


indicadores ácido-base;
43

A teleaula 34 apresenta a fabricação do adubo,


com destaque para o nitrato de amônio. A
34 reação que dá origem a esse sal pode ilustrar
como ocorre uma reação de neutralização
entre ácidos e bases.

5
Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo
sem o auxílio de um professor;
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3;
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual
ou em dupla;
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o;
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base;
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas
ATIVIDADES;
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

6
Aula 1: Definição de Ácido e Base segundo Arrhenius .

Caro tutor, nesta atividade o aluno irá conhecer o Comportamento químico das
substâncias ácido e base, segundo a Teoria de Arrhenius e vai aprender, também, suas
características mais relevantes, assim como suas aplicabilidades no cotidiano.

Svante August Arrhenius nasceu em 19 de fevereiro de


1859 na Suécia. Foi um importante químico, físico e
matemático. Arrhenius realizou numerosas
experiências com a passagem de corrente elétrica
através de solução aquosa, e formulou a hipótese de
que algumas substâncias continham partículas
carregadas, os íons. De acordo com sua teoria,
determinadas substâncias, quando dissolvidas em meio
aquoso, sofriam separação de íons preexistentes, o que
tornava a substância condutora de eletricidade. Em
1903, recebeu o Prêmio Nobel de Química por seu
extraordinário serviço prestado à tecnologia e à
química.

Disponível em: < http://philosopedia.org/index.php/Svante_Arrhenius >. Acesso em: 18 jul. 2013.

1. ÁCIDOS

O sabor azedo, facilmente identificado em frutas cítricas, como limão, laranja


e maçã é uma característica marcante dos ácidos (a palavra “ácido” é
proveniente do latim acidus - azedo, picante). De um modo geral, os ácidos são
tóxicos e corrosivos, portanto deve-se evitar contato com a pele, ingeri-los ou
respirá-los.

De acordo com Arrhenius são substâncias que, em água, sofrem ionização


(fenômeno em que ocorre formação de íons a partir da quebra das ligações covalentes
das substâncias moleculares), produzindo como cátion (íon positivo) exclusivamente o
íon H+.

HxA + H2O → x H+(aq) + A-x(aq)

Exemplo: HCℓ + H2O  H+(aq) + Cℓ-(aq)

7
PRINCIPAIS ÁCIDOS E SUAS APLICAÇÕES

Ácido Sulfúrico – H2SO4

É usado na produção de superfosfatos para a


agricultura, na produção de compostos orgânicos
(plásticos, detergentes, etc.), no refino do petróleo,
em baterias de automóveis, etc.

Disponível em: <


http://quimicaescolar.blogspot.com.br/p/
material-para-o-1abcdef.html >. Acesso
em: 20 jul. 2013.
Ácido Clorídrico – HCℓ

A solução aquosa impura é denominada de ácido


muriático, que é usado na limpeza de pisos e paredes de
pedra. O ácido clorídrico é um dos componentes do suco
gástrico existente no estômago. Disponível em: <
http://www.brasilescola.com/quimica/Aci
do-cloridrico.htm>. Acesso em: 20 jul.
2013.

Ácido Nítrico – HNO3

À temperatura ambiente é um líquido incolor e


fumegante (volátil). Ataca com violência os tecidos
animais e vegetais, produzindo manchas amareladas
na pele. Seu manuseio, portanto, requer muito
cuidado, pois seus vapores são muito tóxicos. Uma
Disponível em: <
das mais importantes aplicações do ácido nítrico
http://www.mundoeducacao.com.br/quimi
ca/acido-nitrico.htm>. Acesso em: 20 jul. relaciona-se à fabricação de explosivos (TNT,
2013.
nitroglicerina). Durante a ocorrência de chuvas
acompanhadas de relâmpagos, mesmo em ambientes
não poluídos, o ácido nítrico pode formar-se,
constituindo um tipo de chuva ácida.

Ácido Carbônico – H2CO3

É o ácido das águas minerais gaseificadas e dos


refrigerantes. Forma-se na reação do dióxido de
carbono com a água:
Disponível em: <
http://quimicaodavida.blogspot.com.br/p/c
uriosidades-quimica-no-nosso-
cotidiano_24.html>. Acesso em: 20 jul.
2013.

8
Ácido Fluorídrico – HF

Esse ácido possui a capacidade de corroer vidros, por isso é


utilizado na gravação de vidros e cristais.

Disponível em: < http://poder-


das-ervas.blogspot.com.br/2012/05/ervas-
i.html>. Acesso em: 21 jul. 2013.
Ácido Cianídrico – HCN

É o nome com que se indica uma solução aquosa do gás


cianídrico, que é incolor, com cheiro característico de
amêndoas amargas. Por ser muito venenoso, esse gás é
utilizado nas execuções em câmara de gás. As folhas de
mandioca, apesar de venenosas, podem ser utilizadas como
Disponível em: < alimento para o gado. Quando deixadas ao sol, liberam o gás
http://rn.quebarato.com.br/natal/curso-de- cianídrico tornando se, assim, apropriadas para o consumo.
corrosao-e-gravacao-quimica-artesanal-em-
vidros-novo__51E25E.html>. Acesso em: 20
jul. 2013.

Ácido Sulfídrico – H2S

É um gás venenoso, incolor, formado na putrefação de


substâncias orgânicas naturais que contenham enxofre, sendo
responsável em grande parte pelo cheiro de ovo podre. Ao
pressentirem o perigo, certos animais, como o gambá e a
maritaca, liberam uma mistura de substâncias de odor Disponível em: <
desagradável, entre as quais o H2S. http://www.saudeanimal.com.br/gamba.htm>.
Acesso em: 21 jul. 2013.

2. BASES

As bases apresentam como principal característica o sabor amargo ou cáustico


(adstringente – que “amarra” a boca), assim como nos ácidos não devemos utilizar
esse critério para reconhecê-las, pois é um procedimento perigoso e pode ser letal,
visto que existem muitas bases fracas e inofensivas no nosso cotidiano, dentre as
muitas podemos citar o sabonete. Por outro lado, existem também bases fortes e

9
corrosivas tanto quanto os ácidos, como por exemplo: hidróxido de sódio utilizado em
produtos para desentupir encanamentos.

De acordo com a definição de Arrhenius, são substâncias que, em água, sofrem


dissociação (fenômeno em que ocorre a separação dos íons presentes no composto
iônico), liberando como único ânion (íon negativo) o OH- (hidroxila) e um cátion.

C(OH)x + H2O → Cx+(aq) + x OH-(aq)

Exemplo: NaOH + H2O → Na+(aq) + OH-(aq)

PRINCIPAIS BASES E SUAS APLICAÇÕES

Hidróxido de Sódio – NaOH

É conhecido por soda cáustica, cujo termo: “cáustica”


significa que pode corroer ou, de qualquer modo, destruir os
tecidos vivos. É um sólido branco, cristalino e higroscópico, ou
seja, tem a propriedade de absorver água. Por isso, quando
exposto ao meio ambiente, ele se transforma, após certo tempo,
em um líquido incolor. Quando preparamos soluções
concentradas dessa base, elas devem ser conservadas em frascos
plásticos, pois lentamente reagem com o vidro. Tais soluções
Disponível em: <
http://pt.wikipedia.org/wiki/ também reagem com óleos e gorduras e, por isso, são muito
Hidr%C3%B3xido_de_s%C3%
B3dio>. Acesso em: 21 jul.
utilizadas na fabricação de sabão e de produtos para desentupir
2013.
pias e ralos.

Hidróxido de Cálcio – Ca(OH)2

É conhecido como cal hidratada, cal extinta ou cal apagada. Nas


condições ambientes é um sólido branco, pouco solúvel em água. Sua
solução aquosa é chamada água de cal, e a suspensão de Ca(OH)2 é Disponível em: <
http://azarius.pt/smartshop/herb
chamada leite de cal. É utilizado nas pinturas a cal (caiação) e na s/dried_herbs/lime_edible/>.
Acesso em: 21 jul. 2013.
preparação de argamassa.

10
Hidróxido de Potássio – KOH
Conhecida como potassa cáustica, é usada para
alvejamento, na fabricação de sabões moles e no
processamento de vários alimentos.
Disponível em: <
http://basesquimicas.blogspot.c
om.br/2010_05_01_archive.htm
l>. Acesso em: 21 jul. 2013.

Hidróxido de Magnésio – Mg(OH)2

É um sólido branco, pouco solúvel em água.


Quando disperso em água, a uma concentração de
aproximadamente 7% em massa, o hidróxido de
Disponível em:
magnésio origina um líquido branco e espesso que
http://www.soq.com.br/conteudo
s/ef/funcaoquimica/p2.php>.
contém partículas sólidas misturadas à água.
Acesso em: 21 jul. 2013.
A esse líquido damos o nome de suspensão, sendo conhecido, também, por
leite de magnésia, cuja principal aplicação consiste no uso como antiácido e laxante.

Hidróxido de Alumínio – Aℓ(OH)3


É muito usado em medicamentos antiácidos estomacais.

Disponível em: <


http://www.quimifar.com.br/
produtos/hidroxiplus.htm>.
Acesso em: 21 jul. 2013.

11
Hidróxido de Amônio – NH4OH

É obtido ao se borbulhar amônia (NH3) em água, conforme a


http://basesquimicas.bl
reação abaixo:
ogspot.com.br/2010/05
/hidroxido-de-
amonio.html>. Acesso NH3 + H2O ↔ NH4+ (aq) + OH- (aq)
em: 21 jul. 2013.

Assim, não existe uma substância hidróxido de amônio, mas sim soluções
aquosas de amônia interagindo com a água, originando os íons amônio (NH4+) e
hidróxido (OH-).

O hidróxido de amônio é conhecido comercialmente por amoníaco, sendo


muito utilizado na produção de ácido nítrico para a produção de fertilizantes e
explosivos. Ele também é usado em limpeza doméstica, na produção de compostos
orgânicos e como gás de refrigeração.

Agora que chegamos ao fim da primeira aula peça ao aluno que resolva as
atividades propostas, a fim de reforçar o que foi aprendido.

12
Atividades Comentadas

1. Resolva a cruzadinha a seguir, com base nos conceitos estudados anteriormente.


2.

Fonte: http://www.eclipsecrossword.com/download.aspx

13
Horizontais

4. Utilizado na fabricação de explosivos (TNT, nitroglicerina);

7. Conhecido comercialmente por amoníaco, sendo muito utilizado na produção de


ácido nítrico para a produção de fertilizantes e explosivos;

8. Substância que, quando dissolvida em água, origina OH- como único ânion;

9. Desidratante, solução de bateria de automóveis;

10. Conhecido comercialmente como ácido muriático, é utilizado em limpeza


doméstica e peças metálicas (decapagem).

Verticais

1. Substância que, quando dissolvida em água, origina H+ como único cátion;

2. Utilizada para preparar argamassa, para fazer pintura e para reduzir a acidez do
solo antes do plantio, é também chamado de cal hidratada;

3. Está presente nos limpadores de forno e desentupidores de pia, ele é também


chamado de soda cáustica;

5. Utilizado em alguns medicamentos para combater a acidez estomacal, conhecido


comercialmente como leite de magnésia;

6. Principal componente do vinagre.

14
Aula 2: A Medida do Caráter Ácido e Básico

Agora que o aluno já conheceu o conceito de ácido e base, bem como suas
características e aplicações, nesta aula ele vai aprender como é medido o caráter ácido
e básico de uma substância.

O texto a seguir nos mostra a aplicabilidade do caráter ácido e básico no nosso


cotidiano.

Hortênsias azuis ou rosas? O pH explica.

Com uma beleza singular, as hortênsias são flores de


características bastante interessantes. A coloração adquirida
pelas suas pétalas dependerá da acidez do solo em que for
cultivada.
Disponível em: < http:// http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/acidez-solo.htm e
http://duplat.blogspot.com.br/2011/10/coloracao-das-hortensias-e-o-ph-do-solo.html >. Acesso em: 28/05. 2012.

O pH (Potencial Hidrogêniônico) é um índice que indica a quantidade de íons H+, ou


seja, se um determinado meio é ácido, neutro ou alcalino (básico). Neste contexto
iremos considerar este meio como sendo os solos.

Os valores de pH variam de 0 a 14, os solos que possuem valores de pH 0 a 7


são considerados ácidos, valores em torno de 7 são neutros valores acima de 7 são
considerados solos básicos ou alcalinos.

O cultivo de plantas exige um cuidado especial com o solo. Um solo para ser
considerado fértil deverá ter pH em torno de 5,5 a 5,8. A acidez ou alcalinidade do
solo dependerá da região que está localizada. As regiões ricas em calcários possuem
solos alcalinos, já as regiões de solos argilosos possuem características ácidas. Existem
determinadas substâncias que adquirem características distintas a depender do pH do
meio. Essas substâncias são conhecidas como indicadores.

A característica interessante das hortênsias é justamente a variação da


coloração de suas pétalas serem dependentes do pH do solo. Em solos com acidez

15
elevada (pH menor que 7) a coloração varia de violeta até a azul, já em solos alcalinos
ou básicos (pH maior que 7) as cores predominantes são as rosas e, em alguns casos,
até mesmo brancas.

Para medir a temperatura usamos um termômetro, ou melhor, uma escala


termométrica. Para medir a acidez ou basicidade de uma solução, usamos uma escala
denominada ESCALA DE PH (potencial hidrogeniônico). Na prática o pH é medido com
indicadores ácido-base (substâncias que apresentam uma determinada coloração em
meio ácido e outra em meio básico).

Fonte: Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed.reform. — São
Paulo : Saraiva, 2002.

Os químicos dispõem de um grande número de indicadores que mudam de cor


em diferentes valores de pH (a mudança da cor é chamada, usualmente, de viragem
do indicador). A maioria dos indicadores usados em laboratórios são artificiais; porém
alguns são encontrados na natureza, como o papel de tornassol, que é extraído de
certos liquens. Observe, na tabela a seguir, a relação de alguns indicadores e como
agem em meio ás soluções ácidas e básicas.

Indicador Coloração em Coloração em Ponto de Viragem


Meio Ácido Meio Básico (Intervalo de pH)
Alaranjado de Metila Vermelho Amarelo 3,1 – 4,4
Tornassol Vermelho Azul 4,5 – 8,3
Fenolftaleína Incolor Vermelho 8,3 – 10,0
Amarelo de Alizarina Amarelo Violeta 10,1 – 12,0

16
No nosso dia a dia encontramos esses indicadores em várias espécies de
vegetais: no repolho roxo, na beterraba, nas pétalas de rosas vermelhas, no chá mate,
nas amoras etc.

Chegamos ao fim de mais uma aula! Peça ao aluno que resolva as atividades
relacionadas a esta aula.

Atividade Comentada 2

1. O pH do solo não influencia somente no crescimento, mas também na cor que as


flores irão apresentar. Um exemplo bem nítido de como isso ocorre é no caso da
hortênsia. Essa flor apresenta uma grande variedade de tamanhos e tipos, sendo que
ela pode se apresentar nas seguintes cores: rosa, lilás, branco, roxo, vermelho, azul-
claro e azul-escuro. Como é o pH do solo onde a hortênsia tem cor azul e o solo onde a
hortênsia tem cor rosa?

Em solos com acidez elevada (pH menor que 7) a coloração varia de violeta até a azul.
Já em solos alcalinos ou básicos (pH maior que 7) as cores predominantes são as rosas.

2. Qual a cor da fenolftaleína em meio ácido e em meio básico?


Fenolftaleína em meio ácido é incolor.
Fenolftaleína em meio básico é vermelha.

3. Considere o seguinte esquema e determine a cor que a solução de repolho roxo


apresentará na presença de:

Fonte: Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed.reform. — São Paulo :
Saraiva, 2002.

17
a) suco de laranja: vermelho d) leite de magnésia: verde-amarelada

b) vinagre: vermelho e) soda limonada: vermelho

c) soda cáustica: verde-amarelada f) Ájax: verde-amarelada

Aula 3: Conhecendo os Sais e os Óxidos

Agora que o aluno que o aluno já conhece os ácidos e as bases, bem como a
medida do caráter ácido e básico, chegou a vez de aprender a reconhecer os sais e
óxidos, substâncias que também estão presentes em nosso dia a dia.

1. SAIS

A importância histórica do sal comum como conservante de alimentos e como


moeda permaneceu em várias expressões de linguagem. A palavra salário, derivada do
latim, representava originalmente a porção de sal que os soldados da antiguidade
romana recebiam como pagamento por seus serviços. Na linguagem vulgar, o termo
sal designa estritamente o cloreto de sódio (NaCℓ), utilizado na alimentação.

Segundo Arrhenius, sal é toda substância que, em solução aquosa, libera pelo
menos um cátion (íon positivo) diferente de H+ e um ânion (íon negativo) diferente de
OH-.

Exemplo: CaSO4(s) + H2O → Ca2+(aq) + SO2–(aq)

Os sais são formados através de uma reação entre um ácido e uma base, reação
esta denominada neutralização. A reação de neutralização se caracteriza quando os
íons H+ do ácido reagem com os íons OH- da base formando água e sal.

REAÇÃO DE NEUTRALIZAÇÃO = ÁCIDO + BASE → SAL + ÁGUA

HCℓ + NaOH  NaCℓ + H2O

Ácido + Base  Sal

18
Atenção!

É importante perceber que toda substância que gera íons,


quando dissolvidas em água, conduz eletricidade. Ou seja, todos
os ácidos, bases e sais dissolvidos em água formam soluções
eletrolíticas.

PRINCIPAIS SAIS E SUAS APLICAÇÕES

Cloreto de Sódio – NaCℓ


É usado diretamente na alimentação ou na conservação
de carnes e de pescado. Uma solução aquosa com 0,92% de
NaCℓ é chamada de soro fisiológico e é usada em medicina.

Disponível em: <


http://bioquimicaclinica1furb.
blogspot.com.br/2012/12/sab
ores-do-corpo-humano.html>.
Carbonato de Sódio – Na2CO3
Acesso em: 22 jul. 2013.
É também conhecido como
soda ou barrilha. Sua principal
aplicação é a fabricação do vidro, é
usado também na fabricação de Disponível em: <
http://www.abividro.org.br/educ
sabões, de corantes, no tratamento de acional/processos-de-
industrializacao/elaboracao-do-
água de piscina, etc. vidro>. Acesso em: 22 jul. 2013.

Hipoclorito de Sódio – NaCℓO

É um alvejante usado no branqueamento de


Disponível em: < roupas (água sanitária), é também vendido
http://www.agracadaquimica.com.
br/index.php?&ds=1&acao=quimic como cloro e usado no tratamento de piscinas.
a/ms2&i=9&id=673>. Acesso em:
22 jul. 2013.

19
Carbonato de Cálcio – CaCO3

É muito comum na natureza, na forma de calcita,


calcário, mármore, etc. É também utilizado na produção da cal
virgem, do cimento e na agricultura para reduzir a acidez do
Disponível em: <
solo (calagem).
http://pt.made-in-
china.com/co_chinadatongchem/p
roduct_Calcium-Carbonate-CaCO3-
98-Coated-
Precipitated_hhorhioiy.html>.
Nitrato de Sódio – NaNO3 Acesso em: 22 jul. 2013.

É conhecido como salitre do Chile e é


usado na fabricação de fertilizantes e de
pólvora.

Disponível em: <


http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3lvor
a>. Acesso em: 22 jul. 2013.

Bicarbonato de Sódio – NaHCO3

É utilizado na fabricação de fermentos químicos,


antiácidos e extintores de incêndio. A efervescência
corresponde à liberação de CO2(g).
Disponível em: <
http://www.ligmed.com.br/estom
azil-sabor-abacaxi-sache-5g-
bicarbonato-de-sodio-carbonato-
de-sodio-acido-citrico-alivia-a-azia-
e-mal-estar.html>. Acesso em: 22
jul. 2013.
Sulfato de Alumínio – Aℓ2(SO4)3

É utilizado no tratamento da
água, quando adicionado em meio básico
Disponível em: <
forma flocos. Esse processo é denominado http://vitrine.msigroup.com.br/clie
ntes/solucaopiscinas/produtos/sulf
floculação. ato-de-aluminio-hidroazul-2kg/>.
Acesso em: 22 jul. 2013.

20
Fosfato de Cálcio – Ca3(PO4)2

É um importante componente dos ossos e dos dentes do


corpo humano, é utilizado também na fabricação de
Disponível em: <
fertilizantes como os superfosfatos ou hiperfosfatos.
http://www.profpc.com.br/sais.ht
m>. Acesso em: 22 jul. 2013.

Fluoreto de sódio – NaF

Anticárie que entra na composição do creme dental, pois


inibe o processo de desmineralização dos dentes, conferindo
proteção contra a ação das cáries. Disponível em: <
http://www.profpc.com.br/sais.ht
m>. Acesso em: 22 jul. 2013.

Sulfato de cálcio – CaSO4

É conhecido como gipsita. O CaSO4 anidro é utilizado na


fabricação do giz escolar, enquanto o CaSO4 hidratado é utilizado
na obtenção do gesso.

Disponível em: <


http://www.profpc.com.br/sais.ht
m>. Acesso em: 22 jul. 2013.

2. ÓXIDOS

Os óxidos são compostos muito comuns que estão presentes em nosso cotidiano.
Muitos óxidos produzidos por alguns processos de industrialização, através da queima
dos combustíveis, são substâncias nocivas, considerados como poluentes atmosféricos,
que podem causar vários danos ao ambiente.

Por definição, óxidos são compostos binários, ou seja, formado por dois
elementos químicos, sendo o oxigênio o mais eletronegativo entre eles. Vejamos
alguns exemplos:

21
A água (H2O) é um óxido vital para nossa sobrevivência;

O gás carbônico (CO2) é um óxido considerado como a base da vida


dos vegetais e dos animais que deles se alimentam, pois participa
do processo de fotossíntese;

A ferrugem que corrói os objetos de ferro é nada mais que uma variedade de
óxido de ferro (Fe2O3) formado pela reação do ferro com o oxigênio do ar.

PRINCIPAIS ÓXIDOS E SUAS APLICAÇÕES

Peróxido de hidrogênio – H2O2

Conhecido comercialmente como água oxigenada (solução aquosa),


utilizado na desinfecção de feridas (água oxigenada 5 ou 10 volumes),
como alvejante de cabelos (água oxigenada 20 volumes), agente de
branqueamento e desodorização de tecidos, etc.
Disponível em: <
http://www.profpc.com.br/óxidos.
htm>. Acesso em: 22 jul. 2013.

Óxido de cálcio – CaO

Utilizado na construção civil no preparo da argamassa


e também adicionado ao solo para diminuir a acidez.
Conhecido comercialmente como cal viva ou cal virgem

Disponível em: <


http://www.profpc.com.br/óxidos.
htm>. Acesso em: 22 jul. 2013.
Dióxido de carbono – CO2

Conhecido gás carbônico, é um gás incolor, inodoro, mais


denso que o ar. Não é combustível e nem comburente, por isso é
usado como extintor de incêndio, é utilizado também na
Disponível em: < fabricação de bebidas gaseificadas (refrigerantes, cervejas, etc.).
http://www.profpc.com.br/óxidos
.htm>. Acesso em: 22 jul. 2013. Abaixo de 78°C torna-se sólido e é conhecido como gelo-seco.

22
Monóxido de carbono – CO

É produzido pela queima incompleta de materiais que


contém carbono, sendo que os principais geradores de CO
são os combustíveis fósseis como, por exemplo, o óleo
Disponível em: <
diesel, a gasolina, o carvão vegetal e o gás de cozinha. É http://osefeitosdoco.blogspot.com
.br/2011/05/como-e-produzido-o-
um gás incolor extremamente tóxico por inalação, pois se monoxido-de-carbono.html>.
Acesso em: 22 jul. 2013.
combina com a hemoglobina do sangue, impedindo o
transporte de oxigênio às células e aos tecidos, causando
hipoxia;

Monóxido de dinitrogênio – (N2O)

É um gás incolor, sem cheiro, não combustível, considerado um


óxido neutro, ou seja, não reage com água, solução ácida e solução
básica. Se inspirado por alguns instantes, o N2O produz uma
espécie de embriaguez agradável, acompanhada de insensibilidade
e, às vezes, de um riso espasmódico, o que lhe valeu a
denominação de gás hilariante.
Disponível em: <
http://www.profpc.com.br/óxidos.
htm>. Acesso em: 22 jul. 2013.

Atividades Comentadas

Caro tutor, nós chegamos ao fim das aulas deste caderno. Peça que o aluno para
resolver as atividades referentes à Aula 3 e, em seguida, resolva a avaliação, que
consiste em cinco exercícios de revisão que reúnem todas as aulas deste bloco

1. O salitre do Chile, NaNO3, utilizado como fertilizante, pertence à função:


a) sal.

23
b) base.
c) ácido.
d) óxido ácido.
e) óxido básico.

2. O gás CO2 (dióxido de carbono) se faz presente na atmosfera e é um dos


responsáveis pela poluição. A cada ano pesquisas revelam um aumento na emissão
desse poluente. Marque as opções que apresentam os possíveis responsáveis por essa
emissão:

a) Sprays aerossóis.

b) Usinas nucleares.

c) Hidrelétricas.
d) Os veículos movidos a combustíveis fósseis (petróleo), que realizam a queima
incompleta.
e) Usinas termoelétricas que geram energia através da queima do carvão.

3. Quando o oxigênio se combina com um elemento para formar um composto, a


espécie resultante é chamada de:
a) ácido.
b) sal.
c) oxigênio molecular.
d) óxido.
e) oxalá

24
Avaliação

Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as


turmas que estão utilizando este material:

1° Possibilidade:
As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho pode-se utilizar
a seguinte pontuação:
 Saerjinho: 2 pontos
 Avaliação: 5 pontos
 Pesquisa: 3 pontos

As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a


participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como
uma das três notas. Neste caso teríamos:

 Participação: 2 pontos
 Avaliação: 5 pontos
 Pesquisa: 3 pontos

1. (Saerjinho - 2012) O estudo das funções químicas revela-se de grande importância


para o conhecimento das propriedades das substâncias. Ao estudar uma função,
agrupa-se uma grande quantidade de substâncias com características semelhantes.
Uma característica da função ácido é:

a) conduzir corrente elétrica quando no estados sólido.


b) liberar íon OH –, como único ânion, em solução aquosa.
c) liberar íon H+, como único cátion, em solução aquosa.
d) reagir quimicamente com os metais nobres.
e) tornar rósea uma solução de fenolftaleína.

25
2. (Saerjinho - 2013) A equação abaixo representa a reação química de obtenção
industrial do sulfato de sódio, utilizado na produção do papel reciclado.

2 NaOH + H2SO4 → Na2SO4 + 2 H2O

Nessa reação:

a) o H2SO4 é um óxido ácido.


b) o NaOH é um hidrácido.
c) o óxido de sódio é um dos reagentes.
d) ocorre a formação de um hidróxido.
e) ocorre a formação de um sal.

3. (Saerjinho - 2012) Leia o texto abaixo:

Arrhenius foi quem propôs pela primeira vez, em tese de doutorado


defendida em 1884, que as substâncias cloreto de sódio (NaCℓ) existem como
íons em solução aquosa. Essa proposta era realmente revolucionária, já que os
elétrons não haviam sido descobertos e os químicos dificilmente podiam
compreender como os átomos de cloro e sódio podiam adquirir carga.
Baseado nessas idéias, ele propôs uma definição de ácido e base que até
hoje é muito utilizada.

A equação que exemplifica a definição de base por Arrhenius é:

a) HCℓ + H2O → H+(aq) + Cℓ- (aq)


b) H Cℓ + NaOH → NaCℓ + H2O
c) HCℓ + NaHCO3 → NaCℓ + H2O + CO2
d) NaOH + H2O → Na +(aq) + OH –(aq)
e) 2 NaOH + H2CO3 → Na2CO3 + 2 H2O
4. A chuva em locais não poluídos é levemente ácida. Em locais onde os níveis de
poluição são altos, os valores do pH da chuva podem ficar abaixo de 5,5, recebendo,

26
então, a denominação de “Chuva Ácida”. Este tipo de chuva causa prejuízos nas mais
diversas áreas: construção civil, agricultura, monumentos históricos, entre outras. A
acidez da chuva está relacionada ao pH da seguinte forma: concentração de íons
hidrogênio = 10-pH, sendo que o pH pode assumir valores entre 0 e 14. Ao realizar o
monitoramento do pH da chuva em Campinas (SP) nos meses de março, abril e maio
de 1998, um centro de pesquisa coletou 21 amostras, das quais quatro têm seus
valores mostrados na tabela:

Mês Amostra pH
Março 6ª 4
Abril 8ª 5
Abril 14ª 6
Maio 18ª 7

Após a análise da tabela, podemos concluir que:

a) no mês de Março ocorreu uma baixa acidez de chuva.


b) a 18ª amostra é a menos ácida de todas.
c) de Março a Maio a acidez aumentou.
d) a 14ª amostra é mais ácida do que a 6ª amostra .
Por apresentar pH= 7, a 18ª é a menos ácida, pois é considerada neutra.

5. (ENEM) Leia o texto a seguir e assinale a alternativa correta.


O suco extraído do repolho roxo pode ser utilizado como indicador do caráter
ácido (pH entre 0 e 7) ou básico (pH entre 7 e 14) de diferentes soluções. Misturando-
se um pouco de suco de repolho e da solução, a mistura passa a apresentar diferentes
cores, segundo sua natureza ácida ou básica, de acordo com a escala a seguir.

Algumas soluções foram testadas com esse indicador, produzindo os seguintes


resultados:

27
De acordo com esses resultados, as soluções I, II, III e IV têm, respectivamente, caráter:

a) ácido, básico, básico, ácido.


b) ácido, básico, ácido, básico.
c) básico, ácido, básico, ácido.
d) ácido, ácido, básico, básico.
e) básico, básico, ácido, ácido.

Amoníaco = verde – pH entre 11 e 13 é básico


Leite de Magnésia = azul – pH entre 9 e 11 é básico
Vinagre = vermelho – pH entre 1 e 3 é ácido
Leite de vaca = rosa – pH entre 4 e 6 é ácido

28
Pesquisa

Caro professor aplicador, como sugestão de pesquisa o tema abordado será a


Chuva Ácida, espera-se que o aluno realize esta atividade em casa, devendo ser
entregue ao professor com data pré estabelecida por você ou pela Unidade Escolar.
Caro aluno, agora que já estudamos todos os principais assuntos relativos ao 1°
bimestre, é hora de discutir um pouco sobre a importância deles na nossa vida.
Então, vamos lá?

Leia atentamente as questões a seguir e, através de uma pesquisa, responda


cada uma delas de forma clara e objetiva. ATENÇÃO: Não se esqueça de identificar as
Fontes de Pesquisa, ou seja, o nome dos livros e sites nos quais foram utilizados.

CHUVA ÁCIDA

É um dos problemas ambientais mais sérios da atualidade. Depois que as


chaminés das indústrias e os escapamentos dos carros despejam no ar a sujeira da
combustão, uma parte da poluição reage com o vapor d’água e outros componentes
da atmosfera. Nesse processo, os gases poluentes se transformam em ácidos, que
caem sobre a terra, misturados com as gotas de tempestade, neblina ou nevoeiro.

I – Como a Chuva Ácida é formada? Escreva as principais reações.


_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

II – Quais os danos que a Chuva Ácida pode causar ao Homem?


_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

III – Pesquise, em jornais e revistas, o que podemos fazer para diminuir a incidência de
Chuva Ácida.

29
Referências

[1] TITO, M.P.E. CANTO, E. L. Química na abordagem do Cotidiano. Volume 1. Moderna


Ltda. São Paulo, 1943. Capítulos 10 e 11 págs. 190 a 217.

[2] LISBOA, Julio Cezar Foschini. Ser Protagonista Química. Volume 1. Editora SM
Edições. Capítulo 15 págs. 274 a 297.

[3] REIS, Marta. Química - Ambiente - Cidadania e Tecnologia. Volume 1. Editora FTD.
Capítulo 23 págs. 366 a 385.

[4] http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/o-ph-solo-coloracao-das plantas.htm


(acesso em 28/05/2012)

[5]http://duplat.blogspot.com.br/2011/10/coloracao-das-hortensias-e-o-ph-do-
solo.html (acesso em 29/05/2012)

30
Equipe de Elaboração

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Ivete Silva de Oliveira
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Elaine Antunes Bobeda


Marco Antonio Malta Moure
Renata Nascimento dos Santos

31
Química
Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada - 02
2ª Série | 2° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Química Ensino Médio 2° 2ª

Habilidades Associadas

1. Relacionar a massa atômica e a massa molecular com o conceito de mol e a constante de Avogadro.

2. Reconhecer que a quantidade de matéria nos gases pode ser estimada pela aplicação da lei dos gases
Ideais.

3. Fazer o balanceamento de equações simples.


Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-
os a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em
prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

2
Caro Tutor,
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 2° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 2ª Série
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um
mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando às
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
A quantidade de matéria é um conceito básico em química, que fundamenta-se
na noção de que a matéria é constituída por entidades elementares de natureza
microscópica. Neste caderno vamos conhecer a representação e quantificação da
matéria.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor.
Este documento apresenta 05 (cinco) Aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as
atividades propostas. As atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.

Um abraço e bom trabalho!


Equipe de Elaboração

3
Sumário

Introdução .......................................................................................... 03
Objetivos Gerais.................................................................................. 05
Materiais de Apoio Pedagógico.......................................................... 05
Orientação Didático-Pedagógica........................................................ 06
Aula 1: Você sabia que podemos contar átomos e moléculas?.......... 07
Aula 2: Estudo dos Gases.................................................................... 13
Aula 3:Balanceamento de equações químicas ................................... 18
Avaliação............................................................................................. 22
Pesquisa............................................................................................... 26

Referências.......................................................................................... 28

4
Objetivos Gerais

No 1º bimestre estudamos o Comportamento Químico das substâncias. Neste


bimestre temos como principal objetivo os cálculos das massas moleculares das
substâncias através das massas atômicas dos átomos, converter massa em quantidade
de mols usando a massa molar e utilizar a Constante de Avogadro para a conversão
entre a quantidade de mols e número de átomos, moléculas ou íons em uma amostra.
Em seguida, identificar as características e variáveis dos gases ideais. Encerraremos
este caderno de atividades com a representação das reações químicas através de
equações, por meio das fórmulas das substâncias e efetuar o balanceamento da
equação, de forma que as quantidades de reagentes e produtos antes e depois da
reação sigam a Lei de Lavoisier.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

Aula
Teleaulas nº
Referência
Aula 1 29
Aula 2 ___
Aula 3 30

5
Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado para que o aluno possa
compreendê-lo sem o auxílio de um professor;
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3;
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual
ou em dupla;
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o;
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base;
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas
ATIVIDADES;
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

6
Aula1: Você sabia que podemos contar átomos e moléculas?

Muitas vezes não vemos as coisas como elas são e sim como somos.
Precisamos aprender a perceber o quanto somos capazes de enxergar! Caro aluno,
nesta aula iremos conhecer a representação e quantificação da matéria e aprender
que também podemos contar os átomos e as moléculas mesmos sendo estes
formados de partículas extremamente pequenas.

Definir quantidades é algo de fundamental importância. Por isso, usamos uma


infinidade de unidades para determinar o que desejamos “pesar” ou “medir” ou ainda
“classificar”. Com os átomos e as moléculas não é muito diferente, o que precisamos
neste caso é utilizar um padrão de medida. Os químicos desenvolveram então, uma
escala relativa de massas atômicas, onde é possível determinar as massas das espécies
químicas. Esta escala é denominada escala de massas atômicas. A seguir vamos
entender como se chegou a tal escala:

Para criar um escala de massas atômicas, é necessário escolher um


elemento como padrão e a determinado valor à sua massa atômica. Desse
modo, as massas atômicas de outros elementos químicos adquirem valores
relativos a este padrão. Atualmente, o padrão de referência é o isótopo 12
do carbono, a cuja massa se atribui o valor 12. Dessa maneira, todos os
outros elementos tiveram suas massas atômicas recalculadas, e o resultado,
1
e o resultado constitui a escala hoje aceita internacionalmente .

1
AMBROGI, Angélica; LISBOA, Júlio Cezar Foschini; FREGONESE, Elena Versolato. Unidades modulares de
Química. São Paulo: Hamburg/Cecisp, 1987. p. 43-44.

7
2
Representação de unidade de massa atômica

1. MASSA ATÔMICA (MA)

A massa atômica de um átomo é sua massa determinada em u, ou seja, é a


massa comparada com 1/12 da massa do 12C.

Massa atômica do 4He2 4,0030 u 4u

Massa atômica do 27Aℓ13 26,9815 u 27 u

2. MASSA MOLECULAR
(MM)

Corresponde à massa de uma molécula de uma determinada substância,


expressa em u (unidade de massa atômica). Em termos numéricos, a massa molecular
é igual à soma das massas atômicas de todos os átomos presentes na molécula dessa
substância.

Exemplo 1: Calcular a massa molecular da água (H2O):

Dados: Massas Atômicas: H = 1u e O = 16u

Massa Molecular = (1 x 2) + (16 x 1) = 2 + 16 = 18 u

Exemplo 2: Calcular a massa molecular da glicose (C6H12O6).

Dados: Massas Atômicas: H = 1u; O = 16u e C = 12u

Massa Molecular = (6 x 12) + (1 x 12) + (6 x 16) = 72 + 12 + 96 = 180 u

2
Usberco, JoãoQuímica — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed.reform. — São Paulo:
Saraiva, 2002. p. 207.

8
3. CONSTANTE DE AVOGADRO

Baseado nas relações de massas, que na verdade eram observadas em reações


químicas, um cientista chamado Avogadro, elaborou uma hipótese conhecida como
Princípio de Avogrado. Observe a seguir o que diz essa hipótese:

3
Amedeo Avogadro
Lorenzo Romano Amedeo Carlo Avogadro (1776-1856), foi um advogado e
físico italiano, um dos primeiros cientistas a distinguir átomos e moléculas. É
mais conhecido por suas contribuições para a teoria molecular. Em sua
homenagem, o número de entidades elementares (átomos, moléculas, íons,
ou outra partícula) presentes em 1 mol dessa substância é conhecido como
3
constante de Avogadro .

Esse número (N) tem como valor aceito atualmente:

6,022 x 1023 ou 6,02 x 1023 ou 6,0 x 1023

4. QUANTIDADE DE MATÉRIA – MOL

3
http://pt.wikipedia.org/wiki/Amedeo_Avogadro disponível em 30/07/2013.

9
Um mol de cada um dos seguintes elementos comuns: carbono (carvão em pó), enxofre (pó amarelo),
4
ferro (pregos), cobre (fios) e mercúrio (metal líquido prateado) .

Ambas as palavras mol e molécula têm sua origem no latim moles, que entre
seus muitos significados, traz a ideia de "porção", "quantidade", "massa" ou
"grande massa". Porém, não se deve confundir o conceito de molécula com
o de mol. Para evitar esta confusão, deve-se lembrar que molécula, palavra
originalmente derivada do diminutivo de mol, refere-se de uma forma geral
a uma entidade eletricamente neutra, tendo mais do que um átomo
23 5
enquanto que mol, pode referir-se a 6,022 × 10 moléculas.

O mol é a quantidade de matéria de um sistema que contém tantas entidades


12
elementares quanto são os átomos de carbono contido em 0,012 kg de C. Sua
unidade é também chamada de mol. Ao se utilizar o mol, as entidades elementares
devem ser especificadas – átomos, moléculas, fórmulas, íons, elétrons e etc.

A massa molar de um elemento químico ou de uma substância é


numericamente igual à massa atômica desse elemento ou do total das massas
atômicas componentes da substância em unidades de massa atômica. Desta forma,
conhecendo-se a massa atômica de um elemento (expressa em unidades de massa
atômica, u) ou dos elementos constituintes da substância, sabe-se também a sua
massa molar – expressa em g/mol.

Exemplo 3: Calcular a massa molar da água (H2O):

Dados: Massas Atômicas: H = 1u e O = 16u

Massa Molecular = (1 x 2) + (16 x 1) = 2 + 16 = 18 g/mol

Exemplo 4: Calcular a massa molar da glicose (C6H12O6):

Dados: Massas Atômicas: H = 1u; O = 16u e C = 12u

4
http://www.proenc.iq.unesp.br/index.php/quimica/206-esteq-massatom disponível em 30/07/2013.
5
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mol disponível em 01/08/2013.

10
Massa Molecular = (6 x 12) + (1 x 12) + (6 x 16) = 72 + 12 + 96 = 180 g/mol

O conceito de mol está intimamente ligado à constante de Avogadro, onde 1


mol tem aproximadamente 6,02 × 1023 entidades.

1 mol de moléculas de um gás possui aproximadamente 6,02 × 1023 moléculas.

1 mol de íons equivale a aproximadamente 6,02 × 1023 íons.

1 mol de grãos de areia equivale a aproximadamente 6,02 × 1023 grãos de


areia.

6
Relação entre mol, massa molar e constante de Avogadro

Exemplo 5: Determine o número de moléculas existentes em 2 mols de glicose


(C6H12O6):

1 mol de glicose _____________ 6,02 x 1023 moléculas

2 mols de glicose ____________ X

X = 2 . 6,02 x 1023

X = 12,04 x 1023 moléculas

6
Figura de autoria própria.

11
Atividades Comentadas

1. Sabendo que a massa atômica do oxigênio é igual a 16u, calcule a massa molar do
ozônio (O3):

a) 48 g/mol
b) 16 g/mol
c) 64 g/mol
d) 32 g/mol
e) 128 g/mol
Massa Molar (O3) = 16 x 3 = 48 g/mol Gabarito:a

2. Qual o número de mols de amônia (NH3) contidos em uma amostra de 68 gramas


de amônia? (Massas Atômicas: H=1u; N = 14u)

a) 1 mol
b) 2 mols
c) 3 mols
d) 4 mols
e) 5 mols
Massa Molar (NH3) = (14 x 1) + (1 x 3) = 14 + 3 = 17 g/mol
1 mol de NH3 ___________ 17 g
X ____________ 68 g

17. X = 1. 68 → → X = 4 mols
Gabarito:d
3. Determine o número de moléculas existentes em 0,5 mol de ácido nítrico (HNO3):

1 mol de NHO3 _____________ 6,02 x 1023moléculas


0,5 mol de HNO3 _____________ X
X = 0,5 x 6,02 x 1023 → X = 3,01 x 1023 moléculas

12
Aula 2: Estudo dos Gases

Os gases são de grande importância para vida no nosso planeta, o gás oxigênio
para a respiração e o gás carbônico produzido na fotossíntese, entre outros. Muitas
vezes são lembrados ou comentados apenas por suas características nocivas. O que
precisamos compreender é que, as alterações feitas em sua composição natural é a
verdadeira causa de vários problemas relacionados ao estudo dos gases. Nesta aula
vamos conhecer algumas propriedades do estado gasoso, estudar a Lei do Gás Ideal
que permite prever o comportamento dos gases diante das mudanças de pressão, de
volume e temperatura.

A primeira pessoa a utilizar o termo gás foi Jean-Baptiste, um naturalista


belga, alquimista e químico. O termo gás vem do grego caos e significa
espaço vazio. O gás tem como característica principal ocupar totalmente o
volume do recipiente que o hospeda independentemente de sua
quantidade. Isso acontece porque os gases se comportam de forma
desordenada em virtude do grau de liberdade que possuem, ocupando
totalmente o volume do recipiente a ele oferecido. Outra característica dos
7
gases é sua grande capacidade de compressão .

O estado em que se apresenta um gás, sob o ponto de vista microscópico, é


caracterizado por três variáveis: pressão, volume e temperatura. São denominadas
variáveis de estado.

Como vimos na aula anterior, os químicos utilizam o mol para expressar a


grandeza quantidade de matéria. Assim como usamos os termos massa molar para

7
http://www.brasilescola.com/fisica/leis-dos-gases.htm disponível em 31/07/2013.

13
designar a massa de 1 mol, vamos utilizar volume molar para nos referir ao volume
ocupado por 1 mol de uma determinada substância.

Volume molar de gases é o volume ocupado por um mol de


qualquer gás, a uma determinada pressão e temperatura.
Volume Molar = 22,4 L/mol nas CNTP

Volume
CNTP = condições Molarde= 22,4
normais L/mol nas eCNTP
temperatura pressão, 0 °C (273K) e 1 atm
(760mmHg).

Volume Molar = 22,4 L/mol nas CNTP

Exemplo 1. Qual o volume ocupado por 0,75 mol de gás nitrogênio (N2) nas condições
normais de temperatura e pressão (CNTP)?

1 mol ______________ 22,4 L

0,75 mol ______________ X

X = 0,75 . 22,4 → X = 16,8 L

GÁS IDEAL

Gás ideal é aquele que possui propriedades inexistentes nos gases naturais,
sempre confirmadores da teoria cinética dos gases. Além disso, não existe nenhum gás
ideal, no entanto sob determinadas condições de temperatura e pressão – baixas
pressão e temperatura altas – qualquer gás poderá apresentar comportamento
próximo ao gás ideal.

O estudo dos gases é feito pelo comportamento de suas partículas, que podem
ser átomos ou moléculas. Segundo a teoria cinética dos gases, um gás ideal apresenta
as seguintes características:

14
1. Suas partículas são de tamanho desprezível, não podendo realizar movimento
de rotação;

2. A força de interação elétrica entre as partículas deve ser nula;

3. Chocam-se sem perda de energia cinética.

A equação que descreve normalmente a relação entre a pressão, e volume, a


temperatura e a quantidade (em moles) de um gás ideal é:

P. V = n . R . T

P = pressão

V = volume

n = número de mols (é dado pela razão entre a massa do gás (m) e sua massa molar
(M)).

T = temperatura (K) → T = t°C + 273

R = constante universal dos gases

R = 0,082 atm . L/mol . K R = 62,3 mmHg . L/mol . K

R = 8,315 kPa . L/mol . K

A Lei do Gás Ideal se aplica a substâncias no estado gasoso


(de comportamento ideal), com a temperatura necessária na
escala Kelvin e com P e V nas mesmas unidades de R.

Exemplo 2. Determine a massa de oxigênio (O2) contida em um recipiente fechado


(P = 4 atm). Sabe-se que o volume ocupado é de 0,82 L e a temperatura é de 27 ˚C:

Dados: Massa Molar do O2 = 32 g/mol

15
P = 4 atm

V = 0,82 L

T = 27 ˚C (fazer a conversão para Kelvin) → T = 27 + 273 = 300K

R = 0,082 atm . L/mol . K

m=?

n= →

4 x 0,82 x 32 = m x 0,082 x 300 → 104,96 = m x 24,6 → → m = 4,2g

Encerramos aqui mais uma etapa de nosso aprendizado, que tal agora
exercitarmos um pouco mais o conhecimento aprendido?

Atividades Comentadas

1. Um recipiente fechado contém 22g de gás carbônico (CO2) a 17°C e exercendo a


pressão de 1,45 atm. Calcule o volume do recipiente:

Dados : MCO2 = 44 g/mol ; R = 0,082 atm.L / K.mol

m = 22 g

T = 17˚C → 17 + 273 = 290K

R = 0,082
P = 1,45 atm
M = 44 g/mol
V=?

16
2. Qual o volume ocupado nas CNTP, por 85 g de gás amônia (NH3) ?
Dados: N = 14 e H = 1

3. Um balão de vidro de 60,0 L contém uma mistura gasosa exercendo a pressão de


0,82 atm a 300 K. Calcule o número de moles dos gases contidos no recipiente:
Dados : R = 0,082 atm.L / K.mol
P = 0,82
T = 300
V = 60,0
R = 0,082
n=?

17
Aula 3: Balanceamento de equações químicas

O que o simples ato de cozinhar tem a ver com o balanceamento das equações
químicas?

Preparo de um bolo8.

Quando estamos diante de uma receita, seja ela qual for, temos que estar
atentos à quantidade de ingredientes que serão utilizados, pois qualquer erro em sua
proporção e podemos perder toda receita. Com a química não é muito diferente, para
que se tenha certa quantidade de produto vamos precisar de uma quantidade exata de
reagentes.

As equações químicas nos mostram a proporção em número de moléculas,


segundo a qual as substâncias reagem e se formam. Nesta aula vamos entender que as
massas dos reagentes são consumidas progressivamente e que as massas dos produtos
são aumentadas da mesma maneira.

Representação da Equação Química9.

8
http://www.labvirtq.fe.usp.br/simulacoes/quimica/sim_qui_bolo.htm disponível em02/08/2013 .
9
Figura de própria autoria.

18
Durante a reação, átomos de um determinado elemento não se transformam
em átomos de outro elemento. Não há perda de átomos que já existem ou criação de
novos átomos, na realidade, o que ocorre é que átomos das substâncias reagentes se
reagrupam de um modo diferente, dando origem a novas substâncias.

2 H2 + 1 O2 → 2 H2O

Total de átomos do reagente: Total de átomos do produto:

4 átomos de H 4 átomos de H

2 átomos de O 2 átomos de O

Essa igualdade de átomos no reagente e no produto deve-se ao fato de que a


equação química está devidamente balanceada. Balancear uma equação química
significa ajustar os coeficientes desta equação, seguindo a Lei de Conservação das
Massas, enunciada pelo cientista francês Lavoisier, veremos a seguir o diz essa lei:

Antoine Laurent de Lavoisier

Antoine Laurent de Lavoisier (1743 – 1794) foi um químico francês, considerado o pai da química
moderna. Foi o primeiro cientista a enunciar o princípio da conservação da matéria. Além disso,
identificou e batizou o oxigênio, refutou a teoria flogística e participou na reforma da nomenclatura
química. Célebre por seus estudos sobre a conservação da matéria, mais tarde imortalizado pela frase
popular:

19
10
“Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” .

Representação da Molécula de Água11.

As quantidades de átomos das substâncias envolvidas em uma reação devem ser


conservadas e, para que isso ocorra, são usados os menores números possíveis que
indiquem as mesmas quantidades dos átomos reagentes nos produtos.

Exemplos:

A) 2 KCℓO3 2 KCℓ + 3 02

Total de átomos do reagente:

2 átomos de K; 2 átomos de Cℓ; 6 átomos de O

Total de átomos do produto:

2 átomos de K; 2 átomos de Cℓ; 6 átomos de O

B) 1 Mg(OH)2 + 1 H2SO4 1 MgSO4 + 2 H2O

Total de átomos do reagente:

1 átomo de Mg; 1 átomo de S; 4 átomos de H; 6 átomos de O

Total de átomos do produto:

1 átomo de Mg; 1 átomo de S; 4 átomos de H; 6 átomos de O

10
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Antoine_lavoisier_color.jpg disponível em 02/08/2013.
11
Figura de autoria própria.

20
Atividades Comentadas

1. Faça corretamente o balanceamento das reações abaixo:

a) 4 Fe + 3 O2 → 2 Fe2O3

b) 1 CaCO3 → 1 CaO + 1 CO2

c) 2 FeS2 + 11/2 O2 → Fe2O3 + 4 SO2

d) 2 NaOH + 1 H2SO4 → 1 Na2SO4 + 2 H2O

2. Uma das formas experimentais de obtenção do metanol (CH3OH) consiste em reagir


monóxido de carbono (CO) com hidrogênio molecular (H2). Faça o balanceamento da
equação que representa o processo descrito acima.

1 CO + 2 H2 → 1 CH3OH

21
Avaliação

Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as


turmas que estão utilizando este material:
1° Possibilidade:
As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a
seguinte pontuação:

 Saerjinho: 2 pontos;
 Avaliação: 5 pontos;
 Pesquisa: 3 pontos.

As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho, podem utilizar a


participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como
uma das três notas. Neste caso teríamos:

 Participação: 2 pontos;
 Avaliação: 5 pontos;
 Pesquisa: 3 pontos.

22
1. (UFF – RJ) Feromônios são compostos orgânicos secretados pelas fêmeas de muitos
insetos para determinadas funções, dentre as quais a de acasalamento. Um
determinado feromônio, utilizado com esta finalidade, tem fórmula molecular C19H38O
e, normalmente, a quantidade secretada é cerca de 1,0 x 10-12 g. Pode-se afirmar que o
número de moléculas existentes nessa massa é:
Dados: C = 12; H = 1; O = 16
1 mol _______ Massa _______ 6,02 x 1023 moléculas
a) 6,0 x 10-23 A relação será entre a massa e o número de moléculas.
b) 1,7 x 10-17 C19H38O = (12x19) + (1x38) + (16x1) = 286 g
c) 2,1 x 109
d) 4,3 x 1015
e) 1,7 x 1020

Gabarito: c

2. (Saerjinho – 2012) O gás butano é um dos constituintes do gás de cozinha. A queima


desse gás produz gás carbônico e água, como mostra a equação abaixo:

2 C4H10(g) + X O2 → 8 CO2(g) + 10 H2O(v)

Nessa equação, o valor do coeficiente X, para que essa equação esteja balanceada é:

a) 4 X = 13
b) 6,5 13 X 2 = 26
c) 8 Total de átomos de O no reagente = 26
d) 13 Total de átomos de O no produto = 26
e) 16 Gabarito:d

23
3. (Saerjinho - 2012) O volume molar de um gás, é o volume ocupado por um mol
desse gás, a uma determinada pressão e temperatura.
Qual o volume aproximado, ocupado por uma amostra constituída de 8,8 g de gás
carbônico que se encontra nas CNTP?

Dado: Volume Molar = 22,71L

a) 0,20 L CO2 = (12 x 1) + (16 x 2) = 44 g


b) 2,27 L 1 mol _____Massa _____ 22,71 L
c) 4,54 L 44 g _______ 22,71 L
d) 22,71 L 8,8 g _______ X
e) 45,42 L Gabarito:c

4. (Saerjinho - 2012) Muitos gases são armazenados em cilindros que mantêm a


pressão e a temperatura constante. Um cilindro de 17,5 L, contém 32 g de um
determinado gás que exerce 623 mmHg de pressão a uma temperatura de 77 ºC.

Qual a massa molar aproximada desse gás?

Dado: Constante universal dos gases perfeitos (R) = 62,3

a) 17 g V = 17,5 L
b) 30 g T = 77˚C → 77 + 273 = 350 K
c) 34 g m = 32 g
d) 44 g P = 623
e) 64 g R = 62,3
M=?

Gabarito: c

24
5. (Saerjinho - 2012) A massa molar indica a massa existente em um mol de qualquer
substância calculada em relação ao isótopo do átomo de carbono. Cada substância
tem uma massa molar que depende dos átomos que a constitui.

A massa, em gramas, de um mol de Aℓ2(SO4)3 é de, aproximadamente:

a) 123 Aℓ2(SO4)3 = (27 x 2) + (32 x 3) + (16 x 12) = 342 g/mol


b) 150
c) 167
d) 315
e) 342

Gabarito: e

25
Pesquisa

Caro professor aplicador, como sugestão de pesquisa o tema abordado será “Jogos
Olímpicos e o dopping”, espera-se que o aluno realize esta atividade em casa, devendo
ser entregue ao professor com data pré estabelecida por você ou pela Unidade Escolar.

Leia atentamente as questões a seguir e através de uma pesquisa responda


cada uma delas de forma clara e objetiva. ATENÇÃO: Não se esqueça de identificar as
Fontes de Pesquisa, ou seja, o nome dos livros e sites nos quais foram utilizados.

Em 2016 o Rio de Janeiro será sede dos Jogos Olímpicos, mas o que isso tem a ver com
Química? Os químicos criaram um método de prever se os atletas fazem uso de
substâncias capazes de aumentar o desempenho. Através da pesquisa registre
individualmente e entregue ao professor segundo a data estabelecida por ele.

I – Como é feita a análise dessas substâncias?

_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

II – Além dos jogos, qual a importância dessas técnicas em favor da sociedade?

_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

26
III – Expresse sua opinião sobre o uso de anabolizantes entre os atletas.

________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

27
Referências

[1] TITO, M.P.E. CANTO, E. L. Química na abordagem do Cotidiano. Volume 1. Moderna


Ltda. São Paulo, 1943. Capítulos 13 e 14 págs. 278 a 350.

[2] LISBOA, Julio Cezar Foschini. Ser Protagonista Química. Volume 1. Editora SM
Edições. Capítulo 13 págs. 244 a 248. Capítulos 17, 18 e 19 págs. 318 a 377.

[3] Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed.
reform. — São Paulo : Saraiva, 2002. Unidades 7 e 8 págs. 207 a 237.

28
Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Ivete Silva de Oliveira
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Elaine Antunes Bobeda


Marco Antonio Malta Moure
Renata Nascimento dos Santos

29
Química
Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada - 03
2ª Série | 3° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Química Ensino Médio 3° 2ª

1. Conceituar e identificar a presença de suspensões, coloides e soluções no cotidiano.

2. Calcular e interpretar as principais formas de expressão da concentração: concentração


comum (g/L), quantidade de matéria (mol/L), percentagem em massa e em volume, ppm e ppb.

3. Identificar alguns dos principais fenômenos químicos e físicos em que ocorrem trocas de calor,
classificando-os em endotérmicos e exotérmicos.
Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar suas
competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa a ter maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

2
Caro Tutor,
Neste caderno você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 3° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 2ª Série
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um
mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste caderno vamos perceber que os materiais que utilizamos em nosso
cotidiano são, em geral, formados por misturas e aprofundar seu conhecimento a
respeito dos diversos tipos de dispersão. Vamos estudar também a importância do uso
da energia no dia a dia e entender sua ligação com o estudo da termoquímica.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor.
Este documento apresenta 05 (cinco) Aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.

Um abraço e bom trabalho!


Equipe de Elaboração

3
Sumário

Introdução................................................................................................ 03
Objetivos Gerais...................................................................................... 05
Materiais de Apoio Pedagógico............................................................... 05
Orientação Didático-Pedagógica............................................................. 06
Aula 1 : A nanotecnologia e o estudo das dispersões?............................ 07
Aula 2: Concentração das soluções ......................................................... 12
Aula 3: A energia química e a termoquímica ......................................... 16
Avaliação .................................................................................................. 22
Pesquisa ................................................................................................... 26

Referências .............................................................................................. 28

4
Objetivos Gerais

A maioria dos materiais com que temos contato no dia a dia são dispersões.
Neste bimestre temos como principal objetivo apresentar e classificar os principais
tipos de dispersões, utilizando como parâmetro a nanotecnologia. Em seguida,
identificar e calcular as concentrações das soluções através da quantidade relativa dos
componentes presentes nas misturas. Encerraremos este caderno de atividades
identificando os principais fenômenos físicos e químicos, relacionando-os ao crescente
uso de energia e ao estudo da Termoquímica.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

- Orientações Pedagógicas – 3° Bimestre


Orientações - Recursos Digitais – 3 ° Bimestre
Pedagógicas do CM

5
Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo
sem o auxílio de um professor;
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3;
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual
ou em dupla;
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o;
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base;
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas
ATIVIDADES;
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

6
Aula 1: A Nanotecnologia e o estudo das dispersões

Você já percebeu que o ambiente que vivemos está cercado de partículas muito
pequenas? Para entendermos melhor vamos pensar na areia da praia, ao observá-la
de longe a vemos com um aspecto uniforme, por outro lado, se analisarmos apenas
uma pequena porção desta areia, percebemos que é formada por pequenos grãos ou
partículas. Essas pequenas partículas são conhecidas como nano partículas e fazem
parte constantemente do universo da Química. O emprego da nanotecnologia tem
trazido grandes avanços para a indústria farmacêutica e de cosmético. Nesta aula você
vai perceber como a classificação das dispersões é feita através das dimensões das
partículas dispersas. Vamos começar entendendo o conceito de nano partículas.

Representação de Nanopartículas.

Em nanotecnologia, uma partícula é definida como um pequeno objeto que se


comporta como uma unidade inteira em termos de seu transporte e propriedades. Além disso,
é classificada de acordo com o tamanho: em termos de diâmetro, partículas finas cobrem um
intervalo entre 100 e 2500 nanômetros, enquanto partículas ultrafinas, por outro lado,
possuem tamanho entre 1 e 100 nanômetros. Similarmente a partículas ultrafinas, nano
partículas possuem tamanho entre 1 e 100 nanômetros. Embora o tamanho da maioria das
moléculas se encaixe no esquema acima, as moléculas individuais não são geralmente
referidos como nano partículas.

7
1. As dispersões
Dispersão é todo tipo de mistura. Quando colocamos dentro de um sistema
substâncias diferentes, uma se distribui no interior da outra na forma de pequenas
partículas. A substância que se distribui é chamada de disperso e a que permite a
distribuição é chamada de dispersante ou dispergente.
Exemplo: Sal de cozinha (NaCℓ) distribuído em água.
Sal = disperso
Água = dispersante
As dispersões são classificadas de acordo com tamanho das partículas do
disperso.

TIPOS DE MISTURA CARACTERÍSTICAS DAS PARTÍCULAS


Partículas menores que 1nm. São misturas homogêneas,
SOLUÇÕES nas quais não conseguimos ver as partículas dispersas nem
com microscópio.
Partículas entre 1 e 100nm. Suas partículas não são visíveis
a olho, muitas vezes são confundidas com sistemas
COLOIDES homogêneos. Mas são, na realidade, heterogêneos, uma
vez que suas partículas podem ser observadas como o uso
de microscópios.
Partículas maiores que 100nm. São sistemas considerados
SUSPENSÕES sistemas heterogêneos, nos quais, mesmo a olho nu, é
possível visualizar suas partículas.

8
ATENÇÃO: 1 nm = 1 nanômetro = 10-9metros

Dependendo do tipo da partícula coloidal e do meio dispergente, os coloides


podem ser classificados de várias maneiras, ou seja, recebem nomes particulares:

Disperso

Gás Líquido Sólido

Não existe. Todos os Aerossol líquido Aerossol sólido


Gás gases são solúveis Exemplos: nuvem, Exemplos: fumaça,
entre si. neblina pó em suspensão

Espuma líquida Emulsão Sol


Exemplo: espuma de Exemplos: leite, Exemplo: tintas ,
Líquido
Dispergente sabão, creme de mel, maionese, vidros coloridos,
barbear, chantilly cremes, sangue sangue

Espuma sólida Sol sólido


Gel
Exemplo: pedra- Exemplo: cristal de
Sólido Exemplos: gelatina,
pomes, poliestireno rubi, cristal de safira,
queijo, geleia
expandido (isopor) ligas metálicas

1
Tabela de diferentes tipos de coloides .

1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Coloide disponível em 15/08/2013

9
2. Soluções

São sistemas homogêneos de duas ou mais substâncias. Nas soluções o


disperso é chamado de soluto e o dispergente de solvente.

Componentes de uma solução: o soluto e o solvente.

10
Efeito Tyndall

O Efeito Tyndall ocorre quando há a dispersão da luz pelas partículas coloidais.


Uma maneira bastante utilizada como forma de identificação das dispersões coloidais,
visto que, é possível visualizar o trajeto que a luz faz, pois tais partículas dispersam os
raios luminosos.

1 = solução e 2 = dispersão coloidal.

Atividades Comentadas 1

1. Qual é o critério utilizado para classificar as dispersões?


GARARITO : O tamanho das partículas do disperso.

2. Alguns medicamentos trazem no rótulo “agite antes de usar”. Esse procedimento é


necessário se o medicamento for uma:

a) mistura homogênea.
b) suspensão.
c) solução.
d) dispersão coloidal.

GARARITO: b

3. (ITA-SP) Considere os sistemas apresentados a seguir:

I – Creme de Leite

11
II – Maionese comercial
III – Óleo de soja
IV – Gasolina
V – Poliestireno expandido (isopor)

Desses, são classificados como sistemas coloidais:

a) I e II
b) I, II e III
c) II e V
d) I, II e V

GARARITO: d

Aula 2: Concentração das soluções

O tão famoso soro caseiro nada mais é que uma solução aquosa de açúcar e sal
de cozinha recomendado para prevenir a desidratação, é utilizada para repor água e
sais minerais perdidos decorrentes de vômitos e diarreias. Para o seu preparo utiliza-se
200 ml de água filtrada ou fervida, uma medida pequena da colher-medida de sal e
duas da medida maior de açúcar, uma vez preparado sua validade é de apenas 24
horas.
No estudo das soluções, a concentração indica a quantidade de soluto que se
encontra dissolvido em certa quantidade de solvente. No caso da solução de soro
caseiro água é solvente e o soluto são o sal e o açúcar.
A capacidade de um determinado solvente dissolver um determinado soluto
varia de acordo com as substâncias em questão e varia também de acordo com a
temperatura, a isso chamamos de solubilidade.

Solubilidade é capacidade máxima de uma substância que se dissolve em uma dada


quantidade de solvente a uma temperatura específica.

12
 Solução Saturada: é aquela que já se dissolveu a quantidade máxima possível de
soluto.
Exemplo: 100g de água a 25°C dissolve no máximo 36g de sal de cozinha.
 Solução Insaturada: é aquela em que ainda não se dissolveu a quantidade máxima
possível de soluto.
Exemplo: 20g de sal de cozinha dissolvidos em 100g de água a 25°C, sabemos
que nessa solução ainda podemos dissolver 16g de sal.
 Soluções Supersaturadas: contêm uma quantidade dissolvida de soluto superior à
capacidade máxima do solvente.
Exemplo: 40g de sal de cozinha dissolvidos em 100g de água a 25°C, sabemos que
nessa solução já dissolvemos 4g de sal além do limite que a água consegue
dissolver.
Unidades de Concentração

Podemos estabelecer diferentes relações entre a quantidade de soluto, de


solvente e de solução. Tais relações são denominadas genericamente concentrações.

Usaremos o índice 1 para indicar soluto e o índice 2 para indicar solvente.

Exemplo 1: Qual a concentração de uma solução com volume de 1 litro, na qual


temos 10g de sal dissolvido em água?
C =?
m1 (massa do soluto)= 10g
V (volume da solução em litros)= 1L

13
Exemplo 2: Qual a concentração comum de uma solução com volume de 50ml, na
qual temos 10g de cloreto de potássio dissolvidos em água?
m1 (massa do soluto)= 10g
V (volume da solução em litros)= 50ml
1L 1000ml
X 50ml
1000 . X = 1 . 50

Exemplo 3: Calcule a concentração em mol/L ou molaridade de uma solução que foi


preparada dissolvendo-se 18 gramas de glicose em água suficiente para produzir 1 litro
da solução.
(Dado: massa molar da glicose = 180g/mol)

Exemplo 4: Em 200g de solução alcoólica de fenolftaleína contendo 8,0 % em massa


de soluto, quantos mols de álcool há na solução?
Dado: massa molar do etanol = 46g/mol
8% de fenolftaleína
92% de álcool
200g de solução

14
Atividades Comentadas 2

1. (UFU) O ser humano adulto possui, em média, 5 litros de sangue com cloreto de
sódio ( NaCℓ ) dissolvido na concentração de 5,8 g/L. Qual é a massa total de cloreto
de sódio ( NaCℓ ) no sangue de uma pessoa adulta?
Resolução:

2. (UFRJ) Nosso suco gástrico é uma solução aquosa de HCℓ( ácido clorídrico ), com
massa de 0,365 g para cada 1 litro. Com base nessa informação, determine a
concentração molar (molaridade, mol/L ) do ácido clorídrico no suco gástrico.
(Dado: massa molar do HCℓ = 36,5 g/mol).
Resolução:

3. (Fatec-SP) Soro fisiológico é uma solução aquosa de cloreto de sódio a 0,9% em


massa. A massa de NaCℓ em gramas necessária para preparar 2 litros de soro
fisiológico é:

Resolução:

15
Aula 3: A energia química e a termoquímica

Hoje em dia nota-se uma grande preocupação das pessoas em cuidar de sua
saúde e de sua aparência física. Quando ingerimos alimentos, as reações químicas que
ocorrem dentro das células transformam boa parte desses alimentos em energia.
Algumas vezes o organismo não utiliza toda energia liberada, e esta energia não
utilizada transforma-se em gordura acarretando assim a obesidade.
O estudo da termoquímica é muito importante, pois nos permite compreender
os seguintes fatos: a digestão dos alimentos produz energia e esta quantidade de
energia é medida em calorias.

Termoquímica é o ramo da Química que estuda as trocas de calor durante as


transformações químicas e físicas.

Usualmente associamos a palavra calor à sensação de quente em oposto à


sensação de frio. Mas afinal, o que é calor? Calor é a energia transferida de um corpo
para outro em consequência da diferença de temperatura entre eles. Nas reações
químicas a quantidade de calor transferida (liberada ou absorvida), é medida através
de um aparelho denominado calorímetro.

UNIDADES DE ENERGIA

1. Caloria (Cal)
Assim como utilizamos o metro como unidade de comprimento, a caloria é
utilizada para medir quantidades de energia (calor) em uma reação química.

1 caloria é a quantidade de energia (calor) necessária para elevar em 1˚C a


temperatura de 1 g de água.

Também podemos utilizar como unidade de medida de energia:


1 cal → 4,18 J
1.000 cal → 1 Kcal

16
2. Entalpia (H)
Vejamos o seguinte exemplo:
Quando colocamos fogo em álcool (o que não devemos fazer, pois é muito
perigoso), notamos que este libera calor, isto é, o álcool possui energia
armazenada e parte dessa energia é liberada na forma de calor.

Entalpia é a quantidade de energia existente em uma substância química e


que pode, em parte, ser convertida em calor.

Na prática não é possível calcular a entalpia, e sim a variação de entalpia, ou


seja, a diferença entre a entalpia dos reagentes e a entalpia dos produtos de uma
reação química.
∆H = Hfinal - Hinicial ∆H = HPRODUTOS - HREAGENTES
Para dar continuidade ao estudo da termoquímica, vamos relembrar os
fenômenos físicos e químicos.
Fenômeno é toda e qualquer transformação que ocorre com a matéria. Os
fenômenos podem ser classificados em físico ou químico.
 Fenômeno físico: altera apenas a forma da matéria.

Exemplos: a quebra de um objeto, as mudanças de estado físico da matéria (a


evaporação do álcool, derretimento do gelo), a reflexão da luz, etc.

 Fenômeno químico: altera a natureza da matéria, os fenômenos químicos


também são chamados de reações químicas.

Exemplos: queima do álcool, a ferrugem do ferro, a respiração dos seres vivos, a


fotossíntese, etc.
Diversas reações químicas no nosso cotidiano ocorrem com perda e
ganho de energia na forma calor, isto ocorre também nas mudanças de estado
físico da matéria. No estudo da termoquímica existem dois processos onde há
troca de energia na forma de calor: processos endotérmicos e exotérmicos.

17
Processos endotérmicos são aqueles que ocorrem com absorção de calor, ou
seja, o sistema ganha calor enquanto o ambiente se resfria.

2
Exemplos de Processos Endotérmicos .

Processos exotérmicos são aqueles que ocorrem com liberação de calor, ou


seja, o sistema ganha perde calor enquanto o ambiente se aquece.

3
Exemplos de Processos Exotérmicos .

2
http://www.brasilescola.com/quimica/processos-endotermicos-exotermicos.htm. Disponível em
24/08/2013.
3
http://www.brasilescola.com/quimica/processos-endotermicos-exotermicos.htm. Disponível em
24/08/2013.

18
Os processos endotérmicos e exotérmicos e as mudanças de estado físico da
água.

Mudanças de Estado Físico da Água.

 Processos Endotérmicos: fusão, vaporização e sublimação;


 Processos Exotérmicos: liquefação e solidificação.

Como vimos até agora os processos termoquímicos nos informam as


quantidades de energia liberadas ou absorvidas. Agora, que tal exercitar nossos
conhecimentos? Mãos à obra!

19
Atividades Comentadas 3

1. Resolva a cruzadinha baseada nos conhecimentos adquiridos nesta aula.


Resolução:

Fonte: http://www.eclipsecrossword.com/download.aspx

20
Horizontal

3. Energia transferida de um corpo para outro em consequência da diferença de


temperatura entre eles;
4. Ocorrem com liberação de calor, ou seja, o sistema ganha perde calor enquanto o
ambiente se aquece;
6. Quantidade de energia (calor) necessária para elevar em 1°C a temperatura de 1 g
de água;
7. Quantidade de energia existente em uma substância química e que pode, em
parte, ser convertida em calor.

Vertical

1. Fenômeno que altera a estrutura das substâncias envolvidas;


2. Ocorrem com absorção de calor, ou seja, o sistema ganha calor enquanto o
ambiente se resfria;
5. Ramo da Química que estuda as trocas de calor durante as transformações
químicas e físicas.

21
Avaliação

Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as


turmas que estão utilizando este material:
1° Possibilidade:
As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a
seguinte pontuação:
 Saerjinho: 2 pontos;
 Avaliação: 5 pontos;
 Pesquisa: 3 pontos.
As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a
participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como
uma das três notas. Neste caso teríamos:
 Participação: 2 pontos;
 Avaliação: 5 pontos;
 Pesquisa: 3 pontos.

22
1. (Saerjinho-2012) João acordou antes das 6 horas e foi tomar banho. Ele usou um
xampu para lavar seus cabelos, em seguida, vestiu-se e foi tomar seu café da manhã.
No café, comeu apenas uma porção de gelatina, escovou os dentes com o creme
dental recomendado pelo seu dentista e saiu apressado para a escola.
Os produtos utilizados por João no banho, na escovação dos dentes e em sua
alimentação no café da manhã são:
a) colóides.
b) líquidos.
c) sólidos.
d) soluções.
e) suspensões.
GABARITO: a

2. (Saerjinho-2012) Na rotina de sua casa, Ana observou o quanto a família utiliza do


soro fisiológico para variados fins. Enquanto ela utilizava o produto para enxágue de
suas lentes de contato, sua mãe estava utilizando o soro para limpeza de uma ferida
no pé e seu pai usava o mesmo produto para higienização nasal. Intrigada, Ana
consultou o rótulo do produto para descobrir a sua constituição e encontrou: Cloreto
de sódio 0,9%.
Isso significa que no soro fisiológico, a cada:

a) 1 mL de água encontram-se dissolvidos 0,9 g de cloreto de sódio.


b) 10 mL de água encontram-se dissolvidos 0,9 g de cloreto de sódio.
c) 100 mL de água encontram-se dissolvidos 0,9 g de cloreto de sódio.
d) 1 000 mL de água encontram-se dissolvidos 0,9 g de cloreto de sódio.
e) 10 000 mL de água encontram-se dissolvidos 0,9 g de cloreto de sódio.
GABARITO: c

3. (ENEM) O botulismo, intoxicação alimentar que pode levar à morte, é causado por
toxinas produzidas pó certas bactérias, cuja reprodução ocorre nas seguintes
condições: é inibida por pH inferior a 4,5 (meio ácido), temperaturas próximas a 100ºC,
concentrações de sal superiores a 10% e presença de nitritos e nitratos como aditivos.

23
A ocorrência de casos recentes de botulismo em consumidores de palmito em
conserva levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) a implementar
normas para a fabricação e comercialização do produto.
No rótulo de uma determinada marca de palmito em conserva, encontram-se as
seguintes informações:

I – Ingredientes: Palmito açaí, sal diluído a 12% em água, ácido cítrico.


II – Produto fabricado conforme as normas da ANVISA.
III – Ecologicamente correto.

As informações do rótulo que têm relação com as medidas contra o botulismo estão
contidas em:

a) II, apenas
b) III, apenas
c) I e II apenas
d) II e III, apenas
e) I, II e III

GABARITO: c

4. (UFJF-MG) Considere os processos a seguir:


I — queima do carvão
II — fusão do gelo à temperatura de 25 ºC
III — combustão da madeira

a) Apenas o primeiro é exotérmico.


b) Apenas o segundo é exotérmico.
c) Apenas o terceiro é exotérmico.
d) Apenas o primeiro é endotérmico.
e) Apenas o segundo é endotérmico.

24
GABARITO: e

5. (Fuvest-SP) Um rio nasce numa região não poluída, atravessa uma cidade com
atividades industriais, das quais recebe esgoto e outros efluentes, e desemboca no
mar após percorrer regiões não poluidoras. Qual dos gráficos a seguir mostra o que
acontece com a concentração de oxigênio (O2) dissolvido na água, em função da
distância percorrida desde a nascente? Considere que o teor de oxigênio no ar e a
temperatura sejam praticamente constantes em todo o percurso.

4
Figura .

Alternativa b. Como o rio nasce numa região não poluída, sua taxa de oxigênio
permanece constante. À medida que este atravessa uma cidade com atividades
industriais, isto é, extremamente poluída a concentração de oxigênio diminui
drasticamente. Antes de desembocar no mar ainda percorre regiões não poluidoras,
por isso, novamente a concentração de oxigênio volta a ser constante.

4
Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed.reform. — São Paulo:
Saraiva, 2002. página 276.

25
Pesquisa

Caro professor aplicador, como sugestão de pesquisa o tema abordado será


Alimentação Saudável e a Qualidade de Vida, espera-se que o aluno realize esta
atividade em casa, devendo ser entregue ao professor com data pré estabelecida por
você ou pela Unidade Escolar.

Leia atentamente as questões a seguir e através de uma pesquisa responda


cada uma delas de forma clara e objetiva. ATENÇÃO: Não se esqueça de identificar as
Fontes de Pesquisa, ou seja, o nome dos livros e sites nos quais foram utilizados.

O corpo humano pode ser comparado a um motor, isto é, necessita de energia para
manter-se em funcionamento. Os alimentos que ingerimos são responsáveis por esse
fornecimento de energia, o que ocorre a partir de inúmeras reações químicas. Através
da pesquisa registre individualmente e entregue ao professor segundo a data
estabelecida por ele.

I – Uma alimentação saudável é composta de que tipo de alimentos?


R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

II – Explique por que a qualidade de vida está diretamente ligada à alimentação


saudável?

R______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

26
III – Expresse sua opinião sobre o número elevado de cirurgias plásticas com fins
estéticos, até que ponto elas são necessárias?

R_______________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

27
Referências

[1] TITO, M.P.E. CANTO, E. L. Química na abordagem do Cotidiano. Volume 1. Moderna


Ltda. São Paulo, 1943. Vol.2 - Capítulo 1 (págs. 8 a 41) e Capítulo 6 (págs. 192 a 231).
[2] LISBOA, Julio Cezar Foschini. Ser Protagonista Química. Volume 1. Editora SM
Edições. Vol 2 - Capítulos 1 a 3 (págs. 16 a 63) e Capítulo 5 (págs. 88 a 113);
[3] Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed.
reform. — São Paulo : Saraiva, 2002. Unidade 10 (págs. 270 a 297) e Unidade 12 ( págs.
318 a 323)

28
Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Elaine Antunes Bobeda


Marco Antonio Malta Moure
Renata Nascimento dos Santos

29
Química
Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada - 04
2ª Série | 4° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Química Ensino Médio 4° 2ª

Habilidades Associadas

1. Diferenciar combustão completa e incompleta;


2. Avaliar as implicações ambientais de diferentes combustíveis utilizados na
produção de energia e comparar sua eficiência térmica utilizando a entalpia de
combustão;
3. Observar e identificar transformações químicas que ocorrem em diferentes escalas
de tempo, reconhecendo as variáveis que podem modificar a velocidade (isto é,
concentração de reagentes, temperatura, pressão, estado de agregação e catalisador).
Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar suas
competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-
os a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em
prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa a ter maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

2
Caro Tutor,
Neste caderno você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 4° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 2ª Série
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um
mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste caderno vamos entender porque as chamas provenientes da combustão
do gás de cozinha apresentam coloração azul ou amarela e verificar que o uso da
energia é de grande importância nos afazeres domésticos, no sistema produtivo e na
manutenção da qualidade de vida das pessoas. Vamos estudar também a Cinética
Química, que inclui o entendimento dos modelos que explicam as reações, bem como os
fatores que influenciam sua velocidade.

Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas


relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor.
Este documento apresenta 03 (três) Aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.

Um abraço e bom trabalho!


Equipe de Elaboração

3
Sumário

Introdução................................................................................................ 03
Objetivos Gerais........................................................................................ 05
Materiais de Apoio Pedagógico............................................................... 05
Orientação Didático-Pedagógica............................................................. 06
Aula 1 : As cores das chamas e a reação de combustão........................... 07
Aula 2: A combustão e a energia ........................................................................... 11
Aula 3: Cinética Química ........................................................................................... 16
Avaliação................................................................................................... 24
Pesquisa................................................................................................... 28

Referências.............................................................................................. 29

4
Objetivos Gerais

Neste bimestre temos como principal objetivo entender porque as chamas


provenientes da combustão do gás de cozinha apresentam coloração azul ou amarela
e verificar que o uso da energia é de grande importância nos afazeres domésticos, no
sistema produtivo e na manutenção da qualidade de vida das pessoas. Encerraremos
este caderno de atividades com o Estudo da Cinética Química, que inclui o
entendimento dos modelos que explicam as reações, bem como os fatores que
influenciam sua velocidade.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

─ Orientações Pedagógicas – 4° Bimestre

Orientações
Pedagógicas do CM ─ Recursos Digitais – 4° Bimestre

5
Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo
sem o auxílio de um professor;
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3;
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual
ou em dupla;
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o;
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base;
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas
ATIVIDADES;
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação

6
Aula 1: As cores das chamas e a reação de combustão

Você já deve ter observado que nem todas as chamas apresentam a mesma
cor. Mas por que isso acontece?

Em 1913, Niels Bohr (1885-1962) propôs um novo modelo atômico,


relacionando a distribuição dos elétrons na eletrosfera com a quantidade de energia.
Segundo seu modelo os elétrons se movimentariam ao redor do núcleo do átomo
absorvendo e emitindo energia. Os elétrons possuem camadas ou níveis de energia
que apresentam um valor determinado de energia, ao receber energia os elétrons se
afastam do núcleo passando para uma camada de maior energia. Ao retornar ao seu
estado inicial liberam energia na forma de luz. Logo, a cor da luz emitida depende dos
níveis de energia envolvidos na transição dos elétrons.

1
Representação do Átomo de Bohr .

Agora que sabemos que a cor da luz emitida depende dos níveis de energia
envolvidos na transição dos elétrons. Vamos entender melhor o que ocorre nas
reações de combustão.

1
http://adalbertomac.blogspot.com.br/2013/07/o-atomo-quantico.html disponível em 30/08/2013.

7
Combustão é uma reação de uma substância (combustível) com o oxigênio
(comburente) presente na atmosfera com liberação de energia.

Grande parte da energia que consumimos é obtida a partir da queima de


materiais denominados combustíveis combustível é o material que queima, pode
ser sólido (madeira, papel, etc.), líquido (álcool, gasolina, etc.) ou gasoso (gases
inflamáveis). Porém, para que ocorra a combustão, é necessária a presença do gás
oxigênio, que nessa reação é denominado comburente é o elemento que alimenta
as chamas, intensificando-as, e por último precisamos de algo para iniciar a combustão
sendo denominado ignição é o agente que dá o início do processo de combustão
introduzindo na mistura combustível/comburente a energia mínima inicial necessária
(faísca, corrente elétrica, superfícies aquecidas, etc.).

Outro ponto importante que precisamos saber sobre as reações de combustão


é que elas podem se dar de forma completa ou incompleta.

Combustão completa: ocorre quando existe oxigênio suficiente para consumir todo
combustível.

Podemos citar como exemplo o gás metano (CH4), principal constituinte do


biogás e está presente também no gás natural. Os produtos são o dióxido de carbono
(gás carbônico – CO2) e a água.

CH4(g) + 2 O2(g) → CO2(g) + 2 H2O(g) + calor

Combustão incompleta: quando não houver oxigênio suficiente para consumir todo o
combustível.

A fuligem (uma fumaça escura, formada de minúsculas partículas sólidas de


carvão) liberada pelo escapamento de alguns veículos é um exemplo de combustão
incompleta. É por isso que é importante manter o motor bem regulado, para que entre

8
ar suficiente e a combustão seja completa, pois sendo incompleta gera o monóxido de
carbono (CO), que é extremamente tóxico. Em vários lugares, pessoas já morreram ao
inalar esse gás em garagens mal ventiladas.

2
Resumo dos produtos das reações de combustão .

As reações incompletas produzem menor energia que a combustão completa.


Isso explica a diferença entre as cores das chamas, pois a chama amarela,
característica da combustão incompleta, é de menor energia. Já a chama azul é
característica de uma combustão completa, com maior energia.

Chama Amarela Chama Azul


Obtenção devido à pequena Obtenção devido à regulagem
quantidade de ar (janela fechada) adequada da mistura gás-ar
Forma irregular Forma regular
Chama fria Chama quente
O amarelo da chama é devido à Consiste basicamente de duas cores: na
presença de carbono parte interna azul clara e na parte
(incandescente) externa azul escura
Produção de fuligem (carvão) Há uma parte interna onde o gás não é
queimado
3
Características das chamas.

2
http://www.mundoeducacao.com/quimica/combustao-completa-incompleta.htm acesso em
02/10/2013.
3
http://www.brasilescola.com/quimica/combustao-chamas-cores-diferentes.htm acesso em
02/10/2013.

9
Atividades Comentadas 1

1. Defina combustão completa e incompleta:

A combustão completa ocorre quando existe oxigênio suficiente para consumir todo
combustível, liberando como produto gás carbônico (CO 2) e água. Já a combustão
incompleta ocorre quando não houver oxigênio suficiente para consumir todo o
combustível e há liberação de monóxido de carbono (CO) e água ou carbono (C) e
água.

2. Qual o componente do ar que alimenta as combustões?


Gás oxigênio.

3. Classifique como verdadeira(V) ou falsa(F) cada uma das afirmativas a seguir:

a) (F) O oxigênio é uma fonte de calor.


b) (V) Para que o fogo se forme, basta juntar combustível, calor e oxigênio.
c) (V) Vapores de gasolina pegam fogo.
d) (V) O álcool é um líquido inflamável.
e) (F) Faísca elétrica nunca provoca incêndio.

4. Habitualmente, quando trocamos um botijão de gás de cozinha, colocamos água


com sabão na junção da mangueira com a válvula do botijão. Qual a finalidade desse
procedimento?

Para verificar está havendo escapamento de gás.

5. Qual explicação para as diversas cores das chamas?

As cores das chamas estão relacionadas ao tipo de combustão que a mesma está
sofrendo. Na combustão completa, por apresentar maior energia a chama
apresentará cor azul, já na combustão incompleta, que apresenta menor energia a
cor da chama será amarela.

10
Aula 2: A combustão e a energia

Você já parou para pensar como a energia é importante na nossa vida?


Precisamos dela para nos aquecer, para nos movimentar, na preparação de nossos
alimentos. Enfim, o que seria de nós sem energia?

Até o ser humano ter o domínio do fogo, ou seja, saber usar controladamente o
fogo proveniente da combustão (queima), a utilização da luz e do calor do sol foi
provavelmente sua principal fonte de energia. Embora não soubessem provocar fogo,
os homens talvez tenham aproveitado incêndios acidentais provocados por raios ou
por lava incandescente de algum vulcão, com isso aprenderam a manter o fogo, o que
significou uma transformação profunda em nossas vidas.

A partir do desenvolvimento industrial e o crescimento das cidades começou a


surgir uma grande necessidade de ampliar o uso de energia e consequentemente, de
combustíveis que suprissem tal necessidade. No capítulo anterior conhecemos as
reações de combustão, agora vamos entender que transformações ocorrem nos
materiais para o fornecimento de tanta energia.

A liberação ou consumo de energia durante uma reação é conhecida como


variação da entalpia (ΔH), isto é, a quantidade de energia dos produtos da reação (Hp)
menos a quantidade de energia dos reagentes da reação (Hr): ΔH = Hp – Hr. Podemos
verificar no diagrama a seguir a variação da energia nas reações exotérmicas (reações
que liberam energia - ∆H < 0) e endotérmicas (reações que absorvem energia - ∆H > 0).

4
Diagrama da variação de energia.

4
http://www.qieducacao.com/2010/11/termoquimica-i-reacoes-endotermicas-e.html acesso em
02/10/2013.

11
Com a utilização do calor proveniente das reações de combustão pelo homem,
no decorrer de sua história, percebeu-se que materiais diferentes, quando queimados,
fornecem diferentes quantidades de energia. Assim, substituiu-se a madeira pelo
carvão vegetal, este pelo carvão mineral, e ambos pelo petróleo. A tabela a seguir nos
mostra alguns exemplos de combustíveis e seu poder calórico.

COMBUSTÍVEL FÓRMULA ΔH° (kJ/mol)


MOLECULAR

Carbono (carvão) C(s) - 393,5

Metano (gás natural) CH4 (g) - 802

Propano (componente do gás de cozinha) C3H8 (g) - 2.220

Butano (componente do gás de cozinha) C4H10 (g) - 2.878

Octano (componente da gasolina) C8H18 (l) - 5.471

Etino (acetileno, usado em maçarico) C2H2 (g) - 1.300

Etanol (álcool) C2H5OH (l) - 1.368

Hidrogênio H2 (g) - 286


5
Entalpia de combustão padrão para vários combustíveis.

A respiração é um exemplo de processo de combustão, ou seja, de “queima de


alimentos” que libera energia necessária para as atividades realizadas pelos
organismos. A reação inversa da respiração é a fotossíntese. Os seres vivos que não
são capazes de "armazenar" a energia luminosa dependem exclusivamente do uso de
energia envolvida nas transformações químicas. De maneira geral, esses seres utilizam
os compostos orgânicos fabricados pelos organismos que fazem fotossíntese,
alimentando-se desses organismos. São enormes as quantidades de energia
armazenada pelas plantas no processo da fotossíntese.

5
http://www.usp.br/qambiental/combustao_energia.html acesso em 03/10/2013.

12
combustão/respiração

C6H12O6(s) + 6 O 2(g) ↔ 6 CO2(g) + 6 H2O (ℓ) + energia

fotossíntese

No organismo dos seres vivos ocorrem inúmeras reações de combustão. Elas


são responsáveis pelas transformações químicas dos constituintes dos alimentos em
substâncias necessárias aos vários processos responsáveis pela manutenção da vida,
da mesma forma que os combustíveis fornecem diferentes quantidades de energia, os
alimentos também ao serem queimados nos fornecem quantidades de energia
diferentes. Podemos comprovar analisando a tabela a seguir:

6
Valores energéticos dos alimentos.

6
http://www.eciencia.usp.br/arquivoEC/exp_antigas/igepeq.html acesso em 03/10/2013.

13
Assim como determinados alimentos liberam certa quantidade de energia, cada
pessoa necessita de determinada quantidade de energia, para suprir suas
necessidades diárias. Vejamos a tabela a seguir:

Necessidade energética dos seres humanos por faixa etária.

O estudo termodinâmico é de fundamental importância não só para que nos


permita utilizar, de forma racional, os combustíveis naturais que podemos extrair da
natureza. Além de aprimorar o processo de queima, podemos diminuir a poluição
atmosférica, reaproveitar ao máximo os resíduos sólidos e construir máquinas cada vez
mais eficientes. Como também analisar que uma alimentação inadequada, isto é, que
não é capaz de fornecer quantidade de energia suficiente, pode levar a um
retardamento no desenvolvimento das crianças, à subnutrição e à desnutrição.
Segundo dados das Nações Unidas, um índice menor que 2400 calorias diárias (para a
pessoa em idade adulta) podem resultar em desnutrição.

Agora que fechamos mais uma etapa de nosso estudo, que tal partirmos para
as atividades?

Atividades Comentadas 2

1. (SANTACASA-SP) A maior parte da energia utilizada em todo o mundo provém de


reações químicas. Reações químicas que fornecem energia são aquelas em que os
reagentes:

a) São mais energéticos que os produtos;

14
b) Os produtos são energicamente equivalentes;

c) Se transformam em produtos gasosos;

d) Os produtos se apresentam no estado ativado;

e) Apresentam maior número de moléculas do que os produtos.

2. (Fuvest-SP) Considere a reação de fotossíntese e a reação de combustão da glicose


representadas a seguir:
6 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) → C6H12O6(s) + 6 O2(g) (Fotossíntese)

C6H12O6(s) + 6 O2(g) → 6 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) (Combustão da glicose)

Sabendo que a energia envolvida na combustão de um mol de glicose é 2,8 · 10 6 J, ao


sintetizar meio mol de glicose, a planta irá liberar ou absorver energia? Determine o
calor envolvido nessa reação.

C6H12O6(s) + 6 O2(g) → 6 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) (Combustão da glicose) ∆H = – 2,8 x 106J

6 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) → C6H12O6(s) + 6 O2(g) (Fotossíntese) – representa a reação


inversa, logo ∆H = + 2,8 x 106J

Para sintetizar 1 mol de C6H12O6, a planta absorve 2,8 x 106J.

1 mol de C6H12O6 2,8 x 106J


0,5 mol de C6H12O6 X
X = 0,5 x 2,8 x 106
X = 1,4 x 106J

3. (Enem) Ao beber uma solução de glicose (C6H12O6), um cortador de cana ingere uma
substância:

a) que, ao ser degradada o pelo organismo, produz energia que pode ser usada para
movimentar o corpo.

15
b) inflamável que, queimada pelo organismo, produz água para manter a hidratação
das células.

c) que eleva a taxa de açúcar no sangue e é armazenada na célula, o que restabelece o


teor de oxigênio no organismo.

d) insolúvel em água, o que aumenta a retenção de líquidos pelo organismo.

e) de sabor adocicado que, utilizada na respiração celular, fornece CO2 para manter
estável a taxa de carbono na atmosfera.

Aula 3: Cinética Química

Ao longo da história percebemos uma preocupação muito grande a cerca da


conservação dos alimentos. O homem primitivo recolhia seus alimentos e utilizava a
parte mais fria e escura da caverna para estocá-los. Com o passar do tempo foram
percebendo que as baixas temperaturas permitem retardar ou inibir as reações
químicas de deterioração natural e as atividades enzimáticas sobre os componentes
dos alimentos, diminuindo ou inibindo o crescimento e as atividades dos micro-
organismos. Atualmente, destacam-se a refrigeração e o congelamento como métodos
que utilizam temperaturas baixas para conservação dos alimentos. Neste capítulo
vamos entender como se deu a contribuição da Química na conservação dos alimentos
através do estudo da Cinética Química.

Cinética é a parte da Química que estuda a velocidade das reações químicas e


os fatores que afetam essa velocidade.

Conhecer a velocidade de uma reação química é saber o quanto se consumiu


de um determinado reagente ou quanto se formou de um determinado produto,
num determinado intervalo de tempo. As reações químicas ocorrem com
velocidades diferentes e estas podem sofrer alterações, pois além da concentração
de reagentes e produtos, existem outros fatores capazes de alterar a velocidade.

16
1. Condições para ocorrência de uma reação química

Para que uma reação química ocorra é necessário que haja contato e
afinidade química entre os reagentes, bem como a colisão entre eles.

Teoria das Colisões

De acordo com a teoria das colisões pode-se afirma que a velocidade de uma
reação depende: da freqüência das colisões, da energia das colisões e da orientação
das moléculas nas colisões.

Se as colisões entre as moléculas reagentes formarem novas substâncias,


serão COLISÕES EFETIVAS ou EFICAZES.

7
Colisão efetivas.

Se as colisões entre as moléculas reagentes não formarem novas substâncias,


serão COLISÕES NÃO-EFETIVA ou NÃO-EFICAZES.

7
http://www.agamenonquimica.com/docs/teoria/fisico/cinetica.pdf acesso em 04/10/2013.

17
8
7 Colisão não-efetivas.

Energia de Ativação (Ea)

Energia de ativação é a quantidade mínima de energia necessária para que


uma reação ocorra, esta energia é necessária para a formação do complexo ativado.
Quanto menor a energia de ativação, maior será a velocidade da reação química.

9
Gráfico da energia de ativação.

8
http://www.agamenonquimica.com/docs/teoria/fisico/cinetica.pdf acesso em 04/10/2013.
9
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/quimica/cinetica-quimica-2-energia-de-ativacao-e-complexo-
ativado.htm acesso em 04/10/2013.

18
10
Influencia do catalisador na energia de ativação.

Catalisadores são substâncias que aumentam a velocidade das reações


químicas, diminuindo a energia de ativação.

2. Fatores que influenciam a velocidade das reações químicas

Concentração → quanto maior a concentração dos reagentes maior será a


velocidade da reação. Se aumentarmos a concentração dos reagentes, haverá um
maior número de colisões, o que fará com que a velocidade da reação seja maior.

11
Concentração dos reagentes

10
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/quimica/cinetica-quimica-2-energia-de-ativacao-e-complexo-
ativado.htm acesso em 04/10/2013.
11
http://www.brasilescola.com/quimica/concentracao-dos-reagentes-velocidade-das-reacoes.htm
acesso em 07/10/2013.

19
Superfície de Contato → quanto maior a superfície de contato entre os reagentes
maior a velocidade da reação.

Ao colocarmos o sal de frutas em pó na água, a reação é muito rápida, pois


todos os grãos do sal de fruta reagem com a água ao mesmo tempo, enquanto, ao
colocarmos o sal de frutas em pastilha na água a reação é mais lenta.

Reação entre antiácido efervescente e água em duas situações diferentes: no primeiro copo, o antiácido
está em pó e, no segundo, está em comprimido 12.

Temperatura → quanto maior a temperatura, maior a velocidade da reação.

Um alimento cozinha mais rapidamente numa panela de pressão (a água ferve


a uma temperatura maior), o que favorece o cozimento. Para melhor conservação dos
alimentos, devemos guardá-los em freezers; diminuindo a temperatura estaremos
diminuindo a velocidade das reações responsáveis pela decomposição.

12
http://www.brasilescola.com/quimica/superficie-contato-velocidade-das-reacoes.htm acesso em
07/10/2013.

20
Pressão → o aumento da pressão em reações que envolvem gases, aumenta a
velocidade das reações químicas.

13
Exemplo de aumento e diminuição da pressão .

Catalisadores → são substâncias que aumentam a velocidade das reações


químicas, diminuindo a energia de ativação.

Os catalisadores são de grande uso nas indústrias químicas, onde se precisa


ganhar o maior tempo possível na produção. No entanto, quando temos que diminuir
a velocidade da reação, usamos substâncias denominadas inibidores, que agem de
modo inverso aumentando a energia de ativação.

Observações:

 Um catalisador acelera a reação, mas não aumenta seu rendimento, isto é, ele
produz a mesma quantidade de produto, mas num período de tempo menor;
 O catalisador não altera o ∆H da reação;
 Um catalisador acelera tanto a reação direta quanto a inversa, pois diminui a
energia de ativação de ambas.

Neste capítulo conhecemos a importância de estudar a velocidade das reações


químicas. Vamos agora exercitar o que acabamos de aprender!

13
http://www.brasilescola.com/quimica/concentracao-dos-reagentes-velocidade-das-reacoes.htm
acesso em 07/10/2013.

21
Atividades Comentadas 3

1. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso):

a) (F) Para que uma reação química ocorra, é necessário apenas que os reagentes
estejam em contato.

b) (V) Energia de ativação é a quantidade mínima de energia para que uma reação
química ocorra.

c) (V) O aumento da superfície de contato entre os reagentes aumenta a velocidade


das reações químicas.

d) (F) A influencia da pressão sobre a velocidade das reações químicas não depende do
estado físico dos reagentes.

e) (V) Os conservantes de alimentos são exemplos de inibidores de reação.

2. Assinale a alternativa falsa:

a) O aumento da superfície de contato entre os reagentes aumenta a velocidade das


reações químicas.

b) A variação de pressão só tem efeito sobre reações em que há substâncias gasosas.

c) A variação de um catalisador faz com que a velocidade de uma reação aumente.

d) O aumento da concentração de reagentes aumenta a velocidade das reações.

e) A energia de ativação não tem efeito sobre a velocidade das reações.

3. (Fuvest-SP) Para remover uma mancha de um prato de porcelana fez-se o seguinte:


cobriu-se a mancha com meio copo de água fria, adicionaram-se algumas gotas de
vinagre e deixou-se por uma noite. No dia seguinte a mancha havia clareado
levemente. Usando apenas água e vinagre, sugira duas alterações no procedimento de
tal modo que a remoção da mancha possa ocorrer em menor tempo. Justifique cada
uma das alterações propostas:

22
I – Adicionar água quente ou morna – com isso mais colisões ocorrerão, aumentando
a rapidez da reação;

II – Aumentar a quantidade de vinagre – aumentando a concentração do reagente,


aumenta a velocidade da reação.

23
Avaliação

Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as turmas


que estão utilizando este material:

1° Possibilidade:
As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a
seguinte pontuação:
 Saerjinho: 2 pontos
 Avaliação: 5 pontos
 Pesquisa: 3 pontos

As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a


participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como
uma das três notas. Neste caso teríamos:

 Participação: 2 pontos
 Avaliação: 5 pontos
 Pesquisa: 3 pontos

1. (PUCRS) Uma importante aplicação dos calores de dissolução são as compressas de


emergência, usadas como primeiro-socorro em contusões sofridas, por exemplo,
durante práticas esportivas. Exemplos de substâncias que podem ser utilizadas são
CaCℓ2(s) e NH4NO3(s), cuja dissolução em água é representada, respectivamente, pelas
equações termoquímicas:
CaCℓ2(s) + aq →CaCℓ2(aq) ΔH = −82,7 kJ/mol
NH4NO3(s) + aq → NH4NO3(aq) ΔH = +26,3 kJ/mol
Com base nessas equações termoquímicas, é correto afirmar que:

24
A) a compressa de CaCℓ2 é fria, pois a reação ocorre com absorção de calor.
B) a compressa de NH4NO3 é quente, uma vez que a reação ocorre com liberação de
calor.
C) a compressa de CaCℓ2 é quente, já que a reação é exotérmica.
D) a compressa de NH4NO3 é fria, visto que a reação é exotérmica.
E) o efeito térmico produzido em ambas é o mesmo.

2. (UFRGS) A combustão de uma substância ocorre:


A) porque existe um fluido presente em todas os materiais combustíveis que é liberado
quando a mesmo queima.
B) pelo simples contato da mesma com o oxigênio, que é um material comburente.
C) na reação com o oxigênio, num processo exotérmico, originando moléculas mais
simples.
D) sempre que houver absorção de calor durante a reação.
E) sempre que o gás carbônico reage com a mesma, reduzindo-a a cinza com a
produção de calor ou luz.

3. (PUC - RS) Para responder à questão, relacione os fenômenos descritos na coluna I


com os fatores que influenciam na velocidade dos mesmos, mencionados na coluna II.

COLUNA I
1 - Queimadas se alastrando rapidamente quando está ventando;
2 - Conservação dos alimentos no refrigerador;
3 - Efervescência da água oxigenada na higiene de ferimentos;
4 - Lascas de madeiras queimando mais rapidamente que uma tora de madeira.

COLUNA II
A - superfície de contato;
B – catalisador;
C – concentração;

25
D – temperatura.

A alternativa que contém a associação correta entre as duas colunas é

A) 1 - C; 2 - D; 3 - B; 4 – A
B) 1 - D; 2 - C; 3 - B; 4 – A
C) 1 - A; 2 - B; 3 - C; 4 – D
D) 1 - B; 2 - C; 3 - D; 4 – A
E) 1 - C; 2 - D; 3 - A; 4 – A

4. (Unesp) Sobre catalisadores, são feitas as quatro afirmações seguintes:

I - São substâncias que aumentam a velocidade de uma reação;


II - Reduzem a energia de ativação da reação;
III - As reações nas quais atuam não ocorreriam nas suas ausências;
IV - Enzimas são catalisadores biológicos.
Dentre estas afirmações, estão corretas, apenas:

A) I e II.
B) II e III.
C) I, II e III.
D) I, II e IV.
E) II, III e IV.

5. (PUC-SP) Considere as duas fogueiras representadas abaixo, feitas, lado a lado, com
o mesmo tipo e qualidade de lenha.

26
14
Representação da organização das fogueiras .

A rapidez da combustão da lenha será:

a) maior na fogueira 1, pois a superfície de contato com o ar é maior.


b) maior na fogueira 1, pois a lenha está mais compactada, o que evita a vaporização
de componentes voláteis.
c) igual nas duas fogueiras, uma vez que a quantidade de lenha é a mesma e estão no
mesmo ambiente.
d) maior na fogueira 2, pois a lenha está menos compactada, o que permite maior
retenção de calor pela madeira.
e) maior na fogueira 2, pois a superfície de contato com o ar é maior.

14
http://www.cmf.ensino.eb.br/sistemas/matDidatico/arquivo/arquivo/1122_arquivo.pdf acesso em
07/10/2013.

27
Pesquisa

Caro professor aplicador, como sugestão de pesquisa o tema abordado será


Água e Qualidade de Vida, espera-se que o aluno realize esta atividade em casa,
devendo ser entregue ao professor com data pré estabelecida por você ou pela Unidade
Escolar.
O corpo humano é composto de cerca de 60% de água, ela favorece a
ocorrência de várias reações químicas, pois suas moléculas estão em constante
movimentação dentro de um sistema, o que favorece a agitação das mesmas na
solução, com isso, há uma maior facilidade de “chocarem-se” e reagirem. Essas
reações químicas fornecem energia para os processos corporais, como respiração ou
respirar e sintetizam novo material orgânico para o corpo para usar em outras funções.
Sem papel da água no metabolismo, o corpo não seria capaz de realizar funções
básicas de movimento, crescimento, reprodução e desenvolvimento. Através da
pesquisa registre individualmente e entregue ao professor segundo a data
estabelecida por ele.

I – Algumas pessoas enfrentam diariamente um grande transtorno de ficar sem água,


você já passou por esta experiência?
R:_____________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

II – Quais as conseqüências tanto para os seres humanos, quanto para o meio


ambiente da falta de água?
R:_____________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

III – Quais as medidas deverão ser tomadas para a preservação da água, já que o
acesso à água é uma grande preocupação mundial, visto que, este recurso por conta
da interferência do homem no meio ambiente, está cada vez menos acessível à
população?

28
Referências

[1] TITO, M.P.E. CANTO, E. L. Química na abordagem do Cotidiano. Volume 2. Moderna


Ltda. São Paulo, 1943. Vol.2 - Capítulo 6 (págs.192 a 231) e Capítulo 7 (págs.232 a 263).

[2] LISBOA, Julio Cezar Foschini. Ser Protagonista Química. Volume 2. Editora SM
Edições. Vol 2 – Capítulo 5 (págs.88 a 113) e Capítulos 6 e 7 (págs.114 a 151);

[3] Usberco, João Química — volume único / João Usberco, Edgard Salvador.— 5. ed.
reform. — São Paulo : Saraiva, 2002. Unidade 12 ( págs. 318 a 323) e Unidade 15
(págs.386 a 396 ).

29
Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Elaine Antunes Bobeda


Marco Antonio Malta Moure
Renata Nascimento dos Santos

30
Química
Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada - 01
3° Série | 1° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Química Ensino Médio 1° 3ª

Habilidades Associadas

1. Reconhecer a coexistência de reagentes e produtos (equilíbrio dinâmico) em reações


químicas e bioquímicas (ex: metabolismo celular).

2. Identificar os fatores que perturbam o equilíbrio de uma reação, tais como a concentração
das substâncias envolvidas, a temperatura e a pressão (princípio de Le Chatelier).
Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar suas
competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa a ter maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

2
Caro Tutor,
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 1° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 3ª Série
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um
mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, os alunos irão aprender o que é um Equilíbrio
Químico. Na primeira parte deste caderno, eles irão rever o conceito de reação química
e sua reversibilidade e compreender como este assunto está relacionado em seu
cotidiano. Na segunda parte, irão aprender a reconhecer os diversos fatores que
influenciam nesse equilíbrio.
Para os assuntos abordados em cada bimestre, vamos apresentar algumas
relações diretas com todos os materiais que estão disponibilizados em nosso portal
eletrônico Conexão Professor, fornecendo diversos recursos de apoio pedagógico para o
Professor Tutor.
Este documento apresenta 05(cinco) aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Estimule os alunos a ler o texto e, em seguida, resolver as
Atividades propostas. As Atividades são referentes a dois tempos de aulas. Para reforçar
a aprendizagem, propõe-se, ainda, uma pesquisa e uma avaliação sobre o assunto.

Um abraço e bom trabalho!


Equipe de Elaboração

3
Sumário

Introdução ............................................................................................... 03
Objetivos Gerais ...................................................................................... 05
Materiais de Apoio Pedagógico ............................................................... 05
Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 06
Aula 1: Equilíbrio Químico ....................................................................... 07
Aula 2: Deslocamento de Equilíbrio......................................................... 12
Aula 3: Pressão influência no equilíbrio................................................. 15
Avaliação .................................................................................................. 18
Pesquisa .................................................................................................. 21
Referências ............................................................................................. 22

4
Objetivos Gerais

Neste bimestre podemos ressaltar os conceitos fundamentais relacionados ao


equilíbrio químico, como reversibilidade e suas interpretações. Além disto,
abordaremos a influência de fatores como concentração, pressão e temperatura na
proporção que se encontram no estado de equilíbrio. Tal influência é explicada a partir
do princípio de Le Chatelier.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

Teleaulas No 38

5
Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as Atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa compreendê-lo
sem o auxílio de um professor;
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3;
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma individual
ou em dupla;
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na seção
Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o;
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base;
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas nas
ATIVIDADES;
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas com
toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala para
que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

6
Aula 1: Equilíbrio Químico

Boa parte da água da Terra está em um constante processo de mudanças. Dos


mares, rios e lagos a água passa para a atmosfera, umidificando o ar e formando as
nuvens. Das nuvens originam-se as chuvas que alimentam os lençóis freáticos e os rios,
levando vida às mais longínquas regiões. As mudanças de estado da água são,
portanto, processos reversíveis.
Os processos que não podem retornar aos estados iniciais são chamadas
irreversíveis. A queima de combustíveis é um exemplo típico de processo irreversível.
A reversibilidade característica de muitas reações químicas, está associada a
condições como: temperatura, pressão e concentração dos reagentes.
Para indicar a reversibilidade das reações, suas equações são representadas

com uma seta dupla ( ), indicando que as reações se processam nos dois sentidos.

N2(g) + 3H2(g) 2NH3(g)

Chamamos de EQUILÍBRIO QUÍMICO a situação na qual a velocidade da reação


direta (V1) é igual à velocidade da reação reversa (V2) e as concentrações molares
(quantidades) dos reagentes e dos produtos são constantes (não se alteram).

O equilíbrio químico só será atingido quando V1 = V2 , e a temperatura


permanecer constante. Logo, nos sistemas químicos em equilíbrio:

 Reagentes, assim como produtos, são consumidos, na mesma proporção nas


quais são formados;
 Reagentes e produtos coexistem em concentrações que não se alteram;
 A rapidez da reação direta é igual à rapidez da reação inversa;
 As propriedades macroscópicas do sistema são constantes;
 O equilíbrio químico é um equilíbrio dinâmico, isto é, a reação não para. E é
isso que mantém as quantidades de reagentes e produtos constantes.

7
GRÁFICO DAS VELOCIDADES DIRETA E REVERSA

http://www.brasilescola.com/quimica/equilibrios-quimicos.htm

No início, a velocidade da reação inversa (v2) está zerada, enquanto a


velocidade da reação direta (v1) é máxima. Com o passar do tempo, a velocidade da
reação inversa aumenta enquanto a velocidade da reação direta diminui. No instante
te, a velocidade das duas reações são igualadas, e o equilíbrio é obtido.

CONSTANTE DE EQUILÍBRIO ( KC)

Vamos medir as quantidades de reagentes e produtos de uma reação química?

Quando uma reação química está em equilíbrio, utilizamos um valor numérico


para medir as quantidades formadas de produtos e reagentes . Esse valor numérico é
chamado de constante de equilíbrio ( KC) .
Essa constante é o resultado de um cálculo que envolve as concentrações
(quantidades) dos produtos e as concentrações (quantidades) dos reagentes.
Vejamos como calcular a constante de equilíbrio ( KC), a partir de uma reação
genérica:

Aa + bB ↔ cC + dD

Onde:
Kc: é a constante de equilíbrio
a,b,c e d: são os coeficientes da equação

8
a: é o coeficiente da substância A
b: é o coeficiente da substância B
c: é o coeficiente da substância C
(A): é a concentração molar da substância A
(B): é a concentração molar da substância B
(C): é a concentração molar da substância C
(D): é a concentração molar da substância D

OBSERVAÇÃO: no cálculo da constante de equilíbrio Kc, as concentrações


molares dos produtos sempre serão divididas pelas concentrações molares dos
reagentes. Além disso, todas as concentrações devem ser elevadas aos respectivos
coeficientes estequiométricos.

A concentração molar é obtida através da fórmula M = n1 ∕ v ,

Onde: M = Concentração molar;


n1 = número de mols;
V= volume da solução.

Quando o volume da solução não é dado ou é igual a 1, a concentração molar é


igual ao número de mols.
Vamos praticar com um exemplo para o cálculo da constante de equilíbrio?

Exemplo: Em uma certa reação de síntese( formação) da amônia (NH3), ao se


atingir o equilíbrio, temos: 0,20 mol/l de gás nitrogênio (N2) , 0,80 mol/l de gás
hidrogênio (H2) e 0,40 mol/l de amônia, de acordo com a equação química abaixo:

1 N2(g) + 3 H2(g) ⇔ 2 NH3(g)

Coeficiente Coeficiente Coeficiente

estequiométrico estequiométrico estequiométrico

9
Para calcularmos o valor da constante de equilíbrio, temos primeiro que encontrar a
expressão de Kc:

Onde:
Kc: é a constante de equilíbrio
1: é o coeficiente do gás nitrogênio N2
3: é o coeficiente do gás hidrogênio H2
2: é o coeficiente da amônia NH3
(NH3): é a concentração molar da amônia
(N2): é a concentração molar do gás nitrogênio
( H2): é a concentração molar do gás hidrogênio

Agora podemos calcular o valor da constante de equilíbrio, substituindo na expressão,


os valores das concentrações molares dadas na reação:

Kc = ( 0,40 ) 2 ∕ ( 0,20)1 . ( 0,80 )3


Kc = 1, 56

10
Atividades Comentadas

1) Assinale V (verdadeiro) ou F (falso):

a) ( V ) Quando um fator externo age em um sistema em equilíbrio, o sistema desloca-


se no sentido contrário para compensar o efeito produzido por esse fator.
b) ( F ) Reações endotérmicas são favorecidas pela diminuição da temperatura.
c) ( V ) Em um sistema em equilíbrio, a diminuição da temperatura desloca a reação no
sentido da reação exotérmica.
d) ( F ) O aumento ou diminuição uma dos participantes de uma reação não altera o
seu equilíbrio químico.
e) ( F ) A pressão modifica equilíbrios químicos apenas em sistemas que só contém
sólidos.

2) Assinale a alternativa INCORRETA:

a) um sistema em equilíbrio não pode ser deslocado por fatores externos, tais como:
pressão, temperatura e concentração dos reagentes e produtos.
b) o aumento da temperatura favorece as reações endotérmicas.
c) a diminuição de concentração dos reagentes desloca o equilíbrio químico no sentido
dos reagentes, para esquerda.
d) a pressão só modificará sistemas gasosos com diferença de volume entre os
reagentes e os produtos.
e) os catalisadores não deslocam o equilíbrio químico das reações.

11
Aula 2: Interferência? Desequilíbrio? “Chatelier” no Equilíbrio
químico!

As alterações dos estados de equilíbrio, em conseqüência de alterações de


condições físicas ou químicas, foram estudadas pelo químico francês Henry Louis Le
Chatelier (1850-1936). Ele lançou uma generalização simples, mas de grande alcance, a
respeito do comportamento de sistemas em equilíbrio: o chamado PRINCÍPIO DE LE
CHATELIER.
De acordo com o princípio de Le Chatelier, podemos afirmar que para um sistema em
equilíbrio:

Um aumento de temperatura favorece o sentido da reação endotérmica


(absorve calor - ∆H positivo);

Uma diminuição de temperatura favorece o sentido da reação exotérmica


(libera calor - ∆H negativo);

Um aumento da concentração de uma substância favorece o sentido da reação


em que tal substância é consumida;

Aumento do [reagente] → desloca a reação no sentido do produto.


Aumento do [produto] → desloca a reação no sentido do reagente.

Uma diminuição de alguma substância favorece o sentido da reação em que tal


substância é produzida;
Diminuição do [reagente] → desloca a reação no sentido do reagente.
Diminuição do [produto] → desloca a reação no sentido do produto.

Um aumento de pressão favorece o sentido da reação no qual há menor


quantidade de matéria de substâncias gasosas;
Aumento da pressão → menor volume

12
Uma diminuição de pressão favorece o sentido da reação no qual há maior
quantidade de matéria de substâncias gasosas;
Diminuição da pressão → maior volume
Os catalisadores são substâncias químicas que aumentam a velocidade das
reações químicas, em um equilíbrio químico, o catalisador apenas acelera a
situação de um equilíbrio químico, ou seja, diminui o tempo necessário para se
atingir o equilíbrio, pois diminui a energia de ativação da reação.

Atividades Comentadas

Atenção: Nas questões de número 1 até o número 4, escolha apenas uma resposta
correta:

1) Considere o equilíbrio 2CO2(g) ↔ 2CO(g) + O2(g). Quando se adiciona O2 gasoso a esse


sistema:

a) ( ) o equilíbrio é deslocado para a direita.


b) ( ) há uma alteração na constante de equilíbrio.
c) ( ) há um aumento na energia de ativação da reação reversa.
d) ( ) há formação de uma quantidade maior de CO.
e) ( ) há formação de uma quantidade maior de CO2.

2) Observe o equilíbrio:
N2(g) + 2O2(g) ↔ NO2(g)
Para ocorrer formação de N2(g) e O2(g), devemos:
a) ( ) aumentar a pressão do N2.
b) ( ) diminuir as pressões parciais do N2(g) e O2(g).
c) ( ) diminuir a pressão do NO2.
d) ( ) aumentar a pressão total do sistema.
e) ( ) aumentar a agitação das moléculas do produto.

13
3) Um dos processos mais importantes industriais é a fixação do nitrogênio através de
sua transformação em amônia, podendo ser representado pela equação abaixo:

N2(g) + 3H2(g) ↔ 2NH3(g) ∆H = -92 KJ/mol

Em relação a esse processo, podemos dizer que irá ocorrer maior concentração do
produto quando:

a) ( ) ocorrer aumento da temperatura.


b) ( ) ocorrer diminuição da pressão parcial do hidrogênio.
c) ( ) ocorrer uma maior agitação das moléculas do produto.
d) ( ) ocorrer um aumento na pressão total pela adição de um gás inerte.
e) ( ) ocorrer um aumento da pressão parcial dos reagentes.

4) Em determinadas condições de temperatura e pressão, existe 0,5 mol/l de N 2O4 em


equilíbrio com 2 mol/l de NO2 , segundo a equação : N2O4(g) ↔ NO2(g) . O valor da
constante de equilíbrio ( Kc) , desse equilíbrio, é:
a) ( ) 6
b) ( ) 10
c) ( ) 7
d) ( ) 4
e) ( ) 8

5) Considere o seguinte sistema em equilíbrio:

4NH3(g) + 3O2(g) ↔ 2N2(g) + 6H2O(g) ∆H = + 1531 KJ

a) Caso o sistema em equilíbrio seja perturbado pela adição de N 2, em que direção


deverá ocorrer o favorecimento da reação?
No sentido dos reagentes, pois, com o aumento da concentração nos
produtos, favorecerá o aumento da reação inversa.

14
b) Caso o sistema em equilíbrio seja aquecido, em que sentido deverá ocorrer o
favorecimento da reação?
Como a reação é endotérmica, ao adicionar mais calor ao sistema
haverá favorecimento no sentido dos produtos (favorece o sentido
endotérmico).

Aula 3: A pressão influencia no equilíbrio químico?

OLÁ! VOCÊ CONHECE O PRÍNCIPIO DE LE CHATELIER?

http://web.ccead.puc-
rio.br/condigital/mvsl/Sala%20de%20Leitura/conteudos/SL_equilibrio_quimico.pdf

Este princípio, proposto por Henry Louis Le Chatelier, enuncia que quando um
fator (temperatura, pressão ou quantidade de um dos componentes) que influenciam
um sistema em equilíbrio é alterado, esse sistema se ajusta para compensar a variação
e alcançar novamente o equilíbrio.
Neste momento falaremos sobre o efeito da VARIAÇÃO DA PRESSÃO em um
sistema em equilíbrio. Vejamos duas situações e analisaremos :

1ª situação: A figura abaixo mostra que a reação está se deslocando no sentido da


conversão de uma molécula de tetróxido de nitrogénio ( N 2O4) em duas de óxido
nítrico (NO2), representadas no sentido azul da seta dupla.

15
http://web.ccead.puc-
rio.br/condigital/mvsl/Sala%20de%20Leitura/conteudos/SL_equilibrio_quimico.pdf

Podemos perceber que haverá um aumento de moléculas de NO2 e,


consequentemente um maior número de moléculas no sistema. Desta forma
observamos que este sistema tenderá a manifestar uma pressão maior.

2ª situação: A figura nos mostra que a reação agora se desloca no sentido oposto onde
duas moléculas de óxido nítrico (NO2) são convertidas em uma molécula de tetróxido
de nitrogénio (N2O4), sentido vermelho da seta dupla. Podemos perceber que haverá
uma redução de moléculas e, consequentemente uma redução de pressão.

http://web.ccead.puc-
rio.br/condigital/mvsl/Sala%20de%20Leitura/conteudos/SL_equilibrio_quimico.pdf

É importante lembrar que essa conversão acontece de forma dinâmica; quando


um estado de equilíbrio é atingido, as concentrações dos reagentes e produtos
permanecem constantes, contudo, variáveis como pressão e temperatura podem
interferir.

16
Atividades Comentadas

Atenção: Leia atentamente e escolha uma opção correta:

1) O equilíbrio N2(g) + 2 O2(g) ↔ 2 NO2(g) desloca-se no sentido de formar N2(g) e


O2(g) , quando:

a) ( ) a pressão do N2 aumentar.

b) ( ) a pressão do NO2 é diminuída.

c) ( ) a pressão total aumentar.

d) ( ) as pressões parciais do N2 e O2.

e) ( ) adicionarmos um catalisador.

2) A síntese do pentacloreto de fósforo (PCl5 ) pode ser efetuada pela reação entre
o cloro gasoso (Cl2 )e o tricloreto de fósforo (PCl3) , conforme a equação:

PCl3(g) + Cl2(g) ↔ PCl5(g) ∆H = +39,5 kcal

Com o objetivo de aumentar a quantidade de pentacloreto de fósforo,


devemos agir sobre o sistema em reação:

a) ( ) diminuindo a pressão.

b) ( ) aumentando a pressão.

c) ( ) aumentando a temperatura.

d) ( ) retirando PCl3.

e) ( ) aumentando a velocidade da reação inversa

17
Avaliação

Caro Professor Aplicador, sugerimos algumas diferentes formas de avaliar as


turmas que estão utilizando este material:

1° Possibilidade:
As disciplinas nas quais os alunos participam da Avaliação do Saerjinho pode-se utilizar
a seguinte pontuação:
 Saerjinho: 2 pontos;
 Avaliação: 5 pontos;
 Pesquisa: 3 pontos.

As disciplinas que não participam da Avaliação do Saerjinho podem utilizar a


participação dos alunos durante a leitura e execução das atividades do caderno como
uma das três notas. Neste caso teríamos:

 Participação: 2 pontos;
 Avaliação: 5 pontos;
 Pesquisa: 3 pontos.

1. (ENEM 2ª aplicação 2010) Às vezes, ao abrir um refrigerante, percebe-se que uma


parte do produto vaza rapidamente pela extremidade do recipiente. A explicação
para esse fato está relacionada à perturbação do equilíbrio químico existente entre
alguns dos ingredientes do produto, de acordo com a equação:

CO2(g) + H2O(I) ↔ H2CO3(aq)

A alteração do equilíbrio anterior, relacionada ao vazamento do refrigerante nas


condições descritas, tem como consequência a:

a) liberação de CO2 para o ambiente.

18
b) elevação da temperatura do recipiente.
c) elevação da pressão interna no recipiente.
d) elevação da concentração de CO2 no líquido.
e) formação de uma quantidade significativa de H2O.

COMENTÁRIO: O equilíbrio é deslocado para a esquerda devido à liberação de CO2


para o ambiente.

2. (Enem 2005) Diretores de uma grande indústria siderúrgica, para evitar o


desmatamento e adequar a empresa às normas de proteção ambiental, resolveram
mudar o combustível dos fornos da indústria. O carvão vegetal foi então
substituído pelo carvão mineral. Entretanto, foram observadas alterações
ecológicas graves em um riacho das imediações, tais como a morte dos peixes e
dos vegetais ribeirinhos. Tal fato pode ser justificado em decorrência:

a) da diminuição de resíduos orgânicos na água do riacho, reduzindo a demanda de


oxigênio na água.
b) do aquecimento da água do riacho devido ao monóxido de carbono liberado na
queima do carvão.
c) da formação de ácido clorídrico no riacho a partir de produtos da combustão na
água, diminuindo o pH.
d) do acúmulo de elementos no riacho, tais como, ferro, derivados do novo
combustível utilizado.
e) da formação de ácido sulfúrico no riacho a partir dos óxidos de enxofre liberados na
combustão.

COMENTÁRIO: O enxofre é uma impureza presente no carvão mineral e sua queima


produz dióxido de enxofre (SO2) e trióxido de enxofre (SO3), óxido responsável pela
formação de ácido sulfúrico:
S + O2 → SO2
SO2 + O2 → SO3
SO3 + H2O → H2SO4

19
3. (UFSM-RS) A constante de equilíbrio para a reação: N2(g) + 3H2(g) ↔ 2NH3(g)
diminui com o aumento da temperatura.
Com base nesse dado, pode-se afirmar que:

a) ( ) a formação de NH3 é uma reação exotérmica.


b) ( ) O equilíbrio da reação desloca-se para a direita, com o aumento da
temperatura.
c) ( ) Há diminuição da velocidade da reação endotérmica pelo aumento da
temperatura.
d) ( ) A formação de NH3 ocorre com absorção de calor.
e) ( ) O aumento da temperatura favorece o(s) produto (s) pela reação exotérmica.

4. ( UNI-RIO) A reação entre o clorofórmio e o cloro ocorre em sistema fechado e está


apresentada a seguir: CHCl3 (g) + Cl2(g) ↔ CCl4(g) + HCl(g)
Para minimizar a formação de HCl, deve-se aumentar o (a):
a) ( ) volume total do sistema.
b) ( ) pressão do sistema.
c) ( ) concentração de CCl4
d) ( ) concentração de CHCl3
e) ( ) concentração de Cl2

5. (FGV-SP) Dada a equação representativa de um equilíbrio químico,


A2(g) + 3B2(g)↔ 2 AB(g), a constante Kc desse equilíbrio é expressa por:
a) 2 (AB) ∕ (A2) + (B2)
b) (AB)2∕ (A2) + (B2)
c) 1 ∕ (A2). (B2)3
d) (AB)2 ∕ (A2). (B2)3
e) (A2) + 3 (B) ∕ 2(A3)3

COMENTÁRIO: Utilização do conceito de constante de equilíbrio químico

20
Pesquisa

Caro professor aplicador, como sugestão de pesquisa você pode direcionar os


seus alunos a pesquisarem as reações reversíveis e o cotidiano exemplificando com
as equações químicas e os seus devidos comentários

I. Faça uma pesquisa relacionando as reações reversíveis e o cotidiano


exemplificando com as equações químicas e os seus devidos comentários.

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21
Referências

[1] CARVALHO, Antonio. Sistema de Ensino IBEP: Apostila de Química. 8 ed. Rio de
Janeiro: IBEP, 2010.

[2] USBERCO, João; João Usberco, Edgard Salvador: QUÍMICA Volume único. 5ª.
Edição. São Paulo: SARAIVA, 2002.

[3] MORAES, Edgar Perin: QUÍMICA – Ensino Medio – coleção Frase Didática. São
Paulo, 2001.

[4] Orientações pedagógicas do Curriculo Minimo de Quimica 2012.

[5] Disponível em 21/07/2013 http://web.ccead.puc-


rio.br/condigital/mvsl/Sala%20de%20Leitura/conteudos/SL_equilibrio_quimico.pdf

22
Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Maurício Tavares Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Ivete Silva de Oliveira
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Elaine Antunes Bobeda


Marco Antonio Malta Moure
Renata Nascimento dos Santos

23
Química
Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada - 02
3ª Série | 2° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Química Ensino Médio 2° 3ª

Habilidades Associadas
1. Calcular a energia elétrica envolvida numa transformação química e compreender a sua
aplicação em pilhas e Baterias.

2. Reconhecer o agente redutor e oxidante em uma reação de óxido-redução.

3. Entender o fenômeno da corrosão e de proteção da corrosão a partir da série de reati-


vidade de óxido-redução.
Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

2
Caro Tutor,
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 2° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 3ª Série
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um
mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, o aluno começa a ter contato com os fenômenos
químicos que envolvem eletricidade, seja a produção de corrente elétrica gerada por
uma reação química; seja a ocorrência de uma reação química pelo uso de corrente
elétrica. Ambos os processos são de fundamental importância na sociedade
contemporânea, especialmente em nossa busca por fontes alternativas de energia
química capazes de gerar eletricidade de forma efetiva e eficiente.
Este documento apresenta 05 (cinco) aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Leia o texto e, em seguida, resolva as Atividades propostas. As
Atividades são referentes a um tempo de aula. Para reforçar a aprendizagem, propõe-
se, ainda, uma avaliação e uma pesquisa sobre o assunto.

Um abraço e bom trabalho!


Equipe de Elaboração

3
Sumário

Introdução ............................................................................................... 03
Objetivos Gerais ...................................................................................... 05
Materiais de Apoio Pedagógico .............................................................. 05
Orientação Didático-Pedagógica ............................................................. 06
Aula 01: Você já imaginou como o mundo seria sem o uso de pilhas e
baterias?.................................................................................................... 07
Aula 02: Alguns perdem....outros ganham!!! Reação de oxirredução..... 11
Aula 03: Vamos fazer a campainha funcionar com a Pilha de Daniel?...... 14
Avaliação ................................................................................................ 19
Pesquisa ................................................................................................... 22

Referências .............................................................................................. 23

4
Objetivos Gerais

Na 3ª série do Ensino Médio, os alunos vão aprender sobre a Eletroquímica. As aulas


deste caderno mostrarão a aplicação da eletroquímica nas células de hidrogênio, a
associação das reações de oxirredução com o funcionamento das células de
hidrogênio, a relação do fluxo de elétrons com as reações de oxirredução e a descrição
do esquema da Pilha de Daniell .

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:

Aula Referência Teleaulas nº

Aula 1 21
Aula 2 22

5
Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa
compreendê-lo sem o auxílio de um professor;
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3;
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma
individual ou em dupla;
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na
seção Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o;
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base;
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas
nas ATIVIDADES;
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas
com toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala
para que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

6
Aula 1: Você já imaginou como o mundo seria sem o uso de
pilhas e baterias?

Figura 1: Notícia de 14 de junho de 2012 do Portal da Copa, disponível em http://www.copa2014.


gov.br/pt- br/noticia/brasil-podera-ter-frota-de-onibus-movido-hidrogenio-ate-copa-de-2014-diz-
cientista-da-ufrj

A reportagem acima fala de um veículo movido a hidrogênio!


Este veículo funciona porque possui um dispositivo chamado célula de
hidrogênio ou célula combustível. Caro aluno, você já ouviu falar delas?
Célula de combustível ou de hidrogênio é na verdade uma pilha! Ela possui um
polo positivo e um polo negativo que utiliza o gás hidrogênio que, ao se combinar com
o oxigênio capturado do ar, produz energia elétrica e vapor d’água.
Os veículos movidos a H2 tem como grande desvantagem o fato de o gás
hidrogênio ser um combustível muito caro. Mas a tendência é que esses ônibus
circulem pelo mundo todo, pois permitem a produção de limpa energia, diminuindo a
emissão de gases poluentes.
A célula a combustível é um dispositivo eletroquímico que converte a energia
química contida no hidrogênio em energia elétrica e água. O hidrogênio irá gerar
energia para movimentar o motor elétrico do veículo, da mesma forma que ocorre
dentro de uma pilha comum.
A grande diferença é que, nessas células, os reagentes são continuamente
repostos a partir de um reservatório externo, diferente das pilhas e baterias comuns,
que quando os reagentes terminam, param de funcionar, restando apenas o seu
descarte.
E as baterias recarregáveis como as de celular e de computadores portáteis?
Qual a diferença?

7
A bateria é recarregável quando todas as suas semi-reações são reversíveis, ou
seja, reações que ocorrem nos dois sentidos.
Dentro dessas baterias, os reagentes são consumidos, gerando corrente elétrica
para o funcionamento do celular, por exemplo. Quando a recarregamos, precisamos
ligá-la a uma fonte de eletricidade para que a reação reversa ocorra, regenerando os
reagentes necessários ao seu funcionamento. Assim, podemos utilizá-las novamente
para a produção de energia.
A invenção da pilha foi muito importante para a sociedade. Você já imaginou
como as baterias são importantes para o uso da tecnologia ao nosso redor? É o avanço
da ciência que descobre artefatos que facilitam muito o nosso cotidiano. Você
consegue imaginar o mundo sem as pilhas e baterias?
Agora que já sabemos da sua importância, vamos realizar uma atividade onde
observaremos que através de uma reação química se é capaz de transferir elétrons.

Atividades Comentadas

Para descobrir como ocorre esta transferência de elétrons vamos realizar um


experimento no qual você precisará de:
- água;
- um frasco transparente ou um tubo de ensaio - solução de sulfato de cobre (CuSO4)
que pode ser comprado em loja de material de piscina;
- um pedaço de esponja de aço ou um prego;
- um bastão de vidro ou plástico, ou um canudo plástico.

Figura 2 – Esse é o material que você necessitará para realizar a atividade 1.


Disponível em http://cejarj.cecierj.edu.br/# acessado em 18/08/2013.

Observação importante: O sulfato de cobre (CuSO4) é utilizado como pesticida,


germicida e aditivo para solo, entre outras coisas. Também é conhecido como azul de
vitríolo e pode ser encontrado em casas de produtos agropecuários ou em lojas de

8
material de piscina. Cuidado ao manuseá-lo! Ele pode ser tóxico em determinadas
concentrações. Use luvas, óculos de proteção e máscara contra pó.

Realizando o experimento: Dissolva um pouco de sulfato de cobre em água até a


obtenção de uma coloração azulada e anote o aspecto inicial da solução. Em seguida,
mergulhe a palha de aço na solução preparada. Se tiver dificuldade, use o bastão.
Preste bastante atenção durante a realização desse experimento e relate, na tabela
abaixo, as modificações ocorridas durante a transformação química.

MATERIAL ASPECTO INICIAL ASPECTO FINAL


SOLUÇÃO DE SULFATO DE Coloração azul Coloração castanho
COBRE avermelhado.

PALHA DE AÇO Inteira, sem mudanças Desmancha dentro da


solução.

Ao realizar o experimento da atividade 1, você deve ter percebido as seguintes


ocorrências, durante o experimento:
Sobre o pedaço de palha de aço se deposita um material sólido castanho
avermelhado;
A intensidade da cor da solução diminui depois de um tempo; a palha de aço
vai se “desmanchando”.

Figura 3 – A solução de sulfato de cobre (CuSO4 ) possui coloração azul característica devido à presença de íons
4

Cu2+ (foto da esquerda). Ao final do experimento a cor da solução foi alterada (foto da direita).
Disponível em http://cejarj.cecierj.edu.br/# acessado em 18/08/2013.

9
Figura 4 – Resultado final da atividade 1. Durante a transformação química, ocorre a
formação de um depósito castanho-avermelhado sobre a superfície da palha de aço e a solução perde a sua
coloração azulada. Com o passar do tempo, a palha de aço se dissolverá, restando apenas o depósito formado.
Dsiponível em :http://cejarj.cecierj.edu.br/#

Agora, Responda as seguintes questões com base no experimento realizado:

1. Por que ocorre a diminuição da intensidade da cor azul na solução de sulfato de


cobre?
Resposta: A intensidade da cor azulada da solução de sulfato de cobre é devido à
2+
presença de íons cobre II (Cu ). Então, a diminuição da coloração , significa que esses
íons “desaparecem” da solução.

2. O que ocorre com a palha de aço?


Resposta: ocorre a deposição de um sólido castanho-avermelhado sobre o
pedaço da palha de aço, essa cor é característica de materiais formados por
átomos de cobre.

3. Você acredita que esta reação de oxido redução seja espontânea?

Resposta: a reação ocorreu porque os íons Cu2+ ganham os elétrons perdidos


pelos átomos de Fe metálico. Essa transferência de elétrons ocorre de forma
espontânea, pois o ferro é um metal mais reativo do que o cobre.

4. O que caracteriza uma reação espontânea?

Resposta: A ocorrência de uma reação de oxirredução.

10
Aula 2: Alguns perdem....outros ganham!!!
Reação de oxirredução

Caro aluno, agora que já realizamos o experimento da atividade 1, podemos


perceber que as alterações ocorridas se deram por conta de alguns fatores como :

A intensidade da cor azulada da solução de sulfato de cobre é devido à presença de


íons cobre II (Cu2+). Então, a diminuição da coloração, significa que esses íons
“desaparecem” da solução;
No mesmo momento, ocorre a deposição de um sólido castanho-avermelhado
sobre o pedaço da palha de aço, essa cor é característica de materiais formados
por átomos de cobre;
Podemos concluir que átomos de cobre que estavam na solução na forma de íons,
depositaram-se sobre a palha de aço na forma de cobre metálico (Cu);
A semi-reação, pode ser expressa por: Cu2+ (aq) → Cu(s);
A palha de aço se desfez porque o ferro metálico, que compõe a palha de aço,
“dissolve”-se, diminuindo a sua quantidade. Os átomos de ferro metálico (Fe)
foram para a solução na forma de íons Fe ;
2+

A outra semi-reação pode ser expressa por: Fe(s) → Fe2+ (aq)

Com as conclusões retiradas do experimento 1, podemos nos perguntar como


estas reações acontecem de forma tão espontânea...... e a resposta pode ser explicada
pela TRANSFERÊNCIA DE ELÉTRONS!

Observe que o íon ferro II tem carga +2, o que significa que ele possui dois
elétrons a menos que o átomo de ferro (Fe). Assim, para que o ferro metálico
transforme-se em íon, deve perder elétrons, o que pode ser representado pela
seguinte equação química:

Fe(s) → Fe 2+ (aq) + 2e-


Esta semi-reação pode ser lida desta forma: um átomo de ferro, ao perder 2
elétrons, transforma-se no íon Fe .
2+

11
Isso quer dizer que a carga do ferro aumenta em duas unidades (Fe 2+). Essa
reação química é chamada de oxidação. Qualquer substância que sofre oxidação
(perda de elétrons) é chamada de agente redutor.
É importante percebermos que na reação de oxidação ocorre perda de
elétrons, logo haverá um aumento do valor relativo da carga elétrica.

E que para haver a transformação de íons cobre II (Cu2+) em cobre metálico,


deve ocorrer o ganho de elétrons. A semi–reação é representada desta forma e pode
ser interpretada: Cu2+ (aq) → Cu(s) , um íon Cu2+, ao ganhar 2 elétrons, transforma-se
no átomo de cobre, com carga zero.

Esta reação de ganho de elétrons recebe o nome de redução. Qualquer


substância que sofre redução (recebe elétrons) é chamada de agente oxidante.

Neste processo, por envolver ganho de elétrons, ocorre uma diminuição do


valor relativo da carga elétrica.
Percebemos que a reação ocorreu porque os íons Cu ganham os elétrons
2+

perdidos pelos átomos de Fe metálico. Essa transferência de elétrons ocorre de forma


espontânea, pois o ferro é um metal mais reativo do que o cobre.
Essas reações de transferência de elétrons são chamadas de REAÇÕES DE
ÓXIDO REDUÇÃO. Como exemplos de reações de oxirredução temos: respiração,
fotossíntese e ferrugem dos metais incluindo o funcionamento das pilhas.

12
Atividades Comentadas

1. Assinale a alternativa correta:


a) ( ) Reação de óxido – redução é uma reação de neutralização.
b) ( ) Íon é todo átomo neutro;
c) ( ) Sofrer oxidação, significa ganhar elétrons;
d) ( ) Substância que se ioniza é aquela que sofre oxidação;
e) ( )Quando o número de NOX aumenta, a substância está sofrendo redução.

GABARITO: e Quando o nox aumenta, ocorre oxidação.

2. Observe a reação de óxido-redução a seguir:


Fe + CuBr2 → Cu + FeBr2
O que podemos afirmar sobre o que aconteceu com o ferro ( Fe ) ?
a) ( )O ferro reduziu-se e apresentou NOX final igual a + 2.
b) ( )O ferro reduziu-se e apresentou NOX final igual a zero.
c) ( )O ferro oxidou-se e apresentou NOX final igual a +2.
d) ( )O ferro oxidou-se e apresentou NOX final igual a +1.
e) ( )O ferro oxidou-se e apresentou NOX final igual a zero.

GABARITO: c Na reação de oxidação ocorre uma aumento do nox.

3. Considere a reação abaixo e assinale a alternativa correta:


Ni + Cu2+(aq) → Ni2+(aq) + Cu
a) ( )O íon Cu2+ é oxidante porque torna-se oxidado;
b) ( )O íon Cu2+ é o redutor porque torna-se reduzido;
c) ( )O Ni é o agente redutor porque se oxida;
d) ( )O Ni é agente redutor porque se reduz;
e) ( ) Não ocorre oxi-redução na reação.

GABARITO: c O agente redutor sofrerá oxidação.

13
Aula 3: Vamos fazer a campainha funcionar com a Pilha de
Daniell?

Caro aluno, as pilhas e baterias fazem parte do nosso dia a dia, dificilmente
paramos para pensar como elas funcionam. É importante ressaltarmos que o conceito
de eletrólise está relacionado com a separação de elementos de um composto através
de uma corrente elétrica. Este processo não é espontâneo.
Dê uma olhada na figura a seguir que mostra a pilha de Daniell onde utilizamos
uma reação entre o Zinco e o Cobre (Zn// Cu 2+ ) para produzir eletricidade. (Esta pilha
foi nomeada por John Frederic Daniell, um químico que inventou em
1836).

Fonte: http://dc445.4shared.com/doc/HgPO2K1a/preview.html disponível em 07/08/2013.

O esquema que representa a pilha de Daniell está descrito a seguir, veja:


um pedaço de metal de zinco foi colocado em uma solução de sulfato de zinco em
um recipiente e um pedaço de metal de cobre foi colocado em uma solução de
sulfato de cobre (II), em outro recipiente.

14
Estes pedaços de metal são chamados de eletrodos da pilha. Eles funcionam como
um terminal para os elétrons. Um fio conecta os dois recipientes.
A ponte de sal, normalmente um tubo no formato de U, cheio de solução de sal
concentrada, possibilita que os íons se transportem de um recipiente para o outro,
mantendo a solução eletricamente neutra. É como uma corrente única
percorrendo para acender a luz; a luz não acenderá a não ser que você coloque um
segundo fio para completar o circuito.
Com a ponte salina, os elétrons podem começar a fluir, é a mesma reação básica
de oxirredução descrita na aula 2 deste caderno. O zinco é oxidado, liberando
elétrons que fluem pelo fio para o eletrodo de cobre, onde eles estão disponíveis
para o íon Cu2+ para serem usados na formação do metal cobre. Os íons de cobre
da solução de sulfato de cobre estão sendo depositados no eletrodo de cobre,
enquanto o eletrodo de zinco está sendo consumido. Os cátions, na ponte de sal,
migram para o recipiente que contem os eletrodos de cobre para substituir os íons
de cobre que estão sendo consumidos, enquanto que os ânions na ponte salina
migram para o lado do zinco, onde eles mantem a solução contendo o mais novo
cátion Zn2+ formado, eletricamente neutro.
O eletrodo de zinco, é chamado de ANODO, e é o eletrodo onde a OXIDAÇÃO passa
a acontecer e é representado pelo sinal de “ _ “.
O eletrodo de cobre é chamado de CATODO, e é o eletrodo onde a REDUÇÃO passa
a acontecer e é representado pelo sinal de “ + “.
As semi reações de oxirredução produzem a reação global da pilha. OBSERVE:
Zn→ Zn2+ + 2 e- semi reação de oxidação
Cu2+ + 2e → Cu semi reação de redução

Zn + Cu2+ → Zn2+ + Cu Reação global da Pilha


A pilha de Daniell provou sua eficiência devido a possibilidade de prolongar o seu
tempo de vida útil. Ela nos mostrou sua aplicação como fonte de eletricidade.
Então, vamos aproveitar o som da nossa campainha e mostrar o funcionamento
desta pilha nas atividades 3?

15
Atividades Comentadas

1. Assinale V(verdadeiro) ou F (falso):


a) (V) os processos químicos gerados por corrente elétrica são chamados
pilhas;
b) (V) Na pilha de Daniell pode-se observar que após certo tempo de reação o
eletrodo de zinco fica mais fino e o eletrodo de cobre fica mais grosso;
c) (V) a ponte de salina tem a finalidade de equilibrar as cargas de ambos os
lados;
d) (V) nas pilhas, o eletrodo no qual ocorre a redução é chamado de catodo;
e) (F) nas pilhas, o eletrodo no qual ocorre a oxidação é chamado de catodo.

2. Numa pilha temos dois eletrodos, o anodo e o catodo, assinale a alternativa


abaixo que apresenta respectivamente os processos que ocorrem em cada um
desses eletrodos:
a) ( ) redução e oxidação
b) ( ) oxidação e redução
c) ( ) oxidação e oxidação
d) ( ) redução e redução

GABARITO: b O eletrodo onde ocorre a oxidação é o anodo e o eletrodo


onde ocorre a redução é o catodo.

3. As pilhas são dispositivos nos quais:


a) ( ) a energia química é transformada em elétrica;
b) ( ) A energia elétrica é transformada em química;
c) ( ) Não há consumo nem produção de energia.

GABARITO:a A reação química ocorrida nas pilhas são transformadas em


energia elétrica.

16
4. As pilhas e as baterias são dispositivos nos quais uma reação espontânea de
oxidorredução transforma energia química em energia elétrica. Portanto,
sempre há uma substância que se reduz, ganhando elétrons, que é o catodo, e
uma que se oxida, perdendo elétrons, que é anodo. Abaixo, temos um exemplo
de uma pilha eletroquímica:

A respeito dessa pilha, responda:


a) Qual eletrodo, A ou B, está sofrendo redução e qual está sofrendo oxidação?

b) Qual eletrodo é o catodo e qual é o anodo?

c) Escreva a semi reação que ocorre nos eletrodos A e B e a reação íons o global da
pilha.

d) A concentração dos íons B3+ e A2+ aumenta ou diminui?

e) Ocorre corrosão ou deposição dos eletrodos A e B?

Respostas:

a) O eletrodo está sofrendo redução, porque está ganhando elétrons, portanto, seu
NOX (número de oxidação) irá diminuir. Já o eletrodo B está sofrendo oxidação,
porque está perdendo elétrons e seu nox irá aumentar.
b) O eletrodo A é o catodo e o B é o anodo.
c) Semi reação do anodo: B(s) + 3e → B3+(aq)
Semi reação do catodo: A2+(aq) → A(s) + 2e

17
Para encontrar a equação que representa a reação global dessa pilha, teremos que
multiplicar a semi reação do anodo por 2 e do catodo por 3, para poder igualar os
elétrons que foram transferidos e recebidos nos eletrodos.
2 B(s) + 6e → 2 B3+(aq)
3 A2+(aq) → 3 A(s) + 6e

Reação Global: 2 B(s) + 3 A2+(aq) → 2 B3+(aq) + 3 A(s)

d) Conforme mostra a reação global, a concentração de B3+ aumenta e de A2+


Diminui.
e) Haverá deposição sobre o eletrodo A e corrosão do eletrodo B.

18
Avaliação

1. (SAERJ 2012) O bafômetro é um aparelho utilizado para medir a quantidade de


álcool etílico na corrente sanguínea. Seu princípio de funcionamento baseia-se nas
reações de oxi-rredução. Ao assoprar o bafômetro, ocorre a reação química
representada abaixo:

C2H6O + O2 → C2H4O2 + H2O

Nessa reação o agente redutor é :

a) C2H6O
b) C2H4O2
c) H2O
d) H2
e) O2
GABARITO: e A substância que sofre oxidação ( recebe elétrons) é chamada de
agente redutor.

2. (SAEJ 2012) A eletroquímica é a parte da Química que estuda os fenômenos


químicos que produzem corrente elétrica e também as reações químicas que ocorrem
pela passagem de corrente elétrica. As transformações que geram corrente elétrica
são espontâneas, e as que ocorrem pela passagem de corrente elétrica são não
espontâneas.

Um processo químico que ocorre espontaneamente é:

A) a obtenção de alumínio a partir do minério fundido;


B) a produção de NaOH a partir do sal NaCl aquoso;
C) a reação de decomposição da água por eletrólise;
D) o funcionamento de uma pilha ou de uma bateria;
E) o processo de galvanização de objetos de ferro.
GABARITO: d Nesta questão trabalhamos o conceito de Eletroquímica.

3. (SAERJ 2012) Grande parte do lixo eletrônico é constituída de baterias e pilhas de


uso doméstico. O descarte desses produtos no ambiente

a) acarreta riscos porque os materiais que as constituem são biodegradáveis.


b) constitui perigo devido à liberação de energia quando deixam de funcionar.
c) contamina o lençol freático por serem insolúveis e seguirem no ciclo da água.

19
d) contamina o solo que absorve os metais impedindo que esses cheguem aos seres
vivos.
e) prejudica os seres vivos por serem fontes de alguns metais como zinco e manganês.
GABARITO: e

4. (ENEM 2010) O crescimento da produção de energia elétrica ao longo do tempo tem


influenciado decisivamente o progresso da humanidade, mas também tem criado uma
séria preocupação: o prejuízo ao meio ambiente. Nos próximos anos, uma nova
tecnologia de geração de energia elétrica deverá
ganhar espaço: as células a combustível hidrogênio/oxigênio.

Com base no texto e na figura, a produção de energia elétrica por meio da célula a
combustível hidrogênio/oxigênio diferencia-se dos processos convencionais por quê?

a) transforma energia química em energia elétrica, sem causar danos ao meio


ambiente, porque o principal subproduto formado é a água.
b) converte a energia química contida nas moléculas dos componentes em energia
térmica, sem que ocorra a produção de gases poluentes nocivos ao meio ambiente.
c) transforma energia química em energia elétrica, porém emite gases poluentes da
mesma forma que a produção de energia a partir dos combustíveis fósseis.
d) converte energia elétrica proveniente dos combustíveis fósseis em energia química,
retendo os gases poluentes produzidos no processo sem alterar a qualidade do meio
ambiente.
e) converte a energia potencial acumulada nas moléculas de água contidas no sistema
em energia química, sem que ocorra a produção de gases poluentes nocivos ao meio
ambiente.

GABARITO: a A leitura da figura nos mostra que a energia química é transformada


em energia elétrica.

20
5.(UDESC 2008) Os principais fenômenos estudados pela eletroquímica são a produção
de corrente elétrica, através de uma reação química (pilha), e a ocorrência de uma
reação química, pela passagem de corrente elétrica (eletrólise). Com relação a esses
fenômenos, analise as proposições abaixo.

I – As pilhas comuns são dispositivos que aproveitam a transferência de elétrons em


uma reação de oxirredução, produzindo uma corrente elétrica, através de um
condutor.

II – Em uma pilha a energia elétrica é convertida em energia química.

III – O fenômeno da eletrólise é basicamente contrário ao da pilha, pois enquanto na


pilha o processo químico é espontâneo (ΔEº > 0), o da eletrólise é não-espontâneo
(ΔEº < 0).

Assinale a alternativa correta:

a) ( )Somente a proposição II é verdadeira;

b) ( )Somente as proposições I e II são verdadeiras;

c) ( )Somente as proposições I e III são verdadeiras;

d) ( )Somente a proposição I é verdadeira;

e) ( ) Todas as proposições são verdadeiras.

GABARITO: c As pilhas são dispositivos que fazem a conversão da energia química em


energia elétrica; e o fenômeno da eletrólise é tipicamente ao contrário da reação
ocorrida na pilha.

21
Pesquisa

Caro aluno, agora que já estudamos todos os principais assuntos relativos ao 2°


bimestre, é hora de discutir um pouco sobre a importância deles na nossa vida. Então,
vamos lá?
Leia o quadro da leitura complementar a seguir . Depois liste os lugares mais
comuns onde vemos ferrugem no nosso dia a dia. Agora, pense e responda: o que
existe em comum nesses lugares? Qual a maneira mais comum de se evitar a ferrugem
em portões?

FERRUGEM
Como se forma a ferrugem?
Por meio de uma reação química entre o ferro presente nos metais e o oxigênio
do ar. Essa reação, em que o oxigênio perde e o ferro ganha elétrons, chama-se
oxirredução. Para evitar a ferrugem, é comum proteger a superfície metálica com uma
camada de tinta ou de metais pouco oxidáveis, ou seja, que não percam elétrons
facilmente, como o zinco, o estanho, o níquel e o cromo.
Revista Superinteressante, perguntas superintrigantes.

22
Referências

[1] John T.Moore Ed.D Química para Leigos. Rio de Janeiro: Altabooks, 2008.

[2] Antonio Carvalho, Sistema de Ensino IBEP. Volume único. Rio de Janeiro.

[3] Moraes, Edgar Perin. Química: Ensino Médio.Edgar Perin Moraes, Gustavo Amadeu

Mick e Mario J.A. Crescêncio – São Paulo. Frase Editora, 2001- (Coleção Frase Didática).

23
Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Ivete Silva de Oliveira
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Elaine Antunes Bobeda


Marco Antonio Malta Moure
Renata Nascimento dos Santos

24
Química
Professor

Caderno de Atividades
Pedagógicas de
Aprendizagem
Autorregulada - 03
3ª Série | 3° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Química Ensino Médio 3° 3ª

Habilidades Associadas
1. Reconhecer as principais características das cadeias carbônicas estabelecendo relações, por exemplo,
com as principais frações do petróleo.
2. Reconhecer o nome a as fórmulas estruturais das principais funções orgânicas: hidrocarbonetos, álcool,
aldeídos, cetonas, ácidos carboxílicos, éteres, ésteres, aminas, amidas.
3. Identificar algumas das substâncias orgânicas com uso especial para a vida cotidiana, tais como:
propanona, éter Etílico, etanol, metanol, formol, ácido acético.

1
Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-
os a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em
prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa ater maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

2
Caro Tutor,
Neste caderno, você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas
habilidades e competências do 3° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 3ª Série
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um
mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades, o aluno encontrará na aula 1 o seu primeiro
contato com a Química Orgânica através da apresentação do elemento químico
CARBONO, apresentando suas propriedades tais como: valência, tipo de ligação
química, facilidade de se ligar a outros átomos de carbono formando cadeias, além das
classificações que recebe. O importante desta aula é o aluno saber interpretar a
linguagem mais comum dentro da Química Orgânica. A temática da aula 2 inicialmente
relaciona os hidrocarbonetos e o petróleo mostrando a sua importância como fonte
de energia. Nesta aula abordaremos as principais funções orgânicas oxigenadas e
nitrogenadas , suas estruturas e a forma como são designados seus nomes, que é de
grande importância pois muitos dos produtos encontrados no comércio provém direta
ou indiretamente da indústria química. Já na aula 3 conversamos sobre as principais
substâncias e sua aplicação no dia a dia.
Este documento apresenta 05 (cinco) aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Leia o texto e em seguida, resolva as Atividades propostas. As
Atividades são referentes a um tempo de aula. Para reforçar a aprendizagem, propõe-
se, ainda, uma avaliação e uma pesquisa sobre o assunto.
Um abraço e bom trabalho!
Equipe de Elaboração

3
Sumário

Introdução ........................................................................................... 03
Objetivo Geral ..................................................................................... 05
Material de Apoio Pedagógico ........................................................... 05
Orientação Didático-Pedagógica ....................................................... 06
Aula 01: Química Orgânica – 0 que a torna tão especial?.................... 07
Aula 02: Você consegue imaginar como seria a vida sem as fontes de
energia? ............................................................................................... 16
Aula 03: As principais substâncias orgânicas e o dia a dia................... 33
Avaliação ............................................................................................. 39
Pesquisa ............................................................................................... 44

Referências ........................................................................................... 45

4
Objetivos Gerais

Neste caderno os alunos entrarão em contato efetivamente com a Química


Orgânica. Este é um ramo da Química altamente enriquecedor ao relacioná-la com o
desenvolvimento de novos materiais, novos fármacos, fontes alternativas de energia,
etc.
As aulas deste caderno irão reconhecer o comportamento e as características dos
principais tipos de moléculas nas quais constituímos uma das habilidades
fundamentais para compreender uma série de fenômenos na natureza.

Materiais de Apoio Pedagógico

No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais


que podem auxiliá-los. Vamos listar estes materiais a seguir:
Orientações Pedagógicas
Aula Referência Teleaulas nº Reforço Escolar
do CM

Aula 2 40 Reconhecer as principais ---


frações do petróleo

Reconhecer o nome e as
fórmulas estruturais das
principais funções
orgânicas:
hidrocarbonetos, álcool,
aldeídos, cetonas, ácidos
Aula2 41 carboxílicos, éteres, ---
ésteres, aminas, amidas,
fenóis, compostos
nitrogenados e haletos,
sempre que possível
usando as moléculas mais
simples.
Aula 2 41 Reconhecer as principais ---
características das cadeias
carbônicas (isto é:
aberta/fechada,
ramificada/não
ramificada,
saturada/insaturada,
aromáticos/não
aromáticos),
estabelecendo relações,
por exemplo, com as
principais frações do
petróleo, a utilização de
etino no amadurecimento
de frutas etc.

Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa
compreendê-lo sem o auxílio de um professor;
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3;
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma
individual ou em dupla;
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na
seção Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o;
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base;
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas
nas ATIVIDADES;
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas
com toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala
para que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

6
Aula 1: A Química Orgânica – O que a torna tão especial?

Os diferentes tipos de combinações entre esses elementos dão forma a diversos


compostos orgânicos que são classificados de acordo com a sequência de seus
encadeamentos e funções químicas, os quais iremos estudar nesta primeira aula.
O CARBONO tem a capacidade de formar quatro ligações sendo chamado de
TETRAVALENTE. Sendo do grupo 14 da tabela periódica, o carbono possui quatro
elétrons na camada de valência, ou seja, na sua última camada eletrônica.
Para obedecer a regra do octeto e ter 8 elétrons na camada de valência, o
carbono forma quatro ligações covalentes com outros átomos.
É importante lembrar que em cada ligação covalente é feito o compartilhamento
de elétrons entre os átomos.
Estas ligações químicas podem ser classificadas como ligações covalentes
simples, duplas ou triplas conforme figura a seguir:

É importante lembrar também que existem outros elementos químicos que


estão presentes nos compostos orgânicos além do carbono. Para entender melhor as
estruturas dos compostos, é conveniente lembrar o número de ligações covalentes
que cada elemento deve efetuar. Veja o quadro a seguir:

7
Fonte: Livro Usberco e Salvador pagina 456

Você sabia que podemos caracterizar os carbonos de uma cadeia contando os


carbonos que estão em sua volta?

Em uma cadeia carbônica, cada carbono é classificado de acordo com o número


de outros átomos de carbono a ele ligados. Assim, temos:

carbono primário: ligado diretamente, no máximo , a 1(um) outro carbono;


carbono secundário: ligado diretamente a 2 ( dois) outros carbonos;
carbono terciário : ligado a diretamente a 3 ( três) outros carbonos;
carbono quaternário: ligado diretamente a 4( quatro) outros carbono.

É importante saber que uma cadeia carbônica é o conjunto de todos os átomos


de carbono e de todos os outros elementos químicos que constituem a molécula de
qualquer composto orgânico.
Para classificarmos as cadeias carbônicas, precisamos ter critérios como a
presença ou ausência de uma determinada característica. Vejamos a seguir as

8
classificações de acordo com as estruturas das cadeias carbônicas, suas características
e alguns exemplos:

CLASSIFICAÇÃO QUANTO FECHAMENTO DA CADEIA:

a) Cadeias abertas, acíclicas ou alifáticas: Apresenta pelo menos umas das


extremidades e nenhum ciclo ou anel.

b) Cadeias fechadas ou cíclicas: Não apresenta extremidades, e os átomos originam um


ou mais ciclos (anéis).

c) Cadeias mistas: a cadeia possui uma parte fechada e outra aberta.

9
CLASSIFICAÇÃO QUANTO À DISPOSIÇÃO DOS ÁTOMOS DE CARBONO:

a) Cadeias normais: os átomos de carbono estão ligados em uma sequência que se


apresenta linearmente, e há apenas duas extremidades na cadeia que os contém. A
estrutura apresenta apenas carbonos primários e/ou secundários.

b) Cadeias ramificadas: apresentam mais de duas extremidades da cadeia com


átomos de carbono. A estrutura pode ser caracterizada por ramificações,
apresentando pelo menos um carbono terciário ou quaternário na cadeia.

CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO TIPO DE LIGAÇÃO ENTRE OS ÁTOMOS DO CARBONO:

a) Cadeia saturada: Apresenta ligações simples entre os átomos de carbono.

b) Cadeia insaturada: além das ligações simples, a cadeia apresenta também ligações
duplas e/ou triplas.

10
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A PRESENÇA DE ÁTOMOS DE OUTROS ELEMENTOS NA
CADEIA:
a) Cadeia homogênea: apresenta apenas átomos de carbono e
hidrogênio.

b) Cadeia heterogênea: a cadeia apresenta além de átomos de carbono e hidrogênio,


átomos de outros elementos ligados entre os átomos de carbono (heteroátomo).

CLASSIFICAÇÃO QUANTO A PRESENÇA DO ANEL AROMÁTICO:


As cadeias orgânicas cíclicas podem ser chamadas de alicíclicas ou aromáticas. A
diferença entre as duas está na presença (cadeia aromática) ou ausência (cadeia
alicíclica) de um anel de seis átomos com ligações duplas e simples alternadas,
também conhecido como anel aromático.

Como o próprio nome sugere, os compostos aromáticos possuem um odor forte.


Essa estrutura é encontrada em vários compostos, sendo o benzeno (C6H6) o mais
comum.

Fonte: https:://www.colegioweb.com.br disponível em 25/08/2013.

11
As cadeias aromáticas podem ser divididas em:

a) Mononucleares: Apresentam apenas um anel aromático na cadeia.

Fonte: http://www.alunosonline.com.br/quimica/benzenismo.html disponível em 21/08/2013

b) Polinucleares: Apresentam mais de um anel aromático na cadeia.

Fonte: http://lenguajequimico.blogspot.com.br/2010_05_01_archive.html disponível em


21/08/2013.

12
Atividades Comentadas 1

1. (UFSC) Observe as estruturas orgânicas incompletas e marque com um (X) o(s)


Item(itens) correto(s):

(01) Na estrutura I falta uma ligação simples entre os átomos de carbono.

(02) Na estrutura II falta uma ligação tripla entre os átomos de carbono.


(03) Na estrutura III faltam duas ligações simples entre os átomos de carbono e uma
tripla entre os átomos de carbono e nitrogênio.
(04) Na estrutura IV faltam duas ligações simples entre os átomos de carbono e os
Halogênios, e uma dupla entre os átomos de carbono.
(05)Na estrutura V falta uma ligação simples entre os átomos de carbono e uma
simples entre os átomos de carbono e oxigênio.

Gabarito comentado: os itens corretos são 01, 02 e 03, obedecem o tipo de valência
de cada elemento químico descrito nas estruturas.

13
2.(UFSM-RS) No composto:

as quantidades totais de átomos de carbono primário, secundário e terciário são


respectivamente:
a) 5, 2 e 3.
b) 3, 5 e 2.
c) 4, 3 e 5.
d) 6, 4 e 4.
e) 5, 6 e 5.

Gabarito comentado: d
Exemplo: Veja como foi resolvido o exercício a seguir:

14
Agora é a sua vez. Vamos tentar resolver o próximo?

3. O linalol, substância isolada do óleo de alfazema, apresenta a seguinte fórmula


estrutural:

Gabarito comentado: b, de acordo com a classificação das cadeias carbônicas

15
Aula 2: Você consegue imaginar como seria a vida sem as
fontes de energia?

Falamos muito sobre energia porque não vivemos sem ela. Mas pra você o que
é energia?
Nos dias atuais a humanidade busca por fontes de energia que estejam
intimamente ligadas ao desenvolvimento da civilização. Neste contexto podemos
pensar em um líquido oleoso, insolúvel em água, de cor que varia de pardo-escura a
negra, encontrado no subsolo de várias regiões da Terra e é um combustível fóssil tão
importante para a sociedade. Mas que líquido é esse capaz de gerar energia?
Ele é o petróleo!
Quimicamente o petróleo é uma mistura complexa de muitos compostos
orgânicos, cuja composição varia de região para região, com predominância de
hidrocarbonetos.
Nesta aula iremos estudar dos principais compostos orgânicos, até as principais
funções orgânicas. Inicialmente falaremos sobre os Hidrocarboneto.
Hidrocarboneto é qualquer composto binário de carbono e hidrogênio. Os
hidrocarbonetos são classificados de acordo com a sua cadeia carbônica.
Não podemos falar de hidrocarbonetos, se não falamos um pouco sobre o
petróleo.

16
Vejamos a seguir, algumas particularidades sobre essa fonte de energia:

DESTILAÇÃO FRACIONADA DO PETRÓLEO

Intervalo (aprox.) de
Fração temperatura em que Principais componentes
destilam (°C)

Gás de petróleo CH4 C2H6 C3H8 C4H10

C5H12 C6H14 C7H16


Gasolina ou benzina ou
até 200
nafta
C8H18 C9H20 C10H22

C10H22 C11H24 C12H26


Querosene 150 a 250
C13H28 C14H30 C15H32

Gás óleo ou óleo diesel 250 a 350 hidrocarbonetos superiores

Óleos combustíveis 300 a 400 hidrocarbonetos superiores

Óleos lubrificantes hidrocarbonetos superiores

Resíduo hidrocarbonetos superiores

No quadro descrito acima podemos perceber diferentes números de átomos de


carbono presentes nas frações do petróleo. Isto é uma condição fundamental para a
separação dos hidrocarbonetos que constituem o petróleo. À medida que aumenta o
número de átomos das moléculas, as características das substâncias, como o estado de
agregação, são alteradas.

17
Substâncias orgânicas cujas moléculas possuem poucos átomos de carbono são
gasosas; as que possuem número intermediário de átomos são líquidas; e as
substâncias cujas moléculas são maiores são sólidas.
É importante perceber que não conseguimos separar as substâncias do
petróleo e , sim frações de substâncias com propriedades físicas semelhantes. Logo, o
piche, por exemplo, é sólido; a gasolina e o óleo diesel são líquidos; e o GLP (gás
liquefeito de petróleo ou gás de cozinha), é gasoso. O desafio do refino é justamente
separar a complexa mistura de hidrocarbonetos, que é o petróleo, em frações mais
simples, com menor diversidade de componentes: frações do petróleo.
O processo utilizado nas refinarias para separar essas frações é conhecido com
DESTILAÇÃO FRACIONADA. Nela, o fator determinante é a temperatura de ebulição de
cada substância.
O quadro seguinte apresenta algumas frações obtidas pelo refino de petróleo e
a sua utilização. Analisando o quadro a seguir, observamos que os hidrocarbonetos
com até quatro átomos de carbono são gases à temperatura ambiente. Os que
possuem de cinco a 17 átomos de carbono são líquidos, e os maiores são sólidos.

Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAX-QAC/petroleo-seus-
derivados?part=2 disponível em 25/08/2013.

18
Para facilitar o nosso estudo, a Química Orgânica classifica as substâncias em
grupos que possuem estruturas moleculares semelhantes denominadas FUNÇÕES
QUÍMICAS. Substâncias diferentes, mas de mesma função química apresenta
propriedades químicas e físicas semelhantes. Cada função química apresenta em sua
estrutura um grupo de átomos que a caracteriza, o qual é chamado GRUPO
FUNCIONAL. Os hidrocarbonetos constituem uma das funções químicas da Química
Orgânica.

19
Fonte: http://wmnett.com.br/quimica/hidrocarbonetos/ disponivel lem 25/08/2013.

20
NOMENCLATURA DOS HIDROCARBONETOS:

O nome de uma substância de cadeia aberta é formado pela união de três componentes,
cada um deles indicando uma característica do composto:
Fonte: livro do Usberco e Salvador pagina 473

Fonte: livro usberco pagina 473 disponível em 25/08/2013.

21
Para os ALCANOS a nomenclatura funciona de acordo com o esquema a seguir, veja:

Para os ALCENOS a nomenclatura funciona de acordo com o esquema a seguir, veja:

22
Para os ALCINOS a nomenclatura funciona de acordo com o esquema a seguir, veja:

Para os ALCADIENOS a nomenclatura funciona de acordo com o esquema a seguir,


veja:
A seguir estudaremos uma série de funções que além de conter carbono e
hidrogênio, possuem em sua estrutura o elemento químico oxigênio. As principais
funções oxigenadas são: álcoois, fenóis, aldeídos, cetonas, ácidos carboxílicos. Logo em
seguida estudaremos duas funções que contém em suas estruturas o nitrogênio.

23
1. ÁLCOOIS

Todos os compostos orgânicos que apresentam um ou mais grupos hidroxila (_OH)


ligados a átomos de saturado pertencem a esta função.

GRUPO FUNCIONAL

NOMENCLATURA OFICIAL DOS ÁLCOOIS:


A nomenclatura oficial dos álcoois segue as mesmas regras estabelecidas para os
Hidrocarbonetos; a única diferença está na terminação.

EXEMPLO DO BUTANOL

2. FENÓIS

Os fenóis são compostos que apresentam o grupo hidroxila (— OH) ligado


diretamente a um átomo de carbono do anel aromático:

GRUPO FUNCIONAL:

Na nomenclatura oficial, o grupo (— OH) é denominado hidróxi e vem seguido do


nome do hidrocarboneto.

24
3. ALDEÍDOS

Os aldeídos apresentam o grupo carbonila na extremidade da cadeia. De


acordo com as regras da IUPAC, sua nomenclatura recebe o sufixo al .

GRUPO FUNCIONAL :
Os quatro aldeídos mais simples apresentam nomes usuais formados pelos prefixos:
form, acet, propion, butir, seguidos da palavra aldeído.

Fonte: Livro Usberco pagina 513.

Para os aldeídos ramificados e/ou insaturados as regras serão as mesmas: Como o


grupo funcional está sempre na extremidade, esse carbono sempre será o número 1;
portanto, sua posição não precisa ser indicada.

25
4. CETONAS

As cetonas apresentam o grupo carbonila ( ), sendo este carbono secundário.


De acordo com as regras da IUPAC, o sufixo utilizado para indicar a função, é ona.

GRUPO FUNCIONAL:

A numeração da cadeia deve ser iniciada a partir da extremidade mais próxima do

grupo ( ), quando necessário.

Veja a seguir os nomes das cetonas ramificadas:

26
5. ÁCIDOS CARBOXÍLICOS:

Os ácidos carboxílicos são compostos caracterizados pela presença do grupo carboxila.


Esse grupo é o resultado da união dos grupos carbonila e hidroxila:

6. ÉSTERES:

Apresentam em sua estrutura o grupo funcional:


Simplificadamente podemos considerar que os ésteres se originam a partir da
substituição do hidrogênio do grupo OH de um ácido carboxílico por um radical
orgânico (R).

Sua nomenclatura oficial pode ser obtida substituindo-se a terminação ico do nome
do ácido de origem por ato e acrescentando-se o nome do radical que substitui o
hidrogênio. Veja os exemplos a seguir:

27
7. ÉTER: Os éteres são compostos caracterizados pela presença de um átomo de
oxigênio (O), ligado a dois radicais orgânicos. Seu grupo funcional então, pode
ser representado da maneira:

GRUPO FUNCIONAL: (Os radicais não são necessariamente


iguais)

8. AMINAS:
As aminas são consideradas bases orgânicas, obtidas a partir da substituição de um
ou mais hidrogênios da amônia (NH3) por radicais.

28
Vejamos alguns exemplos a seguir:

29
9. AMIDAS : As amidas caracterizam-se pela presença do grupo funcional

A nomenclatura oficial das amidas :

Para a nomenclatura usual, o nome é obtido pela união do prefixo do nome do


ácido, acrescido da terminação amida:

30
Atividades Comentadas 2

1. Considerando as funções orgânicas circuladas e numeradas presentes nas moléculas


abaixo:

Assinale a alternativa correta.

a.( ) No composto 3 a função orgânica circulada 4 representa um álcool;

b.( ) No composto 1 a função orgânica circulada 1 representa uma amina;

c.( ) No composto 2 a função orgânica circulada 3 representa um éter;

d.( ) No composto 3 a função orgânica circulada 6 representa um álcool;

e.( ) No composto 3 a função orgânica circulada 5 representa um ácido carboxílico.

RESPOSTA: A Estrutura com hidroxila ligada a um carbono saturado, ou seja, com


ligações covalentes simples.

2.Considerando o estudo do petróleo e dos hidrocarbonetos, julgue cada item


como correto ( C ) ou errado ( E ):

a) ( ) o petróleo é uma mistura de substâncias orgânicas , principalmente ,


hidrocarbonetos, que são separados por destilação fracionada;

31
b) ( ) O gás liquefeito de petróleo (GLP) , consumido como combustível em
fogões, é uma mistura de substâncias orgânicas pertencentes a diferentes
funções químicas;
c) ( ) Os alcanos são hidrocarbonetos que apresentam em sua estrutura os
elementos carbono e oxigênio;
d) ( ) gasolina, óleo diesel, querosene , óleo lubrificante e etanol são materiais
obtidos por destilação do petróleo.

RESPOSTAS: a (C) o petróleo possui hidrocarbonetos que podem ser separados pelo
processo conhecido como destilação fracionada.
B ( E) O GLP, gás liquefeito do petróleo possui a mesma função química que é o
hidrocarboneto.
C( E ) os alcanos apresentam em sua estrutura carbono e hidrogênio ligados por
ligações covalentes simples.
D( C) os compostos citados são materiais obtidos pela destilação do petróleo.

3.Complete as lacunas a seguir:

a) As cetonas apresentam em sua estrutura o grupo funcional chamado de


_________________________.
b) A nomenclatura das funções orgânicas é basicamente designada pela união do
prefixo que é a quantidade de átomos de ____________, juntamente com o
intermediário que significa o tipo de ________________ acrescido do seu
sufixo.
c) As principais funções orgânicas oxigendas apresentadas nesta aula
foram:____________,_________________,_________________,____________
_________, _________________, _________________ e
___________________________.

d) O etino conhecido comercialmente como acetileno possui entre os seus dois


átomos de carbono uma ligação covalente ____________.

32
RESPOSTAS:
a) Carbonila;
b) Carbono, ligação entre os átomos de carbono;
c) Álcool, fenol, aldeído, acido carboxílico, cetona, éter e éster;
d) Tripla.

Aula 3: As principais substâncias orgânicas e o dia a dia

Como você acabou de estudar na aula 2 os principais grupos funcionais das


funções orgânicas , agora nesta aula faremos uma abordagem de algumas substâncias
orgânicas como a propanona, o éter etílico , o etanol, o formol e o ácido acético e o
nosso cotidiano. Vamos lá?

A PROPANONA – conhecida popularmente com acetona.

Acetona: usada na remoção de esmaltes

Fonte: http://www.alunosonline.com.br/quimica/acetonas.html disponível em 29/08/2013 .

O composto de fórmula química CH3(CO)CH3 é denominado de propanona ou dimetil-


cetona, mas recebe a nomenclatura usual de Acetona.

33
Acetonas fazem parte do grupo orgânico “Cetonas” - substâncias orgânicas oxigenadas
caracterizadas por apresentar a carbonila (C=O) em carbono secundário.

Fórmula molecular da acetona

A acetona (propanona ou dimetil-cetona) à temperatura ambiente, é um líquido


que apresenta odor irritante e se dissolve tanto em água como em solventes
orgânicos, por isso é muito utilizada como solvente de tintas, vernizes e esmaltes.

ÉTER ETÍLICO E SEU USO COMO ANESTÉSICO

Fonte:
http://www.alunosonline.com.br/quimica/eter-etilico-seu-uso-como-
anestesico.html disponível em 29/08/2-013

É a substância mais importante dentro do grupo dos ÉTERES. Ele é utilizado desde a
época dos alquimistas para ser utilizado como anestésico geral. A descoberta do éter
dietílico ou éter etílico revolucionou a medicina do século XIX, pois foi utilizado como
anestésico e permitiu a realização de cirurgias e extrações dentárias sem dores. Muito
tempo depois foi substituído, pois provocava parada cardio respiratória e lesões no
fígado.

34
ETANOL OU ÁLCOOL ETÍLICO –BEBIDA OU COMBUSTÍVEL?

O etanol (H3C ─ CH2 ─ OH), também conhecido como álcool etílico ou


simplesmente álcool, é o composto mais conhecido do grupo orgânico dos álcoois. Ele
é caracterizado pela presença de uma hidroxila (OH) diretamente ligada a um carbono.

Ele se apresenta em temperatura ambiente, na forma líquida, incolor, com cheiro


bastante característico e sendo miscível com água.

Sua fórmula química estrutural está representada abaixo:

Fórmula estrutural do etanol

FONTE: http://www.alunosonline.com.br/quimica/alcool-combustivel-ou-etanol.html
disponível em 29/08/2013.

Ele é usado em bebidas alcoólicas; quando anidro, isto é, sem água, é usado em
mistura com a gasolina; já quando está desnaturado (misturado com substâncias de
sabor e cheiro desagradáveis, para não ser usado em bebidas alcoólicas) é
comercializado em farmácias e supermercados, para ser usado principalmente em
soluções desinfetantes. Além disso, o etanol também é usado como solvente de tintas
e vernizes e em reações de obtenção de diversos compostos orgânicos.

35
METANAL E FORMOL – são as mesmas substâncias?

Metanal - Mais conhecido como formol

Fonte: http://www.alunosonline.com.br/quimica/aldeidos.html disponível em 29/08/2013.

O metanal ou formol pertence ao grupo dos ALDEÍDOS e é uma solução usada para
conservar cadáveres humanos e animais para estudos científicos. Este composto é
mais conhecido como formol ou formaldeído, e é usado na fabricação de desinfetantes
(antissépticos) e na indústria de plásticos e resinas.
Aldeídos estão presentes em tratamentos capilares, desta forma ficou mais conhecido
como formol.
ÁCIDO ETANÓICO OU ÁCIDO ACÉTICO?

O vinagre é composto de ácido acético ou etanoico, um dos principais ácidos

Fonte: http://www.alunosonline.com.br/quimica/principais-acidos-carboxilicos.html disponível


em 29/08/2013

36
Esta substância pertence ao grupo dos ÁCIDOS CARBOXÍLICOS e é comum em nosso
cotidiano. Nunca ouviu falar nele? Ou você é daquelas pessoas que não saboreiam um
bom vinagre? Isso mesmo! O ácido etanoico está presente em vinagre na quantidade
de 6 a 10% de massa.
Ele também pode ser utilizado na fabricação de acetato de vinila, o PVA( plástico ), em
perfumes e em corantes.

A fórmula estrutural desse composto é:

Atividades Comentadas 3

1. (ESPM-SP) Os picles nada mais são do que comestíveis conservados em vinagre. A


acidez da mistura, por ser elevada, impede os microrganismos, presentes no ar, de
fermentaremos comestíveis. Qual o nome do ácido encontrado no vinagre?
Gabarito: ÁCIDO ACÉTICO. Este ácido está presente no vinagre

2. (FMTM-MG) “O bom uísque se conhece no dia seguinte”. “Essa tequila você pode
beber sem medo do dia seguinte”. Essas frases, comuns em propagandas de bebidas
alcoólicas, referem-se à dor de cabeça que algumas bebidas causam. A principal
responsável por ela é uma substância chamada etanal. Indique a alternativa que
apresenta a função química e a fórmula estrutural dessa substância:
a) álcool, H3C COH
b) aldeído, H3C CH2OH
c) aldeído, H3C COH
d) álcool, H3C OH
e) aldeído, H3C OH

37
Gabarito: letra c - De acordo com o nome etanal, percebemos que no grupamento
apresenta uma carbonila e teremos dois átomos de carbono.

3. (Unijuí-RS) No Brasil, os álcoois são obtidos essencialmente pelo processo de


fermentação de substâncias açucaradas e amiláceas, sendo consumidos em grande
quantidade como combustível pela frota nacional de automotores.
O tipo de álcool misturado à gasolina e usado nos carros a álcool, é respectivamente:
a) etanol hidratado e metanol;
b) metanol e etanol anidro;
c) etanol anidro e metanol;
d) metanol e etanol hidratado;
e) etanol anidro e etanol hidratado.
Gabarito: letra e - O álcool misturado à gasolina é sem água, logo será anidro; e o álcool
utilizado nos carros possui água, logo será hidratado.

38
Avaliação

1. (UERJ 2009) Algumas doenças infecciosas, como a dengue, são causadas por um
arbovírus da família Flaviridae. São conhecidos quatro tipos de vírus da dengue,
denominados DEN 1, DEN 2, DEN 3 e DEN 4; os três primeiros já produziram epidemias
no Brasil. A doença, transmitida ao homem pela picada da fêmea infectada do
mosquito Aedes aegypti, não tem tratamento específico, mas os medicamentos
frequentemente usados contra febre e dor devem ser prescritos com cautela. Na
tabela a seguir são apresentadas informações sobre dois medicamentos:

Na estrutura do paracetamol está presente a seguinte função da química orgânica:


a) éter;
b) amida;
c) cetona;
d) aldeído.

Gabarito: Alternativa b

39
Na estrutura do paracetamol há dois grupos funcionais distintos: uma hidroxila (OH)
ligada a um anel aromático, característica da função fenol; em um grupamento (CONH)
característico de amidas substituídas.

2. Marque a alternativa correta que apresenta classificação da cadeia carbônica da


essência de abacaxi, cuja fórmula estrutural é:

a) Aberta, ramificada, heterogênea e saturada;


b) Aberta, normal, heterogênea e saturada;
c) Aberta, normal, heterogênea e insaturada;
d) Aberta, ramificada, homogênea e saturada;
e) Aberta, ramificada, heterogênea e insaturada.

Gabarito: b - Na estrutura da essência do abacaxi temos as extremidades livres –


cadeia aberta, apenas ligações simples entre os carbonos – cadeia saturada, um
heteroátomo entre os átomos de carbono – cadeia heterogênea e carbonos primários
e secundários cadeia normal.

3. (FGV-SP) O composto de fórmula apresenta quantos carbonos primários,


secundários terciários e quaternários, respectivamente?

a) 5, 5, 2 e 1 b) 5, 4, 3 e 1 c) 7, 4, 1 e 1 d) 6, 4, 1 e 2 e) 7, 3, 1 e 2

40
Gabarito: c - Na classificação das cadeias carbonos , os carbonos primários estão
ligados apenas a um carbono, para os carbonos secundários estes estarão ligados a
dois outros átomos de carbono, no caso dos terciários, estarão ligados a outros três
átomos de carbono e quaternário estarão ligados a quatro outros átomos de carbono.

4. (UFRS) O GLP (gás liquefeito de petróleo), é uma fração de destilação constituída


essencialmente de:
a) metano;
b) propano e butano;
c) hexanos;
d) metano, etano e propano;
e) hidrocarbonetos parafínicos com até dez carbonos na molécula.

Gabarito: b - O composto é constituído por propano e butano.

5. (UEL-PR) Na fórmula

H2C ... x ... CH ─ CH2 ─ C... y ... N.

x e y representam, respectivamente, ligações:

a) Simples e dupla;

b) Dupla e dupla;

c) Tripla e simples;

d) Tripla e tripla;

e) Dupla e tripla.

Gabarito: Alternativa e. H2C ═CH ─ CH2 ─ C ≡ N.

41
6. A substância responsável pelo sabor característico da laranja apresenta a seguinte
estrutura simplificada:

O

C ─C

O ─ C ─C ─C ─ C ─ C ─ C ─ C ─ C

a) Qual é o número de átomos de hidrogênio presentes em uma molécula dessa


substância?

b) Classifique os carbonos presentes na estrutura:

c) Essa molécula possui algum heteroátomo?

Gabarito comentado:

a) Como cada carbono deve apresentar quatro ligações, completaremos suas


valências com hidrogênios. Os átomos de oxigênio são bivalentes e já estão completos.
Logo, o número de átomos de hidrogênio presentes em uma molécula dessa
substância é igual a 20.

H O
│ ║
H ─C ─C H H H H H H H H
│ │ │ │ │ │ │ │ │ │
H O ─C ─C ─C ─ C ─ C ─ C ─ C ─C ─H
│ │ │ │ │ │ │ │
H H H H H H H H

42
b) Temos 4 carbonos primários e 6 secundários:

c) Possui um heteroátomo, mostrado a seguir:

O

H3C ─ C

O ─CH2 ─ CH2 ─ CH2 ─ CH2 ─CH2 ─ CH2 ─ CH2 ─ CH3

43
Pesquisa

Caro aluno, agora que já estudamos todos os principais assuntos relativos ao 3°

bimestre, é hora de discutir um pouco sobre a importância deles na nossa vida. Então,

vamos lá?

Atualmente no Brasil, a maior preocupação tem sido com os jovens que, na

ânsia de ganharem massa muscular, fazem uso indevido dos anabolizantes que são

drogas que trazem efeitos clínicos e psiquiátricos.

Com base no que foi dito acima, relate com suas palavras o que você entende

por anabolizantes, fazendo uma conexão com o que é dito pelas disciplinas de Química

e Biologia. Na verdade você irá abordar este tema interdisciplinarmente. Mãos à obra!

44
Referências

[1] Química, 30 anos: ensino médio, Julio Cezar Foschini Lisboa, 1ª ed. São Paulo:
Ediçoes SM, 2010.

[2] USBERCO, João; João Usberco, Edgard Salvador: QUÍMICA Volume único. 5ª.
Edição. São Paulo: SARAIVA 2002.

[3] Química e sociedade: volume único, ensino médio, PEQUIS – “Projeto de Ensino de
Química e Sociedade”, 2005.

[4] Orientações pedagógicas do Curriculo Minimo de Quimica 2012.

[5] http://www.alunosonline.com.br/quimica/principais-acidos-carboxilicos.html

[6] http://www.infoescola.com/quimica/quimica-organica/exercicios/

45
Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Elaine Antunes Bobeda


Marco Antonio Malta Moure
Renata Nascimento dos Santos

46
Química
Professor

Caderno de Atividades
Aprendizagem
Autorregulada - 04
3ª Série | 4° Bimestre

Disciplina Curso Bimestre Série


Química Ensino Médio 4° 3ª

Habilidades Associadas
1. Compreender que os polímeros são formados por repetições de monômeros, identificando sua presença
nos plásticos (i.e.: polipropileno e polietileno) e em biomoléculas (i.e.:carboidratos e proteínas).
2. Problematizar o uso dos plásticos em nosso dia a dia, utilizando campos temáticos, tais como poluição,
reciclagem, armazenamento, incineração.

3. Reconhecer a importância da Química para a inovação científica e tecnológica nas sociedades modernas
(Biotecnologia, Saúde Humana, Nanotecnologia, desenvolvimento de novos materiais e novas matrizes
energéticas).
Apresentação

A Secretaria de Estado de Educação elaborou o presente material com o intuito de estimular o


envolvimento do estudante com situações concretas e contextualizadas de pesquisa, aprendizagem
colaborativa e construções coletivas entre os próprios estudantes e respectivos tutores – docentes
preparados para incentivar o desenvolvimento da autonomia do alunado.
A proposta de desenvolver atividades pedagógicas de aprendizagem autorregulada é mais uma
estratégia pedagógica para se contribuir para a formação de cidadãos do século XXI, capazes de explorar
suas competências cognitivas e não cognitivas. Assim, estimula-se a busca do conhecimento de forma
autônoma, por meio dos diversos recursos bibliográficos e tecnológicos, de modo a encontrar soluções
para desafios da contemporaneidade, na vida pessoal e profissional.
Estas atividades pedagógicas autorreguladas propiciam aos alunos o desenvolvimento das
habilidades e competências nucleares previstas no currículo mínimo, por meio de atividades
roteirizadas. Nesse contexto, o tutor será visto enquanto um mediador, um auxiliar. A aprendizagem é
efetivada na medida em que cada aluno autorregula sua aprendizagem.
Destarte, as atividades pedagógicas pautadas no princípio da autorregulação objetivam,
também, equipar os alunos, ajudá-los a desenvolver o seu conjunto de ferramentas mentais, ajudando-o
a tomar consciência dos processos e procedimentos de aprendizagem que ele pode colocar em prática.
Ao desenvolver as suas capacidades de auto-observação e autoanálise, ele passa a ter maior
domínio daquilo que faz. Desse modo, partindo do que o aluno já domina, será possível contribuir para
o desenvolvimento de suas potencialidades originais e, assim, dominar plenamente todas as
ferramentas da autorregulação.
Por meio desse processo de aprendizagem pautada no princípio da autorregulação, contribui-se
para o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para o aprender-a-aprender, o
aprender-a-conhecer, o aprender-a-fazer, o aprender-a-conviver e o aprender-a-ser.
A elaboração destas atividades foi conduzida pela Diretoria de Articulação Curricular, da
Superintendência Pedagógica desta SEEDUC, em conjunto com uma equipe de professores da rede
estadual. Este documento encontra-se disponível em nosso site www.conexaoprofessor.rj.gov.br, a fim
de que os professores de nossa rede também possam utilizá-lo como contribuição e complementação às
suas aulas.
Estamos à disposição através do e-mail curriculominimo@educacao.rj.gov.br para quaisquer
esclarecimentos necessários e críticas construtivas que contribuam com a elaboração deste material.

Secretaria de Estado de Educação

2
Caro Tutor,

Neste caderno você encontrará atividades diretamente relacionadas a algumas


habilidades e competências do 4° Bimestre do Currículo Mínimo de Química da 3ª Série
do Ensino Médio. Estas atividades correspondem aos estudos durante o período de um
mês.
A nossa proposta é que você atue como tutor na realização destas atividades
com a turma, estimulando a autonomia dos alunos nessa empreitada, mediando as
trocas de conhecimentos, reflexões, dúvidas e questionamentos que venham a surgir no
percurso. Esta é uma ótima oportunidade para você estimular o desenvolvimento da
disciplina e independência indispensáveis ao sucesso na vida pessoal e profissional de
nossos alunos no mundo do conhecimento do século XXI.
Neste Caderno de Atividades o aluno encontrará nas aula 1 e 2 os polímeros
reconhecendo sua presença nos plásticos e em biomoléculas como os carboidratos e
proteínas. O entendimento sobre polímeros requer o conhecimento de onde são
obtidas essas estruturas tão grandes. Portanto, abordaremos a natureza dos
monômeros, suas características e formação da macromolécula pela repetição dessas
unidades básicas. No caso dos polímeros enfatizaremos o polipropileno e polietileno.
É difícil imaginar um mundo sem a presença dos plásticos, porém como utilizá-
lo sem poluir, sem agredir o meio ambiente? É neste contexto que abordaremos a aula
3.
O último assunto a ser tratado neste caderno está relacionado com o futuro na
Química. É necessário pensar no progresso da ciência e da tecnologia, criando meios
que possibilitam contribuições nos campos da Biotecnologia, Nanotecnologia e
desenvolvimento de novos matérias e matrizes energéticas.
Este documento apresenta 03 (três) aulas. As aulas podem ser compostas por
uma explicação base, para que você seja capaz de compreender as principais ideias
relacionadas às habilidades e competências principais do bimestre em questão, e
atividades respectivas. Leia o texto e, em seguida, resolva as Atividades propostas. As
Atividades são referentes a um tempo de aula. Para reforçar a aprendizagem, propõe-
se, ainda, uma avaliação e uma pesquisa sobre o assunto.
Um abraço e bom trabalho!
Equipe de Elaboração

3
Sumário

Introdução.............................................................................................. 03
Objetivos Gerais..................................................................................... 05
Materiais de Apoio Pedagógico............................................................. 05
Orientação Didático-Pedagógica........................................................... 06
Aula 1: De onde vem os plásticos? .......................................................... 07
Aula 2: As biomoléculas são moléculas grandes ou grandes moléculas? 14
Aula 3: E agora? O que fazer com esse lixo todo que você deixou aqui? 21
Avaliação................................................................................................ 23
Pesquisa................................................................................................... 27
Referências............................................................................................. 28

4
Objetivos Gerais

As aulas deste caderno pretende mostrar como ser humano tem tratado a
questão da poluição e do acúmulo de lixo, inserindo no contexto da disciplina os
conceitos dos polímeros. Abrangeremos polímeros, meio ambiente e cidadania.

Materiais de Apoio Pedagógico


No portal eletrônico Conexão Professor, é possível encontrar alguns materiais que
podem auxiliá-los. Você pode acessar os materiais listados abaixo através do link:
http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/cm_materia_periodo.asp?M=10&P=6A

─ Orientações Pedagógicas – 4° Bimestre


Orientações
─ Recursos Digitais – 4° Bimestre
Pedagógicas do CM

5
Orientação Didático-Pedagógica

Para que os alunos realizem as atividades referentes a cada dia de aula,


sugerimos os seguintes procedimentos para cada uma das atividades propostas no
Caderno do Aluno:
1° - Explique aos alunos que o material foi elaborado que o aluno possa
compreendê-lo sem o auxílio de um professor;
2° - Leia para a turma a Carta aos Alunos, contida na página 3;
3° - Reproduza as atividades para que os alunos possam realizá-las de forma
individual ou em dupla;
4° - Se houver possibilidade de exibir vídeos ou páginas eletrônicas sugeridas na
seção Materiais de Apoio Pedagógico, faça-o;
5° - Peça que os alunos leiam o material e tentem compreender os conceitos
abordados no texto base;
6° - Após a leitura do material, os alunos devem resolver as questões propostas
nas ATIVIDADES;
7° - As respostas apresentadas pelos alunos devem ser comentadas e debatidas
com toda a turma. O gabarito pode ser exposto em algum quadro ou mural da sala
para que os alunos possam verificar se acertaram as questões propostas na Atividade.
Todas as atividades devem seguir esses passos para sua implementação.

6
Aula 1: De onde vem os plásticos ?

Se existiu algo que surgiu para revolucionar o cotidiano do homem foi o


plástico. De onde surgiu o nome plástico? Esse termo foi inventado nas indústrias. Por
plástico se entende qualquer substância que pode ser moldadas em formas
convenientes. Porém, uma característica importante é que a quase totalidade dos
plásticos utilizados hoje são polímeros, embora nem todo polímero seja plástico.
Mas, qual é o material que os plásticos são constituídos? Se você respondeu
polímeros, prepare-se para aprender um pouquinho sobre este sujeito!
O termo polímero significa muitas partes e é aplicado a materiais constituídos
por moléculas grandes, com até centenas de milhares de átomos. Essas moléculas são
formadas por repetição de unidades menores, os monômeros. Estes, por reações de
polimerização, ligam-se covalentemente uns aos outros, formando os polímeros.
Os polímeros naturais são: a borracha, os polissacarídeos, como celulose,
amido e glicogênio; e as proteínas.
A seguir temos o exemplo mais simples de polímero sintéticoque é o
POLIETILENO – constituído pela união de centenas de moléculas de eteno, também
conhecido como etileno. A formação do polietileno ocorre a partir da quebra de uma
ligação covalente entre os átomos de carbono e a formação de novas ligações
covalentes entre moléculas vizinhas, conforme figura a seguir.
Observe que a unidade que se repete no polietileno não tem a ligação dupla
presente no monômero:

.
Figura 1: Representação de um polímero a partir de um monômero
Fonte: http://www.alunosonline.com.br/quimica/polietileno.html disponível em 08/10/2013.

7
O polietileno é um plástico transparente e resistente. Por isso, a indústria o utiliza para
produzir embalagens, e em muitos casos recebe pigmentos que lhe confere cor.
Outro polímero bastante falado por aqui é o PROPILENO. Polipropileno é um
termoplástico semicristalino, produzido através da polimerização do monômero
propeno.
Este processo de unir os monômeros se chama polimerização, que ocorre em
um reator operando normalmente sob altas temperaturas, altas pressões e com o uso
de um sistema catalítico.
Encontramos este polímero nas embalagens para bebidas, sacos, frascos
químicos, toalhas de mesa, componentes automotivos, ráfia, fibras, filmes e tubos,
entre outros.
A seguir apresentamos a reação de polimerização do propileno:

Figura 2: Representação da reação de polimerização do propileno.


Fonte:http://www.coladaweb.com/quimica/quimica-geral/polimeros disponível em
08/10/2013.

Os polímeros sintéticos são classificados em dois grupos: adição e de


condensação.
As reações de polimerização são de dois tipos: as de adição o nas quais ocorre
apenas a formação do polímero, chamamos de polímero de adição; e as de
condensação onde formamos além do polímero, um subproduto que é a água.
A figura a seguir mostra um polímero de adição:
(ocorre a quebra da dupla ligação entre os carbonos)

Figura 3: Representação de um polímero de adição.


Fonte: http://polimeros.no.sapo.pt/tipos.htm

8
Veja a seguir o quadro com os exemplos de aplicação de polímeros de adição:

Figura 4: Polímeros de adição e suas principais aplicações.


Fonte:http://polimerosdeadicao.blogspot.com.br/2013/04/veja-na-tabela-
abaixo-alguns-exemplos.html disponível em 09/10/2013.

9
A próxima figura nos mostra um exemplo de polímero de condensação:

Figura 5: polímero de condensação.


Fonte: http://polimeros.no.sapo.pt/tipos.htm

Veja a seguir a representação de alguns polímeros de condensação e suas aplicações:

Figura 6: Poliéster dracon.


Fonte: Livro Usberco e Salvador . página 621.

A reação pode ser representada pela equação a seguir:

Figura 7: representação do ácido tereftálico.


Fonte: Livro Usberco e Salvador , página 622.

10
Figura 8: Aplicação do poliéster.
Fonte: Livro Usberco e Salvador. Pg. 622

Atividades Comentadas 1

1. Se você olhar ao seu redor, provavelmente identificará algum objeto constituído


de um polímero. A tinta da parede, a caneta e o material de seu tênis são alguns
exemplos. Os polímeros estão em toda parte, tornando nossa vida um pouco mais
confortável. Responda:

a) O que é um polímero e qual sua constituição?

b) Desenhe a estrutura básica do polietileno, um dos mais simples e mais


importantes polímeros sintetizados pelo homem:

Gabarito:

11
2. Polímeros são macromoléculas formadas por repetição de unidades iguais, os
monômeros. A grande evolução da manufatura dos polímeros bem como a
diversificação das suas aplicações caracteriza o século XX como o século do plástico.
A seguir, estão representados alguns polímeros conhecidos:

Gabarito: alternativa C

12
3. Polivinilpirrolidona, polímero presente em sprays destinados a embelezar os
cabelos, tem a seguinte estrutura:

Gabarito: alternativa A

13
Aula 2: As biomoléculas são moléculas grandes ou grandes
moléculas?!

As biomoléculas, como o próprio nome já diz, são as moléculas da vida,


polímeros que possuem na sua estrutura átomos de carbono, fazendo parte desta
forma, dos componentes orgânicos da célula.
Estas moléculas, os carboidratos, lipídeos, proteínas e ácidos nucléicos são
fundamentais em nosso corpo, pois desenvolvem funções importantes para a
manutenção da vida.
Vamos explorar um pouco sobre os carboidratos? Afinal de contas precisamos
de energia continuar com os nossos estudos!
Os carboidratos são moléculas orgânicas formadas por carbono, hidrogênio e
oxigênio. Glicídios, Lipídios, Hidratos de carbono e açúcares são outros nomes que
essas biomoléculas podem receber. São as principais fontes de energia para os
sistemas vivos, tem a função estrutural dos organismos e está classificado em três
grupos: monossacarídeos, oligassacarídeos e polissacarídeos.
Os monossacarídeos são os carboidratos mais simples, possuem até sete
moléculas de carbonos. Sua fórmula geral é CnH2nOn . Os principais monossacarídeos
são a glicose e frutose.A seguir apresentaremos as formulas estruturais destes
carboidratos citados. Observe e veja se consegue responde : Quimicamente, o que
todos eles tem em comum?

Representação das estruturas química da D-Glicose e D-Frutose, respectivamente


uma aldose (poliidroxialdeído) e uma Cetose (poliidroxicetona).
Fonte:
http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc29/03-CCD-2907.pdf disponível em 09/10/2013.

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A figura 9 nos mostra que a glicose e a frutose são os monossacarídeos mais
abundantes da natureza. Eles são “ os açúcares das frutas!”. A presença destes
monossacarídeos possibilita sua fermentação, à produção de bebidas como o vinho.
Nos seres humanos o metabolismo da glicose é utilizado como fonte de energia para
as suas células. O que estes dois monossacarídeos têm em comum é o grupo

CARBONILA. ( ) Quando o grupo está na extremidade da cadeia, o


monossacarídeo é uma aldose, caso esteja na outra posição é considerado uma
CETOSE.
Os dissacarídeos são quando dois monossacarídeos reagem se unindo,
formando uma ligação glicosídica, ocorre quando há eliminação de uma molécula de
água.
Veja a seguir a representação da sacarose pela união entre a glicose e a frutose:

Figura 10: Representação da sacarose.


Fonte: www.agracadaquimica.com.br disponível em 10/10/2013.
A sacarose é o açúcar presente na cana de açúcar. Depois de extraído e
refinado, ele é vendido como açúcar comum. Veja o quadro seguir ,pois dependendo
dos tipos de monossacarídeo que reagem, formam-se diferentes dissacarídeos:

MONOSSACARÍDEO MONOSSACARÍDEO DISSACARÍDEO FONTE


GLICOSE FRUTOSE SACAROSE CANA DE AÇÚCAR
GLICOSE GLICOSE MALTOSE MALTE
GLICOSE GALACTOSE LACTOSE LEITE
Figura11: Representa a formação dos dissacarídeos e suas fontes .

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Os polissacarídeos são polímeros que contém “muitos açúcares”! Eles possuem
centenas ou até mesmo milhares de monômeros de monossacarídeos, geralmente
glicose, em cadeias lineares (como na celulose) ou ramificadas (como no amido e no
glicogênio).
Figura 12: Representa a formação dos polissacarídeos e suas fontes.

MONOSSACARÍDEO MONOSSACARÍDEO POLISSACARÍDEO FONTE


ᵦ- GLICOSE ᵦ- GLICOSE CELULOSE Parede celular dos
vegetais
α - GLICOSE α –GLICOSE AMIDO Arroz, milho, trigo,
batata.
α -GLICOSE α –GLICOSE GLICOGÊNIO Células do fígado
ou tecido muscular

Vamos dar atenção a estes polímeros que possuem uma estrutura complexa e
uma elevada massa molecular (entre 15 mil e 20 milhões)! Estamos falando de
compostos orgânicos que fazem parte das fibras musculares, cabelo e pele; chamado
de PROTEÍNAS.
As proteínas são polímeros formados a partir da condensação de α-
aminoácidos e estão presentes em todas as células vivas:

Em que R são agrupamentos que irão originar diferentes aminoácidos.


A interação responsável pela formação de proteínas ocorre entre o grupo ácido

, presente em uma molécula de aminoácido, e o grupo básico ,


presente em outra molécula, com a eliminação de uma molécula de água, originando

uma ligação peptídica: .

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Ao reunir todos os grupos citados acima ocorre uma ligação entre o grupo
amino (RNH2) de uma molécula do grupo amina com o grupo carboxila (R1CO2H) de
uma outra molécula do grupo dos ácidos carboxílicos. O resultado é a formação de um
grupo amida (RNHCOR1) e a liberação de uma molécula de água (H2O).
Veja o exemplo geral da reação descrita:

Figura 13: Esquema de uma reação de uma proteína.


Fonte: http://www.brasilescola.com/quimica/composicao-quimica-das-proteinas.htm
disponível em 10/10/2013.

A seguir podemos representar a interação entre a glicina e a alanina originando um


dipeptídeo:

Figura 14: representação entre a glicina e a alanina originando um dipeptídeo.


Fonte: Livro Usberco e Salvador pg .626

A união de (n) α-aminoácidos origina uma proteína ou um polipeptídeo. Sua


representação pode ser dada por:

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Toda proteína apresenta uma sequência característica de α-aminoácidos (α-aa),
denominada estrutura primária, que indica quais são os α-aa presentes e qual é a
sequência em que estão unidos, originando uma cadeia principal, em que os grupos R
constituem cadeias laterais.
Existem vinte aminoácidos que são encontrados nas proteínas . Porém o nosso
organismo só consegue sintetizar nove aminoácidos presentes nas proteínas.
A seguir representamos as estruturas de alguns deles:

Figura 15: Estruturas de alguns aminoácidos.


Fonte:http://www.brasilescola.com/quimica/composicao-quimica-das-proteinas.htm
disponível em 10/10/2013.

Atividades Comentadas 2

01. Qual dos elementos químicos abaixo NÃO está presente nos aminoácidos
constituintes das proteínas?
a) ( ) carbono
b) ( ) hidrogênio
c) ( ) nitrogênio
d) ( ) oxigênio
e) ( ) cloro

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GABARITO: ALTERNATIVA E – CLORO

02. O polímero dracon, usado na fabricação de tecidos, é obtido pela condensação do


etilenoglicol com ácido tereftálico:

Na estrutura do monômero caracteriza-se a função:

a) ( )éter.
b) ( )aldeído.
c) ( )anidrido de ácido.
d) ( )cetona.
e) ( )éster.

Gabarito: alternativa e – éster

Gabarito das cruzadas

HORIZONTAL
2. Moléculas pequenas que formam os polímeros;
4. Compostos de moléculas muito grandes (MACROMOLECULAS);
5. Classificação de polímeros como proteínas, celulose.

19
VERTICAL

1. Borracha, tecidos, plásticos são polímeros...;

3. Polímero de alta resistência à tração, utilizado nas embalagens para bebidas, sacos,
etc....

Gabarito das cruzadas:

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Aula 3: E agora? O que fazer com esse lixo todo que você
deixou aqui?

Em nosso dia a dia lidamos com uma infinidade de objetos e equipamentos


construídos de polímeros sintéticos que são utilizados em diversas áreas como
comunicação, decoração, construção, habitação, etc... Porém, o uso desenfreado e
inconsequente dos plásticos acabou criando problemas ambientais sérios. Um dos
principais problemas está relacionado à durabilidade dos polímeros sintéticos no meio
ambiente. O que fazer com esta situação mundial? Reduzir? Reusar? Ou reciclar?
É preciso avaliar, em termos econômicos e ambientais, as duas relações: custo
e benefício. Você já pensou na enorme quantidade de sacos plásticos disponíveis no
supermercado e que vai para a lixeira após um rápido uso? Pense nisso, antes de usar
qualquer material plástico, pois cada saco ou copo descartável que você desperdiça
significa menos petróleo e mais poluente no futuro.
E nesse cenário que inúmeras pesquisas têm sido desenvolvidas para produzir
plásticos por meio de processos menos agressivos ao meio ambiente.
Uma saída para minimizar os problemas ambientais gerados pelo uso é reduzir
seu emprego. A reutilização também é uma solução. Reutilizando sacolas plásticas dos
supermercados para embalar lixos, dando nova aplicação. Podemos pensar também
na utilização de plásticos biodegradáveis. São plásticos obtidos a partir de pequenas
moléculas que quando unidas formam moléculas bem maiores similares a polímeros
naturais. O uso do plástico biodegradável pode amenizar o impacto ambiental do lixo,
mas temos que tomar cuidado para não considerarmos que por ser biodegradável
podemos utilizá-lo indiscriminadamente.
Diversos tipos de plásticos possuem diferentes polímeros em sua constituição.
Para facilitar a reciclagem, os objetos confeccionados a partir de plásticos reutilizáveis
são classificados e marcados com códigos específicos de reciclagem.
A seguir apresentaremos o tipo de material com o seu respectivo código de
reciclagem:

21
Figura 16: Representação dos códigos de reciclagem e suas aplicações.
Fonte: www.plastval.pt disponível em 10/10/2013.

Atividades Comentadas 3

Após a leitura do texto da aula 3, expresse sua opinião a respeito dos seguintes
questionamentos:

1. Qual é a importância do plástico em sua vida?


R:__________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

2. Identifique os problemas causados ao meio ambiente pelo uso de tantos materiais


plásticos:
R:__________________________________________________________________
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________

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3. De acordo com o quadro por que não se podem reciclar conjuntamente os diferentes
tipos de plásticos, já que todos são polímeros:
R:_____________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

Gabaritos: Nesta atividade o aluno deverá expressar seu conhecimento de vida, o que
deve ser levado em conta é sua opinião, interpretação sobre as perguntas. As
respostas podem ser subjetivas.

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Avaliação

1. (ENEM-2012) Para diminuir o acúmulo de lixo e o desperdício de materiais de valor


econômico e, assim, reduzir a exploração de recursos naturais, adotou-se em larga
escala internacional, a política dos três erres: Redução, Reutilização e Reciclagem.
Um exemplo de reciclagem é a utilização de:
a) ( )garrafas de vidro retornáveis para cerveja ou refrigerante.
b) ( ) latas de alumínio como material para fabricação de lingotes.
c)( ) sacos plásticos de supermercado como condicionantes de lixo caseiro.
d) ( )embalagens plásticas vazias e limpas para acondicionar outros alimentos.
e) ( )garrafas PET recortadas em tiras para a fabricação de cerdas de vassouras.

Alternativa correta B
A utilização de latas de alumínio como material para fabricação de lingotes desse
elemento caracteriza um processo de reciclagem, no qual esse material pode ser
usado, por exemplo, na produção de novos objetos de alumínio.

2. Os polímeros são moléculas de grande massa molecular e vêm sendo cada vez mais
utilizados em substituição a materiais tradicionais, como por exemplo o vidro, a
madeira, o algodão e o aço, na fabricação dos mais diferentes produtos.
Os polímeros são obtidos pela combinação de um número muito grande de moléculas
relativamente pequenas, chamadas de monômeros.

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Os monômeros de alguns importantes polímeros são apresentados a seguir:

a) Identifique a função química de cada monômero apresentado.


b) Qual a fórmula molecular do polipropileno

Gabarito : a) I. hidrocarboneto II. amina. III. éster IV. aldeído


b)Fórmula molecular : C3H6

a) I, II. b) II, III. c) I, III. d) III, IV e) I, IV.

GABARITO: alternativa C (I e III). O monômero do polímero teflon é o tetrafluoreto de


eteno e do poliestireno é o estireno.

4. (UNI-RIO/ENCE) "Quanto mais se investiga mais assustador fica o escândalo dos


remédios falsificados. (…) A empresa é acusada de ter produzido quase 1 milhão de
comprimidos de farinha como sendo o medicamento Androcur, usado no tratamento
de câncer de próstata."
(Revista Veja, set. 1998.)

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O principal componente químico da farinha é o amido, que é um:
a) lipídio.
b) peptídeo.
c) polissacarídeo.
d) poliéter
e) poliéster.
GABARITO: alternativa C. O amido é polissacarídeo presente na farinha.

5. (PUC-MG) Numa coleta seletiva de lixo, foram separados os seguintes objetos: uma
revista, uma panela de ferro, uma jarra de vidro quebrada e uma garra de refrigerante
PET. Assinale a alternativa que causa maior prejuízo ambiental por ser de difícil
reciclagem:
a) ( ) revista
b)( ) panela de ferro
c) ( )Jarra de vidro quebrada
d) ( ) garrafa de refrigerante PET

GABARITO: ALTERNATIVA D. O polímero POLITEREFTALATO DE ETILENO - PET é um


dos maiores vilões do meio ambiente, prejudicando rios e córregos.

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Pesquisa

Caro aluno, agora que já estudamos todos os principais assuntos relativos ao 4°


bimestre, é hora de discutir um pouco sobre a importância deles na nossa vida e na
sociedade que nos cerca.
É importante ressaltar que a inovação científica e tecnológica nas sociedades
modernas está relacionada com temas nos campos da Biotecnologia, Saúde Humana e
Nanotecnologia. E é nesse contexto que se faz necessário a discussão da relação
destes campos com a ciência Química.
Com base no que foi dito, escolha um dos três assuntos descritos, e relate com
suas palavras a sua importância para nossa sociedade e a relação deste com a Ciência
que você estuda nesse caderno – A Química. Essa atividade deverá ter coerência com
introdução, desenvolvimento e conclusão. Então, vamos lá? Solte sua imaginação e
sonhe com um futuro melhor!

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Referências

[1] Química, 30 anos: ensino médio, Julio Cezar Foschini Lisboa, 1ª ed. São Paulo:
Edições SM, 2010.
[2] USBERCO, João; João Usberco, Edgard Salvador: QUÍMICA Volume único. 5ª.
Edição. São Paulo: SARAIVA, 2002.
[3] Vanin, José Atílio, 1944-2001. Alquimistas e químicos: o passado, o presente e o
futuro. São Paulo:Moderna, 2005 – Coleção Polêmica.
[4] Orientações pedagógicas do Currículo Mínimo de Química 2012.
[5] www.plastval.pt
[6]http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc29/03-CCD-2907.pdf disponível em
09/10/2013.
[7]http://www.brasilescola.com/quimica/composicao-quimica-das-proteinas.htm
disponível em 10/10/2013.

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Equipe de Elaboração

COORDENADORES DO PROJETO

Diretoria de Articulação Curricular

Adriana Tavares Maurício Lessa

Coordenação de Áreas do Conhecimento

Bianca Neuberger Leda


Raquel Costa da Silva Nascimento
Fabiano Farias de Souza
Peterson Soares da Silva
Marília Silva

PROFESSORES ELABORADORES

Elaine Antunes Bobeda


Marco Antonio Malta Moure
Renata Nascimento dos Santos

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