Você está na página 1de 3

PENAL.

CONCURSO DE AGENTES.
(V) O Código Penal adota a teoria unitária ou monística, equiparando os participantes. No
entanto, há hipóteses em que o mesmo Código atribui outro crime para a conduta de terceiro,
acatando, nesses casos, a teoria pluralista.

Teoria Unitária, monista ou monística.


Pluralidade de agentes + diversidade de condutas + Apenas Um Resultado = Todos respondem
pelo mesmo crime. Teoria adotada pelo código penal.
 Não há distinção entre autor ou participe.

Teoria Pluralista.
Pluralidade de agentes + diversidade de condutas + Apenas Um Resultado = cada agente
responde por um Crime.
 Distinção entre autor ou participe.

Trata-se do chamado “delito de concurso” (vários delitos ligados por uma relação de
causalidade).

Exceção
EX: O CP adota essa teoria ao disciplinar o aborto (art Provocar aborto em si mesma ou
consentir que outrem lhe provoque. Provocar aborto com o consentimento da gestante). Ou seja
a mesma prática – duas tipificações.
O mesmo se aplica na corrupção ativa - Oferecer ou prometer - e passiva - Solicitar ou receber - , art.
333 e 317,e no caso da bigamia (art. 235, caput e § 1º do CP).

Teoria Dualista

Pluralidade de agentes + diversidade de condutas + Apenas Um Resultado = Coautores


respondem por um delito e Partícipes por outro.
Coautoria ≠ participação

1940 – Coautor e partícipe =  Teoria subjetiva (conceito extensivo do autor)

Reforma de 1984 deu-se efetiva distinção.

Teoria subjetiva.

FORMAL  Autor realiza a figura típica, Partícipe ações fora do tipo,


ficando impune, se não fosse a regra de extensão.
NORMATIVA  TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO  O autor
realiza o tipo penal, e é quem tem o domínio sobre os demais. Podendo
ser:
Autor Executor  executa o tipo penal
Autor Intelectual  não realiza o verbo do tipo penal, mas
idealiza a execução que fica a cargo de outrem.
Autor Mediato  se utiliza de um agente instrumento.
Partícipe é aquele que não realiza a figura típica do fato, nem comanda
a ação.

29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas,
na medida de sua culpabilidade.
§ 1º - Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um
terço.

REQUISITOS DO CONCURSO DE AGENTES

(F) Um dos requisitos para o concurso de agentes é o (ERRADO) acordo prévio de vontades
(Pactum sceleris) sem o qual, cada um responderá por aquilo que efetivamente praticou, ocorrendo a
chamada autoria colateral.

1. Existência de dois ou mais agentes

2. Relação de causalidade material entre as condutas desenvolvidas e o resultado.

3. Vínculo de natureza psicológica ligando as condutas entre sí. NÃO NECESSITA ACORDO
PRÉVIO ENTRE OS COAUTORES.

4. Reconhecimento da prática da mesma infração para todos.

5. Existência de um fato punível.

(V ) Na cooperação dolosa distinta ou desvio subjetivo entre participantes, aplica-se a pena do crime
menos grave ao participante que o pretendia, podendo esta ser aumentada até a metade se o resultado
era previsível.

A cooperação dolosamente distinta (Desvio subjetivo entre os


participantes)
§ 2º - Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena
deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado mais
grave.

( F) O ajuste, a determinação ou a instigação e o auxílio (ERRADO) são puníveis mesmo que os atos
executórios não tenham sido iniciados.
Art. 31 O ajuste, a determinação ou instigação, e o auxílio, salvo disposição expressa em
contrário, não são puníveis, se o crime não chega, pelo menos, a ser tentado.

(F ) Autoria incerta é o mesmo que autoria ignorada(ERRADO), ocorrendo quando há incerteza


sobre quem, dentre os realizadores dos vários comportamentos, produziu o resultado.

Autoria INCERTA  Quando na autoria colateral ( crime praticado por mais de um agente, mas
que não há liame entre eles para a prática) não se sabe qual dos agentes causou o resultado.
Autoria desconhecida ou ignorada  não se consegue apurar sequer quem foi o realizador da conduta.
Difere da autoria incerta porque, enquanto na incerta sabe-se quem foram os autores, mas não quem
produziu o resultado, na autoria ignorada não se sabe nem quem praticou a conduta.

Você também pode gostar