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20/08/2019 Gestão de Resíduos Orgânicos

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Gestão de Resíduos Orgânicos

Os resíduos orgânicos representam metade dos resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil e podem ser tratados em
várias escalas, desde a escala doméstica, p0assando pela escala comunitária, institucional (de um grande gerador de
resíduos), municipal até a escala industrial, para a produção de fertilizante orgânico. Saiba mais sobre este tema:

LANÇAMENTO 2017

Compostagem Doméstica, Comunitária e Institucional de Resíduos Orgânicos - Manual de


Orientação (/images/arquivo/80058/Compostagem-ManualOrientacao_MMA_2017-06-
20.pdf) (jun/2017)

O que são os resíduos orgânicos?

O que fazer com os resíduos orgânicos?

Resíduos orgânicos e a legislação brasileira

Catadores e a compostagem

Como fazer compostagem doméstica?

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Compostagem comunitária em bairro de Florianópolis/SC

O que são os resíduos orgânicos?

Os resíduos orgânicos são constituídos basicamente por restos de animais ou vegetais descartados de atividades
humanas. Podem ter diversas origens, como doméstica ou urbana (restos de alimentos e podas), agrícola ou industrial
(resíduos de agroindústria alimentícia, indústria madeireira, frigoríficos...), de saneamento básico (lodos de estações
de tratamento de esgotos), entre outras.

São materiais que, em ambientes naturais equilibrados, se degradam espontaneamente e reciclam os nutrientes nos
processos da natureza. Mas quando derivados de atividades humanas, especialmente em ambientes urbanos, podem
se constituir em um sério problema ambiental, pelo grande volume gerado e pelos locais inadequados em que são
armazenados ou dispostos. A disposição inadequada de resíduos orgânicos gera chorume, emissão de metano na
atmosfera e favorece a proliferação de vetores de doenças. Assim, faz-se necessária a adoção de métodos adequados
de gestão e tratamento destes grandes volumes de resíduos, para que a matéria orgânica presente seja estabilizada e
possa cumprir seu papel natural de fertilizar os solos.

Compostagem doméstica, Visconde de Mauá/RJ Compostagem institucional de resíduos de


(fonte (http://amigosdemaua.net/)) restaurantes, Florianópolis/SC

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Compostagem municipal, Belo Horizonte/MG

O que fazer com os resíduos orgânicos?

Segundo a caracterização nacional de resíduos publicada na versão preliminar do Plano Nacional de Resíduos Sólidos
(http://sinir.gov.br/web/guest/plano-nacional-de-residuos-solidos), os resíduos orgânicos correspondem a mais de
50% do total de resíduos sólidos urbanos gerados no Brasil. Somados aos resíduos orgânicos provenientes de
atividades agrossilvopastoris e industriais, os dados do Plano Nacional de Resíduos Sólidos indicam que há uma
geração anual de 800 milhões de toneladas de resíduos orgânicos.

Quando separados na fonte (ou seja, quando os resíduos orgânicos não são misturados com outros tipos de resíduos)
a reciclagem dos resíduos orgânicos e sua transformação em adubo ou fertilizante orgânico pode ser feita em várias
escalas e modelos tecnológicos. Pequenas quantidades de resíduos orgânicos podem ser tratadas de forma doméstica
(aprenda aqui como fazer) ou comunitária, enquanto grandes quantidades podem ser tratadas em plantas industriais.
Os processos mais comuns de reciclagem de resíduos orgânicos são a compostagem (degradação dos resíduos com
presença de oxigênio) e a biodigestão (degradação dos resíduos com ausência de oxigênio).

Tanto a compostagem quanto a biodigestão buscam criar as condições ideias para que os diversos organismos
decompositores presentes na natureza possam degradar e estabilizar os resíduos orgânicos em condições controladas
e seguras para a saúde humana. A adoção destes tipos de tratamento resulta na produção de fertilizantes orgânicos e
condicionadores de solo, promovendo a reciclagem de nutrientes, a proteção do solo contra erosão e perda de
nutrientes e diminuindo a necessidade de fertilizantes minerais (dependentes do processo de mineração, com todos os
impactos ambientais e sociais inerentes a esta atividade, e cuja maior parte da matéria-prima é importada).

Apesar disso, atualmente, menos de 2% dos resíduos sólidos urbanos são destinados para compostagem. Aproveitar
este enorme potencial de nutrientes para devolver fertilidade para os solos brasileiros está entre os maiores desafios
para a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Quanto à biodigestão, o Ministério do Meio Ambiente fez parte do Comitê Gestor do Projeto Brasil-Alemanha de
Fomento ao Aproveitamento Energético de Biogás no Brasil (PROBIOGÁS), coordenado pelo Ministério das Cidades em
parceria com a Agência de Cooperação Internacional Alemã. Acesse o site do projeto para mais informações sobre
biodigestão e resultados alcançados pelo projeto:

http://www.cidades.gov.br/saneamento-cidades/probiogas (http://www.cidades.gov.br/saneamento-
cidades/probiogas)

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Resíduos orgânicos e a legislação brasileira

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-


“de
2010/2010/lei/l12305.htm)) previu, no art. 36, inciso V, a necessidade de implantação, pelos titulares dos serviços,
sistemas de compostagem para resíduos sólidos orgânicos e articulação com os agentes econômicos e sociais formas
de utilização do composto produzido”. Desta forma, entende-se que a promoção da compostagem da fração orgânica
dos resíduos, assim como a implantação da coleta seletiva e da disposição final ambientalmente adequada dos
rejeitos, faz parte do rol de obrigações dos municípios instituída pela Lei 12.305/2010.

Segundo as definições de reciclagem e rejeitos da PNRS (Art. 3º, incisos XIV e XV), conclui-se igualmente que
processos que promovem a transformação de resíduos orgânicos em adubos e fertilizantes (como a compostagem)
também podem ser entendidos como processos de reciclagem. Desta forma, resíduos orgânicos não devem ser
considerados indiscriminadamente como rejeitos, e esforços para promover sua reciclagem devem ser parte das
estratégias de gestão de resíduos em qualquer escala (domiciliar, comunitária, institucional, industrial, municipal...).

As principais referências legais nacionais atualmente em vigor aplicáveis à reciclagem de resíduos orgânicos estão
listadas abaixo:

- Lei nº 6894, de 16 de dezembro de 1980. Dispõe sobre a inspeção e a fiscalização da produção e do


comércio de fertilizantes, corretivos, inoculantes, estimulantes ou biofertilizantes, remineralizadores e substratos para
plantas, destinados à agricultura, e dá outras providências. (Redação dada pela Lei nº 12.890, de 2013).

- Decreto nº 4.954, de 14 de janeiro de 2004. Altera o Anexo ao Decreto nº 4.954, de 14 de janeiro de 2004,
que aprova o Regulamento da Lei no 6.894, de 16 de dezembro de 1980, que dispõe sobre a inspeção e fiscalização da
produção e do comércio de fertilizantes, corretivos, inoculantes, ou biofertilizantes, remineralizadores e substratos
para plantas destinados à agricultura. (Redação dada pelo Decreto nº 8.384, de 2014)

- Resolução CONAMA n. 375, de 29 de agosto de 2006. Define critérios e procedimentos, para o uso agrícola
de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário e seus produtos derivados, e dá outras
providências.

- Instrução Normativa SDA nº 25, de 23 de julho de 2009, do Ministério da Agricultura, Pecuária e


Abastecimento. Aprova as normas sobre as especificações e as garantias, as tolerâncias, o registro, a embalagem e a
rotulagem dos fertilizantes orgânicos simples, mistos, compostos, organominerais e biofertilizantes destinados à
agricultura.

- Instrução Normativa SDA nº 27, de 5 de junho de 2006, do Ministério da Agricultura, Pecuária e


Abastecimento. Dispõe sobre a importação ou comercialização, para a produção, de fertilizantes, corretivos,
inoculantes e biofertilizantes.

- Instrução Normativa GM nº 46, de 6 de outubro de 2011, do Ministério da Agricultura, Pecuária e


Abastecimento. Estabelece o Regulamento Técnico para os Sistemas Orgânicos de Produção Animal de Vegetal.

- Instrução Normativa GM nº 53, de 23 de outubro de 2013, do Ministério da Agricultura, Pecuária e


Abastecimento. Estabelece disposições e critérios para a inspeção e fiscalização de fertilizantes, corretivos, inoculantes,
biofertilizantes e materiais secundários; o credenciamento de instituições privadas de pesquisa; e requisitos mínimos
para avaliação da viabilidade e eficiência agronômica e elaboração do relatório técnico-científico para fins de registro
de fertilizante, corretivo e biofertilizante na condição de produto novo.

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Catadores e a compostagem

A Lei nº 8666, de 21 de junho de 1993, no art. 24, inciso XXVII, estabelece a possibilidade de dispensa de licitação
“na contratação da coleta, processamento e comercialização de resíduos sólidos urbanos recicláveis ou reutilizáveis,
em áreas com sistema de coleta seletiva de lixo, efetuados por associações ou cooperativas formadas exclusivamente
por pessoas físicas de baixa renda reconhecidas pelo poder público como catadores de materiais recicláveis, com o uso
de equipamentos compatíveis com as normas técnicas, ambientais e de saúde pública. (Redação dada pela Lei nº
11.445, de 2007)”.
A partir do entendimento da compostagem também como uma forma de reciclagem, conclui-se que a prestação deste
tipo de serviço por cooperativas ou outras formas de associações de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis é
mais uma forma de atuação possível destas entidades.

Como compostar?

Existem muitas formas de compostar resíduos orgânicos de forma segura. A medida que vamos entendendo que
condições são necessárias para garantir que os resíduos se degradem de forma segura (sem gerar odores, nem atrair
animais como ratos e moscas), podemos criar estas condições de infinitas formas.

Para informações mais completas sobre o tema, acesse a publicação Compostagem Doméstica, Comunitária e
Institucional de Resíduos Orgânicos - Manual de Orientação (/images/arquivo/80058/Compostagem-
ManualOrientacao_MMA_2017-06-20.pdf), que apresenta os princípios da compostagem e formas de compostar de
forma segura.

Para a compostagem doméstica, outras possibilidades simples são a compostagem em minhocários e a compostagem
em baldes, que podem ser feitas até em locais com pouco espaços, como apartamentos.

Aprenda uma forma de compostagem em baldes neste vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=Wo2kzO3zuYs).

E aprenda uma forma de fazer compostagem em minhocários com os materiais do projeto Composta São Paulo
(http://www.compostasaopaulo.eco.br/): vídeo (https://player.vimeo.com/video/97724573) e manual
(https://issuu.com/moradadafloresta/docs/compostasp_manual_compostagem).

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