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O Edifício Joelma, um dos mais imponentes prédios do centro de São Paulo, ardeu em cha

mas por mais de


quatro horas no dia primeiro de fevereiro de 1974. O resultado desta tragédia fora
m 345 feridos e 189 mortos.

água nos carros do Corpo de Bombeiros e a escada Magirus só conseguiu atingir uma pa
rte do edifício.
Volquimar morreu asfixiada por causa da fumaça e seu irmão Álvaro conseguiu sobreviver
Há quase trinta anos um incêndio parou São Paulo. Era sexta-feira, 1º de fevereiro de 19
74, e aproximadamente 756 pessoas distribuíam-se pelos 25 andares do edifício Joelma
, na região central. Por volta das 8h50 um funcionário ouviu um ruído de vidro rompend
o, vindo de um escritório no 12º andar. Eis o relato do que ele viu, de acordo com u
m site não-oficial do Corpo de Bombeiros:

Foi até lá para verificar e constatou que um aparelho de ar condicionado estava quei
mando. Foi correndo até o quadro de luz daquele piso para desligar a energia; mas
ao voltar encontrou fogo seguindo pela fiação exposta ao longo da parede. As cortina
s se incendiaram e o incêndio começou a se propagar pelas placas combustíveis do forro
. Correu para apanhar o extintor portátil, mas ao chegar não conseguiu mais adentrar
à sala, devido à intensa fumaça. Subiu as escadas até o 13º andar, alertou os ocupantes e
ao tentar voltar ao 12º pavimento, encontrou densa fumaça e muito calor. A partir d
aí o incêndio, sem controle algum, tomou todo o prédio.

Às 9h03 o Corpo de Bombeiros recebeu o primeiro chamado de socorro. Às 9h05 saíram os


primeiros carros dos quartéis mais próximos, que chegaram ao Joelma às 9h10. E o mesmo
site prossegue na descrição:

?). Este aparelho, segundo foi constatado mais tarde, estava ligado à fiação de outro
pavimento, de forma tal que seria impossível desconectá-lo com rapidez.

Nos escritórios, a compartimentação interna era feita por divisórias de madeira e o forr
o era constituído por placas de fibra combustível fixadas em ripas de madeira e a la
je-piso era forrada por carpete. (...) Havia somente uma escada comum (não de segu
rança, que tem paredes resistentes ao fogo e ventilação para evitar gases tóxicos). Não ha
via sistema de alarme manual ou automático de forma que fosse rapidamente detectad
o, dado o alarme e desencadeadas as providências de abandono da população, acionamento
de brigada interna, acionamento do Corpo de Bombeiros e outras mais. Não havia qu
alquer sinalização para abandono e controle de pânico. Apesar da estrutura do prédio ser
incombustível, todo o material de compartimentação e acabamento não era e não havia qualq
uer controle de carga-incêndio (...) rapidamente o incêndio se propagou e fugiu do c
ontrole.
Em outras palavras: o Joelma era, efetivamente, um edifício doente, sem defesas co
ntra a propagação do fogo. Fossem outras as condições de construção e manutenção, não teria
perdidas tantas vidas. Mas falamos em propagação? Se procurarmos pelo outro regente
do Ascendente

das vias de circulação por fogo e fumaça, devido ao próprio desconhecimento das vítimas so
bre como proceder e para onde ir

. Por mais que o incêndio do Joelma tenha sido uma dolorosa tragédia na história de São
Paulo, foi exatamente a ampla difusão daquelas cenas de horror que contribuiu para
criar uma nova consciência de prevenção de incêndios em outros edifícios de grande porte.

Legislações mais rigorosas entraram em vigor em diversos estados e difundiu-se a con


sciência da necessidade de treinamento de funcionários e ocupantes de condomínios para
lidar com emergências. Em muitos edifícios surgiram brigadas de incêndio, que são grupo
s de voluntários treinados para dar o primeiro combate a focos de fogo e coordenar
a evacuação do prédio. Novos edifícios já em fase de construção tiveram seus projetos modi
ados para incluir escadas de escape, portas corta-fogo e revestimentos incombustív
eis.