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Historia da educacao

Aula 1:
Objetivo: tem como objetivo apresentar a educação dos povos que deixaram legados
importantes no processo de formação da sociedade ocidental, na qual estamos
inseridos. Busca, também, possibilitar a compreensão e desenvolver a capacidade em
analisar a situação educacional no tempo presente.

A História da Educação no Brasil é uma disciplina muito recente que vem se


constituindo ao longo do tempo, conquistando sua autonomia e identidade,
construindo suas características e especificidades.

Surgiu como parte da Filosofia da Educação e manteve-se dessa maneira até por volta
dos anos de 1960. Os cursos de formação de professores, não possuíam essa cadeira,
cujos temas eram trabalhados nas aulas de Filosofia da Educação.

Os programas da matéria, na primeira metade do século XX, quando ainda não se


apresentava de forma autônoma, continham uma estreita orientação religiosa,
especialmente católica. (Miriam Warde, 2000)

Histórico

Ate 1950 - Os programas curriculares da área, em seus conteúdos, destacavam, até os


anos de 1950, os modelos de formação do homem praticados pelas diferentes
sociedades até o período medieval, quando então eram trabalhados os pensadores
que se sobressaíam nas Idades Moderna e Contemporânea.

Decada de 50 - Surgiu, entre os educadores da Universidade de São Paulo (USP), uma


preocupação pela organização da cadeira de História da Educação Brasileira,
desatrelada da Filosofia. Tinha como objetivos o estudo do sistema escolar no Brasil e
buscava definir os limites da nova disciplina, e seu contato com a Filosofia e a
Sociologia, que também ganhava importância nos cursos de magistério.

1970/80 - A disciplina consolidou-se como uma importante área do conhecimento


humano, mas ainda vinculada apenas aos cursos de Pedagogia. Os temas se
diversificam e se aprofundam, com a intensificação das pesquisas.
Nóvoa debate a questão historicamente:

Não se escreve hoje a História da educação como se escrevia nas décadas anteriores.
Há que dizê-lo. Mas não basta dizê-lo: há que assumi-lo, na prática. Temos que ser
audaciosos. E ousar produzir um outro conhecimento histórico no domínio educativo.
(apud Tambara, 2000, p. 84)

Dias atuais - Nos dias de hoje, percebe-se que a História, em suas pesquisas e áreas de
interesse, começou a dirigir seu olhar para os temas educacionais, entretanto ainda
carecendo de uma maior organicidade nesse campo. Nesse sentido, os estudos ainda
estão muito ligados ao âmbito da História Cultural. Há ainda muito ainda a se construir
nessa área. Como explica Tambara (idem, p.86):

No caso específico da História da Educação, é forçoso reconhecer que ainda não há


uma massa de produção, apesar do muito que se fez, capaz de tornar essa área
efetivamente autônoma tanto da História como da Educação. Vive-se em uma espécie
de limbo. Muito da indefinição teórico-metodológica decorre da ausência de
parâmetros próprios (...).

Qual é o objeto da História da Educação ? - Ainda há muito a se debater, de maneira a


se distanciar de outros campos de estudo, evitando algumas aproximações que podem
levar à descaracterização da área em questão, enfim fortalecendo essa área do saber
acadêmico.

Zaia Brandão pesquisadora da História da Educação comenta o assunto, afirmando


que:

"Se por um lado carecemos de tradição disciplinar, por outro, a construção de objetos
de pesquisa pertinentes aos desafios enfrentados pelos educadores requerem o
acompanhamento do que vem ocorrendo nas configurações concretas das práticas
educacionais de onde emergem as “questões próprias”, a que se refere o texto acima."

Sistese da aula:
A História da Educação compõe o conjunto de saberes fundamentais no
desenvolvimento da formação do futuro pedagogo.
É uma disciplina muito recente que vem conquistando sua autonomia e identidade,
construindo suas características e especificidades

Ainda há muito a se debater sobre o objeto da História da Educação, de maneira a se


distanciar de outros campos de estudo, evitando algumas aproximações que podem
levar à descaracterização da área em questão, enfim fortalecendo essa área do saber
acadêmico.

Aula 2:
Educação Difusa: A Tradição Oral

A tradicional divisão do processo histórico em Pré-História e História, pertence à


concepção positivista, que considera, apenas, os documentos escritos como
verdadeiras fontes de pesquisa, entendendo que os povos que não conhecem a escrita
estariam no estágio anterior à História, ou seja, não possuiriam História.

É importante para o estudo dessas sociedades, o auxílio das ciências naturais e sociais
que ampliam a possibilidade de maior conhecimento sobre esses povos. Sendo assim,
necessitamos dentre outras, dos seguintes saberes: Quimica, Geologia, Paleontologia,
Arqueologia.

Sítio arqueológico é o local onde se encontra e se estuda o vestígio deixado pelos


habitantes do passado. Os sítios mais conhecidos e estudados encontram-se na
Europa, principalmente na França, no norte da Espanha e em Portugal. No Brasil,
também encontramos importantes sítios arqueológicos, porém pouco estudados,
como a Chapada Diamantina.

Segundo as descobertas da Geologia e da Paleontologia, os ancestrais do Homo


sapiens (todos nós pertencemos a essa espécie) surgiram no paleolítico inferior e
pertenciam a espécies diferentes.

Os Primeiros Colonizadores

A evolução do homem é objeto de estudo de inúmeros autores


O ser humano, diferente de outros animais, não possui  defesa corporal  suficiente
para enfrentar as condições do meio ambiente. Porém, a sua complexidade cerebral,
associada à necessidade de sobrevivência fez com que  essa espécie desenvolvesse a
capacidade de transformar a natureza e assim produzir os objetos necessários à sua
condição de vida.

Para modificar a natureza, homens e mulheres observaram e experimentaram  ao


longo de milhares de anos. Aos poucos, foram criando e desenvolvendo armas,
ferramentas, utensílios, moradias, vestimentas, ou seja, foram produzindo
conhecimento e criando cultura.   

SÍNTESE DA AULA:

É importante para o estudo dessas sociedades o auxílio das ciências naturais e sociais
que ampliam a possibilidade de maior conhecimento sobre esses povos.

Sítio arqueológico é o local onde se encontra e se estuda o vestígio deixado pelos


habitantes do passado.

Todos os homens existentes sobre a face da terra fazem parte de uma mesma espécie,
denominada Homo sapiens sapiens, o homem duas vezes sabido

O trabalho proporciona ao ser humano a capacidade de pensar e de criar com o


coletivo e para o coletivo.

Cada cultura desenvolve sua maneira de ser e de pensar, e homens e mulheres em


cada sociedade se constituem por esses padrões culturais e históricos do grupo.

Aula 3:
A Democracia ateniense

A cidade de Atenas é considerada como o exemplo de democracia para as sociedades


modernas, mesmo levando-se em conta que apenas uma pequena parcela da
população tivesse seus direitos políticos assegurados. Somente os cidadãos, homens
livres atenienses, podiam votar e serem votados. A polis ateniense possuía a seguinte
estrutura de poder em sua administração:
ESTRATEGOS: Eram dez cidadãos que governavam a cidade, executavam as decisões,
discutidas e aprovadas pela Eclésia

ECLÉSIA: Constituída por todos os cidadãos, que aprovava as leis, decidia sobre a paz
ou a guerra, elegia os magistrados mais importantes e votava o ostracismo

BULÉ: O conselho composto por quinhentos cidadãos, sorteados entre as tribos que
tinha como finalidade a elaboração das leis que seriam aprovadas (ou não) pela Eclésia

HELIEU: Tribunal composto por 6000 cidadãos, que julgava os casos de não
cumprimento das leis da cidade

AERÓPAGO: Tribunal que julgava crimes religiosos e de morte e era constituído por
antigos arcontes

ARCONTES: Dez cidadãos sorteados entre os atenienses, responsáveis pelas questões


religiosas

A política ateniense instituiu a lei do ostracismo, que significava a expulsão e ou o


exílio do cidadão que fosse punido politicamente. Ele era condenado à expulsão ou ao
exílio por dez anos, caso houvesse elaborado projetos públicos em proveito próprio.

Todas as assembleias, debates e votações aconteciam na praça central da cidade


chamada de Ágora. Era um espaço livre, ladeada por prédios públicos e por mercados,
onde, também, ocorriam as trocas o comércio, as feiras. Era o espaço da cidadania.

A educação das crianças e dos jovens

As crianças atenienses que iriam tornar-se cidadãos eram preparadas para o debate e
a deliberação. Tinham um dia de estudos e formação para a cidadania.

A formação integral era a finalidade da educação grega, sobretudo em Atenas. Para tal
utilizavam o conceito de Paideia, que Platão explicava assim: "(...) a essência de toda a
verdadeira educação ou paideia é a que dá ao homem o desejo e a ânsia de se tornar
um cidadão perfeito e o ensina a mandar e a obedecer, tendo a justiça como
fundamento" (cit. in Jaeger, 1995: 147)

A educação ateniense propiciou o surgimento e o desenvolvimento da Filosofia, que


pode ser dividida em três fases: o período pré-socrático, quando buscavam explicar as
questões da natureza e a origem do mundo; em seguida vem o período socrático cuja
reflexão residia sobre o homem, em que se destacaram Sócrates, Platão e Aristóteles;
e por fim, o período helenístico, em que a filosofia ficou marcada pela visão cristã, e
por soluções individuais em detrimento do coletivo

Já em Esparta, a educação estava voltada para a formação militar, era obrigatória,


estava sob os cuidados do Estado e era chamada de agogê. Os meninos desde
pequenos eram afastados da família, e permaneciam nas casernas até envelhecerem.
Eles eram levados a treinar saltos, natação, corrida e lançamentos de dardo e de disco.

As mulheres também se preparavam fisicamente, eram criadas para viverem de


maneira saudável com o objetivo de conceberem filhos sadios. A educação sexual
também fazia parte da instrução feminina. Esta acontecia a partir da puberdade, e era
de responsabilidade da mãe.

Em torno dos vinte anos, a moça recebia autorização do governo para casar e procriar,
sendo estimulada sua gravidez, pois quanto mais filhos mais soldados para a cidade

A religiosidade na antiguidade grega.

As divindades eram figuras que aparentavam a imagem humana, sentiam amor, ódio,
ciúmes e raiva, por exemplo, mas que tinham o dom da imortalidade. Cada uma
possuía um atributo próprio.

Os mitos e as lendas, que eram transmitidos por tradição oral, afirmam que os deuses
e deusas viviam no Monte Olimpo, de onde observavam os humanos

SÍNTESE DA AULA:

A cidade de Atenas é considerada exemplo de democracia para as sociedades


modernas, mesmo levando-se em conta que apenas uma pequena parcela da
população (por volta de 10%) tivesse seus direitos políticos assegurados. Somente os
cidadãos, homens livres atenienses, podiam votar e serem votados.

Paideia, segundo Platão, é a essência de toda a verdadeira educação, é a que dá ao


homem o desejo e a ânsia de se tornar um cidadão perfeito e o ensina a mandar e a
obedecer.

A política ateniense instituiu a lei do ostracismo, que significava a expulsão e ou o


exílio do cidadão que fosse punido politicamente. Ele era condenado à expulsão ou ao
exílio por dez anos, caso houvesse elaborado projetos públicos em proveito próprio.

A educação ateniense propiciou o surgimento e o desenvolvimento da filosofia, que


pode ser dividida em três fases: o período pré-socrático, o período socrático e o
período helenístico.

A Mitologia grega apresenta os mitos, as lendas e os deuses que constituíam a base da


religiosidade do povo grego. O estudo da religiosidade permite uma maior
compreensão dessa sociedade.

Aula 4:
A Educação no Mundo Romano

A Antiguidade romana pode ser dividida em três períodos:

Realeza (de 753 a 509 a.C.): da fundação de Roma à queda do último rei etrusco.

República (de 509 a 27 a.C.): período marcado inicialmente pelas lutas entre patrícios e
plebeus e posteriormente pela expansão militar

Império (de 27 a 476 a.C.): da instauração do Império à sua queda

A história do Império romano teve início na Península Itálica, no segundo milênio a.C.,
quando povos, provavelmente, de origem indo-europeia ocuparam a parte centro-sul
da Península. Esses povos, denominados italiotas ou itálicos, possuíam línguas e
costumes diferentes e praticavam agricultura ou pastoreio.

Esses  povos ocupavam as colinas do Lácio, onde por volta de 753 a.C. supõe-se que
fora fundada a cidade de Roma. Eles se organizavam em clãs, sendo a terra de uso
coletivo e não propriedade de poucos.

No final do século VII a.C., os gregos iniciaram a colonização do sul da península itálica
que foi denominada de Magna Grécia.

Ao mesmo tempo, os etruscos, que viviam no norte da península, iniciaram sua


expansão e conquistaram a região do Lácio, que nesse momento encontrava-se com
sua organização social, política e  econômica  em transformação.

Passava da pequena agricultura familiar e do pastoreio para a cultura de cereais, em


propriedades privadas, o que gerou a divisão da sociedade entre patrícios e plebeus
dando lugar a Realeza.

A República iniciou com a queda do último rei Etrusco, nesse período apenas os
patrícios tinham poder político. Mas, com a expansão do comércio, uma parte da
plebe, que, sobretudo, exercia essa atividade econômica se enriquece e passa a lutar,
também, por direitos políticos e civis.

A política expansionista romana provocou o empobrecimento dos camponeses e


artesãos, uma vez que intensificou o trabalho escravo proveniente das regiões
conquistadas, provocando assim, a perda de pequenas propriedades gerando
desemprego e pobreza para aqueles plebeus que viviam do trabalho no campo ou do
artesanato.

O expansionismo romano no século I a.C. já dominava todo o Mediterrâneo. Em 27


a.C. o Império foi implantado por Otávio que recebeu a alcunha de Augusto (filho dos
deuses) e promoveu um grande: desenvolvimento cultural e urbano, são construídos
templos, aquedutos, termas, estradas e edifícios públicos. As  artes são incentivadas,
(...)” ( ARANHA,2000,p.61).

O comércio obteve uma forte expansão, o latifúndio se especializou e o trabalho


escravo cada vez mais se tornava a base do processo econômico.

No século II d.C., a intensa expansão do Império provocou a formação de uma


complexa máquina burocrática para administrar, controlar e  arrecadar impostos das
províncias. Assim como a instituição do Direito Romano para dar conta das
complicadas questões de justiça.

Uma questão marcante nesse período foi o surgimento do cristianismo, doutrina  que
se espalhou para além da Palestina e provocou intensos embates entre cristãos e
representantes do Império, principalmente porque pregava a desobediência aos
preceitos romanos e atingia os pobres e os escravos.

A perseguição aos cristãos teve início em 64, até que Constantino concedeu em 313
a.C. liberdade de culto e no final do século IV, o cristianismo se tornou religião oficial
do Império Romano, porém não representava mais os ideais das camadas mais pobres,
já estava hierarquizada  e aderida pelas elites.

A partir do século II, a crise na administração e manutenção, aliada aos altos impostos
e  corrupção, provocaram o início do desmantelamento do Império, dando início ao
colonato. Essas questões fragilizaram o Império que se dividiu em 395 em Ocidental e
Oriental. Isso possibilitou o enfraquecimento da defesa de suas  fronteiras, o que
facilitou a invasão dos bárbaros e sua fragmentação no início do século V.

A Igreja desempenhou um papel de guardiã da cultura greco-romana e lentamente foi


fazendo alianças com os povos invasores, o que lhe permitiu conquistar poder e
riquezas

SÍNTESE DA AULA:

A Antiguidade romana pode ser dividida em três períodos:

Realeza (de 753 a 509 a.C.): fundação de Roma à queda do último rei etrusco;
República (de 509 a 27 a.C.): período marcado inicialmente pelas lutas entre patrícios e
plebeus e posteriormente pela expansão militar; Império (de 27 a.C. a 476 a.C.):
instauração do Império à sua queda.

O paterfamilias era considerado a autoridade máxima desse grupo que rendia culto
aos antepassados.
A República iniciou com a queda do último rei Etrusco, nesse período apenas os
patrícios tinham poder político. Com a expansão do comércio, uma parte da plebe se
enriquece e passa a lutar, também, por direitos políticos e civis.

O cristianismo se espalhou para além da Palestina e provocou intensos embates entre


cristãos e representantes do Império, principalmente porque pregava a desobediência
aos preceitos romanos e atingia os pobres e os escravos.

Colonato: em troca de terra para cultivar, os agricultores livres trabalhavam nas terras
dos proprietários como forma de pagamento.

Aula 5:
Muito já debatemos sobre a história e as formas de transmissão dos saberes entre os
povos da antiguidade. Nessa aula, vamos conhecer um pouco do mundo feudal e
compreender como se organizou a educação ao longo desse período histórico.

Esse conhecimento é fundamental para que se possa romper com a tradicional


imagem que caracterizava a Idade Média como a era das trevas, da escuridão, quando
nada se criou ou se desenvolveu.

A Era Medieval se inicia com a decadência do mundo romano e a intensificação do


processo de migrações dos povos nômades. Essas invasões contribuíram para o
aprofundamento da crise do Império Romano.

O mundo medieval se define pela conjugação de fatores econômicos, sociais e políticos


que caracterizam o contexto histórico. A ausência de unidade política caracteriza o
feudalismo.

O pastoreio e a agricultura eram as principais atividades da época, que se


caracterizavam pela busca de auto-suficiência do feudo, pois as atividades comerciais
eram praticamente inexistentes.

As moedas caíram em desuso e, quando havia excedentes, as trocas eram realizadas


com as próprias mercadorias.

Como as cidades tornaram-se perigosas, a partir da ação de bandoleiros e assaltantes,


os artesãos também se concentravam no interior do feudo.
Os camponeses trabalhavam nas terras dos senhores feudais, e eram os responsáveis
pelas atividades agropecuárias. Eles deviam obrigações como trabalho obrigatório nas
terras do senhor, com o qual alimentavam todos aqueles que não trabalhavam.

A cavalaria era responsável pela defesa da unidade feudal. Os cavaleiros medievais, em


troca por sua bravura e conquistas, dividiam o resultado dos saques efetuados, além
de receber parte, também, do feudo do senhor, que dessa maneira garantia a
ampliação do número de seus guerreiros, sempre necessário em função das
constantes expedições e ataques de invasores.

A Igreja era a única instituição centralizada e que se consolidou, também, como um


importante “senhor feudal”, pois era detentora de grande extensão territorial.

A Inquisição, tribunal que julgava homens e mulheres considerados como hereges; a


tortura; e a fogueira, para onde eram levados os condenados, tornaram-se símbolos
desse momento de terror.

Como vimos, esse é um período de muitas transformações sociais e econômicas. Novas


formas de organização social e, por decorrência, novos modelos escolares
subordinados ao mundo espiritual, surgiram no feudalismo.

SÍNTESE DA AULA:

A Era Medieval se inicia com a decadência do mundo romano e a intensificação do


processo de migrações dos povos nômades, que se deslocavam em conformidade com
seu processo de nomadismo.

 O mundo medieval se define pela conjugação de fatores econômicos, sociais e


políticos que caracterizam o contexto histórico. A ausência de unidade política
caracteriza o feudalismo. Não havia a figura do Estado que centralizasse o poder, nem
a ideia de nação. O poder concentrava-se no feudo que ao mesmo tempo era a
unidade econômica e social do período.

O pastoreio e a agricultura eram as principais atividades da época, que se


caracterizavam pela busca de autossuficiência do feudo, pois as atividades comerciais
eram praticamente inexistentes.

O senhor feudal era a imagem do poder local, mas que sofria limitações a partir da
autoridade da Igreja de Roma, instituição que ditava as normas de comportamento
social na época, que evocavam a vontade divina.

A Inquisição, tribunal que julgava homens e mulheres considerados como hereges; a


tortura e a fogueira, para onde eram levados os condenados, tornaram-se símbolos
desse momento de terror.
Aula 6:
Focalizamos nessa aula o início da Idade Moderna. O marco é a conquista de
Constantinopla, importante cidade na rota para o Oriente.

A invasão e conquista da cidade pelos turcos otomanos, no ano de 1453,


desestabilizou os negócios obrigando os comerciantes europeus a buscarem um
caminho marítimo para o Oriente em busca dos produtos exóticos e das especiarias.

A busca por uma rota marítima para alcançar os centros comerciais na Índia e China,
estimulou as navegações e as pesquisas sobre a questão. Era a Europa alcançando
novas regiões do planeta, irradiando-se e conquistando novos territórios.

O historiador Pierre Chaunu analisou esse momento da História e cunhou a expressão


do desencravamento planetário, tentando explicar que os descobrimentos não apenas
ampliaram o mundo sob o ponto de vista territorial, mas nas condições das
comunicações.

As mesmas condições históricas que propiciaram as “grandes navegações” ,


permitiram o surgimento do renascimento, que teve nas cidades italianas -
importantes áreas comerciais da época - como Veneza, Gênova, Florença Milão e
Roma, centros difusores desse movimento cultural-artístico. Este foi um fenômeno
essencialmente urbano, pois se fundava na sociedade.

O Renascimento

O renascimento das cidades, surgidas em consequência da recuperação dos negócios e


do comércio, e de uma nova classe social – a burguesia - exigiram a presença de novos
profissionais e o aparecimento dos colégios.

Essas instituições nascem desvinculadas da Igreja e dos conceitos religiosos voltadas


para formar esse novo homem, que busca explicação para fenômenos além das
respostas religiosas.

Todas essas mudanças conjugadas permitiram o advento do renascimento, movimento


de renovação intelectual, cultural e artístico iniciado no século XIV que redescobriu os
padrões clássicos greco-romanos, sobretudo na literatura e na filosofia. O ser humano
tornava-se o foco principal em contraste com o divino do mundo feudal.

A preocupação com o ser humano se refletia inclusive nas artes, demonstrando que os
artistas buscavam conhecer o homem, seus sentimentos e sua conformação física,
estudando e reproduzindo o corpo humano.

As características mais importantes do movimento renascentista são:


Antropocentrismo  Em contraste com a postura medieval em que prevalecia o
teocentrismo, o renascimento coloca o homem como o centro do universo.

Hedonismo  A busca pela felicidade humana, na medida em que o ser humano


readquire importância frente às questões teligiosas.

Individualismo  A expressão de preponderância do indivíduoo sobre o coletivo


prevalecer.

Racionalismo  O conhecimento deve ser explicado à luz da razão, que se sobrepõe às


explicações divinas e religiosas.

Classicismo  Revalorização da cultura greco-romana, buscando romper com os


padrões medievais. Os valores da antiguidade se expressam nas pinturas, na
arquitetura, nas esculturas, na filosofia e na literatura.

Na escultura renascentista, novamente despontam os trabalhos de Michelangelo, que


vemos a seguir, e que demonstram a perfeição do trabalho, do ponto de vista técnico
e que são exemplares significativos do movimento em questão. Destacam a figura
humana e valorizam as expressões e sentimentos humanos.

O Renascimento científico

Os novos tempos também estimularam o espírito investigativo, provocando


descobertas e novas teorias. morte.

A teoria do geocentrismo, que afirmava que a Terra era o centro do Universo, foi
superada por estudos de Nicolau Copérnico que levantou a tese do heliocentrismo, ou
seja, de que a Terra girava em torno do Sol.

Galileu Galilei também foi um adepto do heliocentrismo, e como consequência de suas


ideias, foi torturado pela Inquisição, sendo obrigado a renunciar e negar suas
convicções para fugir da morte.

A Reforma Religiosa

A Igreja de Roma, durante alguns séculos, constituiu-se na instituição de maior força


na Europa. Esse momento correspondeu ao período medieval, como já estudamos.
Toda essa força política distanciou os membros da Igreja dos temas espirituais. Muitas
irregularidades de ordem moral e várias denúncias de corrupção se intensificaram.

Os religiosos Lutero e Calvino contestaram as práticas da Igreja de Roma, aproximando


adeptos às suas críticas e fazendo aparecer, como consequência, novas religiões. Esse
movimento ficou conhecido como Reforma Religiosa.

Surgiram, então, o luteranismo no Sacro Império Romano Germânico – a atual


Alemanha, o calvinismo na Suíça, e ainda, o anglicanismo na Inglaterra.
SÍNTESE DA AULA:

O renascimento foi um movimento de renovação intelectual, cultural e artístico


iniciado no século XIV que redescobriu os padrões clássicos greco-romanos, sobretudo
na literatura e na filosofia. O ser humano tornava-se o foco principal em contraste com
o divino do mundo feudal.

A invasão e conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos, no ano de 1453,


desestabilizou os negócios obrigando os comerciantes europeus a buscarem um
caminho marítimo para o Oriente em busca dos produtos exóticos e das especiarias.

A teoria do geocentrismo que afirmava que a Terra era o centro do Universo, foi
superada por estudos de Nicolau Copérnico que levantou a tese do heliocentrismo, ou
seja, de que a Terra girava em torno do Sol. Galileu Galilei também foi um adepto do
heliocentrismo, e como consequência de suas ideias, foi torturado pela Inquisição,
sendo obrigado a renunciar e negar suas convicções para fugir da morte.

As características mais importantes do movimento renascentista são:

Antropocentrismo: Em contraste com a postura medieval em que prevalecia o


teocentrismo, o renascimento coloca o homem como o centro do universo;

Hedonismo: A busca pela felicidade humana, na medida em que o ser humano


readquire importância frente às questões teligiosas;

Individualismo: A expressão de preponderância do indivído sobre o coletivo


prevalecer;

Racionalismo: O conhecimento deve ser explicado à luz da razão, que se sobrepõe às


explicações divinas e religiosas;

Classicismo: revalorização da cultura greco-romana, buscando romper com os padrões


medievais. Os valores da antiguidade se expressam nas pinturas, na arquitetura, nas
esculturas, na filosofia e na literatura.

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