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ABNT/CB-03

Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão – Parte 1: Regras gerais

APRESENTAÇÃO
1) Este projeto foi elaborado pela CE-03:17.02 – Comissão de Estudo de Manobra e Controle
de Baixa Tensão – do ABNT/CB03 – Comitê Brasileiro de Eletricidade, nas reuniões de:

2) Este projeto é previsto para cancelar e substituir a ABNT NBR IEC 60439 -1:2003 Conjuntos
de manobra e controle de baixa tensão – Parte 1: Conjuntos com ensaio de tipo totalmente
testados (TTA) e conjuntos com ensaio de tipo parcialmente testados (PTTA), quando aprovado,
sendo que neste ínterim a referida norma continua em vigor;

3) Não tem valor normativo;

4) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta
informação em seus comentários, com documentação comprobatória;

5) Tomaram parte na elaboração deste projeto:

Participante Representante

NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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PROJETO DE NORMA xx

Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão – Parte 1: Regras gerais

Low-voltage switchgear and controlgear assemblies – Part 1: General rules

Palavras-chave: Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão


Descriptors: Low-voltage switchgear and controlgear assemblies

Sumário
Prefácio ...........................................................................................................................................................
1 Escopo .......................................................................................................................................................
2 Referências normativas .............................................................................................................................
3 Termos e definições ..................................................................................................................................
3.1 Termos gerais .................................................................................................................................
3.2 Unidades de construção do CONJUNTO .......................................................................................
3.3 Vista externa dos CONJUNTOS .....................................................................................................
3.4 Partes estruturais dos CONJUNTOS ..............................................................................................
3.5 Condições de instalação dos CONJUNTOS ...................................................................................
3.6 Características de isolação .............................................................................................................
3.7 Proteção contra choque elétrico .....................................................................................................
3.8 Características ................................................................................................................................
3.9 Verificação .......................................................................................................................................
3.10 Fabricante/usuário ...........................................................................................................................
4 Símbolos e abreviações ............................................................................................................................
5 Características de interface .......................................................................................................................
5.1 Generalidades .................................................................................................................................
5.2 Características nominais de tensão ................................................................................................
5.2.1 Tensão nominal (Un) (do CONJUNTO) ..............................................................................
5.2.2 Tensão nominal de utilização (Ue) (de um circuito de um CONJUNTO) ...........................
5.2.3 Tensão nominal de isolamento (Ui) (de um circuito de um CONJUNTO) ..........................
5.2.4 Tensão nominal de impulso suportável (Uimp) (do CONJUNTO) .......................................
5.3 Características nominais de corrente ..............................................................................................
5.3.1 Corrente nominal do CONJUNTO (InA)...............................................................................
5.3.2 Corrente nominal de um circuito (Inc)..................................................................................
5.3.3 Corrente nominal suportável de pico (Ipk) ...........................................................................
5.3.4 Corrente nominal suportável de curta duração (Icw) (de um circuito do CONJUNTO).......
5.3.5 Corrente nominal condicional de curto-circuito de um CONJUNTO (Icc) ...........................
5.4 Fator de diversidade nominal (RDF)

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5.5 Frequência nominal (fn) ...................................................................................................................


5.6 Outras características .......................................................................................................................
6 Informações
6.1 Marcações para designação do CONJUNTO .................................................................................
6.2 Documentação ................................................................................................................................
6.2.1 Informações relativas ao CONJUNTO ...............................................................................
6.2.2 Instruções de manuseio, de instalação, de funcionamento e de manutenção ..................
6.3 Identificação de dispositivo e/ou de componentes ..........................................................................
7 Condições de serviço ................................................................................................................................
7.1 Condições normais de serviço ........................................................................................................
7.1.1 Temperatura ambiente .......................................................................................................
7.1.2 Condições de umidade .......................................................................................................
7.1.3 Grau de poluição ................................................................................................................
7.1.4 Altitude ................................................................................................................................
7.2 Condições especiais de serviço ......................................................................................................
7.3 Condições durante transporte, armazenamento e instalação.........................................................
8 Requisitos de construção ..........................................................................................................................
8.1 Resistência de materiais e partes ...................................................................................................
8.1.1 Generalidades ....................................................................................................................
8.1.2 Proteção contra corrosão ...................................................................................................
8.1.3 Propriedades dos materiais isolantes ................................................................................
8.1.4 Resistência à radiação ultravioleta .....................................................................................
8.1.5 Resistência mecânica .........................................................................................................
8.1.6 Dispositivo de içamento ......................................................................................................
8.2 Grau de proteção provido por um invólucro de um CONJUNTO ....................................................
8.2.1 Proteção contra impacto mecânico ....................................................................................
8.2.2 Proteção contra contato com partes vivas, penetração de corpos sólidos
estranhos e água ...............................................................................................................
8.2.3 Conjunto com partes removíveis ........................................................................................
8.3 Distâncias de escoamento e de isolação ........................................................................................
8.3.1 Generalidades ....................................................................................................................
8.3.2 Distâncias de isolação ........................................................................................................
8.3.3 Distâncias de escoamento .................................................................................................
8.4 Proteção contra choque elétrico ......................................................................................................
8.4.1 Generalidades ....................................................................................................................
8.4.2 Proteção básica ..................................................................................................................

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8.4.3 Proteção de falta ................................................................................................................


8.4.4 Proteção por isolação total .................................................................................................
8.4.5 Limitação de corrente de contato permanente e de descarga elétrica ..............................
8.4.6 Condições de serviço e utilização ......................................................................................
8.5 Integração de dispositivos de manobra e de componentes............................................................
8.5.1 Partes fixas .........................................................................................................................
8.5.2 Partes removíveis ...............................................................................................................
8.5.3 Seleção de dispositivos de manobra e componentes ........................................................
8.5.4 Instalação de dispositivos de manobra e de componentes ...............................................
8.5.5 Acessibilidade .....................................................................................................................
8.5.6 Barreiras .............................................................................................................................
8.5.7 Sentido de manobra e indicação de posições de comando...............................................
8.5.8 Lâmpadas de sinalização e botões de comando ...............................................................
8.6 Circuitos elétricos internos e conexões ...........................................................................................
8.6.1 Circuitos principais .............................................................................................................
8.6.2 Circuitos auxiliares .............................................................................................................
8.6.3 Condutores nus e isolados .................................................................................................
8.6.4 Seleção e instalação de condutores energizados não-protegidos para reduzir a
possibilidade de curtos-circuitos ........................................................................................
8.6.5 Identificação dos condutores de circuitos principais e auxiliares .......................................
8.6.6 Identificação do condutor de proteção (PE, PEN) e do condutor neutro (N) dos
circuitos principais ..............................................................................................................
8.7 Refrigeração ....................................................................................................................................
8.8 Bornes de conexão para condutores externos ...............................................................................
9 Requisitos de desempenho .......................................................................................................................
9.1 Propriedades dielétricas ..................................................................................................................
9.1.1 Generalidades ....................................................................................................................
9.1.2 Tensão suportável de frequência industrial .......................................................................
9.1.3 Tensão de impulso suportável ...........................................................................................
9.1.4 Proteção de dispositivos de proteção contra surto ............................................................
9.2 Limites de elevação de temperatura ...............................................................................................
9.3 Proteção contra curto-circuito e corrente suportável de curto-circuito ...........................................
9.3.1 Generalidades .......................................................................................................................
9.3.2 Informação concernente à corrente suportável de curto-circuito .........................................
9.3.3 Relação entre corrente de pico e corrente de curto-circuito .................................................
9.3.4 Coordenação dos dispositivos de proteção ..........................................................................
9.4 Compatibilidade eletromagnética (EMC) ........................................................................................

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10 Verificação de projeto ................................................................................................................................


10.1 Generalidades .................................................................................................................................
10.2 Resistência de materiais e de partes ..............................................................................................
10.2.1 Generalidades ....................................................................................................................
10.2.2 Resistência à corrosão .......................................................................................................
10.2.3 Propriedades de materiais isolantes ..................................................................................
10.2.4 Resistência à radiação ultravioleta (UV) ............................................................................
10.2.5 Levantamento .....................................................................................................................
10.2.6 Impacto mecânico...............................................................................................................
10.2.7 Marcação ............................................................................................................................
10.3 Grau de proteção do CONJUNTOS ................................................................................................
10.4 Distâncias de escoamento e de isolação ........................................................................................
10.5 Proteção contra choque elétrico e integridade de circuitos de proteção ........................................
10.5.1 Eficácia do circuito de proteção ..........................................................................................
10.5.2 Eficácia da continuidade do circuito terra entre as partes condutivas expostas
do CONJUNTO e o circuito de proteção ............................................................................
10.5.3 Suportabilidade aos curtos-circuitos do circuito de proteção ............................................
10.6 Integração de dispositivos de manobra e de componentes ............................................................
10.6.1 Generalidades ....................................................................................................................
10.6.2 Compatibilidade eletromagnética .......................................................................................
10.7 Circuitos elétricos internos e conexões ...........................................................................................
10.8 Terminais para condutores externos ...............................................................................................
10.9 Propriedades dielétricas ..................................................................................................................
10.9.1 Generalidades ....................................................................................................................
10.9.2 Tensão suportável de frequência industrial ........................................................................
10.9.3 Tensão de suportabilidade aos impulsos ..........................................................................
10.9.4 Ensaios dos invólucros em material isolante..................................................................................
10.9.5 Manopla de manobra externa em material isolante .......................................................................
10.10 Verificação da elevação de temperatura .........................................................................................
10.10.1 Generalidades ....................................................................................................................
10.10.2 Verificação por ensaios ......................................................................................................
10.10.3 Derivação de características para variantes similares .......................................................
10.10.4 Avaliação da verificação .....................................................................................................
10.11 Suportabilidade aos curtos-circuitos ..............................................................................................
10.11.1 Generalidades ....................................................................................................................
10.11.2 Circuitos do CONJUNTOS que estão isentos da verificação da corrente
suportável de curto-circuito ................................................................................................

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10.11.3 Verificação por comparação com um projeto de referência - Utilização da lista de verificação
10.11.4 Verificação por comparação com um projeto de referência - Utilização de cálculos ........
10.11.5 Verificação por ensaio ........................................................................................................
10.12 Compatibilidade eletromagnética (EMC) ........................................................................................
10.13 Funcionamento mecânico ...............................................................................................................
11 Verificação de rotina ..................................................................................................................................
11.1 Generalidades .................................................................................................................................
11.2 Grau de proteção de invólucros ......................................................................................................
11.3 Distâncias de escoamento e de isolação ........................................................................................
11.4 Proteção contra choque elétrico e integridade de circuitos de proteção ........................................
11.5 Integração de componentes incorporados ......................................................................................
11.6 Circuitos elétricos internos e conexões ..........................................................................................
11.7 Terminais para condutores externos ...............................................................................................
11.8 Funcionamento mecânico ...............................................................................................................
11.9 Propriedades dielétricas ..................................................................................................................
11.10 Instalação elétrica, desempenho e funcionamento operacionais ...................................................
Anexo A (normativo) Seção mínima e máxima de condutores de cobre conveniente para conexão
de terminais para condutores externos (ver 8.8) ............................................................................................
Anexo B (normativo) Método de cálculo da seção de condutores de proteção sobre o aspecto
esforços térmicos devido a correntes de curta duração .................................................................................
Anexo C (informativo) Modelo de informação do Usuário ..............................................................................
Anexo D (informativo) Verificação de projeto .................................................................................................
Anexo E (informativo) Fator de diversidade nominal .....................................................................................
Anexo F (normativo) Medição das distâncias de escoamento e de isolação ................................................
Anexo G (normativo) Correlação entre a tensão nominal do sistema de alimentação e a tensão
suportável nominal de impulso do equipamento ............................................................................................
Anexo H (informativo) Corrente de funcionamento e potência dissipada de condutores em cobre ..............
Anexo I (Vazio) ...............................................................................................................................................
Anexo J (normativo) Compatibilidade eletromagnética (EMC) ......................................................................
Anexo K (normativo) Proteção por separação elétrica ...................................................................................
Anexo L (informativo) Distâncias de isolamento e escoamento para América do Norte ...............................
Anexo M (informativo) Limites de elevação de temperatura para América do Norte .....................................
Anexo N (normativo) Corrente de funcionamento e potência dissipada das barras em cobre nu
Anexo O (Informativo) Guia sobre verificação de elevação de temperatura
Anexo P (normativo) Verificação por cálculo da suportabilidade aos curtos-circuitos das estruturas dos
barramentos por comparação com um projeto de referência ensaiado
Bibliografia ......................................................................................................................................................
Figura E.1 - CONJUNTO típico ......................................................................................................................

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Figura E.2 - Exemplo 1: Tabela E.1 – Carga de uma unidade funcional para um CONJUNTO
com um fator de diversidade nominal de 0,8 ..................................................................................................
Figura E.3 - Exemplo 2: Tabela E.1 – Carga de uma unidade funcional para um CONJUNTO
com um fator de diversidade nominal de 0,8 ..................................................................................................
Figura E.4 - Exemplo 3: Tabela E.1 – Carga de uma unidade funcional para um CONJUNTO
com um fator de diversidade nominal de 0,8 ..................................................................................................
Figura E.5 - Exemplo 4: Tabela E.1 – Carga de uma unidade funcional para um CONJUNTO
com um fator de diversidade nominal de 0,8 ..................................................................................................
Figura E.6 - Exemplo de cálculo de efeito térmico médio ..............................................................................
Figura E.7 - Exemplo gráfico para a relação entre o RDF equivalente e os parâmetros
em serviço intermitente à t1 = 0,5 s, I1 = 7*I2 à diferentes durações de ciclos .............................................
Figura E.8 - Exemplo gráfico para a relação entre o RDF equivalente e os parâmetros
em serviço intermitente à I1 = I2 (sem sobrecorrente de partida) ..................................................................
Figura F.1 - Medição de nervuras ...................................................................................................................
Figura J.1 - Exemplos de portas .....................................................................................................................
Figura O.1 Metodos de verificação da elevação de temperatura
Figura P.1 Estrutura do barramento verificado por ensaio (EE)
Figura P.2 Estrutura do barramento que não é verificada por ensaio (ENE)
Figura P.3 Configuração do barramento dobrado com suportes nos cantos
a
Tabela 1 - Distâncias mínimas de isolação no ar (8.3.2) .............................................................................
Tabela 2 - Distâncias mínimas de escoamento (8.3.3) ..................................................................................
Tabela 3 - Seção de condutor de proteção de cobre (8.4.3.2.2) ....................................................................
Tabela 4 – Requisitos para seleção e instalação de condutor (8.6.4) ...........................................................
Tabela 5 - Capacidade mínima de terminais para condutores de proteção de cobre (PE, PEN) (8.8) .........
Tabela 6 - Limites de elevação de temperatura (9.2) .....................................................................................
a
Tabela 7 - Valores para o fator n (9.3.3) ......................................................................................................
Tabela 8 – Tensão suportável de frequência industrial para circuitos principais (10.9.2) .............................
Tabela 9 - Tensão suportável de frequência industrial para circuitos auxiliares e de controles (10.9.2) ......
Tabela 10 – Tensões de ensaio de impulso suportável (10.9.3) ....................................................................
Tabela 11 - Condutores de ensaio de cobre para correntes nominais até 400 A inclusive (10.10.2.3.2) .....
Tabela 12 - Condutores de ensaio de cobre para correntes nominais de 400 A até 4.000 A (10.10.2.3.2) ..
Tabela 13 - Verificação do curto-circuito por comparação com um projeto de referência: lista de verificação
(10.5.3.3, 10.11.3 e 10.11.4) ..........................................................................................................................
Tabela 14 - Relação entre corrente de fuga presumida e diâmetro do fio de cobre ......................................
Tabela A.1 - Seção de condutores de cobre conveniente para conexão aos terminais
para condutores externos ...............................................................................................................................
Tabela B.1 - Valores de k para condutores de proteção isolados não incorporados em cabos,
ou condutores de proteção nus em contato com cobertura de cabo .............................................................
Tabela C.1 - Modelo .......................................................................................................................................
Tabela D.1 - Lista de verificações de projeto a efetuar ..................................................................................
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Tabela E.1 - Exemplos de cargas para uma CONJUNTO com um fator de diversidade nominal de 0,8......
Tabela E.2 - Exemplo de cargas de um grupo de circuitos (Seção B - Figura E.1)
com um fator de diversidade nominal de 0,9..................................................................................................
Tabela E.3 - Exemplo de cargas de um grupo de circuitos (Quadro de sub distribuição - Figura E.1)
com um fator de diversidade nominal de 0,9..................................................................................................
Tabela F.1 - Largura mínima de ranhuras ......................................................................................................
Tabela G.1 - Correspondência entre a tensão nominal do sistema de alimentação e
a tensão nominal de impulso suportável ........................................................................................................

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Tabela H.1 - Corrente de funcionamento e potência dissipada de cabos de cobre de único núcleo
com uma temperatura de condutor admissível de 70 °C (temperatura ambiente dentro
do CONJUNTO: 55 °C) ...................................................................................................................................
Tabela H.2 - Fator de redução k1 para cabos com uma temperatura de condutor admissível
de 70 °C (extraído da IEC 60364-5-52: 2009, Tabela B.52.14) .....................................................................
Tabela J.1 – Ensaio de imunidade EMC para ambiente A (ver J.10.12.1) ....................................................
Tabela J.2 - Ensaio de imunidade EMC para ambiente B (ver J.10.12.1) .....................................................
Tabela J.3 - Critério de aceitação na presença de perturbações eletromagnéticas ......................................
Tabela K.1 - Tempos máximos para desconexão para esquema TN ............................................................
Tabela L.1 – Distâncias de isolamento mínimas no ar ...................................................................................
Tabela L.2 - Distâncias de escoamento mínimas ...........................................................................................
Tabela M.1 – Limites de elevação de temperatura na América do Norte ......................................................
Tabela N.1 - Corrente de funcionamento e potência dissipada de barras em cobre nu com
seção retangular, colocados horizontalmente e dispostos com sua face maior na vertical,
frequência 50 Hz a 60 Hz (temperatura ambiente dentro do CONJUNTO: 55 °C,
temperatura do condutor 70 °C)
Tabela N.2 - Fator k4 para diferentes temperaturas do ar dentro do CONJUNTO
e/ou para os condutores

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Prefácio
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização.
As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são elaboradas por
Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores,
consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras das Diretivas ABNT, Parte 2.

Esta norma ABNT NBR IEC 61439-1 é equivalente a IEC61439-1 Edição 2:2011.

A IEC 61439-1 Edição 1:2009 inclui as seguintes alterações técnicas importantes com relação à ABNT NBR IEC
60439-1:2003.

- a dupla função da ABNT NBR IEC 60439-1 como norma de produto e como norma de regras gerais para
conjuntos abrangidos por produtos da série ABNT NBR IEC 60439 foi abandonada;

- consequentemente, a IEC 61439-1 é uma norma puramente de “regras gerais” referenciada pelas partes da
série ABNT NBR IEC 61439;

- a norma de produto substituindo a ABNT NBR IEC 60439-1 é a IEC 61439-2;

- a distinção entre conjuntos com ensaios de tipo totalmente testados (TTA) e conjuntos com ensaios de tipo
parcialmente testados (PTTA) é eliminada pela abordagem de verificação;

- três tipos diferentes mas equivalentes de verificação de requisitos são introduzidos: verificação por ensaio,
verificação por cálculo/medição ou verificação pela satisfação de regras de projeto;

- os requisitos relativos à elevação de temperatura foram melhor esclarecidos;

- o fator de diversidade nominal (RDF) é tratado com mais detalhes;

- os requisitos para os invólucros vazios para conjuntos (ABNT NBR IEC 62208) foram incorporados;

- toda a estrutura da norma está alinhada com a nova função de “regras gerais”.

A IEC 61439-1 Edição 2:2011 cancela e substitui a primeira edição de 2009 e constitui uma revisão técnica.

A IEC 61439-1 Edição 2:2011 inclui as seguintes alterações técnicas importantes com relação à IEC 61439-1
Edição 1:2009:

- revisão das condições de serviço da seção 7;

- várias modificações em relação aos métodos de verificação da seção 10;

- modificação da verificação de rotina referente às distâncias de isolamento e de escoamento (ver 11.3);

- adaptação das Tabelas do Anexo C e do Anexo D em relação aos requisitos revisados e aos métodos de
verificação ;

- revisão das requisitos de EMC no Anexo J;

- substituição das Tabelas do Anexo H para o novo Anexo N;

- novo Anexo O com recomendações para a verificação da elevação de temperatura;

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- novo Anexo P com o método de verificação da suportabilidade aos curtos-circuitos (integração do


conteúdo da IEC/TR 61117);

- atualização das referências normativas;

- revisão editorial geral.

INTRODUÇÃO
O objetivo desta norma é de harmonizar, tanto quanto possível, como praticável , todas as regras e o requisitos de
natureza geral aplicáveis aos conjuntos de dipositivos de baixa tensão (CONJUNTOS) para obter a uniformidade
dos requisitos e a de verificação para os conjuntos e para evitar qualquer verificação necessária de acordo com
outras normas.

Todos os requisitos relativos às diferentes normas aplicáveis aos CONJUNTOS que podem ser consideradas de
ordem geral foram substituídas nesta norma básica com os temas específicos de grande interesse e aplicação, por
exemplo, elevação de temperatura, propriedades dielétricas, etc.

Para cada tipo de conjunto de manobra e controle de baixa tensão somente duas normas principais são
necessárias para determinar todos os requisitos e todos os métodos correspondentes de verificação :

- Esta norma básica designada como "Parte 1" nas normas específicas cobre os diferentes tipos de conjuntos de
manobra e controle de baixa tensão; Paramos aqui em 8/7/14

- A norma específica aplicável a um CONJUNTO é referenciada como norma do CONJUNTO aplicável.

Para que uma regra geral seja aplicável a uma norma de CONJUNTOS específico, é conveniente que ela seja
citada explicitamente indicando o número da seção ou da subseção correspondente a esta norma com a
denominação “Parte 1”, por exemplo, “9.1.3 da Parte 1”.

Uma norma de CONJUNTO específica pode não exigir e por isto não mencionar na regra geral quando esta regra
não é aplicável ou ela pode adicionar os requisitos se a regra geral é considerada como inapropriada no caso
específico tratado, mas ela não pode introduzir divergências salvo se uma justificativa técnica importante é
indicada nas normas de CONJUNTOS específicos.

Quando nesta norma, é feita referência a uma outra seção, esta referência deve ser aplicada para a seção
considerada, que modifica a norma do CONJUNTO específico, onde aplicável.

Os requisitos desta norma que são sujeitos a um acordo entre o montador do CONJUNTO e o usuário são
enumeradas no Anexo C (informativo). Esta lista também facilita o fornecimento das informações sobre as
condições basicas e as especificações adicionais do usuário a fim de proporcionar o projeto, aplicação e utilização
adequados de um CONJUNTO.
Para a nova série reestruturada da IEC 61439, as seguintes partes são previstas:
a) IEC 61439-1: Regras gerais
b) IEC 61439-2: CONJUNTOS de manobra e controle de potência (CONJUNTOS MCP)
c) IEC 61439-3: Quadros de distribuição (substitui a IEC 60439-3)
d) IEC 61439-4: CONJUNTOS para canteiro de obra (substitui a IEC 60439-4)
e) IEC 61439-5: CONJUNTOS para distribuição de energia elétrica (substitui a IEC 60439-5)
f) IEC 61439-6: Linhas elétricas pré-fabricadas (substitui a IEC 60439-2)
g) IEC / TR 61439-0: Guia para especificação dos CONJUNTOS.

Esta lista não é exaustiva; as partes adicionais podem ser elaboradas em função das necessidades.

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O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

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Scope
NOTE 1 Throughout this standard, the term ASSEMBLY (see 3.1.1) is used for a low -voltage switchgear and
controlgear assembly.
This part of IEC 61439 lays down the definitions and states the service conditions, construction
requirements, technical characteristics and verification requirements for low -voltage switchgear and
controlgear assemblies.

This standard applies to low-voltage switchgear and controlgear assemblies (ASSEMBLIES) only when
required by the relevant ASSEMBLY standard as follows :

– ASSEMBLIES for which the rated voltage does not exceed 1 000 V in case of a.c. or
1 500 V in case of d.c.;

– stationary or movable ASSEMBLIES with or without enclosure;

– ASSEMBLIES intended for use in connection with the generation, transmission, distribution and conversion of
electric energy, and for the control of electric energy consuming equipment;

– ASSEMBLIES designed for use under special service conditions, for example in ships, in rail vehicles, for
equipment in explosive atmospheres, and for domestic applications (operated by unskilled persons),
provided that the relevant specific requirements are complied with;

NOTE 2 Supplementary requirements for ASSEMBLIES in ships are covered by IEC 60092-302.

NOTE 3 Supplementary requirements for ASSEMBLIES in explosive atmospheres are covered by the
IEC 60079 series and the IEC 61241 series.

– ASSEMBLIES designed for electrical equipment of machines. Supplementary requirements for ASSEMBLIES
forming part of a machine are covered by the IEC 60204 series.

This standard applies to all ASSEMBLIES whether they are designed, manufactured and verified on a one -
off basis or fully standardised and manufactured in quantity.

The manufacture and/or assembly may be carried out other than by the original manufacturer (see
3.10.1).

This standard cannot be used alone to specify an ASSEMBLY or used for a purpose of determining
conformity.

This standard does not apply to individual devices and self-contained components, such as motor starters, fuse
switches, electronic equipment, etc. which will comply with the relevant product standards.

1 Objetivo

NOTA 1 Ao longo desta norma, o termo CONJUNTO (ver 3.1.1) é utilizado para designar conjunto de manobra e controle de
baixa tensão.

Esta parte da série IEC 61439 estabelece definições e indica as condições de funcionamento, requisitos de
construção, características técnicas e requisitos de verificação para conjuntos de manobra e controle de baixa
tensão.

Esta Norma não pode ser utilizada de maneira isolada para especificar um CONJUNTO ou a fim de estabelecer a
conformidade. Os CONJUNTOS devem estar de acordo com a parte aplicável da série IEC 61439 a partir da Parte
2.

Esta norma se aplica aos conjuntos de manobra e controle de baixa tensão (CONJUNTOS) somente quando
requerido pela norma do CONJUNTO pertinente, como segue:

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 12


ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

- CONJUNTOS em que a tensão nominal não exceda 1 000 V em corrente alternada, ou 1 500 V em corrente
contínua;

- CONJUNTOS fixos ou móveis com ou sem invólucro;

- CONJUNTOS destinados para conexão com a geração, a transmissão, a distribuição e a conversão de


energia elétrica, e para o controle de equipamento que consome energia elétrica;

- CONJUNTOS projetados para uso sob condições de serviços especiais, como por exemplo, em
embarcações e em veículos ferroviários, contanto que outros requisitos específicos pertinentes sejam
respeitados;

NOTA 2 Os requisitos suplementares para CONJUNTOS em embarcações são tratados na IEC 60092-302.

- CONJUNTOS projetados para equipamento elétrico de máquinas desde que os outros requisitos
específicos correspondentes sejam atendidos.

NOTA 3 Os requisitos suplementares para CONJUNTOS fazendo parte de uma máquina são tratados na série
IEC 60204.

Esta norma se aplica a todos os CONJUNTOS que são projetados, fabricados e verificados sob encomenda ou
que são totalmente normalizados e fabricados em quantidade.

A fabricação e/ou montagem pode ser realizada por outros que não o fabricante original (ver 3.10.1).

Esta Norma não se aplica aos dispositivos individuais e componentes auto-suficientes, tais como dispositivos de
partida de motor, interruptores fusíveis, equipamentos eletrônicos etc. os quais devem atender as normas
pertinentes de produtos.

2 Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições
para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está
sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de
se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em
vigor em um dado momento.

IEC 60068-2-2:2007, Environmental testing – Part 2-2: Tests – Test B: Dry heat

IEC 60068-2-11:1981,Basic environmental testing procedures – Part 2-11: Tests – Test Ka: Salt mist

IEC 60068-2-30:2005, Environmental testing – Part 2-30: Tests – Test Db: Damp heat, cyclic (12 + 12 h
cycle)

IEC 60073:2002, Basic and safety principles for man-machine interface, marking and identification –
Coding principles for indicators and actuators

IEC 60085:2007, Electrical insulation – Thermal evaluation and designation

IEC 60216 (all parts), Electrical insulating materials – Properties of thermal endurance

IEC 60227-3:1993, Polyvinyl chloride insulated cables of rated voltages up to and including 450/750 V –
Part 3: Non-sheathed cables for fixed wiring

IEC 60245-3:1994, Rubber insulated cables – Rated voltages up to and including 450/750 V – Part 3:
Heat resistant silicone insulated cables

IEC 60245-4:1994, Rubber insulated cables – Rated voltages up to and including 450/750 V – Part 4:
Cords and flexible cables
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 13
ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

IEC 60364 (all parts), Low-voltage electrical installations

IEC 60364-4-41:2005, Low-voltage electrical installations – Part 4-41: Protection for safety –Protection
against electric shock

IEC 60364-4-44:2007, Low-voltage electrical installations – Part 4-44: Protection for safety – Protection
against voltage disturbances and electromagnetic disturbances

IEC 60364-5-52:2009, Low-voltage electrical installations – Part 5-52: Selection and erection of electrical
equipment – Wiring systems

IEC 60364-5-53:2001, Electrical installations of buildings – Part 5-53: Selection and erection of electrical
equipment – Isolation, switching and control

IEC 60364-5-54:2011, Low-voltage electrical installations – Part 5-54: Selection and erection of electrical
equipment – Earthing arrangements and protective conductors

IEC 60439 (all parts), Low-voltage switchgear and controlgear assemblies

IEC 60445:2010, Basic and safety principles for man-machine interface, marking and identification –
Identification of equipment bornes conductor terminations and conductors

IEC 60447:2004, Basic and safety principles for man-machine interface, marking and identification –
Actuating principles

ABNT NBR IEC 60529:2009, Graus de proteção para invólucros de equipamentos elétricos (código IP)

IEC 60664-1:2007, Insulation coordination for equipment within low-voltage systems – Part 1: Principles,
requirements and tests

IEC 60695-2-10:2000, Fire Hazard testing – Part 2-10: Glowing/hot-wire based test methods – Glow-wire
apparatus and common test procedure

IEC 60695-2-11:2000, Fire hazard testing – Part 2-11: Glowing/hot-wire based test methods – Glow-wire
flammability test method for end-products

IEC 60695-11-5:2004, Fire hazard testing – Part 11-5: Test flames – Needle-flame test method –
Apparatus, confirmatory test arrangement and guidance

IEC 60865-1:1993, Short-circuit currents – Calculation of effects – Part 1: Definitions and calculation
methods

IEC 60890:1987, A method of temperature-rise assessment by extrapolation for partially type -tested
assemblies (PTTA) of low-voltage switchgear and controlgear

ABNT NBR IEC 60947-1:2013, Dispositivo de manobra e comando de baixa tensão – Parte 1: Regras
gerais

IEC 61000-4-2:2013, Compatibilidade eletromagnética (EMC) Parte 4-2: Ensaios e técnicas de medição
— Ensaio de imunidade de descarga eletrostática

ABNT NBR IEC 61000-4-3:2014, Compatibilidade eletromagnética (EMC) Parte 4-3: Ensaios e técnicas
de medição — Ensaio de imunidade a campos eletromagnéticos de radiofrequências irradiados

IEC 61000-4-4:2004, Electromagnetic compatibility (EMC) – Part 4-4: Testing and measurement
techniques – Electrical fast transient/burst immunity test

IEC 61000-4-5:2005, Electromagnetic compatibility (EMC) – Part 4-5: Testing and measurement
techniques – Surge immunity test

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 14


ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

IEC 61000-4-6:2008, Electromagnetic compatibility (EMC) – Part 4-6: Testing and measurement
techniques – Immunity to conducted disturbances, induced by radio -frequency fields

IEC 61000-4-8:2009, Electromagnetic compatibility (EMC) – Part 4-8: Testing and measurement
techniques – Power frequency magnetic field immunity test

IEC 61000-4-11:2004, Electromagnetic compatibility (EMC) – Part 4-11: Testing and measurement
techniques – Voltage dips, short interruptions and voltage variation s immunity tests

IEC 61000-4-13:2002, Electromagnetic compatibility (EMC) – Part 4-13: Testing and measurement
techniques – Harmonics and interharmonics including mains signalling at a.c. power port, low -frequency
immunity tests 1

IEC 61000-6-4:2006, Electromagnetic compatibility (EMC) – Part 6-4: Generic standards –Emission
standard for industrial environments 2

IEC 61082-1, Preparation of documents used in electrotechnology - Part 1: Rules

IEC 61180 (all parts), High-voltage test techniques for low-voltage equipment

IEC/TS 61201:2007, Use of conventional touch voltage limits – Application guide

IEC 61346-1:1996, Industrial systems, installation and equipment and industrial products – Structuring
principles and reference designations – Part 1: Basic rules

IEC 61439 (all parts), Low-voltage switchgear and controlgear assemblies

IEC 62208, Empty enclosures for low-voltage switchgear and controlgear assemblies – General
requirements

IEC 62262:2002, Degrees of protection provided by enclosures for electrical equipment against external
mechanical impacts (IK code)

IEC 81346-1, Industrial systems, installations and equipment and industrial Structuring principles and
reference designations – Part 1: Basic rules

IEC 81346-2, Industrial systems, installations and equipment and industrial products – Structuring
principles and reference designations – Part 2: Classification of objects and codes for classes

ABNT NBR IEC/CISPR 11:2012, Equipamentos industriais, científicos e médicos — Características das
perturbações de radiofrequência — Limites e métodos de medição

CISPR 22, Information technology equipment – Radio disturbance characteristics – Limits and methods of
measurement

ISO 178:2001, Plastics – Determination of flexural properties

ISO 179 (all parts), Plastics – Determination of Charpy impact strength

ISO 2409:2007, Paints and varnishes – Cross-cut test

1 Existe uma edição 1.1 consolidada (2009) que compreende a IEC 61000-4-13 (2002) e sua emenda 1 (2009).

2 Existe uma edição 2.1 consolidada (2011) que compreende a IEC 61000-6-4 (2006) e sua emenda 1 (2010).

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 15


ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

ISO 4628-3:2003, Paints and varnishes – Evaluation of degradation of coatings - Designation of quantity
and size of defects, and of intensity of uniform changes in appearance – Part 3: Assessment of degree of
rusting

ISO 4892-2:2006, Plastics – Methods of exposure to laboratory light sources – Part 2: Xenon-arc lamps

Paramos Aqui 05/02/2013

3 Termos e definições

Os seguintes termos e definições são aplicáveis, para os efeitos desta Norma.

3.1 Termos gerais

3.1.1
conjunto de manobra e controle de baixa tensão
CONJUNTO
combinação de um ou mais dispositivos e equipamentos de manobra, controle, medição, sinalização, proteção,
regulação, em baixa tensão, completamente montados, com todas as interconexões internas elétricas e
mecânicas e partes estruturais.

3.1.2
sistema do CONJUNTO
gama completa de componentes elétricos e mecânicos (invólucros, barramentos, unidades funcionais etc.) como
definido pelo fabricante original e podem ser montados de acordo com as instruções do fabricante original para
produzir diferentes CONJUNTOS

3.1.3
circuito principal (de um CONJUNTO)
todas as partes condutoras de um CONJUNTO incluídas em um circuito que é destinado para transmitir energia
elétrica

[IEC 60050-441:1984, 441-13-02]

3.1.4
circuito auxiliar (de um CONJUNTO)
todas as partes condutoras de um CONJUNTO incluídas em um circuito (exceto o circuito principal) destinado a
controlar, medir, sinalizar, regular, processar dados, etc.

NOTA Os circuitos auxiliares de um CONJUNTO incluem os circuitos de controle e auxiliares dos dispositivos de manobra.

[IEC 60050-441:1984, 441-13-03, modificada]

3.1.5
barramento
condutor de baixa impedância ao qual podem ser conectados, separadamente, vários circuitos elétricos

NOTA O termo "barramento" não pressupõe forma geométrica, tamanho ou dimensões do condutor.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 16


ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

3.1.6
barramento principal
barramento no qual podem ser conectados um ou vários barramentos de distribuição e/ou unidades de entrada e
de saída

3.1.7
barramento de distribuição
barramento dentro de uma coluna que é conectado a um barramento principal e a partir do qual são alimentadas
unidades de saída

NOTA Os condutores conectados entre a unidade funcional e o barramento de distribuição não são considerados
como parte integrante dos barramentos de distribuição

3.1.8
unidade funcional
parte de um CONJUNTO compreendendo todos os elementos elétricos e mecânicos incluindo os dispositivos de
manobra e contribuem para execução de uma mesma função

NOTA Condutores que são conectados a uma unidade funcional mas que são externos ao seu compartimento ou espaço
protegido fechado (por exemplo, cabos auxiliares conectados a um compartimento comum) não são considerados como
fazendo parte da unidade funcional.

3.1.9
unidade de entrada
unidade funcional através da qual a energia elétrica é normalmente fornecida para o CONJUNTO

3.1.10
unidade de saída
unidade funcional através da qual a energia elétrica é normalmente fornecida para um ou mais circuitos externos

3.1.11
dispositivos de proteção contra os curtos-circuitos
DPCC
dispositivo destinado a proteger um circuito ou as partes de um circuito contra as correntes de curto-circuito por
sua interrupção

[2.2.21 da ABNT NBR IEC 60947-1:2013]

3.2 Unidades de construção do CONJUNTO

3.2.1
parte fixa
parte constituída de componentes montados e ligados por condutores sobre um suporte comum e que é projetada
para instalação fixa

3.2.2
parte removível
parte constituída de componentes montados e cabeados entre si em um suporte comum e que é concebida para
ser removida completamente do CONJUNTO e pode ser substituída mesmo que o circuito ao qual é conectado
possa estar energizado

3.2.3
posição conectada
posição de uma parte removível quando está completamente conectada para a sua função prevista

3.2.4
posição removida
posição de uma parte removível quando ela está fora do CONJUNTO, e mecânica e eletricamente separada dele

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 17


ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

3.2.5
intertravamento de inserção
dispositivo que previne a introdução de uma parte removível em um local não pretendido para aquela parte
removível

3.2.6
conexão fixa
conexão que é conectada ou desconectada por meio de uma ferramenta

3.2.7
coluna
unidade de construção de um CONJUNTO entre duas separações verticais sucessivas

3.2.8
subseção da coluna
unidade de construção de um CONJUNTO entre duas separações horizontais ou verticais sucessivas dentro de
uma coluna

3.2.9
compartimento
coluna ou subseção da coluna fechada com exceção de aberturas necessárias para interconexão, controle ou
ventilação

3.2.10
unidade de transporte
parte de um CONJUNTO ou um CONJUNTO completo adequado para transporte sem ser desmontada

3.2.11
obturador
parte que pode ser movimentada entre:

- uma posição na qual permite encontro dos contatos de uma parte removível com contatos fixos, e
- uma posição na qual ela constitue uma parte de um fechamento ou de uma divisória que protege os contatos
fixos

[IEC 60050-441:1984, 441-13-07 modificada]

3.3 Projeto externo dos CONJUNTOS

3.3.1
CONJUNTO aberto
CONJUNTO que consiste de uma estrutura que suporta o equipamento elétrico, cujas partes vivas são acessíveis

3.3.2
CONJUNTO aberto com proteção frontal
CONJUNTO aberto com uma cobertura frontal; as partes vivas podem ser acessíveis pelos outros lados que não o
frontal

3.3.3
CONJUNTO em invólucro
CONJUNTO que é fechado em todos os lados, com possível exceção na sua superfície de montagem, de maneira
a assegurar um grau de proteção definido

3.3.4
CONJUNTO tipo armário
CONJUNTO em invólucro do tipo assentado no piso (autoportante), que pode incluir várias colunas, subseções
das colunas ou compartimentos

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 18


ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

3.3.5
CONJUNTO tipo multicolunas
combinação de vários CONJUNTOS do tipo armário mecanicamente unidos

3.3.6
CONJUNTO tipo mesa de comando
CONJUNTO em invólucro, com um painel de controle horizontal ou inclinado ou uma combinação de ambos, que
incorpora dispositivos de controle, de medição, de sinalização, etc.

3.3.7
CONJUNTO tipo caixa
CONJUNTO em invólucro, previsto para ser montado em um plano vertical

3.3.8
CONJUNTO tipo multicaixa
combinação do CONJUNTO do tipo caixas unidas mecanicamente, com ou sem estrutura de apoio comum, com
as conexões elétricas passando entre duas caixas adjacentes por aberturas nas faces

3.3.9
CONJUNTO para sobrepor na parede
CONJUNTO destinado para ser fixado na superfície de uma parede

3.3.10
CONJUNTO para embutir na parede
CONJUNTO destinado para ser instalado em um rebaixo da parede, onde o invólucro não suporta a parte superior
da parede

3.4 Partes estruturais dos CONJUNTOS

3.4.1
estrutura principal
estrutura que faz parte de um CONJUNTO projetado para suportar vários componentes do CONJUNTO e todos os
invólucros

3.4.2
suporte de montagem
estrutura que não faz parte de um CONJUNTO, projetada para suportar um CONJUNTO

3.4.3
placa de montagem
placa projetada para suportar vários componentes e apropriada para instalação em um CONJUNTO

3.4.4
estrutura de montagem
estrutura projetada para suportar vários componentes e apropriada para instalação em um CONJUNTO

3.4.5
invólucro
parte que assegura o tipo e o grau de proteção apropriada para a aplicação prevista

[IEC 60050-195:1998, 195-02-35]

3.4.6
fechamento
parte externa do invólucro de um CONJUNTO

3.4.7
porta

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 19


ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

fechamento articulado ou deslizante

3.4.8
fechamento removível
fechamento que é projetado para fechar uma abertura de um invólucro externo e que pode ser removida para
efetuar certas operações e trabalho de manutenção

3.4.9
placa de fechamento
parte de um CONJUNTO que é utilizada para fechar uma abertura de um invólucro externo e projetada para ser
fixada, no lugar, por parafusos ou meios semelhantes.

NOTA 1 Normalmente não é removida depois de o equipamento ser colocado em serviço

NOTA 2 A placa de fechamento pode ser provida de entradas de cabo.

3.4.10
divisória
parte do invólucro de um compartimento separando-o de outros compartimentos

3.4.11
barreira
parte que assegura a proteção contra contato direto de qualquer direção habitual de acesso

[IEC 60050-195:1998, 195-06-15, modificada]

3.4.12
obstáculo
parte que impede contato direto acidental, mas que não impede um contato direto por ação deliberada

[IEC 60050-195:1998, 195-06-16, modificada]

NOTA Os obstáculos são destinados para impedir contato acidental com as partes vivas mas não contato intencional por
evasão deliberada de obstáculo. Eles são destinados para proteger pessoas qualificadas ou instruídas mas não são destinados
para proteger pessoas comuns.

3.4.13
proteção dos borne
parte fechada dos terminais e que proporciona um grau de proteção definido contra acesso às partes vivas por
pessoas ou objetos

3.4.14
entrada de cabos
parte com aberturas que permitem a passagem de cabos ao interior do CONJUNTO

3.4.15
espaço protegido fechado
parte de um CONJUNTO destinada a incluir componentes elétricos e que assegure proteção definida contra
influências externas e contato com partes vivas

3.5 Condições de instalação dos CONJUNTOS

3.5.1
CONJUNTO para instalação abrigada
CONJUNTO que é destinado para uso em locais onde condições de serviço normais para uso abrigado,
especificadas em 7.1, são satisfeitas.

3.5.2

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 20


ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

CONJUNTO para instalação ao tempo


CONJUNTO que é destinado para uso em locais onde condições de serviço normais para uso ao tempo,
especificadas em 7.1, são satisfeitas.

3.5.3
CONJUNTO fixo
CONJUNTO que é destinado para ser fixado no local da instalação, por exemplo, no piso ou na parede, e para ser
utilizado neste local

3.5.4
CONJUNTO móvel
CONJUNTO que é destinado de forma que possa ser movido facilmente de um local de uso para outro

3.6 Características de isolamento

3.6.1
distância de isolamento
distância entre duas partes condutoras em linha reta, o menor caminho entre estas partes condutoras

[IEC 60050-441:1984, 441-17-31]

3.6.2
distância de escoamento
menor distância ao longo da superfície de um material isolante sólido entre duas partes condutoras

[IEC 60050-151:2001, 151-15-50]

NOTA Uma junção entre duas partes de material isolante é considerada como parte da superfície.

3.6.3
sobretensão
toda tensão que tem um valor de pico que excede o valor de pico correspondente à tensão máxima em regime
permanente nas condições normais de funcionamento

3.6.4
sobretensão temporária
sobretensão à frequência industrial de duração relativamente longa (vários segundos)

[definição 3.7.1 de IEC 60664-1:2007, modificado]

3.6.5
sobretensão transitória
sobretensão de curta duração, de alguns milissegundos ou menos, oscilatória ou não, normalmente muito
amortecida

[IEC 60050-604:1987, 604-03-13]

3.6.6
tensão suportável à frequência industrial
valor eficaz de uma tensão senoidal de frequência industrial que não provoca descarga em condições de ensaio
especificadas

[definição 2.5.56 de ABNT NBR IEC 60947-1:2013]

NOTA A tensão suportável à frequência industrial é equivalente a sobretensão temporária definida na IEC 60664-
1.

3.6.7

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 21


ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

tensão suportável aos impulsos


maior valor de pico de uma tensão de impulso, de forma e polaridade estabelecidas, que não causa falta na
isolação sob condições especificadas

[definição 3.8.1 de IEC 60664-1:2007]

3.6.8
poluição
qualquer presença de material externo sólido, líquido ou gasoso, que pode reduzir rigidez dielétrica ou
resistividade superficial da isolação

[definição 3.11 de IEC 60664-1:2007, modificado]

3.6.9
grau de poluição (de condições ambientais)
número convencional baseado na quantidade de poeira condutiva ou higroscópica, gás ionizado ou sal e, também,
na umidade relativa e sua frequência de ocorrência, que resulta em absorção higroscópica ou condensação de
umidade, que conduz à redução da rigidez dielétrica e/ou resistividade superficial

NOTA 1 O grau de poluição para o qual os materiais isolantes de dispositivos e componentes estão expostos pode ser
diferente daquele do macro-ambiente onde estão localizados os dispositivos ou componentes, devido à proteção oferecida por
meios tais como um invólucro ou aquecimento interno, que previnem absorção ou condensação de umidade.
NOTA 2 Para os propósitos desta Norma, o grau de poluição é aquele do microambiente.

[definição 2.5.58 de ABNT NBR IEC 60947-1:2013]

3.6.10
microambiente (de uma distância de escoamento ou de isolamento)
ambiente imediato de isolação com influencia particular sobre o dimensionamento das distâncias de escoamento

NOTA O microambiente da distância de escoamento ou de isolamento determina o efeito sobre a isolação e não o ambiente
do CONJUNTO ou dos componentes. O microambiente pode ser melhor ou pior que o ambiente do CONJUNTO ou dos
componentes.

[definição 3.12.2 de IEC 60664-1:2007, modificada]

3.6.11
categoria de sobretensão (de um circuito ou dentro de um sistema elétrico)
número convencional, baseado na limitação (ou controle) dos valores de sobretensões transitórias presumidas que
ocorrem em um circuito (ou dentro de um sistema elétrico que tem tensões nominais diferentes) e que depende
dos meios empregados para atuar nas sobretensões

NOTA Em um sistema elétrico, a transição de uma categoria de sobretensão para outra menor é obtida por meios
apropriados que satisfazem aos requisitos de interface, tais como um dispositivo de proteção contra sobretensão ou um arranjo
de impedância em série e/ou paralelo capaz de dissipar, absorver ou desviar a energia em uma corrente de surto associada,
para reduzir o valor da sobretensão transitória àquele que corresponde a uma categoria de sobretensão inferior desejada.

[definição 2.5.60 de ABNT NBR IEC 60947-1:2013]

3.6.12
dispositivo de proteção contra surto
DPS
dispositivo projetado para proteger o dispositivo elétrico contra sobretensões transitórias elevadas e limitar a
duração e, frequentemente, a amplitude da corrente resultante

[definição 2.2.22 de ABNT NBR IEC 60947-1:2013]

3.6.13
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 22
ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

coordenação de isolamento
correlação de características de isolamento de equipamento elétrico com sobretensões previstas e as
características dos dispositivos de proteção contra sobretensão, de um lado, e com o microambiente previsto e os
meios de proteção contra poluição, de outro lado

[definição 2.5.61 de ABNT NBR IEC 60947-1:2013, modificado]

3.6.14
campo não homogêneo (não uniforme)
campo elétrico que não tem um gradiente de tensão essencialmente constante entre os eletrodos

[definição 2.5.63 de ABNT NBR IEC 60947-1:2013]

3.6.15
trilhamento
formação progressiva de caminhos condutores que são produzidos na superfície de um material isolante sólido,
devido aos efeitos combinados de fadiga elétrica e contaminação eletrolítica dessa superfície

[definição 2.5.64 de ABNT NBR IEC 60947-1:2013]

3.6.16
índice de resistência ao trilhamento
IRT
valor numérico da máxima tensão, em volts, para a qual um material suporta, sem ocorrer o fenômeno de
trilhamento, à aplicação de 50 gotas de um líquido definido para o ensaio

NOTA Convém que o valor de cada tensão de ensaio e o IRT sejam divisíveis por 25.

[definição 2.5.65 de ABNT NBR IEC 60947-1:2013, modificado]

3.6.17
descarga disruptiva
fenômeno associado com a falta de isolação sob potencial elétrico e em que a descarga curto-circuita totalmente a
isolação em ensaio, reduzindo a tensão entre eletrodos a zero ou próximo de zero

NOTA 1 Uma descarga disruptiva em um dielétrico sólido produz uma perda permanente de rigidez dielétrica; em um dielétrico
líquido ou gasoso, a perda pode ser apenas momentânea.

NOTA 2 O termo “descarga” é utilizado quando uma descarga disruptiva ocorre em um dielétrico líquido ou gasoso.

NOTA 3 O termo “arco” é utilizado quando uma descarga disruptiva ocorre sobre uma superfície de um dielétrico sólido em um
meio gasoso ou líquido.

NOTA 4 O termo “perfuração” é utilizado quando uma descarga disruptiva ocorre atraves de um de um dielétrico sólido.

3.7 Proteção contra os choques elétricos

3.7.1
parte viva
condutor ou parte condutiva destinada a estar sob tensão em serviço normal, inclusive o condutor neutro, mas, por
convenção, não um condutor PEN

NOTA Este termo não implica necessariamente um risco de choques elétricos.

[IEC 60050-195:1998, 195-02-19 modificada]

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 23


ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

3.7.2
parte viva perigosa
parte viva que pode provocar, sob certas condições, um choque elétrico prejudicial

[IEC 60050-195:1998, 195-6-5]

3.7.3
parte condutiva exposta (massa)
parte condutiva do CONJUNTO que pode ser tocada e que normalmente não está sob tensão, mas que pode se
tornar uma parte energizada perigosa em caso de falta

[IEC 60050-826:2004, 826-12-10, modificada]

3.7.4
condutor de proteção
(identificação: PE)
condutor previsto para fins de segurança, por exemplo, proteção contra choques elétricos

[IEC 60050-826:2004, 826-13-22]

NOTA Por exemplo, um condutor de proteção pode conectar eletricamente as partes seguintes:

- massas;

- partes condutoras estranhas à instalação;

- borne de aterramento principal;

- elétrodo de aterramento;

- ponto de aterramento da alimentação ou neutro artificial.

3.7.5
condutor neutro
N
condutor eletricamente conectado ao ponto neutro e capaz de contribuir para a distribuição de energia elétrica

[IEC 60050-195:1998, 195-02-06 modificada]

3.7.6
condutor PEN
condutor que combina as funções de um condutor de proteção aterrado e um condutor neutro

[IEC 60050-195:1998, 195-02-12]

3.7.7
corrente de fuga
corrente resultante de uma falta de isolação, de ruptura na isolação ou conexão incorreta em um circuito elétrico

3.7.8
proteção básica
proteção contra choque elétrico sob condições de ausência de falta

[IEC 60050-195:1998, 195-06-01]

NOTA A proteção básica é destinada para prevenir contato com as partes vivas e geralmente corresponde à proteção contra
o contato direto.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 24


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3.7.9
isolação básica
isolação de partes vivas perigosas que provê proteção básica

[IEC 60050-195:1998, 195-06-06]

NOTA Este conceito não se aplica a isolação utilizado exclusivamente para fins funcionais.

3.7.10
proteção contra falta
proteção contra choque elétrico na condição de falta (por exemplo, falha da isolação básica)

[IEC 60050-195:1998, 195-06-02 modificada]

NOTA A proteção em caso de falta corresponde geralmente à proteção contra o contato indireto, principalmente no caso de
falta da isolação básica.

3.7.11
extra-baixa tensão
ELV
qualquer tensão que não excede o limite de tensão correspondente especificado na IEC 61201

3.7.12
pessoa qualificada
pessoa com formação e experiência apropriada para permiti-la a perceber riscos e a evitar perigos que a
eletricidade pode criar

[IEC 60050-826:2004, 826-18-01]

3.7.13
pessoa advertida
pessoa suficientemente instruída ou supervisionada por pessoas qualificadas para permiti-la a perceber riscos e a
evitar perigos que a eletricidade pode criar

[IEC 60050-826:2004, 826-18-02]

3.7.14
pessoa comum
pessoa que não é nem uma pessoa qualificada nem uma pessoa advertida

[IEC 60050-826:2004, 826-18-03]

3.7.15
pessoa autorizada
pessoa qualificada ou instruída que é autorizada para executar trabalho definido

3.8 Características

3.8.1
valor nominal (identificação)
valor de uma grandeza, utilizada para denominar e identificar um componente, dispositivo, equipamento ou
sistema

NOTA O valor nominal geralmente é um valor arredondado.

[IEC 60050-151:2001, 151-16-09]

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 25


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PROJETO DE NORMA xx

3.8.2
valor limite
em uma especificação de um componente, dispositivo, equipamento ou sistema, o maior ou o menor valor
admissível de uma grandeza

[IEC 60050-151:2001, 151-16-10]

3.8.3
valor nominal
valor de uma grandeza, utilizada para fins de especificação, estabelecido para um conjunto especificado de
condições de funcionamento de um componente, dispositivo, equipamento ou sistema

[IEC 60050-151:2001,151-16-08]

3.8.4
características nominais
conjunto de valores nominais e condições de funcionamento

[IEC 60050-151:2001, 151-16-11]

3.8.5
tensão nominal (de um sistema elétrico)
valor aproximado da tensão utilizada para designar ou identificar um sistema elétrico

[IEC 60050-601:1985, 601-01-21 modificada]

3.8.6
corrente de curto-circuito
Ic
sobrecorrente resultante de um curto-circuito devido a uma falta ou uma conexão incorreta em um circuito elétrico

[IEC 60050-441:1984, 441-11-07]

3.8.7
corrente de curto-circuito presumida
Icp
Valor eficaz da corrente que circula quando os condutores de alimentação do circuito são curto-circuitados por um
condutor de impedância desprezível colocado o mais próximo possível dos bornes de alimentação do CONJUNTO
(ver 10.11.5.4)

3.8.8
corrente de interrupção limitada
valor instantâneo máximo de corrente atingida durante a interrupção realizada por um dispositivo de manobra ou
um fusível

NOTA Este conceito é de importância particular quando o dispositivo de manobra ou o fusível funciona de tal maneira que a
corrente de pico presumida de um circuito não é alcançada.

[IEC 60050-441:1984, 441-17-12]

3.8.9 características nominais de tensão

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 26


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3.8.9.1
tensão nominal
Un
a mais elevada tensão nominal do sistema elétrico, em corrente alternada (eficaz) ou em corrente contínua,
declarado pelo montador do CONJUNTO para qual o circuito principal do CONJUNTO é projetado para ser
conectado.

NOTA 1 Para os circuitos polifásicos, é a tensão entre fases.

NOTA 2 Os transientes são desconsiderados.

NOTA 3 O valor da tensão de alimentação pode exceder a tensão nominal devido às tolerâncias admissíveis do sistema
elétrico.

3.8.9.2
tensão nominal de utilização (de um circuito em um CONJUNTO)
Ue
valor da tensão, declarado pelo montador do CONJUNTO , que combinada com a corrente nominal determina sua
aplicação.

NOTA Para os circuitos polifásicos, é a tensão entre fases.

3.8.9.3
tensão nominal de isolamento
Ui
valor eficaz da tensão suportável fixado pelo montador do CONJUNTO para os equipamentos ou para uma parte
deste, caracterizando a capacidade de suportar (a longo prazo) a sua isolação especificada

[definição 3.9.1 da IEC 60664-1: 2007, modificado]

NOTA 1 Para os circuitos polifásicos, é a tensão entre fases.

NOTA 2 A tensão nominal de isolamento não é necessariamente igual à tensão nominal de utilização de equipamento que é
relacionado principalmente a desempenho funcional.

3.8.9.4
tensão nominal de impulso suportável
Uimp
valor de tensão de impulso suportável, declarado pelo montador do CONJUNTO , caracterizando a capacidade de
suportar a isolação contra sobretensões transitórias especificadas

[definição 3.9.2 da IEC 60664-1: 2007, modificado]

3.8.10 características nominais de corrente

3.8.10.1
corrente nominal
valor de corrente, declarado pelo montador do CONJUNTO , que um circuito pode conduzir sem que a elevação
de temperatura das diferentes partes do CONJUNTO exceda os limites especificados em condições especificas

NOTA Para a corrente nominal do CONJUNTO (InA) ver 5.3.1, e para a corrente nominal de um circuito (Inc) ver
5.3.2.

3.8.10.2
corrente nominal suportável de pico
Ipk
valor de pico da corrente de curto-circuito, declarada pelo montador do CONJUNTO , que pode ser suportado sob
condições especificadas,

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 27


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3.8.10.3
corrente nominal de curta duração suportável
Icw
valor eficaz da corrente de curta duração, declarado pelo montador do CONJUNTO , ao qual pode suportar em
condições especificadas, definido em termos de corrente e duração

3.8.10.4
corrente nominal de curto-circuito condicional
Icc
valor da corrente de curto-circuito presumida, declarado pelo montador do CONJUNTO ao qual um circuito
protegido por um dispositivo de proteção contra curto-circuito (DPCC) pode suportar durante o tempo total de
funcionamento desse dispositivo nas condições especificadas

NOTA O dispositivo de proteção contra curto-circuito pode formar uma parte integrante do CONJUNTO ou pode ser uma
unidade separada.

Paramos Aqui 02/04/13

3.8.11
fator de diversidade nominal
RDF3
valor por unidade da corrente nominal, declarado pelo montador do CONJUNTO , para o qual circuitos de saída de
um CONJUNTO podem ser carregadas de forma continua e simultânea levando em consideração as influências
térmicas mútuas

3.8.12
frequência nominal (fn)
valor de frequência, declarado pelo montador do CONJUNTO , para o qual um circuito é projetado e para o qual se
referem as condições de utilização

Nota Pode-se atribuir a um circuito um certo número ou uma faixa de frequências nominais ou especificar se é em
corrente alternada ou corrente contínua.

3.8.13
compatibilidade eletromagnética
EMC
NOTA Para os termos e definições relativos à EMC, ver J.3.8.13.1 a J.3.8.13.5 do Anexo J.

3.9 Verificação

3.9.1
verificação do projeto
verificação feita em uma amostra de um CONJUNTO ou em partes do CONJUNTO para mostrar que o projeto
satisfaz aos requisitos da Norma do CONJUNTO aplicável

NOTA A verificação de projeto pode incluir um ou mais métodos equivalentes, ver 3.9.1.1, 3.9.1.2 e 3.9.1.3.

3.9.1.1
ensaio de verificação
ensaio feito em uma amostra de um CONJUNTO ou em partes do CONJUNTO para verificar que o projeto satisfaz
aos requisitos da Norma CONJUNTO aplicável

NOTA Os ensaios de verificação são equivalentes aos ensaios de tipo.

3 RDF = Rated Diversity Factor

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 28


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3.9.1.2
verificação por comparação
comparação estruturada de uma proposição de projeto de um CONJUNTO, ou de partes de um CONJUNTO, com
um projeto de referência submetido a ensaio

3.9.1.3
verificação por avaliação
verificação do projeto pelas regras de projeto ou cálculos específicos aplicados a uma amostra de um CONJUNTO
ou de partes do CONJUNTO para mostrar que o projeto satisfaz os requisitos da Norma de CONJUNTO aplicável

3.9.2
verificação de rotina
verificação de cada CONJUNTO, realizada durante e/ou depois da fabricação para confirmar que ele está
conforme os requisitos da Norma do CONJUNTO aplicável

3.10 Fabricante/usuário

3.10.1
fabricante original
organização que realizou o projeto original e a verificação associada de um CONJUNTO conforme a Norma do
CONJUNTO aplicável

3.10.2
montador do CONJUNTO
organização que assume a responsabilidade pelo CONJUNTO completo

NOTA O montador do CONJUNTO pode ser uma organização diferente do fabricante original.

3.10.3
usuário
parte que especifica, compra, utiliza e/ou manuseia o CONJUNTO, ou toda pessoa agindo em seu nome

4 Símbolos e abreviações
Lista alfabética dos termos com símbolos e abreviações junto com a subseção onde são utilizados pela primeira
vez:

Símbolo/Abreviação Termo Subseção

IRT índice de resistência ao trilhamento 3.6.16

EBT extra-baixa tensão 3.7.11

EMC compatibilidade eletromagnética 3.8.13

fn frequência nominal 3.8.12

Ic corrente de curto-circuito 3.8.6

I cc corrente nominal de curto-circuito condicional 3.8.10.4

I cp corrente de curto-circuito presumida 3.8.7

I cw corrente nominal de curta duração suportável 3.8.10.3

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 29


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Símbolo/Abreviação Termo Subseção

I nA corrente nominal do CONJUNTO 5.3.1

I nc corrente nominal de um circuito 5.3.2

I pk valor de pico da corrente nominal suportável 3.8.10.2

N condutor neutro 3.7.5

PE condutor de proteção 3.7.4

PEN condutor PEN 3.7.6

RDF fator nominal de diversidade 3.8.11

dispositivo de proteção contra curtos- 3.1.11


DPCC
circuitos

DPS dispositivo de proteção contra surtos 3.6.12

Ue tensão nominal de utilização 3.8.9.2

Ui tensão nominal de isolamento 3.8.9.3

U imp tensão nominal de impulso suportável 3.8.9.4

Un tensão nominal 3.8.9.1

5 Características de interface
5.1 Generalidades

As características do CONJUNTO devem ser compatíveis com as características nominais dos circuitos aos quais
é conectado e com as condições de instalação, e devem ser declaradas pelo montador do CONJUNTO utilizando
o critério identificado de 5.2 a 5.6.

5.2 Características nominais de tensão

5.2.1 Tensão nominal (Un) (do CONJUNTO)

A tensão nominal deve ser ao menos igual à tensão nominal do sistema elétrico.

5.2.2 Tensão nominal de utilização (Ue) (de um circuito de um CONJUNTO)

A tensão nominal de utilização de todos os circuitos não pode ser inferior à tensão nominal do sistema elétrico ao
qual é previsto para ser conectado.

Caso seja diferente da tensão nominal do CONJUNTO, a tensão nominal de utilização apropriada do circuito deve
ser especificada.

5.2.3 Tensão nominal de isolamento (Ui) (de um circuito de um CONJUNTO)

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 30


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A tensão nominal de isolamento de um circuito de um CONJUNTO é o valor da tensão para os quais as tensões
de ensaio dielétricas e distâncias de escoamento são referidas.

A tensão nominal de isolamento de um circuito deve ser superior ou igual aos valores estabelecidos para Un e
para Ue para o mesmo circuito.

NOTA Para circuitos monofásicos derivados de sistemas IT (ver IEC 60364-5-52), convém que a tensão nominal de isolamento
seja pelo menos igual à tensão entre fases de alimentação.

5.2.4 Tensão nominal de impulso suportável (Uimp) (do CONJUNTO)

A tensão nominal de impulso suportável deve ser superior ou igual aos valores estabelecidos para as
sobretensões transitórias que ocorrem no sistema elétrico para o qual o circuito é projetado para ser conectado.

NOTA Os valores preferênciais de tensão nominal de impulso suportável são dados na Tabela G.1 do Anexo G.

5.3 Características nominais de corrente

5.3.1 Corrente nominal do CONJUNTO (InA)

A corrente nominal do CONJUNTO é a menor entre:

- a soma das correntes nominais dos circuitos de entrada do CONJUNTO funcionando em paralelo;

- a corrente total que o barramento principal é capaz de distribuir na disposição particular do CONJUNTO.

Esta corrente deve circular sem que a elevação de temperatura das partes individuais exceda os limites
especificados em 9.2.

NOTA 1 A corrente nominal de um circuito de entrada pode ser inferior à corrente nominal do dispositivo de entrada (de acordo
com a respectiva norma de dispositivo) instalado no CONJUNTO.

NOTA 2 Neste contexto, o barramento principal pode ser, uma barra individual ou a combinação de barras individuais que
normalmente são conectados em serviço, por exemplo, por meio de um acoplador de barras.

NOTA 3 A corrente nominal do CONJUNTO é a corrente de carga máxima admissível que o CONJUNTO pode distribuir e que
não pode ser ultrapassada quando futuras unidades de saídas são adicionadas.

5.3.2 Corrente nominal de um circuito (Inc)

A corrente nominal de um circuito é o valor da corrente que pode ser transportada pelo circuito de carga
isoladamente, nas condições normais de utilização. Essa corrente deve circular sem que a elevação de
temperatura das diversas partes do CONJUNTO, não excedam os limites especificados em 9.2.

NOTA 1 A corrente nominal de um circuito pode ser inferior às correntes nominais dos dispositivos (de acordo com a respectiva
norma do dispositivo) instalados neste circuito.

NOTA 2 Devido à complexidade dos fatores que determinam as correntes nominais, nenhum valor padronizado pode ser
fornecido.

5.3.3 Corrente nominal de pico suportável (Ipk)

A corrente nominal de pico suportável deve ser superior ou igual aos valores indicados como valor de pico da
corrente de curto-circuito presumida do sistema de alimentação para o qual o circuito é projetado para ser
conectado (ver também 9.3.3).

5.3.4 Corrente nominal de curta duração admissível (Icw) (de um circuito do CONJUNTO)

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 31


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A corrente nominal de curta duração admissíveldeve ser superior ou igual ao valor eficaz da corrente de curto-
circuito presumida em cada ponto de conexão do circuito à alimentação (ver também 3.8.10.3).

Diferentes valores de Icw podem ser atribuídos a um CONJUNTO para diferentes durações (por exemplo, 0,2 s;
1 s; 3 s).

Em corrente alternada, o valor da corrente é o valor eficaz da componente alternada.

5.3.5 Corrente nominal de curto-circuito condicional de um CONJUNTO (Icc)

A corrente nominal de curto-circuito condicional deve ser superior ou igual ao valor eficaz da corrente de curto-
circuito presumida (Icp) para uma duração limitada pelo funcionamento do dispositivo de proteção contra curtos-
circuitos que protege o CONJUNTO.

A capacidade de interrupção e as características de limitação da corrente (I²t, Ipk) do dispositivo de proteção contra
os curtos-circuitos especificados devem ser indicadas pelo montador do CONJUNTO, levando em consideração os
dados fornecidos pelo fabricante do dispositivo.

5.4 Fator de diversidade nominal (RDF)

O fator de diversidade nominal é o valor por unidade da corrente nominal, declarado pelo montador do
CONJUNTO, para o qual circuitos de saída de um CONJUNTO podem ser carregados de forma continua e
simultânea levando em consideração as influências térmicas mútuas.

O fator de diversidade nominal pode ser indicado:

 para grupos de circuitos;

 para o CONJUNTO completo.

O fator de diversidade nominal multiplicado pela corrente nominal dos circuitos deve ser igual ou superior à carga
presumida dos circuitos de saída. A carga presumida dos circuitos de saída deve ser tratada pela norma do
CONJUNTO aplicável.

NOTA 1 A carga presumida dos circuitos de saída pode ser uma corrente constante ou equivalente térmica de uma corrente
variável (ver Anexo E).

O fator de diversidade nominal é aplicável quando o CONJUNTO funciona com a corrente nominal (InA).

NOTA 2 O fator de diversidade nominal reconhece que na prática as unidades funcionais não são completamente carregadas
simultaneamente ou são carregadas intermitentemente.

Veja Anexo E para detalhes adicionais.

NOTA 3 Na Noruega, a proteção contra sobrecarga nos condutores não deve ser baseada somente na utilização dos fatores
de diversidade dos circuito a jusante.

5.5 Frequência nominal (fn)

A frequência nominal de um circuito é o valor da frequência a qual as condições de funcionamento se referem.


Quando os circuitos de um CONJUNTO são projetados para valores diferentes de frequência, deve ser indicada a
frequência nominal de cada circuito.

NOTA Convém que a frequência esteja dentro dos limites especificados nas normas pertinentes para os componentes
incorporados. Salvo indicação em contrário pelo montador do CONJUNTO, admiti-se que os limites sejam iguais a 98% e 102%
da frequência nominal.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 32


ABNT/CB-03
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5.6 Outras características

As características seguintes devem ser declaradas:

a) requisitos adicionais que dependem das condições de utilização específicadas de uma unidade funcional (por
exemplo, tipo de coordenação, características de sobrecarga);

b) grau de poluição (ver 3.6.9);

c) tipos de esquema de aterramento para o qual o CONJUNTO é projetado;

d) instalação abrigada e/ou ao tempo (ver 3.5.1 e 3.5.2);

e) fixa ou móvel (ver 3.5.3 e 3.5.4);

f) grau de proteção;

g) destinado para uso por pessoas qualificadas ou comuns (ver 3.7.12 e 3.7.14);

h) classificação de compatibilidade eletromagnética (EMC) (ver Anexo J);

i) condições especiais de utilização, se aplicáveis (ver 7.2);

j) projeto externo do CONJUNTO (ver 3.3);

k) proteção contra impacto mecânico, se aplicável (ver 8.2.1);

l) o tipo de construção - fixos ou com partes removíveis (ver 8.5.1 e 8.5.2.);

m) a natureza dos dispositivos de proteção contra os curtos-circuitos (ver 9.3.2);

n) as medidas para proteção contra choques elétricos;

o) as dimensões externas (compreendendo as projeções, por exemplos, manoplas, tampas, portas), se solicitado;

p) o peso, se solicitado.

6 Informações
6.1 Marcação para identificação dos CONJUNTOS

O montador do CONJUNTO deve prover para cada CONJUNTO uma ou mais etiquetas, marcadas de uma
maneira durável e dispostas em um local onde permita ser visíveis e legíveis quando o CONJUNTO estiver
instalado e em funcionamento. A conformidade é verificada de acordo com o ensaio de 10.2.7 e por inspeção.

As informações seguintes relativas ao CONJUNTO devem ser fornecidas na(s) marcação(ões) de designação:

a) o nome do montador do CONJUNTO ou marca comercial (ver 3.10.2);

b) designação do tipo ou número de identificação, ou qualquer outro meio de identificação, permitindo obter
do montador do CONJUNTO as informações apropriadas;

c) meios de identificação da data de fabricação;

d) ABNT NBR IEC 61439-X (a parte específica "X" deve ser identificada).

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 33


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NOTA A norma do CONJUNTO pertinente pode especificar informações complementares que devem ser indicadas na
marcação da etiqueta .

Paramos aqui 14/05/13

6.2 Documentação

6.2.1 Informações referentes ao CONJUNTO

Todas as características de interface conforme Seção 5, onde aplicável, devem ser fornecidas na documentação
técnica do montador do CONJUNTO, fornecida com o CONJUNTO.

6.2.2 Instruções de manuseio, de instalação, de funcionamento e de manutenção

O montador do CONJUNTO deve especificar em documentos ou catálogos as condições eventuais de manuseio,


de instalação, de funcionamento e de manutenção do CONJUNTO e os equipamentos nele contidos.

Se necessário, as instruções devem indicar as medidas que são de relevante importância para que o transporte, o
manuseio, a instalação e o funcionamento do CONJUNTO sejam corretos e apropriados. O fornecimento de
detalhes relativos ao peso é de relevante importância para o transporte e manuseio do CONJUNTO.

A correta localização e instalação dos meios de içamento e o tamanho dos cabos dos acessórios de içamento, se
aplicável, devem ser informados na documentação ou nas instruções do montador do CONJUNTO bem como o
manuseio do CONJUNTO.

As eventuais medidas a serem tomadas com respeito a EMC associadas com a instalação, o funcionamento e a
manutenção do CONJUNTO devem ser especificadas (ver Anexo J).

Se um CONJUNTO destinado especificamente para ambiente A for utilizado em ambiente B a seguinte


advertência deve ser incluída nas instruções de funcionamento:

PRECAUÇÃO

Este produto foi projetado para ambiente A. A utilização deste produto em ambiente B pode causar perturbações
eletromagnéticas não desejáveis, que podem exigir do usuário tomar medidas adequadas para a atenuação.

Onde necessário, os documentos acima mencionados devem indicar a abrangência da manutenção e sua
periodicidade recomendada.

Se os circuitos não forem claros com o arranjo físico dos dispositivos instalados, devem ser fornecidas
informações apropriadas, por exemplo, esquema de ligações elétricas ou tabelas.

6.3 Identificação dos dispositivos e/ou dos componentes

No interior do CONJUNTO deve ser possível identificar cada um dos circuitos e seus dispositivos de proteção. As
marcações e identificações devem ser legíveis, permanentes e apropriadas ao ambiente físico. Todas as
indentificações utilizadas devem estar em conformidade com a IEC 81346-1 e IEC 81346-2 e idênticas às
utilizadas nos esquemas de ligações elétricas que devem estar em conformidade com a IEC 61082-1.

7 Condições de serviço
7.1 Condições normais de serviço

Os CONJUNTOS em conformidade com esta norma são previstos para serem utilizados nas condições normais
de serviço indicadas abaixo.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 34


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NOTA Se forem utilizados componentes, por exemplo, relés, equipamentos eletrônicos, que não foram projetados para estas
condições, convém que sejam tomadas medidas apropriadas para assegurar um funcionamento adequado.

7.1.1 Temperatura do ar ambiente

7.1.1.1 Temperatura do ar ambiente para instalações abrigadas

A temperatura do ar ambiente não exceda +40 °C e a temperatura média por um período de 24 h, não exceda +35
°C.

O limite inferior da temperatura do ar ambiente é -5 °C.

7.1.1.2 Temperatura do ar ambiente para instalações ao tempo

A temperatura do ar ambiente não exceda +40 °C e a temperatura média por um período de 24 h, não exceda +35
°C.

O limite inferior da temperatura do ar ambiente é -25 °C.

7.1.2 Condições de umidade

7.1.2.1 Condições de umidade para instalações abrigadas

O umidade relativa do ar não exceda 50 % a uma temperatura máxima de +40 ºC. Os percentuais de umidade
relativas mais elevados podem ser admitidos em temperaturas mais baixas, por exemplo, 90 % a +20 ºC. Convém
levar em conta que uma condensação moderada pode acontecer ocasionalmente devido às variações de
temperatura.

7.1.2.2 Condições de umidade para instalações ao tempo

A umidade relativa pode temporariamente atingir 100% a uma temperatura máxima de +25 °C.

7.1.3 Grau de poluição

O grau de poluição (ver 3.6.9) se refere às condições ambientais para as quais o CONJUNTO é previsto.

Para dispositivos de manobra e componentes internos de um invólucro, é aplicável o grau de poluição das
condições ambientais internas do invólucro.

Para a avaliação das distâncias de isolamento e de escoamento, os quatro graus de poluição seguintes no
microambiente são estabelecidos.

Grau de poluição 1:

Não ocorre poluição ou somente uma poluição seca não-condutiva. A poluição não tem nenhuma influência.

Grau de poluição 2:

Presença somente de uma poluição não-condutiva, exceto que, ocasionalmente, uma condutividade temporária
causada por condensação pode ocorrer.

Grau de poluição 3:

Presença de uma poluição condutiva ou de uma poluição seca não-condutiva, que pode se tornar condutiva
devido à condensação.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 35


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Grau de poluição 4:

Ocorre uma condutividade contínua devido a presença de pó condutivo, chuva ou outras condições úmidas.

O grau de poluição 4 não é aplicável para um microambiente no interior de um CONJUNTO conforme esta norma.

Salvo especificação em contrário, os CONJUNTOS para aplicações industriais são, geralmente, para uso em um
ambiente de grau de poluição 3. Porém, pode ser considerada aplicação de outros graus de poluição, dependendo
de aplicações particulares ou do microambiente.

NOTA O grau de poluição do microambiente para o equipamento pode ser influenciado pela instalação em um invólucro.

7.1.4 Altitude

A altitude do local de instalação não excede 2.000 m.

NOTA Para equipamentos destinados a serem utilizados em altitudes mais elevadas é necessário levar em conta a redução da
rigidez dielétrica, a capacidade de interrupção dos dispositivos e o efeito da refrigeração do ar.

7.2 Condições especiais de serviço

Onde existam quaisquer condições especiais de serviço, devem ser cumpridos os requisitos específicos aplicáveis
ou serem feitos acordos especiais entre o montador do CONJUNTO e o usuário. O usuário deve informar ao
montador do CONJUNTO se as condições de serviços excepcionais existirem.

Condições especiais de serviço incluem, por exemplo:

a) os valores de temperatura, umidade relativa e/ou altitude diferentes daqueles especificados em 7.1;

b) as aplicações onde as variações de temperatura e/ou de pressão do ar ocorrem a uma velocidade que uma
condensação excepcional está sujeita a ocorrer dentro do CONJUNTO;

c) uma severa poluição do ar por pó, fumaça, partículas corrosivas ou radioativas, vapores ou sal;

d) uma exposição aos campos elétricos ou magnéticos elevados;

e) uma exposição às condições climáticas extremas;

f) os ataques por fungos ou pequenos animais;

g) uma instalação em locais onde existirem perigo de incêndio ou de explosão;

h) uma exposição às vibrações, aos choques e fenômenos sísmicos;

i) uma instalação onde a capacidade de condução de corrente ou capacidade de interrupção é afetada, por
exemplo, nos equipamentos incorporados em máquinas ou embutidos nas paredes;

j) uma exposição contra perturbações conduzidas e/ou radiadas diferentes das eletromagnéticas, e perturbações
eletromagnéticas em ambientes diferentes dos descritos em 9.4;

k) as condições de sobretensões ou de flutuações de tensão excepcionais;

l) as harmônicas excessivas na tensão de alimentação ou a corrente de carga.

7.3 Condições durante o transporte, o armazenamento e a instalação

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 36


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Um acordo especial deve ser feito entre o montador do CONJUNTO e o usuário se as condições durante o
transporte, o armazenamento e a instalação, por exemplo, as condições de temperatura e de umidade, diferirem
daquelas definidas em 7.1.

8 Requisitos de construção
8.1 Resistência dos materiais e das partes

8.1.1 Generalidades

Os CONJUNTOS devem ser construídos com materiais capazes de suportar os esforços mecânicos, elétricos,
térmicos e ambientais suscetíveis de serem encontrados nas condições de serviço especificadas.

A forma externa do invólucro do CONJUNTO pode variar para se adaptar à aplicação e à utilização; alguns
exemplos foram definidos em 3.3. Estes invólucros também podem ser construídos de diferentes materiais, por
exemplo, isolantes, metálicos ou uma combinação destes.

8.1.2 Proteção contra a corrosão

A proteção contra a corrosão deve ser assegurada pelo uso de materiais apropriados ou por revestimento
protetivo das superfícies expostas, levando em conta as condições normais de serviço (ver 7.1). A conformidade
para este requisito é verificada pelo ensaio de 10.2.2.

8.1.3 Propriedades dos materiais isolantes

8.1.3.1 Estabilidade térmica

Para invólucros ou as partes dos invólucros de materiais isolantes, a estabilidade térmica deve ser verificada de
acordo com 10.2.3.1.

8.1.3.2 Resistência de materiais isolantes ao calor e ao fogo

8.1.3.2.1 Generalidades

As partes de materiais isolantes que são passíveis de serem expostas aos efeitos térmicos devido aos efeitos
elétricos internos, e onde a deterioração pode prejudicar a segurança do CONJUNTO, não podem ser afetadas
desfavoravelmente por um calor normal (de funcionamento), por um calor anormal ou pelo fogo.

8.1.3.2.2 Resistência dos materiais isolantes ao calor

O fabricante original deve selecionar os materiais isolantes seja por referência ao índice de temperatura de
isolação (determinado, por exemplo, pelos métodos da IEC 60216) ou por conformidade com a IEC 60085.

8.1.3.2.3 Resistência dos materiais isolantes ao calor anormal e ao fogo devido aos efeitos elétricos
internos

Os materiais isolantes utilizados para as partes necessárias para manter em posição as partes que conduzem
corrente e as partes que podem ser expostas aos esforços térmicos devido aos efeitos elétricos internos, e onde a
deterioração pode prejudicar a segurança do CONJUNTO, não podem ser afetadas desfavoravelmente por um
calor anormal e ao fogo e devem ser verificadas pelo ensaio de fio incandescente em 10.2.3.2. Para este ensaio, o
condutor de proteção (PE) não é considerado como uma parte condutora de corrente.

Para as pequenas partes (tendo as dimensões de superfície que não excedem 14 mm x 14 mm), um outro ensaio
pode ser escolhido (por exemplo, ensaio de chama de agulha, de acordo com ABNT NBR IEC 60695-11-5). O
mesmo procedimento pode ser aplicado por outras razões práticas quando o material metálico de uma parte é
muito maior se comparada ao material isolante.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 37


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8.1.4 Resistência à radiação ultravioleta

Para invólucros e partes externas feitas de materiais isolantes que são destinados ao uso ao tempo, a resistência
à radiação ultra-violeta deve ser verificada de acordo com 10.2.4.

Paramos aqui 10/07/13

8.1.5 Resistência mecânica

Todos os invólucros ou divisorias, inclusive meios de fechamento e as dobradiças das portas, devem ter uma
resistência mecânica suficiente para suportar os esforços aos quais eles podem ser submetidos em utilização
normal e durante as condições de curto-circuito (ver também 10.13).

O funcionamento mecânico das partes removíveis, incluindo qualquer intertravamento de inserção, deve ser
verificado através de ensaio de acordo com 10.13.

8.1.6 Dispositivo de içamento

Onde exigido, os CONJUNTOS devem ser equipados com dispositivos apropriados para içamento. A
conformidade é verificada de acordo com o ensaio de 10.2.5.

8.2 Grau de proteção provido por um invólucro de um CONJUNTO

8.2.1 Proteção contra os impactos mecânicos

O grau de proteção fornecido por um invólucro do CONJUNTO contra o impacto mecânico, se necessário, deve
ser definido pelas normas aplicáveis do CONJUNTO e é verificado conforme a IEC 62262 (ver 10.2.6).

8.2.2 Proteção contra contato com partes vivas, contra a penetração de corpos sólidos estranhos e água

O grau de proteção fornecido por um CONJUNTO contra contato com partes vivas, penetração de corpos sólidos
estranhos e água é indicado pelo código IP de acordo com a ABNT NBR IEC 60529 e é verificado de acordo com
10.3

NOTA 1 Nos Estados Unidos da América (U.S.A.), Canadá e México as designações de "tipo" de invólucros são utilizados para
especificar "o grau de proteção" provido pelo CONJUNTO. Para aplicações nos U.S.A., convém que seja utilizada a
designação de tipo de invólucro apropriada como especificado na NEMA 250. Para aplicações no Canadá, convém que seja
os
utilizada a designação de tipo de invólucro apropriada como especificado na norma CSA C22.2 N 94.1 e 94.2. Para
aplicações no México, convém que seja utilizada a designação de tipo de invólucro apropriada como especificado na NMX-J-
235/1-ANCE e NMX-J-235/2-ANCE

O grau de proteção de um CONJUNTO fechado deve ser pelo menos IP 2X, depois de instalado conforme as
instruções do montador do CONJUNTO. O grau de proteção fornecido por um CONJUNTO aberto com proteção
frontal deve ser pelo menos IP XXB.

Para os CONJUNTOS fixos não submetidos a uma inclinação nas condições normais de utilização, o grau de
proteção IPX2 não é aplicável.

Para CONJUNTOS de uso ao tempo que não tem nenhuma proteção suplementar, o segundo número
característico deve ser pelo menos 3.

NOTA 2 Para instalação ao tempo, a proteção suplementar pode ser uma cobertura ou uma proteção semelhante.

Salvo especificação em contrário, o grau de proteção indicado pelo montador do CONJUNTO se aplica ao
CONJUNTO completo quando instalado conforme as instruções do montador do CONJUNTO, por exemplo, a
vedação da superfície de montagem aberta de um CONJUNTO, etc.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 38


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Quando o CONJUNTO não tem as mesmas características de IP para todas as partes, o montador do
CONJUNTO deve declarar as características de IP para cada uma das partes.

As diferentes características nominais IP não podem afetar a utilização prevista do CONJUNTO.

NOTA 3 Os exemplos incluem:

 Face de serviço IP 20, outras partes IP 00.

 Furos de drenagem na base IP XXD, outras partes IP 43.

Nenhum código IP pode ser dado a menos que as verificações apropriadas tenham sido feitas de acordo com
10.3.

Os CONJUNTOS em invólucro, para instalação ao tempo e abrigada, destinada ao uso em locais com umidade
elevada e grandes variações de temperaturas, devem ser providos com dispositivos apropriados (ventilação e/ou
aquecimento interno, furos de dreno, etc.) para evitar condensação prejudicial dentro do CONJUNTO. Porém, o
grau de proteção especificado deve, ao mesmo tempo, ser mantido.

8.2.3 CONJUNTO com partes removíveis

O grau de proteção normalmente indicado para CONJUNTOS se aplica para a posição conectada (ver 3.2.3) de
partes removíveis.

Se, após a remoção de uma parte removível, não for possível manter o grau de proteção original, por exemplo,
pelo fechamento de uma porta, um acordo deve ser estabelecido entre o montador do CONJUNTO e o usuário
sobre as medidas que devem ser tomadas para assegurar proteção adequada. As informações fornecidas pelo
montador do CONJUNTO podem fazer parte deste acordo.

Quando as guilhotinas permitem assegurar uma proteção adequada contra os acessos as partes vivas, elas
devem ser fixadas de maneira a impedir a remoção não intencional.

8.3 Distâncias de isolamento e escoamento

8.3.1 Generalidades

Os requisitos aplicáveis para as distâncias de isolamento e de escoamento estão baseados nos princípios da IEC
60664-1 e são destinados a assegurar uma coordenação do isolamento na instalação.

As distâncias de isolamento e escoamento dos equipamentos que formam parte do CONJUNTO devem cumprir
aos requisitos da norma de produto pertinente.

Quando os equipamento estão incorporados no CONJUNTO, as distâncias de isolamento e escoamento


especificadas devem ser mantidas nas condições normais de serviço.

Para dimensionar as distâncias de isolamento e escoamento entre circuitos distintos, deve ser utilizada a tensão
nominal mais elevada (tensão nominal de impulso suportável para distância de isolamento e tensão nominal de
isolamento para distância de escoamento).

As distâncias de isolamento e escoamento se aplicam entre fases, entre fase e neutro, e exceto onde um condutor
é conectado diretamente para terra, entre fase e terra e entre neutro e terra.

Paramos aqui com a revisão completa em conjunto.

Para condutores energizados sem proteção e terminações (por exemplo: barramentos, conexões entre
equipamento e borne de cabo), as distâncias de isolamento e escoamento devem ser pelo menos equivalentes a
aquelas especificadas para o equipamento com os quais eles estão diretamente associados.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 39


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O efeito de um curto-circuito até e inclusive a(s) característica(s) declarada(s) do CONJUNTO não deve reduzir
permanentemente as distâncias de isolamento e escoamento entre o barramento e/ou conexões abaixo dos
valores especificados para o CONJUNTO. A deformação de partes do invólucro ou das partições internas,
barreiras e obstáculos devido a um curto-circuito não deve reduzir permanentemente as distâncias de isolamento
e escoamento abaixo dos valores especificados em 8.3.2 e 8.3.3 (ver também 10.11.5.5).

8.3.2 Distâncias de isolamento

As distâncias de isolamento devem ser suficientes para permitir que a tensão nominal de impulso suportável (Uimp)
de um circuito seja alcançada. As distâncias de isolamento devem estar conforme especificado na Tabela 1 salvo
se os ensaios de verificação de projeto e de tensão de suportabilidade aos impulsos forem realizados conforme
10.9.3 e 11.3, respectivamente.

O método de determinação das distâncias de isolamento por medição é dado no Anexo F.

NOTA Nos Estados Unidos de América (E.U.A.) e no México os Códigos Elétricos Nacionais são utilizados para especificar as
distâncias de isolamento mínimas. Nos E.U.A. o Código Elétrico Nacional NFPA 70, Artigo 408.56 é aplicável. No México NOM-
001-SEDE é aplicável. Para estas aplicações, é recomendado que as distâncias de isolamento sejam selecionadas usando o
Anexo L, Tabela L.1 desta norma. Para aplicações no Canadá as distâncias de isolamento elétricas mínimas são especificadas
no Código Elétrico Canadense, Parte 2 Normas de Segurança de Produto.

8.3.3 Distâncias de escoamento

O fabricante original deve selecionar uma ou mais tensões nominais de isolamento (Ui) para os circuitos do
CONJUNTO para os quais a(s) distância(s) de escoamento deve(m) ser determinada(s). Para qualquer
determinado circuito a tensão nominal de isolamento não deve ser inferior à tensão nominal de utilização (Ue).

As distâncias de escoamento não devem, em todos os casos, ser inferiores às distâncias de isolamento mínimas
associadas.

As distâncias de escoamento devem corresponder a um grau de poluição como especificado em 7.1.3 e para o
grupo de material correspondente à tensão nominal de isolamento dada na Tabela 2.

O método de determinação das distâncias de escoamento por medição é dado no Anexo F.

NOTA 1 Para materiais de isolação inorgânicos, por exemplo vidro ou cerâmicas, que não trilham, as distâncias de escoamento
não precisam ser maiores que suas distâncias de isolamento associadas. Porém, convém que os riscos de descarga disruptiva
sejam considerados.

NOTA 2 Nos Estados Unidos de América (E.U.A.) e no México os Códigos Elétricos Nacionais são utilizados para especificar
as distâncias de escoamento mínimas. Nos E.U.A. o Código Elétrico Nacional NFPA 70, Artigo 408.56 é aplicável. No México
NOM-001-SEDE é aplicável. Para estas aplicações, é recomendado que as distâncias de escoamento sejam selecionadas
usando o Anexo L, Tabela L.2 desta norma. Para aplicações no Canadá as distâncias de escoamento mínimas são
especificadas no Código Elétrico Canadense, Parte 2 Normas de Segurança de Produto.

Em usando nervuras de uma altura mínima de 2 mm as distâncias de escoamento podem ser reduzidas mas,
independente do número de nervuras, não deve ser inferior a 0,8 do valor da Tabela 2 e não inferior à distância de
isolação mínima associada. A largura mínima da nervura é determinada por requisitos mecânicos (ver F.2).

8.4 Proteção contra choques elétricos

8.4.1 Generalidades

Os dispositivos e os circuitos no CONJUNTO devem ser dispostos de maneira a facilitar seu funcionamento e
manutenção, e ao mesmo tempo assegurar o grau necessário de segurança.

Os requisitos seguintes são destinados para assegurar que as medidas de proteção exigidas são obtidas quando
um CONJUNTO é instalado em um sistema elétrico conforme a série IEC 60364.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 40


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NOTA As medidas de proteção geralmente aceitas se referem a IEC 61140 e IEC 60364-4-41.

Essas medidas de proteção, que são de importância particular para um CONJUNTO, estão reproduzidas em 8.4.2
a 8.4.6.

8.4.2 Proteção básica

8.4.2.1 Generalidades

A proteção básica é destinada para prevenir contato direto com as partes vivas perigosas.

A proteção básica pode ser obtida por medidas apropriadas de construção do próprio CONJUNTO ou por medidas
complementares a serem tomadas durante a instalação; isto pode exigir informações dadas pelo montador do
CONJUNTO .

Um exemplo de medidas complementares a serem tomadas é a instalação de um CONJUNTO aberto sem outras
disposições em uma localização onde só é permitido acesso por pessoal autorizado.

Onde a proteção básica é obtida por medidas de construção, uma ou mais das medidas de proteção dadas em
8.4.2.2 e 8.4.2.3 podem ser selecionadas. A escolha da medida de proteção deve ser declarada pelo montador do
CONJUNTO se não estiver especificado na norma do CONJUNTO aplicável.

8.4.2.2 Isolação básica provida pelo material isolante

As partes vivas perigosas devem ser completamente cobertas com isolação que só pode ser removida por
destruição ou por utilização de uma ferramenta.

A isolação deve ser feita de materiais apropriados capazes de resistir de forma durável aos esforços mecânicos,
elétricos e térmicos para os quais a isolação pode ser submetida em serviço.

NOTA Exemplos são componentes elétricos embutidos na isolação e condutores isolados.

Pinturas, vernizes e esmaltes, isoladamente, não são considerados como que satisfazem aos requisitos para
isolação básica.

8.4.2.3 Barreiras ou invólucros

As partes vivas isoladas pelo ar devem estar no interior de invólucros ou atrás de barreiras providas, pelo menos,
de um grau de proteção de IP XXB.

As superfícies superiores horizontais de invólucros acessíveis que têm uma altura inferior ou igual a 1,6 m da área
de circulação devem fornecer um grau de proteção de pelo menos IP XXD.

As barreiras e os invólucros devem ser firmemente presos no lugar e devem ter estabilidade e durabilidade
suficiente para manter os graus exigidos de proteção e a separação apropriada de partes vivas sob condições de
serviço normais, levando em conta as influências externas pertinentes. A distância entre uma barreira condutiva ou
invólucro e as partes vivas que eles protegem não deve ser inferior aos valores especificados para as distâncias
de isolamento e escoamento em 8.3.

Onde for necessário remover barreiras ou invólucros abertos ou remover partes de invólucros, isto só deve ser
possível se um das condições a) a c) for satisfeita:

a) Pelo uso de uma chave ou ferramenta, isto é, qualquer ajuda mecânica para abrir a porta, fechamento ou
anular um travamento.

b) Depois da desconexão da fonte de alimentação das partes vivas, contra as quais as barreiras ou invólucros
dispõem a proteção básica, a restauração da alimentação só é possível após a substituição ou o fechamento
das barreiras ou invólucros. Em esquemas TN-C, o condutor PEN não deve ser seccionado ou interrompido.
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 41
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Em esquemas TN-S e esquemas TN-C-S os condutores neutros não necessitam estar seccionados ou
interrompido (ver IEC 60364-5-53, 536.1.2).

Exemplo: Por travamento da(s) porta(s) com um secionador, de forma que ela(s) só pode(m) ser aberta(s)
quando o secionador estiver aberto e o fechamento do secionador sem o uso de uma ferramenta é
impossível enquanto a porta estiver aberta.

NOTA Na Noruega, o condutor de neutro deve ser seccionado ou interrompido.

c) Onde uma barreira intermediária que provê um grau de proteção de pelo menos IP XXB previne contato com
as partes vivas, tal barreira só pode ser removida com auxílio de uma chave ou ferramenta.

8.4.3 Proteção de falta

8.4.3.1 Condições de instalação

O CONJUNTO deve incluir medidas de proteção e deve estar adaptado para instalações projetadas para estar
conforme a IEC 60364-4-41. Medidas de proteção adaptadas para instalações particulares (por exemplo, estradas
de ferro, navios) devem ser objeto de acordo entre o montador do CONJUNTO e o usuário.

Quando um esquema de aterramento TT esta sendo utilizado na rede elétrica uma das seguintes medidas devem
ser aplicadas no CONJUNTO:

a) isolação dupla ou reforçada das conexões de entrada, ou

b) proteção por dispositivo(de interrupção) diferencial (DDR) do circuito de entrada

Essas disposições são submetidas a um acordo entre o usuário e o fabricante.

8.4.3.2 Requisitos para o condutor de proteção para facilitar a interrupção automática da alimentação

8.4.3.2.1 Generalidades

Cada CONJUNTO deve ter um condutor de proteção de modo a facilitar a interrupção automático da alimentação
para:

a) proteção contra as consequências de faltas (por exemplo, falha da isolação básica) dentro do CONJUNTO;

b) proteção contra as consequências de faltas (por exemplo, falha da isolação básica) em circuitos externos
alimentados pelo CONJUNTO.

Os requisitos a serem cumpridos são dados nas subseções seguintes.

Os requisitos para identificação do condutor de proteção (PE, PEN) são dados em 8.6.6.

8.4.3.2.2 Requisitos para continuidade do circuito de terra para assegurar a proteção contra as
consequências de faltas dentro do CONJUNTO

Todas as partes condutivas expostas do CONJUNTO devem ser interconectadas entre si e ao condutor de
proteção da alimentação ou por um condutor terra ao ponto de aterramento.

Estas interconexões podem ser realizadas por meio de conexões metálicas aparafusadas, por soldas ou outras
conexões condutivas ou por um condutor de proteção separado.

NOTA Para as partes metálicas do CONJUNTO, tendo uma superfícies resistentes à abrasão, por exemplo, as placas de
prensa-cabos com um revestimento de pó polimerizado, a conexão dedicada a ligação a terra por razões de proteção, requer a
remoção ou a penetração do revestimento.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 42


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O método para verificar a continuidade de terra entre as partes condutivas expostas do CONJUNTO e o circuito de
proteção é dado em 10.5.2.

Para a continuidade destas conexões deve se aplicar o seguinte:

a) Quando uma parte do CONJUNTO é removida, por exemplo, para manutenção de rotina, os circuitos de
proteção (continuidade de terra) para o restante do CONJUNTO não devem ser interrompidos.

Os meios utilizados para a montagem das várias partes metálicas de um CONJUNTO são considerados
suficientes para assegurar a continuidade dos circuitos de proteção se as precauções tomadas garantirem boa
condutividade permanente.

Não devem ser utilizados eletrodutos metálicos flexíveis como condutores de proteção a menos que eles sejam
projetados para aquele propósito.

b) Para tampas, portas, placas de fechamento e semelhantes, as conexões metálicas aparafusadas e dobradiças
metálicas são consideradas suficientes para assegurar a continuidade, contanto que nenhum equipamento
elétrico que exceda os limites de extra baixa tensão (ELV) seja fixados a elas.

Se dispositivos com tensão que exceda o limite de extra baixa tensão são fixados nas tampas, portas ou placas de
fechamento, devem ser tomadas medidas adicionais para assegurar continuidade de terra. Estas partes devem
ser providas de um condutor de proteção (PE) cuja seção esteja conforme a Tabela 3 em função da mais alta
corrente nominal de utilização Ie dos dispositivos fixados ou uma conexão elétrica equivalente especialmente
projetada e verificada para este propósito (contato deslizante, dobradiças protegidas contra corrosão) se a
corrente nominal de utilização do dispositivo conectado for inferior ou igual a 16 A.

As partes condutivas expostas de um dispositivo que não podem ser conectadas ao circuito de proteção pelos
meios de fixação do dispositivo devem ser conectadas ao circuito de proteção do CONJUNTO por um condutor
cuja seção é escolhida de acordo com a Tabela 3.

Certas partes condutivas expostas de um CONJUNTO que não constituem perigo

- ou porque elas não podem ser tocadas em grandes superfícies ou agarradas com a mão,

- ou porque elas são de tamanhos pequenos (aproximadamente 50 mm por 50 mm) ou estão localizadas de tal
forma que exclui qualquer contato com partes vivas,

não precisam ser conectadas a um condutor de proteção. Isto se aplica a parafusos, rebites e placa de
identificação. Também se aplica a núcleos eletromagnéticos de contatores ou relés, núcleos magnéticos de
transformadores, certas partes de disparadores, ou semelhante, independentemente do tamanho deles.

Quando as partes removíveis são equipadas com uma superfície de apoio metálica, estas superfícies devem ser
consideradas suficientes para assegurar a continuidade de terra de circuitos de proteção contanto que a pressão
exercida nelas seja suficientemente alta.

8.4.3.2.3 Requisitos para condutores de proteção que asseguram proteção contra as consequências de
faltas em circuitos externos alimentados pelo CONJUNTO

Um condutor de proteção dentro do CONJUNTO deve ser projetado de forma que seja capaz de suportar os
esforços dinâmicos e térmicos mais elevados que surgem de faltas em circuitos externos no local de instalação
que são alimentados pelo CONJUNTO. As partes condutivas da estrutura podem ser utilizadas como condutor de
proteção ou uma parte do condutor de proteção.

Exceto onde a verificação da corrente suportável de curto-circuito não é requerida conforme 10.11.2, a verificação
deve ser feita conforme 10.5.3.

Em princípio, com exceção dos casos mencionados abaixo, os condutores de proteção dentro de um CONJUNTO
não deve incluir um dispositivo de seccionamento (interruptor, seccionador etc.).

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Nos condutores de proteção devem ser permitidas conexões removíveis por meio de uma ferramenta e acessíveis
somente por pessoa autorizada (estas conexões podem ser necessárias para certos ensaios).

Onde a continuidade pode ser interrompida por meio de conectores ou tomadas de corrente, o circuito de proteção
só deve ser interrompido depois que os condutores energizados forem interrompidos e a continuidade deve ser
restabelecida antes que os condutores energizados sejam reconectados.

No caso de um CONJUNTO contendo partes estruturais, estruturas, invólucros etc., de material condutivo, o
condutor de proteção, se existir, não precisa ser isolado destas partes. Os condutores dos dispositivos de
detecção de falta de tensão, incluindo os condutores que os conectam a um terra separado, devem ser isolados
quando especificado pelo fabricante. Que pode também se aplicar a conexão com o terra do neutro do
transformador.

A seção dos condutores de proteção (PE, PEN) em um CONJUNTO, para o qual os condutores externos são
destinados para serem conectados, não deve ser inferior ao valor calculado com a ajuda da fórmula indicada no
Anexo B, utilizando a corrente de fuga mais elevada e a duração da falta que pode ocorrer e levando em conta a
limitação dos dispositivos de proteção de curto-circuito (DPCC) que protegem os condutores vivos
correspondentes. A suportabilidade aos curtos-circuitos é verificada de acordo com 10.5.3.

Para condutores PEN, se aplicam os requisitos adicionais seguintes:


2 2
- a seção mínima deve ser 10 mm para cobre ou 16 mm para alumínio;

- o condutor PEN deve ter a seção que não seja inferior ao exigido para um condutor neutro (ver 8.6.1);

- os condutores PEN não precisam ser isolados dentro de um CONJUNTO;

- partes estruturais não devem ser utilizadas como um condutor PEN. Porém, os trilhos de montagem de cobre
ou alumínio podem ser utilizados como condutores PEN.

Para detalhes de requisitos dos bornes para condutores de proteção externos, ver 8.8.

8.4.3.3 Separação elétrica

A separação elétrica de circuitos individuais é destinada para prevenir choques elétricos por contato com partes
condutivas expostas que podem estar sob tensão por uma falta na isolação básica do circuito.

Para este tipo de proteção, ver Anexo K.

8.4.4 Proteção por isolação total

NOTA Conforme 412.2.1.1 da IEC 60364-4-41, “isolação total” é equivalente ao equipamento de Classe II.

Para assegurar a proteção básica e a proteção em caso de falta, por isolação total, os requisitos seguintes devem
ser satisfeitos.

a) Os dispositivos devem ser completamente fechado em material isolante, equivalente à isolação dupla ou
reforçada. O invólucro deve portar o símbolo que deve ser visível do exterior.

b) O invólucro não deve ser perfurado, em nenhum ponto, por partes condutoras, de modo que haja a
possibilidade que uma tensão de falta surja fora do invólucro.

Isto significa que as partes metálicas, tais como os mecanismo dos elementos de manobra e de comando, que
por razões de construção, têm que atravessar o invólucro, devem ser isoladas das partes vivas, no lado de
dentro ou no lado de fora do invólucro, para a tensão nominal de isolamento e para a tensão nominal de
impulso suportável de todos os circuitos no CONJUNTO.

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Se o mecanismo de um elemento de manobra e comando for metálico (seja coberto por material isolante ou
não), ele deve ser provido de isolamento para a tensão nominal de isolamento máxima e para a tensão nominal
de impulso suportável máxima de todos os circuitos no CONJUNTO.

Se o mecanismo de um elemento de manobra e comando for feito, fundamentalmente, de material isolante,


quaisquer de suas partes metálicas que possam ficar acessíveis no caso de falha de isolamento, também
devem ser separadas das partes vivas para a tensão nominal de isolamento máxima e para a tensão nominal
de impulso suportável máxima de todos os circuitos no CONJUNTO.

c) O invólucro, quando o CONJUNTO está pronto para funcionar e conectado à alimentação, deve envolver todas
as partes vivas, as partes condutivas expostas e as partes que pertencem a um circuito de proteção, de tal
maneira que elas não possam ser tocadas. O invólucro deve garantir, pelo menos, um grau de proteção IP 2XC
(ver ABNT NBR IEC 60529).

Se um condutor de proteção, que é estendido ao equipamento elétrico conectado no lado da carga do


CONJUNTO, deve passar através de outro CONJUNTO cujas partes condutivas expostas são isoladas, bornes
necessários devem ser providos para conectar os condutores de proteção externos identificados por marcação
apropriada.

Dentro do invólucro, o condutor de proteção e seu borne devem ser isolados das partes vivas e as partes
condutivas expostas da mesma maneira.

d) Partes condutivas expostas, dentro do CONJUNTO, não devem ser conectadas ao circuito de proteção, isto é,
elas não devem ser incluídas em uma medida de proteção envolvendo o uso de um circuito de proteção. Isto
também se aplica a um componente, mesmo que ele tenha um borne de conexão para um condutor de
proteção.

e) Se as portas ou os fechamentos do invólucro podem ser abertos sem o uso de uma chave ou de uma
ferramenta, deve ser provida uma barreira de material isolante, que proporcione proteção contra contato
acidental não somente com as partes vivas acessíveis, mas também com as partes condutivas expostas que
ficam acessíveis só após o fechamento ter sido removido; entretanto, esta barreira não deve ser removível,
exceto com o uso de uma ferramenta.

8.4.5 Limitação da corrente de contato permanente e das cargas elétricas

Se o CONJUNTO contem equipamentos que podem ter corrente de contato permanente e carga elétrica depois
que eles forem desligados (capacitor etc.), é requerido uma placa de advertência.

Pequenos capacitores, como os utilizados para extinção de arco, para retardo de desligamento de relés, etc., não
devem ser considerados perigosos.

NOTA Contato não intencional não é considerado perigoso se as tensões resultantes de cargas estáticas diminuírem abaixo de
60 Vc.c., em menos de 5 s, depois de desconexão da fonte.

8.4.6 Condições de funcionamento e manutenção

8.4.6.1 Dispositivos podendo ser utilizados ou componentes podendo ser substituídos por pessoas
comuns

A proteção contra qualquer contato com as partes vivas deve ser mantida quando da utilização dos dispositivos ou
quando da substituição de componentes.

O grau de proteção mínimo deve ser IP XXC. As aberturas mais relevantes que aquelas definidas para o grau de
proteção IP XXC são permitidas durante a substituição de certas lâmpadas ou de certos fusíveis.

8.4.6.2 Requisitos relativos à acessibilidade em serviço por pessoas autorizadas

8.4.6.2.1 Generalidades

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Para acessibilidade em serviço por pessoas autorizadas, um ou mais dos requisitos seguintes em 8.4.6.2.2 a
8.4.6.2.4 devem ser cumpridos, sujeito a acordo entre o montador do CONJUNTO e o usuário. Estes requisitos
devem ser complementares à proteção básica especificada em 8.4.2.

Se as portas ou fechamentos do CONJUNTO podem ser abertas por pessoas autorizadas por desbloquear o
intertravamento para obter acesso às partes vivas, o intertravamento deve então ser restabelecido
automaticamente, no fechamento das portas ou na recolocação dos fechamentos.

8.4.6.2.2 Requisitos relativos à acessibilidade para inspeção e operações semelhantes

O CONJUNTO deve ser construído de tal modo que certas operações podem ser executadas, conforme acordo
entre o montador do CONJUNTO e o usuário, quando o CONJUNTO está em serviço e sob tensão.

Tais operações podem consistir de:

- inspeção visual de

 dispositivos de manobra e outros componentes,

 ajustes e indicações de relés e disparadores,

 conexões dos condutores e marcações;

- ajustagem de relés, disparadores e dispositivos eletrônicos;

- substituição de elementos fusíveis;

- substituição de lâmpadas de sinalização;

- certas operações para localização de faltas, por exemplo, medição de tensão e de corrente com dispositivos
adequadamente projetados e isolados.

8.4.6.2.3 Requisitos relativos à acessibilidade para manutenção

Para permitir manutenção como acordado entre o montador do CONJUNTO e o usuário em uma unidade
funcional desconectada ou grupo de unidades funcionais desconectado no CONJUNTO, com unidades funcionais
adjacentes ou grupos de unidades funcionais adjacentes, ainda sob tensão, devem ser tomadas medidas
necessárias. A escolha destas medidas depende de fatores tais como: condições de serviço, frequência de
manutenção, competência da pessoa autorizada, regras dos locais de instalação. Tais medidas podem incluir:

- distância suficiente entre a unidade ou grupo funcional considerado e as unidades ou os grupos funcionais
adjacentes. É recomendado que as partes prováveis de serem removidas para manutenção tenham, tanto
quanto possível, meios de fixação imperdíveis;

- uso de barreiras ou obstáculos projetados e dispostos para proteger contra contato direto com os
equipamentos em unidades ou grupos funcionais adjacentes;

- uso de proteção de terminais;

- uso de compartimentos para cada unidade ou grupo funcional;

- inserção de meios adicionais de proteção fornecidos ou especificados pelo montador do CONJUNTO .

8.4.6.2.4 Requisitos relativos à acessibilidade para extensão do CONJUNTO sob tensão

Quando é requerido possibilitar uma extensão futura de um CONJUNTO com unidades ou grupos funcionais
adicionais, ainda sob tensão, com o resto do CONJUNTO devem se aplicar os requisitos especificados em

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 46


ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

8.4.6.2.3, sujeitos a acordo entre o montador do CONJUNTO e o usuário. Estes requisitos também se aplicam
para a inserção e a conexão de cabos de saída adicionais, quando os cabos existentes estão sob tensão.

A extensão de barramentos e conexão de unidades adicionais para sua alimentação de entrada não devem ser
feitas sob tensão, a menos que o CONJUNTO seja projetado para este propósito.

8.4.6.2.5 Obstáculos

Os obstáculos devem impedir:

- aproximação não intencional às partes vivas, ou

- contato não intencional com as partes vivas do equipamento energizado em serviço normal.

Os obstáculos podem ser removidos sem o uso de uma chave ou ferramenta, mas devem estar fixados de
maneira que impeça a remoção não intencional. A distância entre um obstáculo condutivo e as partes vivas que
eles protegem não deve ser inferior aos valores especificados para as distâncias de isolamento e escoamento em
8.3.

Onde um obstáculo condutivo está separado das partes vivas perigosas somente por proteção básica, constitui
uma parte condutiva exposta e medidas para proteção contra as faltas também devem ser aplicadas.

8.5 Incorporação de dispositivos de manobra e de componentes

8.5.1 Partes fixas

Para as partes fixas (ver 3.2.1), as conexões dos circuitos principais (ver 3.1.3) só devem ser conectadas ou
desconectadas quando o CONJUNTO não está sob tensão. Em geral, a remoção e a instalação de partes fixas
requerem o uso de uma ferramenta.

A desconexão de uma parte fixa deve requerer o seccionamento do CONJUNTO completo ou parte dele.

Para prevenir uma manobra não autorizada, o dispositivo de manobra pode ser equipado de meios para mantê-lo
em uma ou mais de suas posições.

NOTA Onde o trabalho em circuitos energizados é permitido, precauções de segurança apropriadas podem ser necessárias.

8.5.2 Partes removíveis

As partes removíveis devem ser projetadas de maneira que o seu equipamento elétrico possa ser removido ou
conectado com toda segurança ao circuito principal mesmo com o circuito energizado. As partes removíveis
podem ser fornecidas com um intertravamento de inserção (ver 3.2.5).

Paramos aqui 06/08/13

As distâncias de escoamento e de isolamento (ver 8.3) devem ser mantidas durante a transferência de uma
posição para outra.

A parte removível deve ser equipada com um dispositivo que garanta ao usuário, que somente pode ser removida
e inserida após o seu circuito principal ter sido desenergizado.

A fim de se impedir uma manobra não autorizada, as partes removíveis ou suas localizações associadas nos
CONJUNTOS podem ser providas de um dispositivo de bloqueio para permitir a utilização em uma ou mais
posições.

8.5.3 Seleção de dispositivos de manobra e de componentes

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 47


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Os dispositivos de manobra e componentes incorporados em CONJUNTOS devem cumprir com as normas de IEC
pertinentes.

Os dispositivos de manobra e componentes devem ser apropriados para aplicação particular com respeito à
apresentação externa do CONJUNTO (por exemplo, tipo aberto ou fechado), as suas tensões nominais, correntes
nominais, frequência nominal, vida útil, capacidades de estabelecimento e de interrupção, corrente suportável de
curto-circuito, etc.

A tensão nominal de isolamento e a tensão nominal impulso suportável dos dispositivos instalados no circuito
devem ser superiores ou iguais ao valor das tensões do circuito correspondente. Neste caso a proteção contra as
sobretensões pode ser necessária, por exemplo para os equipamentos de categoria de sobretensão II (ver 3.6.11).
Os dispositivos de manobra e componentes que têm uma corrente suportável de curto-circuito e/ou uma
capacidade de interrupção que é insuficiente para resistir aos esforços suscetíveis de ocorrerem no ponto de sua
instalação, devem ser protegidos por meio de dispositivos de proteção limitadores de corrente, por exemplo,
fusíveis ou disjuntores. Na seleção de dispositivos de proteção limitadores de corrente para os dispositivos de
manobra incorporados, devem ser levados em conta os valores máximos admissíveis especificados pelo
fabricante do dispositivo, levando em consideração a coordenação (ver 9.3.4).

A coordenação de dispositivos de manobra e componentes, por exemplo, coordenação de partida de motor com
dispositivos de proteção contra curto-circuito, deve atender as normas IEC pertinentes.

Nota As recomendações são apresentadas nas IEC/TR 61912-1 e na IEC/TR 61912-2.

8.5.4 Instalação de dispositivos de manobra e de componentes

Os dispositivos de manobra e os componentes devem ser instalados e conectados no CONJUNTO conforme


instruções fornecidas pelo fabricante e de maneira que o seu bom funcionamento não seja prejudicado pelas
influências, tais como: o calor, os arcos elétricos, as vibrações e os campos eletromagnéticos, que estão
presentes em serviço normal. No caso de conjuntos eletrônicos, pode ser necessária uma separação ou
blindagem de todos os circuitos eletrônicos de tratamento de sinais.

Quando fusíveis são instalados o fabricante original deve informar o tipo e as características nominais dos fusíveis
a serem utilizados.

8.5.5 Acessibilidade

Dispositivos com ajustes e rearme que devem ser operados no interior do CONJUNTO devem ser facilmente
acessíveis.

Unidades funcionais montadas no mesmo suporte (placa de montagem, estrutura de montagem) e seus bornes
para condutores externos devem ser dispostos de maneira que sejam acessíveis para montagem, instalação
elétrica, manutenção e substituição.

Salvo acordo em contrário entre o montador do CONJUNTO e o usuário, os requisitos de acessibilidade seguintes
associados aos CONJUNTOS montados sobre o piso devem ser aplicados:

- Os bornes, exceto os bornes para condutores de proteção, devem estar situados pelo menos 0,2 m acima
da base dos CONJUNTOS e, além disso, ser colocados de forma que os cabos possam ser conectados
facilmente a eles.

- Os instrumentos de indicação que precisam ser lido pelo operador devem estar localizados entre 0,2 m e
2,2 m da base do CONJUNTO.

- Os elementos de comando como alavancas, botões de pressão ou elementos semelhantes devem estar
localizados a uma altura que eles possam ser facilmente manobrados; isto significa que a linha de centro
deve ficar entre 0,2 m e 2 m acima da base do CONJUNTO. Os dispositivos que são manobrados com
pouca frequência, por exemplo menos de uma vez por mês, podem ser instalados a uma altura de até 2,2
m.

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- Os elementos de comando dos dispositivos de manobra de emergência (ver 536.4.2 da IEC 60364-5-
53:2001) devem estar acessíveis entre 0,8 m e 1,6 m acima da base do CONJUNTO.

Nota Em certos países, o código nacional ou regulamentos podem limitar a altura mínima e máxima.

8.5.6 Barreiras

As barreiras para dispositivos de manobra manual devem ser projetadas de forma que as emissões típicas
geradas pelas manobras não apresentem perigo para o operador.

Para minimizar o perigo quando da substituição dos fusíveis, devem ser aplicadas barreiras entre fases, a menos
que o projeto e a localização dos fusíveis tornem isso desnecessário.

8.5.7 Sentido de manobra e indicação de posições de comando

As posições de funcionamento de componentes e dispositivos devem ser claramente identificadas. Se o sentido


de manobra não estiver conforme IEC 60447, então, o sentido de manobra deve ser claramente identificado.

8.5.8 Lâmpadas de sinalização e botões de comando

Salvo especificação em contrário na norma de produto pertinente, as cores das lâmpadas de sinalização e botões
de comando devem estar conforme IEC 60073.

8.6 Circuitos elétricos internos e conexões

8.6.1 Circuitos principais

Os barramentos (nus ou isolados) devem estar dispostos de tal forma que um curto-circuito interno não seja
esperado. Eles devem ser dimensionados, pelo menos em conformidade com as informações relativas à corrente
suportável de curto-circuito (ver 9.3) e projetados para suportar pelo menos os esforços da corrente de curto-
circuito limitada pelo(s) dispositivo(s) de proteção instalados no lado da alimentação dos barramentos.

Dentro de uma coluna, os condutores (inclusive barramentos de distribuição) entre os barramentos principais e o
lado de alimentação das unidades funcionais, bem como os componentes incluídos nestas unidades, podem ser
dimensionados com base nos esforços da corrente de curto-circuito reduzida que ocorre no lado da carga do
respectivo dispositivo de proteção contra curto-circuito dentro de cada unidade, contanto que estes condutores
sejam dispostos de forma que, sob condições normais de funcionamento, um curto-circuito interno entre fases
e/ou entre fases e terra não é esperado (ver 8.6.4).

Salvo acordo em contrário entre o montador do CONJUNTO e o usuário, a seção mínima do neutro em um
circuito trifásico e neutro deve ser:


2
Para circuitos com uma seção de condutor de fase até e inclusive 16 mm , 100 % das fases correspondentes.


2
Para circuitos com uma seção de condutor de fase acima de 16 mm , 50 % das fases correspondentes com
2
um mínimo de 16 mm .

É assumido que as correntes de neutro não excedem 50 % das correntes de fase.

NOTA Para certas aplicações as quais levam a altos valores de harmônicas de sequência zero (por exemplo, as harmônicas de
3ª ordem), maiores seções do condutor de N podem ser necessárias na medida onde essas harmônicas de fases são
adicionadas no condutor de N e resultam em uma alta corrente às frequências mais elevadas. Esses requisitos são submetidos
a um acordo particular entre o fabricante do CONJUNTO e o usuário .

O PEN deve ser dimensionado como especificado em 8.4.3.2.3.

8.6.2 Circuitos auxiliares

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O projeto dos circuitos auxiliares deve levar em conta o esquema de aterramento da alimentação e assegurar que
uma falta à terra ou uma falta entre uma parte viva e uma parte condutiva exposta não causará funcionamento
perigoso não intencional.

Em geral, os circuitos auxiliares devem ser protegidos contra os efeitos de curtos-circuitos. Porém, um dispositivo
de proteção contra curto-circuito não deve ser aplicado se o seu funcionamento estiver sujeita a causar perigo.
Nesse caso, os condutores dos circuitos auxiliares devem ser dispostos de tal maneira que não são esperados
curtos-circuitos (ver 8.6.4).

8.6.3 Condutores nus e isolados

As conexões das partes condutoras de corrente não devem sofrer alterações indevidas, como resultado da
elevação da temperatura normal, do envelhecimento dos materiais isolantes e das vibrações que ocorrem em
funcionameto normal. Em particular, os efeitos da dilatação térmica e da ação eletrolítica, no caso de metais
diferentes, e os efeitos da resistência dos materiais para as temperaturas atingidas devem ser considerados.

Conexões entre partes condutoras de corrente devem ser estabelecidas por meios que assegurem uma pressão
de contato suficiente e durável.

Se a verificação de elevação de temperatura for realizada com base em ensaios (ver 10.10.2) a seleção de
condutores e as seções deles utilizados dentro do CONJUNTO devem ser de responsabilidade do fabricante
original. Se a verificação de elevação de temperatura for feita segundo as regras de 10.10.3, os condutores devem
ter uma seção mínima conforme a IEC 60364-5-52. Exemplos sobre a maneira de adaptar esta norma para as
condições internas de um CONJUNTO são indicados nas Tabelas incluídas no Anexo H. Além da capacidade
condutora de corrente, a seleção leva em conta:

- os esforços mecânicos aos quais o CONJUNTO pode ser submetido;

- o método utilizado para acomodar e fixar os condutores;

- o tipo de isolamento;

- o tipo de componentes que são conectados (por exemplo, dispositivos de manobra e comando conforme a
série IEC 60947; dispositivos ou equipamentos eletrônicos).

No caso de condutores isolados sólidos ou flexíveis:

- Eles devem ser dimensionados, pelo menos, em função da tensão nominal de isolamento (ver 5.2.3) do circuito
considerado.

- Os condutores que conectam dois pontos de terminação não devem ter junção intermediaria, por exemplo, uma
emenda ou uma solda.

- Os condutores com somente isolação básica devem ser impedidos de entrar em contato com partes vivas nuas
de potenciais diferentes.

- Contato de condutores com arestas vivas deve ser evitado.

- Condutores de alimentação de dispositivos e instrumentos de medição montados em fechamentos ou portas


devem ser instalados de maneira que nenhum dano mecânico possa ocorrer aos condutores, como resultado
de movimento destes fechamentos ou portas.

- Conexões soldadas ao dispositivo devem ser permitidas em CONJUNTOS somente em casos onde existir
preparação para este tipo de conexão e o tipo especificado de condutor é utilizado.

- Para os dispositivos diferentes daqueles mencionados acima, terminais de condutores soldados ou


extremidades de condutores retorcidas soldadas, não são aceitáveis sob condições de fortes vibrações. Em
locais onde existem fortes vibrações durante o serviço normal, por exemplo, no caso de operação de

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 50


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escavadeira e guindaste, operação a bordo de navios, equipamento de transporte e locomotivas, é conveniente


que seja dada atenção para a sustentação dos condutores.

- Na forma usual, só um condutor deveria ser conectado a um borne; a conexão de dois ou mais condutores em
um borne é permissível somente naqueles casos em que os bornes são projetados para este fim.

O dimensionamento da isolação sólida entre circuitos distintos deve ser baseado no circuito de tensão nominal de
isolamento mais elevada.

8.6.4 Seleção e instalação de condutores vivos não protegidos para reduzir a possibilidade de curtos-
circuitos

Condutores vivos em um CONJUNTO, que não são protegidos por dispositivos de proteção contra curto-circuito
(ver 8.6.1 e 8.6.2) devem ser selecionados e instalados ao longo de todo CONJUNTO de tal maneira que um
curto-circuito interno entre fases ou entre fase e terra seja uma possibilidade remota. Exemplos de tipos de
condutores e requisitos de instalação são dados na Tabela 4. Os condutores vivos não protegidos selecionados e
instalados conforme a Tabela 4 deve ter um comprimento total não excedendo 3 m entre o barramento principal e
cada DPCC.

8.6.5 Identificação dos condutores de circuitos principais e auxiliares

Com a exceção dos casos mencionados em 8.6.6, o método e a extensão da identificação de condutores, por
exemplo, por disposição, por cores ou por símbolos, nos bornes aos quais eles são conectados ou na(s)
extremidade(s) dos condutores em si, é de responsabilidade do montador do CONJUNTO e deve estar de acordo
com as indicações nos esquemas de ligações e desenhos. Onde apropriado, a identificação de acordo com IEC
60445 deve ser aplicada.

8.6.6 Identificação do condutor de proteção (PE, PEN) e do condutor neutro (N) dos circuitos principais

O condutor de proteção deve ser facilmente distinguível pela localização e/ou pela marcação ou pela cor. Se for
utilizada a identificação pela cor, deve ser verde ou verde e amarelo (dupla cor), que são estritamente reservadas
para o condutor de proteção. Quando o condutor de proteção é um cabo isolado de único núcleo, esta
identificação de cor deve ser utilizada, de preferência, por toda extensão.

Todo condutor de neutro do circuito principal deve ser facilmente distinguível pela localização e/ou pela marcação
ou pela cor (ver IEC 60445 que exige o azul claro).

NOTA Em certos países (por exemplo USA, Australia, Africa do Sul), outras cores são exigidas para o condutor de
neutro.

8.7 Refrigeração

Os CONJUNTOS podem ser providos de um dispositivo de refrigeração natural e/ou refrigeração ativa (por
exemplo, refrigeração forçada, climatização interna, trocador de calor etec.). Se forem requeridas precauções
especiais no local de instalação, para assegurar refrigeração adequada, o montador do CONJUNTO deve
fornecer a informação necessária (por exemplo, indicação da necessidade de ter espaço entre as partes que estão
impedidas de dissipar calor ou delas mesmo produzirem calor).

8.8 Bornes para condutores externos

O montador do CONJUNTO deve indicar se os bornes são apropriados para conexão de condutores de cobre ou
de alumínio, ou ambos. Os bornes devem ser tais que os condutores externos possam ser conectados por meios
(parafusos, conectores, etc.) que assegurem que a pressão de contato necessária correspondente à corrente
nominal e a corrente de curto-circuito do dispositivo ao circuito seja mantida.

Na ausência de um acordo especial entre o montador do CONJUNTO e o usuário, os bornes devem ser capazes
de acomodar condutores da menor à maior seção correspondente à corrente nominal (ver Anexo A).

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 51


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Onde são utilizados condutores de alumínio, o tipo, as dimensões e o método de terminação dos condutores
devem estar conforme acordado entre o montador do CONJUNTO e o usuário.

No caso onde os condutores externos para circuitos eletrônicos com baixos níveis de correntes e tensões (menos
que 1 A e menos de 50 V c.a. ou 120 V c.c.) tenham que ser conectados a um CONJUNTO, a tabela A.1 não se
aplica.

O espaço disponível para ligações elétricas deve permitir conexão adequada dos condutores externos do material
indicado e, no caso de cabos com múltiplos condutores, acomodação adequada dos condutores.

NOTA 1 Nos Estados Unidos (USA) e no México é conveniente que sejam utilizados os Códigos Elétricos Nacionais para
determinar os requisitos de curvatura mínima dos condutores. Nos USA a Norma NFPA 70, Artigo 312 é aplicável. No México a
Norma NOM-001-SEDE é aplicável. No Canadá, o espaçamento e a curvatura do condutor é prescrito no Código Elétrico
Canadense, Parte 2 Norma C22.2 Nº 0.12, Espaçamento e Curvatura do Cabos em Invólucros para Equipamento com Tensão
Nominal até 750 V.

Os condutores não podem ser submetidos a esforços que podem reduzir sua expectativa de vida normal.

Salvo acordo em contrário entre o montador do CONJUNTO e o usuário, em circuitos trifásicos e com neutro, os
bornes do condutor neutro deve permitir a conexão de condutores de cobre que têm uma seção mínima:
2
- igual à metade da seção do condutor de fase, com um mínimo de 16 mm , se a seção do condutor de fase
2
excede 16 mm ;
2
- igual à seção do condutor de fase, se a seção do último for menor ou igual a 16 mm .

NOTA 2 Para outros condutores que não sejam de cobre, convém que as seções acima sejam substituídas por seções de
condutividade equivalentes, que podem requerer bornes maiores.

NOTA 3 Para certas aplicações as quais levam a altos valores de harmônicas de sequência zero (por exemplo, as harmônicas
de 3ª ordem), maiores seções do condutor de N podem ser necessárias na medida onde essas harmônicas de fases são
adicionadas no condutor de N e resultam em uma alta corrente às frequências mais elevadas. Esses requisitos são submetidos
a um acordo particular entre o fabricante do CONJUNTO e o usuário .

Se forem providos meios de conexão de neutro de entrada e de saída, de condutores de proteção e de condutores
PEN eles devem ser dispostos próximos dos bornes dos condutores de fase correspondentes.

NOTA 4 A IEC 60204-1 exige uma seção mínima do condutor de proteção e não permite uma conexão do PEN ao
equipamento elétrico das maquinas.

Aberturas para cabos de entrada, placas de fechamento, etc., devem ser projetadas de tal forma que, quando os
cabos são instalados corretamente, as medidas de proteção especificadas contra contato e grau de proteção
devem ser obtidas. Isto implica na seleção de meios de entrada apropriados para a aplicação, como especificado
pelo montador do CONJUNTO .

Os bornes para condutores de proteção externos devem ser marcados de acordo com a IEC 60445. Como um
exemplo ver símbolo gráfico Nº 5019 da IEC 60417. Este símbolo não é requerido onde é pretendido que o
condutor de proteção externo seja conectado a um condutor de proteção interno, que é claramente identificado
com as cores verde ou verde e amarelo.

Os bornes para condutores de proteção externos (PE, PEN) e blindagem de metal de cabos de conexão
(eletroduto de aço, etc.) devem, onde exigido, ser nu e, salvo especificação em contrário, apropriado para a
conexão de condutores de cobre. Um borne separado de tamanho adequado deve ser provido para o(s)
condutor(es) de proteção de saída de cada circuito.

Salvo acordo em contrário entre o montador do CONJUNTO e o usuário, os bornes para condutores de proteção
devem permitir a conexão de condutores de cobre que têm uma seção que depende da seção dos condutores de
fase correspondentes de acordo com a Tabela 5.
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 52
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No caso de invólucros e condutores de alumínio ou liga de alumínio, deve ser dada consideração particular ao
perigo de corrosão eletrolítica. Os meios de conexão para assegurar a continuidade das partes condutivas com
condutores de proteção externos não devem ter nenhuma outra função.

NOTA 5 Especiais precauções podem ser necessárias com partes metálicas do CONJUNTO, particularmente placas
sobrepostas, onde são utilizados acabamentos resistentes à abrasão, por exemplo, camadas de pó.

A identificação dos bornes deve obedecer a IEC 60445 a menos que seja declarado em contrário.

9 Requisitos de desempenho
9.1 Propriedades dielétricas

9.1.1 Generalidades

Cada circuito do CONJUNTO deve ser capaz de suportar:

- as sobretensões temporárias;

- as sobretensões transitórias.

A capacidade para suportar as sobretensões temporárias e a integridade de isolação sólida são verificadas pela
tensão suportável à frequência industrial e a capacidade para suportar as sobretensões transitórias é verificada
pela tensão de suportabilidade aos impulsos .

9.1.2 Tensão suportável à frequência industrial

Os circuitos do CONJUNTO devem ser capazes de suportar à tensão suportável à frequência industrial dada nas
Tabelas 8 e 9 (ver 10.9.2.1). A tensão nominal de isolamento de qualquer circuito do CONJUNTO deve ser igual
ou superior à sua tensão máxima de utilização.

9.1.3 Tensão de suportabilidade aos impulsos

9.1.3.1 Tensões de impulso suportável de circuitos principais

A distância de isolamento entre as partes vivas e suas partes condutivas expostas, assim como entre as partes
vivas de potencial diferente, deve ser capaz de suportar a tensão de ensaio indicada na Tabela 10 em função da
tensão nominal de impulso suportável.

A tensão nominal de impulso suportável para uma determinada tensão nominal de utilização não deve ser menor
do que o correspondente no Anexo G para a tensão nominal do sistema de alimentação do circuito no ponto em
que o CONJUNTO deve ser utilizado e a categoria de sobretensão apropriada.

9.1.3.2 Tensões de impulso suportável de circuitos auxiliares

a) Os circuitos auxiliares que são conectados ao circuito principal e que funcionam à tensão nominal de utilização
sem qualquer dispositivo para redução das sobretensões, devem atender aos requisitos de 9.1.3.1.

b) Os circuitos auxiliares que não são conectados ao circuito principal podem ter uma capacidade de suportar
sobretensões diferentes daquela do circuito principal. As distâncias de isolamento destes circuitos - c.a. ou c.c.
- devem ser capazes de resistir a tensão de suportabilidade aos impulsos conforme Anexo G.

9.1.4 Proteção de dispositivos de proteção contra surto

Quando as condições de sobretensão requerem dispositivos de proteção contra surto (DPS) para serem
conectados aos circuitos principais, os DPS devem ser protegidos para prevenir condições de curto-circuito
conforme especificado pelo fabricante do DPS.

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9.2 Limites de elevação de temperatura

O CONJUNTO e seus circuitos devem ser capazes de conduzir suas correntes nominais nas condições
especificadas (ver 5.3.1, 5.3.2. e 5.3.3), levando em conta as características dos componentes, a sua disposição e
aplicação, sem exceder os limites indicados na Tabela 6, quando são verificados em conformidade com 10.10. Os
limites de elevação de temperatura indicados na Tabela 6 se aplicam à temperatura média do ar ambiente inferior
ou igual a 35 °C.

A elevação de temperatura de um elemento ou parte é a diferença entre a temperatura deste elemento ou da parte
medida conforme 10.10.2.3.3 e a temperatura do ar ambiente fora do CONJUNTO. Se a temperatura média do ar
ambiente é superior a 35 ºC então os limites de elevação de temperatura devem ser adaptados para essa
condição especial de serviço, de forma que a soma da temperatura ambiente e os limites de elevação individuais
permaneçam idênticos. Se a temperatura média do ar ambiente é inferior a 35 ºC, a mesma adaptação dos limites
de elevação de temperatura é adimitida sujeito a um acordo entre o usuário e o fabricante do CONJUNTO.

A elevação de temperatura não pode causar danos para as partes condutoras de corrente ou partes adjacentes do
CONJUNTO. Em particular, para materiais isolantes, o fabricante original deve demonstrar a conformidade por
referência ao índice de temperatura de isolação (determinado, por exemplo, pelos métodos definidos na IEC
60216) ou por conformidade com a IEC 60085.

NOTA 1 Se os limites de elevação de temperatura forem modificados para cobrir uma temperatura ambiente
diferente, em consequência, pode ser necessário modificar a corrente nominal de todos os barramentos, todas as
unidades funcionais etc. É conveniente que o fabricante original indique as medidas a serem tomadas, se
necessário, a fim de assegurar a conformidade com os limites de temperatura. Para as temperaturas ambientes
inferiores ou iguais a 50 ºC, isso pode ser realizado atraves de cálculo, presumindo que a sobretemperatura de
cada componente ou dispositivo seja proporcional a potência dissipada gerada neste componente. Existem
dispositivos nos quais a potência dissipada é praticamente proporcional a I² e outros dispositivos onde a potência
dissipada é praticamente constante.

NOTA 2 Nos Estados Unidos de América (USA.) e no México os Códigos Elétricos Nacionais são utilizados para especificar as
elevações de temperatura máximas. Nos USA a NFPA 70, Artigo 110.14C é aplicável. No México a NOM-001-SEDE é
aplicável. Para estas aplicações, convém que as elevações de temperatura sejam selecionadas usando o Anexo M, Tabela M.1
desta norma. No Canadá a elevação de temperatura máxima é prescrita no Código Elétrico Canadense, Parte 2, Normas de
Segurança de Produtos.

9.3 Proteção contra curto-circuito e corrente suportável de curto-circuito

9.3.1 Generalidades

Os CONJUNTOS devem ser capazes de suportar aos esforços dinâmicos e térmicos, resultantes de correntes de
curto-circuito não excedendo os valores nominais.

NOTA 1 A corrente de curto-circuito pode ser reduzida pelo uso de dispositivos limitadores de corrente, por exemplo,
indutância, fusíveis limitadores de corrente ou outros dispositivos de manobra limitadores de corrente.

Os CONJUNTOS devem ser protegidos contra as correntes de curto-circuito por meio de, por exemplo,
disjuntores, fusíveis ou combinação de ambos, que podem ser incorporados no CONJUNTO ou podem ser
dispostos fora dele.

NOTA 2 Para CONJUNTOS destinados à serem utilizados em esquemas IT (ver IEC 60364-5-52), convém que os dispositivos
de proteção contra curto-circuito tenham capacidade de interrupção suficiente em cada pólo à tensão entre fases, para eliminar
dupla falta à terra.

NOTA 3 Salvo especificação em contrário nas instruções de utilização e de manutenção do montador do CONJUNTO , os
CONJUNTOS que tenham sido submetidos a um curto-circuito podem não ser apropriados para serviço futuro sem uma
inspeção e/ou manutenção por pessoas qualificadas.

9.3.2 Informação relativas à corrente suportável de curto-circuito

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 54


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Para CONJUNTOS com dispositivo de proteção contra curto-circuito (DPCC) incorporado em uma unidade de
entrada, o montador do CONJUNTO deve indicar o valor máximo permissível da corrente presumida de curto-
circuito nos terminais de entrada do CONJUNTO. Este valor não deve exceder a(s) característica(s) nominal(is)
(ver 5.3.3, 5.3.4 e 5.3.5). O fator de potência e valores de pico correspondentes devem ser os indicados em 9.3.3.

Se for utilizado um disjuntor com disparador temporizado como dispositivo de proteção contra os curtos-circuitos, o
montador do CONJUNTO deve indicar o tempo máximo e o ajuste correspondente à corrente presumida de curto-
circuito.

Para CONJUNTOS em que o dispositivo de proteção contra curto-circuito não está incorporado na unidade de
entrada, o montador do CONJUNTO deve indicar a corrente suportável de curto-circuito de uma ou mais maneiras
seguintes:

a) corrente nominal de curta duração admissível(Icw) com o tempo associado (ver 5.3.4) e corrente suportável
nominal de pico (Ipk) (ver 5.3.3);

b) corrente nominal condicional de curto-circuito (Icc) (ver 5.3.5).

Para tempo máximo de até 3 s, a relação entre a corrente nominal de curta duração e o tempo associado é
2
determinada pela fórmula I t = constante, contanto que o valor de pico não exceda a corrente suportável nominal
de pico.

O montador do CONJUNTO deve indicar as características dos dispositivos de proteção contra curto-circuito
necessárias para a proteção do CONJUNTO.

Para um CONJUNTO tendo várias unidades de entrada, as quais não são prováveis de funcionar
simultaneamente, a corrente suportável de curto-circuito pode ser indicada em cada uma das unidades de entrada
conforme acima.

Para um CONJUNTO tendo várias unidades de entrada, as quais são prováveis de funcionar simultaneamente, e
para um CONJUNTO que tem uma unidade de entrada e uma ou mais unidades de saída de alta potência, que
podem alimentar a corrente de curto-circuito, é necessário determinar os valores da corrente presumida de curto-
circuito em cada unidade de entrada, em cada unidade de saída e nos barramentos principais baseados em dados
fornecidos pelo usuário.

9.3.3 Relação entre corrente de pico e corrente de curta duração

Para determinar o esforço eletrodinâmico, o valor da corrente de pico deve ser obtido multiplicando o valor eficaz
da corrente de curto-circuito pelo fator n. Os valores do fator n e o fator de potência correspondente são dados na
Tabela 7.

9.3.4 Coordenação dos dispositivos de proteção

A coordenação dos dispositivos de proteção dentro do CONJUNTO com aqueles a serem utilizados externamente
ao CONJUNTO deve ser objeto de acordo entre o montador do CONJUNTO e o usuário. Informações dadas no
catálogo do montador do CONJUNTO podem substituir tal acordo.

Se as condições de serviço requerem uma máxima continuidade de alimentação, o ajuste ou a seleção dos
dispositivos de proteção contra curto-circuito dentro do CONJUNTO devem, onde possível, ser coordenados de tal
forma que a ocorrência de curto-circuito em qualquer circuito de saída seja eliminada pelo dispositivo de manobra
instalado no circuito defeituoso, sem afetar os outros circuitos de saída, assegurando, assim, a seletividade do
sistema de proteção.

Quando os dispositivos de proteção contra os curtos-circuitos são ligados em série e previstos para funcionarem
simultaneamente para atingir a capacidade de interrupção de curto-circuito requerido (isto é, proteção de
retaguarda), o montador do CONJUNTO deve informar ao usuário (por exemplo, por uma etiqueta de advertência
no CONJUNTO ou nas instruções de funcionamento, ver 6.2) que nenhum dos dispositivos de proteção pode ser
substituído por outro dispositivo que não seja do tipo e de características nominais idênticas, a menos que tenha

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 55


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PROJETO DE NORMA xx

sido submetido a ensaio e validado conjuntamente com os dispositivos de retaguarda, no caso contrário a
capacidade de interrupção da combinação dos dispositivos pode ser comprometida.

9.4 Compatibilidade eletromagnética (EMC)

Para requisitos de desempenho relativos à EMC, ver J.9.4 do Anexo J.

10 Verificação de projeto
10.1 Generalidades

A verificação de projeto é destinada para verificar a conformidade do projeto de um CONJUNTO ou sistema do


CONJUNTO com os requisitos desta série de normas.

Quando os ensaios no CONJUNTO forem realizados conforme a série ABNT NBR IEC 60439, e os resultados de
ensaio satisfazem aos requisitos da parte pertinente da ABNT NBR IEC 61439, a verificação destes requisitos não
precisa ser repetida.

A repetição de verificações de acordo com as normas específicas dos dispositivos de manobra ou dos
componentes incorporados no CONJUNTO, que tenham sido selecionados conforme 8.5.3 e instalados conforme
as instruções do fabricante, não é requerida. Os ensaios em dispositivos individuais de acordo com as respectivas
normas de produto não constituem uma alternativa para as verificações de projeto desta norma para o
CONJUNTO.

Se as modificações são realizadas no CONJUNTO verificado, as especificações da Seção 10 devem ser utilizadas
para verificar se as modificações afetam o desempenho do CONJUNTO. Novas verificações devem ser realizadas
se um efeito adverso é possível de ocorrer.

Os diversos métodos compreendem:

- os ensaios de verificação;

- uma comparação de verificação com um projeto de referencia aprovado por ensaio;

- uma avaliação de verificação, isto é a verificação da aplicação correta dos cálculos e das regras de projeto, e
inclusive o emprego de margens de segurança apropriadas.

Ver Anexo D.

Quando existem vários métodos para uma mesma verificação, esses métodos são considerados equivalentes e a
escolha do método apropriado é de responsabilidade do fabricante original.

Os ensaios devem ser realizados em uma amostra representativa de um CONJUNTO em uma condição limpa e
nova.

O desempenho do CONJUNTO pode ser afetado pelos ensaios de verificação (por exemplo, ensaio de curto-
circuito). Convém que estes ensaios não sejam realizados em um CONJUNTO que é destinado a ser colocado em
serviço.

Paramos aqui dia 03/09/13

Um CONJUNTO que é verificado conforme esta norma por um fabricante original (ver 3.10.1) e fabricado ou
montado por outro, não requer que se repita as verificações de projeto original se todos os requisitos e instruções
especificados e fornecidos pelo fabricante original são satisfeitos. Onde o montador do CONJUNTO incorpora
suas próprias disposições não incluídas na verificação do fabricante original, o montador do CONJUNTO é
julgado ser o fabricante original em relação a estas disposições.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 56


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A verificação de projeto deve abranger o seguinte:

a) Construção:

10.2 Resistência dos materiais e das partes;

10.3 Grau de proteção dos invólucros;

10.4 Distâncias de isolamento e de escoamento;

10.5 Proteção contra choques elétricos e integridade dos circuitos de proteção;

10.6 Integração dos dispositivos de manobra e componentes;

10.7 Circuitos elétricos internos e conexões;

10.8 Terminais para condutores externos.

b) Desempenho:

10.9 Propriedades dielétricas;

10.10 Verificação da elevação de temperatura;

10.11 Suportabilidade aos curtos-circuitos ;

10.12 Compatibilidade eletromagnética;

10.13 Funcionamento mecânico.

Os projetos de referência, o número de CONJUNTOS ou de partes utilizadas para verificação, a escolha do


método de verificação quando aplicável e a ordem nas quais as verificações são realizadas, devem ser definidas
pelo fabricante original.

Os dados utilizados, os cálculos efetuados e as comparações realizadas para a verificação dos CONJUNTOS
devem ser registrados nos relatórios de verificação.

10.2 Resistência dos materiais e das partes

10.2.1 Generalidades

As capacidades mecânicas, elétricas e térmicas dos materiais de construção e partes do CONJUNTO devem ser
comprovadas pela verificação das características de construção e de desempenho.

Onde um invólucro vazio conforme a ABNT NBR IEC 62208 é utilizado, sem ter sido modificado de maneira a
degradar sua performance, nenhum ensaio adicional do invólucro conforme 10.2 é requerido.

10.2.2 Resistência à corrosão

10.2.2.1 Procedimento de ensaio

A resistência à corrosão de amostras representativas dos invólucros metálicos ferrosos incluindo as partes
internas e externas metálicas ferrosas do CONJUNTO deve ser verificada.

O ensaio deve ser realizado em:

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 57


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 um invólucro ou uma amostra representativa do invólucro equipada com partes internas representativas
com a porta fechada como em utilização normal, ou

 as partes do invólucro e as partes internas representativas separadas.

Em todos os casos, as dobradiças, fechaduras e meios de fixação também devem ser ensaiados a menos que
eles tenham sido submetidos previamente a um ensaio equivalente e a resistência à corrosão deles não tenha
comprometido sua aplicação.

Quando o invólucro é submetido ao ensaio, ele deve ser montado como para uso normal de acordo com as
instruções do fabricante original.

As amostras de ensaio devem ser novas e limpas e devem ser submetidas ao ensaio de severidade A ou B, como
detalhado em 10.2.2.2 e 10.2.2.3.

NOTA O ensaio de névoa salina fornece uma atmosfera que acelera a corrosão e não implica que o CONJUNTO é satisfatório
para uma atmosfera carregada de sal.

10.2.2.2 Ensaio de severidade A

Este ensaio é aplicável para:

- invólucros metálicos para instalação abrigada;

- partes metálicas externas dos CONJUNTOS para instalação abrigada;

- partes metálicas internas dos CONJUNTOS para instalação abrigada e ao tempo nas quais o funcionamento
mecânico normal do CONJUNTO pode ser afetado.

O ensaio consiste de:

6 ciclos de 24 h cada para ensaio cíclico de calor úmido de acordo com a ABNT NR IEC 60068-2-30 (Ensaio Db) à
(40 ± 3) ºC e umidade relativa de 95%

2 ciclos de 24 h cada para ensaio de névoa salina de acordo com a ABNT NBR IEC 60068-2-11; (Ensaio Ka:
Névoa salina), a uma temperatura de (35 ± 2) ºC.

10.2.2.3 Ensaio de severidade B

Este ensaio é aplicável para:

- invólucros metálicos para instalação ao tempo;

- partes metálicas externas dos CONJUNTOS para instalação ao tempo.

O ensaio inclui dois períodos idênticos de 12 dias.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 58


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Cada período de 12 dias inclui:

5 ciclos de 24 h cada, para ensaio cíclico de calor úmido de acordo com a ABNT NBR IEC 60068-2-30 (Ensaio Db)
a uma temperatura de (40 ± 3) ºC e a uma umidade relativa de 95%

7 ciclos de 24 h cada, para ensaio de névoa salina de acordo com a IEC 60068-2-11; (Ensaio Ka: Névoa salina), a
uma temperatura de (35 ± 2) ºC.

10.2.2.4 Resultados a serem obtidos

Depois do ensaio, o invólucro ou as amostras devem ser lavadas em água corrente por 5 min., enxaguadas em
água destilada ou desmineralizada e, então, chacoalhadas ou submetidas a uma corrente de ar para remover
gotas de água. A amostra sob ensaio deve então ser armazenada sob condições normais de serviço por 2 h.

A conformidade é verificada por inspeção visual para determinar que:

- não há qualquer evidência de óxido de ferro, de fissura ou de outra deterioração superior a permitida pela ISO
4628-3 para um grau de corrosão Ri1. Porém, a deterioração de superfície do revestimento de proteção é
permitida. Em caso de dúvida referente às pinturas e ao verniz, deve ser feita referência à ISO 4628-3 para
verificar que as amostras estão conforme ao corpo de prova Ri1;

- a integridade mecânica não esteja prejudicada;

- as vedações não estejam danificadas,

- as portas, as dobradiças, as fechaduras e os meios de fixações funcionem sem esforço anormal.

10.2.3 Propriedades de materiais isolantes

10.2.3.1 Verificação da estabilidade térmica dos invólucros

A estabilidade térmica dos invólucros fabricados em material isolante deve ser verificada pelo ensaio de calor
seco. O ensaio deve ser realizado de acordo com a IEC 60068-2-2 Ensaio Bb, a uma temperatura de 70 °C, com
circulação de ar natural, por uma duração de 168 h e com um tempo de restabelecimento de 96 h.

As partes destinadas para fins decorativos que não têm nenhum significado técnico não devem ser consideradas
para os propósitos deste ensaio.

O invólucro, montado como para uso normal, é submetido a um ensaio em uma estufa com uma atmosfera que
tem a composição e pressão do ar ambiente e ventilado por circulação natural. Se as dimensões do invólucro são
muito grandes para a estufa disponível, o ensaio pode ser realizado em uma amostra representativa do invólucro.

O uso de uma estufa eletricamente aquecida é recomendado.

A circulação natural pode ser assegurada por furos nas paredes da estufa.

O invólucro ou a amostra não devem apresentar nenhuma trinca visível com uma visão normal ou corrigida sem
ampliação adicional e o material não deve ficar pegajoso ou gorduroso, isto é julgado como segue:

Com o dedo indicador envolvido em um pedaço de pano seco e áspero, a amostra é pressionada com uma força
de 5 N.

NOTA A força de 5 N pode ser obtido da seguinte maneira: o invólucro ou a amostra é colocado em um dos pratos de uma
balança e em outro prato é carregado com uma massa igual à massa da amostra mais 500 g. Equilíbrio é restabelecido então
apertando a amostra com o dedo indicador envolvido em um pedaço de pano seco e áspero.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 59


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Nenhum vestígio do pano deve permanecer na amostra e o material do invólucro ou da amostra não deve aderir
ao pano.

10.2.3.2 Verificação da resistência de materiais isolantes ao calor anormal e ao fogo devido aos efeitos
elétricos internos

Os princípios de ensaio de fio incandescente da ABNT NBR IEC 60695-2-10 e os detalhes dados na ABNT NBR
IEC 60695-2-11 devem ser utilizados para verificar a adequação de materiais utilizados:

a) sobre as partes do CONJUNTOS, ou

b) sobre as partes retiradas das partes do CONJUNTOS.

O ensaio deve ser realizado em material, com uma espessura mínima, utilizado para as partes em a) ou b).

Se um material idêntico possui as seções representativas onde as partes estão conforme os requisitos de
8.1.3.2.3. então não é necessário repetir este ensaio. O mesmo se aplica para todas as partes que foram
previamente ensaiadas de acordo com as suas próprias especificações.

Para uma descrição do ensaio, ver Seção 4 da ABNT NBR IEC 60695-2-11. O dispositivo a ser utilizado deve ser
como descrito na Seção 5 da ABNT NBR IEC 60695-2-11.

A temperatura da ponta do fio incandescente deve ser como segue:

- 960 °C para as partes necessárias para manter na posição as partes condutoras de corrente;

- 850 °C para invólucros destinados para montagem em paredes ocas;

- 650 °C para todas as outras partes, inclusive partes necessárias para suportar o condutor de proteção.

Em alternativa, o fabricante original deve fornecer as informações sobre a boa adaptação dos materiais
provenientes do fornecedor do material isolante para demonstrar a conformidade aos requisitos de 8.1.3.2.3.

10.2.4 Resistência à radiação ultravioleta (UV)

Este ensaio só se aplica aos invólucros e às partes externas dos CONJUNTOS destinados a instalação ao tempo
e que são construídos em materiais isolante ou metálicos que são revestidos completamente por material sintético.
Amostras representativas de tais partes devem ser submetida ao ensaio seguinte:

Ensaio UV de acordo com a ISO 4892-2 Método A, Ciclo 1, com um período de ensaio total de 500 h.

Para invólucros em materiais isolantes, a conformidade é assegurada pela verificação da resistência à flexibilidade
(de acordo com a ISO 178) e impacto Charpy (de acordo com a ISO 179) de materiais isolantes que tenham
retenção mínima de 70 %.

O ensaio deve ser realizado em seis amostras de tamanho normal conforme a ISO 178 e em seis outras amostras
de tamanho normal conforme a ISO 179. As amostras de ensaio devem ser feitas nas mesmas condições que as
utilizadas na fabricação do respectivo invólucro.

Para o ensaio realizado conforme a ISO 178, a superfície da amostra exposta a UV deve ser virada para baixo e a
pressão aplicada na superfície não exposta.

Para o ensaio realizado conforme a ISO 179 para os materiais onde a resistência ao impacto não pode ser
determinada antes da exposição devido a ausência de qualquer ruptura, a ruptura de um máximo de três amostras
deve ser admitida.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 60


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Para a conformidade, os invólucros metálicos completamente revestidos por material sintético, devem apresentar
uma aderência do material sintético com uma retenção mínima de categoria 3 de acordo com a ISO 2409.

As amostras não devem apresentar trincas ou deteriorações visíveis com uma visão normal ou corrigida sem
ampliação adicional.

Este ensaio não necessita ser realizado se o fabricante original pode fornecer as informações do fornecedor do
material para demonstrar que o material do mesmo tipo da mesma espessura ou mais fino está conforme este
requisito.

10.2.5 Içamento

A conformidade dos CONJUNTOS contendo dispositivo de içamento é verificada pelos ensaios a seguir.

O número máximo de colunas permitido pelo fabricante original a serem içadas juntas, deve estar equipado com
os componentes e/ou pesos para alcançar uma massa de 1,25 vez do seu peso máximo de transporte. Com as
portas fechadas, deve ser içado utilizando os meios de içamento especificados e da maneira definida pelo
fabricante original.

O CONJUNTO deve ser içado suavemente partindo de uma posição imóvel sem sacudir, em um plano vertical a
uma altura de ≥ 1 m, depois é baixado da mesma maneira a uma posição imóvel. Este ensaio é repetido mais
duas vezes, após os quais o CONJUNTO é içado e permanece suspenso por 30 min sem nenhum movimento.

Após este ensaio, o CONJUNTO deve ser içado suavemente, sem sacudir, de uma posição imóvel a uma altura
de ≥ 1 m e deslocado de (10 ± 0,5) m horizontalmente sendo, então, baixado para uma posição imóvel. Esta
sequência deve ser realizada três vezes a uma velocidade uniforme, cada sequência sendo realizada em até 1
min.

Após o ensaio, com as massas de ensaio estando no local, o CONJUNTO não pode apresentar fissuras ou
deformações permanentes, visíveis com uma visão normal ou corrigida sem ampliação adicional, que possam
prejudicar suas características.

10.2.6 Impacto mecânico

Os ensaios de impacto mecânico, onde requeridos pela norma específica do CONJUNTO devem ser realizados
conforme a IEC 62262.

10.2.7 Marcações

As marcações por moldagem, impressão, gravação ou processo semelhante, inclusive as etiquetas munidas de
revestimento plástico, não devem ser submetidas ao ensaio seguinte.

O ensaio é realizado friccionando a marcação à mão durante 15 seg com um pedaço de pano embebido em água
e durante outros 15 seg com um pedaço de pano embebido em derivado de petróleo.

NOTA O derivado de petróleo é definido como um hexano solvente com um teor aromático máximo 0,1 % em volume, um
índice de kauributanol 29, ponto de ebulição inicial de 65 ºC, ponto de ebulição final de 69 ºC e uma densidade de
3
aproximadamente 0,68 g/cm .

Após o ensaio a marcação deve ser legível com uma normal visão ou corrigida sem ampliação adicional.

10.3 Grau de proteção dos CONJUNTOS

O grau de proteção provido conforme 8.2.2, 8.2.3 e 8.4.2.3 deve ser verificado conforme a ABNT NBR IEC 60529;
o ensaio pode ser realizado em um CONJUNTO equipado representativo nas condições indicadas pelo fabricante
original. No caso onde um invólucro vazio conforme a ABNT NBR IEC 62208 é utilizado, uma avaliação da
verificação deve ser realizada para assegurar que nenhuma modificação externa possa resultar em uma alteração
do grau de proteção. Neste caso nenhum ensaio suplementar é requerido.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 61


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Os ensaios do IP devem ser realizados:

 com todos os fechamentos e todas portas no local e fechadas como em uso normal:

 sem tensão salvo indicação contraria do fabricante original.

CONJUNTOS que têm um grau de proteção de IP 5X devem ser ensaiados de acordo com categoria 2 de 13.4 da
ABNT NBR IEC 60529.

CONJUNTOS que têm um grau de proteção de IP 6X devem ser ensaiados de acordo com categoria 1 de 13.4 da
ABNT NBR IEC 60529.

O dispositivo de ensaio para IP X3 e IP X4, assim como o tipo de suporte para o invólucro durante o ensaio IP X4
deve ser anotado no relatório de ensaio.

O ensaio IP X1 pode ser realizado movimentado a caixa de gotejamento em vez de rotacionar o CONJUNTO.

É permitida a entrada de água nos ensaios de IP X1 a IP X6 em um CONJUNTO, somente se o ponto de entrada


de água for evidente e a água está apenas em contato com o invólucro em um local onde não prejudicará a
segurança.

O ensaio de IP 5X é considerado não satisfatório se uma quantidade de pó prejudicial for visível no equipamento
elétrico no interior do invólucro.

10.4 Distâncias de isolamento e escoamento

Deve ser verificado que as distâncias de isolamento e escoamento estão em conformidade com os requisitos de
8.3.

As distâncias de isolamento e escoamento devem ser medidas conforme o Anexo F.

10.5 Proteção contra choque elétrico e integridade dos circuitos de proteção

10.5.1 Eficácia do circuito de proteção

A eficácia do circuito de proteção é verificada para as funções seguintes:

a) proteção contra as consequências de uma falta dentro do CONJUNTO (faltas internas) como descrito em
10.5.2, e

b) proteção contra as consequências de faltas em circuitos externos de alimentação pelo CONJUNTO (faltas
externas) como descrito em 10.5.3.

10.5.2 Continuidade efetiva do circuito de terra entre as partes condutivas expostas do CONJUNTO e o
circuito de proteção

Deve ser verificado que as diferentes partes condutivas expostas do CONJUNTO estão conectadas eficazmente
ao borne do condutor de proteção externo de entrada e que a resistência do circuito não exceda 0,1 Ω.

Deve ser feita a verificação empregando um instrumento de medição de resistência que seja capaz de conduzir
uma corrente de pelo menos 10 A (c.a. ou c.c.). A corrente é passada entre cada parte condutiva exposta e o
borne para o condutor de proteção externo. A resistência não deve exceder 0,1 Ω.

NOTA É recomendado limitar a duração do ensaio quando os equipamentos de baixa corrente, possam de outra forma, ser
afetados adversamente pelo ensaio.

10.5.3 Suportabilidade aos curtos-circuitos do circuito de proteção

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 62


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10.5.3.1 Generalidades

A corrente nominal suportável de curto-circuito deve ser verificada. A verificação pode ser feita por comparação
com um projeto de referência ou por ensaio como detalhado em 10.5.3.3 a 10.5.3.5.

O fabricante original deve determinar o(s) projeto(s) de referência que será(ão) utilizado(s) em 10.5.3.3 e 10.5.3.4.

10.5.3.2 Circuitos de proteção dos que são dispensados da verificação da corrente suportável de curto-
circuito

Onde um condutor de proteção separado é provido conforme 8.4.3.2.3, os ensaios de curto-circuito não são
requeridos se uma das condições de 10.11.2 é satisfeita.

10.5.3.3 Verificação por comparação com um projeto de referência – Utilizando uma lista de verificação

A verificação é alcançada quando a comparação do CONJUNTO a ser verificado com um projeto já ensaiado
utilizando os itens 1 a 6 e 8 a 10 da lista de controle da Tabela 13 não apresentar nenhuma divergência.

Para assegurar que a mesma capacidade de corrente para uma determinada parte da corrente de falta que circula
nas partes condutoras expostas, o projeto, o número e o arranjo das partes que proporcionam contato entre o
condutor de proteção e as partes condutoras expostas devem ser as mesmas do projeto de referência ensaiado.

10.5.3.4 Verificação por comparação com um projeto de referência – Utilizando cálculos

A verificação por comparação com um projeto de referência baseado em cálculo deve estar em conformidade com
10.11.4

Para assegurar que a mesma capacidade de corrente para uma determinada parte da corrente de falta que circula
nas partes condutoras expostas, o projeto, o número e o arranjo das partes que proporcionam contato entre o
condutor de proteção e as partes condutoras expostas devem ser as mesmas do projeto de referência ensaiado.

10.5.3.5 Verificação por ensaio

Aplica se a subseção 10.11.5.6.

10.6 Integração dos dispositivos de manobra e dos componentes

10.6.1 Generalidades

A conformidade com os requisitos de projeto de 8.5 para a incorporação de dispositivos de manobra e


componentes deve ser confirmada pelo fabricante original por inspeção.

10.6.2 Compatibilidade eletromagnética

Os requisitos de desempenho de J.9.4 para compatibilidade eletromagnética devem ser confirmados por inspeção
ou onde necessário por ensaio (ver J.10.12).

10.7 Circuitos elétricos internos e conexões

A conformidade com os requisitos de projeto de 8.6 para circuitos elétricos internos e conexões deve ser
confirmada pelo fabricante original por inspeção.

10.8 Bornes para condutores externos

A conformidade com os requisitos de projeto de 8.8 para os bornes para condutores externos deve ser confirmada
pelo fabricante original por inspeção.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 63


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10.9 Propriedades dielétricas

10.9.1 Generalidades

Para este ensaio, todos os equipamentos elétricos do CONJUNTO devem estar conectados, exceto aquelas
partes dos dispositivos que, de acordo com as especificações pertinentes, são projetados para uma tensão de
ensaio inferior; dispositivos que consomem corrente (por exemplo, bobinas, instrumentos de medição, dispositivos
de proteção de surtos-DPS) em que a aplicação da tensão de ensaio causaria um fluxo de corrente, devem ser
desconectados. Tais dispositivos devem ser desconectados a um dos seus terminais a menos que eles não sejam
projetados para resistir a plena tensão de ensaio, caso em que todos os terminais podem ser desconectados.

Para as tolerâncias de tensão de ensaio e a seleção de equipamento de ensaio, ver IEC 61180.

10.9.2 Tensão suportável à frequência industrial

10.9.2.1 Circuitos principais, auxiliares e de comando

Os circuitos principais, bem como os circuitos auxiliares e de comando que são conectados ao circuito principal
devem ser submetidos à tensão de ensaio de acordo com a Tabela 8.

Os circuitos auxiliares e de comando, c.a. ou c.c., que não estão conectados ao circuito principal devem ser
submetidos à tensão de ensaio de acordo com a Tabela 9.

10.9.2.2 Tensão de ensaio

A tensão de ensaio deve ter uma forma de onda predominantemente senoidal e uma frequência entre 45 Hz e 65
Hz.

O transformador de alta tensão utilizado para o ensaio deve ser projetado de maneira que, quando os terminais de
saída são colocados em curto-circuito após a tensão de saída for ajustada à tensão de ensaio apropriada, a
corrente de saída deve ser pelo menos 200 mA.

O relé de sobrecorrente não deve atuar quando a corrente de saída for inferior a 100 mA.

O valor da tensão de ensaio deve ser aquele especificado na Tabela 8 ou 9, como apropriado, com uma tolerância
permitida de ± 3 %.

10.9.2.3 Aplicação da tensão de ensaio

A tensão à frequência industrial no momento da aplicação não deve exceder 50 % do valor pleno de ensaio. Deve,
2
então, ser aumentada progressivamente ao valor pleno e deve ser mantida por 5 ( ) s como segue:
0

a) entre todas as partes vivas do circuito principal conectadas juntas (inclusive os circuitos de comando e
auxiliares conectados ao circuito principal) e as partes condutoras expostas, com os contatos principais de
todos os dispositivos de manobra na posição fechada ou interligados em ponte por uma ligação de baixa
resistência;

b) entre cada parte viva de diferente potencial do circuito principal e, os outros partes vivas de diferente potencial
e as partes condutoras expostas conectadas juntas, com os contatos principais de todos os dispositivos de
manobra na posição fechada ou interligados em ponte por uma ligação de baixa resistência;

c) entre cada circuito de comando e auxiliar, que não são normalmente conectados ao circuito principal, e

- o circuito principal;

- os outros circuitos;

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 64


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- as partes condutivas expostas.

10.9.2.4 Critérios de aceitação

O relé de sobrecorrente não deve atuar e não deve ocorrer nenhuma descarga disruptiva (ver 3.6.17) durante os
ensaios.

10.9.3 Tensão de suportabilidade aos impulsos

10.9.3.1 Generalidades

A verificação deve ser feita por ensaio ou por avaliação.

Em substituição ao ensaio de tensão de suportabilidade aos impulsos o fabricante original pode realizar, a seu
critério, um ensaio de tensão equivalente em c.a. ou c.c., conforme 10.9.3.3 ou 10.9.3.4.

10.9.3.2 Ensaio de suportabilidade às tensões de impulso

O gerador de tensão de impulso deve ser ajustado à tensão de impulso exigida com o CONJUNTO conectado. O
valor da tensão de ensaio deve ser aquele especificado em 9.1.3. A precisão da tensão de pico aplicada deve ser
± 3 %.

Os circuitos auxiliares não conectados aos circuitos principais devem ser conectados para terra. A tensão de
impulso 1,2/50 µs deve ser aplicada ao CONJUNTO cinco vezes em cada polaridade a intervalos mínimos de 1 s
como segue:

a) entre todas as partes vivas de diferentes potenciais do circuito principal conectadas juntas (inclusive os
circuitos de comando e auxiliares conectados ao circuito principal) e as partes condutoras expostas, com os
contatos principais de todos os dispositivos de manobra na posição fechada ou interligados em ponte por uma
ligação de baixa resistência;

b) entre cada parte viva de diferente potencial do circuito principal e, as outras partes vivas de diferentes
potenciais e as partes condutoras expostas conectadas juntas, com os contatos principais de todos os
dispositivos de manobra na posição fechada ou interligados em ponte por uma ligação de baixa resistência.

c) entre cada circuito de comando e auxiliar, que não são normalmente conectados ao circuito principal, e

- o circuito principal;

- os outros circuitos;

- as partes condutivas expostas.

Para que o resultado seja aceitável, não pode haver descarga disruptiva durante os ensaios.

10.9.3.3 Ensaio alternativo em tensão à frequência industrial

A tensão de ensaio deve ter uma forma de onda predominantemente senoidal e uma frequência entre 45 Hz e 65
Hz.

O transformador de alta tensão utilizado para o ensaio deve ser projetado de maneira que, quando os bornes de
saída são curto-circuitados após a tensão de saída ter sido ajustada à tensão de ensaio apropriada, a corrente de
saída deve ser pelo menos 200 mA.

O relé de sobrecorrente não pode atuar quando a corrente de saída for inferior a 100 mA.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 65


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O valor da tensão de ensaio deve ser o especificado em 9.1.3 e na Tabela 10, como apropriado, com uma
tolerância permitida de ± 3 %.

A tensão de frequência industrial deve ser aplicada uma vez, ao valor pleno, por um tempo suficiente para a
grandeza ser comprovada, mas não pode ser inferior a 15 ms.

Deve ser aplicada ao CONJUNTO como indicado em 10.9.3.2 a), b) e c) acima.

Para que o resultado seja aceitável, o relé de sobrecorrente não pode atuar e não pode haver descarga disruptiva
durante os ensaios.

10.9.3.4 Ensaio alternativo em tensão contínua

A tensão de ensaio deve ter uma ondulação desprezível.

A fonte de alta tensão utilizada para o ensaio deve ser projetada de maneira que, quando os terminais de saída
são curto circuitados após a tensão de saída ser ajustada à tensão de ensaio apropriada, a corrente de saída deve
ser pelo menos 200 mA.

O relé de sobrecorrente não deve disparar quando a corrente de saída for inferior a 100 mA.

O valor da tensão de ensaio deve ser aquele especificado em 9.1.3 e na Tabela 10, como apropriado, com uma
tolerância permitida de ± 3 %.

A tensão contínua deve ser aplicada uma vez para cada polaridade por um tempo suficiente para a grandeza ser
comprovada, mas não deve ser inferior a 15 ms ou superior a 100 ms.

Deve ser aplicado ao CONJUNTO como indicado em 10.9.3.2 a) e b) acima.

Para que o resultado seja aceitável, o relé de sobrecorrente não pode atuar e não pode haver descarga disruptiva
durante os ensaios.

10.9.3.5 Verificação da avaliação

As distâncias de isolamento devem ser verificadas por medição ou verificação das medidas nos desenhos de
projeto, utilizando os métodos de medição indicados no Anexo F. As distâncias de isolamento deve ser pelo
menos 1,5 vez os valores especificados na Tabela 1.

NOTA O fator de 1,5 vez para os valores da Tabela 1 é aplicado para evitar os ensaios da tensão suportável de impulso para
a verificação do projeto. É um fator de segurança que leva em consideração as tolerâncias de fabricação.

Deve ser verificado por avaliação os dados do fabricante do dispositivo que todos os dispositivos incorporados são
adequados à tensão nominal de impulso suportável especificada (Uimp).

10.9.4 Ensaios dos invólucros em material isolante

Para os CONJUNTOS com invólucros em material isolante, um ensaio de dielétrico adicional deve ser realizado
aplicando uma tensão de ensaio c.a. entre uma folha metálica colocada do lado de fora do invólucro sobre as
aberturas e as articulações, e as partes condutoras e as partes condutivas expostas interconectadas dentro do
CONJUNTO localizadas próximo às aberturas e articulações. Para este ensaio adicional, a tensão de ensaio deve
ser igual a 1,5 vezes os valores indicados na Tabela 8.

Paramos aqui 08/10/13

10.9.5 Manoplas de manobra externa em material isolante

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 66


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No caso de manoplas feitas ou cobertas de material isolante, um ensaio dielétrico deve ser realizado aplicando
uma tensão de ensaio igual a 1,5 vez a tensão de ensaio indicada na Tabela 8 entre as partes vivas e uma folha
metálica envolvendo toda a superfície da manopla. Durante este ensaio as partes condutivas expostas não podem
estar aterradas ou conectadas a outros circuitos.

10.10 Verificação da elevação de temperatura

10.10.1 Generalidades

Deve ser verificado que os limites de elevação de temperatura especificados em 9.2 para as diferentes partes do
CONJUNTO ou do sistema do CONJUNTO não são excedidos.

A verificação deve ser feita por um ou mais dos métodos seguintes (ver Anexo O para as recomendações):

a) por ensaio (10.10.2);

b) uma derivação das características para as variantes similares (a partir de um projeto ensaiado) (10.10.3);

c) por cálculo, de acordo com 10.10.4.2 para os CONJUNTOS com um só compartimento não excedendo 630
A, ou de acordo com 10.10.4.3 para os CONJUNTOS não excedendo 1 600 A.

Em CONJUNTOS previstos para frequências superiores a 60 Hz a verificação da elevação de temperatura por


ensaio (10.10.2) ou por derivação a partir de um projeto semelhante ensaiado à mesma frequência prevista
(10.10.3) é sempre requerida.

A corrente adimissível depende da corrente nominal (ver 5.3.2) e do fator de diversidade nominal (ver 5.4).

10.10.2 Verificação por ensaio

10.10.2.1 Generalidades

A verificação por ensaio inclui as seguintes etapas:

a) se o sistema do CONJUNTO a ser verificado inclui variantes, as montagens mais desfavoráveis do sistema do
CONJUNTO devem ser selecionadas de acordo com 10.10.2.2.

b) as variantes selecionadas do CONJUNTO devem ser verificadas por um dos métodos seguintes (ver Anexo O):

1) considerando coletivamente as unidades funcionais individuais, os barramentos principal e de distribuição e


o CONJUNTO de acordo com 10.10.2.3.5;

2) considerando separadamente as unidades funcionais individuais e o CONJUNTO completo incluíndo os


barramentos principal e de distribuição de acordo com 10.10.2.3.6;

3) considerando separadamente as unidades funcionais individuais, os barramentos principal e de distribuição,


bem como o CONJUNTO completo de acordo com 10.10.2.3.7.

c) quando as variantes dos CONJUNTOS ensaiados forem as variantes mais desfavoráveis de um sistema de
CONJUNTOS, então, os resultados do ensaio podem ser utilizados para estabelecer as características
nominais de variantes similares sem realizar outros ensaios. As regras para tais derivações são dadas em
10.10.3.

10.10.2.2 Seleção da montagem representativa

10.10.2.2.1 Generalidades

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 67


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O ensaio deve ser realizado em uma ou mais montagens representativas, carregadas com uma ou mais
combinações de cargas representativas, escolhidas para obter com precisão razoável a mais alta elevação de
temperatura possível.

A seleção das montagens representativas a serem ensaiadas é dada em 10.10.2.2.2 e 10.10.2.2.3 e é da


responsabilidade do fabricante original. O fabricante original deve levar em consideração na sua seleção para
ensaio, as configurações a serem derivadas das montagens ensaiadas de acordo com 10.10.3.

10.10.2.2.2 Barramentos

Para os sistemas de barramento constituidos de um ou mais condutores de seção retangular, onde as variantes
diferem somente na redução de uma ou mais das grandezas a seguir

 altura,

 espessura,

 número de barras por condutor,

e com

 a mesma configuração de barras,

 o mesmo espaçamento entre linhas de centro dos condutores,

 o mesmo invólucro e

 o mesmo compartimento de barramento (se existir),

deve ser selecionado como amostra representativa para o ensaio o barramento com a maior seção. Para as
características nominais, as variantes para barramento de seção menor ou de outros materiais ver 10.10.3.3.

10.10.2.2.3 Unidades funcionais

a) Seleção de grupos de unidade funcionais comparáveis

As unidades funcionais destinadas para serem utilizadas em diferentes correntes nominais podem ser
consideradas como tendo um comportamento térmico semelhante e formar uma gama comparável de unidades,
se eles atenderem as condições seguintes:

1) a função e os diagramas de ligações básicas do circuito principal são os mesmos (por exemplo, unidade de
entrada, chave de partida reversora, cabo de alimentação);

2) os dispositivos são de mesmo tamanho de estrutura e pertencem à mesma série;

3) a estrutura de montagem é do mesmo tipo;

4) a configuração mútua dos dispositivos é a mesma;

5) o tipo e a disposição dos condutores são os mesmos;

6) a seção dos condutores do circuito principal dentro de uma unidade funcional deve ter uma característica
pelo menos igual à característica nominal do menor dispositivo do circuito. Os cabos devem ser
selecionados com base em ensaios ou conforme a IEC 60364-5-52. Exemplos de como adaptar esta norma
para as condições dentro de um CONJUNTO são dados nas tabelas do Anexo H. A seção das barras
devem ser selecionadas com base em ensaios ou conforme Anexo N.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 68


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b) Seleção de uma variante crítica, como amostra para ensaio, fora de cada grupo comparável

Para a variante crítica, as condições do compartimento (onde aplicável) e do invólucro mais severas (em relação à
forma, ao tamanho, ao projeto de partições e à ventilação de invólucro) devem ser ensaiadas.

A característica de corrente máxima possível é estabelecida para cada variante de unidade funcional. Para as
unidades funcionais que contêm somente um dispositivo, esta é a corrente nominal do dispositivo. Para unidades
funcionais com vários dispositivos, é aquela do dispositivo com a menor corrente nominal. Se uma combinação de
dispositivos conectados em série é destinada para ser utilizada a uma corrente mais baixa (por exemplo,
combinação de partida de motor), esta corrente mais baixa deve ser utilizada.

Para cada unidade funcional a potência dissipada é calculada ao valor máximo possível de corrente, utilizando os
dados fornecidos pelo fabricante do dispositivo para cada dispositivo junto com a potência dissipada dos
condutores associados.

Para as unidades funcionais com correntes até e inclusive 630 A, a unidade crítica em cada gama é a unidade
funcional com a potência dissipada total mais elevada.

Para as unidades funcionais com correntes acima de 630 A a unidade crítica em cada gama é aquela que tem a
corrente nominal mais elevada. Isto assegura que os efeitos térmicos adicionais relativos às correntes parasitas e
deslocamento de corrente sejam levados em conta.

A unidade funcional crítica deve ser submetida a ensaio:

 no interior do menor compartimento (se existir) previsto para esta unidade funcional; e

 com a variante mais desfavorável de separação interna (se existir) com respeito ao tamanho das aberturas
de ventilação; e

 com o invólucro tendo a maior potência dissipada por volume instalado; e

 com a variante de ventilação a mais desfavorável no que se refere ao tipo de ventilação (convecção
natural ou forçada) e tamanho de aberturas de ventilação.

Se a unidade funcional pode ser configurada em orientações diferentes (horizontal, vertical), então a configuração
mais severa deve ser ensaiada.

NOTA Ensaio adicional pode ser realizado a critério do fabricante original para configurações e variantes menos críticas de
unidades funcionais.

10.10.2.3 Métodos de ensaio

10.10.2.3.1 Generalidades

Três métodos de ensaio são indicados em 10.10.2.3.5 a 10.10.2.3.7 que diferem no número de ensaios
necessários e na utilização possível dos resultados dos ensaios; uma explicação é fornecida no Anexo O.

O ensaio de elevação de temperatura nos circuitos individuais deve ser realizado com o tipo de corrente para o
qual eles são previstos e à frequência de projeto. Pode ser utilizado qualquer valor conveniente da tensão de
ensaio para produzir a corrente desejada. As bobinas de relés, os contatores, os disparadores etc. devem ser
alimentados com a tensão nominal de utilização.

O CONJUNTO deve ser montado como em uso normal, com todas as coberturas, inclusive placas de cobertura
inferior etc., no lugar.

Se o CONJUNTO incluir dispositivos fusíveis, estes devem ser equipados para o ensaio com elementos fusíveis
como especificado pelo fabricante. As potências dissipadas nos elementos fusíveis utilizados para o ensaio devem

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 69


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ser indicadas no relatório de ensaio. A potência dissipada no elemento fusível pode ser determinada por medição
ou, alternativamente, como indicado pelo fabricante do elemento fusível.

As dimensões e a disposição dos condutores externos utilizadas para o ensaio devem ser mencionadas no
relatório de ensaio.

O ensaio deve ter uma duração suficiente para a elevação de temperatura atingir um valor constante. Na prática,
esta condição é atingida quando a variação de todos os pontos de medida (inclusive a temperatura ambiente) não
exceder 1 K/h.

Para reduzir o tempo do ensaio, se os dispositivos permitirem isto, a corrente pode ser aumentada durante a
primeira parte do ensaio, sendo reduzida, posteriormente, à corrente de ensaio especificada.

Quando um controle eletromagnético for energizado durante o ensaio, a temperatura é medida quando o equilíbrio
térmico é atingido no circuito principal e no controle eletromagnético.

O valor médio das correntes de ensaio de entrada reais devem estar compreendida entre – 0 % e +3 % dos
valores previstos. Cada fase deve corresponder a ±5 % do valor previsto.

Os ensaios podem ser realizados separadamente em uma coluna do CONJUNTO. Para que o ensaio seja
representativo, as superfícies externas às quais as seções adicionais podem ser conectadas devem ser isoladas
termicamente com uma cobertura para prevenir qualquer esfriamento impróprio.

Quando as unidades funcionais individuais são ensaiadas dentro de uma coluna ou no CONJUNTO completo, as
unidades funcionais adjacentes podem ser substituídas por resistências de aquecimento se sua corrente nominal
não exceder 630 A, e se não for previsto verificar a sua corrente nominal durante este ensaio.

Em CONJUNTOS onde há uma possibilidade de que os circuitos de controle adicionais ou dispositivos possam ser
incorporados, as resistências de aquecimento devem simular a dissipação de potência destes elementos
adicionais.

10.10.2.3.2 Condutores de ensaio

Na ausência de informações detalhadas relativas aos condutores externos e às condições de serviço, a seção dos
condutores de ensaio externos deve ser escolhida considerando a corrente nominal de cada circuito como a
seguir:

a) Para valores de corrente nominal até e inclusive 400 A:

1) os condutores devem ser cabos de cobre ou fios isolados unipolares com seções como indicado na Tabela 11;

2) até onde praticável, os condutores devem estar ao ar livre;

3) o comprimento mínimo de cada conexão temporária entre terminais deve ser:


2
- 1 m para seções até e inclusive 35 mm ;
2
- 2 m para seções superiores a 35 mm .

b) Para valores de corrente nominal superiores a 400 A mas não excedendo 800 A:

1) Os condutores devem ser cabos de cobre de único núcleo com seções como indicado na Tabela 12, ou barras
de cobre equivalentes indicados na Tabela 12 conforme especificado pelo fabricante original.

2) Os cabos ou as barras de cobre devem ser espaçados, aproximadamente, à distância existente entre os
terminais. Os cabos múltiplos paralelos por borne devem ser amarrados juntos e dispostos com espaçamento
no ar de aproximadamente 10 mm. As barras múltiplas de cobre por borne devem ser espaçadas a uma
distância aproximadamente igual à espessura da barra. Se as dimensões indicadas para as barras não forem
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 70
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adequadas para os terminais ou não estarem disponíveis, é permitido usar outras barras que tenham as
mesmas seções transversais ±10 % e as superfícies de resfriamento de mesmas dimensões ou menores. Os
cabos ou as barras de cobre não devem ser intercalados.

3) Para os ensaios monofásicos ou polifásicos, o comprimento mínimo de qualquer conexão temporária para a
alimentação do ensaio deve ser de 2 m. O comprimento mínimo para um ponto estrela pode ser reduzido a 1,2
m se for acordado com o fabricante original.

c) Para valores de corrente nominal superiores a 800 A mas não excedendo 4 000 A:

1) Os condutores devem ser de barras de cobre de dimensões indicadas na Tabela 12 salvo se o CONJUNTO for
projetado somente para conexão de cabo. Neste caso, a dimensão e a disposição dos cabos devem ser como
especificadas pelo fabricante original.

2) As barras de cobre devem ser espaçadas, aproximadamente, à distância existente entre os terminais. As
barras múltiplas de cobre por borne devem ser espaçadas a uma distância aproximadamente igual à espessura
da barra. Se as dimensões indicadas para as barras não forem adequadas para os terminais ou não estiverem
disponíveis, é permitido usar outras barras que tenham as mesmas seções transversais ±10 % e as superfícies
de resfriamento de mesmas dimensões ou menores. As barras de cobre não devem ser intercaladas.

3) Para os ensaios monofásicos ou polifásicos, o comprimento mínimo de qualquer conexão temporária para a
alimentação do ensaio deve ser de 3 m, mas ele pode ser reduzido a 2 m contanto que a elevação de
temperatura na extremidade da conexão não seja mais de 5 K abaixo da elevação de temperatura no meio do
comprimento da conexão. O comprimento mínimo para um ponto estrela deve ser de 2 m.

d) Para valores de corrente nominal superiores a 4 000 A:

O fabricante original deve determinar todos os elementos relevantes do ensaio, tais como tipo de alimentação,
número de fases e frequência (onde aplicável), seções transversais de condutores de ensaio etc. Estas
informações devem fazer parte do relatório de ensaio.

10.10.2.3.3 Medições de temperaturas

Termopares ou termômetros devem ser utilizados para medições de temperatura. Para enrolamentos, o método
de medição da temperatura por variação da resistência deve geralmente ser utilizado.

Os termômetros ou termopares devem ser protegidos contra as correntes de ar e a radiação de calor.

A temperatura deve ser medida em todos os pontos onde um limite de elevação de temperatura (ver 9.2) deve ser
observado. Uma atenção particular deve ser prestada nas junções de condutores e bornes dos circuitos principais.
Para a medição da temperatura do ar no interior do CONJUNTO, devem ser dispostos vários dispositivos de
medição em locais apropriados.

10.10.2.3.4 Temperatura do ar ambiente

A temperatura do ar ambiente deve ser medida por meio de pelo menos dois termômetros ou termopares
distribuídos igualmente ao redor do CONJUNTO à aproximadamente metade de sua altura e a uma distância de
aproximadamente 1 m do CONJUNTO. Os termômetros ou termopares devem ser protegidos contra as correntes
de ar e as radiações de calor.

A temperatura ambiente durante o ensaio deve estar entre +10 °C e +40 °C.

10.10.2.3.5 Verificação do CONJUNTO completo

Os circuitos de entrada e os circuitos de saída do CONJUNTO devem ser carregados com as suas correntes
nominais (ver 5.3.2) que equivale aplicar um fator de diversidade nominal igual a 1 (ver 5.4 e Anexo O).

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 71


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Se a corrente nominal do circuito de entrada ou do barramento de distribuição for inferior à soma das correntes
nominais de todos os circuitos de saída, então, os circuitos de saída devem ser divididos em grupos que
correspondam à corrente nominal do circuito de entrada ou do barramento de distribuição. Os grupos devem ser
formados de maneira que seja atingida a maior elevação de temperatura possível. Os grupos devem ser formados
e os ensaios devem ser realizados em número suficiente para incluir todas as variantes de unidades funcionais em
pelo menos um grupo.

Onde os circuitos completamente carregados não distribuem exatamente a corrente total de entrada, a corrente
restante deve ser distribuída por qualquer outro circuito apropriado. Este ensaio deve ser repetido até que todos
os tipos de circuito de saída tenham sido verificados em seus valores de corrente nominal.

Uma modificação na disposição das unidades funcionais no interior de um CONJUNTO ou seção de um


CONJUNTO verificado, pode necessitar de ensaios adicionais à medida que a influência térmica nas unidades
adjacentes possa diferir de maneira significativa.

NOTA 10.10.2.3.6 fornece um meio de ensaio de um CONJUNTO com fator de diversidade inferior a 1 (um) e menos ensaios
que especificado em 10.10.2.3.7.

10.10.2.3.6 Verificação separada de cada unidade funcional individual e do CONJUNTO completo

As correntes nominais dos circuitos de acordo com 5.3.2 e o fator de diversidade nominal de acordo com 5.4
devem ser verificados em duas etapas.

A corrente nominal de cada variante crítica da unidade funcional (10.10.2.2.3.b)) deve ser verificada
separadamente conforme 10.10.2.3.7 c).

O CONJUNTO é verificado carregando o circuito de entrada na sua corrente nominal e todas as unidades
funcionais de saída coletivamente na sua corrente nominal multiplicada pelo fator de diversidade.

Se a corrente nominal do circuito de entrada ou do barramento de distribuição for inferior à soma das correntes
nominais de todos os circuitos de saída, então, os circuitos de saída (por exemplo, as correntes nominais
multiplicadas pelo fator de diversidade), então os circuitos de saída devem ser divididos em grupos que
correspondam à corrente nominal do circuito de entrada ou do barramento de distribuição. Os grupos devem ser
formados de maneira que seja atingida a maior elevação de temperatura possível. Os grupos devem ser formados
e os ensaios devem ser realizados em número suficiente para incluir todas as diferentes variantes de unidades
funcionais em pelo menos um grupo.

Onde os circuitos completamente carregados não distribuem exatamente a corrente total de entrada, a corrente
restante deve ser distribuída por qualquer outro circuito apropriado. Este ensaio deve ser repetido até que todos
os tipos de circuito de saída tenham sido verificados em seus valores de corrente de ensaio.

Uma modificação na disposição das unidades funcionais no interior de um CONJUNTO ou de uma coluna de um
CONJUNTO verificado, pode necessitar os ensaios adicionais à medida que a influência térmica nas unidades
adjacentes possa diferir de maneira significativa.

10.10.2.3.7 Verificação separada de cada unidade funcional individual, do barramento principal, do


barramento de distribuição e do CONJUNTO completo

Os CONJUNTOS devem ser verificados por uma verificação separada das partes normalizadas a) a c)
selecionadas conforme 10.10.2.2.2 e 10.10.2.2.3, e uma verificação de um CONJUNTO completo d) nas
condições mais desfavoráveis, como detalhado abaixo:

a) Os barramentos principais devem ser ensaiados separadamente. Eles devem ser montados no invólucro do
CONJUNTO como em uso normal com todos os fechamentos e todas as divisórias que separam os
barramentos principais de outros compartimentos, no local. Se o barramento principal possuir junções, então
elas devem ser incluídas no ensaio. O ensaio deve ser realizado com a corrente nominal. A corrente de ensaio
deve percorrer toda a extensão dos barramentos. Quando o projeto do CONJUNTO permite, e, para minimizar
a influência dos condutores de ensaio externos na elevação de temperatura, o comprimento do barramento

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 72


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principal no interior do invólucro para o ensaio deve ser de no mínimo 2 m e deve incluir no mínimo uma junção
quando os barramentos forem prolongáveis.

b) Os barramentos de distribuição devem ser ensaiados separadamente das unidades de saída. Eles devem ser
montados no invólucro como em uso normal com todos os fechamentos e todas as divisórias que separam o
barramento de outros compartimentos, no local. Os barramentos de distribuição devem ser conectados ao
barramento principal. Nenhum outro condutor, por exemplo, conexões das unidades funcionais, deve ser
conectado ao barramento de distribuição. Para considerar a condição mais desfavorável, o ensaio deve ser
realizado com a corrente nominal e a corrente de ensaio deve percorrer toda extensão do barramento de
distribuição. Se o barramento principal for declarado para uma corrente mais elevada, ele deve ser alimentado
com uma corrente adicional de maneira que conduza sua corrente nominal até sua junção com o barramento
de distribuição.

c) As unidades funcionais devem ser ensaiadas individualmente. A unidade funcional deve ser montada no
invólucro como em uso normal com todos os fechamentos e todas as divisórias internas no local. Se ela puder
ser montada em locais diferentes, o local mais desfavorável deve ser utilizado. Ela deve ser conectada ao
barramento principal ou de distribuição como em uso normal. Se o barramento principal e/ou o barramento de
distribuição (se existir) forem declarados para uma corrente mais elevada, eles devem ser alimentados com
correntes adicionais de maneira que eles conduzam suas correntes nominais individuais até os respectivos
pontos de junção. O ensaio deve ser realizado com a corrente nominal para a unidade funcional.

d) O CONJUNTO completo deve ser verificado por ensaio de elevação de temperatura nas configurações mais
desfavoráveis possíveis em serviço e como definido pelo fabricante original. Para este ensaio o circuito de
entrada é carregado com a sua corrente nominal e cada unidade funcional de saída com a sua corrente
nominal multiplicada pelo fator de diversidade nominal. Se a corrente nominal do circuito de entrada ou do
barramento de distribuição for inferior a soma das correntes de ensaio de todos os circuito de saída (por
exemplo, as correntes nominais multiplicadas pelo fator de diversidade), então os circuitos de saída devem ser
divididos em grupos correspondendo a corrente nominal do circuito de entrada ou do barramento de
distribuição. Os grupos devem ser formados de maneira a atingir a maior elevação de temperatura possível.
Devem ser formados grupos suficientes e os ensaios devem ser realizados para incluir todas as variantes de
unidades funcionais em ao menos um grupo.

10.10.2.3.8 Resultados a serem obtidos

Ao término do ensaio, a elevação de temperatura não deve exceder os valores indicados na Tabela 6. Os
dispositivos devem funcionar satisfatoriamente dentro dos limites de tensão especificados à temperatura no
interior do CONJUNTO.

10.10.3 Derivação das características nominais para as variantes similares

10.10.3.1 Generalidades

As Subseções seguintes definem como as correntes nominais das variantes que podem ser verificadas por
derivação a partir de configurações similares verificadas por ensaio.

Os ensaios de elevação de temperatura nos circuitos realizados em 50 Hz são aplicáveis em 60 Hz para as


correntes nominais até e inclusive 800 A. Na falta de ensaios em 60 Hz para as correntes superiores a 800 A, a
corrente nominal em 60 Hz deve ser reduzida a 95 % daquela em 50 Hz. Se a elevação de temperatura máxima
em 50 Hz não ultrapassar 90 % do valor adimissível, então a redução para 60 Hz não é necessária. Os ensaios
realizados a uma frequência especifica são validas para a mesma corrente nominal com frequências inferiores, e
também se aplica a corrente contínua.

10.10.3.2 CONJUNTOS

Os CONJUNTOS verificados por derivação a partir de uma configuração similar verificada por ensaio devem
satisfazer as condições a seguir:

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 73


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a) as unidades funcionais devem pertencer ao mesmo grupo que a unidade funcional selecionada para ensaio
(ver 10.10.2.2.3);

b) o mesmo tipo de construção que aquele utilizado para o ensaio;

c) as mesmas dimensões globais ou superiores à aquelas utilizadas para o ensaio;

d) as mesmas condições de resfriamento ou superiores à aquelas utilizadas para o ensaio (convecção forçada ou
natural, mesmas aberturas de ventilação ou maiores);

e) compartimentação interna idêntica ou menor que aquela utilizada para o ensaio (se existir);

f) potências dissipadas idênticas ou menores na mesma coluna que aquelas utilizadas para o ensaio.

O CONJUNTO que é verificado pode incluir todos os circuitos elétricos do CONJUNTO verificados previamente ou
somente uma parte dos circuitos. Montagem(ns) alternativa(s) de unidades funcionais dentro do CONJUNTO ou
seção comparada à variante ensaiada é permitida, contanto que as influências térmicas das unidades adjacentes
não sejam mais severas.

Os ensaios térmicos realizados em CONJUNTOS trifásicos a 3 fios são considerados como representando
CONJUNTOS trifásicos a 4 fios e monofásicos a 2 fios ou 3 fios contanto que o condutor neutro seja de dimensões
iguais ou superiores aos condutores de fase dispostos da mesma maneira.

10.10.3.3 Barramentos

As características estabelecidas para barramentos de alumínio são válidas para barramentos de cobre com a
mesma seção e configuração. Porém, as características estabelecidas para barramentos de cobre não devem ser
utilizadas para estabelecer as características de barramentos de alumínio.

As características das variantes não selecionadas para os ensaios de acordo com 10.10.2.2.2 devem ser
determinadas multiplicando a sua seção com a densidade de corrente de um barramento de seção maior com o
mesmo projeto que aquele verificado por ensaio.

Adicionamente se uma seção menor do que aquela derivada for ensaiada, que também satisfazem as condições
de 10.10.2.2.2, então a característica nominal de uma variante intermediaria pode ser estabelecida por
interpolação.

10.10.3.4 Unidades funcionais

Após a variante crítica de cada grupo de unidades funcionais comparáveis (ver 10.10.2.2.3 a)) terem sido
submetidas a um ensaio para verificação da elevação de temperatura, as correntes nominais de todas as outras
unidades funcionais do grupo devem ser calculadas utilizando os resultados destes ensaios.

Para cada unidade funcional ensaiada um fator de redução (corrente nominal resultante do ensaio dividido pela
corrente máxima possível desta unidade funcional, ver 10.10.2.2.3 b)) deve ser calculado.

A corrente nominal de cada unidade funcional não ensaiada da série deve ser a corrente máxima possível da
unidade funcional multiplicado pelo fator nominal estabelecido para a variante ensaiada nesse grupo.

10.10.3.5 Unidades funcionais - Substituição de dispositivo

Um dispositivo pode ser substituído por um dispositivo similar de outra série (de mesmo fabricante) que aquele
utilizado na verificação original, contanto que a potência dissipada e a elevação de temperatura final do
dispositivo, quando ensaiado conforme sua norma de produto, sejam iguais ou inferiores. Além disso, a
configuração física no interior da unidade funcional e a característica da unidade funcional devem ser mantidas.

Paramos aqui 05/11/13

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 74


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NOTA Adicionalmente outros requisitos de elevação de temperatura são considerados incluindo os requisitos de
suportabilidade aos curto-circuito, ver Tabela 13.

10.10.4 Avaliação da verificação

10.10.4.1 Generalidades

Dois métodos de cálculo são fornecidos. Ambos determinam a elevação de temperatura aproximada do ar no
interior do invólucro que é causada pelas potências dissipadas de todos os circuitos e compara esta temperatura
com os limites do equipamento instalado. Os métodos só diferem na forma em que a relação entre a potência
dissipada liberada e a elevação de temperatura do ar no interior do invólucro é determinada.

Como as temperaturas locais reais das partes condutoras de corrente não podem ser calculadas por estes
métodos, alguns limites e margens de segurança são necessários e são incluídos.

10.10.4.2 CONJUNTO de um único compartimento com corrente nominal não excedendo 630 A

10.10.4.2.1 Método de verificação

A verificação da elevação de temperatura de um CONJUNTO com único compartimento com a corrente total de
alimentação não excedendo 630 A e para frequências nominais até e inclusive 60 Hz podem ser realizada por
cálculo se todas as condições seguintes são satisfeitas:

a) os valores de potência dissipada para todos os componentes incorporados são disponibilizados pelos
fabricantes;

b) as potência dissipadas são distribuidas de forma aproximadamente regular no interior do invólucro;

c) a corrente nominal dos circuitos do CONJUNTO a verificar (ver 10.10.1) não deve exceder 80 % da corrente
térmica convencional nominal ao ar livre (Ith), se existir, ou da corrente nominal (In) dos dispositivos de
manobra e dos componentes elétricos incluídos no circuito. Os dispositivos de proteção de circuito devem
ser selecionados para assegurar proteção adequada para os circuitos de saída, por exemplo, dispositivos
de proteção térmica de motor à temperatura calculada no CONJUNTO;

NOTA 1 Não há nenhuma característica comum aplicável aos dispositivos de manobra e componentes elétricos
para representar o valor da corrente a ser utilizado aqui. Para verificar os limites de elevação de
temperatura, é utilizado o valor da corrente, que representa a corrente de utilização contínua máxima que
pode ser conduzida sem sobreaquecimento. Esta corrente é, por exemplo, a corrente nominal de utilização
Ie AC1 no caso dos contatores e a corrente nominal In para os disjuntores.

d) as partes mecânicas e os equipamentos instalados são dispostos de tal maneira que a circulação de ar não
seja impedida de forma significativa;

e) os condutores que conduzem correntes superiores a 200 A, e as partes estruturais adjacentes são dispostos
de tal maneira que as perdas por corrente parasita e por histerese são minimizadas;

f) todos os condutores devem ter uma seção mínima baseada em 125 % da corrente nominal permitida do
circuito associado. A seleção dos cabos devem ser de acordo com a IEC 60364-5-52. Exemplos sobre a
forma de adaptar esta norma para as condições internas de um CONJUNTO são dados no Anexo H. A
seção de barras deve ser conforme ensaiado ou conforme indicados no Anexo N. Quando o fabricante de
dispositivos especifica um condutor com uma seção maior, este deve ser utilizado;

g) a elevação de temperatura que depende da potência dissipada instalada no invólucro para os diferentes
métodos de instalação (por exemplo, montagem embutida, montagem em superfície), é:

- disponibilizada pelo fabricante de invólucro;

- determinado conforme 10.10.4.2.2; ou

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 75


ABNT/CB-03
PROJETO DE NORMA xx

- de acordo com os critérios de desempenho e de instalação fornecidos pelo fabricante do equipamento de


refrigeração quando uma refrigeração ativa for incorporada (por exemplo, ventilação forçada, ar
condicionado interno, trocador de calor etc.).

As potências dissipadas efetivas de todos os circuitos incluindo os condutores de interconexão devem ser
calculadas baseadas na corrente nominal dos circuitos. A potência dissipada total do CONJUNTO é calculada
somando as potências dissipadas dos circuitos levando em conta, adicionalmente, que a corrente de carga total é
limitada à corrente nominal do CONJUNTO. As potências dissipadas dos condutores são determinadas por cálculo
(ver Anexo H).

NOTA 2 Existem dispositivos onde a potência dissipada é praticamente proporcional a I² e outros que têm potências dissipadas
praticamente constantes.

NOTA 3 Exemplo: Um CONJUNTO com único compartimento com uma corrente nominal de 100 A (limitada pelos barramentos
de distribuição) é equipado com 20 circuitos de saída. A corrente nominal presumida para cada circuito é de 8 A. Convém que
a potência dissipada efetiva total seja calculada para 12 circuitos de saída carregados cada um com 8 A.

A elevação de temperatura dentro do CONJUNTO é então determinada a partir da potência dissipada total
utilizando os dados mencionados em g).

10.10.4.2.2 Determinação da capacidade de potência dissipada de um invólucro por ensaio

A potência dissipada deve ser simulada por meio de resistências de aquecimento que produzem calor equivalente
à capacidade de potência dissipada prevista do invólucro. As resistências de aquecimento devem ser distribuídas
de maneira uniforme na altura do invólucro e devem ser instaladas em lugares adequados no interior do invólucro.

A seção dos condutores conectados a essas resistências de aquecimento deve ser tal que nenhuma quantidade
apreciável de calor escape do invólucro.

O ensaio deve ser realizado conforme 10.10.2.3.1 a 10.10.2.3.4 e a elevação de temperatura do ar deve ser
medida no topo do invólucro. As temperaturas do invólucro não devem exceder os valores dados na Tabela 6.

10.10.4.2.3 Resultados a serem obtidos

O CONJUNTO é verificado se a temperatura do ar determinada a partir da potência dissipada calculada não


excede a temperatura do ar de funcionamento admissível declarado pelo fabricante dos dispositivos. Isto significa
que, para os dispositivos de manobra ou os componentes elétricos nos circuitos principais, a carga em regime
permanente não excede sua carga admissível à temperatura do ar local calculada e nem 80 % de sua corrente
nominal (ver 10.10.4.2.1 c)

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 76


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10.10.4.3 CONJUNTO com corrente nominal não excedendo 1 600 A

Paramos aqui 11/12/13

10.10.4.3.1 Método de verificação

A verificação da elevação de temperatura de um CONJUNTO com um ou vários compartimentos com a corrente


total de alimentação não excedendo 1 600 A e para frequências nominais até e inclusive 60 Hz pode ser realizada
por cálculo conforme o método da IEC 60890 se todas as condições seguintes são satisfeitas:

a) os dados de potência dissipada para todos os componentes incorporados são disponíveis pelo fabricante
desses componentes;

b) há uma distribuição aproximadamente regular de potência dissipada no interior do invólucro;

c) a corrente nominal dos circuitos do CONJUNTO a ser verificada (ver 10.10.1) não deve exceder 80 % da
corrente térmica convencional nominal ao ar livre (Ith) se existir, ou da corrente nominal (In) dos dispositivos de
manobra e dos componentes elétricos incluídos no circuito. Os dispositivos de proteção de circuito devem ser
selecionados para assegurar proteção adequada para os circuitos de saída, por exemplo, dispositivos de
proteção térmica de motor à temperatura calculada no CONJUNTO;

Nota 1 Não existe nenhuma característica comum aplicável aos dispositivos de manobra e componentes
elétricos para representar o valor da corrente as ser utilizada. Para verificar os limites da elevação de
temperatura, utilizar o valor da corrente que representa a corrente de utilização continua máxima que pode ser
percorrida sem sobreaquecimento. A corrente é por exemplo a corrente nominal de utilização Ie em AC1 nos
contatores e a corrente nominal In no caso dos disjuntores.

d) as partes mecânicas e o equipamento instalado são dispostos de tal maneira que a circulação de ar não é
impedida de forma significativa;

e) os condutores que conduzem correntes superiores a 200 A, e as partes estruturais adjacentes são dispostos de
tal maneira que as perdas por corrente parasita e por histerese são minimizadas;

f) A seção mínima de todos os condutores deve ser baseada em 125% da corrente nominal do circuito associado.
A seleção dos cabos deve estar de acordo com a IEC 60364-5-52. Exemplos sobre a forma de adaptar esta
norma para as condições internas de um CONJUNTO são indicadas no Anexo H. A seção das barras deve ser
a utilizada no ensaio ou conforme Anexo N. Quando o fabricante de dispositivos especifica um condutor com
uma seção maior, este deve ser utilizado;

g) para invólucros com ventilação natural, a seção das aberturas de saída de ar é de pelo menos 1,1 vezes a
seção das aberturas de entrada de ar;

h) não há mais que três divisórias horizontais no CONJUNTO ou em uma coluna de um CONJUNTO;

i) para os invólucros com compartimentos e com ventilação natural a seção das aberturas de ventilação em cada
divisória horizontal é de pelo menos 50 % da seção horizontal do compartimento.

As potências dissipadas efetivas de todos os circuitos incluindo os condutores de interconexão devem ser
calculadas baseadas nas correntes nominais dos circuitos. A potência dissipada total do CONJUNTO é calculada
somando as potências dissipadas dos circuitos levando em conta, adicionalmente, que a corrente de carga total é
limitada à corrente nominal do CONJUNTO. As potências dissipadas dos condutores são determinadas por cálculo
(ver Anexo H).

NOTA 2 Para certos dispositivos a potência dissipada é praticamente proporcional a I²; para outros, a potência dissipada
praticamente constantes.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 77


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NOTA 3 Exemplo: Um CONJUNTO com único compartimento com uma corrente nominal de 100 A (limitada pelos barramentos
de distribuição) é equipado com 20 circuitos de saída. A corrente nominal presumida para cada circuito de saída é de 8 A. É
conveniente calcular a potência dissipada real total para 12 circuitos de saída carregados cada um com 8 A.

A elevação da temperatura dentro do CONJUNTO é então determinada a partir da potência dissipada total
utilizando o método da IEC 60890.

10.10.4.3.2 Resultados a serem obtidos

O CONJUNTO é verificado se a temperatura do ar calculada à altura de montagem de cada dispositivo não


exceder a temperatura do ar ambiente admissível declarada pelo fabricante do dispositivo.

Isto significa que, para os dispositivos de manobra ou os componentes elétricos nos circuitos principais, a carga
em regime permanente não excede sua carga admissível à temperatura do ar local calculada e nem 80 % de sua
corrente nominal (ver 10.10.4.3.1 c)

10.11 Suportábilidade aos curto-circuito

10.11.1 Generalidades

A corrente de curto-circuito nominal declarada deve ser verificada exceto quando for dispensado, ver 10.11.2. A
verificação pode ser realizada por comparação com um projeto de referência (10.11.3 e 10.11.4) ou por ensaio
(10.11.5), Para objetivo da verificação os requisitos seguintes são aplicáveis.

a) Se um sistema de CONJUNTO a ser verificado compreende numerosas variantes, os arranjos mais


desfavoráveis do CONJUNTO deve ser selecionados, levando em conta as regras indicadas em 10.11.3.

b) As variantes de CONJUNTO selecionadas para ensaio devem ser verificadas de acordo com 10.11.5.

c) Quando os CONJUNTOS submetidos a ensaio são as variantes mais desfavoráveis de uma faixa mais
larga de produtos de um sistema de CONJUNTO, então os resultados dos ensaios podem ser utilizados
para estabelecer as características nominais desta variante sem a necessidade de outros ensaios. As
regras para estas derivações são indicadas em 10.11.3 e 10.11.4.

10.11.2 Circuitos dos CONJUNTOS que estão isentos da verificação da suportabilidade aos curto-circuito

Uma verificação da corrente suportável de curto-circuito não é requerida para os casos seguintes:

a) CONJUNTOS nos quais a corrente nominal de curta duração admissível (ver 5.3.4) ou a corrente nominal de
curto-circuito condicional (ver 5.3.5) não excede 10 kA eficaz;

b) CONJUNTOS ou circuitos dos CONJUNTOS protegidos por dispositivos limitadores de corrente que têm uma
corrente interrumpida limitada não excedendo 17 kA com a corrente presumida de curto-circuito máxima
admissível nos bornes do circuito de entrada do CONJUNTO;

c) Os circuitos auxiliares dos CONJUNTOS destinados a serem conectados a transformadores cuja potência
nominal não exceda 10 kVA para uma tensão secundária nominal superior ou igual a 110 V, ou 1,6 kVA para
uma tensão secundária nominal inferior a 110 V, e com uma impedância de curto-circuito superior ou igual a
4 %.

Todos os outros circuitos devem ser verificados.

10.11.3 Verificação pela comparação com um projeto de referência - Utilização de uma lista de verificação.

A verificação é realizada por comparação do CONJUNTO a ser verificado com um projeto já ensaiado, utilizando a
lista de verificação indicada na Tabela 13.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 78


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Se um requisito da lista de verificação não for atendido e deve ser marcado “NÂO”, um dos métodos de verificação
seguintes deve ser utilizado. (Ver 10.11.4 e 10.11.5)

10.11.4 Verificação por comparação com um projeto de referência – Utilização de cálculos.

A avaliação por cálculo da corrente nominal de curta duração admissível de um CONJUNTO e seus circuitos, é
relizada por uma comparação do CONJUNTO a ser avaliado com um CONJUNTO já verificado por ensaio. A
avaliação da verificação dos circuitos principais de um CONJUNTO deve ser conforme o Anexo P. Além disso,
cada um dos circuitos do CONJUNTO a ser avaliado deve satisfazer os requisitos dos itens 6, 8, 9 e 10 da Tabela
13.

Os dados utilizados, os cálculos efetuados e as comparações empreendidas devem ser registrados.

Se ao menos um dos requisitos enumerados no anexo P não for atendido, então, o CONJUNTO e seus circuitos
devem ser verificados por ensaio conforme 10.11.5.

10.11.5 Verificação por ensaio

10.11.5.1 Montagem de ensaio

O CONJUNTO ou suas partes necessárias para completar o ensaio devem ser montadas como em uso normal. É
suficiente ensaiar uma única unidade funcional se as unidades funcionais restantes forem construídas da mesma
maneira. Semelhantemente, é suficiente ensaiar uma única configuração de barramento se as configurações de
barramento restantes forem construídas da mesma maneira. A Tabela 13 apresenta esclarecimento referente aos
itens que não requerem ensaios adicionais.

10.11.5.2 Realização de ensaio - Generalidades

Se o circuito de ensaio incorporar dispositivo-fusível, deve ser utilizado elemento fusível com a máxima corrente
de corte limitada e, se necessário, do tipo indicado pelo fabricante original como sendo aceitável.

Os condutores de alimentação e as conexões de curto-circuito que são necessários para ensaiar o CONJUNTO
devem ter uma robustez suficiente para suportar curtos-circuitos e serem dispostos de maneira que eles não
introduzam esforços adicionais sobre o CONJUNTO.

Salvo acordo em contrário, o circuito de ensaio deve ser conectado aos terminais de entrada do CONJUNTO. Os
CONJUNTOS trifásicos devem ser conectados em uma base trifásica.

Todas as partes do equipamento destinadas para serem conectadas ao condutor de proteção em serviço,
inclusive o invólucro, devem ser conectadas como segue:

a) para CONJUNTOS apropriados para uso em sistemas trifásicos a quatro fios (ver também IEC 60038) com
ponto neutro estrela aterrado e marcado adequadamente, ao ponto neutro de alimentação ou a um neutro
artificial essencialmente indutivo, permitindo uma corrente de falta presumida de pelo menos 1 500 A;

b) para CONJUNTOS apropriados tanto para uso em sistemas trifásicos a três fios quanto a quatro fios e marcado
adequadamente, ao condutor fase com menor probabilidade de iniciar arco à terra.

Com exceção dos CONJUNTOS de acordo com 8.4.4, a conexão mencionada em a) e b) deve incluir um elemento
fusível consistindo de um fio de cobre de 0,8 mm de diâmetro e pelo menos 50 mm de comprimento, ou de um
elemento fusível equivalente para a detecção de uma corrente de falta. A corrente de falta presumida no circuito
de elemento fusível deve ser 1.500 A ± 10 %, com exceção nos casos indicados nas Notas 2 e 3. Se necessário,
deve ser utilizada uma resistência limitando a corrente para aquele valor.

NOTA 1 O fio de cobre de 0,8 mm de diâmetro fundirá a 1 500 A, em aproximadamente meio ciclo, a uma frequência entre 45
Hz e 67 Hz (ou 0,01 s para c.c.).

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 79


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NOTA 2 A corrente de falta presumida pode ser inferior a 1 500 A no caso de equipamento pequeno, de acordo com os
requisitos da norma de produto pertinente, com um fio de cobre de diâmetro menor (ver Nota 4) correspondendo ao mesmo
tempo de fusão da Nota 1.

NOTA 3 No caso de uma alimentação que tem um neutro artificial, uma corrente de falta presumida mais baixa pode ser aceita,
sujeita ao acordo com o montador do CONJUNTO , com um fio de cobre de diâmetro menor (ver Nota 4) correspondendo ao
mesmo tempo de fusão da Nota 1.

NOTA 4 A relação entre a corrente de falta presumida no circuito de elemento fusível e o diâmetro do fio de cobre é indicado na
Tabela 14.

10.11.5.3 Ensaio dos circuitos principais

10.11.5.3.1 Generalidades

Os circuitos devem ser ensaiados com os esforços térmicos e dinâmicos mais elevados provocadas pelas
correntes de curto-circuito até os valores nominais para uma ou mais das condições seguintes como indicadas
pelo fabricante original.

a) Um CONJUNTO, independente de um DPCC, deve ser submetido a corrente nominal de pico admissível e
a corrente nominal de curta duração admissível durante a duração especificada (ver 5.3 e 9.3.2 a)).

b) Um CONJUNTO, incorporando um DPCC, em seu circuito de entrada, deve ser submetido a uma corrente
de curto-circuito presumida de entrada durante um tempo que está limitado pelo DPCC de entrada.

c) Um CONJUNTO, dependendo de um DPCC a montante, deve ser submetido a corrente de interrupção


limitada do DPCC especificado pelo fabricante original.

Quando um circuito de entrada ou de saída inclui um DPCC que reduz o pico e/ou duração da corrente de falta, o
circuito deve ser ensaiado permitindo que o DPCC opere e interrompa a corrente de falta (ver 5.3.5 corrente
nominal condicional de curto-circuito Icc). Se o DPCC contém um disparador de curto-circuito ajustável, então, este
deve ser regulado ao valor máximo permitido (ver 9.3.2, segundo parágrafo).

Um circuito de cada tipo deve ser submetido a um ensaio de curto-circuito como descrito em 10.11.5.3.2 a
10.11.5.3.5.

10.11.5.3.2 Circuitos de saída

Os terminais de saída de circuitos de saída devem ser providos com uma conexão de curto-circuito aparafusada.
Quando o dispositivo de proteção no circuito de saída for um disjuntor, o circuito de ensaio pode incluir um resistor
de derivação conforme 8.3.4.1.2 b) da ABNT NBR IEC 60947-1 em paralelo com o reator utilizado para ajustar a
corrente de curto-circuito.

Para os disjuntores que têm uma corrente nominal até e inclusive 630 A, um condutor com 0,75 m de comprimento
tendo uma seção que corresponde à corrente nominal (ver Tabelas 11 e 12) deve ser incluído no circuito de
ensaio. Um condutor inferior a 0,75 m pode ser utilizado a critério do fabricante original.

O dispositivo de manobra deve ser fechado e mantido fechado da maneira normalmente utilizada em serviço. A
tensão de ensaio deve ser aplicada uma vez e,

a) durante um tempo suficientemente longo para permitir ao dispositivo de proteção contra os curtos-circuitos na
unidade de saída de funcionar para eliminar a falta e, em todo caso, para uma duração não inferior a 10 ciclos
(duração da tensão de ensaio), ou

b) nos casos onde o circuito de saída não inclui um DPCC, com amplitude e duração como especificadas para os
barramentos pelo fabricante original. Os ensaios de circuitos de saída podem também resultar no
funcionamento do DPCC do circuito de entrada.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 80


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10.11.5.3.3 Circuito de entrada e barramentos principais

Os CONJUNTOS que contêm barramentos principais devem ser ensaiados para verificar a corrente suportável de
curto-circuito dos barramentos principais e do circuito de entrada, incluindo pelo menos uma conexão onde é
pretendido que os barramentos sejam extensíveis. O curto-circuito deve ser situado de tal forma que o
comprimento do barramento principal incluído no ensaio seja (2 ± 0,4) m. Para a verificação da corrente nominal
de curta duração admissível (ver 5.3.4) e corrente suportável nominal de pico (ver 5.3.3), esta distância pode ser
aumentada e o ensaio realizado com qualquer tensão conveniente desde que a corrente de ensaio seja o valor
nominal (ver 10.11.5.4 b)). Quando o projeto do CONJUNTO é tal que o comprimento dos barramentos a serem
ensaiados é inferior a 1,6 m e não é pretendido que o CONJUNTO seja estendido, então o comprimento total do
barramento deve ser ensaiado e o curto-circuito estabelecido na extremidade destes barramentos. Se um
barramento se compõe de diferentes arranjos (com respeito a seções, espaçamento entre linhas de centro dos
condutores, o tipo e a quantidade de suportes por metro), cada arranjo deve ser ensaiada separadamente ou
conjuntamente, contanto que as condições acima sejam satisfeitas.

Paramos aqui em 08-05-2012

10.11.5.3.4 Conexões para o lado da alimentação de unidades de saída

Quando um CONJUNTO contém condutores, incluindo os barramentos de distruição, se existerem, e entre um


barramento principal e a montante das unidades funcionais de saída que não atendem aos requisitos de 8.6.4, um
circuito de cada tipo deve ser submetido a um ensaio adicional.

Um curto-circuito é obtido por conexões aparafusadas nos condutores que conectam os barramentos para uma
única unidade de saída, o mais próximo possível dos terminais da unidade de saída, no lado do barramento. O
valor e a duração da corrente de curto-circuito devem ser as mesmas para os barramentos principais.

10.11.5.3.5 Condutor neutro

Se existir um condutor neutro em um circuito, ele deve ser submetido a um ensaio para comprovar sua corrente
suportável de curto-circuito em relação ao condutor de fase mais próximo do circuito em ensaio e incluindo
qualquer junção. Para as conexões de curto-circuito entre fase e neutro devem ser aplicados os requisitos como
especificados em 10.11.5.3.3.

Salvo acordo em contrário entre o fabricante original e o usuário, o valor da corrente de ensaio no neutro deve ser
pelo menos 60 % da corrente de fase durante o ensaio em trifásico.

Não é necessário realizar o ensaio se o mesmo é previsto para ser realizado com uma corrente de 60 % da
corrente de fase e se o condutor neutro é:

- do mesmo formato e seção dos condutores fase

- fixado de maneira idêntica aos condutores de fase e com os pontos de fixação ao longo do comprimento do
condutor não mais espaçados que o das fases;

- espaçado a uma distância da(s) fase(s) mais próxima(s) não inferior à distância entre fases;

- espaçado a uma distância das partes metálicas aterradas não inferior à dos condutores de fase.

10.11.5.4 Valor e duração da corrente de curto-circuito

Para todas as características nominais de curto-circuito suportável, os esforços dinâmicos e térmicos devem ser
verificados com uma corrente presumida, do lado da alimentação do dispositivo de proteção especificado, se
existir, igual ao valor da corrente suportável nominal de curta duração, da corrente suportável nominal de pico ou
da corrente nominal de curto-circuito condicional.

Para a verificação de todas as características nominais de curto-circuito suportável (ver 5.3.3 a 5.3.5 inclusive), o
valor da corrente presumida de curto-circuito a uma tensão de ensaio igual a 1,05 vez a tensão nominal de

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 81


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utilização deve ser determinado a partir de um oscilograma de calibração estabelecido com os condutores de
alimentação ao CONJUNTO em curto-circuito por uma conexão de impedância desprezível colocada tão próximo
quanto possível à alimentação de entrada do CONJUNTO. O oscilograma deve mostrar que há um fluxo constante
de corrente, que seja mensurável em um tempo correspondente ao tempo de atuação do dispositivo de proteção
incorporado no CONJUNTO ou para ao tempo especificado (ver 9.3.2. a)).

O valor da corrente durante a calibração é a média dos valores eficazes da componente alternada em todas as
fases. Quando os ensaios forem realizados à tensão máxima de utilização, a corrente de calibração em cada fase
5
deve ser igual à corrente de curto-circuito nominal com uma tolerância de % e o fator de potência deve ter
0
0 ,00
uma tolerância de .
 0 ,05

Todos os ensaios devem ser realizados à frequência nominal do CONJUNTO com uma tolerância de ± 25 % e um
fator de potência correspondente à corrente de curto-circuito conforme a Tabela 7.

a) Para um ensaio à corrente nominal condicional de curto-circuito Icc, quer os dispositivos de proteção estejam no
circuito de entrada do CONJUNTO ou em outro local, a tensão de ensaio deve ser aplicada durante um tempo
suficientemente longo para permitir ao dispositivo de proteção contra os curtos-circuitos atuar para eliminar a
falta e, em todos os casos, para um tempo não inferior a 10 ciclos. O ensaio deve ser realizado em 1,05 vez a
tensão nominal de utilização com correntes de curto-circuito presumidas, do lado da alimentação do dispositivo
de proteção especificado, igual ao valor da corrente nominal condicional de curto-circuito. Não são permitidos
ensaios com tensões inferiores.

NOTA Na África do Sul o Código Elétrico Nacional SANS 10142-1, Subseção 6.8, exige que a tensão de alimentação deva
ser igual a 1,1 vez a tensão nominal onde a tensão nominal de utilização é inferior ou igual a 500 V.

b) Para um ensaio à corrente nominal de curta duração admissível e à corrente nominal de pico admissível, os
esforços térmicos e dinâmicos devem ser verificados com uma corrente presumida onde o valor eficaz e o valor
de pico são respectivamente ao menos igual a corrente nominal de curta duração admissível e corrente
nominal de pico admissível especificadas. A corrente deve ser aplicada durante um tempo especificado em que
o valor eficaz de sua componente alternada deve permanecer constante.

Em caso de dificuldade por um laboratório de ensaio realizar ensaios à corrente suportável de curta duração ou
à corrente de pico na tensão máxima de utilização, os ensaios de acordo com 10.11.5.3.3, 10.11.5.3.4 e
10.11.5.3.5 podem ser realizados a qualquer tensão conveniente, com o acordo do fabricante original, sendo a
corrente real de ensaio, neste caso, igual à corrente nominal de curta duração ou à corrente suportável nominal
de pico. Isto deve ser indicado no relatório de ensaio. Porém, se uma separação momentânea dos contatos,
durante o ensaio, acontecer no dispositivo de proteção, se existir, o ensaio deve ser repetido à tensão máxima
de utilização.

Se necessário, devido às limitações dos meios de ensaio, um período de ensaio diferente é permitido; neste caso,
2
convém que a corrente de ensaio seja modificada conforme a fórmula I t = constante, contanto que o valor de pico
não exceda a corrente suportável nominal de pico sem o consentimento do fabricante original e que o valor eficaz
da corrente de curta duração não seja inferior ao valor nominal em pelo menos uma fase por pelo menos 0,1 s
após a aparição da corrente.

O ensaio à corrente suportável de pico e o ensaio à corrente suportável de curta duração podem ser separados.
Neste caso, o tempo em que é aplicado o curto-circuito para o ensaio à corrente suportável de pico deve ser tal
2
que o valor I t não seja maior que o valor equivalente para o ensaio à corrente de curta duração, mas não deve ser
menor que três ciclos.

Quando a corrente de ensaio requerida em cada fase não puder ser atingida, a tolerância de ensaio positiva pode
ser excedida com o acordo do fabricante original.

10.11.5.5 Resultados a serem obtidos

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 82


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Após o ensaio é aceitável uma deformação de barramentos e condutores, contanto que as distâncias de
isolamento e escoamento especificadas em 8.3 estejam ainda satisfeitas. No caso de dúvida, as distâncias de
isolamento e escoamento devem ser medidas (ver 10.4).

As características de isolamento devem permanecer tais que as propriedades mecânicas e dielétricas do


equipamento satisfaçam aos requisitos da norma do CONJUNTO pertinente. Nenhum isolador ou suporte de
barramento ou passagem de cabo esteja separado em dois ou mais pedaços. Também não deve haver fissuras
aparecendo nos lados opostos de um suporte nem fissuras, inclusive as de superfície, ao longo do comprimento
ou da largura do suporte. No caso de qualquer dúvida quanto à manutenção das propriedades de isolação do
CONJUNTO um ensaio suplementar à frequência industrial à duas vezes Ue com um mínimo de 1.000 V deve ser
realizado conforme 10.9.2.

Não deve haver afrouxamento de partes utilizadas para a conexão de condutores e os condutores não devem se
desconectar dos terminais de saída.

Uma deformação dos barramentos ou da estrutura do CONJUNTO, que comprometa seu uso normal, deve ser
considerada como um defeito.

Qualquer deformação dos barramentos ou da estrutura do CONJUNTO, que comprometa a inserção ou a remoção
normal das partes removíveis, deve ser considerada como um defeito.

A deformação do invólucro ou das divisórias, barreiras e obstáculos internos devido ao curto-circuito é admissível,
desde que o grau de proteção não seja visivelmente comprometido e que as distâncias de isolamento e
escoamento não sejam reduzidas a valores inferiores aos especificados em 8.3.

Adicionalmente após os ensaios de 10.11.5.3 incorporando os dispositivos de proteção contra curto-circuito, o


equipamento ensaiado deve ser capaz de suportar o ensaio dielétrico de 10.9.2, a um valor de tensão para a
condição "após ensaio" prescrita na norma de dispositivo de proteção contra curto-circuito aplicável para o ensaio
de curto-circuito apropriado, como segue:

a) entre todas as partes vivas e as partes condutivas expostas do CONJUNTO, e

b) entre cada pólo e todos os outros pólos conectados às partes condutivas expostas do CONJUNTO.

Se os ensaios a) e b) acima são realizados, eles devem ser efetuados com os fusíveis substituídos e com os
dispositivos de manobra fechados.

O elemento fusível (ver 10.11.5.2.), se existir, não deve indicar uma corrente de falta.

Em caso de dúvida, deve ser verificado se os dispositivos incorporados no CONJUNTO estão nas condições
prescritas nas especificações pertinentes.

Paramos aqui em 06/06/12

10.11.5.6 Ensaios do circuito de proteção

10.11.5.6.1 Generalidades

Este ensaio não se aplica aos circuitos de acordo com 10.11.2.

Uma alimentação de ensaio monofásica deve ser conectada ao borne de entrada de uma fase e ao borne de
entrada do condutor de proteção de entrada. Quando o CONJUNTO for equipado com um condutor de proteção
separado, o condutor de fase mais próximo deve ser utilizado. Para cada unidade de saída representativa, um
ensaio separado deve ser realizado com uma conexão aparafusada de curto-circuito entre o borne de fase da
saída correspondente da unidade e o borne do condutor de proteção da saída pertinente.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 83


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Cada unidade de saída em ensaio deve ser provida com seu dispositivo de proteção previsto. Onde podem ser
incorporados dispositivos de proteção alternativos na unidade de saída, deve ser utilizado o dispositivo de
2
proteção que deixa passar valores máximos de corrente de pico e I t.

Para este ensaio, a estrutura do CONJUNTO deve ser isolada da terra. A tensão de ensaio deve ser igual a 1,05
vez o valor monofásico da tensão nominal de utilização. Salvo acordo em contrário entre o fabricante original e o
usuário, o valor da corrente de ensaio no condutor de proteção deve ser pelo menos 60 % da corrente de fase
durante o ensaio trifásico do CONJUNTO.

NOTA Na África do Sul (ZA) o Código Elétrico Nacional SANS 10142-1, Subseção 6.8, exige que a tensão de alimentação seja
igual a 1,1 vez a tensão nominal onde a tensão nominal de utilização é inferior ou igual a 500 V.

Todas as outras condições deste ensaio devem ser análogas a 10.11.5.2 a 10.11.5.4 inclusive.

10.11.5.6.2 Resultados a serem obtidos

A continuidade e a suportabilidade aos curtos-circuitos do circuito de proteção não devem ser significativamente
afetadas, mesmo que o circuito seja um condutor separado ou a própria estrutura.

Além da inspeção visual, o resultado pode ser verificado por medições com uma corrente da ordem da corrente
nominal da unidade de saída pertinente. A deformação dos invólucros ou das divisórias, barreiras e obstáculos
internos devido ao curto-circuito é admissível na medida onde o grau de proteção não é visivelmente afetado e
que as distâncias de isolamento ou as distâncias de escoamento não são reduzidas a valores inferiores àquelas
especificadas em 8.3.

NOTA 1 Onde a estrutura é utilizada como um condutor de proteção, faíscas e aquecimento localizado em junções são
permitidos, desde que eles não prejudiquem a continuidade elétrica e que as partes inflamáveis adjacentes não sejam
inflamadas.

NOTA 2 Uma comparação das resistências, medidas antes e após a realização do ensaio, entre o borne do condutor de
proteção de entrada e o borne do condutor de proteção de saída correspondente, dá uma indicação para a conformidade com
esta condição (referente ao primeiro parágrafo desta seção).

10.12 Compatibilidade eletromagnética (EMC)

Para os ensaios de EMC, ver J.10.12.

Paramos aqui 07-01-2014

10.13 Funcionamento mecânico

Este ensaio de verificação não deve ser realizado em dispositivos (exemplo: disjuntor extraível) do CONJUNTO
que já foram submetidos aos ensaios de tipo de acordo com a sua norma de produto pertinente, desde que o seu
funcionamento mecânico não tenha sido modificado por sua montagem.

Para as partes que precisam de verificação por ensaio, (ver 8.1.5), o funcionamento mecânico satisfatório deve ser
verificado após a instalação no CONJUNTO. O número de ciclos de manobra deve ser 200.

Ao mesmo tempo, o funcionamento dos mecanismos de intertravamento associados com estes movimentos deve
ser verificado. O ensaio é considerado como satisfatório se as condições de funcionamento do dispositivo, do
intertravamento, do grau de proteção especificado etc., não tenham sido prejudicadas e se o esforço requerido
para o funcionamento é praticamente o mesmo que antes do ensaio.

11 Verificação de rotina
11.1 Generalidades

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 84


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A verificação de rotina é destinada para detectar falhas em materiais e na fabricação para assegurar
funcionamento correto do CONJUNTO fabricado. É realizada em todos os CONJUNTOS. O montador do
CONJUNTO deve determinar se a verificação de rotina é realizada durante e/ou depois da fabricação. Quando
aplicável, a verificação de rotina deve assegurar que a verificação de projeto está disponível.

A verificação de rotina não é necessária para os dispositivos e os componentes independentes incorporados ao


CONJUNTO, quando eles forem selecionados conforme 8.5.3 e forem instalados conforme as instruções do
fabricante do dispositivo.

A verificação deve compreender as seguintes categorias:

a) Construção (ver 11.2 a 11.8):

1) grau de proteção definidas para os invólucros;

2) distâncias de escoamento e de isolamento;

3) proteção contra choques elétricos e integridade dos circuitos de proteção;

4) integração de componentes incorporados;

5) circuitos elétricos internos e conexões;

6) terminais para condutores externos;

7) funcionamento mecânico.

b) Desempenho (ver 11.9 a 11.10):

1) propriedades dielétricas;

2) cabeamento, desempenho de funcionamento e função.

11.2 Grau de proteção de invólucros

Uma inspeção visual é necessária para assegurar que as medidas prescritas para atender o grau de proteção
declarado são respeitadas.

11.3 Distâncias de isolamento e escoamento

Onde as distâncias de isolamento são:

- inferiores aos valores dados na Tabela 1, um ensaio de tensão de suportabilidade aos impulsos conforme
10.9.3 deve ser realizado;

- não evidenciado pela inspeção visual por ser superior aos valores dados na Tabela 1 (ver 10.9.3.5), a
verificação deve ser realizada por medição física ou por um ensaio de tensão de suportabilidade aos impulsos
conforme 10.9.3.

As medições prescritas referentes às distâncias de escoamento (ver 8.3.3) devem ser submetidas a uma inspeção
visual. Onde não for evidenciado por inspeção visual deve ser realizada por medição física

11.4 Proteção contra choques elétricos e integridade dos circuitos de proteção

As medidas de proteção prescritas referentes à proteção básica e à proteção de falta (ver 8.4.2 e 8.4.3) devem ser
submetidas a uma inspeção visual.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 85


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Os circuitos de proteção devem ser verificados por uma inspeção visual para assegurar que as medidas prescritas
em 8.4.3 são satisfeitas.

O aperto correto das conexões aparafusadas deve ser verificado por amostragem aleatória.

11.5 Integração de componentes incorporados

A instalação e identificação de componentes incorporados devem estar conforme as instruções de fabricação do


CONJUNTO.

11.6 Circuitos elétricos internos e conexões

O aperto correto especialmente nas conexões aparafusadas deve ser verificado por amostragem aleatória.

Os condutores devem ser verificados conforme instruções de fabricação do CONJUNTO.

11.7 Terminais para condutores externos

O número, o tipo e a identificação de terminais devem ser verificados conforme as instruções de fabricação do
CONJUNTO.

11.8 Funcionamento mecânico

A eficácia de elementos de comando mecânicos, dos intertravamentos e dos dispositivos de bloqueios, incluindo
aqueles associados com partes removíveis deve ser verificada.

11.9 Propriedades dielétricas

Um ensaio à frequência industrial deve ser realizado em todos os circuitos conforme 10.9.1 e 10.9.2, porém para
uma duração de 1 s.

Não é necessário realizar este ensaio em circuitos auxiliares:

- que são protegidos por um dispositivo de proteção contra curtos-circuitos no qual a corrente nominal não
exceda 16 A;

- se um ensaio de funcionamento elétrico tiver sido realizado previamente à tensão nominal de utilização para a
qual os circuitos auxiliares são projetados.

Como uma alternativa para CONJUNTOS com proteção de entrada com características nominais até 250 A a
verificação da resistência de isolamento pode ser realizada por medição, utilizando um instrumento de medição de
isolamento a uma tensão de pelo menos 500 V c.c.

Neste caso, o ensaio é satisfatório se a resistência de isolamento entre os circuitos e as partes condutivas
expostas for de pelo menos 1 000 Ω/V por circuito referente à tensão de alimentação destes circuitos para a terra.

11.10 Cabeamento, desempenho de funcionamento e função

Deve-se verificar que as informações e as indicações e marcações especificadas na Seção 6 estão completas.

Dependendo da complexidade do CONJUNTO, pode ser necessário inspecionar o cabeamento e realizar um


ensaio de funcionamento elétrico. O procedimento de ensaio e o número de ensaios dependem da presença ou
não no CONJUNTO de intertravamentos complexos, de sequências de comando, etc.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 86


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NOTA Em alguns casos pode ser necessário realizar ou repetir este ensaio no local da instalação antes de colocar o
CONJUNTO em funcionamento.

a
Tabela 1 – Distâncias mínimas de isolamento no ar (8.3.2)

Tensão nominal de Distância mínima


impulso suportável de isolamento
U imp mm

kV

 2,5 1,5

4,0 3,0
6,0 5,5
8,0 8,0
12,0 14,0
a Baseada em condições de campo não
homogêneas e grau de poluição 3.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 87


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Tabela 2 – Distâncias mínimas de escoamento (8.3.3)

Tensão nominal Distância mínima de escoamento


de isolamento mm
Ui
Grau de poluição
1 2 3
Grupo de Grupo de material c Grupo de material c
material c
Vb
Todos os grupos I II IIIa e IIIb I II IIIa IIIb
de materiais
32 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5
40 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,6 1,8 1,8
50 1,5 1,5 1,5 1,5 1,5 1,7 1,9 1,9
63 1,5 1,5 1,5 1,5 1,6 1,8 2 2
80 1,5 1,5 1,5 1,5 1,7 1,9 2,1 2,1
100 1,5 1,5 1,5 1,5 1,8 2 2,2 2,2
125 1,5 1,5 1,5 1,5 1,9 2,1 2,4 2,4
160 1,5 1,5 1,5 1,6 2 2,2 2,5 2,5
200 1,5 1,5 1,5 2 2,5 2,8 3,2 3,2
250 1,5 1,5 1,8 2,5 3,2 3,6 4 4
320 1,5 1,6 2,2 3,2 4 4,5 5 5
400 1,5 2 2,8 4 5 5,6 6,3 6,3
500 1,5 2,5 3,6 5 6,3 7,1 8,0 8,0
630 1,8 3,2 4,5 6,3 8 9 10 10
800 2,4 4 5,6 8 10 11 12,5
1.000 3,2 5 7,1 10 12,5 14 16 a
1.250 4,2 6,3 9 12,5 16 18 20
1.600 5,6 8 11 16 20 22 25
NOTA 1 Os valores de CTI referem aos valores obtidos em conformidade com o método A da ABNT NBR IEC
60112:2013, para o material isolante utilizado.
NOTA 2 Valores retirados da IEC 60664-1 mas mantido um valor mínimo de 1,5mm.

a Uma isolação de grupo de material IIIb não é recomendada para uso em grau de poluição 3 acima de 630 V.
b Como exceção, para as tensões nominais de isolamento 127, 208, 415, 440, 660/690 e 830 V, as distâncias
de escoamento correspondentes aos valores inferiores 125, 200, 400, 630 e 800 V podem ser utilizados.
c Os grupos de materiais são classificados como seguem, de acordo com a gama de valores do índice de
resistência ao trilhamento (CTI) (ver 3.6.16):
 Grupo de material I 600  CTI
 Grupo de material II 400  CTI  600
 Grupo de material IIIa 175  CTI  400
 Grupo de material IIIb 100  CTI  175

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 88


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Tabela 3 Seção de condutor de proteção de cobre (8.4.3.2.2)

Corrente nominal Seção mínima do


utilização I e condutor de proteção

A mm 2
Ie  20 Sa

20  Ie  25 2,5

25  Ie  32 4

32  Ie  63 6

63  Ie 10

a S é a seção do condutor fase(mm 2 ).


Paramos aqui 04/07/12
Tabela 4 – Requisitos para seleção e instalação de condutor (8.6.4)

Tipo de condutor Requisitos


Condutores nus ou condutores de único núcleo com O contato mútuo ou o contato com as partes
isolação básica, por exemplo, cabos conforme a condutoras deve ser evitado, por exemplo, pelo uso de
IEC 60227-3 espaçadores
Condutores de único núcleo com isolação básica e uma O contato mútuo ou o contato com as partes
temperatura máxima permissível para utilização do condutoras é permitido se não tiver pressão externa
condutor de pelo menos 90 °C, por exemplo, cabos aplicada. O contato com arestas vivas deve ser
conforme a IEC 60245-3, ou cabos termoplásticos evitado.
isolados resistentes ao calor (PVC) conforme a Estes condutores podem ser somente carregados de
IEC 60227-3 maneira que a temperatura de funcionamento seja
inferior a 80 % da temperatura máxima permissível de
utilização do condutor.
Os condutores com isolação básica, por exemplo, cabos
conforme a IEC 60227-3, tendo uma isolação secundária
adicional, por exemplo, cabos cobertos individualmente
com luva retrátil ou cabos individualmente colocados em
eletrodutos plásticos
Os condutores isolados com material com alta Sem requisitos adicionais
resistência mecânica, por exemplo, isolação Etileno
Tetrafluor Etileno (ETFE), ou condutores com dupla
isolação com revestimento externo reforçado para
utilização até 3 kV, por exemplo, cabos conforme a
IEC 60502
Cabos com único núcleo ou múltiplos núcleos, por
exemplo, cabos conforme a IEC 60245-4 ou IEC 60227-4

Tabela 5 – Capacidade mínima para condutores de proteção de cobre (PE, PEN) (8.8)

Seção dos condutores fase S Seção mínima do condutor


de proteção correspondente
a
(PE, PEN) S p
mm 2 mm 2

S  16 S

16  S  35 16

35  S  400 S/2

400  S  800 200

800  S S/4
a
A corrente no neutro pode ser influenciada onde existir

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 89


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harmônicas importantes na carga. Ver 8.6.1

Tabela 6 – Limites de elevação de temperatura (9.2)

Elevação de temperatura
Partes do CONJUNTOS
K
Componentes incorporados a Conforme os requisitos da norma de produto pertinente
para componentes individuais ou conforme instruções
do fabricante de componentes f , levando em
consideração a temperatura no CONJUNTO
Terminais para condutores externos isolados 70 b

Barramentos e condutores f
Limitado :
g
– pela resistência mecânica do material condutor ;
– por possível efeito sobre o equipamento adjacente;
– pela temperatura limite admissível dos materiais
isolantes em contato com o condutor;
– pelo efeito da temperatura do condutor sobre os
dispositivos conectados a ele;
– pelos contatos de encaixe, pela natureza e pelo
tratamento da superfície do material de contato
Elementos manuais de comando:
– de metal 15 c

– de material isolante 25 c

Invólucros e fechamentos externos acessíveis:


– superfícies metálicas 30 d

– superfícies isolantes 40 d

Disposições particulares de conexões do tipo plugue e Determinado pelo limite destes componentes do
tomada equipamento correspondente do qual eles formam parte
e

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 90


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NOTA 1 A elevação de 105 K se refere à temperatura acima da qual é provável que ocorra recozimento do cobre.
Outros materiais podem ter uma elevação de temperatura máxima diferente.
NOTA 2 Os limites de elevação de temperatura indicados nesta tabela se aplica a uma temperatura média do ar
ambiente de até 35 °C, sob condições de serviço (ver 7.1). Durante a verificação uma temperatura do ar diferente
é permitida (ver 10.10.2.3.4).

a O termo "componentes incorporados" significa:


– conjunto de manobra e controle convencional;
– subconjuntos de manobra e controle eletrônicos (por exemplo, ponte retificadora, circuito impresso);
– partes do equipamento (por exemplo, regulador, unidade de fonte estabilizada, amplificador operacional).
b O limite de elevação de temperatura de 70 K é um valor baseado no ensaio convencional de 10.10. Um
CONJUNTO utilizado ou ensaiado nas condições de instalação pode ter conexões, o tipo, a naturez a e a
disposição que não serão os mesmos daqueles adotados para o ensaio e uma elevação de temperatura
diferente de terminais pode resultar e pode ser requerido ou aceito. Onde os terminais de componentes
incorporados são também os terminais para os condutores isolados externos, os limites mais baixos da
elevação de temperatura correspondente devem ser aplicados. O limite de elevação de temperatura é o menor
valor entre a elevação de temperatura máxima especificado pelo fabricante do componente e 70K . Na ausência
da instrução do fabricante aplica-se o limite especificado pela norma do componente incorporado, mas não
exedendo 70K
c Elementos manuais de comando internos aos CONJUNTOS que são acessíveis somente após a abertura do
CONJUNTO, por exemplo, alavanca de extração que não são utilizadas frequentemente, são permitidos o
aumento dos limites de elevação de temperatura em 25 K.
d Salvo especificação em contrário, no caso de fechamentos e invólucros, que são acessíveis mas que não
necessitam ser tocados durante o serviço normal, é admissível um aumento na elevação de temperatura de
10 K. As superfícies externas e partes situadas acima de 2 m da base do CONJUNTO são consideradas
inacessíveis.
e Isto permite um grau de flexibilidade em relação ao equipamento (por exemplo, dispositivos eletrônicos) que é
submetido aos diferentes limites de elevação de temperatura daqueles normalmente associados aos conjuntos
de manobra e controle.
f Para os ensaios de elevação de temperatura conforme 10.10 os limites de elevação de temperatura têm que
ser especificados pelo fabricante original levando em consideração todos os pontos de medição adicionais e
limites impostos pelo fabricante do componente.
g Assumindo que todos os outros critérios listados são satisfeitos, a elevação de temperatura máxima de 105 K
para barramentos e condutores de cobre nus não deve ser excedida.
a
Tabela 7 - Valores para o fator n (9.3.3)

Valor eficaz da corrente


de curto-circuito cos  n
kA

I  5 0,7 1,5

5 I  10 0,5 1,7

10  I  20 0,3 2

20  I  50 0,25 2,1

50  I 0,2 2,2

a Os valores desta tabela representam a maioria das aplicações. Em locais especiais, por exemplo, próximos de
transformadores ou geradores, podem ser encontrados valores menores de fator de potência, onde a corrente
de pico presumida pode vir a ser o valor limite ao invés do valor eficaz da corrente de curto-circuito.

Tabela 8 – Tensão suportável à frequência industrial para circuitos principais (10.9.2)

Tensão nominal Tensão de ensaio dielétrico b


Tensão de ensaio dielétrico
de isolamento U i c.a. c.c.
(entre fases c.a. ou c.c.) valor eficaz

V V V

Ui  60 1.000 1.415

60  Ui  300 1.500 2.120

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 91


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300  Ui  690 1.890 2.670

690  Ui  800 2.000 2.830

800  U i  1.000 2.200 3.110


a)
1.000  U i  1.500 - 3.820

a
Para c.c. somente.
b
Tensões de ensaio baseadas em 6.1.3.4.1 quinto parágrafo, da IEC 60664-1.

Tabela 9 - Tensão suportável de frequência industrial para circuitos auxiliares e de comando (10.9.2)

Tensão nominal de isolamento U i Tensão de ensaio dielétrico


(entre fases) c.a.
valor eficaz
V V

U i  12 250

12  U i  60 500

60  U i Ver Tabela 8

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 92


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Tabela 10 - Tensões de ensaio de impulso suportável (10.9.3)

Tensão de Tensões de ensaio e altitudes correspondentes durante o ensaio


suportabilid
ade aos
impulsos U 1,2/50 , valor de pico c.a. e c.c. Valor eficaz c.a.
nominal
kV kV
Uimp

kV Nível do Nível do
200 m 500 m 1.000 m 2.000 m 200 m 500 m 1.000 m 2.000 m
mar mar
2,5 2,95 2,8 2,8 2,7 2,5 2,1 2,0 2,0 1,9 1,8

4,0 4,8 4,8 4,7 4,4 4,0 3,4 3,4 3,3 3,1 2,8

6,0 7,3 7,2 7,0 6,7 6,0 5,1 5,1 5,0 4,7 4,2

8,0 9,8 9,6 9,3 9,0 8,0 6,9 6,8 6,6 6,4 5,7

12,0 14,8 14,5 14,0 13,3 12,0 10,5 10,3 9,9 9,4 8,5

Tabela 11 - Condutores de ensaio de cobre para correntes nominais até 400 A inclusive (10.10.2.3.2)

Faixa da corrente nominal a Seção do condutor b, c

A mm² AWG/MCM

0 8 1,0 18
8 12 1,5 16
12 15 2,5 14
15 20 2,5 12
20 25 4,0 10
25 32 6,0 10
32 50 10 8
50 65 16 6
65 85 25 4
85 100 35 3
100 115 35 2
115 130 50 1
130 150 50 0
150 175 70 00
175 200 95 000
200 225 95 0000
225 250 120 250
250 275 150 300
275 300 185 350
300 350 185 400
350 400 240 500

a O valor da corrente nominal deve ser superior ao primeiro valor da primeira coluna e inferior ou
igual ao segundo valor daquela coluna.
b Para facilitar os ensaios e com o consentimento do fabricante, condutores de ensaio de seções
inferiores àqueles indicados para a corrente nominal podem ser utilizados.
c Um dos dois condutores especificados podem ser utilizados.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 93


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Tabela 12 - Condutores de ensaio de cobre para correntes nominais de 400 A até 4.000 A (10.10.2.3.2)

Faixa da Condutores de ensaio


corrente
Cabos Barramentos de cobre b)
nominal a)
Seção Dimensões
A Quantidade Quantidade
mm 2 mm (W  D)
400 a 500 2 150 2 30 × 5
500 a 630 2 185 2 40 × 5
630 a 800 2 240 2 50 × 5
800 a 1.000 2 60 × 5
1.000 a 1.250 2 80 × 5
1.250 a 1.600 2 100 × 5
1.600 a 2.000 3 100 × 5
2.000 a 2.500 4 100 × 5
2.500 a 3.150 3 100 × 10
3.150 a 4.000 4 100 × 10
a) O valor da corrente nominal deve ser superior ao primeiro valor e inferior ou igual
ao segundo valor.
b) É presumido que os barramentos são montados com suas faces longas (W) na
vertical. As montagens com suas faces longas na horizontal podem ser utilizadas
se especificadas pelo fabricante. As barras podem ser pintadas.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 94


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Tabela 13 - Verificação de curto-circuito por comparação com um projeto de referência:

lista de verificação (10.5.3.3, 10.11.3 e 10.11.4)

Item
Requisitos a serem considerados SIM NÃO
No.
1 As características nominais de curto-circuito suportável de cada circuito do
CONJUNTO a serem avaliadas são inferiores ou iguais àquelas do projeto de
referência?
2 As dimensões da seção dos barramentos e conexões de cada circuito do
CONJUNTO a serem avaliadas são superiores ou iguais àquelas do projeto
de referência?
3 O espaçamento entre as linhas de centro dos barramentos e conexões de
cada circuito do CONJUNTO a ser avaliado é superior ou igual àquele do
projeto de referência?
4 Os suportes do barramento de cada circuito do CONJUNTO a serem
avaliados são do mesmo tipo, forma e material e tem o mesmo espaçamento
entre linhas de centro ou menor ao longo do comprimento do barramento,
como do projeto de referência?
A estrutrua de montagem para o suporte de barramento é do mesmo projeto e
de mesma resistência mecânica?
5 Os materiais e as propriedades dos materiais dos condutores de cada circuito
do CONJUNTO a serem avaliados são os mesmos daqueles do projeto de
referência?
6 Os dispositivos de proteção contra curto-circuito de cada circuito do
CONJUNTO a serem avaliados são equivalentes, da mesma fabricação e
a 2
série com as mesmas características de limitação iguais ou melhores (I t,
I pk ) baseado em dados do fabricante do dispositivo, e com a mesma
disposição do projeto de referência?
7 O comprimento dos condutores energizados não protegidos, conforme 8.6.4,
de cada circuito não protegido do CONJUNTO a ser avaliado é menor ou
igual àquele do projeto de referência?
8 Se o CONJUNTO a ser avaliado inclui um invólucro, no projeto de referência
incluía um invólucro quando foi verificado por ensaio?
9 O invólucro do CONJUNTO a ser avaliado é do mesmo projeto, tipo e tem
pelo menos as mesmas dimensões daquele do projeto de referência?
10 Os compartimentos de cada circuito do CONJUNTO a serem avaliados são do
mesmo projeto mecânico e pelo menos as mesmas dimensões daquele do
projeto de referência?

“SIM” para todos os requisitos – não requer verificações suplementares.


“NÃO” para um requisito qualquer – é requerida verificação suplementar.

a Os dispositivos de proteção de um mesmo fabricante mas de uma série diferente podem ser
considerados equivalentes quando o fabricante do dispositivo declara que as características de
desempenho são as mesmas ou melhores em todos os aspectos pertinentes à série utilizada para a
2
verificação, por exemplo, capacidade de interrupção e características de limitação (I t, I pk ), e
distâncias críticas.

Tabela 14 - Relação entre corrente de fuga presumida e diâmetro do fio de cobre

Diâmetro do fio de cobre Corrente de fuga presumida em um


circuito do elemento fusível
mm A
0,1 50
0,2 150
0,3 300

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 95


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0,4 500
0,5 800
0,8 1.500
Paramos aqui 08/08/12

Anexo A
(normativo)

Seção mínima e máxima de condutores de cobre adequadas


para conexão aos terminais para condutores externos
(ver 8.8)

Tabela A.1 abaixo se aplica para conexão de um cabo de cobre por borne.

Tabela A.1 - Seção de condutores de cobre adequadas para conexão


aos terminais para condutores externos

Condutores sólidos ou encordoados Condutores flexíveis


Corrente nominal Seções Seções
mínima máxima mínima máxima
A mm 2 mm 2
6 0,75 1,5 0,5 1,5
8 1 2,5 0,75 2,5
10 1 2,5 0,75 2,5
13 1 2,5 0,75 2,5
16 1,5 4 1 4
20 1,5 6 1 4
25 2,5 6 1,5 4
32 2,5 10 1,5 6
40 4 16 2,5 10
63 6 25 6 16
80 10 35 10 25
100 16 50 16 35
125 25 70 25 50
160 35 95 35 70
200 50 120 50 95
250 70 150 70 120
315 95 240 95 185

Se os condutores externos são conectados diretamente aos dispositivos incorporados, as seções indicadas nas
especificações pertinentes são válidas.
Nos casos em que é necessário utilizar condutores de seções diferentes dos especificados na tabela, um acordo
especial deve ser firmado entre o fabricante de CONJUNTO e o usuário.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 96


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Anexo B
(normativo)

Método de cálculo da seção de condutores de proteção com relação aos


esforços térmicos causados pelas correntes de curta duração

A fórmula seguinte deve ser usada para calcular a seção dos condutores de proteção necessários para suportar
os esforços térmicos devido às correntes com uma duração da ordem de 0,2 s a 5 s.

I 2t
Sp 
k

onde

Sp é a seção, em milímetros quadrados;

I é o valor (eficaz) da corrente de falta em corrente alternada que pode circular pelo dispositivo de proteção por
uma falta, de impedância desprezível, em ampéres;

t é o tempo de funcionamento do dispositivo de desconexão, em segundos;

NOTA Convém que seja levado em consideração o efeito de limitação de corrente das impedâncias de circuito e da capacidade
de limitação (integral de Joule) do dispositivo de proteção.

k é o fator que depende do material do condutor de proteção, da isolação e de outras partes e das
temperaturas inicial e final, ver Tabela B.1.

Tabela B.1 - Valores de k para condutores de proteção isolados não incorporados em cabos,
ou condutores de proteção nus em contato com o revestimento do cabo

Isolação do condutor de proteção ou do revestimento do cabo


XLPE
Termoplástico (PVC) EPR Borracha butílica
Condutores nus
Temperatura final 160 °C 250 °C 220 °C
Fator k
Material do condutor:
Cobre 143 176 166
Alumínio 95 116 110
Aço 52 64 60

É assumido que a temperatura inicial do condutor seja 30 °C.

Informações mais detalhadas são dadas na IEC 60364-5-54.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 97


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Anexo C
(informativo)

Modelo de informação do usuário

Este Anexo é destinado como um modelo para a identificação dos dados necessários ao montador do
CONJUNTO e que deve ser informado pelo usuário.

Este modelo é destinado a ser utilizado e desenvolvido nas normas de CONJUNTOS específicos.

Tabela C.1 - Modelo

Seção ou Configuração Opções Requisito do


Características subseção de b relacionadas nas a
referência padrão normas usuário

Sistema elétrico
Esquema de aterramento 5.6, 8.4.3.1, Padrão do TT / TN-C / TN-C-S
8.4.3.2.3, 8.6.2, montador, / IT, TN-S
10.5, 11.4 escolhida para
atender aos
requisitos locais
Tensão nominal (V) 3.8.9.1, 5.2.1, 8.5.3 De acordo com as 1 000 V c.a máx
condições da ou 1 500 V c.c.
instalação local
Sobretensões transitórias 5.2.4, 8.5.3, 9.1, Determinado pelo Categoria de
Anexo G sistema elétrico sobretensão
I / II / III / IV
Sobretensões temporárias 9.1 Tensão nominal do Nenhum
sistema + 1 200 V
Frequência nominal f n (Hz) 3.8.12, 5.5, 8.5.3, De acordo com as c.c./ 50 Hz/ 60 Hz
10.10.2.3, condições da
10.11.5.4 instalação local
Requisitos adicionais de ensaio no local da instalação: 11.10 Padrão do Nenhum
cabeamento e funcionamento elétrico. montador de
acordo com a
aplicação
Suportabilidade ao curto-circuito
Corrente de curto-circuito presumida nos bornes de 3.8.7 Determinada pelo Nenhum
alimentação I cp (kA) sistema elétrico

Corrente de curto-circuito presumida no neutro 10.11.5.3.5 Máx 60 % dos Nenhum


valores de fase
Corrente de curto-circuito presumida no circuito de 10.11.5.6 Máx 60 % dos Nenhum
proteção valores de fase
Requisitos relativos à presença de um DPCC na 9.3.2 De acordo com as Sim / Não
unidade funcional de entrada condições da
instalação local
Coordenação dos dispositivos de proteção contra os 9.3.4 De acordo com as Nenhum
curtos-circuitos e incluindo as informações relativas ao condições da
dispositivo de proteção externa contra os curtos- instalação local
circuitos.
Dados associados às cargas suscetíveis de contribuir 9.3.2 Nenhuma carga Nenhum
com a corrente de curto-circuito suscetível de
contribuir
significativamente
Proteção das pessoas contra os choques elétricos
conforme a IEC 60364-4-41
Tipo de proteção contra os choques elétricos – 8.4.2 Proteção básica De acordo com as

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 98


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Seção ou Configuração Opções Requisito do


Características subseção de b relacionadas nas a
referência padrão normas usuário

Proteção básica (proteção contra o contato direto) regras de


instalação local
Tipo de proteção contra os choques elétricos – 8.4.3 De acordo com as Interrupção
Proteção em caso de falta (proteção contra o contato condições da automática da
indireto) instalação local alimentação /
separação elétrica /
seccionamento
total

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 99


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Seção ou Configuração Opções Requisito do


Características subseção de b relacionadas nas a
referência padrão normas usuário

Ambiente da instalação
Tipo do local 3.5, 8.1.4, 8.2 Padrão do Abrigado / ao
montador de tempo
acordo com a
aplicação
Proteção contra a penetração de corpos sólidos 8.2.2, 8.2.3 Abrigado: IP 2X IP 00, 2X, 3X, 4X,
estranhos e água Ao tempo (min.): IP 5X, 6X
23 Após retirar as
partes removíveis:
como no caso da
posição conectada
/ Proteção reduzida
conforme a Padrão
do montador
Impacto mecânico externo (IK) 8.2.1, 10.2.6 Nenhum Nenhum
Resistência à radiação UV (se aplica somente aos 10.2.4 Abrigado: Não se Nenhum
conjuntos ao tempo, salvo especificação em contrário) aplica,
Ao tempo: Clima
temperado
Resistência à corrosão 10.2.2 Instalação abrigada Nenhum PARAMOS AQUI
/ao tempo, ambos 04/02/2014
em condições
normais de serviço
Temperatura do ar ambiente – Limite inferior 7.1.1 Abrigado: –5 °C Nenhum
Ao tempo: –25 °C
Temperatura do ar ambiente – Limite superior 7.1.1 40 °C Nenhum
Temperatura do ar ambiente – Média diária máxima 7.1.1, 9.2 35 °C Nenhum
Umidade relativa máxima 7.1.2 Abrigado: 50 % a Nenhum
40 °C
Ao tempo: 100% a
25 °C
Grau de poluição (do ambiente da instalação) 7.1.3 Industrial: 3 1, 2, 3 e 4
Altitude 7.1.4  2.000 m Nenhum

Ambiente EMC (A ou B) 9.4, 10.12, Anexo J A/B A/B


Condições especiais de serviço (por exemplo, 7.2, 8.5.4, 9.3.3 Nenhuma condição Nenhum
vibração, condensação excepcional, forte poluição, Tabela 7 especial de serviço
ambiente corrosivo, campo elétrico ou magnético
elevados, fungos, pequenas aninais, perigos de
explosão, fortes choques e vibrações, abalos
sísmicos)
Método de instalação
Tipo 3.3, 5.6 Padrão do Por exemplo,
montador assentado no piso
(autoportante),
montado na parede
Fixo / Móvel 3.5 Fixo Fixo / Móvel
Dimensões externas máxinma e peso máximo 5.6, 6.2.1 Padrão do Nenhuma
montador de
acordo com a
aplicação
Tipo(s) do(s) condutor(es) externo(s) 8.8 Padrão do Canaleta para
montador cabos e barramento
préfabricado

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 100


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Seção ou Configuração Opções Requisito do


Características subseção de b relacionadas nas a
referência padrão normas usuário

Encaminhamento dos condutores externos 8.8 Padrão do Nenhum


montador
Material do condutor externo 8.8 Cobre Cobre/Aluminio
Seção e terminação dos condutores de fase externos 8.8 Como definido na Nenhum
norma
Seção e terminação dos condutores PE, N, PEN 8.8 Como definido na Nenhum
externos norma
Requisitos especiais de identificação dos bornes 8.8 Padrão do Nenhum
montador
Armazenamento e manuseio
Dimensões e peso máximos de unidades de transporte 6.2.2, 10.2.5 Padrão do Nenhum
montador
Métodos de transporte (por exemplo, elevador em 6.2.2, 8.1.6 Padrão do Nenhum
garfo, guindaste) montador
Condições ambientais diferentes das de serviço 7.3 Nas condições de Nenhum
serviço
Detalhes de embalagem 6.2.2 Padrão do Nenhum
montador

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 101


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Seção ou Configuração Opções Requisito do


Características subseção de b relacionadas nas a
referência padrão normas usuário

Instalações operacionais
Acesso aos dispositivos manobrado manualmente 8.4 Pessoa autorizada
/pessoa comum
Localização dos dispositivos manobrados 8.5.5 Facilmente Nenhum
manualmente acessível
Seccionamento dos equipamentos de instalação em 8.4.2, 8.4.3.3, Padrão do Individual/grupo/
carga 8.4.5.2 montador todos os tipos
Capacidade de manutenção e de atualização
Requisitos relativos à acessibilidade em serviço por 8.4.6.1 Proteção básica Nenhum Paramos aqui em
pessoas comuns; requisito para manobrar os 11/3/14
dispositivos ou troca de componentes enquanto o
CONJUNTO é energizado
Requisitos relativos à acessibilidade para inspeção ou 8.4.6.2.2 Nenhum requisito Nenhum
operações similares relativo a
acessibilidade
Requisitos relativos à acessibilidade para manutenção 8.4.6.2.3 Nenhum requisito Nenhum
em serviço por pessoas autorizadas relativo a
acessibilidade
Requisitos relativos à acessibilidade para extensão em 8.4.6.2.4 Nenhum requisito Nenhum
serviço por pessoas autorizadas relativo a
acessibilidade
Método para conexão de unidades funcionais 8.5.1, 8.5.2 Padrão do Nenhum
montador
Proteção contra contato direto com partes internas 8.4 Nenhum requisito Nenhum
vivas perigosas durante manutenção ou atualização relativo a proteção
(por exemplo, unidades funcionais, barramentos no decorrer de uma
principais, barramentos de distribuição) manutenção ou
atualização
Corrente admissível
Corrente nominal do CONJUNTO I nA (ampéres) 3.8.9.1, 5.3, Padrão do Nenhum
8.4.3.2.3, 8.5.3, montador,
8.8, 10.10.2, conforme aplicação
10.10.3, 10.11.5,
Anexo E

Corrente nominal de circuitos I nc (ampéres) 5.3.2 Padrão do Nenhum


montador,
conforme aplicação
Fator de diversidade nominal 5.4, 10.10.2.3, Como definido na RDF para os
Anexo E norma grupos de circuitos
/ RDF para o
conjunto completo
Relação da seção do condutor neutro para os 8.6.1 100 % Nenhum
condutores fase: condutores fase até e inclusive
2
16 mm
Relação da seção do condutor neutro para os 8.6.1 50 % (min. 16 mm 2 ) Nenhum
condutores fase: condutores fase até e inclusive
2
16 mm
a)
Para aplicações excepcionalmente severas, o usuário pode necessitar especificar requisit os mais rigorosos que aqueles da norma.
b)
Em certos casos, as informações indicadas para o montador do CONJUNTO pode le var em conta um acordo

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 102


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Anexo D
(informativo)

Verificação de projeto

Tabela D.1 – Lista das verificações de projeto a realizar

Opções de verificação disponíveis


Característica a ser Seções ou Ensaio Comparação com Avaliação
No.
verificada subseções um projeto de
referência
1 Resistência dos materiais e 10.2
das partes:
Resistência à corrosão 10.2.2 SIM NÃO NÃO
Propriedades dos materiais 10.2.3 SIM NÃO NÃO
isolantes:
Estabilidade térmica 10.2.3.1 SIM NÃO SIM
Resistência dos materiais 10.2.3.2
isolantes ao calor anormal e
ao fogo devido aos efeitos
elétricos internos
Resistência à radiação 10.2.4 SIM NÃO SIM
ultravioleta (UV)
Içamento 10.2.5 SIM NÃO NÃO
Impacto mecânico 10.2.6 SIM NÃO NÃO
Marcação 10.2.7 SIM NÃO NÃO
2 Grau de proteção dos 10.3 SIM NÃO SIM
invólucros
3 Distâncias de isolamento 10.4 SIM SIM NÃO
4 Distâncias de escoamento 10.4 SIM NÃO NÃO
5 Proteção contra os choques 10.5
elétricos e integridade dos
circuitos de proteção:
Continuidade efetiva entre as 10.5.2 SIM NÃO NÃO
partes condutivas expostas do
CONJUNTO e o circuito de
proteção
Suportabilidade aos curtos- 10.5.3 SIM SIM NÃO
circuitos do circuito de
proteção
6 Integração dos dispositivos de 10.6 NÃO NÃO SIM
manobra e dos componentes
7 Circuitos elétricos internos e 10.7 NÃO NÃO SIM
conexões
8 Bornes para condutores 10.8 NÃO NÃO SIM
externos

9 Propriedades dielétricas: 10.9


Tensão suportável à 10.9.2 SIM NÃO NÃO
frequência industrial
Tensão suportabilidade aos 10.9.3 SIM NÃO SIM
impulsos
10 Limites de elevação de 10.10 SIM SIM SIM
temperatura
11 Suportabilidade aos curtos- 10.11 SIM SIM NÃO
circuitos
12 Compatibilidade 10.12 SIM NÃO SIM
eletromagnética (EMC)

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 103


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13 Funcionamento mecânico 10.13 SIM NÃO NÃO


Anexo E
(informativo)

Fator de diversidade nominal

E.1 Generalidades

Todos os circuitos no interior de um CONJUNTO são individualmente capazes de conduzir sua corrente nominal,
conforme 5.3.2, de maneira contínua, mas, a capacidade de condução da corrente de qualquer circuito pode ser
influenciada pelos circuitos adjacentes. Interação térmica pode resultar na transferência de calor entre circuitos
situados nas proximidades. O ar de refrigeração disponível para um circuito pode estar a uma temperatura bem
superior a do ambiente devido à influência de outros circuitos.

Na prática, nem todos os circuitos no interior de um CONJUNTO conduzem a corrente nominal de maneira
contínua e simultânea. Em uma aplicação particular, o tipo e a natureza de cargas diferem apreciavelmente.
Certos circuitos serão dimensionados à partir da corrente ligação e das cargas intermitentes ou de pequena
duração. Um certo número de circuitos podem estar plenamente carregados enquanto outros estão parcialmente
carregados ou desligados.

Então, fornecer CONJUNTOS em que todos os circuitos podem funcionar à corrente nominal continuamente é
desnecessário e seria um uso ineficiente de materiais e recursos. Esta norma reconhece os requisitos práticos dos
CONJUNTOS pela atribuição de um fator de diversidade nominal como definido em 3.8.11.

Ao indicar um fator de diversidade nominal, o montador do CONJUNTO está especificando as condições de carga
“médias” para as quais o CONJUNTO é projetado. O fator de diversidade nominal confirma o valor por unidade de
corrente nominal para a qual todos os circuitos de saída, ou um grupo de circuitos de saída, dentro do
CONJUNTO, podem ser carregados de maneira contínua e simultânea. Em CONJUNTOS onde o total das
correntes nominais dos circuitos de saída funcionando com um fator de diversidade nominal que ultrapassa a
capacidade do circuito de entrada, neste caso outro fator de diversidade se aplica a qualquer combinação dos
circuitos de saída para distribuir a corrente de entrada.

E.2 Fator de diversidade nominal de um CONJUNTO

O fator de diversidade nominal de um CONJUNTO é especificado em 5.4. Para o CONJUNTO típico mostrado na
Figura E.1, exemplos de várias configurações de carga para um fator de diversidade de 0,8 são dados na Tabela
E.1 e mostrados nas Figuras E.2 a E.5.

Paramos aqui em 08/08/12

E.3 Fator de diversidade nominal de um grupo de circuitos de saída

Além de declarar o fator de diversidade nominal para um CONJUNTO completo, um fabricante de CONJUNTO
pode especificar um fator de diversidade diferente para um grupo de circuitos relacionados dentro de um
CONJUNTO. A subseção 5.4 especifica o fator de diversidade nominal para um grupo de circuitos de saída.

As Tabelas E.2 e E.3 dão exemplos de um fator de diversidade de 0,9 para uma coluna e um quadro de
subdistribuição dentro do CONJUNTO típico mostrado na Figura E.1.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 104


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D1 400 A

B1 800 A C1 630 A

D2

A1 1600 A
Entrada

C2 200 A
B2 400 A
D D D D
C3 200 A 2 2 2 2
a b c d

C4 200 A
B3 400 A

C5 200 A
D2a a D2d
100 A cada

Coluna A Coluna B Coluna C Coluna D

a
Unidade funcional – Corrente nominal (In) indicado
a
A corrente nominal da unidade funcional (do circuito) no CONJUNTO pode ser inferior à corrente nominal do dispositivo.

Figura E.1 - CONJUNTO típico

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 105


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Tabela E.1 – Exemplos de cargas para um CONJUNTO com um fator de diversidade nominal 0,8

Unidade funcional A1 B1 B2 B3 C1 C2 C3 C4 C5 D1 D2a D2b D2c D2d

Corrente (A)

Unidade funcional - corrente 1.600 800 400 400 630 200 200 200 200 400 100 100 100 100
b
nominal (In)
(Ver Figura E.1)

Exemplo 1 1.600 640 320 320 0 160 160 0 0 0 0 0 0 0


Fig. E.2
Carga de uma
a
unidade funcional Exemplo 2 1.600 640 0 0 504 136 0 0 0 320 0 0 0 0
para um CONJUNTO Fig. E.3
com um fator de
a
diversidade de 0,8 Exemplo 3 1.600 456 0 0 504 160 160 160 160 0 0 0 0 0
Fig. E.4
a
Exemplo 4 1.600 0 0 0 504 160 160 136 0 320 80 80 80 80
Fig. E.5
a
Corrente de equilíbrio para o circuito de carga de entrada para sua corrente nominal.
b
A corrente nominal da unidade funcional (do circuito) no CONJUNTO pode ser inferior à corrente nominal do dispositivo.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 106


ABNT/CB-03
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[1 600 A] [320 A] [0 A] [0 A]

[1 280 A] [320 A] [0 A]
D1
400 A
B1 800 A C1 630 A [0 A]
[640 A] [0 A]

D2
A1
1 600 A
[1 600 A]
Entrada C2 200 A
B2 400 A [160 A]
[320 A] D D D D
C3 200 A 2 2 2 2
[160 A] a b c d

C4 200 A
[0 A]
B3 400 A
[320 A]
C5 200 A
[0 A] D2a a D2d
Cada 100 A [0 A]

Coluna A Coluna B Coluna C Coluna D

Carga real é indicada pelos valores entre colchetes, por exemplo, [640 A].
Carga do barramento da coluna é indicada pelos valores entre colchetes, por exemplo, [320 A].

Figura E.2 - Exemplo 1: Tabela E.1 – Carga de uma unidade funcional para
um CONJUNTO com um fator de diversidade nominal de 0,8

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 107


ABNT/CB-03
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[1 600 A] [960 A] [320 A] [0 A]

[640 A] [640 A] [320 A]


D1
400 A
B1 800 A C1 630 A
[320 A]
[640 A] [504 A]

D2

A1
1600 A

Entrada
[1600 A] C2 200 A
B2 400 A [136 A]
[0 A] D D D D
C3 200 A 2 2 2 2
[0 A] a b c d

C4 200 A
B3 400 A [0 A]
[0 A]
C5 200 A
[0 A] D2a a D2d
Cada 100 A [0 A]

Coluna A Coluna B Coluna C Coluna D

Carga real é indicada pelos valores entre colchetes, por exemplo, [640 A].
Carga do barramento da coluna é indicada pelos valores entre colchetes, por exemplo, [320 A].

Figura E.3 - Exemplo 2: Tabela E.1 – Carga de uma unidade funcional para
um CONJUNTO com um fator de diversidade nominal de 0,8

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 108


ABNT/CB-03
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[1 600 A] [1 144 A] [0 A] [0 A]

[456 A] [1 144 A] [0A]

D1
400 A
B1 800 A C1 630 A
[0 A]
[456 A] [504 A]

D2
A1
1 600 A
[1 600 A]
Entrada
C2 200 A
B2 400 A [160 A]
[0 A] D D D D
C3 200 A 2 2 2 2
[160 A] a b c d

C4 200 A
B3 400 A [160 A]
[0 A]
C5 200 A
[160 A] D2a a D2d
Cada 100 A [0 A]

Coluna A Coluna B Coluna C Coluna D

Carga real é indicada pelos valores entre colchetes, por exemplo, [640 A].
Carga do barramento da coluna é indicada pelos valores entre colchetes, por exemplo, [320 A].

Figura E.4 - Exemplo 3: Tabela E.1 – Carga de uma unidade funcional para
um CONJUNTO com um fator de diversidade nominal de 0,8

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 109


ABNT/CB-03
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[1 600 A] [1 600 A] [640 A] [0 A]

[0 A] [960 A] [640 A]

D1
C1 400 A
B1 [320 A]
800 A 630 A
[0 A] [504 A]

D2
400 A
A1 [320 A]
1 600 A
[1 600 A]
Entrada C2 200 A
B2 400 A [160 A]
[0 A] D D D D
C3 200 A 2 2 2 2
[160 A] a b c d

C4 200 A
B3 400 A [136 A]
[0 A]
C5 200 A
[0 A] D2a a D2d
Cada 100 A [80 A]

Coluna A Coluna B Coluna C Coluna D

Carga real é indicada pelos valores entre colchetes, por exemplo, [640 A].
Carga do barramento da coluna é indicada pelos valores entre colchetes, por exemplo, [320 A].

Figura E.5 - Exemplo 4: Tabela E.1 – Carga de uma unidade funcional para
um CONJUNTO com um fator de diversidade nominal de 0,8

Tabela E.2 - Exemplo de carga de um grupo de circuitos (Coluna B - Figura E.1)


com um fator de diversidade nominal de 0,9

Barramento de
Unidade funcional distribuição B1 B2 B3
Coluna B

Corrente (A)

Unidade funcional – Corrente nominal (I n ) 1 440 a 800 400 400

Carga – Grupo de circuitos com um fator 1 440 720 360 360


de diversidade nominal de 0,9

a Corrente nominal mínima para alimentar as unidades funcion ais conectadas com um RDF (0,9).

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 110


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PROJETO DE NORMA xx

Tabela E.3 - Exemplo de carga de um grupo de circuitos (Quadro de subdistribuição -


Figura E.1) com um fator de diversidade nominal de 0,9

Unidade funcional D2 D2a D2b D2c D2d

Corrente (A)

Unidade funcional – Corrente nominal (I n ) 360 a 100 100 100 100

Carga – Grupo de circuitos com um fator 360 90 90 90 90


de diversidade nominal de 0,9

a Corrente nominal mínima para alimentar as unidades funcionais conectadas com um RDF (0,9).

E.4 Fator de diversidade nominal e serviço intermitente

O calor dissipado dos circuitos constituídos de componentes com perdas por efeito Joule é proporcional ao valor
eficaz real da corrente. Uma corrente eficaz equivalente que representa o efeito térmico da corrente intermitente
real pode ser calculada pela fórmula dada abaixo. Isto permite determinar o equivalente térmico (Ieff) da corrente
eficaz real no caso de um serviço intermitente ser determinado e, assim, o padrão de carga admissível para um
determinado RDF. Convém que seja tomado cuidado com os tempos de funcionamento > 30 min. desde que
dispositivos pequenos possam alcançar o equilíbrio térmico.

I1

I2
I3 Irms

t1 t2 t3
t

2 2 2
Irms = I1  t1 + I2  t2 + I3  t3
t1 + t 2 + t3

t1 Tempo de partida à corrente I1


t2 Tempo de funcionamento à corrente I2
t3 Tempo de intervalo à I3 = 0
t1 + t2 + t3 Duração do ciclo

Figura E.6 - Exemplo de cálculo do efeito térmico médio

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 111


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Carga intermitente com tempo de partida 0,5 s

1,20

1,00

0,80
1 min
RDF

5 min
0,60
10 min
30 min
0,40

0,20

0,00
0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2
Tempo de funcionamento relativo

Figura E.7 - Exemplo gráfico para a relação entre o RDF equivalente e os parâmetros
em serviço intermitente à t1 = 0,5 s, I1 = 7*I2 à diferentes durações de ciclos

Carga intermitente

1,2

0,8
RDF

0,6

0,4

0,2

0
0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2
Tempo de funcionamento relativo

Figura E.8 - Exemplo gráfico para a relação entre o RDF equivalente e os parâmetros
em serviço intermitente à I1 = I2 (sem sobrecorrente de partida)

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 112


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Anexo F
(normativo)

Medição das distâncias de isolamento e de escoamento4

F.1 Princípios básicos

As larguras X das ranhuras indicadas nos exemplos 1 a 11 seguintes se aplicam, basicamente, a todos os
exemplos como uma função do grau de poluição como segue:

Tabela F.1 - Largura mínima de ranhuras

Valores mínimos da largura X


Grau de poluição das ranhuras
mm
1 0,25
2 1,0
3 1,5
4 2,5

Se a distância de isolamento associada for inferior a 3 mm, a largura mínima da ranhura pode ser reduzida a um
terço desta distância de isolamento.

Os métodos de medição das distâncias de isolamento e de escoamento são indicados nos exemplos 1 a 11. Estes
exemplos não diferem entre os intervalos e as ranhuras ou entre os tipos de isolamento.

Além disso:

- todo o ângulo é suposto estar ponteado por uma ligação isolante de largura X mm, colocado na posição mais
desfavorável (ver exemplo 3);

- onde a distância entre as arestas superiores de uma ranhura for superior a X mm, uma distâncias de
escoamento é medida ao longo dos contornos das ranhuras (ver exemplo 2);

- as distâncias de escoamento e de isolamento medidas entre as partes móveis, uma com relação a outra, são
medidas quando estas partes estão nas posições mais desfavoráveis.

F.2 Uso de nervuras

Devido a sua influência sobre a contaminação e sua melhor condição de secagem, as nervuras diminuem
consideravelmente a formação de corrente de fuga. As distâncias de escoamento podem, então, ser reduzidas a
0,8 do valor exigido, contanto que a altura mínima das nervuras seja pelo menos de 2 mm, ver Figura F.1.

Paramos aqui em 12/09/12

4 Este anexo F é baseado na IEC 60664-1:2007.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 113


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PROJETO DE NORMA xx

Altura mínima
de 2 mm

Largura mínima da base


conforme os requisitos
mecânicos

Figura F.1 a) – Medição das nervuras: exemplos

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 114


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PROJETO DE NORMA xx

Exemplo 1

<X mm

Condição: Este caminho da distância de escoamento Regra: As distâncias de escoamento e de isolamento


inclui ranhura com flanco paralelo ou são medidas diretamente sobre a ranhura como
convergente de qualquer profundidade com indicado.
uma largura inferior a X mm.

Figura F.1 b) - Exemplo 1

X mm

Condição: Este caminho da distância de escoamento Regra: A distância de isolamento é a distância em linha
inclui ranhura com flanco paralelo de reta. O caminho da distância de escoamento
qualquer profundidade com uma largura segue o contorno da ranhura.
igual ou superior a X mm.

Figura F.1 c) - Exemplo 2


=X mm

Condição: Este caminho da distância de escoamento Regra: A distância de isolamento é a distância em linha
inclui uma ranhura em V com uma largura reta. O caminho da distância de escoamento
superior a X mm. segue o contorno da ranhura, mas “curto
circuita” a base da ranhura por um elo de X mm.

Distância de isolamento Distância de escoamento

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 115


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PROJETO DE NORMA xx

Figura F.1 d) - Exemplo 3

Condição: Este caminho da distância de escoamento Regra: A distância de isolamento é o menor caminho
inclui uma nervura. pelo ar sobre o topo da nervura. O caminho da
distância de escoamento segue o contorno da
nervura.

Figura F.1 e) - Exemplo 4

<X mm <X mm

Condição: Este caminho da distância de escoamento Regra: O caminho das distâncias de escoamento e de
inclui uma ligação não colada com isolamento é a distância em linha reta indicada.
ranhuras com largura inferior a X mm de
cada lado.

Figura F.1 f) - Exemplo 5

X mm X mm

Condição: Este caminho da distância de escoamento Regra: A distância de isolamento é a distância em linha
inclui uma ligação não colada com reta. O caminho da distância de escoamento
ranhuras com largura igual ou superior a X segue o contorno das ranhuras.
mm de cada lado.

Distância de isolamento Distância de escoamento

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 116


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PROJETO DE NORMA xx

Figura F.1 g) - Exemplo 6


X mm <X mm

Condição: Este caminho da distância de escoamento Regra: Os caminhos das distâncias de escoamento e
inclui uma ligação não colada com uma de isolamento são os indicados.
ranhura de um lado com largura inferior a X
mm a ranhura de outro lado com largura
igual ou superior a X mm.

Figura F.1 h) - Exemplo 7

Condição: A distância de escoamento por meio da Regra: A distância de isolamento é o menor caminho
ligação não colada é inferior à distância de direto pelo ar sobre o topo da barreira.
escoamento sobre a barreira.

Figura F.1 i) - Exemplo 8

X mm

X mm

Condição: A distância entre a cabeça do parafuso e a Regra: Os caminhos das distâncias de escoamento e
parede do rebaixo, suficiente para ser de isolamento são os indicados.
considerado.

Distância de isolamento Distância de escoamento

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 117


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Figura F.1 j) - Exemplo 9

=X mm

=X mm

Condição: A distância entre a cabeça do parafuso e a Regra: A medição da distância de escoamento é


parede do rebaixo é muito pequena para efetuada do parafuso à parede quando a
ser considerada. distância é igual a X mm.

Figura F.1 k) - Exemplo 10

d C´ D

X X

C´ Parte flutuante

A distância de isolamento é a distância d + D A distância de escoamento é também a distância d + D


Figura F.1 l) - Exemplo 11

Distância de isolamento Distância de escoamento

Figura F.1 – Medição das nervuras

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 118


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Anexo G paramos aqui 07/04/2014


(normativo)

Correspondência entre a tensão nominal do sistema de alimentação


e a tensão suportável nominal de impulso do equipamento 5

Este anexo tem por objetivo dar as informações necessárias para a escolha de equipamento para a utilização em
um circuito dentro de um sistema elétrico ou de uma parte deste.

A Tabela G.1 dá exemplos da correspondência entre as tensões nominais do sistema de alimentação e a


correspondente tensão suportável nominal de impulso do equipamento.

Os valores da tensão nominal de impulso suportável dados na Tabela G.1 são baseados em 4.3.3 da IEC 60664-
1:2007. Para maiores informações sobre os critérios de seleção de uma categoria de sobretensão apropriada e
sobre a proteção contra as sobretensões (se nessessário) ver IEC 60364-4-44:2007, Seção 443.

Convém que seja reconhecido que o controle de sobretensões com respeito aos valores da Tabela G.1 também
podem ser alcançados pelas condições no sistema de alimentação, tais como a existência de impedância ou cabo
de alimentação apropriado.

5 Este anexo é baseado no Anexo H da ABNT NBR IEC 60947-1

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 119


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Tabela G.1 - Correspondência entre a tensão nominal do sistema de alimentação e a tensão nominal
de impulso suportável do equipamento

Tensão nominal do sistema de alimentação Valores preferenciais da tensão nominal suportável


( tensão nominal de isolamento do equipamento) de impulso (1,2/50 s) à 2.000 m
Valor máximo da V kV
tensão nominal de
Categoria de sobretensão
utilização para a
terra, IV III II I
c.a., valor eficaz
ou c.c. Nível de Nível de Nível de carga Nível de
entrada de circuito de (dispositivo, proteção
V
instalação distribuição equipamento) especial
(entrada de
serviço)

c.a. valor eficaz c.a. valor eficaz


c.a. valor eficaz
ou c.c. ou c.c.
c.a. valor eficaz
50 – – 12,5; 24; 25; 1,5 0,8 0,5 0,33
30; 42; 48
100 66/115 66 60 – 2,5 1,5 0,8 0,5
150 120/208 115; 120 110; 120 220-110, 4 2,5 1,5 0,8
127/220 127 240-120
300 220/380, 230/400 220; 230 220 440-220 6 4 2,5 1,5
240/415, 260/440 240; 260
277/480 277
600 347/600, 380/660 347; 380; 400 480 960-480 8 6 4 2,5
400/690, 415/720 415; 440; 480
480/830 500; 577; 600
1 000 – 660 1 000 – 12 8 6 4
690; 720
830; 1.000

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 120


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Anexo H
(informativo)

Corrente admissível e potência dissipada dos condutores em cobre

As Tabelas a seguir fornecem valores indicativos para as correntes admissíveis dos condutores e as potências
dissipadas sob condições ideais dentro de um CONJUNTO. Os métodos de cálculo utilizados para determinar
estes valores são indicados para permitir o cálculo para outras condições.

Tabela H.1 - Corrente admissivel e potência dissipada dos cabos de cobre


unipolares com uma temperatura admissível do condutor de 70 °C
(temperatura ambiente no interior do CONJUNTO: 55 °C)

Disposição do
condutor Espaço de pelo menos
um diâmetro de cabo

Condutores unipolares Condutores unipolares, Cabos unipolares,


em uma canaleta na expostos ao ar livre ou colocados
parede, disposta sobre uma eletrocalha horizontalmente e
horizontalmente. perfurada. separados ao ar livre
6 cabos 6 cabos
(2 circuitos trifásicos) (2 circuitos trifásicos)
carregados carregados
continuamente continuamente
Seção do Resistência Corrente Potência Corrente Potência Corrente Potência
condutor do condu- admissível dissipada admissível dissipada admissível dissipada
tor à máxima. por máxima por máxima por
20°C, I max b ) condutor I max c ) condutor I max d ) condutor
R 20 a ) Pv Pv Pv

mm² m/m A W/m A W/m A W/m


1,5 12,1 8 0,8 9 1,3 15 3,2
2,5 7,41 10 0,9 13 1,5 21 3,7
4 4,61 14 1,0 18 1,7 28 4,2
6 3,08 18 1,1 23 2,0 36 4,7
10 1,83 24 1,3 32 2,3 50 5,4
16 1,15 33 1,5 44 2,7 67 6,2
25 0,727 43 1,6 59 3,0 89 6,9
35 0,524 54 1,8 74 3,4 110 7,7
50 0,387 65 2,0 90 3,7 134 8,3
70 0,268 83 2,2 116 4,3 171 9,4
95 0,193 101 2,4 142 4,7 208 10,0
120 0,153 117 2,5 165 5,0 242 10,7
150 0,124 191 5,4 278 11,5
185 0,0991 220 5,7 318 12,0
240 0,0754 260 6,1 375 12,7
a
Valores da ABNT NBR NM 280, Tabela 2 (condutores encordoados)
b
Corrente admissível I30 para um circuito trifásico da IEC 60364-5-52, Tabela A.52-4, col. 4 (Método
de instalação: Item 6 da Tabela 52-3). k2 = 0,8 (item 1 da Tabela A.52-17, dois circuitos)
c
Corrente admissível I30 para um circuito de trifásico da IEC 60364-5-52, Tabela A.52-10, col. 5
2
(Método de instalação: Item F da Tabela A.52-1). Valores para as seções inferiores à 25 mm
calculados seguindo o Anexo C da IEC 60364-5-52. k2 = 0,88 (item 4 da Tabela A.52-17, dois
circuitos)
d
Corrente admissível I30 por um circuito trifásico da IEC 60364-5-52, Tabela A.52-10, col. 7 (Método
2
de instalação: Item G da Tabela A.52-1). Valores para as seções inferiores à 25 mm calculado
seguindo o Anexo C da IEC 60364-5-52. (k2 = 1)

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 1/24


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I máx  I 30  k1  k2 Pv  I máx
2
 R20  1    Tc  20 C

onde

k1 fator de redução da temperatura do ar no interior do invólucro ao redor dos condutores (IEC 60364-5-52:2009,
Tabela B.52-14).
k1 = 0,61 para uma temperatura do condutor de 70 °C, temperatura ambiente de 55 °C
k1 para as outras temperaturas do ar: ver Tabela H.2;
k2 fator de redução para os grupos de mais de um circuito (IEC 60364-5-52:2009, Tabela B.52-17);
-1
α Coeficiente de temperatura de resistência, α = 0,004 K ;
Tc Temperatura do condutor.

Tabela H.2 - Fator de redução k1 para os cabos com uma temperatura admissível do condutor
de 70 °C (extraído da IEC 60364-5-52:2009, tabela B.52-14)

Temperatura do ar no Fator de redução


interior do invólucro k1
ao redor dos
condutores
°C
20 1,12
25 1,06
30 1,00
35 0,94
40 0,87
45 0,79
50 0,71
55 0,61
60 0,50

NOTA Se a corrente de funcionamento da Tabela H.1 for convertida para outras temperaturas do ar utilizando o fator de
redução k1, então as potências dissipadas correspondentes também devem ser calculadas utilizando a fórmula dada acima.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 2/24


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Tabela H.3 - Corrente de funcionamento e potência dissipada dos barramentos de cobre nu com seção
retangular, dispostos horizontalmente e com a face maior na vertical, frequência
50 Hz a 60 Hz (temperatura ambiente no interior do CONJUNTO: 55 °C,
temperatura do condutor 70 °C)

Altura x Seção da Uma barra por fase Duas barras por fase
espessura barra (espaço = espessura de uma barra)
das barras

k3 Corrente Potência k3 Corrente Potência


de dissipada de dissipada
funciona- por funciona- por
mento condutor mento condutor
fase fase
Pv Pv
mm  mm mm 2 A W/m A W/m
12  2 23,5 1,00 70 4,5 1,01 118 6,4
15  2 29,5 1,00 83 5,0 1,01 138 7,0
15  3 44,5 1,01 105 5,4 1,02 183 8,3
20  2 39,5 1,01 105 6,1 1,01 172 8,1
20  3 59,5 1,01 133 6,4 1,02 226 9,4
20  5 99,1 1,02 178 7,0 1,04 325 11,9
20  10 199 1,03 278 8,5 1,07 536 16,6
25  5 124 1,02 213 8,0 1,05 381 13,2
30  5 149 1,03 246 9,0 1,06 437 14,5
30  10 299 1,05 372 10,4 1,11 689 18,9
40  5 199 1,03 313 10,9 1,07 543 17,0
40  10 399 1,07 465 12,4 1,15 839 21,7
50  5 249 1,04 379 12,9 1,09 646 19,6
50  10 499 1,08 554 14,2 1,18 982 24,4
60  5 299 1,05 447 15,0 1,10 748 22,0
60  10 599 1,10 640 16,1 1,21 1.118 27,1
80  5 399 1,07 575 19,0 1,13 943 27,0
80  10 799 1,13 806 19,7 1,27 1.372 32,0
100  5 499 1,10 702 23,3 1,17 1.125 31,8
100  10 999 1,17 969 23,5 1,33 1.612 37,1
120  10 1.200 1,21 1.131 27,6 1,41 1.859 43,5

I 2  k3
Pv   1   Tc  20 C
A

onde

Pv é a potência dissipada por metro;

I é a corrente de funcionamento;

k3 é o fator de deslocamento da corrente;

κ é a condutividade de cobre, κ = 56 m ;
  mm2

А é a seção da barra;
-1
α é o coeficiente de temperatura de resistência, α = 0,004 K ;

Tc é a temperatura do condutor.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 3/24


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As correntes de funcionamento podem ser convertidas para outras temperaturas do ar ambientes no interior do
CONJUNTO e/ou para uma temperatura do condutor de 90 °C multiplicando os valores da Tabela H.3 pelo fator k4
correspondente da Tabela H.4. Então, as potências dissipadas devem ser calculadas utilizando a fórmula dada
acima.

Tabela H.4 - Fator k4 para temperaturas diferentes do ar no interior do CONJUNTO


e/ou para os condutores

Temperatura do Fator k4
ar no interior do
invólucro ao Temperatura do Temperatura do
redor dos condutor de condutor de
condutores 70 °C 90 °C
°C
20 2,08 2,49
25 1,94 2,37
30 1,82 2,26
35 1,69 2,14
40 1,54 2,03
45 1,35 1,91
50 1,18 1,77
55 1,00 1,62
60 0,77 1,48

Deve ser considerado que, dependendo do projeto do CONJUNTO, podem ocorrer temperaturas ambientes e dos
barramentos bastante diferentes, especialmente com correntes de funcionamento mais elevadas.

A verificação da elevação de temperatura real sob estas condições deve ser determinada por ensaio. As potências
dissipadas podem então ser calculadas pelo mesmo método utilizado para esta Tabela H.4.

Para correntes mais elevadas, as perdas por corrente de Foucault podem ser significantes e elas não são
incluídas nos valores da tabela.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 4/24


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Anexo I
(Vasio)

Anexo J
(normativo)

Compatibilidade eletromagnética (EMC)

J.1 Generalidades

A numeração das subseções deste anexo está alinhada com aquela do corpo da norma.

J.2 Termos e definições

Para os propósitos deste anexo, se aplicam os termos e definições seguintes.

(Ver Figura J.1)

J.3.8.13.1
portas
interface particular de um dispositivo especifico com o ambiente eletromagnético externo

Portas do invólucro
Porta de sinal (cabos) Porta de potência
(c.a. /c.c.)

Dispositivo

Porta terra funcional

Figura J.1 - Exemplos de portas

J.3.8.13.2
portas do invólucro
limite físico do dispositivo em que os campos eletromagnéticos podem irradiar através ou interferir nele

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 5/24


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J.3.8.13.3
porta terra funcional
porta diferente da porta de sinal, comando ou potência, destinado para conexão a terra para outros fins que a
segurança elétrica

Paramos aqui 06/05/2014

J.3.8.13.4
porta de sinal
porta na qual um condutor ou um cabo destinado a transportar os sinais é conectado ao dispositivo

NOTA Como exemplo, podemos citar entradas, saídas e linhas de comando; os barramentos de dados; as redes de
comunicação, etc..

[3.4 of IEC 61000-6-1:2005]

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 6/24


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J.3.8.13.5
porta de potência
porta na qual um condutor ou cabo transportando a potência elétrica primária necessária ao funcionamento de um
dispositivo ou dispositivos associados é conectado ao dispositivo.

J.9.4 Requisitos de desempenho

J.9.4.1 Generalidades

Para a maior parte das aplicações de CONJUNTOS que entram no escopo desta norma, são considerados dois
conjuntos de condições ambientais e são designados como:

a) Ambiente A;

b) Ambiente B.

Ambiente A: refere-se a uma rede de potência alimentada por um trasnformador de alta ou média tensão,
dedicada a alimentação de uma instalação de uma unidade fabril ou planta similar, e destinada a funcionar no
interior ou próximo de uma área industrial, como descrito abaixo. Esta norma se aplica também aos dispositivos
que funcionam atraves de baterias e destinados a serem utilizadas em áreas industriais.

Os referidos ambientes são do tipo industrial, inteno ou exteno.

As áreas industrias são caracterizadas pela existência de um ou mais dos seguintes exemplos:

- dispositivos industriais, científicos ou médicos (ISM) (como definido na CISPR 11);


- manobras frequentes de cargas indutivas ou capacitivas elevadas;
- correntes e campos magnéticos associados elevados.
NOTA 1 O ambiente A é tratado nas normas EMC geréricas IEC 61000-6-2 e IEC61000-6-4.

Ambiente B: refere-se a redes públicas de baixa tensão ou dos dispositivos conectados a uma fonte de corrente
contínua dedicada destinada a assegurar a interface entre o dispositivo e a rede pública de baixa tensão. Este
ambiente se aplica também aos dispositivos que funcionam através de baterias ou alimentados por uma rede de
distribuição de energia de baixa tensão não pública e não industrial, se os dispositivos são destinados a serem
utilizados em locais descritos abaixo.

Os referidos ambientes são os locais residenciais, comerciais e levemente industriais, de uso interno e uso
externo.

A seguinte lista, ainda que não exaustiva, dá uma indicação sobre os locais que são incluidos:

- propriedades residenciais, por exemplo, casas, apartamentos;


- pontos de venda ao varejo, por exemplo, lojas, supermercados;
- locais profissionais, por exemplo, escritórios, bancos;
- locais de entreterimento aberto ao público, por exemplo, cinemas, bares, salão de dança; locais externos, por
exemplo, postos de combustíveis, estacionamentos para veículos, parque de diversões e centros esportivos;
- locais levemente industriais, por exemplo, oficinas, laboratórios, centros de serviços;
Os locais caracterizados pela alimentação direta em baixa tensão provenientes da rede pública são consideradas
como residenciais, comerciais ou levemente industriais.
NOTA 2 O ambiente B é tratado nas normas EMC geréricas IEC 61000-6-1 e IEC61000-6-3..

A condição ambiental A e/ou B para o qual o CONJUNTO é apropriado deve ser indicado pelo montador do CONJUNTO.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 7/24


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J.9.4.2 Requisito de ensaio

Os CONJUNTOS são na maioria dos casos fabricados ou montados por unidade, incorporando uma ou mais
combinações aleatórias de dispositivos e componentes.

Não são requeridos ensaios de emissão ou de imunidade de EMC em CONJUNTOS finais se as condições
seguintes são satisfeitas:

a) os dispositivos e componentes incorporados estão conforme os requisitos para EMC para o ambiente
especificado (ver J.9.4.1) como exigido pela norma de produto pertinente ou norma genérica de EMC.

b) a instalação interna e a fiação são efetuadas conforme as instruções de fabricantes de componentes e dos
dispositivos (disposição com respeito às influências mútuas, cabo, blindagem, aterramento etc.)

Em todos os outros casos os requisitos de EMC são verificados por ensaios de J.10.12.

J.9.4.3 Imunidade

J.9.4.3.1 CONJUNTOS que não incorporam circuitos eletrônicos

Sob condições de serviço normais, os CONJUNTOS que não incorporam circuitos eletrônicos não são sensíveis
às perturbações eletromagnéticas e, então, nenhum ensaio de imunidade é requerido.

J.9.4.3.2 CONJUNTOS que incorporam circuitos eletrônicos

Os equipamentos eletrônicos incorporados em CONJUNTOS devem satisfazer os requisitos de imunidade da


norma de produto pertinente ou da norma de EMC genérica e devem estar adaptados para o ambiente de EMC
especificado e indicado pelo fabricante de CONJUNTO.

Em todos os outros casos os requisitos de EMC devem ser verificados pelos ensaios de J.10.12.

Um equipamento que utiliza circuitos eletrônicos nos quais todos os componentes são passivos (por exemplo,
diodos, resistores, varistores, capacitores, supressores de surto e indutores) não é necessário ser ensaiado.

O fabricante de CONJUNTO deve obter do fabricante de dispositivo e/ou componente o critério de desempenho
específico do produto baseado no critério de aceitação dado na norma de produto pertinente.

J.9.4.4 Emissão

J.9.4.4.1 CONJUNTOS que não incorporam circuitos eletrônicos

Para CONJUNTOS que não incorporam circuitos eletrônicos, as perturbações eletromagnéticas somente podem
ser geradas pelos equipamentos durante a interrupção ocasional. A duração das perturbações é da ordem de
milissegundos. A frequência, o nível e as consequências destas emissões são considerados como parte do
ambiente eletromagnético normal de instalações de baixa tensão. Então, os requisitos para emissão
eletromagnética são considerados como satisfeito e nenhuma verificação é necessária.

J.9.4.4.2 CONJUNTOS que incorporam circuitos eletrônicos

Os equipamentos eletrônicos incorporados em CONJUNTOS devem satisfazer os requisitos de emissão da norma


de produto pertinente ou da norma de EMC genérica e devem estar adaptados para o ambiente de EMC
específico indicado pelo fabricante de CONJUNTO.

Os CONJUNTOS que incorporam circuitos eletrônicos (tais como, fonte de alimentação chaveada, circuitos que
incorporam os microprocessadores com ciclos de alta frequência) podem gerar perturbações eletromagnéticas
contínuas.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 8/24


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Para essas emissões, as perturbações não devem exceder os limites especificados na norma de produto
aplicavel, ou os requisitos da IEC 61000-6-4 para ambiente A e/ou IEC 61000-6-3 para ambiente B devem ser
aplicados.

Os ensaios devem ser realizados de acordo com os requisitos da norma de produto aplicavel, se existir, caso
contrário de acordo com J.10.12.

J.10.12 Ensaios para EMC

As unidades funcionais dentro de CONJUNTOS que não satisfazem aos requisitos de J.9.4.2 a) e b) devem ser
submetidos aos ensaios seguintes, como aplicável.

Os ensaios de emissão e de imunidade devem ser realizados conforme a norma de EMC aplicável. Porém, o
fabricante do CONJUNTO deve especificar todas as medidas adicionais necessárias para verificar os critérios de
desempenho para os CONJUNTOS se necessário (por exemplo, aplicação dos tempos de duração).

J.10.12.1 Ensaios de imunidade

J.10.12.1.1 CONJUNTOS que não incorporam circuitos eletrônicos

Nenhum ensaio é necessário; ver J.9.4.3.1.

J.10.12.1.2 CONJUNTOS que incorporam circuitos eletrônicos

Devem ser realizados ensaios de acordo com o ambiente pertinente A ou B. Os valores são dados nas Tabelas
J.1 e/ou J.2 exceto onde um nível de ensaio diferente é determinado na norma de produto específico pertinente e
justificado pelo fabricante de componentes eletrônicos.

Os critérios de desempenho devem ser indicados pelo fabricante de CONJUNTOS baseado no critério de
aceitação da Tabela J.3.

J.10.12.2 Ensaios de emissão

J.10.12.2.1 CONJUNTOS que não incorporam circuitos eletrônicos

Nenhum ensaio é necessário; ver J.9.4.4.1.

J.10.12.2.2 CONJUNTOS que incorporam circuitos eletrônicos

O fabricante de CONJUNTOS deve especificar os métodos de ensaio utilizados; ver J.9.4.4.2.

Os limites de emissão relativos ao ambiente A são indicados na IEC 61000-6-4:2006, Tabela 1.

Os limites de emissão relativos ao ambiente B são indicados na IEC 61000-6-3:2006, Tabela 1.

Se o CONJUNTO tem portas de telecomunicações, os requisitos de emissão do CISPR 22 aplicaveis a essas


portas e o ambiente escolhido devem ser aplicádos.

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PROJETO DE NORMA xx

Tabela J.1 - Ensaios de imunidade de EMC para Ambiente A


(ver J.10.12.1)

Critério de
Tipo de ensaio Nível de ensaio exigido
desempenho c
Ensaio de imunidade às descargas
 8 kV / descarga no ar
eletrostáticas B
ou  4 kV / descarga ao contato
IEC 61000-4-2
Ensaio de imunidade aos campos
eletromagnéticos irradiados
10 V/m na porta do invólucro A
IEC 61000-4-3 de 80 MHz a 1 GHz e
1,4 GHz a 2 GHz
Ensaio de imunidade aos transientes elétricos  2 kV nas portas de potência
rápidas em salvas  1 kV nas portas de sinal incluindo os circuitos B
IEC 61000-4-4 auxiliares e terra funcional

Ensaio de imunidade aos surtos 1,2/50 s e  2 kV (fase-terra) nas portas de potência,


8/20 s  1 kV (fase-fase) nas portas de potência, B
IEC 61000-4-5 a  1 kV (fase-terra) nas portas de sinal

Ensaio de imunidade às pertubações


10 V nas portas de potência, nas portas de sinal
conduzida nas radiofrequências A
e na porta de terra funcional.
IEC 61000-4-6 de 150 kHz a 80 MHz
Imunidade aos campos magnéticos à
frequência da rede 30 A/m b na porta do invólucro A
IEC 61000-4-8
Imunidade aos afundamentos e interrupções 30 % redução por 0,5 ciclos B
de tensão 60 % redução por 5 e 50 ciclos C
IEC 61000-4-11 d >95 % redução por 250 ciclos C

Imunidade às harmônicas da rede


Sem requisitos
IEC 61000-4-13
a Para equipamentos e/ou as portas de entrada/saída com a tensão nominal c.c. de 24 V ou menos, os ensaios
não são necessários.
b Aplicável somente aos aparelhos que contêm dispositivos sensíveis aos campos magnéticos.
c Os critérios de desempenho não dependem do ambiente. Ver Tabela J.3.
d Aplicável somente às portas de potência da rede de alimentação.

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PROJETO DE NORMA xx

Tabela J.2 - Ensaios de imunidade de EMC para Ambiente B


(ver J.10.12.1)

Critério de
Tipo de ensaio Nível de ensaio exigido
desempenho c
Ensaio de imunidade às descargas
 8 kV / descarga no ar
eletrostáticas B
ou  4 kV / descarga ao contato
IEC 61000-4-2
Ensaio de imunidade ao campo
eletromagnético irradiado
3 V/m na porta do invólucro A
IEC 61000-4-3 de 80 MHz a 1 GHz e
1,4 GHz a 2 GHz
Ensaio de imunidade aos transientes elétricos  1 kV nas portas de potência
rápidas em salvas  0,5 kV nas portas de sinal incluindo os B
IEC 61000-4-4 circuitos auxiliares e terra funcional

Ensaio de imunidade aos surtos 1,2/50 s e  0,5 kV (fase-terra) nas portas de sinal e de
8/20 s potência exceto para portas da rede de
B
IEC 61000-4-5 a alimentação onde 1 kV se aplica (fase-terra)
 0,5 kV (fase-fase)
Ensaio de imunidade às pertubações
3 V nas portas de potência, nas portas de sinal e
conduzida nas radiofrequências A
nas portas de terra funcional.
IEC 61000-4-6 de 150 kHz a 80 MHz
Imunidade aos campos magnéticos à
frequência da rede 3 A/m b nas portas do invólucro A
IEC 61000-4-8
Imunidade aos afundamentos e interrupções 30 % redução por 0,5 ciclos B
de tensão 60 % redução por 5 ciclos C
IEC 61000-4-11 d >95 % redução por 250 ciclos C

Imunidade às harmônicas da rede


Sem requisitos
IEC 61000-4-13
a Para equipamentos e/ou portas de entrada/saída com a tensão nominal c.c. de 24 V ou menos, os ensaios não
são necessários.
b Aplicável somente aos aparelhos que contêm dispositivos sensíveis aos campos magnéticos.
c Os critérios de desempenho não dependem do ambiente. Ver Tabela J.3.
d Aplicável somente às portas de potência da rede de alimentação.

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Tabela J.3 - Critério de aceitação na presença de perturbações eletromagnéticas

Critérios de aceitação
(critérios de desempenho durante os ensaios)
Item

A B C
Sem alterações Degradação temporária ou perda
perceptíveis das de desempenho que requer
características de Degradação temporária ou intervenção do operador ou
Desempenho global funcionamento perda de desempenho que
é autorrecuperável reinicialização do sistema a
Funcionamento como
previsto

Funcionamento dos Degradação temporária ou perda


Degradação temporária ou
circuitos de potência Nenhum funcionamento de desempenho que requer
perda de desempenho que
e dos circuitos indesejado intervenção do operador ou
é autorrecuperável a
auxiliares reinicialização do sistema a
Desligamento ou perda
Sem mudanças das Alterações visíveis permanente do dispositivos de
informações visualizadas temporárias ou perda de visualização.
Funcionamento dos
dispositivos de Somente uma pequena informação. Informação incorreta e/ou modo de
visualização e painéis flutuação na intensidade Iluminação indesejavel do funcionamento não permitido, que
de comando luminosa dos LEDs ou LED deve ser visível ou deve fornecer
leve movimento dos uma indicação.
caracteres
Não autorrecuperável
Processamento erroneo da
Comunicação com
Funções de Comunicação e informação
pertubação temporária,
processamento de intercâmbio de dados sem Perda de dados e/ou informação
com possível erro de
informação e de pertubações para os
relatórios de dispositivos Erros na comunicação
detecção dispositivos externos
internos e externos
Não autorrecuperável
a Requisitos específicos devem ser detalhados na norma de produto.

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Anexo K
(normativo)

Proteção por separação elétrica

K.1 Generalidades

A separação elétrica é uma medida de proteção em que:

 a proteção básica (proteção contra contato direto) é provida pela isolação básica entre partes vivas perigosas
e partes condutoras expostas de um circuito separado, e

 a proteção de falta a terra (proteção contra contato indireto) é provida:

- pela simples separação do circuito separado de outros circuitos e da terra;

- por uma ligação equipotencial de proteção não ligada a terra interconectando partes de equipamentos
expostas do circuito separado onde mais de um elemento de equipamento é conectado ao circuito
separado.

A conexão intencional de partes condutoras expostas a um condutor de proteção ou a um condutor terra não é
permitida.

K.2 Separação elétrica

K.2.1 Generalidades

A proteção por separação elétrica deve ser assegurada pela conformidade com todos os requisitos de K.2.2 a
K.2.5.

K.2.2 Fonte de alimentação

O circuito deve ser alimentado por uma fonte que provê separação, isto é

 um transformador isolador, ou

 uma fonte de corrente que provê um grau de segurança equivalente a aquele do transformador isolador
especificado acima, por exemplo, um motor gerador com enrolamentos que provêem isolação equivalente.

NOTA A capacidade para resistir uma tensão de ensaio particularmente elevada é reconhecido como um meio de assegurar o
grau necessário de isolação.

Devem ser selecionadas fontes móveis de alimentação conectadas a um sistema de alimentação conforme Seção
K.3 (equipamento classe II ou isolação equivalente).

Fontes fixas de alimentação devem ser:

 selecionado conforme Seção K.3, ou

 tal que a saída esteja separada da entrada e do invólucro por uma isolação que satisfaz as condições da
Seção K.3; se a tal fonte alimenta vários elementos de um equipamento, as partes condutoras expostas
daquele equipamento não devem ser conectadas ao invólucro metálico da fonte.

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K.2.3 Seleção e instalação de fonte de alimentação

K.2.3.1 Tensão

A tensão do circuito eletricamente separado não deve exceder 500 V.

K.2.3.2 Instalação

K.2.3.2.1 As partes vivas do circuito separado não devem ser conectadas a um ponto qualquer de um outro
circuito ou à terra.

Para evitar o risco de uma falta à terra, deve ser prestada particular atenção à isolação de tais partes à terra,
especialmente para cabos flexíveis e cordões.

As disposições devem assegurar a separação elétrica que não são inferiores àquelas existentes entre a entrada e
a saída de um transformador isolador.

NOTA Em particular, a separação elétrica é necessária entre as partes vivas de equipamento elétrico como os relés, os
contatores, os interruptores auxiliares e qualquer parte de outro circuito.

K.2.3.2.2 Os cabos flexíveis e cordões devem ser visíveis ao longo de qualquer parte do seu comprimento sujeito
a dano mecânico.

K.2.3.2.3 Para os circuitos separados, o uso de sistemas de instalação elétrica separados é necessário. Se o uso
de condutores do mesmo sistema de instalação elétrica para os circuitos separados e outros circuitos for
inevitável, cabos de multicondutores sem cobertura metálica ou condutores isolados em eletrodutos isolantes,
canalizações ou as canaletas devem ser utilizados, contanto que a sua tensão nominal não seja inferior à tensão
mais elevada provável de acontecer e que cada circuito é protegido contra sobrecorrente.

K.2.4 Alimentação de um único dispositivo

Onde um único dispositivo é alimentado, as partes condutivas expostas do circuito separado não devem ser
conectadas ao condutor de proteção ou às partes condutivas expostas de outros circuitos.

NOTA Se as partes condutoras expostas do circuito separado estão sujeita a entrar em contato, ou intencionalmente ou
acidentalmente, com as partes condutoras expostas de outros circuitos, a proteção contra choque elétrico já não depende
somente de proteção por separação elétrica, mas de medidas de proteção para as quais as partes condutoras expostas destes
ultimos são submetidas.

K.2.5 Alimentação de mais de um dispositivo

Se forem tomadas precauções para proteger o circuito separado contra danos e falha de isolação, uma fonte de
alimentação, conforme K.2.2, pode alimentar mais de um dispositivo contanto que todos os requisitos seguintes
sejam satisfeitos.

a) As partes condutoras expostas do circuito separado devem ser conectadas juntas por condutores de ligação de
equipotencialização isolado não conectado à terra. Tais condutores não devem ser conectados aos condutores
de proteção ou partes condutoras expostas de outros circuitos ou a qualquer parte condutora estranha.

NOTA Se as partes condutoras expostas do circuito separado estão sujeito a entrar em contato, ou intencionalmente ou
acidentalmente, com as partes condutoras expostas de outros circuitos, a proteção contra choque elétrico já não depende
somente de proteção por separação elétrica, mas de medidas de proteção para as quais as partes condutoras expostas
destes ultimos são submetidas.

b) Todas as tomadas devem ser munidas de contatos de proteção que devem ser conectados ao sistema de
ligação equipotencial fornecido conforme a alínea a).

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c) Exceto alimentação de equipamento classe II, todos os cabos flexíveis devem incorporar um condutor de
proteção para ser usado como um condutor de ligação equipotencial.

Deve ser assegurado que se duas falhas que afetam duas partes condutoras expostas ocorrem e estas são
alimentadas por condutores de polaridade diferente, um dispositivo de proteção deve desconectar a alimentação
em um tempo conforme a Tabela K.1.

Tabela K.1 – Tempos de interrupção máximos para esquema TN

U0a Tempo de interrupção


s
V

120 0,8
230 0,4
277 0,4
400 0,2
>400 0,1
a Valores baseados na IEC 60038.

Para as tensões que estão dentro da faixa de tolerância indicadas na IEC 60038, o tempo de desconexão
apropriado à tensão nominal se aplica.

Para os valores intermediários de tensão, o valor imediatamente superior da tabela acima deve ser usado.

K.3 Equipamento de classe II ou isolação equivalente

A proteção deve ser assegurada pelo equipamento elétrico dos tipos seguintes:

 Equipamento elétrico que tem dupla isolação ou isolação reforçada (equipamento classe II)

 CONJUNTOS que têm isolação total, ver 8.4.3.3.

Este equipamento é marcado com o símbolo .

NOTA Esta medida é destinada para prevenir o surgimento de uma tensão perigosa nas partes acessíveis dos equipamentos
elétricos por uma falta na isolação básica.

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Anexo L
(informativo)

Distâncias de isolamento e de escoamento para a América do Norte

Tabela L.1 - Distâncias de isolamento mínimas no ar

Tensão Distâncias de isolamento mínimas


nominal de no ar
utilização mm
V
Entre fases Fase terra
a 12,7 12,7
(150) 125
ou menos

(151) a 126- 19,1 12,7


250
251-600 25,4 25,4
aOs valores entre parênteses são aplicáveis no
México.

Tabela L.2 – Distâncias de escoamento mínimas

Tensão Distâncias mínimas de


nominal de escoamento
utilização mm
V
Entre fases Fase terra
a 19,1 12,7
(150) 125 ou
menos

(151) a 126- 31,8 12,7


250
251-600 50,8 25,4
a Os valores entre parênteses são aplicáveis no
México.

NOTA Esta não é uma lista completa e exaustiva de todas as regulamentações que são específicas para o
mercado norte americano.

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Anexo M
(informativo)

Limites de elevação de temperatura para a América do Norte

Os limites de elevação de temperatura permitidos na América do Norte são baseados nas elevações admissíveis
pelos dispositivos conectados (conectores de fios, cabos, disjuntores, etc.). Para manter o desempenho e o
funcionamento correto do sistema elétrico inteiro, isto deve ser considerado. Estes requisitos são obrigatórios pelo
Código Elétrico Nacional, NFPA 70, Artigo 110.14-C, “Limites de Temperatura”. Este documento é publicado pela
Associação Nacional de Proteção contra Incêndio, Quincy, Massachusetts, E.U.A.. No México estes requisitos são
obrigatórios pelo NOM-001-SEDE.

Tabela M.1 - Limites de elevação de temperatura na América do Norte

Partes dos CONJUNTOS Elevação de temperatura


K
Barramentos não blindados 50
Barramentos blindados 65
Bornes exceto os cobertos abaixo 50
Bornes para os dispositivos marcados para uso 60
com condutores à 90 °C, com base na corrente
admissível à 75 °C (capacidade de condução de
corrente)
Bornes para os dispositivos com características 65
nominais de 110 A e inferiores, se marcados para uso
com condutores à 75 °C

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Anexo N
(normativo)

Corrente admissível e potência dissipada nas barras em cobre nu.

As seguinte tabelas indicam os valores para correntes admissíveis dos condutores e as potências dissipadas nas
condições ideais no interior de um CONJUNTO (Ver 10.10.2.2.3, 10.10.4.2.1 e 10.10.4.3.1). Este anexo não se
aplica aos condutores verificados por ensaios.

Os métodos de calculos utilizados para determinar estes valores são dados para permitir o cálculo para outras
condições.

Tabela N.1 - Corrente admissivel e potência dissipada das barras em cobre nu com seção
retangular, dispostos horizontalmente e com a face maior na vertical, frequência
50 Hz a 60 Hz (temperatura no interior do CONJUNTO: 55 °C,
temperatura do condutor 70 °C)

alterar de “espaço = espessura das barras” para “espessura de uma barra”.

Altura x Seção da Uma barra por fase Duas barras por fase
espessura barra (espaço = espessura de uma barra)
das barras

k3 Corrente Potência k3 Corrente Potência


admissível dissipada admissível dissipada
por por
condutor condutor
fase fase
Pv Pv
mm  mm mm 2 A W/m A W/m
12  2 23,5 1,00 70 4,5 1,01 118 6,4
15  2 29,5 1,00 83 5,0 1,01 138 7,0
15  3 44,5 1,01 105 5,4 1,02 183 8,3
20  2 39,5 1,01 105 6,1 1,01 172 8,1
20  3 59,5 1,01 133 6,4 1,02 226 9,4
20  5 99,1 1,02 178 7,0 1,04 325 11,9
20  10 199 1,03 278 8,5 1,07 536 16,6
25  5 124 1,02 213 8,0 1,05 381 13,2
30  5 149 1,03 246 9,0 1,06 437 14,5
30  10 299 1,05 372 10,4 1,11 689 18,9
40  5 199 1,03 313 10,9 1,07 543 17,0
40  10 399 1,07 465 12,4 1,15 839 21,7
50  5 249 1,04 379 12,9 1,09 646 19,6
50  10 499 1,08 554 14,2 1,18 982 24,4
60  5 299 1,05 447 15,0 1,10 748 22,0
60  10 599 1,10 640 16,1 1,21 1.118 27,1
80  5 399 1,07 575 19,0 1,13 943 27,0
80  10 799 1,13 806 19,7 1,27 1.372 32,0
100  5 499 1,10 702 23,3 1,17 1.125 31,8
100  10 999 1,17 969 23,5 1,33 1.612 37,1
120  10 1.200 1,21 1.131 27,6 1,41 1.859 43,5

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I 2  k3
Pv   1   Tc  20 C
A

onde

Pv é a potência dissipada por metro;

I é a corrente admissível;

k3 é o fator de deslocamento da corrente;

κ é a condutividade de cobre, κ = 56 m ;
  mm2

А é a seção da barra;
-1
α é o coeficiente de temperatura de resistência, α = 0,004 K ;

Tc é a temperatura do condutor.

As correntes de funcionamento podem ser convertidas para outras temperaturas no interior do CONJUNTO e/ou
para uma temperatura do condutor de 90 °C multiplicando os valores da Tabela N.1 pelo fator k4 correspondente
da Tabela N.2. Então, as potências dissipadas devem ser calculadas utilizando a fórmula dada acima.

Paramos aqui 05/08/2014

Tabela N.2 - Fator k4 para diferentes temperaturas do ar no interior do CONJUNTO


e/ou para os condutores

Temperatura do Fator k4
ar no interior do
invólucro ao Temperatura do Temperatura do
redor dos condutor de condutor de
condutores 70 °C 90 °C
°C
20 2,08 2,49
25 1,94 2,37
30 1,82 2,26
35 1,69 2,14
40 1,54 2,03
45 1,35 1,91
50 1,18 1,77
55 1,00 1,62
60 0,77 1,48

Deve ser considerado que, dependendo do projeto do CONJUNTO, podem ocorrer temperaturas ambientes e dos
barramentos bastante diferentes, especialmente com correntes de funcionamento mais elevadas.

A verificação da elevação de temperatura real nessas condições deve ser determinada por ensaio. As potências
dissipadas podem então ser calculadas pelo mesmo método como utilizado para esta Tabela N.2.

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NOTA Para as correntes mais elevadas, as perdas por corrente de Foucault podem ser significativas e elas não
são incluídas nos valores da Tabela N.1.

Anexo O
(informativo)

Diretrizes para a verificação da elevação da temperatura.

O.1 Generalidades

Todos os CONJUNTOS geram calor em serviço. Assumindo que a capacidade de dissipação térmica para áreas
específicas dentro do CONJUNTO e para o CONJUNTO completo, quando funcionando a plena carga, excede o
calor total produzido, então o equilíbrio térmico será estabelecido; a temperatura se estabilizará a uma elevação
de temperatura superior à temperatura ambiente em torno do CONJUNTO.

O objetivo da verificação da elevação de temperatura é assegurar a estabilização das temperaturas a um valor


que não resultará em:
a) deterioração significativa ou envelhecimento do CONJUNTO, ou
b) excesso de calor a ser transferido para os condutores externos, de tal forma que a capacidade de serviço
dos condutores externos e de qualquer equipamento ao qual estão conectados, possam ser prejudicados, ou,
c) queimaduras nas pessoas, nos operadores ou animais nas proximidades de um CONJUNTO nas condições
normais de funcionamento.

O.2 Limites da elevação de temperatura

A escolha do método apropriado para a verificação da elevação de temperatura é de responsabilidade do


fabricante (ver Figura O.1).
Todos os limites de elevação de temperatura indicados nesta norma assumem que o CONJUNTO estará
localizado em um ambiente no qual a média diária e os picos diários das temperaturas ambientes não ultrapassem
35 ° C e 40 ° C, respectivamente.

A norma também assume que todos os circuitos de saída dentro de um CONJUNTO não estarão carregados com
a sua corrente nominal ao mesmo tempo. Este reconhecimento da situação prática é definida pelo "fator de
diversidade nominal'. Considerando que a carga não exceda a corrente nominal do circuito de entrada, a
diversidade é a proporção das correntes nominais individuais que qualquer combinação de circuitos de saída pode
conduzir continuamente e simultaneamente, sem o sobreaquecimento do CONJUNTO. O fator de diversidade
(carga assumida) é geralmente definido para o CONJUNTO completo, mas o fabricante pode escolher especificá-
lo para grupos de circuitos, por exemplo, os circuitos em uma seção.

Verificação da elevação de temperatura valida dois critérios, como a seguir:

a) que cada tipo de circuito é capaz de conduzir a sua corrente nominal, quando incorporado ao CONJUNTO. Isto
leva em conta o modo de conexão e separação do circuito dentro do CONJUNTO, mas exclui o efeito de
aquecimento que pode resultar de circuitos adjacentes conduzindo corrente.

b) que não ocorra nenhum sobreaquecimento do CONJUNTO completo quando o circuito de entrada conduz a sua
corrente nominal, sob a influência da corrente máxima do circuito de entrada, qualquer combinação dos circuitos
de saída pode ser igualmente submetido a uma carga contínua e simultânea igual a corrente nominal multiplicada
pelo fator de diversidade nominal aplicável ao CONJUNTO.

Os limites da elevação de temperatura no CONJUNTO são de responsabilidade do fabricante, e são determinados


essencialmente com base na temperatura de funcionamento, não excedendo, a longo prazo, a capacidade dos
materiais utilizados no CONJUNTO. A norma define os limites de elevação de temperatura nas interfaces entre o
CONJUNTO e o ambiente externo ao CONJUNTO, por exemplo, bornes de cabos e manoplas de manobra, (ver
Tabela 6).

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A verificação de elevação de temperatura pode ser realizada por ensaio, por cálculo ou por aplicação das regras
de projeto, nos limites definidos nesta norma. É admissível utilizar um método de verificação ou uma combinação
dos métodos de verificação definidos nesta norma, a fim de verificar as características de elevação de temperatura
de um CONJUNTO. Isso permite ao fabricante escolher o método mais adequado para o CONJUNTO, ou a uma
parte deste CONJUNTO, levando em consideração os volumes, a construção, a flexibilidade do projeto, a corrente
nominal, e o tamanho do CONJUNTO.

Nas aplicações típicas que envolvem alguma adaptação de um projeto de referência, é muito provável que vários
métodos sejam utilizados para cobrir diferentes aspectos de projeto do CONJUNTO.

O.3 Ensaio

O.3.1 Generalidades

A norma fornece as diretrizes referentes a escolhas de grupos de unidades funcionais comparáveis, a fim de
evitar ensaios desnecessários. A norma descreve também a maneira detalhada de como selecionar a variante
crítica de cada grupo a ser submetido aos ensaios. As regras de projeto são então aplicadas para determinar as
características nominais aos outros circuitos que são “termicamente análogos” à variante crítica ensaiada.

Esta norma propõe três opções para a verificação por ensaio.

O.3.2 Metodo a) verificação do CONJUNTO completo (10.10.2.3.5)

Se vários ou todos os circuitos de um CONJUNTO são alimentados simultaneamente, então um dado circuito
somente será capaz de transportar sua corrente nominal multiplicada pelo fator de diversidade nominal (ver 5.4),
devido a influência térmica dos outros circuitos. Assim, para verificar as correntes nominais de todos os circuitos,
um ensaio separado é necessário para cada tipo de circuito. Para verificar o fator de diversidade nominal, um
ensaio adicional deve ser realizado com as cargas aplicadas simultâneamente em todos os circuitos (ver métodos
b) e c)).

Para evitar o grande número de ensaios que pode ser necessário, 10.10.2.3.5 descreve um método de verificação
no qual um só ensaio é realizado com as cargas aplicadas simultâneamente em todos os circuitos. Como um só
ensaio não permite verificar separadamente correntes nominais e o fator de diversidade nominal dos circuitos,
admite-se que o fator de diversidade é igual a um. Neste caso, as correntes aplicadas tem os mesmos valores das
correntes nominais.

Este é um método prudente e rápido para se obter o resultado aplicável a uma montagem específica de um
CONJUNTO. Ele demonstra as características nominais dos circuitos de saída e do CONJUNTO no mesmo
ensaio. O circuito de entrada e os barramentos são carregados na sua corrente nominal, e um grupo de tantos
circuitos de saída quantos forem necessários são carregados na sua corrente nominal individual para distribuir a
corrente de entrada, quando instalados no CONJUNTO. Esta situação não é usual para a maioria das instalações
já que os circuitos de saída não são normalmente carregadas com fator de diversidade igual a um. Se o grupo de
unidades funcionais ensaiados não inclui todos os diferentes tipos de circuitos de saída instalados no CONJUNTO,
outros ensaios são então realizados formando diferentes grupos de circuitos de saída até que um de cada tipo
seja ensaiado.

Os ensaios assim realizados necessitam de um número mínimo de ensaios de elevação de temperatura, mas este
método de ensaio é mais oneroso que o necessário e o resultado obtido não pode ser aplicável a uma família de
CONJUNTOS.

O.3.3 Método b) – Verificação separada de cada unidade funcional individual e do CONJUNTO completo
(10.10.2.3.6)

Este método permite submeter a ensaio separadamente cada variante crítica do circuito de saída a fim de
confirmar sua corrente nominal e de submeter a ensaio o CONJUNTO completo com o circuito de entrada
carregado com sua corrente nominal e o número de circuitos de saída necessário para distribuir a corrente de
entrada, igualmente carregadas com sua corrente nominal multiplicada pelo fator de diversidade. É conveniente
que o grupo submetido a ensaio compreenda um circuito de saída de cada variante crítica a ser incorporado no

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 21/24


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CONJUNTO. Quando na prática não for possível submeter a ensaio simultaneamente todas as variantes críticas,
outros grupos são submetidos a ensaio até que todas as variantes críticas dos circuito de saída tenham sido
consideradas.

Este programa de ensaio leva em consideração a diversidade de carga dos circuitos de saída da maioria das
aplicações. Entretanto, como indicado no método a), o resultado se aplica unicamente a uma configuração do
CONJUNTO ensaiado.

PARAMOS AQUI 07/10/2014 @@@ Iniciamos aqui em 04nov14

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 22/24


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O.3.4 Método c) – Verificação separada de cada unidade funcional individual, do barramento principal, do
barramento de distribuição e do CONJUNTO completo (10.10.2.3.7)

Este método de ensaio permite verificar a elevação de temperatura dos sistemas modulares sem a necessidade
de submeter a ensaio cada possível combinação de circuitos. Os ensaios de elevação de temperatura são
realizados separadamente a fim de demonstrar as características nominais:

a) das unidades funcionais,


b) dos barramentos principais,
c) dos barramentos de distribuição,
d) do CONJUNTO completo.

Para verificar o desempenho do CONJUNTO completo, estes ensaios são, então, complementados por um ensaio
adicional realizado em um CONJUNTO representativo no qual o circuito de entrada é carregado com sua corrente
nominal e os circuitos de saída são carregados com sua corrente nominal multiplicada pelo fator de diversidade.

Embora esta abordagem requeira mais ensaios do que os métodos a) e b), ela apresenta a vantagem de verificar
o sistema modular e não uma configuração especial de um CONJUNTO.

O.4 Cálculo

O.4.1 Generalidades

A Norma comporta dois métodos de verificação da elevação da temperatura por cálculo.

O.4.2 CONJUNTO de um único compartimento com corrente nominal não excedendo 630 A

Um método muito simples de verificação da elevação da temperatura requer assegurar que a potência dissipada
dos componentes e dos condutores do CONJUNTO não excedam a capacidade conhecida do invólucro de
dissipar calor. O escopo da aplicação desse método é muito limitada e todos os componentes devem ser
desclassificados a 80% da corrente nominal ao ar livre a fim de que os pontos quentes não gerem nenhuma
dificuldade.

O.4.3 CONJUNTO com correntes nominais não excedendo 1 600 A


A verificação da elevação da temperatura é realizada por cálculo de acordo com a norma IEC 60890, com as
margens adicionais. O escopo de aplicação desse método é limitado a 1 600 A, os componentes são
desclassificados não excedendo 80% da corrente nominal ao ar livre e as divisórias horizontais, se existir, devem
comportar, no mínimo, uma superfície livre de 50%.

O.5 Regras de projeto


A norma permite deduzir, nas condições claramente definidas, as características nominais a partir de variantes
similares que foram verificadas por ensaio. Por exemplo, se a corrente nominal de um barramento constituído de
barras planas duplas foi determinado por ensaio, ela é aceitável para designar uma classificação igual a 50% de
sua configuração submetida a ensaio com um barramento constituído de barras planas simples com a mesma
largura e espessura, quando todos os outros aspectos considerados são idênticos.

Além disso, a característica nominal de todos os circuitos de um grupo de unidades funcionais comparáveis (todos
os dispositivos devem ser de mesma dimensão da estrutura e pertencer à mesma série) pode ser derivada a partir
de um único ensaio de elevação da temperatura na variante crítica do grupo. Um exemplo de dedução pode
consistir de submeter a ensaio um disjuntor de saída com corrente nominal de 250 A e de determinar sua corrente
nominal no CONJUNTO. Então, supondo que a mesma dimensão da estrutura e que as outras condições
especificadas estão satisfeitas, calcular a corrente nominal de um disjuntor de 160 A disposto no mesmo
CONJUNTO.

Finalmente, existem regras de projeto muito restritas em relação a elevação da temperatura, que permitem a
substituição de um dispositivo por um dispositivo similar a partir de outra série ou mesmo de outra marca, sem
submeter a um novo ensaio. Neste caso, a configuração física deve ser essencialmente idêntica, a potência

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dissipada e a elevação da temperatura nos bornes do dispositivo substituto, quando ele é submetido ao ensaio de
acordo com a sua própria norma de produto, não deve ser mais elevado que as do dispositivo original.

NOTA Quando avaliamos a substituição de um dispositivo, convém que todos os outros critérios de desempenho, em
particular, aqueles que tratam da suportabilidade ao curto-circuito, sejam analisados e satisfeitos, de acordo com a norma,
antes que o CONJUNTO seja considerado verificado.Paramos aqui em 4nov14

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Verificação da elevação de
temperatura 10.10

Verificação baseada em ensaio/derivação Verificação baseda em calculo

Seleção do método
de verificação

S S Verificação por cálculo de


O projeto é coberto Verificação por derivação O conjunto é um
por um projeto compartimento único acordo com 10.10.4.2
10.10.3
existente até 630A

N
N

Seleção da montagem
representativa
Conjunto com S Verificação por cálculo de
10.10.2.2
compartimento multiplo acordo 10.10.4.3
até 1 600A
Único
(montagem particular)
N
Metodo a) verificação do
Um ensaio único S CONJUNTO completo
O conjunto é de um
projeto único ou deve ser realizado? 10.10.2.3.5
modular

Modular N

O CONJUNTO S Metodo b) verificação da


possui unidades unidade functional separada
funcionais e do CONJUNTO completo
separadas? 10.10.2.3.6

Metodo c) verificação da unidades


funcionais e dos barramentos Metodo a) verificação do
separadamente e do CONJUNTO CONJUNTO completo:
completo; 10.10.2.3.7 10.10.2.3.5
IEC 1860/11

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Figura O.1 – Métodos de verificação de elevação de temperatura

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Anexo P
(normativo)

Verificação por cálculo da suportabilidade aos curtos-circuitos das estruturas dos barramentos por
comparação com um projeto de referência ensaiado.

P.1 Generalidades

Este anexo descreve um método de avaliação da suportabilidade aos curto-circuitos das estruturas dos
barramentos de um CONJUNTO por comparação do CONJUNTO a ser avaliado por um CONJUNTO já verificado
por ensaio (ver 10.11.5).

P.2 Termos e definições

Para efeito deste anexo, os seguintes termos e definições são aplicáveis.

P.2.1
estrutura de barramento verificada por ensaio
EE
estrutura cuja montagem e os equipamentos são documentados por desenhos, listas de peças e descrições no
relatório de ensaio (Figura P.1)
Vista Lateral
I1 Side view

I2

2 1
2

I3
4

4 I3

b b

IEC 1861/11

Legenda
1 barramento
2 suporte
3 conexão dos barramentos
4 conexão dos equipamentos
a, b, I distancias

Figura P.1 – Estrutura de barramento verificada por ensaiao (EE)

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P.2.2
estrutura de barramento que não é verificada por ensaio
ENE
estrutura que necessita verificação da suportabilidade aos curto-circuitos (Figura P.2)

Side view
I 4 > I1 Vista Lateral

I2

2 1
2

I5

I3
4

4 I3

b b

IEC 1862/11

Legenda
1 barramento
2 suporte
3 conexão dos barramentos
4 conexão dos equipamentos
a, b, I distancias

Figura P.2 – Estrutura de barramento que não é verificada por ensaio (ENE)

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PARAMOS AQUI 12-02-2015

P.3 Metodo de verificação

O curto-circuito resistir a força de uma estrutura derivada, ou seja, uma NTS, é verificada a partir de uma estrutura
testada (TS), aplicando os cálculos de acordo com a IEC 60865-1 para ambas as estruturas. O curto-circuito
resistir a força do NTS é considerado verificado se os cálculos mostram que o NTS não tem de resistir a tensões
mecânicas e térmicas mais elevadas do que a estrutura ensaiada.

P.4 Condições de aplicação

P.4.1 Geral

As alterações de parâmetros, tais como folgas barramentos, material de barramento, secção transversal de
barramentos e configuração barramento revelaram necessários pelo cálculo em conformidade com a norma IEC
60865-1 são permitidas apenas na medida em que as seguintes condições sejam atendidas.

P.4.2 corrente de curto-circuito de pico

A corrente de curto-circuito só pode ser alterado para valores mais baixos.

P.4.3 térmica força de curto-circuito

A força de curto-circuito termal de uma NTS será verificada por cálculos de acordo com a norma IEC 60865-1. O
aumento da temperatura calculada do NTS não deve ser maior do que a da ST.

P.4.4 Suporte barramentos

Alterações de material ou forma de suportes retirados de uma montagem verificada por meio de teste não são
permitidas. No entanto, outros suportes podem ser usados, mas eles devem ter sido previamente testados para a
resistência mecânica necessária.

P.4.5, Conexões dos barramentos conexões de equipamentos

O tipo de conexões dos barramentos e equipamentos deve ter sido previamente verificada por meio de teste.

P.4.6 configurações de barramentos angulares

IEC 60865-1 é aplicável somente para configurações de barramentos retas. Configurações de barramentos
angular pode ser considerado como uma série de configurações rectas quando os suportes são fornecidos nos
cantos (ver Figura P.3).

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d1
3

2
d2

IEC 1863/11

Legenda
1 barramento
2 suporte
3 conexão dos equipamentos
d distancias

Figura P.3 - configuração barramento Angular com apoios nos cantos

P.4.7 Cálculos dedicando especial atenção às condutor oscilação

Para os cálculos, em conformidade com IEC 60865-1 sobre a estrutura testada (TS), devem ser utilizados os
seguintes valores dos fatores V, Vs e VF :

V  = V s = V F = 1,0

onde

Vé a relação entre dinâmica e estática tensão principal condutor;

Vs é a razão entre o stress dinâmico e estático sub-condutor;

VF é a relação entre a força dinâmica e estática no suporte.

Para o NTS,

V = Vs = 1,0 e

VF é encontrado a partir de cálculos em conformidade com a norma IEC 60865-1, mas VF  1,0 é para ser
substituído por VF = 1,0.

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