Você está na página 1de 7

CONSTITUCIONAL AVANÇADO

AULA 01

1) C

2a) Normas no sentido materiais estão de acordo com a constituição no


seu conteúdo, em razão de sua matéria. Já as normas em sentido formal
foram elaboradas com o correto uso do processo legislativo, de acordo
com o procedimento previsto para tal.

2b) O entendimento externado pela Advocacia Geral da União à


imprensa está incorreto, pois, independentemente da essência da norma
(formal ou material), todo dispositivo que estiver presente no texto
constitucional, em razão das peculiaridades da constituição brasileira
(rigidez constitucional), só poderá ser alterado pelo processo legislativo
solene das emendas constitucionais, tal qual previsto no Art. 60 da
CRFB/88.

AULA 02

1) A norma é materialmente inconstitucional, pois fere os Direitos e


Garantias Fundamentais dispostos na CRFB/88. Seu controle será
preventivo, pois ocorrerá ainda no processo legislativo, com o intuito
da referida lei nem ser publicada.
Controle Preventivo Político (CCJ ou veto) ou Controle Preventivo
Jurídico (mandado de segurança em nome do devido legislativo)

2) D (A iniciativa de projeto de lei que trata da remuneração de


servidores públicos federais é privativa do Presidente da República.
Assim, há inconstitucionalidade formal na apresentação de emenda
parlamentar no Senado Federal tratando de aumento da remuneração
dos servidores federais da área de saúde pública. O Presidente da
República poderá vetar o projeto de lei alegando a
inconstitucionalidade formal. O veto deverá ser exercido dentro do
prazo de 15 dias úteis.).

AULA 03

1) Quando há interesse social relevante o Ministério Público tem


legitimidade para ajuizar ação civil pública em defesa de direitos
individuais homogêneos, desde que a controvérsia constitucional
não seja o único objeto da demanda, a questão da
inconstitucionalidade deve ser incidental. A Constituição Federal,
em seu art. 5º, X XXIV, b, garante ao segurado a obtenção de
certidões perante as repartições públicas, com a finalidade precípua
de defesa de seus direitos e esclarecimento de situações de interesse
pessoal. Não é lícita ao INSS a restrição ao cidadão de obtenção
de certidão parcial de tempo de serviço, baseada em norma
regulamentada, situação que impede o exercício de um direito
constitucionalmente assegurado. Ademais, não existe no
ordenamento jurídico brasileiro lei em sentido estrito que impeça o
segurado de obter mencionada certidão.

2) D

AULA 04

1) Não, já que o controle difuso incidental tem efeito inter partes e não
erma omnes. Não tendo também, efeito vinculante.

2) C

AULA 05

1a)Sim. Há vício formal na norma, já que deveria ser iniciada


pelo legislativo municipal (art. 29, V CRFB/88) e não pelo chefe
do executivo municipal (o prefeito pode propor projeto de lei,
mas não enviar). Por outro lado, em relação ao valor fixado, não há
vício de inconstitucionalidade, pois está de acordo com o Art. 37,
inciso XI, da CRFB/88, que limita o subsídio dos prefeitos ao teto
constitucional.

1b) Não. Norma municipal considerada inconstitucional não


pode ser atacada por ADI perante o STF, a previsão
constitucional é apenas para o âmbito federal e estadual,
conforme estabelece o Art. 102, inciso I, alínea a, da
CRFB/88. Dessa forma com a evolução jurisprudencial, vem-se
firmando entendimento de que a competência para julgar ações de
inconstitucionalidade de normas municipais pertence aos Tribunais
de Justiça dos Estados, por força do art. 125 parágrafo 2º da
CRFB/88.
2a) Em casos em que há simultaneidade, ocorre a suspensão do
processo no âmbito estadual (sobrestamento), até a deliberação
definitiva do STF. Se o resultado não for a declaração de
inconstitucionalidade da norma pode o processo em âmbito estadual
prosseguir.

2b) Sim, pois o Presidente da República é legitimado universal


para o ajuizamento de ADI, não precisando demonstrar
pertinência temática, além disso os dispositivos de constituições
estaduais são objeto passíveis de impugnação por ADI em caso de
conflito com a Constituição Federal.

3) D

AULA 06

1A)Não, pois há aqui mera controvérsia doutrinária e não judicial,


conforme dita a lei. Cabe ADC quando houver controvérsia judicial
relevante que ponha em risco a presunção de constitucionalidade da norma
impugnada.

B)Sim, é possível.  Cabe ao Supremo Tribunal decidir sobre os efeitos da


medida cautelar em sede de ADC, por decisão da maioria absoluta de seus
membros. A medida cautelar em ADC consistirá na determinação de
que os juízes e tribunais suspendam o julgamento dos processos que
envolvam a aplicação da lei ou do ato normativo objeto da ação até que
esta seja julgada em definitivo pelo STF.
2A) A referida lei estadual apresenta vício de inconstitucionalidade
formal, já que lei com este conteúdo é de iniciativa privativa do Chefe do
Executivo (criar órgão de apoio a essa estrutura de poder), é o que dispõe o
Art. 61, § 1º, inciso II, da CRFB/88, aplicável por simetria aos Estados, tal
qual determina o Art. 25, caput. 
B)Não. Pois não foi respeitado o princípio da subsidiariedade, já que aqui
caberia ADI. A jurisprudência do STF é firme no sentido de que o princípio
da subsidiariedade rege a instauração do processo objetivo de ADPF,
condicionando o ajuizamento dessa ação de índole constitucional à
ausência de qualquer outro meio processual apto a sanar, de modo eficaz, a
situação de lesividade indicada pelo autor. Além disso não se verifica
ferimento de preceito fundamental.
B

AULA 07

1) Nos termos da CRFB o AGU deve atuar como curador da


presunção de constitucionalidade das Leis, além de tentar zelar
pela vontade política do legislador, dessa forma defendendo o ato
normativo impugnado. Mas já existem precedentes no sentido de
que não há essa obrigação, devendo atuar segundo a sua
convicção.

2) A

AULA 08

1A)  A teoria concretista individual é uma das posições reconhecidas pelo


STF como passível de ser adotada nas situações em que é dado
provimento ao Mandado de Injunção. Segundo esse entendimento,
diante da lacuna, o Poder Judiciário deve criar a regulamentação
para o caso específico, ou seja, a decisão viabiliza o exercício do
direito, ainda não regulamentado pelo órgão competente, somente pelo
impetrado, vez que a decisão teria efeitos inter partes. Como se vê, o
órgão judicante, ao dar provimento ao Mandado de Injunção,
estabeleceria a regulamentação da lei para que Mário (e somente ele)
pudesse usufruir do direito constitucional garantido.

B)  Compete ao STJ processar e julgar o Mandado de Injunção quando a


elaboração da norma regulamentadora for atribuição de órgão federal,
da administração direta ou indireta. No caso, o Ministério da
Previdência é um órgão da administração pública federal, sendo,
portanto, o Superior Tribunal de Justiça o órgão judicial competente
para processar e julgar a ação de Mário.

AULA 09

1A) João deverá impetrar habeas corpus contra a decisão da Turma


1) Paulo deverá impetrar habeas corpus contra a decisão da turma
Recursal, cuja competência para julgamento, nos termos da
jurisprudência mais recente do STF, será do Tribunal de Justiça
local. O HC, nesse caso preventivo, é ação penal constitucional que
tem por objeto a garantia da liberdade de ir , vir e permanecer.

2) B

AULA 10
1) O recurso deve ser julgado procedente, já havendo decisão
proferida pelo STF nesse sentido. O HD é ação que constitucional
que coloca a disposição do indivíduo a garantia fundamental do
acesso a registros de sua pessoa, constante no banco de dados de
entidades governamentais ou de caráter público.
(decisão proferida no julgamento do Recurso
Extraordinário ( RE) 67370 7, com repercussão geral, na
qual o S TF entende que : " O habeas data é a
garantia constitucional adequada para a obtenção, pelo
próprio contribuinte, do s dados concernentes ao
pagamento de tributos constantes de sistemas
informatizados de apoio à arrecadação dos órgãos
administração fazendária dos entes estatais”.)

2)A

AULA 11

1) O diretor está correto, ao passo que com o advento do


Constitucionalismo Social iniciou-se um momento de direitos
Estatais prestacionais, onde o a nova missão constitucional é
garantir condições mínimas de igualdade material e igualdade de
oportunidades. Sendo papel do estado desenvolver políticas
públicas capazes de gerar igualdade material, com tratamento
desigual para os desiguais na medida de sua desigualdade.
2) A

AULA 12

1A) Sim. O neoconstitucionalismo aplica a valoração. Há a supremacia da


CF com a dignidade da pessoal humana no centro do ordenamento jurídico,
reaproximando o direito da ética, moral, sociologia e filosofia. Como
resultado tem –se uma nova hermenêutica (interpretação) jurídica
baseada na ponderação de valores.

B) Esses critérios apresentados são os tradicionais, antigos, mecânicos,


onde não se fazia ponderação de valores. Eles não atendem a realidade
moderna, no neoconstitucionalismo, o conflito de princípios é
solucionado com ponderação, usando- se a proporcionalidade, a
razoabilidade, buscando um resultado mais justo possível para o caso
concreto.

2) D

AULA 13

1) Sim. Mesmo em uma relação privada, os direitos fundamentais tem


eficácia horizontal. Dessa forma o direito à propriedade deve
observar a dignidade da pessoa humana e o direito a igualdade.
2) C

AULA 14

1) Na qualidade de advogado, explicaria a Maria que os direitos


fundamentais são relativos (não sendo absolutos), dessa forma
quando há conflito entre eles, deve-se fazer ponderação de
direitos dentro do caso concreto (utilizando-se parâmetros como
a proporcionalidade e a razoabilidade). No caso em tela, apesar
de Maria ter direito a imagem e a privacidade, estes direitos não
prevalecem diante do direito à liberdade de imprensa, já que o local
onde foram tiradas as fotos era público e a realização do topless não
foi imposta a Maria.
2) D