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5.3 Crimes Qualificados pelo Resultado.

5.3.1 Conceito – São os delitos que possuem um fato-base, definido e sancionado como
crime, embora tenham, ainda, um evento que os qualifica, aumentando-lhes a pena em
razão da sua gravidade. Temos como exemplo, um roubo (fato-base), ocorre o resultado
morte da vítima em face da violência empregada (evento qualificador), está-se diante de
um crime qualificado pelo resultado, cuja a pena é bem maior que a prevista para o delito
base. A pena de roubo é de 4 a 10 anos de reclusão, enquanto para o latrocínio faria de 20
a 30 Delito base: roubo anos.

Evento qualificador:
morte

5.3.2 Crime Preterdoloso – É quando o agente comete um determinado delito, porém


por sua atitude imprecisa acaba resultando em mais um crime não pretendido por ele.
Percebe a existência de dolo no primeiro delito e a culpa no segundo delito. Exemplo, uma
pessoa desfere um soco no rosto de seu desafeto e tal murro é tão violento que derruba
seu opositor, este cai no chão, bate a cabeça no batente e vem a óbito não pelo soco
dado, mas pela batida da cabeça da vítima nessa superfície dura, tendo traumatismo
craniano. O evento da lesão corporal ele quis: dolo

Momento que a pessoa cai no chão e morre: culpa

Podemos dizer que nesse caso houve dolo na


conduta antecedente e culpa na conduta consequente

6. Ilicitude (Antijuricidade)

6.1 Conceito – É a contrariedade de uma conduta com o direito, causando efetiva lesão
a um bem jurídico protegido.

6.2 Excludentes de Ilicitude – É um mecanismo previsto no Código Penal que


estabelece a possibilidade de uma pessoa praticar uma ILICITUDE sem que se considere
isso uma atividade criminosa. Ou seja, o excludente é um mecanismo que permite que
uma pessoa pratique uma ação que normalmente seria considerada um crime.

PONDERAÇÃO DE PRINCÍPIOS

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6.2.1. Espécies

1. Estado de Necessidade – É o sacrifício de um interesse juridicamente protegido


para salvar de PERIGO ATUAL E INEVITÁVEL o direito do próprio agente ou de terceiros,
desde que outra conduta, nas circunstancias concretas, não fosse razoavelmente exigível.

1.1. Tipos

1.1.2. Quanto à origem

a) Estado de Necessidade Defensivo – Ocorre quando o agente pratica o ato


necessário contra coisa ou animal do qual provem o perigo para o bem jurídico. Exemplo:
Atacado por um cão bravo, ver-se obrigado a matar o animal.

b) Estado de Necessidade Agressivo – Ocorre quando o agente se volta contra


pessoa ou coisa diversa daquela da qual provem o perigo para o bem jurídico. Exemplo:
Para prestar socorro a alguém o agente toma o veículo alheio, sem autorização do
proprietário. (art. 5° XXV)

1.1.3 Quanto Ao Bem Sacrificado –

a) Estado de Necessidade Justificante –

b) Estado de Necessidade Exculpante –

1.2 Requisitos do Estado de Necessidade

1.2.1 Existência de Perigo Atual –

1.1.4 Involuntariedade na Geração do Perigo –

1.1.5 Inevitabilidade Do Perigo e Inevitabilidade Da lesão –

1.1.6 Proteção a Direito Próprio Ou De Terceiro –

1.1.7 Proporcionalidade Do Sacrifício Do Bem Ameaçado –

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1.1.8 Dever Legal de Enfrentar O Perigo –

2. Legítima Defesa

2.1 Conceito –

2.2 Elementos da Legítima Defesa

a) Injusta Agressão –

b) Atualidade ou Iminência da Agressão –

c) Utilização Dos Meios Necessários Para a Reação –

d) Moderação da Reação/Proporcionalidade na defesa –

3. Estrito Cumprimento do Dever Legal.

3.1 Conceito –

4. Exercício Regular de Direito.

4.1 Conceito –

4.2 Situações Polêmicas do Exercício Regular de Direito.

a) O Estupro da Esposa Praticado pelo Marido;

b) O Trote Acadêmico;

c) Os Castigos dos Pais e dos Professores;

d) As Lesões Praticadas no Esporte.