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Curso: Português

Resumo + Questões Comentadas


Prof. Bruno Spencer - Aula 01
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
EU VOU PASSAR !!

Aula 01 – Morfologia - Classes Gramaticais


Curso: Português – Resumo + Questões Comentadas
Professor: Bruno Spencer

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Resumo + Questões Comentadas
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Aula 01 – Morfologia - Classes Gramaticais

Olá amigos!
Em primeiro lugar, quero agradecer pela confiança que depositaram
em nosso curso.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Vamos oferecer a vocês um material focado em RESUMOS contendo


os principais pontos da matéria, a fim de concluirmos o ciclo de estudos.
Este material possibilitará a você revisar seus conhecimentos e praticar
a matéria de forma eficaz e eficiente.
Quaisquer dúvidas, críticas ou sugestões, fiquem à vontade para nos
contactarem pelo nosso fórum.
Portanto, mãos à obra e bons estudos!!!

Sumário

1 - Substantivo....................................................................................... 4
2 - Adjetivo ............................................................................................ 6
3 - Artigo ............................................................................................... 8
4 - Numeral ........................................................................................... 8
5 - Pronome ........................................................................................... 9
EU VOU PASSAR !!

6 - Verbo ............................................................................................. 11
7 - Advérbio ......................................................................................... 25
8 – Palavras Denotativas ....................................................................... 25
9 - Preposição ...................................................................................... 27
10 – Questões Comentadas.................................................................... 28
11 – Lista de Exercícios ......................................................................... 77

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Temos em nosso idioma 10 classes gramaticais, além das palavras


denotativas.
Vamos apenas revisá-las, focando os principais pontos de cada uma,
a fim de abordarmos o conteúdo de forma EFICIENTE e EFICAZ.
Vamos lembrar quais são elas?
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• Nomeiam as coisas, os seres,


SUBSTANTIVOS lugares, sensações e estados.
(NOMES)

• Qualificam os nomes ou
ADJETIVOS substantivos.

• Acompanham e definem os nomes


ARTIGOS ou substantivos.

• Enumeram, ordenam as coisas.


NUMERAIS

• Acompanham ou substituem os
PRONOMES nomes.

• Indicam ação, estados ou


VERBOS fenômenos.
EU VOU PASSAR !!

• Modificam verbos, adjetivos ou


ADVÉRBIOS outros advérbios.

• Modificam o sentido de uma outra


PALAVRAS DENOTATIVAS palavra ou da oração.

• Ligam palavras ou termos, sendo um


PREPOSIÇÕES principal e um subordinado.

• Ligam palavras ou orações.


CONJUNÇÕES

• Expressam emoções, sentimentos,


INTERJEIÇÕES surpresa e etc...

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1 - Substantivo

SUBSTANTIVOS são as palavras que NOMEIAM as COISAS, SERES e


FENÔMENOS.
Comuns – denominam seres ou X Próprios – denominam nomes de
coisas de mesma espécie. pessoas, lugares, entidades de
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forma única, específica.


Ex. casa, menino, água
Ex. Lucas, Recife, Clube Português
Simples – formados por apenas X Compostos – Formados por mais
um elemento formador (radical) de um radical.
Ex. trabalho, tapete, crachá Ex. couve-flor, guarda-costas,
passatempo
Concretos – seres materiais ou X Abstratos – nomeiam coisas
que existem independentemente imateriais, tais como sentimentos,
de outros. qualidades e estados de espírito.
Ex. casa, cabelo, céu, mar Ex. amor, riqueza, disciplina, ordem,
progresso
Primitivos – Não derivam de X Derivados – Derivam de outra
outra palavra. palavra.
Ex. terra, casa, verão Ex. terreiro, casarão, veraneio
Coletivos – Denominam um CONJUNTO de coisas ou seres de uma mesma
espécie.
Ex. Alcateia (lobos), enxame (abelhas), flora (plantas de uma região),
EU VOU PASSAR !!

biblioteca (livros)

Exemplos:
casa (comum, simples, concreto e primitivo)
flora (comum, simples, concreto, primitivo e coletivo)

FLEXÕES
• gênero (masculino ou feminino)
• número (singular ou plural)
• grau (aumentativo ou diminutivo)

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1.1 – Flexão de Número

Vamos revisar o plural dos substantivos compostos.


Pluraliza-se apenas o primeiro:
• substantivo + preposição + substantivo – ex. câmaras de ar, pães
de ló, pés de moleque
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• substantivo + substantivo (quando o segundo qualifica ou restringe o


sentido do primeiro) – ex. pombos-correio, peixes-boi, bolsas-família

OBS – Neste último caso, é facultativo o uso de plural nos dois termos,
porém a primeira forma é a mais tradicional.
Ex. pombos-correios, peixes-bois, bolsas-famílias

Pluraliza-se apenas o segundo:


• palavras compostas sem hífen – ex. girassóis, pontapés, planaltos
• verbo + substantivo – ex. beija-flores, guarda-roupas, para-choques
• palavras repetidas - ex. tico-ticos, quebra-quebras
• termo invariável + termo variável – ex. recém-nascidos, abaixo-
assinados, vaga-lumes, ave-marias

Pluralizam-se os dois:
• substantivo + substantivo – ex. tenente-coronel / tenentes-coronéis
EU VOU PASSAR !!

• substantivo + adjetivo – ex. guada-noturno / guardas-noturnos


• adjetivo + substantivo – ex. curto-circuito / curtos-circuitos
• numeral + substantivo – ex. sexta-feira / sextas-feiras

Pluraliza-se apenas o ARTIGO:


• verbo + advérbio – ex. os fala-mansa, os bota-fora
• verbo + substantivo plural – ex. os saca-rolhas, os salva-vidas

1.2 – Flexão de Grau

Os substantivos flexionam-se nos graus diminutivo e aumentativo.


Exemplos:
• menino – menininho – meninão – menino pequeno - menino grande

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Diminutivo sintético:
• livreto, cabrito, riacho, burrico, serrote, vilarejo, flautim...

Aumentativo sintético:
• muralha, bocarra, fogaréu, homenzarrão, mulherona...
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2 - Adjetivo

Palavras que QUALIFICAM o nome.


Exemplo: Bons jogadores fazem jogadas decisivas.
Observe que os adjetivos “bons” e “decisivas” qualificam os nomes
“jogadores” e “jogadas”, ampliando o sentido da oração.

Os adjetivos também podem vir expressos por um conjunto de


palavras, são as locuções adjetivas.
Exemplos:
• abraço de irmão = abraço fraterno
• água da chuva = água pluvial

Os adjetivos também se flexionam em gênero, número e grau de forma


EU VOU PASSAR !!

análoga aos substantivos.

OBSERVAÇÃO:
No feminino e no plural de adjetivos compostos formados por adjetivo
+ adjetivo, flexiona-se o último termo.
Ex. chapéu azul-claro – capa azul-clara – capas azul-claras

Exceções:
São invariáveis:
• ultravioleta, sem-vergonha, azul-marinho, cor de rosa, azul celeste,
laranja (cor)

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OBSERVAÇÃO:
As cores cinza, laranja, rosa, significam cor de rosa, cor de laranja, cor de
cinza, assim como marinho, celeste, significam cor de mar e cor de céu, todos
eles DERIVAM DE SUBSTANTIVO e são invariáveis.
Ex. chapéu rosa-claro – chapéus rosa-claro
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Resumo sobre a flexão dos adjetivos em grau.

sintético
comparativo
analítico
GRAU DO
ADJETIVO
sintético
superlativo
analítico

Exemplos do grau comparativo:


Ela é mais alta que você. (comparativo analítico de superioridade)
Ela é maior que você. (comparativo sintético de superioridade)
Ela é menos alta que você. (comparativo analítico de inferioridade)
Ela é menor que você. (comparativo sintético de inferioridade)
EU VOU PASSAR !!

Ela é tão alta quanto você. (comparativo de igualdade)

Observe as frase abaixo:


Ele é o mais baixo da turma. Ele é o menos alto da turma
Apesar de ambas terem o mesmo sentido, a primeira se trata de um
comparativo de superioridade, enquanto a segunda de um comparativo de
inferioridade.

O grau superlativo indica um alto grau das qualidades e conta ainda com duas
variações: absoluto ou relativo.
Vamos ver alguns exemplos:
Ela é muito/extremamente bela. (superlativo absoluto analítico)

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Ela é belíssima. (superlativo absoluto sintético)


Ela é a mais bela de todas. (superlativo relativo analítico de superioridade)
Este é o melhor livro que já li. (superlativo relativo sintético de superioridade)

Note que no superlativo relativo há uma espécie de “comparação”, enquanto


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no absoluto, apenas há um acréscimo no grau do adjetivo.

3 - Artigo

Os artigos acompanham os substantivos, dando-lhes um caráter geral


(artigos indefinidos) ou específico (artigos definidos). Flexionam-se em gênero
e número.
Definidos – o, a, os, as
Indefinidos – um, uma, uns, umas

Exemplos:
• Comprou uma boneca. (sentido geral)
• Comprou a boneca que a filha queria. (sentido específico)

ATENÇÃO – Podemos usar um artigo para MUDAR a classe gramatical de


um termo, fazendo com que ele funcione como SUBSTANTIVO.
Exemplos:
EU VOU PASSAR !!

• Ele aprecia o cantar dos pássaros. (a forma verbal “cantar” passou a


funcionar como substantivo)
• Ouviram um sonoro não. (o termo “não” - advérbio de negação - passou
a funcionar como substantivo)

4 - Numeral

Os Numerais são palavras que indicam quantidade, ordem,


multiplicidade ou divisão.
Cardinais – Servem para indicar um determinado número ou quantidade.
Ex. Ele viu quatorze anjos em seu sonho.

Ordinais – Indicam uma ordem ou posição.


Ex. Ela ficou em primeiro lugar no concurso.

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Multiplicativos – Dão ideia de multiplicação.


Ex. Eu tenho o dobro da sua idade.

Fracionários – Indicam uma fração ou divisão.


Ex. A metade dos candidatos não estudaram para a prova.
OBS. O termo AMBOS é considerado numeral.
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5 - Advérbio

São palavras que modificam verbos, adjetivos ou outros advérbios.


Indicam tempo, lugar, modo, intensidade, negação, dúvida, afirmação, ordem
ou interrogação.
Exemplos:
Ele jogou bem.
Ele jogou tão bem quanto Neymar. (comparativo de igualdade)
Ele jogou melhor que Neymar (comparativo de superioridade)
Ele jogou muito bem. (superlativo analítico)

NÃO CONFUNDIR o numeral fracionário “meia” com o advérbio “meio”.


EU VOU PASSAR !!

Exemplo:

• Ela comeu meia melancia. (comeu a metade da melancia)

• Ela ficou com a barriga meio cheia após comer a melancia.


Repare que “meio” é advérbio de intensidade, portanto INVARIÁVEL,
significando “um pouco”. Aqui, não cabe a palavra “meia”, ok?

Fique atento às locuções adverbiais.


Elas ocorrem quando duas ou mais palavras juntas adquirem o valor de
um advérbio.
Exemplo:

• Tomaram a decisão às escuras.

• As pessoas saíam às pressas.

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LOCUÇÃO
TIPO ADVÉRBIO
ADVERBIAL
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hoje, ontem, amanhã,


às vezes, à tarde, à
logo, antes, depois,
noite, de manhã, de
agora, tarde, cedo,
repente, de vez em
outrora, ainda,
quando, de quando em
TEMPO antigamente, nunca,
quando, a qualquer
jamais, sempre, já,
momento, de tempos
enfim, afinal, breve,
em tempos, em breve,
constantemente,
hoje em dia
imediatamente

Aqui, ali, acolá, dentro,


fora, adiante, atrás, além,
lá, cá, detrás, aquém, à distancia, de longe,
LUGAR além, abaixo, acima, longe, de perto, em cima, à
perto, aí, aonde, adentro, direita, à esquerda,
afora, embaixo, ao lado, em volta
externamente

bem, mal, assim, pior, às pressas, às claras, às


melhor, depressa, cegas, à toa, à vontade, às
EU VOU PASSAR !!

devagar, calmamente, escondidas, aos poucos,


propositadamente, desse jeito, desse modo,
MODO dessa maneira, em geral,
pacientemente,
amorosamente, frente a frente, lado a
generosamente, lado, a pé, de cor, em vão,
bondosamente a maior

muito, pouco, demais,


tão, quanto, menos,
mais, em excesso,
pouco, bastante, de todo, de muito, por
INTENSIDADE
demasiado, quão, tanto, completo
assaz, que (equivale a
quão), tudo, nada, todo,
quase,

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acaso, porventura,
possivelmente,
DÚVIDA provavelmente, por certo, quem sabe
quiçá, talvez,
casualmente
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não, nem, nunca, de modo algum, de


NEGAÇÃO forma nenhuma, de
jamais, tampouco
jeito nenhum

sim,
indubitavelmente,
certamente,
AFIRMAÇÃO realmente, decerto, com certeza, sem
efetivamente, certo, dúvida
decididamente,
realmente, deveras

primeiramente,
ORDEM segundamente, em primeiro lugar, por
ultimamente último
EU VOU PASSAR !!

onde?(lugar),
como?(modo),
INTERROGAÇÃO quando?(tempo), por que?(causa),
quanto?(preço e para que?(finalidade
intensidade)

6 - Verbo

É a palavra que designa uma ação, estado, fato ou fenômeno.

Os verbos apresentam-se em três conjugações:


• 1a conjugação - terminados em AR - ex. amar
• 2a conjugação - terminados em ER ou OR – ex. ser, por (o verbo por
originalmente era escrito poer)
• 3a conjugação - terminados em IR – ex. agir

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São três as pessoas do discurso:


• 1a pessoa - quem fala
• 2a pessoa – quem escuta
• 3a pessoa – de quem se fala
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São três os modos que se flexionam:


• Indicativo, subjuntivo e imperativo.

Modo Indicativo

Indica FATOS situados no passado, presente ou futuro. Pressupõe-se a


CERTEZA de uma ação, estado ou fenômeno.
Presente

Algo que acontece no momento presente ou com habitualidade.


Também podemos usá-lo para avivar um fato do passado (presente
histórico) ou para expressar um fato futuro próximo que acontecerá
com certeza.

•Exemplos:
•Eu estudo todos os dias da semana.
•É quando Jesus anda sobre as águas.
•Chego amanhã às dez.
EU VOU PASSAR !!

Pretérito Perfeito

Indica algo ocorrido e já concluído.

•Ex. Eu estudei muito para passar no concurso.

Pretérito Imperfeito

Indica algo no passado que têm uma duração ou habitualidade.

•Ex. Ele estudava antes mesmo de sair o edital do concurso.

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Pretérito mais-que-perfeito

Indica um fato anterior a outro também passado.

•Ex. O ladrão fugira antes que a polícia chegasse.


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Futuro do Presente

Afirma algo que ocorrerá com certeza no tempo futuro.

•Ex. Passarei para lhe pegar às dezoito horas.

Futuro do Pretérito

Indica algo no futuro que depende de alguma condição ou mesmo um


futuro em relação a algo que já se passou.

•Ex. Se não fosse servidor público, seria professor.


•Ele me falou que eu seria escolhido.
EU VOU PASSAR !!

Modo Subjuntivo

O modo subjuntivo indica fatos possíveis, prováveis, hipotéticos ou


mesmo duvidosos.

Presente
Ex. Ainda que eu fale com ela, nada vai adiantar.

Pretérito Imperfeito
Ex. Se eu pudesse, iria ao congresso.

Futuro
Ex. Quando eu puder, comprarei um carro novo.

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Modo Imperativo

Serve para expressarmos ordens, instruções, conselhos ou pedidos.


Imperativo Afirmativo
Ex. Fala o que quiseres, que eu te escuto.
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Regra prática para conjugação do imperativo afirmativo.

2as pessoas •conjugamos no presente do indicativo e


(singular e plural) cortamos o “S”

demais pessoas •conjugamos no presente do subjuntivo

Observação:
• O modo imperativo não é conjugado na 1a pessoa do singular, pois não
faria sentido.

Imperativo Afirmativo

ANDAR
EU VOU PASSAR !!

anda (tu) – Presente do indicativo (andas)


ande (você) – Presente do subjuntivo (ande)
andemos (nós) – Presente do subjuntivo (andemos)
andai (vós) – Presente do indicativo (andais)
andem (vocês) – Presente do subjuntivo (andem)

IR
vai (tu) – Presente do indicativo (vais)
vá (você) – Presente do subjuntivo (vá)
vamos (nós) – Presente do subjuntivo (vamos)
ide (vós) – Presente do indicativo (ides)
vão (vocês) – Presente do subjuntivo (vão)
Imperativo Afirmativo

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Imperativo Negativo
Ex. Não fale mal dele na minha frente.

O imperativo negativo conjuga-se igualmente ao presente do subjuntivo.

Imperativo Negativo
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não andes (tu) – Presente do subjuntivo (andes)


não ande (você) – Presente do subjuntivo (ande)
não andemos (nós) – Presente do subjuntivo (andemos)
não andeis (vós) – Presente do subjuntivo (andeis)
não andem (vocês) – Presente do subjuntivo (andem)

não vás (tu) – Presente do subjuntivo (vás)


não vá (você) – Presente do subjuntivo (vá)
não vamos (nós) – Presente do subjuntivo (vamos)
não vades (vós) – Presente do subjuntivo (vades)
não vão (vocês) – Presente do subjuntivo (vão)
Imperativo Afirmativo
EU VOU PASSAR !!

Tempos Compostos

São formados por dois verbos, verbo principal + verbo auxiliar, e podem
exprimir ideias de forma similar ou equivalente aos tempos simples (formados
por um só verbo).

Pretérito Perfeito do Indicativo - Composto

Indica uma ação habitual ou iniciada no passado e que chega ao


presente.

•Ex. Tenho falado muito desse assunto em minhas aulas.

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Observe que, enquanto o pretérito perfeito do indicativo simples indica uma


ação concluída, a sua forma composta indica ação habitual ou iniciada no
passado e que chega até o presente.

Pretérito Mais-Que-Perfeito do Indicativo - Composto


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Indica, igualmente à forma simples, fato anterior a outro também no


passado.

•Ex. Antes de passar nesse concurso, já tinha sido reprovado algumas


vezes.

Futuro do Presente Indicativo - Composto

Indica a ocorrência de um fato anterior a outro também no futuro ou


um fato futuro inciado no presente.

•Ex. Quando chegares onde estou, já terei subido mais adiante.


•Em 2018, terei liquidado todas as minhas dívidas.
EU VOU PASSAR !!

Futuro do Pretérito do Indicativo - Composto

Indica algo no futuro que depende de alguma condição ou mesmo um


futuro em relação a algo que já se passou, igualmente à forma
simples.
•Ex. Se não fosse servidor público, teria sido professor.
•Ele me falou que eu teria sido escolhido.

Pretérito Perfeito do Subjuntivo - Composto

Indica um fato hipotético no passado.

•Ex. Ainda que ele tenha errado a questão, ficará entre os primeiros.

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Pretérito Mais-Que–Perfeito do Subjuntivo - Composto

Indica uma hipótese anterior a um fato também no passado.

•Ex. Se eu tivesse seguido o seu conselho, teria evitado muitos


problemas.
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Note que há uma semelhança com o pret. mais-que-perfeito do indicativo,


porém, tratando-se de uma hipótese.

Futuro do Presente do Subjuntivo - Composto

Indica uma hipótese no futuro.


•Ex. Quando eu tiver completado setenta anos, estarei aposentado.

Vamos fazer uma comparação dos tempos compostas com os simples.


MODO INDICATIVO

Simples Composto
Presente eu ando -
Pret. Imperfeito eu andava -
Pret. Perfeito eu andei eu tenho andado
EU VOU PASSAR !!

Pret. Mais-Que- Perfeito eu andara eu tinha andado


Futuro do Presente eu andarei eu terei andado
Futuro do Pretérito eu andaria eu teria andado

MODO SUBJUNTIVO
Simples Composto
Presente (que) eu ande -
Pret. Imperfeito (se) eu andasse -
Pret. Perfeito - (que) eu tenha andado
Pret. Mais-Que- Perfeito - (se) eu tivesse andado
Futuro do Presente (quando) eu andar (quando) eu tiver andado
Futuro do Pretérito - -

OBSERVAÇÃO - No modo IMPERATIVO NÃO há tempo composto.

Prof. Bruno Spencer 17 de 110


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Formas Nominais

Os verbos podem assumir três formas nominais: infinitivo, gerundio e


particípio.
Descrevem os fatos de maneira impessoal, imprecisa ou vaga e são
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chamados de formas nominais porque nestas formas assumem funções de


nomes (substantivos, adjetivos ou advérbios).

Infinitivo

Pode apresentar-se da maneira pessoal, quando tem sujeito, ou


impessoal quando não há. A forma impessoal será sempre não
flexionada, enquanto a forma pessoal pode ser flexionada ou não.

•Ex. Fechem a porta ao sairem.


•Fechem a porta ao sair.

A oração acima tem sujeito? Sim, sujeito oculto “vocês”. Portanto a forma
infinitiva é pessoal e pode ser flexionada concordando com o sujeito ou
simplesmente não flexionada. Nestes exemplos o infinitivo exerce a função de
verbo.
OBS. É facultativa a flexão da forma infinitiva quando antecedida por
preposição.
EU VOU PASSAR !!

Ex. O objetivo era obrigar os colonos a completar/a completarem o serviço.

Flexiona-se o infinitivo quando tem sujeito diferente do sujeito da


oração principal.

•Ex. Nós faremos o possível para os nossos filhos estarem bem.


•Ele viu seus sonhos desabarem.
•É expressamente proibido os funcionários (sujeito) utilizarem os
elevadores.

O infinitivo não será flexionado, quando forma locução verbal, ou quando tem
o mesmo sujeito da oração principal.
Exemplos:
As crianças devem dormir cedo.
Nós queremos, no futuro, celebrar nossas vitórias.

Prof. Bruno Spencer 18 de 110


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Gerúndio

Dá a ideia de algo que está em andamento. É muito usado em locuções


verbais e pode vir na forma simples ou composta.
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•Ex. Ele vive plantando batatas. (verbo)


•Chegou atrasado mesmo tendo saído mais cedo. (forma composta)

Particípio

Essa forma é muito usada para designar algo no passado, um fato já


concluído, muitas vezes serve como adjetivo, na formação dos tempos
verbais compostos e da voz passiva.

•Ex. O seu candidato foi eleito. (indica fato passado concluído – voz
passiva)
•Entregou o parecer impresso ao contribuinte. (adjetivo)
•Ele tinha trabalhado muito naquele dia. (pret. mais-que-perf. composto)

O particípio pode ser regular (terminados em “ado” ou “ido”) ou irregular.


Eis alguns verbos que possuem as duas formas:
EU VOU PASSAR !!

Verbo Particípio Regular Particípio Irregular

Aceitar aceitado aceito


Acender acendido aceso
Anexar anexado anexo
Despertar despertado desperto
Entregar entregado Entregue
Expelir expelido Expulso
Imprimir imprimido Impresso
Limpar limpado Limpo
Nascer nascido Nato
Pagar pagado Pago
Romper rompido Roto

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Submergir submergido Submerso


Soltar soltado solto
Surpreender surpreendido surpreso
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Verbos Irregulares

Vamos ver alguns dos mais cobrados e agrupá-los de acordo com os respectivos
“paradigmas” que são, nada mais que, modelos de conjugação (paradigmas).

1ª Conjugação

AVERIGUAR = verificar

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo


eu averiguo (que) eu averigúe
tu averiguas (que) tu averigúes
ele averigua (que) ele averigúe
nós averiguamos (que) nós averiguemos
vós averiguais (que) vós averigueis
eles averiguam (que) eles averigúem
EU VOU PASSAR !!

ANSIAR, INCENDIAR, ODIAR, REMEDIAR, MEDIAR...

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo


eu anseio (que) eu anseie
tu anseias (que) tu anseies
ele anseia (que) ele anseie
nós ansiamos (que) nós ansiemos
vós ansiais (que) vós ansieis
eles anseiam (que) eles anseiem

ATENÇÃO: Nem todos os verbos terminados em “IAR” são irregulares como os


citados acima. O verbos CRIAR, ARRIAR, MIAR, COPIAR, PRESENCIAR,
ABREVIAR e outros são REGULARES, portanto conjugam-se da maneira
seguinte:

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CRIAR, ARRIAR, MIAR, COPIAR, PRESENCIAR, ABREVIAR...

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo


eu crio (que) eu crie
tu crias (que) tu cries
ele cria (que) ele crie
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nós criamos (que) nós criemos


vós criais (que) vós crieis
eles criam (que) eles criem

2ª Conjugação

PÔR, COMPOR, CONTRAPOR, ANTEPOR, DECOMPOR, DEPOR, APOR,


DESCOMPOR, DISPOR, EXPOR, IMPOR, PROPOR, RECOMPOR, REPOR,
SUPOR, TRANSPOR...

Presente do Presente do Pret. Perf. do Futuro do Pres.


Indicativo Subjuntivo Indicativo Indicativo
eu ponho (que) eu ponha eu pus eu porei
tu pões (que) tu ponhas tu puseste tu porás
ele põe (que) ele ponha ele pôs ele porá
nós pomos (que) nós ponhamos nós pusemos nós poremos
vós pondes (que) vós ponhais vós pusestes vós porais
eles põem (que) eles ponham eles puseram eles porão
EU VOU PASSAR !!

CABER

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Pret. Perf. do Indicativo


eu caibo (que) eu caiba eu coube
tu cabes (que) tu caibas tu coubeste
ele cabe (que) ele caiba ele coube
nós cabemos (que) nós caibamos nós coubemos
vós cabeis (que) vós caibais vós coubestes
eles cabem (que) eles caibam eles couberam

O verbo CABER não é conjugado no imperativo.

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PROVER

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Pret. Perf. do Indicativo


eu provejo (que) eu proveja eu provi
tu provês (que) tu provejas tu proveste
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ele provê (que) ele proveja ele proveu


nós provemos (que) nós provejamos nós provemos
vós provedes (que) vós provejais vós provestes
eles proveem (que) eles provejam eles proveram

O verbo PROVER, segue o modelo de conjugação do verbo VER em alguns


tempos, porém no pretérito perfeito do indicativo e nos seus tempos derivados,
ele segue conjugação própria.

PRECAVER

Presente do Indicativo Pret. Perf. do Indicativo


eu - eu precavi
tu - tu precaveste
Presente do Subjuntivo
ele - ele precaveu
NÃO HÁ
nós precavemos nós precaemos
vós precaveis vós precavestes
eles - eles precaveram
EU VOU PASSAR !!

O verbo PRECAVER é defectivo, portanto atente que não existem as formas


eu precavenho ou que eu me precavenha.

APRAZER

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Pret. Perf. do Indicativo


eu aprazo (que) eu apraza eu aprouve
tu aprazes (que) tu aprazas tu aprouveste
ele apraze (que) ele apraza ele aprouveu
nós aprazemos (que) nós aprazamos nós aprouvemos
vós aprazeis (que) vós aprazais vós aprouvestes
eles aprazem (que) eles aprazam eles aprouveram

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3ª Conjugação

VIR, ADVIR, CONVIR, INTERVIR, PROVIR...

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo Pret. Perf. do Indicativo


eu venho (que) eu venha eu vim
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tu vens (que) tu venhas tu vieste


ele vem (que) ele venha ele veio
nós vimos (que) nós venhamos nós viemos
vós vindes (que) vós venhais vós viestes
eles vêm (que) eles venham eles vieram

POLIR

Presente do Indicativo Presente do Subjuntivo


eu pulo (que) eu pula
tu pules (que) tu pulas
ele pule (que) ele pula
nós polimos (que) nós pulamos
vós polis (que) vós pulais
eles pulem (que) eles pulam

ABOLIR, COLORIR, EXTORQUIR, ESCULPIR, BANIR, DEMOLIR...


EU VOU PASSAR !!

Presente do Indicativo Pret. Perf. do Indicativo


- eu aboli
tu aboles Presente do Subjuntivo tu aboliste
ele abole ele aboliu
nós abolimos NÃO HÁ nós abolimos
vós abolis vós abolistes
eles abolem eles aboliram

Os verbos acima são chamados de defectivos, pois não são conjugados em todas
as pessoas, especificamente as formas que após o radical viriam as vogais “a”
ou “o”. Ex. eu abolo, que eu abola, eu bano, que eu bana, eu coloro, que eu
colora – todas essas formas não se conjugam.

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Vozes Verbais

Na voz ATIVA, dizemos que o sujeito é agente, pois é ele quem pratica
a ação.

•Ex. Nós construimos esta casa.


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•Ele fez milagres.

Na voz PASSIVA, o sujeito é chamado de paciente, pois sofre a ação


que o verbo exprime.

•Ex. O bolo é feito pela cozinheira.


•O carro será consertado com cuidado.

Na voz passiva, o sujeito paciente sofre a ação e quem pratica a ação é o


AGENTE DA PASSIVA.

A voz passiva pode apresentar-se também na forma SINTÉTICA, com


auxílio do pronome “SE”, que recebe o nome de pronome apassivador.

•Ex. Receberam-se os convidados com honrarias.


EU VOU PASSAR !!

OBSERVAÇÃO
Apenas os verbos transitivos diretos - TD ou transitivos diretos e
indiretos - TDI podem ser conjugados na voz passiva.

Quando o sujeito pratica e sofre a ação ao mesmo tempo, chamamos de


voz REFLEXIVA.

•Ex. O menino cortou-se ao brincar com a tesoura.


•Todos alimentaram-se bem.

Conversão das Vozes


Na conversão da voz ativa para a voz passiva, o sujeito da oração ativa
passará a ser o agente da passiva e o objeto direto passará a ser o sujeito
paciente, e vice-versa.

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O tempo verbal da oração ativa deverá manter-se no verbo auxiliar da


voz passiva e vice-versa.

Exemplos:
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Os alunos resolveram a prova. (voz ativa)


A prova foi resolvida pelos alunos. (voz passiva analítica)
Resolveu-se a prova. (passiva sintética)

O mestre ensina a lição aos alunos.


A lição é ensinada aos alunos pelo mestre.
Ensina-se a lição aos alunos. (na voz passiva sintética o agente da passiva é
omitido)

7 - Preposição

São palavras invariáveis que ligam dois termos da oração, sendo


um principal (regente ou subordinante) e um dependente (regido ou
subordinado).
Exemplos:
EU VOU PASSAR !!

• Voltou para casa depois do trabalho. (“voltou” – principal / “casa” –


dependente)
Note que o termo “voltou” necessita do complemento “para casa”, para ter um
sentido completo.
• Pensei em você. (“pensei” – principal ou regente / “você” – regido)
Exemplos de locuções prepositivas:
• Ele passou no concurso apesar de todas as dificuldades.
• Caminhou ao encontro de seu Mestre com alegria.

8 – Palavras Denotativas

Tais palavras já foram classificadas como advérbios outrora. Atualmente,


por não se enquadram perfeitamente em nenhuma das outras classes.

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Indicam contextos diversos, modificando sentido de uma palavra


ou mesmo da oração, tais como: situação, designação, exclusão, inclusão,
limitação, realce, retificação, explanação ou afetividade.

SITUAÇÃO - afinal, então, mas, agora...


Ex. Afinal, decidiu se vai estudar
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DESIGNAÇÃO - eis.
Ex. Senhor, eis me aqui.

EXCLUSÃO - menos, exceto, salvo, fora, sequer...


Ex. Todos, menos ele, foram ao teatro.

INCLUSÃO - inclusive, também, até, além disso...


Ex. Comemos bem, teve até sobremesa!

LIMITAÇÃO - apenas, unicamente, somente, só...


Ex. Só o amor constrói.
EU VOU PASSAR !!

REALCE - mesmo, lá, embora, é que, sobretudo...


Ex. Eu mesmo é que não dou palpite em briga alheia.

RETIFICAÇÃO - isto é, ou melhor, aliás...


Ex. Chegarei pela manhã, ou melhor, na hora do almoço.

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EXPLANAÇÃO - por exemplo, a saber...


Ex. Coma coisas saudáveis, por exemplo, brócolis.

AFETIVIDADE - ainda bem, infelizmente, felizmente...


Ex. Felizmente chegamos bem.
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9 – Interjeição

É um termo que exprime uma ideia de forma independente, expressando um


forte sentimento, emoção, saudação e outros. Domingos Pachoal Cegalla
define interjeições como “frases resumidas”, porque elas contêm em si o
sentido implícito de toda uma frase.
Exemplo: Ai! Apenas essa interjeição já diz tudo, você sabe que alguém sentiu
dor.

Aclamação •viva!
Admiração •uau! nossa! caramba!
Advertência •cuidado! atenção! devagar!
Agradecimento •obrigado! grato!
Alegria •oh! viva! aleluia!
EU VOU PASSAR !!

Alívio •ufa!
Aprovação •muito bem! boa! isso!
Desculpa •perdão! desculpa!
Desejo •oxalá! tomara!
Despedida •adeus! até logo! tchau!
Dor •ai! ui! oh!
Reprovação •ora! francamente! vixe!
Saudação •salve! ave! bom dia!
Silêncio •psiu! silêncio!

Ok pessoal... mandem suas dúvidas pelo fórum, terei satisfação em


clareá-las!
Vamos aos exercícios!!!

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10 – Questões Comentadas

1) FCC/Prof B/SEDU ES/Arte/2016


Medo da eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
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Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em
Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou
bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar:
com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola
me explicou:
− Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida
inteira.
− Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
− Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de
príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o
elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu
que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para
chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-
rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual
eu já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
EU VOU PASSAR !!

− E agora que é que eu faço? − perguntei para não errar no ritual que
certamente deveria haver.
− Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar
o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você
perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda
perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
− Acabou-se o docinho. E agora?
− Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha
na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha
que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita.
Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna

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me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade


ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava
era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de
o chicle mastigado cair no chão de areia.
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− Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora


não posso mastigar mais! A bala acabou!
− Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às
vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no
sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e
esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da
mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
06 de junho de 1970
(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo – crônicas. Rio de Janeiro:
Rocco, 1999, p.289-91)

Um dos elementos mais importantes na organização do texto de Clarice


Lispector é o advérbio de tempo, como o que se encontra grifado em:
I. Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. (1º
parágrafo)
EU VOU PASSAR !!

II. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando
possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. (7º
parágrafo)
III. – E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que
certamente deveria haver. (9º parágrafo)
IV. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. (16º parágrafo)
Atende ao enunciado APENAS o que consta de
a) I, II e IV.
b) II e IV.
c) II e III.
d) I e III.
e) I, III e IV.
Comentários:

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Item I – O advérbio “jamais” indica tempo ou negação.

hoje, ontem, amanhã,


às vezes, à tarde, à
logo, antes, depois,
noite, de manhã, de
agora, tarde, cedo,
repente, de vez em
outrora, ainda,
quando, de quando em
TEMPO antigamente, nunca,
quando, a qualquer
jamais, sempre, já,
momento, de tempos
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enfim, afinal, breve,


em tempos, em breve,
constantemente,
hoje em dia
imediatamente

Item II – O termo “eis” é uma palavra denotativa de designação.

DESIGNAÇÃO - eis.
Ex. Senhor, eis me aqui.

Item III – O advérbio “agora” indica tempo.


Item IV – A preposição “sem” tem valor semântico de exclusão ou negação.
Gabarito: D

2) FCC/Ana. Jud./TRF 2/Apoio Especializado/Taq./2012


Atenção: A questão refere-se ao texto que segue.
Em "Antropologia do Ponto de Vista Pragmático", o filósofo Immanuel
Kant apresenta suas considerações a respeito do caráter dos povos. Lá
encontramos páginas sobre os ingleses, alemães, franceses, espanhóis, turcos,
EU VOU PASSAR !!

entre outras nacionalidades.


Mas há nisso tudo um detalhe intrigante. Kant nunca saíra de sua cidade,
Köninsberg (hoje, Kaliningrado). Não por outra razão, as tais páginas são um
conjunto bisonho de lugares-comuns.
Esta pequena anedota diz muito a respeito de uma certa maneira de
pensar que consiste em acreditar que a experiência nunca fornecerá nada capaz
de reorientar uma ideia clara. O acesso à experiência acumulada em livros e
relatos já forneceria o embate necessário para nos orientarmos no pensamento.
Qualquer coisa que eu, enquanto particularidade, experimente seria
parcial, limitado e restrito a um contexto. Por essa razão, seu valor seria muito
frágil.
Quase 200 anos depois, outro filósofo, Michel Foucault, resolveu fazer um
caminho inverso. "Há muitos acontecimentos do mundo que forçam o
pensamento a se reorientar", dirá Foucault. "Devemos ir lá onde tais
acontecimentos estão."

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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 01

E com tal ideia na cabeça, o filósofo francês foi ao Irã acompanhar de


perto a revolução que acabou por levar o aiatolá Khomeini ao poder. Vários
artigos seus sobre tal processo apareceram no jornal "Corriere dela Sera".
As análises de Foucault não passaram à posteridade como o melhor
exemplo de acuidade. De fato, ele compreendeu posteriormente os riscos nos
quais a revolução tinha
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entrado, mas espera-se de um filósofo que ele consiga apreender os riscos antes
deles estarem evidentes a todos.
Se a força da ideia, assim como a crença de que não há nada de novo
sob o sol, pode nos cegar, o mesmo vale para o entusiasmo pelo acontecimento.
Entre estes dois polos, encontramos uma peculiar afirmação feita por um
terceiro filósofo, Theodor Adorno. Logo após a audição de uma peça de John
Cage, "Concerto para Piano", Adorno volta para casa e escreve: "Eu não sei
exatamente o que pensar".
Diante de um acontecimento tal como a obra de Cage, Adorno reconhecia
que o melhor a fazer era dizer: "Eu não sei o que isto significa, só sei que
precisarei de tempo para o pensamento voltar a se orientar". Abdicar deste
tempo devido ao medo diante da angústia da indecisão seria o pior de todos os
erros.
Este é o erro que cometemos com mais facilidade. Ele é o que mais fere.
Às vezes, a indecisão prolongada é o tempo que o pensamento exige para se
reconstruir diante dos acontecimentos.
(Wladimir Safatle. "Ideias e acontecimentos". Folha de S. Paulo, opinião, 3/1/2012, p.2)

Flexiona-se de maneira idêntica a lugares-comuns a palavra


EU VOU PASSAR !!

a) ave-maria.
b) amor-perfeito.
c) salário-maternidade.
d) alto-falante.
e) bate-boca.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O plural correto seria as ave-marias.
Alternativa B – correta - “amores-perfeitos” (substantivo + adjetivo) Flexionam-
se os dois termos, igualmente a “lugares-comuns”. Perfeito!
Alternativa C – incorreta – Embora sejam dois substantivos, o segundo limita o
sentido do primeiro (apenas o segundo flexiona-se, porém, atualmente, é
aceito a flexão dos dois).
Alternativa D – incorreta – Ficaria correto: os alto-falantes (adjetivo + adjetivo)
flexiona-se o último termo.

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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
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Alternativa E – incorreta – O correto seria os bate-bocas (verbo + substantivo)


flexiona-se o último termo.
Gabarito: B

3) FCC/Vic Dir/Pref Campinas/2016


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Pequenas injustiças no calor da hora


Nestes dias tumultuados de incerteza política que estamos vivendo, há outras
incertezas de menor visibilidade, que vêm de longe, e fazem parte de um
sistema articulado de crise social e de decadência de que anomalias de agora
são apenas parte do problema. Os sociólogos definem situações desse tipo como
estados de anomia, caracterizados pela perda da eficácia dos valores e das
regras sociais que tornam a vida em sociedade possível. O Brasil,
aparentemente, está ultrapassando o limite dessa segurança coletiva. Alguns
episódios recentes são indicativos do que está acontecendo.
Alunos do curso de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
em Porto Alegre, a que se juntou um da Pontifícia Universidade Católica,
segundo as notícias, na noite do último dia 19, diante da residência estudantil,
agrediram a socos e pontapés um estudante do Curso de Veterinária, Nerlei
Fidelis, de 31 anos, que estava acompanhado de um sobrinho. Da nação
Caingangue, ele é um dos 76 alunos indígenas que ingressaram na Universidade
através do vestibular especial ali implantado.
(...). Os agressores incriminaram em Nerlei o fato de ser índio, e deram início a
agressão com a pergunta “o que esses índios estão fazendo aí?”
Os preconceitos de vários tipos, no Brasil, raciais, sociais, religiosos, de gênero
EU VOU PASSAR !!

e outros estão fundados no pressuposto de que cada um é livre e tem direitos


nos limites do espaço a ele ou ela destinado. Não se trata, portanto, apenas de
racismo, palavra que escamoteia um conjunto grande de preconceitos. Trata-se
de uma concepção remotamente fundada no preconceito de casta ou no
preconceito estamental, próprio de uma sociedade baseada no pressuposto de
que as pessoas nascem e morrem socialmente desiguais.
O Brasil sempre foi um país intolerante e, de vários modos, autoritário.
Construímos um conjunto de disfarces formais e meramente rituais para
enfrentar o desconforto da intolerância e das injustiças que dela decorrem. Mas,
nos momentos de crise e de tensão sociais, os disfarces derretem-se sob o calor
da hora e ficamos nus diante do espelho. Nunca conseguimos construir uma
verdadeira identidade social. No papel, sim, mas, na vida, não. Com facilidade
tendemos ao corporativismo e são muitos os que se fecham numa identidade
restrita, sobreposta ao que deveria ser a identidade de todos, a da Pátria.
(Adaptado de: MARTINS, José de Souza. Pequenas injustiças no calor da hora.
In: O ESTADO DE S. PAULO. Aliás, E2, Domingo, 3 de abril de 2016.)

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Resumo + Questões Comentadas
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No segundo parágrafo, considerando o referente da expressão Da nação


Caingangue, a preposição “de” em contração com o artigo “a” (da) introduz a
ideia de
a) procedência.
b) autoria.
c) tempo.
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d) oposição.
e) companhia.
Comentários:
Pessoal, o “referente” é tão somente o termo a que a expressão se refere, que
nesse caso é “um estudante do Curso de Veterinária, Nerlei Fidelis, de 31 anos,
que estava acompanhado de um sobrinho”.
A expressão “Da nação Caingangue” indica a origem ou procedência do
estudante indígena.
Gabarito: A

4) FCC/Ana Amb/SEMA MA/Biólogo/2016


COP-21 já foi. E agora, o que virá?
O Acordo do Clima aprovado em Paris em dezembro de 2015 não resolve o
problema do aquecimento global, apenas cria um ambiente político mais
favorável à tomada de decisão para que os objetivos assinalados formalmente
por 196 países sejam alcançados.
EU VOU PASSAR !!

Como todo marco regulatório, o acordo estabelece apenas as condições para


que algo aconteça, e, nesse caso, não há sequer prazos ou metas. As propostas
apresentadas voluntariamente pelos países passam a ser consideradas “metas”
que serão reavaliadas a cada 5 anos, embora a soma dessas propostas não
elimine hoje o risco de enfrentarmos os piores cenários climáticos com a
iminente elevação média de temperatura acima de 2º C.
Sendo assim, o que precisa ser feito para que o Acordo de Paris faça alguma
diferença para a humanidade? A 21ª Conferência do Clima (COP-21) sinaliza um
caminho. Para segui-lo, é preciso realizar muito mais − e melhor − do que tem
sido feito até agora. A quantidade de moléculas de CO2 na atmosfera já
ultrapassou as 400 ppm (partes por milhão), indicador que confirmaria −
segundo o Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPC) da ONU − a
progressão rápida da temperatura acima dos 2 °C.
A decisão mais urgente deveria ser a eliminação gradual dos U$ 700 bilhões
anuais em subsídios para os combustíveis fósseis.

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Resumo + Questões Comentadas
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Sem essa medida, como imaginar que a nossa atual dependência de petróleo,
carvão e gás (75% da energia do mundo é suja se modifique no curto prazo?
Para piorar a situação, apesar dos investimentos crescentes que acontecem
mundo afora em fontes limpas e renováveis de energia (solar, eólica, biomassa,
etc.), nada sugere, pelo andar da carruagem, que testemunhemos a inflexão da
curva de emissões de gases estufa. Segundo a vice-presidente do IPCC, a
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climatologista brasileira Thelma Krug, a queima de combustíveis fósseis segue


em alta e não há indícios de que isso se modifique tão cedo.
Como promover tamanho freio de arrumação em um planeta tão acostumado a
emitir gases estufa sem um novo projeto educacional? Desde cedo a garotada
precisa entender o gigantesco desafio civilizatório embutido no combate ao
aquecimento global.
O Acordo do Clima é certamente um dos maiores e mais importantes da história
da diplomacia mundial. Mas não nos iludamos.
Tal como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (adotada pela ONU em
1948), o Acordo sinaliza rumo e perspectiva, aponta o que é o certo, e se
apresenta como um compromisso coletivo. Tornar o Acordo realidade exige
atitude. Diária e obstinada.
(Adaptado de: TRIGUEIRO, André. http://g1.globo.com/natureza/blog/mundo-
sustentavel/2.html)

Ao relacionar os segmentos destacados, o vocábulo “para” expressa sentido de


“em proveito de” na seguinte passagem do texto:
a) o acordo estabelece apenas as condições para que algo aconteça (2º
EU VOU PASSAR !!

parágrafo)
b) o Acordo de Paris faça alguma diferença para a humanidade? (3º parágrafo)
c) Para segui-lo, é preciso realizar muito mais (3º parágrafo)
d) um ambiente político mais favorável à tomada de decisão para que os
objetivos [...] sejam alcançados. (1º parágrafo)
e) Para piorar a situação, [...] nada sugere [...] que testemunhemos a inflexão
da curva de emissões de gases estufa. (5º parágrafo)
Comentários:
Pessoal, para esse tipo de questão, recomendo o método da substituição,
assim podemos perceber se a expressão “encaixa” no sentido do período.
Alternativa B – Correta – o Acordo de Paris faça alguma diferença em proveito
da humanidade?
Gabarito: B

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5) FCC/TJ/TRE-MS/Administrativa/2007
Brasileiro se realiza em arte menor. Com raras exceções aqui e ali na literatura,
no teatro ou na música erudita, pouco temos a oferecer ao resto do mundo em
matéria de grandes manifestações artísticas. Em compensação, a caricatura ou
a canção popular, por exemplo, têm sido superlativas aqui, alcançando uma
densidade raramente obtida por nossos melhores artistas plásticos ou
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compositores sinfônicos. Outras artes, ditas “menores”, desempenham um


papel fundamental na cultura brasileira. É o caso da crônica e da telenovela.
Gêneros inequivocamente menores e que, no entanto, alcançam níveis de
superação artística nem sempre observada em seus congêneres de outros
quadrantes do planeta.
Mas são menores diante do quê? É óbvio que o critério de valoração continua
sendo a norma européia: a epopéia, o romance, a sinfonia, as “belas artes” em
geral. O movimento é dialético e não pressupõe maniqueísmo. Pois se aqui não
se geraram obras como as de Cervantes, Wagner ou Picasso, “lá” também –
onde quer que seja esse lugar – nunca floresceu uma canção popular como a
nossa que, sem favor, pode compor um elenco com o que de melhor já foi feito

em matéria de poesia e de melodia no Brasil.


Machado de Assis, como de costume, intuiu admiravelmente tudo. No conto “Um
homem célebre”, ele nos mostra Pestana, compositor que deseja tornar-se um
Mozart mas, desafortunadamente, consegue apenas criar polcas e maxixes de
imenso apelo popular. Morre consagrado – mas como autor pop. Aliás, não foi
à toa que Caetano Veloso colocou uma frase desse conto na contracapa de
Circuladô (1991). Um de nossos grandes artistas “menores” por excelência,
EU VOU PASSAR !!

Caetano sempre soube refletir a partir das limitações de seu meio, conseguindo
às vezes transcendê-lo em verso e prosa. [...]
O curioso é que o conceito de arte acabou se alastrando para outros campos (e
gramados) da sociedade brasileira. É o caso da consagração do futebol como
esporte nacional, a partir da década de 30, quando o bate-bola foi adotado pela
imprensa carioca, recebendo status de futebol-arte.
Ainda no terreno das manifestações populares, o ibope de alguns carnavalescos
é bastante sintomático: eles são os encenadores da mais vista de todas as
nossas óperas, o Carnaval. Quem acompanha a cobertura do evento costuma
ouvir o testemunho deliciado de estrangeiros a respeito das imensas “qualidades
artísticas” dos desfiles nacionais...
Seguindo a fórmula clássica de Antonio Candido em Formação da literatura
brasileira (“Comparada às grandes, a nossa literatura é pobre e fraca. Mas é
ela, e não outra, que nos exprime.”), pode-se arriscar que muito da produção
artística brasileira é tímida se comparada com o que é feito em outras paragens.
Não temos Shakespeare nem Mozart? Mas temos Nelson Rodrigues, Tom Jobim,

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Nássara, Cartola – produtores de “miudezas” da mais alta estatura. Afinal são


eles, e não outros, que expressam o que somos.
(Adaptado de Leandro Sarmatz. Superinteressante, novembro de 2000, p.106,
(Idéias que desafiam o senso comum)

Brasileiro se realiza em arte menor. (1a frase)


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O adjetivo flexionado de maneira idêntica ao do grifado acima está na


expressão:
a) com raras exceções.
b) é bastante sintomático.
c) de imenso apelo popular.
d) grandes manifestações artísticas.
e) por nossos melhores artistas plásticos.
Comentários:
O adjetivo “menor” encontra-se flexionado no grau comparativo sintético de
superioridade, sendo originado do adjetivo pequeno.
Alternativa A – Incorreta – O adjetivo “raras” está flexionado no gênero
feminino e no plural.
Alternativa B – Incorreta – O adjetivo “bastante” não se flexiona em gênero, e,
em relação ao número, encontra-se no singular.
Alternativa C – Incorreta – “Imenso” e “popular” encontram-se no singular,
sendo que apenas o primeiro flexiona-se em gênero. O primeiro está flexionado
EU VOU PASSAR !!

no grau superlativo absoluto sintético.


Alternativa D – Incorreta - “Grandes” e “artísticas” estão no plural. Apenas o
segundo flexiona-se em gênero.
Alternativa E – Correta – O adjetivo “melhores”, assim como “menor”, flexiona-
se apenas em número e grau, este também está flexionado no grau
comparativo sintético de superioridade.
Gabarito: E

6) FCC/Ass Tec Leg/AL-PB/2013


José Lins do Rego é brasileiríssimo. Outro dia, um amigo conversou comigo
sobre as pretendidas influências estrangeiras na obra do paraibano. Falamos
em Thomas Hardy, em D. H. Lawrence. Não estava certo. José Lins do Rego é
ele mesmo. É paraibano. É brasileiro, brasileiríssimo. É brasileiro com amor à
terra, às mulheres, à conversa, aos gracejos, com a memória do avô que era
governador da província, do tio que vendeu o engenho, com a memória

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vivíssima de todas as tristezas da sua gente brasileira. Risos e lágrimas: eis o


seu mundo.
O grande valor literário da obra de José Lins do Rego reside no fato de que o
seu assunto e o seu estilo correspondem-se plenamente. Assim, conta-se a
decadência do patriarcalismo, com as suas inúmeras tragédias e uns raros raios
de graça e humor. Desse modo, José Lins do Rego consegue acertadamente o
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que quer; e isso me parece o maior elogio que se pode fazer a um escritor.
Concebendo a cultura no sentido de Gilberto Freire, como expressão global da
vida política e do espírito, social e individual, vital e humana, José Lins do Rego
é a expressão literária da cultura da sua terra.
[Adaptado de Otto Maria Carpeaux. O brasileiríssimo José Lins do Rego.
(prefácio) Fogo Morto. Rio de Janeiro: José Olympio. 50. ed. 1998. p. XVXVI]

O elemento flexionado de modo a indicar uma qualidade em um grau muito


elevado está destacado em:
a) ... o seu assunto e o seu estilo correspondem-se plenamente.
b) ... com a memória vivíssima de todas as tristezas de sua gente…
c) ... com as suas inúmeras tragédias...
d) ... e uns raros raios de graça e humor.
e) ... conta-se a decadência do patriarcalismo...
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O termo “plenamente” não é sequer um adjetivo,
mas um advérbio que modifica o verbo “correspondem-se”.
EU VOU PASSAR !!

Alternativa B – Correta – O termo “vivíssima” corresponde ao grau superlativo


absoluto sintético do adjetivo “viva”.
Alternativa C – Incorreta – O termo “tragédias” é um substantivo e não um
adjetivo. Em alguns casos, ele pode ser empregado como adjetivo, porém não
é o que ocorreu aqui.
Ex. Isso é uma tragédia.
Repare que no exemplo acima o termo “tragédia” qualifica o pronome “isso”,
por isso é um adjetivo.
Alternativa D – Incorreta – O adjetivo “raros” não está flexionado em grau. São
exemplos de sua flexão: mais raros que (comparativo de superioridade),
muito raros (superlativo absoluto analítico), raríssimos (superlativo absoluto
sintético).
Alternativa E – Incorreta – O termo “decadência” é um substantivo cujo
significado é similar a queda, derrocada. O adjetivo dele derivado é “decadente”
ou a locução “em decadência”.

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Ex. O governo está decadente. O governo está em decadência.


Gabarito: B

7) FCC/AJ/TRT 3/Judiciária/Oficial de Justiça/Avaliador


Federal/2015
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A matéria abaixo, que recebeu adaptações, é do jornalista Alberto Dines, e foi


veiculada em 9/05/2015, um dia após as comemorações pelos 70 anos do fim
da Segunda Guerra Mundial.
Quando a guerra acabar…
Abre parêntese: há momentos − felizmente raros − em que a história pessoal
se impõe às percepções conjunturais e o relato na primeira pessoa, embora
singular, parcial, às vezes suspeito, sobrepõe-se à narrativa impessoal, ampla,
genérica. Fecha parêntese.
O descaso e os indícios de esquecimento que, na sexta-feira (8/5), rodearam
os setenta anos do fim da fase europeia da Segunda Guerra Mundial
sobressaltaram. O ano de 1945 pegou-me com 13 anos e a data de 8 de maio
incorporou-se ao meu calendário íntimo e o cimentou definitivamente às
efemérides históricas que éramos obrigados a decorar no ginásio.
Seis anos antes (1939), a invasão da Polônia pela Alemanha hitlerista − e logo
depois pela Rússia soviética − empurrou a guerra para dentro da minha casa
através dos jornais e do rádio: as vidas da minha avó paterna, tios, tias, primos
e primas dos dois lados corriam perigo. Em 1941, quando a Alemanha rompeu
o pacto com a URSS e a invadiu com fulminantes ataques, inclusive à Ucrânia,
instalou-se a certeza: foram todos exterminados.
EU VOU PASSAR !!

A capitulação da Alemanha tornara-se inevitável, não foi surpresa, sabíamos


que seria esmagada pelos Aliados. Nova era a sensação de paz, a certeza que
começava uma nova página da história e perceptível mesmo para crianças e
adolescentes. A prometida quimera embutida na frase “quando a guerra acabar”
tornara-se desnecessária, desatualizada.
A guerra acabara para sempre. Enquanto o retorno dos combatentes brasileiros
vindos da Itália era saudado delirantemente, matutinos e vespertinos − mais
calejados do que a mídia atual − nos alertavam que a guerra continuava feroz
não apenas no Extremo Oriente, mas também na antiquíssima Grécia, onde
guerrilheiros de direita e de esquerda, esquecidos do inimigo comum − o
nazifascismo − se enfrentavam para ocupar o vácuo de poder deixado pela
derrotada barbárie.
Sete décadas depois − porção ínfima da história da humanidade −, aquele que
foi chamado Dia da Vitória e comemorado loucamente nas ruas do mundo
metamorfoseou-se em Dia das Esperanças Perdidas: a guerra não acabou. Os
Aliados desvincularam-se, tornaram-se adversários. A guerra continua, está aí,

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espalhada pelo mundo, camuflada por diferentes nomenclaturas, inconfundível,


salvo em breves hiatos sem hostilidades, porém com intensos ressentimentos.
(Reproduzido da Gazeta do Povo (Curitiba, PR) e do Correio Popular
(Campinas, SP), 9/5/2015; intertítulo do Observatório da Imprensa, edição
849)
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A guerra continua, está aí, espalhada pelo mundo, camuflada por diferentes
nomenclaturas, inconfundível, salvo em breves hiatos sem hostilidades, porém
com intensos ressentimentos.
Justifica-se o emprego do advérbio aí, na frase, do seguinte modo:
a) a palavra delimita o lugar da guerra, aquele em que o interlocutor se
encontra.
b) a palavra remete ao lugar a que se fez referência anteriormente: ao espaço
dos Aliados.
c) a palavra tem o sentido de "nesse ponto", como em "É aí que está o X da
questão".
d) a palavra compõe expressão que tem o sentido de "apresenta-se por lugares
incertos, de modo disseminado".
e) a palavra tem seu sentido associado ao da palavra inconfundível, para
expressarem, juntas, a ideia de "contorno único".
Comentários:
Para respondermos a esta questão, precisamos ler um pouco mais do texto para
entendermos o contexto em que o período está inserido.
EU VOU PASSAR !!

“Sete décadas depois − porção ínfima da história da humanidade −, aquele


que foi chamado Dia da Vitória e comemorado loucamente nas ruas do mundo
metamorfoseou-se em Dia das Esperanças Perdidas: a guerra não
acabou. Os Aliados desvincularam-se, tornaram-se adversários. A guerra
continua, está aí, espalhada pelo mundo, camuflada por diferentes
nomenclaturas, inconfundível, salvo em breves hiatos sem hostilidades, porém
com intensos ressentimentos.”
Portanto, podemos inferir que o advérbio “aí” não está referindo-se a um lugar
específico, mas no sentido que a guerra se encontra presente de forma
disseminada por todo o mundo.
Gabarito: D

8) FCC/DP/DPE-RS/2011
EUA dizem que um ataque ao Irã uniria o país, hoje dividido

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WASHINGTON (Reuters) − Um ataque militar contra o Irã uniria o país, que está
dividido, e reforçar a determinação do governo iraniano para buscar armas
nucleares, disse o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, nesta
terça-feira.
Em pronunciamento ao conselho diretor do Wall Street Journal, Gates afirmou
ser importante usar outros meios para convencer o Irã a não procurar ter armas
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nucleares e repetiu as suas preocupações de que ações militares somente iriam


retardar − e não impedir − que o país obtenha essa capacidade.
(http://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/reuters/2010/11/16/euadizemqueu
ataqueaoirauniriaopaishojedividido.jhtm?action=print, em 16/11/2010)

A palavra para é uma


a) preposição derivada da regência verbal da palavra meios.
b) conjunção que liga uma oração coordenada a uma subordinada.
c) preposição que liga meios a um verbo intransitivo.
d) preposição derivada da regência nominal da palavra meios.
e) proposição que liga meios a um verbo.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – A preposição derivada da regência nominal da
palavra “meios” (meios para algo).
Alternativa B – Incorreta – A palavra “para” é uma preposição com valor
semântico de finalidade (“para convencer o Irã a não procurar ter armas
EU VOU PASSAR !!

nucleares”).
Alternativa C – Incorreta – O verbo “convencer” não é intransitivo.
Alternativa D – Correta
Alternativa E – Incorreta – A palavra “para” não é uma “proposição”, mas uma
preposição. De fato, ela liga “meios” ao verbo “convencer”.
Gabarito: D

9) FCC/DP/DPE-RS/2011
Lição de bom senso
O Ministério da Educação (MEC) contornou com habilidade e bom senso a
polêmica gerada em torno do veto, pelo Conselho Nacional de Educação (CNE),
de um livro do escritor Monteiro Lobato, sob o pretexto de que contém
expressões racistas. A alternativa encontrada pelo ministro foi a de acrescentar
um esclarecimento de que, em 1933, quando a obra foi publicada pela primeira
vez, o país tinha hábitos diferentes e algumas expressões não eram

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consideradas ofensivas, como ocorre hoje. É importante que esse tipo de


decisão sirva de parâmetro para situações semelhantes, em contraposição a
tentações apressadas de recorrer à censura.
O caso mais recente de tentativas de restringir a livre circulação de ideias
envolve a obra Caçadas de Pedrinho, na qual a turma do Sítio do Pica-Pau
Amarelo sai em busca de uma onça-pintada. Ocorre que, ao longo de quase oito
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décadas de carreira do livro, o Brasil não conseguiu se livrar de excessos na


vigilância do politicamente correto, nem de intolerâncias como o racismo. Ainda
assim, já não convive hoje com hábitos como o de caça a animais em extinção
e avançou nas políticas para a educação das relações étnico-raciais.
Assim como em qualquer outra manifestação artística, portanto, o livro que
esteve sob ameaça de censura precisa ter seu conteúdo contextualizado. Se a
personagem Tia Nastácia chegou a ser associada a estereótipos hoje vistos
como racistas, é importante que os educadores se preocupem em deixar claro
para os alunos alguns aspectos que hoje chamam a atenção apenas pelo fato
de o país ter evoluído sob o ponto de vista de costumes e de direitos humanos.
No Brasil de hoje, não há mais espaço para a impunidade em relação a atos
como o racismo. Isso não significa, porém, que seja preciso revolver o passado,
muito menos sem levar em conta as circunstâncias da época.
(Editorial Zero Hora, 18/10/2010)

A passagem ..., em contraposição a tentações apressadas de recorrer à censura


contém o elemento gramatical a, que
a) define quais são as tentações, porque é um artigo.
EU VOU PASSAR !!

b) não define quais são as tentações, porque é artigo.


c) define quais são as tentações, porque é uma preposição.
d) não define quais são as tentações, porque é artigo indefinido.
e) não define quais são as tentações, porque é preposição.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Se houvesse um artigo “a”, ele deveria estar no
plural (AS) para concordar em número com o nome “tentações”.
Alternativa B – Incorreta – Os artigos servem para definir os nomes.
Alternativa C – Incorreta – As preposições não servem para definir, mas para
ligar dois termos, sendo um principal (regente ou subordinante) e um
dependente (regido ou subordinado).
Alternativa D – Incorreta – Os artigos definidos são: A(S) e O(S), já os artigos
UM, UNS, UMA(S) são os artigos indefinidos.

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Alternativa E – Correta – O nome “contraposições” exige o uso da preposição


A (contraposições a algo). Caso houvesse artigo, o termo deverias ser
flexionado no plural e craseado (preposição A + artigo AS = ÀS)
Gabarito: E

10) FCC/ACI/CGM-São Luís)/Pref-SL/Abrangência Geral/2015


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Considere o trecho abaixo − adaptado de Gramática de usos do português, de


Maria Helena de Moura Neves (São Paulo: Edtora UNESP, 2000, p. 628 e 633),
e o que se tem em I, II e III.
A preposição com funciona no sistema de transitividade, isto é, introduz
complemento; pode introduzir, por exemplo, complemento de verbo ou de
adjetivo.
I. Depois das devidas explicações, o cliente concordou com os advogados / a
preposição com introduz complemento de verbo.
II. Identificou-se desde o primeiro momento com os ideais do grupo / a
preposição com introduz complemento de adjetivo.
III. Triste com a situação, procurou os amigos para esclarecer os fatos. / a
preposição com introduz complemento de adjetivo.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) I, II e III.
c) I e II, apenas.
EU VOU PASSAR !!

d) II, apenas.
e) I e III, apenas.
Comentários:
Item I – Correta – Quem concorda, concorda com alguém, por isso a preposição
COM é necessária à complementação do verbo CONCORDAR.
Item II – Incorreta – A despeito de sua posição na frase, a preposição COM foi
utilizada em virtude do verbo IDENTIFICAR-SE (identificou-se com algo).
Item III – Correta – Quem fica triste, fica triste com algo. Portanto, triste
(adjetivo) é complementado por “com a situação”.
Gabarito: E

11) FCC / AFR / SEFAZ SP / Gestão Tributária / 2009


A frase que respeita inteiramente o padrão culto escrito é:

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a) Nada disso influe no que foi acordado já faz mais de dez dias, mas eles
quizeram que eu reiterasse a sua disposição de manter o que foi estabelecido.
b) Gás lacrimogênio foi usado para dispersar os grupos que cultivavam antiga
richa, reforçando a convicção de que dali há anos ainda estariam de lados
opostos.
c) Ficou na dependência de ele redigir tudo o que os acionistas mais antigos se
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disporam a oferecer, se, e só se, os mais novos não detiverem o curso das
negociações.
d) Semeemos a ideia de que tudo será resolvido de acordo com os itens
considerados prioritários, nem que para isso precisamos apelar para a decência
de todos.
e) Vocês divergem, mas agora é necessário que se remedeie a situação; por
isso, façam novos contratos e provejam o setor de profissionais competentes.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Nesta alternativa, há dois erros na grafia das
conjugações dos verbos INFLUIR (mesmo paradigma de possuir) e QUERER.
As formas corretas são influi e quiseram.
Alternativa B – Incorreta – As formas verbais estão grafadas com perfeição, que
também está presente na correlação dos tempos.
Os erros estão escondidos na grafia das palavras “rixa”, “lacrimogêneo” e no
emprego indevido da forma verbal “há” no trecho “dali a anos”.
Alternativa C – Incorreta – O verbo DISPOR segue o paradigma do verbo PÔR,
portanto a sua conjugação correta é dispuseram.
EU VOU PASSAR !!

Alternativa D – Incorreta – Está correta a grafia da forma verbal “semeemos”.


O erro da questão está na correlação temporal da forma “precisamos”, pois,
uma vez que esta expressa uma hipótese, deveria estar conjugada no presente
do subjuntivo “precisemos”.
Alternativa E – Correta – Perfeitas as conjugações do verbo REMEDIAR, que se
conjuga no mesmo paradigma do verbo PASSEAR, assim como do verbo
PROVER, que se conjuga em alguns tempos pelo paradigma do verbo VER.
Não confunda PROVER, sinônimo de providenciar ou fornecer com PROVIR
que significa descender ou derivar, que segue paradigma do verbo VIR.
Gabarito: E

12) FCC / AJ / TRT 2 / Administrativa / 2014


Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.
Questão de gosto

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A expressão parece ter sido criada para encerrar uma discussão. Quando
alguém apela para a tal da “questão de gosto”, é como se dissesse: “chega de
conversa, inútil discutir”. A partir daí nenhuma polêmica parece necessária, ou
mesmo possível. “Você gosta de Beethoven? Eu prefiro ouvir fanfarra de
colégio.” Questão de gosto.
Levada a sério, radicalizada, a “questão de gosto” dispensa razões e
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argumentos, estanca o discurso crítico, desiste da reflexão, afirmando


despoticamente a instância definitiva da mais rasa subjetividade. Gosto disso,
e pronto, estamos conversados. Ao interlocutor, para sempre desarmado, resta
engolir em seco o gosto próprio, impedido de argumentar. Afinal, gosto não se
discute.
Mas se tudo é questão de gosto, a vida vale a morte, o silêncio vale a palavra,
a ausência vale a presença − tudo se relativiza ao infinito. Num mundo sem
valores a definir, em que tudo dependa do gosto, não há lugar para uma razão
ética, uma definição de princípios, uma preocupação moral, um empenho numa
análise estética. O autoritarismo do gosto, tomado em sentido absoluto, apaga
as diferenças reais e proclama a servidão ao capricho. Mas há quem goste das
fórmulas ditatoriais, em vez de enfrentar o desafio de ponderar as nossas
contradições.
(Emiliano Barreira, inédito)
Na passagem da voz ativa para a passiva, NÃO houve a devida correspondência
quanto ao tempo verbal na seguinte construção:
a) A questão de gosto dispensaria as razões = As razões teriam sido dispensadas
pela questão de gosto.
b) O autoritarismo apagava as diferenças reais = As diferenças reais eram
EU VOU PASSAR !!

apagadas pelo autoritarismo.


c) Os acomodados têm proclamado a servidão ao capricho = A servidão ao
capricho tem sido proclamada pelos acomodados.
d) Será que ele apreciará tais formas ditatoriais? = Será que tais fórmulas
ditatoriais serão apreciadas por ele?
e) Haveremos de enfrentar esse e outros desafios = Esse e outros desafios
haverão de ser enfrentados por nós.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – O tempo do verbo auxiliar (voz passiva), deve ser
o mesmo do verbo da oração na voz ativa.
A forma verbal “dispensaria” está no futuro do pretérito indicativo, dessa
forma deveríamos ter na voz passiva: “seriam dispensadas”.
Alternativa B – Correta – As formas verbais “apagava” e “eram” estão ambas
no pretérito imperfeito do indicativo, portanto manteve-se a
correspondência dos tempos verbais.

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Alternativa C – Correta – “Têm proclamado” e “tem sido” estão ambos no


pretérito perfeito indicativo composto, portanto a correspondência
temporal foi mantida.
Alternativa D – Correta – “Apreciará” e “serão” encontram-se no mesmo tempo
verbal (futuro do presente indicativo).
Alternativa E – Correta – Correspondência mantida entre “haveremos de
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enfrentar” e “haverão de ser” (fut. do pres. + infinitivo).


Gabarito: A

13) FCC/AJ/TRT 23/Administrativa/"Sem Especialidade"/2016


Atenção: Para responder à questão. considere o texto abaixo.
Quase meio século separa a estreia de Manoel de Barros na literatura − em
1937, com a publicação de "Poemas Concebidos sem Pecado" em tiragem
artesanal de 21 exemplares − da circulação mais ampla de sua obra, na segunda
metade dos anos 1980, graças ao voluntário trabalho de divulgação feito por
jornalistas, escritores e intelectuais que passaram a admirá-lo.
Entre eles, Millôr Fernandes e Antônio Houaiss, para quem Manoel de Barros era
comparável a São Francisco de Assis "na humildade diante das coisas".
Nascido em 1916, em Cuiabá, Manoel de Barros escreveu 18 livros de poesia,
além de obras infantis e relatos autobiográficos. Na juventude, apaixonou-se
por Arthur Rimbaud e Charles Baudelaire. Os poetas do cinema também o
encantaram, com destaque para Federico Fellini, Akira Kurosawa e Luis Buñuel.
Dizia-se um "vedor de cinema", mas sempre "numa tela grande, sala escura e
gente quieta do meu lado".
EU VOU PASSAR !!

"Acho que um poeta usa a palavra para se inventar", disse em entrevista a um


jornal. "E inventa para encher sua ausência no mundo. (...) O poeta escreve por
alguma deformação na alma. Porque não seria certo ficar pregando moscas no
espaço para dar banho nelas. Ou mesmo: pregar contiguidades verbais e
substantivas para depois casá-las."
(Disponível em: www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/11/-1547550-manoel-
de-barros-foi-revelado-por-millor-ehouaissrelembre-rajetoria.shtml)

... para quem Manoel de Barros era comparável a São Francisco de Assis.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o da frase acima está em:
a) Dizia-se um "vedor de cinema"...
b) Porque não seria certo ficar pregando moscas no espaço...
c) Na juventude, apaixonou-se por Arthur Rimbaud e Charles Baudelaire.
d) Quase meio século separa a estreia de Manoel de Barros na literatura ...

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e) ... para depois casá-las...


Comentários:
Alternativa A – Correta – Na oração “Manoel de Barros era comparável a São
Francisco de Assis”, o verbo SER está flexionado no pretérito imperfeito do
indicativo, assim como na forma verbal “dizia”.
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Pretérito Imperfeito do Indicativo

eu dizia eu ia eu era
tu dizias tu ias tu eras
ele dizia ele ia ele era
nós dizíamos nós íamos nós éramos
vós dizíeis vós íeis vós éreis
eles diziam eles iam eles eram

Alternativa B – Incorreta – A forma verbal “seria” está conjugada no futuro


do pretérito do indicativo.

Futuro do Pretérito do Indicativo

eu andaria eu iria eu poderia


tu andarias tu irias tu poderias
ele andaria ele iria ele poderia
nós andaríamos nós iríamos nós poderíamos
EU VOU PASSAR !!

vós andaríeis vós iríeis vós poderíamos


eles andariam eles iriam eles poderiam

Alternativa C – Incorreta – A forma verbal “apaixonou-se” está conjugada no


pretérito perfeito indicativo.

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Pretérito Perfeito do Indicativo

eu andei eu fui eu pude


tu andaste tu foste tu pudeste
ele andou ele foi ele pôde
nós andamos nós fomos nós pudemos
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vós andastes vós fostes vós pudestes


eles andaram eles foram eles puderam

Alternativa D – Incorreta – A forma verbal “separa” está conjugada no


presente do indicativo.
Utilizamos o presente do indicativo para indicar:

Algo que acontece no momento presente ou com habitualidade.


Também podemos usá-lo para avivar um fato do passado (presente
histórico) ou para expressar um fato futuro próximo que acontecerá
com certeza.

•Exemplos:
•Eu estudo todos os dias da semana.
•É quando Jesus anda sobre as águas.
•Chego amanhã às dez.

Presente do Indicativo
EU VOU PASSAR !!

ANDAR IR PODER
eu ando eu vou eu posso
tu andas tu vas tu podes
ele anda ele vai ele pode
nós andamos nós vamos nós podemos
vós andais vós ides vós podeis
eles andam eles vão eles podem

Alternativa E – Incorreta – Na expressão “casá-las” (casar + as), a forma


verbal CASAR está flexionada no infinitivo.
Gabarito: A

14) FCC/AJ/TRT 20/Administrativa/"Sem Especialidade"/2016


Atenção: Leia o texto abaixo para responder à questão.

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Em junho de 2013, o Presidente Robert Mugabe, do Zimbábue, afirmou durante


uma entrevista: “Nelson Mandela é santificado demais. Foi bom demais com os
brancos à custa dos negros em seu próprio país”. Alguns concordaram, outros
protestaram. Até certo ponto acredito que ele tenha levantado uma questão.
Suas atitudes podiam ser percebidas dessa maneira. Ainda assim, em uma
conversa com Richard Stengel, o próprio Madiba* havia dito, muito tempo
antes: “As pessoas sentirão que vejo demais o bem nas pessoas. Então, é uma
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crítica que tenho de suportar e à qual tento me ajustar, pois, seja isso verdade
ou não, é algo que penso ser proveitoso. É uma coisa boa de assumir, agir com
base no fato de que... os outros são homens de integridade e honra... porque
você tende a atrair integridade e honra, se é dessa maneira que olha para
aqueles com quem trabalha”.
*um dos nomes pelos quais Nelson Mandela era chamado; refere-se a seu clã e
denota afeto e respeito.
(Adaptado de: LA GRANGE, Zelda. Bom dia, Sr. Mandela. Trad. Felipe José
Lindoso. Ribeirão Preto: Novo Conceito, 2015, p. 9)

... o próprio Madiba havia dito, muito tempo antes...


A expressão destacada está corretamente substituída, preservando-se o tempo,
o modo e o aspecto verbais, por
a) disse.
b) dissera.
c) dizia.
d) diria.
EU VOU PASSAR !!

e) dissesse.
Comentários:
A forma verbal “havia dito” encontra-se conjugada no pretérito mais-que-
perfeito do indicativo – composto, que pode ser formado com os verbos
auxiliares TER e HAVER.
Recapitulando esse modo verbal:

Indica, igualmente à forma simples, fato anterior a outro também no


passado.

•Ex. Antes de passar nesse concurso, já tinha sido reprovado algumas


vezes.

AUXILIAR (pretérito imperfeito do indicativo) + PRINCIPAL (particípio)

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Pretérito Mais-Que-Perfeito do Indicativo - Composto

ANDAR IR
eu tinha andado eu tinha ido
tu tinhas andado tu tinhas ido
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ele tinha andado ele tinha ido


nós tínhamos andado nós tínhamos ido
vós tínheis andado vós tínheis ido
eles tinham andado eles tinham ido

O modo simples que pode substituir o pretérito mais-que-perfeito do indicativo


– composto é o pretérito mais-que-perfeito do indicativo na sua forma
simples, pois ambos indicam fatos anteriores a outros também no
passado.
Pretérito mais-que-perfeito - Indicativo

Indica um fato anterior a outro também passado.

•Ex. O ladrão fugira antes que a polícia chegasse.

Pretérito Mais Que Perfeito do Indicativo

eu andara eu fora eu pudera


EU VOU PASSAR !!

tu andaras tu foras tu puderas


ele andara ele fora ele pudera
nós andáramos nós fôramos nós pudéramos
vós andáreis vós fôreis vós pudéreis
eles andaram eles foram eles puderam

Gabarito: B

15) FCC/Op TM/METRO SP/2016


Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
Os Estados Unidos, como organização social e política, são comprometidos com
uma visão alegre da vida. Não poderia ser diferente. A noção de tragédia é um
luxo reservado a sociedades aristocráticas, nas quais a sorte do indivíduo não é
entendida como tendo uma importância política legítima, sendo determinada

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por uma ordem moral ou destino imutável e supra político – ou seja, não
controverso.
Sociedades modernas e igualitárias, no entanto, sejam de posicionamento
político democrático ou autoritário, baseiam-se sempre na premissa de que
estão tornando a vida mais feliz; a função declarada do Estado moderno, pelo
menos originalmente, não seria apenas regulamentar as relações sociais, mas
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também estabelecer a qualidade e as possibilidades da vida humana em geral.


A felicidade, portanto, torna-se questão política primordial – de alguma
maneira, a única questão –, e por esse motivo não pode se tornar um problema.
Se um norte-americano ou um russo é infeliz, isso implica certa reprovação da
sociedade a que ele pertence.
Portanto, devido a uma lógica cuja necessidade todos reconhecemos, vira uma
obrigação cidadã ser alegre; se as autoridades acreditam que é necessário, o
cidadão pode até ser compelido a fazer demonstrações públicas, em ocasiões
especiais, de sua felicidade, assim como em tempos de guerra ele pode ser
constrangido a entrar para o exército.
(Adaptado de: WARSHOW, Robert. “O gângster como herói trágico”S, errote,
p. 109)

Atribuindo-se caráter hipotético para todo o conteúdo da frase Se um norte-


americano ou um russo é infeliz, isso implica certa reprovação da sociedade a
que ele pertence (3º parágrafo), os verbos devem assumir as seguintes formas:
a) fosse − implicaria − pertencesse
b) seria − implicaria − pertenceria
EU VOU PASSAR !!

c) fosse − implicara − pertencera


d) seria − implicasse − pertencesse
e) fosse − implicasse − pertenceria
Comentários:
Se um norte-americano ou um russo ________ infeliz, isso _______ certa
reprovação da sociedade a que ele _________.
Forma verbal 1 – A partícula SE indica a existência de uma condição ou
hipótese, o que implica no uso da forma “fosse” (pretérito imperfeito do
subjuntivo).
O subjuntivo é o modo adequado para situações hipotéticas.
Forma verbal 2 – Para harmonizar com o pretérito imperfeito do subjuntivo
(hipótese) devemos utilizar o futuro do pretérito do indicativo – “implicaria”,
que indica algo que depende de alguma condição.

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Forma verbal 3 – Novamente temos o pretérito imperfeito do subjuntivo –


“pertencesse”, dando prosseguimento ao desenvolvimento da situação
hipotética.
Gabarito: A

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Muito antes de nos ensinarem e de aprendermos as regras de bom


comportamento socialmente construídas e promovidas, e de sermos exortados
a seguir certos padrões e nos abster de seguir outros, já estamos numa situação
de escolha moral. Somos, por assim dizer, inevitavelmente − existencialmente
−, seres morais: somos confrontados com o desafio do outro, o desafio da
responsabilidade pelo outro, uma condição do ser-para.
Afirmar que a condição humana é moral antes de significar ou poder significar
qualquer outra coisa representa que, muito antes de alguma autoridade nos
dizer o que é “bem” e “mal” (e por vezes o que não é uma coisa nem outra.),
deparamo-nos com a escolha entre “bem” e “mal”. E a enfrentamos desde o
primeiro momento do encontro com o outro. Isso, por sua vez, significa que,
quer escolhamos quer não, enfrentamos nossas situações como problemas
morais, e nossas opções de vida como dilemas morais.
Esse fato primordial de nosso ser no mundo, em primeiro lugar, como uma
condição de escolha moral não promete uma vida alegre e despreocupada. Pelo
contrário, torna nossa condição bastante desagradável. Enfrentar a escolha
entre bem e mal significa encontrar-se em situação de ambivalência. Esta
poderia ser uma preocupação relativamente menor, estivesse a ambiguidade de
escolha limitada à preferência direta por bem ou mal, cada um definido de forma
EU VOU PASSAR !!

clara e inequívoca; limitada em particular à escolha entre atuar baseado na


responsabilidade pelo outro ou desistir dessa ação – de novo com uma ideia
bastante clara do que envolve “atuar baseado na responsabilidade”.
(Adaptado de: BAUMAN, Zygmunt. Vida em fragmentos: sobre a ética pós-
moderna. Trad. Alexandre Werneck. Rio de Janeiro, Zahar, 2011, p. 11-12)

Esta poderia ser uma preocupação relativamente menor, estivesse a


ambiguidade de escolha limitada à preferência direta por bem ou mal...
Ao reescrever-se o trecho acima com o verbo poder flexionado no futuro do
presente do indicativo, a forma verbal “estivesse” deverá ser substituída,
conforme a norma-padrão da língua, por
a) estar.
b) estará.
c) estiver.

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d) está.
e) esteja.
Comentários:
Esta poderá (futuro do presente do indicativo) ser uma preocupação
relativamente menor, esteja (ou se estiver) a ambiguidade de escolha limitada
à preferência direta por bem ou mal...
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

A questão é bastante sutil, porque, aparentemente, temos duas respostas


válidas.
Enquanto a primeira oração indica uma possível futura consequência, a segunda
oração indica uma situação hipotética, por isso já sabemos que o verbo
deverá estar no subjuntivo.
No caso da frase acima, poderíamos ter o seguinte:
• subjuntivo no presente (esteja), levando a uma situação futura;
• subjuntivo no futuro (estiver), levando a uma situação futura.
O que define a questão é o fato de que a forma verbal “estiver” exige a partícula
SE, enquanto ao usar a forma “esteja” o SE é dispensável, permanecendo a
frase correta.
Gabarito: E

17) FCC/AJ/TRT 24/Administrativa/"Sem Especialidade"/2017


Houve um tempo em que eu comia um monte de coisas e não precisava contar
nada para ninguém. Na civilização contemporânea, on-line, conectada o tempo
EU VOU PASSAR !!

todo, se não for registrado e postado, não aconteceu. Comeu, jantou, bebeu?
Então, prove. Não está na rede? Então, não vale.
Não estou aqui desfiando lamúrias de dinossauro tecnológico. Pelo contrário:
interajo com muita gente e público ativamente fotos de minhas fornadas. A vida,
hoje, é digital. Contudo, presumo que algumas coisas não precisam deixar de
pertencer à esfera privada. Sendo tudo tão novo nessa área, ainda
engatinhamos a respeito de uma etiqueta que equilibre a convivência entre
câmeras, pratos, extroversão, intimidade.
Em meados da década passada, quando a cozinha espanhola de vanguarda
ainda povoava os debates e as fantasias de muitos gourmets, fotografar pratos
envolvia um dilema: devorar ou clicar? A criação saía da cozinha, muitas vezes
verticalizada, comumente finalizada com esferas delicadas, espumas fugazes...
O que fazer, capturá-la em seu melhor instante cenográfico, considerando luzes
e sombras, e comê-la depois, já desfigurada, derretida, escorrida? Ou prová-la
imediatamente, abrindo mão da imagem? Nunca tive dúvidas desse tipo (o que
talvez faça de mim um bom comensal, mas um mau divulgador).

Prof. Bruno Spencer 52 de 110


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Fotos e quitutes tornaram-se indissociáveis, e acho que já estamos nos


acostumando. Mas será que precisa acontecer durante todo o repasto? Não dá
para fazer só na chegada do prato e depois comer sossegado, à maneira
analógica? Provavelmente não: há o tratamento da imagem, a publicação, os
comentários, as discussões, a contabilidade das curtidas. Reconheço que, talvez
antiquadamente, ainda sinto desconforto em ver casais e famílias à mesa, nos
salões, cada qual com seu smartphone, sem diálogos presenciais ou interações
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reais. A pizza esfria e perde o viço; mas a foto chega tinindo aos amigos de
rede.
(Adaptado de: CAMARGO, Luiz Américo. Comeu e não postou? Então, não
valeu. Disponível em: http://brasil.elpais.com/brasil/
2017/01/09/opinion/1483977251_216185.html)

A construção que pode ser reescrita com o verbo na voz passiva é:


a) ... a foto chega tinindo aos amigos...
b) A criação saía da cozinha...
c) ... interajo com muita gente...
d) ... público ativamente fotos de minhas fornadas...
e) Não está na rede?
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Para formarmos a voz passiva, precisamos de um
verbo transitivo direto ou mesmo transitivo direto e indireto.
Na frase acima, o verbo CHEGAR é intransitivo, não permitindo a voz passiva.
EU VOU PASSAR !!

Alternativa B – Incorreta – O verbo SAIR é transitivo indireto, não permitindo


a voz passiva.
Quem sai, sai DE algum lugar.
Alternativa C – Incorreta – O verbo INTERAGIR é transitivo indireto, não
permitindo a voz passiva.
Quem interage, interage COM alguém/algo.
Alternativa D – Correta – Quem publica, publica ALGO. Note que não há
preposição entre o objeto e o verbo, por isso dizemos que o verbo é transitivo
direto.
Formando a voz passiva:
(Eu – sujeito oculto) Publico (verbo – voz ativa) fotos de minhas fornadas
(objeto direto).
Fotos de minhas fornadas (sujeito passivo) são publicadas (verbo – voz
passiva) por mim (agente da passiva).

Prof. Bruno Spencer 53 de 110


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Alternativa E – Incorreta – Na frase acima, o verbo ESTAR é intransitivo, não


permitindo a voz passiva.
Gabarito: D

18) FCC/TJ/TRT 24/Administrativa/"Sem Especialidade"/2017


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Aspectos Culturais de Mato Grosso do Sul


A cultura de Mato Grosso do Sul é o conjunto de manifestações artístico-
culturais desenvolvidas pela população sul-mato-grossense muito influenciada
pela cultura paraguaia. Essa cultura estadual retrata, também, uma mistura de
várias outras contribuições das muitas migrações ocorridas em seu território.
O artesanato, uma das mais ricas expressões culturais de um povo, no Mato
Grosso do Sul, evidencia crenças, hábitos, tradições e demais referências
culturais do Estado. É produzido com matérias primas da própria região e
manifesta a criatividade e a identidade do povo sul-mato-grossense por meio
de trabalhos em madeira, cerâmica, fibras, osso, chifre, sementes, etc.
As peças em geral trazem à tona temas referentes ao Pantanal e às populações
indígenas, são feitas nas cores da paisagem regional e, além da fauna e da flora,
podem retratar tipos humanos e costumes da região.
(Adaptado de: CANTU, Gilberto. Disponível em:
http://profgilbertocantu.blogspot.com.br/2013/08/aspectos-culturais-de-
mato-grosso-dosul. html)

Está na voz passiva o verbo do seguinte fragmento do texto:


EU VOU PASSAR !!

a) É produzido com matérias primas da própria região.


b) Essa cultura estadual retrata, também, uma mistura de várias outras
contribuições das muitas migrações.
c) A cultura de Mato Grosso do Sul é o conjunto de manifestações artístico-
culturais.
d) O artesanato, uma das mais ricas expressões culturais de um povo, no Mato
Grosso do Sul, evidencia crenças, hábitos, tradições e demais referências
culturais do Estado.
e) As peças em geral trazem à tona temas referentes ao Pantanal e às
populações indígenas.
Comentários:
Alternativa A – Correta – “É produzido” – voz passiva (sofre a ação)
Na voz passiva há sempre um verbo auxiliar (SER) que se flexiona no
passado, presente ou futuro, enquanto o verbo principal vem no particípio.
Chamamos essa forma de voz PASSIVA ANALÍTICA.

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Alternativa B – Incorreta – “Essa cultura estadual (sujeito ativo – pratica a ação)


retrata (verbo – voz ativa) uma mistura de várias outras contribuições das
muitas migrações.”
Alternativa C – Incorreta – A forma verbal “é” encontra-se na voz ativa.
Alternativa D – Incorreta – A forma verbal “evidencia” encontra-se na voz
ativa.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Alternativa E – Incorreta – A forma verbal “trazem” encontra-se na voz ativa.


Gabarito: A

19) FCC/TJ/TRE-SP/Administrativa/"Sem Especialidade"/2012


Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Adoniran Barbosa é um grande compositor e poeta popular, expressivo como
poucos; mas não é Adoniran nem Barbosa, e sim João Rubinato, que adotou o
nome de um amigo funcionário do Correio e o sobrenome de um compositor
admirado. A ideia foi excelente porque um compositor inventa antes de mais
nada a sua própria personalidade; e porque, ao fazer isto, ele exprimiu a
realidade tão paulista do italiano recoberto pela terra e do brasileiro das raízes
europeias. Adoniran Barbosa é um paulista de cerne que exprime a sua terra
com a força da imaginação alimentada pelas heranças de fora.
Já tenho lido que ele usa uma língua misturada de italiano e português. Não
concordo. Da mistura, que é o sal da nossa terra, Adoniran colheu a flor e
produziu uma obra radicalmente brasileira, em que as melhores cadências do
samba e da canção se aliaram com naturalidade às deformações normais de
português brasileiro, onde Ernesto vira Arnesto e assim por diante.
EU VOU PASSAR !!

São Paulo muda muito, e ninguém é capaz de dizer aonde irá. Mas a cidade que
nossa geração conheceu (Adoniran é de 1910) foi a que se sobrepôs à velha
cidadezinha provinciana, entre 1900 e 1950; e que desde então vem cedendo
lugar a uma outra, transformada em vasta aglomeração de gente vinda de toda
parte. Esta cidade que está acabando, que já acabou com a garoa, os bondes,
o trem da Cantareira, as cantigas do Bexiga, Adoniran não a deixará acabar,
porque graças a ele ela ficará, misturada vivamente com a nova mas, como o
quarto do poeta, também "intacta, boiando no ar".
A sua poesia e a sua música são ao mesmo tempo brasileiras em geral e
paulistanas em particular. Sobretudo quando entram (quase sempre
discretamente) as indicações de lugar, para nos porem no Alto da Mooca, no
Brás genérico, no recente Metrô, no antes remoto Jaçanã. Talvez João Rubinato
não exista, porque quem existe é o mágico Adoniran Barbosa, vindo dos
carreadores de café para inventar no plano da arte a permanência da sua cidade
e depois fugir, com ela e conosco, para a terra da poesia, ao apito fantasmal do
trenzinho perdido da Cantareira.

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(Adaptado de Antonio Candido. Textos de intervenção. São Paulo, Duas


Cidades, Ed.34, 2002, p.211213)
Já tenho lido que ele usa uma língua misturada de italiano e português.
No segmento grifado acima, Antonio Candido usou determinada forma verbal
que poderia ser substituída, sem prejuízo para correção e a lógica, por:
a) li.
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b) lia.
c) lera.
d) leria.
e) leio.
Comentários:
Alternativa A – Correta – O pretérito perfeito do indicativo composto indica
uma ação habitual ou iniciada no passado e que chega ao presente.
Ex. Tenho falado muito desse assunto em minhas aulas.
Observe que, enquanto o pretérito perfeito do indicativo simples indica uma
ação concluída, a sua forma composta indica ação habitual presente ou
iniciada no passado e que chega até o presente.
Mesmo as duas formas não sendo exatamente equivalentes, pois uma indica
uma ação habitual, enquanto a outra, uma ação pontual, essa é a única
substituição possível dentre as alternativas.
Alternativa B – Incorreta – O pretérito imperfeito do indicativo expressa uma
ação habitual no passado.
EU VOU PASSAR !!

Alternativa C – Incorreta – O pretérito mais-que-perfeito indica uma ação


ocorrida antes de outra também no passado.
Alternativa D – Incorreta – O futuro do pretérito do indicativo indica uma
hipótese futura.
Alternativa E – Incorreta – O uso do presente do indicativo leva desarmonia à
correlação verbal.
Gabarito: A

20) FCC/AFCE/TCE-PI/Comum/2014
Instrução: Para responder à questão, considere o texto a seguir.
A cognoscibilidade do planeta
O período histórico atual vai permitir o que nenhum outro período ofereceu ao
homem, isto é, a possibilidade de conhecer o planeta extensiva e
aprofundadamente. Isto nunca existiu antes, e deve-se, exatamente, aos

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progressos da ciência e da técnica (melhor ainda, aos progressos da técnica


devidos aos progressos da ciência).
Esse período técnico-científico da história permite ao homem não apenas utilizar
o que encontra na natureza: novos materiais são criados nos laboratórios como
um produto da inteligência do homem, e precedem a produção dos objetos. Até
a nossa geração, utilizávamos os materiais que estavam à nossa disposição.
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Mas a partir de agora podemos conceber os objetos que desejamos utilizar e


então produzimos a matéria-prima indispensável à sua fabricação. Sem isso não
teria sido possível fazer os satélites que fotografam o planeta a intervalos
regulares, permitindo uma visão mais completa e detalhada da Terra. Por meio
dos satélites, passamos a conhecer todos os lugares e a observar outros astros.
O funcionamento do sistema solar torna-se mais perceptível, enquanto a Terra
é vista em detalhe; pelo fato de que os satélites repetem suas órbitas, podemos
captar momentos sucessivos, isto é, não mais apenas retratos momentâneos e
fotografias isoladas do planeta. Isso não quer dizer que tenhamos, assim, os
processos históricos que movem o mundo, mas ficamos mais perto de identificar
momentos dessa evolução. Os objetos retratados nos dão geometrias, não
propriamente geografias, porque nos chegam como objetos em si, sem a
sociedade vivendo dentro deles. O sentido que têm as coisas, isto é, seu
verdadeiro valor, é o fundamento da correta interpretação de tudo o que existe.
Sem isso, corremos o risco de não ultrapassar uma interpretação coisicista de
algo que é muito mais que uma simples coisa, como os objetos da história. Estes
estão sempre mudando de significado, com o movimento das sociedades e por
intermédio das ações humanas sempre renovadas.
(SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: Do pensamento único à
consciência universal. 6. ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Editora Record, 2001,
EU VOU PASSAR !!

p. 31)
Considerado o contexto, é correto afirmar:
a) A forma verbal utilizávamos descreve ação pontual, iniciada e concluída em
uma extensão do passado explicitamente indicada no texto.
b) A forma produzimos deve, em um registro linguístico mais cuidado, ser
substituída por “produzirmos”, que melhor denota o caráter hipotético do
período sintático em que se insere.
c) Em ...não teria sido possível fazer os satélites..., o segmento destacado faz
menção a evento efetivamente realizado.
d) Em outra redação igualmente correta, a forma permitindo pode ser
substituída por “que permite”.
e) No que concerne à correlação entre tempos e modos verbais, na norma-
padrão escrita, o emprego de tenhamos é incompatível com o de ficamos.
Comentários:

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Alternativa A – Incorreta – O pretérito imperfeito do indicativo expressa uma


ação habitual no passado.
Alternativa B – Incorreta – A frase do texto não tem caráter hipotético, mas de
fato concreto no tempo presente.
Alternativa C – Correta – De fato, os satélites foram feitos e fotografam o
planeta.
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“Sem isso não teria sido possível fazer os satélites que fotografam o planeta”
Alternativa D – Incorreta – A forma verbal correta seria “que permitem”, a fim
de que o verbo concorde com o sujeito “os satélites”. Além disso, o gerúndio
utilizado na frase dá uma ideia de continuidade que é quebrada pela forma
“que permitem”, alterando o sentido da frase.
Alternativa E – Incorreta – A correlação verbal não quer dizer que os verbos
devam estar no mesmo tempo e modo, porém que eles devem estar
semanticamente harmonizados.
Não é produtivo que decoremos fórmulas e “pares” que se correlacionam
corretamente, pois tudo isso é muito frágil e pode ir abaixo facilmente.
Recomendo que analisemos a semântica (sentido) do período e
verifiquemos a sua coerência.
“Isso não quer dizer que tenhamos, assim, os processos históricos que movem
o mundo, mas ficamos mais perto de identificar momentos dessa evolução.”
Gabarito: C

21) FCC/AFTM-SP/Pref SP/Gestão Tributária/2012


EU VOU PASSAR !!

Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.


"Ocorreu em nossos países uma nova forma de colonialismo, com a imposição
de uma cultura alheia à própria da região. Cumpre avaliar criticamente os
elementos culturais alheios que se pretendam impor do exterior. O
desenvolvimento corresponde a uma matriz endógena, gerada em nossas
próprias sociedades, e que portanto não é possível importar. Precisamos levar
sempre em conta os traços culturais que nos caracterizam, que hão de alimentar
a busca de soluções endógenas, que nem sempre têm por que coincidir com as
do mundo altamente industrializado."
O que há de extraordinário nessa citação? Nada, exceto a data. Ela não foi
redigida no princípio do século XIX e sim no dia 29 de maio de 1993, exatamente
um mês antes da redação deste artigo. Trata-se de um documento aprovado
por vários intelectuais ibero-americanos, na Guatemala, como parte da
preparação da III Conferência de Cúpula da região, a realizar-se em Salvador,
na Bahia. Conhecemos bem essa linguagem no Brasil. É o discurso do
nacionalismo cultural, que começou a ser balbuciado com os primeiros

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escritores nativistas, e desde a independência não cessou, passando por vários


avatares, com tons e modulações diversas. Ao que parece, nada envelheceu
nessas palavras. Quase todos os brasileiros se orgulhariam de repeti-las, como
se elas fossem novas e matinais, como se fôssemos contemporâneos do grito
do Ipiranga. Nesses 171 anos, o Brasil passou do Primeiro para o Segundo
Reinado, da Monarquia para a República Velha, desta para o Estado Novo, deste
para a democracia, desta para a ditadura militar, e desta para uma nova fase
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de democratização. Passamos do regime servil para o trabalho livre ou quase.


De país essencialmente agrário transitamos para a condição de país industrial,
e sob alguns aspectos nos aproximamos da pós-modernidade.
Só uma coisa não mudou: o nacionalismo cultural. Continuamos repetindo,
ritualmente, que a cultura brasileira (ou latino-americana) deve desfazer-se dos
modelos importados e voltar-se para sua própria tradição cultural.
1 - Relato general de la "Cumbre Del pensamiento", Antígua-Guatemala, pp. 88
e ss.
(Adaptado de Sergio Paulo Rouanet. "Elogio do incesto". In: Mal-estar na
modernidade: ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. p. 346347)
O texto legitima o seguinte comentário:
a) Em hão de alimentar, a forma verbal exprime, além da ideia de futuro, a de
que o evento é desejado.
b) Em Continuamos repetindo, a ideia de ação em processo é decorrência
exclusiva da forma Continuamos.
c) A forma verbal foi redigida exprime fato passado considerado contínuo.
d) A forma a realizar-se em Salvador exprime fato futuro em relação à data de
EU VOU PASSAR !!

redação do documento, mas passado em relação à data do artigo.


e) Em se orgulhariam de repeti-las, tem-se a expressão de um fato possível,
mas considerado de pouca probabilidade.
Comentários:
Alternativa A – Correta – Eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles
hão. O verbo HAVER no futuro do indicativo pode significar um desejo.
Ex. Eu hei de vencer!
Alternativa B – Incorreta – A forma “continuamos” obviamente que denota uma
continuidade, no entanto, é característica do gerúndio (“repetindo”) indicar
uma ação em processo.
Alternativa C – Incorreta – A forma verbal foi redigida exprime fato passado
considerado pontual.
Ex. A carta foi redigida na tarde de 10 de maio de 2011.
Alternativa D – Incorreta - A forma “a realizar-se em Salvador” exprime fato
futuro em relação à data do artigo.

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Alternativa E – Incorreta – Em “se orgulhariam de repeti-las”, tem-se a


expressão de um fato possível, mas que depende de alguma condição para
que aconteça.
Gabarito: A

22) FCC/TJ/TRE-SP/Apoio Especializado/Programação de


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Sistemas/2012
Atenção: A questão baseia-se no texto abaixo.
Pela primeira vez, um estudo pretende demonstrar como as plantações de citros
favorecem, ou não, a fauna de uma região. Pesquisa da Universidade Federal
de São Carlos (Ufscar), campus de Sorocaba, mostra que pelo menos 50% das
aves mais comuns na região vivem e se reproduzem em fragmentos de mata
naturais, e não em áreas agrícolas e pomares. De acordo com o estudo, a
possível redução das reservas previstas na proposta do novo Código Florestal
pode levar ao desaparecimento de diversas espécies.
O trabalho de campo para a pesquisa foi realizado na zona rural de Pilar do Sul,
próxima a Sorocaba. A área é tomada por plantações de tangerinas, além de
pastos e campos de produção de grãos. O objetivo da pesquisa era verificar se
as espécies avaliadas poderiam usar as plantações de tangerina, que são
culturas permanentes, como acréscimo ao seu hábitat natural − ou até
substituí-lo.
Segundo o estudo, das 122 espécies da amostra, 60 foram detectadas nas
plantações e nos fragmentos florestais (áreas com vegetação nativa), e as
demais somente nesses fragmentos, ou seja, 62 espécies não ocorrem nos
EU VOU PASSAR !!

pomares. "A mata nativa quase não existe mais e, por causa disso, muitas
espécies desapareceram ou estão ameaçadas", lamenta o pesquisador Marcelo
Gonçalves Campolin.
A pesquisa também chama a atenção para o novo Código Florestal, que prevê
a redução de algumas áreas − hoje legalmente protegidas, como matas ciliares
e topos de morros −, para serem utilizadas para a agropecuária. "Ficamos
receosos de que as mudanças nas áreas protegidas possam ser terríveis para
as aves e para outros animais, que vão perder ambientes naturais. E aquelas
que não conseguem sobreviver nas plantações tendem a se tornar raras ou até
mesmo a desaparecer", prevê o professor.
(José Maria Tomazela. O Estado de S. Paulo, Vida, A15, 26 de junho de 2011,
com adaptações)
... se as espécies avaliadas poderiam usar as plantações de tangerina ... (2º
parágrafo)
O emprego da forma verbal grifada acima indica, no contexto,
a) certeza.

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b) situação passada.
c) hipótese.
d) fato habitual.
e) ação presente.
Comentários:
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O futuro do pretérito indica algo no futuro que depende de alguma


condição, uma hipótese futura ou mesmo um futuro em relação a algo
que já se passou.
Ex. Se não fosse servidor público, seria professor.
Ele me falou que eu seria escolhido.

Futuro do Pretérito do Indicativo

eu andaria eu iria eu poderia


tu andarias tu irias tu poderias
ele andaria ele iria ele poderia
nós andaríamos nós iríamos nós poderíamos
vós andaríeis vós iríeis vós poderíamos
eles andariam eles iríamos eles poderiam

No caso acima, temos a forma verbal “poderiam” indica uma hipótese futura.
EU VOU PASSAR !!

Gabarito: C

23) FCC/TJ/TRE-SP/Apoio Especializado/Programação de


Sistemas/2012
Instruções para responder à questão.
Para a questão, assinale a alternativa que preenche corretamente, na ordem,
as lacunas da frase apresentada.
O cientista ......, com base em dados que lhe haviam sido ...... , que a pesquisa
...... resultados importantes para a fauna da região.
a) previu - entregues - traria
b) previu - entregados - trazeria
c) preveu – entregues - trazeria
d) preveu - entregados - traria
e) previu – entregues – trazeria

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Comentários:
Item I – O verbo PREVER segue o paradigma de conjugação do verbo VER,
portanto sua forma correta é “previu” (pretérito perfeito do indicativo).
Item II – “Entregado” = particípio regular; “Entregue” = particípio irregular
No caso do verbo ENTREGAR, que possui as duas formas de particípio,
utilizamos a forma regular principalmente na voz ATIVA com os verbos
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auxiliares TER e HAVER. Já a forma irregular, “entregue”, é mais utilizada na


voz PASSIVA, acompanhada dos verbos SER ou ESTAR (sido entregue).
Item III – A forma correta de conjugar o verbo TRAZER no futuro do pretérito
do indicativo, é “traria”.
Gabarito: A

24) FCC/Ass Leg/AL-PB/2013


Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.
A obesidade é a maior das ameaças à saúde do século 21. O processo
inflamatório crônico, os hormônios e os mediadores químicos produzidos e
liberados pelo tecido adiposo, acumulado em excesso, aumentam o risco de
doenças cardiovasculares, metabólicas, pulmonares e de diversos tipos de
câncer.
No Brasil, metade da população adulta está acima da faixa de peso saudável.
Nos Estados Unidos, esse número ultrapassa 70%: 30% estão com excesso de
peso, 30% são obesos e 10% sofrem de obesidade grave. A continuarmos no
mesmo ritmo, é provável que nos próximos dez ou vinte anos estejamos na
EU VOU PASSAR !!

situação deles.
A característica mais assustadora dessa epidemia é o número crescente de
crianças e adolescentes obesos, consequência do acesso ilimitado a alimentos
de alta densidade energética e da vida em frente da TV e dos computadores.
O impacto dessa nova realidade será tão abrangente, que a próxima geração
provavelmente terá vida mais curta do que a atual, previsão demográfica que
os avanços da medicina não conseguirão reverter. Os custos da assistência
médica aos portadores das doenças crônicas associadas à obesidade arruinarão
as finanças dos sistemas de saúde de países como o nosso.
O consumo de refrigerantes e sucos açucarados é uma das maiores fontes de
calorias ingeridas por crianças e adolescentes. Um levantamento mostrou que
os adolescentes americanos consomem em média 357 calorias diárias dessa
fonte. É possível que os nossos não fiquem para trás.
Ao contrário dos carboidratos complexos contidos nos alimentos ricos em fibras,
como as frutas e as verduras, as bebidas açucaradas são pobres em nutrientes

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e estão ligadas a maus hábitos alimentares, como o consumo de doces, biscoitos


e salgadinhos empacotados.
As recomendações do Ministério da Saúde para que crianças e adultos evitem
refrigerantes e sucos açucarados e, principalmente, aumentem os níveis de
atividade física, devem ser levadas a sério.
(Adaptado: Drauzio Varella. Refrigerantes açucarados. Disponível em:
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

http://folha.com/no1201415, 15/12/2012)
O Ministério da Saúde ...... que crianças e adultos evitem refrigerantes e sucos
açucarados e ...... alguma atividade física.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:
a) recomendara - exerceram
b) recomenda - exerçam
c) recomenda - exercendo
d) recomendava - exerce
e) recomende - exerça
Comentários:
Item I – A única forma verbal que preenche a lacuna em harmonia com a forma
verbal “evitem” (futuro do subjuntivo) é “recomenda” (presente do indicativo).
Item II – O verbo EXERCER deverá ser conjugado de forma similar ao verbo
EVITAR, pois há uma relação de paralelismo entre os dois verbos. Veja:
O que o Ministério da Saúde recomenda??
1 - que crianças e adultos evitem refrigerantes e sucos açucarados;
EU VOU PASSAR !!

2 - que crianças e adultos exerçam alguma atividade física.


O Ministério da Saúde recomenda que crianças e adultos evitem refrigerantes
e sucos açucarados e exerçam alguma atividade física.
Gabarito: B

25) FCC/ACE/TCM-GO/Controle Externo/2015


Em qualquer época, ...... que se ...... ao grande público o melhor que os
artistas ...... .
Haverá plena correlação entre tempos e modos verbais na frase acima
preenchendo-se as lacunas, respectivamente, com
a) será preciso – oferecesse - produziriam
b) é preciso - oferecesse - produzissem
c) seria preciso – ofereça – têm produzido

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d) é preciso - ofereça - produzam


e) era preciso – oferecia – produzem
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Caso iniciemos com a forma “será preciso, devemos
preencher as lacunas da seguinte maneira:
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Em qualquer época, será preciso que se ofereça ao grande público o melhor


que os artistas produzem/produzam.
Alternativa B – Incorreta – A correlação esperada seria a seguinte:
Em qualquer época, é preciso que se ofereça ao grande público o melhor que
os artistas produzem/produzam.
Alternativa C – Incorreta - Em qualquer época, seria preciso que se
oferecesse ao grande público o melhor que os artistas produzissem.
Alternativa D – Correta
Alternativa E – Incorreta – Em qualquer época, era preciso que se oferecesse
ao grande público o melhor que os artistas produzissem.
Gabarito: D

26) FCC/ACE/TCE-AP/Controle Externo/Contabilidade/2012


Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Na mídia em geral, nos discursos políticos, em mensagens publicitárias, na fala
de diferentes atores sociais, enfim, nos diversos contextos em que a
comunicação se faz presente, deparamo-nos repetidas vezes com a palavra
EU VOU PASSAR !!

cidadania. Esse largo uso, porém, não torna seu significado evidente. Ao
contrário, o fato de admitir vários empregos deprecia seu valor conceitual, isto
é, sua capacidade de nos fazer compreender certa ordem de eventos. Assim,
pode-se dizer que, contemporaneamente, a palavra cidadania atende bastante
bem a um dos usos possíveis da linguagem, a comunicação, mas caminha em
sentido inverso quando se trata da cognição, do uso cognitivo da linguagem.
Por que, então, a palavra cidadania é constantemente evocada, se o seu
significado é tão pouco esclarecido?
Uma resposta possível a essa indagação começaria por reconhecer que há
considerável avanço da agenda igualitária no mundo e, decorrente disso, a
valorização sem precedentes da ideia de direitos. De fato, tornou-se impossível
conceber formas contemporâneas de interação entre indivíduos ou grupos sem
que a referência a direitos esteja pressuposta ou mesmo vocalizada. Direitos,
por isso, sustentam uma espécie de argumentação pública permanente, a partir
da qual os atores sociais agenciam suas identidades e tentam ampliar o escopo
da política de modo a abarcar suas questões. Tais atores constroem-se,

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portanto, em público, pressionando o sistema político a reconhecer direitos que


julgam possuir e a incorporá-los à agenda governamental.
(Maria Alice Rezende de Carvalho. "Cidadania e direitos". In: Agenda
brasileira: temas de uma sociedade em mudança. André Botelho e Lilia Moritz
Schwarcz (orgs.). São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 104)
Direitos, por isso, sustentam uma espécie de argumentação pública permanente
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

[...]
Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma verbal obtida é:
a) sustentam-se.
b) é sustentada.
c) foi sustentada.
d) sustentara-se.
e) haviam sido sustentadas.
Comentários:
Direitos (sujeito), por isso, sustentam (VTD) uma espécie de argumentação
pública permanente (OD).
O objeto direto – OD será o sujeito passivo e o sujeito será o agente da passiva.
O tempo verbal será mantido no verbo auxiliar da voz passiva.
Por isso, uma espécie de argumentação pública permanente (sujeito passivo) é
sustentada (loc. verbal) por direitos (agente da passiva).
Na voz passiva sintética, teríamos:
Por isso, uma espécie de argumentação pública permanente sustenta-se por
EU VOU PASSAR !!

direitos.
Gabarito: B

27) FCC/Cons Leg/Cam Mun-SP)/Biblioteconomia/2014


A seguinte frase NÃO admite transposição para a voz passiva:
a) Ele alcançou sucesso exclusivamente por sua competência.
b) O poeta Ferreira Gullar acabou de contar um caso exemplar para a nossa
tese sobre a fama vazia.
c) A mídia cria inúmeros deuses, todos incapazes de qualquer grandeza efetiva.
d) Muitas revistas sobrevivem graças ao culto irrefreável das celebridades.
e) A celebração pela mídia atrai tanto as pessoas ingênuas como as mais
maliciosas.
Comentários:

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Alternativa A – Incorreta – O verbo ALCANÇAR é transitivo direto, por isso


admite a voz passiva. O sucesso é alcançado...
Alternativa B – Incorreta – O verbo CONTAR é transitivo direto, por isso
admite a voz passiva. Um caso acabou de ser contado pelo poeta...
Alternativa C – Incorreta – O verbo CRIAR é transitivo direto, por isso admite
a voz passiva. Inúmeros deuses são criados pela mídia...
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Alternativa D – Correta – O verbo SOBREVIVER é intransitivo por isso não


permite a voz passiva.
Alternativa E – Incorreta - O verbo ATRAIR é transitivo direto, por isso admite
a voz passiva. Tanto as pessoas ingênuas como as mais maliciosas são atraídas
pela celebração pela mídia.
Gabarito: D

28) FCC/AFR/SEFAZ SP/2006


Quando começa a modernidade? A escolha de uma data ou de um evento não
é indiferente. O momento que elegemos como originário depende certamente
da idéia de nós mesmos que preferimos, hoje, contemplar. E vice-versa: a visão
de nosso presente decide das origens que confessamos (ou até inventamos).
Assim acontece com as histórias de nossas vidas que contamos para os amigos
e para o espelho: os inícios estão sempre em função da imagem de nós mesmos
de que gostamos e que queremos divulgar. As coisas funcionam do mesmo jeito
para os tempos que consideramos "nossos", ou seja, para a modernidade.
Bem antes que tentassem me convencer de que a data de nascimento da
modernidade era um espirro cartesiano (...), quando era rapaz, se ensinava que
EU VOU PASSAR !!

a modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da escola, o primeiro


capítulo dos tempos modernos eram e são as grandes explorações. Entre elas,
a viagem de Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara adentro
ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam
comparadas com a aventura do genovês. Precisa ler "Mediterrâneo" de Fernand
Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar, não
costeando, mas reto para frente. Precisa, em outras palavras, evocar o mar
Mediterrâneo − este pátio comum navegável e navegado por milênios, espécie
de útero vital compartilhado − para entender por que a viagem de Colombo
acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado, do abandono
da casa materna e paterna.
(Contardo Calligaris, "A Psicanálise e o sujeito colonial". IN: Psicanálise e
colonização: leituras do sintoma social no Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios,
1999, p.1112.)
A frase que respeita o padrão culto no que se refere à flexão é:

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a) No caso de proporem um diálogo sem pseudodilemas teóricos, o professor


visitante diz que medeia as sessões.
b) Chegam a constituir-se como clãs os grupos que defendem opiniões
divergentes, como as que interviram no último debate público.
c) Ele era o mais importante testemunha do acalorado embate entre opiniões
contrárias, de que adviram os textos de difusão que produziu.
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d) Em troca-trocas acalorados de idéias, poucos se atêem às questões mais


relevantes da temática.
e) Quando aquele grupo de pesquisadores reaver a credibilidade comprometida
nos últimos revés, certamente apresentará com mais tranqüilidade sua
contribuição.
Comentários:
Alternativa A – correta – ATENÇÃO!!! Olha aí que pegadinha!!!
A primeira vista a forma “proporem” parece mesmo errada, porém olhando mais
atentamente verificamos que aqui não se trata de futuro do subjuntivo, mas de
infinitivo flexionado (o termo “eles” fica oculto e permite a flexão da forma
infinitiva). Imagine que exista o termo “alguém” como sujeito (No caso de
alguém propor um diálogo...) ficou mais fácil
Veja que para usarmos a conjugação do verbo PROPOR no futuro do subjuntivo
é prupuserem, deveríamos adaptar a oração (Caso propuserem um diálogo...).
Além disso, o verbo DIZER deveria ser conjugado no pretérito perfeito (disse),
pois refere-se a um fato ocorrido no passado e já concluído (ele disse que
medeia as negociações caso...).
Alternativa B – incorreta – O problema desta alternativa é conhecer a
EU VOU PASSAR !!

conjugação do verbo INTERVIR, que segue o mesmo modelo ou paradigma do


verbo VIR. Portanto a forma correta seria “intervieram”.
Alternativa C – incorreta – O verbo ADVIR também segue o mesmo paradigma
do verbo VIR, sendo portanto, correta, a forma advieram. Também há erro no
emprego do artigo “o” antes do nome testemunha, que é corretamente
acompanhado pelo artigo “a” (a testemunha - pode ser homem ou mulher).
Alternativa D – incorreta – O verbo ATER segue o paradigma do verbo TER,
sendo correta a forma “atêm” (semelhante à 3a pessoa do plural do verbo ter -
têm).
Alternativa E – incorreta – A forma correta da conjugação do verbo REAVER é
“reouver”. O verbo REAVER segue o paradigma do verbo HAVER. O substantivo
“revés” deveria estar no plural.
Gabarito: A

29) FCC/AFR/SEFAZ SP/Gestão Tributária/2009

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A arrogância da interpretação a posteriori


A história não se repete, mas rima.
Mark Twain
A história repete-se; essa é uma das coisas erradas da história.
Clarence Darrow
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A história tem sido definida como uma coisa depois da outra. Essa ideia pode
ser considerada um alerta contra duas tentações, mas eu, devidamente
alertado, flertarei cautelosamente com ambas. Primeiro, o historiador é tentado
a vasculhar o passado à procura de padrões que se repetem; ou, pelo menos,
como diria Mark Twain, ele tende a buscar razão e rima em tudo. Esse apetite
por padrões afronta quem acha que a história não vai a lugar nenhum e não
segue regras - "a história costuma ser um negócio aleatório, confuso", como
também disse o próprio Mark Twain. A segunda tentação do historiador é a
soberba do presente: achar que o passado teve por objetivo o tempo atual,
como se os personagens do enredo da história não tivessem nada melhor a fazer
da vida do que prenunciar-nos.
Sob nomes que não vêm ao caso para nós, essas são questões atualíssimas na
história humana, e surgem mais fortes e polêmicas na escala temporal mais
longa da evolução. A história evolutiva pode ser representada como uma espécie
depois da outra. Mas muitos biólogos hão de concordar comigo que se trata de
uma ideia tacanha. Quem olha a evolução dessa perspectiva deixa passar a
maior parte do que é importante. A evolução rima, padrões se repetem. E não
simplesmente por acaso. Isso ocorre por razões bem compreendidas, sobretudo
razões darwinianas, pois a biologia, ao contrário da evolução humana ou mesmo
da física, já tem a sua grande teoria unificada, aceita por todos os profissionais
EU VOU PASSAR !!

bem informados no ramo, embora em várias versões e interpretações. Ao


escrever a história evolutiva, não me esquivo a buscar padrões e princípios, mas
procuro fazê-lo com cautela.
E quanto à segunda tentação, a presunção da interpretação a posteriori, a ideia
de que o passado atua para produzir nosso presente específico? O falecido
Stephen Jay Gould salientou, com acerto, que um ícone dominante da evolução
na mitologia popular, uma caricatura quase tão ubíqua quanto a de lemingues
atirando-se ao penhasco (aliás, outro mito falso), é a de uma fila de ancestrais
simiescos a andar desajeitadamente, ascendendo na esteira da majestosa figura
que os encabeça num andar ereto e vigoroso: o Homo sapiens sapiens o homem
como a última palavra da evolução (e nesse contexto é sempre um homem, e
não uma mulher), o homem como o alvo de todo o empreendimento, o homem
como um magneto, atraindo a evolução do passado em direção à proeminência.
Obs. lemingues: designação comum a diversos pequenos roedores.

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(Richard Dawkins, com a colaboração de Yan Wong, A grande história da


evolução: Na trilha dos nossos ancestrais. Trad. Laura Teixeira Motta. São
Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 1718)
Mas muitos biólogos hão de concordar ...
Diferentemente do que se tem acima, a frase que, consoante o padrão culto
escrito, exige o emprego do verbo "haver" no singular é:
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a) Muitas teorias já ...... sido submetidas à sua análise quando ele expressou
essa convicção.
b) Talvez ...... algumas versões da teoria citada, mas certamente poucos as
conhecem.
c) Quantos biólogos ...... pesquisado o assunto e talvez não tenham a mesma
opinião.
d) Alguns mitos falsos ...... merecido representação artisticamente
irrepreensível.
e) Nós ...... de corresponder às expectativas depositadas em nossa equipe.
Comentários:
Mais uma questão do ICMS São Paulo sobre verbos, dessa vez bem mais
tranquila.
Alternativa A – incorreta – O verbo HAVER faz papel de verbo auxiliar e pode
ser substituído pelo verbo TER, portanto flexiona-se normalmente concordando
com o sujeito.
Alternativa B – correta – O verbo HAVER no sentido de existir é impessoal, por
isso conjuga-se apenas na 3a pessoa do singular.
EU VOU PASSAR !!

Alternativa C – incorreta – O verbo HAVER faz papel de verbo auxiliar e pode


ser substituído pelo verbo TER, portanto flexiona-se normalmente concordando
com o sujeito.
Alternativa D – incorreta – O verbo HAVER faz papel de verbo auxiliar e pode
ser substituído pelo verbo TER, portanto flexiona-se normalmente concordando
com o sujeito.
Alternativa E – incorreta – O verbo HAVER faz papel de verbo auxiliar e pode
ser substituído pelo verbo TER, portanto flexiona-se normalmente concordando
com o sujeito.
Gabarito: B

30) FCC/AFR/SEFAZ SP/Gestão Tributária/2009


[14 de fevereiro]

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Conheci ontem o que é celebridade. Estava comprando(a) gazetas a um homem


que as vende na calçada da Rua de S. José, esquina do Largo da Carioca, quando
vi chegar uma mulher simples e dizer ao vendedor com voz descansada:
− Me dá uma folha que traz o retrato desse homem que briga lá fora.
− Quem?
− Me esqueceu o nome dele.
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Leitor obtuso, se não percebeste que "esse homem que briga lá fora" é nada
menos que o nosso Antônio Conselheiro, crê-me que és ainda mais obtuso do
que pareces. A mulher provavelmente não sabe ler, ouviu falar da seita de
Canudos, com muito pormenor misterioso, muita auréola, muita lenda,
disseram-lhe(b) que algum jornal dera(b) o retrato do Messias do sertão, e foi
comprá-lo, ignorando que nas ruas só se vendem as folhas do dia. Não sabe o
nome do Messias; é "esse homem que briga lá fora". A celebridade, caro e
tapado leitor, é isto mesmo. O nome de Antônio Conselheiro acabará por
entrar(c) na memória desta mulher anônima, e não sairá mais. Ela levava(d)
uma pequena, naturalmente filha; um dia contará a história à filha, depois à
neta, à porta da estalagem, ou no quarto em que residirem(e).
(Machado de Assis, Crônica publicada em A semana, 1897. In Obra completa,
vol.III, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p. 763)
Considerado o contexto, está correto o que se afirma em:
a) Estava comprando indica, entre ações simultâneas, a que se estava
processando quando sobrevieram as demais.
b) dera exprime ação ocorrida simultaneamente a disseram.
c) acabará por entrar expressa um desejo.
EU VOU PASSAR !!

d) levava designa fato passado concebido como permanente.


e) residirem exprime fato possível, mas improvável.
Comentários:
Alternativa A – correta – Perfeita a definição da banca!
Alternativa B – incorreta – Na verdade a forma verbal “dera” (pretérito mais-
que-perfeito) indica o fato do passado que aconteceu primeiro.
Alternativa C – incorreta – A expressão “acabará por entrar” não expressa um
desejo, mas uma possibilidade.
Alternativa D – incorreta – A forma “levava” (pretérito imperfeito do indicativo)
não expressa uma ação pemanente e sim duradoura, no passado.
Alternativa E – incorreta – A forma “residirem” (futuro do subjuntivo) indica
fato possível e provável. Basta ler com cuidado para não errar!
Gabarito: A

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31) FCC/AFR/SEFAZ SP/Gestão Tributária/2009


[14 de fevereiro]
Conheci ontem o que é celebridade. Estava comprando gazetas a um homem
que as vende na calçada da Rua de S. José, esquina do Largo da Carioca, quando
vi chegar uma mulher simples e dizer ao vendedor com voz descansada:
− Me dá uma folha que traz o retrato desse homem que briga lá fora.
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− Quem?
− Me esqueceu o nome dele.
Leitor obtuso, se não percebeste que "esse homem que briga lá fora" é nada
menos que o nosso Antônio Conselheiro, crê-me que és ainda mais obtuso
do que pareces.
A mulher provavelmente não sabe ler, ouviu falar da seita de Canudos, com
muito pormenor misterioso, muita auréola, muita lenda, disseram-lhe que
algum jornal dera o retrato do Messias do sertão, e foi comprá-lo, ignorando
que nas ruas só se vendem as folhas do dia. Não sabe o nome do Messias; é
"esse homem que briga lá fora". A celebridade, caro e tapado leitor, é isto
mesmo. O nome de Antônio Conselheiro acabará por entrar na memória desta
mulher anônima, e não sairá mais. Ela levava uma pequena, naturalmente filha;
um dia contará a história à filha, depois à neta, à porta da estalagem, ou no
quarto em que residirem.
(Machado de Assis, Crônica publicada em A semana, 1897. In Obra completa,
vol.III, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p. 763)
... crê-me que és ainda mais obtuso do que pareces.
EU VOU PASSAR !!

Trocando a segunda pela terceira pessoa, a frase acima está em total


conformidade com o padrão culto escrito em:
a) creia-me que é ainda mais obtuso do que parece.
b) crede-me que é ainda mais obtuso do que parecei.
c) crê-me que é ainda mais obtuso do que parece.
d) creia-me que é ainda mais obtuso do que parecei.
e) crede-me que és ainda mais obtuso do que parecei.
Comentários:
Em primeiro lugar, temos que identificar que a forma verbal “crê-me” encontra-
se no imperativo. Lembre -se que, no caso do imperativo afirmativo, enquanto
as segundas pessoas vêm do presente indicativo (cortando o S), as demais
conjuga-se igualmente ao presente do subjuntivo. Na forma negativa todas as
pessoas seguem a forma do presente do subjuntivo. Então teremos: (que) ele
creia, logo a forma correta é “creia-me”. Até agora, estamos entre as letra A e
D.

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Finalmente, identificamos que as formas “és” e “pareces” estão no presente


indicativo, então agora é moleza! Passando para a 3ª pessoa: ele é / ele parece.
Gabarito: A

32) FCC/AC/TCE PR/Jurídica/2011


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Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.


Perspectiva de Montesquieu
O grande pensador francês Montesquieu (1689-1755) é um dos mais
importantes intelectuais na história das ciências jurídicas. A grande
originalidade de sua obra maior − O espírito das leis − consiste na revolução
metodológica. O método de Montesquieu comporta dois aspectos inter-
relacionados, que podem ser distinguidos com clareza. O primeiro exclui da
ciência social toda perspectiva religiosa ou moral; o segundo afasta o autor das
teorias abstratas e dedutivas e o dirige para a abordagem descritiva e
comparativa dos fatos sociais.
Quanto ao primeiro, constituía um solapamento do finalismo teológico e moral
que ainda predominava na época, segundo o qual todo o desenvolvimento
histórico do homem estaria subordinado ao cumprimento de desígnios divinos.
Montesquieu, ao contrário,reduz as instituições a causas puramente humanas.
Segundo ele, introduzir princípios teológicos no domínio da história, como
fatores explicativos, é confundir duas ordens distintas de pensamento.
Deliberadamente, dispõe-se a permanecer nos estritos domínios dos fenômenos
políticos, e jamais abandona tal projeto.
Já nas primeiras páginas do Espírito das leis ele adverte o leitor contra um
EU VOU PASSAR !!

possível mal-entendido no que diz respeito à palavra "virtude", que emprega


amiúde com significado exclusivamente político, e não moral. Para Montesquieu,
o correto conhecimento dos fatos humanos só pode ser realizado cientificamente
na medida em que eles sejam visados como são e não como deveriam ser.
Enquanto não forem abordados como independentes de fins religiosos e morais,
jamais poderão ser compreendidos. As ciências humanas deveriam libertar-se
da visão finalista, como já haviam feito as ciências naturais, que só progrediram
realmente quando se desvencilharam do jugo teológico.
Para o debate moderno das relações que se devem ou não travar entre os
âmbitos do direito, da ciência e da religião, Montesquieu continua sendo um
provocador de alto nível.
(Adaptado de Montesquieu − Os Pensadores. S. Paulo: Abril, 1973)
Está INADEQUADA a correlação entre tempos e modos verbais na frase:
a) Enquanto não fossem abordados como independentes de fins religiosos e
morais, os fatos humanos jamais seriam compreendidos, acreditava
Montesquieu.

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b) Deliberadamente, Montesquieu dispunha-se a permanecer nos estritos


domínios dos fenômenos políticos, e jamais abandonaria tal projeto.
c) Ele mais de uma vez advertiu o leitor contra um possível mal-entendido no
que dizia respeito à palavra "virtude", que empregava amiúde com significado
exclusivamente político.
d) O primeiro aspecto do método excluía da perspectiva social todo valor
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religioso, ao passo que o segundo afastasse o autor das abstrações teóricas.


e) Segundo a moral que predomina na época, o desenvolvimento histórico do
homem deve subordinar-se ao cumprimento dos desígnios divinos.
Comentários:
Alternativa A – correta – As formas verbais “fossem”, “seriam” e “acreditava”
estão em harmonia na frase. Perceba que “fossem” (pret. imp. sub.) indica uma
hipótese, que combina plenamente com “seriam” (fut. pret. ind).
Alternativa B – correta – A correlação verbal de “dispunha-se” (pret. imp. ind.)
e “abandonaria” (fut. pret. ind.) está perfeita.
Alternativa C – correta – A forma verbal “advertiu” (pret. perf. ind.) e “dizia”
(pret. imp. ind.) não se chocam.
Alternativa D – incorreta – Enquanto a forma “excluia” encontra-se no pretérito
imperfeito do indicativo (fato), a forma “afastasse”, no pretérito imperfeito
subjuntivo (hipótese ou possibilidade). Acontece que a frase trata de uma
enumeração, devendo o primeiro e o segundo itens manterem o paralelismo,
para manter a coerência do período.
Alternativa E – correta – Os verbos PREDOMINAR e DEVER encontram-se no
presente do indicativo, mantendo relação de harmonia.
EU VOU PASSAR !!

Gabarito: D

33) FCC/Técnico Judiciário/TRE SP/Administrativa/2012


Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Os modernistas de 1922 nunca se consideraram componentes de uma escola,
nem afirmaram ter postulados rigorosos em comum. O que os unificava era um
grande desejo de expressão livre e a tendência para transmitir, sem os
embelezamentos tradicionais do academismo, a emoção pessoal e a realidade
do país. Por isso, não se cansaram de afirmar (sobretudo Mário de Andrade)
que a sua contribuição maior foi a liberdade de criação e expressão. "Cria o teu
ritmo livremente", disse Ronald de Carvalho.
Este conceito é relativo, pois em arte não há originalidade absoluta. No Brasil,
ele significou principalmente libertação dos modelos acadêmicos, que se haviam
consolidado entre 1890 e 1920. Em relação a eles, os modernistas afirmaram a

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sua libertação em vários rumos e setores: vocabulário, sintaxe, escolha de


temas, a própria maneira de ver o mundo.
Do ponto de vista estilístico, pregaram a rejeição dos padrões portugueses,
buscando uma expressão mais coloquial, próxima do modo de falar brasileiro.
Um renovador como Mário de Andrade começava os períodos pelo pronome
oblíquo, abandonava inteiramente a segunda pessoa do singular, acolhia
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expressões e palavras da linguagem corrente, procurava incorporar à escrita o


ritmo da fala e consagrar literariamente o vocabulário usual.
Mesmo quando não procuravam subverter a gramática, os modernistas
promoveram uma valorização diferente do léxico, paralela à renovação dos
assuntos. O seu desejo principal foi o de serem atuais, exprimir a vida diária,
dar estado de literatura aos fatos da civilização moderna.
(Trecho adaptado de Antonio Candido e José Aderaldo Castello. Presença da
literatura brasileira: Modernismo. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1997,
p.1112)
Na luta contra a imposição dos padrões portugueses e dos modelos acadêmicos,
os modernistas ...... convencidos de que ...... de vencer, mas, para que isso de
fato ......, muitas batalhas teriam ainda de ser travadas.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:
a) estavam – houveram - ocorrera
b) estiveram – haveriam - ocorreria
c) estivessem – haviam - ocorresse
d) estavam – haveriam - ocorresse
EU VOU PASSAR !!

e) estiveram – houvessem – ocorreria


Comentários:
Espaço 1 – De primeira já vamos eliminar 3 alternativas. Vamos preencher esse
espaço com a forma “estavam” pois o pret. imp. ind. expressa algo que tem
uma determinada duração. No texto, indica como “estava” o pensamento dos
“acadêmicos” e dos “modernistas”.
Espaço 2 – “...estavam convencidos que haveriam de vencer...” Lembre da
expressão popular: “eu hei de vencer”. Como temos o verbo ESTAR no pretérito,
para se manter a correta correlação temporal, o verbo haver é corretamente
utilizado no futuro do pretérito.
Espaço 3 – Finalmente, a expressaõ “para que isso” não nos dá outra opção
senão usarmos o pretérito imperfeito do subjuntivo “ocorresse”.
Gabarito: D

34) FCC/AFTM/Pref SP/2007

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Estão corretos o emprego e a flexão de todas as formas verbais na frase:


a) Se os homens dessem ouvido à consciência e contessem seus instintos, as
relações sociais seriam mais harmoniosas.
b) Aos homens nunca aprouve respeitar os princípios coletivos quando não
prescrita uma punição para quem viesse a menosprezá-los.
c) Se os cidadãos elegerem princípios e convirem que estes são justos, só os
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infligirá quem se valer de má fé.


d) No caso de evidente erro judiciário, deve-se ratificar a sanção aplicada para
que a punição injusta não constitue um argumento a favor da impunidade.
e) Quando todos revirmos o papel social que nos cabe e nos dispormos a exercê-
lo de fato, nenhum caso de impunidade será tolerado.
Comentários:
Alternativa A – incorreta – A correlação temporal está correta por tratar-se de
hipótese, porém o verbo CONTER, no pretérito do subjuntivo, conjuga-se
“contivessem” (paradigma do verbo TER).
Alternativa B – correta – Perfeitas as conjugações dos verbos APRAZER e VIR.
Também está correta a correlação temporal das formas “aprouve” (pret. perf.
ind.) e “viesse” (pret. imp. subj.), por tratar -se de hipótese.
Alternativa C – incorreta – Há erro na na forma do verbo CONVIR, que deveria
ser grafado “convier” (paradigma de VIR).
Alternativa D – incorreta – Há erro na conjugação do verbo CONSTITUIR, que
deveria ser conjugado no presente do subjuntivo - “constitua” - devido ao
termo “para que” que denota uma possibilidade.
EU VOU PASSAR !!

Alternativa E – incorreta – O verbo DISPOR segue o paradigma do verbo PÔR,


portanto a sua forma correta é “dispusermos”.
Gabarito: B

35) FCC/Analista/MPU/Processual/2007
Empregou-se de acordo com o padrão culto a forma grifada em:
a) Provi os voluntários de todos os instrumentos necessários para o bom
atendimento.
b) Se eles se indisporem com o atual diretor, terão problemas no fim do ano.
c) Caso ele se abstém de votar, será difícil justificar sua atitude.
d) Quando satisfazerem plenamente suas vaidades, entenderão que foram
fúteis.
e) Sofreram tantos e tão variados revés na vida, que fortaleceram sua
resistência.

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Comentários:
Alternativa A – Correta – O verbo PROVER no pretérito perfeito não segue o
modelo do verbo VER, a partir da 2a pessoa do singular
(provi/proveste/proveu/provemos/provestes/proveram).
Alternativa B – Incorreta – O verbo INDISPOR segue o modelo de PÔR, portanto
escreva-se “indispuserem”.
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Alternativa C – Incorreta – Erro no tempo verbal, devendo o verbo ABSTER ser


conjugado no presente do subjuntivo - “abstenha”, pois trata-se de caso de
hipótese.
Alternativa D – Incorreta – A grafia correta é “satisfizerem” (futuro do
subjuntivo). Novamente temos uma hipótese, desta vez no tempo futuro.
Alternativa E – Incorreta – O termo “revés” deveria estra no plural - “reveses”.
Gabarito: A

Valeu pessoal, bons estudos!!!


EU VOU PASSAR !!

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11 – Lista de Exercícios

1) FCC/Prof B/SEDU ES/Arte/2016


Medo da eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em
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Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou
bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar:
com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola
me explicou:
− Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida
inteira.
− Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
− Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de
príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o
elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu
que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para
chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-
rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual
eu já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
EU VOU PASSAR !!

− E agora que é que eu faço? − perguntei para não errar no ritual que
certamente deveria haver.
− Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar
o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você
perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda
perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
− Acabou-se o docinho. E agora?
− Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha
na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha
que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita.
Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna

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me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade


ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava
era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de
o chicle mastigado cair no chão de areia.
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− Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora


não posso mastigar mais! A bala acabou!
− Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às
vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no
sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e
esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da
mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
06 de junho de 1970
(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo – crônicas. Rio de Janeiro:
Rocco, 1999, p.289-91)

Um dos elementos mais importantes na organização do texto de Clarice


Lispector é o advérbio de tempo, como o que se encontra grifado em:
I. Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade. (1º
parágrafo)
EU VOU PASSAR !!

II. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando
possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta. (7º
parágrafo)
III. – E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que
certamente deveria haver. (9º parágrafo)
IV. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. (16º parágrafo)
Atende ao enunciado APENAS o que consta de
a) I, II e IV.
b) II e IV.
c) II e III.
d) I e III.
e) I, III e IV.

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2) FCC/Ana. Jud./TRF 2/Apoio Especializado/Taq./2012


Atenção: A questão refere-se ao texto que segue.
Em "Antropologia do Ponto de Vista Pragmático", o filósofo Immanuel
Kant apresenta suas considerações a respeito do caráter dos povos. Lá
encontramos páginas sobre os ingleses, alemães, franceses, espanhóis, turcos,
entre outras nacionalidades.
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Mas há nisso tudo um detalhe intrigante. Kant nunca saíra de sua cidade,
Köninsberg (hoje, Kaliningrado). Não por outra razão, as tais páginas são um
conjunto bisonho de lugares-comuns.
Esta pequena anedota diz muito a respeito de uma certa maneira de
pensar que consiste em acreditar que a experiência nunca fornecerá nada capaz
de reorientar uma ideia clara. O acesso à experiência acumulada em livros e
relatos já forneceria o embate necessário para nos orientarmos no pensamento.
Qualquer coisa que eu, enquanto particularidade, experimente seria
parcial, limitado e restrito a um contexto. Por essa razão, seu valor seria muito
frágil.
Quase 200 anos depois, outro filósofo, Michel Foucault, resolveu fazer um
caminho inverso. "Há muitos acontecimentos do mundo que forçam o
pensamento a se reorientar", dirá Foucault. "Devemos ir lá onde tais
acontecimentos estão."
E com tal ideia na cabeça, o filósofo francês foi ao Irã acompanhar de
perto a revolução que acabou por levar o aiatolá Khomeini ao poder. Vários
artigos seus sobre tal processo apareceram no jornal "Corriere dela Sera".
As análises de Foucault não passaram à posteridade como o melhor
EU VOU PASSAR !!

exemplo de acuidade. De fato, ele compreendeu posteriormente os riscos nos


quais a revolução tinha
entrado, mas espera-se de um filósofo que ele consiga apreender os riscos antes
deles estarem evidentes a todos.
Se a força da ideia, assim como a crença de que não há nada de novo
sob o sol, pode nos cegar, o mesmo vale para o entusiasmo pelo acontecimento.
Entre estes dois polos, encontramos uma peculiar afirmação feita por um
terceiro filósofo, Theodor Adorno. Logo após a audição de uma peça de John
Cage, "Concerto para Piano", Adorno volta para casa e escreve: "Eu não sei
exatamente o que pensar".
Diante de um acontecimento tal como a obra de Cage, Adorno reconhecia
que o melhor a fazer era dizer: "Eu não sei o que isto significa, só sei que
precisarei de tempo para o pensamento voltar a se orientar". Abdicar deste
tempo devido ao medo diante da angústia da indecisão seria o pior de todos os
erros.

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Este é o erro que cometemos com mais facilidade. Ele é o que mais fere.
Às vezes, a indecisão prolongada é o tempo que o pensamento exige para se
reconstruir diante dos acontecimentos.
(Wladimir Safatle. "Ideias e acontecimentos". Folha de S. Paulo, opinião, 3/1/2012, p.2)

Flexiona-se de maneira idêntica a lugares-comuns a palavra


a) ave-maria.
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b) amor-perfeito.
c) salário-maternidade.
d) alto-falante.
e) bate-boca.

3) FCC/Vic Dir/Pref Campinas/2016


Pequenas injustiças no calor da hora
Nestes dias tumultuados de incerteza política que estamos vivendo, há outras
incertezas de menor visibilidade, que vêm de longe, e fazem parte de um
sistema articulado de crise social e de decadência de que anomalias de agora
são apenas parte do problema. Os sociólogos definem situações desse tipo como
estados de anomia, caracterizados pela perda da eficácia dos valores e das
regras sociais que tornam a vida em sociedade possível. O Brasil,
aparentemente, está ultrapassando o limite dessa segurança coletiva. Alguns
episódios recentes são indicativos do que está acontecendo.
Alunos do curso de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
em Porto Alegre, a que se juntou um da Pontifícia Universidade Católica,
EU VOU PASSAR !!

segundo as notícias, na noite do último dia 19, diante da residência estudantil,


agrediram a socos e pontapés um estudante do Curso de Veterinária, Nerlei
Fidelis, de 31 anos, que estava acompanhado de um sobrinho. Da nação
Caingangue, ele é um dos 76 alunos indígenas que ingressaram na Universidade
através do vestibular especial ali implantado.
(...). Os agressores incriminaram em Nerlei o fato de ser índio, e deram início a
agressão com a pergunta “o que esses índios estão fazendo aí?”
Os preconceitos de vários tipos, no Brasil, raciais, sociais, religiosos, de gênero
e outros estão fundados no pressuposto de que cada um é livre e tem direitos
nos limites do espaço a ele ou ela destinado. Não se trata, portanto, apenas de
racismo, palavra que escamoteia um conjunto grande de preconceitos. Trata-se
de uma concepção remotamente fundada no preconceito de casta ou no
preconceito estamental, próprio de uma sociedade baseada no pressuposto de
que as pessoas nascem e morrem socialmente desiguais.
O Brasil sempre foi um país intolerante e, de vários modos, autoritário.
Construímos um conjunto de disfarces formais e meramente rituais para

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enfrentar o desconforto da intolerância e das injustiças que dela decorrem. Mas,


nos momentos de crise e de tensão sociais, os disfarces derretem-se sob o calor
da hora e ficamos nus diante do espelho. Nunca conseguimos construir uma
verdadeira identidade social. No papel, sim, mas, na vida, não. Com facilidade
tendemos ao corporativismo e são muitos os que se fecham numa identidade
restrita, sobreposta ao que deveria ser a identidade de todos, a da Pátria.
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(Adaptado de: MARTINS, José de Souza. Pequenas injustiças no calor da hora.


In: O ESTADO DE S. PAULO. Aliás, E2, Domingo, 3 de abril de 2016.)

No segundo parágrafo, considerando o referente da expressão Da nação


Caingangue, a preposição “de” em contração com o artigo “a” (da) introduz a
ideia de
a) procedência.
b) autoria.
c) tempo.
d) oposição.
e) companhia.

4) FCC/Ana Amb/SEMA MA/Biólogo/2016


COP-21 já foi. E agora, o que virá?
O Acordo do Clima aprovado em Paris em dezembro de 2015 não resolve o
problema do aquecimento global, apenas cria um ambiente político mais
EU VOU PASSAR !!

favorável à tomada de decisão para que os objetivos assinalados formalmente


por 196 países sejam alcançados.
Como todo marco regulatório, o acordo estabelece apenas as condições para
que algo aconteça, e, nesse caso, não há sequer prazos ou metas. As propostas
apresentadas voluntariamente pelos países passam a ser consideradas “metas”
que serão reavaliadas a cada 5 anos, embora a soma dessas propostas não
elimine hoje o risco de enfrentarmos os piores cenários climáticos com a
iminente elevação média de temperatura acima de 2º C.
Sendo assim, o que precisa ser feito para que o Acordo de Paris faça alguma
diferença para a humanidade? A 21ª Conferência do Clima (COP-21) sinaliza um
caminho. Para segui-lo, é preciso realizar muito mais − e melhor − do que tem
sido feito até agora. A quantidade de moléculas de CO2 na atmosfera já
ultrapassou as 400 ppm (partes por milhão), indicador que confirmaria −
segundo o Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPC) da ONU − a
progressão rápida da temperatura acima dos 2 °C.
A decisão mais urgente deveria ser a eliminação gradual dos U$ 700 bilhões
anuais em subsídios para os combustíveis fósseis.

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Sem essa medida, como imaginar que a nossa atual dependência de petróleo,
carvão e gás (75% da energia do mundo é suja se modifique no curto prazo?
Para piorar a situação, apesar dos investimentos crescentes que acontecem
mundo afora em fontes limpas e renováveis de energia (solar, eólica, biomassa,
etc.), nada sugere, pelo andar da carruagem, que testemunhemos a inflexão da
curva de emissões de gases estufa. Segundo a vice-presidente do IPCC, a
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climatologista brasileira Thelma Krug, a queima de combustíveis fósseis segue


em alta e não há indícios de que isso se modifique tão cedo.
Como promover tamanho freio de arrumação em um planeta tão acostumado a
emitir gases estufa sem um novo projeto educacional? Desde cedo a garotada
precisa entender o gigantesco desafio civilizatório embutido no combate ao
aquecimento global.
O Acordo do Clima é certamente um dos maiores e mais importantes da história
da diplomacia mundial. Mas não nos iludamos.
Tal como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (adotada pela ONU em
1948), o Acordo sinaliza rumo e perspectiva, aponta o que é o certo, e se
apresenta como um compromisso coletivo. Tornar o Acordo realidade exige
atitude. Diária e obstinada.
(Adaptado de: TRIGUEIRO, André. http://g1.globo.com/natureza/blog/mundo-
sustentavel/2.html)

Ao relacionar os segmentos destacados, o vocábulo “para” expressa sentido de


“em proveito de” na seguinte passagem do texto:
a) o acordo estabelece apenas as condições para que algo aconteça (2º
EU VOU PASSAR !!

parágrafo)
b) o Acordo de Paris faça alguma diferença para a humanidade? (3º parágrafo)
c) Para segui-lo, é preciso realizar muito mais (3º parágrafo)
d) um ambiente político mais favorável à tomada de decisão para que os
objetivos [...] sejam alcançados. (1º parágrafo)
e) Para piorar a situação, [...] nada sugere [...] que testemunhemos a inflexão
da curva de emissões de gases estufa. (5º parágrafo)

5) FCC/TJ/TRE-MS/Administrativa/2007
Brasileiro se realiza em arte menor. Com raras exceções aqui e ali na literatura,
no teatro ou na música erudita, pouco temos a oferecer ao resto do mundo em
matéria de grandes manifestações artísticas. Em compensação, a caricatura ou
a canção popular, por exemplo, têm sido superlativas aqui, alcançando uma
densidade raramente obtida por nossos melhores artistas plásticos ou
compositores sinfônicos. Outras artes, ditas “menores”, desempenham um

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papel fundamental na cultura brasileira. É o caso da crônica e da telenovela.


Gêneros inequivocamente menores e que, no entanto, alcançam níveis de
superação artística nem sempre observada em seus congêneres de outros
quadrantes do planeta.
Mas são menores diante do quê? É óbvio que o critério de valoração continua
sendo a norma européia: a epopéia, o romance, a sinfonia, as “belas artes” em
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

geral. O movimento é dialético e não pressupõe maniqueísmo. Pois se aqui não


se geraram obras como as de Cervantes, Wagner ou Picasso, “lá” também –
onde quer que seja esse lugar – nunca floresceu uma canção popular como a
nossa que, sem favor, pode compor um elenco com o que de melhor já foi feito

em matéria de poesia e de melodia no Brasil.


Machado de Assis, como de costume, intuiu admiravelmente tudo. No conto “Um
homem célebre”, ele nos mostra Pestana, compositor que deseja tornar-se um
Mozart mas, desafortunadamente, consegue apenas criar polcas e maxixes de
imenso apelo popular. Morre consagrado – mas como autor pop. Aliás, não foi
à toa que Caetano Veloso colocou uma frase desse conto na contracapa de
Circuladô (1991). Um de nossos grandes artistas “menores” por excelência,
Caetano sempre soube refletir a partir das limitações de seu meio, conseguindo
às vezes transcendê-lo em verso e prosa. [...]
O curioso é que o conceito de arte acabou se alastrando para outros campos (e
gramados) da sociedade brasileira. É o caso da consagração do futebol como
esporte nacional, a partir da década de 30, quando o bate-bola foi adotado pela
imprensa carioca, recebendo status de futebol-arte.
Ainda no terreno das manifestações populares, o ibope de alguns carnavalescos
EU VOU PASSAR !!

é bastante sintomático: eles são os encenadores da mais vista de todas as


nossas óperas, o Carnaval. Quem acompanha a cobertura do evento costuma
ouvir o testemunho deliciado de estrangeiros a respeito das imensas “qualidades
artísticas” dos desfiles nacionais...
Seguindo a fórmula clássica de Antonio Candido em Formação da literatura
brasileira (“Comparada às grandes, a nossa literatura é pobre e fraca. Mas é
ela, e não outra, que nos exprime.”), pode-se arriscar que muito da produção
artística brasileira é tímida se comparada com o que é feito em outras paragens.
Não temos Shakespeare nem Mozart? Mas temos Nelson Rodrigues, Tom Jobim,
Nássara, Cartola – produtores de “miudezas” da mais alta estatura. Afinal são
eles, e não outros, que expressam o que somos.
(Adaptado de Leandro Sarmatz. Superinteressante, novembro de 2000, p.106,
(Idéias que desafiam o senso comum)

Brasileiro se realiza em arte menor. (1a frase)

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O adjetivo flexionado de maneira idêntica ao do grifado acima está na


expressão:
a) com raras exceções.
b) é bastante sintomático.
c) de imenso apelo popular.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

d) grandes manifestações artísticas.


e) por nossos melhores artistas plásticos.

6) FCC/Ass Tec Leg/AL-PB/2013


José Lins do Rego é brasileiríssimo. Outro dia, um amigo conversou comigo
sobre as pretendidas influências estrangeiras na obra do paraibano. Falamos
em Thomas Hardy, em D. H. Lawrence. Não estava certo. José Lins do Rego é
ele mesmo. É paraibano. É brasileiro, brasileiríssimo. É brasileiro com amor à
terra, às mulheres, à conversa, aos gracejos, com a memória do avô que era
governador da província, do tio que vendeu o engenho, com a memória
vivíssima de todas as tristezas da sua gente brasileira. Risos e lágrimas: eis o
seu mundo.
O grande valor literário da obra de José Lins do Rego reside no fato de que o
seu assunto e o seu estilo correspondem-se plenamente. Assim, conta-se a
decadência do patriarcalismo, com as suas inúmeras tragédias e uns raros raios
de graça e humor. Desse modo, José Lins do Rego consegue acertadamente o
que quer; e isso me parece o maior elogio que se pode fazer a um escritor.
Concebendo a cultura no sentido de Gilberto Freire, como expressão global da
vida política e do espírito, social e individual, vital e humana, José Lins do Rego
EU VOU PASSAR !!

é a expressão literária da cultura da sua terra.


[Adaptado de Otto Maria Carpeaux. O brasileiríssimo José Lins do Rego.
(prefácio) Fogo Morto. Rio de Janeiro: José Olympio. 50. ed. 1998. p. XVXVI]

O elemento flexionado de modo a indicar uma qualidade em um grau muito


elevado está destacado em:
a) ... o seu assunto e o seu estilo correspondem-se plenamente.
b) ... com a memória vivíssima de todas as tristezas de sua gente…
c) ... com as suas inúmeras tragédias...
d) ... e uns raros raios de graça e humor.
e) ... conta-se a decadência do patriarcalismo...

7) FCC/AJ/TRT 3/Judiciária/Oficial de Justiça/Avaliador


Federal/2015

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A matéria abaixo, que recebeu adaptações, é do jornalista Alberto Dines, e foi


veiculada em 9/05/2015, um dia após as comemorações pelos 70 anos do fim
da Segunda Guerra Mundial.
Quando a guerra acabar…
Abre parêntese: há momentos − felizmente raros − em que a história pessoal
se impõe às percepções conjunturais e o relato na primeira pessoa, embora
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singular, parcial, às vezes suspeito, sobrepõe-se à narrativa impessoal, ampla,


genérica. Fecha parêntese.
O descaso e os indícios de esquecimento que, na sexta-feira (8/5), rodearam
os setenta anos do fim da fase europeia da Segunda Guerra Mundial
sobressaltaram. O ano de 1945 pegou-me com 13 anos e a data de 8 de maio
incorporou-se ao meu calendário íntimo e o cimentou definitivamente às
efemérides históricas que éramos obrigados a decorar no ginásio.
Seis anos antes (1939), a invasão da Polônia pela Alemanha hitlerista − e logo
depois pela Rússia soviética − empurrou a guerra para dentro da minha casa
através dos jornais e do rádio: as vidas da minha avó paterna, tios, tias, primos
e primas dos dois lados corriam perigo. Em 1941, quando a Alemanha rompeu
o pacto com a URSS e a invadiu com fulminantes ataques, inclusive à Ucrânia,
instalou-se a certeza: foram todos exterminados.
A capitulação da Alemanha tornara-se inevitável, não foi surpresa, sabíamos
que seria esmagada pelos Aliados. Nova era a sensação de paz, a certeza que
começava uma nova página da história e perceptível mesmo para crianças e
adolescentes. A prometida quimera embutida na frase “quando a guerra acabar”
tornara-se desnecessária, desatualizada.
A guerra acabara para sempre. Enquanto o retorno dos combatentes brasileiros
EU VOU PASSAR !!

vindos da Itália era saudado delirantemente, matutinos e vespertinos − mais


calejados do que a mídia atual − nos alertavam que a guerra continuava feroz
não apenas no Extremo Oriente, mas também na antiquíssima Grécia, onde
guerrilheiros de direita e de esquerda, esquecidos do inimigo comum − o
nazifascismo − se enfrentavam para ocupar o vácuo de poder deixado pela
derrotada barbárie.
Sete décadas depois − porção ínfima da história da humanidade −, aquele que
foi chamado Dia da Vitória e comemorado loucamente nas ruas do mundo
metamorfoseou-se em Dia das Esperanças Perdidas: a guerra não acabou. Os
Aliados desvincularam-se, tornaram-se adversários. A guerra continua, está aí,
espalhada pelo mundo, camuflada por diferentes nomenclaturas, inconfundível,
salvo em breves hiatos sem hostilidades, porém com intensos ressentimentos.
(Reproduzido da Gazeta do Povo (Curitiba, PR) e do Correio Popular
(Campinas, SP), 9/5/2015; intertítulo do Observatório da Imprensa, edição
849)

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A guerra continua, está aí, espalhada pelo mundo, camuflada por diferentes
nomenclaturas, inconfundível, salvo em breves hiatos sem hostilidades, porém
com intensos ressentimentos.
Justifica-se o emprego do advérbio aí, na frase, do seguinte modo:
a) a palavra delimita o lugar da guerra, aquele em que o interlocutor se
encontra.
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b) a palavra remete ao lugar a que se fez referência anteriormente: ao espaço


dos Aliados.
c) a palavra tem o sentido de "nesse ponto", como em "É aí que está o X da
questão".
d) a palavra compõe expressão que tem o sentido de "apresenta-se por lugares
incertos, de modo disseminado".
e) a palavra tem seu sentido associado ao da palavra inconfundível, para
expressarem, juntas, a ideia de "contorno único".

8) FCC/DP/DPE-RS/2011
EUA dizem que um ataque ao Irã uniria o país, hoje dividido
WASHINGTON (Reuters) − Um ataque militar contra o Irã uniria o país, que está
dividido, e reforçar a determinação do governo iraniano para buscar armas
nucleares, disse o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, nesta
terça-feira.
Em pronunciamento ao conselho diretor do Wall Street Journal, Gates afirmou
ser importante usar outros meios para convencer o Irã a não procurar ter armas
EU VOU PASSAR !!

nucleares e repetiu as suas preocupações de que ações militares somente iriam


retardar − e não impedir − que o país obtenha essa capacidade.
(http://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/reuters/2010/11/16/euadizemqueu
ataqueaoirauniriaopaishojedividido.jhtm?action=print, em 16/11/2010)

A palavra para é uma


a) preposição derivada da regência verbal da palavra meios.
b) conjunção que liga uma oração coordenada a uma subordinada.
c) preposição que liga meios a um verbo intransitivo.
d) preposição derivada da regência nominal da palavra meios.
e) proposição que liga meios a um verbo.

9) FCC/DP/DPE-RS/2011

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Lição de bom senso


O Ministério da Educação (MEC) contornou com habilidade e bom senso a
polêmica gerada em torno do veto, pelo Conselho Nacional de Educação (CNE),
de um livro do escritor Monteiro Lobato, sob o pretexto de que contém
expressões racistas. A alternativa encontrada pelo ministro foi a de acrescentar
um esclarecimento de que, em 1933, quando a obra foi publicada pela primeira
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vez, o país tinha hábitos diferentes e algumas expressões não eram


consideradas ofensivas, como ocorre hoje. É importante que esse tipo de
decisão sirva de parâmetro para situações semelhantes, em contraposição a
tentações apressadas de recorrer à censura.
O caso mais recente de tentativas de restringir a livre circulação de ideias
envolve a obra Caçadas de Pedrinho, na qual a turma do Sítio do Pica-Pau
Amarelo sai em busca de uma onça-pintada. Ocorre que, ao longo de quase oito
décadas de carreira do livro, o Brasil não conseguiu se livrar de excessos na
vigilância do politicamente correto, nem de intolerâncias como o racismo. Ainda
assim, já não convive hoje com hábitos como o de caça a animais em extinção
e avançou nas políticas para a educação das relações étnico-raciais.
Assim como em qualquer outra manifestação artística, portanto, o livro que
esteve sob ameaça de censura precisa ter seu conteúdo contextualizado. Se a
personagem Tia Nastácia chegou a ser associada a estereótipos hoje vistos
como racistas, é importante que os educadores se preocupem em deixar claro
para os alunos alguns aspectos que hoje chamam a atenção apenas pelo fato
de o país ter evoluído sob o ponto de vista de costumes e de direitos humanos.
No Brasil de hoje, não há mais espaço para a impunidade em relação a atos
como o racismo. Isso não significa, porém, que seja preciso revolver o passado,
muito menos sem levar em conta as circunstâncias da época.
EU VOU PASSAR !!

(Editorial Zero Hora, 18/10/2010)

A passagem ..., em contraposição a tentações apressadas de recorrer à censura


contém o elemento gramatical a, que
a) define quais são as tentações, porque é um artigo.
b) não define quais são as tentações, porque é artigo.
c) define quais são as tentações, porque é uma preposição.
d) não define quais são as tentações, porque é artigo indefinido.
e) não define quais são as tentações, porque é preposição.

10) FCC/ACI/CGM-São Luís)/Pref-SL/Abrangência Geral/2015

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Considere o trecho abaixo − adaptado de Gramática de usos do português, de


Maria Helena de Moura Neves (São Paulo: Edtora UNESP, 2000, p. 628 e 633),
e o que se tem em I, II e III.
A preposição com funciona no sistema de transitividade, isto é, introduz
complemento; pode introduzir, por exemplo, complemento de verbo ou de
adjetivo.
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I. Depois das devidas explicações, o cliente concordou com os advogados / a


preposição com introduz complemento de verbo.
II. Identificou-se desde o primeiro momento com os ideais do grupo / a
preposição com introduz complemento de adjetivo.
III. Triste com a situação, procurou os amigos para esclarecer os fatos. / a
preposição com introduz complemento de adjetivo.
Está correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) I, II e III.
c) I e II, apenas.
d) II, apenas.
e) I e III, apenas.

11) FCC/AFR/SEFAZ SP/Gestão Tributária/2009


A frase que respeita inteiramente o padrão culto escrito é:
a) Nada disso influe no que foi acordado já faz mais de dez dias, mas eles
EU VOU PASSAR !!

quizeram que eu reiterasse a sua disposição de manter o que foi estabelecido.


b) Gás lacrimogênio foi usado para dispersar os grupos que cultivavam antiga
richa, reforçando a convicção de que dali há anos ainda estariam de lados
opostos.
c) Ficou na dependência de ele redigir tudo o que os acionistas mais antigos se
disporam a oferecer, se, e só se, os mais novos não detiverem o curso das
negociações.
d) Semeemos a ideia de que tudo será resolvido de acordo com os itens
considerados prioritários, nem que para isso precisamos apelar para a decência
de todos.
e) Vocês divergem, mas agora é necessário que se remedeie a situação; por
isso, façam novos contratos e provejam o setor de profissionais competentes.

12) FCC/AJ/TRT 2/Administrativa/2014


Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.

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Questão de gosto
A expressão parece ter sido criada para encerrar uma discussão. Quando
alguém apela para a tal da “questão de gosto”, é como se dissesse: “chega de
conversa, inútil discutir”. A partir daí nenhuma polêmica parece necessária, ou
mesmo possível. “Você gosta de Beethoven? Eu prefiro ouvir fanfarra de
colégio.” Questão de gosto.
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Levada a sério, radicalizada, a “questão de gosto” dispensa razões e


argumentos, estanca o discurso crítico, desiste da reflexão, afirmando
despoticamente a instância definitiva da mais rasa subjetividade. Gosto disso,
e pronto, estamos conversados. Ao interlocutor, para sempre desarmado, resta
engolir em seco o gosto próprio, impedido de argumentar. Afinal, gosto não se
discute.
Mas se tudo é questão de gosto, a vida vale a morte, o silêncio vale a palavra,
a ausência vale a presença − tudo se relativiza ao infinito. Num mundo sem
valores a definir, em que tudo dependa do gosto, não há lugar para uma razão
ética, uma definição de princípios, uma preocupação moral, um empenho numa
análise estética. O autoritarismo do gosto, tomado em sentido absoluto, apaga
as diferenças reais e proclama a servidão ao capricho. Mas há quem goste das
fórmulas ditatoriais, em vez de enfrentar o desafio de ponderar as nossas
contradições.
(Emiliano Barreira, inédito)
Na passagem da voz ativa para a passiva, NÃO houve a devida correspondência
quanto ao tempo verbal na seguinte construção:
a) A questão de gosto dispensaria as razões = As razões teriam sido dispensadas
pela questão de gosto.
EU VOU PASSAR !!

b) O autoritarismo apagava as diferenças reais = As diferenças reais eram


apagadas pelo autoritarismo.
c) Os acomodados têm proclamado a servidão ao capricho = A servidão ao
capricho tem sido proclamada pelos acomodados.
d) Será que ele apreciará tais formas ditatoriais? = Será que tais fórmulas
ditatoriais serão apreciadas por ele?
e) Haveremos de enfrentar esse e outros desafios = Esse e outros desafios
haverão de ser enfrentados por nós.

13) FCC/AJ/TRT 23/Administrativa/"Sem Especialidade"/2016


Atenção: Para responder à questão. considere o texto abaixo.
Quase meio século separa a estreia de Manoel de Barros na literatura − em
1937, com a publicação de "Poemas Concebidos sem Pecado" em tiragem
artesanal de 21 exemplares − da circulação mais ampla de sua obra, na segunda

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metade dos anos 1980, graças ao voluntário trabalho de divulgação feito por
jornalistas, escritores e intelectuais que passaram a admirá-lo.
Entre eles, Millôr Fernandes e Antônio Houaiss, para quem Manoel de Barros era
comparável a São Francisco de Assis "na humildade diante das coisas".
Nascido em 1916, em Cuiabá, Manoel de Barros escreveu 18 livros de poesia,
além de obras infantis e relatos autobiográficos. Na juventude, apaixonou-se
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por Arthur Rimbaud e Charles Baudelaire. Os poetas do cinema também o


encantaram, com destaque para Federico Fellini, Akira Kurosawa e Luis Buñuel.
Dizia-se um "vedor de cinema", mas sempre "numa tela grande, sala escura e
gente quieta do meu lado".
"Acho que um poeta usa a palavra para se inventar", disse em entrevista a um
jornal. "E inventa para encher sua ausência no mundo. (...) O poeta escreve por
alguma deformação na alma. Porque não seria certo ficar pregando moscas no
espaço para dar banho nelas. Ou mesmo: pregar contiguidades verbais e
substantivas para depois casá-las."
(Disponível em: www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/11/-1547550-manoel-
de-barros-foi-revelado-por-millor-ehouaissrelembre-rajetoria.shtml)

... para quem Manoel de Barros era comparável a São Francisco de Assis.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o da frase acima está em:
a) Dizia-se um "vedor de cinema"...
b) Porque não seria certo ficar pregando moscas no espaço...
c) Na juventude, apaixonou-se por Arthur Rimbaud e Charles Baudelaire.
EU VOU PASSAR !!

d) Quase meio século separa a estreia de Manoel de Barros na literatura ...


e) ... para depois casá-las...

14) FCC/AJ/TRT 20/Administrativa/"Sem Especialidade"/2016


Atenção: Leia o texto abaixo para responder à questão.
Em junho de 2013, o Presidente Robert Mugabe, do Zimbábue, afirmou durante
uma entrevista: “Nelson Mandela é santificado demais. Foi bom demais com os
brancos à custa dos negros em seu próprio país”. Alguns concordaram, outros
protestaram. Até certo ponto acredito que ele tenha levantado uma questão.
Suas atitudes podiam ser percebidas dessa maneira. Ainda assim, em uma
conversa com Richard Stengel, o próprio Madiba* havia dito, muito tempo
antes: “As pessoas sentirão que vejo demais o bem nas pessoas. Então, é uma
crítica que tenho de suportar e à qual tento me ajustar, pois, seja isso verdade
ou não, é algo que penso ser proveitoso. É uma coisa boa de assumir, agir com
base no fato de que... os outros são homens de integridade e honra... porque

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você tende a atrair integridade e honra, se é dessa maneira que olha para
aqueles com quem trabalha”.
*um dos nomes pelos quais Nelson Mandela era chamado; refere-se a seu clã e
denota afeto e respeito.
(Adaptado de: LA GRANGE, Zelda. Bom dia, Sr. Mandela. Trad. Felipe José
Lindoso. Ribeirão Preto: Novo Conceito, 2015, p. 9)
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... o próprio Madiba havia dito, muito tempo antes...


A expressão destacada está corretamente substituída, preservando-se o tempo,
o modo e o aspecto verbais, por
a) disse.
b) dissera.
c) dizia.
d) diria.
e) dissesse.

15) FCC/Op TM/METRO SP/2016


Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.
Os Estados Unidos, como organização social e política, são comprometidos com
uma visão alegre da vida. Não poderia ser diferente. A noção de tragédia é um
luxo reservado a sociedades aristocráticas, nas quais a sorte do indivíduo não é
entendida como tendo uma importância política legítima, sendo determinada
EU VOU PASSAR !!

por uma ordem moral ou destino imutável e supra político – ou seja, não
controverso.
Sociedades modernas e igualitárias, no entanto, sejam de posicionamento
político democrático ou autoritário, baseiam-se sempre na premissa de que
estão tornando a vida mais feliz; a função declarada do Estado moderno, pelo
menos originalmente, não seria apenas regulamentar as relações sociais, mas
também estabelecer a qualidade e as possibilidades da vida humana em geral.
A felicidade, portanto, torna-se questão política primordial – de alguma
maneira, a única questão –, e por esse motivo não pode se tornar um problema.
Se um norte-americano ou um russo é infeliz, isso implica certa reprovação da
sociedade a que ele pertence.
Portanto, devido a uma lógica cuja necessidade todos reconhecemos, vira uma
obrigação cidadã ser alegre; se as autoridades acreditam que é necessário, o
cidadão pode até ser compelido a fazer demonstrações públicas, em ocasiões
especiais, de sua felicidade, assim como em tempos de guerra ele pode ser
constrangido a entrar para o exército.

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(Adaptado de: WARSHOW, Robert. “O gângster como herói trágico”S, errote,


p. 109)

Atribuindo-se caráter hipotético para todo o conteúdo da frase Se um norte-


americano ou um russo é infeliz, isso implica certa reprovação da sociedade a
que ele pertence (3º parágrafo), os verbos devem assumir as seguintes formas:
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

a) fosse − implicaria − pertencesse


b) seria − implicaria − pertenceria
c) fosse − implicara − pertencera
d) seria − implicasse − pertencesse
e) fosse − implicasse − pertenceria

16) FCC/AJ/TRT 24/Administrativa/"Sem Especialidade"/2017


Muito antes de nos ensinarem e de aprendermos as regras de bom
comportamento socialmente construídas e promovidas, e de sermos exortados
a seguir certos padrões e nos abster de seguir outros, já estamos numa situação
de escolha moral. Somos, por assim dizer, inevitavelmente − existencialmente
−, seres morais: somos confrontados com o desafio do outro, o desafio da
responsabilidade pelo outro, uma condição do ser-para.
Afirmar que a condição humana é moral antes de significar ou poder significar
qualquer outra coisa representa que, muito antes de alguma autoridade nos
dizer o que é “bem” e “mal” (e por vezes o que não é uma coisa nem outra.),
deparamo-nos com a escolha entre “bem” e “mal”. E a enfrentamos desde o
EU VOU PASSAR !!

primeiro momento do encontro com o outro. Isso, por sua vez, significa que,
quer escolhamos quer não, enfrentamos nossas situações como problemas
morais, e nossas opções de vida como dilemas morais.
Esse fato primordial de nosso ser no mundo, em primeiro lugar, como uma
condição de escolha moral não promete uma vida alegre e despreocupada. Pelo
contrário, torna nossa condição bastante desagradável. Enfrentar a escolha
entre bem e mal significa encontrar-se em situação de ambivalência. Esta
poderia ser uma preocupação relativamente menor, estivesse a ambiguidade de
escolha limitada à preferência direta por bem ou mal, cada um definido de forma
clara e inequívoca; limitada em particular à escolha entre atuar baseado na
responsabilidade pelo outro ou desistir dessa ação – de novo com uma ideia
bastante clara do que envolve “atuar baseado na responsabilidade”.
(Adaptado de: BAUMAN, Zygmunt. Vida em fragmentos: sobre a ética pós-
moderna. Trad. Alexandre Werneck. Rio de Janeiro, Zahar, 2011, p. 11-12)

Prof. Bruno Spencer 92 de 110


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Prof. Bruno Spencer - Aula 01

Esta poderia ser uma preocupação relativamente menor, estivesse a


ambiguidade de escolha limitada à preferência direta por bem ou mal...
Ao reescrever-se o trecho acima com o verbo poder flexionado no futuro do
presente do indicativo, a forma verbal “estivesse” deverá ser substituída,
conforme a norma-padrão da língua, por
a) estar.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

b) estará.
c) estiver.
d) está.
e) esteja.

17) FCC/AJ/TRT 24/Administrativa/"Sem Especialidade"/2017


Houve um tempo em que eu comia um monte de coisas e não precisava contar
nada para ninguém. Na civilização contemporânea, on-line, conectada o tempo
todo, se não for registrado e postado, não aconteceu. Comeu, jantou, bebeu?
Então, prove. Não está na rede? Então, não vale.
Não estou aqui desfiando lamúrias de dinossauro tecnológico. Pelo contrário:
interajo com muita gente e público ativamente fotos de minhas fornadas. A vida,
hoje, é digital. Contudo, presumo que algumas coisas não precisam deixar de
pertencer à esfera privada. Sendo tudo tão novo nessa área, ainda
engatinhamos a respeito de uma etiqueta que equilibre a convivência entre
câmeras, pratos, extroversão, intimidade.
Em meados da década passada, quando a cozinha espanhola de vanguarda
EU VOU PASSAR !!

ainda povoava os debates e as fantasias de muitos gourmets, fotografar pratos


envolvia um dilema: devorar ou clicar? A criação saía da cozinha, muitas vezes
verticalizada, comumente finalizada com esferas delicadas, espumas fugazes...
O que fazer, capturá-la em seu melhor instante cenográfico, considerando luzes
e sombras, e comê-la depois, já desfigurada, derretida, escorrida? Ou prová-la
imediatamente, abrindo mão da imagem? Nunca tive dúvidas desse tipo (o que
talvez faça de mim um bom comensal, mas um mau divulgador).
Fotos e quitutes tornaram-se indissociáveis, e acho que já estamos nos
acostumando. Mas será que precisa acontecer durante todo o repasto? Não dá
para fazer só na chegada do prato e depois comer sossegado, à maneira
analógica? Provavelmente não: há o tratamento da imagem, a publicação, os
comentários, as discussões, a contabilidade das curtidas. Reconheço que, talvez
antiquadamente, ainda sinto desconforto em ver casais e famílias à mesa, nos
salões, cada qual com seu smartphone, sem diálogos presenciais ou interações
reais. A pizza esfria e perde o viço; mas a foto chega tinindo aos amigos de
rede.

Prof. Bruno Spencer 93 de 110


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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 01

(Adaptado de: CAMARGO, Luiz Américo. Comeu e não postou? Então, não
valeu. Disponível em: http://brasil.elpais.com/brasil/
2017/01/09/opinion/1483977251_216185.html)

A construção que pode ser reescrita com o verbo na voz passiva é:


a) ... a foto chega tinindo aos amigos...
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

b) A criação saía da cozinha...


c) ... interajo com muita gente...
d) ... público ativamente fotos de minhas fornadas...
e) Não está na rede?

18) FCC/TJ/TRT 24/Administrativa/"Sem Especialidade"/2017


Aspectos Culturais de Mato Grosso do Sul
A cultura de Mato Grosso do Sul é o conjunto de manifestações artístico-
culturais desenvolvidas pela população sul-mato-grossense muito influenciada
pela cultura paraguaia. Essa cultura estadual retrata, também, uma mistura de
várias outras contribuições das muitas migrações ocorridas em seu território.
O artesanato, uma das mais ricas expressões culturais de um povo, no Mato
Grosso do Sul, evidencia crenças, hábitos, tradições e demais referências
culturais do Estado. É produzido com matérias primas da própria região e
manifesta a criatividade e a identidade do povo sul-mato-grossense por meio
de trabalhos em madeira, cerâmica, fibras, osso, chifre, sementes, etc.
EU VOU PASSAR !!

As peças em geral trazem à tona temas referentes ao Pantanal e às populações


indígenas, são feitas nas cores da paisagem regional e, além da fauna e da flora,
podem retratar tipos humanos e costumes da região.
(Adaptado de: CANTU, Gilberto. Disponível em:
http://profgilbertocantu.blogspot.com.br/2013/08/aspectos-culturais-de-
mato-grosso-dosul. html)

Está na voz passiva o verbo do seguinte fragmento do texto:


a) É produzido com matérias primas da própria região.
b) Essa cultura estadual retrata, também, uma mistura de várias outras
contribuições das muitas migrações.
c) A cultura de Mato Grosso do Sul é o conjunto de manifestações artístico-
culturais.

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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 01

d) O artesanato, uma das mais ricas expressões culturais de um povo, no Mato


Grosso do Sul, evidencia crenças, hábitos, tradições e demais referências
culturais do Estado.
e) As peças em geral trazem à tona temas referentes ao Pantanal e às
populações indígenas.
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19) FCC/TJ/TRE-SP/Administrativa/"Sem Especialidade"/2012


Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Adoniran Barbosa é um grande compositor e poeta popular, expressivo como
poucos; mas não é Adoniran nem Barbosa, e sim João Rubinato, que adotou o
nome de um amigo funcionário do Correio e o sobrenome de um compositor
admirado. A ideia foi excelente porque um compositor inventa antes de mais
nada a sua própria personalidade; e porque, ao fazer isto, ele exprimiu a
realidade tão paulista do italiano recoberto pela terra e do brasileiro das raízes
europeias. Adoniran Barbosa é um paulista de cerne que exprime a sua terra
com a força da imaginação alimentada pelas heranças de fora.
Já tenho lido que ele usa uma língua misturada de italiano e português. Não
concordo. Da mistura, que é o sal da nossa terra, Adoniran colheu a flor e
produziu uma obra radicalmente brasileira, em que as melhores cadências do
samba e da canção se aliaram com naturalidade às deformações normais de
português brasileiro, onde Ernesto vira Arnesto e assim por diante.
São Paulo muda muito, e ninguém é capaz de dizer aonde irá. Mas a cidade que
nossa geração conheceu (Adoniran é de 1910) foi a que se sobrepôs à velha
cidadezinha provinciana, entre 1900 e 1950; e que desde então vem cedendo
EU VOU PASSAR !!

lugar a uma outra, transformada em vasta aglomeração de gente vinda de toda


parte. Esta cidade que está acabando, que já acabou com a garoa, os bondes,
o trem da Cantareira, as cantigas do Bexiga, Adoniran não a deixará acabar,
porque graças a ele ela ficará, misturada vivamente com a nova mas, como o
quarto do poeta, também "intacta, boiando no ar".
A sua poesia e a sua música são ao mesmo tempo brasileiras em geral e
paulistanas em particular. Sobretudo quando entram (quase sempre
discretamente) as indicações de lugar, para nos porem no Alto da Mooca, no
Brás genérico, no recente Metrô, no antes remoto Jaçanã. Talvez João Rubinato
não exista, porque quem existe é o mágico Adoniran Barbosa, vindo dos
carreadores de café para inventar no plano da arte a permanência da sua cidade
e depois fugir, com ela e conosco, para a terra da poesia, ao apito fantasmal do
trenzinho perdido da Cantareira.
(Adaptado de Antonio Candido. Textos de intervenção. São Paulo, Duas
Cidades, Ed.34, 2002, p.211213)
Já tenho lido que ele usa uma língua misturada de italiano e português.

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Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 01

No segmento grifado acima, Antonio Candido usou determinada forma verbal


que poderia ser substituída, sem prejuízo para correção e a lógica, por:
a) li.
b) lia.
c) lera.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

d) leria.
e) leio.

20) FCC/AFCE/TCE-PI/Comum/2014
Instrução: Para responder à questão, considere o texto a seguir.
A cognoscibilidade do planeta
O período histórico atual vai permitir o que nenhum outro período ofereceu ao
homem, isto é, a possibilidade de conhecer o planeta extensiva e
aprofundadamente. Isto nunca existiu antes, e deve-se, exatamente, aos
progressos da ciência e da técnica (melhor ainda, aos progressos da técnica
devidos aos progressos da ciência).
Esse período técnico-científico da história permite ao homem não apenas utilizar
o que encontra na natureza: novos materiais são criados nos laboratórios como
um produto da inteligência do homem, e precedem a produção dos objetos. Até
a nossa geração, utilizávamos os materiais que estavam à nossa disposição.
Mas a partir de agora podemos conceber os objetos que desejamos utilizar e
então produzimos a matéria-prima indispensável à sua fabricação. Sem isso não
teria sido possível fazer os satélites que fotografam o planeta a intervalos
EU VOU PASSAR !!

regulares, permitindo uma visão mais completa e detalhada da Terra. Por meio
dos satélites, passamos a conhecer todos os lugares e a observar outros astros.
O funcionamento do sistema solar torna-se mais perceptível, enquanto a Terra
é vista em detalhe; pelo fato de que os satélites repetem suas órbitas, podemos
captar momentos sucessivos, isto é, não mais apenas retratos momentâneos e
fotografias isoladas do planeta. Isso não quer dizer que tenhamos, assim, os
processos históricos que movem o mundo, mas ficamos mais perto de identificar
momentos dessa evolução. Os objetos retratados nos dão geometrias, não
propriamente geografias, porque nos chegam como objetos em si, sem a
sociedade vivendo dentro deles. O sentido que têm as coisas, isto é, seu
verdadeiro valor, é o fundamento da correta interpretação de tudo o que existe.
Sem isso, corremos o risco de não ultrapassar uma interpretação coisicista de
algo que é muito mais que uma simples coisa, como os objetos da história. Estes
estão sempre mudando de significado, com o movimento das sociedades e por
intermédio das ações humanas sempre renovadas.

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Resumo + Questões Comentadas
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(SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: Do pensamento único à


consciência universal. 6. ed. Rio de Janeiro/São Paulo: Editora Record, 2001,
p. 31)
Considerado o contexto, é correto afirmar:
a) A forma verbal utilizávamos descreve ação pontual, iniciada e concluída em
uma extensão do passado explicitamente indicada no texto.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

b) A forma produzimos deve, em um registro linguístico mais cuidado, ser


substituída por “produzirmos”, que melhor denota o caráter hipotético do
período sintático em que se insere.
c) Em ...não teria sido possível fazer os satélites..., o segmento destacado faz
menção a evento efetivamente realizado.
d) Em outra redação igualmente correta, a forma permitindo pode ser
substituída por “que permite”.
e) No que concerne à correlação entre tempos e modos verbais, na norma-
padrão escrita, o emprego de tenhamos é incompatível com o de ficamos.

21) FCC/AFTM-SP/Pref SP/Gestão Tributária/2012


Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
"Ocorreu em nossos países uma nova forma de colonialismo, com a imposição
de uma cultura alheia à própria da região. Cumpre avaliar criticamente os
elementos culturais alheios que se pretendam impor do exterior. O
desenvolvimento corresponde a uma matriz endógena, gerada em nossas
próprias sociedades, e que portanto não é possível importar. Precisamos levar
EU VOU PASSAR !!

sempre em conta os traços culturais que nos caracterizam, que hão de alimentar
a busca de soluções endógenas, que nem sempre têm por que coincidir com as
do mundo altamente industrializado."
O que há de extraordinário nessa citação? Nada, exceto a data. Ela não foi
redigida no princípio do século XIX e sim no dia 29 de maio de 1993, exatamente
um mês antes da redação deste artigo. Trata-se de um documento aprovado
por vários intelectuais ibero-americanos, na Guatemala, como parte da
preparação da III Conferência de Cúpula da região, a realizar-se em Salvador,
na Bahia. Conhecemos bem essa linguagem no Brasil. É o discurso do
nacionalismo cultural, que começou a ser balbuciado com os primeiros
escritores nativistas, e desde a independência não cessou, passando por vários
avatares, com tons e modulações diversas. Ao que parece, nada envelheceu
nessas palavras. Quase todos os brasileiros se orgulhariam de repeti-las, como
se elas fossem novas e matinais, como se fôssemos contemporâneos do grito
do Ipiranga. Nesses 171 anos, o Brasil passou do Primeiro para o Segundo
Reinado, da Monarquia para a República Velha, desta para o Estado Novo, deste
para a democracia, desta para a ditadura militar, e desta para uma nova fase
de democratização. Passamos do regime servil para o trabalho livre ou quase.

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Prof. Bruno Spencer - Aula 01

De país essencialmente agrário transitamos para a condição de país industrial,


e sob alguns aspectos nos aproximamos da pós-modernidade.
Só uma coisa não mudou: o nacionalismo cultural. Continuamos repetindo,
ritualmente, que a cultura brasileira (ou latino-americana) deve desfazer-se dos
modelos importados e voltar-se para sua própria tradição cultural.
1 - Relato general de la "Cumbre Del pensamiento", Antígua-Guatemala, pp. 88
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

e ss.
(Adaptado de Sergio Paulo Rouanet. "Elogio do incesto". In: Mal-estar na
modernidade: ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. p. 346347)
O texto legitima o seguinte comentário:
a) Em hão de alimentar, a forma verbal exprime, além da ideia de futuro, a de
que o evento é desejado.
b) Em Continuamos repetindo, a ideia de ação em processo é decorrência
exclusiva da forma Continuamos.
c) A forma verbal foi redigida exprime fato passado considerado contínuo.
d) A forma a realizar-se em Salvador exprime fato futuro em relação à data de
redação do documento, mas passado em relação à data do artigo.
e) Em se orgulhariam de repeti-las, tem-se a expressão de um fato possível,
mas considerado de pouca probabilidade.

22) FCC/TJ/TRE-SP/Apoio Especializado/Programação de


Sistemas/2012
EU VOU PASSAR !!

Atenção: A questão baseia-se no texto abaixo.


Pela primeira vez, um estudo pretende demonstrar como as plantações de citros
favorecem, ou não, a fauna de uma região. Pesquisa da Universidade Federal
de São Carlos (Ufscar), campus de Sorocaba, mostra que pelo menos 50% das
aves mais comuns na região vivem e se reproduzem em fragmentos de mata
naturais, e não em áreas agrícolas e pomares. De acordo com o estudo, a
possível redução das reservas previstas na proposta do novo Código Florestal
pode levar ao desaparecimento de diversas espécies.
O trabalho de campo para a pesquisa foi realizado na zona rural de Pilar do Sul,
próxima a Sorocaba. A área é tomada por plantações de tangerinas, além de
pastos e campos de produção de grãos. O objetivo da pesquisa era verificar se
as espécies avaliadas poderiam usar as plantações de tangerina, que são
culturas permanentes, como acréscimo ao seu hábitat natural − ou até
substituí-lo.
Segundo o estudo, das 122 espécies da amostra, 60 foram detectadas nas
plantações e nos fragmentos florestais (áreas com vegetação nativa), e as
demais somente nesses fragmentos, ou seja, 62 espécies não ocorrem nos

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pomares. "A mata nativa quase não existe mais e, por causa disso, muitas
espécies desapareceram ou estão ameaçadas", lamenta o pesquisador Marcelo
Gonçalves Campolin.
A pesquisa também chama a atenção para o novo Código Florestal, que prevê
a redução de algumas áreas − hoje legalmente protegidas, como matas ciliares
e topos de morros −, para serem utilizadas para a agropecuária. "Ficamos
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receosos de que as mudanças nas áreas protegidas possam ser terríveis para
as aves e para outros animais, que vão perder ambientes naturais. E aquelas
que não conseguem sobreviver nas plantações tendem a se tornar raras ou até
mesmo a desaparecer", prevê o professor.
(José Maria Tomazela. O Estado de S. Paulo, Vida, A15, 26 de junho de 2011,
com adaptações)
... se as espécies avaliadas poderiam usar as plantações de tangerina ... (2º
parágrafo)
O emprego da forma verbal grifada acima indica, no contexto,
a) certeza.
b) situação passada.
c) hipótese.
d) fato habitual.
e) ação presente.

23) FCC/TJ/TRE-SP/Apoio Especializado/Programação de


Sistemas/2012
EU VOU PASSAR !!

Instruções para responder à questão.


Para a questão, assinale a alternativa que preenche corretamente, na ordem,
as lacunas da frase apresentada.
O cientista ......, com base em dados que lhe haviam sido ...... , que a pesquisa
...... resultados importantes para a fauna da região.
a) previu - entregues - traria
b) previu - entregados - trazeria
c) preveu – entregues - trazeria
d) preveu - entregados - traria
e) previu – entregues – trazeria

24) FCC/Ass Leg/AL-PB/2013


Atenção: Considere o texto a seguir para responder à questão.

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A obesidade é a maior das ameaças à saúde do século 21. O processo


inflamatório crônico, os hormônios e os mediadores químicos produzidos e
liberados pelo tecido adiposo, acumulado em excesso, aumentam o risco de
doenças cardiovasculares, metabólicas, pulmonares e de diversos tipos de
câncer.
No Brasil, metade da população adulta está acima da faixa de peso saudável.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Nos Estados Unidos, esse número ultrapassa 70%: 30% estão com excesso de
peso, 30% são obesos e 10% sofrem de obesidade grave. A continuarmos no
mesmo ritmo, é provável que nos próximos dez ou vinte anos estejamos na
situação deles.
A característica mais assustadora dessa epidemia é o número crescente de
crianças e adolescentes obesos, consequência do acesso ilimitado a alimentos
de alta densidade energética e da vida em frente da TV e dos computadores.
O impacto dessa nova realidade será tão abrangente, que a próxima geração
provavelmente terá vida mais curta do que a atual, previsão demográfica que
os avanços da medicina não conseguirão reverter. Os custos da assistência
médica aos portadores das doenças crônicas associadas à obesidade arruinarão
as finanças dos sistemas de saúde de países como o nosso.
O consumo de refrigerantes e sucos açucarados é uma das maiores fontes de
calorias ingeridas por crianças e adolescentes. Um levantamento mostrou que
os adolescentes americanos consomem em média 357 calorias diárias dessa
fonte. É possível que os nossos não fiquem para trás.
Ao contrário dos carboidratos complexos contidos nos alimentos ricos em fibras,
como as frutas e as verduras, as bebidas açucaradas são pobres em nutrientes
e estão ligadas a maus hábitos alimentares, como o consumo de doces, biscoitos
EU VOU PASSAR !!

e salgadinhos empacotados.
As recomendações do Ministério da Saúde para que crianças e adultos evitem
refrigerantes e sucos açucarados e, principalmente, aumentem os níveis de
atividade física, devem ser levadas a sério.
(Adaptado: Drauzio Varella. Refrigerantes açucarados. Disponível em:
http://folha.com/no1201415, 15/12/2012)
O Ministério da Saúde ...... que crianças e adultos evitem refrigerantes e sucos
açucarados e ...... alguma atividade física.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada:
a) recomendara - exerceram
b) recomenda - exerçam
c) recomenda - exercendo
d) recomendava - exerce
e) recomende - exerça

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25) FCC/ACE/TCM-GO/Controle Externo/2015


Em qualquer época, ...... que se ...... ao grande público o melhor que os
artistas ...... .
Haverá plena correlação entre tempos e modos verbais na frase acima
preenchendo-se as lacunas, respectivamente, com
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a) será preciso – oferecesse - produziriam


b) é preciso - oferecesse - produzissem
c) seria preciso – ofereça – têm produzido
d) é preciso - ofereça - produzam
e) era preciso – oferecia – produzem

26) FCC/ACE/TCE-AP/Controle Externo/Contabilidade/2012


Atenção: A questão refere-se ao texto abaixo.
Na mídia em geral, nos discursos políticos, em mensagens publicitárias, na fala
de diferentes atores sociais, enfim, nos diversos contextos em que a
comunicação se faz presente, deparamo-nos repetidas vezes com a palavra
cidadania. Esse largo uso, porém, não torna seu significado evidente. Ao
contrário, o fato de admitir vários empregos deprecia seu valor conceitual, isto
é, sua capacidade de nos fazer compreender certa ordem de eventos. Assim,
pode-se dizer que, contemporaneamente, a palavra cidadania atende bastante
bem a um dos usos possíveis da linguagem, a comunicação, mas caminha em
EU VOU PASSAR !!

sentido inverso quando se trata da cognição, do uso cognitivo da linguagem.


Por que, então, a palavra cidadania é constantemente evocada, se o seu
significado é tão pouco esclarecido?
Uma resposta possível a essa indagação começaria por reconhecer que há
considerável avanço da agenda igualitária no mundo e, decorrente disso, a
valorização sem precedentes da ideia de direitos. De fato, tornou-se impossível
conceber formas contemporâneas de interação entre indivíduos ou grupos sem
que a referência a direitos esteja pressuposta ou mesmo vocalizada. Direitos,
por isso, sustentam uma espécie de argumentação pública permanente, a partir
da qual os atores sociais agenciam suas identidades e tentam ampliar o escopo
da política de modo a abarcar suas questões. Tais atores constroem-se,
portanto, em público, pressionando o sistema político a reconhecer direitos que
julgam possuir e a incorporá-los à agenda governamental.
(Maria Alice Rezende de Carvalho. "Cidadania e direitos". In: Agenda
brasileira: temas de uma sociedade em mudança. André Botelho e Lilia Moritz
Schwarcz (orgs.). São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 104)

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Direitos, por isso, sustentam uma espécie de argumentação pública permanente


[...]
Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma verbal obtida é:
a) sustentam-se.
b) é sustentada.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

c) foi sustentada.
d) sustentara-se.
e) haviam sido sustentadas.

27) FCC/Cons Leg/Cam Mun-SP)/Biblioteconomia/2014


A seguinte frase NÃO admite transposição para a voz passiva:
a) Ele alcançou sucesso exclusivamente por sua competência.
b) O poeta Ferreira Gullar acabou de contar um caso exemplar para a nossa
tese sobre a fama vazia.
c) A mídia cria inúmeros deuses, todos incapazes de qualquer grandeza efetiva.
d) Muitas revistas sobrevivem graças ao culto irrefreável das celebridades.
e) A celebração pela mídia atrai tanto as pessoas ingênuas como as mais
maliciosas.

28) FCC/AFR/SEFAZ SP/2006


EU VOU PASSAR !!

Quando começa a modernidade? A escolha de uma data ou de um evento não


é indiferente. O momento que elegemos como originário depende certamente
da idéia de nós mesmos que preferimos, hoje, contemplar. E vice-versa: a visão
de nosso presente decide das origens que confessamos (ou até inventamos).
Assim acontece com as histórias de nossas vidas que contamos para os amigos
e para o espelho: os inícios estão sempre em função da imagem de nós mesmos
de que gostamos e que queremos divulgar. As coisas funcionam do mesmo jeito
para os tempos que consideramos "nossos", ou seja, para a modernidade.
Bem antes que tentassem me convencer de que a data de nascimento da
modernidade era um espirro cartesiano (...), quando era rapaz, se ensinava que
a modernidade começou em outubro de 1492. Nos livros da escola, o primeiro
capítulo dos tempos modernos eram e são as grandes explorações. Entre elas,
a viagem de Colombo ocupa um lugar muito especial. Descidas Saara adentro
ou intermináveis caravanas por montes e desertos até a China de nada valiam
comparadas com a aventura do genovês. Precisa ler "Mediterrâneo" de Fernand
Braudel para conceber o alcance simbólico do pulo além de Gibraltar, não
costeando, mas reto para frente. Precisa, em outras palavras, evocar o mar
Mediterrâneo − este pátio comum navegável e navegado por milênios, espécie

Prof. Bruno Spencer 102 de 110


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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 01

de útero vital compartilhado − para entender por que a viagem de Colombo


acabou e continua sendo uma metáfora do fim do mundo fechado, do abandono
da casa materna e paterna.
(Contardo Calligaris, "A Psicanálise e o sujeito colonial". IN: Psicanálise e
colonização: leituras do sintoma social no Brasil. Porto Alegre: Artes e Ofícios,
1999, p.1112.)
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

A frase que respeita o padrão culto no que se refere à flexão é:


a) No caso de proporem um diálogo sem pseudodilemas teóricos, o professor
visitante diz que medeia as sessões.
b) Chegam a constituir-se como clãs os grupos que defendem opiniões
divergentes, como as que interviram no último debate público.
c) Ele era o mais importante testemunha do acalorado embate entre opiniões
contrárias, de que adviram os textos de difusão que produziu.
d) Em troca-trocas acalorados de idéias, poucos se atêem às questões mais
relevantes da temática.
e) Quando aquele grupo de pesquisadores reaver a credibilidade comprometida
nos últimos revés, certamente apresentará com mais tranqüilidade sua
contribuição.

29) FCC/AFR/SEFAZ SP/Gestão Tributária/2009


A arrogância da interpretação a posteriori
A história não se repete, mas rima.
EU VOU PASSAR !!

Mark Twain
A história repete-se; essa é uma das coisas erradas da história.
Clarence Darrow
A história tem sido definida como uma coisa depois da outra. Essa ideia pode
ser considerada um alerta contra duas tentações, mas eu, devidamente
alertado, flertarei cautelosamente com ambas. Primeiro, o historiador é tentado
a vasculhar o passado à procura de padrões que se repetem; ou, pelo menos,
como diria Mark Twain, ele tende a buscar razão e rima em tudo. Esse apetite
por padrões afronta quem acha que a história não vai a lugar nenhum e não
segue regras - "a história costuma ser um negócio aleatório, confuso", como
também disse o próprio Mark Twain. A segunda tentação do historiador é a
soberba do presente: achar que o passado teve por objetivo o tempo atual,
como se os personagens do enredo da história não tivessem nada melhor a fazer
da vida do que prenunciar-nos.
Sob nomes que não vêm ao caso para nós, essas são questões atualíssimas na
história humana, e surgem mais fortes e polêmicas na escala temporal mais
longa da evolução. A história evolutiva pode ser representada como uma espécie

Prof. Bruno Spencer 103 de 110


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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer - Aula 01

depois da outra. Mas muitos biólogos hão de concordar comigo que se trata de
uma ideia tacanha. Quem olha a evolução dessa perspectiva deixa passar a
maior parte do que é importante. A evolução rima, padrões se repetem. E não
simplesmente por acaso. Isso ocorre por razões bem compreendidas, sobretudo
razões darwinianas, pois a biologia, ao contrário da evolução humana ou mesmo
da física, já tem a sua grande teoria unificada, aceita por todos os profissionais
bem informados no ramo, embora em várias versões e interpretações. Ao
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

escrever a história evolutiva, não me esquivo a buscar padrões e princípios, mas


procuro fazê-lo com cautela.
E quanto à segunda tentação, a presunção da interpretação a posteriori, a ideia
de que o passado atua para produzir nosso presente específico? O falecido
Stephen Jay Gould salientou, com acerto, que um ícone dominante da evolução
na mitologia popular, uma caricatura quase tão ubíqua quanto a de lemingues
atirando-se ao penhasco (aliás, outro mito falso), é a de uma fila de ancestrais
simiescos a andar desajeitadamente, ascendendo na esteira da majestosa figura
que os encabeça num andar ereto e vigoroso: o Homo sapiens sapiens o homem
como a última palavra da evolução (e nesse contexto é sempre um homem, e
não uma mulher), o homem como o alvo de todo o empreendimento, o homem
como um magneto, atraindo a evolução do passado em direção à proeminência.
Obs. lemingues: designação comum a diversos pequenos roedores.
(Richard Dawkins, com a colaboração de Yan Wong, A grande história da
evolução: Na trilha dos nossos ancestrais. Trad. Laura Teixeira Motta. São
Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 1718)
Mas muitos biólogos hão de concordar ...
Diferentemente do que se tem acima, a frase que, consoante o padrão culto
EU VOU PASSAR !!

escrito, exige o emprego do verbo "haver" no singular é:


a) Muitas teorias já ...... sido submetidas à sua análise quando ele expressou
essa convicção.
b) Talvez ...... algumas versões da teoria citada, mas certamente poucos as
conhecem.
c) Quantos biólogos ...... pesquisado o assunto e talvez não tenham a mesma
opinião.
d) Alguns mitos falsos ...... merecido representação artisticamente
irrepreensível.
e) Nós ...... de corresponder às expectativas depositadas em nossa equipe.

30) FCC/AFR/SEFAZ SP/Gestão Tributária/2009


[14 de fevereiro]

Prof. Bruno Spencer 104 de 110


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