Você está na página 1de 21

RIO GRANDE DO NORTE

SECRETARIA DE ESTADO DA SEGURANÇA PÚ BLICA E DA DEFESA SOCIAL


POLÍCIA MILITAR
DIRETORIA DE ENSINO
CENTRO DE FORMAÇÃ O E APERFEIÇOAMENTO DA PMRN

CURSO DE FORMAÇÃO DE PRAÇAS – CFP/2020

FUNDAMENTOS DA GESTÃO PÚBLICA


APLICADO À SEGURANÇA PÚBLICA

NATAL/2020
CONSIDERAÇÕES GERAIS A CERCA DO MATERIAL DA APOSTILA

A elaboração do presente material foi realizada através de pesquisa bibliográfica


que tem por base a ementa da disciplina Fundamentos da Gestão Pública applicado à
Segurança Pública, que é component curricular obrgatório do plano de curso de
formação de praças – CFP/2020, bem como, da ementa do referido curso na
modalidade EAD disponibilizado pela SENASP.

A coleta do material e exposição do conteúdo foi feita de forma a possibilitar


uma fácil compreensão pelo corpo discente e procurou abordar questões usuais do
cotidiano da gestão pública que envovlve a atividade policial militar.

Sugerimos aos Instrutores a contextualização do conteúdo através de


exemplificações de boas práticas de gestão vivenciadas pelo corpo discente, como
forma de criar um ambiente favorável para o processo de ensino aprendizagem.

Desejamos a todos discentes um curso proveitoso e que propicie um acervo


técnico professional útil ao desempenho das atividades inerentes.
INTRODUÇÃO

"Gestão Pública é um campo de conhecimento peculiar. Trata-se de uma área


por definição interdisciplinar e que depende de conhecimento advindo da ciência
política, da economia, da administração, da sociologia, do direito, da história e da
cibernética".
Logo a partir desta assertiva pensar gestão pública sobre qualquer esfera é
necessário correlacionar aspectos que compõem as relações humanas em ambiente
de compartilhamento de espaço, idéias e valores que muitas vezes são determinados
por imposição constitucional, em locais que deveriam ser de participação da população,
mas que poucos percebem que possuem "poder" de opinar, observando o desenho dos
procedimentos que viabilizam e instituem as leis que regem o país.
Cabe acrescentar ao conceito interdisciplinar de gestão pública conceitos de
motivação para elevar a participação, interesse e sensação de pertencimento dos
cidadãos, utilizando processos psicológicos que estimulam os populares a participar da
moralidade da sociedade brasileira, mas para isso ocorrer, informar-se sobre o que
impede o povo de sugerir e participar dos processos de gestão é a questão, para daí,
partir para o universo complexo do aumento do poder de policia ou da conscientização
que as políticas sociais podem abranger.
Essa discussão conduz a busca por uma sociedade democrática em que as
forças de vários indivíduos corroboram para a concretização de estratégias visando o
sucesso da coletividade.

ORGANIZAÇÃO E ESTRUTURA DO ESTADO

Estado: É o conjunto das instituições que controlam e administram uma nação


Governo: Designa a instância máxima de administração executiva, geralmente
reconhecida como a liderança de um Estado ou uma Nação.
A palavra Estado foi utilizada pela primeira vez na obra “O Príncipe”, de
Maquiavel, em 1513. Estado refere-se à convivência humana, à sociedade política, e
detém o significado de poder, força, direito.
A organização do Estado brasileiro é assunto tratado no Direito Constitucional,
no que concerne à sua divisão político-territorial, à sua forma de governo, à estrutura
dos poderes, ao modo de aquisição e exercício do poder e aos direitos e garantias
individuais e sociais dos governados.
Os principais artigos da Constituição Federal de 1988, sobre a organização
político administrativa do Estado e sobre as competências comuns, privativas e
concorrentes, da União, dos Estados, Distrito Federal e Municípios, são os que tratam
da organização dos poderes e da Administração Pública; do exercício da atividade
econômica pelo Estado; da descentralização de competências e recursos nas áreas de
Educação, Saúde e Assistência Social; e da gestão associada de serviços públicos
mediante consórcio ou convênio. No que concerne à repartição de competências, o
Brasil adotou o princípio da predominância do interesse; assim, o legislador constituinte
deixou a cargo da União as competências de interesse nacional/geral; as competências
regionais, e eventualmente locais, atribuíram aos Estados-membros; e destinou aos
Municípios as competências de caráter local.
Atenção: Embora haja a repartição de competências, em sua grande maioria
essas competências permaneceram centralizadas e atribuídas à União.
A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos Estados
e Municípios e do Distrito Federal. Constitui um Estado Democrático de Direito, e
possui três poderes independentes e harmônicos entre si: Legislativo, Executivo e
Judiciário.
A Administração pública compreende todo o aparato existente (estrutura e
recursos; órgãos e agentes; serviços e atividades) à disposição dos governos para a
realização de seus objetivos políticos e do objetivo maior e primordial do Estado: a
promoção do bem comum da coletividade.
A Administração pública em sentido amplo compreende: o governo (que toma as
decisões políticas), a estrutura administrativa e a administração (que executa essas
decisões). Em sentido estrito compreende apenas as funções administrativas de
execução dos programas de governo, prestação de serviços e demais atividades.

PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

O LIMPE é uma combinação interessante de letras, formada por alguns


princípios encontrados na Constituição Federal da República Federativa do Brasil. São
eles, respectivamente, os princípios:

Legalidade
Impessoalidade
Moralidade
Publicidade
Eficiência

Esses apresentados são referentes à Administração Pública e estão presentes


no artigo 37 da Constituição Federal de 1988. Através dele, todas as pessoas que
fazem parte dessa administração devem se pautar, em obediência à Constituição
Brasileira. É importante ressaltar, que os princípios citados não são os únicos, mas há
referência de outros princípios em leis esparsas e específicas.
Princípios aplicáveis à Administração Pública Princípios basilares do regime
jurídico-administrativo:

Princípio da Legalidade

O princípio da legalidade está contido na Constituição Federal de 1988 e é um


princípio basilar do Estado Democrático de Direito. Por esse princípio, a Administração
Pública, em toda sua atividade, prende-se aos mandamentos da lei, deles não podendo
se afastar, sob pena de o ato ser declarado inválido e o seu autor ser responsabilizado
pelos danos ou prejuízos causados. Assim, toda ação estatal deve ser regulada por lei,
caso contrário, será injurídica e expõe-se à anulação.
O administrador público somente pode fazer aquilo que a lei permite ou autoriza,
e nos limites dessa autorização. A legalidade da ação não está resumida na ausência
de oposição à lei, mas pressupõe autorização dela como condição de sua ação, uma
vez que o sistema legal constitui fundamento jurídico de toda ação administrativa.
Princípio da Impessoalidade

Em obediência a esse princípio, o agente público, ao praticar o ato, deve ser


imparcial, buscar somente o fim público pretendido pela lei, sem privilégios ou
discriminações de qualquer natureza.

Princípio da Moralidade

O princípio da moralidade exige do servidor público o elemento ético de sua


conduta. Assim, não terá de decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto,
o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o
honesto e o desonesto.

Princípio da Publicidade

Esse princípio consagra o dever administrativo de manter a transparência em


seus comportamentos. A finalidade da publicação é dar conhecimento dos atos/ações
ao público em geral, e iniciar a produção de seus efeitos.

Princípio da Eficiência

O princípio da eficiência requer direcionamento da atividade e dos serviços


públicos à efetividade do bem comum, cujas características de imparcialidade,
neutralidade, transparência e eficácia encontram-se ligadas ao conceito formal de
eficiência.
Este princípio exige que o agente público execute os serviços com perfeição,
presteza e rendimento funcional (Hely Lopes Meirelles).Esse princípio anteriormente
não estava previsto na Constituição e foi inserido após a Emenda Constitucional nº
19/98, relativo a Reforma Administrativa do Estado.

Demais Princípios:

Princípios explícitos ou implícitos no texto constitucional, além dos que estão no


art. 37, também são conhecidos como princípios infraconstitucionais e derivam de
outras legislações esparsas e específicas.

Princípio do Interesse Público

O princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado é


intimamente unido em toda e qualquer sociedade organizada. Segundo a própria CF,
“todo o poder emana do povo”, por isso, o interesse público irá trazer o benefício e
bem-estar à população.
Princípio da Finalidade

É dever de o administrador público buscar os resultados mais práticos e


eficazes. Esses resultados devem estar ligados as necessidades e aspirações do
interesse do público.

Princípio da Igualdade

O art. 5º da CF prevê que todos têm direitos iguais sem qualquer distinção. Para
o administrador não é diferente. Ele não pode distinguir as situações. Sendo obrigado,
por lei, a agir de maneira igual em situações iguais e desiguais em situações desiguais.

Princípio da Lealdade e boa-fé

O princípio da legalidade e boa-fé resume-se que o administrador não deve agir


com malícia ou de forma astuciosa para confundir ou atrapalhar o cidadão no exercício
de seus direitos. Sempre deve agir de acordo com a lei e com bom senso.

Princípio da Motivação

Para todas as ações dos servidores públicos, deve existir uma explicação, um
fundamento de base e direito. O princípio da motivação é o que vai fundamentar todas
as decisões que serão tomadas pelo agente público.

Princípios da Razoabilidade e da Proporcionalidade

O princípio da razoabilidade tem o objetivo de proibir o excesso, com a finalidade


de evitar as restrições abusivas  ou desnecessárias realizadas pela Administração
Pública. Esse princípio envolve o da proporcionalidade, assim as competências da
Administração Pública devem ser feitas proporcionalmente, sendo ponderadas,
segundo as normas exigidas para cumprimento da finalidade do interesse público.

DIFERENCIAÇÃO ENTRE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E ADMINISTRAÇÃO


PRIVADA

A democracia, a globalização e as inovações tecnológicas provocaram


mudanças drásticas nas organizações privadas e públicas, impondo-lhes uma tomada
de decisão crucial: ou se adaptam e evoluem para os padrões mundiais de produção
de bens e serviços, ou se isolam em seus mercados/nações correndo o risco de se
autodestruírem.
Todas as entidades privadas ou públicas utilizarão técnicas administrativas como
o planejamento, a organização, a direção e o controle, assim como as técnicas
relacionadas à motivação e avaliação de resultados. A divisão do trabalho também
utilizará técnicas semelhantes, e haverá funções idênticas como a orçamentário-
financeira, a contábil, a de recursos humanos, etc.
Tanto a Administração Pública quanto a privada sofrem influência do ambiente
no qual atuam: fatores políticos, sociais, econômicos e tecnológicos, características
fundamentais utilizadas nas comparações, que diferenciam a Administração Pública da
administração privada:
• O Governo tem como objetivo maior proporcionar o bem-estar à coletividade –
enquanto a iniciativa privada tem como objetivo primordial o lucro financeiro.
• Os princípios do art. 37 da CF/1988 são obrigatórios para a Administração Pública – e
não se aplicam à administração privada (ou se aplicam de forma diferenciada, como o
princípio da legalidade, que permite ao privado fazer tudo que não seja proibido pela
lei, mas somente permite atuação pública nos casos autorizados pela lei).
• Na Administração Pública o “cliente” paga os serviços através de impostos, mesmo
sem usar - enquanto que na iniciativa privada ele só paga pelo bem/serviço que
compra ou utiliza.
• Normalmente, as atividades públicas são monopolistas e os usuários não podem
escolher outra forma – na iniciativa privada a livre concorrência proporciona várias
opções.
• O Governo existe para servir aos interesses gerais da sociedade – a empresa privada
serve aos interesses de um indivíduo ou grupo.
• A responsabilidade do Governo deve responder à natureza e à dimensão de seu
poder – a das empresas privadas está restrita ao seu ambiente de atuação.
• A ação governamental é difícil, complexa e gigante, e tem menos autonomia – a da
iniciativa privada é menor, mais flexível e mais autônoma.
• Em face da soberania do Governo e da universalidade das ações, cabe aos governos
solucionar os conflitos de interesses particulares, com vista a alcançar o máximo de
bem-estar geral – a administração privada preocupa-se com o seu bem-estar e como
resolver os seus problemas.
• O Governo é responsável pela condução da nação e responde à população pelas
suas ações, que estão sempre expostas à mídia em geral e à crítica – nas
organizações privadas os dirigentes respondem aos proprietários e acionistas, e
somente casos de sucesso notório ou escândalos são expostos na mídia.
• Entre todas as instituições, o Governo é aquela que detém a autoridade política
suprema, sancionada pelo monopólio da violência; os governantes dos órgãos
superiores ou inferiores possuem grande poder de coação, o que exige uma “proteção
especial dos governados” para se evitar os abusos – na iniciativa privada, mesmo
grandes industriais ou empresários não têm esse poder.
• A eficiência e a eficácia das entidades públicas medem-se não somente pela correta
utilização dos recursos, mas principalmente pelo cumprimento de sua missão e pelo
atendimento, com qualidade, das necessidades e demandas do cidadão e da
sociedade – na iniciativa privada medem-se pelo aumento de suas receitas, pela
redução de seus gastos, ou pela expansão de seus mercados.
• O controle da Administração Pública, amparado na lei e exercido pelos órgãos de
controle, também se dá mediante os políticos eleitos e, em alguns casos, pelos
cidadãos – enquanto que nas empresas privadas, além dos órgãos de controle, o
mercado é quem dita às regras do jogo.
FERRAMENTAS GERENCIAIS DE MODERNIZAÇÃO DO SETOR PÚBLICO

As rápidas mudanças sociais, políticas e econômicas marcam o atual cenário


mundial, provocando importantes transformações em vários âmbitos; levando os
governos a enfrentar os mais variados e complexos problemas. Assim, ideias
inovadoras são necessárias para dar resposta às demandas da sociedade e para a
modernização da gestão pública.
Este tópico tem como objetivo avaliar a tendência à inovação no setor público,
bem como identificar os cuidados necessários na condução do processo de inovação
na gestão pública, fazendo um sucinto levantamento de possibilidades para a
promoção de um ambiente de inovação na administração pública do Brasil.

GESTÃO DE BANCO DE DADOS PARA O SETOR PÚBLICO (TI, SI, GOVERNO


ELETRÔNICO, TRANSPARÊNCIA, SEI, SISOP, PROJETOS DE SEGURANÇA E
FUNSEP)

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO (TI)

As tecnologias da informação são instrumentos utilizados para alavancar a


modernização, aumentar a competitividade e apoiar o desenvolvimento
econômico e social de todos os setores da economia: local, nacional e mundial –
públicos e privados. As tecnologias abrangem todos os aspectos da vida
humana. Elas provocaram uma gama de mudanças que envolvem toda a estrutura da
empresa, incluindo os recursos humanos, e não somente o ambiente tecnológico.
Pode ser definida como o conjunto de todas as atividades e soluções
providas por recursos de computação; designa o conjunto de recursos
tecnológicos e computacionais para geração e uso da informação, otermo
Tecnologia da Informação serve para designar o conjunto de recursos
tecnológicos e computacionais (hardware, software, dados e telecomunicações)
para geração, armazenamento, processamento, uso e difusão (comunicação) da
informação – em suas variadas formas – como: dados, voz e imagens. O glossário
disponível na página do GESPÚBLICA define que a “Área de TI”, compreende todos os
setores e subprocessos de trabalho inerentes.
O desenvolvimento de novas tecnologias modificou o armazenamento da
informação, assim como possibilitou novas formas de organização e acesso aos dados
e às obras armazenadas; reduziu custos, facilitou a produção de jornais e permitiu a
formação de redes televisivas de âmbito mundial.

SISTEMAS DE INFORMAÇÃO (SI)


 
Os Sistemas de Informação abrangem o estudo e o desenvolvimento de
modelos, técnicas e ferramentas computacionais para auxiliar pessoas e
organizações a utilizarem as informações de forma eficiente: eles transformam
dados em informações úteis mediante três atividades básicas: entrada,
processamento e saída.
Sistemas de informação é um “conjunto de componentes inter-
relacionados”, utilizados para coletar, processar, armazenar e distribuir a
informação. Independente de qual seja o Sistema de Informação, ele apresenta
duas finalidades principais: dar suporte à tomada de decisões; e dar suporte ao
controle de uma organização.
Para facilitar essa tomada de decisão, pessoas e organizações vêm utilizando
sistemas de informação capazes de processar uma grande quantidade de dados e
transformá-los em informações válidas – reduzindo assim as incertezas e
proporcionando maior assertividade às decisões.
O objetivo clássico de um SI é proporcionar a informação certa para a
pessoa certa na hora certa, em formato, tempo e custos adequados. O objetivo
moderno dos SI é melhorar o desempenho dos trabalhos realizados dentro de uma
organização (melhorar a eficiência organizacional).

GOVERNO ELETRÔNICO
 
Podemos definir Governo Eletrônico – GE – como as ações de governo
direcionadas a disponibilizar informações e serviços à sociedade e novos canais
de relacionamento direto entre governo e cidadãos, mediante o uso de recursos
da Tecnologia da Informação e Comunicação, em especial a internet, a prioridade
do Governo Eletrônico é a promoção da cidadania.
O termo Governo Eletrônico começou a ser utilizado por volta dos anos 1980,
após a disseminação do e-commerce pelas empresas privado, sempre associado às
Tecnologias da Informação e Comunicação – TIC.
No contexto do Governo Eletrônico “a internet surge como facilitadora da
participação da sociedadeno Governo e do exercício do controle social” (José Pinho,
2008). No meio público, as primeiras ações de TIC sempre estiveram mais associadas
às questões operacionais e internas do que às estratégicas ou de relacionamento com
a sociedade. Mas isso mudou, e é possível afirmar que hoje a relação está equilibrada:
utiliza-se em larga escala os recursos das TIC nos dois sentidos – tanto interna quanto
externamente.
Mesmo atrasada em relação à iniciativa privada, houve evolução na gestão das
TIC na área pública: de administração de sistemas de informações passou para
administração dos Recursos de Informação, e atualmente consiste na administração de
Tecnologia da Informação na Era da Informação. Esses estágios passam do
operacional para o estratégico, partindo da busca da eficiência administrativa, na
automação e agilização dos procedimentos operacionais e burocráticos, à melhoria da
atividade fim, na relação direta do Governo com o cidadão.
Governo Eletrônico não significa apenas colocar os serviços públicos online ou
melhorar sua prestação, mas compreende também “um conjunto de processos,
mediados pela tecnologia, que pode modificar as interações, em uma escala maior,
entre os cidadãos e o Governo” (Comissão Europeia, 2006).
TRANSPARÊNCIA ELETRÔNICA

A transparência viabilizada pela internet inclui a disponibilização de todo o


tipo de informação sobre: o Governo, a Administração, a estrutura de governo e
dos órgãos, o processo decisório, as políticas públicas, as contratações e
compras públicas em geral, a prestação de contas dos recursos utilizados,
legislação etc. A disponibilização da prestação de contas através da internet
proporciona a transparência da gestão governamental no contexto democrático,
e é uma forma de concretização do accountability governamental.
A transparência é inerente aos Estados democráticos modernos; insere-se no
bojo da democracia, num ambiente democrático a sociedade tem direito a informações
transparentes: quanto mais houver transparência nas informações, mais democráticos
serão os governos e a sociedade.

SEI

O Sistema Eletrônico de Informações (SEI) é um sistema de produção e gestão


de documentos e processos eletrônicos desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal
da 4ª Região (TRF4) e cedido gratuitamente à administração pública. O SEI foi
escolhido Como a solução de processoeletrônico no âmbito do
projetoProcessoEletrônicoNacional (PEN) – iniciativaconjunta de órgãos e entidades de
diversasesferas da administraçãopública, com o intuito de construir
umainfraestruturapública de processos e documentosadministrativoseletrônicos, e
têmsidoimplementadoemváriosórgãos e entidades das
maisvariadasesferasadministrativas, jásendoutilizadoporumasérie de órgãos do
Executivo, Legislativo e Judiciário no Brasil. Foi desenvolvido em plataforma aberta e
cedido gratuitamente para a Prefeitura de São Paulo, por meio de um convênio com o
TRF4.
O sistema permite iniciar processos, criar e editar documentos, tramitar
processos para múltiplas unidades e realizar todas as tarefas necessárias para a
análise e os despachos necessários a todos os processos administrativos. Trata-
se de um sistema seguro, que funciona por meio da web e está disponível a
todos os órgãos públicos.
Além disso, o SEI traz algumas inovações em relação ao processo tradicional
em papel. Uma das principais é a possibilidade de enviar processos a mais de
uma unidade ao mesmo tempo, quando o processo depender de análise e
despachos de diferentes unidades de forma independente entre si.
O SEI é uma plataforma que engloba conjunto de módulos e
funcionalidades que promovem a eficiência administrativa. Trata-se também de
um sistema de gestão de processos e documentos eletrônicos, com interface
amigável e práticas inovadoras de trabalho, tendo como principais
características a libertação do paradigma do papel como suporte físico para
documentos institucionais e o compartilhamento do conhecimento com
atualização e comunicação de novos eventos em tempo real.
SISOP

É um sistema que cria um cadastro de livre acesso na internet com todas


as obras públicas custeadas com verbas federais. O objetivo é dotar o governo
de uma ferramenta de acompanhamento das obras, e a sociedade de uma forma
de controle sobre o uso dos recursos públicos. O cadastro, que recebe o nome de
Sistema de Obras Públicas (SisOP), será administrado pelo Ministério do
Planejamento.
A iniciativa será essencial para melhorar o gerenciamento de empreendimentos
e contribuirá para o adequado desenvolvimento da infraestrutura do País. Também
permitirá à sociedade o acompanhamento das obras públicas, permitindo o controle
social e evitando que se tornem um estorvo em vez de um benefício.
Além das obras, o SisOP informará as empresas contratadas; os serviços
com as respectivas informações sobre custos, editais e contratos, entre outros
dados; o cronograma de execução; fotos do empreendimento; e o programa de
trabalho, com a respectiva execução orçamentária e financeira em cada
exercício. Essas informações poderão ser incorporadas ao sistema em até 24 meses
após o início da vigência da lei.
É comum uma obra ser incluída no orçamento e, no decorrer da sua execução,
sofrer descontinuidade de repasses, atrasando a finalização do empreendimento.
“Desde 1995, o Tribunal de Contas da União (TCU) alertava o Congresso Nacional
sobre os prejuízos causados ao erário em face da liberação de recursos orçamentários
para novos projetos, em detrimento da conclusão de obras inacabadas”.

FUNSEP

Fundo Estadual da SegurançaPública e da Defesa Social (FUNSEP), criadopela


Lei Estadual nº 6.846, de 27 de dezembro de 1995, passa a denominar-se Fundo
Estadual da SegurançaPública e da Defesa Social (FUNSEP), constituindo-se
emfundo especial de naturezacontábil-financeira, destinado a financiar o
desenvolvimentoinstitucional dos órgãosoperacionaisqueintegram a Secretaria de
Estado da SegurançaPública e da Defesa Social (SESED).
O FUNSEP tem porfinalidade o aperfeiçoamento e a modernização da
gestão, a elaboração de diagnósticos e estudos, a formulação, a implementação,
o desenvolvimento, o acompanhamento e o monitoramento das políticas e
estratégias, dos programas e projetos, da reestruturaçãoorganizacional,
daconstrução e reforma de infraestruturafísica, do reaparelhamento, da tecnologia
da informação e da Comunicação, da formação do capital humano, do redesenho
dos processos de trabalho e do desenvolvimento de novosmodelos de gestão,
ficandovinculado à Secretaria de Estado da SegurançaPública e da Defesa Social
(SESED), a quemcompetirá a suaoperacionalização e o suportetécnico e material.
Os recursos do FUNSEP tambémpoderãoserutilizados para a realização de
programas de ensino e aprendizagem, especialização, aperfeiçoamento e
requalificação dos agentes de segurançapública e de defesa social que, pordeliberação
do ComitêGestor, sejamnecessários para a modernização, eficiência, eficácia e
efetividade das missõesconstitucionaisdesempenhadaspelasinstituiçõesquecompõem o
Sistema Estadual de SegurançaPública e de Defesa Social.
Integram o Sistema Estadual de SegurançaPública e de Defesa Social, a
Secretaria de Estado da SegurançaPública e da Defesa Social (SESED), a
PolíciaMilitar do Rio Grande do Norte (PMRN), o Corpo de BombeirosMilitar do Rio
Grande do Norte (CBMRN), a Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) e o
InstitutoTécnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (ITEP/RN).
GESTÃO POR RESULTADOS

Gestão por resultados caracteriza-se por ser o ciclo que começa com o
estabelecimento dos resultados desejados, a partir da tradução dos objetivos de
governo; prescreve o monitoramento e a avaliação do desempenho da
organização ou da política pública a partir do alcance desses resultados; e retro-
alimenta o sistema de gestão, propiciando ações corretivas decorrentes dessa
avaliação.
Independente do modelo de administração por resultado adotado, o
planejamento estratégicodeveorientar a atuação administrativa amparada numa visão
de longo prazo (Paludo, 2013, p. 227).
A gestão por resultados é uma das principais recomendações da Nova Gestão
Pública. Isso decorre do argumento de ser este modelo apropriado a, simultaneamente:
focar na efetividade ou no que de fato interessa ao cidadão e a sociedade;
Flexibilizar a condução dos processos e assim remediar as disfunções
burocráticas, relacionadas ao apego excessivo às normas e procedimentos; 
Em qualquer modelo de gestão por resultados deverá ser definida a missão, a
visão, os objetivos, as metas e os indicadores (Paludo, 2013, p. 227).

QUALIDADE EM SERVIÇOS

A qualidade de um serviço é percebida diferentemente da qualidade de um


produto por que:
O serviço é intangível;
Não pode ser armazenado;
Não pode ser inspecionado;
Não tem tempo médio de vida;
Envolve relacionamento entre pessoas;
Em geral, sua qualidade é subjetiva.
Não podemos falar em serviço sem relacioná-lo a cliente, toda organização
possui clientes internos e externos. Os clientes internos são os funcionários da
organização, que utilizam resultados de processos criados por outros colaboradores da
empresa, enquanto os clientes externos são os que pagam pelo produto final, ambos
são importantes e devem ser atendidos com qualidade.
Algumas empresas cobram de seus funcionários excelência em qualidade na
prestação do serviço, como esse funcionário poderá prestar um serviço de qualidade e
atender realmente as necessidades do cliente se as entradas do seu processo têm
pouca qualidade? A qualidade oferecida ao cliente interno acaba refletindo na hora da
prestação do serviço ao cliente externo.
O que pode ser um serviço de qualidade para um cliente, pode ser considerado
de má qualidade por outro, vamos então identificar alguns elementos da qualidade de
serviço.
ELEMENTOS DA QUALIDADE DE UM SERVIÇO:

Confiabilidade: Prestar um serviço confiável ao cliente, por exemplo, quando contratar


um prazo de entrega, esse terá que ser respeitado para que o serviço seja considerado
confiável.
Cortesia: Ser gentil e paciente com o cliente, procurando entender suas necessidades.
Comunicação: Usar uma linguagem clara e acessível, simplificando a prestação do
serviço.
Capacidade para entender as necessidades dos clientes: Colocar-se no lugar do
cliente e procurar entender o que realmente ele precisa para atendimento de suas
necessidades.
Credibilidade: Fazer com que o cliente acredite naquilo que está lhe oferecendo.
Competência: Apresentar competência, mostrando ser conhecedor do serviço
prestado.
Segurança: Transmitir segurança ao cliente na prestação do serviço.
Rapidez na resposta: Sanar todas as dúvidas do cliente no momento em que for
solicitado.
Aspectos visíveis: Percepção do serviço prestado, envolvendo vários aspectos que
vão desde a aparência do vendedor e do local onde o serviço é prestado, até os
aspectos sentidos pelo cliente na prestação do serviço.

GESTÃO ESTRATÉGICAS E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NO SETOR


PÚBLICO

Gerir estrategicamente uma organização pública significa, nos dias de hoje, a


possibilidade mais tangível, e talvez a única, de atingir os objetivos institucionais
pretendidos. A gestão estratégica trata em primeiro lugar da formulação de
estratégias que determinem rumos ou formas de atingir objetivos.
O planejamento estratégico começou a ser adotado no setor público em meados
da década de 1980 em função da constante mudança nas tendências políticas,
alterações demográficas, demanda por novos padrões urbanos, inovações tecnológicas
e fatores econômicos, desta forma, houve a necessidade de se aprimorar o
planejamento nas organizações públicas.
A evolução da função planejamento no setor público pode auxiliar os gestores e
líderes a pensarem, aprenderem e agirem estrategicamente,o principal objetivo do
planejamento estratégico em organizações públicas é o desenvolvimento de
umpensamento estratégico que crie valor público. O foco do planejamento
estratégico é encontrar o melhor ajuste da organização com o ambiente externo.
A finalidade do planejamento é “realimentar os tomadores de decisão, de forma
que possam corrigir ou reforçar esse desempenho ou interferir em outras etapas do
processo administrativo, para assegurar que os resultados satisfaçam as metas, os
desafios e os objetivos estabelecidos
Quando falamos em planejamento estratégico, estamosnos referindo aos
processos de previsibilidade que visam adequar, de forma coerente, as capacidades e
os objetivos da organização à realidade na qual estamos inseridos. Essas
características precisam estar sempre presentes, mas nos períodos em que a realidade
se torna mais adversa, fica mais perceptível sua importância.
O cidadão mais consciente de seus direitos e deveres, a gestão da coisa pública
torna-se uma tarefa ainda, mais complexa, exigindo o uso eficiente dos recursos e a
transparência de seus atos.

NOVAS TECNOLOGIAS GERENCIAIS

Com o aumento da competitividade entre as empresas privadas e organizações


públicas, houve uma intensa busca por inovações – amparadas em grande parte nas
novas tecnologias – como forma de superação dos concorrentes na procura por novos
mercados, melhoria de produtos, novos produtos, redução de custos, melhoria da
qualidade, aumento da eficiência, incremento nos lucros etc.
As organizações se tornaram sistemas abertos sujeitas a mudanças como forma
de se adaptar ao ambiente e como meio de garantir a própria sobrevivência no longo
prazo.
A competitividade, a globalização, as novas tecnologias tornaram-se um desafio
a ser enfrentado também pelas entidades públicas. Em decorrência dessas fortes
mudanças oriundas das empresas privadas, constatou-se a necessidade de novas
formas de administrar/gerir a coisa pública, pois esta encontrava-se incapacitada
de dar conta das novas demandas impostas pela reestruturação produtiva e pela
mundialização da economia.
As estruturas governamentais foram fortemente afetadas pelas inovações
tecnológicas, pelo ritmo intenso/contínuo das mudanças, pelo surgimento de uma
economia global pós-industrial e por uma sociedade baseada no conhecimento e na
informação. Com as inovações tecnológicas, não só as organizações privadas, mas
também as públicas mudaram suas configurações.

MELHORIA CONTÍNUA (KAIZEN)

A melhoria contínua é uma técnica de mudança organizacional lenta, suave e


ininterrupta, centrada nas atividades em equipes. Visa aumentar a qualidade dos
produtos e serviços dentro de programas a longo prazo. Seu foco é a melhoria
gradual e contínua, através da colaboração e participação das pessoas, para
realizarem suas tarefas um pouco melhor a cada dia.
O Kaizen promove a melhoria através da eliminação de problemas
identificados, objetivando fazer melhor as atividades/tarefas e conquistar
resultados específicos relacionados à satisfação dos clientes, ou relacionados
com a redução de custos de fabricação, estoques e distribuição.

DOWNSIZING (ENXUGAMENTO)

A teoria que fundamenta o uso dessa ferramenta surgiu no final do século XX. O
downsizing promove redução de níveis hierárquicos (mediante a fusão de
departamentos ou gerências intermediárias) e o enxugamento organizacional,
para reduzir as operações ao essencial do negócio (core business); e transfere
as operações não essenciais para terceiros com capacidade de fazê-lo melhor e
mais barato (terceirização).
O foco do downsizing é concentrar as atividades da empresa no que ela tem de
melhor: na sua competência principal (core business). O downsizing reduz custos e
aumenta a flexibilidade da organização e a capacidade de resposta às constantes
mudanças no ambiente.

CICLO PDCA

O Ciclo PDCA teve origem na década de 1920, com Shewhart, nos Estados
Unidos, mas tornou-se conhecido como ciclo de Deming a partir de 1950, no Japão.
Para o glossário do GesPública, Ciclo PDCA é uma ferramenta que busca a lógica para
fazer certo desde a primeira vez.
PDCA é uma “ferramenta oficial da qualidade”, utilizado em processos de
trabalho com vistas a maximizar a eficiência e alcançar a excelência de produtos
e serviços. Em regra, quando aplicado na melhoria de processos, significa estabelecer
uma nova diretriz de controle, da qual decorre um novo nível de controle.
O PDCA parte da insatisfação com o “estado atual das coisas” e analisa os
processos com vistas a realizá-los de maneira otimizada. Inclui as seguintes etapas:
planejamento (Plan): estabelecer objetivos, metas e os meios para alcançá-los;
execução (Do): executar as atividades propostas no planejamento;
controle/verificação (Check/Control): monitora/controla a execução e verifica o
grau de cumprimento do que foi planejado; Ação Avaliativo-Corretiva
(Acttocorret): identifica eventuais falhas e corrige-as, a fim de melhorar a
execução das atividades
PROGRAMA 5S

Criado no Japão, o Programa 5S proporciona melhor organização,


arrumação, limpeza, asseio e disciplina, eliminando os desperdícios, aumentando
a produtividade e criando um excelente ambiente de trabalho. Senso significa
faculdade de apreciar, sentir, julgar. Os cinco sensos estão promovendo mudanças nas
organizações e dando sustentação aos programas de Qualidade e Produtividade.
Várias palavras diferentes vêm sendo utilizadas para definir as palavras
japonesas que compõem os 5S: Seiri – senso de utilização, seleção; Seiton – senso
de ordenação, arrumação; Seisoh – senso de limpeza; Seiketsu – senso de
asseio, saúde, padronização; Shitsuke – senso de autodisciplina, harmonia,
educação.
O 5S é um programa voltado para os funcionários, que busca promover os bons
hábitos no ambiente de trabalho, como forma de melhorar a produtividade.

DIAGRAMA DE PARETO

Diagrama ou princípio de Pareto é uma forma especial de gráfico de barras


verticais (histograma) que permite determinar quais problemas resolverem e qual
a prioridade. Esse histograma direciona os esforços para os problemas mais
importantes, visto que permite selecionar e visualizar itens ou fatores em sua
ordem crescente de importância, e utilizá-los para melhora da qualidade, redução
de custos, etc.
O diagrama de Pareto baseia-se em fatos e dados e poderá ser usado sempre
que for preciso ressaltar a importância relativa entre os vários problemas ou condições,
no sentido de escolher o ponto de partida para a solução de um problema: identificar a
causa básica de um problema ou avaliar o progresso de uma operação. Identifica as
causas que mais se repetem nos problemas que estão continuamente sendo
enfrentados pela organização.
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO

O orçamento participativo é uma técnica orçamentária em que a alocação de


alguns recursos contidos no orçamento público é decidida com a participação
direta da população, ou através de grupos organizados da sociedade civil, como
a associação de moradores.
É um importante espaço de debate e decisão político-participativa. Nele, a
população interessada decide as prioridades de investimentos em obras e
serviços a serem realizados, a cada ano, com os recursos do orçamento. Essa
técnica orçamentária estimula o exercício da cidadania, o compromisso da população
com o bem público, e gera responsabilização entre governo e sociedade sobre a
gestão dos recursos públicos.
Vale ressaltar que somente são colocados para decisão da população uma parte
dos recursos disponíveis para investimentos, e a participação do cidadão ocorre no
momento de elaboração e muito timidamente na fiscalização de sua execução.
Esse mecanismo foi reforçado pela LRF, Art. 48, parágrafo único: a
transparência será assegurada também mediante incentivo à participação popular e
realização de audiências públicas, durante os processos de elaboração e de discussão
dos planos, Lei de Diretrizes Orçamentárias e orçamentos.
O Orçamento participativo aplica-se apenas aos municípios e de forma
facultativa.

NOÇÕES DE POLÍTICAS PÚBLICAS

Políticas Públicas são diretrizes, princípios norteadores de ação do poder


público; regras e procedimentos para as relações entre poder público e
sociedade, mediações entre atores da sociedade e do Estado. São, nesse caso,
políticas explicitadas, SISTEMATIZADAS OU FORMULADAS EM DOCUMENTOS
(leis, programas, linhas de financiamentos) que orientam ações que normalmente
envolvem aplicações de recursos públicos.
Políticas públicas interferem em nossas vidas de alguma forma.
1) Leis
2) Programas
3) Linhas de financiamento.
As políticas públicas sevem para orientar as ações que normalmente
envolvem a aplicação de recursos públicos.
Elaborar uma política pública significa definir QUEM DECIDE O QUÊ, QUANDO, COM
QUE CONSEQUÊNCIAS E PARA QUEM
Objetivos das políticas públicas
• As políticas públicas visam responder a demandas, principalmente dos setores
marginalizados da sociedade, considerados como vulneráveis, essas demandas são
interpretadas por aqueles que ocupam o poder, mas influenciadas por uma agenda que
se cria na sociedade civil através da pressão e mobilização social.
• Os objetivos das políticas têm uma referência valorativa eexprimem as opções e
visões de mundo daqueles que controlam o poder, mesmo que, para sua
legitimação, necessitem contemplar certos interesses de seguimentos sociais
dominados, dependendo assim da sua capacidade de organização e negociação.
As fases da construção de uma “política pública”:
1) Conscientização;
2) Metodológica;
3) Ações
Ações individuais e coletivas = políticas públicas
As políticas públicas são um processo dinâmico, com negociações,
pressões, mobilizações, alianças ou coalizões de interesses. Compreende a
formação de uma agenda que pode refletir ou não os interesses dos setores
majoritários da população, a depender do grau de mobilização da sociedade civil para
se fazer ouvir e do grau de institucionalização de mecanismos que viabilizem sua
participação.

POLÍTICAS PÚBLICAS DE MANUTENÇÃO DA ORDEM PÚBLICA

Política pública é capaz de impactar a incidência da criminalidade?


Não há consenso na real capacidade do aparato estatal de reduzir os
indicadores de criminalidade. Políticas públicas não são caracterizadas,
necessariamente, por alto grau de racionalidade ou mesmo planejado e executado de
forma sistemática.
A implementação de políticas públicas não está sujeita apenas à dualidade
Estado-Mercado, muito da atividade política está direcionada para a manutenção do
status quo e não para a realização de mudanças a participação da sociedade civil deve
ser também considerada neste processo.
O principal debate no âmbito das políticas de segurança pública diz respeito à
indefinição quanto à eficiência comparativa entre estratégias repressivas e
estratégias preventivas.
À medida que prevenção e repressão são concebidas como pólos opostos,
reduz-se a capacidade do Estado em prover ordem pública com efetividade, escassas
experiências internacionais de políticas públicas que tenham alcançado resultados
relevantes em termos de redução dos indicadores de criminalidade.
SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL, PLANOS DE COMBATE À VIOLÊNCIA

“POLICIA” é um vocábulo de origem grega, “politeia”, e derivou para o latim,


“politia”, ambos com o mesmo significado: governo de uma cidade, administração,
forma de governo.
Com o passar dos tempos o termo “POLÍCIA” assumiu um sentido mais restrito,
particular, passando a representar a ação do governo enquanto exerce sua missão de
tutela da ordem jurídica, assegurando a tranquilidade pública e a proteção da
sociedade contra as violações e malefícios.
A polícia, diferentemente detodas as outras organizaçõesde policiamento (caso,
porexemplo, no Brasil, dos órgãosde fiscalização sanitária e domeio ambiente), se
destacaem função de duas razõesprincipais:
Primeiro, por ter acesso ao uso legítimo da força; segundo, pelo fato de ela ser
um serviço público permanente de atendimento deemergência, ao menos teoricamente,
disponível para todos, em qualquer lugar, 24 horas por dia.
A gestão da política de segurança pública envolve, necessariamente, o exercício
da governança.
Busca da eficiência, eficácia e efetividade das ações policiais tendo como base os
anseios da comunidade. Busca a redução da área de atuação do criminoso. Utiliza-se
do espalhamento de postos e ações sociais, viaturas, bases móveis, análises criminal,
divisão territorial, protocolos, treinamento, qualificação profissional, monitoramento de
câmeras...
Nessa perspectiva, o Planejamento Estratégico torna-se imprescindível para que
a Instituição possa adequar suas estratégias acada realidade que se apresenta,visando
sempre à adoção de medidaseficientes e eficazes, para quetenhamos uma instituição
maisfortalecida e uma sociedade maissegura e tranquila. Para isso as organizações
públicas precisam ter três importantes balizadores para nortear suas ações e
decisões: Misão, Visão e Valores.

MISSÃO: Promover, em parceria com a comunidade, o policiamento ostensivo e a


preservação da ordem públicada corporação dentro do Estado.

VISÃO: Ser reconhecida como referência nacional em qualidade de serviços de


polícia ostensivae polo de soluções inovadoras na gestãoda Segurança Pública.

VALORES: A Polícia Militar, desde asua criação, está alicerçada em pilares


institucionais, que são os valores norteadores das ações corporativas.
Alguns desses pilares remontam sua origem,outros, motivados pela própria dinâmica
social e pelos novos conceitos de gestão,foram acrescentados para melhor suportar
as constantes transformações que são impostasà Corporação.

Tais valores, citados a seguir, estão presentesem nossos estatutos, regimentos,


regulamentose manuais, sendo amplamenteapresentados e discutidos, em todos os
níveisde qualificação profissional:

- Comprometimento Organizacional: O comprometimento organizacional é um


construto que serefere à atitude ou vínculo que os indivíduos estabelecem com a
organização.
No caso, é força que liga o policial militar à Corporação, e oprofissional comprometido
com a instituição é leal, conhece asua cultura organizacional e trabalha para o seu
sucesso.
- Disciplina: É a rigorosa observância e o acatamento integral das leis,
regulamentos, normas e disposições que fundamentam o organismo policial
militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico,traduzindo-se pelo
perfeito cumprimento do dever por partede todos e de cada um dos componentes
desse organismo.

- Ética: O sentimento do dever, o pundonor policial militar e o decoroda classe


impõem, a cada um dos integrantes da Polícia Militar,conduta moral e profissional
irrepreensíveis, com a observânciados seguintes preceitos de ética policial militar:
amar a verdadee a responsabilidade como fundamento da dignidade pessoal;exercer,
com autoridade, eficiência e probidade, as funções quelhe couberem em decorrência
do cargo; respeitar a dignidade dapessoa humana; cumprir e fazer cumprir as leis, os
regulamentos,as instruções e as ordens das autoridades competentes; ser justoe
imparcial no julgamento dos atos e na apreciação do méritodos subordinados; zelar
pelo preparo próprio, moral, intelectuale físico e, também, pelos subordinados, tendo
em vista o cumprimentoda missão comum; empregar todas as suas energiasem
benefício do serviço; praticar a camaradagem e desenvolver,permanentemente, o
espírito de cooperação; ser discretoem suas atitudes, maneiras e em sua linguagem
escrita e falada.

- Hierarquia: É a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da


estrutura da Polícia Militar. A ordenação se faz por postos ou graduações;dentro de
um mesmo posto ou graduação, se faz pelaantiguidade no posto ou na graduação.

- Interação comunitária: Cônscio de que somente por meio da aproximação com a


comunidadelocal é possível controlar a criminalidade e preservara ordem pública, a
PMRN vem, ao longo dos anos, vemestreitando o relacionamento com a sociedade,
de modo a promover uma segurança pública participativa e de mútua
cooperação.

- Interesse público: Na administração pública, a conduta de seus agentes deve


pautar-se no princípio da supremacia do interesse público. Portanto,a atuação policial
militar deve sempre atender ao interesse público, em detrimento ao privado.

- Legalidade: O Policial Militar deve regular sua conduta com vistas à estrita
observância das normas legais vigentes no ordenamento jurídico pátrio.

- Promoção dos Direitos Humanos: Em sua conduta diária, o policial militar deve
atuar observando os preceitos estabelecidos pelas normas de Direitos Humanos,
bem como promovê-las junto à sociedade.
BIBL IOGRAF IA

ANDRADE, Sebastião Carlos de O. Mudanças e oportunidade na gestão pública: O


novo cidadão. Rio de Janeiro, 2001;

DE OLIVEIRA, Fatima Bayma. (Org.) Política de gestão pública integrada. Rio de


Janeiro, RJ: Editora FGV, 2008;

DI PIETRO, Marial Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 24. Ed. São Paulo: Editora
Atlas, 2011. FARAH Marta Ferreira S. et al. Novas experiências de gestão pública e
cidadania. Rio de Janeiro: FGV, 2000;

MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros


Editores, 1999;

PAULA, Ana Paula Paes de. Por uma nova gestão pública. Rio de Janeiro: Ed. FGV,
2005;

PEREIRA, Luiz Carlos Bresser; SPINK, Peter. Reforma do Estado e Administração


Pública Gerencial. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1998;

SANTIN, V. F. Controle judicial da segurança pública: eficiência do serviço na


prevenção e repressão ao crime. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2004;

TROSA, Sylvie. Gestão Pública por resultados. Brasília: ENAP/Editora Revan, 2001;

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria Geral da Administração: uma visão


abrangente da moderna administração das organizações. 7ª ed. rev. e atual. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2003;

PALUDO, Augustinho. Administração pública. 3ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013;

HERMES, Ivênio. Crise na Segurança Pública Potiguar. Um Atentado à Polícia


Judiciária. Natal: 2013;

NUCCI, Guilherme de Souza. Código de Processo Penal comentado. SãoPaulo:


Revista dos Tribunais, 2013;

NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de direito penal: parte geral e parte especial.
4ªEd. rev., atual.e ampl.São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2008;

PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro: Parte Geral – Arts. 1º a 120º.
Vol. 1 – 11ª Edição. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2012.