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Curso: Português

Resumo + Questões Comentadas


Prof. Bruno Spencer – Aula 07
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.
EU VOU PASSAR!!

Aula 07 – Bônus - Prova FCC Comentada


Curso: Português – Resumo + Questões Comentadas
Professor: Bruno Spencer

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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer – Aula 07

Aula 07 – Bônus - Prova FCC Comentada


ICMS RJ - 2014
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Olá amigos!
Nesta aula, vamos resolver e comentar a prova do concurso do ICMS RJ
realizada pela FCC em 2014, prova de altíssimo nível!
Este tipo de exercício é importantíssimo para que você chegue ao dia
de sua prova preparado e com uma boa noção do que pode esperar da banca
examinadora em nossa disciplina.
Primeiramente tentem resolver a prova numa situação mais real possível,
sem consulta de material e com o tempo marcado no relógio, depois
confiram o gabarito e os comentários.
Boa sorte!!!

Sumário

1 – Questões Propostas ....................................................................... 3


EU VOU PASSAR!!

2 – Questões Comentadas ................................................................. 23


3 – Gabarito ....................................................................................... 54

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Resumo + Questões Comentadas
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1 – Questões Propostas

1) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir:
[Ponderando o julgamento]
As leis não podem deixar de ressentir-se da fraqueza dos homens. Elas são
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variáveis como eles.


Algumas, nas grandes nações, foram ditadas pelos poderosos com o fim de
esmagar os fracos. Eram tão equívocas que mil intérpretes se pressaram a
comentá-las; e, como a maioria só fez sua glosa como quem executa um ofício
para ganhar algum dinheiro, acabou o comentário sendo mais obscuro que o
texto. A lei transformou-se numa faca de dois gumes que degola tanto o
inocente quanto o culpado. Assim, o que devia ser a salvaguarda das nações
transformou-se tão amiúde em seu flagelo que alguns chegaram a perguntar se
a melhor das legislações não consistiria em não se ter nenhuma.
Examinemos a questão. Se vos moverem um processo de que dependa vossa
vida, e se de um lado estiverem as compilações de juristas sabidos e
prepotentes, e de outro vos apresentarem vinte juízes pouco eruditos mas que,
sendo anciãos isentos das paixões que corrompem o coração, estejam acima
das necessidades que o aviltam, dizei-me: por quem escolheríeis ser julgados,
por aquela turba de palradores orgulhosos, tão interesseiros quanto
ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes respeitáveis?
(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo:
Martins Fontes, 2011. p. 78)
EU VOU PASSAR!!

O texto permite inferir adequadamente que, para Voltaire, as leis


a) devem ser permanentemente revistas, para que de forma alguma venham a
refletir debilidades ou imperfeições que são próprias dos homens.
b) elaboradas por déspotas poderosos trazem consigo a qualidade do que é
inflexível, não permitindo aberturas interpretativas.
c) refletem a falibilidade humana, podendo ser aplicadas com mais justiça pelos
sensatos e experientes do que por arrogantes eruditos.
d) costumam ser tão obscuras quanto os comentários explicativos, advindo daí
a necessidade de serem elaboradas por doutos especialistas.
e) elaboradas por anciãos ignorantes demandam o corretivo da sabedoria dos
especialistas, quando de sua aplicação num julgamento.

2) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir:

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[Ponderando o julgamento]
As leis não podem deixar de ressentir-se da fraqueza dos homens. Elas são
variáveis como eles.
Algumas, nas grandes nações, foram ditadas pelos poderosos com o fim de
esmagar os fracos. Eram tão equívocas que mil intérpretes se pressaram a
comentá-las; e, como a maioria só fez sua glosa como quem executa um ofício
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para ganhar algum dinheiro, acabou o comentário sendo mais obscuro que o
texto. A lei transformou-se numa faca de dois gumes que degola tanto o
inocente quanto o culpado. Assim, o que devia ser a salvaguarda das nações
transformou-se tão amiúde em seu flagelo que alguns chegaram a perguntar se
a melhor das legislações não consistiria em não se ter nenhuma.
Examinemos a questão. Se vos moverem um processo de que dependa vossa
vida, e se de um lado estiverem as compilações de juristas sabidos e
prepotentes, e de outro vos apresentarem vinte juízes pouco eruditos mas que,
sendo anciãos isentos das paixões que corrompem o coração, estejam acima
das necessidades que o aviltam, dizei-me: por quem escolheríeis ser julgados,
por aquela turba de palradores orgulhosos, tão interesseiros quanto
ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes respeitáveis?
(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo:
Martins Fontes, 2011. p. 78)

Atente para as seguintes afirmações:


I. No primeiro parágrafo, o segmento elas são variáveis expressa uma causa da
qual a expressão fraqueza dos homens constitui o efeito.
EU VOU PASSAR!!

II. No segundo parágrafo, considera-se que a multiplicidade de interpretações


da lei, acionadas por glosadores interesseiros, acaba por comprometer a
implementação da justiça.
III. No terceiro parágrafo, a interrogação final de Voltaire pode ser considerada
retórica pois implica uma resposta já encaminhada pela pergunta.
Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.

3) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir:

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[Ponderando o julgamento]
As leis não podem deixar de ressentir-se da fraqueza dos homens. Elas são
variáveis como eles.
Algumas, nas grandes nações, foram ditadas pelos poderosos com o fim de
esmagar os fracos. Eram tão equívocas que mil intérpretes se pressaram a
comentá-las; e, como a maioria só fez sua glosa como quem executa um ofício
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para ganhar algum dinheiro, acabou o comentário sendo mais obscuro que o
texto. A lei transformou-se numa faca de dois gumes que degola tanto o
inocente quanto o culpado. Assim, o que devia ser a salvaguarda das nações
transformou-se tão amiúde em seu flagelo que alguns chegaram a perguntar se
a melhor das legislações não consistiria em não se ter nenhuma.
Examinemos a questão. Se vos moverem um processo de que dependa vossa
vida, e se de um lado estiverem as compilações de juristas sabidos e
prepotentes, e de outro vos apresentarem vinte juízes pouco eruditos mas que,
sendo anciãos isentos das paixões que corrompem o coração, estejam acima
das necessidades que o aviltam, dizei-me: por quem escolheríeis ser julgados,
por aquela turba de palradores orgulhosos, tão interesseiros quanto
ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes respeitáveis?
(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo:
Martins Fontes, 2011. p. 78)

Considerando-se o sentido contextualizado, traduz-se adequadamente um


segmento em:
a) ressentir-se da fraqueza dos homens (1o parágrafo) = impressionar-se com
a insipidez humana
EU VOU PASSAR!!

b) transformou-se numa faca de dois gumes (2o parágrafo) = tornou-se um


instrumento ambivalente
c) transformou-se tão amiúde em seu flagelo (2o parágrafo) = converteu-se em
miudezas punitivas
d) compilações de juristas sabidos (3o parágrafo) = seleções de jurisconsultos
leigos
e) turba de palradores orgulhosos (3o parágrafo) = malta de loquazes
desfibrados

4) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


[Ponderando o julgamento]
As leis não podem deixar de ressentir-se da fraqueza dos homens. Elas são
variáveis como eles.

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Algumas, nas grandes nações, foram ditadas pelos poderosos com o fim de
esmagar os fracos. Eram tão equívocas que mil intérpretes se pressaram a
comentá-las; e, como a maioria só fez sua glosa como quem executa um ofício
para ganhar algum dinheiro, acabou o comentário sendo mais obscuro que o
texto. A lei transformou-se numa faca de dois gumes que degola tanto o
inocente quanto o culpado. Assim, o que devia ser a salvaguarda das nações
transformou-se tão amiúde em seu flagelo que alguns chegaram a perguntar se
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a melhor das legislações não consistiria em não se ter nenhuma.


Examinemos a questão. Se vos moverem um processo de que dependa vossa
vida, e se de um lado estiverem as compilações de juristas sabidos e
prepotentes, e de outro vos apresentarem vinte juízes pouco eruditos mas que,
sendo anciãos isentos das paixões que corrompem o coração, estejam acima
das necessidades que o aviltam, dizei-me: por quem escolheríeis ser julgados,
por aquela turba de palradores orgulhosos, tão interesseiros quanto
ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes respeitáveis?
(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo:
Martins Fontes, 2011. p. 78)

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:


a) A Voltaire interessava não apenas reconhecer ou esmiuçar as leis de seu
tempo, mas sobretudo avalia-las considerando a instância de sua aplicação, que
deveria ser a mais justa possível.
b) Esmiuçar ou interpretar as leis eram um empenho de Voltaire, para quem a
salvaguarda dos direitos humanos, sobretudo dos mais pobres, deveriam ser
invioláveis.
EU VOU PASSAR!!

c) Para quem se ater ao espírito das leis, segundo Voltaire, é preferível fazer
justiça com os leigos ponderados do que deixar-lhe nas mãos de juristas
empertigados e autoritários.
d) Sendo função das leis regular a distribuição de justiça, Voltaire não admitia
que seu espírito venha a sofrer prejuízo em sua concepção, mormente quando
mal aplicada.
e) Voltaire entendia que as leis, em cuja aplicação traduz-se as fraquezas
humanas, dependem do espírito de quem as aplica, de vez que está nisso sua
faculdade maior.

5) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir:
[Ponderando o julgamento]

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As leis não podem deixar de ressentir-se da fraqueza dos homens. Elas são
variáveis como eles.
Algumas, nas grandes nações, foram ditadas pelos poderosos com o fim de
esmagar os fracos. Eram tão equívocas que mil intérpretes se pressaram a
comentá-las; e, como a maioria só fez sua glosa como quem executa um ofício
para ganhar algum dinheiro, acabou o comentário sendo mais obscuro que o
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texto. A lei transformou-se numa faca de dois gumes que degola tanto o
inocente quanto o culpado. Assim, o que devia ser a salvaguarda das nações
transformou-se tão amiúde em seu flagelo que alguns chegaram a perguntar se
a melhor das legislações não consistiria em não se ter nenhuma.
Examinemos a questão. Se vos moverem um processo de que dependa vossa
vida, e se de um lado estiverem as compilações de juristas sabidos e
prepotentes, e de outro vos apresentarem vinte juízes pouco eruditos mas que,
sendo anciãos isentos das paixões que corrompem o coração, estejam acima
das necessidades que o aviltam, dizei-me: por quem escolheríeis ser julgados,
por aquela turba de palradores orgulhosos, tão interesseiros quanto
ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes respeitáveis?
(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo:
Martins Fontes, 2011. p. 78)

O verbo entre parênteses, para vir a integrar adequadamente a frase, deverá


flexionar-se concordando com o elemento sublinhado em:
a) Nunca (ter) faltado a Voltaire, em relação às leis que analisava, disposição
para tornar sua aplicação o mais justa possível.
b) Não se (atribuir) apenas ao pobre rábula os prejuízos que recaem sobre os
EU VOU PASSAR!!

mais fracos; também os eruditos sejam responsabilizados.


c) Devido à má aplicação das leis, problema que a muitos juristas (parecer)
incontornável, houve quem pensasse em aboli-las por completo.
d) Voltaire entende que os anciãos, aos quais não (costumar) faltar a
experiência dos anos, são mais imunes às paixões que corrompem o coração.
e) Ao admitir que a ignorância e a respeitabilidade são qualidades que (poder)
alcançar conciliação, Voltaire revela seu lado democrático.

6) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir:
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As leis não podem deixar de ressentir-se da fraqueza dos homens. Elas são
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Algumas, nas grandes nações, foram ditadas pelos poderosos com o fim de
esmagar os fracos. Eram tão equívocas que mil intérpretes se pressaram a
comentá-las; e, como a maioria só fez sua glosa como quem executa um ofício
para ganhar algum dinheiro, acabou o comentário sendo mais obscuro que o
texto. A lei transformou-se numa faca de dois gumes que degola tanto o
inocente quanto o culpado. Assim, o que devia ser a salvaguarda das nações
transformou-se tão amiúde em seu flagelo que alguns chegaram a perguntar se
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a melhor das legislações não consistiria em não se ter nenhuma.


Examinemos a questão. Se vos moverem um processo de que dependa vossa
vida, e se de um lado estiverem as compilações de juristas sabidos e
prepotentes, e de outro vos apresentarem vinte juízes pouco eruditos mas que,
sendo anciãos isentos das paixões que corrompem o coração, estejam acima
das necessidades que o aviltam, dizei-me: por quem escolheríeis ser julgados,
por aquela turba de palradores orgulhosos, tão interesseiros quanto
ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes respeitáveis?
(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo:
Martins Fontes, 2011. p. 78)

Para Voltaire, quem se ...... (dispor) a zelar pela justa aplicação das leis, não
importando a época em que isso ...... (vir) a ocorrer, ...... (dever), antes de
mais nada, considerar a fragilidade daqueles sobre os quais o seu peso ......
(recair).
Para preencherem adequadamente as lacunas da frase acima, os verbos
indicados entre parênteses deverão flexionar-se na seguinte sequência:
a) disponha − viesse − deveria − recaía
EU VOU PASSAR!!

b) dispuser − venha − deverá − recairá


c) dispuser − virá − deveria − recaia
d) dispusesse − vinha − devesse − recaísse
e) disponha − viria − deveria – recairia

7) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


[Dois fragmentos sobre História]
A História não é uma ciência. É uma ficção. Vou mais longe: assim como ocorre
na ficção, há na História uma tentativa de reconstruir a realidade por meio de
um processo de seleção de materiais. Os historiadores apresentam uma
realidade cronológica, linear, lógica. Mas a verdade é que se trata de uma
montagem, fundada sobre um ponto de vista. A História é escrita sob um prisma
masculino. A História é escrita na perspectiva dos vencedores. Se fosse feita

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pelas mulheres ou pelos vencidos, seria outra. Enfim, há uma História dos que
têm voz e uma outra, não contada, dos que não a têm. (...)
Que diabo é a verdade histórica? Só algo que foi desenhado, e depois esse
desenho estabelecido foi cercado de escuro para que a única imagem que
pudesse ser vista fosse a que se quer mostrar como verdade. Nossa tarefa é
tirar todo o escuro, saber o que é que ficou sem ser mostrado.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

(Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo:


Companhia das Letras, 2010. p. 254)

O autor propõe que a História deva se constituir a partir de um empenho coletivo


em:
a) A História é escrita sob um prisma masculino.
b) (...) se trata de uma montagem, fundada sobre um ponto de vista.
c) (...) há uma História dos que não têm voz.
d) Nossa tarefa é tirar todo o escuro.
e) Se fosse feita pelas mulheres (...) seria outra.

8) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


[Dois fragmentos sobre História]
A História não é uma ciência. É uma ficção. Vou mais longe: assim como ocorre
na ficção, há na História uma tentativa de reconstruir a realidade por meio de
um processo de seleção de materiais. Os historiadores apresentam uma
EU VOU PASSAR!!

realidade cronológica, linear, lógica. Mas a verdade é que se trata de uma


montagem, fundada sobre um ponto de vista. A História é escrita sob um prisma
masculino. A História é escrita na perspectiva dos vencedores. Se fosse feita
pelas mulheres ou pelos vencidos, seria outra. Enfim, há uma História dos que
têm voz e uma outra, não contada, dos que não a têm. (...)
Que diabo é a verdade histórica? Só algo que foi desenhado, e depois esse
desenho estabelecido foi cercado de escuro para que a única imagem que
pudesse ser vista fosse a que se quer mostrar como verdade. Nossa tarefa é
tirar todo o escuro, saber o que é que ficou sem ser mostrado.
(Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo:
Companhia das Letras, 2010. p. 254)

Com base no que afirma o texto, deve-se depreender que a História, vista como
um discurso produzido por determinados sujeitos,
a) somente traduz o ponto de vista de quem é capaz de reconhecer, porque os
sofreu, os processos políticos e sociais mais adversos.

Prof. Bruno Spencer 9 de 54


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b) traduz tão somente o ponto de vista interessado e tendencioso de quem a


narra, o que a dota de um caráter eminentemente parcial.
c) somente será legítima na medida em que representar a média das opiniões
e valores dos indivíduos poderosos que a desenham.
d) é uma narrativa destituída de qualquer valor documental, pois a rigor não
representa a perspectiva de nenhum dos setores sociais.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

e) é uma narrativa que explicita com clareza os mecanismos de poder aos quais
a maioria da população está sendo submetida.

9) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


[Dois fragmentos sobre História]
A História não é uma ciência. É uma ficção. Vou mais longe: assim como ocorre
na ficção, há na História uma tentativa de reconstruir a realidade por meio de
um processo de seleção de materiais. Os historiadores apresentam uma
realidade cronológica, linear, lógica. Mas a verdade é que se trata de uma
montagem, fundada sobre um ponto de vista. A História é escrita sob um prisma
masculino. A História é escrita na perspectiva dos vencedores. Se fosse feita
pelas mulheres ou pelos vencidos, seria outra. Enfim, há uma História dos que
têm voz e uma outra, não contada, dos que não a têm. (...)
Que diabo é a verdade histórica? Só algo que foi desenhado, e depois esse
desenho estabelecido foi cercado de escuro para que a única imagem que
pudesse ser vista fosse a que se quer mostrar como verdade. Nossa tarefa é
tirar todo o escuro, saber o que é que ficou sem ser mostrado.
(Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo:
EU VOU PASSAR!!

Companhia das Letras, 2010. p. 254)

Ao se defrontar com a História, Saramago submete a História a uma rigorosa


análise, considerando a História como um discurso, atribuindo à História certo
caráter ficcional, que compromete a transparência da História.
Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os elementos
sublinhados, na ordem dada, por:
a) submete-a – considerando-a – atribuindo-lhe − lhe compromete a
transparência
b) lhe submete – considerando-a – atribuindo-lhe – compromete-lhe a
transparência
c) a submete – considerando-lhe – atribuindo-a − lhe compromete a
transparência
d) submete-a − a considerando – atribuindo-na − lhe compromete a
transparência

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e) submete-lhe − a considerando – atribuindo-a – compromete-lhe a


transparência

10) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


[Dois fragmentos sobre História]
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A História não é uma ciência. É uma ficção. Vou mais longe: assim como ocorre
na ficção, há na História uma tentativa de reconstruir a realidade por meio de
um processo de seleção de materiais. Os historiadores apresentam uma
realidade cronológica, linear, lógica. Mas a verdade é que se trata de uma
montagem, fundada sobre um ponto de vista. A História é escrita sob um prisma
masculino. A História é escrita na perspectiva dos vencedores. Se fosse feita
pelas mulheres ou pelos vencidos, seria outra. Enfim, há uma História dos que
têm voz e uma outra, não contada, dos que não a têm. (...)
Que diabo é a verdade histórica? Só algo que foi desenhado, e depois esse
desenho estabelecido foi cercado de escuro para que a única imagem que
pudesse ser vista fosse a que se quer mostrar como verdade. Nossa tarefa é
tirar todo o escuro, saber o que é que ficou sem ser mostrado.
(Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo:
Companhia das Letras, 2010. p. 254)

É preciso corrigir, por apresentar irregularidades gramaticais e/ou defeito


estrutural, a redação da seguinte frase:
a) Saramago apresenta em seu texto uma visão bastante rigorosa da História,
ao considera-la um discurso que, nada tendo de científico, identifica-se com o
EU VOU PASSAR!!

da ficção literária.
b) O autor do texto deixa claro que a voz das camadas sociais menos
prestigiadas jamais se representa no discurso da História, organizado na
perspectiva dos vencedores.
c) Ao se posicionar diante da História, quando então Saramago julga-a um
discurso em cuja carga ficcional se assemelha a ficção, afastando-a assim do
estatuto de uma ciência.
d) Fossem as mulheres ou os vencidos os encarregados de narrar a História,
esta certamente não se apresentaria na perspectiva pela qual a narram os
homens e os vencedores.
e) Para que não haja senão um desenho parcial da História, é preciso iluminar
aquilo que foi deixado à sombra, e assim surgirá a imagem integral de tudo o
que a constituiu.

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Na história da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, a


independência nacional e a expansão colonial marcharam de mãos dadas no
decurso dos oitenta anos de guerra contra a Espanha (1568-1648). A
historiografia tende basicamente a encarar de duas maneiras, que não são
excludentes, as origens do império marítimo que os batavos começaram a
edificar em fins do século XVI e que em boa parte chegou até a Segunda Guerra
Mundial e a independência da Indonésia. A primeira maneira, estritamente
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monocausal, interpreta o surto ultramarino em função do imperativo de aceder


às fontes de comércio e de riqueza que os embargos opostos pela Espanha à
navegação da Holanda lhes negava; a segunda maneira, como uma das facetas
do processo pelo qual a Holanda tornou-se, no umbral do seu Século de Ouro,
"a primeira economia moderna" e a principal potência marítima.
Portugal e os Países Baixos tinham uma longa história de relações comerciais
quando, em 1580, o Reino uniu-se à monarquia plural dos Habsburgo
madrilenos, na esteira da crise dinástica desencadeada pela morte de d.
Sebastião no norte da África. Tais relações não poderiam escapar às
consequências do conflito hispano-neerlandês, a começar pelos sucessivos
embargos sofridos por navios batavos em portos da Península, medidas que
afetavam o suprimento de certos produtos indispensáveis à economia das
Províncias Unidas, em especial o sal português de que dependia a indústria da
pesca, então uma das vigas mestras da prosperidade holandesa, além de
produto crucial ao moeder negotie, isto é, às atividades mercantis da República
no Báltico. Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal
com as Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de
homens de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de
ferro estabelecidos em Lisboa, no Porto e em Viana, com o que se atenuaram
os efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de Madri.
EU VOU PASSAR!!

Obs.:
1. A República das Províncias Unidas dos Países Baixos foi estado europeu
antecessor dos atuais Países Baixos. Segundo o organizador da obra de que foi
retirado o excerto acima, nela a Holanda, que na realidade era uma das
entidades que compunham a antiga República das Províncias Unidas dos Países
Baixos, designa toda a confederação, como já se praticava no século XVII.
2. neerlandês: que ou aquele que é natural ou habitante do Reino dos Países
Baixos (Holanda).
("Introdução" a O Brasil holandês (1630-1654). Seleção, introdução e notas
de Evaldo Cabral de Mello. São Paulo: Penguin Classics, 2010, p. 11 e 12)

Compreende-se corretamente do primeiro parágrafo:


a) Sob império espanhol durante oitenta anos, a República das Províncias Unidas
dos Países Baixos estabeleceu alianças com a Espanha no intuito de expandir-

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lhe a colonização, do que decorreu o estatuto de potência marítima para ambos


os estados europeus.
b) Estudos históricos evidenciam que os batavos se iniciaram na navegação em
fins do século XVI, mantendo sua perícia inconteste até a Segunda Guerra
Mundial e a independência da Indonésia.
c) Tendo frustrada, por decisão dos espanhóis, sua pretensão de participar de
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certo tipo de comércio vantajoso, os batavos deram grande impulso a sua


expansão ultramarina, início do grande império que acabaram por instituir.
d) Embora haja duas maneiras de interpretar o papel da República das
Províncias Unidas dos Países Baixos no panorama das grandes navegações, os
dois pontos de vista coincidem ao eleger, cada um deles, uma causa única para
a Holanda ter vivido seu Século de Ouro.
e) Os embargos aos Países Baixos quanto a sua livre presença nos mares foram
início de relações equivocadas entre nações, a que se deve, entre outras, e em
grande medida, a eclosão da Segunda Guerra Mundial.

12) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Na história da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, a
independência nacional e a expansão colonial marcharam de mãos dadas no
decurso dos oitenta anos de guerra contra a Espanha (1568-1648). A
historiografia tende basicamente a encarar de duas maneiras, que não são
excludentes, as origens do império marítimo que os batavos começaram a
edificar em fins do século XVI e que em boa parte chegou até a Segunda Guerra
Mundial e a independência da Indonésia. A primeira maneira, estritamente
monocausal, interpreta o surto ultramarino em função do imperativo de aceder
EU VOU PASSAR!!

às fontes de comércio e de riqueza que os embargos opostos pela Espanha à


navegação da Holanda lhes negava; a segunda maneira, como uma das facetas
do processo pelo qual a Holanda tornou-se, no umbral do seu Século de Ouro,
"a primeira economia moderna" e a principal potência marítima.
Portugal e os Países Baixos tinham uma longa história de relações comerciais
quando, em 1580, o Reino uniu-se à monarquia plural dos Habsburgo
madrilenos, na esteira da crise dinástica desencadeada pela morte de d.
Sebastião no norte da África. Tais relações não poderiam escapar às
consequências do conflito hispano-neerlandês, a começar pelos sucessivos
embargos sofridos por navios batavos em portos da Península, medidas que
afetavam o suprimento de certos produtos indispensáveis à economia das
Províncias Unidas, em especial o sal português de que dependia a indústria da
pesca, então uma das vigas mestras da prosperidade holandesa, além de
produto crucial ao moeder negotie, isto é, às atividades mercantis da República
no Báltico. Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal
com as Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de
homens de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de

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ferro estabelecidos em Lisboa, no Porto e em Viana, com o que se atenuaram


os efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de Madri.
Obs.:
1. A República das Províncias Unidas dos Países Baixos foi estado europeu
antecessor dos atuais Países Baixos. Segundo o organizador da obra de que foi
retirado o excerto acima, nela a Holanda, que na realidade era uma das
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entidades que compunham a antiga República das Províncias Unidas dos Países
Baixos, designa toda a confederação, como já se praticava no século XVII.
2. neerlandês: que ou aquele que é natural ou habitante do Reino dos Países
Baixos (Holanda).
("Introdução" a O Brasil holandês (1630-1654). Seleção, introdução e notas
de Evaldo Cabral de Mello. São Paulo: Penguin Classics, 2010, p. 11 e 12)

Observado o tratamento dado ao tema, é correta a seguinte afirmação sobre o


que se tem no segundo parágrafo:
a) A união de Portugal com a Espanha é reportada como argumento definitivo
em favor da superioridade do poder marítimo espanhol sobre as demais nações
europeias.
b) A morte de d. Sebastião no norte da África é mencionada como uma das
relevantes consequências da união entre Portugal e Espanha em 1580.
c) A referência à longa história de relações comerciais entre Portugal e Países
Baixos tem o propósito de comprovar que o governo português, depois de 1580,
honrou os compromissos legais já assumidos.
EU VOU PASSAR!!

d) Cita-se o conflito hispano-neerlandês para fundamentar as dificuldades que


os Países Baixos passaram a ter em suas relações comerciais com Portugal a
partir de 1580.
e) A alusão à Península (Ibérica), em continuidade à alusão feita ao norte da
África, confirma a grande dimensão territorial atingida pela guerra entre a
Espanha e a República das Províncias Unidas dos Países Baixos.

13) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Na história da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, a
independência nacional e a expansão colonial marcharam de mãos dadas no
decurso dos oitenta anos de guerra contra a Espanha (1568-1648). A
historiografia tende basicamente a encarar de duas maneiras, que não são
excludentes, as origens do império marítimo que os batavos começaram a
edificar em fins do século XVI e que em boa parte chegou até a Segunda Guerra
Mundial e a independência da Indonésia. A primeira maneira, estritamente
monocausal, interpreta o surto ultramarino em função do imperativo de aceder

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às fontes de comércio e de riqueza que os embargos opostos pela Espanha à


navegação da Holanda lhes negava; a segunda maneira, como uma das facetas
do processo pelo qual a Holanda tornou-se, no umbral do seu Século de Ouro,
"a primeira economia moderna" e a principal potência marítima.
Portugal e os Países Baixos tinham uma longa história de relações comerciais
quando, em 1580, o Reino uniu-se à monarquia plural dos Habsburgo
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madrilenos, na esteira da crise dinástica desencadeada pela morte de d.


Sebastião no norte da África. Tais relações não poderiam escapar às
consequências do conflito hispano-neerlandês, a começar pelos sucessivos
embargos sofridos por navios batavos em portos da Península, medidas que
afetavam o suprimento de certos produtos indispensáveis à economia das
Províncias Unidas, em especial o sal português de que dependia a indústria da
pesca, então uma das vigas mestras da prosperidade holandesa, além de
produto crucial ao moeder negotie, isto é, às atividades mercantis da República
no Báltico. Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal
com as Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de
homens de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de
ferro estabelecidos em Lisboa, no Porto e em Viana, com o que se atenuaram
os efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de Madri.
Obs.:
1. A República das Províncias Unidas dos Países Baixos foi estado europeu
antecessor dos atuais Países Baixos. Segundo o organizador da obra de que foi
retirado o excerto acima, nela a Holanda, que na realidade era uma das
entidades que compunham a antiga República das Províncias Unidas dos Países
Baixos, designa toda a confederação, como já se praticava no século XVII.
2. neerlandês: que ou aquele que é natural ou habitante do Reino dos Países
EU VOU PASSAR!!

Baixos (Holanda).
("Introdução" a O Brasil holandês (1630-1654). Seleção, introdução e notas
de Evaldo Cabral de Mello. São Paulo: Penguin Classics, 2010, p. 11 e 12)

Considerada a situação de uso, está adequadamente compreendido o seguinte


segmento do texto:
a) no umbral do seu Século de Ouro / no início do seu Século de Ouro.
b) uma das vigas mestras da prosperidade holandesa / o mais portentoso
emblema da fartura holandesa.
c) além de produto crucial ao moeder negotie / mais do que produto nefasto ao
"moeder negotie".
d) contrabando capitaneado por testas de ferro / contrabando cujo lucro era
desfrutado pelos que representavam a outros homens de negócio.

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e) se atenuaram os efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de


Madri / os resultados auspiciosos da aplicação das leis de circunscrição impostas
pela corte de Madri se dissiparam.

14) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Na história da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, a
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independência nacional e a expansão colonial marcharam de mãos dadas no


decurso dos oitenta anos de guerra contra a Espanha (1568-1648). A
historiografia tende basicamente a encarar de duas maneiras, que não são
excludentes, as origens do império marítimo que os batavos começaram a
edificar em fins do século XVI e que em boa parte chegou até a Segunda Guerra
Mundial e a independência da Indonésia. A primeira maneira, estritamente
monocausal, interpreta o surto ultramarino em função do imperativo de aceder
às fontes de comércio e de riqueza que os embargos opostos pela Espanha à
navegação da Holanda lhes negava; a segunda maneira, como uma das facetas
do processo pelo qual a Holanda tornou-se, no umbral do seu Século de Ouro,
"a primeira economia moderna" e a principal potência marítima.
Portugal e os Países Baixos tinham uma longa história de relações comerciais
quando, em 1580, o Reino uniu-se à monarquia plural dos Habsburgo
madrilenos, na esteira da crise dinástica desencadeada pela morte de d.
Sebastião no norte da África. Tais relações não poderiam escapar às
consequências do conflito hispano-neerlandês, a começar pelos sucessivos
embargos sofridos por navios batavos em portos da Península, medidas que
afetavam o suprimento de certos produtos indispensáveis à economia das
Províncias Unidas, em especial o sal português de que dependia a indústria da
pesca, então uma das vigas mestras da prosperidade holandesa, além de
EU VOU PASSAR!!

produto crucial ao moeder negotie, isto é, às atividades mercantis da República


no Báltico. Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal
com as Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de
homens de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de
ferro estabelecidos em Lisboa, no Porto e em Viana, com o que se atenuaram
os efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de Madri.
Obs.:
1. A República das Províncias Unidas dos Países Baixos foi estado europeu
antecessor dos atuais Países Baixos. Segundo o organizador da obra de que foi
retirado o excerto acima, nela a Holanda, que na realidade era uma das
entidades que compunham a antiga República das Províncias Unidas dos Países
Baixos, designa toda a confederação, como já se praticava no século XVII.
2. neerlandês: que ou aquele que é natural ou habitante do Reino dos Países
Baixos (Holanda).
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de Evaldo Cabral de Mello. São Paulo: Penguin Classics, 2010, p. 11 e 12)

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Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal com as


Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de homens
de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de ferro
estabelecidos em Lisboa, no Porto e em Viana, com o que se atenuaram os
efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de Madri.
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Considerada a frase acima, em seu contexto, é correto afirmar:


a) O emprego de Malgrado impõe o entendimento de que a guerra com a
Espanha não foi capaz de impedir que Portugal e as Províncias Unidas
continuassem a estabelecer relações comerciais, efetuadas, então, por meio de
manobras evasivas.
b) Em contavam com a cumplicidade de autoridades e de homens de negócio
lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de ferro, a sintaxe mostra
que, embora sejam citados três distintos grupos de colaboração, somente dois
segmentos constituem complemento do verbo.
c) Se em vez de homens de negócio lusitanos tivesse sido empregada a forma
"homens de negócios lusitanos", a clareza e o sentido originais da frase seriam
mantidos.
d) A forma capitaneado está empregada em conformidade com a norma padrão
escrita, assim como o está a forma destacada em "Por conhece-lo tão bem, a
moça não acreditou que ele capitaniasse o contrabando".
e) Em com o que se atenuaram os efeitos das medidas restritivas decretadas
pela corte de Madri, a substituição do segmento destacado por "mediante aos
quais" mantém a correção e o sentido originais.
EU VOU PASSAR!!

15) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Na história da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, a
independência nacional e a expansão colonial marcharam de mãos dadas no
decurso dos oitenta anos de guerra contra a Espanha (1568-1648). A
historiografia tende basicamente a encarar de duas maneiras, que não são
excludentes, as origens do império marítimo que os batavos começaram a
edificar em fins do século XVI e que em boa parte chegou até a Segunda Guerra
Mundial e a independência da Indonésia. A primeira maneira, estritamente
monocausal, interpreta o surto ultramarino em função do imperativo de aceder
às fontes de comércio e de riqueza que os embargos opostos pela Espanha à
navegação da Holanda lhes negava; a segunda maneira, como uma das facetas
do processo pelo qual a Holanda tornou-se, no umbral do seu Século de Ouro,
"a primeira economia moderna" e a principal potência marítima.
Portugal e os Países Baixos tinham uma longa história de relações comerciais
quando, em 1580, o Reino uniu-se à monarquia plural dos Habsburgo
madrilenos, na esteira da crise dinástica desencadeada pela morte de d.

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Sebastião no norte da África. Tais relações não poderiam escapar às


consequências do conflito hispano-neerlandês, a começar pelos sucessivos
embargos sofridos por navios batavos em portos da Península, medidas que
afetavam o suprimento de certos produtos indispensáveis à economia das
Províncias Unidas, em especial o sal português de que dependia a indústria da
pesca, então uma das vigas mestras da prosperidade holandesa, além de
produto crucial ao moeder negotie, isto é, às atividades mercantis da República
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no Báltico. Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal


com as Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de
homens de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de
ferro estabelecidos em Lisboa, no Porto e em Viana, com o que se atenuaram
os efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de Madri.
Obs.:
1. A República das Províncias Unidas dos Países Baixos foi estado europeu
antecessor dos atuais Países Baixos. Segundo o organizador da obra de que foi
retirado o excerto acima, nela a Holanda, que na realidade era uma das
entidades que compunham a antiga República das Províncias Unidas dos Países
Baixos, designa toda a confederação, como já se praticava no século XVII.
2. neerlandês: que ou aquele que é natural ou habitante do Reino dos Países
Baixos (Holanda).
("Introdução" a O Brasil holandês (1630-1654). Seleção, introdução e notas
de Evaldo Cabral de Mello. São Paulo: Penguin Classics, 2010, p. 11 e 12)

Considere as assertivas que seguem, acerca de aspectos do excerto.


I. No segmento embargos opostos pela Espanha à navegação da Holanda (linhas
EU VOU PASSAR!!

9 e 10), o acento indicativo da crase está corretamente empregado, mas seu


uso seria indevido se, em lugar de a navegação, houvesse "aquele tipo de
navegação".
II. A palavra então (linha 21) remete ao tempo em que se dão os fatos
comentados pelo autor.
III. Na frase inicial do segundo parágrafo, a correlação entre as formas verbais
empregadas evidencia que, em um cenário de ação prolongada, foi fixada uma
outra ação, enquadrada em um espaço de tempo determinado.
IV. Em começaram a edificar (linha 5 e 6) o verbo auxiliar empresta um matiz
semântico ao verbo principal, indicando a iminência da ação de edificar.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) II e III.
c) II.

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d) IV.
e) I e III.

16) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Com 1.445 verbetes listados sob "ironia" na MLA Bibliografy de uma única
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década, por que o mundo precisaria de um outro livro sobre ironia? E essa
listagem conta apenas uma parte da história − a parte literária: esse tópico tem
sido abordado por especialistas em áreas tão diversas quanto linguística e
ciências políticas, sociologia e história, estética e religião, filosofia e retórica,
psicologia e antropologia. A ironia tem sido sempre localizada e estudada em
literatura, artes visuais, música, dança, teatro, exposições de museu, conversas
e argumentação filosófica, e essa lista pode crescer muito mais. Mesmo
concordando que a maioria desses 1.445 verbetes são de artigos sobre "ironia
em..." algum texto ou obra de algum artista, a quantidade de energia gasta ao
se tentar compreender como e por que as pessoas escolhem se expressar dessa
maneira bizarra continua a me espantar. Parece haver uma fascinação com a
ironia − que eu obviamente também sinto − quer ela seja considerada um tropo
retórico, quer um modo de ver o mundo.
Obs.: tropo retórico = figura de linguagem
(HUTCHEON, Linda. A "cena" da ironia, em Teoria e política da ironia. Trad.
Julio Jeha. UFMG: Belo Horizonte, 2000. p. 15)

A alternativa que abriga uma ideia não expressa de maneira explícita, mas que
está pressuposta no fragmento acima, é:
EU VOU PASSAR!!

a) os 1.445 verbetes listados sob "ironia" na MLA Bibliografy remetem à área


literária.
b) a listagem das áreas em que a ironia tem sido localizada e estudada −
literatura, artes visuais, música, dança, teatro, exposições de museu, conversas
e argumentação filosófica − é passível de aumentar muito mais.
c) a autora concorda com o fato de que a maioria dos 1.445 verbetes citados
seja composta de artigos em que se focalizou a ironia em algum texto ou obra
de algum artista.
d) o espanto da autora quanto à energia gasta em estudos sobre a ironia é
anterior à constatação que fez acerca dos 1.445 verbetes citados.
e) a autora sente um fascínio pela ironia.

17) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto que segue.

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Com 1.445 verbetes listados sob "ironia" na MLA Bibliografy de uma única
década, por que o mundo precisaria de um outro livro sobre ironia? E essa
listagem conta apenas uma parte da história − a parte literária: esse tópico tem
sido abordado por especialistas em áreas tão diversas quanto linguística e
ciências políticas, sociologia e história, estética e religião, filosofia e retórica,
psicologia e antropologia. A ironia tem sido sempre localizada e estudada em
literatura, artes visuais, música, dança, teatro, exposições de museu, conversas
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e argumentação filosófica, e essa lista pode crescer muito mais. Mesmo


concordando que a maioria desses 1.445 verbetes são de artigos sobre "ironia
em..." algum texto ou obra de algum artista, a quantidade de energia gasta ao
se tentar compreender como e por que as pessoas escolhem se expressar dessa
maneira bizarra continua a me espantar. Parece haver uma fascinação com a
ironia − que eu obviamente também sinto − quer ela seja considerada um tropo
retórico, quer um modo de ver o mundo.
Obs.: tropo retórico = figura de linguagem
(HUTCHEON, Linda. A "cena" da ironia, em Teoria e política da ironia. Trad.
Julio Jeha. UFMG: Belo Horizonte, 2000. p. 15)

Análise do texto legitima o seguinte comentário:


a) O emprego de única expressa quão inusitada é a existência de tal quantidade
de verbetes no tempo citado.
b) A forma verbal precisaria exprime possibilidade de ocorrência do fato, que,
no contexto − o trecho constitui excerto da introdução da obra − é considerado
de ocorrência muito pouco provável.
c) A argumentação desenvolvida comprova que os dois-pontos equivalem a "por
EU VOU PASSAR!!

isso".
d) Às vezes, o sufixo, juntamente com a ideia de diminuição, carrega tom
depreciativo, como ocorre na palavra verbetes.
e) Em a maioria desses 1.445 verbetes são de artigos sobre "ironia
em...", a concordância foge às orientações da gramática normativa, que não
prevê outra possibilidade que não seja a de o verbo vir no singular, concordando
com a expressão partitiva.

18) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto que segue.
Com 1.445 verbetes listados sob "ironia" na MLA Bibliografy de uma única
década, por que o mundo precisaria de um outro livro sobre ironia? E essa
listagem conta apenas uma parte da história − a parte literária: esse tópico tem
sido abordado por especialistas em áreas tão diversas quanto linguística e
ciências políticas, sociologia e história, estética e religião, filosofia e retórica,

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psicologia e antropologia. A ironia tem sido sempre localizada e estudada em


literatura, artes visuais, música, dança, teatro, exposições de museu, conversas
e argumentação filosófica, e essa lista pode crescer muito mais. Mesmo
concordando que a maioria desses 1.445 verbetes são de artigos sobre "ironia
em..." algum texto ou obra de algum artista, a quantidade de energia gasta ao
se tentar compreender como e por que as pessoas escolhem se expressar dessa
maneira bizarra continua a me espantar. Parece haver uma fascinação com a
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ironia − que eu obviamente também sinto − quer ela seja considerada um tropo
retórico, quer um modo de ver o mundo.
Obs.: tropo retórico = figura de linguagem
(HUTCHEON, Linda. A "cena" da ironia, em Teoria e política da ironia. Trad.
Julio Jeha. UFMG: Belo Horizonte, 2000. p. 15)

... por que as pessoas escolhem se expressar dessa maneira bizarra...


O segmento destacado acima está grafado em conformidade com a norma-
padrão escrita, o que também ocorre com o destacado na alternativa:
a) Você pode me informar o por quê dessa discussão?
b) Saiu correndo e quando lhe perguntaram porque não quis explicar nada.
c) Fazia muito uso da ironia por que muitos de seus colegas escolhiam se
expressar dessa maneira bizarra.
d) O modo porque ela demonstrava seu afeto era sempre apreciado.
e) As pessoas escolhem se expressar dessa maneira bizarra por quê?
EU VOU PASSAR!!

19) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


A redação que se apresenta de modo claro e em concordância com a modalidade
escrita formal é:
a) Na sala da secretária, o diretor deixou um bilhete − "Procurei o documento
e não o achei" − e ela correu ao departamento jurídico para informá-lo que ele
esteve aqui, procurou o documento e não o tinha achado.
b) Arguido sobre o trágico episódio, foi categórico: "Tomamos imediatamente
as precauções que cabem, garantindo, inclusive, a assistência às famílias dos
feridos, que haverão de precisar de nosso apoio".
c) Nem sempre as pessoas fazem juz ao crédito que nelas se deposita, muito
por indiscutíveis falta de preparo e experiência para as funções que exercem,
mas também por ansiar rápidas promoções na carreira.
d) Eles são tão intransigentes que descompoem qualquer candidato que
apresente-se em trajes pouco formais ou até dependendo do caso, vestidos com
adequação, mas de modo que lhes pareça obsoleto.

Prof. Bruno Spencer 21 de 54


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Prof. Bruno Spencer – Aula 07

e) Recebeu o valor extipulado e cumpriu com todas as obrigações às quais tinha


se comprometido a realizar, mas mesmo assim, muitos não o consideraram um
profissional à altura do empreendimento.

20) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Está clara e correta, segundo a norma-padrão escrita, a seguinte frase:
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a) Quando for inquirir o réu, seja quais forem os argumentos já trazidos pelos
advogado de defesa, procure intimidá-lo pela coerência de seu raciocínio e não
pela verve indignada.
b) Os músicos ensaiaram a maior parte do repertório durante a semana, que
era a última que tinham para fazê-lo e logo iniciaria a temporada, deixando para
o fim os arranjos originais de que eles tinham grande preocupação.
c) Não era razoável, como pareceu a grande parte dos moradores, as medidas
propostas pelo líder comunitário, motivo dos protestos generalizados que tantos
se ressentiram no último mês.
d) A ideia de que deveriam ter prestado os primeiros socorros aos atingidos
pelas fortes enxurradas, os atormentaram durante anos, o que os motivou a se
envolverem em muitos trabalhos voluntários.
e) Crítica das duas pesquisas cujo projeto ajudou a delinear, ela quis colaborar
com ambos os grupos de estudiosos apontando os lugares-comuns que
necessitariam ser evitados na análise das questões judaico-cristãs.
EU VOU PASSAR!!

Prof. Bruno Spencer 22 de 54


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2 – Questões Comentadas

1) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir:
[Ponderando o julgamento]
As leis não podem deixar de ressentir-se da fraqueza dos homens. Elas são
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variáveis como eles.


Algumas, nas grandes nações, foram ditadas pelos poderosos com o fim de
esmagar os fracos. Eram tão equívocas que mil intérpretes se pressaram a
comentá-las; e, como a maioria só fez sua glosa como quem executa um ofício
para ganhar algum dinheiro, acabou o comentário sendo mais obscuro que o
texto. A lei transformou-se numa faca de dois gumes que degola tanto o
inocente quanto o culpado. Assim, o que devia ser a salvaguarda das nações
transformou-se tão amiúde em seu flagelo que alguns chegaram a perguntar se
a melhor das legislações não consistiria em não se ter nenhuma.
Examinemos a questão. Se vos moverem um processo de que dependa vossa
vida, e se de um lado estiverem as compilações de juristas sabidos e
prepotentes, e de outro vos apresentarem vinte juízes pouco eruditos mas que,
sendo anciãos isentos das paixões que corrompem o coração, estejam acima
das necessidades que o aviltam, dizei-me: por quem escolheríeis ser julgados,
por aquela turba de palradores orgulhosos, tão interesseiros quanto
ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes respeitáveis?
(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo:
Martins Fontes, 2011. p. 78)
EU VOU PASSAR!!

O texto permite inferir adequadamente que, para Voltaire, as leis


a) devem ser permanentemente revistas, para que de forma alguma venham a
refletir debilidades ou imperfeições que são próprias dos homens.
b) elaboradas por déspotas poderosos trazem consigo a qualidade do que é
inflexível, não permitindo aberturas interpretativas.
c) refletem a falibilidade humana, podendo ser aplicadas com mais justiça pelos
sensatos e experientes do que por arrogantes eruditos.
d) costumam ser tão obscuras quanto os comentários explicativos, advindo daí
a necessidade de serem elaboradas por doutos especialistas.
e) elaboradas por anciãos ignorantes demandam o corretivo da sabedoria dos
especialistas, quando de sua aplicação num julgamento.
Comentários:

Prof. Bruno Spencer 23 de 54


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Alternativa A – Incorreta – No primeiro parágrafo, o autor afirma que as leis são


tão imperfeitas e variáveis como os homens. Assim, a inferência sugerida
extrapola e contradiz o texto.
Alternativa B – Incorreta – A frase “elas são variáveis como eles” contradiz
totalmente essa argumentação.
Alternativa C – Correta – É o que nos diz o último parágrafo do texto.
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“... por quem escolheríeis ser julgados, por aquela turba de palradores
orgulhosos, tão interesseiros quanto ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes
respeitáveis? “
Alternativa D – Incorreta – Os comentários que eram feitos pelos especialistas
e devido aos seus interesses financeiros, muitas vezes ficavam mais obscuros
que o próprio texto da lei.
“... foram ditadas pelos poderosos com o fim de esmagar os fracos. Eram tão
equívocas que mil intérpretes se pressaram a comentá-las; e, como a maioria
só fez sua glosa como quem executa um ofício para ganhar algum dinheiro,
acabou o comentário sendo mais obscuro que o texto. “
Alternativa E – Incorreta – Viagem na maionese!!!
Gabarito: C

2) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir:
[Ponderando o julgamento]
As leis não podem deixar de ressentir-se da fraqueza dos homens. Elas são
EU VOU PASSAR!!

variáveis como eles.


Algumas, nas grandes nações, foram ditadas pelos poderosos com o fim de
esmagar os fracos. Eram tão equívocas que mil intérpretes se pressaram a
comentá-las; e, como a maioria só fez sua glosa como quem executa um ofício
para ganhar algum dinheiro, acabou o comentário sendo mais obscuro que o
texto. A lei transformou-se numa faca de dois gumes que degola tanto o
inocente quanto o culpado. Assim, o que devia ser a salvaguarda das nações
transformou-se tão amiúde em seu flagelo que alguns chegaram a perguntar se
a melhor das legislações não consistiria em não se ter nenhuma.
Examinemos a questão. Se vos moverem um processo de que dependa vossa
vida, e se de um lado estiverem as compilações de juristas sabidos e
prepotentes, e de outro vos apresentarem vinte juízes pouco eruditos mas que,
sendo anciãos isentos das paixões que corrompem o coração, estejam acima
das necessidades que o aviltam, dizei-me: por quem escolheríeis ser julgados,
por aquela turba de palradores orgulhosos, tão interesseiros quanto
ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes respeitáveis?

Prof. Bruno Spencer 24 de 54


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(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo:


Martins Fontes, 2011. p. 78)

Atente para as seguintes afirmações:


I. No primeiro parágrafo, o segmento elas são variáveis expressa uma causa da
qual a expressão fraqueza dos homens constitui o efeito.
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II. No segundo parágrafo, considera-se que a multiplicidade de interpretações


da lei, acionadas por glosadores interesseiros, acaba por comprometer a
implementação da justiça.
III. No terceiro parágrafo, a interrogação final de Voltaire pode ser considerada
retórica pois implica uma resposta já encaminhada pela pergunta.
Em relação ao texto, está correto APENAS o que se afirma em
a) I.
b) II.
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
Comentários:
Item I – Incorreta – Aqui, trataremos de uma relação puramente semântica
entre os dois termos e não sintática, OK?
Qual dos dois termos é causa, fraqueza dos homens ou as leis serem variáveis?
EU VOU PASSAR!!

Sim, se os homens não fossem fracos, as leis não seriam tão variáveis. Ou seja,
A fraqueza dos homens é que é a causa de as leis serem bastante variáveis.
Item II – Correta – Perfeita a síntese do início do segundo parágrafo.
“Eram tão equívocas que mil intérpretes se pressaram a comentá-las; e, como
a maioria só fez sua glosa como quem executa um ofício para ganhar algum
dinheiro, acabou o comentário sendo mais obscuro que o texto. “
Item III – Correta – Certamente que a interrogação não nos conduz a uma
pergunta de fato, mas a uma conclusão da ideia exposta pelo autor, de maneira
que não há como discordarmos do seu ponto de vista.
Gabarito: E

3) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir:
[Ponderando o julgamento]

Prof. Bruno Spencer 25 de 54


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As leis não podem deixar de ressentir-se da fraqueza dos homens. Elas são
variáveis como eles.
Algumas, nas grandes nações, foram ditadas pelos poderosos com o fim de
esmagar os fracos. Eram tão equívocas que mil intérpretes se pressaram a
comentá-las; e, como a maioria só fez sua glosa como quem executa um ofício
para ganhar algum dinheiro, acabou o comentário sendo mais obscuro que o
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

texto. A lei transformou-se numa faca de dois gumes que degola tanto o
inocente quanto o culpado. Assim, o que devia ser a salvaguarda das nações
transformou-se tão amiúde em seu flagelo que alguns chegaram a perguntar se
a melhor das legislações não consistiria em não se ter nenhuma.
Examinemos a questão. Se vos moverem um processo de que dependa vossa
vida, e se de um lado estiverem as compilações de juristas sabidos e
prepotentes, e de outro vos apresentarem vinte juízes pouco eruditos mas que,
sendo anciãos isentos das paixões que corrompem o coração, estejam acima
das necessidades que o aviltam, dizei-me: por quem escolheríeis ser julgados,
por aquela turba de palradores orgulhosos, tão interesseiros quanto
ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes respeitáveis?
(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo:
Martins Fontes, 2011. p. 78)

Considerando-se o sentido contextualizado, traduz-se adequadamente um


segmento em:
a) ressentir-se da fraqueza dos homens (1o parágrafo) = impressionar-se com
a insipidez humana
b) transformou-se numa faca de dois gumes (2o parágrafo) = tornou-se um
EU VOU PASSAR!!

instrumento ambivalente
c) transformou-se tão amiúde em seu flagelo (2o parágrafo) = converteu-se em
miudezas punitivas
d) compilações de juristas sabidos (3o parágrafo) = seleções de jurisconsultos
leigos
e) turba de palradores orgulhosos (3o parágrafo) = malta de loquazes
desfibrados
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Os trechos têm sentidos diferentes, veja que não há
correspondência entre os termos empregados em cada um deles.
ressentir-se = magoar-se; portanto, diferente de impressionar-se
insipidez = sem sabor, monótono; portanto, diferente de fraqueza
Alternativa B – Correta – Ambos os termos empregados são equivalentes.
transformou-se = tornou-se

Prof. Bruno Spencer 26 de 54


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faca de dois gumes = instrumento ambivalente


Alternativa C – Incorreta – Ó termo amiúde significa frequentemente ou
repetidamente, nada tendo a ver com miudeza.
Alternativa D – Incorreta – Os vocábulos “sabidos” e “leigos” são antônimos, ou
seja, têm sentidos opostos.
Alternativa E – Incorreta – Esta alternativa trouxe bastantes termos poucos
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frequentes, no entanto com sentidos bem próximos, no entanto “orgulhosos”


nada tem a ver com desfibrados.
turba = aglomeração, multidão; palrador = tagarela, falador
malta = bando, corja; loquaz = tagarela, falador; desfibrados = fracos, covardes
Gabarito: B

4) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


[Ponderando o julgamento]
As leis não podem deixar de ressentir-se da fraqueza dos homens. Elas são
variáveis como eles.
Algumas, nas grandes nações, foram ditadas pelos poderosos com o fim de
esmagar os fracos. Eram tão equívocas que mil intérpretes se pressaram a
comentá-las; e, como a maioria só fez sua glosa como quem executa um ofício
para ganhar algum dinheiro, acabou o comentário sendo mais obscuro que o
texto. A lei transformou-se numa faca de dois gumes que degola tanto o
inocente quanto o culpado. Assim, o que devia ser a salvaguarda das nações
transformou-se tão amiúde em seu flagelo que alguns chegaram a perguntar se
EU VOU PASSAR!!

a melhor das legislações não consistiria em não se ter nenhuma.


Examinemos a questão. Se vos moverem um processo de que dependa vossa
vida, e se de um lado estiverem as compilações de juristas sabidos e
prepotentes, e de outro vos apresentarem vinte juízes pouco eruditos mas que,
sendo anciãos isentos das paixões que corrompem o coração, estejam acima
das necessidades que o aviltam, dizei-me: por quem escolheríeis ser julgados,
por aquela turba de palradores orgulhosos, tão interesseiros quanto
ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes respeitáveis?
(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo:
Martins Fontes, 2011. p. 78)

Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:


a) A Voltaire interessava não apenas reconhecer ou esmiuçar as leis de seu
tempo, mas sobretudo avalia-las considerando a instância de sua aplicação, que
deveria ser a mais justa possível.

Prof. Bruno Spencer 27 de 54


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b) Esmiuçar ou interpretar as leis eram um empenho de Voltaire, para quem a


salvaguarda dos direitos humanos, sobretudo dos mais pobres, deveriam ser
invioláveis.
c) Para quem se ater ao espírito das leis, segundo Voltaire, é preferível fazer
justiça com os leigos ponderados do que deixar-lhe nas mãos de juristas
empertigados e autoritários.
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d) Sendo função das leis regular a distribuição de justiça, Voltaire não admitia
que seu espírito venha a sofrer prejuízo em sua concepção, mormente quando
mal aplicada.
e) Voltaire entendia que as leis, em cuja aplicação traduz-se as fraquezas
humanas, dependem do espírito de quem as aplica, de vez que está nisso sua
faculdade maior.
Comentários:
Alternativa A – Correta
Alternativa B – Incorreta – Esmiuçar ou interpretar as leis era um empenho de
Voltaire, para quem a salvaguarda dos direitos humanos, sobretudo dos mais
pobres, deveria ser inviolável.
O verbo deve ser flexionado no SINGULAR quando o seu sujeito for oracional.
Esmiuçar ou interpretar as leis era um empenho = ISSO era um empenho.

Sujeito É importante que você estude bastante.


ORACIONAL Quem é de bem faz o bem.
EU VOU PASSAR!!

A forma verbal “deveria” e o nome “inviolável” devem ser flexionados no


singular para concordar com o núcleo do sujeito “salvaguarda” (regra geral).
Alternativa C – Incorreta – Para quem se atém ao espírito das leis, segundo
Voltaire, é preferível fazer justiça com os leigos ponderados a deixá-la nas
mãos de juristas empertigados e autoritários.
1 – A forma verbal “ater” é errada, pois o verbo segue o paradigma do verbo
TER, sendo a conjugação correta ativer, no entanto, para manter a harmonia
na correlação verbal, devemos utilizar verbo no presente do indicativo (atém).
2 - O verbo DEIXAR tem como objeto direto implícito a justiça, por isso
devemos utilizar o pronome A e não LHE, que é utilizado para objetos indiretos.
3 - Prefere-se uma coisa a outra e não “do que” outra.
Alternativa D – Incorreta - Sendo função das leis regular a distribuição de
justiça, Voltaire não admitia que seu espírito viesse a sofrer prejuízo em sua
concepção, mormente quando mal aplicada.

Prof. Bruno Spencer 28 de 54


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Devemos flexionar o verbo VIR no pretérito imperfeito do subjuntivo para


manter a harmonia das correlações verbais do período.
Alternativa E – Incorreta - Voltaire entendia que as leis, em cuja aplicação
traduzem-se as fraquezas humanas, dependem do espírito de quem as aplica,
de vez que está nisso sua faculdade maior.
O verbo TRADUZIR deve vir flexionado no plural para concordar com o sujeito
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passivo “as fraquezas humanas”.


OBS. traduzir = OD; logo o SE é pronome apassivador
Gabarito: A

5) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto a seguir:
[Ponderando o julgamento]
As leis não podem deixar de ressentir-se da fraqueza dos homens. Elas são
variáveis como eles.
Algumas, nas grandes nações, foram ditadas pelos poderosos com o fim de
esmagar os fracos. Eram tão equívocas que mil intérpretes se pressaram a
comentá-las; e, como a maioria só fez sua glosa como quem executa um ofício
para ganhar algum dinheiro, acabou o comentário sendo mais obscuro que o
texto. A lei transformou-se numa faca de dois gumes que degola tanto o
inocente quanto o culpado. Assim, o que devia ser a salvaguarda das nações
transformou-se tão amiúde em seu flagelo que alguns chegaram a perguntar se
a melhor das legislações não consistiria em não se ter nenhuma.
EU VOU PASSAR!!

Examinemos a questão. Se vos moverem um processo de que dependa vossa


vida, e se de um lado estiverem as compilações de juristas sabidos e
prepotentes, e de outro vos apresentarem vinte juízes pouco eruditos mas que,
sendo anciãos isentos das paixões que corrompem o coração, estejam acima
das necessidades que o aviltam, dizei-me: por quem escolheríeis ser julgados,
por aquela turba de palradores orgulhosos, tão interesseiros quanto
ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes respeitáveis?
(VOLTAIRE. O preço da justiça. Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo:
Martins Fontes, 2011. p. 78)

O verbo entre parênteses, para vir a integrar adequadamente a frase, deverá


flexionar-se concordando com o elemento sublinhado em:
a) Nunca (ter) faltado a Voltaire, em relação às leis que analisava, disposição
para tornar sua aplicação o mais justa possível.
b) Não se (atribuir) apenas ao pobre rábula os prejuízos que recaem sobre os
mais fracos; também os eruditos sejam responsabilizados.

Prof. Bruno Spencer 29 de 54


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c) Devido à má aplicação das leis, problema que a muitos juristas (parecer)


incontornável, houve quem pensasse em aboli-las por completo.
d) Voltaire entende que os anciãos, aos quais não (costumar) faltar a
experiência dos anos, são mais imunes às paixões que corrompem o coração.
e) Ao admitir que a ignorância e a respeitabilidade são qualidades que (poder)
alcançar conciliação, Voltaire revela seu lado democrático.
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Comentários:
A questão pretende testar o candidato no conhecimento da regra geral (o verbo
deve concordar com o núcleo do sujeito) e na identificação do sujeito. Vamos
responder às alternativas identificando os sujeitos e fazendo a flexão correta
dos verbos.
Note que na maioria dos casos, a banca inverte a ordem dos termos para tentar
dificultar a vida do candidato.
Alternativa A – Incorreta – Nunca tinha faltado a Voltaire, em relação às leis
que analisava, disposição para tornar sua aplicação o mais justa possível.
Alternativa B – Incorreta – Não se atribuem apenas ao pobre rábula os
prejuízos que recaem sobre os mais fracos; também os eruditos sejam
responsabilizados.
Alternativa C – Incorreta – Devido à má aplicação das leis, problema que a
muitos juristas parece incontornável, houve quem pensasse em aboli-las por
completo.
Alternativa D – Correta – Voltaire entende que os anciãos, aos quais não
costuma faltar a experiência dos anos, são mais imunes às paixões que
corrompem o coração.
EU VOU PASSAR!!

Alternativa E – Incorreta – Ao admitir que a ignorância e a respeitabilidade são


qualidades que podem alcançar conciliação, Voltaire revela seu lado
democrático.
Gabarito: D

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texto. A lei transformou-se numa faca de dois gumes que degola tanto o
inocente quanto o culpado. Assim, o que devia ser a salvaguarda das nações
transformou-se tão amiúde em seu flagelo que alguns chegaram a perguntar se
a melhor das legislações não consistiria em não se ter nenhuma.
Examinemos a questão. Se vos moverem um processo de que dependa vossa
vida, e se de um lado estiverem as compilações de juristas sabidos e
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prepotentes, e de outro vos apresentarem vinte juízes pouco eruditos mas que,
sendo anciãos isentos das paixões que corrompem o coração, estejam acima
das necessidades que o aviltam, dizei-me: por quem escolheríeis ser julgados,
por aquela turba de palradores orgulhosos, tão interesseiros quanto
ininteligíveis, ou pelos vinte ignorantes respeitáveis?
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Para Voltaire, quem se ...... (dispor) a zelar pela justa aplicação das leis, não
importando a época em que isso ...... (vir) a ocorrer, ...... (dever), antes de
mais nada, considerar a fragilidade daqueles sobre os quais o seu peso ......
(recair).
Para preencherem adequadamente as lacunas da frase acima, os verbos
indicados entre parênteses deverão flexionar-se na seguinte sequência:
a) disponha − viesse − deveria − recaía
b) dispuser − venha − deverá − recairá
c) dispuser − virá − deveria − recaia
d) dispusesse − vinha − devesse − recaísse
EU VOU PASSAR!!

e) disponha − viria − deveria – recairia


Comentários:
Alternativa A – Incorreta – As duas primeiras orações trazem uma
possibilidade, assim deverá vir conjugada no modo subjuntivo, enquanto as
demais trazem afirmações (consequências das possibilidades estabelecidas),
devendo ser conjugadas no modo indicativo.
A forma verbal “disponha” no presente do subjuntivo, indicando uma
possibilidade, não se harmoniza com a forma “viesse a ocorrer” que indica
passado, ainda se tratando da mesma possibilidade. Note que as consequências
de algo no presente, não podem vir no passado.
Alternativa B – Correta – Esta afirmativa trouxe os verbos no futuro,
respeitando o modo correto para cada um deles (no início estabelece a
possibilidade/hipótese e depois a consequência).
A expressão “isso venha a ocorrer” é similar ao futuro do subjuntivo “(quando)
isso ocorrer”.

Prof. Bruno Spencer 31 de 54


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Prof. Bruno Spencer – Aula 07

Alternativa C – Incorreta – A forma verbal “virá” está no modo indicativo, não


sendo adequado para expressar uma hipótese. As formas “deveria” e “recaia”
deveriam vir no futuro do indicativo para indicar as consequências das hipóteses
levantadas no início da frase.
Alternativa D – Incorreta – Iniciando a frase com a forma verbal “dispusesse”,
precisaríamos fazer as seguintes adaptações:
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Para Voltaire, quem se dispusesse a zelar pela justa aplicação das leis, não
importando a época em que isso viesse a ocorrer, deveria, antes de mais nada,
considerar a fragilidade daqueles sobre os quais o seu peso recairia.
Alternativa E – Incorreta - Começando a frase com a forma “disponha”,
deveríamos preencher os espaços da seguinte maneira para manterá a
harmonia nas correlações verbais:
Para Voltaire, quem se disponha a zelar pela justa aplicação das leis, não
importando a época em que isso venha a ocorrer, deve, antes de mais nada,
considerar a fragilidade daqueles sobre os quais o seu peso recaia.
Gabarito: B

7) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


[Dois fragmentos sobre História]
A História não é uma ciência. É uma ficção. Vou mais longe: assim como ocorre
na ficção, há na História uma tentativa de reconstruir a realidade por meio de
um processo de seleção de materiais. Os historiadores apresentam uma
realidade cronológica, linear, lógica. Mas a verdade é que se trata de uma
montagem, fundada sobre um ponto de vista. A História é escrita sob um prisma
EU VOU PASSAR!!

masculino. A História é escrita na perspectiva dos vencedores. Se fosse feita


pelas mulheres ou pelos vencidos, seria outra. Enfim, há uma História dos que
têm voz e uma outra, não contada, dos que não a têm. (...)
Que diabo é a verdade histórica? Só algo que foi desenhado, e depois esse
desenho estabelecido foi cercado de escuro para que a única imagem que
pudesse ser vista fosse a que se quer mostrar como verdade. Nossa tarefa é
tirar todo o escuro, saber o que é que ficou sem ser mostrado.
(Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo:
Companhia das Letras, 2010. p. 254)

O autor propõe que a História deva se constituir a partir de um empenho coletivo


em:
a) A História é escrita sob um prisma masculino.
b) (...) se trata de uma montagem, fundada sobre um ponto de vista.
c) (...) há uma História dos que não têm voz.

Prof. Bruno Spencer 32 de 54


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Prof. Bruno Spencer – Aula 07

d) Nossa tarefa é tirar todo o escuro.


e) Se fosse feita pelas mulheres (...) seria outra.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – A expressão “prisma masculino” indica um ponto de
vista exclusivamente masculino e que, portanto, exclui os demais.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Alternativa B – Incorreta – Apenas um ponto de vista não representa uma


coletividade.
Alternativa C – Incorreta – “História dos que não têm voz” representa mais um
ponto de vista não levado em consideração na História oficial.
Alternativa D – Correta – O termo “nossa tarefa” representa algo coletivo, assim
como “tirar todo o escuro” pode representar um empenho.
Alternativa E – Incorreta – As mulheres não atendem ao sentido de coletivo,
pois a coletividade é formada pelos homens também.
Gabarito: D

8) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


[Dois fragmentos sobre História]
A História não é uma ciência. É uma ficção. Vou mais longe: assim como ocorre
na ficção, há na História uma tentativa de reconstruir a realidade por meio de
um processo de seleção de materiais. Os historiadores apresentam uma
realidade cronológica, linear, lógica. Mas a verdade é que se trata de uma
montagem, fundada sobre um ponto de vista. A História é escrita sob um prisma
masculino. A História é escrita na perspectiva dos vencedores. Se fosse feita
EU VOU PASSAR!!

pelas mulheres ou pelos vencidos, seria outra. Enfim, há uma História dos que
têm voz e uma outra, não contada, dos que não a têm. (...)
Que diabo é a verdade histórica? Só algo que foi desenhado, e depois esse
desenho estabelecido foi cercado de escuro para que a única imagem que
pudesse ser vista fosse a que se quer mostrar como verdade. Nossa tarefa é
tirar todo o escuro, saber o que é que ficou sem ser mostrado.
(Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo:
Companhia das Letras, 2010. p. 254)

Com base no que afirma o texto, deve-se depreender que a História, vista como
um discurso produzido por determinados sujeitos,
a) somente traduz o ponto de vista de quem é capaz de reconhecer, porque os
sofreu, os processos políticos e sociais mais adversos.
b) traduz tão somente o ponto de vista interessado e tendencioso de quem a
narra, o que a dota de um caráter eminentemente parcial.

Prof. Bruno Spencer 33 de 54


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Prof. Bruno Spencer – Aula 07

c) somente será legítima na medida em que representar a média das opiniões


e valores dos indivíduos poderosos que a desenham.
d) é uma narrativa destituída de qualquer valor documental, pois a rigor não
representa a perspectiva de nenhum dos setores sociais.
e) é uma narrativa que explicita com clareza os mecanismos de poder aos quais
a maioria da população está sendo submetida.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Pelo contrário, o texto indica que a História é
montada na “perspectiva dos vencedores”.
“Se fosse feita pelas mulheres ou pelos vencidos, seria outra. Enfim, há uma
História dos que têm voz e uma outra, não contada, dos que não a têm. “
Alternativa B – Correta – “Mas a verdade é que se trata de uma montagem,
fundada sobre um ponto de vista. A História é escrita sob um prisma masculino.
A História é escrita na perspectiva dos vencedores. “
Alternativa C – Incorreta – O texto indica que já é assim, por isso mesmo não
é legítima.
Alternativa D – Incorreta – Representa sim a perspectiva dos setores
dominantes.
Alternativa E – Incorreta – O autor afirma que não há clareza, mas escuridão.
“Só algo que foi desenhado, e depois esse desenho estabelecido foi cercado de
escuro para que a única imagem que pudesse ser vista fosse a que se quer
mostrar como verdade. “
Gabarito: B
EU VOU PASSAR!!

9) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


[Dois fragmentos sobre História]
A História não é uma ciência. É uma ficção. Vou mais longe: assim como ocorre
na ficção, há na História uma tentativa de reconstruir a realidade por meio de
um processo de seleção de materiais. Os historiadores apresentam uma
realidade cronológica, linear, lógica. Mas a verdade é que se trata de uma
montagem, fundada sobre um ponto de vista. A História é escrita sob um prisma
masculino. A História é escrita na perspectiva dos vencedores. Se fosse feita
pelas mulheres ou pelos vencidos, seria outra. Enfim, há uma História dos que
têm voz e uma outra, não contada, dos que não a têm. (...)
Que diabo é a verdade histórica? Só algo que foi desenhado, e depois esse
desenho estabelecido foi cercado de escuro para que a única imagem que
pudesse ser vista fosse a que se quer mostrar como verdade. Nossa tarefa é
tirar todo o escuro, saber o que é que ficou sem ser mostrado.

Prof. Bruno Spencer 34 de 54


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Prof. Bruno Spencer – Aula 07

(Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo:


Companhia das Letras, 2010. p. 254)

Ao se defrontar com a História, Saramago submete a História a uma rigorosa


análise, considerando a História como um discurso, atribuindo à História certo
caráter ficcional, que compromete a transparência da História.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os elementos


sublinhados, na ordem dada, por:
a) submete-a – considerando-a – atribuindo-lhe − lhe compromete a
transparência
b) lhe submete – considerando-a – atribuindo-lhe – compromete-lhe a
transparência
c) a submete – considerando-lhe – atribuindo-a − lhe compromete a
transparência
d) submete-a − a considerando – atribuindo-na − lhe compromete a
transparência
e) submete-lhe − a considerando – atribuindo-a – compromete-lhe a
transparência
Comentários:
Item I – O termo “a História” é objeto direto de “submete”, portando devemos
utilizar o pronome oblíquo A. Como não há palavras atrativas, o pronome deverá
vir na posição de ênclise - submete-a.
Item II – Como o termo substituído é OD e não há palavras atrativas,
EU VOU PASSAR!!

preenchemos o espaço com considerando-a.


Item III – Visto que termo substituído é OI, utilizamos o pronome LHE. Não
havendo palavras atrativas, preenchemos o espaço com atribuindo-lhe.
Item IV – O termo substituído é OI e temos a palavra atrativa QUE, portanto,
preenchemos o espaço com lhe compromete.
Gabarito: A

10) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


[Dois fragmentos sobre História]
A História não é uma ciência. É uma ficção. Vou mais longe: assim como ocorre
na ficção, há na História uma tentativa de reconstruir a realidade por meio de
um processo de seleção de materiais. Os historiadores apresentam uma
realidade cronológica, linear, lógica. Mas a verdade é que se trata de uma
montagem, fundada sobre um ponto de vista. A História é escrita sob um prisma
masculino. A História é escrita na perspectiva dos vencedores. Se fosse feita

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pelas mulheres ou pelos vencidos, seria outra. Enfim, há uma História dos que
têm voz e uma outra, não contada, dos que não a têm. (...)
Que diabo é a verdade histórica? Só algo que foi desenhado, e depois esse
desenho estabelecido foi cercado de escuro para que a única imagem que
pudesse ser vista fosse a que se quer mostrar como verdade. Nossa tarefa é
tirar todo o escuro, saber o que é que ficou sem ser mostrado.
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

(Adaptado de: SARAMAGO, José. As palavras de Saramago. São Paulo:


Companhia das Letras, 2010. p. 254)

É preciso corrigir, por apresentar irregularidades gramaticais e/ou defeito


estrutural, a redação da seguinte frase:
a) Saramago apresenta em seu texto uma visão bastante rigorosa da História,
ao considera-la um discurso que, nada tendo de científico, identifica-se com o
da ficção literária.
b) O autor do texto deixa claro que a voz das camadas sociais menos
prestigiadas jamais se representa no discurso da História, organizado na
perspectiva dos vencedores.
c) Ao se posicionar diante da História, quando então Saramago julga-a um
discurso em cuja carga ficcional se assemelha a ficção, afastando-a assim do
estatuto de uma ciência.
d) Fossem as mulheres ou os vencidos os encarregados de narrar a História,
esta certamente não se apresentaria na perspectiva pela qual a narram os
homens e os vencedores.
e) Para que não haja senão um desenho parcial da História, é preciso iluminar
EU VOU PASSAR!!

aquilo que foi deixado à sombra, e assim surgirá a imagem integral de tudo o
que a constituiu.
Comentários:
Alternativa C – Incorreta – Identificamos os seguintes erros na frase abaixo:
1 – É equivocado o uso da preposição “em” antes do pronome relativo cujo,
que estabelece uma relação de posse entre os termos “discurso” e “carga
ficcional”.
2 – É necessário o uso de crase antes de ficção, devido à regência da forma
verbal “se assemelha” (algo/alguém se assemelha a outra/outrem) e pela
necessidade do artigo A diante de ficção.
3 – A respeito da sua estrutura, repare que na frase há apenas orações
subordinadas e não há uma oração principal.
Ao se posicionar diante da História (oração subordinada adverbial temporal),
quando então Saramago julga-a um discurso cuja carga ficcional se assemelha

Prof. Bruno Spencer 36 de 54


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à ficção (oração subordinada adverbial temporal), afastando-a assim do


estatuto status de uma ciência (oração subordinada adverbial consecutiva).
4 – A palavra “estatuto” significa conjunto de leis, não cabendo no sentido em
que foi empregada. A palavra adequada ao termo seria status, que significa
condição, posição.
Gabarito: C
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11) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Na história da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, a
independência nacional e a expansão colonial marcharam de mãos dadas no
decurso dos oitenta anos de guerra contra a Espanha (1568-1648). A
historiografia tende basicamente a encarar de duas maneiras, que não são
excludentes, as origens do império marítimo que os batavos começaram a
edificar em fins do século XVI e que em boa parte chegou até a Segunda Guerra
Mundial e a independência da Indonésia. A primeira maneira, estritamente
monocausal, interpreta o surto ultramarino em função do imperativo de aceder
às fontes de comércio e de riqueza que os embargos opostos pela Espanha à
navegação da Holanda lhes negava; a segunda maneira, como uma das facetas
do processo pelo qual a Holanda tornou-se, no umbral do seu Século de Ouro,
"a primeira economia moderna" e a principal potência marítima.
Portugal e os Países Baixos tinham uma longa história de relações comerciais
quando, em 1580, o Reino uniu-se à monarquia plural dos Habsburgo
madrilenos, na esteira da crise dinástica desencadeada pela morte de d.
Sebastião no norte da África. Tais relações não poderiam escapar às
consequências do conflito hispano-neerlandês, a começar pelos sucessivos
EU VOU PASSAR!!

embargos sofridos por navios batavos em portos da Península, medidas que


afetavam o suprimento de certos produtos indispensáveis à economia das
Províncias Unidas, em especial o sal português de que dependia a indústria da
pesca, então uma das vigas mestras da prosperidade holandesa, além de
produto crucial ao moeder negotie, isto é, às atividades mercantis da República
no Báltico. Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal
com as Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de
homens de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de
ferro estabelecidos em Lisboa, no Porto e em Viana, com o que se atenuaram
os efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de Madri.
Obs.:
1. A República das Províncias Unidas dos Países Baixos foi estado europeu
antecessor dos atuais Países Baixos. Segundo o organizador da obra de que foi
retirado o excerto acima, nela a Holanda, que na realidade era uma das
entidades que compunham a antiga República das Províncias Unidas dos Países
Baixos, designa toda a confederação, como já se praticava no século XVII.

Prof. Bruno Spencer 37 de 54


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2. neerlandês: que ou aquele que é natural ou habitante do Reino dos Países


Baixos (Holanda).
("Introdução" a O Brasil holandês (1630-1654). Seleção, introdução e notas
de Evaldo Cabral de Mello. São Paulo: Penguin Classics, 2010, p. 11 e 12)

Compreende-se corretamente do primeiro parágrafo:


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

a) Sob império espanhol durante oitenta anos, a República das Províncias Unidas
dos Países Baixos estabeleceu alianças com a Espanha no intuito de expandir-
lhe a colonização, do que decorreu o estatuto de potência marítima para ambos
os estados europeus.
b) Estudos históricos evidenciam que os batavos se iniciaram na navegação em
fins do século XVI, mantendo sua perícia inconteste até a Segunda Guerra
Mundial e a independência da Indonésia.
c) Tendo frustrada, por decisão dos espanhóis, sua pretensão de participar de
certo tipo de comércio vantajoso, os batavos deram grande impulso a sua
expansão ultramarina, início do grande império que acabaram por instituir.
d) Embora haja duas maneiras de interpretar o papel da República das
Províncias Unidas dos Países Baixos no panorama das grandes navegações, os
dois pontos de vista coincidem ao eleger, cada um deles, uma causa única para
a Holanda ter vivido seu Século de Ouro.
e) Os embargos aos Países Baixos quanto a sua livre presença nos mares foram
início de relações equivocadas entre nações, a que se deve, entre outras, e em
grande medida, a eclosão da Segunda Guerra Mundial.
Comentários:
EU VOU PASSAR!!

Alternativa A – Incorreta – A expressão “sob império espanhol” indica que os


Países Baixos eram dominados pela Espanha, o que não é verdadeiro. Por outro
lado, também não havia alianças com a Espanha, visto que permaneceram em
guerra contra ela por oitenta anos.
Alternativa B – Incorreta – A alternativa erra ao afirmar que os “batavos”
iniciaram na navegação no final do século XI, enquanto o texto afirma que esse
é o marco do início da construção de um império naval, o que é bem diferente.
Alternativa C – Correta – Os embargos espanhóis incentivaram os Países Baixos
a desenvolverem a sua navegação, ao ponto de se tornarem uma potência
marítima.
Alternativa D – Incorreta – A diferença entre os dois pontos de vista é que o
primeiro aponta os embargos espanhóis como a única causa do
desenvolvimento da navegação nos Países Baixos, enquanto o segundo encara
esse fator como apenas “uma das facetas” que levou à construção de um
império naval batavo.

Prof. Bruno Spencer 38 de 54


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Alternativa E – Incorreta - Os embargos espanhóis aos Países Baixos foram o


impulso para o desenvolvimento da sua indústria naval, que permaneceu até
a segunda guerra mundial, mas que não está relacionada à eclosão da guerra.
Gabarito: C

12) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

Na história da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, a


independência nacional e a expansão colonial marcharam de mãos dadas no
decurso dos oitenta anos de guerra contra a Espanha (1568-1648). A
historiografia tende basicamente a encarar de duas maneiras, que não são
excludentes, as origens do império marítimo que os batavos começaram a
edificar em fins do século XVI e que em boa parte chegou até a Segunda Guerra
Mundial e a independência da Indonésia. A primeira maneira, estritamente
monocausal, interpreta o surto ultramarino em função do imperativo de aceder
às fontes de comércio e de riqueza que os embargos opostos pela Espanha à
navegação da Holanda lhes negava; a segunda maneira, como uma das facetas
do processo pelo qual a Holanda tornou-se, no umbral do seu Século de Ouro,
"a primeira economia moderna" e a principal potência marítima.
Portugal e os Países Baixos tinham uma longa história de relações comerciais
quando, em 1580, o Reino uniu-se à monarquia plural dos Habsburgo
madrilenos, na esteira da crise dinástica desencadeada pela morte de d.
Sebastião no norte da África. Tais relações não poderiam escapar às
consequências do conflito hispano-neerlandês, a começar pelos sucessivos
embargos sofridos por navios batavos em portos da Península, medidas que
afetavam o suprimento de certos produtos indispensáveis à economia das
EU VOU PASSAR!!

Províncias Unidas, em especial o sal português de que dependia a indústria da


pesca, então uma das vigas mestras da prosperidade holandesa, além de
produto crucial ao moeder negotie, isto é, às atividades mercantis da República
no Báltico. Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal
com as Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de
homens de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de
ferro estabelecidos em Lisboa, no Porto e em Viana, com o que se atenuaram
os efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de Madri.
Obs.:
1. A República das Províncias Unidas dos Países Baixos foi estado europeu
antecessor dos atuais Países Baixos. Segundo o organizador da obra de que foi
retirado o excerto acima, nela a Holanda, que na realidade era uma das
entidades que compunham a antiga República das Províncias Unidas dos Países
Baixos, designa toda a confederação, como já se praticava no século XVII.
2. neerlandês: que ou aquele que é natural ou habitante do Reino dos Países
Baixos (Holanda).

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("Introdução" a O Brasil holandês (1630-1654). Seleção, introdução e notas


de Evaldo Cabral de Mello. São Paulo: Penguin Classics, 2010, p. 11 e 12)

Observado o tratamento dado ao tema, é correta a seguinte afirmação sobre o


que se tem no segundo parágrafo:
a) A união de Portugal com a Espanha é reportada como argumento definitivo
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

em favor da superioridade do poder marítimo espanhol sobre as demais nações


europeias.
b) A morte de d. Sebastião no norte da África é mencionada como uma das
relevantes consequências da união entre Portugal e Espanha em 1580.
c) A referência à longa história de relações comerciais entre Portugal e Países
Baixos tem o propósito de comprovar que o governo português, depois de 1580,
honrou os compromissos legais já assumidos.
d) Cita-se o conflito hispano-neerlandês para fundamentar as dificuldades que
os Países Baixos passaram a ter em suas relações comerciais com Portugal a
partir de 1580.
e) A alusão à Península (Ibérica), em continuidade à alusão feita ao norte da
África, confirma a grande dimensão territorial atingida pela guerra entre a
Espanha e a República das Províncias Unidas dos Países Baixos.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – A afirmativa extrapola o texto ao afirmar a
superioridade do poder marítimo espanhol sobre as demais nações europeias e
também ao afirmar ser este o motivo da associação entre os dois países ibéricos.
EU VOU PASSAR!!

Alternativa B – Incorreta – A morte de d. Sebastião no norte da África é


mencionada como uma das relevantes causas da união entre Portugal e
Espanha em 1580.
Alternativa C – Incorreta – Pelo contrário, apesar da longa história de relações
comerciais entre Portugal e Países Baixos, o governo português, ao unir-se à
Espanha, passou a efetuar embargos aos navios batavos.
Alternativa D – Correta - “Tais relações não poderiam escapar às consequências
do conflito hispano-neerlandês, a começar pelos sucessivos embargos sofridos
por navios batavos em portos da Península, medidas que afetavam o suprimento
de certos produtos indispensáveis à economia das Províncias Unidas, em
especial o sal português...”
Alternativa E – Incorreta - A alusão à Península (Ibérica) refere-se aos embargos
aos navios dos Países Baixos que já eram empregados pela Espanha e passaram
a ser empregados também por Portugal, os dois países que forma a península.
Gabarito: D

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13) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Na história da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, a
independência nacional e a expansão colonial marcharam de mãos dadas no
decurso dos oitenta anos de guerra contra a Espanha (1568-1648). A
historiografia tende basicamente a encarar de duas maneiras, que não são
excludentes, as origens do império marítimo que os batavos começaram a
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edificar em fins do século XVI e que em boa parte chegou até a Segunda Guerra
Mundial e a independência da Indonésia. A primeira maneira, estritamente
monocausal, interpreta o surto ultramarino em função do imperativo de aceder
às fontes de comércio e de riqueza que os embargos opostos pela Espanha à
navegação da Holanda lhes negava; a segunda maneira, como uma das facetas
do processo pelo qual a Holanda tornou-se, no umbral do seu Século de Ouro,
"a primeira economia moderna" e a principal potência marítima.
Portugal e os Países Baixos tinham uma longa história de relações comerciais
quando, em 1580, o Reino uniu-se à monarquia plural dos Habsburgo
madrilenos, na esteira da crise dinástica desencadeada pela morte de d.
Sebastião no norte da África. Tais relações não poderiam escapar às
consequências do conflito hispano-neerlandês, a começar pelos sucessivos
embargos sofridos por navios batavos em portos da Península, medidas que
afetavam o suprimento de certos produtos indispensáveis à economia das
Províncias Unidas, em especial o sal português de que dependia a indústria da
pesca, então uma das vigas mestras da prosperidade holandesa, além de
produto crucial ao moeder negotie, isto é, às atividades mercantis da República
no Báltico. Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal
com as Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de
homens de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de
ferro estabelecidos em Lisboa, no Porto e em Viana, com o que se atenuaram
EU VOU PASSAR!!

os efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de Madri.


Obs.:
1. A República das Províncias Unidas dos Países Baixos foi estado europeu
antecessor dos atuais Países Baixos. Segundo o organizador da obra de que foi
retirado o excerto acima, nela a Holanda, que na realidade era uma das
entidades que compunham a antiga República das Províncias Unidas dos Países
Baixos, designa toda a confederação, como já se praticava no século XVII.
2. neerlandês: que ou aquele que é natural ou habitante do Reino dos Países
Baixos (Holanda).
("Introdução" a O Brasil holandês (1630-1654). Seleção, introdução e notas
de Evaldo Cabral de Mello. São Paulo: Penguin Classics, 2010, p. 11 e 12)

Considerada a situação de uso, está adequadamente compreendido o seguinte


segmento do texto:

Prof. Bruno Spencer 41 de 54


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Prof. Bruno Spencer – Aula 07

a) no umbral do seu Século de Ouro / no início do seu Século de Ouro.


b) uma das vigas mestras da prosperidade holandesa / o mais portentoso
emblema da fartura holandesa.
c) além de produto crucial ao moeder negotie / mais do que produto nefasto ao
"moeder negotie".
d) contrabando capitaneado por testas de ferro / contrabando cujo lucro era
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

desfrutado pelos que representavam a outros homens de negócio.


e) se atenuaram os efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de
Madri / os resultados auspiciosos da aplicação das leis de circunscrição impostas
pela corte de Madri se dissiparam.
Comentários:
Alternativa A – Correta – O termo “umbral” é empregado no sentido de entrada,
porta ou início.
Alternativa B – Incorreta – O termo “viga mestra” tem o mesmo sentido da
expressão “carro-chefe”, ou seja, diz que a pesca é a principal atividade
responsável pela prosperidade holandesa. A palavra “portentoso” tem sentido
de magnífico, maravilhoso, modificando o sentido original do texto.
“a indústria da pesca, então uma das vigas mestras da prosperidade holandesa”
Alternativa C – Incorreta – crucial = importante fundamental; nefasto =
prejudicial, maligno, trágico...
Alternativa D – Incorreta – contrabando capitaneado (comandado/chefiado) por
testas de ferro (representantes)
Repare que o trecho proposto não tem significado igual ao original, que nada
EU VOU PASSAR!!

fala de lucro e sim do comando das operações do contrabando.


Alternativa E – Incorreta – Atenuar = amenizar, suavizar que é diferente de
dissipar = eliminar, apagar. Observe que os resultados das medidas decretadas
pela corte de Madri não foram “auspiciosos”, por tratarem-se de “medidas
restritivas”.
Gabarito: A

14) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Na história da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, a
independência nacional e a expansão colonial marcharam de mãos dadas no
decurso dos oitenta anos de guerra contra a Espanha (1568-1648). A
historiografia tende basicamente a encarar de duas maneiras, que não são
excludentes, as origens do império marítimo que os batavos começaram a
edificar em fins do século XVI e que em boa parte chegou até a Segunda Guerra
Mundial e a independência da Indonésia. A primeira maneira, estritamente
monocausal, interpreta o surto ultramarino em função do imperativo de aceder

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às fontes de comércio e de riqueza que os embargos opostos pela Espanha à


navegação da Holanda lhes negava; a segunda maneira, como uma das facetas
do processo pelo qual a Holanda tornou-se, no umbral do seu Século de Ouro,
"a primeira economia moderna" e a principal potência marítima.
Portugal e os Países Baixos tinham uma longa história de relações comerciais
quando, em 1580, o Reino uniu-se à monarquia plural dos Habsburgo
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

madrilenos, na esteira da crise dinástica desencadeada pela morte de d.


Sebastião no norte da África. Tais relações não poderiam escapar às
consequências do conflito hispano-neerlandês, a começar pelos sucessivos
embargos sofridos por navios batavos em portos da Península, medidas que
afetavam o suprimento de certos produtos indispensáveis à economia das
Províncias Unidas, em especial o sal português de que dependia a indústria da
pesca, então uma das vigas mestras da prosperidade holandesa, além de
produto crucial ao moeder negotie, isto é, às atividades mercantis da República
no Báltico. Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal
com as Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de
homens de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de
ferro estabelecidos em Lisboa, no Porto e em Viana, com o que se atenuaram
os efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de Madri.
Obs.:
1. A República das Províncias Unidas dos Países Baixos foi estado europeu
antecessor dos atuais Países Baixos. Segundo o organizador da obra de que foi
retirado o excerto acima, nela a Holanda, que na realidade era uma das
entidades que compunham a antiga República das Províncias Unidas dos Países
Baixos, designa toda a confederação, como já se praticava no século XVII.
2. neerlandês: que ou aquele que é natural ou habitante do Reino dos Países
EU VOU PASSAR!!

Baixos (Holanda).
("Introdução" a O Brasil holandês (1630-1654). Seleção, introdução e notas
de Evaldo Cabral de Mello. São Paulo: Penguin Classics, 2010, p. 11 e 12)

Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal com as


Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de homens
de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de ferro
estabelecidos em Lisboa, no Porto e em Viana, com o que se atenuaram os
efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de Madri.
Considerada a frase acima, em seu contexto, é correto afirmar:
a) O emprego de Malgrado impõe o entendimento de que a guerra com a
Espanha não foi capaz de impedir que Portugal e as Províncias Unidas
continuassem a estabelecer relações comerciais, efetuadas, então, por meio de
manobras evasivas.

Prof. Bruno Spencer 43 de 54


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b) Em contavam com a cumplicidade de autoridades e de homens de negócio


lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de ferro, a sintaxe mostra
que, embora sejam citados três distintos grupos de colaboração, somente dois
segmentos constituem complemento do verbo.
c) Se em vez de homens de negócio lusitanos tivesse sido empregada a forma
"homens de negócios lusitanos", a clareza e o sentido originais da frase seriam
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

mantidos.
d) A forma capitaneado está empregada em conformidade com a norma padrão
escrita, assim como o está a forma destacada em "Por conhece-lo tão bem, a
moça não acreditou que ele capitaniasse o contrabando".
e) Em com o que se atenuaram os efeitos das medidas restritivas decretadas
pela corte de Madri, a substituição do segmento destacado por "mediante aos
quais" mantém a correção e o sentido originais.
Comentários:
Alternativa A – Correta – O termo “malgrado” é uma conjunção subordinativa
adverbial concessiva tal qual APESAR DE, ou seja, introduz uma ideia que
embora haja uma oposição, esta não impede que algo aconteça.
É justamente essa a ideia do trecho seguinte:
“Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal
com as Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de
homens de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de
ferro estabelecidos em Lisboa...”.
Alternativa B – Incorreta – Na verdade os três grupos de colaboração fazem
parte do complemento do verbo CONTAR.
EU VOU PASSAR!!

Contavam:

1- com a cumplicidade de autoridades;


2- (com a cumplicidade) de homens de negócio lusitanos; (termo implícito)
3- com o contrabando capitaneado por testas de ferro.
Alternativa C – Incorreta – A alteração proposta provocaria uma ambiguidade
no texto, já que não seria possível discernir se o termo “lusitanos” estaria
referindo-se ao termo “homens” ou ao termo negócios. Dessa forma, ficaria
prejudicada a clareza do texto.
Alternativa D – Incorreta – A forma correta do verbo CAPITANEAR seria
capitaneasse.
Alternativa E – Incorreta – A expressão “com o que” poderia ser substituída por
mediante os quais, que significa por meio dos quais.
Note que a preposição A sugerida em “mediante aos quais” está sobrando na
expressão, tornando-a incorreta (mediante algo).

Prof. Bruno Spencer 44 de 54


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Gabarito: A

15) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Na história da República das Províncias Unidas dos Países Baixos, a
independência nacional e a expansão colonial marcharam de mãos dadas no
decurso dos oitenta anos de guerra contra a Espanha (1568-1648). A
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

historiografia tende basicamente a encarar de duas maneiras, que não são


excludentes, as origens do império marítimo que os batavos começaram a
edificar em fins do século XVI e que em boa parte chegou até a Segunda Guerra
Mundial e a independência da Indonésia. A primeira maneira, estritamente
monocausal, interpreta o surto ultramarino em função do imperativo de aceder
às fontes de comércio e de riqueza que os embargos opostos pela Espanha à
navegação da Holanda lhes negava; a segunda maneira, como uma das facetas
do processo pelo qual a Holanda tornou-se, no umbral do seu Século de Ouro,
"a primeira economia moderna" e a principal potência marítima.
Portugal e os Países Baixos tinham uma longa história de relações comerciais
quando, em 1580, o Reino uniu-se à monarquia plural dos Habsburgo
madrilenos, na esteira da crise dinástica desencadeada pela morte de d.
Sebastião no norte da África. Tais relações não poderiam escapar às
consequências do conflito hispano-neerlandês, a começar pelos sucessivos
embargos sofridos por navios batavos em portos da Península, medidas que
afetavam o suprimento de certos produtos indispensáveis à economia das
Províncias Unidas, em especial o sal português de que dependia a indústria da
pesca, então uma das vigas mestras da prosperidade holandesa, além de
produto crucial ao moeder negotie, isto é, às atividades mercantis da República
no Báltico. Malgrado a guerra com a Espanha, as relações comerciais de Portugal
EU VOU PASSAR!!

com as Províncias Unidas contavam com a cumplicidade de autoridades e de


homens de negócio lusitanos e com o contrabando capitaneado por testas de
ferro estabelecidos em Lisboa, no Porto e em Viana, com o que se atenuaram
os efeitos das medidas restritivas decretadas pela corte de Madri.
Obs.:
1. A República das Províncias Unidas dos Países Baixos foi estado europeu
antecessor dos atuais Países Baixos. Segundo o organizador da obra de que foi
retirado o excerto acima, nela a Holanda, que na realidade era uma das
entidades que compunham a antiga República das Províncias Unidas dos Países
Baixos, designa toda a confederação, como já se praticava no século XVII.
2. neerlandês: que ou aquele que é natural ou habitante do Reino dos Países
Baixos (Holanda).
("Introdução" a O Brasil holandês (1630-1654). Seleção, introdução e notas
de Evaldo Cabral de Mello. São Paulo: Penguin Classics, 2010, p. 11 e 12)

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Considere as assertivas que seguem, acerca de aspectos do excerto.


I. No segmento embargos opostos pela Espanha à navegação da Holanda (linhas
9 e 10), o acento indicativo da crase está corretamente empregado, mas seu
uso seria indevido se, em lugar de a navegação, houvesse "aquele tipo de
navegação".
II. A palavra então (linha 21) remete ao tempo em que se dão os fatos
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

comentados pelo autor.


III. Na frase inicial do segundo parágrafo, a correlação entre as formas verbais
empregadas evidencia que, em um cenário de ação prolongada, foi fixada uma
outra ação, enquadrada em um espaço de tempo determinado.
IV. Em começaram a edificar (linha 5 e 6) o verbo auxiliar empresta um matiz
semântico ao verbo principal, indicando a iminência da ação de edificar.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e IV.
b) II e III.
c) II.
d) IV.
e) I e III.
Comentários:
Item I – Incorreta – A crase deve-se à preposição A exigida pela regência do
nome “opostos” juntamente com o artigo A que antecede “navegação”.
Com a mudança proposta, a preposição A juntar-se-ia com o pronome
EU VOU PASSAR!!

demonstrativo “aquele”, também ocorrendo a crase (àquele).


Item II – Correta – O termo “então” foi empregado como advérbio de tempo,
significando nessa/naquela época.
Item III – Correta – “Portugal e os Países Baixos tinham uma longa história de
relações comerciais (cenário de ação prolongada) quando, em 1580, o Reino
uniu-se à monarquia plural dos Habsburgo madrilenos (ação enquadrada em
um espaço de tempo determinado), na esteira da crise dinástica desencadeada
pela morte de d. Sebastião no norte da África (cenário de ação prolongada). “
Item IV – Incorreta – A forma verbal “começaram” no pretérito perfeito do
indicativo expressa um fato já iniciado.
Gabarito: B

16) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Com 1.445 verbetes listados sob "ironia" na MLA Bibliografy de uma única
década, por que o mundo precisaria de um outro livro sobre ironia? E essa

Prof. Bruno Spencer 46 de 54


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listagem conta apenas uma parte da história − a parte literária: esse tópico tem
sido abordado por especialistas em áreas tão diversas quanto linguística e
ciências políticas, sociologia e história, estética e religião, filosofia e retórica,
psicologia e antropologia. A ironia tem sido sempre localizada e estudada em
literatura, artes visuais, música, dança, teatro, exposições de museu, conversas
e argumentação filosófica, e essa lista pode crescer muito mais. Mesmo
concordando que a maioria desses 1.445 verbetes são de artigos sobre "ironia
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

em..." algum texto ou obra de algum artista, a quantidade de energia gasta ao


se tentar compreender como e por que as pessoas escolhem se expressar dessa
maneira bizarra continua a me espantar. Parece haver uma fascinação com a
ironia − que eu obviamente também sinto − quer ela seja considerada um tropo
retórico, quer um modo de ver o mundo.
Obs.: tropo retórico = figura de linguagem
(HUTCHEON, Linda. A "cena" da ironia, em Teoria e política da ironia. Trad.
Julio Jeha. UFMG: Belo Horizonte, 2000. p. 15)

A alternativa que abriga uma ideia não expressa de maneira explícita, mas que
está pressuposta no fragmento acima, é:
a) os 1.445 verbetes listados sob "ironia" na MLA Bibliografy remetem à área
literária.
b) a listagem das áreas em que a ironia tem sido localizada e estudada −
literatura, artes visuais, música, dança, teatro, exposições de museu, conversas
e argumentação filosófica − é passível de aumentar muito mais.
c) a autora concorda com o fato de que a maioria dos 1.445 verbetes citados
seja composta de artigos em que se focalizou a ironia em algum texto ou obra
EU VOU PASSAR!!

de algum artista.
d) o espanto da autora quanto à energia gasta em estudos sobre a ironia é
anterior à constatação que fez acerca dos 1.445 verbetes citados.
e) a autora sente um fascínio pela ironia.
Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Essa informação está explícita no texto: “E essa
listagem conta apenas uma parte da história − a parte literária... ”
Alternativa B – Incorreta – Outra informação que está explícita.
“A ironia tem sido sempre localizada e estudada em literatura, artes visuais,
música, dança, teatro, exposições de museu, conversas e argumentação
filosófica, e essa lista pode crescer muito mais. “
Alternativa C – Incorreta – Informação explícita.
“Mesmo concordando que a maioria desses 1.445 verbetes são de artigos sobre
"ironia em..." algum texto ou obra de algum artista... “

Prof. Bruno Spencer 47 de 54


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Alternativa D – Correta – A questão é muito sutil e até mesmo maldosa!


Veja que está explícito que a autora continua a se espantar após a constatação,
no entanto, a banca considera implícito o fato de que ela já estava espantada
antes da constatação.
“Mesmo concordando que a maioria desses 1.445 verbetes são de artigos sobre
"ironia em..." algum texto ou obra de algum artista, a quantidade de energia
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gasta ao se tentar compreender como e por que as pessoas escolhem se


expressar dessa maneira bizarra continua a me espantar. “
Alternativa E – Incorreta – Informação explícita.
“Parece haver uma fascinação com a ironia − que eu obviamente também sinto“
Gabarito: D

17) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto que segue.
Com 1.445 verbetes listados sob "ironia" na MLA Bibliografy de uma única
década, por que o mundo precisaria de um outro livro sobre ironia? E essa
listagem conta apenas uma parte da história − a parte literária: esse tópico tem
sido abordado por especialistas em áreas tão diversas quanto linguística e
ciências políticas, sociologia e história, estética e religião, filosofia e retórica,
psicologia e antropologia. A ironia tem sido sempre localizada e estudada em
literatura, artes visuais, música, dança, teatro, exposições de museu, conversas
e argumentação filosófica, e essa lista pode crescer muito mais. Mesmo
concordando que a maioria desses 1.445 verbetes são de artigos sobre "ironia
em..." algum texto ou obra de algum artista, a quantidade de energia gasta ao
EU VOU PASSAR!!

se tentar compreender como e por que as pessoas escolhem se expressar dessa


maneira bizarra continua a me espantar. Parece haver uma fascinação com a
ironia − que eu obviamente também sinto − quer ela seja considerada um tropo
retórico, quer um modo de ver o mundo.
Obs.: tropo retórico = figura de linguagem
(HUTCHEON, Linda. A "cena" da ironia, em Teoria e política da ironia. Trad.
Julio Jeha. UFMG: Belo Horizonte, 2000. p. 15)

Análise do texto legitima o seguinte comentário:


a) O emprego de única expressa quão inusitada é a existência de tal quantidade
de verbetes no tempo citado.
b) A forma verbal precisaria exprime possibilidade de ocorrência do fato, que,
no contexto − o trecho constitui excerto da introdução da obra − é considerado
de ocorrência muito pouco provável.

Prof. Bruno Spencer 48 de 54


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c) A argumentação desenvolvida comprova que os dois-pontos equivalem a "por


isso".
d) Às vezes, o sufixo, juntamente com a ideia de diminuição, carrega tom
depreciativo, como ocorre na palavra verbetes.
e) Em a maioria desses 1.445 verbetes são de artigos sobre "ironia
em...", a concordância foge às orientações da gramática normativa, que não
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prevê outra possibilidade que não seja a de o verbo vir no singular, concordando
com a expressão partitiva.
Comentários:
Alternativa A – Correta – A expressão dá ênfase ao contraste do grande número
de verbete em tão pouco tempo (uma única década).
Alternativa B – Incorreta – Na verdade, a forma verbal precisaria questiona a
necessidade de mais abordagem sobre o tema.
Alternativa C – Incorreta – Os dois-pontos forma utilizados para introduzir
uma explicação, assim, não seria possível utilizarmos a conjunção “por isso”
que tem valor conclusivo e não explicativo.
Alternativa D – Incorreta – A palavra “verbete” não possui tom depreciativo. A
palavra significa um texto de caráter explicativo, uma anotação ou comentário
que pode ser encontrado em uma enciclopédia, por exemplo.
Alternativa E – Incorreta – Este é um caso de concordância FACULTATIVA.
Poderíamos escrever corretamente o trecho de duas formas:
• a maioria desses 1.445 verbetes são
• a maioria desses 1.445 verbetes é
EU VOU PASSAR!!

Parte das pessoas ficou parada.


PARTE DE
Parte das pessoas ficaram paradas.

Este exemplo é similar ou coletivo e também se enquadram nessa regra


expressões como METADE DE, GRANDE PARTE DE, A MAIORIA DE, GRANDE
NÚMERO DE.
Gabarito: A

18) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Atenção: Para responder à questão, considere o texto que segue.
Com 1.445 verbetes listados sob "ironia" na MLA Bibliografy de uma única
década, por que o mundo precisaria de um outro livro sobre ironia? E essa
listagem conta apenas uma parte da história − a parte literária: esse tópico tem
sido abordado por especialistas em áreas tão diversas quanto linguística e
ciências políticas, sociologia e história, estética e religião, filosofia e retórica,

Prof. Bruno Spencer 49 de 54


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psicologia e antropologia. A ironia tem sido sempre localizada e estudada em


literatura, artes visuais, música, dança, teatro, exposições de museu, conversas
e argumentação filosófica, e essa lista pode crescer muito mais. Mesmo
concordando que a maioria desses 1.445 verbetes são de artigos sobre "ironia
em..." algum texto ou obra de algum artista, a quantidade de energia gasta ao
se tentar compreender como e por que as pessoas escolhem se expressar dessa
maneira bizarra continua a me espantar. Parece haver uma fascinação com a
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

ironia − que eu obviamente também sinto − quer ela seja considerada um tropo
retórico, quer um modo de ver o mundo.
Obs.: tropo retórico = figura de linguagem
(HUTCHEON, Linda. A "cena" da ironia, em Teoria e política da ironia. Trad.
Julio Jeha. UFMG: Belo Horizonte, 2000. p. 15)

... por que as pessoas escolhem se expressar dessa maneira bizarra...


O segmento destacado acima está grafado em conformidade com a norma-
padrão escrita, o que também ocorre com o destacado na alternativa:
a) Você pode me informar o por quê dessa discussão?
b) Saiu correndo e quando lhe perguntaram porque não quis explicar nada.
c) Fazia muito uso da ironia por que muitos de seus colegas escolhiam se
expressar dessa maneira bizarra.
d) O modo porque ela demonstrava seu afeto era sempre apreciado.
e) As pessoas escolhem se expressar dessa maneira bizarra por quê?
Comentários:
EU VOU PASSAR!!

“... a quantidade de energia gasta ao se tentar compreender como e por que as


pessoas escolhem se expressar dessa maneira bizarra continua a me espantar.“
A expressão “por que” foi utilizada no trecho acima para expressar uma
pergunta indireta (por que motivo/razão).
Utilizamos a forma por que para perguntas diretas e indiretas ou quando
podemos substituí-lo pela expressão “PELO QUAL”.
Alternativa A – Incorreta – A forma porquê é um substantivo e tem o significado
de motivo ou razão.
Alternativa B – Incorreta – Utilizamos a forma por que (por que motivo/razão)
para perguntas diretas e indiretas ou quando podemos substituí-lo pela
expressão “PELO QUAL”.
Alternativa C – Incorreta – Utilizamos a forma porque, que é uma conjunção
causal ou explicativa, para respostas de perguntas e explicações em geral.
Alternativa D – Incorreta - Utilizamos a forma por que para perguntas diretas
e indiretas ou quando podemos substituí-lo pela expressão “PELO QUAL”.

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Curso: Português
Resumo + Questões Comentadas
Prof. Bruno Spencer – Aula 07

Alternativa E – Correta - Utilizamos a forma por quê forma em perguntas


diretas e indiretas quando no final da frase (antes de um ponto).
Gabarito: E

19) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

A redação que se apresenta de modo claro e em concordância com a modalidade


escrita formal é:
a) Na sala da secretária, o diretor deixou um bilhete − "Procurei o documento
e não o achei" − e ela correu ao departamento jurídico para informá-lo que ele
esteve aqui, procurou o documento e não o tinha achado.
b) Arguido sobre o trágico episódio, foi categórico: "Tomamos imediatamente
as precauções que cabem, garantindo, inclusive, a assistência às famílias dos
feridos, que haverão de precisar de nosso apoio".
c) Nem sempre as pessoas fazem juz ao crédito que nelas se deposita, muito
por indiscutíveis falta de preparo e experiência para as funções que exercem,
mas também por ansiar rápidas promoções na carreira.
d) Eles são tão intransigentes que descompoem qualquer candidato que
apresente-se em trajes pouco formais ou até dependendo do caso, vestidos com
adequação, mas de modo que lhes pareça obsoleto.
e) Recebeu o valor extipulado e cumpriu com todas as obrigações às quais tinha
se comprometido a realizar, mas mesmo assim, muitos não o consideraram um
profissional à altura do empreendimento.
Comentários:
EU VOU PASSAR!!

Alternativa A – Incorreta – Na sala da secretária, o diretor deixou um bilhete −


"Procurei o documento e não o achei" − e ela correu ao departamento jurídico
para informá-lo de que ele esteve aqui, procurou o documento e não o tinha
achado.
Faltou a preposição DE para introduzir o objeto indireto do verbo INFORMAR -
informar alguém (OD) de algo (OI).

INFORMAR •Informaram os candidatos do resultado das


AVISAR provas.
CIENTIFICAR •Avisamos as pessoas do acidente.
TDI (de) •Cientifiquei o contribuinte da decisão.

Alternativa B – Correta
Alternativa C – Incorreta – Nem sempre as pessoas fazem jus ao crédito que
nelas se deposita, muito por indiscutível falta de preparo e experiência para
as funções que exercem, mas também por ansiar rápidas promoções na
carreira.

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1 – A expressão “fazer jus” significa merecer (do latim jus = direito).


2 – Quando o adjetivo vem antes dos termos que qualifica, deve concordar com
o termo mais próximo (concordância atrativa).

adjetivo - AA substantivos atrativa

Alternativa D – Incorreta - Eles são tão intransigentes que descompõem


Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

qualquer candidato que se apresente em trajes pouco formais ou até


dependendo do caso, vestidos com adequação, mas de modo que lhes pareça
obsoleto.
1 – Faltou a acentuação da forma verbal “descompõem”.
2 – O pronome relativo “que” atrai o pronome SE, exigindo a próclise.
Alternativa E – Incorreta - Recebeu o valor estipulado e cumpriu com todas as
obrigações as quais tinha se comprometido a realizar, mas, mesmo assim,
muitos não o consideraram um profissional à altura do empreendimento.
1 – O nome estipulado é grafado com S e não com X.
2 – A crase após “obrigações” é indevida, pois o pronome “as quais”
complementa o verbo REALIZAR, que não exige preposição.
3 – Faltou uma vírgula antes de “mesmo assim”, a fim de isolar a expressão de
valor concessivo.
Gabarito: B

20) FCC/AFRE RJ/SEFAZ RJ/2014


EU VOU PASSAR!!

Está clara e correta, segundo a norma-padrão escrita, a seguinte frase:


a) Quando for inquirir o réu, seja quais forem os argumentos já trazidos pelos
advogado de defesa, procure intimidá-lo pela coerência de seu raciocínio e não
pela verve indignada.
b) Os músicos ensaiaram a maior parte do repertório durante a semana, que
era a última que tinham para fazê-lo e logo iniciaria a temporada, deixando para
o fim os arranjos originais de que eles tinham grande preocupação.
c) Não era razoável, como pareceu a grande parte dos moradores, as medidas
propostas pelo líder comunitário, motivo dos protestos generalizados que tantos
se ressentiram no último mês.
d) A ideia de que deveriam ter prestado os primeiros socorros aos atingidos
pelas fortes enxurradas, os atormentaram durante anos, o que os motivou a se
envolverem em muitos trabalhos voluntários.
e) Crítica das duas pesquisas cujo projeto ajudou a delinear, ela quis colaborar
com ambos os grupos de estudiosos apontando os lugares-comuns que
necessitariam ser evitados na análise das questões judaico-cristãs.

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Comentários:
Alternativa A – Incorreta – Quando for inquirir o réu, sejam quais forem os
argumentos já trazidos pelos advogados de defesa, procure intimidá-lo pela
coerência de seu raciocínio e não pela verve indignada.
1 – O verbo SER deve concordar com o sujeito “argumentos”.
2 – Os termos “pelos” e “advogados” devem concordar entre si (pelo advogado
Direitos autorais reservados (Lei 9610/98). Proibida a reprodução, venda ou compartilhamento deste arquivo. Uso individual.

ou pelos advogados).
Alternativa B – Incorreta – Os músicos ensaiaram a maior parte do repertório
durante a semana, que era a última que tinham para fazê-lo pois logo iniciaria
a temporada, deixando para o fim os arranjos originais com que eles tinham
grande preocupação.
1 – Seria adequado à ideia de explicação a utilização da conjunção “pois” no
lugar da conjunção aditiva “e”.
2 – O nome preocupação exige a preposição COM em sua regência (preocupação
com algo/alguém).
Alternativa C – Incorreta – Não eram razoáveis, como pareceu a grande parte
dos moradores, as medidas propostas pelo líder comunitário, motivo dos
protestos generalizados de que tantos se ressentiram no último mês.
1 – Os termos “eram” e “razoáveis” concordam com o núcleo do sujeito
medidas.
2 – Foi omitida a preposição DE no complemento da forma verbal “se
ressentiram” (ressentir-se de algo).
Alternativa D – Incorreta - A ideia de que deveriam ter prestado os primeiros
EU VOU PASSAR!!

socorros aos atingidos pelas fortes enxurradas os atormentou durante anos, o


que os motivou a se envolverem em muitos trabalhos voluntários.
1 – O verbo ATORMENTAR deve concordar com o sujeito “ideia”, portando sendo
flexionado no singular.
2 – A vírgula posta após “enxurradas” separa o sujeito do predicado da
oração.
Alternativa E – Correta
Gabarito: E

É isso pessoal...
Espero que tenham ido bem.
Vamos em frente!!!

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3 – Gabarito

1 C 5 D 9 A 13 A 17 A
2 E 6 B 10 C 14 A 18 E
3 B 7 D 11 C 15 B 19 B
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4 A 8 B 12 D 16 D 20 E
EU VOU PASSAR!!

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