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QUESTÕES CIVIL DELEGADO

Tema:

Assinale a alternativa correta, de acordo com as disposições da Lei de Introdução às Normas do Direito
Brasileiro (Decreto-Lei n.º 4.657/1942).

A lei nova revoga a lei antiga, quando com esta incompatível, ainda que não haja expressa declaração de
revogação.

As correções a texto de lei já em vigor não implicam em lei nova.

A repristinação é regra no direito brasileiro, admitindo-se disposição legal que afaste sua incidência.

Entende-se por ato jurídico perfeito a decisão judicial da qual não caiba mais recurso.

O Brasil não adota, em regra, o instituto da vacatio legis, salvo no estrangeiro, quando admitida a
obrigatoriedade da lei brasileira.

Tema: Prova ,Parte Geral

No que tange às provas e seus meios de produção, assinale a alternativa correta.

São exemplos dos meios de prova a confissão, o documento, a testemunha, a presunção e a perícia, não
havendo, em regra, hierarquia entre os meios de prova.

Admite-se a prova exclusivamente testemunhal para os negócios jurídicos que ultrapassem o décuplo do
maior salário mínimo vigente no país, desde que haja mais de uma testemunha.

Os parentes colaterais por afinidade podem ser admitidos como testemunhas, independentemente do grau
de parentesco.

A recusa à realização de exame médico necessário não pode gerar presunção em desfavor daquele que se
nega.

Não é permitida a recusa a prestar depoimento sobre fato a cujo respeito, por estado ou profissão, deva
guardar segredo.
Tema: Domicílio e Bens ,Parte Geral

Sobre as diferentes classes de bens, assinale a alternativa correta.

Constitui universalidade de direito a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa,
tenham destinação unitária.

Os bens naturalmente divisíveis só podem tornar-se indivisíveis por determinação legal.

São bens imóveis o solo, o subsolo e o espaço aéreo e apenas o que se lhe incorporar artificialmente.

Consideram-se bens móveis as energias que tenham valor econômico e o direito à sucessão aberta.

Apesar de ainda não separados do bem principal, os frutos e produtos podem ser objeto de negócio jurídico.

Tema: Domicílio e Bens ,Parte Geral

Domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo. Sobre o
assunto, assinale a alternativa correta.

O domicílio do preso é o lugar onde foi julgada a ação penal.

O domicílio do servidor público é o lugar em que ele exerce permanentemente suas funções.

O domicílio do incapaz é o do local onde ele for encontrado.

Se a pessoa natural não tiver residência habitual, ter-se-á por seu domicílio a última residência registrada em
seu nome.

Se a pessoa natural tiver diversas residências, onde alternadamente viva, considerar-se-á seu domicílio
apenas o lugar onde a profissão é exercida.
Tema: Domicílio e Bens ,Parte Geral

Com relação aos bens públicos, é correto afirmar que

os de uso especial e os dominicais são inalienáveis, inadmitindo desafetação.

podem ser de uso gratuito ou retribuído, conforme disposição legal.

os rios, mares, ruas e praças constituem bens de uso especial.

os de uso especial são aqueles bens públicos revestidos de estrutura de direito privado.

apenas os dominicais estão sujeitos à usucapião.

Tema: Defeitos do Negócio Jurídico ,Parte Geral

De acordo com a disciplina constante do Código Civil acerca dos vícios de vontade dos negócios jurídicos,
assinale a alternativa correta.

O erro de indicação da pessoa ou da coisa a que se referir a declaração de vontade viciará o negócio,
mesmo se, por seu contexto e pelas circunstâncias, for possível identificar a coisa ou pessoa cogitada.

O silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade que a outra parte haja ignorado, nos
negócios jurídicos bilaterais, constitui omissão culposa, provando-se que, sem ela, o negócio não teria sido
celebrado, ou o seria de outro modo.

A coação, para viciar o negócio jurídico, deve incutir ao paciente temor de dano iminente à sua pessoa, à sua
família, aos seus bens ou a terceiros, devendo ser levados em conta o sexo, a idade, a condição, a saúde e,
no temor referencial, o grau de parentesco.

Configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa


pertencente ou não à sua família, de grave dano conhecido ou não pela outra parte, assume obrigação
excessivamente onerosa.

Se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte favorecida concordar com a redução do proveito,
segundo os valores vigentes ao tempo em que foi celebrado o negócio jurídico, não se decretará a anulação
do negócio, nos casos de lesão.

Tema: Defeitos do Negócio Jurídico ,Parte Geral

No estado de perigo, considerado como defeito do negócio jurídico, é correto afirmar que

para sua configuração, é imprescindível o conhecimento do risco de grave dano por ambas as partes.

somente pode ser alegado quando o risco de grave dano for da própria pessoa que assumiu a obrigação.

é causa de nulidade do negócio jurídico, exigindo declaração judicial neste sentido.

gera a possibilidade de revisão judicial, com finalidade de tornar a obrigação proporcional, mas não é causa
de anulação ou nulidade do negócio.

consiste na assunção de obrigação manifestamente desproporcional à obrigação da outra parte, por


inexperiência.

Tema: Prescrição e Decadência ,Parte Geral

A respeito da prescrição e decadência, assinale a alternativa correta.

Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue pela prescrição; a exceção prescreve
nos prazos processuais previstos em lei especial, não havendo coincidência com os prazos da pretensão, em
razão da sua disciplina própria.

A renúncia à prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, antes
de a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis
com a prescrição.

Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes; a prescrição pode ser alegada em
qualquer grau de jurisdição pela parte a quem aproveita e, iniciada contra uma pessoa, continua a correr
contra o seu sucessor.

A interrupção da prescrição pode se dar por qualquer interessado, somente poderá ocorrer uma vez e, após
interrompida, recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou do último ato do processo para a
interromper.

Não corre a prescrição entre os cônjuges e/ou companheiros, na constância da sociedade conjugal, entre
ascendentes e descendentes, durante o poder familiar, bem como contra os relativamente incapazes.

Tema: Prescrição e Decadência ,Parte Geral

Assinale a alternativa correta, de acordo com as disposições do Código Civil de 2002.

Não corre a prescrição contra os maiores de 16 (dezesseis) e menores de 18 (dezoito) anos, salvo se
existente uma das hipóteses de cessação da incapacidade.

São causas de cessação da incapacidade civil: a emancipação, o casamento, o exercício de emprego público
efetivo e o falecimento de ambos os pais.

É irrevogável a opção acerca da disposição gratuita do próprio corpo, para fins científicos ou altruísticos.

A apuração dos fatos no juízo criminal, em regra, impede o curso da prescrição no âmbito civil.

Os ébrios habituais e os viciados em tóxicos são absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos
da vida civil.

Tema: Direito das Coisas / Direitos Reais ,Posse - Teoria, Classificação e Aquisição

Com relação à posse, assinale a alternativa correta.

A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder, temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou
real, não anula a indireta, de quem aquela foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse
contra o possuidor indireto.

Tendo em vista que a posse somente é defendida por ser um indício de propriedade, obsta à manutenção ou
reintegração na posse a alegação de propriedade, ou de outro direito sobre a coisa.

Não autorizam a aquisição da posse justa os atos violentos, senão depois de cessar a violência; entretanto,
se a coisa obtida por violência for transferida, o adquirente terá posse justa e de boa-fé, mesmo ciente da
violência anteriormente praticada.
É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa. O
possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, mesmo após a ciência inequívoca que possui
indevidamente.

O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força, a qualquer tempo;
os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável à manutenção, ou restituição da
posse.

Tema: Direito das Coisas / Direitos Reais ,Posse - Teoria, Classificação e Aquisição

Sobre o instituto da posse, é correto afirmar:

a posse não pode ser adquirida por representante, haja ou não instrumento de mandato.

é facultado ao sucessor singular unir sua posse à de seu antecessor, para os efeitos legais.

o possuidor direto não tem proteção possessória contra o possuidor indireto.

em razão da vedação à autotutela, o possuidor esbulhado não pode adotar medidas imediatas, por sua
própria força, para recuperar a posse.

o detentor possui proteção possessória equivalente à do possuidor.

Tema: Direito das Coisas / Direitos Reais ,Posse - Teoria, Classificação e Aquisição ,Propriedade

No que tange ao instituto da posse e ao direito real de propriedade, assinale a alternativa correta, de acordo
com as disposições do Código Civil de 2002.

Os direitos do detentor equivalem aos direitos do possuidor, havendo legítima pretensão à proteção
possessória.

Considerando que a propriedade privada é um dos princípios da ordem econômica, não se admite a sua
perda em razão do abandono, pelo proprietário.
Admite-se que o possuidor turbado ou esbulhado proteja sua posse por força própria, desde que a reação
seja imediata e não exceda o indispensável.

Em regra, o possuidor não tem pretensão de reintegração de posse quando o esbulho houver sido praticado
pelo proprietário do bem.

Em caso de perigo público iminente, o Poder Público pode requisitar a propriedade privada, sendo faculdade
do proprietário ceder ou não o uso às autoridades competentes.

Tema: Direito de Família ,Parentesco ,Casamento

Maria propôs ação de divórcio em face de João e ambos, já divorciados, estão aguardando a homologação
da partilha dos bens do casal. Nesse período, Maria conhece José e decidem se casar. Sobre o caso
hipotético, assinale a alternativa correta.

Os colaterais de terceiro grau de José, consanguíneos ou afins, podem arguir o fato de que Maria é
divorciada e a partilha de bens dela e de João ainda não foi homologada.

Maria e José podem celebrar o casamento, desde que com o regime de separação obrigatória de bens.

Se o oficial de registro tiver conhecimento de que a partilha de bens de Maria e João ainda não foi
homologada, ele é obrigado a declarar o impedimento.

Ainda que Maria prove a inexistência de prejuízo de João, o juiz não poderá autorizar o casamento de Maria
e José até que a partilha de bens seja homologada.

Qualquer pessoa relativamente incapaz pode declarar o impedimento do casamento de Maria até o momento
da celebração.

Tema: Direito das Sucessões ,Sucessão Testamentária - Testamento, Codicilo e Legado

Pedro, cantor de sucesso de apenas dezessete anos, preocupado com seus bens, decide fazer um
testamento. Sobre a situação hipotética, assinale a alternativa correta.

Caso algum herdeiro necessário não beneficiado pelo testamento decida impugnar a validade do testamento
de Pedro, o prazo é de quatro anos, contado o prazo da data do seu registro.
Se Pedro decidir fazer o testamento particular, ele deve ser escrito de próprio punho. Se for público, pode ser
de próprio punho ou por processo mecânico.

Serão nulas as disposições de Pedro se ele favorecer as testemunhas do testamento.

Pedro pode fazer o testamento conjuntivo com seu irmão para beneficiar seus pais.

Por ser relativamente incapaz, Pedro não pode testar, exceto se assistido por seus pais ou representantes
legais.

Direito das Sucessões ,Aspectos Gerais do Direito das Sucessões – Momento, Espécies, Lugar, Herança
Tema:
e Representação

Sobre a exclusão da sucessão, assinale a alternativa correta.

Aquele que caluniou em juízo o autor da herança não será admitido a suceder, ainda que o ofendido o tiver
reabilitado em testamento de forma expressa.

Aquele que, por meios fraudulentos, inibir o autor da herança de dispor livremente de seus bens por ato de
última vontade será excluído da sucessão, bastando, para tanto, decisão administrativa do juiz.

O direto de demandar a exclusão do herdeiro extingue-se em quatro anos, a contar da data de abertura do
testamento.

Os descendentes do herdeiro excluído sucedem como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão,
uma vez que são pessoais os efeitos da exclusão.

O excluído da sucessão é obrigado a restituir os frutos e rendimentos que dos bens da herança houver
percebido, sem direito a indenização pelas despesas

Responsabilidade civil ,Responsabilidade Civil - Teorias, Espécies e Pressupostos.  ,Modalidades da


Tema:
Responsabilidade Civil( assuntos)

A respeito da responsabilidade civil, assinale a alternativa correta.

A indenização mede-se pela extensão do dano, não podendo ser reduzida pelo juiz, mesmo na existência de
excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano; se a vítima tiver concorrido culposamente para
o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto
com a do autor do dano.

A indenização por ofensa à liberdade pessoal consistirá no pagamento das perdas e danos que sobrevierem
ao ofendido; se o ofendido não puder provar prejuízo material, caberá ao juiz fixar, equitativamente, o valor
da indenização, na conformidade das circunstâncias do caso; considera-se ofensiva da liberdade pessoal a
denúncia falsa e de má-fé.

No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações, no pagamento das despesas
com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família e na prestação de alimentos às pessoas a quem o
morto os devia, levando-se em conta a duração provável da vida do alimentado.

No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e
dos danos emergentes, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido, não sendo devidos
lucros cessantes.

Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, a indenização,
além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença, incluirá pensão
correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou, não podendo a indenização ser arbitrada e
paga de uma só vez.

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