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Coleta Seletiva

SEST – Serviço Social do Transporte


SENAT – Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte

Curso on-line – Coleta Seletiva – Brasília:


SEST/SENAT, 2016.

62 p. :il. – (EaD)

1. Resíduo sólido - reciclagem. 2. Tratamento de


resíduo. I. Serviço Social do Transporte. II. Serviço
Nacional de Aprendizagem do Transporte. III. Título.

CDU 628.4

ead.sestsenat.org.br
Sumário
Apresentação 5

Unidade 1 | Importância da Coleta Seletiva 7

1 Reciclagem e Coleta Seletiva 8

1.1 História da Reciclagem e da Coleta Seletiva 9

1.1.1 Políticas Públicas Voltadas para a Coleta Seletiva 10

1.2 Gestão Integrada de Resíduos Sólidos 11

1.2.1 Educação Ambiental e Coleta Seletiva 11

Glossário 13

Atividades 14

Referências 17

Unidade 2 | Tipos de Materiais Descartados 18

1 Materiais Recicláveis e Materiais Não Recicláveis 19

2 Aproveitamento Energético dos Resíduos Sólidos Urbanos 21

3 Inovações Tecnológicas e Tecnologias de Reciclagem 22

Glossário 23

Atividades 25

Referências 27

Unidade 3 | Formas de Coleta Seletiva 28

1 Implantação de Coleta Seletiva 29

2 Exemplos de Coleta Seletiva 30

Glossário 31

Atividades 32

Referências 35

Unidade 4 | Fonte de Renda Gerada pela Coleta Seletiva 36

1 Viabilidade Econômica da Coleta Seletiva e Reciclagem 37

3
2 Gestão de Resíduos e Inclusão Social 38

3 Riscos à Saúde entre os Catadores de Lixo 39

4 Organização em Rede e Cooperativas Populares de Reciclagem 39

5 Metas de Reciclagem Empresarial 40

6 Reciclagem de Materiais Dificilmente Recicláveis 41

Glossário 42

Atividades 43

Referências 45

Unidade 5 | Os 3 R – Reduzir, Reutilizar e Reaproveitar 46

1 Aplicabilidade dos 3 R 47

Glossário 49

Atividades 50

Referências 53

Unidade 6 | Preservação do Meio Ambiente 54

1 Desenvolvimento Sustentável 55

2 Legislação Ambiental 56

Atividades 57

Referências 60

Gabarito 61

4
Apresentação

Prezado(a) aluno(a),

Seja bem-vindo(a) ao curso Coleta Seletiva!

O lixo produzido principalmente nas áreas urbanas tem sido apontado como um dos
mais preocupantes problemas ambientais da atualidade. A coleta seletiva de lixo é
de grande relevância, pois gera renda, economia para empresas e, principalmente,
redução de diversos problemas ambientais.

Neste curso, você terá a oportunidade de refletir criticamente sobre as problemáticas


que envolvem a coleta seletiva de lixo e a importância de cada agente social para que
esta prática seja reconhecida em seus amplos aspectos.

Espera-se que, ao final do curso, você reconheça os benefícios sociais, econômicos e


ambientais da reciclagem, bem como as práticas dos “3 R” – redução, reutilização e
reciclagem –, e as vantagens de incentivar a organização de ações de coleta seletiva
e reciclagem nos espaços em que atua (instituições, empresas, condomínio, bairro,
etc.) e, ainda, de apoiar direta ou indiretamente iniciativas já existentes na região onde
reside.

O curso possui carga horária total de 10 horas e foi organizado em 6 unidades, conforme
a tabela a seguir.

Unidades Carga Horária

Unidade 1 | Importância da Coleta Seletiva 3h

Unidade 2 | Tipos de Materiais Descartados 2h

Unidade 3 | Formas de Coleta Seletiva 1h

Unidade 4 | Fonte de Renda Gerada pela Coleta Seletiva 2h

Unidade 5 | Os 3 R – Reduzir, Reutilizar e Reaproveitar 1h

Unidade 6 | Preservação do Meio Ambiente 1h

5
Fique atento! Para concluir o curso, você precisa:

a) navegar por todos os conteúdos e realizar todas as atividades previstas nas


“Aulas Interativas”;

b) responder à “Avaliação final” e obter nota mínima igual ou superior a 60;

c) responder à “Avaliação de Reação”; e

d) acessar o “Ambiente do Aluno” e emitir o seu certificado.

Este curso é autoinstrucional, ou seja, sem acompanhamento de tutor. Em caso de


dúvidas, entre em contato por e-mail no endereço eletrônico suporteead@sestsenat.
org.br.

Bons estudos!

6
UNIDADE 1 | IMPORTÂNCIA DA
COLETA SELETIVA

7
1 Reciclagem e Coleta Seletiva

A grande quantidade de lixo produzido especialmente pelas populações urbanas (que vivem
nas cidades) gera desafios enormes que passam por problemas sociais (como os catadores
de lixo), de saúde (por exemplo, doenças transmitidas por ratos) e ambientais (poluição).

A reciclagem é uma técnica que visa a transformação de materiais que inicialmente


seriam descartados em novos produtos. Através da economia de matéria-prima, energia
e água para a fabricação de produtos, a reciclagem diminui a poluição, reduz o uso de
aterros sanitários e lixões, gera empregos e possibilita novas formas de produção.

Entenda as diferenças entre os aterros sanitários e lixões observando a figura abaixo:

Já a coleta seletiva é o procedimento de recolhimento de materiais recicláveis (papel,


plástico, metal e vidro) e separação para envio para usinas de reciclagem, sendo um
dos pilares para o reaproveitamento de materiais e estímulo à educação ambiental.

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1.1 História da Reciclagem e da Coleta Seletiva

A partir da Revolução Industrial (séc. XVIII) o aumento da produção de lixo foi


gradativamente aumentando conforme se fortalecia o capitalismo industrial ao redor
do mundo. Os tipos de lixo também se tornaram cada vez mais diversos como, por
exemplo, o lixo eletrônico, industrial, químico e tóxico.

Com a maioria da população do planeta vivendo em áreas urbanas, a quantidade de


lixo e as formas de descartá-lo foram tornando-se problemas cada vez maiores e a
reciclagem foi ganhando espaço, sendo tema de discussões políticas internacionais a
partir da década de 1970.

A coleta seletiva teve origem na Europa, sendo que a Alemanha e a França foram
precursoras nas décadas de 1970 e 1980. No Brasil, a coleta seletiva teve início em
Niterói (Rio de Janeiro) em 1985, mas foi somente a partir de 1990 que os governos
municipais passaram a assumir maiores responsabilidades, unindo-se à associações e
cooperativas de catadores.

É importante destacar que o problema do lixo urbano é acentuado pelo descarte


inadequado dos resíduos em lixões a céu aberto e aterros que não atendem
completamente às normas de segurança sanitária e ambiental, provocando diversos
tipos de poluição e consequências negativas à saúde.

Segundo Ribeiro (2006), o Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (PNUMA)
revela que o lixo produzido mundialmente deverá ser 70% maior em 2030, se seguir
os níveis alarmantes atuais. Há muita variação na produção de lixo por habitante nos
diferentes países do mundo, sendo que os Estados Unidos é o maior produtor com dois
quilos e meio por habitante/dia e países em desenvolvimento, como a Índia, produzem
meio quilo por habitante/dia.

O Brasil também segue a tendência de aumento da produção do lixo. Dados de 2012 da


ABRELPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais)
revelaram que, naquele ano, a média de lixo produzido foi de pouco mais que um quilo
por habitante/dia. A maior parte do lixo brasileiro é enviado indevidamente para os lixões.

9
1.1.1 Políticas Públicas Voltadas para a Coleta Seletiva

A política mais abrangente sobre o tema é o Plano Nacional de Resíduos Sólidos


(BRASIL, 2010) que estabelece metas para o descarte ambientalmente adequado dos
rejeitos. No Plano é possível perceber como cada um tem papel imprescindível, desde
os fabricantes até os consumidores.

O artigo 9º da Lei nº 12.305/10 (BRASIL, 2010), conhecida também como Política


Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabelece que coleta seletiva deverá ser
implantada pelo titular do serviço público de limpeza urbana e priorizar a participação
de associações e cooperativas de catadores formadas por pessoas de baixa renda.

A PNRS dispõe também sobre a gestão partilhada do Ciclo de Vida do Produto (história
do produto desde a extração da matéria-prima até o descarte pós-uso) e determina
as responsabilidades dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes,
Estado, cidadão e serviços públicos de limpeza e manejo dos resíduos sólidos pela
minimização do volume de rejeitos gerados, bem como pela redução dos impactos
causados ao meio ambiente.

A Lei ainda trata sobre a logística reversa, que caracteriza um conjunto de ações
para devolução dos resíduos sólidos, de difícil reciclagem, ao setor empresarial, para
reaproveitamento ou destinação final ambientalmente correta.

Assegura também ações como o aproveitamento de biomassa na produção de


energia e no refino de óleos lubrificantes usados, assim como o gerenciamento de
resíduos perigosos como pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, produtos químicos,
material hospitalar e radioativo. Além disso, A PNRS determina a criação de planos de
gerenciamento de resíduos sólidos nos níveis estadual, municipal e regional e impõe
que empresas elaborem seus Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

O artigo 71 da mesma lei (BRASIL, 2010), trata da formação de um Sistema Nacional de


Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, para coletar e sistematizar dados e
divulgar as atividades da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Atividades de educação
ambiental também foram estabelecidas com o objetivo de incentivar a conscientização
dos consumidores e o apoio a pesquisas.

10
1.2 Gestão Integrada de Resíduos Sólidos

A gestão integrada dos resíduos sólidos engloba todas as práticas que objetivam
melhorar a gestão do lixo, envolvendo políticas nacionais, estaduais, federais e
entre regiões, além das ações do setor privado. Trata de ações como coleta seletiva,
reciclagem, tecnologias ambientais, reutilização e educação ambiental.

A gestão integrada dos resíduos sólidos determina também formas de como lidar
com os chamados lixos perigosos (como o hospitalar) e de difícil reciclagem (como da
construção civil).

Segundo Massukado (2004), há problemas de continuidade dos projetos de gestão


de resíduos sólidos a cada nova gestão administrativa no Brasil, além de as ações
municipais serem voltadas apenas para a coleta seletiva.

Existem vários modelos de gestão de resíduos, sendo importante considerar as


características de cada região, desde aspectos ambientais até disponibilidade de mão
de obra qualificada.

1.2.1 Educação Ambiental e Coleta Seletiva

A Educação Ambiental tem sido colocada como um relevante tema para a


transformação mundial das relações do homem com o meio ambiente. A Conferência
Intergovernamental sobre Educação Ambiental, realizada em Tbilisi, em 1977, a
definiu como um constante processo de conscientização dos indivíduos sobre o meio
ambiente, de maneira a adquirirem conhecimento e valores que os façam agir individual
e socialmente na busca de soluções para as questões ambientais.

Em 1999, o Brasil instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental, que coloca a


educação ambiental como uma das ferramentas indispensáveis para a sustentabilidade.

11
Vinculada à Educação Ambiental está a coleta seletiva, tema que exige participação
política e processos construídos coletivamente. Sendo assim, a Educação Ambiental
aparece como um incentivo para que a sociedade assuma, de acordo com Jacobi
(2003), uma postura questionadora em torno das políticas públicas voltadas para o
meio ambiente.

As relações entre meio ambiente e educação são complexas e desafiadoras, e exigem


conhecimento de diferentes áreas, entre elas: história, ecologia, sociologia, gestão
ambiental e agronomia. Há também diferentes perspectivas históricas (tradicionais e
contemporâneas), que ultrapassam a aplicação de projetos ambientais específicos e
conduzem para uma transformação social mais ampla.

bb
Para conhecer mais sobre o assunto que estamos estudando,
assista ao documentário “Lixo Extraordinário”, disponível no
link a seguir. Confira!

www.youtube.com/watch?v=61eudaWpWb8

12
Glossário

Aterros sanitários: local tecnicamente adequado para destinação final dos resíduos
sólidos.

Biomassa: massa biológica formada a partir da decomposição de matéria orgânica que


poderá gerar energia.

Capitalismo industrial: fase do sistema econômico capitalista (baseado na propriedade


privada, lucro e competitividade) em que as técnicas de produção industrial passaram
a ser amplamente utilizadas no lugar da produção artesanal.

Logística reversa: conjunto de ações que objetivam a coleta e a restauração dos


resíduos sólidos para reaproveitamento.

Matéria orgânica: restos de seres vivos (animais, vegetais).

Revolução Industrial: amplo conjunto de mudanças – principalmente econômicas – que


aconteceram na Europa entre os séculos XVIII e XIX, com a substituição da produção
artesanal pela produção industrial.

13
Atividades

1) Qual das opções tem a melhor explicação para os conceitos

aa
de reciclagem e coleta seletiva?

a. ( ) Reciclagem é a reutilização de materiais que seriam


descartados, dando novas utilidades a estes materiais. Coleta
seletiva é a separação do lixo em materiais orgânicos e
inorgânicos.

b. ( ) Reciclagem é uma técnica que transforma materiais que


seriam descartados em novos produtos. Coleta seletiva é o
procedimento de recolher os materiais recicláveis e enviá-los
para usinas de reciclagem.

c. ( ) Reciclagem é uma técnica artesanal de reutilização de


materiais que seriam descartados. Coleta seletiva é o
procedimento de recolher os materiais recicláveis e enviá-los
para usinas de reciclagem.

d. ( ) Reciclagem são tecnologias inovadoras que permitem a


transformação de materiais que seriam descartados em novos
produtos. Coleta seletiva é a separação de materiais em vidro,
plástico e papel.

2) O que é Ciclo de Vida do Produto? Indique a alternativa


correta.

a. ( ) Uma técnica de marketing sustentável, que concede aos


consumidores todas as informações sobre o produto.

b. ( ) Trata-se da história do produto, desde a extração da


matéria-prima até o descarte.

c. ( ) É um método de cálculo da quantidade de água utilizada


para a fabricação de determinado produto.

d. ( ) Trata-se um processo industrial em que um produto


descartado ganha valor exercendo uma nova função.

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3) Qual a política mais abrangente relacionada à reciclagem
e coleta seletiva e quais agentes sociais ela envolve? Indique
a alternativa correta.

a. ( ) Política Nacional de Meio Ambiente – responsabiliza


desde fabricantes, passando pelo Estado e chegando ao
consumidor considerando o meio ambiente como um patrimônio
público a ser necessariamente assegurado e protegido.

b. ( ) Política Nacional de Resíduos Sólidos – responsabiliza os


governos federal, estadual e municipal com relação à implantação
de políticas públicas de coleta seletiva e reciclagem que
valorizem as organizações de pessoas de baixa renda.

c. ( ) Política Nacional de Meio Ambiente – responsabiliza a


todos os que cometem crimes ambientais, sendo considerados
contra a fauna, crimes contra a flora, poluição, crimes contra o
ordenamento urbano e patrimônio cultural, crimes contra a
administração ambiental e infrações administrativas.

d. ( ) Política Nacional de Resíduos Sólidos – responsabiliza


desde fabricantes, passando pelo Estado e chegando ao
consumidor pelo manejo dos resíduos sólidos e pela redução
dos impactos causados à qualidade ambiental.

4) Quais das frases abaixo melhor define Educação


Ambiental?

a. ( ) São práticas educativas que podem envolver diferentes


disciplinas escolares como Geografia, Biologia e História, e
devem remeter não somente ao estudo racional dos conceitos,
mas também a atividades práticas que envolvam toda a
comunidade.

b. ( ) Processo no qual os indivíduos e a comunidade tomam


consciência de seu meio ambiente e adquirem o conhecimento,
os valores, as habilidades, as experiências e a determinação que
os tornam aptos a agir e resolver os problemas ambientais.

15
c. ( ) Processos empregados dentro de instituições escolares e
filantrópicas voltadas para a preservação do patrimônio
ambiental e criar modelos de desenvolvimento, com soluções
limpas e sustentáveis.

d. ( ) Processo pelo qual comunidades tomam consciência do


lugar que vivem, entram em contato com conhecimentos de
diversas áreas e sentem-se aptos a transformarem seus
hábitos.

5) O que é logística reversa? Indique a alternativa correta.

a. ( ) Conjunto de ações para devolução dos resíduos sólidos


ao setor empresarial, para reaproveitamento ou destinação
final ambientalmente correta.

b. ( ) Prática que responsabiliza o fabricante pelo Ciclo de Vida


do Produto que oferece ao mercado, de maneira a minimizar ao
máximo seu impacto ambiental.

c. ( ) Conjunto de responsabilidades que cabem ao consumidor


ao fazer suas escolhas como a redução do consumo, a compra de
produtos ecologicamente corretos, a reutilização da embalagem
e o envio para reciclagem.

d. ( ) Aborda a recuperação de produtos, embalagens e


matérias-primas após o descarte pelo consumidor final.

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Referências

ABRELPE. Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil. São Paulo, 2012. Disponível em:
<http://www.abrelpe.org.br/panorama_apresentacao.cfm>. Acesso em: 20 mar. 2016.

BAPTISTA, Vinicius Ferreira. As políticas públicas de coleta seletiva no município do


Rio de Janeiro – onde e como estão as cooperativas de materiais recicláveis. Rev. Adm.
Pública. Rio de Janeiro, v. 49, n. 1, p. 141-164, jan./fev. 2015.

BRASIL. Lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010. Política Nacional de Resíduos sólidos.


Brasília, 2010. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2010/lei/l12305.htm>. Acesso em: 18 ago. 2016.

GALBIATI, Adriana Farina. O Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos e a


Reciclagem. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Disponível em: <http://
www.amda.org.br/imgs/up/Artigo_15.pdf>. Acesso em: 10 mar. 2016.

GUIMARAES, Mauro. A dimensão ambiental na educação. Campinas: Papirus, 1995.

JACOBI, P. Educação Ambiental, Cidadania e Sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa,


São Paulo, n. 118, p. 189-205, mar. 2003.

MASSUKADO, L. M. Sistema de Apoio a Decisão: avaliação de cenários de gestão


integrada de resíduos sólidos urbanos domiciliares. São Paulo, 2004. Dissertação
(Mestrado). Universidade Federal de São Carlos.

PINTO, Tarcísio de Paula, Metodologia para a gestão diferenciada de resíduos


sólidos da construção urbana. São Paulo, 1999. Tese (Doutorado) – Escola Politécnica
da Universidade de São Paulo.

RIBEIRO, Helena. Panorama da coleta seletiva no Brasil – Desafios e Perspectivas a


partir de três estudos de caso. São Paulo: Revista INTERFACEHS, 2006.

SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DE SÃO PAULO. Cartilha Pedagógica Coleta


Seletiva. Disponível em: <http://www.lixo.com.br/documentos/coleta%20seletiva%20
como%20fazer.pdf>. Acesso em: 10 mar. 2016.

17
UNIDADE 2 | TIPOS DE
MATERIAIS DESCARTADOS

18
1 Materiais Recicláveis e Materiais Não Recicláveis

O papel da usina de reciclagem é transformar resíduos sólidos em matéria-prima para


ser novamente utilizada. Como exemplos, podemos citar a transformação de latas em
placas de alumínio, papel em pasta de celulose e garrafas pet em grãos de plástico.

Na reciclagem, além da separação comum do plástico, papel, vidro, metal, lixo orgânico
e lixo não reciclável, há também outras formas de separação em subtipos de materiais.
Por exemplo, um plástico pode ser subdividido por textura: filme (como os de sacos de
lixo), rígido (embalagens em geral) e pet (embalagens de refrigerante).

Seguem alguns tipos de materiais que não são recicláveis no Brasil:

• Papel adesivo, etiqueta;

• Papel carbono e papel de fax;

• Papel fotográfico;

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• Papel metalizado (como de salgadinho), parafinado (usado para separar
alimentos) ou plastificado (como de embalagem de presentes);

• isopor;

• espuma;

• espelho;

• cerâmica;

• clipe, grampo;

• lâmpada;

• esponja de aço;

• papel sujo e/ou engordurado;

• lata de tinta, combustível e de veneno;

• teclado de computador;

• cabo de panela;

• ampola de medicamento;

• tomada;

• embalagem metalizada;

• prego;

• papel celofane;

• porcelana;

• lente de óculos.

20
2 Aproveitamento Energético dos Resíduos Sólidos Urbanos

O aproveitamento do lixo urbano para a produção de energia é uma alternativa diante


dos inúmeros problemas gerados pelos resíduos e também diante da alta demanda
de energia. Existem inúmeras tecnologias ao redor do mundo que utilizam processos
térmicos e biológicos.

De acordo com Campello (2010), há dois sistemas principais de aproveitamento


energético dos resíduos sólidos urbanos:

a) Sistema de Captação e Queima de Biogás em Aterros Sanitários: o biogás é


formado pela decomposição de matéria orgânica por bactérias, sem consumo de
oxigênio (processo anaeróbico). O aterramento do lixo orgânico leva à produção
deste gás, que contém uma alta taxa de metano e é um dos gases de efeito
estufa, responsáveis pelo aquecimento global.

Para captar esse gás no aterro sanitário, o lixo é coberto com camadas de terra,
gerando chorume e gás. O chorume é escoado para reservatórios de tratamento, já
os gases são captados através de tubos que conduzem o gás para um tanque onde
há a recuperação energética. O biogás pode ser utilizado em motores de combustão
interna que movimentam geradores de energia elétrica, veículos e iluminação.

Existem cerca de 19 usinas de biogás no Brasil, sendo que a primeira delas foi instalada
na cidade de São Paulo e, atualmente junto com outra usina, seu fornecimento
representa 2% da energia elétrica da cidade, disponibilizada para 35 mil domicílios.

b) Sistema de Incineração Direta: neste sistema são utilizados matéria orgânica


e resíduos combustíveis que não poderiam ser reciclados. Os materiais são
colocados em fornos de altas temperaturas, os gases são aspirados, resfriados e
tratados, gerando energia e calor. As cinzas provenientes também são tratadas e
podem ser utilizadas para fabricação de asfalto ou na construção civil.

Esta tecnologia é cara e consequentemente o custo do megawatt/hora produzido


é mais alto do que de uma usina hidrelétrica. Ela tem sido aplicada em países com
menor oferta de energia como Japão, China e Estados Unidos.

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3 Inovações Tecnológicas e Tecnologias de Reciclagem

A cada ano surgem novas tecnologias buscando a reciclagem de produtos difíceis de


maneira mais eficiente. Seguem alguns exemplos:

a) reciclagem de seringas – o polo de eletrônica de Santa Rita do Sapucaí (MG)


criou um aparelho chamado NEX (Reciclagem de Lixo Perfuro Cortante). Após
o uso, a seringa é colocada em um extrator. O aço e o plástico são separados
e depositados em outra parte do aparelho onde são submetidos à altas
temperaturas, em torno de 1.680ºC, esterilizando e derretendo as partes da
seringa, que são transformadas em blocos de aço e plástico que podem ser
usados para reciclagem ou venda.

b) reciclagem de pilhas e baterias – existem três tecnologias para a reciclagem


destes produtos: a mineralúrgica envolvendo processos físicos de separação ou
concentração dos materiais; a hidrometalúrgica com a dissolução dos metais das
pilhas e baterias, já moídas, e a posterior recuperação dos metais em solução;
a pirometalúrgica que se trata da utilização de altas temperaturas para a
recuperação dos metais.

Observação: pilhas e baterias podem conter metais pesados (mercúrio, cádmio


e chumbo) que, quando descartados de maneira incorreta, podem gerar graves
problemas ambientais e à saúde humana, contaminando o solo e águas subterrâneas,
bem como gerando perturbações motoras, câncer e anemia.

c) reciclagem de pneus: os pneus são triturados e depois passam pelo processo


de granulação. Depois os metais podem ser extraídos com um separador
magnético. O aço é encaminhado para a indústria siderúrgica e a borracha pode
ser utilizada para pisos de quadras de esporte, solas de sapatos, isolamento para
telhados e paredes, indústria de asfalto ou para a fabricação de novos pneus.

d) reciclagem de bitucas de cigarro: existe uma tecnologia que permite que bitucas
de cigarro sejam utilizadas para a obtenção de polpa celulósica, que pode ser
empregada na produção de papel e artigos diversos de papelaria.

22
bb
Confira como o estado de Minas Gerais tem trabalhado o tema
da reciclagem realizando a leitura do artigo “Aproveitamento
Energético de Resíduos Sólidos”, através do link a seguir.
Acesse!

www.resol.com.br/cartilhas/aproveitamento_energetico_de_
rsu_guia_feam_(2).pdf

Glossário

Anemia: doença causada pela redução do teor de hemoglobina no sangue que gera
fraqueza.

Aquecimento global: aumento das temperaturas médias do planeta Terra nos últimos anos.

Biogás: gás gerado pela decomposição de matéria orgânica.

Bitucas de cigarro: ponta do cigarro descartado após o fumo.

Cádmio: elemento químico presente em pilhas e baterias.

Câncer: conjunto de doenças geradas por crescimento celular fora do normal.

Chorume: líquido escuro procedente da decomposição de matéria orgânica.

Chumbo: metal utilizado em diferentes produtos como baterias e tintas, é altamente


poluente.

Efeito estufa: processo natural em que parte da radiação solar é retida na atmosfera.

Granulação: fragmentação até formar grãos.

Indústria siderúrgica: indústria que trabalha com aço e ferro.

Megawatt/hora: medida de gasto de energia elétrica.

Mercúrio: metal encontrado na crosta terrestre que, ao ser manejado pela indústria, é

23
altamente poluente.

Metano: gás produzido pela decomposição do lixo orgânico.

Perfuro cortante: material que pode perfurar e/ou cortar.

Perturbações motoras: alterações no sistema nervoso.

Polpa celulósica: material utilizado para fabricação de papel.

Recuperação energética: restabelecimento da energia gasta em determinado


processo.

Resíduos combustíveis: sobras da produção ou do uso de combustíveis que não são


reciclados.

Separador magnético: instrumento para separação de metais por meio de imãs.

Usina hidrelétrica: conjunto de equipamentos e construções que tem a finalidade de


produzir energia elétrica através do potencial energético de um rio.

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Atividades

1) Como é formado o biogás? Indique a alternativa correta.

aa a. ( ) É formado pela decomposição de matéria orgânica por


bactérias anaeróbicas.

b. ( ) É formado pela decomposição de matéria orgânica em


aterros sanitários apropriados através de bactérias aeróbicas.

c. ( ) É formado em aterros sanitários apropriados pela queima


controlada de lixo orgânico.

d. ( ) É formado pela decomposição de matéria orgânica de


maneira aeróbica.

2) Escolha a opção que contenha materiais que não podem


ser reciclados no Brasil:

a. ( ) Papel plastificado, papel de caderno, lata de tinta.

b. ( ) Cabo de panela, papel usado de caderno, lata de tinta ou


solventes.

c. ( ) Papel carbono, teclados de computador, espelho.

d. ( ) Lata de tinta, vidro, porcelana.

3) Qual a problemática ambiental que envolve a tecnologia


de incineração direta?

a. ( ) A possível emissão de gases cancerígenos como dioxinas


e furanos.

b. ( ) O não aproveitamento correto dos resíduos das cinzas.

c. ( ) A possível emissão de calor que contribuiria com o


aquecimento global.

d. ( ) A possível emissão de gases do efeito estufa.

25
4) Por que é importante a destinação correta de pilhas e
baterias? Indique a alternativa correta.

a. ( ) Pilhas e baterias contém metais ferrosos que podem


gerar problemas ambientais à saúde humana.

b. ( ) Pilhas e baterias contém metais pesados que podem


gerar problemas ambientais à saúde humana.

c. ( ) Pilhas e baterias contém metais não ferrosos que podem


gerar problemas ambientais à saúde humana.

d. ( ) Pilhas e baterias contém metais oxidantes que podem


gerar problemas ambientais à saúde humana.

5) Por que a não utilização inteligente do biogás pode causar


danos ao meio ambiente? Indique a alternativa correta.

a. ( ) O biogás contém uma alta taxa de dióxido de carbono


que é um dos gases de efeito estufa.

b. ( ) O biogás contém uma alta taxa de cádmio, que é um metal


poluente e cancerígeno.

c. ( ) O biogás é produzido a partir da queima de combustíveis


fósseis causadores do aquecimento global.

d. ( ) O biogás contém alta taxa de metano, que é um dos gases


de efeito estufa.

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Referências

BRASIL. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Agenda Ambiental na Administração


Pública. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/estruturas/
a3p/_arquivos/cartilha_a3p_36.pdf> Acesso em: 15 mar. 2016.

CAMPELLO, L. D. Análise da Viabilidade do Aproveitamento Energético do Lixo em


Belo Horizonte. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://www.techoje.com.br/
site/techoje/categoria/detalhe_artigo/1115>. Acesso em: 15 mar. 2016.

HENRIQUES, Raquel Martins. Aproveitamento energético dos resíduos sólidos


urbanos: uma abordagem tecnológica. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ,
2004.

SOUZA, Maria Jose. FERREIRA, Elaine. Inovação Tecnológica e adoção de produtos


fabricados com resíduos plásticos pós-consumo. Revista de Negócios, Blumenau, v.
12, n. 3, p. 18-28, jul./set. 2007.

27
UNIDADE 3 | FORMAS DE
COLETA SELETIVA

28
1 Implantação de Coleta Seletiva

Para implantar a coleta seletiva em um determinado espaço – seja um bairro,


condomínio, escola, empresa – é preciso, primeiramente, formar uma comissão
responsável que decidirá sobre como a separação será feita, qual a periodicidade da
coleta, quem será o responsável pela coleta, como será a divulgação e conscientização
da população, como se dará a divisão de tarefas (para evitar a sobrecarga de trabalho),
em qual lugar o lixo será guardado, se será necessário algum investimento inicial, entre
outros assuntos.

É relevante que a comissão busque informações sobre a quantidade de lixo gerado e a


classificação do tipo de lixo (orgânico, reciclável, não reciclável e perigoso) para que se
possa prever as demandas de espaço para acomodar o lixo e as formas de destinação
correta.

Sensibilizar a comunidade sobre a relevância da reciclagem é indispensável para o bom


andamento do projeto. Realizar palestras, reuniões, cineclubes ambientais, cartazes,
folhetos, jornais e revistas são boas alternativas para aproximar a comunidade deste tema.

É importante que não fiquem dúvidas sobre a reciclagem e as melhores formas de


descarte do lixo. Assim, campanhas continuadas são uma boa maneira de incentivar a
coleta seletiva.

Após conhecer o processo de reciclagem, o próximo passo é a destinação do material. É


necessário reunir informações sobre coleta seletiva na cidade, entrar em contato com
associações, cooperativas ou ONGs que realizem este trabalho para organizar como e
quantas vezes por semana o material será recolhido e se será doado ou vendido.

É preciso também programar a organização da coleta, por exemplo: em um prédio


haverá coleta interna de apartamento em apartamento ou de andar em andar? Cada
morador levará o lixo produzido em sua residência para um local definido?

O envio dos materiais recicláveis para os locais corretos é a finalidade maior do projeto,
sendo que todos devem se comprometer a certificar-se de que os materiais estão
sendo reciclados.

Para colaborar com a separação do lixo, o Conselho Nacional de Meio Ambiente


(CONAMA, 2016) estabeleceu código de cores para diferentes tipos de resíduos na
coleta seletiva. Veja na figura abaixo o código das cores e tipos de resíduos:

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2 Exemplos de Coleta Seletiva

Veja alguns exemplos de projetos de coleta seletiva realizados no Brasil:

a) Projeto Reciclar – Universidade Federal de Viçosa (MG)

Criado em 1995, todo o resíduo reciclável é ensacado em embalagens diferenciadas,


recolhido diariamente nos Pontos de Coleta Seletiva, distribuídos pelo Campus
da Universidade, e enviado à Associação dos Trabalhadores da Usina de Triagem e
Reciclagem de Viçosa (ACAMERE).

b) Coleta Seletiva Solidária – Itapira (SP)

A cidade de Itapira conta com 80% da área urbana do município atendido com coleta
seletiva. O projeto teve início em 2011 e é realizado em uma parceira da Associação
dos Coletores de Resíduos Sólidos de Itapira (ASCORSI) e a Prefeitura Municipal.
Realizaram-se campanhas de sensibilização da população com relação à separação e

30
disposição correta dos resíduos recicláveis com a realização de palestras, propagandas
em emissoras de rádio, publicações nos jornais locais, divulgações em carros de som,
panfletos, faixas, cartazes e outdoors.

c) Coleta Seletiva na Escola – Jataí (GO)

Desde 2012, educadoras ambientais ministram palestras e desenvolvem oficinas sobre


o tema coleta seletiva, com a comunidade escolar da cidade conscientizando sobre a
importância da coleta seletiva e reciclagem. Em cada escola foram instalados caixas de
lixo indicando os tipos de materiais a serem coletados para facilitar a separação.

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Glossário

Cineclubes: grupos que se reúnem para assistir filmes e debater sobre cinema.

ONGs: organizações não governamentais.

Periodicidade: período que se repete em intervalos regulares.

Triagem: separação de acordo com seleção pré-determinada.

31
Atividades

1) É importante, ao implantar um projeto coletivo, que se

aa
saiba a quantidade média de lixo gerado e o tipo de lixo? Por
quê? Indique a alternativa correta.

a. ( ) Não, o mais importante é entrar em contato com


instituições responsáveis pela coleta seletiva.

b. ( ) Sim, pois é importante que as indústrias de reciclagem da


cidade saibam as reais demandas daquela localidade.

c. ( ) Sim, pois é importante saber o espaço necessário para


acomodar o lixo e as formas de destinação correta.

d. ( ) Não, isso não é responsabilidade da comissão que organiza


o projeto, mas sim dos órgãos públicos.

2) Quais os principais passos para a implementação de coleta


seletiva? Assinale a alternativa correta.

a. ( ) Formação de uma comissão responsável, decidir sobre


como a separação será feita, periodicidade da coleta, divulgação
e conscientização, local de acondicionado do lixo e contato com
os destinatários.

b. ( ) Formação de uma comissão responsável, decidir sobre


como a separação será feita, periodicidade da coleta, local de
acondicionado do lixo, e contato com os destinatários.

c. ( ) Formação de uma comissão responsável, divulgação e


conscientização, decidir sobre o local de acondicionado do lixo e
quais serão as empresas destinatárias do material.

d. ( ) Formação de uma comissão responsável, decidir sobre


como a separação será feita, periodicidade da coleta, divulgação
e conscientização e local de acondicionado do lixo.

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3) Quais são os projetos de coleta seletiva citados no texto?
Assinale a alternativa correta.

a. ( ) i) Projeto Petrobrás Ambiental; ii) Coleta Seletiva Solidária


– Itapira, SP; iii) Coleta Seletiva na Escola – Jataí, GO.

b. ( ) i) Projeto Reciclar – Universidade Federal de Viçosa, MG;


ii) Cuidando dos Resíduos – Itapira, SP; iii) Coleta Seletiva na
Escola – Jataí, GO.

c. ( ) i) Projeto Reciclar – Universidade Federal de Viçosa, MG;


ii) Coleta Seletiva Solidária – Itapira, SP; iii) Coleta Seletiva na
Escola – Jataí, GO.

d. ( ) i) Projeto Criança Ambiental; ii) Coleta Seletiva Solidária


– Itapira, SP; iii) Coleta Seletiva na Escola – Jataí, GO.

4) Por que é importante que após iniciar um projeto de coleta


seletiva se façam campanhas continuadas? Assinale a
alternativa correta.

a. ( ) Para que lixos que são considerados difíceis tenham a


destinação correta, podendo ser reciclados.

b. ( ) Para que os cidadãos tenham consciência sobre seus


hábitos de consumo, passando a aplicar o consumo consciente

c. ( ) Para que cada pessoa possa incentivar a reciclagem em


outros lugares, como no trabalho e na escola.

d. ( ) Para manter as práticas de coleta seletiva e para que não


fiquem dúvidas sobre a reciclagem.

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5) Qual opção mostra a relação correta entre as cores e os
materiais recicláveis, estabelecida pelo Conselho Nacional
de Meio Ambiente (CONAMA)? Assinale a alternativa
correta.

a. ( ) Azul: papel; vermelho: materiais perigosos; verde:


orgânicos; amarelo: metal; marrom: madeira.

b. ( ) Azul: papel; vermelho: materiais perigosos; verde: vidro;


amarelo: metal; marrom: orgânicos.

c. ( ) Azul: papel; vermelho: plástico; verde: vidro; amarelo:


orgânico; marrom: madeira.

d. ( ) Azul: papel; vermelho: plástico; verde: vidro; amarelo:


metal; marrom: orgânicos.

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Referências

BRASIL. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Agenda Ambiental na Administração


Pública. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/estruturas/
a3p/_arquivos/cartilha_a3p_36.pdf> Acesso em: 15 mar. 2016.

CONAMA – CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE. Legislação. Portal da internet,


2016. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/port/conama/legi.cfm>. Acesso em: 15
mar. 2016.

HENRIQUES, Raquel Martins. Aproveitamento energético dos resíduos sólidos


urbanos: uma abordagem tecnológica. Dissertação de Mestrado. Rio de Janeiro: UFRJ,
2004.

SOUZA, Maria Jose. FERREIRA, Elaine. Inovação Tecnológica e adoção de produtos


fabricados com resíduos plásticos pós-consumo. Revista de Negócios, Blumenau, v.
12, n. 3, p. 18-28, jul./set. 2007.

35
UNIDADE 4 | FONTE DE
RENDA GERADA PELA COLETA
SELETIVA

36
1 Viabilidade Econômica da Coleta Seletiva e Reciclagem

O cálculo da viabilidade econômica da coleta seletiva e reciclagem deve ser realizado


considerando não somente o lucro financeiro, mas também a importância social
e ambiental desta prática. Assim, deve-se considerar aspectos como a criação de
empregos, a melhoria da qualidade de vida da população e a diminuição do uso de
aterros e lixões. De acordo com Calderoni (2003), “para o cálculo do custo da coleta
seletiva, também é importante estimar os custos já existentes com a coleta tradicional.”

Segundo Paiva (2015), dados de 2015 revelam que apenas 3% do lixo produzido no
Brasil é reciclado. No entanto, lentamente esta realidade vai mudando com o aumento
do número de prefeituras que implantam programas de reciclagem, com a ampliação do
número de cooperativas e associações de catadores e também com o aprimoramento
de projetos de reciclagem de empresas privadas.

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2 Gestão de Resíduos e Inclusão Social

Apesar da atividade de catador de materiais reutilizáveis e recicláveis ser reconhecida


pelo Ministério do Trabalho e Emprego desde 2002, os trabalhadores dessa área
geralmente atuam em ambientes impróprios para o trabalho, com baixas remunerações,
sem acesso a equipamentos de proteção e quase sempre são trabalhadores informais,
ou seja, são desprovidos de benefícios como salário fixo, férias e aposentadoria.

Uma expectativa de melhoria das condições de trabalho é a formação de associações


e cooperativas de catadores que objetivem melhores remunerações, diminuição da
vulnerabilidade, enquanto trabalhadores informais, melhores negociações com as
indústrias e execução do trabalho em locais melhor estruturados.

Trabalhar na separação do material coletado não requer formação específica e é uma


forma de inclusão social da população que não tem acesso ao trabalho que exige
formação profissional.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos determina que as prefeituras devem apoiar


os empreendimentos dos catadores, gerindo de forma integrada as atividades de
coleta seletiva e reciclagem através de convênios e acordos. Assim, a prefeitura pode
disponibilizar a utilização de galpões municipais para a separação do lixo, organizar a
coleta municipal, incluindo a separação de material reciclável e não reciclável, auxiliar
na aquisição de equipamentos e na capacitação dos profissionais catadores e até
isentar esses empreendimentos do pagamento de impostos e/ou de serviços de água
e energia elétrica.

Empresas privadas, ONGs (organizações não governamentais) e entidades filantrópicas


também podem colaborar com a inclusão social destes trabalhadores, valorizando seu
importante trabalho.

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3 Riscos à Saúde entre os Catadores de Lixo

A saúde dos catadores de lixo é prejudicada por conta do contato com o lixo de duas
maneiras: a partir do contato direto com agentes patogênicos e propagação de
agentes contaminados pelo ar ou pela água (chorume) e a segunda forma através da
alimentação, pela ingestão de restos de alimentos contaminados.

Ferreira e Anjos (2001) classificaram os principais agentes causadores de problemas de


saúde, presentes no lixo:

a) agentes físicos: gases e odores dos resíduos, materiais perfurocortantes,


tais como vidros, lascas de madeira, objetos pontiagudos e poeiras; ruídos
excessivos, exposição ao frio, ao calor, à fumaça e ao monóxido de carbono e
posturas forçadas e incômodas;

b) agentes químicos: líquidos que vazam de pilhas e baterias, óleos e graxas,


pesticidas/herbicidas, solventes, tintas, produtos de limpeza, cosméticos,
remédios, aerossóis, metais pesados como chumbo, cádmio e mercúrio;

c) agentes biológicos: micro-organismos patogênicos como vírus, bactérias e


fungos.

4 Organização em Rede e Cooperativas Populares de


Reciclagem

O papel dos catadores de materiais recicláveis, ainda que lentamente, tem sido
mais valorizado na sociedade brasileira com o reconhecimento deste trabalho e o
estabelecimento de políticas que visam parcerias com o poder público.

39
Quando não organizados, os
catadores coletam individualmente
o material nas ruas e vendem para
depósitos e sucateiros a preços
baixos, sendo que estes enfardam
o material para ser comercializado.

Quando organizados, em
associações ou cooperativas, os
catadores trabalham em parceria
com o poder público, através da
coleta seletiva e contam com ações de mobilização para que a população separe seu
lixo de maneira correta, tais ações são importantíssimas, pois facilitam a separação
e evitam que os catadores entrem em contato com materiais perigosos ou em
decomposição. Após a triagem do material, ele é compactado em fardos e vendido em
grandes quantidades para um “atravessador” que revenderá o material para a indústria
recicladora.

Nesse momento, mais uma vez, aparece a importância da cooperativa que pode
se organizar junto com outras instituições de catadores para vender em grande
quantidade, diretamente para a indústria, e conseguir preços melhores.

5 Metas de Reciclagem Empresarial

Muitas empresas brasileiras possuem projetos que envolvem a criação de postos


de coleta de lixo reciclável; parcerias com indústrias de reciclagem e associações
de coletores de material reciclável; apoio ao desenvolvimento de pesquisas na área
ambiental; levantamento dos impactos ambientais de sua produção; diminuição dos
impactos ambientais com conscientização em torno de toda a cadeia produtiva e
tratamento de resíduos orgânicos.

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6 Reciclagem de Materiais Dificilmente Recicláveis

Existem empresas que elaboram redes de reciclagem de materiais difíceis os


transformando em um material chamado pellet (grãos de plástico) e posteriormente
em objetos úteis como bolsas, lixeiras, bancos e estojos. O trabalho consiste em fazer
parceria com grandes empresas que produzem materiais de difícil reciclagem, como
embalagens plásticas, escovas de dentes, esponjas de limpeza, maquiagem e canetas.
Tais empresas contam com a colaboração de voluntários que reúnem este material
posteriormente enviado para a reciclagem.

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41
Glossário

Agentes patogênicos: organismos capazes de produzir doenças.

Atravessador: trabalhador que transporta material de um lugar para outro.

Enfardar/Compactar em fardos: empacotado de maneira a diminuir o volume e de


maneira organizada.

Micro-organismos patogênicos: organismos microscópicos capazes de gerar doenças.

Monóxido de carbono: gás levemente inflamável e tóxico.

Objetos pontiagudos: objetos que tenham ponta e que podem gerar ferimentos.

Perfurocortantes: objetos que podem perfurar ou cortar.

Viabilidade econômica: empreendimento ou ação possível de ser praticada em termos


econômicos.

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Atividades

1) Quais os agentes causadores de danos à saúde dos

aa
catadores de materiais? Assinale a alternativa correta.

a. ( ) Agentes físicos, químicos e biológicos.

b. ( ) Agentes biogeoquímicos, patogênicos e mecânicos.

c. ( ) Agentes ergonômicos, químicos e mecânicos.

d. ( ) Agentes fisiológicos, mecânicos e biológicos.

2) Assinale a alternativa correta que indica a porcentagem de


lixo que é reciclado no Brasil.

a. ( ) 3%

b. ( ) 10%

c. ( ) 5%

d. ( ) 25%

3) Quais aspectos devem ser considerados no cálculo da


viabilidade econômica da coleta seletiva e reciclagem?
Assinale a alternativa correta.

a. ( ) Deve-se considerar custos como transporte da coleta


seletiva, contratação de associações e/ou cooperativas de
catadores, adequação de aterros sanitários, manutenção de
local apropriado para o depósito de lixo reciclável.

b. ( ) Deve-se considerar o custo da coleta e de manutenção


dos aterros sanitários, calculando-se os custos já existentes com
os métodos tradicionais e seus impactos ambientais.

c. ( ) Deve-se considerar aspectos sociais e ambientais como a


criação de empregos, a melhoria da qualidade de vida da
população e a diminuição do uso de aterros e lixões.

43
d. ( ) Deve-se considerar aspectos sociais que envolvem a
melhoria da qualidade de vida da população.

4) De que maneira o Plano Nacional de Resíduos Sólidos está


relacionado com a melhoria da qualidade de vida dos
catadores? Indique a alternativa correta.

a. ( ) Ao reconhecer juntamente ao Ministério do Trabalho e


Emprego a atividade de catador de materiais reutilizáveis e
recicláveis.

b. ( ) Ao implementar políticas que consideram a logística


reversa e o ciclo de vida do produto.

c. ( ) Ao impor aos governos municipais a implantação de


políticas de coleta seletiva e reciclagem.

d. ( ) Ao prever o apoio aos empreendimentos dos catadores


gerindo de forma integrada as atividades de coleta seletiva e
reciclagem.

5) De que maneira a desvalorização do trabalho dos catadores


de recicláveis está relacionada à organização da cadeia
econômica da reciclagem? Assinale a alternativa correta.

a. ( ) Na cadeia econômica da reciclagem, o maior poder de


decisão fica nas mãos do governo municipal.

b. ( ) Na cadeia econômica da reciclagem, é o comprador do


material que determina o valor pago.

c. ( ) Na cadeia econômica da reciclagem, o catador somente é


valorizado se conseguir se organizar em uma associação ou
cooperativa.

d. ( ) Na cadeia econômica da reciclagem, é necessária a figura


do “atravessador” que leva o material reciclável às usinas e
acaba retendo parte do lucro que iria para o catador.

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Referências

BESEN, G. R. Coleta seletiva com inclusão de catadores: construção participativa de


indicadores e índices de sustentabilidade. São Paulo: Atlas, 2011.

CALDERONI, Sabetai. Os bilhões perdidos no lixo. 4 ed. São Paulo: Humanitas Felch/
USP, 2003.

COUTO, Fernando. Cidade Sustentável, Lixo Lucrativo. São Paulo: Atlas, 2012.

FERREIRA, J. A.; ANJOS, L. A. Aspectos de saúde coletiva e ocupacional. Cad. Saúde


Pública, Rio de Janeiro, v. 17, n. 3, p. 689-696, maio/jun. 2001.

GONCALVES, Márcio José. Validade Socioeconômica da Coleta Seletiva no Âmbito da


Gestão dos Resíduos Sólidos. Itajaí, 2014, Universidade do Vale do Itajaí. Dissertação
de Mestrado em Gestão de Políticas Públicas.

MARTINS, Clitia Helena. Trabalhadores na Reciclagem do Lixo: Dinâmicas Econômicas,


Sócio Ambientais e Políticas na Perspectiva do Empoderamento. Porto Alegre, 2003.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Tese de Doutorado) Programa de Pós-
Graduação em Sociologia.

NARDIN, Marcelo. Usinas de Reciclagem de Lixo: Aspectos Sociais e Viabilidade


Econômica. Por dentro da TerraCycle. Disponível em: <http://www.terracycle.com.br/
pt-BR/about-terracycle/inside_terracycle#books>. Acesso em: 11 mar. 2016.

PAIVA, Roberto (Ed.). Apenas 3% de todo o lixo produzido no Brasil é reciclado. Portal
da internet, 2015. Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/04/
apenas-3-de-todo-o-lixo-produzido-no-brasil-e-reciclado.html>. Acesso em: 18 ago.
2016.

VIEIRA, Arlete Candido. RICCI, Fabio. Cooperativas Populares de Reciclagem e a


articulação entre geração de renda, reciclagem e gestão ambiental. Simpósio de
Excelência em Gestão e Tecnologia, 2008. Disponível em: <http://www.aedb.br/seget/
arquivos/artigos08/275_275_Cooperativas_Populares_de_Reciclagem_-_Seget_2008.
pdf>. Acesso em: 11 mar. 2016.

45
UNIDADE 5 | OS 3 R – REDUZIR,
REUTILIZAR E REAPROVEITAR

46
1 Aplicabilidade dos 3 R

A quantidade e a diversidade de lixo descartado pela sociedade vêm crescendo


principalmente com produtos de baixa durabilidade e descartáveis. Esse aumento está
relacionado com a atual concepção cultural de consumo que prioriza a utilização de
objetos de forma rápida e fácil.

Baptista (2015) explica que é imprescindível políticas voltadas para o consumo


consciente, que prevê uma revisão profunda de hábitos culturais, sociais e econômicos,
aplicando os 3 R no cotidiano.

Para isso, o governo federal brasileiro, juntamente com organizações não


governamentais, propôs o Plano Nacional de Produção e Consumo Sustentáveis que
demanda mudanças em toda a sociedade e revela a importância da educação ambiental
para que as crianças tenham novos hábitos desde cedo.

47
O documentário “A História das Coisas” (LEONARD, 2007) traz muitas informações que
colaboram com estas reflexões. Trata do sistema de produção, desde a extração, produção,
distribuição, consumo até o tratamento de lixo. Descreve como o sistema de produção
mundial trabalha de forma linear, como se os recursos do planeta fossem infinitos.

O documentário citado apresenta alguns dados bastante alarmantes: nos últimos 30


anos foram consumidos 33% dos recursos naturais do planeta, somente os Estados
Unidos que representam apenas 5% da população mundial utilizam 30% dos recursos
naturais e na Amazônia derruba-se 2.000 árvores por minuto. A autora também trata da
grande quantidade de tóxicos utilizados nos produtos que consumimos diariamente,
além de temas políticos como a exploração de trabalhadores e das matérias-primas
dos países subdesenvolvidos.

As informações estão diretamente relacionadas com a manutenção do sistema


econômico atual, que tem como base a ampliação do consumo. Os produtos são
feitos para durar pouco (obsolescência planejada), a publicidade leva muitas pessoas
a consumirem mais do que realmente precisam (obsolescência perceptível) e
consequentemente a trabalharem mais para manterem seu poder de consumo o que,
segundo estudos apresentados no documentário, não tem gerado felicidade.

As inovações tecnologias nos modelos de celulares e a baixa durabilidade dos modelos


atuais é um ótimo exemplo da obsolescência. Veja o exemplo a seguir.

Finalizando o documentário, há a destinação do lixo, que em sua maioria é despejado


inadequadamente em lixões, aterros e incineradores, gerando ainda mais problemas
ambientais. A reciclagem é importantíssima, mas não é suficiente para resolver toda
essa problemática, por isso, é necessário a mobilização de toda a sociedade.

48
Os 3 Rs, reduzir, reutilizar e reciclar, aparecem como importantes atitudes individuais e
coletivas para a mudança efetiva de nossa relação com os bens naturais. Tais atitudes
estão apresentadas a seguir na sua ordem de importância:

• Reduzir: diminuir a quantidade de lixo produzido, repensar as necessidades


de consumo, não desperdiçar, escolher produtos de empresas sócio e
ambientalmente responsáveis;

• Reutilizar: dar novas utilidades a materiais que seriam inutilizados e trocados por
outros novos;

• Reciclar: renovação de matérias-primas para fabricar novos produtos.

Algumas sugestões para a redução são: substituir copos descartáveis por


canecas laváveis; racionalizar o consumo de papel; controlar os empacotamentos
desnecessários, planejar as compras para não haver desperdício e comprar produtos
duráveis e resistentes.

Ações para a reutilização: reutilizar embalagens; restaurar móveis antigos; usar o outro lado
das folhas de papel já utilizadas para rascunhos e reutilizar produtos para fazer artesanato.

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Glossário

Obsolescência perceptível: redução da vida útil dos produtos relacionada à modismos.

Obsolescência planejada: redução da vida útil dos produtos de maneira a levarem as


pessoas a consumirem mais.

Subdesenvolvidos: países em que os moradores passam por problemas de


infraestrutura básica como falta de acesso a moradia, saúde e educação.

49
Atividades

1) O que significa dizer que a produção econômica trabalha

aa
em um sistema linear? Assinale a alternativa correta.

a. ( ) A produção econômica mundial trabalha os recursos do


planeta de maneira a desenvolver tecnologias sustentáveis.

b. ( ) A produção econômica mundial trabalha como se os


recursos do planeta fossem finitos.

c. ( ) A produção econômica mundial trabalha como se os


recursos do planeta fossem infinitos.

d. ( ) A produção econômica mundial trabalha com os recursos


disponíveis do planeta de maneira equilibrada.

2) O que significam os 3 R e qual sua ordem de relevância?


Assinale a alternativa correta.

a. ( ) 1º Refazer; 2º repensar; e 3º reciclar.

b. ( ) 1º Reduzir; 2º reutilizar; e 3º reciclar.

c. ( ) 1º Reciclar; 2º reutilizar; e 3º repensar.

d. ( ) 1º Repensar; 2º reduzir; e 3º reciclar.

3) Qual a concepção do consumo ligada à ampliação do


capitalismo? Assinale a alternativa correta.

a. ( ) Valorização de consumo de coisas rápidas e fáceis, que


geram ampla diversificação de tipos de lixo.

b. ( ) Do consumo consciente, em que os cidadãos aplicam os 3


R em seu dia a dia.

c. ( ) Do consumo voltado para a sustentabilidade, sendo que


na maioria das cidades brasileiras há coleta seletiva.

50
d. ( ) Consumo igualitário, em todos os lugares do mundo há
acesso aos mais diversos bens de consumo.

4) O que significa consumo consciente? Assinale a alternativa


correta.

a. ( ) Significa sermos responsáveis por todo o lixo que


geramos, apoiando iniciativas de reciclagem e de redução dos
impactos ambientais.

b. ( ) Trata-se de consumir apenas produtos ecologicamente


corretos que tenham selos ambientais e passem por políticas de
responsabilidade sócio ambiental.

c. ( ) Trata-se de uma lei idealizada pelo Ministério do Meio


Ambiente.

d. ( ) Significa uma revisão profunda de hábitos culturais,


sociais e econômicos, aplicando os 3 R no cotidiano.

5) O que são obsolescência planejada e obsolescência


perceptível? Assinale a alternativa correta.

a. ( ) Obsolescência planejada: os produtos são planejados de


maneira a serem inseridas novas tecnologias em breve, o que
eleva o desejo do consumidor a trocar seus produtos com
frequência.
Obsolescência perceptível: as pessoas percebem o quanto seus
produtos não são duráveis.

b. ( ) Obsolescência planejada: os produtos são planejados


para durarem pouco.
Obsolescência perceptível: as pessoas percebem o quanto seus
produtos não são duráveis.

51
c. ( ) Obsolescência planejada: os produtos são planejados
para terem garantia com prazos curtos.
Obsolescência perceptível: as pessoas consomem mais do que
realmente precisam.

d. ( ) Obsolescência planejada: os produtos são planejados


para durarem pouco.
Obsolescência perceptível: as pessoas consomem mais do que
realmente precisam.

52
Referências

BAPTISTA, Vinicius Ferreira. As políticas públicas de coleta seletiva no município do


Rio de Janeiro – onde e como estão as cooperativas de materiais recicláveis. Rev. Adm.
Pública. Rio de Janeiro, v. 49, n. 1, p. 141-164, jan./fev. 2015.

CEMPRE – COMPROMISSO EMPRESARIAL PARA RECICLAGEM. Guia da Coleta Seletiva


de Lixo. Disponível em: <http://cempre.org.br/artigo-publicacao/artigos>. Acesso em:
11 mar. 2016.

DIEGUES, Antônio Carlos. Desenvolvimento Sustentável ou Sociedades


Sustentáveis. Revista São Paulo em Perspectiva, jan./jun. 1992. Disponível em:
<http://www.michaeljonas.com.br/meu%20trabalho/fca_grad/Economia%20II/Apo/
Desenvolvimento%20Sustentavel.pdf>. Acesso em: 11 mar. 2016.

JACOBI, Pedro. Educação Ambiental, Cidadania e Sustentabilidade. Cadernos de


Pesquisa, São Paulo, n. 118, p. 189-205, mar. 2003.

LAYARGUES, Phillipe. Muito além da Natureza: Educação Ambiental e Reprodução


Social. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://www.educacaoambiental.pro.
br/victor/biblioteca/layrargueseareproducaosocial.pdf>. Acesso em: 11 mar. 2016.

MAYER, Kellen Cristina. Incentivo a redução, reutilização e reciclagem com foco nas
garrafas PET. Revista de Educação, Ciência e Cultura. Canoas, v. 18, n. 2, jul./dez. 2013.

ROMEIRO, Ademar. Desenvolvimento Sustentável e mudança institucional notas


preliminares. IE/UNICAMP, Campinas, n. 68, abr. 1999.

53
UNIDADE 6 | PRESERVAÇÃO DO
MEIO AMBIENTE

54
1 Desenvolvimento Sustentável

O conceito de desenvolvimento sustentável é conhecido basicamente pelo progresso


que satisfaz as necessidades atuais, sem sacrificar as necessidades das futuras gerações.
Existem diferentes interpretações de como essa conceituação pode ser aplicada na
sociedade contemporânea, sendo que duas linhas entram em conflito: a primeira linha
considera que o sistema produtivo deve ir avançando tecnologicamente para lidar
com os recursos existentes na natureza, substituindo matérias-primas de maneira que
elas não se esgotem. A segunda linha de pensamento percebe que o meio ambiente
oferece restrições à expansão do capitalismo nos modelos atuais e que é preciso uma
grande mudança na maneira como lidamos com a natureza.

55
2 Legislação Ambiental

As leis ambientais brasileiras, desde 1998, estão inter-relacionadas e possuem


mecanismos de punição aos infratores. Porém, falta fiscalização e apuração dos crimes.
O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis)
e os órgãos estaduais como as secretarias de Meio Ambiente são fiscalizadores
e designam as licenças ambientais, que são procedimentos administrativos que
autorizam a operação de atividades que utilizam recursos ambientais.

Os crimes ambientais são classificados em crimes contra a fauna, contra a flora,


poluição, crimes contra o ordenamento urbano e patrimônio cultural, crimes contra a
administração ambiental e infrações administrativas.

bb
Conheça a Legislação Ambiental acessando o arquivo do
Ministério do Meio Ambiente através do link a seguir. Vale a
pena!

h t t p : / / w w w. m m a . g o v. b r/ e s t r u t u r a s / s e c e x _ c o n j u r/ _
arquivos/108_12082008084425.pdf

56
Atividades

1) O que é desenvolvimento sustentável? Assinale a

aa
alternativa correta.

a. ( ) Desenvolvimento econômico, social e cultural que se dá


de maneira a respeitar o meio ambiente

b. ( ) Desenvolvimento que respeita as necessidades de


diversas regiões do planeta.

c. ( ) Desenvolvimento que satisfaz as necessidades atuais sem


sacrificar as necessidades das futuras gerações.

d. ( ) Desenvolvimento que satisfaz as necessidades de várias


classes sociais, superando assim a injustiça social.

2) Quantas diferentes interpretações de desenvolvimento


sustentável foram discutidas no texto da Unidade 6? Assinale
a alternativa correta.

a. ( ) Seis.

b. ( ) Sete.

c. ( ) Três.

d. ( ) Duas.

3) Qual o maior problema das leis ambientais brasileiras?


Assinale a alternativa correta.

a. ( ) A falta de fiscalização e apuração dos crimes pelo IBAMA


(Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis).

b. ( ) As leis brasileiras estão desatualizadas em relação às


atuais demandas ambientais.

57
c. ( ) A falta de fiscalização e apuração dos crimes pelo
CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente).

d. ( ) As leis ambientais brasileiras não estão inter-relacionadas,


dificultando sua prática.

4) Assinale a alternativa em que não aparecem nenhum tipo


de crime ambiental.

a. ( ) Respeito às áreas de proteção permanente.

b. ( ) Contra a fauna, flora e poluição.

c. ( ) Crimes contra o ordenamento urbano e patrimônio


cultural.

d. ( ) Crimes contra a administração ambiental e infrações


administrativas.

5) Quais as principais linhas de pensamento em torno do


conceito de desenvolvimento sustentável? Assinale a
alternativa correta.

a. ( ) A primeira linha coloca que o sistema produtivo deve


avançar tecnologicamente para lidar com os recursos existentes
na natureza; a segunda linha crê que o homem não deve se
preocupar porque os recursos naturais são renováveis.

b. ( ) A primeira linha coloca que o sistema produtivo não deve


avançar mais em tecnologia; a segunda crê que é preciso uma
mudança abrangente na maneira como lidamos com a
natureza.

c. ( ) A primeira linha coloca que o sistema comunista deve


avançar tecnologicamente para lidar com os recursos existentes
na natureza; a segunda crê que é preciso uma mudança
abrangente na maneira como lidamos com a natureza.

58
d. ( ) A primeira linha coloca que o sistema produtivo deve
avançar tecnologicamente para lidar com os recursos existentes
na natureza; a segunda crê que é preciso uma grande mudança
na maneira como lidamos com a natureza.

59
Referências

BRASIL. MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. Agenda Ambiental na Administração


Pública. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/estruturas/
a3p/_arquivos/cartilha_a3p_36.pdf> Acesso em: 15 mar. 2016.

CEMPRE – COMPROMISSO EMPRESARIAL PARA RECICLAGEM. Guia da Coleta Seletiva


de Lixo. Disponível em: <http://cempre.org.br/artigo-publicacao/artigos>. Acesso em:
11 mar. 2016.

DIEGUES, Antônio Carlos. Desenvolvimento Sustentável ou Sociedades


Sustentáveis. Revista São Paulo em Perspectiva, jan./jun. 1992. Disponível em:
<http://www.michaeljonas.com.br/meu%20trabalho/fca_grad/Economia%20II/Apo/
Desenvolvimento%20Sustentavel.pdf>. Acesso em: 11 mar. 2016.

JACOBI, Pedro. Educação Ambiental, Cidadania e Sustentabilidade. Cadernos de


Pesquisa, São Paulo, n. 118, p. 189-205, mar. 2003.

LAYARGUES, Phillipe. Muito além da Natureza: Educação Ambiental e Reprodução


Social. Portal da internet, 2016. Disponível em: <http://www.educacaoambiental.pro.
br/victor/biblioteca/layrargueseareproducaosocial.pdf>. Acesso em: 11 mar. 2016.

MAYER, Kellen Cristina. Incentivo a redução, reutilização e reciclagem com foco nas
garrafas PET. Revista de Educação, Ciência e Cultura. Canoas, v. 18, n. 2, jul./dez. 2013.

ROMEIRO, Ademar. Desenvolvimento Sustentável e mudança institucional notas


preliminares. IE/UNICAMP, Campinas, n. 68, abr. 1999.

60
Gabarito

Questão 1 Questão 2 Questão 3 Questão 4 Questão 5

Unidade 1 B B D B A

Unidade 2 A C A B D

Unidade 3 C A C D D

Unidade 4 A A C D B

Unidade 5 C B A D D

Unidade 6 C C A A D

61