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O GRITO DA MULHER NA CONTEMPORANEIDADE: um diálogo


sobre corpo, direito humano e mídia

Adriane Pamella de Lima Rodrigues


Acadêmica concluinte do
CEDF/UEPA
adrianerodrigues16@hotmail.com

Márcia Nazaré de Cássia Bahia Peres


Acadêmica concluinte do
CEDF/UEPA
marciancbperes@hotmail.com

Prof. Me. Vera Solange Pires Gomes de Sousa


Professora orientadora – curso de educação física (UEPA)
soldurui@gmail.com

RESUMO: Atualmente se percebe que as discussões sobre ser mulher vêm


ganhando destaques na sociedade. Diante disso, o presente trabalho discorrerá
sobre a construção histórica do corpo feminino, perpassando um diálogo entre corpo,
direito humano e mídia. Ademais, o trabalho tem por caráter ser uma pesquisa
bibliográfica, de cunho qualitativo e abordagem crítico-dialética, objetivando analisar
de que forma a construção histórica do corpo feminino influencia no papel da mulher
na contemporaneidade. Em face do estudo, constatou-se que o patriarcado foi a
base de edificação da construção histórico-social desse processo, desencadeando a
identificação do corpo feminino com um papel distorcido da mulher na sociedade,
com uma atrasada e preconceituosa inserção dela nas práticas corporais e com a
objetificação desse corpo.

Palavras-chaves: Imagem corporal. Corpo feminino. Educação física. Mídia.

INTRODUÇÃO
Nos tempos atuais, o autocontrole, a preocupação e a disciplina ganham cada
vez mais espaço quando o assunto é a construção do corpo dito “perfeito”. Por
conseguinte, um dos profissionais mais requisitados para isso é o de Educação
Física.
Porventura, ele é visto como um dos responsáveis por “esculpir” corpos belos e
saudáveis tão almejados atualmente (LÜDORF, 2009).
Como afirma Tolkmitt (1993), a cada período histórico a concepção de “corpo
belo” muda de acordo com os interesses da classe dominante e transforma-se em
senso comum, atingindo, assim, as massas. Desta forma, “o corpo” perde a sua
essência, a ponto, de hoje, encontrar-se adequado a um padrão determinado e
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simbolizar uma simples réplica e um produto do capitalismo, mensurado como


mercadoria de massa.
Desde a Antiguidade, o ser humano está em busca do belo, da perfeição e da
padronização de um corpo ideal; perspectiva que perdura até os dias atuais,
principalmente, no que se refere ao corpo feminino. No entanto, essa “apreciação”
determina, muitas vezes, regras, condutas e movimentos que impõem à mulher
como ela deve-se portar perante a sociedade.
A Educação Física (EF), que tem como objeto de estudo o corpo em
movimento, contribui nessa busca pela padronização de um corpo belo. Um exemplo
disso, é o próprio Discóbulo de Míron (símbolo da Educação Física), representado
por um corpo atlético e perfeito.
A objetificação do corpo da mulher dá-se desde priscos tempos. Segundo
Tolkmitt (1993, p.18), no século XVIII a mulher era vista como “doente de plantão:
ela vive doente, doente na menstruação, doente na gestação, no parto. Ela é fraca
porque não conseguiu ser fecundada e se for fecundada se torna forte.”
A mulher saudável só poderia ser vista como uma mulher fértil, tinha-se a
visão de que o principal papel da mulher (talvez o único) na sociedade fosse o
desempenho da maternidade. O ventre que não estivesse apto para reproduzir, não
teria utilidade, em vista de apenas a esposa ser culpabilizada por não gerar filhos; o
marido jamais poderia ser questionado sobre sua fertilidade.
Diante disso, a inserção da mulher na educação física também foi realizada
com o intuito de preparar um corpo saudável para a reprodução. Em contrapartida,
para o homem tinha o objetivo de cultivar a saúde, por meio da higienização do
corpo e, posteriormente, deixá-lo apto para servir ao país, segundo Goellner (2001).
Mesmo a mulher sendo inserida nas aulas, nota-se ainda um olhar
tradicionalista (retrógrado?), percebida não como um corpo autônomo, mas como
“algo” que deveria servir a um fim específico e alcançar determinados padrões,
exigidos pela sociedade da época.
Desta forma, delimitamos a perspectiva desse estudo partindo da evolução
histórica de visão do corpo feminino, perpassando o conceito de objetificação da
mulher e as influências sofridas midiaticamente para, então, situar a partir de que
contexto ela foi inserida nas aulas de Educação Física e como isso influenciou na
sua pouca participação em práticas corporais.
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Portanto, o objetivo da pesquisa é demonstrar de que forma a construção


histórica do corpo feminino influenciou no papel da mulher no contexto social atual. E
de forma mais específica, caracterizar como as mídias e a Educação Física
contribuem para a formação e idealização desse “corpo belo”.

1 A MULHER E A OBJETIFICAÇÃO DOS CORPOS: implicações para


pensar a educação física

1.1 A trajetória de denegação e luta das mulheres por direitos

O papel da mulher e do homem no contexto social foi diferentemente


concebido. Na Grécia antiga, Aristóteles propagou a ideia de mulher como um ser
fisiologicamente incompleto, sendo assim, um ser inferior por natureza Schalcher
(1998 apud TORRES, 2001). Enquanto a figura do homem foi edificada em matéria
de poder, força e distintas possibilidades de desenvolvimento, a mulher foi
compreendida como um mero apêndice do homem, ao qual deveria ser e estar
subordinada (SOUZA; CORVINO; LOPES, 2013).
Por um longo período, as mulheres se calaram diante da violência, do
desrespeito, da desigualdade e dos relacionamentos abusivos aos quais estiveram
constantemente submetidas. No entanto, a luta pela participação igualitária da
mulher na sociedade e pela garantia de direitos têm o seu marco no século XIX, com
o advento da perspectiva feminista.
Segundo Pinto (2010), tal movimento em prol dos direitos equânimes da
mulher teve notório crescimento ao longo dos séculos, assegurando uma série de
conquistas no âmbito da educação, do trabalho, do voto, da liberdade de ir e vir, e,
principalmente, na esfera da participação política. No século XXI, têm ganhado
destaque as reflexões a respeito da violência contra a mulher, especialmente em
função da promulgação da Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, batizada de Lei
Maria da Penha, a qual criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar
contra ela (BRASIL, 2006).
Na contemporaneidade, tendo em vista que o corpo feminino ainda está
submetido a uma ótica machista, que coloca o homem em condição hierárquica de
superioridade em relação às mulheres e reproduz as profundas desigualdades entre
os gêneros, o feminismo também busca atuar e intervir na questão da apropriação
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do corpo feminino, preocupando-se com as representações forjadas sobre o corpo,


assim como em relação à própria localização desse corpo na sociedade.
Dessa forma, cabe apreender que a construção das representações sobre o
corpo feminino têm se baseado na destinação deste às demandas da sociedade e
do Estado – no sentido de responsabilizar este gênero pela geração de filhos
saudáveis e aptos para servir à nação e, ainda, na incipiente preocupação
governamental em propor leis que protejam a mulher – de modo a objetificar a
mulher como um instrumento de manipulação pelo homem, além de permeá-lo por
uma identidade dita natural, “efeito de determinações culturais, inserido em um
campo de complexas relações sociais, sexuais e étnicas” (RAGO, 1998, p. 1).
Somado a isso, a mídia tem reforçado esse pensamento, agindo diretamente
como colaboradora na reprodução desse quadro. De acordo com Goellner (1999),
por meio de uma composição paradigmática de mulher mãe, esposa e feminina.
Seria, portanto, um corpo que não consideraria outros aspectos fundamentais, isto é,
tratado como um objeto a ser manipulado para obter fins pré-determinados.
Dessa forma, percebe-se que a trajetória da construção do papel da mulher na
sociedade foi guiada por padrões impostos externamente a ela, voltados
exclusivamente aos interesses dos homens e do Estado. Com relação à inserção
dela, na educação física, não foi diferente, de forma que as práticas de atividades
físicas foram direcionadas, em geral, à concepção de saúde corporal para a “nobre
missão de maternidade”, isto é, a manutenção do “corpo-saúde” da própria nação,
conforme esclarece Mathias e Rubio (2010).
No entanto, essas participações eram limitadas, justificadas pela ótica
enraizada da figura da mulher como “sexo frágil”. Conforme Goellner (1999), a
prática nos esportes era restrita para a mulher não perder sua “essência feminina”.
De acordo com a autora, ao mesmo tempo em que havia o incentivo para exercitar-
se, era também prescrito o grau de envolvimento que a mulher deveria ter para com
os esportes ou a quantidade de esforço a que pode submeter seu corpo.
Diante disto, percebe-se que a participação feminina é consideravelmente
menor que a do homem em relação a tudo aquilo que se relaciona às atividades
físicas, conforme apontam Camargo, Werl e Saraiva (2010). Dessa forma,
asseveramos que, seja nas aulas práticas de EF, seja nos esportes, nas olimpíadas
ou como docente e discente de educação física, é possível constatar que durante
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muito tempo prevaleceu a privação das mulheres em relação aos direitos básicos,
aos quais os homens sempre tiveram acesso.

1.2 A objetificação da mulher na contemporaneidade

A influência midiática age compondo o estereótipo de que a mulher precisa


estar sempre esteticamente agradável, para tanto, apregoa um padrão de belo que é
amplamente disseminado. Tal intento é muito evidente no Brasil, já que ele é
considerado o segundo país que mais faz cirurgias plásticas no mundo, de acordo
com estudo realizado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética
(ISAPS, 2018).
Entende-se que a ideia de objetificação do corpo feminino amenizou-se com o
passar dos séculos, todavia, segundo pesquisa da Organização Internacional Human
Rights Watch (2017), o Brasil está em primeiro lugar no ranking da violência contra a
mulher, entre os 34 países que compõem a Organização de Cooperação e de
Desenvolvimento Econômico (OCDE). Pode-se observar que alguns discursos
reforçam e contribuem para o aumento desses dados, como, por exemplo, a
declaração do presidente do Brasil, em uma entrevista para a revista online Crusoé:
“[...] quem quiser vir fazer sexo com uma mulher fique à vontade [...]” (BOLSONARO,
2019). Contribuindo, então, com a imagem já banalizada da mulher brasileira
relacionada ao pensamento do turismo sexual, objetificando esse corpo e
desconsiderando qualquer aspecto humano da mulher, reforçando o machismo
enraizado no país.
Longe de um direcionamento crítico da mulher na sociedade, tem-se um ser
raso, sem voz, sem representatividade. Desde a infância o sexo feminino é
direcionado à superficialidade, com os estereótipos impostos tão fortemente, com a
mulher na publicidade e no entretenimento sempre direcionada à beleza, aos
cuidados do lar e a erotização, como objeto de vaidade masculina, mesmo quando o
produto é direcionado a elas.
A Mídia usa de artifícios para provocar uma reação imediata por meio de
humor preconceituoso, do sensacionalismo e da publicidade, propagando a ideia
errônea de um ícone feminino sob o olhar europeu, de uma mulher magra, alta,
cabelo liso e heterossexual, incompatível com a realidade da mulher brasileira, uma
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mulher predominantemente negra, com cabelos cacheados e corpo curvilíneo.


Assim, segundo Goldenberg (2005), vê-se o quão as mulheres estão à mercê das
padronizações, sem sua representatividade, e ainda distante da autoaceitação.
A Mídia e a Educação Física atualmente têm andado juntas para suprir
interesses individuais. Essa relação se dá quando a procura por atividades físicas é
influenciada pela ideia de moldar-se ao padrão de corpo vendido midiaticamente. De
acordo com Biscaro e Silva (2016), a educação física atual é utilizada como meio de
aquisição de saúde e beleza, sintonizada com a moda de cada momento; são corpos
mercantilizados, como produtos em que a cada época se renovam, provocando uma
reação imediata e manipulando o corpo feminino para que se mutile e para que siga
padrões impostos, propositalmente inalcançáveis, de modo a reforçar hábitos de
consumo e movimentar um mercado milionário.

1.3 A educação física e sua relação com o “corpo belo"

O discurso da diferença biológica entre homens e mulheres assume


um caráter universal e imutável, construído e reconstruído no
entrecruzamento dos mais variados discursos, como o da Religião,
da Filosofia, da Medicina, da Biologia, da Psicanálise, da Educação,
do Direito etc., atravessando todas as relações sociais e, dessa
maneira, legitimando-se. (COLLING, p.197, 2015).

No campo da Educação física, a edificação do corpo feminino foi construída


com as mesmas raízes de outras áreas, sofrendo influência de vários campos do
conhecimento, da mídia, e das complexas relações do capitalismo, mistificando as
funções reais desta a educação física, área de conhecimento que, segundo Gaya
(1993), desenvolve a saúde integral do ser humano, em âmbito físico, motor,
intelectual, afetivo e moral dos seres humanos.
Então, pode-se até imaginar que “encaixar-se” nos padrões seria um fator
motivacional para a prática de exercício físico e, em meio a isso, obter saúde, assim
como a mídia propaga. Entretanto, percebe-se que a educação física foi usada como
meio para alcançar objetivos alheios a ela, vinculando-se a outros interesses e se
afastando do seu real intuito.
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O “corpo belo” para a educação poderia, em um mundo utópico, significar um


corpo saudável, fisicamente e mentalmente ausente de doenças, um corpo único e
autêntico, onde a saúde seria consequência de decisões tomadas para se obter o
bem-estar, e a autoestima seria o padrão. Mas um corpo que se aceita, que não se
“mutila”, que não se esforça para se “encaixar”, é lucrativo?
Percebe-se, dessa forma, como o corpo é descartável para o capitalismo,
logo, tem-se um corpo banalizado e em massa: o corpo feminino. Nesse sentido,
Costa e Venâncio (2004, p. 61) corroboram, afirmando que:
Nas academias de ginástica, calçadões e clubes são explícitas a
exposição e a busca de um corpo padrão presente na mídia:
saudável e belo. Essa realidade é reflexo de programas de televisão,
internet, revistas masculinas e femininas que criam a cada dia um
estereótipo do “corpo em forma”.

A pressão dos padrões determinados influencia de maneira tão profunda na


sociedade hodierna, que o “belo” passa a ser o objetivo final da busca por atividades
físicas, ligado a procedimentos estéticos, drogas e dietas inadequadas, o que resulta
em um afastamento cada vez maior, com relação ao corpo verdadeiramente
saudável.

2 METODOLOGIA

2.1 Caracterização da pesquisa

A pesquisa tem como característica ser um estudo bibliográfico. Esse tipo


de investigação, segundo Vergara (2000 apud OLIVEIRA, 2011, p. 40), “é
desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído, principalmente, de livros e
artigos científicos e é importante para o levantamento de informações básicas sobre
os aspectos direta e indiretamente ligados à nossa temática.” E, ainda, de cunho
qualitativo, que se preocupa em analisar e interpretar aspectos mais profundos
descrevendo a complexidade do comportamento humano fornecendo a análises
mais detalhadas sobre hábitos, atitudes e tendências de comportamento etc.
(GAMBOA, 2006)
Tendo enfoque crítico-dialético, “busca apreender o fenômeno em seu devir
histórico e em suas inter-relações com outros fenômenos, buscando compreender os
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processos de sua transformação, suas contradições e potencialidades de mudança.”


Sendo um estudo exploratório, tem como finalidade o entrosamento do pesquisador
com o tema a ser investigado via produções já publicadas, assim como sua
delimitação (GIL,2002).

2.2 Procedimentos da coleta de dados

A coleta foi realizada na plataforma Sucupira a fim de estruturar a escolha


de revistas da área da Educação Física que abordassem o tema desta pesquisa;
priorizaram-se os veículos com classificação A2, B1 e B2, o que culminou nas
seguintes escolhas: Revista Brasileira de Ciências do Esporte - RBCE, Revista
Motrivivência e Revista Movimento, conforme apresenta o Quadro 1 abaixo:

Quadro 1 - Periódicos selecionados para pesquisa.


ISSN Título Instituição Fundação Qualis Foco e Escopo
Promove a produção
de conhecimento em
Educação
Física/Ciências do
Revista Colégio Esporte, registrando a
Brasileira de Brasileiro de história da Educação
2179-3255 Ciências do Ciências do 1978 B1 Física brasileira a
Esporte Esporte partir de diferentes
(RBCE) (CBCE) olhares e
concepções, de
distintas abordagens,
temas, objetos e
problematizações.
Aborda pesquisas que
tematizam questões
1988 referentes à cultura
LaboMídia - corporal na
Universidade sua interface
Motrivivência Federal de com as
0103-4111 B2 ciências humanas e
Santa
Catarina sociais, notadamente
(UFSC) abordagens
socioculturais,
filosóficas e
pedagógicas.
9

Aborda temas
Movimento relacionados ao
campo da Educação
Universidade Física em interface
Federal do com as Ciências
1982-8918 Rio Grande 1994 A2 Humanas e Sociais,
do Sul mais especificamente
(UFRGS) em seus aspectos
pedagógicos,
históricos, políticos e
culturais.
Fonte: elaboração própria.

A busca ocorreu por meio de uma primeira filtragem, a partir dos seguintes
descritores: imagem corporal, mulher e corpo feminino. Em face dos artigos
coletados, focou-se em: imagem corporal e corpo feminino, fazendo-se o recorte
devidos para satisfazer os objetivos do trabalho. Ressalta-se, ainda, que se
adotaram, como critério de inclusão, produções dos últimos 10 anos que
abordassem a temática do estudo e que em apreço relacionassem os descritores
especificados acima com a educação física, em revistas com classificação A2, B1 e
B2. Por outro lado, adotaram-se, como critérios de exclusão, artigos não escritos em
Língua Portuguesa e que não relacionassem pelo menos duas das palavras-chaves;
Além dos que não estavam disponíveis para acesso de forma gratuita.

3.3 Procedimento da análise de dados

Utilizou-se a análise de conteúdo como ferramenta para esse momento.


Segundo Trivinos (1987, p.60) essa análise caracteriza-se pela “classificação dos
conceitos, a codificação dos mesmos, a categorização etc.”. Esse tipo de
procedimento se divide em três etapas: pré-análise (organização do material),
descrição analítica (momento de categorizar, classificar e codificar conceitos básicos
necessários à pesquisa – tendo a imagem corporal, a mídia e o corpo feminino como
os principais conceitos a serem interpretados no estudo) e interpretação inferencial
(esse é o momento das análises, discussões, reflexões sobre os aspectos
destacados durante a pesquisa). (TRIVINOS, 1987).
Posteriormente a isso, para o desenvolvimento propriamente dito do trabalho,
optou-se por seguir o caminho de uma análise da evolução histórica da visão do
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corpo da mulher, perpassando conceito de objetificação dele e influências sofridas


midiaticamente para, então, situar a partir de que contexto ela foi inserida nas aulas
de Educação Física e como isso influenciou na sua pouca participação em práticas
corporais. Além disso, analisou-se como as mídias e a educação física contribuem
para a formação e idealização do “corpo belo”.
Assim, houve a culminância em subtópicos no decorrer do trabalho
designados como: a trajetória de denegação e luta das mulheres por direitos, a
objetificação da mulher na contemporaneidade, a educação física e sua relação com
o “corpo belo”.

4 O CORPO FEMININO RETRATADO NAS PÁGINAS DOS PERIÓDICOS


CIENTÍFICOS: A influência das mídias e da Educação Física na formação e

idealização do “corpo belo”

Com o propósito de expor uma síntese de relevantes eventos e dimensões


históricas que têm interferido no sentido atribuído ao corpo feminino e que estão
expressos no papel conferido à mulher na atualidade, passamos a discutir os artigos
selecionados no âmbito dos periódicos científicos, enfatizando a especificidade da
área do conhecimento e as relações entre mídias e educação física nesse processo.
O Quadro 2 destaca os artigos selecionados para esse fim.

Quadro 2 – Artigos que abordam o tema corpo em periódicos da Educação Física


Revista Ano Artigos Autores
Fernanda Azevedo
Gomes da Silva,
Luis Aureliano
A educação física no ensino médio: Imbiriba
2015 e
um olhar sobre corpo.
Silva e Silvia
Maria
Agatti Lüdorf
Desafios emergentes acerca do
Movimento 2015 empoderamento da mulher através Vera Lucia Brauner
do esporte.

Vera Fernandes
“Menina de ouro” e a representação
2014 e Ludmila
de feminilidades plurais.
Mourão
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Cecília Nunes da
Imagens da mulher na revista Vida Silva, Felipe Quintão
2013
Capichaba (1940-1949). Almeida e Ivan
Marcelo Gomes
Culto ao corpo e exposição de Alexandre Palma
2010 produtos na mídia especializada em de
estética e saúde. Oliveira et al.
Camila Correia e
Principais cuidados e investimentos Ivan
corporais de frequentadoras de Gomes
2018
uma academia para mulheres de
Vitória/E.

MULHER E ESPORTE: o
Giovanna Xavier de
2017 preconceito com as atletas de
Motrivivência Moura et al.
Rugby da cidade de Maringá-P.
RELAÇÕES ENTRE BELEZA E Angélica Teixeira da
SAÚDE FEMININA: um olhar a Silva Leitzke, Tadeu
2014 partir da perspectiva de professoras João Ribeiro
de Educação Física. Baptista e
Ana Márcia Silva
Identidade(s) femininas(s) e cuidado Sayonara Carla
2012
de si na Revista AG. Pinto et al.
“Olhos masculinos nascidos para a Maria Thereza
contemplação do belo’’: a relação Oliveira Souza,
entre esporte e mulher na crônica André Mendes
2017 Capraro e
esportiva brasileira.
Revista Larissa
Brasileira de Jensen
Ciências do
Os discursos de corpo bem dito, Isabelle Sena Gomes
Esporte
mal dito e não dito: uma análise a e
2016 partir de filmes. Iraquitan de
Oliveira
Caminha
Fonte: Elaboração própria

Em geral os artigos se voltam ao tema da mulher em sua relação com a


busca pelo corpo belo e padronizado. Tratam, em sua grande maioria, da influência
midiática e suas contribuições em formas alternativas para alcançar o tão desejado
padrão de beleza. Possibilidades como procedimentos estéticos, dietas (orientadas
por especialistas ou não) e exercícios físicos são os mais recorrentes nos meios
midiáticos, sejam eles: revistas, outdoors, programas televisivos, entre outros meios
de comunicação de massa.
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Outros se voltam mais especificamente à relação da mulher com o esporte,


sob relatos de que mulheres não participavam de práticas esportivas por,
supostamente, tornarem-nas masculinizadas, resultando, assim, na perda da
graciosidade e docilidade inerentes a elas; ou ainda, pelo fato de a mulher ser vista
biologicamente inferior ao homem e, consequentemente, incapaz de participar de
qualquer modalidade esportiva.
No que se refere ao papel da Mídia, os artigos conferem a esta ferramenta o
papel de “principal influenciadora do século XXI”. Afirmam que as suas
manifestações, na forma de revistas, “blogs”, jornais apresentam uma padronização.
O interessante estudo de Gomes e Caminha (2016) ao relatar a existência dos
corpos “mal ditos” (acusados de negligência quanto aos cuidados de si, carentes de
reparo e suscetíveis a julgamentos), “bem ditos” (os que são retratados nas mídias e
transparecem a ideia daquele que cuida de si, é desejado, poderoso) e “não ditos”
(os corpos dos telespectadores, caracterizados como corpos silenciados e que se
esforçam na direção dos corpos idealizados), retratados em produções fílmicas
analisadas pelos autores, revelaram mais um meio influenciador para a construção
de um sentido de corpo ideal. E ainda, para os autores, tal alienação corporal pode
acabar por desencadear doenças físicas e/ou psicológicas, como: bulimia, anorexia,
depressão, ansiedade acometendo os corpos “não ditos” por não alcançarem o
padrão de beleza imposto. É ressaltada, também, a confiabilidade concedida aos
profissionais da saúde e da estética quanto ao pleno direito de fazer o que for
possível e necessário para remodelação do corpo. (GOMES; CAMINHA, 2016, p.
418):

Os sujeitos que preferem conferir a outros (médicos, personal trainers


e nutricionistas) a responsabilidade pelos cuidados com o seu corpo
para que fujam à sentença dos corpos mal ditos (gordos, velhos,
flácidos etc.) são sujeitos que acreditam na eficiência de uma
hierarquia baseada em atributos estéticos em detrimento de uma
ética da individualidade e pluralidade. Isso se dá em uma moral do
agora que coisifica as partes do corpo e predispõe os sujeitos a
alienaremse do direito de cuidar de si.

Neste sentido, Silva, Almeida e Gomes (2013) investigaram, nos periódicos da


Revista Capichaba na década de 40, os valores culturais e morais esperados das
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mulheres, em que, assim como no livro de Goellner (1999), se enalteciam as


imagens do sexo maternal, frágil e belo. Além disso, há um novo olhar para a
modernidade, atentos a moda e ao esporte, mas sempre relacionados a não perder
sua feminilidade e sua “função principal”: o lar, o marido e os filhos, conforme se
esclarece em:

Os discursos incitavam as mulheres a mostrar seu corpo, mas,


também diziam que as mulheres aderir à modernidade sem deixar de
preservar suas virtudes "naturalmente" femininas, ressaltando que
elas não poderiam esquecer-se dos seus deveres e atribuições com
a família. (SILVA; ALMEIDA; GOMES, 2013, p. 245).

A partir disso, considera-se a obrigação pela beleza e eficiência, sem se


esquecer da elegância, manifestadas por meio do corpo em novas “molduras"
influenciadas pela mídia.
A tendência encontrada nos artigos levantados neste estudo ratifica as
pesquisas históricas da área da Educação Física, em especial, a produção de
Goellner (2003). Em concordância, os dispositivos midiáticos endereçados a mulher
na composição de suas identidades, Pinto et al. (2012) confirmou em seu estudo que
embora já esteja desconstruída para a maioria a imagem de uma mulher procriadora,
que somente se dedica ao lar e totalmente submissa, o corpo feminino ainda se
identifica como escravo da estética.
Além da ideia de padronização, estética, feminilidade e ética, 6 dos 11 artigos
analisados identificaram que a mídia influencia o consumismo, para alcançar a
imagem corporal que é vendida. Neste sentido, quando se discute sobre saúde e
práticas esportivas, por meio de especialistas, determinam-se as novas obrigações
morais, segundo Oliveira et al. (2010).
Concomitante a isso, Correia e Gomes (2018) citam o modelo de “Terceira
Mulher” idealizado por Lipovetsky, que é caracterizado pela: inserção da mulher no
mundo do trabalho, direito ao voto, dotadas de protagonismo e autonomia, liberdade
sexual, controle da reprodução, desconstruindo, então, a imagem do perfil ideal de
mulher: a que é mãe, esposa e dona de casa. Ainda segundo os autores, a partir da
pesquisa que realizaram, concluíram que muitas vezes é necessário um alto poder
aquisitivo para a maior aproximação com o corpo padronizado vendido pelas mídias.
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Foi relatado que algumas mulheres chegam a gastar R$ 2.700,00 por mês para se
manterem belas e jovens. Os autores encerram o trabalho dizendo que vivemos em
uma sociedade onde os “corpos são modelados pela ponta do bisturi.” (CORREIA;
GOMES, 2018, p. 33).
“É necessário disciplina para manter as estafantes rotinas de exercícios e
embelezamentos, que para a mulher, se traduzem quase como uma terceira rotina
de trabalho.” Afirmam Leitzke, Baptista e Silva (2014, p 194). A relação de saúde e
beleza está presente no dia a dia das mulheres, sendo influenciada constantemente
por figuras femininas de alto poder aquisitivo, e, deste modo, não por acaso, o
consumismo é implementado por meio de uma beleza elitizada, mas é consumida
em todas as classes sociais.
Sobre o campo da educação física e esportes, a influência ressaltada pelos
artigos se volta a presença das mulheres nas práticas esportivas e de exercícios
físicos ainda precária, o que é reiterado pela pesquisa de Souza, Capraro e Jesen
(2017) constatando como a desigualdade e o preconceito ainda imperam no meio
esportivo, e na cobertura jornalística, sendo apenas um reflexo da sociedade
machista, que mesmo quando é transmitida, discutida, analisada, ainda está sob o
olhar estético do corpo, quando deveria ser destinada discussões sobre seus
desempenhos atléticos.
Nos estudos de Souza, Capraro e Jesen (2017), ao analisarem crônicas
esportivas, fica explícita a visão machista presente nesse gênero narrativo. E a frase
que mais chama a atenção, por deixar explícito a objetificação do corpo da mulher,
foi escrita no ano de 2000 por um desses cronistas: “[…] nem ela, nem os olhos
masculinos nascidos para a contemplação do belo.” Proposição escrita devido à
“insatisfação” do cronista quanto ao tipo de roupa utilizada por jogadoras de
basquete e que segundo ele “atrapalhava” o belo de ser apreciado. No entanto, o
belo citado por ele é o corpo da mulher, porém, trata-se de uma partida de basquete
e o que deve ser contemplado e apreciado é unicamente o jogo em si e, não, o corpo
das atletas.
Ainda nesse trabalho é possível perceber outras declarações em que o corpo
objetificado e o padrão de beleza são colocados em alta, em detrimento do fato
esportivo. Por exemplo: “Além de bonita, é simpática; além de simpática, é saudável;
além de saudável, é mulher.”; “Esteriótipo de mulher dócil e responsável por
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fantasias e fetiches masculinos.”; “as quatro moças, bronzeadas, esculturais, eram o


símbolo perfeito e acabado da jovem mulher brasileira.”.
Esses são apenas alguns trechos descritos no decorrer do artigo, que
transformam a mulher em simples objeto sexual para a satisfação masculina, o que
nos mostra que o sistema do patriarcado, em qualquer ambiente, “acha-se no direito”
de tecer comentários sobre o corpo e os padrões de beleza feminina de forma
vigorosa, chegando a causar ojeriza às leitoras.
Moura et al. (2017) e Fernandes e Mourão (2014) corroboram isso, abordando
como o preconceito, inserido nos esportes, dificulta o campo de conhecimento sobre
eles e a falta de incentivo em se manter na prática esportiva.

As carências de estudos qualitativos e quantitativos sobre a inserção


de meninas através do esporte exigem mais investimentos. Não
somente para gerar mais informações e pesquisas sobre participação
de meninas e jovens no esporte, mas, também, porque com as
informações levantadas torna-se possível orquestrar mais projetos
esportivos para as meninas. (BRAUNER, 2015, p. 530).

Para colaborar, Brauner (2015) contatou como são importantes as pesquisas


que abordem a mulher-esporte, e como isso potencializa ações positivas
relacionadas ao empoderamento feminino.
Por conseguinte, Silva, Silva e Lüdorf (2015) tratam da ideia de que
discussões a respeito de corpo não fazem parte do conteúdo programático das aulas
de educação física, enfatizando que tal assunto é tratado informalmente, entre
conversas e críticas cotidianas aleatórias, enquanto deveria ser imprescindível,
sendo as aulas EF um ambiente propício para tais discussões, visto que seu objeto
de estudo é o corpo em movimento, contribuindo, assim, para a formação do aluno
enquanto ser social.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em suma, os artigos colaboraram para constatar que o patriarcado é, sem


dúvida alguma, a base de edificação da construção histórico-social, que desencadeia
a identificação do corpo feminino com um papel distorcido da mulher na sociedade,
16

sua atrasada e preconceituosa inserção nas práticas corporais e na objetificação


desse corpo.
Apesar das conquistas e alguns progressos, a mídia, quando deveria ser um
alicerce para o alcance de novos êxitos, acaba por distorcer as ideias de progresso,
levando mulheres a labirínticos estéticos e consumistas.
A Educação física contribui para esse fator quando é vinculada aos mesmos
interesses midiáticos, colaborando na busca por padrões. O sentido real de práticas
corporais orientadas até mesmo por profissionais da área é deturpado quando busca
adequar-se ao que é considerado belo pela mídia, afastando-se do objetivo de um
corpo saudável e contribuindo para um mercado que lucra, graças à manipulação de
mulheres via parâmetros estéticos pré-determinados e pensados.
Em decorrência de debates anteriores, foi alcançado um progresso no que
tange ao engajamento da mulher no mercado de trabalho, à modificação do seu
papel no lar, aos direitos básicos. Considerando-se que o poder de expor uma
análise já é um progresso conquistado em virtude disso, faz-se necessário a
ampliação das discussões a esse respeito, sugerindo, desta forma, novos estudos
que instiguem, de outro modo metodológico (pesquisa de campo), o
impulsionamento da reflexão crítica sobre a coerção femínea, para que o
empoderamento da mulher alcance a libertação do sexismo ainda presente na
sociedade, muitas vezes de forma invisível às pessoas que oprimem e, até mesmo,
às oprimidas.
Para tal, nós, enquanto pesquisadoras, inferimos que a imagem da mulher é
algo construído e desconstruído a todo momento, seja por meio da moda, da
estética, de práticas esportivas, ou de padrões de comportamento, (GOLDENBERG,
2005).
Muitas vezes retirando a prerrogativa de autonomia, pois a sociedade impõe “uma
lista” de comportamentos a serem seguidos, v. g., corpo belo, graciosidade,
feminilidade, docilidade, casamento antes dos 30, filhos antes dos 40. Em pleno
século XXI, não se pode mais aceitar imposições, nem subjugações ou submissões.
A cada dia lutar-se-á mais e mais por direitos e conquistas sociais.
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THE WOMEN´SCREAM IN THE CONTEMPORANEITY: A DIALOGUE


AMONG BODY, HUMAN RIGHT AND MEDIA
ABSTRACT: Nowadays, it is clear that discussions about being a woman are gaining
prominence in society. Thereby, the present work discusses the historical
construction of the female body, passing through a "dialogue" among body, human
right and the media. Therefore, the work focuses on being a qualitative bibliographic
research and critical-dialectical approach, aiming to analyze how the historical
construction of the female body influences the role of women in contemporary times.
Due to this study, it was found that patriarchy was the basis for building the social-
historical construction of this process, triggering the identification of the female body
with a distorted role of women in society, with a delayed and prejudiced insertion of
her in body practices and with the objectification of this body.
Keywords: Body image. Feminine body. PE. Media.

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