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LICENCIATURA EM PEDAGOGIA HOSPITALAR

DAYANE SANDES MORENO


ISAQUE LINA GUEDES
LUZIA SANTOS RIBEIRO
RAQUEL RODRIGUES DOS SANTOS
ROBERTA BORGES PEREIRA OLIVEIRA

O TRABALHO DOCENTE NAS CLASSES HOSPITALARES

Cristalina- GO,
2019
DAYANE SANDES MORENO
ISAQUE LINA GUEDES
LUZIA SANTOS RIBEIRO
RAQUEL RODRIGUES DOS SANTOS
ROBERTA BORGES PEREIRA OLIVEIRA

O TRABALHO DOCENTE NAS CLASSES HOSPITALARES

Trabalho de Produção Interdisciplinar, apresentado


ao curso de Licenciatura em Pedagogia Hospitalar
da Faculdade Anhanguera como requisito
obrigatório para o cumprimento das disciplinas:
Educação Inclusiva; Libras; Educação e
Tecnologias, Homem, cultura e Sociedade; Práticas
Pedagógicas.

Professores:
Juliana Chueire Lyra
Sandra Cristina Malzinoti Vedoato
Luana Pagano Peres Molina
Amanda Larissa Zilli
Marcio Gutuzo Saviani
Marcia Bastos de Almeida

Cristalina- GO,
2019
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO

A Classe Hospitalar é uma importante conquista para a educação em todo o território


brasileiro, outrora, o aluno hospitalizado ficava reprovado no período de internação, por conta
dos tratamentos médicos que o impossibilitava de frequentar o ensino regular nas escolas de
educação básica.
Pedagogia Hospitalar é um dos temas bastante discutido entre os pedagogos, no ambiente
universitário e no meio acadêmico, por sua popularidade e abrangência, nesse sentido,
grandes mudanças e “[...] soluções para os problemas específicos, assim vencendo o
desenvolvimento dos vários segmentos da sociedade” (MARTINS, 2012, p.92 apud MATOS;
MUGIATTI, p.17).
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica, conhecida como: DCNs (2006),
afirmam que o professor pode exercer sua função em diversos locais que necessitem do
trabalho deste profissional em planejamento, acompanhamento, execução de avaliações,
projetos e vivencias educativas não escolares. Para Gohn (2010), não será somente nas escolas
de educação formal, em que o ensino é sistematizado e normatizado e tem como base a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que o pedagogo poderá atuar, mas também em
outras instituições não formais como empresas, turismos, museus, sindicatos, hospitais e
outras mais que necessitem da pratica docente. Dentre elas destacaremos o trabalho do
professor na Classe Hospitalar.
A Classe Hospitalar é um local dentro do hospital, em que o pedagogo pode exercer sua
pratica docente auxiliando o processo de ensino e aprendizagem de crianças e jovens que
estejam internados em tratamento hospitalar. (BRASIL, (1994), p 20 apud FONTES, 2005).
Teve destaque principalmente na Segunda Guerra Mundial, por causa da quantidade de
crianças e adolescentes atingidos, mutilados e feridos sem a possibilidade de ir à escola. Por
consequência desses fatos, os médicos tiveram papel importante, pois lutaram para que estas
crianças tivessem o apoio das escolas no ambiente hospitalar.
O professor, nesse sentido, participa intensamente com sensações e emoções, além de integrar
o processo de ensino-aprendizagem, o profissional conduz os conteúdos e materiais
pedagógicos de forma que a criança e o adolescente possam ser integrados posteriormente à
vida e também ao ensino regular da escola de origem.
O DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO NO BRASIL DAS CLASSES
HOSPITALARES

A Classe Hospitalar tem seu início em 1935, quando Henri Sellier inaugura a primeira escola
para crianças inadaptadas, nos arredores de Paris. Seu exemplo foi seguido na Alemanha, em
toda a França, na Europa e nos Estados Unidos, com o objetivo de suprir as dificuldades
escolares de crianças tuberculosas.
Pode-se considerar como marco decisório das   escolas   em hospital a Segunda Guerra
Mundial. O grande número de crianças e adolescentes atingidos, mutilados e impossibilitados
de ir à escola, fez criar um engajamento, sobretudo dos médicos, que hoje são defensores da
escola em seu serviço.
No Brasil, a legislação reconheceu através do estatuto da Criança e do Adolescente
Hospitalizado, através da Resolução nº. 41 de outubro e 1995, no item 9, o “Direito de
desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde,
acompanhamento do currículo escolar durante sua permanência hospitalar”.
Em 2002 o Ministério da Educação, por meio de sua Secretaria de Educação Especial,
elaborou um documento de estratégias e orientações   para o atendimento nas classes
hospitalares, assegurando o acesso à educação básica. Em Santa Catarina, a SED baixou
Portaria que “Dispõe sobre a implantação de atendimento educacional na Classe Hospitalar
para crianças e adolescentes matriculados na Pré-Escola e no Ensino Fundamental, internados
em hospitais” (Portaria nº. 30, SER, de 05/ 03/2001).
Todo o aluno que frequenta a classe possui um cadastro com os dados pessoais, de
hospitalização e da escola de origem. Ao final de cada aula o professor faz os registros nesta
ficha com os conteúdos que foram trabalhados e outras informações que se fizerem
necessário.
O aluno que freqüenta a classe por três dias ou mais é realizado contato telefônico com sua
escola, comunicando da sua participação na classe e obtendo-se informações referentes aos
conteúdos que estão sendo trabalhados, no momento, em sua turma. Após alta hospitalar, é
enviado relatório descritivo das atividades realizadas, bem como do seu desempenho, posturas
adotadas, dificuldades apresentadas.
Para que este seja legitimado, é necessário o carimbo e assinatura do diretor (escola da Rede
Regular Estadual) a fim de encaminhá-lo à escola de origem.
A proposta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (MEC, 1996) é a de que toda
criança disponha de todas as oportunidades possíveis para que os processos de
desenvolvimento e aprendizagem não sejam suspensos.
A existência de atendimento pedagógico-educacional   em hospitais em nada impede que
novos conhecimentos e informações possam ser adquiridos pela criança ou jovem e venha
contribuir tanto para o desenvolvimento escolar.
Após alta hospitalar, é enviado relatório descritivo das atividades realizadas, bem como do
seu desempenho, posturas adotadas, dificuldades  apresentadas. Para que este seja legitimado,
é necessário o carimbo e assinatura do diretor (escola da Rede Regular Estadual) a fim de
encaminhá-lo à escola de origem.

CLASSES HOSPITALARES COM AS POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA.

Essas práticas pela diversidade e pela diversificação de atividades, por ser uma classe
multisseriada tem a finalidade de recuperar a socialização por um processo de inclusão, dando
continuidade a sua aprendizagem (OLIVEIRA; FILHO; GONCALVES, 2008).
É importante destacar que a criança afastada da escola sofre consequências que afetam
aspectos referentes à socialização, tais como: perda de amigos, visão improdutiva de si, medo
de ser esquecido, entre outros.
A participação, bem como o acompanhamento dos pais nas atividades escolares dos filhos é
de fundamental importância em se tratando do contexto hospitalar. Este acompanhamento
adquire um valor ainda maior, considerando a fragilidade da criança/adolescente em estado de
doença e de todas as suas implicações. Segundo Oliveira (1991, p.161), “a criança
hospitalizada necessita da presença amorosa e solidária dos familiares ligados a ela por laços
de parentesco mais estreitos”. Assim sendo, os acompanhantes são encorajados a
permanecerem com seus filhos na classe hospitalar e participarem das atividades pedagógicas,
bem como, estudar, ler, brincar, pintar, enfim, interagir com a criança possibilitando
restabelecer o equilíbrio alterado pela internação, minimizando os aspectos negativos durante
esse período. Além da cooperação e dos cuidados relacionados ao tratamento, os
acompanhantes também atuam como figura relevante no processo de interação entre a escola
de origem e a classe hospitalar. Desta forma, deverão fornecer os dados necessários para o
registro/admissão, buscar ou viabilizar o encaminhamento das atividades, relatórios e
avaliações da escola de origem e encaminhá-las de volta após a realização das mesmas pela
criança e após alta médica, apresentar para a escola a Ficha de Atendimento na Classe
Hospitalar (OLIVEIRA, 1991).

ASPECTOS DA FORMAÇÃO DOCENTE QUE PERPASSAM O EXERCÍCIO


E A PRÁTICA DA DOCÊNCIA NO UNIVERSO HOSPITALAR

O papel do professor no ambiente hospitalar atualmente é essencial, cabe então compreender


teoricamente e legalmente que o conhecimento pode contribuir para o bem-estar físico psíquico e
emocional da criança enferma, mas não necessariamente o conhecimento curricular ensinado no
espaço escolar, exatamente do modo que a escola o faz. A função do professor no ambiente
hospitalar vai além do currículo formal, cabe nele uma compreensão ampla de educação, currículo
oculto e conceitos de cultura, valores sociais e morais, valores éticos e estéticos, bem como noções
de direito e cidadania. Cabe ainda pensar que a educação em si contempla aspectos diversos e que o
professor precisa de uma atenção redobrada neste campo para fazer uso de todas as questões que
envolvem o espaço do educar.
No programa SAREH a atribuição do professor é delimitada por uma instrução normativa, que
estabelece suas atribuições e carga horária. O programa foi criado para atender estudantes da fase II
do Ensino Fundamental e estudantes do Ensino Médio da rede pública ou privada, do Ensino regular
ou EJA. A Instrução Normativa Nº 016/2012 – SEED/SUED, Paraná –, que estabelece as normas de
criação e implantação do programa:
O atendimento educacional hospitalar será desenvolvido pelos professores e pedagogos do Quadro
Próprio do Magistério, selecionados mediante Edital nos Núcleos Regionais de Educação. Os
profissionais da educação, vinculados ao Programa SAREH, manterão sua lotação em suas escolas de
origem. Cada entidade conveniada terá 01(um) professor pedagogo com disponibilidade de 40
(quarenta) horas-aula semanais para coordenar, acompanhar e avaliar os trabalhos pedagógicos. A
carga horária dos professores atuantes no Programa SAREH será de 16 horas aula e 04 horas-
atividade semanais no período vespertino e os conteúdos abordados serão divididos por áreas de
conhecimento: • área de Linguagens (disciplinas de Língua Portuguesa, Arte, Língua Estrangeira
Moderna e Educação Física); • área de Ciências Exatas (disciplinas de Matemática, Ciências, Biologia,
Química e Física); • área de Ciências Humanas (História, Geografia, Sociologia, Filosofia, Ensino
Religioso). (PARANÁ, 2012).

O atendimento educacional hospitalar será desenvolvido pelos professores e pedagogos do Quadro


Próprio do Magistério, selecionados mediante Edital nos
 Relatem a importância do vínculo entre o professor e seu aluno nas classes hospitalares,
visando um desenvolvimento global do mesmo. De que forma a relação professor aluno da
classe hospitalar pode trazer benefícios à aluna Karina?

Desenvolvimento

Conclusão

Referências Bibliográficas

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