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Revista Científica da FHO|UNIARARAS v. 1, n.

2/ 2013

RESENHA: INTRODUÇAO AO PENSAMENTO


COMPLEXO DE EDGAR MORIN
REVIEW: INTRODUCTION TO COMPLEX THOUGHT BY EDGAR MORIN

Ananda Carvalho PIMENTA1


1
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Setor de Pós-Graduação, Programa de Pós-
Graduação em Administração.
Autor responsável: Ananda Carvalho Pimenta. Endereço: Rua Ministro de Godói, n. 969, 4º andar -
sala 4E-04, Perdizes, São Paulo – SP. CEP: 05015-90. E-mail: anandapimenta@hotmail.com.

RESUMO ABSTRACT
Esta resenha foi elaborada com base no livro Introdução This review was prepared based on the book
ao Pensamento Complexo, de Edgar Morin. Neste livro “Introduction to Complex Thinking” by Edgar Morin.
são reagrupadas diversas publicações do autor e analisa- The book regrouped several publications and the
se conceitualmente o pensamento simples e o author analyzes the thinking conceptually simple and
pensamento complexo. Para o autor, o pensamento complex thought. For the author the simple thought is
simples nada mais é do que parte de um pensamento, nothing more than part of a thought, split in its
cindido no seu sentido e em sua importância que meaning and its importance ending with get hold of the
termina por se apossar da verdade. O pensamento truth. The simple thought, according to the author, is
simples não é necessariamente verdadeiro, dado o not necessarily true given the simplification process
processo de simplificação e a tentativa de se apropriar and attempts to grasp reality. Meanwhile it supports
da realidade. Enquanto isso, o pensamento complexo se complex thinking in order, clarity and accuracy of
suporta na ordem, clareza e exatidão no conhecimento, knowledge, i.e. approaching reality.
ou seja, se aproxima da realidade. Key words: thinking, complexity, concept.
Palavras-chave: pensamento, complexidade, conceito.

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INTRODUÇÃO DESCRIÇÃO
O livro Introdução ao pensamento Já a partir do prefácio do livro, escrito pelo
complexo (Introduction à la pensée complexe, próprio autor, é discutida a palavra “complexidade”,
1990), objeto deste resumo crítico, apresenta o o que ela exprime e como ela se estabeleceu em sua
reagrupamento de diversas publicações de Edgard vida, elaborando o percurso de análise desta pela
Morin. Analisa-se no livro a ideia de que o definição de limites, ocorrência de insuficiências e
pensamento simples é bastante segmentado e resultantes carências do pensamento simplificador,
direto, ao contrário do complexo que é profundo e entendimento das condições nas quais não se pode
interligado. O pensamento simples, segundo o fugir do desafio do complexo, questionar a
autor, não é necessariamente verdadeiro dado o existência de diferentes complexidades, discutir a
processo de simplificação e a tentativa de se possibilidade de um modo de pensar capaz de
apropriar da realidade. Enquanto isso, o responder ao desafio da complexidade. Para
pensamento complexo se suporta na ordem, clareza conduzir tal análise, o autor resgata a necessidade de
e exatidão no conhecimento, ou seja, se aproxima o leitor eliminar duas ilusões que ao surgirem
da realidade. atrapalharão sua reflexão: 1. acreditar que a
Edgard Morin – nascido Edgar Nahoum – complexidade conduz à simplicidade e 2. confundir
em Paris (França), em 8 de julho de 1921, formou- os conceitos de complexidade e de completude.
se em História, Geografia e Direito. Participou da Este livro é dividido em seis capítulos: A
Resistência ao Nazismo na França, ocupada na inteligência cega; O desenho e intenção complexos,
Segunda Guerra Mundial, como tenente das forças o esboço e o projeto complexos; Paradigma
francesas adotando o codinome Morin. Interessou- complexo; Complexidade e ação; A complexidade
se então pelos estudos de Filosofia, Sociologia e e a empresa; Epistemologia da complexidade.
Epistemologia. Morin é autor de 34 livros, dentre No seu capítulo “A inteligência cega”, o
os quais está a obra de 6 volumes denominada O autor parte da análise sobre a existência, apesar de
Método (La Méthode, 1977-2004) e o livro A todos os estudos e pesquisas, da ignorância e da
complexidade humana (La complexité humaine, tendência que os estudiosos têm de querer que as
1994), além de diversos ensaios nos quais mantém pesquisas sejam exatas, simétricas e sempre
focada a abordagem nas questões sociais, rapidamente conclusivas. Morin afirma que
antropológicas, éticas e políticas. Recebeu o precisamos com muita urgência de uma tomada de
reconhecimento público por sua contribuição consciência radical, com a finalidade de entender a
como um dos principais filósofos franceses complexidade do real e destruir a inteligência cega
contemporâneos, sendo agraciado como Diretor (que nada mais é senão resultado da disjunção,
Emérito de Pesquisa do Centro Nacional Francês redução e a abstração, tão importantes até o século
para Pesquisa Científica (CNRS). XX), e que atualmente paralisam e não possibilitam
Para o autor o pensamento simples nada que ciências como física, biologia e ciência do
mais é do que parte de um pensamento, cindido no homem possam dialogar, trocar informações e
seu sentido e em sua importância. Desta maneira favorecer o avanço do conhecimento profundo.
mutilada, ele tenta controlar a informação e se Para Morin, seu propósito “não é o de enumerar os
apossar da verdade, verdade esta nem mesmo clara mandamentos (...) é sensibilizar para as enormes
ou lógica. Para Morin, os fenômenos não são carências de nosso pensamento, e compreender que
simples, eles são compostos por emaranhados de um pensamento mutilador conduz necessariamente
informações, mas este fator não deve afastar os a ações mutilantes.” (MORIN, 2007, p. 15).
pesquisadores e sim estimulá-los na pesquisa com a O capítulo “O desenho e a intenção
mente aberta e à procura sempre de novos desafios. complexos, o esboço e o projeto complexos” traz a
O grande desafio do pensamento complexo, para realidade da cibernética como uma forma de busca
Morin, não é como no pensamento simples a busca pela constituição do substrato, no qual o simples
pela completude, mas sim poder estabelecer uma não tem mais lugar e que privilegia a
articulação entre os mais diversos campos de complexidade, a complexidade microfísica e a
pesquisas e disciplinas. complexidade macrocosmofísica. Este capítulo se
inicia pela ilustração das “rachaduras e as fendas

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em nossa concepção de mundo que não só viraram discutiu elementos como criatividade e
enormes aberturas, mas também estas aberturas inventividade e, segundo o autor, a criatividade
deixam entrever (...) os fragmentos ainda não esteve sempre presente na evolução biológica. A
ligados entre si” (MORIN, 2007, p. 18). scienza nuova incorpora o acaso, o individual, o
Este capítulo traz a discussão sobre a teoria acidente, enfim, todos os componentes presentes no
dos sistemas e o sistema aberto, que tem como universo, mas excluídos pela ciência clássica. A
principal característica a possibilidade de troca scienza nuova não exclui a ciência clássica com seus
constante com o exterior, se equilibrando em um princípios de ordem, separabilidade e lógica.
eterno desequilíbrio. Este sistema deve ser pensado Morin, em seu terceiro capítulo, “O
em conexão com o meio ambiente, construindo e paradigma complexo”, esclarece que a
buscando explicar o caráter inconstante e complexidade faz parte da ciência e da vida
determinado do ecossistema. Discutindo a cotidiana. É no cotidiano que o indivíduo utiliza
informação e a organização, Morin conclui que suas diversas identidades, que acompanham os
existe um vínculo muito estrito entre a diversos papéis sociais, tornando-os um excelente
desorganização e a organização completa. O cérebro exemplo de intensa complexidade.
humano consegue trabalhar com o vago e o A complexidade está presente na integração
insuficiente e este é o fator que o torna muito e desintegração do universo. De acordo com Morin,
superior ao computador. O objeto surge a partir da viver e morrer são partes do mesmo complexo
auto-organização, incorporando características como biológico da vida dos seres, sendo argumentado pelo
autonomia, complexidade, individualidade, etc. autor que desde a origem da vida, muito mais
O ser humano tem muitas destas espécies pereceram do que se mantiveram vivas,
características também, mas em função do sistema sendo inserida inclusive a paradoxal e célebre frase
aberto que faz parte de sua essência, ele também de Heráclito “viver de morte, morrer de vida” (MO-
traz em si a brecha, o desgaste, a morte, etc. “O RIN, 2007, p. 63). Assim, de acordo com o autor, se
objeto e o sujeito, entregues cada um a si próprios, a multidisciplinaridade faz parte da constru-
são conceitos insuficientes” (MORIN, 2007, p. 41). ção/desconstrução, organização/desorganização,
Sujeito e objetos, portanto, são inseparáveis, viver/morrer do universo, sendo muito pobre a vida
inconcebíveis um sem o outro, e apenas quando unidisciplinar, fragmentada e ordenada.
lançamos mão do sistema auto-eco-organizador e Morin trata de seu conceito de processos
quando se começa a teorizar pode-se chegar a auto-organizadores e auto-eco-organizadores para
mesma conclusão que Morin, ou seja, “o mundo tratar com a complexidade do real, que era
está no interior de nossa mente, que está no interior ignorado pela ciência determinista. Esses conceitos
do mundo” (MORIN, 2007, p.43). Ficando o sustentam que cada sistema cria suas próprias
sujeito como sistema aberto nele próprio e o objeto determinações e as suas próprias finalidades sem
permanecendo aberto sobre o sujeito e o meio perder a harmonia com os demais sistemas com os
ambiente, para que seja possível acessar um quais interage. Para o autor, é possível resgatar os
conhecimento mais profundo e menos previsível. conceitos de autonomia e de sujeito, para eliminar a
A superação do conhecimento nos levará a ideia da “visão tradicional da ciência, onde tudo é
um metassistema, que nos conduzirá certamente à determinismo, não há sujeito, não há consciência,
ignorância a respeito de algo e assim apesar de não há autonomia” (MORIN, 2007, p. 65). Ele
avançarmos em conhecimento, nos deparamos entende que como sujeitos somos autônomos e
com a ignorância e voltamos a necessidade de dependentes. Somos ainda muito para nós mesmos
pesquisar. e bem pouco para o universo, além de que “somos
Para Morin, é importante que a pesquisa uma mistura de autonomia, de liberdade, de
possa se utilizar de teoria, metodologia, heteronomia” (MORIN, 2007, p. 66), por não
epistemologia, sendo aberta para trocas e mantendo- sermos apenas resultado dos pensamentos
se coerente. Este conceito, ele chama de scienza inconscientes, o que sustenta nossa sensação de
nuova e afirma que ela deverá sempre estar sermos livres sem sermos.
incorporando unidade, diversidade, rupturas. A Para o autor, o saber completo é inatingível,
teoria da evolução, sempre tão respeitada, nunca e o complexo fará sempre parte do universo.

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Quando estamos pesquisando, pensando, analisando tapeçaria é insuficiente para se conhecer


o complexo, nunca atingiremos a completude, esta nova realidade que é o tecido, isto é,
sempre estará presente a dúvida, mais interações e as qualidades e propriedades próprias
pesquisas, e questões a serem processadas. desta textura, como, além disso, é incapaz
de nos ajudar a conhecer sua forma e sua
São então apresentados os conceitos de
configuração”. (MORIN, 2007, p.85)
razão, racionalidade e racionalização – a
racionalidade é uma troca incessante de ideias entre A partir desta ilustração, são apresentadas
o conhecimento adquirido e o universo em constante e constatadas várias etapas da compreensão da
mutação. Em contrapartida, a racionalização é a complexidade: 1. o todo é mais que a soma das
tentativa de fixar, tornar perene o conhecimento partes, pois existe a interação com o contexto e a
adquirido dentro de um determinado sistema; reação desta interação; 2. em contrapartida, em
enquanto a razão trata da busca pela visão coerente algumas situações o todo é menor que a soma das
das coisas, de modo lógico. partes, isto se dá quando cada uma das partes não
Para reforçar o entendimento da consegue atuar em seu pleno potencial; 3. a
complexidade do real, o autor, estrutura os complexa conclusão que o todo pode ser mais ou
macroconceitos destacando que “nas coisas mais menos a soma das partes dentro da organização e
importantes, os conceitos não se definem pelas suas papéis que se apresentam. Os seres humanos
fronteiras, mas a partir de seu núcleo” (MORIN, conhecem o universo através dos sentidos que
2007, p. 72) e a partir destes, aborda os três fazem parte da nossa unidade corporal, que por
princípios que nos facilitam o entendimento da sua vez faz parte do universo.
complexidade: 1. princípio dialógico que garante a É também neste capítulo que o autor
sobrevivência e ao mesmo tempo a reprodução para apresenta seu entendimento sobre o problema da
a continuidade da espécie; 2. princípio de recursão causalidade, aplicável a todas as organizações
organizacional no qual o sistema aberto permite que complexas, como a empresa ou a sociedade.
produtor e produto sejam um só; 3. princípio Ilustrado no texto com a frase “produz coisas e se
holográfico no qual a mais infinitesimal parte autoproduz ao mesmo tempo; o produtor é seu
contém todos os elementos do todo. próprio produto.” (MORIN, 2007, p. 86). Esta
No quarto capítulo, que aborda a ação e a imagem criada para o leitor apresenta as três
complexidade, o autor descreve a ação como visões propostas por Morim: da causalidade
estratégia, o que permite a partir de uma atitude linear, da causalidade circular retroativa e da
inicial prever várias diferentes ações que podem e causalidade recursiva.
devem ser alteradas em função de novas A primeira aborda o conceito de que uma
informações ou reações. A estratégia pode tirar determinada matéria-prima trabalhada gera um
vantagem do acaso ou de um erro, quando se tem dado objeto, ou seja, uma causa produz
um oponente. Para Morin, “A ação ó o reino determinados efeitos; a segunda visão destaca que
concreto e às vezes vital da complexidade” efeitos causados geram novas entradas no sistema
(MORIN, 2007, p.81). Neste capítulo, conclui que (podendo ser em forma de dados ou materiais) e
a complexidade não afasta a clareza, a ordem e o finalmente a terceira visão que aborda a
determinismo, mas considera que os mesmos são impossibilidade de dissociação entre produto e
insuficientes na pesquisa do universo. produtor num moto-contínuo em espiral, no qual
O quinto capítulo deste livro, “A se observa que “o produto é produtor do que o
complexidade e a empresa”, se inicia pela seguinte produz” (MORIN, 2007, p. 87).
ilustração do autor: No último capítulo deste livro,
Tomemos uma tapeçaria contemporânea. “Epistemologia da complexidade”, Morin chega a
Ela comporta fios de linho, de seda, de várias conclusões, uma das mais importantes é de
algodão e de lã de várias cores. Para que a aspiração à totalidade é uma busca intensa
conhecer esta tapeçaria seria interessante da verdade, e ao nos depararmos com a
conhecer as leis e os princípios relativos a impossibilidade da totalidade, já estamos nos
cada um desses tipos de fio. Entretanto, a confrontando com uma verdade muito importante,
soma dos conhecimentos sobre cada um porque “a totalidade é simultaneamente verdade e
desses tipos de fio componentes da não verdade” (MORIN, 2007, p.97). O autor
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declara que a complexidade é o desafio e não a são complementares, concorrentes e antagônicos.


resposta como indicado na frase “[...] vou voltar Pensamento complexo é essencialmente o
ao osso duro de roer que é a ideia complexa.” pensamento que incorpora a incerteza e é capaz de
(MORIN, 2007, p. 102). conceber a organização. “Ele é capaz de
Em sua opinião, o pesquisador precisa estar contextualizar e globalizar, mas pode, ao mesmo
distanciado do mundo exterior e também de seu tempo reconhecer o que é singular e concreto”
próprio conhecimento, favorecendo o sistema aberto (MORIN, 2007, p.76). É um constante vai e vem
com o universo. Morin indica ser necessário entre certezas e incertezas, entre o elementar e o
adicionar o conceito de que a complexidade se geral, entre o separável e o inseparável. "Não se
encontra no âmago da relação entre o simples e o trata de abandonar os princípios da ciência clássica,
complexo, dado seu caráter simultaneamente mas de integrá-los de um modo mais amplo e rico”
antagônico e complementar. Ele também revisita (MORIN, 2007, p. 62), não pretende também “opor
alguns de seus conceitos a cerca do um holismo global e vazio por um reducionismo
desenvolvimento da ciência - ilustrado com a sistemático” (MORIN, 2007, p. 62). Trata-se de
argumentação de que a ciência se desenvolve de vincular o concreto das partes à totalidade.
modo espantoso, pois “nunca encontramos o que A leitura do texto permite acompanhar o ra-
procuramos” (MORIN, 2007, p. 107). São ciocínio do autor, com questões que em outro con-
apresentadas também, reflexões a cerca dos texto seriam consideradas inimagináveis. O autor,
conceitos de ruído, informação e conhecimento que com extrema gentileza, conduz o leitor por um
interagem de forma a reforçar o entendimento da caminho de reflexões e entendimentos profundos,
complexidade – o novo não se reduz ao ruído, já que que se mostram acessíveis e compreensíveis,
é preciso existir o potencial de auto-organização fomentando a elaboração de um novo olhar em
para se perceber a aleatoriedade gerada, a relação às ciências e interação com esta.
informação por sua vez, deve ser considerada como Em suas obras, Morin busca evidenciar a
físico-bio-antropológica por somente ter surgido importância da composição de saberes, do
com os seres vivos. Já o conhecimento – não constituir-se em relação ao próprio contexto e o
conhecedor de si próprio - é considerado estar no mundo percebendo que o todo é maior que
organizador por pressupor uma relação aberta e a soma das partes. A humanidade traz a
fechada entre o conhecendo e o conhecido – “minha característica da multiplicidade conjugada com a
mente, por mais esperta que seja, ignora tudo do empatia e a identificação com o cosmos. Para o
cérebro do qual ela depende (...) ela só o pode autor, todos devem buscar o conhecimento e
conhecer por meios externos, os meios da através deste, a evolução. Como citado por ele em
investigação científica” (MORIN, 2007, p. 111). uma conferência “o pensamento complexo não
termina com o assombro”.
CONCLUSÃO Considero esta obra e seu autor de máxima
O pensamento complexo não é o oposto ao importância para a pesquisa e para os
pensamento simplificado, mas sim o incorpora. O pesquisadores. Recomendo fortemente este livro
paradigma da complexidade pode, inclusive, ser para todos que buscam o conhecimento.
descrito de modo tão simples quanto o da
simplicidade, enquanto o último impõe separar e REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
reduzir, o da complexidade preconiza reunir, ainda
que se possa distinguir. Deve-se articular os MORIN, E. Introdução ao pensamento
princípios de ordem e desordem, de separação e complexo. 3. ed. Porto Alegre: Sulina, 2007.
união, de autonomia e dependência, que às vezes

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