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COMPLETA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

VERSÃO COMPLETA

As Contribuições de
Paramahansa
Yogananda à Educação
Ambiental
O livro As Contribuições de
Paramahansa Yogananda à
Educação Ambiental faz a ponte
entre a mensagem intemporal de
um dos mais influentes mestres
indianos de todos os tempos,
considerado o pai da ioga no
Ocidente, com a temática
ambiental, buscando nele
respostas que possam auxiliar a
humanidade a superar os
enormes desafios que envolvem
os problemas ambientais.
LIVRO DE • AUTOBIOGRAFIA DE UM IOGUE
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Traduzido para diversas


línguas, o livro
AUTOBIOGRAFIA DE UM
IOGUE foi aclamado pela
imprensa mundial com
destacada receptividade:
“Jamais houve, em inglês ou
em qualquer outra língua
européia, algo como esta
apresentação da Ioga”, escreveu
a Columbia University Press.

“É preciso creditar a essa


importante biografia o poder
de deflagrar uma revolução
espiritual”, escreveu o Jornal
Schleswig-Holsteinische
Tagespost, da Alemanha.
LANÇAMENTOS DA • PAPAI E MAMÃE VIRARAM AMIGOS
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OMNISCIÊNCIA

A proposta da Coleção
Vencendo Desafios é lembrar às
crianças e aos adultos que com
elas convivem a possibilidade de
vencer os diversos testes que a
vida nos apresenta por meio da
única constante existente no
Universo: o Amor.

O primeiro livro da Coleção -


Papai e Mamãe viraram Amigos
- traz um dos temas mais
presentes em nossa sociedade,
que, apesar de comum,
representa um grande desafio
para as crianças: a separação dos
seus pais.
LANÇAMENTOS DA • GANDHI - O HEROI DA PAZ
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Como um homem magro e


miúdo, sem usar nenhuma
arma,consegue libertar um país
dominado por quase dois
séculos ?

Como um homem pode ficar 21


dias sem beber ou comer e com
isso transformar a vida de
milhares de pessoas?

Como um homem pode ter a


coragem de se despojar de todos
os seus pertences e, vestindo
apenas um pedaço de tecido
branco em volta do quadril, se
transformar no maior ícone da
paz da Humanidade?

Esta é a história de Gandhi.

Você vai descobrir neste livro


por que e como ele se tornou
um Herói da Paz.
LANÇAMENTOS DA • FRANCISCO - O HEROI DA SIMPLICIDADE
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Como um jovem que vivia


envolvido em algazarras e
encrencas transformou-se em
um dos maiores santos da
humanidade?

Como alguém, que saia


correndo quando via um leproso
em sua juventude, mudou tanto
que podia abraçar qualquer
pessoa como o mais querido
amigo?

Como será que ele aprendeu


tudo isso e também a conversar
com os animais, com a Lua, com
o Vento, e a chamar todos eles
de Irmãos?

Conheça a história de Francisco


de Assis - também chamado de
Irmão Sol - e saiba como ele
transformou-se em um Herói da
Verdade.
Presidente da República
Dilma Vana Rousseff
Ministro da Educação
Arnóbio Albuquerque
Fernando Haddad
Universidade Federal do Ceará
REITOR
Prof. Jesualdo Pereira Farias
VICE-REITOR
Prof. Henry Campos
Conselho Editorial
P RESIDENTE
Prof. Antônio Cláudio Lima Guimarães
CONSELHEIROS
Profa Adelaide Maria Gonçalves Pereira
Profa Ângela Maria Mota Rossas de Gutiérrez
Prof. Gil de Aquino Farias
Prof. Italo Gurgel
Prof. José Edmar da Silva Ribeiro
Diretor da Faculdade de Educação
Luís Távora Furtado Ribeiro
Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira
Enéas Arrais Neto As Contribuições de
Chefe do Departamento de Fundamentos da Educação
Nicolino Trompieri Filho
DIÁLOGOS INTEMPESTIVOS
C OORDENAÇÃO E DITORIAL
Paramahansa Yogananda
José Gerardo VasconceloS (EDITOR-CHEFE)
Kelma Socorro Alves Lopes de Matos
Wagner Bandeira Andriola
à Educação Ambiental
CONSELHO EDITORIAL
Dra Ana Maria Iório Dias (UFC) Dr. Júlio Cesar R. de Araújo (UFC)
Dra Ângela Arruda (UFRJ) Dr. Justino de Sousa Júnior (UFMG)
Dra Ângela T. Sousa (UFC) Dra Kelma Socorro Alves Lopes de Matos (UFC)
Dr. Antonio Germano M. Junior (UECE) Dra Luciana Lobo (UFC)
Dra Antônia Dilamar Araújo (UECE) Dra Maria de Fátima V. da Costa (UFC)
Dr. Antonio Paulino de Sousa (UFMA) Dra Maria Izabel Pedrosa (UFPE)
Dra Carla Viana Coscarelli (UFMG) Dra Maria Juraci Maia Cavalcante (UFC)
Dra Cellina Rodrigues Muniz (UFRN) Dra Maria Nobre Damasceno (UFC)
Dra Dora Leal Rosa (UFBA) Dra Marly Amarilha (UFRN)
Dra Eliane dos S. Cavalleiro (UNB) Dra Marta Araújo (UFRN)
Dr. Elizeu Clementino de Souza (UNEB) Dr. Messias Holanda Dieb (UERN)
Dr. Emanuel Luís Roque Soares (UFRB) Dr. Nelson Barros da Costa (UFC)
Dr. Enéas Arrais Neto (UFC) Dr. Ozir Tesser (UFC)
Dra Francimar Duarte Arruda (UFF) Dr. Paulo Sérgio Tumolo (UFSC)
Dr. Hermínio Borges Neto (UFC) Dra Raquel S. Gonçalves (UFMT)
Dra Ilma Vieira do Nascimento (UFMA) Dr. Raimundo Elmo de Paula V. Júnior (UECE)
Dra Jaileila Menezes (UFPE) Dra Sandra H. Petit (UFC)
Dr. Jorge Carvalho (UFS) Dra Shara Jane Holanda Costa Adad (UFPI)
Dr. José Aires de Castro Filho (UFC) Dra Silvia Roberta da M. Rocha (UFCG)
Dr. José Gerardo Vasconcelos (UFC) Dra Valeska Fortes de Oliveira (UFSM)
Fortaleza
Dr. José Levi Furtado Sampaio (UFC) Dra Veriana de Fátima R. Colaço (UFC)
Dr. Juarez Dayrell (UFMG) Dr. Wagner Bandeira Andriola (UFC) 2011
As Contribuições de Paramahansa Yogananda à Educação Ambiental SOBRE O AUTOR
© 2011 Arnóbio Albuquerque
Impresso no Brasil / Printed in Brazil
Efetuado depósito legal na Biblioteca Nacional
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
Editora Universidade Federal do Ceará – UFC
Av. da Universidade, 2932 — Benfica, Fortaleza-Ceará
CEP 60020-181 – Tel/Fax: (085) 3366.7439 (Livraria). 3366.7766 (Diretoria).
3366.7499 (Distribuição). ARNÓBIO ALBUQUERQUE
Site: www.editora.ufc.br — E-mail. editora@ufc.br
Mestre em Educação, especialista em Finanças e Economia
Faculdade de Educação
Rua: Waldery Uchoa, no 1, Benfica – CEP 60020-110 e Graduado em Engenharia. Atua como consultor e business
Telefones: (85) 3366.7663/3366.7665/3366.7667 — Fax: (85) 3366.7666 coach. É estudante da Self-Realization Fellowship, iniciado em Kriya
Distribuição: Fone: (85) 3214.5129 — e-mail: aurelio-fernandes@ig.com.br Yoga e estudioso da Filosofia do Ocidente e do Oriente. Escreve
Normalização Bibliográfica
Perpétua Socorro Tavares Guimarães CRB 3/801
também no blog arnobio.org.
Projeto Gráfico e Capa E-mail: iesintegral@gmail.com
carlosalberto.adantas@gmail.com
Revisão
Silvânia Bravo Bezerra Nunes

Catalogação na Fonte
As Contribuições de Paramahansa Yogananda à Educação Am-
biental./ Arnóbio Albuquerque. — Fortaleza: Edições UFC,
2011.

215p.

Isbn: 978-85-7282-456-9

(Coleção Diálogos Intempestivos, n. 118)

1. Educação 2. Educação Holística I. Título

CDD: 370
Aos meus pais, Isabel e Expedito,
que me proporcionaram um ambiente
favorável à busca pela verdade.
AGRADECIMENTOS

Meus eternos agradecimentos a Paramahansa Yoganan-


da, que me ajudou a desvelar horizontes jamais sonhados.

Agradeço, também, ao professor Huberto Rohden pelo ri-


gor do pensamento e pela orientação para trilhar o cami-
nho espiritual com atitude científica.

Meus agradecimentos devem ser dirigidos com muita ên-


fase à Sociedade Brasileira, pois vem financiando meus
estudos desde as séries iniciais, oferecendo gratuitamente,
sobretudo na graduação e na pós-graduaçao, educação
de qualidade, por meio de um corpo docente de privile-
giada formação.

Por igual, expresso gratidão aos bandeirantes da espiri-


tualidade que atuam no Programa de Pós-Gradução da
Faculdade de Educação da Universidade Federal do Cea-
rá, pois ousaram oferecer a oportunidade do desenvolvi-
mento de estudos e pesquisas numa área que fará muita
diferença numa conturbada era, exigindo muito mais do
que a técnica para proporcionar às futuras gerações um
mundo melhor.

Especialmente, sou grato ainda ao prof. dr. João Batista


de Albuquerque Figueiredo, que abraçou a orientação do
trabalho que originou esta obra, apostando no potencial
de uma contribuição relevante para a educação brasileira.

Sou penhoradamente agradecido a todos os amigos e


companheiros de jornada que compartilham comigo
os ideais de uma vida realizada através das alegrias do
Espírito.

Ao Pai, Amigo e Bem-Amado Deus, os agradecimentos


pela generosidade de compartilhar uma réstia da Luz que
perfaz o Todo.
Após um treinamento completo, os estudantes desse tipo de
escola devem fazer um contínuo exame introspectivo, durante a
vida inteira; os vários diplomas conquistados serão saúde, prestígio,
eficiência, riqueza e felicidade.
(PARAMAHANSA YOGANANDA)
COMO É A PAZ QUE BUSCAMOS?1

Certo rei ofereceu um prêmio ao artista que pintasse o


quadro que melhor representasse a paz. Muitos candidatos diri-
giram-se apressadamente ao palácio para apresentar sua obra
a tempo de concorrer ao prêmio real.
Após examinarem todos os quadros, os assessores do
rei escolheram os dois melhores para que o soberano decidisse
quem era o vencedor da contenda.
Em um dos quadros, estava representado um lago que
transmitia calma e serenidade. Ao redor, montanhas floridas
apresentavam o espelho perfeito de um ambiente de paz e tran-
quilidade. À frente, um céu brilhante com magníficas nuvens
refletindo o sol dourado da manhã encantava os melhores
apreciadores de arte.
No outro quadro, viam-se montanhas com pouca vege-
tação, destacando-se certa aspereza exibida por rochas e pe-
dras. Acima, apresentava-se um céu nublado, de aparência
carregada, como se estivesse prestes a derramar volumosa chu-
va. Em uma das encostas, um fluxo de água precipitava-se em
espumosa cachoeira.
O quadro não apresentava com clareza uma atmosfera
de sossego, mas quando o rei olhou mais de perto, viu por trás
da cachoeira um pequeno arbusto crescendo numa fenda da
rocha. No arbusto, conseguiu o rei divisar um pássaro alimen-
tando o filhote em seu ninho. No fim de uma grande queda,
próximo à água que chegava ruidosa e estressada, o pequeno
pássaro fazia grande festa, alegre com a chegada da comida.
Depois de perceber todos os detalhes, a decisão foi rápida,
preferindo o rei a segunda pintura. “Paz”, explicou, “não signi-
fica permanecer num lugar onde não há barulho, problemas
ou trabalho duro. Demonstramos a verdadeira paz quando, em
meio à realidade da vida, mantemos a mente e o coração anco-
rados em equilibrada quietude. Este é o real significado de paz”.

1 Self-Realization Magazine, Spring 2009.


SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO
João Figueiredo .............................................................. 19

PREFÁCIO
Roberto Crema ............................................................... 21

CAPÍTULO 1
Introdução
Primeiras Sondagens ....................................................... 27
Caminhos para a Realização do Ideal da Vida Plenamente
Realizada ..................................................................... 31
Tendências Educativas para as Novas Gerações....................... 34
Relação entre a Obra de Paramahansa Yogananda e a Educação
Ambiental..................................................................... 38

CAPÍTULO 2
Dos Paradigmas Científicos aos Metaparadigmas Civilizatórios

!"!#$%&!'()*+,-./$!)0./1''!.21)#3')4!&$.53')1)61'/!&$.53')
da Humanidade ............................................................. 47
Mudando para Evoluir ...................................................... 49
Metaparadigmas Civilizatórios ............................................ 50
Metaparadigma Cartesiano ................................................ 51
Críticas ao “Cogito” de Descartes ....................................... 55
Bacon e seu Projeto de Expropriação da Natureza .................. 56
Isaac Newton e o Previsível Mecanismo Universal .................. 58
Metaparadigma Quântico .................................................. 60
Os Paradoxos do Metaparadigma Quântico............................. 63
Dualidade da Matéria ....................................................... 65
Nova Percepção da Natureza da Matéria ............................... 66
Diversidade, Complexidade e Horizontes do Metaparadigma
Quântico ...................................................................... 69
O Processo Depurativo-Transformativo de Paradigmas
4$1.278/3' .................................................................... 71
91+1:;1')<3="1)3) "3/1''3)61>,"!2$?3@A"!.'B3"&!2$?3)#1)
Metaparadigmas ............................................................ 75
CAPÍTULO 3 Pavimentação dos Caminhos para uma Educação Holística....... 158
Os Aspectos Fundamentais da Educação Ambiental A “Escola de Como Viver” de Paramahansa Yogananda ........... 169
O Acesso aos Ensinamentos da “Escola de Como Viver” .......... 173
Desalienação do Conhecimento Fragmentado ........................ 83 O Domínio Sobre os Hábitos na “Escola de Como Viver” ......... 175
O Paradigma Holístico ...................................................... 85 Ausência de Atenção ao Momento Presente ......................... 176
A Relação Simbiôntica Natureza — Ser Humano ..................... 87 0.+,-./$!)<3/$!E).3)61'1.?3E?$&1.23)#1)FD=$23' .................. 177
A Hipótese Gaia ............................................................. 89 Eliminação dos Maus Hábitos ........................................... 178
Destino de Gaia e Sina do Ser Humano em sua Aventura Telúrica ....91 Como Desenvolver Bons Hábitos ....................................... 179
A História da Perspectiva Holística na Educação Ambiental ........ 93 A Importância da Experiência na “Escola de Como Viver” ....... 180
Críticas à Perspectiva Holística Desaguando em Novas Propostas
para a Educação Ambiental .............................................. 97 CAPÍTULO 5
Conglobação das Críticas e das Diversas Correntes de Educação Considerações Finais..... 185
Ambiental................................................................... 104
Corrente Naturalista...................................................... 106 G$=E$3%"!8! ................................................................. 199
Corrente Conservacionista/Recursista ................................ 106 Periódicos ........................................................ 206
Corrente Resolutiva ...................................................... 107 Periódicos em Meio Eletrônico ................................ 207
Corrente Sistêmica ....................................................... 108
43""1.21)4$1.278/! ....................................................... 108
Corrente Humanista ...................................................... 109
Corrente Moral/Ética ..................................................... 110
Corrente Biorregionalista ............................................... 110
Corrente Práxica .......................................................... 111
Corrente de Crítica Social ............................................... 112
Corrente Feminista ....................................................... 113
43""1.21)C2.3%"D8/! ..................................................... 114
Corrente da Ecoeducação ............................................... 114
Corrente da Sustentabilidade .......................................... 115
Perspectiva Ecorrelacional .............................................. 116

CAPÍTULO 4
Contribuições de Paramahansa Yogananda à Educação Ambiental

Da Ilusão Separatista à Arte da Vida Equilibrada ................... 127


O Conhecimento do Todo ................................................ 132
O Retorno ao Sagrado não Sectário e não Dogmático,
Dirigindo um Sentido de Existência Universal ...................... 142
O Sujeito que Quer Alcançar a Felicidade e Evitar a Dor ......... 145
A Universalidade da Religião............................................ 147
Em Busca de um Sentido de Existência ............................... 149
APRESENTAÇÃO

Inicio esta jornada de apresentação com um testemunho


do compromisso e seriedade do autor deste trabalho. Arnóbio
Albuquerque demonstrou, desde o início dessa travessia, seu
compromisso acima de tudo espiritual, para com a humanida-
de. Foi e é seu propósito contribuir com o projeto de um mun-
do melhor. Nisto nos encontramos e experienciamos juntos um
bom percurso.
O autor inicia o livro com uma mensagem importante.
Um sábio rei escolhe o símbolo da paz no contexto de um mun-
do ruidoso e em crise. Com ela, somos lembrados da relevân-
cia de buscar, conquistar e manter a paz no cotidiano da vida,
qualquer que ela seja. Com essa simbologia, podemos encontrar
um reforço para a compreensão de que a questão ambiental é
uma questão do dia a dia e que, com ela, aprendemos, acima de
tudo, a conviver bem.
Mulla Nasrudin, citado por Crema no prefácio, fala de
um barqueiro responsável por levar as pessoas de uma margem
a outra de um rio. Mostra a soberba de quem acredita que as in-
formações científicas, sozinhas, são suficientes para se conquis-
tar um “bem-viver”. No final, percebe-se que o mais importante
é o que fazemos como as informações que temos. A sabedoria
que conduz a uma vida equilibrada, que nos ajuda a reconhecer
o essencial, possibilita a superação dos obstáculos e nos mantém
integrados com o Divino, com a Natureza, com a Vida, é que
deve ser nossa meta principal. Isso também é educação ambien-
tal, e da melhor qualidade.
Educação ambiental carrega em si o gérmen desse conhe-
cimento de vida, porta um entendimento mais amplo das rela-
ções que estabelecemos e que são as responsáveis por sermos o
que somos.
Nossa parceria favoreceu o advento de uma publicização
maior dos saberes iogues de Paramahansa Yogananda. Com
ele, assimilamos a memória de que este mundo é um reflexo
do mundo da Verdade. E que estamos aqui para superarmos a

19
ilusão de “Maya”. Destaca que nosso principal propósito neste PREFÁCIO
mundo é a religação com o Divino.
Refletir educação ambiental neste ambiente é reconhecer
que o papel da educação é semear. O autor, inclusive, retoma Um sábio conto sufi, de Mulla Nasrudin, fala de um bar-
uma analogia disponibilizada por Yogananda, em seu célebre queiro que levava as pessoas de uma margem para a outra de
livro Autobiografia de um Iogue, quando se apoia no grande um rio. Um dia, um erudito doutor entrou em sua barca, para
estudioso das plantas, a alma iluminada Lutero Burbank, que realizar a travessia. Indagou, então, ao simples barqueiro: —
vivenciou uma relação de unidade entre o ser humano e os or- Você aprendeu História, Geografia, Matemática?... Diante da res-
ganismos vegetais. Desse modo, reafirma que educar é atuar posta negativa, o mesmo retrucou: — Sinto muito, você perdeu a
como jardineiro. Trata-se de preparar as condições essenciais metade da sua existência! Um pouco depois, o barco colidiu com
para o germinar da planta humana. Este esboço imperfeito, que uma pedra e começou a afundar. Então, o barqueiro indagou
se aprimora diante das condições favoráveis que são intrínsecas ao assustado doutor: — Você aprendeu a nadar? Diante do seu
e extrínsecas, mas que precisam de determinação para tornar não, o barqueiro sentenciou: — Sinto muito, você perdeu toda a
efetivo o que é apenas potencial. sua existência!
Mais que jardineiros, nós que buscamos ecoar, precisamos Nos últimos séculos, modelados pelo paradigma materia-
ser amantes da natureza. Através de uma ética de respeito à di- lista, de um racionalismo empírico e positivista, logramos um
ferença, ao diferente, à diversidade, à indissociabilidade entre os grande investimento no mundo da matéria, com resultados bas-
seres, podemos avançar de fato na direção do nosso verdadeiro tante notáveis, a exemplo de nossa sofisticada tecnociência. Do
destino. ponto de vista educacional, entretanto, a indagação que não
pode calar é: Temos aprendido a navegar os oceanos interiores da
O amor é o maior dos ingredientes nesse jardim no qual
alma, da consciência, da intersubjetividade, do coração?
somos o próprio destino. Somos portadores do nosso próprio
mapa de evolução, porém precisamos de tudo o que existe ao Saibamos ou não, fazemos parte de uma só família; divi-
nosso derredor, dentro de nós e acima de nós, para podermos dimos o mesmo céu, a mesma terra, bebemos do mesmo poço e,
materializar e corporificar este processo. como afirmou Gorbatchev, estamos num único barco. E não haverá
uma segunda Arca de Noé!... Para não naufragarmos nas tormen-
O convite de Yogananda é para que busquemos a certe-
tas crescentes da crise planetária deste início do novo milênio, é
za de que só depende de nós estabelecer as relações necessárias premente que ousemos reinventar a educação, pois um mundo
para conquistarmos nosso reino dos céus. E neste recanto encon- novo necessita de uma nova pedagogia, centrada na inteireza
tramos tudo o que buscamos, vida após vida, noutros lugares. e na excelência humana. Diante do desafio contemporâneo, de
Aproveitemos os indícios e as pistas que nosso parceiro problemas que são globais, necessitamos de uma inteligência
trouxe. Vamos ao encontro do encontro e dos encontros que po- integral, expressão da integração e aliança entre as funções da
tencialmente oferecem as condições de sermos o que realmente razão e do coração, da sensação e da intuição, do masculino e
somos no mais recôndito do nosso ser. E assim, a paz do Mestre do feminino, da análise e da síntese, do diabólico e do simbólico,
se fará em nossas vidas. do atomismo e do holismo. Aqui estamos diante dos horizontes
abertos e vastos da abordagem transdisciplinar holística.
Paz e bem. Como afirmam importantes documentos da Unesco, des-
João Figueiredo de a Declaração de Veneza (1986) até o Congresso de Locarno

20 21
(1997), centrado no tema da evolução transdisciplinar da univer- da individualidade, postulando um retorno da humanidade à
sidade, são quatro os pilares de uma nova educação transdisci- natureza e a Deus na natureza.
plinar, segundo Jacques Dellors: aprender a conhecer, a fazer, De fato, o jardineiro é a metáfora mais plena e justa para
a conviver e a ser. Os dois primeiros pilares são contemplados, o autêntico educador. Trata-se da nobre tarefa de preparar um
ainda que de forma bastante fragmentada, pela educação con- terreno fértil, com os ingredientes adequados e a poda corre-
vencional. Os dois últimos constituem talvez a maior utopia re- ta, para que cada planta possa se tornar plenamente o que é.
alizável do século XXI. O bom jardineiro é menos o conhecedor de Botânica e mais o
Para aprender a conviver, necessitamos de colocar a alma amante da planta que, através de uma ética da diversidade e da
nas escolas e academias, pois não é possível a convivência sau- não separatividade, facilita que cada ser vegetal floresça, com a
dável sem o cultivo da dimensão psíquica, das memórias que beleza de sua singularidade. Necessitamos conspirar pelo jardim
nos constituem. Para tal, necessitamos desenvolver sobretudo florido de seres humanos dotados de semblantes, no estatuto do
três inteligências: a emocional, a relacional e a onírica. Edu- sujeito, livres autores de suas próprias existências!
car para ser, entretanto, é o grande salto para uma nova idade Que as boas sementes deste livro caiam em solo fecundo
da consciência. Para lográ-lo, será preciso o exercício de uma e os frutos sejam bons e abundantes!
pedagogia iniciática capaz de, por uma via consciencial, con-
duzir-nos dos meandros do ego ao centro sábio do self, o mestre
Roberto Crema
interior. Trata-se de facilitar que o aprendiz da vida, através de
Vice-reitor da Rede Unipaz e coordenador do
uma escola do olhar, da escuta, da hermenêutica e da presença,
Colégio Internacional dos Terapeutas, Cit-Brasil.
desvele a sua trilha com coração e os talentos singulares que o
mistério lhe confiou, a vocação, voz mais profunda e permanen-
te do seu desejo de florescer, de amar e de servir.
“As Contribuições de Paramahansa Yogananda à Educa-
ção Ambiental” é uma valiosa proposta, rumo a este horizonte
amplo a ser descortinado, de forma ousada e premente. O seu
autor, Arnóbio Albuquerque, reúne as competências nas áreas
conjugadas da ciência contemporânea e da tradição sapiencial,
para apontar novas direções conscientes e criativas. Uma lúcida
e oportuna obra visando à superação da fragmentação na edu-
cação e ação ambiental.
Yogananda foi um grande mestre que logrou, de forma
sábia e pioneira, uma ponte de inestimável valor entre o Oci-
dente e o Oriente. Sua obra clássica: Autobiografia de um Iogue,
é dedicada a Lutero Burbank, considerado por ele um santo.
Burbank foi um notável jardineiro e horticultor americano, cuja
brilhante obra foi dedicada à pesquisa e aperfeiçoamento dos
organismos vegetais. Autor de um livro instigante, A Educação
da Planta Humana, Burbank denunciou as contradições de um
sistema educacional estreito e redutor, antinatural e repressor

22 23
A verdadeira educação não é injetada CAPÍTULO 1
à força desde fontes exteriores.
Ao contrário, ajuda a trazer à superfície a infinita
reserva de sabedoria interior. Introdução
(RABINDRANATH TAGORE)
Poeta indiano, laureado com o Prêmio Nobel
de Literatura em 1913.
Primeiras Sondagens

Sempre que se pensa hoje a questão ambiental, a primeira


ideia que vem à cabeça é a de crise. Capra, remontando à cultu-
ra chinesa, lembra que aí a palavra crise envolve tanto um na-
tural sentido negativo, como também um surpreendente sentido
positivo: “O termo que eles usam para ‘crise’, wei-ji, é composto
dos caracteres: ‘perigo’ e ‘oportunidade.’” (CAPRA, 2005, p. 24).
Por não ter sido ainda superada, na verdade, sequer al-
cançado o ápice, a crise ambiental, que se arrasta há décadas,
vem carregando principalmente a cristalina ideia de “perigo”.
De forma generalizada, a visão que se conecta à questão am-
biental está sempre relacionada a eventos de cunho escatoló-
gico, envolvendo quadros dantescos de catástrofe, calamidade
e horror.
Apesar disso, todos os dias, no céu, na terra e no mar,
acumulam-se novas ações nocivas ao meio ambiente, protegi-
das por legislações criadas para garantir a continuidade das
atividades econômicas, contando-se apenas com uma limitada
capacidade autorregenerativa da natureza.
Circulam no mundo mais de um bilhão de carros quei-
mando petróleo, responsáveis por quase 1/3 do CO2 produzido
pelas atividades humanas (GORE, 2006, p. 311). O dióxido de
carbono é principalmente produzido durante a queima do car-
vão para produção de calor e eletricidade, gerando “a maior
parte da poluição responsável pela crise climática.” (GORE,
2010, p. 32).
Há décadas que os rios, em todo o mundo, recebem os
rejeitos químicos da indústria, esgotos e lixo das grandes cidades
e o caldo químico dos campos contaminados com os defensivos
da agricultura. Quanto de óleo das bacias petrolíferas já se der-
ramou nos oceanos, em diversos acidentes com petroleiros? Na
terra, onde se vê degradação nas áreas concentradas de aglome-
rados populacionais e a derrubada criminosa de extensas flores-
tas, a situação não é igualmente animadora.
A grande irmã natureza partilha generosamente seus fru-
tos com todos os seres vivos, mas é sugada pelo ser humano de

27
um modo desproporcional à sua capacidade criadora. Na Ama- sim, mais coisas, maiores e melhores: carros maiores, casas
zônia brasileira, somente dos anos 1970, quando se iniciou a melhores, as últimas modas. (GOSWAMI, 2003, p. 33).
ocupação intensiva da região, até 2005, foram desmatados 67 Essa é a ponta que alimenta a degradação ambiental por
milhões de hectares de florestas (REVISTA VEJA, 2005). O Brasil, meio das indústrias, fábricas, escritórios e da infraestrutura cria-
sozinho, “é responsável por 48% de todo o desmatamento do da para escoar a produção. Manter sempre crescente o consumo
mundo” (GORE, 2010, p. 174) e contabiliza quase 20% de des- de algum grupamento é um dos motores de todas as guerras.
truição da Floresta Amazônica.
O progresso técnico-científico é mais parte do problema
Sobre o assunto, Mikhail Gorbachev apresenta um qua- do que da solução. Por se acreditar, desde Bacon (2000), em suas
dro similar: promessas de formidável paraíso oriundo do desenvolvimento
Segundo a opinião dos especialistas, estamos vivendo a da arte de expropriar da natureza seu último vintém, é que o ser
mais séria crise que o Planeta conheceu, pior do que aque- humano se enredou nessa grande enrascada. O que temos como
la que levou a extinção dos dinossauros, há 65 milhões sinal de progresso são justamente esses instrumentos de derro-
de anos. Os cientistas supõem que o número de espécies cada do meio ambiente: máquinas potentes, meios de comuni-
vivas no Planeta seja de 12,5 milhões, mas somente 1,7 cação sofisticados, armamentos eficientes e meios de transporte
milhão delas foram descritas. É gravíssimo que, somente
confortáveis, mas que agora estão apresentando a pesada conta
entre as espécies conhecidas por nós, 12% estejam em
fase de extinção. Trinta mil espécies de plantas e animais da degradação promovida durante décadas.
desaparecem a cada ano. Como não se faz acompanhar de uma evolução de cons-
ciência correlata, o progresso científico-técnico revelou-
Estamos falando não só de tigres, elefantes ou baleias, -se incapaz de solucionar o problema básico-humano,
que provocam compaixão nas crianças e nos adultos e transmutando-se mesmo iatrogenicamente, numa enorme
que o homem tenta preservar ao menos nos zoológicos, e constante ameaça à saúde e à própria vida humana.
mas falamos, em primeiro lugar, de inúmeras centopéias, (CREMA & ARAÚJO, 2001, p.25).
caracóis, pássaros, insetos. Um hectare de florestas tropicais
contém mais espécies de plantas do que toda a Europa, do Diversos autores demonstraram que o nó principal do
Atlântico até os Urais; há milhões de plantas e seres vivos.
problema reside no próprio ser humano, que “exprime o mun-
Mantido o ritmo com o qual o Brasil desmata a floresta
amazônica e a Indonésia derruba suas árvores em Bornéo do para si, isto é, situa o mundo sempre em certo horizonte de
e Sumatra, no máximo até o fim do século perderemos a sentido.” (OLIVEIRA,1993, p. 98). Foi essa a forma que ele optou
metade de toda a biodiversidade do Planeta. (GORBACHEV, para definir progresso?
2003, p. 60).
Na imaginação popular é nele [no progresso] que se resume
Na época da Guerra Fria, o inimigo declarado era o pro- o caráter da civilização de nosso tempo. E em ‘progresso’
ela vê mais que tudo a transformação material do mundo.
vável uso dos estoques de armamentos das grandes potências e São as casas maiores e mais confortáveis. É o transporte
a inescapável hecatombe nuclear. Hoje já está claro que o verda- mais rápido e mais barato. São as ruas mais bonitas. É a
deiro inimigo da humanidade age furtivamente dentro dos lares, diversão mais interessante e mais acessível. É a luz e água
em cada caloria desnecessária levada à boca, em cada objeto mais fáceis e melhores. São os jornais e as publicações mais
fútil e supérfluo adquirido na liquidação, transformado em ne- numerosas e mais bem feitos. (TEIXEIRA, 1975, p. 28).
cessidade por conta de bem elaboradas estratégias de marketing. Se ele escolheu esta norma e sentido para sua existência,
Nesse mundo, proliferam as necessidades materiais, com pode elaborar outro. Se ele fez, bem pode desfazer. Boff fala so-
o resultado de desejarmos não o progresso espiritual, mas bre o potencial criativo humano:

28 29
[...] cada cultura organiza o seu modo de valorar, de inter- Semelhante a uma locomotiva espiritual, conduzirá muitas al-
pretar e de intervir na natureza, no hábitat e na História. mas ao Reino de Deus.” (YOGANANDA, 2001b, p. 20). Na ju-
O nosso modo, embora hoje mundialmente hegemônico,
ventude, recebeu rigoroso treinamento espiritual do seu mestre,
é apenas um entre outros. (BOFF, 1995, p. 27).
Swami Sri Yukteswar, por dez anos.
Como, porém, superar a colheita da semeadura maldita? Em 1915, foi ordenado monge da Ordem dos Swamis, re-
Além da investigação de todos os aspectos da natureza, os ecos- cebendo o nome de Yogananda, que significa bem-aventurança
sistemas, a fauna, a flora e os seus mecanismos biofísicos e bio- (ananda) através da união divina (yoga). Mais tarde, em 1935,
químicos, há que se pensar o ser humano, sua ontologia e sua recebeu o título monástico “Paramahansa”.
relação com a natureza. Que educação dá conta da complexa
perspectiva humana, naturalmente multifacetada? Literalmente parama, o supremo, e hansa, cisne. O cisne
branco é representado mitologicamente como veículo ou
Eis onde reside a esperança de uma grandiosa “oportuni- montaria de Brahma, o Criador. (YOGANANDA, 2001b,
dade”, o caractere positivo do ideograma chinês para o termo p. 431).
“crise”: a evolução da consciência humana. Os efeitos de toda
Após fundar a escola de Ranchi, em 1917, na Índia, Pa-
essa crise vêm-se expressando de um modo tal que o ser huma-
ramahansa Yogananda seguiu para os Estados Unidos para
no finalmente compreendeu a necessidade de medidas urgentes
difundir os princípios da arte de viver, tornando-os acessíveis
para frear o processo autodestrutivo e de uma nova atitude ante
à cultura ocidental. Aí, ele treinou muitos discípulos, publicou
à exploração das riquezas oferecidas pela terra.
diversos livros e, também, atravessou todo o território dos EUA
Em muitas correntes filosóficas e religiosas, transpira-se a para difundir os ensinamentos por meio de palestras públicas,
esperança por um ser humano renovado, apesar de todo o des- expondo a essência dos ensinamentos da tradição indiana na
conforto que o aguarda. linguagem contemporânea. Ensinou a antiqüíssima Kriya Yoga,
Não importa o que aconteça, o mundo se tornará melhor um método simples e acessível, de natureza psicofisiológica, ca-
e melhor até que os Estados Unidos da Índia, da Ásia, da paz de proporcionar à consciência experiências em planos su-
Europa, e das Américas se concretizem e se tornem pron- periores de realização; e os ideais de vida equilibrada da sua
tos para combinarem-se nos Estados Unidos do Mundo. “escola de como viver.”
Os Estados Unidos do Mundo não surgirão em um dia,
nem em nossa geração, mas muitos dos seus princípios Ele foi o primeiro preceptor espiritual Indiano a viver por
fundamentais serão preparados neste século vinte. (YO- um largo período fora da Índia, desde o ano de 1920 até 1952,
GANANDA,1999, p. 12). sendo considerado o pai da ioga no Ocidente.
Essa sutil afirmação de Paramahansa Yogananda carrega
o prenúncio do cerne deste volume. A expectativa é poder en- Caminhos para a Realização do Ideal da Vida
contrar em sua obra alguns dos princípios fundamentais por ele Plenamente Realizada
citados há pouco e investigar sua contribuição para a educação
ambiental. Muitos educadores trataram sobre a possibilidade de o ser
Nascido em 1893, na cidade de Gorakhpur, no nordeste humano ser capaz de realizar-se numa vida feliz, com ordem
da Índia, Paramahansa Yogananda foi batizado Mukunda Lal e harmonia em todos os setores: o emocional, o afetivo, o fi-
Ghosh. Durante a infância, já experimentava aguçada percep- nanceiro, o intelectual, o físico, o mental e o espiritual. Como
ção mística. Lahiri Mahasaya, preceptor espiritual dos seus pais, desenvolver tal sabedoria, capaz de ampliar a visão sobre o uni-
profetizou ao ver a criança: “Mãezinha, seu filho será um iogue. verso, a Natureza, a sociedade, as pessoas e a Divindade, e que

ARNÓBIO ALBUQUERQUE AS CONTRIBUIÇÕES DE PARAMAHANSA YOGANANDA À EDUCAÇÃO AMBIENTAL


30 d d 31
A filosofia das tradições místicas,
também conhecida como ‘filosofia perene’,
proporciona a mais consistente base
filosófica às nossas modernas teorias científicas.

(FRITJOF CAPRA)

CAPÍTULO 2

Dos Paradigmas
Científicos aos
Metaparadigmas
Civilizatórios
!"!#$%&!'()*+,-./$!)0./1''!.21)#3')4!&$.53')1)
Descaminhos da Humanidade

Desde Copérnico, sabemos que o conhecimento produzi-


do pelo ser humano depende da forma como ele vê o mundo.
Essa ideia, lembrada por Immanuel Kant (1999) na Crítica da
Razão Pura, não é tão óbvia como se pode supor hoje, ocupando
o centro de uma grande mudança de perspectiva da ciência do
século XVI, base de uma das mais importantes revoluções cien-
tíficas da história.
Segundo Kant (1999), essa grande virada da ciência acon-
teceu quando Copérnico, abandonando a ideia de que os astros
giravam em torno da Terra, considerou que eles permaneciam
fixos e que o observador é que devia se mover. Era necessário
fazer suposições a respeito do que se tencionava considerar nos
objetos, não simplesmente esperar que a manifestação do mun-
do externo, chegando à consciência pela via dos sentidos, fosse
capaz de revelar algum conhecimento. À razão cabia o papel
do interrogador da natureza para lhe perguntar o que fosse ne-
cessário segundo suposições previamente elaboradas. Diz Kant:
No que concerne aos objetos, na medida em que apenas
pensados pela razão, na verdade necessariamente, sem po-
rém (pelo menos no modo como a razão os pensa) poderem
de maneira alguma ser dados na experiência, as tentativas
de pensá-los (pois tem que ser possível pensá-los) consti-
tuirão mais tarde uma esplêndida pedra-de-toque daquilo
que tomamos como o método transformado da maneira
de pensar, a saber, que das coisas conhecemos a priori só
o que nós mesmos colocamos nelas. (KANT, 1999, p. 39).

O filósofo Humberto Rohden assevera que, “toda e qual-


quer prova ou demonstração analítica, indutiva ou intelectual
tem que supor um fundamento anterior e independente dessas
provas ou demonstrações”. (ROHDEN, 1982, p. 126). É necessá-
rio ao pesquisador sempre supor algo antes de realizar qualquer
investigação, suposição essa que dirigirá a abordagem de um
problema estudado, influenciando por conseguinte os resulta-
dos encontrados.

47
A hipótese de Copérnico alterou completamente o pano- Mudando para Evoluir
rama científico da Idade Média, influenciando o método das
ciências que prevalece até os dias atuais. O sentido de existên-
Na história das ciências, há muitas situações em que
cia, a concepção de mundo e o conjunto de crenças e valores
um determinado conjunto de concepções, altamente valoriza-
influenciam vigorosamente na determinação dos padrões de
do pela influência positiva na busca de respostas a problemas,
escuta do objeto investigado, na probabilidade de encontrar res-
não consegue mais influenciar a solução de novos problemas
postas dos problemas estudados e no progresso dos próprios mo-
abraçados por uma comunidade científica. É necessário contar
delos conceituais que sustentam as investigações científicas. Diz
com novos modelos conceituais que surgem, segundo Kuhn, de
Rohden, “só pode provar algo quem supõe”! (ROHDEN, 1982, p.
maneira indeterminada, num processo raramente “completado
126), ressaltando a enorme sombra lançada por esse elemento
por um único homem e nunca de um dia para o outro” (KUHN,
subjetivo sobre o método das ciências.
1996, p. 26), no contexto de um movimento evolucionário de
Os padrões e modelos conceptivos, os compromissos pro- “mudança de paradigma.”
fissionais de um grupo, as realizações científicas e estruturas teó-
As pesquisas de muitos estudiosos da Física nas três primei-
ricas, “a constelação de crenças, valores, técnicas, etc., partilha-
ras décadas do século passado, notadamente no campo da Física
das pelos membros de uma comunidade determinada” (KUHN,
Quântica, questionaram as conclusões de Isaac Newton, ao reve-
1996, p. 218) foram chamadas por Thomas Kuhn de “paradig-
larem questões impossíveis de serem respondidas com base nas
ma”. Esse significado para o termo “paradigma” abrange não
cosmovisões vigentes, exigindo dos cientistas grande esforço no
apenas as questões relativas a uma ciência particular, pois se
desenvolvimento de novo modelo perceptivo capaz de dar conta
acha nos pontos de interseção de todas as relações do ser huma-
das impressionantes descobertas que emergiam dos novos proble-
no com o mundo que o envolve: valores, questões, problemas e
mas investigados. A base teórica fundante da Ciência de Newton
ideologias relacionadas com a direção de atitudes e o sentido de
não era mais capaz de abranger nova realidade que se desdo-
existência.
brava diante das pesquisas que investigavam o microcosmos, o
Um exemplo simples dado por Kuhn (1996) em seu livro mundo das partículas primárias da matéria, caracterizando as-
fala do poder dos paradigmas e sua influência na solução de sim uma ruptura epistemológica, pois o conjunto de premissas
problemas. Um pesquisador perguntou a um físico e a um quí- válidas para determinado campo de conhecimento não era mais
mico respeitados se um átomo de hélio era uma molécula ou suficiente para abarcar novo e amplo espaço de estudo.
não. Ambos responderam com segurança, mas, para o químico,
Tais mudanças perceptivas não se restringiram às técnicas
o átomo de hélio era uma molécula, pois seu comportamen-
e parâmetros do campo de estudo da Física somente, que preci-
to dentro da teoria cinética dos gases assim o caracterizava,
saram ser reformuladas e enriquecidas, mas também afetaram
enquanto, para o físico, o hélio era um átomo “porque não
a visão sobre os aspectos fundamentais da matéria e acerca dos
apresentava um espectro molecular.” (KUHN, 1996, p. 75). Duas
recursos perceptivos da mente humana, com importantes con-
respostas diferentes foram apresentadas para a tentativa de re-
sequências sobre o próprio sentido de existência, como descreve
solver exatamente o mesmo problema, porque os pesquisadores
Capra, quando comenta os dilemas dos cientistas dessa época:
se apoiavam em concepções distintas. Nenhuma das respostas
estava errada, pois cada uma tinha uma base teórica que a sus- [...] seus problemas não eram meramente intelectuais, mas
tentasse; ou ambas as respostas estavam erradas dentro do pon- alcançavam as proporções de uma intensa crise emocio-
nal e, poder-se-ia dizer, até mesmo existencial. (CAPRA,
to de vista dos paradigmas da outra.
2004, p. 24).

ARNÓBIO ALBUQUERQUE AS CONTRIBUIÇÕES DE PARAMAHANSA YOGANANDA À EDUCAÇÃO AMBIENTAL


48 d d 49
Apresentamos os conceitos de paradigmas científicos, me-
taparadigmas civilizatórios e o contexto teórico das perspectivas CAPÍTULO 3
holísticas que serão abordadas nos capítulos seguintes. Comen-
tamos, também, os relevantes aspectos das mais importantes
concepções metaparadigmáticas em discussão. Também foi Os Aspectos Fundamentais da
tratado o modo pelo qual os modelos conceptivos existenciais
influenciam as disciplinas e a mentalidade coletiva, como evo-
luem e de que modo ocorre a transição entre eles.
Educação Ambiental
Enfocamos o metaparadigma cartesiano, base do conjun-
to de pressupostos definidor do sentido de existência dominan-
te, e o quântico, substrato de um sentido de existência mais de
acordo com o ideal da convivência entre humanos e não huma-
nos numa relação autossustentada e equilibrada, um aspecto
essencial no ideário da educação ambiental como um todo.
No próximo capítulo, apresentaremos os fundamentos da
Laudato si’, mi’ Signore, per sora nostra madre
educação holística, que tem como proposta superar a fragmen-
Terra, la quale ne sustenta et governa, e produce
tação do pensamento do sujeito influenciado pelos critérios do
diversi frutti con coloriti fiori et herba.
metaparadigma cartesiano, em vias de se preparar para absor-
ver os fundamentos do metaparadigma quântico, até que, ar-
refecendo-se a natural resistência ao novo, possa compreender
(FRANCESCO BERNARDONI)
São Francisco de Assis
sua essencial conexão com a natureza e, com ela, junto ao Todo,
participar dos festejos de jubilosa cooperação.

ARNÓBIO
ARNÓBI
ARNÓBIO
ÓBI O ALBUQUERQUE
ALBU
ALBU
LBUQUE
QUERQU
QUERQUE
RQU
80 d
Desalienação do Conhecimento Fragmentado

Em trechos anteriores deste volume, vimos muito do que


resultou da perspectiva fragmentária da realidade e como esta
influencia a vida das gerações atuais e a possibilidade de exis-
tência das gerações futuras. Estudamos os valores, conceitos,
ideias e ideais civilizatórios de caráter cartesiano ou clássico
e também aqueles denominados quânticos ou holísticos. Ora,
o propósito principal da pesquisa científica é a aproximação
máxima da realidade — realidade complexa, instável, incan-
savelmente surpreendendo como novas perspectivas a cada
visada.
Já sabemos das limitações da teoria mecânica do univer-
so e que ela dá sustentabilidade ao modelo de um mundo feito
ao modo de um relógio, no qual todas as peças funcionam em
harmonia com um princípio matemático determinístico. Novos
paradigmas estão propondo olhar não somente para conceitos
da Física, mas para a vida mesma, lugar onde a realidade está
concretamente fundada, centro de uma espiral em cujas mo-
vediças fronteiras se encontram as perspectivas das quais o ser
humano agora pretende dar conta.
Nessa sinuosidade, em que se entrelaçam partes visíveis
e invisíveis, perfazendo universos físicos, mentais e ideacionais,
um Todo se mostra e se oculta, confundindo as partes que se
olham e já não sabem claramente onde aparece uni e se ocul-
tam versos, e vice-versa, numa dinâmica chamada de “não line-
ar.” (CAPRA, 2002, p. 16).
Essa realidade é imperscrutável por qualquer modelo frag-
mentário, mas se revela por meio das conexões e relações entre
as partes, fenômenos que dão sentido e integridade à diversidade.
Quando isolado, o conhecimento carrega elevado poten-
cial de contradição relativamente à estrutura do meio que o
sustenta. Nestes tempos, emerge a tendência científica e educa-
tiva de inseri-lo e situá-lo em seu âmbito estrutural. Para Morin
(2001), o que possui continuidade e o que progride é o que se
apresenta integrado ao contexto global do meio natural, social,
político e econômico e cultural.

83
Figueiredo (1999) apresentou, em um amplo estudo, uma O Paradigma Holístico
metateoria holística, culminando em reflexões relevantes sobre
a prática ecológica ao propor a integração de pensamentos,
A palavra holística descende do grego “holos”, que sig-
emoções e sentimentos para superar a prática ambiental frag-
nifica Todo — um Todo jamais definido que, transcendendo a
mentada e dissociada de valores ecocêntricos.
soma das partes, permanece fora da capacidade analítica de
Muitas premissas pensadas por um ser humano separado cada uma delas, podendo, todavia, ser percebido por elas. O
do seu entorno são repensadas quando se demonstram incom- paradigma holístico relaciona-se de modo relevante à concep-
patíveis em relação às já comentadas perspectivas científicas ção sistêmica, que aprofunda o entendimento no modo como
emergentes desde o início do século XX. De lá pra cá, sobreviveu interagem as partes e o Todo, tendendo à ordem, à evolução e à
o que estava desalienado e ganhou sentido o que se encontrava autorrealização. O paradigma holístico dá conta de levar os no-
amarrado à realidade circunjacente. vos conceitos emergentes do século XX para a salutar dissolução
Não deve mais causar estranheza, portanto, falar além ou reorganização das tendências reducionistas, seja no campo
da realidade material do universo, além da realidade física do da ciência, da religião ou de qualquer outra esfera de atividade
ser humano. O momento é de pensá-lo em suas dimensões glo- humana, inclusive a educação.
balizantes para que ele se ache apto a investigar um sentido de Jan Smuts (1870-1950) é o formulador do paradigma ho-
existência compatível com sua natureza que, ao que os fatos lístico, concebendo a ideia de que qualquer “parte” está sempre
indicam, possui grande similaridade com a natureza do mundo em busca de se tornar um “Todo”. O termo “holismo” foi utiliza-
que habita. do pela primeira vez em seu livro Holism and Evolution, de 1926,
Essa realidade, como vimos, é física, tal como a luz quan- onde explanou a tendência natural de todas as coisas na busca
do se manifesta como partícula, mas também abstrata e abran- de uma experiência integradora. Disse Smuts:
gente, consoante a luz quando se expressa como onda. Se o
é da natureza do universo evoluir de maneira vagarosa,
instrumental físico do ser humano é quimicamente compatível porém numa medida de constante crescimento, de busca
com as estrelas mais distantes, pode ser estranho que ele com- de inteireza, plenitude e bem-aventurança. (apud CREMA,
partilhe a natureza essencial da matéria, cuja realidade possui 1989, p. 62).
conotações supramateriais, como demonstra a Física Quântica?
Crema (1989) organizou um interessante resumo das
“O desenvolvimento da aptidão para contextualizar e
ideias de Smuts:
globalizar os saberes” (MORIN, 2001, p. 60) torna-se mandató-
rio para o ser humano que abraçou o desafio de compreender o
t "/5&$*1"/%0"5&03*")0-0(3«'*$"‰BTÓOUFTFBGFUB
mundo e os elementos ao seu redor, a forma como o influenciam
e determina a partes, de tal modo que essas funcionam para
e o modo como podem ser influenciados por ele.
o Todo. O Todo e suas partes, por isto mesmo, influenciam-se
A busca da compreensão do Todo revela a sede por com- reciprocamente, determinam-se um ao outro e aparecem mais
preensão de sentido e contextualização do elemento humano ou menos fundindo os seus caracteres individuais: o Todo está
que ainda se identifica como um indivíduo jogado no mundo, nas partes e as partes estão no Todo, e essa síntese do Todo e
mas sente em si uma sede de completude, realização e poder, das partes está refletida no caráter holístico das funções das
estendendo-se além das fronteiras individuais. partes tanto quanto do Todo;
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dentes ajuntados externamente, como uma colcha de retalhos.

ARNÓBIO ALBUQUERQUE AS CONTRIBUIÇÕES DE PARAMAHANSA YOGANANDA À EDUCAÇÃO AMBIENTAL


84 d d 85
CAPÍTULO 4

Contribuições
de Paramahansa
Yogananda
à Educação
Ambiental

Viver é afinar o instrumento.


De dentro para fora, de fora para dentro.
A toda hora, a todo momento.
De dentro para fora, de fora para dentro.

(WALTER FRANCO)
Da Ilusão Separatista à Arte da Vida Equilibrada

Juntamente com o instrumental físico-matemático provi-


denciado por Isaac Newton e a metodologia indutiva de Francis
Bacon, a analítica de Descartes se tornou o mais importante ins-
trumento na construção do edifício de uma racionalidade cien-
tífica dominante até os dias atuais, que tem como meta um pro-
gresso baseado na exploração, a qualquer preço, dos recursos da
natureza. Seu trabalho foi de grande utilidade naquela etapa es-
pecífica de evolução da consciência, colaborando no naufrágio
da ideologia que utilizava argumentos dogmáticos para exercer
domínio e poder.
Após séculos reinando de forma soberana, o cartesianis-
mo ajudou a constituir uma mentalidade de controle, previsi-
bilidade e quantificação que se tornou tão natural que, de for-
ma paradigmática, desenvolveu a ilusão coletiva, sobretudo no
Ocidente, de que se trata do único modelo existencial aceitável.
Os resultados obtidos pelo progresso material com suas técnicas
e controles, máquinas e toda a parafernália tecnológica, vêm
provar tão fortemente a validade do ideal cartesiano que não se
torna natural para quem vive mergulhado neste mundo imagi-
nar que possa existir uma realidade distinta e, sem contradições,
progressista e saudável.
Mesmo para renomados cientistas, como Albert Einstein,
não foi fácil aceitar os resultados das novas ciências que ele pró-
prio ajudava a edificar, como se verificou na recusa dos resulta-
dos que indicava um fenômeno de causalidade não local entre
partículas do mundo subatômico, reforçando a ideia de conecti-
vidade e totalidade, fato considerado surpreendente por Capra:
A relutância de Einstein em aceitar as consequências da
teoria que seu trabalho anterior ajudara a formular é um
dos mais fascinantes episódios na história da ciência. A
essência de sua discordância em relação a Bohr estava em
sua firme crença numa realidade externa, que consistiria
em elementos independentes e espacialmente separados.

Isso mostra que a filosofia de Einstein era essencialmente


cartesiana. Embora ele tivesse iniciado a revolução da
ciência do século XX e tivesse ido muito além de Newton

127
com sua teoria da relatividade, parece que Einstein, de cias de simples confirmação. Weil (apud CREMA & ARAÚJO,
algum modo, não era capaz, ele próprio, de ultrapassar 2001) sugere que a investigação da visão holística, além do
Descartes. (CAPRA, 2005, p. 77).
esforço intelectual, seja acompanhada de uma vivência, pois
Não causa espécie, por isso a dificuldade do cidadão co- seu significado não pode ser apanhado facilmente pela rede da
mum, e mesmo de muitos cientistas contemporâneos, em absor- análise e da lógica. É pela investigação da experiência de in-
ver uma proposta que implica um convite para repensar o que telectuais como Huberto Rohden e Ken Wilber e de preceptores
parece evidentemente certo. Instaurada a perspectiva holística, espirituais como Francisco de Assis, Jesus Cristo e Paramahansa
Grün (SATO et al., 2002) teme a perda da identidade humana Yogananda, que encontramos demonstrações insofismáveis de
ante à natureza. Aguiar (2003) considera que a utopia das ver- uma mentalidade capaz de superar com vantagens a ideologia
tentes ecológicas radicais tende a considerar os elementos da na- dominante, sem negação do ideal de progresso, saúde, paz e
tureza como sujeitos com direitos e cidadania. felicidade.
Muitos físicos ainda recusam as conclusões filosóficas Wilber (1998) tem em foco sempre presente o ideal unitá-
oriundas dos estudos no âmbito da Física Moderna, como nos rio, em cujo seio repousam diferentes e até opostos que jamais
informa Fritjof Capra, comentando a baixa receptividade entre se excluem, ao contrário, tornam-se mutuamente interdepen-
seus colegas sobre a iniciativa de aproximar Física e pensamen- dentes, completamente inseparáveis, complementarmente par-
to místico do Oriente: tilhando uma identidade implícita.
Segundo ele, esse conceito modifica a tendência habitual
[...] a maioria deles a princípio ficou bem desconfiada e
muitos se sentiram até mesmo ameaçados pelo livro [O de erradicar um dos opostos: “Lidamos com o problema do bem
Tao da Física]. Aqueles que se viram ameaçados, reagiram e do mal tentando exterminar o mal.” (WILBER, 1998, 37). Que
com raiva. Fizeram comentários ofensivos e geralmente diferença isso faria no padrão das relações internacionais se to-
maldosos, seja em publicações ou em conversas particu- das as nações compreendessem o potencial cooperativo, com-
lares. (CAPRA, 2000, p. 249).
plementar e interdependente das suas diferenças?
Muitos aspectos da vida cotidiana, todavia, demonstram Francisco de Assis não contribuiu com nenhuma desco-
os resultados da falta da perspectiva holística combinada com berta da ciência do progresso material, mas demonstrou na prá-
a hipertrofia do progresso tecnológico, numa época de casas e tica que é possível o progresso do espírito na direção de uma
carros maiores e mais confortáveis e, concomitantemente, pou- consciência cada vez mais refinada e, sem qualquer contradi-
co progresso na capacidade humana em tolerar as diferenças, ção, o encontro com a alegria e a felicidade. Demonstrou uma
lidar com os fracassos, buscar o diálogo nas crises, compreender madura atitude holística, ao acolher os diferentes, abraçando o
os paradoxos e as contradições da vida. pária desprezado pela sociedade; não castigou, mas educou os
Apesar de toda uma base racional e científica, demons- malfeitores que procuravam por pão; encarando o final da vida
trando cabalmente os resultados da pesquisa quântica, os con- neste mundo, tomou a morte como “irmã”.
ceitos relacionados à perspectiva holística provocam muitos Não foram tristes e sombrios os últimos dias do cantor
equívocos e produzem grande resistência, porque, como de- angélico de Deus. Antes, foram sublimes, aureolados de es-
monstramos, além de se tratar de um tema novo, segue, apa- petacular e poética beleza [...] tinha todo o corpo esquálido
rentemente, na contramão de tudo o que é ordinário. coberto de feridas. Cheio de dores, com padecimentos cruéis
que o não deixam um instante sequer, sente-se, contudo,
Novas atitudes, todavia, são capazes de conectar a pers- feliz, e canta, canta sempre, recebendo o sofrimento com
pectiva holística com facilidade, sobretudo mediante experiên- enlevada alegria. (LEITE, 1964, p. 288).

ARNÓBIO ALBUQUERQUE AS CONTRIBUIÇÕES DE PARAMAHANSA YOGANANDA À EDUCAÇÃO AMBIENTAL


128 d d 129
superação do racismo e da violência; julgamento equilibrado e, para esse fim, estabelecer templos da Self-Realization
dos sistemas éticos e também morais e capacidade de avaliar Fellowship, no mundo todo, para a comunhão com Deus,
aqueles que se aplicam e os que faltam à sociedade; tolerân- e estimular o estabelecimento de templos individuais
cia quanto às ambiguidades e incertezas do mundo; reconhe- para Deus, nos lares e nos corações humanos.
cimento de todo ser humano como pessoa dotada de valores,  t 3FWFMBSBVOJEBEFCÈTJDBFBDPNQMFUBIBSNPOJBFOUSFP
não objetos de interesse ou desinteresse, por ser ou não capaz de Cristianismo original ensinado por Jesus Cristo e a Ioga
responder a certas exigências ou determinações etc. original ensinada por Bhagavan Krishna, e mostrar que
O foco exclusivo nos aspectos biofísicos do ser humano esses princípios da verdade são o fundamento científico
trouxe como resultado o quadro de uma humanidade enfermi- comum de todas as verdadeiras religiões.
ça, hiperdesenvolvida em suas necessidades tecnológicas, a ser-  t "QPOUBSBEJWJOBFÞOJDBFTUSBEBQSFGFSFODJBMQBSBB
viço da subsistência ou do poder, e hipodesenvolvida nas suas qual todas as sendas das verdadeiras crenças religiosas
solicitações espirituais. Por toda a história, é evidente a ausência levam afinal: a estrada da meditação em Deus, diária,
de uma educação para formação do ser em toda sua plenitude. científica e devocional.
 t -JCFSUBSPTFSIVNBOPEFTFVUSÓQMJDFTPGSJNFOUP‰B
Na verdade, nem pôde ainda o Ocidente chegar a um
doença física, as desarmonias mentais e a ignorância
consenso sobre o que pode vir a ser o ser humano integral, ple-
espiritual.
namente consciente de todas suas potencialidades. Discutir e
 t &TUJNVMBSAPWJWFSDPNTJNQMJDJEBEFFQFOTBSDPNFMFWB-
trabalhar esse conceito deve ser um dos objetivos mais impor-
ção’, e difundir o espírito de fraternidade entre todos os
tantes da perspectiva holística.
povos, ensinando-lhes o eterno alicerce de sua unidade:
Abraham Maslow (1916-1973), um dos principais men- a filiação a Deus.
tores no movimento humanístico em Psicologia, “enfatizou o  t %FNPOTUSBSBTVQFSJPSJEBEFEBNFOUFTPCSFPDPSQP F
potencial do homem, sua vocação evolutiva, inclinação para a da alma sobre a mente.
saúde e tendência para a completa auto-realização” (apud CRE-  t 7FODFSPNBMDPNPCFN BUSJTUF[BDPNBBMFHSJB BDSVFM-
MA, 1989, p. 67), um pensamento alinhado ao ideal holístico. dade com a afabilidade, a ignorância com a sabedoria.
É urgente uma educação que abranja o ser humano em  t 6OJSBDJÐODJBFBSFMJHJÍPNFEJBOUFBDPNQSFFOTÍPEB
sua natureza integral, não meramente voltada para satisfação unidade de seus princípios subjacentes;
das necessidades materiais, semelhantes às dos animais irracio-  t 1SFDPOJ[BSBDPNQSFFOTÍPDVMUVSBMFFTQJSJUVBMFOUSFP
nais: procurar comida (trabalhar), comer e procriar. Encontra- Oriente e o Ocidente, e o intercâmbio de suas caracte-
mos, na obra Autobiografia de um Iogue (2001b), a declaração rísticas distintivas mais refinadas.
dos ideais educativos da Pedagogia holística de Paramahansa  t 4FSWJSBIVNBOJEBEFDPNPTFVQSØQSJPFBNQMJBEPFV
Yogananda, que transcrevemos a seguir:
Identificamos em Paramahansa Yogananda, principal-
 t %JTTFNJOBSFOUSFBTOBÎÜFTPDPOIFDJNFOUPEFUÏDOJDBT mente nas obras Autobiografia de um Iogue (2001b), Journey to
científicas definidas para atingir a experiência pessoal Self-Realization (1997), The Divine Romance (2000) e A Eterna Busca
e direta de Deus. do Homem (2001), os critérios de educação para uma vida equili-
 t &OTJOBSRVFPQSPQØTJUPEBWJEBÏBFWPMVÎÍP NFEJBO- brada, um dos ideais mais importantes da mensagem espiritual
te o esforço pessoal, da consciência mortal limitada inspiradora da “escola de como viver”, cuja síntese transcreve-
[fragmentada] do homem para a consciência de Deus mos a seguir:

ARNÓBIO ALBUQUERQUE AS CONTRIBUIÇÕES DE PARAMAHANSA YOGANANDA À EDUCAÇÃO AMBIENTAL


160 d d 161
CONHECENDO AS VERDADEIRAS NECESSIDADES — na busca pelo primitivos desenvolviam as faculdades mentais para satisfazer
sucesso, você deve se concentrar em suas “necessidades” e não apenas as necessidades materiais da vida. Seu tempo era dedi-
em seus “desejos”. É evidente que o ser humano jamais obtém cado à caça, à comida e ao sono.
tudo o que quer. Uma criança talvez peça ao pai para apanhar Os seres humanos de nosso tempo realizam metodica-
uma cobra venenosa, mas o pai não satisfaz esse perigoso pe- mente o que os primitivos realizavam sem métodos. O esforço
dido. O ser humano, tendo livre arbítrio e sendo parte do Todo para desenvolver tais métodos influenciaram indiretamente o
pode, com sua força de vontade, persistir até conseguir aquelas afinamento de suas faculdades internas. A Pedagogia holísti-
coisas que são prazerosas no início, mas perniciosas no fim. ca ensina a desenvolver diretamente tais faculdades internas,
Quanto maior a necessidade, maior a probabilidade de como força de vontade para superar os apelos dos instintos, sen-
realizá-la. Antes de se esforçar para alcançar o que deseja, o ser timento para servir os outros e intuição para realização direta
humano deve desenvolver o poder de alcançar à vontade aquilo da verdade.
que necessita.
Quais são suas verdadeiras necessidades? Abrigo; comida O IDEAL DE SERVIÇO — uma vida para os negócios não im-
para o corpo, mente e alma; prosperidade; saúde; o poder de plica uma vida material. A ambição para os negócios pode ser
concentração; uma boa memória; um coração compreensivo; espiritualizada. Negócios são nada mais que oportunidades de
amigos; sabedoria e bem-aventurança; são essas algumas ne- servir aos outros da melhor maneira possível. Empreendimentos
cessidades humanas. Vida equilibrada, pensamento elevado, que começam com a ideia de apenas fazer dinheiro rapidamen-
cultivo da felicidade interior com o objetivo de fazer os outros te se tornam reconhecidos como tal. Empreendimentos que se
felizes são também necessidades. A felicidade interior é dura- concentram em servir seus clientes com os melhores artigos ao
doura porque pertence à natureza espiritual. A “felicidade” ba- custo mínimo se tornam bem-sucedidos e aceleram o desenvol-
seada nos prazeres dos sentidos rapidamente se transforma em vimento moral da humanidade.
lamentos. Tornar os sentidos servidores das necessidades do cor-
As pessoas podem espiritualizar seus negócios com a ideia
po e da mente dirige à felicidade verdadeira. O desejo por um
de servir apropriadamente as necessidades legítimas dos seus se-
objeto sensual, prazeroso é equivocadamente considerado uma
melhantes, para fazer aos outros e a si mesmo felizes. Quando
“necessidade” em vez de um “desejo” criado artificialmente. Os
alguém acostumado a realizar transações comerciais, simulta-
“desejos” não deveriam ser multiplicados.
neamente, ajuda seus empregados e parceiros para se tornarem
A NATUREZA HUMANA INTEGRAL — assim como certo treina- mais prósperos, usando sua riqueza para ajudar os outros a se
mento é necessário no engajamento na arte da guerra, do mes- ajudarem, isso é espiritualizar a ambição para os negócios.
mo modo, é necessário um treinamento no engajamento na Sem esse ideal, a sobrecarga de trabalho produz nervosis-
batalha da vida. Soldados destreinados são executados rapida- mo, ausência de qualidades para a harmonia social, avareza,
mente no campo de batalha. Do mesmo modo, algumas pessoas gula e desrespeito aos bons princípios. Realizando os verdadei-
que não são treinadas para manter a paz interior são rapida- ros propósitos da atividade comercial, serviço para o benefício
mente perfuradas pela balas da preocupação e da inquietude. dos outros e de si, a vida pode ser realmente feliz. A menos que
A natureza humana é tanto espiritual quanto material. você inclua o bem-estar dos outros em sua prosperidade, você
Todo ser humano deveria desenvolver-se espiritualmente por nunca será idealmente próspero. Não me refiro a uma simples
meio da disciplina interior, e tornar-se materialmente eficiente doação desinteressada, mas a um sincero interesse em ajudar as
pelo desenvolvimento de habilidades para os negócios. Homens pessoas a se ajudarem. Motivado pelo modo como suas ações e

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162 d d 163
planos podem beneficiar os outros, a ambição para viver bem e modelada para qualquer forma. Os adultos devem esforçar-se
próspero se torna espiritualizada. para expelir maus hábitos e substituí-los por bons hábitos. Há-
bitos desejáveis podem ser facilmente desenvolvidos pelas crian-
ças porque elas executam-nos com mais facilidade e por não te-
A PROPORÇÃO ENTRE ATIVIDADES COM FINS MATERIAIS E ESPIRITUAIS
rem ainda desenvolvido maus hábitos para substituir. Qualquer
— os ocidentais devotam seu tempo predominantemente para
hábito, entretanto, seja em adultos ou em crianças, devem ser
desenvolver os aspectos materiais e intelectuais da vida, mas
cultivados pela expressão da livre vontade.
estão geralmente ocupados mesmo para aproveitar os frutos do
seu trabalho ou para conhecer o sabor da paz, do relaxamento Sermões espirituais inspiram a mente das crianças para
e da bem-aventurança da meditação. Eles se tornam escraviza- a ação correta, mas isso não é tudo. Disciplina prática real é
dos e esquecem o mais elevado compromisso com os ideais de necessária para resignificar as sementes de hábitos pré-natais
alegria e felicidade. de vidas passadas alojados nas mentes subconsciente e super-
consciente. Isso pode ser feito apenas pelo poder da cauterização
Devido ao uso intensivo de máquinas, ocidentais possuem
interna da eletricidade da concentração.
essa vantagem sobre os orientais: podem aproveitar o tempo li-
vre para avançar mais nos profundos estudos da vida. Seis dias Às crianças deve ser ensinada a ambição espiritual de ga-
e seis noites semanais de uma existência dedicada ao trabalho nhar dinheiro apenas para a causa do serviço. Nossas crianças
e parte de um dia (domingo) para o cultivo da pesquisa interior são geralmente mergulhadas em uma mórbida atmosfera onde
não constitui um estilo de vida equilibrado. A semana poderia fazer dinheiro é o objetivo, então elas tentam ser ricas, mesmo
ser dividida entre trabalho, entretenimento e cultivo da espiri- por métodos desonestos. Seu senso de racionalidade argumenta
tualidade: cinco dias para atividades, um dia para descanso e que se é para ganhar dinheiro de qualquer jeito, porque o méto-
entretenimento e um dia para introspecção e realização interna. do desonesto não poderia prevalecer?
Para espiritualistas mais ambiciosos, é recomendável a rotina É responsabilidade dos adultos elevar os cidadãos do ama-
de meditação diária pela manhã e à noite, antes e depois das nhã por intermédio da educação das crianças para uma vida
atividades, e um dia dedicado ao silêncio, introspecção, estudo equilibrada. À medida que os adultos se tornam intoxicados
espiritual e um período de meditação mínima de 4 horas ou com uma vida material unilateral, do mesmo modo as crianças
mais. Afastar-se de atividades por apenas um dia — o domingo seguirão seus passos, enterrando as esperanças de um mundo
— não é suficiente porque, como é o único dia longe do traba- melhor. Para salvar o futuro do mundo, salvando as crianças,
lho, qualquer pessoa vai utilizá-lo para descansar. os adultos devem despertar e cultivar uma vida equilibrada de
Com cinco dias de trabalho por semana, como proposto bons hábitos mundanos e espirituais.
por Henry Ford, as pessoas podem utilizar a sexta à noite, sá-
bado e domingo para se afastar do barulho da cidade e incre- O CONCEITO DE SUCESSO — sucesso tem relação com a satisfa-
mentar sua longevidade. Com a disponibilidade dos transpor- ção em um contexto específico. É o resultado de ações baseadas
tes, torna-se fácil refrescar-se com a paz dos retiros da natureza, nos ideais da verdade, e inclui felicidade e bem-estar dos outros
vivendo uma vida dupla de um eremita na floresta e o guerreiro como parte da própria realização.
no campo de batalha da atividade mundana.
O sucesso não é uma questão simples, não pode ser de-
terminado simplesmente pela quantidade do dinheiro e posses
A EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS — com a cooperação de adultos materiais que você tem. O significado do êxito é muito mais
autodisciplinados, a plasticidade mental das crianças pode ser profundo. Só pode ser avaliado na proporção em que sua paz

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164 d d 165
interior e seu controle mental o capacitam a ser feliz em todas palmente em cuidar da casa, dos pertences, das roupas não é
as circunstâncias. Esse é o verdadeiro sucesso. Quando puder se necessariamente civilizado. Pode-se vestir um cão, mas isso não
analisar e sua consciência se mostrar límpida, seu raciocínio im- o torna civilizado.
parcial, sua vontade firme, mas flexível, seu discernimento forte Vida simples não significa pobreza ou consciência de po-
e quando puder obter, à vontade, as coisas de que necessita e o breza. Há pessoas destituídas cujas vidas são miseráveis. Esse
que considera valioso, então você será um sucesso. não é o ideal da vida simples. Simplicidade significa ser livre de
O conceito tradicional de sucesso foca a capacidade de desejos, apegos e supremamente feliz. Isso requer uma mente
ganhar dinheiro. O sucesso real, porém, implica o poder de poderosa e uma declarada decisão de viver com simplicidade.
criar à vontade o que você precisa — o poder para adquirir Isso não exige sofrimento nem privação, mas sabedoria para
aquelas coisas que são realmente necessárias para a existência trabalhar pelas coisas realmente necessárias. Pratique autocon-
e felicidade. trole e reduza seus desejos por necessidades sem propósitos. Não
Riqueza em uma mão, doenças e problemas em outra viver além de suas posses é a primeira lição a aprender se você
possuem numerosos aspectos. O melhor do Ocidente é sua hi- deseja ser próspero. Gaste, portanto, menos do que ganha.
giene. Os mosquitos e os percevejos têm pouca chance de sobre- Na Índia, tanto as casas quanto as vestimentas são sim-
viver. O ocidental não deve se congratular tanto sobre isso, pois ples. No Ocidente, a vida é tão complicada que a felicidade bate
há aí coisas piores — tais como contas atrasadas e preocupações asas enquanto se tenta fazer certas coisas de um certo modo. Por
financeiras que ameaçam sua paz. que complicar a vida, insistindo que a mesa deve ser um deter-
Onde reside, porém, o verdadeiro sucesso? Se você con- minado modo, que a casa deve ser de um determinado modo?
seguisse tudo o que quisesse na vida, mesmo assim ficaria de- Quando convidamos as pessoas para nossas casas na Índia, to-
cepcionado, mais cedo ou mais tarde. Analisando bem, percebi dos curtem o momento com alegria. No Ocidente, você convida
que o único prazer que eu encontrava em alguma coisa era o alguém e, então, gasta frenéticas horas preparando-se para ter
que minha mente atribuía. Se retirava a atenção dos objetos, certeza que tudo vai dar certo. Na hora que a visita vem, você
o fascínio deles desaparecia. Vi, assim, que o prazer é interno, aguarda ansiosamente para que ela se vá!
um conceito da mente de cada um. A beleza da posse mais va- Como ser humano, você faz maior progresso evolutivo
liosa, que pode estar bem à sua frente, desaparece quando os pelo poder do pensamento. Reserve algum tempo, todos os dias,
pensamentos dela se retiram. Apenas quando você focaliza a para aperfeiçoar a mente. É mais recomendável ler um pouco
sua mente é que percebe o encanto. Portanto, é razoável dizer do que ocupar-se, dia e noite, com trabalhos domésticos ou com
que dentro de nós, e não fora, reside quase toda a felicidade que atividades não criativas.
estamos buscando. Os livros podem ser amigos queridos e, se você fizer uma
seleção criteriosa, receberá muitos benefícios da leitura. A prin-
VIDA SIMPLES, PENSAMENTO ELEVADO — na infância, você po- cípio, poderá ser difícil ler Emerson, Milton, Platão ou os grandes
dia ser feliz com pequenas coisas, mas agora tende a pensar santos, mas, depois de certo tempo, ver-se-á refletindo sobre o
que precisa ter várias casas e carros, embora possa ver que os que escreveram. Sentirá que ganhou algo, porque todos esses sá-
donos dessas coisas não são invariavelmente felizes. Vida sim- bios receberam sabedoria da infinita casa forte do Todo — ideias
ples e pensamento elevado é o que trazem o contentamento. que, de outro modo, talvez não lhe ocorressem em uma só vida.
Manter a mente no plano das ideias dará mais felicidade do Minha vida tem sido assim. Não li vinte livros desde que
que ocupar-se com exterioridades. Quem se preocupa princi- cheguei à América. Não tenho orgulho disso; eu seria comple-

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166 d d 167
tamente ignorante se não tivesse, graças à meditação, a consci- A “Escola de Como Viver” de Paramahansa Yogananda
ência do Espírito. Quando folheio um livro, vejo que a verdade
ali contida, seja qual for, já me foi revelada por Ele. Todo pensa-
Em seu livro Educação do Homem Integral (1987), o filóso-
mento e verdade vem do Espírito; se comungar com Ele, receberá fo e educador Humberto Rohden lamenta o deplorável estado
Sua sabedoria diretamente. Portanto, em vez de perder tempo em que se encontra a educação da humanidade, segundo ele
com atividades improdutivas, leia bons livros, ou, melhor ain- completamente radicada numa orientação vinda de fora, mais
da, medite e ancore a mente na verdade última. voltada para o conhecimento e desenvolvimento da técnica do
que para a formação humana, objetivo central e primordial da
SER FELIZ COM POUCAS POSSES — tempo virá em que a huma- verdadeira educação.
nidade começará a abandonar essa consciência da necessidade O resultado é uma completa perda de referência do ser
de tantos bens materiais. Maior segurança e mais paz são en- contemporâneo sobre si mesmo, incapaz de encontrar a finali-
contradas na vida simples. dade de sua existência. “Outrora havia o homem perdido o seu
Meu treinamento na Índia foi severo. Fomos treinados caminho — hoje, porém, ele perdeu o seu próprio endereço.”
para restringir os desejos, evitar nutrir preferências ou antipa- (CHESTERTON apud ROHDEN, 1987, p. 29). Vivendo como nau
tias e estar sempre gratos por tudo que recebíamos. Com tudo o sem rumo no oceano da existência cotidiana, a consequência
que os ocidentais têm, muitos tanto podem se sentir miseráveis inevitável é o mergulho nas crises individuais e coletivas que
com suas posses como se sentiriam se não as possuíssem. Pela marcam o nosso tempo.
manhã, após o marido se barbear e se vestir, a primeira coi- O autor em foco localiza o problema, ressaltando dois
sa que deseja é o café da manhã. À mesa, ele desejaria que a pontos: a diferença entre instrução e educação e a falta de uma
esposa tivesse preparado alguma coisa diferente, enquanto ela visão panorâmica da existência. Segundo ele,
deseja melhores pratos e talheres.
[...] a instrução tem por fim fornecer ao homem o conhe-
Dia após dia, eles continuam desejando isso e aquilo, e cimento e uso dos objetos necessários para sua vida pro-
nunca estão satisfeitos com nada — nem um com outro, nem fissional. A educação tem por fim despertar e desenvolver
com as crianças. Nunca são felizes. E por não estarem con- no homem os valores da natureza humana; porquanto a
tentes, tornam o descontentamento mais próximo ainda. A natureza humana existe em cada indivíduo apenas em
forma potencial, embrionária. (ROHDEN, 1987, p. 43).
mulher irrita o marido, o marido grita com as crianças, e as
crianças se rebelam, envolvendo-se com problemas e com más A visão panorâmica da existência é o reconhecimento
companhias. Então é isso: não é errado possuir as coisas, mas é explícito do potencial sobre si mesmo no tocante ao todo da na-
intolerável ser possuído por elas. Devemos ser livres dos apegos. tureza humana: corpo, mente e espírito, coisa que a instrução
Sem o contentamento interior, mesmo o paraíso pode tornar-se não pode compreender. Com base nisso, Rohden identifica um
o inferno. grande equívoco sobre um propósito da educação moderna, que
Se você nada possui exteriormente, mas é feliz interior- é a crença de que abrir uma escola implica fechar uma cadeia,
mente, possui todo o sucesso. Não julgue as pessoas pelas cir- lembrando que os grandes “criminosos e malfeitores da huma-
cunstâncias externas, portanto. Entre milhares da multidão, há nidade não foram, geralmente, analfabetos; muitos deles eram
alguns que alcançaram estatura espiritual exaltada e atingiram homens de elevada erudição.” (ROHDEN, 1987, p. 44).
a verdadeira paz em espírito e felicidade interior. Percebemos que seu argumento se encontra ao redor de
uma ideia central: a verdadeira educação é aquela que emerge,

ARNÓBIO ALBUQUERQUE AS CONTRIBUIÇÕES DE PARAMAHANSA YOGANANDA À EDUCAÇÃO AMBIENTAL


168 d d 169
— Escolas como a sua são a
única esperança
para a nova era [...] As
inovações educacionais para CAPÍTULO 5
crianças deveriam tornar-
se mais frequentes, mais
corajosas. Considerações
(LUTERO BURBANK)
Finais
O ideal separatista é um dos maiores trunfos da ideologia
cartesiana. O cartesianismo, no seu desenvolvimento, tratou o
mundo como um conjunto de componentes separados uns dos
outros, funcionando ao modo de uma grande máquina. Tal ten-
dência de separar ser humano e a natureza também separou
humano de humano, invadindo o reino das relações interpes-
soais ao transportar os valores distintivos do ser humano para
escalas mensuráveis, quantificáveis pelo padrão de consumo,
produção de renda ou de competição.
O problema da consciência contemporânea fragmenta-
da, ao ignorar por completo sua natureza espiritual, consiste no
unilateralismo em enxergar apenas o que a distingue e separa
dos demais elementos da natureza e negar a dimensão que se
entrelaça com o Todo. Por isso, profana, abusa e explora sujeitos
que são para ele meros objetos.
O vácuo de sentido de existência instalado na mentali-
dade contemporânea encontra-se perigosamente voltado para
objetivos meios, meros meios de sobrevivência. Em todos os qua-
drantes do planeta, um grande vazio existencial toma conta da
mentalidade coletiva, capaz de enxergar nas plantas, nos ani-
mais e na natureza como um todo apenas aquilo que é capaz
de sustentar seu corpo biofísico e proporcionar-lhe segurança e
bem-estar num nível máximo possível. Antes, o ser humano an-
dava aterrorizado pela perspectiva da falta de um prato de co-
mida. Atualmente, enquanto uma boa parcela da humanidade
continua correndo atrás desse prato, a outra acrescentou a ele
uma montanha de novas “necessidades” para garantir o luxo
e a suntuosidade, sem os quais não vislumbra possibilidade de
ser feliz. À necessidade legítima de nutrir o corpo acresceram-se
novas e extravagantes necessidades.
Toda a crise ecológica foi criada pelo próprio ser huma-
no, desde que decidiu “civilizar-se”. Nele encontram-se as raí-
zes mais profundas e essenciais dos problemas, agora visíveis
para todos. Urge uma solução, que ainda não se avizinha, ou

187
ção do fundador como indicação de viabilidade para aqueles G$=E$3%"!8!
interessados em aplicar os esforços concentrados na busca de
um ideal superior.
ADORNO, Theodor & HORKHEIMER, Max. Dialética do esclareci-
Ao iniciarmos o presente trabalho, nossa expectativa era mento. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1985.
encontrar em Paramahansa Yogananda uma pedagogia capaz
de contribuir com as questões relacionadas ao desafio de levar a AGUIAR, Leonel A. de. Imaginário e natureza: discurso biocên-
educação holística ao âmbito da educação ambiental. trico: uma ética de retorno ao sagrado? Semiosfera — Revista de
Comunicação e Cultura. a. n. 4 e 5, Rio de Janeiro: Programa de
Após conhecer com mais detalhes os fundamentos de sua
Pós-Graduação da Escola de Comunicação da UFRJ, 2003.
“escola de como viver”, organizada em bases acessíveis aos oci-
dentais, baseada na experiência da vida, fundada sobre alicer- ALMEIDA, Custódio Luis S. de. Hermenêutica e dialética: dos estu-
ces espirituais não dogmáticos e abrangendo, sem sectarismo, os dos platônicos ao encontro com Hegel. Porto Alegre: EDIPUCRS,
conceitos religiosos que cada indivíduo é capaz de manifestar, 2002.
concluímos que seus ensinamentos são capazes de orientar a ALVES, Rubem. A escola com que sempre sonhei sem imaginar que
consciência contemporânea para atenuar muitos desastres que, pudesse existir. Campinas: Papirus, 2001.
tudo indica, se encontram em nossa direção, e, também, para
contribuir na formação de uma nova consciência capaz de ga- AMORA, Kleber Carneiro & CHAGAS, Eduardo Ferreira. Temas
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SÉRIE DIÁLOGOS INTEMPESTIVOS

1. Ditos (mau)ditos. José Gerardo Vasconcelos; Antonio Germano Magalhães


Junior e José Mendes Fonteles (Orgs.). 2001. 208p. 2001. ISBN: 85-86627-13-5.
2. Memórias no plural. José Gerardo Vasconcelos e Antonio Germano Magalhães
Junior (Orgs.). 140p. 2001. ISBN: 85-86627-21-6.
3. Trajetórias da juventude. Maria Nobre Damasceno; Kelma Socorro Lopes de
Matos e José Gerardo Vasconcelos (Orgs.). 112p. 2001. ISBN: 85-86627-22-4.
4. Trabalho e educação face à crise global do capitalismo. Enéas Arrais Neto;
Manuel José Pina Fernandes e Sandra Cordeiro Felismino (Orgs.). 2002. 218p.
ISBN: 85-86627-23-2.
5. Um dispositivo chamado Foucault. José Gerardo Vasconcelos e Antonio Germano
Magalhães Junior (Orgs.). 120p. 2002. ISBN: 85-86627-24-0.
6. Registros de pesquisa na educação. Kelma Socorro Lopes de Matos e José
Gerardo Vasconcelos (Orgs.). 2002. 216p. ISBN: 85-86627-25-9.
7. Linguagens da história. José Gerardo Vasconcelos e Antonio Germano Ma-
galhães Junior (Orgs.). 2003. 154p. ISBN: 85-7564084-4.
8. Esboços em avaliação educacional. Brendan Coleman Mc Donald (Org.).
2003. 168p. ISBN: 85-7282-131-7.
9. Informática na escola: um olhar multidisciplinar. Edla Maria Faust Ramos;
Marta Costa Rosatelli e Raul Sidnei Wazlawick (Orgs.). 2003. 135p. ISBN: 85-
7282-130-9.
10. Filosofia, educação e realidade. José Gerardo Vasconcelos (Org.). 2003. 300p.
ISBN: 85-7282-132-5.
11. Avaliação: Fiat Lux em Educação. Wagner Bandeira Andriola e Brendan
Coleman Mc Donald (Orgs.). 2003. 212p. ISBN: 85-7282-136-8.
12. Biografias, instituições, ideias, experiências e políticas educacionais. Maria
Juraci Maia Cavalcante e José Arimatea Barros Bezerra (Orgs.). 2003. 467p.
ISBN: 85-7282-137-6.
13. Movimentos sociais, educação popular e escola: a favor da diversidade.
Kelma Socorro Lopes de Matos (Org.). 2003. 312p. ISBN: 85-7282-138-4.
14. Trabalho, sociabilidade e educação: uma crítica à ordem do capital. Ana
Maria Dorta de Menezes e Fábio Fonseca Figueiredo (Orgs.). 2003. 396p. ISBN:
85-7282-139-2.
15. Mundo do trabalho: debates contemporâneos. Enéas Arrais Neto, Elenice
Gomes de Oliveira e José Gerardo Vasconcelos (Orgs.). 2004. 154p. ISBN: 85-
7282-142-2.
16. Formação humana: liberdade e historicidade. Ercília Maria Braga de Olinda
(Org.). 2004. 250p. ISBN: 85-7282-143-0.
17. Diversidade cultural e desigualdade: dinâmicas identitárias em jogo. Maria
de Fátima Vasconcelos e Rosa Barros Ribeiro (Orgs.). 2004. 324p. ISBN: 85-
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18. Corporeidade: ensaios que envolvem o corpo. Antonio Germano Magalhães 38. História da educação no Nordeste brasileiro. José Gerardo Vasconcelos e
Junior e José Gerardo Vasconcelos (Orgs.). 2004. 114p. ISBN:85-7282-146-5. Jorge Carvalho do Nascimento (Orgs.). 2006. 193p. ISBN: 85-7282-220-8.
19. Linguagem e educação da criança. Silvia Helena Vieira Cruz e Mônica 39. Pensando com arte. José Gerardo Vasconcelos e José Albio Moreira de Sales
Petralanda Holanda (Orgs.). 2004. 369p. ISBN:85-7282-149-X. (Orgs.). 2006. 212p. ISBN: 85-7282-221-6.
20. Educação ambiental em tempos de semear. Kelma Socorro Lopes de Matos 40. Educação, política e modernidade. José Gerardo Vasconcelos e Antonio
e José Levi Furtado Sampaio (Orgs.). 2004. 203p. ISBN: 85-7282-150-3. Paulino de Sousa (Orgs.). 2006. 209p. ISBN: 978-85-7282-231-2.
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Catarina Farias de Oliveira e Rosa Maria Barros Ribeiro (Orgs.). 2004. 186p. Raimundo Elmo de Paula Vasconcelos Júnior, Zuleide Fernandes de Queiroz e
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Vasconcelos, Andréa Pinheiro e Érica Atem (Orgs.) 274p. ISBN: 85-7282-166-X. tações sociais da água em cultura sertaneja nordestina. João B. A. Figueiredo.
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ISBN: 85-7282-172-4. 44. Espaço urbano e afrodescendência: estudos da espacialidade negra urbana
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Vera Sales (Orgs.). 2005. 230p. ISBN: 85-7282-179-1. Rocha Ramos (Orgs.). 2007. 209. ISBN: 978-85-7282-259-6.
26. Artesania do saber: tecendo os fios da educação popular. Maria Nobre Da- 45. Outras histórias do Piauí. Roberto Kennedy Gomes Franco e José Gerardo
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27. História da educação: instituições, protagonistas e práticas. Maria Juraci Maia
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Vasconcelos da Costa, Veriana de Fátima Rodrigues Colaço e Nelson Barros da
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Costa (Orgs.). 2007. 347p. ISBN: 978.85-7282-267-1.
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ISBN: 978-85-7282-305-0. 78. Da Teoria à Prática: a escola dos sonhos é possível. Adelar Hengemuhle,
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Adad, Ana Cristina Meneses de Sousa Brandim e Maria do Socorro Rangel 167p. ISBN: 978-85-7282-363-0.
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Verônica Salgueiro do Nascimento e Raimundo Nonato Júnior (Orgs.) 2008. 113p. ISBN: 978-85-7282-369-2.
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69. A filosofia moderna. Antonio Paulino de Sousa e José Gerardo Vasconcelos e Francisco Ari de Andrade (Orgs.) 2010. 221p. ISBN: 978-85-7282-383-8.
(Orgs.). 2008. 212p. ISBN: 978-85-7282-314-2. 86. Temas Educacionais: uma coletânea de artigos. Luís Távora Furtado Ribeiro
70. Formação humana e dialogicidade em Paulo Freire II: reflexões e possibi- e Marco Aurélio de Patrício Ribeiro. 2010. 261p. ISBN: 978-85-7282-389-0.
lidades em movimento. João B. A. Figueiredo e Maria Eleni Henrique da Silva 87. Educação e Diversidade Cultural. Maria do Carmo Alves do Bomfim, Kelma
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71. Letramentos na Web: Gêneros, Interação e Ensino. Júlio César Araújo e Messias Santos. 2009. 463p. ISBN: 978-85-7282-376-0.
Dieb (Orgs.). 2009. 286p. ISBN: 978-85-7282-328-9. 88. História da Educação: nas trilhas da pesquisa. José Gerardo Vasconcelos, José
72. Marabaixo, dança afrodescendente: Significando a Identidade Étnica Rogério Santana, Raimundo Elmo de Paula Vasconcelos Júnior e Francisco Ari
do Negro Amapaense. Piedade Lino Videira. 2009. 274p. ISBN: 978-85- de Andrade (Orgs.) 2010. 239p. ISBN: 978-85-7282-384-5.
7282-325-8. 89. Artes do Fazer: trajetórias de vida e formação. Ercília Maria Braga de Olinda
73. Escolas e culturas: políticas, tempos e territórios de ações educacionais. Maria (Org.). 2010. 335p. ISBN: 978-85-7282-398-2.
Juraci Maia Cavalcante, Raimundo Elmo de Paula Vasconcelos Júnior, José 90. Lápis, Agulhas e Amores: história de mulheres na contemporaneidade. José
Edvar Costa de Araujo e Zuleide Fernandes de Queiroz (Orgs.). 2009. 445p. Gerardo Vasconcelos, Samara Mendes Araújo Silva, Cassandra Maria Bastos
ISBN: 978-85-7282-333-3. Franco e José Rogério Santana (Orgs.) 2010. 327p. ISBN: 978-85-7282-395-1.

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