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Edilson Otílio Luís

A Gestão do Capital de Giro como Factor Determinante nos resultados das Pequenas e
Medias Empresas: Um caso de estudo na empresa ZPP - Nampula
Licenciatura em Gestão Empresas com Habilitações em Gestão Financeira

Universidade Rovuma
Nampula

1
2020

Edilson Otílio Luís

A Gestão do Capital de Giro como Factor Determinante nos resultados das Pequenas e
Medias Empresas: Um caso de estudo na empresa ZPP - Nampula

Projecto de Monografia a ser apresentado ao


departamento da Faculdade de Economia e
Ciências Jurídicas, para obtenção do grau
académico de Licenciatura em Gestão de
Empresas com Habilitações em Gestão
Financeira.

Supervisor: António Missomal

Universidade Rovuma

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Nampula
2020

ÍNDICE
CAPITULO I: INTRODUÇÃO.......................................................................................................4

1.1. Objectivos da pesquisa......................................................................................................5

1.1.1. Objectivo Geral..........................................................................................................5

1.1.2. Objectivo Especifico..................................................................................................5

1.2. Justificativa:......................................................................................................................5

1.3. Problema...........................................................................................................................6

1.4. Hipóteses...........................................................................................................................6

1.5. Delimitação do Estudo......................................................................................................7

1.6. Estrutura do trabalho.........................................................................................................7

CAPITULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.........................................................................8

2.1. Pequenas e Médias Empresas...............................................................................................8

2.2. A Importância da Pequena e Média Empresa (PME’s)........................................................9

2.3. Dificuldades de Gestão Das PME’s....................................................................................10

2.3. Capital de Giro....................................................................................................................11

2.4. Ciclos de uma Empresa e Ferramenta de Gestão do Capital de Giro.................................13

2.5. Ciclo Economico.................................................................................................................14

2.6. Ciclos Financeiro................................................................................................................15

2.7. Ciclo Operacional...............................................................................................................15

CAPITULO III: METODOLOGIA DE PESQUISA....................................................................17

3.1. Área de Estudo....................................................................................................................17

3.2. Tipo de pesquisa..................................................................................................................17

3.2.1. Quanto a forma de abordagem do problema................................................................17

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3.2.2. Quanto aos objectivos..................................................................................................17

3.3. Métodos de pesquisa...........................................................................................................17

3.3.1. Método de abordagem da pesquisa..............................................................................17

3.3.2. Método de procedimento da pesquisa..........................................................................18

3.4. Técnica de colecta de dados................................................................................................18

3.5. População em estudo e tamanho da Amostra......................................................................18

3.5.1. População em estudo....................................................................................................18

3.5.2. Tamanho da amostra....................................................................................................19

3.6. Ferramentas da Análise e Softwares Usados..........................................................................19

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CAPITULO I: INTRODUÇÃO
Todas as empresas, independentemente do porte, necessitam de recursos para que possam
funcionar. Tais recursos são utilizados como forma de financiar o ciclo operacional delas, no que
diz respeito à compra de mercadoria, pagamento de outras obrigações ligadas a sua actividade.

Esses recursos fazem-se mais necessário ainda quando a empresa vende a prazo, ou seja,
ela vende hoje, mas só recebera por esta venda depois de um período e tempo acordados entre
ambas a partes envolventes na compra. Por isso ela precisa ter em mão alguns recursos que
possam suprir suas necessidades mais imediatas.

É exactamente neste contexto que entre o capital do giro, que pode ser definido como o
capital necessário à empresa para que ela gerência melhor suas actividades operacionais no que
diz respeito, por exemplo, ao financiamento ao clientes, quando ocorrem vendas a prazo, as
despesas para manutenção dos estoque, para efectuar o pagamento aos fornecedores, e demais
custos e despesas operacionais. Neste contesto o capital do giro, representa o valor total dos
recursos demandados Pale empresa, para financiar seus ciclos operacional, o que abrange desde a
aquisição de matérias – primas até a venda e o recebimento dos produtos já produzidos ou
acabados.

O estudo buscará mostrar de que forma a Gestão de Capital de Giro influência no que diz
respeito aos resultados total, seja eles do curto e longo prazo. Assim, para tal efeito, será
conduzido o presente estudo com o tema “A Gestão do Capital do Giro como Factor
Determinante nos resultados das PME’s, em caso particular a empresa Zé Pintor Publicidade
ZPP - Nampula”, com o objectivo de Analisar de que forma a gestão do capital de giro é um
factor determinante nos resultados das empresas.

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1.1. Objectivos da pesquisa

De acordo com PILETTI (1991: 80) “ é com a apresentação dos objectivos que o autor
esclarece o que se espera com a investigação”. Portanto, para orientar esta pesquisa apresentam-
se os seguintes objectivos:

1.1.1. Objectivo Geral


 Analisar de que forma a gestão do capital de giro é um factor determinante nos resultados
das PME’s, em caso particular a empresa ZPP – Nampula.
1.1.2. Objectivo Especifico

Para o alcance do objectivo geral descrito acima, o estudo apresenta os seguintes objectivos
específicos:

 Identificar as principais estratégias de gestão do capital de giro usada pela empresa ZPP,
Lda - Nampula;
 Identificar os principais problemas e dificuldades na gestão do capital de giro;
 Identificar o nível das necessidades de utilização do capital de giro na empresa em
estudo;
 Demostrar os índices de curto prazo que compõem o capital de giro operacional da
empresa ZPP, Lda- Nampula.
1.2. Justificativa:

Segundo o autor FACHIN (2001, p. 113) “a justificativa destaca a importância do tema


abordado, levando-se em consideração o estágio actual da ciência, as suas divergências ou a
contribuição que pretende proporcionar ao pesquisar o problema abordado”

É notória a falta de conhecimento das PME’s em matéria essencial no que se refere a


Gestão do Capital de Giro, neste aspecto é uma das ferramentas que elas devem ter em
consideração no que diz respeito as actividades operacionais da empresa, de modo que possa
obter resultados favoráveis, razão pela qual justifica-se a escolha desse tema.

O capital do giro representa o montante de recursos necessário para que uma empresa
possa gerir, ou seja para que ela possa financiar e desenvolver as suas actividades diárias, e
requerer um constante acompanhamento, pois do contrário podemos trazer problemas financeiro

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à empresa. De acordo com o Instituto de Estado financeira (IEF;2013) boa parte dos problemas
de gerenciamento do capital de giro de um entidade deve – se em maior parte por alguns
factores: Diminuição das vendas, o aumento da inadimplência, aumenta das despesas
operacionais o aumento dos custos.

Sabendo disso, faz – se necessário adaptar medidas que auxiliam a gerir de melhor
maneira possível o capital de giro da sua empresa, para tal tenha uma vida financeira saudável, já
que está directamente associada à fontes as quais necessita para financiar seu crescimento no que
diz respeito aos resultados da empresa.

1.3. Problema

LAKATOS (2001, p. 103) explica que “ a formulação do problema prende-se ao tema


proposto: ela esclarece a dificuldade específica com a qual se defronta e que se pretende
resolver por intermédio da pesquisa”

A gestão do capital de giro é um dos factores que as empresas precisam ter o máximo de
cuidado possível, pois é por meio dele que se apresentam o ciclo operacional, o qual determina
se a liquidez da empresa corresponde às suas necessidades.

Diante disso, a pergunta para este trabalho, foi a seguinte:

Como a gestão do capital de giro influência na determinação dos resultados das pequenas e
médias empresas?

Por detrás desta situação, coloca – se a seguinte questão: Quais estratégias de gestão usadas
pelas PME’s no que diz respeito a gestão do capital de giro?

1.4. Hipóteses

GIL (2010։41) Hipótese “é um juízo que pode ser colocado a prova para determinar sua
validade. Neste sentido, hipótese é uma suposta resposta ao problema a ser investigado”. É
sempre uma afirmação, uma resposta possível ao problema proposto, ela pode ser confirmada ou
refutada.

Como forma de uma possível resposta o problema da pesquisa acima colocado, foram levantadas
as seguintes hipóteses:

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H1: O Auto controlo de gerenciamento do capital de giro, leva a obtenção de resultados
favoráveis das Pequenas e Medias Empresas.

H2: A aplicação eficaz de estratégias na gestão do capital de giro, influência significativamente


na redução das despesas operacionais.

1.5. Delimitação do Estudo

O presente estudo é dirigida as pequenas e medias empresas, em caso particular a empresa Zé


Pintor Publicidade Nampula no ano 2019 – 2020, onde irei abordar como a gestão do capital de
giro é um factor determinante nos resultados das pequenas e medias empresas.

1.6. Estrutura do trabalho

A presente pesquisa ostenta a seguinte estrutura:

 Capítulo I: Introdução;
 Capítulo II: Revisão da Literatura;
 Capítulo III: Metodologias de Pesquisa;
 Capítulo IV: Análise e Discussão de Resultados;
 Capítulo V: Conclusões, Limitações e Recomendações.

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CAPITULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Nesta Capitulo será apresentada a fundamentação teórica, a qual estabelece a sustentação
teórica da pesquisa proporcionando ao pesquisador compreensão da temática e auxílio na análise
e considerações encontradas.

2.1. Pequenas e Médias Empresas


Para Santos (2001), as pequenas e médias empresas representam um factor de
estabilidade social de qualquer país, por sua capacidade de gerar empregos, disseminar renda e
girar a economia. Corrobora Ferreira et al (2011) que as pequenas e médias empresas são
consideradas um dos segmentos mais importantes, os quais são responsáveis pela esmagadora
maioria dos postos de trabalho e do total de empresas no país.

O SEBRAE classifica as empresas de acordo com o número de funcionários, conforme pode-se


ver no Quadro:

ATIVIDADES ECONÔMICAS
PORTE SERVIÇOS E COMÉRCIO INDÚSTRIA
Microempresa Até 9 Pessoas Ocupadas Até 19 Pessoas Ocupadas
Pequena Empresa De 10 A 49 Pessoas Ocupadas De 20 A 99 Pessoas Ocupadas
Média Empresa De 100 A 499 Pessoas
De 50 A 99 Pessoas Ocupadas
Ocupadas
Grande Empresa Acima De 100 Pessoas
Acima De 500 Pessoas
Ocupadas
Quadro 1: Classificação por número de Funcionários.
Fonte: Adaptado de SEBRAE (2016)

O quadro 1 apresenta a classificação das empresas de acordo com o número de


funcionários e actividades económicas exercidas, pode-se perceber que serviços e comércio têm
uma quantidade de funcionários, para microempresas, até 9 pessoas, pequena empresa de 10 a 49
pessoas, média empresa de 50 a 99 pessoas e grande empresa acima de 100 pessoas, já nas
indústrias microempresa é classificada com até 19 pessoas, pequena empresa de 20 a 99 pessoas,
média empresa de 100 a 499 e grandes empresas acima de 500 pessoas.

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Uma empresa pode ser considerada grande em relação a seus concorrentes, mesmo que
ela seja considerada pequena em relação a outras empresas que atuam em outros ramos da
economia, de acordo com suas vendas ou seu número de empregados. Em outras circunstâncias,
uma mesma organização pode ser considerada pequena segundo seu número de empregados e
grande segundo suas vendas, ou vice-versa.

2.2. A Importância da Pequena e Média Empresa (PME’s)


Quando publicou "A riqueza das nações", (ADAM SMITH,1776) descreveu uma
economia em que os pequenos negócios locais eram virtualmente as únicas entidades
económicas. O capitalismo moderno teve início com essas pequenas empresas. Cresceu a partir
de negociantes e seus servos, que viajavam pelo interior do país, vendendo mercadorias à
nobreza. Gradualmente, foram minando a autoridade dos nobres, na medida em que a riqueza, e,
em seguida, o poder deslocaram-se para suas mãos. As pequenas empresas que, por fim, eles
vieram a formar, tornaram-se o alicerce primordial do desenvolvimento económico das nações
industrializadas dos nossos dias.

A economia mundial está passando por uma nova transição, comparada à revolução
industrial. Nesse contexto de mudanças, segundo SOLOMON (1986), a pequena empresa sempre
foi um dos recursos ocultos dos países, um catalisador inesperadamente poderoso, na transição
de uma era de fábricas com chaminés, voltadas para a produção em massa, para a aurora de uma
era de economia global, intimamente interligada, impulsionada por tecnologias do conhecimento.

SOLOMON (1986) destaca que a contribuição da pequena empresa foi mais notável nas
indústrias inovadoras e deslumbrantes de alta tecnologia. Nas últimas décadas, o pioneirismo dos
pequenos empresários - muitos dos quais foram à falência - fez contribuições que abalaram a
indústria através da comercialização de aplicações altamente revolucionárias, das tecnologias
que estão impulsionando a actual transição económica. Incluem-se nessas tecnologias
equipamentos (hardware) e programas (software) de computadores pessoais, desenho assistido
por computador - CAD, manufactura assistida por computador - CAM, robótica,
telecomunicações e biotecnologia.

LONGENECKER (1998) listou alguns exemplos de novos produtos criados pelas pequenas
empresas no século XX: fotocópia, insulina, penicilina, helicóptero, motor a jato, entre outros.

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"As pequenas empresas prestam contribuições singulares a nossa
economia. Fornecem uma parte desproporcional de novos empregos
necessários para uma força de trabalho em crescimento. São responsáveis
pela introdução de muitas inovações e originam avanços científicos. As
pequenas empresas atuam como concorrentes económicas vigorosas e
desempenham algumas funções nos negócios com mais experiência que as
grandes empresas. " (LONGENECKER, 1998)

2.3. Dificuldades de Gestão Das PME’s


Ottoboni e Pamplona (2001) afirmam que as empresas independentemente do tamanho
ou estrutura estão enfrentando outras dificuldades, a globalização da economia, os ambientes
externo e interno estão cada vez mais dinâmicos, os clientes mais exigentes rápidas mudanças
nos produtos e processos em função dos avanços tecnológicos, isso tudo contribui para aumentar
o risco e a incerteza, dificultando o gerenciamento.

A falta de recursos financeiros é apontada como uma das maiores dificuldades


enfrentadas pelas Pequenas Média e Empresas, resumidamente este é um factor que limita os
investimentos necessários para que as essas empresas se desenvolvam ou, até mesmo,
sobrevivam (BRAGA et al, 2004).

Devido a essa falta de recurso Matias e Lopes Júnior (2002) afirmam que o empresário
acaba sobrecarregado por falta de condições para contratação de pessoas eficientes e de
confiança para a gestão do negócio. Dizem ainda que a maior dificuldade das pequenas Médias
empresas são estabelecidas confiando somente em informações e experiências vivenciadas pelos
seus Gestores.

Para Pereira et al (2009) as causas das dificuldades e razões para o fechamentos das empresas
são as falhas gerências composta por:

 Falta de capital de giro


 Problemas financeiros
 Ponto / local inadequado
 Falta de conhecimentos gerenciais

Apresentam as causas económicas:

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 Falta de clientes
 Maus pagadores
 Recessão económica do país

Causas da Logística operacional:

 Instalações inadequadas
 Falta de mão-de-obra qualificada

Além das políticas públicas e estrutura legal:

 Falta de crédito bancário


 Problemas com a fiscalização
 Carga tributária elevada

Os autores afirmam que os problemas citados anteriormente fazem parte das dificuldades
e razões pelas quais as PME’s morrem antes dos 5 anos, a falta de capital de giro é um dos
principais problemas para elas, a falta de planeamento como ponto/local inadequado acaba sendo
um problema também.

Pereira et al (2009) apresentam as causas económicas, a logística operacional, as políticas


públicas e a estrutura legal, como causas que dificultam o sucesso das PMEs, pois a falta de
clientes, instalações inadequadas, carga tributária elevada são problemas do dia-a-dia das PMEs
brasileiras e podem levar ao fechamento das mesmas.

2.3. Capital de Giro


O capital de giro é o investimento da empresa em activos de curto prazo (BRIGHAM,
1999). Contudo Marques (2004) afirma que o capital de giro tem participação relevante no
desempenho operacional das empresas, cobrindo geralmente mais da metade de seus activos
totais investidos.

“A manutenção do equilíbrio financeiro da empresa como forma de


garantir a continuidade da actividade operacional e propiciar condições
adequadas que favoreçam a sua sobrevivência e crescimento”, é o
principal objectivo da Gestão de capital de giro (VIEIRA, 2008, p. 40).

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De acordo com Assaf Neto (2007) o capital de giro, que também pode ser chamado de
capital circulante, é o activo circulante de uma organização, e representa o valor total demandado
pela organização para financiar seu ciclo operacional, o qual envolve todas as necessidades de
circulantes desde a compra da matéria-prima até a venda e o recebimento dos produtos acabados.
Da mesma forma, Vieira (2008) afirma que, o capital de giro é igual o activo circulante. Para
Silva (2006) o capital de giro é um recurso de curto prazo, em geral que pode ser convertido em
caixa no prazo máximo de um ano.

É importante Gerir o capital de giro de forma eficiente para evitar problemas financeiros
na empresa. O valor inicial do capital de giro no final do ciclo operacional deve ser maior. O
capital de giro de uma empresa não circula apenas nas contas do activo circulante, mas também
nas contas do passivo circulante (SILVA, 2006).

Assaf Neto (2007) afirma que a forma mais simples de obter o valor do Capital de Giro
Líquido (CGL) é por meio da diferença entre o activo circulante e o passivo circulante resultando
na folga ou dificuldade financeira da empresa. De igual forma, Vieira (2008) afirma que, o CGL
é obtido através da diferença entre o activo circulante e o passivo circulante, ou seja:

C apital Circulante Líquido= AtivoCirculante – Passivo Circulante

Quando a soma dos elementos do activo circulante é maior do que a soma


dos elementos do passivo circulante, o CCL é positivo; quando a soma dos
elementos do activo circulante é menor do que a soma dos elementos do
passivo circulante, o CCL é negativo; e quando a soma de ambos os
elementos tanto do activo como do passivo é igual, o CCL é nulo (SILVA,
2006, p. 39).

Ferreira et al (2011), afirma que a importância e o volume do capital de giro é movido


pelo volume das vendas, o qual inclui os estoques, valores a receber e o caixa, além disso a
sazonalidade dos negócios, factores cíclicos da economia, comportamento de mercado,
tecnologia e políticas de negócios, também são factores que influenciam o capital de giro das
empresas.

Para Silva (1997) o entendimento de capital de giro está inserido no contexto das
decisões financeiras de curto prazo, abrangendo a administração de activos e passivos

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circulantes. Toda organização precisa buscar um nível satisfatório de capital de giro, de maneira
a garantir a sustentação de seu ciclo operacional.

Existem três motivos para as empresas manterem determinados níveis de liquidez:


transacção; precaução; e especulação, respectivamente isso ocorre por que é preciso que a
empresa mantenha o dinheiro em caixa para efectuar os pagamentos oriundos de suas
apresentações normais e certas; além das despesas imprevistas que podem surgir, como variação
de preço, inadimplência e outros eventos, sendo que quanto maior for o caixa maior será a
margem de segurança que a empresa terá; e os recursos que são mantidos por questões
especulativas acontecem quando a organização não encontra, no momento, outra aplicação para
os recursos (GITMAN, 2001).

Resumidamente o capital de giro corresponde aos recursos aplicados no activo circulante:


disponibilidade, estoques e contas a receber. Esses activos constituem o capital da empresa que
circula até transformar-se em dinheiro num ciclo de operações (FERREIRA et al, 2011).

O autor ainda afirma que o capital de giro pode assessorar os pequenos empreendimentos
por meio de uma estratégia económica adequada e eficaz, para que a empresa tenha recursos para
aplicar em outros empreendimentos ou até mesmo dentro da empresa.

A partir do momento que uma organização começa a funcionar, o administrador


financeiro deve voltar toda a sua atenção ao capital de giro, devido a sua importância, pois a
maior parte das empresas que não sobrevivem é por falta de controlo nas entradas e saídas de
caixa na empresa. O capital de giro não pode esperar, ele é prioritário, ou seja, sem lucro a
empresa a empresa fica estagnada, mas sem o capital de giro ela desaparece. Obrigatoriamente as
empresas devem ter uma reserva para eventuais incertezas do mercado empresarial (FERREIRA
et al, 2011).

2.4. Ciclos de uma Empresa e Ferramenta de Gestão do Capital de Giro


É muito importante para o estudo do capital de giro ter em mente alguns conceitos como
Ciclo operacional, ciclo financeiro, giro de caixa e caixa operacional.

Sob ponto de vista de Silva (2006, p. 14) o ciclo operacional inicia-se com a compra de
matéria-prima e estende-se até o recebimento de vendas. Por outro lado Assof Neto (2007)
afirma que, o ciclo operacional são as actividades que envolvem a produção de bens e serviços

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de maneira sequencial e repetitivas, e na sequência a realização das vendas e respectivos
recebimentos.

O ciclo financeiro por sua vez, é representado pelo tempo existente entre o pagamento a
fornecedor e recebimento das vendas (SILVA, 2006). Neste contexto, o ciclo financeiro
compreende o intervalo de tempo entre os eventos ocorridos ao longo do ciclo operacional,
representados pelo pagamento a o fornecedor e pelo recebimento das vendas.

Santos (2001, p. 18) entende que o giro de caixa é um parâmetro relacionado com ciclo
de caixa que indica quantas vezes, ao longo de um ano ocorre o revezamento do caixa da
empresa. O caixa operacional é o mínimo de recursos financeiros que uma empresa precisa para
o giro de suas operações (SANTOS, 2001).

Dentro da operacionalidade de uma empresa, Santos (2009) afirma que existe três ciclos
que são: O ciclo económico, o ciclo financeiro e o ciclo operacional.

“Monitorar os ciclos económicos e financeiros é fundamental. Eles não


são afectados somente pelos crescimentos, mas também pelos prazos
médios de pagamento e recebimento. Embora capital de giro não seja
somente função de ciclo operacional, gerenciar as mudanças nos ciclos
económicos e financeiros é crucial para a sobrevivência da organização”
(ZEIDAN, 2013)

Portanto, não basta só se preocupar com o ciclo operacional com o como um todo, de
forma generalizada, é importante que os prazos de pagamento e recebimento ligados aos ciclos
económicos e financeiros sejam observados constantemente, para que se evite o problemas que
prejudiquem os resultados da empresa.

2.5. Ciclo Economico


“É o período em que a mercadoria permanece nas dependências da empresa, ou seja, inicia-se
com a compra de mercadoria e encerra-se com a venda da mesma” (RAMOS, 2011, p.3)

Então é o tempo que os stocks levam para girar, ou seja para serem renovadas. Se o stock
for em grande quantidade, ela ira demorar mais para girar, podendo levar a empresa a ter
insuficiência de caixa, obrigando a captar recursos de terceiros. Portanto, podes se dizer que o
ciclo económico só dura enquanto a mercadoria estiver em stock, a partir do momento em que
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ela é vendida encerra-se este ciclo. Neste ciclo levam-se em conta apenas os factos que vão da
compra da matéria-prima ou mercadoria até a venda do produto acabado ou da mercadoria em
stock, é também nesse ciclo que se calcula o giro dos stocks.

2.6. Ciclos Financeiro


Também conhecido como o ciclo de conversão de caixa, Santos (2009. P. 17) conceitua o
ciclo financeiro como o “ o intervalo de tempo entre os intervalo financeiros ocorridos ao longo
do ciclo operacional, representados pelo pagamentos a fornecedores e pelo recebimento das
vendas” ou seja, é o tempo em que as empresas irá efectuar o pagamento das mercadorias aos
fornecedor com os valores disponíveis em caixa, e o tempo em que ela irá receber dos clientes
pelas vendas efectuadas.

“A apuração do ciclo financeiro evidencia qual o prazo que a empresa financeira seus
clientes de recurso próprios ou de terceiros” (ARANHA, 2001)

Este ciclo é um mais importante para a gestão do capital de giro da empresa, pois através
dele é possível medir todas as transacções feitas, desde pagamento até recebimentos. O ciclo
financeiro pode ser positivo ou negativo. O primeiro revela que a empresa precisa de recursos
complementares para continuar desenvolvendo suas actividades, enquanto o segundo mostra que
a empresa que a empresa tem disponíveis recursos que podem ser utilizados para novas
aplicações. (CASTRO, 2011)

2.7. Ciclo Operacional


Composto pelo ciclo económico e financeiro, o ciclo operacional de uma empresa
começa no momento de aquisição de matéria-prima ou mercadorias, isso depende se ‘e uma
empresa industrial ou comercial, e tem o seu fim quando ocorre o recebimento pela venda do
produto final (ASSAF NETO; SILVA 2007. p. 19). É importante lambarar que os ciclos variam
de empresa para empresa e depende do tipo de actividade exercidas por ela, e todos esses ciclos
são dependentes um do outro, principalmente o ciclo operacional, que depende dos demais para
ser gerenciado de forma correcta. Quanto o ciclo operacional é mais longo e ela exige um maior
financiamento da capital de giro em vive vice-versa.

Comparando o ciclo operacional com o financeiro, pode ser observar que o ciclo
operacional eta directamente ligado ao tempo de transformação da matéria-prima em retorno

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monetário através das vendas, enquanto o ciclo financeiro esta atrelado as movimentações de
caixa.

Mês 0 Mês 1 ½ Mês Mês 2

Compra de Vendas Pagto. Recebimento


Mercadoria Fornecedor de Duplicatas

Rotação dos Stock

Prazo Médio de Pagamento

Prazo Médio de Recebimento

Ciclo Economico (Mês 0 - 1) Ciclo Financeiro (1/2 Mês - 2)

Ciclo Operacional

Fonte: BRADME, 2013

A figura acima mostra uma forma resumida e simplificada que o ciclo económico inicia-
se com a compra de mercadoria e termina no momento em que ela é vendida, enquanto o ciclo
financeiro ou de caixa começa quando é feito o pagamento da mercadoria aos fornecedores até o
momento em que a empresa recebe de seus clientes pelas vendas feitas. O ciclo operacional é a
junção dos dois ciclos, pois inicia com a compra de mercadoria e termina quando a empresa
recebe pela venda da mesma.

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CAPITULO III: METODOLOGIA DE PESQUISA
Nesta Capitulo são apresentados os métodos utilizados para o desenvolvimento da pesquisa,
demonstrando-se o tipo de abordagem, técnicas de levantamento e análise dos dados, para
melhor compreender os métodos científicos na elaboração do trabalho, como base inequívoca
para a apresentação das conclusões do mesmo.

3.1. Área de Estudo


 O estudo será realizado na Empresa Zé Pintor Publicidade, Lda ZPP - Nampula, empresa
que esta localizada na cidade de cidade de Nampula.

3.2. Tipo de pesquisa

3.2.1. Quanto a forma de abordagem do problema


No que concerne a forma de abordagem do problema trata-se de uma pesquisa
Quantitativa, uma vez que a pesquisa visa colher as ilações dos sujeitos em estudo em relação a
Gestão de Capital de Giro nas PME’s, pois nas pesquisas quantitativa procura-se estabelecer a
relação entre o sujeito e o mundo real, ela considera que tudo pode ser quantificável, o que
significa traduzir em números, opiniões e informações para classifica-los e analisa-las. Requer o
uso de recursos e de técnicas estatísticas.

3.2.2. Quanto aos objectivos


A pesquisa quanto aos objectivos, é Descritiva, visto que o pesquisador irá descrever
todo processo de Gestão de capital de Giro, desde a sua aquisição da matéria-prima, a produção,
o armazenamento (stock) até a sua venda, na empresa ZPP, Lda em Nampula. Visando
proporcionar maior familiaridade com o problema, com vista a torna-lo mais explícito.

Como salienta TRIVIÑOS, (1987), a pesquisa descritiva exige que o investigador use
uma série de informações sobre o que deseja pesquisar. Esse tipo de estudo pretende descrever os
factos e fenómenos de determinada realidade.

3.3. Métodos de pesquisa

3.3.1. Método de abordagem da pesquisa


A elaboração da presente pesquisa foi delineada como base na seguinte abordagem.
Quanto ao problema, o estudo contempla uma abordagem do método Indutivo, uma vez que ira

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se usar a Matemática através da estatística, Utilizando como exemplo a enumeração, trata – se de
um raciocínio baseado na contagem.

3.3.2. Método de procedimento da pesquisa


Para elaboração da pesquisa, ira se usar o método de procedimento monográfico ou
estudo de caso, em que a literatura empírica que fornece um fenómeno antigo para actual dentro
seu contexto da realidade é a base no qual são utilizadas varias fontes de evidências.

O que significa que para este trabalho, a investigação pressupõe uma abordagem concreta
em que o proponente inteirou-se sobre a matéria da Gestão do capital de giro nas pequenas e
médias empresas, em particular a empresa ZPP, Lda – Nampula.

3.4. Técnica de colecta de dados


Os dados necessários para a realização terão uma fonte primária, uma vez que serão
obtidos a partir das observações feitas directamente na empresa, sem a necessidade de consultar
documentos, pastas ou arquivos armazenados. Os dados primários, são aqueles colhidos
directamente na fonte.

Na recolha das informações referentes ao problema em estudo, normalmente é


imprescindível o questionário. O uso desta técnica prende-se no facto de querer colher opiniões e
ideias individualizadas escolhidas como amostra mediante uma série de perguntas elaboradas
pelo autor de forma clara, coerente concisa.

Neste contexto, para a presente pesquisa, irei elaborar um questionário dirigida a dez (10)
individualidades dos quais responsáveis pela Contabilidade e Gestão e pessoal do armazém e o
departamento de Produção e venda.

3.5. População em estudo e tamanho da Amostra

3.5.1. População em estudo


A presente pesquisa, no desenvolver do seu trabalho, o estudo de caso será realizado em
uma pequena empresa que esta ligada na prestação de serviços de produção, estampagem e
venda de camisetas, e também oferece serviços de publicidade digital. A empresa em causa
actualmente tem a sua sede na cidade de Quelimane, com uma delegação na cidade de Nampula
onde será efetuado a colecta de dados da pesquisa. Onde o pesquisador poderá obter rápido e
fácil acesso aos dados para o estudo.

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3.5.2. Tamanho da amostra
Para realização da pesquisa, ira se utilizar uma amostra disponível e probabilística, pós
cada elemento do universo de trabalhadores da empresa em estudo terá a mesma probabilidade
de ser escolhido para pertencer a amostra. Dada a natureza do tema em estudo, a amostra cingiu-
se aos gestores do departamento de produção e venda, a contabilidade e gestão e o pessoal do
armazém.

A amostra deste trabalho será constituída por 10 individualidades, sendo 2 responsáveis


do departamento de contabilidades e gestão e 4 trabalhadores afectos em armazéns e os restantes
4 afectos na produção e venda, que se mostram disponíveis.

3.6. Ferramentas da Análise e Softwares Usados


Como parte de colecta de dados, para o trabalho, a pesquisa terá como foco analisar a
gestão de capital de giros da empresa e com isso a colecta de dados vai decorrer com visitas a
organização, será usada a observação direita participativa em que o proponente participará na
colecta de dados observados directamente e questionário com alguns trabalhadores responsáveis
pela administração de matérias da pesquisa e para analise de dados colectados poderá se usar o
método comparativo percentual.

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