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Energia sustentável no Brasil, como estamos?

A prática da agricultura pelo homem pré-histórico o possibilitou forjar


ferramentas e meios para gerir os recursos naturais. Suas percepções quanto
ao espaço ao seu redor, o rendeu transitar pela história dominando habilidades
e técnicas na elaboração de tecnologias. Na atualidade, os serviços, os meios
de comunicação, as profissões, a educação formal e a saúde pública dentre
outros núcleos, são resultado das soluções para as necessidades da sociedade
moderna.

O dinamismo social contemporâneo, frente ao fenômeno da


globalização, tem elevado o número populacional, ampliado os setores
indústrias e movido o crescimento da urbanização, de tal modo que o amplo
acesso à energia elétrica tem posto em pauta a matriz energética no mundo.
Suprir este sistema tem condicionado o planeta a um estado de emergência
ambiental. Diante da finitude dos recursos naturais e da exaustão dos
ecossistemas, é de suma relevância levantar medidas socioambientais que
visem subtrair os impactos ambientas das ações antrópicas.

A temática acerca da sustentabilidade ambiental engloba estratégias,


tais como modelos alternativos e sustentáveis na produção energética, com
efeito no desenvolvimento de fontes limpas, que utilizem recursos renováveis
na obtenção de eletricidade. Os recursos renováveis são por sua vez,
encontrados com maior abundância na natureza, com facilidade de serem
repostos no ambiente natural em menor tempo e, que geram menos impactos
no ecossistema. Quanto as energias limpas, são aquelas que liberam ou
portam quantidades amenas de gases ou resíduos na natureza. Dentre as
principais estão a hidráulica, eólica, de biomassa e a solar, especialmente no
Brasil.

No Brasil a energia hidráulica é fonte de toda a produção energética.


Dispondo de 1220 usinas hidrelétricas, com capacidade total de 92.415 MW,
correspondendo a 61,34% da matriz elétrica nacional, segundo dados recentes
da Anell no ano de 2016. Todavia, os agravantes às áreas verdes vão desde os
danos gerados pelo assoreamento dos níveis de rios e a extinção de peixes,
aos sociais, como o deslocamento de comunidades ribeirinhas. Similarmente,
as variações climáticas têm fragilizado a geração de energia nas regiões
Sudeste e Nordeste do país, em períodos de longas estiagens. A fim de
contrapor estas problemáticas, foi estabelecido pelo governo a cobrança da
Bandeira Tarifária, que tem como objetivo desestimular o consumidor através
de sobretaxas aos custos KWH, em função do orçamento da geração de
energia elétrica.

Além da própria geração de eletricidade, outro aspecto questionado é o


destino ou consumo dessa energia. A totalidade do gasto elétrico no Brasil é
parcelada entre as indústrias e os consumidores. Conforme indica o Balanço
Energético Nacional em 2014: 34% é relativo ao uso do setor industrial e em
sequência 20% às residências. Entretanto, as perdas são inúmeras. Segundo
dados da Empresa de Pesquisa Energética do mesmo ano, estima-se 93,6
TWH referente a 15,3% da energia elétrica consumida no país, que se justifica
pela distância dos centros de geração das zonas urbanas e rurais e, assim
sendo, da transmissão dessa energia por fios, cobrindo toda a extensão
populacional.

Por último, chegada à energia às casas, os equipamentos domésticos de


baixo rendimento geram relevante perca de energia para o seu funcionamento.
Em comparação, no mesmo ano a usina hidrelétrica de Itaipu, a maior do
mundo, produziu 98,3 TWH. Entretanto, este percentual energético foi perdido
somente no processo de distribuição a população e, pelo consumo de
equipamentos de uso doméstico. Visando solucionar este quadro de consumo
de energia e, o índice de desperdício, o governo nacional instaurou planos de
desenvolvimento social e ecológico, no intuito de amenizar os gastos de
eletricidade pelos brasileiros.

A título de exemplo dois projetos atuantes: a Procel (Programa Nacional


de Conservação de Energia Elétrica) e o Programa Permanente para o Uso
Eficiente da Energia (PURE). Ambos desenvolvidos com o objetivo de
promover o uso racional da energia elétrica, minimizando os desperdícios,
custos e terceiros investimentos. Logo em seguida, surgiu o Programa de
Racionalização da Água (PURA) criado pela Universidade de São Paulo em
1997, com a finalidade de conscientizar a comunidade universitária da
importância do uso sustentável dos recursos naturais. Do mesmo modo, cabe
ratificar reformulações na obtenção de energia do Brasil e, portanto, estimular
recursos acerca do uso das energias limpas, principalmente a eólica, de
biomassa e solar.

A mais de 3.000 mil anos os ventos são fontes de energia mecânica no


manuseio de equipamentos como moinho de moer grãos e na condução de
mercadorias em barcos a vela. Sob esta perspectiva, o homem moderno
também estipulou o seu uso para a geração de energia limpa, denominada
energia eólica. Este mecanismo é dado por torres de aproximados 50m,
similares a cata-ventos, abastecidos por aerogeradores, objetivando o
aproveitamento das correntes de ar e principalmente, minimizar os impactos
ambientais. Porém, neste cenário de sustentabilidade há divergências.

A modificação das paisagens, a interferência na rota migratória das aves


e o desconforto as residências vizinhas, gerado pelos ruídos emitidos pelas
hélices, são agravantes efeitos das torres eólicas ao meio social e ecológico.
Por outro lado, em território nacional o custo elevado do financiamento desses
equipamentos tem retardado o desenvolvimento desse modelo de energia em
sua totalidade. Em contrapartida o Ceará foi o estado pioneiro a inovar o setor
de desenvolvimento energético, estimulando outras regiões que constam com
[...] uma capacidade de 20,3 MW provinda de torres eólicas acopladas a rede
elétrica. (Anell,2016, Silva e Brito, 2016, pág.3)"

Outro potencial elétrico crescente no Brasil é o uso da biomassa,


processo que decorre da aplicação de matéria orgânica de origem animal e
vegetal na geração de energia, que não tenha sido consumida pelo
ecossistema. Embora, este modelo não seja um contraponto para a natureza,
os setores que sustentam este mecanismo de energia limpa, são provenientes
do setor industrial e de terceiros serviços, que por si só já poluem o meio
ambiente.

Há décadas a energia solar supre o ser humano, porém era utilizado


somente para secar alimentos, pele e fazer fogo. Já hoje em dia, os raios
solares são úteis, do mesmo modo, na obtenção de energia sustentável, por
meio de um sistema de placas fotovoltaicas, que transformam a luz solar em
eletricidade. A estrela que aquece a Terra, é o maior potencial de energia no
planeta, sendo fonte de quase todas formas de energia sustentáveis como a
hidráulica, de biomassa, eólica, de combustíveis fósseis e a energia dos
oceanos. O Brasil concentra a maior incidência de raios solares, que por sua
vez, possibilita o uso da luz solar na geração de energia renovável na matriz
energética nacional, especialmente em regiões áridas e semiáridas, em
substituição a energia hidráulica. Embora haja a emissão de produtos tóxicos
em menor gravidade, “atualmente o país possui 39 usinas solares, com
capacidade de 22.952 KW ligadas a matriz energética correspondendo a
0,0150%, que adicionada as redes independentes, estimam-se o consumo
entre 300 a 500 KWH/ mês”. (Anel, 2016 pág.5)

Frente a crise energética nacional, a energia solar é a que mais viabiliza


a eficiência energética no território brasileiro. Entretanto, o país permanece
inerte diante da versatilidade de exploração das fontes físico-químicas dos
biomas tipicamente brasileiros e, da corrida mundial em superar o esgotamento
de fontes de energias no meio ambiente. Com passos prematuros, o Brasil
tende a recorrer lentamente a didáticas sustentáveis, agravando por sua vez a
qualidade de vida, tanto hoje quanto no futuro.
Referências Bibliográficas

SANTOS RAPHAEL. “Fontes alternativas e renováveis de energia no Brasil:


métodos e benefícios ambientais”. 2016 Disponível em:
<http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2016/anais/arquivos/0859_1146_01.pdf>
Acesso em: 06 jun. 2019

HOFF FABRÍCIO, GRASSI FERNANDO E ROMITTI LEONARDO. “Energias


Renováveis: buscando por uma matriz energética sustentável”. 2015
Disponível em:
<https://mail.google.com/mail/u/0/#sent/KtbxLvhKQZTwvMfTFwsmxZwSpTNNx
XRfNB?projector=1&messagePartId=0.1> Acesso em: 06 jun. 2019

DUTRA ALEXANDRA, VIDAL FABIANA. “O uso de energias renováveis como


mecanismo de sustentabilidade”.2014
Disponível em: <http://www.inovarse.org/sites/default/files/T14_0331_4.pdf>
Acesso em: 06 jun. 2019

BARROS, Jussara. Como surgiram as moradias. Escola Kids. Disponível em:


<https://escolakids.uol.com.br/geografia/como-surgiram-as-moradias.htm>.
Acesso em: 03, maio, 2019.

COMO FUNCIONA A PLACA SOLAR? Superinteressante. Disponível em:


<https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-funciona-a-placa-solar>.
Acesso em: 11, maio, 2019.

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<https://www.copel.com/hpcopel/root/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel%2Froo
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Acesso em: 12, maio, 2019.

JUNGES. Cintia. Com torres mais altas, potencial elétrico brasileiro pode ser
seis vezes maior. Gazeta do Povo. 11, outubro, 2016.
Disponível em: <https://www.gazetadopovo.com.br/economia/energia-e-
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seis-vezes-maior-0okrpq8ctzr2e3p6h8utsi7rk/>. Acesso em: 12, maio,2019
FACULDADE SANTÍSSIMO SACRAMENTO
BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO

NIVALNILDES VIEIRA DOS SANTOS


RAFAELLA CERQUEIRA OLIVEIRA SOUZA

ENERGIA SUSTENTÁVEL NO BRASIL, COMO ESTAMOS?

ALAGOINHAS
2019
NIVALNILDES VIEIRA DOS SANTOS
RAFAELLA CERQUEIRA OLIVEIRA SOUZA

ENERGIA SUSTENTÁVEL NO BRASIL, COMO ESTAMOS?

Trabalho apresentado ao professor Keite


Maria Santos na Disciplina de Comunicação,
como forma de avaliação do 1º Semestre de
Bacharelado em Administração, da Faculdade
Santíssimo Sacramento – Alagoinhas.

ALAGOINHAS
2019

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