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INSTITUTO DO EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, I. P.

DELEGAÇÃO REGIONAL DE LISBOA E VALE DO TEJO


CENTRO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE LISBOA

Patologias na população idosa -


gastrointestinais, endocrinológicas, genito-
urinárias, musculoesqueléticas,
dermatológicas e crónicas

Aida Carolo UFCD 8909


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SISTEMA URINÁRIO - Função
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1. Filtração
Produção da Urina 2. Reabsorção
3. Secreção
Composição da urina
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95 % H2O
+
5 % solutos dissolvidos:

• Ureia, creatinina, ácido úrico


• Electrólitos
(Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Cl-, fosfatos, sulfatos)
• Eventualmente outros componentes
(drogas, células sanguíneas, hormonas p.e.
hCG – gonadatrofina coriónica humana)
Características da urina
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• Volume produzido: 1 a 2 litros por dia;

• Cor: amarelada (quanto mais concentrada, mais escura);

• Turbidez: transparente quando recém emitida;

• Odor: aromática

• pH: entre 5 e 8.
Eliminação da Urina
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 Quando a bexiga está cheia, os nervos que a


envolvem enviam mensagens ao cérebro a informar
da necessidade de micção (acto de expelir urina).
Eliminação voluntária da urina
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• O cérebro envia o
comando aos músculos da
bexiga para se contraírem,
espremendo a urina para
fora da bexiga, ao mesmo
tempo que envia o comando
aos músculos dos esfíncteres
para relaxarem.

• Quando os esfíncteres
relaxam, a urina sai da
bexiga através da uretra.
24 Revisões
Verdadeiro ou Falso
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1. O sistema urinário tem somente a função de


produzir urina.
2. O sistema urinário é constituído pelos rins e pela
bexiga.
3. As vias urinárias são constituídas pelos ureteres,
bexiga e uretra.
4. A bexiga masculina tem menor capacidade de
reter urina do que a bexiga feminina.
5. A uretra é o canal por onde passa a urina para o
exterior do corpo.
Verdadeiro ou Falso
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6. Na produção de urina estão envolvidos 3


mecanismos: a filtração, contração e distensão.
7. Quando urinamos voluntariamente, o cérebro envia
o comando aos músculos da bexiga para se
contraírem e aos esfíncteres para relaxarem.
8. O nervo que irriga a bexiga chama-se nervo
nefrónio.
9. A urina é constituída maioritariamente por ácido
clorídrico.
10. O glomérulo é um dos constituintes do nefrónio.
27 Sistema Reprodutor
Sistema Reprodutor
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O sistema reprodutor é um
conjunto de órgãos que tem a
finalidade de reproduzir os
seres da mesma espécie.
Sistema Reprodutor
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Principais Funções
Produção de gâmetas  gametogénese

Fecundação

REPRODUÇÃO
30 Sistema Reprodutor Feminino
Sistema Reprodutor Feminino
31

 O sistema reprodutor feminino é o conjunto de


órgãos que asseguram a produção de óvulos e o
desenvolvimento de embriões.
Sistema Reprodutor Feminino
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Constituintes
 Ovários

 Trompas de Falópio

 Útero

 Colo do útero (Cérvix)

 Vagina
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Ovários
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Trompas de Falópio
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Cérvix/ Colo do útero
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 O cérvix (colo do útero) é a estrutura que se


encontra à entrada do útero e fornece proteção ao
mesmo.
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Genitais Externos Femininos
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Também conhecidos como


vulva. São constituídos por:

 Grandes lábios
 Pequenos lábios
 Clitóris
Reprodução
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 As mulheres nascem com células sexuais femininas


(óvulos), no entanto, estas células só se desenvolvem a
partir da puberdade e até à menopausa.

 O sistema reprodutor feminino tem um funcionamento


cíclico, que se repete a cada 28 dias.

 Há um sincronismo entre o ciclo ovárico (dos ovários) e


o ciclo uterino (do útero) graças à ação das hormonas
femininas: Estrogénio e Progesterona.
44 Sistema Reprodutor Masculino
Sistema Reprodutor Masculino
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 O sistema reprodutor masculino é constituído por


órgãos cuja função principal é a produção das
células sexuais masculinas: os espermatozoides.
Constituição
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 Testículos
 Epidídimos
 Canais deferentes
 Vesículas seminais
 Próstata
 Uretra
 Pénis
Vista Lateral
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Vista Frontal
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Testículos
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 Os testículos são os gónadas masculinos: são os


órgãos que produzem as células sexuais masculinas -
os espermatozoides.
 Produzem também a hormona masculina:
testosterona.

 Localizam-se fora da cavidade abdominal, na bolsa


escrotal (os espermatozoides são células muito frágeis, que
não resistiriam à temperatura da cavidade abdominal).
Epidídimos
50

 Os epidídimos localizam-
se por cima dos testículos.

 Têm a função de
armazenar os
espermatozoides até
ocorrer uma ejaculação.
Canal Deferente
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 São tubos que


transportam os
espermatozoides do
epidídimo até à próstata.

 Medem cerca de 50 cm
de comprimento.

 A nível da próstata,
juntam-se com a uretra
Vesículas Seminais
52

 São duas glândulas,


localizadas posteriormente
à bexiga e produzem o
líquido seminal.

 Permite que os
espermatozoides se
desloquem com facilidade
Próstata
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 A próstata é uma
glândula, com o tamanho
aproximado de uma noz,
que produz o líquido
prostático.

 Neutraliza o pH ácido do
ambiente vaginal
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Espermat Líquido Líquido


ozóides Seminal Prostático Esperma

Numa ejaculação, liberta-se cerca


de 5 ml de esperma, o qual contém
200 a 600 milhões de
espermatozoides!
Uretra
55

 A uretra é um canal por


onde passa a urina e o
esperma. É um órgão
comum aos sistemas
reprodutor e urinário.

 A nível da próstata, a
uretra liga-se com os canais
deferentes.
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Genitais Externos Masculinos
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 Pénis

 Bolsa Escrotal
Pénis
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 O pénis é o órgão masculino


responsável pela cópula,
introduzindo esperma na
vagina.
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Bolsa Escrotal
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 O escroto, ou bolsa escrotal, é uma bolsa externa


de pele e músculo que contém os testículos.
 Contém várias glândulas sebáceas e sudoríparas.

 Tem a função de manter os testículos à distância


ideal da cavidade abdominal de forma a mantê-
los à temperatura ideal.
Espermatozóides
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 Os espermatozoides são células que têm


mobilidade. Possuem um flagelo, que ao mover-se,
faz com que o espermatozoide se desloque.
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Envelhecimento urinário e
reprodutivo
Sistema Renal e Urinário
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 A função renal deteriora-se com a idade e os rins atrofiam-se.

 A diminuição da capacidade do rim em concentrar urina, contribui para


a desidratação, tornando-se necessária a ingestão de maior quantidade
de líquidos.

 No homem ocorre aumento da próstata e


retenção urinária, podendo haver
também maior número de infeções.

 Na mulher há atrofia vaginal e ocorrem


mais infeções urinárias.

 Incontinência urinária!
Sistema Reprodutor Feminino
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 A diminuição dos níveis hormonais leva à menopausa ou


desaparecimento do ciclo menstrual (normalmente por volta dos 50
anos).

 As paredes vaginais tornam-se menos elásticas, menos enrugadas e


mais finas.

 O tamanho da vagina diminui, há redução das secreções vaginais,


que levam à secura e que originam muitas vezes relações dolorosas.
Sistema Reprodutor Masculino
65

 Aqueda do funcionamento das hormonas masculinas tem uma


evolução menos abrupta, podendo mesmo os homens idosos
serem pais.

 O pénis e os testículos diminuem de tamanho ocorrendo redução


dos níveis androgénicos.
66 Incontinência Urinária
Incontinência Urinária
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 Perda incontrolável de urina, sendo mais frequente


nas mulheres do que nos homens.
 Problema altamente incapacitante, com
consequências nefastas de índole higiénica,
pessoal e social que perturbam os doentes, em
especial os idosos, e os que os rodeiam.
Números…
68

 Mais de 60 milhões de pessoas, em todo o mundo,


sofrem de incontinência urinária. Estudos realizados na
população portuguesa apontam para a existência de
600 mil incontinentes nos diferentes segmentos etários.
 Entre os 45 e os 65 anos a proporção de casos de
incontinência urinária é de 3 mulheres para cada
homem. 50 por cento das pessoas institucionalizadas
sofrem de incontinência urinária.
 Apenas 10 por cento da população faz tratamento
medicamentoso.
 A taxa de cura da incontinência de esforço é de 90
por cento.
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70

A incontinência urinária é um
problema que, de um modo geral é
tratável, embora a maneira de a
encarar nos idosos seja muitas vezes,
diferente da dos adultos em geral!!
Incontinência Urinária
71

 O percurso diagnóstico da incontinência urinária


crónica nos idosos inicia-se pela confirmação da
sua presença e características e tem três objetivos
primordiais :
 Determinar a etiologia da incontinência urinária
 Detetar a existência de patologia urinária associada,

 Fazer uma avaliação do estado mental e físico assim


como de outras patologias coexistentes e da
medicação tomada.
72 Infeções Urinárias
ITU
73

 Quando uma pessoa de 30 anos sente dor


enquanto urina é quase certo que tem uma infecção
no trato urinário (ITU) mas…

… uma infecção no aparelho urinário de um sénior


raramente tem sintomas claros e pode inclusive
não provocar qualquer tipo de dor.
ITU
74

 As ITUs são comuns - mais da metade das mulheres


terão pelo menos uma durante a vida - e, se não
forem tratadas, podem progredir, afetando
bexiga, rins, ou mesmo levando a uma septicemia.

As ITUs nem sempre são simples de diagnosticar.


Uma pessoa pode ter sintomas de uma infecção urinária e o
teste dar negativo.
Também é possível haver a presença de bactérias na urina e
não ter sintomas de uma ITU (bacteriúria assintomática).
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Nos idosos a ITU é a causa mais frequente


de infecção bacteriana, sendo a principal
responsável pelo desenvolvimento de
septicemia nesses indivíduos.

 Homens – 10% pós 65; 20% pós 80


 Mulheres - 20% pós 65; 40% pós 80
ITU
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 Uretra – Uretrite

 Bexiga – Cistite

 Rins – Pielonefrite
Fatores de Risco
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 Idade > a 65 anos


 Sexo feminino (principalmente (pós-menopausa)
 Cálculos Renais
 Diabéticos
 Ter dificuldade em esvaziar completamente a
bexiga
 Cateterização urinária
Sinais comuns ITU
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 Pressão ou vontade de ir à casa de banho mesmo


quando acabou de urinar
 Dor e/ou ardor durante a micção
 Urina escura, turva ou escassa
 Dor abdominal e/o nas costas
 Cansaço
 Febre, calafrios e náuseas
Sinais de alerta em idosos
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 Uma mudança repentina inexplicável de


comportamento é um indicador de uma possível
infecção do trato urinário em idosos;

 Se o cuidador detectar uma mudança de


comportamento sem explicação aparente, deve
procurar imediatamente ajuda médica.
Sinais de alerta em idosos
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 Incontinência urinária, confusão ou incapacidade em


executar tarefas que facilmente eram realizadas
um ou dois dias antes
 Em utentes com demência uma incapacidade de
comunicar o que sente

Uma ITU pode estar por detrás de uma


queda, confusão cognitiva, incontinência
ou diminuição de apetite.
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Nos idosos…
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 Fadiga vaga
 Incontinência inexplicável
 Mudanças no comportamento, como confusão
mental, agitação, irritabilidade, prostração ou
sonolência
 Diminuição do apetite
 Até mesmo engasgos frequentes
É fundamental conhecer o idoso e estar atento a
qualquer sinal que fuja daquilo que é normal naquele
utente!
Diagnóstico e Tratamento
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 Na maioria dos casos, diagnosticar e tratar uma


infecção urinária de um sénior é relativamente
simples: faz-se um exame à urina, caso se confirme
a infecção é feita a prescrição de antibióticos e a
ITU geralmente desaparece em apenas alguns dias.

 Dependendo da idade, da saúde e da gravidade


da infecção, o tratamento pode durar semanas e
passar pela hospitalização para administração de
antibióticos por via intravenosa.
Diagnóstico e Tratamento
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Idosos institucionalizados têm mais tendência a ter


ITUs e a serem resistentes aos antibióticos
administrados para as tratar.
Como prevenir
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 Beber muita água;


 Urinar logo que surja vontade;
 Fazer sempre a higiene íntima de frente para trás;
 Esvaziar a bexiga antes e depois de ter relações
sexuais;
 Evitar a utilização de produtos como desodorizantes na
área genital porque podem irritar a uretra;
 Tomar banho de duche em vez de banho por imersão
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