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VISÃO DO MUNDO / GEOGRAFIA C / 12.

º ANO PORTO EDITORA

SOLUÇÕES do MANUAL

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1. Recolher as respostas dos alunos. A resposta poderá englobar as duas possibilidades,
apesar de o documento 1 insistir na valorização da cultura portuguesa. O renascimento na
comercialização de produtos portugueses para o exterior tem gerado o reconhecimento de
Portugal e da qualidade dos seus produtos. A globalização, neste caso, tem contribuído para a
maior divulgação dos produtos portugueses, fazendo renascer a economia e permitindo o
reconhecimento do nome “Portugal”.
2. A globalização conduz a uma homogeneidade nos hábitos de consumo e
comportamentos dos cidadãos, de tal forma que somos levados a consumir e a pensar de uma
determinada forma. O nível de vida das populações é influenciado pelas campanhas de
marketing, pela publicidade e pelas informações veiculadas pelos meios de comunicação social.

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1. Recolher as respostas dos alunos.
Possibilidades de resposta: “A rapidez da informação”; “A instantaneidade de informação”; “A
globalização no mundo desenvolvido”.

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1. A OMC é atualmente constituída por 160 membros (desde junho de 2014). Os principais
objetivos da OMC são: regulamentar e fiscalizar o comércio mundial; resolver conflitos comerciais
entre os países membros; gerenciar acordos comerciais tendo como parâmetro a globalização
da economia; criar situações e momentos (rodadas) para que sejam firmados acordos comerciais
internacionais; supervisionar o cumprimento de acordos comerciais entre os países membros.
2. Estas três organizações formais intervêm em áreas tão vastas como a manutenção da paz, a
regulação mundial do comércio, a cooperação monetárias, entre outros. Os principais objetivos
do Banco Mundial são fomentar o crescimento económico e a cooperação à escala global
contribuindo assim para a promoção do processo de desenvolvimento económico dos países em
desenvolvimento membros dessas instituições.
Os objetivos do FMI são estimular a cooperação monetária; proteger a estabilidade financeira;
facilitar o comércio internacional; promover elevados níveis de emprego e corrigir as balanças
de pagamentos dos países, através da concessão de empréstimos.
Os principais objetivos da OCDE são promover o desenvolvimento económicos; desenvolver o
emprego, através da criação de novos postos de trabalho; melhorar a qualidade de vida;
contribuir para o crescimento do comércio mundial; apoiar o desenvolvimento das economias
mais frágeis, entre outros.

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1. a) As vertentes da mundialização são a económica, política e cultural.
1. b) Ao longo do trajeto principal da globalização, poder-se-á afirmar que:
a) do século XVI ao século XIX, a principal vertente correspondeu à liberalização económica;
b) nos séculos XIX e XX a globalização seguiu uma vertente política baseada nas relações
internacionais e/ou na afirmação do colonialismo;
c) no século XXI a globalização caracteriza-se por uma vertente cultural e pela universalização
da sociedade em rede, pela cultura mundo.
2. A diferença entre o consumerismo e o consumismo baseia-se no grau mais ou menos
responsável na aquisição de bens e serviços. No “consumerismo” as pessoas adquirem somente
aquilo que que caracteriza um consumo racional, controlado e responsável, que tem em contas
as consequências económicas, sociais, culturais e ambientais do próprio ato de consumir. Por
outro lado, no “consumismo” o consumo excede, em larga escala, as necessidades básicas. Pela
influência da moda, da publicidade e dos múltiplos meios de comunicação, as pessoas acabam
por consumir bens supérfluos, que excedem, por vezes, o próprio nível de vida que os seus
rendimentos permitem.
3. O desenvolvimento dos transportes e dos meios de comunicação facilitaram as trocas
comerciais, a circulação e divulgação da informação e o encontro de culturas, repercutindo-se
essencialmente na vertente económica e cultural.
4. O Facebook, como rede social, vai facilitar a comunicação e divulgação de ideias,
pensamentos e até produtos e encurtar distâncias entre pessoas. Desta forma, é um importante

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agente da globalização já que facilita a intensificação dos fluxos de informação, influenciando


padrões de consumo e modos de pensar.
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1. Dimensão económica – Aumento dos investimentos à escala global; melhoria nas transações
económicas e maior facilidade na circulação de bens e capitais; dimensão social – afirmação de
uma nova classe capitalista transnacional; dimensão cultural – difusão da cultura universal;
demográfica – maior cruzamento de raças e etnias; dimensão religiosa – expansão dos ideais
religiosos; dimensão política – aumento dos acordos políticos interestatais (União Europeia,
NAFTA, MERCOSUL…); dimensão jurídica – enfraquecimento dos poderes do Estado e da
consequente capacidade de regular os mercados nacionais.
2. A figura 4 evidencia a desigualdade nas construções das habitações, o que significa que a
distribuição da riqueza não é justa nem uniforme. Mesmo num espaço reduzido é visível essa
discrepância, pelo que a multipolaridade que afirma a existência de uma organização geopolítica
em que existem vários centros de poder, não está a ter em conta as diferentes realidades sociais,
podendo estar a contribuir para um agravamento da desigualdade social, facto que não deveria
estar associado a ela.

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1. Recolher as respostas dos alunos.

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1. A globalização homogeneizou as paisagens já que em diversos continentes e/ou países
encontram-se anúncios semelhantes, fruto da implantação das grandes empresas e marcas
internacionais. De igual forma, a moda e a publicidade influenciaram os padrões de consumo,
pelo que poderemos ter acesso aos mesmos produtos em diversos lugares espalhados pelo
mundo.
2. A IKEA é uma empresa multinacional que se encontra distribuída por 26 países e cuja
produção se encontra concentrada na Europa, apesar de ir assumindo uma maior
representatividade noutros continentes, como no continente americano.

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1. As unidades de produção estão a ser encerradas temporariamente devido à necessidade de
fazer face à quebra nas vendas e de ajustar a produção para garantir a produtividade das
fábricas, sobretudo, as espalhadas pela Europa.
2. A antiga Quimonda fabricava produtos de alta tecnologia como memórias, semicondutores,
nomeadamente de memórias DRAM, destinadas a computadores, servidores e outros terminais
digitais, como leitores de MP3, telemóveis, câmaras fotográficas digitais e consolas de jogos,
entre outros. Os motivos que estiveram na base do encerramento da Quimonda Portugal
prendem-se com a crise internacional e as condições específicas do negócio em que a Quimonda
se inseria. O excesso de oferta, a concorrência com fábricas chinesas com produções de baixo
custo e que apenas estão interessadas na tecnologia e venda a preços abaixo do preço de custo
impediram a garantia de competitividade da empresa.

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1. O compromisso na área ambiental é uma exigência cada vez mais necessária, dado que o
aumento do consumo e das trocas comerciais, desencadeada pelos elevados índices de
industrialização que a globalização promoveu, justificam a necessidade de implementar políticas
comuns que protejam o ambiente, de forma a cumprir um dos oito objetivos do desenvolvimento
mundial – garantir a sustentabilidade ambiental.
2. A dicotomia local/global opõe uma visão redutora da realidade a uma visão globalizante que
se constrói a cada momento. Para os que entendem o espaço local, resumido a uma área restrita,
as relações com o exterior não acontecem e os agentes que nele intervêm são limitados. Para
quem entende a realidade numa visão global, o espaço é facilmente atingível pelos meios de
transporte e de telecomunicações, facilitando a circulação de pessoas, bens e capitais. Pelo
exposto, a noção de glocalização ganha representatividade, já que contempla a articulação entre
o local e o global.

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1. A atitude dos EUA, sob a justificação de garantir a segurança nacional e mundial, impediu a
comercialização de produtos provenientes de duas empresas chinesas, permitindo assim limitar

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as exportações destes produtos nos mercados ocidentais e impulsionar a exportação dos


produtos tecnológicos americanos.
2. Recolher as respostas dos alunos.

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1. O documento 13 alude para duas “economias distintas” – uma, orientada para a produção
industrial e sua exportação para os grandes mercados internacionais, que contemplou a
inovação tecnológica; outra, a economia nacional, da manufatura e do setor dos serviços, que
não está habituada a competir no mercado globalizado, existindo níveis muito reduzidos de
intervenção estrangeira. As vantagens associadas a cada uma das “economias” permitem
aumentar a competitividade industrial, no primeiro caso, e proteger os produtos nacionais, no
segundo. Contudo, esta dualidade não se tem traduzido em melhorias para a economia
japonesa.
2. Os motivos que justificam o fracasso da globalização na Bolívia prendem-se com a dificuldade
dos produtos bolivianos competirem com o mercado global, em especial, os produtos chineses,
mais baratos. Paralelamente, o contrabando, a instabilidade política e a legislação laboral que
mantém o custo de trabalho elevado constituem-se igualmente como fatores explicativos para
este fracasso.
3. A Europa, com um maior grau de abertura ao mercado comercial mundial, deverá promover
um sistema aberto e justo, garantindo a manutenção dos postos de trabalho ou até fazendo-os
aumentar. No entanto, a competitividade europeia depende da construção conjunta de
mecanismos mais eficientes e estratégicos que defendam os interesses e valores comuns
europeus, coordenando e protagonizando os principais fluxos do comércio mundial.

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1. O período da Guerra Fria.
2. Estados Unidos da América e antiga URSS.
3. A Guerra Fria fez crescer a ajudar dos EUA à Europa Ocidental, de forma a restabelecer
o abastecimento de alimentos, de matérias-primas e de bens de equipamento. Por outro lado, a
tensão entre os países da Europa Ocidental e a URSS estimulou o posicionamento dos EUA
como um aliado.
4. O Mercado Comum na Europa dos anos 60 revelou-se de extrema importância na
medida em que impulsionou a economia, favorecida pelo facto de os países da União Europeia
terem deixado de cobrar direitos aduaneiros sobre as trocas comerciais realizadas entre si. Além
disso, contribuiu também para implantar um controlo conjunto da produção alimentar, de forma
a assegurar alimentos suficientes para todos.

5. Uma Europa unida contribui decisivamente para um reforço do seu papel no panorama
internacional. Ao se estimular uma Política de Coesão, direcionando para a mesma a política de
investimento, as regiões e cidades da União Europeia conseguirão a apoiar a criação de
emprego, a competitividade empresarial, o crescimento económico e o desenvolvimento
sustentável e a melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. No panorama internacional, uma
Europa coesa garante um reforço do seu papel no panorama político, financeiro, económico e
social.
6. As organizações governamentais e as organizações não governamentais desempenham
uma importância crescente na aproximação e cooperação entre Estados. Num contexto de
interdependência crescente (económica, financeira, científica, cultural, etc.) a diversidade e a
complexidade de relações estabelecidas entre estados não só realçam o papel de cooperação,
como também o justifica. Estas organizações assumem-se como parte indispensável e
incontornável do funcionamento do sistema mundial de relações entre estados.
7. De acordo com a opinião do aluno.

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1. Equilíbrio geopolítico estável, a afirmação do Japão, a reafirmação da Europa,
emergência de NPI, a “criação” e alargamento da UE e o colapso do Bloco de Leste.

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1. Após 1945, toda a Europa tinha as marcas da destruição de uma guerra dura e
sangrenta, com prejuízos humanos e materiais avassaladores. Neste contexto, assistiu-se a um

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esforço deliberado de cooperação e de política económica que proporcionou uma nova ordem
económica mundial.
2. Um sistema monetário internacional adequado, a implementação de práticas adequadas
em relação ao comércio internacional e a prática de políticas económicas adequadas.
3. Tendo por base o objetivo da manutenção da paz, foram criadas instituições que
promovessem a sua concretização, das quais se destaca a ONU. Para além de promover a paz,
a ONU teve um importante papel na economia, através da ação das suas agências
especializadas e das suas comissões de cooperação económica regional.

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1. A deterioração das relações entre a antiga URSS e os seus antigos aliados, muito porque
os soviéticos não estavam na disposição de abandonar a sua influência na Europa Ocidental, fez
assumir o antagonismo entre as “duas” europas: a Ocidental e a Oriental; consumava-se a rutura
e surgia a Cortina de Ferro.
2. Entre outras, podem ser referenciadas as seguintes razões para antagonismo crescente
entre as duas europas: o antagonismo entre o socialismo e o capitalismo.

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1. De acordo com a pesquisa dos alunos.
2. Os EUA contribuíram para a reconstrução europeia, ao nível do restabelecer do
abastecimento de alimentos, de matérias-primas e de bens de equipamento. Por outro lado, a
tensão entre os países da Europa Ocidental e a URSS estimulou o posicionamento dos EUA
como um aliado.

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1. Economias de mercado: quando os agentes económicos agem de forma livre, com pouca
intervenção do Estado. É, portanto, mercado idealizado, onde todas as ações económicas e
individuais respeitam a transferência de dinheiro, bens e serviços voluntariamente. Economias
de direção central podem ser designadas também por economias planificadas e por economias
centralmente planificadas. É um sistema económico onde a produção é prévia e racionalmente
planeada por especialistas, no qual os meios de produção são propriedade do estado, e a
atividade económica é controlada por uma autoridade central que estabelece metas de
produção.
2. Os EUA e a antiga URSS ao representarem sistemas económicos, sociais e políticos
totalmente antagónicos. Este antagonismo ideológico determinada que cada parceiro teria um
enorme valor geoestratégico, variável pela sua posição geográfica e pelo seu valor em recursos;
este processo determinou todo o período de Guerra Fria.

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1. O Pacto de Varsóvia uniu em aliança militar os países do bloco socialista no pós-
Segunda Guerra Mundial.
2. O Pacto de Varsóvia ao estabelecer o compromisso de ajuda mútua em caso de
agressão armada, afigurou-se como o principal instrumento da hegemonia militar da URSS, em
aposição à OTAN. Nesse sentido, o Pacto de Varsóvia assumiu uma importância geoestratégica
muito relevante no jogo de reequilíbrio de forças.

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1. Após a forte tensão do início da Guerra Fria, com a desenfreada corrida nuclear, os “dois
grandes” temiam-se mutuamente, pelo que se instalou uma falsa trégua, designada de
Coexistência Pacífica.

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1. As negociações SALT 1, SALT 2 e a Conferência de Helsínquia poderão ser
consideradas como marcos importantes no desenvolvimento da Coexistência Pacífica. A política
da Coexistência Pacífica visava eliminar, gradualmente, das relações internacionais, os
elementos que poderiam levar a uma guerra direta. Pretendia-se assim promover a cessação da
corrida aos armamentos e o desarmamento progressivo e controlado.
2. As recomendações da conferência de Helsínquia procuravam dar uma resposta
integrada, ao garantir três conjuntos de recomendações: ao nível dos aspetos político-militares
de segurança, um segundo conjunto relacionado com a cooperação num conjunto de matérias

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que inclui a economia, a ciência, a tecnologia e o ambiente, e, por fim, o terceiro conjunto
relacionado com a cooperação em assuntos humanitários.
3. O Japão tinha sofrido, com a Segunda Guerra Mundial, um elevado nível de destruição.
Devido a este facto, necessitava de um forte apoio que lhe permitisse colocar em marcha um
rápido plano de recuperação. A ajuda americana a este país fez-se sentir e produziu profundas
reformas políticas e económicas, das quais se destacam a democratização do sistema político;
forte redução das forças armadas; implementação de uma reforma agrária e a estímulo ao
desenvolvimento da atividade sindical.

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1. A intensa industrialização e a expansão das multinacionais permitiram incrementar as
economias desses países, tornando-os assim NPI (Novos Países Industrializados). O
denominador comum terá sido a aplicação de uma estratégia industrial com a participação
decisiva do Estado.
2. Os NPI revelam-se essenciais no panorama económico mundial. Estes países
contribuem para a internacionalização do mercado, a circulação de investimentos e o
desenvolvimento industrial. Por outro lado, criam-se novas dinâmicas no comércio externo.

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1. O desaparecimento da divisão do mundo em economias de mercado e as economias de
direção central fez emergir uma nova ordem mundial, deixando de existir a bipolaridade, que
durante quadro décadas, imperou no planeta.
2. Entre outras podem ser referenciadas: globalização dos mercados, uma só
superpotência militar (EUA) e mudanças políticas e económicas nos antigos países socialistas.

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1. De acordo com a pesquisa efetuada pelos alunos.
2. A situação vivida na Ucrânia em 2014 fez ressurgir a conflitualidade vivida aquando da
Guerra Fria na medida em que a tipologia do conflito assemelha-se.
3. Entre outros aspetos pode ser considerada a semelhança entre a carta de Obama a Putin
e o decorrido na Conferência de Yalta (que contou com a presença de Winston Churchill, Franklin
D. Roosevelt e Josef Estaline.

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1. Após a Segunda Guerra Mundial, a Europa estava destruída. Perderam-se muitas vidas
humanas e os prejuízos materiais foram avassaladores, de tal forma que existia uma
necessidade imperiosa de edificar uma “Nova Europa”, capaz de relançar a economia tornando-
a próspera e sustentada, apoiada num clima de paz e segurança internacionais. Neste sentido,
surgiram as organizações internacionais com o objetivo de promover a paz universal e fomentar
o progresso social.
2. Algumas das características das Organizações Internacionais referem-se à sua constituição,
já que são constituídas por Estados (à exceção da OMC), à sua personalidade própria, já que
têm capacidade para celebrar tratados internacionais por meio dos seus representantes, às suas
finalidades, já que as Organizações Internacionais seguem, além dos seus atos constitutivos, o
princípio das competências implícitas que os obriga a seguir as definições de cada um dos
tratados e à sua autonomia, decorrente do reconhecimento da personalidade jurídica de cada
organização.
3. O Acordo de Bretton Woods assumiu-se como um impulsionador do mundo capitalista, já que
ao fomentar o comércio internacional, permitiu que os EUA se afirmassem no contexto mundial,
pois, apesar da Guerra, a sua economia não foi diretamente devastada. O dólar foi estabelecido
como moeda forte do sistema financeiro internacional, assistindo-se à hegemonia norte-
americana.

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1. Recolher as respostas dos alunos.
2. Com um número cada vez mais alargado de estados membros, a ONU conseguirá atingir mais
facilmente os seus principais objetivos – manutenção da paz; estabelecimento de relações
cordiais entre as nações a fim de se alcançar o progresso social e a melhoria da qualidade de
vida e garantia dos direitos humanos.

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1. Continente africano e Península Arábica.
2. As missões de paz localizam-se preferencialmente na região centro-africana onde a
insegurança alimentar, os conflitos e a instabilidade política marcam o cenário local.

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1. A ONU tem um papel de destaque no apoio aos refugiados através do ACNUR – Alto
Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Esta organização tem como função
proteger e assegurar os direitos humanos dos refugiados, podendo prestar apoio médico,
domiciliário e alimentar, entre outros.
2. Embora com uma evolução irregular, desde o ano de 2006 tem-se assistido paulatinamente a
um aumento do número de refugiados e de pedidos de asilo político, no mundo, justificando a
intervenção cada vez mais próxima do ACNUR.

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3. A maioria dos refugiados provém do Afeganistão e da Síria devido à ausência de paz política
e da existência de conflitos armados permanentes, de índole essencialmente religiosa.
4. O elevado número de crianças refugiado explica-se pelo aumento dos conflitos armados no
Afeganistão, Síria, Somália, Sudão, entre outros países que geram ondas de migração forçada
de crianças e jovens que são acolhidos pelo ACNUR.

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1. Recolher as respostas dos alunos.
Podem ser enumerados casos como a Síria, o Afeganistão, a Índia, em que os direitos de
liberdade e de igualdade entre sexos não estão a ser garantidos.

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1. A FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) presta ajuda
alimentar às populações, cumprindo com o objetivo do Desenvolvimento do Milénio “Erradicar a
fome e a pobreza extrema”. A FAO é uma importante organização na garantia das necessidades
básicas alimentares, já que ajuda a tornar a agricultura, silvicultura e a pesca mais produtivas e
sustentáveis, ativando sistemas agrícolas e alimentares inclusivos e eficientes; reduz a pobreza
rural; ajuda a eliminar a fome, a subnutrição e a insegurança alimentar; aumenta a capacidade
de resposta às catástrofes naturais.
2. Nas situações de catástrofe natural, a FAO toma medidas que garantam a subsistência das
populações e uma resposta alimentar imediata, no sentido de evitar o aumento das situações de
carência alimentar e subnutrição.

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1. A emergência das organizações de carácter regional explica-se pela crescente globalização e
pela necessidade de estabelecer acordos regionais que consolidem a expressão e
representatividade de cada uma das regiões, permitindo-as responder de forma mais ajustadas
às exigências do mundo cada vez mais globalizado.

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1. Recolher as respostas dos alunos. Podem ser enumerados os seguintes benefícios:
‒ promovem a cooperação, integração política e /ou económica;
‒ fomentam o diálogo entre estados e/ou entidades dentro do mesmo espaço geopolítico;
‒ cooperam com a ONU e outras organizações internacionais no cumprimento de interesses
comuns;
‒ promovem a cooperação económica, estabelecendo relações comerciais profícuas entre os
estados que as compõem;
‒ promovem o desenvolvimento cultural e a estabilidade regional;
‒ etc.
2. Enquanto a liberalização do comércio apenas tem em conta uma dimensão de
desenvolvimento económico, já que promove o comércio junto das instâncias de decisão política
e comercial, tornando-o mais eficiente; a integração económica, para além da aceleração do
crescimento económico que pode basear-se nas trocas e relações comerciais, tem em conta o
progresso social, o desenvolvimento cultural, a paz e a estabilidade regional, apresentando,
desta forma, um objetivo muito mais abrangente e integral.

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1. A ascensão do comércio entre os países do Sul está relacionada com o avanço do
desenvolvimento humano na maioria dos países em desenvolvimento. Estes avanços são em
grande parte atribuídos ao investimento contínuo em educação, saúde e programas sociais, bem
como a um relacionamento mais aberto com um mundo cada vez mais interligado.
2. A OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a OSCE (Organização para a
Segurança e Cooperação na Europa) são organizações complementares, embora a OSCE, com
uma adesão mais abrangente de 55 Estados. Ambas têm como objetivo garantir a segurança e
liberdade e a paz entre todos os Estados-membros.

Página 72
1. A OTAN tem vindo a registar sucessivos alargamentos, o que tem sido encarado como algo
positivo, já que para ser a maior aliança de segurança e proteger os interesses de defesa dos
seus membros, deve continuar a evoluir, e essa evolução passa obrigatoriamente pelo
alargamento. Os últimos países a aderir à organização localizam-se no leste da Europa, sendo
a Albânia e a Croácia os últimos responsáveis pelo alargamento.
2. A existência de uma organização regional de carácter militar explica-se pela intensificação de
alguns conflitos armados e do terrorismo, obrigando as regiões a tomar atitudes concertadas e
que visem responder às ameaças e salvaguardando a integridade e segurança regionais.

Página 73
1. O domínio de intervenção da União Africana é militar.
2. A cooperação entre as Nações Unidas e a União Africana explica-se pela necessidade de
alcançar os objetivos comuns que são de assegurar a paz e a segurança, promover a governação
democrática, zelar pelo respeito dos direitos humanos, valorizar o Estado de Direito, manter a
proteção de civis e responsabilizar os autores de crimes de guerra e crimes contra a
Humanidade.

Página 75
1. As ONG têm aumentado pois a participação e a intervenção do cidadão na discussão de
problemas da sociedade é maior, o que tem desencadeado a criação de novas organizações de
diferentes categorias.
2. A CARE combate a pobreza no mundo e ao fazê-lo está a promover a igualdade de género,
já que a maioria dos pobres no mundo são mulheres e crianças do sexo feminino. Assim, ao
promover ações de combate à pobreza, vai intervindo sobre a igualdade de género já que
promove a educação e instrução das mulheres, objetivo considerado por muitos como a solução
para alcançar o desenvolvimento das nações mais pobres.

Página 76
1. A Greenpeace é uma ONG bastante importante que visa a proteção e a sustentabilidade do
meio ambiente. A sua importância tem sido crescente pois a delapidação dos recursos e a
crescente ameaça aos diversos ecossistemas tem assumido contornos cada vez mais graves,
exigindo apelos cada vez mais visíveis.
2. Recolher as respostas dos alunos.
3. Recolher as respostas dos alunos.
Sugestão de resposta: As ações da Greenpeace são geralmente noticiadas já que ocorrem ou
se manifestam em eventos internacionais, de grande visibilidade, que podem pôr em causa o
normal desenrolar dos acontecimentos ou alertar para assuntos que não eram do conhecimento
da sociedade civil e que podem pôr em causa os interesses económicos dos países interessados.
Na final da Liga dos Campeões, em 2014, no Estádio da Luz, dez ativistas pretendiam exibir uma
faixa de protesto por causa da empresa GAZPROM, patrocinador deste evento desportivo, e que
tem feito explorações petrolíferas no Ártico, o que significa que as alterações climáticas estariam,
segundo a ONG, a ser aproveitadas como oportunidades e não como ameaças.

Página 77 – “Outra visão”


1. A perda de uma geração na Síria tem, primeiramente, implicações de ordem demográfica a
que se associam problemas de natureza económica e social. A perda de jovens e crianças
promove o envelhecimento demográfico e a estagnação económica e social, já que os jovens

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são considerados o motor da economia e o futuro do país. Um país sem jovens é um país sem
futuro, sem horizontes, sem perspetiva de crescimento e desenvolvimento.
2. No território sírio impõem-se intervenções ao nível da proteção das crianças e jovens, no que
se refere à saúde, à educação e à garantia dos direitos das crianças, cuja ação pode ser
desenvolvida pela UNICEF; intervenções nos campos de refugiados, da responsabilidade da
ACNUR, no sentido de tentar garantir um abrigo, alimentação e cuidados de saúde necessários
à população refugiada; a Mercy Corps, agência de ajuda humanitária dos EUA, intervém na ajuda
aos governos para a gestão dos fundos financeiros e aplicação dos recursos em áreas essenciais
do desenvolvimento que podem passar pela construção de infraestruturas públicas, como
escolas, hospitais, rede de abastecimento público de água, rede de esgotos; a Save the Children
e a World Vision International visam criar as condições necessárias para o desenvolvimento das
crianças, mantendo-as sempre que possível no ambiente familiar e no país de origem, instruindo-
as e formando-as para que constituam, mais tarde, um potencial de mão de obra promissor para
o futuro do país.
3. Recolher as respostas dos alunos.
4. O papel destas organizações é muito importante pois além de ajudar a reagir ao conflito
armado, numa perspetiva reativa, tomam medidas que visam dotar as populações de
infraestruturas e conhecimentos que lhes permitam ganhar autonomia e assumir o processo de
liderança na reconstrução do país, salvaguardando também assim, uma atitude de prevenção e
educação para o futuro.

Página 80
1. A globalização contribui para o aumento da conflitualidade mundial já que a instantaneidade
da informação que permite a divulgação de ideais religiosos, por vezes, extremistas, de notícias,
de informações sobre o desenvolvimento científico e tecnológico; a circulação maciça da
população e a intensificação dos circuitos comerciais dificultou a segurança mundial, fazendo
ressurgir atos de terrorismo, aumentar o risco de proliferação de armas de destruição maciça e
aumentar as situações de nacionalismo exacerbado.
2. Proposta de solução: Figura 1 – Nacionalismo, pois a criança palestiniana traz consigo o véu
palestino, um dos símbolos da cultura da Palestina; Figuras 2 – nacionalismo – dada a referência
aos ativistas pró-russos; Figuras 3, 4 e 5 – Terrorismo e fundamentalismo, dado que os dois
conceitos se relacionam, sendo o terrorismo uma expressão do fundamentalismo e estando
retratadas situações de destruição de habitações e de atentados à bomba. Na figura 3, a imagem
alude a um campo de refugiados pelo que se depreende que a situação de conflito já gerou vagas
de migração forçada.

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1. O conflito entre a Rússia e a Crimeia já provocou mortes, destruição de habitações e
infraestruturas públicas, entre elas, estradas e hospitais; assistiu-se a uma migração forçada das
populações da região da Crimeia para lugares mais seguros, a maioria das lojas foi encerrada
em algumas das cidades da Península da Crimeia, desencadeando o desemprego e o agudizar
da tensão social, pautada por pilhagens e furtos das lojas que estavam encerradas. Esta
situação, politicamente, também já teve algum reflexo também para a Rússia, incluída no grupo
dos G8, pois alguns dos membros recusaram participar na reunião, pela presença do
representante russo. De igual forma, outras sanções comerciais foram tomadas o que conferiu
também algum prejuízo russo.
2. O acontecimento que despoletou o conflito foi o facto de o presidente do governo ucraniano,
numa revolução em fevereiro de 2014, desencadeada pela recusa do governo ucraniano em
assinar um acordo de associação com a União Europeia, ter sido deposto do governo, o que
aumentou a conflitualidade entre os russos e os ucranianos, já que a situação de instabilidade
política, económica e social reacendeu os interesses dos russos na anexação do território da
Crimeia.
3. Recolher as respostas dos alunos.
4. O conflito gerou uma agudização das rivalidades étnicas mas veio servir os interesses da
Rússia, já que a península da Crimeia fica num importante ponto estratégico de ligação entre as
reservas de petróleo e gás do Azerbeijão e da Arménia aos portos europeus e a Moscovo. A
situação de tensão na Crimeia espalhou-se igualmente pelo território ucraniano e ainda existem
milícias espalhadas pelo território ucraniano que lançam o medo e o terror nas populações,
funcionando esta instabilidade como travão ao crescimento económico e ao desenvolvimento da
Ucrânia.

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Página 84
1. As principais semelhanças entre o nacionalismo basco e irlandês são:
‒ a luta pela independência – os nacionalistas bascos desejam a autodeterminação do País
Basco; os nacionalistas irlandeses conseguiram desvincular-se do território inglês;
‒ a existência de um cunho religioso no conflito – para os bascos, a religião era uma das
principais bases da sociedade, já que os bascos deviam viver a vida voltados para Deus e para
a vida no campo; para o conflito na Irlanda, as querelas entre católicos e protestantes veio acirrar
as tensões;
‒ a localização geográfica destes conflitos na Europa;
‒ existência de dois grupos separatistas – a ETA, em Espanha, e, o IRA, na Irlanda, cuja
deposição de armas já foi, entretanto, conseguida.
As principais diferenças referem-se à violência dos principais grupos terroristas – a ETA fez um
maior número de vítimas mortais do que o IRA.

Página 87
1. O terrorismo é uma prática de terror e de violência premeditada sobre alvos civis que pode ter
diferentes motivações, cujas principais são as seguintes:
– política – a luta pela independência do Estado ou contras as regras estabelecidas;
– étnica – baseada em conceitos pejorativos sobre uma raça/etnia;
– religiosa – baseada na crença de que a religião professada possui a razão e a verdade
absoluta.
2. A necessidade dessa distinção prende-se com o facto de o fundamentalismo religioso estar
associado normalmente à religião islâmica, o que pode aumentar os confrontos e ataques a
populações que professam o islamismo. O islamismo é uma religião como qualquer outra.
Contudo, existem grupos extremistas que, sob interpretações erradas das profecias islâmicas,
provocam o terror e espalham a violência, desejando controlar politicamente os estados.

Página 89
1. Recolher as respostas dos alunos.
Proposta de resposta: A partir do 11 de setembro, a comunidade internacional percebeu que a
segurança mundial dependia de intervenções mais incisivas sobre os principais grupos
terroristas e que teria de começar a agir, numa perspetiva mais preventiva do que reativa. Essa
preocupação está patente no documento 3, em que se assume que a aniquilação destas
organizações deveria ser feita no país de origem, justificando as intervenções militares que
entretanto ocorreram no Afeganistão e Iraque.
2. Os ataques terroristas do 11 de setembro impulsionaram a intervenção dos EUA sobre o médio
oriente, sob a justificação de estar a responder às ameaças do terrorismo. Embora, de facto, esta
situação tenha ocorrido, as intervenções levadas a cabo nomeadamente nos países do Golfo
Pérsico, tiveram em conta os interesses económicos do petróleo e do gás natural.
3. Recolher as respostas dos alunos.

Página 98 – “Outra visão”


1. A educação/instrução é uma das chaves para a diminuição das conflitualidades mundiais já
que se considera que a mulher com um maior grau de formação e instrução poderia ter um papel
mais interventivo na sociedade, assumindo diferentes papéis. No mundo em desenvolvimento, a
mulher ainda tem, larga escala, um papel pouco prestigiante, estando as grandes decisões nas
mãos de uma pequena classe dirigente e masculina. Considera-se que, sobretudo, os conflitos
em África poderiam ser travados pela instrução feminina, já que a educação proporciona uma
voz, incentiva a participação política e aumenta as oportunidades de trabalho, originando uma
sociedade mais equitativa e justa, mais capaz de responder aos desafios do mundo globalizado.

Página 103
Motivação ao tema
1. A nível internacional os fluxos de pessoas são cada vez mais intensos. Podemos apontar
várias razões justificativas: migrações relacionadas com o trabalho, fluxos relacionados com o
lazer, fluxos indesejados relacionados com guerras, terrorismos ou catástrofes naturais.
2. As tecnologias de informação e comunicação permitem fazer compras eletrónicas (produtos,
viagens e prestação de serviços). A troca de informação instantânea permitem um grande volume

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de fluxos financeiros e/ou de informações de diversa natureza. As tecnologias de informação e


comunicação aceleraram e reforçaram os fluxos a nível global.
3. Podem referir-se, entre outras, as seguintes razões:
‒ melhoria dos transportes e das telecomunicações;
‒ divulgação de diferentes destinos turísticos;
‒ promoção das atividades de lazer;
‒ melhoria das condições de vida das populações, particularmente nos países mais ricos.
4. Os transportes, em particular o transporte marítimo tornou-se mais rápido e com maior
capacidade de carga o que se traduziu na redução dos custos por unidade de distância. Neste
contexto os portos internacionais tornaram-se nos "nós" fundamentais de uma rede global de
fluxos comerciais. O transporte marítimo é cada vez mais utilizado nas importações/exportações
de produtos de diversa natureza.
5. A figura 5 aponta para constrangimentos na utilização das tecnologias da informação e
comunicação (TIC): dificuldades em aceder à Internet, bloqueios técnicos, anomalias técnicas,
dificuldade em localizar ou ligar-se a uma rede, a intensidade do sinal Wi-Fi inesperada ou a
desligar, incapacidade de acesso à Internet, etc.
Comentário ao documento 1
A China e os EUA tornaram-se nos grandes dinamizadores da economia mundial: os ditos
"chimericanos" de oeste alimentam as exportações da China. Esta usou parte do dinheiro ganho
para financiar o défice dos EUA. Vive-se uma fase da globalização em que os fluxos de capitais
do mundo oriental se dirigem para o mundo ocidental.

Página 104
1.1 a) A maioria dos migrantes qualificados é oriunda da China, dos países da Europa ocidental,
da Coreia do sul e da Austrália;
b) A grande maioria dos migrantes pouco qualificados dirige-se para a Austrália, para o
Japão, para os EUA, para a África do Sul, para alguns países da Europa e para os Estados do
Golfo Pérsico.

Página 105
Mundo:
2013 – valor total = 231,5; 231,5 - 154,2 = 77,3
1990 – valor total = 154,2; % de aumento migrantes, por região, entre
1990 e 2013
Aplicar a regra de proporção: 77,3 -------- 100%
40,0%
Cálculo do diferencial (2013-1990) para cada região
Diferencial Cálculo 30,0%
Regiões
2013-1990 percentual 20,0%
Regiões desenvolvidas 53,3 69% 10,0%
Regiões em
24 31% 0,0%
desenvolvimento África Ásia Europa América América Oceânia
África 3 3,9 Latina e do Norte
Ásia 20,9 27% Caraíbas

Europa 23,4 30,3%


América Latina e Caraíbas 1,4 1,9%
América do Norte 25,3 32,7%
Oceânia 3,2 4,2%

Página 107
1.1 A pessoa escolhida terá de ser jovem (32 anos ou menos), ser licenciado e ter domínio da
língua inglesa.
2. As áreas de origem das migrações situam-se, preferencialmente na América Central e do Sul
(especialmente no Brasil), África subsariana e "Corno" de África, China, Myanmar [Birmânia],
Índia, Bangladesh, Filipinas, Sri Lanka, Afeganistão, Paquistão e médio oriente. Por outro lado,
os EUA e o Canadá, a maior parte dos países da Europa ocidental, os Estados do Golfo, a África
do Sul e a Austrália são alvo de migrações ilegais. De salientar que determinadas áreas se
tornaram "corredores de passagem": o México para as migrações da América central; o norte de
África e o Mediterrâneo para as migrações da África subsariana, a Turquia para a passagem de
migrantes oriundos do médio oriente, Afeganistão, Paquistão, Irão e Índia.

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3.1 A América do Norte, as Caraíbas, os países mediterrânicos da Europa, África oriental, médio
oriente, Golfo de Bengala e no Pacífico sul.
3.2 Estas migrações poderão ter múltiplas causas das quais se apontam as seguintes:
‒ causas económicas (falta de emprego, baixos salários, falta de projetos de desenvolvimento,
etc.);
‒ causas sociais (falta de infraestruturas de saúde, de educação, etc., a pobreza, a miséria
extrema, etc.);
‒ causas político-religiosas (regimes ditatoriais que exercem perseguição, ação incontrolada do
terrorismo ou do fundamentalismo religioso etc.);
‒ causas demográficas (grande percentagem de população jovem sem qualquer formação e a
viver em condições precárias, etc.);
‒ causas ambientais (a existência de secas prolongadas, a passagem de ciclones tropicais
devastadores, as cheias imprevistas, etc., que agravam as condições de vida, já de si muito
precárias).

Página 108
1. Figura 12 – O número de refugiados, a partir de 2007 estabilizou, registando-se um ligeiro
aumento nos últimos anos; o número de pessoas deslocadas internamente aumentou de forma
bastante sensível, a partir de 2006;
Figura 13 – O Afeganistão, a Síria, a Somália e o Sudão são os países que originaram maior
número de refugiados;
Figura 14 – O Paquistão, o Irão, a Jordânia e o Líbano são os países que mais refugiados
acolheram.

Página 110
1. Podem apontar-se, entre muitas outras, as seguintes razões:
– questões económicas (baixos salários);
– procura de melhores condições de vida (saúde, habitação, educação, etc.);
– atração por países que oferecem mais e melhor emprego, melhores remunerações e regalias
sociais;
– causas políticas e religiosas;
– melhoria dos transportes e das telecomunicações que vieram facilitar as migrações no mundo
atual.
2. Os países que apresentam uma estrutura etária onde predominam as populações jovens são
os que mais alimentam as migrações internacionais. Normalmente, estas estruturas etárias são
características de países em desenvolvimento que não garantem nem emprego nem qualificação
dos seus jovens.

Página 111
1. Muitas das migrações são concretizadas por influências culturais. O conhecimento dos
lugares, das possibilidades de emprego dos estilos de vida ou as oportunidades de trabalho são
divulgadas pelas tecnologias de informação e comunicação. Por outro lado, os familiares e/ou
compatriotas emigrados preparam a chegada dos migrantes simplificando a procura de casa e
tratando dos aspetos burocráticos.

Página 112
1.1 Incluem-se as mulheres, os migrantes em situação irregular e os povos indígenas.
2. Muitos dos trabalhadores são vítimas de empregadores ou agentes sem escrúpulos, podem
ser vítimas de tráfico sexual ou trabalho forçado na agricultura, na construção civil ou na indústria
transformadora.
3. As estratégias apontadas são as seguintes:
Documento 8 – A Grécia optou pela construção de uma barreira que impedisse a passagem de
imigrantes ilegais oriundos da Turquia.
Documento 9 – A Europa reforçou o sistema de vigilância de fronteiras, designado de
EUROSUR.
4. Nenhuma estratégia pode resultar quando aplicada de modo isolado. O facto de um país tomar
uma determinada medida não resolve o problema no seu todo. São necessárias estratégias
concertadas que visem a resolução efetiva do problema da imigração ilegal. A cooperação e a
solidariedade são componentes essenciais desta estratégia.

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Página 114
1.1 O turismo mundial apresenta uma trajetória de crescimento contínuo.
1.2 Poder-se-á classificar de crescimento acelerado.
1.3 Podem referir-se, entre outros os seguintes fatores:
– oferta de transportes a preços cada vez mais acessíveis (por exemplo, viagens low-cost);
– forte desenvolvimento de infraestruturas de apoio ao turismo (hotelaria...);
– progressos nos transportes e comunicações;
– divulgação e internacionalização de muitos destinos turísticos; etc.

Página 115
1. Podem referir-se, entre outras, as seguintes conclusões:
– os destinos mais procurados são a Europa e a Ásia Pacífico;
– a Europa e Ásia Pacífico representam 75% dos destinos turísticos;
– o terceiro destino mais procurado é a América.
2. Pesquisa a realizar por cada aluno.

Página 116
1.1 As receitas foram negativas nos seguintes períodos:
– 2000/2001;
– 2002/203;
– 2008/2009.
1.2 As razões que justificam as receitas negativas, no período de 2000/2001 foi o ataque
terrorista às Torres Gémeas, com reflexos no turismo mundial; no período de 2002/2003 a queda
de receitas ficou a dever-se à crise económica e no período de 2008/2009 a queda de receitas
ficou a dever-se à grande recessão económica internacional (iniciada nos EUA e com
consequências na economia mundial)
1.3 Ao nível das receitas do turismo tem-se registado, ao longo dos anos, uma ligeira diminuição.

Página 117
1. a) Os cinco países com maior volume de chegadas foram: França, EUA, China, Espanha e
Itália;
b) Os cinco países com maior variação percentual no número de chegadas foram: Reino
Unido, Turquia, China, França e Itália;
c) Os cinco países com maior volume de receitas foram: EUA, Espanha, França, China e Itália
d) Os cinco países que registaram maior variação percentual no total de receitas foram: A
Rússia (receita em queda mas com variação positiva); a Itália (receita em queda mas com
variação positiva); a França (receita em queda mas com variação positiva); os EUA (uma forte
queda, passado de valores positivos para valores negativos); a Alemanha (receita em queda com
variação negativa
De salientar que, quer no volume de chegadas de turistas, quer no volume de receitas dominam
os países europeus.

Página 118
1.1 O turismo sustentável terá que atender aos aspetos económicos, sociais e ambientais numa
perspetiva de equilíbrio e harmonia. O Linx Park de Penamacor é um bom exemplo desta
situação: preserva património natural, salvaguarda património edificado, etnográfico e cultural,
numa visão integrada e sustentável.
1.2 Resposta variável de acordo com as pesquisas dos alunos.

Página 119
1.1 A facilitação do comércio deve constituir uma meta fácil de alcançar, sem burocracia e
reforçando ligações comerciais de forma que os países mais pobres possam estabelecer
relações comerciais com os países mais ricos. É necessário garantir condições que permitam o
desenvolvimento dos países mais pobres.
1.2 Podem referir-se as seguintes medidas:
– reduzir os custos das transações;
– colocar os produtos dos pequenos comerciantes no mercado global;
– melhorar a transparência e a boa governação eliminando favoritismos ou jogos de elites.

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1.3 Este acordo é muito importante para os países africanos dado que a maioria destes países
não tem acesso ao mar. São, portanto, países interiores onde o custo do transporte
transfronteiriço aumenta os custos, reduz a produtividade e criam obstáculos ao comércio
regional.

Página 120
1.1 Podem referir-se, entre outras conclusões, as seguintes:
– a plena interação comercial da Ásia com os EUA e a Europa;
– um reforço da interação comercial da América do Sul com a América do Norte;
– um certo isolamento da África subsariana em termos de fluxos comerciais;
– uma importância comercial crescente da designada "Europa emergente";
– a crescente importância da China.
1.2 Verificou-se um superavit comercial entre o médio oriente e a China, entre a Europa
emergente e a UE e entre a China e a UE.

Página 121
1. a) A China passou de 1% para 11%; o México de 1% para 2%; Taiwan de 1% para 2%; a Índia
de 1% para 2%; Singapura de 1% para 2%. A Coreia do Sul sem significado nas exportações em
1980 representava em 2011 cerca de 3% do comércio mundial
b) Foi a China.
c) A UE passou de 37% para 30%
d) As economias emergentes reforçaram o seu contributo na exportação de mercadorias a
nível mundial, sendo de realçar países como o México, Índia, Taiwan, Singapura, Brasil,
Tailândia, Malásia, etc.

Página 122
1.1 a) Verificou-se uma ligeira diminuição na percentagem de exportações entre os países do
"norte";
b) Registou-se um ligeiro aumento nas exportações entre os países do "sul".
1.2 Em termos globais verificou-se: uma menor contribuição dos produtos agrícolas no comércio
global e um aumento, quase contínuo, das exportações de produtos manufaturados.

Página 123
1. Podem referir-se, entre outras, as seguintes conclusões:
– a exportação de produtos manufaturados e os combustíveis e mineração traduzem o maior
volume comercial a nível mundial;
– a exportação de produtos agrícolas, embora tenha aumentado, ocupa a menor fatia do
comércio mundial;
– na América do Norte, na Europa e na Ásia as exportações são dominadas pelo comércio de
produtos manufaturados.

Página 124
1.1 Em 2011 dominavam os serviços de técnicas de vendas, os serviços comerciais, as viagens
e outros serviços comerciais. Em 2013 registou-se uma diminuição no comércio de serviços a
nível global.
1.2 A crise económica mundial em que se encontram muitos países, particularmente da Europa,
tem conduzido a um estrangulamento económico e financeiro que se repercute numa diminuição
de prestação de serviços comerciais.
1.3 A maior variação positiva foi registada nos seguros, nos serviços relacionados com os
computadores e serviços de informação, os serviços de comunicação, os serviços de negócios,
os serviços comerciais, os serviços relacionados com a cultura e recreação.

Página 126
1. a) Os maiores importadores de serviços foram a CEI, a América Central e do Sul e a Europa;
b) Os maiores exportadores de serviços foram a CEI, a Ásia, o médio oriente, a Europa e a
América do Norte;
c) O saldo da balança de serviços é francamente positivo na Europa e nos EUA, sendo
negativo nas restantes regiões do mundo, sendo de destacar o médio oriente e a África.

Página 129

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1.1 Os valores mais altos de penetração da internet registam-se na América do Norte e na Europa
ocidental. A Oceânia, a Europa central e oriental encontram-se no patamar seguinte. A Ásia do
sul, a África, o sudeste asiático e a América Central registaram os valores mais baixos.
1.2 De um modo geral pode afirmar-se que os países menos desenvolvidos registaram uma
menor taxa de penetração da Internet, em relação à população total. As taxas mais elevadas de
penetração da Internet nos países desenvolvidos devem-se à elevada utilização das tecnologias
de informação na educação, na saúde, na administração pública, etc. Cumulativamente, a
elevação do nível de vida contribui para maiores taxas de penetração da Internet.
2. Tendo por base a figura 35 podem referir-se algumas das seguintes conclusões:
– forte aumento do número total de assinaturas de telemóvel;
– o uso individual da Internet e o número de habitações com acesso à Internet tem vindo a
aumentar;
– será de assinalar, a partir de 2009, um aumento considerável de assinantes da rede de banda
larga móvel;
– saliente-se ainda, a partir de 2008, a redução significativa das assinaturas da rede fixa de
telefone.

Página 130
1. Podem referir-se, entre outras as seguintes conclusões:
– um aumento vertiginoso da taxa de penetração de assinaturas de banda larga móvel, nos
países desenvolvidos;
– a taxa de penetração de assinaturas de banda larga móvel, nos países em desenvolvimento,
tem vindo a crescer, sendo no entanto, o seu crescimento inferior às médias mundiais;
– os países em desenvolvimento, no período considerado (2007-2013) têm apresentado um
crescimento acima quer da média mundial, quer da média dos países desenvolvidos;
– ao longo dos anos tem-se verificado um crescimento anual que, de certa forma traduz uma
desaceleração.

Página 132
1.1 Os países menos conectados do mundo localizam-se na África subsariana, na Ásia do sul e
do sueste.
1.2 O acesso às tecnologias de informação e comunicação assume-se, não só como uma
garantia de superação da desigualdade, como também numa "rampa" de lançamento dos países
para o desenvolvimento. As tecnologias de informação e comunicação permitem ativar negócios,
aceder a plataformas de ajuda, divulgar produtos, localidades e atividades culturais, permitem a
realização do teletrabalho, etc.
2.1 Podem referir-se, entre outras, vantagens tais como:
– reduz ou anula mesmo o tempo de deslocação para o trabalho;
– aumenta o número de horas dedicadas ao trabalho;
– liberta mais tempo para estar com a família, etc.
Como inconvenientes podem apontar-se, entre outros, os seguintes:
– perder-se a noção de equipa de trabalho;
– promove um estilo de vida mais sedentário;
– perde-se a noção de relação com colegas de trabalho, etc.
2.2 O comércio eletrónico, em 2014, foi liderado pela região da Ásia-Pacífico. Esta liderança
poderá resultar dos grandes quantitativos populacionais que vivem nesta área do mundo (o que
origina um grande número de utilizadores) e de uma maior propensão para a inovação e/ou
utilização de tecnologias de informação e comunicação.

Página 134
1.1 A leitura dos documentos permite constatar a dicotomia (positiva e/ou negativa) na utilização
das TIC. Assim, como aspetos positivos (novas oportunidades) podem apontar-se, entre outros
os seguintes:
‒ contactar com pessoas a longas distâncias sem deslocação física;
‒ melhora a competitividade;
– a híper-conectividade tem conduzido a uma redefinição das relações entre indivíduos,
consumidores e empresas, cidadãos e Estado;
– os aplicativos digitais oferecem um potencial inédito para o desenvolvimento económico, social,
educativo e político, etc.

António Lopes / Marco Carvalho / Mariana Pinto Fernandes


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Como aspetos negativos (novas ameaças) podem referir-se, entre outros, os seguintes:
– ataques informáticos (cibercrime) que podem causar danos avultados;
– os aspetos negativos poderão ser muito potenciados pelas TIC dado o elevado número de
internautas em todo o mundo (veja-se o caso do Estado islâmico, a Al-Qaeda e outros grupos
terroristas que recorrem à internet para exercerem a sua influência negativa.

Página 135
1. Podem referir-se, entre outros, os seguintes: Londres, Zurique, Boston, Nova Iorque, Kuala
Lumpur, Hong-Kong, Xangai, Tóquio, etc.
2. As novas tecnologias de informação e comunicação permitem a deslocação de capitais de
forma instantânea por todo o mundo. Este facto permite a liberalização financeira e contribui para
o triunfo da economia virtual: os centros financeiros, geograficamente distantes, negoceiam entre
si de forma instantânea.

Página 137
1.1 Serão os países das economias mais desenvolvidas.
1.2 a) São os EUA;
b) É a China.
1.3 As economias em desenvolvimento e de transição ocupam já um papel muito importante
como recetores de IDE

Página 140
1.1 a) Os EUA;
b) São as indústrias relacionadas com as tecnologias, a área financeira e dos combustíveis.
1.2 As ETN fomentam a internacionalização da economia e assumem-se como "atores globais"
dos processos de produção e dos mercados, contribuindo dessa forma para o extraordinário
aumento dos fluxos financeiros à escala planetária.

Página 142
1.1 A legislação offshore permite a ocultação da proveniência dos fundos (que podem ter origem
no tráfico de droga, na contrafação, no tráfico de seres humanos, etc.). Neste contexto, os
offshores potenciam a face mais negativa da globalização.
1.2 O mercado global de ações liderado pelos países desenvolvidos (EUA, Japão, Reino Unido,
França, Alemanha, Suíça e Austrália). Contudo os designados países emergentes vão ocupando
um papel importante no mercado global de ações (China, Coreia do Sul, Taiwan, Brasil, Índia,
Rússia, etc.).

Página 143 (Outra visão)


1.1 a) Os países norte-americanos e uma grande parte dos países europeus, a Austrália e o
Japão apresentam o maior número de internautas.
b) No que concerne aos países do "sul" destacam-se o Brasil, a Argentina, a África do Sul, a
China e a Índia, pois apresentam já um valor considerável de internautas.
1.2 Nos países desenvolvidos, em consequência da utilização maciça das tecnologias de
informação e comunicação, o uso da Internet não só se vulgarizou como se tornou num grande
instrumento de desenvolvimento e de globalização (na cultura, no comércio, na educação, nas
relações pessoais, no lazer, no mercado de capitais, nos fluxos de informação, etc.). Na África
subsariana, na América do Sul, no sul e sueste asiáticos o domínio da Internet é ainda reduzido,
em consequência do fraco desenvolvimento económico e social que se traduz ainda por grandes
desigualdades socioeconómicas.
2.1 A análise da figura 48 (conetividade por linha aérea) permite concluir que:
a) os fluxos turísticos são potenciados pela maior conetividade por linha aérea: o conhecimento
de novos destinos, a possibilidade de utilização de voos low-cost, o fácil acesso a aspetos
culturais específicos (património, pessoas e lugares), a rapidez de deslocação, etc.;
b) os fluxos comerciais são, sem qualquer dúvida, potenciados pela maior conetividade por linha
aérea: divulgação de produtos e serviço, desenvolvimento empresarial, criação de novos
empregos (programação, consultoria eletrónica, plataformas digitais, aumento da capacidade de
carga e diminuição global dos custos etc.);
c) os fluxos migratórios são muito potenciados pela maior conetividade aérea: deslocações mais
rápidas e para locais mais diversos a custos mais baixos, resposta mais rápida a pedidos de
ajuda internacional para refugiados e/ou deslocados internamente, etc.

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2.2 A conetividade de África por linha aérea é muito reduzida em consequência de vários fatores
tais como fraco desenvolvimento económico, falta de segurança nos voos e nos aeroportos,
viagens a custos elevados dada a menor frequência destes fluxos etc.
3.1 Perante esta realidade, a União Europeia insiste em encarar o problema das migrações numa
lógica securitária, como se de uma ameaça de invasão se tratasse. No entanto, há que
reequacionar a questão a dois níveis:
1.º – numa lógica de responsabilidade histórica dos países europeus (ex‑colonizadores dos
países de origem destes migrantes e refugiados);
2.º – compromissos atuais com políticas económicas neoliberais.
O problema é politicamente complexo e revelador de um dilema existencial para o continente
berço da democracia, dos direitos humanos e dos valores iluministas de igualdade, liberdade e
fraternidade:
– por um lado, traduz uma contradição fundamental entre a cultura de justiça da Europa e o
pragmatismo diário de violação dos direitos humanos destes migrantes sem autorização de
entrada;
– por outro lado, revela um paradoxo histórico representado pelo Mediterrâneo, mare nostrum,
agora transformado em cemitério. Após a tragédia de Lampedusa que, em 3 e 11 de outubro de
2013, se saldou na morte por naufrágio de mais de 600 migrantes, um conjunto de organizações
da sociedade civil iniciou um processo de constituição de uma alternativa às atuais políticas
migratórias de visão mais securitária. Essa dinâmica plasmou-se num documento – A Carta de
Lampedusa –, apresentado em fevereiro de 2014, no qual se defende: fim do mecanismo de
vigilância, acionado pela agência europeia Frontex; liberdade total de circulação; fim das
fronteiras; regularização de todos os migrantes e o seu acesso aos direitos sociais, culturais,
económicos e políticos.
Fonte: Carlos Nolasco, Elsa Lechner e Joana Sousa Ribeiro – «Reflexos invertidos: As
migrações clandestinas no filme de ficção e documentário», Revista Crítica de Ciências Sociais
[Online], 105|2014, colocado online no dia 3 dezembro 2014, criado a 17 abril 2015. URL:
http://rccs.revues.org/581
3.2 a) Nas áreas de partida podem apontar-se, entre outras, as seguintes consequências:
diminuição de população jovem e, por consequência diminuição da população ativa, da taxa de
natalidade, etc. O progressivo envelhecimento pode ser também uma das possíveis
consequências, etc.
b) Nas áreas de chegada podem referir-se consequências, tais como: rejuvenescimento
populacional, aumento da taxa de atividade, aumento de tensões, aumento do desemprego, etc.
3.3 Verifica-se uma contradição entre a cultura de justiça da Europa e a permanente violação
dos direitos humanos dos migrantes sem autorização de entrada
A Europa vive o "paradoxo liberal": por um lado a denominada lógica económica do liberalismo
que apela à abertura de mercados de trabalho global, por outro regista-se o encerramento das
fronteiras para os trabalhadores migrantes.

Página 146
1.1 A taxa de urbanização, a nível mundial, tem vindo a aumentar de forma constante.
1.2 A urbanização crescente resulta, entre outros fatores, dos seguintes:
‒ existência de, pressupostamente, melhores condições de vida;
‒ possibilidade de emprego e melhor rede de transportes;
‒ atração exercida pelo "estilo de vida" urbano;
‒ maior concentração de empresas, de comércio e serviços que geram fluxos e ocupam
periferias, etc.

Página 147
1.1 O espaço está organizado em "arquipélagos" onde os grandes polos económicos
(normalmente constituídos por cidades globais) dinamizam uma teia de fluxos (de pessoas, bens,
serviços, inovações, etc.), deixando de lado a tradicional relação campo-cidade.
1.2 Entre os grandes conjuntos urbanos, que assumem um protagonismo interno e internacional,
existe uma grande intensidade de fluxos. A globalização é o motor dos fluxos mundiais diversos
e ao mesmo tempo muito especializados (comércio de bens manufaturados, mercados
financeiros (capital), centros de inovação, centros de comunicação), etc.

Página 148
1.1 As cidades globais apresentam um forte dinamismo e potencial económico:

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– são centros de produção de inovações;


‒ são centros de comando da economia mundial;
– são locais chave para finanças e serviços especializados;
– representam mercados de bens e inovações.
1.2 Podem referir-se as seguintes: – a economia global é um sistema que precisa de uma gestão
especializada concentrada nas cidades;
– os movimentos de privatização e liberalização dos mercados transferiram para a iniciativa
privada muitas das funções, anteriormente pertencentes ao Estado;
– o desenvolvimento vertiginoso das tecnologias de informação e comunicação implica o acesso
a infraestruturas de excelência presentes nos principais centros de negócio internacional.

Página 146
1.1 A afirmação é falsa. Em consequência da emergência económica do "sul", das grandes
densidades populacionais ali existentes, da capacidade técnica e da produtividade do trabalho
tem-se assistido a um processo de concentração de cidades globais no "sul".
2. Muitas vezes nas cidades globais do "sul" as sedes das grandes empresas e/ou os centros de
decisão política estão muitas vezes ausentes, os mercados de capital são mais débeis ou mesmo
inexistentes. Os contrastes socioeconómicos são mais marcantes.

Página 150
1.1 a) Tóquio – manteve-se, de forma quase constante, como a quarta cidade global, desde
2008;
b) Xangai – tem vindo a subir no ranking das cidades globais passando de 21.ª em 2010 para
18.ª em 2014;
c) Paris – manteve, de forma quase constante, como a terceira cidade global, desde 2008.

Página 151
1. A pesquisa deverá ser feita pelos alunos no momento em que este assunto for abordado.
Sítios de pesquisa:
– http://www.businessinsider.com.au/small-cities-population-growth-by-2050-2012-5
– http://www.worldatlas.com/citypops.htm
– http://www.therichest.com/rich-list/poorest-list/the-10-poorest-cities-in-the-world/

Página 152
1.1 A principal característica de Silicon Valey é a aposta na inovação.
1.2 A análise das figuras, embora digam respeito a períodos temporais diferentes, permite
concluir que a inovação e a criação de patentes está relacionada com emprego de alta
tecnologia.
1.3 Efetivamente, as marcas internacionalmente conhecidas como a Google, a Oracle, a HP e
tantas outras estão presentes em Silicon Valey (Sony, Sharp, National, Hitachi, etc.).

Página 155
1.1 Podem referir-se, entre outras, as seguintes: Madrid, Lisboa, Barcelona, Porto, etc.
1.2 Verifica-se não só a progressiva concentração de população como também das atividades e
das riquezas, no seu interior. Existe uma dinâmica expansiva do fenómeno urbano, muitas vezes
orientado pela rede viária, que vai originando um continuum urbano.

Página 157
1.1 As macrorregiões resultam não só da organização do espaço urbano em consequência da
formação de áreas metropolitanas, de conurbações e de grandes megalópoles, como também
da influência expansiva comandada pelas cidades globais. Poder-se-á afirmar que a
macrorregião é consequência dos espaços motores de fluxos mundiais.
1.2 A existência de serviços especializados, a boa rede de infraestruturas de transporte e
telecomunicações, a existência de concentrações industriais, a presença de centros de cultura e
de universidades prestigiadas, são razões que no seu conjunto permitem delimitar a
macrorregião designada de "banana azul".
1.3 Podem referir-se:
‒ o Sunbelt (arco urbano que se estende de Milão a Valência);
‒ o Randstad holandesa (que se estende pela Renânia, Alemanha do sul, Suíça e Itália do norte);

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‒ a "banana amarela" (eixo de Paris a Varsóvia, incluindo a região Báltica).

Página 158 (Outra visão) – Consultar o documento 4, página 150)


1.1 a) As cidades europeias, no ranking das 20 cidades globais representam 35% do total;
b) De acordo com o documento 4 (página 150) constata-se que as cinco primeiras cidades
globais do ranking têm mantido o seu nível hierárquico, desde 2008;
c) De acordo com o documento 4 (página 150) Buenos Aires, Xangai, Moscovo, Viena de
Áustria, Sidney, Bruxelas, entre outras, subiram de posição hierárquica;
d) Nova Iorque, Pequim, Xangai, Seul, Singapura, Hong-Kong, Tóquio, Paris e Londres, entre
outras, são cidades com uma forte componente na atividade de negócios (atividade empresarial);
e) As cidades que apresentaram forte indicador de envolvimento político foram, entre outras,
as seguintes: Nova Iorque, Washington, Bruxelas, Paris e Londres;
f) As cidades que apresentaram um forte indicador no âmbito da experiência cultural foram,
entre outras, as seguintes: Nova Iorque, Londres, Paris, Moscovo, Berlim, Tóquio, Los Angeles,
Madrid, Viena, Buenos Aires, etc.
2.1 a) Podem referir-se, entre outros, os seguintes:
– tráfego automóvel intenso;
– grande emissão de CO2;
– desperdício de água;
‒ forte consumo de energia;
– produção de resíduos; abastecimento de água e energia, etc.
b) Nas cidades do "sul" agravam-se os problemas de abastecimento público de água, aumentam
os problemas de saneamento e de tratamento de resíduos, agravam-se os problemas
relacionados com a pobreza e a miséria, os problemas de transporte agudizam-se, etc.
c) As cidades deverão proporcionar a concretização de propostas inteligentes tendo em vista a
minimização de problemas urbanos, nomeadamente:
– redução do CO2 através da implementação de medidas mitigadoras (mais transporte público,
maior utilização de energias renováveis, etc.);
– melhor utilização da água através de sistemas inteligentes de controlo de água; menor
produção de resíduos através da maior utilização de recursos tecnológicos (bilhetes eletrónicos,
evitando o desperdício de papel, utilização de Códigos QR no estacionamento automóvel e
divulgação de informações, implementação de sistemas inteligentes de poupança de água e de
energia, etc.).

Página 162
1. Recolher as respostas dos alunos.
2. As figuras 1 a 4 referem-se a diferentes comportamentos demográficos que caracterizam
atualmente o cenário demográfico mundial. Se na Ásia meridional e oriental (figuras 3 e 4) as
concentrações demográficas continuam a justificar a maior densidade populacional do mundo,
resultado também de um excesso de população jovem, na Europa ocidental, apesar de a
população estar concentrada, revela um dos mais preocupantes problemas demográficos – o
envelhecimento populacional (figura 2). Exigem-se, assim, diferentes tipos de políticas: as
políticas natalistas, para aumentar a natalidade e combater o envelhecimento populacional, e as
políticas antinatalistas para refrear o crescimento populacional, de modo a equilibrar o
crescimento da população e a disponibilidade dos recursos. Na Europa, os imigrantes, como
evidencia a figura 1, podem funcionar como promotores da natalidade, fazendo aumentar os
respetivos indicadores demográficos.
Estamos assim perante uma realidade demográfica muito distinta, onde uma parte do mundo
continua a contribuir para o crescimento explosivo da população e uma outra onde o
envelhecimento populacional pode até por em causa a prosperidade das nações.

Página 165
1. Portugal encontra-se na 4.ª fase do modelo de transição demográfica, presente no
documento1, já que quer a fecundidade, quer a mortalidade são baixos, justificando até um
crescimento natural negativo (- 23 800 indivíduos, em 2013, segundo dados do PORDATA).
2. A educação e instrução das mulheres é uma prioridade pois permite atuar sobre a redução da
taxa de natalidade, índice de fecundidade e taxa de mortalidade infantil. A mulher com mais
formação planeia a família com uma nova atitude, pode participar ativamente na sociedade,
colaborando no seu desenvolvimento e está mais apta a tratar dos filhos.

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Página 167
1. a) País de Gales – 1820; México – 1930.
b) País de Gales – 1820; México – 1930.
c) País de Gales – 1978; México – 1905.

Página 169
1. Os indicadores demográficos que interferem no crescimento efetivo da população são:
natalidade, mortalidade, imigração e emigração. (CE = Natalidade-Mortalidade) + (Imigração-
Emigração).
2. As regiões que mais contribuirão para o crescimento da população mundial são a África, a
Ásia e a América Latina.

Página 176
1. a) Recolher as respostas dos alunos.
Sugestão de resposta: A teoria de Malthus considerava duas variáveis: a produção de recursos
e o crescimento populacional. De facto, ao considerar-se a variável “desenvolvimento
tecnológico”, compreende-se que esta interfira na melhoria da produção alimentar, já que com
recurso tecnológicos mais eficazes e melhores fertilizantes, conseguimos melhorar a produção
agrícola, tentando que esta acompanhe o crescimento populacional. Contudo, esta sobre-
exploração do solo traduzir-se-á, inexoravelmente, na delapidação dos recursos, o que mantém
o cenário de crise apresentado por Malthus.
b) Recolher as respostas dos alunos.
Sugestão de resposta: A globalização dos fluxos comerciais permitirá também assegurar a
disponibilidade alimentar nas mais diversas regiões do planeta, já que o desenvolvimento dos
transportes encurtou distâncias. Contudo, os fluxos comerciais dependem da produtividade dos
solos que pode não estar assegurada pela sobre-exploração dos recursos, pelo que também não
se constitui como solução do crescimento populacional, a médio e longo prazo.

Página 177
1. a) Ano 2000.
b) 2020.
c) 2035.
d) 2030.
2. 2028.

Página 179
1. O “ótimo populacional” encontra três projeções possíveis tendo em conta as melhorias
tecnológicas que se vão registando. Num mundo cada vez mais informatizado e
tecnologicamente avançado é difícil prever o grau de inovação tecnológica, pelo que o uso que
a sociedade fará das tecnologias e de que forma essa melhoria interfere na produtividade e na
distribuição justa dos bens e serviços, ditarão a projeção mais próxima da realidade.

Página 191
1. China e Japão.
2. O continente africano ao apresentar valores muito reduzidos no volume de negócios resultante
das exportações de bens e serviços fica com maiores dificuldades em garantir à sua população
uma melhoria na qualidade de vida; na medida em que as exportações contribuem decisivamente
para o incremento do PIB, que por sua vez pode ser replicado na satisfação das necessidades
básicas da população, por exemplo de saúde, educação, infraestruturas, coesão social, etc.
3. A desigual distribuição da riqueza pode assumir-se como um risco para a estabilidade mundial,
na medida em que a luta pelo acesso à riqueza potencia conflitualidades que podem ultrapassar
as barreiras nacionais. Por outro lado, a desigualdade na distribuição da riqueza impede o
desenvolvimento harmonioso da sociedade, ao criar um conjunto vasto de população sem
acesso às oportunidades de desenvolvimento.

Página 192
1. A globalização ao ser considerada o motor do progresso económico mundial, contribui
decisivamente para o crescimento económico de alguns países, no entanto não é capaz de afetar
de igual forma uma parte significativa da população mundial, em particular na África subsariana.

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Estas áreas, ao não conseguirem acompanhar a lógica de competitividade imposta, são


relevadas para segundo plano, numa espiral de dificuldades.

Página 193
1. Brasil e Colômbia.
2. De acordo com a pesquisa efetuada pelos alunos.

Página 194
1. As classes presentes são: > 75 000 euros PPC; 75 000 < 90 000 euros PPC e 100 000 <
110 000 euros PPC.
2. O PIB português quando comparado com os países da Europa ocidental apresenta valores
médios mais baixos.
3. A classe > 75 000 euros, PPC
4. Podem ser referenciadas, entre outras, as seguintes implicações: os valores de PIB mais
reduzidos conduzem Portugal a uma posição marginal do ponto de vista económico; maiores
dificuldades em competir economicamente com alguns países da Europa central e do norte;
redução dos apoios europeus, em virtude do alargamento a leste da UE, países economicamente
mais frágeis em comparação com Portugal; entre outras.

Página 196
1. A distribuição do rendimento nacional bruto, a nível mundial, apresenta uma discrepância
norte/sul. O norte apresenta os países com valores mais elevados, destacando-se,
particularmente, a Europa e os Estados Unidos da América; pelo contrário os países do sul
continuam a revelar valores de rendimento nacional bruto muito baixos, com exceção de alguns
países recentemente industrializados, nos quais os valores são superiores à média do verificado
no Hemisfério Sul.
2. Alguns, entre outros, fatores que podem ser referenciados para a ascensão comercial da
China: a liberalização da economia, os incentivos estatais à industrialização, a aposta na criação
de infraestruturas e a promoção da China junto dos mercados consumidores.
3. Os obstáculos estruturais dificultam o desenvolvimento sustentado, na medida em que
esses obstáculos colocam em causa todas as intervenções/tentativas de desenvolvimento.
Fatores como a má governação, a dimensão/localização, a dívida externa, o sistema de comércio
internacional, entre outros, sujeitam a população desses países a uma privação de
desenvolvimento e de rendimento, impossibilitando que se atinjam os pressupostos necessários
para um desenvolvimento sustentado, independentemente das intervenções que a comunidade
internacional possa implementar (por exemplo, a ajuda pública ao desenvolvimento, o perdão de
dívida externa, ajuda humanitária, etc.).

Página 197
1. Em países com dificuldades em garantir um desenvolvimento e rendimento sustentados,
o rápido crescimento populacional agrava consideravelmente essa dificuldade, na medida em
que a quantidade crescente de população à qual é necessário garantir um nível de vida digno é
inversamente proporcional à capacidade do país em responder a essa necessidade. Esta
situação é agravada pela diminuição da disponibilidade de alimentos e da terra arável e pelo
aumento da degradação ambiental.
2. De forma genérica o crescimento médio do IDH, nas regiões representadas, para o
período 1990-2000/2008-2013, diminuiu. Os valores registados no período 2008-2013 são
inferiores aos verificados no período temporal anterior (2000-2008), com maior incidência nos
estados árabes, Ásia oriental e pacífico e Ásia do sul.

Página 198
1. Uma vida longa e saudável, o conhecimento e um padrão de vida digno.
2. Numa análise geral facilmente se conclui que os valores de IDH do continente africano
são consideravelmente inferiores aos registados na Europa central; esta discrepância permite
antecipar que a satisfação das necessidades básicas da população não está assegurada, em
qualquer uma das três dimensões do IDH.
3. A relação estreita entre o crescimento económico e o desenvolvimento humano é
duplamente alimentada – um bom desenvolvimento humano ajuda a promover o crescimento
económico e este é condição necessária (embora não suficiente) para o desenvolvimento. Por

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outro lado, um declínio económico contribui para a deterioração do desenvolvimento e para a


degradação da qualidade de vida.
Página 200
1. Brasil, Angola, Albânia e Camboja.
2. De acordo com a pesquisa feita pelos alunos.
3. A Etiópia, mesmo apresentando valores de PIB per capita muito baixos, tem vindo a
investir o seu rendimento na satisfação das necessidades básicas da sua população, opção que
permite que o país figure com um dos que registou maiores progressos no IDH (2006-2011).
Outros fatores como a ajuda pública ao desenvolvimento e a intervenção de organizações
internacionais, também podem ser referenciados.
Página 201
1. África subsariana.
2. Ásia e Pacífico.

Página 202
1. O continente africano apresenta os valores de índice de pobreza multidimensional mais
elevados, o que significa que a população deste continente é multifuncionalmente pobre e a
intensidade da pobreza é mais elevada.

Página 203
1. A desigualdade reduz o ritmo de desenvolvimento humano e, nalguns casos, pode
inclusivamente impedi-lo por completo. Esta verdade é ainda mais marcante no que respeita à
desigualdade na educação e na saúde, e menos no que toca à desigualdade de rendimento,
relativamente à qual os efeitos são muito mais acentuados nos países com IDH elevado e muito
elevado.
2. A dimensão com perda de desigualdade mais irregular é do rendimento.
2.1 Algumas razões justificativas que podem ser referenciadas: instabilidade económica,
crescimento do desemprego, entre outras.

Página 204
1. De acordo com o comentário do aluno.
2. O fenómeno de exclusão social, por evidenciar manifestações múltiplas, depende
também da estabilidade económica; a crise económica, ao potenciar o crescimento, por exemplo,
do desemprego e a diminuição de rendimento disponível, contribuiu decisivamente para o
acréscimo da exclusão social.

Página 206
1. Continente africano.
2. De forma genérica, e com a exceção da Ásia ocidental, a percentagem de subnutridos
tem vindo a diminuir; em algumas regiões, por exemplo sudeste asiático, de forma muito
significativa (quando considerada a evolução entre o seguinte período 1990-1992 e 2012-2014).
3. O alcance da meta definida pelos ODM, no que respeita à diminuição da subnutrição,
quando considerado o ano de 2014, não está conseguido na maior parte das regiões
consideradas. No entanto, algumas das regiões já conseguiram alcançar os valores estipulados
no ODM, nomeadamente Ásia oriental, sudeste asiático e América Latina.

Página 207
1. As principais alterações na população subnutrida, quando comparado o período 1990-
1992 e 2012-2014 são:
a. Aumento significativo no norte de África, na África subsariana e na Ásia ocidental;
b. Diminuição do valor total de população subnutrida de 1015 milhões (1990/1992) para
805 milhões (2012/2014).
2. Algumas das razões justificativas para a evolução registada que podem ser
referenciadas: a ajuda pública ao desenvolvimento, a cooperação internacional, os progressos
económicos de algumas regiões, entre outras.
3. A utilização dos alimentos biotecnológicos pode promover a diminuição desigualdade na
produção de alimentos e, consequentemente, a diminuição do acesso aos mesmos, na medida
em que permite o aumento do rendimento das culturas, o aumento da resistência a pragas e
doenças e a possibilidade de utilização de solos afetados pela seca, excesso de salinidade, entre

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outras limitações. No entanto, a utilização de engenharia genética nos alimentos potencia ainda
alguns riscos, os quais devem ser considerados.

Página 208
1. O principal contraste, no que respeita à obesidade, relaciona-se com os valores
apresentados: muito superiores em países com mais rendimento/desenvolvimento, quando
comparados com os países com menos rendimento/desenvolvimento em que os valores de
prevalência de obesidade são mais baixos.
2. A “globesidade”, ou sobrenutrição desencadeia problemas associados, tais como
doenças, que exigem investimentos avultados, especialmente nos tratamentos das designadas
“doenças dos ricos” (diabetes, acidentes vasculares cerebrais, entre outras doenças). Por outro
lado, este problema ao reduzir a esperança média de média, e tratando-se de países com baixos
níveis de natalidade, vai gerar um problema demográfico com uma agravante económica.

Página 209
1. O continente africano apresentar menores valores de desenvolvimento vai apresentar
uma maior propensão a propagação deste e de outros vírus. A dificuldade de acesso a cuidados
básicos de saúde, medicamentos e pessoal clínico multiplicam a facilidade e a dimensão da
propagação do vírus Ébola.
2. O continente africano, e em particular os países mais afetados pelo vírus Ébola, ao não
ter condições materiais e humanas de resposta, vai depender de organizações internacionais,
capazes de garantir o acesso mínimo aos cuidados de saúde e medicamentos necessários. A
não intervenção destas organizações deixa antecipar o descontrolo total na propagação do vírus,
com consequências ainda mais graves.

Página 210
1. O continente africano.
2. O menor acesso a médicos, o que implica uma menor capacidade de resposta ao vírus
e suas implicações, contribui decisivamente para a maior e mais rápida propagação do mesmo.

Página 211
1. De uma forma geral as ajudas oficiais ao desenvolvimento, no período 2000/2013, têm
registado um aumento. Em particular os projetos de desenvolvimento bilateral, programas e
cooperação técnica, para além que representarem a maior quantidade de ajuda, são também os
que registaram um crescimento mais significativo; ao contrário, por exemplo, do que se tem
verificado com as concessões de perdões de dívida.
2. A desigualdade na repartição do desenvolvimento a nível mundial persiste e manifesta-
se a vários níveis e com consequências significativas para a população. Dessa forma, a
cooperação internacional representa, em muitos casos, a única esperança para que os países
consigam ultrapassar a sua fragilidade ao nível do desenvolvimento humano. Esta cooperação
revela-se essencial não só no combate à pobreza, nas suas múltiplas dimensões – pobreza de
rendimento, fome, doença, falta de habitação e exclusão – mas também na luta pela igualdade
de género, no acesso à educação e à sustentabilidade ambiental.

Página 217
1. De forma geral á uma tendência de aumento do número de bilionários entre 2013 e 2014.
2. Para além do acréscimo no número de bilionários, também se verifica um aumento, em
algumas regiões muito significativo, da pobreza infantil. O período que decorreu da crise
financeira contribuiu não só para o aumento da pobreza infantil, mas também para o aumento
significativo do número de bilionários.
3. Entre outras podem ser apontadas as seguintes justificações: o aumento do desemprego
e a diminuição do rendimento disponível.
4. De acordo com a pesquisa efetuada pelos alunos.
5. O elevado número de população extremamente pobre que vive na Índia (33% da
população total do país e que representa 18% do total de população mundial extremamente
pobre) impede um desenvolvimento equilibrado e sustentado do país. Se por um lado a Índia
procura afirmar-se no panorama económico mundial, por outro os elevados níveis de pobreza
determinam uma diferenciação no acesso não só ao rendimento, mas também ao
desenvolvimento humano.
6. De acordo com a pesquisa efetuada pelos alunos.

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Página 220
1.1 As questões ambientais, dada a sua complexidade e inter-relação, são de difícil resolução.
Tem-se perdido muito tempo no diagnóstico dos problemas ambientais e o avanço na sua
resolução tem sido muito lento. Efetivamente, adquirimos uma melhor compreensão destas
problemáticas no seu todo mas, podemos correr o risco de a atuação ser já muito tardia.
1.2 De um modo geral pode afirmar-se que nos países do "sul", menos desenvolvidos, as
problemáticas ambientais estão muito associadas à "armadilha da pobreza" e a estratégias
insustentáveis de desenvolvimento (esgotamento dos solos, delapidação dos recursos minerais,
destruição das florestas, utilização de tecnologias obsoletas extremamente poluidoras, etc. Por
outro lado, nos países desenvolvidos do "norte" os problemas ambientais estão
preferencialmente ligados à industrialização e à crescente urbanização: (emissões de CO2, lixos
urbanos, aumento das espécies em extinção, elevados níveis de poluição, etc.).

Página 223
1.Podem inferir-se, entre outras, as seguintes conclusões:
– forte aumento dos gases de efeito de estufa (dióxido de carbono, óxido nitroso e metano);
– diminuição dos CFC;
– à medida que aumenta a população mundial, aumentam também as emissões de CO2.

Página 224
1.1 No que concerne às emissões de CO2 podemos estabelecer os seguintes contrastes
espaciais:
– países com grande nível de industrialização (EUA, China, Japão, Alemanha) com elevado
volume total de emissão de CO2;
– países desenvolvidos com elevado nível de emissão de CO2 por habitante (Emiratos Árabes
Unidos, Qatar, Austrália, EUA, etc.);
– países com elevado nível de desenvolvimento e com reduzido volume de emissão de CO2,
quer em termos totais quer por habitante (Noruega, Suécia, Finlândia);
– países em desenvolvimento e com fracos índices de emissão de CO2 (Myanmar [Birmânia],
Filipinas, Equador, Chile, Argélia, etc.);
– países em desenvolvimento com elevados índices de emissão de CO2 como a Índia.
1.2 São a China e os EUA.
1.3 a) A UE apresenta valores relativamente baixos de emissão de CO2.
b) Os países da UE comprometeram-se a limitar ou a reduzir as suas emissões de CO2.

Página 227
1.1 As mudanças significativas da temperatura média do planeta poderão ter efeitos a vários
níveis:
– dos recursos hídricos (poderão ocorrer secas com maior frequência, poderá ocorrer o degelo
dos glaciares de alta montanha, etc.);
– do mar e áreas costeiras (a subida do nível do mar poderá inundar cidades costeiras, poderá
provocar a erosão das praias, etc.);
– da agricultura (poderão ocorrer mais pestes e doenças nas plantas, alterações nas áreas de
produção agrícola, etc.);
– das florestas (poderá ocorrer o desaparecimento de algumas florestas, poderá ocorrer o
aumento dos incêndios, etc.);
– da biodiversidade (poderá ocorrer a perda de habitats, a extinção de plantas e espécies animais
poderá ser acelerada, etc.);
– da atmosfera (maior ocorrência de tornados, ciclones tropicais, etc.);
– da população (aumento dos deslocados internos, aumento das migrações, etc.);
– da saúde humana (expansão de doenças tropicais, aumento de doenças respiratórias, etc.).

Página 228
1.1 Podem referir-se as seguintes estratégias:
‒ melhorar a eficiência energética reduzindo o uso de combustíveis fósseis;
‒ utilizar os recursos energéticos renováveis;
‒ fixar/armazenar a maior quantidade possível de CO2 no subsolo, nas áreas profundas do
oceano, etc.
1.2 a) Podem referir-se, entre outras, as seguintes estratégias de prevenção:

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– reduzir a pobreza;
– praticar agricultura sustentável;
– utilizar recursos energéticos renováveis;
– transferir tecnologias limpas para os países em desenvolvimento;
– reduzir o uso de combustíveis fósseis.
b) Podem referir-se, entre outras, as seguintes estratégias de limpeza:
– fixar o CO2 no subsolo;
– reduzir o CO2 dos fumos industriais e dos escapes dos automóveis;
– plantar árvores;
– reparar fugas dos gasodutos, etc.

Página 232
1.1 A depleção da camada de ozono estratosférico poderá causar, entre outras, as seguintes
consequências:
– na saúde humana (queimaduras solares profundas, etc.);
‒ alimentos e floresta (redução das espécies piscícolas e diminuição da produtividade florestal,
etc.);
‒ materiais e poluição atmosférica (aumento do smog fotoquímico, etc.);
‒ vida selvagem (redução do fitoplâncton superficial, etc.).

Página 233
1.1 À medida que ocorrem e são implementadas medidas no âmbito de protocolos no sentido de
reduzir a utilização de CFC verifica-se também um menor consumo de substâncias que destroem
o ozono
1.2 Deve ser apresentado um posicionamento favorável. As campanhas contra a utilização de
CFC têm contribuído para que a camada de ozono não diminua.

Página 234
1. Poderão ser referidos, entre outros, os seguintes:
– utilização exagerada de pesticidas;
– destruição, fragmentação e degradação de habitats selvagens;
– eliminação de certos predadores naturais;
– exploração exagerada de recursos renováveis, etc.
2. As atividades humanas têm efeitos diretos e indiretos na redução da biodiversidade. Assim,
por exemplo, a degradação e destruição dos ecossistemas naturais causa diretamente perda de
biodiversidade, mas, indiretamente pode gerar alterações climáticas cujos efeitos se farão sentir
na redução da biodiversidade.
Cumulativamente, o aumento da população mundial traduz-se numa maior pressão sobre os
recursos naturais e, consequentemente afeta a biodiversidade planetária.

Página 235
1. A análise da figura 21 permitir inferir, entre outras, as seguintes conclusões:
– a Europa, grande parte da América do Norte e Central, parte do norte de África e da África
subsariana, o médio oriente, a Ásia do sul e oriental, parte da Austrália e da Nova Zelândia,
encontram-se numa situação crítica e perigosa no que respeita à biodiversidade;
– parte da Rússia, da África central e do sul, do interior australiano, da América do Sul e o norte
da América apresenta-se a sua biodiversidade num grau considerado estável.

Página 236
1.1 Podem referir-se as seguintes:
– promover a aplicação efetiva da convenção sobre biodiversidade;
– promover uma abordagem estratégica sobre biodiversidade através de uma visão
compartilhada, da definição de uma missão com objetivos e metas estratégicas;
– estabelecimento de metas nacionais e regionais para o reforço da aplicação da Convenção da
Biodiversidade;
– programas de trabalho para a conservação das plantas;
– aplicação do protocolo de Nagoya sobre acesso a recursos genéticos;
1.2 A resposta dependerá da opinião de cada aluno, consoante as suas prioridades face à
biodiversidade.

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Página 238
1.1 A resposta pode passar por duas soluções alternativas:
– manter a liberdade total de utilização dos recursos comuns, o que pode levar à sua exaustão
e/ou deterioração;
– estabelecer taxas-limite de utilização dos bens comuns (a nível local, regional, nacional e
internacional) de forma a não comprometer a sustentabilidade destes recursos.
1.2 É importante zelar pela qualidade do ar, dos oceanos, das espécies selvagens, aves
migratórias, grandes florestas, a Antártida, etc. Se nada for feito, muitos destes bens comuns
serão degradados ao longo do tempo.

Página 244
1. A satisfação das necessidades crescentes da população mundial pode (e está) gerar
desequilíbrios ambientais. É necessário criar condições de desenvolvimento a longo prazo. É
crucial que o desenvolvimento seja sustentável e esteja assente em quatro pilares fundamentais:
– o pilar político-institucional (medidas políticas que orientem e fiscalizem o desenvolvimento);
– o pilar económico (é fundamental que o crescimento económico se faça em articulação com o
ambiente);
– o pilar social (é importante que se promova uma mudança de mentalidades e um estilo de vida
menos consumista);
– o pilar ambiental (usar de forma racional os recursos ambientais de forma a que estes possam
ser utilizados pelas gerações futuras).
2. As projeções apontam, se se mantiver o padrão de consumo atual, para a necessidade de
dois planetas para satisfazermos as nossas necessidades consumistas. Assim é necessário que
a população mundial faça um esforço para reverter esta tendência passando a viver dentro da
biocapacidade planetária. O conhecimento da pegada ecológica pode contribuir para a tomada
de consciência e para uma ação mais sustentável.

Página 246
1.1 As quatro barreiras são:
– a ambiental (grau de degradação/grau de desenvolvimento dos países);
– a política (capacidade de implementação de estratégias de desenvolvimento sustentável);
– a da vulnerabilidade (o risco ambiental e tecnológica não está confinado à divisão "norte"/"sul");
– a dos estilos de vida (a escalada da pobreza é uma barreira à luta pela sustentabilidade).
1.2 Resposta variável de acordo com as diferentes opções/justificações dos alunos.
2. As empresas podem promover/desenvolver projetos de educação ambiental, em parceria com
as instituições de ensino, organismos municipais, organizações locais e regionais no sentido de:
‒ alertar para comportamentos e atitudes mais sustentáveis;
‒ divulgar as boas práticas;
‒ promover a mudança de comportamentos;
‒ envolver na ação;
‒ etc.

Página 247
1.1 O desafio colocado pelo desenvolvimento sustentável é "estimular mudanças de atitude e de
comportamento na sociedade mundial, uma vez que se impõem responsabilidades para com
todos os seres vivos e para com a natureza como um todo".
2.1 A análise da figura 28 e a interpretação do documento 22 permitem as seguintes conclusões:
– a aposta na formação de professores (na educação) é fundamental para promover o
desenvolvimento sustentável;
‒ trabalhar em parceria e em novas formas de colaboração permitem mais conhecimento, novos
projetos e novas tecnologias (é importante agir para assegurar, de forma sustentável, o futuro).

Página 248
1. A realização de congressos internacionais de educação ambiental são muito importantes na
medida em que se divulgam conhecimentos, partilham experiências, promovem projetos e
parcerias, se desenvolvem estratégias concertadas de atuação, se alerta a comunidade
internacional para as problemáticas ambientais, se discutem plataformas de entendimento, etc.
Contudo, muitas destas conferências são repetitivas, gastam imensos recursos (energia, papel,
água, etc.), ambientalmente pouco ecológicas e de efeitos pouco significativos para a
comunidade internacional.

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2. O desenvolvimento sustentável tem de estar articulado com o grau de desenvolvimento e a


matriz cultural de um povo. Assim, não pode existir uma única forma de desenvolvimento
sustentável. As diferentes visões que os povos têm da natureza implicam uma
diversidade/pluralidade de atuações. Não se pode impor um modelo único de atuação para todos
os povos. Assim, o desenvolvimento terá de ser articulado com a matriz cultural de cada povo.

Página 250
1.1 As cidades que registarão um maior aumento populacional são: Dhaka (capital do
Bangladesh) e Lagos (área metropolitana situada na Nigéria). Tóquio será a área metropolitana
com o maior número de habitantes.
1.2 Serão as regiões da África subsariana e da Ásia e Pacífico, seguidas da América Latina e
Caraíbas e do médio oriente e norte de África.
1.3 À medida que a população das cidades aumenta, também aumenta o seu metabolismo, ou
seja todos os produtos necessários à sobrevivência dos citadinos, o que exige elevado consumo
de muitos recursos (combustível, água, alimentos, madeira, produtos manufaturados, minerais,
etc.). Para a sobrevivência de todos é necessário um consumo mais racional de forma que as
cidades possam ser sustentáveis.

Página 252
1.1 O metabolismo urbano das cidades refere-se ao processo que envolve a entrada (inputs) de
uma grande variedade de produtos/recursos para sustentar os citadinos. Estes depois de
satisfazerem as suas necessidades consumistas produzem saídas (outputs) como esgotos,
poluição atmosférica, lixos, etc.
1.2
Inputs Toneladas (ano) Outputs Toneladas (ano)
Fuel 24 000 000 Industriais 13 680 000
Oxigénio 48 000 000 Domésticos e 4 680 000
comerciais
Água 1 202 400 000 Esgotos 9 000 000
Alimento 2 880 000 Dióxido de carbono 72 000 000
Madeira 1 440 000 Dióxido de enxofre 480 000
Papel 2 640 000 Óxido de nitrogénio 336 000
Plásticos 2 520 000
Vidro 432 000
Cimento 2 328 000
Briquetes, blocos, areia 7 200 000
Metais 1 440 000

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1.1 A expansão urbana poderá originar consequências nefastas, nomeadamente:
– no solo e diversidade (ocupação de terras de cultivo, destruição de floresta, fragmentação e
perda de habitats, etc.;
– nos recursos hídricos (aumento do escoamento superficial, poluição das águas superficiais e
dos aquíferos, etc.);
– na saúde humana (congestionamento de tráfego com a consequente libertação de gases
poluentes, aumento da concentração de resíduos, com efeitos nefastos para a saúde, etc.);
– na energia, ar e clima (aumento dos lixos e do consumo de energia, aumento das emissões de
gases de efeito de estufa, na constituição de microclima urbano, etc.).
1.2 Nos países desenvolvidos a expansão urbana originou áreas densamente povoadas mas
onde estão asseguradas as condições de sobrevivência dos citadinos (abastecimento público de
energia, água, rede de esgotos, transportes públicos, etc. Em determinadas áreas mais
periféricas as assimetrias/desigualdades são mais gritantes. Nos países em desenvolvimento a
expansão urbana corresponde à "urbanização da pobreza" na medida em que as condições de
habitabilidade dos citadinos continuam a ser muito precárias (ausência de recolha e tratamento
dos resíduos, ausência de rede de esgotos e/ou de abastecimento de água, habitações de fraca
qualidade, a rede de transportes é deficiente, etc.

Página 254
1.1 As ideias fundamentais são as seguintes:

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– Documento 28 – A promoção da saúde como resultado de um conjunto de diversos aspetos


que, no caso das cidades, devem estar inter-relacionados no sentido de proporcionarem um
ambiente favorável ao ser humano;
– Documento 29 – A qualidade de vida nos centros urbanos passa pelo Acordo do Meio Ambiente
Urbano segundo o qual a vivência nas cidades deve ser encarada de forma mais sustentável e
respeitosa, particularmente no que diz respeito ao meio ambiente citadino.

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1.1 As cidades criativas dizem respeito a espaços urbanos onde existe uma articulação entre as
atividades sociais e artísticas, indústrias culturais e Governo, no sentido de produzir dinâmica
cultural que atrai população, retém talentos, aumenta a oferta de emprego, atrai turistas, contribui
para a economia da cidade e qualidade de vida dos seus cidadãos.
1.2 Nas áreas mais desenvolvidas do planeta (Europa, América do Norte, Austrália, algumas
cidades da Ásia oriental e no Japão) existe uma maior proliferação das cidades criativas. Na
África, na América do Sul e na Ásia do sul são praticamente inexistentes as cidades criativas.

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1. A análise crítica deverá abordar os seguintes tópicos:
– projetos/programas de preservação da Amazónia;
– justificar a importância da Amazónia no mundo atual;
– questionar a soberania da Amazónia.

Página 268
1.1 O progresso poderá ser insustentável se as cidades continuarem a ser concentrações de
poluição que originam microclima urbano e causam problemas de saúde. A expansão urbana
pode pôr em causa os solos, os ecossistemas e a biodiversidade, podem degradar os recursos
hídricos, etc. Por outro lado, e em consequência do metabolismo urbano, são produzidas,
diariamente enormes quantidades de resíduos urbanos. De referir ainda que a expansão urbana
é muitas vezes conseguida à custa da destruição florestal.
1.2 O exorbitante crescimento urbano tem originado a produção de grande quantidade de
resíduos que é necessário recolher, tratar e confinar (enterrar em aterro) ou incinerar (queimar)
1.3 Face à insustentabilidade só temos duas opções: manter o caminho insustentável que nos
levará à destruição; a segunda opção, a que nos manterá vivos neste planeta, terá de passar por
uma mudança de comportamentos e atitudes: recorrer cada vez mais a energias renováveis,
fazer uma utilização racional dos recursos disponíveis, combater a pobreza, promover uma maior
igualdade entre os povos, desenvolver a solidariedade a favor do bem comum, promover a
educação, promover as boas práticas ambientalmente mais sustentáveis, etc.

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