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Subestações primárias simplificadas

Este fa s cículo comp õe os regula mentos gera is, que têm p or objet ivo est ab ele cer
a s condições m ínima s ex igida s p ela ELETROPAULO Met rop olit a na Elet ricidade de
São Paulo S. A., p ara o for n e cim ento d e energ ia elét rica em t en s ão pri mária d e
d i s t r ib u ição, at ravés d e r e d e a ér e a e s u bt er rân e a às i n s t a la ções co n s u m id o ra s
loca liz ada s em sua área de concessão, qua nto à ma neira de obterem ligação e dar
subsídios técnicos ne cessários para a elab oração do projeto e execução de ent rada s
consum idora s, s empre em ob ediência às nor ma s da ABNT - A ss ociação Bra sileira de
Nor ma s Técnica s, b em como à legislação em vigor.
Quaisquer sugestões e comentários p ert inentes à pres ente regula mentação s erão
b em re cebidos p ela ELETROPAULO. A s corresp ondência s deverão s er ent regues em
qualquer um dos s etores de atendimento.

Objetivo
Este Fa s cículo s e dest ina a orientar os interessados qua nto às caracter ística s da s
sub est ações primária s simplif icada s: um único t ra nsfor mador t rifásico com p otência
de até 30 0kVA; qua nto à loca liz ação, const r ução, montagem, aplicação dos materia is
e e quipa mentos padronizados e dema is detalhes a s erem obs ervados para p ossibilit ar
o for necimento de energia elét rica.
O for necimento a unidades de consumo com previsão para demanda máx ima f inal
de 30 0kVA p ode s er feito at ravés de sub estações primárias simplif icada s.
A s s u b e s t a çõe s p ri már ia s si m pl if ic a d a s d e s t i na m- s e, p o r t a nt o, a ent ra d a s
consum idora s na s quais seja suf iciente a utilização de ap ena s um único t ransfor mador
t rifásico com p otência de 30 0kVA, no máx imo.
Not a: Ca s o a s condições acima não s eja m verif icada s, a ent rada consum idora
deve ser dotada de sub estação primária convencional. Ver Fascículo das SUBESTAÇÕES
PR IMÁR I AS CON VENCIONAIS.
Em entradas consumidoras com subestações primárias simplificadas, a medição é
efetuada na baixa tensão e a proteção geral das instalações, no lado da média tensão,
pode ser feita por meio de fusíveis, sem necessidade, portanto, do disjuntor geral e relés.
A s sub est ações primária s simplif icada s p odem s er:
1. D e inst a lação inter na, abrigada s em edif icações;
2. D e inst a lação ex ter na, ao temp o (p oste único);
3. Em conjuntos blindados.

1. Subestação primária simplificada de instalação interna


1.1. Const r ução Civ il
1.1.1. Localiz ação
a) A sub est ação primária (prote ção, t ra nsfor mação e me dição) deve s er
const r uída junto ao lim ite da propriedade com a v ia pública, em local de
fácil acesso e o mais próx imo p ossível da ent rada principal. É adm itido recuo
ap ena s p or ex igência dos p oderes públicos e, neste ca s o, a const r ução deve

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Subestações primárias simplificadas

s er feit a at é, n o máx i m o, o a l i n ha m ento d a pri m ei ra e dif ic a ção, s end o


qu e a ár ea com pr e endid a ent r e a v ia p úbl ica e a sub es t a ção não p o d e s er
u t i l i z a d a p a ra qua l qu er t ip o d e co n s t r u ção ou d ep ós i t o d e qua l qu er
e s p écie, s en d o qu e, n e s t e s ca s o s, o ra m a l d e ent ra d a d eve s er,
o brigat oria m ent e, n o p a d rão d e ent ra d a subt er rânea;

b) At end end o a o pres crito no it em “a” a ci ma, a sub es t a ção pri mária p od e
s er con s t r uíd a:
• Em loca is sit uado s no int erior d e ou t ra s e dif ica ções ou a ela s agregad o s,
p o rém, em qua lqu er ca s o, a s ub es t a ção d eve s er co n s t r uíd a n o n ível d o
s olo ou, excep ciona l m ent e e m e dia nt e ju s t if icat iva à ELET ROPAU LO, em
p av i m ent o i m e d iat a m ent e a ci m a o u a b a i xo d o p av i m ent o d e a ce s s o
pri n cip a l d a e dif ica ção;
• Em lo ca is is ola d o s d e ou t ra s e dif ica ções.

Not a 1 : A s i n s t a la ções a b a i xo d o n ível d o s olo d evem at end er ao dis p o s to


n o it em 9.2.3 – Su b e s t a ções Subt er rân ea s d a N BR-14 039.
Not a 2 : Sub es t a ções p ri mária s i n s t a la d a s em lo ca is s ujeit o s a i nu nd a ções
d evem at end er a o ex p o s to na n ot a a nt erio r e p o s su ir e quip a m ento d e
m a n o b ra co m i s ola m ent o i nt eg ra l em SF 6 , i n s t a la d o co m o p r i m ei r o
e qu ip a m ent o d a ent ra d a, e s end o prev i s to no sis t ema d e d esl iga m ento
at ua d o p ela eleva ção no n ível d e ág ua at é um p at a mar s eg u ro d e o p era ção
d o s e qu ip a m ento s d a su b e s t a ção.
Not a 3 : A crit ério d a ELET ROPAU LO, m e dia nt e a p res ent a ção a nt e cip a d a
d e ju s t if icat iva s, p od e s er a d m it id a co n s t r u ção re cua d a, exceto p ara o s
ca s o s p rev i s t o s n o it em “b”, em carát er excep ciona l. S end o qu e o re cu o,
qua nd o p er m it id o, d eve s er d e, n o máx i m o, 25 m et ro s d e p ercu r s o d e
co nd u to r, cont a d o s a p ar t i r d o p onto d e ent r ega at é a chave s e ccio nad o ra
i n s t a la d a no cubículo d e s eg u ra n ça d o t ra n s fo r ma d o r.
Nes s es ca s o s, o ra ma l d e ent ra d a d eve s er n e ces s aria m ent e subt er rân e o e
o p onto d e ent rega sit uar-s e-á na con exão d es t e ra ma l com a r e d e a ére a
( liga ção d a s mu fla s). Confor m e A r t 9º p a rágra fo I I d a Re s olu ção 456.
Na área compre endida ent re a v ia pública e a sub es t ação primária, deve s er
prev is to um cor re d or s obre tod o o p ercur s o do elet rodu to de ent rada, com
2.50 0 m m d e larg u ra d e ár ea não e dif ica nt e, o nd e e s t a ár ea não p od e s er
u t iliz ad a p ara d ep ósito d e qua lquer esp écie.
Nes t es c a s o s, é sugerid a a i n s t a la ção d e d u to r es erva p ara o ra ma l d e
ent rada, a s er projet ado e cons t r uído s egundo orient ação da
ELET ROPAU LO.
O en c a m i n ha m ento d o ra ma l d e ent ra d a s ubt er rân e o d eve s er si na l i z a d o
a d e qua d a m ent e em to d o s eu p ercu r s o com o s di zere s “A LTA TENSÃO –
PER IG O DE MORTE”.
Not a 4 : Às i n s t a la ções co n s t r uíd a s n o p av i m ento i m e diat a m ent e a ci ma ou

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a ba i xo do n ível do s olo, ou afa s t ada s do a lin ha m ento d o imóvel com a v ia
pública e na ocor rência d e defeito s nos condu tores do ra ma l de ent rad a, a
ELETROPAULO p oderá prestar atendimento prov isório de emergência, desde
que a s condições técnica s e de s eg ura nça a s sim o p er m it ir.

1.1.2. Cara ct er ís t ica s


Q ua lqu er qu e s eja o loca l d e sua i n s t a la ção (ver it em 1.1.b a nterior), a
s u b e s t a ção p r i m ár ia d eve s er i nt ei ra m ent e co n s t r u íd a co m m at er ia i s
incom bus t íveis. A s pare des devem s er d e a lvenaria e o t eto deve s er d e laje
d e con cr eto, a m b o s com a ca b a m ento s a p rop ria d o s, d e a cord o com a s
pr es cr ições d a N BR-14 039. Ver d es en h o s 8 e 9.

1.1.3. Dimens ões


A ár ea d a sub e s t a ção pri mária d eve s er su f icient e p ara in s t a la ção d o s
e qu ip a m ent o s e sua event ua l r em o ção, b em com o p ara p er m it i r l iv r e
ci rcula ção d o s o p era d o re s e exe cu ção d e ma n o b ra s.
A a l t u ra liv r e int er na, p é- di reito, d eve p er m it i r a a d e qua d a i n s t a la ção
d o s e qu ip a m ento s, t end o em v i s t a sua s a l t u ra s e a s dis t ân cia s m ín i ma s a
s erem o b s erva d a s. Em f u n ção d a t en s ão nom i na l, o p é- di r eit o não p o d e
s er i nferio r a o s s eg u i nt es va lor es:
• At é 13,8kV 3.50 0 m m
• 23kV 4.0 0 0 m m
A a l t u ra ex t er na, em ent ra d a s a ér ea s, d eve s er su f icient e p ara qu e o s
disp o sit ivo s d e f i xa ção d o ra ma l d e l iga ção s eja m i n s t a la d o s d e m od o
qu e o s con d u tor es o b e d e ça m a o a fa s t a m ento m ín i m o d e 5.0 0 0 m m em
r ela ção a o s olo.
Not a: D e m od o gera l, a s di m en s ões d a con s t r u ção d evem p er m it i r qu e
s eja m o b s er va d o s, na s m o nt a gen s el et r o m e c ân i c a s, o s a fa s t a m ent o s
m ínimos ent re a s part es energiz ada s de todos os e quipa m ento s, b em como
o s a fa s t a m ento s m ín i m o s r elat ivo s a o s cond u to re s. Vid e t a b ela s 1 e 3
(it en s 4 e 5), d es en h o 8.

1.1.4 . Po r t a d e Aces s o
D eve s er d e cha p a m et ál i c a, d ev id a m ent e at er ra d a, co m d i m en s õe s
m ín i m a s d e 8 0 0 x 2.10 0 m m. D eve t er s ent id o d e a b er t u ra p a ra fo ra,
prov ida d e t rinco e cad eado e t er af i xado uma placa cont end o a ins crição:
“PER IG O DE MORTE – A LTA T ENSÃO” e o s s ím b ol o s i n d i c at i vo s d e s s e
p erigo.
Not a: Q ua ndo ins t a lada em paredes que faça m div isa com re cintos inter nos
de out ra s e dif icações indust riais, a p ort a de ent rada deve s er do t ip o cort a-
fo go (m ín i m o P 9 0), a m en o s qu e na s s u b e s t a çõe s s eja m u t i l i z a d o s
unica mente t ra nsfor madores a s e co.

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Subestações primárias simplificadas

1.1.5. Janelas para Ventilação e Iluminação


As janelas inferiores (“aberturas”), destinadas à ventilação natural permanente,
devem ter dimensões mínimas de 500 x 400mm; a base destas janelas deve distar
200mm do piso interno e o mínimo de 300mm do piso externo. Estas janelas
devem ser providas de venezianas fixas, cujas lâminas devem ser de chapas de
aço, ou alumínio, dobradas em forma de chicana (V invertido, ângulo de 60°).
As janelas superiores, destinadas à ventilação natural permanente e à iluminação,
devem ter área mínima de 1,00m2; o topo desta janela deve distar, no máximo,
200mm do teto e a sua base, o mínimo de 2.000mm do piso externo. Esta
janela deve ser provida de venezianas fixas, formadas por lâminas de vidro de
no máximo 150mm de altura, e sua posição na parede da subestação primária
deve ficar fora da faixa em que, inter namente, são fixados os barramentos e
dispositivos de média tensão do ramal de entrada.
Todas as janelas devem ser protegidas externamente por grades de tela metálica
com malha máxima de 13mm e resistência adequada.
Nota 1: Qualquer janela não pode ser instalada em parede que faça divisa com
recintos internos a edificações industriais e áreas de grande circulação de pessoas,
exceto quando forem utilizados transformadores a seco.
Nota 2: Na impossibilidade de ser conseguida ventilação natural suficiente, deve
ser instalado, também, sistema de ventilação forçada, conforme prescrições das
normas específicas da ABNT, com sistema de captação e exaustão comunicando-
se ao meio externo à edificação.
Nota 3: Além da iluminação natural, a subestação primária deve ser dotada de
iluminação artificial, obedecendo aos níveis de iluminamento fixados pela NBR-
5413, e iluminação de segurança, com autonomia mínima de 2 horas.

1.1.6. Cubículo de Segurança


A área da subestação primária onde se situam as instalações de média tensão
deve ser delimitada por um cubículo, conforme indicado nos desenhos 8 e 9.
O cubículo deve ser constr uído com grades de tela metálica de resistência
adequada e malha máxima de 25mm.
A s gra d es d evem t er, em rela ção a o pis o, a l t u ra m ín i ma d e 1.8 0 0 m m e
s ua p ar t e i nferior dis t ân cia máx i ma d e 30 0 m m, confo r m e i n dica d o no s
d es en h o s 8 e 9.
As grades que compõem o cubículo devem ser fixadas por meio de dispositivos
que permitam sua fácil remoção. As grades da parte frontal devem ser articuláveis,
além de removíveis, e devem ter sentido de abertura para fora, conforme indicado
nos desenhos 8 e 9.

1.1.7 . Disp osições Gera is


a) Na área ocupada p ela sub est ação primária, não deve haver pa ssagem de
t ubulações de gás, água, esgoto, telefone, ar condicionado, etc;

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b) Não é p er m it ida a in s t a la ção de ca i xa s e pa inéis de ba i xa t ens ão no
i nt er io r d a su b e s t a ção p ri már ia a lém d a s p r ev i s t a s n o s d e s en h o s qu e
comp õem es t a I ns t r ução;
c) Ca s o s eja n e ce s s ária a con s t r u ção d e es c a d a ou ra m p a, exclu siva p ara
aces s o à sub es t ação primária loca liz ada em ou t ro n ível, que não o n ível do
s olo, es s a e s ca d a, ou ra m p a, d eve s er f i xa e con s t it u íd a d e mat eria is
i n com b u s t íveis; d eve t er in cli na ção a d e qua d a e s er p rov id a d e prot e ção
na s lat era is. Não é p er m it ida a u t iliz ação de es cada s do t ip o marin heiro ou
caracol (N BR-9 077);
Not a: A escada ou ra mpa de acess o não deve ter s eu des envolv imento no
interior da s sub estações primária s.
d) A s sub es t a ções primária s d evem s er conven ient em ent e prot egid a s e
imp er meabilizadas contra a p enetração e inf ilt ração de água s em seu interior;
e) A laje de cob ert ura, qua ndo sujeit a à ação da s chuva s, deve p ossuir
d e cl i v id a d e e b ei ra l ( pi nga d o u r o), co n fo r m e d e s en h o 8, e d eve s er
convenientemente imp er meabilizada;
Not a: A d e cliv id a d e d a laje d e co b er t u ra d eve s er di re cio na d a d e m od o
qu e a s ág ua s plu v ia is não s eja m d i rig id a s p ara o la d o d a s b u cha s d e
p a s s agem, em ent ra d a s a ére a s, n em p ara o la d o d a p o r t a d e ent ra d a d a
sub est ação primária.
f) As sub estações primária s devem s er const r uída s de acordo com a s nor ma s
e disp o sit ivo s reg ula m ent ares da Con s t r ução Civ il; d evem at end er ao s
requisitos técnicos de estabilidade e segurança; e devem ter b om acabamento.

1.2. Mont agem Elet rome cânica


D eve ob ede cer ao pres crito na nor ma NBR-14 039, da ABNT, e aos itens a s eguir,
devendo s er obs ervada s, t ambém, a s condições indicada s nos des enhos 8, 9 e 13,
s endo que todos os matéria s e equipa mentos a s erem ut iliz ados devem est ar de
a co rd o co m a s e s p e cif i c a çõe s co nt id a s n o Fa s cícu l o d o s M AT ER I A IS E
EQUIPA MENTOS PADRONI ZADOS.

1.2.1. Ra mal de Ligação, Ra ma l de Ent rada Subterrâne o e Barra mentos


D evem s er obs ervada s, na s mont agens elet rome cânica s da s sub est ações
primária s simplif icada s de inst a lação inter na, a s prescrições indicada s nos
itens 2.1, 2.2, 2.3 e 2.4 , e resp e ct ivos subitens, do Fa s cículo SUBESTAÇÕES
PR IMÁR I AS CON VENCIONAIS.

1.2.2. Prote ção na Média Tensão: Fusíveis; Pára-Raios


D eve at end er às pres crições da N BR-14 039, d a ABNT, e às disp osições
est ab ele cida s a s eguir:
Nota 1: A proteção das instalações de baixa tensão deve ser feita de acordo com
as prescrições da NBR-5410, da ABNT. Para qualquer potência de transformação,
é obrigatória a utilização de disjuntor como proteção da baixa tensão.

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Subestações primárias simplificadas

O disjuntor gera l, a nterior m ente des crito, deve p os suir intert rava m ento
elét rico com a chave s e ccionadora da média tensão.

a) Fusíveis
Os f usíveis a s erem ut iliz ados para prote ção geral da s inst a lações devem s er
do t ip o lim it ador de corrente e de capacidades nom ina is compat íveis com a
p otência do t ra nsfor mador de s erv iço, confor m e t a b ela a ba i xo.

Capacidade Nominal [A]


Potencial Nominal do Tensão Nominal
Transformador [kVA] 3,8kV 13,8kV 23kV
45 16 6 2,5
75 20 6 4
112,5 32 10 6
150 40 16 8
225 63 20 10
300 63 25 16

Nota: Para instalação do dispositivo fusível, devem ser observadas as indicações


do item 1.2.4 deste Fa s cículo.

b) Pára-Raios
A prote ção de comp onentes da s inst a lações elét rica s cont ra sobre-tensões
t ra nsitória s (surtos) deve s er feit a com a ut iliz ação de pára-ra ios, cuja s
caracter íst ica s estão indicada s no item 3 do Fa s cículo dos MATER I AIS E
EQUIPAMENTOS PADRONIZADOS, observando-se o prescrito na NBR-14039,
da ABNT, e o s eguinte:

• Nas subestações com ramal de entrada subterrâneo, devem ser instalados três
pára-raios (um por fase) diretamente ligados aos condutores no interior da
subestação primária, logo após o terminal interno do cabo subterrâneo, conforme
indicado nos desenhos 9 e 13;

• A ligação dos pára-raios à malha de aterramento deve ser feita com cabo de
cobre, seção mínima de 25mm 2, com isolação na cor verde para 750V, ou em
eletroduto de PVC, independente dos demais condutores de aterramento, tão
curto e retilíneo quanto possível e sem emendas ou quaisquer dispositivos que
possam causar sua interrupção, observando-se que na haste ou eletrodo da malha,
ut iliz ado para essa ligação, não devem s er cone ct ados qua isquer out ros
condutores de aterramento.

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1.2.3. Aterramento
O valor da resistência de terra, em qualquer época do ano, não deve ser superior
a 10 (ohms), observando-se que a malha de aterramento deve ser composta de,
no mínimo, três eletrodos (hastes) de aterramento.
Na malha de aterramento, devem ser utilizados eletrodos revestidos com cobre,
com 15mm diâmetro e 2.4 00mm de comprimento, no mínimo, interligados por
condutor de cobre nu, com seção igual a do condutor de aterramento de maior
bitola, ou no mínimo 50mm 2.
As distâncias de instalação entre os eletrodos de aterramento devem ser iguais
ou maiores que o comprimento dos eletrodos, observado o mínimo de 3.000mm
para distâncias entre eletrodos de comprimento inferior a este valor.
Os condutores de aterramento devem ser tão curtos e retilíneos quanto possível,
sem emendas ou quaisquer dispositivos que possam causar sua interr upção.
As conexões entre os condutores de aterramento e a malha de aterramento devem
ser feitas no interior de caixas de inspeção de aterramento (vide desenho 5),
por meio de conectores apropriados, não sendo permitido o uso de solda mole.
Todas as partes metálicas (massas) não destinadas a conduzir corrente devem ser
aterradas por meio de condutores de cobre, seção mínima de 25mm2, interligados
ao condutor de aterramento de mesmo tipo e seção.
O neutro da ELETROPAULO deve ser interligado com a malha de aterramento,
empregando-se para esse fim, um condutor de cobre com isolação para 750V na
coloração azul clara, seção de 25mm 2, ao qual devem ser ligados, também, os
condutores para aterramento das massas.
Nota 1: As blindagens metálicas dos cabos subterrâneos devem ser devidamente
aterradas, ob edecendo ao pres crito na nor ma NBR-14 039, da ABNT, e às
recomendações do fabricante, sendo que ambas extremidades dos cabos do
ramal de entrada sejam ligadas ao neutro da ELETROPAULO.
Nota 2: O aterramento dos pára-raios deve ser feito conforme indicado no item
precedente, 1.2.2.b, deste Fascículo.

1.2.4. Ba se-Fusível e Chave Seccionadora


a) Base-Fusível
A ba se-fusível (disp ositivo fusível), esp ecífica para fusíveis do tip o lim itador
d e co r r ent e, d eve s er i n s t a la d a n o cu bícu l o d e s eg u ra n ça, ju nt o a o
t ra nsfor mador de s erv iço, confor me ilust ra m os des enhos 8, 9 e 13.
Nota1: Caso seja utilizada chave-fusível, deve ser observado que esse dispositivo
também deve ser esp ecíf ico para f usíveis do tip o lim itador de corrente e deve
s er t rip olar, p ossuir coma ndo simult âneo da s t rês fa s es e disp or de engate
s eguro que imp e ça sua ab ert ura acident al.
Not a 2 : A t a xa d e o cu p a ção d o el et r o d u t o d eve at en d er a o i t em 6. 2.11 d a
N BR-5410.

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Subestações primárias simplificadas

b) Chave Se ccionadora
Para a montagem do dispositivo fusível (base-fusível ou chave-fusível) deve ser
instalada, fisicamente independente, uma chave seccionadora tripolar, dotada
de dispositivo para comando simultâneo das três fases por meio de punho ou
bastão de manobra e de engate seguro que impeça sua abertura acidental.
A a l t u ra d a in s t a la ção d eve s er d et er m i na d a d e for ma qu e, e s t a nd o a s
chaves a b er t a s, a p ar t e qu e p er ma n e ce en erg i z a d a f iqu e, n o m ín i m o, a
2.70 0 m m d o pi s o. Vid e d es en h o s 8 e 9.
No quadro a seguir, são apresentadas as características das chaves seccionadoras
e dos dispositivos fusíveis a serem utilizadas, de acordo com a tensão nominal:

Tensão Nominal NBI Capacidade de Corrente Nominal [A]


[kV] [kV]
Chave-Fusível Chave Seccionadora
13,8 95
23 125 100 200

Not a 1 : Em confor m idade com a nor ma NBR-14 039, da ABNT, a inst a lação de
chaves deve ser feita de for ma que as partes móveis fiquem sem tensão quando
a s chaves est iverem ab ert a s, b em como de for ma a imp edir que a ação da
grav idade p ossa provocar s eu fecha mento.
Not a 2 : Chaves que não p ossua m caracter íst ica s, IEC-265-1 para op eração em
carga devem ser sinalizadas com placas de advertência, instaladas de maneira
b em visível junto aos p ontos de manobra, contendo a inscrição: “ESTA CHAVE
NÃO DEVE SER MANOBRADA EM CARGA”, e possuir intertravamento elétrico
com o disjuntor gera l de bai xa tensão.

1.2.5. Tra nsfor mador de Serv iço


O t ra nsfor mador a s er utiliz ado deve atender às ex igência s da s nor ma s da
ABNT (NBR-5356 e out ra s) e apres ent ar a s s eguintes caracter ística s:
a) D eve ser t rifásico e p ossuir os en rola mentos do primário ligados em delt a;
b) D eve ter o s e cundário ligado em est rela, neut ro aterrado, com a s tensões
nom ina is de 220/127Volt s, 380/220Volt s ou 4 4 0/254Volt s;
c) A p otência deve s er de 30 0kVA, no máx imo;
d) A s bucha s s e cundária s devem s er envolv ida s p or uma ca i xa met álica
(invólucro) inv iolável e com disp osit ivos para s elagem, com chapa m ínima
n o . 16. Vide des enhos 8 e 9;
e) Em consonância com as tensões nominais, indicada s no item 4 do Fascículo
das CONDIÇÕES GERAIS PARA FORNECIMENTO, são sugeridas, no enrolamento
de média tensão (primário) dos t ransfor madores, a s derivações indicada s na
tab ela 4 (item 6).
f) Quando a sub estação de t ransfor mação fizer parte integrante da edif icação
residencial e/ou comercia l, o t ra nsfor mador a s er ut ilizado deverá est ar de
acordo com o item 9.4 da NBR-14 039.

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Not a 1 : No ca so de inst a lação de t ra nsfor madores em a mbientes p erigos os,
o equipa mento deve ob ede cer às nor ma s esp e cíf ica s.
Not a 2 : O t ra n s fo r ma d o r d e s erv iço d eve s er i n s t a la d o n o cu bícu lo d e
s egura nça da sub est ação primária (v ide item 1.1.6 deste Fa s cículo), sobre
ba s e de concreto.
Nota 3 : A bucha X 0 deve ser conectada ao aterramento geral.

1.2.6. Medição
A medição é feita no lado da baixa tensão; os equipamentos necessários
(transfor madores de corrente e medidor) são dimensionados e for necidos p ela
ELETROPAULO, devendo ser observado o seguinte:

a) Transformadores de Medição
São empregados 3 transformadores de corrente (TC), cuja instalação, conforme
indicações nos des enhos 8, 9 e 13, deve s er feit a em cai xa tip o “T” ou “S”,
esp e cif icada no item 5.2 do Fa s cículo dos MATER IA IS E EQUIPAMENTOS
PADRONI ZADOS. Obs ervar que: os t rês t ra nsfor madores de corrente devem
ser previamente instalados, com adequada disp osição e f ixação, em chapa de
aço n o . 16, e o painel, a ssim montado, deve s er f i xado no fundo da cai xa tip o
“T” ou “S”.

b) Caixa do Medidor
A caixa do medidor, esp ecif icada no item 5.1 do Fascículo dos MATERIAIS E
EQUIPAMENTOS PADRONI ZADOS, deve s er inst alada de acordo com a s
indicações most radas nos desenhos 8, 9 e 13.
Nota1: O Painel de medição, contendo o medidor e seus acessórios, é for necido
e instalado p ela ELETROPAULO.
Nota 2: Para a interligação dos t ransfor madores de medição ao medidor, devem
s er inst alados, interligando a s resp ectiva s cai xa s, dois niples com arr uela s e
bucha s; em cada elet rodu to, ou em cada niple, devem s er ins t a lados 4
condutores de cobre s em emenda s, s eção de 2,5m m 2 , r ígidos, na s cores
ver melha, branca, marrom (para a s fa s es) e az ul clara (para o neut ro).

c) Elet roduto ent re o Transfor mador de Serviço e a Caixa “T” ou “S”


D eve s er inst a lado elet roduto de ferro zincado a quente para prote ção dos
condu tores de ba i xa t en s ão, int erliga nd o a ca i xa invólucro da s bucha s
s e cundária s, do t ra nsfor mador de s erv iço, e o compart imento que aloja os
t ransfor madores de corrente na Cai xa “T” ou “S”.
Nota: O neut ro deve ser instalado, mesmo que não seja utilizado na instalação
consumidora.

2. Subestação primária simplificada de instalação externa (poste único)


A s sub es t ações primária s simplif icad a s de ins t a lação ex t er na (p o s t e único) s ão
mont ada s ao ar liv re, em p os t e de concreto, cr u zet a s e ferragens, confor me ilus t ra o

9
Subestações primárias simplificadas

d es en ho 10, f ica ndo s eu s e quip a m entos sujeitos à ação da s int emp éries.
As montagens das instalações eletromecânicas e das estruturas de sustentação devem
apresentar as necessárias condições de estabilidade e segurança, devendo ser constituídas
de componentes à prova da ação do tempo, com adequado acabamento contra corrosão.
2.1. Const r ução da Est r ut ura
Confor me ilust ra o desenho 10, a est r utura é basicamente constit uída de um p oste
de concreto, cr uzetas de madeira e parede de alvenaria para f ixação da s caixas.
2.1.1. Localiz ação
A sub es t a ção primária d eve s er in s t a la d a a 1.50 0±50 m m d o lim it e d a
propriedade com a v ia pública.
Não p ode haver qualquer t ip o de obst r ução ent re o p oste da ELET ROPAULO
e o p o s t e d a sub es t ação, t a is com o árvores ou ou t ra s pla nt a s, mu ro s,
disp ositivos de alar me, etc. A existência de cerca deve estar em confor midade
com o est ab ele cido no item 2.1.2 dest a Inst r ução.
D eve s er obs ervado o afa st a mento m ínimo de 3.20 0m m ent re qua lquer tip o
de const r ução e o lado das chaves-fusíveis. Esse afastamento deve ser medido
a part ir do plano vert ica l deter m inado p elo ei xo do p oste que comp õe a
sub est ação primária, ver A nexo 1, 2 e 3.
Nota: Entende-se p or qualquer tip o de const r ução: toldos, lambris, b eirais,
let reiros, placas, luminosos, telhados, sacadas, partes móveis de janelas, etc.
As caixas do centro de medição devem ser instaladas com suas portas voltadas
para o lado oposto ao limite com a via pública (voltada para o imóvel) ou na direção
perpendicular ao limite do imóvel com a via pública, conforme Anexo 2.

2.1.2. Afa st a mentos e Acessibilidades


A área em tor no da subestação primária, incluindo-se o Centro de Medição,
alvenaria e caixas, deve possuir área liv re para circulação, a qualquer hora do
dia ou da noite, com dimensões tais que seja possível a inscrição de um cilindro
reto, de eixo vertical, com diâmetro mínimo de 600mm, conforme Anexo 3.
Devem ser garantidas todas as condições de acessibilidade aos equipamentos
de medição e proteção, a qualquer hora do dia e da noite.
A área ao redor da subestação primária deve ser delimitada com cerca metálica,
de 2.000mm de altura, com porta de acesso abrindo para fora, devidamente
sinalizada, conforme desenho 10.
Deve ser prevista a distância mínima de 1.800mm entre parte frontal da caixa
de medidores e a cerca de proteção ou de qualquer outro obstáculo.
Nota: As grades da cerca de proteção devem estar devidamente aterradas e possuir
malha com 50mm de abertura máxima, fios de aço galvanizado a quente com
3mm de diâmetro mínimo, conforme item 9.3.2.2 da NBR-14039.
D eve s er obs ervado o afa st a mento m ínimo de 2.0 0 0 m m ent re a s partes
energizadas em média tensão da subestação e qualquer tipo de edificação,

10
incluindo-se as partes energizadas do ramal de ligação e buchas primárias do
transformador.
Ao redor de toda subestação, deve ser constr uído piso de concreto com largura
suficiente para atender toda área de circulação, com declividade de 2% a partir
do centro de medição. A área de circulação está definida no desenho 10.

2.1.3. Poste
D eve s er ut iliz ado p oste de concreto ar mado, s eção circular, for ma t ronca
côn ica, com 10,50 m et ro s d e com p ri m ento, e r esis t ên cia m e cân ic a d e
1.0 0 0daN, aplicados a 10 0 m m do top o. Vide des enho 1 e a nota abai xo.
O p oste deve s er inst alado de acordo com a s indicações do des enho 10.
Nota: Caso a sub estação seja const r uída em área de terreno com cota inferior
ao nível da via pública, o comprimento do p oste deve ser maior a fim de ser
observada a altura mínima de 5.000mm em qualquer ponto do ramal de ligação.

2.1.4 . Adaptador para Transfor mador


O adapt ador para t ra nsfor mador deve s er inst alado e p ossuir caracter ística s
confor me des enho 10.

2.1.5. Cr u zet a s
D evem s er inst a lada s dua s cr u zet a s de madeira de lei (confor me NBR-8458,
da ABNT), resistência de r upt ura m ínima de 80 0da N, com 2.0 0 0m m de
comprimento, s e ção t ra nsversa l de 9 0 x 9 0m m, f i xada s ao p oste p or meio
de cinta s, sela s, paraf us os, p orca s e arr uela s, em montagem dupla tip o Meio
Be co (1x2). Vide des enho 10.
Not a: Não é p er m it ida a ut iliz ação de ma is de um nível de cr u zet a, a lém da
esp ecif icada no des enho 10;

2.1.6. Parede de Alvenaria para Fi xação da s Ca i xa s


D eve s er dot ada, na face sup erior, de de cliv idade e b eira l (pingadouro)
confor me ilust ra o des enho 10.
Not a: O cent r o d e m e d i ção (a l vena r ia e c a i xa s) d eve s er i n s t a la d o,
necessariamente, junto ao poste da subestação primária, conforme desenho 10.

2.2. Montagem Elet romecânica


D eve ob ede cer ao pres crito na nor ma NBR-14 039, da ABNT, e aos itens a s eguir,
devendo s er obs ervada s, t a mbém, a s condições indicada s no des enho 10 e na s
tabelas 2 e 3 (itens 4 e 5), sendo que os materiais e equipamentos a serem utilizados
d evem e s t a r d e a co rd o co m a s e s p e cif i c a çõe s co nt id a s n o Fa s cícu l o d o s
MATER I AIS E EQUIPAMENTOS PADRONI ZADOS.
Nota: Todas as ferragens empregadas na montagem da estrutura devem ser zincadas a
quente, observando-se as especificações das normas NBR-8158 e NBR-8159, da ABNT.

11
Subestações primárias simplificadas

2.2.1. Ra mal de Ligação


a) Condutores
Os condutores do ramal de ligação são dimensionados, for necidos e instalados
p ela ELETROPAULO, desde de o p onto de derivação de sua rede até o primeiro
p onto de f i xação na propriedade particular (p onto de ent rega).

Nota: O p onto de ent rega s e localiz a nos is oladores de susp ensão da cr u zet a
do p oste part icular.

b) Disp ositivos de Fixação


Para fixação das fases às cr uzetas, devem ser utilizados isoladores tipo bastão.
Na f i xa ção d o co nd u t o r neu t ro a o p o s t e, d eve s er u t ili z a d o u m is olad o r
t ip o rold a na.
O s i s ola d o r e s u t il i z a d o s d evem o b e d e cer a o it em 2 d o Fa s cículo d o s
MATER I AIS E EQUIPA MENTOS PADRONI ZADOS.
Os disp osit ivos de f i xação devem s er inst alados de modo que os condutores
do ra ma l d e ligação ob e d e ça m ao s afa s t a m ento s m ín im o s indicados na
t a b ela 3 (it em 5).

2.2.2. Ra mal de Ent rada


Os condutores do ramal de ent rada BT devem s er dimensionados confor me
prescrições da NBR-5410, da ABNT.
O neut ro deve s er inst alado, mesmo que não s eja ut iliz ado na inst a lação
consum idora.
Quando for adotado ra mal de ent rada em para lelo, deve s er inst alado um
condutor neut ro em cada elet roduto.

2.2.3. Proteção na Média Tensão: Chaves-Fusíveis; Fusíveis; Pára-raios


Devem seguir as prescrições da NBR-14039, da ABNT, e as disposições a seguir.
Not a: A proteção da s inst alações de ba i xa tensão deve s er feit a de acordo às
prescrições da NBR-5410, da ABNT. Para qualquer p otência de t ransfor mação,
é obrigatória a ut iliz ação de disjuntor como prote ção da ba i xa tensão.
a) Chaves-Fusíveis
Devem ser utilizadas chaves-fusíveis de distribuição com capacidade nominal
de 100A, classe 2, tipo C (ver NBR-8668), cuja instalação deve ser feita conforme
ilustra o desenho 10.
No quadro a s eguir, são apres ent ada s a s caracter íst ica s da s chaves a s erem
ut ilizada s, de acordo com a tensão nom inal:
Tensão Nominal [kV] NBI[kV]
13,8 95
23 125

12
Em confor m idade com a nor ma NBR-14 039, da ABNT, a inst alação de chaves
deve s er feit a de for ma que a s partes móveis f iquem s em tensão qua ndo a s
chaves est iverem ab ert a s, b em como de for ma a imp e dir que a ação da
grav idade p ossa provocar s eu fecha mento.
Not a 1 : A s o p era ções d e a b er t u ra e fe cha m ento d a s chaves-f u síveis d a
sub es t a ção primária devem s er efet uad a s, exclu siva m ent e, p ela
ELETROPAULO.
Nota 2 : A s chaves-f usíveis e o t ra nsfor mador devem s er inst alados s empre do
lado op osto do p oste em relação ao lim ite da propriedade com a v ia pública.

c) Fusíveis
Os elos f usíveis para prote ção do t ra nsfor mador devem s er esp ecif icados,
for necidos e inst alados p ela ELETROPAULO;

d) Pára-Raios
A proteção de componentes das instalações elétricas contra sobre-tensões
transitórias (surtos) deve ser feita com a utilização de pára-raios, cujas características
estão indicadas no item 3 do Fascículo – MATER IAIS E EQUIPAMENTOS
PADRONIZADOS, observando-se o prescrito na NBR-14039, da ABNT.
D evem s er inst alados t rês pára-ra ios (um p or fa s e), confor me indicado no
des enho 10, cuja ligação (pr umada) à malha de aterra mento deve s er feit a
com cab o de cobre, com is olação na cor verde para 750V, s e ção de 25m m 2 ,
indep endente dos dema is condutores de aterra mento, tão curto e retilíneo
qua nto for p ossível e s em emenda s ou qua is quer disp osit ivos que p ossa m
causar sua interr upção.

2.2. 4. Aterra mento


O valor da resistência de terra, em qualquer época do ano, não deve ser superior
a 10 (ohm s), obs ervando-s e que a malha de aterramento deve s er comp ost a
de, no m ínimo, t rês elet rodos ( ha stes) de aterra mento.
Na malha de aterramento devem ser utilizados eletrodos revestidos com cobre,
com 15m m de diâmet ro e 2.4 0 0m m de comprimento, no m ínimo, interligados
p or condutor de cobre nu, com s e ção igual a do condutor de aterra mento de
maior bitola, ou no mínimo 50m m 2.
As distâncias de instalação entre os eletrodos de aterramento devem ser iguais
ou ma iores que o com prim ento d o s elet rodo s, ob s ervado o m ín im o d e
3.000mm para distâncias entre eletrodos de comprimento inferior a este valor.
Os condutores de aterramento devem ser tão curtos e retilíneos quanto possível,
sem emendas ou quaisquer disp ositivos que possam causar sua interr upção.
A s conexões ent re os condutores de aterra mento e a malha devem s er feit a s
no interior de cai xa s de insp e ção (v ide des enho 5), p or meio de cone ctores
apropriados, não s endo p er m it ido o us o de s olda mole.

13
Subestações primárias simplificadas

Todas as partes metálicas (massas) não destinada s a conduzir corrente devem


s er aterrada s p or meio de condutores de cobre, s e ção m ínima de 25m m 2 ,
interligados ao condutor de aterra mento de mesmo tip o e s e ção.

Seção dos Condutores Fase Seção Mínima dos Condutores de


da Instalação [mm] Aterramento e de Proteção [mm]
S < 50 25
S > 50 S/2

Q ua nd o h ou ver p ara lelism o d e cond u tores na ent ra d a con s u m id ora, o


dimensionamento dos condutores de aterramento deve ser feito considerando-
s e a s e ção (S) d e ap ena s um condu tor fa s e. O neu t ro d a ELET ROPAU LO
deve s er interligado com a malha de aterra mento, emprega ndo-s e, para ess e
f im, um condu tor d e cobre com is olação para 750V na coloração a z ul clara,
s e ção d e 25m m 2 , ao qua l d eve s er ligado, t a m b ém, o s condu tores para
at erra m ento da s ma s s a s.
Not a 1: Os condutores de aterra mento dos pára-ra ios, do neut ro e da s ma ssa s
devem ser conectados em malha de aterramento única, desde que em eletrodos
( ha stes) diferentes, confor me ilust rado no des enho 10.
Not a 2 : Os condutores de aterra mento da s ba s es dos TC devem s er de cobre
bitola 25m m 2 .

2.2.5. Tra nsfor mador de Serv iço


O t ra nsfor mador a s er ut iliz ado deve atender às ex igência s da s nor ma s
e s p e cíf i c a s d a ABN T ( N BR-5356 e ou t ra s) e a p r e s ent a r a s s eg u i nt e s
caracter ística s:
a) D eve ser t rifásico e p ossuir os en rola mentos do primário ligados em delt a;
b) D eve ter o s e cundário ligado em est rela, neut ro aterrado, com a s tensões
nom ina is de 220/127Volt s, 380/220Volt s ou 4 4 0/254Volt s;
c) A p otência deve s er de 30 0kVA, no máx imo;
d) Em consonância com as tensões nominais, indicadas no item 4 do Fascículo
das CONDIÇÕES GERAIS PARA FORNECIMENTO, são sugeridas, no enrolamento
primário dos transformadores, as derivações indicadas na tabela 4 (item 6).
Not a 1 : A bucha X 0 deve s er cone ct ada ao aterra mento gera l.
Not a 2 : Os condutores do ra mal de ent rada (MT) devem s er r ígidos, de cobre,
s e ção m ínima de 10m m 2 .

2.2.6. Medição
A medição é feit a no lado da ba i xa tensão; os equipa mentos ne cessários
(t ra nsfor madores de corrente e medidor) são dimensionados e for ne cidos
p ela ELETROPAULO, devendo s er obs ervado o s eguinte:

14
a) Tra nsfor madores de Medição
São empregados 3 transformadores de corrente (TC), cuja instalação, conforme
indicações no desenho 10, deve ser feita em caixa tip o “S”, esp ecif icada no
item 5.2 do Fa s cículo MATER I A IS E EQUIPA MENTOS PADRON I Z ADOS.
Observar que: os t rês t ransfor madores de corrente devem ser previamente
instalados, com adequada disp osição e fixação, em chapa de aço n o. 16, e o
painel assim montado deve ser f ixado no fundo da caixa tip o “S”.

b) Ca i xa do Medidor
A ca i xa do medidor, esp e cif icada no item 5.1 do Fa s cículo dos MATER I A IS
E EQUIPAMENTOS PADRONI ZADOS, deve s er inst alada de acordo com a s
indicações most rada s no des enho 10.
Nota1: O Painel de medição, contendo o medidor e seus acessórios, é for necido
e insta lado p ela ELETROPAULO.
Nota 2: Para a ligação dos t ransfor madores de medição ao medidor, devem s er
i n s t a la d o s, i nt er l iga n d o a s r e s p e c t i va s c a i xa s, d oi s n ipl e s d e fer r o
galva niz ado com arr uela s e bucha s. Em cada niple, devem s er insta lados 4
condutores de cobre s em emenda s, s eção de 2,5m m 2 , r ígidos, na s cores
ver melha, bra nca, marrom (para a s fa s es) e az ul clara (para o neut ro).
Not a 3 : O n eu t ro d eve s er i n s t a la d o, m esm o qu e não s eja u t il i z a d o na
inst a lação consum idora.

c) Port a s Suplement ares


A lém de s erem inst a lada s s ob b eira l (pingadouro), a s ca i xa s devem s er
protegida s, ex ter namente, com p ort a s suplement ares (p ort a s ex ter na s) com
ventilação, dev ida mente aterrada s, confor me ilust rado em v ist a f ronta l no
des enho 10.

d) Elet roduto ent re o Tra nsfor mador de Serv iço e a Ca i xa “S”


D eve s er i n s t a la d o el et r o d u t o d e fer r o z i n c a d o a qu ent e, p a ra p r ot e ção
d o s co n d u t o r e s d e b a i xa t en s ão, i nt er l iga n d o a s b u cha s s e cu n d ár ia s, d o
t ra nsfor mador de s erv iço, e o compart imento que a loja os t ra nsfor madores
d e co r r ent e na Ca i xa “S”. O el et r o d u t o d eve s er dim ensionado confor m e
N BR-5410, da ABNT.

3. Conjuntos blindados
Os conjuntos blindados, fabricados para ut ilização em ent rada s consum idora s,
devem ter s eus protótip os prev ia mente aprovados p ela ELETROPAULO.
E s s es co nju nto s cara ct eri z a m- s e p o r a pr es ent a r m ont agen s elet ro m e cân ica s
a loja d a s em cu bículo s co n s t r u íd o s em cha p a s e p er f ilad o s m et ál ico s, confo r m e
ilu s t ra o d es en h o 13, e d es t i na m-s e exclu siva m ent e a ent ra d a s con su m id ora s com
ra ma l d e ent ra d a su bt er rân e o.

15
Subestações primárias simplificadas

3.1. Conjuntos Blindados com Is ola mento Convencional


3.1.1. Instalação de Conjunto Blindado Tipo Interno
Unicamente para instalação abrigada, interna.
A montagem de subestações primárias simplificadas com utilização de conjuntos
blindados do tipo interno deve obedecer ao prescrito no item 3.1 do FASCÍCULO
DAS SUBESTAÇÕES PRIMÁRIAS CONVENCIONAIS.

3.1.2. Instalação de Conjunto Blindado Tipo Externo


Para instalação ao tempo, externa, observando-se que este tipo deve apresentar:
portas suplementares (portas externas) na parte frontal; declividade adequada e
beirais (pingadouros) em sua cobertura; telas metálicas de proteção (malha 2mm)
no lado interno das venezianas externas; e pontos de luz instalados internamente.
A montagem de subestações primárias simplificadas com utilização de conjuntos
blindados do tipo externo deve obedecer ao prescrito no item 3.1 do FASCÍCULO
DAS SUBESTAÇÕES PRIMÁRIAS CONVENCIONAIS.
Nota: As montagens eletromecânicas dos conjuntos blindados para subestações
primária s sim plif icad a s d evem, ne ces s aria m ent e, a pres ent ar prev is ão d o
transformador de serviço.
Obs. As chapas e per filados metálicos, utilizados nas construções de conjuntos
blindados, internos ou externos, são dimensionados de acordo com os esforços
mecânicos a que estão sujeitos, observando-se, porém, que nenhuma chapa pode
ter espessura inferior à de no. 16.

3.2. Cubículos com Isolamento Integral em SF6


O s cubículos com is ola m ento int egra l em SF 6 d evem at end er a s pres crições d es t e
l iv ro d e confor m id a d e com o d e s en h o 19.
O s cubícu lo s d evem a s s eg u rar u m s erv iço a b s olu t a m ent e s eg u ro s o b qua lqu er
p onto d e v i s t a, b em com o ofer e cer a b s olu t a s eg u ra n ça, elét ric a e d e o p era ção,
para quem o s ma nobre ou op ere.
D evem s er co n s t r u íd o s co m m at er ia i s d a m el h o r qua l id a d e e a m pla m ent e
exp erimentados, confor me a s recomendações dit ada s p ela Com issão Elet rotécnica
I nt er na ciona l I EC-298, s eg u nd o p ubl ica ção 1996.
O s cubículo s d evem r esis t i r a cu r to- ci rcu ito e s o br e-t en s õe s qu e p o s s a m s er
produ z id o s em condições d e s erv iço.
D evem s er toma d a s tod a s a s p r e cau ções p o s sívei s p ara s e ev it ar ex plo s ão ou
incêndio, b em como a propagação dos mesmo s, ofere cendo resistência suf iciente
p ara s up or t ar o es forço con s e qüent e d a d eflagra ção d o s ga s es p ro d u z id o s p o r
arco d ev id o a cu r to- ci rcuito, s em d efor mar-s e.
O s cubículos d evem a pres ent ar quat ro compart im entos b em d ef in idos: uma cuba
d e gás, u m d e co m a n d o, u m co m p a r t i m ent o d e ex p a n s ão d e ga s e s e u m
com p ar t i m ento d e ca b o s, s end o qu e to d a s a s p ar t es v iva s d o cubícu lo, exceto
t er m i na is, d evem p er ma n e cer i m er s o s em SF 6 .

16
A cuba de gás, s elada e prov ida de ma nômet ro, deve s er const r uída em
chapa de aço inox idável, para alojar a s barra s principa is e a s e ccionadora
sob carga, toda s envolt a s em SF 6 à pressão.

4. Afastamentos mínimos - instalação de equipamentos


Os afa st amentos m ínimos indicados na s Tab ela s 1 e 2 devem s er obs ervados para
todos o s com p onentes da s ins t a lações elét rica s e d evem s er con sid erados ent re
sup er fícies ex ter na s v iva s, e não ent re ei xos.
4.1. Tab ela 1
Equipamentos Instalados em Subestações Convencionais e Subestações
Simplificadas de Instalação Interna
Tensão Nominal Afastamentos Mínimos
[kV] fase – fase [mm] fase – terra [mm]
Até 13,8 200 160
23 300 200
4.2. Tab ela 2
Equipamentos Instalados em Subestações Simplificadas
de Instalação Externa (Poste Único)
Tensão Nominal Afastamentos Mínimos
[kV] fase – fase [mm] fase – terra [mm]
Até 13,8 300 200
23 400 300

5. Afastamentos mínimos ramais de ligação


5.1. Tab ela 3
Afastamentos Mínimos para os Condutores do Ramal de Ligação
Tensão Nominal [kV] Projeção
Itens de referência a serem observados
Até 13,8 23
[mm] [mm]
Em relação ao nível do solo 5.000 5.000
Entre os condutores Em paredes 600 600 Vertical
no ponto de fixação Em cruzetas-poste 700 1.000
Em relação ao limite de propriedade
de terceiros 2.000 2.000
Em relação a qualquer edificação 2.000 2.000 Horizontal
Em relação a janelas, sacadas, 2.000 3.000
marquises, escadas, terraços

17
Subestações primárias simplificadas

6. Tensões sugeridas para transformadores


6.1. Tab ela 4

Tensão Nominal [kV] Derivações sugeridas no enrolamento primário [kV]


3,8 3,985 - 3,785 - 3,585 - 13,8 - 13,2/12,6
13,8 13,8 - 13,2 - 12,6
23 24,0 - 23,0 - 21,9/20,9

18
Anexo 1
Posições Relativas entre o Poste do Transformador e o Imóvel

Limite do imóvel Edificação Limite do imóvel

A
Poste
particular

Limite da
via pública
B
Passeio Poste concessionária

Via pública

Passeio

A = Distância m ínima ent re o imóvel e o ei xo do p oste = 3.20 0 m m


B = Dist ância ent re a face do p oste e o lim ite da v ia pública = 1.50 0 ± 50m m

Not a: Os afa st a mentos do ra mal de ligação devem atender à Tab ela 3 deste Fa s cículo.

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Subestações primárias simplificadas

Anexo 2
Posições Relativas entre o Poste do Transformador
e a Caixa do Centro de Medição

Limite do imóvel Edificação Limite do imóvel

A C
Poste
Limite da particular
via pública
Passeio Poste concessionária

Via pública

Passeio

Ap ena s t rês p osições relat iva s são p er m it ida s:


A e C – À es querda ou à direit a do p oste particular, ei xo longit udina l na dire ção,
obrigatoria mente, para lela ao lim ite com a v ia pública com a s t a mpa s da s ca i xa s
volt ada s para a edif icação;
B – Ei xo longit udina l p er p endicular à dire ção do lim ite com a v ia pública.

Cent ro de Medição

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Anexo 3
Área de Circulação e Proteção do Centro de Medição

Porta aberta a 90o


B

Centro de medição B
A

Porta aberta a 90o

Poste Particular

A = 1.80 0 m m (no m ínimo)


B = 60 0 m m (no m ínimo)
A área delim it ada, em tor no da sub est ação primária, deve atender ao item 2.1.2.
Afa st a mentos e Acessibilidades.

D eve s er inst alada placa de advertência na p ort a de acesso da sub est ação primária,
s egundo NBR-14 039.

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