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A Biodiversidade e a potencialidade econômica da

Amazônica
Autor: José da Silva Seráfico de Assis Carvalho

• Palavras-chave: biodiversidade, economia, Amazônia.


• Key-words: biodiversity, economy, Amazon.

INTRODUÇÃO
A história econômica do Amazonas tem sido estudada segundo a valorização
dos bens mais significativos de sua pauta de exportações, ao longo do tempo.
Assim, é comum dizer-se que a economia amazonense responde a ciclos
diferenciados e sucessivos. O primeiro desses ciclos teria sido o das chamadas
“drogas do sertão”, entendendo-se por tal a busca e comercialização
(predominantemente, a exportação) de produtos naturais. As essências,
madeiras, resinas, frutos e outros produtos extraídos da floresta constituíam,
então, a base das trocas interestaduais e internacionais. Há que conferir
validade à diferença, nesse período, de duas fases distintas: uma, em que as
“drogas do sertão” compreendiam uma variedade praticamente equilibrada de
produtos “in natura”; outra, quando a seringa passou a prevalecer.
Experimentavam-se, então, as primeiras conseqüências da criação dos
veículos automotores, movimentados sobre pneumáticos. Com a queda do
preço da seringa, no mercado consumidor, a economia do Amazonas entrou
em acelerada depressão. Mesmo a tentativa de reerguê-la, com base
novamente no produto natural que a sustentara, no final do século XIX e
início do século XX – a seringa -, frustrou-se. O esforço de guerra, necessário
à manutenção de tropas e armas aliadas, na Europa, não foi suficiente para
recuperar o que se chama de “economia gomífera”. Só mais de cinqüenta anos
após a substituição da borracha amazônica pela dos seringais do sudeste
asiático, final dos anos sessenta, adveio o que alguns analistas chamam de
“segundo ciclo” da economia amazonense. Sua característica principal é a
implantação, em Manaus, de um parque industrial de montagem, mercê de
excepcionais medidas fiscais, sob a forma de incentivos tributários – a Zona
Franca de Manaus. Trinta anos depois, as autoridades estaduais inauguram o
que vem sendo chamado de “terceiro ciclo”. Este ainda não teve explicitados
seus fundamentos e suas diretrizes básicas. Sabe-se, todavia, que tem aplicado
recursos públicos em muitos municípios amazonenses e que nem sempre essas
aplicações têm alcançado os resultados que o Executivo estadual previa. À
falta de documentos que traduzam , coerentemente, os verdadeiros objetivos
do programa, dispõe-se apenas de especulações a respeito do que ele é. Dizem
fontes oficiais que as medidas devem conduzir a um novo ciclo econômico, o
assim chamado “terceiro ciclo”.
Mesmo sem pretendermos estudar exaustivamente as diversas fases da
economia local, consideramos oportuno tecer alguns comentários a propósito
delas, para só então arriscarmos indicar fatores potencialmente aptos à
dinamização de negócios sustentáveis no Amazonas e, certamente, em toda a
região Norte.

AS DROGAS DO SERTÃO
O ciclo das “drogas do sertão”, como dito acima, pode ser desdobrado em
duas fases distintas – uma, a primeira, representada na busca de todo e
qualquer produto natural aproveitável no processo industrial ou destinado à
exportação. Em seguida, aquela que decorreu da invenção do processo de
vulcanização da borracha, por Goodyear. Cabe, portanto, oferecer uma
alternativa à divisão usualmente referida, nos seguintes termos: o primeiro
ciclo seria o da busca indiscriminada de produtos naturais; o segundo, o “ciclo
da borracha”.
Com efeito, a importância desse produto, em uma sociedade que passava a
conviver com veículos automotores de quatro rodas e com artefatos militares
automóveis, tornou-se estratégica. Isoladamente, a borracha respondeu pelo
fausto que caracterizou Manaus e Belém, no final do século XIX e princípio
do século XX. Praticamente, a riqueza gerada pela exportação do produto
sustentava, sozinha, a vida econômica regional. Ainda hoje, as duas capitais
têm traços desse momento da economia, que, todavia, não deixou mais que
recordações. Tão facilmente quanto se construíam fortunas, elas se
dissipavam. A crônica regional registra fatos denotadores da despreocupação
com o futuro e do descompromisso das elites locais para com a trajetória da
sociedade a que pertencia – querendo ou não.
É certo que as maiores fortunas não foram feitas pelos nativos. Ao contrário,
as grandes casas aviadoras e exportadoras, em geral estrangeiras,
apropriavam-se da maior parte da renda gerada nos seringais. Lá, sujeito a
jornada de trabalho desumana e insalubre, o seringueiro colhia o material que
alimentaria a vaidade e a dissipação dos investidores d’além-mar.
Um fato prosaico, em geral romanceado, responderia pela concorrência dos
seringais de cultivo implantados no sudeste asiático: o contrabando de
sementes da seringueira, levado por ingleses para aquela outra distante parte
do Mundo. Pouca gente se dá o trabalho de lembrar que não se tratara de
esconder nas algibeiras ou no bolso da calça ou, mesmo, numa valise de mão,
as sementes que mataram uma época de nossa economia. O que os ingleses
levaram daqui foram toneladas de sementes de seringa, cuja saída do território
amazonense e nacional não poderia ter ocorrido, se não com cumplicidade
ainda por apurar. Como a investigação desse fato interessa pouco às elites
dirigentes, há o deliberado esforço de disseminar a impressão de atividade
sorrateira, de que ninguém pudesse tomar conhecimento.
Importa pouco, para o objetivo deste artigo, discutir esse assunto. Sua menção
presta-se, no entanto, a advertir quanto seria oportuno entregarem-se os
estudiosos a essa investigação. Se ela não poderia fazer-nos retroceder,
serviria, contudo, para identificar classes sociais para as quais interessa pouco
ou nada a defesa dos direitos e prerrogativas dos nativos, desde que isso a elas
traga benefícios. Serviria, ainda, para evitar comportamento semelhante, com
todas as conseqüências de ordem econômica e social sobre a região.

A PRIMEIRA TENTATIVA CONSISTENTE


Até o ano de 1967, as atenções federais para a Amazônia foram esparsas e
assistemáticas. Quando o Brasil entrou na II Guerra Mundial, os Ford
entenderam de reativar a atividade seringueira em Santarém, Belterra e
Fordlândia, no Pará. De lá deveria sair a matéria-prima de pneumáticos e
outros produtos indispensáveis à luta de combate ao nazismo, que se travava
na Europa. A experiência malogrou, sendo os plantios atacados por doenças
que negavam às árvores cultivadas a produção registrada nos seringais
nativos, condenando-as à morte.
Outras tentativas governamentais, como a resultante do célebre “Discurso da
Amazônia”, não tiveram, igualmente, o dom de modificar o quadro de penúria
econômica experimentado pelo Estado.
Somente em 1967, em pleno regime autoritário (mas antes, ainda, do seu
aprofundamento), entendeu o Executivo federal de restabelecer a Zona Franca
de Manaus, cuja criação data dos fins da década dos 50.
Ao invés de concentrar o esforço produtivo nas potencialidades naturais da
Amazônia, todavia, o modelo voltou-se inteiramente para fora da região - seja
pela oferta de privilégios a investidores capitalizados de outros países, seja
pela atração de empresários nacionais estabelecidos em geral no sudeste ou sul
do país ou, de alguma forma, associados a capitais internacionais.
É bem verdade que se tratava de pela primeira vez adotar, para o Amazonas,
política econômica definida, cujos contornos pareciam suficientemente
promissores. Óbvio, os objetivos explícitos não foram tidos como tais por
todos os observadores. Uns, que acabaram por tornar-se predominantes,
aplaudiram incondicionalmente as decisões; outros, preocupados com o longo
prazo, teceram críticas geralmente inaudíveis nos escalões decisórios.
A percepção da precariedade do instrumento dos incentivos fiscais, sob a
modalidade de uma zona franca, revelou-se em toda sua inteireza, durante as
duas primeiras décadas de execução desse projeto governamental. Primeiro, a
ânsia pela atração de capitais de fora gerou verdadeira classificação dos
empresários. Os que tinham o umbigo enterrado em solo amazonense e, em
grande parte por causa disso, responsabilizaram-se por manter alguma
atividade econômica na região, após a chamada “débacle” da borracha,
sentiram-se inferiorizados, diante dos forâneos. A estes, acenava-se não só
com as vantagens legais então criadas – isenções fiscais, infra-estrutura de
serviços públicos, preço de terras subsidiado -, mas também com a facilidade
de acesso às decisões governamentais. Em resumo: enquanto os empresários
locais encontravam dificuldade para entrevistarem-se com as autoridades
públicas, as portas escancaravam-se para os concorrentes de fora da região.
A elaboração da Constituição Federal de 1988 serviu, assim, ao propósito de
remover os obstáculos que vinham marcando a trajetória da Zona Franca de
Manaus. Graças ao fato de que o relator do Congresso Constituinte (o então
deputado, hoje senador Bernardo Cabral) compunha a bancada amazonense, o
artigo 40 das Disposições Constitucionais Transitórias incorporou inciso
assecuratório da existência da ZFM até o ano 2.013. Pensava-se, então, ter
removido todos os óbices.
A experiência revela, todavia, não ser bem essa a realidade. Vez por outra, as
lideranças políticas e empresariais são mobilizadas, pela descoberta de novas
ameaças contra iniciativas que poderiam inaugurar outro ciclo na economia
regional, em especial no Amazonas.

AS CRÍTICAS IGNORADAS
Dentre as críticas mais consistentes feitas ao modelo escolhido pelo governo
autoritário, para a Amazônia, foi destacado o absoluto esquecimento das
potencialidades oferecidas pela floresta amazônica. Nela, como se sabia desde
os tempos das “drogas do sertão”, encontram-se espécies animais e vegetais
aptas ao aproveitamento no processo produtivo. Se é certo que somente de
parca porcentagem dessas espécies dispõe-se de informações com base
científica, é igualmente certa a possibilidade de serem aproveitadas matérias-
primas suficientemente conhecidas. Para tanto, os estudos que o Instituto
Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA desenvolveu, ao longo dos últimos
46 anos, constituem importante subsídio.
Ademais, a pressão das populações interioranas sobre a capital do Amazonas é
devida, em grande medida, a dois fatos: a) a atração da Zona Franca, alardeada
como a grande alavanca da economia, por isso propiciadora de empregos e
facilidades para todos; b) a omissão de políticas públicas capazes de reterem o
caboclo em seu “habitat”. Nesse caso, é bom mencionar as perspectivas que se
abririam, caso olhada com a devida sabedoria a biodiversidade e aproveitados
seus frutos e produtos, no processo de transformação das matérias-primas em
bens de consumo ou bens intermediários.
De tempos em tempos, advertências são feitas aos governantes, sem que eles
tenham ouvidos aptos a perceberem o clamor público. Das elites regionais, do
mesmo modo, a conduta manifesta não é diferente. Sobretudo por que boa
parte dela considera-se satisfeita com a participação no grande banquete
servido aos investidores, ainda que tal presença se traduza na coleta de restos
deixados cair da mesa principal.
Mais recentemente, tímido “mea culpa” vem sendo feito. Aqui e acolá,
percebem-se documentos oficiais reconhecendo o malogro da experiência, a
despeito de alguns poucos (e quase sempre transitórios) benefícios deixados
para a população em geral. A oferta de empregos, por exemplo, durante os
anos iniciais da experiência funcionava como carro-chefe da propaganda
oficial. A alegada necessidade de acompanhar o avanço tecnológico, para
garantir a competitividade do parque industrial local, logo reduziu a absorção
de mão-de-obra. Nenhum mecanismo compensatório foi mobilizado, daí
resultando a multiplicação dos problemas urbanos com que Manaus vem,
crescentemente, se defrontando.

AS PERSPECTIVAS
Mais recentemente, as atenções gerais – inclusive dos segmentos dirigentes –
voltaram-se para a biodiversidade. Num certo sentido, as preocupações
ambientalistas reorientaram as decisões, de tal modo que as riquezas da
floresta passaram a merecer tratamento jamais proporcionado a elas.
A criação de um programa de biologia molecular, que se dispõe a multiplicar
as pesquisas sobre os produtos florestais e lhes agregar valor, fazendo-os
participarem das cadeias produtivas abriu novos horizontes para a economia
regional.
Dos laboratórios do Centro de Biotecnologia deverão surgir matérias-primas e
materiais logo disputados pelo setor industrial, numa ampla gama de
atividades. Ademais, a instalação, em Manaus, do Centro de Incubação e
Desenvolvimento de Empresas-CIDE, poderá estimular pequenos empresários
e atraí-los para atividades produtivas com o aproveitamento de matérias-
primas regionais e a introdução de inovações, não apenas tecnológicas, mas,
em especial, as que concernem ao aproveitamento de produtos naturais até
então negligenciados.
Verifica-se, no momento, inusitado interesse das autoridades e de parte das
classes dirigentes do Estado, quanto à exploração racional dos recursos
naturais. Parece, inclusive, ultrapassada a fase em que preocupações com a
saúde do ambiente resultavam em acusações aos que as levantavam. Pelo
menos, decisões governamentais nesse sentido já não despertam a mesma
furiosa reação de antes.
Diante desse quadro, é imperioso exercer a imaginação. Fazendo-o, não há
como ignorar a importância de algumas espécies e quanto elas têm a ver com
o processo produtivo. Do mesmo modo, contemplar os que detêm
conhecimento – científico ou apenas empírico – assume papel fundamental,
seja pelo que pode abreviar os próprios processos de investigação científica,
seja pela possibilidade de incorporar expressivos contingentes humanos a esse
novo esforço econômico regional.
Ainda não construídas as instalações do Centro de Biotecnologia que
funcionará em Manaus, a opinião pública foi chamada, pela mídia, a discutir
os termos de um contrato celebrado pela organização social Bioamazônia,
com um laboratório suíço. Tudo gira em torno da exclusividade oferecida
àqueles investidores do setor farmacológico (laboratório Novartis), que teriam
privilégios de patente de microorganismos encontrados. O simples fato de
multinacional poderosa e influente, como a Novartis, interessar-se pela
biodiversidade amazônica serve para dizer do valor estratégico que a floresta
encerra...
Um conjunto de iniciativas, portanto, está em vias de conduzir à formulação
de novas propostas para a economia do Estado do Amazonas, se fosse demais
dizer para toda a região em que ele se encontra. Do lado do governo do
Estado, a criação de áreas ambientalmente protegidas pode facilitar o trabalho
que, no Centro de pesquisas biotecnológicas descobrirá os princípios ativos e
descreverá as características e aptidões de matérias-primas animais e vegetais
e, no Centro de Incubação, as transformará em produtos com valor de
mercado.
Ainda falta algum tempo, até que o Centro de Biotecnologia entre em
funcionamento; o Centro de Incubação de Empresas dá seus primeiros passos.
Nem por isso, deve-se esquecer a importância que podem significar, para a
abertura de perspectivas promissoras à nossa economia. Se, no centro de
pesquisas, estarão sendo estudadas as características e potencialidades dos
produtos extraídos da floresta, o CIDE será o campo de experimentação
prática desses produtos, em escala industrial, ao mesmo tempo em que o palco
onde poderão ser testadas novas tecnologias.
Pode-se reconhecer a pobreza da pesquisa científica, na Região. A despeito do
enorme esforço desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisa da
Amazônia- INPA, ao longo de quase cinqüenta anos; do Museu Paraense
Emílio Goeldi, há mais de cem anos; do Instituto Agronômico do Norte, da
Embrapa, mais recentemente – a própria grandeza do território amazônico e
sua excepcional biodiversidade indicam ser necessário multiplicar tais
esforços. Só isso assegurará o aproveitamento racional das riquezas naturais
da região e alterações sensíveis na realidade.
É preciso lembrar, nesta oportunidade, a extrema timidez com que têm sido
realizadas pesquisas sobre aspectos sociais. Acompanhando mau vezo
característico dos meios acadêmicos brasileiros, também na Amazônia
prevalece (ontem mais que hoje) certa suspeita em relação ao status de ciência
ao estudo de fenômenos que não se podem pegar com as mãos, ou ouvir, ou
cheirar, ou ver. Assim, desdenha-se de aspectos fundamentais da realidade,
exatamente aqueles que envolvem as condutas do ser humano. É como se a
ciência devesse rejeitar tudo quanto os sentidos não conseguem apreender
diretamente.
Se olharmos para a história econômica da Amazônia, não será difícil constatar
o quase desprezo devotado aos problemas mais sentidamente humanos, em
praticamente todas as fases. Mesmo no passado, quando a prevalência do
mercado sobre quaisquer outras considerações e valores ainda não se mostrava
tão presente como hoje, isso já ocorria. Talvez o melhor exemplo disso sejam
as condições em que trabalhavam os seringueiros, à época em que os maiores
beneficiários acendiam charutos importados com cédulas de papel-moeda.
Enquanto esse comportamento tipicamente “noveau-riche” ocorria na cidade,
no interior da floresta o seringueiro percorria quilômetros a pé, buscando o
látex que faria a riqueza dos exportadores, seringalistas e aviadores. Uma vez
colhida a seringa, o trabalho de defumação condenava o caboclo ou o
nordestino à cegueira.
Mais tarde, a desconsideração desses aspectos produziu verdadeiro êxodo para
o sul-sudeste do País. Muitas famílias migraram, expulsas pela falta de
perspectivas de ascensão social. É bem verdade que restaram muitas outras
famílias, de cujo trabalho resultou a manutenção de uma base física
propiciadora de iniciativas como a própria Zona Franca de Manaus. Só que, ao
chegar, a nova política econômica primou pelo esquecimento das mazelas que
marcaram as quase cinco décadas anteriores.
Vai daí, aos investimentos maciços do Executivo federal não correspondeu o
estabelecimento de novas bases econômicas, assecuratórias da melhoria na
qualidade de vida dos habitantes do estado.

CONCLUSÃO
Pode-se concluir, do breve comentário acima, que a Amazônia dispõe de
potencialidades naturais capazes de transformarem-se em realidades
econômicas, em tempo menos longo do que se costuma afirmar. Além dos
produtos naturais largamente conhecidos, muitos dos quais já bem situados no
mercado, é necessário incluir uma grande variedade de outros produtos aptos à
introdução no processo produtivo de fármacos, cosméticos, conservas,
petroquímicos etc.
As operações da Petrobrás, em território amazonense, revelam reservas de gás
e óleo bruto nada desprezíveis; os rios da bacia hidrográfica da região reúnem
milhares de espécies ícticas, sendo que pelo menos duas centenas delas são
suficientemente conhecidas pela ciência; muitos mamíferos terrestres
poderiam prestar-se à produção de alimentos ricos em calorias; os frutos da
Amazônia, por seu sabor e suas propriedades, têm amplas possibilidades de
sustentar indústrias de doces e sucos. Não bastasse toda essa riqueza natural, à
espera de políticas que as façam percorrer o espaço da bela paisagem para o
mercado consumidor, a Amazônia detém 20% de todas as reservas mundiais
de água doce.
Combinem-se as potencialidades naturais da região com a efetiva e correta
implantação do Centro de Biotecnologia e do Centro de Incubação e
Desenvolvimento Empresarial-CIDE e se consume a criação e implantação de
uma Universidade Estadual voltada para a pesquisa científica e tecnológica –
então se estará dando início a uma nova fase na economia cabocla.

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