Você está na página 1de 127

CONSERVATÓRIO ESTADUAL DE MÚSICA “LORENZO FERNÂNDEZ”

MONTES CLAROS, 01 DE FEVEREIRO DE 2013


________________________________________________________________________________________________________________
“Para se tornar um bom músico é necessário um pouco de
talento e inspiração, muito estudo e perseverança, humildade
para reconhecer as suas deficiências e muito esforço e
paciência para vencê-las.” (Bohumil)

“A música é a arte que realiza melhor e mais rapidamente a


fusão do nosso espírito com o todo. Nenhuma outra arte pode
exprimir com mais emoção os sentimentos vagos
determinados pela intuição da unidade com o todo infinito,
senão a música, que é a mais vaga e a mais emotiva de todas
as artes. Pela sua fluidez ela transforma a natureza em
sentimento, não se limitando a interpretar...” (Pitágoras)

Essa apostila foi feita com o intuito de facilitar a parte teórica nas aulas de percepção musical. É apenas um apanhado geral da teoria a ser estudada!
_______________________________________________________________________________________________________________________
SUMÁRIO

ABREVIATURAS .......................................................................................................................................... 82
ACORDES DE NONA.................................................................................................................................... 77
ACORDES DE QUINTA ................................................................................................................................ 69
ACORDES DE SÉTIMA ................................................................................................................................ 74
ACORDES ...................................................................................................................................................... 68
ALTERAÇÕES ............................................................................................................................................... 27
ANDAMENTOS ............................................................................................................................................. 79
ARMADURA DE CLAVE ............................................................................................................................. 39
ARTICULAÇÃO E ACENTUAÇÃO ............................................................................................................ 80
BREVE HISTÓRICO DA NOTAÇÃO MUSICAL ....................................................................................... 08
CIFRA ............................................................................................................................................................. 12
CLAVES.......................................................................................................................................................... 13
COMPASSO.................................................................................................................................................... 21
COMPOSIÇÃO DAS ESCALAS MAIORES ................................................................................................ 36
CONCEITOS BÁSICOS ................................................................................................................................. 07
DINÂMICA ..................................................................................................................................................... 80
ENARMONIA ................................................................................................................................................. 31
EQUIVALÊNCIA ........................................................................................................................................... 19
ESCALAS EXÓTICAS................................................................................................................................... 64
ESCALAS MAIORES .................................................................................................................................... 35
ESCALAS MENORES ................................................................................................................................... 44
EXPRESSÕES ................................................................................................................................................ 81
GRAUS DA ESCALA .................................................................................................................................... 35
HISTÓRIA DAS ESCALAS ........................................................................................................................... 68
INTERVALOS ................................................................................................................................................ 54
INVERSÃO DOS ACORDES DE NONA ..................................................................................................... 77
INVERSÃO DOS ACORDES DE QUINTA.................................................................................................. 73
INVERSÃO DOS ACORDES DE SÉTIMA .................................................................................................. 75
MODOS LITÚRGICOS .................................................................................................................................. 60
MODULAÇÃO ............................................................................................................................................... 50
NOTAS MUSICAIS ........................................................................................................................................ 12
O GRANDE PENTAGRAMA ........................................................................................................................ 14
ORIGEM DOS ACIDENTES ......................................................................................................................... 29
ORNAMENTOS ............................................................................................................................................. 82
PAUTA MUSICAL ......................................................................................................................................... 13
PONTO DE AUMENTO ................................................................................................................................ 20
RITMO INICIAL ............................................................................................................................................ 24
SÍNCOPE E CONTRATEMPO ...................................................................................................................... 34
TERMINAÇÃO DO RITMO .......................................................................................................................... 25
TERMOS ESPECIAIS .................................................................................................................................... 81
TOM E SEMITOM ......................................................................................................................................... 30
TOM RELATIVO ........................................................................................................................................... 43
TONS HOMÔNIMOS..................................................................................................................................... 48
TONS VIZINHOS ........................................................................................................................................... 49
TRANSPOSIÇÃO ........................................................................................................................................... 51
VALORES MUSICAIS................................................................................................................................... 17
SOLFEJOS ...................................................................................................................................................... 89
RITMOS .......................................................................................................................................................... 108
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO .................................................................................................................. 123
FICHA TÉCNICA ........................................................................................................................................... 125
BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................................................. 126
A palavra teoria significa: princípios gerais e fundamentais de qualquer ciência ou arte.
Teoria da música, no sentido mais amplo, é o conjunto de todos os conhecimentos teóricos em música. No
ensino tradicional, separamos os conhecimentos teóricos específicos, dando-lhes os nomes: harmonia,
intervalos etc... Teoria da música, no seu sentido original, ensina os princípios básicos e fundamentais em
música.
O domínio seguro e total destes princípios básicos é indispensável para todo músico, qualquer que seja
sua especialidade. (Bohumil Med)
...................................................................................................................................................................................

 Arte: como dizem os antigos, é a revelação do belo.


 Música: é a arte de combinar sons e silêncio. É a arte de combinar os sons simultânea e sucessivamente,
com ordem, equilíbrio e proporção dentro do tempo.
 Parâmetros do som: quando se consideram os sons propriamente musicais, pode-se reconhecer, em
qualquer um deles, um timbre, uma altura, uma duração e uma intensidade.
 Timbre: é a característica do som, a sua cor diferencial e sua virtual personalidade. É a
identidade do som.
 Altura: é a altura de som reportado às nossas possibilidades de reconhecimento auditivo, dentro
de uma gama que vai do som mais grave ao som mais agudo. A altura de um som depende do
comprimento, espessura e peso do corpo vibrante. Quanto mais comprido, mais espesso e mais
pesado é o corpo vibrante, mais grave é o som que ele produz.
 Duração: é o período de tempo durante o qual o som é captado pelo nosso ouvido. Vai do som
mais longo ao som mais curto.
 Intensidade: depende da carga de energia do impulso humano sobre o corpo vibrante. Vai do
mais fraco ao mais forte.
 Elementos fundamentais da música:
 Melodia: É a sucessão de sons e silêncio. Caminha sempre na horizontal.
 Harmonia: É a combinação de sons simultâneos. Caminha sempre na vertical.
 Ritmo: É a divisão de sons e silêncio dentro da pulsação.
 Pulsação: é uma constante na música, são batidas regulares. Determina o andamento da música.
 Acento Métrico: é a marcação do tempo no compasso. Os acentos no tempo forte são um fator
importantíssimo e essencialmente musical e não são grafados na partitura.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 7
 Acento: é uma intensidade maior atribuída a determinada nota.

Na música são usados não somente sons regulares (instrumentos musicais com notas definidas), mas
também sons irregulares.
...................................................................................................................................................................................

A história da Notação Musical acompanha a história dos homens. E isto pode ser confirmado a partir
do momento em que observamos os Sinais deixados pelos antigos. Estes sinais são pinturas deixadas em
antigas ruínas de templos, túmulos, residências, palácios, murais, vasos.
Podemos entender que a música era usada em todos os momentos da vida dos povos antigos:
cerimônias, guerras, festas, enterros.
Lógico que antes do homem fazer instrumentos, com certeza ele fazia música:
- ao imitar animais
- através de uma mistura de gritos
- batendo palmas e pés
- batendo em alguma coisa
Mas uma coisa era certa, a música no começo era guardada na memória e passada de pai para filho. Muita coisa
ficou esquecida e por isso veio a necessidade de escrevê-la. Isto deu origem à Notação Musical.

Para os gregos e romanos, a musa EUTERPE tinha a atribuição especial de


proteger a música. Euterpe, a doadora de prazeres do grego eu (bom, bem) e τέρπ-εω (‘dar’
prazer), foi uma das nove musas da mitologia grega. Filha de Zeus e Mnemósine. Era a
musa da música. No final do período clássico, foi nomeada a musa da poesia lírica e usava
uma flauta. Alguns consideram que tenha inventado a aulos ou flauta dupla, mas a maioria
dos mitológicos dá crédito a Marsyas (um sátiro da mitologia grega que foi despelado vivo
pelo Deus Apolo).

Para os católicos, a padroeira dos músicos é SANTA CECÍLIA, uma


musicista cristã sacrificada (decapitada) em 232 d.C, que mais tarde foi canonizada. Ela
era organista e cantava, pedindo proteção para os que a ouviam.

Os estudiosos descobriram que cada povo da antiguidade tinha um jeito diferente de escrever música.
Isto porque a primeira notação musical que foi usada foi a Notação Alfabética. Isto é, os sons eram usados por
letras do alfabeto. E como cada povo tinha uma forma diferente de alfabeto, tiveram várias formas diferentes de
Notação Musical. Aqui estão alguns exemplos:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 8
Ainda hoje nos Estados Unidos e alguns países da Europa como Alemanha e Inglaterra, se usa o
alfabeto para representar os sons da escala musical: A B C D E F G.
Outros povos, como por exemplo, os chineses, inventaram a Notação Numérica, isto é: representavam
os sons musicais por números. Foi exatamente a mistura de letras e números que deu origem à cifra, que é um
tipo de notação que se usa em música popular.

Mais ou menos no século V surge uma nova forma de grafia musical. Foram utilizados pequenos sinais
que nos lembram acentos graves, acentos agudos e vírgulas. São os NEUMAS (antigos símbolos egípcios,
gregos e armênios). Na partitura abaixo temos exemplo de Neumas escritos acima da letra da música.

Estes sinais facilitavam a memória, pois lembravam mais ou menos o desenho da melodia. Porém a
notação não era exata em relação à altura e duração das notas, e por volta do séc. IX surge a pauta. A princípio
consistia em uma única linha horizontal colorida (vermelha – representava a nota Fá), que diferenciava a altura
das notas (ainda desenhadas com neumas). As neumas acima da linha eram as notas mais altas e abaixo as mais
baixas. Posteriormente foi acrescentada outra linha colorida (amarela – representava a nota Dó). Guido
d'Arezzo (monge italiano) coloca no início das linhas a letra F e C, o que significa que as neumas desenhadas

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 9
ali são fá e dó. Ele introduz uma terceira linha (preta), e depois trabalha com uma pauta de quatro linhas, o
tetragrama. (o canto gregoriano utiliza até hoje o tetragrama). No século XII, nasceu a notação quadrada:

D'Arezzo é considerado o pai da música da Idade Média. Teórico, foi por volta do ano 1035 (séc. X)
que deu nome às notas musicais, a partir do Hino a São João Batista (em latim), de Pablo Diácono. Para isto ele
tomou a primeira sílaba de cada verso e conseguiu os nomes conhecidos. Este hino era muito conhecido nessa
época e o seu texto significava uma prece onde se pedia a graça de ser protegido da rouquidão.

UT queant laxis Tradução:


REsonare fibris A fim de permitir que ressoem nos
MIra gestorum corações
FAmuli tuorum as maravilhas das tuas ações
SOLve polluti absolve o erro dos lábios indignos
Labireatum do teu servo, Oh São João!
Sancte Ioannes

Segundo o hino, as notas receberam o nome de: Ut, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá. Eram as notas naturais, sem
alterações com exceção do SI (que podia receber um bemol para evitar o “Tritonus”, intervalo de três tons
fortemente dissonantes), que os antigos denominavam “Diabulus in Musicae” (o diabo na música). Era a nota
diabulus que ficou sem nome até o séc. XVI que foi quando perceberam a importância dessa sétima nota e
pegaram a última frase da estrofe do hino a São João, aproveitando a primeira letra de cada uma das palavras
formando a sílaba SI.
No séc. XVII o UT tornou-se DÓ. Devido à dificuldade que os italianos tinham de pronunciar o UT,
Giovanni Doni (italiano), resolveu trocar o UT pela primeira sílaba de seu sobrenome: DO.
O epitáfio de Seikilos é famoso por ser o mais antigo exemplo encontrado de uma composição musical
completa, incluindo notação musical e letra no mundo ocidental. Uma melodia da música grega foi encontrada
gravada em uma lápide perto de Aidin na Turquia (próximo a Éfeso). Também há na gravação a informação de
que foi feita por um certo Seikilos, para sua esposa, presumivelmente enterrada no local. Sobre a letra,

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 10
transcrita na figura abaixo com o alfabeto grego moderno, há uma linha com letras e sinais que indicam as
notas:

Traduzida em notação musical moderna, a canção seria assim:

A seguir uma transliteração das palavras cantadas na melodia e uma tradução para o português:

Hoson zes, phainou Enquanto você viver, brilhe


Meden holos su lupou Não sofra nenhum mal
Pros oligon esti to zen A vida é curta
To telos ho chronos apaitei E o tempo cobra suas dívidas

Há controvérsias sobre a datação desta lápide, desde 200 a.C. até cerca de 100 d.C. Embora existam
exemplos mais antigos de notação musical (por exemplo os hinos délficos), todos eles são apenas fragmentos.
O epitáfio de Seikilos é único por ser uma partitura completa de uma composição, mesmo que bastante curta.
Apesar de ser o exemplo completo mais antigo do ocidente, há exemplos ainda mais antigos no oriente. Por
exemplo, o Hino para a entrada do Imperador, originário da China é datado para aproximadamente 1000 a.C..
Também há um repertório de fragmentos considerável, tanto no ocidente como no oriente.

No séc. XVII também foi adotado o sistema de cinco linhas paralelas na escrita musical. O
Pentagrama ou Pauta Musical. Aos sinais colocados no início da pauta e que marcavam a altura dos sons
deram o nome de CLAVE.
As claves mais usadas são duas: a clave de SOL que facilita identificar notas da REGIÃO AGUDA;
e a clave de FÁ que facilita identificar notas da REGIÃO GRAVE. Existe ainda a clave de DÓ utilizada por
alguns instrumentos (viola, por exemplo) e a clave de sons indeterminados (sem afinação).

- Clave de Sol – sons agudos: - Clave de Dó – sons médios:

- Clave de Fá – sons graves: - Clave de Sons Indeterminados:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 11
Por volta do séc. XIV surge uma novidade: os sete sinais ou valores musicais para sons e pausas
(silêncio). A notação musical é uma linguagem mundial.
...................................................................................................................................................................................

NOTAS MUSICAIS

 Nota Musical: designa um som regular. Apesar de serem inúmeros os sons empregados na música, para
representá-los bastam apenas sete notas: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si.


SI SI
LÁ LÁ
SOL SOL
FÁ FÁ
MI MI
RÉ RÉ
DÓ DÓ

 Cifra: é um processo prático usado internacionalmente, para representar as notas e os acordes por meio
de letras, números e sinais:
C = DÓ D = RÉ E = MI F = FÁ G = SOL A = LÁ B ou H = SI

H (Alemão) B (Alemão)

Si = Sib =
B (Inglês) Bb (Inglês)

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 12
...................................................................................................................................................................................

PAUTA MUSICAL

 Pauta Musical ou Pentagrama: (do grego: penta = cinco, grama = linhas).


Para escrever a música, colocamos as notas nas linhas e nos espaços da pauta. Pauta é o conjunto de cinco
linhas e quatro espaços:

 Linhas e Espaços Suplementares: quando a pauta não basta para colocarmos as notas usamos as linhas
e espaços suplementares (inferiores e superiores):

...................................................................................................................................................................................

CLAVES

 Claves: sinais colocados no início da pauta que definem a faixa de altura ou a tessitura (sons possíveis a
serem emitidos sem esforço) que a pauta representa. As claves originam-se de letras maiúsculas que
eram indicações das linhas nas antigas pautas. O desenho das claves é uma deformação histórica das
letras usadas para representar as notas.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 13
Clave de sol: representa notas da região média/ aguda. Marca o lugar da nota sol na
segunda linha.

Tendo a posição da nota sol, podem-se deduzir os nomes das outras notas:

Clave de fá: representa notas da região média/ grave. Marca o lugar da nota fá na quarta
linha.

Tendo a posição da nota fá, podem-se deduzir os nomes das outras notas:

Clave de dó: representa notas da região média. Marca o lugar do dó central na terceira
linha.

Tendo a posição da nota dó, podem-se deduzir os nomes das outras notas:

Clave de sons indeterminados: Usada para instrumentos sem altura definida, em geral
instrumentos de percussão. Cada linha ou espaço representa um instrumento diferente em
um conjunto de percussão, tal como uma bateria. Dois estilos de clave de percussão são
mostrados aqui.

 O Grande Pentagrama (pauta de 11 linhas): aproximação das duas pautas, uma com clave de sol e a
outra com clave de fá.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 14
Notas das linhas Notas dos espaços

Notas das linhas e espaços suplementares

As notas musicais são colocadas nas linhas e


espaços do pentagrama

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 15
ATIVIDADE I

1. Escrever os nomes das notas na ordem correta (lembrando-se de repetir a nota inicial) a partir da nota dada:

a) Dó – Ré – Mi – Fá – Sol – Lá – Si – Dó c) Sol ___ ___ ___ ___ ___ ___ ___

b) Si ___ ___ ___ ___ ___ ___ ___ d) Fá ___ ___ ___ ___ ___ ___ ___

2. Escrever os nomes das notas seguindo a ordem inversa (lembrando-se de repetir a nota inicial) a partir da
nota dada:

a) Dó ___ ___ ___ ___ ___ ___ ___ c) Sol ___ ___ ___ ___ ___ ___ ___

b) Si ___ ___ ___ ___ ___ ___ ___ d) Fá ___ ___ ___ ___ ___ ___ ___

3. Escrever o nome das notas e depois cantar

DÓ DÓ

4. Escrever as notas vizinhas e cantar:

MI FÁ SOL LÁ SI DÓ
-------- -------- -------- -------- -------- --------
DÓ RÉ MI FÁ SOL LÁ

DÓ SI LÁ SOL FÁ MI
-------- -------- -------- -------- -------- --------
LÁ SOL FÁ MI RÉ DÓ

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 16
5. Grafar a nota na linha ou no espaço indicado:

a) 1ª linha d) 4ª linha suplementar superior


b) 3º espaço e) 5ª linha
c) 2º espaço suplementar inferior f) 1º espaço suplementar superior

6. Escrever os nomes das notas:

...................................................................................................................................................................................

VALORES MUSICAIS

 Valores musicais: para indicar a duração do som e do silêncio, usamos várias figuras. Estas figuras são
compostas de até três partes:

CABEÇA HASTE COLCHETE OU BANDEIROLA

Temos ainda os valores antigos e os valores extremos:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 17
Hoje trabalhamos com as seguintes figuras:

Essas figuras são chamadas de valores positivos, porque indicam a duração do som. Há sinais que
indicam a duração do silêncio, são os valores negativos; esses valores negativos são também conhecidos por
pausas. Para cada valor positivo há um valor negativo de igual duração e um número correspondente (apelido).
A semibreve é a figura de maior duração, as outras figuras são parte dela. A breve, mesmo sendo uma figura
antiga é muito usada hoje em dia e equivale ao dobro da semibreve.

Figura (valor positivo) Nome Pausa (valor negativo) Nº Correspondente

Breve -

Semibreve 1

Mínima 2

Semínima 4

Colcheia 8

Semicolcheia 16

Fusa 32

Semifusa 64

Figuras unidas:
linhas de união conectam grupos de colcheias e figuras de valores menores, para facilitar a
leitura.

REGRA PRINCIPAL: a escrita deve ser a mais clara possível e


as notas devem ser agrupadas de maneira que representem
sempre uma unidade reconhecível.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 18
EQUIVALÊNCIA DE VALORES

Divisão Binária de Valores: a unidade divide-se em duas partes iguais.


As pausas obedecem à mesma proporção dos valores.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 19
 Ponto de aumento: é um ponto que, colocado à direita de uma nota, de uma pausa ou mesmo de outro
ponto, aumenta a metade de seu valor.

Ponto simples:

Ponto duplo:

Ponto triplo:

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE II

1. Quantas semínimas tem uma mínima?

2. Quantas fusas tem uma mínima?

3. Uma semibreve tem quantas semifusas?

4. Se a mínima vale um tempo, qual o valor da semicolcheia?

5. Se a semifusa vale meio tempo, qual o valor da colcheia?

6. Uma mínima tem quantas semicolcheias?

7. Substituir os valores pontuados pelos originais (não abreviados):

8. Substituir os seguintes valores por valores pontuados:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 20
9. De acordo com a figura que vale um tempo, qual o valor das outras?

a)

b)

c)

10. Considerando a semínima com o valor de um tempo e a mínima com o valor de dois tempos, escrever o
trecho musical tocado pelo professor:

a)

b)

c)

...................................................................................................................................................................................

COMPASSO

 Compasso: divisão de uma música em séries regulares de tempos.

 Barras de Compasso:

Barra simples: usada para separar um compasso do outro.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 21
Barra auxiliar: subdivide compassos.

Barra dupla: indica o final de um trecho musical, mudança de tom, de compasso, de


período ou de andamento.

Barra dupla final: indica o final da música.

No começo de cada peça, indica-se, geralmente por números em forma de frações, além do tipo de
compasso, a figura que valerá um tempo:

O numerador indica a quantidade de valores (Unidade de Compasso – U.C.)

O denominador indica a qualidade de valores (Unidade de Tempo – U.T.)

Outra forma de representar o compasso é colocar apenas o


numerador no meio da pauta.

 Unidade de Tempo (U.T.): valor que representa um tempo no compasso.

 Unidade de Compasso (U.C.): Valor que, sozinho, preenche um compasso.

Compasso quanto ao número de tempos pode ser: Unário (1 tempo), Binário (2 tempos), Ternário (3
tempos), Quaternário (4 tempos), Quinário (5 tempos), Senário (6 tempos), Setenário (7 tempos), Octonário (8
tempos), Nonário (9 tempos), Decenário (10 tempos) etc.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 22
 Compasso Simples: tem por unidade de tempo uma figura simples (não pontuada). Apresenta como
característica principal uma subdivisão binária (dobro e metade).

 Compasso Composto: representado por uma fração resultante da multiplicação por 3/2 do compasso
simples. A unidade de tempo é o valor pontuado. (obs.: o compasso composto tem como numerador os
números 6, 9, 12, 15 etc., sempre divisível por três):

 Compassos Mistos: reunião de compassos diferentes executados simultaneamente. Os tempos devem


coincidir.

 Compassos Alternados: compassos formados pela união de compassos diferentes executados


alternadamente.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 23
- o uso da barra auxiliar não é obrigatório
- no início da música, tanto pode ser colocado a fórmula do compasso alternado como as
fórmulas dos compassos que se alternam, ou das duas formas como no exemplo acima
- a mudança constante pode ser indicada no início da música, mas não é um recurso
recomendável.

- polirritmia é a sobreposição de ritmos diferentes


- monorritmia é um ritmo só
- compassos equivalentes são os que possuem a mesma unidade de compasso.

Indicação antiga dos compassos:

O = compasso ternário C = compasso quaternário C = compasso binário



Os compassos ternários eram considerados “perfeitos”. Os compassos binários
e quaternários eram considerados “imperfeitos”.

O compasso representa-se também por eo por

...................................................................................................................................................................................

RITMO INICIAL

Pode ter uma das três formas: ritmo tético, ritmo anacrústico ou protético e ritmo acéfalo ou decapitado.

- Ritmo Tético: o ritmo começa no primeiro tempo do compasso (no tempo forte).

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 24
- Ritmo Anacrústico ou Protético: as notas iniciais precedem o início do compasso. Inicia-se com um
compasso incompleto.
(Anacruse ou Prótese são as figuras que precedem o primeiro compassodo trecho, ajustando-se ou não
no último compasso.)

Obs.:
 Numerando os compassos, a anacruse pertence ao compasso “zero”.
 No sentido mais amplo, a anacruse são também notas que antecedem a mudança da tonalidade, do
ritmo, do andamento etc.
 Não são grafadas pausas antes de anacruse.
 Os acentos nas palavras devem coincidir com os acentos métricos.
 Considera-se o ritmo anacrústico quando as primeiras notas abrangem menos da metade de um
compasso binário ou quaternário, ou menos de dois terços de um compasso ternário.

- Ritmo Acéfalo ou Decapitado: o início do primeiro compasso do trecho é ocupado por uma pausa. É um
ritmo iniciado por um contratempo.

Obs.:
 Considera-se o ritmo acéfalo quando as primeiras notas abrangem mais da metade de um compasso
binário ou quaternário, ou mais de dois terços de um compasso ternário. Neste caso escreve-se um
compasso inteiro, iniciando com pausa.

 A palavra tético vem da palavra grega thesis que significa o tempo embaixo, isto é,
tempo forte. Na dança significa o pé firme no chão. Arsis corresponde ao pé que se
ergue para dançar.
 Anakrousis, em grego, designava uma ou mais sílabas que se encontravam no
início de certos versos líricos antes da sílaba acentuada.
 Acephalo em grego significa sem começo, decapitado, sem cabeça.

...................................................................................................................................................................................

TERMINAÇÃO DO RITMO

A terminação do ritmo pode ter duas formas: terminação masculina e terminação feminina.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 25
Terminação Masculina ou Truncada: a melodia termina no
tempo forte do compasso (Tésis).

Terminação Feminina ou Plana: a melodia termina no tempo fraco do compasso


(Arsis).

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE III

1. Completar os compassos:

2. Separar os compassos:

3. Determinar o tipo de compasso, a U.T. e a U.C.:

4. Realizar a equivalência entre as figuras:

5. Nas seguintes pequenas melodias, cada nota vale um tempo. Escrever a fórmula de compasso em seguida à
clave:

a) b)

c) d)

e)

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 26
6. Analisar os ritmos iniciais e as terminações:

a)

b)

c)

...................................................................................................................................................................................

ALTERAÇÕES

Sinal que, colocado antes da nota, modifica sua entoação, modifica sua altura.

1. A alteração é grafada na pauta antes da nota (#dó), mas pronuncia-se após a nota (dó
sustenido).
2. Nota natural é a nota sem alteração (dó, ré, ...). A nota alterada é dó#, réb, ...
3. Cada nota pode ser alterada de quatro maneiras diferentes: dobrado sustenido, sustenido,
bemol e dobrado bemol.
4. Quando a nota alterada está na linha suplementar, essa linha não toca nem atravessa a
alteração.
5. Uma alteração afeta apenas as notas subseqüentes na mesma altura e até o fim do compasso.
A mesma nota em outra oitava não é afetada pela alteração. No compasso seguinte, todas as
alterações perdem o efeito e, se necessário, deverão ser aplicadas novamente. Essa é a
alteração ocorrente.
6. Quando uma nota à qual foi aplicada uma alteração excede a duração do compasso e
perdura pelo(s) compasso(s) seguinte(s), a alteração permanece. Muitas editoras e
programas de edição musical indicam este tipo de alteração explicitamente após a barra de
compasso. Este é a chamada alteração de cortesia.
7. Ás vezes é necessário colocar a alteração somente como lembrete para evitar equívocos na
leitura corrente de um trecho. Antigamente grafava-se entre parênteses ou sobre ou sob a
nota. É a alteração de precaução ou de prevenção.
8. Quando se coloca a alteração ou conjunto de alterações no começo do trecho entre a clave e
a fórmula de compasso, seu efeito estende-se sobre todas as notas de mesmo nome, durante
todo o trecho, salvo indicação contrária (a armadura se repente no início de cada
pentagrama). A esse conjunto de alterações chamamos de armadura de clave. É a alteração
fixa ou tonal.
9. Se desejarmos anular o efeito de uma alteração aplicada imediatamente antes ou anular um
sustenido ou bemol indicado na “armadura de clave” (alterações colocadas no início da
música, próximo à clave), devemos usar um bequadro, que faz a nota retornar à sua condição
natural. Também neste caso, a anulação da alteração da armadura só dura até o fim do
compasso quando voltam a valer normalmente.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 27
As alterações são as seguintes:

DOBRADO SUSTENIDO: eleva um tom a nota natural.

SUSTENIDO: eleva meio tom a nota natural.

BEQUADRO: anula o efeito das demais alterações, tornando a nota natural. Dependendo
da alteração anterior, o bequadro pode elevar ou abaixar a nota.

BEMOL: abaixa a nota natural meio tom.

DOBRADO BEMOL: abaixa a nota natural um tom.

Exemplo do uso de alterações:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 28
...................................................................................................................................................................................

Durante a Idade Média, se utilizavam os modos eclesiásticos. Não existiam as tonalidades, que só
foram desenvolvidas após o séc. XV. Na música modal é a nota base da escala que muda. Isso faz com que a
sequência de tons e semitons seja diferente em cada modo, mas as distâncias entre as notas adjacentes são
sempre iguais. Isso significa que o intervalo entre a nota Sol e Lá é sempre o mesmo, mas nem sempre estas
notas estarão no mesmo grau, depende da nota base. Se sua nota base é o Dó, a nota Sol será o quinto grau; mas
se sua nota base é o Fá, o Sol será o segundo grau. De forma semelhante, não importa qual o modo, o intervalo
de Fá (F) e Si (B) sempre é um trítono, um intervalo de três tons fortemente dissonantes e indesejáveis na
música sacra. Ouvir ou cantar o trítono era considerado perigoso, pois a dissonância era associada ao diabo (O
trítono era o diabo na música). Para evitar sua ocorrência o Si era rebaixado em meio tom. Dessa forma
passava-se do hexachordum durum (o hexacorde "duro" Sol-Lá-Si-Dó-Ré-Mi) para o hexachordum molle (o
hexacorde "mole" Sol-Lá-Sib-Dó-Ré-Mi).
Como se utilizava a notação por letras, o Si era representado pela letra B. O B com afinação rebaixada
era representado na notação neumática por uma letra B arredondada (chamada de rotundum ou bé molle),
enquanto que o B sem alteração era desenhado como um B quadrado (chamado de quadrantum ou de durum).
Durante muito tempo o Si foi a única nota que podia ter sua altura modificada e os termos B molle e B
quadratum se tornaram de uso corrente. Daí vem os nomes dos acidentes: Bemol que posteriormente foi
generalizado para rebaixar as outras notas e bequadro que indica uma nota não rebaixada. O B quadrado logo
começou a ser notado de forma parecida a um H. Isso explica porque até hoje em países de língua alemã, a nota
Si é representada por um H e o Sib por um B.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 29
Posteriormente, com o desenvolvimento de polifonias mais complexas no Canto Gregoriano e após o
desenvolvimento da música tonal, outras alterações se tornaram necessárias. Em alguns casos era preciso elevar
um semitom no Fá ao invés de rebaixar o Si. O F elevado ganhou um quadrado (ou H) para indicar que era
semelhante a um B quadrado. Quando outras notas passaram a necessitar um rebaixamento, um b era incluído
para indicar o rebaixamento. O H ao lado das notas elevadas se tornou um # e o bequadro passou a ser utilizado
para neutralizar o efeito de qualquer acidente.

...................................................................................................................................................................................

TOM E SEMITOM

 Semitom: um semitom ou meio tom, é o menor intervalo adotado entre duas notas na música ocidental
(no sistema temperado). Algumas culturas orientais (japonesa, chinesa, árabe, hebraica, indiana, etc.)
utilizam em seu sistema musical frações menores que um semitom (um quarto de tom, um oitavo de
tom, etc.). Coma é a nona parte de um tom.

- O semitom natural é formado por notas naturais. Só existem


dois semitons naturais: mi-fá e si-dó.
natural - O semitom diatônico é formado por notas de nomes
SEMITOM diatônico diferentes.
cromático ou artificial - Os semitons mi-fá e si-dó, além de serem semitons naturais,
são também semitons diatônicos.
- Os semitons cromáticos são formados por notas de nomes
iguais.

 Tom: soma de dois semitons.

1 SEMITOM
SI DÓ
1 TOM
LÁ SI
1 TOM
SOL LÁ
1 TOM
FÁ SOL
1 SEMITOM
MI FÁ
1 TOM
RÉ MI
1 TOM
DÓ RÉ

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 30
ATIVIDADE IV

1. Marcar T para tons e ST para semitons:

2. Escreva as sequências tocadas pelo professor, colocando T para tons e ST para semitons:

a) _____ _____ _____ _____ _____ c) _____ _____ _____ _____ _____

b) _____ _____ _____ _____ _____ d) _____ _____ _____ _____ _____

...................................................................................................................................................................................

ENARMONIA

É a substituição de uma ou mais notas que, muito embora de nome diferente, representam na realidade
os mesmos sons.

- Notas Enarmônicas: são notas de nomes e alterações diferentes, mas que têm o mesmo som.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 31
...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE V

1. Elevar meio tom cada nota abaixo, mudando a alteração e permanecendo com a nota na mesma posição:

2. Abaixar meio tom cada nota abaixo, mudando a alteração e permanecendo com a nota na mesma posição:

3. Elevar um tom cada nota abaixo, mudando a alteração e permanecendo com a nota na mesma posição:

4. Abaixar um tom cada nota abaixo, mudando a alteração e permanecendo com a nota na mesma posição:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 32
5. Encontrar as notas enarmônicas relacionando as colunas:

6. Marcar o ritmo executado pelo professor:

7. Circular os compassos executados de forma diferente pelo professor:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 33
SÍNCOPE E CONTRATEMPO

Os tempos dos compassos obedecem a diversas acentuações, isto é, umas Fortes e outras fracas. No
ritmo normal, o primeiro tempo de qualquer compasso é Forte.

No compasso binário, o primeiro tempo é Forte e o segundo tempo é fraco:

No compasso ternário, o primeiro tempo é Forte e o segundo e o terceiro são fracos:

No compasso quaternário, o primeiro tempo é Forte, o terceiro tempo é meio Forte e o segundo e o quarto são
fracos:

Cada tempo pode ser dividido em partes de tempo, as quais seguem as mesmas regras das acentuações dos
tempos de compasso:

A síncope é o prolongamento do tempo fraco ou parte fraca do tempo até o tempo forte ou parte forte do
tempo:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 34
O contratempo é quando se tem pausa no tempo forte ou parte forte do tempo:

...................................................................................................................................................................................

ESCALAS MAIORES

É uma sucessão ascendente e descendente de notas diferentes consecutivas. A ESCALA DIATÔNICA é


uma seqüência de sete notas diferentes consecutivas (a oitava nota é a repetição da primeira) guardando entre si,
geralmente, o intervalo de um tom ou de um semitom.
Grau é o nome dado às notas que formam a escala. Numeram-se por algarismos romanos. A primeira
nota da escala é o grau I, a segunda nota o grau II etc...

Obs.: graus conjuntos são notas imediatas e graus disjuntos são notas alternadas.

Dos sete graus da escala cada um tem um nome diferente:

Grau I – Tônica (dá nome à escala e ao tom; é o grau principal da escala).


Grau II – Supertônica ou sobretônica.
Grau III – Mediante (encontra-se no meio dos dois graus mais importantes, I e V).
Grau IV – Subdominante (desempenha um papel um pouco menos importante que a dominante).
Grau V – Dominante (é o grau mais importante depois da tônica; é o grau que domina os outros
graus).
Grau VI – Superdominante (encontra-se no meio dos dois graus mais importantes, I e V, na
direção descendente).
Grau VII – Sensível (quando está meio tom abaixo da tônica) ou Subtônica (quando está um tom
abaixo da tônica). Há uma grande atração da sensível em relação à tônica.
Grau VIII ou I – Tônica.

A ESCALA MAIOR é uma escala de sete sons, composta por cinco tons e dois semitons distribuídos
na seguinte ordem: T T st T T T st.

A escala de DÓ MAIOR, por não ter nenhuma alteração, é a ESCALA MODELO:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 35
As outras escalas obedecem à mesma ordem da escala modelo.

...................................................................................................................................................................................

Desde a antiguidade, muitas civilizações perceberam que um corpo em vibração produz sons em
diferentes freqüências. Os gregos há mais de seis mil anos já estudavam este fenômeno através de um
instrumento experimental, o monocórdio. Os textos mais antigos de que se tem conhecimento sobre o assunto
foram escritos pelo filósofo e matemático grego, Pitágoras. Aproximadamente na mesma época, os chineses
também realizavam pesquisas com harmônicos através de flautas.
Pitágoras percebeu que ao colocar uma corda em vibração ela não vibra apenas em sua extensão total,
mas forma também uma série de nós, que a dividem em seções menores, os ventres, que vibram em frequências
mais altas que a fundamental. Se o monocórdio for longo o suficiente, estes nós e ventres são visíveis. Logo se
percebeu que estes nós se formam em pontos que dividem a corda em duas partes iguais, três partes iguais e
assim sucessivamente. A figura abaixo mostra os nós e ventres das quatro primeiras freqüências de uma série.
Para facilitar a compreensão eles são mostrados separadamente, mas em uma corda real, todos se sobrepõem,
gerando um desenho complexo, semelhante à forma de onda do instrumento:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 36
Se colocarmos o dedo levemente sobre um dos nós, isso provoca a divisão da corda em seções
menores e torna os ventres mais visíveis. Esta experiência pode ser feita com um violão, ao pousar um dedo
levemente sobre o 12º traste e dedilhar a corda. Isso divide a corda em duas seções iguais e permite ver dois
ventres distintos em vibração. Pela relação entre os comprimentos das seções e as freqüências produzidas por
cada uma das subdivisões, pode-se facilmente concluir que a corda soa, ao mesmo tempo na freqüência
fundamental e em todas as freqüências múltiplas inteiras da fundamental, chamadas harmônicas. A altura da
nota produzida pela corda é determinada pela freqüência fundamental. As demais freqüências, embora ouvidas,
não são percebidas como alturas discretas, mas sim como parte do timbre característico da corda.
Pitágoras percebeu que o primeiro harmônico soava como se fosse a mesma nota, apenas mais aguda;
soava neutra (nem consonante nem dissonante). É o que hoje chamamos de oitava. O próximo intervalo, entre o
primeiro e o segundo harmônico, soava fortemente consonante. Este é o intervalo que hoje é chamado de
quinta. Os intervalos seguintes obtidos pela sucessão de freqüências da série são os de quarta, terça maior e
terça menor, sucessivamente menos consonantes. Pitágoras também percebeu que intervalos produzidos por
relações de números muito grandes, como soam fortemente dissonantes. Todos estes intervalos foram
importantes para a definição dos modos da música grega. O intervalo de quinta, sobretudo, por ser o mais
consonante da série, foi a base para a construção da maior parte das escalas musicais existentes no mundo.
Como o intervalo de quinta é o mais consonante de todos. A maior parte das civilizações o adotou
intuitivamente para selecionar as notas que tomariam parte de suas escalas musicais. Isso inclui além da escala
diatônica usada na música ocidental, os modos gregos e diversas escalas pentatônicas usadas na Ásia e na
África e por alguns povos indígenas das Américas.
Se tomarmos, por exemplo, a série harmônica cuja fundamental é a nota Dó, o primeiro harmônico
será o Dó repetido uma oitava acima. O segundo harmônico, será uma nota Sol, uma quinta acima do primeiro.
Basta baixar de uma oitava esta nota para que o primeiro Dó e o Sol estejam a uma quinta de distância. Se, de
forma semelhante, tomarmos agora o Sol como fundamental de uma nova série, obtemos em seu segundo
harmônico, uma quinta em relação a esta nota, o Ré. Procedendo sucessivamente desta forma, as quintas vão se
suceder na seguinte seqüência: Dó, Sol, Ré, Lá, Mi, Si, Fá#, Do#, Sol# Ré#, Lá# e Fá, após o que, o ciclo se
repete.
Se tomarmos qualquer subconjunto deste ciclo e reordenarmos suas notas de forma que pertençam
todas à mesma oitava, teremos uma escala musical. Por exemplo, se tomarmos as primeiras cinco notas do
ciclo: Dó, Sol, Ré, Lá e Mi e a reordenarmos (transpondo o Ré e o Lá uma oitava abaixo e o Mi em duas
oitavas abaixo) teremos uma seqüência de notas ascendente: Dó, Ré, Mi, Sol e Lá, uma escala pentatônica
utilizada na música chinesa. Se tomarmos uma seqüência de 7 notas: Fá, Dó, Sol, Ré, Lá, Mi e Si e fizermos
uma reordenação de oitavas semelhante, teremos a seqüência Do, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si, a escala diatônica
maior usada na música tonal.

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE VI

1. Formar a escala diatônica maior a partir da nota lá bemol:

2. Formar a escala diatônica maior a partir da nota fá sustenido:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 37
3. Determinar qual o tipo de compasso e desenhar as figuras equivalentes a U.T. e U.C. nas fórmulas de
compasso abaixo:

4. Reconhecer as síncopes e contratempos nos ritmos abaixo:

5. Indicar as notas enarmônicas de:

A# = ____ Bb = ____ B# = ____ Cb = ____ Gb = ____ Ab = ____ F# = ____

6. Reconhecer as escalas seguintes:

7. Numerar os compassos nos ritmos abaixo de acordo com a execução do professor:

8. Ditado melódico:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 38
9. Transcrever o ditado acima para a clave de fá:

...................................................................................................................................................................................

ARMADURA DE CLAVE

Os sustenidos e bemóis usados na construção de uma escala devem ser agrupados e escritos logo após a
clave, no início da pauta, formando o que se chama ARMADURA DE CLAVE. Torna-se, assim, desnecessário
repetir as alterações no decorrer da música. Estas alterações escritas na armadura de clave são alterações fixas,
isto é, são válidas por toda partitura.

Há uma ordem das alterações a ser obedecida quando se escreve a armadura de clave:

 Ordem dos Sustenidos: FÁ – DÓ – SOL – RÉ – LÁ – MI – SI

 Ordem dos Bemóis: SI – MI – LÁ – RÉ – SOL – DÓ – FÁ

 Identificando a Tonalidade a Partir da Armadura de Clave:

Tonalidade é o sistema que rege as escalas ou tons, segundo o princípio de que os seus diferentes
graus estão na dependência da nota principal, ou seja, da tônica.
Tom é a altura em que se realiza a tonalidade. O tom exprime o mesmo conjunto de notas que a
escala, as notas podendo, entretanto, sucederem-se alternadamente.

 Com Sustenido: último # + 1 semitom = nome da escala maior (Tonalidade Maior)


ou seja
o último sustenido da armadura é a sensível da escala

Ex.: Armadura com fá# - SolM


ATENÇÃO: as únicas escalas maiores com #
Armadura com fá# e dó# - RéM
que têm sustenido no nome são Fá#M e Dó#M.
Armadura com fá#, dó# e sol# - LáM

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 39
 Com Bemol: o penúltimo bemol coincide com o nome da escala maior (Tonalidade Maior)

ATENÇÃO: todas as escalas maiores Ex.: Armadura com sib e mib - SibM
com bemol têm bemol no nome exceto Armadura com sib, mib e láb - MibM
FáM, que possui apenas um bemol
(sib).

 Identificando a Armadura a Partir da Tonalidade:

 Com Sustenido: a nota que deve aparecer antes da tonalidade será o último sustenido da armadura.

Ex.: Tonalidade SiM: antes de si é


a nota lá, então a armadura é:
fá#, dó#, sol#, ré# e lá#

 Com Bemol: a tonalidade se refere ao penúltimo bemol da armadura.

Ex.: Tonalidade RébM: a armadura é


sib, mib, láb, réb e solb

...................................................................................................................................................................................

RESUMO DE ARMADURAS DE CLAVE

Escalas Alterações Escalas Escalas Alterações Escalas Alterações Soma das


# b # b alterações
Dó 0 Dó Dó 0 Dó b 7b 7
Sol 1 Fá Sol 1# Sol b 6b 7
Ré 2 Si b Ré 2# Ré b 5b 7
Lá 3 Mi b Lá 3# Lá b 4b 7
Mi 4 Lá b Mi 4# Mi b 3b 7
Si 5 Ré b Si 5# Si b 2b 7
Fá # 6 Sol b Fá # 6# Fá 1b 7
Dó # 7 Dó b Dó # 7# Dó 0 7

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 40
Nome da Escala Número de Alterações Armadura de Clave

Dó Maior 0

Sol Maior 1

Ré Maior 2

Lá Maior 3

Mi Maior 4

Si Maior 5

Fá# Maior 6

Dó# Maior 7

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 41
Nome da Escala Número de Alterações Armadura de Clave

Dó Maior 0

Fá Maior 1

Sib Maior 2

Mib Maior 3

Láb Maior 4

Réb Maior 5

Solb Maior 6

Dób Maior 7

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 42
ATIVIDADE VII

1. Determinar a tonalidade:

2. Indicar a quantidade e o tipo de alterações nas escalas de:

Ré M = ____ Mi M = ____ Fá# M = ____ Láb M = ____ Sib M = ____ Dó# M = ____ Réb M = ____

3. Observar o trecho musical abaixo e responder:

a) Qual o compasso?
b) Qual a U.T.? E a U.C.?
c) Qual o ritmo inicial? Por quê?
d) Qual a terminação? Por quê?

4. Formar a escala referente ao trecho musical do exercício anterior:

...................................................................................................................................................................................

TOM RELATIVO

 Relativas Menores: a relativa menor coincide com o grau VI da escala relativa maior (ou encontra-se
uma terça menor abaixo da tônica da escala relativa maior).
Ex: Escala de Dó Maior e sua menor relativa

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 43
A sexta nota da escala de Dó
Maior é lá. Portanto, o nome
da escala menor relativa de
Dó Maior é lá menor.

 Relativas Maiores: para encontrar a relativa maior de um tom menor, contamos uma 3ª acima do tom
menor.
Ex: lá# m tem como relativa maior Dó# M (na escala de Dó# Maior, o lá é sustenido)
ré m tem como relativa Maior Fá M (na escala de Fá Maior o ré é natural)

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE VIII

Indicar a quantidade e o tipo de alterações existentes nas armaduras de clave referente à:

fá m=________ ré m=________ fá# m=________ Sol M=________ Sib M=________

dó m=________ sib m=________ ré# m=________ lá# m=________ Mi M=________

...................................................................................................................................................................................

ESCALAS MENORES

É uma escala diatônica, cuja principal característica é o intervalo de terça menor entre os graus I e III. A
escala menor existe independentemente da maior. Porém, para facilitar, costumam-se comparar as duas escalas.
É a escala formada a partir da relativa menor de um tom maior. As armaduras das escalas maiores e suas
relativas são iguais. É recomendável escrever o nome da escala maior com inicial maiúscula (Dó M) e da menor
com minúscula (dó m).

Armaduras das escalas Maiores e menores


Escalas Alterações Escala Escalas Alterações Escalas
# s# b b
Dó M ----- lá m Dó M ----- lá m
Sol M 1# mi m Fá M 1b ré m
Ré M 2# si m Sib M 2b sol m
Lá M 3# fá# m Mib M 3b dó m
Mi M 4# dó# m Láb M 4b fá m
Si M 5# sol# m Réb M 5b sib m
Fá # M 6# ré# m Solb M 6b mib m
Dó # M 7# lá# m Dób M 7b láb m

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 44
Essas escalas menores serão definidas em sua Forma Primitiva (ou natural), Forma Harmônica, Forma
Melódica e Forma Bachiana.

Usaremos como exemplo a escala de lá m que é relativa da escala de Dó M:

a) Forma Primitiva (ou natural): segue apenas os acidentes da armadura:

b) Forma Harmônica: sobe e desce com o grau VII alterado meio tom ascendentemente:

c) Forma Melódica: sobe com os graus VI e VII elevados meio tom e desce seguindo as alterações da
armadura:

d) Forma Bachiana: também chamada de híbrida, é somente uma variante da forma melódica. Sobe e desce
com os graus VI e VII elevados meio tom:

 ESCALAS HOMÔNIMAS: chamam-se duas escalas que tem o mesmo nome (a mesma
tônica) e pertencem a modos diferentes (uma maior e outra menor):

Dó Maior – dó menor Fá# Maior – fá# menor

As armaduras das escalas homônimas diferem por três alterações:


Dó M – Mi M – 4# Sib M – 2b
dó m – 3b mi m – 1# sib m – 5b

Obs.: Homônimo – do grego


Homos = igual Onoma = nome

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 45
 ESCALAS ENARMÔNICAS: ou sinônimas, são escalas cujas notas se
correspondem enarmonicamente:

Fá# M – Solb M lá# m – sib m

A soma do número de alterações nas armaduras de duas escalas enarmônicas é sempre 12:
Dó# M – 7# sol# m – 5#
12 12
Réb M – 5b láb m – 7b

Obs.: 1) Só podem ser enarmônicas duas escalas do mesmo modo.


2) As escalas enarmônicas diferem na grafia sem diferir na entoação.
3) Escalas enarmônicas são também chamadas de homófonas (do grego
homos = igual phoné = som

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE IX

1. Formar a escala de ré# m na forma bachiana:

2. Formar a escala de sib m na forma harmônica:

3. Formar a escala de lá# m na forma melódica:

4. Formar a escala de dó m na forma natural:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 46
5. Indicar a quantidade e o tipo de alterações existentes nas armaduras de clave referentes a:

fá m=___ ré m=___ fá# m=___ Lá M=___ Si b M=___ dó m=___ láb m=___ Dó M=___ Fá M=___

6. Determinar as escalas enarmônicas de:

A# =____ Bb =____ B# =____ Cb =____ Gb =____ Ab =____ F# =____ E# =____ D# =____

7. Indicar os nomes das escalas menores com suas respectivas armaduras, nas quais a nota ré representa os
graus indicados:

Grau I II III IV V VI VI VII VII


(diat.) (elev.) (diat.) (elev.)
Escala ré m dó m
Armadura 1b 3b

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE X

1. Indicar os nomes das escalas menores com suas respectivas armaduras, nas quais a nota sol representa os
graus indicados:

Grau I II III IV V VI VI VII VII


(diat.) (elev.) (diat.) (elev.)
Escala
Armadura

2. Reconhecer as escalas seguintes:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 47
3. Ouvir atentamente as escalas executadas pelo professor e marcar a ordem correta:

1) a) maior, menor primitiva, menor harmônica


b) menor melódica, menor harmônica, menor bachiana
c) menor bachiana, maior, menor primitiva

2) a) menor primitiva, maior, menor harmônica


b) maior, menor primitiva, maior
c) menor bachiana, maior, menor bachiana

3) a) menor harmônica, maior, menor primitiva


b) menor harmônica, maior, menor bachiana
c) menor harmônica, maior, menor harmônica

4) a) menor primitiva, maior, menor harmônica


b) maior, menor primitiva, menor harmônica
c) maior, menor bachiana, menor melódica

4. Ditado Melódico:

...................................................................................................................................................................................

TONS HOMÔNIMOS

Têm o mesmo nome, porém os modos são diferentes.

Ex.: C e Cm - D# e D#m - Ab e Abm

Obs.: Homônimo – do grego:


Homos = igual Onoma = nome

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE XI

Completar com os tons homônimos:

A# = ______ Dm = ______ Bb = ______ Gbm = ______ C = ______

Fm = ______ G = ______ Db = ______ Am = ______ E = ______

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 48
TONS VIZINHOS

São os tons que tem a mesma armadura do tom principal ou diferem dele por um acidente a mais ou a
menos.

(1b) - (1#)
Fá M Dó M Sol M Tons vizinhos do tom principal
Dó Maior
ré m lá m mi m

(1b) - (1#)
ré m lá m mi m
Tons vizinhos do tom principal
lá menor Fá M Dó M Sol M

Mib M Sib M Fá M Dó M Sol M Ré M Lá M

dó m sol m ré m lá m mi m si m fá# m
3b 2b 1b ------ 1# 2# 3#

Cada tom tem cinco tons vizinhos. Três são tons vizinhos diretos e dois são indiretos.

 Tons Vizinhos Diretos: 1) Tom relativo.


2) Tom do mesmo modo encontrado no grau IV (subdominante).
3) Tom do mesmo modo encontrado no grau V (dominante).

 Tons Vizinhos Indiretos: 1) Tom relativo da subdominante.


2) Tom relativo da dominante.

Ex.: Tons vizinhos diretos de Dó Maior: lá menor, Fá Maior e Sol Maior.


Tons vizinhos indiretos de Dó Maior: ré menor e mi menor.

Tons vizinhos diretos de lá menor: Dó Maior, ré menor e mi menor.


Tons vizinhos indiretos de lá menor: Fá Maior e Sol Maior.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 49
OBS.: O tom homônimo do tom principal é considerado tom próximo dada a grande afinidade
entre suas notas. Difere do tom principal por três alterações na armadura.

Dó Maior – tom principal dó menor – tom próximo

OBS.: Os tons que não pertencem ao grupo de tons vizinhos são os tons afastados e diferem
do tom principal por dois ou mais acidentes na armadura.

Dó Maior – tom principal Ré Maior – tom afastado

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE XII

1. Encontrar os tons vizinhos diretos de:

A = ______ ______ ______ Em = ______ ______ ______

2. Encontrar os tons vizinhos indiretos de:

Gb = ______ ______ Dm = ______ ______

...................................................................................................................................................................................

MODULAÇÃO

É a passagem de um tom para outro. A palavra modulação vem do latim e significa “ajustar”.

Modulação Passageira é aquela que tem caráter transitório. Nesse caso prefere-se grafar as alterações
necessárias com acidentes ocorrentes conservando a armadura do tom original.

Modulação Definitiva é aquela que tem caráter estável. Nesse caso costumam-se mudar a armadura.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 50
...................................................................................................................................................................................

TRANSPOSIÇÃO

Transportar é mudar de tom ou de altura. Um tom maior só se transporta para outro tom maior e o tom
menor para outro tom menor.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 51
ATIVIDADE XIII

1. Analisar os trechos musicais abaixo e determinar a tonalidade, especificando a forma quando o tom for
menor:

2. Observar, no exercício 1, o trecho musical em que o tipo de compasso é quinário e responder:

a) Qual o ritmo inicial? Por quê?


b) Qual o tipo de terminação? Por quê?
c) Qual a U.T.?
d) Qual a U.C.?
e) Qual a tonalidade?
f) Qual o seu tom relativo?
g) Qual o seu tom homônimo?
h) Quais os seus tons vizinhos diretos?
i) Quais os seus tons vizinhos indiretos?
j) Qual o seu tom enarmônico?

3. Transpor o trecho analisado no exercício anterior para Fm:

4. Preencher os compassos abaixo com os ritmos executados pelo professor:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 52
ATIVIDADE XIV

1. Marcar as síncopes e contratempos.

2. Reconhecer as modulações no trecho musical abaixo:

3. Relacionar as escalas:

(A) ( ) fá menor natural

(B) ( ) Lá Maior

(C) ( ) sib menor Harmônica

(D) ( ) Sib Maior

(E) ( ) Si Maior

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 53
INTERVALOS

Distância entre dois sons. É a diferença de altura entre dois sons. Os intervalos podem ser:

 Melódico ou Harmônico

 Melódico: formado por notas sucessivas

 Harmônico: formado por notas simultâneas

 Ascendente ou Descendente

 Ascendente (ou superior): a primeira nota é mais grave do que a segunda

 Descendente (ou inferior): a primeira nota é mais aguda do que a segunda

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 54
 Conjunto ou Disjunto

 Conjunto: formado por notas consecutivas

 Disjunto: formado por notas não consecutivas

 Simples ou Composto

 Simples: formado por notas que se encontram dentro do limite de uma oitava

 Composto: formado por notas que ultrapassam o limite de uma oitava

...................................................................................................................................................................................

INTERVALOS SIMPLES

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 55
Os intervalos simples são classificados como:

A ou + (aumentados)
2ª, 3ª, 6ª e 7ª M (maiores)
m (menores)
D ou ° (diminutos)

A ou + (aumentados)
4ª, 5ª, e 8ª J (justos)
D ou ° (diminutos)

Ainda podem ser classificados como SA (super aumentados) e SD (super diminutos).

A qualificação de intervalos é feita de acordo com o número de tons e semitons contidos entre duas
notas:
 Uma segunda maior é formada por um tom e uma segunda menor é formada por um semitom.
 Uma terça maior é formada por dois tons e uma terça menor por um tom e um semitom.
 Uma quarta justa é formada por dois tons e um semitom.
 Uma quinta justa é formada por três tons e um semitom.
 Uma sexta maior é formada por quatro tons e um semitom e uma sexta menor é formada por três
tons e dois semitons (OBS.: quatro tons não formam uma sexta menor).
 Uma sétima maior é formada por cinco tons e um semitom e uma sétima menor é formada por
quatro tons e dois semitons (OBS.: cinco tons não formam uma sétima menor).
 Os intervalos aumentados tem um semitom cromático a mais que os intervalos justos e maiores e
os intervalos diminutos tem um semitom cromático a menos que os intervalos justos ou menores.

Para facilitar, podemos qualificar um intervalo a partir da tonalidade maior referente à nota mais grave
do intervalo. Mas atenção, essa é apenas uma forma mais prática para esse tipo de classificação.
Basta olhar a armadura, sendo que:
1. Se a nota mais aguda estiver obedecendo à armadura da nota mais grave o intervalo poderá ser
justo quando for 4ª, 5ª ou 8ª e maior quando for 2ª, 3ª 6ª ou 7ª.
2. Se a nota mais aguda estiver meio tom acima da alteração necessária para obedecer à
armadura da mais grave poderá ser um intervalo aumentado em todos os intervalos.
3. Se estiver meio tom abaixo será menor quando for 2ª, 3ª, 6ª e 7ª ou diminuto quando for 4ª, 5ª
ou 8ª.
4. Os intervalos de 2ª, 3ª, 6ª e 7ª serão diminutos quando a nota mais aguda estiver um tom
abaixo da alteração necessária para obedecer à armadura da mais grave.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 56
EXEMPLOS:

Este é um intervalo de 4ªJ, pois a armadura de Sol Maior é fá#, sendo o dó natural assim
como mostra o intervalo.

Este é um intervalo de 4ª+, pois a armadura de Sol Maior não tem dó#, portanto a nota dó
deveria estar natural e está meio tom acima do que o Sol Maior pede.

Este é um intervalo de 3ªM, pois Dó Maior não tem alteração, sendo o mi natural assim
como pede a tonalidade.

Este é um intervalo de 3ªm, pois Dó Maior não tem alteração, portanto a nota mi deveria
estar natural e está meio tom abaixo do que o Dó Maior pede.

...................................................................................................................................................................................

INTERVALOS COMPOSTOS

São os intervalos que ultrapassam uma oitava.

O intervalo composto é classificado como se fosse intervalo simples e adiciona-se o nº 7 para cada oitava.

Para se achar o correspondente simples de um intervalo composto, subtrai-se deste o número 7 ou


múltiplo de 7.

Ex.: 9ª - 7 = 2ª
15ª - 7 = 8ª

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 57
ATIVIDADE XV

1. Numerar a segunda coluna de acordo com a primeira:

(A) Música ( ) Grave, médio e agudo


(B) Timbre ( ) Melodia
(C) Sucessão de som e silêncio ( ) Combinação de som e silêncio
(D) Ritmo ( ) Parâmetro do som
(E) Altura ( ) Elemento fundamental da música

2. Praticar as seguintes ordenações seguindo o intervalo pedido (apenas notas naturais):

a) terças ascendentes: fá –
b) quartas descendentes: si –
c) quintas ascendentes: ré –
d) sétimas ascendentes: dó –

3. Responder:

a) Quantas semínimas tem uma semibreve?


b) Quantas semifusas tem uma semicolcheia?
c) Uma semínima tem quantas semicolcheias?

4. Classificar os intervalos em: melódico ou harmônico, ascendente ou descendente, conjunto ou disjunto,


simples ou composto:

5. Classificar numericamente e qualificar os intervalos abaixo:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 58
ATIVIDADE XVI

1. Montar e escala de Db:

2. Montar a escala de D#m na forma bachiana:

3. Montar os seguintes intervalos:

6ª M 8ª J 7ª m 4ª A 6ª D 2ª M 8ª A 4ª J 7ª m 2ª m

4. Classificar os intervalos abaixo numericamente e qualificar:

5. Separar os compassos abaixo e marcar as síncopes e contratempos:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 59
6. Colocar F para as afirmativas falsas e V para as verdadeiras. Justificar as falsas:

( ) O timbre identifica o som.


( ) A melodia é um parâmetro do som.
( ) As pausas representam os valores positivos na música.
( ) No compasso binário a U.T. é a semínima.
( ) A U.T. preenche um compasso.
( ) A tonalidade de E tem como armadura, quatro bemóis.
( ) A síncope é o prolongamento do tempo fraco ao forte.
( ) O compasso de ritmo tético é completo.
( ) O compasso de ritmo anacrústico é completo.
( ) Dób e Si# são notas enarmônicas.
( ) SolbM e Fá#M são tonalidades enarmônicas.
( ) SibM e Sibm são tons enarmônicos.
( ) O bemol eleva meio tom a nota dobrado bemol.
( ) Modular é mudar de tom.

...................................................................................................................................................................................

MODOS LITÚRGICOS

Os modos litúrgicos têm nomes gregos porque se julgava que correspondessem aos antigos modos da
Grécia. Pesquisas revelaram que os modos gregos começavam em notas diferentes das dos homônimos
eclesiásticos. Além disso, os gregos consideravam a escala no sentido descendente.

Os gregos costumavam nomear as suas escalas segundo suas regiões.


Além dos modos principais havia ainda outros quatro modos secundários, situados uma quinta abaixo do
modo original (ou uma quarta acima). Os respectivos nomes são os mesmos dos modos principais com o
acréscimo do prefixo grego “hypo”, que significa “abaixo”:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 60
Os Modos Litúrgicos (ou escalas antigas ou modos eclesiásticos) são escalas diatônicas (as 7 notas
guardam entre si o intervalo de um tom ou semitom). São os Modos Litúrgicos Autênticos ou Ambrosianos
(São Ambrósio, falecido em 397, foi bispo de Milão). Conservam o nome dos modos gregos, mas a sua
formação é diferente: começam com outra nota e sua disposição é ascendente. Eram usados na música litúrgica
da Idade Média:

Os modos litúrgicos são muito usados hoje em dia, como mais um recurso nos improvisos e ainda
podem ser comparados às escalas modernas; basta observar a nota diferencial. O intervalo entre a tônica e a
nota diferencial que é o intervalo característico de cada modo:

Obs.: se a terça for menor, compare o modo a uma escala menor e se for maior, compare a uma escala maior.

Sobre a sonoridade dos Modos Gregos:

Jônio: Possui uma sonoridade feliz, alegre.


Dórico: É muito utilizado em Black Music e Funk.
Frígio: Possui uma sonoridade tensa, sombria.
Lídio: Possui uma sonoridade onde ambienta um clima de vitória. O Tema da Vitória (tema de Ayrton Senna)
é em modo Lídio.
Mixolídio: Muito utilizado em Black Music (principalmente em BLUES), assim como o dórico, e muito
utilizado também no baião. O Baião de Luis Gonzaga é em modo mixolídio.
Eólio: Sonoridade é mais séria; mas não chega a ser sombria como o frígio.
Lócrio: Possui uma sonoridade meio maluca e psicodélica.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 61
Mas porque que tais modos possuem tais sonoridades?

Jônio: é a mesma sonoridade da escala maior.


Dórico: o que dá tal sonoridade a esse modo grego, é o fato de ter a sétima menor e a sexta maior.
Frígio: é o fato de tal modo ter a segunda menor.
Lídio: é o fato de ter a quarta aumentada e a quinta justa.
Mixolídio: é o fato de ter a sétima menor (é um modo MAIOR, pois possui a terça maior, porém, a sétima é
menor).
Eólio: se compararmos com o frígio, possui a segunda maior e a sexta e sétima menores. É isso que
proporciona tal sonoridade a esse modo.
Lócrio: o que dá tal sonoridade a esse modo é o fato dele ter a segunda menor e a quinta diminuta.

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE XVII

1. Marcar o ritmo tocado pelo professor:

2. Marcar a melodia tocada pelo professor:

3. Indicar o tipo de compasso e determinar a U.T. e a U.C.:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 62
4. Determinar os tons vizinhos com armaduras e montar a escala menor harmônica referente a cada tom menor:

5. Sobre a nota dada, formar o intervalo de:

6. Montar as seguintes escalas modais:

a) Mi Eólio:

b) Fá Mixolídio:

c) Si Frígio:

7. Reconhecer os modos litúrgicos nas melodias abaixo:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 63
ESCALAS EXÓTICAS

A combinação de até doze semitons permite a formação de um grande número de escalas. Algumas têm sua
origem no folclore de determinados povos, outras são o resultado da concepção pessoal de certos compositores
e ainda algumas são simples combinações matemáticas. As escalas exóticas são as escalas com formação
diferente das mais comuns. ESSA É APENAS UMA NOÇÃO DE ALGUMAS ESCALAS EXÓTICAS, SEM
A INTENÇÃO DE APROFUNDAR, O QUE SERIA NECESSÁRIO O ESTUDO DOS ESTILOS
SEPARADAMENTE E DE IMPROVISAÇÃO.

 Escala Cigana Maior: abaixamos meio tom nos graus II e VI:

Obs.:
- Formas ascendentes e descendentes são iguais.
- Escala Cigana Maior é também, às vezes, chamada escala Árabe.
- Essa escala é encontrada nas melodias folclóricas de outros povos, por exemplo no
folclore grego, húngaro, eslovaco, etc.

 Escala Cigana Menor: elevamos meio tom no grau IV da escala menor harmônica (onde o grau VII já
é elevado meio tom):

Obs.:
- Formas ascendentes e descendentes são iguais.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 64
 Escala Pentatônica: é uma escala de cinco notas. Encontra-se frequentemente em músicas folclóricas
chinesas, japonesas, escocesas, irlandesas, celtas, finlandesas, incas e outras. Escreve-se a escala maior e
retiram-se os graus IV e VII:

Obs.:
- Escala Pentatônica é do tipo maior.
- É também chamada escala chinesa.
- As formas ascendente e descendente são iguais.
- É uma das escalas mais antigas.
- É também chamada de Escala Pentatônica Anemitônica (em grego: an = sem, hemi
= semi, tonos = tons sem semitons).
- Originalmente foi formada por quatro quintas justas sobrepostas (ordenando-se as
notas, forma-se a escala pentatônica):

 Escalas de Tons Inteiros: as distâncias entre as notas são de um tom.

Obs.:
- As formas ascendente e descendente são iguais.
- Tem seis notas, sendo, portanto, uma escala hexacordal.
- É uma escala não funcional, pois não existe sensação de Tônica – Subdominante –
Dominante.
- Para evitar que a última nota seja diferente da primeira, pratica-se substituição
enarmônica em uma das notas da escala:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 65
 Escala de Blues: escala frequentemente usada no jazz, no rock, no blues e no soul. É uma escala de
procedência americana e de origem vocal. Formada por seis sons que obedecem aos seguintes
intervalos: 1 ½ T – T – ST – ST – 1 ½ T – T. Para escrever a escala blues, os graus III, V e VII da escala
maior são abaixados meio tom e os graus II e VI não são considerados na escala básica, mas podem ser
usados como notas de passagem na melodia:

 Escala Cromática: é uma sequência de notas separadas unicamente por semitons. Usamos sustenidos ou
acidentes que cancele os da armadura na escala ascendente, e bemóis ou acidentes que cancele os da
armadura na escala descendente:

 Escala Diminuta: sua construção intervalar é: T – ST – T – ST – T – ST – T – ST. Tem efeito atonal e


cada som básico pode originar outra escala diminuta. No estudo de improvisação esta escala é
importante no domínio do acorde de sétima da diminuta:

 Escala Dominante: sua construção intervalar é: ST – T – ST – T – ST – T – ST - T. Tem efeito atonal e


cada som básico pode originar outra escala dominante. No estudo de improvisação esta escala é
importante no domínio do acorde de sétima da dominante:

 Escala Hexacordal: utilizada na Idade Média:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 66
 Escala Chinesa: eleva-se meio tom nos graus IV e V:

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE XVIII

1. Formar a escala Cigana Maior com 4#:

2. Formar a escala Cigana menor com 5b:

3. Formar a escala Pentatônica começando com a nota fá#:

4. Montar a escala de Tons Inteiros começando com a nota mi:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 67
A partir da descoberta de artefatos musicais pré-históricos, supõe-se que a primeira escala desenvolvida
tenha sido a escala de cinco sons ou pentatônica, o que é confirmado pelo estudo de tribos em estágio de
evolução primitiva encontradas contemporaneamente. As escalas de sete notas foram prováveis
desenvolvimentos da escala pentatônica e tem-se o registro de sua utilização pelos gregos, apesar de que
qualquer tentativa de resgate da sonoridade dessas escalas tratar-se de exercício puramente especulativo.
A música grega morre junto com o Império Romano deixando apenas uma nota de rodapé do que seria
todo o sistema musical utilizado à época. O fato é que, com o surgimento do cristianismo, ouve uma adoção dos
ritos judaicos e essa é a origem do que seria a música ocidental posterior. Na Idade Média, a elaboração de um
sistema de escalas (escala vem do italiano e significa escada) levava em conta não somente a nota fundamental
do modo (fundamentalis), mas também a chamada corda de recitação, que era a nota ao redor da qual a melodia
se desenvolvia, sendo essa nota a mais utilizada na música. Essas escalas foram chamadas de modos
eclesiásticos e compunham-se de quatro: protus, deuterus, tritus e tetrardus. Esse sistema, chamado modal,
não é um sistema totalmente definido; como há variação da corda de recitação entre duas músicas, elas podem
estar dentro de um mesmo modo, mas se desenvolvem em direções diferentes, sendo reclassificadas aí, a
depender do âmbito em que elas se desenvolveram, como estando no modo plagal ou autêntico. Além disso, a
música poderia muito bem gravitar entre os modos, o que dificultaria a classificação exata em que modo ela
está (ou em que modo começou, ou em que modo terminou). Posteriormente, dois modos receberam a
preferência dos compositores (o modo chamado jônico, ou tritus plagal, e o chamado eólio, ou protus plagal),
sendo estes as origens das escalas diatônicas maiores e menores: iniciava-se o período tonal da música. A partir
do temperamento da música, ocorrido no séc. XVIII, onde se procurava dar os mesmos valores proporcionais
aos intervalos da escala diatônica, surge uma nova escala, em que todas as notas têm o mesmo valor dentro
desta: a escala cromática. Com o segundo período do romantismo musical (romantismo nacionalista), fez-se
necessária a incorporação de escalas exóticas nas quais as músicas de muitos países se baseavam. Às escalas
ciganas, já conhecidas séculos antes, juntam-se escalas árabes, russas, eslavas, etc.. Debussy incorpora a escala
de tons inteiros, onde se divide a oitava em seis intervalos iguais de um tom, à música. Posteriormente, novas
escalas surgiram com a chamada música micro-tonal, além de incorporações de escalas antigas como a indiana,
que divide a oitava em 22 sons, e a escala nordestina brasileira, mistura dos modos lídio e mixolídio.

...................................................................................................................................................................................

ACORDES

É a combinação de três ou mais sons diferentes simultâneos. O acorde, na sua concepção clássica, é
formado por terças sobrepostas. A tônica é a fundamental no acorde. As outras têm o nome do intervalo que
formam com a fundamental.

¬ Harmonia: é a ciência que estuda os acordes e as suas combinações. É o aspecto vertical da linguagem
musical. É a arte e ciência dos acordes e suas combinações.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 68
¬ Contraponto: estuda os procedimentos de como combinar as linhas melódicas independentes. É a arte de
escrever duas ou mais melodias simultâneas.

¬ Melodia: é uma sucessão de sons (de alturas e durações diferentes), que obedece a um sentido lógico
musical.

...................................................................................................................................................................................

ACORDES DE QUINTA (TRÍADES)

Os acordes de quinta são formados pela tônica, mediante e dominante da escala. Existem quatro
combinações para a formação desses acordes:

ACORDES DE
QUINTA

PERFEITOS IMPERFEITOS
(CONSONANTES) (DISSONANTES)

PERFEITO MAIOR PERFEITO MENOR AUMENTADO DIMINUTO

(formado por 3ªM e (formado por 3ªm e (formado por 3ªM e (formado por 3ªm e
5ªJ) 5ªJ) 5ªaum) 5ªdim)

 Acorde Perfeito Maior (PM): cifra popular: C

 Acorde Perfeito Menor (Pm): cifra popular: Cm

 Acorde de Quinta Aumentada (5ªaum): cifra popular: C(#5)

 Acorde de Quinta Diminuta (5ªD): cifra popular: Cm(b5)

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 69
GRAUS TONAIS E GRAUS MODAIS

Graus Tonais: os graus I, IV e V são os mais importantes da escala.


Caracterizam com seus respectivos acordes, o tom.

Graus Modais: os graus III, VI e VII são os que diferem, comparando duas
escalas com a mesma tônica, uma maior e outra menor.

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE XIX

1. Identificar em cada um dos acordes seguintes: (F) Fundamental (B) Baixo (3ª) Terça (5ª) Quinta

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 70
2. Montar os seguintes acordes:

3. Cifrar e classificar (PM, Pm, 5ªaum, 5ªdim) os acordes abaixo:

...................................................................................................................................................................................

ACORDES EM ORDEM DIRETA E ORDEM INDIRETA

De acordo com a disposição das notas num acorde, ele pode estar na ordem direta ou indireta.

 Ordem Direta: quando a disposição das notas do acorde segue a ordem natural da escala:

 Ordem Direta: quando a disposição das notas do acorde não segue a ordem natural da escala:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 71
ACORDES EM POSIÇÃO UNIDA E POSIÇÃO AFASTADA

 Posição Unida: quando as notas dos acordes são próximas umas das outras. Posição Estreita.

 Posição Afastada: quando as notas dos acordes são distantes umas das outras.

OBS.: Mesmo estando na Ordem Direta, o acorde pode estar na Posição Afastada:

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE XX

1. Cifrar e classificar os acordes na música seguinte:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 72
2. Responder as questões seguintes em relação à música da questão 1:

a) Qual a tonalidade?
b) Qual o tom relativo?
c) Qual o tom homônimo?
d) Qual o tom enarmônico?
e) Quais os tons vizinhos diretos?
f) Quais os tons vizinhos indiretos?
g) Qual o tipo de compasso?
h) Qual a U.T.?
i) Qual a U.C.?
j) Qual o ritmo inicial?

...................................................................................................................................................................................

INVERSÃO DOS ACORDES DE QUINTA

 Quando o baixo (nota mais grave) é a tônica, o acorde está no Estado Fundamental (EF).
 Quando o baixo é a terça, o acorde está na primeira inversão (1ªinv).
 Quando o baixo é a quinta, o acorde está na segunda inversão (2ªinv).

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE XXI

1. Identificar nos acordes abaixo as seguintes características: Acorde em Estado Fundamental, Acorde
Invertido, Acorde em Ordem Indireta, Acorde em Ordem Direta, Acorde em Posição Unida, Acorde em
Posição Afastada:

2. Especificar os quatro tipos de acordes de quinta:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 73
3. Classificar, inverter e cifrar os acordes abaixo:

4. Cifrar os acordes abaixo:

5. Passar para o estado fundamental os acordes abaixo:

...................................................................................................................................................................................

ACORDES DE SÉTIMA (TÉTRADES)

Tem quatro notas diferentes. Formado por terças sobrepostas. Acrescenta-se a sétima nos acordes de
quinta.

¬ Acordes com Sétima Maior:

¬ Acordes com Sétima Menor:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 74
¬ Acordes com Sétima Diminuta:

...................................................................................................................................................................................

ATIVIDADE XXII

1. Formar os seguintes acordes:

...................................................................................................................................................................................

INVERSÃO DOS ACORDES DE SÉTIMA

 Quando o baixo (nota mais grave) é a tônica, o acorde está no Estado Fundamental (EF).
 Quando o baixo é a terça, o acorde está na primeira inversão (1ªinv).
 Quando o baixo é a quinta, o acorde está na segunda inversão (2ªinv).
 Quando o baixo é a sétima, o acorde está na terceira inversão (3ªinv).

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 75
ATIVIDADE XXIII

1. Formar e classificar os acordes seguintes:

2. Montar os acordes seguintes e indicar o estado:

A/C Em7 Db° Gm7/Bb Am(b5)/G C/B

3. Inverter, cifrar, classificar e indicar o estado dos acordes abaixo:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 76
ACORDES DE NONA (ACORDES DE CINCO SONS)

Acrescenta-se mais uma terça nos acordes de sétima. Acrescenta-se a nona no acorde de sétima.

 Numa harmonia a quatro vozes, uma das cinco notas do acorde de nona, geralmente a quinta, tem que
ser omitida. Nunca, porém, pode ser omitida a fundamental ou a nona, pois o acorde perderia sua
característica de acorde de nona. A fundamental e a nona são as notas mais importantes do acorde.

OBS.: A nona aumentada equivale enarmonicamente à terça menor. Somente são possíveis acordes de nona
aumentada com terça maior:

...................................................................................................................................................................................

INVERSÃO DOS ACORDES DE NONA

 Quando o baixo é a tônica, o acorde está no Estado Fundamental (EF).


 Quando o baixo é a terça, o acorde está na primeira inversão (1ªinv).
 Quando o baixo é a quinta, o acorde está na segunda inversão (2ªinv).
 Quando o baixo é a sétima, o acorde está na terceira inversão (3ªinv).
Obs.: A quarta inversão não se usa, pois, a nona sendo o baixo, não é possível manter a característica do
acorde.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 77
ATIVIDADE XXIV

1. Classificar e cifrar os acordes abaixo:

2. Inverter (todas as inversões possíveis), classificar e cifrar os acordes abaixo:

3. Montar os acordes abaixo observando a cifra:

F#m7 Cbm7(b5)(b9) Aº B A7 Dm(b5) G7M(9)

4. Montar os acordes abaixo observando a classificação:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 78
Define a velocidade que deverá ser executada a música ou trecho musical. Indicação absoluta do som e
do silêncio.
No princípio do séc. XVIII os compositores italianos designavam, no começo de cada trecho, os
andamentos por termos (lento, andante, etc.). No começo do séc. XIX foi inventado o METRÔNOMO por
Johann Nepomuk Maelzel (alemão).
O metrônomo serve para determinar o andamento, marcando regularmente a duração dos tempos,
tantos quantos se queiram por minuto.
O andamento é indicado no começo da música, normalmente com termos italianos ou sinais
metronômicos, por exemplo: Allegro ou =120 (essa marcação pode ser atribuída a qualquer figura); significa
que o metrônomo vai marcar 120 batidas por minuto.

Os andamentos são divididos em LENTOS, MÉDIOS e RÁPIDOS. Veja alguns exemplos:

 Andamentos Lentos (de 40 a 72) Commodo = 80


Grave = 40 Maestoso = 84 – 88
Largo = 44 – 48 Moderato = 88 – 92
Lento = 50 – 54 Allegretto = 104 – 108
Adágio = 54 – 58 Animato = 120
Larghetto = 60 – 63
 Andamentos Rápidos (de 120 a 208)
 Andamentos Médios (de 72 a 120) Allegro = 120 – 132
Andante = 63 – 72 Vivace = 160
Andantino = 69 – 80 Presto = 144 – 184
Sostenuto = 76 – 84 Prestíssimo = 200 – 208

As modificações momentâneas no andamento original são indicadas no decorrer de um trecho musical:

 Apressar o andamento  Voltar ao andamento


Accellerando (accel.) A tempo
Stringendo (string.) 1° tempo
Più Mosso Tempo I
Più Animato  Suspender o andamento
Poco a poco accellerando Coroa = ou é um sinal de
Affretando (affret.) prolongamento: quando usamos
 Retardar o andamento sobre ou sob uma figura, é
Rittardando (rittard.) chamada fermata; quando sobre
Allargando (allarg.) ou sob uma pausa é chamada
Meno Mosso suspensão e sobre uma barra é
Ritenuto (rit.) chamada parada.
Rallentando (rall.)

A grafia contemporânea usa três tipos de coroa:

Prolongamento pequeno: prolongamento médio: prolongamento longo:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 79
É a graduação de intensidade de som:

fff = extremamente forte


ff = fortíssimo
f = forte
mf = meio forte
p = piano (suave)
pp = pianíssimo
ppp = pianissíssimo
sfz = sforzando (aumento súbito da intensidade)
= crescendo
= diminuindo

..........................................................................................................................................................................

Ligadura: quando liga duas notas iguais, indica que as suas durações serão somadas como
se fosse uma só.

Legato: notas cobertas por este símbolo devem ser tocadas sem nenhuma interrupção como
se fosse uma só.

Marca de Fraseado: indica como as notas devem ser ligadas para formar uma frase. A
execução varia de acordo com o instrumento.

Staccato: a nota é destacada e há uma diminuição do tempo dela, sendo completado com
silêncio.

Staccatíssimo: a nota é mais curta que no staccato.

Marcato: a nota é marcada e tem o tempo preciso como pede a partitura.

Tenuto: uma nota sustentada, como um marcato levemente ligado às notas vizinhas.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 80
Algumas expressões orientam ao intérprete quanto a intenção do autor, como por exemplo: Affetuoso
(terno, meigo), Animato (animado), Grandioso (grandioso). No início da peça pode vir escrito, por
exemplo, Allegro com brio (Allegro com brilho) ou Lento Dolente (Lento Doloroso), etc...

..........................................................................................................................................................................

Encontramos na partitura instruções para a interpretação de determinados trechos na música ou


mesmo determinada nota. No violino, por exemplo, usamos termos como Spiccato que é o mesmo que
Staccato (termo usado para os outros instrumentos onde se toca a nota sem segurar o som durante o tempo
que a figura pede). Outros termos usados: Vibrato (pequena oscilação entre duas alturas), Simile
(continuar semelhante), Attacca (tocar imediatamente), M.D. (tocar com a mão direita), M.E. (tocar com a
mão esquerda), Segue (simile), Solo (trecho para ser executado por uma só voz).

Harmônica: tocada em um instrumento de cordas, produz um som diferente da execução


normal.

Pizzicato: no instrumento de cordas com arco, a corda é pinçada ao invés de tocada com o
arco.

Snap Pizzicato: no instrumento de cordas com arco, a corda é muito esticada longe do
corpo do instrumento e solta para provocar um estalo.

Sull’arco: no instrumento de cordas com arco a nota é produzida pela subida do arco.

Giù arco: no instrumento de cordas com arco a nota é produzida na descida do arco.

Inicia Pedal: indica ao pianista que pise no pedal de sustentação.

Libera Pedal: indica ao pianista que solte o pedal de sutentação.

Marca de Pedal Variável: uso freqüente do pedal de sustentação.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 81
Redução de expressões ao menor número de letras ou o uso de sinais. Facilita o trabalho da escrita
musical.

Alguns exemplos:

 Da Capo ou D.C. (repetir a música desde o começo)

 Fine (final do trecho repetido ou mesmo da música)

 (Coda, sinal de pulo)

 (Dal segno ou D.S., indica repetição da música a partir do sinal)

 (ritornello, repetição)

 (trêmulo: a nota é repetida rapidamente, se estiver entre duas notas, elas são
alternadas)

 (simile)

..........................................................................................................................................................................

Enfeites colocados na obra principal.

Trinado ou Trilo: uma alternância rápida entre a nota especificada e o semitom imediatamente
mais agudo, durante toda a duração da nota. Existem formas diferentes de se começar um trinado e
até mesmo de grafia, o que depende da época e do compositor.

Mordente: A execução da nota real seguida do semitom abaixo e a volta à altura normal, durante o
valor da nota. Equivale a tocar três notas ligadas no tempo do valor da nota. Com um traço vertical
é chamado de mordente inferior. Sem a linha vertical, o semitom inserido na nota é acima da nota
real e o mordente é chamado de superior.

Mordente Duplo: é o mordente simples executado mais de uma vez. É o mordente ampliado.

Grupeto Superior: é executado começando da nota real, passa pela superior, volta à real, passa
pela inferior e finaliza na nota real.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 82
Grupeto Inferior: é executado ao contrário do superior. Os grupetos, tanto superior quanto inferior,
podem ser executados no início, meio ou final do tempo da nota real.

Apojatura ou Apogiatura: o ornamento precede a nota real, podendo ser apogiatura longa (é mais
acentuada que a nota real e ocupa a metade do seu tempo) ou apogiatura breve (vem cortada e é
tocada no tempo mínimo da nota real, sendo a nota real mais acentuada). Acicatura é um tipo de
apogiatura que tira sua duração do final da nota que a antecede e não do início da nota seguinte.

Glissando: deslizamento rápido entre duas notas.

Os ornamentos tiveram sua origem na execução dos antigos instrumentos de tecla, cuja falta de
sonoridade se contornava por meio do acréscimo de notas estranhas ao desenho original. Até o início do
século XVII os ornamentos não eram, em geral, grafados ou mesmo indicados na partitura. Por isso é
muito difícil definir uma norma geral a respeito da execução dos adornos na música antiga. Com a
liberdade na ornamentação, a melodia se desfigurou de tal modo que por vezes chegava a ser
irreconhecível. Por esse motivo, os compositores começaram a indicar, através de sinais gráficos, o tipo
de ornamentação para determinada nota ou frase. Muitas vezes o compositor informava na própria peça a
resolução dos ornamentos.
Os ornamentos são muito freqüentes no canto gregoriano, na idade média, no renascimento e no
barroco. No classicismo e no romantismo, os ornamentos já são menos comuns e, muitas vezes, são
grafados os detalhadamente com as notas e não mais abreviados com sinais gráficos.

ORNAMENTOS

Inteiramente Improvisados Indicados na Partitura Grafados Detalhadamente


(sem nenhuma indicação de texto) (com sinais gráficos) (com notas exatas)

Cada fase da evolução da música tem seus ornamentos próprios e a execução deles varia. O
trinado na obra de J.S. Bach, por exemplo, é diferente do trinado na obra dos compositores clássicos.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 83
ATIVIDADE XXV

1. Relacionar as colunas:

(A) Melodia ( ) Abaixa um tom a nota com sustenido


(B) Pulsação ( ) Constante na música
(C) Ritmo ( ) Sustenido
(D) Compasso binário ( ) Compasso com dois tempos
(E) Quantas mínimas tem uma semibreve? ( ) Sucessão de sons e silêncio
(F) Harmonia ( ) Indica o final da música
(G) Unidade de tempo ( ) Tem as unidades (tempo e compasso) pontuadas
(H) Unidade de compasso ( ) Divisão de sons e silêncio dentro de uma pulsação
(I) A nota natural que eleva meio tom se torna... ( ) Parâmetros do som
(J) Compasso composto ( ) Duas
(L) Altura, Timbre, Intensidade e Duração ( ) Sons simultâneos
(M) Barra dupla ( ) Figura que vale um tempo
(N) Barra dupla final ( ) Figura que, sozinha, preenche um compasso
(O) Bemol ( ) Indica, entre outras coisas, mudança de tom

2. Observar o trecho musical abaixo e resolver as seguintes questões:

a) Dividir os compassos.
b) Qual o tipo de compasso?
c) Qual a U.T.?
d) Qual a U.C.?
e) Em que tempo começa?
f) Qual o ritmo inicial?
g) Qual a tonalidade?
h) Qual o tom relativo?
i) Qual o tom homônimo?
j) Qual o tom enarmônico?
k) Quais os tons vizinhos diretos?
l) Quais os tons vizinhos indiretos?

3. Formar a escala referente ao tom da melodia acima:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 84
4. Transpor a melodia da segunda questão para Db:

5. Quantas e qual o tipo de alterações têm nas tonalidades de:

SiM: LábM: SolM: sibm: rém: SolbM: RéM: fám: fá#m:

6. Demonstrar cada armadura do exercício anterior na pauta:

..........................................................................................................................................................................

ATIVIDADE XXVI

1. Dividir os compassos nos exercícios abaixo:

2. Marcar as síncopes nos trechos abaixo:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 85
3. Marcar os contratempos nos trechos abaixo:

4. Reconhecer as tonalidades nos trechos melódicos abaixo, lembrando-se de especificar a forma quando
for tom menor:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 86
ATIVIDADE XXVII

1. Formar a escala melódica de Bbm:

2. Formar a escala harmônica de F#m:

3. Classificar os intervalos abaixo (2M, 3M, 3m etc.):

4. Completar os intervalos:

..........................................................................................................................................................................

ATIVIDADE XXVIII

1. Classificar os acordes abaixo em PM, Pm, 5A ou 5D:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 87
2. Cifrar, classificar e indicar o estado dos acordes abaixo:

3. Reconhecer o modo litúrgico de cada melodia abaixo:

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 88
SOLFEJOS

Solfejar é cantar as notas dentro de sua altura (afinação), é entoar os intervalos para a educação
do ouvido em relação ao som. Cantamos utilizando a partitura, lendo as notas musicais com seu valor e
afinação exata. O solfejo é importante não somente para os cantores, mas também para os instrumentistas,
que devem ter em mente a ideia exata sobre a altura da nota antes de ser tocada.

SOLFEJO 01

SOLFEJO 02

SOLFEJO 03

SOLFEJO 04

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 89
SOLFEJO 05

SOLFEJO 06

SOLFEJO 07

SOLFEJO 08

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 90
SOLFEJO 09

SOLFEJO 10

SOLFEJO 11

SOLFEJO 12

SOLFEJO 13

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 91
SOLFEJO 14

SOLFEJO 15

SOLFEJO 16

SOLFEJO 17

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 92
SOLFEJO 18

SOLFEJO 19

SOLFEJO 20

SOLFEJO 21

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 93
SOLFEJO 22

SOLFEJO 23

SOLFEJO 24

SOLFEJO 25

SOLFEJO 26

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 94
SOLFEJO 27

SOLFEJO 28

SOLFEJO 29

SOLFEJO 30

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 95
SOLFEJO 31

SOLFEJO 32

SOLFEJO 33

SOLFEJO 34

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 96
SOLFEJO 35

SOLFEJO 36

SOLFEJO 37

SOLFEJO 38

SOLFEJO 39

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 97
SOLFEJO 40

SOLFEJO 41

SOLFEJO 42

SOLFEJO 43

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 98
SOLFEJO 44

SOLFEJO 45

SOLFEJO 46

SOLFEJO 47

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 99
SOLFEJO 48

SOLFEJO 49

SOLFEJO 50

SOLFEJO 51

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 100
SOLFEJO 52

SOLFEJO 53

SOLFEJO 54

SOLFEJO 55

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 101
SOLFEJO 56

SOLFEJO 57

SOLFEJO 58

SOLFEJO 59

SOLFEJO 60

SOLFEJO 61

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 102
SOLFEJO 62

SOLFEJO 63

SOLFEJO 64

SOLFEJO 65

SOLFEJO 66

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 103
SOLFEJO 67

SOLFEJO 68

SOLFEJO 69

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 104
SOLFEJO 70

SOLFEJO 71

SOLFEJO 72

SOLFEJO 73

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 105
SOLFEJO 74

SOLFEJO 75

SOLFEJO 76

SOLFEJO 77

SOLFEJO 78

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 106
SOLFEJO 79

SOLFEJO 80

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 107
RITMOS

Em música existem sons longos e sons breves. Há também momentos quando se interrompe a
emissão do som: o silêncio. A duração é a maior ou a menor continuidade de um som. A relação entre a
duração do som e do silêncio define o ritmo. O exercício e a prática do ritmo são ações importantes para a
formação do aprendiz, pois dessa forma vivenciam a base da produção musical.

RITMO 01

RITMO 02

RITMO 03

RITMO 04

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 108
RITMO 05

RITMO 06

RITMO 07

RITMO 08

RITMO 09

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 109
RITMO 10

RITMO 11

RITMO 12

RITMO 13

RITMO 14

RITMO 15

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 110
RITMO 16

RITMO 17

RITMO 18

RITMO 19

RITMO 20

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 111
RITMO 21

RITMO 22

RITMO 23

RITMO 24

RITMO 25

RITMO 26

RITMO 27

RITMO 28

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 112
RITMO 29

RITMO 30

RITMO 31

RITMO 32

RITMO 33

RITMO 34

RITMO 35

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 113
RITMO 36

RITMO 37

RITMO 38

RITMO 39

RITMO 40

RITMO 41

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 114
RITMO 42

RITMO 43

RITMO 44

RITMO 45

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 115
RITMO 46

RITMO 47

RITMO 48

RITMO 49

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 116
RITMO 50

RITMO 51

RITMO 52

RITMO 53

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 117
RITMO 54

RITMO 55

RITMO 56

RITMO 57

RITMO 58

RITMO 59

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 118
RITMO 60

RITMO 61

RITMO 62

RITMO 63

RITMO 64

RITMO 65

RITMO 66

RITMO 67

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 119
RITMO 68

RITMO 69

RITMO 70

RITMO 71

RITMO 72

RITMO 73

RITMO 74

RITMO 75

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 120
RITMO 76

RITMO 77

RITMO 78

RITMO 79

RITMO 80

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 121
Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 122
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1º ANO – CICLO INICIAL

 Definição de música
 Parâmetros do som/ Parâmetros da música
 Elementos fundamentais da música
 Pulsação e acento
 Cifra básica
 Pauta Musical
 Notas da clave de sol e da clave de fá (espaços, linhas, linhas suplementares inferiores e
superiores, a grande escala)
 Figuras Musicais
 Compassos simples – semínima como Unidade de Tempo
 Improvisações rítmicas e melódicas
 Jogos e brincadeiras melódicas, rítmicas e de coordenação motora
 Treino auditivo com figuras musicais
 Treino auditivo com notas naturais e figuras musicais
 Exercícios rítmicos e solfejos (com notas naturais) utilizando compassos simples com semínima
como unidade de tempo e pentacorde de Dó Maior

6º ANO – CICLO INTERMEDIÁRIO

 Revisão do conteúdo estudado no 1º ano do ciclo inicial


 Figuras Musicais – Equivalência
 Compassos simples – Unidade de Tempo e Unidade de Compasso
 Ponto de aumento
 Anacruse, tético e acéfalo
 Improvisações rítmicas e melódicas
 Jogos e brincadeiras melódicas, rítmicas e de coordenação motora
 Treino auditivo com figuras musicais
 Treino auditivo com notas naturais e alteradas, e figuras musicais
 Exercícios rítmicos e solfejos (com notas naturais e alteradas) utilizando compassos simples

7º ANO – CICLO COMPLEMENTAR

 Revisão do conteúdo estudado nos anos anteriores


 Tom e semitom
 Sinais de alterações
 Enarmonia
 Tonalidades maiores
 Armadura de clave
 Treino oral, falado e cantado, de escalas maiores
 Improvisações rítmicas e melódicas
 Jogos e brincadeiras melódicas, rítmicas e de coordenação motora
 Treino auditivo rítmico, melódico (com transposição) e harmônico
 Exercícios rítmicos e solfejos a uma e duas vozes (notas naturais e alteradas) utilizando
compassos simples e unidade de tempo em todas as figuras

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 123
8º ANO – CICLO COMPLEMENTAR

 Revisão do conteúdo estudado nos anos anteriores


 Intervalos
 Acordes de quinta com cifra popular, classificação e inversões
 Compasso Composto
 Improvisações rítmicas e melódicas
 Jogos e brincadeiras melódicas, rítmicas e de coordenação motora
 Treino auditivo rítmico, melódico e harmônico
 Exercícios rítmicos e solfejos a uma e duas vozes utilizando compassos simples e compostos e
unidade de tempo em todas as figuras

9º ANO – CICLO COMPLEMENTAR

 Revisão do conteúdo estudado nos anos anteriores


 Tom Relativo
 Escalas menores (primitiva, harmônica, melódica e bachiana)
 Tons vizinhos e homônimos
 Treino auditivo rítmico, melódico e harmônico
 Improvisações rítmicas e melódicas
 Jogos e brincadeiras melódicas, rítmicas e de coordenação motora
 Treino auditivo rítmico, melódico e harmônico
 Exercícios rítmicos e solfejos a uma e duas vozes, utilizando compassos simples e compostos e
unidade de tempo em todas as figuras

1º ANO – CURSO TÉCNICO

 Revisão do conteúdo estudado na educação musical


 Modulação e Transposição
 Intervalos Simples e Compostos
 Modos Litúrgicos
 Síncope e Contratempo
 Improvisações rítmicas e melódicas
 Jogos e brincadeiras melódicas, rítmicas e de coordenação motora
 Treino auditivo rítmico, melódico e harmônico
 Exercícios rítmicos e solfejos a uma, duas e mais vozes, com compassos simples e compostos e
unidade de tempo em todas as figuras além de dinâmica, andamentos e expressões

2º ANO – CURSO TÉCNICO

 Acordes de quinta, sétima e nona


 Inversões de acordes
 Cifra popular
 Improvisações rítmicas e melódicas
 Jogos e brincadeiras melódicas, rítmicas e de coordenação motora
 Treino auditivo rítmico, melódico e harmônico
 Exercícios rítmicos e solfejos a uma, duas e mais vozes, utilizando compassos simples e
compostos e unidade de tempo em todas as figuras além de dinâmica, andamentos e expressões

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 124
CONSERVATÓRIO ESTADUAL DE MÚSICA
“LORENZO FERNÂNDEZ”

Direção:
Iraceníria Fernandes da Silva

Vice-Direção:
Cibele Xavier Brant Almeida
Maria José Mendes
Sandra Soares dos Santos Borborema

Secretaria:
Rita Mendes Rodrigues

Coordenação de Percepção Musical:


Elisângela Costa Rocha Carvalho

Professores de Percepção Musical:


Ariadna Santos Oliveira e Silva
Bianca Braga Novaes
Carol Cardoso
Elisângela Costa Rocha Carvalho
Geraldo Soares Pereira Júnior
Lucinéia Nogueira dos Santos
Magaly de Fátima Antunes
Rosângela Lopes Rodrigues de Souza

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 125
BIBLIOGRAFIA:

1. MED, Bohumil. Ritmo. 2ª Edição.Thesaurus:1980.


2. MED, Bohumil. Solfejo. 2ª EdiçãoThesaurus:1980.
3. MED, Bohumil. Teoria da Música – 4ª Edição revisada e ampliada. Brasília, DF: Musimed, 1996.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:

1. POZZOLI, Ettore. Guia Teórico-Prático. Editora Ricordi. São Paulo, SP


2. LOZANO, Fabiano R. Alegria nas Escolas. Editora Ricordi. 139ª Edição. São Paulo, SP.
3. NASCIMENTO, Frederico & SILVA, José Raimundo. Método de Solfejo. Eulestein Música S.A.
4. PRIOLLI, Maria L. de Mattos. Solfejos Melódicos e Progressivos. Casa Oliveira de Músicas LTDA. Rio de Janeiro, RJ.

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 126
Montes Claros, 01 de fevereiro de 2013

Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernândez – Percepção Musical – Montes Claros, 01 de Fevereiro de 2013 127

Você também pode gostar