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Faculdade de Tecnologia de Sorocaba

Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas

INTERAÇÃO HUMANO-COMPUTADOR: DEFINIÇÕES DE INTERFACES

ATIVIDADE 2

Prof.º Sergio Moraes


Disciplina: Interação Humano-Computador

Carlos Henrique Vicente Prosdoskimi 0030481523007


Roberto Tadeu Reis de Souza 0030481523032
Tiago Aparecido de Moraes Oliveira 0030481313038

Sorocaba
Agosto/2016
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................3
2 DEFINIÇÃO DE INTERFACES .......................................................................................3
2.2 DEFINIÇÃO DE INTERFACES SEGUNDO SOMMERVILLE .............................5
2.3 DEFINIÇÃO DE INTERFACES SEGUNDO CARVALHO ....................................6
2.4 DEFINIÇÃO DE INTERFACES SEGUNDO SHNEIDERMAN.............................7
2.5 DEFINIÇÃO DE INTERFACES SEGUNDO PRESSMAN ...................................8
3 CONCLUSÕES ..................................................................................................................9
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..............................................................................10
1 INTRODUÇÃO

Todo sistema computacional irá interagir com o mundo real, e em muitos


dos casos, ou quase sempre será com o ser-humano. Desta forma é impossível
ter uma aplicação computacional sem que ela permita a entrada e a saída de
informações com o usuário sem ter um meio para isso. Na maioria dos casos
encontra-se o monitor como meio para o usuário e a aplicação comunicarem-se.
Esse meio de comunicação é a Interface e pretende-se com este trabalho
estuda-la partindo de definições de vários autores encontradas durante a
pesquisa.

2 DEFINIÇÃO DE INTERFACES

Uma interface apoiada por computador - na verdade, uma interface de uso


- também conhecida como interface homem-computador (IHC) é a parte de um
programa de computador que se comunica com o usuário.

Na ISO 9241-110, o termo interface de usuário é definido como "todas as


partes de um sistema interativo (de software ou hardware) que fornecem
informações e controle necessários para que o usuário realize uma determinada
tarefa com o sistema interativo." A interface de usuário / interface homem-
computador (IHC) é o ponto de ação no qual o ser humano está em contato com
a máquina.

2.1 DEFINIÇÃO DE INTERFACES SEGUNDO ROCHA

Segundo Rocha (2003) quando o conceito de interface surgiu, ela era


geralmente entendida como o hardware e o software com o qual homem e
computador podiam se comunicar. A evolução do conceito levou à inclusão dos
aspectos cognitivos e emocionais do usuário durante a comunicação. Hoje é
comum pensar na interface como tela e o que nela é mostrado. O nome interface

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é tomado como algo que se pode desenhar, mapear, projetar e implementar,
"encaixando-a" posteriormente a um conjunto definido de funcionalidades. A
interface é descrita como um lugar onde o contato entre duas entidades ocorre.

O mundo está repleto de exemplos de interfaces: a maçaneta de uma porta


é um exemplo. A forma das interfaces reflete as qualidades físicas das partes na
interação, como também reflete o que pode ser feito com ela. A maçaneta de
uma porta é projetada para se adequar à natureza da mão que irá usá-la.
Existem diversos formatos de maçaneta e de acordo com o formato sabemos
como deve ser aberta uma porta: girando a maçaneta no sentido anti-horário,
empurrando a porta, puxando a porta, entre outras formas de abrir uma
porta. No exemplo da porta, a maçaneta foi projetada para ser aberta por um s
er humano, pode-se dizer que o humano é o agente e a porta é paciente dessa
ação. Mas, há portas, que abrem automaticamente quando identificam através
de um sensor ou uma câmera a presença de alguém (mesmo que esse alguém
não queira abrir a porta). Nesse caso, não é mais o humano que está no controle
da interação. Portanto, podemos ter como uma definição de base, que uma
interface é uma superfície de contato que reflete as propriedades físicas das
partes que interagem, as funções a serem executadas e o balanço entre poder
e controle (Rocha apud Laurel, 1993).

Quando se pensa em Interface Humano-Computador imediatamente vem


em mente ícones, menus, barras de rolagem, ou talvez, linhas de comando e
cursores piscando. Mas interface não é só isso. Podemos fazer um histórico
analisando a geração de interfaces, da mesma forma com que analisamos
gerações de computadores, fazendo um forte paralelo com os componentes de
hardware que as suportam. De modo semelhante (Rocha apud Walkers,1990)
faz uma análise histórica da evolução de interfaces sob o aspecto do tipo de
interação entre o usuário e o computador. No início havia um relacionamento um
a um entre uma pessoa e o computador através de chaves e mostradores das
primeiras máquinas como exemplo pode citar o ENIAC. O advento dos cartões
perfurados e do processamento em batch substituiu essa interação direta entre
o homem e o computador por uma transação mediada pelo operador do
computador. Time sharing e o uso dos teletipos trouxeram novamente o contato

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direto e conduziram o desenvolvimento das interfaces de linhas de comando e
orientadas por menu. O estilo de diálogo é bastante simples, onde uma pessoa
faz alguma coisa e o computador responde. Essa noção simplista de uma
conversação levou ao desenvolvimento de um modelo de interação que trata o
humano e o computador como duas entidades diferentes que conversam
intermediadas por uma tela.

Avanços da Linguística têm demonstrado que diálogo não é linear,


portanto, para que o diálogo ocorra é necessária a existência, ou a construção,
de um meio comum de significados. As atuais interfaces gráficas explicitamente
representam o que vem a ser esse meio de significados comum, pela aparência
e comportamento dos objetos na tela. Este conceito dá suporte a ideia de que
uma interface é um contexto compartilhado de ação no qual tanto o computador
como o humano são agentes. Enganos, resultados inesperados e mensagens
de erro são evidência típica de uma quebra na conversação, onde o pretenso
meio de significados comum torna-se uma seara de desentendimentos. A noção
de metáforas de interfaces foi introduzida para prover às pessoas um esquema
do funcionamento da interface que prevenisse tais desentendimentos, ou seja,
facilitassem a criação desse contexto compartilhado. Por exemplo, um usuário
quando arrasta (arrasta é uma metáfora) um documento de um diretório para
outro nos sistemas gerenciadores de arquivos de ambiente Windows, ele
efetivamente acredita que está mudando o documento de lugar e o que
efetivamente ocorre é que o apontador para o arquivo mudou (apontador
também é uma metáfora).

2.2 DEFINIÇÃO DE INTERFACES SEGUNDO SOMMERVILLE

As definições sobre interfaces homem- computador são muitas. No livro


sobre engenharia de software por Sommerville (2003) fala um pouco sobre isso
no capítulo 16 - Projeto de interface com o usuário e diz que a interface deve
seguir alguns princípios, sobre familiaridade onde a interface deve seguir as
experiências de pessoas que farão mais uso do sistema, ou seja, a interface

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deve ser um ambiente familiar para abranger um público já existente. A
consistência, que visa operações comparáveis para que os usuários não tenham
surpresas quando realizar um comando em um sistema operacional e em um
software de vendas por exemplo. Surpresa mínima que visa deixar os usuários
mais ambientados e não tenham surpresas, ou vejam algo que nunca viram na
vida, pode ser repulsivo para a maioria. Facilidade de recuperação, a interface
deve incluir mecanismos que os façam se recuperar dos erros, e o sistema não
sofra danos permanentes ou consumam um tempo do usuário que não volte.

Guia de usuário à interface deve seguir por exemplo um manual, ou o guia


explicando os erros que podem ocorrer e o que se deve ser feito caso ocorra um,
e até mesmo explicando algumas surpresas que podem ocorrer para que não
haja algum tipo de choque, mas sim uma familiaridade posteriormente.
Diversidade de usuário à interface deve fornecer recursos de interação
adequados para tipos diferentes de usuários de sistema, oferecendo se
possíveis contextos, nomes comuns em softwares padrões. Seguindo esses
aspectos de interfaces revela a sua importância, um software segundo
Sommerville (2003) deve ser usual, compatível ao usuário, pois já existe um
público muito grande, emigrar para outra aplicação pode ser arriscado, e até
mesmo o fracasso no desenvolvimento da aplicação, com tudo a interatividade
deve ser parecida com as aplicações existentes.

2.3 DEFINIÇÃO DE INTERFACES SEGUNDO CARVALHO

A expressão interface homem-computador se refere à interface que serve


de interconexão entre dois sistemas que trocam informações, sendo eles
o computador, de um lado, e o homem no outro lado. Carvalho (1993) define
interface como o nome que se dá a algo que serve de ligação entre dois
sistemas, independente da estrutura dos mesmos. No caso de sistemas que se
caracterizam pelo processamento de informações, a interface serve como um e
lo de comunicação (um tradutor de informações), entre ambos. Em sua tese,
Carvalho cita a definição de outros diversos autores: (Carvalho apud Carey,

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1988) define interface como um ponto de contato entre duas entidades. Para ela,
as interfaces entre o computador e os seres humanos podem abranger várias
características, incluindo o meio, o diálogo, e as técnicas de manipulação.
Carvalho apud Barfield, 1993) se refere à expressão interface do usuário para
definir um conjunto formado por:

 Elementos que fazem parte de um sistema;


 Elementos que fazem parte do usuário do sistema;
 Métodos de comunicação de informações de um para outro.

Portanto, a interface do usuário em um sistema é composta pelo próprio


sistema, pelo usuário do sistema e pela maneira com que eles se interagem. Ela
é composta pelas partes do sistema que foram projetadas para ficar aparentes
(com a finalidade de serem manipuladas pelo usuário), e pelos modelos e
impressões, que estão embutidos na mente do usuário (gerados para
a interação com o sistema). Como resultante deste conjunto, existe uma
divisão entre os elementos do sistema que fazem parte da interface do usuário
e aqueles que dizem respeito às partes internas do sistema. Em resumo,
podemos concluir que interface se refere ao conjunto (meio e métodos de
comunicação, modelos mentais, software e hardware) que serve como
intermediário para efetuar a troca de informação entre o ser humano e o
computador.

2.4 DEFINIÇÃO DE INTERFACES SEGUNDO SHNEIDERMAN

A interação com o usuário é emitir comandos e dados associados ao


sistema de computador.

Nos primeiros computadores a única forma de fazer isso era por Meio de
uma interface de linha de comando, e uma linguagem de propósito especial era
usada para se comunicar com a máquina. Portanto, isso era utilizado por

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usuários especialistas (Shneiderman 1998) classificou essas formas de
interação em cinco estilos primários:

 Manipulação direta: o usuário interage diretamente com os objetos na


tela, geralmente um mouse, telas sensíveis ao toque, etc.
 Seleção de menu: O usuário seleciona um comando de uma lista de
possibilidades (um menu).
 Preenchimento de formulários: o usuário preenche os campos de um
formulário.
 Linguagem de comando: o usuário emite um comando especial e
parâmetros associados para instruir o sistema sobre o que vai fazer.
 Linguagem natural: O usuário emite um comando em linguagem natural.

2.5 DEFINIÇÃO DE INTERFACES SEGUNDO PRESSMAN

Segundo Pressman (2006) a Interface é um meio de comunicação efetivo


entre o ser humano e o computador. Ele ainda acrescenta que quanto mais o
usuário sentir-se no comando e ao mesmo tempo reduzir a necessidade de
memorização do mesmo, melhor é a interface.

A interface." O projeto de interface com o usuário tem tanto a ver com o


estudo de pessoas quanto com aspectos tecnológicos. Quem é o usuário? Como
ele aprende a interagir com um novo sistema baseado em computador?
Como interpreta a informação produzida pelo sistema? Oque espera do
sistema? Essas são apenas algumas das muitas questões que precisam
ser formuladas e respondidas como parte do projeto de interface com o usuário".

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3 CONCLUSÕES

Ao estudar várias definições por diferentes pontos de vista, pode-se


concluir que a Interface é um meio onde usuário e computador trocam
informações. Uma "membrana muito tênue" que separa o usuário do
computador, ou deu uma visão macro, o mundo real do mundo computacional.
Também se concluiu que ao desenvolver uma Interface busca ser de fácil
aprendizado, deixar o usuário no comando da aplicação, ser flexível e poupar o
máximo da memória do usuário.

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4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ROCHA, H.V.; BARANAUSKAS, M.C.C. Design e Avaliação de Interfaces


Humano-Computador. Campinas: NIED/UNICAMP, 2003. p. 73.

http://www.unip.br/ensino/pos_graduacao/strictosensu/eng_producao/download
/eng_lucianosoaresdesouza.swf . Acesso em 24 de agosto de 2016.

SOMMERVILLE, I. Engenharia de software. 6.ed. São Paulo: Addison Wesley e


Prentice Hall Brasil, 2003.

PRESSMAN, Roger S. Engenharia de software. 6ª ed. Porto Alegre: Bookman,


2006. p. 271.

CARVALHO, José Oscar F. e Daltrini, Beatriz M. (1993) Interfaces de Sistemas


para Computadores Voltadas para o Usuário. Revista do Instituto de Informática
da PUCCAMP, Campinas, n.1, p. 53-62, 1993.

BUXTON, Willian (1986). There's More to Interactation Than Meets the Eye:
Some Issues in Manual Input. In Norman, Donald A, & Draper, Stephen W., User
Centered System Design – New Perspectives on Human-
Computer Interaction. Hillsdale, NJ, Lawrence ErlbaumAssociates, Publishers.,
p. 319-337.

https://www.copadata.com/pt-br/solucoes-hmi-scada/interface-homem-
maquina-hmi/ . Acessado em 24 de Agosto de 2016

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