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Apostila Digital Licenciada para SILVANA MARIA LEAO - CPF:115.150.388-66 (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.

br

PREFEITURA DE SANTOS-SP

Oficial de Administração

Língua Portuguesa
Interpretação de Texto ............................................................................................................................................................ 1
Ortografia oficial ....................................................................................................................................................................... 3
Acentuação gráfica ................................................................................................................................................................... 5
As classes gramaticais ............................................................................................................................................................. 8
Concordância verbal e nominal ........................................................................................................................................... 40
Pronomes: emprego e colocação e Regência nominal e verbal.................................................................................... 44
Noções da norma culta da língua portuguesa na modalidade escrita ........................................................................ 51

Raciocínio Lógico
Visa avaliar a habilidade do candidato em entender a estrutura lógica das relações arbitrárias entre pessoas,
lugares, coisas, eventos fictícios; deduzir novas informações das relações fornecidas e avaliar as condições
usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações .................................................................................................. 1
As questões desta prova poderão tratar das seguintes áreas: estruturas lógicas; lógica de argumentação:
analogias, inferências, deduções e conclusões; lógica sentencial (ou proposicional): proposições simples e
compostas, tabelas verdade, equivalências, Leis de Morgan, diagramas lógicos; lógica de primeira ordem ..... 2
Princípios de contagem e probabilidade ........................................................................................................................... 42
Operações com conjuntos ..................................................................................................................................................... 45
Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais .................................................... 50

Conhecimentos Gerais
Assuntos ligados à atualidade nas áreas: Econômica, Científica, Tecnológica, Cultural, Política e Social do Brasil
e do Mundo. Economia ............................................................................................................................................................ 1
Ciência e Tecnologia............................................................................................................................................................... 11
Cultura ....................................................................................................................................................................................... 19
Política....................................................................................................................................................................................... 30
Sociedade .................................................................................................................................................................................. 51
Questões.................................................................................................................................................................................... 62
Conhecimentos histórico, geográfico e econômico da cidade de Santos.
História de Santos ................................................................................................................................................................... 65
Geografia ................................................................................................................................................................................... 94
Economia .................................................................................................................................................................................. 94

Conhecimentos Específicos
Princípios gerais de administração pública.............................................................................................................................. ........ 1
Noções de Administração ....................................................................................................................................................... 6
Correspondência; recepção; arquivo; protocolo ............................................................................................................... 8
Dimensão sobre trabalho de atendimento ao público. Formas de tratamento, ..................................................... 14
Redação Oficial ........................................................................................................................................................................ 18
Aplicação dos 5´S (Utilização, Ordenação, Limpeza, Asseio e Autodisciplina) ......................................................... 40
Sistema Operacional Microsoft Windows; Microsoft Office: Editor de textos Word e Planilha Excel; Internet e
ferramentas Microsoft Office (versões 2007, 2010 e/ou 2013) .................................................................................. 42

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APOSTILAS OPÇÃO
- O autor permite concluir que...
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que...

Compreender significa
- intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está
escrito.
- o texto diz que...
- é sugerido pelo autor que...
Interpretação de Texto
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
- o narrador afirma...

Erros de interpretação
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público,
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de
a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece
erros de interpretação. Os mais frequentes são:
porque lhes faltam informações específicas a respeito desta
tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos.
a) Extrapolação (viagem)
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que
momento de responder às questões relacionadas a textos.
não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer
pela imaginação.
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas
entre si, formando um todo significativo capaz de produzir
b) Redução
interação comunicativa (capacidade de codificar e decodificar).
É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um
aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em
que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema
cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se
desenvolvido.
com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação
c) Contradição
dá-se o nome de contexto. Nota-se que o relacionamento entre as
Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato,
frases é tão grande que, se uma frase for retirada de seu contexto
fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, consequentemente,
original e analisada separadamente, poderá ter um significado
errando a questão.
diferente daquele inicial.
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor
Intertexto - comumente, os textos apresentam referências
e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de
diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse
concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o autor
tipo de recurso denomina-se intertexto.
diz e nada mais.
Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia
relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou
si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome
ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.
oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer
e o que já foi dito.
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
1. Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia
de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste
e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome
caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem
oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do seu
o tempo).
antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes
2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou de
relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a necessidade
diferenças entre as situações do texto.
de adequação ao antecedente.
3. Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com uma
Os pronomes relativos são muito importantes na
realidade, opinando a respeito.
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
4. Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe
em um só parágrafo.
um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber:
5. Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras.
que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas
depende das condições da frase.
Condições básicas para interpretar
qual (neutro) idem ao anterior.
quem (pessoa)
Fazem-se necessários:
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o
a) Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
objeto possuído.
literários, estrutura do texto), leitura e prática;
como (modo)
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
onde (lugar)
texto) e semântico;
quando (tempo)
Observação – na semântica (significado das palavras)
quanto (montante)
incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação,
sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre
Exemplo:
outros.
Falou tudo QUANTO queria (correto)
c) Capacidade de observação e de síntese e
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
d) Capacidade de raciocínio.
aparecer o demonstrativo O ).
Interpretar X compreender
Dicas para melhorar a interpretação de textos
Interpretar significa
- Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
- explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
- Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
- Através do texto, infere-se que...
leitura;
- É possível deduzir que...
- Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo

Língua Portuguesa 1
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APOSTILAS OPÇÃO
menos duas vezes; locomoção nas metrópoles brasileiras
- Inferir; (A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra
- Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; devido à falta de regulamentação.
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor; (B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor incentivado em várias cidades.
compreensão; (C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada maioria dos moradores.
questão; (D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os
- O autor defende ideias e você deve percebê-las; demais meios de transporte.
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade
Questões arriscada e pouco salutar.

( Agente Estadual de Trânsito – DETRAN - SP – Vunesp) 02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos
O uso da bicicleta no Brasil objetivos centrais do texto é
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil ciclista.
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países (B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta mais seguro do que dirigir um carro.
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez (C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa no Brasil.
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que (D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de
oferecem mais vantagens. locomoção se consolidou no Brasil.
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas (E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais dar prioridade ao pedestre.
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e 03. (Agente Estadual de Trânsito – DETRAN - SP –
prioridade sobre os automotores. Vunesp) Considere o cartum de Evandro Alves.
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta Afogado no Trânsito
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
claro, nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
espalhadas em pontos estratégicos. (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de 04. Considere o cartum de Douglas Vieira.
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, Televisão
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, (http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br.
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com Adaptado)
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. É correto concluir que, de acordo com o cartum,
(A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro ou
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
pela TV são equivalentes.
(B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma imaginação
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
mais ativa. (C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é
(C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém o principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção
que não sabe se distrair. agressiva.
(D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto assistir (D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de
a um programa de televisão. experiências e atividades não só individuais como também
(E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo sociais.
idêntico, embora ler seja mais prazeroso. (E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das
emoções positivas por parte dos motoristas.
(Oficial Estadual de Trânsito - DETRAN-SP - Vunesp) Leia
o texto para responder às questões: 06. A ira de trânsito
(A) aprimora uma atitude de reconhecimento de regras.
Propensão à ira de trânsito (B) implica tomada de decisões sem racionalidade.
(C) conduz a um comportamento coerente.
Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente (D) resulta do comportamento essencialmente comunitário
perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro dos motoristas.
do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como (E) decorre de imperícia na condução de um veículo.
clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas.
07. De acordo com o perito Dr. James,
E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas (A) os congestionamentos representam o principal fator
não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas para a ira no trânsito.
também se engajam num comportamento de risco – algumas até (B) a cultura dos motoristas é fator determinante para o
agem especificamente para irritar o outro motorista ou impedir aumento de suas frustrações.
que este chegue onde precisa. (C) o motorista, ao dirigir, deve ser individualista em suas
Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá ações, a fim de expressar sua liberdade e garantir que outros
ter antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um motoristas não o irritem.
motorista a tomar decisões irracionais. (D) a principal causa da direção agressiva é o
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante. desconhecimento das regras de trânsito.
Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa (E) o comportamento dos pais ao dirigirem com ira contradiz
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos. o aprendizado das crianças em relação às regras de civilidade.
Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas
também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de Respostas
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no
momento. 1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D) / 6. (B) / 7. (E)
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um Ortografia oficial
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos concentrarmos
em nós mesmos, descartando o aspecto comunitário do ato de
dirigir. A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão culto da
Dr. James acredita que a causa principal da ira de trânsito não língua.
são os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim As palavras podem apresentar igualdade total ou parcial no
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo tendo significados
aprendem que as regras normais em relação ao comportamento diferentes. Essas palavras são chamadas de homônimas (canto,
e à civilidade não se aplicam quando dirigimos um carro. Elas do grego, significa ângulo / canto, do latim, significa música
podem ver seus pais envolvidos em comportamentos de disputa vocal). As palavras homônimas dividem-se em  homógrafas,
ao volante, mudando de faixa continuamente ou dirigindo em quando têm a mesma grafia (gosto, substantivo e gosto, 1ª pessoa
alta velocidade, sempre com pressa para chegar ao destino. do singular do verbo gostar) e homófonas, quando têm o mesmo
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos som (paço, palácio ou passo, movimento durante o andar).
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era descarregar
a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a descarga de Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem-se
frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma situação de ira observar as seguintes regras:
de trânsito, a descarga de frustrações pode transformar um O fonema s:
incidente em uma violenta briga. Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substantivadas
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent.
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está pretender - pretensão / expandir - expansão / ascender -
predisposta a apresentar um comportamento irracional quando ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão / submergir -
dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior parte das submersão / divertir - diversão / impelir - impulsivo / compelir
pessoas fica emocionalmente incapacitada quando dirige. O que - compulsório / repelir - repulsa / recorrer - recurso / discorrer
deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente de seu estado - discurso / sentir - sensível / consentir - consensual
emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo quando estiver
tentado a agir só com a emoção. Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes derivados
dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, prim ou com
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw. verbos terminados por tir ou meter
uol.com.br/furia-no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. agredir - agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão
Adaptado) / ceder - cessão / exceder - excesso / percutir - percussão / regredir
- regressão / oprimir - opressão / comprometer - compromisso /
05. Tomando por base as informações contidas no texto, é submeter - submissão
correto afirmar que *quando o prefixo termina com vogal que se junta com a
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à palavra iniciada por “s”
medida que os motoristas se envolvem em decisões conscientes. Exemplos: a + simétrico - assimétrico / re + surgir - ressurgir
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas *no pretérito imperfeito simples do subjuntivo
pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto Exemplos: ficasse, falasse
comunitário do ato de dirigir.

Língua Portuguesa 3
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APOSTILAS OPÇÃO
Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos de O fonema ch:
origem árabe: Escreve-se com X e não com CH:
cetim, açucena, açúcar *as palavras de origem tupi, africana ou exótica.
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica abacaxi, muxoxo, xucro.
cipó, Juçara, caçula, cachaça, cacique *as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J).
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu. xampu, lagartixa.
barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço, *depois de ditongo.
esperança, carapuça, dentuço frouxo, feixe.
*nomes derivados do verbo ter. *depois de “en”.
abster - abstenção / deter - detenção / ater - atenção / reter enxurrada, enxoval
- retenção Observação: Exceção: quando a palavra de origem não
*após ditongos derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
foice, coice, traição
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r) Escreve-se com CH e não com X:
marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção *as palavras de origem estrangeira
chave, chumbo, chassi, mochila, espadachim, chope,
O fonema z: sanduíche, salsicha.
Escreve-se com S e não com Z:
*os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é substantivo, As letras e e i:
ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos. *os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. Com “i”,
freguês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc. só o ditongo interno cãibra.
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose. *os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são
catequese, metamorfose. escritos com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os
*as formas verbais pôr e querer. verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.
pôs, pus, quisera, quis, quiseste.
*nomes derivados de verbos com radicais terminados em - atenção para as palavras que mudam de sentido quando
“d”. substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (superfície), ária
aludir - alusão / decidir - decisão / empreender - empresa / (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir) / emergir
difundir - difusão (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de estância, que anda a
*os diminutivos cujos radicais terminam com “s” pé), pião (brinquedo).
Luís - Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho
*após ditongos Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/
coisa, pausa, pouso ortografia
*em verbos derivados de nomes cujo radical termina com “s”.
anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar Questões

Escreve-se com Z e não com S: 01. (Escrevente TJ SP – Vunesp) Assinale a alternativa que
*os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adjetivo preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho a
macio - maciez / rico - riqueza seguir, de acordo com a norma-padrão.
*os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de origem Além disso, ___certamente ____entre nós ____do fenômeno da
não termine com s) corrupção e das fraudes.
final - finalizar / concreto - concretizar (A) a … concenso … acerca
*como consoante de ligação se o radical não terminar com s. (B) há … consenso … acerca
pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis + inho - (C) a … concenso … a cerca
lapisinho (D) a … consenso … há cerca
(E) há … consenço … a cerca
O fonema j:
Escreve-se com G e não com J: 02. (Escrevente TJ SP – Vunesp). Assinale a alternativa
*as palavras de origem grega ou árabe cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo com a
tigela, girafa, gesso. norma-padrão.
*estrangeirismo, cuja letra G é originária. (A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
sargento, gim. (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
*as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com poucas (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
exceções) (D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
imagem, vertigem, penugem, bege, foge. (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Observação: Exceção: pajem
*as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio. 03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP).
sortilégio, litígio, relógio, refúgio. Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para informar os
*os verbos terminados em ger e gir. usuários sobre o festival Sounderground.
eleger, mugir.
*depois da letra “r” com poucas exceções. Prezado Usuário
emergir, surgir. ________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do metrô,
*depois da letra “a”, desde que não seja radical terminado ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30, começa o
com j. Sounderground, festival internacional que prestigia os músicos
ágil, agente. que tocam em estações do metrô.
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresentarão
Escreve-se com J e não com G: e divirta-se!

*as palavras de origem latinas Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se preencher
jeito, majestade, hoje. as lacunas, correta e respectivamente, com as expressões
*as palavras de origem árabe, africana ou exótica. A) A fim ...a partir ... as
alforje, jibóia, manjerona. B) A fim ...à partir ... às
*as palavras terminada com aje. C) A fim ...a partir ... às
aje, ultraje D) Afim ...a partir ... às
E) Afim ...à partir ... as

Língua Portuguesa 4
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APOSTILAS OPÇÃO
04. Assinale a alternativa que não apresenta erro de Afim = afinidade; a partir: sempre separado; antes de horas:
ortografia: há crase
A) Ela interrompeu a reunião derrepente.
B) O governador poderá ter seu mandato caçado. 4-)
C) Os espectadores aplaudiram o ministro. A) Ela interrompeu a reunião derrepente. =de repente
D) Saiu com descrição da sala. B) O governador poderá ter seu mandato caçado. = cassado
D) Saiu com descrição da sala. = discrição
05.Em qual das alternativas a frase está corretamente
escrita? 5-)
A) O mindingo não depositou na cardeneta de poupansa. A) O mindingo não depositou na cardeneta de poupansa.
B) O mendigo não depositou na caderneta de poupança. = mendigo/caderneta/poupança
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupanssa. C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupanssa.
D) O mendingo não depozitou na carderneta de poupansa. = mendigo/caderneta/poupança
D) O mendingo não depozitou na carderneta de poupansa.
06. Qual das alternativas abaixo apresenta pelo menos =mendigo/depositou/caderneta/poupança
uma palavra que deveria ser grafada com S no lugar do X?
A) Exumar – Exultar. 6-) Espontâneo – Estrepitar
B) Exteriorizar – Êxtase.
C) Expectador – Excursão. 7-)
D) Expontâneo – Extrepitar. B) Ra-dio-gra-far = Ra - di - o - gra - far
C) Tin-ho-rão. = ti - nho - rão
07. Está separada corretamente: D) So-bre-ssa-len-te. = so - bres - sa - len - te
A) Sus-sur-rar. E) Li-gni-ta. = lig - ni - ta
B) Ra-dio-gra-far.
C) Tin-ho-rão. 8-) Há dois meses fomos na casa de sua mãe. (= há no
D) So-bre-ssa-len-te. sentido de tempo passado)
E) Li-gni-ta.
9-) Serei eu um mau colega? (mal) - mau=adjetivo
08. Assinale a alternativa incorreta quanto ao uso de “a” e
“há”: 10-) Por que essa cara? = é uma pergunta e o pronome está
A) Daqui a dois meses iremos à Europa. longe do ponto de interrogação.
B) Isto foi há muito tempo.
C) Há meses que não a vejo.
D) A dois meses fomos na casa de sua mãe.
E) Há tempos atrás éramos muito felizes. Acentuação gráfica
09. Marque a alternativa em que a palavra NÃO está
corretamente empregada de acordo com sua ortografia.
A) Serei eu um ____________ colega? (mal) A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras
B) Sei ____________ você guardou meus presentes. (onde) estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de
C) Os alunos estão de ____________ com o diretor. (mal) algumas particularidades, às quais devemos estar atentos,
D) ____________ vocês estão indo com tanta pressa? (aonde) procurando estabelecer uma relação de familiaridade e,
E) Jonas ____________ sempre seus livros sempre encapados. consequentemente, colocando-as em prática na linguagem
(traz) escrita.

10. Assinale a alternativa cuja frase esteja incorreta: À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a
A) Porque essa cara? prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas
B) Não vou porque não quero. competências, e tão logo nos adequamos à forma padrão.
C) Mas por quê?
D) Você saiu por quê? Regras básicas – Acentuação tônica 

Respostas A acentuação tônica implica na intensidade com que são


pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de
1-B / 2-D / 3-C / 4-C / 5-B / 6-D / 7-A / 8-D / 9-A / forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As
10-A demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são
denominadas de átonas. 
Comentários
1-) Além disso, há (existe) certamente consenso entre nós De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas
acerca (de + o) (sobre o ) do fenômeno da corrupção e das como:
fraudes.
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
2-) última sílaba. 
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = tabeliães Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel 
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. =
cidadãos Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. = evidencia na penúltima sílaba. 
certidões Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível 
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = degraus
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se
3-) Prezado Usuário: A fim de oferecer lazer e cultura aos evidencia na antepenúltima sílaba.
passageiros do metrô, a partir desta segunda-feira (25/02), Ex.: lâmpada –  câmara –  tímpano – médico – ônibus
às 17h30, começa o Sounderground, festival internacional que
prestigia os músicos que tocam em estações do metrô. Como podemos observar, mediante todos os exemplos
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresentarão mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
e divirta-se! em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente:

Língua Portuguesa 5
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APOSTILAS OPÇÃO
são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados, que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com
apresentam certa diferenciação quanto à intensidade. a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas.
Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos
em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma
observar no exemplo a seguir: palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são
“Sei que não vai dar em nada, acentuados.  Ex.:
Seus segredos sei de cor”. 
Antes Agora
assembléia assembleia
Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos;
idéia ideia
os demais, como átonos (que, em, de).
geléia geleia
jibóia jiboia
Os acentos 
apóia (verbo apoiar) apoia
paranóico paranoico
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e
 
sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados
as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns.
ou não de “s”, haverá acento: 
Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís 
Ex.: herói – médico – céu  (ditongos abertos)
Observação importante:
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato
“o” indica, além da tonicidade, timbre fechado: 
quando vierem depois de ditongo: Ex.:
Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs 
Antes Agora
bocaiúva bocaiuva
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
feiúra feiura
artigos e pronomes. 
Sauípe Sauipe
Ex.: à – às – àquelas – àqueles 
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi
trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente
abolido. Ex.:
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
Antes Agora
derivadas de nomes próprios estrangeiros. 
crêem creem
Ex.: mülleriano (de Müller) 
lêem leem
vôo voo
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais
enjôo enjoo
nasais. 
Ex.: coração – melão – órgão – ímã 
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que,
no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento
Regras fundamentais: 
como antes: CRER, DAR, LER e VER.
Palavras oxítonas:
Repare:
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”,
1-) O menino crê em você
“em”, seguidas ou não do plural(s):
Os meninos creem em você.
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s) 
2-) Elza lê bem!
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
Todas leem bem!
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos
Esperamos que os dados deem efeito!
ou não de “s”. 
4-) Rubens vê tudo!
Ex.: pá – pé – dó –  há 
Eles veem tudo!
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas
- Cuidado! Há o verbo vir:
de lo, la, los, las.
Ele vem à tarde!
respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo 
Eles vêm à tarde!
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
Paroxítonas: 
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: 
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: 
- i, is 
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz 
táxi – lápis – júri 
- us, um, uns 
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem
vírus – álbuns – fórum 
seguidas do dígrafo nh: 
- l, n, r, x, ps 
ra-i-nha, ven-to-i-nha. 
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps 
- ã, ãs, ão, ãos 
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
ímã – ímãs – órfão – órgãos 
precedidas de vogal idêntica: 
xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba 
- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que
essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim
“u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não
ficará mais fácil a memorização!
serão mais acentuadas.  Ex.:
-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”. 
Antes Depois
apazigúe (apaziguar) apazigue
água – pônei – mágoa – jóquei 
averigúe (averiguar) averigue
argúi (arguir) argui
Regras especiais: 
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos),

Língua Portuguesa 6
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APOSTILAS OPÇÃO
plural de: 06. “O episódio aconteceu em plena via pública de Assis.
ele tem – eles têm Dez mulheres começaram a cantar músicas pela paz mundial.
ele vem – eles vêm (verbo vir) A partir daquele momento outras pessoas que passavam por
ali decidiram integrar ao grupo. Rapidamente, uma multidão
A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter, aderiu à ideia. Assim começou a formação do maior coral
deter, abster.  popular de Assis”. O vocábulo sublinhado tem sua acentuação
ele contém – eles contêm gráfica justificada pelo mesmo motivo das palavras:
ele obtém – eles obtêm A) eminência, ímpio, vácuo, espécie, sério
ele retém – eles retêm B) aluá, cárie, pátio, aéreo, ínvio
ele convém – eles convêm  C) chinês, varíola, rubéola, período, prêmio
D) sábio, sábia, sabiá, curió, sério
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes 07. Assinale a opção CORRETA em que todas as palavras
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções, estão acentuadas na mesma posição silábica.
como:  A) Nazaré - além - até - está - também.
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do B) Água - início - além - oásis - religião.
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua C) Município - início - água - século - oásis
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira D) Século - símbolo - água - histórias - missionário
pessoa do singular do presente do indicativo).  Ex: E) Missionário - símbolo - histórias - século – município

Ela pode fazer isso agora. 08. Considerando as palavras: também / revólver /
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou... lâmpada / lápis. Assinale a única alternativa cuja justificativa
de acentuação gráfica não se refere a uma delas:
O mesmo ocorreu com o verbo  pôr para diferenciar da A) palavra paroxítona terminada em - is
preposição por.  B) palavra proparoxítona terminada em - em
C) palavra paroxítona terminada em - r
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”, D) palavra proparoxítona - todas devem ser acentuadas
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”;
nos outros casos, “por” preposição. Ex: 09. Assinale a alternativa incorreta:
A) Os vocábulos sábio, régua e decência são paroxítonos
Faço isso por você. terminadas em ditongos crescentes.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui? B) O vocábulo armazém é acentuado por ser um oxítono
terminado em em.
Questões C) Os vocábulos baú e cafeína são hiatos.
D) O vocábulo véu é acentuado por ser um oxítono terminado
01. “Cadáver” é paroxítona, pois: em u.
A) Tem a última sílaba como tônica.
B) Tem a penúltima sílaba como tônica. 10. Em quilo, há:
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica. A) Ditongo aberto;
D) Não tem sílaba tônica. B) Tritongo;
C) Hiato;
02. Assinale a alternativa correta. D) Dígrafo;
A palavra faliu contém um: E) Ditongo fechado.
A) hiato
B) dígrafo Respostas
C) ditongo decrescente
D) ditongo crescente 1-B / 2-C / 3-B / 4-A / 5-E / 6-A / 7-A / 8-B / 9-D / 10-D

03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente, Comentários


aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo
mesmo motivo que: 1-) Separando as sílabas: Ca – dá – ver: a penúltima sílaba
A) túnel é a tônica (mais forte; nesse caso, acentuada). Penúltima sílaba
B) voluntário tônica = paroxítona
C) até
D) insólito 2-) fa - liu - temos aqui duas vogais na mesma sílaba,
E) rótulos portanto: ditongo. É decrescente porque apresenta uma
semivogal e uma vogal. Na classificação, ambas são semivogais,
04. Assinale a alternativa correta. mas quando juntas, a que “aparecer” mais na pronúncia será
A) “Contrário” e “prévias” são acentuadas por serem considerada “vogal”.
paroxítonas terminadas em ditongo.
B) Em “interruptor” e “testaria” temos, respectivamente, 3-) ex – pe - ri – ên - cia : paroxítona terminada em ditongo
encontro consonantal e hiato. crescente (semivogal + vogal)
C) Em “erros derivam do mesmo recurso mental” as palavras a-) Tú –nel: paroxítona terminada em L
grifadas são paroxítonas. b-) vo – lun - tá – rio : paroxítona terminada em ditongo
D) Nas palavras “seguida”, “aquele” e “quando” as partes crescente
destacadas são dígrafos. c-) A - té – oxítona
E) A divisão silábica está correta em “co-gni-ti-va”, “p-si-có- d-) in – só – li – to : proparoxítona
lo-ga” e “a-ci-o-na”. e-) ró – tu los – proparoxítona

05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO: 4-)


A) saúde a-) correta
B) cooperar b-) inteRRuptor: não é encontro consonantal, mas sim
C) ruim DÍGRAFO
D) creem c-) todas são, exceto MENTAL, que é oxítona
E) pouco d-) são dígrafos, exceto QUANDO, que “ouço” o som do U,

Língua Portuguesa 7
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APOSTILAS OPÇÃO
portanto não é caso de dígrafo da, das dum, duns duma, dumas
e-) cog – ni - ti – va / psi – có- lo- ga
na, nas num, nuns numa, numas
5-) sa - ú - de / co - o - pe – rar / ru – im / crê - em
pela, pelas - -
/ pou - co (ditongo)
- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o
6-) e - pi - só - dio - paroxítona terminada em ditongo
artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida
por crase.
a-) ok
b-) a – lu –á :oxítona, então descarte esse item
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se
c-) chi – nês : oxítona, idem
manifestam:
d-) sa – bi – á : idem
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral
“ambos”:
7-)
Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
a-) oxítona – TODAS
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do
b-) paroxítona – paroxítona – oxítona – paroxítona – não
artigo, outros não:
acentuada
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia...
c-) paroxítona – idem – idem – proparoxítona – paroxítona
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar
d-) proparoxítona – idem – paroxítona – idem – idem
toda uma espécie:
e-) paroxítona – proparoxítona – paroxítona – proparoxítona
– paroxítona
O trabalho dignifica o homem.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia
8-) tam – bém: oxítona / re – vól – ver: paroxítona / lâm – pa
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo:
– da: proparoxítona / lá – pis :paroxítona
O Pedro é o xodó da família.
a-) é a regra do LÁPIS
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no
b-) todas as proparoxítonas são acentuadas, independente
plural, são determinados pelo uso do artigo:
de sua terminação
Os Maias, os Incas, Os Astecas...
c-) regra para REVÓLVER
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para
d-) ok
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o
pronome assume a noção de qualquer.
9-) As alternativas A, B e C contêm afirmativas corretas. Na
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
D, há erro, pois véu é monossílabo acentuado por terminar em
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados.
ditongo aberto.
(qualquer classe)
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo:
10-) Qui – lo – Quanto ao fonema, não ouço o som do U : /
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
kilo/. Duas letras, um fonema: dígrafo
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de
aproximação numérica:
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.
- O artigo também é usado para substantivar palavras
As classes gramaticais oriundas de outras classes gramaticais:
Não sei o porquê de tudo isso.
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo
Artigo
cujo (e flexões).
Este é o homem cujo amigo desapareceu.
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
Este é o autor cuja obra conheço.
se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida.
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido
Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que
número dos substantivos.
venham especificadas.
Eles estavam em casa.
Classificação dos Artigos
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra.
Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira
Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento,
com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
de maneira vaga: um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome
matei um animal.
de revistas, jornais, obras literárias.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo.
Combinação dos Artigos
É muito presente a combinação dos artigos definidos e
Morfossintaxe
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
assumida por essas combinações:
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa,
Preposições Artigos o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo
a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo
- o, os substantivo:
a ao, aos A existência é uma poesia.
Uma existência é a poesia.
de do, dos
em no, nos Questões
por (per) pelo, pelos 01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
a, as um, uns uma, umas A) Estes são os candidatos que lhe falei.
B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
à, às - - C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.

Língua Portuguesa 8
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APOSTILAS OPÇÃO
D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado. Comentários
E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
1-) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera!
02. (ESAN-SP) Em qual dos casos o artigo denota Entende-se que ele não qualquer médico, mas O médico!
familiaridade?
A) O Amazonas é um rio imenso. 2-) O Antônio comunicou-se com o João.
B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto. Segundo a regra: Emprega-se o artigo definido antes de
C) O Antônio comunicou-se com o João. nomes de pessoas quando são usados no trato familiar para
D) O professor João Ribeiro está doente. indicar afetividade.
E) Os Lusíadas são um poema épico
3-) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de
03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está Joana.
substantivando uma palavra. Andar é verbo, mas nesse caso, por estar antecedida do
A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves. artigo “o”, pertence à classe gramatical: substantivo.
B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
C) A navalha ia e vinha no couro esticado. 4-) Não conhecia nenhum episódio de Os Lusíadas.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada. 5-) Tinha, na época, uns dezoito anos. = aproximadamente

04.Assinale a alternativa em que há erro: 6-) “Gato escaldado tem medo de água fria.”
A) O anúncio foi publicado em O Estado São Paulo. O uso do artigo definido “reduziria” o ditado a um gato
B) Está na hora de os trabalhadores saírem. específico.
C) Todas as pessoas receberam a notícia.
D) Não conhecia nenhum episódio dos Lusíadas. 7-) Os acrobatas, até que tentam, mas só têm umas bolas
E) Avisei a Simone de que não haveria a reunião. murchas.
Artigo definido e indefinido, respectivamente.
05. Em que alternativa o termo grifado indica aproximação?
A) Ao visitar uma cidade desconhecida, vibrava. 8-) A única alternativa que apresenta “um” como artigo
B) Tinha, na época, uns dezoito anos. indefinido é a B; nas demais, numeral.
C) Ao aproximar de uma garota bonita, seus olhos brilhavam.
D) Não havia um só homem corajoso naquela guerra. 9-) Não é correto fazer a contração da preposição com o
E) Uns diziam que ela sabia tudo, outros que não. artigo, já que este faz parte do nome do jornal. Além de que,
semanticamente, entende-se que a notícia foi lida quando o
06.Em uma destas frases, o artigo definido está empregado leitor estava NO Estado de São Paulo.
erradamente. Em qual?
A) A velha Roma está sendo modernizada. 10-) “Dó” é substantivo de gênero masculino, portanto,
B) A “Paraíba” é uma bela fragata. requer artigo “o”: um dó.
C) Não reconheço agora a Lisboa de meu tempo.
D) O gato escaldado tem medo de água fria. Conjunção
E) O Havre é um porto de muito movimento.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou
07. O trecho: “Os acrobatas, até que tentam, mas só têm dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo:
umas bolas murchas”, possui:
A) dois artigos definidos e um indefinido. A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as
B) um artigo definido e um indefinido. amiguinhas.
C) somente artigos definidos. Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
D) somente artigos indefinidos.
E) não tem artigos. 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
amiguinhas
08. Assinale a alternativa em que  um(uma)  é usado como
artigo indefinido e não como numeral: Cada informação está estruturada em torno de um verbo:
A) Um pássaro na mão vale mais do que dois voando. segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
B) O homem ali não é um maluco. 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou
C) Ele ficou parado no cinema, segurando o chapéu com uma 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
das mãos. A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
D) Camila preparou uma salada maravilhosa. terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
09.Assinale a alternativa em que há erro.
A) Li a noticia no Estado de S. Paulo. Observe: Gosto de natação e de futebol.
B) Li a noticia em O Estado de S. Paulo. Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes
C) Essa notícia, eu a vi em A Gazeta. ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra “e” está
D) Vi essa notícia em A Gazeta. ligando termos de uma mesma oração.
E) Foi em O Estado de S. Paulo que li a notícia.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
10. Assinale a palavra cujo gênero está indevidamente ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.
indicado pelo artigo.
A) a cal Morfossintaxe da Conjunção
B) a dinamite
C) o suéter As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem
D) o champanhe propriamente uma função sintática: são conectivos.
E) a dó
Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
Respostas Subordinativas

1-B / 2-C / 3-D / 4-D / 5-B / 6-D / 7-B / 8-B / 9-A / 10-E Conjunções coordenativas

Língua Portuguesa 9
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APOSTILAS OPÇÃO
Dividem-se em: que.
Quando eu sair, vou passar na locadora.
- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
Ex. Gosto de cantar e de dançar. Importante:
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
não só...como também. Diferença entre orações causais e explicativas

- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição, Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA)
de compensação. e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos
Ex. Estudei, mas não entendi nada. com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, explicativa. Veja os exemplos:
todavia, no entanto, entretanto. 1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser
atropelado”:
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância. a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho. uma explicação do fato expresso na oração anterior.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer... b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes
quer, já...já. uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que
vêm marcadas por vírgula.
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex. Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
Estudei muito, por isso mereço passar. b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim. explicativa.
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo)
- EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora. 2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes porque não havia cemitério no local.”
do verbo), porquanto. a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo
Conjunções subordinativas verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-
la é colocá-la no início do período, introduzida pela
- CAUSAIS conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa.
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos
vez que, como (= porque). em outra cidade.
Ele não fez o trabalho porque não tem livro. b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente
dependentes uma da outra.
- COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como, Questões
mais...do que, menos...do que.
Ela fala mais que um papagaio. 01. (Administrador – FCC). Leia o texto a seguir.

- CONCESSIVAS A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso


Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em
mesmo que, apesar de, se bem que. disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No
inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”. entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar
cansada) Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem
Apesar de ter chovido fui ao cinema. rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços
- CONFORMATIVAS de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô,
Principais conjunções conformativas: como, segundo, o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de
conforme, consoante Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de
Cada um colhe conforme semeia. um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade. passado.
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877,
- CONSECUTIVAS existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor
Expressam uma ideia de consequência. da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”, os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a
“tão”, “tamanho”). tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam
Falou tanto que ficou rouco. que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando
a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos,
- FINAIS as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de
Expressam ideia de finalidade, objetivo. concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem
Todos trabalham para que possam sobreviver. de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould,
(=para que), depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu
que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter
- PROPORCIONAIS eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical.
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto
mais, ao passo que, à proporção que. (Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia Soares.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)

- TEMPORAIS No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos,
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.

Língua Portuguesa 10
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APOSTILAS OPÇÃO
Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o se abrissem em nós uma “caixa de necessidades”, mas só nós
elemento grifado pode ser substituído por: temos o poder da escolha.
A) Porém. Cada vez mais precisamos do consumo consciente. Será
B) Contudo. que paramos para pensar de onde vem o produto que estamos
C) Todavia. consumindo e se os valores da empresa são os mesmos em que
D) Entretanto. acreditamos? A competitividade entre as empresas exige que
E) Conquanto. elas evoluam para serem opções para o consumidor. Nos anos
60, saber fabricar qualquer coisa era o suficiente para ter uma
02. (Escrevente TJ SP – Vunesp) Observando as ocorrências empresa. Nos anos 70, era preciso saber fazer com qualidade
da palavra “como” em – Como fomos programados para ver o e altos índices de produção. Já no ano 2000, a preocupação
mundo como um lugar ameaçador… – é correto afirmar que se era fazer melhor ou diferente da concorrência e as empresas
trata de conjunção passaram a atuar com responsabilidade socioambiental.
(A) comparativa nas duas ocorrências. O consumidor tem de aprender a dizer não quando a sua
(B) conformativa nas duas ocorrências. relação com a empresa não for boa. Se não for boa, deve comprar
(C) comparativa na primeira ocorrência. o produto em outro lugar. Os cidadãos não têm ideia do poder
(D) causal na segunda ocorrência. que possuem.
(E) causal na primeira ocorrência. É importante, ainda, entender nossa relação com a empresa
ou produto que vamos eleger. Temos uma expectativa, um
03. (Analista de Procuradoria – FCC). Leia o texto a seguir. envolvimento e aceitação e a preferência dependerá das ações
que aprovamos ou não nas empresas, pois podemos mudar de
Participação ideia.
Há muito a ser feito. Uma pesquisa mostrou que 55,4% das
Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar pessoas acreditam no consumo consciente, mas essas mesmas
aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de pessoas admitem que já compraram produto pirata. Temos de
nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação refletir sobre isso para mudar nossas atitudes.
junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é
simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes” (Jornal da Tarde 24.04.2007. Adaptado)
de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos
da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um No trecho – Temos de refletir sobre isso para mudar nossas
interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta atitudes. –, a palavra destacada apresenta sentido de
e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela A) tempo.
expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um B) modo.
convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes C) origem.
é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis. D) assunto.
E) finalidade.
Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta
estrofe: 05. (Escrevente TJ SP –Vunesp) No período – A pesquisa
“Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de do Dieese é um medidor importante, pois sua metodologia leva
vida ou morte − será arte?” em conta não só o desemprego aberto (quem está procurando
trabalho), como também o oculto (pessoas que desistiram de
O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte procurar ou estão em postos precários). –, os termos em destaque
na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de estabelecem entre as orações relação de
espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse (A) alternância.
verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma (B) oposição.
comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão (C) causa.
particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse (D) adição.
tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se (E) explicação.
mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa
identidade social. 06. (Agente Policial – Vunesp) Considerando que o termo
Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria em destaque em – Segundo especialistas, recusar o bafômetro
vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação, não vai mais impedir o processo criminal... – introduz ideia de
de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa conformidade, assinale a alternativa que apresenta a frase
hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção. corretamente reescrita, e com seu sentido inalterado.
(A) A fim de que para especialistas, recusar o bafômetro
(Belarmino Tavares, inédito) não vai mais impedir o processo criminal...
(B) A menos que para especialistas, recusar o bafômetro
Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma não vai mais impedir o processo criminal...
relação de causa e efeito: (C) De acordo com especialistas, recusar o bafômetro não
A) ser poeta e militante político / confronto entre vai mais impedir o processo criminal...
subjetividade e atuação social (D) Apesar de que para especialistas, recusar o bafômetro
B) ser poeta e militante político / divisão permanente em não vai mais impedir o processo criminal...
cada um de nós (E) Desde que para especialistas, recusar o bafômetro não
C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas vai mais impedir o processo criminal...
D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte
E) participar ativamente da política / formular hipóteses 07. (Agente Policial – Vunesp) Considerando que o
com ar de convicção termo em destaque em – Esse valor é dobrado caso o motorista
seja reincidente em um ano. – estabelece relação de condição
04. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP). Leia o texto entre as orações, assinale a alternativa que apresenta o trecho
a seguir. corretamente reescrito, e com seu sentido inalterado.
(A) Porque o motorista é reincidente em um ano, esse valor
Temos o poder da escolha é dobrado.
(B) Como o motorista é reincidente em um ano, esse valor
Os consumidores são assediados pelo marketing a todo é dobrado.
momento para comprarem além do que necessitam, mas (C) Conforme o motorista for reincidente em um ano, esse
somente eles podem decidir o que vão ou não comprar. É como valor é dobrado.

Língua Portuguesa 11
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APOSTILAS OPÇÃO
(D) Se o motorista for reincidente em um ano, esse valor é Sem que seja alterado o sentido do texto e de acordo com a
dobrado. norma-padrão da língua portuguesa, o termo em destaque pode
(E) À medida que o motorista é reincidente em um ano, esse ser corretamente substituído por:
valor é dobrado. (A) Por isso.
(B) Portanto.
08. Em – O projeto “Começar de Novo” busca sensibilizar (C) Pois.
entidades públicas e privadas para promover a ressocialização (D) Porquanto.
dos presos... – o termo em destaque estabelece uma relação de (E) Porém.
A) causa.
B) tempo. Respostas
C) lugar.
D) finalidade. 1-E / 2-E / 3-A / 4-E / 5-D / 6-C / 7-D / 8-D / 9-A / 10-E
E) modo.
Comentários
09. (Agente de Promotoria – Assessoria – VUNESP). Leia
o texto a seguir. 1-) Conquanto é uma conjunção concessiva – abre uma
Barreira da língua exceção à regra. Portanto, a troca correta é por uma outra
conjunção adversativa.
A barreira da língua e dos regionalismos parece um
mero detalhe em meio a tantas outras questões mais sérias 2-) Como fomos programados para ver o mundo como um
já levantadas, como a falta de remédios, de equipes e de lugar ameaçador…
infraestrutura, mas não é. Causal na primeira ocorrência e comparativa na segunda.
Como é possível estabelecer uma relação médico-paciente,
um diagnóstico correto, se o médico não compreende o paciente 3-) ser poeta e militante político / confronto entre
e vice-versa? subjetividade e atuação social.
Sim, essa dificuldade já existe no Brasil mesmo com médicos O fato de ser poeta e militante político gera confronto entre
e pacientes falando português, mas ela só tende a piorar com o seu lado subjetivo e racional.
“portunhol” que se vislumbra pela frente.
O ministro da Saúde já disse que isso não será problema, 4-) Temos de refletir sobre isso para mudar nossas atitudes.
que é mais fácil treinar um médico em português do que ficar Apresenta a finalidade da reflexão. Devemos refletir para
esperando sete ou oito anos até um médico brasileiro ser quê?
formado.
Experiências internacionais, porém, mostram que não é tão 5-) Uma junção, soma de ideias. Há a presença de conjunções
fácil assim. Na Alemanha, mesmo com a exigência da proficiência aditivas.
na língua, um estudo constatou atraso de diagnósticos pelo fato
de o médico estrangeiro não conseguir entender direito os 6-) De acordo com especialistas, recusar o bafômetro não
sintomas de pacientes. vai mais impedir o processo criminal...
Além disso, há queixa dos profissionais alemães, que se Apresenta a mesma ideia que a do enunciado – além de ser
sentem sobrecarregados por terem de atuar como intérpretes a mais coerente.
dos colegas de fora.
Nada contra a vinda dos estrangeiros, desde que estejam 7-) Esse valor é dobrado caso o motorista seja reincidente
aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, porém, se três semanas de em um ano. – estabelece relação de condição, portanto devemos
treinamento, como aventou o ministro, é tempo suficiente para utilizar uma conjunção condicional: SE.
isso. Se o motorista for reincidente em um ano, esse valor é
dobrado.
(Cláudia Collucci, Barreira da língua. Folha de S.Paulo, 03.07.2013.
Adaptado) 8-) A finalidade da sensibilização.

Considere o parágrafo final do texto: 9-) A) Nada contra a vinda dos estrangeiros, se estiverem
Nada contra a vinda dos estrangeiros, desde que estejam aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, no entanto: três semanas
aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, porém, se três semanas de de treinamento, como aventou o ministro, é suficiente para isso?
treinamento, como aventou o ministro, é tempo suficiente para = correta
isso. O único item que não altere o que foi dito no enunciado.
Mantendo-se os sentidos originais, ele está corretamente
reescrito de acordo com a norma- -padrão em: 10-) Porém = conjunção adversativa.
A) Nada contra a vinda dos estrangeiros, se estiverem aptos
para o trabalho. Tenho dúvidas, no entanto: três semanas de Preposição
treinamento, como aventou o ministro, é suficiente para isso?
B) Nada contra a vinda dos estrangeiros, caso estão aptos Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar
para o trabalho. Tenho dúvidas, todavia: três semanas de termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente
treinamento, como aventou o ministro, são suficiente para isso? há uma subordinação do segundo termo em relação ao
C) Nada contra a vinda dos estrangeiros, quando estarão primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
aptos para o trabalho. Tenho dúvidas, portanto: três semanas de da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores
treinamento, como aventou o ministro, são suficientes para isso? semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
D) Nada contra a vinda dos estrangeiros, mas estariam aptos
para o trabalho. Tenho dúvidas, apesar disso: três semanas de Tipos de Preposição
treinamento, como aventou o ministro, é suficiente para isso. 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente
E) Nada contra a vinda dos estrangeiros, pois estarão aptos como preposições.
para o trabalho. Tenho dúvidas, por conseguinte: três semanas A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
de treinamento, como aventou o ministro, são suficiente para para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
isso. 2. Preposições acidentais: palavras de outras classes
gramaticais que podem atuar como preposições.
10. (Agente Policial - Vunesp) Considere o trecho: – Leve Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
para casa – ponderou meu conselheiro, como quem diz: – É sua. visto.
Mas acrescentou: – procure direito e o endereço aparece. 3. Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo

Língua Portuguesa 12
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APOSTILAS OPÇÃO
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas. Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar
acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, um tratamento adequado.
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por - Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/
trás de. ou a função de um substantivo.
A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode Temos Maria como parte da família. / A temos como parte
unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em da família
gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. /
Vale ressaltar que essa concordância não é característica da Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
preposição, mas das palavras às quais ela se une.
Esse processo de junção de uma preposição com outra 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das
palavra pode se dar a partir de dois processos: preposições:
1. Combinação: A preposição não sofre alteração. Destino = Irei para casa.
preposição a + artigos definidos o, os Modo = Chegou em casa aos gritos.
a + o = ao Lugar = Vou ficar em casa;
preposição a + advérbio onde Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
a + onde = aonde Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o
Preposição + Artigos tratamento.
De + o(s) = do(s) Instrumento = Escreveu a lápis.
De + a(s) = da(s) Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
De + um = dum Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
De + uns = duns Companhia = Estarei com ele amanhã.
De + uma = duma Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
De + umas = dumas Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Em + o(s) = no(s) Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Em + a(s) = na(s) Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
Em + um = num Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Em + uma = numa Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Em + uns = nuns
Em + umas = numas Questões
A + à(s) = à(s)
Por + o = pelo(s) 01. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária –
Por + a = pela(s) VUNESP). Leia o texto a seguir.
“Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + ela(s) = dela(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
De + este(s) = deste(s) preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
De + esta(s) = desta(s) grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos
De + esse(s) = desse(s) em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
De + essa(s) = dessa(s) O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
De + aquele(s) = daquele(s) de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o
De + aquela(s) = daquela(s) que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
De + isto = disto “Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar
De + isso = disso duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada,
De + aquilo = daquilo pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate,
De + aqui = daqui instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça
De + aí = daí errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha
De + ali = dali vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema
De + outro = doutro(s) maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
De + outra = doutra(s) O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
Em + este(s) = neste(s) em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez
Em + esta(s) = nesta(s) que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar
Em + esse(s) = nesse(s) a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de
Em + aquele(s) = naquele(s) Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado
Em + aquela(s) = naquela(s) o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi
Em + isto = nisto implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da
Em + isso = nisso disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória
Em + aquilo = naquilo não é o mais importante.
A + aquele(s) = àquele(s) “Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
A + aquela(s) = àquela(s) esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
A + aquilo = àquilo devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como
estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido
Dicas sobre preposição ao bom comportamento”.
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido
oblíquo e artigo. Como distingui-los? Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade,
e feminino. já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e
A dona da casa não quis nos atender. pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma
Como posso fazer a Joana concordar comigo? atitude”.
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos

Língua Portuguesa 13
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APOSTILAS OPÇÃO
já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também 06. No trecho: “(O Rio) não se industrializou, deixou explodir a
minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a questão social, fermentada por mais de dois milhões de favelados,
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo e inchou, à exaustão, uma máquina administrativa que não
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”. funciona...”, a preposição a (que está contraída com o artigo a)
“Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o traduz uma relação de:
egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós A) fim B) causa C) concessão D) limite E) modo
não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso
tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair 07. (Agente Policial – Vunesp) Assinale a alternativa em
sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho que o termo em destaque expressa circunstância de posse.
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo. (A) Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no
assento do ônibus, com uma bolsa preta de senhora.
(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que- (B) Era razoável, e diante da testemunha abri a bolsa, não
liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. sem experimentar a sensação de violar uma intimidade.
Acesso em: 18.08.2012. Adaptado) (C) Hesitei: constrangia-me abrir a bolsa de uma
desconhecida ausente; nada haveria nela que me dissesse
No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo respeito.
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o (D) ...e sei de um polonês que achou um piano na praia do
termo em destaque expressa relação de Leblon.
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar (E) Mas eu não estava preparado para achar uma bolsa, e
do projeto “Xadrez que liberta”. comuniquei a descoberta ao passageiro mais próximo
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo
de falar. 08. Assinale a alternativa em que ocorre combinação de uma
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para preposição com um pronome demonstrativo:
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez. A) Estou na mesma situação.
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou B) Neste momento, encerramos nossas transmissões.
muito feliz, porque eu não esperava. C) Daqui não saio.
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir D) Ando só pela vida.
a revisão da minha pena. E) Acordei num lugar estranho.

02. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP) 09. (Papiloscopista Policial – Vunesp) Considerando as
Considere o trecho a seguir. regras de regência verbal, assinale a alternativa que completa,
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio, correta e respectivamente, as lacunas da frase.
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade A ONG Anjos do Verão colabora _______ trabalho do Corpo
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, de Bombeiros, empenhando-se ____________ encontrar crianças
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na perdidas.
instituição. (A) do ... sobre
As preposições que preenchem o trecho, correta, (B) com o ... para
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são: (C) no ... ante
A) a ...com (D) o ... entre
B) de ...com (E) pelo ... de
C) de ...a
D) com ...a 10. Assinale a alternativa em que a norma culta não aceita a
E) para ...de contração da preposição de:
A) Aos prantos, despedi-me dela.
03. (Agente Policial – Vunesp). Assinale a alternativa cuja B) Está na hora da criança dormir.
preposição em destaque expressa ideia de finalidade. C) Falava das colegas em público.
(A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$ D) Retirei os livros das prateleiras para limpá-los.
957,70 para R$ 1.915,40. E) O local da chacina estava interditado.
(B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que
o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para Respostas
comprovar o crime.
(C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito 1-B / 2-B / 3-B / 4-B / 5-A / 6-E / 7-C / 8-B / 9-B / 10-B
fazer o exame clínico”...
(D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz Comentários
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”. 1-) xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo vai ter
(E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o termo
policial de dizer quem está embriagado... em destaque expressa relação de inclusão: rolará, inclusive, o
torneio familiar.
04. (Agente Policial - VUNESP). Em – Jamais em minha vida
achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. 2-) O metrô paulistano, de quem a banda recebe apoio,
–, o termo em destaque introduz ideia de garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade
(A) tempo. no emprego, vantagem com que muitos trabalhadores sonham, é
(B) lugar. o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na instituição.
(C) modo. As preposições que preenchem o trecho, correta,
(D) posse. respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são:
(E) direção.
3-)
05. Na frase - As duas sobrinhas quase desmaiam de enjoo... - (A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$
a preposição de, destacada, tem sentido de 957,70 para R$ 1.915,40. = preço
A) causa. (C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito
B) tempo. fazer o exame clínico”... = lugar
C) assunto. (D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz
D) lugar. Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas
E) posse. embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”. = posse

Língua Portuguesa 14
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APOSTILAS OPÇÃO
(E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
policial de dizer quem está embriagado = posse
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
4-) Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número
do globo um objeto qualquer. –, o termo em destaque introduz (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através
ideia de lugar. do pronome seja coerente em termos de gênero e número
(fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando
5-) As duas sobrinhas quase desmaiam de enjoo... - a este se apresenta ausente no enunciado.
preposição de, destacada, tem sentido de causa (do desmaio). Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile
da nossa escola neste ano.
6-) “(O Rio) não se industrializou, deixou explodir a questão [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
social, fermentada por mais de dois milhões de favelados, e inchou, adequada]
à exaustão, uma máquina administrativa que não funciona...”, a [neste: pronome que determina “ano” = concordância
preposição a (que está contraída com o artigo a) traduz uma adequada]
relação de modo (=exaustivamente). [ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
inadequada]
7-) Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,
(A) Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
assento do ônibus, com uma bolsa preta de senhora. = lugar
Pronomes Pessoais
(B) Era razoável, e diante da testemunha abri a bolsa, não São aqueles que substituem os substantivos, indicando
sem experimentar a sensação de violar uma intimidade. = lugar diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
(D) ... e sei de um polonês que achou um piano na praia do assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”,
Leblon. =assunto “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”,
(E) Mas eu não estava preparado para achar uma bolsa, “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de
e comuniquei a descoberta ao passageiro mais próximo. = quem fala.
finalidade Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso
8-) oblíquo.
A) Estou na mesma situação. (+ artigo)
C) Daqui não saio. (+advérbio) Pronome Reto
D) Ando só pela vida. (+advérbio) Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
E) Acordei num lugar estranho (+artigo) exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
Nós lhe ofertamos flores.
9-) A ONG Anjos do Verão colabora com o trabalho Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero
do Corpo de Bombeiros, empenhando-se para encontrar (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
crianças perdidas. flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
quadro dos pronomes retos é assim configurado:
10-) - 1ª pessoa do singular: eu
A) Aos prantos, despedi-me dela. (ela = objeto) - 2ª pessoa do singular: tu
C) Falava das colegas em público. (elas = objeto) - 3ª pessoa do singular: ele, ela
D) Retirei os livros das prateleiras para limpá-los. (=artigo) - 1ª pessoa do plural: nós
E) O local da chacina estava interditado. (=artigo) - 2ª pessoa do plural: vós
- 3ª pessoa do plural: eles, elas
É incorreto contrair a preposição de com o artigo que inicia
o sujeito de um verbo, bem como com o pronome ele(s), ela(s), Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como
quando estes funcionarem como sujeito de uma oração. complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”,
Pronome comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a
se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de na praça”, “Trouxeram-me até aqui”.
alguma forma. Obs.: frequentemente observamos a omissão do pronome
A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos! reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas
[substituição do nome] verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do
A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita! verbo indicadas pelo pronome reto.
[referência ao nome] Fizemos boa viagem. (Nós)
Essa moça morava nos meus sonhos!
[qualificação do nome] Pronome Oblíquo
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença,
Grande parte dos pronomes não possuem significados exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou 
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de indireto) ou complemento nominal.
um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata
daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante
e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função
apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar, diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca
indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da
dessa característica, os pronomes apresentam uma forma oração.
específica para cada pessoa do discurso. Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? Pronome Oblíquo Átono
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala] São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca.

Língua Portuguesa 15
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APOSTILAS OPÇÃO
Ele me deu um presente. Não há mais nada entre mim e ti.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado: Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
- 1ª pessoa do singular (eu): me Não há nenhuma acusação contra mim.
- 2ª pessoa do singular (tu): te Não vá sem mim.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
- 1ª pessoa do plural (nós): nos Atenção:
- 2ª pessoa do plural (vós): vos Há construções em que a preposição, apesar de surgir
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito
Observações: expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se reto.
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a Não vá sem eu mandar.
função de objeto indireto na oração.
- A combinação da preposição “com” e alguns pronomes
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
diretos como objetos indiretos. conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como frequentemente exercem a função de adjunto adverbial de
objetos diretos. companhia.
Ele carregava o documento consigo.
Saiba que: - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no- algum numeral.
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas
nos exemplos que seguem: Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três.
- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a
vocês? Pronome Reflexivo
- Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram. São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
pouco. como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo
No português do Brasil, essas combinações não são usadas; verbo.
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.  O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:

Atenção: - 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.


Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois Eu não me vanglorio disso.
de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z, Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
-s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo
tempo que a terminação verbal é suprimida. - 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Por exemplo: fiz + o = fi-lo Assim tu te prejudicas.
fazei + o = fazei-os Conhece a ti mesmo.
dizer + a = dizê-la
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume Guilherme já se preparou.
as formas no, nos, na, nas. Por exemplo: Ela deu a si um presente.
viram + o: viram-no Antônio conversou consigo mesmo.
repõe + os = repõe-nos
retém + a: retém-na - 1ª pessoa do plural (nós): nos.
tem + as = tem-nas Lavamo-nos no rio.

Pronome Oblíquo Tônico - 2ª pessoa do plural (vós): vos.


Os pronomes oblíquos tônicos são sempre Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função - 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte. Eles se conheceram.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim Elas deram a si um dia de folga.
configurado:
A Segunda Pessoa Indireta
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco que podem ser observados no quadro seguinte:
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
Pronomes de Tratamento
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto. Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos oficiais-generais
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de
pronomes costumam ser usados desta forma: universidades

Língua Portuguesa 16
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APOSTILAS OPÇÃO
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas 1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores alteração fonética da palavra senhor.
Vossa Santidade V. S. Papa - Muito obrigado, seu José.
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento 2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
cerimonioso Podem ter outros empregos, como:
Vossa Onipotência V. O. Deus a) indicar afetividade.
- Não faça isso, minha filha.
Também são pronomes de tratamento o senhor, a b) indicar cálculo aproximado.
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados Ele já deve ter seus 40 anos.
no tratamento cerimonioso;  “você”  e  “vocês”, no tratamento c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente;
em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à 3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
linguagem litúrgica, ultraformal ou literária. pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
Observações: Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em concorda com o mais próximo.
relação à pessoa com quem falamos. Trouxe-me seus livros e anotações.
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos
encontro. átonos assumem valor de possessivo.
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa. Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade. Pronomes Demonstrativos
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a
- Os pronomes de tratamento representam uma forma posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto.
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, discurso.
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa. No espaço:
b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam- Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro
se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª está perto da pessoa que fala.
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os Compro esse carro (aí). O pronome  esse indica que o carro
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
na 3ª pessoa. fala.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos. está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou  
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação
na terceira pessoa. ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
cabelos. (errado) Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade
cabelos. (correto) destinatária).
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar
cabelos. (correto) no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
envia a mensagem).
Pronomes Possessivos
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical No tempo:
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere
possuída). ao ano presente.
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular) Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a
um passado próximo.
Observe o quadro: Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se
referindo a um passado distante.
Número Pessoa Pronome  
singular primeira meu(s), minha(s) - Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
invariáveis, observe:
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s) Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s) - Também aparecem como pronomes demonstrativos:
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem
plural terceira seu(s), sua(s) ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com te indiquei.)
o objeto possuído. - mesmo(s), mesma(s):
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
difícil. - próprio(s), própria(s):
Os próprios alunos resolveram o problema.
Observações:

Língua Portuguesa 17
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APOSTILAS OPÇÃO
- semelhante(s): outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
Não compre semelhante livro. tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns,
- tal, tais: todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas,
Tal era a solução para o problema. nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
Note que: cada.

a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
construções redundantes, com finalidade expressiva, para qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for,
salientar algum termo anterior. Por exemplo: seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! Cada um escolheu o vinho desejado.
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que Indefinidos Sistemáticos
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto. Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam. percebemos que existem alguns grupos que criam oposição
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo;
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/
de). nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém,
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse. que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa;
d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro Essas oposições de sentido são muito importantes na
lugar. construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos; vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos
aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado] expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica. indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem
A menina foi a tal que ameaçou o professor? parte:
f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso, prático.
nisso, no, etc. Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo) pessoas quaisquer.

Pronomes Indefinidos Pronomes Relativos


São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, São aqueles que representam nomes já mencionados
dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as
indeterminada. orações subordinadas adjetivas.
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém- O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um
plantadas. grupo racial sobre outros.
Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa (afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros =
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma oração subordinada adjetiva).
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e
que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema”
não se quer revelar.  é antecedente do pronome relativo que.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome
Classificam-se em: demonstrativo o, a, os, as.
Não sei o que você está querendo dizer.
- Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São expresso.
eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, Quem casa, quer casa.
outrem, quem, tudo.
Algo o incomoda? Observe:
Quem avisa amigo é. Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais,
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas.
- Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). Note que:
Cada povo tem seus costumes. a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego,
Certas pessoas exercem várias profissões. sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora um substantivo.
pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
b)  O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
Menos palavras e mais ações. pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para
Alguns se contentam pouco. verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são
Os pronomes indefinidos podem ser divididos usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza
em variáveis e invariáveis. Observe: ou depois de determinadas preposições:

Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto, Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o

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APOSTILAS OPÇÃO
qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando
ambiguidade.) desempenha função de complemento. Vamos entender,
primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas função exerce. Observe as orações:
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.) 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá-
c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se lo.
refere a uma oração.
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto.
sua vocação natural. Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo
função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso,
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a
das quais. segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia
ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do
(antecedente) (consequente) pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo
“ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”)
um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: estiver no infinitivo ou gerúndio.
Eu desejo lhe perguntar algo.
Emprestei tantos quantos foram necessários. Eu estou perguntando-lhe algo.
(antecedente)
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos:
Ele fez tudo quanto havia falado. os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente
(antecedente) dos segundos que são sempre precedidos de preposição.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu
f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre estava fazendo.
precedido de preposição. - Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que
eu estava fazendo.
É um professor a quem muito devemos.
(preposição) Substantivo

g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é
antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar. a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam
A casa onde morava foi assaltada. os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos
também nomeiam:
h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
que. -sentimentos: raiva, amor...
Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no -estados: alegria, tristeza...
exterior. -qualidades: honestidade, sinceridade...
-ações: corrida, pescaria...
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
- como (= pelo qual) Morfossintaxe do substantivo
Não me parece correto o modo como você agiu semana
passada. Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
- quando (= em que) exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame. como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto
direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar
j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como
numa só frase. núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo
O futebol é um esporte. do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
O povo gosta muito deste esporte. de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito. funções são desempenhadas por grupos de palavras. 

k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode Classificação dos Substantivos
ocorrer a elipse do relativo “que”.
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, 1-  Substantivos Comuns e Próprios
(que) fumava. Observe a definição:

Pronomes Interrogativos s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município
ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem- é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações). Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade.
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço. Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma
preferes. mesma espécie de forma genérica.
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.
passageiros desembarcaram.
Estamos voando para Barcelona.
Sobre os pronomes:
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie

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APOSTILAS OPÇÃO
cidade. Esse substantivo é próprio. Substantivo Próprio: é Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma  
particular. Substantivos Primitivos e Derivados
Meu limão meu limoeiro,
Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. meu pé de jacarandá...
 
2 - Substantivos Concretos e Abstratos O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de
nenhum outro dentro de língua portuguesa.
LÂMPADA MALA Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
outra palavra da própria língua portuguesa.
Os substantivos lâmpada e mala  designam seres com O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
existência própria, que são independentes de outros seres. São da palavra limão.
assim, substantivos concretos. Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, palavra.
independentemente de outros seres.
Flexão dos substantivos
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
real e do mundo imaginário. quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo,
pode sofrer variações para indicar:
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, Plural: meninos
etc. Feminino: menina
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc. Aumentativo: meninão
  Diminutivo: menininho
Observe agora:
Flexão de Gênero
Beleza exposta Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa,
há dois gêneros: masculino e feminino. Pertencem ao
O substantivo beleza designa uma qualidade. gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
dependem de outros para se manifestar ou existir. O velho e o mar
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser Um Natal inesquecível
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa Os reis da praia
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar.  
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato. Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos, A história sem fim
e sem os quais não podem existir. Uma cidade sem passado
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade As tartarugas ninjas
(sentimento).  
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
3 - Substantivos Coletivos Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado
abelha, mais outra abelha. ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o
abelha... feminino. Classificam-se em:
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie fêmea.
(abelhas). - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
O substantivo enxame é um substantivo coletivo. a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
o indivíduo.
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma - Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por
espécie. meio do artigo.
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
Formação dos Substantivos
Saiba que:
Substantivos Simples e Compostos - Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma,
são masculinos.
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra. o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero,
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou variam em seu significado.
radical. É um substantivo simples. o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o
Substantivo Simples: é aquele formado por um único capital (dinheiro) e a capital (cidade)
elemento.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora: Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
(guarda + chuva). Esse substantivo é composto. aluno - aluna
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais
elementos. b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao

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APOSTILAS OPÇÃO
masculino. - A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
freguês - freguesa gêneros.
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três preferência pelo masculino:
formas: O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa carochinha.
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
a personagem.
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma
personagem.
d) Substantivos terminados em -or: - Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora fotográfico Ana Belmonte.
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
Observe o gênero dos substantivos seguintes:
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: Masculinos
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - o tapa
poetisa o eclipse
duque - duquesa conde - condessa o lança-perfume
profeta - profetisa o dó (pena)
o sanduíche
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final o clarinete
por -a: o champanha
elefante - elefanta o sósia
o maracajá
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e o clã
no feminino: o hosana
bode – cabra boi - vaca o herpes
o pijama
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, o suéter
isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores: o soprano
czar – czarina réu - ré o proclama
o pernoite
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes o púbis

- Epicenos: Femininos
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. a dinamite
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre a áspide
porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar a derme
o masculino e o feminino. a hélice
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para a alcíone
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de a filoxera
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade a clâmide
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea. a omoplata
A cobra macho picou o marinheiro. a cataplasma
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. a pane
a mascote
Sobrecomuns: a gênese
Entregue as crianças à natureza. a entorse
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, a libido
quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem a cal
um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que a faringe
se refere a palavra. Veja: a cólera (doença)
A criança chorona chamava-se João. a ubá (canoa)
A criança chorona chamava-se Maria.
Outros substantivos sobrecomuns: - São geralmente masculinos os substantivos de origem
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa grega terminados em -ma:
criatura. o grama (peso)
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O o quilograma
cônjuge de Marcela faleceu o plasma
o apostema
Comuns de Dois Gêneros: o diagrama
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. o epigrama
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? o telefonema
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez o estratagema
que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante o dilema
da notícia informa-nos de que se trata de um homem. o teorema
A distinção de gênero pode ser feita através da análise do o apotegma
artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo. o trema
o colega - a colega o eczema
o imigrante - a imigrante o edema
um jovem - uma jovem o magma
artista famoso - artista famosa o anátema
repórter francês - repórter francesa o estigma
o axioma

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APOSTILAS OPÇÃO
o tracoma o rádio (aparelho receptor)
o hematoma a rádio (estação emissora)
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
o voga (remador)
Gênero dos Nomes de Cidades: a voga (moda, popularidade)
Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
A histórica Ouro Preto.
A dinâmica São Paulo. Flexão de Número do Substantivo
A acolhedora Porto Alegre. Em português, há dois números gramaticais: o singular, que
Uma Londres imensa e triste. indica um ser ou um grupo de seres, e
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. característica do plural é o “s” final.

Gênero e Significação: Plural dos Substantivos Simples


Muitos substantivos têm uma significação no masculino e a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n”
outra no feminino. fazem o plural pelo acréscimo de “s”.
Observe: pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no
plural).
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os Exceção: cânon - cânones.
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) “ns”.
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou homem - homens.
proibição de trânsito) c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
pelo acréscimo de “es”.
o cabeça (chefe) revólver – revólveres raiz - raízes
a cabeça (parte do corpo) Atenção: O plural de caráter é caracteres.
o cisma (separação religiosa, dissidência) d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
a cisma (ato de cismar, desconfiança) no plural, trocando o “l” por “is”.
quintal - quintais caracol – caracóis hotel -
o cinza (a cor cinzenta) hotéis
a cinza (resíduos de combustão) Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas
o capital (dinheiro) maneiras:
a capital (cidade) - Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
o coma (perda dos sentidos) Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas
a coma (cabeleira) maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) maneiras:
a coral (cobra venenosa) - Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo
de “es”: ás – ases / retrós - retroses
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e - Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis:
de outros sacramentos) o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
a crisma (sacramento da confirmação) g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três
maneiras.
o cura (pároco) - substituindo o -ão por -ões: ação - ações
a cura (ato de curar) - substituindo o -ão por -ães: cão - cães
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
o estepe (pneu sobressalente) h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o
a estepe (vasta planície de vegetação) látex - os látex.

o guia (pessoa que guia outras) Plural dos Substantivos Compostos


a guia (documento, pena grande das asas das aves) A formação do plural dos substantivos compostos depende
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam
o grama (unidade de peso) o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que
a grama (relva) são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
simples:
o caixa (funcionário da caixa) aguardente e aguardentes girassol e girassóis
a caixa (recipiente, setor de pagamentos) pontapé e pontapés malmequer e malmequeres

o lente (professor) O plural dos substantivos compostos cujos elementos são


a lente (vidro de aumento) ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões.
Algumas orientações são dadas a seguir:
o moral (ânimo)
a moral (honestidade, bons costumes, ética) a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
o nascente (lado onde nasce o Sol) substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
a nascente (a fonte) adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras
o maria-fumaça (trem como locomotiva a vapor)
a maria-fumaça (locomotiva movida a vapor) b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
formados de:
o pala (poncho) verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
a pala (parte anterior do boné ou quepe, anteparo) palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
falantes

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APOSTILAS OPÇÃO
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos Observe o exemplo:
Este jogador faz gols toda vez que joga.
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
formados de:
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de- Plural com Mudança de Timbre
colônia e águas-de-colônia Certos substantivos formam o plural com mudança de
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo- timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético
vapor e cavalos-vapor chamado metafonia (plural metafônico).
substantivo + substantivo que funciona como determinante
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
anterior. Singular Plural Singular Plural
palavra-chave - palavras-chave corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó)
bomba-relógio - bombas-relógio esforço esforços ovo ovos
notícia-bomba - notícias-bomba fogo fogos poço poços
homem-rã - homens-rã forno fornos porto portos
fosso fossos posto postos
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: imposto impostos rogo rogos
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora olho olhos tijolo tijolos
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas

e) Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
o bem-te-vi e os bem-te-vis esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
o bem-me-quer e os bem-me-queres Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
o joão-ninguém e os joões-ninguém. molho (ó) = feixe (molho de lenha).

Plural das Palavras Substantivadas Particularidades sobre o Número dos Substantivos


As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes a) Há substantivos que só se usam no singular:
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
flexões próprias dos substantivos. b) Outros só no plural:
Pese bem os prós e os contras. as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
O aluno errou na prova dos noves. (naipes de baralho), as fezes.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos. c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não bem (virtude) e bens (riquezas)
variam no plural. honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez. títulos)
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
Plural dos Diminutivos sentido de plural:
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e Aqui morreu muito negro.
acrescenta-se o sufixo diminutivo. Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
pãe(s) + zinhos = pãezinhos improvisadas.
animai(s) + zinhos = animaizinhos
botõe(s) + zinhos = botõezinhos Flexão de Grau do Substantivo
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
farói(s) + zinhos = faroizinhos variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
tren(s) + zinhos = trenzinhos - Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
colhere(s) + zinhas = colherezinhas normal. Por exemplo: casa
flore(s) + zinhas = florezinhas - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser.
mão(s) + zinhas = mãozinhas Classifica-se em:
papéi(s) + zinhos = papeizinhos Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
funi(s) + zinhos = funizinhos Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
túnei(s) + zinhos = tuneizinhos aumento. Por exemplo: casarão.
pai(s) + zinhos = paizinhos - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser.
pé(s) + zinhos = pezinhos Pode ser:
pé(s) + zitos = pezitos Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Plural dos Nomes Próprios Personativos Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre diminuição. Por exemplo: casinha.
que a terminação preste-se à flexão.
Os Napoleões também são derrotados. Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
As Raquéis e Esteres.
Questões
Plural dos Substantivos Estrangeiros
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos 01. (Escrevente TJ SP Vunesp) A flexão de número do
como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando termo “preços-sombra” também ocorre com o plural de
terminam em “s” ou “z”). (A) reco-reco.
os shows os shorts os jazz (B) guarda-costa.
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com (C) guarda-noturno.
as regras de nossa língua: (D) célula-tronco.
os clubes os chopes (E) sem-vergonha.
os jipes os esportes
as toaletes os bibelôs 02. (Escrevente TJ SP Vunesp) Assinale a alternativa cujas
os garçons os réquiens palavras se apresentam flexionadas de acordo com a norma-
padrão.

Língua Portuguesa 23
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APOSTILAS OPÇÃO
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. 10. Assinale a frase correta quanto ao emprego do gênero
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. dos substantivos.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. A) A perda das esperanças provocou uma profunda dó na
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. personagem.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos! B) O advogado não deu o ênfase necessário às milhares de
solicitações.
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está C) Ele vestiu o pijama e sentou-se para beber uma champanha
errada: gelada.
A) Catalães. D) O omelete e o couve foram acompanhados por doses do
B) Cidadãos. melhor aguardente.
C) Vulcães. E) O beliche não coube na quitinete recém-comprada pelos
D) Corrimões. estudantes.

04. Assinale o par de vocábulos que fazem o plural da mesma Respostas


forma que “balão” e “caneta-tinteiro”:
a) vulcão, abaixo-assinado; 1-D / 2-D / 3-C / 4-C / 5-E / 6-A / 7-D / 8-A / 9-D / 10-E
b) irmão, salário-família;
c) questão, manga-rosa; Comentários
d) bênção, papel-moeda;
e) razão, guarda-chuva. 1-) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
formado de substantivo + substantivo que funciona como
05. Sabendo-se que há substantivos que no masculino têm determinante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo
um significado e no feminino têm outro, diferente, marque a do termo anterior. = células-tronco
alternativa em que há um substantivo que não corresponde ao
seu significado: 2-)
a) O capital = dinheiro; A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = tabeliães
A capital = cidade principal; B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. =
b) O grama = unidade de medida; cidadãos
A grama = vegetação rasteira; C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. =
c) O rádio = aparelho transmissor; certidões
A rádio = estação geradora; E) Cuidado com os degrais, que são perigosos! =degraus
d) O cabeça = o chefe;
A cabeça = parte do corpo; 3-) Vulcões
e) A cura = o médico.
O cura = ato de curar. 4-) Assinale o par de vocábulos que fazem o plural da mesma
forma que “balão” e “caneta-tinteiro”:
06. Correlacione os substantivos com os respectivos Balões / canetas-tinteiro
coletivos, e indique a alternativa correta: a) vulcões, abaixo-assinados;
I - Bispos. b) irmãos, salários-família;
II - Cães de caça. d) bênçãos, papéis-moeda;
III -Vadios. e) razões, guarda-chuvas.
IV -Papéis.
5-) o cura: sacerdote a cura: ato ou efeito de curar
( ) Resma.
( ) Concílio. 6-)
( ) Corja. I - Bispos.
( ) Matilha. II - Cães de caça.
III -Vadios.
A) IV, I, III, II. IV -Papéis.
B) III, I, II, IV. ( ) Resma = papéis IV
C) I, III, II, IV. ( ) Concílio. = bispos I
D) III, I, IV, II. ( ) Corja. = vadios III
( ) Matilha. = cães de caça II
07. Indique a alternativa que apresenta erro na formação do
plural: 7-) Os abaixo-assinados foram entregues ao diretor.
A) Os boias-frias participaram da manifestação na estrada.
B) Colocaram tanto alpiste, que o quintal ficou cheio de 8-)
beija-flores. b) bênçãos. 
C) Aqueles pães de ló estavam deliciosos. c) alemães. 
D) Os abaixos-assinados foram entregues ao diretor. d) cristãos. 
e) capitães.
08. Das palavras abaixo, faz plural como “assombrações”
A) perdão.  9-)
B) bênção.  A) a alface
C) alemão.  B) a omoplata
D) cristão.  C) a comichão
E) capitão. D) o lança-perfume

9. Entre os substantivos selecionados nas alternativas 10-)


a seguir, há apenas um que pertence ao gênero masculino. A) A perda das esperanças provocou um profundo dó na
Indique-o: personagem.
A) alface B) O advogado não deu a ênfase necessário às milhares de
B) omoplata solicitações.
C) comichão C) Ele vestiu o pijama e sentou-se para beber um champanha
D) lança-perfume gelado.

Língua Portuguesa 24
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APOSTILAS OPÇÃO
D) A omelete e a couve foram acompanhadas por doses da Gênero dos Adjetivos
melhor aguardente. Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
Adjetivo classificam-se em: 
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou outra para o feminino.
característica do ser e se relaciona com o substantivo.
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
bondosa. somente o último elemento.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade, americana. 
moça bondade, pessoa bondade.  Exceção: surdo-mudo e surda-muda.
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
Morfossintaxe do Adjetivo: para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto). político-social.

Adjetivo Pátrio Número dos Adjetivos


Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe
alguns deles: Plural dos adjetivos simples
Estados e cidades brasileiros: Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos
Alagoas alagoano simples.
Amapá amapaense Por exemplo:
mau e maus
Aracaju aracajuano ou aracajuense feliz e felizes
Amazonas amazonense ou baré ruim e ruins
boa e boas
Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
Cabo Frio cabo-friense qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo,
Campinas campineiro ou campinense ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra cinza é
originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando
Adjetivo Pátrio Composto  um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável.
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro Logo: camisas cinza, ternos cinza.
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. Veja outros exemplos:
Observe alguns exemplos:
Motos vinho (mas: motos verdes)
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo:
Competições teuto-inglesas Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
América américo- / Por exemplo: Companhia américo- Adjetivo Composto
africana
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo- É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,
franceses esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano- formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado,
português todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo: a
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro- qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se
americanas ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto;
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro
franco-italianas ficará invariável. Por exemplo:
Camisas rosa-claro.
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos Ternos rosa-claro.
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo- Olhos verde-claros.
portuguesas Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-
portuguesa Observe
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo- - Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
brasileiras composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis.
- Os adjetivos compostos surdo-mudo e pele-vermelha têm
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros os dois elementos flexionados.
Flexão dos adjetivos Grau do Adjetivo
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a

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APOSTILAS OPÇÃO
intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: doce dulcíssimo
o comparativo e o superlativo.
fácil facílimo
Comparativo
fiel fidelíssimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser
atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características
é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
pode ser:
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
abaixo:
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
Note bem:
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc.,
Superioridade Analítico
antepostos ao adjetivo.
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois
2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é
formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”.
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de
latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
Superioridade Sintético
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim.
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas
São eles:
seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável
bom-melhor
hiato i-í.
pequeno-menor
mau-pior
Questões
alto-superior
grande-maior
01. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária –
baixo-inferior
VUNESP). Leia o texto a seguir.
Observe que: 
Violência epidêmica
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade,
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente.
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas
sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar
epidêmicas.
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades
pequeno.
de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de
centros urbanos e se dissemina pelo interior.
dois elementos.
As estratégias que as sociedades adotam para combater a
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de duas
violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito
qualidades de um mesmo elemento.
pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços
ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras
4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de
enfermidades.
Inferioridade
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações
Sou menos passivo (do) que tolerante.
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas
Superlativo
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de
seus desejos.
O superlativo expressa qualidades num grau muito
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
desenvolvimento psicológico pleno.
Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um
A revisão de estudos científicos permite identificar três
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se
fatores principais na formação das personalidades com maior
nas formas:
inclinação ao comportamento violento:
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos,
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O
humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
secretário é muito inteligente.
2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
sufixos.
lhes impuseram limites de disciplina.
Por exemplo:
3) Associação com grupos de jovens portadores de
O secretário é inteligentíssimo.
comportamento antissocial.
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças
Observe alguns superlativos sintéticos: 
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social,
benéfico beneficentíssimo esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a
violência crescente nas cidades.
bom boníssimo ou ótimo Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a
comum comuníssimo resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver
cruel crudelíssimo preso.
difícil dificílimo Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares

Língua Portuguesa 26
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APOSTILAS OPÇÃO
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao 08. Quantos adjetivos existem na frase “Essa lanchonete é
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões famosa na cidade?”
mais sólidas com o mundo do crime. A)1.
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. B)2.
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, C)3.
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão D)4.
superlotadas. E)5.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a
criminalidade e tratar os que ingressaram nela. 09.Indique a alternativa incorreta quanto à correspondência
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. entre a locução adjetiva e o adjetivo equivalente:
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os A) de pele = cutâneo
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que B) de professor = docente
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e C) de face = facial
construir cadeias novas para substituir as velhas. D) de lua = lunático
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão 10.O plural correto da expressão: “alemão capaz” é:
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los A) alemãos capazes
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das B) alemões capazes
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento C) alemães capazes
artístico. D) os alemão capaz
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado)
Respostas
Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas
corresponde a – características de epidemias. 1-B / 2-C / 3-D / 4-B / 5-C / 6-D / 7-A / 8-A / 9-D / 10-C
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada. Comentários
A) água fluvial – água da chuva.
B) produção aurífera – produção de ouro. 1-
C) vida rupestre – vida do campo. A) fluvial – do rio
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília. B) correta
E) costela bovina – costela de porco. C) brasileiras – do brasil
D) vida campestre
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto: E) suína
A) azul-celeste
B) azul-pavão 2- Surdas-mudas
C) surda-muda
D) branco-gelo 3- D) estão no superlativo absoluto analítico

03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não 4- originalíssimo – grau superlativo absoluto sintético
estão no grau superlativo absoluto sintético:
A) Arquimilionário/ ultraconservador; 5- C) Esta panela está cheissíssima de água.
B) Supremo/ ínfimo; O correto é cheíssima.
C) Superamigo/ paupérrimo;
D) Muito amigo/ Bastante pobre 6- D) atitude muito benéfica = beneficientíssima
O correto é beneficentíssima (sem o “i” em cien)
04.Na frase: “Trata-se de um artista originalíssimo”, o
adjetivo grifado encontra-se no grau: 7- minutíssimo é a forma correta.
A) comparativo de superioridade.
B) superlativo absoluto sintético. 8- “Essa lanchonete é famosa na cidade?”
C) superlativo relativo de superioridade. Essa – pronome
D) comparativo de igualdade. Lanchonete – substantivo
E) superlativo absoluto analítico. É – verbo
Famosa – adjetivo
05.Aponte a alternativa em que o superlativo do adjetivo na – preposição
está incorreto: cidade – substantivo
A) Meu tio está elegantíssimo.
B) Joana, ela é minha amicíssima. 9- De lua – lunar
C) Esta panela está cheissíssima de água.
D) A prova foi facílima. 10- Alemães capazes

06. Indique nas alternativas a seguir o adjetivo incorreto da Verbo


locução adjetiva em negrito:
A) mulher muito magra = macérrima Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
B) pessoa muito amiga = amicíssima número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
C) pessoa muito inimiga = inimicíssimo processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
D) atitude muito benéfica = beneficientíssima ocorrência (nascer); desejo (querer).
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus
07. “Ele era tão pequeno que recebeu o apelido de miúdo”. possíveis significados. Observe que palavras como corrida,
A palavra miúdo possui, no grau superlativo absoluto sintético, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns
duas formas. Uma delas é miudíssimo (regular) e a outra, verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as
irregular, é: possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
A) minutíssimo
B) miudinitíssimo Estrutura das Formas Verbais
C) midunitíssimo Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
D) miduníssimo apresentar os seguintes elementos:

Língua Portuguesa 27
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APOSTILAS OPÇÃO
a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado d) São impessoais, ainda:
essencial do verbo. Por exemplo: 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-) Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de,
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a indicando suficiência. Ex.: 
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem,
São três as conjugações: Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência
1ª - Vogal Temática - A - (falar) a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,
2ª - Vogal Temática - E - (vender) classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos,
3ª - Vogal Temática - I - (partir) então, pessoais.
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o possível”. Por exemplo:
tempo e o modo do verbo. Não deu para chegar mais cedo.
Por exemplo: Dá para me arrumar uns trocados?
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) - Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa A fruta amadureceu.
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou As frutas amadureceram.
plural).
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a animais; eis alguns:
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver bramar: tigre
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do bramir: crocodilo
verbo: põe, pões, põem, etc. cacarejar: galinha
coaxar: sapo
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas cricrilar: grilo
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com Os principais verbos unipessoais são:
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas ser (preciso, necessário, etc.).
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
Classificação dos Verbos É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
Classificam-se em: 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências conjunção que.
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações
no radical. Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
fumar.)
Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia.
b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações (Sujeito: que não vejo Cláudia)
no radical ou nas desinências. Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação - Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais. morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os provavelmente causaria problemas de interpretação em certos
principais verbos impessoais são: contextos.
a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do
ou fazer (em orações temporais). indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a
popularização da informática, tem sido conjugado em todos os
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo) tempos, modos e pessoas.
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci. d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma
Estava frio naquele dia. forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, curtas (particípio irregular). Observe:
escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal-
humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
deixa de ser impessoal para ser pessoal. Anexar Anexado Anexo
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) Dispersar Dispersado Disperso
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)

Língua Portuguesa 28
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APOSTILAS OPÇÃO
sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto SER - Formas Nominais
Imprimir Imprimido Impresso
Formas Nominais
Matar Matado Morto Infinitivo: ser
Gerúndio: sendo
Morrer Morrido Morto
Particípio: sido
Pegar Pegado Pego Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
nós, serdes vós, serem eles.
Soltar Soltado Solto
ESTAR - Modo Indicativo
e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical
em sua conjugação.
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais,
Por exemplo: 
eles estão.
Ir Pôr Ser Saber Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
estávamos, vós estáveis, eles estavam.
vou ponho sou sei
Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele
vais pus és sabes
esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
ides pôs fui soube
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
fui punha foste saiba
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu
foste seja
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
estiveram.
f) Auxiliares Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
São aqueles que entram na formação dos tempos Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas Futuro do Presente Composto: terei estado.
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
Vou                       espantar           as          moscas. estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
(verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo) Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
Está                            chegando                       a         hora     do    debate. ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
(verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                 
                    Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
haver. Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se
ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
Conjugação dos Verbos Auxiliares estivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
SER - Modo Indicativo Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são. estiverdes, quando eles estiverem.
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, Futuro Composto: Tiver estado.
vós éreis, eles eram.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
fomos, vós fostes, eles foram. estai vós, estejam eles.
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido. Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
fôramos, vós fôreis, eles foram. Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele,
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido. por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria,
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam. Formas Nominais
Futuro do Pretérito Composto: terei sido. Infinitivo: estar
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos, Gerúndio: estando
vós sereis, eles serão. Particípio: estado
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
ESTAR - Formas Nominais
SER - Modo Subjuntivo
Infinitivo Impessoal: estar
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
sejamos, que vós sejais, que eles sejam. estarem.
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse, Gerúndio: estando
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem. Particípio: estado
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele HAVER - Modo Indicativo
for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido. Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles
hão.
SER - Modo Imperativo Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós
havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele
vós, sejam eles. houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos Pretérito Perfeito Composto: tenho havido.
nós, não sejais vós, não sejam eles. Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles

Língua Portuguesa 29
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APOSTILAS OPÇÃO
houveram. Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido. termos nós, por terdes vós, por terem eles.
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão. g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com
Futuro do Presente Composto: terei havido. os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam. acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio
Futuro do Pretérito Composto: teria havido. sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos
Modo Subjuntivo verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós no radical do verbo. Por exemplo:
hajamos, que vós hajais, que eles hajam. Arrependi-me de ter estado lá.
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma,
houvessem. pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido. pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva
houverdes, quando eles houverem. expressa pelo radical do próprio verbo.  
Futuro Composto: tiver havido. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
respectivos pronomes): 
Modo Imperativo Eu me arrependo 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, Tu te arrependes 
hajam eles. Ele se arrepende 
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não Nós nos arrependemos 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles. Vós vos arrependeis 
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver Eles se arrependem
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
 - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que
HAVER - Formas Nominais a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos
haverdes, haverem. transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser
Infinitivo Pessoal: haver conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se
Gerúndio: havendo chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
Particípio: havido A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo: Maria
TER - Modo Indicativo penteou-me.
 
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, Observações:
eles têm. 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. sintática.
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
tivemos, vós tivestes, eles tiveram. oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais,
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito,
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram. exercem funções sintáticas.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido. Por exemplo:
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto
teremos, vós tereis, eles terão. direto) - 1ª pessoa do singular
Futuro do Presente: terei tido.
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria, Modos Verbais
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
Futuro do Pretérito composto: teria tido. Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo modos: 
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo:
Modo Subjuntivo Eu sempre estudo.
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham. exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem. exemplo: Estuda agora, menino.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver, Formas Nominais
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Futuro Composto: tiver tido. Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo,
Modo Imperativo advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais.
Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós, Observe: 
tende vós, tenham eles. - a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo
Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles. substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta)

Língua Portuguesa 30
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APOSTILAS OPÇÃO
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) - Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo: passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria
É preciso ler este livro. viajado nas férias.
Era preciso ter lido este livro.
2. Tempos do Subjuntivo
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento
b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não - Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que
nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira: ele vencesse o jogo.

2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu) Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
(nós) Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós) - Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles) terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha
estudado bastante, não passou no teste.
Por exemplo: - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo:
Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
advérbio. Por exemplo:  indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de levará as encomendas.
advérbio) - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo) ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; futuro. Por exemplo: Quando ele tiver saído do hospital, nós o
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: visitaremos.
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. Presente do Indicativo

- d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação / Desinência
tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado pessoal
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e CANTAR VENDER PARTIR
grau. Por exemplo: cantO vendO partO O
Terminados os exames, os candidatos saíram. cantaS vendeS parteS S
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma canta vende parte -
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
(adjetivo verbal). Por exemplo: cantaIS vendeIS partIS IS
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. cantaM vendeM parteM M

Tempos Verbais Pretérito Perfeito do Indicativo

Tomando-se como referência o momento em que se fala, 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação / Desinência
a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos. pessoal
Veja: CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
1. Tempos do Indicativo cantaSTE vendeSTE partISTE STE
- Presente - Expressa um fato atual. Por exemplo: cantoU vendeU partiU U
Eu estudo neste colégio. cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num cantaSTES vendeSTES partISTES STES
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
terminado. Por exemplo: Ele estudava as lições quando foi
interrompido. Pretérito mais-que-perfeito
- Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado. 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pessoal
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite. 1ª/2ª e 3ª conj.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve CANTAR VENDER PARTIR - -
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames. cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já tinha cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
estudado as lições quando os amigos chegaram. (forma cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
(forma simples)
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve Pretérito Imperfeito do Indicativo
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual.
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã. 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve CANTAR VENDER PARTIR
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado cantAVA vendIA partIA
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, cantAVAS vendIAS partAS
os alunos já terão terminado o teste. CantAVA vendIA partIA
- Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias. cantAVAM vendIAM partIAM

Língua Portuguesa 31
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APOSTILAS OPÇÃO
Futuro do Presente do Indicativo Imperativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Imperativo Afirmativo


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente
cantar ás vender ás partir ás do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do
cantar á vender á partir á plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm,
cantar emos vender emos partir emos sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja: 
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo
Eu canto --- Que eu cante
Futuro do Pretérito do Indicativo Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
CANTAR VENDER PARTIR Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
cantarIA venderIA partirIA Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA Imperativo Negativo
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a
cantarIAM venderIAM partirIAM negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Que tu cantes Não cantes tu
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que ele cante Não cante você
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que nós cantemos Não cantemos nós
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conju. / Des.Temp./Des.temp./Des. pessoal
1ª conj. 2ª/3ª conj. Observações:
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø - No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa
cantES vendAS partAS E A S (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
cantE vendA partA E A Ø ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
cantEIS vendAIS partAIS E A IS - O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
cantEM vendAM partAM E A M sede (vós).

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo Infinitivo Impessoal

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, CANTAR VENDER PARTIR
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número Infinitivo Pessoal
e pessoa correspondente.
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal CANTAR VENDER PARTIR
1ª /2ª e 3ª conj. cantar vender partir
CANTAR VENDER PARTIR cantarES venderES partirES
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantar vender partir
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S cantarMOS venderMOS partirMOS
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarDES venderDES partirDES
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS cantarEM venderEM partirEM
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M Questões

Futuro do Subjuntivo 01. (Agente Policia Vunesp) Considere o trecho a seguir.


É comum que objetos ___ esquecidos em locais públicos. Mas
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência muitos transtornos poderiam ser evitados se as pessoas
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo- ______ a atenção voltada para seus pertences, conservando-os
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a junto ao corpo. Assinale a alternativa que preenche, correta e
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa respectivamente, as lacunas do texto.
correspondente. (A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temporal /Desin. pessoal (C) sejam … mantém
1ª /2ª e 3ª conj. (D) seja … mantivessem
CANTAR VENDER PARTIR (E) seja … mantêm
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES 02. (Escrevente TJ SP Vunesp) Na frase –… os níveis de
cantaR vendeR partiR R Ø pessoas sem emprego estão apresentando quedas sucessivas de
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS 2005 para cá. –, a locução verbal em destaque expressa ação
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES (A) concluída.
cantaREM vendeREM PartiREM R EM (B) atemporal.
(C) contínua.

Língua Portuguesa 32
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APOSTILAS OPÇÃO
(D) hipotética. D) … de onde vem o produto…?
(E) futura. E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas…

03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar, 09. (Papiloscopista Policial – VUNESP). Assinale a
mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais alternativa em que a concordância das formas verbais destacadas
terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. se dá em conformidade com a norma-padrão da língua.
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de (A) Chegou, para ajudar a família, vários amigos e vizinhos.
(A) considerar ao acaso, sem premeditação. (B) Haviam várias hipóteses acerca do que poderia ter
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela. acontecido com a criança.
(C) adotar como referência de qualidade. (C) Fazia horas que a criança tinha saído e os pais já estavam
(D) julgar de acordo com normas legais. preocupados.
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. (D) Era duas horas da tarde, quando a criança foi encontrada.
(E) Existia várias maneiras de voltar para casa, mas a criança
04. (Escrevente TJ SP Vunesp) Assinale a alternativa se perdeu mesmo assim.
contendo a frase do texto na qual a expressão verbal destacada
exprime possibilidade. 10. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária –
(A) ... o cientista Theodor Nelson sonhava com um sistema VUNESP).
capaz de disponibilizar um grande número de obras literárias... Leia as frases a seguir.
(B) Funcionando como um imenso sistema de informação I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de madeira
e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme arquivo no animal.
virtual. II. Existiam muitos ferimentos no boi.
(C) Isso acarreta uma textualidade que funciona por III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida
associação, e não mais por sequências fixas previamente movimentada.
estabelecidas.
(D) Desde o surgimento da ideia de hipertexto, esse conceito Substituindo-se o verbo Haver pelo verbo Existir e este pelo
está ligado a uma nova concepção de textualidade... verbo Haver, nas frases, têm-se, respectivamente:
(E) Criou, então, o “Xanadu”, um projeto para disponibilizar A) Existia – Haviam – Existiam
toda a literatura do mundo... B) Existiam – Havia – Existiam
C) Existiam – Haviam – Existiam
05. (Analista – Arquitetura – FCC). Está adequada a D) Existiam – Havia – Existia
correlação entre tempos e modos verbais na frase: E) Existia – Havia – Existia
A) Os que levariam a vida pensando apenas nos valores
absolutos talvez façam melhor se pensassem no encanto dos Respostas
pequenos bons momentos.
B) Há até quem queira saber quem fosse o maior bandido 1-B / 2-C / 3-E / 4-B / 5-E / 6-A / 7-C / 8-B / 9-C / 10-D
entre os que recebessem destaque nos popularescos programas
da TV. Comentários
C) Não admira que os leitores de Manuel Bandeira gostam
tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tenha aspirações 1-) É comum que objetos sejam esquecidos em locais
a ser metafísica. públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se as
D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levarem em conta pessoas mantivessem a atenção voltada para seus pertences,
nossa condição de mortais, não precisariam preocupar-se com conservando-os junto ao corpo.
os degraus da notoriedade.
E) Quanto mais aproveitássemos o que houvesse de grande 2-) os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando
nos momentos felizes, menos precisaríamos nos preocupar com quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução verbal em
conquistas superlativas. destaque expressa ação contínua (=não concluída)

06. (Escrevente TJ SP Vunesp) Assinale a alternativa em 3-) Sem querer estereotipar, mas já estereotipando: trata-
que todos os verbos estão empregados de acordo com a norma- se de um ser cujas interações sociais terminam, 99% das vezes,
padrão. diante da pergunta “débito ou crédito?”.
(A) Enviaram o texto, para que o revíssemos antes da Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
impressão definitiva. classificar segundo ideias preconcebidas.
(B) Não haverá prova do crime se o réu se manter em silêncio.
(C) Vão pagar horas-extras aos que se disporem a trabalhar 4-) (B) Funcionando como um imenso sistema de informação
no feriado. e arquivamento, o hipertexto deveria ser um enorme arquivo
(D) Ficarão surpresos quando o verem com a toga... virtual. = verbo no futuro do pretérito
(E) Se você quer a promoção, é necessário que a requera a
seu superior. 5-)
A) Os que levam a vida pensando apenas nos valores
07. (Papiloscopista Policial Vunesp) Assinale a alternativa absolutos talvez fariam melhor se pensassem no encanto dos
que substitui, corretamente e sem alterar o sentido da frase, pequenos bons momentos.
a expressão destacada em – Se a criança se perder, quem B) Há até quem queira saber quem é o maior bandido entre
encontrá-la verá na pulseira instruções para que envie uma os que recebem destaque nos popularescos programas da TV.
mensagem eletrônica ao grupo ou acione o código na internet. C) Não admira que os leitores de Manuel Bandeira gostem
(A) Caso a criança se havia perdido… tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tem aspirações
(B) Caso a criança perdeu… a ser metafísica.
(C) Caso a criança se perca… D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levassem em
(D) Caso a criança estivera perdida… conta nossa condição de mortais, não precisariam preocupar-se
(E) Caso a criança se perda… com os degraus da notoriedade.

08. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP). Assinale a 6-)


alternativa em que o verbo destacado está no tempo futuro. (B) Não haverá prova do crime se o réu se mantiver em
A) Os consumidores são assediados pelo marketing … silêncio.
B) … somente eles podem decidir se irão ou não comprar. (C) Vão pagar horas-extras aos que se dispuserem a
C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessidades” trabalhar no feriado.

Língua Portuguesa 33
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APOSTILAS OPÇÃO
(D) Ficarão surpresos quando o virem com a toga... claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
(E) Se você quiser a promoção, é necessário que a requeira jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a seu superior. a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
7-) Caso a criança se perca… (perda = substantivo: Houve pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
uma grande perda salarial...) bondosamente, generosamente

8-) de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em


A) Os consumidores são assediados pelo marketing … = excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
presente tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
C) É como se abrissem em nós uma “caixa de necessidades”… muito, por completo.
= pretérito do Subjuntivo
D) … de onde vem o produto…? = presente de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
E) Uma pesquisa mostrou que 55,4% das pessoas… = amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
pretérito perfeito doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
9-) primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
(A) Chegaram, para ajudar a família, vários amigos e à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
vizinhos. quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
(B) Havia várias hipóteses acerca do que poderia ter em breve, hoje em dia
acontecido com a criança.
(D) Eram duas horas da tarde, quando a criança foi de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás,
encontrada. além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde,
(E) Existiam várias maneiras de voltar para casa, mas a longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora,
criança se perdeu mesmo assim. alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância,
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda,
10-) ao lado, em volta
I. Havia onze pessoas jogando pedras e pedaços de madeira
no animal. de negação : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de
II. Existiam muitos ferimentos no boi. forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
III. Havia muita gente assustando o boi numa avenida
movimentada. de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente,
Haver – sentido de existir= invariável, impessoal; existir = provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
variável. Portanto, temos:
I – Existiam onze pessoas... de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto,
II – Havia muitos ferimentos... efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras,
III – Existia muita gente... indubitavelmente

Advérbio de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente,


simplesmente, só, unicamente
O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes
na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade,
contiguidade. de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente

Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no de designação: Eis


sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias
em que esse processo se desenvolve.  de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade),
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de para quê?(finalidade)
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também Locução adverbial 
modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns
exemplos: É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.
Exemplo:
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto,
Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
você está até bem informado.
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo
alheio, representando uma qualidade, característica. Há locuções adverbiais que possuem advérbios
O artista canta muito mal. correspondentes.

Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro Exemplo:


advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
tal função. Temos aí o que chamamos de locução adverbial, flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem é a de grau:
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras. Superlativo: aumenta a intensidade. Exemplos: longe
- longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das inconstitucionalissimamente, etc;
circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em Diminutivo: diminui a intensidade.
distintas categorias, uma vez expressas por:     Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
devagarinho, 
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às

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APOSTILAS OPÇÃO
Questões quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que
01. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – eles sejam julgados e condenados.
VUNESP). Leia os quadrinhos para responder a questão. A impunidade é um dos motores da onda de violência que
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões.
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar.
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns
dos caminhos.
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado)

Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta


circunstância adverbial de modo.
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem
sucesso, de duas amigas…
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou
de um engano...
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
quebrando por aí…

03. (Agente Educacional – VUNESP). Leia o texto a seguir.

Cultura matemática
Hélio Schwartsman
(Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
Único) SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos
No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito
advérbios: AÍ e ainda. tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito
Considerando que advérbio é a palavra que modifica com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas
um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando quais os números não encontravam muito espaço, como direito,
a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente.
a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios
circunstâncias expressas por eles. universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
A) Lugar e negação. vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá
B) Lugar e tempo. da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou
C) Modo e afirmação. dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão
D) Tempo e tempo. recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na
E) Intensidade e dúvida. manga da camisa.
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
02. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP). Leia o cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida
texto a seguir. prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo
Impunidade é motor de nova onda de agressões para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras
técnicas.
Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as
últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
repercussões. assimilar toda a numeralha que idealmente as informa.
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher. para compreender as novas pesquisas que trazem informações
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma relevantes para nossa saúde e bem-estar.
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao eficaz para exprimir as leis da física.
cair no chão.
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz Releia os trechos apresentados a seguir.
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se - Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras
quebrou ao cair no chão. podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão - Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
ajudar a polícia na investigação. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se parágrafo)

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APOSTILAS OPÇÃO
Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e D)  Os resultados chegaram demasiadamente atrasados.
respectivamente, circunstâncias de
A) afirmação e de intensidade. 06. Indique a alternativa que completa a frase a seguir,
B) modo e de tempo. respectivamente, com as circunstâncias de intensidade e de
C) modo e de lugar. modo. Após o telefonema, o motorista partiu...
D) lugar e de tempo. A) às 18 h com o veículo.
E) intensidade e de negação. B) rapidamente ao meio-dia.
C) bastante alerta.
04. (Analista Administrativo – VUNESP). Leia o texto para D) apressadamente com o caminhão.
responder às questões E) agora calmamente.

Mais denso, menos trânsito 07. Em qual das alternativas abaixo o adjunto adverbial
Henrique Meirelles expressa o sentido de instrumento:
A) Viajou de trem.
As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e B) Tânia foi almoçar com seus primos.
em processo de deterioração agudizado pelo crescimento C) Cortou-se com o alicate.
econômico da última década. Existem deficiências evidentes em D) Chorou de dor.
infraestrutura, mas é importante também considerar e estudar
em profundidade o planejamento urbano. 08. Assinale a alternativa em que o elemento destacado NÃO
Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de é um adjunto adverbial.
desconcentração, incentivando a criação de diversos centros A) “...ameaçou até se acorrentar à porta da embaixada
urbanos, na visão de que isso levaria a uma maior facilidade de brasileira em Roma.”
deslocamento. B) “...decidida na semana passada por Tarso Genro...”.
Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de diversos centros C) “Hoje Mutti vive com identidade trocada e em lugar não
e o aumento das distâncias multiplicam o número de viagens, sabido.”
dificultando o escasso investimento em transporte coletivo e D) “A concessão de refúgio político ao italiano Cesare Battisti,
aumentando a necessidade do transporte individual. decidida...”.
Se olharmos Los Angeles como a região que levou a E) “...decida se é o caso de reabrir o processo e julgá-lo
desconcentração ao extremo, ficam claras as consequências. novamente?”
Numa região rica como a Califórnia, com enorme investimento
viário, temos engarrafamentos gigantescos que viraram 09. Em todas as alternativas há dois advérbios, exceto em:
característica da cidade. A) Ele permaneceu muito calado.
Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com B) Amanhã, não iremos ao cinema.
elevado adensamento e predominância do transporte coletivo, C) O menino, ontem, cantou desafinadamente.
como mostram Manhattan, Tóquio e algumas novas áreas D) Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo.
urbanas chinesas. E) Ela falou calma e sabiamente.
Apesar da desconcentração e do aumento da extensão
urbana verificados no Brasil, é importante desenvolver e adensar 10. Assinale a frase em que meio funciona como advérbio: 
ainda mais os diversos centros já existentes com investimentos A) Só quero meio quilo.
no transporte coletivo. B) Achei-o meio triste.
O centro histórico de São Paulo é demonstração inequívoca C) Descobri o meio de acertar.
do que não deve ser feito. É a região da cidade mais bem servida D) Parou no meio da rua.
de transporte coletivo, com infraestrutura de telecomunicação, E) Comprou um metro e meio de tecido.
água, eletricidade etc. Conta ainda com equipamentos de
importância cultural e histórica que dão identidade aos Respostas
aglomerados urbanos. Seria natural que, como em outras grandes
cidades, o centro de São Paulo fosse a região mais adensada da 1-B / 2-C / 3-B / 4-D / 5-C / 6-C / 7-C / 8-D / 9-A / 10-B
metrópole. Mas não é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento
gradual do centro, com deslocamento das atividades para Comentários
diversas regiões da cidade.
É fundamental que essa visão de adensamento com uso 1-) AÍ = LUGAR AINDA = TEMPO
abundante de transporte coletivo seja recuperada para que
possamos reverter esse processo de uso cada vez mais intenso 2-) a-) ainda = tempo
do transporte individual devorando espaços viários que não B) em plena balada = lugar
têm a capacidade de absorver a crescente frota de automóveis, C) sem sucesso = modo
fruto não só do novo acesso da população ao automóvel mas D) não = negação.
também da necessidade de maior número de viagens em função E) por aí = lugar
da distância cada vez maior entre os destinos da população.

(Folha de S.Paulo, 13.01.2013. Adaptado) 3-) Simplesmente = modo / ainda = tempo

Em – … mas é importante também considerar e estudar 4-) em profundidade = profundamente = advérbio de modo
em profundidade o planejamento urbano. –, a expressão em
destaque é empregada na oração para indicar circunstância de 5-) concomitantemente = Diz-se do que acontece,
A) lugar. desenvolve-se ou é expresso ao mesmo tempo com outra(s)
B) causa. coisa(s); simultâneo.
C) origem.
D) modo. 6-) A alternativa deve começar com advérbio que expresse
E) finalidade. INTENSIDADE. Vá por eliminação:
A) às 18h = tempo
05. (UFC) A opção em que há um advérbio exprimindo B) rapidamente = modo
circunstância de tempo é: C) bastante= intensidade
A)  Possivelmente viajarei para São Paulo. D) apressadamente = modo
B)  Maria tinha aproximadamente 15 anos. E) agora = tempo
C)  As tarefas foram executadas concomitantemente.

Língua Portuguesa 36
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APOSTILAS OPÇÃO
7-) hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça
A) Viajou de trem. = meio silêncio!”
B) Tânia foi almoçar com seus primos. = companhia Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
C) Cortou-se com o alicate. = instrumento puxa: interjeição; tom da fala: euforia
D) Chorou de dor. = causa Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
puxa: interjeição; tom da fala: decepção
8-) “A concessão de refúgio político ao italiano Cesare
Battisti, decidida...”. = complemento nominal As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria,
9-): tristeza, dor, etc.
A) Ele permaneceu muito calado. Você faz o que no Brasil?
B) Amanhã, não iremos ao cinema. Eu? Eu negocio com madeiras.
C) O menino, ontem, cantou desafinadamente. Ah, deve ser muito interessante.
D) Tranquilamente, realizou-se, hoje, o jogo. b) Sintetizar uma frase apelativa
E) Ela falou calma e sabiamente. ( Nesse caso, subentende- Cuidado! Saia da minha frente.
se calmamente. È a maneira correta de se escrever quando As interjeições podem ser formadas por:
utilizarmos dois advérbios de modo: o primeiro é escrito sem o a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
sufixo “mente”, deixando este apenas no segundo elemento. Por b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
exemplo: “Apresentou-se breve e pausadamente.”) c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora
bolas!
10-) A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes
a) Só quero meio quilo. = numeral da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que
b) Achei-o meio triste. = um pouco (advérbio) uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
c) Descobri o meio de acertar. = substantivo Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)
d) Parou no meio da rua. = numeral Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
e) Comprou um metro e meio de tecido. = numeral
Classificação das Interjeições
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
Interjeição
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Atenção!, Olha!, Alerta!
Interjeição é a palavra invariável que exprime emoções,
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
mais elaboradas. Observe o exemplo:
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
raiva se traduz numa palavra: Droga!
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma
- Desculpa: Perdão!
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por
Eh!
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras -
Ora!
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
sentença.
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
Veja os exemplos:
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!,
Bravo! Bis!
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
bom! Repitam!»
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou
Deus!
“Estou com dor!”
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
momento ou um contexto específico. Exemplos: verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
Ah, como eu queria voltar a ser criança! sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
Locução Interjetiva
O significado das interjeições está vinculado à maneira
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
enunciação. Exemplos:
Ora bolas!
Psiu!
Quem me dera!
contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua;
Virgem Maria!
significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei,
Meu Deus!
espere!”
Ai de mim!
Psiu!
Valha-me Deus!
contexto: alguém pronunciando essa expressão em um

Língua Portuguesa 37
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APOSTILAS OPÇÃO
Graças a Deus! Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
Alto lá! ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras
Muito bem! consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
Observações: ambos(as), novena.
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
exemplo: Classificação dos Numerais
Ué! = Eu não esperava por essa! Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico:
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe. um, dois, cem mil, etc.
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada:
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu primeiro, segundo, centésimo, etc.
tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão
podem aparecer como interjeições. dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
Viva! Basta! (Verbos) Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
Fora! Francamente! (Advérbios) seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada:
dobro, triplo, quíntuplo, etc.
3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
porque sozinha pode constituir uma mensagem. Leitura dos Numerais
Socorro! Separando os números em centenas, de trás para frente,
Ajudem-me!  obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no
Silêncio! início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos
Fique quieto! usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, e seis.
que exprimem ruídos e vozes. 45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc. Flexão dos numerais
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
depois do “ó” vocativo. milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.

“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac)  Os numerais ordinais variam em gênero e número:
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac) primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no primeiros segundos milésimos
diminutivo ou no superlativo. primeiras segundas milésimas
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
Interjeições, leitura e produção de textos Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
em funções substantivas:
Usadas com muita frequência na língua falada informal, Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam produção.
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante flexionam-se em gênero e número:
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou Teve de tomar doses triplas do medicamento.
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número.
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens partes
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
racional fazem das interjeições presença constante nos textos É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
publicitários. numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
É o que ocorre em frases como:
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ “Me empresta duzentinho...”
morf89.php É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
Numeral divisão de futebol)

Numeral é a palavra que indica os seres em termos Emprego dos Numerais


numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa
em determinada sequência. *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do
Eu quero café duplo, e você? substantivo:
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] Ordinais Cardinais
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
“fila”] Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a três)
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata
de numerais, mas sim de algarismos. *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal

Língua Portuguesa 38
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APOSTILAS OPÇÃO
até nono e o cardinal de dez em diante: 03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez) são, respectivamente
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um) A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno,
nongentésimo
*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo
empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo
referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância 04. (Contador – IESES) “Em maio, um abaixo-assinado, para
da solidariedade. Ambos agora participam das atividades que o parlamento extinga a lei ortográfica, tomou a 82ª Feira do
comunitárias de seu bairro. Livro de Lisboa.” O numeral ordinal destacado está corretamente
escrito na alternativa:
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. A) Oitogésima segunda.
Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo. B) Octogésima segunda.
C) Oitagésima segunda.
Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários D) Octagésima segunda.
um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio 05.Marque o emprego incorreto do numeral:
três terceiro triplo, tríplice terço A) século III (três)
quatro quarto quádruplo quarto B) página 102 (cento e dois)
cinco quinto quíntuplo quinto C) 80º (octogésimo)
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo D) capítulo XI (onze)
oito oitavo óctuplo oitavo E) X tomo (décimo)
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo 06.Triplo e tríplice são numerais:
onze décimo primeiro - onze avos A) multiplicativo o primeiro e ordinal o segundo
doze décimo segundo - doze avos B) ambos ordinais
treze décimo terceiro - treze avos C) ambos cardinais
catorze décimo quarto - catorze avos D) ambos multiplicativos.
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos 07. Indique a grafia e leitura corretas do seguinte numeral
dezessete décimo sétimo - dezessete avos cardinal: 3.726.
dezoito décimo oitavo - dezoito avos A) Três mil, setecentos e vinte e seis.
dezenove décimo nono - dezenove avos B) Três mil, e setecentos e vinte e seis.
vinte vigésimo - vinte avos C) Três mil e setecentos e vinte e seis.
trinta trigésimo - trinta avos D) Três mil, setecentos, vinte, seis.
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos 08.Em todas as frases abaixo, os numerais foram
sessenta sexagésimo - sessenta avos corretamente empregados, exceto em:
setenta septuagésimo - setenta avos A) O artigo vinte e cinco deste código foi revogado.
oitenta octogésimo - oitenta avos B) Seu depoimento foi transcrito na página duzentos e vinte
noventa nonagésimo - noventa avos e dois.
cem centésimo cêntuplo centésimo C) Ainda o capítulo sétimo desta obra.
duzentos ducentésimo - ducentésimo D) Este terremoto ocorreu no século dez antes de Cristo.
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo 09. Em todas as frases abaixo, a palavra grifada é um
quinhentos quingentésimo - quingentésimo numeral, exceto em:
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo A) Ele só leu um livro este semestre.
setecentos septingentésimo - septingentésimo B) Não é preciso mais que uma pessoa para fazer este
oitocentos octingentésimo - octingentésimo serviço.
novecentos nongentésimo C) Ontem à tarde, um rapaz procurou por você?
ou noningentésimo - nongentésimo D) Você quer uma ou mais caixas deste produto?
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo 10.Assinale o caso em que não haja expressão numérica de
bilhão bilionésimo - bilionésimo sentido indefinido:
A) Ele é o duodécimo colocado.
Questões B) Quer que veja este filme pela milésima vez?
C) “Na guerra os meus dedos dispararam mil mortes”.
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais” D) “A vida tem uma só entrada; a saída é por cem portas”.
temos exemplos de numerais: E) N.D.A.
A) ordinais;
B) cardinais; Respostas
C) fracionários;
D) romanos; 1-B / 2-D / 3-B / 4-B / 5-A / 6-A / 7-A / 8-D / 9-C / 10-A
E) Nenhuma das alternativas.
Comentários
02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem
empregados. 1-) Nessa carteira só há duas notas de cinco reais = numerais
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. cardinais
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo.
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro. 2-)
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono. A) Ao papa Paulo Sexto sucedeu João Paulo Primeiro.
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado. B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo dez.
C) Depois do capítulo sexto, li o capítulo onze.

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APOSTILAS OPÇÃO
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono. = correta dos alunos resolveram ficar.
E) O artigo vinte e dois foi revogado.
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões
3-) 80 (octogésimo), 300 (trecentésimo ou tricentésimo), aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo
700 (septingentésimo) 90 (nonagésimo) concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.
4-) 82ª Feira = Octogésima segunda.
5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão
5-) “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de
A) século III (terceiro) um candidato se inscreveu no concurso de piadas.  
B) página 102 (cento e dois) Observação:
C) 80º (octogésimo) - No caso da referida expressão aparecer repetida ou
D) capítulo XI (onze) associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
E) X tomo (décimo) necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um
aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de
6-) triplo e tríplice = ambos são numerais multiplicativos doação de alimentos. 
Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades
7-) de formatura. 
B) Três mil, e setecentos e vinte e seis. = retirar o “e”
C) Três mil e setecentos e vinte e seis. = faltou a vírgula; 6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos
retirar o “e” que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi um dos
D) Três mil, setecentos, vinte, seis. = substituir as duas que atuaram na Copa América.
últimas vírgulas pela conjunção “e”
7) Em casos relativos à concordância com locuções
8-) Este terremoto ocorreu no século décimo antes de Cristo. pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos
9-) Ontem à tarde, um rapaz procurou por você? = artigo atermos a duas questões básicas:
indefinido - No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural,
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
10-) Ele é o duodécimo colocado. = (posição 12) concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos.
/ Alguns de nós o receberão.
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso
no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum
Concordância verbal e nominal de nós o receberá.  

8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome


Concordância Verbal “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:   
Ao falarmos sobre a  concordância verbal, estamos nos Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. / Fomos
referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo nós quem contamos toda a verdade para ela.
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes
principais desse processo são representados pelo sujeito, que no 9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha “que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa
a função de subordinado.  palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. /
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza- Em casa sou eu que decido tudo.   
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número
e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno 10) No caso de o sujeito aparecer representado por
chegou expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:   
singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso 50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50%
(ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram do eleitorado apoiou a decisão.
atrasados. Observações:
Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. - Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram
eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito a decisão da diretoria 50% dos funcionários.     
simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos:  - Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular:
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.  
Casos referentes a sujeito simples - Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.  50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 

2) Nos casos referentes a sujeito representado por 11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira
singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos. pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das
Observação: homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.  
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. que os determinam:
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser,
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, este permanece no singular, contanto que o predicativo também
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas é uma
uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar criação de Machado de Assis.   
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também
que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência

Língua Portuguesa 40
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APOSTILAS OPÇÃO
mundial. Estavam feridos o pai e os filhos.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem Estava ferido o pai e os filhos.
aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma
potência mundial.  c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Casos referentes a sujeito composto Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas 2- coloca o substantivo no plural.
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
relacionado a dois pressupostos básicos:
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as d) Pronomes de tratamento
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. 1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá Vossa Santidade esteve no Brasil.
flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos.
Tu e ele são primos. e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto As cartas estão anexas.
ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois A bebida está inclusa.
filhos compareceram ao evento.   Precisamos de nomes próprios.
Obrigado, disse o rapaz.
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este
poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos. 1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. singular e o adjetivo no plural.
Renato advogou um e outro caso fáceis.
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular:
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do g) É bom, é necessário, é proibido
mundo. 1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier
precedido de artigo ou outro determinante.
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas Canja é bom. / A canja é boa.
ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória, É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada
minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço. é proibida.
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de
meu esforço. h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Concordância Nominal Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos Os sapatos estavam caros.
demais termos da oração para que concordem em gênero e
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o 2- Como advérbios: são invariáveis.
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos Comi muito durante a viagem.
também o verbo, que se flexionará à sua maneira. Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
Comprei caro os sapatos.
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
concordam em gênero e número com o substantivo. i) Mesmo, bastante
- A pequena criança é uma gracinha. 1- Como advérbios: invariáveis
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
geral mostrada acima. 2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
a) Um adjetivo após vários substantivos Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
ou concorda com o substantivo mais próximo. j) Menos, alerta
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. 1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui. Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas.
2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo. k) Tal Qual
- Ela tem pai e mãe louros. 1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o
- Ela tem pai e mãe loura. consequente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia.
3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
para o plural.
- O homem e o menino estavam perdidos. l) Possível
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui. 1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor”
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos A mais possível das alternativas é a que você expôs.
1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
próximo. As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da
Comi delicioso almoço e sobremesa. cidade.
Provei deliciosa fruta e suco.
2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: m) Meio
concorda com o mais próximo ou vai para o plural. 1- Como advérbio: invariável.

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APOSTILAS OPÇÃO
Estou meio (um pouco) insegura. (E) Consta, na literatura mundial, obras-primas que constitui
2- Como numeral: segue a regra geral. leitura obrigatória e se tornam referências por seu conteúdo que
Comi meia (metade) laranja pela manhã. ultrapassa os limites de tempo e de época.

n) Só 03. (Escrevente Tj SP – Vunesp) Leia o texto para responder


1- apenas, somente (advérbio): invariável. à questão.
Só consegui comprar uma passagem.
2- sozinho (adjetivo): variável. _________dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não
Estiveram sós durante horas. está claro até onde pode realmente chegar uma política baseada
em melhorar a eficiência sem preços adequados para o carbono,
Questões a água e (na maioria dos países pobres) a terra. É verdade que
mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água em si
01. (Administrador – FCC). Leia o texto a seguir. ___________diferença, as companhias não podem suportar ter de
Os governos e os parlamentos devem achar que a astronomia pagar, de repente, digamos, 40 dólares por tonelada de carbono,
é uma das ciências que custam mais caro: o menor instrumento sem qualquer preparação. Portanto, elas começam a usar
custa centenas de milhares de francos; o menor observatório preços-sombra.
custa milhões; cada eclipse acarreta depois de si despesas
suplementares. E tudo isso para astros que ficam tão distantes, Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira de
que são completamente estranhos às nossas lutas eleitorais, e quantificar adequadamente os insumos básicos. E sem eles a
provavelmente jamais desempenharão qualquer papel nelas. É maioria das políticas de crescimento verde sempre ___________ a
impossível que nossos homens políticos não tenham conservado segunda opção.
um resto de idealismo, um vago instinto daquilo que é grande; (Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado)
realmente, creio que eles foram caluniados; convém encorajá-
los, e lhes mostrar que esse instinto não os engana, e que não são De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
logrados por esse idealismo. as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
Bem poderíamos lhes falar da navegação, cuja importância respectivamente, com:
ninguém ignora, e que tem necessidade da astronomia. Mas isso (A) Restam… faça… será
seria abordar a questão por seu lado menos importante. (B) Resta… faz… será
A astronomia é útil porque nos eleva acima de nós mesmos; (C) Restam… faz... serão
é útil porque é grande; é útil porque é bela; é isso que se precisa (D) Restam… façam… serão
dizer. É ela que nos mostra o quanto o homem é pequeno no (E) Resta… fazem… será
corpo e o quanto é grande no espírito, já que essa imensidão
resplandecente, onde seu corpo não passa de um ponto obscuro, 04 (Escrevente TJ SP – Vunesp) Assinale a alternativa em
sua inteligência pode abarcar inteira, e dela fruíra silenciosa que o trecho – Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma
harmonia. Atingimos assim a consciência de nossa força, e isso é maneira de quantificar adequadamente os insumos básicos. –
uma coisa pela qual jamais pagaríamos caro demais, porque essa está corretamente reescrito, de acordo com a norma-padrão da
consciência nos torna mais fortes. língua portuguesa.
Mas o que eu gostaria de mostrar, antes de tudo, é a que ponto a (A) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou
astronomia facilitou a obra das outras ciências, mais diretamente até agora uma maneira adequada de se quantificar os insumos
úteis, porque foi ela que nos proporcionou um espírito capaz de básicos.
compreender a natureza. (B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou
até agora uma maneira adequada de os insumos básicos ser
[Adaptado de Henri Poincaré (1854-1912). O valor da ciência. quantificados.
Tradução Maria Helena Franco Martins. Rio de Janeiro: Contraponto, (C) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou
1995, p.101] até agora uma maneira adequada para que os insumos básicos
sejam quantificado.
Mantém-se o respeito às normas de concordância verbal (D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou
caso a forma do verbo grifado seja substituída pela que está até agora uma maneira adequada para que os insumos básicos
entre parênteses ao final da frase: seja quantificado.
(A) Os governos e os parlamentos devem achar que... (deve) (E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou
(B) ...porque essa consciência nos torna mais fortes. (tornam) até agora uma maneira adequada de se quantificarem os
(C) ...a astronomia é uma das ciências que custam mais caro insumos básicos.
... (custa)
(D) E tudo isso para astros que [...] jamais desempenharão 05. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP). Assinale a
qualquer papel nelas. (desempenhará) alternativa em que a concordância da palavra destacada está de
(E) ...é isso que se precisa dizer. (precisam) acordo com a norma culta da língua.
(A) Ela mesmo reclamou com o gerente do mercado.
02. (Agente Técnico – FCC). As normas de concordância (B) A vendedora ficou meia atrapalhada com o excesso de
verbal e nominal estão inteiramente respeitadas em: clientes na loja.
(A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa leitura, (C) É proibido a entrada de animais no estabelecimento.
que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimoramento (D) Ela voltou para dizer obrigada ao vendedor.
intelectual, estão na capacidade de criação do autor, mediante (E) Anexo aos comprovantes de pagamento, vão duas
palavras, sua matéria-prima. amostras grátis.
(B) Obras que se considera clássicas na literatura sempre
delineia novos caminhos, pois é capaz de encantar o leitor ao 06. (Agente de Apoio Socioeducativo – VUNESP). Assinale
ultrapassar os limites da época em que vivem seus autores, a alternativa que completa, correta e respectivamente, de acordo
gênios no domínio das palavras, sua matéria-prima. com a norma-padrão da língua, as lacunas das frases, quanto à
(C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, lhe concordância verbal e à colocação pronominal.
permitem criar todo um mundo de ficção, em que personagens ______muitos lares destroçados, mas______ pessoas boas
se transformam em seres vivos a acompanhar os leitores, numa prontas para ajudar.
verdadeira interação com a realidade. Inteligente e informativa a reportagem que_____________ a
(D) As possibilidades de comunicação entre autor e leitor transformar aborrecimentos em aprendizagem.
somente se realiza plenamente caso haja afinidade de ideias (A) Havia ...existiam ... nos ensina
entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o crescimento (B) Haviam ... existia ... ensina-nos
intelectual deste último e o prazer da leitura. (C) Havia ...existia ... nos ensina

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APOSTILAS OPÇÃO
(D) Haviam ... existiam ... ensina-nos todo mundo sabe que dá menos trabalho deixar tudo como está.
(E) Havia ...existiam ... ensina-nos Quase sempre, as coisas que o chato diz fazem um tremendo
sentido. Nada pode ser mais devastador para seus críticos do
07. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP). que a constatação de que o chato, feitas as contas, tem razão.
Assinale a alternativa em que o verbo foi empregado Pobre do chefe que não reconhece, não escuta e não tolera
corretamente. os chatos que cruzam seu caminho. Ele acredita que está seguro
(A) Se a proprietária manter o valor do aluguel, poderemos num mundo de certezas próprias, de verdades absolutas. Ora, o
permanecer no apartamento. controle total de um negócio é uma miragem. Coisas boas e ruins
(B) Se os operários fazerem o acordo, a greve terminará. acontecem o tempo todo nas empresas sem que ele se dê conta.
(C) Se a empresa propuser um estágio no exterior, ele não Pensar que é possível estar no comando de tudo, o tempo todo,
recusará. só vai torná-lo mais vulnerável como líder. E vai, mais dia ou
(D) Se estas caixas caberem no armário, a sala ficará menos dia, afastar definitivamente os chatos, os questionadores,
organizada. aqueles que fazem as perguntas incômodas e necessárias.
(E) Se o microempresário querer, poderá fazer futuros Por isso, só existem chatos em lugares onde há alguma
investimentos. perspectiva de futuro. Esse espécime de profissional só prolifera
em ambientes onde a liberdade de pensamento e expressão
08. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP). Assinale é respeitada, onde a dúvida não é um mal em si, onde existe
a frase correta quanto à concordância verbal e nominal. disposição, coragem e humildade para mudar de trajetória
(A) Com os shows da banda, os músicos propõem um quando essa parece ser a melhor opção.
momento de descontração para os passageiros.
(B) Por causa da paralisação, as férias dos alunos terminou (Cláudia Vassallo, http://exame.abril.com.br, 07.07.2013. Adaptado)
mais cedo.
(C) Na cidade, já se esgotou as vagas nos hotéis para o Considere as frases:
período de Carnaval. - Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre eventuais
(D) Ela próprio passou o uniforme de trabalho. erros que ninguém havia enxergado.
(E) Seguem anexadas ao e-mail o cronograma do curso e o - Por isso, só existem chatos em lugares onde há alguma
currículo dos inscritos. perspectiva de futuro.
As expressões destacadas podem ser substituídas, correta e
09. (Agente Educacional – VUNESP). Assinale a alternativa respectivamente, seguindo as regras de concordância da norma-
correta quanto à concordância, de acordo com a norma-padrão padrão da língua portuguesa, por:
da língua portuguesa.
(A) Estudos recente demonstram a necessidade de se (A) não havia sido enxergado ...pode haver
investir no ensino de matemática nos níveis fundamentais de (B) não havia sido enxergados ...podem haver
aprendizagem. (C) não haviam sido enxergado ...pode haver
(B) Muito concorrida, carreiras como as de advogado e de (D) não havia sido enxergado ...podem haver
jornalista também requerem conhecimento matemático. (E) não haviam sido enxergados ...pode haver
(C) A cultura científica, apesar de fundamental para muitas Respostas
carreiras, ainda é visto com certo desprezo entre alguns
estudantes. 1. (C) / 2. (A) / 3. (A) / 4. (E) / 5. (D) / 6. (A) / 7. (C) / 8.
(D) Conhecimentos básicos de estatística é de fundamental (A) / 9. (E) / 10. (E)
importância para a compreensão de algumas informações do
nosso cotidiano. Comentários
(E) A matemática pode ser considerada a base para algumas
das mais intrigantes especulações científicas da atualidade. 1. a astronomia é uma das ciências que custam mais caro.
Nas gramáticas aborda-se sempre a expressão UM DOS QUE
10. (Agente de Apoio – Microinformática – VUNESP). Leia como determinante de duas concordâncias. O verbo fica no
o texto a seguir. singular só nas poucas vezes em que a ação se refere a um só
agente:
O chato é um chato, mas é essencial nos negócios O Sol é um dos astros que dá luz e calor à Terra.

O chato é um chato. Não é o tipo de companhia que se quer 2.


para tomar um vinho ou ir ao cinema. O chato tem a insuportável A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa leitura,
mania de apontar o dedo para as coisas, enxergar os problemas que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimoramento
que não queremos ver, fazer comentários desconcertantes. intelectual, estão na capacidade de criação do autor, mediante
Por isso, é pouco recomendável ter um deles por perto palavras, sua matéria-prima. = correta
nos momentos nos quais tudo o que você não quer fazer é B) Obras que se considera clássicas na literatura sempre
tomar decisões. Para todos os outros – e isso envolve o dia a delineiam novos caminhos, pois são capazes de encantar o
dia dos negócios – é bom ter um desses cada vez mais raros e leitor ao ultrapassarem os limites da época em que vivem seus
discriminados exemplares da fauna empresarial por perto. autores, gênios no domínio das palavras, sua matéria-prima.
Conselho dado por alguém que entende muito de ganhar C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, lhes
dinheiro, Warren Buffett, um dos homens mais ricos do mundo: permite criar todo um mundo de ficção, em que personagens
“Ouça alguém que discorda de você”. No início de maio, Buffett se transformam em seres vivos a acompanhar os leitores, numa
convidou um sujeito chamado Doug Kass para participar de um verdadeira interação com a realidade.
dos painéis que compuseram a reunião anual de investidores de D) As possibilidades de comunicação entre autor e leitor
sua empresa, a Berkshire Hathaway. somente se realizam plenamente caso haja afinidade de ideias
Como executivo de um fundo de investimento, Kass havia entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o crescimento
apostado contra as ações da Berkshire. Buffett queria entender o intelectual deste último e o prazer da leitura.
porquê. Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre eventuais E) Constam, na literatura mundial, obras-primas que
erros que ninguém havia enxergado. constituem leitura obrigatória e se tornam referências por seu
Buffett conhece o valor desse tipo de pessoa. O chato é o conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época.
sujeito que ainda acha que as perguntas simples são o melhor
caminho para chegar às melhores respostas, é alguém que não 3.
tem medo. Não se importa de ser tachado de inábil no trato com _Restam___dúvidas
as pessoas ou de ser politicamente incorreto. Questiona. Coloca mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água em
o dedo na ferida. Insiste em ser um animal pensante, quando si __faça __diferença

Língua Portuguesa 43
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APOSTILAS OPÇÃO
a maioria das políticas de crescimento verde sempre ____ carreiras, ainda é vista com certo desprezo entre alguns
será_____ a segunda opção. estudantes.
(D) Conhecimentos básicos de estatística são de fundamental
Em “a maioria de”, a concordância pode ser dupla: tanto no importância para a compreensão de algumas informações do
plural quanto no singular. Nas alternativas não há “restam/faça/ nosso cotidiano.
serão”, portanto a A é que apresenta as opções adequadas. (E) A matemática pode ser considerada a base para algumas
das mais intrigantes especulações científicas da atualidade. =
4. correta
(A) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou
até agora uma maneira adequada de se quantificar os insumos 10.
básicos. - Kass foi o chato escolhido para alertá-lo sobre eventuais
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou erros que não haviam sido enxergados.
até agora uma maneira adequada de os insumos básicos serem - Por isso, só pode haver chatos em lugares onde há alguma
quantificados. perspectiva de futuro.
(C) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou
até agora uma maneira adequada para que os insumos básicos No primeiro caso, havia empregado com sentido de ter:
sejam quantificados. sofre flexão (vai para o plural concordando com o termo que
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou o antecede (erros); já no caso do haver com sentido de existir:
até agora uma maneira adequada para que os insumos básicos invariável - ele e seu auxiliar (poder).
sejam quantificados.
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encontrou
até agora uma maneira adequada de se quantificarem os
insumos básicos. = correta
Pronomes: emprego e colocação
e Regência nominal e verbal
5.
(A) Ela mesma reclamou com o gerente do mercado. Colocação pronominal
(B) A vendedora ficou meio atrapalhada com o excesso de
clientes na loja. De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a
(C) É proibida a entrada de animais no estabelecimento. colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais
(D) Ela voltou para dizer obrigada ao vendedor. = correta oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se
(E) Anexas aos comprovantes de pagamento, vão duas referem.
amostras grátis.
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe,
6. lhes, nos e vos.
__Havia _muitos lares destroçados, mas__existiam__ pessoas O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na
boas prontas para ajudar. oração em relação ao verbo:
Inteligente e informativa a reportagem que _nos ensina_ a 1. próclise: pronome antes do verbo
transformar aborrecimentos em aprendizagem. 2. ênclise: pronome depois do verbo
3. mesóclise: pronome no meio do verbo
Verbo haver usado no sentido de existir = impessoal,
invariável (não sofre flexão); já o verbo existir concorda com o Próclise
sujeito. A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
Quanto à colocação pronominal: a presença do pronome
relativo (que) “atrai” o pronome oblíquo, ocorrendo, então, - Palavras com sentido negativo:
próclise (pronome antes do verbo). Nada me faz querer sair dessa cama.
Não se trata de nenhuma novidade.
7.
(A) Se a proprietária mantiver o valor do aluguel, poderemos - Advérbios:
permanecer no apartamento. Nesta casa se fala alemão.
(B) Se os operários fizerem o acordo, a greve terminará. Naquele dia me falaram que a professora não veio.
(C) Se a empresa propuser um estágio no exterior, ele não
recusará. =correta - Pronomes relativos:
(D) Se estas caixas couberem no armário, a sala ficará A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
organizada. Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
(E) Se o microempresário quiser, poderá fazer futuros
investimentos. - Pronomes indefinidos:
Quem me disse isso?
8. Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
(A) Com os shows da banda, os músicos propõem um
momento de descontração para os passageiros. = correta - Pronomes demonstrativos:
(B) Por causa da paralisação, as férias dos alunos terminaram Isso me deixa muito feliz!
mais cedo. Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
(C) Na cidade, já se esgotaram as vagas nos hotéis para o
período de Carnaval. - Preposição seguida de gerúndio:
(D) Ela própria passou o uniforme de trabalho. Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
(E) Seguem anexados ao e-mail o cronograma do curso e o indicado à pesquisa escolar.
currículo dos inscritos.
- Conjunção subordinativa:
9. Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
(A) Estudos recentes demonstram a necessidade de se
investir no ensino de matemática nos níveis fundamentais de Ênclise
aprendizagem.
(B) Muito concorridas, carreiras como as de advogado e de A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não
jornalista também requerem conhecimento matemático. aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A
(C) A cultura científica, apesar de fundamental para muitas ênclise vai acontecer quando:

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APOSTILAS OPÇÃO
- O verbo estiver no imperativo afirmativo: com os necessários ajustes, foi realizada de modo INCORRETO
Amem-se uns aos outros. em:
Sigam-me e não terão derrotas. (A) mostrando o rio= mostrando-o.
(B) como escolher sítio= como escolhê-lo.
- O verbo iniciar a oração: (C) transpor [...] as matas espessas= transpor-lhes.
Diga-lhe que está tudo bem. (D) Às estreitas veredas[...] nada acrescentariam = nada lhes
Chamaram-me para ser sócio. acrescentariam.
(E) viu uma dessas marcas= viu uma delas.
- O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição
“a”: 04. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013). Assinale a
Naquele instante os dois passaram a odiar-se. alternativa em que o pronome destacado está posicionado de
Passaram a cumprimentar-se mutuamente. acordo com a norma-padrão da língua.
(A) Ela não lembrava-se do caminho de volta.
- O verbo estiver no gerúndio: (B) A menina tinha distanciado-se muito da família.
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de (C) A garota disse que perdeu-se dos pais.
despreocupada. (D) O pai alegrou-se ao encontrar a filha.
Despediu-se, beijando-me a face. (E) Ninguém comprometeu-se a ajudar a criança.

- Houver vírgula ou pausa antes do verbo: 05. (Escrevente TJ SP – Vunesp). Assinale a alternativa
Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no cujo emprego do pronome está em conformidade com a norma
mesmo instante. padrão da língua.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas. (A) Não autorizam-nos a ler os comentários sigilosos.
(B) Nos falaram que a diplomacia americana está abalada.
Mesóclise (C) Ninguém o informou sobre o caso WikiLeaks.
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no (D) Conformado, se rendeu às punições.
futuro do presente ou no futuro do pretérito: (E) Todos querem que combata-se a corrupção.
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se
realizará) 06. (Papiloscopista Policial = Vunesp - 2013). Assinale a
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma alternativa correta quanto à colocação pronominal, de acordo
proposta a você) com a norma-padrão da língua portuguesa.
(A) Para que se evite perder objetos, recomenda-se que eles
Fontes: sejam sempre trazidos junto ao corpo.
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php (B) O passageiro ao lado jamais imaginou-se na situação de
http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal. ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
htm (C) Nos sentimos impotentes quando não conseguimos
restituir um objeto à pessoa que o perdeu.
Questões (D) O homem se indignou quando propuseram-lhe que
abrisse a bolsa que encontrara.
01. (Escrevente TJ SP – Vunesp). Restam dúvidas sobre (E) Em tratando-se de objetos encontrados, há uma
o crescimento verde. Primeiro, não está claro até onde pode tendência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos.
realmente chegar uma política baseada em melhorar a eficiência
sem preços adequados para o carbono, a água e (na maioria dos 07. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013). Há
países pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos pessoas que, mesmo sem condições, compram produtos______
preços do carbono e da água faça em si diferença, as companhias não necessitam e______ tendo de pagar tudo______ prazo.
não podem suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 Assinale a alternativa que preenche as lacunas, correta e
dólares por tonelada de carbono, sem qualquer preparação. respectivamente, considerando a norma culta da língua.
Portanto, elas começam a usar preços-sombra. Ainda assim, (A) a que … acaba … à
ninguém encontrou até agora uma maneira de quantificar (B) com que … acabam … à
adequadamente os insumos básicos. E sem eles a maioria das (C) de que … acabam … a
políticas de crescimento verde sempre será a segunda opção. (D) em que … acaba … a
(CartaCapital, 27.06.2012. Adaptado) (E) dos quais … acaba … à

Os pronomes “elas” e “eles”, em destaque no texto, referem- 08. (Agente de Apoio Socioeducativo – VUNESP –
se, respectivamente, a 2013-adap.). Assinale a alternativa que substitui, correta e
(A) dúvidas e preços. respectivamente, as lacunas do trecho.
(B) dúvidas e insumos básicos. ______alguns anos, num programa de televisão, uma jovem
(C) companhias e insumos básicos. fazia referência______ violência______ o brasileiro estava sujeito
(D) companhias e preços do carbono e da água. de forma cômica.
(E) políticas de crescimento e preços adequados. (A) Fazem... a ... de que
(B) Faz ...a ... que
02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013- (C) Fazem ...à ... com que
adap.). Leia o texto a seguir. (D) Faz ...à ... que
Fazendo-se as alterações necessárias, o trecho grifado está (E) Faz ...à ... a que
corretamente substituído por um pronome em:
(A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-lo 09. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária –
(B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-lhes VUNESP – 2013). Leia o texto a seguir:
desalentado
(C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de Violência epidêmica
conhecê-lo?
(D) ...não parecia ser um importante industrial... − não A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora
parecia ser-lhe possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes
(E) incomodaram o general... − incomodaram-no sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características
epidêmicas.
03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). A A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades
substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes

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APOSTILAS OPÇÃO
centros urbanos e se dissemina pelo interior. (C) os comprovam … ajudar-lhe.
As estratégias que as sociedades adotam para combater a (D) lhes comprovam … ajudar-lhe.
violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito (E) lhes comprovam … ajudá-la.
pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços
ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras Respostas
enfermidades.
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações 1. C / 2. E / 3. C / 4. D / 5. C / 6. A / 7. C / 8. E / 9. A / 10.
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências A
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de Comentários
seus desejos.
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que 1. Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao está claro até onde pode realmente chegar uma política baseada
desenvolvimento psicológico pleno. em melhorar a eficiência sem preços adequados para o carbono,
A revisão de estudos científicos permite identificar três a água e (na maioria dos países pobres) a terra. É verdade que
fatores principais na formação das personalidades com maior mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da água faça em
inclinação ao comportamento violento: si diferença, as companhias não podem suportar ter de pagar,
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos, de repente, digamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem
humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida. qualquer preparação. Portanto, elas começam a usar preços-
2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes sombra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não maneira de quantificar adequadamente os insumos básicos. E
lhes impuseram limites de disciplina. sem eles a maioria das políticas de crescimento verde sempre
3) Associação com grupos de jovens portadores de será a segunda opção.
comportamento antissocial.
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças 2.
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à (A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-los
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, (B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-os
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a desalentado
violência crescente nas cidades. (C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a conhecê-las ?
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o (D) ...não parecia ser um importante industrial... − não
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver parecia sê-lo
preso. Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao 3. transpor [...] as matas espessas= transpô-las
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões
mais sólidas com o mundo do crime. 4.
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. (A) Ela não se lembrava do caminho de volta.
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, (B) A menina tinha se distanciado muito da família.
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão (C) A garota disse que se perdeu dos pais.
superlotadas. (E) Ninguém se comprometeu a ajudar a criança
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a
criminalidade e tratar os que ingressaram nela. 5.
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. (A) Não nos autorizam a ler os comentários sigilosos.
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os (B) Falaram-nos que a diplomacia americana está abalada.
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que (D) Conformado, rendeu-se às punições.
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e (E) Todos querem que se combata a corrupção.
construir cadeias novas para substituir as velhas.
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas 6.
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão (B) O passageiro ao lado jamais se imaginou na situação de
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los ter de procurar a dona de uma bolsa perdida.
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das (C) Sentimo-nos impotentes quando não conseguimos
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento restituir um objeto à pessoa que o perdeu.
artístico. (D) O homem indignou-se quando lhe propuseram que
abrisse a bolsa que encontrara.
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado) (E) Em se tratando de objetos encontrados, há uma tendência
Considere o seguinte trecho: natural das pessoas em devolvê-los a seus donos.
Adolescentes vivendo em famílias que não lhes transmitiram
valores sociais altruísticos, formação moral e não lhes 7. Há pessoas que, mesmo sem condições, compram
impuseram limites de disciplina. produtos de que não necessitam e acabam tendo de pagar
O pronome lhes, nas duas ocorrências, nesse trecho, refere- tudo a prazo.
se, respectivamente, a
(A) adolescentes e adolescentes. 8. Faz alguns anos, num programa de televisão, uma jovem
(B) famílias e adolescentes. fazia referência à violência a que o brasileiro estava sujeito
(C) valores sociais altruísticos e limites de disciplina. de forma cômica.
(D) adolescentes e famílias. Faz, no sentido de tempo passado = sempre no singular
(E) famílias e famílias.
9. Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
10. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013- transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
adap.). No trecho, – Em ambos os casos, as câmeras dos lhes impuseram limites de disciplina.
estabelecimentos felizmente comprovam os acontecimentos, Famílias que não impuseram aos adolescentes valores
e testemunhas vão ajudar a polícia na investigação. – de sociais, formação moral e limites de disciplina.
acordo com a norma-padrão, os pronomes que substituem,
corretamente, os termos em destaque são: 10. – Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos
(A) os comprovam … ajudá-la. felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
(B) os comprovam …ajudar-la. ajudar a polícia na investigação.

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APOSTILAS OPÇÃO
felizmente os comprovam ... ajudá-la as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,
(advérbio) -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
sons nasais), enquanto  lhe e lhes são, quando complementos
Regência Verbal e Nominal verbais, objetos indiretos.
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar,
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar,
ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar,
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar,
frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar,
desejado, que sejam corretas e claras. socorrer, suportar, ver, visitar.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
Regência Verbal verbo amar:
Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Termo Regente:  VERBO Amo aquela moça. / Amo-a.
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre Amam aquele rapaz. / Amam-no.
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais).
conhecermos as diversas significações que um verbo pode Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição.  Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
Observe: Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou Verbos Transitivos Indiretos
prazer”, satisfazer. Os verbos transitivos indiretos são complementados por
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de preposição para o estabelecimento da relação de regência.
“agradar a alguém”. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que
podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para
Saiba que: substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como
O conhecimento do uso adequado das preposições é um complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
também nominal). As preposições são capazes de modificar oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os pronomes átonos lhe, lhes. 
exemplos: Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
Cheguei ao metrô. a) Consistir - Tem complemento introduzido pela
Cheguei no metrô. preposição “em”.
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo todos.
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei
no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é introduzidos pela preposição “a”.
muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
cotidiana de alguns verbos, e a regência culta. Eles desobedeceram às leis do trânsito.

Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de c) Responder - Tem complemento introduzido pela
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes quem” ou “ao que” se responde.
formas em frases distintas. Respondi ao meu patrão.
Respondemos às perguntas.
Verbos Intransitivos Respondeu-lhe à altura.
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. analítica. Veja:
a) Chegar, Ir O questionário foi respondido corretamente.
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos
indicar destino ou direção são: a, para. introduzidos pela preposição “com”.
Fui ao teatro. Antipatizo com aquela apresentadora.
      Adjunto Adverbial de Lugar Simpatizo com os que condenam os políticos que governam
para uma minoria privilegiada.
Ricardo foi para a Espanha.
                  Adjunto Adverbial de Lugar Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
b) Comparecer Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
por em ou a. grupo:
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último
jogo. Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto
Verbos Transitivos Diretos relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
Os verbos transitivos diretos são complementados por Veja os exemplos:
objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para Agradeço    aos ouvintes         a audiência.
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses                    Objeto Indireto      Objeto Direto
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os, Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador.
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir                                                                  Obj. Direto       Objeto Indireto

Língua Portuguesa 47
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APOSTILAS OPÇÃO
Paguei      o débito        ao cobrador. AGRADAR
               Objeto Direto      Objeto Indireto 1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos,
acariciar.
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada
particular cuidado. Observe: quando o revê.
Agradeci o presente. / Agradeci-o. Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. não perde oportunidade de agradá-lo.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. 2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido
Paguei minhas contas. / Paguei-as. pela preposição “a”.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou.
Informar
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto ASPIRAR
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. 1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar
Informe os novos preços aos clientes. (o ar), inalar.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
preços) 2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter
como ambição.
- Na utilização de pronomes como complementos, veja as Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a
construções: elas)
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa,
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe”
eles) e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o
Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os exemplo:
seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir. Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)

Comparar ASSISTIR
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as 1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar
preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento assistência a, auxiliar. Por Exemplo:
indireto. As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança. As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar,
Pedir estar presente, caber, pertencer.
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa. Exemplos:
Pedi-lhe                 favores. Assistimos ao documentário.
  Objeto Indireto    Objeto Direto Não assisti às últimas sessões.
                                      Essa lei assiste ao inquilino.
Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio. Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é
Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar
                                                           Objetiva Direta introduzido pela preposição “em”.
Assistimos numa conturbada cidade.
Saiba que:
1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem CHAMAR
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No 1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar,
entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver solicitar a atenção ou a presença de.
subentendida. Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma 2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
ir entregar-lhe os catálogos em casa). preposicionado ou não.
2) A construção  “dizer para”,  também muito usada A torcida chamou o jogador mercenário.
popularmente, é igualmente considerada incorreta. A torcida chamou ao jogador mercenário.
A torcida chamou o jogador de mercenário.
Preferir A torcida chamou ao jogador de mercenário.
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto
indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo: CUSTAR
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. 1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor
Prefiro trem a ônibus. ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem Frutas e verduras não deveriam custar muito.
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um 2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente transitivo indireto.
no próprio verbo (pre). Muito custa          viver tão longe da família.
            Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
Mudança de Transitividade versus Mudança de        Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo
Significado
Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude.
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade,         Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
apresentam mudança de significado. O conhecimento das         Indireto                                     Reduzida de Infinitivo
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico
muito importante, pois além de permitir a correta interpretação Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que
de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa.
quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão: Observe o exemplo abaixo:
Custei para entender o problema. 

Língua Portuguesa 48
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APOSTILAS OPÇÃO
Forma correta: Custou-me entender o problema. Medo a, de
Aversão a, para, por
IMPLICAR Doutor em
1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: Obediência a
a) dar a entender, fazer supor, pressupor Atentado a, contra
Suas atitudes implicavam um firme propósito. Dúvida acerca de, em, sobre
b)  Ter como consequência, trazer como consequência, Ojeriza a, por
acarretar, provocar Bacharel em
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um Horror a
povo. Proeminência sobre
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, Capacidade de, para
envolver Impaciência com
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas. Respeito a, com, para com, por
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
indireto e rege com preposição “com”. Adjetivos
Implicava com quem não trabalhasse arduamente. Acessível a
Diferente de
PROCEDER Necessário a
1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo, Acostumado a, com
ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se, Entendido em
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de Nocivo a
adjunto adverbial de modo. Afável com, para com
As afirmações da testemunha procediam, não havia como Equivalente a
refutá-las. Paralelo a
Você procede muito mal. Agradável a
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição” Escasso de
de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela Parco em, de
preposição “a”) é transitivo indireto. Alheio a, de
O avião procede de Maceió. Essencial a, para
Procedeu-se aos exames. Passível de
O delegado procederá ao inquérito. Análogo a
Fácil de
QUERER Preferível a
1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter Ansioso de, para, por
vontade de, cobiçar. Fanático por
Querem melhor atendimento. Prejudicial a
Queremos um país melhor. Apto a, para
2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição, Favorável a
estimar, amar. Prestes a
Quero muito aos meus amigos. Ávido de
Ele quer bem à linda menina. Generoso com
Despede-se o filho que muito lhe quer. Propício a
Benéfico a
VISAR Grato a, por
1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar, Próximo a
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. Capaz de, para
O homem visou o alvo. Hábil em
O gerente não quis visar o cheque. Relacionado com
2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como Compatível com
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Habituado a
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Relativo a
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar Contemporâneo a, de
público. Idêntico a
Satisfeito com, de, em, por
Regência Nominal Contíguo a
    Impróprio para
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, Semelhante a
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa Contrário a
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo Indeciso em
da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes Sensível a
apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que Curioso de, por
derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, Insensível a
conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Sito em
Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem Descontente com
complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja: Liberal com
Obedecer a algo/ a alguém. Suspeito de
Obediente a algo/ a alguém. Desejoso de
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados Natural de
da preposição ou preposições que os regem. Observe-os Vazio de
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece. Advérbios
Longe de Perto de
Substantivos Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir
Admiração a, por o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
Devoção a, para, com, por paralelamente a; relativa a; relativamente a.

Língua Portuguesa 49
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APOSTILAS OPÇÃO
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php Considerando as regras de regência da norma-padrão
da língua portuguesa, a frase do primeiro quadrinho está
Questões corretamente reescrita, e sem alteração de sentido, em:
A) Ter amigos ajuda contra o combate pela depressão.
01. (Administrador – FCC – 2013-adap.). B) Ter amigos ajuda o combate sob a depressão.
... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras C) Ter amigos ajuda do combate com a depressão.
ciências ... D) Ter amigos ajuda ao combate na depressão.
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o E) Ter amigos ajuda no combate à depressão.
grifado acima está empregado em:
A) ...astros que ficam tão distantes ... 06. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2012) Assinale a alternativa
B) ...que a astronomia é uma das ciências ... em que o período, adaptado da
C) ...que nos proporcionou um espírito ... revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto
D) ...cuja importância ninguém ignora ... quanto à regência nominal e à pontuação.
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ... (A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente,
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais
02.(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013-adap.). notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos outros.
do sueco. (B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapidamente
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço seja mais
complementos que o grifado acima está empregado em: notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, do que em
A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... outros.
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? (C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapidamente
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia... seu espaço, na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro... notável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do que em
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento. outros.
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente
03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
... constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes notável em alguns países – o Brasil é um exemplo – do que em
desiguais... outros.
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente,
grifado acima está empregado em: seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais
A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a extremos notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
de sutileza. outros.
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado nos
troncos mais robustos. 07. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assinale a
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, alternativa correta quanto à regência dos termos em destaque.
não raro, quem... (A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na responsabilidade pelo problema.
serra de Tunuí... (B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter se
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o gentio, perdido.
mestre e colaborador... (C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho de um
índio na porta do prédio.
04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.). (D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se perdido
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... de sua família.
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o da (E) A família toda se organizou para realizar a procura à
frase acima se encontra em: garotinha.
A) A palavra direito, em português, vem de directum, do verbo
latino dirigere... 08. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013). Assinale a
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas
sociedades... do texto, de acordo com as regras de regência.
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado pela Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já
justiça. assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem corporal
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspirações e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
da justiça... A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que a mídia
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o sentimento pode exercer sobre os jovens.
de justiça. A) dos … na
B) nos … entre a
05. Leia a tira a seguir. C) aos … para a
D) sobre os … pela
E) pelos … sob a

09. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças


Públicas – VUNESP – 2013). Considerando a norma-padrão da
língua, assinale a alternativa em que os trechos destacados estão
corretos quanto à regência, verbal ou nominal.
A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais de dez
mil tomadas.
B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver um
homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de criar
logotipos e negociar.
D) O taxista levou o autor a indagar no número de tomadas
do edifício.
E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor reparasse
a um prédio na marginal.

Língua Portuguesa 50
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APOSTILAS OPÇÃO
10. (Assistente de Informática II – VUNESP – 2013). (C) Não há dúvida de que as mulheres, (erros quanto
Assinale a alternativa que substitui a expressão destacada à pontuação)
na frase, conforme as regras de regência da norma-padrão da (E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente,
língua e sem alteração de sentido. seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais
Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de direitos notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
dos trabalhadores domésticos. outros.
A) da
B) na 7-)
C) pela (B) A menina tinha o receio de levar uma bronca por ter se
D) sob a perdido.
E) sobre a (C) A garota tinha apenas a lembrança do desenho de um
índio na porta do prédio.
Respostas (D) A menina não tinha orgulho do fato de ter se perdido
de sua família.
1-D / 2-D / 3-A / 4-A / 5-E / 6-D / 7-A / 8-C / 9-A / 10-C (E) A família toda se organizou para realizar a procura pela
garotinha.
Comentários
8-)
1-) ... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras Os estudos aos quais a pesquisadora se reportou já
ciências ... assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem corporal
Facilitar – verbo transitivo direto e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
A pesquisa faz um alerta para a influência negativa que a
A) ...astros que ficam tão distantes ... = verbo de ligação mídia pode exercer sobre os jovens.
B) ...que a astronomia é uma das ciências ... = verbo de
ligação 9-)
C) ...que nos proporcionou um espírito ... = verbo transitivo B) O autor fez conjecturas sobre a possibilidade de haver
direto e indireto um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro = verbo C) Centenas de trabalhadores estão empenhados em criar
transitivo indireto logotipos e negociar.
D) O taxista levou o autor a indagar sobre o número de
2-) ... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos tomadas do edifício.
do sueco. E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor reparasse
Pedir = verbo transitivo direto e indireto em um prédio na marginal.

A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... = transitivo 10-) Muitas organizações lutaram pela igualdade de
direto direitos dos trabalhadores domésticos.
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? =verbo de ligação
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia...
=verbo intransitivo
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevimento. Noções da norma culta da língua
=transitivo direto portuguesa na modalidade
escrita
3-) ... constava simplesmente de uma vareta quebrada em
partes desiguais...
Constar = verbo intransitivo De acordo com M. T. Piacentini, mesmo que não se mencione
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado nos terminologia específica, é evidente que se lida no dia-a-dia com
troncos mais robustos. =ligação níveis diferentes de fala e escrita. É também verdade que as
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, pessoas querem “falar e escrever melhor”, querem dominar a
não raro, quem... =transitivo direto língua dita culta, a correta, a ideal, não importa o nome que se
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na lhe dê.
serra de Tunuí... = transitivo direto O padrão de língua ideal a que as pessoas querem chegar é
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o aquele convencionalmente utilizado nas instâncias públicas de
gentio, mestre e colaborador...=transitivo direto uso da linguagem, como livros, revistas, documentos, jornais,
textos científicos e publicações oficiais; em suma, é a que circula
4-) ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... nos meios de comunicação, no âmbito oficial, nas esferas de
Lidar = transitivo intransitivo pesquisa e trabalhos acadêmicos.
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das Não obstante, os linguistas entendem haver uma língua
sociedades... =transitivo direto circulante que é correta mas diferente da língua ideal e
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado pela imaginária, fixada nas fórmulas e sistematizações da gramática.
justiça. =ligação Eles fazem, pois, uma distinção entre o real e o ideal: a língua
D) Essa problematicidade não afasta a força das aspirações concreta com todas suas variedades de um lado, e de outro um
da justiça... =transitivo direto e indireto padrão ou modelo abstrato do que é “bom” e “correto”, o que
E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o conformaria, no seu entender, uma língua artificial, situada num
sentimento de justiça. =transitivo direto nível hipotético.
Para os cientistas da língua, portanto, fica claro que há
5-) Considerando as regras de regência da norma-padrão dois estratos diferenciados: um praticamente intangível,
da língua portuguesa, a frase do primeiro quadrinho está representado nas normas preconizadas pela gramática
corretamente reescrita, e sem alteração de sentido, em: tradicional, que comporta as irregularidades e excrescências da
Ter amigos ajuda no combate à depressão. língua, e outro concreto, o utilizado pelos falantes cultos, qual
seja, a “linguagem concretamente empregada pelos cidadãos
6-) A correção do item deve respeitar as regras de pontuação que pertencem aos segmentos mais favorecidos da nossa
também. Assinalei apenas os desvios quanto à regência população”, segundo Marcos Bagno (“ A norma oculta: língua e
(pontuação encontra-se em tópico específico) poder na sociedade brasileira ”. SP: Parábola Edit. 2003).
(A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam, Convém esclarecer que para a ciência sociolinguística
(B) Não há dúvida de que (erros quanto à pontuação) somente a pessoa que tiver formação universitária completa

Língua Portuguesa 51
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APOSTILAS OPÇÃO
será caracterizada como falante culto(urbano). leigos, a população em geral, toda forma elevada de linguagem,
Sendo assim, como são presumivelmente cultos os sujeitos que se aproxime dos padrões de prestígio social, configura a
que produzem os jornais, a documentação oficial, os trabalhos norma culta.
científicos, só pode ser culta a sua linguagem, mesmo que a
língua que tais pessoas falam e os textos que produzem nem Norma culta, norma padrão e norma popular
sempre se coadunem com as regras rígidas impostas pela
gramática normativa, divulgada na escola e em outras instâncias A Norma é um uso linguístico concreto e corresponde ao
(de repressão linguística) como o vestibular. dialeto social praticado pela classe de prestígio, representando
Isso é o que pensam os linguistas. E o povo – saberá ele fazer a atitude que o falante assume em face da norma objetiva. A
a distinção entre as duas modalidades e os dois termos que as normatização não existe por razões apenas linguísticas, mas
descrevem? também culturais, econômicas, sociais, ou seja, a Norma na
Para os linguistas, a língua-padrão se estriba nas normas língua origina-se de fatores que envolvem diferenças de classes,
e convenções agregadas num corpo chamado de gramática poder, acesso a educação escrita, e não da qualidade da forma
tradicional e que tem a veleidade de servir de modelo de da língua. Há um conceito amplo e um conceito estreito de
correção para toda e qualquer forma de expressão linguística. Norma. No primeiro caso, ela é entendida como um fator de
Querer que todos falem e escrevam da mesma forma e de coesão social. No segundo, corresponde concretamente aos
acordo com padrões gramaticais rígidos é esquecer-se que não usos e aspirações da classe social de prestígio. Num sentido
pode haver homogeneidade quando o mundo real apresenta amplo, a norma corresponde à necessidade que um grupo
uma heterogeneidade de comportamentos linguísticos, todos social experimenta de defender seu veículo de comunicação das
igualmente corretos (não se pode associar “correto” somente a alterações que poderiam advir no momento do seu aprendizado.
culto). Num sentido restrito, a Norma corresponde aos usos e atitudes
Em suma: há uma realidade heterogênea que, por abrigar de determinado seguimento da sociedade, precisamente aquele
diferenças de uso que refletem a dinâmica social, exclui a que desfruta de prestígio dentro da Nação, em virtude de razões
possibilidade de imposição ou adoção como única de uma políticas, econômicas e culturais. Segundo Lucchesi (1994,
língua-modelo baseada na gramática tradicional, a qual, por sua 2001), considera-se que a realidade linguística brasileira deve
vez, está ancorada nos grandes escritores da língua, sobretudo ser entendida como um contínuo de normas, dentro do quadro
os clássicos , sendo pois conservadora. E justamente por se valer de bipolarização do Português do Brasil.
de escritores é que as prescrições gramaticais se impõem mais A existência da civilização dá-se com o surgimento da
na escrita do que na fala. escrita. Suas regras são pautadas a partir da Norma Culta. Sendo
“ A cultura escrita, associada ao poder social , desencadeou esta importante nos documentos formais que exigem a correta
também, ao longo da história, um processo fortemente unificador expressão do Português para que não haja mal entendido algum.
(que vai alcançar basicamente as atividades verbais escritas), Ela nada mais é do que a modalidade linguística escolhida pela
que visou e visa uma relativa estabilização linguística, buscando elite de uma sociedade como modelo de comunicação escrita e
neutralizar a variação e controlar a mudança. Ao resultado desse verbal.
processo, a esta norma estabilizada, costumamos dar o nome A Norma Culta é uma expressão empregada pelos linguistas
de norma-padrão ou língua-padrão” (Faraco, Carlos Alberto, brasileiros para designar o conjunto de variantes linguísticas
“Norma-padrão brasileira”. In Bagno, M. (org.). Linguística da efetivamente faladas, na vida cotidiana pelos falantes cultos,
norma. SP: Loyola, 2002). sendo assim classificando os cidadãos nascidos e criados em
Aryon Rodrigues (in Bagno 2002) entra na discussão: zonas urbanas e com grau de instrução superior completo.
“Frequentemente o padrão ideal é uma regra de comportamento “Fundamentam-se as regras da Gramática Normativa nas obras
para a qual tendem os membros da sociedade, mas que nem dos grandes escritores, em cuja linguagem a classe ilustrada põe
todos cumprem, ou não cumprem integralmente”. Mais adiante, o seu ideal de perfeição, porque nela é que se espelha o que o uso
ao se referir à escola, ele professa que nem mesmo os professores idiomático e consagrou”. (ROCHA LIMA, 1989).
de Língua Portuguesa escapam a esse destino: “Comumente, Dentre as características que são pertinentes à Norma Culta
entretanto, o mesmo professor que ensina essa gramática podemos citar que é: a variante de maior prestígio social na
não consegue observá-la em sua própria fala nem mesmo na comunidade, sendo realizada com certa uniformidade pelos
comunicação dentro de seu grupo profissional ”. membros do grupo social de padrão cultural mais elevado;
Vamos ilustrar os argumentos acima expostos. Não há cumpre o papel de impedir a fragmentação dialetal; ensinada
brasileiro – nem mesmo professores de português – que não fale pela escola; usada na escrita em gêneros discursivos em que há
assim: maior formalidade aproximando-a dos padrões da prescrição da
gramática tradicional; a mais empregada na literatura e também
– Me conta como foi o fim de semana… pelas pessoas cultas em diferentes situações de formalidade;
– Te enganaram, com certeza! indicada precisamente nas marcas de gênero, número e pessoa;
– Me explica uma coisa: você largou o emprego ou foi usada em todas as pessoas verbais, com exceção, talvez, da 2ª
mandado embora? do plural, sendo utilizada principalmente na linguagem dos
sermões; empregada em todos os modos verbais em relação
Ou mesmo assim: verbal de tempos e modos; possuindo uma enorme riqueza
– Tive que levar os gatos, pois encontrei eles bem de construção sintática, além de uma maior utilização da
machucados. voz passiva; grande o emprego de preposições nas regências
– Conheço ela há muito tempo – é ótima menina. aproveitando a organização gramatical cuidada da frase.
– Acho que já lhe conheço, rapaz. De modo geral, um falante culto, em situação comunicativa
formal, buscará seguir as regras da norma explícita de sua
Então, se os falantes cultos, aquelas pessoas que têm acesso língua e ainda procurará seguir, no que diz respeito ao léxico,
às regras padronizadas, incutidas no processo de escolarização, um repertório que, se não for erudito, também não será vulgar.
se exprimem desse modo, essa é a norma culta. Já as formas Isso configura o que se entende por norma culta. A Norma
propugnadas pela gramática tradicional e que provavelmente só Padrão está vinculada a uma língua modelo. Segue prescrições
se encontrariam na escrita (conta-me como foi /enganaram-te / representadas na gramática, mas é marcada pela língua
explica-me uma coisa / pois os encontrei / conheço-a há tempos produzida em certo momento da história e em uma determinada
/ acho que já o conheço) configuram a norma-padrão ou língua- sociedade. Como a língua está em constante mudança, diferentes
padrão. formas de linguagem que hoje não são consideradas pela Norma
Se para os cientistas da língua, portanto, existe uma Padrão, com o tempo podem vir a se legitimar.
polarização entre a norma-padrão (também denominada Dentro da Norma Padrão define-se um modelo de língua
“norma canônica” por alguns linguistas) e o conjunto das idealizada prescrito pelas gramáticas normativas, como sendo
variedades existentes no Brasil, aí incluída a norma culta, no uma receita que nenhum usuário da língua emprega na fala e
senso comum não se faz distinção entre padrão e culta. Para os raramente utiliza na escrita. Sendo também uma referência

Língua Portuguesa 52
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APOSTILAS OPÇÃO
para os falantes da Norma Culta, mas não passam de um ideal ————————————————————————
a ser alcançado, pois é um padrão extremamente enriquecido
de língua. Assim, as gramáticas tradicionais descrevem a Norma ————————————————————————
Padrão, não refletindo o uso que se faz realmente do Português
no Brasil. ————————————————————————
Marcos Bagno propõe, como alternativa, uma triangulação:
onde a Norma Popular teria menos prestígio opondo-se à Norma
————————————————————————
Culta mais prestigiada, e a Norma Padrão se eleva sobre as duas ————————————————————————
anteriores servindo como um ideal imaginário e inatingível.
A Norma Padrão subdivide-se em: Formal e Coloquial. A ————————————————————————
Padrão Formal é o modelo culto utilizado na escrita, que segue
rigidamente as regras gramaticais. ————————————————————————
Essa linguagem é mais elaborada, tanto porque o falante
tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como ————————————————————————
porque é supervalorizada na nossa cultura. É a história do vale o
que está escrito. Já a Padrão Coloquial é a versão oral da língua ————————————————————————
culta e, por ser mais livre e espontânea, tem um pouco mais de
liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais. ————————————————————————
Entretanto, a margem de afastamento dessas regras é estreita e,
————————————————————————
embora exista, a permissividade com relação às transgressões é
pequena. ————————————————————————
Assim, na linguagem coloquial, admitem-se sem grandes
traumas, construções como: ainda não vi ele; me passe o ————————————————————————
arroz e não te falei que você iria conseguir?. Inadmissíveis na
língua escrita. O falante culto, de modo geral, tem consciência ————————————————————————
dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente
as construções acima na comunicação oral, evita-as na escrita. ————————————————————————
Contudo, como se disse, não são muitos os desvios admitidos
e muitas formas peculiares da Norma Popular são condenadas ————————————————————————
mesmo na linguagem oral. A Norma Popular é aquela linguagem
que não é formal, ou seja, não segue padrões rígidos, é a ————————————————————————
linguagem popular, falada no cotidiano. ————————————————————————
O nível popular está associado à simplicidade da utilização
linguística em termos lexicais, fonéticos, sintáticos e semânticos. ————————————————————————
Esta decorrerá da espontaneidade própria do discurso oral e da
natural economia linguística. É utilizado em contextos informais. ————————————————————————
Dentre as características da Norma Popular podemos
destacar: economia nas marcas de gênero, número e pessoa; ————————————————————————
redução das pessoas gramaticais do verbo; mistura da 2ª com
a 3ª pessoa do singular; uso intenso da expressão a gente em ————————————————————————
lugar de eu e nós; redução dos tempos da conjugação verbal e de
certas pessoas, como a perda quase total do futuro do presente ————————————————————————
e do pretérito-mais-que-perfeito no indicativo; do presente do
subjuntivo; do infinitivo pessoal; falta de correlação verbal entre
————————————————————————
os tempos; redução do processo subordinativo em benefício da ————————————————————————
frase simples e da coordenação; maior emprego da voz ativa
em lugar da passiva; predomínio das regências verbais diretas; ————————————————————————
simplificação gramatical da frase; emprego dos pronomes
pessoais retos como objetos. ————————————————————————
Na visão de Preti (1999), os falantes cultos “até em situação
de gravação consciente revelaram uma linguagem que, em geral, ————————————————————————
também pertence a falantes comuns”. Sendo mais espontânea e
criativa, a Norma Popular se afigura mais expressiva e dinâmica. ————————————————————————
Temos, assim, alguns exemplos: estou preocupado (Norma
Culta); to preocupado (Norma Popular); to grilado (gíria, limite ————————————————————————
da Norma Popular).
————————————————————————
Não basta conhecer apenas uma modalidade de língua; urge
conhecer a língua popular, captando-lhe a espontaneidade, ————————————————————————
expressividade e enorme criatividade para viver, necessitando
conhecer a língua culta para conviver. ————————————————————————
Fonte:https://centraldefavoritos.wordpress.com/2011/07/22/ ————————————————————————
norma-padrao-e-nao-padrao/(Adaptado)
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Anotações ————————————————————————
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Língua Portuguesa 53
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APOSTILAS OPÇÃO
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Língua Portuguesa 54
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APOSTILAS OPÇÃO
a ordem em que os sabores são escolhidos. Se o convidado
escolher morango e chocolate {MC} será a mesma coisa que
escolher chocolate e morango {CM}. Nesse caso, podemos ter
escolhas repetidas, veja: {M,B} = {B,M}, {A,C} = {C,A} e assim
sucessivamente.
Portanto, na combinação os agrupamentos são
caracterizados somente pela natureza dos elementos. A ordem
não é importante.
Formula para calcular combinação simples:
=

Visa avaliar a habilidade do


Questões
candidato em entender a
estrutura lógica das relações 01 (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYAMA)
arbitrárias entre pessoas, Dentre os nove competidores de um campeonato municipal
lugares, coisas, eventos fictícios; de esportes radicais, somente os quatro primeiros colocados
deduzir novas informações das participaram do campeonato estadual. Sendo assim, quantas
combinações são possíveis de serem formadas com quatro
relações fornecidas e avaliar desses nove competidores?
as condições usadas para (A) 126
estabelecer a estrutura daquelas (B) 120
relações (C) 224
(D) 212
(E) 156
Permutação
02 (PREF. LAGOA DA CONFUSÃO/TO – ORIENTADOR
As permutações são agrupamentos formados pelos mesmos SOCIAL – IDECAN) Renato é mais velho que Jorge de forma que
elementos, que diferem entre si somente pela ordem dos mesmos.  a razão entre o número de anagramas de seus nomes representa
Por exemplo, se C = (2, 3, 4), as permutações simples de seus a diferença entre suas idades. Se Jorge tem 20 anos, a idade de
elementos são: 234, 243, 324, 342, 423 e 432.  Renato é
Indicamos o número de Permutações simples de n elementos (A) 24.
distintos por: (B) 25.
Pn = n!  (C) 26.
Ex: Quais os anagramas da palavra AMOR?  (D) 27.
Um anagrama formado com A, M, O, R corresponde a (E) 28.
qualquer permutação dessas letras, de modo a formar ou não
palavras. 03 (PREF. NEPOMUCENO/MG – PORTEIRO –
= 4. 3. 2. 1 = 24 CONSULPLAN) Uma dona de casa troca a toalha de rosto do
Temos 4 possibilidades para a primeira posição, 3 banheiro diariamente e só volta a repeti-la depois que já tiver
possibilidades para a segunda posição, 2 possibilidades para a 3 utilizado todas as toalhas. Sabe-se que a dona de casa dispõe de
posição e 1 possibilidade para a quarta posição.  8 toalhas diferentes. De quantas maneiras ela pode ter utilizado
Pelo princípio fundamental da contagem temos = 4. 3. 2. 1 as toalhas nos primeiros 5 dias de um mês?
= 24 possibilidades ou 24 anagramas.  (A) 4650.
Alguns anagramas: ROMA, AMRO, MARO, ARMO, MORA . . . (B) 5180.
(C) 5460.
Arranjos (D) 6720.
Os arranjos são caracterizados pela natureza e pela ordem (E) 7260.
dos elementos escolhidos. A ordem é importante.
Dado o conjunto B = {2, 4, 6, 8}. Os agrupamentos de dois 04 (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESGRANRIO)
elementos do conjunto B, são: Uma empresa de propaganda pretende criar panfletos coloridos
{(2,4), (2,6), (2,8), (4,2), (4,6), (4,8), (6,2), (6,4), (6,8), (8,2), para divulgar certo produto. O papel pode ser laranja, azul,
(8,4), (8,6)} preto, amarelo, vermelho ou roxo, enquanto o texto é escrito no
panfleto em preto, vermelho ou branco.
Veja que cada arranjo é diferente do outro. Portanto, são De quantos modos distintos é possível escolher uma cor para
caracterizados: o fundo e uma cor para o texto se, por uma questão de contraste,
Pela natureza dos elementos: (2,4) ≠ (4,8) as cores do fundo e do texto não podem ser iguais?
Pela ordem dos elementos: (1,2) ≠ (2,1) (A) 13
Fórmula para calcular arranjo simples: (B) 14
(C) 16
= (D) 17
(E) 18
Ex: Em um colégio, dez alunos candidataram-se para ocupar
os cargos de presidente e vice-presidente do grêmio estudantil. 05 (PREF. NEPOMUCENO/MG – TÉCNICO EM SEGURANÇA
De quantas maneiras distintas a escolha poderá ser feita? DO TRABALHO – CONSULPLAN) Numa sala há 3 ventiladores
Resolução: Temos dez alunos disputando duas vagas, de teto e 4 lâmpadas, todos com interruptores independentes.
portanto, dez elementos tomados dois a dois. De quantas maneiras é possível ventilar e iluminar essa sala
É um arranjo de 10 alunos tomados 2 a 2, onde n= 10 e p= 2 mantendo, pelo menos, 2 ventiladores ligados e 3 lâmpadas
São 90 maneiras. acesas?
(A) 12.
Combinação (B) 18.
Em uma festa de aniversário será servido sorvete aos (C)20.
convidados. Serão oferecidos os sabores de morango (M), (D) 24.
chocolate (C), baunilha (B) e ameixa (A) e o convidado deverá (E) 36.
escolher dois entre os quatro sabores. Notemos que, não importa

Raciocínio Lógico 1
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APOSTILAS OPÇÃO
Respostas
01 Resposta: A. As questões desta prova
1001. poderão tratar das seguintes
áreas: estruturas lógicas; lógica
C_9,4=9!/5!4!=(9∙8∙7∙6∙5!)/(5!∙24)=126 de argumentação: analogias,
02 Resposta: C. inferências, deduções e
conclusões; lógica sentencial
Anagramas de RENATO (ou proposicional): proposições
______ simples e compostas, tabelas
6.5.4.3.2.1=720 verdade, equivalências, Leis de
Anagramas de JORGE
_____ De Morgan, diagramas lógicos;
5.4.3.2.1=120 lógica de primeira ordem

Razão dos anagramas: ESTRUTURAS LÓGICAS – VERDADE OU MENTIRA

Se Jorge tem 20 anos, Renato tem 20+6=26 anos Na lógica, uma estrutura (ou estrutura de interpretação) é
um objeto que dá significado semântico ou interpretação aos
03 Resposta: D. símbolos definidos pela assinatura de uma linguagem. Uma
_____ estrutura possui diferentes configurações, seja em lógicas de
8.7.6.5.4=6720 primeira ordem, seja em linguagens lógicas poli-sortidas ou
de ordem superior. As questões de Raciocínio Lógico sempre
04 Resposta: C. vão ser compostas por proposições que provam, dão suporte,
__ dão razão a algo, ou seja, são afirmações que expressam um
6.3=18 pensamento de sentindo completo. Essas proposições podem
ter um sentindo positivo ou negativo.
Tirando as possibilidades de papel e texto iguais:
Exemplo 1: João anda de bicicleta.
P P e V V=2 possibilidades Exemplo 2: Maria não gosta de banana.
18-2=16 possiblidades Tanto o exemplo 1 quanto o 2 caracterizam uma afirmação/
proposição.
05 Resposta: C.
1ª possibilidade:2 ventiladores e 3 lâmpadas A base das Estruturas Lógicas é saber o que é Verdade ou
3! Mentira (verdadeiro/falso). Os resultados das proposições
𝐶𝐶3,2 = 1!2! = 3 sempre tem que dar verdadeiro. Há alguns princípios básicos:

4! Contradição: Nenhuma proposição pode ser verdadeira e


𝐶𝐶4,3 = 1!3! = 4
falsa ao mesmo tempo.

𝐶𝐶3,2 ∙ 𝐶𝐶4,3 = 3 ∙ 4 = 12 Terceiro Excluído: Dadas duas proposições lógicas


contraditórias somente uma delas é verdadeira. Uma proposição
2ª possibilidade:2 ventiladores e 4 lâmpadas ou é verdadeira ou é falsa, não há um terceiro valor lógico (“mais
ou menos”, meio verdade ou meio mentira). Ex. Estudar é fácil.
(o contrário seria: “Estudar é difícil”. Não existe meio termo, ou
estudar é fácil ou estudar é difícil).

Para facilitar a resolução das questões de lógica usam-


se os conectivos lógicos, que são símbolos que comprovam a
veracidade das informações e unem as proposições uma a outra
3ª possibilidade:3 ventiladores e 3 lâmpadas ou as transformam numa terceira proposição. Veja:
(~) “não”: negação
(Λ) “e”: conjunção
(V) “ou”: disjunção
(→) “se...então”: condicional
(↔) “se e somente se”: bicondicional

Temos as seguintes proposições:


4ª possibilidade:3 ventiladores e 4 lâmpadas
O Pão é barato. O Queijo não é bom.
A letra p representa a primeira proposição e a letra q, a
segunda. Assim, temos:
p: O Pão é barato.
q: O Queijo não é bom.

Negação (símbolo ~): Quando usamos a negação de uma


Somando as possibilidades:12+3+4+1=20 proposição invertemos a afirmação que está sendo dada. Veja os
exemplos:

~p (não p): O Pão não é barato. (É a negação lógica de p)


~q (não q): O Queijo é bom. (É a negação lógica de q)
Se uma proposição é verdadeira, quando usamos a negação
vira falsa.
Se uma proposição é falsa, quando usamos a negação vira
verdadeira.

Raciocínio Lógico 2
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APOSTILAS OPÇÃO
Regrinha para o conectivo de negação (~): (C) se a menina não tem olhos azuis, então o menino é loiro.
(D) não é verdade que se a menina tem olhos azuis, então o
menino é loiro.
P ~P (E) não é verdade que se o menino é loiro, então a menina
V F tem olhos azuis.
F V 02. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) Se Anamara
é médica, então Angélica é médica. Se Anamara é arquiteta,
Conjunção (símbolo Λ): Este conectivo é utilizado para então Angélica ou Andrea são médicas. Se Andrea é arquiteta,
unir duas proposições formando uma terceira. O resultado então Angélica é arquiteta. Se Andrea é médica, então Anamara
dessa união somente será verdadeiro se as duas proposições (p é médica. Considerando que as afirmações são verdadeiras,
e q) forem verdadeiras, ou seja, sendo pelo menos uma falsa, o segue- se, portanto, que:
resultado será falso. Ex.: p Λ q. (O Pão é barato e o Queijo não é (A) Anamara, Angélica e Andrea são arquitetas.
bom). ∧ = “e”. Regrinha para o conectivo de conjunção (Λ): (B) Anamara é médica, mas Angélica e Andrea são arquitetas.
(C) Anamara, Angélica e Andrea são médicas.
P Q PΛQ (D) Anamara e Angélica são arquitetas, mas Andrea é médica.
(E) Anamara e Andrea são médicas, mas Angélica é arquiteta.
V V V
V F F 03. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) Se Ana é
pianista, então Beatriz é violinista. Se Ana é violinista, então
F V F Beatriz é pianista. Se Ana é pianista, Denise é violinista. Se Ana
é violinista, então Denise é pianista. Se Beatriz é violinista,
F F F
então Denise é pianista. Sabendo-se que nenhuma delas toca
mais de um instrumento, então Ana, Beatriz e Denise tocam,
Disjunção (símbolo V): Este conectivo também serve para respectivamente:
unir duas proposições. O resultado será verdadeiro se pelo (A) piano, piano, piano.
menos uma das proposições for verdadeira. Ex: p v q. (Ou o (B) violino, piano, piano.
Pão é barato ou o Queijo não é bom.) V = “ou”. Regrinha para o (C) violino, piano, violino.
conectivo de disjunção (V): (D) violino, violino, piano.
(E) piano, piano, violino.
P Q PVQ
(CESPE – TRE-RJ – Técnico Judiciário)
V V V
V F V Texto para as questões de 04 a 07.
F V V O cenário político de uma pequena cidade tem sido
F F F movimentado por denúncias a respeito da existência de um
esquema de compra de votos dos vereadores. A dúvida quanto
Condicional (símbolo →): Este conectivo dá a ideia de a esse esquema persiste em três pontos, correspondentes às
condição para que a outra proposição exista. “P” será condição proposições P, Q e R:
suficiente para “Q” e “Q” é condição necessária para “P”. Ex: P →
P: O vereador Vitor não participou do esquema;
Q. (Se o Pão é barato então o Queijo não é bom.) → = “se...então”.
Q: O Prefeito Pérsio sabia do esquema;
Regrinha para o conectivo condicional (→):
R: O chefe de gabinete do Prefeito foi o mentor do esquema.

P Q P→Q Os trabalhos de investigação de uma CPI da Câmara


Municipal conduziram às premissas P1, P2 e P3 seguintes:
V V V
V F F P1: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o
Prefeito Pérsio não sabia do esquema.
F V V P2: Ou o chefe de gabinete foi o mentor do esquema, ou o
F F V Prefeito Pérsio sabia do esquema, mas não ambos.
P3: Se o vereador Vitor não participou do esquema, então o
Bicondicional (símbolo ↔): O resultado dessas proposições chefe de gabinete não foi o mentor do esquema.
será verdadeiro se e somente se as duas forem iguais (as duas
verdadeiras ou as duas falsas). “P” será condição suficiente Considerando essa situação hipotética, julgue os itens
e necessária para “Q”. Exemplo: P ↔ Q. (O Pão é barato se e seguintes, acerca de proposições lógicas.
somente se o Queijo não é bom.) ↔ = “se e somente se”. Regrinha
para o conectivo bicondicional (↔): 04. Das premissas P1, P2 e P3, é correto afirmar que “O
chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o vereador Vitor
participou do esquema”.
P Q P↔Q
( ) Certo ( ) Errado
V V V
V F F 05. Considerando essa situação hipotética, julgue os itens
seguintes, acerca de proposições lógicas. A premissa P2 pode ser
F V F
corretamente representada por R ∨ Q.
F F V
( ) Certo ( ) Errado
Questões
06. Considerando essa situação hipotética, julgue os
01. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) A afirmação “A itens seguintes, acerca de proposições lógicas. A premissa
menina tem olhos azuis ou o menino é loiro” tem como sentença P3 é logicamente equivalente à proposição “O vereador Vitor
logicamente equivalente: participou do esquema ou o chefe de gabinete não foi o mentor
(A) se o menino é loiro, então a menina tem olhos azuis. do esquema”.
(B) se a menina tem olhos azuis, então o menino é loiro. ( ) Certo ( ) Errado

Raciocínio Lógico 3
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APOSTILAS OPÇÃO
07. Considerando essa situação hipotética, julgue os itens Sintetizando: Basta negar a primeira, manter a segunda e
seguintes, acerca de proposições lógicas. A partir das premissas trocar o “ou” pelo “se então”. “A menina tem olhos azuis (M) ou o
P1, P2 e P3, é correto inferir que o prefeito Pérsio não sabia do menino é loiro (L)”.
esquema.
Está assim: M v L
( ) Certo ( ) Errado Fica assim: ~M → L

08. (CESPE - TRE-ES - Técnico) Entende-se por proposição Se a menina não tem olhos azuis, então o menino é loiro.
todo conjunto de palavras ou símbolos que exprimem um
pensamento de sentido completo, isto é, que afirmam fatos ou 02. Resposta: C
exprimam juízos a respeito de determinados entes. Na lógica Anamara médica → Angélica médica. (verdadeira →
bivalente, esse juízo, que é conhecido como valor lógico da verdadeira)
proposição, pode ser verdadeiro (V) ou falso (F), sendo objeto Anamara arquiteta → Angélica médica ∨ Andrea médica.
de estudo desse ramo da lógica apenas as proposições que atendam (falsa → verdadeira ∨ verdadeira)
ao princípio da não contradição, em que uma proposição não pode Andrea arquiteta → Angélica arquiteta. (falsa → falsa)
ser simultaneamente verdadeira e falsa; e ao princípio do terceiro Andrea médica → Anamara médica. (verdadeira →
excluído, em que os únicos valores lógicos possíveis para uma verdadeira)
proposição são verdadeiro e falso. Com base nessas informações,
julgue os itens a seguir. Segundo os princípios da não contradição Como na questão não existe uma proposição simples, temos
e do terceiro excluído, a uma proposição pode ser atribuído um e que escolher entre as existentes, uma proposição composta
somente um valor lógico. e supor se é verdadeira ou falsa. Nesta questão analise as
proposições à medida que aparecem na questão, daí a primeira
( ) Certo ( ) Errado proposição sobre a pessoa assume o valor de verdade, as
seguintes serão, em regra, falsas. Embora nada impeça que
(CESPE - TRT-ES – Técnico Judiciário) uma pessoa tenha mais de uma profissão, o que não deve ser
levado em consideração. Importante lembrar que todas as
Texto para as questões 09 e 10. proposições devem ter valor lógico verdadeiro. Para encontrar
a resposta temos que testar algumas hipóteses até encontrar a
Proposições são frases que podem ser julgadas que preencha todos os requisitos da regra.
como verdadeiras (V) ou falsas (F), mas não como V e F
simultaneamente. As proposições simples são aquelas que - Se Anamara é médica, então Angélica é médica. (verdadeiro)
não contêm nenhuma outra proposição como parte delas. As 1. V V
proposições compostas são construídas a partir de outras 2. F F
proposições, usando-se símbolos lógicos, parênteses e 3. F V
colchetes para que se evitem ambiguidades. As proposições são
usualmente simbolizadas por letras maiúsculas do alfabeto: A, - Se Anamara é arquiteta, então Angélica ou Andrea são
B, C, etc. Uma proposição composta da forma A ∨ B, chamada médicas. (verdadeiro)
disjunção, deve ser lida como “A ou B” e tem o valor lógico F, se 1. F V V - Para ser falso Todos devem ser falsos.
A e B são F, e V, nos demais casos. Uma proposição composta 2. V F V - A segunda sentença deu falso e a VF apareceu, então
da forma A ∧ B, chamada conjunção, deve ser lida como “A e B” descarta essa hipótese.
e tem valor lógico V, se A e B são V, e F, nos demais casos. Além 3. V V F - Aqui também ocorreu o mesmo problema da 2º
disso, A, que simboliza a negação da proposição A, é V, se A hipótese, também devemos descartá-la.
for F, e F, se A for V. Considere que cada uma das proposições
seguintes tenha valor lógico V. - Se Andrea é arquiteta, então Angélica é arquiteta.
(verdadeiro)
I- Tânia estava no escritório ou Jorge foi ao centro da cidade. 1. F F
II- Manuel declarou o imposto de renda na data correta e 2.
Carla não pagou o condomínio. 3.
III- Jorge não foi ao centro da cidade.
- Se Andrea é médica, então Anamara é médica. (verdadeiro)
09. A partir dessas proposições, é correto afirmar que a 1. V V
proposição “Manuel declarou o imposto de renda na data correta 2.
e Jorge foi ao centro da cidade” tem valor lógico V. 3.

( ) Certo ( ) Errado 03. Resposta: B


Ana pianista → Beatriz violinista. (F → F)
10. A partir dessas proposições, é correto afirmar que a Ana violinista → Beatriz pianista. (V → V)
proposição. “Carla pagou o condomínio” tem valor lógico F. Ana pianista → Denise violinista. (F → F)
Ana violinista → Denise pianista. (V → V)
( ) Certo ( ) Errado Beatriz violinista → Denise pianista. (F → V)

Respostas Proposições Simples quando aparecem na questão,


suponhamos que sejam verdadeiras (V). Como na questão não
01. Resposta: C há proposições simples, escolhemos outra proposição composta
e supomos que seja verdadeira ou falsa.
Proposição Equivalente
P→Q ~Q → ~P 1º Passo: qual regra eu tenho que saber? Condicional (Se...
P→Q ~P ∨ Q então).
P→Q P é suficiente para Q
P→Q Q é necessário para P 2º Passo: Fazer o teste com as hipóteses possíveis até
encontrar a resposta.
A menina tem olhos azuis ou o menino é loiro.
(~P) (∨ ) (Q) Hipótese 1

Se a menina não tem olhos azuis, então o menino é loiro. - Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista. (verdade)
(~P) (→) (Q) V V - Como já sabemos, se a (verdade) aparecer primeiro, a

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APOSTILAS OPÇÃO
(falso) não poderá. 05. Resposta: Errado
- Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. (verdade) Não se trata de uma Disjunção, trata-se de uma Disjunção
F F - Já sabemos que Ana é pianista e Bia é violinista, então Exclusiva, cujo símbolo é . Também chamado de “Ou
falso nelas. Exclusivo”. É o famoso “um ou outro mas não ambos”. Só vai
assumir valor verdade, quando somente uma das proposições
- Se Ana é pianista, Denise é violinista. (verdade) forem verdadeiras, pois quando as duas forem verdadeiras a
VV proposição será falsa. Da mesma forma se as duas forem falsas, a
proposição toda será falsa.
- Se Ana é violinista, então Denise é pianista. (verdade)
FF Tabela verdade do “Ou Exclusivo”.

- Se Beatriz é violinista, então Denise é pianista. (verdade) p q


V F - Apareceu a temida V F, logo a nossa proposição será p q
V V F
falsa. Então descarte essa hipótese. V F V
F V V
Hipótese 2 F F F
Com a frase em P2 “mas não ambos” deixa claro que as
- Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista. (verdade)
duas premissas não podem ser verdadeiras, logo não é uma
FV
Disjunção, mas sim uma Disjunção Exclusiva, onde apenas uma
das premissas pode ser verdadeira para que P2 seja verdadeira.
- Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. (verdade)
V F - A VF apareceu, então já podemos descartá-la, pois a
06. Resposta: Certo
nossa proposição será falsa.
Duas premissas são logicamente equivalentes quando elas
possuem a mesma tabela verdade:
04. Resposta: Certo
É só aplicar a tabela verdade do “ou” (v).
V v F será verdadeiro, sendo falso apenas quando as duas P R P→R
R→ P P∨R
forem falsas. P R
V V F F V V V
A tabela verdade do “ou”. Vejam: V F F V F F F
F V V F V V V
F F V V V V V
p q p∨q
V V F Possuem a mesma tabela verdade,logo são equivalentes.
V F V
F V V Representando simbolicamente as equivalências, temos o
F F F
seguinte:
No 2º caso, os dois não podem ser verdade ao mesmo tempo. (P → R) = ( P ∨ R) = ( R → P)

Disjunção exclusiva (Ou... ou) As proposições dadas na questão:


Representado pelo v, ou ainda ou. P = O vereador Vitor não participou do esquema.
Pode aparecer assim também: p v q, mas não ambos. R = O chefe de gabinete do Prefeito foi o mentor do esquema.

Regra: Só será verdadeira se houver uma das sentenças Premissa dada na questão: P3 = Se o vereador Vitor não
verdadeira e outra falsa. participou do esquema, então o chefe do gabinete não foi o
mentor do esquema. Em linguagem simbólica, a premissa P3 fica
Hipótese 1: assim: (P → R).
A questão quer saber se (P → R) é logicamente equivalente
P1: F → V = V (Não poderá aparecer VF). a proposição: “O vereador Vitor participou do esquema ou o
P2: V F = V (Apenas um tem que ser verdadeiro). chefe de gabinete não foi o mentor do esquema”, que pode ser
P3: F → F = V representada da seguinte forma: ( P ∨ R). Vemos que P3 tem
a seguinte equivalente lógica: (P → R) = ( P ∨ R). Negamos
Conclusões: a primeira sentença, mudamos o conectivo “→” para “∨”, e depois
Vereador participou do esquema. mantemos a segunda sentença do mesmo jeito. Assim sendo,
Prefeito não sabia. a questão está correta. As duas sentenças são “logicamente
Chefe do gabinete foi o mentor. equivalentes”.

Então: 07. Resposta: Errado


O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o vereador A questão quer saber se o argumento “o Prefeito Pérsio não
Vitor participou do esquema. sabia do esquema” é um argumento válido. Quando o argumento
V V = verdade, pois sabemos que para ser falso, todos devem é válido? Quando as premissas forem verdadeiras e a conclusão
ser falsos. obrigatoriamente verdadeira ou quando as premissas forem
falsas e a conclusão falsa. Quando o argumento não é válido?
Hipótese 2: Quando as premissas forem verdadeiras e a conclusão for falsa.
P1: F → F = V Pra resolver essas questões de validade de argumento é melhor
P2: F V = V começar de forma contrária ao comando da questão. Como a
P3: F →V = V questão quer saber se o argumento é válido, vamos partir do
princípio (hipótese) que é inválido. Fica assim:
Conclusões:
Vereador participou do esquema. P1: P → ~Q verdade
Prefeito sabia. P2: R (ou exclusivo) Q verdade
Chefe de gabinete não era o mentor. P3: P → ~R verdade
Então: Conclusão: O prefeito Pérsio não sabia do esquema. falso
O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o vereador Se é falso que o Prefeito Pérsio não sabia, significa dizer que
Vitor participou do esquema. ele sabia do esquema. Então, pode-se deduzir que as proposições
F V = verdade. ~Q e Q são, respectivamente, falsa e verdadeira. Na segunda

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APOSTILAS OPÇÃO
premissa: Se Q é verdadeira, R será obrigatoriamente falsa, pois I- V + F = V
na disjunção exclusiva só vai ser verdade quando apenas um II- V + V = V
dos argumentos for verdadeiro. E se R é falso, significa dizer que III- V
~R é verdadeiro. Fazendo as substituições:
Portanto se no item II diz que Carla não pagou o condomínio
P1: P → ~Q Verdade é verdadeiro, então o fato dela ter pago o condomínio é falso,
F→FV pois está contradizendo o dito no item II. Os valores lógicos da
segunda proposição não são deduzíveis, mas sim informados no
Por que P é falso? Na condicional só vai ser falso se a enunciado.
primeira for verdadeira e a segunda for falsa. Como “sabemos”
que a premissa toda é verdadeira e que ~Q é falso, P só pode II- Manuel declarou o imposto de renda na data correta
assumir valor F. e Carla não pagou o condomínio V e V. Portanto, se Carla não
pagou o condomínio é Verdadeiro. Carla pagou o condomínio é
P2: R (ou exclusivo) Q Verdade Falso. Enunciado correto.
F (ou exclusivo) V V
ARGUMENTOS
Lembrando que na disjunção exclusiva, só vai ser verdade
quando uma das proposições forem verdadeiras. Como sei que Q Um argumento é “uma série concatenada de afirmações
é verdadeiro, R só pode ser falso. com o fim de estabelecer uma proposição definida”. É um
conjunto de proposições com uma estrutura lógica de maneira
P3: P → ~R Verdade tal que algumas delas acarretam ou tem como consequência
F→VV outra proposição. Isto é, o conjunto de proposições p1,...,pn
que tem como consequência outra proposição q. Chamaremos
Se deduz que R é falso, logo ~R é verdadeiro. Consideramos as proposições p1,p2,p3,...,pn de premissas do argumento, e a
inicialmente o argumento sendo não válido (premissas proposição q de conclusão do argumento. Podemos representar
verdadeiras e conclusão falsa). Significa dizer que a questão está por:
errada. Não é correto inferir que o Prefeito Pérsio não sabia do
esquema. Foi comprovado que ele sabia do esquema. p1
p2
08. Resposta: Certo p3
.
Princípio da Não Contradição = Uma preposição será .
V ou F não podendo assumir os 2 valores simultaneamente. .
Representação: (P ∧ P). Exemplo: Não (“a terra é redonda” pn
e “a terra não é redonda”). ∴q
Princípio do Terceiro Excluído = Uma preposição será V ou
F, não podendo assumir um 3o valor lógico. Representação: P ∨ Exemplos:
P. Exemplo: Ou este homem é José ou não é José.
01.
Uma proposição só poderá ser julgada verdadeira ou falsa, Se eu passar no concurso, então irei trabalhar.
nunca poderá ser as duas coisas ao mesmo tempo. Passei no concurso
________________________
09. Resposta: Errado ∴ Irei trabalhar
Da proposição III “Jorge não foi ao centro da cidade” que é
verdadeira e a questão diz “Manuel declarou o imposto de renda 02.
na data correta e Jorge foi ao centro da cidade” a segunda parte é Se ele me ama então casa comigo.
falsa como o conectivo é “e” as duas teriam que ser verdadeiras Ele me ama.
(o que não acontece). Vamos analisar cada proposição de cada __________________________
premissa, tendo em mente que as premissas tem valor lógico ∴ Ele casa comigo.
(V), daí tiramos um importante dado, sabemos que a premissa
III é (V), portanto vamos atribuir o valor lógico (V) a proposição 03.
“e” e o valor lógico (F) a proposição “B”, agora vamos separar: Todos os brasileiros são humanos.
Todos os paulistas são brasileiros.
A: Tânia estava no escritório (V) __________________________
B: Jorge foi ao centro da cidade (F) ∴ Todos os paulistas são humanos.

Diante das análises iniciais temos que a premissa A v B, tem 04.


valor lógico (V), mas que a proposição “B” tem valor lógico (F), Se o Palmeiras ganhar o jogo, todos os jogadores receberão
ou seja, A v (valor lógico F), para que essa premissa tenha o valor o bicho.
lógico (V), “A” tem que ter um valor lógico (V). Se o Palmeiras não ganhar o jogo, todos os jogadores
receberão o bicho.
C: Manuel declarou o imposto de renda na data correta (V) __________________________
D: Carla não pagou o condomínio (V) ∴Todos os jogadores receberão o bicho.

O enunciado fala para considerar todas as premissas com Observação: No caso geral representamos os argumentos
valor lógico (V), logo, a premissa C ∧ D para ter valor lógico (V), escrevendo as premissas e separando por uma barra horizontal
ambas proposições devem ter valor lógico (V). seguida da conclusão com três pontos antes. Veja exemplo:

E: Jorge não foi ao centro da cidade (V) Premissa: Todos os sais de sódio são substâncias solúveis
em água.
Diante das explicações, C ∧ B = (V) ∧ (F) = (F). Todos os sabões são sais de sódio.
____________________________________
10. Resposta: Certo Conclusão: ∴ Todos os sabões são substâncias solúveis em
Considere que cada uma das proposições seguintes tenha água.
valor lógico V. Logo o que contraria essa verdade é falso.

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APOSTILAS OPÇÃO
deverá ser aceita. Posteriormente, essa proposição poderá ser
Os argumentos, em lógica, possuem dois componentes empregada em novas inferências. Assim, inicialmente, apenas
básicos: suas premissas e sua conclusão. Por exemplo, em: se pode inferir algo a partir das premissas do argumento; ao
“Todos os times brasileiros são bons e estão entre os melhores longo da argumentação, entretanto, o número de afirmações
times do mundo. O Brasiliense é um time brasileiro. Logo, o que podem ser utilizadas aumenta. Há vários tipos de inferência
Brasiliense está entre os melhores times do mundo”, temos um válidos, mas também alguns inválidos. O processo de inferência
argumento com duas premissas e a conclusão. é comumente identificado pelas frases “Consequentemente...” ou
Evidentemente, pode-se construir um argumento válido “isso implica que...”.
a partir de premissas verdadeiras, chegando a uma conclusão
também verdadeira. Mas também é possível construir Conclusão: Finalmente se chegará a uma proposição que
argumentos válidos a partir de premissas falsas, chegando a consiste na conclusão, ou seja, no que se está tentando provar.
conclusões falsas. O detalhe é que podemos partir de premissas Ela é o resultado final do processo de inferência e só pode ser
falsas, proceder por meio de uma inferência válida e chegar a classificada como conclusão no contexto de um argumento em
uma conclusão verdadeira. Por exemplo: particular. A conclusão respalda-se nas premissas e é inferida a
Premissa: Todos os peixes vivem no oceano. partir delas.
Premissa: Lontras são peixes.
Conclusão: Logo, focas vivem no oceano. A seguir está exemplificado um argumento válido, mas que
pode ou não ser “consistente”.
Há, no entanto, uma coisa que não pode ser feita: a partir 1. Premissa: Todo evento tem uma causa.
de premissas verdadeiras, inferirem de modo correto e chegar 2. Premissa: O universo teve um começo.
a uma conclusão falsa. Podemos resumir esses resultados numa 3. Premissa: Começar envolve um evento.
tabela de regras de implicação. O símbolo A denota implicação; 4. Inferência: Isso implica que o começo do universo
A é a premissa, B é a conclusão. envolveu um evento.
5. Inferência: Logo, o começo do universo teve uma causa.
6. Conclusão: O universo teve uma causa.
Regras de Implicação
A proposição do item 4 foi inferida dos itens 2 e 3. O item
Premissas Conclusão Inferência 1, então, é usado em conjunto com proposição 4 para inferir
A B AàB uma nova proposição (item 5). O resultado dessa inferência é
reafirmado (numa forma levemente simplificada) como sendo
Falsas Falsa Verdadeira a conclusão.
Falsas Verdadeira Verdadeira
Validade de um Argumento
Verdadeiras Falsa Falsa
Verdadeiras Verdadeira Verdadeira Conforme citamos anteriormente, uma proposição é
verdadeira ou falsa. No caso de um argumento diremos que
- Se as premissas são falsas e a inferência é válida, a conclusão ele é válido ou não válido. A validade de uma propriedade dos
pode ser verdadeira ou falsa (linhas 1 e 2). argumentos dedutivos que depende da forma (estrutura) lógica
- Se as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa, a das suas proposições (premissas e conclusões) e não do conteúdo
inferência é inválida (linha 3). delas. Sendo assim podemos ter as seguintes combinações para
- Se as premissas e a inferência são válidas, a conclusão é os argumentos válidos dedutivos:
verdadeira (linha 4).
a) Premissas verdadeiras e conclusão verdadeira. Exemplo:
Desse modo, o fato de um argumento ser válido não significa
Todos os apartamentos são pequenos. (V)
necessariamente que sua conclusão seja verdadeira, pois pode
Todos os apartamentos são residências. (V)
ter partido de premissas falsas. Um argumento válido que foi
__________________________________
derivado de premissas verdadeiras é chamado de argumento
∴ Algumas residências são pequenas. (V)
consistente. Esses, obrigatoriamente, chegam a conclusões
verdadeiras. b) Algumas ou todas as premissas falsas e uma conclusão
verdadeira. Exemplo:
Premissas: Argumentos dedutíveis sempre requerem certo
número de “assunções-base”. São as chamadas premissas. É a Todos os peixes têm asas. (F)
partir delas que os argumentos são construídos ou, dizendo de Todos os pássaros são peixes. (F)
outro modo, é as razões para se aceitar o argumento. Entretanto, __________________________________
algo que é uma premissa no contexto de um argumento em ∴ Todos os pássaros têm asas. (V)
particular pode ser a conclusão de outro, por exemplo. As
premissas do argumento sempre devem ser explicitadas. A c) Algumas ou todas as premissas falsas e uma conclusão
omissão das premissas é comumente encarada como algo falsa. Exemplo:
suspeito, e provavelmente reduzirá as chances de aceitação do
argumento. Todos os peixes têm asas. (F)
A apresentação das premissas de um argumento Todos os cães são peixes. (F)
geralmente é precedida pelas palavras “admitindo que...”, __________________________________
“já que...”, “obviamente se...” e “porque...”. É imprescindível ∴ Todos os cães têm asas. (F)
que seu oponente concorde com suas premissas antes de
proceder à argumentação. Usar a palavra “obviamente” pode Todos os argumentos acima são válidos, pois se suas
gerar desconfiança. Ela ocasionalmente faz algumas pessoas premissas fossem verdadeiras então as conclusões também as
aceitarem afirmações falsas em vez de admitir que não entenda seriam. Podemos dizer que um argumento é válido quando todas
por que algo é “óbvio”. Não se deve hesitar em questionar as suas premissas são verdadeiras, acarreta que sua conclusão
afirmações supostamente “óbvias”. também é verdadeira. Portanto, um argumento será não válido
se existir a possibilidade de suas premissas serem verdadeiras
Inferência: Uma vez que haja concordância sobre as e sua conclusão falsa. Observe que a validade do argumento
premissas, o argumento procede passo a passo por meio do depende apenas da estrutura dos enunciados. Exemplo:
processo chamado “inferência”. Na inferência, parte-se de uma Todas as mulheres são bonitas.
ou mais proposições aceitas (premissas) para chegar a outras Todas as princesas são mulheres.
novas. Se a inferência for válida, a nova proposição também __________________________

Raciocínio Lógico 7
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APOSTILAS OPÇÃO
∴ Todas as princesas são bonitas.
Observe que não precisamos de nenhum conhecimento “Se ele me ama, então casa comigo” é equivalente a “Se ele
aprofundado sobre o assunto para concluir que o argumento é não casa comigo, então ele não me ama”;
válido. Vamos substituir mulheres bonitas e princesas por A, B e
C respectivamente e teremos: Então vejamos o exemplo do modus tollens. Exemplo:

Todos os A são B. Se aumentarmos os meios de pagamentos, então haverá


Todos os C são A. inflação.
________________ Não há inflação.
∴ Todos os C são B. ______________________________
∴ Não aumentamos os meios de pagamentos.
Logo, o que é importante é a forma do argumento e não o
conhecimento de A, B e C, isto é, este argumento é válido para Este argumento é evidentemente válido e sua forma pode
quaisquer A, B e C, portanto, a validade é consequência da ser escrita da seguinte maneira:
forma do argumento. O atributo validade aplica-se apenas aos Se p, então q, ou p→q
argumentos dedutivos.

Argumentos Dedutivos e Indutivos


Existe também um tipo de argumento válido conhecido pelo
O argumento será dedutivo quando suas premissas nome de dilena. Geralmente este argumento ocorre quando
fornecerem prova conclusiva da veracidade da conclusão, isto é, alguém é forçado a escolher entre duas alternativas indesejáveis.
o argumento é dedutivo quando a conclusão é completamente Exemplo:
derivada das premissas. Exemplo:
João se inscreve no concurso de MS, porém não gostaria de
Todo ser humano tem mãe. sair de São Paulo, e seus colegas de trabalho estão torcendo por
Todos os homens são humanos. ele.Eis o dilema de João:
__________________________
∴ Todos os homens têm mãe. Ou João passa ou não passa no concurso.
Se João passar no concurso vai ter que ir embora de São
O argumento será indutivo quando suas premissas não Paulo.
fornecerem o apoio completo para retificar as conclusões. Se João não passar no concurso ficará com vergonha diante
Exemplo: dos colegas de trabalho.
_________________________
O Flamengo é um bom time de futebol. ∴ Ou João vai embora de São Paulo ou João ficará com
O Palmeiras é um bom time de futebol. vergonha dos colegas de trabalho.
O Vasco é um bom time de futebol.
O Cruzeiro é um bom time de futebol. Este argumento é evidentemente válido e sua forma pode
______________________________ ser escrita da seguinte maneira:
∴ Todos os times brasileiros de futebol são bons.
P ou q. ou Pvq
Portanto, nos argumentos indutivos a conclusão possui Se p então r p→r
informações que ultrapassam as fornecidas nas premissas.
Sendo assim, não se aplica, então, a definição de argumentos
válidos ou não válidos para argumentos indutivos.

Argumentos Dedutivos Válidos Argumentos Dedutivos Não Válidos


Vimos então que a noção de argumentos válidos ou não Existe certa quantidade de artimanhas que devem ser
válidos aplica-se apenas aos argumentos dedutivos, e também evitadas quando se está construindo um argumento dedutivo.
que a validade depende apenas da forma do argumento e não Elas são conhecidas como falácias. Na linguagem do dia a dia,
dos respectivos valores verdades das premissas. Vimos também nós denominamos muitas crenças equivocadas como falácias,
que não podemos ter um argumento válido com premissas mas, na lógica, o termo possui significado mais específico: falácia
verdadeiras e conclusão falsa. A seguir exemplificaremos alguns é uma falha técnica que torna o argumento inconsistente ou
argumentos dedutivos válidos importantes. inválido (além da consistência do argumento, também se podem
criticar as intenções por detrás da argumentação).
Afirmação do Antecedente: O primeiro argumento dedutivo Argumentos contentores de falácias são denominados
válido que discutiremos chama-se “afirmação do antecedente”, falaciosos. Frequentemente, parecem válidos e convincentes, às
também conhecido como modus ponens. Exemplo: vezes, apenas uma análise pormenorizada é capaz de revelar a
falha lógica. Com as premissas verdadeiras e a conclusão falsa
Se José for reprovado no concurso, então será demitido do nunca teremos um argumento válido, então este argumento é
serviço. não válido, chamaremos os argumentos não válidos de falácias.
José foi aprovado no concurso. A seguir, examinaremos algumas falácias conhecidas que
___________________________ ocorrem com muita frequência. O primeiro caso de argumento
∴ José será demitido do serviço. dedutivo não válido que veremos é o que chamamos de “falácia
da afirmação do consequente”. Exemplo:
Este argumento é evidentemente válido e sua forma pode
ser escrita da seguinte forma: Se ele me ama então ele casa comigo.
Se p, então q, ou p→q Ele casa comigo.
_______________________
∴ Ele me ama.
Podemos escrever esse argumento como:
Outro argumento dedutivo válido é a “negação do Se p, então q, ou p→q
consequente” (também conhecido como modus tollens). Obs.:
( ) ( )
p → q é equivalente a ¬q → ¬p . Esta equivalência é
chamada de contra positiva. Exemplo:

Raciocínio Lógico 8
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APOSTILAS OPÇÃO
pouco confuso.
Este argumento é uma falácia, podemos ter as premissas Para complicar, algumas afirmações parecem argumentos,
verdadeiras e a conclusão falsa. mas não são. Por exemplo: “Se a Bíblia é verdadeira, Jesus foi
ou um louco, ou um mentiroso, ou o Filho de Deus”. Isso não
Outra falácia que corre com frequência é a conhecida por é um argumento, é uma afirmação condicional. Não explicita
“falácia da negação do antecedente”. Exemplo: as premissas necessárias para embasar as conclusões, sem
mencionar que possui outras falhas.
Se João parar de fumar ele engordará. Um argumento não equivale a uma explicação. Suponha
João não parou de fumar. que, tentando provar que Albert Einstein cria em Deus, alguém
________________________ dissesse: “Einstein afirmou que ‘Deus não joga dados’ porque
∴ João não engordará. acreditava em Deus”. Isso pode parecer um argumento relevante,
mas não é. Trata-se de uma explicação da afirmação de Einstein.
Observe que temos a forma: Para perceber isso, deve-se lembrar que uma afirmação da
Se p, então q, ou p→q forma “X porque Y” pode ser reescrita na forma “Y logo X”. O que
resultaria em: “Einstein acreditava em Deus, por isso afirmou
que ‘Deus não joga dados’”. Agora fica claro que a afirmação, que
parecia um argumento, está admitindo a conclusão que deveria
Este argumento é uma falácia, pois podemos ter as premissas estar provando. Ademais, Einstein não cria num Deus pessoal
verdadeiras e a conclusão falsa. preocupado com assuntos humanos.

Os argumentos dedutivos não válidos podem combinar Questões


verdade ou falsidade das premissas de qualquer maneira com
a verdade ou falsidade da conclusão. Assim, podemos ter, por 01. Se Iara não fala italiano, então Ana fala alemão. Se Iara fala
exemplo, argumentos não válidos com premissas e conclusões italiano, então ou Ching fala chinês ou Débora fala dinamarquês.
verdadeiras, porém, as premissas não sustentam a conclusão. Se Débora fala dinamarquês, Elton fala espanhol. Mas Elton fala
Exemplo: espanhol se e somente se não for verdade que Francisco não fala
francês. Ora, Francisco não fala francês e Ching não fala chinês.
Todos os mamíferos são mortais. (V) Logo,
Todos os gatos são mortais. (V) (A) Iara não fala italiano e Débora não fala dinamarquês.
___________________________ (B) Ching não fala chinês e Débora fala dinamarquês.
∴ Todos os gatos são mamíferos. (V) (C) Francisco não fala francês e Elton fala espanhol.
(D) Ana não fala alemão ou Iara fala italiano.
Este argumento tem a forma: (E) Ana fala alemão e Débora fala dinamarquês.

Todos os A são B. 02. Sabe-se que todo o número inteiro n maior do que 1
Todos os C são B. admite pelo menos um divisor (ou fator) primo.Se n é primo,
_____________________ então tem somente dois divisores, a saber, 1 e n. Se n é uma
∴ Todos os C são A. potência de um primo p, ou seja, é da forma ps, então 1, p, p2,
..., ps são os divisores positivos de n. Segue-se daí que a soma
Podemos facilmente mostrar que esse argumento é não dos números inteiros positivos menores do que 100, que têm
válido, pois as premissas não sustentam a conclusão, e veremos exatamente três divisores positivos, é igual a:
então que podemos ter as premissas verdadeiras e a conclusão (A) 25
falsa, nesta forma, bastando substituir A por mamífero, B por (B) 87
mortais e C por cobra. (C) 112
(D) 121
Todos os mamíferos são mortais. (V) (E) 169
Todas as cobras são mortais. (V)
__________________________ 03. Ou Lógica é fácil, ou Artur não gosta de Lógica. Por outro
∴ Todas as cobras são mamíferas. (F) lado, se Geografia não é difícil, então Lógica é difícil. Daí segue-se
que, se Artur gosta de Lógica, então:
Podemos usar as tabelas-verdade, definidas nas estruturas (A) Se Geografia é difícil, então Lógica é difícil.
lógicas, para demonstrarmos se um argumento é válido ou falso. (B) Lógica é fácil e Geografia é difícil.
Outra maneira de verificar se um dado argumento P1, P2, P3, (C) Lógica é fácil e Geografia é fácil.
...Pn é válido ou não, por meio das tabelas-verdade, é construir (D) Lógica é difícil e Geografia é difícil.
a condicional associada: (P1 ∧ P2 ∧ P3 ...Pn) e reconhecer se (E) Lógica é difícil ou Geografia é fácil.
essa condicional é ou não uma tautologia. Se essa condicional
associada é tautologia, o argumento é válido. Não sendo 04. Três suspeitos de haver roubado o colar da rainha foram
tautologia, o argumento dado é um sofisma (ou uma falácia). levados à presença de um velho e sábio professor de Lógica. Um
dos suspeitos estava de camisa azul, outro de camisa branca
Tautologia: Quando uma proposição composta é sempre e o outro de camisa preta. Sabe-se que um e apenas um dos
verdadeira, então teremos uma tautologia. Ex: P (p,q) = ( p ∧ suspeitos é culpado e que o culpado às vezes fala a verdade e às
q) ↔ (p V q). Numa tautologia, o valor lógico da proposição vezes mente. Sabe-se, também, que dos outros dois (isto é, dos
composta P (p,q,s) = {(p ∧ q) V (p V s) V [p ∧ (q ∧ s)]} → p será suspeitos que são inocentes), um sempre diz a verdade e o outro
sempre verdadeiro. sempre mente. O velho e sábio professor perguntou, a cada um
dos suspeitos, qual entre eles era o culpado. Disse o de camisa
Há argumentos válidos com conclusões falsas, da mesma azul: “Eu sou o culpado”. Disse o de camisa branca, apontando
forma que há argumentos não válidos com conclusões para o de camisa azul: “Sim, ele é o culpado”. Disse, por fim, o de
verdadeiras. Logo, a verdade ou falsidade de sua conclusão camisa preta: “Eu roubei o colar da rainha; o culpado sou eu”.
não determinam a validade ou não validade de um argumento. O velho e sábio professor de Lógica, então, sorriu e concluiu
O reconhecimento de argumentos é mais difícil que o das corretamente que:
premissas ou da conclusão. Muitas pessoas abarrotam textos de (A) O culpado é o de camisa azul e o de camisa preta sempre
asserções sem sequer produzirem algo que possa ser chamado mente.
de argumento. Às vezes, os argumentos não seguem os padrões (B) O culpado é o de camisa branca e o de camisa preta
descritos acima. Por exemplo, alguém pode dizer quais são suas sempre mente.
conclusões e depois justificá-las. Isso é válido, mas pode ser um (C) O culpado é o de camisa preta e o de camisa azul sempre

Raciocínio Lógico 9
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APOSTILAS OPÇÃO
mente. (E) alguns funcionários da empresa X não têm plano de
(D) O culpado é o de camisa preta e o de camisa azul sempre saúde e ganham, no máximo, R$ 3.000,00 por mês.
diz a verdade.
(E) O culpado é o de camisa azul e o de camisa azul sempre 09. (CESGRANRIO - 2012 - Chesf - Analista de Sistemas)
diz a verdade. Se hoje for uma segunda ou uma quarta-feira, Pedro terá aula
de futebol ou natação. Quando Pedro tem aula de futebol ou
05. O rei ir à caça é condição necessária para o duque sair do natação, Jane o leva até a escolinha esportiva. Ao levar Pedro
castelo, e é condição suficiente para a duquesa ir ao jardim. Por até a escolinha, Jane deixa de fazer o almoço e, se Jane não faz o
outro lado, o conde encontrar a princesa é condição necessária almoço, Carlos não almoça em casa. Considerando-se a sequência
e suficiente para o barão sorrir e é condição necessária para a de implicações lógicas acima apresentadas textualmente, se
duquesa ir ao jardim. O barão não sorriu. Logo: Carlos almoçou em casa hoje, então hoje
(A) A duquesa foi ao jardim ou o Conde encontrou a princesa. (A) é terça, ou quinta ou sexta-feira, ou Jane não fez o almoço.
(B) Se o duque não saiu do castelo, então o Conde encontrou (B) Pedro não teve aula de natação e não é segunda-feira.
a princesa. (C) Carlos levou Pedro até a escolinha para Jane fazer o
(C) O rei não foi à caça e o Conde não encontrou a princesa. almoço.
(D) O rei foi à caça e a duquesa não foi ao jardim. (D) não é segunda, nem quarta, mas Pedro teve aula de
(E) O duque saiu do castelo e o rei não foi à caça. apenas uma das modalidades esportivas.
(E) não é segunda, Pedro não teve aulas, e Jane não fez o
06. (FUNIVERSA - 2012 - PC-DF - Perito Criminal) Cinco almoço.
amigos encontraram-se em um bar e, depois de algumas
horas de muita conversa, dividiram igualmente a conta, a qual 10. (VUNESP - 2011 - TJM-SP) Se afino as cordas, então
fora de, exatos, R$ 200,00, já com a gorjeta incluída. Como se o instrumento soa bem. Se o instrumento soa bem, então toco
encontravam ligeiramente alterados pelo álcool ingerido, muito bem. Ou não toco muito bem ou sonho acordado. Afirmo
ocorreu uma dificuldade no fechamento da conta. Depois que ser verdadeira a frase: não sonho acordado. Dessa forma,
todos julgaram ter contribuído com sua parte na despesa, o total conclui-se que
colocado sobre a mesa era de R$ 160,00, apenas, formados por (A) sonho dormindo.
uma nota de R$ 100,00, uma de R$ 20,00 e quatro de R$ 10,00. (B) o instrumento afinado não soa bem.
Seguiram-se, então, as seguintes declarações, todas verdadeiras: (C) as cordas não foram afinadas.
Antônio: — Basílio pagou. Eu vi quando ele pagou. (D) mesmo afinado o instrumento não soa bem.
Danton: — Carlos também pagou, mas do Basílio não sei (E) toco bem acordado e dormindo.
dizer.
Eduardo: — Só sei que alguém pagou com quatro notas de Respostas
R$ 10,00.
Basílio: — Aquela nota de R$ 100,00 ali foi o Antônio quem 01. (P1) Se Iara não fala italiano, então Ana fala alemão.
colocou, eu vi quando ele pegou seus R$ 60,00 de troco. (P2) Se Iara fala italiano, então ou Ching fala chinês ou
Carlos: — Sim, e nos R$ 60,00 que ele retirou, estava a nota Débora fala dinamarquês.
de R$ 50,00 que o Eduardo colocou na mesa. (P3) Se Débora fala dinamarquês, Elton fala espanhol.
(P4) Mas Elton fala espanhol se e somente se não for verdade
Imediatamente após essas falas, o garçom, que ouvira que Francisco não fala francês.
atentamente o que fora dito e conhecia todos do grupo, dirigiu- (P5) Ora, Francisco não fala francês e Ching não fala chinês.
se exatamente àquele que ainda não havia contribuído para a
despesa e disse: — O senhor pretende usar seu cartão e ficar Ao todo são cinco premissas, formadas pelos mais diversos
com o troco em espécie? Com base nas informações do texto, o conectivos (Se então, Ou, Se e somente se, E). Mas o que importa
garçom fez a pergunta a para resolver este tipo de argumento lógico é que ele só será
(A) Antônio. válido quando todas as premissas forem verdadeiras, a conclusão
(B) Basílio. também for verdadeira. Uma boa dica é sempre começar pela
(C) Carlos. premissa formada com o conectivo e.
(D) Danton.
(E) Eduardo. Na premissa 5 tem-se: Francisco não fala francês e Ching
não fala chinês. Logo para esta proposição composta pelo
07. (ESAF - 2012 - Auditor Fiscal da Receita Federal) conectivo e ser verdadeira as premissas simples que a compõe
Caso ou compro uma bicicleta. Viajo ou não caso. Vou morar em deverão ser verdadeiras, ou seja, sabemos que:
Passárgada ou não compro uma bicicleta. Ora, não vou morar em
Passárgada. Assim, Francisco não fala francês
(A) não viajo e caso. Ching não fala chinês
(B) viajo e caso.
(C) não vou morar em Passárgada e não viajo. Na premissa 4 temos: Elton fala espanhol se e somente
(D) compro uma bicicleta e não viajo. se não for verdade que Francisco não fala francês. Temos uma
(E) compro uma bicicleta e viajo. proposição composta formada pelo se e somente se, neste caso,
esta premissa será verdadeira se as proposições que a formarem
08. (FCC - 2012 - TST - Técnico Judiciário) A declaração forem de mesmo valor lógico, ou ambas verdadeiras ou ambas
abaixo foi feita pelo gerente de recursos humanos da empresa falsas, ou seja, como se deseja que não seja verdade que Francisco
X durante uma feira de recrutamento em uma faculdade: “Todo não fala francês e ele fala, isto já é falso e o antecedente do se e
funcionário de nossa empresa possui plano de saúde e ganha somente se também terá que ser falso, ou seja: Elton não fala
mais de R$ 3.000,00 por mês”. Mais tarde, consultando seus espanhol.
arquivos, o diretor percebeu que havia se enganado em sua
declaração. Dessa forma, conclui-se que, necessariamente, Da premissa 3 tem-se: Se Débora fala dinamarquês, Elton
(A) dentre todos os funcionários da empresa X, há um grupo fala espanhol. Uma premissa composta formada por outras
que não possui plano de saúde. duas simples conectadas pelo se então (veja que a vírgula
(B) o funcionário com o maior salário da empresa X ganha, subentende que existe o então), pois é, a regra do se então é
no máximo, R$ 3.000,00 por mês. que ele só vai ser falso se o seu antecedente for verdadeiro e
(C) um funcionário da empresa X não tem plano de saúde ou o seu consequente for falso, da premissa 4 sabemos que Elton
ganha até R$ 3.000,00 por mês. não fala espanhol, logo, para que a premissa seja verdadeira só
(D) nenhum funcionário da empresa X tem plano de saúde poderemos aceitar um valor lógico possível para o antecedente,
ou todos ganham até R$ 3.000,00 por mês. ou seja, ele deverá ser falso, pois F Î F = V, logo: Débora não fala

Raciocínio Lógico 10
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APOSTILAS OPÇÃO
dinamarquês.

Da premissa 2 temos: Se Iara fala italiano, então ou Ching


fala chinês ou Débora fala dinamarquês. Vamos analisar o
consequente do se então, observe: ou Ching fala chinês ou
Débora fala dinamarquês. (temos um ou exclusivo, cuja regra é,
o ou exclusivo, só vai ser falso se ambas forem verdadeiras, ou
ambas falsas), no caso como Ching não fala chinês e Débora não (P2) Todo animal de 4 patas tem asas. Indica que se tem
fala dinamarquês, temos: F ou exclusivo F = F. Se o consequente 4 patas então o animal tem asas, ou seja, posso afirmar que o
deu falso, então o antecedente também deverá ser falso para que conjunto dos animais de 4 patas é um subconjunto do conjunto
a premissa seja verdadeira, logo: Iara não fala italiano. de animais que tem asas.

Da premissa 1 tem-se: Se Iara não fala italiano, então Ana


fala alemão. Ora ocorreu o antecedente, vamos reparar no
consequente... Só será verdadeiro quando V Î V = V pois se o
primeiro ocorrer e o segundo não teremos o Falso na premissa
que é indesejado, desse modo: Ana fala alemão.

Observe que ao analisar todas as premissas, e tornarmos (C) Todo cavalo tem asas. Indica que se é cavalo então tem
todas verdadeiras obtivemos as seguintes afirmações: asas, ou seja, posso afirmar que o conjunto de cavalos é um
subconjunto do conjunto de animais que tem asas.
Francisco não fala francês
Ching não fala chinês
Elton não fala espanhol
Débora não fala dinamarquês
Iara não fala italiano
Ana fala alemão.

A única conclusão verdadeira quando todas as premissas Observe que ao unir as premissas, a conclusão sempre se
foram verdadeiras é a da alternativa (A), resposta do problema. verifica. Toda vez que fizermos as premissas serem verdadeiras,
a conclusão também for verdadeira, estaremos diante de um
02. Resposta: B. argumento válido. Observe:
O número que não é primo é denominado número composto.
O número 4 é um número composto. Todo número composto
pode ser escrito como uma combinação de números primos,
veja: 70 é um número composto formado pela combinação: 2 x 5
x 7, onde 2, 5 e 7 são números primos. O problema informou que
um número primo tem com certeza 3 divisores quando puder
ser escrito da forma: 1 p p2, onde p é um número primo.

Observe os seguintes números:


Desse modo, o conjunto de cavalos é subconjunto do
1 2 22 (4)
conjunto dos animais de 4 patas e este por sua vez é subconjunto
1 3 3² (9)
dos animais que tem asas. Dessa forma, a conclusão se verifica,
1 5 5² (25)
ou seja, todo cavalo tem asas. Agora na questão temos duas
1 7 7² (49)
premissas e a conclusão é uma das alternativas, logo temos um
1 11 11² (121)
argumento. O que se pergunta é qual das conclusões possíveis
sempre será verdadeira dadas as premissas sendo verdadeiras,
Veja que 4 têm apenas três divisores (1, 2 e ele mesmo) e
ou seja, qual a conclusão que torna o argumento válido. Vejamos:
o mesmo ocorre com os demais números 9, 25, 49 e 121 (mas
Ou Lógica é fácil, ou Artur não gosta de Lógica (P1)
este último já é maior que 100) portanto a soma dos números
Se Geografia não é difícil, então Lógica é difícil. (P2)
inteiros positivos menores do que 100, que têm exatamente três
Artur gosta de Lógica (P3)
divisores positivos é dada por: 4 + 9 + 25 + 49 = 87.
Observe que deveremos fazer as três premissas serem
03. Resposta: B.
verdadeiras, inicie sua análise pela premissa mais fácil, ou
O Argumento é uma sequência finita de proposições lógicas
seja, aquela que já vai lhe informar algo que deseja, observe a
iniciais (Premissas) e uma proposição final (conclusão). A
premissa três, veja que para ela ser verdadeira, Artur gosta de
validade de um argumento independe se a premissa é verdadeira
Lógica. Com esta informação vamos até a premissa um, onde
ou falsa, observe a seguir:
temos a presença do “ou exclusivo” um ou especial que não aceita
ao mesmo tempo que as duas premissas sejam verdadeiras ou
Todo cavalo tem 4 patas (P1)
falsas. Observe a tabela verdade do “ou exclusivo” abaixo:
Todo animal de 4 patas tem asas (P2)
Logo: Todo cavalo tem asas (C)
P q pVq
V V F
Observe que se tem um argumento com duas premissas, V F V
P1 (verdadeira) e P2 (falsa) e uma conclusão C. Veja que este F V V
argumento é válido, pois se as premissas se verificarem a F F F
conclusão também se verifica: (P1) Todo cavalo tem 4 patas. Sendo as proposições:
Indica que se é cavalo então tem 4 patas, ou seja, posso afirmar p: Lógica é fácil
que o conjunto dos cavalos é um subconjunto do conjunto de q: Artur não gosta de Lógica
animais de 4 patas. p v q = Ou Lógica é fácil, ou Artur não gosta de Lógica (P1)

Observe que só nos interessa os resultados que possam


tornar a premissa verdadeira, ou seja, as linhas 2 e 3 da tabela
verdade. Mas já sabemos que Artur gosta de Lógica, ou seja, a

Raciocínio Lógico 11
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APOSTILAS OPÇÃO
premissa q é falsa, só nos restando a linha 2, quer dizer que para 05. Resposta: C.
P1 ser verdadeira, p também será verdadeira, ou seja, Lógica é Uma questão de lógica argumentativa, que trata do uso do
fácil. Sabendo que Lógica é fácil, vamos para a P2, temos um se conectivo “se então” também representado por “→”. Vamos a um
então. exemplo:
Se o duque sair do castelo então o rei foi à caça. Aqui estamos
Se Geografia não é difícil, então Lógica é difícil. Do se então tratando de uma proposição composta (Se o duque sair do
já sabemos que: castelo então o rei foi à caça) formada por duas proposições
Geografia não é difícil - é o antecedente do se então. simples (duque sair do castelo) (rei ir à caça), ligadas pela
Lógica é difícil - é o consequente do se então. presença do conectivo (→) “se então”. O conectivo “se então”
liga duas proposições simples da seguinte forma: Se p então q,
Chamando: ou seja:
r: Geografia é difícil → p será uma proposição simples que por estar antes do
~r: Geografia não é difícil (ou Geografia é fácil) então é também conhecida como antecedente.
p: Lógica é fácil → q será uma proposição simples que por estar depois do
(não p) ~p: Lógica é difícil então é também conhecida como consequente.
→ Se p então q também pode ser lido como p implica em q.
~r → ~p (lê-se se não r então não p) sempre que se verificar → p é conhecida como condição suficiente para que q ocorra,
o se então tem-se também que a negação do consequente gera a ou seja, basta que p ocorra para q ocorrer.
negação do antecedente, ou seja: ~(~p) → ~(~r), ou seja, p → r → q é conhecida como condição necessária para que p
ou Se Lógica é fácil então Geografia é difícil. ocorra, ou seja, se q não ocorrer então p também não irá ocorrer.
Vamos às informações do problema:
De todo o encadeamento lógico (dada as premissas 1) O rei ir à caça é condição necessária para o duque sair do
verdadeiras) sabemos que: castelo. Chamando A (proposição rei ir à caça) e B (proposição
Artur gosta de Lógica duque sair do castelo) podemos escrever que se B então A ou B →
Lógica é fácil A. Lembre-se de que ser condição necessária é ser consequente
Geografia é difícil no “se então”.
Vamos agora analisar as alternativas, em qual delas a 2) O rei ir à caça é condição suficiente para a duquesa ir ao
conclusão é verdadeira: jardim. Chamando A (proposição rei ir à caça) e C (proposição
a) Se Geografia é difícil, então Lógica é difícil. (V → F = F) a duquesa ir ao jardim) podemos escrever que se A então C ou A
regra do “se então” é só ser falso se o antecedente for verdadeiro → C. Lembre-se de que ser condição suficiente é ser antecedente
e o consequente for falso, nas demais possibilidades ele será no “se então”.
sempre verdadeiro. 3) O conde encontrar a princesa é condição necessária e
b) Lógica é fácil e Geografia é difícil. (V ^ V = V) a regra do suficiente para o barão sorrir. Chamando D (proposição conde
“e” é que só será verdadeiro se as proposições que o formarem encontrar a princesa) e E (proposição barão sorrir) podemos
forem verdadeiras. escrever que D se e somente se E ou D ↔ E (conhecemos este
c) Lógica é fácil e Geografia é fácil. (V ^ F = F) conectivo como um bicondicional, um conectivo onde tanto o
d) Lógica é difícil e Geografia é difícil. (F ^ V = F) antecedente quanto o consequente são condição necessária e
e) Lógica é difícil ou Geografia é fácil. (F v F = F) a regra do suficiente ao mesmo tempo), onde poderíamos também escrever
“ou” é que só é falso quando as proposições que o formarem E se e somente se D ou E → D.
forem falsas. 4) O conde encontrar a princesa é condição necessária
para a duquesa ir ao jardim. Chamando D (proposição conde
04. Resposta: A. encontrar a princesa) e C (proposição duquesa ir ao jardim)
Com os dados fazemos a tabela: podemos escrever que se C então D ou C → D. Lembre-se de que
ser condição necessária é ser consequente no “se então”.
Camisa azul Camisa branca Camisa Preta
A única informação claramente dada é que o barão não
“ eu sou culpado” “ sim, ele(decamisa “Eu roubei o colar sorriu, ora chamamos de E (proposição barão sorriu). Logo
azul) é o culpado” da rainha;o culpa- barão não sorriu = ~E (lê-se não E).
do sou eu” Dado que ~E se verifica e D ↔ E, ao negar a condição
necessária nego a condição suficiente: esse modo ~E → ~D
Sabe-se que um e apenas um dos suspeitos é culpado e (então o conde não encontrou a princesa).
que o culpado às vezes fala a verdade e às vezes mente. Sabe- Se ~D se verifica e C → D, ao negar a condição necessária
se, também, que dos outros dois (isto é, dos suspeitos que são nego a condição suficiente: ~D → ~C (a duquesa não foi ao
inocentes), um sempre diz a verdade e o outro sempre mente. jardim).
Se ~C se verifica e A → C, ao negar a condição necessária
I) Primeira hipótese: Se o inocente que fala verdade é o de nego a condição suficiente: ~C → ~A (então o rei não foi à caça).
camisa azul, não teríamos resposta, pois o de azul fala que é Se ~A se verifica e B → A, ao negar a condição necessária
culpado e então estaria mentindo. nego a condição suficiente: ~A → ~B (então o duque não saiu
do castelo).
II) Segunda hipótese: Se o inocente que fala a verdade é o
de camisa preta, também não teríamos resposta, observem: Se Observe entre as alternativas, que a única que afirma uma
ele fala a verdade e declara que roubou ele é o culpado e não proposição logicamente correta é a alternativa C, pois realmente
inocente. deduziu-se que o rei não foi à caça e o conde não encontrou a
princesa.
III) Terceira hipótese: Se o inocente que fala a verdade é o
de camisa branca achamos a resposta, observem: Ele é inocente 06. Resposta: D.
e afirma que o de camisa branca é culpado, ele é o inocente Como todas as informações dadas são verdadeiras, então
que sempre fala a verdade. O de camisa branca é o culpado que podemos concluir que:
ora fala a verdade e ora mente (no problema ele está dizendo 1 - Basílio pagou;
a verdade). O de camisa preta é inocente e afirma que roubou, 2 - Carlos pagou;
logo ele é o inocente que está sempre mentindo. 3 - Antônio pagou, justamente, com os R$ 100,00 e pegou
os R$ 60,00 de troco que, segundo Carlos, estavam os R$ 50,00
O resultado obtido pelo sábio aluno deverá ser: O culpado é pagos por Eduardo, então...
o de camisa azul e o de camisa preta sempre mente (Alternativa 4 - Eduardo pagou com a nota de R$ 50,00.
A).
O único que escapa das afirmações é o Danton.

Raciocínio Lógico 12
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APOSTILAS OPÇÃO
Outra forma: 5 amigos: A,B,C,D, e E. 2ª Proposição: ganha mais de R$ 3.000,00 por mês.
Antônio: - Basílio pagou. Restam A, D, C e E.
Danton: - Carlos também pagou. Restam A, D, e E. Lembre-se que no enunciado não fala onde foi o erro da
Eduardo: - Só sei que alguém pagou com quatro notas de R$ declaração do gerente, ou seja, pode ser na primeira proposição
10,00. Restam A, D, e E. e não na segunda ou na segunda e não na primeira ou nas duas
Basílio: - Aquela nota de R$ 100,00 ali foi o Antônio. Restam que o resultado será falso.
D, e E. Na alternativa C a banca fez a negação da primeira
Carlos: - Sim, e nos R$ 60,00 que ele retirou, estava a nota proposição e fez a da segunda e as ligaram no conectivo “ou”,
de R$ 50,00 que o Eduardo colocou. Resta somente D (Dalton) pois no conectivo “ou” tanto faz a primeira ser verdadeira ou a
a pagar. segunda ser verdadeira, desde que haja uma verdadeira para o
resultado ser verdadeiro.
07. Resposta: B. Atenção: A alternativa “E” está igualzinha, só muda o
1°: separar a informação que a questão forneceu: “não vou conectivo que é o “e”, que obrigaria que o erro da declaração
morar em passárgada”. fosse nas duas.
2°: lembrando-se que a regra do ou diz que: para ser
verdadeiro tem de haver pelo menos uma proposição verdadeira. A questão pede a negação da afirmação: Todo funcionário
3°: destacando-se as informações seguintes: de nossa empresa possui plano de saúde “e” ganha mais de R$
- caso ou compro uma bicicleta. 3.000,00 por mês.
- viajo ou não caso. Essa fica assim ~(p ^ q).
- vou morar em passárgada ou não compro uma bicicleta. A negação dela ~pv~q

Logo: ~(p^q) ↔ ~pv~q (negação todas “e” vira “ou”)


- vou morar em pasárgada (F)
- não compro uma bicicleta (V) A 1ª proposição tem um Todo que é quantificador universal,
- caso (V) para negá-lo utilizamos um quantificador existencial. Pode ser:
- compro uma bicicleta (F) um, existe um, pelo menos, existem...
- viajo (V) No caso da questão ficou assim: Um funcionário da empresa
- não caso (F) não possui plano de saúde “ou” ganha até R$ 3.000,00 por mês.
A negação de ganha mais de 3.000,00 por mês, é ganha até
Conclusão: viajo, caso, não compro uma bicicleta. 3.000,00.

Outra forma: 09. Resposta: B.


c = casar Sendo:
b = comprar bicicleta Segunda = S e Quarta = Q,
v = viajar Pedro tem aula de Natação = PN e
p = morar em Passárgada Pedro tem aula de Futebol = PF.

Temos as verdades: V = conectivo ou e → = conectivo Se, ... então, temos:


c ou b S V Q → PF V PN
v ou ~c
p ou ~b Sendo Je = Jane leva Pedro para a escolinha e ~Je = a negação,
ou seja Jane não leva Pedro a escolinha. Ainda temos que ~Ja =
Transformando em implicações: Jane deixa de fazer o almoço e C = Carlos almoça em Casa e ~C =
~c → b = ~b → c Carlos não almoça em casa, temos:
~v → ~c = c → v
~p → ~b PF V PN → Je
Je → ~Ja
Assim: ~Ja → ~C
~p → ~b
~b → c Em questões de raciocínio lógico devemos admitir que todas
c→v as proposições compostas são verdadeiras. Ora, o enunciado diz
que Carlos almoçou em casa, logo a proposição ~C é Falsa.
Por transitividade:
~p → c ~Ja → ~C
~p → v
Para a proposição composta ~Ja → ~C ser verdadeira, então
Não morar em passárgada implica casar. Não morar em ~Ja também é falsa.
passárgada implica viajar. ~Ja → ~C

08. Resposta: C. Na proposição acima desta temos que Je → ~Ja, contudo


A declaração dizia: já sabemos que ~Ja é falsa. Pela mesma regra do conectivo Se,
“Todo funcionário de nossa empresa possui plano de saúde e ... então, temos que admitir que Je também é falsa para que a
ganha mais de R$ 3.000,00 por mês”. Porém, o diretor percebeu proposição composta seja verdadeira.
que havia se enganado, portanto, basta que um funcionário não Na proposição acima temos que PF V PN → Je, tratando PF
tenha plano de saúde ou ganhe até R$ 3.000,00 para invalidar, V PN como uma proposição individual e sabendo que Je é falsa,
negar a declaração, tornando-a desse modo FALSA. Logo, para esta proposição composta ser verdadeira PF V PN tem que
necessariamente, um funcionário da empresa X não tem plano ser falsa.
de saúde ou ganha até R$ 3.000,00 por mês. Ora, na primeira proposição composta da questão, temos
que S V Q → PF V PN e pela mesma regra já citada, para esta
Proposição composta no conectivo “e” - “Todo funcionário ser verdadeira S V Q tem que ser falsa. Bem, agora analisando
de nossa empresa possui plano de saúde e ganha mais de R$ individualmente S V Q como falsa, esta só pode ser falsa se as
3.000,00 por mês”. Logo: basta que uma das proposições seja duas premissas simples forem falsas. E da mesma maneira
falsa para a declaração ser falsa. tratamos PF V PN.
1ª Proposição: Todo funcionário de nossa empresa possui
plano de saúde. Representação lógica de todas as proposições:

Raciocínio Lógico 13
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APOSTILAS OPÇÃO
S V Q → PF V PN PROPOSIÇÕES OU SENTENÇAS
(f) (f) (f) (f)
F F Uma proposição é uma afirmação que pode ser verdadeira
ou falsa. Ela é o significado da afirmação, não um arranjo preciso
PF V PN → Je das palavras para transmitir esse significado. Por exemplo,
F F “Existe um número primo par maior que dois” é uma proposição
(no caso, falsa). “Um número primo par maior que dois existe”
Je → ~Ja é a mesma proposição, expressa de modo diferente. É muito
F F fácil mudar acidentalmente o significado das palavras apenas
reorganizando-as. A dicção da proposição deve ser considerada
~Ja → ~C algo significante. É possível utilizar a linguística formal para
F F analisar e reformular uma afirmação sem alterar o significado.
As sentenças ou proposições são os elementos que, na
Conclusão: Carlos almoçou em casa hoje, Jane fez o almoço
e não levou Pedro à escolinha esportiva, Pedro não teve aula de linguagem escrita ou falada, expressam uma ideia, mesmo que
futebol nem de natação e também não é segunda nem quarta. absurda. Considerar-se-ão as que são bem definidas, isto é,
Agora é só marcar a questão cuja alternativa se encaixa nesse aquelas que podem ser classificadas em falsas ou verdadeiras,
esquema. denominadas declarativas. As proposições geralmente são
designadas por letras latinas minúsculas: p, q, r, s...
10. Resposta: C.
Dê nome: Considere os exemplos a seguir:
A = AFINO as cordas;
I = INSTRUMENTO soa bem; p: Mônica é inteligente.
T = TOCO bem; q: Se já nevou na região Sul, então o Brasil é um país europeu.
S = SONHO acordado. r: 7 > 3
s: 8 + 2 ≠ 10
Montando as proposições:
1° - A → I Tipos de Proposições
2° - I → T
3° - ~T V S (ou exclusivo) Podemos classificar as sentenças ou proposições, conforme
o significado de seu texto, em:
Como S = FALSO; ~T = VERDADEIRO, pois um dos termos
deve ser verdadeiro (equivale ao nosso “ou isso ou aquilo, - Declarativas ou afirmativas: são as sentenças em que se
escolha UM”). afirma algo, que pode ou não ser verdadeiro. Exemplo: Júlio
~T = V César é o melhor goleiro do Brasil.
T=F - Interrogativas: são aquelas sentenças em que se questiona
I→T algo. Esse tipo de sentença não admite valor verdadeiro ou falso.
(F)
Exemplo: Lula estava certo em demitir a ministra?
Em muitos casos, é um macete que funciona nos exercícios - Imperativas ou ordenativas: são as proposições em que se
“lotados de condicionais”, sendo assim o F passa para trás. ordena alguma coisa. Exemplo: Mude a geladeira de lugar.
Assim: I = F
Novamente: A → I Proposições Universais e Particulares
(F)
As proposições universais são aquelas em que o predicado
O FALSO passa para trás. Com isso, A = FALSO. ~A = refere-se à totalidade do conjunto. Exemplo:
Verdadeiro = As cordas não foram afinadas.
“Todos os homens são mentirosos” é universal e
Outra forma: partimos da premissa afirmativa ou de simbolizamos por “Todo S é P”
conclusão; última frase:
Não sonho acordado será VERDADE Nesta definição incluímos o caso em que o sujeito é unitário.
Admita todas as frases como VERDADE
Ficando assim de baixo para cima Exemplo: “O cão é mamífero”.

Ou não toco muito bem (V) ou sonho acordado (F) = V As proposições particulares são aquelas em que o predicado
Se o instrumento soa bem (F) então toco muito bem (F) = V refere-se apenas a uma parte do conjunto. Exemplo: “Alguns
Se afino as cordas (F), então o instrumento soa bem (F) = V homens são mentirosos” é particular e simbolizamos por “algum
S é P”.
A dica é trabalhar com as exceções: na condicional só dá
falso quando a primeira V e a segunda F. Na disjunção exclusiva Proposições Afirmativas e Negativas
(ou... ou) as divergentes se atraem o que dá verdade. Extraindo
as conclusões temos que: No caso de negativa podemos ter:
Não toco muito bem, não sonho acordado como verdade.
Se afino as corda deu falso, então não afino as cordas.
Se o instrumento soa bem deu falso, então o instrumento “Nenhum homem é mentiroso” é universal negativa e
não soa bem. simbolizamos por “nenhum S é P”.

Joga nas alternativas: “Alguns homens não são mentirosos” é particular negativa e
(A) sonho dormindo (você não tem garantia de que sonha simbolizamos por “algum S não é P”.
dormindo, só temos como verdade que não sonho acordado,
pode ser que você nem sonhe). No caso de afirmativa consideramos o item anterior.
(B) o instrumento afinado não soa bem deu que: Não afino
as cordas. Chamaremos as proposições dos tipos: “Todo S é P”, “algum S
(C) Verdadeira: as cordas não foram afinadas. é P”, “algum S não é P” e “nenhum S é P”.
(D) mesmo afinado (Falso deu que não afino as cordas) o
instrumento não soa bem. Então teremos:
(E) toco bem acordado e dormindo, absurdo. Deu não toco
muito bem e não sonho acordado.

Raciocínio Lógico 14
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APOSTILAS OPÇÃO
Sendo assim, a partir de uma proposição podemos construir
AFIRMATIVA NEGATIVA
uma outra correspondente com a sua negação; e com duas ou
UNIVERSAL Todo S é P (A) Nenhum S é P (E) mais, podemos formar:
PARTICULAR Algum S é P (I) Algum S não é P
- Conjunções: a ∧ b (lê-se: a e b)
(O) - Disjunções: a ∨ b (lê-se: a ou b)
- Condicionais: a ⇒ b (lê-se: se a então b)
Diagrama de Euler - Bicondicionais: a ⇔ b (lê-se: a se somente se b)
Para analisar, poderemos usar o diagrama de Euler. Exemplo
- Todo S é P (universal afirmativa – A) “Se Cacilda é estudiosa então ela passará no AFRF”

Sejam as proposições:
p = “Cacilda é estudiosa”
q = “Ela passará no AFRF”

Daí, poderemos representar a sentença da seguinte forma:


Se p então q (ou p ⇒q)

Sentenças Abertas

Existem sentenças que não podem ser classificadas nem


- Nenhum S é P (universal negativa – E) como falsas, nem como verdadeiras. São as sentenças chamadas
sentenças abertas.

Exemplos

1.

A sentença matemática x+4=9 é aberta, pois existem infinitos


números que satisfazem a equação. Obviamente, apenas um
deles, x=5 , tornando a sentença verdadeira. Porém, existem
- Algum S é P (particular afirmativa – I) infinitos outros números que podem fazer com que a proposição
se torne falsa, como x=-5

2. q ( x ) : x < 3
Dessa maneira, na sentença x<3 , obtemos infinitos valores
que satisfazem à equação. Porém, alguns são verdadeiros, como
x=-2, e outros são falsos, como x=+7

Atenção: As proposições ou sentenças lógicas são


- Algum S não é P (particular negativa – O) representadas por letras latinas e podem ser classificadas em
abertas ou fechadas.
A sentença s(x): 2+2=5 é uma sentença fechada, pois a ela se
pode atribuir um valor lógico; nesse caso, o valor de s(x) é F, pois
a sentença é falsa.
A sentença p(x) “Phil Collins é um grande cantor de música
pop internacional” é fechada, dado que possui um valor lógico e
esse valor é verdadeiro.
Princípios Já a sentença e(x) “O sorteio milionário da Mega-Sena” é uma
sentença aberta, pois não se sabe o objetivo de falar do sorteio
da Mega-Sena, nem se pode atribuir um valor lógico para que
- Princípio da não-contradição: Uma proposição não pode
e(x) seja verdadeiro, ou falso.
ser verdadeira e falsa simultaneamente.
- Princípio do Terceiro Excluído: Uma proposição só pode ter
Modificadores
dois valores verdades, isto é, é verdadeiro (V) ou falso (F), não
podendo ter outro valor. A partir de uma proposição, podemos formar outra
proposição usando o modificador “não” (~), que será sua
a) “O Curso Pré-Fiscal fica em São Paulo” é um proposição negação, a qual possuirá o valor lógico oposto ao da proposição.
verdadeira. Exemplo
b) “O Brasil é um País da América do Sul” é uma proposição
verdadeira. p: Jacira tem 3 irmãos.
c) “A Receita Federal pertence ao poder judiciário”, é uma ~p: Jacira não tem 3 irmãos.
proposição falsa.
É fácil verificar que:
As proposições simples (átomos) combinam-se com outras, 1. Quando uma proposição é verdadeira, sua negação é falsa.
ou são modificadas por alguns operadores (conectivos), gerando
novas sentenças chamadas de moléculas. Os conectivos serão
representados da seguinte forma: V ou F Sentença: p Negação: ~p V ou F
V F
~corresponde a “não” 4∈ N 4∉ N
∧ corresponde a “e”
F 12 é divisível 12 não é V
∨ corresponde a “ou”
por zero divisível por
⇒ corresponde a “então”
zero.
⇔ corresponde a “se somente se”

Raciocínio Lógico 15
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APOSTILAS OPÇÃO
Para classificar mais facilmente as proposições em falsas ou São proposições compostas:
verdadeiras, utilizam-se as chamadas tabelas-verdade. P(q, r): O número 2 é primo ou é par.
Q(s, t): Roma é a capital da França e o Brasil fica na América
Para negação, tem-se do Sul.
R: O número 6 é par e o número 8 é cubo perfeito.
p ~p
Não são proposições lógicas:
V F - Roma
- O cão do menino
F V
- 7+1
- As pessoas estudam
Atenção: A sentença negativa é representada por “~”.
- Quem é?
A sentença t: - Que pena!
“O time do Paraná resistiu à pressão do São Paulo” possui
como negativa de t, ou seja, “~t”, o correspondente a: “O time do Tabela Verdade
Paraná não resistiu à pressão do São Paulo”.
Proposição Simples - Segundo o princípio do terceiro
Observação: Alguns matemáticos utilizam o símbolo “ ¬ O excluído, toda proposição simples p, é verdade ou falsa, isto é,
Brasil possui um grande time de futebol”, que pode ser lida como tem o valor lógico verdade (V) ou o valor lógico falso (F).
“O Brasil não possui um grande time de futebol”.
p
Proposições Simples e Compostas
V
Uma proposição pode ser simples (também denominada F
atômica) ou composta (também denominada molecular). As
proposições simples apresentam apenas uma afirmação. Pode- Proposição Composta - O valor lógico de qualquer
se considerá-las como frases formadas por apenas uma oração. proposição composta depende unicamente dos valores lógicos
As proposições simples são representadas por letras latinas
das proposições simples componentes, ficando por eles
minúsculas.
univocamente determinados. É um dispositivo prático muito
usado para a determinação do valor lógico de uma proposição
Exemplos
composta. Neste dispositivo figuram todos os possíveis valores
(1) p: eu sou estudioso lógicos da proposição composta, correspondentes a todas as
(2) q: Maria é bonita possíveis atribuições de valores lógicos às proposições simples
(3) r: 3 + 4 > 12 componentes.

Uma proposição composta é formada pela união de duas ou Proposição Composta - 02 proposições simples
mais proposições simples.
Indica-se uma proposição composta por letras latinas Assim, por exemplo, no caso de uma proposição composta
maiúsculas. Se P é uma proposição composta das proposições cujas proposições simples componentes são p e q, as únicas
simples p, q, r, ..., escreve-se P (p, q, r,...). Quando P estiver possíveis atribuições de valores lógicos a p e a q são:
claramente definida não há necessidade de indicar as proposições
simples entre os parênteses, escrevendo simplesmente P. p q
Exemplos: V V
V F
(4) P: Paulo é estudioso e Maria é bonita. P é composta das
proposições simples p: Paulo é estudioso e q: Maria é bonita. F V
(5) Q: Maria é bonita ou estudiosa. Q é composta das F F
proposições simples p: Maria é bonita e q: Maria é estudiosa.
(6) R: Se x = 2 então x2 + 1 = 5. R é composta das proposições
Observe-se que os valores lógicos V e F se alternam de dois
simples p: x = 2 e q: x2 + 1 = 5.
(7) S: a > b se e somente se b < a. S é composta das proposições em dois para a primeira proposição p e de um em um para a
simples p: a > b e q: b < a. segunda proposição q, e que, além disso, VV, VF, FV e FF são os
arranjos binários com repetição dos dois elementos V e F.
As proposições simples são aquelas que expressam “uma
única ideia”. Constituem a base da linguagem e são também Proposição Composta - 03 proposições simples
chamadas de átomos da linguagem. São representadas por
letras latinas minúsculas (p, q, r, s, ...). No caso de uma proposição composta cujas proposições
simples componentes são p, q e r as únicas possíveis atribuições
As proposições composta são aquelas formadas por duas de valores lógicos a p, a q e a r são:
ou mais proposições ligadas pelos conectivos lógicos. São
geralmente representadas por letras latinas maiúsculas (P, Q, R, p q r
S, ...). O símbolo P (p, q, r), por exemplo, indica que a proposição
composta P é formada pelas proposições simples p, q e r. V V V
V V F
Exemplos
V F V
São proposições simples: V F F
p: A lua é um satélite da terra.
q: O número 2 é primo. F V V
r: O número 2 é par.
F V F
s: Roma é a capital da França.
t: O Brasil fica na América do Sul. F F V
u: 2 + 5 = 3 . 4
F F F

Raciocínio Lógico 16
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APOSTILAS OPÇÃO
Analogamente, observe-se que os valores lógicos V e F se 07. (CESPE - PF - Regional) Considere que as letras P, Q,
alternam de quatro em quatro para a primeira proposição p, de R e T representem proposições e que os símbolos ̚ , ^, ˅ e →
dois em dois para a segunda proposição q e de um em um para a sejam operadores lógicos que constroem novas proposições
terceira proposição r, e que, além disso, VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, e significam não, e, ou e então, respectivamente. Na lógica
FVF, FFV e FFF sãos os arranjos ternários com repetição dos dois proposicional, cada proposição assume um único valor (valor-
elementos V e F. verdade), que pode ser verdadeiro (V) ou falso (F), mas nunca
ambos. Com base nas informações apresentadas no texto, julgue
Notação: O valor lógico de uma proposição simples p os itens a seguir.
indica-se por V(p). Assim, exprime-se que p é verdadeira (V), a) Se as proposições P e Q são ambas verdadeiras, então a
escrevendo: V(p) = V. Analogamente, exprime-se que p é falsa proposição ( ̚ P) ˅ ( ̚ Q) também é verdadeira.
(F), escrevendo: V(p) = F. b) Se a proposição T é verdadeira e a proposição R é falsa,
então a proposição R→ ( ̚ T) é falsa.
Exemplos c) Se as proposições P e Q são verdadeiras e a proposição R é
falsa, então a proposição (P ^ R) → (¬ Q) é verdadeira.
p: o sol é verde;
q: um hexágono tem nove diagonais; 08. (CESPE - Papiloscopista) Sejam P e Q variáveis
r: 2 é raiz da equação x² + 3x - 4 = 0 proposicionais que podem ter valorações, ou serem julgadas
V(p) = F verdadeiras (V) ou falsas (F). A partir dessas variáveis, podem ser
V(q) = V obtidas novas proposições, tais como: a proposição condicional,
V(r) = F denotada por P → Q, que será F quando P for V e Q for F, ou V,
Questões nos outros casos; a disjunção de P e Q, denotada por P v Q, que
será F somente quando P e Q forem F, ou V nas outras situações;
01. Considere as proposições p: Está frio e q: Está chovendo. a conjunção de P e Q, denotada por P ^ Q, que será V somente
Traduza para linguagem corrente as seguintes proposições: quando P e Q forem V, e, em outros casos, será F; e a negação de
(A) P ˅ ~q P, denotada por ¬P, que será F se P for V e será V se P for F. Uma
(B) p → q tabela de valorações para uma dada proposição é um conjunto
(C) ~p ^ ~q de possibilidades V ou F associadas a essa proposição. A partir
(D) p ↔ ~q das informações do texto, julgue os itens subsequentes.
(E) (p ˅ ~q) ↔ (q ^~p) a) As tabelas de valorações das proposições P v Q e Q → ¬P
são iguais.
02. Considere as proposições p: A terra é um planeta e q: b) As proposições (P v Q) → S e (P → S) v (Q → S) possuem
Aterra gira em torno do Sol. Traduza para linguagem simbólica tabelas de valorações iguais.
as seguintes proposições:
(A) Não é verdade: que a Terra é um planeta ou gira em torno 09. (CESPE - PF - Regional) Considere as sentenças abaixo.
do Sol.
(B) Se a Terra é um planeta então a Terra gira em torno do I- Fumar deve ser proibido, mas muitos europeus fumam.
Sol. II- Fumar não deve ser proibido e fumar faz bem à saúde.
(C) É falso que a Terra é um planeta ou que não gira em torno III- Se fumar não faz bem à saúde, deve ser proibido.
do Sol. IV- Se fumar não faz bem à saúde e não é verdade que muitos
(D) A Terra gira em torno do Sol se, e somente se, a Terra não europeus fumam, então fumar deve ser proibido.
é um planeta. V- Tanto é falso que fumar não faz bem à saúde como é
(E) A Terra não é nem um planeta e nem gira em torno do falso que fumar deve ser proibido; consequentemente, muitos
Sol. europeus fumam.
(Expressões da forma “não é nem p e nem q” devem ser
vistas como “não p e não q”) Considere também que P, Q, R e T representem as sentenças
listadas na tabela a seguir.
03. Dada a condicional: “Se p é primo então p = 2 ou p é
impar”, determine:
a) a contrapositiva P Fumar deve ser proibido.
b) a recíproca Q Fumar de ser encorajado.

04. R Fumar não faz bem à


a) Supondo V (p ^ q ↔ r ˅ s) = F e V (~r ^ ~s) = V, determine saúde.
V (p → r ^ s). T Muitos europeus fumam.
b) Supondo V (p ^ (q ˅ r)) = V e V (p ˅ r → q) = F, determine Com base nas informações acima e considerando a notação
V (p), V (q), V (r). introduzida no texto, julgue os itens seguintes.
c) Supondo V (p → q) = V, determine V (p ^ r → q ^ r) e V (p
˅ r → q ˅ r). (A) A sentença I pode ser corretamente representada por P
^ (¬ T).
05. Dê o conjunto-verdade em R das seguintes sentenças (B) A sentença II pode ser corretamente representada por
abertas: (¬ P) ^ (¬ R).
a) x² + x – 6 = 0 → x² - 9 = 0 (C) A sentença III pode ser corretamente representada por
b) x² ˃ 4 ↔ x² -5x + 6 = 0 R → P.
06. Use o diagrama de Venn para decidir quais das seguintes (D) A sentença IV pode ser corretamente representada por
afirmações são válidas: (R ^ (¬ T)) → P.
(E) A sentença V pode ser corretamente representada por T
a) Todos os girassóis são amarelos e alguns pássaros são → ((¬ R) ^ (¬ P)).
amarelos, logo nenhum pássaro é um girassol.
b) Alguns baianos são surfistas. Alguns surfistas são louros. 10. Um agente de viagens atende três amigas. Uma delas é
Não existem professores surfistas. Conclusões: loura, outra é morena e a outra é ruiva. O agente sabe que uma
I- Alguns baianos são louros. delas se chama Bete, outra se chama Elza e a outra se chama
II- Alguns professores são baianos. Sara. Sabe, ainda, que cada uma delas fará uma viagem a um
III- Alguns louros são professores. país diferente da Europa: uma delas irá à Alemanha, outra irá
IV- Existem professores louros. à França e a outra irá à Espanha. Ao agente de viagens, que
queria identificar o nome e o destino de cada uma, elas deram as

Raciocínio Lógico 17
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APOSTILAS OPÇÃO
seguintes informações: (P ^ R) → (¬ Q)
A loura: “Não vou à França nem à Espanha”. (V ^ F) → (¬ V)
A morena: “Meu nome não é Elza nem Sara”. F F
A ruiva: “Nem eu nem Elza vamos à França”. Verdadeira

O agente de viagens concluiu, então, acertadamente, que: 08. a) Item ERRADO. Basta considerarmos a linha da tabela-
(A) A loura é Sara e vai à Espanha. verdade onde P e Q são ambas proposições verdadeiras para
(B) A ruiva é Sara e vai à França. verificar que as tabelas de valorações de P v Q e Q → ¬P não são
(C) A ruiva é Bete e vai à Espanha. iguais:
(D) A morena é Bete e vai à Espanha. b) Item ERRADO. Nas seguintes linhas da tabela-verdade,
(E) A loura é Elza e vai à Alemanha. temos os valores lógicos da proposição (P v Q) → S diferente dos
da proposição (P → S) v (Q → S):
Respostas
P Q S (P v Q) → S P → S v Q
01. a) “Está frio ou não está chovendo”.
b) “Se está frio então está chovendo”. →S
c) “Não está frio e não está chovendo”. V F F F V
d) “Está frio se e somente se não está chovendo”.
e) “Está frio e não está chovendo se e somente se está F V F F V
chovendo e não está frio”.
09. a) Item ERRADO. Sua representação seria P ^ T.
02. a) ~(p ˅ q); b) Item CERTO. Apenas deve-se ter o cuidado para o que diz
b) p → q a proposição R: “Fumar não faz bem à saúde”. É bom sempre
c) ~(p ˅ ~q) ficarmos atentos à atribuição inicial dada à respectiva letra.
d) ~p ^ ~q c) Item CERTO. É a representação simbólica da Condicional
e) q ↔ ~p entre as proposições R e P.
d) Item CERTO. Proposição composta, com uma Conjunção
03. a) a contrapositiva: “Se p ≠ 2 e p é par, então p não é (R ^ ¬T) como condição suficiente para P.
primo”. d) Item ERRADO. Dizer “...consequentemente...” é dizer “se...
b) a recíproca: “Se p = 2 ou p é ímpar, então p é primo”. então...”. A representação correta seria ((¬ R) ^ (¬ P)) → T.

04. a) Supondo V (p ^ q ↔ r ˅ s) = F (1) e V (~r ^ ~s) = V (2), 10. Resposta: E.


determine V (p → r ^ s). Solução: De (2) temos que V (r) = V (s) A melhor forma de resolver problemas como este é arrumar
= F; Usando estes resultados em (1) obtemos: V (p) = V (q) = V, as informações, de forma mais interessante, que possa prover
logo, V (p → r ^ s) = F uma melhor visualização de todo o problema. Inicialmente
b) Supondo V (p ^ (q ˅ r)) = V (1) e V (p ˅ r → q) = F (2), analise o que foi dado no problema:
determine V (p), V (q) e V (r). Solução: De (1) concluímos que V (A) São três amigas
(p) = V e V (q ˅ r) = V e de (2) temos que V (q) = F, logo V (r) = V (B) Uma é loura, outra morena e outra ruiva.
c) Supondo V (p → q) = V, determine V (p ^ r → q ^ r) e V (p (C) Uma é Bete, outra Elza e outra Sara.
˅ r → q ˅ r). Solução: Vamos supor V (p ^ r → q ^ r) = F. Temos (D) Cada uma fará uma viagem a um país diferente da
assim que V (p ^ r) = V e V (q ^ r) = F, o que nos permite concluir Europa: Alemanha, França e Espanha.
que V (p) = V (r) = V e V (q) = F, o que contradiz V (p → q) = V. (E) Elas deram as seguintes informações:
Logo, V (p ˅ r → q ˅ r) = V. Analogamente, mostramos que V (p
˅ r → q ˅ r) = V. A loura: “Não vou à França nem à Espanha”.
A morena: “Meu nome não é Elza nem Sara”.
05. a) R – {2} A ruiva: “Nem eu nem Elza vamos à França”.
b) [-2,2[
Faça uma tabela:
06. a) O diagrama a seguir mostra que o argumento é falso:
Cor dos Loura Morena Ruiva
cabelos
Afirmação Não vou à Meu nome Nem eu nem
França nem a não é Elza Elza vamos à
Espanha nem Sara França
b) O diagrama a seguir mostra que todos os argumentos são País Alemanha França Espanha
falsos: Nome Elza Bete Sara

Com a informação da loura, sabemos que ela vai para a


Alemanha.
Com a informação da morena, sabemos que ela é a Bete.
07. a) Item ERRADO. Pela tabela do “ou” temos: Com a informação da ruiva sabemos que ela não vai à França
(¬ P) v (¬ Q) e nem Elza, mas observe que a loura vai a Alemanha e a ruiva não
(¬ V) v (¬ V) vai à França, só sobrando a Bete ir à França. Se Bete vai à França
(F) v (F) a ruiva coube a Espanha. Elza é a loura e Sara fica sendo a ruiva.
Falsa
Tabela Verdade
b) Item ERRADO. A condicional regra que:
R → (¬ T) A tabela-verdade é usada para determinar o valor lógico de
F (¬ V) uma proposição composta, sendo que os valores das proposições
F (F) simples já são conhecidos. Pois o valor lógico da proposição
Verdadeira composta depende do valor lógico da proposição simples. A
seguir vamos compreender como se constrói essas tabelas-
c) Item CERTO. Obedecendo a conjunção e a condicional: verdade partindo da árvore das possibilidades dos valores

Raciocínio Lógico 18
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APOSTILAS OPÇÃO
lógicos das proposições. os brasileiros são carecas” ou “Pelo menos um brasileiro não é
careca”.
Proposição Composta do Tipo P(p, q) - A negação de “Nenhum homem é careca” é “Algum homem é
careca” ou “Pelo menos um homem é careca”.

Número de linhas da Tabela Verdade

Seja “L” uma linguagem que contenha as proposições P, Q e


R. O que podemos dizer sobre a proposição P? Para começar,
segundo o princípio de bivalência, ela é ou verdadeira ou falsa.
Isto representamos assim:

P
V
F
Proposição Composta do Tipo P(p, q, r)
Agora, o que podemos dizer sobre as proposições P e Q?
Oras, ou ambas são verdadeiras, ou a primeira é verdadeira e a
segunda é falsa, ou a primeira é falsa e a segunda é verdadeira,
ou ambas são falsas. Isto representamos assim:

P Q
V V
V F
F V
F F

Como você já deve ter reparado, uma tabela para P, Q e R é


assim:

P Q R
V V V
V V F
V F V
Proposição Composta do Tipo P(p, q, r, s): a tabela-verdade V F F
possui 24 = 16 linhas e é formada igualmente as anteriores. F V V
Proposição Composta do Tipo P(p1, p2, p3,…, pn): a tabela- F V F
verdade possui 2n linhas e é formada igualmente as anteriores. F F V

O Conectivo “não” e a negação F F F

O conectivo “não” e a negação de uma proposição p é outra Cada linha da tabela (fora a primeira que contém as
proposição que tem como valor lógico V se p for falsa e F se p fórmulas) representa uma valoração. Agora, o que dizer sobre
é verdadeira. O símbolo ~p (não p) representa a negação de p fórmulas moleculares, tais como ⌐P, Q∨R, ou (Q∧R) → (P↔Q)?
com a seguinte tabela-verdade: Para estas, podemos estabelecer os valores que elas recebem em
vista do valor de cada fórmula atômica que as compõe. Faremos
p ~p isto por meio das tabelas de verdade. Os primeiros passos para
V F construir uma tabela de verdade consistem em:
F V - Uma linha em que estão contidas todas as subfórmulas de
Exemplo: uma fórmula e a própria fórmula. Por exemplo, a fórmula ⌐(P˄Q)
→ R tem o seguinte conjunto de subfórmulas: [(P˄Q) → R, P˄Q,
a) P, Q, R].
p = 7 é ímpar. - “L” linhas em que estão todos os possíveis valores que as
~p = 7 não é ímpar. proposições atômicas podem receber e os valores recebidos
pelas fórmulas moleculares a partir dos valores destes átomos.
p ~p O número de linhas é L = nt, sendo n o número de valores que
V F
o sistema permite (sempre 2 no caso do CPC) e t o número de
b) átomos que a fórmula contém. Assim, se uma fórmula contém 2
q = 24 é múltiplo de 5. átomos, o número de linhas que expressam a permutações entre
~q = 24 não é múltiplo de 5. estes será 4: um caso de ambos serem verdadeiros (V V), dois
casos de apenas um dos átomos ser verdadeiro (V F , F V) e um
q ~q caso no qual ambos serem falsos (F F). Se a fórmula contiver 3
F V átomos, o número de linhas que expressam a permutações entre
estes será 8: um caso de todos os átomos serem verdadeiros (V V
Observação: A negação de “Roma é a capital da Itália” é
V), três casos de apenas dois átomos serem verdadeiros (V V F ,
“Roma não é a capital da Itália” ou “Não é verdade que Roma é a
V F V , F V V), três casos de apenas um dos átomos ser verdadeiro
capital da Itália”. Note que:
(V F F , F V F , F F V) e um caso no qual todos átomos são falsos (F
- A negação de “Todos os brasileiros são carecas” é “Nem todos
F F). Então, para a fórmula ⌐(P˄Q) → R, temos:

Raciocínio Lógico 19
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APOSTILAS OPÇÃO
P Q R P˄Q (P˄Q) → R ⌐(P˄Q) → R p ν q: = 9 < 6 ou 3 é par.
V V V
V V F p q p∨ q
V F V F F F
V F F
F V V c)
F V F p = O número 17 é primo.
F F V q = Brasília é a capital do Brasil.
F F F p ν q = O número 17 é primo ou Brasília é a capital do Brasil.
Para completar esta tabela precisamos definir os operadores
lógicos. Ao fazê-lo, vamos aproveitar para explicar como p q p∨ q
V V V
interpretá-los.
d)
O Conectivo e “e” a conjunção p = O número 9 é par.
q = O dobro de 50 é 100.
O conectivo “e” e a conjunção de duas proposições p e q é p ν q: O número 9 é par ou o dobro de 50 é 100.
outra proposição que tem como valor lógico V se p e q forem
verdadeiras, e F em outros casos. O símbolo p ∧ q (p e q) p q p∨ q
representa a conjunção, com a seguinte tabela-verdade: F V V
O Conectivo “se… então…” e a condicional
p q p∧ q
V V V
V F F A condicional se p então q é outra proposição que tem como
F V F valor lógico F se p é verdadeira e q é falsa. O símbolo p → q
F F F
representa a condicional, com a seguinte tabela-verdade:
Exemplo:
p q p→q
a) V V V
V F F
p = 2 é par. F V V
q = o céu é rosa. F F V
p ∧ q = 2 é par e o céu é rosa.
Exemplo:
p q p∧ q
V F F a)
p: 7 + 2 = 9.
b) q: 9 – 7 = 2.
p = 9 < 6. p → q: Se 7 + 2 = 9 então 9 – 7 = 2.
q = 3 é par.
p ∧ q: 9 < 6 e 3 é par. p q p→q
V V V
p q p∧ q
F F F b)
p = 7 + 5 < 4.
c) q = 2 é um número primo.
p = O número 17 é primo. p → q: Se 7 + 5 < 4 então 2 é um número primo.
q = Brasília é a capital do Brasil.
p ∧ q = O número 17 é primo e Brasília é a capital do Brasil. p q p→q
F V V
p q p∧ q
V V V c)
p = 24 é múltiplo de 3.
O Conectivo “ou” e a disjunção q = 3 é par.
p → q: Se 24 é múltiplo de 3 então 3 é par.
O conectivo “ou” e a disjunção de duas proposições p e q
é outra proposição que tem como valor lógico V se alguma das p q p→q
proposições for verdadeira e F se as duas forem falsas. O símbolo V F F
p v q (p ou q) representa a disjunção, com a seguinte tabela-
verdade: d)
p = 25 é múltiplo de 2.
q = 12 < 3.
p q p∨ q
V V V p → q: Se 25 é múltiplo de 2 então 2 < 3.
V F V
F V V O Conectivo “se e somente se” e a bicondicional
F F F
Exemplo: A bicondicional p se e somente se q é outra proposição que
tem como valor lógico V se p e q forem ambas verdadeiras ou
a) ambas falsas, e F nos outros casos. O símbolo p ↔ q representa a
p = 2 é par. bicondicional, com a seguinte tabela-verdade:
q = o céu é rosa.
p ν q = 2 é par ou o céu é rosa. p q p↔q
V V V
V F F
p q p∨ q F V F
V F V F F V
b)
p = 9 < 6.
q = 3 é par.

Raciocínio Lógico 20
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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplo:

a)
p = 24 é múltiplo de 3.
q = 6 é ímpar.
p ↔ q = 24 é múltiplo de 3 se, e somente se, 6 é ímpar.

p q p↔q
V F F
b)
p = 25 é quadrado perfeito.
q = 8 > 3.
p ↔ q = 25 é quadrado perfeito se, e somente se, 8 > 3.

p q p↔q
V V V
c)
p = 27 é par.
q = 6 é primo.
p ↔ q = 27 é par se, e somente se, 6 é primo.

p q p↔q
F F V
Tabela-Verdade de uma Proposição Composta

Exemplo: veja como se procede a construção de uma tabela-verdade da proposição composta P(p, q) = ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q),
onde p e q são duas proposições simples quaisquer. Resolução: uma tabela-verdade de uma proposição do tipo P(p, q) possui 24 = 4
linhas, logo:

p q p∨q ~p (p ∨ q) → (~p) p∧q ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q)


V V
V F
F V
F F
Agora veja passo a passo a determinação dos valores lógicos de P.

a) Valores lógicos de p ν q

p q p∨q ~p (p ∨ q) → (~p) p∧q ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q)


V V V
V F V
F V V
F F F
b) Valores lógicos de ~p

p q p∨q ~p (p ∨ q) → (~p) p∧q ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q)


V V V F
V F V F
F V V V
F F F V
c) Valores lógicos de (p ν q) → (~p)

p q p∨q ~p (p ∨ q) → (~p) p∧q ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q)


V V V F F
V F V F F
F V V V V
F F F V V
d) Valores lógicos de p ∧ q

p q p∨q ~p (p ∨ q) → (~p) p∧q ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q)


V V V F F V
V F V F F F
F V V V V F
F F F V V F
e) Valores lógicos de P(p, q) = ((p ν q) → (~p)) → (p ∧ q)

p q p∨q ~p (p ∨ q) → (~p) p∧q ((p ∨ q) → (~p)) → (p ∧ q)


V V V F F V V
V F V F F F V
F V V V V F F
F F F V V F F

Raciocínio Lógico 21
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APOSTILAS OPÇÃO
Questões 07. Escrever as expressões relativas aos circuitos. Simplificá-
las e fazer novos esquemas.
01. Considere as proposições
p: Está frio e (A)
q: Está chovendo.
Traduza para linguagem corrente as seguintes proposições:

(A) p v ~q
(B) p → q c) ~p ∧ ~q
(C) p ↔ ~q e) (p v ~q) ↔ (q ∧ ~p) (B)

02. Considere as proposições


p: A Terra é um planeta e
q: A Terra gira em torno do Sol.
Traduza para linguagem simbólica as seguintes proposições:

(A) Não é verdade: que a Terra é um planeta ou gira em torno


do Sol. 08. Verifique a validade ou não dos seguintes argumentos
(B) Se a Terra é um planeta então a Terra gira em torno do sem utilizar tabela-verdade:
Sol. (A) p v q, ~r v ~q╞ ~p → ~r
(B) p → q v r, q → ~p, s → ~r ╞ ~(p ∧ s)
(C) É falso que a Terra é um planeta ou que não gira em torno
(C) p → q, r → s, p v s ╞ q v r
do Sol. (D) Se o déficit público não diminuir, uma condição
(D) A Terra gira em torno do Sol se, e somente se, a Terra não necessária e suficiente para inflação cair é que os impostos
é um planeta. sejam aumentados. Os impostos serão aumentados somente se
(E) A Terra não é nem um planeta e nem gira em torno do o déficit público não diminuir. Se a inflação cair, os impostos não
Sol. serão aumentados. Portanto, os impostos não serão aumentados.

(Expressões da forma “não é nem p e nem q” devem ser vistas 09. Dê o conjunto-verdade em R das seguintes sentenças
como “não p e não q”) abertas:
(A) x² + x – 6 = 0 → x² - 9 = 0
(B) x² > 4 ↔ x² - 5x + 6 = 0
03. Escreva a negação das seguintes proposições numa
sentença o mais simples possível. 10. Dê a negação das seguintes proposições:
(A) É falso que não está frio ou que está chovendo. (A) Existem pessoas inteligentes que não sabem ler nem
(B) Se as ações caem aumenta o desemprego. escrever.
(C) Ele tem cabelos louros se e somente se tem olhos azuis. (B) Toda pessoa culta é sábia se, e somente se, for inteligente.
(D) A condição necessária para ser um bom matemático é (C) Para todo número primo, a condição suficiente para ser
saber lógica. par é ser igual a 2.
(E) Jorge estuda física mas não estuda química. Respostas

(Expressões da forma “p mas q” devem ser vistas como “ p e q”) 01.


(A) “Não está frio e não está chovendo”.
(B) “Está frio se e somente se não está chovendo”.
04. Dada a condicional: “Se p é primo então p = 2 ou p é (C) “Está frio e não está chovendo se e somente se está
ímpar”, determine: chovendo e não está frio”.
(A) a contrapositiva
(B) a recíproca 02.
(A) ~(p v q)
05. (B) p → q
(A) Supondo V(p Λ q ↔ r v s) = F e V(~r Λ ~s) = V, determine (C) ~(p v ~q)
V(p → r Λs). (D) ~p ∧ ~q
(B) Supondo V(p Λ (q v r)) = V e V (p v r → q) = F, determine (E) q ↔ ~p
V(p), V(q) e V(r).
03.
(C) Supondo V(p→ q) = V, determine V(p Λ r → q Λ r) e V(p v (A) “Não está frio ou está chovendo”.
r → q v r). (B) “As ações caem e não aumenta o desemprego”.
(C) “Ele tem cabelos louros e não tem olhos azuis ou ele tem
06. Utilizando as propriedades das operações lógicas, olhos azuis e não tem cabeloslouros”.
simplifique as seguintes proposições: (D) A proposição é equivalente a “Se é um bom matemático
(A) (p v q) Λ ~p então sabe lógica” cuja negação é “É um bom matemático e não
(B) p Λ (p → q) Λ (p →~q) sabe lógica”.
(C) p Λ (p v q) → (p v q) Λ q (E) “Jorge não estuda lógica ou estuda química”.
(D) ~(p → q) Λ ((~p Λ q) v ~(p v q))
04.
(E) ~p → (p v ~(p v ~q))
(A) contrapositiva: “Se p ≠ 2 e p é par então p não é primo”.
(B) recíproca: “Se p = 2 ou p é ímpar então p é primo”.

05.
(A) Supondo V(p Λ q ↔ r v s) = F(1) e V(~r Λ ~s) = V (2),
determine V(p → r Λ s).
Solução: De (2) temos que V (r) = V(s) = F; Usando estes
resultados em (1) obtemos:

Raciocínio Lógico 22
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APOSTILAS OPÇÃO
V(p) = V(q) = V, logo, equivalentes:
V(p → r Λ s) = F 1- Se hoje é sábado, então hoje é fim de semana.
2- Se hoje não é fim de semana, então hoje não é sábado.
(B) Supondo V(p Λ (q v r)) = V (1) e V(p v r → q) = F (2),
determine V(p), V(q) e V(r). Em símbolos:
Solução: De (1) concluimos que V(p) = V e V(q v r) = V e de (2) d: “Hoje é sábado”. (d → f)
temos que V(q) = F, logo V (r) = V. f: “Hoje é fim de semana”. (¬f → ¬d)

(C) Supondo V(p → q) = V, determine V(p Λ r → q Λ r) e V(p Sintaticamente, (1) e (2) são equivalentes pela Lei da
v r → q v r). Contraposição. Semânticamente, (1) e (2) têm os mesmos
Solução: Vamos supor V(p Λ r →q Λ r) = F. Temos assim que valores nas mesmas interpretações.
V(p Λ r) = V e V(q Λ r) = F, o que nos permite concluir que V(p)
= V(r) = V e V(q) = F, o que contradiz V(p → q) = V. Logo, V(p v r Há equivalência entre as proposições p e q somente quando
→ q v r) = V. Analogamente, mostramos que V(p v r → q v r) = V. a bicondicional p ↔ q for uma tautologia ou quando p e q tiverem
a mesma tabela-verdade.
06.
(A) (p∨q) ∧ ~p ↔ (p∧~p) ∨ (q∧~p) ↔ F ∨ (q∧~p) ↔ (q∧~p) p ⇔ q (p é equivalente a q) é o símbolo que representa a
equivalência lógica.
(B) p ∧ (p→q) ∧ (p→~p) ↔ p ∧ (~p∨q) ∧ (~p∨~q)
↔ p ∧ ((~p ∨ (q∧~q)) ↔ p ∧ (~p ∨ F) ↔ p ∧ ~p ↔ F Diferenciação dos símbolos ↔ e ⇔

(C) p ∧ (p∨q) → (p ∨q) ∧ q ↔ p→q O símbolo ↔ representa uma operação entre as proposições
p e q, que tem como resultado uma nova proposição p ↔ q com
(D) ~(p→q) ∧ ((~p∧q)) ↔ (p∧~q) ∧ ((~p∧q) ∨ (~p∧~q)) valor lógico V ou F.
(p∧~q) ∧ ((~p ∧ (q∨~q)) ↔ (p∧~q) ∧ (~p∧V) ↔ (p∧~q) ∧ O símbolo ⇔ representa a não ocorrência de VF e de FV na
~p tabela-verdade p ↔ q, ou ainda que o valor lógico de p ↔ q é
(p∧~p) ∧ ~q ↔ F ∧ ~q ↔ F sempre V, ou então p ↔ q é uma tautologia. Exemplo:

(E) ~p → (p ∨ ~(p∨~q)) ↔ p ∨ (p ∨ ~(p∨~q)) ↔ (p ∨ A tabela da bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) será:


(~p∧q)) ↔
(p∨~p) ∧ (p∨q) ↔ V ∧ (p∨q) ↔ p∨q
p q ~q ~p p→q ~q → ~p (p → q) ↔ (~q
→ ~p)
07.
(A) (p∧q) ∨ ((p∧q) ∨ q) ∧ p ↔ ((p∧q) ∧ p ↔ q∧p
V V F F V V V
(B) ((p∨q) ∧ r)) ∨ ((q∧r) ∨ q)) ↔
((p∨q) ∧ r) ∨ q ↔ (p∨q∨q) ∧ (r∨q) V F V F F F V
↔ (p∨q) ∧ (r∨q) ↔ q ∨ (p∧r) F V F V V V V

08. F F V V V V V
(A) Válido
(B) Válido Portanto, p → q é equivalente a ~q → ~p, pois estas
(C) Sofisma. Considerando V(p) = V(q) = V( r ) = F e V(s) = V, proposições possuem a mesma tabela-verdade ou a bicondicional
todas as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa. (p → q) ↔ (~q → ~p) é uma tautologia. Veja a representação: (p
(D) Considere → q) ⇔ (~q → ~p)
p: O déficit público não diminui;
q: A inflação cai; Equivalências Notáveis
r: Os impostos são aumentados.
Analise o argumento: p → (q↔r), r →p, q →~r ╞ ~r Nome Propriedade Dual
(Válido) Dupla Negação (DN) ~~p ↔ p
09. Idempotente (IP) pVp↔p p ∧ p↔p
(A) R- {2}
(B) [-2, 2[ Comutativa (COM) pVq↔qVp
p ∧ q↔q ∧
p
10.
(A) “Todas as pessoas inteligentes sabem ler ou escrever”. Associativa (ASS) p V (q V r) ↔ (p V
(B) “Existe pessoa culta que é sábia e não é inteligente ou q) V r p ∧ (q ∧ r) ↔
que é inteligente e não é sábia”. (p ∧ q) ∧ r
(C) “Existe um número primo que é igual a 2 e não é par”. De Morgan (DM)
~(p V q) ↔ ~p ∧ ~(p ∧ q) ↔
EQUIVALÊNCIAS ~q ~p V ~q

Na lógica, as asserções p e q são ditas logicamente Distributiva (DIS)


p ∧ (q V r) ↔ (p p V (q ∧ r) ↔
equivalentes ou simplesmente equivalentes, se p = q e q = p. Em ∧ q) V (p ∧ r) (p V q) ∧ (p
termos intuitivos, duas sentenças são logicamente equivalentes
V r)
se possuem o mesmo “conteúdo lógico”. Do ponto de vista da
teoria da demonstração, p e q são equivalentes se cada uma Absorção (ABS)
delas pode ser derivada a partir da outra. Semanticamente, p e p ∧ (p V q) ↔ p p V (p ∧ q)
q são equivalentes se elas têm os mesmos valores para qualquer ↔p
interpretação. A notação normalmente usada para representar a Reescrita da p → q ↔ ~p V q
equivalência lógica entre p e q é p ≡ q, p ⇔ q ou p ≈ q. Condicional (COND)
Exemplo: As seguintes sentenças são logicamente

Raciocínio Lógico 23
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APOSTILAS OPÇÃO
Reescrita da p ↔ q ↔ (p → q)
∧ (q → p) Respostas
Bicondicional (BI)
Elemento Neutro (EN) pVF↔p 01.
p ∧ V↔p (A) p → q ∧ r ⇔ (p → q) ∧ (p → r)
Elemento Absorvedor p V V ↔ V p →q ∧ r ⇔
(EA) p ∧ F↔F ~p ∨ (q ∧ r) ⇔ (reescrita da condicional)
(~p ∨ q) ∧ (~p ∨ r) ⇔ (distributiva)
C o m p l e m e n t a r e s p V ~p ↔ V (p → q) → (p → r) (reescrita da condicional)
(COMPLE) p ∧ ~p ↔ F
F = contradição V= (B) p → q ∨ r ⇔ (p → q) ∨ (p → r)
tautologia p →q ∨ r ⇔
~p ∨ (q ∨ r) ⇔ (reescrita da condicional)
As proposições p e q são chamadas de logicamente ~p ∨ q ∨ r ⇔ (associativa)
equivalentes (≡) se p ↔ q é uma tautologia. Exemplos: ~p ∨ ~p ∨ q ∨ r ⇔ (idempotente, adicionei
um ~p, pois ~p ∨ ~p ⇔ ~p)
Mostraremos que ¬ (p V q) e ¬p ∧ ¬q são logicamente (~p ∨ q) → (~p ∨ r) ⇔ (associativa)
equivalentes. Uma das leis de De Morgan. Solução: (p →q) ∨ (p → r) (reescrita da condicional)

(C) p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔ (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t)
¬ (p V q) e ¬p ∧ ¬q
p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔
p q (p V q) ¬(p V q) ¬p ¬q ¬ (p V q) p ∧ (r ∨ (s ∨ t)) ⇔ (associativa em s ∨ t)
¬p ∧ ↔ ¬p ∧ (p ∧ r) ∨ (p ∧ (s ∨ t)) ⇔ (distributiva)
¬q ¬q (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t) (distributiva)
V V V F F F F V
(D) p ∧ q → r ⇔ p → (q → r)
V F V F F V F V p ∧ q →r ⇔
F V V F V F F V ~(p ∧ q) ∨ r ⇔ (reescrita da condicional)
~p ∨ ~q ∨ r ⇔ (De Morgan)
F F F V V V V V ~p ∨ (~q ∨ r) ⇔ (associativa)
~p ∨ (q → r) ⇔ (reescrita da condicional)
Mostraremos que (p → q) e ¬p V q são logicamente p → (q → r) (reescrita da condicional)
equivalentes. Solução:
(E) ~(~p → ~q) ⇔ ~p ∧ q
~(~p → ~q) ⇔
p q ¬p ¬p V q p→q (p → q) ↔ ¬p V q
~(~~p ∨ ~q) ⇔ (reescrita da condicional)
V V F V V V ~(p ∨ ~q) ⇔ (dupla negação)
~p ∧ ~~q ⇔ (De Morgan)
V F F F F V
~p ∧ q (dupla negação)
F V V V V V
02.
F F V V V V
(B) Regra da adição: p ⇒ p ∨ q
p → p → q ⇔ V (devemos demonstrar que a relação de
Questões implicação equivale a uma tautologia)
~p ∨ (p ∨ q) ⇔ (condicional)
01. Demonstre as relações abaixo utilizando as equivalências ~p ∨ p ∨ q ⇔ (associativa)
notáveis: V ∨ q ⇔ (complementares ~p ∨ p)
(A) p → q ∧ r ⇔ (p → q) ∧ (p → r) V (identidade)
(B) p → q ∨ r ⇔ (p → q) ⇔ (p → r)
(C) p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔ (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t) (C) Regra do Silogismo Disjuntivo: (p ∨ q) ∧ ~q ⇒ p
(D) p ∧ q → r ⇔ p → (q → r) (p ∨ q) ∧ ~q → p ⇔ V (devemos demonstrar que a
(E) ~(~p → ~q) ⇔ ~p ∧ q relação de implicação equivale a uma tautologia)
(p ∧ ~q) ∨ (q ∧ ~q) → p ⇔ (distributiva)
02. Demonstre, utilizando as equivalências notáveis, que as (p ∧ ~q) ∨ F → p ⇔ (complementares)
relações de implicação são válidas: (p ∧ ~q) ∨ p ⇔ (identidade)
(A) Exemplo: Regra da simplificação: p ∧ q ⇒ q ~(p ∧ ~q) ∨ p ⇔ (condicional)
Para provarmos uma relação de implicação temos que ~p ∨ ~q ∨ p ⇔ (De Morgan)
demonstrar que a condicional p ∧ q →q é tautológica, ou seja, (~p ∨ p) ∨ ~q ⇔ (associativa)
que a condicional p ∧ q → q ⇔ V V ∨ ~q ⇔ (complementares)
Desenvolvendo o lado esquerdo da equivalência, tem-se:
p ∧ q → q ≡ (aplicando-se a equiv. de reescrita da
V (identidade)
condicional) (D) Regra de Modus Ponens: (p → q) ∧ p ⇒ q
~(p ∧ q) ∨ q ≡ (aplicando-se a Lei de Morgan) (p → q) ∧ p → q ⇔ V (devemos demonstrar que a
~p ∨ ~q ∨ q ≡ (aplicando-se lei complementar, ~q ∨ relação de implicação equivale a uma tautologia)
q é uma tautologia) (~p ∨ q) ∧ q → q ⇔ (condicional)
~p ∨ V ≡ (pela lei da identidade ~p ∨ V é um tautologia) (q ∧ ~p) ∨ (q ∧ q) → q ⇔ (distributiva)
V Portanto, está provado que p ∧ q ⇒ q é uma tautologia (q ∧ ~p) ∨ q → q ⇔ (idempotente)
~((q ∧ ~p) ∨ q) ∨ q ⇔ (condicional)
(B) Regra da adição: p ⇒ p ∨ q (~(q ∧ ~p) ∧ ~q) ∨ q ⇔ (De Morgan)
(C) Regra do Silogismo Disjuntivo: (p ∨ q) ∧ ~q ⇒ p ((~q ∨ p) ∧ ~q) ∨ q ⇔ (De Morgan)
(D) Regra de Modus Ponens: (p → q) ∧ p ⇒ q (~q ∧ ~q) ∨ (~q ∧ p) ∨ q ⇔ (distributiva)
(E) Regra de Modus Tollens: (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p ~q ∨ (~q ∧ p) ∨ q ⇔ (idempotente)
(~q ∨ q) ∨ (~q ∧ p) ⇔ (associativa)
03. Usando as regras de equivalência, mostre a seguinte V ∨ (~q ∧ p) ⇔ (complementares)
tautologia: (p → q) → r ⇔ r ∨ (p ∧ ~q) V (identidade)

Raciocínio Lógico 24
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APOSTILAS OPÇÃO
“É falso que matemática é fácil.”
(E) Regra de Modus Tollens: (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p Mas como proceder para fazer a negação de proposições
(p → q) → ~q → ~p ⇔ V (devemos demonstrar que compostas?
a relação de implicação equivale a uma tautologia) Esta parte da negação é a que mais aparece nos concursos,
(~p ∨ q) ∧ ~q →~p ⇔ (De Morgan) porque apresenta maior dificuldade para o concursando e,
(~q ∧ ~p) ∨ (~q ∧ q) → ~p ⇔ (Distributiva) assim, maiores possibilidades de erros.
(~q ∧ ~p) ∨ F → ~p ⇔ (Complementares) Inicialmente devemos analisar o tipo de conectivo que
(~q ∧ ~p) → ~p ⇔ (Identidade) aparece na proposição. E, em função disto, teremos diferentes
~(~q ∧ ~p) ∨ ~p ⇔ (condicional) maneiras de se fazer a negação. Existem algumas regras que
~~q ∨ ~~p ∨ ~p ⇔ (De Morgan) deverão ser seguidas e ponto final!!!
q ∨ p ∨ ~p ⇔ (Dupla Negação) É uma questão de treino. Você já deve ter encontrado este
q ∨ V ⇔ (complementares) conselho em quase todos os materiais didáticos. Mas é verdade.
V
LEIS de DE MORGAN.
03. Mostraremos que (p → q) → r ⇔ r ∨ (p ∧ ~q) é uma
tautologia, de fato: Estas negações que serão agora abordadas são chamadas de
Leis de De Morgan.
A) Negação de Conjunções: ~(p e q)
Ordem Proposição Para negarmos uma proposição do tipo conjunção (p e q) é
1 (p → q) → r ⇔ fácil:
1) Negaremos a primeira (~p);
2 ⇔(~p ∨ q) → r ⇔ 2) Negaremos a segunda (~q);
3 ⇔~(~p ∨ q) ∨ r ⇔ 3) Trocaremos e por ou.
4 ⇔ r ∨ ~(~p ∨ q) RESUMINDO: NEGUE TUDO e troque o conectivo “e” por
5 r ∨ (p ∧ ~q) “ou”.

LEIS DE MORGAN Exemplo 01: negar a proposição “Ganhei uma camisa e uma
gravata”
NEGAÇÃO
A proposição acima poderia ser reescrita assim: “Ganhei
A negação é um tópico bastante abordado em concursos. E uma camisa e ganhei uma gravata”
muitos candidatos erram, por não seguirem as regras básicas Negação: “Não ganhei uma camisa OU não ganhei uma
dos conectivos a serem negados Trabalharemos agora com esta gravata”
parte do raciocínio lógico. Neste caso as duas proposições têm sentido “positivo”. Por
É muito importante saber negar uma proposição. As pessoas isto, aparecem duas negativas na resposta.
pensam que basta apenas colocar a palavra não que estará tudo
resolvido. Mas não é assim. Exemplo 02: negar a proposição “Não consegui marcar um
No caso de uma proposição simples, a negação é a mais fácil gol e meu time perdeu”
de estabelecer: basta pôr a palavra não antes da sentença.
Exemplos: Negação: “Consegui marcar um gol OU meu time não perdeu”
Neste caso a primeira proposição tem significado “negativo”.
“Sérgio é arquiteto” Por isto, aparecem nesta proposição sentido positivo.
Negativa: Sérgio não é arquiteto. Convertendo para a linguagem da lógica, diremos que:
~(p ^ q) = ~p V (~q)
“Maria é estudante.” Como analisaremos a tabela-verdade das duas situações?
Negativa: Maria não é estudante. Vamos analisar o primeiro exemplo:
Caso tenhamos na sentença original uma negativa (já traga “Ganhei uma camisa e uma gravata”
a palavra não), teremos que fazer a negativa (negar o sentido p = Ganhei uma camisa
negativo já presente). q = ganhei uma gravata
Exemplo:
“Sérgio não é arquiteto.”
p q p^q
Negativa: (“Sérgio não não é arquiteto”): “Sérgio é
arquiteto.” V V V
Lembra das operações matemáticas básicas (- com - = +).
V F F
O símbolo que representa a negação é uma pequena
cantoneira (¬) ou um sinal de til (~), antecedendo a frase. Assim, F V F
a tabela-verdade da negação é bem simples. Veja:
F F F

p ~p Agora adicionarei as colunas referentes às negações das


proposições p e q:
V F
F V

p q p^q ~p ~q
Algumas situações também são negações, porém, descritas
das seguintes formas: V V V F F
-”não A”,
V F F F V
- Não é verdade que A.
- É falso que A. F V F V F
F F F V V
Daí, as seguintes frases são equivalentes:
“matemática não é fácil.”
“Não é verdade que matemática é fácil.” E a seguir, fazer a coluna referente à disjunção entre ~p e ~q,

Raciocínio Lógico 25
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APOSTILAS OPÇÃO
que é a negação da conjunção:
F F F V V

p q p^q ~p ~q ~(p^q)= ~p V ~q E a seguir, fazer a coluna referente à CONjunção entre ~p e


~q:
V V V F F F
p q pVq ~p ~q ~(pVq) = ~p ^
V F F F V V
~q
F V F V F V
V V V F F F
F F F V V V
V F V F V F
Observe que as tabelas verdades da conjunção e sua negação F V V V F F
(no caso uma disjunção) são opostas.
F F F V V V

p^q ~(p^q)=~pVq Observe que as tabelas verdades da DISjunção e sua negação


(no caso uma CONjunção) são opostas.
V F
F V
pVq ~(pVq)=~p^~q
F V
V F
F V
V F
B) Negação da Disjunção: ~(p ou q) V F
F V
Na linguagem apropriada, concluiremos que:
~(p V q) = ~p ^ ~q
Repare que as duas situações de negação são muito
Para negarmos uma proposição do tipo disjunção (p ou q)
semelhantes. Negar tudo e trocar os conectivos “e” por “ou” e
é fácil:
vice-versa.
1) Negaremos a primeira (~p);
2) Negaremos a segunda (~q);
Questões
3) Trocaremos ou por e.
01. (PC/SP - Investigador de Polícia - VUNESP/2014) Um
RESUMINDO: NEGUE TUDO e troque o conectivo “ou” por
antropólogo estadunidense chega ao Brasil para aperfeiçoar
“e”.
seu conhecimento da língua portuguesa. Durante sua estadia
em nosso país, ele fica muito intrigado com a frase “não vou
Exemplo 01: negar a proposição “Ganhei uma camisa ou uma
fazer coisa nenhuma”, bastante utilizada em nossa linguagem
gravata”
coloquial. A dúvida dele surge porque:
(A) a conjunção presente na frase evidencia seu significado.
Negação: “Não ganhei uma camisa e não uma gravata”
(B) o significado da frase não leva em conta a dupla negação.
Neste caso as duas proposições têm sentido “positivo”. Por
(C) a implicação presente na frase altera seu significado.
isto, aparecem duas negativas na resposta.
(D) o significado da frase não leva em conta a disjunção.
(E) a negação presente na frase evidencia seu significado.
Exemplo 02: negar a proposição “Não consegui marcar um
gol ou meu time perdeu”
02. (PC/SP - Delegado de Polícia - VUNESP/2014) Os
conectivos ou operadores lógicos são palavras (da linguagem
Negação: “Consegui marcar um gol e meu time não perdeu”
comum) ou símbolos (da linguagem formal) utilizados
(Neste caso a primeira proposição tem significado “negativo”.
para conectar proposições de acordo com regras formais
Por isto, aparecem nesta proposição sentido positivo).
preestabelecidas. Assinale a alternativa que apresenta exemplos
Convertendo para a linguagem da lógica, diremos que:
de conjunção, negação e implicação, respectivamente.
~(p V q) = ~p ^ (~q)
(A) ¬ p, p v q, p ∧ q
Como analisaremos a tabela-verdade das duas situações?
(B) p ∧ q, ¬ p, p -> q
Vamos analisar o primeiro exemplo:
(C) p -> q, p v q, ¬ p
“Ganhei uma camisa e uma gravata”
p = Ganhei uma camisa (D) p v p, p -> q, ¬ q
(E) p v q, ¬ q, p v q
q = ganhei uma gravata
03. (TC/DF - Analista de Administração Pública –
p q pVq CESPE- UnB/2014) Considere as proposições P1, P2, P3 e P4,
V V V apresentadas a seguir.
P1: Se as ações de um empresário contribuírem para a
V F V manutenção de certos empregos da estrutura social, então tal
F V V empresário merece receber a gratidão da sociedade.
P2: Se um empresário tem atuação antieconômica ou
F F F antiética, então ocorre um escândalo no mundo empresarial.
P3: Se ocorre um escândalo no mundo empresarial, as ações
do empresário contribuíram para a manutenção de certos
Agora adicionarei as colunas referentes às negações das empregos da estrutura social.
proposições p e q: P4: Se um empresário tem atuação antieconômica ou
antiética, ele merece receber a gratidão da sociedade.
Tendo como referência essas proposições, julgue o item
p q pVq ~p ~q
seguinte.
V V V F F A negação da proposição “Um empresário tem atuação
antieconômica ou antiética” pode ser expressa por “Um
V F V F V
empresário não tem atuação antieconômica ou não tem atuação
F V V V F antiética”.

Raciocínio Lógico 26
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APOSTILAS OPÇÃO
(certo) (errado)
é representada pelo símbolo ~ou cantoneira (¬) e pode negar
uma proposição simples (por exemplo: ¬ p) ou composta. Já a
04. (PRODEST/ES - Assistente de Tecnologia da
implicação é uma proposição composta do tipo condicional (Se,
Informação - VUNESP/2014) Uma negação lógica para a
então) é representada pelo símbolo (→ ).
proposição “Pedro estudou e está participando de um concurso”
está contida na alternativa:
03. Resposta: ERRADO.
(A) Pedro não estudou ou não está participando de um
O enunciado nos traz uma proposição composta por uma
concurso.
disjunção (conectivo “ou”) e pede a sua negação. A negação
(B) Pedro não estudou e não está participando de um
de uma disjunção se faz através de uma conjunção em que
concurso.
trocaremos o conectivo “ou” pelo conectivo “e”, além de negar as
(C) Pedro estudou pouco, mas está participando de um
duas parcelas. Observamos que não ocorreu a troca do conectivo
concurso.
“ou”, apesar de ter negado corretamente as duas parcelas. Logo,
(D) Pedro estudou, mas não está participando de um
a estrutura lógica da negação está errada.
concurso.
(E) Pedro estudou pouco e não está participando de um
04. Resposta: A.
concurso.
O enunciado nos traz uma proposição do tipo conjunção
e pede a sua negação. A negação de uma conjunção se faz
05. (AMAZUL - Assistente de Administração - Técnico
através de uma disjunção em que trocaremos o conectivo “e”
de Contabilidade - IBFC/2014) A negação da frase “Antônio
pelo conectivo “ou”, além de negar as duas parcelas. Portanto,
estudou e Márcia ganhou dinheiro” equivale logicamente a:
já podemos descartar as alternativas que não trazem este
(A) “Antônio não estudou ou Márcia não ganhou dinheiro”.
conectivo ‘ou” (a conjunção mas é equivalente à conjunção e).
(B) “Antônio não estudou e Márcia não ganhou dinheiro”.
Descartamos as alternativas B, C, D e E. Resta, por exclusão a
(C) “Antônio não estudou e Márcia ganhou dinheiro”.
alternativa A.
(D) “Antônio estudou ou Márcia não ganhou dinheiro”.
Vamos à negativa: Pedro NÃO estudou OU NÃO está
participando de um concurso.
06. (PC/SP - Investigador de Polícia - VUNESP/2014)
João e Maria são professores da rede pública de ensino e gostam
05. Resposta: A.
muito de conhecer novos lugares. Considerando a proposição
A negação de uma conjunção é feita através de uma disjunção.
“João e Maria viajam sempre durante as férias escolares”,
Como fazer? Negamos as duas parcelas e trocamos o
assinale a negação dessa proposição.
conectivo “e” por “ou”.
(A) “João e Maria não viajam sempre durante as férias
Considerando:
escolares”.
p: Antônio estudou
(B) “João e Maria viajam sempre durante o período letivo”.
q: Márcia ganhou dinheiro
(C) “João e Maria viajam algumas vezes durante as férias
Vamos negar as parcelas:
escolares”.
~p: Antônio NÃO estudou
(D) “João e Maria viajam algumas vezes durante o período
q: Márcia NÃO ganhou dinheiro
letivo”.
~p V ~q => Antônio não estudou OU Márcia NÃO ganhou
(E) “João e Maria não viajam sempre durante o período
dinheiro.
letivo”.
06. Resposta: A.
07. (SEDS/MG - Agente de Segurança Socioeducativa -
A proposição acima mencionada é uma proposição simples.
IBFC/2014) A negação lógica da frase “Maurício comprou um
João e Maria (este “e” não é um conectivo de conjunção).
notebook ou Paula não foi à escola” é dada por:
Portanto, ficaria: “João e Maria NÃO viajam sempre durante as
(A) Maurício não comprou um notebook ou Paula foi à escola.
férias escolares”.
(B) Se Maurício não comprou um notebook, então Paula foi
à escola.
07. Resposta: D.
(C) Maurício não comprou um notebook e Paula não foi à
O enunciado nos traz uma proposição do tipo disjunção
escola.
(conectivo “ou”) e pede a sua negação. A negação de uma
(D) Maurício não comprou um notebook e Paula foi à escola.
disjunção se faz através de uma conjunção, em que trocaremos o
conectivo “ou” pelo conectivo “e”, além de negar as duas parcelas.
08. (RioPrevidência - Assistente Previdenciário -
Portanto, já podemos descartar as alternativas que não trazem
CEPERJ/2014) Leia atentamente a seguinte sentença:
este conectivo “e”. Descartamos as alternativas A e B.
“Maria foi à feira ou não foi ao supermercado e seu marido
Vamos negar as duas parcelas e uní-las pelo conectivo “e”
foi ao Maracanã.”
para determinar a alternativa correta.
A negação dessa sentença é apresentada na opção:
Vamos à negativa: “Maurício NÃO comprou um notebook E
(A) Maria não foi à feira ou foi ao supermercado e seu marido
Paula foi à escola”.
não foi ao Maracanã.
(B) Maria não foi à feira e não foi ao supermercado e seu
08. Resposta: C.
marido não foi ao Maracanã.
O enunciado nos traz uma proposição composta por uma
(C) Maria não foi à feira e foi ao supermercado ou seu marido
disjunção (conectivo “ou”) em sua primeira parcela e uma
não foi ao Maracanã.
conjunção (conectivo “e”) na segunda parcela e pede a sua
(D) Maria foi à feira e não foi ao supermercado ou seu marido
negação. A negação de uma disjunção se faz através de uma
foi ao Maracanã.
conjunção (e vice-versa), em que trocaremos o conectivo “ou”
(E) Maria foi à feira e foi ao supermercado e seu marido não
pelo conectivo “e”, além de negar as duas parcelas.
foi ao Maracanã.
Podemos reescrever a proposição de uma maneira mais
cautelosa para que você não erre e entenda o que está sendo
Respostas
proposto:
“(Maria foi à feira ou não foi ao supermercado) e seu marido
01. Resposta: B.
foi ao Maracanã.”
~(~p) é equivalente a p
Agora, vamos negar as duas parcelas:
Logo, uma dupla negação é equivalente a afirmar.
“(Maria foi à feira ou não foi ao supermercado)”
Ficaríamos com “(Maria não foi à feira e foi ao supermercado)”
02. Resposta: B.
“(seu marido NÃO foi ao Maracanã.”
A conjunção é um tipo de proposição composta e apresenta
Juntaremos as duas parcelas, trocando o conectivo “e” pelo
o conectivo “e”, que é representado pelo símbolo ∧ . A negação

Raciocínio Lógico 27
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APOSTILAS OPÇÃO
conectivo “ou”. Jornais Leitores
“(Maria não foi à feira e foi ao supermercado OU seu marido
NÃO foi ao Maracanã)” A 300
B 250
DIAGRAMAS LÓGICOS
C 200
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários
AeB 70
problemas. Uma situação que esses diagramas poderão ser
usados, é na determinação da quantidade de elementos que AeC 65
apresentam uma determinada característica.
BeC 105
A, B e C 40
Nenhum 150

Para termos os valores reais da pesquisa, vamos inicialmente


montar os diagramas que representam cada conjunto. A
colocação dos valores começará pela intersecção dos três
conjuntos e depois para as intersecções duas a duas e por último
às regiões que representam cada conjunto individualmente.
Representaremos esses conjuntos dentro de um retângulo que
indicará o conjunto universo da pesquisa.

Assim, se num grupo de pessoas há 43 que dirigem carro, 18


que dirigem moto e 10 que dirigem carro e moto. Baseando-se
nesses dados, e nos diagramas lógicos poderemos saber: Quantas
pessoas têm no grupo ou quantas dirigem somente carro ou ainda
quantas dirigem somente motos. Vamos inicialmente montar
os diagramas dos conjuntos que representam os motoristas de
motos e motoristas de carros. Começaremos marcando quantos
elementos tem a intersecção e depois completaremos os outros
espaços.

205
Fora dos diagramas teremos 150 elementos que não são
leitores de nenhum dos três jornais.
Na região I, teremos: 70 - 40 = 30 elementos.
Na região II, teremos: 65 - 40 = 25 elementos.
Na região III, teremos: 105 - 40 = 65 elementos.
Na região IV, teremos: 300 - 40 - 30 - 25 = 205 elementos.
Na região V, teremos: 250 - 40 -30 - 65 = 115 elementos.
Na região VI, teremos: 200 - 40 - 25 - 65 = 70 elementos.
Marcando o valor da intersecção, então iremos subtraindo
esse valor da quantidade de elementos dos conjuntos A e B. Dessa forma, o diagrama figura preenchido com os seguintes
A partir dos valores reais, é que poderemos responder as elementos:
perguntas feitas.

Com essa distribuição, poderemos notar que 205 pessoas


a) Temos no grupo: 8 + 10 + 33 = 51 motoristas. leem apenas o jornal A. Verificamos que 500 pessoas não leem o
b) Dirigem somente carros 33 motoristas. jornal C, pois é a soma 205 + 30 + 115 + 150. Notamos ainda que
c) Dirigem somente motos 8 motoristas. 700 pessoas foram entrevistadas, que é a soma 205 + 30 + 25 +
40 + 115 + 65 + 70 + 150.
No caso de uma pesquisa de opinião sobre a preferência
quanto à leitura de três jornais. A, B e C, foi apresentada a Diagrama de Euler
seguinte tabela:
Um diagrama de Euler é similar a um diagrama de Venn, mas
não precisa conter todas as zonas (onde uma zona é definida

Raciocínio Lógico 28
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APOSTILAS OPÇÃO
como a área de intersecção entre dois ou mais contornos). De acordo com Clarence Irving Lewis, o “princípio desses
Assim, um diagrama de Euler pode definir um universo de diagramas é que classes (ou conjuntos) sejam representadas por
discurso, isto é, ele pode definir um sistema no qual certas regiões, com tal relação entre si que todas as relações lógicas
intersecções não são possíveis ou consideradas. Assim, um possíveis entre as classes possam ser indicadas no mesmo
diagrama de Venn contendo os atributos para Animal, Mineral e diagrama. Isto é, o diagrama deixa espaço para qualquer relação
quatro patas teria que conter intersecções onde alguns estão em possível entre as classes, e a relação dada ou existente pode
ambos animal, mineral e de quatro patas. Um diagrama de Venn, então ser definida indicando se alguma região em específico é
consequentemente, mostra todas as possíveis combinações ou vazia ou não-vazia”. Pode-se escrever uma definição mais formal
conjunções. do seguinte modo: Seja C = (C1, C2, ... Cn) uma coleção de curvas
fechadas simples desenhadas em um plano. C é uma família
independente se a região formada por cada uma das interseções
X1 X2 ... Xn, onde cada Xi é o interior ou o exterior de Ci, é não-
vazia, em outras palavras, se todas as curvas se intersectam de
todas as maneiras possíveis. Se, além disso, cada uma dessas
regiões é conexa e há apenas um número finito de pontos de
interseção entre as curvas, então C é um diagrama de Venn para
n conjuntos.
Nos casos mais simples, os diagramas são representados
por círculos que se encobrem parcialmente. As partes
referidas em um enunciado específico são marcadas com uma
cor diferente. Eventualmente, os círculos são representados
Diagramas de Euler consistem em curvas simples fechadas como completamente inseridos dentro de um retângulo, que
(geralmente círculos) no plano que mostra os conjuntos. representa o conjunto universo daquele particular contexto (já
Os tamanhos e formas das curvas não são importantes: a se buscou a existência de um conjunto universo que pudesse
significância do diagrama está na forma como eles se sobrepõem. abranger todos os conjuntos possíveis, mas Bertrand Russell
As relações espaciais entre as regiões delimitadas por cada curva mostrou que tal tarefa era impossível). A ideia de conjunto
(sobreposição, contenção ou nenhuma) correspondem relações universo é normalmente atribuída a Lewis Carroll. Do mesmo
teóricas (subconjunto interseção e disjunção). Cada curva de modo, espaços internos comuns a dois ou mais conjuntos
Euler divide o plano em duas regiões ou zonas estão: o interior, representam a sua intersecção, ao passo que a totalidade dos
que representa simbolicamente os elementos do conjunto, e espaços pertencentes a um ou outro conjunto indistintamente
o exterior, o que representa todos os elementos que não são representa sua união.
membros do conjunto. Curvas cujos interiores não se cruzam John Venn desenvolveu os diagramas no século XIX,
representam conjuntos disjuntos. Duas curvas cujos interiores ampliando e formalizando desenvolvimentos anteriores de
se interceptam representam conjuntos que têm elementos Leibniz e Euler. E, na década de 1960, eles foram incorporados
comuns, a zona dentro de ambas as curvas representa o conjunto ao currículo escolar de matemática. Embora seja simples
de elementos comuns a ambos os conjuntos (intersecção dos construir diagramas de Venn para dois ou três conjuntos,
conjuntos). Uma curva que está contido completamente dentro surgem dificuldades quando se tenta usá-los para um número
da zona interior de outro representa um subconjunto do mesmo. maior. Algumas construções possíveis são devidas ao próprio
Os Diagramas de Venn são uma forma mais restritiva de John Venn e a outros matemáticos como Anthony W. F. Edwards,
diagramas de Euler. Um diagrama de Venn deve conter todas Branko Grünbaum e Phillip Smith. Além disso, encontram-se em
as possíveis zonas de sobreposição entre as suas curvas, uso outros diagramas similares aos de Venn, entre os quais os de
representando todas as combinações de inclusão / exclusão Euler, Johnston, Pierce e Karnaugh.
de seus conjuntos constituintes, mas em um diagrama de Euler
algumas zonas podem estar faltando. Essa falta foi o que motivou Dois Conjuntos: considere-se o seguinte exemplo: suponha-
Venn a desenvolver seus diagramas. Existia a necessidade de se que o conjunto A representa os animais bípedes e o conjunto
criar diagramas em que pudessem ser observadas, por meio de B representa os animais capazes de voar. A área onde os dois
suposição, quaisquer relações entre as zonas não apenas as que círculos se sobrepõem, designada por intersecção A e B ou
são “verdadeiras”. intersecção A-B, conteria todas as criaturas que ao mesmo
Os diagramas de Euler (em conjunto com os de Venn) são tempo podem voar e têm apenas duas pernas motoras.
largamente utilizados para ensinar a teoria dos conjuntos
no campo da matemática ou lógica matemática no campo da
lógica. Eles também podem ser utilizados para representar
relacionamentos complexos com mais clareza, já que representa
apenas as relações válidas. Em estudos mais aplicados esses
diagramas podem ser utilizados para provar / analisar
silogismos que são argumentos lógicos para que se possa
deduzir uma conclusão.

Diagramas de Venn

Designa-se por diagramas de Venn os diagramas usados em Considere-se agora que cada espécie viva está representada
matemática para simbolizar graficamente propriedades, axiomas por um ponto situado em alguma parte do diagrama. Os
e problemas relativos aos conjuntos e sua teoria. Os respetivos humanos e os pinguins seriam marcados dentro do círculo A, na
diagramas consistem de curvas fechadas simples desenhadas parte dele que não se sobrepõe com o círculo B, já que ambos
sobre um plano, de forma a simbolizar os conjuntos e permitir a são bípedes mas não podem voar. Os mosquitos, que voam mas
representação das relações de pertença entre conjuntos e seus têm seis pernas, seriam representados dentro do círculo B e fora
elementos (por exemplo, 4 {3,4,5}, mas 4 ∉ {1,2,3,12}) e relações da sobreposição. Os canários, por sua vez, seriam representados
de continência (inclusão) entre os conjuntos (por exemplo, {1, na intersecção A-B, já que são bípedes e podem voar. Qualquer
3} ⊂ {1, 2, 3, 4}). Assim, duas curvas que não se tocam e estão animal que não fosse bípede nem pudesse voar, como baleias ou
uma no espaço interno da outra simbolizam conjuntos que serpentes, seria marcado por pontos fora dos dois círculos.
possuem continência; ao passo que o ponto interno a uma curva Assim, o diagrama de dois conjuntos representa quatro
representa um elemento pertencente ao conjunto. áreas distintas (a que fica fora de ambos os círculos, a parte
Os diagramas de Venn são construídos com coleções de de cada círculo que pertence a ambos os círculos (onde há
curvas fechadas contidas em um plano. O interior dessas curvas sobreposição), e as duas áreas que não se sobrepõem, mas estão
representa, simbolicamente, a coleção de elementos do conjunto. em um círculo ou no outro):

Raciocínio Lógico 29
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APOSTILAS OPÇÃO
- Animais que possuem duas pernas e não voam (A sem
sobreposição).
- Animais que voam e não possuem duas pernas (B sem
sobreposição).
- Animais que possuem duas pernas e voam (sobreposição).
- Animais que não possuem duas pernas e não voam (branco
- fora).

Essas configurações são representadas, respectivamente, Diferença Simétrica de dois conjuntos: AB


pelas operações de conjuntos: diferença de A para B, diferença
de B para A, intersecção entre A e B, e conjunto complementar de
A e B. Cada uma delas pode ser representada como as seguintes
áreas (mais escuras) no diagrama:

Complementar de A em U: AC = U \ A

Diferença de A para B: A\B

Complementar de B em U: BC = U \ B

Três Conjuntos: Na sua apresentação inicial, Venn focou-


se sobretudo nos diagramas de três conjuntos. Alargando
Diferença de B para A: B\A o exemplo anterior, poderia-se introduzir o conjunto C dos
animais que possuem bico. Neste caso, o diagrama define sete
áreas distintas, que podem combinar-se de 256 (28) maneiras
diferentes, algumas delas ilustradas nas imagens seguintes.

Intersecção de dois conjuntos: AB

Diagrama de Venn mostrando todas as intersecções possíveis


entre A, B e C.

Complementar de dois conjuntos: U \ (AB)

Além disso, essas quatro áreas podem ser combinadas de


16 formas diferentes. Por exemplo, pode-se perguntar sobre
os animais que voam ou tem duas patas (pelo menos uma das
características); tal conjunto seria representado pela união de A
e B. Já os animais que voam e não possuem duas patas mais os
que não voam e possuem duas patas, seriam representados pela União de três conjuntos: ABC
diferença simétrica entre A e B. Estes exemplos são mostrados
nas imagens a seguir, que incluem também outros dois casos.

União de dois conjuntos: AB


Intersecção de três conjuntos: ABC

Raciocínio Lógico 30
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APOSTILAS OPÇÃO

1. Se a proposição Todo A é B é verdadeira, então temos as


duas representações possíveis:

1 2
B
A = B
A
A \ (B C)

Nenhum A é B. É falsa.
Algum A é B. É verdadeira.
Algum A não é B. É falsa.

2. Se a proposição Nenhum A é B é verdadeira, então temos


somente a representação:

(B C) \ A

Proposições Categóricas
Todo A é B. É falsa.
- Todo A é B Algum A é B. É falsa.
- Nenhum A é B Algum A não é B. É verdadeira.
- Algum A é B e
- Algum A não é B 3. Se a proposição Algum A é B é verdadeira, temos as quatro
representações possíveis:
Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjunto A
é um subconjunto do conjunto B. Ou seja: A está contido em B.
Atenção: dizer que Todo A é B não significa o mesmo que Todo B é 1 2
A. Enunciados da forma Nenhum A é B afirmam que os conjuntos
A e B são disjuntos, isto é, não tem elementos em comum.
Atenção: dizer que Nenhum A é B é logicamente equivalente a A B A B
dizer que Nenhum B é A.
Por convenção universal em Lógica, proposições da forma
Algum A é B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos um
elemento em comum com o conjunto B. Contudo, quando dizemos
que Algum A é B, pressupomos que nem todo A é B. Entretanto, no 3 4
sentido lógico de algum, está perfeitamente correto afirmar que B
“alguns de meus colegas estão me elogiando”, mesmo que todos
A = B
eles estejam. Dizer que Algum A é B é logicamente equivalente A
a dizer que Algum B é A. Também, as seguintes expressões são
equivalentes: Algum A é B = Pelo menos um A é B = Existe um A
que é B.
Proposições da forma Algum A não é B estabelecem que o
conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence ao Nenhum A é B. É falsa.
conjunto B. Temos as seguintes equivalências: Algum A não é B Todo A é B. Pode ser verdadeira (em 3 e 4) ou falsa (em 1 e 2).
= Algum A é não B = Algum não B é A. Mas não é equivalente a Algum A não é B. Pode ser verdadeira (em 1 e 2) ou falsa (em
Algum B não é A. Nas proposições categóricas, usam-se também 3 e 4) – é indeterminada.
as variações gramaticais dos verbos ser e estar, tais como é, são,
está, foi, eram, ..., como elo de ligação entre A e B. 4. Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as
três representações possíveis:
- Todo A é B = Todo A não é não B.
- Algum A é B = Algum A não é não B.
- Nenhum A é B = Nenhum A não é não B. 1 2
- Todo A é não B = Todo A não é B.
- Algum A é não B = Algum A não é B. A B A B
- Nenhum A é não B = Nenhum A não é B.
- Nenhum A é B = Todo A é não B.
- Todo A é B = Nenhum A é não B.
- A negação de Todo A é B é Algum A não é B (e vice-versa).
- A negação de Algum A é B é Nenhum A não é B (e vice-
versa).

Verdade ou Falsidade das Proposições Categóricas

Dada a verdade ou a falsidade de qualquer uma das


proposições categóricas, isto é, de Todo A é B, Nenhum A é B, Todo A é B. É falsa.
Algum A é B e Algum A não é B, pode-se inferir de imediato a Nenhum A é B. Pode ser verdadeira (em 3) ou falsa (em 1 e
verdade ou a falsidade de algumas ou de todas as outras. 2 – é indeterminada).
Algum A é B. Ou falsa (em 3) ou pode ser verdadeira (em 1 e

Raciocínio Lógico 31
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APOSTILAS OPÇÃO
2 – é ideterminada). (E) 340

08. Em uma entrevista de mercado, verificou-se que 2.000


Questões pessoas usam os produtos C ou D. O produto D é usado por 800
pessoas e 320 pessoas usam os dois produtos ao mesmo tempo.
01. Represente por diagrama de Venn-Euler Quantas pessoas usam o produto C?
(A) Algum A é B (A) 1.430
(B) Algum A não é B (B) 1.450
(C) Todo A é B (C) 1.500
(D) Nenhum A é B (D) 1.520
(E) 1.600
02. (Especialista em Políticas Públicas Bahia - FCC)
Considerando “todo livro é instrutivo” como uma proposição 09. Sabe-se que o sangue das pessoas pode ser classificado
verdadeira, é correto inferir que: em quatro tipos quanto a antígenos. Em uma pesquisa efetuada
(A) “Nenhum livro é instrutivo” é uma proposição num grupo de 120 pessoas de um hospital, constatou-se que 40
necessariamente verdadeira. delas têm o antígeno A, 35 têm o antígeno B e 14 têm o antígeno
(B) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição AB. Com base nesses dados, quantas pessoas possuem o antíge-
necessariamente verdadeira. no O?
(C) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição (A) 50
verdadeira ou falsa. (B) 52
(D) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição verdadeira (C) 59
ou falsa. (D) 63
(E) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição (E) 65
necessariamente verdadeira.
10. Em uma universidade são lidos dois jornais, A e B. Exa-
03. Dos 500 músicos de uma Filarmônica, 240 tocam tamente 80% dos alunos leem o jornal A e 60% leem o jornal B.
instrumentos de sopro, 160 tocam instrumentos de corda e 60 Sabendo que todo aluno é leitor de pelo menos um dos jornais,
tocam esses dois tipos de instrumentos. Quantos músicos desta encontre o percentual que leem ambos os jornais.
Filarmônica tocam: (A) 40%
(A) instrumentos de sopro ou de corda? (B) 45%
(B) somente um dos dois tipos de instrumento? (C) 50%
(C) instrumentos diferentes dos dois citados? (D) 60%
(E) 65%
04. (TTN - ESAF) Se é verdade que “Alguns A são R” e que Respostas
“Nenhum G é R”, então é necessariamente verdadeiro que:
(A) algum A não é G; 01.
(B) algum A é G. (A)
(C) nenhum A é G;
(D) algum G é A;
(E) nenhum G é A;

05. Em uma classe, há 20 alunos que praticam futebol mas


não praticam vôlei e há 8 alunos que praticam vôlei mas não
praticam futebol. O total dos que praticam vôlei é 15. Ao todo, (B)
existem 17 alunos que não praticam futebol. O número de
alunos da classe é:

06. Um colégio oferece a seus alunos a prática de um ou mais


dos seguintes esportes: futebol, basquete e vôlei. Sabe-se que,
no atual semestre:
- 20 alunos praticam vôlei e basquete.
- 60 alunos praticam futebol e 55 praticam basquete.
- 21 alunos não praticam nem futebol nem vôlei.
- o número de alunos que praticam só futebol é idêntico ao (C)
número de alunos que praticam só vôlei.
- 17 alunos praticam futebol e vôlei.
- 45 alunos praticam futebol e basquete; 30, entre os 45, não
praticam vôlei.

O número total de alunos do colégio, no atual semestre, é


igual a:
(A) 93
(B) 110
(C) 103 (D)
(D) 99
(E) 114

07. Numa pesquisa, verificou-se que, das pessoas entrevista-


das, 100 liam o jornal X, 150 liam o jornal Y, 20 liam os dois jor-
nais e 110 não liam nenhum dos dois jornais. Quantas pessoas
foram entrevistadas?
(A) 220
(B) 240 02. Resposta: B
(C) 280
(D) 300

Raciocínio Lógico 32
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APOSTILAS OPÇÃO

A opção A é descartada de pronto: “nenhum livro é instru-


tivo” implica a total dissociação entre os diagramas. E estamos Agora devemos juntar os desenhos das duas proposições ca-
com a situação inversa. A opção “B” é perfeitamente correta. Per- tegóricas para analisarmos qual é a alternativa correta. Como a
cebam como todos os elementos do diagrama “livro” estão inse- questão não informa sobre a relação entre os conjuntos A e G,
ridos no diagrama “instrutivo”. Resta necessariamente perfeito então teremos diversas maneiras de representar graficamente
que algum livro é instrutivo. os três conjuntos (A, G e R). A alternativa correta vai ser aque-
la que é verdadeira para quaisquer dessas representações. Para
03. Seja C o conjunto dos músicos que tocam instrumentos facilitar a solução da questão não faremos todas as representa-
de corda e S dos que tocam instrumentos de sopro. Chamemos ções gráficas possíveis entre os três conjuntos, mas sim, uma (ou
de F o conjunto dos músicos da Filarmônica. Ao resolver este algumas) representação(ões) de cada vez e passamos a analisar
tipo de problema faça o diagrama, assim você poderá visualizar qual é a alternativa que satisfaz esta(s) representação(ões), se
o problema e sempre comece a preencher os dados de dentro tivermos somente uma alternativa que satisfaça, então já acha-
para fora. mos a resposta correta, senão, desenhamos mais outra repre-
sentação gráfica possível e passamos a testar somente as al-
Passo 1: 60 tocam os dois instumentos, portanto, após fazer- ternativas que foram verdadeiras. Tomemos agora o seguinte
mos o diagrama, este número vai no meio. desenho, em que fazemos duas representações, uma em que o
Passo 2: conjunto A intercepta parcialmente o conjunto G, e outra em que
a)160 tocam instrumentos de corda. Já temos 60. Os que só não há intersecção entre eles.
tocam corda são, portanto 160 - 60 = 100
b) 240 tocam instrumento de sopro. 240 - 60 = 180

Vamos ao diagrama, preenchemos os dados obtidos acima:

Teste das alternativas:


Teste da alternativa “A” (algum A não é G). Observando os
Com o diagrama completamente preenchido, fica fácil acha- desenhos dos círculos, verificamos que esta alternativa é verda-
ra as respostas: Quantos músicos desta Filarmônica tocam: deira para os dois desenhos de A, isto é, nas duas representações
a) instrumentos de sopro ou de corda? Pelos dados do pro- há elementos em A que não estão em G. Passemos para o teste da
blema: 100 + 60 + 180 = 340 próxima alternativa.
b) somente um dos dois tipos de instrumento? 100 + 180 = Teste da alternativa “B” (algum A é G). Observando os de-
280 senhos dos círculos, verificamos que, para o desenho de A que
c) instrumentos diferentes dos dois citados? 500 - 340 = 160 está mais a direita, esta alternativa não é verdadeira, isto é, tem
elementos em A que não estão em G. Pelo mesmo motivo a alter-
04. Esta questão traz, no enunciado, duas proposições cate- nativa “D” não é correta. Passemos para a próxima.
góricas: Teste da alternativa “C” (Nenhum A é G). Observando os de-
- Alguns A são R senhos dos círculos, verificamos que, para o desenho de A que
- Nenhum G é R está mais a esquerda, esta alternativa não é verdadeira, isto é,
tem elementos em A que estão em G. Pelo mesmo motivo a alter-
Devemos fazer a representação gráfica de cada uma delas nativa “E” não é correta. Portanto, a resposta é a alternativa “A”.
por círculos para ajudar-nos a obter a resposta correta. Vamos
iniciar pela representação do Nenhum G é R, que é dada por dois
círculos separados, sem nenhum ponto em comum.

Como já foi visto, não há uma representação gráfica única 05. Resposta: E.
para a proposição categórica do Alguns A são R, mas geralmente
a representação em que os dois círculos se interceptam (mostra-
da abaixo) tem sido suficiente para resolver qualquer questão.

Como o total que pratica vôlei é 15, temos:

Raciocínio Lógico 33
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APOSTILAS OPÇÃO
8+x=15 59 pessoas.
x=7
10. Resposta: A
Como tem 17 que não praticam futebol e temos 8 que prati- - Jornal A → 0,8 – x
cam vôlei: - Jornal B → 0,6 – x
17-8=9 - Intersecção → x
Total de alunos:20+7+8+9=44
Então fica:
06. Resposta: D.
(0,8 - x) + (0,6 - x) + x = 1
n(FeB) = 45 e n(FeB -V) = 30 → n(FeBeV) = 15 - x + 1,4 = 1
n(FeV) = 17 com n(FeBeV) = 15 → n(FeV - B) = 2 - x = - 0,4
n(F) = n(só F) + n(FeB-V) + n(FeV -B) + n(FeBeV) x = 0,4.
60 = n(só F) + 30 + 2 + 15 → n(só F) = 13
Resposta “40% dos alunos leem ambos os jornais”.
n(sóF) = n(sóV) = 13
n(B) = n(só B) + n(BeV) + n(BeF-V) → n(só B) = 65 - 20 – 30 Lógica de Primeira Ordem
= 15
n(nem F nem B nem V) = n(nem F nem V) - n(solo B) = 21- O cálculo proposicional possui limitações com respeito
15 = 6 a codificação de sentenças declarativas. De fato, o cálculo
proposicional manipula de forma satisfatória componentes
Total = n(B) + n(só F) + n(só V) + n(Fe V - B) + n(nemF nemB das sentenças como não, e, ou, se ... então, mas certos aspectos
nemV) = 65 + 13 + 13 + 2 + 6 = 99. lógicos que aparecem em linguagens naturais ou artificiais são
muito mais ricos. Por exemplo, como expressar coisas do tipo:
“Existe...” e “Para todo...” na lógica proposicional?

Exemplo: Considere a seguinte sentença declarativa:


Todo estudante é mais jovem do que algum instrutor. Na lógica
proposicional podemos identificar esta sentença com uma
variável proposicional p. No entanto, esta codificação não reflete
os detalhes da estrutura lógica desta sentença. De que trata esta
sentença?
- Ser um estudante.
- Ser um instrutor.
- Ser mais jovem do que alguém.

07. Resposta: E Para expressar estas propriedades utilizaremos predicados.


Por exemplo, podemos escrever estudante (ana) para denotar
que Ana é uma estudante. Da mesma forma podemos escrever
instrutor (marcos) para denotar que Marcos é um instrutor.
Por fim, podemos escrever jovem (ana, marcos) para denotar
que Ana é mais jovem do que Marcos. Nestes exemplos,
estudante, instrutor e jovem são exemplos de predicados.
Ainda precisamos codificar as noções de “todo” e “algum”. Para
isto introduziremos o conceito de variável. Variáveis serão
denotadas por letras latinas minúsculas do final do alfabeto: u,
v, w, x, y, z (possivelmente acrescidas de sub-índices x1, x2, ...).
Começamos resolvendo pelo que é comum: 20 alunos gos-
Variáveis devem ser pensadas como “lugares vazios” que podem
tam de ler os dois.
ser preenchidos (ou instanciados) por elementos concretos,
Leem somente A: 100 – 20 = 80
como João, Maria, etc. Utilizando variáveis podemos especificar
Leem somente B: 150 – 20 = 130
o significado dos predicados estudante, instrutor e jovem de
Totaliza: 80 + 20 + 130 + 110 = 340 pessoas.
uma maneira mais formal:
- estudante (x): x é um estudante.
08. Resposta: D
- instrutor (x): x é um instrutor.
- jovem (x, y): x é mais jovem do que y.

Note que o nome das variáveis não é importante. É


equivalente a:
- estudante (x): x é um estudante.
- estudante(y): y é um estudante.

Para que possamos finalmente expressar em detalhes


Somente B: 800 – 320 = 480
a sentença apresentada no exemplo precisamos codificar o
Usam A = total – somente B = 2000 – 480 = 1520.
significado de Todo e algum em Todo estudante é mais jovem
09. Resposta: C
do que algum instrutor. Os quantificadores e fazem este
trabalho:
: significa para todo;
: significa existe.

Os quantificadores e estão sempre ligados a alguma


variável:
x
: para todo x;
Começa-se resolvendo pelo AB, então somente A = 40 – 14 = x
: existe um x (ou existe algum x).
26 e somente B = 35 – 14 = 21.
Somando-se A, B e AB têm-se 61, então o O são 120 – 61 = Agora podemos finalmente codificar a sentença: Todo

Raciocínio Lógico 34
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APOSTILAS OPÇÃO
estudante é mais jovem do que algum instrutor. Da seguinte - Se Φ e ψ são fórmulas então (Φ Λ ψ), (Φ V ψ), (Φ → ψ) e (Φ
forma: ↔ ψ) são fórmulas.
- Se Φ é uma fórmula e x é uma variável então ( xΦ) e ( xΦ)
x
(estudante (x) → ( y
(instrutor (y) Λ jovem (x, y)))) também são fórmulas.
- Nada mais é fórmula.
Note que predicados diferentes podem ter um número
distinto de argumentos: os predicados estudante e instrutor Em BNF temos:
admitem apenas um argumento e por isto são chamados de
predicados unários, enquanto que o predicado jovem admite Φ :: = p (t1, ... , tn) | (¬Φ) | (Φ Λ Φ) | (Φ V Φ) | (Φ → Φ) | (Φ ↔
dois argumentos, e portanto é um predicado binário. O número ψ) | (( xΦ) | (( xΦ)
de argumentos de um predicado é chamado sua aridade.
Assim, os predicados unários têm aridade 1, enquanto que os Onde p é um símbolo de predicado de aridade n > 0, ti são
predicados binários têm aridade 2, etc. No cálculo de predicados termos sobre F e x é uma variável.
são permitidos predicados com qualquer aridade finita.
Adotaremos a seguinte prioridade de operadores:
Exemplo: Considere a sentença: Nem todos os pássaros 1. ¬, , ;
podem voar. Escolhemos os seguintes predicados para expressar 2. Λ, V;
esta sentença: 3. →, ↔.
- pássaro(x): x é um pássaro.
- voar (x): x pode voar. Exemplo: Considere a seguinte sentença: Todo filho de meu
pai é meu irmão. Podemos codificar esta fórmula de pelo menos
Esta sentença pode ser codificada da seguinte forma: duas formas distintas:
1. Representando a noção de “pai” como predicado: Neste
¬( x
(pássaro (x) → voar(x))) caso escolhemos três predicados: filho, pai e irmão com os
seguintes significados e aridades:
Exemplo: Uma outra maneira de expressar a mesma ideia - filho (x, y): x é filho de y.
da sentença anterior é dizer que: Existem alguns pássaros que - pai (x, y): x é pai de y.
não podem voar. Esta última sentença pode ser codificada da - irmão (x, y): x é irmão de y.
seguinte maneira:
Uma possível codificação para a sentença dada utilizando
x
(pássaro (x) Λ ¬voar(x)) estes predicados é:

Posteriormente veremos que as duas codificações dadas são x y


(pai (x, João) Λ filho (y, x) → irmão (y, João))
semanticamente equivalentes. De fato, existem transformações
que convertem uma na outra. Dizendo que: “para todo x e todo y, se x é o pai de João e se
y é um filho de x então y é um irmão de João”. Representando a
O vocabulário da lógica de primeira ordem consiste de três noção de “pai” como função, que chamaremos de f: Neste caso,
conjuntos: f(x) retorna o pai de x. Note que isto funciona apenas porque o
- Um conjunto P de símbolos de predicado; pai de uma dado x é único e está sempre definido, e portanto
- Um conjunto F de símbolos de função; f é realmente uma função. Uma possível codificação para esta
- Um conjunto C de constantes. sentença é dada por:

Onde cada símbolo de predicado e de função vem com sua x


(filho (x, f(João) → irmão (y, João))
aridade bem definida. Os predicados são casos especiais de
função: enquanto as funções possuem contradomínio qualquer, Significando que “para todo x, se x é um filho do pai de João
os predicados têm contradomínio sempre igual a {V,F}. As então x é um irmão de João. Esta codificação é menos complexa
constantes são funções de aridade 0. que a anterior porque envolve apenas um quantificador.

Termos são definidos da seguinte forma: Especificações formais em geral exigem um domínio de
- Qualquer variável é um termo; conhecimento. Muitas vezes este conhecimento não está
- Se c F é uma função de aridade 0 então c é um termo; explicitado no domínio. Sendo assim, um especificador pode
- Se t1, ... , tn são termos e f F é uma função de aridade n > 0 desconsiderar restrições importantes para um modelo ou
então f (t1, ... , tn) é um termo. implementação. Por exemplo, as codificações dadas no exemplo
- Nada mais é termo. anterior podem parecer corretas, mas e se x for igual a João? Se
o domínio de relações de parentesco não é um conhecimento
Em BNF (Backus Naur form) temos: comum o especificador pode não notar que uma pessoa não
pode ser irmão dela mesma.
t :: = x | c | f (t, ... , t) A abrangência de x (respectivamente, x) em xΦ
(respectivamente, xΦ) é Φ. Uma ocorrência de uma variável
Onde x percorre o conjunto de variáveis V, c percorre os ligada numa fórmula, é uma ocorrência de uma variável x,
símbolos de função de aridade 0 de F e f percorre os elementos dentro do campo de abrangência de um quantificador x ou x.
de aridade maior do que 0 de F. Uma ocorrência de uma variável livre é uma ocorrência de uma
variável x não ligada.
Exemplo: Suponha que n, f e g são símbolos de função de Exemplo: Na fórmula x (p(f(x), y) → q(x)), as duas ocorrências
aridade respectivamente igual a 0, 1 e 2. Então g (f (n), n) e f (g da variável x são ligadas, enquanto a ocorrência da variável y é
(n, f (n))) são termos, mas g(n) e f (f (n), n) não são termos por livre. Na fórmula x p(f(x), y) → q(x) a primeira ocorrência da
violarem as aridades dos símbolos. A escolha dos conjuntos P e variável x é ligada, no entanto a segunda é livre.
F para símbolos de predicado e de função é definida a partir do
que se pretende descrever. Dada uma variável x, um termo t e uma fórmula Φ, definimos
Φ [x/t] como sendo a fórmula obtida após substituir cada
Definimos o conjunto de fórmulas sobre o conjunto S = (F, P) ocorrência livre de x em Φ por t.
indutivamente da seguinte forma:
- Se p P é um símbolo de predicado de aridade n > 0, e se t1, Exemplo: Considere novamente a fórmula x ((p(x) → q(x))
... , tn são termos sobre F então p (t1, .... , tn) é uma fórmula. Λ s(x, y)), que chamaremos simplesmente de Φ. Temos que Φ
[x/f(x, y)] = Φ. De fato, todas as ocorrências de x em Φ são ligadas,
- Se Φ é uma fórmula então (¬Φ) é também uma fórmula.

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APOSTILAS OPÇÃO
e portanto a substituição [x/f(x, y)] não tem nenhum efeito sobre de inferência propostos aqui, mas toda a formalização dará
esta fórmula. origem aos mesmos teoremas da lógica (e deduzirá os mesmos
teoremas a partir de um conjunto qualquer de axiomas não-
Exemplo: Agora considere a fórmula ( x (p(x) Λ q(x))) → lógicos).
(¬p(x) V q(y)) que chamaremos simplesmente de ψ. Neste caso
temos uma ocorrência livre de x e, portanto [x/f(x, y)] é igual a Alfabeto
( x (p(x) Λ q(x))) → (¬p(f(x, y)) V q(y)). As substituições podem
produzir efeitos colaterais indesejados: Considere o termo f(x, y) O alfabeto de 1ª ordem, Σ, tem a seguinte constituição:
e a fórmula y (p(x, y)). Então ( y (p(x, y))) [x/f(x, y)] resulta na
fórmula ( y (p(f(x, y), y))) se fizermos uma substituição “ingênua”. Σ=X ΣC ΣF ΣR ΣL ΣP, onde
Observe que o termo resultante possui uma semântica diferente
da esperada porque a variável y do termo f(x, y) não corresponde X = {x, y, z, x1, x2, ..., y1, y2, ..., z1, z2, ...} é um conjunto enumerável
a variável y quantificada universalmente na fórmula dada. Como
de variáveis;
resolver este problema?
ΣC = {a, b, c, a1, a2, ..., b1, b2, ..., c1, c2, ...} é um conjunto de
Dados um termo t, uma variável x e uma fórmula Φ, dizemos símbolos chamados de constantes;
que t é livre para x em Φ se nenhuma ocorrência livre de x em Φ ΣF = {F1, F2, ...} é um conjunto de símbolos ditos sinais
está no escopo de ( y ou y para qualquer variável y que ocorra funcionais;
em t. ΣR = {R1, R2, ...} é um conjunto de símbolos ditos sinais
relacionais ou predicativos;
Exemplo: Considere a fórmula s(x) Λ y (p(x) → q(y)), que ΣL = {¬, Λ, V, →, ↔, , } é o conjunto de símbolos ditos sinais
possui duas ocorrências livres de x. A ocorrência de x mais a lógicos;
esquerda poderia, por exemplo, ser substituída pelo termo f(y, ΣP = {(,),,} é o conjunto de símbolos de pontuação.
y), no entanto a outra ocorrência não poderia ser substituída
por este termo porque tal substituição acarretaria captura da As constantes, sinais funcionais e sinais predicativos
variável y. Quando precisamos realizar uma substituição de um constituem a coleção de sinais ditos símbolos não lógicos. Há
termo t que não está livre para uma variável x em uma fórmula diversas variações menores listadas abaixo:
Φ, o que fazemos é renomear as variáveis ligadas para evitar O conjunto de símbolos primitivos (operadores e
capturas: quantificadores) varia frequentemente. Alguns símbolos
primitivos podem ser omitidos, substituindo-os com abreviaturas
Exemplo: No caso do exemplo anterior, a substituição de x por adequadas; por exemplo (p ↔ q) é uma abreviatura para (p
f(y, y) em s(x) Λ y (p(x) → q(y)) pode ser resolvida renomeando → q) ∧ (q → p). No sentido contrário, é possível incluir outros
a variável ligada y da fórmula para algum nome novo, por operadores como símbolos primitivos, como as constantes de
exemplo : s(x) Λ (p(x) → q( )). Agora a substituição pode verdade ⊤ para “verdadeiro” e o ⊥ para “falso” (estes são
ser realizada sem provocar captura de variáveis. operadores do aridade 0). O número mínimo dos símbolos
primitivos necessários é um, mas se nós nos restringirmos aos
O ingrediente novo da lógica de primeira ordem não operadores listados acima, seria necessário três; por exemplo, o
encontrado na lógica proposicional é a quantificação: dada uma
¬, o ∧, e o ∀ bastariam.
sentença Φ qualquer, as novas construções xΦ e xΦ - leia “para
todo x, Φ” e “para algum x, Φ”, respectivamente são introduzidas. Alguns livros mais velhos usam a notação Φ ⊃ ψ para Φ →
xΦ significa que Φ é verdadeiro para todo valor de x e xΦ ψ, ~Φ para ¬Φ, Φ & ψ para Φ ∧ ψ, e uma riqueza de notações
significa que há pelo menos um x tal que Φ é verdadeiro. Os para os quantificadores; por exemplo, ∀xΦ pode ser escrito
valores das variáveis são tirados de um universo de discurso como (x)Φ. A igualdade é às vezes considerada como parte da
pré-determinado. Um refinamento da lógica de primeira ordem lógica de primeira ordem; Neste caso, o símbolo da igualdade
permite variáveis de diferentes tipos, para tratar de diferentes será incluído no alfabeto, e comportar-se-á sintaticamente como
classes de objetos. um predicado binário. Assim a LPO será chamada de lógica de
primeira ordem com igualdade. As constantes são na verdade
A lógica de primeira ordem tem poder expressivo suficiente funções de aridade 0, assim seria possível e conveniente omitir
para formalizar praticamente toda a matemática. Uma teoria constantes e usar as funções que tenham qualquer aridade.
de primeira ordem consiste em um conjunto de axiomas Mas é comum usar o termo “função” somente para funções de
(geralmente finitos ou recursivamente enumerável) e de aridade 1. Na definição acima, as relações devem ter pelo menos
sentenças dedutíveis a partir deles. A teoria dos conjuntos de aridade 1. É possível permitir relações de aridade 0; estas seriam
Zermelo-Fraenkel é um exemplo de uma teoria de primeira consideradas variáveis proposicionais.
ordem, e aceita-se geralmente que toda a matemática Há muitas convenções diferentes sobre onde pôr parênteses;
clássica possa ser formalizada nela. Há outras teorias que são por exemplo, se pode escrever ∀x ou (∀x). Às vezes se usa
normalmente formalizadas na lógica de primeira ordem de dois pontos ou ponto final ao invés dos parênteses para criar
maneira independente (embora elas admitam a implementação fórmulas não ambíguas. Uma convenção interessante, mas
na teoria dos conjuntos) tais como a aritmética de Peano. Um