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DIVINDADES GUER-REIRAS FEMININAS

OYA

EÈPÀÀ HEY ÌYÁ MÈSÀN ÒRUN!


(Salve OYA a mãe dos nove céus!)

Cores:
ÀWO PUPA = Vermelho
(representa vida, fogo, emoções)
ÀWO PAKO = Marrom
(representa vida, fogo, emoções).

Elementos:
ÀIYÉ = Terra
(Elemento feminino da estabilidade e da forma)
INÒN, INÀN = Fogo
(elemento masculino da tranformação e das emoções)
ÒFUURUFÚ = Ar
(elemento masculino do movimento e pensa-mento)
OMI = Água
(Elemento feminino da gestação e sensi-bilidade)

Dia consagrado:
OJÒ OJORÚ = Quarta-feira.

Dominios:
AJAGUN-OBINRIN – amazona
INÒN, INÀN = Fogo
ÀRÁ, AARÁ = Raio, trovão.
GIDEBÍ = Trovão
AARÁ ÒRUN – relâmpago
AFÉÉFÉ = Vento
ÓJI = Tempestade
ÉGÚN = Espírito dos mortos
Animais simbólicos:
LÁBÁ = Borboleta
EDÉ, EFÒN = Bufalo

Instrumentos simbó-licos:
IDÀ = Espada
ÌRÙKÈRÈ = Rabo de boi ou ÌRÙEXIN = Robo de cavalo.
(tem funçÕes de atrair boa sorte, riquesa, de es-
pantar moscas. Era sempre empunhado para mostrar estatos, pois mostrava que era alguém nobre).
Toques:
ILÙ, DÁÀRO.

Palavras e frases:
KOORO= Tinou, ressoou
XÓ EKURU = Quebra o vento
GBÁLÈ=Varrer

Apresenteção:
OYA dè o o. Arè o! Oyá chegou. Calma gente!
Iansan é a contração de iyá mesan " mãe dos 9",
numa alusão ao fato dela ser a senhora dos nove céus, pois o órun é dividido em 9 partes e
cd uma é vigiada ou fiscalizada por uma qualidade de oya Iasãn- mãe da tarde.
OYA é filha do rei de NUPE, povo fronteirço
com os Yorubanos. O povo NUPE, estava em
guarra e pra evitar uma invasão, o rei foi consul-tar o BÀBÁLAWO que o aconselhou a pegar um pano
preto e comprido e dar a uma virgem para rasga-lo, essa escolhida foi exatamente a filha do rei OYA. No
momento
em que OYA rasgou o tecido em dois, torna-
ram-se num rio em água escura, formando o
ODÓ NIGER(rio NIGER) que tranformaram a
terra dos NUPE, em uma ilha protejida a que foi batizada de JEBA.
Mais tarde tiraram a capital deles saiu
dessa ilha. Oyá não come amala, ela apenas simboliza o pacto dela c Sóngò. O q ela come é o akará,
prato q Ogun tbm passou a apreciar por causa dela fato é q n sefaz nd pra um sem agradar o outro, então
oferece akará a ela e amalá a ele.
Oyá, de um modo geral controla Égun por
ter criado o ritual do ajeje ( axexe) e por ter aberto a fala de Égun q era mudo e também foi ela quem
confeccionou a roupa de Égun.
De axexe n é correto cantar pq Oyá con-
trola Égun e afasta a morte, mas n é nem
um nem outro, pois isso fica para Nanã q
é a senhora da morte, a q emprestou a Iku
a materia original para Obatala criar o ser
humano. Osáàlá controla junto c Nanã o portal da morte. Ela é o fim da vida e ele o
nascimento e renas-cimento, mas pra ele n se canta cantigas de Égun, pra ela sim nas festas de Égun agbá
nos ilelesse Égun qd Oyá,
por ventura se mani-festa eles setiram
Os ojé cantam pra ela: ojé ni to Oya o
ojé ni to ki Oyá, o inxã ereué ojé ni to ki
Oyá. Pq foi ela quem deu o inxã para q eles
pudessem controla-los.
Títulos e qualidades:
(Os 9 caminhos de oyá são)

1- AGANGBÉLÉ = Agambele é a msm adaganbara, a q corta c força. Adaga-um tipo de espada ou


punhal e nbara-poderosa. É assentada em uma
panela de barro vermelho sobre um fogareiro do msm material. Na sua fundamentação (fei-
tura)enche-se o fogareiro de brasa e ponhe a panela em cima para proceder ao sacrifício q é diferen-ciado
das demais. Essa Oyá só veste branco e usa roupa de mariwo por cima.

2-AGBÀOMI = Nome mais aplicado a essa ancestral da água. Essa entidade se liga ao culto de Oyá como
no de Ósùn através do odu Osá q significa lagoa. Agaba- antiga, anciã e omi- água: agua
primordial.

3- JEGBÈ = Ya jegbé foi a mãe dedicada " ya-mãe, egbé-comunidade". Morou c opará c quem teve uma
relação de amor tão intenso q duelaram até a
morte por causa de sóngò e transformaram-se nos rios. Oyá e opará onde no encontro dos dois a agua
ferve. Considerada como a mais velha.

4- FUNÀN = (Afefe Yku Funan: A Senhora do


Fogo e dos ventos da Morte). Caminha com Ogum e Obaluaiê. Tem caminhos também com Egun e Ikú.
Veste branco e pode usar azul-claro.

5- TOPÈ = Ela come c Ésù e Ogun. A quem diga q geledé é uma qualidade q usa máscara, mas até
onde sei geledé uma sociedade feminina q cultua iyamip dirigida por Oba. Oyá topé é uma entidade
yorubana e representa a própria combustão, ou se-
ja, o atrito do vento q daá origem ao fogo. Sua ligação c fogo é atravéz de Ésù Inã, o fogo vivo
e Sóngò. Reza a lenda q. por Inã passava deixava um rastro de destruição pq tudo pegava fogo. Ele
nasceu do encontro do trvão c a terra. Ele consultou ifá a conselho de Sóngò e ifa lhe disse q enqt
existisse vento existiria fogo. Va procurar aquela q contrala o vento. Ele foi e levou como presente um
pote de dendê e ela em troca da ajuda pediu a ele q lhe desse poder sobre a chama e o acordo foi feito.
OYA TOPÈ é a que vem com a boneca. Sobre
esse simbolismo, remete a fato de serem mães. Na África as mulheres até hj carrega o filho nas costas e
tabuleiro na cabeça e vão para o mercado O uso da boneca nas costas, no caso de Oyá deve-se ao fato de
ser uma gurreira q está sempre em combate, então põe o filho
nas costas para proteger.

6- PADÀ = Yá padá é a mesma ajimuda q é reverênciada no ritual do ipadé. Carrega um castiçal c 9 velas
acesas para clarear o caminho. Yá padá, por ex.é a q guarda a cova até a chegada do corpo, pois alguns
espiritos n evoluídos ficam espreitando para atormentarem o novo desencarnado q mtas vzs demora a ter
conciência de s
nova condição ou n acejta a morte, então ela irá conduzí-lo ao local destinado.
Ajimuda tbm fiscaliza a chegada dos desencar-
nados no Órun para q Basagan "baxagan" um egun poderosissimo q cobra as dividas dos q "erram" n os
abrace. ÀJIMUDA é ligada ao bambuzal.
7- OMOFUURU = Omofurú é a compaheira de babá efurú ou osáfurù. Os dois representam o vento
frio. Osáàlá osáfurú é o ar frio e pesado q a-
doece ela é quem amenisa c sua quentura o msm ar.

8- ÈGÙNÍTA = Egunita seria a q deu origem a egun, pois ela o pariu e sóngò c pena do filho q ela
abandonou para acompanhar ogun, suplicou a yama-
se q fisesse algo. Ela então deule um pouco de s própria essência e dos seios de sóngò fluiu o leite q
alimentou o filho. Por isso as imagens entalhadas em madeira geralmente mostram-no c seios.
Egunitá: Orisá Igbalé. (Igbalé são as Oyá's das almas, também co-
nhecidas como Iansã de Balé). Egunitá é ligada ao culto dos Eguns. Seu
fundamento é mais forte. É a senhora
que caminha com os mortos.

9- IGBALÈ = foi o título q ela adquiriu qd seu pai odulesê morreu e ela juntou tds os pertences
dele e preparou as comidas q ele mais gostava e dançou e cantou para ele por 7 noites ao final levou pra
mata e arriou aos pés de uma árvore nascendo assim o ritual do ajeje " axexe.
Ha caminhos de Oya ligadas ao balé q po-
dem assumir outro ponto do ori, Igbalé só
como eledá. Igbalé deu origem a Égun e ao
culto dele. Quando na qualidade de imolé,
mas se divinizou tornando-se òrìsà
msm nas casas q se incorpora o 2 e até
demais orixas ela vem só, n dando lugar
a outro, sempre como dona da cabeça.
AFÉÉFÉ IKÚ não é um òrìsà, é o vento da morte q Oyá controla. Afefé iku, Afefé abé é o vento
cortante arrasador, mas tbm o vento q varre para longe as negatividades. Cd uma toma conta de uma parte
do Órun.

Bagan: Não tem cabeça. Come com Exu,


Ogum e Oxossi. Tem caminhos com Egun.

Bagbure: Não tem fundamento com nenhum Orixá. Parece pertencer ao culto de Egunguns.

Bamila: ligada Oxalufan.


Biniká ou Benika: Tem fundamento com
Oxum Opará.

Filiaba: Tem funda-mento com Omulu.

Gunán ou Gigan: Tem fundamento com


Xangô.

Kedimolu: ligada a Oxumarê e/ou Omolu.


Kodun: ligada com Oxaguiã.
Luo: ligada a ossaim; culto Nagô.

Maganbelle ou Agangbele: esse caminho mostra a dificuldade quanto à geração de filhos. Tem
fundamento com Iroko e Xangô.
Seu assentamento deve ser feito aos pés
de Iroko. Messan ou Yamesan: É a que foi esposa de Oxossi, meio animal e meio mulher. Só come caça
com Oxossi nas matas. É a mãe dos nove filhos Oyá Mesan é um de seus
epítetos.

Ogaraju: É uma das mais antigas no Brasil.

Onira: É uma ninfa das águas doces e seu


culto aqui no Brasil é confundido com o cul-
to das outras Oyá's por ser uma grande guer-
reira. É saudada como Oyá, sendo seu culto
na África totalmente diferente. Tem ligação
com o culto a Egun. Tem grande ligação com
Oxum, pois foi ela quem ensinou Oxum Opara a
lutar. É muito perigosa por sua ligação e cami-
nhos com Oxaguiã, Ogum e Obaluaiê. Veste coral e amarelo. É Rainha da cidade de Ira (filha ou mulher
de Sàngó). "Onirá" na África é um título de Oiá, significando "Senhora da Cidade de Irá".
ONÍRÀ foi uma grande paixão de LÒGÚNEDE.

Onisoni: Tem fundamento com Omulu.

Petu: Nesse aspecto ela convive com Sàngó. Ligada aos ventos e as árvores. Vem sempre antes de Xangô,
anunciando a sua chegada.

Semi: Tem fundamento com Obaluaiê.

Seno ou Ceno: Tem fundamento com Oxumarê.

Sinsirá: Tem funda-mento com Obaluaiê.

Sire: Tem fundamentos com Ossaim e Ayrá.

Yapopo: Tem fundamento com Obaluaiê.

Mais informações de IGBALÈ:(aquela que retorna a terra):É a Deusa dos mortos. É Ligada diretamente
ao culto de Egun, por isso é a senhora dos que domi-
na também culto a Egun nasceu nas mãos de
igbalé quando ela fora buscar uma substan-
cia que permitia a Xangô soltar fogo pelas
narinas. Oyá ficou sabendo que o povo Tapa iria invadir a cidade de Baribas, então forrou na beira de um
rio um pedaço de pano vermelho, colocou algumas cabaças,
evocou os mortos e aquele pano tomou vi-
da e saiu voando na direção dos inimigos,
colocando-os para correrem apavorados.
Devido a sua ligação com Egun é proibido
vesti-la de vermelho, sua vestimenta é branca. Subdividem-se em:

Gbale Adagangbará: Tem fundamento


com Exu.

Gbale Afakarebó ou Fakarebô: Não


é feita em seus eleitos. É a verdadeira dona do ebó, é a ela que é entregue todos os ebó's. Seus caminhos
levam
diretamente a Exu e Egun. Seus rituais
são todos feitos no murim, cabaças e
porrões.

Ate Oju: Orisá Igbalé aspecto difícil de Oyá quando caminha com Nanã.

Gbale De: não temos referências.

Gbale Furé: Usa uma foice na mão esquerda e um eruexim na direita. Veste branco e por cima das vestes
a palha
da costa. Dança como se estivesse carregando na cabeça uma enorme cabaça.
Em suas vestes são penduradas pequenas
cabaças, no tornozelo direito uma pul-
seira de aço. Tem ligação direta com o
culto aos Eguns. Preside a vida e a mor-
te.

Gbale Guere ou Logunere: uma de suas


formas. Tem forte fundamento com Ogum e Omulu.

Gbale Lario:
Lesseyen = uma das Igbalé que mora no
próprio Lesseyen.
Gbale Min:

Gbale Toning be.


OBA

OBA XIRÉ!
(Festejemos a rainha!)

Cores:
ÀWO PUPA = Vermelho
(representa vida, fogo e emoções)
ÀWO ÒDODO = Amarelo
(Representa riqueza, clarividência e ligação com a feminilidade)

Elementos:
INÒN, INÀN = Fogo
(elemento masculino da tranformação
e das emoções)
OMI = Água
(Elemento feminino da gestação e sensi-bilidade)

Dia consagrado: OJÓ OJORÚ = Quarta-feira

Domínio:
INÓN = Fogo
EJANU = paixão
ÒGÚN = Guerra
ODE = Caça
Instrumento simbólico:
IDÀ = Espada
ABÒ = Escudo
OFÁ = arco e flecha

Apresentação:
Obá é a Iyámi Egbé, ela é a Iyá Abiku, desta for-
ma é ela a encarregada de enviar ao mundo as crianças que nascem como castigo para seus pais. O que
Xangô representa para os mortos masculinos, Obá representa para as mulheres mortas. Ela assim como
Xangô é a representante suprema da ancestralidade feminina.
"OBA ÈLÉÈKO A JÁ OSÌ SÀBÀ ÈLÉÈKO A JA OSÌ
OLUWO OBA SÀBÀ OBA, OBA ÈLÉÈKO A IJÁ OSÌ"
"A rainha ÈLÉÈKO (Sociedade secreta feminina criada
por OBA) é a guerreira da esquerda, a senhora ÈLÉÈKO é a guerreira da esquerda.Poderosa rainha,
senhora rainha, Rainha ÈLÉÈKO guerreira da esquerda."
Do culto de Elekô, muito se perdeu com o tempo e com a opressão dos homens diante do Culto à Mulher.
Esse é o culto da ancestralidade feminina individua-
lizada, a grande matriarca deste Culto é a Deusa Obá, esta sociedade é considerada como justiceira, era
for-
mada por amazonas que além de cultuar as mortas, puniam os que eram injustos com as mulheres,
defendiam a soberania feminina. O que Xangô representa
para Egungun, Obá representa para Elerikó em Elekô.Divide seus fundamentos com Oyá, Óxóssì, Xangô
e Ie-
manjá. Segundo suas lendas, Obá lutou contra inúmeros Orixás, derrotando vários deles. Obá teria
derrotado
Exú, Oxumarê, Omolú e Orunmilá, e tornou-se temida por todos os deuses, tendo sido derrotada apenas
por Ogun e tornano assim sua esposa e ao lado de Ogun quando este foi enfrentar Xangô em batalha ela
se encantou
por ele abandonou a luta ao lado de Ogun e se entregou a Xangô como mulher vivendo uma grande
paixão
arrebatadora.
Existem algumas versões do grande encontro de Xangô
e de Obá, em uma dessas versões ela é a líder de todas as mulheres e a rainha de Elekô, mas em todas, as
evidências dizem que o amor entre os dois era desmedido e que nada ofuscava a relação dos dois, da
união dos
dois nasceu Opará, Orixá confundida com Oxum.Embora, em suas lendas, Obá tenha se transformado em
um rio ela também é relacionada ao fogo e é considerada por muitos como o Xangô fêmea. Obá é saudada
como o Orixá do ciúme, mas não se pode esquecer que o ciúme é o coronário inevitável do amor,
portanto, Obá é a deusa
do Amor e da Paixão incontrolável, com todos os dissabores e sofrimentos que o sentimento pode
acarretar.
Obá tem ciúme porque ama. Obá é a deusa da guerra e do poder, seu culto está relacionado ao rio Obá, as
águas
em seu culto faz referência ao poder, a força incontrolável das águas. Seu culto no Brasil é confundido ao
de Oyá, alguns chegam a insinuar que elas sejam irmãs, o
que é uma inverdade, outros dizem que Obá seria uma Oyá mais velha, o que é mais absurdo ainda. Por
existir esta confusão, alguns acreditam que Oyá além de ser uma divindade da água e relacionada ao
vento, teria ligação com o
fogo, mas Oyá não possui ligação com o fogo Obá sim.
Obá quando em fúria transborda, agita-se; Oba é a senhora da sociedade Elekô. Tudo relacionado a Obá é
envolto em um clima de mistérios.Obá nasceu do ventre rasgado
de Iemanjá após o incesto de Orugan. Obá era cultuada
como a grande Deusa protetora do poder feminino, por is-
so também é saudada como Ìya Agbà e mantém estreitas re-
lações com as Iyá-Mi.
A dança de OBA levantando e mostrando a palma da mão para o lado esquerdo, é um simbolo de femini-
lidade. Também mostra que ela é a "A JÁ OSÌ" (Guerreira da esquerda), lado feminino, lado do coração.
No assentamento dela de conter sempre uma
folha de Vitória régia, pois ela n gosta q
seu awo seja mostrado e é composto de gamela e cabaça e o de yewa só cabaças.
Divindades guerreiras femininas em outras
civilizações:
Egípcia = Ankt, Anit
Grega = Atena, Ártemis
Nordica = Valquírias (Valkyrja, Valmeyjar,
Valkrjur, Alaisiasae, Idisi)
Irlandesa = Badb
Grega = Atena
Sumariana = Inanna
Morrighan (irlandesa)