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Certificação Nº.

C 364

MANUAL DE FORMAÇÃ O

UFCD 3778

AGENTES QUÍMICOS E BIOLÓGICOS

Área de Formação: 862 – Segurança e Higiene no Trabalho


Entidade Formadora: Avalforma – Formação e Consultoria, Lda.
Conceção/Autoria: Luísa Mouro
Validação: Maria Eugénia Amaro (Gestora da Formação)

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Índice

Conteú do
Introdução...............................................................................................................................4

Âmbito do manual...................................................................................................................4

Objetivos..................................................................................................................................4

Conteúdos programáticos........................................................................................................4

Carga horária...........................................................................................................................5

Desenvolvimento...................................................................................................................6

Agentes químicos....................................................................................................................6

Tipos e classificação de perigo................................................................................................8

Vias de penetração no organismo.........................................................................................10

Efeitos da exposição e valores de exposição e níveis de ação..............................................10

Índices biológicos de exposição............................................................................................13

Instrumentos de medição e os seus princípios de funcionamento......................................15

Metodologias e estratégia de amostragem..........................................................................16

Localização dos pontos de recolha de amostras...................................................................17

Duração e momento da amostragem...................................................................................18

Número e frequência de amostras........................................................................................18

Tratamento Estatístico de resultados...................................................................................21

Medidas de prevenção e de proteção coletiva e individual.................................................21

Exposição a agentes químicos específicos............................................................................26

Cancerígenos..........................................................................................................................26

Amianto.................................................................................................................................28

Chumbo..................................................................................................................................30

Cloreto de vinilo....................................................................................................................33
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Legislação aplicável...............................................................................................................36

Agentes biológicos.................................................................................................................41

Noções de microbiologia e epidemologia.............................................................................43

Classificação...........................................................................................................................47

Perigos...................................................................................................................................48

Efeitos da exposição..............................................................................................................50

Critérios de avaliação da exposição......................................................................................51

Medidas de prevenção e de proteção coletiva e individual.................................................54

Legislação...............................................................................................................................60

Conclusão...............................................................................................................................65

Bibliografia.............................................................................................................................67

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Introdução

Âmbito do manual

O presente manual foi concebido como instrumento de apoio à unidade de formação


de curta duração nº 3778 – Agentes químicos e biológicos, de acordo com o Catálogo
Nacional de Qualificações.

Objetivos

Aplicar métodos e técnicas de avaliação e controlo da exposição aos agentes químicos


e biológicos.

Conteúdos programáticos

← Agentes químicos
o Tipos e classificação de perigo
o Vias de penetração no organismo
o Efeitos da exposição e valores limite de exposição e níveis de acção
o Índices biológicos de exposição
o Instrumentos de medição e seus princípios de funcionamento
o Metodologia e estratégia de amostragem
 - Localização dos pontos de recolha de amostras
 - Duração e momentos da amostragem
 - Número e frequência de amostras
 - Tratamento estatístico de resultados
o Medidas de prevenção e de proteção coletiva e individual
o Exposição a agentes químicos específicos
 - Cancerígenos
 - Amianto
 - Chumbo
 - Cloreto de vinilo
o Legislação aplicável

← Agentes biológicos
o Noções de microbiologia e epidemiologia
o Classificação
o Perigos
o Efeitos da exposição

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o Critérios de avaliação da exposição


o Medidas de prevenção e de proteção coletiva e individual
o Legislação

Carga horária

 25 horas

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Desenvolvimento

Agentes químicos

O trabalho, sendo um vetor fundamental para o desenvolvimento das sociedades, não


deve influenciar negativamente a qualidade de vida dos indivíduos.

Cerca de dois terços da vida do homem é passada no exercício de uma atividade


profissional, por isso as condições do seu exercício têm reflexos importantes no seu
estado de saúde, na sua integridade física e comprometem a sua produtividade. E,
considerando que a população ativa representa cerca de 45% da população mundial,
as condições de trabalho constituem também um importante requisito para o
desenvolvimento social e económico.

De destacar que os custos económicos com a reparação de danos causados por


deficientes condições de trabalho podem, em certos países, atingir uma percentagem
importante do PNB. A estes custos terão de ser acrescentados os custos sociais que
são difíceis de estimar.

As condições de trabalho têm também reflexo direto em duas vertentes que são
fundamentais na estratégia de uma empresa moderna: qualidade e ambiente.

O conceito de qualidade não diz respeito apenas às características do produto final,


mas é uma abordagem centrada nos processos desenvolvidos pela empresa e
representa um requisito de credibilidade. Numa sociedade responsável e solidária não
é possível classificar como «bom» um processo, produto ou serviço que não garanta
níveis aceitáveis de bem-estar aos intervenientes na sua conceção, produção e
consumo.

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Por outro lado, na ótica atual do desenvolvimento sustentável, a vida das empresas
tem de integrar, na sua gestão, os aspetos ligados ao ambiente. O compromisso
exigido às empresas, no que diz respeito ao controlo do impacte negativo dos seus
processos produtivos no ambiente, reflete-se na escolha de matérias-primas e
processos menos poluentes, possibilitando assim melhores condições de trabalho.

Apesar de reconhecida a influência das condições de trabalho no estado de saúde dos


trabalhadores, nos locais de trabalho, com frequência, são criadas situações de risco.

Fontes ligadas à Organização Mundial de Saúde (OMS) referem que, a nível mundial, as
condições de trabalho de cerca de dois terços da população ativa estão abaixo dos
padrões mínimos de qualidade, ou seja, representam um risco real para a saúde e
integridade física das pessoas. As estatísticas mundiais apontam para, anualmente, se
verificarem:
 120 milhões de acidentes de trabalho;
 220 mil acidentes fatais;
 157 milhões de novos casos de doenças profissionais.

As situações de risco referidas podem advir do equipamento e dos métodos de


trabalho utilizados (acidentes de trabalho, posturas incorretas), do ar ambiente no
local de trabalho (poluição química, biológica ou física) ou da própria organização do
trabalho (relações humanas, ritmo de trabalho, monotonia). Assim, no local de
trabalho podem estar presentes vários fatores de risco, nomeadamente:
 Atos perigosos;
 Fatores ambientais (poluentes químicos, agentes biológicos e agentes físicos);
 Fatores ergonómicos;
 Fatores psicológicos.

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A frequência com que ocorrem situações de risco com cada um dos fatores de risco
inerentes ao trabalho, varia como estado de desenvolvimento económico e a cultura
das sociedades.

Tipos e classificação de perigo

Perigo - Fonte, situação ou ato com potencial para o dano em termos de lesões,
ferimentos ou danos para a saúde ou uma combinação destes.
"É uma condição ou um conjunto de circunstâncias que têm o potencial de causar ou
contribuir para uma lesão ou morte." (Sanders e McCormick).

"A expressa uma exposição relativa a um risco, que favorece a sua materialização em


danos."

> Exemplo de Perigos: Torno mecânico, forno de pintura em operação, atividade de


carga e descarga de materiais, processo de soldagem, etc

O perigo é definido como a fonte ou evento capaz de desencadear o acidente ou o


dano. Dessa forma, trata-se de uma situação ou condição, que carrega riscos. A grosso
modo, podemos entender uma relação entre perigo/risco analogicamente à
causa/consequência.
 
Os riscos e os perigos devem ser bem definidos porque as ações devem ser
trabalhadas em cima das causas e das consequências das situações. Sendo assim, os
perigos devem ser avaliados de acordo com a probabilidade de riscos.
 Por exemplo:
 
Perigo: visitar uma área remota
Risco: desmoronamento

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Perigo: dirigir em uma via com alto índice de acidentes


Risco: sofrer um acidente de carro
 Um profissional que vai examinar uma área remota está em uma situação de perigo.
Nesse caso, o perigo refere-se ao local onde o funcionário executará sua função e à
função em si. O risco é baseado nas chances de acontecer um desmoronamento no
momento em que o profissional encontra-se na área.
 
As ações preventivas devem ser trabalhadas no perigo, levando em consideração os
riscos que a situação perigosa pode causar à saúde do funcionário.
 
As ações estabelecidas ou planejadas para atuar de forma a minimizar ou eliminar os
riscos devem ser feitas através de uma análise minuciosa.

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Vias de penetração no organismo


Considerando as características dos agentes, são determinantes as seguintes vias de
entrada no organismo humano:
 Via inalatória (aparelho respiratório);
 Via digestiva (aparelho digestivo: alimentos e hábito de fumar);
 Via cutânea (pele);
 Via percutânea (penetração no revestimento cutâneo, atingindo outros tecidos);
 Contacto com as mucosas, nomeadamente oculares.

No sentido de reagir aos agentes, o corpo humano tem um conjunto de mecanismos


de defesa contra os efeitos da exposição aos agentes biológicos, que inclui:
 Pele intacta;
 Epitélio ciliar das vias aéreas respiratórias;
 Acidez antibacteriana da atividade do estômago;
 Enzimas da saliva e das lágrimas.

Quando um destes mecanismos apresenta deficiência o agente pode penetrar no


organismo, seguindo-se a reação do organismo através do sistema imunitário.

Efeitos da exposição e valores de exposição e níveis de ação

Concertação
Quantidade de uma substancia perigosa expressa em unidades de volume.
A severidade da ação depende de uma gente tóxico , depende da concentração da
substancia no órgão sensível ao agente.
Unidade: % (peso ou volume), peso por unidade de volume, normalidade, etc.

1ppm = 1/1 000 000 1% = 10 000ppm


1ppm = 0,0001% Mg/m³ = ppmxPM/24,25

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Substância ppm mg/m³

Acetato de etilo 400 1400

Acetona 750 1780

Éter etílico 1000 1900

Amoníaco 25 18

Formaldeído 1 1,5

Cloro 1 3

Cloro hexavalente ---- 0,05

Etilenoglicol 50 125

Tolueno 100 375

Concentração/quantidade (relação)
Ex:
A ingestão de ácido fosfórico concentrado (100%) mesmo em pequenas
quantidades, causa queimaduras no sistema gastrointestinal. No entanto, esta
substancia existe na composição de diversas bebidas em concentração de cerca
de 5%, que mesmo quando ingeridas em grandes quantidades, não geram efeitos
adversos notórios e de imediato.

Exposição

Presente de um agente químico no ar ambiente de um local de trabalho.

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Frequência de exposição

EX:

A inalação de pó de cimento durante um ou dois dias pode criar dificuldades


respiratórias. A inalação durante um longo período de tempo provoca lesões
respiratórias graves.

Tempo de exposição

Exposição de um trabalhador para um determinado período de tempo.

Exposição aguda

Exposição a dose elevada num período de tempo curto.

Exposição crónica

Exposição a pequenas doses em períodos de tempo longos.

Ex: a exposição de curta duração a CO produz tonturas, mas a exposição prolongada


pode conduzir à morte.

Índices biológicos de exposição

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Tempo N.º de Bactérias

0 1.000

30 minutos 2.000

1 hora 4.000

1h 30 minutos 8.000

2 horas 16.000

5 horas 1.000.000

Valores indicativos à temperatura ambiente

O sistema de classificação relativamente ao modo como utilizamos as substâncias é


fundamental para a regulamentação governamental de artigos, como alimentos,
fármacos, cosmética, pesticidas, produtos químicos industriais e dispositivos médicos.

Se se pretender que uma determinada substância seja considerada como alimento,


será regida pela legislação sobre alimentos.
Se a mesma substância for embalada e rotulada como fármaco, será regulamentada
pela legislação sobre fármacos e não pela de alimentos; a legislação aplicável a uma
substância depende da utilização que o fabricante especifique para o produto.

Por exemplo, o ácido clorídrico (ou muriático) está regulamentado como produto
doméstico, quando presente em compostos de limpeza, como fármaco, quando usado
no tratamento de pessoas com baixa acidez gástrica, como produto químico industrial,
quando usado na eletrodeposição, e como pesticida auxiliar, quando usado para
aumentar a atividade germicida do cloro em piscinas. O ácido clorídrico é natural,
quando produzido pelo estômago, e sintético, quando preparado em laboratório.

Doença Agente Órgão Ocupação (Áreas de Risco)

HIV Vírus Sangue Saúde, Social e Prisional


Antrax Bactéria Pele e Pulmões Trabalho com animais

Brucelose Bactéria Sangue Veterinários, Matadouros


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Dermatofitoses Fungos Pele Piscinas, Lavagem de pratos

Hepatite A e B Vírus Fígado Saúde , Social e Prisional

Mononucleose Vírus Sangue Saúde, Social

Raiva Vírus Sistema Nervoso Trabalho com animais

Rubéola Vírus Geral Professores, Saúde, Social

Tétano Bactéria Sistema Nervoso Todos

Tuberculose Bactéria Pulmões Saúde, Social e Mineiros

Via de Transmissão

Bioagente Organismo

Ambiente

Instrumentos de medição e os seus princípios de funcionamento

• Leitura direta
Colheita e análises é feita pelo aparelho.

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• Leitura indireta
Análise é feita posteriormente em laboratório

Equipamentos de Leitura Direta Monitorização Contínua e Descontínua

• Funcionamento contínuo e descontínuo;


• Medem a concentração traduzindo este valor num sinal analógico ou digital;
• Métodos cromatográficos, espectrofotometria, fotoionização;
• Calibração prévia antes da sua utilização.

Ex.: explosímetros, analisadores CO, CO₂

Equipamentos de Leitura Direta

• Resposta qualitativa e quantitativa;


• Seletivos para o contaminante a medir;
• Aspiração do ar manual ou automática.

Tubos Colorímetros - Curta Duração

(absorção mais rápida)

• Medição de concentrações em momentos bem determinados (picos de


concentração);
• Medição da exposição de pessoas em locais de trabalho;
• Deteção de fugas;
• Análise do ar ambiente em espaços confinados.

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Tubos Colorímetros – Longa Duração

(absorção mais lenta)

• Medição em contínuo
• Determinações de concentrações médias de gases
• Deteção de fugas
• Recurso a uma bomba para amostragem em contínuo

Metodologias e estratégia de amostragem

A avaliação do risco de exposição a agentes químicos é constituída por várias etapas,


nomeadamente:

1. Identificação dos produtos químicos e matérias-primas


utilizados, processos produtivos e práticas laborais
existentes;

2. Caracterização da atmosfera de trabalho e posterior


comparação das concentrações obtidas com os Valores
Limite de Exposição (VLE) existentes para cada agente
químico;

3. Face à categoria do risco, definir um conjunto de


medidas corretivas/preventivas.

A concentração de um agente químico numa atmosfera de trabalho pode ser


determinada através da utilização das seguintes técnicas:

- Aparelhos de leitura direta, que permitem a obtenção de uma concentração


imediatamente após a amostragem;

- Colheita de uma amostra, mediante a utilização de uma bomba de aspiração, com


associação de filtros, tubos de adsorção ou frascos borbulhadores.

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Este tipo de método requer uma análise laboratorial.

Localização dos pontos de recolha de amostras

Suportes Individuais
• São fixos no trabalhador (ex.: vestuário)
• Podem ser contínuos ou descontínuos
• A mudança de cor indica-nos o valor da exposição

Equipamentos de Leitura Indireta ou por Colheita – Amostragem


• Bomba (mecânica ou manual)
• Coletor da amostra
• Suportes sólidos
• Suportes líquidos
• Filtros

Local da colheita

• Junto das vias respiratórias;


• É conveniente realizar colheitas no ambiente geral, a cerca de 1,5m do chão,
assim como junto ás possíveis fontes emissoras.

Duração e momento da amostragem

• De acordo com o tempo de execução da tarefa a analisar


• O sistema coletor deve ser adequado à situação que se pretende analisar
• Prever situações de interferência e encontrar formas de as eliminar
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Após determinação da concentração obtida, esta é comparada com valores de


referência considerados como níveis de risco aceitáveis. Estes valores de referência
designam-se por Valor Limite de Exposição, e estão definidos por agente químico.

Número e frequência de amostras

Processo que leva a formar uma opinião sobre o grau de risco para a saúde, que
apresentam os A.Q. inerentes a uma operação industrial;
A avaliação envolve uma estimativa da grandeza dos riscos, baseada na comparação
das determinações ambientais efetuadas, com os dados constantes da literatura (Guias
de Higiene, VLE, Níveis Máximos Admissíveis, etc.).

Quando se pretende avaliar se a exposição a uma determinada S.P. Nociva representa


risco para a saúde, há que ter em conta os seguintes aspetos fundamentais:

– Quantidade de substancia necessária e tempo de contacto com as


células do organismo para lhes provocar danos;
– Probabilidade da S.P. Nociva entrar em contacto com as células do
organismo;
– Medidas de controlo e sua eficácia.

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Composição volumétrica o AR PURO


Dióxido de
Azoto 78,4% 0,03%
Carbono
Oxigénio 20,9% Hidrogénio 0,02%

Árgon 0,94% Gases Raros .....%


Todas as S.P. Nocivas, orgânicas e inorgânicas, naturais ou sintéticas que, sob a forma
de poeiras, fumos gases ou vapores (com efeito irritante, corrosivo, asfixiante ou
tóxico), possam durante o seu fabrico, manipulação, transporte, armazenamento ou
utilização, ser libertadas para o ar do ambiente de trabalho em quantidades que
apresentem possibilidades de lesar a saúde das pessoas.

Para além dos VLE para os contaminantes químicos no ambiente de trabalho, existem
lutos valores indicativos para a presença de determinados contaminantes químicos ou
seus metabolitos nos fluidos orgânicos e, da comparação das concentrações
encontradas na atmosfera dos locais de trabalho e das concentrações do mesmo
contaminante ou do seu metabolito nos fluidos orgânicos, poder-se-á realizar uma
melhor avaliação da exposição a esse contaminante.

CONTAMINANTE QUÍMICO

Documento: D7
EFEITO Pá gina 19 de 67
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FORMA

Tratamento Estatístico de resultados

Os resultados das amostras são tratados pelo Técnico de segurança e higiene no


trabalho, que com essa base irá proceder a avaliação de risco e análise dos resultados,
para posteriormente implementar as medidas de prevenção.
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Os trabalhadores devem ser informados sobre os resultados das análises.

As avaliações de risco, devem ser comparadas com as seguintes de modo a perceber se


as medidas preventivas estão a ser eficazes.

Medidas de prevenção e de proteção coletiva e individual

Após a avaliação do risco para a saúde e segurança dos trabalhadores expostos deve
ser tomada a decisão sobre as medidas preventivas necessárias para o controlo da
exposição aos agentes químicos identificados. Esta exposição constitui um fator de
risco para a saúde dos trabalhadores, por inalação, pela absorção da pele e,
eventualmente, por ingestão.
O empregador deve garantir que os riscos para a segurança e a saúde dos
trabalhadores resultantes da presença de um agente químico perigoso sejam
eliminados ou reduzidos ao mínimo, pela sua substituição por outro agente ou
processo químico cujas condições de utilização não apresentem perigo ou tenham
menor perigo ou, se a substituição não for possível, através de outra medida
preventiva de eficácia equivalente.
As medidas de controlo podem ser medidas de proteção coletiva, de organização do
trabalho e de utilização de equipamentos de proteção individual.
A aplicação das medidas de proteção deve ter a seguinte ordem de prioridades:
− A conceção de processos de trabalho e de controlos técnicos apropriados e a
utilização de equipamentos e materiais adequados que permitam evitar ou reduzir ao
mínimo a libertação de agentes químicos perigosos - eliminar/reduzir o risco;

− A aplicação de medidas de proteção coletiva na fonte do risco, designadamente de


ventilação adequada, e de medidas organizativas apropriadas - circunscrever o risco.
Afastar o Homem da fonte emissora;

Documento: D7 Pá gina 21 de 67
Certificação Nº. C 364

− A adoção de medidas de proteção individual, incluindo a utilização de equipamentos


de proteção individual, se não for possível evitar a exposição por outros meios -
proteger o Homem.

A organização do trabalho é o conjunto, articulação e implementação dos princípios de


prevenção anteriormente referidos. Ou seja, devemos organizar o trabalho de forma a
eliminar ou reduzir os riscos, adotando práticas de trabalho que diminuam a emissão
de agentes químicos para o ambiente de trabalho, diminuindo o tempo de exposição
de cada trabalhador, afastando os riscos dos locais onde os trabalhadores
permanecem ou armazenando adequadamente os produtos e materiais.

• Eliminar ou reduzir o perigo, não usando substâncias perigosas.

• Afastar o perigo dos trabalhadores através da seleção de um processo de baixa

emissão de gases, vapores ou fumos (por exemplo, usando sistemas fechados, em

que a inalação e o contacto com a pele são eliminados).

• Extrair eficazmente as substâncias perigosas lançadas na fonte de vazamento.

• Adotar medidas de ventilação geral por diluição, além da extração na fonte do risco

(deve existir uma boa renovação de ar através da entrada de ar exterior limpo para

substituir o ar contaminado).

• Utilizar equipamentos de proteção individual (por exemplo, luvas, roupas de

proteção e equipamento de proteção respiratória) complementarmente às

restantes medidas.

Equipamentos de proteção coletiva


Documento: D7 Pá gina 22 de 67
Certificação Nº. C 364

Instalação de sistemas de controlo

- Arejamento dos locais de trabalho (ventilação geral);

- Exaustão localizada (sistema de ventilação adequado). A ventilação local deve ser


utilizada como complemento da ventilação geral, pois a ventilação geral envolve a
movimentação de grandes massas de ar. O objetivo da ventilação local é captar os
agentes químicos o mais perto possível da sua fonte emissora e antes do trabalhador;

- Isolamento parcial ou total de processos perigosos (fonte emissora);

Controlar periodicamente a eficácia dos sistemas de controlo implementados;

Nas atividades de limpeza, dependendo da situação:

- Não usar ar comprimido. Aquando é inevitável a sua utilização, o equipamento deve


estar dimensionado para uma pressão de utilização que seja inferior a 2 bar,
complementando a atividade com a utilização de equipamentos de proteção
individual;

- Evitar usar escovas ou vassouras;


- Sempre que possível, usar aspiradores industriais de alta eficiência para limpezas.
Na montagem de um sistema de ventilação por exaustão devem ser considerados
alguns aspetos:
 O dispositivo de captação deve ser colocado o mais perto possível da emissão do
agente químico e de forma envolvente da fonte;

 O trabalhador não deve ser colocado entre a captação e a fonte;

 O sistema de aspiração deve corresponder ao movimento natural dos agentes


químicos. Por exemplo, no caso dos poluentes mais densos que o ar, a sua
movimentação é no sentido descendente por isso a aspiração deve ser a nível
inferior;

 Para uma captação eficiente, o ar aspirado deve ser compensado com entrada de
ar exterior. Recomenda-se que o ar de entrada tenha um caudal 10% superior ao
caudal de aspiração;

Documento: D7 Pá gina 23 de 67
Certificação Nº. C 364

 As saídas de ar poluído não devem ser colocadas perto das entradas do ar novo.

Sinalização de segurança

 Proteção obrigatória do corpo;

 Proteção obrigatória das mãos;

 Proteção obrigatória dos pés;

 Proteção obrigatória das vias respiratórias.

Organização do trabalho

Substituição de substâncias perigosas por outras de menor perigosidade;

Alteração de práticas de trabalho:

- Embalagens vedadas e bem rotuladas;

- Localização do trabalhador;

Reduzir o número de trabalhadores expostos;

Rotatividade dos trabalhadores;

Manter os locais de trabalho limpos;

Formação do trabalhador (este deve ser devidamente informado sobre os riscos


inerentes ao seu posto de trabalho e modo de os controlar). É fundamental sensibilizar
os trabalhadores sobre todos os meios de informação disponibilizados (rótulo, fichas
de dados de segurança) que lhes permita não só identificar os produtos perigosos, mas
também conhecer os perigos que lhes estão associados e, ainda, o aconselhamento
quanto à forma segura de os utilizar;

Rastreio para deteção atempada de situações de alteração da saúde dos trabalhadores


(vigilância do estado de saúde) através por exemplo, da concentração de um

Documento: D7 Pá gina 24 de 67
Certificação Nº. C 364

determinado marcador biológico que permite a comparação com o índice biológico de


exposição respetivo.

Exposição a agentes químicos específicos

Cancerígenos

O Decreto-Lei n.º 301/2000 de 18 de novembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 88/2015


de 28 de maio, que regula a exposição dos trabalhadores a agentes cancerígenos ou
mutagénicos, define Agente Cancerígeno, como “Uma substância ou preparação
classificada como cancerígena da categoria 1 ou 2, de acordo com os critérios da
legislação relativa à classificação, embalagem e rotulagem das substâncias e
preparações perigosas” e Agente Mutagénico, como “Uma substância ou preparação
classificada como mutagénica da categoria 1 ou 2, de acordo com os critérios da
legislação relativa à classificação, embalagem e rotulagem das substâncias e
preparações perigosas”.

Documento: D7 Pá gina 25 de 67
Certificação Nº. C 364

A legislação em vigor considera ainda que, todas as substâncias, preparações,


trabalhos ou processos identificados no Quadro 18 são considerados cancerígenos.

Substâncias, preparações, trabalhos e processos cancerígenos


Fabrico de auramina
Trabalhos suscetíveis de provocar a exposição aos hidrocarbonetos policíclicos
aromáticos presentes na fuligem de hulha, no alcatrão de hulha ou no pez de hulha
Trabalhos suscetíveis de provocar a exposição às poeiras, fumos ou névoas produzidos
durante a calcinação e electrorrefinação de mates de níquel
Processo de ácido forte durante o fabrico do álcool isopropílico
Trabalhos suscetíveis de provocar exposição ao pó de madeiras de folhosas
As substâncias ou preparações que se libertem nos processos referidos anteriormente

Sempre que seja identificada alguma atividade suscetível de apresentar risco de


exposição a este tipo de agentes, o empregador tem que avaliar o risco quer para a
segurança quer para a saúde do trabalhador, determinando a natureza, grau e tempo
de exposição. Esta avaliação deve ter em consideração todas as formas de exposição e
respetivas vias de absorção.
Se se verificar, da avaliação de riscos, que existe exposição dos trabalhadores a
agentes cancerígenos ou mutagénicos, o empregador deve manter disponíveis as
informações constantes no Quadro 19, para o caso de serem solicitadas pelas
entidades competentes, nomeadamente, a ACT, o Centro Nacional de Proteção contra
os Riscos Profissionais (CNPRP) e as autoridades de saúde.

A vigilância médica dos trabalhadores expostos a agentes cancerígenos ou


mutagénicos deve incluir:
 Registo do historial clínico e profissional;

 Avaliação individual do estado de saúde;

 Avaliação biológica, sempre que necessário;


Documento: D7 Pá gina 26 de 67
Certificação Nº. C 364

 Rastreio dos efeitos precoces e reversíveis.

O empregador deve assegurar que o médico de trabalho participa todos os casos de


cancro identificados e associados à exposição a agentes cancerígenos ou mutagénicos,
ao CNPRP.

Valor limite de exposição (mg/m3)

Benzeno 3,25
Cloreto de vinilo monómero 7,77
Poeiras de madeira de 5,00
folhosas

Amianto

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), atualmente cerca de 125


milhões de pessoas estão expostas, no seu ambiente de trabalho, a fibras de amianto
(também designadas como asbestos). A exposição ocorre através da inalação deste
tipo de fibras produzindo uma série de efeitos no organismo, como por exemplo, o
cancro nos pulmões, mesotelioma, cancro da laringe, cancro gastrointestinal e
asbestose (doença profissional derivada da exposição às fibras de asbestos e que se
traduzem em lesões do tecido pulmonar).

Documento: D7 Pá gina 27 de 67
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O amianto foi utilizado em larga escala no passado e em vários tipos de aplicações.


Citam-se a título de exemplo, os isolamentos térmicos, acústicos e elétricos, a
proteção contra o fogo e ainda como componente de reforço.
A legislação em vigor em matéria de proteção dos trabalhadores contra os riscos de
exposição ao amianto no local de trabalho define como amianto, o conjunto de seis
silicatos fibrosos, nomeadamente o amianto actinolite, amianto grunerite (amosite),
amianto antofilite, crisótilo, crocidolite e amianto tremolite.
Consoante o tipo de atividade prevista e a possibilidade ou existência de exposição do
trabalhador, existem alguns procedimentos de notificação obrigatórios à ACT
(Autoridade para as Condições de Trabalho). O quadro abaixo identifica as atividades
que carecem de notificação e/ou autorização.

Autorização de
Atividades Notificação obrigatória trabalhos
(Plano de trabalho)
Trabalho de demolição ou remoção 30 dias antes do início dos 30 dias antes do início
de amianto ou materiais que o trabalhos ou atividades dos trabalhos ou
contenham atividades
Atividades com exposição a poeiras 30 dias antes do início dos Não
ou materiais com amianto trabalhos ou atividades
(desmontagem de máquinas ou
ferramentas, manutenção e
reparação e matérias, transporte de
resíduos)
Exposição esporádica e de fraca Não Não
intensidade

Caso existam atividades onde possa existir risco de exposição a poeiras de amianto,
estas atividades têm que ser avaliadas no que diz respeito à segurança e saúde dos
trabalhadores, nomeadamente a natureza, grau e o tempo de exposição.

Documento: D7 Pá gina 28 de 67
Certificação Nº. C 364

A inalação de fibras de amianto presentes na atmosfera de trabalho constitui um dos


maiores riscos para os trabalhadores, dado que o seu tamanho e forma podem
depositar-se nos pulmões e provocar doenças graves (Quadro 16), como é o caso da
asbestose, do mesotelioma ou o cancro do pulmão, doenças resultantes da exposição
ao amianto e que se podem manifestar anos ou até mesmo décadas após a exposição.

Todos os trabalhadores expostos ou suscetíveis de estarem expostos a poeiras de


amianto ou de qualquer tipo de material que o contenha devem possuir formação
específica no domínio da prevenção e da segurança. A legislação em vigor determina
os conteúdos programáticos que deverão ser garantidos pelo empregador. Para além
da formação específica obrigatória, também é necessário garantir o fornecimento de
informação específica aos trabalhadores. É da responsabilidade do empregador
informar os trabalhadores nomeadamente, no que se refere aos riscos de exposição,
medição da concentração e respetivos resultados, assim como de medidas de higiene e
prevenção.
Para os trabalhadores expostos é obrigatória a realização de exames de saúde,
nomeadamente um exame específico ao tórax, exames da função respiratória
(espirometria e curva de débito-volume). O médico responsável pela vigilância da
saúde pode ainda identificar a necessidade de exames complementares específicos
(análise citológica da saliva, radiografia ao tórax, tomografia computorizada).
O médico do trabalho deve informar o trabalhador dos resultados da vigilância da
saúde, bem como comunicar ao empregador, sem prejuízo do sigilo profissional.

Chumbo

Todos os estabelecimentos que desenvolvam atividades que envolvam a exposição dos


trabalhadores ao chumbo metálico e aos seus compostos iónicos devem desenvolver
um conjunto de medidas organizacionais com o objetivo de reduzir o número de

Documento: D7 Pá gina 29 de 67
Certificação Nº. C 364

trabalhadores expostos ou suscetíveis de estarem expostos, bem como de medidas


preventivas que mantenham os valores da concentração de chumbo na atmosfera de
trabalho o mais baixo possível e sempre inferior ao valor limite de concentração
definido na legislação em vigor.
Considera-se ainda que possa existir um risco de absorção de chumbo em algumas
atividades, nomeadamente nas constantes da Lista Indicativa de Atividades, como por
exemplo, a fundição de chumbo e de zinco (primária e secundária).

Valor limite de exposição

A legislação em vigor estabelece valores limite para o chumbo, nomeadamente:

- Nível de alerta: Valor da concentração de chumbo no ar dos locais de trabalho fixado


em 0,075 mg/m3, referido a oito horas diárias e a 40 horas por semana;

- Valor limite de concentração: Valor da concentração de chumbo no ar dos locais de


trabalho que não deve ser ultrapassado, fixado em 0,15 mg/m3, referido a oito horas
diárias e 40 horas por semana;

- Valor limite biológico: Taxa individual de plumbémia ou concentração de chumbo no


sangue que não deve ser ultrapassado, fixado em 60 μg de chumbo por 100 ml de
sangue.

A avaliação da exposição dos trabalhadores ao chumbo deve ter em consideração a


natureza e o nível de exposição a que os trabalhadores estão sujeitos.
A avaliação realizada deve ser representativa da exposição diária dos trabalhadores,
devendo a recolha das amostras ser do tipo individual. Este tipo de amostragem
permite avaliar a exposição de cada trabalhador, tendo em consideração o tempo de
exposição, as condições de trabalho e as práticas individuais de cada um. O tempo de
amostragem para a recolha da amostra deve ser representativa da exposição diária do
Documento: D7 Pá gina 30 de 67
Certificação Nº. C 364

trabalhador, podendo ser realizadas uma ou mais amostras, no mesmo dia ou em dias
distintos.
Quando existam grupos de trabalhadores que realizem tarefas idênticas com um risco
de exposição análogo, as colheitas individuais podem ser reduzidas a um número de
postos de trabalho representativo desse grupo ou grupos, com um mínimo de uma
colheita individual por cada dez trabalhadores e turno de trabalho. A incerteza
associada à concentração de chumbo na atmosfera de trabalho deve ser calculada
para um nível de confiança de 95% considerando as componentes relativas à
amostragem e à determinação analítica.
De acordo com o Regime Jurídico da Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho, é
proibida a qualquer grávida ou lactante a realização de qualquer atividade que envolva
o contacto com o chumbo e seus compostos. No caso de menores, é igualmente
proibida a realização de qualquer atividade em que exista risco de exposição ao
chumbo ou aos seus compostos iónicos. A exposição deste grupo de trabalhadores não
é permitida, pelo facto do chumbo e seus compostos serem suscetíveis de ser
absorvidos pelo organismo humano.

Efeitos na saúde

Os sintomas no ser humano dependem do nível de concentração de chumbo no


organismo, no entanto os mais comuns são o cansaço, a irritabilidade, as dores de
cabeça, a prisão de ventre, náuseas, dores de estômago, anemia e perda de peso.

Para além dos sintomas mencionados anteriormente e em caso de exposição contínua


a concentrações de chumbo superiores ao valor limite de exposição, podem surgir
danos nos rins, sistema nervoso central ou infertilidade.

Documento: D7 Pá gina 31 de 67
Certificação Nº. C 364

Os trabalhadores expostos devem efetuar exames médicos de pré-colocação,


periódicos e avaliação de indicadores biológicos (Quadro 17).
De acordo com a legislação em vigor, “A vigilância biológica deve compreender a
determinação de chumbo no sangue (plumbémia) e, sempre que o médico responsável
o prescreva, a determinação da protoporfirina de zinco no sangue (PPZ), do ácido
delta-aminolevulínico na urina (ALAU) e da desidratase do ácido delta-aminolevulínico
no sangue (ALAD)”.

Informação e formação dos trabalhadores

Os trabalhadores devem ser informados dos riscos potenciais para a sua saúde
referentes à exposição ao chumbo, nomeadamente:

– Os dados obtidos pela avaliação de riscos e outras informações sempre que se


verifique uma alteração significativa no local de trabalho, suscetível de alterar
os resultados da avaliação;
– Os elementos disponíveis sobre os agentes químicos perigosos presentes no
local de trabalho, nomeadamente a sua identificação, os riscos para a
segurança e a saúde e os valores limite de exposição profissional e legislação
específica aplicável;
– As fichas de dados de segurança disponibilizadas pelo fornecedor, de acordo
com a legislação aplicável sobre classificação, embalagem e rotulagem das
substâncias e misturas perigosas;
– As precauções e medidas adequadas para os trabalhadores se protegerem no
local de trabalho, incluindo as medidas de emergência respeitantes a agentes
químicos perigosos;
– O conteúdo dos recipientes e das canalizações utilizados por agentes químicos
perigosos, identificados de acordo com a legislação respeitante à classificação,
embalagem e rotulagem das substâncias e misturas perigosas e à sinalização de
segurança no local de trabalho;
– Os resultados estatísticos não nominativos do controlo biológico.

Cloreto de vinilo

Documento: D7 Pá gina 32 de 67
Certificação Nº. C 364

O Policloreto de Vinilo é vulgarmente designado por PVC. O seu nome IUPAC é


policloroeteno. É um material plástico sólido que se apresenta na sua forma original,
como um pó de cor branca. Fabrica-se por polimerização do monómero de cloreto de
vinilo (VCM) que, por sua vez, é obtido do sal e do petróleo. Foi patenteado como fibra
sintética há mais de oitenta anos e em 1931 começou a sua comercialização.

O PVC contém, em peso, 57% de cloro (derivado do cloreto de sódio - sal de cozinha) e
43% de eteno (derivado do petróleo). Como
todos os plásticos, o vinil é feito a partir de
repetidos processos de polimerização que
convertem hidrocarbonetos, contidos em
materiais como o petróleo, num único
composto chamado polímero. O vinil é
formado basicamente por etileno e cloro.

Através de uma reação química, o etileno e o cloro combinam-se formando o dicloreto


de etileno, que por sua vez é transformado num gás chamado cloreto de vinilo
ou"VCM". O passo final é a polimerização, que converte o monómero num polímero
de vinil, que é o PVC, ou simplesmente, vinil.

O policloreto de vinilo é leve, quimicamente inerte e completamente inócuo. Resiste


ao fogo e às intempéries, é impermeável e isolante (térmico, elétrico e acústico), de
elevada transparência, protege os alimentos, é económico (relação qualidade/preço),
fácil de transformar (por extrusão, injeção, moldação-sopro, calandragem, termo-
moldação, prensagem, recobrimento e moldagem de pastas), e reciclável.

Documento: D7 Pá gina 33 de 67
Certificação Nº. C 364

Decreto-Lei nº 273/89 de 21-08-1989


Artigo 3.º - Medidas gerais de prevenção

       1 - Devem ser adotadas medidas de prevenção e desenvolvidos processos de


trabalho que mantenham ao nível mais baixo possível a concentração do cloreto de
vinilo monómero no ar dos locais de trabalho.

       2 - Devem ser adotadas medidas de organização do trabalho que reduzam o mais
possível o número de trabalhadores expostos ou suscetíveis de exposição.

       3 - Sempre que for tecnicamente possível, os locais onde seja suscetível a
exposição de trabalhadores ao cloreto de vinilo monómero devem manter-se isolados,
de forma a evitar a contaminação de outras áreas.

Documento: D7 Pá gina 34 de 67
Certificação Nº. C 364

       4 - O acesso aos locais de trabalho que comportem risco de exposição ao cloreto
de vinilo monómero deve ser limitado aos trabalhadores cujo trabalho ou funções
justifique a sua presença como necessária.

Legislação aplicável

Documento: D7 Pá gina 35 de 67
Certificação Nº. C 364

Documento: D7 Pá gina 36 de 67
Certificação Nº. C 364

Documento: D7 Pá gina 37 de 67
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Documento: D7 Pá gina 38 de 67
Certificação Nº. C 364

Documento: D7 Pá gina 39 de 67
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Agentes biológicos
Documento: D7 Pá gina 40 de 67
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Definições:
 Agentes biológicos são definidos, desde1994, pelo Control of Substances Hazardous
to HeaIth Regulation (COSHH) como sendo

"microorganismos, culturas de células, incluindo os geneticamente modificados e


material biológico, susceptíveis de provocar infecções, alergias, intoxicações ou de
qualquer outro modo provocar alterações na saúde humana".

 A Célula, é a matéria-prima constituinte de todos os seres vivos tomando a forma


de uma substância mais ou menos densa e translúcida – protoplasma. O protoplasma é
fundamentalmente constituído por duas partes: o núcleo que representa o centro da
célula e o citoplasma, circundado por uma membrana; esta membrana é, na maioria
dos casos, circundada por um revestimento de composição variável.

O contacto do ser humano com alguns microrganismos pode despoletar o


aparecimento de determinadas doenças de cariz profissional. Dentro dessas doenças,
destacam-se a tuberculose, hepatite, doença do legionário, brucelose e tétano.

No setor metalúrgico e metalomecânico, as principais fontes de risco para a contração


de doenças desta índole, são as que se apresentam em seguida:

Ser Humano: O ser Humano também pode ser um veículo de transmissão de agentes
biológicos através do seu sistema circulatório. O sangue, no caso de indivíduos
infetados, é um reservatório para numerosos microrganismos, principalmente vírus. Se
o sangue infetado penetrar por uma das vias de entrada, os agentes biológicos passam
para o novo organismo, causando infeção no mesmo. Assumem especial relevância
neste processo de transmissão, os vírus da Hepatite B e C, o vírus da Sida e o bacilo da
Tuberculose;
Documento: D7 Pá gina 41 de 67
Certificação Nº. C 364

Ar condicionado e condições dos edifícios: Os sistemas de ventilação existentes nos


edifícios podem constituir um veículo de transmissão de agentes biológicos, quando no
interior destes se criam condições para o desenvolvimento de determinados
microrganismos, que se podem alojar nos filtros, torres de refrigeração e condutas.
Entre estes microrganismos destaca-se a bactéria Legionella pneumophila (que é
causadora da Doença do Legionário, citada anteriormente). Outro foco de
contaminação biológica está relacionado com o estado de conservação dos
revestimentos interiores do edifício, que combinado com determinadas condições de
temperatura e humidade podem dar origem ao desenvolvimento de fungos e outros
microrganismos, que se dispersam pelo ar ambiente sendo posteriormente inalados
pelos trabalhadores;

Óleos de corte: Os óleos e emulsões de corte são frequente mente utilizados nas
operações de corte de metal, como lubrificante, e ainda com o objetivo de promover o
arrefecimento das peças móveis dos equipamentos de corte. Estes óleos, em circuito
fechado, podem facilmente ser contaminados com diversos microrganismos,
colocando os trabalhadores numa situação de risco por contacto direto com a pele ou
inalação.

Águas residuais e resíduos: As águas residuais domésticas geradas a nível industrial


são, de um modo geral, encaminhadas para uma fossa séptica onde são sujeitas a
tratamento biológico previamente à sua descarga em meio natural. Estas águas
apresentam quantidades significativas de agentes patogénicos, o tratamento e
manutenção das fossas sépticas constitui um fator de risco biológico para os
trabalhadores, uma vez que durante a remoção de lamas podem formar-se aerossóis
que contaminam o ar ambiente e consequentemente o trabalhador.

Noções de microbiologia e epidemiologia

Documento: D7 Pá gina 42 de 67
Certificação Nº. C 364

Os microorganismos são definidos como as entidades microbiológicas celulares ou não


celulares, dotadas de capacidade de se reproduzir ou de transferir o seu material
genético. Caracterizam-se por serem constituídos por uma só célula ou por um
conjunto de células similares.

Estão incluídos nesta categoria os vírus, as bactérias, os microfungos, os protozoários e


as algas. Estes dois últimos grupos de microorganismos, embora importantes no
contexto da saúde pública, não têm relevância na saúde ocupacional.

Os microorganismos formam colónias em praticamente todo o ambiente, integrando-


se nos diferentes ecossistemas. Muitos microorganismos são positivos para o homem,
pois além de terem um papel muito ativo na decomposição de produtos orgânicos,
podem constituir uma fonte de enriquecimento dos solos, sendo também utilizados no
sector industrial para os processos de fermentação.

A classificação do reino dos seres vivos segue um critério de divisão, num sistema
hierarquizado em grupos de características similares. Surgem, assim, as ordens, as
famílias, os géneros e finalmente as espécies.

Conforme o grupo, os microorganismos são designados pelo nome da família, iniciado


com maiúscula, seguido do nome da espécie, em minúsculas (ex.:Baccillus anthracis ou
mais simplesmente B. Anthracis). No caso particular dos vírus apenas é referido o
nome da família (ex.:Retrovirus)

Como unidade de medida dos microorganismos utiliza-se o micrómetro ou micron


(mm) – 1mm = 10-6 m – e o nanómetro (μm) – 1 μm = 10-9 m.

Vírus: Embora os vírus estejam incluídos nos microorganismos, eles não são
entidades"vivas", mas apenas replicações de moléculas que, em geral, se apresentam

Documento: D7 Pá gina 43 de 67
Certificação Nº. C 364

com uma forma helicoidal ou poliédrica. Os vírus são constituídos por ácido
nucleíco(ADN – ácido desoxirribonucleico ou ARN – ácido ribonucléico) rodeado por
um revestimento de proteína (cápsula).Alguns vírus têm invólucros membranosos.

Os vírus existem no exterior das células como partículas inertes infeciosas.


Quando se ligam às células do seu hospedeiro o, ácido nucleíco entra nas células deste
e desenvolve-se utilizando o material da célula. A localização e o modo de atuar na
célula depende do tipo de vírus. Os vírus de ADN introduzem-se no interior do núcleo
da célula, enquanto que os de ARN se alojam no citoplasma. Embora com atuação
diferente, o resultado final é o mesmo: a morte da célula.

Quando a célula morre os vírus são libertados, podendo penetrar noutras células e
continuar o seu processo de destruição.

Bactérias: As bactérias são organismos de uma só célula rodeada por uma parede
externa semi-rígida que lhe vai permitir conservar a forma. Esta parede envolve uma
membrana citoplasmática muito fina, que por sua vez contem todo o citoplasma
bacteriano e seu conteúdo.

A célula não tem um núcleo definido e o seu material genético é uma estrutura linear
difusa que se enovela sobre si mesma. Também existe material genético
independente, na forma de plasmídeos, que controla certas atividades da bactéria,
nomeadamente a sua resistência aos antibióticos.

A reprodução típica das bactérias é por divisão direta ou cisão. Nesta divisão a célula
divide-se em duas novas entidades. Em condições favoráveis esta divisão é muito
rápida pelo que depressa se geram milhões de novos microorganismos. Após a divisão,
as duas células podem separar-se ou manterem-se unidas pela superfície da parede.

Documento: D7 Pá gina 44 de 67
Certificação Nº. C 364

Neste último caso formam-se tamanhos muito variados, consoante o número e plano
das divisões, destacando-se as formas de cacho e em cadeia.

Morfologicamente as bactérias podem apresentar-se como esferas (cocos – cocci),


como bastonete (bascilos), em espiral, tipo saca-rolhas ou vírgula (espiroletas e
vibrião) e com filamentos (actinomicetes).
 Os cocos, cuja dimensão mais frequente ronda 1mm, apresentam-se isolados ou em
agregados (staphylococci), aos pares (diplococcio) ou cadeias (streptococci);
 Os bacilos podem possuir apêndices capilares, designados por flagelos, que lhes
confere mobilidade. Os bacilos variam nas dimensões do comprimento e largura, de
2*0,5 a 10*2 μm;
 As espiroletas e vibrião podem tomar formas isoladas ou de espirais firmemente
enroladas, variando muito de tamanho, de 3*0,0 a 15*2 μm;
 As actinomicetes são filamentosos em geral ramificados, contudo continuam a ser
uni celulares, e as suas dimensões podem variar entre 1 a 2 μm.

Algumas espécies de bactérias, em particular de bacilos, apresentam, em


determinadas condições o fenómeno da esporogénese.
Designa-se por esporogénese o processo de formação, no centro ou numa
extremidade, do organismo bacteriano de um grânulo muito pequeno que aumenta
gradualmente de volume até atingir um determinado tamanho. Simultaneamente, o
corpo do microorganismo reduz-se até se desintegrar e desaparecer completamente.
Este corpúsculo que pode tomar a forma esférica, oval ou alongada, chama-se esporo,
e que pode sobreviver em condições desfavoráveis (temperaturas extremas e falta de
água e nutrientes). Retomando condições favoráveis ao desenvolvimento, os esporos
podem germinar e dar origem ao próprio organismo do qual derivou

Microfungos: A designação de microfungos destina-se a distinguir estes


microorganismos dos fungos de maior dimensão, como os cogumelos. Entre os
microfungos distinguem-se dois grupos: os bolores (mofos) e as leveduras.
Documento: D7 Pá gina 45 de 67
Certificação Nº. C 364

Os bolores consistem numa estrutura tubular muito fina – hifa – e o conjunto de hifas
é designado por micélios. Os bolores vivem em colónias que se tornam visíveis a olho
nu.

Algumas hifas específicas formam estruturas reprodutivas nas suas extremidades


(conídia) ou embolsas (esporângios) que libertam e dispersam esporos. Os esporos,
libertados em ambiente favorável, crescem, dando origem a novas hifas.

Epidemiologia – origem em 3 vocábulos gregos:

EPI – “sobre”

DEMOS – “população”

LOGOS – “tratado” ou “estudo”

Assim, estuda as causas da ocorrência de doenças em dada população, e com esses


dados potenciar uma prevenção eficaz destas doenças.

Documento: D7 Pá gina 46 de 67
Certificação Nº. C 364

Classificação

Os riscos são avaliados em função:

• Do poder patogénico do agente infecioso;


• Da resistência no meio ambiente;
• Do modo de contaminação;
• Da importância da contaminação (dose);
• Do estado de defesa imunitária do manipulador;
• Da possibilidade de tratamento preventivo e curativo eficaz.

A classificação dos agentes biológicos leva em consideração os seguintes riscos:

• Risco infecioso;
• Risco de propagação à comunidade;
• Profilaxia ou tratamento eficaz.

Documento: D7 Pá gina 47 de 67
Certificação Nº. C 364

Classificação dos agentes biológicos segundo o


Dec.-Lei nº 84/95 de 16 de Abril
 

• Agente biológico do grupo 1: E. coli, B. subtilis.


O agente biológico cuja probabilidade de causar doenças no ser humano é baixa;
 

•Agente biológico do grupo 2: Bactérias - Clostridium tetani, Klebsiella pneumoniae,


Staphylococcus aureus. Vírus - EBV, herpes. Fungos - Candida albicans. Parasitas
-Plasmodium, Schistosoma.
• O agente biológico que pode causar doenças no ser humano e constituir um perigo
para os trabalhadores, sendo escassa a probabilidade de se propagar na colectividade e
para o qual existem, em regra, meios eficazes de profilaxia ou tratamento;
 

• Agente biológico do grupo 3: Bactérias - Bacillus anthrax, Brucella, Chlamydia psittaci,


Mycobacterium tuberculosis. Vírus - hepatites B e C, HTLV 1 e 2, HIV, febre amarela,
dengue. Fungos - Blastomyces dermatiolis, Histoplasma. Parasitas - Echinococcus,
Leishmania, Toxoplasma gondii, Trypanosoma cruzi.
• O agente biológico que pode causar doenças graves no ser humano e constituir um
risco grave para os trabalhadores, sendo susceptível de se propagar na colectividade,
mesmo que existam meios eficazes de profilaxia ou de tratamento;
 

• Agente biológico do grupo 4: Vírus de febres hemorrágicas.


• O agente biológico que causa doenças graves no ser humano e constitui um risco grave
para os trabalhadores, sendo susceptível de apresentar um elevado nível de propagação
na colectividade e para o qual não existem, em regra, meios eficazes de profilaxia ou de
tratamento.

Perigos

Os agentes biológicos que são capazes de causar alterações da saúde (doença)


designam-se por patogénicos, distinguindo-se dois subgrupos: parasitas e patogénicos
oportunistas, que se caracterizam, respetivamente, por:
 Parasitas: agentes biológicos que não tendo capacidade para se reproduzirem fora
de um corpo vivo (hospedeiro), penetram no organismo e aí se multiplicam e
desenvolvem, originando alterações na saúde;

Documento: D7 Pá gina 48 de 67
Certificação Nº. C 364

 Patogénicos oportunistas: agentes biológicos que vivem e reproduzem-se no


ambiente exterior. Contudo, quando entram no organismo por uma via não usual, ou
quando as defesas do organismo estiverem deficitárias, podem causar doenças

Os agentes biológicos comensais caracterizam-se por se fixarem na pele ou por


penetrarem no organismo e alojarem-se nas vias respiratórias, no pulmão ou no
aparelho digestivo, sem provocarem qualquer efeito nocivo.

Alguns microorganismos, com destaque para as bactérias gram-negativas e alguns


microfungos, têm a capacidade de produzir toxinas. Estas toxinas podem ser
designadas por exotoxinas, no caso de serem libertadas durante o período de vida do
microorganismo, ou por endotoxínas no caso de a sua libertação se efetuar apenas

Documento: D7 Pá gina 49 de 67
Certificação Nº. C 364

após a morte e desintegração do microorganismo. No caso dos microfungos aquelas


toxinas também se podem designar por micotoxinas.

As endotoxinas são reconhecidas, desde há muito tempo, como uma molécula


biologicamente potente, com importantes atividades biológicas principalmente
relacionadas com processos inflamatórios. Estudos recentes, desenvolvidos nos
últimos dez anos, apontam também para uma associação entre a exposição a
endotoxinas e desenvolvimento de sintomatologia pulmonar e doença sistémica.

Da exposição profissional aos agentes biológicos resultam de processos de infecção, de


alergia, e com menor frequência de infestação, dos quais decorre uma situação de
alteração da saúde.

Infeção
A infeção é um processo em que se verifica a invasão das células do corpo e a
produção de toxinas. Os requisitos para a ocorrência da doença são:
 O microorganismo ser patogénico;
 Uma quantidade de microorganismos que penetra no organismo ser superior à
capacidade de resistência desse mesmo organismo;
 Existir uma via de entrada específica do agente no organismo.

Efeitos da exposição

Pelo facto de não se encontrarem definidos, a nível mundial, valores limite para
agentes biológicos, torna-se difícil a sua avaliação e a definição de medidas de controlo
adequadas.

Assim sendo, a medida preventiva fundamental consiste na promoção de uma cultura


de prevenção ao nível dos riscos biológicos.
Documento: D7 Pá gina 50 de 67
Certificação Nº. C 364

A atual legislação prevê a realização da avaliação de riscos nas atividades suscetíveis de


apresentar um risco de exposição a agentes biológicos para o trabalhador, mediante a
determinação da natureza e do grupo do agente biológico, bem como do tempo de
exposição dos trabalhadores a esse agente.

Naturalmente o organismo dispõe de um conjunto de mecanismos de defesa contra os


efeitos resultantes da exposição a agentes biológicos, que inclui:

- Pele intacta;

-Epitélio ciliar das vias aéreas respiratórias;

-Acidez antibacteriana da atividade do estômago;

-Enzimas da saliva e das lágrimas.

No caso de algum destes mecanismos apresentar deficiência, o agente biológico pode


penetrar no organismo, seguindo-se a resposta do organismo através do sistema
imunitário.

Critérios de avaliação da exposição

Compete ao empregador fazer a avaliação dos riscos mediante a determinação da


natureza e do grupo do agente biológico, bem como do tempo de exposição dos
trabalhadores.

A avaliação dos riscos deve ser repetida periodicamente e deve identificar os


trabalhadores que necessitam de medidas de proteção especiais.

Para a avaliação destes riscos, deve ter-se informação disponível sobre:

Documento: D7 Pá gina 51 de 67
Certificação Nº. C 364

 Classificação dos agentes biológicos perigosos;

 Sensibilidade de alguns trabalhadores;

 Recomendações da Direcção-Geral da Saúde;

 Informações técnicas existentes sobre doenças relacionadas com a natureza do


trabalho;

 Conhecimento da doença verificada num trabalhador que esteja diretamente


relacionada com o seu trabalho.

Uma das medidas de prevenção que poderá eventualmente ser implementada após a
avaliação, prende-se com a substituição de agentes biológicos perigosos por outros
que, em função das condições de utilização e no estado atual dos conhecimentos, não
sejam perigosos ou causem menos perigo para a segurança e/ou saúde dos
trabalhadores.

Contudo, em muitos casos, este procedimento pode não ser tecnicamente viável,
optando-se assim, para estes casos, por reduzir o risco de exposição a um nível tão
baixo quanto possível.

Para tal, as seguintes medidas de prevenção recomendadas:

 Limitação ao mínimo do número de trabalhadores expostos ou com possibilidade


de o serem;

 Modificação dos processos de trabalho e das medidas técnicas de controlo para


evitar ou minimizar a disseminação dos agentes biológicos no local de trabalho;
Documento: D7 Pá gina 52 de 67
Certificação Nº. C 364

 Aplicação de medidas de proteção coletiva e individual, se a exposição não puder


ser evitada por outros meios;

 Aplicação de medidas de higiene compatíveis com os objetivos da prevenção ou


redução da transferência ou disseminação acidental de um agente biológico para fora
do local de trabalho;

 Utilização do sinal indicativo de perigo biológico e de outra sinalização apropriada,


de acordo com a sinalização de segurança em vigor;

 Elaboração de planos de ação, em casos de acidentes que envolvam agentes


biológicos;

 Verificação da presença de agentes biológicos utilizados no trabalho fora do


confinamento físico primário, sempre que for necessário e tecnicamente possível;

 Utilização de meios de recolha, armazenagem e evacuação de resíduos, após


tratamento adequado, incluindo o uso de recipientes seguros e identificáveis, sempre
que necessário;

 Utilização de processos de trabalhos que permitam manipular e transportar, sem


risco, os agentes biológicos.

A avaliação de riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores preconizada no


Decreto-Lei n.º 441/91 e no caso concreto na alínea c) do n.º 2 do artigo 8.º –
assegurar que as exposições aos agentes químicos, físicos e biológicos nos locais de
trabalho não constituam risco para a saúde dos trabalhadores – é um domínio pouco
desenvolvido ou pelo menos bastante aquém do que seria desejável.
Documento: D7 Pá gina 53 de 67
Certificação Nº. C 364

Efetivamente a legislação nacional é bastante recente (Abril de 1997 e Julho de 1998) e


a informação inerente ao processo de avaliação dos riscos biológicos não está
disponível ou pelo menos acessível, por forma a elucidar o empregador que tem a seu
cargo essa avaliação.

Esta realidade não é, contudo, extensível a outros países cujo avanço em matéria de
prevenção de riscos profissionais permite disponibilizar informação, e em particular
nesta área.

Medidas de prevenção e de proteção coletiva e individual

Quando incidem ao nível individual.

• Higiene pessoal
O manipulador de alimentos é responsável pela saúde dos alimentos que manipula.
O estado de saúde do manipulador é importante pelo que deve fazer exames
periódicos e recorrer ao médico logo que adoeça.
 

• Hábitos de higiene

• O vestuário:

O manipulador de alimentos deve iniciar o seu dia de trabalho com o vestuário/farda de


proteção limpo e deve manter-se assim, tanto quanto possível, ao longo de toda a tarefa.
 

• O cabelo:

O cabelo deve estar limpo e sempre que a tarefa o justifique bem protegido.
O cabelo pode ser portador de agentes patogénicos e contribuir para a contaminação
dos alimentos.

Documento: D7 Pá gina 54 de 67
Certificação Nº. C 364

• Mãos
Devem estar sempre limpas, de unhas curtas e de preferência sem verniz.

Recomenda-se o uso de sabões antissépticos e cremes amaciadores.


As escoriações ou cortes de pouca importância devem ser tratados e protegidos com
pensos impermeáveis e de cores vivas.

Quando deve lavar as mãos.

Antes de iniciar, durante e no fim de qualquer tarefa;


Depois de usar as instalações sanitárias;
Quando mexer no cabelo, no nariz ou noutra parte do corpo;
Sempre que considere necessário.

Como deve lavar as mãos:

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Certificação Nº. C 364

Medidas passivas

 
 

• Higiene das instalações

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Certificação Nº. C 364

 
• Procedimentos de limpeza:
• Remover os resíduos sólidos, com ajuda de utensílios apropriados -
aspirador, vassoura, raspador, escova;
• Lavar com água e detergente;
• Enxaguar com água corrente;

Aplicar o desinfetante de acordo com as indicações do fabricante.

Alguns estabelecimentos, nomeadamente os estabelecimentos médicos e veterinários,


os laboratórios e biotérios e determinadas unidades de produção (com processos
industriais) devem ser objeto de medidas especiais de acordo com a natureza das
atividades, a avaliação de risco para os trabalhadores e a natureza dos agentes
biológicos em questão.

Destas medidas especiais fazem parte uma série de medidas de confinamento físico
aplicáveis ou não consoante o grupo a que pertence o agente biológico.

Dado que para os agentes biológicos do grupo 1 deverão ser respeitados os princípios
de boa prática de segurança e higiene no trabalho, não sendo necessária a aplicação
de medidas de confinamento, para os agentes biológicos dos grupos 2, 3 e 4, poderá
revelar-se necessário selecionar e combinar exigências de confinamento de várias

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Certificação Nº. C 364

categorias em função da avaliação do risco relacionado com um determinado processo


ou uma parte de um processo.

A utilização e a produção de agentes biológicos dos grupos 2, 3 e 4, têm de ser


notificadas pela entidade empregadora quer aquando do início de atividade, quer
quando as avaliações efetuadas ao ambiente de trabalho revelarem a existência de
riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores, às autoridades responsáveis que
neste domínio são o Instituto de Desenvolvimento e Inspeção das Condições de
Trabalho (IDICT) e a Direcção-Geral da Saúde (DGS), de acordo com o preceituado nos
artigos 5.º e 10.º do diploma em apreço.

Compete à entidade empregadora notificar o IDICT e a DGS com, pelo menos,30 dias
de antecedência do início de atividades em que sejam utilizados e/ou produzidos
agentes biológicos dos grupos 2, 3 e 4 pela primeira vez.

Nas atividades já existentes em que os trabalhadores estão ou podem estar expostos a


agentes daqueles grupos, a entidade empregadora deve proceder à notificação nos 60
dias subsequentes à entrada em vigor do diploma.

Esta obrigatoriedade também é aplicável nos casos em que ocorra utilização de novos
agentes do grupo 4 bem como de agentes novos classificados provisoriamente no
grupo 3.

Os laboratórios que prestam serviço de diagnósticos relacionados com agentes


biológicos do grupo 4, ficam apenas sujeitos à notificação inicial (e.g. 30 ou 60 dias
dependendo de entrar ou já estar em laboração).

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Certificação Nº. C 364

As notificações a enviar às autoridades responsáveis devem conter os seguintes


elementos:

 Nome e endereço da empresa ou do estabelecimento;

 Nome, habilitação e qualificação do responsável pelo serviço de segurança higiene e


saúde no local de trabalho e, se for pessoa diferente, do médico do trabalho;

 O resultado da avaliação dos riscos, a espécie e a classificação do agente biológico;

 As medidas preventivas e de proteção previstas.

O IDlCT pode determinar que a notificação seja feita em impresso de modelo


apropriado ao tratamento informático dos seus elementos.

Este impresso ainda não se encontra estruturado devido ao facto de a Portaria n.º
405/98 apenas ter sido publicada recentemente.
Contudo, serão envidados os esforços possíveis neste sentido.
Em caso de haver modificações substanciais nos processos ou nos procedimentos com
possibilidade de repercussão na segurança ou saúde dos trabalhadores, deve ser feita
uma nova notificação.

Legislação

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Certificação Nº. C 364

Os imperativos legais nacionais relativos ao domínio dos agentes biológicos,


concretamente aos riscos de exposição, por parte dos trabalhadores, a agentes
biológicos, resultam da transposição para o direito interno de Diretivas Comunitárias.

Com efeito, o artigo 118.º do Tratado que institui a Comunidade Económica Europeia,
prevê que o Conselho das Comunidades Europeias adote, por meio de Diretivas as
prescrições mínimas para promover a melhoria nomeadamente do ambiente de
trabalho, para garantir um melhor nível de proteção, de segurança e saúde dos
trabalhadores.

Neste sentido, foi elaborada a Diretiva-Quadro n.º 89/391/CEE, do Conselho, de 12 de


Junho, relativa à aplicação de medidas destinadas a promovera melhoria da segurança
e saúde dos trabalhadores no trabalho, que serve de base a Diretivas específicas
suscetíveis de cobrir todos os riscos profissionais, uma das quais a 7ª Diretiva especial,
n.º 90/679/CEE, do Conselho, de 26 de Novembro, relativa à proteção dos
trabalhadores contra os riscos ligados à exposição a agentes biológicos durante o
trabalho.

Esta Diretiva, conjuntamente com outras específicas, foram transpostas para o direito
interno conforme ilustrado no Quadro 1.

A transposição da Diretiva-Quadro para a legislação nacional, deu origem à “Lei-


Quadro” (Decreto-Lei n.º 441/91, de 14 de Novembro, e suas alterações pelo Decreto-
Lei n.º 133/99, de 21 de Abril e Lei n.º 118/99, de 11 de Agosto), a qual estabelece o
enquadramento jurídico de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (SHST),contendo
os princípios gerais a que deve submeter-se a ação da prevenção bem como a
metodologia e a organização de meios necessários à sua execução, que o empregador
deve assegurar.

Documento: D7 Pá gina 60 de 67
Certificação Nº. C 364

A prevenção dos riscos profissionais deve assim ser desenvolvida a partir da avaliação
dos riscos, segundo programas que visemos processos e a organização do trabalho,
bem como as componentes materiais do trabalho.

A organização de meios, traduz-se na obrigação de assegurar e manterem


funcionamento os serviços de SHST, cujo regime foi regulamentado pelo Decreto-Lei
n.º 26/94, de 1 de Fevereiro, posteriormente alterado, por ratificação, pela Lei n.º 7/95
de 29de Março, pela Lei n.º 118/99,de 11de Agosto e pelo Decreto-Lei n.º 109/2000,de
30 de Junho.

Documento: D7 Pá gina 61 de 67
Certificação Nº. C 364

Quadro 1. – Diretivas e respetivas transposições

Directiva Legislação nacional


Directiva-Quadro n.º 89/391/CEE, de 12 de Decreto.Lei n.º 441/91, de 14 de
Junho, Novembro
Decreto.Lei n.º 26/94, de 1 de Fevereiro
Lei n.º 7/95, de 29 de Março
Decreto-Lei n.º 191/95, de 28 de Julho
Decreto-Lei n.º 133/99, de 21 de Abril
Decreto-Lei n.º 118/99, de 11 de Agosto
Decreto-Lei n.º 109/2000, de 30 deJunho
“Grupos de Directiva n.º 92/85/CEE, de 19 Portaria n.º 229/96, de 26 de Junho
risco”, de Outubro Decreto-Lei n.º 194/96, de 16 de Outubro
Art.º 15º Art.º 16º da Lei n.º 4/84, de 5 de Abril
da Dir.- com a redacção dada pela Lei n.º
Quadro 17/95,de 9 de Junho
Directiva n.º 94/33/CE do
Conselho, de 22 de Junho Decreto-Lei n.º 396/91, de 16 de Outubro
Portaria n.º 714/93, de 3 de Agosto
Portaria n.º 715/93, de 3 de Agosto
“Directivas Directiva n.º 90/679/CEE, do
especiais”, Conselho, de 26 de
Art.º 16º Novembro, (7ª directiva
da Dir.- especial)
Quadro
Directiva n.º 93/88/CEE, do
Conselho, de 12 de Outubro Decreto-Lei n.º 84/97, de 16de Abril
Portaria n.º 405/98, de 11 de Julho
Directiva n.º 95/30/CE, da Portaria n.º 1036198, de 15 de Dezembro
Comissão, de 30 de Junho

Directiva n.º 97/59/CE, de 7


de Novembro

Directiva n.º 97/65/CE, da


Comissão, de 26 de Novembro

O Decreto-Lei n.º 84/97, de 16 de Abril, tem como objetivo estabelecer as prescrições


mínimas de proteção da segurança e da saúde dos trabalhadores contra os riscos de
exposição a agentes biológicos, abrangendo todas as atividades em que aqueles estão

Documento: D7 Pá gina 62 de 67
Certificação Nº. C 364

expostos, nomeadamente trabalho em unidades de produção alimentar, trabalho


agrícola, atividades em que há contacto com animais e/ou produtos de origem animal,
trabalho em unidades de saúde, trabalho em laboratórios clínicos, veterinários e de
diagnóstico, trabalho em unidades de recolha, transporte e eliminação de detritos,
trabalho nas instalações de tratamento de águas de esgoto, quer sejam no sector
privado, público, cooperativo ou social.

De acordo com o estabelecido na Portaria n.º 715/93, de 3 de Agosto são proibidas aos
menores, as atividades em que haja risco de exposição aos agentes, processos ou
condições de trabalho constantes do anexo I desta Portaria, nomeadamente:

Agentes biológicos:

Agentes biológicos dos grupos 3 e 4, conforme consta na Portaria n.º 405/98, de 11 de


Julho, que aprova a classificação dos agentes biológicos.

São ainda condicionadas aos menores, as atividades suscetíveis de apresentar risco de


exposição aos agentes, processos ou condições de trabalho, constantes do anexo II,
devendo para o efeito, a entidade empregadora avaliara natureza, o grau e a duração
da exposição:

Trabalhos:

 Trabalhos efetuados em biotérios e em laboratórios de análises ou de investigação


bacteriológica ou parasitológica;
 Atividades efetuadas em hospitais, centros de saúde, consultórios e outros locais
que impliquem contactos com portadores de doenças ou com outros materiais por
eles contaminados;

 Atividades em matadouros, talhos, peixarias, aviários, fábricas de enchidos ou


conservas de carne ou peixe, depósitos de distribuição de leite e queijarias;

Documento: D7 Pá gina 63 de 67
Certificação Nº. C 364

 Tarefas que exponham ao contacto com excrementos, peles, penas ou outro


material biológico infetado;

 Colheita, manipulação ou acondicionamento de sangue, órgãos ou quaisquer outros


despojos de animais, manipulação, lavagem e esterilização de materiais usados nas
operações referidas;

 Remoção e manipulação de resíduos sólidos provenientes de lixeiras e similares.

A Portaria n.º 229/96, de 26 de Junho, dá continuidade à transposição para o direito


interno da Diretiva n.º 92/85/CEE, de 19 de Outubro, relativa a medidas destinadas a
promover a melhoria da segurança e saúde das trabalhadoras grávidas, puérperas ou
lactantes no trabalho.

Da lista dos agentes e das condições de trabalho proibidos às mulheres grávidas,


puérperas ou lactantes, fazem parte os seguintes agentes biológicos:

 Toxoplasma;

 Vírus da rubéola.

Da lista dos agentes e dos processos condicionados às mulheres grávidas, puérperas


ou lactantes, fazem parte os agentes biológicos classificados de acordo com a Portaria
n.º 405/98, de 11 de Julho, nos grupos 2, 3 e 4 e que não constam da lista dos agentes
proibidos.

Conclusão

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Certificação Nº. C 364

O processo de identificação de perigos e apreciação de riscos tem de ser documentado


e incluir pelo menos a seguinte informação:

Identificação do posto de trabalho;

Perigos ou condições perigosas;

Riscos;

Trabalhadores afetos;

Resultado da avaliação, medidas preventivas e corretivas associadas;

Referência aos critérios e procedimentos de avaliação, assim como métodos de


medição e análise utilizados.

No modelo de gestão de uma empresa a integração da prevenção deve ser tida como
um elemento chave para fomentar a eficácia da ação preventiva.
Esta integração deverá entrar em linha de conta com a necessidade de conhecer e
controlar todos os fatores que influenciam com o funcionamento de uma organização.
Os riscos laborais provocam sofrimentos, percas económicas e alterações do processo
produtivo. Daí que a necessidade de eliminar e controlar deverá derivar não só da
obrigação legal de fazê-lo, mas sim da vontade de otimizar a eficácia da gestão
empresarial.
Neste sentido, para alcançar um controlo eficaz dos riscos é condição necessária e
importante a planificação da segurança onde são identificadas as ações necessárias à
prevenção e gestão de riscos.
Para a gestão de riscos, devem ser considerados os princípios gerais de prevenção, que
funcionam como uma matriz de referência na ação de evitar, eliminar os riscos
profissionais. Os princípios gerais de prevenção foram introduzidos pela diretiva
quadro da SST.

Documento: D7 Pá gina 65 de 67
Certificação Nº. C 364

De acordo com os princípios gerais de prevenção, que serão a seguir descritos, se os


riscos não puderem ser evitados ou eliminados, é necessário avaliar de que forma
podem estes ser reduzidos de modo a que a saúde e a segurança das pessoas expostas
não sejam comprometidas.

Bibliografia

Documento: D7 Pá gina 66 de 67
Certificação Nº. C 364

A Sérgio S. R. Miguel – Manual de Higiene e Segurança do trabalho, Porto Editora 9ª


Edição, 2006. ISBN: 978-972-0-01304-0

Cabral, Fernando – Higiene, Segurança, Saúde e Prevenção de Acidentes de Trabalho –


Um guia prático imprescindível para a sua atividade diária. VERLAG DASHOFER, 2002,
ISBN: 972-98385-2-6

Freitas, Luís Conceição – Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho. Universidade


Lusófona, 2002. ISBN: 972-8296-92-4.

Sousa, João Paulo – (e tal) – Riscos dos agentes Biológicos: Manual de Prevenção.
IDICT, 2001, ISBN: 972-8321-29-5

Sites Consultados

ACT – Autoridade para as condições de trabalho


http://www.act.gov.pt

Agência Europeia de Higiene e Segurança no Trabalho


https://osha.europa.eu/pt

O Portal da Construção
http://www.oportaldaconstrucao.com

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