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25 de novembro de 2013

ELEMENTOS DE
MÁQUINAS
Mancais de Deslizamento

Julio Rezende 1
Julio.rezende2@arcelormittal.com.br
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Elementos de Máquinas
Mancais de Deslizamento
Os mancais de deslizamento são constituídos de um mancal em forma de bucha
fixada num suporte sobre o qual gira o eixo. A superfície de deslizamento do eixo
deverá ficar separada da superfície do mancal por meio de uma camada coesa de
lubrificante. Neste processo concorrem: a superfície de rolamento do eixo, a
superfície de rolamento do mancal e o lubrificante.

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Mancais de Deslizamento
FUNCIONAMENTO
O Eixo desenvolve um movimento giratório, apoiado em um casquilho de forma circular,
separado dele por uma película de lubrificante. Um dos objetivos no cálculo dos mancais de
deslizamento é o de assegurar a espessura mínima do filme de lubrificante h0.

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CAIXA INTEIRIÇA

CAIXA BI-PARTIDA
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Mancais de Deslizamento

Lubrificação de contato Lubrificação de filme Lubrificação


misto Hidrodinâmica
A superfície de contato é
contínua e extensiva. Existe Os picos da superfície ficam As superfícies são
o contato metal-metal. O em contato de forma completamente separadas
lubrificante não consegue intermitente e ocorre um pelo filme de lubrificante. A
criar um filme protetor com apoio parcialmente carga é totalmente suportada
espessura suficiente. hidrodinâmico. pela pressão do fluido gerada
pelo movimento relativo das
superfícies. As perdas por
atrito são devidas apenas ao
contato com o filme de
lubrificante.
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MECANISMO DA LUBRIFICAÇÃO DO MANCAL DE DESLIZAMENTO

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VISCOSIDADE
É uma propriedade dos lubrificantes, de extrema importância no estudo do atrito fluido. Consideremos um
elemento de um fluido no qual ocorre o movimento relativo entre duas placas e a película formada por este
fluido composta por uma série de camadas horizontais. A força F atuando na placa superior fará com que
estas camadas se deslizem umas sobre as outras. As camadas em contato com a placa superior
assumirão a velocidade U. As camadas em contato com a placa inferior terão velocidade igual a zero. As
camadas intermediárias assumirão velocidade u, que dependerão das distâncias y, da placa inferior.

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VISCOSIDADE
A lei de Newton para fluidos viscosos estabelece que a tensão de cisalhamento no fluido é proporcional a
taxa de variação da velocidade com respeito a y. É a medida da resistência de atrito interno do fluido.

F du U
  
A dy h

Onde:
η = Viscosidade dinâmica do meio lubrificante [N.s/mm2]
du/dy = taxa de variação (ou gradiente) de velocidade com a distância

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COEFICIENTE DE SOMMERFELD
É um parâmetro adimensional que reúne as características geométricas e operacionais do mancal.

pm  2
S0 
 

Onde:
S0 = Coeficiente de Sommerfeld [adimensional]
pm = Pressão superficial média [N/mm2]
φ = Folga relativa do mancal [adimensional]
η = Viscosidade dinâmica do meio lubrificante [N.s/mm2]
ω = Velocidade angular [rad/s]

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ESPESSURA MÍNIMA DO FILME DE LUBRIFICANTE (h0):
Espessura da camada de lubrificante no ponto mais estreito (h0). Valor de h0 mínimo igual à rugosidade
média das superfícies de contato, que pode variar de 2 a 10 μm. Considerar h0 mínimo 5 μm.

C1     C1  
h0  h0 
pm   S0
Onde:
S0 = Coeficiente de Sommerfeld [adimensional]
h0 = Camada mínima de lubrificante admissível [mm]
pm = Pressão superficial média [N/mm2]
φ = Folga relativa do mancal [adimensional]
η = Viscosidade dinâmica do meio lubrificante [N.s/mm2]
ω = Velocidade angular [rad/s]
C1 = Coeficiente relativo à largura e diâmetro do mancal [adimensional]
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COEFICIENTE DE ATRITO (μ):

  C2    hr

Onde:
μ = Coeficiente de atrito [adimensional]
hr = Espessura relativa da folga (jogo relativo) [adimensional]
φ = Folga relativa do mancal [adimensional]
C2 = Coeficiente relativo à largura e diâmetro do mancal [adimensional]

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ESPESSURA RELATIVA DA FOLGA (JOGO RELATIVO) (hr):

h0 h
hr  
R  r r

Onde:
hr = Espessura relativa da folga (jogo relativo) [adimensional]
h0 = Espessura do filme de lubrificante no ponto mais estreito [adimensional]
φ = Folga relativa do mancal [adimensional]
h = Espessura da película de lubrificante [mm]

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PRESSÃO NO FILME DE LUBRIFICANTE:

Ao passar pelo orifício de entrada, o


lubrificante é carregado até a zona de
estreitamento do arraste, onde a pressão
atuante atinge o ponto máximo.
Ao ultrapassar o ponto mais estreito (h0), a
pressão do lubrificante volta a ser nula.
Não se recomenda colocar uma ranhura
longitudinal na região de pressão da
superfície do mancal, pois interromperia a
formação da cunha de óleo, diminuindo a
capacidade de carga do mancal.

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ESPESSURA DO FILME DE LUBRIFICANTE (h):

h = 0,01 mm a 0,08 mm ou Ra < h < 10Ra


Recomenda-se: 1,5 a 4 Ra

Ra  Ra2e  Ram2

Onde:
Ra = Rugosidade do conjunto eixo-bucha [μm]
Rae = Rugosidade do eixo [μm]
Ram = Rugosidade do mancal [μm]

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FOLGA DO MANCAL (φ): Valores recomendados para φ em 10-3:
φ - Independe do material, porém, devido aos diferentes valores de

R r Dd coeficientes de dilatação linear dos material, recomenda-se:

  Metal branco 0,5 ≤ φ ≤ 1,0


r d Bronze ao chumbo 1,0 ≤ φ ≤ 1,5
Liga de Alumínio 2,0 ≤ φ ≤ 3,0
Fe sinterizado 1,0 ≤ φ ≤ 2,0
Material plástico 3,0 ≤ φ ≤ 4,0
Onde:
Materiais Freqüência
R = Raio do mancal [mm] Baixa Média Alta
r = Raio do eixo [mm] Pm média 0,7 a 1,2 1,4 a 2,0 2,0 a 3,0
φ = Folga relativa do mancal [adimensional] Pm elevada 0,3 a 0,6 0,8 a 1,4 1,5 a 2,5
Bronze ao chumbo 0,0 a 1,5
d = Diâmetro do eixo [mm]
Bronze ao estanho ≥1,7
D = Diâmetro do mancal [mm] Fe sinterizado 2,0
Liga de zinco 1,5
Materiais prensados ≥4,5
Metal braco 0,5 a 1,0

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DIMENSIONAMENTO DO MANCAL:
F
pm 
db
Onde:
pm = Pressão superficial média [N/mm2]
F = Força atuante [N]
d = Diâmetro do eixo-árvore [mm]
b = Largura do mancal [mm]
Valores recomendados:
b = 0,5 x d a 1,0 x d, para os casos que não
constarem na tabela.
Para casos gerais:

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DIMENSIONAMENTO DO MANCAL:

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DIMENSIONAMENTO DO MANCAL:

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MATERIAIS:
Características principais:
Resistência Mecânica e à Fadiga
O mancal de deslizamento é submetido a elevadas pressões hidrodinâmicas que
podem causar trincas ou ruptura no mancal. Por essa razão, recomenda-se que o
mancal seja fabricado com material de lata resistência à fadiga.
Coeficiente de atrito
Os valores dos coeficientes de atrito a serem utilizados devem ser os mais baixos
possíveis, visando facilitar o movimento de partida.
Compatibilidade
O atrito seco na partida pode provocar riscos (arranhões) nas superfícies de contato,
devido à rugosidade do eixo e do mancal. Para reduzir o atrito recomenda-se utilizar
rugosidades mais baixas possíveis.

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MATERIAIS:
Características principais:
Incrustabilidade
É a capcidade de “absorver as impurezas, evitando riscamento e desgaste.
Condutividade térmica
O atrito gerado no mancal deve ser dissipado em forma de calor para o meio ambiente.
Materiais bons condutores de calor consegue-se manter a temperatura da película de
lubrificante, baixa, aumentando a resistência mecânica e à fadiga.
Resistência à Corrosão
Os componentes oxidantes dos lubrificantes atacam as ligas de cobre, cádmio, zinco e
chumbo. As ligas de Babbitt não são afetadas por óleos oxidados.
Retenção de lubrificante
Para evitar o atrito seco na partida, é necessário garantir um mínimo de lubrificante.
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MATERIAIS:
Características principais:
Conformabilidade
Denomina-se conformabilidade a característica do material em compensar o
desalinhamento ou algum outro erro geométrico. Os materiais com baixo módulo de
elasticidade têm boa conformabilidade.
Usinabilidade
A usinagem deve ser realizada por meio de processos convencionais sem utilizar
operações complexas.
.

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MATERIAIS:
Babbitt, Metal Patente ou Metal branco, é uma liga não
Características principais: ferrosa branca, mole, utilizada para proporcionar uma
1) Metais à base de chumbo (Pb) e superfície de apoio. Ele tem propriedades que ajudam a
reduzir o atrito que o torna um bom material para usar em um
estanho (Sn) (DIN 1703)
mancais de deslizamento.
2) Bronze de chumbo fundido e O “Babbitt foi criado por Isaac Babbitt, nascido em 26 de julho
bronze de chumbo e estanho de 1799 em Taunton, Massachusetts. A fórmula original para
o metal Babbitt era 89,3% de estanho, 7,1% de antimônio,e
fundido (DIN 1716)
3,6% de cobre, fórmula que ainda é comercializada hoje por
Cu (cobre) 60% alguns fabricantes como ASTM B-23 Grau 2 Babbitt ou como
"Babbitt genuíno".
Pb (chumbo) ou Sn (estanho) até 10% Enquanto de metal Babbitt é macio e pode ser facilmente
danificado quando tratado inadequadamente, parecendo à
Ni (níquel) ate 2,5% primeira vista um candidato improvável para uma superfície
Zn (zinco0 até 3,0% de apoio, a sua aparência é enganadora. A estrutura da liga é
constituída por pequenos cristais duros dispersos em uma
. matriz de liga mais suave. À medida que o rolamento gasta
os cristais duros são expostos e isso fornece uma passagem
para o lubrificante entre os pontos mais altos que
proporcionam a superfície de apoio.

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MATERIAIS:

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MATERIAIS:
Características principais:
Bronze de Estanho
Composição: Cu (cobre) e Sn (estanho) desoxidados com P (fósforo) DIN 1705
Em mancais, utilizam-se ligas plásticas de Cu (cobre), bronze de Sn (estanho) DIN 17662
Bronze vermelho Rg 7 GZ-Rg 7 DIN 1705
Composição: Cu (cobre) e Sn (estanho) ultrapassa 90%, sendo indicado para mancais com
solicitação média ou elevada.

Ligas de Alumínio
São indicadas na construção de motores e resistem a solicitações elevadas.

Metal Sinterizado
Pó de metal prensado sob altíssima pressão.
Composição: Bronze ou Ferro com 2 a 5% de Pb (chumbo);Pode-se adicionar 5% grafite.
Os mancais de Fe possuem a mesma qualidade dos mancais de bronze.
Após a sinterização, mergulha-se a peça em óleo.
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MATERIAIS:
Características principais:
Nylon
Empregado em aplicações nas quais a lubrificação é problemática (de difícil
acesso) e o carregamento é reduzido.
Teflon (PTFE)
Pose ser utilizado isoladamente ou combinado a outros materiais, tais como:
Cobre- Para melhorar a condutividade térmica.
Fibra de vidro- Para aumentar a resistência Mecânica.
Dissulfeto de Molibdênio- Como lubrificante.
Os materiais de metal e polímero à base de PFTE oferecem um
excelente desempenho de baixo atrito e alta resistência a
desgaste numa ampla gama de cargas, velocidades e
temperatura, com ou sem lubrificação externa. Esses materiais
são amplamente utilizados em diversas aplicações industriais e
automotivas.

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Mancais de Deslizamento
MATERIAIS:
Os materiais de metal e polímero à base de PFTE oferecem um excelente
desempenho de baixo atrito e alta resistência a desgaste numa ampla
gama de cargas, velocidades e temperatura, com ou sem lubrificação
externa. Esses materiais são amplamente utilizados em diversas
aplicações industriais e automotivas.
Materiais Termoplásticos processados através de moldagem por injeção.
Os materiais compósitos geralmente consistem em um suporte de epóxi
enrolado em filamento e impregnado de fibra de vidro, com diversos forros
de mancal de baixo atrito e resistentes a desgaste. A natureza inerte dos
materiais compósitos torna esses produtos ideais para ambientes
corrosivos, tais como água marinha e ambientes ácidos. Possuem
características ecológicas e foram desenvolvidos para aplicações em
usinas hidrelétricas, possuindo alta capacidade de carga, excelente
resistência a choque e a cargas sobre as arestas, ótima resistência contra
corrosão e estabilidade dimensional. Esses produtos estão disponíveis em
forma de buchas, placas, segmentos de mancal e formatos especiais,
dependendo do tipo do material.

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MATERIAIS:

Quando temos as vazões do óleo lubrificante:

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CARACTERÍSTICAS DO BRONZE:

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Relação b/d:

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Relação b/d:

Ou μ pode ser obtido do gráfico, em função de


hr e b/d

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Mancais de Deslizamento
Temperatura do filme de lubrificante (tf):
A potência perdida no atrito (Pat) é transformado em calor. A dissipação do calor será feita
por condução, transferido do mancal para a carcaça, e desta para o meio ambiente. Em
alguns casos, uma parte deste calor será transferido para o óleo lubrificante, que fará a
troca deste calor em um sistema de resfriamento por ar ou por água, antes de retornar para
o mancal.
Potência perdida no atrito- no equilíbrio térmico Onde:

 N.mm  α= Coeficiente de difusidade térmica [N/mm.°C]


Pat  Qdar  Qdóleo  s  d = Diâmetro do eixo [mm]
  b = largura do mancal [mm]
tf = Temperatura do filme lubrificante [°C]
Quantidade de calor dissipada pela carcaça/ segundo
ta = Temperatura do ar ambiente [°C]

 N.mm 
Qdar      d  b  t f  t a   s 
 
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Calor dissipado pelo óleo lubrificante
Quantidade de calor dissipada pelo óleo/ segundo
 N.mm 
Qdóleo    Q  t s  t e   s 
 
Onde:
Lubrificação forçada
β = Coeficiente térmico do lubrificante [N/mm.°C]

Pat    Q  t s  t e  C
Qdóleo = Vazão de lubrificante [mm3/s]
tf   ta te = Temp. do óleo na entrada do mancal [°C]
   db ts= Temp. do óleo na saída do mancal [°C]
ta = Temperatura do ar ambiente [°C]

Expressão válida quando conhecemos o valor de Q (vazão).


Nos casos onde o resfriamento é feito somente pelo mancal => Qdóleo = 0;
Nos casos onde o resfriamento é feito somente pelo óleo => Qdar = 0.

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Mancais de Deslizamento
Temperatura do filme de lubrificante (tf)
Mancais lubrificados pelo Ar (Lubrificação por anel de óleo ou graxa):
Onde:

Pat
C
α= Coeficiente de difusibilidade [N/mm.s.°C]
tf   ta d = Diâmetro do eixo [mm]
   db b = largura do mancal [mm]
tf = Temperatura do filme lubrificante [°C]
ta = Temperatura do ar ambiente [°C]

Coeficiente de difusibilidade térmica (α) Pat = Potência perdida por atrito [W]

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Mancais de Deslizamento
Vazão de lubrificante (Q)
Vazão necessária para manter as temperaturas do óleo lubrificante dentro dos limites
aceitáveis:

mm / s
ts = 90 a 110°C
d bn2
3
Q te = 35 a 55°C
19,2  

Onde:
d = Diâmetro do eixo [mm]
b = largura do mancal [mm]
μ = Coeficiente de atrito [adimensional]
n = número de rotações por minuto [rpm]
θ = coeficiente característico de aquecimento

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Mancais de Deslizamento
Vazão de lubrificante (Q)
Viscosidade Dinâmica do Lubrificante (Z):

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Mancais de Deslizamento
Excentricidade relativa
É a relação entre a excentricidade (e)
e a folga radial (Δ)

e


e  0  0'
Dd

2

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Mancais de Deslizamento
MANCAIS AXIAIS:

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Elementos de Máquinas
Mancais de Deslizamento
MANCAIS AXIAIS EM SEGMENTOS:

O disco rotativo do mancal (a) em movimento


relativo à superfície fixa da cunha (b). O óleo
penetra em (c) e fica estrangulado em (h0)
(espessura do filme lubrificante no ponto
mais estreito). A pressão da camada de óleo
(pmáx), se desenvolve antes da região mais
estreita (h0). A força de reação de cada
segmento (F1) atua à uma distância (x) do
ponto mais estreito.
Valores recomendados:
t = 0,5 a 1,2 x h0;
L/b’ =1;
x = 0,42 x L

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Elementos de Máquinas
Mancais de Deslizamento
MANCAIS RADIAIS COM SISTEMA DE ELEVAÇÃO HIDROSTÁTICO (JACKING SYSTEM):
Em equipamentos de grandes dimensões, por exemplo, turbinas a vapor, geradores, etc,
devido ao peso dos respectivos eixos, é necessária a utilização de um sistema hidráulico,
com bomba hidrostática de óleo, para fazer a elevação do eixo, afastando-o da superfície
do mancal, para minimizar o atrito seco que ocorre na partida, reduzindo o desgaste. Este
sistema também pode ser utilizado em equipamentos que, por característica de
funcionamento, fazem várias partidas em curtos espaços de tempo.

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