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UNIVERSIDADE PAULISTA

RODOLFO TEIXEIRA MARTINS

CONSEQUÊNCIAS FILOSÓFICAS E CIENTÍFICAS DA


TEORIA DA RELATIVIDADE ESPECIAL

TRINDADE
2020
RODOLFO TEIXEIRA MARTINS

CONSEQUÊNCIAS FILOSÓFICAS E CIENTÍFICAS DA


TEORIA DA RELATIVIDADE ESPECIAL

Trabalho de conclusão de curso apresentado


como requisito para a obtenção do título de Gra-
duação em Física pela Universidade Paulista -
Unip.
Orientador: Prof. Dr. Joares L dos Reis Júnior

TRINDADE
2020
Rodolfo Teixeira Martins
Consequências filosóficas e científicas da
Teoria da Relatividade Especial/ Rodolfo Teixeira Martins. – Trindade, 2020-
20 p. : il. (algumas color.) ; 30 cm.

Orientador: Prof. Dr. Joares L dos Reis Júnior

Trabalho Acadêmico – Universidade Paulista, 2020.

1. latex. abntex. editoração de texto.


I. Orientador: Prof. Dr. Joares L dos Reis Júnior.
II. Universidade Paulista
III.
IV. Consequências filosóficas e científicas da
Teoria da Relatividade Especial

CDU
AA:XXX:YYY.Z
TERMO DE APROVAÇÃO

RODOLFO TEIXEIRA MARTINS

CONSEQUÊNCIAS FILOSÓFICAS E CIENTÍFICAS DA


TEORIA DA RELATIVIDADE ESPECIAL

Trabalho de conclusão de curso apresentado como requisito


para a obtenção do título de Graduação em Física pela Universidade Paulista - Unip,
pela seguinte banca examinadora:

Prof. Dr. Joares L dos Reis Júnior


Orientador

Professor
Unip

Professor
Unip

Professor
Unip

Trindade, XX de Maio de 2020.


Este trabalho é dedicado à memória de meu avô,
que sempre me estimulou no caminho da ciência.
AGRADECIMENTOS

Os agradecimentos principais são direcionados a.


“Já não mais firmo uma opinião, um hábito
ou um julgamento sobre outra pessoa.
Testei o homem. É inconsistente´´
Albert Einstein
RESUMO

O resumo deve ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do docu-


mento. A ordem e a extensão destes itens dependem do tipo de resumo (informativo
ou indicativo) e do tratamento que cada item recebe no documento original. O resumo
deve ser precedido da referência do documento, com exceção do resumo inserido
no próprio documento. (. . . ) As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resumo,
antecedidas da expressão Palavras-chave:, separadas entre si por ponto e finalizadas
também por ponto.
Palavras-chaves: latex. abntex. editoração de texto.
ABSTRACT

This is the english abstract.


Key-words: latex. abntex. text editoration.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
LISTA DE TABELAS
LISTA DE ABREVIATURAS E DE SIGLAS
LISTA DE SÍMBOLOS
13

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
1.1 PROBLEMA PROPOSTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
1.2 OBJETIVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
1.2.1 Objetivo principal . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
1.2.2 Objetivos secundários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18

REFERÊNCIAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
14

1 INTRODUÇÃO

Compete ao professor de física, especialmente ao professor da educação


básica, preocupar-se não somente com as formulações algébricas das leis e teoremas
da física, suas aplicações em exercícios e na compreensão de problemas e, muito
menos, deve ser o foco exclusivo da física do ensino médio, como se tem verificado
nas melhores escolas particulares do país, a preparação para os vestibulares. Um bom
professor de física deve fornecer a seus alunos os meios para aprenderem a pensar
cientificamente a física, compreendendo que se trata de uma ciência que busca explicar
e sistematizar os fenômenos da natureza. Para que isso ocorra é necessário que
os estudantes desenvolvam uma noção a respeito do método científico, sobretudo a
respeito da importância da experimentação como forma de validar ou rejeitar hipóteses
e do modo como evolui a ciência. Sobre essa última parte, destacamos a noção de
paradigma segundo Thomas Kuhn (2000):

Considero “paradigmas” as realizações científicas universalmente reconhe-


cidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modelares
para uma comunidade de praticantes de uma ciência.1 (...) Essas transforma-
ções de paradigmas (...) são revoluções científicas e a transição sucessiva
de um paradigma a outro, por meio de uma revolução, é o padrão usual de
desenvolvimento da ciência amadurecida.2

A concepção de Thomas Kuhn é recente, a obra em que expõe o conceito


de paradigma e de revolução científica, A Estrutura das Revoluções Científicas, foi
publicada apenas em 1962. Se considerarmos que a ciência física surgiu na Grécia,
com as primeiras investigações de Tales de Mileto a respeito da arché 3 , fica ainda mais
escancarado o quanto se trata de um conceito moderno. A contemporaneidade desta
ideia não significa que ela não possa ser aplicada a respeito do pensamento científico
dos séculos anteriores. Pelo contrário, é possível verificar sua validade através da
história.
Embora seja perfeitamente possível, do ponto de vista epistemológico, não
concordar com as premissas de Kuhn a respeito da história da ciência, não se pode
rejeitá-las completamente nem negar sua importância, principalmente levando-se em
conta o esclarecimento a respeito do modo como se dá a evolução da ciência: não de
maneira progressiva, cumulativa, apenas complementando a “ciência” anterior, como
1
p. 13
2
p. 32
3
Ver: RUSSELL, Bertrand. Box História da filosofia ocidental. Nova Fronteira. Livro 1, cap. 2
15

se grande parte dos fenômenos já admitisse uma explicação definitiva, mas através de
grandes mudanças, muitas vezes em áreas onde já se considerava o conhecimento
solidificado.
Partindo do conceito de revolução científica como definido por Kuhn, é bastante
razoável afirmar que jamais houve, na história da física, uma revolução tão impactante
quanto a Copernicana, isto é, a transição do paradigma geocêntrico para o heliocêntrico.
Nas palavras de Freud 4 :

No transcorrer dos séculos, o ingênuo amor-próprio dos homens teve de


submeter-se a dois grandes golpes desferidos pela ciência. O primeiro foi
quando souberam que a nossa Terra não era o centro do universo, mas o
diminuto fragmento de um sistema cósmico de uma vastidão que mal se
pode imaginar.

A hipótese geocêntrica não apenas era amplamente aceita pela sociedade 5


como era possível enxergar, a olho nu, o movimento aparente dos astros em torno da
Terra, e o principal: a teoria estava em consonância com o que atestava a doutrina
católica. Contra a fé (consequentemente contra o Estado) e contra o senso comum,
essas duas forças da natureza humana que ainda hoje são responsáveis por inúmeros
desentendimentos desnecessários, o heliocentrismo se estabeleceu, marcando a maior
vitória da ciência sobre as outras formas de conhecimento.
Após a consolidação do paradigma heliocêntrico, que só se deu de forma defi-
nitiva com a Lei de Newton para a Gravitação Universal 6 , muitas outras teorias físicas
atingiram o grau de reconhecimento e aceitação necessários para serem consideradas
paradigmáticas, com especial destaque para o eletromagnetismo de Maxwell, que ser-
viria como pano de fundo para o surgimento da relatividade. Contudo, por muito tempo
nenhuma das teorias rompeu de forma profunda com o conhecimento previamente
estabelecido, a despeito dos enormes avanços tecnológicos. É desta época que data a
conhecida citação de Albert A. Michelson: “as leis os os fatos maios importantes da
física já foram todos descobertos.” 7
O sentimento geral entre os físicos ao fim do século XIX era de que seriam
necessários alguns ajustes na teoria, algumas correções nas casas decimais, mas
que provavelmente nenhuma importante lei ou teorema seria suplantado. Foi neste
4
FREUD, Sigmund. Conferências introdutórias sobre psicanálise. Edição standard brasileira das obras
psicológicas completas de Sigmund Freud, v. 16, p. 287-539, 1976.
5
Em todas as referências feitas à “sociedade”, deve-se entender sociedade ocidental, não por desprezo
ao conhecimento oriental, mas por ter sido no ocidente em que ocorreu a Revolução Científica.
6
Newton publicou Principia apenas em 1687, mais de um século após a morte de Copérnico.
7
The more important fundamental laws and facts of physical science have all been discovered. Michel-
son, em palestra na Universidade de Chicago em 1894.
16

momento, a partir de incompatibilidades entre as teorias vigentes e os resultados expe-


rimentais, que surgiram as duas maiores revoluções na física desde o heliocentrismo:
a teoria da relatividade e a mecânica quântica.
Esses dois novos corpos teóricos inauguraram o que conhecemos como “física
moderna”. Tanto a mecânica quântica como a relatividade repercutiram além dos
laboratórios de física, adentrando outras áreas do conhecimento, a cultura popular e
até mesmo o senso comum, que muitas vezes se vale de terminologias específicas
e as aplica a situações que em nada se relacionam aos conceitos físicos originais.
Por um lado, a teoria quântica, de natureza estocástica, desferiu um golpe na ciência
positivista, de caráter determinista, por outro, a relatividade einsteiniana remodelou
dois dos conceitos mais fundamentais da física: o tempo e o espaço.
No presente trabalho, nos aprofundaremos na teoria da relatividade, de Einstein,
especificamente na relatividade restrita. Buscaremos compreendê-la em seu contexto
histórico-científico e examinaremos sua influência no pensamento e na física nos anos
posteriores à sua publicação.

1.1 PROBLEMA PROPOSTO

Ao longo deste texto, procuraremos responder à seguinte pergunta:


Em que aspecto, tanto da ciência física como do pensamento de modo geral, a Te-
oria da Relatividade Restrita, de Einstein, provocou uma mudança (revolução) mais
significativa?

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 Objetivo principal

A razão principal desta investigação é analisar a relação entre a proposição


de uma teoria cientifica revolucionária, no sentido de ir de encontro aos paradigmas
pré-existentes, e os impactos gerados na forma de se pensar cientificamente.
De maneira sintetizada, o objetivo do trabalho é identificar o que mudou após a
publicação da teoria da relatividade e, com isso, responder à pergunta proposta.

1.2.2 Objetivos secundários

Para atender ao objetivo principal e responder à pergunta proposta será neces-


sário:

• Traçar uma breve história da relatividade, mostrando qual era o paradigma aceito
e quais os problemas que motivaram a proposição de uma nova abordagem.
17

• Identificar quais aspectos das teorias anteriores precisaram ser revistos.

• Destacar algumas validações experimentais da teoria da relatividade restrita.

• Identificar quais problemas surgiram/continuaram após o estabelecimento do novo


paradigma.
18

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Por se tratar de um tema que compete mais à história da física do que à física
em si, será necessário selecionar alguns textos que versem tanto sobre história da
ciência, de forma geral, como história da física. Dentre as fontes apresentadas nas
referências bibliográficas, destacamos duas obras:

• A Estrutura das Revoluções Científicas, de Thomas KuhnKuhn Publicada pela


primeira vez em 1962, esta obra propôs as definições que utilizaremos para os
termos “paradigma” e “revolução científica”. Além disso, o autor estabelece o
que chama de “caminho da ciência normal” - o modo como se desenvolve a
ciência, através da solidificação de teorias por meio de validações experimentais
e a necessidade de se recorrer a uma solução diferente quando já não é mais
possível ater-se aos fundamentos da teoria aceita.

• Origens e evolução das idéias da física, de José Fernando Rocha (2002). Esta
obra será importante para situar a relatividade restrita na história da física, além
de permitir identificar quais fundamentos precisaram ser revistos para atender à
solução proposta por Einstein.

No que se refere ao estudo da relatividade restrita, será necessário nos apro-


fundarmos na compreensão da relatividade como uma revolução científica, uma vez
que este é o escopo do trabalho. Para tanto, a seguinte obra merece atenção especial:

• Understanding Relativity - Origin and Impact of a Scientific Revolution, de Stanley


Goldberg (1984). Este livro constituirá o núcleo do nosso referencial teórico, pois
fornece uma visão sobre os impactos da teoria da relatividade, tema principal
deste estudo.

Albert Einstein deixou inúmeros escritos, de caráter científico, filosófico e


pessoal. Para a redação deste trabalho, a leitura concentrar-se-á em duas destas
obras:

• Como vejo o mundo, EINSTEIN (2011). Nesta obra, de caráter mais pessoal,
é possível entender um pouco melhor o pensamento do cientista que propôs a
teoria que estudamos. Além disso, nela há capítulos que tratam de filosofia e
história da ciência.
19

• On the eletrodymanics of moving bodies, Einstein et al. (1905). Este é o artigo


original no qual Einstein lança os fundamentos da teoria da relatividade restrita,
portanto, indispensável para a realização do nosso estudo.

Por fim, ressaltamos que várias outras fontes serão utilizadas, sendo aquelas
exploradas mais a fundo listadas nas referências bibliográficas e as restantes, usadas
apenas para extrair um ou outro conceito ou dado considerado relevante para o trabalho,
estarão explicitadas no rodapé das páginas em que forem citadas.
20

REFERÊNCIAS

EINSTEIN, Albert. Como Vejo o Mundo, tradução. [S.l.]: especial, Rio de janeiro:
Nova Fronteira, 2011. Citado 1 vez na página 18.
EINSTEIN, Albert et al. On the electrodynamics of moving bodies. Annalen der physik,
v. 17, n. 10, p. 891–921, 1905. Citado 1 vez na página 19.
GOLDBERG, Stanley. Understanding relativity: origin and impact of a scientific
revolution. [S.l.]: Springer, 1984. Citado 1 vez na página 18.
KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções cientıficas. 3. ª edição. São Paulo, 2000.
Citado 1 vez na página 14.
ROCHA, José Fernando. Origens e evolução das idéias da fısica. [S.l.]: SciELO-
EDUFBA, 2002. Citado 1 vez na página 18.

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