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Conteúdo

1. Introdução..................................................................................................................2

Teoria Desenvolvimentalista De Piaget............................................................................3

1. Descoberta Tardia da Teoria de Piaget...................................................................3

2. O Conceito de Desenvolvimento Cognitivo...........................................................3

3. Significado de Cognição.........................................................................................3

4. Estádios de Desenvolvimento de Piaget.................................................................4

4.1. Experiência Sensório-Motora/ Estádio Sensório-Motor (dos 0-2 anos).............4

4.2. Pensamento Intuitivo ou Estádio Pré-Operatório (2-7 anos)..............................5

4.3. Operações Concretas (7-11 anos).......................................................................5

4.4. Operações Formais (11-16 anos)........................................................................6

5. Assimilação, Acomodação e Equilibração.........................................................6

6. Implicações Educacionais da Teoria de Piaget......................................................7

7. Fisiologia do Cérebro e os Estádios....................................................................8

8. Algumas Considerações de Piaget......................................................................9

9. Criticas à Teoria de Piaget......................................................................................9

10. Conclusão.............................................................................................................11

11. Bibliografia...........................................................................................................12

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1. Introdução
Jean Piaget nasceu em 1896 e veio a perder a vida em 1980. Foi um epistemológico
suíço considerado muito importante do séc. XX. Piaget, nos estudos com seus próprios
filhos, desenvolveu a Teoria de Desenvolvimento Cognitivo. Esta teoria afirmava que o
desenvolvimento cognitivo era feito por 4 estádios que ele considerava estádios do
desenvolvimento cognitivo.

Piaget utilizou esta teoria no campo educacional para contrapor o ensino tradicional. O
presente trabalho interessa-se em demonstrar a forma como esta teoria é usada no
campo educacional, e foi realizado com os seguintes objectivos:

Geral: Conhecer a importância da teoria do desenvolvimento cognitivo no âmbito


educacional.

O objectivo geral desdobra-se nos seguintes objectivos específicos: definir a cognição e


desenvolvimento cognitivo; descrever cada estádio do desenvolvimento cognitivo;
identificar as implicações da teoria na educação; identificar algumas observações feitas
a teoria de Piaget.

Como metodologia, foi feita uma revisão bibliográfica enriquecendo-se com alguns
artigos extraídos da internet.

O trabalho encontra-se estruturado da seguinte forma:

1. Descoberta tardia;

2. Definição dos conceitos de cognição e desenvolvimento cognitivo;

3. Estádios de desenvolvimento cognitivo;

4. Implicações da teoria na educação;

5. Algumas considerações e críticas à teoria de Piaget.

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Teoria Desenvolvimentalista De Piaget

1. Descoberta Tardia da Teoria de Piaget


No período entre 1930 a 1960, Piaget começou a desenvolver uma perspectiva que viria
revolucionar a nossa compreensão do desenvolvimento intelectual. Esta perspectiva foi
tardiamente descoberta, apesar de, nos Estados Unidos da América, ter havido um breve
interesse por este trabalho nos anos 30, embora só tenha sido apreciado nos anos 60.
Duas razões fundamentais levaram a esta negligência por parte dos psicólogos
americanos: primeiro, as ideias de Piaget iam contra a corrente de Psicologia
Educacional (ele propunha que começasse por se investigar a criança em vez de
investigar as leis de aprendizagem em abstracto); segundo foi a linguagem usada pelo
próprio Piaget para descrever as suas descobertas, que era em Francês, e de linguagem
que garantidamente as obscurecia, ao invés de as clarificar (Sprinthall & Sprinthall
1993, p. 98-99).

2. O Conceito de Desenvolvimento Cognitivo


Piaget deu uma contribuição muito significativa do desenvolvimento mental enquanto
processo de interacção. Piaget propôs que o desenvolvimento cognitivo se processa em
estádios de desenvolvimento, o que significa que, tanto a natureza como a forma da
inteligência mudam profundamente ao longo do tempo. Os estádios de desenvolvimento
diferem marcadamente uns dos outros e o conteúdo de cada estádio consiste num
sistema fechado que determina a forma como compreendemos e damos sentido às
experiências (Sprinthall & Sprinthall, 1993, p.100).

3. Significado de Cognição
Segundo Sprinthall & Sprinthall (1993, p. 102) a cognição é um processo permanente,
de avanços e recuos, entre a pessoa e o meio; também pode ser descrita como um
processo dialéctico, o que significa que a cognição nunca ocorre inteiramente dentro da
criança nem é completamente resultado de estimulação exterior. Pode-se ainda
descrever a cognição como mecanismo regulador que liga a pessoa ao meio. Este
processo é activo e não passivo.

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4. Estádios de Desenvolvimento de Piaget
Segundo Sprinthall & Sprinthall (1993, p.102-113) Piaget definiu quatro estádios de
desenvolvimento da criança. Cada um dos quatro estádios principais tem subcategorias.
Cada estádio principal é um sistema de pensamento qualitativamente diferente do
precedente. A criança deve atravessar cada estádio segundo uma sequência regular e é
impossível saltar um estádio ou cortar o caminho, porque os estádio de desenvolvimento
cognitivo são sequências, seguindo uma sequência invariável. Há uma necessidade por
parte dos educadores de compreender a essência fundamental de cada estádio.

Foram feitas investigações recentes que mostraram o seguinte:

 Só existe acordo universal sobre o início e o fim do primeiro estádio;


 Diferenças de estádio para estádio não são tão grandes, nem as mudanças tão
abruptas como originalmente descritas por Piaget;
 A sequência de mudanças de estádios ocorre pela ordem proposta por Piaget;
 Estudos transculturais confirmam a sequência proposta por Piaget, embora o
período de tempo que um dado estádio compreende possa variar;
 Os períodos de transição de estádios são mais longos e mais flexíveis do que o
previsto, e desta forma, abruptos.

4.1. Experiência Sensório-Motora/ Estádio Sensório-Motor (dos 0-2 anos)


Neste estádio a actividade cognitiva baseia-se na experiência imediata, através dos
sentidos; a actividade intelectual consiste na interacção com o meio através dos
sentidos, assim como a capacidade de recordar e simbolizar são limitadas a experiência
imediata: vêem e sentem o que está a acontecer, mas não tem forma de categorizar a sua
experiência e as repostas são quase determinadas pela situação. A organização mental
está em estado bruto, de tal forma que a qualidade de experiência raramente é
significativa.

A aprendizagem no estádio sensório-Motor é uma experiência em auge contínuo. À


medida que a criança começa a evoluir intelectualmente compreende que, quando um
objecto desaparece de vista, continua existir embora não possa ver.

O desenvolvimento da permanência do objecto é quase como o inicio de uma memória


elementar, as crianças conseguem reter nas suas mentes uma imagem do objecto

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desaparecido. A experiência de ver objectos nos primeiros meses de vida e depois ver os
mesmos objectos desaparecer e aparecer tem um importante papel no desenvolvimento
mental. A ausência de experiência visual durante este período impede o
desenvolvimento de estruturas mentais.

Um meio sensorial rico e responsivo é a melhor forma de desenvolver a inteligência das


crianças pequenas; a qualidade de experiencia durante este estádio prepara a criança
para o estádio seguinte; os bebes são capazes de algum pensamento representativo,
muito semelhante ao do estádio seguinte.

4.2. Pensamento Intuitivo ou Estádio Pré-Operatório (2-7 anos)


Durante este estádio, dão-se importantes progressos. O modo de aprendizagem neste
estádio é intuitivo, as crianças não se preocupam particularmente com a precisão mas
sim com a imitação de sons experimentam dizer muitas palavras diferentes sem se
preocupar com as consequências da linguagem. Quanto mais rico for o modo verbal,
mais provável será que a linguagem se desenvolva.

A vantagem do modo intuitivo é que as crianças são capazes de livres associações,


fantasias e significados únicos ilógicos. Durante este período Piaget descobriu que as
crianças parecem falar às e não com as outras crianças, ele chamou-lhe monólogo
colectivo, os padrões de linguagem da criança são egocêntricos.

Este período é uma verdadeira oportunidade para o desenvolvimento da linguagem; o


pensamento pré-operatório é a forma de pensamento que as crianças aplicam em geral,
este sistema de pensamento é criativo e intuitivo; as crianças têm dificuldade em
aperceber-se da natureza reversível das relações; as estruturas mentais são amplamente
intuitivas, livres e altamente imaginativas; o aumento da capacidade linguística significa
essencialmente que as crianças podem falar com elas próprias sobre como resistir a
tentação; as crianças podem agora partilhar socialmente suas cognições.

4.3. Operações Concretas (7-11 anos)


Este estádio representa outra reorganização fundamental da estrutura cognitiva. No
estádio pré-operatório as crianças são sonhadoras e têm pensamentos mágicos e

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fantasias em abundância. Na fase de operações concretas as crianças são positivistas,
lógicos infantis que compreende as relações funcionais porque são específicas e porque
podem testar problemas, isto é, compreendem aspectos específicos ou concretos do
problema (já podem medir, pesar, calcular quantidades, etc.).

A escolaridade parece ajustar-se bem e de muitas formas ao estádio cognitivo do aluno.


Sempre que a escola dá ênfase a competências e actividades como contar, classificar,
construir e manipular, o desenvolvimento cognitivo será estimulado.

No entanto, as crianças do pré-escolar (Pré-Operacional) obedecem regras sem


compreender porquê existem e as crianças da primária (Operações Formais) percebem
regras pelo seu valor funcional, pois elas têm compreensão literal, concreta, do conceito
regras (regras são regras não podem ser modificadas).

O grande perigo nesta fase será de tirar o pensamento concreto da criança de forma a
manipulá-la e não educar.

4.4. Operações Formais (11-16 anos)


Caracteriza-se por um pensamento formal, maior capacidade para examinar os dados de
um ponto de vista lógico antes de chegar a uma conclusão. Dito de outra forma, as
crianças na primeira idade escolar tendem a pensar sobre o que é, enquanto os
adolescentes pensam sobre o que poderá ser.

É uma mudança importante pois e a capacidade que o adolescente tem de pensar sobre o
seu próprio pensamento e sobre o pensamento dos outros. Esta fase caracteriza-se por:
Alargamento da imaginação (as ideias podem ser analisadas a nível mental); Uso de
diversas estratégias para aprendizagem (autocorrecção); Diálogo interno (falar consigo
próprio) chegando a compreensão sem necessitar de testar cada facto.

Nesta fase desenvolve-se o relativismo, isto é, surge uma nova consciência sobre
pessoas terem pensamentos diferentes, sobre mesma ideia, deixa de existir um ponto de
vista único e correcto.

5. Assimilação, Acomodação e Equilibração


Segundo Piaget o crescimento cognitivo da criança se dá através destes dois construtos
“assimilação e acomodação”. Desta forma o crescimento a nível cognitivo do indivíduo

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implicaria a construção de esquemas de assimilação mentais para que esta possa abordar
a realidade a sua volta.

Segundo (Ostermann e Cavalcanti, 2010) para Piaget todo esquema de assimilação é


construído e toda abordagem a realidade (objecto, conteúdo) supõe um esquema de
assimilação, isto é, quando a mente de uma criança assimila, ela incorpora a realidade
(conteúdo) a seus esquemas de acção. Quando uma criança não consegue assimilar
determinada realidade ou situação, a sua mente desiste do processo de assimilação ou
esta se modifica. No caso de modificação ocorre a acomodação, que é a restauração da
estrutura cognitiva (esquemas de assimilação existentes). Com isto para Piaget as
acomodações levam a construção de novos esquemas de assimilação, promovendo com
isso o desenvolvimento cognitivo.

Ostermann e Cavalcanti (2010) levam-nos a compreender que para Piaget só há


aprendizagem quando o esquema de assimilação sofre acomodação. Isto é, é através da
acomodação que se da o desenvolvimento cognitivo, se o meio onde a criança esta
inserida não a apresenta problemas, dificuldades, a actividade da sua mente sera apenas
de assimilação, contudo se esta for exposta a dificuldades, situações problemáticas a sua
mente reestrutura-se (acomodação) ocorrendo desta forma desenvolvimento.

A ideia de que a mente seria como uma estrutura (cognitiva) é proposta por Piaget
citado Por (Moreira, 1997) onde esta estrutura teria a tendência a funcionar em
equilíbrio, em situações em que este é equilíbrio é rompe-se por experiencias não
assimiláveis por parte da criança, a estrutura tende a se reestruturar (acomodar) a fim de
construir novos esquemas de assimilação e atingir novo equilíbrio. À este processo
Piaget chamou de equilibração majorante, que seria responsável pelo desenvolvimento
cognitivo da criança.

Portanto, na Perspectiva de Piaget, “ensinar” significaria provocar o desequilíbrio na


mente da criança para que ela, procurando o reequilíbrio, isto é restaurando-se
cognitivamente aprenda.

6. Implicações Educacionais da Teoria de Piaget


De acordo com Sprinthall & Sprinthall (1993, p.112) uma das principais implicações da
teoria de Piaget na educação é que o desenvolvimento cognitivo depende de acção, isto
é, o desenvolvimento das capacidades não é fixado logo à nascença mas sim em função

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da acção apropriada durante cada estádio específico, de tal modo que, para aprender, as
crianças precisam ocupar-se de actividades apropriadas. Estudos antropológicos
indicam que a nossa capacidade cerebral aumentou após a invenção dos utensílios. E
também na tentativa de responder os desafios colocados por estas actividades teve por
efeito o aumento da nossa capacidade de compreensão e a transformação no sentido de
uma maior satisfação cognitiva.

A Implicação mais importante é que o currículo deveria proporcionar experiências


educativas específicas que vão de acordo com o nível de desenvolvimento do indivíduo.
Isto significa que, dependendo do nível em que o indivíduo se encontra, existem
determinados conteúdos que se deve ser capaz de apreender e saber interpretar
(Sprinthall & Sprinthall, 1993, p. Xx).

Se um aluno não consegue compreender as abstracções, então o resultado é a


memorização de cor, desprovida de qualquer compreensão genuína. Sendo obrigado a
reter as matérias de forma mecânica, não chegam a alastrar as suas capacidades mentais,
fixando-se no que lhe é compelido para “gravar”, não havendo desenvolvimento
(Sprinthall & Sprinthall, 1993, p. Xx).

Depois de algumas investigações nos Estados Unidos, os dados obtidos apontam para
uma necessidade urgente de re-examinar tanto o conteúdo como o processo de
instrução, de forma a partir do ponto em que o aluno se encontra. Em cada estádio
cognitivo o aluno pode optar por passar ao estádio seguinte ou manter-se no actual, tal
como uma estação de distribuição, dependendo da experiência educacional. Em vez de
pressupor que todos os alunos do ensino secundário são competentes em termos de
pensamento operatório formal, eles deviam ser submetidos à actividades e experiências
que estimulem o seu desenvolvimento (Sprinthall & Sprinthall, 1993, p. Xx).

7. Fisiologia do Cérebro e os Estádios


Sobre a relação entre a fisiologia do cérebro e os estádios de desenvolvimento,
experiências interactivas apropriadas desenvolvem o estádio e transformam
qualitativamente ao indivíduo, possibilitando-o utilizar um novo sistema de processos
cognitivos mais sofisticados (Sprinthall & Sprinthall, 1993, p. Xx).

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8. Algumas Considerações de Piaget
Os estádios de desenvolvimento cognitivo podem ser retardados em condições de fraca
estimulação ambiental. O papel da experiência e da aprendizagem pela acção do
desenvolvimento e da mudança. Há necessidade de avaliar o estádio atingido pelo aluno
como sujeito que, no quadro do desenvolvimento cognitivo. Para o educador é perigoso
pensar que as crianças pensam quase como os alunos. Não podemos assumir que todos
os adolescentes funcionam a um nível formal, se não tivermos tido acesso a um
equilíbrio entre a experiencia e a reflexão guiada em determinadas áreas de actividade
humana, é provável que o nosso desenvolvimento seja incompleto.

Piaget mostrou que não podemos acelerar o desenvolvimento cognitivo e que deve se
alimentar o processo de desenvolvimento em estádios específicos em vez de tentar
acelera-lo constantemente. Piaget deu a seguinte sugestão para os professores
“apresente-se o assunto a ser ensinado de formas assimiláveis por crianças de idade
diferente, de acordo com as suas estruturas mentais (Sprinthall & Sprinthall 1993,
p.116).

9. Criticas à Teoria de Piaget


Depois de descoberta a teoria de Piaget alguns estudos foram feitos de modo a
complementar a sua teoria, e outros mesmo para discordar com alguns pontos da teoria.

Descobertas recentes diferem das de Piaget no sentido de se ter concluído que o estádio
sensório-motor poder se prolongar até aos três anos e meio, e não dois anos (Sprinthall
& Sprinthall 1993, p. Xx).

Outra observação feita à teoria de Piaget é que o objectivo final do desenvolvimento


cognitivo, as operações formais talvez seja muito limitado. Patricia Arlin começou a
explorar a possibilidade de existir um estádio novo e mais avançado, que seria de
operações “pós-formais”. De acordo com Arlin este estádio caracteriza-se pela
capacidade de desenvolver novas Soluções, criar programas baseados em visões
alargadas e formular perguntas produtivas, que permitem aos indivíduos expandir a sua
base de conhecimento e obter um novo discernimento (insight) (Sprinthall& Sprinthall,
1993, p116-117).

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Arlin descreve este novo estádio não como uma rejeição a teoria de Piaget, mas uma
extensão. Ela observou também que as avaliações no período de operações formais
envolvem pedir a pessoa para resolver um determinado problema, e que neste caso
Piaget não teve em conta a capacidade de encontrar um problema novo, ou de descobrir
perguntas novas. (Sprinthall & Sprinthall 1993, p.117)

Uma outra observação foi de Robbie Case, considerando que há evidências de que os
períodos de transição não são tão abruptos e que existem diferenças no desenvolvimento
de acordo com os domínios de pensamento. Ele fez alguns estudos e concluiu que a
pratica da tarefa de aprendizagem tem de ter em consideração o estádio de
desenvolvimento cognitivo da criança se pretende que produza algum ganho cognitivo
(Sprinthall & Sprinthall 1993, p.117).

Case sugeriu que o problema do desenvolvimento qualitativo por estádios e da cognição


por processamento quantitativo de informação pode ser resolvido mediante a criação de
um quadro conceptual, em que mudanças qualitativas dêem em conta das grandes
transformações que a investigação tem continuado a documentar, na era pós-piagetiana,
o processamento de informação responda pelo crescimento quantitativo que ocorre em
cada processo (Sprinthall & Sprinthall 1993, p.117).

Um outro teórico que fez uma observação crítica a teoria de Piaget foi Robert
Strengberg, alertou para o facto de uma ênfase exclusiva no desenvolvimento cognitivo
pode ser enganadora. Para este teórico, em vez de um domínio único, a inteligência,
propõe duas áreas adicionais, de igual importância, a sabedoria e a criatividade
(Sprinthall & Sprinthall, 1993, p.117).

A ideia fundamental de Sternberg é de que um modelo tri-factorial da capacidade


mental nos pode fornecer um quadro conceptual mais preciso, tendo em vista a
compreensão do processo de crescimento cognitivo, sugere também que os objectivos
da escolaridade deveriam ser alargados, e que a ênfase dada a inteligência e à realização
deixa os outros aspectos do desenvolvimento entregues ao acaso e ao esquecimento. A
sua metáfora é “três cabeças pensam melhor do que uma só” assim a pessoa em
funcionamento pleno possuiria três traços: inteligência, sabedoria e criatividade.

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10. Conclusão

A teoria desenvolvimentalista de Piaget, permitiu que se olhasse não so pelas leis


fundamentais da aprendizagem, mas também que se olhasse pela própria criança tendo
em conta o seu nível de desenvolvimento cognitivo. Piaget propôs quatro estádios de
desenvolvimento, em que cada um assumia suas características e que cada estádio
permitiria a criança de receber um certo número limitado de conteúdos de acordo com a
sua estrutura mental. Piaget mostrou também que os estádios de desenvolvimento não
podem ser acelerados, mas que há uma probabilidade dos mesmos serem retardados
devido a fraca estimulação da criança em cada estádio.

Um outro ponto importante da teoria de Piaget é que o desenvolvimento cognitivo


depende da acção, para ele a inteligência seria igual a acção. Assim como se diz que
nada é perfeito, vários estudos recentes surgiram e observaram alguns itens no trabalho
de Piaget dando uma nova visão a estes itens. Um deles foi a necessidade de se criar
quinto estádio pós-formal.

Contudo o trabalho de Piaget contribuiu para uma nova visão no contexto educacional,
fazendo com que se olhasse ao aspecto do desenvolvimento.

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11. Bibliografia
Sprinthall, A.N.& Sprinthall.C.R (1993). Psicologia Educacional: uma abordagem
desenvolvimentalista. Lisboa:McGraw-Hill Whvujc.

Santana, S., Roazzi, A., & Dias, M. (2006). Paradigmas do desenvolvimento cognitivo:
uma breve retrospectiva. Natal. Acessado Agosto, 20 de 2014 em
htpp:/www.scielo.br/scielo.php?.

Ostermann, F. & Cavalcanti, C. (2010). Teorias de aprendizagem: texto introdutório.


Rio grande do sul. Acessado Agosto, 20 de 2014 em htpp:/www.ufrgs.br/.../Teorias_de
aprendizagem…/php4?.

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