Você está na página 1de 1

2.

1 – Dignidade – Um conceito ético

A obra de Dworkin, nos diz sobre a fonte de valor e sobre a responsabilidade do valor
da vida humana, porém esse conceito não é algo determinante dos direitos e deveres
políticos, mas possui perguntas sobre duas perguntas éticas. A primeira diz se a vida
humana tem valor objetivo, se existe alguma importância na maneira que as pessoas
vivem e de onde seria essa importância. A segunda pergunta é a quem cabe a
responsabilidade pela efetivação do valor da vida de cada pessoa.
Dworkin responde que a primeira pergunta constitui o primeiro caráter da dignidade,
afirmando que a vida de cada pessoa possui valor objetivo. Esse princípio diz que é
extremamente importante que a vida de uma pessoa seja bem-sucedida. É eticamente
importante que a pessoa reconheça o valor objetivo de sua vida e que ela é detentora de
um potencial valioso.
Segundo Dworkin esse seria o princípio que organiza nossas noções desarticuladas mas
poderosas acerca do sentido da nossa existência. Ele explica nossas experiências de
arrependimento, vergonha ou orgulho perante os acontecimentos de nossas vidas e
perante a narrativa que nós construímos sobre a vida. Toda essas experiências não teriam
um sentido se não fosse a partir do pressuposto de que é importante que façamos um
bom trabalho de tarefa de viver a vida que temos para viver.
Esse princípio explica várias experiências de dor e prazer que possuímos, pois muitas
coisas que nós consideramos prazerosas e buscamos para as nossas vidas e do que
consideramos dolorosas e procuramos evitar, dessa maneira colocamos na nossa cabeça
uma função de juízo crítico que exercemos sobre tais experiências.
A resposta para a segunda pergunta constitui o segundo princípio da dignidade, que é
aquela que Dworkin chamou de princípio da autenticidade. Esse princípio diz que toda vez
que partimos da importância objetiva de nossa vida e devemos realizar bem a tarefa de
viver, é importante que nossa trajetória reflita um compromisso pessoal de cada um com
um conjunto de valores que consideramos importantes e norteadores de nossas escolhas.
Esse princípio afirma que não existe apenas uma maneira de viver bem, mas várias
maneiras; devemos fazer as nossas escolhas considerando as nossas circunstancias.
Dworkin ressalta dois aspectos do princípio da autenticidade, o princípio da
responsabilidade pessoal. Esse aspecto diz que cada pessoa possui uma responsabilidade
especial pela direção geral da própria vida. O segundo aspecto é o da independência ética,
que afirma que o valor de uma vida não é só objetivo mas constituído na formulação
independente que cada pessoa faz a cerca do que é uma boa vida para ela. O valor ético
de uma vida reside no ato de assumir a empreitada de construir uma vida dotada de
sentido e é minado se a pessoa é imposta a determinado sentido de vida.
A teoria da ética de Dworkin ao mesmo tempo fala sobre sua teoria de justiça.