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Algumas Espécies
Florestais Nativas do
Paraná
Produção de Mudas Nativas

Nome Vulgar Nome Científico


Açoita Cavalo Luehea divaricata
Aleluia Senna multijuga
Amendoim-Bravo Pterogyne nitens
Angico do Cerrado Anadenanthera falcata
Angico -Vermelho Anadenanthera macrocarpa
Angico-Branco Anadenanthera colubrina
Araça Psidium cattleianum
Araribá amarelo Centrolobium microchaete
Araruva Centrolobium tomentosum
Araticum Cagão Annona cacans
Araucaria Araucaria angustifolia
Aroeira Pimenteira/Vermelha Schinus terebinthifolius
Baguaçu Talauma ovata
Bracatinga Argentina Mimosa scabrella var. aspericarpa
Bracatinga C. Mourão Mimosa flocculosa
Bracatinga Comum Mimosa scabrella
Cambará Gochnatia polymorpha
Canafístula Peltophorum dubium
Canela amarela Nectandra lanceolata
Canela guaicá Ocotea puberula
Canjarana Cabralea canjerana
Capixingui Croton floribundus
Capororoca Rapanea sp.
Cedro/Cedro rosa Cedrela fissilis
Corticeira Erythrina spp
Crindeúva Trema micrantha
Embaúbas Cecropia spp
Erva mate Ilex paraguariensis
Farinha seca Albizia niopoides
Feijão Cru Lonchocarpus muehlbergianus
Fumeiro Bravo Solanum sp.
Guaiuvira Patogonula americana
Guanandi Calofillum sp
Guapuruvu Schizolobium parahyba
Guarantã Esenbeckia leiocarpa
Guaricica Vochysia bifalcata
Guaritá Astronium graveolens
Gurucaia Parapiptadenia rigida
Ingá Inga uruguensis
Jacatirão-açu Miconia cinnamomifolia
Jaracatiá Jacaratia spinosa
Jenipapo Genipa americana
Jequetibá Cariniana estrellensis
Juqueri Mimosa regneli
Leiteiro Peschiera fuchsiaefolia
Louro branco Bastardiopsis densiflora
Louro Pardo Cordia trichotoma
Mandiocão Didimopanax morototoni
Maricá Mimosa bimucronata
Mutambo Guazuma ulmifolia
Paineira Chorisia speciosa
Palmito Euterpe edulis
Pata-de-Vaca/Bauhinia Branca Bauhinia forficata
Pau d' alho Gallesia gorarema

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Pau ferro Caesalpinia ferrea var. leyostachia


Pau Jacaré Piptadenia gonoacantha
Pau-de-gaiola Aegiphylla sellowiana
Pau-de-sangue Croton celtidifolius
Pau-de-viola Cytarexylum myrianthum
Pau-Marfim Balfourodendron riedelianum
Peroba Aspidosperma polyneuron
Pessegueiro Bravo Prunus sellowii
Pinheiro bravo Podocarpus lambertii
Pitanga Eugenia uniflora
Quaresmeira Rosa Tibouchina sellowiana
Salseiro Salix humboldtiana
Sangra-d'água Croton urucurana
Sarandi Calliandra selloi
Sobrasil Colubrina glandulosa
Timbaúva/Orelha de Negro Enterolobium contortisiliquum
Uvaia Eugenia pyriformis
Vassourão Branco Piptocarpha angustifolia
Vassourão Preto Vernonia discolor

AÇOITA-CAVALO (voltar para a lista)

Nome científico: Luehea divaricata


Família: Tiliaceae
Ocorrência natural
Latitude: 9º 15’ S (Alagoas) e 31º 30’ S (Rio Grande do Sul).
Altitude: de 30 m, no Rio Grande do Sul até 1.400 m de altitude, em Minas
Gerais.
Distribuição geográfica: nordeste da Argentina, leste do Paraguai, Uruguai e
no Brasil, Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina,
São Paulo e no Distrito Federal.
Filotaxia: simples, alternas, dísticas, com estípulas, irregularmente serreadas,
com três nervuras longitudinais típicas, discolores, ásperas na face ventral e
tomentosas na face dorsal, com lâmina foliar de 4,5 a 15cm de comprimento e 2
a 6,5cm de largura; pecíolo ferruginoso, com até 1cm de comprimento.
Características do fruto: cápsula lobada de valvas lenhosas, oblonga,
pentalocular, de coloração castanha, com densa pilosidade ferrugínea cobrindo
inteiramente o tegumento e o pedicelo do fruto, com 2 a 3cm de comprimento,
abrindo-se em cinco fendas. Apresenta deiscência loculicida na sua
extremidade, apresentando cinco a quinze sementes por fruto.
Características da semente: pequenas, providas de alas agudas, de
coloração dourada-brilhante, com núcleo seminal pequeno na extremidade da
asa, coloração marrom-clara.
Semeadura: em sementeiras e depois repicar as plântulas para sacos de
polietileno com dimensões mínimas de 20cm de altura e 7cm de diâmetro, ou em
tubetes de polipropileno grande. Recomenda-se efetuar a repicagem quatro a
oito semanas após a germinação.
Germinação: epígea, com início entre 8 a 74 dias após a semeadura. O poder
germinativo é variável e irregular, entre 20 a 85%. As mudas atingem porte
adequado para plantio em cerca de seis meses após a semeadura. Contudo,
mudas com mais de 50cm de altura, em sacos de polietileno, apresentam
pegamento baixo no campo.

AMENDOIM-BRAVO (voltar para a lista)

Nome científico: Pterogyne nitens


Família: Leguminosae-Caesalpinoideae
Distribuição geográfica: Nordeste do Brasil até o oeste de Santa Catarina,
principalmente na floresta latifoliada semidecídua.
Filotaxia: Altura de 10-15 m, com tronco de 40-60 cm de diâmetro. Folhas
compostas pinadas de 10-30 cm de comprimento, com 8-18 folíolos glabros,
subcoriáceos, de 4-7 cm de comprimento.
Obtenção da semente: colher os frutos (vagens) diretamente da árvore
quando adquirirem coloração paleácea. Pode-se semear as próprias vagens
como se fossem sementes, entretanto, isso pode acarretar a formação de
mudas tortas ou defeituosas. Portanto, sempre que possível, é recomendável
retirar as sementes das vagens. Essa operação é facilitada deixando-as ao sol
para secar e posteriormente esfregando-as manualmente ou mecanicamente.
Um quilograma contém aproximadamente 5.700 unidades, cuja viabilidade é
superior a 6 meses.
Germinação: colocar as sementes ou as vagens para germinação logo que
colhidas, em canteiros ou diretamente em recipientes individuais contendo
substrato rico em matéria orgânica. A emergência ocorre em 10-35 dias e, a taxa
de germinação é superior a 60%. O desenvolvimento das mudas é rápido,
ficando prontas para plantio no local definitivo em há 5 meses. O
desenvolvimento das plantas no campo é também rápido, alcançando 4 m aos 2
anos.

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ANGICO BRANCO OU ANGICO LISO (voltar para a lista)

Nome científico: Anadenanthera colubrina var. colubrina


Família: Mimosaceae
Latitude: 7º S (Piauí) a 25º 20’ S (Paraná).
Altitude: de 100m, no Rio de Janeiro a 1.100m de altitude, no Paraná e no
Distrito Federal.
Distribuição geográfica: ocorre de forma natural na Bolívia, Peru e no Brasil,
na Bahia Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas
Gerais, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
Filotaxia: compostas bipinadas, paripinadas; raque da folha com 15 a 20cm de
comprimento, com 15 a 35 pares de pinas multifoliadas; folíolo linear,
assimétrico na base, obtuso, com costa média centralizada, margem ciliada e
com um tufo de pêlos na inserção do período; pecíolo com 3 a 5cm de
comprimento. Há presença de glândulas: uma glândula cônica séssil próxima ao
pulvínulo (na base do pecíolo) e 1 a 4 glândulas verde-avermelhadas nos
últimos pares de folíolos.
Características do fruto: folículo deiscente por meio de uma fenda única
(Lima, 1985), coriáceo, com as margens constritas, marrom-escuro, estreito,
com 11 a 30cm de comprimento e 10 a 15mm de largura, com uma ligeira
constrição entre as lojas seminais, estipe de 10 a 20mm de comprimento, com 5
a 15 sementes.
Características da semente: escura, brilhante, orbicular, achatada, com ala
estreita e sem pleurograma, com até 15mm de comprimento.
Semeadura: recomenda-se semear em sacos de polietileno com dimensões
mínimas de 20cm de altura e 7cm de diâmetro, ou em tubetes de polipropileno.
Se a repicagem for necessária, recomenda-se que seja feita de duas a três
semanas após a germinação.
Germinação: epígea, com início entre três a 30 dias após a semeadura. O
poder germinativo é alto (até 100%), em média 70%. O tempo mínimo de
permanência no viveiro é de quatro meses

ANGICO VERMELHO (voltar para a lista)

Nome científico: Anadenanthera colubrina var. cebil


Família: Mimosaceae
Ocorrência natural
Latitude: 4º S (Ceará) a 24º 20’ S (Paraná), no Brasil, o limite Sul de sua área
de distribuição é 27º S na Argentina.
Altitude: de 15m, no Rio Grande do Norte a 1.300m de altitude no Brasil, em
Minas Gerais. A espécie atinge até 2.000m de altitude na Bolívia (Killean et al.,
1993).
Distribuição geográfica: é encontrada de forma natural no norte e nordeste da
Argentina, no sul da Bolívia, no leste do Paraguai e no Brasil. Na Bahia, Ceará,
Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas
Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do
Norte, São Paulo, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal. Entre os angicos
brasileiros, o angico-vermelho é o que tem a maior abrangência geográfica.
Filotaxia: bipinadas com até 30 pares de folíolos opostos e 60 a 80 pares de
foliólulos; pecíolo com glândula preta elipsóide, localizada junto à inserção e
mais algumas menores entre os últimos pares de folíolos.
Características do fruto: folículo achatado (Lima, 1985), deiscente, coriáceo,
castanho-avermelhado, com superfície rugosa e dotada de pequenas
excrescências, com 8 a 32cm de comprimento por 1,5 a 3cm de largura. Cada
fruto contém oito a quinze sementes.
Características da semente: coloração marrom-escura tendendo para preto,
orbicular chata, lisa lustrosa, sem asa, comprimida ou achatada, com pequena
reentrância hilar, com 12 a 20mm e comprimento e 12 a 15mm de largura.
Semeadura: recomenda-se semear em sementeiras, para posterior repicagem,
ou em sacos de polietileno de dimensões mínimas de 20cm de altura e 7cm de
diâmetro, ou em tubetes de polipropileno de tamanho médio. A repicagem pode
ser feita três a quatro semanas após a germinação.
Germinação: epígea, com a emergência de plântulas ocorrendo entre dois a 33
dias após a semeadura. O poder germinativo é alto, com média de 80%. As
mudas ficam prontas no mínimo em cinco meses. Apresenta raiz pivotante
acentuada em relação às laterais. A planta jovem forma tubérculo lenhoso
pequeno, na raiz axial.

ARARUVA OU ARARIBÁ (voltar para a lista)

Nome científico: Centrolobium tomentosum


Família: Leguminosae-Papilionoideae
Distribuição geográfica: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo
e Norte do Paraná, na floresta semidecídua da bacia do Paraná e afluentes. Na
mata atlântica ocorre a espécie Centrolobium robustum, com características
muito semelhantes à essa espécie.
Filotaxia: Altura de 10-22 m, com tronco de 30-60 cm de diâmetro. Folhas
compostas imparipinadas, com 13-17 folíolos ferrugíneo-tomentosos na página
inferior e pubescentes na superior.
Obtenção de sementes: Recolher os frutos no chão após sua queda

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espontânea. Cada fruto contém 1-3 sementes, entretanto sua retirada do interior
do fruto é praticamente impossível, devendo-se utilizá-lo diretamente para a
semeadura como se fosse semente; é recomendável apenas cortar a asa para
reduzir o volume e facilitar a cobertura no canteiro. Um quilograma de frutos sem
as asas contém aproximadamente 110 unidades. Sua viabilidade em
armazenamento é inferior a 6 meses.
Germinação: Colocar os frutos para germinar logo que colhidos diretamente
em recipientes individuais mantidos em ambiente semi-sombreado e contendo
substrato organo-argiloso; cobri-los com 1 cm de substrato peneirado e irrigar
duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 15-25 dias e, a germinação é total
para sementes novas. O desenvolvimento das mudas é rápido, o mesmo
ocorrendo com as plantas no campo que podem atingir facilmente 4-5 m aos 2
anos.

AROEIRA-PRETA (PIMENTEIRA) (voltar para a lista)

Nome científico: Schinus terebinthifolius


Família: Anacardiaceae
Distribuição geográfica: Pernambuco até Mato Grosso do Sul e Rio Grande
do Sul, em várias formações vegetais.
Filotaxia: Altura de 5-10 m, com tronco revestido de casca grossa de 30-60 cm
de diâmetro. Folhas compostas imparipinadas, de 3-10 pares de folíolos de
10-15 cm de comprimento por 2-3 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
maduros. Em seguida submetê-los à secagem para facilitar a remoção manual
do pericarpo e liberação das sementes através de esfregaço manual. Podem-se
também utilizar os frutos diretamente para a semeadura como fossem sementes.
Um quilograma de sementes contém aproximadamente 44.000 unidades. A
duração da viabilidade de suas sementes em armazenamento é superior a 8
meses.
Germinação: Colocar as sementes para germinar, sem nenhum tratamento e
logo que colhidas, em canteiros à pleno sol com substrato argiloso. A
emergência ocorre em 10-15 dias e a taxa de germinação é superior a 50%. As
mudas desenvolvem-se rapidamente, o mesmo ocorrendo com as plantas no
campo, que podem ultrapassar 4,5 m aos 2 anos.

BRACATINGA (voltar para a lista)

Nome científico: Mimosa scabrella


Família: Mimosaceae
Ocorrência natural
Latitude: 21º30’S (Minas Gerais) a 29º50’S (Rio Grande do Sul).
Altitude: de 350 a 2.000 m de altitude em Santa Catarina.
Distribuição geográfica: em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Sul, Santa Catarina e em São Paulo.
Filotaxia: compostas, bipinadas, paripinadas, alternas, pequenas, com três a
nove pares de pinas oblongo-lineares.
Características do fruto: craspédio, articulado deiscente, séssil, pubescente,
com indumento estrelado, com até 48mm de comprimento por 9mm de largura,
com duas a quatro sementes; na maturação, separa-se em dois a três artículos.
Características da semente: forma irregular, coloração escura, quase preta,
lustrosa, com 6 mm de comprimento e 3mm de largura.
Semeadura: recomenda-se semear três a quatro sementes de bracatinga em
sacos de polietileno de dimensões mínimas de 14cm de altura e 6cm de
diâmetro ou em tubetes de polipropileno pequeno, ou por semeadura direta,
utilizando-se três a cinco sementes por cova, no campo, selecionando-se a
muda mais vigorosa seis meses depois. Essa espécie também pode ser
semeada diretamente no campo, com a plantadeira “matraca” provida de um
sistema de gavetas, usando sementes armazenadas em câmara fria (3 a 5ºC e
86% de umidade relativa) por nove meses, sem tratamento de quebra de
dormência. A repicagem das mudas, quando necessária, deve ser feita uma a
duas semanas após a germinação. O sistema radicial dessa espécie é
superficial.
Germinação: epígea, com início entre cinco a 30 dias após a semeadura. O
poder germinativo é alto (até 90%). As mudas demoram cerca de três meses
após a semeadura, para o plantio.

BRACATINGA CAMPO MOURÃO (voltar para a lista)

Nome científico: Mimosa flocculosa


Família: Mimosaceae
Latitude: 23ºS (Mato Grosso do Sul) a 25ºS (Paraná), no Brasil atingindo 26ºS
no Paraguai.
Altitude: de 250m, no Mato Grosso do Sul, a 800m no Paraná.
Distribuição geográfica: no Paraguai e no Brasil, no rio Amambaí em Mato
Grosso do Sul e em alguns pontos das regiões noroeste e centro-oeste do
Paraná.
Filotaxia: compostas, bipinadas, paripinadas, saindo aos pares, com vários
pares de folíolos opostos, verde-prateado e pilosos.
Características do fruto: craspédio segmentado formado de dois a três

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artículos, deiscente no septo superior, alaranjado ferrugíneo, pubescente, com


indumento setoso, com até 2cm de comprimento e até cinco sementes.
Características da semente: forma irregular, lembrando uma concha bivalve,
de cor marrom-escura com tonalidade ocre, lustrosa, pequena, com até 4mm de
comprimento.
Semeadura: recomenda-se semear em sementeiras e depois repica-la para
sacos de polietileno com dimensões mínimas de 14cm de altura por 6cm de
diâmetro, ou em tubetes de polipropileno pequeno. A semeadura direta no
campo, utilizando cinco sementes por cova, é variável. A repicagem deverá ser
efetuada uma a duas semanas após a germinação.
Germinação: epígea, com início entre três a 30 dias após a semeadura. O
poder germinativo é alto, em média 80%. As mudas atingem tamanho adequado
para plantio cerca de três meses após a semeadura. O sistema radicial desta
espécie é superficial.

BAGUAÇU (voltar para a lista)

Nome científico: Talauma ovata


Família: Magnoliaceae
Distribuição geográfica: Sul de Minas Gerais até o norte do Rio Grande do
Sul, sendo particularmente freqüente na mata pluvial atlântica.
Filotaxia: Altura de 20-30 m, com tronco de 60-90 cm de diâmetro. Folhas de
25-30 cm de comprimento.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a abertura espontânea, o que é facilmente notado pela exposição do
arilo vermelho das sementes. Em seguida deixá-los ao sol para completar a
abertura e liberação das sementes. Estas devem ser deixadas à sombra para
uma rápida secagem do arilo aderente, o qual não deve ser removido. Um
quilograma de sementes contém aproximadamente 4.000 unidades. Sua
viabilidade em armazenamento é muito curta, não ultrapassando 30 dias.
Germinação: Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas e sem
nenhum tratamento, diretamente em recipientes individuais contendo substrato
organo-argiloso, mantidos em ambiente sombreado (mudas sensíveis ao
transplante); cobri-las com uma leve camada do substrato peneirado e irrigar
duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 40-100 dias, e a taxa de
germinação é bastante alta; faz-se necessário estudos de quebra de dormência
para aumentar sua germinação. O desenvolvimento das mudas é lento, o
mesmo ocorrendo com as plantas no campo.

CAMBARÁ (voltar para a lista)

Nome científico: Gochnatia polymorpha


Família: Compositae
Distribuição geográfica: Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, até o Rio
Grande do Sul, principalmente no cerrado.
Filotaxia: Altura de 6-8 m, com tronco toruoso de 40-50 cm de diâmetro. Folhas
simples, branco-tomentosas na página inferior, de 14-18 cm de comprimento por
4-6 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a queda espontânea. Para facilitar a operação cortar as
inflorescências e levá-las ao sol para secagem e liberação das sementes.
Devido à facilidade com que são levadas pelo vento, cobri-las durante a
secagem com tela. Um quilograma de sementes contém aproximadamente
2.200.000 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é curta, não
ultrapassando 3 meses.
Germinação: Colocar as sementes para germinação logo que colhidas em
canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-arenoso. Cobrir apenas
levemente as sementes com o substrato peneirado e irrigar delicadamente duas
vezes ao dia. A emergência ocorre em 15-25 dias e, a germinação é baixa.
Transplantar as mudas para embalagens individuais quando atingirem 3-5 cm,
as quais ficam prontas para o plantio no local definitivo em menos de 5 meses.
O desenvolvimento das plantas no campo é rápido, podendo atingir facilmente
3-4 m aos 2 anos.

CANELA GUAICÁ (voltar para a lista)

Nome científico: Ocotea puberula


Família: Lauraceae
Latitude: 14ºS (Bahia) a 31º30’S (Rio Grande do Sul).
Altitude: de 15m (Santa Catarina) a 1.200m de altitude no Paraná e Santa
Catarina.
Distribuição geográfica: no norte e nordeste da Argentina, no sul da Bolívia,
no leste do Paraguai e no Brasil. No Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas
Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo
e no Distrito Federal.
Filotaxia: simples, alternas, subcoriáceas, lanceoladas, com margem ondulada,
medindo 8 a 12 cm de comprimento e 3 a 6 cm de largura; pecíolo de até 3cm
de comprimento. As folhas, quando maceradas, tornam-se pegajosas,
apresentando odor característico.
Características do fruto: bacáceo sub-globoso, marrom-escuro, com 10 a

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15mm de comprimento por 6 a 7 mm de diâmetro.


Características da semente: elíptica, marrom-escura e com estrias pretas,
medindo 4 a 10mm de comprimento e 2 a 5mm de diâmetro.
Semeadura: após a superação de dormência, as sementes são colocadas em
areia por 60 dias e semeadas em canteiros de pré-germinação. Em seguida, as
plântulas são repicadas para sacos de polietileno com dimensões mínimas de
20cm de altura e 7cm de diâmetro, ou em tubetes de polipropileno de 15cm de
comprimento por 3cm de diâmetro. Recomenda-se a repicagem tão logo se dê a
emergência da parte aérea ou com até 7cm de altura.
Germinação: hipógea, com início entre 20 a 50 dias após a semeadura, com
sementes superadas a dormência, e entre 100 dias a doze meses após, para
sementes sem superação de dormência. O poder germinativo é irregular,
atingindo até 75%. As mudas alcançam altura adequada para plantio, cerca de
nove meses após a semeadura.

CANAFÍSTULA (voltar para a lista)

Nome científico: Peltophorum dubium


Família: Caesalpiniaceae
Ocorrência natural
Latitude: 7ºS (Paraíba) a 30ºS (Rio Grande do Sul), no Brasil, atingindo o limite
Sul a 30º25’S em Artigas, no Uruguai.
Altitude: de 30m (Rio de Janeiro) a 1.300m (Minas Gerais) de altitude.
Distribuição geográfica: no nordeste da Argentina, nas províncias de
Misiones, Corrientes, Formosa e Chaco, no leste do Paraguai, no norte do
Uruguai e no Brasil, em Alagoas, na Bahia, no Espírito Santo, em Goiás, em
Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, na Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio
de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo.
Filotaxia: compostas, bipinadas, alternas, de até 50cm de comprimento por
25cm de largura, com 16 a 21 pares de pinas, de cor verde-escura; cada pina
com 24 a 30 pares de folíolos elípticos-oblongos, opostos, de 5mm a 10mm de
comprimento e 2mm a 3mm de largura, ápice acuminado e base desigual.
Características do fruto: sâmara com 4 a 9,5cm de comprimento e 1 a 2,5cm
de largura. Contorno longitudinal lanceolado ou elíptico, com ápice agudo e
base estreitada. Superfície castanho-avermelhada a marrom, puberulenta, com
nervuras predominantemente no sentido longitudinal; estas são mais fortes na
região central, delimitando o núcleo seminífero que se estende até o ápice. Em
cada fruto, com uma a quatro sementes no sentido longitudinal.
Características da semente: de contorno longitudinal ovado e transversal,
elíptico; superfície lisa, brilhante, amarela-esverdeada. Testa membranácea. Na
parte basal-lateral, encontra-se um hilo oval, micrópila visível e rafe curtas e
finas, opostas à micrópila. Com cerca de 1cm de comprimento e 4mm de
largura.
Semeadura: pode ser feita diretamente em recipientes, sendo recomendado
semear duas sementes. Se o recipiente for saco de polietileno, recomenda-se
que este tenha dimensões mínimas de 20cm de altura e 7cm de diâmetro. As
mudas de canafístula, produzidas em tubetes de polipropileno de tamanho
médio, apresentaram um custo total de produção três vezes menor em relação
ao apresentado pelas mudas formadas em sacos de polietileno. A repicagem,
quando necessária, deve ser feita entre três a cinco semanas após a
germinação, ou quando a muda atingir 3 a 6cm de altura. A canafístula
apresenta elevada tolerância à poda radicial, podendo-se podas as mudas a
20cm de profundidade. As mudas são formadas por uma raiz pivotante muito
desenvolvida em comprimento e espessura, da qual saem umas poucas raízes
laterais, curtas e bem mais finas.
Germinação: epígea, com início entre seis e 120 dias após a semeadura. O
poder germinativo é alto, até 95% em sementes com superação da dormência, e
baixo, até 28% em sementes sem superação da dormência. As mudas atingem
porte adequado para plantio, cerca de 4 meses após a semeadura. Mudas com
50cm de altura, de raiz nua e pseudo-estacas de canafístula também
apresentam bom pegamento no plantio. As mudas desta espécie não
necessitam de sombreamento na fase de viveiro, podendo ser produzidas sob
pleno sol.

CANJERANA (voltar para a lista)

Nome científico: Cabralea canjerana subsp. Canjerana


Família: Meliaceae
Ocorrência natural
Latitude: 10ºN (Costa Rica) a 31º30’S (Brasil, no Rio Grande do Sul). O limite
Norte no Brasil dá-se na Serra dos Surucucus (Roraima), a aproximadamente
2º30’N.
Altitude: de 10m, no litoral das Regiões Sul e Sudeste a 2.000m de altitude, em
Campos do Jordão, SP (Robim & Pfeifer, 1989), no Brasil. A espécie atinge até
2.500m de altitude, no Bolívia (Killean et al. 1993).
Distribuição geográfica: Ocorre na Costa Rica, no nordeste da Argentina, na
Bolívia, Guiana, no leste do Paraguai, no Peru e no Brasil, no Amapá, Bahia,
Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa
Catarina, São Paulo, e no Distrito Federal.

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Filotaxia: opostas, compostas, com 30 a 90cm de comprimento e dez a 20


pares de folíolos opostos com até 15cm de comprimento. Geralmente as folhas
são paripinadas, mas, às vezes, possuem um folíolo terminal vestiginal. Os
folíolos são providos de pontos e linhas translúcidas.
Características do fruto: cápsula globosa ou elipsóide, com ápice
arredondado e base estreitada de cima para baixo, às vezes com um robusto
suspensor, ficando enrugada quando seca e escuro-marrom, com ou sem
lenticelas proeminentes; deiscência septífraga, inicialmente carnosa, espessa,
provida de quatro a cinco valvas e grossa coluna central e angulosa após a
abertura com cerca de 18 a 43mm de diâmetro se fechado, e 6cm se aberto. O
epicarpo é glabro, inicialmente vermelho-claro e salpicado de verde, passando a
vermelho-escuro na maturação. O fruto possui um látex branco e pegajoso. Os
frutos contêm uma a dez sementes, reunidas em diásporos de uma ou duas
sementes em cada lóculo. Cada fruto pesa em média 15, 54g.
Características da semente: ovóides, com 6 a 17mm de comprimento e 6mm
de largura, as quais são verdes anteriormente à maturação. Quando maduras,
acham-se envoltas por um tegumento arilóide, vermelho-alaranjado, de origem
funicular, macio, carnoso, que libera uma secreção leitosa.
Semeadura: recomenda-se semear em sementeiras e depois repicar as mudas
para sacos de polietileno com dimensões mínimas de 20cm de altura e 7cm de
diâmetro, ou em tubetes de polipropileno de tamanho médio. A repicagem
deverá ser efetuada duas a quatro semanas após a germinação. O sistema
radicial da canjerana é fasciculado, superficial e muito ramificado.
Germinação: epígea, com hipocótilo muito curto, resultando na permanência
dos cotilédones maciços e carnosos, ao nível do solo. Conforme a profundidade
da semeadura, o tipo epígeo pode ser mascarado. Para Gartland at al. (1997),
no estágio de plântulas, apresenta cotilédones hipógeos. A germinação ocorre,
em geral, entre treze a 73 dias após a semeadura, em viveiro. Em laboratório,
obteve 100% de germinação entre três a dez dias. A taxa germinativa é variável,
de 40 até 93%; em média 60%. Sementes com remoção da polpa apresentam
78% de germinação contra 46% de germinação sem remoção da polpa. A
mudas atingem porte adequado para plantio aos seis meses após a semeadura.

CAPIXINGUI (voltar para a lista)

Nome científico: Croton floribundus


Família: Euphorbiaceae
Distribuição geográfica: Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Paraná,
principalmente na floresta latifoliada semidecídua.
Filotaxia: Altura de 6-10 m, com tronco de 20-30 cm de diâmetro. Folhas
simples, pubescentes na face superior e prateadas na inferior, de 8-12 cm de
comprimento por 5-6 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a abertura espontânea; isto é facilmente notado pelos estalos
provocados pela deiscência explosiva em dias de sol quente. Em seguida
levá-los ao sol para completarem a abertura e liberação das sementes. Devido à
deiscência explosiva, cobri-los durante a secagem com telado ou peneira para
evitar a perda das sementes. Um quilograma contém aproximadamente 24.900
unidades. Sua viabilidade em armazenamento é curta, não ultrapassando 4
meses.
Germinação: Colocar as sementes para germinar, logo que colhidas e sem
nenhum tratamento, em canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-
argiloso; cobri-las levemente com uma fina camada do substrato peneirado e
irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 20-40 dias e, a taxa de
germinação é geralmente baixa. Transplantar as mudas para embalagens
individuais quando alcançarem 4-5 cm, as quais ficam prontas para plantio no
local definitivo em 4-5 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é
rápido, alcançando facilmente 4 m de altura aos 2 anos.

CEDRO ROSA (voltar para a lista)

Nome científico: Cedrela fissilis


Família: Meliaceae
Ocorrência natural
Latitude: 12ºN (Costa Rica) a 33ºS (Brasil, no Rio Grande do Sul). O limite
Norte da espécie no Brasil dá-se a aproximadamente 1ºS (Pará).
Altitude: de 5m, no litoral das regiões Sul e Sudeste a 1.800m de altitude, em
Campos do Jordão – SP.
Distribuição geográfica: ocorre de forma natural na Costa Rica, no Panamá;
no nordeste da Argentina, na Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru,
Uruguai, Venezuela e no Brasil, em Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo,
Goiás, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, Rondônia, Sergipe, São Paulo, Tocantins e no Distrito Federal.
Filotaxia: compostas, paripinadas, geralmente com 25 a 45cm, até 140cm de
comprimento, polimorfas, com 8 a 30 pares de folíolos de 6,5 a 24cm de
comprimento por 2 a 6,5cm de largura, oblongo-lanceolados a ovado-
lanceolados; base subaguda a cordada, simétrica ou levemente oblíqua. As
folhas, principalmente quando desprendidas do galho, exalam um cheiro
bastante desagradável, semelhante ao de cebola. Com relação à anatomia

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foliar, essa espécie apresenta características peculiares, principalmente em


relação aos tipos de tricomas e estômatos, além da densidade estomática, que
é a maior em comparação aos outros táxons da família Meliaceae.
Características do fruto: cápsula piriforme deiscente, septífraga, abrindo-se
até mais da metade por cinco valvas longitudinais, lenhosas, espessas,
rugosas, marrom-escuras, com lenticelas claras, com 3 a 10cm de comprimento
e 3 a 3,5cm de largura, pesando cerca de 13g, com aproximadamente 30 a 100
sementes viáveis por fruto. Eibl et al. (1994) verificaram que existem em média
de 45 sementes distribuídas em cinco lóculos.
Características da semente: alada numa das extremidades, comprida
lateralmente, bege a castanho-avermelhada, com pequeno núcleo seminal, com
até 35mm de comprimento por 15mm de largura.
Semeadura: recomenda-se semear em sementeiras, para posterior repicagem,
ou duas sementes em sacos de polietileno com dimensões mínimas de 20cm de
altura e 7cm de diâmetro, ou em tubetes de polipropileno de 200cm3, contendo
substrato formado pela mistura de composto orgânico (80%) e moinha de
carvão moída (20%) (Santos et al., 2000). Por ocasião da semeadura, retirar as
asas das sementes. A repicagem deve ser efetuada quatro a seis semanas após
a germinação.
Germinação: epígea, com início entre cinco a 75 dias após a semeadura. O
poder germinativo é bastante variável, entre 35 a 95%; em média 60%. As
mudas atingem porte adequado para plantio cerca de quatro meses após a
semeadura. Mudas maiores, com 40 cm
a 80cm de altura, apresenta m bom pagamento no campo.

CRINDIÚVA (voltar para a lista)

Nome científico: Trema micrantha


Família: Ulmaceae
Distribuição geográfica: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso
do Sul até o Rio Grande do Sul, em várias formações florestais.
Filotaxia: Altura de 5-12 m, com tronco de 20-40 cm de diâmetro. Folhas
simples, face superior áspera e inferior pubescente, de 7-10 cm de comprimento
por 3-4 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a queda espontânea. Os frutos assim obtidos podem ser diretamente
utilizados para a semeadura como se fossem sementes, não havendo a
necessidade de despolpá-los. Entretanto, caso deseja-se armazená-los ou
remetê-los para outros locais, é conveniente secá-los sem despolpá-los,
deixando-os ao sol durante algumas horas. Um quilograma de frutos assim
obtidos contém aproximadamente 135.000 unidades. A viabilidade das
sementes em armazenamento pode durar vários anos.
Germinação: Colocar os frutos para germinação, sem nenhum tratamento, em
canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-argiloso; cobri-los com
uma fina camada do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A
emergência ocorre em 4-6 meses e, a germinação é apenas moderada.
Transplantar as mudas para embalagens individuais quando atingirem 3-5 cm,
as quais ficarão em condições de serem levadas para o plantio no local
definitivo em menos de 4 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é
bastante rápido.

EMBAÚBA (voltar para a lista)

Nome científico: Cecropia pachystachya


Família: Cecropiaceae
Distribuição geográfica: Ceará, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do
sul até Santa Catarina, em várias formações vegetais.
Filotaxia: Planta dióica de 4-7 m de altura, com tronco de 15-25 cm de
diâmetro. Folhas divididas em 9-10 lobos separados até o pecíolo por espaços
de 2-3 cm, com a face superior um tanto ásperas e a inferior níveo-tomentosas,
o maior mede 40-43 cm de comprimento e o menor 16-18 cm.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
estiverem maduros, o que é facilmente notado pela presença de frutos mordidos
por pássaros. Em seguida deixa-los em repouso por alguns dias para iniciar a
decomposição e facilitar a sua maceração em água. As sementes são
separadas filtrando-se a suspensão de frutos e deixando-se o filtrado secar ao
sol. Um quilograma de sementes contém aproximadamente 800.000 unidades.
Germinação: Colocar as sêmenes para germinar logo que colhidas em
canteiros à pleno sol contendo substrato argiloso. A emergência ocorre em
25-40 dias e a germinação é baixa. Transplantar as mudas para embalagens
individuais quando atingirem 3-5 cm; estas podem ser plantadas no local
definitivo em menos de 3 meses.

ERVA – MATE (voltar para a lista)

Nome científico: Ilex paraguariensis


Família: Aquifoliaceae
Distribuição geográfica: Mato Grosso do Sul, São Paulo até o Rio Grande do
Sul nas matas de altitude (400-800 m). É particularmente freqüente na mata dos
pinhais dos 3 estados sulinos.

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Filotaxia: Altura de 4-8 m, com tronco curto de 30-40 cm de diâmetro. Folhas


coriáceas, de 8-10 cm de comprimento por 3-4 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a queda espontânea. Em seguida deixa-los amontoados por alguns
dias para iniciar a decomposição da polpa e facilitar a remoção das sementes.
Isso é obtido manualmente lavando-se os frutos em água corrente dentro de
uma peneira fina e, deixando-se as sementes secarem à sombra. Um
quilograma de sementes contém aproximadamente 90.000 unidades. Sua
viabilidade em armazenamento é superior a 1 ano.
Germinação: As sementes devem ser submetidas a um tratamento de
estratificação antes da semeadura para aumentar a taxa de germinação;
consiste em mantê-las durante 4-7 meses em meio úmido (areia ou terra),
visando completar sua maturação fisiológica. Após esse período podem ser
semeadas em canteiros sombreados contendo substrato organo-argiloso; a
emergência ocorre em poucos dias. Pode-se também semear diretamente os
frutos como se fossem sementes sem estratificação, com a emergência
demorando 4-5 meses. Em ambos os casos, as mudas demoram 10-11 meses
para ficarem prontas para o plantio no campo. O desenvolvimento das plantas
no campo á bastante lento.

FARINHA-SECA (voltar para a lista)

Nome científico: Albizia hasslerii


Família: Leguminosae-Mimosoideae
Distribuição geográfica: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e
Goiás, na floresta semidecídua da bacia do Paraná.
Filotaxia: Altura de 10-20 m, com tronco de 40-60 cm de diâmetro. Folhas
compostas pinadas, com 5-7 pares de pinas, sustentadas por pecíolo comum de
10-15 cm; pinas de 5-8 cm de comprimento, com 20-25 pares de folíolos de
10-15 mm de comprimento.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a queda espontânea, ou recolhe-los no chão após a queda. Em
seguida leva-los ao sol para completar a abertura e liberação das sementes. Um
quilograma contém aproximadamente 36.000 sementes. Sua viabilidade em
armazenamento é superior a 8 meses.
Germinação: Colocar as sementes para germinar, logo que colhidas e sem
nenhum tratamento, em canteiros semi-sombreados contendo substrato organo
- argiloso. Cobri-las com uma leve camada de substrato peneirado e irrigar duas
vezes ao dia. A emergência ocorre em 10-40 dias e, a taxa de germinação
geralmente é inferior a 30%. Transplantar as mudas para canteiros individuais
quando atingirem 3-5 cm. O desenvolvimento das mudas é bastante rápido,
ficando prontas para plantio no local definitivo em menos de 4 meses. O
desenvolvimento das plantas no campo é também rápido, alcançando facilmente
4 m aos 2 anos.

FEIJÃO-CRU (voltar para a lista)

Nome científico: Lonchocarpus muehlbergianus


Família: Leguminosae-Papilionoideae
Distribuição geográfica: Minas Gerais, Mato Grosso do Sul até o Rio Grande
do Sul, principalmente na floresta latifoliada semidecídua da bacia do Paraná.
Filotaxia: Altura de 15-25 m, com tronco de 40-50 cm de diâmetro. Folhas
compostas imparipinadas, com 7-13 folíolos glabros na face superior e
pubescentes e de cor mais clara na inferior, de 6-12 cm de largura por 3-5 cm
de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a queda espontânea, ou recolhe-los no chão após a queda. Em
seguida deixa-los ao sol para secar e facilitar a abertura manual para a retirada
das sementes. Um quilograma contém aproximadamente 1.160 unidades, cuja
viabilidade é curta.
Germinação: Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas e sem
nenhum tratamento, em canteiros ou direta, mente em recipientes individuais
contendo substrato organo-argiloso e, mantidos em ambiente semi-sombreado;
cobri-las com uma camada de 0,5 cm de substrato peneirado e irrigar
diariamente. A emergência ocorre em 15-25 dias e, a taxa de germinação
geralmente é alta. As mudas desenvolvem-se rapidamente, ficando prontas para
plantio no local definitivo em menos de 5 meses. O desenvolvimento das plantas
no campo é também rápido, alcançando 3,5 m aos 2 anos.

GOIABA (voltar para a lista)

Nome científico: Psidium guajava


Família: Myrtaceae
Distribuição geográfica: Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul na floresta
pluvial atlântica. Ocorre também de maneira espontânea em quase todo o país.
Filotaxia: Altura de 3-6 m, com tronco tortuoso, liso e descamante, de 20-30 cm
de diâmetro. Folhas simples, de 8-12 cm de comprimento por 3-6 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a queda espontânea, ou recolhe-los no chão após a queda. Em
seguida deixa-los amontoados durante alguns dias e despolpá-los manualmente

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em água corrente. Após a separação das sementes deixa-las secar à sombra.


Um quilograma contém aproximadamente 71.400 unidades. Sua viabilidade em
armazenamento é superior a 1 ano.
Germinação: Colocar as sementes para germinar, logo que colhidas, em
canteiros contendo substrato organo-argiloso. A emergência ocorre em 20-40
dias e a germinação geralmente é alta. Transplantar as mudas para canteiros
individuais quando atingirem 4-5 cm, as quais ficarão prontas para plantio no
local definitivo em 4-5 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é
rápido.

GUANANDI (voltar para a lista)

Nome científico: Calophyllum brasiliensis


Família: Guttiferae
Distribuição geográfica: Região Amazônica até o norte de Santa Catarina,
principalmente na floresta pluvial atlântica.
Filotaxia: Altura de 20-30 m, com tronco de 40-60 cm de diâmetro. Folhas
glabras, coriáceas, de 10-13 cm de comprimento por 5-6 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a queda espontânea, ou recolhe-los no chão após a queda. Os frutos
assim obtidos podem ser diretamente utilizados para semeadura como se
fossem sementes, não havendo necessidade de despolpá-los. Um quilograma
de frutos contém aproximadamente 160 unidades. A viabilidade de sua semente
em armazenamento é curta, não ultrapassando 90 dias.
Germinação: Semear os frutos, sem nenhum tratamento e logo que colhidos,
diretamente em recipientes individuais ou em canteiros contendo substrato
organo-argiloso, cobrindo-os com mais ou menos 1 cm de substrato peneirado.
A emergência ocorre em 40-60 dias e a germinação geralmente é superior a
50%. Manter as mudas em ambiente semi-sombreado até próximo de serem
levadas para plantio no local definitivo (30-40 cm de altura). O desenvolvimento
das plantas no campo é moderado.

GUAPURUVU (voltar para a lista)

Nome científico: Schizolobuim parahyba


Família: Leguminosae-Caesalpinoideae
Distribuição geográfica: Bahia até Santa Catarina, na florestal pluvial da
encosta atlântica.
Filotaxia: Altura de 20-30 m, com tronco de 60-80 cm de diâmetro. Folhas
compostas bipinadas, de 80-100 cm de comprimento, com 30-50 pinas opostas.
Folíolos em número de 40-60 por pina, de 2-3 cm de comprimento.
Obtenção de sementes: Recolher os frutos no chão após sua queda
espontânea. Em seguida retirar manualmente a semente de seu interior. Um
quilograma contém aproximadamente 500 unidades. Sua viabilidade em
armazenamento é longa, podendo durar vários anos.
Germinação: Escarificar as sementes antes da semeadura; isto pode ser
obtido lixando-se um ponto da mesma ou fervendo-as durante 4-10 minutos e
depois deixando-as na água por 1-2 dias. Semeá-las em seguida diretamente
em recipientes individuais contendo substrato argiloso. A emergência demora
5-15 dias, e a germinação é superior a 85%. O desenvolvimento das plantas no
campo é extremamente rápido, atingindo facilmente 8-10 m de altura em 2 anos.

GUARITÁ (voltar para a lista)

Nome científico: Astronium graveolens


Família: Anacardiaceae
Ocorrência natural
Latitude: 7ºS (Paraíba) a 24º20’S (Paraná).
Altitude: de 30m, no Espírito Santo a 900m de altitude, em São Paulo.
Distribuição geográfica: ocorre de forma natural no Brasil, na Bahia, Espírito
Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná e em São Paulo. Essa espécie
não ocorre no Maranhão e no Rio Grande do Sul.
Filotaxia: compostas imparipinadas, sustentadas por pecíolo de 13 a 15cm,
com quatro a sete pares de folíolos glabros, obliquamente ovados-oblongos,
acuminados ou agudos, fino-denteados, de tamanhos desiguais, os maiores
com 6 a 8cm de comprimento e os menores de 3 a 4cm, dotados de cheiro
característico de manga (terebintina); folíolos com margem crenada ou
serreada, com nervuras bem desenvolvidas, esbranquiçadas e alientes no lado
inferior.
Características do fruto: baga fusiforme, endocarpo mais ou menos delicado,
com superfície lisa.
Características da semente: alada e alongada.
Semeadura: recomenda-se semear em sementeiras e depois repicar as
plântulas para sacos de polietileno com dimensões mínimas de 20cm de altura e
7cm de diâmetro, ou em tubetes de polipropileno de tamanho médio. A
repicagem pode ser feita a partir de quatro semanas após a germinação. Após a
repicagem, as mudas devem ser levadas para canteiros semi-sombreados.
Germinação: cripto-epígea (Santin, 1991), com início entre oito a 30 dias após
a semeadura. O poder germinativo é geralmente alto, acima de 80%. As mudas
atingem porte adequado para plantio cerca de seis meses após a semeadura.

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GUARUCAIA (voltar para a lista)

Nome científico: Paraptadenia rígida


Família: Leguminosae-Mimosoideae
Distribuição geográfica: Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo até o
Rio Grande do Sul, porém muito mais freqüente nos três estados sulinos, na
mata latifoliada semidecídua da bacia do Paraná.
Filotaxia: Altura de 20-30 m, com tronco de 60-110 cm de diâmetro. Folhas
bipinadas com 3-6 pares de pinas. Folíolos de 1 cm de comprimento.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a abertura espontânea Em seguida levá-los ao sol para completar a
abertura e liberação das sementes. Um quilograma contém aproximadamente
38.600 sementes. Sua viabilidade em armazenamento é superior a 3 meses.
Germinação: Colocara s sementes para a germinação, logo que colhidas e
sem nenhum tratamento, em canteiros ou diretamente em recipientes individuais
contendo substrato organo-argiloso e mantidos em ambiente semi-sombreado. A
emergência demora 5-10 dias e, a germinação é abundante. O desenvolvimento
das plantas no campo é rápido, alcançando facilmente 3 m aos 2 anos.

INGÁ-DO-BREJO (voltar para a lista)

Nome científico: Ingá uruguensis


Família: Leguminosae-Mimosoideae
Distribuição geográfica: São Paulo até o Rio Grande do Sul, principalmente
na floresta pluvial atlântica.
Filotaxia: Altura de 5-10 m, com tronco de 20-30 cm de diâmetro. Folhas
compostas paripinadas, de ráquis alada, com 4-5 jugas; folíolos herbáceos,
pubescência restrita às nervuras, superfície inferior de cor mais clara, com 4-14
cm de comprimento por 1-4 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a queda espontânea, ou recolhê-los no chão logo após a queda. Em
seguida abrir manualmente as vagens para a retirada das sementes; estas
estão envoltas por um arilo mucilaginoso que não deve ser removido. Um
quilograma de sementes assim preparadas contém aproximadamente 760
unidades. Sua viabilidade em armazenamento é extremamente curta, não
ultrapassando 15 dias.
Germinação: Colocar as sementes para germinar, imediatamente após a
colheita e sem nenhum tratamento, em canteiros ou diretamente em recipientes
individuais contendo substrato argiloso. A emergência ocorre em 3-5 dias e a
germinação é total. Transplantar as mudas dos canteiros para embalagens
individuais quando atingirem 4-6 cm. O desenvolvimento das mudas é rápido,
ficando prontas para plantio no local definitivo em 3-4 meses. O
desenvolvimento das plantas no campo é também rápido, alcançando facilmente
3 m aos 2 anos.

IPÊ-FELPUDO (voltar para a lista)

Nome científico: Zeyheria tuberculosa


Família: Bignoniaceae
Distribuição geográfica: Espírito Santo e Minas Gerais até o norte do Paraná,
nas florestas pluvial atlântica e semidecídua da bacia do Paraná.
Filotaxia: Altura de 15-23 m, com tronco revestido por casca espessa (até 5
cm), de 40-60 cm de diâmetro. Folhas compostas, de 40-60 cm de comprimento,
sustentadas por pecíolo de 20-25 cm; folíolos em número de 5, denso-
pubescentes, o maior com 20-25 cm de comprimento.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a abertura espontânea; em seguida deixá-los o sol para completarem a
abertura e liberação das sementes. Devido à baixa densidade das sementes
são facilmente levadas pelo vento, devendo ser protegidas durante a secagem
dos frutos com a cobertura de uma tela. Um quilograma de sementes contém
aproximadamente 15.000 unidades.
Germinação: As sementes devem ser postas para germinação logo que
colhidas, devido à perda rápida da viabilidade germinativa; semeá-las em
canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-argiloso, cobrindo-as
apenas levemente com terra peneirada. A germinação é rápida (8-12 dias) e a
germinação é abundante. Quando as mudas alcançarem 4-6 cm transplantá-las
para embalagens individuais. Em mais 60-90 dias já podem ser levadas para
plantio no local definitivo; o desenvolvimento das plantas no campo é rápido,
atingindo facilmente 3 m aos 2 anos.

JARACATIÁ (voltar para a lista)

Nome científico: Jacaratia spinosa


Família: Caricaceae
Distribuição geográfica: sul da Bahia até o Rio Grande do Sul e, Minas Gerais
e Mato Grosso do Sul, em Várias formações florestais.
Filotaxia: Planta lactescente, dióica e espinhenta, de 10-20 m de altura, com
tronco de 70-90 cm de diâmetro. Folhas compostas palmatilobadas, com 8-12
folíolos glabros.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando

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maduros ou recolhe-los no chão após sua queda. Em seguida abri-los


manualmente para a retirada das sementes, que devem ser lavadas em água
corrente e deixadas secar à sombra. Um quilograma de sementes contém
aproximadamente 28.700 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é muito
curta.
Germinação: Colocar as sementes para germinação logo que colhidas e sem
nenhum tratamento, em canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-
argiloso. A emergência ocorre em 10-20 dias e, a taxa de germinação
geralmente é elevada. Transplantar as mudas para embalagens individuais
quando atingirem 4-5 cm, as quais estarão em condições de serem plantas no
local definitivo em 3-4 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é
bastante rápido, alcançando facilmente 4-5 m de altura aos 2 anos.

JARACATIÃO (voltar para a lista)

Nome científico: Miconia cinnamomifolia


Família: Melastomaceae
Distribuição geográfica: Bahia até Santa Catarina, principalmente na floresta
pluvial da encosta atlântica.
Filotaxia: Altura de 15-22 m, com tronco de 30-50 cm de diâmetro. Folhas
simples, coriáceas, glabras, de 1,0-1,5 cm de comprimento.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a queda espontânea. Devido ao seu tamanho diminuto, proceder ao
corte de todo o ramo que contém frutos. Após separá-los dos pedúnculos ,
deixá-los em repouso por alguns dias para iniciar a decomposição e facilitar seu
maceramento em água para a liberação das sementes; em seguida filtrar e
deixar toda a massa de sementes e restos de frutos para secar ao sol. Um
quilograma de sementes contém aproximadamente 1.900.00 unidades, as quais
apresentam curta viabilidade germinativa.
Germinação: Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas e sem
nenhum tratamento, em canteiros sombreados contendo substrato organo-
argiloso; preparar um leito de semeadura bem fino e uniforme com o substrato
peneirado, cobrindo-se muito levemente as sementes com o mesmo material.
Para evitar o arranquio das sementes durante a irrigação, cobrir o canteiro com
saco de estopa, removendo-o logo que iniciar a emergência. A emergência
ocorre em poucas semanas e, a taxa de germinação geralmente é baixa.
Transplantar as mudas para embalagens individuais quando atingirem 3-4 cm,
as quais ficarão prontas para plantio no local definitivo em 6-7 meses. O
desenvolvimento das plantas no campo é moderado.

JEQUITIBÁ-BRANCO (voltar para a lista)

Nome científico: Cariniana estrellensis


Família: Lecythidaceae
Ocorrência natural
Latitude: 8ºS (Acre) a 27º30’S (Santa Catarina).
Altitude: de 30m, região costeira a 1.200m de altitude no Distrito Federal e em
Goiás.
Distribuição geográfica: é encontrado de forma natural no sul da Bolívia, no
leste do Paraguai, no Peru e no Brasil, no Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás,
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa
Catarina, São Paulo e no Distrito Federal.
Filotaxia: simples, oblongo-elípticas lanceoladas, lâmina do limbo com 5 a
15cm de comprimento por 1,5 a 6cm de largura, com margem serreada; ápice
acuminado com acúmen de 2 a 5mm de comprimento, levemente curvo e base
cuneada que se une ao pecíolo com 5 a 13mm de comprimento, de cor
avermelhada quando nova.
Características do fruto: pixídio fibroso (em forma de urna inviolável),
cilíndrico-oblongo, lenhoso, de cor parda, com poucas lenticelas mais claras,
com 5 a 11cm de comprimento e 3 a 4cm de diâmetro, com abertura circular
denticulada, fechada com um opérculo cilíndrico em forma de prego de cabeça
convexa. Cada fruto contém 20 a 35 sementes. O fruto é de decomposição
lenta, uma vez caído no solo.
Características da semente: de cor castanha, com a testa expandida em asa
membranácea, até 4cm de comprimento e núcleo seminal basal mais ou menos
piriforme com 1,2cm de comprimento e 0,6cm de largura.
Semeadura: recomenda-se semear em sementeiras para posterior repicagem,
ou duas sementes em sacos de polietileno com dimensões mínimas de 20cm de
altura e 7cm de diâmetro, ou em tubetes de polipropileno grande. A repicagem
deverá ser efetuada três a cinco semanas após a germinação.
Germinação: epígea, com início entre seis e 70 dias, após a semeadura. O
poder germinativo varia de 46 a 95%; em média 70%. Cerca de seis meses
após a semeadura, as mudas atingem porte adequado para plantio no campo.
Mudas pequenas de raiz nua apresentam bom pegamento em campo.

LEITEIRO (voltar para a lista)

Nome científico: Peschiera fuchsiaefolia


Família: Apocynaceae
Distribuição geográfica: Rio de Janeiro, São Paulo e norte do Paraná, na

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floresta semidecídua.
Filotaxia: Planta lactescente de 4-6 m de altura, com tronco revestido de casca
lisa de 25-360 cm de diâmetro. Folhas simples,opostas, de 8-12 cm de
comprimento por 2-3 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a abertura espontânea, o que pode s3er facilmente observado pela
exposição do arilo de cor vermelho-viva das sementes. Em seguida deixa-los ao
sol para completar a abertura; após a retirada das sementes deixa-las secar à
sombra. Não há necessidade de retirar o arilo mucilaginoso que envolve as
sementes. Um quilograma de sementes assim preparadas contém
aproximadamente 13.500 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é
superior a 10 meses.
Germinação: Colocar as sementes para germinar logo que colhidas e, sem
nenhum tratamento, diretamente em recipientes individuais contendo substrato
organo-argiloso; cobri-las levemente com substrato peneirado e irrigar duas
vezes ao dia. A emergência ocorre em 30-40 dias e, a taxa de germinação
geralmente é superior a 80%. O desenvolvimento das mudas é rápido, o mesmo
correndo com as plantas no campo atingem facilmente 3,5 m aos 2 anos.

LOURO-BRANCO (voltar para a lista)

Nome científico: Bastardiopsis densiflora


Família: Malvaceae
Ocorrência natural
Latitude: 19º30’S (Minas Gerais) a 29º15’S (Rio Grande do Sul).
Altitude: de 55m, no Rio Grande do Sul a 900m de altitude, em Minas Gerais.
Distribuição geográfica: ocorre de forma natural no nordeste da Argentina, no
leste do Paraguai e no Brasil, no Espírito Santo, em Mato Grosso do Sul, Minas
Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no estado de São Paulo.
Filotaxia: simples, estipuladas, de filotaxia alterna, ápice acuminado, base
cordiforme, palminérvea, com cinco nervuras principais bem visíveis de ambos
os lados, salientes na face dorsal, discolores, verde-grisácea em cima e
esbranquiçada em baixo, pilosas na face dorsal, lâmina foliar com 5 a 15cm de
comprimento no estágio adulto e 11 a 27cm de comprimento por 9 a 19cm de
largura no estágio juvenil; margem denticulada a subéntegra; pecíolo piloso com
até 15 cm de comprimento.
Características do fruto: cápsula deiscente, seca, piramidal pentagonal de 2 a
3cm de comprimento, irregular, densamente tomentosa, em cachos, com dez
arestas estreitas e largas, conferido o aspecto de aranha pequena e
arredondada, com até cinco sementes.
Características da semente: escura, pubescente, mais ou menos globosa,
irregularmente comprimida, com dois apêndices como hilos de 5 a 10mm.
Semeadura: recomenda-se semear em sementeiras e depois repicar as
plântulas para saco de polietileno com dimensões mínimas de 20cm de altura e
7cm de diâmetro, ou em tubetes de polipropileno de tamanho médio. A
repicagem deverá ser efetuada três a cinco semanas após o início da
germinação.
Germinação: epígea, com início entre cinco a 60 dias após a semeadura. O
poder germinativo é bastante variável entre árvores, desde zero a mais de 50%.
Em média, 3%. O poder de permanência em viveiro é no mínimo seis meses.

LOURO PARDO (voltar para a lista)

Nome científico: Cordia trichotoma (Vellozo)


Família: Boraginaceae
Ocorrência natural.
Latitude: 3º45’S (Ceará) a 30º30’S (Rio Grande do Sul). Pelo oeste, o limite
Norte situa-se a aproximadamente 16ºS, na Região de Cáceres – MT.
Altitude: de 30m, no Espírito Santo a 1.300m de altitude, em Minas Gerais.
Distribuição geográfica: é encontrada de forma natural no nordeste da
Argentina, na Bolívia, Paraguai e no Brasil, em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito
Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba,
Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande
do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e no Distrito Federal.
Filotaxia: simples, alternas, espiraladas, oblongo-agudas, sub-coriáceas, base
aguda, ápice acuminado, lâmina de limbo com 7 a 17cm de comprimento e 3 a
8cm de largura, distintamente discolor, áspera e rica em pêlos estrelados
difusos na face dorsal e tomentosa, com pêlos estrelados e entrelaçados na
face ventral; margem fracamente sinuada, ondulada; pecíolo com 1 a 4,5cm de
comprimento, delgado, cilíndrico, superiormente leve-sulcado, tomentoso e
esbranquiçado. Apresenta folhas polimorfas e é extremamente variável na
densidade do indumento, havendo formas quase glabras e fortemente pilosas;
estas com tonalidade fulva.
Características do fruto: núcula de pericarpo pouco espessado e seco, com
cálice e corola persistente e marcescente, de cor castanha (Barroso et al.,
1999). O fruto apresenta-se cilíndrico, rômbico, com superfície lisa de cores
bege a bege esverdeadas, provenientes de ovário ínfero, de 8 a 13mm de
comprimento, por 3 a 4mm de largura.
Características da semente: elipsoidal, de 6mm de comprimento por 2mm de

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diâmetro. A unidade de dispersão é o perianto, com o fruto e a semente. A


semente propriamente dita encontra-se presa à parede do fruto, pela base do
estigma.
Semeadura: recomenda-se semear em sementeiras e depois repicar as
plântulas para sacos de polietileno, ou em tubetes de polipropileno de tamanho
médio. A repicagem deve ser realizada de três a sete semanas após a
germinação, quando aparecem as folhas definitivas ou quando as plântulas
atingem de 5 a 10 cm de altura. O louro-pardo apresenta raiz pivotante
pronunciada. Em virtude disso, é sensível à poda de raiz, ocasionando
problemas em alguns plantios, devido ao transplante.
Germinação: epígea, ocorrendo em geral, entre quatorze a 60 dias após a
semeadura no verão e entre 32 a 112 dias após a semeadura no inverno.
Normalmente é irregular, geralmente baixa, variando entre 14 a 80%. Kuniyoshi
(1983), coletando sementes de cinco árvores em Colombo – PR, encontrou uma
germinação média de 11,6%, com as taxas variando de 0 a 17,5%. As mudas
atingem porte adequado para plantio no campo em cerca de seis meses após a
semeadura.

MANDIOCÃO (voltar para a lista)

Nome científico: Didymopanax morototonii


Família: Araliaceae
Distribuição geográfica: Região amazônica até o Rio Grande do Sul, em
várias formações florestais.
Filotaxia: Altura de 20-30 m, com tronco retilíneo de 60-90cm de diâmetro.
Folhas compostas palmatilobadas, concentradas no ápice dos ramos, com 7-10
folíolos de 20-40 cm de comprimento.
Obtenção de sementes: Os frutos devem ser colhidos diretamente da árvore
quando adquirirem coloração roxo-escura e iniciarem a queda espontânea.
Podem ser semeados dessa forma como se fossem sementes ou podem ser
despolpados para a liberação das mesmas. Um quilograma contém
aproximadamente 70.400 sementes. Sua viabilidade germinativa dura menos de
60 dias.
Germinação: Colocar as sementes ou frutos para germinar logo que colhidos
em canteiros sombreados contendo substrato organo-argiloso. Cobri-los com
uma leve camada de substrato peneirado e irrigar 2 vezes ao dia. A emergência
demora 60-100 dias, e a taxa de germinação é bastante baixa. Faltam estudos
de escarificação para aumentar sua germinação. O desenvolvimento das
plantas no campo é considerado rápido, podendo atingir facilmente 3-4 m aos 2
anos.

PAINEIRA (voltar para a lista)

Nome científico: Chorisia speciosa Saint-Hilaire


Família: Bombacaceae
Ocorrência natural
Latitude: 7ºS (Paraíba) a 30ºS (Rio Grande do Sul).
Altitude: de 30m, no Espírito Santo a 1.200m de altitude, no Distrito Federal;
podendo ser cultivada até 2.000m.
Distribuição geográfica: é encontrada de forma natural no nordeste da
Argentina, na Bolívia, no Paraguai e no Brasil; na Bahia, Espírito Santo, Goiás,
Mato Grosso do Sul , Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal. A paineira é
cultivada em regiões tropicais e subtropicais, no Hemisfério Norte, até as
Antilhas e o sul dos Estados Unidos. Sua introdução no Ceará é relativamente
recente.
Filotaxia: compostas, alternas, digitadas, com quatro a sete folíolos glabros,
lanceolados com 10 a 15cm de comprimento e 4 a 5cm de largura, com margem
serrilhada; pecíolo de 5 a 17cm de comprimento.
Características do fruto: cápsula loculicida, de forma bastante variável,
redonda ou alongada, geralmente oblonga, lisa, coriácea, brilhante, com 12 a
22cm de comprimento e 4 a 8 cm de diâmetro, cinco lóculos deiscentes, de cor
parda, com fibras brancas. O exocarpo consiste de sete a dez camadas curtas
com paredes celulares muito espessas, com pontuações simples muito
evidentes (Marzinek & Mourão, 1999). Cada fruto produz, em média, 120
sementes.
Características da semente: marrom-escuras a pretas, pequenas, achatadas,
redondas, envoltas por pêlos branco-amarelados (paina), muito leves, elásticos
e lustrosos, dispostas em cinco fileiras. As sementes contêm óleo.
Semeadura: recomenda-se semear em sementeiras, para posterior repicagem,
ou duas sementes em sacos de polietileno com dimensões mínimas de 20cm de
altura e 7cm de diâmetro, ou em tubetes de polipropileno de tamanho médio. A
repicagem deverá ser efetuada duas a três semanas após a germinação. A
espécie possui uma raiz pivotante forte. A semeadura direta no campo é viável.
Germinação: epígea. A germinação da paineira oferece aspecto bem
interessante; o embrião é grande, geralmente tem os cotilédones dobrados ou
enrolados, endosperma fraco ou nulo. As folhas cotiledonais são grandes e
cordiformes, o hipocótilo é vermelho. A germinação inicia entre oito a 30 dias,
após a semeadura, sendo variável e bastante irregular, de 30 até 100%. As

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mudas atingem porte adequado para plantio cerca de três meses após a
semeadura.

PALMITO (voltar para a lista)

Nome científico: Euterpe edulis Martius


Família: Arecaceae
Ocorrência natural.
Latitude: é comum de 14º45’S (Bahia) a 29º45’S (Rio Grande do Sul). Veloso
et al. (1991) consideram o limite Norte do palmiteiro em 08ºS (Pernambuco).
Altitude: de 5m, no litoral das Regiões Sul, Sudeste e Nordeste a 1.200m de
altitude, no Distrito Federal.
Distribuição geográfica: é encontrado de forma natural no nordeste da
Argentina, no leste do Paraguai e no Brasil, na Bahia, Espírito Santo, Goiás,
Mato Grosso do Sul, Minas, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande
do Sul, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal.
Filotaxia: alternas, pinadas, com até 3m de comprimento.
Características do fruto: drupa subglobosa composta por um epicarpo (casca)
pouco espesso, liso, violáceo-escuro, com polpa escassa encerrando uma
semente.
Características da semente: quase esférica, parda-grisácea, envolta por uma
cobertura fibrosa, com até 10mm de diâmetro. As sementes desta espécie
possuem endosperma muito abundante, com alto teor de reservas, as quais
constituem-se de carboidratos (cerca de 88%), proteínas (10%) e lípides (2%).
Semeadura: recomenda-se semear duas a três sementes em recipiente ou
semeadura direta no campo, em covas de 5cm de profundidade. Em sementeira,
deve-se usar areia de rio como substrato e mantê-la sempre úmida. A
repicagem, quando necessária, pode ser feita uma a três semanas após a
germinação, ou após o aparecimento das folhas.
Germinação: hipógea, com início entre 30 a 170 dias após a semeadura
(extremamente variável) em função do tratamento pré-germinativo adotado: até
95% (estratificação em areia úmida); até 75% em água fria e até 50% sem
tratamento. Todavia, para Lopes et al. (1998b), o fator mais importante na
germinação é a remoção da polpa que aumenta significativamente a taxa de
germinação comparada com sementes com polpa. As mudas atingem tamanho
adequado, cerca de nove meses após a semeadura.

PATA DE VACA (voltar para a lista)

Nome científico: Bauhinia forficata


Família: Caesalpiniaceae
Ocorrência natural.
Latitude: 4ºS (Ceará) a 30º05’S (Rio Grande do Sul).
Altitude: de 30m, no litoral das Regiões Sul e Sudeste a 1.100m de altitude, em
Minas Gerais.
Distribuição geográfica: ocorre de forma natural no Brasil, no Acre,
Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, em Rondônia e no Estado
de São Paulo.
Filotaxia: alternas, simples, ovadas, coriáceas, com até 10cm de comprimento
por até 6cm de largura, bilobadas, com dois lóbulos em forma de pata-de-vaca,
característica. Lâmina foliar lisa, brilhante na face superior, com glândula na
base. Quando jovem, os ramos têm dois espinhos curvos como estípulas na
base do pecíolo.
Características do fruto: legume aplainado, marrom-acizentado, de até 20cm
de comprimento por 2,5cm de largura, com deiscidência elástica, de valvas
lignificadas, abrindo-se em duas partes, com cinco a dez sementes.
Características da semente: castanho a pretas, achatadas, com poros,
medindo 1cm de comprimento.
Semeadura: recomenda-se semear duas sementes em saco de polietileno com
dimensões mínimas de 11cm de altura e 4,5cm de diâmetro, ou em tubetes de
polipropileno de tamanho médio. A repicagem, se necessária, pode ser efetuada
duas a quatro semanas após o início da germinação. As plântulas apresentam
vigoroso sistema radicial.
Germinação: epígea, com início entre cinco a 35 dias após a semeadura. O
poder germinativo é alto, até 91%. As mudas atingem porte adequado para
plantio aos cinco meses, após a semeadura.

PAU – CIGARRA (voltar para a lista)

Nome científico: Senna multijuga


Família: Leguminosae-Caesalpinoideae
Distribuição geográfica: Quase todo o país, principalmente na mata pluvial da
encosta atlântica.
Filotaxia: Altura de 6-10 m, com tronco de 30-40 cm de diâmetro. Folhas
compostas de 20-40 pares de folíolos membranáceos e glabros.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a abertura espontânea. Em seguida deixa-los ao sol para completarem
a abertura e facilitar a liberação das sementes. Um quilograma contém

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aproximadamente 89.000 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é


superior a 6 meses.
Germinação: Colocar as sementes para germinação logo que colhidas e sem
nenhum tratamento em canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-
arenoso; cobri-las com um leve camada do substrato peneirado. A emergência
ocorre em 10-30 dias e, a taxa de germinação geralmente é elevada.
Transplantar as mudas para embalagens individuais quando atingirem 4-6 cm,
as quais podem ser plantadas em local definitivo em 4-5 meses. O
desenvolvimento das plantas no campo é rápido, atingindo facilmente 3,5 m aos
2 anos.

PAU – D’ALHO (voltar para a lista)

Nome científico: Gallesia integrifólia


Família: Phytolaccaceae
Distribuição geográfica: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais até o Paraná, na
floresta pluvial atlântica e, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo
e Paraná, na floresta semidecídua da bacia do Paraná.
Filotaxia: Altura de 15-30 m, com tronco de 70-140 cm de diâmetro. Folhas
glabras, coriáceas, de 10-16 cm de comprimento. Todas as partes da planta
exalam cheiro de alho, o qual é sentido à distância em dias com alta umidade
relativa (tempo de chuva).
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a queda espontânea. Os frutos assim obtidos podem ser diretamente
utilizados para a semeadura, uma vez que a retirada da sementes de seu
interior é praticamente impossível. Um quilograma de frutos contém
aproximadamente 15.200 unidades; sua viabilidade e, armazenamento é
superior a 8 meses.
Germinação: Colocar os frutos para germinação logo que colhidos, em
canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-argiloso; cobri-los com
uma leve camada de substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A
emergência ocorre em 10-20 dias e, a taxa de germinação é superior a 80%.
Transplantar as mudas para embalagens individuais quando com 4-5 cm.

PAU – DE – GAIOLA. (voltar para a lista)

Nome científico: Aegiphila sellowiana


Família: Verbenaceae
Distribuição geográfica: Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, nas
florestas semidecíduas e pluvial.
Filotaxia: Altura de 4-7 m, com tronco de 20-30 cm de diâmetro. Folhas
simples, opostas, tomentosas ou pubescentes, de 18-28 cm de comprimento.
Obtenção de sementes: Colher o frutos diretamente da árvore quando
maduros (coloração alaranjada). Os frutos assim obtidos podem ser diretamente
utilizados para o plantio como se fossem sementes, não havendo necessidade
de despolpá-los. Entretanto, caso deseja-se armazenar as sementes ou
remete-las para outros locais, é conveniente despolpar os frutos ou seca-los
parcialmente sem remover a polpa. Um quilograma de frutos frescos contém
aproximadamente 19.700 unidades e, de sementes 32.000 unidades. A
viabilidade das sementes em armazenamento é superior a 6 meses.
Germinação: Colocar as sementes ou os frutos para germinação logo que
colhidos e sem nenhum tratamento, em canteiros ou diretamente em recipientes
individuais contendo substrato organo-argiloso e mantidos a pleno sol; cobri-las
com uma fina camada do substrato peneirado e irrigar diariamente. A
emergência ocorre em 50-100 dias e, a taxa de germinação geralmente é baixa.
Transplantar as mudas para embalagens individuais quando alcançarem 4-6 cm,
as quais atingirão o tamanho adequado para o plantio no local definitivo em 4-5
meses. O desenvolvimento das plantas no campo é bastante rápido.

PAU – JACARÉ (voltar para a lista)

Nome científico: Piptadenia gonoacantha


Família: Leguminosae – Mimosoideae
Distribuição geográfica: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul
até santa Catarina, principalmente na floresta pluvial da encosta atlântica.
Filotaxia: Planta levemente espinhenta, de 10-20m de altura, com tronco de
30-40 cm de diâmetro. Os ramos e o tronco quando jovem possuem asas
lenhosas longitudinais. Folhas compostas bipinadas com 4-8 jugas, de 10-15 cm
de comprimento; pinas de 5-7 cm de comprimento, com 30-40 pares de folíolos.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a abertura espontânea. Em seguida levá-los ao sol para completar a
abertura e liberação das sementes. Um quilograma contém aproximadamente
18.000 sementes. Sua viabilidade em armazenamento é curta, não
ultrapassando 60 dias.
Germinação: Colocar as sementes para germinar logo que colhidas e sem
nenhum tratamento, em canteiros ou diretamente e,m recipientes individuais
contendo substrato areno-argiloso e, mantidos em ambiente semi-sombreado. A
emergência ocorre em 5-10 dias e a germinação é abundante. O
desenvolvimento das mudas é rápido, ficando prontas para o plantio no campo
em 3-4 meses. As plantas no campo apresentam rápido desenvolvimento

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atingindo facilmente 5 m aos 2 anos.

PAU – MARFIM (voltar para a lista)

Nome científico: Balfourodendron riedelianum


Família: Rutaceae
Ocorrência natural.
Latitude: 20º S(Minas Gerais) a 29º40’S (Rio Grande do Sul).
Altitude: 70m, em Santa Catarina/Rio Grande do Sul a 1.100m de altitude, em
Santa Catarina.
Distribuição geográfica: Ocorre de forma natural no nordeste da Argentina, no
Paraguai e no Brasil, no sul do Espírito Santo, em Mato Grosso do Sul, em
Minas Gerais, no Paraná, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no
Estado de São Paulo.
Filotaxia: compostas trifoliadas, de filotaxia oposta e decussada; pecíolo de 3 a
12 cm de comprimento, as lâminas dos folíolos elípticas, subglabras, com 5 a 12
cm de comprimento por 2,5 a 4,5 cm e largura, chegando em regeneração
natural a 20 cm de comprimento, sendo o central sempre maior que os laterais e
com numerosos pontos pretos domácias nas axilas. Quando as folhas são
expostas contra a luz, podem-se observar pontos translúcidos. Manchas
fúngicas douradas, típicas, são freqüentes.
Características do fruto: nucáceo ou diclesium (tri-sâmara), indeiscente,
lenhosos, coriáceo, seco, com quatro asas grandes, verticalmente radiadas,
semicircular, verde quando imaturo e amarelo a acizentado quando maduro, de
25 a 5 mm por 20 a 25 mm, glabro, peso seco de 0,99g.
Características da semente: elipsóide, anátropa, bitegumentada, com testa
negra, tégmen amarelado, hilo circular, homócromo em relação à testa, embrião
espatulado e conteúdo de natureza lipídica acumulando-se nos cotilédones.
Mede até 9 mm de comprimento, uma a quatro por fruto ou por aborto pode
apresentar os lóculos vazios.
Semeadura: recomenda-se semear dois frutos em sacos de polietileno com
dimensões mínimas de 20 cm de altura e 7 cm de diâmetro, ou em tubetes de
polipropileno grande. Independentemente do método de semeadura adotado, a
repicagem é sempre realizada, pois germinam até quatro plântulas por fruto. A
repicagem deverá ser realizada duas a três semanas após a germinação.
Germinação: epígea, com início entre 27 a 150 dias após a semeadura. Dos
frutos germinam 20 a 80%, em média 50%. O crescimento das mudas, em
viveiro, é lento, estando prontas para plantio por volta de oito meses após a
semeadura.

PAU – VIOLA (voltar para a lista)

Nome científico: Cytharexyllum myrianthum


Família: Verbenaceae
Distribuição geográfica: Bahia ao Rio Grande do Sul, na floresta pluvial
atlântica e matas de galeria.
Filotaxia: Altura de 8-20 m, com tronco de 40-60 cm de diâmetro. Folhas
subcoriáceas, face inferior de coloração mais clara e com nervuras pubescentes
e de coloração marrom-clara, de 10-20 cm de comprimento por 3-7 cm de
largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a queda espontânea. Em seguida deixa-los amontoados alguns dias
para iniciar sua decomposição e despolpá-los manualmente em peneira sob
água corrente, deixando as sementes ao sol para secagem. Um quilograma de
sementes contém aproximadamente 19.000 unidades. Sua viabilidade em
armazenamento é superior a 6 meses.
Produção de mudas: Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas
e sem nenhum tratamento, em canteiros ou diretamente em recipientes
individuais contendo substrato organo-argiloso e mantidos em ambiente
semi-sombreado; cobri-las com uma fina camada do substrato peneirado e
irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 20-40 dias e, a taxa de
germinação geralmente é superior a 80%. Transplantar as mudas dos canteiros
para embalagens individuais quando alcançarem 4-6 cm, as quais atingirão o
tamanho adequado para o plantio no local definitivo em menos de 4 meses. O
desenvolvimento das plantas no campo é bastante rápido, podendo atingir 4 m
de altura aos 2 anos.

PEROBA – ROSA (voltar para a lista)

Nome científico: Aspidosperma polyneuron


Família: Apocynaceae
Ocorrência natural
Latitude: 10º N (Venezuela) a 25º50’ S (Brasil, no Paraná). No Brasil, o limite
Norte da peroba-rosa possivelmente dá-se a 9º S (Mato Grosso) e pelo Leste a
11º30 “S (Chapada Diamantina – BA)”.
Altitude: de 25m, no litoral do Rio de Janeiro e 1.300m de altitude em Minas
Gerais.
Distribuição geográfica: Ocorre de forma natural no extremo nordeste da
Argentina, no norte da Colômbia, no norte e leste do Paraguai, no Peru, no
noroeste e norte da Venezuela e no Brasil, na Bahia, no Espírito Santo, em

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Goiás, em Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Paraná,


no Rio de Janeiro, em Rondônia e no Estado de São Paulo.
Filotaxia: simples, alternas, variáveis quanto à forma, oblongas a obovado-
elípticas, algumas vezes lustrosas na face superior; com ápice arredondado e
margem inteira, com até 8 cm de comprimento e 3 cm de largura; firmemente
membranáceas ou subcoriáceas, as nervuras secundárias muito apertadas e
paralelas.
Características do fruto: folículos deiscentes, elipsóides, sésseis, geralmente
achatados (às vezes atenuado na base), semilenhoso, com 2,5 a 6 cm de
comprimento por 1 a 2 cm de largura, com uma crista mais ou menos
proeminente, pardo-escuro, densamente coberto de lenticelas bem visíveis, com
duas a cinco sementes por fruto.
Características da semente: elíptica, com 2 a 4 cm de comprimento por 8 a 10
mm de largura, provida de núcleo seminífero basal, do qual parte uma asa
membranácea, parda. São albuminosas e apresentam alta taxa de poliembrionia
em sementes mais jovens.
Semeadura: recomenda-se semear em recipientes, sacos de polietileno com
dimensões mínimas de 20 cm de altura e 7 cm de diâmetro, ou em tubetes de
polipropileno grande. A repicagem, quando necessária, pode ser efetuada
quatro a seis semanas após a germinação.
Germinação: epígea, com início entre quatorze a 60 dias após a semeadura. O
poder germinativo varia entre 35 a 70%. A formação da muda é muito lenta,
mínimo de nove meses após a semeadura.

PINHEIRO – DO – PARANÁ (voltar para a lista)

Nome científico: Araucária angustifólia


Família: Araucariaceae
Distribuição geográfica: Minas Gerais e Rio de Janeiro até o Rio Grande do
Sul em regiões de altitudes acima de 900 m (no sul acima de 500 m).
Filotaxia: Planta dióica de 20-50 m de altura, com tronco retilíneo, de 90-180
cm de diâmetro. Folhas coriáceas, glabras, agudíssimo-pungentes, de 3-6 cm
de comprimento. A árvore jovem tem forma piramidal e bem diferente da adulta.
Obtenção de sementes: Recolher as sementes no chão após sua queda das
árvores femininas. Um quilograma de sementes contém aproximadamente 150
sementes. Sua viabilidade é gradualmente diminuída após sua colheita,
reduzindo-se totalmente em 120 dias.
Germinação: Colocar as sementes para germinação logo que colhidas
diretamente em recipientes individuais. A emergência ocorre em alguns dias e, a
taxa de germinação é alta com sementes novas. O desenvolvimento das mudas
e das plantas no campo é lento.

PINHEIRO – BRAVO (voltar para a lista)

Nome científico: Podocarpus lambertii


Família: Podocarpaceae
Distribuição geográfica: Minas Gerais, Rio de Janeiro até o Rio Grande do
Sul, na floresta semidecídua de altitude e mata de pinhais.
Filotaxia: Planta dióica de 8-14 m de altura, com tronco de 30-60 cm de
diâmetro. Folhas coriáceas, de 2-4 cm de comprimento.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando os
pedúnculos carnosos adquirirem coloração roxo-escura, sacudindo-se os ramo
sobre lona plástica; em seguida separar manualmente as sementes do
pedúnculo. As sementes assim obtidas podem ser diretamente utilizadas para a
semeadura. Um quilograma de sementes contém aproximadamente 30.000
unidades. Sua viabilidade em câmara fria é superior a 6 meses.
Germinação: Colocar as sementes para germinação logo que colhidas e sem
nenhum tratamento, em canteiros ou diretamente em recipientes individuais
contendo substrato organo-argiloso e mantidos em ambiente semi-sombreado;
cobri-las com uma fina camada do substrato peneirado e irrigar diariamente. A
emergência ocorre em 20-30 dias e, a germinação geralmente é superior a 50%.
Transplantar as mudas dos canteiros para embalagens individuais quando
atingirem 4-6 cm, as quais ficarão prontas pata plantio no local definitivo em
9-10 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é considerado
moderado.

PITANGA (voltar para a lista)

Nome científico: Eugenia uniflora


Família: Myrtaceae
Distribuição geográfica: Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, na floresta
semidecídua do planalto e da bacia do rio Paraná.
Filotaxia: Altura de 6-12 m, com tronco tortuoso de 30-50 cm de diâmetro.
Folhas glabras, de 3-7 cm de comprimento por 1-3 cm de largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a queda espontânea, ou recolhe-los no chão após a queda
espontânea, ou recolhe-los no chão após a queda. Os frutos assim obtidos
podem ser diretamente utilizados para a semeadura como se fossem sementes.
Apenas no caso de armazenamento ou remessa para outros locais é que é

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conveniente despolpá-los. Um quilograma de sementes contém


aproximadamente 2.350 unidades, cuja viabilidade germinativa é bastante curta.
Germinação: Colocar as sementes para germinação, logo que colhidas,
diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso e,
mantidos em ambiente semi-sombreado; cobri-las com uma camada de 0,5 cm
de substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em
20-50 dias e, a germinação é superior a 80%. O desenvolvimento das mudas é
moderado, o mesmo ocorrendo com as plantas no campo.

SABIÁ OU SANSÃO – DO – CAMPO (voltar para a lista)

Nome científico: Mimosa caesalpiniaefolia


Família: Leguminosae – Mimosoideae
Distribuição geográfica: Maranhão e região Nordeste do país até a Bahia, na
caatinga.
Filotaxia: Planta espinhenta de 5-8 m de altura, com tronco de 20-30 cm de
diâmetro. Folhas compostas bipinadas, geralmente com 6 pinas opostas, cada
uma provida de 4-8 folíolos, glabros, de 3-8 cm de comprimento.
Obtenção de sementes: Colher os frutos (pequenas vagens) diretamente da
árvore quando iniciarem a queda espontânea. Em seguida leva-los ao sol para
secar e facilitar a abertura manual e retirada das sementes. Não há
necessidade da retirada das sementes. Um quilograma de sementes puras
contém aproximadamente 22.000 unidades. Sua viabilidade em armazenamento
é superior a 1 ano.
Germinação: Colocar as sementes ou as secções das vagens para germinar,
logo que colhidas e sem nenhum tratamento, em canteiros semi-sombreados
contendo substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre
em 5-20 das e a taxa de germinação geralmente é superior a 50%. Transplantar
as mudas para canteiros individuais quando atingirem 3-5 cm. O
desenvolvimento das mudas é bastante rápido, ficando prontas para plantio no
local definitivo em menos de 4 meses. O desenvolvimento das plantas no campo
é também rápido, alcançando facilmente 4 m aos 2 anos.

SALSEIRO (voltar para a lista)

Nome científico: Salyx humboldtiana


Família: Salicaceae
Distribuição geográfica: Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, em matas
ciliares. É particularmente freqüente na área de ocorrência da floresta
semidecídua de altitude e, da mata pluvial atlântica dos três estados sulinos.
Filotaxia: Altura de 12-20 m, com tronco de 40-60 cm de diâmetro. Ramos
pendentes. Folhas simples, glabras, de 8-12 cm de comprimento por 4-8 mm de
largura.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a abertura e liberação das sementes. Como estas são extremamente
pequenas e envolvidas por uma pluma muito fina e de baixa densidade,
depositar os ramos frutíferos sobre lona plástica e durante a secagem. Um
quilograma de sementes sem as plumas contém aproximadamente 3.500.000
unidades. Sua viabilidade em armazenamento é muito curta, não ultrapassando
uma semana.
Germinação: Reproduz-se tanto por meios vegetativos (estaquia), como por
sementes. A reprodução seminal é efetuada colocando-se as sementes para
germinação logo que colhidas, em canteiros sombreados contendo substrato
peneirado, não havendo necessidade de cobrir as sementes. A emergência
ocorre em poucas semanas e, geralmente é bastante baixa. Transplantar as
mudas para embalagens individuais quando atingirem 3-5 cm. O
desenvolvimento das mudas, bem como das plantas no campo é considerado
rápido. A melhor época para obtenção de estacas enraizadas dessa planta é
durante o mês de julho-agosto.

SANGRA – D’ÁGUA (voltar para a lista)

Nome científico: Croton urucurana


Família: Euphorbiaceae
Distribuição geográfica: Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso
do Sul até o Rio Grande do Sul em matas ciliares de várias formações florestais.
Filotaxia: Altura de 7-14 m, com tronco de 25-35 cm de diâmetro. Folhas
simples, pubescentes, prateadas na página inferior, de 9-18 cm de comprimento.
Obtenção de sementes: Colher os frutos diretamente da árvore quando
iniciarem a abertura espontânea. Em seguida leva-los ao sol para completarem
a abertura e liberação das sementes. Devido à deiscência explosiva, cobri-los
com telado ou peneira para evitar a perda das sementes. Um quilograma
contém aproximadamente 120.000 unidades. Sua viabilidade em
armazenamento é curta, não ultrapassando 4 meses.
Germinação: Colocar as sementes para germinar logo que colhidas e sem
nenhum tratamento, em canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-
argiloso; cobri-las levemente com uma fina camada do substrato peneirado e
irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 15-25 dias e, a taxa de

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germinação geralmente é alta. Transplantar as mudas para embalagens


individuais quando alcançarem 4-5 cm, as quais ficam prontas para plantio no
local definitivo em 4-5 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é
rápido, alcançando facilmente 4 m de altura aos 2 anos.

SOBRASIL (voltar para a lista)

Nome científico: Colubrina glandulosa Perkins var. Reitzii (M.C. Johnston)


Família: Rhamnaceae
Ocorrência natural
Latitude: 4º 15’S (Ceará) a 30º S (Rio Grande do Sul). O limite austral de sua
distribuição dá-se no Morro do Osso, em Porto Alegre – (RS).
Altitude: desde próximo ao nível do mar, no litoral de Santa Catarina até 1.100
m de altitude, em Minas Gerais.
Distribuição geográfica: É encontrada de forma natural no leste da Bolívia, na
Serra de Amambay, no Paraguai e no Brasil, no Ceará, no Espírito Santo, em
Goiás, em Mato Grosso do Sul, Em Minas Gerais, na Paraíba, no Paraná, em
Pernambuco, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no
Estado de São Paulo.
Filotaxia: simples, alternas, oblongas, lâmina foliar com 6 a 16 cm de
comprimento e 2 a 8,5 cm de largura, com face adaxial glabrescente e brilhante,
a abaxial pubescente e pecíolo ferrugíneo-piloso com 10 mm a 15 mm de
comprimento; glândulas conspícuas submarginais e basais; nervuras laterais
poucas (cerca de cinco de cada lado da nervura principal) bem distanciadas,
levemente impressas na face superior e bem saliente na inferior, curvadas e
dirigidas em direção ao ápice.
Características do fruto: cápsula seca trilocular, globosa, glabra, de 8 a 12
mm de comprimento de coloração negra quando maduro, deiscente de maneira
explosiva, discretamente tricostado, correspondendo às suturas das três cocas
coriáceas, envolvido por um anel em relevo acima da base, com três sementes.
Pedicelo do fruto com cerca de 6 mm de comprimento.
Características da semente: preta, testa brilhante e lisa, elipsóide, truncada
na ponta hilar, com pequena carúncula e com 4 a 5 mm de comprimento por 3 a
4 mm de largura.
Semeadura: recomenda-se semear em sementeiras, e depois repicar as
plântulas para sacos de polietileno, com dimensões mínimas de 20 cm de altura
e 7 cm de diâmetro, ou em tubetes de polipropileno de tamanho médio. A
repicagem pode ser efetuada duas a quatro semanas após a germinação.
Germinação: epígea, com início entre doze a 42 dias após a semeadura. Taxas
muito baixas de germinação são obtidas utilizando-se sementes sem tratamento
prévio; neste caso, a germinação se estende, irregularmente, por até seis
meses. O poder germinativo é alto, até 90% em sementes com dormência
superada e baixa, até 10% com sementes dormentes. As mudas atingem porte
adequado para plantio, cerca de seis meses após a semeadura.

TAPIÁ (voltar para a lista)

Nome científico: Alchomea triplinervia (Sprengel) Mueller Argoviensis


Família: Euphorbiaceae
Ocorrência natural
Latitude: 3º30’ N (Roraima) a 31º50’S (Rio Grande do Sul). No Leste do Brasil,
o limite Norte de sua área de distribuição dá-se a aproximadamente 9º30’S, no
Estado de Pernambuco.
Altitude: de 10m, no litoral das Regiões Sul e Sudeste, a 1.600 m de altitude,
no Estado de São Paulo, no Brasil. A espécie atinge até 2.000 m de altitude, na
Bolívia e 2.600 m na Colômbia.
Distribuição geográfica: É encontrada de forma natural em Trinidad Tobago,
no Panamá, no nordeste da Argentina, na Bolívia, na Colômbia, no Equador, na
Guiana, na Guiana Francesa, no leste do Paraguai, no Peru, no Suriname, na
Venezuela e no Brasil, no Acre, no Amazonas, na Bahia, no Espírito Santo, em
Mato Grosso, em Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, em Pernambuco, no
Rio de Janeiro, em Rondônia, em Roraima, no Rio Grande do Sul, em Santa
Catarina e no Estado de São Paulo.
Filotaxia: simples, alternas, muito variáveis na forma, porém basicamente
elípticas ou arredondadas, com estípulas verde-claras, discolores, de
consistência coriáceas ou cartáceas, lâmina foliar com 2,5 a 15 cm de
comprimento e 3 a 8 cm de largura, margem denteada, plaminérveas, com três
nervuras principais características, saindo da base obtusa e duas a quatro
glândulas avermelhadas na face inferior junto à base da lâmina e nos ângulos
das nervuras secundárias; pecíolo de 2 a 4,5 cm de comprimento. As folhas de
tapiá, no sub-bosque de florestas naturais alcançam até 20 cm de comprimento,
10 cm de largura e pecíolo com 9 cm de comprimento. Rocas et al. (1995), em
exame anatômico, observaram a presença de laticíferos na nervura principal e
pecíolo, assim como estrutura secretora no bordo foliar.
Características do fruto: separando-se em cocos bivalvados (cocarium),
arredondado, de 5 a11 mm de diâmetro, geralmente com duas sementes ou
eventualmente até três.
Características da semente: castanho-clara, de 4 a 5 mm de diâmetro, com
endosperma carnoso e portadora de arilo de cor vemelha-coral. Após a

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deiscência, as sementes ariladas ficam expostas por algum tempo e presas à


columela.
Semeadura: após a superação de dormência, as sementes são colocadas em
areia por 60 dias e semeadas em canteiros de pré-germinação. Em seguida, as
plântulas são repicadas para sacos de polietileno com dimensões mínimas de
20 cm de altura e 7 cm de diâmetro, ou tubetes de polipropileno de 15 cm de
comprimento por 3 cm de diâmetro. Recomenda-se a repicagem tão logo se dê
a emergência da parte aérea ou com até 7 cm de altura.
Germinação: hipógea, com início entre 20 a 50 dias após a semeadura, com
sementes superadas a dormência, e entre 100 dias e doze meses após, para
sementes sem superação de dormência. O poder germinativo é irregular,
atingindo até 75%. As mudas alcançam altura adequada para plantio, cerca de
nove meses após a semeadura.

TIMBAÚVA (voltar para a lista)

Nome científico: Enterolobium contortisiliquum (Vellozo)


Família: Mimosaceae
Ocorrência natural
Latitude: 3ºS (Ceará) a 31º30’S (Rio Grande do Sul) no Brasil, atingindo 36ºS
na Argentina.
Altitude: de 5 m, em Santa Catarina a 1.200 m de altitude no Distrito Federal.
Distribuição geográfica: Ocorre de forma natural no norte no norte e nordeste
da Argentina, no sul da Bolívia, na Colômbia, no leste do Paraguai, no Peru, no
nordeste do Uruguai e no Brasil, em Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito
Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais,
Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, São Paulo e Distrito Federal.
Filotaxia: compostas, bipinadas, alternas, com até 30 cm de comprimento e três
a sete pares de folíolos verde-claros em cima e verde-acizentados em baixo,
com presença de glândulas entre os folíolos e no pecíolo comum (base e ápice).
Características do fruto: legume bacóide, indeiscente, preto quando maduro
(persistindo durante o inverno sobre a árvore desnuda), recurvado, carnoso,
semilenhoso, possuindo forma característica que faz lembrar uma orelha
humana, superfície glabra, profundamente reentrante junto do pedicelo, com 3 a
9 cm de comprimento e 2 a 7 cm de largura, contendo duas a doze sementes no
Brasil, e 16 a 22 sementes na Argentina. Cada fruto pesa 8 a 15g.
Características da semente: glabras, elipsóides a ovaladas, com tegumento
liso e duro, marrom a castanha, brilhante, exalbuminosa, pleurograma marcado
(aberto em direção à região hilar) e lóbulo radicular proeminente, sem
endosperma. Medem 10 a 15 mm de comprimento por 6 mm de diâmetro.
Semeadura: recomenda-se semear em sacos de polietileno ou em tubetes de
polipropileno ou, eventualmente, em sementeira, para posterior repicagem. A
repicagem, quando necessária, deve ser feita uma a duas semanas após a
germinação. É aconselhável a poda radicial.
Germinação: epígea, com início entre quatro a 60 dias após a semeadura. O
poder germinativo depende da eficácia do tratamento pré-germinativo, podendo
se aproximar de 100%. Sem o uso do tratamento para dormência, a germinação
é baixa (até 22%). As mudas atingem porte adequado para plantio, cerca de
quatro meses após a semeadura. Mudas maiores aceitam bem o transplante. A
espécie apresenta um sistema radicial bem desenvolvido, requerendo uma cova
grande no plantio.

URUCURANA (voltar para a lista)

Nome científico: Hyeronima alchorneoides


Família: Euphorbiaceae
Distribuição geográfica: Vasta distribuição desde a Amazônia até o nordeste
do Rio Grande do Sul, sendo, entretanto, mais freqüente na floresta ombrófila
densa da encosta atlântica do sul do Brasil.
Filotaxia: Altura de 20-30 m, com tronco de 50-70 cm de diâmetro. Folhas
simples, glabras, de 9-20 cm de comprimento.
Obtenção de sementes: Os frutos devem ser colhidos quando ainda na
árvore, deixando-se em seguida ao sol para secar a polpa suculenta. Os frutos
assim obtidos podem ser diretamente utilizados para semeadura como se
fossem sementes. Um quilograma de frutos secos contém aproximadamente
70.000 unidades.
Germinação: As sementes devem ser postas a germinar logo que colhidas em
canteiros sombreados contendo substrato organo-argiloso. A emergência ocorre
em 20-30 dias e, a taxa de germinação geralmente é abundante. Transplantar
as mudas para embalagens individuais quando alcançarem 4-6 cm, as quais
podem ser plantadas no local definitivo em 5-7 meses. O desenvolvimento das
plantas no campo é considerado médio.

A orientação técnica é realizada pela Emater de seu município ou pelos


técnicos das entidades conveniadas.

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1. verifique se seu município é conveniado.

2. se positivo – procure o técnico e o viveiro municipal ou o escritório local da


Emater para a obtenção das orientações técnicas e mudas.

3. se negativo procure o escritório local da Emater de seu município que


indicará o viveiro regional do IAP mais próximo.

Principais métodos ou sistemas de recuperação de matas ciliares:

1. é fundamental o isolamento da área de animais de qualquer espécie pois as


mudas são facilmente dizimadas pelo gado, porcos, galinhas etc.

2. se houver capim ou outra vegetação rasteira é recomendado o coroamento


do local onde será plantada a muda, com a enxada. Se não houver controle do
mato as mudas podem morrer ou não se desenvolver por faltada d’água, luz e
nutrientes.

3. A orientação técnica para o plantio deve ser buscada junto a Emater Paraná.
O plantio correto acarretará economia de tempo e dinheiro. A recomendação
geral é o plantio de mudas de espécies pioneiras e secundárias tolerantes ao
sol e de crescimento rápido e com um espaçamento de 2metros entre linhas por
2 metros entre covas. Existem outras alternativas de plantio em faixas, em ilhas
e também quando houver bastante vegetação nativa nas imediações, pode ser
feito o simples abandono da área. Procure um técnico para realizar o plantio
tecnicamente correto.

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