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METODOLOGIA DO

TRABALHO CIENTÍFICO
FACULDADE METROPOLITANA DA GRANDE FORTALEZA
Núcleo de Educação a Distância - NEAD

ead.fametro.com.br
Metodologia do Trabalho Científico 1

APRESENTAÇÃO

S eja bem-vindo à disciplina Metodologia do Trabalho Científico! A


metodologia adotada pela FAMETRO na modalidade a distância
conta com aulas ministradas no Ambiente Virtual de Aprendizagem
Moodle, favorecendo atividades colaborativas, aproximando
professores e alunos distantes fisicamente.

Mas, você deve estar se perguntando: por que devo aprender esse
conteúdo? Entre outros conhecimentos que surgirão ao longo desse
estudo, a ideia principal é fazer com que você aplicar e reconhecer a
importância dos conhecimentos teóricos, metodológicos e técnicos no
desenvolvimento de pesquisas e trabalhos científicos no âmbito
acadêmico, profissional e social.

Para a melhor compreensão do assunto, é importante que, além da


leitura desse conteúdo, você participe das atividades e tarefas
propostas no cronograma e consulte dicas e complementos sugeridos
no decorrer da disciplina. Este material também está disponível para
impressão ou para download em formato pdf em ead.fametro.com.br.

É importante ressaltar que, nessa metodologia, o seu compromisso


com a aprendizagem é fundamental para que ela aconteça.
Portanto, participe, lendo os textos antes de cada aula para interagir
melhor nos momentos de comunicação virtual e presencial, nas
discussões com os tutores, professores e colegas de curso.

Bons estudos!

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Metodologia do Trabalho Científico 2

Sumário

PARA COMEÇO DE CONVERSA ______________________________ 04

Unidade I: Introdução ao conhecimento científico ___________ 05

01. O Papel da Universidade na formação do aluno

02. Educação Superior

2.1 Conceitos básicos e Teoria do Conhecimento.

2.2 Conceitos Básicos

2.3 Teoria do Conhecimento

2.4 Tipos de Conhecimento

UNIDADE II: Produção Textual na Universidade:


Gêneros Acadêmicos ______________________________________ 16

2.1 Fichamento

2.2 Resumo

2.3 Resenha

2.4 Artigo Científico

2.5 Citações

2.6 Comunicação

UNIDADE III: Pesquisa Científica _____________________________ 38

03. A pesquisa Científica

3.1 Métodos de Pesquisa

3.1.1 Quanto às bases lógicas ou de abordagem

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3.1.2. Quanto às bases técnicas

3.1.3. Quanto aos procedimentos

3.2 Tipos de Pesquisa

3.2.1 Quanto à abordagem

3.2.2 Quanto à natureza

3.2.3 Quanto aos objetivos

3.2.4 Quanto aos procedimentos

UNIDADE IV: Normas Técnicas e Elaboração de Projetos _____ 61

4. Projeto

4.1. Introdução

4.2 Tema

4.3 Problema

4.4 Objetivos

4.5 Revisão bibliográfica

4.6 Metodologia

4.7 Instrumentos

4.8 Análise dos dados e tabulação

4.9 Cronograma

4.10 Referências

4.11 Normas técnicas – ABNT

4.12 Plágio

REFERÊNCIAS ____________________________________________ 84

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PARA COMEÇO DE CONVERSA...

A disciplina METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO é dividida


em 4 unidades, nas quais você encontrará o conteúdo das aulas, bem
como conteúdos adicionais e sugestões de leituras. Ao longo do texto,
você irá se deparar com vários ícones que irão ajudá-lo neste percurso
em busca do conhecimento, tais como:

SUGESTÕES OBJETIVOS

ATENÇÃO! PARA REFLETIR!

PARA LER EXEMPLO

Esses ícones nortearão a sua leitura, oferecendo amplas


possibilidades de aprofundamento. A linguagem dialógica aqui
utilizada também irá aproximá-lo das unidades ora apresentadas,
levando-o à motivação e ao entendimento da disciplina.

Esperamos, por meio da diagramação desse material, contribuir


com sua interação plena com os conteúdos. Agora que já estamos
“conectados”, mãos à obra!

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UNIDADE I: Introdução ao Conhecimento


CientíficoComunicação e Linguagem
Essa unidade tem como objetivo indicar os
diversos tipos de conhecimentos e a especificidade
do conhecimento científico.

TERMOS-CHAVE: Conhecimento. Tipos de conhecimento.


Universidade. Ensino, Pesquisa e Extensão.

Considerando que a capacidade de conhecer é a essência do ser


humano, nesta unidade, vamos discutir com você acerca das diversas
formas de conhecimento que utilizamos na construção da nossa cultura (ou
seja, os meios necessários para a organização e a facilitação dos nossos
modos de viver em grupo), ao longo da história da civilização da
humanidade. É importante que você, não só como estudante, mas também
como ser humano, compreenda como o conhecimento é construído. Essa
compreensão lhe dá a possibilidade de avançar cada vez mais no seu

Como você acredita que a Universidade pode


contribuir para a formação cidadã e do estudante?

desenvolvimento intelectual e na construção do seu pensar. Você sabia que


faculdade de pensar humano denomina-se “intelecto”.

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01. O Papel da Universidade na formação do aluno

O ingresso na universidade traz novas dinâmicas para a vida do aluno


que passa a experimentar diferentes formas de lidar com o conhecimento.
Na universidade é possível refletir sobre o conhecimento, aplicá-lo e também
produzir! A disciplina de metodologia científica é o espaço no qual
discutiremos sobre os caminhos de uma iniciação ao fazer científico. Para
isso, discutiremos na nossa primeira aula sobre o papel da universidade na
formação do aluno.

02. Educação Superior


A educação superior tem como objetivos:
• Capacitação Profissional: habilita o estudante a exercer plenamente a
sua futura função através da assimilação e domínio das técnicas
pertinentes a sua área de conhecimento;
• Formação Científica: se dá através de um trabalho sistemático de
estudo e construção do conhecimento;
• Formação Política: se faz necessária para que o estudante tenha uma
consciência histórico-social.
Além de ser responsável pela capacitação profissional e científica, a
universidade tem um papel importante na formação política dos discentes. É
imprescindível a preocupação da universidade com a construção da noção
de cidadania pelos indivíduos, orientada por uma visão de uma sociedade
democrática. A compreensão da realidade social, cultural e histórica do
local em que se vive é basilar na formação universitária.
Para dar conta do seu papel, a universidade se sustenta por uma
tríplice base: ensino, pesquisa e extensão. A articulação destes três pilares é
o que permite a universidade cumprir o seu papel com qualidade.

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Configura-se um erro pensar que a universidade pode ter apenas o


ensino como finalidade. O conhecimento está sempre em processo de
construção. Não é um produto acabado. Toda construção do
conhecimento deixa brechas que podem ser preenchidas com novas
perguntas e pesquisas. Por isso é importante que a relação entre professores
e alunos ultrapasse as práticas de Ensino e alcancem também a Pesquisa e
a Extensão.

• Ensino: forma sistemática de socialização do conhecimento.


• Pesquisa: processo de investigação sistemático que visa a construção
do conhecimento.
• Extensão: ação da Universidade em comunidades externas que visam
disponibilizar a sociedade o conhecimento produzido através de
atividades de ensino ou pesquisa.

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De acordo com Severino (2007), o processo ensino-aprendizagem


acontece quando sustentado por uma atitude investigativa (pesquisa) tanto
pelo professor quanto pelo estudante. A Extensão é o retorno à sociedade
de um investimento feito por ela à universidade, buscando-se a integração
de ambas.

Da necessidade do envolvimento da Universidade com a extensão:


• Sistemática produção do conhecimento;
• Compromissos com a sociedade;
• Produções na Universidade interesses sociais;
• Inserção social do aluno;
• Relação entre pesquisa e extensão;
• Disseminação do conhecimento;
• Reconstrução social.

Para aprofundamento do assunto, leia as seguintes sugestões


encontradas nos seguintes links:
Capítulo 1: Universidade, Ciência e Formação Acadêmica.
Disponível em: http://educaload.com/metodologia-trabalho-cientifico
SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. 23. Ed. São
Paulo: Cortez, 2007.
Ensino e pesquisa na docência universitária: caminhos para a
integração Envolvendo o aluno na prática da pesquisa
http://www.prg.usp.br/site/images/stories/arquivos/antonio_joaquim_sever
ino_cadernos_3.pdf

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2.1 Conceitos básicos e Teoria do Conhecimento


2.2 Conceitos Básicos

Para os seus estudos em Metodologia do Trabalho Científico é


importante compreender alguns conceitos básicos relacionados ao universo
das práticas de pesquisa. O primeiro conceito a ser discutido é Ciência.
Quando falamos em Ciência um universo de imagens nos vem à cabeça:

Veremos nesta aula que o termo não está restrito aos efeitos
das ciências exatas, como as mídias de massa (Televisão, rádio
etc.) nos fazem crer, mas abrange muitas outras formas de
conhecimento.

O que é ciência?
Se buscarmos o sentido etimológico de ciência, descobriremos que
o termo vem da palavra latina scientia, que significa conhecimento. A
Ciência é o conhecimento ou um sistema de conhecimento que abarca
verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente obtidas e
testadas através do método científico.

Segundo Lakatos e Marconi (2001) a ciência resulta de um busca


constante de explicações e soluções para os problemas que afligem e
incomodam o ser humano. Para os autores, a ciência “É a sistematização de
conhecimentos, ou seja, um conjunto de proposições lógicas
correlacionadas sobre um comportamento de certos fenômenos que se
deseja estudar”. (LAKATOS & MARCONI, 2001, p. 80)
O estudo científico deve ser realizado através de um rigor
procedimental que garanta credibilidade aos resultados por ele obtidos. Por
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isso, Thomas & Nelson (2002) afirmam que ciência é uma investigação
disciplinada, e um conjunto de procedimentos relacionados entre si. Ou seja,
é realizada de forma sistemática e padronizada a partir de um método
específico e controlado.

Objetivos da Ciência

Como atividade que propõe a aquisição sistemática de


conhecimentos, a ciência tem como finalidade:
• Melhoria da qualidade de vida intelectual;
• Melhoria da qualidade de vida material.

Funções da Ciência
• Novas descobertas;
• Novos produtos;
• Melhoria da qualidade de vida.

Espaços onde a ciência é realizada


A Ciência pode ser realizada em diferentes espaços e por diferentes
instituições como:
• Universidades e instituições de educação superior e pesquisa
(acadêmicas/científicas). Ex: USP, IPT e NASA.
• Indústrias. Ex: Indústria Farmacêutica.

Áreas da ciência
• Pura: O desenvolvimento de teorias.
• Aplicada: A aplicação de teorias às necessidades humanas.
• Natural: O estudo da natureza ou mundo natural. Ex: Biologia, Física,
Geologia, Química, etc.
• Social: O estudo do comportamento humano e da sociedade. Ex:
História, Sociologia, Ciências Políticas, etc.

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• Biológica: Estudo do ser humano e dos fenômenos da natureza. Ex:


Biologia, Medicina, Odontologia etc.
• Exatas: Tem origem na física. Ex: Física, Matemática, Computação etc.
• Humanas: Estudo social e comportamental do ser humano. Ex: Direito,
Filosofia, Letras, etc.

A Metodologia é a explicação detalhada e rigorosa de toda


ação desenvolvida no percurso do trabalho de pesquisa. A
metodologia envolve a explicação do tipo de pesquisa, dos
instrumentos utilizados (questionário, entrevista, etc.), do tempo
previsto, das formas de tabulação e tratamento dos dados, e tudo
aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa.

A Pesquisa científica consiste em um processo metódico de


investigação, que recorre a procedimentos científicos para encontrar
respostas para um problema. Produzir conhecimento para uma
disciplina acadêmica, contribuindo para o avanço da ciência e para
o desenvolvimento social.

Método é um conjunto de operações que são realizadas para


atingir um ou mais objetivos, um conjunto de normas que permitem
selecionar e coordenar as técnicas. Ou seja, o método é um conjunto
de procedimentos adotados a fim de atingir o conhecimento, através
de determinadas técnicas que deverão ser criteriosamente
selecionadas de acordo com o tipo de pesquisa.

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2.3. Teoria do conhecimento

A teoria do conhecimento, ou epistemologia (termo derivado do


grego) é um campo da filosofia que se preocupa com a natureza e as
limitações do conhecimento. De modo geral a epistemologia trata sobre o
que é o conhecimento, como ele é construído pelo homem.
Por muito tempo o conhecimento produzido pela ciência moderna foi
o único legitimado pela sociedade. A modernidade instaurou uma
concepção de conhecimento centrada no saber científico e em um rigor
atingido por medições.
O conhecimento científico moderno norteou predominantemente a
produção de conhecimento humano sobre a natureza e sobre a sociedade.
Porém existem outros tipos de conhecimento além do científico que
orientam as práticas sociais.
O senso comum é um saber informal adquirido de forma espontânea
através do contato com o próximo, com situações e objetos que rodeiam o
indivíduo. Apesar das suas limitações, o senso comum é fundamental, sem o
qual os membros integrantes da sociedade não conseguiriam orientar-se na
sua vida cotidiana. A sua construção não exige grandes esforços nem bases
consistentes que atestem a sua veracidade ou proveniência.
Se por um lado congrega conhecimentos e sabedoria popular e os
transmite de geração em geração fornecendo bases para uma vida social,
por outro lado pode prolongar crenças ou opiniões menos verdadeiras e/ou
preconceituosas que perduram com o tempo, somente ultrapassadas por
pesquisas/estudos científicos.
Algumas afirmações do senso comum estão cercadas de opiniões não
conclusivas, não fundamentadas, outras, tiveram confirmação científica que
atestam a sua veracidade. Podemos observar facilmente em dois exemplos
do nosso cotidiano:

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Manga com leite


Quem nunca ouviu dizer que manga
com leite faz mal ao intestino? Pois é,
essa afirmação foi um mito criado na
escravidão para impedir que os
escravos tomassem leite, um produto
muito valorizado na época. Porém,
através de estudos científicos, foi
possível concluir que a mistura dos dois
ingredientes resulta numa excelente
vitamina e não numa porção maléfica.

Boldo
O boldo, porém, é um chá medicinal dos
mais conhecidos em nosso país, uma das
receitas caseiras mais lembradas ao tratar de
problemas de estômago ou fígado. A receita,
usada por muitos dos nossos antepassados, é
um exemplo de conhecimento popular que
foi ratificado e explicado cientificamente.
Pesquisas científicas revelaram que a planta
possui propriedades importantes para o trato
digestivo, por ter em sua composição vários
alcaloides, como a boldina, responsável pelo
aumento na secreção da bile, uma
substância produzida no fígado para auxiliar
na digestão de gorduras.

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Você pode entender melhor a diferença entre o senso comum e o


conhecimento científico, pensando nos tratamentos médicos. Muitos
remédios foram utilizados, inicialmente, pelas comadres ou pelos índios, uma
vez que o conhecimento deles era advindo do senso comum, que também
chamamos de conhecimento vulgar.
Quer saber como? Aos remédios produzidos pelas comadres, pode ser
aplicado um método científico, após ser comprovada a eficácia dos
métodos de cura; passam, então, a ser considerados um conhecimento
científico. Antes disso, não era válida a comprovação do senso comum,
mesmo que já tivesse curado diversas doenças, porque não havia passado
pelo método científico.
Você pode associar isso à sua vida acadêmica. Muitas vezes, na
realização de um trabalho de estudos, com a investigação de um problema,
você precisará aplicar os métodos científicos para chegar a um resultado
comprovado, não poderá ficar no “achismo” ou no “vou fazer assim porque
sempre deu certo”.

Como vimos, o conhecimento popular não surge a partir de


uma experiência científica, mas de experiências cotidianas e
podem ser comprovadas ou não cientificamente. Não
consideramos os diferentes tipos de conhecimentos como
superiores ou inferiores, mas como formas distintas de produção de
saberes.

2.4 Tipos de Conhecimento

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• Empírico (ou popular): O conhecimento empírico [ou conhecimento


popular] surge da necessidade de resolver os problemas diários; não é
antecipadamente programado ou planejado. De acordo com os
acontecimentos da vida, o conhecimento popular vai se desenvolvendo de
forma espontânea e instintiva.
• Científico: O conhecimento científico é um conhecimento sistemático,
logicamente ordenado, pois levanta hipóteses a serem verificadas através
de métodos. O conhecimento científico é considerado falível, em
permanente evolução, já que se aproxima do exato, se tornando, por isso,
provisoriamente aceito.
• Filosófico: O conhecimento filosófico consiste da elaboração de hipóteses
que não serão submetidas à observação, mas baseiam-se na experiência. É
um conhecimento que é formado a partir de um conjunto de enunciados
correlacionados logicamente.
• Teológico (ou religioso): O conhecimento religioso baseia-se em doutrinas
ou crenças que possuem proposições sagradas. As verdades propostas pelo
saber teológico possuem caráter inspiracional, ou seja, considera-se que são
reveladas pelo sobrenatural. É um conhecimento sistemático sobre a origem,
significado e destino do mundo a partir de evidências não verificadas.

Mais uma dica importante de leitura, capítulo 3 do Livro:


Fundamentos de Metodologia Científica, você encontra no link abaixo:
http://docente.ifrn.edu.br/olivianeta/disciplinas/copy_of_historia-i/historia-
ii/china-e-india

Chegamos ao fim da primeira parte dos estudos da Disciplina


Metodologia do Trabalho Científico. Participe das atividades
no Moodle e até a próxima unidade!

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UNIDADE II: Produção Textual


Acadêmica – Gêneros Textuais

Essa unidade tem como objetivo


instrumentalizar o aluno de elementos teórico-
práticos necessários para a adoção de atitude
favorável frente aos atos de estudar e pesquisar,
na perspectiva de subsidiar a realização de
trabalhos acadêmicos.

TERMOS-CHAVE: Gêneros Textuais. Fichamento.


Resumo. Resenha e Artigo Científico.

Na unidade anterior, discutimos o papel da Universidade na nossa


formação e informação. Estudamos também os tipos de conhecimento e
vimos como cada um deles pode nos direcionar para perspectivas e
possibilidades diferentes.

A produção de texto está diretamente ligada à leitura, pois a escrita é


resultado de absorção de informações, resultado de leitura. A produção de
texto pressupõe leitura e não devemos realizar essa atividade de qualquer
maneira, é importante que ela seja sistematizada para ser melhor
aproveitada.
As leituras informativas, formativas e interpretativas são as mais
utilizadas no ensino-aprendizagem, no meio acadêmico, dado o fim a que
se destinam, que é formar um sujeito competente e crítico.

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Cada tipo de leitura exige uma atitude diferenciada, que implica


maior ou menor comprometimento, de acordo com a finalidade a que se
destina. Mas, uma coisa é inquestionável: na vida acadêmica você terá que
ler, ler e ler. Portanto, não perca tempo!
Para dar segmento aos nossos estudos, vamos conhecer a definição,
estrutura, características e finalidades dos principais textos produzidos na
universidade: Fichamento, Resumo, Resenha e Artigo Científico.

01. Fichamento

O fichamento é uma forma de investigação que se caracteriza pelo


ato de fichar (registrar) todo o material necessário à compreensão de um
texto ou tema. É basicamente um arquivo do texto que você leu, contendo
a referência e o que você entendeu do conteúdo do texto de uma obra, de
um texto ou mesmo de um tema. Depois de você fazer um bom fichamento
de um texto, ou livro, não será necessário recorrer ao original todas as vezes
que quiser retomar as ideias principais do texto.
O fichamento apresenta-se como um excelente instrumento de
trabalho de documentação e sistematização da pesquisa. Constitui-se na
tomada de apontamento onde o pesquisador retém o material levantado.
As anotações em fichas compreenderão resumos, análises, transcrições de
trechos, interpretações, esquemas, ideias fundamentais expostas pelos
autores, tipos de raciocínio etc. Para o pesquisador, a ficha é um instrumento
de trabalho imprescindível que permite: identificar as obras; conhecer seu
conteúdo; fazer citações; analisar o material e elaborar críticas.
Além disso, durante o processo de fazer o fichamento, você pode
adquirir uma compreensão maior do conteúdo do texto. Ele permite a
ordenação dos assuntos pesquisados para que, depois de “fichada” uma
obra, não haja necessidade de voltar a consultá-la.

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Como a ficha é de fácil manuseio, agiliza a


ordenação do assunto, ocupa pouco espaço e pode ser Você sabia que é
transportada sem problema, possibilitando não só o possível criar seus
fichamentos na
ordenamento do material, mas também sua seleção. Para internet e criar
isso, é preciso usar fichas que facilitam a documentação e fichamentos de livros
em grupos online? Vá
preparam a execução do trabalho. Não só, mas é até o Moodle
(ead.fametro.com.br)
também uma forma de estudar / assimilar criticamente os
e assista ao vídeo
melhores textos / temas de sua formação acadêmico- onde está o passo-a-
passo.
profissional.

O fichário é o espaço no qual você armazena, classificadamente, as


fichas produzidas por seus fichamentos. Hoje há softwares gratuitos que
ajudam a organizar os fichamentos no formato eletrônico, disponíveis na
internet.
As clássicas fichas de cartolina têm perdido espaço para programas
de computador que garantem economia de trabalho e tempo. A vantagem
de se fichar o conteúdo em computador é a facilidade de transposição
delas para o texto. Basta digitar o dado a ser anotado para um arquivo de
documento e copiá-lo e colá-lo ao texto do pesquisador quando for
conveniente.
A estrutura de um fichamento consiste em: cabeçalho, com indicação
da bibliografia e o corpo do texto. O cabeçalho deve se repetir quando
utilizar mais de uma ficha. Deve, portanto, apresentar os seguintes dados,
conforme figura abaixo:
• Indicação bibliográfica: mostrando a fonte da leitura nos padrões da
ABNT;
• Resumo: sintetizando o conteúdo da obra. Trabalho que se baseia no
esquema (na introdução pode fazer uma pequena apresentação
histórica ou ilustrativa);
• Citações: apresentando as transcrições significativas da obra;
• Comentários: expressando a compreensão crítica do texto, baseando-
se ou não em outros autores e outras obras;
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• Ideação: colocando em destaque as novas ideias que surgiram


durante a leitura reflexiva.

Veja o exemplo abaixo:

No caso da elaboração de artigos e monografias acadêmicas, realiza-


se o fichamento de fontes documentais e bibliográficas enquanto forma de
registro de informações (principalmente de fonte secundária).
Há diferentes tipos de fichamentos, que se adequam aos interesses e
necessidades do pesquisador:

 Ficha bibliográfica: apresenta características da obra: assunto,


problemas significativos, conclusões alcançadas, contribuições, fontes
e métodos utilizados. As informações são breves, mas suficiente ao que
se pretende e evitar repetições. Pode ser por:
 Catálogo bibliográfico por autor: serve para registrar
bibliografia disponível ou consultada sobre um ou diversos
assuntos; serve para organização de uma biblioteca
pessoal, sendo de fácil manuseio quando necessitamos

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fazer citação, referências bibliográficas ou compor


bibliografia para um trabalho científico.

 Catálogo bibliográfico por assunto: mais adequado para


pesquisas que duram mais tempo, e também para quem
pretende reaproveitar as informações recolhidas em uma
pesquisa para outra. São indicados os assuntos no
cabeçalho de cada ficha, remetendo às publicações em
que o assunto se encontra. É útil para a montagem de
índices num trabalho acadêmico e organização de
informações para diversas pesquisas, de forma
hierárquica, ou não.
Veja o exemplo abaixo:

Ficha de citações: consiste na reprodução fiel de frases ou


sentenças consideradas relevantes ao estudo em pauta. Deve-se observar
que:
 Toda a citação tem que vir entre aspas.
 Após a citação deve constar o número da página de onde foi
extraída.
 A transcrição deve ser textual (isso inclui erros de grafia se houver
– inserindo a expressão [sic]).
 Indicação da supressão de palavra(s) inserindo reticências entre
parênteses no local. Exemplo: (...) - A citação pode ser

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complementada, mas o esclarecimento deve estar entre


colchetes.

Veja o exemplo abaixo:

Ficha de resumo ou de conteúdo: apresenta uma síntese bem clara


e concisa das ideias principais do autor – é um resumo da obra. Consiste no
resumo das ideias do autor e na apresentação da compreensão do texto de
maneira sintética, podendo ser por tópicos, com vocabulário próprio. As
citações importantes são transcrições ou indicações de trechos que
merecem destaque, indicando a página de onde foram transcritas ou
indicadas. Veja o exemplo abaixo:

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Ficha de comentário ou analítica – consiste na explicitação ou


interpretação crítica das ideias expressas pelo autor. Apresenta-se a
análise do conteúdo (assunto), metodologia adotada, interpretação de
um dado obscuro ou ambíguo, comparação com outras obras,
explicitação da importância da obra para o estudo em pauta.

O fichamento é muito importante, pois é o resultado da leitura


realizada, do entendimento da obra (ou parte dela), e é o registro do que
vai ser utilizado na redação final de seu trabalho ou monografia. As
indicações da obra devem ser completas e cuidadosamente anotadas, pois
serão utilizadas no momento de redigir o trabalho e de montar a lista de
referências bibliográficas em ordem alfabética. Veja o exemplo abaixo:

02. Resumo

Resumir é apresentar de forma breve, concisa e seletiva um conteúdo.


Isto significa reduzir a termos breves e precisos a parte essencial de um tema.
Saber fazer um bom resumo é fundamental no percurso acadêmico de um
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estudante em especial por lhe permitir recuperar rapidamente ideias,


conceitos e informações com as quais ele terá de lidar ao longo de seu
curso.
Um resumo é uma condensação fiel das ideias de um texto e não uma
“redução” do texto original. É preciso ter atenção para que o resumo não se
torne uma reprodução exata de frases do texto original. Em um bom resumo
não encontramos pensamentos ou julgamentos não extraídos do material.

Então, qual a finalidade de fazer um resumo?


Um resumo é o nosso aliado para textos longos, ou mesmo
quando trabalhamos com muitos textos curtos. Um resumo pode
ajudar a compreender e memorizar o texto, e facilitar o nosso
trabalho quando for necessário revisar novamente o livro ou texto
lido. Por isso ele se torna importante em períodos que antecedem
provas, por exemplo, ou no processo de escrita de Trabalhos de
Conclusão de Curso (famoso e temido TCC).

No caso do trabalho acadêmico-científico, que nos interessa


especialmente, resumo é a síntese de um todo, seja um livro, capítulo, artigo
ou outro documento.

Para se elaborar um bom resumo, devem ser considerados os


seguintes critérios:

• Ser breve e conciso: no resumo de um texto, por exemplo, devemos


deixar de lado os exemplos dados pelo autor, detalhes e dados
secundários.

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Metodologia do Trabalho Científico 24

• Dar destaque às ideias essenciais do autor e ser fiel ao texto original, a


despeito de ser sempre feito com as palavras próprias daquele que
transcreve, pois é o resultado da sua leitura de um texto.
• Logicamente estruturado: um resumo não é apenas um apanhado de
frases soltas. Ele deve trazer as ideias centrais (o argumento) daquilo
que se está resumindo. Assim, as ideias devem ser apresentadas em
ordem lógica, ou seja, como tendo uma relação entre elas. O texto do
resumo deve ser compreensível
• Obedecer à estrutura do texto original – encadeamento de ideias,
linha de raciocínio, críticas e defesas de ideias ou exemplos oferecidos.
• Apresentar um esquema lógico para facilitar a visualização em
posteriores consultas e com indicação de autoria (cabeçalho com a
referência bibliográfica completa).

O resumo tem várias utilizações, o que significa também que existem


vários tipos de resumo. Pode-se encontrar resumos como parte de uma
monografia, antes de um artigo, em catálogos de editoras, em revistas
especializadas, em boletins bibliográficos, etc. Por isso, antes de fazer um
resumo, deve-se ter claro a que ele se destina, para saber como ele deve ser
feito. Veja o exemplo abaixo:

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Metodologia do Trabalho Científico 25

Podemos classificar os tipos de resumo nessas três categorias básicas:

Resumo indicativo: não dispensa a leitura completa do texto original e


faz referência às partes mais importantes, descrevendo a natureza, forma e
objetivo do texto-base, através de frases curtas. Veja o exemplo abaixo:

Examina 1.500 redações de candidatos a vestibulares (1978), obtidas


da FUVEST. Objetiva caracterizar a linguagem escrita dos vestibulandos e a
existência de uma crise na linguagem escrita, particularmente desses
indivíduos. Escolheu redações de vestibulandos pela oportunidade de
obtenção de um corpus homogêneo. Sua hipótese inicial é a da existência
de uma possível crise na linguagem e, através do estudo, estabelecer
relações entre os textos e o nível de estruturação mental de seus
produtores. Entre os problemas, ressaltam-se a carência de nexos, de
continuidade e quantidade de informações, ausência de originalidade.
Também foram objeto de análise condições externas como família, escola,
cultura, fatores sociais e econômicos. Um dos critérios utilizados para a
análise é a utilização do conceito de coesão. A autora preocupa-se com a
progressão discursiva, as contradições lógicas evidentes, o nonsense, os
clichês, as frases feitas. Chegou à conclusão de que 34,8% dos
vestibulandos demonstram incapacidade de domínio dos termos
relacionados; 16,9% apresentam problemas de contradições lógicas
evidentes. A redundância ocorreu em 15,2% dos textos. O uso excessivo de
clichês e frases feitas aparece em 69,0% dos textos. Somente em 40 textos
verificou-se a presença de linguagem criativa. Às vezes o discurso estrutura-
se com frases bombásticas, pretensamente de efeito. Recomenda a
autora que uma das formas de combater a crise estaria em se ensinar a
refazer o discurso falho e a buscar a originalidade valorizando o devaneio.

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Metodologia do Trabalho Científico 26

Resumo informativo: pode dispensar a leitura do texto-base, sendo seu


objetivo é informar o conteúdo e as principais ideias do autor, destacando o
objetivo, a metodologia e as conclusões, apresentando um conjunto de
palavras-chave. Veja o exemplo abaixo:

Estudo realizado sobre redações de vestibulandos da FUVEST.


Examina os textos com base nas novas tendências dos estudos da
linguagem, que buscam erigir uma gramática do texto, uma teoria
do texto. São objeto de seu estudo a coesão, o clichê, a frase
feita, o “não-texto” e o discurso indefinido. Parte de conjecturas e
indagações, apresenta os critérios para a análise, informações
sobre o candidato, o texto e farta exemplificação.

Resumo crítico = resenha.


Resumo informativo que apresenta um julgamento sobre o texto lido.

03. Resenha
O termo resenha indica, de modo geral, o trabalho de examinar e
apresentar o conteúdo de obras prontas, acompanhado ou não de
avaliação crítica. Consiste em um trabalho de síntese e excelente exercício
inicial de autonomia intelectual, uma vez que o exame da obra já está
pronto.
Pode ser seguido de apreciação crítica (julgamento), que pode ser
uma crítica externa (ressalta o contexto histórico, social, cultural e filosófico
da obra) ou crítica interna (exame e julgamento do conteúdo da obra).
A resenha pode ser resenha crítica, resenha descritiva e resenha
temática. Seu objetivo de análise pode de livros, filmes peças de teatro,
dentre outras formas de consumo cultural, mas trataremos especificamente
neste artigo sobre a resenha acadêmica.
A resenha é uma espécie de resumo crítico, constitui-se em um texto
que estabelece comparação com mais obras da mesma área, permite
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Metodologia do Trabalho Científico 27

comentários e juízo de valor e exige um profundo conhecimento do assunto,


bem como capacidade crítica para discutir as ideias nele contidas.
A resenha permite incluir a nossa opinião junto
Vá até o Moodle aos conceitos do autor do texto. Requer um
(ead.fametro.com.br) conhecimento aprofundado da obra e a
e assista ao vídeo que capacidade de juízo para distinguir o essencial do
te dará algumas dicas supérfluo. É importante ressaltar que, na elaboração
de como uma boa de uma resenha, você realiza o seu parecer junto às
resenha! ideias do autor, por isso não se esqueça de ser
https://www.youtube objetivo e de respeitar as ideias originais do autor,
.com/watch?v=7- não falsificando as suas opiniões, e compreendendo
cV9ImQsKQ as intenções dele ao escrever o texto.
A estrutura da resenha descreve as propriedades da obra (descrição
física da obra), relata credenciais do autor, resume a obra, apresenta ainda
as conclusões e metodologia utilizada, expõe o quadro de referências em
que o autor se baseou (narração), apresenta uma avaliação da obra e
menciona a quem se destina (dissertação).
A resenha pode ser descritiva, quando dispensa a apreciação
daquele que a elabora, ou crítica, quando exige apreciação de forma
justificada; a opinião pode ser concordante, convergente ou divergente,
parcial ou totalmente. Como norma geral, a resenha não deve ultrapassar
quatro folhas, em espaço duplo.
Ainda sobre a resenha, Nascimento e Póvoas (2002, p. 32-33) enfatizam
que o resenhista, além de incluir elementos informativos, acrescenta o
julgamento, por isso deve conhecer com profundidade o tema da obra que
está sendo analisada, bem como outras obras sobre o assunto.

Segundo os autores, para elaborar uma resenha, devemos observar o


seguinte:
• Referência bibliográfica (indicação de autor(es), título, local e data da
publicação, editora ou site).

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Metodologia do Trabalho Científico 28

• Credenciais do autor e contexto da obra: informações sobre o autor,


bem como as circunstâncias sob as quais produziu a obra.
• Conteúdo (resumo das principais ideias e uma “interlocução” com o
texto).
• Conclusões dos autores (indicar se há ou não, em que momento do
texto aparecem e quais são).
• Apreciação (julgamento da obra, que pode ser sobre as contribuições
dadas, as correntes teóricas nas quais se baseiam, ponderação sobre
a originalidade das ideias, etc).

Para a resenha, é importante observar que o texto deve ser coeso,


não muito extenso e também não se apresentar como simplesmente um
formulário ou com subdivisões. Deve ser fluido e suas opiniões aparentarem
um diálogo com o autor da obra selecionada.

Como foi visto, para uma avaliação crítica da obra resenhada, é


importante perceber que não se trata apenas de um resumo
informativo, mas sim de uma análise interpretativa. Por isso,
depende da capacidade do pesquisador em relacionar os
elementos do texto lido com outros textos, autores e ideias sobre o
tema em questão, contextualizando o que está sendo analisado.

A finalidade de uma resenha é informar ao leitor, de maneira objetiva,


sobre o assunto tratado no livro, evidenciando a contribuição do autor,
mostrando novas abordagens, conhecimentos e teorias. Podem ser
indicadas quais as deficiências do texto ou quais pontos, pela ótica do leitor,
poderiam ser melhor trabalhados, desde que dentro do escopo da obra.
Veja o exemplo abaixo:

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Metodologia do Trabalho Científico 29

Fonte: adaptado de Nascimento e Póvoas (2002, p. 33-34).

De modo geral, distinguimos uma resenha de outros tipos de construções literárias


por possuírem:

• Elemento descritivo: contém informações sobre o texto como: nome do autor; título
completo e exato da obra; nome da editora e, se for o caso, da coleção de que faz
parte a obra; lugar e data da publicação; número de volumes e páginas.
• Elemento textual: relativo ao conteúdo da obra:
- Rápida indicação do conteúdo total da obra e do ponto de vista adotado pelo
autor;
- Pontos essenciais do texto relacionados aos aspectos que interessam.
• Parte Crítica: Opinião fundamentada do autor da resenha

Com as diferentes possibilidades midiáticas, as


resenhas ganharam novos formatos e são disponibilizadas
como audiovisuais. As mais comuns são as resenhas de
filmes amplamente compartilhadas na internet em sites
como Youtube. Vá até o Moodle (ead.fametro.com.br) e
assista a resenha sobre o filme o Jogo da Imitação.

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Metodologia do Trabalho Científico 30

Quadro resumo

Técnicas para Sistematização de Informações

Fichamento Técnica que se baseia na elaboração de “fichas” que devem


conter os dados mais importantes e essenciais do texto. Pode ser:
- Fichamento temático: são transcritos ou parafraseados os
conceitos fundamentais de determinada obra.
- Fichamento de documentação bibliográfica: referências
bibliográficas sobre determinado assunto.
- Fichamento de documentação biográfica: notas sobre
autores.
Resumo Técnica que envolve a compreensão do texto. É uma síntese
de ideias e não de palavras. Para elaborar um resumo é necessário
responder às seguintes questões:
- De que trata o texto, isto é, qual o assunto apresentado?
- Qual é a pergunta central que o autor quer responder? Qual o
problema ou a problemática levantada pelo autor?
- Qual é a resposta que o autor dá ao problema por ele
levantado?
- Quais os argumentos principais apresentados pelo autor para
defender o seu ponto de vista?
Resenha Técnica utilizada para se realizar uma apreciação breve de
um livro ou de um escrito:
- Apreciação: fazer uma análise, um exame, uma síntese das
principais ideias, e, depois, emitir um julgamento (científico).
- Breve: elege um ou outro aspecto somente do texto para
análise mais aprofundada (ex: a tese do autor ou o principal
argumento).
- De um livro: no âmbito da pesquisa científica, o ponto de
partida de toda resenha é um outro livro, e não um assunto, um
tema isolado.

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Metodologia do Trabalho Científico 31

Os principais textos produzidos na academia para sistematização da


leitura (fichamentos, resumos, esquemas e resenhas) permitem ao
pesquisador organizar toda a informação e material necessário à
compreensão de um texto ou tema relevante para seu trabalho.
Este processo é uma etapa importante na organização da pesquisa
de documentos, permitindo um fácil acesso aos dados fundamentais para a
conclusão do trabalho. Esse trabalho facilitará a procura do pesquisador,
que terá ao seu alcance as informações coletadas em bibliotecas, na
internet ou mesmo em seu acervo particular, evitando que consulte mais de
uma vez a respeito de um determinado tema, por não conseguir guardar em
sua memória todos os dados aos quais teve acesso.

04. Artigo Científico

Os artigos científicos são trabalhos acadêmicos publicados em


periódicos ou anais de reuniões acadêmicas (semanas, simpósios,
congressos etc.). Expressam resultados parciais ou partes de pesquisas. São
estudos apresentados de forma breve, porém completos, que tratam de
uma questão científica, mas que não se constituem em matéria de um livro.
Em geral, sucedem as monografias, teses e dissertações. Trata-se de
uma comunicação oficial de pesquisas e descobertas. Por meio dos artigos,
os pesquisadores informam à comunidade científica as suas pesquisas e
conclusões.
Concluído um trabalho de pesquisa seja ele documental, bibliográfico
ou de campo, seus resultados devem ser socializados, por isso, faz-se
necessária sua publicação. Esse tipo de trabalho proporciona não só a
ampliação de conhecimentos como também a compreensão de certas
questões.

E qual o objetivo de um artigo científico?

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Metodologia do Trabalho Científico 32

Divulgar resultados parciais de um estudo ou na intenção de receber


sugestões, para um maior aproveitamento do estudo.

Os artigos científicos, por serem completos, permitem ao leitor,


mediante a descrição da metodologia empregada e dos resultados obtidos,
repetir a experiência ou aprimorá-las. A socialização dos trabalhos científicos
possibilitam avanços nas áreas de pesquisa, pois permitem a continuidade
de uma investigação a partir dos seus limites.

Estrutura de um artigo científico


Não existem normas específicas quanto ao número de páginas de um
artigo, assim cabe à instituição organizadora de eventos ou publicações
delimitá-lo, em função do espaço de que dispõem para publicação.
A Norma 6022/2002 da ABNT normaliza os artigos científicos, mas,
muitas vezes, as instituições definem seus próprios padrões sobre o seu
conteúdo e formatação.

De acordo com a ABNT, são exigidos nos artigos, logo na primeira


página:
• título do artigo;
• nomes dos autores, seguidos da respectiva titulação;
• endereço eletrônico e instituição a que os autores estão vinculados;
• resumo (normalmente, no máximo 200 palavras) em língua portuguesa
e, às vezes, em língua estrangeira;
• três a quatro palavras-chave (descritores);
• data (mês e ano da publicação);
• conteúdo do artigo, contendo:
• introdução – onde se explica o que é, quais os objetivos;
• desenvolvimento – descrição em parágrafos das ideias fundamenta-
das; e conclusão;
• referências – exigência em qualquer trabalho científico.

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Metodologia do Trabalho Científico 33

O artigo científico tem a mesma estrutura exigida para trabalhos


científicos. Apresenta as seguintes partes:

Pré-texto
Cabeçalho - título (e subtítulo) do trabalho.
Autor(es).
Credenciais do(s) autor(es)
Local de atividades.
Corpo do artigo
Introdução: apresentação do assunto, objetivo, metodologia,
limitações e proposição.
Metodologia: apresentação dos objetivos da investigação, das
técnicas utilizadas na pesquisa, descrição dos procedimentos usados
para obter os resultados apresentados no artigo.
Texto: exposição, explicação e demonstração do material;
avaliação dos resultados e comparação com obras anteriores.
Conclusões: dedução lógica, baseada e fundamentada no
texto, de forma resumida.

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Metodologia do Trabalho Científico 34

Parte referencial
Bibliografia.
Apêndices e/ou anexos (quando houver necessidade).
Agradecimentos.
Data (importante para salvaguardar a responsabilidade de
quem escreve um artigo científico, em face da rápida evolução da
ciência e da tecnologia e demora de certas editoras na publicação
de trabalhos).

Os textos nos links abaixo tratam a respeito das Normas


da ABNT com a finalidade de orientar a comunidade universitária
sobre a publicação de Artigos Científicos procurando
estabelecer, de forma sintética, os principais cuidados a ter na
escrita do texto científico. Neste sentido, descreve-se
sequencialmente, os sucessivos componentes para a construção
do texto cientifico.
http://www2.ouvidoria.pe.gov.br/c/document_library/get_fil
e?p_l_id=199119&folderId=201492&name=DLFE-17774.pdf

4.1 Citações

Em um trabalho científico devemos ter sempre a preocupação de


fazer referências precisas às ideias, frases ou conclusões de outros autores,
isto é, citar a fonte (livro, revista e todo tipo de material produzido gráfica ou
eletronicamente) de onde são extraídos esses dados.
As citações podem ser:
• Diretas, quando se referem à transcrição literal de uma parte do
texto de um autor, conservando-se a grafia, pontuação, idioma,
etc, devem ser registradas no texto entre aspas;
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Metodologia do Trabalho Científico 35

• Indiretas, quando são redigidas pelo(s) autor(es) do trabalho a


partir das ideias e contribuições de outro autor, portanto, consistem
na reprodução do conteúdo e/ou ideia do documento original;
devem ser indicadas no texto com a expressão: conforme ...
(sobrenome do autor).

E para aprofundar as informações sobre as Citações vá até o Moodle


(ead.fametro.com.br) clique no link disponível.

As citações fundamentam e melhoram a qualidade científica do


trabalho, portanto, elas têm a função de oferecer ao leitor condições de
comprovar a fonte das quais foram extraídas as ideias, frases ou conclusões,
possibilitando-lhe ainda aprofundar o tema/assunto em discussão. Têm ainda
como função, acrescentar indicações bibliográficas de reforço ao texto. As
fontes podem ser:
• Primárias: quando é a obra do próprio autor que é objeto de estudo
ou pesquisa;
• Secundária: quando trata-se da obra de alguém que estuda o
pensamento de outro autor ou faz referência a ele.

Conforme a ABNT (NBR 6023), as citações podem ser registradas tanto


em notas de rodapé chamadas de Sistema Numérico, como no corpo do
texto, chamado de Sistema Alfabético. Na Universidade Anhembi Morumbi,
faremos o registro de citações pelo Sistema Alfabético, que coloca,
imediatamente após as aspas finais do trecho citado, os elementos entre
parênteses no corpo do texto. Os elementos são:
• Sobrenome do autor em letras maiúsculas;
• Data da publicação do texto citado;
• Página(s) referenciada(s).

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Metodologia do Trabalho Científico 36

Aqui mais uma sugestão de leitura e dois vídeos que você vai
assistir acessando o Moodle (ead.fametro.com.br). Divirta-se!
http://www.leffa.pro.br/textos/abnt.htm
https://www.youtube.com/watch?v=7M5E0ACGUFI
https://www.youtube.com/watch?v=0sGkeJE1IIE

4.2 Comunicação
Processo pelo qual são compartilhados os conhecimentos obtidos
através de trabalhos científicos.
Refere-se à informação apresentada em congressos, simpósios,
semanas, reuniões, academias, sociedades científicas a ser posteriormente
publicada em anais e revistas.
A comunicação consiste na socialização para o público em geral e
particular, de conhecimentos presentes em obras de pesquisas científicas
com a finalidade de informar. É importante apresentar ideias, teorias ou
experiências novas. A comunicação deve trazer informações científicas
novas e ser limitada em sua extensão, isto é, não ser longa.

Comunicação oral
Acontece em congressos, simpósios, semanas etc. geralmente
estipula-se o tempo para o participante expor seu trabalho: de 10 a 20
minutos, mais ou menos. Pode ser o estudo de um tema novo ou revisão
crítica dos estudos realizados.
A comunicação não precisa necessariamente de abundantes
aspectos analíticos, mas é necessário que a experiência, as ideias ou a teoria
sejam bem fundamentadas.

Estrutura da comunicação
A estrutura da comunicação abrange três partes:

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Metodologia do Trabalho Científico 37

Introdução: Formulação clara e simples do tema da pesquisa.


Apresentação sintética do problema e referência a trabalhos anteriores,
relacionados com o trabalho atual. Inclui: justificativa, objetivos, delimitação
e exposição precisa da ideia central. Tem por objetivo situar o leitor na
questão e deixá-lo ciente da importância e do método de abordagem.

Desenvolvimento: Texto ou corpo do trabalho. Apresentação das


informações e argumentos de forma detalhada. Consiste na
fundamentação lógica do trabalho e tem por objetivo expor e demonstrar
as principais ideias. A subdivisão do corpo da comunicação em itens e
subitens permite ao ouvinte melhor compreensão.

Conclusão: Constitui a parte final do processo. Apresenta uma síntese


completa dos resultados da pesquisa, o resumo das principais informações
ou argumentos.

Chegamos ao fim da segunda unidade da Disciplina


Metodologia do Trabalho Científico. Não se esqueça de ir
ao Moodle para praticar o que aprendemos aqui. Vamos
agora para a última unidade dessa disciplina! Até mais!

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Metodologia do Trabalho Científico 38

UNIDADE III: Pesquisa Científica

Essa unidade tem como objetivo reconhecer a


importância da pesquisa no âmbito acadêmico,
profissional e social.

TERMOS-CHAVE: Pesquisa. Tipos de Pesquisa.


Instrumentos e Métodos.

Na unidade II, vimos os gêneros acadêmicos mais comuns na


Universidade: o fichamento, o resumo, a resenha e o artigo. Eles contribuem
na produção de textos maiores, além, de muitas vezes, fazer parte deles,
como o resumo, por exemplo, presente em artigos científicos, monografias,
dissertações e teses.
Tudo isso que até agora foi discutido diz respeito a uma única
atividade: a pesquisa. Pesquisa todos fazemos sempre que temos um
problema para resolver: seja uma pesquisa de preço, entender os porquês
de determinada situação, os sintomas de uma doença, o fim de um
relacionamento e por que o arroz saiu grudado. Ou seja, do mais banal ao
mais importante. Trata-se daquela investigação que empreendemos em
busca de uma resposta, de uma compreensão que nos traga luz, conforto,
controle... Enfim, nos possibilite tomar decisões de forma mais segura.

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Metodologia do Trabalho Científico 39

O caminho para a produção de textos acadêmicos, independente


do tamanho e do propósito, perpassa por várias etapas: a leitura, a seleção
de informações e fontes e a escrita, que serão resultado da pesquisa. Ela é
uma das etapas mais importantes do processo metodológico na construção
de um trabalho acadêmico.
Vamos dar continuidade aos nossos estudos conhecendo os vários
tipos e métodos de pesquisa para, mais na frente, escolhermos o mais
adequado para a produção do nosso trabalho do final da disciplina e de
demais pesquisas que desenvolveremos durante e após a conclusão do
curso.

3 A pesquisa Científica

Entende-se por pesquisa a atividade básica da Ciência na sua


indagação e construção da realidade. É ela que alimenta a atividade de
ensino e a atualiza frente à realidade do mundo, vinculando pensamento e
ação. Ou seja, nada pode ser intelectualmente um problema, se não tiver
sido, em primeiro lugar, um problema da vida prática. As questões da
investigação estão, portanto, relacionadas a interesses e circunstâncias
socialmente condicionadas. São fruto de determinada inserção no real, nele
encontrando suas razões e seus objetivos (MINAYO, 2000).
Pode-se dizer que a pesquisa é a busca de uma resposta significativa
a uma dúvida ou problema. Para que a pesquisa receba a qualificação de
pesquisa científica, deve caracterizar-se através da efetivação de um
processo que, mediante a aplicação da Metodologia Científica e de
técnicas adequadas, procura obter dados fidedignos, para se conhecer e
compreender um dado fenômeno.
A pesquisa é um processo reflexivo, sistemático, controlado e crítico
que conduz à descoberta de novos fatos e das relações entre as leis que
regem o aparecimento ou ausência dos mesmos.
O espírito científico pode ser edificado e aprimorado e representa
conquistas que a pessoa vai obtendo ao longo do tempo, mediante
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Metodologia do Trabalho Científico 40

dedicação e rigor na aplicação de técnicas de estudo e procedimentos


indicados pela metodologia científica.
Todo trabalho de pesquisa requer imaginação criadora, iniciativa,
persistência, originalidade e dedicação do pesquisador. Porém, todo
estudante que vai aos poucos criando hábitos sistematizados de estudos, de
montagem de documentação, percorrerá as fases do método de pesquisa
sem grandes dificuldades.
Na verdade, a pesquisa científica pode até se valer inicialmente de
certa intuição, mas deve ter como critério básico a adoção de
procedimentos metodológicos e de técnicas que propiciem absoluto rigor
no exame dos dados em questão. O método deve ser visto como orientador
e indicador de um caminho e não apenas como roteiro formal.

Diferentemente da arte e da poesia que se concebem na


inspiração, a pesquisa é um labor artesanal, que se não prescinde da
criatividade, se realiza fundamentalmente por uma linguagem
fundada em conceitos, proposições, métodos e técnicas, linguagem
esta que se constrói com um ritmo próprio e particular. A esse ritmo
denominamos ciclo da pesquisa, ou seja, um processo de trabalho
em espiral que começa com um problema ou uma pergunta e
termina com um produto provisório capaz de dar origem a novas
interrogações (MINAYO, 2000, p. 25-6).

O termo pesquisa é polissêmico, e, por conseguinte encerra em si


vários significados, a exemplo do que destaca Michaelis (1998, p.1608):
"Ação ou efeito de pesquisar; buscar, indagação, inquirição, investigação.
[...]"
Em sentido etimológico, a palavra pesquisa é originada do Espanhol,
que por sua vez o herdou do verbo latino perquiro, com significado de
procurar, buscar com cuidado, procurar por toda parte, informar-se, inquirir,
perguntar, indagar bem, aprofundar na busca. Salienta-se que o significado
do verbo em latim dá a ideia de busca feita com cuidado e profundidade
(BAGNO, 1998).
Decorre do acima exposto, a necessidade de se entender o que é
pesquisa, no sentido científico, ou seja, aquela estreitamente vinculada à
produção ou reorganização de um conhecimento novo e que de algum

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Metodologia do Trabalho Científico 41

modo representa benefício a um segmento da sociedade. Em vista disso é


possível salientar com Gressler apud Ávila (2000, p.85) que:

Pesquisa é um inquérito ou exame cuidadoso para descobrir novas


informações ou relações, ampliar e verificar o conhecimento
existente. [...], a pesquisa cientifica pode ser entendida como forma
de observar, verificar e explanar fatos para os quais o homem (sic)
necessita ampliar sua compreensão, ou testar a compreensão que já
possui a respeito dos mesmos.

Salienta-se, pois, que para se realizar uma boa pesquisa é preciso


fazer confrontos entre dados, evidências, informações coletadas sobre
determinado assunto com o conhecimento teórico acumulado a respeito
dele. Assim, a pesquisa científica pode ser entendida como um modo do
pesquisador colocar em prática seu conhecimento sobre o objeto de
estudo, à luz das teorias já sistematizadas (ANDRÉ e MENGA, 1986).
Em vista do acima dito, salienta-se que a produção de
conhecimento e, por conseguinte, a prática de pesquisa, não mais está
restrita ao mundo acadêmico, universitário, escolar e dos institutos
especificamente criados para tal. A pesquisa atualmente faz parte do
cotidiano de muitas empresas, nas mais distintas áreas. Via de regra essas
pesquisas são ditas Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Em síntese pode-se
destacar com Bagno (1998, p.21) que a pesquisa está presente: “no dia-a-
dia, nas ações mais corriqueiras, no desenvolvimento da ciência, no avanço
tecnológico e no progresso intelectual de um indivíduo".
Dito isso, a pesquisa então visa essencialmente a produção de
conhecimento novo, relevante teórica e socialmente e fidedigno. Aqui a
ideia de novo está de acordo com o preenchimento de uma lacuna no
conhecimento disponível de determinada área (LUNA, 2000). Por sua vez,
Riba (1999, p.13) enfatiza que "pesquisa é todo trabalho de identificação e
apresentação de informações para satisfazer certa finalidade, com
utilização de metodologia científica".

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Metodologia do Trabalho Científico 42

3.1 Métodos de Pesquisa

Quando o ser humano começou a interrogar-se a respeito dos fatos do


mundo exterior, na cultura e na natureza, surgiu a necessidade de uma
metodologia da pesquisa científica. Nesse sentido, o método é, portanto,
uma forma de pensar para se chegar à natureza de um determinado
problema, quer seja para estuda-lo, quer seja para explicá-lo.

. Método, do grego méthodus, significa “o caminho” a


percorrer para alcançar objetivos específicos. Evidentemente,
a escolha do caminho para atingir a verdade implica a
utilização de meios adequados para cada tipo de
conhecimento. Não existe um único método de pesquisa

científica, pois ele varia conforme o assunto e a finalidade .

É muito provável, salienta Oliveira (1998) que a sabedoria humana


não resolva todos os problemas de modo sistemático. Mas depois que o
problema é resolvido, o método científico é utilizado para explicá-lo e expor
a sua solução de modo ordenado para poder ser compreendido por todos
aqueles que estão no processo da produção científica, e precisam
compreender que a ciência possui um plano formal de desenvolvimento.
Dessa forma, o método propicia:

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Metodologia do Trabalho Científico 43

O método se faz acompanhar de técnicas, que funcionam como


suportes físicos. São os instrumentos que o auxiliam para que se possa chegar
a um determinado resultado. Entretanto, os métodos admitem certas
possibilidades de classificação, segundo critérios previamente estabelecidos,
como por exemplo: quanto aos objetivos, quanto às bases lógicas e bases
técnicas, como seguem:

3.1.1 Quanto às bases lógicas ou de abordagem


Abordagem ou base lógica de um método é o conjunto de
procedimentos utilizados na investigação de fenômenos ou no caminho
para chegar-se à verdade. Segundo Cervo e Bervian (1983, p. 23):

Em seu sentido mais geral, o método é a ordem que se deve impor


aos diferentes processos necessários para atingir um fim dado ou um
resultado desejado. Nas ciências, entende-se por método o conjunto
de processos que o espírito humano deve empregar na investigação
e demonstração da verdade.

Admitindo-se a distinção entre métodos de abordagem e métodos


de procedimento, pode-se dizer que os métodos de abordagem referem-se
ao plano geral do trabalho, a seus fundamentos lógicos, aos processos de
raciocínio adotado.
O método de procedimentos tem caráter específico, relacionando-
se diretamente com as diversas etapas do trabalho científico.

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Metodologia do Trabalho Científico 44

Conforme o tipo de raciocínio empregado, os métodos de


abordagem classificam-se em: analítico, sintético, dedutivo, indutivo,
hipotético-dedutivo, cartesiano e dialético.
 Método analítico: vai-se do todo às partes, ou seja, decompõe-se o
todo em suas partes constituintes, e busca-se compreender como
essas partes se articulam entre si.
 Método sintético: vai-se das partes ao todo, recompondo-o.
Ávila (2000, p.73) salienta que “Não há síntese sem análise, ou seja, o
processo analítico do raciocínio também se desenvolve ao tipo da trajetória
„bumerangue‟, vai decompondo [...] e volta recompondo o que foi e está
sendo entendido”.
 Método indutivo: vai-se da amostra (concreto) para o abstrato, com
vistas à generalização, ou seja, vai-se do particular para o geral. A
indução percorre o caminho inverso da dedução. A cadeia de
raciocínio estabelece conexão ascendente, do particular para o
geral. Neste caso, as constatações particulares é que levam às teorias
e leis gerais.

Exemplo de raciocínio indutivo:


O calor dilata o ferro ____________________ particular;
O calor dilata o bronze __________________ particular;
O calor dilata o cobre ___________________ particular;
Logo, o calor dilata todos os metais________ geral, universal.

A dedução e a indução, tal como a síntese e a análise, não são


métodos isolados de raciocínio e pesquisa. Eles se completam na realidade e
só são separados para efeito de estudo e facilidades didáticas. A conclusão
estabelecida pela indução pode servir de princípio – premissa maior – para a
dedução, mas a conclusão da dedução pode também servir de princípio
da indução seguinte – premissa menor -, e assim sucessivamente.

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Metodologia do Trabalho Científico 45

Entretanto, deve-se observar que, se uma das premissas não for


verdadeira, a conclusão também não o será.

Todos os homens são honestos (premissa maior falsa)


Ora, os ladrões são homens (premissa menor verdadeira)
Logo, os ladrões são honestos (conclusão falsa).

Exemplo de Indução
O cobre conduz eletricidade, o ferro e o zinco também.
O cobre, o ferro, o zinco etc. são metais.
Logo, todos os metais conduzem eletricidade.
A conclusão deste raciocínio indutivo serve de premissa maior para o
raciocínio dedutivo:
Todos os metais conduzem eletricidade.
Ora, a prata é metal, Logo, a prata conduz eletricidade.

De certa forma, o método indutivo confunde-se com o experimental,


que compreende as seguintes etapas:
 Observação: manifestações da realidade, espontâneas ou
provocadas.
 Hipóteses: tentativa de explicação.
 Experimentação: observa-se a reação de causa-efeito, imaginada
na etapa anterior.
 Comparação: classificação, análise e crítica dos dados recolhidos.
 Abstração: verificação dos pontos de acordo e de desacordo dos
dados.
 Generalização: consiste em estender a outros casos, da mesma
espécie, um conceito obtido com base nos dados observados.

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Metodologia do Trabalho Científico 46

• Método dedutivo: vai-se do geral para o particular. Este método foi


criado na Grécia (antiga), consolidado por Aristóteles (RIBAS, 2000). De
acordo com Andrade (2003, p.131) a dedução é o caminho das
consequências, pois uma cadeia de raciocínio em conexão
descendente, isto é, do geral para o particular, leva à conclusão. Por
esse método, partindo-se de teorias e leis gerais, pode-se chegar à
determinação ou previsão de fenômenos particulares.

Exemplo de raciocínio dedutivo:


Todo homem é mortal._______ universal, geral (premissa maior)
Pedro é homem; ___________ particular (premissa menor)
Logo, Pedro é mortal.________ conclusão.

 Método hipotético-dedutivo: é considerado lógico por excelência.


Acha-se historicamente relacionado com a experimentação, motivo
pelo qual é bastante usado no campo das pesquisas das ciências
naturais.

Conforme Koche (2000, p. 71) o método hipotético-dedutivo,


apresenta-se como o processo do conhecer como resultado de um
questionamento elaborado pelo sujeito que põe em dúvida o conhecimento
já produzido, por percebê-lo ou como teoricamente inconsistente, ou
mesmo incompatível com outras teorias, ou como inadequado para explicar
os fatos.
A imaginação e a criatividade exercem um papel fundamental no
processo de elaboração das hipóteses, pois é por meio delas que se rompe
a forma usual de perceber as relações que há entre os diferentes fenômenos
e se propõe novas relações, percebendo novos problemas e novas soluções.

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Metodologia do Trabalho Científico 47

A consequência prática em termos de investigação científica, que


ao utilizar o método hipotético-dedutivo, o pesquisador jamais estará
preocupado em buscar apenas casos positivos para confirmar sua hipótese,
mas deverá submetê-la a testes rigorosos com o intuito de encontrar algum
caso que a falseie. Se após passar pelos mais variados testes, nas mais
variadas circunstâncias, a hipótese ainda se mantiver incólume, então
poderá se dizer que ela está corroborada. Se, porém, os falseadores
potenciais forem confirmados, isto é, se a hipótese for rejeitada por alguma
evidência empírica, o pesquisador deverá retornar ao ponto inicial da
pesquisa reavaliando todo o seu trabalho, podendo reformular suas
hipóteses, aumentando-lhes seu conteúdo ou criar outras e submetê-las a
umas novas testagens. Adiante se verá como elaborar hipótese, quando da
orientação para elaboração de projeto de pesquisa.

 Método cartesiano: refere-se aos estudos de René Descartes (1596 –


1650), cujos princípios básicos são os seguintes:
Duvidar sempre do conhecimento;
Regra da análise: dividir (decompor) o todo (dificuldade)
em partes cada vez menores;
Regra da síntese: conduzir (recompor) os pensamentos
partindo dos objetos (coisas) mais simples para os mais
complexos (ordenar);
Regra da evidência: não aceitar nada como verdadeiro
sem ser reconhecido como tal pela evidência (alma) e
Regra da verificação (revisão): fazer enumerações
completas para nada omitir e voltar ao momento inicial de
dúvida (dúvida metódica ou dúvida como método).

 Método dialético: parte da necessidade da indução e da dedução


para o raciocínio, caracterizando-se por ser entendido como a
conciliação dos contrários. F. Engels foi quem definiu suas regras
fundamentais, em três momentos: 1) Tese (afirmação), 2) Antítese
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Metodologia do Trabalho Científico 48

(negação) e 3) Síntese. Aqui a síntese é entendida como resultado do


confronto dos dois momentos anteriores, que não marca uma parada
definitiva, mas suscita uma nova negação.
Na Antiguidade, Sócrates e Platão são considerados os pais da
dialética e mais recentemente, Karl Marx, por tê-la usado amplamente,
como ferramenta de seus estudos. Do grego dialektos, que significa debate,
forma de discutir e debater.
O método dialético não envolve apenas questões ideológicas,
geradoras de polêmicas. Trata-se de um método de investigação da
realidade pelo estudo de sua ação recíproca.

3.1.2. Quanto às bases técnicas

 Método observacional: fundamenta-se em procedimentos sensoriais,


como ver, sentir, escutar etc.

 Método comparativo: ressalta as diferenças e as similaridades entre


grupos ou coisas. É também conhecido como estudo correlacional,
em que se correlacionam variáveis. O método comparativo é usado
tanto para comparações de grupos no presente, no passado, ou entre
os existentes e os do passado, quanto entre sociedades de iguais ou
de diferentes estágios de desenvolvimento.

 Método estatístico: embora suas explicações não possam ser


consideradas verdadeiras de modo absoluto são muito utilizadas
como procedimentos de auxílio a outras modalidades de pesquisa.
Este método fundamenta-se na utilização da teoria estatística das
probabilidades. Suas conclusões apresentam grandes probabilidades
de serem verdadeiras, embora admitam certa margem de erro. A
manipulação estatística permite comprovar as relações dos
fenômenos entre si, e obter generalizações sobre sua natureza,
ocorrência ou significação.
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Metodologia do Trabalho Científico 49

3.1.3. Quanto aos procedimentos


Ao contrário dos métodos de abordagem, tem caráter mais
específico, relacionando-se, não com o plano geral do trabalho, mas com
suas etapas.

 Método histórico: É um tipo de estudo que envolve procedimentos que


procuram reconstruir o passado, de modo sistemático e crítico,
evidenciando e descrevendo evidências. Consiste em investigar os
acontecimentos, processos e instituições do passado para verificar sua
influência na sociedade atual. Partindo do princípio de que as atuais
formas de vida social, as instituições e os costumes têm origem no
passado, é importante pesquisar suas raízes, para compreender sua
natureza e função (ANDRADE, 2003).

 Método funcionalista: Utilizado por Bronislaw Malinowski (1884-1942) é a


rigor mais um método de interpretação do que de investigação.
Enfatiza as relações e o ajustamento entre os diversos componentes de
uma cultura ou sociedade. Portanto, estuda a sociedade do ponto de
vista da função de suas unidades, visto que considera toda atividade
social e cultural como funcional ou como desempenho de funções.

O pensador clássico do funcionalismo é Émile Durkheim (1858 - 1917)


com as obras: 1. Divisão do trabalho social (1893), 2. As regras do método
sociológico (1895) e 3. O suicídio (1897). Alguns autores o denominam de
estruturalismo e estruturo-funcionalismo. Na linguística denomina-se
estruturalismo "tout court" e na economia é chamado de monetarismo. “O
funcionalismo vê a sociedade como um organismo, com órgãos e funções
perfeitos, harmoniosamente vinculados entre si, num processo normal, sem
conflito, num equilíbrio que gera novos equilíbrios, através da mudança
social no decorrer do tempo” (MEGALE, 1990, p.68). Os problemas sociais,
crises institucionais são excepcionais, anormais e patológicos que a
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Metodologia do Trabalho Científico 50

sociedade tem condições de resolver. O funcionalismo predominou até os


anos de 1950, principalmente na Antropologia e na Lingüística.

 Método estruturalista: Gil (1988, p.38-9) afirma: “O termo estruturalismo


é utilizado para designar as correntes de pensamento que recorrem à
noção de estrutura para explicar a realidade em todos os níveis”. Foi
desenvolvido por Claude Levi-Strauss. Parte de um fenômeno concreto
atinge o nível do abstrato por intermédio da constituição de um
modelo que represente o objeto de estudo, retornando ao concreto,
dessa vez como uma realidade estruturada e relacionada com a
experiência do sujeito social.
O método estruturalista, portanto, caminha do concreto para o
abstrato e vice-versa, dispondo, na segunda etapa, (do abstrato para o
concreto), de um modelo para analisar a realidade concreta dos diversos
fenômenos.

 Método fenomenológico: A fenomenologia, inicialmente descrita por


Edmund Husserl (1859-1938) e Max Scheler (1874-1928), trouxe, nos anos
de 1920, uma nova discussão no seio das Ciências Humanas,
configurando-se como um viés necessário à compreensão da práxis
social.

A fenomenologia é uma corrente de pensamento que surgiu no


começo do século XX como reação ao positivismo científico, já que a
ciência não captaria toda a realidade.
Seria a ciência das essências (ideias universais) fundada nos
fenômenos captados pela consciência. Husserl acaba caindo em postura
idealista, ao considerar que é a consciência que cria o fenômeno, enquanto
Scheler com sua teoria dos valores objetivos reconhece que a consciência
apenas capta os fenômenos, postura mais realista.
O método fenomenológico é o estudo dos fenômenos. Enfatiza a
descrição cuidadosa de fenômenos em todas as áreas de experiência. Os
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Metodologia do Trabalho Científico 51

fenomenologistas enfatizam os aspectos subjetivos dos comportamentos das


pessoas. Entende-se que este método qualitativo possibilita a observação e
a descrição de como ocorre a experiência através da qual se conhece o
objeto investigado, reavivando a temática suscitada e permitindo a
compreensão dos diversos significados oferecidos no interior das relações
cotidianas.

3.2 Tipos de Pesquisa

A pesquisa é a atividade central da Ciência. Ela possibilita uma


aproximação e um entendimento da realidade que se deseja investigar. A
pesquisa é um processo permanentemente inacabado. Processa-se por
meio de aproximações sucessivas da realidade, fornecendo-nos subsídios
para uma intervenção no real.

3.2.1 Quanto a abordagem

 Pesquisa Qualitativa: A pesquisa qualitativa não se preocupa com


representatividade numérica, mas, sim, com o aprofundamento da
compreensão de um grupo social, de uma organização, etc. Os
pesquisadores que adotam a abordagem qualitativa opõem-se ao
pressuposto que defende um modelo único de pesquisa para todas as
ciências, já que as ciências sociais têm sua especificidade, o que
pressupõe uma metodologia própria.
Assim, os pesquisadores qualitativos recusam o modelo positivista
aplicado ao estudo da vida social, uma vez que o pesquisador não
pode fazer julgamentos nem permitir que seus preconceitos e crenças
contaminem a pesquisa (GOLDENBERG, 1997, p. 34).
Os pesquisadores que utilizam os métodos qualitativos buscam explicar
o porquê das coisas, exprimindo o que convém ser feito, mas não
quantificam os valores e as trocas simbólicas nem se submetem à

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Metodologia do Trabalho Científico 52

prova de fatos, pois os dados analisados são não-métricos (suscitados


e de interação) e se valem de diferentes abordagens.
Na pesquisa qualitativa, o cientista é ao mesmo tempo o sujeito e o
objeto de suas pesquisas. O desenvolvimento da pesquisa é
imprevisível. O conhecimento do pesquisador é parcial e limitado. O
objetivo da amostra é de produzir informações aprofundadas e
ilustrativas: seja ela pequena ou grande, o que importa é que ela seja
capaz de produzir novas informações
 Pesquisa Quantitativa: Diferentemente da pesquisa qualitativa, os
resultados da pesquisa quantitativa podem ser quantificados. Como as
amostras geralmente são grandes e consideradas representativas da
população, os resultados são tomados como se constituíssem um
retrato real de toda a população alvo da pesquisa.
A pesquisa quantitativa se centra na objetividade. Influenciada pelo
positivismo, considera que a realidade só pode ser compreendida
com base na análise de dados brutos, recolhidos com o auxílio de
instrumentos padronizados e neutros. A pesquisa quantitativa recorre à
linguagem matemática para descrever as causas de um fenômeno, as
relações entre variáveis, etc.
A utilização conjunta da pesquisa qualitativa e quantitativa permite
recolher mais informações do que se poderia conseguir isoladamente.

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Metodologia do Trabalho Científico 53

Qual a diferença entre a pesquisa qualitativa e quantitativa?


A pesquisa quantitativa, que tem suas raízes no pensamento positivista
lógico, tende a enfatizar o raciocínio dedutivo, as regras da lógica e os
atributos mensuráveis da experiência humana. Por outro lado, a pesquisa
qualitativa tende a salientar os aspectos dinâmicos, holísticos e individuais
da experiência humana, para apreendera totalidade no contexto daqueles
que estão vivenciando o fenômeno.

É possível combinar métodos qualitativos e quantitativos de acordo


com o objetivo da sua pesquisa. Veja como isso é possível assistindo ao vídeo
no ambiente do Moodle (ead.fametro.com.br).
https://www.youtube.com/watch?v=94xIzXdvjNE

Quadro Resumo

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Metodologia do Trabalho Científico 54

3.2.2 Quanto a natureza

 Pesquisa Básica: Objetiva gerar conhecimentos novos, úteis para o


avanço da Ciência, sem aplicação prática prevista. Envolve verdades
e interesses universais.

 Pesquisa Aplicada: Objetiva gerar conhecimentos para aplicação


prática, dirigidos à solução de problemas específicos. Envolve
verdades e interesses locais.

3.2.3 Quanto aos objetivos

Para Gil (2007), com base nos objetivos, é possível classificar as


pesquisas em três grupos:

 Pesquisa Exploratória: Este tipo de pesquisa tem como objetivo


proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-
lo mais explícito ou a construir hipóteses. A grande maioria dessas
pesquisas envolve: (a) levantamento bibliográfico; (b) entrevistas com
pessoas que tiveram experiências práticas com o problema
pesquisado; e (c) análise de exemplos que estimulem a compreensão

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Metodologia do Trabalho Científico 55

(GIL, 2007). Essas pesquisas podem ser classificadas como: pesquisa


bibliográfica e estudo de caso (GIL, 2007).

 Pesquisa Descritiva: A pesquisa descritiva exige do investigador uma


série de informações sobre o que deseja pesquisar. Esse tipo de estudo
pretende descrever os fatos e fenômenos de determinada realidade
(TRIVIÑOS, 1987). São exemplos de pesquisa descritiva: estudos de
caso, análise documental, pesquisa ex-post-facto.

Para Triviños (1987, p. 112), às vezes não existe por parte do


investigador um exame crítico das informações, e os resultados podem ser
equivocados; e as técnicas de coleta de dados, como questionários, escalas
e entrevistas, podem ser subjetivas, apenas quantificáveis, gerando
imprecisão.

 Pesquisa Explicativa: Este tipo de pesquisa preocupa-se em identificar


os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos
fenômenos (GIL, 2007). Ou seja, este tipo de pesquisa explica o porquê
das coisas através dos resultados oferecidos. Segundo Gil (2007, p. 43),
uma pesquisa explicativa pode ser a continuação de outra descritiva,
posto que a identificação de fatores que determinam um fenômeno
exige que este esteja suficientemente descrito e detalhado. Pesquisas
desse tipo podem ser classificadas como experimentais e ex-postfacto
(GIL, 2007).

3.2.4 Quanto aos procedimentos

De acordo com Fonseca (2002), a pesquisa possibilita uma


aproximação e um entendimento da realidade a investigar, como um
processo permanentemente inacabado.

Ela se processa através de aproximações sucessivas da realidade,


fornecendo subsídios para uma intervenção no real. Segundo este autor, a

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Metodologia do Trabalho Científico 56

pesquisa científica é o resultado de um inquérito ou exame minucioso,


realizado com o objetivo de resolver um problema, recorrendo a
procedimentos científicos.

Para se desenvolver uma pesquisa, é indispensável selecionar o


método de pesquisa a utilizar. De acordo com as características da
pesquisa, poderão ser escolhidas diferentes modalidades de pesquisa, sendo
possível aliar o qualitativo ao quantitativo.

Pesquisa Experimental
O estudo experimental segue um planejamento rigoroso. As etapas de
pesquisa iniciam pela formulação exata do problema e das hipóteses, que
delimitam as variáveis precisas e controladas que atuam no fenômeno
estudado (TRIVIÑOS, 1987).
Para Gil (2007), a pesquisa experimental consiste em determinar um
objeto de estudo, selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-
lo, definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável
produz no objeto.
Sendo assim, a elaboração de instrumentos para a coleta de dados
deve ser submetida a testes para assegurar sua eficácia em medir aquilo
que a pesquisa se propõe a medir.
A pesquisa experimental pode ser desenvolvida em laboratório (onde
o meio ambiente criado é artificial) ou no campo (onde são criadas as
condições de manipulação dos sujeitos nas próprias organizações,
comunidades ou grupos).
Para Fonseca (2002), as duas modalidades de pesquisa mais comuns
são:
 pesquisas experimentais apenas com dois grupos homogêneos,
denominados experimental e de controle. Aplicado um estímulo
ao grupo experimental, no final comparam-se os dois grupos
para avaliar as alterações.

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Metodologia do Trabalho Científico 57

 pesquisas experimentais antes-depois com um único grupo,


definido previamente em função de suas características e
geralmente reduzido.

Pesquisa Bibliográfica

A pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de


referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e
eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites. Qualquer
trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite ao
pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto.
Existem, porém pesquisas científicas que se baseiam unicamente na
pesquisa bibliográfica, procurando referências teóricas publicadas com o
objetivo de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre o
problema a respeito do qual se procura a resposta (FONSECA, 2002, p. 32).
Em geral são investigações sobre ideologias ou aquelas que se propõem à
análise das diversas posições acerca de um problema.

Pesquisa Documental
A pesquisa documental trilha os mesmos caminhos da pesquisa
bibliográfica, não sendo fácil por vezes distingui-las. A pesquisa bibliográfica
utiliza fontes constituídas por material já elaborado, constituído basicamente
por livros e artigos científicos localizados em bibliotecas.
A pesquisa documental recorre a fontes mais diversificadas e dispersas,
sem tratamento analítico, tais como: tabelas estatísticas, jornais, revistas,
relatórios, documentos oficiais, cartas, filmes, fotografias, pinturas, tapeçarias,
relatórios de empresas, vídeos de programas de televisão, etc. (FONSECA,
2002, p. 32).

Pesquisa de Campo
A pesquisa de campo caracteriza-se pelas investigações em que,
além da pesquisa bibliográfica e/ou documental, se realiza coleta de dados
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Metodologia do Trabalho Científico 58

junto a pessoas, com o recurso de diferentes tipos de pesquisa (pesquisa ex-


post-facto, pesquisa-ação, pesquisa participante, etc.) (FONSECA, 2002).

Pesquisa de Levantamento
Fonseca (2002) aponta que este tipo de pesquisa é utilizado em
estudos exploratórios e descritivos, o levantamento pode ser de dois tipos:
levantamento de uma amostra ou levantamento de uma população
(também designado censo).
Esclarece o autor (2002, p. 33):
O Censo populacional constituía única fonte de informação sobre a
situação de vida da população nos municípios e localidades. Através de
pesquisas mensais do comércio, da indústria e da agricultura, é possível
recolher informações sobre o seu desempenho. A coleta de dados realiza-se
em ambos os casos através de questionários ou entrevistas.
Entre as vantagens dos levantamentos, temos o conhecimento direto
da realidade, economia e rapidez, e obtenção de dados agrupados em
tabelas que possibilitam uma riqueza na análise estatística.

Estudo de Caso
Esta modalidade de pesquisa é amplamente usada nas ciências
biomédicas e sociais (GIL, 2007, p. 54). Um estudo de caso pode ser
caracterizado como um estudo de uma entidade bem definida como um
programa, uma instituição, um sistema educativo, uma pessoa, ou uma
unidade social.
Visa conhecer em profundidade o como e o porquê de uma
determinada situação que se supõe ser única em muitos aspectos,
procurando descobrir o que há nela de mais essencial e característico. O
pesquisador não pretende intervir sobre o objeto a ser estudado, mas revelá-
lo tal como ele o percebe.
Podemos ter também estudos de casos múltiplos, nos quais vários
estudos são conduzidos simultaneamente: vários indivíduos (como, por
exemplo, professores alfabetizadores bem-sucedidos), várias instituições
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(como, por exemplo, diferentes escolas que estão desenvolvendo um


mesmo projeto).

Pesquisa Participante
Este tipo de pesquisa caracteriza-se pelo envolvimento e identificação
do pesquisador com as pessoas investigadas. A pesquisa participante foi
criada por Bronislaw Malinowski: para conhecer os nativos das ilhas Trobriand,
ele foi se tornar um deles. Rompendo com a sociedade ocidental, montava
sua tenda nas aldeias que desejava estudar, aprendia suas línguas e
observava sua vida quotidiana (FONSECA, 2002).
Exemplos de aplicação da pesquisa participante são o
estabelecimento de programas públicos ou plataformas políticas e a
determinação de ações básicas de grupos de trabalho.

Pesquisa-Ação
A pesquisa ação é um tipo de investigação social com base empírica
que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou
com a resolução de um problema coletivo no qual os pesquisadores e os
participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos
de modo cooperativo ou participativo.
A pesquisa-ação pressupõe uma participação planejada do
pesquisador na situação problemática a ser investigada. O processo de
pesquisa recorre a uma metodologia sistemática, no sentido de transformar
as realidades observadas, a partir da sua compreensão, conhecimento.
(GERHARDT e SILVEIRA, 2009).

Pesquisa Etnográfica
De acordo com Gerhardt e Silveira (2009), a pesquisa etnográfica
pode ser entendida como o estudo de um grupo ou povo. As características
específicas da pesquisa etnográfica são:
 o uso da observação participante, da entrevista intensiva e da análise
de documentos;
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Metodologia do Trabalho Científico 60

 a interação entre pesquisador e objeto pesquisado;


 a flexibilidade para modificar os rumos da pesquisa;
 a ênfase no processo, e não nos resultados finais;
 a visão dos sujeitos pesquisados sobre suas experiências;
 a não intervenção do pesquisador sobre o ambiente pesquisado;
 a variação do período, que pode ser de semanas, de meses e até de
anos;
 a coleta dos dados descritivos, transcritos literalmente para a utilização
no relatório.

Chegamos ao fim da terceira unidade da Disciplina


Metodologia do Trabalho Científico. Não se esqueça de ir
ao Moodle para praticar o que aprendemos aqui. Vamos
agora para a última unidade dessa disciplina! Até mais!

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Metodologia do Trabalho Científico 61

UNIDADE IV: Normas Técnicas e


Elaboração de Projetos

Essa unidade tem como objetivo Essa


unidade tem como objetivo expor as regras que
norteiam a produção do trabalho científico, bem
como os procedimentos e técnicas básicos
envolvidos no trabalho científico.
aplicar a linguagem formal em diferentes contextos
escritos.
TERMOS-CHAVE: Produção Textual. Redação Técnica.
ABNT. Plágio.

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Metodologia do Trabalho Científico 62

4. Projeto

O projeto é uma das etapas componentes do processo de


elaboração, execução e apresentação da pesquisa. Esta etapa deve ser
planejada com extremo rigor, caso contrário o
investigador, no desenvolvimento da pesquisa, pode Para compreender
se sentir perdido num emaranhado de dados onde se quer chegar e
colhidos, sem saber como analisar os mesmos ou até como, vá até o Moodle
desconhecendo seu significado e importância. (ead.fametro.com.br) e
Uma pesquisa possui um planejamento assista ao vídeo também
criterioso que irá orientar toa a execução da disponível nesse link:
investigação. O delineamento do projeto envolve https://www.youtube.com
desde a escolha do tema, definição dos objetivos, a /watch?v=VXmu00GFO5Q
determinação da metodologia, coleta dos dados, cV9ImQsKQ
sua análise e interpretação. Tudo é previsto no
projeto de pesquisa!
O que é um Projeto ou Plano de Pesquisa? É um documento escrito
que contém todos os elementos de planejamento de uma pesquisa ientífica
a ser realizada. Toda pesquisa deve ter um projeto, (analogia: nunca se
constrói um prédio sem uma planta).
O projeto, portanto, deve responder às clássicas questões:

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Metodologia do Trabalho Científico 63

Antes de redigir um projeto de pesquisa, alguns passos devem ser


dados. Em primeiro lugar, é importante realizar uma busca por estudos
preliminares realizados entorno da temática escolhida. Estes estudos
permitirão verificar o estado da questão que se pretende desenvolver sob o
aspecto teórico e de outros estudos e pesquisas já elaborados.
Para isso, existem vários modelos, e estes estão sempre relacionados
com a área de formação acadêmica, porém, certas etapas são sempre
contempladas nos projetos:

Introdução
Objetivos
Revisão Bibliográfica
Metodologia
Cronograma
Referências

4.1. Introdução

Tem a função de introduzir o leitor no assunto. Deve explicitar os


pressupostos teóricos, descrevendo o que é conhecido sobre o tema e quais
as questões já respondidas por outras pesquisas. O referencial teórico tem,
ainda, a função de fornecer subsídios para a problematização do tema.
Deve-se esclarecer que o conhecimento acumulado não é suficiente para a
solução do problema em foco. É o momento da caracterização e
delimitação do tema e do problema.
Trata-se do porquê, da importância de se realizar a pesquisa. Deve
abranger os seguintes aspectos:
 razão da escolha;
 relevância do estudo;

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Metodologia do Trabalho Científico 64

 significação social;
 contribuição para o crescimento e aperfeiçoamento da área;
 ressaltar a importância da pesquisa num contexto mais amplo;
 o contexto também pode justificar pesquisa que contenha
abrangência mais restrita.

Diante de um tema mais geral, é necessário realizar escolhas, fazer um


recorte e selecionar um aspecto, um dado da questão, para realizar o
estudo de aprofundamento: é o problema da pesquisa. Trata-se da
pergunta a ser respondida, da razão de ser do trabalho.
Após a indicação dos pressupostos teóricos, a definição e delimitação
do tema e a formulação do problema de pesquisa, este deverá ser
enunciado de forma interrogativa. A pergunta deve ser clara e objetiva,
indicando os aspectos e/ou variáveis a serem trabalhados.
Nesse sentido, em relação ao tema e ao problema, é preciso estar
atento aos seguintes aspectos:
 caracterização, de maneira mais desdobrada, do conteúdo da
problemática a pesquisar;
 definição dos vários aspectos da dificuldade a ser estudada;
 esclarecimento dos limites da pesquisa e do raciocínio demonstrativo
(delimitação do tema e do problema);
 dar-se conta de que, quanto mais abrangente for, menor a
profundidade;
 ter gosto pelo assunto a ser desenvolvido é fundamental, mas também
não esquecer
 as condições para executá-lo em termos de tempo, acesso a
informações e recursos;
 pode-se inserir apresentação que indique a gênese do problema
(como o autor chegou a ele), como também a explicitação dos
motivos mais relevantes que conduziram a essa abordagem.

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Metodologia do Trabalho Científico 65

4.2 Tema

Definir o tema, em linhas gerais, é delimitar um assunto; significa


focalizar um objeto de estudo. Para tanto, é necessário conhecer
genericamente o assunto. É uma etapa igualmente importante, pois temas
muito extensos não permitem discussões com profundidade.
Para a realização desta etapa, não existem regras fixas. Porém, alguns
encaminhamentos podem guiá-lo nesse momento: realizar um levantamento
das publicações mais recentes sobre o tema; verificar quais são mais
importantes para que você não fique perdido no meio de tantos títulos.
Segundo Andrade (2001, p. 24-25), na escolha do tema, você deve
levar em conta a atualidade e relevância, seu conhecimento a respeito, sua
preferência e a aptidão pessoal para lidar com o assunto, o tempo
disponível e necessário para realizar a pesquisa (não podemos optar por um
assunto que exija muito mais tempo de pesquisa do que dispomos) e o fator
econômico para disponibilizar recursos materiais que serão utilizados na
pesquisa, analisando se há possibilidade financeira para arcar com todos os
custos orçados.

4.3 Problema

O problema é o fio condutor de todo trabalho da pesquisa. Para


elaborar o projeto, é imprescindível ao pesquisador ter bem nítido o seu
objeto de pesquisa, como ele se coloca, como ele está problematizado.

“A desnutrição determina o rebaixamento intelectual?”


“Em que medida a escolaridade determina a preferência
político partidário?”

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Metodologia do Trabalho Científico 66

Gil (1999) considera que as recomendações não devem ser rígidas e


devem ser observadas como parâmetros para facilitar a formulação de
problemas.
Veja algumas dessas recomendações:
• o problema deve ser formulado como pergunta, para facilitar a
identificação do que se deseja pesquisar;
• o problema tem que ter dimensão viável: deve ser restrito para permitir
a sua viabilidade. O problema formulado de forma ampla poderá
tornar inviável a realização da pesquisa;
• o problema deve ter clareza: os termos adotados devem ser definidos
para esclarecer os significados com que estão sendo usados na
pesquisa;
• o problema deve ser preciso: além de definir os termos é necessário
que sua aplicação esteja delimitada.

Exemplos de temas e problemas

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Metodologia do Trabalho Científico 67

4.5 Objetivos

Uma vez caracterizado o problema de pesquisa, cabe aos objetivos


esclarecer o que realmente pretendemos com a pesquisa; devem iniciar
com verbos no infinitivo, que sugiram uma ação específica, para chegar à
possível solução do problema. O objetivo geral define o que pretendemos
alcançar com a execução da pesquisa, para quê ela se destina? Já os
objetivos específicos, que têm função intermediária e instrumental, devem
responder como irei atingir o objetivo geral? Permitindo, por um lado,
alcançar o objetivo geral e, de outro, aplicar estes a situações particulares
do problema. Veja os quadros de sugestões abaixo:

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Metodologia do Trabalho Científico 68

4.6 Revisão bibliográfica

Referencial teórico ou levantamento bibliográfico trata do


levantamento da bibliografia, etapa fundamental da pesquisa, pois
proporciona uma revisão sobre a literatura referente ao assunto, o que
auxiliará na determinação dos objetivos e na construção de questões da
pesquisa, oferecendo, ainda, elementos para fundamentar a justificativa da
escolha do tema.
A pesquisa bibliográfica visa oferecer diretrizes para a elaboração de
trabalhos acadêmicos e é desenvolvida com base em materiais já
elaborados: livros, artigos de periódicos científicos e, atualmente, materiais

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Metodologia do Trabalho Científico 69

disponibilizados pela internet. Por meio da pesquisa bibliográfica, é possível


encontrar o documento que melhor se adapte ao tema que você busca.
Em um projeto de pesquisa, após a escolha do assunto e a formulação
do problema, passamos para a etapa da utilização da pesquisa
bibliográfica, em que selecionamos as fontes a serem utilizadas. Essa é a fase
preliminar de levantamento e revisão de literatura já escrita, para a
elaboração conceitual e a definição de marco teórico que irá subsidiar o
desenvolvimento da pesquisa.
Nessa fase, você deverá responder às seguintes questões:

Quem já escreveu e o que já foi publicado sobre o assunto?


Que aspectos já foram abordados?
Quais as lacunas existentes na literatura?

Obtemos, ainda, subsídios para elaborar um histórico da questão, bem


como uma avaliação dos trabalhos publicados sobre o tema. É a consulta
que fazemos em documentos, textos (livros, revistas, apostilas, internet, etc.).
A fundamentação científica ou revisão de literatura em um projeto
não necessita ser longa ou profunda, porém deve constar de citações dos
principais autores da área de estudo, aplicando-se, para tanto, as normas
técnicas da ABNT, conforme consta na ainda nesta unidade, que trata das
normas de elaboração de citações e referências.

4.7 Metodologia

A metodologia descreve a forma como será executada a pesquisa, os


passos que serão dados para atingir o objetivo proposto. A especificação da
metodologia do projeto é a que abrange maior número de itens, pois
responde, a um só tempo, às questões:

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Metodologia do Trabalho Científico 70

Como? Com quê? Onde fazer? Quanto? Quando? Quais caminhos


tomar?

Nesta seção do projeto devem ser apresentados os procedimentos


metodológicos e técnicos que serão adotados, deixando bem claro como é
que vai proceder, o tipo de pesquisa e as técnicas. De acordo com os
objetivos definidos devem ser planejados quais procedimentos são mais
adequados para atingi-los. Indique as etapas de seu processo de
investigação, tendo bem presente que os resultados de cada uma destas
etapas é que constituirão as partes do relatório final do trabalho, ou seja, os
seus capítulos.

4.8 Instrumentos
Ao responder à pergunta “com quê” você terá indícios de quais
instrumentos serão necessários para atingir os objetivos da sua pesquisa.
Neste campo deve ser indicado o instrumento que será utilizado, bem como
a forma como será aplicado na coleta de dados. Cada pesquisa tem sua
metodologia e exige técnicas específicas para a obtenção dos dados. Uma
pesquisa mais simples poderá ser desenvolvida apenas com a aplicação de
questionários; outras exigirão entrevistas, observação direta, formulários,
fotos, documentos, jornais, observações, telefonemas, internet, entre outros.

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Metodologia do Trabalho Científico 71

4.9 Análise dos dados e tabulação

Nesta etapa da metodologia você irá explicar como serão


organizados e interpretados os dados que serão colhidos. A análise deve ser
feita para atender aos objetivos da pesquisa. Nessa etapa você, terá
condições explicar como irá sintetizar os resultados obtidos na pesquisa.
Na tabulação, poderão ser utilizados instrumentos como quadros,
tabelas e gráficos, que auxiliam na apresentação dos dados, uma vez que
facilita ao leitor a compreensão e interpretação rápida da massa de dados,
apreendendo importantes detalhes e relações.

4.10 Cronograma

O pesquisador deve indicar no seu projeto as várias etapas,


distribuindo-as no tempo disponível para as atividades previstas pela
pesquisa, incluindo a redação final.
Não confundir os passos cronológicos com as etapas de investigação,
de que se falou no item anterior. Exemplo:

4.10 Referências

São as referências que serviram de embasamento teórico. Dessa


forma, você deverá relacionar as obras que foram utilizadas e citadas na
pesquisa bibliográfica ou em revisão de literatura, seguindo as normas da
ABNT.

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Metodologia do Trabalho Científico 72

11 Normas técnicas – ABNT

Como você já deve ter percebido, a escrita de um texto acadêmico


possui um padrão que é seguido pelos autores de livros, artigos, materiais
didáticos, entre outras produções acadêmicas. Esse é um dos grandes
medos dos alunos que iniciam a graduação. Mas é preciso compreender
que a aprendizagem desse padrão é gradual e depende do exercício. Ou
seja, quanto mais você escrever, mais irá usar essa norma e nesse processo
irá internalizá-la.
Porém, periodicamente, são realizadas atualizações dessas normas
que devem ser acompanhadas e são divulgadas pela ABNT.

A AABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas – é uma


entidade privada, sem fins lucrativos e que é responsável pela
normatização técnica no Brasil. A fim de regulamentar um padrão de
escrita de textos técnicos e acadêmicos a ABNT possui normas
específicas para esse tipo de produção.

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Metodologia do Trabalho Científico 73

Citação

Citação é a utilização, no texto que estamos produzindo, de uma


informação colhida em outra fonte. Sempre que se faz uma citação, indica-
se a fonte de onde ela foi retirada.

Existem três tipos de citação, observe quadro abaixo:

Citação direta: Citação direta com até três


“Transcrição textual de linhas
parte da obra do autor Ex: Proclama em relação ao
consultado”. discurso sobre o ECA que a “insistência já
monótona de que se trata da melhor lei
do mundo faz parte do acervo falastrão
das vanglórias brasileiras, apenas para
encobrir o tamanha da miséria que não
estamos conseguindo debelar” (DEMO,
1995, p. 101).

Citação direta com mais de três


linhas
Ex: Para a constituição de
democracia mínima é necessário que os
marginalizados precisem preferir o risco de
confronto a tranqüilidade ilusória das
ajudas e assistencialismos. Solidariedade
não é entrega, perda de identidade,
conformismo, mas negociação
interminável de coisas negociáveis e não
negociáveis. (DEMO, 2002a, p. 261).
Citação indireta: Ex: Para Demo (1995), o estatuído

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Metodologia do Trabalho Científico 74

É a apresentação do legalmente pelo ECA – apesar do avanço


conteúdo de um trecho do em relação ao CM/79 e a mobilização
trabalho de outro autor, sem social para a sua elaboração – ao primar
transcrição literal. Nas citações pelo desenvolvimento da “cidadania
indiretas não é necessário usar assistida” possui problemas que se
aspas. A indicação do número remetem a sua concepção.
da(s) página(s) dos trechos
citados é opcional.
Citação de citação: Ex: Conforme Marina Oliveira Freire
Deve ser indicada da (2007, p. 75 apud OLIVEIRA, 2006, p. 131)
seguinte forma: sobrenome do “a energia brasileira advém
autor original, seguido de uma enormemente de fontes hidrelétricas,
das expressões: “citado por” ou sendo assim necessário diversificar a
“apud” (que significa: em) e do matriz energética do país”.
sobrenome do autor da obra
consultada. É este último que
deve aparecer na lista de
referências bibliográficas.
(apud x nova forma: citado
por)

Referência:
“É um conjunto de elementos que permite a identificação, no todo ou
em parte, de documentos impressos ou registrados os diversos tipos de
materiais, audiovisuais, sonoros, eletrônicos, etc.”

Um autor: Indica(m)-se o(s) autor(es) pelo último sobrenome, em letras


maiúsculas, seguido(s) do(s) prenome(s) e outro(s) sobrenome(s), abreviados
ou não.
QUEIRÓZ, E.O crime do Padre Amaro. 25. ed. Rio de Janeiro:Ediouro,
2000. 277 p.

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Metodologia do Trabalho Científico 75

QUEIRÓZ, E. O crime do Padre Amaro. 25. ed. Rio de


Janeiro:Ediouro, 2000. 277 p.

Dois ou três autores: Quando houver dois ou três autores, os nomes


devem ser separados por ponto-e-vírgula, seguido de espaço.

ADES, L.; KERBAUY, R. R. Obesidade: realidade e


indignações.Psicologia USP, São Paulo, v. 13, n. 1, p. 197-216, 2002.

Mais de três autores: Quando existirem mais de três autores, indica-se


apenas o primeiro, acrescentando-se a expressão latina et al.

PETERSON, L. et al.Improvement in quantity and quality of


prevention measurement of toddler injuries and parental interventions.
Behavior Therapy, NewYork, v. 33, n. 2, p. 271-297, 2002.

Entidade com denominação genérica: Quando a entidade tem uma


denominação genérica, seu nome é precedido pelo nome do órgão
superior, ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual pertence.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Manjuba


(ancharella lepidentostole) no rio Ribeira de Iguape. São Paulo:
Ibama, 1990. 125 p.

Título e subtítulo: Os títulos e subtítulos devem ser separados por dois


pontos.

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Metodologia do Trabalho Científico 76

FOUCAULT, M. Historia da sexualidade: a vontade de saber. 3.


ed. Rio de Janeiro: Graal, 1980.

Partes de publicações: Quando se referenciarem partes de


publicações, deve-se mencionar os números das páginas inicial e final,
precedido da abreviatura "p."

GIANNOTTI, A. Psicologia nas instituições médicas e hospitalares.


In: OLIVEIRA, M. F. P.; ISMAEL, M. C. (Org.). Rumos da psicologia
hospitalar em cardiologia. Campinas:Papirus, 1996. p. 14-28.

Livro no todo: SOBRENOME, PRENOME abreviado. Título: subtítulo (se


houver). Edição (se houver). Local de publicação: Editora, data de
publicação da obra. Nº de páginas ou volume. (Coleção ou série).

AZEVEDO, M. A.; GUERRA, V. N. A. Mania de bater: a punição


corporal doméstica de crianças e adolescentes no Brasil. São Paulo:
Iglu, 2001. 386 p.

Dissertação ou Tese: SOBRENOME, PRENOME abreviado. Título: subtítulo


(se houver). Data de defesa. Total de folhas. Tese (Doutorado) ou Dissertação
(Mestrado) - Instituição onde a Tese ou Dissertação foi defendida. Local e
data de defesa. Descrição física do suporte.

FANTUCCI, I. Contribuição do alerta, da atenção, da intenção e


da expectativa temporal para o desempenho de humanos em tarefas
de tempo de reação. 2001. 130 f. Tese (Doutorado em Psicologia) –
Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo. 2001.

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Metodologia do Trabalho Científico 77

Dicionário: SOBRENOME, PRENOME abreviado Título do dicionário:


subtítulo (se houver). Edição (se houver). Local de publicação: Editora, data
de publicação.

FERREIRA, A. B. H. Aurélio século XXI: o dicionário da Língua


Portuguesa. 3. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

Capítulo de livro: SOBRENOME, PRENOME abreviado do autor do


capítulo. Título: subtítulo (se houver) do capítulo. In: AUTOR DO LIVRO (tipo de
participação do autor na obra, Org(s), Ed(s) etc. se houver). Título do livro:
subtítulo do livro (se houver). Local de publicação: Editora, data de
publicação. paginação referente ao capítulo.

BANKS-LEITE, L. As questões lingüísticas na obra de Piaget:


apontamentos para uma reflexão crítica. In: ________. (Org.). Percursos
piagetianos. São Paulo: Cortez, 1997. p. 207-223.
GRIZE, J. B. Psicologia genética e lógica. In: BANKS-LEITE, L. (Org.).
Percursos piagetianos. São Paulo: Cortez, 1997. p. 63-76.
Obs.: O destaque é para o título do livro e não para o título do capítulo.

Artigo de periódico: SOBRENOME, PRENOME; SOBRENOME, PRENOME


abreviado Título: subtítulo (se houver). Nome do periódico, Local de
publicação, volume, número ou fascículo, paginação, data de publicação
do periódico.

SILVA, V. A.; ANDRADE, L. H. C. Etinobotânica Xucuru: espécies


místicas. Biotemas, Florianópolis, v. 15, n. 1, p. 45-57, 2002.
SANTEIRO, T. V. Criatividade em psicanálise: produção científica
internacional (1996-1998).Psicologia: Teoria e Prática, São Paulo, v. 2, n. 2, p.
43-59, jul./dez. 2000.
Obs.: o destaque é para o título do periódico, o subtítulo não é destacado.
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Metodologia do Trabalho Científico 78

Trabalho publicado em CD: SOBRENOME, PRENOME abreviado do


autor do trabalho. Título: subtítulo (se houver) In: NOME DO EVENTO, número,
ano. Local de realização do evento. Anais... Local de publicação dos Anais:
Editora, ano. Descrição física do suporte.

RIBEIRO, R. Psicologia social e desenvolvimento do terceiro setor:


participação da Universidade. In: CONGRESSO NORTE NORDESTE DE
PSICOLOGIA, 2., 2001, Salvador. Anais... Salvador: Universidade Federal da
Bahia, 2001. 1 CD.
Obs.: o destaque é para o título do periódico, o subtítulo não é destacado.

Artigo publicado em periódico eletrônico: SOBRENOME, PRENOME(s)


abreviado. Título: subtítulo (se houver). Nome do periódico, local de
publicação, volume, número ou fascículo, mês(s) abreviado. ano.
<endereço da URL>. Data de acesso:

PAIVA, G. J. Dante Moreira Leite: um pioneiro da psicologia social no


Brasil. Psicologia USP, São Paulo, v. 11, n. 2, jul./ago. 2000. Disponível em:
<http://www.scielo.br/>. Acesso em: 12 mar. 2001.
Obs.: o destaque é para o título do periódico, o subtítulo não é destacado.

4.12 Plágio
A construção de um projeto e qualquer outro texto acadêmico
envolve um processo de criação e autoria. Em trabalhos como esses, é
importante que o autor do texto esteja atento ao citar a ideia de outros
autores. Para isso, as normas da ABNT orienta como referenciar no texto
acadêmico as ideias de outros autores. Diante do desafio da escrita, muitas
pessoas usam de recursos antiéticos para a produção textual, como o
plágio.

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Metodologia do Trabalho Científico 79

O plágio acadêmico se configura quando um aluno retira, seja de


livros ou da internet, ideias, conceitos ou frases de outro autor (que as
formulou e as publicou), sem lhe dar o devido crédito, sem citá-lo como
fonte de pesquisa.
Segundo Nery (2006) ao falarmos de plágio, estamos tratando de uma
violação dos direitos autorais de outrem.

O plágio tem implicações cíveis e penais. E o “desconhecimento


da lei” não serve de desculpa, pois a lei é pública e explícita.

Na universidade, o que se espera dos alunos é que estes se capacitem


tanto técnica como teoricamente. Que sejam capazes de refletir sobre sua
profissão, a partir da leitura e compreensão dos autores da sua área.
Faz parte da formação dos alunos que estes sejam capazes de
articular as ideias desses autores de referência com as suas próprias ideias.
Para isto, é fundamental que os alunos explicitem, em seus trabalhos
acadêmicos, exatamente o que estão usando desses autores, e o que eles
mesmos estão propondo. Ser capaz de tais articulações intelectuais,
portanto, torna-se critério básico para as avaliações feitas pelos professores.

Tipos e consequências do plágio


Tipos
As ocorrências de plágio podem ter diferentes configurações.
Segundo Garschagen (2006), podemos listar pelo menos 3 tipos de plágio:
 Integral - Quem copia palavra por palavra um trabalho inteiro sem
citar
 Parcial - Ocorre quando o trabalho é um “mosaico” formado por
cópias de parágrafos e frases de autores diversos, sem mencionar
suas obras.

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Metodologia do Trabalho Científico 80

 Conceitual - A utilização da ideia do autor escrevendo de outra


forma, porém, novamente, sem citar a fonte original.

Consequências
De acordo com Diniz (2011), o plágio é um
daqueles fenômenos da vida acadêmica a respeito
dos quais todo escritor conhece um caso, sobre os
quais há rumores permanentes entre as
comunidades de pesquisa, e com os quais o jovem
estudante é confrontado em seus primeiros escritos.
Parece haver, no entanto, uma regra de ouro
nessa cultura compartilhada e nebulosa sobre o
plágio: ser descrito como um plagiador é uma grave
ofensa à integridade moral do escritor.

As consequências do plágio para o estudante:


 deixar de aprender com profundidade;
 ser reprovado no trabalho;
 ser repreendido pela instituição;
 ser reprovado na disciplina;
 ser proibido de usar instalações da instituição;
 de ser eleito para qualquer função;
 de receber bolsas ou empréstimos;
 sofrer processo legal (se envolver Propriedade Intelectual);
 roubar do autor original o reconhecimento de seu trabalho;
 arriscar ter seu caráter e integridade questionados por futuros
empregadores.

Veja abaixo o que orienta a legislação brasileira sobre plágio:

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Metodologia do Trabalho Científico 81

Orientações
A legislação orienta a proibição da reprodução de qualquer obra que
não pertença ao domínio público. A Lei 9.610/98 afirma no seguinte artigo
que:

Art.33. Ninguém pode reproduzir obra que não pertença ao


domínio público, a pretexto de anotá-la, comentá-la ou melhorá-la sem
a permissão do autor.
Parágrafo único. Os comentários ou anotações poderão ser
publicados separadamente.

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Metodologia do Trabalho Científico 82

E para finalizar algumas dicas importantes para que você não cometa
o plágio:

 Identifique a autoria logo no início do texto compartilhado,


colocando, ao final, a qualificação do autor.
 No caso de textos acadêmicos, utilize as normas da ABNT para
referenciar obras bibliográficas, imagens, vídeos, filmes, etc.
 Identifique como citação os trechos copiados de outros artigos e
notícias, fazendo sempre referência ao original e sua autoria.
 Atenda prontamente aos pedidos de exclusão de obras, textos
quando o autor requerer. A reprodução não autorizada caracteriza
contrafação (art. 5º, VII da 9.610).
 Evite referência equivocada. Verifique se a fonte é realmente
originária ou se ela já copiou, sem os devidos créditos, a mesma
publicação.

Chegamos ao fim do estudo da disciplina


Metodologia do Trabalho Científico. Esperamos que
você tenha aproveitado todos os recursos disponíveis
e fique atento aos prazos, pois ainda há tempo para
reforçar e fortalecer seu aprendizado. Até a próxima
disciplina!

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Metodologia do Trabalho Científico 83

REFERÊNCIAS

ANDRADE, M. Margarida. Introdução à metodologia do trabalho


cientifica: elaboração de trabalhos na graduação. São Paulo: Atlas,
2003.

ÁVILA, Vicente Fideles de. A pesquisa na vida e na universidade:


ensaio de curso para estudantes, professores e outros profissionais.
2.ed. rev. Campo Grande: UFMS; Campo Grande: UCDB, 2000. 214p.

BAGNO, Marcos. Pesquisa na escola: o que é, como se faz. Edições


Loyola: São Paulo, 1998. p.16-20.

CERVO, A. L. BERVIAN, P. A. A metodologia Científica. 3 ed. São Paulo:


McGraw-Hill do Brasil, 1983.

GERHARDT, Tatiana Engel e SILVEIRA, Denise Tolfo. Métodos de


pesquisa. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009.

GIL, Antonio Carlos. Projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 1991. 158p.

KÖCHE, José Carlos . Fundamentos de metodologia científica: Teoria


da ciência e iniciação à pesquisa. 20.ed. Petrópolis: Vozes, 2002.

KOCHE, José Carlos. Fundamentos de metodologia científica: teoria da


ciência e prática da pesquisa. 17.ed. Petrópolis: Vozes, 2000.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Fundamentos de metodologia


Científica. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003.

LÜDKE, Menga e ANDRÉ, Marli E. D. A. Pesquisa em educação:


abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

LUNA, Sérgio Vasconcelos de. Planejamento de pesquisa: uma


introdução. Elementos para uma análise metodológica. São Paulo:
EDUC, 2000. 108p.

MEGALE, Januário Francisco. Classificação das Ciências. 2. ed. São


Paulo: Atlas, 1990.

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Metodologia do Trabalho Científico 84

MICHAELIS: Moderno dicionário da língua portuguesa. São Paulo:


Companhia Melhoramentos, 1998.

MINAYO, M. C. S.; MINAYO-GOMÉZ, C. Difíceis e possíveis relações


entre métodos quantitativos e qualitativos nos estudos de problemas de
saúde. In: GOLDEN-BERG, P.; MARSIGLIA, R. M. G.; GOMES, M. H. A.
(Orgs.). O clássico e o novo: tendências, objetos e abordagens em
ciências sociais e saúde. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2003. p.117-42.

MINAYO, Maria Cecilia de Souza (Org.). Pesquisa social: teoria, método


e criatividade. 17.ed. Petrópolis: Vozes, 2000.

OLIVEIRA, Claudionor dos Santos. Metodologia científica, planejamento


e técnicas de pesquisa. Uma visão holística do conhecimento humano.
São Paulo: LTr, 2000.122p.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 19.ed.


São Paulo: Cortez, 1993. 252p.

TRIVIÑOS, Augusto Nibaldo Silva. Introdução à pesquisa em ciências


sociais. A pesquisa qualitativa em educação: positivismo, a
fenomenologia, o marxismo. São Paulo: Editora Atlas, 1995. 173p.

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Metodologia do Trabalho Científico 85

ANOTAÇÕES

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