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tributação

médica
descomplicada
sumário
COMO AJUSTAR A CARREIRA PROFISSIONAL ler 4

1. ENCARAR A REALIDADE DE FRENTE ler 6

1.1. FORMAS DE ATUAÇÃO ler 7

1.2. PISO SALARIAL ler 11

1.3. A CARREIRA DE MEDICINA ler 13

2. AJUSTANDO A VIDA A UMA CARREIRA PROFISSIONAL ler 15

3. O PAPEL DO PROFISSIONAL CONTÁBIL NA VIDA DE UM ler 18


RECÉM FORMADO

4. COMO ATUAR NO MERCADO DE TRABALHO NA PRÁTICA FISCAL ler 22


E CONTÁBIL

4.1. PROFISSIONAL AUTÔNOMO // PROFISSIONAL LIBERAL ler 25

4.2. CONSTITUIR UMA SOCIEDADE SIMPLES // PESSOA JURÍDICA ler 28

4.3. CONSTITUIR UMA EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILI- ler 30


DADE LTDA // NATUREZA SIMPLES

4.4. EMPREGADO // CLT - EMPRESAS PRIVADAS ler 34

4.5. EMPREGADO // SERVIDOR PÚBLICO ler 36

5. ENCARGOS TRIBUTÁRIOS NAS DIVERSAS FORMAS DE ATUAÇÃO ler 39

5.1. IMPOSTOS QUE PODERÃO FAZER PARTE DA VIDA DO PROFIS- ler 41


SIONAL RECÉM FORMADO

5.1.1. IMPOSTOS INCIDENTES QUANTO A FORMA DE ATUAÇÃO ler 43


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5.1.2. REMUNERAÇÕES E A PREVIDÊNCIA SOCIAL // INSS ler 47

TABELAS DE INCIDÊNCIAS DE INSS (2016) ler 50

SIMULAÇÕES CENÁRIOS PRÁTICOS ler 56

5.1.3. REMUNRAÇÕES E IMPOSTOS DE RENDA PESSOAS ler 67


FÍSICAS // IRPF

TABELAS DE INCIDÊNCIA MENSAL ler 70

SIMULAÇÕES CENÁRIOS PRÁTICOS ler 74

5.1.4. IMPOSTO SOBRE SERVIÇO // ISS ler 81

5.1.5. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL // AUTÔNOMOS E PROFISSIONAIS ler 83

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LIBERAIS

6. SOCIEDADE SIMPLES PURA, SOCIEDADE SIMPLES LTDA OU ler 86


EIRELI // NATUREZA SIMPLES

6.1. REMUNERAÇÃO PAGA AO SÓCIO OU TITULAR REALIZADO ler 89


PELO PAGAMENTO DA SOCIEDADE SIMPLES PURA, SOCIEDADE
SIMPLES LTDA OU EIRELI // NATUREZA SIMPLES, QUE POR ELES 3
FORAM CONSTITUÍDAS

6.2. REMUNRAÇÃO PAGA A SOCIEDADE SIMPLES PURA, SOCIEDA- ler 94


DE SIMPLES LTDA OU EIRELI // NATUREZA SIMPLES, DOS TRABA-
LHOS REALIZADOS PELOS SÓCIOS

6.2.1. REGIMES DE TRIBUTAÇÃO ler 97

7. GESTÃO DE LIVRO CAIXA ler 105


como ajustar
a carreira
profissional
como ajustar a
carreira profissional
A conclusão de uma Graduação em Medicina
não é uma etapa nada fácil. Além disso, como
em toda profissão liberal, o recém-formado em
Medicina vive um grande dilema: “Como Ajustar
a Carreira Profissional as Realidades atuais? ”.

Este guia visa nortear o novo profissional dessa


área quanto a sua forma de atuação no Merca-
do de Trabalho após um período mínimo de 6

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anos de estudos. O objetivo é identificar e mos-
trar quais são os caminhos a percorrer e quais
são as possíveis situações que provavelmente
farão parte da carreira de um médico em busca
do tão almejado sucesso.
5
1. encarar a
realidade de frente
O mercado da Medicina é um dos mais pro-
missores do país. Segundo o instituto IPEA, essa
carreira apresenta a maior taxa de ocupação no
mercado de trabalho pós-formação.

Sites e Institutos especializados afirmam que


o profissional da área de medicina tem o privi-
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légio de possuir um índice de empregabilidade


superior a 97%, mesmo para os profissionais
recém-formados. Isso prova que apesar de ser
uma área complicada para se atuar de forma
especializada e com satisfação profissional, o
mercado ainda é extremamente acolhedor no
6 sentido de não deixar aqueles que se dedicam a
essa carreira caírem no ócio.
1.1. formas de
atuação
Profissional // Autônomo:

É quando o profissional exerce suas atividades


através de múltiplos vínculos. Essa forma de
atuação possui características legais em que
sua atividade não está submetida as aplicadas
pelas legislações trabalhistas vigentes e seu

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instrumento legal se baseia num contrato de
prestação de serviço. Esse contrato estabelece
os seus direitos, deveres e obrigações diante do
seu contratante, podendo este ser de estrutura
pública ou privada.

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1.1. formas de atuação

Constituir uma Sociedade Simples //


Pessoa Jurídica

É quando um profissional médico se une a um


ou mais médicos para o exercício da profissão
(atividade intelectual), relacionados aos seus
conhecimentos científicos de medicina. Mesmo
contando com auxiliares ou colaboradores, es-
tes não podem se apresentar como sendo ele-
mentos de empresa.
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1.1. formas de atuação
Constituir uma Empresa Individual de
Responsabilidade Ltda // Natureza
Simples:

Com a aprovação da Lei 12.441/2011, surge


uma nova forma de atuação para um profissio-
nal médico, porém este apresenta característi-
cas específicas. Uma delas é que a formação de
seu capital seja constituída em moeda corrente
de no mínimo 100 (cem) salários mínimos regio-
nais, cumprindo o exercício da profissão, relacio-
nados aos seus conhecimentos científicos de
medicina. Mesmo contando com auxiliares ou
colaboradores, estes não podem se apresentar

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como sendo elementos de empresa.

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1.1. formas de atuação
Empregado // CLT

É quando o Médico exerce a atividade profissio-


nal, mesmo que através de múltiplos vínculos,
porém com exercício profissional submetido às
legislações trabalhistas vigentes e convenções
coletivas de Sindicatos de Classe. Seu instru-
mento legal baseia-se no Registro na Carteira
Trabalho, sendo remunerado conforme as re-
gras estabelecidas. Os seus direitos, deveres e
obrigações serão mantidos diante do seu con-
tratante, podendo este também ser de estrutura
pública ou privada.
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1.2. piso salarial

O Profissional de medicina não apresenta um


piso salarial válido no território nacional, porém
ficou-se estabelecido na Lei nº 3.999 de 15 de
dezembro de 1961, que o médico deve receber,
para uma jornada de 20 (vinte) horas semanais,
o valor correspondente a 3 (três) salários míni-
mos vigentes na região e estado em que atua.

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A Federação Nacional de Médicos (Fenam)
recomenda um piso de R$ 11.675 por 20 (vinte)
horas de trabalho, porém deve se frisar que de-
vido a heterogeneidade de nossos municípios
quanto às suas políticas públicas, tanto quanto
ao seu porte e capacidade financeira, estes valo- 11
res se tornam impossíveis de serem utilizados.
1.2. piso salarial
Existe em trâmite, um Projeto de Lei nº
2.750/2011, que busca estabelecer um piso
salarial de R$9.000,00, com reajuste anual
pelo índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC), para jornada de 24 (Vinte Quatro) horas
semanais
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1.3. a carreira
de medicina
A carga horária em jornadas de trabalho nos
espaços públicos e privados tradicionais como
hospitais, clínicas médicas, postos de saúde e
consultórios médicos, poderão ser estabeleci-
dos como:

40 Horas/semanais;

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24 Horas/semanais;
20 Horas/semanais;
12 Horas/semanais.

Segundo o Conselho Federal de Medicina,


existem mais 400 mil médicos em atividade no 13
Brasil, com 6 a 8 mil novos profissionais inseri-
dos no mercado de trabalho anualmente. Des-
tes, cerca de 215 mil trabalham na rede pública
1.3. a carreira de medicina
de Atendimento (SUS), ou seja, mais de 53% do
total de profissionais da área.

Em 2013, um estudo divulgado pelo Conselho


Federal de Medicina - CFM, mostrou que das 53
especialidades da área reconhecidas no País,
74% concentram-se em 15 especialidades. Veja
quais são logo abaixo:

1 . Pediatria
2 . Ginecologia e Obstetricia
3 . Cirurgia Geral
4 . Clínica Médica
sumário

5 . Anestesiologia
6 . Medicina do Trabalho
7 . Cardiologia
8 . Ortopedia e Traumatologia
14 9 . Oftalmologia
10 . Radiologia e Diagnóstico por Imagem
11 . Psiquiatria
12 . Dermatologia
13 . Otorrinolaringologia
14 . Cirurgia Plástica
15 . Medicina Intensiva
2.
ajustando a vida
a uma realidade
profissional
2. ajustando a vida
a uma realidade
profissional
Todo recém-formado vive uma angústia e an-
siedade profissional diante desta necessidade de
adequar a realidade da vida pós-formatura.
sumário

E com o profissional médico não é diferente.


Mesmo com um nível de empregabilidade de
97% este também sofre muitas pressões. Como
exemplo, podemos citar a escolha da especia-
lidade que mais se encaixa ao seu perfil, o fan-
tasma da frustração profissional, a escolha da
16 cidade para atuar, se próximo dos familiares ou
não, além de ter que levar em conta o retorno
financeiro e principalmente aquilo que trará uma
maior qualidade de vida.
2. ajustando a vida a uma
realidade profissional
Em resumo, seu estilo de vida TERÁ QUE MU-
DAR! O profissional deverá buscar tomar as ré-
deas da sua vida profissional, social e financeira.
É o momento de colocar em xeque-mate prático
tudo aquilo que aprendeu nos anos de tudo e
residência médica.

O objetivo central deste material é fornecer in-


formações fisco-contábeis que se fazem neces-
sárias ao Profissional Liberal. Ter conhecimento
dessas informações é de suma importância
para que evitar ou até mesmo atenuar algumas

sumário
das pressões que previamente citamos. Além
disso uma das consequências de absorver esse
conhecimento é potencializar sua situação fi-
nanceira através de mecanismos legais de ELI-
SÃO FISCAL, evitando assim uma possível EVA-
SÃO FISCAL com recebimento de seus plantões,
honorários médicos, salários ou qualquer outra 17
remuneração do seu labor.
3.
sumário

o papel do
profissional
contábil na vida
18

de um recém
formado
3. o papel do
profissional contábil
na vida de um recém
formado
A partir do período de residência médica e as-
sim que inserido no mercado de trabalho, o pro-

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fissional médico deverá adequar sua agenda a
uma relação profissional cada vez mais estreita
no que tange a gestão das suas remunerações.
De fato, quanto maior, ampla e diversificada a
forma de remuneração e seus recebimentos,
maior será a necessidade da ajuda de bom pro-
fissional contábil durante toda vida em atividade.
19
É como diz o bom e velho ditado popular: “ O
Dinheiro não aceita desaforo”.
3. o papel do profissional contábil
na vida de um recém formado
Na verdade, essa expressão é um alerta sobre
uma atitude cada vez mais consciente do pro-
fissional recém-formado de que necessita da
ajuda de um bom profissional contábil. Este, por
sua vez, busca além de economia através de um
planejamento tributário legal e o cumprimento
correto de todas as legislações fiscais, societá-
rias e tributárias, fazer com que em relação às
finanças originadas do labor do seu cliente (o
recém-formado), este evite pagamentos ou so-
fra retenções de tributos de forma equivocada.
Além disso, evitar redução da liquidez de suas
sumário

receitas (perdas de dinheiro), e de terem grandes


transtornos com os desgastantes procedimen-
tos para o cumprimento prático da legislação
vigente.

20
elisão fiscal
Configura-se num planejamento que utiliza mé-
todos legais para diminuir o peso da carga tribu-
tária num determinado orçamento. Respeitando
o ordenamento jurídico, o administrador faz es-
colhas prévias (antes dos eventos que sofrerão
agravo fiscal) que permitem minorar o impacto
tributário nos gastos do ente administrado.

evasão fiscal

sumário
Também conhecida como sonegação fiscal é
o uso de meios ilícitos para evitar o pagamento
de taxas, impostos e outros tributos. Entre os
métodos usados para evadir tributos estão a
omissão de informações, as falsas declarações
e a produção de documentos que contenham 21
informações falsas ou distorcidas, como a con-
tratação de notas fiscais, faturas, duplicatas etc.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Elis%C3
4.
sumário

como atuar no
mercado de
trabalho na
22

prática fiscal e
contábil
4. como atuar no
mercado de trabalho
na prática fiscal e
contábil
No início deste material, especificamente no
item 1.1 – Formas de Atuação, você viu como
o profissional poderá atuar em uma ou mais e,

sumário
até em concomitância de todas estas formas de
exercício da profissão:

- Profissional // Autônomo;
- Constituir uma Sociedade Simples // Pessoa
Jurídica; 23
- Constituir uma Empresa Individual de Respon-
sabilidade Ltda // Natureza Simples;
- Empregado // CLT – Empresas Privadas;
- Empregado // Servidor Público;
4. como atuar no mercado de
trabalho na prática fiscal e contábil
Cada uma destas formas de atuação se apre-
senta com uma legislação específica morosa e
desgastante. Tal legislação possui informações
que sem a ajuda de um bom profissional con-
tábil, certamente farão com que o profissional
perca o foco na carreira e ainda amargue, em
algum momento, com perdas financeiras. Nesse
âmbito, baseando na legislação vigente, vamos
analisar ao que compete cada uma das formas
de atuação citadas anteriormente.
sumário

24
4.1. profissional
autônomo //
profissional liberal
A Lei No 5.890, DE 8 DE JUNHO DE 1973, defi-
ne na alinea c, do Artigo 4º, como é considerado
o Profissional Autônomo ou Trabalhador Autô-
nomo.

sumário
(...)
“Art. 4º Para os efeitos desta lei, considera-se:
a) (...);
b) (...);
c) trabalhador autônomo - o que exerce habitualmente,
e por conta própria, atividade profissional remunerada;
o que presta serviços a diversas empresas, agrupado ou
não em sindicato, inclusive os estivadores, conferentes 25
e assemelhados; o que presta, sem relação de emprego,
serviço de caráter eventual a uma ou mais empresas;
o que presta serviço remunerado mediante recibo, em
caráter eventual, seja qual for a duração da tarefa.”
4.1. profissional autônomo //
profissional liberal
O Vocabulário Jurídico de Plácido e Silva de-
signa autônomo:

“palavra que serve de qualificativo a


tudo o que possui autonomia ou inde-
pendência, isto é, de tudo quanto possa
funcionar ou manter-se independente-
mente de outro fato ou ato”.

Dessa forma, AUTÔNOMO é todo aquele pro-


fissional que exerce sua atividade laboral sem
vínculo empregatício, por conta própria e com
assunção de seus próprios riscos. A prestação
sumário

de serviços é de forma eventual e não habitual.

Exemplo: Um Médico que mantém um Con-


sultório próprio e atende a diversos clientes.

Denomina-se profissional liberal a pessoa


26 física que presta serviço predominantemente
técnico e intelectual a outras pessoas físicas
ou jurídicas, quando por estas requisitadas,
sem qualquer vínculo ou subordinação, po-
dendo o serviço ser executado em seu próprio
4.1. profissional autônomo //
profissional liberal
estabelecimento ou no do requisitante.

Estão entre os profissionais liberais, dentre


outros, os advogados, médicos, cirurgiões
dentistas, veterinários, farmacêuticos, en-
genheiros, químicos, economistas, atuários,
contabilistas, professores, escritores, autores
teatrais, compositores, assistentes sociais,
jornalistas, protéticos dentários, bibliotecários,
estatísticos, enfermeiros, administradores, ar-
quitetos, nutricionistas, psicólogos, geólogos e
fisioterapeutas, além de diversos outros.

sumário
27
4.2. constituir uma
sociedade simples //
pessoa jurídica
Sociedade Simples - sociedades não empresá-
rias. Tem por objeto o exercício de atividade rural
ou intelectual, de natureza científica, literária ou
artística. São sociedades não sujeitas à falência,
seus atos de constituição são registrados no
sumário

Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas.

A sociedade de natureza Simples encontra-se


prevista nos artigos 982 e 983 do C.C., e os tipos
societários mais comumente usados por estas
sociedades são: sociedade Limitada (artigos
28 1.052 a 1.087 do C.C.) ou sociedade Simples em
sua forma típica (artigos 997 a 1038 do C.C.).

A sociedade de natureza Simples e de tipo


Simples, ou seja, “Sociedade Simples Simples”,
4.2. constituir uma sociedade
simples // pessoa jurídica
passou a ser chamada mais comumente pelo
nome de Simples Pura, denominação esta que
encontra-se adotada pela Receita Federal em
seu programa de geração de CNPJ.

Novamente, é importante alertar mais uma


vez sobre a necessidade de expor ao seu profis-
sional contábil a real finalidade de constituição
desta, pois a partir desse momento ele poderá
ajudá-lo a obter as maiores vantagens quanto
a opção de constituição de Sociedade Simples
Pura ou Sociedade Simples Limitada.

sumário
Vale ressaltar que ambos os dois tipos de so-
ciedade, não são passíveis de falência e não
têm a obrigatoriedade de se adequar às novas
realidades contábeis (art.1179 a 1195), próprias
das sociedades empresárias, e que terão reper-
cussões fiscais, as quais modificam alguns con-
ceitos, como: depreciação e controle de estoque, 29
situações estas que irão afetar as escriturações
contábeis e na apuração de resultados.
4.3. constituir uma
empresa individual de
responsabilidade ltda
// natureza simples
Em 2011, foi publicada uma importante lei
para o Direito Empresarial, esta Lei Federal de
nº. 12.441/11 alterou o Código Civil e permitiu a
sumário

constituição da Empresa Individual de Respon-


sabilidade Limitada (EIRELI).

Esta por sua vez, com sua regulamentação,


promoveu um avanço significativo na legislação
empresarial tornando possível a constituição de
30 empresa limitada por apenas uma pessoa. Sen-
do, portanto, institucionalizado a criação da em-
presa limitada unipessoal. Com o advento desta
lei, criou-se um grande facilitador para aqueles
que desejavam dirigir a empresa sem a figura de
4.3. constituir uma empresa
individual de responsabilidade ltda
// natureza simples
um sócio que, muitas vezes, só integrava a so-
ciedade limitada para cumprir o requisito legal.

Como qualquer formação empresarial cada


uma apresenta uma legislação específica e ca-
racterísticas próprias de constituição. A EIRELI
é disciplinada no art. 980-A do Código Civil-CC,
que fora acrescentado pela Lei nº. 12.441/11 e,
que abaixo destacamos:

Tem personalidade jurídica própria (art. 44, VI,

sumário
do CC), distinta do seu titular.

É constituída por 1 (uma) única pessoa, titular


da totalidade do capital social, devidamente inte-
gralizado (art. 980-A, caput, CC);

A EIRELI pode ter natureza simples (registro no 31


Registro Civil das Pessoas Jurídicas- RCPJ) ou
natureza empresária (registro na Junta Comer-
cial). A maioria das EIRELI’s terá natureza sim-
ples, haja vista que não terá por objeto o exercí-
4.3. constituir uma empresa
individual de responsabilidade ltda
// natureza simples
cio de atividade econômica organizada para a
produção ou circulação de bens ou de serviços
(art.982 c/c art.966, ambos do CC);

Juridicamente é empresa e não sociedade. Nos


termos do Enunciado 469 do Conselho da Justi-
ça Federal, EIRELI “…não é sociedade, mas novo
ente jurídico personificado”.

Terminologicamente, na EIRELI existe a figura


do titular da empresa e não do sócio.
sumário

Nos termos do Enunciado nº 468 do Conselho


da Justiça Federal c/c Instrução Normativa nº
117, do DNRC- Departamento Nacional de Re-
gistro do Comércio, o titular da EIRELI só pode
ser pessoa natural;

32
O capital social deve estar devidamente inte-
gralizado (art. 980-A, caput, CC);

O capital social não pode ser inferior a 100


4.3. constituir uma empresa
individual de responsabilidade ltda
// natureza simples
vezes o valor do maior salário mínimo vigen-
te no País (art. 980-A, §1º, CC). Que no ano de
2016 representaria, um capital mínimo de in-
tegralização de R$ 88.000,00(oitenta e oito mil
reais);

A denominação ou a firma deverá ser integrada


pela expressão “EIRELI”;

No registro da empresa, deve-se exigir decla-


ração do titular da EIRELI para os devidos fins e

sumário
efeitos de direito, constando expressamente que
o mesmo não participa de qualquer outra pes-
soa jurídica dessa modalidade (art. 980-A, §2º,
CC);

Aplicam-se à EIRELI, no que couber, as regras


previstas para as sociedades limitadas (art. 980- 33
A, §6º, CC);
4.4. empregado //
CLT - empresas
privadas
O empregado é aquele que exerce o trabalho
formal de qualquer ocupação trabalhista, manu-
al ou intelectual, com benefícios e carteira pro-
fissional assinada. É a forma de atuação que é
sumário

fornecido por uma empresa com todos os direi-


tos trabalhistas garantidos. Nesse caso, ao cum-
prir seu papel de ocupação ou função, a pessoa
desempenhará em alguma atividade econômica
conferindo uma remuneração. No caso dos em-
pregados de uma empresa, por exemplo, essa
34 remuneração pode ser chamada de salário ou
de vencimentos.

Quanto ao exercício profissional, este será regu-


lado pela CLT – Consolidação das Lei do Traba-
4.4. empregado //
CLT - empresas privadas
lho, a qual no seu art. 3º, da definição de empre-
gado como:

“toda pessoa física que prestar serviços


de natureza não eventual a empregador,
sob a dependência deste e mediante
salário”.

Portanto, empregado é o trabalhador subordi-


nado que recebe ordens. É a pessoa física que
trabalha todos os dias ou periodicamente, ou
seja, NÃO é um trabalhador que presta seus
serviços apenas de vez em quando (esporadica-

sumário
mente), sendo então um assalariado para o de-
senvolvimento de suas funções que ora foi con-
tratado, sob a dependência do seu contratante.

35
4.5. empregado //
servidor público
Servidor público ou funcionário público é todo
aquele empregado de uma administração es-
tatal. Em uma designação geral engloba todos
aqueles que mantêm vínculos de trabalho com
entidades governamentais, integrados em car-
gos ou empregos das entidades político-admi-
nistrativas, bem como em suas respectivas au-
tarquias e fundações de direito público, ou ainda
sumário

é uma definição a todo aquele que mantém um


vínculo empregatício com o Estado, e seu paga-
mento provém da arrecadação pública de im-
postos, sendo sua atividade chamada de “Típica
de Estado”. Geralmente é originário de concurso
público, pois é defensor do setor público, que é
36 diferente da atividade do Político, detentor de um
mandato público que está diretamente ligado ao
Governo e não necessariamente ao Estado de
Direito.
4.4. empregado //
servidor público
Porém, o profissional recém-formado deve, com
auxílio de seu contador, atentar-se quando optar
em constituir Sociedade Simples ou Empresa
Individual de Responsabilidade Ltda. – Natureza
Simples e ao mesmo tempo, vir participar do
pleito de uma Carreira de Servidor Público, pois
a atuação como servidor público estabelece
proibição ao exercício profissional caso este ve-
nha participar em sociedades civis e ou empre-
sariais e que ao mesmo tempo exerça atividade
de gerência ou de administração. Segue abaixo
transcrição legal do Estatuto dos Servidores Pú-
blicos Civis da União, Lei n.º 8.112/1990 e Reda-

sumário
ção dada pela Lei nº 11.094/2005.

“Art. 117. Ao servidor é proibido: (...)


X - Participar de gerência ou administração de so-
ciedade privada, personificada ou não personifica-
da, salvo a participação nos conselhos de adminis-
tração e fiscal de empresas ou entidades em que a 37
União detenha, direta ou indiretamente, participa-
ção no capital social ou em sociedade cooperativa
constituída para prestar serviços a seus membros,
e exercer o comércio, exceto na qualidade de acio-
nista, cotista ou comanditário; (Redação dada pela
Lei nº 11.094, de 2005)”.
4.4. empregado //
servidor público
Existem duas doutrinas que expõe o entendi-
mento ao artigo 117 acima supracitado:

Há uma que reconhece que o funcionário públi-


co pode ser sócio de responsabilidade limitada,
mas este não poderá ser empresário, adminis-
trador ou gerente de empresa privada, ou seja,
ele não pode “assinar” pela empresa, apenas par-
ticipar com seu capital, não com seu trabalho, o
chamado “sócio quotista”. E a outra que mesmo
que o servidor figure no contrato social como
não administrador ou gerente, mas atue com
essas qualidades, viola a norma, ferindo assim o
sumário

princípio da primazia da realidade.

Diante desta situação difícil de legislação na


atuação como servidor público, recomendamos
alertar seu profissional contábil das futuras e
reais intenções no exercício de sua forma de
38 atuação.
5.
sumário
encargos 39

tributários nas
diversas formas
de atuação
5. encargos tributários
nas diversas formas
de atuação
Após definir e alinhar todos os dados necessá-
rios juntamente com o auxílio de seu profissional
contábil, a consequência é de que o profissional
médico tenha maior eficiência tributária, evitan-
do pagar ou sofrer retenções tributárias de suas
sumário

remunerações de forma indevida.

40
5.1. impostos que
poderão fazer parte da
vida do profissional
recém formado
Em seguida, destacamos alguns impostos que
farão parte do dia a dia do profissional, inciden-
tes sobre suas remunerações, dependendo da

sumário
forma ou de outras formas em concomitância
em que irá atuar:

. INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social


(Previdência Social);
41
. IRPF – Imposto de Renda de Pessoa Física;
. ISS – Imposto Sobre Serviços;
. Contribuição Sindical Patronal;
5.1. impostos que poderão fazer
parte da vida do profissional recém
formado
. COFINS – Contribuição para o Financiamento
da Seguridade Social;
. PIS – Programa de Integração Social;
. IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica;
. CSLL – Contribuição Social Sobre Lucro
Líquido;
. Simples Nacional
sumário

42
5.1.1. impostos
incidentes quanto a
forma de atuação
Profissional Liberal Autônomo e
Empregado Formal:

INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social

sumário
(Previdência Social);
IRPF – Imposto de Renda de Pessoa Física;
ISS – Imposto Sobre Serviços;
Contribuição Sindical Patronal – Autônomos ou 43
Profissional Liberal;
5.1.1. impostos incidentes quanto a
forma de atuação

Profissional Empregado //
Servidor Público:

INSS – Instituto Nacional de Seguridade


Social (Previdência Social), deverá ser observada
a legislação vigente onde estará inserido o pro-
fissional, e se este apresenta legislação de con-
tribuição previdenciária complementar;
IRPF – Imposto de Renda de Pessoa
sumário

Física;

Sociedade Simples Pura, Sociedade


Simples Ltda. ou Eireli // Natureza
44 Simples

INSS – Instituto Nacional de Seguridade


Social (Previdência Social);
5.1.1. impostos incidentes quanto a
forma de atuação

IRPF – Imposto de Renda de Pessoa Físi-


ca;
ISS – Imposto Sobre Serviços;
Contribuição Sindical Patronal;
COFINS – Contribuição para o Financia-
mento da Seguridade Social;
PIS – Programa de Integração Social;
IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica;
CSLL – Contribuição Social Sobre Lucro

sumário
Líquido;
Simples Nacional

Nosso trabalho visa elucidar o tratamento tri- 45


butário, incidentes nas remunerações recebidas
por profissionais que exercem atividades regula-
mentadas como, por exemplo, médicos, dentis-
tas, fisioterapeutas, advogados, etc.
5.1.1. impostos incidentes quanto a
forma de atuação

Portanto, aconselhamos novamente a busca por


um bom profissional contábil, para que este pos-
sa ajudá-lo num planejamento tributário legal e
evitar que os órgãos públicos reguladores e arre-
cadadores, considerem a aplicação dos recolhi-
mentos tributários adotados e realizados sejam
reconhecidos como “EVASÃO FISCAL”.
sumário

46
5.1.2. remunerações e
a previdência social
// INSS
O salário de contribuição do profissional liberal
na qualidade de contribuinte individual junto a
Previdência Social, corresponde à remuneração
auferida em uma ou mais empresas ou pelo
exercício de sua atividade econômica por conta
própria durante o mês, observados os limites

sumário
mínimo e máximo previdenciário que hoje são
de R$ 880,00 e R$ 5.189,82, respectivamente.
Aplicando portanto, uma contribuição de 20% da
remuneração auferida pelo exercício de sua ati-
vidade por conta própria, quantia esta que deve
ser paga com valores mínimos de R$ 176,00 e 47
máximos de R$ 1.037,96.

Porém, deve-se ficar atento, pois cabe ao contri-


buinte individual efetuar o próprio recolhimento
quando prestar serviços por conta própria a pes-
soas físicas. Além disso, se prestar serviços para
empresa, a contribuição será retida e recolhida
pela própria empresa, numa alíquota de contri-
buição de 11%.

O contribuinte individual deverá também efetuar


o próprio recolhimento quando a remuneração
recebida na empresa, no mês, for inferior ao limi-
te mínimo do salário de contribuição. Este deve-
rá recolher diretamente a contribuição incidente
sobre a diferença entre o limite mínimo do salá-
rio de contribuição e a remuneração total por ele
recebida ou a ele creditada, aplicando sobre a
parcela complementar a alíquota de 20%.
sumário

Um profissional liberal consciente reconhece a


necessidade de um seguro social que garanta
uma vida tranquila para ele e ou para os seus
dependentes. Ele deve esquecer o jargão popular
“Porque pagar a Previdência Social”?
48
Ao realizar o pagamento da previdência social
em dia, o profissional liberal passa a ter a qua-
lidade de segurado e o direito de requerer para
si os benefícios previdenciários que são, dentre
outros: a aposentadoria por idade, a aposenta-
doria por invalidez e a aposentadoria por tempo
de contribuição, auxílio-doença, salário-materni-
dade e, para seus dependentes: auxílio-reclusão
e pensão por morte.

como se inscrever
O trabalhador pode se inscrever pela Cen-
tral 135 ou pela internet:
https://www.previdencia.gov.br

sumário
Informe o número de um documento de
identidade, comprovante de residência e
CPF.

No ato da inscrição, o trabalhador recebe


um Número de Identificação do Trabalha- 49
dor (NIT), que passa a ser a sua identifica-
ção na Previdência Social.

Quem possui PIS ou PASEP não precisa se


inscrever. Basta informar um desses núme-
ros na Guia da Previdência Social e fazer o
recolhimento.
Tabelas de Incidência de INSS
(referência: 2016)

Tabela I

Tabela para Empregado, Empregado Doméstico


e Trabalhador Avulso

Salário de Alíquota
Contribuição (R$)
Até R$ 1.556,94 8%
sumário

De R$ 1.556,95 9%
a R$ 2.594,92
De R$ 2.594,93 11%
até R$ 5.189,82

50
Tabela II

Tabela para Contribuinte


Individual e Facultativo

Salário de
Alíquota Valor
Contribuição (R$)
R$880,00 5% (não dá direito R$44,00
a Aposentadoria
por Tempo de
Contribuição e Cer-
tidão de Tempo de
Contribuição)*

sumário
R$880,00 11% (não dá direi- R$96,80
to a Aposentado-
ria por Tempo de
Contribuição e Cer-
tidão de Tempo de
Contribuição)**
51
R$ 880,00 até 20% Entre R$ 176,00
R$ 5.189,82 (salário mínimo) e
R$ 1037,96 (teto)

*Alíquota exclusiva do Microempreendedor Individual e do Facultativo Bai-


xa Renda;
**Alíquota exclusiva do Plano Simplificado de Previdência;
Os valores das tabelas foram extraídos da Portaria Interministerial MTPS/
MF Nº 1, de 08 de janeiro de 2016 e terão aplicação sobre as remunera-
ções a partir de 1º de janeiro de 2016.
ANTES DE REALIZARMOS AS
SIMULAÇÕES SEGUE O ALERTA NÃO
PAGUE INSS ALÉM DO TETO MÁXIMO!

De acordo com a Lei 10.666/2003, Decre-


to 4729 de 09/06/2003 e IN/INSS nº. 89 de
11/06/2003 todo repasse é tributado pelo INSS
em 11% observando o limite máximo da tabela
de INSS, disponibilizada pelo governo, vigente à
época de cada repasse (Vide Tabela I e Tabela
II).

Entretanto, caso o profissional tenha mais de


uma fonte de renda em que já tenha desconto
sumário

de INSS, o mesmo poderá enviar aos contra-


tantes, declaração informando os dados das
ocorrências desses descontos, afim de que o
profissional não pague ou sofra retenções dessa
contribuição mensal, em valor superior ao limite
máximo conforme tabela acima.
52
Segue abaixo uma sugestão de Modelo de De-
claração, que conforme exigência do contratante
o envio dessa, que poderá ser entregue anual-
mente ou em períodos menores. Podendo tam-
bém, se preferir, optar pelo envio mensalmente
de cópia de seu contracheque de pagamento
do mês anterior a todos os contratantes desde
que este contenha o número do CNPJ da fonte
pagadora, dentro de um prazo previsto pelo con-
tratante.

(próxima página)

sumário
53
DECLARAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA

Em conformidade com o que determina a IN/INSS/DC N° 100/2003, EU _____


_________________________________, CPF n° ___________________, registrado no PIS/
PASEP sob o n° __________________ ou inscrição no INSS n° ____________________,
declaro, junto ao Poder Judiciário do Rio Grande do Sul, sob as penas de lei,
que presto serviços para outra(s) fonte(s) pagadora(s), _______________________
_____________, CNPJ_____________,estabelecida em ________________________, a(s)
qual(is) efetua(m) retenção para o INSS.

2ª Fonte Pagadora ______________________________


CNPJ_______________________

no teto máximo de contribuição.


Durante o período de ______/_____até ______/_____.
Na hipótese de, por qualquer razão, deixar de reter o INSS pelo limite máximo
sumário

do salário-de-contribuição, comprometo-me em recolher o valor complemen-


tar ao INSS, conforme estabelecido em lei 10.666 e IN/INSS/DC N° 100/2003.
Na hipótese de, por qualquer razão, deixar reter o INSS, comprometo-me em
informar, imediatamente, a esse Poder Judiciário.

Endereço: _____________________________________________________
E-mail: _______________________________________________________
Telefone/Fax: __________________________________________________
54 Assinatura: ________________________________________________

_______________________, ______ de ______________ de _______


outra particularidade,
que deverá ser observada
pelo contratante do
profissional liberal
A contribuição, em razão da dedução prevista
no § 4° do art. 30 da Lei n° 8.212/91, correspon-
de a 11% (onze por cento) do total da remunera-
ção paga, devida ou creditada, a qualquer título,
no decorrer do mês, ao segurado contribuinte
individual, observado o limite máximo do salário

sumário
de contribuição.

A contribuição a ser descontada pela entida-


de beneficente de assistência social isenta das
contribuições sociais patronais, corresponde a
20% (vinte por cento) da remuneração paga, de-
vida ou creditada ao contribuinte individual a seu
55
serviço, observado o limite máximo do salário de
contribuição.
simulação de Cenários Práticos
sobre a Tributação do INSS:
Cenário 1
Empregado Formal – Mensalista/Horista/Plan-
tonista com uma única fonte pagadora ou con-
tratante: Remuneração Mensal – R$ 5.000,00;

O INSS, será descontado pelo seu contratante,


sendo utilizado a Tabela I, anteriormente descri-
ta.

Sendo por tanto, usado a Faixa de 11%.


sumário

TABELA - I

Tabela para Empregado, Empregado Doméstico


e Trabalhador Avulso
56 Salário de Alíquota
Contribuição (R$)
De R$ 2.594,93 11%
até R$ 5.189,82

Então teremos um desconto de R$ 550,00(R$


5.000,00 x 11%) a título de INSS
Cenário 2
Empregado Formal – Mensalista/Horista/
Plantonista com mais de uma fonte pagado-
ra ou contratante: Remuneração Mensal - I
– R$ 5.000,00; Remuneração Mensal - II – R$
6.000,00; Total – R$11.000,00.

O INSS, será descontado pelos seus contratan-


tes, sendo utilizado também Tabela I, anterior-
mente descrita.

Sendo por tanto também usado a Faixa de 11%.

TABELA - I

sumário
Tabela para Empregado, Empregado Doméstico
e Trabalhador Avulso

Salário de Alíquota
Contribuição (R$) 57
De R$ 2.594,93 11%
até R$ 5.189,82
Empregador // Contratante 1:
(Remuneração – R$ 5.000,00)

Este fará um desconto de R$ 550,00(R$


5.000,00 x 11%) a título de INSS

Empregador // Contratante 2:
(Remuneração – R$ 6.000,00)

Conforme foi alertado anteriormente, para que


este não faça retenção indevida de seu salário,
será lhe entregue uma declaração (a exemplo do
modelo sugerido anteriormente), que já sofrera
sumário

retenção sobre o valor R$ 5.000,00 pelo Contra-


tante 1.

Diante deste Procedimento, este fará um des-


conto de R$ 20,88 [(R$ 5.189,82-R$ 5000,00)x
11%] a título de INSS.
58
Caso o profissional esqueça ou desconheça o
envio legal desta declaração, obriga-se o con-
tratante 2 efetuar a retenção de INSS, sobre a
remuneração de R$ 6.000,00, a quantia prevista
do teto máximo que corresponde a R$ 570,88
(R$ 5.189,82 x 11%). Sendo portanto, retido des-
necessariamente, à título de INSS total das re-
munerações citadas, a quantia de R$ 1.120,88.
O valor total e correto somente seria de R$
570,88 (R$550,00(contratante 1) + R$20,88(con-
tratante 2)).

sumário
59
Cenário 3
Empregado Formal – Mensalista/Horista/
Plantonista com mais de uma fonte pagado-
ra ou contratante: Remuneração Mensal - I
– R$ 2.000,00; Remuneração Mensal - II – R$
2.000,00 e Prestador de Serviço Autônomo (con-
sultório) – Remuneração III – R$ 4.000,00; Total
– R$ 8.000,00. O INSS, será descontado pelos
seus contratantes, sendo utilizado também Ta-
bela I, anteriormente descrita.

Empregador // Contratante 1:
(Remuneração – R$ 2.000,00)
sumário

Este fará um desconto de R$ 180,00(R$


2.000,00 x 9%) a título de INSS

TABELA II

Tabela para Empregado, Empregado Doméstico


60
e Trabalhador Avulso

Salário de Alíquota
Contribuição (R$)
De R$ 1.556,95 9%
até R$ 2.594,92
Empregador // Contratante 2:
(Remuneração – R$ 2.000,00)

Conforme foi alertado anteriormente, para que este


não faça retenção indevida de seu salário, será lhe
entregue uma declaração (a exemplo do modelo su-
gerido anteriormente), que já sofrera retenção sobre
o valor R$ 2.000,00 pelo Contratante 1.

Este por sua vez, deverá fazer o somatório da decla-


ração do contratante 1(R$ 2.000,00), com a remu-
neração por ele paga que é de R$ 2.000,00, sendo
realizado retenção na faixa de 11% R$ 4.000,00(R$
2.000,00 + R$ 2.000,00)

sumário
TABELA I

Tabela para Empregado, Empregado Doméstico


e Trabalhador Avulso

Salário de Alíquota 61
Contribuição (R$)
De R$ 2.594,93 11%
até R$ 5.189,82

Diante deste Procedimento, este fará um desconto


de R$ 220,00 (R$ 2.000,00x 11%) a título de INSS.
Prestador de Serviço Autônomo
(consultório)
(Remuneração III– R$ 4.000,00)

TABELA III

Tabela para Contribuinte


Individual e Facultativo

Salário de
Alíquota Valor
Contribuição (R$)
sumário

R$ 880,00 até 20% Entre R$ 176,00


R$ 5.189,82 (salário mínimo) e
R$ 1037,96 (teto)

Assim que realizado e confirmado o envio da


declaração do contratante 1 ao contratante 2 e
62 os valores retidos de INSS sobre suas remunera-
ções recebidas em seu consultório, fiscalmente
lançadas em seu livro caixa, este deverá fazer
o recolhimento complementar do Teto Máximo
que corresponde a R$ 5.189,82, aplicando o
percentual de 20% (tabela II), sendo preenchido
uma guia avulsa no site da previdência social
(http://www2.dataprev.gov.br/PortalSalInter-
net/faces/pages/calcContribuicoesCI/filiado-
sApos/selecionarOpcoesCalculoApos.xhtml),
ou carnê que poderá ser adquirido em papela-
rias.

Sendo portanto, recolhido de forma com-


plementar a quantia de R$ 237,96 {[(R$
5.189,82(teto)– R$2.000,00(contratante 1)–R$
2.000,00(contratante 2)]*20%}, mantendo garan-
tido seu seguro social e os benefícios com base
no Teto Máximo.

sumário
Diante deste cenário demonstrado, frisamos
a importância do envio da declaração e correta
retenção dos respectivos contratantes.

Neste caso, fora apurado a retenção de R$


63
637,96 (R$ 180,00+220,00+237,96), caso o
profissional não realize os procedimentos aler-
tados e confirme o correto recolhimento destes
contratantes, este deverá recolher como recolhi-
mento complementar da remuneração autôno-
ma uma quantia de R$637,96. Sendo totalizado
um recolhimento neste período a título de INSS
de R$ 1.037,96. Portanto, sendo recolhido des-
necessariamente a quantia extra de R$ 400,00
(R$1.037,96-R$637,96), valor este apurado sem
requisitos e trâmites legais vigentes.
sumário

64
Cenário 4
Prestador de Serviço Autônomo
(consultório)
(Remuneração Única– R$ 15.000,00)

TABELA III

Tabela para Contribuinte


Individual e Facultativo

Salário de
Alíquota Valor
Contribuição (R$)

sumário
R$ 880,00 até 20% Entre R$ 176,00
R$ 5.189,82 (salário mínimo) e
R$ 1037,96 (teto)

Após o encerramento do período laboral o pro-


fissional apurará suas remunerações recebidas 65
em seu consultório e escriturá-las em seu livro
caixa. Este recolherá o INSS sobre o Teto Máxi-
mo correspondendo a R$ 5.189,82, aplicando o
percentual de 20% (tabela II), sendo preenchido
uma guia avulsa no site da previdência social:
(http://www2.dataprev.gov.br/PortalSalInter-
net/faces/pages/calcContribuicoesCI/filiado-
sApos/selecionarOpcoesCalculoApos.xhtml),
ou carnê que poderá ser adquirido em papela-
rias.

O Valor que deverá ser recolhido a título


de INSS será a quantia de R$ 1.037,96 (R$
5.189,82X 20%).
sumário

66
5.1.3. remunerações e
imposto de renda pes-
soas físicas // IRPF
O imposto de renda, como o próprio nome
descreve, é aquele que incide sobre a renda e os
proventos de contribuintes residentes no País ou
residentes no exterior que recebam rendimentos
de fontes no Brasil.

sumário
67
Este apresenta alíquotas variáveis conforme a
renda dos contribuintes, de forma que os de me-
nor renda não sejam alcançados pela tributação.
Imposto de renda de pessoa física significa o
valor anual descontado do rendimento do tra-
balhador empregado ou trabalhador autônomo,
que deve ser entregue ao governo federal, sendo
aplicado a porcentagem de desconto fixada pelo
governo de cada país onde é aplicado tal impos-
to.

O imposto pago pelo trabalhador ou profissio-


nal autônomo é denominado IRPF- Imposto de
Renda sobre Pessoa Física que, todo último dia
útil de abril do ano subsequente, deve ser entre-
sumário

gue junto a declaração anual comprovativa dos


rendimentos denominada DIRPF (Declaração de
Ajuste Anual). A apresentação dessa declaração
é obrigatória a todos os trabalhadores que pos-
suem rendimento superior ao valor mínimo defi-
nido pelo governo.
68
O órgão responsável pela recolha do imposto
de renda no Brasil é a Receita Federal.
No site http://idg.receita.fazenda.gov.br/in-
terface/cidadao/irpf/2016, é possível encontrar
todos os documentos e softwares necessários
para elaboração da declaração de imposto de
renda.

A Receita Federal é também responsável pelo


cruzamento das informações prestadas pelos
contribuintes para verificação da veracidade
destas. Com a ajuda de um bom profissional
contábil, com certeza a tão temida “Malha fina”
não fará parte da sua vida profissional.

sumário
“malha fina”
Termo popular dado ao procedimento
de cruzamento das informações presta-
das pelos contribuintes que consiste na 69
verificação da veracidade destas.
TABELAS DE INCIDÊNCIA MENSAL
A partir do mês de abril do ano-calendário de 2015:

Base de Alíquota (%) Parcela a


Cálculo (R$) deduzir do IRPF

Até R$1.903,98 - -

De R$1.903,99 até 7,5% R$ 142,80


R$2.826,65

De R$2.826,66 até 15% R$ 354,80


R$3.751,05
sumário

De R$3.751,06 até 22,5% R$ 636,13


R$4.664,68

Acima de 27,5% R$ 869,36


R$ 4.664,68

70
Deduções
A base de cálculo sujeita à incidência mensal do
imposto de renda na fonte é determinada mediante
a dedução das seguintes parcelas do rendimento
tributável:
a) as importâncias pagas em dinheiro a título
de pensão alimentícia em face das normas do
Direito de Família, quando em cumprimento de
decisão judicial, inclusive a prestação de alimen-
tos provisionais, de acordo homologado judicial-
mente, ou de escritura pública a que se refere o
artigo 1.124-A da Lei n° 5.869/1973 - Código de
Processo Civil;

b) a parcela a deduzir por dependente de R$


189,59;

c) as contribuições para a Previdência Social


da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos

sumário
Municípios;

d) as contribuições para entidade de previdên-


cia privada domiciliada no Brasil e para o Fundo
de Aposentadoria Programada Individual (FAPI),
cujo ônus tenha sido do contribuinte, destinadas
71
a custear benefícios complementares asseme-
lhados aos da Previdência Social, cujo titular ou
quotista seja trabalhador com vínculo emprega-
tício ou administrador. Quando a fonte pagadora
não for responsável pelo desconto dessas con-
tribuições os valores pagos a esse título podem
ser considerados para fins de dedução da base
de cálculo sujeita ao imposto mensal, desde que
haja anuência da empresa e que o beneficiário
lhe forneça o original do comprovante de paga-
mento.

e) valor correspondente à parcela isenta dos


rendimentos provenientes de aposentadoria e
pensão, transferência para a reserva remune-
rada ou reforma pagos pela Previdência Social
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, por qualquer pessoa jurídica de direi-
to público interno, ou por entidade de previdência
sumário

privada, a partir do mês em que o contribuinte


completar 65 anos de idade de até R$ 1.903,98,
por mês.

De acordo com o artigo 722 do RIR/1999, a


fonte pagadora fica obrigada ao recolhimento
72
do imposto, ainda que não o tenha retido. A su-
jeição passiva na relação jurídica tributária pode
se dar na condição de contribuinte ou de respon-
sável. Nos rendimentos sujeitos ao imposto de
renda na fonte o beneficiário do rendimento é o
contribuinte, titular da disponibilidade econômi-
ca ou jurídica de renda.

Efetuaremos simulações de cenários corriquei-


ros de remuneração mensal de fácil entendi-
mento logo abaixo. Iremos tratar de um imposto
que consiste em particularidades com tabelas
específicas de apuração, caso ocorram cumu-
lativamente, fatos como Participação de Lucros
como empregados, Receitas de Alugueis, Ga-
nhos de Capital, etc. As situações de Livro Caixa,
já serão o valor líquido após as deduções legais
como base tributária.

sumário
73
simulação de cenários
práticos sobre a
tributação do IRPF
Cenário 1
Empregado Formal – Mensalista/Horista/Plantonista com
uma única fonte pagadora ou contratante: Remuneração
Mensal – R$ 5.000,00 – INSS descontado – R$ 550,00,
sem dependentes;
SIMULAÇÃO DE ALÍQUOTA EFETIVA – IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA
sumário

74
Cenário 2
Empregado Formal – Mensalista/Horista/Plantonista com
mais de uma fonte pagadora ou contratante:
Remuneração Mensal - I – R$ 5.000,00 – INSS – R$ 550,00;
Remuneração Mensal - II – R$ 6.000,00 – INSS – R$ 20,88;
Total – R$11.000,00; Sem dependentes

Diferentemente do INSS, o Imposto de Renda, não apresen-


ta valor teto de arrecadação, por tanto, deve-se atentar pelas
informações principalmente relacionadas às deduções legais,
pois quanto maior a base maior será a tributação deste.
SIMULAÇÃO DE ALÍQUOTA EFETIVA – IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA

sumário
75
sumário

76
Total de IRPF apurado – R$ 1.140,02
(R$365,12 + 774,90) = 10,36%(1140,02/11000)x100
Cenário 3
Empregado Formal – Mensalista/Horista/Plantonista com
mais de uma fonte pagadora ou contratante:
Remuneração Mensal - I – R$ 5.000,00 – INSS – R$ 550,00;
Remuneração Mensal - II – R$ 3.000,00 – INSS – R$ 20,88;
Prestador de Serviço Autônomo (consultório) – Remunera-
ção III – R$ 4.000,00 – Livro Caixa – Valor Líquido, não houve
necessidade recolhimento de INSS complementar ao Teto
Máximo.
Total – R$12.000,00; Sem dependentes
SIMULAÇÃO DE ALÍQUOTA EFETIVA – IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA

sumário
77
78
sumário
sumário
Total de IRPF apurado – R$ 721,06
(R$365,12 + 92,07 + 263,87) = 6,01% (721,06/12000)
79
Cenário 4
Prestador de Serviço Autônomo(consultório)
(Remuneração Única– R$ 15.000,00)
SIMULAÇÃO DE ALÍQUOTA EFETIVA – IMPOSTO DE RENDA DA PESSOA FÍSICA
sumário

80

Total de IRPF apurado – R$ 3.255,64


= 21,70(3255,64/15000) x100
5.1.4. imposto sobre
serviço // ISS
O ISS ou Imposto Sobre Serviços, é um tributo
de competência dos municípios e Distrito Fede-
ral. Ele incide sobre a prestação de serviços e
é regido e regulado, a partir de 01 de agosto de
2003, pela Lei complementar 116/2003. Tem
como fato gerador, a relação de serviços contida
na Lei n.º11.438/1997. O ISS é pago pelas em-
presas prestadoras de serviços e profissionais

sumário
autônomos.

Os profissionais com curso superior como


advogados, médicos, arquitetos, administra-
dores, entre outros que trabalhem sem vínculo
empregatício, devem contribuir com o ISS. Nes- 81
se caso, eles devem pagar a contribuição anual
conforme a tabela proveniente dos serviços. Na
situação em que o profissional não esteja ins-
crito na prefeitura como autônomo, a empresa
que o contrata deverá pagar os tributos devidos na
forma de retenção na fonte, efetuando o pagamen-
to ao profissional com o valor líquido que corres-
ponderá ao total bruto do profissional autônomo,
sendo deste valor subtraído todos os impostos
incidentes sobre esta remuneração no determina-
do período.

Por se tratar de um Imposto que é regulado e ar-


recadado pelas Prefeituras Municipais, cada uma
destas apresenta uma forma e valor de tributação
específico.

Caso seja realizado através de recolhimento anu-


sumário

al, estes poderão estar isentos ou por valor fixo es-


tabelecido por cada município. Esta forma de reco-
lhimento poderá acontecer nas formas de atuação
do profissional liberal, seja ele como autônomo ou
pelas formas de tributação de pessoa jurídicas,
sejam elas sociedades Simples Pura, Sociedade
82 Simples Ltda. ou EIRELI - natureza simples.

Portanto, cabe ao profissional consultar seu pro-


fissional contábil para o correto pagamento deste
imposto.
5.1.5. contribuição
sindical // autônomos e
profissionais liberais
A Contribuição Sindical é uma obrigação devida
por todos que integram uma categoria econômi-
ca, profissional ou profissão liberal, em favor de
uma entidade sindical representativa da mesma

sumário
categoria ou profissão.

A Contribuição Sindical é prevista constitucio-


nalmente conforme estabelece o art.149 da
Constituição Federal, que prevê competência ex-
clusiva à União de instituir contribuições sociais
de intervenção no domínio econômico e interes- 83
se das categorias profissionais ou econômicas
como instrumento de sua atuação nas respecti-
vas áreas.
A Contribuição Sindical é devida por todos aque-
les que participarem de uma determinada cate-
goria econômica, profissional ou profissão liberal
em favor do sindicato representativo da mesma
categoria ou profissão ou, inexistindo este, à fede-
ração correspondente a mesma categoria econô-
mica ou profissional.

De acordo com a Consolidação das Leis do Tra-


balho (CLT), os agentes ou trabalhadores autôno-
mos e profissionais liberais (não organizados em
empresas) devem recolher a contribuição sindical
anual aos respectivos sindicatos de classe.

Base da Contribuição Sindical e a importância a


sumário

ser recolhida pelos agentes ou trabalhadores au-


tônomos e profissionais liberais são fixadas anu-
almente através de normas reguladoras de seus
respectivos sindicatos de classe.

O que se deve atentar quanto a esta contribui-


84
ção é a existência de atividade simultânea como
Autônomo e Empregado. Caso o profissional li-
beral venha a exercer atividade como empregado
e simultaneamente exercer sua profissão como
autônomo estará sujeito à múltipla contribuição
sindical correspondente a cada profissão exerci-
da.

O Profissional Liberal que venha a exercer sua


Atividade na Empresa como Empregado, de
acordo com o art. 585 da CLT, poderá optar pelo
pagamento da contribuição única à entidade
representativa de sua própria categoria.

Caso esse profissional, como empregado, não


exerça sua profissão dentro da empresa deverá
contribuir para o mesmo sindicato em que es-
tejam enquadrados os demais empregados da
empresa, tendo como valor a quantia correspon-

sumário
dida a 1 (um) dia de sua remuneração mensal
no mês de março, sendo recolhido pelo seu em-
pregador até o último dia útil de abril do respecti-
vo exercício social.

85
6.
sociedade
sumário

simples pura,
sociedade
simples ltda ou
86

EIRELI //
natureza simples
6. sociedade simples
pura, sociedade
simples ltda ou EIRELI
// natureza simples
A partir de agora este material visará esclarecer
sobre os Impostos e contribuições incidentes

sumário
nas formas de atuação do profissional com sua
personalidade Jurídica.

Anteriormente tivemos uma preocupação de


sintetizar de forma simples e direta, característi-
cas e particularidades destas modalidades Jurí-
dicas. Nesta etapa, tentaremos realizar também 87
de forma sucinta e prática a apuração destes
impostos, já que o material teórico de funda-
mentação destes é de extensa gama, devendo
o profissional mais uma vez ser alertado sobre
a necessidade de o profissional contábil para melhor
auxiliá-lo quanto a forma de tributação da sua atua-
ção de personalidade jurídica.

Iremos dividir nossa explanação em duas etapas: na


primeira, o encargo tributário sobre a remuneração
recebida pelo profissional por parte da sociedade ou
EIRELI, a que faz direito por configurar como sócio ou
titular da forma atuação de Pessoa Jurídica. Na se-
gunda, propomos descrever a apuração das remune-
rações recebida via pessoa jurídica pelo contratante,
pelos serviços executados pelos próprios sócios ou
titular.

. INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social


sumário

(Previdência Social);
. IRPF – Imposto de Renda de Pessoa Física;
. ISS – Imposto Sobre Serviços;
. Contribuição Sindical Patronal;

. COFINS – Contribuição para o Financiamento da


88
Seguridade Social;
. PIS – Programa de Integração Social;
. IRPJ – Imposto de Renda Pessoa Jurídica;
. CSLL – Contribuição Social Sobre Lucro Líquido;
. Simples Nacional
6.1. remuneração paga
ao Sócio ou Titular reali-
zado pelo pagamento da
Sociedade Simples Pura,
Sociedade Simples
Ltda. ou EIRELI // Na-

sumário
tureza Simples, que por
eles foram constituídas
89
Quando se constitui uma modalidade jurídica para a
atuação laboral o profissional desta receberá a título de
remuneração pelo capital investido, três formas de Remu-
nerações, sendo elas: Retirada Pró-labore, Juros de Capi-
tal Próprio e Lucros ou Dividendos distribuídos.
Retirada Pro-Labore
Caracteriza-se como uma remuneração men-
sal, fixa e pré-determinada de sócios, dirigentes,
administradores, diretores ou conselheiros, cor-
respondente à retribuição ao trabalho realizado
ou à compensação pela incumbência que lhe foi
cometida na empresa. Para efeitos previdenciá-
rios a retirada de pró-labore não é obrigatória, ou
seja, dependerá apenas de previsão no contrato
social. Assim, no contrato social poderá ser inse-
rida uma cláusula prevendo que o administrador
fará ou não jus à retirada do pró-labore, bem
como, previsão quanto à possibilidade de redu-
ção ou aumento da referida remuneração.
sumário

Sobre esta remuneração, Incide o INSS e o


IRPF. Sua forma de apuração obedecerá a mes-
ma forma de cálculo de apuração do INSS e
IRPF, recolhido na forma da Remuneração de
Profissional Autônomo. Portanto, sendo esta a
90 forma de apuração destes demonstrados nos
itens 5.1.1 e 5.1.2, onde mudará somente a no-
menclatura do Rendimento recebido, denomina-
da Retirada Pró-labore.
Lucros ou Dividendos Distribuídos
Nos termos dos arts. 997, 1.007 e 1.008 do
Código Civil, lucro é o resultado do confronto
das receitas com os custos e despesas, efetua-
do por meio do demonstrativo do resultado do
exercício podendo, a partir desta, ter a destina-
ção prevista no estatuto ou contrato social, ou
que vir a ser decidido pelos sócios/acionistas,
inclusive ser distribuído, por meio de assembleia
devidamente consignado no livro de atas.

Lembramos que a distribuição de lucros ilícitos


ou fictícios acarreta responsabilidade solidária
dos administradores que a realizarem e sócios
que os receberem, conhecendo ou devendo co-

sumário
nhecer-lhes a ilegitimidade.

91
Distribuição antecipada de Lucros
Conforme estabelece a legislação societária a
pessoa jurídica pode distribuir lucros aos seus
sócios ou acionistas mesmo antes do encerra-
mento do exercício social. Porém, para as socie-
dades simples ou EIRELI’s, estas deverão conter
uma previsão contratual ou estatutária para que
sejam levantados balanços intermediários, se-
mestrais ou em períodos menores (excetuando
a firma individual que bastará a comprovação da
existência dos Lucros em balanços ou balance-
tes mensais para que sejam os lucros distribuí-
dos).
sumário

Sendo legalmente comprovados os resultados


positivos passíveis de distribuição a empresa po-
derá remunerar os sócios e ou titular, de forma
Isenta de INSS, quanto ao IRPF.

92
Juros sobre capital Próprio (JSCP)
São os juros remuneratórios do Capital Próprio.
Foi criado pelo artigo 9º da Lei nº 9.249/1995
como forma de remuneração adicional àquela
decorrente da participação nos lucros, pago aos
acionistas, titulares ou sócios das empresas. Se
apresenta como uma forma facultativa de repre-
sentar um rendimento extra que os acionistas,
titulares ou sócios das empresas poderão rece-
ber além da participação nos lucros.

O Juros Sobre Capital Próprio apresentam uma


metodologia própria de apuração, utilizando o
Índice da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo),
que será tributado pelo IRPF na alíquota de 15%,

sumário
sobre os rendimentos apurados.

93
6.2. remuneração paga a
Sociedade Simples Pura,
Sociedade Simples Ltda.
ou EIRELI // Natureza
Simples, dos trabalhos
realizados pelos sócios
sumário

O valor recebido de remunerações (Plantões,


Honorários Médicos, Sobre - avisos, etc.) dos
sócios ou titulares, através de sua personalidade
94 jurídica constituída, denomina-se FATURAMEN-
TO. Este é originado dos trabalhos realizados
pelo profissional liberal em um determinado perí-
odo, geralmente 1 (um) mês.
Conceitua-se de faturamento a soma
das remunerações de uma empresa ou socie-
dade simples em um determinado período. Com
base neste, o governo pode calcular a quantida-
de de impostos a serem recolhidos, levando em
conta ainda, obviamente, o ramo de atividade ou
atividades estabelecidas no objeto de seu con-
trato social.

Por isso deve se atentar ao correto enquadra-


mento do ramo de atividade, pois este poderá
significar uma contribuição maior aos cofres
públicos. Em resumo, “pagar mais do que deve-
ria de impostos”. Diante disso, é de extrema im-
portância contratar um contador de confiança

sumário
e que tenha plenos conhecimentos sobre suas
atribuições profissionais. Isso vai garantir que
os caminhos de registro sejam os mais rápidos,
corretos e econômicos.

A Fatura é o documento que apresenta as in- 95


formações das transações comerciais à Recei-
ta Federal. Ela é composta por todas as Notas
Fiscais de Serviços (NFS) de um determinado
período e trará informações sobre impostos
e outras informações fiscais, além disso, esta
deve ser enviada a cada serviço realizado para o
Governo e para os clientes.

Após definidos sua forma de atuação e o tipo


de personalidade e natureza jurídica, o seu con-
tador deverá optar pelo melhor regime de reco-
lhimento tributário, levando em conta as carac-
terísticas de seu cliente como o faturamento
médio, os tipos de serviço prestados, o número
de funcionários, o local de realização dos Servi-
ços (município onde irá trabalhar), a Forma de
realização dos serviços (se é na dependência
própria ou de Terceiros;) e quem realizará os
serviços (se o próprio sócio/titular ou colabora-
sumário

dores), etc..

Após exaustiva análise do perfil do seu cliente,


o profissional contábil enquadrará a empresa
em um regime tributário durante todo exercí-
cio social (Ano Fiscal), que se encerra todo dia
96
31/12. Este regime tributário poderá ser optado
pelo Lucro Presumido ou Lucro Real (Trimestral
ou Anual) ou Simples Nacional.
6.2.1. regimes de
tributação
Por ser um assunto muito técnico, demonstra-
remos de maneira bem resumida e de fácil en-
tendimento para que o profissional tenha noção
básica e com isso entenda, mesmo que super-
ficialmente, sobre o tema para conversar com
seu contador.

Por ser um material mais didático, voltado ao

sumário
profissional Liberal, daremos atenção com foco
na tributação das profissões regulamentadas
em que estes recebem seus Honorários e Re-
munerações, por via de pessoa jurídica, sendo
os trabalhos executados pelos próprios profis-
sionais.
97
a) Lucro Presumido e Lucro Real

Através da opção pelo Lucro Presumido ou Lucro Real,


serão incididos nestas os seguintes Impostos:
. Cofins, Pis, Irpj, Adicional de IR, Csll, Issqn – todos
estes sendo incididos pelo seu faturamento mensal.
sumário

Porém, se a Sociedade for Uni-profissional (Ex.: Sócios


98
Somente Médicos), ou EIRELI de natureza simples, con-
forme a legislação de cada município, o recolhimento de
ISS será por valor Fixo Anual que representará uma signi-
ficativa redução tributária. Caso a sociedade ou a EIRELI
enquadre pelo recolhimento fixo anual a alíquota dos im-
postos reduzirá pouco mais 12,53% Lucro Presumido e de
41,25% sobre o Lucro Real.
sumário 99
b) SIMPLES NACIONAL

Com a inclusão do anexo VI junto à Lei Comple-


mentar 123 de 14 de Dezembro de 2006, através
da Inclusão oriunda da Lei Complementar nº 147,
de 7 de agosto de 2014 que passou vigorar a par-
tir de 1o de janeiro de 2015, as alíquotas e partilha
do Simples Nacional - Receitas decorrentes da
prestação de serviços relacionados no § 5º-I do
art. 18 desta Lei Complementar. Passou a ser :

1) Será apurada a relação (r) conforme abaixo:


(r) = Folha de Salários incluídos encargos (em 12
meses)
Receita Bruta (em 12 meses)
sumário

2) A partilha das receitas relativas ao IRPJ, PIS/


Pasep, CSLL, Cofins e CPP arrecadadas na forma
deste Anexo será realizada com base nos parâ-
metros definidos na Tabela V-B do Anexo V desta
Lei Complementar.
100
3) Independentemente do resultado da relação (r),
as alíquotas do Simples Nacional corresponderão
ao seguinte:
sumário
101
Sendo assim, se um profissional liberal, possuir uma Sociedade
Simples Pura ou Ltda. ou uma EIRELI-natureza simples, sendo
Uni-profissional, essa por sua vez faturar até R$ 15.000,00 por
Mês, terá um encargo tributário de inicial de 14,93%, não sendo
Uni-Profissional sua alíquota inicial será de 16,93%.
RESUMO TRIBUTÁRIO

Simulação Prática
Dois Profissionais Médicos – Faturamento Individual
Mensal – R$ 25.000,00 Cada.
Não possuem Dependentes
Não sofrem retenção de INSS em outra fonte;
Não efetuam escrituração em livro caixa.
E, por via pessoa Jurídica, optam pela Retirada Pro-La-
bore – de R$ 880,00 cada um e contrato social prevê
antecipação de lucros do exercício.

Estes recebendo como Pessoa Física - Autônomos


sumário

apresentariam a seguinte tributação

Faturamento Individual – R$ 25.000,00 (-) INSS – R$


1.037,96 (-) IRPF – R$ 5.720,20 = R$ 18.241,84

Receberiam liquido mensalmente:


102 R$ 18.241,84 – cada um
Portanto os dois médicos com faturamento de R$
50.000,00 – receberiam líquido – R$ 36.483,68 e
teriam um encargo tributário total de R$ 13.516,32
(6.758,16 x 2).
Porém se estes mesmos profissionais, virem a
constituir uma sociedade simples, Uni–Profissional
apresentariam os seguintes recebimentos líquidos
e encargos tributários:

sumário
103
Nesta simples simulação onde dois Profissio-
nais Médicos com faturamento individual de R$
25.000,00 por mês venham a constituir uma so-
ciedade simples receberiam R$ 3.652,86 a mais
pelo regime de Lucro Presumido e R$ 2.928,86
pelo Regime do Simples Nacional, do que pela
forma de pessoa física - profissional autônomo.
E se optasse pelo Lucro Real, acabariam rece-
bendo R$ 2.540,89 a menos do que pela forma
de pessoa Física.
sumário

104
7.
sumário
gestão de
105

livro caixa
7. gestão de
livro caixa
A apuração do Imposto de Renda, quando se
trata de tributar os rendimentos do profissional
autônomo com a ajuda de um contador, pode
ser reduzida com o uso de uma ferramenta mui-
to importante: O Livro Caixa. É através do seu
uso correto que é possível reduzir a base de inci-
dência do imposto de renda. Porém, para o bom
sumário

uso desta ferramenta, é necessário um controle


e organização de diversos documentos legais
das despesas que poderão serem utilizados.

106
7.1. o que é o livro caixa
e para o que serve
É um livro em que se registram a entrada e a
saída de dinheiro sob os títulos de ‘dever’ e ‘ha-
ver’ respectivamente.
Esse registro em Livro Caixa deve ser feito por
aqueles profissionais autônomos e liberais, que
possuem rendimento de trabalho não assalaria-
do.

sumário
Qual a importância do Livro Caixa?

Além de característica de controle financeiro,


com lançamentos das Entradas (Receitas) e Saí-
das (Despesas) e comprovação de veracidade
fiscal, o correto uso deste poderá acarretar signi- 107
ficativa redução tributária no que tange ao IRPF
(Imposto de Renda da Pessoa Física). Muitas
das despesas que são registradas nesse Livro
podem ser deduzidas da base de tributação.
O procedimento se faz com o uso do sistema
eletrônico gratuito fornecido pela receita federal,
denominado Carnê Leão. Nele pode ser feito a
escrituração do Livro Caixa de forma eletrônica
e que deverá ser exportado para o Sistema de
IRPF até abril do ano seguinte, na Declaração de
Ajuste Anual de IRPF. Se forem apurados valo-
res a recolher mensalmente, estes ficarão devi-
damente registrados e deverão ser exportados
também.

• As receitas a que deverão ser lançadas


poderão vir de particulares ou de convênios mé-
dicos.
sumário

• As despesas serão todos aqueles gastos


que um médico se obriga a realizar para poder
exercer sua profissão normalmente. Dentre elas
destacamos por exemplo: materiais de procedi-
mentos, os gastos com uma secretária, etc.
108
7.2. que despesas
devo deduzir
Despesas de custeio

São denominamos despesas de custeio aque-


las que estejam ligadas à atividade principal do
profissional e poderão ser deduzidas do imposto
de renda. Vale destacar que a importância do
seu Contador na classificação destas despesas
é indispensável para correta elisão fiscal.

sumário
- Exemplos dessas despesas:

Aluguel do Consultório, os gastos com energia


elétrica, água e telefone, material de consumo
no consultório, Inscrições de participação em 109
congressos e seminários, os gastos para parti-
cipação destes como: passagens, hospedagem,
deslocamento, alimentação, aquisição de har-
dware, software e livros, assinatura de publica-
ções da área, etc.
Despesas não dedutíveis

Como descrito anteriormente a correta classifi-


cação das despesas e organização destas é de
EXTREMA IMPORTÂNCIA na apuração correta
do IRPF. Deve-se tomar muito cuidado com as
despesas não dedutíveis, para não serem regis-
tradas por descuido , já que estas não poderão
ser informadas em sua declaração.

Destacamos dentre elas, às despesas com
transporte e locomoção, tíquetes de caixa regis-
tradora que não discriminam o gasto envolvido,
depreciação de bens e benfeitorias em imóveis
próprios.
sumário

110
sumário
111

__________________________________________________
Assinatura do Responsável pelo preenchimento