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Jo 13 Jo 14

33Filhinhos, ainda por um pouco  1— Que o coração de vocês não


estou com vocês. Vocês vão me fique angustiado; vocês creem em
procurar, mas o que eu disse aos Deus, creiam também em mim. 2Na
judeus também agora digo a vocês: casa de meu Pai há muitas
para onde eu vou vocês não podem moradas. Se não fosse assim, eu já
ir. 34Eu lhes dou um novo lhes teria dito. Pois vou preparar um
mandamento: que vocês amem uns lugar para vocês. 3E, quando eu for
aos outros. Assim como eu os amei, e preparar um lugar, voltarei e os
que também vocês amem uns aos receberei para mim mesmo, para
outros. 35Nisto todos conhecerão que, onde eu estou, vocês estejam
que vocês são meus discípulos: se também. 4E vocês conhecem o
tiverem amor uns aos outros. caminho para onde eu vou.
36Simão Pedro perguntou a
Jesus: 27Deixo com vocês a paz, a minha
— Para onde o Senhor vai? paz lhes dou; não lhes dou a paz
Jesus respondeu: como o mundo a dá. Que o coração
— Para onde eu vou você não de vocês não fique angustiado nem
poderá me seguir agora; mais tarde, com medo. 28Vocês ouviram que eu
porém, me seguirá. disse: “Vou e volto para junto de
37Pedro disse: vocês.” Se vocês me amassem,
— Senhor, por que não posso ficariam alegres com a minha ida
segui-lo agora? Darei a minha vida para o Pai, porque o Pai é maior do
pelo senhor. que eu. 29Isso eu falei agora, antes
38Jesus respondeu: que aconteça, para que, quando
— Você dará a sua vida por acontecer, vocês creiam. 
mim? Em verdade, em verdade lhe
digo: antes que o galo cante, três
vezes você me negará.

 
NÃO ANDEIS ANSIOSOS!
Problemas ou situações difíceis não são novidades para ninguém. E a causa de tudo isto
está estampado já nas primeiras páginas das Sagradas Escrituras, o pecado (Gn 3.1-24).
Como consequência direta desse novo estado a raça humana, passa a viver a triste
realidade da separação de Deus (Ef 2.1-3; Rm 3.23), sofrendo agora os efeitos do
pecado (Rm 5.12-14). A queda gerou na criação uma instabilidade e desequilíbrio, um
estado de profunda desarmonia entre criatura e criador, que só terá fim, quando o reino
de Deus for implantado de modo pleno, em Cristo, criando novamente o clima de
harmonia e paz entre Criador e sua criação (Rm 8.18-25).
A queda atingiu o homem em todas suas dimensões, foi um corte transversal e
profundo, nada no homem ficou imune aos efeitos do pecado. Os seres humanos
passaram a sofrer as formas mais variadas de patologias: espirituais, físicas e
emocionais. Dentre os males do pecado sobre o homem, vamos destacar a ansiedade
que se insere no campo emocional. A grosso modo podemos afirmar que ansiedade é:
“Preocupação intensa, excessiva e persistente e medo de situações cotidianas
presentes ou futuras”.
Partindo da definição acima, sabemos que muitos são os transtornos oriundos da
ansiedade, eles vão de sintomas específicos aos gerais, podendo em alguns casos, afetar
gravemente as faculdades mentais das pessoas em suas atividades diárias, inviabilizando
o a pessoa ansiosa de uma vida normal e saudável. Diante disso, podemos levantar
algumas indagações: as sagradas escrituras falam alguma coisa além da origem da
ansiedade? Ela apresenta algum tipo de remédio ou tratamento? A reposta para esta
pergunta é sim! Contudo, necessita de algumas explicações, que serão apresentadas a
seguir. A Bíblia nos fornece alguns princípios para lidar com este mal, claro que estes
não dispensam o tratamento médico quando necessário, ao contrário, podem e dever
serem usados em paralelo. O princípio basilar apresentado pela Bíblia para se vencer
essa dura batalha existencial está sintetizado na seguinte afirmação: Que o coração de
vocês não fique angustiado; vocês creem em Deus, creiam também em mim (Jo
14.1-3).
As palavras de Jesus dirigidas aos seus discípulos, faz parte do último discurso
proferido por Ele no evangelho de João (13.31-17,26). Muitas recomendações são dadas
em meio ao clima de despedidas. Os apóstolos não compreendem o que Jesus está
ensinando plenamente (Jo 13.28) e paira no ar um certo receio do que venha pela frente
depois do discurso do mestre, isso pode-se confirmar pelas perguntas de Pedro, Tomé e
Filipe (13.36-38; 14.5-14). Podemos aprender valiosas lições do relato acima de como
lidar com o medo e ansiedade.
Três princípios ali prescritos servem como posturas diante das incertezas: em primeiro
lugar: Cristo afirma que vai retornar e buscar os seus, ou seja, quando estivermos
imersos em nossas angústias e preocupações, precisamos lembrar que Ele voltará e dará
um basta a todo sofrimento, angústias e medos (14. 2,3), em segundo lugar, nesse
período da ausência física de Jesus, teremos ao nosso lado O consolador, que é o
Espírito Santo, não estamos órfãos temos a quem recorrer (14.16-18), em terceiro lugar:
Cristo é o único caminho que conduz ao Pai, seus ensinamentos são fiéis, pois, “é a
manifestação do fiel dos planos de Deus, e por fim, Ele é a vida, e ao comunicar,
comunica a vida”(10.10).

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