Você está na página 1de 16

Igreja Luterana

REVISTA. TÉCNICA
TKOLÓGICA-PEDAGÓGICA

Diretor: Guilherme Goerl R e d a t o r : Prof. P. W Schelp

Ano I Porto Alegre - Janeiro 1940 No. 1

«Igreja Luterana» *
Com este nome se apresenta um novo mensário destinado 1

a ser uma revista para pastores e professores evangélico-lute-


ranos. Quasi todas as profissões e todos os ramos da ciência
e arte têm as suas revistas técnicas para o aperfeiçoamento de,
seus adeptos. É preciso estudar e conhecer a matéria em que
trabalhamos e exercemos o nosso ofício. Sendo nós pastores
que trabalhamos para o sustente* e a propagação da nossa Igreja
Evangélica-Luterana devemos tornar-nos aptos e eficientes para
tal ofício necessário e importantíssimo. Pois neste ofício não
se trata do bemestar e do progresso secular, mas sim da fe-
licidade e salvação eterna de almas imortais. E assim os pro-
fessores que trabalham nas nossas escolas paroquiais, visando dar
aos alunos uma instrução e educação verdadeiramente cristã,
devem ser aptos para tal cargo. Só sendo bem preparados e
instruídos para o ministério e o magistério da Igreja Evangélica-
Luterana podemos ser bons obreiros na seara do Senhor., Que
pastor e professor não se devia acusar de ainda não ter bastante
capacidade e a aptidão para o seu ofício no reino de Deus.
para o. qual foi chamado! Como obreiros da nossa Igreja nun-
ca podemos estudar e preparar-nos demais. Convidamos pois
todos os pastores e professores para colaborarem para o bom
êxito desta revista.
Este periódico quer servir a fiel Igreja Luterana na Amé-
rica do Sul e assim a Deus no seu reino de graça. Por esse
motivo traz no cabeçalho o nome «Igreja Luterana»- A fiel
Igreja Luterana, da qual somos membros, é a Igreja que prega
a Palavra de Deus clara e puramente. É a Igreja da Reforma
•de Dr. Martinho Lutero. Não é uma igreja nova, fundada por
Lutero, mas sim a verdadeira igreja, cristã e apostólica, re-
formada e restaurada pela obra do grande reformador. Pois nela
somente a infalível Palavra de Deus do Velho e do Novo Testa-
mento, escrita pelos profetas e apóstolos, inspirados pelo Espí-
rito Santo, tem autoridade. O «Sola Scriptura» é o princípio
fundamental da Igreja da Reforma. Rejeitamos tudo e toda a
doutrina que não concorda com a Bíblia e que se desvia da.
norma da Palavra de Deus. A Escritura sagrada é a única
norma da nossa fé e da nossa vida. «Haec dicit Dõminus Í>>!
Assim diz o Senhor! Está escrito! afirmamos sempre quando
=

proferimos a doutrina da Igreja Luterana, baseada unicamente


na Escritura Sagrada. Sendo, pois, a nossa tarefa de anunciar
e ensinar a Palavra de Deus clara e puramente, é cousa evi-
dente que devemos conhecer bem a doutrina evangélica-lute-
rana, a qual é nada mais e nada menos do que a doutrina da
Sagrada Escritura.
= A doutrina central e mais importante da Sagrada Escri-
tura é a doutrina da justificação de um pobre pecador pe-
rante Deus. Nesta doutrina o homem perdido e condenado pelo
pecado acha a resposta à sua pergunta: «Como eu pobre pecay
dor posso ser salvo?» Todos os falsos profetas e pregadores e
assim todas as igrejas falsas têm a doutrina errónea que um
homem pode e deve salvar-se por obras. A\Igreja Luterana
'fiel, porém, anuncia o «Sola Gratia». Não por suas obras, mas
unicamente pela graça, Deus perdoa os nossos pecados e nos
aceita como seus filhos e herdeiros da vida eterna. O santo
e justo Deus nos justifica pela graça, porque Cristo, & .Filho
de Deus, nos salvou do pecado, da morte e do poder do díajfc>ot
por sua paixão e morte. Cristo, o crucificado, e a sua salva-
ção é o conteúdo da nossa pregação. Devemos conhecer mais
e mais a doutrina da graça de Deus em Jesus Cristo, paraj
poder anunciá-la para a salvação, das almas. Um pastor e pro-
fessor luterano deve dizer com o apóstolo Paulo: «Porque nada
me propuz saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este cruci-
ficado.» 1 Cor. 2,2. O nosso periódico deve contribuir parat
ficarmos sempre mais aptos em nosso ofício de anunciar a
justificação de um pobre pecador unicamente pela graça, por
Cristo.
A fiei Igreja Luterana ensina que um homem pode obter
a salvação que há somente em Cristo, unicamente pela fé. O
«Sola Fide» é uma doutrina que a Igreja Luterana tem clara Q
puramente. Outras igrejas ou denominações ensinam que o ho-
mem deve apropriar-se da salvação não só mediante a fé, mas,
também pelas obras. A Escritura diz, Rom. 11, 6: «Mas se
é por graça, já não é pelas obras: de outra maneira a graça»
já não é graça.» É a doutrina da Igreja Evangélica-Luterana,
que Cristo completou a nossa salvação por 100 por cento. O
homem não tem de fazer alguma cousa para salvar-se. Não>
pode fazer nada para a sua salvação. Só deve aceitar a sal-
vação que há em Cristo, mediante a fé. E nem isto pode fazer
por própria razão e força. £ o Espírito Santo que obra e con-i
serva em nós a fé pela Palavra de Deus e os Santos Sacra-
mentos. A Escritura diz: «Ninguém pode dizer que Jesus é
o Senhor senão pelo Espírito Santo.» 1 Cor. 12, 3. A dou-
trina Luterana concorda com a Sagrada Escritura, que diz Rom.
3, 2 8 : «Concluímos pois que o homem é justificado pela fé
sem as obras da Lei.» Para levar um homem ao conhecimento
da verdade e assim a verdadeira fé em Cristo, é preciso fazer
uso dos meios de graça, isto é, da Palavra de Deus e dos
Santos Sacramentos. Estes são o Santo Batismo e a Santa
Ceia.
A «Igreja Luterana» quer contribuir que u m . pastor (e tam-
bém professor), que deve exercer o ofício da pregação, não
seja neófito, mas sim «retendo firme a fiel Palavra, que é
conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para ad-
moestar com a sã doutrina, como para convencer os contra-
dizentes.» Tito 1, 9. Sendo que »a manifestação do Espírito
é dada a cada um, para o que fôr útil» (1 Cor. 12, 7), peço-
a todos os irmãos de colaborarem neste periódico para o bem
da Igreja Luterana e para a glória de Deus.
C. H. Warth

Bosquejos de sermones
í.»
III. después de Trinidad.
S. Lucas 15, 1—10.
«Jesus recibe a los pecadores»,
í. Los busca:
II. Los halla;
ílí. Se goza de los que halla.

_ I _
A. Hombres — pecadores — todos — perdidos, Vers.
4 . Is. 53, 6. 1 S. Pedro 2, 25. — Perdido — palabra terrible.
Perdido Dios, — el cielo, — la vida eterna, —. Condenados.
B . Jesus «va», Vers. 4. Busca a los perdidos. — P o r
amor bajó dei cielo al desierto dei mundo, S. Luc. 19, 1 0 :
1 Tim. 1, 15. Le costó gpran precio salvar a los pecadores —
pasión, muerte, — de los pecados, de la Ley, de la muerte,
dei diablo, dei infierno. Cf. II. Àrt. El Buen Pastor dió su
vida por sus ovejas.
C. Jesus busca a los pecadores por médio de su pa-
labra, ( e n c k n d e un candil, Vers. 8. Vers. 1) Cf. Rom. 10, 17.
Durante su vida personalmente, Vers, 1 ; ahora por la Igle-
sia — invitación, amonestación, instrucción, predicación. Busca
con diligencia «hasta hallar», Vers. 8. Sinceridad, paciencia
incansable — no deja a los que busca — ingratitud no le de-
tiene e n su busca — (Padres creyentes; maestros Cristianos;
bondades múltiples; castigos salutíferos). Busca a cada uno,
Vers. 4. 8. Como si no hubiera otro alma que buscar. —
Este alma eres tu. Busca al pecador más pervertido, (pu-
blícanos; M a g d a l e n a ; malhechor en la cruz).

— II —
A. No todos son hallados. Culpa propia, justicia propia
(Fariseos, Vers. 2 ) ; S. Juan 3, 19. Desprecian su llamamien-
to, s'u busca, su amonestación, S. Mateo 23, 27.
B . A muchos halla. Su palabra no volverá .vacía. El
trabajo salvador no en vano. Su fidelidad no sin fruto. —
Es su obra, no la de los pecadores. «El halla», Vers. 4. Nada
de mérito, nada de actitud propia,. Jesús vivifica a los muer-
tos en delitos y pecados por su Espíritu S a n t o ; a los ciegos:
hace ver para conocer sus pecados y su Salvador. Arrepen-
timiento, fe, confesión. Me perdí, tú me salvaste.

— ¡II —
A. No ios reta al hallarlos. No los castiga, aunque lo
mereciesen, Los recibe con gozo, Vers. 2, 5, 7, 9, 10. Se había
entristecido por causa de los perdidos. — Se goza ahora, por-
que su pasión y muerte ha dado fruto, y ha sido el remedio
contra el pecado, la muerte, satanás y el infierno. Ahora sus
ovejas entran, al redil, S. Juan 10, 9 ; 10, 28.
B . Cielo y tierra se regosijan al hallar Jesús a los pe-
cadores, Vers. 7. 10. Los ángeles, Hebr. 1, 14. La manada de
los que sirven y que alcanzarán la vida aumenta. — La Igle-
sia, porque los pecadores han sido rescatados de la perdición,
Vers. 6. 9. El nombre del Señor es santificado por otros y'
el reino de Jesús se extiende.
Jesús recibe a los pecadores;
A mí me recibo también.
Introducción: Gen. 50, 20. Dios guia las obras malas de
los hombres, para que finalmente resulte su buena voluntad.
— 5 -

Introducían: Gen. 50, 20. Dios guia las obras malas de


— También las palabras malas de sus enemigos, S. J u a n 11,
5 0 ; S. Mateo 27, 25. — La palabra de los Fariseos que mur-
muraban contra Jesús, con la cual querían hacerle un a g r a -
vió a Jesús, Vers. 1. 2. Esta palabra es el consuelo y el himno
de loanza y de gracias de todos los fieles que han sido resca-
tados de sus pecados. — Mediante el Espíritu S a n t o escuchare-
mos ahora: Tema. A. T. K.

VI. después de la Trinidad.


S. Mateo 5, 2 0 — 2 6 .
«Si vuestra justicia no fuera mejor que la de los escribas
y de los Fariseos, no entraréis en el reino de los cielos».
/. ?Cuá! era la justicia de los escribas y de los Fariseos?
II. rCuál es la justicia mejor?
i _
A. En el sermón del monte, Jesús había dicho a sus
oyentes, que ni una jota ni un tilde de la Ley perecería, y que
nadie tenía el derecho de infringir ni aun uno de los Manda-
mientos. A esta altura del sermón empieza nuestro Evangelio.
Vers 20. Los Fariseos habían erigido su propia justicia.
Aunque pretendían cumplir la Ley, la habían ajustado a
sus propios pensamientos. La habían despuntado. Decían y
así enseñaban, que la justicia exigida por la Ley, no era sino el
cumplimiento de algunas obras. Decían que la Ley solamente
se refería al hombre exterior, y el que se cuidara de conflictos
con los poderes civiles, habría cumplido los Mandamientos. —
Esto es bien aparente de su explicación del V. Mandamiento,
Vers. 2 1 . Según los Fariseos, el que no habría matada a per-
sona alguna, no podría ser culpado del V. Mandamiento.

B . Esta opinión farisaica no es extinta. Si hablamos con


alguien de la depravación del a l m a , ¿ q u é es lo que contesta?
«Haz el bien y no temas a nadie, esta es mi religión». —,
Si tratamos luego de convencerle, que no ha hecho el bien,
?qué es lo que contestará? Yo, dirá, n o he matado a n a d i e ;
trato de dar a cada uno lo s u y o ; no he quitado la mujer a
nadie-en fin, se jactan de algunas obras exteriores, o simple-
mente con el hecho de que nunca se vieron en dificultades con
los poderes civiles. — La justicia civil es la justicia con la cual
— 6 —

tratan de presentarse delante de Dios. — Hasta muchos que


se llaman Cristianos, y que escuchan la palabra de Dios, tra-
tan de justificarse con algunas o b r a s : si van a la Iglesia de
vez en cuando; si dan algunos centavos para el sostén de la
Iglesia; piensan que han cumplido toda la justicia.

C. Son ciegos. Nuestra justicia como «trapo de inmun-


dicia». Dios no ha de conformarse con algunas obras que
nosotros eligimos. Dios, el santo y justo, no está satisfecho
con algunas migas que nosotros le tiramos, como algunos ha-
cen con los pordioseros. Jesús, el Hijo de Dios, nos explica
la Ley. Exige una justicia perfecta. Escuchémosle.

— Ií —
A. La Ley no exige solamente las obras exteriores. La Ley
no exige y no prohibe solamente algunas acciones. La Ley es
espiritual. La Ley nos dice, como debemos ser. L a Ley toca;
muestro corazón. La Ley exige: «Sanio seréis, porque yo soy
santo, Jehová, vuestro Dios». «Sed perfectos c o m o vuestro
Padre, que está en ios cielos». La Ley exige el corazón, una
obediencia espiritual. Nuestro cuerpo, nuestro alma, la ra-
zón, todas nuestras fuerzas espirituales, la voluntad, en fin,
todo es comprendido por a Ley. ^

B . Jesús explica el V. Mandamiento. V e r s . 22. El Hijo


de Dios nos da la explicación espiritual del mismo. El que se
enoja locamente, es homicida, culpado del juicio: el que denu-
esta a su hermano en forma grosera, es culpado del consejo
de los ancianos; el que maldice al hermano, es culpado del
infierno. El V. Mandamiento abarca a todo el hombre. Y este
hombre eres tú. Hasta los pensamientos más ocultos, envidia,
enojo, ira, odio, son pecados que nos condenan. Las palabras
de odio son homicidio según la justicia de Dios. La aflicción
qu¡e causas a tu hermano por tus malas palabras — ¡cuánta
aflicción es causada por la lengua! — es transgresión del V.
Mandamiento. Dios exige la perfección, un corazón imacula-
do, santidad perfecta, pensamientos santos, puros, perfectos,
palabras y obras perfectas, sin el menor asomo de imperfección.
Todos los Mandamientos exigen esta perfección. «El que hu-
biere guardado todos los Mandamientos, mas pecare en uno
solo, será culpado de todos».
— 7 .—

C. Ahora dirás: Si esto es la Ley, estoy perdido. Y es»


cierto Según la Ley estamos perdidos y condenados. L a Ley
no nos salvará. La Ley pronuncia la muerte, la perdición,
la condenación sobre todos. — M a s , mi oyente, con esto la Ley
cumplió su obra. Ahora olvide la Ley. Escóndete en el Evan-
gelio. «Cristo es el fin de la Ley». 1 S. J u a n 2, 1. 2. (otros
textos). Esta es la justicia verdadera delante de Dios, creer en
Jesucristo, el Salvador de los pecadores. Cf. II. Artículo.

Introducción. ?Tú conoces la Ley divina? — Fué escrita


Introducían: ?Tú conoces la Ley divina? — Fué escrita en
tu corazón. Muchos hombres, la mayoría de los hombres de
nuestros días vive, como si no hubiera un Dios justo y santo
el cual exigiría cuenta de su vida, o como si no hubiera una;
Ley divina a la cual tendrían que conformarse en su vida yi
en sus obras. Hasta inventan su propia justicia, y luego se
jactan, que, habiendo cumplido lo que a ellos parecía dbien,
ni Dios, ni nadie podría exigirles cuenta.
En esta su justicia propia imaginada desprecian el Evan-
-gelio de Cristo y desechan el ofrecimiento de la g r a c i a de
Dios por mérito del Salvador de los pecadores. Estos no cono-
cen la Ley. Piensan que la Ley fué dada solamente para los
transgresores groseros, aquellos que cayeron bajo la férula de
la espada de los poderes civiles.

Dios nos habla en forma muy clara con respecto al al-


cance de su Ley. Es necesario que hasta los Fieles escuchen
la Ley. Nuestro Evangelio nos brinda la ocasión de tocar este
tema. En temor de Dios, y mediante el Espíritu Santo, digo
con el Evangelio: Tema.... A. T. K-

Sermão para a Páscoa


/ Corintios 5:6—8

Prezados ouvintes em Cristo ressuscitado.

Após apavorante noite de dúvidas o rutilante sol mati-


nal da primeira P á s c o a cristã encheu de alegria os corações
dos pobres discípulos. Alegria apodera-se de um povo in-
8 --

teiro quando seu exército após sangrenta batalha contra pe-


rigoso inimigo volta aureolado pela vitória. Bem podemos
nos imaginar quanta alegria Jesus levou àqueles lares ao
restituir pela ressurreição a J a í r o sua filhinha, à iviuva de
Nain o filho e a M a r i a e Marta o irmão.
Alegria milhares de vezes maior leva-se hoje aos tem-
plos, aos lares e aos corações dos cristãos. É a incomparável
alegria pascoal. O cristão não pode imaginar a palavra
Páscoa sem a unir à palavra alegria. Alegra-se com a g h >
riosa ressurreição de seu querido Salvador. É passada para
Jesus a noite da humilhação. Terminou sua luta sangrenta e
renhida contra a morte e contra o diabo. Foi dolorosa ba-
talha de indiscriiíveis padecimentos. Haviam-no condenado,
crucificado, morto e sepultado. Eis, porém, que ressuscitou e
vive! Quasi vinte longos séculos decorreram desde então.
E ainda os hinos de júbilo de imenso coro de crentes refc>oa v

através do mundo cristão como que para saudar seu grande!


Vencedor.
Mergulhemos, por isso, também nós, com a g r a ç a de
Deus, nesta hora festiva, os nossos pensamentos na

ALEGRIA PASCOAL.

Meditemos.
í. Na sua causa e

II. No seu efeito.

Paulo inicia sua mensagem pascoal com as palavras:


„Nãc é boa a vossa jactância." Á primeira vista parecem
destoar a harmonia da alegria pascoal. Esta nota desíoante,
de fato, se faz sentir sempre de novo em toda a vida cristã.
No próprio cristão ainda resta velho fermento do pecado que
não nos permite alegria perfeita. Onde existe pecado, não
pode deixar de existir tormento de conciência e o temor da
ira e do castigo de Deus. A alegria pascoal não quer irrom-
per toda liberta dos ferrolhos do secreto receio. Aquele que
houver compreendido esta verdade, não entenderá mais que
a vida do cristão precisa estar sempre transbordante de ale-
g _

gria. Todavia, ainda que não seja boa a nossa própria jactân-
cia, possuímos jactância alheia que nos ressalva perfeita-
mente. Temos a nossa Páscoa, sacrificada pela nossa culpa, e
mesmo . pelos nossos pecados cometidos por fraqueza. A
Páscoa que os filhos de Israel sacrificavam e comiam devia
ser sem mácula e prefigurava o imaculado Cordeiro de Deus,
sacrificado, não peia culpa própria, mas pelas nossas iniqui-
dades. O sangue do cordeiro pascoal do Velho Testamento'
protegia Israel ao passar o anjo destruidor pelo Egipto, en-
quanto o sangue derramado por Cristo nos protege da ira
e do castigo de Deus, bem como da morte e da condenação:
eterna. O castigo que nos traz a paz estava sobre êle. É
este o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. N e l e
ternos a redenção pelo seu sangue. O seu sangue nos puri-
fica de todo o pecado. Temos esta P á s c o a . Ela nos pertence.
E com ela possuímos tudo quanto nos adquiriu mediante o
seu grande e cruento sacrifício. Eis a boa jactância alheia
que nos foi oferecida. Ela nos enche de alegria pascoal.
Estamos agora, com efeito, livres de culpa? Nada menos
dizem estas palavras de D e u s : «.Assim como estais sem fer-
mento.? Decerto precisamos nos alimpar cada vez mais do
fermento do pecado que ainda se nos apega na progressão da
vida cristã. Em virtude do sangue expiador de Cristo, porém,
já não estamos mais levedados pelo fermento do pecado. O
pecado j á foi apagado em nós. J á nos foi perdoado. P a r a
Deus, j á não existe mais cm nós culpa alguma. Nenhuma
condenação há para os que estão em Cristo Jesus. P o r amor
de Cristo Deus nos considera purificados de todo o pecado.
Havendo sido Jesus sacrificado para expiação de nossos peca-
dos, Deus nos declara justos. E a mais incontestável prova da
suficiência absoluta do sacrifício de Cristo pejos nossos pe-
cados é o fato de ter sido ressuscitado dentre os mortos.
É garantia bastante da validez perfeita de sua imolação no
Golgotha. Nosso Fiador foi libertado da prisão da morte por-
que havia pago toda a nossa dívida. «Por nossos pecados foi
entregue, e ressuscitou para nossa justificação», diz a Escri-
tura. Quem, portanto, ainda nos condenará, sendo Cristo
quem por nós foi morto e também ressuscitado? Desde então
é bem fundamentada a sua grandiosa promessa: «Eu vivo,
e vós vivereis. Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em
mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que,vive,
e crê em mim, nunca morrerá. Fui morto, mas eis aqui estou
vivo para todo o sempre.» Eia, pois, alegremo-nos em todo
o tempo com a nossa salvação em Cristo! Celebremos alegre
Páscoa todos os dias pela fé em o nosso Redentor redivivo.


Mais razão ainda temos para tanto considerando o efeito
da alegria pascoal. Aqui erram tantos! Interpretam tudo de
maneira carnal. Julgam nem mesmo precisar mais entriste-
cer-se com os seus pecados. Insistem em que se deixe em
paz a conciência. Ainda assim o Senhor lembra a Pedro três
vezes tê-lo negado, não obstante o discípulo j á estar conver-
tido de novo e tornar a amar o Mestre. Esta dôr lhe era sa-
lutar para o futuro. De resto, a alegria pascoal não é senti-
mento volátil do coração natural, porque então brotaria ape-
nas da carne. Verdadeira alegria pascoal é radicada na f é ,
provém da fé no Cordeiro Pascoal ressuscitado e tem por ob-
jetivo os tesouros da salvação, adquiridos por Cristo. E
aquele que possuir esta fé, foi ressuscitado por Deus da morte
espiritual e tem parte na primeira ressurreição de que fala
a Escritura. Foi transportado para a vida espiritual, devendo
viver uma vida nova e celestial. E onde existe a ,vida, esita
deve se ativar e aparecer. Inanimado e inativo apenas é o
que é morto. Quanto mais vigorosa for a nossa fé em o nosso
Salvador, tanto mais robusta também será a nossa vida es-
piritual ou cristã e tanto maior será a nossa verdadeira ale-
gria pascoal, a qual aparecerá em todos os setores da vida.?
Neste caso não poderemos deixar de confessar a nossa fé com
alegria diante do mundo e de a provar mediante a nossa
vida. Desta maneira n o s tornamos o sal da terra e luz no mun-
do. Seremos instrumentos vivos de nosso Salvador na con-
quista de outros homens para o seu Reino. Neste sentido ainda
existem falhas em nós. P o r essa razão a nossa casa de ora-
ção ainda não está repleta. E s s a também a razão por que
ainda tropeçamos. Mais não preciso dizer para compreen-
derdes por que a nossa alegria pascoal ainda não é per-
feita.
A alegria pascoal, porém, ativa-se continuamente no alim-
par do fermento velho do pecado. Apenas o crente possue esta
11 -

alegria. E apenas êle pode fazer festa verdadeira, não no fer-


mento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia,
mas com os asmos da sinceridade e tia verdade, como diz Paulo
muito bem. O cristão está certo de que o Cordeiro P a s c o a l ,
Jesus Cristo, ressuscitou dos mortos e vive. Com isso tem a
certeza de que Cristo é unigénito Filho de Deus, igual ao Pai
no seu divino Ser, c que, porconseguinte, a sua doutrina, o s
seus ensinamentos, são divinamente verdadeiros. Foi decla-
rado Filho de Deus em poder pela ressurreição dos mortos.
Havia ensinado que no terceiro dia após sua morte ressuscita-
ria. Cumpriu esta palavra plenamente. Por .isso mesmo o
crente verdadeiro -aiimpa-se de toda a doutrina errônea e
aceita unicamente a límpida doutrina da Palavra de Deus.
Não segue aos espíritos do erro, aos falsos doutores, para
ouvir aquilo de que os homens inconstantes têm comichão
nos ouvidos. E porque segundo a vontade de Deus deve ador-
nar a doutrina pura com uma vida nova e irrepreensível,
alimpa-se do fermento da vida ímpia, da maldade e da ma-
l í c i a e vive em sinceridade e na verdade, de modo condigno
ao cristão. Não se iguala com o mundo, mas apenas f a l a
e pratica o que corresponde ao cristianismo. Bem sabe que
qualquer resíduo do fermento da heresia e da impiedade o po-
derá levedar de novoi e o corromper. Deus tem fortes motivos
para nos ordenar: «Alimpai-vos do fermento velho!)) Não existe
cousa que devêssemos tomar tão a sério como a doutrina da
Palavra de Deus e a nossa vida cristã. Qualquer deslise da
vereda de Deus é perigosa desobediência para com êie. E
não é possível termos verdadeira alegria pascoal no coração
vivendo na desobediência para com o nosso Deus e Salvador.
Façamos alegre festa desfrutando a graça de Deus que
há em Cristo Jesus, em quem nos perdoa toda a nossa dívida.
Vivamos em alegre obediência à Palavra de Deus e folguemos
na lembrança da gloriosa ressurreição de nosso Redentor até
entrarmos na alegria serena dos céus. Estejamos alegres no
espírito e não na carne, porque esta gera a morte. Nós,
porém, queremos viver eternamente bem-aventurados. P a r a
esse fim único Cristo se sacrificou, morreu e ressuscitou. A
ele só sejam dados louvor e glória, pelos séculos dos sécu-
los! Amém.
R. Fiasse
12 •

£k ordem elos Jesuítas


A ordem dos jesuítas é a mais importante entre as ordens
existentes na igreja católica-romana. Ela foi fundada no tempo
da Reforma luterana, no ano de 1.540 por Inácio de Loyola.
Don Iñigo Lopez de Recalde de Loyola nasceu no ano de
1491 no castelo Loyola, na província de Guipúzcoa, na Espanha.
Muito cedo encontrámo-lo na corte de Fernando o Católico.
Cubiçoso de colher louros na guerra, assentou praça no exér-
cito de Ferdinando, tendo sido ferido na pema na batalha
travada em maio de 152.1, por ocasião da defesa heroica da
cidade de Pampelona. Hospitalisado em virtude do ferimento
recebido, procurou amenizar o tempo em que estava acamado,
com a leitura de romances que contavam as proezas dos he-
roicos cavaleiros espanhóis. Tendo lido aqueles romances, leu
depois disso uma biografia de Jesús Cristo e lendas a respeito
da virgem Maria e dos santos. Esta leitura o impressionou
de tal maneira que resolveu tornar-se semelhante a estes san-
tos e, si possível fôr, sobrepujar na santidade o santo Fran-
cisco de Assisi. Restabelecido do grave ferimento, peregrinou
até o Montserrat, montanha sagrada da Espanha, pendurou n o
altar da Virgem as suas armas, pondo-se de sentinela durante ^
toda a noite em frente de sua irr.£p;em e foi-se confessar. De-
pois distribuiu os seus bens aos pobres, entrou no mosteiro
dominicano de Manresa, onde depois de apaixonadas lutas in-
ternas resolveu de abandonar e de esquecer a sua vida peca-
minosa que levava. Ali em Manresa êle vivia na maior po-
breza, vestindo trapos, sujeitava-se aos serviços mais imundos,
exercitava-se em uma toca, perto da cidade, em toda a sorte de
exercícios espirituais e de penitência, os quais, êle incluiu no
programa da sua ordem. Execucando estes exercícios de peni-
tência, supunha ver na êxtase ora o diabo em forma de anjo,
ora Jesús, ora a virgem Maria. Mas cedo reconheceu que estes
exercícios e mortificações não tinham o valor que lhes atribuía
antes, e que justamente era preciso ter um corpo sadio e ro-
busto para executar o seu plano. Porisso também não incluiu de-
pois nos estatutos de sua ordem muitos exercícios de penitên-
cia. No ano de 1523 empreendeu uma viagem à Palestina para
converter os Saracenos. O chefe provincial dos Franciscanos
dali, porém, considerava inconveniente e perigosa a permanên-
cia dele e convidou-o a abandonar a Palestina. Depois estudou
o latim, continuando depois em Alcalá o estudo da filosofia e
em Salamanca o estudo da teologia; em ambas as matérias,
porém, não fez grandes progressos. J á durante o tempo de estudo
êle procurou correligionários que compartilhassem com as suas
idéias. Pelas suas atividades estranhas tornou-se suspeito pe-
rante a inquisição que o perseguiu. No ano de 1528 foi. à
- 13 -

Paris para concluir os seus estudas de teologia. Aqui em Paris,


achou os seus primeiros auxiliares, primeiro dois, depois mais
quatro. Com estes seis companheiros que compartilhavam com
as suas idéias esboçou o plano para a ordem dele. Nb dia)
15 de Agosto (dia da ascensão da virgem Maria segundo dog-
ma católico) consagrou a ordem por meio de um voto solene.
Os seus 6 primeiros discípulos foram: 1.°- Pedro Fáber, um
sacerdote que administrava as cerimônias no ato da consagra-
ção; êle era de descendência modesta e de escassez de inteli-
gência, mas possuia uma inflexível força de vontade; 2,° Fran-
cisco Xavier, basco, de descendência nobre, era um jovem de
extraordinários dotes de inteligência, mas muito ambicioso; 3.°
Diego Lainez, castelhano, o mais inteligente da ordem, como
sábio e orador por poucos sobrepujado; 4.° Affonso Salmeron,
castelhano, muito astuto; 5.° Nicolau Bobadila, espanhol; 6.°
Simão Rodriguez de Portugal. No ano de 1535 Loyola voltou
à Espanha, pois estava doente, deixando os seus discípulos sob
as ordens de Fáber. Depois de dois anos queriam reunir-se em
Veneza, afim de viajarem juntos à Palestina, onde queriam
trabalhar para. o bem da humanidade, e, si isso fosse impossível,
queriam apresentar-se ao papa que poderia dispor deles incon-
dicionalmente. Desordens políticas impediram a viagem à Pa-
lestina, por isso foram servir nos hospitais, onde Francisco Xa-
vier chupou com os lábios o veneno de tumores, provenientes
de doenças terríveis. Depois todos receberam a consagração
sacerdotal, pregando um ano arrependimento nas ruas e becos
de Veneza. Passado um ano, Loyola, Fáber e Lainez foram à
Roma, para receberem as ordens do papa. Primeiramente achou
muito pouca boa vontade junto as autoridades, mas êle apro-
veitou-se das relações de homens relacionados que o ajudaram.
Afinal apresentou ao papa Paulo III o plano de sua ordem,
dedicada a seguir Jesus na cruz e na luta e ao serviço da re-
ligião católica romana, devendo tomar o nome de «Ordem da
sociedade de Jesus» ou jesuítas. Na Bula Regimini de 27 de
Setembro de 1540 o papa confirmou a ordem. No ano seguinte
Loyola foi eleito general da mesma ordem, cargo que ocupou
até a sua morte, ocorrida no ano de 1556. Seguiu-lhe 'como
general o ladino Lainez, autor da singular organização jesuíta.
Sob sua chefia a constituição sofreu muitas alterações, que a
amplificaram e aperfeiçoaram.

A ordem está sob o governo de um general que tem a;


sua residência em R o m a e que exerce este cargo enquanto
viver, pois é cargo vitalício, podendo dirigir toda essa organiza-
ção como um maquinismo bem ajustado e aperfeiçoado, por-
que todos se obrigam a mais severa subordinação e constante
comunicação com os seus superiores hierárquicos. O general
tem ao seu dispor quatro auxiliares, seus substitutos. A ordem
divide-se em 4 classes de sócios: 1.° os professi que além dos!
votos monásticos aos quais todos os jesuítas se obrigam (aos
votos de pobreza, de castidade e de obediência aos superiores)
ainda fazem um quarto voto; o voto de obediência cega e in-
condicional para com o papa. Desta classe (dos professi) s.ão
eleitos os chefes da ordem, os superiores e os diretores, que
em uma hierarquia bem determinada sobem até ao posto de
.general da ordem;. 2.° os diretores dos colégios (coadjutores),
clérigos e seculares; 3.° os que nos colégios se dedicaram ao
estudo das ciências (escolastici) e 4.° os que pertencem à or-
dem sem determinação definida. Antes da recepção na ordem
os candidatos, chamados noviços, são sujeitos a um ou dois
anos de severas provas.
J. Winterle

Lições de História do Brasil


Segunda Lição — Povos indígenas do Brasil

Os descobridores do Novo Mando logo entraram em con-


tato com os habitantes da terra por eles descoberta, isso fez
Colombo, quando descobrira a Ilha de San Salvador, chamada
pelos naturais «Guanahany», e também o fizeram outros des-
cobridores dos quais, porém, alguns cometeram atos de cruel-
dade, como, por exemplo, Fernando Cortez, o conquistador do
México e Francisco Pizarro que extinguiu a tribu dos Incas na
atual República do Perú.
J á Pedro Álvares Cabral tivera ligeiro contato com os sel-
vagens. Vitor Meireles, famoso pintor brasileiro, segurou este
momento no seu célebre quadro «Primeira missa no Brasilj».
Os outros exploradores do Brasil, como Gonçalo Coelho (1,501),
Cristóvam Jaques (1503 e 1525) e Martim Afonso de Souza
(1530) tiveram maior e melhor oportunidade de conhecer os
povos indígenas do Brasil. Eles, que foram os primeiros ex-
ploradores da nossa Pátria e que também iniciaram a obra da
colonisação da nossa terra, travaram relações com os povos
que aqui encontraram. Felizmente estes nossos primeiros co-
lonizadores procuravam viver em paz e boa harmonia com os
selvagens, de maneira que a história não registra atos de cruel-
dade e de violência.
Aos selvagens do Brasil como aos de todo o continente foi
dado o nome de «índios», nome este que foi dado por engan(o,¡
pois Colombo julgara que tinha chegado às índias, O Brasil
era habitado por muitíssimas tribus destes «índios». A prin-
. . — 15 —

c i p a l nação era a dos Tupis, que dominava a maior parte do


litoral e se dividia e m muitas tnbus distantes, a s a b e r : os
Htagoares, nos atuais Estados ü a r a r a i b a e Rio Grande do
Norte: os Caetés e labajares, n o s atuais Estados de Pernam-
:

b u c o , A l a g o a s e Sergipe; os ' L u p i n a m b á s e os Tupininquins


no atual testado da b a i a ; os famoios no Espírito Santo e Rio
ue janeiro; e no sul, i s t o é ü e Santos até R i o Grande do Sul)
habitavam os Carijós. Nota-se a i n d a a nação dos Tapuias, cuja
principal tnbu era a dos Aimorés, a m a i s f e r o z do Brasil (Ser-
ra dos A i m o r é s ) ; a dos Gokacazes, a dos Goianazes e a dos
Cjuaicurús.
lodos estes índios v i v i a m errantes, i s t o q u e r dizer, não
paravam num lugar. A v i d a nômade d e s t e s p o v o s tem a sua
origem nos seus costumes. Guerreavam-se' sucessivamente, e
a t r i D u vencedora obrigava a o u t r a , a retirar-se, deixando aos
vencedores os pesqueiros e os lugares de caça. Algumas tribus
também cultivavam a terra, plantando milho, (nhára) mandioca
e bananas. Os serviços da lavoura e r a m feitos pelas mulheres,
ao p a s s o que os homens em tempo de paz se ocupavam co.m
a caça e a pesca. Como vestuário traziam apenas enfeites de
penas de diferentes cores e por ocasião dos seus festins pin-
t a v a m o c o r p o com várias cores. n . s suas a r m a s de guerra
eram o a r c o e a flecha. A flecha muitas v e z e s era envene-
nada. Além desta arma a i n d a tinham a c l a v a , feita de pau
duríssimo e a lança. A clava o s indígenas manejavam com
admirável certeza. Esta arma os índios denominavam «ta-
cape». • Quasi t o d o s os índios e r a m antropófagos, i s t o é, co-
miam os seus iguais. Principalmente e r a m os prisioneiros de
guerra vítimas d e s t e barbarismo. Quanto à religião os índios
e r a m pagãos. Seu d e u s imaginário era Tupan, c u j a voz era
o trovão e c u j o olhar furioso e r a o relâmpago. Adoravam, o
sol, a lua, as estrelas e os fenómenos da natureza. Os seus
sacerdotes, chamados «pagés», e r a m adivinhadores, feiticeiros e
curandeiros. Possuíam grande influência s o b r e o ânimo dos
selvagens. A língua dos índios e r a o Guarani, que contava
muitos dialetos.

Resumo por perguntas e respostas

1) Que fizeram os descobridores e exploradores do Novo


Mundo?
Eles logo entraram em contato com os habitantes cia t e r r a
por eles descoberta.
2) Q u e m também procedeu a s s i m ?
Pedro Álvares Cabral e os primeiros exploradores e coloni-
zadores do Brasil, Gonçalo Coelho, Cristóvam Jaques e Mar-
tini. Afonso de Souza.
— 16 —

3) Como estes procuraram viver com os naturais?


Procuraram viver em paz e harmonia com eles.
4) Que nome foi dado aos habitantes do Brasil e porquei?
Foi lhes dado o nome de «índios» e isto porque quando
Cristóvam Colombo tinha descoberto a América, era ela tida
por uma parte da índia, dando-se então o nome de índiogí
âos indígenas do continente todo.
5) Como dividiam-se os povos do Brasil?
Os povos do Brasil se dividiím em muitas nações, raças
e tribus.
6) Qual era a principal nação?
A principal nação era a dos Tupis.
7) Quais eram as principais tribus desta nação.
As principais tribus eram: os Pitagoares, os Caetés, os
Tabajares, os Tupinambás, os Tupininquins, os Tamoios e os
Carijós. ;
8) Quais eram as outras nações dos selvagens?
Outras nações eram: os Tapuias, os Goitacazes, os Goiana-
zes e os Guaicurús.
- 9) Qual foi a tribu mais feroz e como foi o seui nome per-
petuado?
A tribu mais feroz foi a dos Aimorés da nação dos Ta-
puias, cujo nome foi perpetuado no nome Serra dos Aimorés.
10) Quais eram os costumes dos índios ?
Eles não moravam em lugares fixos mas mudavam con-
tinuamente o paradeiro. Viviam da caça e da pesca e tinham
um pouco de agricultura. Não usavam vestuário a não ser en-
feites de penas e pinturas no corpo.
•11) Que havia incessantemente entre as diversas tribus?
Entre as diversas tribus haviam incessantes guerras e hosti-
lidades.
12) Quais eram as armas de guerra dos selvagens?
As suas armas de guerra eram: o arco e a flecha, a clatva
e a lança.
13) Que faziam os índios com os prisioneiros de guerra?
Eles os massacravam e comiam (Antropófagos — come-
dores de gente.)
14) Que se sabe da religião dos indígenas?
Os selvagens eram pagãos e viviam na mais grosseira ido-
latria adorando seres imaginários como Tupan, além dos cor-
pos celestes e dos fenómenos da natureza.
15) Qual era o idioma dos moradores primitivos da nossa
Pátria?
A língua dos índios era o Guarani, que contaiva muitos,
dialetos.
W. Hesse

Você também pode gostar