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Índice

Índice de figura.................................................................................................................................iii

Índice de tabela.................................................................................................................................iii

CAPITULO I: INTRODUÇÃO..........................................................................................................4

1.0 Introdução.....................................................................................................................................4

1.1.Objectivos.....................................................................................................................................4

1.1.2.Objectivo geral..........................................................................................................................4

1.1.3.Objectivos específicos...............................................................................................................4

1.1.4.Metodologia..............................................................................................................................4

CAPITULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.............................................................................5

2.HISTORIA ATOMICA...................................................................................................................5

2.1.O modelo atómico de Dalton........................................................................................................6

2.2.Modelo Atómico de Thomson......................................................................................................7

2.3.Teoria atómica de Rutherford.......................................................................................................7

2.3.1.Conclusões de Rutherford..........................................................................................................9

2.4.Modelo atómico de Bohr............................................................................................................11

3.Conceitos fundamentais do átomo.................................................................................................12

3.1.Isótopos, Isóbaras e Isótopos......................................................................................................13

4.Modelo Mecânica ondulatório e mecânica quântica......................................................................14

4.1.Mecanica Quântica Ondulatória.................................................................................................14

4.2.Mecânica quântica......................................................................................................................16

4.3.Distribuicao eletronica nos atomos.............................................................................................19

4.3.1.Principio de exclusao de Pauli.................................................................................................20

4.3.2.Distribuicao electrónica moderna............................................................................................23

Capitulo III.......................................................................................................................................25

5.Conclusão......................................................................................................................................25

6.Referência bibliográfica................................................................................................................26
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Índice de figura
Figura 1:Átomo segundo Demócrito..........................................................................................5
Figura 2: Pudim de passas de atomo...........................................................................................7
Figura 3: A experiencia de Rutherford.......................................................................................8
Figura 4:átomo de Rutherford.....................................................................................................9
Figura 5:Primeiro problema de Rutherford...............................................................................10
Figura 6:segundo problema de Rutherford...............................................................................10
Figura 7:A teoria de Rutherford - Bohr....................................................................................11
Figura 8: numero quântico principal.....................................................................................................17
Figura 9: numero azimutal.................................................................................................................18
Figura 10:suboebitais...........................................................................................................................18
Figura 11: princípio de Aufbau............................................................................................................20
Figura 12: diagrama de paul.................................................................................................................21
Figura 13: 1regra de hund.....................................................................................................................22

Índice de tabela
Tabela 1 Numero máximo em cada camada.......................................................................................12
Tabela 2: nível de energia.....................................................................................................................17
Tabela 3: numeros maximos de eletroes em subniveis.........................................................................20
Tabela 4:Configuracao electrónica.......................................................................................................24
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CAPITULO I: INTRODUÇÃO

1.0 Introdução
O presente trabalho visa abordar acerca de teoria atómica, desde a sua evolução ate a
actualidade, sabemos que o átomo é a partícula mais pequena e fundamental da matéria e
sendo assim houveram cientistas que propuseram as suas ideias sobre a evolução do mesmo,
entre tanto, para alem da teoria atómica iremos abordar sobre a distribuição electrónica, assim
como da estrutura fundamental do átomo.

1.1.Objectivos

1.1.2.Objectivo geral
 Compreender a história da evolução da teoria atómica.

1.1.3.Objectivos específicos
 Aprimorar os conhecimentos acerca da constituição da matéria e a descoberta do
átomo segundo os diferentes cientistas;
 Analisar os aspectos importantes do modelo ondulatória e mecânica quântica;
 Descrever as características principais do átomo.

1.1.4.Metodologia
Para a elaboração deste trabalho utilizamos métodos a baixo referidos:
 Bibliográficos;
 Fontes da internet.
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CAPITULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.HISTORIA ATOMICA
Atomismo grego e constituicao da materia

Por volta de 400 a.C. os gregos propuseram as primeiras ideias a respeito da constituição da
matéria. Demócrito (460 a.C.-370 a.C.) admitiu que qualquer tipo de matéria seria formado
por pequenas partículas. As partículas às quais Demócrito se referia receberam o nome de
átomo (do grego átomo = indivisível). Várias considerações foram feitas a respeito dos
átomos, formulando-se assim uma teoria que pretendia explicar o que era observado apoiada
apenas em especulações. MENDES, FURLAN (2015.)
 De acordo com essas preposições, os átomos de Demócrito deveriam atender às
seguintes condições:

 Os átomos constituiram toda e qualquer matéria;

Os átomos seriam qualitativamente iguais, diferindo, apenas, na forma, no tamanho e na


massa.

Figura 1:Átomo segundo Demócrito

Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)

Para Demócrito, a grande variedade de materiais na natureza provinha dos movimentos


dos diferentes tipos de átomos, que, ao se chocarem, formavam conjuntos maiores,
gerando diferentes corpos, com características próprias. Os fundamentos de Demócrito
para os átomos foram tomando corpo com o passar do tempo. Epicuro (241 a.C. - 270
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a.C.) complementou suas ideias ao sugerir que haveria um limite para o tamanho dos
átomos, justificando assim a razão de serem invisíveis

Acreditava-se que a matéria seria constituída de elementos da natureza como fogo, água,
terra e ar, que misturados em diferentes proporções resultariam em propriedades físico-
químicas diferentes

Leucipo e Demócrito imaginaram que a matéria não poderia ser dividida infinitamente,
mas partindo-a várias vezes, chegaríamos a uma partícula muito pequena: uma esfera
indivisível, impenetrável e invisível. Com a ajuda de Lucrécio, a idéia dos filósofos teve
rápida propagação.

2.1.O modelo atómico de Dalton


O cientista inglês John Dalton, em 1807, criou um modelo que retomava o antigo conceito
dos gregos. Ele imaginou o átomo como uma pequena esfera, com massa definida e
propriedades características. Dessa forma, todas as transformações químicas podiam ser
explicadas pelo arranjo de átomos. MENDES, FURLAN (2015.)

Dalton concebeu a existência de átomos com propriedades diferentes. E, dessa forma,


definiu elemento químico. Os átomos que possuem a mesma massa, tamanho e forma
constituem um elemento químico. Dalton formalizou seu modelo nos seguintes
postulados:
 Toda matéria é composta por minúsculas partícula chamadas átomos;
 Os átomos de um determinado elemento são idênticos em massa e apresentam as
mesmas propriedades quimicas;
 Átomos de elementos diferentes apresentam massa e propriedades químicas diferentes
 Atomos são permantes e idivisiveis e não podem ser criados, nem destruidos;
 Os compostos são formados pela a combinaçao de átomos de elementos diferentes;
As transformações químicas ocorrem por separação e união de átomos. Isto é, os átomos de
uma substância que estão combinados de um certo modo, separam-se, unindo-se novamente
de uma outra maneira, formando outras substâncias. MENDES, FURLAN(2015.
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2.2.Modelo Atómico de Thomson


A primeira inovação veio com o modelo atómico de Thomson, que já utilizou o recém-
descoberto electrão para actualizar o modelo de Demócrito/Dalton. O modelo atómico de
Thomson, roposto em 1897, propusera uma resposta à seguinte pergunta: “Como os electrões
e os protões estariam distribuídos no átomo?”. GOLDAN & DE BONI, (2007)

Thomson sugeriu que a massa total do átomo seria devida quase que totalmente apenas às
cargas positivas (protões). Estas estariam espalhadas, uniformemente, por toda uma esfera,
formando uma massa compacta e uniforme. Na superfície dessa massa estariam aderidos os
electrões, espaçados de modo uniforme. Esse modelo ficou conhecido como “pudim de
passas”, onde se assemelharia a um pudim coberto com passas, em que o pudim seria a massa
de cargas positivas e as passas os electrões. Neste modelo já se compreendia a divisibilidade
do átomo, porém o átomo era considerado como uma esfera de carga positiva, com os
electrões distribuídos ao seu redor. Tal modelo foi aceito até 1911, quando Ernest Rutherford
propôs um outro modelo mais aprimorado. Esse novo modelo se originou de uma interessante
experiência, que será descrita a seguir. GOLDAN & DE BONI, (2007)

Figura 2: Pudim de passas de atomo


Fonte: (GOLDAN & DE
BONI, 2007)

2.3.Teoria atómica de Rutherford

Em 1911 e 1912, Rutherford conseguiu criar dois modelos atómicos que até hoje são as
representações mais reconhecidas do átomo. Rutherford criou primeiro um modelo
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estático e, posteriormente, um modelo dinâmico. Para desenvolver seu modelo atómico,


Rutherford realizou experiências com partículas alfa, provenientes de uma amostra de
Polónio em um elaborado experimento, conforme a ilustração a seguir

Figura 3: A experiencia de Rutherford


Fonte: (GOLDAN & DE BONI, 2007)

A experiência de Rutherford consistiu em lançar um jato de partículas α emitidas pelo


polónio (um elemento radioactivo) sobre uma finíssima lâmina de ouro para observar se
essas partículas iriam sofrer algum desvio ao passarem pelos átomos da lâmina de ouro.
Rutherford lançou mão deste experimento no qual tentou verificar se os átomos eram
realmente maciços, utilizando, para isso, partículas, que tem carga eléctrica positiva, como
projécteis.
Os resultados evidenciaram três comportamentos diferentes:
 A maior parte das partículas alfa consegue atravessar a lâmina de ouro sem sofrer
nenhum desvio. Esse fato indica que essas partículas não encontram nenhum obstáculo
pela frente seguem seu percurso em linha recta.
 Algumas partículas α conseguem atravessar a lâmina, porem sofrendo um desvio
muito forte em seu caminho. Esse fato mostra que essas partículas encontravam algum
obstáculo, porem nao muito grande, quando atravessavam os átomos da lâmina.
Pouquíssimas partículas alfa não conseguem atravessar a lâmina e voltam para o mesmo lado
de onde são lançadas. Esse fato evidencia que essas partículas encontram um obstáculo
irremovível ao colidirem em algum ponto dos átomos da lâmina. Se o átomo fosse realmente
igual ao modelo anteriormente proposto por Thomson, como uma massa compacta de cargas
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positivas distribuídas de modo uniforme por todo o metal, então as partículas alfa não
sofreriam desvios fortes e muito menos iriam voltar. GOLDAN & DE BONI, (2007)

2.3.1.Conclusões de Rutherford
 O átomo não é maciço, apresentando mais espaço vazio do que preenchido;
 A maior parte da massa do átomo se encontra em uma pequena região central
(núcleo) dotada de carga positiva, onde estão os protões;
 Os electrões estão localizados em uma região ao redor do núcleo, chamada de
eletrosfera.
Esse modelo ficou conhecido como “modelo do sistema solar”, em que o sol seria
representado pelo núcleo e os planetas pelos electrões ao redor do núcleo (na eletrosfera).
Apesar de sofisticado e popular, o modelo de Rutherford tinha alguns problemas, pois ele não
conseguia explicar de forma coerente as raias espectrais dos elementos químicos e também
não conseguia explicar a órbita dos electrões. GOLDAN & DE BONI, (2007)

Figura 4:átomo de Rutherford


Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)

De acordo com a teoria de Rutherford, os electrões podiam orbitar o núcleo a qualquer


distância. Quando os electrões circundam em volta do núcleo, estariam mudando
constantemente sua direcção. A electrodinâmica clássica (que tratado movimento dos
electrões) explica que, tais electrões que mudam constantemente sua direcção, seu sentido,
sua velocidade ou ambos, devem continuamente emitir radiação. Ao fazer isto, perdem
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energia e tendem à espiralar para o núcleo. Isto significa que os átomos seriam instáveis,
completamente o contrário da realidade. GOLDAN & DE BONI, ( 2007)

Figura 5:Primeiro problema de Rutherford


Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)

Como a descrição do átomo de Rutherford não está inteiramente correcta, ela não
esclareceu algumas observações que já tinham sido feitas. Talvez a mais importante destas
observações fosse ao respeito do comportamento de determinados gases. Estes gases, a
pressão baixa, emitem luz em um jogo de faixas discretas do espectro electromagnético.
Isto é, completamente diferente da radiação emitida por sólidos, que é espalhada
uniformemente através do espectro electromagnético. As emissões da radiação destes
gases eram importantes porque mostraram que, ao menos sob algumas circunstâncias, as
órbitas dos electrões não podem estar a qualquer distância do núcleo, mas confinadas a
distâncias discretas do mesmo (ou a estados da energia específicos). GOLDAN & DE
BONI, ( 2007)

Figura 6:segundo problema de Rutherford


Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)
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2.4.Modelo atómico de Bohr


A teoria atómica de Bohr foi publicada entre 1913 e 1915. Ela conseguiu explicar
perfeitamente o espectro do átomo de hidrogénio, que a teoria de Rutherford não conseguia
explicar. Para isto, Bohr aceitou o modelo dinâmico de Rutherford com os seguintes
postulados:
 Os electrões nos átomos descrevem sempre orbitam circulares ao redor do núcleo,
chamadas de camadas ou níveis de energia.
 Cada um desses níveis possui um valor determinado de energia (estado estacionário)
 Os electrões ocupar os níveis que tenham uma determinada quantidade de energia,
 Os electrões podem saltar de um nível para outro mais externo, desde que absorvam
uma quantidade bem definida de energia.
Ao voltar ao nível mais interno o electrão emite uma quantidade de energia na forma de luz de
cor bem definida ou outra radiação electromagnética GOLDAN & DE BONI, (2007)

Figura 7:A teoria de Rutherford - Bohr


Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)
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Segundo GOLDAN & DE BONI, (2007), Cada orbital é denominado o estado estacionário e
pode ser designado por letras K, L, M, N, O, P, Q. E cada camada é caracterizada por um
número quântico que pode assumir os valores 1,2,3 etc.

O numero maximo de eletroes que cada camada pode conter ao nivel n é dada pela equacao:
2

e−¿=2n ¿
Onde:
e→ numero maximo de eletroes
n → numero de camadas

2 2
Camada ou nível Teoria e−¿=2n ¿ Prática e−¿=2n ¿
K=1 2 2
L=2 8 8
M=3 18 18
N=4 32 32
O=5 50 32
P=6 72 8
Q=7 98 2

Tabela 1 Numero máximo em cada camada


Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)

A ultima camada de qualqer atomo contem no maximo 8 eletroes, excepto os atomos de iridio
e paladio.
Ex: configuração eletrónica de potássio 39
19 K

K L M N

2 8 8 1

3.Conceitos fundamentais do átomo


Número atómico (Z): é um número determinado experimentalmente, característico de cada
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Segundo GOLDAN & DE BONI, (2007), Elemento, representando o numero de protões


contidos no núcleo e caracteriza os diversos átomos. Em um átomo electricamente neutro, o
número atómico e igual ao número de electrões (e-).

Em um átomo neutro: e-
Por exemplo:
Todos os átomos de Sódio possuem 11 protões; portanto, numero atómico (Z) igual a 11.
Todos os átomos de Ferro possuem 26 protões; portanto, numero atómico (Z) igual a 26.

Número de massa (A): Soma do número de protões e neutrões do núcleo de um átomo.


A = nos protões + nos neutrões
Número de Neutrões (n): Em um átomo neutro, o numero de cargas positivas (protões) e
Igual ao número de cargas negativas (electrões). Também pode ser dado pela diferença
entre o Numero de massa (A) e o Numero atómico (Z).
n = e- (se o átomo e neutro) ou n = A - Z

3.1.Isótopos, Isóbaras e Isótopos

• Isótopos: são átomos de um mesmo elemento que possuem propriedades químicas


idênticas (visto apresentarem a mesma distribuição electrónica), mas propriedades físicas
diferentes. Possuem o mesmo numero atómico (Z), porem apresentam diferentes números
de massa (A) .
Representa-se um isótopo pelo símbolo, nº atómico (Z) e massa atómica (A) ZEA
Exemplo:
a) Isótopos do hidrogénio: 1H1 (hidrogénio), 1H2 (deuterio) e 1H3 (tritio)
b)Isótopos do oxigénio: 8O16 , 8O17 e 8O18

• Isóbaras: são átomos que tem o mesmo número de massa (A), mas diferentes números
atómicos (Z). Suas propriedades químicas são totalmente diferentes.
Exemplo:
19K40 isóbara de 20C40 A = 40
20C42 isóbara de 22Ti42 A = 42
• Isótopos: são átomos com diferentes números atómicos e de massa, porem com igual
número de neutros.
17Cl 37 isotono de 20C40 n = 20 neutrões
14

5B11 isotono de 6C12 n = 6 neutrões

4.Modelo Mecânica ondulatório e mecânica quântica


O modelo atómico continuou a evoluir. Sommerfeld solucionou o problema surgido logo após
Biela Bohr enunciar seu modelo atómico, pois verificou-se que um electrão, numa mesma
camada, apresentava energias diferentes. Tal fato não poderia ser possível se as orbitas fossem
circulares. Então, Sommerfeld sugeriu que as orbitas fossem elípticas, pois elipses apresentam
diferentes excentricidades, ou seja, distâncias diferentes do centro, gerando energias
diferentes para uma mesma camada electrónica. MENDES, FURLAN (2015.)

4.1.Mecanica Quântica Ondulatória


Princípio da Incerteza de Heisenberg

“Impossível conhecer simultaneamente, com absoluta exatidão, a posição e o momento de


uma partícula como o elétron”

Para determinar a posição do elétron, é preciso localizá-lo com fótons de luz, mas o fóton
transfere energia para o elétron e altera a sua velocidade e, portanto, sua trajetória.
Então: O Princípio da Incerteza de Heisenberg afirma que a incerteza na determinação da
posição (x) e a incerteza na determinação do momento (p) é dada por: x .  p ≥ h

Logo: É impossível conhecer a trajetória do elétron → Falha do Modelo de Bohr

Equação de Schrödinger – Modelo Ondulatório

Segundo MENDES, FURLAN(2015.), Erwing Schrödinger usando o postulado de De


Broglie, supôs que o elétron pode ser considerado uma nuvem eletrônica difusa, do tipo
ondulatório e seu movimento poderia ser representado por uma função de onda (tal como é
feito para ondas eletromagnéticas). Deduziu uma equação que possibilita relacionar a Energia
do elétron e suas propriedades ondulatórias, para o movimento de qualquer elétron de
qualquer átomo:

Equação de Schrödinger
E. = h2 / (82m) . 2. + V. 
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Onde:
-  = operador Laplaciano (2 / x2 + 2 / y2 + 2 / z2)
- m = massa do elétron
- h = Constante de Plank
- V = energia Potencial do elétron (função de posição)
- E = energia total do elétron (função de posição)
-  = função de onda → incógnita da equação
Equação matemática complicada com solução difícil: somente tem solução para certos valores
de E, relacionados por números inteiros → Teoria dá ideia da quotização de Energia, pois
somente certos valores de Energia são permitidos aos electrões.

Qual significado físico de ? ││2 é a expressão matemática de como a probabilidade de


encontrar o electrão varia de lugar para lugar.

Gráfico 1 : gráfico para resolução de expressões matemáticas de Schrödinger


Fonte MENDES, FURLAN (2015.)

Então: Ao resolver a Equação de Schrödinger para um electrão com energia E, obtém-se um


valor de  em função das coordenadas x, y, z, ou seja, o resultado é uma função de onda 
(x,y,z) cujo quadrado (│ (x,y,z)│2) fornece a probabilidade de encontrar o electrão com
energia E no ponto (x,y,z) → Cada função de onda corresponde a certo valor de energia e
descreve uma região do espaço, em torno do núcleo, onde um electrão com esta energia tem
maior probabilidade de ser encontrado → orbital. MENDES, FURLAN (2015.)
16

O Modelo de Schrödinger baseia-se na hipótese do elétron ser descrito como uma onda de
matéria e não como uma pequena partícula orbitando o núcleo.
A Equação de Schrödinger descreve corretamente o comportamento de qualquer sistema
atômico, descreve o movimento de elétrons com energia quantizada ao redor do núcleo.

Ao resolver a Equação de Schrödinger para um elétron com energia E definida, obtém-se


como resposta uma função de onda associada a um conjunto de três números chamados
números quânticos.

4.2.Mecânica quântica
Numeros quanticos

Bohr precisou postular a existencia dos numeros quanticos na sua teoria. Contudo, com o
progresso da compreensao da mecanica quantica, estes numeros ocorrem naturalmente ao se
resolver a equacao de Shrondinger. Os numeros quanticos sao de grande relevancia para
descrever a posicao dos eletrons nos atomosGOLDAN & DE BONI ( 2007)

Existem quatro numeros quanticos:

1. Numero quantico principal (n);


2. Numero quantico azimutal ou do momento angular (l);
3. Numero quantico magnetico(ml);
4. Numero quantico rotatorio (spin em ingles, ms)
Estudo aprofundado dos numeros quanticos:
Numero quantico principal (n):

Ja vimos que este numero foi introduzido no terceiro postulado da teoria atomica de Niels
Bohr. Indicando que as orbitas possiveis sao aquelas em que o eletron possui um momento
angular multiplo inteiro de h/2π, isto implica que o eletron nao pode estar a qualquer distancia
do nucleo, mas somente em poucas regioes, chamadas de orbitas. O Numero quantico
principal pode apresentar os seguintes valores:
n = 1,2,3,4,5,6,....∞.Os numeros fracionarios, negativos e o zero, nao sao validos para o
numero quantico principal.
17

Figura 8: numero quântico principal


Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)

O numero quantico principal localiza o eletron em seu orbital ou nivel de energia


Nivel 1 2 3 4 5 6 7
Camada K L M N O P Q
Tabela 2: nível de energia
Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)

Numero quantico azimutal, do momento angular ou secundario (l):


Foi introduzido por Sommerfeld, pois verificou-se que um eletron, numa mesma orbita,
apresentava energias diferentes. Tal fato nao e possivel se as orbitas forem circulares.
Sommerfeld sugeriu que as orbitas sao elipticas, pois elipses apresentam diferentes
excentricidades, ou seja, distancias diferentes do centro, gerando energias diferentes para uma
mesma camada eletronica.
O numero quantico azimutal define o formato do orbital e localiza o eletron no seu subnivel
de energiaGOLDAN & DE BONI, . (2007)

Os valores validos para l sao 0, 1, 2, 3, ... n – 1.


● l = 0, orbitais s, com formato esferico
● l = 1, orbitais p, com formato de dois lobulos e um nodulo
● l = 2, orbitais d, com formato de quatro lobulos e dois nodulos
● l = 3, orbitais f, com formato de oito lobulos e quatro nodulos.
18

Figura 9: numero azimutal


Fonte: GOLDAN & DE BONI: (2007)

Segundo GOLDAN & DE BONI ( 2007), O nome dos orbitais (s, p, d, f) vem dos nomes
dados as linhas do espectro do Hidrogenio em Ingles. A letra s para sharp (afiado), p para
principal (principal), d para diffuse (difuso), e f para fundamental (fundamental).

Cada suborbital pode comportar ate 2 eletrons, entao o numero de eletrons que estes orbitais
podem acomodar e:

Figura 10:suboebitais
Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)
Numero quantico magnetico(ml):
O numero quantico magnetico tambem veio atraves de Sommerfeld. Deriva do numero
quantico azimutal (l). Este numero nao interfere na energia do eletron, ele representa a
orientacao espacial do orbital perante um campo magnetico externo. Derivando de l, o numero
quantico magnetico pode assumir qualquer valor inteiro entre -l, 0, +l. Por exemplo:
Para l = 0, ml so pode valer 0. So pode haver um orbital s.
Para l = 1, ml pode valer -1, 0, 1. Informa que existem 3 orientacoes para os orbitais p.
Para l = 2, ml pode valer -2, -1, 0, 1, 2. Informa que existem 5 orientacoes para os orbitais d.
19

Para l = 3, ml pode valer -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3. Informa que existem 7 orientacoes para os
orbitais f. GOLDAN & DE BONI, (2007)

Numero quantico rotatorio (spin em ingles, ms):


Segundo GOLDAN & DE BONI, (2007), O numero quantico rotatorio (ms) descreve o
sentido de rotacao de um eletron em um orbital, que pode ser horario ou anti-horario. Para
cada caso foi atribuido um valor +1/2 e -1/2.

Regras basicas sobre os numeros quanticos:


1. Os numeros n, l e m sao numeros inteiros;
2. O numero quantico principal (n) nao pode ser zero;
3. O numero quantico azimutal (l) pode ser qualquer numero inteiro entre zero e n-1;
4. O numero quantico magnetico (ml) pode ser qualquer numero inteiro entre -l e +l;
5. O numero quantico rotatorio (s) so pode valer +1/2 e -1/2.

4.3.Distribuicao electrónica nos átomos


Eletrosfera é a regiao do atomo que contem os eletrons e chega a ser cem mil vezes maior
que o nucleo. Dados experimentais levaram a concluir que os eletrons estao distribuidos na
Eletrosfera em niveis e subniveis energeticos (camadas e sub-camadas eletronicas,
respectivamente). MARQUES & MAGNON (2016)

camadas eletronicas ou niveis de energia

segundo MARQUES & MAGNON( 2016) , Para os 114 elementos atuais, os eletrons estao
distribuidos em sete camadas eletronicas (ou sete niveis de energia). As camadas sao
representadas pelas letras K,L,M,N,O,P e Q ou 1º, 2º, 3º, 4º, 5º, 6º e 7º niveis de energia. Ate
o momento, temos o seguinte numero maximo de eletrons nas camadas.

Subcamadas ou subniveis de energia

Segundo GOLDAN & DE BONI, ( 2007), Em cada camada, os eletrons estao distribuidos
em subcamadas ou subniveis de energia, representados pelas letras s,p,d e f (subniveis usados
ate Z =114). O numero maximo de eletrons que cabe em cada subnivel e o seguinte.
20

Subnivel S P d F
Numero maximo de eletrons 2 6 10 14
Tabela 3: numeros maximos de eletroes em subniveis
Fonte: GOLDAN & DE BONI, ( 2007)

4.3.1.Principio de exclusão de Paul

Segundo MARQUES & MAGNON (2016), Proposto em 1925, na tentativa de explicar


algumas das propriedades dos eletrons nos atomos, o Principio de exclusao de Pauli1 postula
que “Em um sistema fechado, dois eletrons não podem ocupar o mesmo estado”. Em outras
palavras, dois eletrons nao podem ter os 4 numeros quanticos identicos. Assim, podemos
aplicar isto a um esquema chamado de diagrama de construcao (Aufbau), que explica a ordem
de preenchimento dos orbitais de atomos multieletronicos. Entao temos que:
1. O numero de eletrons em um atomo e igual ao numero atomico;
2. Cada eletron adicionado entra no orbital de ordem energetica mais baixa disponivel;
3. Um orbital nao pode receber mais do que dois eletrons.

Figura 11: princípio de Aufbau


Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)
21

A ordem de preenchimento e 1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d 4p 5s 4d 5p 6s 4f 5d 6p 7s 5f 6d… A regra


mnemonica a seguir ajuda bastante na compreensao do principio da construcao, uma vez que
nao e muito pratico desenhar o diagrama acima cada vez que se deseja fazer a distribuicao
eletronica de um atomo. GOLDAN & DE BONI, (2007)

.
Figura 12: diagrama de paul
Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)

Regra de Hund

A Regra de Hund14 trata sobre a forma de como os eletrons devem ser distribuidos
parapreencher os subniveis. Cada orbital de um subnivel recebe, inicialmente, apenas um
eletron. Somente apos o ultimo orbital deste subnivel ter recebido seu primeiro eletron
comeca opreenchimento dos orbitais semicheios com o segundo eletron. Eletron de maior
energia ou eletron de diferenciacao e o ultimo eletron distribuido no preenchimento da
eletrosfera, de acordo com as regras estudadasGOLDAN & DE BONI, (2007)

Eletron de maior energia ou eletron de diferenciacao e o ultimo eletron distribuido no


preenchimento da eletrosfera, de acordo com as regras estudadas.

Tutorial de distribuicao eletronica

Para fazer a distribuicao eletronica de um elemento qualquer existem alguns poucos passos a
serem seguidos e as regras acabam por serem aplicadas naturalmente. O primeiro destes
passos e saber quantos eletrons devem ser distribuidos. Lembrando que o numero de eletrons
e igual ao numero atomico, temos, por exemplo, que o Hidrogenio tem 1 eletron, o Helio tem
2 eletrons, o Fluor tem 9 eletrons.... GOLDAN & DE BONI, ( 2007)
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Sabendo que o Hidrogenio tem 1 eletron, fica claro que este so podera inserir um eletron nos
orbitais disponiveis, o Helio 2 eletrons e o Fluor 5 eletrons. Vale lembrar, tambem, que cada
subnivel dos orbitais pode comportar 2 eletrons, temos que o subnivel s comporta 2e-, o
subnivel p 6e-, o subnivel d 10e- e o o subnivel f 14e-.

A ordem de preenchimento e 1s 2s 2p 3s........ Isto porque sempre devemos preencher a partir


do orbital de menor energia.
Assim temos as seguintes distribuicoes:
H 1s¹
He 1s²
F 1s², 2s², 2p5

A representacao 1s2,por exemplo, significa 2 eletrons colocados no subnivel s do 1º nivel.


Observe como isto fica quando representado graficamente:

Figura 13: 1regra de hund

Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)

A distribuicao eletronica dos ions

A distribuicao eletronica dos ions e semelhante a dos atomos neutros. No entanto, e


importante salientar que os eletrons que o atomo ira ganhar ou perder (para se transformar em
um ion) serão recebidos ou retirados da última camada eletrônica, também chamada de
camada
de valência (que é a camada mais afastada do núcleo), e não do subnível mais energético.
23

Assim, por exemplo, o atomo de ferro (numero atomico = 26) tem a seguinte distribuicao
eletronica:

Como exemplo, quando o atomo de ferro perde 2 eletrons e se transforma no ion Fe2+, este
tera a seguinte
distribuicao eletronica:
Fe2+: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d6 ou K=2; L=8; M=14;
Ainda, se o atomo de ferro perder 3 eletrons, se transformara no ion Fe3+ e tera a seguinte
distribuicao eletronica:
Fe3+: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d5 ou K=2; L=8; M=13;
Analogamente, no caso de um atomo de cloro ganhar um eletron, se transformara no ion Cl e
tera a seguinte distribuicao eletronica:
Cl (atomo no estado fundamental): 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5 ou K=2; L=8; M=7
17

Cl- (atomo no estado fundamental): 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 ou K=2; L=8; M=8
17

4.3.2.Distribuicao electrónica moderna

Atualmente, utiliza-se um codigo para estas representacoes eletronicas, principalmente para


os elementos com muitos eletrons. Observe o exemplo: Configuracao do fosforo (P), de Z =
15
Representacao completa = 1s2 2s2 2p6 3s2 3p3
Representacao codificada = [Ne] 3s2 3p3

O Codigo [Ne] indica uma configuracao igual do gas nobre neonio (Z = 10): 1s2 2s2 2p6.
Assim, a representacao codificada significa que o fosforo tem uma configuracao eletronica
semelhante a do neonio, acrescida de 3s2 3p3 no ultimo nivel.

Cuidado com os metais de transicao, cujas configuracoes podem ser escritas em ordem
de energia crescente (Principio Aufbau) ou reorganizada por niveis.
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Ferro (Z = 26):
- Energia crescente: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6
- Reorganizada: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d6 4s2
- Em codigo e reorganizada: [Ar] 3d6 4s2 (mais usada)

Outros exemplos.:’
10 1
29Cu [Ar] 3d 4s
5
35Br [Ar] 3d10 4s2 4p
14 10 2
80Hg [Xe] 4f 5d 6s

Grupo Elemento Configuracao


Na [Ne]3s1
K [Ar]4s1
1
Fr [Rn]7s1

Br Ar] 3d10 4s2 4p5


I Kr]4d10 5s2 5p5
17 At [Xe]4f14 5d10 6s2 6p5
He 1s2
18 Ne [He]2s22p6
Ar [He]2s2 2p6
Kr [Ar]3d10 4s2 4p6
Xe [Kr]4d10 5s2 5p6
Rn [Xe]4f14 5d10 6s2 6p6
Tabela 4:Configuracao electrónica
Fonte: GOLDAN & DE BONI, (2007)
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Capitulo III

5.Conclusão
Durante a realização do presente trabalho, adquirimos o conhecimentos de que a matéria é
composta por particulas pequenas designadas átomos. Compreendemos também que a história
da evolução de átomo começa com os filosofos gregos Demócrito e Leucipo nos anos 400 a.C
ate na decada 90 quando foi proposta o modelo da mecanica quantica. Sendo assim
concluimos que durante a evolucao da historia atomica os cientistas como Dalton, Thomson,
Rutherford e Bohr propuseram postulados diferentes em relacao ao atomo, que podemos
resumir da seguinte forma:
 Modelo de dalton, esfera macica; indivisivel; carga eletrica neutra
 Modelo de Thomson, o atomo não e macico e nem indivisivel; as cargas pequenas
ficaram conhecidas como eletroes e chamadas negativas; a carga total e em geral nula.
 Modelo de Rotherford, nucleo pequeno, de carga positiva e com quase toda a massa
do atomo; eletrosfera contendo, os eletroes; os eletroes giram redor do nucleo.
 Modelo de Bohr, nucleo pequeno de carga posetiva e com quase toda massa do
atomo; eletroes rigam ao redor do nucleo sem absorver ou emitir energia no
movimento estacionario; eletrosfera contendo eletroes divididas em sete camadas.

Para alem destes, concluimos que no modelo ondulatorio Luis Victor Broglie propos que o
eletrao apresenta uma natureza dualitica de onda e particulas como a luz, pela primeira
defraxao de feixe de eletroes. E segundo Weisenberg demostrou matematicamente que e
impossivel determinar ao mesmo tempo, a posicao, velocidede e a trajectoria de uma particula
subatomiva, essa denominacao recebeu nome de principio de incerteza ou indeterminacao.
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6.Referência bibliográfica

FABREGA, Francine Mendaça, química geral e experimentar, GTB editora, são Paulo 2016.

GOLDAN, Eduardo, DE BONI, Luís Alcides, introdução clássica a química geral, 1ª edição,
porto alegre Tche editoras, 2007

MARQUES, António Francisco, MAGNON, Maria da Graça Melo, química e ciências da


natureza volume 5 são Paulo, cultura académica editoras 2016.
MENDES, Ana Nry Furlan química geral e inorgânica volume único rio grande do sul
(Brasil) COC editoras 2015.
REIS, Martha, química geral 01 2ª edição são Paulo, Ática editora

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