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Projeto de Pesquisa: E st udo das Habilidades

III M o s t r a d e P e s qu i s a Sociais e m Tabagistas


da Pós-Graduação
PUCRS

Mestranda: Viviane Samoel Rodrigues


Orientadora: Prof. Dra. Margareth da Silva Oliveira

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA


MESTRADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA

Resumo

Pesquisas levantam a hipótese de que pessoas ansiosas começam fumar por pensarem
que o cigarro vai acalmá-las e ajudar se portarem adequadamente em situações sociais. Outros
estudos, demonstram que é possível que o cigarro torne as pessoas mais ansiosas porque afeta
seu sistema respiratório, ou então, que a nicotina seja geradora de estresse. È muito difícil
estabelecer uma relação de causa e conseqüência entre o fumo e os problemas de ansiedade.
Existem muitos casos de fobia entre fumantes, mas a causa disso ainda é desconhecida.
Estudos relacionam o déficit de habilidades sociais como fator de risco ao abuso de
substâncias. Nesse contexto, se faz necessário uma avaliação em relação a habilidades sociais
em populações clínicas de dependentes de nicotina e comparação em relação aos não
tabagistas a fim de investigar se existe uma co-relação entre déficit de habilidade social
relacionado ao tabagismo, já que a literatura refere que existe déficit em usuários de
substâncias psicoativas em geral.

Introdução

O tabagismo é um comportamento que foi socialmente aceito durante muito tempo, e


dominou o mercado no final do século XIX a meados do século XX, era associado a charme,
riqueza, poder e afirmação da virilidade em homens. Hoje em dia, o tabaco é um problema de
saúde pública que atinge milhares de pessoas em todo o mundo (Gigliotti A, 2001)

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Em todo o planeta, cerca de um 1,2 bilhão de pessoas fuma. Cerca de 4 milhões de
pessoas morrem no mundo, ao ano, por doenças associadas ao tabagismo. Nos Estados
Unidos, o tabagismo provoca 400 mil mortes ao ano, maior que a soma de mortes provocadas
pelo uso de álcool e de todas as outras drogas de abuso juntas (Mcrady, 1999). Também,
nesse mesmo país, morrem anualmente cerca de 50 mil fumantes passivos, que não fumam,
mas inalam a fumaça.
O Brasil tem cerca de 35 milhões de fumantes (Marques, A., 2000). Morrem no país
cerca de 200.000 pessoas por ano devido ao tabagismo, provavelmente como conseqüência
dos efeitos tardios da expansão do consumo de tabaco que teve início na década de 50 e 60
(PAHO, 2002). O câncer de pulmão continua a ser o tipo de câncer que mais mata no Brasil, e
a segunda causa de morte de câncer entre as mulheres.
Porém, muitas dessas mortes podem ser potencialmente evitáveis se essas pessoas
pararem de fumar (Gigliotti A, 2001). Atualmente, apesar de a maioria das pessoas estarem
alertas sobre os malefícios que o cigarro traz à saúde, é fato que as pessoas continuam
fumando.
O cigarro tem cerca de quatro mil substâncias, entre elas o monóxido de carbono
(CO), o alcatrão e a nicotina. (Hughes, 2000). Muitas substâncias do cigarro são responsáveis
pelas doenças clínicas relacionadas ao tabagismo.
Cerca de 30% dos casos de câncer encontrados no país são causados pelo tabaco.
(Ferreira,2001.) Outras doenças graves estão intimamente ligadas ao uso do cigarro, tais como
enfisema pulmonar, bronquite e doenças cardiovasculares. Além disso, úlceras do estômago e
do duodeno, osteoporose, infecções respiratórias – inclusive pneumonias – e diversos
problemas dentários podem ter como origem ou agravamento o uso do cigarro. O tabagismo
também afeta o desenvolvimento da gravidez, como redução do peso fetal, deslocamento
prematuro da placenta, sangramento e aborto (Gigliotti A, 2001).
Os efeitos farmacológicos da nicotina são diversos e dependem da freqüência e da
quantidade de cigarros, bem como do desenvolvimento da tolerância. A nicotina promove um
rápido estado de alerta, melhorando a atenção, a concentração e a memória, semelhante
àquele descrito pelos usuários de cocaína e heroína. Esse efeito, em contraposição aos
sintomas desagradáveis da falta da substância no cérebro, pode contribuir para a dificuldade
na manutenção da abstinência, pois entre os fumantes que já tentaram parar de usar tabaco,
cinco a sete tentativas são necessárias até se atingir o objetivo (Achutti A , 2001; Gigliotti
A,1999)

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Segundo Gigliotti A, (2001), em 90% dos casos o início do consumo de tabaco se dá
na adolescência, por volta dos 13 aos 15 anos. Geralmente os fatores que motivam tantos
jovens a experimentar o cigarro são sociais. Muitos indivíduos acabam buscando nas drogas
uma forma de se tornarem mais sociáveis e com melhor capacidade de interação com seus
pares.

Em relação aos aspectos etiológicos a causa do tabagismo é considerada por ser


multifatorial, isto quer dizer que não existe uma causa única para que o indivíduo se torne
tabagista, mas sim um conjunto de fatores ambientais (ex: pressão social), biológicos (ex.:
fatores genéticos) e psicológicos (ex.: dificuldade do indivíduo em lidar com frustrações). São
exemplos de fatores que favorecem o uso: aceitação cultural, fácil acesso ao cigarro, baixo
custo, “marketing'', o alto poder aditivo da nicotina, impulsividade, afetos negativos
(ex:depressão), influências sociais, desconhecimento e negação do problema, entre outros
(Hughes,J.R, 2000; Orleans, C.T. & Slade, J,1993; Schmitz, J.M et.al, 1997).
Dessa forma, pode-se dizer que no início as causas do tabagismo parecem ser sociais
em sua grande maioria. Entretanto, quando a dependência já se encontra instalada, esse fator
aparenta perder força e a manutenção do comportamento de fumar começa a ser gradativa e
fortemente associada a causas psicológicas como condicionamentos e crenças acerca da
substância e do uso, além das bases neuroquímicas e genéticas envolvidas (O´Connell, M. et.
al.2003).
Em relação ao tratamento do tabagismo, evidencia-se a eficácia das abordagens
cognitivo-comportamental e farmacoterápica em diversos estudos (Hughes, 2000). As
estratégias cognitivas envolvem o auto-conhecimento sobre seu comportamento de fumar e o
“conversar consigo mesmo” sobre as conseqüências negativas de continuar fumando e sobre
as conseqüências positivas de parar de fumar. As estratégias comportamentais envolvem
técnicas de relaxamento (como respiração), atividade física, ingestão de alimentos de baixo
teor calórico, restrição aos horários e locais para fumar e o desenvolvimento de habilidades
sociais (por exemplo, o paciente pode pedir para que outros não fumem perto dele, que não
lhe ofereçam cigarros e conseguir dizer não quando lhe oferecerem).
Segundo Caballo (2003), habilidade social são comportamentos emitidos por um
indivíduo em um contexto interpessoal que expressa sentimentos, atitudes, desejos, opiniões
ou direitos de modo adequado à situação, respeitando esses comportamentos nos demais, e

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que geralmente resolve problemas imediatos da situação, minimizando a probabilidade de
futuros problemas.
No caso específico dos transtornos associados ao uso de substâncias, podem existir
déficits em habilidades sociais entre os quais, o enfrentamento de situações de risco à auto-
estima e a resolução de problemas. Isso pode ocasionar a fuga, aumentando o uso de
substâncias psicoativas, gerando ainda mais perturbações no desempenho social (Scheier et al,
1999).

Sackey (2007), descreve que três elementos tem sido identificados como estratégias de
sucesso para o tratamento de cessação do tabagismo, como: Suporte Social, Terapia
farmacológica e Técnicas de Resolução de Problemas e Habilidades Sociais. Os tabagistas
devem ser encorajados a diminuir o tempo de companhia com outros fumantes e quando
estiver na presença destes, deve ser assertivo para dizer não e para pedir que não fumem
dentro de casa ou dentro do carro.

Oliveira (2002) afirma que o aprendizado de novas habilidades interpessoais capacita os


indivíduos com dificuldades para serem assertivos a defender seus direitos de forma mais
efetiva quando houver a pressão de outras pessoas para consumirem substâncias.
Entre as principais formas de tratamento destacadas por Correa (2003) na questão da
dependência de substâncias psicoativas em geral estão a intervenção farmacológica,
psicoterapia individual, psicoterapia de grupo, psicoterapia familiar, grupos de ajuda mútua,
entrevista motivacional, prevenção de recaída e treinamento de habilidades sociais (THS).
Treinamento em Habilidades Sociais (THS), de acordo com Caballo (2003), pode ser
compreendido como um procedimento básico de tratamento dirigido com o intuito direto e
sistemático de ensinar estratégias e habilidades interpessoais aos indivíduos, com a intenção
de melhorar a sua competência interpessoal e individual em classes específicas de situações
sociais. O THS já está sendo considerado como auxiliar no tratamento do abuso e
dependência de substâncias psicoativas, contemplando a promoção de habilidades sociais dos
dependentes, além da criação e maximização das redes de apoio social (família, trabalho e
religião), buscando a prevenção dos comportamentos dependentes e das recaídas de ex-
dependentes (Del Prette & Del Prette, 1999; Caballo, 2003).
Pesquisas em THS têm demonstrado uma relação direta entre baixo índice de
habilidades sociais (HS) e dificuldades e conflitos na relação com outras pessoas, pior

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qualidade de vida e diversos tipos de transtornos psicológicos, entre eles o transtorno por uso
de substâncias. (Del Prette & Del Prette, 2001c).

Murta (2005) faz uma revisão de literatura sobre a produção brasileira envolvendo
programas de treinamento em habilidades sociais. Como conclusão, reconhece que a
publicação atual sobre o assunto em nosso país apresenta início recente, mas com
delineamentos pré-experimentais em contextos diversificados e com cuidados metodológicos
relevantes.
Estudos brasileiros que relacionaram o campo das HS com a dependência de
substâncias psicoativas (Correa, 2003; Lopes, 2003) identificaram os índices de HS dos
dependentes pesquisados abaixo da média, quando comparados com a média populacional
divulgada no Inventário de Habilidades Sociais de Del Prette e Del Prette (2001a).
Em uma análise descritiva, Lopes (2003) encontrou 49% de ocorrências de
dependentes químicos com repertório de habilidades sociais abaixo da média, sendo que
desses, 37% dos casos demonstraram déficits significativos a ponto de uma indicação clínica
para um programa de treinamento de habilidades sociais.
Já Correa (2003), também em estudo descritivo, constatou que 50% de sua amostra de
alcoolistas estavam abaixo da média do grupo de referência do IHS e que 30% dos alcoolistas
em abstenção também o estavam.
Em uma revisão nacional de literatura, Murta (2005) constata que a aplicação do THS
pode ser eficaz na prevenção secundária do controle do tabagismo.
A revisão teórica realizada por Caballo (2003), comprova a existência de relação entre
abuso de substâncias psicoativas e déficits em habilidades sociais, porém, poucos estudos
puderam comprovar uma relação causal entre ambos.
Em um programa na Espanha para cessação do tabagismo, o THS é utilizado na fase
em que os tabagistas estão no estágio motivacional da manutenção a fim de prevenir uma
recaída. (Becoña, 1998),
Desta forma, nota-se que apesar de a literatura sobre o tema discutir os déficits de HS
entre dependentes as principais hipóteses levantadas e discutidas no meio científico estão
relacionadas ao déficit de habilidades sociais enquanto fator de risco ao abuso de substâncias,
privando o indivíduo de desenvolver um repertório bem-elaborado de habilidades sociais, aos
diferentes estilos interpessoais determinando o comportamento adicto e à ansiedade social
enquanto produtora de abuso de substâncias.

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No entanto, todos esses estudos, concordam que o treinamento de habilidades sociais
constitui uma parte importante dos tratamentos para os sujeitos com problemas de abuso de
álcool, drogas e tabaco e sua eficácia está sendo estudada não apenas no tratamento, mas
também na prevenção dos transtornos.
Nesse contexto, se faz necessário uma avaliação em relação a habilidades sociais em
populações clínicas de dependentes de nicotina e comparação em relação aos não tabagistas a
fim de investigar se existe uma co-relação entre déficit de habilidade social relacionado ao
tabagismo, já que a literatura refere que existe déficit em usuários de substâncias psicoativas.
Pesquisas nesta área, adaptadas à população brasileira, são pouco publicadas e em
relação ao tabagismo só existem pesquisas sobre prevenção. Essa pesquisa objetiva contribuir
para o conhecimento científico a partir da avaliação e comparação dos déficits de habilidades
sociais a fim de implementar futuramente em programas de tratamento do tabagismo o
Treinamento de Habilidades Sociais como uma estratégia de intervenção.
Objetivo Geral
Avaliar déficit de habilidades sociais em tabagistas.
Objetivos Específicos
Comparar populações de tabagistas e não tabagistas em relação às médias obtidas no
CISO-AR (Cuestionário de Interacion Social) e no IHS (Inventário de Habilidades Sociais).
Verificar se o grupo de tabagistas possui algum déficit nas habilidades sociais em
relação ao grupo de não tabagistas.
Comparar a presença de sintomas ansiosos e depressivos em tabagistas e não
tabagistas.

Metodologia

Delineamento
Este é um estudo quantitativo, transversal, observacional, sendo avaliados e
comparados dois grupos: tabagistas e não tabagistas.
Amostra
Os participantes do estudo serão divididos em dois grupos: tabagistas, que fechem
critérios para dependência de nicotina (DSM-IV) e não tabagistas. A escolha da amostra será
feita por conveniência

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A amostra será de 140 sujeitos, um grupo de 70 participantes tabagistas e 70 não
tabagistas.
Critérios de inclusão:
Os participantes do estudo deverão ter entre 18 a 60 anos. Todos deverão ter, no
mínimo, a 5ª série do Ensino Fundamental. No primeiro grupo, todos deverão ser dependentes
de nicotina pelos critérios da escala Fagerstrom. O segundo grupo será pareado por: sexo,
idade, escolaridade, nível sócio-econômico e não deverão preencher critérios diagnósticos
para abuso ou dependência de substâncias psicoativas. Estão incluídos neste estudo
usuários de medicações prescritas.

Critérios de exclusão
Serão excluídos da amostra sujeitos com síndrome de privação grave, com sintomas
psicóticos (delírios, alucinações) que alterem o desempenho nos testes, e indivíduos com
significativo déficit cognitivo. Bem como patologias psiquiátricas severas ou patologias
orgânicas.

Resultados (ou Resultados e Discussão)

Instrumentos
→ Entrevista estruturada para coleta dos dados sócio-demográficos, história e
padrão de consumo de tabaco.
→ Teste de Fagerstrom para dependência nicotínica (FTND; Heatherton,
Kozlowski, Frecker, & Fagerström, 1991). É uma escala auto-aplicável que
mensura dependência nicotínica.
→ Cuestionário de Interación Social (Ciso A) que visa identificar os
comportamentos de interações sociais mais freqüentes.
→ Inventário de Habilidades Sociais / IHS (Del Prette & Del Prette, 2001), já
validado, o qual possui 38 itens de auto-relato para aferir o repertório de
habilidades sociais, usualmente requerido em uma amostra de situações
cotidianas e apresenta uma estrutura de cinco fatores.
→ Escalas Beck: BDI II (Inventário de Depressão de Beck) para avaliar a
presença de sintomas de depressão e BAI (Inventário de Ansiedade de Beck)
para avaliar sintomas de ansiedade (Cunha, 2001).

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Cronograma de Trabalho
Tarefas 2007 Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Mar

Elaboração do X X X X X X X
Projeto
Revisão
X
Bibliográfica X X X X X X X X X
Encaminhamento X
ao Comitê de Ética

Tarefas 2008 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Revisão X X X X X X X X X X X
Bibliográfica
Coleta de Dados X X X X X X X
Banco de Dados X X
Redação X X X
Defesa da X
Dissertação

Referências

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