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JAMAIS DEVEMOS EVITAR AS REUNIÕES DE CULTO.

Hebreus 10: 24–25


“Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas
obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos
admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima..."

Em que situação ou em quais circunstâncias os crentes deveriam evitar as reuniões


de culto? Tenho questionado muito a esse respeito nesses dias, confesso que em
alguns momentos comecei acreditar que em meio a uma pandemia isso seria
coerente, prudente e até mesmo sábio. No entanto, as escrituras não nos apresentam
uma única razão sequer para abandonarmos nossas atividades de culto coletivo. Os
Cristãos da igreja primitiva, nem mesmo diante da morte ou sob o risco de perder a
própria vida, por causa da perseguição, jamais foram instruídos a deixar de se reunir.
Mesmo dispersos eles sempre procuraram uma forma para estarem reunidos. Seja
escondidos dentro das casas ou até mesmo nas catacumbas. O cristianismo era
proibido pelo Império Romano e os crentes reuniam-se nas catacumbas, que eram
enormes galerias subterrâneas usadas para sepultamento, e faziam daquele lugar
um ponto de encontro para a realização cultos de adoração.

Há, na Bíblia, um momento que o povo de Deus teve de abandonar a adoração, No


entanto, foi o próprio Deus quem os impediu de se reunir para adorar e isso não foi
por que eles estavam diante de um perigo de morte física, mas porque eles estavam
oferecendo um culto desprezível à Deus. Assim, o Senhor parou a adoração do seu
povo como corpo reunido, rejeitou seus sacrifícios e suas assembleias declarando:
“Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembleias solenes não
tenho nenhum prazer. E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de
manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos
animais cevados. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as
melodias das tuas liras. (Amós 5. 21–23). Do mesmo modo, Deus também fala pelo
profeta Isaías: "Estou cansado de suportá-los" (Isaías 1:14). Então, em Isaías 1. 16–
18, o profeta enfatiza a responsabilidade dos pecadores de se arrependerem e
voltarem para o Senhor, fazendo assim, encontrariam misericórdia. Amós disse o
mesmo: “Buscai o bem e não o mal, para que vivais; e, assim, o SENHOR, o Deus
dos Exércitos, estará convosco” (Amós 5:14 ). Nesse sentido, deixar de se reunir não
foi uma opção pela motivação da coerência e bom senso, estimulados pelo
sentimento se autopreservação da vida. Não, foi Deus que trouxe a calamidade, o
terrível cativeiro que impediu completamente o culto para que o seu povo se
arrependesse e compreendesse que, ao serem impedidos de cultuar, estavam sendo
punidos e precisavam retornar a Deus o mais rápido, feito isto, o Senhor restauraria
imediatamente o culto. Deus sempre deixou claro que seu povo não pode
negligenciar a adoração, quando o pecado gerou consequências que impediram o
culto, a nação foi chamada ao arrependimento sob a promessa de restauração da
reunião de adoração.

A passagem de Hebreus 10. 24-25 nos ensina muito sobre a importância de não
abandonar o compromisso de nos reunir. Ou seja, aprendemos que não podemos
deixar nossas reuniões de cultos, como alguns fazem, pois, ao fazer isso, estamos
desprezando os irmãos. É legítimo e bom estudar as Escrituras em nosso lar. Ainda
assim, há algo único na reunião do povo de Deus no dia do Senhor. Ele foi projetado
para o nosso bem e não deve ser negligenciado. Nos reunir para encorajar uns aos
outros na fé é essencial, não podemos aceitar que nada nos impeça. Observe que a
carta aos hebreus é sobre perseverança, podemos ter certeza de que o autor
considerou que a reunião com outros cristãos é essencial para permanecermos na
fé até o fim. Nosso amor a Cristo esfriará se não participarmos regularmente do culto
corporativo que honra a Deus. O descanso de nosso trabalho comum e a dedicação
ao culto corporativo está estre as principais atividades dos crentes na luta contra o
pecado. Somos chamados a matar o pecado todos os dias de nossas vidas
(Romanos 8.13; Colossenses 3. 5).

Quando lutamos para participar das nossas reuniões de culto, estamos nos
estimulando e nos encorajando na fé, somos renovados em nosso foco, em nossa
necessidade de perdão e no trabalho de santificação. Ao nos mantermos juntos em
adoração vencemos e avançamos.

Finalmente, não podemos aceitar nenhum impedimento a nossa adoração pública


como corpo. Estamos sendo tentados a pensar que podemos ficar muito tempo longe
das reuniões de adoração de domingo, que isso não vai interferir na nossa fé. Porém,
lembre-se, isso já é um grande mal, perde o estimulo e fica cada vez mais
desencorajado quem se rende ao afastamento. Esse pecado já tem enredado a
muitos. Mas os verdadeiros crentes não deixarão de lutar pelo culto corporativo e
participar dele, certos de que nesse compromisso somos fortalecidos contra o pecado
e nos preparamos para o grande dia que se aproxima.

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