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Edição nº 142 - Outubro de 2018 1

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CHEVR
Edição nº 142 - Outubro de 2018 3

ROLET
EDITORIAL
4 Edição nº 142 - Outubro de 2018

A importância da pesquisa SUMÁRIO


42 a 55
V
olto a ressaltar aqui neste editorial a importância da pesquisa
para o desenvolvimento da agricultura e pecuária brasileira.
Assim como fiz em edições passadas. Não estou, porém, des-
merecendo a importância da assistência técnica e extensão
rural; atividades primordiais para a interligação entre universidade e
pesquisa para com os agropecuaristas.
Detalhamos, nesta edição, matérias e artigos que comprovam o
quão importante é a pesquisa para o desenvolvimento da cafeicultura,
da pecuária de leite, da produção de grãos, do cultivo de hortaliças.
Neste mês, destaque para o 44º Congresso Brasileiro de Pesquisas
Cafeeiras, evento que reúne o “mundo do café” na cidade de Franca CAFÉ
(SP), para apresentar e discutir todas as pesquisas realizadas nos últi- Acontece de 23 a 26 de outubro, em Franca
mos anos nas áreas de controle de pragas e doenças, tratos culturais, (SP), o 44º Congresso Brasileiro de Pesqui-
poda, enxertia, novas variedades, melhoramento genético, irrigação, sas Cafeeiras.
mecanização, colheita, prepato e qualidade de café.
MÁQUINAS:
Já o pesquisador da ESALQ/USP, Engº Agrº Davi Moscardini, apre-
senta informações atualizadas sobre o manejo de plantas na entrelinha 7 - Evento comemora 30 anos do Grupo Sami
do cafeeiro. Na pecuária leiteira, destaque para o artigo dos pesquisa- 14 - Oimasa é concessionária pé-quente!!!
dores Glayk Vilela e Vânia Mirelle, abordando qual o melhor genótipo 17 - Jacto comemora 70 anos
para a produção leiteira.
Na produção de milho, pesquisa da EMBRAPA avalia a influência 27 - CANA DE AÇÚCAR
da Predição Genômina na obtenção de cultivares mais tolerantes ao Fisiologia da maturação da cana de açúcar
déficit hídrico.
No cultivo de hortaliças, pesquisadores do Instituto Biológico
28 - AGRICULTURA NATURAL
“Tratando Pastos: o papel do NPK, o gado e as
(APTA/SAA-SP) descrevem todos os mecanismos necessários para pre- leguminosas”, artigo de Ana Maria Primavesi.
venir e conter a Requeima.
Também comemora-se neste mês de outubro o Dia do Engenheiro CAFÉ:
Agrônomo, fato pelo qual parabenizamos todos os profissionais do setor.
Boa leitura a todos!
34 - O impacto dos nematoides Pratylenchus
38 - Pré-Seleção no 16º Concurso de Quali-
REPRESENTANTE dade de Café Região da Alta Mogiana
GRUPO UNIVERSAL MÍDIA
DE COMUNICAÇÃO
58 - ARTIGO: Sobre o manejo de plantas na
www.universalmidia.com.br entrelinha do cafeeiro
Tel. (61) 3233-8230
SRES Quadra 04 - Bloco X
A Revista Attalea Agronegócios (ISSN 2236-5958) é
uma publicação mensal seriada, com Circulação Nacio-
Lote 56, Cruzeiro Velho - Brasília (DF) 43 - AGROTECNOLOGIA
nal (maior abrangência em SP, MG, ES, PR, BA, MT, SIMPMAMÃO: software da EMBRAPA moni-
GO e RS). A assinatura e a distribuição são gratuitas, tora pragas do mamoeiro
com público e anunciantes focados no Produtor Rural,
Empresários e Profissionais do Setor Agropecuário.
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LS
TRACTOR
AGENDA - Feiras e Eventos
6 Edição nº 142 - Outubro de 2018

► 24 de Outubro 2018 (www.semanainternacionaldocafe.com.br)


Dia de campo sobre propagação de fru- Pavilhão do EXPOMINAS - Belo Hori-
teiras (citros, acerola, abacaxi e banana) zonte (MG)
20 a 22 de Junho 2018 (www.embrapa.br/mandioca-e-fruticultura)
25ª HORTITEC - - (www.hortitec.com.br) Embrapa Mandioca e Fruticultura - Cruz ► 07 a 09 de Novembro 2018
Holambra (SP) - Recinto da EXPOFLORA - Alameda Maurício de Nassau, 675 das Almas (BA) 3º EPCIS - Encontro Paulista de Ciência
Mais importante evento de HF da América Latina, feira vai reunir mais de 400 empresas expositoras do Solo
que apresentarão aos produtores de hortaliças, frutas e flores, cultivo protegido em estufas, irrigação, ► 25 de Outubro 2018 (www.epcis.com.br/)
fertirrigação e culturas tecnificadas as melhores e mais atuais soluções capazes de reduzir o custo Casa da Cultura “Rachel Dossi”. Praça
2º Boron Day Brazil
de produção e aumentar a produtividade e a qualidade dos produtos. Paralelamente ao evento acon-
tecem cursos temáticos. No dia 21 de junho, das 9h às 12h, “Manejo Biológico de Pragas e Doenças (www.borondaybrazil.com.br) dos Paiaguás, Centro, Ilha Solteira (SP)
na Produção de Tomate”, com Engº Agrº Luiz Geraldo Santos (Ensistec Agricultura Orgânica). No dia Anfiteatro da Engenharia - ESALQ/USP
22, o tema “Os desafios da Gestão e Marketing no segmento de Hortifruti” será abordado pelo Prof. - Av. Pádua Dias, Vila Independencia. ► 12 a 14 de Novembro 2018
Moacir M. Junior, Caio Alcoléa e Thiago Men (NGS Brasil Consultoria). Vagas limitadas. R$ 150. Piracicaba ( SP) 18º Simpósio de Manejo de Doenças
em Plantas - Biotecnologia aplicada à
► 25 de Outubro 2018 Fitopatologia
OUTUBRO / 2018
► 04 de Outubro 2018 15º Encontro de Viveiristas (www.nucleoestudo.ufla.br/nefit/ativi-
O Encontro dos Encontros. Encontro (www.infobibos.com/viveipr) dades/simposio)
da Pecuária Leiteira Comfort Suites - Rua Edwy Taques de Salão de Convenção. Campus Univer-
► 1º de Outubro 2018 ( w w w. s c o t c o n s u l t o r i a . c o m . b r / Araújo, 250, Londrina (PR) sidade Federal de Lavras - Lavras (MG)
3º Seminário “Irrigação em Fruticultura” encontro/#evento)
(www.eventos.funep.org.br) Centro de Eventos do Ribeirão Shopping ► 26 a 28 de Outubro 2018 ► 20 a 22 de Novembro 2018
FCAV/UNESP - Via de Acesso Profº Paulo Av. Coronel Fernando Ferreira Leite, 1540 8º Curso Teórico-Prático Intensivo de 9° CBTI - Congresso Brasileiro de To-
Donato Castelane, Castellane - s/nº - Vila – Jardim Califórnia. Ribeirão Preto (SP). Ultrassonografia em Equinos mate Industrial
Industrial. Jaboticabal (SP) (www.eventos.funep.org.br) (www.congressotomate.com.br/2018_
► 08 a 09 de Outubro 2018 Anfiteatro - Hospital Veterinário. Distrito Centro de Cultura e Eventos Prof. Ricar-
► 1º a 02 de Outubro 2018 9º Simpósio de Manejo de Plantas de Rubião Junior s/nº FMVZ - UNESP - do Freua Bufáiçal - Av. Esperança, s/nº,
O Encontro dos Encontros. Encontro Daninhas na Cultura da Cana de Açúcar Botucatu (SP) Campus II - Samambaia - Goiânia (GO)
de Criadores. (www.eventos.funep.org.br)
( w w w. s c o t c o n s u l t o r i a . c o m . b r / Centro de Convenções - Câmpus DA ► 29 a 31 de Outubro 2018 ► 22 a 24 de Novembro 2018
encontro/#evento) FCAV / UNESP - Via de Acesso Prof. 2º Simpósio de Propagação de Plantas e 1° Simpósio da Cadeia Produtiva de
Centro de Eventos do Ribeirão Shopping Paulo Donato Castelane - Vila Indus- Produção de Mudas Cogumelos
Av. Coronel Fernando Ferreira Leite, 1540 trial, Jaboticabal (SP). (www.simpmudas.com.br/) (www.simpcogumelos.com.br)
– Jardim Califórnia. Ribeirão Preto (SP). Comfort Suites - Rua Edwy Taques de Memorial da Imigração Holandesa. Rua
► 09 a 11 de Outubro 2018 Araújo, 250, Londrina (PR) do Moinho, 244,Castrolanda, Castro (PR)
► 02 a 03 de Outubro 2018 ESALQSHOW
O Encontro dos Encontros. Encontro (www.fealq.org.br/esalqshow) ► 30 de Outubro 2018 ► 23 a 25 de Novembro 2018
de Adubação em Pastagens Avenida Pádua Dias, 11 - Agronomia, Pi- Seminário: Atualização em assuntos Curso “Ressonância Magnética e To-
( w w w. s c o t c o n s u l t o r i a . c o m . b r / racicaba (SP) regulatórios na Indústria de Carnes mografia Computadorizada em Peque-
encontro/#evento) (www.ital.sp.gov.br) nos Animais”
Centro de Eventos do Ribeirão Shopping ► 09 a 11 de Outubro 2018 ITAL - CTC - Centro de Tecnologia de (www.eventos.funep.org.br)
Av. Coronel Fernando Ferreira Leite, 1540 8º SIMCOPE - Simpósio de Controle de Carnes - Av. Brasil, 2880, Campinas (SP) Anfiteatro da Área de Reprodução Ani-
– Jardim Califórnia. Ribeirão Preto (SP). Qualidade do Pescado mal - Hospital Veterinário - FMVZ UNESP
(www.simcope.com.br) Distrito de Rubião Junior - Botucatu (SP)
► 02 a 05 de Outubro 2018 NOVEMBRO / 2018
Pq. da Água Branca – Av. Francisco Mata-
32ª SEAB - Semana de Estudos Agro- razzo, 455, Barra Funda, São Paulo (SP) ► 26 a 30 de Novembro 2018
pecuários e Florestais de Botucatu. ► 02 a 04 de Novembro 2018 Curso de Treinamento em Métodos de
TEMAS:- ► 15 a 19 de Outubro 2018 ENPCV 2018 - Encontro Nacional de Pa- Diagnóstico e Controle da Brucelose e
• Atualização em frutíferas de clima Curso sobre o cultivo da mandioca tologia Clínica Veterinária Tuberculose Animal
temperado e subtropical; (www.embrapa.br/mandioca-e-fruticultura) (www.eventos.funep.org.br) (www.defesa.agricultura.sp.gov.br)
• Atualizações - avanços na biotecnolo- Embrapa Mandioca e Fruticultura - Cruz FCA/UNESP - Rua Dr. José Barbosa de Unidade de Pesquisa e Desenvolvimen-
gia e manejo de garanhões; das Almas (BA) Barros, 1780 - Fazenda Experimental to/PRDTA do Extremo Oeste/APTA Re-
• Aviões, drones e eletrônica embarca- Lageado - Botucatu (SP) gional - Av. Alcides Fagundes Chagas,
da em prol da tecnologia de aplicação ► 16 a 18 de Outubro 2018 122, Santana, Araçatuba (SP)
na agricultura; Agrária WinterShow ► 05 a 08 de Novembro 2018
• Bem-estar animal e qualidade da (www.wintershow.com.br) 31ª RAIB - REUNIÃO ANUAL DO INSTI-
DEZEMBRO / 2018
carne e do leite; Rodovia PR-540, Km 09 - Entre Rios, TUTO BIOLOGICO - Saúde Mundial e
• Certificação em qualidade de produ- Colônia Vitória, Guarapuava (PR) Agronegócio
tos de origem Animal e Vegetal; (www.eventos.fundepag.br/) ► 03 a 07 de Dezembro 2018
• Novas abordagens em avicultura: ► 19 de Outubro 2018 IB - Instituto Biológico - Av.Conselheiro 3° Curso Sobre Tecnologia de Produção
Produtividade e qualidade. Workshop Internacional de Mogno Africano Rodrigues Alves, 1252 - Vila Mariana - de Semente de Soja de Alta Qualidade
(www.fepaf.org.br) (www.workshopmognoafricano.org.br) São Paulo (SP) (www.embrapa.br/soja)
FCA/UNESP - Rua Dr. José Barbosa de Espaço FIT Eventos. Rua Peixoto Go- EMBRAPA Soja - Rodovia Carlos João
Barros, 1780 - Fazenda Experimental mide 282 - São Paulo (SP) ► 05 a 09 de Novembro 2018 Strass, s/nº Acesso Orlando Amaral, Dis-
Lageado - Botucatu (SP) 69º Curso DIACOM: Tetrazólio e Patolo- trito de Warta - Londrina (PR)
► 23 a 24 de Outubro 2018 gia de Sementes
► 02 a 04 de Outubro 2018 3º Congresso Nacional das Mulheres do (www.embrapa.br/soja)
26º Seminário do Café da Região do Agronegócio Embrapa Soja - Londrina (PR) AGENDA
Cerrado Mineiro (www.mulheresdoagro.com.br)
(www.seminariodocafe.com.br) Transamérica Expo Center - Av. Dr. ► 06 a 09 de Novembro 2018 COMPLETA
Parque de Exposições “Brumado dos Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo 8º Encontro de Pequenas Frutas e o 8º Acesse o nosso
Pavões”. Av. Márciano Píres, 622 - Santo Amaro, São Paulo (SP) Simpósio Nacional do Morango
António. Patrocínio (MG). (www.embrapa.br/clima-temperado/ site e confira os
► 23 a 25 de Outubro 2018 pequenas-frutas-e-morango) principais eventos
► 02 a 04 de Outubro 2018 51º Congresso e Exposição Internacio- Embrapa Clima Temperado - Rodovia do agronegócio
ConBAP 2018 – Congresso Brasileiro nal de Celulose e Papel BR 392, km 78, 9º Distrito - Monte Bo-
de Agricultura de Precisão (www.abtcp2018.org.br) nito, Pelotas (RS) brasileiro e
(www.conbap2018.asbraap.org) Transamérica Expo Center - Av. Dr. mundial.
Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo ► 07 a 09 de Novembro 2018 www.revistadeagronegocios.com.br
5.300, Curitiba (PR) Amaro, São Paulo (SP) Semana Internacional do Café 2018
MÁQUINAS - 30 anos do Grupo Sami
Edição nº 142 - Outubro de 2018 7

Evento comemora aniversário do Grupo Sami


Com a participação de presidentes e diretores das principais empresas parceiras em máquinas e
implementos, Grupo Sami comemora 30 anos de atividade na Alta Mogiana e Sudoeste Mineiro.

C omemorar 30 anos
de atividades, com
pioneirismo, ho-
FOTOS: Revista Attalea

nestidade e com-
promisso com o cliente,
representando as principais
marcas em tratores, máqui-
nas e implementos agrícolas,
foi um prêmio para o em-
presário Sami El Jurdi, a es-
posa Maria Elaine e os filhos
Fernando e Liliana.
Em um evento reser-
vado, nas dependências da
Sami Máquinas, no Distrito
Industrial, em Franca (SP),
Sami El Jurdi recepcionou
presidentes e diretores das
principais empresas par-
ceiras, representantes de
instituições do setor agro-
pecuário, bem como cafeicul-
tores, produtores de grãos e
pecuaristas.
José Carlos Rodrigues, Para um público de cerca de 250 participantes, Sami El Jurdi foi o protagonista na apresentação da história dos 30 anos do Grupo Sami.
do Banco DLL, parceiro do
Grupo Sami há anos, foi o das. Maury Faleiros, falecido re- estavam presentes empresas
mestre de cerimônia. Sami fez questão de ho- centemente. de destaque nacional e inter-
Toda a trajetória do menagear o seu primeiro cli- Como prova do reco- nacional, entre elas Yanmar,
Grupo Sami foi relembrada ente: o cafeicultor João Bosco nhecimento do trabalho Agritech, LS Tractor, XCMG,
no evento, no discurso e tam- Conrado Jacintho, bem como sério e de muita dedicação do Jacto, Cool seed, entre outras
bém em imagens apresenta- a família do grande amigo Grupo Sami em toda a região, não menos importantes.

A esposa, Maria Elaine das Neves Jurdi; o filho, Fernando Jurdi; o diretor do Grupo Sami, Sami Sami El Jurdi presta homenagem à João Bosco Conrado Jacintho, seu primeiro cliente, na foto
El Jurdi; e a filha, Liliana Jurdi Carui, com os netinhos. com a esposa.
MÁQUINAS - 30 anos do Grupo Sami
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FOTOS: Revista Attalea


Equipe da Yanmar Agritech fez questão de homenagear Sami El Jurdi. Diretores da Minami homenageiam Sami El Jurdi.

Sr. Kenji Kitahara (presidente da Yanmar South America)


e Fernando Figueiredo (Yanmar/Solis). Representantes da Kamaq. Representantes da MIAC Colombo.

A família do saudoso Maury Faleiros marcou presença com a esposa Isabel e o filho Fernando
Renato Nogueira Rodrigues Alves e a esposa Maria Isabel. e a nora Patricia.
MÁQUINAS - 30 anos do Grupo Sami
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FOTOS: Revista Attalea

Sami El Jurdi recebe homenagem da Cool seed, das mãos do presidente Francisco Ayala Bar- O presidente da Pinhalense, Reymar Coutinho de Andrade, e o gerente de vendas Pinhalense,
reto e o representante Mário Domingos. Cláudio Nogueira.

Sami El Jurdi recebe homenagem da Jacto, das mãos do presidente Fernando Gonçalves e do André Luis Cunha, diretor do Viveiro Monte Alegre e Café Bela Época, com o filho.
gerente de vendas, Armando Maran.

O gerente comercial Eduardo Thomé e o coordenador regional


José Carlos Rodrigues (Banco DLL). Representantes da Luma Implementos Agrícolas. José Carlos Ruzon (Incomagri Máquinas Agrícolas).
MÁQUINAS - 30 anos do Grupo Sami
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FOTOS: Revista Attalea


Maurivan, Ailton e Mateus Rodrigues prestigiaram o evento. O cafeicultor Luis da Cunha Sobrinho, o filho Luis Cláudio Cunha (diretor da Cooperfran) e os netos

O cafeicultor Niwaldo Rodrigues. O cafeicultor Alexandre Taveira Engler Pinto. O cafeicultor Luis Carlos Bergamasco e esposa.

O cafeicultor José Henrique Mendonça (presidente do Sindicato Geraldo Cintra Diniz (cafeicultor e ex-presidente do Sindicato
Rural de Franca) e o filho. O cafeicultor Fernando Cury Rural de Franca) e a filha Denise Diniz.

Os cafeicultores José Omar e Rafael Furlan O cafeicultor Nelson Ramos Gilberto e o neto.
EVENTOS
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MÁQUINAS - Painel
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BALDAN IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS NOGUEIRA MÁQUINAS AGRÍCOLAS MULTIAGRO IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS


‘SP GIGA AIR’: SEMEADORA DE VAGÃO MISTURADOR VMN 6.0 H ‘SEGU 40’: SILO EMBUTIDOR DE
ARRASTO DE 22 A 42 LINHAS GRÃOS ÚMIDOS E REHIDRATADOS

A Baldan Implementos Agrícolas (www.


baldan.com.br), empresa sediada em Matão
(SP) e que completou este ano 90 anos de O Silo Embutidor de Grãos Úmidos e
atividades, destaca a SP Giga Max, planta- Reidratados SEGU 40 da Multiagro (www.
deira de precisão que apresenta caixa única multiagro.com.br) é a mais nova tecnologia
de semente com pressão positiva e sistema para armazenar silagem de grãos úmidos/re-
de transmissão elétrica (V Drive), que permite idratados em silos bolsa de 9 pés (2,70m de
corte linha a linha em conjunto com sistema Há 55 anos no mercado, a Nogueira diâmetro). Com 4 rolos estriados de alta du-
de dosadora a vácuo (V Set). (www.nogueira.com.br), da cidade de Itapira reza, o SEGU 40 proporciona alto rendimento
Além disto, garante distribuição precisa (SP), destaca para os pecuaristas o Vagão e eficiência na fragmentação de grãos úmi-
e uniforme gerando economia de semente e Misturador VMN 6.0 possui a qualidade e tec- dos/reidratados ou secos, com grande perfor-
aumento da produtividade. Os discos de corte nologia que proporciona uma mistura aerada mance de produção. Utilizando o SEGU 40, o
de 20” são desencontrados, com regulagem e uniforme, com fácil operação e manutenção processo de silagem poderá ter início e fim no
de profundidade independente. O sistema de proporcionando uma ração de qualidade su- ponto ideal de umidade e corte do grão. Ou
rodeiro possui pneus de alta flutuação, para perior ao seu rebanho. O sistema de facas ainda permite ao produtor a produção de si-
menor compactação do solo. cruzadas permite a retirada da silagem sem lagem do milho reidratado a qualquer tempo,
Essa máquina possui ainda sistema de danificar a estrutura da fibra, até nos silos, independente da safra, proporcionando boas
telemetria que permite ao produtor o monito- mais compactados. Além da balança e célu- oportunidades de negócios.
ramento remoto e em tempo real da operação las de carga que garantem maior segurança
em suas receitas.
no campo.
AGRITECH LAVRALE
MINAMI IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS JAN ‘DISTRIBUIDOR CENTRÍFUGO DC-650’
‘DISTRIBUIDOR DE FORRAGEM M-482’: ‘LANCER MAXIMUS 25000’:
PARA UMA PECUÁRIA EFICIENTE EM AÇO CARBONO OU INOX

Com sede em Biritiba-Mirim (SP) e há 45


anos no mercado de implementos agrícolas Desenvolvido pela Jan (www.jan.com.br)
para a pecuária, horticultura, café e citros, a indústria com sede em Não-Me-Toque (RS) e Com mais de quatro décadas de atu-
Minami (www.minami.ind.br) destaca o Distri- com quase 60 anos no mercado de máquinas ação no mercado, a Agritech Lavrale (www.
buidor de Forragem M-482, equipamento com e implementos agrícolas, o Lancer Multidistri- lavrale.com.br), com sede em Caxias do Sul
capacidade de carga de até 7 toneladas de buidor Maximus 25000 Caminhão apresenta (RS), apresenta inúmeras implementos para
forragem, que distribui diretamente no cocho reservatório confeccionado em chapa car- os mais diversos setores do agronegócio
de alimentação, com vazão de 2,5 a 40kg/ bono ou inox desmontavel. brasileiro. Destaque para o DC-160, Distri-
metro. Caçamba com dimensões totais de Atende as necessidades agronômicas buidor Centrífugo. Apresenta tanque em po-
1,8m x 1,36m x 4,0m. com alto rendimento, economia e perfeição lietileno com capacidade máxima de 650 litros
Acoplável ao dosador de ração (opcio- na distribuição de fertilizantes granulados com ou 450kg, com largura máxima de distribuição
nal), com controle preciso de dosagem da nova tecnologia de conjunto de alimentação tipo de 15 metros, e que exige uma potência má-
mistura. Cassete, com esteira de borracha, permitindo xima necessária entre 40-75cv. A rotação
O equipamento possui ainda sistema de o fluxo continuo de distribuição em pequenas máxima exigida do disco distribuidor é de 540
avanço de esteira reversível, utilizada para dosagens e agilidade na manutenção. rpm. Possui regulador de vazão do material a
descarga traseira no abastecimento de silos. Apresenta capacidade de carga de 12 ser distribuido e agitador mecânico e giratório,
A altura da bica de descarga é de 0,75m mil litros, largura de distribuição de até 36 que dificulta a compactação do material, facili-
e largura total de operação de 2,48m. metros e vários itens opcionais. tando o trabalho do operador.
Edição nº 142 - Outubro de 2018 13

AGRO PL
MÁQUINAS - Sorteio
14 Edição nº 142 - Outubro de 2018

Oimasa é concessionária pé-quente!!!


Agricultor de Nuporanga (SP), cliente da Oimasa, é premiado com automóvel 0km na
Campanha “Strada dos Sonhos”, após adquirir cota do Consórcio Nacional Massey Ferguson.

N
o último dia 03 de setembro, o agricultor Fernan-
do Martins de Barros foi à sede da concessionária
OIMASA - Orlândia Implementos e Máquinas Agrí-

FOTOS: Divulgação OIMASA


colas receber o seu prêmio. Cliente da Oimasa, Fer-
nando foi o vencedor do Sorteio “Strada dos Sonhos”, orga-
nizado pelo CNMF - Consórcio Nacional Massey Ferguson, e
ganhou um veículo zero quilômetro, modelo Fiat Strada Hard
Working 1.4 Flex CE, cor branca. “A Oimasa é uma conces-
sionária pé-quente. Imagine ser o sorteado no meio de tantos
no Brasil inteiro e ganhar um carro sem custo algum?”, disse
Walter Bordignon, fundador do grupo.
A apuração aconteceu no dia 07 de agosto, durante a
Carolina Bordignon, Walter Bordignon Filho, Rogério Borges, o agricultor Fernando Martins de
Barros, Walter Bordignon, Rodrigo Ramos e Gustavo M. de Barros.

assembleia realizada na Revenda Pro-


doeste, concessionária autorizada
Massey na cidade de Bom Despacho
(MG), no Bairro Cachoeirinha.
A concessionária OIMASA tem sua
sede em Orlândia (SP), com filiais nas
cidades de Franca (SP), Ituverava (SP) e
Itumbiara (GO), além do ponto de dis-
tribuição na cidade de Bom Jesus (GO).
Em breve, haverá a inauguração da filial
em Guaíra (SP).

Fernando Martins de Barros recebe as chaves da pick-up Fiat Strada Hard Working das mãos de Walter Bordignon, Walter
Bordignon Filho e Rogério Borges.
MÁQUINAS - Sorteio
Edição nº 142 - Outubro de 2018 15
MÁQUINAS - Eventos
16 Edição nº 142 - Outubro de 2018

Inovações tecnológicas e soluções para o mercado agro


foram destaques de evento realizado em Ribeirão Preto (SP)
1ª Feira de Negócios da 9ª Colorado Show contou com palestras, expositores e soluções de startups para o agro.

FOTOS: Outras Palavras

I
novações tecnológicas e soluções Gerente Geral de Negócios. tomada de decisões e como está sendo a
para o mercado agro foram al- A tecnologia foi um dos temas eficiência da sua aplicação e os resulta-
guns dos destaques da 1ª Feira mais destacados por especialistas do dos”, comentou Mendes.
de Negócios da 9ª Colorado mercado durante as palestras do evento. A 1ª Feira de Negócios Colorado
Show, evento gratuito voltado ao produ- Alex Mendes, especialista em produtos Show também contou com mais de 30
tor rural, realizado em Ribeirão Preto da John Deere, destacou a importância expositores que levaram soluções para
(SP) entre os dias 13 a 15 de setembro. da Agricultura 4.0 para a tomada de de- máquinas, implementos agrícolas, mu-
“Neste ano, a nossa preocupação cisões mais rápidas e precisas. das agrícolas, crédito e financiamento,
ao realizar o evento foi de trazer inova- “Temos produtos tecnológicos em- veículos/pickups, entre outros, além de
ções tecnológicas e também conteúdo barcados em nossas máquinas para cole- demonstrações e lançamentos de produ-
útil ao produtor rural, além de soluções tar as informações e já enviá-las para a tos. Ao todo, mais de mil produtores
pensadas por um núcleo de startups nuvem, fazendo com que o cliente con- rurais de todo o Brasil passaram pelo
voltadas ao agro”, explica João Falaschi, siga enxergar em tempo real a melhor evento.
EMPRESAS - 70 Anos da Jacto
Edição nº 142 - Outubro de 2018 17

Jacto comemora 70 anos em 2018


Da modesta oficina onde se via a placa “Conserta-se tudo” nasceu a empresa Máquinas Agrícolas Jacto,
hoje um grupo forte e consolidado, com presença nos cinco continentes e nas maiores culturas agrícolas.

O ano é 1948. Um imigrante


japonês fixa uma placa em
frente a sua modesta oficina na
cidade de Pompeia (SP), interior
do Estado, com os dizeres “Conserta-se
tudo”. Nascia ali a empresa Máquinas
FOTOS: Banco de Imagens - Grupo Jacto

Agrícolas Jacto, hoje um grupo forte e


consolidado, com presença em mais de
100 países nos 5 continentes, que com-
pleta 70 anos de uma história construída
com o propósito de servir as pessoas com
as melhores soluções.
Shunji Nishimura desembarcou
no porto de Santos (SP) em 1932, com
apenas 21 anos, um diploma técnico em
mecânica, uma bíblia e US$100 no bolso.
Foi para São Paulo (SP), onde trabalhou
como torneiro, soldador e garçom.
Em seguida, como muitos imi-
grantes naquela época, seguiu a onda de
expansão da cafeicultura para o interior DA PEQUENA OFICINA À GI- defeito. O equipamento ainda não es-
do Estado. “Entre muitas características GANTE INDÚSTRIA AGRÍCOLA - Por tava no ponto e quebrava com facilidade,
marcantes, Shunji Nishimura, tinha um ter trabalhado na cultura do café e após mas a presença e o pronto atendimento
espírito empreendedor latente e a busca muito observar as dificuldades e necessi- de Nishimura para consertar, substituir
por oportunidades onde quer que elas dades dos cafeicultores, Shunji Nishimu- peças ou até a máquina inteira conquis-
estivessem. Dessa forma, estabeleceu-se ra lança em 1948 a primeira Polvilheira taram a confiança dos agricultores.
na cidade de Pompeia (SP), e encontrou de agroquímicos, com diferenciais em No ano de 1958, a Jacto lança o
um pequeno agrupamento de casas em relação aos modelos importados: podia primeiro Pulverizador Costal, acompa-
volta da ferrovia, carente de todo tipo ser carregada nas costas (as importadas nhando a evolução da indústria química
de negócio que a vida urbana podia re- eram na frente) e tinha um mecanismo que levou os agroquímicos à nova for-
querer. Ali, montou uma pequena ofi- de distribuição do pó com alavanca de mulações: do pó químico ao líquido.
cina, que cresceu e deu origem a Jacto. duplo movimento, para cima e para Logo em seguida, em 1961, é lan-
O desafio das próximas gerações é per- baixo. É nesse momento que nasce a çada uma Polvilhadeira montada em
severar nos atributos e na essência que Máquinas Agrícolas Jacto. trator, com dois mexedores para evi-
nos trouxe até aqui e construir um fu- No começo, Nishimura fazia tudo tar a compactação do agroquímico. No
turo com base nesses sólidos valores”, sozinho: fabricava as polvilhadeiras, ia mesmo ano é lançado o modelo PT 60,
explicou Jorge Nishimura, Presidente do ao campo vendê-las, dava assistência téc- um Pulverizador Tratorizado para áreas
Conselho do Grupo Jacto. nica e consertava as que apresentavam maiores, com inovações como o siste-

A Polvilhadeira-Costal, primeiro produto da Jacto Adaptação da primeira Polvilhadeira-Costal. O primeiro Pulverizador-Costal (1958)
EMPRESAS - 70 Anos da Jacto
18 Edição nº 142 - Outubro de 2018

FOTOS: Banco de Imagens - Grupo Jacto


Exportação de pulverizadores costais para a Argentina (1963). A Jacto Haramoto, uma polvilhadeira com barras (1962)

ma mexedor hidráulico. Ele carregava uma marreta para onde ia meira célula de fabricação de bombas de
No ano seguinte, em 1962, nasce e o cliente poderia bater no reservatório pulverização em linha.
a segunda grande inovação da Jacto: a plástico para atestar sua resistência. Em 1981, é lançado o Columbia
Jacto Haramoto, uma polvilhadeira com Em 1970, a Ferrugem-do-Cafeeiro A-17, com barras de 17 metros e sistema
barras, montada em trator. As primeiras apareceu pela primeira vez nos cafezais de levantamento hidráulico.
unidades saíram com barras fabricadas do Brasil e a partir do sul da Bahia es- Já em 1989, a Jacto lança o pri-
em bambu. palhou-se rapidamente pelas lavouras meiro pulverizador automotriz, o Uni-
Em 1963, a Empresa faz sua pri- de todo o país. Em resposta, a Jacto de- port 3000 4x4, com barras hidráulicas e
meira exportação: um lote de pulveriza- senvolveu o GT 400, um pulverizador comandos computadorizados. Seu nome
dores costais para a Argentina. Na se- para adaptação em trator, especialmente vem da ideia de pórtico único, onde a
quência, expande as vendas para Costa projetado para a aplicação de fungicidas. máquina seria usada para diferentes ti-
Rica, México e Venezuela. Eram os pri- Atualmente, essa linha de produtos é pos de funções. O equipamento foi o salto
meiros passos rumo a uma companhia chamada de Arbus. tecnológico que iniciou o domínio da pul-
com presença global. Em 1979, no dia 4 de julho, a Jacto verização por máquinas automotrizes.
Em 1964, a Jacto importa da Ale- lança a primeira Colhedora de Café do Em 1993 é lançada a tecnologia
manha uma máquina sopradora Kautex Mundo, com a presença do vice-presi- Vortex, que permite fazer aplicações
modelo B13, que permitiu substituir o me- dente da República, Aureliano Chaves. de defensivos com maior qualidade em
tal pelo plástico nos pulverizadores costais. A empresa ainda não tinha tecnologia condições de vento forte.
Com os defensivos líquidos, o uso do na fábrica de Pompeia e as primeiras No ano de 1997 nasce o Uniport
plástico permitiu resolver o problema da peças para a colhedora eram feitas em 2000, voltado para os grandes produ-
corrosão nos tanques dos pulverizadores. São Paulo (SP), pelo fornecedor Prensas tores de algodão, milho e soja, modelo
A inauguração do prédio para a Gutmann. No lançamento da máquina, de menor custo, com reservatório para
linha de produção do reservatório de Shunji Nishimura chamou todos os fun- 2.000 litros e muita tecnologia embar-
plástico aconteceu em 1966, concomi- cionários, parceiros e fornecedores para cada, como monitoramento do motor,
tante com o lançamento do Pulverizador um grande evento e pediu para estender sistema de orientação por GPS para a-
Costal PJH. Além de baratear o produto uma grande faixa com a frase “Ninguém gricultura de precisão, comandos e con-
na linha de produção e aumentar sua du- cresce sozinho”. troles de pulverização. O modelo trouxe
rabilidade, o plástico resistia à corrosão A partir de 1980, os pulverizadores sensores para detectar a presença de
causada pelos agroquímicos. Para con- de barras da série PJ dão lugar aos mode- plantas e controlar a altura das barras de
vencer o agricultor sobre a resistência los Condor M12 e Coral B12. As barras acordo com a altura da plantação, além
do plástico, Nishimura tinha um método passam a ter 12 metros, aumentando a de desligar automaticamente a pulve-
um tanto inusitado: o teste da marreta. produtividade no campo. Cria-se a pri- rização em áreas não cultivadas.

Aspecto da linha de produção de reservatório plástico para pulverizadores costais (1966) A K-3, a primeira Colhedora de Café do Mundo, lançada em 1979.
EMPRESAS - 70 Anos da Jacto
Edição nº 142 - Outubro de 2018 19

FOTOS: Banco de Imagens - Grupo Jacto


Pulverizador-Costal PJ (lançado na Hortitec
2013), com funcionamento a bateria. Pulverizador Condor 800 M12 (1980) Adubadora Uniport 3000 NPK, automotriz,capacidade de 3.000 kg e faixa de aplicação de até 15m

No ano em que completou 50 anos, eam 2004, a Jacto faz a apresentação cio do Grupo Jacto.
em 1998, a Jacto entra definitivamente pública do primeiro piloto automático Ao completar 60 anos, em 2008, a
na era da agricultura de precisão com o em pulverizadores agrícolas no Brasil. Jacto inaugura a uma fábrica de pulveri-
lançamento do JSC 4000, comando ele- Em 2005, é lançada a Adubadora zadores costais na Tailândia. Ao mesmo
trônico de pulverização para os pulveri- Uniport 3000 NPK, para adubo sólido tempo, tem início o projeto JAV - Veícu-
zadores de barra. Ele dispensa a regu- granulado, desenvolvida para a cana de lo Autônomo da Jacto, que surge de uma
lagem do volume de pulverização pelo açúcar. Nesse mesmo ano, a Jacto recebe demanda pontual dos agricultores mexi-
operador. a certificação ISO 9001. Também são i- canos. O modelo JAV-I, versão conceitu-
E a empresa segue no pioneirismo nauguradas as instalações da Ferramen- al, foi lançado em 2011, na Agrishow,
em alta tecnologia para a agricultura. taria, que atende à produção de moldes e apresentando diversos benefícios:- um
Durante a extinta Agrishow Cerrado, ferramentas para todas as áreas de negó- único operador pode controlar uma

ANÚNCIO
SAMARITÁ
EMPRESAS - 70 Anos da Jacto
20 Edição nº 142 - Outubro de 2018

FOTOS: Banco de Imagens - Grupo Jacto


Pulverizador Arbus 4000, ideal para fruticultura e cafeicultura. Pulverizador automotriz Uniport 3030 canavieiro, com reservatório de 3.000 L e barras de 24m.

grande quantidade de máquinas; a se- real notificações do que está errado em lhorar a qualidade da aplicação e mini-
gurança do operador, que não entra em relação ao planejamento, quantidade de mizar a aplicação em áreas de reserva
contato com o defensivo; visão noturna calda desperdiçada por sobreposição, como rios e florestas.
de animais, obstáculos e pessoas. A temperatura e umidade relativa, volume
versão II do autônomo JAV foi apresen- de aplicação e muito mais. No mesmo TECNOLOGIA E COMPROMISSO
tada em 2013, na Agrishow, com melho- ano, no dia 21 de abril, é assinado decre- COM O CLIENTE - Retratamos, até aqui,
rias no sistema veicular, de pulverização to estadual que institui a Faculdade de um pouco da história da Máquinas Agrí-
e tecnologia embarcada. Tecnologia - FATEC Shunji Nishimura. cola Jacto, desde a chegada do seu fun-
A data de 23 de abril de 2010 foi Nos três últimos anos, muita tec- dador, Shunji Nishimura. Foi um cres-
marcada com o falecimento do fundador nologia foi lançada. Em 2015, tivemos cimento vertiginoso, tendo não somente
da Jacto, Shunji Nishimura, aos 99 anos. a Colhedora de Café K 3500 (para plan- a “tecnologia” como base para o atendi-
Em novembro de 2011, é apre- tios tradicionais e adensados); os novos mento das demandas agrícolas. Desde a
sentado o Uniport 3030, um novo con- modelos de Pulverizadores Costais PJB polvilhadeira costal, a Jacto se guia pela
ceito em pulverizador automotriz, com 16 e PJB 20 (funcionamento a bateria). e busca da excelência e pelo compromis-
reservatório de 3.000 litros e barras de o Condor 800 AM 18 (com 18 metros de so de jamais abandonar o agricultor a
28 e 32 metros, com grandes inovações barras e alto rendimento operacional). própria sorte, dando toda a assistência
que possibilitam grande economia para Em 2016, chegam os novos pulve- que ele precisar.
o produtor. Também em 2011, a Jacto rizadores Uniport 2530 e 4530 (o maior Shunji Nishimura sempre dizia
inova e lança a tecnologia bico a bico para pulverizador do mercado brasileiro). que “Ninguém Cresce Sozinho”. Dessa
os pulverizadores de barra (possibilidade Em 2017 acontece o lançado do forma, a empresa segue em busca de um
de controlar individualmente cada bico, novo logotipo da marca Otmis e seu novo ambiente inspirador para as pessoas que
reduzindo o custo de produção, menos display Omni 700. Seu grande diferen- trabalham ou se relacionam com ela.
sobreposição de agroquímicos e menor cial é o repetidor de operações, que per- Com 3.650 colaboradores, o
impacto ambiental). mite ao operador programar o equipa- parque fabril do Grupo Jacto está loca-
Em 2012 a Jacto lança o primeiro mento para repetir ações feitas a partir lizado quase que em sua totalidade em
sistema de telemetria integrado para in- de uma primeira gravação. Pompeia (SP), mas tem também uma
ternet e aplicativo de smartphone com Também ocorre o lançamento da unidade fabril em Oriente (SP), Limeira
armazenamento em nuvem, que moni- adubadora Uniport 5030 NPK, equipada (SP), na Tailândia, México e, neste ano,
tora em tempo real as operações no cam- com tecnologia de primeiro mundo para foi inaugurada fábrica em Arrecifes, na
po. Com ele, é possível receber em tempo reduzir o desperdício de fertilizante, me- Argentina.

Colhedora de Café K-3.500 (2015), adaptada para plantios convencionais e adensados. Novo logotipo da marca Otmis e seu novo display Omni 700.
EMPRESAS - 70 Anos da Jacto
Edição nº 142 - Outubro de 2018 21
MARKESTRAT- Opinião
22 Edição nº 142 - Outubro de 2018

A estratégia por trás da competitividade


de um ambiente dinâmico tores e especialistas de diversos setores per-
mite que a rede de relacionamento do campo
seja expandida nacional e internacionalmente.
Ou seja, as gerações que chegam vêm
com energia, conceitos inéditos, e ferramen-
tas à sua disposição em busca de caminhos
que irão permitir o crescimento da sua ativi-
dade através de um posicionamento diferente
no mercado. Adicionalmente, adentram no
mercado de trabalho mais preparados e críti-
cos em relação ao conteúdo que recebem,
exigindo um preparo melhor para um relacio-
namento customizado.
Essas mudanças nos meios de comu-
nicação já têm impactado o dia a dia das or-
ganizações em diversas frentes. O que antes
era diferencial, hoje virou básico para a ma-
nutenção da competitividade. Empresas que
desenham suas estratégias com foco nas mu-
danças do mercado têm investido fortemente
Camila Guimarães Patrícia Milan Tassia Gerbasi em soluções digitais que aproximam seus

E
produtos e serviços das necessidades dos cli-
entes. Novos formatos de modelos de negócio
m 2014, havia 1,8 bilhão de jovens surgem a todo momento e almejam oferecer
entre 10 e 24 anos, o maior patamar experiências inéditas aos consumidores, ge-
da história e uma cifra que continu- rando um novo ciclo de agregação de valor.
ará crescendo. 90% vivem em países Mas o que esse cliente conectado real-
menos desenvolvidos”. A informação é do mente almeja? A resposta está diretamente
Fundo de População das Nações Unidas (UN- relacionada com: conveniência; agilidade;
PFA); e o objetivo que se traça a partir dela soluções integradas; interatividade; novidade;
consiste em construir canais otimização de recursos; en-
de relacionamento com esse “As gerações que chegam fim, resultados reais!
segmento, do qual virão, em Na perspectiva das or-
um futuro próximo, as novas vêm com energia, concei- ganizações, o reflexo dessa
CAMILA GUIMARÃES
Associada Markestrat. Mestre em
lideranças, a força de traba- tos inéditos e ferramentas realidade se traduz em mu-
lho e uma significativa fatia danças profundas na cultura,
Estudos Culturais pela Université do consumo. à sua disposição em bus- nas quais a estratégia deve se
Panthéon Sorbonne e formação em O desafio adicional – e
aqui moram os detalhes –
ca de caminhos que irão renovar como um todo, pas-
sando por pessoas, estrutura,
Comunicação. está no perfil desse público, permitir o crescimento processos, entre outros. Não é
E-Mail: cguimaraes@markestrat.com.br que nasce em uma época,
da sua atividade através uma tarefa simples!
a partir de 1990, onde as Estejam as empresas no
grandes mudanças na comu- de um posicionamento campo ou na cidade, o método
PATRÍCIA MILAN nicação, em muito, deixam de de Planejamento Estratégico
Associada Markestrat. Mestre em ser percebidas como inovação diferente no mercado.” é frequentemente utilizado
Economia Aplicada pela ESALQ/USP e e são consideradas ferramen- para entender sua atual situa-
tas do dia a dia. São profissionais que, com dez ção e confrontá-la com as mudanças e tendên-
Engenheira Agrônoma. anos de idade, ou menos, estavam imersos em cias futuras do mercado que atua. Juntamente
E-Mail: pmilan@markestrat.com.br um ambiente com internet de alta velocidade e com o estabelecimento de um posicionamento
aplicativos de mensagem de comunicação ins- claro, o mapeamento das adaptações orga-
tantânea, disponíveis em celulares, na palma nizacionais necessárias leva à construção de
TASSIA GERBASI da mão. um plano de ação que, se executado, faz com
Associada Markestrat. Mestre em Indo além, as novas gerações crescem que a empresa aproveite todas as oportuni-
Administração pela FEARP/USP e em um ambiente no qual o e-commerce elimi- dades que se abrem.
na as barreiras geográficas para a aquisição de O resultado final é a manutenção da
Médica Veterinária produtos e o acesso à informação é total. No competitividade organizacional em um ambi-
E-Mail: tgerbasi@markestrat.com.br novo ambiente, a troca de dados entre produ- ente dinâmico.
CAFÉ - Artigos
Edição nº 142 - Outubro de 2018 23
ENTIDADES - Sindicato Rural de Franca
24 Edição nº 142 - Outubro de 2018

Parabéns, Engenheiro Agrônomo!


“É plantando o cuidado com a terra que você faz crescer o futuro do planeta”

P arabenizamos a todos os profissio-


nais da Agronomia pelo seu compro-
misso com os trabalhadores do cam-
FOTO: Revista Attalea

po. O conhecimento e a transmissão


de informações quanto às tecnologias exis-
tentes fazem dos agrônomos os mais sinceros
parceiros dos agricultores. Essa dedicação é
fruto do amor pela vida e pela terra, em prol
do sucesso do agronegócio
Você que tem o desafio de aumentar a
produção de alimentos, preservando o meio
ambiente, neste dia 12 de Outubro, o Sindicato
Rural de Franca tem orgulho de homenagear
e agradecer por ter grandes profissionais da
área firmando um compromisso com um fu-
turo sustentável.
O nosso reconhecimento e gratidão a
você, Engenheiro Agrônomo. Parabéns pelo
seu dia! Uma homenagem do SINDICATO
RURAL DE FRANCA!

GEDAVE - Sistema de Gestão


da Defesa Animal e Vegetal
O GEDAVE – SISTEMA DE GESTÃO
DA DEFESA ANIMAL E VEGETAL
foi implantado no ano de 2012 pela
Secretaria de Agricultura por meio da
CDA, com a emissão da GTA eletrônica, e de lá
pra cá, gradativamente, outros serviços e docu-
critório de Defesa Agropecuária.
A Portaria CDA-16/18 não estabelece
um prazo para a pessoa física, mas determina
que a pessoa jurídica faça seu cadastramento
até 31/12/2018. Visto que, a rastreabilidade
do uso de agrotóxicos iniciará em 01/01/2019.
mentos sanitários vêm sendo incorporados ao Maiores detalhes serão fornecidos pelo
Sistema. EDA - Escritório de Defesa Agropecuária.
Este ano, com a publicação da Portaria Ao todo, são 40 unidades em todo o Estado,
CDA-16/18, estabeleceu-se a obrigatoriedade sendo que o de Franca (SP) está situado à Rua
do uso do GEDAVE para registro da comer- Capitão Zeca de Paula, 883, Consolação. Ou
cialização, monitoramento da utilização e através do link https://www.defesa.agricul-
devolução das embalagens vazias de agrotóxi- tura.sp.gov.br/www/servicos/?/agrotoxicos-
cos e afins de uso agrícola no Estado de São e-afins-cadastro-de-propriedade-rural-para-
Paulo. compra-de-agrotoxicos/&cod=105
JOSÉ HENRIQUE MENDONÇA Em função disso, toda cadeia, do fabri-
cante ao usuário, passando pelo comércio, a
Cafeicultor e Presidente do Sindicato empresa de aplicação, o Engenheiro Agrôno-
Rural de Franca (SP) [base territorial mo e as unidades de recebimento de embala-
estendida para Cristais Paulista/SP, gens vazias, terão de se cadastrar no GEDAVE
a prestar informações atinentes à compra e
Jeriquara/SP, Ribeirão Corrente/SP, venda de agrotóxicos. Ao produtor caberá ain-
Restinga/SP e São José da Bela Vista/ da informar as culturas que desenvolve em sua
SP] e Presidente da Fundação Experi- propriedade.
Enfatizamos que o cadastramento no
mental do Café Alta Mogiana GEDAVE AGROTÓXICOS é obrigatório e deve
E-Mail: srfranca@srfranca.com.br ser feito presencialmente junto ao EDA - Es-
ENTIDADES - Sindicato Rural de Franca
Edição nº 142 - Outubro de 2018 25

Sindicato amplia parcerias para os associados


M antendo a sua proposta de
prestigiar os seus associados,
a diretoria do Sindicato Rural
de Franca ampliou suas par-
cerias empresariais. Desta vez, com uma
das maiores construtoras e incorporado-
ética, transparência e agilidade e será as-
sim que garantirá o atendimento aos as-
sociados e parceiros do Sindicato Rural
de Franca.
Produtor Rural da região de Fran-
ca (SP), venha ser um associado do Sin-
ras do Estado: a BILD DESENVOLVI- dicato Rural de Franca. Procure a nossa OIMASA – MASSEY FERGUSON – Par-
MENTO IMOBILIÁRIO. secretaria e conheça todos os benefícios ceria formalizada em 2018, durante a
Com sedes em Ribeirão Preto (SP), que podemos garantir para sua proprie- Agrishow, batizada de “Oimasa de Mãos
Bauru (SP), Franca (SP) e Araraquara dade rural, você e sua família. Dadas com o Sindicato Rural de Franca”
(SP), no interior do estado, a BILD é re- Confira os demais benefícios para e que tem por objetivo beneficiar os asso-
conhecida pela capacidade de identificar os associados obtidos pela atual direto- ciados da instituição com descontos de 6%
grandes oportunidades no mercado imo- ria do Sindicato Rural, em parcerias com nas peças vendidas no balcão ou na oficina
biliário e sempre apresentar inovações empresas e instituições. da Oimasa, divididos em até 3 parcelas.
em moradia. Fundada em 2007, tem em Mas o associado do Sindicato Ru-
seu perfil um DNA que caracteriza uma ral tem mais benefícios. A cada $300,00
multiplicidade de empreendimentos re- em compras, o cliente associado ganha
sidenciais, comerciais e hoteleiros. um cupom para concorrer a um dos
Tem como missão atender seus quatro sorteios pré-estabelecidos: 15
clientes como alguém da família, com de junho, 15 de julho, 15 de agosto e 15
de setembro. Em cada sorteio, o cliente
concorrerá a 01 engraxadeira e 01 kit de
balde de óleo e filtro de motor.
FAESP – SENAR – Há décadas os as-
sociados do Sindicato Rural de Franca FUSEST – A parceria com a Empresa de
contam com o apoio do convênio fir- Segurança do Trabalho visa proporcio-
mado com o SENAR-AR/SP (Serviço nar aos associados do Sindicato Rural de
Nacional de Aprendizagem Rural), para Franca todo o amparo na organização
a participação em vários cursos, nas da documentação exigida pelo Ministé-
áreas de Formação Profissional e Pro- rio do Trabalho, atendendo a legislação
moção social, destinados gratuitamente vigente nos quesitos: higiene, segurança
aos produtores rurais e seus emprega- e medicina do trabalho em suas proprie-
dos. São cerca de 100 cursos anuais, com dades. Por um valor bem abaixo do mer-
mais de 700 participantes treinados. cado, nosso associado poderá contar
ENTIDADES - Sindicato Rural de Franca
26 Edição nº 142 - Outubro de 2018

pacitada na organização de toda a docu-


mentação necessária para a obtenção de
Custeio Agrícola, PRONAF, FINAME,
PSI, Investimento em todas as institu-
ições financeiras, em especial, o Banco
do Brasil, Santander, Bradesco e Itaú.

ANHANGUERA – Parceria com a uni-


versidade que formalizou benefício de
a elaboração de PGSSMATR – Programa até 69% de desconto na formação profis-
de Gestão de Segurança, Saúde e Meio sional do associado do Sindicato Rural e
Ambiente de Trabalho Rural com visi- de seus familiares diretos.
tas; levantamento de riscos ambientais; CERT EXPRESS – empresa pioneira
emissão de propostas corretivas no sen- do setor de certificação digital e visa a
tido de eliminar e/ou neutralizar os pos- emissão do Certificado Digital a todos
síveis agentes encontrados, bem como os parceiros e associados, bem como a
acompanhamento das correções pre- toda a malha empreendedora de Franca
vistas; sugestões sobre medidas de pro- e região. O associado do Sindicato Rural
teção coletiva e de uso de equipamentos tem o benefício de um desconto consi-
de proteção individual. derável no fechamento do negócio.

UNICESUMAR – Parceria com a univer-


sidade que formalizou 30% de desconto
em todos os cursos na graduação e pós-
graduação e mais 10% na pontualidade
do pagamento, gerando um benefício de
até 40% de desconto na formação profis-
sional do associado e de seus familiares
diretos.

TRX ASSESSORIA AGRÍCOLA – Em- FISK – Parceria com a empresa que está CORRETORAS: GL CORRETORA E
presa de consultoria que propõe atender há 60 anos no mercado no ensino de idi- JOT – parceria com duas Corretoras de
o produtor em suas principais neces- omas, sendo referência no segmento. O Seguros com descontos consideráveis, que
sidades, trazendo soluções nas áreas de Associado do Sindicato Rural e sua famí- elaboram seguros de funcionários, de pro-
projetos agropecuários, financiamen- lia direta contará com o benefício de até priedades, equipamentos, implementos, e
tos, avaliação de imóveis rurais e laudos 25% de desconto na realização de cursos veículos. Tudo para facilitar a vida do nosso
agronômicos. A equipe é altamente ca- de inglês e espanhol. associado.

CURSOS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL RURAL


PÚBLICO ALVO: Produtores e Trabalhadores Rurais

► OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE TRATORES Local = Casa da Agricultura - Rua Marechal Deodoro, n°


OUTUBRO AGRÍCOLAS - 22 a 26 de Outubro 841, Centro - RIBEIRÃO CORRENTE (SP)
► OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE TRATORES AGRÍ- Local = Sindicato Rural de Franca - Av. Wilson Sábio de
COLAS - 1º a 05 de Outubro Mello, 1490, São Joaquim - FRANCA (SP) ► SELEIRO - 21 a 25 de Novembro
Local = Casa da Cultura “Dona Candinha” - Av. Antônio Local = Secretaria da Agricultura - Av. Antônio Prado,
Prado, 2259, Centro - CRISTAIS PAULISTA (SP) ► OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE 1934, Centro - CRISTAIS PAULISTA (SP)
MOTOSSERA - 29 a 31 de Outubro
► CERTIFICAÇÃO COMO FERRAMENTA DE Local = Casa da Agricultura - Rua Marechal Deodoro, n° ► APLICAÇÃOA DE AGROTÓXICOS COM TURBO
COMPETITIVIDADE - 04 a 05 de Outubro 841, Centro - RIBEIRÃO CORRENTE (SP) PULVERIZADOR - 21 a 23 de Novembro
Local = Casa da Agricultura - Rua Marechal Deodoro, n° Local = Fazenda São João - FRANCA (SP)
841, Centro - RIBEIRÃO CORRENTE (SP) ► CURSO DE MELIPONICULTURA - CULTIVO DE ABEL-
HA SEM FERRÃO - 29 de Outubro a 1º de Novembro
Local = Parque de Exposições “Fernando Costa” - Av. Dr.
DEZEMBRO
► APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS COM TURBO PUL-
VERIZADOR - 08 a 10 de Outubro Flávio Rocha, 500, Vila Exposição - FRANCA (SP) ► PISCICULTURA - CULTIVO EM TANQUE ESCAVADO
Local = Casa da Agricultura - Av. Carmem Rodrigues 03 a 06 de Dezembro
Canavez, 977, Centro - RESTINGA (SP) NOVEMBRO Local = Auditório “Fábio de Salles Meirelles”, Parque de
Exposições “Fernando Costa” - Av. Dr. Flávio Rocha, 500,
► OPERAÇÃO DE RETROESCAVADEIRA - 08 a 10 de ► OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE Vila Exposição - FRANCA (SP)
Outubro TRATORES AGRÍCOLAS
Local = Casa da Agricultura - Rua Marechal Deodoro, n° 05 a 09 de Novembro
Local = Secretaria de Agricultura - Av. Antônio Prado, 1934,
VAGAS LIMITADAS !
841, Centro - RIBEIRÃO CORRENTE (SP)
Centro - CRISTAIS PAULISTA (SP)
► OPERAÇÃO DE ROÇADEIRA LATERAL - 19 a 20 de Outubro INFORMAÇÕES: www.sindicatoruraldefranca.com.br
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CANA DE AÇÚCAR - Tecnologia
Edição nº 142 - Outubro de 2018 27

Fisiologia da maturação da cana de açúcar O etefom libera o hormônio etileno ao entrar em contato
com o tecido foliar, estimulando a produção desse hormônio
pelas plantas, com o a sua aplicação antecipando a colheita de
cana de açúcar em pelo menos 21 dias.
Em pesquisas realizadas, já foi observado que na condição
de estresse de déficit hídrico em conjunto com a aplicação de
etefom não houve efeitos adicionais na maturação das plantas,
com um menor acúmulo de massa seca da cultura.
E na condição de estresse por déficit hídrico, sem uso
do etefon, foi observado redução na concentração de sacarose
em colmos das variedades IAC testada: IACSP95-5000 e IAC-
SP94-2094. Demonstrando que tanto em condições de estresse
ou com uso de maturadores é essencial a avaliação da resposta
do genótipo de cana de açúcar para os resultados do processo
de maturação.
Uma hipótese levantada pelos autores das pesquisas
seria: será que o acúmulo de sacarose nos colmos da cana de
açúcar poderia aumentar com a aplicação de etefom antes de

A
uma condição estressante como o déficit hídrico? Isto porque o
cultura de cana de açúcar tem sua maior produção etefom aumenta a resistência à seca na fase inicial do desenvolvi-
no estado de São Paulo, representando cerda de 55% mento da cana de açúcar. Mas os testes em relação ao seu efeito no
da produção nacional. E devido sua importância para acúmulo de sacarose no colmo com esta hipótese deve ser avali-
o país, atualmente, as pesquisas de melhoramento ado em pesquisas futuras. (Fonte: Ciência do Campo)
genético da cultura seguem buscando alternativas para aumen-
tar o número de colmos por hectare na cultura. Mas, com um
menor foco na capacidade de produção e acúmulo de sacarose
nos colmos.
Em relação à fisiologia da planta, a maturação é atingida
com o maior acúmulo de açúcar possível pela cultivar. Nesta
fase, ocorre uma redução no crescimento vegetativo da cultura
e o acúmulo na quantidade de sacarose nos colmos, o que re-
flete diretamente na produtividade em campo.
O processo de maturação pode ocorre de forma natural a
partir de condições estressantes para a planta como déficit hí-
drico e frio. Como exemplo, no Sudeste do Brasil: os meses de
abril/maio já é observado uma menor temperatura e diminui-
ção das chuvas, com maior resposta principalmente entre
agosto/setembro. Mas existe a possibilidade de uso de regula-
dores vege-tais buscando um maior controle da maturação no
campo e também potencializar os resultados. Os maturadores
químicos mais utilizados em cana de açúcar são o glifosato,
etil-trinexapac, sulfometuron-metil e etefom. Com as pesqui-
sas demonstrando que o glifosato tem apresentado os melho-
res resultados, seguido pelo ethephon e sulfometuron-metil.
A época de aplicação, assim como as doses utilizadas e
época de corte da cana de açúcar são fatores determinantes na
eficiência destes produtos em campo.
As pesquisas tem demonstrando que, de modo geral, o
uso dos maturadores não têm afetado as características tec-
nológicas do caldo da cana de açúcar. E avaliando dois ciclos de
cultivo sucessivos, a re-aplicação de maturadores possibilitou
uma melhor qualidade nas características da cultura em testes
na Usina Alta Mogiana S.A., em Ituverava (SP).
Em relação aos estudos com o uso do etefon, foi obser-
vado que o efeito em cana de açúcar é dependente da varie-
dade da cultura cultivada, com bons resultados na variedade
IACSP95-5000, sem ocorrer uma redução de crescimento da
planta. Mas há possibilidade de algumas variedades de cana de
açúcar não apresentarem resposta ao etefon em campo.
AGRICULTURA NATURAL
28 Edição nº 142 - Outubro de 2018

Tratando pastos: o papel do NPK, as leguminosas e o gado. orgânica, que se consegue pelo rodízio.
A calagem não somente mobiliza o solo
quimicamente, mas também biologicamente.
FOTO: Luiz Prado

Nos solos muito ácidos, como nos de Vacaria


(RS), a matéria orgânica acumula-se na su-
perfície do solo pastoril inutilmente, prejudi-
cando-o com seus ácidos muito solúveis que,
agindo como solvente, ajudam a lavar os mi-
nerais do solo. O que falta nestes solos são os
inúmeros animaizinhos quase invisíveis, que
misturam a matéria orgânica morta com o
solo, fazendo-a útil à nutrição vegetal. Assim,
EVANS diz, na Austrália: “quantos quilos de
minhocas o solo pastoril contiver, tantos qui-
los de ovelhas ele poderá nutrir, e quanto mais
diversificada a população de animaizinhos
terrícolas, tanto mais valiosa a pastagem.”
O fósforo é um nutriente todo especial.
Não somente aumenta como também regula
a fertilidade dos animais. Ajuda a sintetizar
todos os aminoácidos necessários ao rápido

A
desenvolvimento animal. Não é suficiente dar
somente farinha de ossos ao animal que vive
dubamos a pastagem tendo em vista em pastagem deficiente em fósforo, porque
o maior rendimento animal e não o esta não consegue suprir o animal de aminoá-
maior rendimento vegetal. cidos essenciais. A adubação pastoril com fós-
Uma adubação de NPK (ni- foro é, assim, uma das medidas básicas para
trogênio – fósforo – potássio) pode aumentar aumentar o rendimento animal, porém, deve
a produção vegetal e animal, mas sempre acar- se ter o cuidado de não o aplicar em doses
retará problemas de ordem fisiológica, porque maciças, porque podem desequilibrar os ou-
desequilibra infalivelmente muitos outros tros minerais, nem em formas muito solúveis,
minerais (24 são os minerais que se conhecem como superfosfato.
como essenciais para o crescimento vegetal e Festuca ovina, Barba-de-Bode (Aristida
animal minimamente), que não precisam ser pallens), Treme-Treme (Briza minor e Briza
ligados em compostos insolúveis, mas cuja stricta), Capim-de-Cheiro (Anthoxantum o-
ANA MARIA PRIMAVESI proporção fica alterada pela aplicação de um doratum), Agrostis vulgaris, Calamagrostis
Engenheira Agrônoma nascida em elemento e não a aplicação dos outros. armata, Capim-Sereno (Eragrostis neesi) são
1920 e formada na Áustria. Foi a Assim, uma feijoada não é mais a mesma todas gramíneas que indicam a falta de fósforo
primeira agrônoma a afirmar que o após juntar 5 litros de água. Possui a mesma e que desaparecem após uma aplicação bem
quantidade de carne e feijão, mas o gosto e sucedida deste elemento. O Trevo-Subterrâ-
solo tem vida. Durante seu período valor nutritivo é muito inferior. Falamos, pois, neo e o Trevo-Ladino facilmente padecem de
de faculdade, a Europa enfrentava a de um efeito de diluição. Após estabelecido o deficiência de fósforo e produzem neste esta-
Segunda Guerra e ela persistiu em rodízio, o teor em cálcio deve ser verificado. do muito estrogênio, um hormônio sexual que
Antes de adubar deve ser feita uma calagem provoca anomalias no útero, tornando o gado
seus estudos, determinada a estudar para corrigir a falta de cálcio, constatada pela praticamente estéril, e de outro lado provoca
o solo, sua grande paixão. Casou-se análise. O potássio não é absorvido pela planta anomalias sexuais nos machos.
com Artur Primavesi ainda na Áustria se não existir o suficiente em cálcio no solo e o O fósforo pode aumentar até 8 vezes a
fósforo não faz efeito se sua relação com o cál- produção vegetal e a animal, até 10 vezes. A
e o casal emigrou para o Brasil, onde cio não for de 1:2 a 1:3. Geralmente, a calagem maioria dos problemas de fertilidade dos ani-
viveram em Minas Gerais, São Paulo não dá uma resposta imediata, sendo o efeito mais é devida à deficiência de fósforo.
e Rio Grande do Sul. Escreveu o livro residual muito mais pronunciado que o efeito O potássio é um dos elementos mais
da calagem, no primeiro ano. necessários para tornar as plantas resistentes
que seria o divisor de águas na com- O solo não sendo muito ácido, farinha de à seca, às geadas e às pestes. Em capineiras
preensão da prática da agricultura ossos, fosfato de Olinda ou escória de Thomas ceifadas, o potássio vai se esgotando muito
ecológica: “Manejo Ecológico do resolvem o problema de cálcio e fósforo ao depressa. Assim, em invernadas de legumino-
mesmo tempo. O fósforo é facilmente ligado ao sas, dá-se, concomitantemente, a invasão de
Solo”. Além desse, outros livros foram alumínio e ferro, especialmente em solos mui- gramíneas, como ocorre, por exemplo, com
publicados e que foram relançados to compactos pelo pisoteio e pobres em maté- os alfafais, podendo a vida destes, todavia, ser
pela Editora Expressão Popular. ria orgânica. Portanto, a adubação fosfatada só prolongada pela adição sistemática de adubo
pode surtir efeito se o alumínio é controlado potássico. A falta deste mineral determina,
Facebook: @anamariaprimavesi pelo arejamento do solo e a adição de matéria geralmente, nas pastagens ceifadas, zonas
AGRICULTURA NATURAL
Edição nº 142 - Outubro de 2018 29
carenciais, com vegetação escassa, de-
nominadas “manchas de fome”, o que,
BIBLIOTECA
aliás, não ocorre tão facilmente em
pastagens comuns, nos quais se veri-
fica muito menor deficiência de potássio,
pois a planta nova colhida pelo animal é
pobre neste elemento.
Em pastos nativos, a adubação LIVRO: “Manual do Solo Vivo - Solo
com potássio requer, portanto, especial Sadio, Planta Sadia, Ser Humano Sadio”
controle, a fim de evitar a “vertigem do Autor: Ana Primavesi
pasto”, proveniente do excesso do ele- Número de páginas: 206
mento em questão. Em campos de trigo ISBN: 9788577432882
adubados e posteriormente gramados Editora: Expressão Popular
para pastagens, o excesso de potássio (www.expressaopopular.com.br)
pode ocorrer. Havendo, comprovada-
mente, falta de fósforo – potássio, a Um livro primordial que ensina a base de todo
adubação com esses minerais é preconi- conhecimento para se lidar com a terra e para gerar
zada como uma das primeiras medidas mais vida. A consagrada pesquisadora e engenheira
para melhorar o rendimento, tanto vege- agrônoma explica, de maneira didática, as peculiari-
tal como animal da pastagem. dades do solo tropical e suas diferenças de manejo
As plantas que indicam a deficiên- com o solo temperado. A cor, o cheiro, a ação do ven-
cia ou o desequilíbrio de potássio com o to, a colocação e ação da matéria orgânica, o exame
magnésio são as compostas, tais como das raízes, a adubação verde e o plantio direto são
alguns dos diversos assuntos tratados pela autora.
a Maria-Mole (Senecio sp.), Carqueja
(Baccharis sp.), Mio-Mio (Baccharis
coridifolia), ainda as gramíneas como
Barba-de-Bode, Cabelo-de-Porco, Titiri- excesso de nitrogênio no solo esteja ter- farinha de ossos. Para isso, molha-se
ca (Cyperus sp.), Cola-de-Zorro (Andro- minado. primeiro a semente com uma solução di-
pogon sp), Capim-da-Roça (Paspalum Não havendo controle rigoroso, a luída de goma arábica e polvilha-se, em
urvillei), etc. Deve-se, porém, ter sempre adubação nitrogenada é bastante arrisca- seguida, com o inoculante e os adubos.
em mente que a adubação potássica não da, porque a vegetação exuberante e de Deixando secar a semente em lugar fres-
melhora essas plantas, mas fá-las desa- crescimento rápido facilita o desenvolvi- co, protegida do sol, pode-se plantá-la
parecer. mento de fungos nas partes mais baixas com a renovadora de pastagem. Convém,
O nitrogênio é o elemento cuja das plantas, especialmente quando estas contudo, adubar na semeadura, com 120
aplicação é a mais sedutora, porque logo acabam devido à uma chuva pesada. Es- kg de farinha de ossos. Se a estrutura
em seguida provoca um luxuriante de- tes fungos atacam as plantas e produzem do solo estiver boa, a implantação mais
senvolvimento vegetal. Porém, é igual- substâncias tóxicas muito maléficas aos conveniente é a lanço ( à mão, à máquina
mente o adubo mais perigoso em pasta- animais, podendo até matá-los. ou por avião), incorporando a semente à
gens nativas, porque faz com que fiquem Isso acontece, também, em pasta- pata do gado.
mais suscetíveis à seca, e quanto ao ani- gens ricas, e nisto baseia-se a crença É importante deixar bem insta-
mal, mais suscetível à verminose. segundo a qual não é possível mudar o lada a leguminosa antes de permitir ao
A adubação com sulfato de amônio gado do seu potreiro. Mas assim acon- gado pastar. Assim, por exemplo, a soja-
deve ser evitada porque destrói a vida tece, justamente, por causa da forragem perene ou o cornichão levam 1 ano até
de animais terrícolas benéficos ao solo alta, atacada por fungos que a envene- que a sua instalação definitiva esteja as-
e com isso estraga-o. Só faz efeito se há nam. Pastagens sob regime de pastoreio segurada.
suficiente fósforo no solo. gastam muito mais nitrogênio que capi- A implantação de leguminosa deve
Não se deve fazer nenhuma aduba- neiras ceifadas, esgotando facilmente ser muito bem estudada pois não adianta
ção com nitrogênio em pastagens nas este elemento. Uma adubação módica, querer implantar espécies dessa família
quais não se faz o rodízio rigorosamente bem controlada, é necessária para man- botânica:
organizado, porque assim procedendo, ter a produção do pasto. a) - que não sejam apropriadas à zona;
estar-se-ia contribuindo para o extremo Normalmente, o enriquecimento b) - quando o solo não for próprio para
inçamento do pasto e expondo-o ao risco do solo com nitrogênio deve ser feito elas;
da intoxicação por fungos. pela implantação de leguminosas, em c) - enquanto não houver rodízio de
O nitrogênio (melhor salitre do pastagens sob regime de rodízio e em pastoreio.
Chile, salitre potássico, nitrofosfato, ni- bom estado quanto ao cálcio e ao fós-
trocal ou ureia) deve ser aplicado cedo, foro. Sem rodízio não adianta programar Não se trata de aumentar de
na primavera, para provocar a brota- a implantação de leguminosas, e com qualquer maneira a produção, mas de
ção adiantada do pasto. Assim, logo se rodízio muitas vezes se dispensa, porque aumentá-la economicamente. De modo
disporá de pastagem nova. Deve esta, surgem por si mesmas. As leguminosas que é possível implantar uma ou ou-
porém, ser pastada em superlotação, até enriquecem igualmente a forragem em tra forrageira por força de adubações
ficar baixa. Alivia-se o pasto, retirando proteínas. maciças, mas na prática pecuária isso é
o gado, que retorna de novo a pastar A leguminosa para a implantação destituído de significação.
quando a vegetação atingir uns 8 cm. deve ser inoculada, misturando-se ao A implantação da leguminosa é
Este processo deve repetir-se tantas ve- inoculante, por saco de semente, 500g geralmente dispensada em pastagens
zes quantas forem necessárias até que o de FTE ( elementos menores) e 1 Kg de bem manejadas.
AGRICULTURA NATURAL - Milho
30 Edição nº 142 - Outubro de 2018

Fundamentos para a produção orgânica de milho


Walter José Rodrigues Matrangolo
Pesquisador EMBRAAPA Milho e Sorgo
(www.embrapa.br/milho-e-sorgo)

A
FOTOS: EMBRAPA Milho e Sorgo
s formas de manejo do solo podem interferir em sua
capacidade de produção. Como primeiro passo, pre-
cisamos conhecer o histórico da área.
Muita movimentação de máquinas cria camadas
compactas que reduzem a capacidade das raízes se aprofunda-
rem em busca de água e nutrientes. A compactação também
impede que o ar chegue às raízes e prejudica a atividade de mi-
crorganismos importantes. A falta de Oxigênio altera a forma
química de muitos nutrientes e reduz sua assimilação. Um solo
poroso, vivo, favorece a infiltração de água, a penetração das
raízes em maiores profundidade, o que a torna mais resistente
à seca e melhor nutrida.
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2º PASSO: rotação entre culturas de grupos distintos - “Grãos Orgânicos”, licenciada da Embrapa, pelo site www.graoorganico.com.br
leguminosas e gramíneas, por exemplo - É um fundamento es- 4º PASSO: conhecer o regime hídrico - A restrição de
sencial que evita o “cansaço” do solo e diminui a chance de sur- água pode ser o principal fator a prejudicar a colheita. A cober-
tos de doenças e de insetos fitófagos. Onde foi cultivada apenas tura do solo reduz a perda da água de chuva por escorrimento
uma espécie por muitos anos, corre-se o risco de populações de e favorece o seu armazenamento. As constantes mudanças nos
organismos associados terem explosões populacionais no caso padrões de chuva (mais veranicos e chuvas concentradas em
de haver continuidade de cultivo semelhante. curtos períodos) criam condições de estresse nas plantas cul-
tivadas.
3º PASSO: avaliação física, química e biológica do solo
- Conhecer a estrutura física do solo é fundamental, pois impli- 5º PASSO: produzir matéria orgânica - Aumentar o teor
cará em cuidados especiais no manejo de implementos. Solos de matéria orgânica do solo é fundamental. Produção de com-
mais argilosos podem ser compactados mais rapidamente, re- posto orgânico a partir dos materiais vegetais produzidos na
duzindo os macros e micros poros. O teor de matéria orgânica propriedade é mais econômico e exige planejamento. Legu-
afeta a retenção de água e a disponibilização de nutrientes. minosas são capazes de transformar o Nitrogênio disponível
A excessiva movimentação de máquinas consome matéria em compostos nitrogenados e resgatar nutrientes do solo e
orgânica, pois favorece a atividade microbiana e deixa o solo armazená-los em seus tecidos, que são liberados com a de-
sem agregados. Solos com maior teor de matéria orgânica são composição. Em uma área próxima, as leguminosas podem ser
capazes de fornecer mais Fósforo. A vida no solo é essencial cultivadas de forma adensada e cortadas periodicamente para
para a produção. Fungos e bactérias favorecem a estruturação suprir a demanda por nutrientes. Leguminosas com ciclos cur-
do solo, pois criam estruturas que agregam pequenas partícu- tos tem o inconveniente de terem que ser replantadas periodi-
las. Desagregado, o solo não retém água, reduz sua aeração nas camente. Já as perenes, com boa capacidade de rebrota, exi-
raízes e a absorção de nutrientes. gem um esforço menor por demandar apenas um plantio. Um
composto ideal deve ter os nutrientes de fácil disponibilização
como ocorre com as folhas de leguminosas, além de fibras. Esse
conjunto contribui com a estrutura física do solo e o mantém
protegido por mais tempo.

6º PASSO: manutenção e ampliação de áreas de refúgio


para agentes de controle biológico natural - Aves e diversos
insetos que são agentes de controle biológico são importantes
para manter a população de insetos fitófagos em níveis baixos.
Migram para a lavoura para buscar alimento (no caso de aves
e insetos predadores) e hospedeiros (no caso de insetos que
precisam de outros insetos para concluir seu ciclo de vida –
os parasitoides). As populações que crescem na lavoura, após
a colheita, migram para as matas e ali se multiplicam. Novas
populações são geradas que contribuirão com o controle bi-
ológico natural na próxima safra.
Além das matas, muitas plantas espontâneas são impor-
tantes por produzirem pólen e néctar que alimentarão insetos
benéficos. Bem nutridos, são capazes de serem mais efetivos no
Adubos verdes são opção para proteger o milho orgânico contra ervas daninhas controle, gerando mais descendentes.
Edição nº 142 - Outubro de 2018 31
CAFÉ - Painel de Empresas
32 Edição nº 142 - Outubro de 2018

PICCIN TECNOLOGIA AGRÍCOLA PINHALENSE DRIA IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS


CARRETA BASCULANTE CBPH “CONILONA”: SISTEMA DE COLHEITA ‘FERTMAX COFFEE’: DISTRIBUIDOR
SEMI-MECANIZADO PARA O CONILON DE COMPOSTOS ORGÂNICOS

Tradicional indústria produtora de im- Com a recuperação das lavouras de café


plementos agrícolas para o preparo do solo Conilon pós seca no Espirito Santo e expan-
desde 1963, a Piccin Tecnologia Agrícola são em Rondônia, iniciou-se uma revolução no
(www.piccin.com.br), de São Carlos (SP), processo de secagem e colheita. Produtores
destaca a Carreta Basculante (CBPH), equi- passaram a adotar o sistema de colheita semi- Com sede em Sertãozinho (SP), a Dria
pamento essencial para o dia a dia, nas mais mecanizada com máquinas recolhedoras de Implementos Agrícolas (www.dria.com.br)
variadas atividades do campo. Ideal para lona tanto para a colheita com poda ou a der- desde 1992 é uma indústria referência para o
transporte e descarga de forragens, no trato riça na lona, a nova tendência dos produtores. setor canavieiro brasileiro. Nos últimos anos,
diário dos animais e confecção de silos. A Atenta a esse movimento, a Pinhalense expandiu o seu trabalho para o setor cafeeiro
CBPH 4000 com largura reduzida é frequen- (www.pinhalense.com.br) lança duas colheita- e florestal.
temente utilizada no recolhimento de café na deiras para café conilon no sistema de colheita Para a cafeicultura, destaque para o
lavoura e para esparramação deste. em lona: a “Robusta”, que trabalha com a tritu- Fertmax Coffee, distribuidor de compos-
Disponível nos modelos 4000 e 5000, ração de galhos no processo de colheita, e a tos orgânicos com capacidade de carga de
com rodeiro duplo (filipado) ou tandem (ba- “Conilona”, que opera com derriça, separando 2.500kg, com dimensões de 4,3m x 1,5m e
lancin), o produto tem como diferenciais de as folhas dos frutos do café. São máquinas largura da esteira de 5,0m.
mercado, chassi inteiriço, que, pelo fato totalmente adaptadas às necessidades do
de não ter soldas, garante maior vida útil e cafeicultor, equipadas com maior tecnologia e MARISPAN IMPLEMENTOS AGRÍCOLAS
resistência, pontas de eixo e rodeiros re-
movíveis, tampas com fechamento em rosca
grande robustez.
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Outras características únicas da CBPH
são que suas chapas laterais de 10mm e as- “MIRZA 480 SC”: INSETICIDA REDUZ EM
soalho e chassi de 12mm, garantem à car-
reta muito mais resistência e durabilidade. O
engate com regulagem de altura também é
76% INCIDÊNCIA DE BICHO-MINEIRO
importante, pois permite que o produtor possa
acoplá-la tanto no trator quanto no guincho.

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MOTO ROÇADEIRA

Com sede em Batatais (SP), a Marispan


O Mirza 480 SC, inseticida fisiológico de (www.marispan.com.br), empresa especia-
ingestão, indicado para o controle de pragas lizada em fabricar carregadores frontais para
por meio de aplicação foliar, produzido pela tratores agrícolas, formalizou recentemente
Rotam do Brasil (www.rotambrasil.com.br), parceria com a Mahinda, tornando-se for-
foi liberado recentemente para ser utilizado no necedora de implementos para um dos prin-
combate a infestação do Bicho-Mineiro (Leuco- cipais players do mercado de tratores.
ptera coffeella). O grande destaque da empresa é o Car-
A JC Triciclos Agrícolas (www.triciclo- A nova solução da Rotam foi testada na regador Frontal PHD, nos modelos Tubular
sagricolas.com.br), empresa com sede em estação experimental de Artur Nogueira (SP), Clássico e Tubular Leve, que pode ser aco-
Nova Resende (MG), desenvolveu uma sé- em plantas da variedade “Catuaí-Vermelho”, plada ou desacoplada rapidamente em uma
rie de equipamentos importantes para a ca- a fim de avaliar sua efetividade na incidência operação de retirada de 4 pinos.
feicultura, principalmente para a agricultura do inseto aos 63 dias após sua aplicação. O Construído para tratores de até 100cv,
familiar, tendo como base a motocicleta. A resultado foi bastante satisfatório. O Mirza 480 e com capacidade de carga de 650kg a
Moto-Roçadeira é um implemento adaptado SC conseguiu reduzir a incidência em 76%, em 1.000kg, o Carregador Frontal PHD é indica-
com bombeamento hidráulico, largura total relação à testemunha. do para operações de limpeza em geral, car-
de 0,90m ou 1,20m e comprimento total de Também é indicado para algodão, cana regamento de calcário, cereais, esterco, silo,
2,20m. A largura de corte é de 90cm. de açúcar, hortaliças, milho e soja. cascalho, etc.
CAFÉ - Mercado
Edição nº 142 - Outubro de 2018 33

Cafés do Brasil têm produtividade média


superior a 32 sacas por hectare em 2018
Novas cultivares e tecnologias contribuem para os recordes de produtividade média do café arábica
e do café conilon que devem atingir 30,74 sacas por hectare e 38 sacas por hectare, respectivamente.

A
produção dos Cafés do Brasil estimada Além disso, ainda com relação ao desempenho do café conilon, vale
para este ano de 2018 é de 59,90 milhões ressaltar que em 2014 a área de produção de café conilon era de 441,28 mil
de sacas de 60kg colhidas em uma área hectares e a produtividade, 29,54 sacas por hectare. Neste ano de 2018, a
em produção de 1,86 milhão de hectares, área em produção de café conilon é de 367,49 mil hectares, com produtivi-
com produtividade média de 32,17 sacas por hecta- dade de 38 sacas por hectare.
re. Do volume previsto para a safra, a produção de Portanto, com base nesses dados pode-se inferir que houve redução
café arábica corresponderá a 76,7%, ou seja, 45,94 de 16,72% da área de café conilon com aumento de 28,63% de produtivi-
milhões de sacas e a de conilon a 13,96 milhões de dade dessa espécie de café. Esse salto de produtividade ocorreu principal-
sacas (23,3%). mente nos Estados de Rondônia, Bahia e Espírito Santo, que incrementa-
A produtividade do café arábica deverá atin- ram a produtividade em 80%, 79% e 8%, respectivamente, nesse período
gir 30,74 sacas por hectare e o café conilon, 38,01 de análise.
sacas por hectare, números que representam novo
recorde histórico das lavouras de café do nosso País.
Esses dados da cafeicultura nacional foram divulga-
dos pela CONAB – Companhia Nacional de Abas-
tecimento no 3° Levantamento da Safra de Café de
2018 - setembro 2018 que também está disponível
na íntegra no Observatório do Café, do Consórcio
Pesquisa Café, coordenado pela EMBRAPA Café.
No Levantamento de Safra, a CONAB atribui o
crescimento da produtividade ao ciclo de alta biena-
lidade (sobretudo em lavouras da espécie arábica),
às condições climáticas favoráveis e à utilização
de tecnologias, tais como de irrigação, adubação e
poda, inclusive pela renovação de parte do parque
cafeeiro com cultivares (variedades) mais produ-
tivas. Nesse sentido, vale destacar o esforço do ca-
feicultor para atualizar seu sistema de cultivo e a
contribuição da pesquisa cafeeira que disponibiliza
tecnologias para a cafeicultura. Exemplos de culti-
vares e outras tecnologias de cultivo, desenvolvidas
por instituições do Consórcio Pesquisa Café, são di-
vulgados também no Observatório do Café.

RECUPERAÇÃO DO CAFÉ CONILON – Da-


dos da performance da cafeicultura apresentados
pela CONAB nos Levantamentos das Safras de
Café de 2014 e deste ano permitem constatar a re-
cuperação da produção do café conilon, o qual teve
reduções nas safras dos anos de 2015, 2016 e 2017,
atribuídas principalmente a adversidades climáti-
cas no Espírito Santo, maior estado produtor de
café conilon.
A estimativa do volume de produção de café
conilon no Brasil em 2018 – 13,96 milhões de sacas,
conforme mencionado – ultrapassou o volume pro-
duzido em 2014, o qual foi 13,04 milhões de sacas (1°
Levantamento da Safra de Café de 2015 - janeiro 2015).
CAFÉ - Cooperativas
34 Edição nº 142 - Outubro de 2018

O impacto dos nematoides Pratylenchus na cafeicultura da


Alta Mogiana é tema de reunião técnica em Franca (SP)
COCAPEC e Escritório de Desenvolvimento Rural encaminharão à Secretaria de Agricultura
do Estado de São Paulo todos os questionamentos e observações realizados durante a reunião.

A Cocapec e a EDR-Franca preo-


cupadas com a sustentabilidade
da cafeicultura na região da Alta
Mogiana e com os impactos dos
nematoides, especialmente do
gênero Pratylenchus, no campo e tam-
FOTOS: Divulgação - COCAPEC

bém, com a sanidade das mudas produ-


zidas na região, promoveu uma reunião
para discutir o assunto com o objetivo
de trazer subsídios para o bom enten-
dimento de todos os convidados sobre
o tema e posteriormente, a discussão de
oportunidades e práticas para a supera-
ção dos desafios existentes. Foram con-
vidados os pesquisadores especialistas:
Mário Inomoto, Cláudio Marcelo e Jai-
me Maia Santos que apresentaram, na
primeira parte do evento, informações,
dados históricos e referenciais de danos
de nematoides na cafeicultura nacional,
despertando para os potenciais estragos
às plantas.
Após as apresentações dos es-
pecialistas, o público presente composto por extensionis-
tas agrônomos de campo e representantes de entidades do
agronegócio café da região puderam questionar e realizar con-
siderações sobre danos à cafeicultura no campo e também so-
bre a portaria do Governo do Estado que tem como objetivo
evitar pragas e doenças, através da normatização de medidas
agrícolas, em especial na formação de mudas, escolha das áreas
de plantio, análise de nematoides e práticas agrícolas conserva-
cionistas e integradas.
A presença de José Luiz Fontes, dirigente da assessoria
técnica e Celso Vegro, pesquisador científico, ambos da Secre-
taria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado
de São Paulo permitiu esclarecer sobre detalhes da portaria.
Aproveitando a oportunidade, Fontes divulgou link da consulta
pública em realização, reforçando a importância da partici- Profº Claudio Marcelo. Pesquisador Científico do Instituto Biológico, no laboratório de nemato-
logia, em Campinas (SP). Eng. Agrônomo e mestre em ciências pela ESALQ/USP.

Público da reunião formado por Agrônomos e representantes de entidades do agronegócio Profº Mário Massayuki Inomoto. Eng. Agrônomo pela Universidade de São Paulo, Mestrado em
café da região. Fitopatologia pela USP e Doutorado em Entomologia também pela USP.
CAFÉ - Cooperativas
Edição nº 142 - Outubro de 2018 35

FOTOS: Divulgação - COCAPEC


Jaime Maia Santos. Eng. Agrônomo e mestrado em Microbiologia Agrícola pela UFV, e douto- Da esq. para dir: Claudio Marcelo, Mário Inomoto, Carlos Sato (COCAPEC), Jaime Maia, Pedro
rado em Agronomia (Proteção de Plantas) pela UNESP/Faculdade de Ciências Agronômicas. Avelar (EDR), Celso Vegro e Luiz Fontes da Secretaria de Agricultura do Estado de SP.
cipação de todos: https://www.defesa.ag- ficos sobre o gênero Meloydogine, e o di- Além disso, o grupo reconheceu
ricultura.sp.gov.br/www/gdsv/?action=c mensionamento dos danos causados por que os nematoides requerem atenção
onsultaPublicaMinutaCafe ele à cafeicultura. No entanto, em relação durante o processo produtivo, devido
A reunião contou ainda com a pre- ao gênero Pratylenchus, que a depender a sua disseminação em diferentes mo-
sença do pesquisador Roberto Thoma- da espécie, possui estudos de danos mentos, e também na implantação de
ziello, agrônomo especialista em café causados apenas em casa de vegetação lavouras através da utilização de mudas
do Instituto Agronômico de Campinas, e em parcelas experimentais, mostra-se sadias. Portanto, considera-se que nor-
como moderador do debate. necessário a condução de experimen- matizações eficazes devem ser estudadas
Entre os principais questionamen- tos que avaliem os reais impactos desse e definidas para a proteção das regiões
tos levantados durante o debate está a gênero no campo em diferentes sistemas produtoras em atendimento ao interesse
avaliação dos impactos econômicos da produtivos, considerando que a cultura futuro do coletivo.
portaria e a especificação das espécies de cafeeira tem conseguido aumentar sua No site da cooperativa é possível
nematoides com maior risco a produção, produtividade nestes 30 anos, através da baixar as apresentações dos especialis-
visto que existem conhecimentos cientí- adoção de manejos sustentáveis. tas, visite www.cocapec.com.br

cocapec
CAFÉ - Cafés Especiais
36 Edição nº 142 - Outubro de 2018

Saudações cafeeiras.
mos todos na torcida durante a SIC – Semana
Internacional do Café.
Além disso, tenho que ressaltar todo o
empenho para que a FamCafé – Feira Alta Mo-
giana da Cafeicultura de Qualidade - saísse do
papel e tornasse uma feira que contemple toda
a cadeia produtiva, valorizando cada vez mais
o produtor de cafés especiais, foi gigante e só
foi possível com o apoio da incansável equipe
da AMSC e da Secretaria de Desenvolvimento
da Prefeitura de Franca, mas o desafio não
acabou. Agora é transformar esse projeto em
um evento digno do tamanho de nossa região
e tenho certeza que será um marco, além de
grande sucesso.
E não podemos nos esquecer dos per-
sonagens principais, os produtores da nossa
região, que se empenharam o ano todo para
produzir os cafés de altíssima qualidade para
participar do 16º Concurso de Qualidade do
Café da Alta Mogiana, edição Silvio Leite.

E
Mais uma vez a sede da associação ficou lota-
da de amostras, um total de 192. Em nossa
ste último mês foi agitado e cheio pré-seleção já pudemos ver que a qualidade
de ações, todas em preparação para intrínseca a região é constante e em evolução.
o que está por vir nos próximos me- Gostaria de parabenizar a todos os partici-
ses. FamCafé, finais do Concurso de pantes e desejar todo sucesso para a grande
Qualidade, Semana Internacional do Café, premiação, que prometo fortes emoções,
sem contar a torcida para nosso competidor como sempre. Foram um total de 43 classi-
no Mundial de Cup Tasters. ficados na categoria Natural e 18 na categoria
Os treinamentos para nosso competidor Micro-Lote.
Carlos Henrique estão cada vez mais intensos Muitos cafeicultores já acabaram a co-
e para tanto, promovemos um campeonato lheita e agora já se preparam para um novo
amistoso com provadores de toda a região. O ciclo e ano. Apesar da instabilidade que nosso
resultado não poderia ser diferente, Carlos, mercado vive hoje eu acredito no potencial da
o Carlinhos, venceu todos e mostra sua força região e tenho convicção que passaremos por
para competir a nível internacional. Estare- mais essa crise.

MARCIO LUIS PALMA RESENDE


Cafeicultor, Diretor-Presidente da
AMSC - Associação dos Produtores de
Cafés Especiais da Alta Mogiana
E-Mail: altamogiana@amsc.com.br
AGRO TECNOLOGIA - Imagens Digitais
Edição nº 142 - Outubro de 2018 37
CAFÉ - Cafés Especiais
38 Edição nº 142 - Outubro de 2018

Juízes selecionam cafés na Pré-Seleção do 16º Concurso


de Qualidade da Alta Mogiana - Edição Silvio Leite
Promovido pela AMSC e COCAPEC, evento conhecerá vencedores no próximo dia 1º de novembro.

O
16º Concurso de
Qualidade do Café da
Alta Mogiana, cer-
tame realizado pela
Associação dos Produtores de
Cafés Especiais da Alta Mo-
giana e pela COCAPEC - Co-
operativa dos Cafeicultores e
Agropecuaristas, finalizou a
sua primeira etapa – a Pré-
Seleção – entre os dias 17 e 21
de setembro da sede da asso-
ciação.
O objetivo desta etapa
é selecionar os cafés que obti-
veram média de 84 pontos,
CAFÉ - Cafés Especiais
Edição nº 142 - Outubro de 2018 39

utilizando a metodologia Cup of Excellence de analise senso- O regulamento com as regras de participação no 16º Con-
rial. curso de Qualidade do Café da Região da Alta Mogiana - Edição
Os produtores classificados deverão preparar os lotes e Silvio Leite está disponível no site www.amsc.com.br
depositá-los em um dos armazéns credenciados pelo concurso
até o dia 14/10 para que seja realizada a auditoria. HOMENAGEM - Todos os anos, o concurso presta home-
A etapa final do concurso acontecerá nos dias 30 e 31 de nagem a grandes personalidades da cafeicultura brasileira, que
outubro e a cerimônia de premiação acontecerá no dia 1º de ajudaram a alavancar a qualidade dos cafés do país. Neste ano, o
novembro. concurso leva o nome do Sr. Silvio Leite, de relevância nacional e
Uma novidade para este ano será o Leilão dos Cafés internacional em concursos de qualidade, além de ser um dos fun-
Vencedores e Leilão dos Finalistas que acontecerão, respectiva- dadores do programa Cup of Excellence, junto à BSCA (Associação
mente, nos dias 31 de outubro e 1º de novembro. Brasileira dos Cafés Especiais).
AGROREVENDAS - Eventos
40 Edição nº 142 - Outubro de 2018

AgriRede: criada a Central de Negócios focada


nos distribuidores de insumos agropecuários
Instituição representará 49 grupos econômicos e reunirá faturamento de R$ 3,75 bilhões.

A
OIM
AGROREVENDAS - Eventos
Edição nº 142 - Outubro de 2018 41

MASA
AGRO TECNOLOGIA - Painel Empresas
42 Edição nº 142 - Outubro de 2018

AGROTIS INFORMÁTICA MINERTHAL ALLFLEX


SOFTWARE PARA GESTÃO DE ‘CLICQ’: APP MEDE CONSUMO DE EMPRESA ADQUIRE ALEMÃ AGRIDENT
SILOS E ARMAZÉNS SUPLEMENTO NO COCHO

CLICQ é um aplicativo desenvolvido


A Agrotis Agroinformática (www.agrotis. pela Minerthal (www.minerthal.com.br), em-
com), através de sua experiência de mais presa fundada em 1973 e uma das maiores
de 25 anos de mercado, traz a solução a- fabricantes de suplementos minerais para
propriada para interpretação de análises de bovinocultura de corte e de leite. A Allflex (www.allflex.com.br), que per-
solo e foliares, com cálculo de adubação. O O software possibilita ao pecuarista, tence ao Grupo Antelliq, anunciou este mês a
Software Silos e Armazéns pode gerenciar de forma bem prática, medir o consumo de aquisição da Agrident, empresa de tecnologia
com maior eficiência e segurança seu silo. suplementos no cocho, avaliação de desem- agropecuária com sede na Alemanha, espe-
Automatiza os processos de recebimento, penho e o estoque de produtos na fazenda. cializada em sistemas de captura de dados
classificação, beneficiamento, comerciais e fi- A partir de códigos QR colocados em RFID usados em sistemas de controle de pro-
nanceiros. Além de integração eletrônica com etiquetas nas embalagens dos suplementos cessos e de gestão animal em todo o mundo.
balanças e outros equipamentos. Posição e dos cochos, o aplicativo faz a leitura com A Agrident também é reconhecida por seu forte
física e financeira, em tempo real, de todo o o celular, que envia os dados para um pro- compromisso com as exigências do cliente e
estoque de grãos, podendo incluir contratos grama, que faz o controle total da suplemen- um alto nível de suporte técnico e serviços. Sua
e futuros. tação da propriedade. equipe de engenheiros fortalecerá ainda mais
BASF BOVCONTROL as capacidades de pesquisa e desenvolvi-
mento da Allflex como líder global em sistemas
‘BASF AGRO’: INFORMAÇÕES EMPONDERANDO A PECUÁRIA inteligentes de identificação e monitoramento
para a indústria pecuária moderna.
COMPLETAS PARA CADA CULTURA EMBRAPA
‘RODA DE REPRODUÇÃO’: AUXILIA
NA GESTÃO DO REBANHO LEITEIRO

A BovControl (www.bovcontrol.com) é
uma startup de tecnologia norte-americana, Desenvolvido pela EMBRAPA Infor-
com filial em São Paulo (SP), que está revo- mática Agropecuária e disponibilizada pela
lucionando a forma de fazer gestão da ativi- EMBRAPA Pecuária Sudeste (www.embrapa.
dade pecuária em todo o mundo. br/pecuaria-sudeste), a Roda de Reprodução
A BASF (www.agriculture.basf.com/br/ O aplicativo bovcontrol é uma ferra- é um dos aplicativos que ajuda o processo
pt) lançou no ano passado o aplicativo BASF menta de coleta e análise de dados para me- de gestão do rebanho leiteiro, levando para o
Agro e neste mês de setembro, passou por lhorar a performance da produção de carne, meio digital o quadro físico que costuma ser
atualizações. leite ou genética do seu rebanho. Ele ajuda usado por pecuaristas.
Trata-se de uma ferramenta que auxilia na gestão do rebanho, a partir de coletas de Ele acompanha o ciclo de reprodução do
agricultores e os profissionais de campo a dados no smartphone. Depois, basta analisar rebanho, desde a cobertura ou inseminação
encontrarem - de forma rápida e prática -, as resultados no painel de controle e tomar as até o parto. Facilita o acompanhamento da
melhores soluções para o manejo eficiente melhores decisões. situação de cada vaca, em um calendário cir-
de pragas, doenças e plantas daninhas, in- Coleta dados dos animais por disposi- cular anual, que permite a visualização rápida
cluindo produtos, dosagem e a fase ideal de tivos como brincos, chips ou balanças ele- da situação produtiva e reprodutiva, por meio
cada lavoura. trônicas. A ferramenta registra atividades de cores e posicionamento.
Além disto, mesmo off-line, o aplicativo nutricionais e sanitárias, além de controles Algumas funcionalidades do aplicativo
BASF Agro apresenta informações técnicas de doenças e vacinas, bem como estoque do são agenda para cadastro dos animais e con-
das principais culturas, como bulas e fichas rebanho. Todos os dados podem ser exporta- trole do ciclo de todos os estágios reproduti-
de segurança. Você também terá acesso aos dos para planilha. Disponível no Google Play, vos. É possível informar detalhes, como por
canais de vendas mais próximos de você. em versão grátis ou paga. exemplo aborto, parto e secagem.
AGRO TECNOLOGIA - Manejo Integrado
Edição nº 142 - Outubro de 2018 43

SimpMamão: Sofware monitora pragas do


Mamoeiro e faz recomendações de manejo
Aplicativo da EMBRAPA permite economia de aplicações de agroquímicos e respostas personalizadas
“A ideia é reduzir o número de aplicações em pré-co-
lheita e, consequentemente, diminuir o resíduo de agrotóxicos
nos frutos. Quanto menos se aplicar esses produtos químicos,
FOTO: Nilton Sanches

melhor para o meio ambiente e para quem está aplicando. E


tem também a questão do custo, uma vez que, segundo os estu-
dos, o monitoramento, agora disponível em software, chegou
a reduzir até 50% das aplicações. Isso é 50% de economia para
o produtor”, explica a pesquisadora da EMBRAPA Mandioca e
Fruticultura, em Cruz das Almas (BA), Fabiana Sasaki.
Lançado no 7º Simpósio do Papaya Brasileiro, realizado
de 22 a 25 de agosto, em Vitória (ES), o software é um dos
resultados do projeto “Desenvolvimento de Tecnologias Pré
e Pós-Colheita para Redução de Resíduos de Agrotóxicos em
Mamão”, apelidado de SaúdeMamão, liderado por Sasaki.
O software substitui o uso das planilhas em papel e ex-
clui as etapas de tabulação dos dados e de cálculo dos índices
do monitoramento. Além disso, a linguagem apropriada aos
gestores e funcionários das fazendas amplia a possibilidade de
adoção entre os produtores.

O
A pesquisadora Fabiana Sasaki demonstra o software em campo.
A informação é ratificada por Gabriel Borlini, gerente da
controle dos dois problemas mais comuns da cultura Fazenda Santa Fé, em Itabela (BA), que possui 25 mil plantas
do Mamoeiro — a Varíola ou Pinta-Preta, causada por de mamão em 16 hectares, e foi o parceiro escolhido pela EM-
Asperisporium caricae, e o Ácaro-Rajado (Tetranychus BRAPA para validar o software. “Ele é bem visual. Os níveis, os
urticae) — acaba de ganhar um aliado tecnológico que gráficos que ele mostra são bastante dinâmicos. A vantagem é
cabe na palma da mão: o SimpMamão: Sistema In- essa. Ele é um aplicativo completo e bem didático. É uma ferra-
tegrado de Monitoramento de Pragas do Mamão, solução da menta muito boa, que até mantém o histórico de áreas”, opina.
EMBRAPA na área conhecida como agricultura digital, digital
farming ou agricultura 4.0. TECNOLOGIA EM FUNCIONAMENTO - Para enfrentar
Em um dispositivo móvel, como celular ou tablet, o um problema comum às regiões rurais, que geralmente têm
produtor preenche planilhas digitais com várias informações deficiência de cobertura de sinal de telecomunicações, o Simp-
sobre a lavoura, como número de insetos encontrados e quanti- Mamão consegue registrar e armazenar os dados ainda no
dade de frutos, entre outras. Após a sincronização desses dados campo e sincronizá-los quando o acesso à internet for possível
com o sistema na internet, o SimpMamão analisa e apresenta (via rádio, dados móveis ou wi-fi).
recomendações de pulverização ou não da plantação. A tecno- O software permite o cadastro de dois perfis de usuário
logia permite uma resposta rápida e específica restringindo, – administrador da propriedade e pragueiro – que devem ser
por exemplo, as aplicações de defensivos somente à área atin- cadastrados com e-mail e senhas diferentes. No perfil de admi-
gida, se for o caso. Além disso, o sistema registra um histórico nistrador, o usuário poderá cadastrar e gerir o monitoramento
de observações em tempo real, permitindo o acompanhamento e o controle de pragas da propriedade e dos talhões, e também
da disseminação das pragas. relacionar seus pragueiros.

AGROLEITE
CAFÉ - 44º Congresso de Pesquisas Cafeeiras
44 Edição nº 142 - Outubro de 2018

44º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras: o


‘mundo do café’ se reúne neste mês em Franca (SP)
Com o tema “Nosso Café Melhorado desde o Pé”, evento será realizado no Centro de Convenções
do Hotel Dan Inn e na Fazenda Experimental de Café “Alta Mogiana” de 23 a 26 de outubro.

A cidade de Franca (SP)


será palco neste mês de outu-
bro do maior evento brasileiro
de pesquisa cafeeira. De 23 a 26
de outubro, nas dependências do Centro
ARTE: Divulgação Fundação PROCAFÉ

de Convenções do Hotel Dan Inn acon-


tecerá o 44º Congresso Brasileiro de
Pesquisas Cafeeiras. Um Dia de Campo
será realizado no último dia do evento na
Fazenda Experimental de Café “Alta Mo-
giana”, na zona urbana da cidade.
O evento tem como principal ob-
jetivo promover e transferir novidades
tecnológicas para o setor cafeeiro, por
meio da apresentação de resultados de
pesquisa e inovações da cafeicultura.
Promovido pela Fundação PRO-
CAFÉ, Consórcio Pesquisa Café/EM-
BRAPA Café, IAC – Instituto Agronômi-
co (SAA-SP), UNIUBE – Universidade
de Uberaba (MG) e UFLA – Universi-
dade Federal de Lavras (MG), o 44º Congresso contará este ano com abordando os temas: “Adubação de Cafezais e Gestão
415 trabalhos para publicação e, destes, selecionados 110 trabalhos de Água de Irrigação”, “Cobertura Vegetal nas Ruas da
para apresentação oral. Todos serão publicado em um livro dos anais Lavoura de Café” e “Gestão de Propriedades Cafeeiras”.
e um CD próprio. Durante a abertura do evento será realizada uma
Além disso serão realizados, em fins de tarde três seminários, apresentação sobre Atual Conjuntura Cafeeira, lança-
mento de duas novas variedades de café e, homenagens
do Mérito Cafeeiro à personalidades ligadas ao setor
cafeeiro. Ainda, será concedida a Homenagem à CO-
OPADAP como Colaborada à Pesquisa do ano de 2018.

PROGRAMAÇÃO
DIA 23 - Na abertura do evento, a partir das 9 horas
da terça-feira, será promovido um debate sobre a atual
conjuntura cafeeira. Em seguida, será realizado o lança-
mento de duas novas cultivares de café.
A tradicional sessão de homenagens também terá
o seu espaço. Serão conferidas homenagens do ‘Mérito
Cafeeiro’ em duas categorias: à personalidades da cafei-
cultura e ao colaborador da pesquisa cafeeira.
No mesmo dia, a partir das 14 horas, o espaço está
reservado para a apresentação de 19 trabalhos de pes-
quisa. Já a partir das 17 horas, os participantes poderão
conferir as novidades em irrigação na cafeicultura, no
seminário: “Adubação de Cafezais e Gestão de Águas na
O Engº Agr José Braz Matiello, um dos organizadores do 44º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras,
Irrigação de Cafezais”.
mostrando o potencial de um cafeeiro cultivar ‘Arara’. Neste ano, duas novas cultivares serão lançadas.
EMPRESAS - 70 Anos da Jacto
Edição nº 142 - Outubro de 2018 45
CAFÉ - 44º Congresso de Pesquisas Cafeeiras
46 Edição nº 142 - Outubro de 2018

A fazenda experimental da Fundação PROCAFÉ, em Franca (SP), que será palco do Dia de Campo, última atividade da programação oficial, na sexta-feira, dia 26 de outubro.

DIA 24 - Na quarta-feira, durante zenda Experimental de Café “Alta Mogi- ciação dos Produtores de Cafés Especiais
a manhã e a tarde, o espaço está reser- ana” (Av. Drº Sidney Romeu Andrade, s/ da Região da Alta Mogiana e que tem por
vado para a apresentação de outros 40 nº, Jardim Marambaia, zona urbana de objetivo promover a integração da cadeia
trabalhos de pesquisa. Já a partir das 17 Franca/SP), onde a Fundação PROCAFÉ produtiva e a paixão pelo café, através da
horas, acontecerá o segundo seminário é a gestora. A proposta é a de realizar melhoria na qualidade do produto final.
do congresso, abordando o tema: “Uso demonstração de resultados de pesqui- Como parte da programação, a 2ª
de Cobertura de Café nas Ruas do Café”. sas a campo. FAMCAFÉ contará com 10 cafeterias
Confira mais adiante a relação com 12 marcas de cafés especiais; Sala de
DIA 25 - Na quinta-feira, segue o completa de trabalhos escolhidos pela Experiências; Apresentação de Baristas;
mesmo cronograma do dia anterior, com Comissão Organizadora para a apresen- Palestras e Workshops.
a apresentação de 40 trabalhos durante tação oral durante o 44º Congresso. Os participantes terão a oportuni-
todo o dia. Já a partir das 17 horas, no dade de conhecer e participar, ainda, da
terceiro seminário, os participantes con- INSCRIÇÕES bela exposição “Café com Arte” promo-
tarão com orientações sobre: “Gerencia- As inscrições serão realizadas so- vida pela artista plástica Valéria Vidigal.
mento de Propriedades Cafeeiras”. mente no local do evento, a partir do Além das instituições promotoras,
primeiro dia (23/10/2018). Não serão o evento deste ano conta o apoio da Pre-
DIA 26 - No último dia de evento, aceitos cartões crédito/débito. feitura de Franca, COCAPEC – Coopera-
será realizado um Dia de Campo na Fa- tiva dos Cafeicultores e Agropecuaristas,
2ª FAMCAFÉ CECAFÉ – Conselho dos Exportadores
Como parte da pro- de Café do Brasil, ABIC – Associação
gramação, acontecerá no Brasileira da Indústria do Café, CNC –
mesmo período a 2ª FAMCA- Conselho Nacional do Café, e também
FÉ - 2ª Feira da Alta Mogiana de outras instituições de pesquisa, ensi-
de Cafeicultura de Qualidade, no e extensão que atuam na cafeicultura,
evento organizado pela Se- além de cooperativas, associações de
cretaria Municipal de De- produtores e empresas que desenvolvem
senvolvimento (Prefeitura de equipamentos e insumos para a lavoura
Franca) e pela AMSC - Asso- cafeeira.
Em 2017, o Dia de Campo foi realizado na Fazenda Sertãozinho, em Botelhos (MG),
onde os participantes puderam conferir os equipamentos de secagem da Cool seed.

Em 2017, o Engº Agrônomo Tomás Matuo apresenta aos participantes do Dia de


Campo a tecnologia pioneira da Cool seed de secagem de café.
QUALIFICAÇÃO - Oportunidade
Edição nº 142 - Outubro de 2018 47
CAFÉ - 44º Congresso Pesquisas Cafeeiras
48 Edição nº 142 - Outubro de 2018

44º Congresso Brasileiro de Pesquisas Cafeeiras


(Programação geral e de apresentação dos trabalhos)
GES.
DIA 23/10 - Terça-Feira
• Monitoramento da broca do café, com armadilha bio broca
09h-12h - Sessão de abertura do Congresso, homenagens (cairomônio sintético) e correlação com a infestação de fru-
com a entrega de medalhas do Mérito Cafeeiro, lançamento tos. BENVENGA, GITZ.
de novas variedades de café, reconhecimento ao Colabora- • Preferência da Cochonilha-da-Roseta (Pseudococcidae)
dor da Pesquisa do ano de 2018 e Debate sobre a conjuntura por espécies de cafeeiros (Coffea spp). SILVA, SANTA-CE-
cafeeira. CÍLIA, PRADO.
14h-17h - Sessão de Apresentação de 25 trabalhos de pes- • Primeira ocorrência de alta infestação de caracol em lavou-
quisa. [Presidente - Rubens José Guimarães] - [Secretário ra de café, em Minas Gerais. SOUZA, SILVA, CAMPOS, MA-
- Júlio César Souza] TOS.
• Nematoides de galhas em lavouras cafeeiras da região do
1. PRAGAS DO CAFEEIRO Cerrado Mineiro. TERRA, SALGADO, FANTOBENE.
• Controle de Meloidogyne exigua em cafeeeiro arabica com
1.1. BICHO MINEIRO uso de nematicida biológico Quartzo. LIMA, COSTA, ARPINI.
• Eficiência no controle do Bicho Mineiro, com diferentes • Disseminação de Planococcus citri) nas regiões produto-
inseticidas em aplicações via drench. PALERMO JUNIOR, ras de café robusta (cv. conilon) no estado do Espírito Santo.
GONÇALVES, SILVA. FORNAZIER, MARTINS, CHIPOLESCH, ZANUNCIO-JR,
• Comportamento dos predadores Chrysoperla externa e Cer- FORNAZIER, DORZENONI, FORNAZIER, BOTACIM, FER-
aeochrysa cincta consumindo Bicho-Mineiro Leudoptera cof- REIRA, ZANUNCIO.
feella. DAMI, ALVES, SILVA, OLIVEIRA, VACARI. • Avaliação do nematicida Nimitz 480 EC no controle de
• Avaliação de dose, número e época de aplicação do produto Meloidogyne exigua no cafeeiro. FARIA, UEBEL, LEMOS E
via solo Spirit (flutriafol + dinotefuran) em associação com BENETTI, MONTEIRO.
inseticidas foliares, Danimen (fenpropatrina) e Cartap (car- • Efeito de diferentes dosagens de Rizotec (Pochonia
tape) no controle do bicho mineiro em café do Cerrado Mi- chlamydosporia pc-10) sobre o controle de nematoides e
neiro. SANTINATO, VILELA, SANTINATO, GONÇALVES, produção de cafeeiros. OTOBONI, ANSELMO, SOUZA,
ECHARDT, ARCEDA. MARQUES, TEZOTTO, LIMA.

1.2. OUTRAS PRAGAS E NEMATÓIDES 2. DOENÇAS DO CAFEEIRO


• Avaliação do controle de broca-do-café com o inseticida
Verismo® (metaflumizone) com diferentes adjuvantes. MEN- 2.1. FERRUGEM
DONÇA, MATIELLO. • Dose e parcelamento do fungicida Flutriafol no controle da
• Estudo da eficiência de controle de inseticidas à broca-do- ferrugem do cafeeiro. MATIELLO, LACERDA, PAIVA, BAR-
café. SAN JUAN, CAPATO, SULZBACH, ANDRADE, BOR- TELEGA.
CAFÉ - 44º Congresso Pesquisas Cafeeiras
Edição nº 142 - Outubro de 2018 49

VIVEIRO
MONTE
ALEGRE
CAFÉ - 44º Congresso Pesquisas Cafeeiras
50 Edição nº 142 - Outubro de 2018

• Avaliação dos fungicidas Basf aplicados via canhão atomi- café no vigor e expressão da peroxidase. FROTA, PEREIRA,
zador no controle de doenças em café Arábica. KROHLING, COSTA, RIBEIRO, PIRES, SANTOS, VON PINHO.
MATIELLO, MENDONÇA. • Produtividade individual de café em diferentes arranjos es-
• Viabilidade de fertilizantes a base de cobre como preventivo paciais. SCHMIDT, ESPINDULA, GIURIATTO JÚNIOR, LIMA.
a doenças do cafeeiro. SILVA, DIAS. • Técnicas de criopreservação em sementes de Coffea ca-
• Mancozeb em mistura com fungicidas no controle da Ferru- nephora Pierre. COELHO, ROSA, COUTINHO, FANTAZZINI,
gem, Cercosporiose e Mancha de Phoma do cafeeiro visando BAÚTE, RIBEIRO.
manejo de resistência, uniformidade na florada e maiores • Conservação de sementes de café (Coffea arabica L.) Por
produtividades. PERARO, POZZA, KORIAMA, KAJIHARA, três anos. MEDINA, RAMOS.
MEGDA, CALIARI, SOUZA, RAMOS. • Avaliação do crescimento de mudas de cafeeiro com uso
• Associação de fungicida Epoxiconazole e Piraclostrobina produtos à base de algas via substrato. VILELA, FARIA, AN-
com Aminofosfito de cobre ubyfol e adjuvante multifuncional DRADE, FIUZA, RAMON, MELO, SILVA.
disperse ultra para controle de ferrugem. SANTOS, COSTA,
PRAZERES, OLIVEIRA, SILVA. 4. TRATOS CULTURAIS
• Eficiência de três programas da Adama no controle das prin-
cipais doenças do cafeeiro na região da Alta Mogiana. FARIA, 4.1. CONTROLE DO MATO/HERBICIDAS
UEBEL, LEMOS, J FILHO. • Efeito fitotóxico do herbicida de pré-emergência Alion®
• Fungicidas cúpricos: definição, classificação, modo de ação 500SC em lavoura cafeeira recém-implantada. BORGES,
e importância na cultura do cafeeiro. LOPES, JUNIOR, FON- RODRIGUES, CUNHA, ALMEIDA, REIS.
SECA, RAMOS.
• Efeito das aplicações de inseticidas e ou fungicida/inseticida 4.2. ADUBAÇÃO, CALAGEM, SOLOS , SUB-SOLAGEM E
de solo no viveiro, com posterior aplicação em campo para o MICORRIZAS
controle de doenças e pragas e produtividade do cafeeiro. PAIVA, • Taxa de aproveitamento de nitrogênio em cafeeiros culti-
LACERDA, BARTELEGA, MATIELLO, FERNADES, CONTE. vados com manejo intensivo nos cerrados brasileiros. SAN-
• Glucona de cobre na substituição de hidróxido de cobre para TINATO, CANTARELLA, SANTINATO, ECKHARDT, GON-
auxilio no controle das doenças do cafeeiro – ferrugem e cer- ÇALVES, SILVA, ARCEDA.
cosporiose. SILVA, SANTINATO, SANTINATO, JÚNIOR. • Aumento da eficiência produtiva com a utilização de esterco
de galinha e palha de café (prognóstico com 756 amostras).
4.5. QUALIDADE DO CAFÉ SANTINATO, CANTARELLA, SANTINATO, ECKHARDT,
• Efeitos da secagem lenta à sombra na qualidade da bebida GONÇALVES, SILVA, ARCEDA.
do café. REIS, TEIXEIRA, TEIXEIRA. • Níveis de adubação nitrogenada/potássica em cafeeiros
• Cultivar de café “Arara”, campeã de qualidade. MATIELLO, esqueletados - resultados no ano de safra zero. MATIELLO,
ALMEIDA, DIAS, FRANCO. SILVA FILHO, FERREIRA, ANDRADE, UBIALI.
• Avaliação da qualidade do café, da cultivar “Arara”, em • Retirada de nutrientes NPK para vegetação, no pós es-
condições da Bacia de Furnas, no Sul de Minas Gerais. MATI- queletamento de cafeeiros. MATIELLO, SILVA FILHO, UBIA-
ELLO, DIAS, PEREIRA. LI, FERREIRA, SIMÃO.
• Altas doses de gesso (irrigação branca) na formação e
17h00 – 18h30 - SEMINÁRIO – “Gestão da Água na Irrigação produção do cafeeiro. FAGUNDES, GARCIA, MATIELLO,
em Cafezais e Cobertura Vegetal nas Ruas de Cafezais” RAMOS.
Coordenador – André Fernandes. • Efeito de doses de Polyblen® no cafeeiro conilon: segundo
Palestrantes - Prof E. Mantovani e A. Calegari ano de aplicação. MENEGARDO, PARTELLI.
• Eficiência nutricional de genótipos de Coffea arabica L. em
DIA 24/10 - Quarta-Feira
associação com fungos micorrízicos arbusculares em Três
9h00 - 12h30 - Sessão de Apresentação de 29 trabalhos de Pontas (MG). FREITAS, PAULA, MOREIRA, CARVALHO,
pesquisa. [Presidente - Sálvio Gonçalves] - [Secretário - Dur- CARNEIRO, FONSECA.
val Rocha Fernandes] • Desenvolvimento inicial de uma lavoura cafeeira implantada
com uso do MAP revestido. RESENDE, SILVA, SOUZA, CABRAL.
2.2. OUTRAS DOENÇAS • Produtividade média do cafeeiro em diferentes anos aduba-
• Avaliação de diferentes fungicidas no controle de mancha de ções nitrogenadas. CABRAL, SILVA, SOUZA, RESENDE.
Phoma (Phoma tarda) e as respostas de produtivida- • Efeito de formulações de extratos de algas e micronutrien-
dade. MENDONÇA, MATIELLO. tes sobre a produtividade de cafeeiros. SILVA, DIAS.
• Relação entre indicadores químicos na análise de solo com
3. SEMENTES, MUDAS, PLANTIO, ESPAÇAMENTO E a produtividade do cafeeiro no Sul de Minas Gerais. ALVES,
CONDUÇÃO RODRIGUES, SOUZA, CUNHA, REIS, ALMEIDA.
• Hastes ortrotropicas proporcionam incremento de produ- • Perdas de nitrogênio por volatilização em lavoura cafeeira.
tividade em cafe arábica. VERDIN, FREITAS, VOLPI, FON- CABRAL, SILVA, SOUZA, RESENDE.
SECA, FERRÃO, COLODETTI, RODRIGUES, COMÉRIO, • Fertilizante fosfatado de eficiência aumentada e bioativador
SILVA, MIRANDA, VIEIRA. no crescimento inicial do cafeeiro. SANTOS, MANTOVANI,
• Influência do teor de água e armazenamento de sementes de REZENDE, SABINO, SILVA.
CAFÉ - 44º Congresso Pesquisas Cafeeiras
Edição nº 142 - Outubro de 2018 51
CAFÉ - 44º Congresso Pesquisas Cafeeiras
52 Edição nº 142 - Outubro de 2018

• Características físicas e biológicas do solo em lavoura • Produtividade de cafeeiro em resposta a ciclos de esquele-
cafeeira consorciada com diferentes plantas de cobertura as- tamento no sistema “Safra Zero”*. NADALETI, MAIA, CAR-
sociadas ao uso de bioativador. FRANCO JR, FLORENTINO. VALHO, BOTELHO, PEREIRA, MOREIRA.
• Produção do cafeeiro em função de doses e parcelamento
de boro no solo. VENTURIM, FERREIRA, SILVA. 4.4. IRRIGAÇÃO, COBERTURA DO SOLO, ARBORIZAÇÃO
• Variação da umidade do solo em cafeeiros cultivados com E QUEBRA-VENTOS
diferentes técnicas agronômicas. RESENDE, ROTELI, AN- • Efeito do sombreamento em cafeeiro. FRANCO JR, GUI-
DRADE, BOTREL, POZZA. MARÃES, CARVALHO.
• Cultivares de café inoculadas com fungos micorrízicos arbus- • Eletromagnetização da água no desempenho de sistemas
culares. CRUZ, ARAÚJO, AZEVEDO, FRANÇA,CARDOSO, de irrigação por gotejamento. FRAGA JR, FERNANDES, SIL-
MOREIRA. VA JR, SOARES, CRUZ, CRUZ.
• Avaliação da compactação no solo causada por colheitadei- • Consórcio de cafeeiros com espécies arbóreas madeireiras
ras automotrizes em área cafeeiras. MARQUES, CARNEIRO, e frutíferas: desenvolvimento reprodutivo e qualidade de
GODOY, ROCHA, LEMOS. bebida. CUNHA, VENTURIN, CARVALHO, FREITAS, LOPES.
• Aplicação do Bioativador de solo HBR-10 da empresa Ho- • Área foliar de cafeeiro conilon (Coffea canephora) sob dife-
meopatia Brasil na cultura do cafeeiro. JORDÃO FILHO, FER- rentes reposições de lâminas de irrigação. LOPES, CAMPA-
REIRA, ANDRADE, LIMA, LEONEL, HENRIQUE, NA-DER. NHARO, POLONI, VIGNATTI, GUERRA, SOUZA, PARTELLI,
• Produtividade do cafeeiro em função de fontes de nitrogênio. BONOMO.
TERRA, MANTOVANI, REZENDE, SILVESTRE.
• Utilização da tecnologia Penergetic® associada a plantas 4.5. COLHEITA, PREPARO, QUALIDADE DO CAFÉ, CON-
de cobertura para produção de café cultivado no cerrado de SUMO E SAÚDE
Minas Gerais. FERNANDES, SANTINATO, SILVA, CALE- • Sistema de secagem de café natural. MOREIRA, ROSA,
GARI. MARQUES, LACERDA FILHO.
• Influência da fermentação induzida na qualidade final da
DIA 24/10 - Quarta-Feira bebida do café arábica. TRISTÃO, DIAS, SOUSA, TEÓFILO,
14h00 - 17h40 - Sessão de Apresentação de 28 trabalhos de KROHLING, FORNAZIER, ALIXANDRE, FORNAZIER.
pesquisa. [Presidente – Cesar Krohling] - [Secretário – F. • Influência do nitrogênio na qualidade final da bebida de café.
Tristão] CABRAL, SILVA, SOUZA, RESENDE, POZZA.
• Uso da enzima asparaginase no processamento do café
4.3. PODAS, ENXERTIA E COMBINAÇÕES DE CULTIVO arábica e robusta para redução de formação de acrilamida.
• Cafeeiros Robusta e Conillon podem sim ser esqueletados. XU, GOTTSCHALK, TONON, CABRAL, ORUNA-CONCHA,
MATIELLO, FERREIRA, SILVA, RODRIGUES. ELMORE.
• Nutrientes ciclados pelas podas do cafeeiro. SANTINATO, • Dessecação de lavoura de café com herbicida visando me-
CANTARELLA, SANTINATO, ECKHARDT, GONÇALVES, lhor rendimento da colheita do café. FERREIRA, SILVA, RO-
SILVA, ARCEDA. DRIGUES, REIS, CUNHA, ALMEIDA.
• Épocas de decote na poda de esqueletamento em cafeeiros. • Estudos preliminares sobre a microbiota associada a fru-
MATIELLO, SILVA FILHO, FERREIRA, ANDRADE, UBIALI. tos de café em secador estático. CHALFOUN, ANGÉLICO,
• Podas do tipo esqueletamento em café arábica de montanha MORAES, SILVA.
do Espírito Santo. KROHLING, SOBREIRA, APOSTÓLICO, • Caracterização da qualidade potencial de cafeeiro Bourbon
ROCHA, ALIXANDRE. amarelo nas condições edafoclimáticas do Cerrado Mineiro.
• Desempenho agronômico e expressão gênica em cafeeiros SANTOS, ROMANO, GIOMO
recepados sob diferentes regimes hídricos e estratégias de • Análise sensorial de lotes de café submetidos à diferentes
adubação fosfatada. VEIGA, ANDRADE, GUERRA, CARVA- práticas de manejo no terreiro. RAMOS, OLIVEIRA, FARIA,
LHO, BARTHOLO, SANZONOWICZ, ROCHA. RESENDE, SILVA.
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Edição nº 142 - Outubro de 2018 53

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CAFÉ - 44º Congresso Pesquisas Cafeeiras
54 Edição nº 142 - Outubro de 2018

• Influência de diferentes sistemas de secagem na qualidade • Testagem de novas seleções de cafeeiros com resistência
do café. PASSOS, REZENDE, NAVES, REZENDE. à ferrugem, no planalto de Conquista (BA). MATIELLO, AL-
MEIDA e BRITO
4.6. MECANIZAÇÃO E TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO • Reação de novas cultivares e seleções de café arábica à in-
• Idealização e teste preliminar de um sistema de pulverização fecção por Pseudomonas syringae pv. garcae, agente causal
fixa para cafezais. MATIELLO, BARTELEGA, MENEGUCI. da mancha-aureolada. RODRIGUES, CARNEIRO, DES-
• Rendimento operacional e eficiência de deposição de um TÉFANO, BRAGHINI, PATRICIO, FERREIRA, SERA, GUER-
sistema de pulverização fixa em cafezais. MATIELLO, BAR- REIRO FILHO.
TELEGA, LACERDA, MENEGUCI. • Recuperação pós-poda de esqueletamento em progênies
• Viabilidade de mecanização no micro-terraceamento e cove- de cafeeiros com resistência à ferrugem. MATIELLO, ALMEI-
amento no plantio de café em montanhas, com microescava- DA, BARTELEGA, CARVALHO, MENEGUCI, ANTENOR.
deira. MATIELLO, DIAS, FRANCO, RIBEIRO; FIGUEIREDO, • Estabilidade da produtividade de cultivares de café arábica
SOUZA. resistentes à ferrugem em duas regiões cafeeiras de Minas
• Desfolha, quebra de ramos produtivos dos cafeeiros e eficá- Gerais. ROCHA, OLIVEIRA, PEREIRA, CHAVES, TRISTÃO,
cia de derriça mecânica. SOIER. JUNQUEIRA, RODRIGUES.
• Impurezas minerais no processo de recolhimento mecaniza- • Produtividade em novas progênies com resistência à fer-
do do café em duas rotações. OLIVEIRA, TAVARES, COSTA, rugem, selecionadas em campos experimentais do Procafé.
SILVA, GONZAGA. MATIELLO, ALMEIDA, FERREIRA, BARTELEGA, SILVA,
• Comparativo de eficiência de derriça utilizando diferentes CARVALHO, MENEGUCI, ANTENOR.
quantidades de hastes no derriçador da colhedora de café. • Caracterização de cultivares de café arábica em diferentes
STANISLAVSKI, PEDRONI, LEMOS, CARVALHO, ALVES. regimes hídricos no Cerrado Central. VEIGA, RODRIGUES,
• Estratégias de mecanização da colheita no cafeeiro conilon. ROCHA, BARTHOLO, GUERRA, SILVA.
ANDRADE JÚNIOR, COMÉRIO, COLODETTI, CAMARGO, • Comportamento diferenciado de progênies de Coffea arabica
VOLPI, VERDIN, VIEIRA, ZANONI JUNIOR, PASSAMANI germoplasma Anfilo a Meloidogyne paranaensis e M. exígua.
FILHO. FATOBENE, TERRA, FERREIRA, ALVES, SALGADO.
• Avaliação da produtividade em diferentes cultivares do
5. MELHORAMENTO GENÉTICO cafeeiro (Coffea arabica L.) em quatro safras no Cerrado do
• Comportamento de espécies e cultivares de café nas Mon- Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. ALCANTARA, MELO.
tanhas do ES. KROHLING, MATIELLO, ALMEIDA, KROHLING. • Produtividade e longevidade de cultivares de café arábica
• Avaliação de cultivares de cafeeiros arábica, com resistên- resistentes à ferrugem, em Franca, SP. FAZUOLI, BRAGHI-
cia à ferrugem, em regiões frias e úmidas do Espirito Santo. NI, BATISTA, FAZUOLI, GALLO, JORDÃO FILHO.
KROHLING, MATIELLO, ALMEIDA, KROHLING. • Comportamento de progênies de cafeeiros com resistência
a ferrugem, selecionadas de ensaios em vários campos ex-
17h40 – 19h00 - Seminário – “Cobertura Vegetal na Rua de perimentais do procafé. MATIELLO, ALMEIDA, FERREIRA,
Cafeeiros e Equilíbrio na Nutrição de Cafezais” BARTELEGA, SILVA, CARVALHO, KROHLING, BOMFIM,
Coordenador/palestrante – J.B. Matiello ANTENOR.
Palestrantes –, Elifas Alcantara e Roberto Santinato. • Produtividade de progênies e linhagens de cafeeiros, de
seleções do Procafé com resistência à ferrugem. MATIELLO,
DIA 25/10 - Quinta-Feira ALMEIDA, BARTELEGA, CARVALHO.
9h00 -12h30 - Sessão de Apresentação de 25 trabalhos de • Crescimento de frutos e grãos das cultivares Arara e
pesquisa. [Presidente - Fábio Partelli] - [Secretário – Gustavo Siriema. PRADO, BORATO, PEREIRA, CARVALHO.
Sera] • Produtividade, rendimento de benefício e massa de 100
grãos de cultivares de café de porte baixo em região de clima
5. MELHORAMENTO GENÉTICO quente. DONADELLI, COIMBRA, MORELLO, LEAL, OLIVEI-
• Produtividade de variedades/linhagens/seleções de cafee- RA, MEIRELLES, LEMOS.
iros em região de altitude elevada, em São Gotardo-MG. • Linhagens de bourbon amarelo promissoras para a pro-
MATIELLO, ALMEIDA, FERREIRA, CORTE, REIS, ROCHA, dução de cafés especiais no estado de São Paulo. ROMA-
PEREIRA. NO, GIOMO, SANTOS.
• Características biométricas e foliares para 43 genótipos de • Resistência de Coffea eugenioides à broca do café em frutos
cafeeiro Conilon. DUBBERSTEIN, PARTELLI, FALQUETO. verdes e cereja. MARIUCCI JUNIOR, PEREIRA, SERA, SIL-
• Produtividade de cafeeiros, de diferentes cultivares novos, VA, CARDUCCI, SHIGUEOKA, PEREIRA, NEVES, SERA.
no pós-poda de esqueletamento. SILVA FILHO, MATIELLO, • Acessos de café arábica da Etiópia com resistência ao
ALMEIDA, FAZUOLI, FERREIRA, SIMÃO, UBIALI. nematoide Meloidogyne paranaenses. SHIGUEOKA, SANTI-
• Desenvolvimento inicial de genótipos com potencial para AGO, MACHADO, ITO, SILVA, SILVA, FERNANDES, SERA,
tolerância a défict hídrico arborização. PARTELLI, STOCCO, SERA.
COVRE JÚNIOR, OLIOSI, DUBBERSTEIN. • Pré seleção de acessos de cafeeiros resistentes a ferru-
• Altas produtividades em novas variedades de café na região gem do banco ativo de germoplasma da EPAMIG. TASSONE,
norte de Minas Gerais. MATIELLO, ALMEIDA, BRITTO, PAS- BOTELHO, SANTOS, MAIA, SOUSA, PEREIRA, CARVA-
COAL, KROHLING. LHO.
CAFÉ - 44º Congresso Pesquisas Cafeeiras
Edição nº 142 - Outubro de 2018 55

UPL
CAFÉ - 44º Congresso Pesquisas Cafeeiras
56 Edição nº 142 - Outubro de 2018

• Resistência de híbridos entre Coffea arabica e C. eugenioi- • Índice de área foliar de cafeeiros submetidos à diferentes
des à mancha-aureolada. ARRUDA, RODRIGUES, CARNEI- coberturas mortas, fertilizantes e condicionadores de solo.
RO, DESTÉFANO, BRAGHINI, FILHO. RESENDE, ANDRADE, ROTELI, BOTREL, POZZA.
• Produtividade, renda de benefício e massa de 100 grãos de • Aumento na produtividade e rendimento de plantas de Cof-
cultivares de café arábica nas condições edafoclimáticas de fea canephora Pierre com aplicação da tecnologia de pro-
Jaboticabal (SP). COIMBRA, DONADELLI, MORELLO, SAN- teção de plantas e frutos: Surround WP. ABREU, KROHLING,
DRINI, LEAL, LEMOS. ABREU, RODRIGUES, RUAS, BERNARDO, SILVA, OLIVEI-
• Produtividade média de genótipos registrados e promis- RA, CAMPOSTRINI.
sores de Coffea canephora cultivados no Norte do Espírito • Anatomia foliar de café relacionados aos estádios e a face
Santo. OLIOSI, DALAZEN, COVRE, SILVA, PARTELLI. de exposição da planta ao sol. ZITO, AZEVEDO, CARVA-
LHO, VIANA, BRANDÃO, GARCIA, CARVALHO.
DIA 25/10 - Quinta-Feira
7. ESTUDOS SÓCIO-ECONÔMICOS, GEOPROCESSA-
14h00 - 17h00 - Sessão de Apresentação de 23 trabalhos MENTO, AGRICULTURA DE PRECISÃO, CERTIFICA-
de pesquisa. [Presidente – F. Partelli] - [Secretário – Sergio ÇÃO, CAFÉ ORGÂNICO E COMERCIALIZAÇÃO
Pereira] • Precisão de mapeamentos semiautomáticos de áreas
cafeeiras em municípios de Minas Gerais utilizando imagens
5. MELHORAMENTO GENÉTICO Sentinel-2ª. CAMPOS, ALVES, VOLPATO, MACHADO, VIEI-
• Produtividade de progênies obtidas do cruzamento de Icatu RA, LOGATO, INÁCIO, DANTAS.
com cultivares comerciais. MOREIRA, BOTELHO, NADALE- • Comparativo de indicadores técnicos coletados visualmente
TI, MAIA, FREITAS, VILELA. no campo e por drone em lavouras de café. NAKAGAMI, RO-
• Resistência parcial ao nematoide Meloidogyne paranaensis DRIGUES, REIS, CUNHA, ALMEIDA.
em genótipos de café do Híbrido de Timor. FERNANDES, • Critérios para adequação produtiva e sócio-ambiental de
SERA, CARDUCCI, PEREIRA, SILVA, SHIGUEOKA, ITO, propriedades cafeeiras de conilon no estado do Espírito
MARIUCCI JÚNIOR, FONSECA, SERA. Santo: Marco Zero. DE MUNER, FORNAZIER, PERINNI,
• Rendimento do café cereja e classificação de peneiras ALIXANDRE, MARTINUZZO, SOUZA, PILON, KROLING,
de cultivares de café arábica. BARTELEGA, CARVALHO, CELIN, SOUZA, MORAES, COMÉRIO, MARRE.
CRUZ, BORATO, STECCA, ANTENOR, MENEGUCI. • Análise das diferenças de lucro por área dos sistemas de
• Produtividade de variedades/linhagens/seleções de cafe- produção irrigado e sequeiro por idade da lavoura na cultura
eiros em região de altitude elevada, Rio Paranaíba (MG). do café do Cerrado Mineiro. COSTA, TRAVASSOS, NETO,
PEREIRA, PEREIRA, PEREIRA, PEREIRA, BAIÃO. CASTRO, FREITAS, NASCIF.
• Diagnóstico de adoção e conhecimento do manejo com
6. ECOLOGIA E FISIOLOGIA plantas de cobertura na cafeicultura. FRANCO JR, SILVA,
• Subdivisão das fases adultas do cafeeiro em função de fa- GUIMARÃES, CARVALHO, SILVA.
tores morfológicos e ciclo bienal. SANTINATO, CANTARELLA, • Caracterização dos cafeicultores do Sul de Minas quanto a
SANTINATO, ECKHARDT, GONÇALVES, SILVA, ARCEDA. gestão e ao uso de tecnologias. AZEVEDO, SILVA, CASTRO
• Indução de brotações sobre estacas enraizadas de cafe- JUNIOR.
eiros. NAVES, BONFIM, FERREIRA, CARVALHO, BORATO, • A importância de se explorar novos materiais genéticos.
MATIELLO, ANGELO. BLISKA, BLISKA JÚNIOR, PARTELLI, FAZUOLI.
• Avaliação do programa de tratamento Wiser, para o cres- • Práticas gerenciais de propriedades cafeeiras ligadas à
cimento da ramagem, proteção contra doenças e produção associação fair trade no estado de São Paulo. PEREIRA,
do cafeeiro. MATIELLO, ALMEIDA, BARTELEGA, MARTINS. OLIVEIRA, AGUIAR, BALIZA, OLIVEIRA, AOUN.
• Piraclostrobina aumenta a eficiência do uso de água de
produtividade em cafeeiro arábica. PELOSO, TATAGIBA, 17h00 – 18h30 - Seminário – “Gestão de Propriedades Cafeeiras”
AMARAL, PEZZOPANE. Coordenador – Roberto Santinato
• Crescimento biométrico e produtividade de cafeeiros plan- Palestrantes - Engº Agrº Rodrigo Ticle, Caio Lazarini e Ro-
tados em regiões fria e quente, irrigado e sequeiro. SAN- drigo Muniz (SEBRAE-Educampo).
TINATO, SANTINATO, CANTARELLA, ECKHARDT, GON-
ÇALVES, SILVA, ARCEDA.
DIA 26/10 - Sexta-Feira
• Efeito da aplicação foliar de Stimulate, Sett, Hold e Mover
na produtividade de café arábica. RODRIGUES, GOVEIA, 08h00 - 12h00 - Dia de Campo na Fazenda Experimental
PINTO, CUNHA, ALMEIDA, REIS. de Café “Alta Mogiana”, situada na Av. Sidney Andrade s/nº,
• Reguladores de crescimento na uniformidade de matura- Jardim Marambaia, Franca (SP), cerca de 10 km do Hotel
ção e qualidade de bebida do café. RODRIGUES, BAITEL- Dan Inn, pela Rodovia Cândido Portinari, sentido Cristais
LE, FREITAS, RODRIGUES, VERDIN-FILHO, MIRANDA, Paulista (SP).
SOARES, SILVA. • Demonstração de variedades e espaçamentos, sistemas
• Crescimento vegetativo do cafeeiro conilon fertirrigado com de manejo do mato, podas de esqueletamento e portifólio de
diferentes idades. GUERRA, SOUZA, CAMPANHARO, VIG- empresas de insumos, com encerramento do evento com fei-
NATTI, BONOMO. joada.
CAFÉ - 44º Congresso Pesquisas Cafeeiras
Edição nº 142 - Outubro de 2018 57
CAFÉ - Artigos
58 Edição nº 142 - Outubro de 2018

Sobre o manejo de plantas na entrelinha do cafeeiro


FOTOS: Bruno Maciel

D urante séculos o cafeeiro foi cultiva-


do no Brasil a pleno sol, sobre solos
descobertos por capinas, trinchas e
mais recentemente com uso de her-
bicidas. Ainda que tradicional, este modelo de
cultivo é totalmente descolado do ambiente
Apesar da iniciativa nobre estes consórcios
não se consolidaram na vasta maioria das pro-
priedades que os adotaram. Abaixo são discu-
tidos alguns pontos a serem considerados no
momento da escolha da espécie a ser consor-
ciada com o cafeeiro, com base em caracte-
tropical, caracterizado por alta temperatura e rísticas que possam auxiliar na melhora do
pluviosidade. ambiente de produção e em última instância
Nestas circunstâncias solo descoberto no aumento de produtividade.
significa susceptibilidade a erosão, aqueci-
mento excessivo e perda de água por evapora- AUMENTO DE MATÉRIA ORGÂNICA
ção, condições que desfavorecem o crescimen- - A fração orgânica do solo tem forte impacto
to superficial de raízes do cafeeiro. Por estes sobre as propriedades físicas, químicas e bi-
motivos este sistema está caindo em desuso, ológicas do solo. No Estado de São Paulo por
principalmente em áreas de sequeiro, ainda exemplo, de 56 a 82% da capacidade de troca de
que com resistência de parte dos cafeicultores. cátions (CTC) é gerada pela matéria-orgânica
Um grande avanço foi dado com a apli- (RAIJ, 2017). Seu teor está diretamente ligado
cação localizada de herbicidas e com uso de a qualidade física de solos cultivados com café
roçadeiras para o controle das plantas espon- (ALCÂNTARA & FERREIRA, 2000) e com a
tâneas na entrelinha. Este sistema evoluiu atividade microbiológica (LOPES et al., 2013).
para a condução do cafeeiro em consórcio com Portanto práticas que propiciem o acúmulo de
gramíneas do gênero Uruchloa, conhecidas matéria-orgânica (MOS) no cafezal são muito
popularmente como braquiárias (Figura 1). desejáveis.
Algumas propriedades adotam este Nesse sentido o consórcio com plantas
modelo há mais de 15 anos com produtivi- da família das leguminosas não é indicado,
dades médias superiores a cafezais conduzi- pois favorece a degradação da matéria orgâni-
dos no sistema convencional. A prática cresce ca do solo (CREME et al., 2017). A chave para
em algumas regiões cafeeiras como a Alta o aumento da MOS nos trópicos é a deposição
Mogiana devido aos bons resultados, hoje am- incorporada de grande quantidade de resíduos
parados por trabalhos de pesquisa. orgânicos de difícil degradação, ou seja, que
Recentemente, houve grande estímulo apresentem conteúdo elevado de lignina.
DAVI MOSCARDINI ao uso de outras plantas de cobertura na en- Neste sentido as gramíneas são im-
Engenheiro Agrônomo. Mestrando em trelinha do cafeeiro com intuito de potenciali- batíveis, pois podem produzir até 47 tonela-
zar os benefícios do consórcio café-braquiária. das/ha de massa seca de raízes em 40 cm de
Fitotecnia - ESALQ/USP Escola Superior
Dentre as plantas utilizadas cabe mencionar solo (RAZUK, 2002), com teor de lignina 2,4
de Agricultura “Luiz de Queiroz”. várias leguminosas como a crotalária, mu- vezes maior que raízes de leguminosas (TY-
E-Mail: davi.moscardini@usp.br cuna, estilosantes e feijão guandu (Figura 2). URIN, 1965). A braquiária é tão eficiente
CAFÉ - Artigos
Edição nº 142 - Outubro de 2018 59

FOTOS: Bruno Maciel .


Figura 1: Consórcio café-braquiária.
para incorporar carbono que áreas de cafezal é uma maneira efetiva de reduzir
pastagem podem apresentar teor de a incidência direta de luz solar e o super-
MOS superior a florestas. aquecimento do solo (Figura 3).
A cobertura da projeção da copa
COBERTURA DO SOLO - Quando do cafeeiro com palhada aumentou em
a temperatura do solo atinge 33°C o cres- 30 % a altura de plantas e três vezes a o
cimento do sistema radicular do cafeeiro número de frutos por cafeeiro (COFFEE
é afetado (FRANCO, 1958). A condução & CLIMATE, 2014), com produtividade
de plantas de cobertura na entrelinha do similar a cafeeiros irrigados (CAN- Figura 2: Consórcio com a leguminosa crotalária.
CAFÉ - Artigos
60 Edição nº 142 - Outubro de 2018

NELL, 1973). Para que o solo fique co-


berto por mais tempo ao longo do ano é
necessário que a espécie implantada na
entrelinha seja perene e produza grande
quantidade de resíduo de degradação
lenta (Figura 4, 5)
A maioria das leguminosas uti-
lizadas em consórcio com o cafeeiro são
anuais, portanto não rebrotam após a
roçada. Além disso seu resíduo é rapi-
damente decomposto pela microbiota
do solo, pois possui baixa relação C/N,
ao contrário das gramíneas. Desta forma
cafezais consorciados com leguminosas
tem o solo protegido por resíduo por me-
nos tempo em relação a solos cobertos
com palhada de gramíneas. Figura 3: Variação da temperatura superficial do solo coberto e descoberto. Adaptado de Coffee & Climate (2014).

CICLAGEM E FORNECIMENTO de coberturas anuais como a crotalária e culminou na criação de consórcios com
DE NUTRIENTES - O argumento mais o milheto deixam de investir em raízes a plantas de cobertura e a braquiária se
utilizado para consorciar leguminosas partir do florescimento, momento prio- consolidou por ser de fácil manejo e
com o cafeeiro é a capacidade de apor- rizam o dreno reprodutivo, desta forma pelos benefícios proporcionados ao
tar nitrogênio (N) no sistema através são menos eficientes na ciclagem de nu- cafeeiro. A transição do modelo tradi-
da simbiose com bactérias fixadoras. trientes. cional para o inovador levará décadas e
Embora isso seja relevante em cultivo enfrentará natural resistência. Contudo,
orgânico e propriedades familiares, tra- SUPRESSÃO DE NEMATOIDES - cada dia mais, nossas belas terras roxas
balhos mostram que não há incremento Os nematoides causam sérios problemas ficarão um tanto quanto esverdeadas.
significativo deste nutriente nas folhas em cafezais. Os principais gêneros que Essa é a opinião do que vos escreve.
do cafeeiro (PARTELLI, 2011; BERGO, atacam o cafeeiro no Brasil são Meloido-
2006; TOLEDO, 2005). Alguns argu- gyne e Pratylenchus. Leguminosas como REFERÊNCIAS
mentam que a palhada de braquiária a crotalária devem ser consideradas em ALCÂNTARA, E.N. & FERREIRA,
pode imobilizar nitrogênio devido à alta locais com a presença destes parasitas, M.M. Efeito de métodos de controle de
relação C/N, isso ocorre, porém de forma pois são eficientes na diminuição da pop- plantas daninhas na cultura do cafeeiro
localizada, pois o resíduo não é incorpo- ulação de ambos. Já as braquiárias são (Coffea arabica L.) sobre a qualidade
rado ao solo. A zona de imobilização de uma boa opção para locais infestados com física do solo. R. Bras. Ci. Solo, 24:711-
N é muito pequena em relação ao volu- Meloidogyne, mas não são recomendadas 721, 2000.
me total de solo explorado pelo sistema em locais com a presença de Pratylenchus, BERGO, C. L. et al. Avaliação de
radicular, por este motivo não são obser- pois são boas hospedeiras destes parasitas espécies leguminosas na formação de
vados prejuízos a produtividade. e podem agravar o problema. cafezais no segmento da agricultura fa-
A quantidade de nutrientes for- miliar no Acre. Acta Amaz., Manaus, v.
necida pelos resíduos é função da con- CONCLUSÃO - Sistemas de con- 36, n. 1, p. 19-24.
centração do nutriente e da quantidade dução de plantas na entrelinha do cafe- CANNEL, M.G. Effects of irriga-
de resíduo aportada. No consórcio ca- eiro que não estejam alicerçados no uso tion, mulch and N-fertilizers on yield com-
fé-braquiária a quantidade de resíduo excessivo de herbicidas, revolvimento ponentes of arábica coffee in Kenya. Expl
aportada é da ordem de 5 toneladas por constante do solo e que a mantenham Agric. 1973, 9, pp. 225-232.
ha, resultando em 70 kg de nitrogênio e uma faixa de cobertura vegetal contro- COFFEE & CLIMATE. Use of Bra-
80 kg de potássio (K2O) fornecidos ao lada ao longo ciclo são vantajosos em re- chiaria ruziziensis and Cajanus cajan as
cafeeiro (RAGASSI et al., 2013). Este úl- lação à condução do cafeeiro sobre solo cover crops for coffee plantations. Case
timo é o segundo elemento mais exigido descoberto. studies. Cover crops. 2014.
pelo cafeeiro, facilmente perdido por li- A evolução no manejo do mato CREME, A. et al. Biogeochemical
xiviação, por sua fraca intera- nature of grassland soil or-
ção com os colóides do solo. ganic matter under plant com-
A braquiária é uma ex- munities with two nitrogen
celente planta de cobertura sources. Plant Soil, 2017.
para a recuperação de potássio DIAS, D.S. Contribuição
em profundidade, pois é capaz relativa do K de zonas de
de absorver 80kg/ha de K de solo para conteúdo na soja e
camadas abaixo de 60 cm de plantas em sucessão. 2018.
profundidade (DIAS, 2018). Dissertação (Mestrado em Fi-
Isso só é possível porque esta é totecnia) – Escola Superior de
uma planta perene que produz A-gricultura Luiz de Queiroz,
Figura 4: Crescimento de raízes superficiais do cafeeiro. A- Solo descoberto, C- Solo
raízes continuamente. Plantas Universidade de São Paulo,
coberto com resíduo de braquiária. Adaptado de Pedrosa (2013).
CAFÉ - Artigos
Edição nº 142 - Outubro de 2018 61
Piracicaba, 2018.
FRANCO, C.M. Influência da tem-
peratura no crescimento do cafeeiro.

FOTO: Bruno Maciel


New York: IBEC Research Institute,
1958. 27p. (n.16).
LOPES, A. A. et al. Interpretation
of microbial soil indicators as a func-
tion of crop yield and organic carbon.
Soil Science Society of America Journal,
v.77, p.461-472, 2013. http://dx.doi.
org/10.2136/sssaj2012.0191
PARTELLI, F.L. et al. Biologic di-
nitrogen fixation and nutrient cycling
in cover crops and their effect on or-
ganic Conilon coffee. Semina: Ciências
Agrárias, v.32, n.3, p.995-1006, 2011.

PEDROSA, A.W. Eficiência da


adubação nitrogenada no consórcio
entre cafeeiro e Brachiaria brizantha.
2013. Tese (Doutorado em Fitotecnia) –
Escola Superior de Agricultura Luiz de
Queiroz, Universidade de São Paulo, Pi-
racicaba, 2013. doi: 10.11606/T.11.2013.
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RAGASSI R. F. et al. Aspectos posi- radicular de acessos de Brachiaria bri- cafezal orgânico em função do manejo da
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quiária. Visão Agrícola. Piracicaba n° 12, químicos e físicos do solo. 2002. 56 p. quisa dos Cafés do Brasil, 4., 2005, Lon-
2013. Dourados, Dissertação (Mestrado em drina. Resumos Expandidos... Brasília:
RAIJ, B. Fertilidade do solo e Agronomia) - Universidade Federal do Embrapa Café, 2005. 1 CD-ROM.
manejo de nutrientes. IPNI, Piracicaba, Mato Grosso do Sul, Dourados, 2002. TYURIN, I.V. Soil organic matter
2017. TOLEDO, D. S. et al. Assimila- and its role in soil fertility. Izd. Nauka,
RAZUK, R. B. Avaliação do sistema ção de nutrientes e desenvolvimento de Moskow. 1965.
CAFÉ - Panorama do Mercado Mundial
62 Edição nº 142 - Outubro de 2018

O escândalo do C-Price
PAUL HICKS | 13 de setembro de 2018
(Correspondente em San Salvador by ROAST MAZAGINE.
Coordenador de Recursos Hídricos da CRS para a

FOTO: Roast Magazine


América Latina / Caribe. (www.dailycoffeenews.com)

E
“O mercado financeiro afoga a economia real”.

ste é um ponto de Laudato Si, a recente encíclica do


Papa Francisco sobre o meio ambiente e a pobreza.
Essa frase explica com precisão o que está acontecen-
do no setor cafeeiro. A “economia real” do setor cafe-
eiro consiste em: milhões de agricultores e trabalhadores rurais
que produzem o café do mundo; torrefadores que agregam va-
lor ao café; comerciantes e varejistas honestos; e consumidores
de café em todo o mundo.
Em torno dessa economia real está o setor financeiro,
necessário para mobilizar capital. Mas se mostrou mais hábil
em concentrar a riqueza. Trata-se de um grupo relativamente
pequeno de pessoas com o poder econômico e financeiro para
explorar o mercado de café. • Primeiro, em 20 de agosto, o preço internacional do
Enquanto algumas das maiores empresas de café do café (C-Price) caiu abaixo de US $ 1 por libra, para o menor
mundo e astutos comerciantes geraram enormes lucros na preço desde 2006.
última década, a maioria dos cafeicultores e trabalhadores ru- • Em segundo lugar, Caravela Coffees publicou um
rais continua pobre e cada vez mais vulnerável à volatilidade do relatório sobre o custo de produção de café em cinco países
mercado e a outras ameaças. diferentes. Com base nessa análise impressionante, os custos
Alguns relatórios recentes destacam o atual escândalo do de produção estão na faixa de US $ 1,05 a US $ 1,40 por libra-
mercado de café: peso, o que significa que os preços do café estão abaixo do custo
de produção. Os cafeicultores estão perdendo dinheiro.
• Terceiro, a Specialty Coffee Association recentemente
reeditou seu relatório sobre os trabalhadores rurais, o que
levanta dois pontos críticos: Aproximadamente 70% do custo
da produção de café é trabalho, e a maioria dos trabalhadores
do café recebe menos do que um salário digno. O resultado: os
trabalhadores rurais estão vivendo em profunda pobreza e não
vão escapar da pobreza colhendo café.
Combinados, esses relatórios expõem uma crise no
negócio do café: o café não é sustentável e o “café especial” não
deve ser confundido com “café sustentável”.

O preço C está afogando a economia real do café - A “fi-


nança” para o setor cafeeiro está refletida no C-Price (o preço do
C-Market do Arábica, retirado da Bolsa Internacional do Café
(ICE). E o preço C é profundamente falho. Como sabemos que
ele é falho??? Porque a vinculação dos preços do café ao preço C
cria cenários que justificam a grave desigualdade nas cadeias de
valor do café e perpetua a pobreza profunda nos cafés.
Historicamente, o preço C é extremamente volátil . Mas
para alguns no setor financeiro, a volatilidade e a confusão sig-
nificam oportunidades para lucros rápidos.
A demanda global por café tem crescido com o aumento
da população e mudanças nas papilas gustativas na Ásia. O for-
necimento de café é altamente dependente da sazonalidade e
das condições de crescimento nos países produtores. Portanto,
o preço do café tende a ser altamente volátil atraindo investi-
dores, investidores e especuladores que buscam aproveitar o
preço altamente volátil da commodity.
O preço C agrava a volatilidade no mercado de café
porque depende demais da especulação e se baseia em pro-
jeções de muito curto prazo. O mercado reage à informação
CAFÉ - Panorama do Mercado Mundial
Edição nº 142 - Outubro de 2018 63
ção, como o clima no Brasil, porque muitas pessoas envolvidas no
comércio de café estão tentando ganhar dinheiro a curto prazo.
Uma razão pela qual a volatilidade de curto prazo do

FOTO: Roast Magazine


preço C causa estragos na “economia real” é porque o café é
uma cultura perene, que leva cerca de 5 anos para chegar à
maturidade total. Por essa razão, existe um longo atraso entre
os sinais de preço e a capacidade dos agricultores de alterar a
produção. Os agricultores não podem reagir de maneira opor-
tuna ao preço C, e isso exacerba a volatilidade dos preços.
O preço C está afogando a economia real do café porque
aumenta significativamente o risco para os agricultores - e ou-
tros atores do lado da produção da cadeia de fornecimento. Os
agricultores estão assumindo muito mais risco do que qualquer
outro na indústria.

Por que não urgência? - A falta de urgência sobre o C-


Price contrasta com a reação à recente epidemia de Ferrugem
-do-Café na América Central. Em 2012, a oferta de café especial
foi severamente ameaçada pela Ferrugem, e a indústria reagiu
com dezenas de conferências, financiamento para pesquisa e
muitos projetos de desenvolvimento destinados a ajudar os mais poderosos do setor não vêem uma crise.
agricultores a se recuperarem dessa crise.
Em contrapartida, este ano, a indústria demorou a reagir Nenhuma solução fácil - Não sou especialista em merca-
porque não há uma ameaça imediata ao fornecimento de café. dos de café, e confesso que mergulhei nessa questão ingenua-
A ameaça é para as vidas de milhões de cafeicultores e traba- mente, procurando uma solução fácil. Eu moro em El Salva-
lhadores rurais. Mas essas pessoas não têm o poder de orga- dor e trabalho com cafeicultores e trabalhadores rurais, então
nizar conferências ou mudar políticas; eles estão à mercê do vejo pessoas de primeira mão entrando na pobreza profunda
mercado, e o mercado não demonstra urgência por mudanças. - desesperadas e famintas, seus filhos fora da escola porque as
Outra explicação para a falta de urgência é que muitos mães não têm meios ou estabilidade para mandá-las para lá.
atores poderosos do setor cafeeiro não vêem crise. Como men- Eu também conheço o potencial do café para ser uma planta-
cionado acima, os astutos comerciantes de commodities lucram ção de heroísmo - tirar as pessoas da pobreza e proteger os re-
com a volatilidade dos preços. Além disso, muitas grandes em- cursos naturais - então ver esse potencial erodido pelas forças
presas de café poderosas não são fundamentalmente “incomo- do mercado que são tão injustas e estúpidas [nenhuma palavra
dadas” por mudanças no preço-C. melhor para isso] provoca raiva e indignação.
Considere isto: o preço-C de um quilo de café tem muito Existem muitas empresas e programas de certificação
pouco peso no custo de produzir uma xícara de café em sua que trabalham para contornar o mercado de commodities, mas
cafeteria favorita. Um pequeno americano custa cerca de US geralmente esses esforços afetam apenas uma pequena parcela
$ 2 mais impostos. O que acontece com esses $ 2? Quando do comércio de café .
você disseca todos os custos envolvidos em uma xícara de café Nos últimos dois meses, procurei especialistas para
(aluguel de imóveis, folha de pagamento, utilidades, seguros, aprender e trocar ideias. Nós discutimos sobre um preço
impostos, etc.), o custo dos grãos de café é, na verdade, insig- mínimo para todo o café - para “quebrar” o preço C, similar
nificante. Esta é uma razão pela qual o custo de um pequeno ao preço do FT; falamos sobre regulamentações e mercados de
café não sobe ou diminui com o preço-C. O cálculo do custo do seguros para estabilizar a produção e a volatilidade dos preços;
café para cápsulas leva a uma conclusão muito semelhante: o Li muitos blogs, tweets e artigos recentes. No final, embora eu
custo que os agricultores recebem para produzir um quilo de acredite que haja comerciantes e empresas poderosas que lu-
café tem muito pouca influência sobre o preço de varejo para cram com um mercado injusto, eu entenda que não há soluções
os cafés embalados de dose única. óbvias e fáceis, mas há uma necessidade urgente de soluções
O setor cafeeiro não reage ao preço C porque os atores reais.
LEITE - Artigos
64 Edição nº 142 - Outubro de 2018

O vazamento de leite e suas possíveis causas


Multifatorial, distúrbio está relacionado à anatomia e gestão das vacas leiteiras na fazenda.

N
TECNOLOGIA
Edição nº 142 - Outubro de 2018 65
PECUÁRIA - Painel
66 Edição nº 142 - Outubro de 2018

BIOGÉNESIS-BAGÓ MSD SAÚDE ANIMAL JA SAÚDE ANIMAL


‘POLICLOSTRIGEN’: VACINA CONTRA ANTIBIÓTICO BACTERICIDA ‘COBACTAN’ ‘CATOFÓS B12’: PRODUTO INDICADO
CLOSTRIDIOSES E DIARRÉIA PARA ANIMAIS CONVALESCENTES

A MSD Saúde Animal (www.msd-saude-


animal.com.br) compromissada com a
produtividade e a lucratividade da Pecuária, A J.A Saúde Animal (www.jasaudeani-
A Biogénesis Bagó (www.biogenesis- apresenta uma ampla linha de produtos vete- mal.com.br) lançou no ano passado o Ca-
bago.com/br), uma das empresas líderes na rinários, oferecendo as melhores soluções tofós® B12, um produto a base de Butafosfan,
América Latina na produção de soluções para para a saúde animal. um fósforo orgânico de alta eficácia e biodis-
a saúde animal, lançou recentemente a vaci- Destaque para o Cobactan, antibiótico ponibilidade associado a Cianocobalamina
na Policlostrigen, a única vacina do mercado injetável, indicado no combate às doenças (Vitamina B12), vitamina que também age
completa contra Clostridioses e Diarreia. que acometem os Bovinos e Suínos, causa- como estimulante da hematopoese e apetite,
O novo produto oferece proteção contra das por germes Gram + e Gram -, respon- sendo muitas vezes utilizado como coadju-
nove doenças simultaneamente: carbúnculo sáveis por infecções nos aparelhos gastrin- vante no tratamento de animais em estado de
sintomático ou manqueira, gangrena gasosa testinal, respiratório e geniturinário, Mastite, convalescência.
ou edema maligno, enterites necróticas, en- pododermatites e síndrome MMA (Metrite, Produto disponível em embalagens de
terotoxemia ou doença do rim polposo, mi- Mastite e Agalaxia). 20, 100 e 250ml, o Catofós é indicado para
osite necrótica, hepatite necrótica infecciosa, O produto é de uso interno, via intramus- bovinos, equinos, suínos, ovinos e caprinos e
endotoxemia bacteriana (bactérias gram cular, com apresentação em frascos-ampola deve ser administrado pelas vias intramuscu-
negativas e endotoxinas), enterite hemor- de 50 e 100 mL. O período de carência pós- lar, intravenosa ou subcutânea, uma vez ao
rágica e hemoglobinúria bacilar, enfermidade tratamento: é de 12 horas para pecuária lei- dia, por até duas semanas.
bacteriana que ocorre com frequência espe- teira e de 5 dias para corte.
cialmente na região Sul do Brasil. Além disso, OUROFINO
possui a cepa J5, que previne diarreia de ter- NUTRIFARMA ‘CORTA CURSO’: EFICIENTE NA CURA
‘MINERPLEX’: LINHA DE NUTRIÇÃO DAS DIARREIAS BACTERIANAS
neiro e mastite de vacas de corte.

VIRBAC BRASIL
‘VIRBAMEC PLATINUM’: CONTROLE
DE INFECÇÕES PARASITÁRIAS

Da linha de Produtos Essenciais da Ou-


rofino (www.ourofinosaudeanimal.com), o
Os suplementos nutricionais da linha Corta Curso® é indicado para o tratamento
Desenvolvido pela Virbac (www. MINERPLEX, da Nutrifarma (www.nutrifarma. de enfermidades que acometem os bovinos,
br.virbac.com) o Virbamec Platinum é um ind.br) são desenvolvidos para atender as ovinos e caprinos, causadas pelos seguintes
endectocida à base de ivermectina em uma necessidades dos diferentes sistemas de agentes etiológicos: Diarreias: (Escherichia
formulação tixotrópica, que permite uma Pecuária de Corte. Incorporam conceitos coli, Salmonella spp). Anaplasmose: (Ana-
ação ainda mais prolongada do produto para nutricionais com objetivo de incrementar os plasma spp). Leptospirose: (Leptospira spp).
o tratamento de parasitas internos e externos níveis de produtividade de forma econômica Pododermatite: (Fusobacterium spp, Staphy-
dos bovinos. É indicado para o tratamento e e racional, permitindo que o produtor obtenha lococcus spp). Corta Curso® deve ser admi-
controle de infecções parasitárias causadas uma melhor rentabilidade na atividade. A nistrado pela via intramuscular, na dosagem
por parasitas gastrintestinais e pulmonares, combinação dos diferentes produtos permite de 1 mL para cada 10 kg de peso corporal.
larvas de moscas, ácaros da sarna, piolhos a suplementação de animais em regime de Se necessário, repetir o tratamento 24 horas
sugadores e mastigadores e carrapatos sen- pasto, suplementação em regimes de con- após. Recomenda-se não ultrapassar 3 dias
síveis a ivermectina. finamento e semi-confinamento. de tratamento contínuo.
LEITE - Artigos
Edição nº 142 - Outubro de 2018 67

Qual o melhor genótipo para a produção de leite? interesses de criadores a cientistas em um


mesmo propósito.
Com a comprovação da existência da
herança genética para as características ob-
serváveis no final do século XIX, a atenção de
muitos cientistas voltou-se para o desenvolvi-
mento de métodos de seleção para caracterís-
ticas mensuráveis de implicação econômica, e
ainda continua até os dias atuais, incorporan-
do novas tecnologias nas metodologias.
Recentemente, as inovações tecnológi-
cas na área da biologia molecular têm aux-
iliado no estudo e compreensão de processos
genéticos que envolvem o DNA. Dentre estas
tecnologias estão o sequenciamento do ge-
noma e utilização de marcadores molecula-

A
res para polimorfismo de nucleotídeo único
(SNP). A customização dessas tecnologias,
genética pode ser aplicada na principalmente dos marcadores moleculares
pecuária de várias formas, como, por do tipo SNPs, permite sua utilização em larga
exemplo, em estudos funcionais em escala, não apenas em pesquisas científicas,
modelos biológicos de animais, em mas também prática no processo de seleção
estudos populacionais e de genética da con- dos animais.
servação, e em pesquisas e diagnósticos de Tal processo por sua vez, depende da na-
doenças hereditárias. tureza genética das características alvo, para
Mas, a principal aplicação da genética melhor aplicação das tecnologias moleculares,
na pecuária de leite é na sua contribuição para bem como de qualquer outro tipo de metodo-
o melhoramento dos animais para as caracte- logia de avaliação genética. Vale aqui um es-
rísticas de interesse econômico por exemplo: clarecimento: o fenótipo é tudo aquilo que
produção de leite, produção de sólidos totais, pode ser observado ou medido em um animal
saúde do sistema mamário, vida produtiva e e é determinado por um componente genético
reprodução. Por possuir caráter científico e (genótipo), um outro ambiental, e da intera-
determinar uma resposta econômica imedia- ção desses componentes.
ta, a seleção para estas características envolve Por ser um país continental, o Brasil
FOTO: Embrapa - CNPTIA

GLAYK HUMBERTO VILELA BARBOSA


Zootecnista, B.Sc Mestre Produção Animal
Sustentável pelo Instituto de Zootecnia.
Jurado Efetivo de Raças Zebuínas e
Assessor de Pecuária Leiteira. E-Mail:
glaykhumbertovilela@yahoo.com.br

VÂNIA MIRELE FERREIRA CARRIJO


Médica Veterinária, B.Sc Mestre Produção
Animal Sustentável pelo Instituto de Zoo-
tecnia. Docente do Centro Paula Souza.
Atua na área de sanidade, escrituração
zootécnica e biotecnologia da reprodução.
LEITE - Artigos
68 Edição nº 142 - Outubro de 2018
FOTO: Glayk H.V. Barbosa

apresenta grande variação climática, com baixas temperaturas Cada agrupamento racial apresenta em seus conjuntos
no inverno e verão quente, um regime de chuvas bem distribuído de genes fatores condicionais para o conforto térmico. As ra-
durante o ano todo, no sul, inverno seco com temperatura ame- ças taurinas europeias, por exemplo, apresentam uma zona
na e verão quente e chuvoso, nas regiões centrais, clima tropical térmica ideal, amplamente conhecida e pesquisada. Essas ra-
úmido, na região norte e semi-árido e na região Nordeste. ças são originarias da zona de clima temperado, a qual é ca-
O maior percentual da produção de leite nacional está racterizada por temperaturas amenas e níveis de umidade con-
concentrado nas regiões central e sul do país proveniente de fortáveis. Portanto, quando criada na região de origem esses
animais mestiços. O melhoramento genético dos rebanhos lei- grupos genéticos conseguem expressar seu potencial produtivo
teiros brasileiros, em geral, passa pela importação de sêmen. máximo.
Todavia, para nossas condições criatórias, em consequência Ao contrario da zona temperada tem-se a zona tropi-
das diferenças de ambiente, os produtos destas importações cal caracterizada pelas altas temperaturas e umidade do ar,
muitas vezes têm evidenciado baixo desempenho produtivo. quase que na totalidade do ano. Neste clima as raças zebuínas
Segundo (CORRÊA et al., 2007), a interação genótipo-ambi- foram se estabelecendo pela considerável adaptabilidade tér-
ente origina mudanças na ordem de classificação dos valores mica, diferentemente das raças europeias. O zebu apresenta
genéticos e nas variâncias genéticas. mecanismos fisiológicos específicos em dissipar calor para o
A pecuária leiteira no Brasil cada vez mais está sofrendo ambiente, consequentemente boa adaptabilidade térmica ao
mudanças devido às exigências de inovações tecnológicas para ambiente tropical. Entretanto, as raças europeias que exigem
o aumento da produtividade e consequentemente da grande temperaturas mais amenas não conseguem expressar seu po-
demanda de alimentos. tencial genético quando são exploradas na zona tropical, pois
Em termos de processos inovadores, a alimentação e sua zona de conforto térmico não é obtida.
manejo dos animais tem se destacado, mas ainda falta consci- Pensando nestes dois agrupamentos genéticos, taurinos e
entização por parte dos produtores no zebuínos, bem em como se ter um
quesito de escolha do melhor genótipo ganho elevado na produtividade
para o ambiente produtivo. para a produção de leite, o Brasil
FOTO: Beef Milk

Quando pensamos no ambiente país de clima tropical, vem pro-


deve se lembrar de alguns quesitos que duzindo em larga escala animais
anualmente condicionam a produtivi- oriundos da heterose destes dois
dade de uma propriedade como: tempe- agrupamentos. O maior efetivo
ratura, umidade relativa do ar, níveis de deste cruzamento é entre a raça
pluviosidade, em fim, todos os elementos Gir Leiteiro com o raça Holan-
climáticos, os quais podem alterar parâ- desa, o qual se caracterizou com o
metros fisiológicos indicando assim se o passar dos anos o Girolando e hoje
animal está fora da zona de conforto tér- possui uma associação própria
mico. que regulamenta este cruza-
LEITE - Artigos
Edição nº 142 - Outubro de 2018 69
mento e suas diversas composições gené-
ticas.
Os controles das composições gené-

FOTO: Embrapa - CNPTIA


ticas dos animais Girolando, são realizados
mediante aos graus de introdução da gené-
tica zebuína ou holandesa, como a com-
posição racial ½, ¼, ¾ e o bi-mestiço po-
dem condicionar maior ou menor grau de
adaptabilidade térmica ao ambiente tropical
devido às próprias características das raças
bases deste cruzamento.
Por isto ao escolher qual a composição
genética dos animais Girolando, o produtor
deve observar se o clima de sua propriedade
oferece condições para que estes animais
demonstrem seu potencial produtivo. Caso
contrário, pode ocorrer oneração financeira
mediante ao investimento de ambientes cli-
matizados, por os animais não estarem na
zona de conforto térmico.
No trabalho dos pesquisadores LIMA
et al. (2013), o qual foi desenvolvido em
uma propriedade com um clima bem carac-
terístico, região do Paudalho, no Estado de
Pernambuco, o acompanhamento das res-
postas fisiológicas ao calor bem como os dados meteorológicos CORRÊA, M.B.B. et al. Efeito da interação genótipo-
indicaram que o composição genética ½ tem melhor adaptabi- ambiente na avaliação genética de bovinos de corte. Revista
lidade a altas temperaturas quando comparado ao ¾ e o bi- Brasileira Agrociência, v.13, p.153-159, 2007. Disponível em:
mestiço. <http://www.ufpel.edu.br/faem/agrociencia/v13n2/artigo03.
Um exemplo da necessidade de intervir no ambiente pdf>. Acesso em: 10 set. 2018.
térmico para melhor produção é o estudo de ALMEIDA et al. LIMA, I. A; AZEVEDO, M.; BORGES, C. R. A.; FER-
(2011). Estes autores trabalharam com animais de composição REIRA, M. A.; GUIM, A.; ALMEIDA, G. L.P. Termoregulação
7/8 Girolando, os quais indicam que 7/8 seriam oriundos da de vacas Girolando durante o verão no Estado de Pernambuco,
raça Holandesa e o restante da raça Gir. Este estudo foi reali- Brasil. Acta Scientiarum. Animal Sciences Maringá, v. 35, n.2,
zado na época do verão em uma região semiárida e os autores p.193-199, Apr-June, 2013.
verificaram que os animais que recebiam resfriamento pelo RORATO, P.R.N.; EVERLING, D.M.; VARGAS, A.D.F.
sistema adiabático evaporativo, apresentaram melhor de- et al. Estudo da tendência genética para as características de
sempenho produtivo em relação aos que não recebiam. Este produção e de qualidade do leite em rebanhos da raça Holan-
sistema é caracterizado pela evaporação da agua através da desa no estado do Rio Grande do Sul. In: REUNIÃO ANUAL
passagem do fluxo de ar, provocando redução na temperatura DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 39., 2002,
ambiental. Recife. Anais... São Paulo: Sociedade Brasileira de Zootecnia/
Nos casos em que produtor deverá intervir na adequa- Gnosis, 2002. CD-ROM. Melhoramento Animal.
ção do ambiente térmico é quando a com-
posição genética dos animais tiver maior
proporção de raça europeia, por isto não
adaptada ao clima tropical e necessitando
desta melhoria térmica no ambiente de
produção.
Conclui-se que o criador deve ca-
racterizar bem o clima de sua propriedade
e optar por matrizes leiteiras com a com-
posição genética que mais se adapta as es-
tas condições climáticas.

Referências Bibliográficas
ALMEIDA, G. L. P.; PANDORFI,
H.; GUISELINI, C.; HENRIQUE, H. M.;
ALMEIDA, G. A.P. Uso do sistema de res-
friamento adiabático evaporativo no con-
forto térmico de vacas girolando. Revista
Brasileira Engenharia Agrícola e Ambien-
tal, v.15, n.7, p.754–760, 2011.
HORTALIÇAS - Painel Empresas
70 Edição nº 142 - Outubro de 2018

HÁZERA FELTRIN SEMENTES NUNHEMS


MINI-MELANCIAS “MIRELLA” “BRUNELLA”: CULTIVAR HIBRIDO DE CENOURA “TATIANA”: INDICADA PARA O
ALFACE TIPO ‘FRISEÉ CROCANTE’ CULTIVO DE VERÃO

No último dia 06 de setembro, a equipe


da Házera (www.hazera.com) realizou o Dia
Aberto na fazenda do Sr. José Edgar, mu-
nicípio de Mossoró (RN), onde aconteceu o
lançamento da mini Melancia Mirella.
A variedade é do tipo ‘carmesim’, com
mini-sementes comestíveis e traz benefícios Em sua linha de alface no segmento
para toda a cadeia, desde o produtor até o “friseé”, a Feltrin Sementes (www.semen- A Divisão de Soluções para Agricultura
consumidor, como ótimo sabor e frescor, tesfeltrin.com.br) apresenta a Alface Brunela, da BASF concluiu a aquisição do negócio
além de excelente firmeza e pós-colheita. variedade crocante e tropicalizada desenvol- global de sementes de hortaliças da Bayer,
Possui polpa crocante, de cor ver- vida em parceria com a UFSCar. Recomen- que opera sob a marca Nunhems®.
melho intenso, muito saborosa e com alto da-se plantio o ano todo com destaque para Do mesmo portifólio de cenouras do tipo
teor de brix. Sua casca é firme e escura, tipo cultivo no verão, caracterizado por períodos Nantes, consagradas no mercado brasileiro,
Crimson. Apresenta excelente capacidade chuvosos. Possui excelente pós-colheita. O dos quais compreende os híbridos ‘Sirkana’,
de transporte para longas distâncias e longo ciclo varia de 30 a 45 dias após o transplante “Hana’, ‘Romance’ e ‘Cristiana’, a Nunhems
pós-colheita. Peso Médio dos frutos entre 2,5 e apresenta Resistência/Tolerância: Pythium (www.nunhems.com.br), indica a variedade
e 4,0 kg. (hidroponia), Tip Burn (queima de bordo nas Tatiana, que apresenta alta qualidade e uni-
formidade de raízes; textuta mais lisa; raízes
MARGOSSIAN SEMENTES folhas) e pendoamento precoce.
de coloração laranja muito intensas; folhagem

A NOVA CULTIVAR “ARIZONA” AGRISTAR vigorosa e de alta resistência ao pendoamen-


to precoce. Apresenta também alto índice de
MELANCIA “BARHAN” AVANÇA resistência à Alternária. É um híbrido de ci-
clo intermediário, muito resistente a quebra e
NOS CULTIVOS DO CERRADO recomendado para colheita mecanizada em
cultivos de verão (dezembro a março) nas
regiões Centro/Sul.

BEJO SEMENTES
BETERRABA “AVALANCHE”
Atuante no mercado desde 1970, a Mar-
gossian Sementes (www.margossian.com.
br), conhecida pela excelência no atendimen-
to, dedica-se à importação de Batatas-Se-
mentes. Nossas cultivares são desenvolvidas
cuidadosamente pela empresa Agrico, em
Emmeloord, localizado na Holanda. Desenvolvida pela Agristar (www.agris-
A empresa acaba de lançar a cultivar tar.com.br) e parte do portifólio da TopSeed
“Arizona”, batata bastante promissora que Premium, a Melancia Barhan F1 ainda é novi-
possui características muito semelhantes à dade no mercado, mas já faz sucesso no Cer-
‘Agata” e aguenta mais tempo de armazena- rado brasileiro. Lançada há cerca de um ano,
gem. Cultivar semi-precoce, pele amarela a tem tido um excelente desempenho nos esta- A Bejo (www.bejo.com.br) tem um ex-
amarela-clara, excelente aparência, formato dos de Goiás e Tocantins, principalmente pela tenso e exclusivo programa de melhoramento
oval-alongado, tamanho grande, 17% de ma- precocidade. Comparativamente à sua princi- de Beterrabas híbridas, garantindo ao produ-
téria-seca. Maturação semi-precoce e produ- pal concorrente, a Barhan consegue antecipar tor a possibilidade de produzir alta qualidade
tividade muito alta. o ciclo em até cinco dias, o que traz ao produ- durante todo o ano.
Quanto à resistência, apresenta re- tor mais economia em tratos culturais. Destaque para a Beterraba “Avalanche”,
sistência muito boa ao Vírus Yn e Vírus Yntn. A semente graúda proporciona uma plan- cultivar com raízes brancas. Por sua cor dife-
Moderada resistência à Requeima e à Sarna- tabilidade melhor e acarreta menos perdas, rente e sabor muito doce, é recomendada
Comum. Pouco suscetível à Canela-Preta principalmente as que possam ser motivadas para mercados que buscam novidades. As
(Erwinia spp.) e resistente ao Nematóide por estresse hídrico ou altas temperaturas. plantas apresentam um bom porte com folhas
biótipo A (Ro 1,4) Como a semente é maior, a reserva de ener- verde-claras muito vigorosas.
Boa qualidade culinária, utilizada para gia também é alta e ela consegue se sobres- Apresenta boa produtividade e padroni-
consumo fresco, não descolore após cozi- sair, formando a planta mais rápido”, detalha zação de raízes, com ciclo de produção entre
mento. Douglas. 85 a 90 dias.
HORTALIÇAS - Batata e Tomate
Edição nº 142 - Outubro de 2018 71

Requeima requer prevenção e integração


Jesus G. Töfoli, Ricardo J. Domingues,
Josiane T. Ferrari e Samantha Zanotta
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento

FOTO: Jesus G. Tófoli (Instituto Biológico)


de Sanidade Vegetal - Instituto Biológico
(www.biologico.sp.gov.br)

O riginários das Américas Central e do Sul, o tomateiro


(Solanum lycopersicum L.) e a batata (Solanum tu-
berosum L.) converteram-se em alimentos universais
após a sua introdução na Europa, pelos espanhóis, no
século XVI.
Alto potencial nutricional, ampla adaptabilidade, eleva-
dos níveis de produtividade e versatilidade culinária tornam
essas solanáceas a base de cadeias produtivas, de grande im-
portância econômica e social no cenário agrícola brasileiro.
Consideradas em outros tempos uma atividade de peque-
nos produtores, hoje as cadeias produtivas da batata e do to-
mate assumem características empresariais bem definidas,
com avanços tecnológicos constantes e gerenciamento avan-
çado de todo o processo produtivo.
Cultivadas tradicionalmente no Centro-Sul do Brasil, es- Flor de batata (Solanum tuberosum).
sas culturas também têm sido cultivadas com sucesso em algu-
mas regiões produtoras do Nordeste e do Centro-Oeste. com dois flagelos que os tornam capazes de nadar, indicando
Causada pelo oomicota (não é um fungo) Phytophthora uma ancestralidade aquática.
infestans (Mont.) de Bary, a Requeima é considerada uma das Estudos sobre populações de P. infestans têm evidencia-
mais importantes e severas doenças nessas culturas. Caracte- do surgimento de genótipos cada vez mais agressivos e difíceis
riza-se por ser um micro-organismo que apresenta caracterís- de controlar. Tal fato tem sido justificado, em nível genômico,
ticas morfológicas semelhantes aos fungos, porém taxonomi- pela presença de um grande número de elementos transposons
camente é estreitamente relacionado a organismos aquáticos, e regiões hipervariáveis capazes de gerar variações genéticas
como as algas marrons e as diatomáceas. significativas e pela ocorrência cada vez mais frequente e dis-
O oomicota P. infestans é diploide para a maior parte seminada da reprodução sexuada e isolados autoférteis.
do seu ciclo de vida e isento de pigmentos fotossintéticos. A A Requeima afeta de forma drástica folhas, hastes, caules,
sua parede celular é constituída por celulose e outras glucanas, frutos e tubérculos. Sua propagação é extremamente rápida e
enquanto que a dos fungos verdadeiros é composta principal- seu alto potencial destrutivo pode causar sérios prejuízos ao
mente por quitina. Outra característica marcante do gênero produtor. Nas folhas, os primeiros sintomas são caracteriza-
Phytophthora é não possuir capacidade de sintetizar o próprio dos por manchas de tamanho variável, coloração verde-clara
esterol e tiamina, sendo esses obtidos diretamente na planta ou escura e aspecto úmido. Ao se desenvolverem essas se tor-
hospedeira. nam pardo-escuras a negras, irregulares, podendo ou não ser
Phytophthora infestans Produz esporângios que são envoltas por um halo amarelado ou verde claro.
formados em períodos de umidade relativa superior a 90% e Na face inferior dos folíolos observa-se a presença de um
temperaturas entre 16 e 23 °C. Em condições específicas de crescimento branco-acinzentado ao redor das lesões, formado
temperatura e de umidade formam esporos móveis (zoósporos) por esporângios e esporangióforos do patógeno. À medida
HORTALIÇAS - Batata e Tomate
72 Edição nº 142 - Outubro de 2018

FOTOS: Jesus G. Tófoli (Instituto Biológico)


Sintoma de Requeima na folha da Batata (Solanum tuberosum). Esporulação de Phytophthora infestans em folíolo de Batata (Solanum tuberosum).
que as lesões coalescem, o tecido foliar foliar superiores a 10 horas. Os esporân- figueira-do-inferno (Datura stramo-
torna-se necrótico e passa a exibir um gios podem germinar diretamente (18 nium L.), picão-branco (Galinsoga
aspecto de queima generalizada. e 25 °C), ou podem produzir zoósporos parviflora Cav.), corda-de-viola (Ipo-
Nos brotos, a doença causa a morte biflagelados (12 a 16 °C). Os zoósporos moea purpurea L.), falso-joá-de-capote
das gemas apicais, limitando direta- são capazes de se mover pela água livre (Nicandra physaloides L.) Gaertn, fisális
mente o desenvolvimento das plantas. e serem atraídos pelos tecidos da planta (Physalis spp.), maria-pretinha (Sola-
Nas hastes, caules, pecíolos e ráquis, onde encistam. num americanum L.), maravilha (Mira-
as lesões são marrom-escuras, úmidas, A penetração do pró-micélio resul- bilis jalapa L.), Nicotiana benthamiana
contínuas e aneladas, podendo ocorrer a tante da germinação dos esporângios ou Domin e Solanum spp.
quebra ou a morte desses órgãos. cistos é direta, com a formação de apre-
Nos frutos de tomate, as manchas ssórios. Quando coexistem os grupos MANEJO NO CULTIVO DA BATA-
são irregulares, úmidas, deformadas, de compatibilidade A1 e A2 na mesma TA E TOMATE - O plantio em grande
profundas e de coloração marrom-clara a área, planta ou folíolo pode ocorrer troca escala de cultivares suscetíveis aliado
escura (podridão dura). Nos tubérculos, de material genético, formando-se os ao elevado potencial destrutivo, alta ca-
as lesões são castanhas, superficiais, ir- oósporos, esporos de resistência que no pacidade de reprodução e disseminação
regulares e com bordos definidos. No in- solo são capazes de germinar e dar ori- e rápido desenvolvimento da doença
terior dos mesmos, a necrose é irregular, gem a um novo ciclo da doença. no campo tornam essenciais a adoção
de coloração marrom, aparência granu- Além da batata, P. infestans pode de medidas preventivas e integradas de
lar e mesclada. No tomateiro, a doença afetar cerca de 135 espécies, entre as manejo, como:
também pode causar o tombamento du- quais destacam-se as culturas do tomate
rante a fase de produção de mudas. (Solanum lycopersicum L.), pimentão - Plantio de batatas-semente e mu-
A Requeima é favorecida por (Capsicum annuum L.), berinjela (So- das sadias: A prática visa principalmente
períodos de temperaturas que variam lanum melongena L.), petúnia (Petu- restringir a entrada de inóculo inicial na
de 12 a 25 °C, períodos de molhamento nia hybrida) e plantas invasoras como: área a ser cultivada.

Danos da Requeima em brotos de Batata (Solanum tuberosum). Requeima no pecíolo de Batata (Solanum tuberosum).
HORTALIÇAS - Batata e Tomate
Edição nº 142 - Outubro de 2018 73

FOTOS: Jesus G. Tófoli (Instituto Biológico)

Sintoma de requeima em fruto do Tomateiro (Solanum lycopersicum). Requeima do caule do Tomateiro (Solanum lycopersicum).
- Local de plantio adequado: De- solanáceas: A rotação de culturas, por no - Evitar plantios adensados: Plan-
vem ser evitados plantios em áreas sujei- mínimo três a quatro anos, é fundamen- tios adensados possibilitam um maior
tas ao acúmulo de umidade; circulação tal para reduzir o potencial de inóculo acúmulo de umidade na folhagem e, con-
de ar limitada; e próximos a lavouras em nas áreas cultivadas. sequentemente, favorecem a requeima.
final de ciclo. No caso do tomateiro tutorado recomen-
- Adubação equilibrada: Níveis e- da-se a adoção do sistema de condução
- Optar por materiais com algum levados de nitrogênio originam tecidos vertical, por favorecer a circulação de ar
nível de resistência: Quanto à resistência mais tenros e suscetíveis à requeima. entre as plantas e facilitar a aplicação de
à requeima, as cultivares disponíveis no Por outro lado, o aumento dos níveis fungicidas.
país podem ser classificadas em: de fósforo, cálcio, magnésio e o uso de
a) - Resistentes: Ibituaçú, Itararé, fertilizantes silicatados podem reduzir - Irrigação controlada: Evitar lon-
Araucária, Cristal, Pérola, Catucha, BRS a sua incidência e severidade. Registra- gos períodos de molhamento foliar é fun-
Clara, IAPAR Cristina, Monte Alegre dos como fertilizantes, os fosfitos são damental para o manejo da requeima.
172, SCS 365 - Cota. produtos que podem ser incluídos em Para tanto, deve-se: evitar irrigações no-
programas de manejo da requeima, uma turnas ou em finais de tarde, bem como
b) - Moderadamente Resistentes: vez que estimulam o crescimento das minimizar o tempo e reduzir a frequên-
Crebella, Apuã, Aracy e Aracy Ruiva, plantas, possuem ação fungicida sobre cia das regas em períodos favoráveis. A
Cristina, Cristal, Naturella, Panda. oomicetos e estimulam a produção de adoção de irrigação localizada pode ser
fitoalexinas, compostos capazes de re- um importante aliado no manejo da re-
c) - Moderadamente Suscetíveis: duzir ou inibir a infecção. queima nessas culturas.
BRS Ana, BRS Eliza, BRS Camila, Bara-
ka, Baronesa, Caesar, Emeraude, Flo-
rice, Itararé, Innovator, Markies, Mar-
len, Melody, Soleia, Oceania, Voyager,
Colorado, Novella e BRSIPR Bel.

d) - Suscetíveis: Ágata, Almera, Ar-


row, Armada, Artemis, Asterix, Atlantic,
Amorosa, Bailla, Bintje, Canelle, Chipie,
Contenda, Cupido, Delta, Elodie, Eole,
Éden, Fontane, Gourmandine, Gredine,
Isabel, Monalisa, Maranca, Mondial,
Omega, Opilane, Isabel, El Paso, Chipie
e Sinora.

Com relação à cultura do tomate,


todos os cultivares e híbridos disponíveis
no mercado infelizmente são considera-
dos suscetíveis.

- Impedir o plantio sucessivo de Requeima em folíolo do Tomateiro (Solanum lycopersicum).


HORTALIÇAS - Batata e Tomate
74 Edição nº 142 - Outubro de 2018

Quadro 1 - Ingredientes ativos, grupos químicos, mobilidade, me-


canismo de ação e risco de resistência de fungicidas indicados
para o controle da Requeima da Batata e Tomate.
FOTO: Jesus G. Tófoli (Instituto Biológico)

Esporulação do Phytophthora infestans em Tomateiro (Solanum lycopersicum).

- Manejo correto das plantas invasoras e voluntárias: A


eliminação criteriosa de plantas invasoras e voluntárias é reco-
mendável, pois além de concorrerem por espaço, luz, água e
nutrientes essas dificultam a dissipação da umidade e podem
ser hospedeiras potenciais da requeima.

- Eliminar e destruir tubérculos e frutos remanescentes:


A eliminação completa de frutos e tubérculos doentes durante
a colheita e pós-colheita (classificação e embalagem) evita o
surgimento de plantas voluntárias no campo, bem como elimi-
na possíveis fontes de inóculo.

- Aplicação preventiva de fungicidas: O uso de fungici-


das registrados deve seguir todas as recomendações do fabri- * Fungicidas de contato: formam uma película protetora na superfície da planta. Fun-
cante quanto à dose, volume, momento da aplicação, intervalo gicidas mesostêmicos: possuem alta afinidade com a camada cerosa das folhas e ab-
sorção local. Fungicidas translaminares: penetram o tecido tratado e se redistribuem
e número de pulverizações, período de carência, uso de equi- a curtas distâncias. Fungicas sistêmicos: são absorvidos e translocados na planta, no
pamento de proteção individual (EPI), armazenamento e des- sentido acropetal (de baixo para cima).
carte de embalagens. Fontes: AGROFIT*, FRAC** junho 2017.
Para evitar a ocorrência de resistência de P. infestans
a fungicidas recomenda-se que fungicidas específicos sejam Batateira. In: AMORIN, L., REZENDE, J.A.M., BERGAMIN
utilizados de forma alternada ou formulados com produtos de FILHO, A., CAMARGO, L.E.A. (Eds.). Manual de Fitopatolo-
contato; que se evite o uso repetitivo de produtos com o mesmo gia: doenças das plantas cultivadas. 5. ed. São Paulo: Ceres,
mecanismo de ação; e que não se façam aplicações curativas em 2016. v. 2, Cap. 16, p.125-147.
situações de alta pressão de doença. Produtos com registro para
o controle da requeima encontram-se descritos no Quadro 1. Fungicide resistance action commitee. FRAC code list
2017: fungicides sorted by mode of action. Disponível em:
- Controle Biológico: Pesquisas recentes têm observado Link. Acesso: 26/06/2017.
que formulações de Bacillus subtillis e Trichoderma harzia-
num aplicados de forma preventiva podem reduzir a severi- Stevenson, w.; kirk, w.; atallah, z.k. Managing foliar disease:
dade da requeima em campos de batata e tomate. early blight, late blight and white mold. In: Johnson D.a. (Ed.).
Potato Health Management. St. Paul: APS, 2008. p. 209-222.
- Sistemas orgânicos: Além do controle biológico e das
práticas culturais abordadas anteriormente, alguns sistemas Töfoli, J.G.; Melo, P.C.T.; Domingues, R.J.; Ferrari, J.T.
orgânicos permitem a aplicação da calda bordalesa. Além da Controle da requeima e pinta preta da batata por fungicidas:
dosagem correta e da aplicação preventiva recomenda-se que conceitos, evolução e uso integrado. Biológico, São Paulo, v.75,
ela seja utilizada com critério pelos produtores, uma vez que n.1, p.41-52, 2013.
pode ser fitotóxica em culturas jovens e quando aplicada em
períodos de alta temperatura. Töfoli, J.G.; Domingues, R.J.; Zanotta, S. Doenças fún-
gicas da batata. In: Salas, F.J.S.; Tofoli J.G. (Eds.). Cultura da
Referências Bibliográficas batata: pragas e doenças. 1. ed. Instituto Biológico: São Paulo:
AGROFIT: Sistema de Agrotóxicos fitossanitários. 2017. p. 125-147. 152-206.
MAPA, 2017. Link. Acesso 26/06/2017.
Wale, S.; Platt, H.w.; Cattlin, N. Disease pests and disor-
Dias, J.A.C.; Iamauti, M.T.; fischer, I.H. Doenças da ders of potatoes. Amsterdam: Elsevier, 2008. 179 p.
EVENTOS - Engenheiros Agrônomos
Edição nº 142 - Outubro de 2018 75

27º Encontro de Engenheiros Agrônomos será


realizado no dia 20 de outubro, em Franca (SP).
Evento comemora o ‘Dia do Engenheiro Agrônomo’ para os profissionais que trabalham na Alta Mogiana

J á se encontram à venda os ingressos para o tradicional


churrasco no 27º Encontro de Engenheiros Agrôno-
mos 2018, que neste ano será realizado no dia 20 de
outubro de 2018, a partir das 13 horas, na Chácara
Vale dos Sonhos, Recreio Campo Belo, em Franca (SP). Os in-
teressados deverão procurar a COCAPEC, Bolsa Agronegócios,
ção da nossa profissão frente à sociedade.
Em toda a região, são mais de 250 engenheiros agrôno-
mos que desenvolvem atividades profissionais na área, atuan-
do como empresários, profissionais de campo, extensionistas
rurais, pesquisadores, consultores, professores, etc.; ou seja,
uma classe seleta, composta por pessoas respeitadas e atuantes
Dedeagro e Casa das Sementes. em todos os municípios da região.
A comissão organizadora 2018 composta por Giovani O evento acontece com o apoio das seguintes empresas:
Ferreira Almeida, Maria do Carmo Francisconi, Gabriela Pucci, COCAPEC, Bio Soja, Syngenta, Bayer, Timac Agro, Quimifol,
Murilo Pucci, João Paulo Martins Carmos, Pedro Santos, Cíntia Valoriza, Arysta, FMC, Giro Agro e SipcamNichino; Casa das
Fazio e Luis Otávio Figueiredo Barros já definiram os valores: Sementes, Sindicato Rural de Franca, Café Brasil, Dedeagro,
R$ 20,00 para o agrônomo e R$ 30,00 para o acompanhante. Alltech, Oimasa, BASF, Gecal, Casa do Café, Multfertilizantes,
Na data será divulgado o “Engenheiro Agrônomo do Ano” Yara Brasil, TRX, Sicoob-Credicocapec, Bolsa Agronegócios,
como reconhecimento do conjunto de trabalhos do profissional UNIAGRO, Cafezal Consultoria, Agropec CP e Revista Attalea
na área ou como reconhecimento do seu empenho na valoriza- Agronegócios.
GRÃOS - Painel Empresas
76 Edição nº 142 - Outubro de 2018

DEKALB NIDERA SEMENTES AGROCERES


“DKB 345 PRO3”: HÍBRIDO DE “NS 6601 IPRO”: CULTIVAR DE SOJA COM “AG 7098”: PRODUTIVIDADE COM
CICLO PRECOCE PARA A SAFRA ENRAIZAMENTO AGRESSIVO EXCELENTE QUALIDADE DE COLMO

A Nidera Sementes (www.niderasemen-


Lançamento da Dekalb (www.dekalb. tes.com.br) promoveu o lançamento do hí-
com.br) o DKB 345 PRO3 é um excelente brido NS 6601 IPRO, de crescimento indeter-
conjunto para maximizar a produtividade de minado, excelente potencial produtivo e alta
milho-safra. Apresenta ciclo precoce, RM performance para os estados do RS, SC, PR,
137, empalhamento regular, coloração do SP e MS.
grão amarelo, peso de 1000 grãos de 440- Plantas de porte médio, com exigência Indicado para o plantio na safra verão em
470g e tolerante à Mancha-de-Turcicum. de média a alta em fertilidade, para uma po- todo o território nacional, com exceção dos es-
Apresenta como diferenciais um altís- pulação de 200-320 mil plantas por hectare e tados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina
simo teto produtivo em diferentes ambientes; colheita de 112-145 dias. Resistente às doen- e Paraná, o milho híbrido AG 7098 é um dos
excelente uniformidade, arquitetura e con- ças: Mancha-Olho-de-Rã, Cancro-da-Haste, lançamentos da Sementes Agroceres (www.
junto de plantas, permitindo ótima resposta Pústula-Bacteriana e Fitóptora. sementesagroceres.com.br). Com ciclo semi-
à população; e a Tecnologia VT PRO3®, pri- Seu grande diferencial está no agressivo precoce, altura de planta de 240-270cm,
meira tecnologia voltada à proteção da raiz enraizamento, arquitetura de plantas ereta arquitetura semi-ereta, excelente qualidade
do milho contra o ataque da Larva-Alfinete com folhas lanceoladas e grande número de de colmo, empalhamento bom, cor do grão
(Diabrotica speciosa). entrenós na haste principal. amarelo-alaranjado, tolerante ao Complexo
Recomendado para abertura de plan- do Enfezamento e população de 50 a 58 mil
tio, com excelente resposta no manejo de SYNGENTA plantas por hectare.
fungicidas. Recomenda-se fazer o monitora-
mento de doenças e, se for necessário, reali- “SYN 1378C IPRO”: ÓTIMO DESEMPENHO Apresenta tecnologia VT PRO3®, única bio-
tecnologia que além de oferecer proteção con-
zar a aplicação antecipada para cercóspora e
polysora. Refúgio Max: 3700 RR2. EM SOLOS ARGILOSOS DE CERRADO tra as pragas da parte aérea, possui tolerância
ao herbicida glifosato, e conta com a exclusiva
proteção à raiz do milho contra o ataque da Lar-
NORTOX SEMENTES va-Alfinete (Diabrotica speciosa).

“NTX 316”: HÍBRIDO PRECOCE SEMENTES ADRIANA


ADAPTADO PARA VÁRIAS REGIÕES ESCUD: TRATAMENTO DE SEMENTES

Destaque da Syngenta (www.portal-


syngenta.com.br), para as regiões produtoras
do Norte de SP, Triângulo Mineiro, Sudoeste
de Goiás, Norte do MT e Norte de MG, a soja
SYN 1378C IPRO apresenta um excepcional
potencial produtivo, com menor consumo de
A Nortox (www.nortox.com.br), maior sementes por hectare, crescimento determi-
fabricante nacional de agroquímicos, atuando nado, ciclo médio de 125 dias, altura de plan-
no mercado brasileiro há 63 anos, lançou na ta 71cm, grupo de maturação 8.0 e tolerância
safra 17/18 sua linha de sementes de milho. ao acamamento. O Tratamento Industrial de Sementes
O objetivo é o de, nos próximos 10 anos, se Época de plantio recomendada é de ESCUD® é uma tecnologia com a qualidade
tornar uma opção de qualidade, trazendo uma início de outubro ao final de novembro, com ATTO Adriana Sementes (www.attosemen-
genética própria e disponibilizando novas op- população ideal de 240 a 280 mil plantas por tes.com.br) que garante a aplicação da dosa-
ções para os produtores rurais brasileiros. hectare. Apresenta ótimo desempenho nos gem correta do produto e a perfeita cobertura
Destaque para o híbrido NTX 316, pop- tipos de solos argilosos do Cerrado. Porém, de toda a superfície da semente.Utilizamos
ulação ideal de 60 mil plantas, ciclo precoce, exigente em fertilidade. polímeros que tem a função de melhorar a
florescimento em 58-64 dias, maturação em Resistente às doenças Pústula-Bacte- fixação do ativo na sementes, evitando per-
125 dias e tolerante às doenças: Ferrrugens riana (X. Axonopodis. pv glycines) e Mancha- das do ativo durante o transporte e manuseio.
Comum e Polissora, H. turcicum, H. maydis, Olho-de-Rã (Cercospora sojina). Moderada- Quem usa a tecnologia ESCUD® tem
Phaeosphaeria, Cercospora e Enfezamento. mente Resistente ao Nematoide-do-Cisto expressivos ganhos logísticos, racionaliza em
Áreas de Adaptação: GO, MG, MS, MT, PA, (raça 3) e à doença Cancro-da-Haste (Di- mão de obra, reduz riscos para os trabalha-
PR, RO, SP, MA, PI, TO e BA aphorte phaseolorum). dores e evita danos ao meio ambiente.
GRÃOS - Milho
Edição nº 142 - Outubro de 2018 77

Predição Genômica ajuda a identificar milho


mais tolerante ao déficit hídrico
P esquisadores da Embrapa e
parceiros já conseguem avaliar
marcadores moleculares que refletem as
diferenças entre as sequências de DNA

FOTOS: EMBRAPA Milho e Sorgo


se um híbrido de milho poderá dos diferentes híbridos de milho. Essas
ou não ser resistente à escassez informações são capazes de subsidiar a
de água baseando-se apenas em infor- predição do desempenho dos materiais
mações genômicas. Eles empregaram a para certas características de interesse
chamada “predição genômica”, que uti- agronômico, como a tolerância ao déficit
liza métodos genético-estatísticos, para hídrico, por exemplo.
predizer o desempenho de híbridos de
milho ainda não avaliados. Isso repre- Periódico da Nature - Para o ajuste
senta uma grande economia de tempo e a validação dos métodos genético-es-
e dinheiro, pois poupa anos de testes tatísticos de predição genômica, foram
para as avaliações do desempenho em utilizados dados de 308 híbridos simples
condições de campo. A técnica acelera o de milho, avaliados em experimentos
processo de melhoramento genético do com e sem estresse hídrico, durante
milho e, consequentemente, aumenta dois anos e em dois locais do Brasil. Os
o ganho em produtividade de grãos por resultados do trabalho foram relatados
unidade de tempo. no artigo científico Improving accura-
Isso é possível a partir de infor- cies of genomic predictions for drought
mações genômicas obtidas por meio de tolerance in maize by joint modeling of
additive and dominance effects in multi-
environment trials, publicado neste ano
no periódico Heredity, do grupo Nature. tolerância ao déficit hídrico”, ressaltou a
O artigo também foi selecionado pesquisadora Maria Marta Pastina, ge-
para divulgação por meio de uma ent- neticista da EMBRAPA Milho e Sorgo.
revista no episódio de julho do Heredity Pastina coordenou os trabalhos
Journal Podcast. “Essa seleção foi um com o pesquisador Lauro José Moreira
grande reconhecimento da relevância Guimarães, melhorista de milho da
dos resultados do trabalho e da contri- EMBRAPA. “Essa abordagem permite
buição da pesquisa da Embrapa para a uma maior exploração da variabilidade
comunidade científica mundial”, comen- genética do banco de germoplasma de
ta a pesquisadora Isabel Regina Praze- um programa de melhoramento, am-
res de Souza, supervisora do Núcleo de pliando as chances de identificação de
Biologia Aplicada da EMBRAPA Milho e combinações híbridas mais promissoras.
Sorgo (MG). Outra vantagem dessa técnica é a possi-
“Os resultados desse trabalho bilidade de direcionar cruzamentos para
mostram que a predição genômica é uma o desenvolvimento de novas linhagens,
ferramenta útil para reduzir gastos com com maior estabilidade de produção em
fenotipagem, aumentar a eficiência de condições de estresse hídrico”, disse.
seleção e, consequentemente, o ganho O estudo foi realizado por uma
genético por unidade de tempo em pro- equipe multidisciplinar composta por
gramas de melhoramento de milho para cientistas de diferentes linhas de pes-
GRÃOS - Milho
78 Edição nº 142 - Outubro de 2018

quisa da EMBRAPA; da ESALQ/USP


Escola Superior de Agricultura “Luiz
de Queiroz”, da Universidade de São

FOTO: EMBRAPA Milho e Sorgo


Paulo; da UFLA - Universidade Federal
de Lavras; da UFV - Universidade Fe-
deral de Viçosa; e das instituições norte-
americanas School of Forest Resources
& Conservation da Universidade da
Flórida (SFRC-UF) e JMP Genomics Di-
vision, da empresa SAS.

COMO FUNCIONA A PREDIÇÃO


GENÔMICA ? - No melhoramento gené-
tico convencional de milho, linhagens e
híbridos são extensivamente desenvolvi-
dos e testados em condições de campo,
ao longo de vários anos e locais, o que
requer grande investimento de tempo e
dinheiro.
Com a técnica de predição genômi-
ca, é possível identificar materiais que
possuem em seu DNA genes favoráveis à hídrico, em vários anos e locais”, explica possível selecionar os genitores desses
expressão de certas características, como a pesquisadora. híbridos e intercruzá-los para a obtenção
uma maior produtividade de grãos em Pastina também chama atenção de novas populações de melhoramento,
condições de estresse hídrico. para a importância da segunda safra na visando o desenvolvimento de linhagens
Assim, com base nessas informa- produção de milho no Brasil. “De acordo com maior estabilidade produtiva em
ções, somente os materiais com maior com levantamento de 2018 realizado condições de déficit hídrico. Por outro
potencial genético são levados para os pela CONAB - Companhia Nacional de lado, os híbridos preditos que apre-
testes em condições de campo, o que se Abastecimento, nos últimos 30 anos, sentaram estabilidade para os efeitos
reflete em uma grande economia de tem- a área total plantada com milho na se- genéticos aditivos e de dominância en-
po e de recursos. gunda safra aumentou em média 12% tre ambientes podem ser diretamente
ao ano. No ano agrícola 2016/2017, a indicados como uma nova cultivar para
MAIOR ESTABILIDADE NA SA- segunda safra foi responsável por quase um determinado ambiente-alvo”, relata
FRINHA - No Brasil, o milho é cultivado 70% da produção total de milho. No a pesquisadora.
em duas épocas distintas: safra (primei- entanto, durante essa época de cultivo,
ra safra, de agosto a março) e safrinha as limitações hídricas, por causa das VANTAGENS PARA O MILHO
(segunda safra, de fevereiro a junho). No grandes variações na precipitação, po- TROPICAL - Os resultados, baseados em
entanto, o cultivo do milho de segunda dem reduzir drasticamente a produtivi- germoplasma de milho tropical cultiva-
safra ocorre após a colheita da cultura dade de grãos, destacando a importância do no Brasil, mostram que é possível uti-
de verão, em uma época do ano sujeita a do desenvolvimento de híbridos de mi- lizar a seleção genômica para a predição
grandes variações na precipitação. Para lho tolerantes ao déficit hídrico”, destaca do desempenho de híbridos simples em
o setor agropecuário essa é uma questão a cientista da EMBRAPA. múltiplos ambientes, desde que os efei-
bastante relevante. A pesquisadora ressalta que o tos da interação entre genótipos e ambi-
“As mudanças climáticas têm afe- principal objetivo desse estudo foi ava- entes sejam apropriadamente modela-
tado as temperaturas e os padrões de liar a acurácia da seleção genômica para dos. “Trata-se de uma ferramenta muito
precipitação em todo o mundo, o que a predição do desempenho de híbridos interessante para aumentar a eficiência
interfere diretamente na disponibilidade simples de milho ainda não testados em de seleção, otimizar cruzamentos e ace-
de recursos hídricos, na produção agrí- condições com e sem estresse hídrico. lerar os ganhos genéticos para a tolerân-
cola e na segurança alimentar. O déficit “O método genético-estatístico adotado cia ao déficit hídrico em programas de
hídrico é considerado uma das principais permitiu explorar as correlações gené- melhoramento de milho”, afirma.
causas de perdas na produção agrícola ticas entre ambientes, aumentando o “Além disso, o método genético-
em regiões tropicais”, pondera Pastina. poder preditivo da técnica”, reforça. estatístico de predição genômica uti-
“Por causa do impacto das mu- lizado nesse estudo pode ser facilmente
danças climáticas e da baixa disponibi- PREDIÇÃO DA RESPOSTA estendido para acomodar covariáveis
lidade de recursos hídricos, cultivares GENÉTICA - Os resultados da pesquisa ambientais, úteis para a predição do de-
com maior estabilidade de produção em mostram que o uso combinado de dados sempenho de híbridos ainda não testa-
condições de déficit hídrico serão essen- fenotípicos de múltiplos ambientes nos dos, em ambientes ainda não avaliados,
ciais para o futuro da agricultura. Atual- modelos de seleção genômica melhorou a com base no relacionamento genético
mente, o desenvolvimento de cultivares acurácia de predição da resposta genética entre híbridos e, também, nas correla-
com maior tolerância à escassez de água de um determinado híbrido em condições ções entre ambientes. Assim, a estratégia
é um dos principais desafios enfrentados de déficit hídrico. Segundo Pastina, tam- de predição genômica pode ser utilizada
pelos melhoristas de milho, já que essa bém foi possível identificar entre todos diretamente para auxiliar os melhoristas
atividade demanda muito tempo, grande os híbridos de alto desempenho predito, no processo de obtenção de novas linha-
disponibilidade de recursos genéticos, aqueles com efeitos aditivos estáveis ao gens e novos híbridos nos programas de
financeiros e mão de obra para a realiza- longo dos diferentes ambientes. melhoramento de milho para tolerância
ção de experimentos com e sem estresse “Com base nessa informação, é ao déficit hídrico”, conclui Pastina.
EVENTOS - Feiras
Edição nº 142 - Outubro de 2018 79

Maior evento de irrigação Com setor em crescimento


do Brasil encerra com 26ª Fenasucro & Agrocana
sucesso em Campinas (SP) supera expectativas

C A
om 100 marcas presentes, 26 palestras, nove mini- 26ª FENASUCRO & AGROCANA, realizada de 21
cursos e oficina especializada em agricultura ir- a 24 de agosto, em Sertãozinho (SP), confirmou as
rigada, a 2º FiiB - Feira Internacional da Irrigação expectativas projetadas pela organização, com negó-
Brasil 2018 e o 27º CONIRD - Congresso Nacional cios na ordem de R$ 4 bilhões iniciados no evento e
de Irrigação e Drenagem, realizados de 19 à 21 de setembro, que serão concretizados nos próximos meses, além de 39
no Centro de Convenções Expo Dom Pedro, em Campinas mil visitantes, números que superam a edição de 2017. A
(SP), encerraram com grande sucesso. feira, considerada vitrine mundial de tecnologia e investi-
Segundo Denizart Vidigal, presidente da Comissão mentos para o setor sucroenergético, recebeu compradores
Organizadora da FIIB, a feira proporcionou diversos negó- de aproximadamente 25 países e de 20 estados brasileiros.
cios e grande troca de conhecimentos sobre o setor de ir- O aumento, tanto em visitas quanto em negócios, em
rigação, reunindo os principais stakeholders em um único grande parte, é explicado pelo cenário mais positivo e de
evento. “Temos certeza que a FIIB cumpriu o seu papel, retomada de investimentos no segmento sucroenergético,
como importante fórum da irrigação no Brasil, ao atrair os que agora terá mais previsibilidade para investir com uma
maiores players deste mercado”, afirmou. política de incentivo estruturada pelo RenovaBio, programa
No local, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Governo Federal em fase de regulamentação e que prevê
do Estado de São Paulo, Francisco Sérgio Ferreira Jardim, aumento na produção de etanol e maior participação dos
declarou que a FIIB “é um evento importante e estratégico biocombustíveis na matriz energética.
para o setor”. Em seu discurso, ele enfatizou que “o Estado “A feira superou nossas expectativas. Ela é bem seto-
de São Paulo utiliza muito pouco o processo de irrigação rial e por isso atrai mais interessados em negócios, e não
ainda, com apenas ¼ da capacidade que possui”, sendo ne- curiosos. Lançamos produtos que tiveram bastante aceita-
cessária a discussão do tema como forma de estímulo para ção. É um bom evento também para prospectar negócios
o setor, visando o seu desenvolvimento no estado e no país. que continuam sendo realizados nos próximos meses”, ava-
Todos os anos, diversos profissionais, empresas, as- lia Marcos de Abreu Pereira, responsável pelo comercial da
sociações e instituições se reúnem na FIIB para discutir os Truckvan, uma das mil marcas presentes.
principais assuntos ligados ao mercado de irrigação no país As rodadas de negócio, nacional e internacional, im-
e ter acesso aos novos produtos, equipamentos e serviços pactaram diretamente no volume de negociações realiza-
destinados ao setor, gerando grande networking. das in loco e naquelas que começam na feira e continuam
Além da presença de Jardim, o evento contou tam- durante os próximos meses. Somente nas reuniões direcio-
bém com a participação de diversas outras autoridades do nadas aos visitantes estrangeiros, promovidas pela APLA/
agronegócio nacional. Estiveram presentes: o presidente APLEX, foram movimentados R$ 300 milhões, com a reali-
da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento zação de 616 reuniões durante o evento.
(SANASA), Arly de Lara Romeo; o presidente da Comissão As negociações nacionais, realizadas pelo CEISE Br,
Nacional de Irrigação da Confederação da Agricultura e contaram com um incremento importante gerado pela ro-
Pecuária do Brasil (CNA), Eduardo Veras; o diretor geral do dada agrícola – novidade este ano. Ao todo, 127 reuniões
Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Sérgio Augusto foram realizadas com movimentação de negócios da ordem
Morais Carbonell; o membro da Câmara Setorial de Equipa- de R$ 24 milhões, superando os R$ 13 milhões esperados.
mentos e Irrigação da Associação Brasileira da Industria de No geral, segundo o diretor da feira, Paulo Monta-
Maquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e diretor plenário do bone, a cogeração de energia e a produção de açúcar foram
Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas, (Sindimaq), os principais temas de interesse entre fornecedores e com-
Antônio Alfredo Teixeira Mendes; o ex-ministro da Agricul- pradores.
tura, Alysson Paolinelli; o presidente da Empresa Brasileira “Tivemos uma edição que superou as expectativas da
de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Maurício Antônio organização e dos próprios expositores, que classificaram a
Lopes; a diretora executiva da Associação Sudoeste Paulista feira como excelente ou ótima. As rodadas também foram
de Irrigantes e Plantio na Palha (ASPIPP), Priscila Silvério um sucesso, o que demonstram que nossas projeções na
Sleutjes; e o presidente da Associação Brasileira de Irrigação ordem de R$ 4 bilhões estavam corretas e alinhadas com
e Drenagem (ABID) e do Congresso Nacional de Irrigação e uma retomada do setor. Percebemos um público ainda mais
Drenagem (CONIRD), Helvecio Mattana Saturnino. qualificado”, disse Montabone.
80 Edição nº 142 - Outubro de 2018

SAMI
MÁQUINAS