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FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO

Romeu Bornelli
Introdução

1ª Timóteo, cap. 3, 14 ¶ Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-


te em breve; 15 para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve
proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e
baluarte da verdade. 16 Evidentemente, grande é o mistério da
piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito,
contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo,
recebido na glória. 1 ¶ Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos
últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos
enganadores e a ensinos de demônios,

Vamos orar.
Ó Pai, que alegria para o nosso coração nos reunirmos como igreja
do Deus vivo. Que privilégio para nós podermos nos acercar de Ti
mesmo, tendo o Senhor como nosso foco, centro e fim. Obrigado porque
podemos nos assentar aos seus pés. Obrigado porque podemos ser
ensinados do Senhor, pastoreados do Senhor, cuidados do Senhor.
Pedimos ao Senhor que nos supra abundantemente com a Tua pessoa,
através da Tua palavra nessa noite. Oferecemos os nossos corações
para ouvir-te, oferecemos o nosso espírito, a nossa mente, para que o
Senhor abra a nossa compreensão espiritual. E o Senhor nos propicie
um maior conhecimento espiritual de Cristo. Nós te pedimos. Cubra-nos
com o Teu precioso sangue, e fale aos nossos corações, cumprindo o
Teu propósito para esta noite. Nós esperamos tudo de Ti. Em nome de
Jesus, amém.

Irmãos, o Senhor depositou algo no meu coração que gostaria de


compartilhar com os irmãos durante alguns dias. Não sei se haverá uma
confirmação desse desejo, desse encargo no coração do Nilton, de
ministrar daqui umas quatro ou cinco reuniões, alguma coisa dentro da
epístola de Tiago, me parece que ele tem considerado diante do Senhor.
Se isso ocorrer nós iremos interromper esse início que eu vou fazer
aqui, essa introdução, e depois nós voltamos a esse assunto, porque na
verdade, o encargo que tenho tido é bastante abrangente. Deus tem
depositado no meu coração um desejo de partilhar com vocês, algo
relacionado aos alicerces da visão, aos alicerces do Evangelho, aos
fundamentos do Evangelho. Nós iremos gastar várias reuniões nesse
assunto, e teremos agora inicialmente quatro mensagens, e nessas
quatro mensagens eu não poderei fazer mais do que abrir um
panorama, mas gostaria que os irmãos tivessem muita atenção a esse
panorama, porque depois, quando retornarmos, nós poderemos toma-lo
por outros ângulos, por outras facetas, mas poder aí, quem sabe,
dissecar um pouco mais das verdades envolvidas nessa coluna central.
Nós vamos tomar esses quatro períodos que teremos, inclusive hoje,
para passar para os irmãos, o eixo central a respeito da nossa confissão.
Qual é a nossa confissão como cristãos?
Irmãos, meu coração tem ficado muito alarmado com a
necessidade do povo de Deus, do povo cristão, do povo que se chama
pelo nome do Senhor, de ter alicerces sólidos, no que concerne a essa
visão central, a esse eixo central do propósito de Deus, daquilo que está
no coração de Deus nos seus tratos então com o homem,
especialmente, com a sua igreja. Nós podemos nos perder de muitas
maneiras sem esse eixo. Os irmãos que estiveram aqui em uma ou duas
reuniões anteriores, pela manhã no Domingo, eu disse aos irmãos que
há como que uma coluna vertebral, como acontece no corpo humano,
uma coluna vertebral, no propósito de Deus na visão desse propósito,
na nossa confissão, conseqüentemente, e essa coluna vertebral ela tem
que estar clara para nós. São elementos essenciais e fundamentais
demais para nós podermos estar oscilando, para podermos estar então,
jogando de um lado para o outro. São verdades pelas quais nos
vivemos, e devemos morrer. São verdades que formam o cerne da
nossa confissão. Os irmãos sabem, se estudam e conhecem algo pelo
menos da história da igreja, que durante todos os períodos da história
da igreja, absolutamente todos, o Senhor sempre levantou homens, os
chamados apolojetas, que se ocuparam então com um encargo e uma
unção especial da parte de Deus, do Espírito Santo, para levantarem
verdades que estavam sendo ou obscurecidas, ou negligenciadas ou até
mesmo contrariadas, no meio do povo de Deus, para prejuízo do
testemunho de Deus, porque nós nunca podemos ter um testemunho
adequado sem uma visão adequada dos propósitos de Deus, do plano de
Deus. Nós não podemos ter um corpo, não podemos ter sustentação
nesse corpo, e nem mesmo podemos ter os acessórios nesse corpo: a
carne, os músculos, os tendões, os órgãos, os tecidos, se nós não
tivermos um esqueleto nesse corpo. Então, nós iremos gastar toda uma
série de mensagens, a respeito do esqueleto, a coluna vertebral, no que
concerne a visão, e conseqüentemente no que concerne à confissão.
Os irmãos se lembram do apóstolo Pedro quando escreveu a sua
epístola, só para citar, eu gostaria de comentar alguma coisa sobre esse
texto de Timóteo que acabamos de ler, mas só para te lembrar do que
Pedro disse no seu escrito, já velhinho, escrevendo a irmãos, filhos de
Deus, igreja, que estavam ali na dispersão da perseguição que o império
romano deflagrou sobre a igreja nos primeiros séculos, principalmente
no primeiro século, então quando Pedro escreve aquela carta tão doce,
a sua primeira epístola, também a segunda, naquela primeira, cap. 3,
versículo 15, Pedro diz assim que nós devemos santificar a Cristo como
Senhor em nossos corações, estando sempre preparados para responder
a todo aquele que nos pedir qual a razão da esperança que há em nós.
E quão importante é isso irmãos? Quantas vezes nós cristãos, até
mesmo nos envergonhamos de nossa fé? Muitas vezes nos sentimos
acuados diante daqueles ignorantes disfarçados, que tentam usar as
suas filosofias e suas idéias mirabolantes contra o Evangelho. E nós nos
sentimos como ratinhos acuados, porque essa espada, como Paulo diz a
Timóteo, essa espada que deve estar em nossas mãos, ele diz que
obreiro deve manejar bem a palavra da verdade, manejar, como uma
espada. Nós então nos sentimos, tantas vezes, despreparados com essa
espada, para estarmos lidando com esses inimigos, de tantas formas,
sejam eles filosóficos, sejam eles idealistas, sejam eles sociais, sejam
eles políticos, sejam eles culturais. A palavra de Deus como espada, ela
é hábil, ela é útil. Paulo diz isso também a Timóteo:(2 Timóteo 3:16 )
toda palavra inspirada por Deus ela útil para o ensino, para correção,
para educação na justiça, para que o homem de Deus seja perfeito, ou
adulto, e preparado perfeitamente habilitado para toda boa obra.
Irmãos, quando nós vemos o que Paulo diz aqui especialmente para
Timóteo, já que ele era agora um velho homem de Deus escrevendo
para um jovem homem de Deus, Timóteo então nós vamos o quanto
esse velho Paulo se preocupava com o jovem Timóteo, dizendo: Não se
envergonhe do testemunho do nosso Senhor. Lembra que ele diz isso
para Timóteo? Seja um obreiro que maneja bem, ou corta um caminho
reto, é o sentido, corta um caminho reto com a palavra da verdade,
porque é necessário que um homem de Deus não viva a contender, mas
que ele seja apto para ensinar, que ele seja apto, para convencer os que
se contradizem. Irmão. Qual é a tua posição nos teus níveis de
relacionamento? Você é uma pessoa apta para ensinar? Nem que seja
na tua esfera familiar, você é uma mulher apta para ensinar os seus
filhos? Você é uma pessoa capaz de ensinar no seu relacionamento de
trabalho? Você é capaz de ensinar, quem sabe, na sua escola? Você é
capaz de dar um testemunho de Deus usando a sua espada afiada? Ou
você é despreparada, ou despreparado? Pai você é capaz de ensinar,
pastorear a sua esposa, os seus filhos. Irmão, ou irmã, você é capaz de
ajudar na vida da igreja, nesse sentido? Quão envergonhado muitas
vezes nós ficamos, não é, quando nós nos vemos desarmados,
despreparados, tentando combater uma idéia montada, com outra idéia
montada. Idéia contra idéia, ao invés de usarmos a poderosa e eficaz
palavra de Deus, palavra viva e eficaz. Como Paulo se preocupou com
isso em relação à Timóteo, nessa carta tão maravilhosa, essa epístola a
Timóteo, precisa ser lida por nós, precisa ser estudada. Paulo diz a
Timóteo que Deus não nos deu um espírito de covardia(2 Timóteo 1:7),
mas Ele nos deu um espírito de poder, de amor ou de moderação, ou de
domínio próprio, sabendo usar a palavra certa no tempo certo. Isso é
moderação. Domínio próprio. Deus nos deu um espírito de poder, de
amor e moderação. Não te envergonhes do testemunho do Senhor,
maneja bem a palavra da verdade, quantas exortações mais,( 2 Timóteo
4:2 ) prega a palavra, quer seja oportuno quer não, exorta, insta,
repreende, com toda a longanimidade e com doutrina. (1 Timóteo
4:7)Exercita-te pessoalmente na piedade, torna-te um padrão para os
fiéis na palavra, primeiro lugar, depois no conhecimento, na fé, na
pureza. Então quão envergonhados muitas vezes nós ficamos, quando
nós lemos essa epístola de Timóteo, especialmente a primeira epístola
os seis capítulos. E nós nos vemos ali como ratinhos acuados no canto
da parede, enquanto pessoas ignorantes te se levantado para propagar
tantas mentiras. Irmão, é necessário que o Senhor hoje, nesses dias em
que nós vivemos, novamente levante apologetas, pessoas que
sustentam - o apóstolo Paulo disse a Timóteo que a igreja é casa de
Deus coluna (significa sustento), e baluarte(serve para proclamar) que é
uma bandeira que vai à frente de um exército. Ela proclama uma
ofensiva, uma posse de um território, é um baluarte. A igreja ela não só
sustenta, isso é coluna, mas ela é baluarte, ela proclama. Coluna
sustenta, e baluarte proclama a verdade. Irmão você já pensou sobre
você mesmo assim? O que é que você pensou sobre você mesmo? Você
pensa que é um simples praticante do cristianismo? É assim que você se
vê? Você pensa que você abraçou um conjunto de doutrinas que tem
feito muito bem para a sua alma, para as suas emoções, quem sabe até
para o seu intelecto? Ou você vê que como filho de Deus você é um
porta-voz da verdade? Isso devia encher o teu peito de orgulho santo,
para usar uma palavra adequada: orgulho santo, porque você é
portador da verdade. Não de uma verdade, não de um pedaço da
verdade, mas da verdade. O Senhor Jesus disse: Eu sou o caminho, a
verdade e a vida. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.
Maneja bem a palavra da verdade. A igreja é coluna e baluarte da
verdade. Irmãos, quem temos sido nós, na nossa vida cristã e no nosso
testemunho cristão? Ratinhos acuados? Ou porta-vozes da verdade?
Coluna e baluarte.
O encargo então, do meu coração é colocar para os irmãos, a
coluna vertebral da verdade, o que Paulo chamou aqui em Timóteo de
piedade. Ele diz: grande é o mistério da piedade, mas ele não diz
apenas isso. Ele mostra qual é o mistério, e qual é o foco e o centro
desse mistério. É Cristo, porque quando ele diz aí nessas palavras:(1
Timóteo 3:16) “Aquele que foi ressuscitado na carne, justificado em
Espírito, pregado aos gentios...” ele está falando de Cristo. Ele está
dizendo que a verdade foi totalmente manifestada em Cristo. Mas nós
podemos agora pegar essa manifestação da verdade, que é Cristo e
podemos ver então algumas facetas centrais dessa verdade. O que que
Cristo, que é a verdade, fala sobre essa verdade? Quais as facetas
essenciais dessa verdade? Nós vamos ver que em Cristo - que é a
verdade - nós conhecemos a verdade sobre Deus. Em Cristo que é a
verdade nós conhecemos a verdade sobre a encarnação. Em Cristo que
é a verdade nós conhecemos a verdade sobre a justificação pela fé. Em
Cristo que é a verdade, nós conhecemos outras verdades. Nós vamos
abordar aqui oito pontos, oito ossos, dessa coluna vertebral. Irmão,
cada um deles deve ser um ponto em que nós façamos checar nosso
espírito, nossa alma, nossa mente, tudo o que há em nós, se tudo o que
há em nós, tem sido regido por esse eixo central. Irmão pense nessa
nota que eu coloquei como introdução. Pense nisso. Vá para casa hoje,
pensando sobre você, quem é você como filho de Deus. Você se vê
assim como Paulo falou, usando a figura da igreja como um todo, é
claro? Porque nós não vivemos vidas individuais. A igreja é um corpo e a
revelação de Cristo está no corpo, sempre no corpo. Não é? Mas nós
somos membros individuais desse corpo. Então, algo do depósito da
verdade está em nós, e deve ser evidenciado em nós, é claro, senão
Paulo não iria dizer para Timóteo: Maneja a palavra da verdade, prega a
palavra, seja apto para ensinar, poderoso para convencer os que se
contradizem. Por que é que Paulo era assim tão ousado espiritualmente?
Porque ele compreendia muito bem que o Evangelho não é apenas mais
uma doutrina, um adendo filosófico. Paulo viu o que era o Evangelho.
Paulo viu que o Evangelho era uma espada que cortava aquelas pernas
de todas as filosofias, e faziam com que elas se prostrassem por terra,
porque ela anuncia Cristo, o Filho de Deus. Então irmão, pense sobre
você e ore ao Senhor porque esse é um assunto de oração, assim como
de arrependimento. Ore sobre você, peça ao Senhor que não faça que
você seja um ratinho acuado, nem na sua família, nem no meio da sua
vizinhança, nem no seu trabalho, diante dos seus empregados, diante
do seu patrão, mas que você se veja como aquilo que você é, porque a
palavra de Deus te declara assim, um porta-voz da verdade, aquele que
conhece, aquele que é o caminho a verdade e a vida. Nós somos
membros desse corpo, igreja do Deus vivo, coluna e baluarte do
Evangelho. Que essa palavra de Paulo a Timóteo, soe, retine no seu
ouvido interior. Não te envergonhes do Evangelho.
Irmãos, as pessoas estão morrendo sem Deus. A igreja precisa ser
edificada com o poder da verdade, e nós, que tipo de resposta nós
temos dado à graça do Senhor. Será que nós temos tornado essa graça
vã? Paulo disse, quando ele escreveu aos Coríntios, 1ª Coríntios, cap.
15, versículo 10, um tremendo versículo, ele diz assim: eu sou o que
sou pela graça de Deus. Antes eu era um perseguidor da igreja, o
Senhor Jesus ressuscitado se manifestou a mim como um nascido fora
de tempo, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque eu
perseguia a igreja de Deus, mas pela graça de Deus eu sou o que sou, e
a sua graça que me foi concedida, não se tornou vã. Olhe o que Paulo
disse. (1 Coríntios 15:10)Sua graça que me foi dada, não se tornou vã.
Significa que Paulo podia tornar vã a graça de Deus e eu e você
também. Eu e você podemos tornar vã a graça. Depende da resposta
que nós damos a ela. Depende do nosso arrependimento diante da
verdade, depende de como nós lidamos quando nós vemos a nós
mesmos, na nossa atual estatura espiritual. Nós podemos tornar a graça
leviana, a graça vã. A graça é eficaz, mas ela não trabalha em nós como
uma mão manejando uma marionete. Isso não é a graça de Céus, em
hipótese alguma. Esse é um ensino extrapolado do hiper calvinismo.
Isso não é doutrina bíblica reformada. Isso é um ultra, hiper calvinismo
errado, até mesmo herético, porque contraria a palavra de Deus. Deus
não maneja marionetes, mas Ele estimula a ação em nossas vidas,
porque tudo começa com Ele, Ele é a única fonte, único autor, tudo
provém Dele, mas de tal forma a graça coopera conosco que nós
podemos resistir a ela. Então Paulo diz: Eu não tornei vã a graça de
Deus. Antes, eu trabalhei, trabalhei mais do que todos os apóstolos.
Trabalhei, viajei, preguei, cooperei na edificação das igrejas, e para que
nós não víssemos que Paulo estava se gloriando nele mesmo “mas que
homem!!”, não é? Então ele termina o mesmo versículo falando assim:
Porém não eu, mas a graça de Deus comigo. Ele não fala a graça de
Deus em mim. Ele fala a graça de Deus comigo. Esse co-migo, fala de
co-operação. Eles sabe que Deus é quem faz tudo, e a única fonte de
toda ação, e de toda a visão, e de tudo, mas ele sabe que essa graça
pode ser tornada vã, por nós se nós não respondermos a ela. Então ela
fala que: trabalhei mais do que todos eles, não eu, mas a graça de Deus
co-migo. Co-migo, co-operação. Que coisa importante irmão. Eu creio
que antes de entrar no que eu quero entrar, essa noite e nas outras
reuniões, eu queria que você visse isso: Quem é você? Você é um
cooperador da graça? Ou você tem tornado leviana a graça? Quantas
vezes Deus tem te falado sobre os mesmos aspectos da verdade?
Quantas vezes ele tem te pedido a mesma rendição no mesmo assunto?
Quantas vezes Ele tem tocado você no uníssono? A nossa vida muitas
vezes não é um testemunho genuíno do Senhor e não atrai outras vidas,
porque nós somos um piano que só toca o dó. Aí o que os outros têm é
dó de nós. Nós estamos só no dó. Só dá dó. Nós não tocamos uma
música, porque nós temos resistido ao falar de Deus, aqui, ali, e lá; as
notas que Ele tem tocado em nós. E você sabe muito bem quais as
notas que Ele tem tocado em você, as notas que ele tocado na sua vida
familiar, as notas que ele tem tocado na sua vida no trabalho, as notas
que Ele tem tocado na sua vida na igreja. Você sabe, porque a palavra
diz que todos nós temos unção que vem do santo e todos temos
conhecimento. Essa unção que Dele recebemos permanece em nós, e
nos guia em toda a verdade, é o que João diz na sua epístola. Então
você sabe. A graça do ensino da unção. Agora, qual é a nossa resposta
a essas notas? Então irmão, em primeiro lugar nós precisamos nos
encaixar nesse texto de 1ª Timóteo 3 14 a 16. Nós não somos um
povinho qualquer; nós não somos mais uma escola filosófica nesse
mundo tão cansado de tanta filosofia. Nós somos casa do Deus vivo.
Nós somos coluna e baluarte da verdade. O que é que você acha disso?
Esse é você e eu. Então, qual é a nossa resposta a isso? Quanto você
está em uma rodinha de amigos, de relacionamento, aqui ou ali, você
ouve algo, o que é que você faz? Você é capaz de dar um testemunho,
você é capaz de pregar a verdade, é capaz de colocar a visão do
Senhor? Você é capaz de pelo menos, buscar uma hora, um momento,
um tempo do Senhor para fazer isso? Tem sensibilidade espiritual? Ou
você se omite, se acua, se ausenta? Não é? Irmão. Nesse aspecto, o
papel da igreja é totalmente ofensivo. Paulo fala em Coríntios que a
igreja tem armas defensivas, lembra? ( 2ª Coríntios, cap. 6) pelas
armas da justiça, quer defensivas, quer ofensivas. Não é? Nós como
servos de Deus temos armas defensivas, e temos armas ofensivas.
Claro que tudo ao seu tempo e à sua hora. Mas são armas que precisam
ser manejadas. Então, primeiro busque diante do Senhor esse
enquadramento nesse texto. Quem é você diante desse chamamento de
Deus? Você é um membro desse corpo. Você foi chamado pelo Senhor,
não foi chamado pelo que está do lado de você, pelo pregador, pelo
fulano, sicrano, pelo livro que você leu. Você foi chamado por Cristo o
Senhor. Então Pedro diz assim no texto que eu citei (1ª Pedro 3:15)
Santificai a Cristo como Senhor nos vossos corações. Ele é o único
Senhor. Nós não temos outros senhores. Só um Senhor Então Pedro diz
assim: Separai. Colocai a parte só Cristo, como Senhor nos vossos
corações, estando sempre preparados para responder a todo aquele que
pedir razão da esperança que há em vós. Fazendo todavia com
mansidão e temor. Está dizendo que você não vai ser um arrogante tolo,
mas você vai fazer isso com ousadia e com mansidão e com temor. Que
maravilha o equilíbrio cristão. Não é uma pessoa inconveniente, mas é
uma pessoa responsável. Responsável e não acuada. Irmão, você
precisa ser cheio desse santo orgulho, como filho de Deus. Você faz
parte dessa coluna. Individualmente falando você é uma coluna.
Individualmente falando você é um baluarte. O Senhor te separou para
isso. Então que o Senhor nos ajude pela sua graça a sondarmos esse
eixo central para que o nosso coração possa ser então ajudado.
Irmão, nós só iremos passar pinceladas nessas quatro reuniões.
Por enquanto não dá para fazer mais do que isso. Mas você vai poder
levar oito aspectos para casa depois dessas quatro reuniões, para que
você esteja checando, estudando, suando, batalhando. Sabe qual é o
segredo para você ser uma coluna e baluarte da verdade, olhando o
aspecto doutrinário, olhando o aspecto doutrinário da palavra de Deus?
O segredo é: estude, estude, estude. Ninguém conhece por acaso.
Gaste tempo com a palavra de Deus. Medite nela. Ore, estude. Ore,
estude. Isso é um lado. Outro lado é o desenvolvimento dessa vida
interior com o Senhor A vida de comunhão, a vida de permanecer Nele,
de habitar Nele, de morar Nele, esse cultivo dessa vida interior, para
que nós sejamos equilibrados nesses dois braços. Mas não pense que
isso vai vir na sua vida, caindo do céu de uma hora para outra. Você
nunca será um verdadeiro sustento um verdadeiro baluarte se você não
aprender a suar em cima da palavra de Deus, lendo e orando, lendo e
orando. Paulo aconselhou a Timóteo a fazer isso. Paulo mesmo, fazia
isso. Esse velho homem de Deus – já preso - na segunda epístola, cap.
4, quando ele escreve a última carta dele, de toda a sua carreira,
segunda Timóteo, a última epístola desse homem de Deus, tão amado,
Paulo, quando ele escreve essa epístola, ele diz para Timóteo vir ter
com ele depressa porque o inverno estava chegando, e ele estava preso
naquela masmorra fria de Roma, aguardando o juízo, onde seria
decapitado, durante o império de Nero, os irmãos sabem muito bem
disso. E como as coisas se inverteram a partir daí, não é? Nero era um
grande homem na época e Paulo, como ele diz, era um lixo do mundo,
escória de todos, esse homem, porta-voz da verdade. Mas hoje, dois mil
anos depois, nós colocamos nos nossos filhos, o nome de Paulo, e nos
nossos cachorros, o nome de Nero. Então, quanto Paulo foi martirizado,
durante esse império romano, Paulo escreveu, na 2ª Timóteo, cap. 4,
ele disse assim para Timóteo: vem ter comigo depressa. Não é assim?
Porque o inverno se aproxima, e Paulo lembra de duas coisas. Ele diz
assim: Traga-me os pergaminhos, e a minha capa que eu deixei em
Trôade. A capa e os pergaminhos. Irmão. Essa era a possessão final
desse homem de Deus. Uma capa, e uns livros. Como esses últimos
escritos de Paulo nos envergonham. O que que esse homem de Deus
possuía no final da sua vida? Um monte de livros e uma capa, que ele
estava sentindo falta lá na prisão, antes dele partir para o Senhor.
Então, irmãos, que desafio nós temos. Hoje nós temos tido uma
profissão de fé, superficial, vidas medíocres, tantas vezes,
irresponsáveis à graça do Senhor. Não é assim? É porque o Senhor tem
em nós pela sua bondade seu testemunho, Ele colocou em nós o seu
nome, e por amor do seu nome Ele tem lidado com as nossas vidas com
longanimidade, por amor do seu nome. Porque Ele vai produzir o seu
testemunho na vida da igreja. Ele já tem feito isso, mas nós precisamos
ser desafiados, porque a nossa vida tem estado, de modo geral, em
geral como igreja - não estou me referindo aos irmãos especificamente,
mas como igreja em geral – mas como igreja em geral na face da terra,
o nosso testemunho é medíocre diante do que a igreja testemunhou nos
séculos passados. Então nós só podemos nos dobrar diante do Senhor e
pedir que na sua misericórdia, que largamente Ele já tem derramado
sobre nós, o problema não está com a misericórdia Dele, mas pedir ao
Senhor que na sua misericórdia, Ele desperte corações que respondam.
Essa deve ser a nossa oração. Não é: Senhor tenha misericórdia, tenha
misericórdia - como se Ele não tivesse misericórdia, mas é: Senhor, na
sua misericórdia, desperte os nossos corações, ganha os nossos
corações, levanta os nossos corações para Ti, tira-nos da apatia, da
mesmice, da mediocridade, da superficialidade. Irmãos, o Senhor tem,
de alguma forma, movido as águas, na vida da igreja, com relação a
esses assuntos. O Senhor tem me dado oportunidade de estar com
muitos irmãos, em muitos lugares e eu tenho visto isso. O Senhor tem
despertado no seu povo, um desespero por Ele. Desespero por Ele. Os
irmãos não imaginam até que ponto esse desespero chega. O desespero
de uma terra seca, pessoas que foram feitas filhos de Deus, mas tem
recebido tão pouco alimento, tão pouco alimento público, tão pouca
pregação da palavra genuína, tão pouca visão do Senhor, que elas estão
clamando em desespero pelo Senhor. E elas não querem ouvir fulano
daqui, sicrano de lá, beltrano dali. É desespero por Cristo mesmo,
desespero pelo genuíno, desespero pelo sagrado, desespero pelo
Senhor. Graças a Deus, nós cremos que esse é um preparo para que o
Senhor possa realmente nesses dias que antecedem a sua vinda,
levantar um povo sólido, um povo que tem conteúdo, um povo que ama
o Senhor, um povo que é sustento e que é baluarte, que é coluna e
baluarte. Esse é o nosso desafio nos dias em que vivemos. Não é?
Irmãos, naturalmente falando, ensino, pregação, doutrinamento,
nós temos tido muito, mas eu creio que nós precisamos pedir ao Senhor
que a sua misericórdia, na sua misericórdia, nós tenhamos uma
resposta, pela sua misericórdia nós tenhamos uma resposta adequada.
Então, deixem que esse contexto, localize você como filho de Deus.
Você não é alguém a mais, você não é um membro a mais, você não é
simplesmente um recém convertido, nada disso. Ou você não é
simplesmente um velho convertido, quem sabe você pensa assim?
“Vamos deixar aí para os mais novos. Nós já somos veteranos de
guerra”. Não há isso na casa de Deus. Nós somos membros de um
corpo, igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade. Esse é um dos
textos mais fortes, não tenha dúvida, no sentido de ênfase de todo o
Novo Testamento. A igreja é a casa de Deus, é a igreja do Deus vivo,
coluna para sustento, e baluarte para proclamação da verdade. Agora
veja o que Paulo faz mais aqui. Eu queria mostrar inicialmente para os
irmãos. Primeiro, no versículo 15 ele diz da verdade. Depois no versículo
16 ele diz da piedade. Grande é o mistério da piedade. E depois, no cap
4 verso 1, que eu também li, ele diz: o espírito afirma expressamente
que nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé. Então você está
tendo três coisas aqui que na verdade são uma só. Da verdade, da
piedade e da fé. Por isso que eu disse aos irmãos que nós iremos
procurar passar nessas reuniões, esse eixo central, oito aspectos que
são o Fundamento da Nossa Confissão, o fundamento da nossa fé, ou o
fundamento da verdade, ou na outra palavra que aparece aí, o
fundamento da piedade. Todas essas verdades, vamos por no plural
agora, elas tem relação com o próprio Cristo. Agora nós não podemos
deixar a coisa assim tão global. Nós precisamos dissecar isso. Quais são
as verdades essenciais da nossa confissão, aquilo que nós não abrimos
mão em hipótese alguma. Aquilo, irmão, baseado no qual se outras
pessoas não tem a mesma confissão - preste atenção nisso aqui - elas
não podem ser chamadas irmãos. Não seja universalista, em nome do
amor, porque isso é ecumenismo, e ecumenismo é você colocar todos os
gatos no mesmo balaio. A briga é feia. A Bíblia não nos ensina a fazer
isso. Nós devemos viver a unidade em torno da verdade. O que o
catolicismo romano faz é colocar a unidade acima da verdade. Então
vamos ser um. Jesus não orou para sermos um? Todos sejam um como
o Pai é um, no Filho, o filho é um no Pai, e todos sejam um e nesse um
vale tudo. Então você vê aí as celebrações ecumênicas, não é? Você tem
hoje formaturas de escolas, de oitava série, segundo grau, seja lá o que
for, e até de universidades, você tem lá o sacerdote católico, você tem o
representante lá do budismo, você tem o representante do judaísmo,
não é? O rabino, tem o pastor protestante, todas as religiões na
celebração ecumênica. Isso não é unidade. Isso é uma perversão. A
igreja é coluna e baluarte da verdade. Irmão, nós, por natureza, somos
a própria mentira em pessoa. Então quando eu falo isso, não é para que
você se orgulhe de você, porque nós, por natureza, somos trevas. É por
causa de Cristo, em Cristo, vós agora, Paulo disse aos Efésios, fomos
feitos luz no Senhor(Efésios 5:8). Andai como filhos da luz. Então nós
enchemos o nosso peito de orgulho santo e por outro lado dobramos o
nosso joelho porque nós reconhecemos que é em Cristo - não é em mim
- “não é porque eu sou mais espertinho, demorou muito para eu
compreender essa verdade mas eu cheguei lá. Tive um ensino de berço
muito adequado” - nada disso. É GRAÇA. Só graça. Ele nos pôs em
Cristo, nós que éramos trevas. Então nós temos o joelho dobrado, e ao
mesmo tempo a cabeça erguida. Nós fomos feitos luz no Senhor, e
somos colunas e baluartes da verdade. Uma verdade inegociável, uma
verdade completa. Não sobrou para ninguém, não sobrou para o
budismo, não sobrou para a filosofia, não sobrou para os islâmicos, não
sobrou para ninguém. A igreja é a coluna e o baluarte da verdade. E
nesse corpo estão incluídos você e eu. Então isso enche o nosso peito de
prazer de satisfação de um santo orgulho. Não é assim com você?
Comigo é assim. Que privilégio irmão, que graça podermos abrir a nossa
boca como porta-vozes. Então, todos nós participamos desse privilégio.
Queria que você visse então essas três palavrinhas aí. Verdade, final do
verso 15, piedade, começo do verso 16, e fé, cap 4 versículo 1.
Apostatarão da fé. Na Bíblia, Fé é usada em dois sentidos. Ela tanto
pode ser usada como ato de crer, crer no Senhor Jesus. Isso é um ato
do crer, fé. Como a fé, é também usada na Bíblia no sentido de um
depósito. E o sentido que Paulo usa aqui, em 1ª Timóteo, é esse
segundo, do depósito e não do ato de crer. Quando Paulo diz assim, que
alguns apostatarão - apostatar, significa, literalmente abandonar, se
afastar - alguns apostatarão da fé, eles professavam essa fé. Sabe lá
Deus e só Ele sabe em que nível professavam. Alguns têm problema
com esse texto dizendo que assim: “então alguém que se converteu
verdadeiramente, pode apostatar da fé?” Eu creio que sim, por muitos
motivos: por não andarem em temor do Senhor, por não andarem em
dependência do Senhor, por se incharem no seu auto conhecimento, o
seu conhecimento por si mesmo, sem reter a cabeça que é Cristo, e se
desencaminharem, mesmo sendo filhos de Deus. Mas isso não vem ao
caso aqui. O que importa que apostatar é abandonar, tenha tido uma
verdadeira realidade ou não tenha tido, tenha tido apenas uma profissão
externa de fé. Mas o que importa é que o Espírito afirma que muitos
apostatarão. E aí ele mostra o motivo: seguir espíritos enganadores.
Olhem a palavra: e n g a n a d o r e s. Não é obvio que essa expressão
está confrontando com a verdade dos versículos anteriores? Verdade em
cima, engano embaixo. Não é? A igreja é coluna e baluarte da verdade,
e depois no cap. 4 que no original não tem nada de capítulo e versículo,
isso aqui é um capitulo só, Paulo então quando termina o versículo 16
ele entra no outro como seqüência. Só faz uma parágrafo aí, e diz: Ora
(porque ele falou ora? - porque ele está ligando ao que falou antes. Ora
é conclusão. Esta certo? É uma partícula de conclusão). Ora. O que é
que ele vai concluir? Ele vai dizer assim. “Eu estou falando isso aqui, a
igreja é isso, porque o Espírito afirma que muitos apostatarão da fé”. E
agora ele está mostrando que a fé é um depósito que a igreja possui.
Ninguém conhece esse assunto de fé, a não ser a igreja. Ninguém
conhece esse assunto da piedade, a não ser a igreja. Ninguém conhece
esse assunto da verdade, a não ser a igreja. Não tem verdade em
nenhuma religião ou filosofia, a não ser na igreja, porque a igreja é
como candelabro, lembra daquela visão de Ezequiel? Aquele candelabro
era mantido por aqueles tubos que alimentava o candelabro de óleo. O
Espírito Santo depositou na igreja - Paulo chama nesses escritos a
Timóteo de o bom depósito. Guarda o bom depósito mediante o espírito
que habita em nós. Então o Espírito Santo depositou algo na igreja. Esse
é um depósito sublime, um depósito divino, esse é um depósito
sagrado, santo e é o que a Bíblia chama de a verdade, ou a piedade.
Então irmão, eu sei que estou gastando muito tempo nisso, mas eu
tenho que gastar, porque se você não vir isso você não viu nada. Você
precisa ver isso, para que você tenha joelho dobrado e cabeça erguida
ao mesmo tempo. Joelhos dobrados de adoração e agradecimento,
porque é por causa do Senhor, só por Ele, é só Nele. E cabeça erguida,
porque você foi objeto dessa revelação. Você faz parte dessa casa do
Deus vivo, coluna e baluarte da verdade. Pense sobre isso.
Agora, vamos tomar o restinho do tempo que a gente tem, que
coisa é o tempo não é? Ainda bem que na Nova Jerusalém não tem
tempo. A gente fala, fala, fala e não consegue sair do começo. Vamos lá
tomar o restinho do tempo, comentar aqui um pouquinho mais. Observe
que no cap. 4 de 1ª Timóteo, nesse verso 1, o Espírito Santo diz assim:
1 ¶ Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos,
alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a
ensinos de demônios, A razão da apostasia é essa: obedecer a espíritos
enganadores. Então há um depósito da verdade, que precisa ser
conhecido. Não é ecumênico, como nós falamos, é a verdade. Qual é
esse depósito? Paulo era claro sobre ele. A maioria dos textos que nós
vamos examinar durante esses dias, estão nas epístolas de Paulo. João
era claro, Pedro era claro. Barnabé era claro, Timóteo era claro, e
muitos mais homens de Deus por toda a história da igreja. Centenas de
homens e até mesmo mulheres de Deus, eram claras a respeito desse
depósito da verdade. E o Senhor sempre levantou esses apologetas para
proclamarem além de sustentarem esse depósito. Então a primeira coisa
importante nós vermos nesse texto. Agora, essa palavra que eu estava
falando, apostasia, significa simplesmente abandono. Nada mais do que
abandono no sentido literal dessa palavra. Observe em Judas, deixe-me
mostrar um texto para os irmãos. Vamos ler só mais esse versículo e
parar por hoje. Domingo nós prosseguimos. Versículo 3 da epístola de
Judas. Coloque bastante atenção nesse versículo, nós vamos terminar
por aqui, e eu queria que você fosse para casa com isso martelando no
seu ouvido. Peça ao Senhor que faça isso com você. Martelando no seu
ouvido tudo o que nós estivemos falando aqui por quase uma hora.
Quem é você? O que em Cristo você foi tornado? Coluna e baluarte,
casa do Deus vivo, porta-voz desse grande mistério. Se você for
examinar essa palavra mistério, e quem sabe nós poderemos examinar
isso em uma outra oportunidade, você vai ver a beleza dessa
palavrinha. Paulo usa lá em Romanos e fala assim: “o mistério” aos
Coríntios. O mistério que estivera guardado dos séculos e das gerações,
agora foi dado a conhecer. Aos Efésios cap. 3 ele fala a mesma coisa.
Agora, vocês quando lêem podem compreender o meu discernimento no
mistério de Cristo. Romanos 16, ele termina da mesma forma a epístola
aos Romanos, dizendo que esse mistério foi guardado em silêncio nos
tempos eternos. A palavra de Deus poderosa, maravilhosa como é, ela é
tão eficaz. Ela é eficaz porque ela é uma palavra que proveio do silêncio.
Do silêncio eterno de Deus. Nesse silêncio eterno de Deus havia uma
palavra, um verbo, Cristo. Não é? E um dia essa palavra foi encarnada,
revelada. O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Então agora os
apóstolos quando pregam o Evangelho eles falam assim: o Verbo de
Deus se fez carne. Aquele mistério que estava oculto nos séculos e das
gerações, agora foi revelado aos santos, apóstolos e profetas no
espírito. Você vê a beleza disso irmão? Uma palavra que veio lá do
silêncio eterno, Deus um dia falou. Deus tinha falado de muitas
maneiras parciais, fragmentárias, temporárias, transitórias, aos pais
pelos profetas, aqui e ali, um pouquinho aqui, um pouquinho ali, mas
nesses últimos dias nos falou no Filho. Nos falou completamente, nós
falou de forma final. Ele rasgou literalmente. O verbo foi rasgado na
cruz do Calvário. E o Senhor então rasgou totalmente esse Verbo a nós.
Nós temos a pouco conhecido esse Verbo de Deus. Por isso, que Paulo
centraliza o mistério nesse verbo. Evidentemente grande é o mistério;
aquele que foi manifestado na carne. Qual é o mistério? O Verbo se fez
carne. Ele foi justificado em Espírito, pregado entre os gentios, crido no
mundo, recebido na glória. Esse é o mistério, o cerne do mistério. E nós
então somos os porta-vozes. Irmão, não há nada que possa mudar
vidas a não ser a pregação do mistério. Tolice se ocupar com outras
coisas. Você pode melhorar a psique de uma pessoa. Faz uma
lanternagem aqui, uma reforma ali, ensine algumas boas maneiras, dá
um pouco mais de educação, você pode reformar a lanternagem. Mas
nada pode mudar o homem, a não ser a pregação do Evangelho. É por
isso que pregar o Evangelho é a coisa mais sublime que um homem ou
uma mulher podem fazer sobre a face da terra, porque é a única coisa
que pode produzir filhos para Deus, r e g e n e r a d o s. O resto faz só
retoque de lataria, mas ainda vai para o inferno do mesmo jeito, com
lataria nova. Só o Evangelho produz filhos e filhas de Deus, quando ele
é proclamado. Irmãos, sabe porque as vezes nós somos tão defeituosos
na proclamação do Evangelho? Porque o Evangelho as vezes para nós é
como um ratinho, e não como um leão. Um leão não precisa ser
defendido. Ele precisa ser solto. Basta você abrir a porta da jaula, e ele
toma conta de si mesmo. A palavra de Deus precisa ser proclamada. E
ela cuida de si mesmo. Ela tem poder para convencer, poder para
repreender, poder para regenerar, poder para edificar, poder para
transformar, poder para libertar, poder para salvar. Basta que ela seja
solta, não é? E nós, como igrejas de Deus, nós somos como baluartes,
colunas. Que benção. Encha o seu peito desse santo orgulho. Foi isso
que o Senhor te tornou, pela graça de Deus em Cristo. Amém.
Vamos ler esse versículo para nós terminarmos então. Judas
versos 3 e 4. 3 ¶ Amados, quando empregava toda a diligência em
escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti
obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes,
diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.
4 Pois certos indivíduos se introduziram com dissimulação, os quais,
desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta
condenação, homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça
de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.
A intenção ao escrever uma epístola era fazer um tratado sobre a
fé. Era quem sabe fazer o que eu vou procurar fazer durante as
reuniões, colocando ali o eixo central da nossa confissão de fé. Não é?
Ele chamou isso de escrevermos acerca da nossa comum salvação.
Salvação é uma palavra muito grande na Bíblia. Salvação fala de
regeneração, de justificação, de santificação, de glorificação, salvação é
tudo isso. Então Judas queria escrever sobre a nossa comum salvação. É
muito assunto. Paulo escreveu sobre isso em Romanos. Gastou 16
capítulos. Falou tudo sobre a nossa salvação. Não é isso? Então Judas
diz que: Eu queira escrever sobre a nossa comum salvação, um tratado
sobre a salvação, mais ou menos como Romanos, mas olhe que
interessante. Ele fala que ele se sentiu constrangido. É como se o
Espírito Santo tivesse pegando Judas, falasse assim: Judas. Não é isso
que eu quero que você faça não. Você vai escrever uma epistolazinha de
vinte e cinco versículos. Vão ser as suas únicas palavras na Bíblia. Vinte
e cinco versículos, mas vinte e cinco versículos arrasadores. É como
uma pílula para se dormir uma semana. Então Judas escreve vinte e
cinco versículos arrasadores. Ele diz assim: 3 ¶ Amados, quando
empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum
salvação, foi que me senti obrigado - constrangido, aquela direção
espiritual, aquele mover do Espírito Santo no coração de Judas, falando:
Judas. É aqui e é isso que você vai escrever, soprando a palavra, porque
isso aqui é a palavra inspirada de Deus, não é a palavra de Judas, não
é? Então o Espírito Santo moveu como Pedro fala – homens santos
falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo, não é? Então o
Espírito Santo pega Judas e fala: Judas, é isso aqui que você vai
escrever. Aí olhe o que é que ele escreve então. 3 ¶ Amados, quando
empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum
salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco,
exortando-vos (ele não escreve um tratado. Ele escreve uma exortação.
Veja o peso irmão. Se você acha que a epístola aos Romanos, dezesseis
capítulos é pesada, não dê peso diferente para Judas, porque Judas ia,
quem sabe, escrever um tratado de dezesseis capítulos, mas o Espírito
Santo pegou e falou: você vai falar vinte e cinco versículos que tem o
mesmo texto, a mesma potência, o mesmo valor, e olhe então qual é a
exortação de Judas que tem esse peso. Você vai ver que seis vezes, ele
usa nessa epístola uma palavrinha guardar. É a palavra chave da
epístola de Judas. Depois você leia a epístola em casa se você quiser.
Ela é maravilhosa. Judas. Seis vezes aparece a palavra guardar, e a
idéia é guardar o evangelho, guardar o amor de Deus, Deus vai nos
guardar de tropeço, guardar-nos na fé. Então o versículo 3 diz) 3 ¶
Amados, quando empregava toda a diligência em escrever-vos acerca
da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me
convosco, exortando-vos a batalhardes (olhe o baluarte aí) ,
diligentemente, pela fé. A palavra de Paulo piedade, verdade, tudo a
mesma coisa, depósito, bom depósito, como ele falou para Timóteo.
Essas palavras são intercambiáveis. Judas está falando de algo que foi
depositado na igreja que é santo, sublime. Estava no próprio coração de
Deus, era um mistério guardado em silêncio nos tempos eternos, mas
agora, é um mistério rasgado, um mistério revelado. Cristo. E Facetas
específicas dentro desse mistério. Então ele diz assim: a fé. Essa é a fé,
o depósito que de uma vez por todas, aqui uma palavrinha tão linda que
uma vez por todas foi entregue aos santos. Que maravilha irmão. Eu e
você estamos incluídos nisso. A igreja não é um ramo de filosofia. A
igreja é a verdade, porque ela tem Cristo, ela proclama a verdade. Ela é
a expressão da verdade. Foi entregue aos santos. E no versículo 4, para
a gente encerrar: 4 Pois certos indivíduos(assim como hoje, mesma
coisa) se introduziram com dissimulação(disfarce daqui, falando que isso
aqui é bom. Vejam que idéia interessante. Veja o que fulano está
falando, mas olha aqui o rabino, olhe aqui o budista, olhe aqui o Dalai
Lama, olha aqui não sei mais quem – certos indivíduos se introduziram
com dissimulação - no tempo deles trazendo elementos gnósticos,
elementos do judaísmo), os quais, desde muito, foram antecipadamente
pronunciados para esta condenação, homens ímpios, que transformam
em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único
Soberano e Senhor, Jesus Cristo. Que texto de peso irmãos esse de
Judas. Judas está falando sobre esse depósito, essa fé, que tem que ser
conhecido, é claro, conhecido, sustentado e proclamado pela igreja.
Então esse é o nosso desafio como igreja. Nós queremos que os irmãos,
nós todos estejamos diante do Senhor para esses dias em que
passaremos juntos, para que o Senhor possa, literalmente rasgar diante
dos nossos olhos, os olhos do nosso espírito e do nosso coração, esse
mistério que é Cristo, porque ele já foi rasgado na sua palavra, tão
claramente. Então vamos ver quais são os ossos dessa coluna vertebral,
qual que é o eixo central dessa nossa confissão. Quais são essas
verdades essenciais que são inegociáveis, verdades que ninguém que
não as confesse, pode ser chamado de irmão, ou de filho de Deus,
porque elas são a essência, o fundamento. Então que o Senhor nos
ajude assim a ter as nossas próprias vidas checadas, estruturadas,
estabelecidas e ousadas, responsáveis diante de tão grande testemunho
que foi confiado a nós. Irmão. Você faz parte disso. Não se omita. Você
faz parte disso. Um santo privilégio. Considere isso diante do Senhor.
Amém. Vamos orar.
Ó Pai, ajude-nos Senhor a darmos a Ti uma resposta muito mais
plena do que os nossos corações, a tudo aquilo que o Senhor já tem
tocado em nós, essas notas que o Senhor tem tangido no nosso espírito,
no nosso coração, na nossa consciência. Ó Senhor. O Senhor já nos tem
dado plenamente da sua graça e da tua misericórdia, e nós queremos e
pedimos a Ti que despertes em nós, essa resposta mais completa
Senhor, para que não tornemos leviana ou vã, a graça de Deus.
Possamos desenvolver a nossa salvação, com temor e tremor. Não nos
deixe encastelados no nosso egocentrismo Senhor. Não nos deixe
escondidos atrás de disfarces e justificativas, mas pela tua misericórdia,
despe-nos diante de teus próprios olhos, para que nós vejamos o
quanto carecemos de ser revestidos de Ti. Muito obrigado por termos o
privilégio de sermos a casa do Senhor, a igreja do Deus vivo, a coluna e
o baluarte da verdade. Desafia o nosso coração Senhor, nós te pedimos.
Desafia-nos. Encha-nos com esse orgulho santo, esse santo privilégio de
termos sido feitos filhos de Deus, um povo Teu. Nós te pedimos em
nome de Jesus. Amém.
Fundamentos da Nossa Confissão
Trindade

Romeu Bornelli

Querido Pai. Em nome de Jesus nos reunimos. Nome doce,


sublime, santo, nome que nos dá prazer. Nós queremos te pedir, pela
tua bondade, que o Senhor nos dê o privilégio de podermos ver algo
mais da tua gloriosa pessoa, enquanto estudamos a sua palavra. Somos
pobre e cegos, mas no Senhor nos tornou filhos, nos deu a Tua luz, nos
enriqueceu com a Tua própria pessoa, em Teu filho. Em Ti estão todos
os tesouros, da sabedoria e do conhecimento. Pedimos que o Senhor
abra um pouco dessas tuas câmaras do tesouro nessa noite para nós,
para que possamos ver algo mais da glória do Senhor. Te pedimos
Senhor, esperando tudo de Ti, em Ti e para Ti. Em nome de Jesus,
amém.

Vamos ler dois textos antes de prosseguirmos com o estudo que


temos iniciado na reunião anterior, a respeito dos Fundamentos da
nossa Confissão. Abram em Lucas, por favor, cap. 6. Vamos ler a partir
do verso 46 Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos
mando? 47 Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e
as pratica, eu vos mostrarei a quem é semelhante. 48 É semelhante a
um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e
lançou o alicerce sobre a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio
contra aquela casa e não a pôde abalar, por ter sido bem construída. 49
Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que edificou
uma casa sobre a terra sem alicerces, e, arrojando-se o rio contra ela,
logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa.
O texto que lemos na reunião anterior, 1ª Timóteo, cap. 3,
versículos 14 até o final. 14 ¶ Escrevo-te estas coisas, esperando ir
ver-te em breve; 15 para que, se eu tardar, fiques ciente de como se
deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e
baluarte da verdade. 16 Evidentemente, grande é o mistério da
piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito,
contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo,
recebido na glória.
Irmãos, o Senhor depositou de uma forma bem definida e clara,
um encargo no meu coração para estar partilhando com vocês durante
várias reuniões, embora nós iremos agora, no presente, tomar apenas
quatro períodos, e esse já é o segundo, temos então mais dois apenas
inicialmente, para nós partilharmos algo a respeito da visão dos
alicerces da nossa confissão. A reunião anterior nós usamos o primeiro
período e nos valemos desse texto de 1ª Timóteo, mostrando aos
irmãos a importância de algumas palavras chaves nesse pequeno
contexto de 1ª Timóteo 3:14 a 16, e nós mostramos que quando Paulo
fala que a igreja é a casa de Deus, ele então a partir daí, mostra
algumas expressões muito claras do significado dessa tremenda
realidade. Ela é a igreja de Deus. Ela é a casa de Deus. A igreja é a
habitação de Deus, e Paulo não pára aí. Ele diz que ela é coluna e
baluarte da verdade.
Irmão. Eu não sei com relação a você, mas esse é um texto que
pesa tremendamente em termos de desafio, em termos de conquista,
em termos de peso mesmo, de fardo, em meu próprio coração. A igreja
é casa de Deus. E como casa de Deus é coluna e baluarte da verdade.
Não de uma verdade, não de um ângulo da verdade, mas de toda a
verdade. A verdade, no singular, se refere então à verdade a respeito de
Deus, como Ele tem se revelado a nós. Deus e os seus propósitos
eternos. Então nós iremos procurar extrair desse foco alicerces, porque
irmãos, assim como em um corpo, nós temos o nosso esqueleto,
mantendo a sustentação de todo o corpo, assim na revelação da palavra
de Deus, nós temos verdades que são essenciais e temos verdades que
são secundárias. Um corpo de verdade. Nenhuma mais importante do
que outra. Algumas são essenciais, e outras são periféricas. Cada uma
no seu devido lugar tem o seu devido valor, assim como em uma casa.
Em uma casa, uma mesa, não é propriamente essencial. Você pode
comer com o prato na mão, ou assentado em uma cadeira. Mas a mesa
tem um lugar importante na casa, embora não essencial, mas
importante, no seu devido lugar, assim como a cadeira e todos os
demais utensílios, mas os alicerces da casa, são singulares com relação
à casa. Se nós não temos alicerces o que é que nos adianta uma mesa e
uma cadeira? Assim, no corpo de verdade da palavra de Deus, nós
temos verdades que são alicerces, e se nós não temos o alicerce, de que
nos adiantam pequenas compressões. De que nos adianta quem sabe
saber o que é ministério, o que é Dom, ou o que é isso, ou o que é
aquilo? Então, quão necessário é nós estarmos vendo aquilo que é
essencial? O Espírito Santo nesses dias irmão, tem chamado o povo de
Deus para o que é essencial, porque Satanás tem pleiteado não por
aquilo que não é essencial. Mas ele tem pelejado contra aquilo que é
essencial. Então, o encargo do meu coração depositado pelo Senhor, é
mostrar para os irmãos qual é essa coluna vertebral, quais são esses
alicerces que se referem então à pessoa do Senhor, ao seu plano eterno
e à sua revelação. O que Ele nos revelou do que é absolutamente
essencial, sem as quais nós não nos podemos chamar verdadeiramente
e com propriedade de cristãos. E nem podemos chamar a outros que
não compactuam do mesmo corpo de verdade também de irmãos,
porque não são irmãos. Nós precisamos ter isso muito definido nos
nossos corações. Há uma essência da nossa confissão, alicerces da
nossa confissão, que aqueles que não compartilham desse alicerce não
conhecem a Deus. Eles são absolutamente essenciais. Então gostaria
que os irmãos, em primeiro lugar, já fiz isso um pouco quarta-feira e
nós vamos fazer hoje, na próxima quarta-feira, na outra reunião,
primeiro quatro períodos só para fazermos uma introdução panorâmica
com essa finalidade. Só a introdução panorâmica. E nosso irmão Nilton,
o Senhor também depositou um encargo no coração dele de partilhar da
epístola de Tiago. Ele vai fazer isso, depois de eu ministrar essas quatro
mensagens. Ele vai depositar o encargo que o Senhor lhe deu e depois
retornaremos a esse assunto que eu estou procurando então colocar
apenas uma visão geral em quatro sessões, e depois vamos voltar em
todos os pontos, um a um. Nós vamos ver um corpo, uma coluna
vertebral de oito alicerces. Oito verdades essenciais, que constituem
mesmo um fundamento da nossa confissão.
Irmão eu queria dizer a você que quanto mais nós conhecemos os
irmãos aqui ou ali, mas nós vemos a carência de alicerce. São pessoas
que, em primeiro lugar, tem o Senhor. Em segundo lugar, amam ao
Senhor, e em terceiro lugar, buscam ao Senhor, mas há alguma coisa
faltando aí, no meio desse amor, dessa devoção, desse desejo para o
com o Senhor: é a falta de alicerce. São pessoas então que no maior
zelo, e no maior interesse pelo próprio Senhor, de alguma maneira, elas
podem ser confundidas. Podem ser até mesmo enganadas e na melhor
das hipóteses, estarão sem poder de testemunho, sem aquele
fundamento nas suas próprias vidas que exalam então o frescor do
conhecimento sólido da vida de Cristo, e isso então faz muita diferença
no testemunho cristão. Quando você olha para uma família, você tem
muitos membros naquela família. Uma criança de três anos, ou quatro,
ou cinco ou oito, expressa algo da realidade daquela família, porque ela
está criada ali. Se ela compreende um pouco de obediência ela vai
mostrar, se ela compreende um pouco de autoridade ela vai mostrar, se
ela compreende um pouco de disciplina ela vai mostrar, mas, se você
quiser conhecer o caráter daquela família, você não olha propriamente
para os filhos. Você olha, em primeiro lugar, para os pais. Quem são os
pais, o que eles pensam, como é que eles vivem? Não é? Porque então,
a partir dessa base, é que os filhos refletem aqueles alicerces, assim, na
casa de Deus. Então nós deixamos de ter verdadeiros poder de
testemunho, quando a nossa vida não é amadurecida, quando ela não
tem alicerces muitos sólidos, alicerces pelos quais, nós vivemos, e pelos
quais nós devemos morrer: a base da nossa confissão.
Irmãos. A Bíblia é muito clara em lançar esses alicerces, e o nosso
coração ele ganha robustez sobre esses alicerces, e a partir deles ganha
beleza. As duas coisas na palavra de Deus andam juntas, sempre
juntas. Deus nunca separa edificação de glória, pelo contrário, Ele
sempre une as duas coisas. A glória está ligada à edificação. Sem a
edificação não há glória. Assim, nas nossas vidas individuais, familiares
e na vida da igreja, que é a casa de Deus. Então Deus edifica a sua
igreja sobre alicerces sólidos para que ela tenha a beleza, a beleza
dessa solidez, a beleza dessa cidade compacta. Lembram daquele Salmo
que fala de Jerusalém, profeticamente se referindo à igreja? Jerusalém
que está edificada sobre os montes, como uma cidade compacta. Os
muros de Jerusalém são louvados. Então isso fala de uma edificação
sólida. Olhe esse texto de Lucas que nós acabamos de ler! A insensatez
de um homem que edifica a sua casa sobre a areia. Ela não subsiste à
prova. Não é? Mas há sabedoria sobre aquele que edifica sobre a rocha.
Ele cava na areia. Ele procura a rocha, e ele lança os alicerces. Muito
interessante a figura, porque ele não coloca a rocha ali. A rocha já está
ali. Assim também nós não tornamos o Senhor o nosso alicerce. Ele é o
alicerce. Ele é a rocha dos séculos. Qual é o nosso compromisso? Cavar.
Tirar areia. Procurar a rocha e sobre ela lançarmos os nossos alicerces.
Como é que nós fazemos isso? Através do estudo da palavra de Deus.
Efésios, cap. 3, versículo 8, Paulo diz que todo o seu ministério como
apóstolo, tinha essa finalidade. Efésios cap. 3. Se você observar o verso
8 (8 A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de
pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo 9 e
manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto
em Deus, que criou todas as coisas,). A mim, o menor de todos os
santos, foi dada esta graça. Qual a graça? Aquilo que enchia a vida de
Paulo, diz assim: pregar o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo.
E manifestar qual seja a dispensação desse ministério. Em Timóteo
também nós vemos a palavra mistério. Fala daquele mistério de Deus,
mas não é algo esotérico o mistério de Deus, não é algo oculto que só
pode ser conhecido por alguma sabedoria especial. Muito pelo contrário.
Paulo está dizendo que esse mistério ele foi dispensado, dado, revelado,
aos santos, apóstolos e profetas no Espírito. E Paulo diz que ele é um
deles. A mim me foi dada essa graça. Veja lá em Efésios 3, versículo 8:
pregar o Evangelho das insondáveis riquezas de Cristo, e manifestar o
mistério desde os séculos ocultos em Deus. Então os irmãos estão
vendo o que a pregação do Evangelho faz? A pregação do Evangelho
não é para divertir as pessoas. A pregação do Evangelho não é para
você se sentir melhor. A pregação do Evangelho não é para você se sair
embalado daqui, quase dormindo, para chegar na sua casa e deitar na
cama. A pregação do Evangelho é para te d e s a f i a r. A pregação do
Evangelho é para te i n c o m o d a r. A pregação do Evangelho é para
mostrar quais são as realidades de Deus, e qual é a nossa própria
realidade, e qual é a relação que existe entre essas duas realidades.
Deus e eu. Deus e você. Deus e a igreja, Deus e a sua casa que é a
igreja. Então a pregação do Evangelho manifesta o mistério desde os
tempos ocultos em Deus, que Paulo chama em Efésios 3 de insondáveis.
Nós não podíamos ir lá. Ele é quem tinha que vir aqui. O Verbo se fez
carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua
glória. Nós não podíamos ir lá, porque as riquezas são insondáveis. Não
existe sabedoria especial, não existe iluminação especial, não existe um
grau de entendimento especial. Não existe nada que possa alcançar
esse nível de verdade, a verdade eterna absoluta que está em Cristo
Jesus que é o próprio Deus. Então irmãos, essa verdade foi depositada
na igreja. Quão importante é isso? É isso que está escrito em 1ª
Timóteo 3: Ela é casa de Deus. Deus não habita em todos os lugares.
Deus habita em sua casa. Ele está em todos lugares porque Ele é
imanente - não é? - além de transcendente. Mas a palavra que se refere
a habitação fala de morada. Eu também posso passar em muitas ruas
em São Lourenço, mas eu moro em minha casa. Deus habita na igreja
embora a sua presença e seus olhos alcance em todo lugar, até o
inferno Ele conhece, Mas Ele habita na igreja. A igreja é a sua casa.
Então Paulo diz assim: além de casa, habitação do Deus vivo, sua
morada ela é coluna. Coluna fala de sustento, e ela é baluarte. Baluarte
fala de proclamação, anúncio. A igreja sustenta, e a igreja anuncia,
proclama. O quê? A verdade.
Na reunião passada nós também falamos para os irmãos que essa
palavra “a verdade” se refere a um corpo de doutrina. Ela é usada, aqui
mesmo, através de outros termos que nos ajudam a entender. Aqui
Paulo usa o termo piedade. Grande é o mistério da piedade. Aquele que
foi manifestado na carne, justificado em espírito, se refere a este
Senhor que é a própria verdade: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”
- conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Então esse Senhor,
que é a verdade, Ele se fez carne e habitou entre nós. Então Paulo diz:
Grande é o mistério da verdade, ou da piedade; aquele que foi
manifestado na carne; o verbo que se fez carne. É o texto que você tem
aí na sua frente em 1ª Timóteo 3. Então, essa palavra mistério Paulo
usa em vários contextos nas escrituras, sempre se referindo a isso que
vier oculto em Deus, mas que agora foi plenamente revelado. O mistério
do Evangelho, o mistério da piedade, o mistério de Deus, o mistério do
reino dos céus, o mistério do matrimônio, o mistério da sabedoria de
Deus outrora oculta – 1ª Coríntios 2, e em muitos contextos, você vai
ver essa palavrinha, sempre se referindo a algo eterno, santo, glorioso,
guardado no coração de Deus, e agora plenamente revelado em Cristo,
e plenamente revelado não a todos, mas plenamente revelado a quem?
A esse povo que Paulo chama em Timóteo de casa de Deus, coluna e
baluarte da verdade. Então nós terminamos a reunião anterior
mostrando aos irmãos, que se você não tiver um senso adequado de
quem você é, como membro desse corpo, você então não tem nada,
que você é simplesmente um religioso, praticante do protestantismo,
que está em uma condição muito infeliz, porque Deus te fez algo muito
maior do que isso, Deus te fez membro do corpo de Cristo, casa de
Deus, participante da casa de Deus que é coluna e baluarte da verdade.
A verdade não está em todo lugar, um pouco aqui e um pouco ali. A
verdade está na igreja de Deus. Irmão. Você sente o peso disso? Você
sente que você faz parte disso porque você nasceu de novo? Você sabe
que você faz parte disso? Que você crê, eu penso que você creia, se não
o que é que você está fazendo aqui? Mas você sabe no seu coração, que
o Espírito Santo habita em você para isso, que você é parte desse
testemunho, coluna e baluarte para sustentar e para proclamar? Grande
é esse mistério, esse mistério da piedade. Então irmãos, essa é a igreja,
a casa de Deus. A nossa ocupação então, quando pregamos o
Evangelho, quando repartimos a palavra de Deus uns com os outros, de
alguma forma, é estarmos vasculhando quais são esses alicerces nos
quais nós lançamos os nossos fundamentos da nossa vida, da nossa
mente, da nossa vontade, de tudo o que há em nós, onde nós lançamos
o nosso coração. E os irmãos vão ver então que há pelo menos oito
elementos, nós vamos procurar isolar oito verdades que são esse
esqueleto, esses alicerces, que nós não negociamos, não abrimos mão,
não dizemos nem mais nem porém, nem todavia, mas se.... Não. São
verdades claras, alicerces da nossa confissão, sem os quais a casa de
Deus não pode ser edificada, e sem essa edificação nunca haverá glória.
Irmão, há muita diferença entre você comprar um terreno, dez milheiros
de tijolos, jogar naquele terreno e achar que tem uma casa. E você
comprar um terreno, rasgar as bases, chamar os construtores, edificar
os tijolos e fazer uma linda casa. Há muita diferença. Dez milheiros de
tijolos em um terreno não são uma casa. Hoje, de modo geral, o
cristianismo tem se parecido muito mais a dez milheiros de tijolos em
um terreno do que uma gloriosa casa. E como nós precisamos então
resgatar os alicerces? Nós não vamos começar pela janela. Nós não
vamos dependurar a janela no ar. Nós vamos resgatar os alicerces, para
que o Senhor leve os nossos corações a uma profunda solidez, Nele
mesmo e nas verdades reveladas na sua palavra. Quão importante é
isso? Irmão. O inimigo tem pelejado contra os alicerces. Se você quer
derrubar uma casa, não balance a janela. Balance as colunas que você
derruba a casa. O inimigo tem pelejado contra os alicerces. Então o
Senhor depositou de uma forma constrangedora, em meu coração, essa
questão dos alicerces, para nós estarmos compartilhando durante um
bom tempo e estaremos fazendo quatro reuniões apenas, por enquanto,
de introdução. Vamos lá, prosseguir um pouco.
Qual seria esse primeiro alicerce então? Vamos falar um
pouquinho dele hoje, e só mesmo umas pinceladas. Primeiro alicerce.
Para que você não fique muito curioso, deixe-me te passar quais seriam
os oito alicerces - você gosta de anotar - e depois nas outras reuniões,
nós vamos passar pequenas pinceladas neles, e depois nós vamos, um a
um com mais tempo.
Primeiro alicerce da casa de Deus. A revelação da Trindade.
Trindade, primeiro alicerce. E depois nós vamos ver porque esse alicerce
tem sido tão atacado pelo diabo. Qual o significado desse ataque? E
para onde esses desvios, com relação a essa verdade podem nos levar,
até mesmo a perdermos completamente a visão do Deus da Bíblia, do
Deus que se revela como o único Deus, em três pessoas. Então o
primeiro grande alicerce da casa de Deus é a revelação da Trindade.
O segundo grande alicerce é a revelação da encarnação.
Encarnação. Esse é um alicerce que o diabo sempre pelejou. Você se
lembra nos primeiros séculos, dos escritos de João. Todo espírito que
não confessa que Jesus veio em carne, não é de Deus. Esse é o espírito
do anticristo que nega o Pai e nega o Filho. E depois nós vamos ver um
pouquinho sobre essas implicações. Segundo alicerce irmão. Isso é
alicerce. Encarnação. Nós não cremos em um Deus supremo arquiteto -
isso é o Deus dos filósofos, dos pensadores. Um Deus impessoal. Nós
cremos em Deus como revelado em Cristo, no tempo e na história. Tu
és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quando Pedro falou isso, o Senhor
falou para ele que ele era um bem aventurado, porque você não podia
saber disso, se o Pai que está nos céus não te revelar. Não é? O Verbo
se fez carne. Encarnação. Deus entrou na história, no tempo e na
história. Isso tem toda uma implicação. É por causa disso que nós
podemos ser salvos, porque um Deus supremo arquiteto, não salva
ninguém. Mas um Deus que entra na história e assume os nossos
pecados, nos salva. Não é? Então a verdade da encarnação é o segundo
grande alicerce da casa de Deus.
Terceiro alicerce. Expiação. O Verbo se fez carne não apenas para
viver uma vida humana, realizar milagres, curas, ensinar, trazer
modelo. Quantos falam isso, irmão? Quantos já descambaram há muito
tempo do verdadeiro Evangelho por causa da perda desse alicerce
chamado Expiação!! O terceiro alicerce. Porque vê em Jesus Cristo,
apenas um modelo. Quem é Jesus? Jesus é Deus? Sim. Jesus é Deus. É
o verbo que se fez carne? Sim, é o verbo que se fez carne. É o Filho de
Deus? Sim é o Filho de Deus, e Ele veio à terra como exemplo a ser
imitado. Isso mata o Evangelho, porque Ele não é exemplo apenas. Ele
veio a essa terra para morrer. Expiação. Se o grão de trigo, caindo em
terra - isso é encarnação, o segundo alicerce – não morrer - expiação,
terceiro alicerce – fica só. Deus nunca poderia ter uma espiga de grãos,
que aquele grão não fosse semeado, a Bíblia chama essa verdade de
expiação. O que é que é expiar? Literalmente falando? Tirar a culpa.
Nossa culpa foi lançada sobre Ele. O justo foi oferecido pelos injustos,
para nos conduzir a Deus. Não é isso que Pedro disse? (1 Pedro 3:18
Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos
injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado
no espírito,) Então os irmãos vejam que isso é um alicerce. Isso não é
negociável. Nós não somos salvos nem mesmo por confessarmos que
Jesus é o Filho de Deus se não soubermos a respeito da obra da
expiação. Você se vê um pecador? Você precisa de um salvador? Você
recorre a Ele como o seu único e suficiente salvador? Então você é
salvo. Do contrário você não é salvo. Mesmo sabendo da Trindade,
mesmo sabendo da encarnação, porque nós somos salvos pela
expiação. Sem derramamento de sangue não há expiação, não há
remissão. Então esse é o terceiro alicerce. Expiação.
Qual seria o quarto alicerce? Justificação pela fé. Expiação é o que
o Senhor Jesus fez na cruz do calvário. Agora, como eu posso me
apropriar daquilo que Ele fez? Como eu posso me valer da justiça Dele?
Eu não posso me tornar justo. Não é? O que é que nós vemos por aí,
muitas pessoas pregarem? É que nós devemos praticar boas obras, boas
obras e mais boas obras, fazermos alguma coisa aqui, outra lá, e vamos
ganhando com isso, ganhando tentos e mais tentos, nesse jogo entre
Deus e nós, até Deus olhar e falar: “!Puxa. Você deu tudo o que você
tinha. Então agora eu vou te considerar um justo, baseado nas suas
obras”. Será que é assim que nós somos salvos? Nós não somos salvos
por religião, não somos salvos por educação, não somos salvos por
conhecimento. Nos somos justificados pela Fé, em Cristo. Esse é o
quarto alicerce. Justificação pela fé. Os irmãos sabem que esse é o
alicerce mais fundamental que o Senhor usou como uma espada nas
mãos de Lutero, principalmente. Calvino foi o teólogo da reforma;
Lutero foi o guerreiro da reforma. Lutero pegou a espada e saiu
cortando as cabeças, e Calvino fez a teologia da reforma. E Lutero
guerreou a reforma. Justificação pela Fé. Ele levantou a sua espada e
acabou com aquela a visão romanista da justificação pelas obras, as
indulgências, penitências, etc. e etc. Nós somos justificados somente
pela fé em Cristo Jesus, nosso Senhor. Justificados pois pela fé, temos
paz com Deus por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor(Romanos 5:1).
Então irmão, que alicerce, tremendo, quarto alicerce.
Depois, o quinto alicerce: Ressurreição. É claro que estão
intimamente relacionados. Se Cristo tivesse apenas realizado expiação,
e não tivesse ressuscitado, a nossa fé seria vã, porque a ressurreição é
um outro alicerce da nossa confissão. Os irmãos acham que Satanás não
pelejou contra esse alicerce? Leia a história da igreja e vocês vão ficar
impressionados. Houve pessoas na história da igreja, durante algumas
épocas que afirmavam que o corpo de Jesus havia sido comido por
cachorros, e por isso o corpo Dele nunca foi encontrado. Alguns diziam
que os seus discípulos haviam aberto o túmulo e roubado o corpo Dele,
depois que Ele morreu, mas o testemunho da ressurreição de Cristo é
tão claro na Bíblia, tão claro na pregação apostólica – lembram na
primeira pregação de Pedro nos Atos dos apóstolos? - “Este Jesus que
vós crucificastes, Deus o ressuscitou e o fez Senhor e Cristo” (Atos
2:36) então irmãos, a ressurreição é um outro fundamento tremendo,
um alicerce. Nós fomos salvos porque a ressurreição é uma prova de
que Deus aceitou como suficiente, plenamente, o sacrifício de Cristo. Se
o sacrifício de Cristo, pelos nossos pecados, tivesse algum defeito,
alguma coisa a desejar, alguma mácula, Ele não poderia ser
ressuscitado, porque Ele seria retido pela morte. Os irmãos
compreendem isso? Mas Ele só pode ser ressuscitado porque Ele era
santo e porque o Seu sacrifício foi completamente suficiente. Se Ele
tivesse alguma coisa a ver com o pecado, alguma mácula, a morte iria
retê-lo, porque o pecado reina no império da morte, e então se Jesus
tivesse qualquer tipo de pecado, seja em pensamento, em motivação,
interior, ou exterior, qualquer mácula, qualquer defeito, Ele seria retido
pela morte. A morte o prenderia com os seus grilhões. Então Pedro,
quando prega aquela mensagem em Atos, ele diz assim: “Ele não podia
ser retido pela morte”. Lembra? Rompeu os grilhões da morte porque
não era possível ser retido por ela. Então irmãos, a ressurreição é esse
grande aval de Deus. Qual segurança que nós temos de que esse nosso
substituto na cruz do Calvário, foi um substituto suficiente, com
segurança que você pode ter que você foi salvo. O que é que você
precisa para ter essa segurança? Crer que Deus ressuscitou a Cristo
dentre os mortos, e que aquela oferta foi suficiente para a sua salvação.
Lembra no finalzinho de Romanos 4, como Paulo termina aquele
capítulo? Dê uma olhada rápida. A gente vai voltar depois nessas
verdades como eu falei, mas dê uma olhada rápida nisso. Romanos 4 ,
finalzinho. Olhe os dois últimos versos. Diz que aquela justiça foi
imputada a Abraão pela fé e não pelas obras. Justificados pela fé, é o
termo de Paulo aqui em Romanos 4. Ele termina dizendo assim. Aquilo
não foi escrito apenas por causa de Abraão, mas também por nossa
causa. Romanos 4:24 mas também por nossa causa, posto que a nós
igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos (no quê
irmãos? Cremos em Deus; cremos que Jesus se fez carne? Isso tudo
está implícito) naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso
Senhor. Isso tudo está implícito, isso tudo está embutido, mas essa
verdade da ressurreição está lá à frente, como nós temos mostrado aqui
nesses alicerces. Nós que cremos no quê? Naquele Deus que ressuscitou
dentre os mortos a Jesus nosso Senhor. Está vendo onde é que está o
foco da nossa fé? Nós cremos no Deus - não no Deus impessoal, não no
Deus transcendente, não no Deus criador, não apenas nisso - mas nós
cremos no Deus que ressuscitou dos mortos a Jesus o nosso Senhor. E é
por causa disso que nós temos o versículo 25: o qual, esse Jesus foi
entregue por causa das nossas transgressões, esse então o terceiro
alicerce que eu coloquei, expiação, entregue por causa das nossas
transgressões - expiação, e ressuscitou. Agora olhe o que diz aí: por
causa da nossa justificação. Então se Cristo não tivesse ressuscitado,
nós não poderíamos ser justificados. Está tão claro o versículo, não é?
Então vamos recordar aqui até onde nós já chegamos. Trindade no
primeiro alicerce, Encarnação, segundo alicerce, Expiação, morte
expiatória vicária, substitutiva, realizada pelo Cordeiro de Deus na cruz
do Calvário. Expiação, terceiro. Quarto: Justificação pela fé e quinto
Ressurreição, quinto alicerce.
Agora o sexto alicerce que nós voltaremos com mais tempo para
tocar nele. O Espírito Santo. Esse é um outro alicerce. Quanta confusão
existe no meio da igreja em torno do assunto Espírito Santo? Quanta
confusão? Alguns nem se interessam por essa pessoa chamada Espírito
Santo. Alguns nem crêem que Ele é Deus. Deus com Deus. Outros se
confundem com tanta mirabolância a respeito do Espírito Santo que se
perdem num misticismo tremendo, em completo misticismo, porque
essa verdade, a respeito do Espírito Santo, ela também é essencial na
vida da igreja. É um alicerce. Se nós nos perdemos com relação a isso,
nós temos muitos problemas no exercício do ministério, na vida do
Corpo de Cristo, nós nos perdemos completamente, no exercício dos
dons. Então o Espírito Santo seria um sexto alicerce.
O sétimo alicerce, seria o Corpo de Cristo: a Igreja. Esse é um
outro alicerce. Irmão tem muita coisa hoje em dia sendo dita em termos
de Igreja. Igreja é isso, Igreja é aquilo, para ser igreja tem que praticar
isso, para ser igreja se fala assim, se vive assim. A igreja tem esse e
esse fundamento. A igreja tem uma base presbiteriana, a igreja tem
uma base batista, a igreja tem uma base metodista ou sei lá mais o
que? Mas o que é a igreja bíblica. Você não vê presbiterianismo,
batismo, metodismo na Bíblia. Você vê só a Igreja. Não é? Então o que
é a Igreja, a casa de Deus? Então a igreja é um sétimo alicerce. O corpo
de Cristo. Isso é um alicerce. Irmãos, o pelejar de Satanás em torno
desse alicerce, é imenso também. Ele lança pessoas umas contra as
outras. “Olhe aqui a minha estrutura eclesiástica. Ela é melhor do que a
sua, ela funciona melhor. Ela tem essa base”. Todo esse assunto de
igreja se torna tão confuso e na palavra de Deus ele é tão simples. A
Igreja se compõem de todos aqueles que verdadeiramente crêem em
Cristo Jesus, esse Senhor que se fez carne, que morreu, ressuscitou,
que derramou o seu Espírito para habitar na sua casa, a sua igreja.
Todos os que confessam esse Senhor, são irmãos. Todos devem viver
juntos. Todos devem se amar e se servir. E existem algumas questões
específicas e práticas a respeito da igreja que são todas simples, que se
o homem não coloca as suas mãos medonhas neles, nós então podemos
gozar da simplicidade e pureza de Cristo. Mas se o homem coloca as
suas mãos medonhas, e começa a sistematizar, estruturar,
institucionalizar, ele vai bagunçar e deformar toda essa maravilhosa
realidade chamada igreja. E ela vai se tornar apenas aquela estrutura,
aquela instituição, aquela denominação, seja lá o que for, sem
realidade, e sem vida. Então o corpo de Cristo é um outro alicerce e a
Bíblia fala muito sobre o corpo de Cristo.
E por último o oitavo alicerce que nós iremos tocar com mais
detalhes, é o Supremo Propósito de Deus. Oitavo alicerce. Nós
precisamos de uma visão do Supremo Propósito de Deus. Não basta
apenas Trindade, Encarnação, Expiação, Ressurreição, Justificação pela
Fé. Nós precisamos de uma visão do supremo propósito de Deus para
que nós não nos percamos na nossa vida, na nossa prática, seja
individual, familiar, corporativa: visão do plano do propósito de Deus.
Como Deus, nesses últimos tempos principalmente, veja que isso aqui é
uma série, não é? E se você olhar a história da igreja você vai ver que o
Senhor fez, o Senhor seguiu esses passos, na história da igreja, nesses
dois mil anos, restaurando as verdades exatamente como elas estão na
revelação bíblica. Qual é a primeira verdade essencial revelada na
Bíblia? Não é o supremo propósito de Deus. É a Trindade. Não é a
encarnação de Cristo. É a Trindade primeiro. Primeiro se vê bem a
Trindade, para depois se ver a encarnação. Não é? Como que você vai
ver bem isso. Ver bem a encarnação sem ver a Trindade. Quem é que
se encarnou? Foi o Espírito ou foi o Filho? Então, sem ver bem a
Trindade, não vemos bem a encarnação. Vamos falhar na visão da cruz,
na visão da Expiação. E falhar na Justificação, na Ressurreição e etc.
Então, quando você olha a história da igreja você vai ver que a Trindade
é a primeira verdade restaurada por homens de Deus, quando tudo
estava perdido. Deus começou a reconstruir a restaurar a sua casa. O
Senhor arregaçou as mangas e disse desde os tempos do Novo
Testamento para Pedro: Eu edificarei a minha igreja, e as portas do
inferno não prevalecerão contra ela. Muito claro, ele falou para Pedro.
Então irmãos, quando você vê essa história de dois mil anos de igreja,
você vê que o Senhor está cumprindo exatamente o que Ele falou. Todo
aquele vigor, aquele poder, aquela realidade que os apóstolos tinham no
primeiro século foi perdida. Os irmãos sabem. Veio o segundo século, o
terceiro, o quarto com Constantino, oficializando o cristianismo como
religião oficial do império – que coisa bacana - agora todo cidadão
romano é um cristão, todo mundo que nascer no império romano vai ser
batizado, porque na nasceu no império romano é cristão. Mas a Bíblia
não diz isso. A Bíblia não diz que quem nasce no império romano é
cristão. A Bíblia diz que quem nasce da água e do Espírito é cristão.
Quem nasce de novo é o cristão. Não é? Então ele oficializou, e
encorajava as pessoas a se batizarem. Oferecia uma moeda de prata e
uma muda de roupa para quem quisesse se batizar. Então os irmãos
vejam que todo aquele paganismo, ele agora tinha o nome de
cristianismo. Era só o nome. O nome era cristianismo, mas a realidade
era paganismo, porque agora a verdade do novo nascimento foi perdida.
Irmão isso não é sério? Então quando isso aconteceu Deus levantou o
homem que arregaçaram as mangas e começaram a restaurar as
verdades perdidas. E se você olhar, foi exatamente no quarto século o
Concílio de Nicéia, e depois o concílio próximo, no ano 381, o Concílio de
Constantinopla. Dois mais importantes concílios daquele século. Nicéia
no ano 325 e Constantinopla no ano 381. Todos dois no século 4. Qual é
a verdade essencial resgatada por esses Concílios? Uma só. Trindade.
Primeira verdade, porque Deus tem que começar pelo começo. A gente
não começa pelo fim. Não é? Então Ele levantou homens para resgatar
essa primeira verdade, a Trindade. Deus é uno, um único Deus, mas Ele
subsiste em três pessoas. Qual a relação entre elas? Como elas
subsistem? Então o Senhor resgatou, começou a resgatar essas
verdades através desses homens no quarto século. Tão essencial isso é,
e na próxima reunião nós vamos procurar mostrar porque isso é tão
essencial. Mas então irmãos, quando você acompanha a história, você
vai vendo essa mesma seqüência, até chegarmos hoje, esse oitavo
alicerce que eu citei, o propósito de Deus, você vai ver como Deus
levantou o homens nesse sentido. Muitos homens. Austin Sparks,
Watchman Nee, alguns vivos ainda hoje, Stephen Kaung, Devern
Fronke. Deus tem levantado esses irmãos com clareza a respeito do
Supremo Propósito de Deus, o propósito eterno de Deus para que a
igreja hoje possa ter então resgatado esse último alicerce nessa história
de dois mil anos. Nós cremos que o Senhor, realmente, está às portas,
porque a ocupação do Senhor hoje, através desses homens, tem sido
resgatar esse último alicerce, o Supremo Propósito já que de modo
geral, todos esses outros já foram resgatados. Agora irmãos, é claro,
que em cada uma geração, em cada geração, o Senhor pela sua
bondade, Ele opera novamente. Geração após geração, para que cada
geração tenha todo o resgate. Se você olhar a história da igreja você vai
ver que a história da igreja já tem esse resgate, já fez esse resgate de
todas essas verdades: a Trindade, a Encarnação, a Expiação, a
Justificação pela fé, tudo isso que eu falei aqui, já resgatou. Mas em
cada geração há a necessidade desse resgate, porque cada geração vive
a perda desse resgate de forma específica. Nós não nascemos
conhecendo isso. Então em cada geração o Senhor deseja resgatar todo
o alicerce para que nós tenhamos todo aquele conteúdo. Então a gente
vai colocar no final, como um apêndice aí, esse oitavo alicerce, o
Supremo Propósito de Deus. Nós vamos colocar como um pequeno
apêndice, a Bíblia. A Bíblia. A palavra escrita de Deus. Isso é um outro
alicerce. As pessoas, principalmente do século 19 para cá nos últimos
tempos, essa corrente chamada modernista, ou liberal, dentro da igreja,
é um instrumento nas mãos do diabo para confundir os santos. Esses
pregadores entre aspas, usam a Bíblia, mas são liberais na sua visão
doutrinária, eles dizem que a Bíblia não é a palavra de Deus, mas ela
contém a palavra de Deus. Então você tem aqui textos inspirados e
textos não inspirados e se isso é verdade então, você deve exercer a
sua crítica o seu juízo sobre o que é inspirado e o que não é inspirado.
Então você perde toda a realidade da ação da palavra de Deus sobre
você, porque você é que é o juiz dela e não ela é juiz de você. E nós
devemos ficar submissos à autoridade infalível da palavra de Deus e não
nos colocarmos como juízes dela. Então Deus tem levantado um grupo
de homens em especial, conhecido como colégio de Chicago, alguns
homens de Deus, alguns teólogos ali, naquela cidade, e eles tem
pleiteado, com relação a esse assunto da inerrância Bíblica, à
infalibilidade e à inspiração plenária das Escrituras Sagradas. E como
nós temos necessidade disso? Como você vê a Bíblia. Que valor você dá
a ela? Alguns tem vergonha de andar com a Bíblia na mão? Será que
você tem visto bem esse livro irmão? Há duzentos anos atrás houve
uma perseguição na Inglaterra, duzentos para trezentos anos, durante o
reinado de Maria 1ª, chamada “A sanguinária”. Sabem o que ela
mandava fazer? Que todos aqueles que professavam o nome de Jesus
fossem mortos, e seu sangue fosse recolhido em uma bacia, e que a
Bíblia dele fosse mergulhada no seu sangue. A ira dessa mulher, contra
o testemunho de Cristo na vida dos cristãos, e contra a palavra de Deus.
Ela pediu que a Bíblia deles fosse mergulhada no seu sangue. Eu li um
livro há pouco tempo de um irmão, e ele disse que teve o privilégio de
manusear uma dessas bíblias que tinha esse sangue seco de quase
trezentos anos, uma das bíblias que foi mergulhada no sangue desses
mártires, porque Satanás peleja contra a palavra escrita, saiba você.
Então que necessidade nós temos de resgatar esse valor adequado de
todos esses alicerces? E a Bíblia seria esse apêndice, não colocamos
como nono alicerce, porque a Bíblia é o instrumento de revelação de
todos os oito alicerces que nós falamos. Você não os encontra em algum
outro lugar, senão na Bíblia. A Trindade, a Expiação, a Encarnação.
Então dentro desses oito alicerces você coloca como um adendo aí, um
acréscimo, a Bíblia. O diabo odeia a Bíblia. O que ele mais quer é uma
Bíblia fechada, o que ele mais quer é que pessoas se reúnam durante
uma hora e meia, falem e cantem, e dêem testemunho, e vem o dueto,
o quarteto, o terceto, o coral e não sei mais o quê, e encha o culto de
afazeres, de coisas, mirabolâncias, mas que a Bíblia não seja aberta,
pregada e ensinada. Ele odeia a Bíblia. Odeia a Bíblia, porque a Bíblia é
a palavra de Deus. Não é? Então nós precisamos de voltar a darmos o
valor devido da palavra de Deus.
A gente só pode ser edificado por meio da palavra. Porque a
palavra é o instrumento de revelação de todos esses alicerces. Eles
estão claros na Bíblia. Todos esses oitos alicerces. Mas se essa Bíblia
não for aberta, pregada aos santos, compartilhada, estivermos
exortando com ela, nos admoestando, nos corrigindo, nos pastoreando,
nos ensinando, nós não temos nada. Então irmão, que necessidade nós
temos tido, desse resgate nesses dias?
Eu queria tomar com você o finalzinho do tempo que nós temos e
falar um pouquinho, já que temos ainda um restinho de tempo, para
aproveitarmos, eu queria falar um pouquinho sobre a Trindade, essa
primeira verdade.
Eu queria que você visse um pouquinho e como eu disse que
voltaríamos depois, eu não quero usar aqui agora, a linguagem, vamos
chamar de teológica, embora ela seja muito importante. Mas eu queria
hoje, por enquanto, tempo é pequeno, para terminar, usar a linguagem
aplicada.
Por que a revelação da Trindade é importante? Irmão eu queria que
você pensasse, faça um esforço aí, coloca a tua cabeça para funcionar
mais um pouquinho, o restante da reunião, eu queria que você pensasse
comigo sobre dois conceitos. Vamos deixar, por enquanto, a questão
teológica, e vamos ficar com a questão aplicada: por que a Trindade é
uma revelação tão importante? O que eu vou falar aqui não é o
fundamento, porque o fundamento é o próprio ser do Deus Triuno. É a
verdade teológica, a verdade doutrinária, mas isso vamos falar em outro
momento. Agora, eu queria falar um pouquinho da verdade aplicada a
nós. Por que é importante compreendermos a Trindade doutrinária, a
Trindade teológica? Será que isso não é assunto de seminário? Será que
isso não é assunto de escolásticos? Será que isso não é assunto de
pastores? Para os irmãos em geral, a vida da igreja, não tem muito
problema saber Trindade, pessoas, um único Deus. Será? Eu queria que
você pensasse sobre dois assuntos e levasse para casa para você
meditar um pouco. O primeiro é sobre a personalidade e o segundo é
sobre o amor. Essas duas grandes realidades, a personalidade e o amor,
elas são totalmente derivadas da Trindade de Deus. Irmão, uma
personalidade, ela não pode ser desenvolvida, e nem mesmo existe no
isolamento. É impossível. Pense em uma situação hipotética, na verdade
impossível. Mas pense um pouquinho comigo. Pense, se você pudesse,
nascer, Deus te criar, te gerar no vácuo. Você não ser gerado nem
mesmo no ventre da sua mãe. Deus criar você pela ação do seu próprio
poder no nada, no vácuo. Você não foi gerado em lugar nenhum, mas
você não é eterno. Você foi criado. Então Deus te criou, te criou no
vácuo. Não existe coisa nenhuma, não existe pessoa nenhuma, e existe
só você. Sabe o que ia acontecer? Você não teria autoconsciência
porque a nossa autoconsciência ela só existe quando nós estamos em
relação com algo ou com alguém. Pense um pouco sobre isso. Então, se
Deus é pessoal, e Deus é pessoal, ou Ele não é? A Bíblia diz que Ele é
pessoal. Deus não é algo indefinido, impessoal, não é como o panteísmo
fala: Deus é tudo, tudo é Deus. Deus está em tudo, na árvore, no
cachorro, no vento, no mar. Esse não é o Deus da Bíblia. A Bíblia diz
que Deus é pessoal, Ele é transcendente, Ele está acima e além de tudo
isso, mas também está em tudo isso, mas não comunicando a sua
essência. Não há essência de Deus no vento, não há essência de Deus
na árvore, não há essência de Deus nem no homem que Ele criou,
porque a essência de Deus é incomunicável, é o ser de Deus. Ele não
comunica a sua essência. Ele comunica apenas os seus atributos: sua
santidade, sua glória, sua justiça. Isso Ele compartilha com aqueles que
o conhecem, não é? Mas Ele não compartilha a sua essência. Então o
panteísmo é uma heresia. Cada coisinha tem um pouquinho de Deus.
Isso é uma mentira, uma heresia. Então irmãos, Deus é pessoal. É uma
pessoa Divina. Na verdade, para definirmos bem, Ele é um ser tri
pessoal, mas único. Agora, como é que Deus tem consciência de Si
mesmo? Ele fala de Si mesmo na primeira pessoa, porque Ele é tri
pessoal. Vou te ajudar a pensar um pouquinho mais. Pense na
personalidade humana. A personalidade humana, ela existe como
personalidade humana, porque Deus é uma pessoa. Uma pessoa
humana existe porque existe pessoa de Deus. Essa realidade chamada
pessoa, não ia existir se Deus não fosse pessoa. Quando Ele criou o
homem Ele disse assim: Façamos o homem à nossa imagem, conforme
a nossa semelhança. Está tão claro. A pessoa humana existe porque a
pessoa Divina existe. Deus é o arquétipo, e nós somos o équitipo. Não
é? Nós derivamos essa imagem Dele. Então pense sobre a
personalidade humana. Como que você conhece a você mesmo? Por que
é que você conhece a você mesmo? Por que? Porque você é tripartido.
Você tem um espírito, que Deus colocou em você para você ter
comunhão com Ele, mas que não pode ter comunhão com Ele enquanto
você não é regenerado, enquanto você não conhece o Senhor Jesus,
mas Deus criou um espírito em você para você ter comunhão com Ele
que é Espírito, Deus criou uma alma para você se conhecer a si mesmo,
suas aferições, seus desejos e sua mente e com ela conhecer as outras
coisas, e criou o seu corpo para você entrar em contato com as coisas
materiais. Você toca, você sente, e como que você conhece a você
mesmo? Você tem uma mente. Se você não tivesse uma mente, você
não se conheceria. Você poderia ainda ser um ser criado, mas não se
auto conheceria. Você consegue ver irmão? Como que Deus se conhece
a Si mesmo? Porque Deus se conhece a Si mesmo por meio de uma
segunda pessoa divina, gerada por Ele e não criada, que a Bíblia chama
de Logos, ou Verbo. Seria usando uma linguagem limitada claro, porque
a realidade de Deus é infinitamente maior do que essa que estou usando
por exemplo, a nossa, serve como modelo, como exemplo, seria como a
nossa mente como se Cristo fosse a mente de Deus. Então, como que
Deus Pai se auto conhece? Por meio do Filho. Agora irmão, na sua
mente você não se conhece perfeitamente. Você acha que se conhece,
mas você não se conhece plenamente, perfeitamente. Não é? Porque
você não é onisciente. Ou você é? Não é. Todos temos um
conhecimento limitado. Você não se conhece plenamente. E Deus? Deus
é onisciente. Deus se conhece plenamente. Então, como que Deus se
conhece? Pela sua sabedoria, porque Ele é plenamente sábio. Ele
conhece tudo, Ele é onisciente. Como que Ele se conhece? Usando a
figura que eu usei, pela sua mente, mas a sua mente não é uma coisa,
não é um atributo Dele. Aí é que você tem que tomar cuidado. Sua
mente, na comparação que nós estamos fazendo é uma pessoa. Ele se
conhece através de uma segunda pessoa, gerada por Ele, unigênito, e
essa pessoa é o Verbo. Através do Verbo, do Logos, da Segunda pessoa,
Deus se auto conhece. Agora você vê a beleza disso? Deus se auto
conhece perfeitamente porque Ele é todo sábio, e então, pela sua
sabedoria, que é o seu Verbo, Ele se conhece, ou você acha que Deus
não se conhece totalmente? Ele se conhece totalmente porque a sua
sabedoria é perfeita. Ele conhece a Si e a todas as coisas perfeitamente.
Então o seu Verbo, é a Pessoa pela qual Ele se conhece, e a Pessoa pela
qual Ele se revela. A Bíblia não é clara que Deus se revelou pelo Seu
Verbo, o nosso Senhor? Ele é, Colossenses diz, a imagem do Deus
invisível. Paulo em Coríntios diz a mesma coisa, que o deus deste
século, o diabo, ele cegou o entendimento dos incrédulos, para que não
lhes resplandeça a luz do Evangelho da glória de Cristo, que é a imagem
de Deus. Então, Deus se conhece perfeitamente, em uma segunda
pessoa, que é o Verbo, o Logos, e nessa segunda pessoa, Ele também,
logicamente, se revela perfeitamente. Assim como Ele se conhece
perfeitamente, Ele se revela perfeitamente. Então, quando João fala
assim, o Verbo - Verbo significa razão, um dos significados é esse - e
por isso que eu comparei com a questão mente na nossa vida. Você se
conhece por causa da sua mente; Deus se conhece no seu Verbo, no
seu Filho, e quando Ele se revela, Ele se revela perfeitamente. Por isso
que Jesus disse assim: Quem me vê a Mim, vê o Pai. Ele é o unigênito
de Deus, cheio de graça e de verdade. João fala assim: Vimos a sua
glória, glória singular, glória que não há igual em outro lugar. Glória do
unigênito do Pai. Que maravilha irmãos. Esse é o Senhor Jesus. Então,
essa idéia de personalidade, a primeira que eu coloquei para você
meditar, nós só somos pessoas e experimentamos essa realidade de ser
pessoas, porque Deus é pessoa. Essa realidade nossa, tão fundamental
para a nossa existência, imagine você deixar de ser pessoa, o que é que
você iria ser? Você podia ser um objeto, poderia ser um animal,
irracional, você não teria autoconsciência, consciência de você mesmo.
Toda essa beleza que nós desfrutamos como pessoas humanas é por
causa da Trindade, derivada diretamente da Trindade, porque Deus é
pessoa. E agora, rapidamente, pense sobre o amor. Se Deus fosse
apenas uno, eu creio que nós teríamos bastante dificuldade com essa
questão amor, porque o amor que ama a si mesmo é um amor meio
confuso. Para que a realidade do amor possa ser plena, é necessário
duas pessoas. E a realidade do amor em Deus é tão plena, que a
expressão do amor em Deus ela é absolutamente completa e perfeita. O
amor do Pai, para com o Filho, é desfrutado e vivido em uma terceira
pessoa que procede do Pai e que também procede do Filho, mas não é
um atributo, é uma Pessoa Divina, o Espírito, procedente do Pai, não
gerado pelo pai, o Filho é quem é gerado, mas o Espírito procede do Pai,
procede do Filho e é uma pessoa Divina, na qual o Pai e o Filho têm
comunhão, um com o outro. Então esse é o modo de vida da Trindade.
O Pai habita no Filho, o Filho habita no Pai, o Espírito procede do Pai
para o Filho, o Espírito procede do Filho para o Pai, o Espírito contém o
Pai, também contém o Filho. Cada uma das três pessoas está em cada
uma delas. É assim que a Trindade existe. Esse é o modo de vida da
Trindade. Então, quando a Bíblia diz que Deus é amor, a Trindade está
no Espírito. Ou implícita, se você quiser. Para mim está explícita. Que
maravilha irmãos, a realidade da Trindade tem expressão prática. Ela
não é apenas uma verdade teológica. Não vá a isso apenas com
mentalidade acadêmica. Mas procure ver que toda a revelação Bíblica do
ser de Deus, tem uma aplicação prática e aplicada então em nossas
vidas. Derivamos todos os exercícios de nossas vidas, até como homens
naturais, dessa revelação. Aqueles que não conhecem ao Senhor Jesus,
nunca podem viver isso em plenitude, mas ainda assim devem isso a
Ele. As pessoas que hoje levantam as suas vozes e blasfemam contra
Deus, ainda deve a sua pessoalidade a Deus. Ainda devem isso a Deus.
Esse é o nosso Deus. Agora Ele nos chamou para conhecê-Lo
intimamente, Pessoa a Pessoa, experimentar esse amor que é uma
realidade que só Ele inicialmente conhecia. Deus é amor. Quando nós
vemos o nosso Senhor orando, ali em João 17, a Trindade é o foco
daquela oração, você sabe muito bem, Ele ora a respeito disso. Ele fala
assim: “Pai. A minha vontade, é que onde eu estou” - e onde Ele está? –
Ele está no seio do Pai. Ele não se separou do Pai. Então Ele pede isso
para nós. Ele diz: “Pai. Minha vontade é que onde eu estou, no teu seio,
estejam junto comigo os que me destes, para que vejam a minha glória.
Eu neles, e Tu em Mim, para que eles sejam aperfeiçoados na unidade”.
Nós fomos chamados para essa comunhão de amor, para essa
comunhão de prazer, para essa plena realização. Os irmãos estão vendo
que a gente pode tornar essa verdade apenas acadêmica? E vamos
perder todo o significado dela? Mas se quisermos, com a ajuda do
Senhor, podemos ver quão prática e maravilhosa ela é. Você não vai
encontrar amor amando a si mesmo. Você vai encontrar amor amando o
outro, assim como o Pai ama o Filho. Se você me dissesse assim -
queria colocar isso para encerrarmos - Deus podia ser uma única pessoa
mesmo, não três pessoas em um único Deus, mas uma pessoa, e ainda
assim, amar a Si mesmo, ou melhor, amar as suas criaturas, amar o
que Ele criou. Mas irmão, Ele nunca poderia amar o que Ele criou, de
uma forma suprema. Você compreende isso? Ele nunca poderia amar o
que Ele criou com todo o seu amor, com tudo o que Ele é, porque o que
Ele criou é limitado. Você não pode colocar um oceano em uma caneca.
Todo ser criado é limitado pela própria criação. Ele é obra. Deus só
podia amar completamente dentro de uma realidade tri pessoal. Quando
o Senhor Jesus encarnado foi ali ao Jordão para o seu batismo, o que é
que aquela voz do céu falou? Exatamente isso. “Este é o” - não disse
um, um dos – mas disse ““o” Meu filho amado, em quem tenho todo o
Meu prazer.” Então Deus não poderia dar, supremamente, plenamente,
todo o seu amor para alguém criado, porque não cabe um oceano em
uma caneca. Então Ele só poderia compartilhar supremamente o seu
amor com uma outra pessoa Divina. Digamos, tão Divina quanto Ele,
gerada por Ele mesmo. Deus com Deus. Então essas duas pessoas,
podem compartilhar a plenitude do amor. Essa é a palavra que usa
Paulo quando Ele ora pelos Efésios e conseqüentemente por nós,
quando ele termina aquela oração em Efésios 3. Pleroma. Pleroma no
grego. Essa palavra significa plenitude, completação, perfeito, completo.
Paulo fala assim que nós cristãos, somos chamados para conhecer a
Cristo, na sua largura , no seu comprimento, na sua altura, na sua
profundidade - não é assim em Efésios 3? – e conhecer o amor de Cristo
que excede todo entendimento para que nós sejamos - não como
indivíduos - mas agora com igreja tomados de toda a plenitude de Deus,
aquilo que Ele pode depositar em nós o seu amor, como corpo, como
igreja. Então Deus nunca poderia amar plenamente qualquer ser criado.
Aquele ser não iria desfrutar senão um fragmento desse amor, e Deus
iria se sentir entristecido, vamos usar uma linguagem bem humana,
porque Ele não poderia dar plenamente o seu amor para ninguém,
porque ninguém é capaz de conter a imensidão desse amor, mas Ele
pôde dar plenamente o seu amor a alguém e esse alguém é o seu Filho.
Esse é o meu Filho amado em quem me comprazo. E por causa desse
imenso amor, Ele deu o Seu Filho, na cruz do Calvário, para que nós
criaturas limitadas, pequenas canecas, pudéssemos experimentar algo
desse oceano de amor no Deus triuno. Será que a verdade da Trindade
é só teológica? É só acadêmica? Ou será que ela é um alicerce
realmente, das nossas vidas como igreja? Irmãos, que o Senhor nos
ajude a vermos, com mais clareza, e a desejarmos, acima de tudo,
entrarmos na realidade para a qual o Senhor nos chamou.
Experimentar. Não veja você mesmo como uma pessoa qualquer.
Irmão, não fique recorrendo a coisas para tentar buscar identidade.
Quanto nós não vemos a Trindade nós fazemos isso. Você vai tentar
buscar a identidade em alguma coisa. Quem é você? Eu sou o dentista.
Eu sou o engenheiro, eu sou o ..... e esse não é você. Esse é a sua
profissão. Quem é você? Você é filho, ou filha de Deus. Você foi
chamado para comunhão com o Deus triuno em Cristo Jesus. Esse é
você. Quando nós não vemos bem a Trindade, não estamos desfrutando
essa relação tremenda que só o Pai, o filho e o Espírito tinham por toda
a eternidade antes do tempo. Quando nós não estamos desfrutando
essa relação, dia a dia, nós estamos tentando buscar identidade para
nós em outras coisas. E não é só identidade não. Significado também.
Segurança também, e nós não vamos conseguir extrair essas três coisas
que são básicas para a personalidade humana: identidade, significado,
sentido de vida, e segurança em nenhuma coisa em nenhuma pessoa,
que não seja o próprio Deus. Não encontramos, porque nós somos
chamados para a comunhão com o Deus triuno. Fizeste-nos para Ti, e
inquieto está o nosso coração enquanto não repousar em Ti, como disse
Agostinho. Irmãos, a realidade do Deus triuno não é coisa para
seminário. É uma revelação extensial da palavra de Deus, para a qual
nós fomos chamados a desfrutar. Então, levante os seus olhos, erga o
teu coração e ore a Deus nesse sentido. Senhor. O Senhor me chamou
para isso, e é isso que eu quero ter. Nada menor. O Senhor me chamou
para isso e é isso que eu quero viver. Senhor mostra para mim o que na
minha vida que porventura impede isso. Fala o Senhor porque eu sou
tolo. Eu não me conheço a mim mesmo. Só o Senhor me conhece. Fala
comigo sobre mim. Purifica-me dos meus pecados, conserta os meus
caminhos, trás arrependimento mais profundo na minha vida. Busque
essa relação irmão para a qual você foi criado, relação com o Deus
triuno em Cristo Jesus. Relação de amor, de significado, de identidade,
de segurança, de prazer, de tudo que nós necessitamos. Amém. Vamos
orar.

O Pai, como somos agradecidos a Ti, porque o Senhor não se


manteve oculto, em mistério, mas o Senhor se revelou a nós. Deus de
amor. Deus que é luz, na qual não há treva nenhuma, um Deus que é
cheio de graça e de verdade. Deus que nos amou até o fim, Deus que
deu seu Filho por nós na cruz do Calvário. Ah Senhor. Pedimos ao
Senhor que aplique em nossas vidas, as suas verdades reveladas de tal
forma que ela seja uma sustentação do nosso ser. Não queremos viver
vida de menino, inconstantes, infelizes, inseguros. Nós queremos viver
vidas robustas em Ti Senhor, constantes, sólidas. Pedimos ao Senhor
que edifique todo o nosso ser com a Tua palavra, pedimos ao Senhor
que nos dê graça para a compreensão dessas verdades, ilumine os olhos
do nosso entendimento. Faze-nos meditar a respeito dela. Não nos dê
apenas um orgulho intelectual de sabermos, mas nos dê um coração
ardente por experimentarmos essa relação de gozo e de prazer,
comunhão com o Deus triuno. Pedimos ao Senhor que faça
pessoalmente esse trabalho através da Tua palavra, em cada um de
nós. Atrai-nos a ti, Senhor. Conquista-nos totalmente. Cumpre o Teu
propósito em nossas vidas, e vivamos vidas com propósito, enquanto
estamos nessa terra. Pedimos ao Senhor, em Cristo Jesus. Amém.
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO
Romeu Bornelli

Mistério
Irmãos, na reunião anterior nós procuramos olhar aqueles alicerces do
propósito de Deus e nós selecionamos oito aspectos que então consideramos
essenciais na revelação Bíblica. Nós já passamos pelos oito, e falamos para os
irmãos que voltaríamos então em outras reuniões, após o período de ministração
do nosso irmão Nilton, para retomar alguns desses oito pontos.
Os dois primeiros que nós mencionamos na reunião anterior, a respeito
da Trindade, e da Encarnação, eu encorajaria aos irmãos que se interessam no
estudo da palavra, que tem tido amor à palavra, ao estudo da palavra, a talvez
ouvirem uma série de estudo que nós ministramos a dois anos atrás, dentro
desses dois temas. Nós temos na microteca, no nosso arquivo, dois conjuntos.
O primeiro se chama Trindade Santa, o primeiro alicerce que nós tocamos na
reunião anterior: A Trindade Santa. E temos também um outro conjunto de
fitas, relacionados à pessoa de Cristo: A pessoa e obra de Cristo, que se refere
então ao segundo e terceiro alicerce, a Encarnação, que seria o segundo, e a
Expiação, a obra expiatória de Cristo. Então esses três assuntos foram bastante
estudados com detalhes a mais ou menos dois anos atrás.
Nós iremos voltar neles, de forma bem rápida, porque nós iremos na
verdade prosseguir a partir do terceiro, com relação a expiação, entrarmos em
alguns pontos que não foram tocados nesse período aí, mais ou menos dois anos
atrás, e então prosseguir a respeito dos outros, com mais detalhes. Nós vamos
falar bastante sobre a justificação pela Fé, bastante sobre a ressurreição de
Cristo, esse outro alicerce; vamos falar um pouco mais sobre o Espírito Santo,
já que alguns dias atrás estivemos partilhando isso; vamos falar sobre o corpo
de Cristo que é a igreja. Esse é um assunto, no que concerne a nós aqui, é um
dos assuntos que mais tem despertado, segundo o meu entendimento,
necessidade de abordarmos, a questão do corpo de Cristo, da igreja, o que é a
igreja bíblica, quais são os moldes do Novo Testamento a respeito da igreja.
Quanta coisa nós ouvimos hoje em dia, em torno desse assunto? Como nós
precisamos estar bem alicerçados sobre o que é a igreja: qual a expressão
prática da igreja; quais são as bases sobre as quais a igreja se move; o que é
essencial para a unidade da igreja; o que não é essencial? Nós normalmente nos
perdemos naquilo que é secundário, considerando o que é secundário como
essencial, e na verdade, a grande maioria das divisões e mais divisões, nesse
período todo de história da igreja, se os irmãos examinarem, os irmãos vão ver
que são em torno de coisas não essenciais. São em torno de formas de governo,
são em torno de forma de batismo, e coisas assim. Não essenciais. Batismo é
essencial, mas não a forma do batismo. O governo da igreja é essencial, mas
nós não nos podemos dividir pela forma de governo. Então, o que é secundário
passa a assumir uma questão primordial, e então nós temos todo tipo de
dificuldade. Nós queremos abordar isso, essa questão do corpo de Cristo e dos
alicerces. Se nós não estivermos claros com esse assunto nós iremos nos perder
e muito. E por último, o último alicerce que nós citamos, a questão do
propósito de Deus - os irmãos se lembram - o Supremo Propósito de Deus.
Qual é o supremo propósito de Deus? E depois fizemos ali um parêntesis, um
adendo a esses oito alicerces e falamos um pouco sobre a Bíblia. Se o Senhor
permitir, com a ajuda Dele, eu quero tomar algumas reuniões para falar sobre a
Bíblia - o que é esse livro que você tem na mão? Qual o significado dele? O
quanto ele custou, através desses três mil e quinhentos anos do mover do
Senhor até hoje, para que então ele estivesse em nossas mãos, para que nós
déssemos um valor adequado à palavra escrita. Esse, na verdade, não seria um
nono alicerce. Esse na verdade, é um fundamento de todos os oitos. Nós
derivamos a revelação da Trindade de onde? Nós recebemos isso do anjo? Nós
recebemos isso do quê? Todos os alicerces nós derivamos da palavra escrita.
A palavra de Deus escrita ela é a auto-revelação de Deus. Se nós não temos a
Bíblia como a auto-revelação de Deus, nós não conhecemos a Bíblia, nós não
damos o devido valor à Bíblia. Se nós consideramos a Bíblia como um livro
como qualquer outro, em pé de igualdade como qualquer outro, nós também
não consideramos a Bíblia no seu devido lugar, porque a Bíblia é o único livro
da auto-revelação de Deus, onde Deus se auto-revela. Ele é quem fala. A
Bíblia é auto-consistente, é se auto-explica. Ela não precisa de manual nenhum
para ser entendida. Ela se explica, ela se completa. Ela é auto-interpretativa,
porque ela é auto-consistente, porque ela foi inspirada por um único autor, o
Espírito Santo, desde Moisés, o primeiro autor, até João o último autor. Então a
palavra escrita de Deus é tão fundamental, tão importante, que nós demos o
devido valor a ela. O Senhor sempre resgatou o lugar da sua palavra em todos
os movimentos de avivamento. Todos. Até no Velho Testamento. Lembrei os
irmãos há pouco tempo do retorno do povo do cativeiro da Babilônia. Um dos
focos, do alicerces daquele retorno da restauração, foi a recuperação da palavra
de Deus, por Esdras. Esdras recuperou a palavra. Ele colocou a palavra no
lugar central. Se ela não vier de novo a ocupar o lugar central no meio do
cristianismo de hoje, nós não temos, absolutamente, nenhuma chance de uma
restauração genuína. Então nós precisamos dar o devido valor e ter uma visão
adequada da palavra de Deus, esse livro que você tem na mão de 66 pequenos
livros. Um único livro, soprado por Deus, palavra a palavra, rico de
auto-revelação Dele mesmo, rico da revelação do seu propósito, rico da
revelação de tudo o que Ele é Nele mesmo, e de tudo o que Ele intentou desde a
eternidade fazer com a sua criação e com aqueles que Ele planejou, desde de
toda a eternidade, redimir para serem filhos. A Bíblia não se detém nem só na
criação nem só nos filhos. Ela fala dos dois. Ela mostra como que toda a
criação, e aqueles eleitos no coração de Deus, antes da fundação do mundo, os
eleitos de Deus, eles iriam fazer, que parte eles iriam tomar nesse grande
propósito, nesse supremo propósito. A Bíblia é singular. Ela expressa para nós
essas riquezas infindáveis de Cristo. Quanto mais nós cavamos esse livro, mais
nós vemos que estamos na superfície. Quanto mais vamos, mais nós vemos que
estamos aquém, porque ela é tão infinita quanto o próprio Deus. A palavra de
Deus. Então, que necessidade irmãos, nós temos hoje de recuperar o lugar
devido dessa palavra na nossa vida individual, na vida da nossa família. Será
que o foco da nossa vida familiar é a Bíblia? É? Nós nos movemos segundo a
revelação de Deus, à visão que temos de Deus, à visão de Cristo, à visão dos
princípios Bíblicos, nossa vida governada pelos princípios bíblicos, nós
andamos em obediência aos princípios da palavra? Quando nosso coração de
desvia dele, nós temos sensibilidade dada pela própria palavra, soprada pelo
Espírito em nós, renovada em nós de que aquilo então é ofensivo ao Senhor e
então nós nos arrependemos? Nós então retornamos aos moldes do Senhor, a
Bíblia governa. Lembra aquele texto de Deuteronômio, quando Moisés fala ao
povo sobre a palavra, a importância da palavra, o que eles deveriam fazer com a
palavra? Ele dizia: (Deuteronômio 6:8)Vocês vão atá-la por frontal entre os
teus olhos, vocês vão escrevê-las nas suas mãos(Deuteronômio 11:18), vocês
vão falar dela com os seus filhos, andando pelo caminho(Deuteronômio 6:7), ao
se assentarem, ao se levantarem(Deuteronômio 11:19), entrando, saindo. Isso
significa que a palavra de Deus deve governar nossa mente, nossa conduta,
nosso pensamento, nossas atividades, e por isso o Senhor falou por frontal entre
os olhos - significa governando a nossa mente - e Ele falou: gravada na sua
mão - significa governando as nossas obras - o que fazemos. E Ele falou
andando pelo caminho - significa governando toda a nossa conduta. Mente,
obras e conduta. Uma vida regida pela palavra de Deus. Irmãos, nós só
podemos ser bem aventurados assim. Nunca seremos bem aventurados de outra
forma. Só podemos ser vem aventurados pela visão e obediência à palavra, por
dar a ela nos nossos corações o devido lugar. Nunca de outra forma. Nunca
encontraremos paz, alegria, essa verdadeira bem-aventurança que o Senhor
nos criou para experimentar em nenhum outro lugar e nenhuma outra forma.
Na verdade, a raiz do nosso pecado é a desobediência. Lembra que
Hebreus faz essa permuta dessas duas palavras – desobedecer e descrer - na
verdade sendo uma só, em uma mesma base? Finalzinho do cap 3 de Hebreus,
se você observar na sua Bíblia, quando Ele está falando sobre aquela geração
que não entrou no descanso de Deus, é o tema ali dos capítulos 3 e 4, descanso
de Deus, e então ele fala assim: eles não puderam entrar por causa da
incredulidade, não é isso? Isso é Hebreus 3:18, e se você ler o 3:19, explica uma
outra coisinha e diz assim: vemos então que eles não entraram porque eles
foram desobedientes. Então você vai ver que o autor de Hebreus usa em
intercâmbio essas duas palavras. O que é que é incredulidade? É
desobediência. O que é que é fé? É obediência. Aquele que diz: Eu creio, mas
não obedece, ele não crê. Aquele que diz: Eu creio, obedece. Simples. Então,
toda a base do pecado em nossa vida é a desobediência. Observe esses dois
versículos que eu citei depois com cuidado. Hebreus 3:18 e 19. Você vai ver as
palavras incredulidade e desobediência usadas no mesmo sentido, porque elas
tem esse significado. Quem são os que não entraram no descanso? Os
incrédulos. Por que é que eles não entraram? Por que foram, incrédulos?!!!!!
Porque foram desobedientes. É a mesma coisa. Crer é obedecer e não crer é
não obedecer. Então, quanto o Senhor precisa ganhar os nossos corações para
esse simples fato? Sabe o que eu vejo as vezes? Que nós damos um lugar
indevido a algumas coisas. Por exemplo, à rendição. Algumas pessoas, as
vezes, expressam de uma forma que parece que a rendição é tudo. Mas irmão, a
rendição é passiva. E a obediência é ativa. E a vida cristã não é por essência,
passiva. Ela é por essência ativa, extremamente ativa. “Desenvolvei a vossa
salvação com temor e tremor” Isso não é ativo? “Esforcemo-nos por entrar
naquele descanso” Hebreus mesmo, cap 4. isso não é ativo? Você se esforça
para entra no descanso. Não é porque você pode, mas você vai fazer esforço
para se apegar às verdades ouvidas, para que delas jamais se desvie. Hebreus
cap 2. então você vai colocar o seu coração diante de Deus dizendo: eu quero
obedecer-te Senhor. Cria em mim um espírito que obedece. Move em mim esse
desejo de te obedecer, a qualquer preço, em toda circunstância. Então nós nunca
iremos desenvolver a nossa vida cristã por rendição. Rendição é um primeiro
passo. Nós iremos desenvolver a nossa vida cristã por obediência. . Só podemos
ser aperfeiçoados por obediência. Cristo só pode ser formado em nós por
obediência, ao Senhor, à sua palavra, aos ditos do Senhor, a essa unção que nos
ensina todas as coisas. Se nós estamos com pequenas desobediências, aqui, ali,
uma no negócio, outra na família, uma na relação aqui, outra em um assunto ali,
nunca nós iremos desenterrar a nossa vida cristã. Nunca, porque não é um
assunto de rendição apenas. Não adianta nós estarmos orando: “Senhor nós
queremos render, render, entregar. Nós temos uma visão muitas vezes
“quietieta”, desequilibrada da vida cristã, como se essa passividade, essa
rendição fosse tudo. A rendição é apenas o iniciozinho. Quando Davi orou no
Salmo 51, ele não pediu rendição a Deus. Ele falou: “Cria em mim ó Deus, um
coração puro. Renova dentro em mim, um espírito reto. Sustenta-me com um
espírito voluntário. Então declararei aos homens a Tua palavra, o Teu
testemunho”. Não é? Um espírito voluntário, um coração que obedece. Um
espírito voluntário, que quer, vontade. Eu quero, desejo. Um espírito
voluntário. Então nós temos que tomar cuidado para não vertermos coisas no
nosso próprio prejuízo. Deus não nos pede apenas rendição não. Deus nos pede
obediência. 1ª Pedro, cap 1, logo no início, Pedro fala assim que nós fomos
eleitos pela presciência de Deus para a obediência, e a aspersão do sangue de
Jesus Cristo. 1ª Pedro cap 1, verso 2. Então essa questão da obediência é muito
significativa. Eleitos para a obediência. Então, a palavra de Deus precisa ser
recuperada. Coloquei toda essa ilustração para que você veja o lugar que a
palavra de Deus precisa ter no nosso coração. Ela gera em nós arrependimento?
Sim. Ela gera em nós convicção de pecado? Sim também. Ela nos leva à
rendição, a deixar de tentar de fazer as coisas por nós, ao nosso modo, do nosso
jeito? Sim também. Mas ela faz tudo isso com vistas a um propósito maior: ao
arrependimento, a rendição. Tem propósito. Não são fins em si mesmos. São
meios. O propósito é obedecer. Nós cantamos um cântico agora mesmo. O que
é que nos fala esse cântico? O cântico não tem só uma estrofe. Ele não diz
permanecer. Isso é passivo. Permanecer em Ti, permanecer em Ti. A segunda
estrofe diz: obedecer a Ti. Então a nossa oração deve ser aquela de Davi no
Salmo 51: “Senhor me sustenta com espírito voluntário”. Um espírito que quer,
que busca que vai, que faz, que obedece, que pratica, não é? Mas esse não é o
nosso assunto hoje. Vamos voltar um pouco para trás.
Eu queria examinar com os irmãos, alguma coisa relacionada aos oito
aspectos que nós falamos na reunião anterior. Nós vamos começar hoje e vamos
prosseguir na outra quarta-feira, já que no domingo nós vamos celebrar a Ceia
do Senhor juntos, não é? Então nós temos apenas duas mensagens para
fazermos essa obra aqui e se o Senhor nos ajudar, será possível.
Nós vamos examinar juntos alguns versículos onde aparece a pequena
palavra sugestiva e importante palavra Mistério. Na reunião anterior eu já fiz
uma abordagem dela, e agora eu queria primeiro localizar os irmãos para ver
por que é que nós vamos fazer isso. Nós fizemos na reunião passada, aquela
coluna vertebral de oito alicerces da nossa vocação, da nossa confissão. Oito
alicerces da nossa confissão. Fundamentos inegociáveis, centrais, essenciais,
da revelação bíblica. Oito fundamentos. Hoje nós vamos examinar alguma
coisa, sobre essa palavrinha Mistério e os irmãos vão ver que os lugares onde
ela aparece - não vamos olhar todos, são muitos, nós vamos olhar vários deles,
a maioria - os irmãos vão ver que os versículos bíblicos que usam essa palavra
Mistério, tão sugestiva e importante, lançam luz por um ângulo diferente nas
mesmas questões que nós abordamos na reunião anterior. Então o que é que
nós vamos fazer hoje? Uma reprise da reunião de domingo. Só que nós vamos
fazer uma reprise por outro ângulo. Você viu quem sabe um objeto por um
ângulo, e agora você vai dar a volta por trás e ver o mesmo objeto por outro
ângulo. Muito bom fazermos isso, porque nós podemos examinar a mesma
verdade por vários ângulos. Isso é um método bíblico, muito utilizado pelos
apóstolos nos seus escritos. Mostrar a mesma verdade por ângulos diferentes.
Então os irmãos tenham como pano de fundo aqueles oito alicerces. Lembra
deles? Trindade, Encarnação, Expiação, Justificação pela Fé, Ressurreição,
Espírito Santo, Corpo de Cristo e Supremo Propósito de Deus. Não é isso?
Oito alicerces. Agora nós vamos falar alguma coisa sobre esse Mistério e você
vai ver que aos lugares em que ela aparece lança luz sobre os mesmos assuntos.
Você vai ver que esse mistério toca a Trindade, esse mistério toca a
Encarnação, até eu já citei alguma coisa na reunião anterior e na primeira
também. Aquele texto de 1ª Timóteo. “Grande é o mistério da piedade”. Qual o
mistério da piedade? Aquele que foi manifestado na carne - Encarnação.
Então aquele é um versículo sobre mistério que toca em Encarnação. Depois os
irmãos vão ver versículo sobre mistério que toca o corpo de Cristo. “Grande é
esse mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja”. Estão vendo. Igreja também
tem relação com o mistério. Então nós vamos pegar a palavra mistério e vamos
deixar essa palavra, a própria Bíblia, nesses versículos que vamos examinar,
lançar luz sobre os alicerces e os irmãos vão ter um quadro muito lindo. Os
irmãos vão ver que esse mistério oculto, guardado em silêncio no coração de
Deus, como Paulo fala em Romanos, uma das abordagens que vamos fazer, ele
toca, em primeiro lugar: o que Deus é, Nele mesmo, o mistério de Deus. Em
segundo lugar o mistério da vontade de Deus, ou seja, tudo aquilo que Ele
planejou. Deus com o seu ser eterno, Ele próprio é um ser misterioso. Nós
nunca iremos esgotar a Deus, no nosso conhecimento Dele, nem agora e nem
por toda a eternidade sem fim. Nunca esgotaremos Deus. Nosso Deus é
infindável, não é? Mas o que de Deus se pode conhecer Ele teve prazer em si
nos revelar: seu caráter, sua glória, tudo o que Ele é, suas perfeições, os seus
atributos, e mais do que isso, isso é relacionado a Ele, sua glória, sua perfeição,
seu ser, seus atributos, isso é Ele, mas Ele não nos fala só Dele na sua palavra.
Ele nos fala também da vontade Dele, do plano Dele, do propósito Dele. Então
os irmãos vão ver que por trás dessa palavra mistério, nós vamos ter esses dois
grandes elementos. Deus, Cristo, a Encarnação, mas nós também vamos ter o
plano de Deus, ou seja a Igreja, incluída nesse plano. Então nós vamos ler
alguns versos para nos ajudar a lançar luz nessa mesma coluna que nós vimos
na reunião anterior. Não estamos mudando de assunto. Nós estamos dando a
volta, e olhando por trás agora, usando os versículos com essa palavrinha
mistério. Está certo?
Vamos começar por Apocalipse cap. 10. Abra a sua Bíblia, por favor. Eu
vou procurar seguir uma ordem bastante didática com os irmãos. Vamos ver
então o versículo 7. 7 mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver
para tocar a trombeta(preste atenção aqui), cumprir-se-á, então, o mistério de
Deus. Então os irmãos vão atentando para cada texto. Nós vamos citar muitos
aqui, e depois na última reunião na quarta-feira que vem. A primeira expressão
importante que faz uso então dessa palavra mistério. Singular. Veja que não
está no plural, porque algumas vezes a palavra mistério aparece no plural, como
nos Evangelhos. Mas Jesus fala por parábolas e Ele respondeu quando os
discípulos lhe perguntaram por que Ele falava por parábolas: Porque a voz
outros é dado a conhecer os mistérios (Ele usa no plural) do Reino dos céus, ou
do Reino de Deus, conforme a narrativa do Evangelista que você consultar.
Mistério no plural. Mas, no texto em que nos vamos examinar, todos eles, você
vai ver mistério no singular. Eu vou examinar só os textos em que aparece a
palavra mistério no singular. Não todos mas a grande maioria.
Vamos começar, para efeito de uma ordem didática, ver primeiro esse: o
singular. O mistério de Deus. Está falando então de um mistério, e é chamado
aqui de mistério de Deus. Você vai ver que esse versículo lança uma luz bem
geral. Está falando sobre um mistério muito amplo. Você vai ver que tem a ver
com aqueles dois pontos que eu coloquei aqui. Não perca o raciocínio. Você vai
ver que tem a ver com Deus mesmo, o que Ele é, e tem a ver com o plano Dele.
O que Ele sempre quis fazer desde a eternidade no seu coração. Deus e o seu
plano. Esse é o mistério de Deus. Deus e o seu plano. Então, vamos ver onde
na palavra onde é que nós encontramos isso. Que fique bem claro para você.
Quando o sétimo anjo tocar a trombeta se cumprirá o mistério de Deus, segundo
Ele anunciou aos seus servos, os profetas. Aqui se referindo em primeira mão
aos profetas do Velho Testamento. Cumprimento de tudo aquilo que Ele falou
lá no Velho Testamento. Tudo o que os profetas anunciaram vai se cumprir
totalmente e integralmente quando? Quando o sétimo anjo tocar a sétima
trombeta. Mas aí nós nos perguntamos o que é que vai acontecer quando esse
sétimo anjo tocar essa sétima trombeta? O que é que significa isso? Vamos lá
no capítulo 11 de Apocalipse que vai ficar muito claro. Apocalipse 11:15.
Aqui vai explicar essa sétima trombeta. O Sétimo anjo tocou a Trombeta, a
sétima então como fala o cap 10. E houve nos céus grandes vozes dizendo. O
que é que significa esse momento que o cap 10 chamou de: cumprindo-se o
mistério de Deus? Olhe aí, agora, tão claro. O Reino do mundo se tornou do
nosso Senhor e do seu Cristo. Agora já começou a lançar mais luz para nós. O
que é que é a sétima trombeta do sétimo anjo? É quando o reino do mundo se
tornar do nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos.
É tão claro o contexto que se você procurar outros versículos relacionados ao
mesmo texto, isso aqui está se referindo ao milênio. Isso aqui é a inauguração
do milênio, o reinando de Cristo sobre a terra durante mil anos, quando os seus
santos reinarão com Ele. O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu
Cristo. Hoje isso é uma realidade prática, visível? Não. O Senhor é o único
rei. Ele reina sobre todos os reinos, todos os principados, todos governadores.
Não é? Mas o seu reino ainda não é visível nessa terra. Nessa terra o seu reino
está apenas na igreja, e ainda assim ele está em formação na igreja. Não é? Nós
estamos crescendo na graça e quanto mais crescemos no conhecimento de
Cristo, quanto mais de Cristo mais é formado em nós, mais do reino de Deus
está em nós, porque Cristo e o reino são a mesma coisa. O Reino é Ele, Ele é o
Rei. Arrependei-vos porque está próximo o Reino. Não foi assim que João
Batista pregou? E João Batista foi o precursor do Rei. Arrependei-vos porque
está próximo o Reino. Arrependei-vos porque está próximo o Rei. O Senhor
Jesus é o Rei desse Reino. O Reino é o seu caráter. Reinar é ser como Ele. O
Reino é a sua glória, é o que Ele é. O Reino não é uma distribuição de
autoridades, de tronos. O Reino é uma questão de ser semelhante a Cristo. Isso
é reinar. Então, o que é que está acontecendo aqui nesse momento? Esse reino
está se tornando visível para todo mundo. Você crê nisso? Você crê nessa
palavra? Você crê que quando o Senhor Jesus voltar Ele vai, com a espada da
sua boca, destruir o governador mundial da época chamado “A besta”, ou
anticristo? E também o seu companheiro religioso chamado “O falso profeta”?
Apocalipse 13 fala dessa besta que emerge do mar, o anticristo, o governador
político, e a besta que emerge da terra, o príncipe religioso, o falso profeta, a
tríade satânica, o anticristo, o falso profeta energizados pessoalmente pelo
diabo. Você vê essa tríade no Apocalipse. Apocalipse diz então que o nosso
Senhor, quando Ele voltar na sua segunda vida, Ele pessoalmente vai julgar o
inimigo, o anticristo. Vai então aboli-lo, tirá-lo do caminho e estabelecer o Seu
Reino nessa terra com os seus vencedores. A sua igreja está sendo preparada
para isso, para Reinar com Ele. A igreja não é uma coisa qualquer. A igreja é
um sacerdócio real, uma nação santa, um povo de propriedade exclusiva de
Deus. Quando que isso tudo vai ser visível? Quando que o Reino do mundo vai
se tornar do Senhor e do seu Cristo? Quando o sétimo anjo tocar a sétima
trombeta. Não é? Isso fala desse processo espiritual e por isso o primeiro anjo,
segundo anjo, sete trombetas. Sete é um número da Bíblia ligado à perfeição
quanto ao tempo. A semana tem sete dias. Sete fala de perfeição temporal.
Doze fala de perfeição eterna. Então, por que sete trombetas? Porque é o
propósito de Deus relacionado ao tempo, à história.
Então o Senhor Jesus vai voltar no tempo. Ele veio a primeira vez no
tempo. Ele não veio no espaço sideral. Ele veio na terra. Se encarnou, se fez
homem, Ele participou do viver humano, participou do viver humano,
ressuscitou como homem, e voltará como homem. E quando então Ele voltar, o
reino do mundo se tornará do seu Cristo. E Ele vai reinar pessoalmente. O
Cristo glorioso e os seus santos, embaixadores, aqueles que seguiram o
Cordeiro por onde quer que Ele vá, como Apocalipse diz. Então irmãos esse é o
momento profetizado aqui em Apocalipse 11:15, chamado aqui no cap anterior
que você leu - Apocalipse 10:7 de “o mistério de Deus se cumprir”. Agora
irmão, estão vendo aonde esse mistério de Deus nos levou? Os irmãos estão
vendo? Lá no final. O que é um mistério de Deus cumprido? O mistério de
Deus cumprido é quando ficar claro para toda a criação que Cristo e a igreja são
um e que a glória de Cristo é expressa na igreja, que Ele é o rei eterno, e que
aqueles que o amaram, que creram nele, que o obedeceram, que o seguiram,
reinarão com Ele. Agora, quando você lê aqui no cap 11, você não vê
explicado nada disso. Você só vê que o reino do mundo se torna do nosso
Senhor. E Ele Reina. Aqui você vê algo relacionado especificamente a Ele.
Ele entra de novo aqui na história, Ele volta, Ele tira o anticristo do caminho, o
falso profeta, Ele estabelece o seu Reino e Ele Reina.
Agora irmão, esse versículo de Apocalipse 11:15, ele não jogado no
nada. Ele foi extraído de um outro lugar e aplicado aqui em Apocalipse, porque
como você já viu na cap 10, versículo 7 que nós já lemos, final do versículo diz
assim: “segundo Ele anunciou aos seus servos os profetas”. Está certo? Eu
disse para os irmãos que essa referência desse texto se refere principalmente,
particularmente, aos profetas do Velho Testamento. Então, continue
acompanhando essa seqüência, e abra comigo lá em Daniel. Você vai ver agora,
o quadro com toda a luz. Daniel, cap 7. Dois versículos só nós vamos ler. Você
vai ver o quadro se fechar. Podemos ler o verso 14 em Daniel. 14. Foi-lhe
dado domínio e glória. A quem? A essa pessoa do verso 13. Verso 13, Daniel
diz que ele estava olhando nas visões da noite, eis que vinha com as nuvens do
céu um como Filho do Homem. Você tem dúvida de quem é esse? Acho que
não tem nenhuma. É uma profecia referente a Cristo, o Filho do Homem, na sua
segunda vinda. E dirigiu-se ao ancião de dias e o fizeram chegar até ele.
Foi-lhe dado – para Ele, Jesus Cristo, o Filho do Homem – domínio e glória e o
Reino. Está vendo porque Apocalipse fala assim: segundo ele anunciou aos
profetas?? Você está vendo um exemplo aí: Daniel. Daniel está falando do
Reino. Isaías também falou do Reino. Não falou? Muito claramente. Então
Daniel 7 14. Foi-lhe dado auxílio do homem, Jesus nosso Senhor, domínio e
glória e o Reino. Então, lá em Apocalipse 11 diz assim: quando o sétimo anjo
toca a trombeta, que voz que se ouve? O Reino do mundo se tornou do Senhor
e do seu Cristo. É o que Daniel profetizou. Não é? Está aí o versículo. Foi-lhe
dado domínio, glória e o Reino, para que os povos – plural - lá em Apocalipse
11 está escrito assim: o Reino do mundo se tornou do Senhor e do seu Cristo.
Aqui diz os povos, as nações, e homens de todas línguas. Mesma coisa irmãos.
Expressão exata. Não é? Povos, homens, nações e línguas o servissem e o seu
domínio é um domínio eterno que não passará e o seu reino jamais será
destruído. O Filho do Homem o Senhor Jesus e o seu Reino estabelecido nesse
mundo conforme Daniel anunciou, conforme João confirmou lá na sua profecia
em Apocalipse. Confirmou exatamente dessa forma. Segundo ele anunciou
aos seus profetas. A gente está vendo um exemplo.
Agora eu disse aos irmãos que se tem de ver de duas formas esse texto,
esse Mistério de Deus. Uma se refere a algo relacionado ao próprio Deus: Ele é
Rei, Ele reinará. Agora o mistério não pára aí. O mistério tem um outro braço e
esse se refere a nós. Veja que na própria profecia de Daniel, essa visão é clara,
esse entendimento é claro. Vá mais para a frente por favor. Daniel 7, olhe o
verso 27. Irmão, olhe a beleza, a singularidade da palavra de Deus. Se no verso
14, está escrito assim: Foi-lhe - esse “lhe” é pessoal, é ao Filho do Homem, só
a Ele - dado domínio, glória e Reino. Está certo? A quem? A Jesus Cristo e a
ninguém mais. Agora, olhe o que é que o verso 27 fala. Começa quase da
mesma forma que o verso 14. O Reino, o domínio - olhe aí, as mesmas palavras
- e a majestade dos Reinos debaixo de todo céu, ou do reino do mundo, como
fala lá em Apocalipse, serão dados a quem irmão? Você está vendo porque é
que Paulo – a gente vai chegar lá, se não hoje, na próxima reunião quando
examinarmos mais uma palavrinha mistério, ele vai falar assim: Grande é esse
mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. Os irmãos está vendo? Cristo,
Daniel 7 14. Foi-lhe dado domínio, o reino e a majestade a Ele, o Filho do
Homem. A igreja: Daniel 7 27. O Reino o domínio, a majestade, dos reinos
debaixo de todo céu serão dados ao povo. Agora não é ao Filho do Homem.
Agora é ao povo - Não é? - dos santos do altíssimo. Quem são eles? A igreja.
Claro. Aquele que o Altíssimo separou para si. Não é? E o seu Reino. Reino
de quem? Por que é que está no singular? O povo. Desse povo. O Reino desse
povo, o reino da igreja, o seu reino será reino eterno. Esse reino é o reino de
Cristo. Não é? Você está vendo como se confundem essas duas coisas? Irmão,
que verdade tremenda, não é? Que coisa é a palavra de Deus. Como é que
Daniel pode falar disso muito antes do verbo ter-se feito carne!!!! Cristo.
Como é que Daniel pode falar da igreja muito antes dela existir? Como é que
Daniel pode falar desse Reino futuro, dois mil e quinhentos anos dele acontecer,
já que nós cremos que estamos às portas dele? Daniel já está falando do Reino
que vai ser dado ao Filho do Homem e do Reino que vai ser dado ao povo, dos
santos do altíssimo. Daniel já está falando do Cristo e da Igreja, esse grande
mistério de Deus. Por isso é que Apocalipse diz que quando o sétimo anjo tocar
a trombeta cumprir-se-á o Mistério de Deus. Qual é o Mistério de Deus? Cristo
e a igreja. Tão claro. O Reino será dado ao povo, os santos do altíssimo. O Seu
reino será reino eterno e todos os domínios O servirão. Que “O” que é esse
aqui irmão? Esse “O” está se referindo a quem? Aos santos, à igreja. Lembra
que Paulo diz assim para os Romanos: Em breve o Deus da paz esmagará
Satanás debaixo dos vossos pés!!. Lembra? Lembra que em 1º Coríntios 15,
aquele glorioso capítulo da ressurreição, fala que a morte é o último inimigo a
ser destruído, e que importa que o nosso senhor Reino, até que Ele haja posto
todos os inimigos debaixo do estrado dos seus pés. Quem são os seus pés? A
igreja. A igreja são os pés de Cristo, o seu mover nessa terra. Então irmãos,
Ele não só destruiu o diabo pessoalmente, mas Ele irá envergonhar o diabo
debaixo dos pés da igreja. Você crê nisso? Efésios 3 diz assim: pela igreja, a
multiforme sabedoria de Deus se tornará conhecido, dos principados e
potestades nos lugares celestiais. Você vê qual é a minha e a sua posição? Será
que nós podemos viver para um propósito menor do que esse? Os irmãos estão
vendo que isso é uma questão de doutrina, de teologia, de visão? Não é nada
disso irmãos. Isso toca profundamente a sua e a minha vida. Você vive para
quê? Você faz parte desse povo do santos do altíssimo, que foi chamado para
reinar. Você faz parte desse povo que vai exercer esse governo, como é dito
aqui no final do verso 27: todos os dominós o servirão e lhe obedecerão, porque
aqueles que tiverem desenvolvido com o Senhor essa vida madura, poderão ser
uma expressão no governo de Cristo. Ele terá autoridade distribuída pelo
próprio Senhor. Isso é tão claro naquelas parábolas que Ele falou, não é?
Sempre o Senhor teve esse propósito no seu coração. Ele reinará pessoalmente e
através dos seus santos. Não é? Nós fomos chamados para isso irmãos. Nós
não podemos desfigurar o propósito de Deus. Por isso nós colocamos lá, aquele
oitavo alicerce. Você lembra domingo passado, lembra? O supremo propósito
de Deus. Se você perdeu o supremo, você vai ficar com os menores. Qual é o
propósito de Deus? O propósito de Deus é que eu seja marido, que eu tenha a
minha família, que eu seja um homem nessa ou naquela profissão, que eu sirva
bem naquela função. Tudo isso faz parte do propósito. Foi Ele que criou você
como homem ou como mulher, que deu a você ser pai ou ser mãe, ser patrão
ou ser empregado, ser um irmão na vida da igreja. Foi Ele que deu tudo isso.
Isso são partes do propósito, mas não é o SUPREMO. O que você está vendo
aqui agora é o Supremo. Ele chamou você para fazer parte de um corpo, o corpo
do seu próprio Filho, para conhecer o seu Filho e prosseguir em conhecê-lo de
tal forma que o caráter do seu Filho seja formado em você, e você possa reinar
com o seu Filho. Expressar a glória do seu Filho, a autoridade do seu Filho, o
governo do seu Filho, pelos séculos dos séculos. Então, quando você lê
Apocalipse, agora você vê com mais clareza, por que é que aquele mistério é tão
resumidinho, não é? Colocado assim em uma palavrinha. O sétimo anjo
tocando a sétima trombeta e tudo aquilo que os profetas todos falaram,
profetizaram, anunciaram vai se cumprir ali. Completamente. Cumprir-se-á o
mistério de Deus. Qual. Cristo e a igreja, revelando então essa glória, esse reino,
essa majestade. Cristo formado na igreja.
Deixa-me te ajudar com mais um versículo sobre esse assunto. Irmão.
Esse assunto tem tanto conteúdo, que se os irmãos examinassem iam ficar
impressionados. Vou ficar só com essa menção hoje, para continuarmos na
outra quarta feira. Prefiro que você ganhe uma base sólida nesse primeiro
mistério aí, para que depois você compreenda os outros com mais clareza,
porque na verdade os outros são uma conseqüência. Mistério de Cristo,
mistério da igreja, mistério da vontade de Deus, mistério da sabedoria de Deus.
Nós vamos olhar todos esses mistérios, e você vai ver que todos eles são como
que lançando pequenas luzes sobre esse mesmo foco, esse grande mistério de
Deus, no singular: O mistério de Deus, Cristo e a igreja em plena união. Cristo
e a igreja em plena glória. Cristo formado na igreja. A igreja expressando
plenamente Cristo. O governo de Cristo, o caráter de Cristo, a autoridade de
Cristo: esse é o Mistério de Deus, já revelado. Não tem nenhum segredo nisso.
Não é um mistério esotérico, não é um mistério filosófico. É um mistério
rasgado e aberto para nós na palavra. Está aí tão claro na palavra!! Só que claro
para os santos e não para o mundo. Claro para nós. Lembra que nós falamos
para os irmãos que essas verdades essenciais, todas as verdades, mas
especialmente essas que Paulo chama de o bom depósito, ele fala para Timóteo
guardar esse depósito, guardar essa fé, isso é uma propriedade da igreja. Você já
pensou que, quem sabe o seu vizinho em casa, o seu vizinho de escritório, o seu
vizinho de trabalho, o seu colega de profissão, não tem a menor de tudo isso que
está acontecendo? Você já pensou nisso? Que alguém do seu lado pode ser
completamente ignorante disso? Ser tomado de surpresa Naquele Dia? Isso
não gera temor em você? Isso não gera gratidão no seu coração? O Senhor ter
mostrado isso a você, miserável pecador!!! E nada mais do que isso? Ser
incluído nesse imenso e supremo propósito? Isso deveria gerar irmão, gratidão,
reverência, temor, adoração nos nossos corações. Não é? Então olhe lá, por
favor. Vou te mostrar mais algum conteúdo para esse assunto, esse Mistério de
Deus, no singular. Abra em 2ª Tessalonicenses. Olhe a beleza desse texto.
Cap 1. Nós podíamos ver aqui primeiro o verso 5, só para termos um contexto.
Veja lá, no início do verso 4 que ele está falando das igrejas de Deus. Olhe lá.
4.Nós o povo de Deus, igrejas de Deus, a tal ponto que nós mesmo gloriamos
de vós nas igreja de Deus. Vós os Tessalonicenses, e mais as igrejas de Deus, à
vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições, e nas
tribulações que suportais. Então preste atenção aí. Sinal evidente do reto juízo
de Deus. Para que, Paulo fala que as tribulações que eles estão sofrendo, as
perseguições que eles estão sofrendo não é nada de extraordinário, nada. É um
sinal do juízo de Deus para que - olhe o propósito das perseguições, olhe o
propósito das aflições - está lá no verso 4, é expresso aqui no verso 5: para que.
Para que é propósito, sejais considerados dignos. A palavra é idôneos, para que
pelas provações, pelas tribulações, pelas perseguições, essa fé de vocês que é
como ouro, impuro inicialmente, ela seja apurada, vocês conheçam a Cristo
mais plenamente, sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais
considerados dignos ou idôneos, do que? Do reino. Olhe o assunto reino aí. Do
reino de Deus, pelo qual conheceis que estás sofrendo. Está vendo irmão? Por
que que os cristãos sofrem? Você tem uma resposta aí. Para que sejamos
considerados dignos do reino de Deus. Dignos aí, tem o sentido de não
merecedor. Não confunda as coisas. Nunca iremos merecer nada. Jesus Cristo
fez tudo por nós. Digno não é merecedor. Digno é idôneo. Significa que o
reino de Deus tem um caráter, ou glória, e nós não temos nada. Na medida em
que o Senhor vai trabalhando em nossas vidas, agora Ele nos pôs em Cristo,
nos trabalhando, trabalhando, nos vamos nos tornando compatíveis, idôneos ao
Reino de Deus. Você vai ver que ele usa uma palavrinha aí, chamada glória.
Essa palavra fala tudo. Esse idôneo. Tornado idôneo a essa glória do reino de
Deus. Vamos ler mais e você vai ver claramente. 2 Ts 1:5 sinal evidente do reto
juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual,
com efeito, estais sofrendo; 6 se, de fato, é justo para com Deus que ele dê em
paga tribulação aos que vos atribulam 7 e a vós outros, que sois atribulados,
alívio juntamente conosco(quando alívio?), quando do céu se manifestar o
Senhor Jesus com os anjos do seu poder, Essa deve ser a única hora em que o
cristão deve verdadeiramente esperar alívio. Até lá, não. Se nós somos
seguidores de Cristo irmão, o nosso alívio é vindouro, o nosso alívio é
vindouro. Até que o Senhor Jesus venha, como Pedro diz na sua epístola: Nós
cristãos devemos ter uma mente disposta a sofrer, disposta às injúrias, disposta
às incompreensões. Não pense que o Senhor Jesus usa pessoas que tem lombos
inteiros, porque um lombo inteiro é muito bonito. Um lombo inteiro. Muito
brilho, mas não serve para o Senhor. O Senhor usa lombos rasgados. O
Salmista diz assim: sobre os meus lombos, os homens fizeram longos
sulcos(Salmos 129:3). Lembra daquele Salmo? Como aradores. Passando
arados sobre os meus lombos, fizeram longos sulcos. Nós precisamos passar
pelo arado de Deus, pelo trabalho da cruz, pelo trabalho da palavra de Deus,
para que sejamos úteis, dignos, ou idôneos se você preferir. Não é merecedor. É
idôneo. É compatível com a beleza dele, com a glória Dele. Não e´? Agora
você entende bem esse texto? Para este propósito estais sofrendo. Mas vocês
vão ter alívio. Quando? Quando do céu se manifestar o Senhor Jesus. Que
maravilha irmão!!! Essa nossa viva esperança, é um tremendo foco na nossa
pregação evangélica. As pessoas resumiram todo o evangelho hoje. Evangelho
entre aspas, porque isso não é evangelho. Isso é outra coisa monstruosa que está
sendo falado aí. Resumiram toda a esperança do Evangelho no “já”, no “aqui”,
no “agora”. O que é que Deus quer? Deus é o bondoso Pai. Ele e o papai Noel
são a mesma coisa. O que é que o papai Noel quer? Ele quer dar presentes.
Quer te enriquecer, te fazer feliz, não é? Cheio de saúde e de prosperidade.
Papai Noel celestial. Mas não é isso que Paulo está falando em
Tessalonicenses nem em lugar nenhum. Nem Paulo, nem Pedro, nem João,
nem ninguém. Não existe isso na Bíblia. Isso é um Evangelho espúrio. Paulo
está falando que vocês estão sofrendo perseguições, tribulações, e isso é um
sinal evidente de juízo. Deus está julgando. Pedro não fala assim? O juízo há de
começar por onde irmão? Pela casa de Deus. Não é pelo mundo. O mundo vai
ser julgado quando o Senhor se revelar visivelmente. A igreja está sendo
julgada já, agora. O juízo há de começar pela casa de Deus. E Pedro fala assim:
se há de vir por nós irmãos, que tenhamos temor, porque se já de vir por nós que
somos um povo de Deus, comprado pelo sangue de Cristo, um povo que não
tem mais condenação, e quando for julgar o mundo, o que é que o mundo vai
falar? Um mundo que não creu Nele, que não obedece a Ele. Esse é o
argumento de Pedro, 1ª Pedro cap. 4. E é o mesmo de Paulo aqui. Paulo fala
assim: irmão fique firme. É o juízo de Deus sobre a sua casa. Para que que ele
está fazendo isso? Para que sejais considerados idôneos do reino. O reino que
virá. E o que vai acontecer quando esse reino vier? Vocês vão encontrar alívio,
graças a Deus. Não haverá nem pranto, nem luto, nem dor, as primeiras coisas
passaram, nós teremos um corpo glorioso, nós iremos ver esse querido Senhor
face a face. Nós seremos como Ele. Quando Ele se manifestar seremos
semelhantes a Ele, porque havemos de vê-lo como Ele é. Irmão, na sua fé, no
seu Evangelho, esse elemento de esperança é vivo como Pedro disse? Ele nos
regenerou para uma viva esperança, ou toda a sua esperança é aqui e agora?
Como que é o seu Evangelho? É Bíblico? Você tem uma mente dispostas às
incompreensões, às injúrias, às necessidades, às tribulações, aos sofrimentos?
Ou você acha que isso aí é um fogo estranho, algo extraordinário que não
deveria estar acontecendo com você, porque você foi criado para se feliz? É
assim o seu Evangelho? Se ele é assim, ele não é bíblico.
Vamos ler aqui mais, e a gente vai terminar só com esse texto hoje.
2 Ts 1:7 e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco,
quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, 8 em
chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus (olhe
que dia vai ser esse. Não é dia de graça. É dia de fogo, dia de dor, dia de terror,
dia de pânico. Os profetas falaram isso. Oséas falou, Joel falou, Amós falou.
Terrível é o dia do Senhor. É dia de vingança. Esse é o dia do Senhor para o
mundo, mas não para a igreja. Para a igreja não é terrível. Muito pelo contrário,
um dia almejado, porque nós já confessamos esse Cristo como Senhor das nossa
vidas. Então esse dia é o dia das bodas para nós da igreja. Bodas para a igreja,
juízo para o mundo. Não é? que separação!! ) 8 em chama de fogo, tomando
vingança contra os que não conhecem a Deus (você conhece a Deus? Em
Cristo Jesus. Já se rendeu a Ele? Então esse dia não é de vingança para você.
Se você não o conhece, não professou o nome de Cristo, não se rendeu a Ele,
então você está debaixo da ira de Deus. E esse dia será o dia da vingança para
você.) contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao
evangelho de nosso Senhor Jesus. Olhe aí o obedecer e o crer que eu disse para
você que é a mesma coisa. Está vendo? Obedecer o Evangelho é crer no
Evangelho. É a mesma coisa. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição.
Banidos da face do Senhor. Que contraste, não é? 1ª João 3, ele diz o que eu
acabei de citar aqui. Quando Ele se manifestar nós seremos semelhantes a ele
porque havemos de vê-lo como Ele é, face a face. E aqueles que não crêem
Nele, o que é que será que vai acontecer com eles? Banidos da face do Senhor.
Irmão. Não precisava existir inferno. Não tinha muita necessidade de existir
inferno. Sabe o que é que é inferno? Não ver a face do Senhor. Esse é o inferno.
A face do Senhor é o céu. Se o Senhor não estivesse no céu, o céu não seria
nada. Vazio. É como uma casa sem morador, banidos da face do Senhor. Que
expressão irmãos!!! Nós como igreja nós fomos chamados esse mistério de
Deus, que nós igreja pudéssemos ser unidos a Ele mesmo, a pessoa de Cristo
seu filho, de tal forma que pudéssemos eternamente contemplar a sua face e a
sua glória. Contemplando sua face e sua glória, sermos transformados de
glória em glória na mesma imagem, como Paulo disse aos Coríntios. Você vê
quantos textos lançam luz no mesmo assunto? Eles são quase que infindáveis.
Você tem isso em Romanos, em Coríntios, em Efésios, em Colossenses, em
Hebreus, em Tito, em quase todas as epístolas. A mesma verdade, colocadas
em ângulos diferentes, de formas diferentes, a mesma gloriosa verdade, o
mesmo mistério de Deus, Cristo e a Igreja. Não é?
Vamos terminar de ler o texto até o final desse capítulo para acabarmos. 2
Ts 1:9 Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do
Senhor e da glória do seu poder. Agora esse texto, de 10 a 12, eu queria que
especialmente você concentrasse a sua atenção na beleza dele. 10 quando vier(
O nosso Senhor Jesus vier, o que é que vai acontecer?) para ser glorificado
(aonde irmãos? No céu? Nos anjos? Na sua criação?) nos seus santos(que
linda expressão! Onde que Cristo vai ser glorificado quando Ele vier? Nos seus
santos, naqueles que creram, que o obedecem, que o amam, que o seguem, nos
seus santos. Ele vai ser não só glorificado, mas vai ser admirado. As pessoas
olharão para Cristo com aquele espanto, aquela admiração: Senhor da glória. E
aonde que Ele vai ser visto? Na igreja, de novo. Nos seus santos) e ser
admirado em todos os que creram(não significa que Ele não vai ser visto
pessoalmente. Tome cuidado. Cristo tem um corpo glorificado. Ele é uma
pessoa glorificada e Ele vai reinar e será visto assim, mas paralelamente a isso,
a igreja que é o seu corpo, manifestará a glória Dele. Não é a glória dela, como
a lua. A lua não tem glória, não tem luz própria. Ela reflete a glória do sol, como
por espelho, como diz Paulo aos Coríntios. Como por espelho, contemplando a
glória do Senhor, nós refletimos a mesma glória de glória em glória. Não é
assim? Tão claro.) , naquele dia (que dia você acha que é esse? É o dia do
retorno do Senhor, o dia lá de Apocalipse. Quando o sétimo anjo tocar a
trombeta, há de se cumprir o mistério de Deus. Então se você quiser luz sobre
Apocalipse, 10:7, seria bom você ler 2ª Tessalonicenses 1, de 10 a 12. É o
mistério de Deus aí, com outras palavras. Mistério de Deus é Ele glorificado
nos seus santos. O Mistério de Deus é Ele admirado em todos os que creram
nesse dia, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho). 11 ¶
Por isso, também não cessamos de orar(que coisa equilibrada, não é? Paulo não
é um vidente. Paulo é um profeta. Então quando Ele vê com clareza esse
propósito de Deus, o que é que Ele faz? Ora. Ele ora. Ele intercede, se põe de
joelhos, orando em cima da vontade de Deus, essa suprema vontade. Então ele
fala assim: não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus vos torne
(olhe aí a palavrinha do verso 5- dignos. Apareceu de novo. Dignos, que
significa compatíveis, idôneos, dignos da sua vocação) dignos da sua vocação
(qual vocação? A glória. Sermos semelhantes a Cristo, expressar a sua glória,
dignos da sua vocação) e cumpra com poder todo propósito (o último alicerce
que nós colocamos no Domingo é o supremo propósito de Deus. Está aí um
texto claríssimo sobre esse supremo propósito que Apocalipse está chamando
de mistério de Deus, aqui então tão claramente revelado. Ele cumpre esse
propósito Dele, esse supremo propósito, aqui chamado de propósito de
bondade) de bondade e obra de fé, (e no 12 a conclusão de tudo) 12 a fim de
que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós (mais uma vez, nos
santos, na igreja), e vós, nele, (eu neles e tu em mim. Eu em vós, vós em Mim.
Foi o que Ele falou para os seus discípulos. Isso é uma verdade agora? Sim, mas
não é uma verdade plena. Por que? Porque o Senhor habita já no nosso espírito,
pelo seu Espírito Santo, Ele está tornando a nossa alma semelhante a Ele,
trabalhando essa mente decaída que nós temos, confusa, complicada,
preconceituosa, obstinada. Está trabalhando essa mente. Transformai-vos pela
renovação da vossa mente) segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus
Cristo. Ele está quebrando essa vontade rebelde dura e fazendo a nossa vontade
amar a vontade de Deus, se render à vontade de Deus. Um espírito voluntário,
como eu falei, querer os princípios de Deus, a palavra de Deus, amá-lo,
obedecê-la. Ele está trabalhando as nossas emoções complicadas confusas, não
é? Aborrecidas. E está tornando também semelhante a Ele, e Ele vai continuar
esse processo até que esse corpo também seja transformado. (1ª Coríntios cap.
15) o mortal seja absorvido pela vida. O corruptível se revista de
incorruptibilidade. Então se cumprirá o mistério de Deus. Aliás, Paulo usa a
palavra mistério também em 1ª Coríntios 15. Ele fala assim: Eis que vos digo
um mistério. Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos.
Mistério. Está lá. 1ª Coríntios 15. Então você vai ver que nas próximas reuniões
o que nós vamos fazer, é mostrar que as várias palavras mistério, mistério,
disso ou daquilo, vão lançar luz sobre esse “O Mistério” no singular, que é
Cristo e a igreja. Cristo formado na Igreja, então a igreja refletindo a glória de
Cristo. Cristo reinando sobre a igreja, e então a igreja exercendo o governo de
Cristo, expressando o Reino de Cristo. Esse é o mistério. Que o Senhor nos
ajude então para que na outra reunião nós possamos caminhar um pouco mais
examinando essas palavras. Se você quiser adiantar, procure você mesmo.
Pegue a sua chave bíblica, procure a palavra Mistério. Leia todos os versículos
para você ver que maravilha, para que na próxima reunião nós possamos
compartilhar mais um pouco. Amém. Vamos orar.

O Pai. Agradecemos a Ti Senhor, porque só nos resta fazer isso. O


Senhor tudo fez em Cristo e nos colocou Nele, para que nós pudéssemos
usufruir de toda benção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, em união
com o teu Filho. Mas nós Senhor, temos uma oração a Ti, te pedindo que o
Senhor nos torne dignos dessa vocação a que fomos chamados, para que quando
o mistério de Deus se cumprir na voz do sétimo anjo, nós possamos estar como
esse objetos Senhor, nos quais o Senhor é admirado e glorificado. Nós
queremos ter Cristo em nós, esse Mistério. Cristo em nós, a esperança da glória.
Pedimos ao Senhor que dê luz clara para nós sobre esse assunto, e que isso
possa reger a nossa vida. Não nos deixe perder em nada menor senhor, nessa
ciranda da vida, nesse mundo de distrações. Nos ajude a nos manter claro
Senhor, e caminhando e contemplando a Tua glória, para que sejamos
transformados de glória em glória. Centralize o nosso coração Senhor adeqüe o
nosso viver, conquiste-nos de todo para Ti, para que sejamos profundamente
constrangidos com essa suprema vocação para a qual fomos chamados.
Desembaraça-nos Senhor de todo peso, e do pecado que tenazmente nos
assedia, para que corramos essa carreira com perseverança. Breve vem o dia em
que Te veremos face a face. Que glória para nós, Senhor. Queremos apressar
esse dia, purificando-nos, crescendo em graça e santidade, para que o Senhor
possa nos levar para Ti, como uma igreja pura adornada para um só esposo, que
é Cristo. Nós te pedimos e nos entregamos a Ti, mais uma vez, em nome de
Jesus. Amém.
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO

Mistério (2)
Romeu Bornelli

Colossenses 2. 1 ¶ Gostaria, pois, que soubésseis quão grande


luta venho mantendo por vós, pelos laodicenses e por quantos não me
viram face a face; 2 para que o coração deles seja confortado e
vinculado juntamente em amor, e eles tenham toda a riqueza da forte
convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o
mistério de Deus, Cristo, 3 em quem todos os tesouros da sabedoria e
do conhecimento estão ocultos. O mistério de Deus, Cristo.
Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, cap. 2. Vamos ler a partir
do verso 6. 6 ¶ Entretanto, expomos sabedoria entre os
experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos
poderosos desta época, que se reduzem a nada; 7 mas falamos a
sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou
desde a eternidade para a nossa glória; 8 sabedoria essa que nenhum
dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido,
jamais teriam crucificado o Senhor da glória; 9 mas, como está escrito:
Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em
coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.
10 Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as
coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. A sabedoria de
Deus em mistério, outrora oculta.

Vamos orar.
Querido Pai. Nós nos colocamos em absoluta confiança diante do
Senhor, debaixo da Tua provisão, debaixo da Tua habilitação e
suficiência, para que o Senhor nos conceda o privilégio de tocarmos a Ti
mesmo uma vez mais através da tua palavra. Desejamos que a palavra
escrita opere em nós como palavra viva, espada afiada de dois gumes.
Queremos acolhe-la em nossos corações porque ela é poderosa para
salvar as nossas almas. Nós nos colocamos nessa condição, diante de Ti,
confiados Senhor, unicamente no acesso que temos por meio do nosso
Senhor Jesus. Cobre-nos com o Teu precioso sangue, e fala-nos ao
coração, em nome de Jesus. Amém.

Irmãos, hoje nós vamos ter o último período com relação a essa
abordagem panorâmica que nós estamos fazendo a respeito aos
Fundamentos da nossa Fé. Eu disse aos irmãos que nós iríamos usar
quatro períodos, sendo este o último, para que depois quando
retornássemos, após o nosso irmão Nilton, liberar o seu encargo diante
do Senhor nesse estudo que ele tem tido desejo, nós então iremos
retornar a esse ponto calmamente.
Os irmãos se lembram que nós falamos a respeito da confissão da
nossa fé, os alicerces da nossa confissão. Irmãos, é claro que esses oito
itens que eu citei, eles de forma alguma esgotam o assunto. Apenas
rapidamente para que você tenha um entendimento desse mapa de uma
forma mais clara, nós colocamos oito itens, e eu vou repeti-los aqui
apenas em seqüência rápida, porque eu gostaria de dizer que esses oito
itens, embora eles sejam a essência, é claro que eles não esgotam nem
mesmo aquilo que é essencial. Eles são a essência mas não esgotam o
que é essencial, porque unidos a eles, e nós vamos ver depois com mais
detalhes, existem doutrinas muito importantes, essenciais mesmo na
palavra, que não foram diretamente mencionadas nesses oito pontos.
Acho que então nós poderemos agregar e é o que faremos quando
voltarmos a esse ponto. Vamos agregar essas doutrinas a esses pontos
essenciais.
Então eu vou citar um exemplo para os irmãos. Quais foram esses
oito alicerces de nossa confissão que nós citamos aqui. O primeiro deles
é a Trindade. É uma das mais grandiosas revelações de toda a Bíblia, o
Deus Triuno. Uno em essência, trino em pessoa. Sem essa visão nós
não compreendemos a revelação Bíblica em hipótese alguma. Nada que
decorre dessa revelação, pode ser compreendido sem esse foco. Não
compreendemos encarnação - quem que se encarnou? - nós não
compreendemos a Expiação - quem morreu por nós?, sem
compreendermos a Trindade - Quem é Deus? Então por isso nós temos
essa ordem. Primeiro a Trindade. É uma das revelações mais grandiosas
da Bíblia. Primeiro alicerce.
Depois nós vimos Encarnação. Uma seqüência. O Filho, a segunda
pessoa da Trindade, se encarnou. Então encarnação, segundo alicerce.
O terceiro que nós citamos, a Expiação. Esse Filho que se encarnou, Ele
não caiu na terra apenas para exercer o ministério terreno. Ele caiu na
terra para: morrer!! Se o grão de caindo em terra não morrer, fica só. A
vida do Senhor é uma vida destinada à morte. Então, Expiação é o
terceiro alicerce. Trindade, Encarnação, Expiação. Depois o quarto
alicerce que nós citamos: Justificação pela Fé. Agora nós estamos vendo
os benefícios decorrentes da Expiação. A primeira verdade importante,
como conseqüência da Expiação, é a Justificação pela Fé, sem a qual
nós também perdemos de vista, todas as outras. Não compreendemos o
que é salvação sem a justificação pela fé, não compreendemos o que é
a santificação, não compreendemos nada, sem um conceito adequado
de justificação pela fé. Então esse seria o quarto alicerce. Depois o
quinto nós colocamos debaixo do nome de Ressurreição. Se Cristo não
ressuscitou, é vã a nossa fé, e ainda permanecemos nos nossos
pecados. Foi isso o que Paulo disse. Ressurreição é um alicerce. Se
Cristo não ressuscitou, nós pregamos em vão, nós vivemos em vão. É
pela sua ressurreição que Ele pôde repartir a sua vida com a igreja. Se
Ele fosse retido pela morte, Ele não teria vida a repartir, não teria vida a
nos dar. Então a ressurreição é um alicerce, um quinto alicerce. Depois
nós falamos sobre o Espírito Santo. Sexto alicerce. O Espírito Santo é
um tremendo alicerce da nossa confissão. Todos aqueles que não
compreendem bem a doutrina do Espírito Santo, não compreendem bem
a vida cristã, nem a natureza da igreja. Então o Espírito Santo é o sexto.
Depois nós falamos sobre o sétimo, o Corpo de Cristo, a igreja.
Tremendo alicerce da nossa confissão. Precisamos compreender bem a
igreja, o que é a igreja, a natureza da igreja, a vida da igreja, o governo
da igreja, o ministério da igreja, o ministério do corpo, verdades
essenciais na nossa confissão. Então o sétimo alicerce seria o corpo de
Cristo. O oitavo alicerce, seria o supremo propósito de Deus. Uma visão
ampla desse conjunto todo, como que nós juntamos essas peças, cada
uma no seu lugar: O Supremo Propósito. Seria esse o oitavo alicerce.
Nós falamos que paralelo a todos esses oito, nós iremos abordar alguma
coisa sobre a palavra escrita de Deus, a Bíblia, esses sessenta e seis
livros que são um só, que nós temos então em nossas mãos. A
auto-revelação de Deus, a Bíblia Sagrada, esse tremendo livro, que nós
colocamos aqui como um paralelo a esses oito alicerces, por que?
Porque é da Bíblia, que nós tiramos todos os oito. Sem a Bíblia como
que nós compreenderíamos a Trindade. Sem a Bíblia como que nós
compreenderíamos a encarnação? Sem a Bíblia, como que nós
compreenderíamos a Expiação, a Justificação pela Fé? Então a Bíblia ela
é o fundamento, ela é a fonte de todos esses oito alicerces.
Agora, eu disse para os irmãos então que, embora essenciais,
esses alicerces não esgotam a essência. E o que eu quis dizer com isso,
vou citar um exemplo. Se você tomar, por exemplo, o terceiro alicerce,
a Expiação, você vai ver que tem pelo menos duas grandes verdades
essenciais, que estão debaixo desse teto, debaixo desse teto chamado
Expiação. Temos pelo menos duas grandes e essenciais verdades
Bíblicas e que eu não citei aqui no meio dessas oito, porque elas se
encaixariam debaixo do teto dessa terceira, chamada Expiação. Vou
citar dois exemplos; a grande doutrina bíblica da queda. Irmão a queda
é uma doutrina essencial. Se nós somos cristãos bíblicos, nós cremos na
queda. A queda é uma doutrina fundamental, mas nós colocamos
debaixo do teto do terceiro alicerce, Expiação, porque Cristo realizou
expiação, exatamente porque o homem caiu. Se o homem não tivesse
caído, não precisaria expiação.
Então, debaixo do alicerce expiação nós teríamos esse outro
grande alicerce: a doutrina da queda do homem. Mais um debaixo do
mesmo teto da expiação. Uma grande doutrina bíblica, a doutrina do
pecado original. Os cristãos bíblicos, evangélicos, crêem no pecado
original. Não crêem nessa maneira psicológica de se ver o homem. “O
homem nasce bom, ou pelo menos com um potencial bom. Ele precisa
apenas ser criado em um ambiente bom, para que ele dê bons frutos”. A
Bíblia não ensina isso. A Bíblia ensina que o homem nasce mau,
completamente depravado, destituído da glória de Deus, e debaixo da
ira de Deus. Essa é a doutrina do pecado original. Nós morremos em
Adão. Nós pecamos em Adão. Em Adão todos morrem, é o que Paulo diz
em Romanos. Isso é uma grande doutrina bíblica. Irmão, qual é a sua
posição com relação a essa doutrina? Você tem uma fé psicológica ou
uma fé espiritual? Você crê na doutrina do pecado original? Você crê que
aquele nenenzinho que você vê no berço e fala assim: “Que anjinho”!!
Na verdade é um grande pecadorzinho. Na medida em que ele for
crescendo, crescendo ele vai produzir pecado, pecado, pecado e pecado.
Isso é só o que ele vai fazer, sem ninguém ensinar para ele. Isso é o
que se chama doutrina do pecado original, e por isso, o Senhor Jesus
realizou Expiação. Então os irmãos vejam que debaixo desse terceiro
alicerce chamado expiação, debaixo desse teto grandioso, nós temos
também verdades que são essenciais. Então achei necessário dar essa
explicação para você, para que você não ache que os oito alicerces
esgotam absolutamente o assunto. Mas, os oito alicerce são as
essências de tal forma que você vai poder colocar todos, todos os
assuntos bíblicos essenciais, debaixo dos oito alicerces, e é isso que nós
vamos procurar fazer quando retornarmos a isso. Amém? Ficou claro?
Vamos voltar então e dar um passo a mais do que nós fomos na
reunião anterior. Na reunião anterior, o que é que nós fizemos? Nós
procuramos sair desse olhar de frente, para esses oito alicerces e
buscarmos um olhar de costa, digamos assim. Não é? Nós procuramos
ver que essa questão, esses alicerces da nossa fé, da nossa confissão,
eles são abordados na Bíblia debaixo do nome “mistério”. Lembra?
Então na reunião passada , na verdade, nós analisamos um único texto,
não tivemos tempo para mais. Apocalipse 10:7. E nós vimos que aquele
texto diz que quando aquele sétimo anjo tocar a sua trombeta, a sétima
trombeta então, João, no seu livro da revelação apocalíptica, ele diz
assim: Então, quando o sétimo anjo tocar a sétima trombeta, se
cumprirá – no singular - o mistério de Deus. Ele fala então de um
grande mistério, no singular. O mistério de Deus vai se cumprir.
Quando? Quando o sétimo anjo tocar a trombeta. Aí nós fomos em
Apocalipse 11:15 procurar ver quando que esse último anjo vai tocar
essa trombeta. E nós vimos que esse último anjo vai tocar essa última
trombeta, imediatamente antes do milênio. Imediatamente antes do
Senhor Jesus ser revelado visivelmente, não ocultamente, não só para a
igreja naquela vinda oculta, mas quando Ele se revelar a todo olho
sobre a terra, e estabelecer o seu Reino nessa terra. Então Apocalipse
11:15 nos explica o cap 10:7, que diz assim que quando o sétimo anjo
tocou a trombeta, ouve-se vozes no céu. E aquelas vozes diziam assim:
“O reino do mundo se tornou do Senhor e do seu Cristo e Ele reinará
pelos séculos dos séculos”. A voz que antecede o milênio, o Reino de
Cristo nessa terra. Não é? Então agora nós compomos um quadro. O
mistério de Deus, irá se cumprir em plenitude, antes do Senhor Jesus se
revelar a essa terra e estabelecer o seu reino. Isso já ficou claro em
Apocalipse para nós. Agora nós estamos fazendo perguntas para trás, e
não para a frente, porque para frente o assunto é o Reino: o Senhor vai
reinar junto com os seus santos. Vamos fazendo perguntas para trás.
O que é o Mistério de Deus? Apocalipse 10:7 diz que esse mistério
vai se cumprir em plenitude quando o Senhor Jesus se revelar, e
estabelecer o seu Reino. O mistério de Deus se cumprirá. O que é o
mistério de Deus? Agora vamos então fazendo perguntas para trás.
Vamos ver alguns textos. O primeiro foi o que li para abrir a reunião.
Olhe o que Colossenses 2 diz então sobre o mistério de Deus.
Colossenses cap. 2, final do versículo 2. Irmãos, para Paulo era tão
tremenda essa visão do mistério de Deus, e do que compunha esse
mistério, que quando ele ora pelos colossenses e não apenas por eles,
ele diz aqui, mas também pelos de Laodicéia, os laodicenses, e por
outros mais que não haviam visto Paulo face a face, ele diz isso aí no
verso 1, olha como ele ora no verso 2: “para que os seus corações
sejam confortados, sejam vinculados, tenham vínculo, estejam juntos,
amarrados, ligados uns com os outros. Sabe por que? Ninguém vai
poder compreender o mistério de Deus, com clareza, sozinho. Ninguém.
Ninguém tem suficiência para isso. Nós somos apenas homens. E no
corpo nós somos apenas membros. Eu preciso estar vendo com mais
clareza através de um irmão daqui, um irmão dali, outro irmão de lá,
ministérios, dons de Deus à igreja, como Paulo fala mesmo em Efésios,
porque através, especialmente desses ministérios, especialmente e não
somente, mas especialmente, apóstolos, profetas, evangelistas,
pastores, mestres, o corpo de Cristo sendo enriquecido na visão do
mistério de Deus, então Paulo usa a palavra vinculados. Os irmãos veja
que a igreja não pode ser vivida, experiência da igreja, numa vida
isolada. Não é? Nós somos corpo e como corpo, nós precisamos viver.
Nós somos membros de um corpo, e como membros nós precisamos
viver. Então Paulo fala assim: vinculados, juntamente, em amor, e
tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento. Paulo
parece que não tem palavra, não é? Ele está acumulando palavra em
cima de palavra. Ele não fala só entendimento, nem só convicção de
entendimento, mas uma forte convicção de entendimento e ainda não
só isso, mas uma riqueza, da forte convicção do entendimento. Palavra
demais para dizer uma coisa só. Os irmãos vão vendo que ele vai
acumulando palavras. A riqueza da forte convicção do entendimento.
Tão grande é esse mistério? Não é? Para que vocês compreendam
plenamente. Olhe a palavrinha plena que Paulo gosta tanto, derivado do
pleroma grego, plenitude, não é? Pleno. Compreender em plena mente.
O quê? O mistério de Deus. Lá em Apocalipse diz: Quando o sétimo anjo
tocar a trombeta, cumprirá o mistério de Deus. Ele vai se cumprir lá,
mas ele já é uma realidade agora. Esse mistério de Deus é uma
realidade há dois mil anos. Esse mistério de Deus já é um mistério
aberto. Não é um mistério oculto, é um mistério rasgado, um mistério
revelado. Paulo fala para os Efésios que foi revelado aos santos
apóstolos e profetas no espírito. Então hoje nós vamos usar o nosso
tempo para ir assim, andando para trás, e vermos várias menções no
Novo Testamento da palavrinha mistério e vermos como que cada
menção nos ajuda a compreender um pouquinho do que esse
maravilhoso mistério significa. Irmão, se nós não tivermos tempo para
fazer tudo isso essa noite, eu queria que você pegasse uma
concordância bíblica, uma chave bíblica, e não deixasse de fazer isso por
você mesmo. Não deixe. Busque na sua chave bíblica a palavrinha
mistério. E leia todos os versículos onde essa palavra aparece. Você vai
ver que você vai estar montando como que um quebra cabeça. Esse
mistério da piedade, esse mistério da fé, esse mistério do Evangelho,
esse mistério da palavra de Deus, esse mistério de Cristo, esse mistério
de Deus, esse mistério da fé. Todas essas palavras são usadas e você
vai ver que em cada versículo que menciona essa palavrinha, você
ganha uma maior compreensão do mistério, no singular, e não dos
mistérios, como se Deus tivesse um mistério aqui, outro mistério lá, e
nós fôssemos pulando de mistério em mistério. Esse não é o nosso
Deus. Isso é o esoterismo. Essa é a doutrina do rosa cruz, do eubiota,
do maçon, mas não da igreja. Igreja não vai de mistério em mistério. A
igreja tem uma revelação única de um único mistério que é
multicolorido, multifacetado, mas um único mistério. Então nós olhamos
por um lado, olhamos por baixo, olhamos por trás, olhamos por cima, o
mesmo mistério. Então a palavra mistério é usada como que holofotes,
lançando luz sobre o mesmo mistério. Por isso você vê no singular. O
mistério de Deus. Cumprir-se-á o mistério de Deus. Único. E aqui em
Colossenses, “o” de novo, o mistério de Deus. Vamos prosseguir a partir
daqui. Aqui já vai nos ajudar com a próxima palavra Cristo. Não é? Qual
é o mistério de Deus? Os irmãos já estão vendo que tem muitas facetas
esse único mistério. Mas se nós formos usar uma única palavra para
resumir esse mistério, qual seria a palavra? Seria essa próxima desse
versículo. Cristo. Agora, no próximo texto que nós iremos ver daqui a
pouco, você vai ver que debaixo dessa palavra Cristo, você tem mais do
que Jesus Cristo. Você vai ver, pela Bíblia que, debaixo da palavra
Cristo, você tem um homem corporativo, que é Cristo Jesus, a cabeça, e
a igreja o seu corpo. Muito importante irmão. Você consegue entender
irmão? Quando o Senhor Jesus ressuscitou, o cabeça desse mistério de
Deus, Ele já entrou no céu. O cabeça já está nos céus, Cristo. Cristo
Jesus, Homem. Deus que se fez homem, que viveu uma vida humana,
que foi tentado em todas as coisas, provado, experimentado, achado
digno - Esse é o meu filho, o Meu eleito, a Ele ouvi - a voz no monte da
transfiguração, endossando não só a pessoa mas a vida daquele
homem, o ministério Dele. A Ele ouvi, ele é o meu mensageiro, a Ele
ouvi. Esse Homem entrou na morte, venceu a morte, destruiu a morte,
tirou as chaves da morte, da mão do diabo, e disse: Eu tenho nas mãos
as chaves da morte e do inferno, como Homem, ressuscitou então,
ascendeu, foi entronizado, recebeu um nome que está acima de todo
nome, para que debaixo desse nome se dobre todo joelho. Esse é o
cabeça desse novo homem. A Bíblia chama de novo Homem. Cristo
Jesus é o cabeça. Hebreus diz que Ele é a âncora da nossa alma, porque
Ele já penetrou o véu, que no livro de Hebreus significa a presença
imediata de Deus. Nós não estamos na presença imediata de Deus.
Você está? Você está na presença imediata de Deus? Você está vendo o
Senhor face a face? Não. A igreja não está, mas o senhor Jesus homem,
ressurreto, Ele está na plenitude de Deus. Ele é Deus. E a humanidade
Nele, foi glorificada. Deus homem glorificado. Então o livro de Hebreus
diz assim que Ele, o nosso Jesus, Ele é âncora da alma que penetra
além do véu. O livro de Hebreus diz isso no final do cap. 6, onde Jesus
entrou por nós como um pré cur sor. Alguém que faz o curso que tem
que ser feito antes de todo mundo. Ele é o pré cursor. Aquele que vai na
frente. E os outros? Os outros vem atrás, para o mesmo lugar. Por isso
que o livro de Hebreus diz que Ele está conduzindo muitos filhos à
glória, porque Ele foi aperfeiçoado como autor da nossa salvação. Tão
claro e maravilhoso aquele livro de Hebreus. Fonte da nossa salvação.
Salvação eterna, para todos que lhe obedecem. Âncora da nossa alma
que penetrou o véu. Então irmão, debaixo da palavrinha Cristo, apenas
essa palavra, Cristo, você tem mais do que o homem Jesus. Claro que
depende do contexto que você lê. Se você lê aqui, em Colossenses 2:2,
está falando de Cristo, sozinho. Não é? Porque no versículo 3 fala: “em
quem”. Então é uma pessoa. “Em quem estão ocultos todos os tesouros
da sabedoria e do conhecimento”. Quem é esse quem? Cristo Jesus o
Filho de Deus. Não sou eu, não é você. É Cristo Jesus o Filho de Deus.
Está certo? Mas então, deixe-me ler um outro texto com você, para você
não achar que eu estou com delírio mental. Abra, por favor, em 1ª
Coríntios cap. 12. Vamos ver como que a palavra é usada aqui em
Coríntios. 1ª Coríntios 12, versículo 12. Por favor, preste atenção nesse
versículo. “Porque assim como o corpo é um, e tem muitos membros”.
Irmão, de quem Paulo está falando aqui? De quem? O corpo de Cristo. O
corpo de Cristo é quem? É a igreja. Se você ler os versículos anteriores
não tem jeito de ser mais claro. Está falando dos dons que Ele concede,
as diversidade de dons, a diversidade de serviço, a manifestação de
espírito é dada a cada um, no verso 7. Olhe, a cada um. A um, a palavra
de sabedoria, a outro a palavra do conhecimento, a outro fé, a outro o
dom de curar, a outro.... é a igreja, o corpo de Cristo. Muitos membros.
Agora, olhe no verso 12 então: 12 porque assim como o corpo é um,
tem muitos membros, e todos os membros – eu, você, ciclano, beltrano,
todos – todos os que crêem em Cristo, muitos membros, sendo muitos,
constituem, formam, um só corpo. Agora preste atenção nessa próxima
frase. Assim também com respeito a Cristo. Está vendo? E agora? Aqui é
Cristo Jesus homem, que Paulo está falando? Claro que não. Agora ele
está falando do Cristo corporativo, do qual Jesus Cristo é a cabeça
glorificada no céu, e a igreja é o corpo na terra. Por que é que
Apocalipse diz que quando aquele sétimo anjo tocar a trombeta, o
mistério de Deus vai se cumprir? Agora você vai entender. Porque esse
corpo que é a igreja, essa cabeça que é Cristo, entrará na plenitude da
glória, que esse Cristo cabeça tem. Paulo em Romanos 8 diz assim:
“Ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus.
Paulo fala aos Coríntios que a nossa leve e momentânea tribulação,
produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda comparação. E
nós não atentamos nas coisas que se vêem mas nas que se não vêem. E
não desanimamos exatamente por isso, porque todos os propósitos, das
aflições, dos sofrimentos, das tribulações é fazer com que esse corpo,
debaixo das dores ele possa ser amadurecido, aperfeiçoado, e possa
entrar na glória que Cristo já entrou. Por isso que o livro de Hebreus diz
que Ele está conduzindo muitos filhos à glória. Então, quando você lê a
palavra Cristo, você precisa olhar o contexto, se está se referindo a
Cristo Jesus, ou se está se referindo ao Cristo corporativo, que se
compõe Dele, o nosso Senhor, a cabeça e a igreja o seu corpo, um
homem. Você não pode arrancar a cabeça e ela viver, não é? Separada
do corpo e o corpo viver. Um homem, um novo homem, Cristo a cabeça
glorificada no céu, provado e aprovado. Nome que está acima de todo
nome, e a igreja, os muitos membros. O grão de trigo no céu, os grãos
de trigo na terra, contemplando como por espelho a glória do Senhor,
somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como
pelo Espírito do Senhor. Os irmãos estão vendo agora como todos esses
versículos se encaixam? Irmão, se você puder compreender, não porque
eu estou falando, porque eu não posso te explicar, mas se você puder
compreender por revelação do Espírito, o que eu estou dizendo aqui,
você vai entender todo o Novo Testamento, porque você terá uma visão
desse novo homem da nova criação. Cristo e a igreja. O cabeça
glorificado no céu, o corpo na terra, sendo aperfeiçoado por sofrimentos
e tribulações, de fé em fé, de graça sobre graça, de glória em glória, de
força em força, os termos que a Bíblia usa. Vão indo de força em força.
Recebemos a sua plenitude graça sobre graça, de fé em fé, de glória em
glória. Não é? Nós então estamos adquirindo a medida da estatura da
plenitude de Cristo, como Paulo fala em Efésios. Lembra? Quer ler esse
texto? Efésios, cap. 4, versículo 7. 7 e a graça foi concedida a cada um -
o cada um fala do corpo. Aquele Cristo lá de Coríntios, aquele Cristo
corporativo, cada um - cada um de nós segundo a proporção do dom de
Cristo, por isso diz que quando Ele subiu às alturas- esse Cristo aqui é
Cristo Jesus mesmo. Esse Cristo Jesus é quem concedeu a sua graça a
cada um que é o seu corpo que é a igreja.- e levou cativo os cativeiros e
concedeu dons aos homens, ou mais literalmente homens como
dádivas, porque Ele está falando dos ministérios cristãos que são dons
de Cristo á igreja. Eles foram resgatados por Cristo e são dados à Igreja
como dons do próprio Cristo. Se você for ver a referência aqui, você vai
ver que Paulo cita o Salmo 68, onde fala exatamente assim: recebestes
homens por dádivas, até mesmo rebeldes. Então quando o Senhor levou
cativo o cativeiro, ele recebeu homens por dádivas, mesmo rebeldes,
então esses homens foram regenerados, santificados, abençoados pelo
Espírito, o senhor concedeu uma dádiva através deles, da sua graça
para que eles pudessem ser cooperadores na edificação da igreja.
Especificamente esses cinco ministérios que são citados aí. São
chamados ministérios fundamentais. Apóstolos, profetas, evangelistas,
pastores e mestres, versículo 11. Agora, olhe o verso 12: com vistas ao
aperfeiçoamento dos santos. Para que é que servem esses cinco
ministérios? Para disputar um com outro para ver quem é melhor? Isso
aqui é posição na igreja? Isso é hierarquia? Isso aqui é uma classe de
clérigos? E o resto são os leigos? É isso que a Bíblia ensina? Não. A
Bíblia ensina que esses homens são dons, que esses homens são
dádivas, para o aperfeiçoamento dos santos. Esses homens não estão
sobre a igreja. Esses homens estão sob a igreja. Eles são alicerces,
fundamentos. Efésios 2 Paulo fala assim: edificados sobre o fundamento
dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra
angular. Cristo é a pedra angular, apóstolos, profetas, e os outros
irmãos. Assim é que é a casa de Deus. Cristo é a pedra angular. Sobre
Ele apóstolos, profetas, os outros ministérios, e toda a igreja. Então eles
não estão sobre. Eles estão sob. Não é hierarquia, é serviço. Com vista
ao aperfeiçoamento dos santos, para o desempenho dos seus serviços,
serviços dos santos. Os santos desempenhando cada um o seu serviço.
Porque não há santo inútil. Não há santo sem dom. Os santos
desempenham os seus serviços. Não é ? Para a edificação do corpo de
Cristo. Maravilha, irmão. Agora você vê com clareza esse mistério de
Deus. Cristo. Ou Cristo Jesus a cabeça. A igreja, muitos membros, o seu
corpo. Quando que vai se cumprir esse mistério de Deus plenamente?
Quando o sétimo anjo tocar a sétima trombeta. Por que? Porque quando
ele tocar a última trombeta, uma parte final desse mistério vai se
cumprir. Você quer ver? Abra lá em 1ª Coríntios 15. Se você nunca
ouviu isso irmão, eu estou falando aqui, acho que eu posso estar
jogando um caminhão de melancia no seu colo. Mas eu não tenho receio
de fazer isso. Você vai poder voltar nesse texto devagar, se você está
anotando. Você vai poder pegar a fita para ouvir de novo. O que importa
- não se apavore – é que você tenha pelo menos uma visão do todo,
uma visão do quadro, para que você depois possa ir vagarosamente,
porque esse é um assunto de meditação. Não é um assunto de instrução
apenas. Não é? Acadêmico. Mas é um assunto em que você tem que
andar pé ante pé. O princípio de Deus para Josué conquistar a terra de
Canaã era esse. Todo lugar onde pisar a planta do vosso pé será
vosso(Josué 1:3). Pé sobre pé. Onde você pisa, você conquista. Assim é
Cristo. Então, você tem que ir pisando devagar sobre esse processo
todo, para que você vá conquistando essa visão, esse quadro, essa
compreensão. Olhe lá então 1ª Coríntios 15. Olhe o versículo 50. Isso
afirmo irmãos, que carne e sangue - ou seja, coisas naturais, o que você
e eu somos por natureza - não podem herdar o reino de Deus. O que é
que vai acontecer quando esse sétimo anjo tocar a trombeta?
Apocalipse já falou para nós. O mistério de Deus vai se cumprir. Que
mistério? O Reino do mundo se tornou do Senhor e do seu Cristo. Então
o assunto aqui é o mesmo. É o Reino. O mesmo Reino. Carne e sangue
não podem herdar o reino de Deus nem a corrupção herdar a
incorrupção. Olhe o verso 51, o que está escrito aí na primeira frase? Eis
que vos digo que o quê? Olhe a palavrinha nossa aí – mistério. Então
você está vendo, como eu falei, mais um holofote, através dessa palavra
mistério, para nos ajudar na compreensão do grande mistério. Qual é a
compreensão do grande mistério? Cristo. Ou melhor ainda, mais
acertadamente, Cristo e a igreja. Onde está escrito isso? Efésios 5.
Deixará o homem pai e mãe e serão os dois uma só carne. Grande é
esse mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. Então qual é o
mistério de Deus? Cristo e a igreja, porque o mistério de Deus é Cristo,
como Paulo fala em Colossenses, e o mistério de Cristo é a igreja, como
fala em Efésios. Efésios 3. Quando lerdes podeis compreender o meu
discernimento no mistério de Cristo. E ele vai falar sobre a igreja. Então
o mistério de Deus é Cristo, o mistério de Cristo é a igreja. Então qual é
o mistério de Deus? Cristo e a igreja. Está certo? Grande é este
mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. Agora você vai ver essa
palavrinha mistério, ajudando a lançar mais luz sobre esse grande
mistério Cristo e a igreja. Vamos com calma. Eis que vos digo um
mistério. Será que é um mistério diferente de Cristo, fora de Cristo, que
não tem a ver com Cristo, que não tem a ver com a Igreja? Nunca
irmãos. Porque não é esoterismo. Você não tem jeito de passar de
Cristo para um outro mistério. Qual é o mistério maior do que Cristo?
Você não tem jeito de passar da igreja para um outro mistério. Qual que
é o mistério maior do que a igreja? Cristo e a igreja são um homem, um
novo homem. O novo homem da nova criação. Cristo é o cabeça, e a
igreja é o corpo. Uma unidade. Nada é maior do que isso. Então quando
Paulo diz assim: “eu vos digo um mistério, ele está falando para
esquecer de Cristo, da igreja, vou te contar aqui um outro mistério. Só
alguns especiais vão compreender. Só alguns iluminados, só alguns
privilegiados”. Isso é esoterismo. Isso não é igreja. Então quando Paulo
fala assim: “eu vou dizer mais um mistério para você”, ele está
querendo dizer: “eu vou lançar mais luz sobre o mesmo assunto. Qual
assunto? Cristo e a igreja. Qual luz que ele vai lançar? O mistério da
ressurreição do nosso corpo físico. Então vamos ler: eu vos digo um
mistério. Nem todos dormiremos, ou morreremos. Mas, transformados
seremos todos num momento, instantâneo. Num abrir e fechar de olhos.
Agora, qual a expressão que está aí irmãos? Ao ressoar do que? O que é
que está escrito lá em Apocalipse que nós acabamos de ler? Quando o
sétimo anjo - tem um oitavo anjo em Apocalipse? Não. O sétimo é o
último. Quando o sétimo anjo tocar o quê? A sétima trombeta,
cumprir-se-á o mistério de Cristo. Está vendo? Por que cumprir-se-á?
Porque agora vai ser visto plenamente esse mistério. A igreja, os santos
que estiverem vivos, eles serão, em um instante, num abrir e fechar de
olhos, eles serão transfigurados. Já pensou isso irmão? Filipenses diz
assim: que o nosso corpo de humilhação será igual ao corpo de sua
glória, do nosso Senhor Jesus. E Ele vai fazer isso na igreja por causa do
poder que Ele tem, de subordinar a si, todas as coisas. É o que Paulo diz
lá em Filipenses. Não é lindo? Então quando ele fala sobre esse mistério,
ele não está mostrando uma novidade a mais. Ele está lançando luz no
mistério de Deus: Cristo e a igreja. Só que agora ele tira uma faceta
desse mistério que se chama ressurreição do corpo. Esse é o assunto de
1ª Coríntios 15. Então todos os lugares em que você ler a palavrinha
mistério, você vai ter sempre holofotes lançando luz no mesmo assunto.
O assunto é Cristo e a igreja e nenhum outro mais. Esse é o assunto de
Deus, o único assunto. Não é maravilhoso irmãos? Então você não tem
um novelo com muitas pontas, um emaranhado, que você tem que
buscar um fio daqui para ver de onde chega e outro dali. Você tem um
único assunto, que ocupa o cerne do coração de Deus, que é o seu Filho,
e a noiva do seu filho.
Abraão. O que ocupa o coração de Abraão é Isaque. Mas não é só
Isaque. Quando Abraão já está velhinho, Isaque já está amadurecido,
Abraão chama o seu servo Eliezer, uma figura do Espírito Santo, e ele se
preocupa com mais alguém do que o seu filho. Com quem mais que
Abraão se preocupa? Rebeca, uma figura da igreja. Então ele chama
Eliezer que é o seu servo, figura do Espírito Santo, e fala para Eliezer:
Você vai jurar que você vai ao meu povo, procurar lá a esposa para o
meu filho. Abraão é um tipo de Deus Pai no Velho Testamento. O que é
que ocupa o coração de Deus? Dois assuntos que são um. O seu amado
filho, eterno filho, em quem tem Ele todo o seu prazer. Exatamente por
isso tem um mais assunto que ocupa o seu coração. Uma esposa digna
para casar-se com o seu filho e a esposa é a igreja. Os eleitos de Deus
em Cristo, desde antes da fundação do mundo, que na sua história
natural começaram não como santos, mas como pecadores depravados
e alienados debaixo da ira de Deus, esse filho então entregou-se pela
sua própria esposa até a morte, para que a santificasse, para que a
purificasse, para apresenta-la a si mesmo uma igreja gloriosa, sem
mancha, nem mácula, nem ruga, mas santa e sem defeito. Essa é
história de Abraão, de Isaque e de Rebeca. Esse é um assunto do
coração de Deus. Irmão que proveito você pode tirar da história de
Abraão se você não vê Cristo e a igreja? Você só vai ver o patriarca de
Israel, o velho Abraão, que amava a Isaque, mandou o servo para a
terra, e trouxe Rebeca, uma moça muito linda e os dois se casaram. Só
isso é o que o Senhor tem para nos falar? Ou será que Ele está nos
falando do mistério de Cristo e da igreja lá no Velho Testamento? Então
esse é o assunto de Deus. Você vê que essa palavrinha mistério aqui
está lançando mais luz sobre esse aspecto, sobre um dos aspectos
desse mistério. 52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao
ressoar da última trombeta. A trombeta soará, duas coisas vão
acontecer. Os mortos ressuscitarão incorruptíveis - esses mortos aqui
não são todos os mortos não. São os mortos em Cristo, porque os
outros mortos fora de Cristo, eles não ressuscitam até que se cumpra
todo o milênio. Depois eles vão ressuscitar para o juízo do grande Trono
Branco, o juízo final de Apocalipse 20. Essa primeira ressurreição é
apenas dos santos, dos escolhidos, dos que morrem em Cristo. Então
eles ressuscitarão incorruptíveis, os mortos, os santos que morreram no
Senhor. E nós, que estivermos vivos, seremos transformados. Parte do
mistério. Por isso que lá em Apocalipse diz que então se cumprirá o
mistério de Deus, quando aquele anjo tocar a trombeta, porque agora
toda a criação vai olhar como que numa vitrine, e ver aquela beleza da
obra de sabedoria de Deus, que poderosos nenhum deste século
conheceu, como ele fala em Coríntios. Nós lemos também no início.
Porque se tivessem conhecido não teriam crucificado o Senhor da glória.
Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram nem jamais penetrou no
coração humano, mas naquele dia isso tudo vai ser revelado. O diabo,
os demônios, os incrédulos, os anjos, todos estarão com os olhos fixos
na igreja, porque Cristo estará sendo plenamente glorificado na igreja.
Eu lembro que na reunião anterior nós lemos esse texto de
Tessalonicenses. Tessalonicenses fala que Cristo vem para ser
glorificado nos seus santos. Ele vem para ser admirado em todos os que
crêem. Cristo não vai ser admirado aqui, ali, e mais ali? Não. É na
igreja. Porque pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus, se tornará
conhecida de principados e potestades nos lugares celestiais. Agora você
viu o quadro?
Agora nós vamos gastar os quinze minutos que temos passar por
mais algumas palavrinhas mistério, para quem sabe ajudar a você ter
mais luz sobre o mesmo assunto. Não vamos mudar de assunto. Mesmo
assunto: Cristo e a igreja, o mistério de Deus. Cristo e a igreja, só que
com mais holofotes, mais luz. Então aqui em Coríntios tem o holofote da
ressurreição. Para que nós participemos dessa glória, Cristo não vai nos
deixar com esse corpo baixo, com esse corpo tão vil, com esse corpo
corruptível. Esse corpo que por mais que se cuide dele, ele está,
inevitavelmente debaixo da corrupção. Se degenerando dia após dia.
Não é? Se o Senhor não voltar ainda no nosso tempo, na nossa geração,
ele volta para o pó. Mas, como o Senhor nos comprou para Ele
integralmente, espírito, alma e corpo, então quando Ele voltar, se o
nosso corpo estiver no pó, Ele vai chamar o nosso corpo do pó, para
uma restauração gloriosa, e nós habitaremos com corpo diante Dele.
Espírito alma e corpo. O Deus da paz vos santifique em tudo; espírito,
alma e corpo. Sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda do
Senhor. Que grande salvação. Então 1ª Coríntios 15 se refere ao último
aspecto da salvação, essa transformação do corpo. Nós cremos nisso?
Essa é uma verdade essencial na vida da igreja. Se a nossa esperança
em Cristo, se limita apenas a essa vida, por mais que você goze de
Cristo, viva Cristo, ame a Cristo, sirva a Cristo, conheça a Cristo, mas se
a sua esperança em Cristo, se limita apenas a essa vida, até chegar a
hora da sua morte, Paulo diz: você é o mais infeliz de todos os homens,
porque a nossa esperança em Cristo está infinitamente além dessa vida,
onde não haverá nem pranto, nem luto, nem dor, porque as primeiras
coisas passaram. Deus estenderá o seu Tabernáculo sobre os homens. E
Deus mesmo habitará com ele e lhes enxugará dos olhos toda a lágrima,
e os seus servos o servirão, contemplarão a sua face e nas suas frontes
estará escrito o nome Dele. Essa é a nossa esperança. Não é vivermos
vinte e trinta quarenta anos com Cristo não. É muito mais do que isso. É
habitarmos eternamente com o Senhor vendo-o face a face, o servindo
e o amando. Então Paulo diz assim: Eu vos digo um mistério. Ele lança
luz aqui com a ressurreição do corpo. Está certo?
Vamos ver mais então mais algumas. A palavra que eu li lá em 1ª
Coríntios 2, vamos voltar nela um pouquinho, bem rápido. Versículo 7.
O irmão vai ver que, obviamente, não muda o assunto. O assunto é o
mesmo, só que por um ângulo diferente. O verso 7 fala assim: Mas
falamos a sabedoria de Deus, em mistério. Mais um mistério aqui. Que
mistério que esse daqui? Lá em Coríntios é um mistério da ressurreição
do corpo, e aqui em Coríntios 2, é o mistério da sabedoria de Deus.
Agora irmão, se você ler o cap. 1 de Coríntios, o verso 30, você vai ver
que a sabedoria de Deus não é um atributo de Deus. A sabedoria de
Deus é a própria pessoa Dele. É o que Ele é. Ele é sábio. A sabedoria é
uma pessoa, é o seu Verbo, o seu Logos. Então, 1ª Coríntios 1:30 diz
assim: vós sois dele, de Deus, em Cristo Jesus, o qual, Cristo Jesus, se
tornou para nós, da parte de Deus - agora fala quatro coisa que Cristo
Jesus é – a primeira delas é Sabedoria. Não e´?

Em Provérbios 8:12 em que a Sabedoria fala como sendo uma


pessoa: eu, a Sabedoria, habito com a prudência. Lembra. Eu a
Sabedoria. A Sabedoria de Deus é Cristo, o seu Verbo, o seu Logos.
Então Cristo Jesus se nos tornou Sabedoria. Então, se você for lá para o
Verso 7, 1ª Coríntios 2:7, falamos a sabedoria de Deus? Nós acabamos
de ler. É Cristo. Então você poderia mudar esse versículo assim: Mas
falamos o Cristo de Deus. Não é? Não está errado você fazer isso. Cristo
é a Sabedoria de Deus. Então nós falamos do Cristo de Deus, da
Sabedoria de Deus em mistério. Agora ele vai mostrar mais luz sobre
esse Cristo de Deus, esse mistério, essa Sabedoria de Deus. Olhe lá:
outrora oculta. Cristo no Velho Testamento irmão, só foi conhecido de
forma profética ou teofânica. Só foi conhecido porque os profetas
falaram dele, em tantos textos - Isaías 53 por exemplo - “Ele foi
oprimido e humilhado, não abriu a sua boca, um cordeiro mudo perante
os seus tosquiadores - é Cristo, não é? Profetizado. Então o Cristo foi
falado profeticamente, ou o Cristo foi manifestado teofanicamente,
como aquele anjo do Senhor. Aquele anjo que apareceu a Abraão,
aquele anjo que apareceu a Gideão, o que apareceu a Moisés. Teofanias.
Não é? Mas não encarnado. Ele foi apenas profetizado, ou manifestado
naquelas teofanias. Por isso que Paulo diz: outrora oculta. Não é?
Outrora oculta. Isaías não conheceu. Daniel não conheceu. Gideão não
conheceu. Moisés não conheceu. Era oculta. Era profecia ou teofania.
Não era Cristo. Mas, quando Ele se encarnou irmão, por isso a
encarnação é tão essencial, o Verbo oculto, o Verbo foi no Velho
Testamento só profetizado, só manifestado teofanicamente. Agora não.
Agora o Verbo, Ele mesmo, se fez carne, e habitou entre nós. Irmão.
Olhe o peso disso. Agora não é teofania. Agora não é profecia. Agora é
encarnação. O Verbo se fez carne e habitou entre nós. Por que é que
João dá tanta ênfase a isso irmãos? Você vê por que agora? Uma
teofania não pode nos salvar. Uma profecia não pode nos salvar. Mas o
Deus encarnado pode nos salvar. O Deus encarnado pode satisfazer a
justiça de Deus, pode nos representar como homem, porque Ele é tanto
Deus quanto homem. Então por isso que João se gloria tanto e ele fala
assim: “Nós vimos, nós ouvimos, com as mãos apalpamos o Verbo da
Vida. E a Vida se manifestou. Não é isso que João fala? A importância, o
alicerce da encarnação. Por isso que João fala assim que todo espírito no
seu falar, no seu agir, no seu pensar, no seu pregar, seja como for, que
não glorifique a Cristo, não procede de Deus. É o espírito do anticristo,
que nega que Jesus veio em carne. Esse é o maior critério para nós
julgarmos os espíritos na vida da igreja. Se a pregação tem mostrado
Cristo, tem glorificado Cristo, tem sido cristocêntrica, tem revelado a
divindade de Cristo, a humanidade de Cristo, a Cruz de Cristo, o sangue
de Cristo. Qualquer pregação que não leve você a isso irmão, é
bobagem, porque a pregação do Espírito Santo é Cristocêntrica, porque
o mistério de Deus é Cristo, porque fora de Cristo não há nenhuma
sabedoria e nenhum conhecimento. É por isso que as filosofias são vãs.
Em Cristo estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do
conhecimento. Não é assim que Paulo fala em Colossenses? Então não
sobrou mais para ninguém. A igreja é portadora de um depósito Divino.
Nós abrimos essa sessão de quatro mensagens falando isso, você se
lembra? A igreja é portadora de um depósito Divino. O que é que eu e
você temos feito com ele? O mundo não o tem. As religiões não o tem.
Os muçulmanos não o tem. Os budistas não o tem. Os filósofos não o
tem. Só a igreja o tem. Ela é a casa de Deus, coluna e baluarte da
verdade. A filosofia é o homem apalpando, procurando chegar a algum
lugar. O homem apalpando: filosofia. A revelação é Deus falando, e
mostrando as coisas como realmente são. A igreja não vive de filosofia.
Ela vive de revelação. A revelação de Deus em Cristo. Não é? Sabedoria
outrora oculta, nos tempos do Velho Testamento, a qual Deus
preordenou desde a eternidade - olhe como lança mais luz - estava
oculta, mas estava preordenada, ou seja, viria um tempo em que essa
sabedoria de Deus seria manifestada em Cristo. Por que Sabedoria
irmão? Por que Sabedoria? Por que que era uma coisa que seria um
choque para anjos e até para demônios? Porque Deus iria resgatar os
homens, de uma forma justa e amorosa. Ele iria pagar o salário devido
ao pecado, por causa do pecado, devido a Ele mesmo e não ao diabo,
Ele iria pagar o salário do pecado a ele mesmo que é Deus, de uma
forma que Ele mesmo Deus pudesse ficar satisfeito, não é? E Ele iria
representar o homem de tal forma que o homem pudesse ser perdoado
e resgatado. Então o nosso Salvador se fez Deus-Homem. Por isso que
lá em Timóteo, quando Paulo usa a palavra mistério, ele faz referência à
encarnação. A palavra mistério aparece lá em Timóteo também. Grande
é o mistério da piedade. Aí ele diz: aquele que foi manifestado na carne,
mais um versículo com a palavrinha mistério que vai lançar mais luz,
sobre o mesmo assunto. Cristo e a igreja. Não é? Então essa sabedoria,
ela é preordenada, desde a eternidade, mas não revelada. Preordenada,
para a nossa glória, ou para a nossa recuperação, para nossa
restauração. Agora o versículo 8: sabedoria essa que nenhum dos
poderosos deste século conheceu, porque se a tivessem conhecido
jamais teriam crucificado o Senhor da glória. Você entende esse
versículo 8? Você já procurou ver se você entende bem? Você já fez
uma exegese desse versículo? Já procurou saber o que é que está
escrito aí? Devia. Esse versículo está dizendo que se esses poderosos,,
Herodes, Pilatos, o sumo sacerdote Anãs, Caifás, se eles soubessem
quem era aquele homem, eles teriam colocado aquele homem preso,
isolado, guardado dia e noite, e como uma tábua na porta dizendo: esse
homem não pode morrer. Todo mundo pode morrer, menos esse.
Porque se esse morrer nós estamos arruinados. Mas porque eles não
conheceram essa sabedoria que pela sua morte e a sua entrada na
morte ele iria destruir a morte, Ele ia destruir o diabo, Ele ia expor os
principados e potestades à vergonha, triunfar na cruz - essas duas
coisas não combinavam na cabeça dos poderosos - cruz é vergonha.
Cruz não é triunfo. Mas Jesus triunfou na cruz, porque Ele é Deus
homem. Não é? Então eles não conheceram o Senhor da glória. Eles o
mataram. Se eles o tivessem conhecido eles não o iriam matar. Eles iam
isola-lo. Não é? Para que Ele então não triunfasse. Isso é o que esse
versículo está dizendo. Mas como olhos não viram, como ouvidos não
viram, jamais penetrou em coração humano, então esses tolos e
ignorantes cumpriram o propósito de Deus, como a igreja primitiva
orou, exatamente assim, lá em Atos 4. Ele fala assim: Juntaram-se
nessa cidade, Poncio Pilatos e Herodes, e etc, autoridades, para fazerem
tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram. Lembra a
igreja orando? A igreja primitiva em Atos 4? Olhem que visão que eles
tinham irmãos. Eles não tinham um entendimento que Cristo morreu por
uma fatalidade, por destino. A semente da igreja estava sendo
semeada, na pessoa de Cristo. Agora, olhe o verso 10. Mas Deus no-lo
revelou. No verso 7 diz, outrora oculta. No verso 8 diz que nenhum
poderoso conheceu. Está certo? E no verso 10, diz que Deus o revelou.
Revelação. Graça. Outrora oculta na eternidade. No tempo, nenhum
poderoso O conheceu. No tempo, versículo 8. E no 10: Deus no-lo
revelou, pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta até
mesmo as profundezas de Deus. 11 Porque qual dos homens sabe das
coisas do homem senão o espírito que nele está? Assim, também as
coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o próprio Espírito de Deus.
12 Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo e sim o Espírito
que vem de Deus para que conheçamos - revelação - Deus nos revelou,
o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Muito lindo e muito claro o
texto. Está falando sobre tudo isso que estou tentando ajudar os irmãos
aqui desde o início. Cristo, a sabedoria de Deus. O Cristo eterno, o
Cristo encarnado, a igreja que foi trazida à existência pela morte e
ressurreição de Cristo. O mistério que é Cristo e a igreja. Paulo está
lançando mais luz através desse texto, chamando de mistério da
sabedoria de Deus. Está certo?
Deixe-me citar para os irmãos os últimos, já que o nosso tempo
acabou. Volte um pouquinho em Romanos 16. Versículo 25. Depois você
medite por você mesmo nesses textos. Aquele que é poderoso para vos
confirmar segundo o meu Evangelho, e a pregação de Jesus Cristo,
conforme a revelação do mistério. O que é que o mistério revela? Cristo.
O mistério é revelado pela pregação de Jesus Cristo, pelo Evangelho,
conforme a revelação do mistério, guardada em silêncio nos tempos
eternos. Mistério guardado em silêncio. Mais uma palavrinha aí se
referindo à mesma coisa. Não é? Vamos dar uma olhada em outra. Bem
rápida. Em outra menção dela. Efésios cap. 3, verso 4. Eu já citei. Só
para os irmãos localizarem agora na Bíblia. Paulo fala assim: pelo qual,
quando ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de
Cristo. Se você for ler os versículos seguintes 5 e 6, você vai ver qual
que é o mistério de Cristo. O 6 por exemplo ele fala: a saber, que os
gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo. Esse é o mistério
de Cristo. Corpo, a igreja, e lá no 10 ele fala: para que, pela igreja, a
multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida. No verso 9 ele usa de
novo essa palavra: No 8 ele diz assim: a mim, o menor de todos os
santos, foi dada a graça de pregar aos gentios o evangelho. O que é que
é o Evangelho? O que é que o Evangelho anuncia? As insondáveis
riquezas de Cristo, porque Cristo é o mistério de Deus. O Evangelho
anuncia as insondáveis riquezas de Cristo. O que mais que a pregação
do Evangelho faz? Ela anuncia as insondáveis riquezas e ela manifesta a
dispensação, ou economia no original, os ministros são despenseiros,
não é?, desse mistério - está aí a palavrinha no verso 9 - dispensação
do mistério desde os séculos ocultos em Deus, que criou todas as
coisas. Toda vez que você olhar esse texto então, você se lembre da
chave desse mistério. Lembre-se de Abraão, lembre-se de Isaque,
lembre-se de Rebeca, lembre-se de Eliezer. Deus enviou o seu Espírito
Santo, depois da ressurreição e entronização de Cristo como cabeça da
igreja, para que o Espírito Santo pudesse preparar, assim como o servo
Eliezer de Abraão, preparar uma Rebeca, uma igreja gloriosa para as
bodas com o seu filho. Essas bodas vão acontecer quando o último anjo
tocar a última trombeta. Então o mistério da ressurreição do corpo,
acontecerá conosco e com os santos que dormem no Senhor. Nós então
poderemos habitar para sempre com o Senhor. Todas as outras
menções que você ler da palavra mistério, vão lançar luz sobre o
mesmo assunto. É tão interessante que você precisa gastar tempo com
isso. Procurar as menções, ler e meditar nelas, para você ver as belezas
delas. Leia Timóteo sobre o mistério da piedade. Leia ainda em Timóteo,
sobre o mistério da fé. No final de Efésios sobre o mistério do
Evangelho, para você ver como que cada menção vai lançando mais luz
sobre esse lindo quadro. Irmão. Essa é uma visão governante. Se nós
não temos essa visão governante, nós não sabemos o que fazer sobre
as outras coisas. Nós vamos ver mal, por exemplo, o ministério. Se o
ministério na vida da igreja não opera, com relação ao aperfeiçoamento
dos santos como igreja gloriosa, para Cristo, então ele é
entretenimento. Então ele vai pregar o que os ouvidos gostam de ouvir.
Por isso você vê tanta erudição tola no meio de pregadores evangélicos.
Não é? Tem pessoas que se convertem a Cristo. Quanto nós vimos isso
no passado? E porque elas são por exemplo, advogados, elas tem curso
de direito, então elas se convertem, caminham seis meses na vida da
igreja e já são eleitas pregadores, porque ele tem eloqüência e sabe
falar. O advogado vai pregar o evangelho, porque ele tem boa oratória,
boa eloqüência. Os irmãos vêem o engano disso tudo? Quando nós não
temos uma visão do propósito de Deus – Cristo e a igreja - ministério só
serve para entreter. Nós vamos pregar para tentar fazer os outros se
sentirem melhor, não para que eles tenham verdadeiro arrependimento.
Nós vamos ficar usando o tempo aqui para nos agradar uns aos outros,
e não para ver o que é que Deus tem para nós em Cristo. Então irmão,
que necessidade que nós temos dessa visão governante, porque ela é
governante. Ela governa tudo. Você reúne para quê? Você exerce
serviço na igreja, exorta um irmão, cuida, pastoreia, para quê? Para ele
se sentir bem? Ou porque você vê que Deus tem um propósito para
executar na vida dele? Quando ele está sofrendo, o que é que você vai
fazer? Você vai procurar apaziguar o sofrimento dele? Quando ele vem
para você falando mal de um outro irmão, o que você faz? Dá razão
para ele? Tudo depende de como você vê Cristo e a igreja. Tudo irmão.
Tudo. Uma simples conversa, um simples relacionamento, tudo depende
de como você vê Cristo e a igreja: como você vê esse supremo
propósito de Deus. Cristo e a igreja. O mistério de Deus: Cristo e a
igreja. Grande é esse mistério.
Então, que o Senhor permita-nos, no devido tempo, a gente
abordar de novo essas verdades agora mais detalhadas. Vamos ver o
mistério da Expiação. Nós vamos começar por aí. Primeira e segunda eu
disse aos irmãos que nós já tocamos nele, Trindade e Encarnação.
Quando voltarmos nós vamos começar pelo mistério da Expiação.
Vamos falar sobre a queda, o pecado original, para que nós tenhamos
verdades que governem nossas vidas, e possam reger a nossa maneira
de falar. Que você possa ser um arauto de Deus. Não fique como tolo,
falando sim, é, é, também penso, concordo, diante de tudo o que você
ouve, de pessoas que as vezes você tem vergonha e as vezes fala por
medo. Você não foi chamado para isso. Você é coluna e baluarte da
verdade. Não importa diante de quem você está. Senão você vai ser um
menino tolo, jogado de um lado para outro, agitado ao redor de todo
vento de doutrina. Mas não é esse o propósito de Deus para nós. Ele
quer que nós tenhamos uma estatura madura na plenitude de Cristo,
que nós possamos dar o nosso testemunho, que nós cremos na
Trindade, que nós cremos na Encarnação, na morte expiatória de Cristo,
na sua ressurreição, cremos no pecado original. Nós não achamos que o
homem pode se reformado por religião, por psicologia, por nada. Só por
Cristo. Nós cremos na queda, nós cremos no Espírito Santo, nós cremos
na igreja. Não cremos na instituição humana, não cremos em
denominação. Não cremos em instituição. Nós cremos na igreja, no
corpo de Cristo. Não é? Então nós precisamos ser testemunhas dessas
verdades, desses alicerces. Amém. Vamos orar.

Ó Pai. Ajuda-nos Senhor para que o nosso coração possa ter uma
verdadeira compreensão espiritual dessas coisas, Senhor. Não queremos
nos contentar com compreensão intelectual, apenas na mente. Nós
queremos ter uma compreensão de coração Senhor. Que essas
verdades elas sejam entranhadas em nós, que elas sejam a nossa
própria vida, vivendo por elas, e morrendo por elas. Senhor, ajuda-nos
a sermos verdadeiras colunas, verdadeiros baluartes da verdade. Não
nos deixe nos intimidar pelos adversários. Dá-nos um espírito de
ousadia, mas também de mansidão, de temor e de moderação.
Ajuda-nos Senhor. Dá-nos esse equilíbrio que é Teu. Nós pedimos ao
Senhor que nos desafie, ó Pai, com a tua palavra, com a tua verdade,
com o teu Evangelho, com esse mistério guardado no teu coração. Que
o Senhor desafie o nosso coração à compreensão e à vivência prática do
que o Senhor tem para nós, aquilo que o Senhor, desde a eternidade,
preordenou para a nossa glória. Nós agradecemos por participar desse
mistério, mas nós pedimos a Ti que nos dê uma experiência maior Dele,
uma realidade maior Dele, para que a nossa vida seja regida por essa
visão, governada. Que nós possamos ser verdadeiramente sal e luz,
nessa terra. Nós te pedimos. Opere em nós, em nome de Jesus. Amém.
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO
EXPIAÇÃO
ROMEU BORNELLI

Pai. Nosso coração se alegra em Ti, por sermos o seu povo


Senhor, rebanho do Teu pastoreio. Entramos por suas portas com ações
de graças, e nos seus átrios com hinos de louvor. Rendemos graças ao
teu nome, te bendizemos, porque tudo vem de ti. Tua graça é melhor
que a vida. Pai, nessa noite de alegria e festa nos nossos corações, nos
desejamos ainda um pouco mais, vermos a Ti na Tua palavra. Vermos
algo mais da beleza e da glória do Teu filho, e algo mais a respeito da
nossa imensa necessidade de Ti e do Teu amor. Abençoa-nos com o teu
falar. Nós somos teus filhos. Alimenta-nos com a Tua palavra.
Cobre-nos com o precioso sangue do Teu querido Filho, e semeia a tua
palavra nos nossos corações. Muito obrigado por tudo o que o Senhor
tem feito em nosso meio, pela graça eficaz do Senhor, em nome de
Jesus. Amém.

Irmãos, nós iremos então retomar uma série de estudos que


iniciamos já, há alguns dias, a respeito dos alicerces da nossa confissão.
Nós temos dito aos irmãos, que temos como igreja, de modo geral,
vivido dias de imensa necessidade de voltarmos ao princípio, ao que é
essencial. Temos dito aos irmãos que satanás, de alguma forma, se
compraz em que a igreja esteja circulando em torno daquilo que não é o
essencial. Irmãos. Nós não temos tido mais tempo para estarmos
gravitando em torno de coisas que não são o foco, que não são a
essência. Quantas pessoas, quantas famílias são capazes de viver a vida
toda, gravitando em coisas que não são a essência, mas não sem um
triste resultado e uma triste colheita.
Na vida cristã, na nossa relação com Deus, não é diferente.
Enquanto nós estivermos gravitando em torno daquilo que não é a
essência, mesmo que seja bom, mesmo que seja lícito, até mesmo indo
mais longe, mesmo que sejam bênçãos de Deus, dádivas de Deus, das
suas próprias mãos, se nós estivermos gravitando em torno dessas
coisas, nós estamos condenados a uma vida espiritual medíocre. E
satanás tem tido, de alguma maneira, lugar na vida dos santos, de
modo geral falando, para nos chamar a atenção àquilo que não é a
essência. Irmãos, há muitas coisas significativas no meio do povo de
Deus que tem um lugar de importância. Quando nós vamos colocar as
coisas em lugar correto em nossa casa, cada coisa ocupa o seu lugar. Se
nós tivermos uma casa corretamente mobiliada, cada móvel cumprindo
a sua função, nós não colocamos cadeira no banheiro, nós colocamos
cadeira na copa, a mesa na copa, nós colocamos móveis nos lugares
adequados, a cama no quarto, quando nós temos as coisas colocadas
adequadamente colocadas em uma casa, é muito bom. Mas, se nós não
temos aquilo que é o foco na casa, ou seja, os relacionamentos, então
nós temos uma casa muito boa, bem organizada, mas vazia. A casa de
Deus, da mesma forma. E eu penso que como igreja em geral, nós
temos tido necessidade, ao mesmo tempo, tanto da organização desses
móveis no seu lugar correto, o valor adequado de cada coisa, e o lugar
correto de cada coisa, para que então nós tenhamos a beleza do todo!!
Pois se entrássemos em uma casa, e achássemos o chuveiro na sala, a
cama na copa, nós iríamos achar muito estranho. Então, na casa de
Deus, a mesma coisa. Nós precisamos que, através do ministrar da
palavra de Deus, nós tenhamos a ordem de Deus, na casa de Deus.
Agora, isso ainda é parte do propósito de Deus, porque é claro, o
Senhor deseja que essa casa, que é a casa de Deus, seja não apenas o
lugar das coisas certas, nos lugares certos, mas a casa de Deus seja o
lugar de relacionamento, que é o que Ele sempre intentou, desde toda a
eternidade. Lugar de relacionamento. Uma casa sem relacionamento é
uma casa vazia. Não é um lar. É o que faz diferença entre casa e lar.
Casa de modo geral, todos tem. Lar, alguns tem. E lar fala do
relacionamento. Agora irmãos, nós precisamos das duas coisas, para
que então haja satisfação, tanto nos que vivem na casa, como aqueles
que entram na casa. Da mesma forma a igreja. A igreja deveria estar
provendo, em primeiro lugar, satisfação para Deus, que é o Senhor da
casa, com os móveis adequados no lugar adequado, os relacionamentos
corretos adequados em Cristo – satisfação a Deus - assim como essa
casa deveria estar provendo plena satisfação para nós, porque a igreja é
o lugar da habitação de Deus. A igreja é um povo que habita só. Nós
não contamos com as pessoas do mundo, para compartilhar de nossas
vidas, porque isso é simplesmente impossível. Tente compartilhar das
suas lutas espirituais, se você é um cristão. Se você não conhece a
Cristo, você não é um cristão. Não faz parte desse grupo ao qual eu
estou me referindo aqui. Você está separado, ainda. Só pela graça de
Deus, pela rendição ao Senhor Jesus, como foi o caso aqui do nosso
irmão Ruben, você pode vir a participar dessa casa, senão você ainda é
um assistente. Mas, se você é um cristão e faz parte dessa casa, você
faz parte desse povo que habita só. Você nunca conseguirá compartilhar
da sua vida espiritual com alguém que não conhece ao Senhor. Ele não
é nem mesmo capaz de te entender. Ele vai achar que você está ficando
louco, que você precisa, urgentemente, de uma ajuda psicológica. Quem
sabe até de um sanatório, porque o seu caso é avançado. A igreja, é um
povo que habita só. É isso que a palavra de Deus nos diz lá em
Números. (Números 23:9 Pois do cimo das penhas vejo Israel e dos
outeiros o contemplo: eis que é povo que habita só e não será reputado
entre as nações.) E não será contado entre as nações. É um povo que
habita só. Irmãos. Só nós entendemos a nós mesmos, por causa do
Espírito de Deus que habita em nós. Então, quanta necessidade nós
temos de que essa verdade seja entranhada em nós. A igreja é um povo
separado. Ec clésia. Chamados para fora. Nós somos um povo
totalmente separados. Ninguém pode entender a igreja, a não ser o seu
Senhor, e a própria igreja. Então irmãos nós temos partilhado sobre
esses alicerces da nossa confissão, porque há um desejo no coração de
Deus, de que esses móveis, eles sejam colocados no seu devido lugar,
cada coisa no seu devido lugar, para que essa casa possa ser uma casa,
e que possa ser de casa, um lar, em que verdadeiros relacionamentos
são edificados, e em tudo essa casa, tanto quanto casa, como quanto
lar, possa agradar a Deus, e também nos satisfazer.
Irmãos. O apóstolo Paulo quando ele escreveu a Timóteo ele disse
assim: Eu te escrevo para que saibas como se deve proceder na casa de
Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade. 1ª
Timóteo cap. 3. Se você abrir a sua Bíblia, você vai localizar ali. Versos
15 e 16. Paulo diz:
14 ¶ Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve;
15 para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder
na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da
verdade.
16 Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi
manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos,
pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.

E quando nós introduzimos essa série de estudos nós já


partilhamos qual o significado dessas duas palavras. Os irmãos se
lembram? Coluna serve para sustentação. É a única finalidade de uma
coluna. E baluarte, serve para proclamação. E de modo geral, nessas
duas palavras, estão contidos todo o significado da igreja. A igreja é
coluna. Ela sustenta especialmente algumas verdades chamadas de
essenciais, até a morte. Essa é a igreja de Deus. Agora, ela não apenas
sustenta essas verdades, mas ela proclama essas verdades, ela
proclama que há um só Deus. Ela proclama que há um só mediador
entre Deus e os homens. Cristo Jesus, Homem. Ela proclama que só por
meio Dele há expiação de pecados; ela proclama que nós somos
justificados somente pela fé; proclama que esse seu Senhor morreu e
ressuscitou dentre os mortos, e ressuscitando Ele repartiu conosco a sua
vida ressurrecta, pelo Espírito Santo que nos foi dado pelo dom do alto,
que habita naqueles que Nele crêem. Ela proclama que há um povo
nessa terra completamente diferenciado, e separado pela graça de
Deus, de todos os outros povos. Esse povo é o corpo de Cristo, a igreja.
E a igreja proclama que esse Senhor que tudo isso fez, voltará para
receber os seus santos para habitar para sempre com Ele, vendo-o até
mesmo face a face, e para julgar o mundo com justiça, e os povos com
equidade. Esses são, de modos gerais, os Fundamentos da Nossa
Confissão. E quando nós falamos sobre isso, nós citamos oito itens, e eu
queria repeti-los aqui para os irmãos, que fazem parte da essência da
nossa confissão
Irmãos, se nós negociarmos de alguma maneira esses itens, nós
deixamos de ser experiencialmente falando, verdadeiramente igreja.
Nós vamos nos modular a algo que não é a igreja de Deus. Nós
podemos continuar como um grupo social, pessoas que se gostam, que
convivem, que até mesmo de alguma forma se preocupam umas com as
outras, se servem, mas muitas entidades aí fora, de algum modo fazem
isso. O que diferencia a igreja não é isso. O que diferencia a igreja é
exatamente essa fé, como depósito, que Judas, lá na sua Epístola
quando escreveu faz menção. Essa Fé. Judas diz assim que nós cristãos,
devemos batalhar, diligentemente, pela fé, que de uma vez por todas foi
entregue aos santos. Nós já estivemos falando bastante sobre isso
durante toda uma reunião antes do nosso irmão Nilton fazer a sua série
sobre Tiago. Os irmãos que acompanharam se lembram. Isso que Judas
lá no versículo 3 e 4, chama de Fé, que uma vez por todas foi dada aos
santos, não se refere à fé subjetiva, ao ato de crer. Não. Se refere à fé
objetiva. Judas está falando de uns itens da verdade que foram dados à
igreja como um depósito. Aquilo é propriedade da igreja. Ninguém
possui a não ser a igreja. Nenhum grupo possui. Nenhuma seita possui.
Nenhuma religião possui. Nenhuma entidade filantrópica possui.
Ninguém, a não ser a igreja. Então Judas fala assim: a Fé, que de uma
vez por todas foi entregue aos santos.( Judas 1:3 Amados, quando
empregava toda a diligência em escrever-vos acerca da nossa comum
salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco,
exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por
todas foi entregue aos santos.) Então nós colocamos para os irmãos,
oito itens, como que uma coluna vertebral, dessa confissão. Quais
seriam eles? O que é que a igreja tem que ninguém mais tem? O que é
que a igreja sustenta, e o que é que a igreja proclama?
Primeiro lugar, repetindo o que já vimos, a Trindade Santa. Só a
igreja possui essa verdade. A Trindade Santa. A igreja crê no Deus
pessoal. Ela não crê no deus dos místicos, no supremo arquiteto, num
criador distante, impessoal. A igreja é contrária ao panteísmo. Tudo é
Deus. Deus está na árvore, Deus está no rio, Deus está na mata. Isso é
heresia. Isso é panteísmo. Nós também não somos deístas. Deísta crê
que Deus é como relojoeiro. Ele é pessoal sim, Ele é criador, Ele criou
todas as coisas como o relojoeiro criou o relógio. Inventou o relógio. Ele
põe para funcionar e o relógio funciona por si mesmo. Isso se chama
deísmo. Deus criou e agora se mantém distante. Essa não é a posição
da igreja. A igreja não sustenta isso, porque a igreja crê que Deus é
pessoal, Deus é criador e Deus é sustentador. Ele permeia o que Ele
criou sem se confundir com o que Ele criou. Uma árvore não é uma
parte de Deus, rio não é parte de Deus, terra não é parte de Deus. Os
ecologistas chamam de mãe terra. Acho que nós somos irmãos, irmãos
dos golfinhos, irmão das árvores, das baleias. Não é assim? Isso é
panteísmo. A igreja não sustenta isso. Deus é diferente da sua criação,
e criou cada ser na sua criação em um lugar definido. E Ele não é só
criador, mas é sustentador. Tudo o que Ele criou Ele dá direção. Tudo o
que Ele criou, Ele dirige providencialmente, ou seja, irá cumprir um
propósito. Tudo o que Ele criou irá cumprir um propósito. Já tem
cumprido. Ele é aquele que até mesmo estabelece reis e remove reis.
Ele é que usa, até mesmo, profetas pagãos, na sua hora, da sua
maneira, segundo o seu interesse, porque Ele é um Deus soberano que
criou e que sustenta, e que dá um destino providencial. Então irmãos,
todas essas verdades, estariam como que embutidas nesse primeiro
alicerce, a Trindade Santa. Como nós falamos, cada um desses oito
alicerces que eu tenho procurado mencionar aqui, esconde dentro deles,
outros pequenos alicerces. Se nós fôssemos dissecar e é o que temos
feito aqui desde vinte anos, nós vamos gastar mais vinte, quarenta,
sessenta, cem anos, para falar desses oito alicerces, pois eles são todo o
conteúdo da revelação de Deus. Então, dentro de cada alicerce desses
nós temos outros vários alicerces, e quando falamos nesse primeiro, a
Trindade Santa, o que é que está embutido ali? Que nós cremos em um
Deus que é pessoal. Nós não cremos em um poder, em uma força, como
você vê tanto falar por aí. Energia é Deus. Força é Deus. Poder é Deus.
Isso tudo é uma besteira tremenda. Deus é um ser pessoal. Pessoal. Ele
nos criou como seres pessoais, à sua imagem. Nós não somos força,
nem energia e nem poder. Somos pessoas, assim como Deus é pessoa.
Nós fomos criados à sua imagem, para nos relacionarmos com Ele
pessoa e pessoa. Só que Deus é uma pessoa bem diferente de nós. Ele
está muito acima e além de nós. Mas Ele também habita em nós,
naqueles que Nele crêem. Então quando nós falamos sobre o primeiro
alicerce, a Trindade Santa, nós incluímos aí a nossa fé em um Deus
único, a fé em um Deus pessoal, a fé em um Deus criador, e o único
criador, a fé em um Deus sustentador de tudo o que Ele criou, a fé em
um Deus que tem propósito e a tudo dá direção. Nós cremos em um
Deus uno em essência, e trino em pessoas. Um Deus que tem uma
única essência mas subsiste em três pessoas, que se relacionam de uma
forma perfeita, de uma forma magnífica, para qual nós também fomos
chamados a esta relação. João diz assim, que a nossa comunhão é com
o Pai e com o seu Filho Jesus Cristo. Essa comunhão eterna de amor
sempre é no Deus trino, mas que se tornou uma verdade para nós
quando nós cremos no Senhor Jesus. Nós fomos chamados à comunhão
da Trindade. Então, debaixo dessa verdade Trindade, desse alicerce,
existem outros alicerces muito importantes, que dão assim sustentação
a ele, mas nós já falamos sobre esse assunto. Existe uma série, um
conjunto de fitas aí no nosso arquivo exatamente com esse nome, a
Trindade Santa. Se os irmãos quiserem consultar!! Nós não vamos votar
nisso, nós vamos prosseguir. Depois nós já falamos também em outra
época, há mais ou menos um ano atrás sobre o segundo alicerce, que é
a Encarnação. Irmão. Nós podemos dizer que esse alicerce ele é muito
especial. Primeiro porque ele está lá no início, no básico, e porque ele é
realmente um fundamento da igreja. Nós não teríamos a menor
condição de ser igreja, de viver como igreja, nós não teríamos nenhuma
benção espiritual como igreja. Nem mesmo a igreja existiria se nós não
crêssemos na encarnação. Nós poderíamos crer que Deus é trino de
alguma forma, de alguma maneira. Eu posso vislumbrar isso, creio
nisso, creio em um Deus pessoal, creio que Ele é criador sim, creio que
Ele é sustentador sim. Vamos dizer que de certa forma, falando de
forma geral, essas verdades não incomodam tanto, mas a verdade da
encarnação incomoda muito, demais. Tudo o que o diabo tem feito,
verdadeiramente rangendo os seus dentes, é procurar desencarnar
Cristo. Observe o ensino atual - atual porque nós vivemos nos dias de
hoje – mas esse ensino vem de dois mil anos atrás, desde o tempo do
apóstolo João. Se você ler os Evangelhos, as epístolas, você vai ver. Mas
observe os ensinos então hoje, mais elaborados, com cores mais
brilhantes do que os gnósticos iniciais lá no primeiro século, veja o que
as heresias, as seitas, as filosofias ensinam hoje. Elas ensinam que há
um princípio iluminado, divino, chamado crístico - nome bonito que eles
dão - é o que essa eubiose ensina. O princípio crístico, e esse princípio
crístico ele habitou em Jesus. Mas ele é um princípio, e como princípio
ele é imortal. Ele habitou em Jesus de Nazaré, enquanto Jesus exerceu
o seu ministério na terra. Quando Jesus morreu, aquele princípio o
abandonou e depois aquele princípio habitou em outras pessoas. Ele
habitou em Buda, em Maomé, habitou em Krishna, em vários outros
líderes espirituais. Então tudo o que o diabo deseja é desencarnar
Cristo. Por que? O que é que a Bíblia ensina? Não há Cristo sem Jesus.
Não há como tirar Cristo de Jesus, porque é uma única pessoa. Quando
Pedro olhou para Jesus ele disse assim: “Tu és o Cristo”, e não um
Cristo. “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Irmãos, se nós não cremos
nisso, não há igreja, não há salvação. Nós não podemos ser salvos por
um princípio. Nós não podemos ser salvos por uma iluminação
espiritual; nós não podemos ser salvos por anjos; nós não podemos ser
salvos por esoterismo, por irmos de um grau de iluminação a um outro
grau mais esotericamente mais fechado, para outro grau, para outro
grau, como todas as seitas caminham. Todas elas, da mesma maneira,
seja rosa-cruz, seja maçonaria, seja o que você quiser olhar. Eles
caminham da mesma forma, de grau em grau, de grau em grau, como
se o homem pudesse ser iluminado pelo conhecimento, iluminado pelo
conhecimento, um conhecimento esotérico, isto é, fechado, disponível
apenas a alguns e através daqueles comunicados a outros, e então você
vai adquirindo conhecimento cada vez mais oculto, mais fechado, mais
elevado e você vai se espiritualizando. Essa palavra ela está vulgar nos
dias de hoje. Em qualquer rodinha, onde antes você só falava de
negócios, de trabalho e de dinheiro, hoje, em qualquer rodinha de
padaria, quando você vai fazer um lanche, você vai escutar pessoas
falando de espiritualidade. Você já percebeu? Nós estamos vivendo uma
era mística irmãos, e a igreja hoje, nesses dias, ela tem tido uma
necessidade imensa de proclamar a verdadeira espiritualidade, em
Cristo Jesus, a verdadeira e genuína espiritualidade.
A verdadeira e genuína experiência espiritual, a realidade da salvação
em Cristo, da comunhão com Cristo. O Espírito Santo de Deus habitando
em nós, na nossa relação com Deus o Pai em Cristo Jesus. Essa é a
verdadeira espiritualidade. Só a igreja possui a única e genuína
espiritualidade. Tudo mais é confusão. Os irmãos já pensaram nisso?
Você vê a igreja assim? Ou a igreja para você é mais um item no meio
de toda essa bagunça? Ou você vê que a igreja singular, corpo de
Cristo, coluna e baluarte da verdade, não de uma verdade, nem de um
pedaço da verdade, nem de uma faceta da verdade, mas de toda a
verdade. Coluna e baluarte da verdade. Então irmão, se o seu coração
em primeiro lugar não for despertado para isso, você nunca poderá dar
o valor adequado ao que Deus te constituiu, porque você faz parte disso
irmão. Você é membro do corpo de Cristo. Você faz parte desse grupo
privilegiado pela graça. Você foi chamado em Cristo Jesus. Ninguém fez
a tua cabeça, ninguém te convenceu de nada. Deus, pela graça em
Cristo, te chamou e te constituiu membro do seu corpo. Ele rasgou o
véu do seu entendimento e te mostrou quem é Cristo. E Cristo, quem
sabe na sua visão estava ocupando um lugar no meio de muitos, mas
quando o Senhor rasgou esse véu, Cristo ocupou aquele único lugar: o
Filho de Deus, o Verbo de Deus. O Verbo se fez carne, o Verbo cheio de
Graça e de Verdade. O Verbo cheio de glória. Quem fez isso com você?
Se você conhece a Cristo, Deus, só o Espírito de Deus pode fazer. Então
você não foi a Ele. Foi Ele quem foi a você, e tornou você membro da
igreja, coluna e baluarte da verdade. Que benção.
Então o meu encargo irmãos, nesses dias que vamos passar
juntos, é procurar olhar um pouquinho esse alicerce. É claro que nós
não vamos ficar muito tempo em cada um deles. Não é possível. Nós
temos assunto para toda uma vida. Mas nós vamos dar pinceladas
nesses alicerces para quem sabe nós possamos pescar aí o que é
essencial em cada um deles. Então o primeiro nós já tocamos em vários
estudos há poucos meses, talvez a um ano atrás. Trindade Santa, o
primeiro alicerce da igreja. O segundo alicerce, a encarnação. Nós
também já tocamos nele, já mostramos como a Bíblia revela que o
Senhor Jesus é uma pessoa com duas naturezas cem por cento Deus,
em nada inferior a Deus, cem por cento homem, em nada inferior ao
homem. Totalmente semelhante ao homem, menos o pecado. Tentado
em todas as coisas à nossa semelhança, assim como os filhos tem
participação comum de carne e sangue, natureza humana, desses
também Cristo Jesus participou, para que pudesse entrar na morte e
pela sua morte, destruir o diabo. É o que o autor de Hebreus nos diz,
não é? E livrar-se, libertar-se, quebrasse as cadeias de todos aqueles
que pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.
Ele se encarnou – segundo alicerce - para que pudéssemos gozar o
terceiro alicerce que nós vamos começar alguma coisinha sobre ele
hoje. Expiar. Expiação. Expiar os nossos pecados. Se o nosso Salvador,
esse que realizou expiação pelos nossos pecados, Ele não é Deus, então
nós não fomos salvos, porque a nossa dívida era para com Deus e o
único ser capaz de satisfazer Deus à altura de Deus, da justiça de Deus,
da santidade de Deus, da glória de Deus, era Deus mesmo. Ninguém
pode prestar essa satisfação a Deus senão Deus mesmo. Ninguém tem a
altura dele, a dignidade dele, a santidade dele. Então se nós haveríamos
de ser salvos, e isso significa que a nossa situação com Deus estar
acertada, não é com a nossa consciência em primeiro lugar, não é com
a culpa do nosso coração em primeiro lugar, e sim com Deus em
primeiro lugar. A Bíblia diz assim: Todos pecaram e carecem da glória
de Deus. A Bíblia diz assim: A ira de Deus, se revela do céu contra toda
impiedade, e perversão dos homens. Nesses homens estão incluídos eu
e você. Ímpios e perversos por natureza. A ira de Deus se revela. E
como que isso pode ser satisfeito? Como que essa ira de Deus pode ser
satisfeita? Só Deus pode prover essa salvação. Então, o próprio Deus,
na pessoa do Filho se fez carne. Agora irmãos, o nosso Salvador
também tem que ser homem. Nós não podemos ser salvos por anjos.
Não podemos ser salvos por ideologias. Nós precisamos de um Salvador
humano, um homem que possa responder pelo homem, que possa
representar o homem, um verdadeiro homem, e o nosso Senhor Jesus é
o verdadeiro homem, Deus homem. Então esse alicerce segundo, da
encarnação, ele é tremendamente importante. Deixe que o Espírito
Santo esclareça a você sobre o que tem sido dito hoje em dia, que
ofende esse grande alicerce: seja na boca daqueles que não conhecem o
Senhor, ou seja até mesmo na boca daqueles que confessam a Cristo,
mas de uma forma não muito clara. Temos muito disso hoje em dia.
Falam de Cristo, professam Cristo, até mesmo confessam a Cristo, mas
sua confissão não é clara. E você vai ver quanto disso há, como o diabo
quer mexer, solapar esse alicerce encarnação de Cristo. Porque se ele
mexer nisso, ele derruba tudo o mais que vem depois. É como um
dominó em que você coloca ali um toquinho atrás do outro. Se você
empurra o primeiro, derruba todos os outros. Então encarnação é esse
segundo tremendo alicerce. Se você mexer nele, se confundir a respeito
dele, você vai perder o valor do terceiro que é a Expiação. Nós vamos
começar então a tocar hoje. O Senhor Jesus é o único capaz de realizar
expiação pelo nosso pecado.
Irmão, o meu encargo inicial, para hoje, era falar sobre o dia da
Expiação – Levítico cap. 16, mas nós não vamos fazer isso. Nós vamos
fazer isso, se o Senhor quiser, na quarta-feira. Se você quiser ler antes
este capítulo para a reunião de quarta-feira, Levítico, cap. 16, o dia da
Expiação. Nós vamos ver como a simbologia que Deus usou, nos dá
tremendas verdades sobre a Expiação.
Mas se o nosso assunto agora, esse terceiro alicerce, é Expiação
do pecado, então, penso que antes de falarmos da Expiação, vamos
falar do pecado, porque a nossa visão do pecado é essencial para a
nossa visão da expiação. Se nós não vemos a realidade como a Bíblia
aponta do pecado, então nós vamos ter dificuldade com a expiação. Por
que é que eu preciso ser perdoado? Por que é que eu tenho um
problema em mim que se chama culpa, esse carrasco universal? Está
aqui na consciência, na mente de todo homem, desde que ele nasce.
Ninguém precisa colocar culpa em ninguém, porque desde que o homem
nasce, ele nasce com senso de culpa. Por que é que nós somos assim?
Será que a Bíblia mostra por quê? Claro que mostra. A Bíblia coloca tudo
isso debaixo dessa grande doutrina, a doutrina bíblica do pecado. E,
como nós falamos que debaixo de cada alicerce deles, desses grandes
oito alicerces, existem outros pequenos que forma o conjunto, dentro do
alicerce Expiação, você pode colocar dois importantes aí: a doutrina da
queda e a doutrina do pecado. Duas grandes doutrinas. Você crê na
queda do homem? Ou você acha que a queda do homem é historinha,
como dizem muitos hoje em dia. Histórinha lá de Gênesis 3, uma
linguagem simbólica, uma linguagem figurada. Diz que Deus usou o
Éden, o jardim, aquela serpente no jardim, a mulher com aquele fruto,
tudo simbólico, tudo alegórico, como muitos tem dito hoje em dia, ou
você crê na queda do homem. A Bíblia é muito firme na queda. O
homem caiu, e a Bíblia é muito firme sobre a doutrina do pecado, ou
seja, o homem está alienado de Deus. Duas grandes doutrinas,
importantíssimas, que nós podemos colocar debaixo desse teto, desse
terceiro alicerce, Expiação.
Mas antes de falar um pouco sobre pecado, hoje, gostaria de citar
para os irmãos, quais são esses oito alicerces, essa coluna. Trindade é o
primeiro, Encarnação é o segundo, a Expiação, onde nós vamos
recomeçar agora o terceiro. O Senhor Jesus realizou expiação pelos
nossos pecados. Depois o quarto alicerce, é a Justificação somente pela
fé, tremendo alicerce esse. Depois o quinto alicerce, a Ressurreição de
Cristo. Nós cremos na ressurreição. A Bíblia fala muito de ressurreição;
o que a ressurreição de Cristo produziu. Então a ressurreição seria o
quinto alicerce. Depois nós teríamos o Espírito Santo, como sexto
alicerce. Um alicerce tremendo da igreja. Depois o sétimo, que seria o
corpo de Cristo, ou a própria igreja como corpo de Cristo. Nós cremos
no corpo de Cristo, na igreja. A nossa visão sobre o corpo de Cristo é
muito importante irmãos. Nós vamos chegar lá e examinar. Muita coisa
hoje é falada em nome da igreja. A igreja é isso, a igreja é aquilo, e a
igreja faz assim, a igreja pratica assim. A igreja tem esse hábito. A
igreja se comporta assim. A igreja ensina isso. O que é a igreja? Quais
são os moldes da igreja no Novo Testamento? Esse é um alicerce. Se
nós nos perdermos nesse alicerce, nós podemos nos enganar e muito.
Nós podemos chamar coisas monstruosas de igreja, coisas que estão
tão distantes do Evangelho. E por último o oitavo alicerce. Nós o
colocamos debaixo do nome de o Supremo Propósito de Deus, incluídos
nesse alicerce, nós vamos chegar lá, nós temos um outro, a segunda
vinda do Senhor. Esse é um alicerce da igreja. Se a nossa esperança em
Cristo se limita apenas a esta vida, somos mais infelizes de todos os
homens, diz a palavra.( 1 Coríntios 15:19) Nós cremos que o Senhor
Jesus, o Verbo encarnado, morto, ressuscitado, ascenso aos céus e
entronizado, esse nome que está acima de todo nome, Ele vai voltar
para arrebatar os seus santos, para a eterna comunhão com Ele e julgar
toda a terra, segundo a resposta ou não ao Evangelho. Então nós
cremos nesse grande alicerce, a segunda vinda de Cristo. Nós incluímos
aí, debaixo desse oitavo, o Supremo Propósito de Deus.
Mas hoje eu queria citar os textos para os irmãos, não sei se
vamos ter muito tempo de ler muita coisa, nosso tempo é curto, mas eu
vou pelo menos citar alguma coisa que eu considero importante a
respeito do pecado. Se havemos de entender Expiação, se havemos de
ver algo da beleza da cruz, se havemos de ver algo do valor daquele
sacrifício que o Senhor realizou na cruz do Calvário, não como mártir -
não - não como modelo - também não - não porque Ele era muito
simpático a nós – também não - mas que nós havemos de ver a glória
da cruz como ela é, nós primeiro precisamos ver o pecado, o significado
do pecado. Irmão, pregar sobre pecado, é fora de moda, porque é algo
que agride, segundo as palavras usadas, a decência humana. Mas
irmão, o homem é tão tolo, que é cego a respeito de si mesmo. No
século 18, na história, a nossa geração humana viveu uma era chamada
iluminismo ou racionalismo, os homens não só nessa era, mas também
em outras, mas especialmente nessa era, eram muito orgulhosos. Eles
olhavam para si mesmos e se achavam o centro do universo. Todo
homem assim o vê, quando não conhece a Cristo. Então eles
procuravam interpretar todas as coisas por eles mesmos. Aquilo que
eles não podiam compreender com a mente e com a razão, não era
verdadeiro, não era real, como eles diziam, e por isso o movimento se
chamou racionalismo. Aquilo que não é racional, que não se pode
entender com a mente, não se pode explicar, então não é real. Só é real
o que é racional. E nós tivemos grandes expoentes naquele tempo.
Voltaire – filósofo francês, Rene Descartes, John Paul Sartre, mas é
interessante o que Deus fez irmão, dando um fim naquela era. O
homem continua com essa semente no coração até hoje. Quando você
olha os movimentos de hoje, até mesmo dentro da igreja, você vai ver a
mesma idéia. Pessoas dentro da igreja continuam achando que o
homem pode ser salvo por mecanismos psicológicos. Depende dele ser
melhor canalizado psicologicamente, ou quem sabe melhor canalizado
socialmente. Isso tudo é uma ofensa à cruz, porque a Bíblia ensina a
respeito do pecado. E a Bíblia nos ensina que nós somos um carro que
sofreu um acidente que quando a seguradora olhou ela deu perda total.
Ela não deu reforma, nem lanternagem. O homem é um caso de perda
total, é o que a Bíblia ensina. Mas quantas pessoas hoje, até mesmo
dentro do cristianismo, tem ensinado que o homem precisa só de
lanternagem que o Evangelho é um instrumento muito útil para reparar
o homem, para fazer uma lanternagem. Mas irmãos, isso é contrário à
revelação da palavra de Deus. A palavra de Deus diz que o assunto do
homem é um assunto de perda total. Nós não precisamos ser
reformados. Nós precisamos ser regenerados. Nós precisamos de um
novo homem aqui dentro, uma nova natureza, um novo coração, novos
sentimentos. Nós sentimos errado, falamos errado, pensamos errado e
escolhemos errado. Nós precisamos escolher certo, falar certo, agir
certo e pensar certo. Para isso acontecer nós precisamos ser outra
pessoa. É isso que a Bíblia ensina, e para nós sermos outra pessoa, só
tem uma maneira. Precisamos nascer de novo. E para nós nascermos de
novo, nós precisamos crer em Cristo. Quem não nascer da água e do
Espírito não pode ver o reino de Deus(João 3:5), não pode entrar no
reino de Deus. O Senhor falou isso para aquele homem tão culto, tão
sábio humanamente falando, o Nicodemos. Então os irmãos vejam como
os alicerces bíblicos são sólidos. O Evangelho não prega reforma. Prega
regeneração. Mas isso vem depois. Por que regeneração? Porque o
homem é um caso de perda total. O homem é pecador. Agora pregar
isso ofende na linguagem então que eu usei, a decência humana,
porque o homem não se vê assim. Ele acha que ele precisa mesmo é de
ajuda. Qualquer tipo de ajuda. Até mesmo se ele puder se ajudar, ele
conseguiria algo. Quando ele não consegue se ajudar, ele procura um
grupo para ajudá-lo. Ele precisa de ajuda. A Bíblia diz que ele não pode
ser mudado com ajuda nenhuma. Ele só pode ser mudado por
regeneração. Ele só pode ser mudado ao se relacionar com Cristo, que é
Deus. Ele só pode ser mudado se Cristo for formado nele, se uma nova
natureza for dada a ele, para que ele tenha uma nova maneira de
pensar, nova maneira de ver a vida, nova maneira de se relacionar, de
sentir, de escolher. Isso é o que a Bíblia chama de pecado. Perda total.
Irmão que coisa importante.
Quando aqueles soberbos, o homem natural, estava ali se
vangloriando da razão humana, na era do iluminismo, interessante,
Deus usou um homem entre eles, não era um cristão, era um ímpio
também, chamado Jeam Piaget. Se você conhece um pouquinho da
história, já ouviu esse nome. Deus usou esse homem, sabe por que?
Para que ele escrevesse um livro, um grande livro, muitas páginas,
chamado “Crítica à razão pura”. Que coisa impressionante não é? Deus
pegou um do meio deles mesmo. “Vem cá Piaget. Escreve um livrinho
aqui, e coloca na cabeça desses outros ali.” Era um dos mestres. Eles se
esgotaram no racionalismo e viram que eram como um cachorro
correndo atrás do próprio rabo, e nunca mordiam o próprio rabo. Nada.
Nada. E quando você começa a ler esses homens, você vai encontrar o
seu niilismo. Eles chegaram a essa conclusão. Nada é nada. Se nada é
nada, então viva a sua vida. Coma e beba porque amanhã você vai
morrer. Essa é a filosofia do racionalismo. Irmãos. Quando esse Voltaire
morreu, um dos expoentes dessa época, sabe o que é que aconteceu?
Ele era francês. A sociedade bíblica francesa comprou a sua casa, e
através da sua casa foram impressas milhares de bíblias para toda a
frança. E noventa livros desse grande homem, desse Voltaire, grande
expoente da época, noventa livros dele, daí a poucos anos foram
vendidos por dois dólares. Não valiam nada. E ele quando estava vivo,
disse que a Bíblia, daria no máximo cem anos depois dele, só ia ser
encontrado nos museus. Foi isso o que ele disse sobre a Bíblia. Era um
livro que iria somente ser encontrado em museus, daí a cem anos.
Voltaire morreu, sua casa foi comprada pela sociedade bíblica francesa,
e noventa livros deles foram vendidos por dois dólares. Foi isso o que
Deus fez com aquele homem, porque irmãos, a verdade de Deus não
pode ser suplantada, não pode ser superada. A igreja é coluna e
baluarte da verdade. Como Deus, através dos séculos, tem preservado a
igreja como coluna e como baluarte!! A questão não é essa. A questão é
se nós temos tido resposta ao Senhor, resposta no conhecimento de
Deus, no estudo da palavra, na busca da visão do Senhor como ela é,
sido parte deste testemunho. Essa é a questão. Que o Senhor irá
preservar o seu testemunho, isso é certo, mas se nós iremos fazer parte
deste testemunho, essa é a questão. Então que o Senhor, desperte em
nós esse desejo. Nós não vamos gastar essas reuniões todas, daqui
para frente, procurando propriamente mexer em doutrinas, em si
mesmas. Essa não é a finalidade. Nós queremos que com a ajuda do
Senhor, nós possamos cavar a areia, o terreno arenoso, movediço,
como o Senhor disse lá em Lucas, encontrar profunda rocha, lá no
fundo, encontrar a rocha, e lançar sobre elas, os nossos alicerces, para
que nós sejamos uma casa bem fundada. Não edificados sobre a areia,
mas edificadas sobre a rocha.
Irmãos hoje, no cristianismo, nós temos visto muito do semear
duas sementes. A Bíblia foi tão clara em relação a esse princípio. Abra a
sua bíblia em Deuteronômio, para você ver que interessante, por favor.
Capítulo 22. Veja uma tipologia que fala muito dos nossos dias atuais.
Versículos de 9 a 11. 9 Não semearás a tua vinha com duas espécies de
semente, para que não degenere o fruto da semente que semeaste e a
messe da vinha. Interessante nós vermos porquê o Senhor ordenou
assim. Duas espécies de semente. Veja bem. Duas espécies. Os
mesmos princípios estão nos versos 10 e 11. 10 Não lavrarás com junta
de boi e jumento. Juntos. Se você colocar de um lado daquele jugo, de
um lado um jumento e do outro lado um boi. 11 Não te vestirás de
estofos de lã e linho juntamente. O que é que o Senhor está falando
aqui em princípio? Mistura. Você vê que quando ele estabeleceu ali em
Gênesis, a restauração da criação, diz assim: cada árvore produza
segundo a sua espécie. Toda semente segundo a sua espécie. Não é?
Irmãos, como o Senhor condena a mistura!! E como hoje na vida da
igreja nós temos vista tanta mistura!!! Nós temos um pouco de
cristianismo e um pouco de misticismo. Nós temos um pouco de Jesus e
temos um pouco de anjo. Não é assim? Você tem um pouco de tudo.
Uma colcha de retalhos, feia demais. Mas o Senhor, pela sua bondade,
assim como ele fez todos os séculos, ele tem restaurado um povo ao
que é essencial, com fundamento, com alicerce, com a verdade, com a
proclamação definida, clara. Lembra que quando Paulo escreveu para os
Coríntios, falando sobre o culto deles, ele disse: 1 Coríntios 14:8 Pois
também se a trombeta der som incerto, quem se preparará para a
batalha? Se você tocar um som indefinido, como saberemos que aquilo
é cítara ou se é flauta? Lembra que Paulo falou isso aos Coríntios lá no
cap. 14? 9 Assim, vós, se, com a língua, não disserdes palavra
compreensível, como se entenderá o que dizeis? Porque estareis como
se falásseis ao ar. Assim também vós, quando vos reunis, vocês tem
que ter um som definido. O que é que vocês crêem? Que Deus que
vocês adoram? Que tipo de Deus ele é? Quais são as verdades
essenciais que vocês se apoiam? No que é que vocês se gloriam? Por
que é que vocês estão juntos? Vocês tem um som definido? Os Coríntios
não estavam tendo. Então irmãos, que necessidade nós temos hoje? De
modo geral irmão, não é isso que agrada o povo. Não é isso? O que
agrada o povo é pregação emocional, aquela coisa que embala as
emoções, que satisfaz o homem Deus é um papai noel celestial. Você só
precisa encontrar a maneira certa, ou quem sabe até das pessoas
certas, e os líderes se colocam nessa posição, são os mediadores, então
eles vão tornar claro o seu pedido a Deus, seu papai noel, então você
fique lá aguardando com fé, firme, dando o dízimo, fiel, que Deus uma
hora ele vai te abençoar. Papai noel celestial. Não é? A igreja tem dado
um som indefinido e esse som não atrai ninguém, esse som não fala
nada sobre Deus. Esse é um deus de cara frouxa, de cara errada.
Então irmãos, a finalidade de nós retornarmos a esse alicerce, que
o Senhor possa resgatar, nos nossos corações, tudo que é essencial.
Quais são os alicerces sobre os quais a igreja é edificada? Quais são os
alicerces da nossa adoração ? Por que é que nós adoramos a Deus? Por
que é que nós temos segurança Nele? Por que nós cremos que nossos
pecados foram perdoados? Por que é que o problema de nossa culpa foi
resolvido? Por que é que nós temos alegria divina? Tudo isso tem um
porque, mas, se os alicerces não forem resgatados, nós estamos sobre
areia movediça. Tem dia que você se arrepia, a reunião foi uma benção,
tem dia que você não se arrepia, e a reunião não foi uma benção, etc,
etc. Não é assim? Isso tudo é nada irmãos. O Senhor deseja resgatar
em nós alicerces. Nós adoramos com arrepio, sem arrepio, doentes,
saudáveis, com morte, sem morte, com dor, com crise, com dor de
estômago, com dor de cabeça, com problema em casa, fora de casa,
com perda de emprego. Nós adoramos, porque o Senhor é fiel, bom,
cuida de nós, morreu por nós, nos alicerçou firmemente na rocha. Os
irmãos vêem diferença de uma coisa e outra? Há muita diferença nisso.
O Senhor quer chamar para si um povo sadio. Não crianças. Chega um
daqui chacoalha, mexe em um chocalhinho bonito, aquele monte de
bebes correm atrás dele. “Oi. Você tem um chocalho novo. Um chocalho
que ninguém tocou na igreja. Vamos lá ver o que é que ele tem”. Tem
várias pessoas tocando chocalho por todo lado. Você liga a televisão, o
rádio, tem chocalhos de toda cor dentro da igreja, falando barbaridades,
oferecendo de tudo, a baixo preço. Mas nós fomos chamados para
conhecer o único Deus verdadeiro, em Cristo Jesus e sermos uma casa
alicerçada sobre a rocha, porque irmãos, o certo é que a enchente vem,
o certo é que os rios vão transbordar, o certo é que os ventos vão
soprar. Isso é o certo. Porque se há alguma coisa certa na vida, é o
sofrimento. Então, se nós não estivermos alicerçados sobre a rocha, pior
para nós, porque o certo é o sofrimento. O certo é a velhice, o certo é a
dor, o certo é a degeneração no que concerne à experiência da vida
humana. Se nós não estivermos alicerçados sobre a rocha, vida cristã,
não pode ser improvisada. Não é improvisada. Não existe Deus de
última hora. Existe tudo de última hora, menos Deus. Deus ou é um
Deus de toda hora, ou ele não será um Deus de última hora. Então se a
nossa casa não for alicerçada sobre a rocha, nós vamos perder tempo e
nós iremos sofrer. Não é?
Vamos tocar um pouco, temos muito pouco tempo, mas eu
gostaria de tocar em alguma coisa, a respeito do pecado. Vou citar os
textos, e se os irmãos quiserem, vão procurando. Irmãos, a Bíblia é
muito clara, quando ela diz que nós, por natureza, nós nascemos em
pecado. Nós nascemos alienados, separados. Ninguém precisa ensinar
para nós sermos egocêntricos. Ninguém precisa ensinar para um
menininho de um ano agarrar na mão do pai e puxar para ele uma
demonstração de rebeldia e de que isso é meu, e me dá. E ninguém
precisa ensinar para ele bater no seu coleguinha para obter o que ele
quer. Ninguém precisa dessa aula. Essa aula está na natureza humana.
O homem nasceu em pecado - Salmo 51, verso 5 Davi diz assim: Eu
nasci em pecado, e em pecado minha mãe me concebeu. O Salmo 58,
logo a frente, há um versículo muito interessante. Salmo 58, versículo
3. 3 Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se
desencaminham, proferindo mentiras. Esse é o homem. Não há um
homem verdadeiro. Não há um homem por natureza honesto. Irmãos,
toda a verdade, toda honestidade, toda sinceridade, toda
“incorruptibilidade” tem o seu limite. Porque o homem é pecador. Ele é
pecador. Nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras. A nossa
compreensão dessa verdade é a primeira necessidade para nós vermos
a beleza da cruz, no que concerne a nossa salvação. E nós vemos então
o porquê, que o Senhor naquela cruz, como pecado, no singular, o
pecado de todos nós, colocados sobre Ele, fez então com que Ele,
naquele clamor diante do Pai dissesse, Deus meu, Deus meu, por que
me desamparaste? Alienação, separação. Isso significa pecado. Pecado
significa exatamente essa quebra, essa alienação. Então as vezes nós
temos costume de usar palavras que na verdade elas são erradas. E eu
não sei com relação a você, mas eu entendo que nós devamos ser muito
cuidadosos com relação à palavra. As palavras são muito importantes.
Palavras transmitem idéias, transmitem conceitos. Quando você fala
assim: “Eu larguei o meu guarda-chuva lá na igreja, você está falando
uma coisa errada. Não tem jeito de você largar um guarda-chuva na
igreja. Só se você engolir o guarda-chuva, porque a igreja somos nós.
Não é? Não tem jeito de você deixar o guarda-chuva na igreja. Você
pode deixar o guarda-chuva no local de reunião. Mas não na igreja.
Então usamos palavras erradas, que exprimem a coisa errada. Aqui não
é a igreja, é só um local de reunião. Não é assim? Da mesma maneira,
você diz: “Aquela pessoa, ela só falta conhecer Cristo. Ela é uma pessoa
boa, uma pessoa honesta, pessoa cumpridora dos seus deveres’. Que
seja cumpridora dos seus deveres, mas estritamente falando, não há
ninguém bom, ninguém honesto, ninguém verdadeiro. Somos todos
pecadores, gatos dentro do mesmo balaio, numa briga tremenda.
Abra a sua Bíblia em Tito. Tito, cap. 3. Por isso irmão, a cruz, ela
vai brilhando aos nossos olhos. Uma outra ocasião nós vamos chegar
nela, mas para o irmão ver como que a coisa acontece, quanto mais nós
vemos o pecado mais nós vemos a beleza da salvação, a beleza da cruz.
Não é assim? Não dá para você começar pela Expiação. O assunto nosso
é expiação, esse terceiro alicerce, mas nós temos que começar pelo
pecado. Por que é que nós precisamos de expiação? Nós somos bons?
Então não precisamos de expiação. Nós somos sinceros? Então nós não
precisamos de expiação. A expiação foi feita para os mentirosos, foi feita
para os rebeldes, a expiação foi feita para os indignos. Não é para os
dignos. Não é assim? Olhem o que a palavra diz em Tito cap. 3. É por
isso irmãos, que o milagre da regeneração é que realmente conduz as
pessoas ao Senhor. É o milagre da regeneração, como o nosso irmão
Nilton aqui, tocou muito bem. O milagre da regeneração. Ele, pela sua
graça, nos deu vida, estando nós mortos, nos nosso delitos e
pecados(Efésios 2:1). Pela graça sois salvos por meio da fé. Isso não
vem de vós – a palavra é muito clara - é dom de Deus. Não de obra,
obra nenhuma, para que ninguém se glorie. É aí que nós temos que
começar. Não há ninguém bom, não há ninguém sincero, ninguém
verdadeiro, ninguém honesto em essência. Tito Cap. 3, versículo 3: 3
Pois nós também (Paulo também. Ele está se incluindo. E lembra que
Paulo não era um ladrão, assassino, um bêbado. Nada disso Paulo era
um fariseu, um homem zeloso da lei, super moral, humanamente
falando, super caráter. Era ou não era? Era, e é ele quem está
escrevendo isso: nós. Ele está se incluindo. Você está vendo quando ele
viu a Cristo? Quando ele viu a Cristo, ele viu que não existe super
moral, não existe super caráter, não existe super nada. O homem é
falido, e então ele escreveu assim) Pois nós também, outrora, éramos
néscios(primeira palavra que ele põe - ignorantes. Irmãos. Essa
primeira palavra é que bate de frente com o homem. Nós estamos aqui
em duzentas e poucas pessoas, e ser confrontado por isso não é muito
agradável. Quem é você e eu, cada um de nós que estamos aqui: um
bando de tolos, néscios, ignorantes, esses somos nós. Amávamos tudo,
menos Deus, achávamos que sabíamos tudo e não sabíamos nada,
achávamos que conhecíamos a vida, e não conhecíamos nada.
Começamos a viver e vimos que não conhecíamos nada. Néscios, o que
mais que diz?), desobedientes, desgarrados(ovelhas sem pastor. Ovelha
sem pastor não é nada. Os irmãos sabem que olhando o instinto animal,
a ovelha é um dos animais mais burros que existe? O burro é chamado
de burro. A ovelha é quem deveria ser chamada de burra, porque a
ovelha, no que concerne ao instinto natural, é um dos animais mais
burros que tem. Ela não aprende nada. A ovelha precisa de um pastor
para comer. Se deixar ela sozinha, ela morre de fome. O leão não
morre, o burro não morre, a mula não morre, o jumento não morre,
mas a ovelha morre. O Senhor Jesus falou assim: vós sois as minhas
ovelhas. Ela não discerne nada, ela não sabe encontrar pasto, ela
depende do pastor para tudo. O pastor faz por ela. O pastor mostra a
hora do pasto, ela vai beber água em águas turbulentas, e o que é que
ela faz? Cai dentro d’água e morre afogada. Já viu um animal cair
dentro d’água? A ovelha consegue morrer afogada numa água
turbulenta. Por isso que o Salmo 23 fala assim: Ele me conduz para
águas tranqüilas. O pastor não leva a ovelha para águas tumultuosas.
Ela é burra. Néscia. Primeira palavra que Paulo põe aí, tola. Esses somos
nós. Mas irmãos, que benção. Somos tolos e podem olhar para o Senhor
como o Salmo 23 e falar o que para Ele? O Senhor é o meu pastor.
Então o burro está seguro. Não e´? Nada me faltará. Ele me faz deitar -
a ovelha não se acomoda - ela não se acomoda se não estiver tudo
certinho. A ovelha é perfeccionista. Não pode ter um mosquito, não
pode ter um barulho, não pode ter um lugar que não seja bem fofinho
para ela se aconchegar, ela não dorme em qualquer lugar, pendurada
em uma árvore, igual as feras dormem. Não, de jeito nenhum. Ela tem
que dormir no calorzinho, aconchegadinho. Ela é um animal terrível.
Cuidar de ovelha é uma tristeza para o pastor, porque é um animal
complicado. Somos nós. Então Paulo usa essa palavra aí, desgarrados,
como ovelhas que não tem pastor. Lembra o que Pedro fala? Vós
andáveis desgarrados como ovelhas. Lembra? Agora porém vos
convertestes ao Pastor e Bispo das vossas almas. Coisa linda para nós.
Ele realizou expiação por nós. Primeiro, nós precisamos ver o pecado.
Quem sou eu? Pecador. Não é? Então Paulo diz lá: néscios,
desobedientes, desgarrados e olhe como ele vai mais longe), escravos
(Irmão!! Essa palavra ofende muito o homem, sabe por que? Porque a
palavra que o homem mais gosta é livre. É dizer que ele é livre. Ele fica
doido para sair de casa, ele acha, naturalmente falando, claro. A grande
maioria dos lares. Ele acha que o lar é uma prisão. O pai é isso, a mãe é
aquilo, limite daqui, limite de lá, ele se rebela em casa, rebela na escola.
Somos nós por natureza. Ele acha que ele é livre, que a cabeça dele é
que é importante, a cabeça dele é que é lúcida, ele é que entende tudo,
não é? Então ele gosta dessa palavra livre. Liberdade humana. Já ouviu
com que boca cheia o homem usa a palavra autonomia? Já viu? Ele
entra na profissão, começa a ganhar dinheiro, e aí ele vai falar da vida
dele para os outros, e ele diz que: “eu tenho tido a minha autonomia”,
“tenho conseguido a minha autonomia”. Ele está ganhando um
dinheirinho, pode pagar aluguel. Irmãos, que palavra forte essa palavra,
que nunca deveria ser usada pelo homem dessa maneira. Autonomia.
Palavra que significa: nomos - lei - auto – própria. Lei própria.
Autônomo, que significa ser a sua própria lei. Eu sou a minha própria lei.
Eu não me guio por nada, não me rejo por nada. Eu sou a minha própria
lei. O único ser autônomo no universo, é Deus. Só Deus tem autonomia.
Todo ser criado, ele é dependente, porque ele foi criado. Se ele é criado,
ele é dependente, ele não é autônomo. Não pode viver sem o criador.
Mas o homem gosta da palavra autonomia. Ninguém me dirige,
ninguém me governa, eu compreendo, eu entendo. Mas Paulo fala o
contrário. Ele fala : escravo. Não é autônomo, não é livre. É escravo.
Escravo do quê? Paixões e prazeres. Nós achamos que estamos por
cima, por cima das paixões, no governo das paixões, no governo dos
prazeres. Tolos de nós. Tudo isso é por causa da primeira palavra. A
primeira palavra aí domina tudo. Néscios. Nós somos néscios, tolos. Nós
achamos que estamos no governo da situação, nós não vemos que nós
somos camelos, e que alguém está cavalgando sobre nós. Escravos.
Escravos de toda sorte de paixões e prazeres, (não acabou a lista ainda
não. Olhe aí) vivendo em malícia(os nossos atos são maliciosos. Claro
irmão, eu não estou me referindo ao homem natural. Cada um dos que
conhece a Cristo, e é regenerado, e tem a natureza de Deus, a natureza
de Deus vai sendo formada e fortalecida em nós, mas quem vive em nós
é Cristo. Então, para a nossa relação com Cristo, Cristo vai vivendo em
nós. Nós vamos amando segundo Cristo, servimos segundo Cristo, e
essa é a verdade da vida cristã, a outra verdade. Mas nós estamos
nesse primeira verdade. A primeira verdade sobre nós mesmos. Todos
os nossos atos são maliciosos. Nenhum homem faz nada sem uma
segunda intenção. Nada. Toda mão que dá na frente, tem outra atrás
esperando alguma coisa. Nem que seja um agradecimento, nem que
seja uma atitude qualquer de recompensa. Ninguém dá nada de graça,
porque o homem é malicioso. Esse é o homem por natureza. Malícia.
Todos os nossos melhores atos eles são contaminados pelo pecado. Só
em Cristo nós podemos fazer e servir de forma nova. Novidade de vida,
como diz a palavra. Mas não é só malícia não. É inveja também. Inveja.
Nós vivemos em disputa. Não é assim. Só a nova natureza em Cristo
pode nos salvar da inveja. Nós somos invejosos. Nós invejamos tudo. A
inveja é uma arma tão grande que grande parte desse marketing que é
feito aí pelos propagandistas, ele mexe com a inveja. Você já viu isso?
Ele mexe com a inveja do homem. Então ele mostra uma pessoa ter
aquilo, possuir aquilo. A propaganda mexe com isso. A inveja. Uma
pessoa cobiçando o que a outra tem. Inveja. Porque assim é a natureza
do homem. E que mais?) , odiosos e odiando-nos uns aos outros.
Aí depois no verso 4, 5 e 6, você vai ver a beleza do que ele fala
aí. Mas aí é o outro lado da verdade. Ele mostra que a bondade de Deus
se manifestou e em Cristo nós somos lavados, um lavar que é
regenerador, você vai ver isso no verso 5 - lindo esse versículo. Esse
lavar regenera. Ele não reforma, ele não faz uma lanternagem. Esse
lavar gera de novo, começa de novo, regenera. Lavar regenerador,
renovador do Espírito Santo. Esse que regenera, ele também renova,
porque mesmo regenerado, de alguma forma, se nós perdemos aquela
relação vital com Jesus, por algum motivo, nossa vida pode se tornar
velha, cansada, fosca, turva. Então nós precisamos do lavar não
regenerador de novo, porque nós já fomos gerados de novo pelo Espírito
Santo. Nós precisamos ser renovados, os que já foram regenerados, vão
ser renovados. E aí diz que o Espírito Santo faz duas coisas no verso 5.
Regenera, renova, pela graça rica de Deus em Cristo Jesus.
Então irmão, eu vou terminar por aqui, quem sabe quarta-feira a
gente prossegue, a primeira verdade importante antes da gente ver
expiação, é o pecado. Uma compreensão bíblica sobre o pecado, para
que nós tenhamos um coração claro com relação à beleza da cruz, uma
visão clara com relação à glória da cruz. Irmão, só assim, o que Paulo
fala lá em Filipenses poderá ser uma verdade para nós, quando ele fala
ali sobre a verdadeira circuncisão, que não era aquela que o judeu
praticava, a circuncisão da carne, literal, natural, Paulo fala que a
verdadeira circuncisão, ela se compõe dos que adoram a Deus no
Espírito. Sabe os quem são os que adoram a Deus? São os que sabem
que são pecadores. Ninguém adora a Deus, se não sabe que é pecador,
e não conhece a graça de Deus em Cristo. Ele adora só a si mesmo.
Todos existem para me servir, todos existem para fazer a minha
vontade. Sabe em que situações isso se torna mais claro? Nos nossos
problemas crônicos. Sabe o que é que nos causa mais sofrimento na
vida humana? Um problema crônico. Pense sobre isso. Quando você
passa por um problema crítico na sua vida, uma perda, seja o que for,
uma doença que passa, aquilo de alguma forma passa. De alguma
forma tem um peso mais tênue, mas o homem é provado quando ele
sofre por muito tempo, um problema crônico. Ele não pode mudar uma
situação. Ele não pode mexer no coração do outro. Ele acha que o
problema é o outro. Então ele não pode mexer no coração do outro. Ele
não pode mudar aquelas circunstâncias. É o que nos causa mais dor,
mais sofrimento. Não é? Nós só somos adoradores de Deus, quando nós
temos um senso claro dessa nossa inabilidade, dessa nossa impotência.
E Paulo diz: adoramos a Deus no Espírito, e depois ele diz assim: nós
gloriamos em Cristo. Quem se gloria em Cristo? Só os que sabem que
são pecadores. Ninguém mais se gloria em Cristo, e depois por último:
não confia na carne. Quem que não confia na carne? Só os que
conhecem a Deus em Cristo e os que sabem que são pecadores, senão
tudo o que fazemos é baseado no que temos, de recursos naturais.
Confiamos na carne. Posso fazer, posso falar, posso servir, posso ajudar
e nós vamos trocando os pés pelas mãos, e falando errado, e fazendo
errado e confundindo tudo, e criando problema uns com os outros, não
é? Nós somos inábeis para servir, enquanto nós confiamos na carne, e
vamos continuar confiando na carne a não ser que vejamos o tamanho
do nosso pecado, porque o pecado não gerou só culpa sobre nós não, o
pecado gerou culpa, nos escravizou, e o pecado corrompeu.
Quarta-feira, talvez, nós falemos sobre isso. Pecado gerou culpa, nos
escravizou e o pecado nos corrompeu. Ele bagunçou todas as nossas
motivações. Elas são corrompidas. Não há nada bom por essência no
homem. Tudo é corrompido. Então essa visão adequada de pecado, nos
dá uma visão adequada da cruz. Precisamos de um salvador, um
salvador fora de nós, porque por nós mesmos não dá. Tem que ser um
salvador fora de nós, tem que ser um salvador adequado a Deus. O
nosso problema é com Deus. Tem que ser um salvador que possa me
salvar como homem. Ele tem que ser homem. Homem que responda por
mim, homem que me represente fielmente diante de Deus, homem que
no que concerne à salvação da alma, homem que possa me acudir nas
minhas provações, homem que possa me salvar em tudo o que eu sou.
Não só regenerar o meu espírito, mas homem que possa mudar a minha
mente, por que? Porque experimentou a mente humana. Homem que
possa mudar a minha vontade, porque na sua vontade em tudo foi
obediente a Deus. Homem que possa mudar as minhas emoções,
porque eu sinto errado. O homem sentiu conforme aquele pulsar do
coração de Deus. Eu preciso de um salvador assim, um salvador que
regenere, que comece tudo de novo, e um salvador que mude mente,
mude vontade, mude sentimento, mude tudo. Esse é o nosso salvador
adequado. Então primeiro precisamos ver que o pecado corrompeu
tudo: espírito, alma e corpo. Gerou culpa, escravizou, e corrompeu
tudo. Esse é um alicerce bíblico. A queda e o pecado. Nós só vamos ver
a glória da cruz, debaixo dessa ótica, dessa luz. O Senhor então nos
ajude a caminharmos nesse trilho. Amém.

Ó Pai, nos ajuda Senhor na compreensão da Tua palavra. Nós


precisamos de toda a habilitação da parte do Senhor. Nós não somos
suficientes em nada. Somos mesmo tolos, desgarrados, desobedientes.
Muito obrigado por este lavar regenerador, e renovador do Espírito
Santo. Muito obrigado porque o Senhor é o nosso Bom Pastor, que tem
cuidado de nossas vidas tão tolas, tão necessitadas, tão rebeldes. Muito
obrigado por este teu cuidado paciente de pastor, pelas nossas almas.
Continue trabalhando em nós pelo Teu Espírito, pela tua palavra, nos
convencendo do nosso pecado e da nossa pequenez, e também da glória
do nosso salvador, da glória da cruz, e da expiação. Ajuda-nos Senhor.
Queremos ser uma casa edificada sobre a tua rocha, coluna e baluarte
da verdade, que o Senhor depositou em nós. Nós te agradecemos pela
noite de reunião que o Senhor nos deu em torno de Ti, por tudo o que
celebramos junto de Ti. Muito obrigado. Continue falando, o Senhor
mesmo, aos nossos corações, em nome de Jesus, Amém.
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO
EXPIAÇÃO 2
ROMEU BORNELLI

Nós vamos ler alguns versos no capítulo 16 do Livro de Levítico.


1 ¶ Falou o SENHOR a Moisés, depois que morreram os dois filhos de Arão,
tendo chegado aqueles diante do SENHOR. 2 Então, disse o SENHOR a
Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo tempo,
para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que
não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório. 3 Entrará
Arão no santuário com isto: um novilho, para oferta pelo pecado, e um
carneiro, para holocausto. 4 Vestirá ele a túnica de linho, sagrada, terá as
calças de linho sobre a pele, cingir-se-á com o cinto de linho e se cobrirá com
a mitra de linho; são estas as vestes sagradas. Banhará o seu corpo em água
e, então, as vestirá. 5 ¶ Da congregação dos filhos de Israel tomará dois
bodes, para a oferta pelo pecado, e um carneiro, para holocausto. 6 Arão
trará o novilho da sua oferta pelo pecado e fará Expiação por si e pela sua
casa. 7 Também tomará ambos os bodes e os porá perante o SENHOR, à
porta da tenda da congregação. 8 Lançará sortes sobre os dois bodes: uma,
para o SENHOR, e a outra, para o bode emissário. 9 Arão fará chegar o
bode sobre o qual cair a sorte para o SENHOR e o oferecerá por oferta pelo
pecado. 10 Mas o bode sobre que cair a sorte para bode emissário será
apresentado vivo perante o SENHOR, para fazer Expiação por meio dele e
enviá-lo ao deserto como bode emissário. 11 Arão fará chegar o novilho da
sua oferta pelo pecado e fará Expiação por si e pela sua casa; imolará o
novilho da sua oferta pelo pecado. 12 Tomará também, de sobre o altar, o
incensário cheio de brasas de fogo, diante do SENHOR, e dois punhados de
incenso aromático bem moído e o trará para dentro do véu. 13 Porá o
incenso sobre o fogo, perante o SENHOR, para que a nuvem do incenso cubra
o propiciatório, que está sobre o Testemunho, para que não morra. 14
Tomará do sangue do novilho e, com o dedo, o aspergirá sobre a frente do
propiciatório; e, diante do propiciatório, aspergirá sete vezes do sangue, com
o dedo. 15 ¶ Depois, imolará o bode da oferta pelo pecado, que será para o
povo, e trará o seu sangue para dentro do véu; e fará com o seu sangue como
fez com o sangue do novilho; aspergi-lo-á no propiciatório e também diante
dele.
17 Nenhum homem estará na tenda da congregação quando ele entrar
para fazer propiciação no santuário, até que ele saia depois de feita a
Expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel.

19 Do sangue aspergirá, com o dedo, sete vezes sobre o altar, e o purificará,


e o santificará das impurezas dos filhos de Israel. 20 ¶ Havendo, pois,
acabado de fazer Expiação pelo santuário, pela tenda da congregação e pelo
altar, então, fará chegar o bode vivo. 21 Arão porá ambas as mãos sobre a
cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniqüidades dos filhos de
Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a
cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição
para isso.

27 Mas o novilho e o bode da oferta pelo pecado, cujo sangue foi trazido
para fazer Expiação no santuário, serão levados fora do arraial; porém as
suas peles, a sua carne e o seu excremento se queimarão.

29 ¶ Isso vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez dias do mês,
afligireis a vossa alma e nenhuma obra fareis, nem o natural nem o
estrangeiro que peregrina entre vós. 30 Porque, naquele dia, se fará
Expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos
pecados, perante o SENHOR. 31 É sábado de descanso solene para vós
outros, e afligireis a vossa alma; é estatuto perpétuo.

34 Isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer Expiação uma vez por ano
pelos filhos de Israel, por causa dos seus pecados. E fez Arão como o
SENHOR ordenara a Moisés.

Ó Pai, muito obrigado pela tua rica palavra, Senhor. Trás luz sobre o
que o Senhor nos revelou neste texto que lemos. Aclara-nos Senhor, pela luz
do Teu Espírito. Que nós vejamos com clareza a pessoa e obra do Senhor,
como revelada nas Escrituras. Abra os nossos olhos para que vejamos as
maravilhas da Tua lei. Muito obrigado porque o Senhor nos tem prazer em
Si mostrar, em Si dar, em se fazer conhecer para que o nosso coração encontre
descanso em Ti. Nós entregamos em Tuas mãos a Tua palavra nessa noite,
para que o Senhor a utilize conforme a direção, conforme aquilo que está no
seu próprio coração. Em nome de Jesus. Amém.
Irmãos, então, nesse segundo tempo que nós vamos gastar em torno
desse assunto Expiação, nós vamos partilhar um pouco hoje, e talvez um
pouco na próxima reunião no Domingo, e encerrarmos esse assunto Expiação,
mesmo que em linhas gerais, como tenho dito, o nosso encargo não é entrar
fundo nesse assunto, já que são assuntos de base, são fundamentos, são
alicerces, e se assim são, nós realmente teríamos que gastar muito tempo, em
detalhes, em pormenores, que nos mostram a grandiosidade de cada um desses
temas que nós então resolvemos partilhar durante esses dias, esses oito
alicerces.
Nós estamos no terceiro, a Expiação. Então estamos passando
pinceladas, sempre panoramicamente, sempre iremos fazer assim, e conforme
a direção que o Senhor nos der, quem sabe, em algum momento,
mergulharmos um pouco em algum ponto mais específico, para maiores
esclarecimentos. Mas a idéia é fazer uma panorâmica, para nos dar uma visão
dessa coluna vertebral da nossa confissão, daquilo que há de central na
revelação de Deus. Nós falamos, repetimos para os irmãos na reunião
anterior, quais seriam esses oito aspectos. Desde a Trindade até aquele
Supremo Propósito de Deus, incluído ali a segunda vinda de Cristo, desde a
revelação da Trindade até a revelação da consumação do propósito de Deus, a
segunda vinda do Senhor, e essa visão do desígnio completo de Deus, do
propósito de Deus. Dentro desses pontos todos nós iremos passar por alguns
aspectos específicos, mas sempre a idéia é traçar uma panorâmica para que
então uma visão possa nos nortear. Creio que isso é realmente importante. Nós
poderemos dentro desse esqueleto, termos condição de enquadrar aqui muita
carne, vários aspectos específicos que nós pudermos observar depois no nosso
estudo particular da palavra, poderemos encaixar, debaixo do teto como temos
falado, desses grandes alicerces.
Os irmãos se lembram na reunião anterior, quando falamos sobre esse
aspecto Expiação, vamos continuar hoje, nós podíamos encaixar debaixo
desse teto, algumas doutrinas importantes que nós quase que nada iremos falar
delas, porque o motivo, o assunto não é esse, dentro desse tópico Expiação,
por exemplo, nós teremos que encaixar, dentro desse alicerce, a questão da
doutrina do pecado, que na reunião passada falamos muito de leve, mas
tocamos em alguma coisa. Nós teríamos que falar da doutrina da queda. A
Bíblia é muito clara e incisiva sobre a queda do homem, o quanto isso tem
uma implicação em tudo o que cremos, tudo o que confessamos, em tudo o
que pregamos. Se nós cremos, verdadeiramente, na queda do homem, então
nós cremos na inabilidade humana, nós cremos que o homem é incapaz,
porque ele caiu, ele perdeu completamente a sua relação de união com Deus.
Ele perdeu o propósito, ele perdeu a finalidade, ele perdeu a autoridade, ele
perdeu a posição de representante, embaixador, desde o Éden. Isso faz toda a
diferença na nossa visão do Evangelho, porque se nós não cremos na queda,
ou se a nossa visão da queda não é perfeita, nossa visão da Expiação não será
perfeita. Claro. Se nós precisamos apenas de um retoque, então o que o
Senhor Jesus realizou na cruz foi um retoque, mas se nós precisamos de uma
obra total, então o que o Senhor Jesus realizou na cruz foi total. Os irmãos
vejam como que essas coisas estão interligadas. São uma corrente de oito elos.
Nós não podemos tomar um elo sequer sem destruir a corrente. Precisamos de
os oitos elos, bem vistos, bem encaixados, bem relacionados.
Então nós estamos estudando este terceiro elo, já que o primeiro é a
Trindade, o segundo é a Encarnação, já passamos por ele em outra época.
Estamos no terceiro elo, a Expiação.
Na reunião anterior, só fazendo um panorama rápido, antes de entrar
como vamos fazer hoje no assunto Expiação, nós vimos um pouquinho do
pecado. Se o assunto é Expiação do pecado, então precisamos ver alguma
coisa do pecado. Então, mesmo que em linhas gerais, nós vimos na reunião
anterior, e me lembro que nós terminamos tocando em três aspectos marcantes
a respeito da visão Bíblica do pecado. Nós paramos aí na reunião anterior.
Nós falamos que o pecado nos trouxe três problemas extremamente graves, e
vamos então, a partir desse ponto, prosseguir hoje.
Primeiro o pecado nos trouxe culpa. Culpa. Irmãos, essa é uma
doutrina Bíblica clara, e é uma experiência humana universal. A nossa
experiência só vai confirmar a doutrina, como sempre. A culpa é uma
experiência universal. Nós nascemos culpados, nós nascemos com senso de
culpa e nada refresca essa culpa. A nossa prática, quem sabe, de boas obras, a
nossa educação, o atingirmos qualquer elemento de sucesso ou aprovação
social, seja o que for, não muda essa questão da culpa na consciência humana.
Culpa é uma experiência universal, porque o pecado nos alienou de Deus, e
trouxe a nós um senso de culpa que só um reatar com Deus pode nos livrar.
Esse reatar com Deus ele é dependente do assunto que nós vamos procurar
entrar mais um pouquinho, em detalhes hoje, o assunto Expiação. Somente
uma visão da Expiação, somente a nossa relação com o Senhor Jesus, esse
nosso salvador, esse que fez Expiação por nós, pode resolver o problema da
questão culpa, que é uma questão universal, é uma questão que atinge todos os
homens. As pessoas tentam lidar com essa questão de muitas formas
diferentes. Alguns se suicidam por causa da culpa. Outros tentam promover
boas obras por causa da culpa. Outros tentam fazer o que podem para serem
aceitos, seja socialmente, seja em que aspecto for, seja no seu próprio lar, por
causa da culpa. A culpa ela permeia a grande maioria das nossa atitudes, e a
grande maioria dos nossos relacionamentos. A culpa é um assunto não
resolvido, a não ser que nós vejamos bem a Cristo. Irmãos, se a culpa não é
um assunto bem resolvido, nós estamos vivendo uma vida infinitamente
aquém do que o Senhor planejou para nós, e consequentemente, gerando em
outros todas as conseqüências desse viver anormal, refletindo isso em outros.
Então a culpa é um assunto muito sério na palavra de Deus. Nós falamos na
reunião anterior, quando a Bíblia diz assim: A ira de Deus se revela do céu
contra toda a impiedade e paixão dos homens, que detém a verdade pela
injustiça.(Romanos 1:18 A ira de Deus se revela do céu contra toda
impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;)
Aquilo não é uma expressão figurada. Quando João no cap. 3 diz assim:
aquele que tem o Filho tem a vida, mas aquele que não tem o Filho, não tem a
vida. Na sua epístola e no seu evangelho João repete a mesma idéia com
palavras diferentes. No Evangelho ele diz que sobre ele - esse que não tem o
filho e que não tem a vida - sobre ele permanece a ira de Deus. Isso também
não é uma expressão figurada. É por causa da nossa alienação de Deus, e
consequentemente dessa culpa em nossa consciência, que nós experimentamos
esse resultado da ira de Deus em nosso coração, essa alienação: o fato de que
Deus para nós não é alguém, como pessoa, que dá prazer, naturalmente
falando. Deus é alguém que naturalmente falando, nos dá medo. Em alguns,
repulsa. .........tentam lidar com a culpa assim. Uma das maneiras de se lidar
com a culpa. Muito desse chamado ateísmo é resultado disso. Uma das
maneiras de lidar-se com a culpa, é negar Deus. Quem sabe negando Deus,
nós amenizamos a questão culpa. Mas irmãos, pobres dessas consciências,
porque há um outro elemento na consciência humana junto com a culpa, que
é a própria instilação da mão de Deus no fato dele ter criado o homem, e o
homem não consegue resolver a questão tão simplesmente assim: “eu nego
que Deus existe, isso é uma bobagem, nada disso significa nada, o homem é
uma questão de acaso, de evolução, seja lá do que for”, e então eu amenizo a
culpa, resolvo a culpa na minha consciência. É claro que isso não é possível.
Nenhum resolve a culpa, negando a existência de Deus. Então, quão
importante é tratarmos com a questão culpa!! E a Bíblia trata com a questão
culpa. Os irmãos vejam no próprio texto que nós lemos que essa questão é
abordada aqui com palavras diferentes, de uma forma ou de outra. Com
palavra pecados, com palavra transgressões, com palavras iniquidade. Então,
quando formos usar a simbologia mais tarde, para tentar entender, só
adiantando um pouquinho, quando Arão trás aquele bode, vivo, um bode era
morto, o outro ficava vivo. Os dois bodes. Os dois iam fazer a Expiação.
Figura é muito linda. Depois procuraremos entrar um pouco mais nos
detalhes. Quando Arão trás aquele bode vivo, os irmãos, vejam no texto, lá no
verso 20 e 21, mais ou menos desse texto, Arão coloca a sua mão sobre a
cabeça do bode, e confessa as iniqüidades, os pecados do povo de Israel,
sobre aquele bode. Aquele ato de colocar a mão sobre a cabeça daquele bode
vivo, esse ato de imposição de mãos, implica em transferência. Por isso ele
impunha as mãos e confessava. É claro irmão, que não havia virtude nenhuma
naquele animal. Era só um bode. Mas havia a promessa de Deus, através de
toda a simbologia, o assunto envolvido não é o bode, mas é a palavra de Deus,
e foi a palavra de Deus que ordenou que isso deveria ser feito assim. Essa
cerimônia toda, esse cerimonialismo todo, sangue daqui, o bode que vai ser
morto, para o sangue ser passado lá, o bode que vai ficar vivo para um homem
levá-lo para o deserto, o novilho que Arão trazia e fazia Expiação por ele, o
sangue no propiciatório, o sangue nos chifres do altar, muita cerimônia,
muitos detalhes, mas tudo falando de um assunto só, como sempre. Um tema
só. A Bíblia só tem um tema: o Senhor Jesus Cristo. Esse é o tema da Bíblia.
Sua gloriosa pessoa e sua gloriosa obra. Então, o que nós vemos lá em
Levítico 16, não poderia ser diferente. Aquele animalzinho é trazido, vivo, e
Arão confessa os pecados com a mão na cabeça daquele bode e isso significa
transferência. A idéia é que o Senhor queria comunicar àquele povo de Israel,
e claro, a nós por tipologia, é que um animal inocente deveria ser oferecido
no lugar do pecador, e somente uma vida inocente poderia agradar a Deus, que
nada que o homem pudesse fazer agradaria a Deus porque tudo o que procede
dessa fonte está contaminado. Os irmãos se não virem essa idéia central,
perdem todo o foco. Parece que Deus é sanguinário, parece que Deus é o deus
dos pagãos. Os pagãos é que faziam assim. Sacrifícios até humanos, para
aplacar o que eles chamavam “a ira dos deuses”. Isso não é o Deus da Bíblia.
A Bíblia é muito clara até no Velho Testamento, antes da revelação de Cristo
mesmo. Você se lembra do Salmo que Davi diz que se Deus se agradasse do
sangue de bodes, de touros e de animais, Ele trazido a Ele? Ele fala assim:
não basta todos os animais do campo para serem queimados, no altar de
oferenda a Ti. Ele fala assim: sacrifícios e ofertas não quiseste. Antes corpo
me preparaste. Então, eis aqui estou para fazer a Tua vontade. É claro que
essa tipologia, esse cerimonialismo todo, não satisfazia propriamente a Deus.
Não satisfazia, mas tipificava aquele que satisfaria a Deus: o Senhor Jesus.
Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Esse sim. Não foi assim
que João Batista anunciou? Mas antes que Ele viesse, todo aquele
cerimonialismo então apontava para Ele. E aquelas pessoas que praticavam
esse cerimonialismo? Elas eram salvas? Purificadas pelo sangue do touro ou
do bode, ou seja do que fosse? Também não. Elas eram santificadas,
purificadas pela obediência à ordenação de Deus, à palavra de Deus. Não
tinha virtude no sangue do bode. Não tinha virtude no sangue do touro. O
livro de Hebreus é tão claro não é? Isso promovia uma santificação, uma
purificação com relação à carne. Isso significa uma purificação cerimonial.
Mas havia virtude era na obediência à palavra de Deus que havia ordenado.
Era como se eles estivesse fazendo algo na expectativa de algo maior. Era
como um ensaio de núpcias. Não era o casamento real, era um ensaio. Era o
ensaio das núpcias, mas o ensaio das núpcias era feito para as núpcias. O
ensaio de núpcias, sem núpcias não tem valor. Aqueles noivos vão ensaiar a
entrada, como é que é faz isso, que hora que faz aquilo, porque tem as
núpcias. Isso é feito com vista às núpcias. Assim era todo o cerimonialismo
no Velho Testamento. Aquele era um ensaio que estava aguardando o noivo, e
por isso quando o noivo se revela João Batista usa essa expressão. Eis o
Cordeiro de Deus. Nenhum sacerdote ou sumo sacerdote falava isso para o
animalzinho. “Esse aqui é o Cordeiro de Deus, que vai ser oferecido pelo
povo”. Não!! Aquele era só um animal, figura do cordeiro. Nós falamos que
o Senhor Jesus se encarnou, João Batista disse: Eis o Cordeio de Deus que
tira o pecado do mundo. Então irmão, os três problemas básicos do pecado
que nós precisamos compreender muito bem, tem aplicação não só
doutrinária, mas profundamente experiencial para todos nós, é que o pecado
nos trouxe culpa em primeiro lugar. E nós precisamos como é que Deus
resolveu a culpa.
Depois, uma outra questão relacionada ao pecado, o pecado nos trouxe
escravidão. Ele não apenas gerou culpa. Culpa já seria um problema tão
grande. Já seria um assunto para vivermos mal durante toda a nossa vida, e
durante toda a eternidade. Culpa, porque nós somos culpados. Nós estamos
debaixo da ira de Deus. E o que é que pode solucionar essa questão? Nada,
senão Deus. Nada está à altura de Deus, senão Ele mesmo. Então culpa seria
um problema já muito grave, para agora e para toda a eternidade. Mas ainda
há um outro problema, o segundo, que o pecado nos trouxe: escravidão. Não
apenas culpa, mas escravidão. O pecado se assenhoreou de nós. Esse é um
outro ensino bíblico, claro. Quando os irmãos lêem Romanos 6 por exemplo,
Paulo está contrastando o que o Senhor Jesus fez na cruz, mostrando como
que nós fomos libertos, e então ele fala assim: “E o pecado agora não terá
domínio - lembra dessa palavrinha domínio? - sobre vós”. Por que é que ele
não terá mais domínio? Porque agora ele não está mais debaixo da lei, mas
sim da graça. Ele está mostrando o que Cristo fez. Então ele usa a palavra
domínio, mostrando que o pecado em Romanos 6, ele é um senhor. Não é
apenas questão do primeiro problema culpa. É mais grave. É questão do
Senhorio. Dois problemas gravíssimo. Pecado nos trouxe uma culpa
tremenda, um senso de separação, de insatisfação, de não aceitação, e nada
pode resolver isso. Nada. Nem boas obras, nem religião, nem cultura, nem
nada. Culpa. Depois escravidão. Domínio. O pecado nos dominou. Lembra
que Paulo fala em Romanos 7 assim: Eu até que quero fazer o bem. Até que
existe alguma coisa aqui dentro de mim que deseja, de alguma maneira, fazer
o bem. Porque quando o homem caiu, a imagem de Deus no homem foi
arruinada, mas ela não foi absolutamente destruída. Mesmo o homem pecador,
ele continua com um senso de que há um Deus, com um senso de que deve
responder a este Deus, com um senso de que este Deus é bom, de que Ele
não é bom, é mau, e então, quando nós lidamos com essa questão irmão,
embora tenhamos de alguma maneira um senso, mesmo de forma limitada, um
senso de bondade - Paulo fala que embora esse querer estivesse nele, não
estava nele o efetuar, miserável homem que eu sou – essa é a experiência
universal. O querer fazer o bem está em mim, mas não porém o efetuar. De
que é que adianta querer fazer o bem sem conseguir realmente fazer o bem?
Não adianta nada. Então Paulo dá aquele grito primeiro, de derrota, naquele
capítulo 7, quando ele fala “miserável homem que eu sou”. Quem vai me
livrar desse corpo do pecado? Tremendo grito de angústia, de agonia na
experiência espiritual. Imediatamente, na expressão seguinte, Paulo fala
assim: “Graças porém a Deus por Jesus Cristo, o nosso Senhor. Esse é o
caminho da libertação”. No Senhor Jesus foi tratada a culpa, no senhor Jesus
foi tratado o senhorio do pecado. Agora, o querer o bem está em mim, e o
efetuá-lo também. Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer quanto o
realizar, segundo a sua boa vontade. Não é assim que ele fala em Filipenses?
Então agora mudou: em Cristo. E para aqueles que são de Cristo, não para
todos nós. Não para aqueles que não crêem. Mas, para aqueles que vivem
uma vida de união com Cristo, para aqueles que foram salvos por Cristo. Para
aqueles que vivem em comunhão com Cristo. Não mais vivo eu, mas Cristo
vive em mim. Então agora, o querer o bem, e o efetuá-lo está em mim, por
meio de Cristo. Mas há ainda o terceiro problema para completar o quadro do
pecado. Como se não bastasse culpa, corrupção, aliás senhorio, domínio,
escravidão do pecado sobre nós, e agora nós temos esse terceiro problema,
corrupção. Grave demais a situação, não é irmão? Culpa na nossa
consciência, insolucionável, a não ser por Deus mesmo. Escravidão na nossa
vida. Não podemos controlar, não podemos dominar o pecado. Como se não
bastasse isso, corrupção. Terceiro problema do pecado. A Bíblia ensina que o
pecado não só gerou culpa na consciência, e domínio nos membros do nosso
corpo, mas o pecado corrompeu - isso significa um câncer - contaminou tudo
o que há dentro de nós e então a nossa mente é uma mente corrompida, nossa
vontade é uma vontade corrompida; nossos sentimentos são sentimentos
corrompidos; nossas afeições são afeições corrompidas. Tudo o que há em
nós é corrompido. O pecado então ele contaminou, ele contagiou. É como se
fosse uma virulência. Não só trouxe culpa na consciência, não só trouxe uma
escravidão, de tal forma que nós não conseguimos nos livrar das suas garras,
mas ele entrou por dentro, uma virulência, ele contagiou, ele contaminou.
Terrível quadro, sem esperança. Os irmãos lembram qual é a figura mais
chocante, no Velho Testamento a respeito do pecado? Lembram? É a
LEPRA. A lepra é a figura bíblica mais explícita sobre o pecado, na tipologia
do Velho Testamento. A lepra era uma doença sem cura, uma doença que
condenava a pessoa à exclusão social. Ele era obrigado por lei, o leproso, a
ficar fora completamente do convívio social. Se alguma pessoa se
aproximasse de um arraial, de uma casa de leproso, ele teria que vendo uma
pessoa de longe, gritar para ela que ele era imundo, para que aquela pessoa
não se aproximasse. Era isso que ele tinha que fazer. Uma pessoa
completamente excluída, alienada do convívio social. Isso foi o que o pecado
promoveu em nós. Alienação de Deus, alienação de nós mesmos, alienação
dos outros. Era o que a lepra fazia com o leproso. A lepra não era uma doença
que paralisava. Era uma doença que sempre prosseguia, contagiava,
degenerava e corrompia e a pessoa ia se desfigurando completamente. Uma
outra figura do pecado. Ele é progressivo, ele destroi, ele degenera, ele tira a
sensibilidade. A lepra é a melhor figura bíblica sobre o pecado, e no Velho
Testamento há então todo aquele processo de como Deus tratava a lepra. Os
irmãos se lembram. Figura da obra do Senhor Jesus na cruz. Então irmãos, o
Velho Testamento é muito lindo, porque com a luz do Novo Testamento, nós
vemos naqueles símbolos, em cada um deles, nos animais, no tabernáculo, na
figura da lepra como eu citei, tudo o que Deus estava anunciando o que Ele
faria em Cristo. Lembra que Paulo escreve para os romanos, ele fala assim
que Deus naqueles tempos de ignorância, no tempo do Velho Testamento,
Deus considerou impunes aqueles pecados que foram cometidos
anteriormente. Não diz que ele puniu um cordeirinho, puniu um bode, um
touro. Lá em Romanos 3. Ele fala assim que Deus considerou impunes. Ele
deixou impunes mesmo os pecados anteriormente, no tempo do Velho
Testamento, aqueles que foram cometidos. Por que? Porque quando viesse
Cristo - irmãos o sacrifício de Cristo não foi feito pelos apóstolos da sua
época - a morte de Cristo é a morte do Deus homem. E aquele sangue
derramado tem valor universal: para aqueles que esperavam em Cristo, antes
de Cristo, e aqueles que esperam em Cristo, depois de Cristo. O que é que
você acha que o Senhor Jesus quis dizer quando ele falou que Abraão, que
viveu dois mil anos antes de Cristo, dois mil, o que você acha o que o Senhor
Jesus quis dizer quando ele falou assim. Abraão viu o Meu dia e celebrou.
Coisa impressionante. Os judeus não entenderam nada e pensaram: Esse
homem é louco. Completamente louco. Ele não tem cinqüenta anos de idade,
e viu Abraão nosso pai que já viveu tem dois mil anos? O que é que esse
homem está falando? E o Senhor Jesus disse: Abraão viu o Meu dia e se
alegrou. Coisa impressionante. Aqueles homens, aqueles santos profetas do
Velho Testamento, eles viam que Deus iria prover uma redenção em um
salvador que viria. Falaram sobre Ele. Ele foi tipificado em todos aqueles
assuntos do Velho Testamento. Ele foi profetizado pelos profetas. Imagina
Isaías, naquele capítulo 53, falando sobre esse cordeiro. Isaías não deveria
estar entendendo nada sobre o que ele estava falando, porque ele não
profetizava para ele, como Pedro diz, mas ele profetizava para nós, nas coisas
que viriam sobre nós, na dispensação da plenitude dos tempos. Então ele
falou sobre esse cordeiro mudo que era levado perante os seus tosquiadores,
que não abria a sua boca, que foi considerado aflito, oprimido de Deus, e
levou sobre si as nossas iniqüidades. Olhe o que é que Isaías fala tanto tempo
antes do Senhor Jesus. Não é? Porque essa idéia de Expiação ela corre
como um fiozinho de prata, já que prata na Bíblia é um símbolo da Expiação.
Então a Expiação ela corre assim irmão, como um fio de prata por toda a
Bíblia. Muito lindo.
Deixem-me citar um pouco dessa corrente para os irmãos aqui. Essa
corrente começa em Gênesis e termina em Apocalipse, esse nosso terceiro elo
aí, Expiação. A Expiação começa em Gênesis e termina em Apocalipse. Lá
em Gênesis 3, você começa a ver a Expiação. Antes não porque antes, o
homem não havia caído. Nem no capítulo 1, nem no 2. No capítulo 3 de
Gênesis, nós temos a queda do homem, e se o homem caiu, o homem tem
necessidade de Expiação, porque ele não pode resolver o problema. Ele não
pode resolver o problema da culpa, nem da escravidão, nem da corrupção. Ele
está dominado pelo pecado. O assunto do pecado tomou conta dele, e então
não adianta fazer folhas de figueira para tentar cobrir a sua nudez. Aquilo é
paliativo. Desde Gênesis 3, quando o pecado aparece, a idéia de Expiação
aparece, e é claro que na mente, no conselho eterno de Deus, esse cordeiro,
Senhor Jesus, no plano eterno de Deus, ele já havia sido imolado desde a
fundação do mundo, porque Deus não está limitado no tempo. Deus é eterno.
A mente de Deus é eterna. Ele conhece o fim antes do começo, mas, no que
concerne à história, a idéia de Expiação aparece a primeira vez em Gênesis 3.
Lá no verso 21 se não me engano. Gênesis 3 21, que diz assim: Deus fez.
Veja que não é Adão. Pode ter sido até, talvez, através das mãos de Adão. O
versículo 21 de Gênesis é muito claro. Fez Deus vestimenta de pele para Adão
e a sua mulher e os vestiu. A primeira vez que a idéia de Expiação aparece na
Bíblia. Então o cordeiro ali ele está anunciado. Deus vestiu o homem com
aquela pele. Depois a gente vai para Êxodo. Os irmãos vão ver que é um passo
sempre avante, porque há um progresso na revelação de Deus em todos os
assuntos. O assunto da Expiação não é diferente. Em todos os assuntos há
progresso de revelação. Então em Gênesis há uma vestimenta que Deus veste
aquele primeiro casal, e em Êxodo há mais. Em Êxodo há um cordeiro.
Lembra? Que é morto lá no Egito e Egito é uma figura do mundo. Faraó é
uma figura do diabo. Aquele ambiente de pecado, de escravidão. O povo
estava ali, e nunca podia sair dali. Era um povo absolutamente escravizado,
mas algo acontece ali. Deus vai livrá-los. Vai livrá-los como? Ele não manda
Moisés e fala: Moisés chega lá e fala para o povo: Eu Sou o que Sou. Eu vim
aqui buscar o meu povo e faraó sai da frente que eu estou carregando todo
mundo. Não foi bem assim. Ele foi julgando o Egito com aquelas pragas, os
irmãos se lembram, e quando chegou naquele ápice final, Ele ia fazer algo
que marcasse o povo com esse assunto Expiação. Olhe como esse assunto
Expiação é importante. Você não acha que Deus poderia carregar o povo do
Egito do jeito que Ele quisesse? Não podia? Claro que Ele podia. Quem
que ia impedir Deus? Mas Ele não ia fazer de qualquer maneira. Quando ele
tratou com o seu povo no Novo Testamento, ele também não tratou de
qualquer maneira. Ele também não se achegou a eles de qualquer maneira.
Para nos achegar a ele, foi preciso fazer algo. A cruz precisou acontecer, o
sangue precisou ser derramado, porque Deus é Luz, no qual não há treva
nenhuma e nós, somos trevas, na qual não há luz nenhuma. Trevas e luz não
ficam juntas no mesmo ambiente. Então, para que Deus pudesse aproximar a
nós, igreja Dele, o Senhor Jesus tinha que ser oferecido na cruz do calvário.
O seu sangue. E como esse é um fato eterno, então desde o Velho
Testamento, aquele ensaio de núpcias está acontecendo. Tudo o que o Senhor
está falando aqui, tem em vista aquele grande dia aqui. O dia da revelação de
Cristo, da obra de Cristo, da morte de Cristo. Então, o que é que aconteceu em
Êxodo? Quando chegou na noite em que o povo ia sair do Egito, o Senhor
falou: Agora cada família do povo de Israel vai tomar um cordeiro. Para que
fazer isso? Podia sair sem esse cordeiro, podia sair sem esse sangue. Não
podia? Deus está com eles da mesma forma, se olhássemos apenas o lado do
seu poder. Mas, nós temos que ver o lado da sua santidade. Ele não podia sair
com esse povo de qualquer maneira. De novo, uma vida inocente tinha que ser
derramada. Então, naquela Noite do Senhor, descrita lá em Gênesis 12,
Moisés diz assim para o povo: Essa será a noite do Senhor. Então eles
tomavam aquele animalzinho, colhiam o sangue na bacia, passavam do lado
de fora da porta, para que o Senhor visse aquele sangue e passasse por cima do
povo de Israel. De novo, Expiação, não é? Agora a idéia está mais
elaborada. Agora não é Deus vestindo aquele casal com peles. Agora tem a
idéia do sangue, a idéia do sangue pelo lado de fora da porta. Uma idéia
importante. Não tinha isso no Éden. Tem isso lá no Egito. Sangue do lado de
fora, porque não é para que o povo visse em primeiro lugar do lado de dentro,
mas que Deus visse do lado de fora. Não é? Porque o sangue era para Deus
em primeiro lugar, para que Deus ficasse satisfeito. O sangue do cordeiro,
tipológico. É claro que somente o sangue de Cristo, o próprio Deus encarnado
poderia satisfazer Deus. Aquilo ainda era uma tipologia. E depois então,
quando a gente vai nos profetas, a gente vê um passo a mais. Lá em Êxodo era
um animal. Os profetas, quando começam a falar do cordeiro, nós vemos que
não é um animal, porque por exemplo Isaías, o texto que eu citei, 53, Isaías
não fala de um animal. Fala de uma pessoa. Não é um avanço? Mais um
avanço? Isaías chama essa pessoa de cordeiro. Coloca a idéia e do animal e da
pessoa, juntas. Esse cordeiro que lá no Éden foi para pronunciado, lá no Egito
foi tipificado, esse cordeiro é uma pessoa. Isaías 53. Então ele diz: é um
cordeiro mudo perante o seus tosquiadores. É um cordeiro, que Deus fará
com que as nossas iniquidades caiam sobre Ele. Ele é o servo do Senhor. Ele é
o justo. E com a sua oferta Ele justificará a muitos. Ele verá o penoso
trabalho da sua alma. Veja só. Não é um animal. É uma pessoa. Sua alma vai
fazer um trabalho. Ele vai ficar satisfeito com esse trabalho. Os irmãos estão
vendo? Mais um progresso na revelação. Agora não é uma animal. É uma
pessoa, um cordeiro. Então nós temos um cordeiro anunciado no Éden, um
cordeiro tipificado no Egito, um cordeiro profetizado ali pelos profetas e
depois um cordeiro agora encarnado. Agora o cordeiro vem como Homem,
encarnado, e aí João Batista diz; Eis o cordeiro de Deus. E depois Ele vive
aqui três anos e meio, revelando a sua pessoa, a pessoa do Pai, a obra que Ele
iria fazer, falando da cruz, três vezes para os discípulos: vou para Jerusalém. O
Filho do Homem vai ser morto, vai ressuscitar, e no final dos evangelhos nós
vemos esse mesmo cordeiro crucificado, a mesma idéia da Expiação, passando
por toda a Bíblia, cordeiro crucificado. E depois no comecinho de Atos, o
Cordeio ascenso. O cordeiro ressuscitou. Foi ascenso, e depois lá no
Apocalipse, o passo final: cordeiro foi entronizado. Lá em Apocalipse 4 e 5,
quando João tem aquela visão. Lembra? Ele diz assim: Vi no meio do trono
um cordeiro como que recentemente imolado. Então a idéia da Expiação ela
corre como um fio de prata por toda a Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse e por
isso ela é importante. Quando a gente então entra nessa assunto aqui em
Levítico 16 - queria começar a fazer isso hoje e terminar Domingo - os
irmãos vão ver porque nós selecionamos esse texto. Na tipologia talvez seja
um texto mais importante sobre a Expiação. O próprio dia leva esse nome.
Esse dia é chamado: dia da Expiação. Os irmãos observem que vamos
começar a ver aqui alguns detalhes, observem que no versículo 17 diz assim:
17 Nenhum homem estará na tenda da congregação quando ele (Arão o
sumo sacerdote) entrar para fazer(olhe essa palavrinha aqui) propiciação no
santuário, até que ele saia depois de feita a Expiação (primeiro detalhe
importante) por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de
Israel. Essas duas palavras contém a mesma idéia. É claro. O versículo aqui
está muito evidente isso. O que é que Arão vai fazer? Ele vai fazer
propiciação ou vai fazer Expiação? Aí está dizendo que ele vai fazer os dois
e que as duas coisas são a mesma coisa. Ele vai entrar lá e fazer uma única
coisa, que é Expiação ou propiciação. Então a primeira coisa a ver é que essas
palavras são intercambiáveis. A mesma idéia. Ela significa, em primeiro lugar,
TIRAR A CULPA, REMOVER A CULPA, DESVIAR A IRA. É o primeiro
sentido dessa palavra Expiação ou propiciação. Existe uma tradução grega do
Velho Testamento que é claro, no original é hebraico. Essa versão é chamada
“dos setenta” ou Septuaginta. Nessa versão a palavra propiciação, é a palavra
usada no grego para traduzir essa palavrinha Expiação do hebraico. Essa
palavra “ilasterion”. (2433 ilaskomai hilaskomai )Talvez Domingo a gente
fale um pouco dessa palavra, o conteúdo dela, a beleza dela, a profundidade
dela. Ilasterion. Fala do propiciatório, desse acento de misericórdia, onde era
feita a propiciação. A idéia então, é a mesma. É importante os irmãos
guardarem isso, porque no Novo Testamento, nós não vamos encontrar a
palavra Expiação. Os irmãos vão encontrar a palavra propiciação. Domingo a
gente entra um pouco mais nesses detalhes. João quando escreve a sua
epístola ele fala. Nós temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, e Ele é a
propiciação pelos nossos pecados. É essa idéia. Propiciação, Expiação são a
mesma coisa.
Agora, o que é que precisamos ver de importante então, em
relação com esse assunto do cap. 16 de Levítico? Vamos por partes aqui,
irmãos. Versículo 29, primeiro. 29 ¶ Isso vos será por estatuto perpétuo: no
sétimo mês(o mesmo mês daquela última festa do povo de Israel que eles
celebravam a festa dos Tabernáculos), aos dez dias do mês, afligireis a vossa
alma e nenhuma obra fareis, nem o natural nem o estrangeiro que peregrina
entre vós. Primeira coisa que nós então precisamos compreender: o dia da
Expiação era um dia único no calendário do povo de Israel. Irmãos, só esse
fato já é assombroso, porque mostra o que é que Deus queria marcar na mente,
na visão, na memória do povo de Israel de uma forma indelével, uma forma
irremovível. Era para ficar marcado como ferro na carne. Era esse dia. O dia
da Expiação. Por muitos motivos ele é singular. Talvez o maior motivo,
seria que naquele dia então especial desse calendário, um dia por ano só, o
décimo dia do sétimo mês, o Sumo Sacerdote, que era representante do povo,
ele ia entrar em uma comunhão face a face com Deus. Ele não tinha direito de
fazer isso outros dias. Irmão, todo o livro de Hebreus, que se o Senhor
permitir, na próxima reunião, nós vamos ver à luz de Hebreus, sobre esse
texto de Levítico, hoje nós vamos olhar um pouco a simbologia, em outra
reunião a realidade, no Domingo que vem, mas quando os irmãos forem ver
Hebreus, os irmãos vão ver que todo esse livro é baseado nessa idéia. O livro
de Hebreus tem esse pano de fundo. O assunto de Hebreus é Expiação. O
assunto de Hebreus é que Cristo é o nosso Sumo Sacerdote. Aliás, esse título
dado a Cristo, só aparece no livro de Hebreus. Nenhum escritor do Novo
Testamento, nem Paulo, nem Pedro, nenhum deles, nem Tiago, nem Judas,
nem ninguém, falou sobre o Senhor Jesus como Sumo Sacerdote. Só o autor
de Hebreus. Essa idéia exclusiva de Deus, Ele é o nosso Sumo Sacerdote e
todo o livro de Hebreus foi escrito como para lançar luz sobre esse Levítico
16. Na verdade, outros aspectos do Livro de Levítico, mas essencialmente
esse capítulo 16. O Senhor Jesus é quem é o Cordeiro. O Senhor Jesus é
quem fez Expiação. O Senhor Jesus é quem entrou além do véu. Os irmãos
veja que Arão levava o sangue além do véu. Os irmãos leram o texto. Então
o livro de Hebreus vai dizer que o Senhor Jesus é quem entrou além do véu.
Ele abriu esse caminho pelo seu próprio sangue. Arão oferecia aquela
vitimazinha. Arão era o sumo sacerdote, a vítima era o animal. Quando você
lê no livro de Hebreus, você vê que Jesus é os dois. Jesus é tanto o Sumo
Sacerdote que Arão era um tipo, quanto é o cordeiro, o animal que foi
imolado, a vítima. Ele é o sacrificador e Ele é o sacrifício. Ele é aquele que
fez a oferta, e Ele próprio é a oferta. Idéia tremenda do livro de Hebreus. Isso
não podia acontecer na tipologia, de maneira nenhuma. Ou a pessoa é o
ofertante, ou ela é a oferta. O livro de Hebreus mostra que Jesus era os dois.
Ele é tanto o ofertante, aquele que ofereceu a Deus o perfeito sacrifício, que é
Ele mesmo. Que outro sacrifício Ele poderia oferecer a Deus senão Ele
mesmo, a própria vida Dele? Então Ele é o Sacerdote e Ele é o Cordeiro,
tipificado aqui por duas entidades diferentes. Então a primeira idéia
importante desse dia da Expiação, é que ele era um dia singular.
A expressão do verso 29, ela é muito significativa. Metade do verso 29
aí. Nenhuma obra fareis. Irmãos. Estão vendo aqui o que o Senhor quer
gravar na mente do povo? Irmãos. Nem sacerdote podia operar naquele dia.
Muito menos o povo. Nenhuma obra fareis. Aquele sumo sacerdote, não os
sacerdotes comuns. Tinham muitos sacerdotes, mas tinha só um sumo
sacerdote. Era uma linhagem. Quando morria um, o filho dele o sucedia, e
assim ia. Um só era o sumo sacerdote. Naquele dia nem o povo e nem
sacerdote nenhum fazia obra nenhuma. Era um dia em que tudo tinha que
parar, tinham que observar uma única pessoa fazer uma única obra. Os irmãos
estão vendo quão importante é essa idéia?

E ressuscitaram, satisfez a Deus. Essa foi a visão de João, no Apocalipse. Os


irmãos vejam aqueles seres viventes, aqueles anciãos, adorando em torno do
Cordeiro dizendo assim: Tu és digno porque compraste para Deus com o seu
sangue. Aquele que procede de toda tribo, língua e nação. É uma
contemplação daquele que fez uma obra. Irmãos, é por aí que a nossa vida
cristã começa. Essa idéia de “nenhuma obra fareis”, ela é muito importante.
A nossa vida de segurança, a nossa vida de descanso, no Cordeiro de Deus, a
nossa vida que honra a Deus com esse descanso, com essa segurança, ela não
começa a não ser que vejamos a profundidade dessa obra. Irmão. Pense com
você mesmo diante do Senhor. O que na sua vida pleiteia contra essa
expressão “nenhuma obra fareis”? Tudo o que decorre da nossa relação com
Deus, vem resultado da nossa compreensão desse fato aqui. Cristo se ofereceu
por mim e eu fui completamente aceito. Todo o erro que decorre da nossa vida
cristã, tem por base a má compreensão dessa verdade. Quanto tempo você
passou ou ainda está passando, lutando com Deus para ser aceito? Quanto
tempo você passou ou quem sabe está passando, pleiteando com Deus para
quem sabe, produzir diante dele, um saldo maior na tua relação com Ele?
Todo distúrbio na nossa vida cristã, tem como base a má compreensão dessa
primeira grande verdade que o dia da Expiação anuncia. O Senhor Jesus
ofereceu uma única oferta, como diz o livro de Hebreus, e com uma única
oferta Ele aperfeiçoou para sempre, aqueles que hoje estão sendo
santificados. Estamos no processo, estamos sendo santificados, mas esse é um
outro assunto. O assunto do dia da Expiação, não é santificação. O assunto
do dia da Expiação é que esse sangue foi derramado, para que nós, o quarto
elo da corrente, que a gente vai falar aí mais tarde nos estudos, nós fôssemos
justificados. A Expiação é a base do próximo passo que vem aí naqueles oito
alicerces: Justificação. Sem a Expiação não poderia haver a Justificação.
Deus vai nos justificar baseados no quê? No que que Ele vai nos justificar?
Baseado no quê? Nas nossas obras? Na nossa boa vontade? Em nosso desejo
por Ele? Nem sequer temos isso, naturalmente falando. Baseado no que que
Deus pode nos justificar? No fato de que nós somos melhores que os outros?
Será? A Bíblia diz: todos pecaram e destituídos da glória de Deus. Então
baseado no quê Deus pode nos considerar justos? Nos justificar. Baseado na
nossa fé no sangue precioso do Cordeiro derramado. Expiação. Então os
irmãos vejam que tudo o que decorre da vida cristã, tem por base uma má
compreensão desse fundamento. Irmãos, nós podemos orar de forma errada,
ler a palavra de forma errada, reunir de forma errada, nos relacionar de forma
errada, fazer tudo de forma errada, por causa da nossa má compreensão dessa
verdade. Nenhuma obra servil fareis. Tudo parado. Outro detalhe
impressionante. Quais eram as vestes do sumo sacerdote? São detalhes ricos
nesse capítulo, todos eles. As vestes do sumo sacerdote, os irmãos conhecem
muito bem. Era uma veste que era uma parefernalha. Cores de tudo o quanto
é jeito. A roupa dele tinha azul, púrpura, carmesim, tipificava os ministérios
de Cristo como sacerdote, rei. Tinha o linho fino retorcido, misturado com
tudo isso. Tinha uma mitra da cabeça com uma lâmina de ouro, escrito
Santidade ao Senhor. Era uma veste toda paramentada e multicolorida. Era a
veste do sumo sacerdote. Agora veja um detalhe. Não era com essas vestes
que ele entrava no Santo dos Santos no dia da Expiação. Não é impressionante
irmãos? Ele usava essa veste o ano inteiro. Se você olhasse para aquela
figura: “Aquele lá é o sumo sacerdote”. Ele era diferente de todo mundo.
Aquelas vestes toda colorida, tipificando os ministérios de Cristo, aquela mitra
na cabeça, mas o dia em que ele entrava no Santo dos Santos, no dia da
Expiação ele não usava essas vestes. Esse é um detalhe impressionante e
importante. Se você ler o verso 4 está muito claro. E depois se você ler o
verso 24, você vai ver igualmente claro, quando mostra quando aquele bode é
levado para o deserto, Arão vem para dentro da tenda da congregação - verso
23 - e no 24 fala assim: ele banha o seu corpo com água, banho geral mesmo,
em água no lugar santo e olhe agora: e porá as suas vestes. Agora são as
vestes que ele usa, as coloridas. Agora ele vai por, porque aquela que ele usou,
olhe lá no verso 23, depois Arão virá à tenda da congregação e despirá as
vestes de linho, que havia usado quando entrara no santuário. Está muito
claro, no verso 23, está vendo? Ele tira toda aquela colorida, aquela que
tipificava os ministérios de Cristo e ele veste uma que está descrita no verso 4.
Como que é essa veste que ele vestia no verso 4? Olhe aí. 4 Vestirá ele a
túnica de linho, sagrada, terá as calças de linho sobre a pele, cingir-se-á com
o cinto de linho e se cobrirá com a mitra de linho; são estas as vestes
sagradas. Banhará o seu corpo em água e, então, as vestirá. Túnica de linho,
calça de linho, cinto de linho, mitra de linho. Quatro elementos só. Os irmãos
estão vendo que não é aquele homem plenamente manifestado nos seus
ofícios, no seu ministério sumo sacerdotal? Mas agora há um homem despido
de tudo aquilo e vestido só com linho. Um detalhe impressionante. Por que?
O linho fino, branco, puro, na Bíblia tem uma figura só, um símbolo só:
Justiça de Deus. A Justiça de Deus. Era com essas vestes que ele entrava.
Irmão. Que coisa impressionante. Imagina aquele homem todo branquinho,
com essas vestes e entrando no Santo dos Santos. Todos os trezentos e
sessenta e quatro dias do ano ele vestia aquela veste, aquela parafernália toda,
mas no dia da Expiação era aquela roupa branquinha, como você está vendo
aí. Quatro itens, inclusive a mitra, de linho. Então, com aquela roupa ele
entrava no Santo dos Santos. Aquilo significa perfeita justiça. A gente vai ver
no Domingo no livro de Hebreus que coisa linda, quando o livro de Hebreus
lança luz sobre isso no cap. 7 de Hebreus. Cap. 7 diz assim que “nos convinha
um sumo sacerdote assim como esse”. Olha o livro de Hebreus lançando luz
sobre Levítico. Nos convinha. Hebreus 7:26 e 27. Nos convinha um sumo
sacerdote assim como esse. Esse Cristo. Está falando de Cristo, Santo,
inculpável, ou sem mácula. Está vendo porque Arão entrava lá todo
branquinho? Inculpável, Santo, sem mácula. Separado dos pecadores e feito
mais alto do que os céus. E aí o autor de Hebreus diz assim: um sumo
sacerdote tal que não tem necessidade de oferecer sacrifícios por si mesmo.
Arão fazia isso. Se você olhar aqui nos versos 11 a 14, Arão está oferecendo
sacrifício por ele mesmo. Por que? Porque ele não é o cordeiro de Deus,
porque ele não é o Senhor Jesus, porque ele não é sem pecado. Arão era um
pobre e miserável pecador, como qualquer um de nós. Então primeiro ele
oferece sacrifício por ele, para que depois ele, coberto com esse sangue,
mesmo que tipologicamente, ele pudesse oferecer sacrifício pelo povo. Os
irmãos vêem a ordem? Como que Deus poderia aceitar da mão de Arão um
sacrifício pelo povo? Arão era um pecador, e então, para que Arão pudesse
representar o povo todo, ele próprio deveria estar coberto pelo sangue. Não é
lindo irmãos!! Você vê que Arão não tem suficiência nenhuma para oferecer
nada a Deus, assim como homem nenhum. Se o sumo sacerdote não tem,
quem tem? Então Arão tinha que oferecer por ele mesmo e pela sua casa.
Olhe lá o verso 11. Arão fará chegar o novilho da sua oferta pelo pecado. Ele
fará Expiação por si, pela sua casa. Mas aí, quando você vê em Hebreus o
texto que eu citei, a gente vai ver na outra reunião, o Senhor Jesus não é
assim. Ele é santo, inculpável, separado dos pecadores, ele não tem
necessidade de oferecer sacrifício por Ele, porque Ele é perfeito, e Ele então
penetrou os céus. Então você vai ver o tempo todo livro de Hebreus lançando
luz aí nessa tipologia. Então guarde essa primeira idéia importante. Arão,
ele tira todas aquelas roupas coloridas. Ele veste uma roupa branca de linho
fino, puro, branco, Justiça de Deus. E ele entra então ali nos Santo dos Santos.
Todo sacerdote param. Ninguém faz nada. “Nenhuma obra fareis”. O Senhor
disse que se alguém nesse dia fizesse alguma coisa seria exterminado do meio
do povo. Só Arão poderia oficiar, porque era uma figura de Cristo. Irmão não
há nenhuma obra que nós poderíamos fazer para acertar a questão de culpa na
nossa consciência. Nenhuma obra para nos livrar do domínio. São as questões
do pecado. Nenhuma obra nos livraria do domínio do pecado. Nenhuma obra
nos livraria da corrupção do pecado. Irmão. Você está claro sobre isso? Está,
suficientemente claro? Nenhuma obra sua te livraria da culpa. Nenhuma
obra sua te livra do domínio do pecado. Sabe o que é que a religião faz? O
mestre da religião é o demônio, é satanás. Ele usa a religião como um fole,
para soprar dentro do homem, inflar o homem, para tentar produzir nele, uma
justiça própria. Então, o que é que eu devo fazer? Eu estou com problema
com Deus. Eu tenho culpa na minha consciência. Estou com problema na
minha vida. Tem pecado. Quero fazer o bem, mas não consigo fazer o bem. E
tudo o que eu toco eu contamino, eu destruo. E eu não consigo resolver isso. O
que é que eu faço? A religião vai te ajudar. Você deve freqüentar reuniões
tantas vezes por semana, deve dar as suas ofertas, deve fazer esse ou aquele
ritual, você deve se penitenciar, e etc, etc, etc. Obras mortas. Livro de
Hebreus usa essa expressão. Obras mortas, porque nenhuma obra fareis. Nós
não podemos fazer nenhuma obra para resolver nenhum desses três assuntos.
Nossa culpa foi tratada na cruz de Cristo pela morte Santo, puro e perfeito
cordeiro de Deus. A nossa escravidão ao pecado, tratada lá da mesma forma.
O pecado não terá domínio sobre vós, porque não está debaixo da lei e sim da
graça. E a corrupção do pecado, tratada lá também, porque aqueles que estão
em Cristo, são uma nova criatura. As coisas velhas já passaram, tudo se fez
novo. Não vivo eu, mas Cristo vive em mim. Cristo está sendo formado em
nós, à medida em que nós andamos em relação com Ele, em comunhão, pelo
espírito, pela palavra. Cristo está sendo formado em nós. Então os três
assuntos estão resolvidos. Culpa, domínio e corrupção, através de uma obra
só. É o que o livro de Hebreus diz: Hebreus 10:14 Porque, com uma única
oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados. Irmãos.
Nós precisamos chover muito nesse molhado. Muito. Parece que você vem
ouvindo essas verdades há vinte anos. Talvez alguns aqui há trinta anos. Eu
mesmo venho tendo contato com essas verdades a vinte e cinco anos. Mas será
que é o suficiente? Será que a minha própria vida, o meu coração, a minha
vontade, minha mente, as minhas emoções, minha consciência tem desfrutado
pleno descanso nessa verdade? Cristo se ofereceu por mim. Sabe o que alguns
dentro do cristianismo dizem? Dizem que essa verdade é perigosa. Sabe por
que é que é perigosa? Porque se realmente você ver assim, que Cristo fez
tudo, que Ele realmente perdoou todos os seus pecados, que você não
contribuiu com uma fagulha de obra alguma, tudo com o que você poderia
contribuir era contaminado, era sujo aos olhos de Deus, porque qualquer fruto
que procede de uma árvore má, é mau. E a nossa árvore era má. A Bíblia diz
que de dentro do coração do homem é que procede um monte de fruto.
Furtos, impureza, maldades, lascívia, dolo, loucura, não é? A árvore é má,
pois só produz mau fruto. Então nós não podíamos fazer nada com relação a
esse assunto na nossa relação com Deus. Então será que nós temos
compreendidos suficientemente o que Cristo fez? Será que nós temos pelejado
com Deus para nos sentirmos mais aceitos, de alguma forma? Quando nós
pecamos, o que é que nós fazemos? Nós corremos de Cristo, ou corremos
para Cristo? Depende da nossa visão de Expiação. Se nós cremos que Cristo
morreu por todos os nossos pecados, então quando nós pecamos nós corremos
para Cristo. Agora, se nós cremos que a nossa relação com Cristo é
condicional e que quando nós pecamos nós corremos o risco de perdemos a
salvação, quando nós pecamos nós vamos tentar resolver o problema dos
nossos pecados por nós mesmos, para chegarmos diante de Cristo e falarmos:
“Olhe aí Senhor. Foi o melhor que eu pude resolver, para acertar a situação.
Agora estou eu aqui de novo.” Então as pessoas, muitas, entendem que ver a
graça como ela é na Bíblia, nós temos que chegar nesse assunto com cuidado,
porque isso poderia levar os cristãos à leviandade. “Mas então tudo está feito
assim? Então eu posso viver uma vida assim”. Irmão, ninguém que tenha
visto a graça, de verdade, vive de outro modo que não seja para agradar a
Deus. Isso é um princípio Bíblico. A Bíblia diz assim: Quanto mais se
perdoa, mais ama. Aquele a quem muito se perdoa, muito ama. Então,
quanto mais claro nós estamos sobre a visão da cruz, mais nós queremos
agradar a Deus, mais nós amamos a Deus, mais nós andamos perto Dele. Não
se deixe enganar. Se essa luta na sua vida não está resolvida, você vai dar
maus passos na vida cristã. Agora, se esse assunto está resolvido, você vai
começar a caminhada de uma maneira que satisfaz a Deus. O assunto
envolvido não é mais aceitação. Você sabe que o seu coração ainda é mau,
ainda há coisas na sua vida que ainda devem ser mudadas. Quanto de Cristo
você ainda precisa? Esse é um outro assunto. Esse é um assunto santificação,
mas você sabe que você é Dele e nada o separará do amor Dele. Você sabe
que é Ele quem cuida da sua vida, e somente Ele, que Ele é quem disciplina a
sua vida, e somente Ele. Que Ele não dependurou você em uma linha e te
ficou balançando entre o céu e o inferno. Céu e inferno. Quando você não está
com as motivações muito boas, Ele põe do lado do inferno para você sentir o
calorzinho. Quando você melhora as suas motivações Ele ter puxa para o lado
do céu, para você sentir o bem estar. Você está balançando por um fio.
Cuidado como você anda. Isso não é a visão bíblica. Visão Bíblica é que
Cristo se ofereceu uma única vez pelos pecados. O justo pelos injustos, para
nos conduzir a Deus. Eu lhes dou a vida eterna. Jamais perecerão e ninguém
lhes arrebatará da minha mão. Então irmão, se nós não temos clareza com
relação a esse ponto focal do dia da Expiação, nós nos perdemos em todas as
outras verdades. Um último ponto que eu quero colocar para os irmãos. No
Domingo a gente continua. Vamos falar um pouco sobre esses...
Abra a sua bíblia em Ezequiel, cap. 44. Deixem-me dar um detalhe
aqui para os irmãos, a respeito desse serviço do sumo sacerdote, bem rápido
para nós terminarmos. Domingo se o Senhor permitir, nós vamos ler alguns
versículos de Hebreus, procurar lançar mais luz sobre esse dia da Expiação,
para compreender melhor. Principalmente aquela questão dos dois bodes. É
um detalhe que não se pode passar por alto ali, dentro dessa visão de
Expiação. Por que dois bodes? Por que era tão singular assim? Um bode
morto e outro bode para o deserto. Lá diz que os dois faziam uma única obra.
Os dois eram apresentados juntos. Os dois bodes juntos. O Senhor quer nos
falar algo duplo, a respeito da Expiação. Primeiro a base dela, o meio dela, e
depois o resultado dela. A gente vê isso depois na próxima reunião. Mas só
um pequeno detalhe sobre o sumo sacerdote, que é o que a gente tem falado
aqui. Arão vestindo aquelas vestes de linho, entrando só com elas no dia da
Expiação, mais nada, tipificando aquela perfeita Justiça de Cristo. Mas olhe o
capítulo 44 de Ezequiel. Verso 17 e 18. Como eu disse são muitos detalhes e
a gente vai ter mais um que não aparece lá em Levítico e nos livros da Lei. 17
¶ E será que, quando entrarem (ele está falando dos sacerdotes) pelas portas
do átrio interior, usarão vestes de linho (mesma coisa que nós vimos lá); não
se porá lã sobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, dentro do
templo. Tiaras de linho lhes estarão sobre a cabeça, e calções de linho sobre
as coxas(mesma coisa que em Levítico 16:4. Há porém, um detalhe aqui que
não está lá - por isso que diz para eles não usarem lã); não se cingirão a
ponto de lhes vir suor. O que é que os irmãos acham desse detalhe? Está
ordenado ao sumo sacerdote, que ele não deveria suar quando ele estivesse
oferecendo esse sacrifício no dia da Expiação. Por isso ele ia usar roupas de
linho, e só roupas de linho, que são fresquinhas, que são absorventes, não
usariam lã - lã é muito quente – e então ele não deveria derramar suor quando
ele estivesse oferecendo aquele sacrifício. Por que? Porque ali não tinha nada
da obra do sumo sacerdote. Ali não tinha nada de Arão. Ali não era Arão
fazendo uma obra dificultosa para produzir algo. Ali era Arão simplesmente
como símbolo. Era Arão simplesmente como um tipo. Ele não podia suar,
porque não era obra de Arão. Que linda figura. Arão estava ali apenas como
tipo de alguém maior do que ele, muito maior do que ele. Cristo, que ofereceu
então aquela oferta perfeita a Deus, pela qual nós fomos justificados. Não
deveria suar. No Livro de Levítico 16: “nenhuma obra servil fareis” Tudo
parava. Até os sacerdotes. Eles ficavam contemplando aquele homem entrar
no Santo dos Santos. Sabe o que ele fazia? Ele degolava o animal quando ele
oferecia por ele mesmo, a oferta - vou colocar só o quadro para a gente
continuar Domingo - ele matava o animal, degolava, ou seja, cortava o
pescoço, para facilitar extrair um pouco do sangue que era derramado nas
pontas dos chifres do altar do holocausto, o altar de bronze que estava lá fora,
aquele primeiro móvel – os irmãos que conhecem o tabernáculo sabem,
molhava as quatro pontas do chifre, a parte mais alta, as quatro pontas. Qual
que é a simbologia disso? O sangue é para Deus. A parte mais alta. Deus é que
deveria ver o sangue. Quando aquele animal foi morto no Egito, lembra o que
o Senhor falou? Passe o sangue do lado de fora da porta. “Quando Eu vir o
sangue, passarei por cima de vós”. A questão era Deus ver o sangue. Não era
o pai de família ver o sangue. A questão é Eu vir o sangue, o Senhor falou.
Êxodo 12: 13. Quando eu vir o sangue passarei por cima de vós. Mesma idéia
ali. Arão pegava aquele sangue e punha nos quatro chifres. Deus é quem
deveria ver o sangue. Claro que simbolicamente. Deus vê tudo. A simbologia,
eu queria deixar isso claro. Ponta dos chifres. Depois ele já estava com o seu
incensário na mão, a cerimônia era assim: Ele pegava um pouco de brasa
desse altar do holocausto do sacrifício, onde o animalzinho já foi degolado ali,
o sangue já foi passado, ele pegava umas brasas deste altar, não poderia ter
fogo estranho, brasa dali, punha no seu incensário. Então ele saia carregando o
sangue em uma mão, um pouco do sangue que ele tirou na bacia, o seu
incensário na outra. Aí ele ia lá para dentro daquele primeiro quartinho, que
era o lugar santo - não era o santíssimo ainda - aí ele parava em frente ao
altar do incenso - se você ler a narrativa de 11 a 14 do capítulo 16 você vai
ver. Ele parava na frente do altar de incenso e o que é que ele fazia? Ele
pegava incenso. Se não me engano aí no verso 12 ou 13 diz: dois punhados.
Quer dizer, duas mãos cheias de incenso, aromático, bem moído. Então ele
pegava aquele incenso, em cima das brasas, e quando ele jogava, começava a
fumegar, e ele entrava, passando o segundo véu, dentro do santo dos santos.
Quando ele entrava no Santo dos santos, ele tinha sangue em uma mão, na
bacia, e na outra o incensário com as brasas e o incenso exalando aquela
fumaça. E como diz a narrativa de Levítico 16 aquilo cobria o propiciatório.
Quem que estava ali no propiciatório? Shekina. A própria presença de Deus.
Irmão. Isso era algo tremendo, porque antes mesmo deles celebrarem esse
dia, lembram do que aconteceu com dois filhos de Arão? Lá é muito claro,
qual foi o problema desses filhos de Arão que eles foram exterminados diante
do Senhor, mas eu creio que se você ler, faça isso depois, o capítulo 10 e o 16
juntos, você vai ver que tem uma correlação imensa o 10 e o 16, e sugere,
fortemente que os dois filhos de Arão, entenderam que os dois filhos de Arão
tinham o direito de entrar no Santo dos Santos. Eles só tinham que fazer da
maneira certa. Levar o incensário, as brasas, levar o que precisava e entrar lá,
e os irmãos lembram que os dois entraram, e houve um incêndio tremendo. Os
dois morreram queimados. Os dois filhos de Arão, filhos do sumo sacerdote.
Então quando começa o capítulo 16 que tem relação com o 10, Deus fala
assim para Moisés: Fala para o teu irmão Arão que ele não entrar no Santo dos
Santos em todo o tempo. Ele não vai entrar lá em todo o tempo, e qual que era
o motivo de nem Arão entrar lá todo o tempo? Sabe qual que era o motivo? É
que havia alguém lá dentro. Essa é uma idéia importante aí no dia da
Expiação. Lá dentro havia a Shekina, a glória de Deus. Quando os dois filhos
de Arão entraram, foram fulminados. Se Arão entrasse seria fulminado
também. Ele só podia entrar uma vez ao ano e com essa simbologia toda, o
sangue e o incenso, porque acima do propiciatório, o Senhor havia dito para
Moisés, ali Eu virei, ali Eu aparecerei. Então Arão ia ter um contato direto
com a Shekina, a glória de Deus. Isso para o povo era muito importante. Para
o povo era uma segurança de que Deus estava em comunhão com eles, se
Arão pudesse entrar lá e sair de lá vivo. Os irmãos compreendem esse
quadro? Para nós as vezes não parece muito nítido, sabe por que? Porque
aquele povo viu aquele monte fumegando. Aquele povo viu aquela voz
tremenda naquele monte. Tiveram um medo tremendo. Falaram para que
Moisés subisse, tivesse com comunhão com Deus. Veja o que Ele quer, depois
vem e fala para a gente. Eles temiam diante daquele monte fumegante. Eles
tinham até literalmente, aquele medo, aquele terror da santidade de Deus.
Então quando o Senhor disse que Ele estaria no propiciatório, aquilo era
terrível para ele. Então, quando Arão entrava lá e conseguia sair de lá, estava
tudo bem. Deus estava satisfeito porque se Deus não tivesse satisfeito, Arão
entraria lá e morreria lá mesmo. Fulminado, como os seus dois filhos
morreram. Então, os irmãos vejam o quão importante era esse dia. Tudo isso
fala de Cristo. O Senhor Jesus entrou na morte, o senhor Jesus venceu a
morte, o senhor Jesus ascendeu aos céus, Ele foi ressuscitado dos mortos por
esta Shekina, diz o Novo Testamento – ressuscitado pela glória de Deus, pela
glória do Pai, e esse sacrifício então é perpétuo. Hebreus diz que ele é uma
âncora da alma, além do véu. E Ele permanece lá por nós, como esse eterno
Sumo Sacerdote, vive para interceder por nós. Então, toda essa simbologia aí
ganha uma beleza maravilhosa quando a gente vai ao livro de Hebreus, que é
o que a gente vai procurar fazer no Domingo para que o Senhor amplie a
nossa visão de Expiação.
Mas irmão, leve ao Senhor, desde já, essas questões que nós
partilhamos hoje. Lá na sua consciência, no seu coração, você tem essa
marca? Nenhuma obra servil fareis. Você tem essa marca bem marcada no
seu coração? Nada que você fizesse poderia te tornar aceitável, agradável. Se
você tem essa marca, o que é que ela produz em você? Adoração, segurança,
louvor, motivo para realmente viver de uma forma agradável a Deus?
Quando você vê o Senhor Jesus, como é que você o vê, esse que penetrou o
Santo dos Santos? Na mesma figura que Arão nessas roupas de linho,
perfeita Justiça? Satisfez plenamente a Deus. Quando você olha para o
senhor Jesus, você vê o sangue e o incenso? Você vê essa vida pura oferecida,
e essa intercessão perene diante do Pai, esse que vive para interceder por nós –
figura do incenso? Vê isso? Se você vê isso, você é um adorador. Se você vê
você está seguro. SE você vê você tem a única motivação para a vida santa.
Nenhuma outra é. Nada. Somente essa. O amor de Cristo nos constrange. Um
morreu por todos, logo todos morreram, e Ele morreu por todos para os que
vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por ele morreu e
ressuscitou.
Os irmãos estão vendo como que essa compreensão afeta tudo? Não
deixe que a visão da graça, na sua vida, esteja aquém, senão não é a graça. A
graça fala de total e plena satisfação de Deus. Estamos salvos. Somos dele.
Ele satisfez a Deus. Nós somos ovelhas do seu pastoreio. Ovelhas precisam ter
pernas quebradas, muitas vezes. Ovelhas tolas, muitas vezes, como nós vimos
na reunião passada, mas ovelhas. Ovelhas de seu pastoreio. Então irmãos é
isso que produz celebração em nós e o dia da Expiação era para que o povo
ficasse claro com relação a isso. Ninguém trabalha. É Sábado de descanso.
Afligirei nas vossas almas, porque vocês são pecadores, era outra ordenança
desse dia. Vocês vão afligir as suas almas. Vocês não tem nada para fazer. Só
afligir as suas almas, porque vocês são pecadores. Afligireis as vossas almas e
não vão fazer obra nenhuma. Só o sumo sacerdote vai fazer uma alma, uma
obra que falava tudo de Cristo, de forma simbólica, mas falava tudo. Tudo de
mais importante. Que o Senhor então nos ajude a estarmos solidificados sobre
mais esse alicerce. Expiação. Ele realizou Expiação, e nós somos gratos ao
Senhor por isso. Nós nos alegramos Nele, adoramos a Ele. Amém.

Ó Pai. Pedimos ao Senhor, que gere em nós o Senhor mesmo pela tua
palavra, essa compreensão Senhor aprofundada em nossos corações. Nos
ajude ó Pai. Nos ajude a ver, sempre, de forma nítida aos nossos olhos, a nossa
inabilidade, a nossa insuficiência, a nossa total capacidade de fazer qualquer
coisa aceitável a Ti, por nós mesmos. Ajuda-nos ver com mais clareza a glória
da obra do teu Filho, realizada ali na cruz do calvário. Ajuda-nos a contemplar
com mais exatidão, para que os nossos corações possam te adorar com maior
gratidão. Pedimos que o Senhor mesmo possa estar ministrando aos nossos
corações Senhor, aclarando a nossa visão da glória , da pessoa e da obra do
Teu Filho. Nós entregamos a Ti, nossas vidas, os nossos corações, a Tua
palavra, para que o Senhor prossiga, ministrando aos nossos corações, em
nome de Jesus, amém.
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO
EXPIAÇÃO III
ROMEU BORNELLI

Vamos abrir as nossas Bíblias em Levítico cap. 16 3 ENTRARÁ ARÃO


NO SANTUÁRIO COM ISTO: UM NOVILHO, PARA OFERTA PELO PECADO, E UM
CARNEIRO, PARA HOLOCAUSTO. 4 VESTIRÁ ELE A TÚNICA DE LINHO, SAGRADA,
TERÁ AS CALÇAS DE LINHO SOBRE A PELE, CINGIR-SE-Á COM O CINTO DE LINHO E
SE COBRIRÁ COM A MITRA DE LINHO; SÃO ESTAS AS VESTES SAGRADAS.
BANHARÁ O SEU CORPO EM ÁGUA E, ENTÃO, AS VESTIRÁ. 5 ¶ DA CONGREGAÇÃO
DOS FILHOS DE ISRAEL TOMARÁ DOIS BODES, PARA A OFERTA PELO PECADO, E
UM CARNEIRO, PARA HOLOCAUSTO. 6 ARÃO TRARÁ O NOVILHO DA SUA OFERTA
PELO PECADO E FARÁ EXPIAÇÃO POR SI E PELA SUA CASA. 7 TAMBÉM TOMARÁ
AMBOS OS BODES E OS PORÁ PERANTE O SENHOR, À PORTA DA TENDA DA
CONGREGAÇÃO. 8 LANÇARÁ SORTES SOBRE OS DOIS BODES: UMA, PARA O
SENHOR, E A OUTRA, PARA O BODE EMISSÁRIO. 9 ARÃO FARÁ CHEGAR O BODE
SOBRE O QUAL CAIR A SORTE PARA O SENHOR E O OFERECERÁ POR OFERTA
PELO PECADO. 10 MAS O BODE SOBRE QUE CAIR A SORTE PARA BODE EMISSÁRIO
SERÁ APRESENTADO VIVO PERANTE O SENHOR, PARA FAZER EXPIAÇÃO POR
MEIO DELE E ENVIÁ-LO AO DESERTO COMO BODE EMISSÁRIO.

17 NENHUM HOMEM ESTARÁ NA TENDA DA CONGREGAÇÃO QUANDO ELE


ENTRAR PARA FAZER PROPICIAÇÃO NO SANTUÁRIO, ATÉ QUE ELE SAIA DEPOIS DE
FEITA A EXPIAÇÃO POR SI MESMO, E PELA SUA CASA, E POR TODA A
CONGREGAÇÃO DE ISRAEL.

19 DO SANGUE ASPERGIRÁ, COM O DEDO, SETE VEZES SOBRE O ALTAR, E O


PURIFICARÁ, E O SANTIFICARÁ DAS IMPUREZAS DOS FILHOS DE ISRAEL.

27 MAS O NOVILHO E O BODE DA OFERTA PELO PECADO, CUJO SANGUE FOI


TRAZIDO PARA FAZER EXPIAÇÃO NO SANTUÁRIO, SERÃO LEVADOS FORA DO
ARRAIAL; PORÉM AS SUAS PELES, A SUA CARNE E O SEU EXCREMENTO SE
QUEIMARÃO.

34 ISTO VOS SERÁ POR ESTATUTO PERPÉTUO, PARA FAZER EXPIAÇÃO UMA VEZ
POR ANO PELOS FILHOS DE ISRAEL, POR CAUSA DOS SEUS PECADOS. E FEZ ARÃO
COMO O SENHOR ORDENARA A MOISÉS.
Pai, nós entregamos a Ti, mais uma vez, confiadamente a Tua palavra.
Nosso desejo é podermos ver um pouco mais da glória da pessoa e obra do
Senhor Jesus. Obrigado pelo firme fundamento que temos em Ti Senhor.
Obrigado por essa tão grande salvação que o Senhor já efetuou. Abra os
nossos olhos para que possamos ver com mais clareza, aquilo que o Senhor já
fez. Pedimos que o Senhor mesmo lance luz sobre nossas almas e sobre a Tua
palavra. Em nome de Jesus. Amém.

Irmãos. Seria conveniente hoje nós fazermos um pequeno resumo


gráfico dessa cerimônia narrada no cap. 16 de Levítico para que possamos
pegar alguns pontos principais, já que nós estamos usando esse texto, é claro,
não apenas como propriamente um objeto de estudo, muito menos de
curiosidade, sobre o que se fazia nesse grande dia para o povo judeu, que
falava a respeito de um outro dia, muito maior do que ele mesmo, anunciava
um dia que viria quando Cristo, o cordeiro eterno de Deus, encarnado, iria à
cruz para realizar Expiação, como é o nome desse dia aí. Grande dia do
calendário judaico, das festas judaicas. O maior dia do ano. O dia da
Expiação. Os irmãos vejam que, acima de tudo, o Senhor queria gravar de
forma mesmo gráfica, algo no coração, na mente, nos sentimentos até daquele
povo de uma forma indelével, de uma forma que não pudesse ser removida, de
uma forma profunda, de uma forma marcante, aquele grande dia. Irmãos é
claro, que se isso é assim, o Espírito Santo, através de todos os detalhes,
deseja nos falar algo, porque o Espírito Santo nunca é prolixo. Nós é quem
somos. Nós, tantas vezes, para vergonha nossa, falamos tanto para dizer
pouca coisa. Espremendo o que tantas vezes falamos, conseguimos colher
um copinho de grãos. Mas não é assim com o Senhor. Tudo o que o Senhor
fala é de alta qualidade. É a palavra de Deus. A palavra de Deus é viva e
eficaz. A palavra de Deus é preceito sobre preceito, um pouco aqui, um pouco
ali. Cada falar do Espírito Santo é um falar que visa em primeiro lugar, a
revelação do nosso Senhor como Ele é, e em segundo lugar, e por
conseqüência, a transformação de nossas vidas, à sua própria imagem. Isso é
o propósito da palavra de Deus. Por isso Isaías diz que a Sua palavra nunca
volta para si vazia, mas sempre faz o que lhe apraz. Então nessas
ordenações tão detalhadas do cap. 16, nós estamos vendo acima de tudo uma
cerimônia muito gráfica. Os irmãos vejam que há detalhes muito minuciosos
nessa cerimônia. Arão deveria estar realmente muito afinado com essas
ordenações de Deus para que ele não desse passos em falso, porque ele tinha
ordenações muito específicas com relação a como se lavar, como se vestir,
como fazer com o sangue, quantas vezes até mesmo borrifar aquele sangue,
aspergir aquele sangue no altar do holocausto, quatro pontos dos chifres, e
depois lá dentro, daquele quarto mais secreto, escuro, sem janelas onde
ninguém entrava, onde então somente ele, neste dia, tinha autorização para
entrar, esse chamado grande dia da Expiação. Ele entrava ali e tinha que fazer
algo muito específico ali, entrar ali com o seu incensário, com aqueles dois
punhados de incenso sobre as brasas, tiradas do altar lá de fora, brasas
naquele incensário portátil, não o altar de incenso - o altar não era movido
para dentro do santuário, mas um incensário portátil, onde ele punha brasas do
altar, e incenso que ele tirava do altar de incenso. Ele colocava em cima
daquelas brasas e aquilo começava a fumegar. Então ele entrava naquele véu,
no segundo véu, aquele lugar por um lado terrível, o lugar da Shekina, o lugar
da glória de Deus. Nós sugerimos aos irmãos que comparassem o cap. 10 de
Levítico com o cap. 16, para verem a singularidade desse dia, e a importância
daquela entrada de Arão ali, porque embora não seja absolutamente claro, mas
há uma sugestão muito forte na Bíblia, de que os dois filhos de Arão,
morreram por entrarem no Santo dos Santos indevidamente, porque quando
você vê a ocasião do cap. 10 dizendo que eles trouxeram fogo estranho diante
do Senhor e foram fulminados, aquela expressão “diante do Senhor”, com
quase toda a certeza se refere à Arca da Aliança, ao propiciatório, à Shekina,
à presença do Senhor, ali onde o Senhor manifestava a sua presença, que não
era naquele ambiente anterior chamado lugar Santo, mas nesse ambiente mais
interior, esse que ninguém tinha autorização para entrar. Só Moisés e Arão.
Assim mesmo, Arão, uma vez por ano. Moisés tinha um acesso livre a este
lugar, porque o Senhor se manifestava ali naquela Shekina de cima do
propiciatório e falava com Moisés. Ele não tinha impedimento de entrar ali, e
ali ele tinha comunhão com Deus face a face. Mas, o sumo sacerdote Arão,
como representante do povo, ele só tinha acesso a esse lugar uma única vez ao
ano. E ele tinha acesso uma vez ao ano, para que ficasse gravado na mente do
povo, que aquela oferta, aquele ato, até mesmo aquele dia, ele não resolvia o
problema da separação do povo do seu Deus, de uma vez por todas. O
próprio fato de Arão entrar uma vez por ano, era uma prova de que aquele
sacrifício eram transitórios. O livro de Hebreus diz assim: Hebreus 10:3
Entretanto, nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos.
Que expressão interessante lá de Hebreus. Recordação de pecados. Todo ano
quando você celebra o seu aniversário, faz recordação do dia do seu
nascimento. O autor de Hebreus diz que quando o sumo sacerdote entrava no
santo dos santos, aquilo era uma recordação de pecados. Coisa
impressionante. Os irmãos vejam que pecado é algo muito sério à vista de
Deus. É algo para ser recordado todo ano. O povo não podia esquecer quem
eles eram. Pecadores, inadequados ao obter por si mesmos, um acesso a Deus.
Inadequado. Eles precisavam de alguém que pudesse obter esse acesso,
representando-os, em primeiro lugar, alguém que pudesse estar lá por eles, e
não só isso, alguém que fazendo essa obra pudesse conceder a eles, um lugar
nesse acesso. Então irmãos, esse maravilhoso livro de Hebreus, que trás o
livro de Levítico para a luz - é isso que faz Hebreus - trás Levítico para a
luz. O livro de Hebreus conduz a expressão sangue de Cristo. Se você
consultar no livro as vezes que aparece, é muito tremendo. Você vê que o
sangue de Jesus é mostrado no livro de Hebreus, como aquele sangue com o
qual o Senhor fez em primeiro lugar uma eterna redenção. O sacrifícios no dia
da expiação, esse dia em que Arão entrava nesse quarto da presença imediata
de Deus, esse Santo dos Santos, onde havia aquela arca, a Shekina, a glória de
Deus, de tal forma ali santa, perfeita, e que se algum homem desavisado
entrasse ali ia morrer queimado, a Bíblia diz que os filhos de Arão eles foram
incendiados quando entraram ali. Eles morreram queimados na presença do
Senhor, porque o Senhor habitava com o seu povo ali, naquele quartozinho.
Os irmãos imaginem aqueles dois homens entrando ali, na comunhão com o
próprio Deus face a face. A Bíblia diz em Levítico que suscitou-se um
incêndio da parte do Senhor. Aqueles homens foram retirados naquela
condição dali. Moisés ainda diz para Arão: “Não lamente pelos seus filhos”.
Irmãos. Vocês já pensaram na cena? “Arão não lamente pelos seus filhos”.
Como se Deus tivesse tido um ato de falta de piedade, de misericórdia para
com ele. Não lamente pelo seu filho. Não saia da porta da tenda da
congregação. Não vá enterrar seu filho. Fique aqui no seu lugar, porque a
santidade de Deus foi vindicada, porque eles entraram onde eles nunca
poderiam entrar. Porque eles entraram completamente desarmados daquilo
que Deus reivindicava, porque eles entraram assumindo uma posição que nem
mesmo era deles. Eles não tinham direito. Só o seu pai Arão tinha direito, e
somente uma vez por ano. Então era como se Moisés estivesse dizendo: Arão,
não tome essa cena terrível toda como um lugar de auto piedade no seu
coração. Não pense que o Senhor agiu de uma forma má com os seus filhos -
usando as minhas palavras - mas veja Arão que Ele vindicou a sua gloriosa
santidade. E qualquer outro que tomar a mesma atitude vai ter o mesmo
resultado, até mesmo você, se entrar lá como se deve entrar. Então irmãos,
essa atitude de Deus no cap. 10 de Levítico, fala muito sobre o Deus que Ele
é. 1ª João diz assim: 1 JOÃO 1:5 ORA, A MENSAGEM QUE, DA PARTE DELE,
TEMOS OUVIDO E VOS ANUNCIAMOS É ESTA: QUE DEUS É LUZ, E NÃO HÁ NELE
TREVA NENHUMA. Como é que nós podemos manter comunhão com Ele? De
forma nenhuma, a não ser por um único caminho, e João continua dizendo lá
na sua epístola, que nos aproximamos dele, temos comunhão com ele, com
apenas uma segurança: 1 JOÃO 1:7 ............. E O SANGUE DE JESUS, SEU FILHO,
NOS PURIFICA DE TODO PECADO. O autor de Hebreus diz a mesma coisa no cap.
10. Ele fala assim: então, depois de falar tanto sobre Jesus, tanto sobre a obra
de Jesus, tanto sobre o sangue de Jesus, lá quase no final do livro, no cap. 10,
no verso 19, é que o autor então diz assim: HEBREUS 10:19 TENDO, POIS
(conclusão de tudo o que já falou), IRMÃOS, INTREPIDEZ PARA ENTRAR NO
SANTO DOS SANTOS, PELO SANGUE DE JESUS, Vocês se lembram dos filhos de
Arão? Eles tiveram intrepidez para entrar, uma intrepidez natural, trazendo um
fogo estranho, entrando em um lugar que eles não podiam, e de uma forma
que eles não deviam. Tiveram intrepidez humana, vaidosa, carnal, e foram
fulminados. Mas o livro de Hebreus diz assim: HEBREUS 10:19 TENDO, POIS,
IRMÃOS (nós agora), INTREPIDEZ PARA ENTRAR NO SANTO DOS SANTOS, PELO
SANGUE DE JESUS, 20 PELO NOVO E VIVO CAMINHO QUE ELE NOS CONSAGROU
PELO VÉU, ISTO É, PELA SUA CARNE, 21 E TENDO GRANDE SACERDOTE SOBRE A
CASA DE DEUS, 22 APROXIMEMO-NOS, COM SINCERO CORAÇÃO, EM PLENA
CERTEZA DE FÉ, TENDO O CORAÇÃO PURIFICADO DE MÁ CONSCIÊNCIA E LAVADO
O CORPO COM ÁGUA PURA. Que coisa importante a nossa compreensão disso
irmãos !! Nós entramos por um caminho aberto pelo sangue do próprio
Senhor Jesus. Nós não temos medo, nós não temos nenhuma vergonha. Nós
não temos nenhuma intrepidez carnal. Nós não temos nenhuma condição de
terror. Nós temos uma condição de temor, mas não de terror, porque o autor
de Hebreus diz então que esse caminho foi aberto pelo sangue precioso.
Então nós falamos na reunião anterior e paramos aí para podermos
prosseguir hoje, que por causa dessa verdade ser tão tremenda, há sim, como
um fio de prata, já que a prata na Bíblia é uma figura da redenção, da
expiação. Há como que um fio de prata, que passa por todas as escrituras: de
Gênesis até Apocalipse. Lá em Gênesis 3, você vê o fio começando, quando
Deus mesmo veste o casal de vestimenta de pele, aquele animal que foi
imolado lá no Éden para cobrir a nudez, a alienação que o pecado do homem
havia produzido na relação dele para com Deus. Então, lá no Éden, lá no cap.
3 de Gênesis, aquele fio começa e os irmãos vêm aquele fio por toda a Bíblia.
Não é assim? Lembra que nós falamos? Se você vai para o livro de Êxodos,
você vê o fio de novo, no livro de Êxodos. Você vê que o povo, para sair do
deserto, o sangue do cordeirinho foi oferecido. O sangue foi passado do lado
de fora da porta. Não é assim? A carne foi comida lá dentro pelos judeus.
Através daquele sangue do lado de fora, o Anjo destruidor passou por cima
dos filhos de Israel. Depois os irmãos vão para o deserto e vão ver a mesma
coisa, no livro de Levítico, livro de Deuteronômio, Números mesmo, mesma
coisa. Qual o centro do mover de Deus ali naquela jornada com o povo no
deserto? Era o Tabernáculo. Qual era o centro do Tabernáculo? Era a Arca da
Aliança. O que é que se fazia na Arca da Aliança, uma vez por ano? O
derramamento do sangue, celebrando a Expiação, a relação com Deus,
baseada no sangue. Então os irmãos vêm aquele fio de novo. Esse fio nunca
se perde. Depois o povo entra em Canaã, a mesma coisa. O Altar é erguido, a
adoração é resgatada. Depois o templo é construído. Mesma coisa, mesmo
sacrifício, mesma adoração. Depois o povo de Deus vai cativo para a
Babilônia, pelo juízo de Deus. Depois volta para Israel, tudo queimado, tudo
destruído. O Altar é levantado em primeiro lugar. Então os irmãos vejam que
o Altar está sempre no centro, da mente do povo, do coração do povo, do
culto do povo. Um culto sem altar não é culto. Se nós não cultuamos o Senhor
baseado no Altar, nós não cultuamos de jeito nenhum. Nós não podemos
cultuar a Deus sem Altar. Nós não podemos cultuar a Deus com boas obras.
Não podemos cultuar a Deus com nada que haja em nós. Nada. Nós só
podemos cultuar a Deus sendo gratos a Ele, pelo Cordeiro que Ele nos deu. É
assim que nós cultuamos. Lembra o salmista no Salmo quando ele fala assim:
SALMOS 116:12 QUE DAREI AO SENHOR POR TODOS OS SEUS BENEFÍCIOS PARA
COMIGO? Ele primeiro faz uma pergunta. O que é que eu te darei por todos os
seus benefícios para comigo? Ele não responde com nenhuma dádiva
propriamente dita. Ele fala assim: 13 TOMAREI O CÁLICE DA SALVAÇÃO E
INVOCAREI O NOME DO SENHOR. Os irmãos estão vendo? Nós não temos
nada para ofertar a Deus a não ser o seu Cordeiro, o cordeiro que nos foi
dado. Deus nos deu o Seu Filho e nós ofertamos o Seu Filho para Ele.
Como que nós ofertamos o seu Filho para Ele? Adorando o seu Filho.
Amando o seu Filho, cantando ao Seu Filho; falando do seu Filho; servindo o
seu Filho na vida da Igreja. Não é? Então irmãos, o Altar é o foco, é o
centro. Por que é que nós celebramos a mesa do Senhor? Vez após vez a mesa
do Senhor? Pelo mesmo motivo. Porque esse fio de prata, a expiação, ela
permeia toda a revelação de Deus. Nós não podemos deixar de celebrar a
mesa do Senhor, até que Ele venha, como Ele nos ordenou na sua palavra.
Por que irmão? Porque o Senhor quer manter diante de nós duas grandes
verdades. Qual a primeira? Nós somos pecadores. Qual a Segunda? Cristo
morreu por nós. Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de
que? De ter Cristo morrido por nós sendo nós ainda pecadores. Logo, muito
mais agora, nós seremos salvos pela Sua Vida, estando já reconciliados pela
sua morte. Então os irmãos vejam que é um fio de prata, é um fundamento.
As tábuas do tabernáculo tinham base de prata, as tábuas da tenda da
congregação, no tabernáculo. As bases eram de prata porque a prata na bíblia
fala de redenção, fala de Expiação. Isso é base de tudo irmão. Nós não
podemos edificar nada em outra base a não ser nessa: o sangue precioso do
Senhor Jesus. A intercessão, única, do Senhor Jesus para conosco. A única
intercessão. Os irmãos vejam quão sólido e sério é esse fundamento. Alguns
hoje, nesse grande ramo chamado cristianismo tem tentado edificar sobre
outro fundamento. Paulo diz que ninguém pode edificar sobre outro
fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. (1ª CORÍNTIOS 3:11
PORQUE NINGUÉM PODE LANÇAR OUTRO FUNDAMENTO, ALÉM DO QUE FOI
POSTO, O QUAL É JESUS CRISTO.) Mas alguns tem tentado colocar ao lado de
Cristo, co-redentores. Irmão. Não existe nenhum “co” ao lado de Cristo.
Cristo é sozinho. Há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens.
Cristo Jesus, Homem.( 1 Timóteo 2:5). Então os irmãos vejam que essa
cerimônia tão gráfica, como temos falado, do dia da Expiação, é para deixar
isso muito claro, que só há um modo de nós sermos expiados - expiar
significa tirar a culpa, cobrir o pecado. Tem todos esses sentidos. Desviar a
ira. Todos esses sentidos, estão contidos nessa palavra Expiação, ou na palavra
propiciação. Tanto faz.. São relacionadas. Cambiáveis. Tirar a culpa, tirar a
ira, cobrir o pecado. Tudo isso está contido na Expiação. Agora então, o que é
que o nosso Deus, o que é que o nosso Espírito Santo, usando essa
simbologia tão linda de Levítico, quer gravar no nosso coração sobre
Expiação? Vamos prosseguir um pouco nos detalhes. O que é que nós vimos
na reunião anterior? A primeira coisa está lá no verso 17. LEVÍTICO 16:17
NENHUM HOMEM ESTARÁ NA TENDA DA CONGREGAÇÃO QUANDO ELE (Arão)
ENTRAR PARA FAZER PROPICIAÇÃO. Nenhum homem. Olhem que expressão
linda irmãos.. Quando você lança a luz do Novo Testamento sobre isso, olhe o
que você vê sobre esse versículo. Por que Paulo em Timóteo diz assim? Há
um só Deus. Isso nós somos claros. Não é? E há um só mediador entre
Deus e os homens. Nenhum homem estará na tenda da congregação quando
Ele entrar. Paulo aos Coríntios diz assim: 2 CORÍNTIOS 5:19 A SABER, QUE
DEUS ESTAVA EM CRISTO RECONCILIANDO CONSIGO O MUNDO. Nenhum
homem. Nenhum homem participou disso. Nenhum homem tinha capacidade
disso. Nenhum homem estará na tenda da congregação. Arão faria essa obra
sozinho. Irmãos. Esse era um dia muito singular, porque nos outros dias havia
turnos de serviço de sacerdotes. Os irmãos sabem disso. Turno da manhã,
turno da tarde, muitos sacerdotes servindo. Os filhos de Arão, os outros
levitas, mas esse dia era um dia quieto. Esse dia era um dia pacato. Era um dia
muito simples. Era um dia que até Arão mesmo tirava aquelas vestes
imponentes dele, as vestes multicoloridas e colocava uma veste especial para
esse dia, uma veste toda branquinha. Mitra de linho, cinto de linho, calção de
linho, túnica de linho. Vestes sagradas para que ele pudesse entrar no
santuário sozinho, ninguém mais servindo. Nenhum sacerdote perambulando
por lugar nenhum, nenhum animal mais sendo morto, nenhum judeu trazendo
nada, mas Arão sozinho fazendo todo esse serviço. Que cena mais linda.
Nenhum homem entrará. Ninguém vai acompanhar Arão, porque ninguém
acompanhou Cristo. Ninguém vai oficiar junto com Arão, porque ninguém
oficiou junto com Cristo. Esse lagar da ira de Deus sobre o pecado o Senhor
Jesus pisou sozinho. Não há ninguém que você possa colocar do lado dele
como co-redentor, porque esse lagar ele pisou sozinho. Ele é o único
mediador entre Deus e os homens. Nenhum homem estará na tenda da
congregação. Que figura linda daquilo que o Senhor Jesus iria realizar depois.
Não é? Olhe mais para a frente de novo, no versículo 31. Também já falamos
na reunião passada. LEVÍTICO 16:31 É SÁBADO DE DESCANSO SOLENE PARA
VÓS OUTROS. O que é que você acha dessa expressão irmão? Não é linda? O
que é que nós vemos a religião pregar? Faça o que você puder para ganhar
pontos com Deus. Você vai se justificar, vai produzir boas obras, vai fazer
penitência, vai observar aquele dia, outro dia, outro dia. Vai fazer o que puder
e quando você morrer a sua sorte vai ser decidida. Depende de como você
viveu, para onde você vai. Não é assim? Não é assim. Isso é uma heresia,
uma coisa estranha à revelação bíblica. A Bíblia diz que quando o Senhor
Jesus oficiou lá na cruz do Calvário, o Verbo eterno de Deus, naquele dia de
se oficiar do Senhor Jesus, é sábado solene de descanso, porque ninguém
pode fazer nada nesse dia, aceitável a Deus. O sábado era a marca da aliança
de Deus com o seu povo. O sábado vem desde aquela ordenação lá do Éden.
Marca o descanso. Deus operou, trabalhou, trabalhou o primeiro dia, segundo
dia, terceiro dia, quarto dia, quinto, sexto dia e no sábado é o descanso de
Deus. É claro que Deus não tinha cansado irmãos. Essas são palavras
antropomórficas, para nos ajudar a compreender o significado disso. Deus
não cansa. Ele é Deus. Não é? Então o que é que significa Deus descansou?
O que é que será que significa? Significa que Deus obteve, depois de todo
aquele propósito definido dele na sua criação, Ele obteve um dia de
satisfação. Esse é o sentido da palavra descanso. É um dia de regozijo.
Quando diz: descansou Deus, significa: Ele está satisfeito com o que Ele fez.
É o dia da satisfação de Deus. Não é que Ele está cansado. Ele precisa do
sábado. Aquele dia foi tirado lá da criação. No sétimo dia Deus descansou das
obras que fizera. Significa que regozijou. Ele estava satisfeito, Ele estava
pleno. E os irmãos vejam que o dia da Expiação era num sábado. E essa é
uma marca importante. Não era nenhum outro dia da semana. Era o sábado,
porque era o dia da satisfação, também muito importante. E que satisfação?
Deus se satisfez plenamente, em Cristo. Você lembra o que é que o livro de
Hebreus faz? Sempre nós temos que manter juntos Levítico e Hebreus. O que
é que o livro de Hebreus vai fazer? Vai mostrar que Cristo é o nosso Sábado
de descanso. Lembra no cap. 4? Fala assim que havia um sábado lá na
criação, onde Deus descansou das obras que Ele fez. Leia o capítulo 4 de
Hebreus para você ver. O início do capítulo. Deus descansou das obras que
Ele fez. Depois ele mostra que aquele descanso era um descanso figurado, e
então quando Deus tirou o povo do Egito, pelas mãos de Moisés, Moisés não
deu descanso para aquele povo, mas Josué levou o povo para Canaã, que era a
terra de descanso. Então aparentemente o povo chegou no descanso, mas
também não, porque aquele descanso era simbólico. A terra não podia dar o
descanso que Deus queria dar para o povo, porque o descanso não é
geográfico. O descanso não é Canaã. O descanso de Deus é o quê, irmãos?
Se Deus é Espírito, o descanso de Deus é espiritual. É claro. O descanso de
Deus não é Canaã. Então você vê a linguagem de Hebreus 4 como é linda,
trazendo o livro de Levítico para a luz. Quando Josué entrou em Canaã, ele
não levou o povo ao descanso pleno, espiritual. Não. Ele ainda era uma
figura. Então aí o autor de Hebreus vai falar assim: É por isso que Davi -
Davi não viveu muito depois de Josué ? Então o autor de Hebreus vai falar
assim: é por isso que Davi muito tempo depois falou de descanso de novo,
dizendo assim: resta um descanso para o povo de Deus. São três descansos.
Um descanso está falando do sétimo dia da criação, o outro que Josué quando
conduziu o povo, e o outro quando Davi falou, mas em nenhum dos três,
obteve o cumprimento real. Esse é o tema de capítulo 4 de Hebreus. Então aí
o autor fala assim: HEBREUS 4:11 ESFORCEMO-NOS, POIS, POR ENTRAR
NAQUELE DESCANSO, A FIM DE QUE NINGUÉM CAIA, SEGUNDO O MESMO
EXEMPLO DE DESOBEDIÊNCIA. Qual descanso que o autor de Hebreus está
falando para os seus leitores hebreus e para nós? O descanso que está em
Cristo. Ele está dizendo: o que é que vocês estão fazendo voltando para o
judaísmo? Os hebreus estavam sendo conciliados a isso. Vocês acham que o
cristianismo é maior do que o judaísmo? O judaísmo foi dado por Deus,
oráculo de Deus, pelas mãos de Moisés, pelo ministério de anjos, e alguns
cristãos estavam dando um contra testemunho, como que tendentes a voltar
para o judaísmo, porque como cristãos eles estavam sofrendo, por amor a
Cristo. Então alguns judaizantes entraram no meio deles e falavam assim:
sabe por que é que vocês estão sofrendo seus tolos? Porque vocês estão no
caminho errado. Vocês estão confessando que é Deus esse homem que foi
pregado no madeiro? Vocês estão dizendo que Ele é Deus? Deus é aquele
que deu as leis para Moisés. Deus é aquele que fez aquele ritualismo
maravilhoso do Tabernáculo. Aquele é o Deus, aquele é o nosso Jeová. Vocês
estão confessando como Deus esse pobre carpinteiro, pregado em uma cruz?
Esse é o seu Deus? É por isso que vocês estão sofrendo. Vocês estão no
caminho errado. Os irmãos vejam a sutileza do diabo. Então alguns dele
estavam sendo levados a dar um contra testemunho, negando a sua fé. O autor
de Hebreus é bem firme com eles e no cap. 10 ele fala com eles. Se vocês
ultrajarem o Espírito da graça, profanarem o sangue com o qual vocês foram
santificados, que é o sangue de Cristo, não há nenhuma outra esperança para
vocês. Vocês não podem retornar. Então o livro de Hebreus tem uma palavra
de encorajamento dizendo: assim como você vê aqui em Levítico 16, o corpo
do animalzinho, do bode, aquele que lançava a sorte sobre dois bodes - um
era para ser morto - e o novilho que foi oferecido por Arão, o novilho e o
bode eram levados para fora do arraial - lembram da ordenação aí? Está
escrito aí em Levítico 16. Os corpos deles, as peles, os excrementos, tudo o
que não foi oferecido, o resto do animal todo era jogado fora do arraial. E fora
do arraial era queimado. Por que? Porque o Senhor Jesus sofreu fora das
portas de Jerusalém, no lugar onde se joga o lixo, porque isso é o que Ele foi
considerado. O livro de Hebreus, lá no cap 13 diz assim: Saiamos a Cristo,
fora do arraial, levando o seu vitupério. O arraial fala do judaísmo, aqueles
que confessavam o judaísmo. O livro de hebreus fala assim: HEBREUS 13:13
SAIAMOS, POIS, A ELE, FORA DO ARRAIAL, LEVANDO O SEU VITUPÉRIO. (levando
a sua vergonha) – porque sofrer por Cristo é privilégio. Toda essa figura do
judaísmo fala sobre ele. Eles é que não viram que Ele é esse cordeiro que eles
estão aí sacrificando, até hoje. Saiamos a ele, fora do arraial, levando a sua
vergonha. Ele vai mostrar nesse livro de Hebreus que sofrer por Cristo é um
privilégio. Ele diz assim: HEBREUS 10:38 .......... SE RETROCEDER, NELE NÃO
SE COMPRAZ A MINHA ALMA. E etc. Todas as anotações desse livro. Por que é
que esse livro de Hebreus é tão tremendo? Ele é tão singular no Novo
Testamento. Ele vai trazer à luz toda a ordenação do velho Testamento,
mostrando que Cristo é o fim, é o cumprimento de tudo aquilo que o Velho
Testamento colocou como tipo, como símbolo. Então, para o autor de
Hebreus, talvez Lucas, era um absurdo ver aqueles irmãos retidos por coisas
tão pequenas, tão rasteiras, e por isso que ele fala no HEBREUS 6:1 POR ISSO,
PONDO DE PARTE OS PRINCÍPIOS ELEMENTARES DA DOUTRINA DE CRISTO,
DEIXEMO-NOS LEVAR PARA O QUE É PERFEITO, NÃO LANÇANDO, DE NOVO, A
BASE DO ARREPENDIMENTO DE OBRAS MORTAS E DA FÉ EM DEUS. A imposição
de mãos, ensino de batismo, arrependimento. Vamos crescer em Cristo,
porque Ele é a plenitude. Esse livro maravilhoso de Hebreus trás o livro de
Levítico para a luz. Então os irmãos vejam, como eu falei, cada detalhe é rico.
O detalhe do sábado, o detalhe do corpo do animal ter sido queimado fora o
arraial, Cristo também sofreu fora das portas. O detalhe de somente Arão
oficiar naquele dia, porque na cruz somente Cristo poderia realizar aquele
trabalho de tal forma que satisfizesse plenamente a Deus, e nos reconciliasse
com Deus, de uma forma perfeita. Ninguém mais podia fazer, porque todo
homem é pecador e o sangue de um pecador não vale nada aos olhos de Deus.
Somente o sangue do cordeiro sem defeito, sem mácula, o sangue de Cristo,
como Pedro diz. E vejam que os detalhes são minuciosos e são perfeitos para
simbolizar o que Cristo é. Irmãos. Tem muito mais do que isso. E vamos
ver até onde poderemos prosseguir hoje. Vamos caminhar um pouco mais.
Observe no texto que nós lemos a partir do versículo 4, a cerimônia
funciona assim: vamos tentar usar aqui a nossa mente para tentar visualizar,
mentalmente, o que está acontecendo naquele dia. Por favor, tente prestar
atenção. Primeiro que Arão era um pecador. Ele não podia fazer nenhum
sacrifício aceitável a Deus. Então, por ele mesmo, ele precisava de um
sacrifício. É o que está escrito aí, no verso 3, 4 e depois no verso 11, quando
ele já está oferecendo o seu sacrifício. LEVÍTICO 16:11 ARÃO FARÁ CHEGAR O
NOVILHO DA SUA OFERTA PELO PECADO E FARÁ EXPIAÇÃO POR SI E PELA SUA
CASA; IMOLARÁ O NOVILHO DA SUA OFERTA PELO PECADO. Como que Arão
pode ser aceitável a Deus? De jeito nenhum. Ele é um pecador. Ele vai
oferecer sacrifício por ele mesmo primeiro e pela sua casa, diz o verso 11.
Não é isso? Arão era uma figura importante no meio do povo. Era o sumo
sacerdote. Não podia oferecer qualquer animal não. Era uma exigência de
Deus que o sumo sacerdote oferecesse um novilho, um grande animal, um
animal caro, um animal grande, porque era uma figura proeminente no meio
do povo. Esses mesmos animais falam de Cristo. Arão deveria ter uma
compreensão desses sacrifícios maior do que o povo. Então Arão deveria
oferecer um novilho, um grande sacrifício, um grande animal, porque Arão era
uma figura desse grande sumo sacerdote, que é Cristo. Então ele oferecia um
novilho. Agora, antes dele começar a oficiar ele tinha primeiro que separar os
animais. O novilho era para ele e para a casa dele. Um novilho. Para o povo,
dois bodes, e um carneiro. Então os irmãos estão vendo aí quatro animais.
Para Arão um novilho. Para o povo dois bodes e um carneiro. Esse carneiro do
povo era oferecido como holocausto. O que é que significa holocausto? Sem
entrar em muitos detalhes, os irmãos sabem que o holocausto significa aquela
oferta em primeiro lugar é para Deus, para a satisfação de Deus, porque o
resgate que Cristo pagou na cruz, não foi uma oferta para a satisfação do
diabo. Existem algumas pessoas que compreendem a cruz assim erradamente.
O sangue de Cristo não foi derramado para dar satisfação ao diabo, porque
Cristo não deve nada ao diabo. O sangue de Cristo foi derramado para
satisfação de Deus, da santidade de Deus, da justiça de Deus e da glória de
Deus. Diabo não tem nada com essa história. Ele é só um usurpador. Então,
Arão separava aqueles animaizinhos. Um novilho para ele e pela sua casa,
depois o carneiro para holocausto do povo, significando que tudo é para Deus,
para satisfação de Deus em primeiro lugar. Para o povo, além do carneiro
ainda tinham dois bodes e a figura então de tantos animais vai mostrar
aspectos tão lindos da obra de Cristo. O carneiro do povo, fala de Cristo na
cruz se oferecer em primeiro lugar para Deus. Vocês sabem muito bem disso.
Vocês sabe quando o Senhor estava na cruz, naqueles primeiras três horas, ele
estava em uma comunhão perfeita de holocausto com o Pai. Ele estava em
adoração ao Pai. Tudo o que Ele pronunciou, aquelas frases que Ele
pronunciou nesse primeiro momento dessas três horas na cruz, falam dessa
rica comunhão, falam que Ele estava ali para o Pai, pelo Pai, por causa da
vontade do Pai. Tudo o que Ele queria era agradar ao Pai, satisfazer ao Pai.
Ele sabia que dessa forma, Ele plenamente satisfaria ao Pai. Ele poderia
conduzir, justamente, muitos filhos à glória. Então Ele é o holocausto.
Carneiro para holocausto. Satisfação do Pai. Agora irmãos, no dia da
Expiação, havia dois bodes. E essa figura aí é muito bonita, porque em
nenhum outro dia havia isso. Esses bodes aí são especiais para o dia da
Expiação, porque se alguém quisesse oferecer uma oferta pelo pecado - preste
atenção - em qualquer outro dia, levaria um animal só. Esse é o meu animal,
porque eu pequei, e então eu sei que não vou ser perdoado simplesmente por
Deus, e então esse animal inocente - simbolicamente – é oferecido em meu
lugar. Fala de Cristo, como nossa redenção. Mas só um animal. Mas no dia da
Expiação, era especial. Era uma oferta pelo pecado, composta de dois animais.
Muito interessante. Depois você vê os detalhes aí no cap 16. É uma oferta,
colocada aí no singular. É “a” oferta pelo pecado. Mas ela tem dois animais.
Um animal, propriamente dito, é a oferta pelo pecado, é o bode que caiu a
sorte para ser oferecido para o Senhor como oferta pelo pecado. Aquele
tipifica o pecado, os nossos pecados. Agora tem um outro animal aí, que
passava por um destino aparentemente estranho. Ele não era morto. Devia
morrer de fome lá no deserto, talvez, mas ele não era um animal a ser morto.
Não era um animal a ter sangue oferecido. Isso faz desse dia, e dessa oferta
algo muito singular. Aquele bode ficava vivo. Mas Arão, veja depois aí na
narração, ele impunha as suas mãos sobre esse bode, e confessava todas as
iniqüidades de todo o povo de Israel, porque ele era o representante, ele era o
sumo sacerdote. Ele tinha essa autoridade. Ele confessava todas as iniqüidades
sobre a cabeça do bode vivo e havia um homem separado especialmente para
carregar esse bode, fora da vista de Deus e do povo. Esse bode era levado lá
no deserto e solto lá. De tal forma esse bode estava imundo que esse homem
quando voltasse, deveria banhar-se, trocar as suas vestes para que ele pudesse
de novo entrar na comunhão do arraial.
Irmãos, o livro de Hebreus vai nos trazer, e nos vamos lá agora, vai nos
trazer luz sobre toda essa simbologia, de uma forma muito linda. Vamos
buscar alguns versículos específicos ali, para trazer luz sobre essa cerimônia
de Levítico 16. Vamos lá. Primeiro vamos olhar o cap 7. Vamos ver o que
significa Arão oferecendo aquele novilho por si e pela sua casa. Aqui a
comparação é em nível de contraste. Não é uma analogia. É uma comparação
em nível de contraste. O autor de Hebreus vai dizer que Cristo é algo que
Arão nunca poderia ser. Então Arão tinha que oferecer um novilho por ele,
porque ele pecador. Lá diz por si, e por sua casa. Agora olhem o cap. 7 de
Hebreus, vamos ver a partir do verso 25 para termos o contexto. Olhem que
texto mais rico nesse sentido. Está falando sobre Jesus. No verso 21, e 22, diz
que Jesus é fiador de uma superior aliança. Não é isso? Agora olhem o verso
25. 25 POR ISSO, TAMBÉM PODE SALVAR TOTALMENTE OS QUE POR ELE(Cristo)
SE CHEGAM A DEUS, VIVENDO SEMPRE PARA INTERCEDER POR ELES. 26 COM
EFEITO, NOS CONVINHA UM SUMO SACERDOTE. Lembra que eu disse para os
irmãos que o único livro do Novo Testamento que usa a palavra Sumo
Sacerdote é Hebreus? É um livro muito singular em muitos aspectos. Então, é
ele quem trás à luz esse ministério do sumo sacerdote lá da lei. Então ele está
dizendo que convinha, nos convinha um sumo sacerdote, assim como este.
Como é este? Jesus. Aí ele vai dizer: santo, primeiro. Segundo, inculpável, ou
sem mácula, o sentido é basicamente o mesmo. A frase que vem na frente aí,
sem mácula, irrepreensível, separado dos pecadores. Olhe a diferença entre ele
e Arão em mais um sentido. Arão entre dentre os pecadores. Mas Cristo não.
Cristo é separado dos pecadores. Por que? Porque Ele nem mesmo Pai
humano teve. Ele foi gerado o Logos eterno, Filho eterno, gerado de Deus. Se
fez carne assumindo uma natureza humana no ventre de Maria. Corpo me
formaste, diz o autor de Hebreus. O Senhor preparou um corpo humano
integral, Espírito e alma, sentimentos, mente, vontade, um homem, como todo
homem, mas, sem pecado. Então o livro de Hebreus diz: separado dos
pecadores. Arão não era assim. Então veja que a comparação aí mostra um
contraste e não uma similitude. Arão era um pecador, mas Cristo é separado
dos pecadores. Arão tinha que oferecer um novilho por ele mesmo, e por sua
casa, porque ele é um pecador. Mas e Cristo, ofereceu quem por ele mesmo?
Ele é a própria oferta, porque Ele é perfeito. Não é? Separado dos pecadores e
feito mais alto do que os céus. Fala da dignidade Dele como filho de Deus.
Esse sumo sacerdote não é apenas humano. Ele é mais alto do que os céus nele
mesmo, e Ele foi feito mais alto do que os céus pela sua ressurreição. Ele
ressuscitou como homem e foi entronizado, feito mais alto do que os céus.
Nome está acima de todo nome. Olhe o verso 27. Vai trazer mais luz sobre
esse fato de Arão e o seu novilho lá. Uma comparação mostrando diferenças,
como eu falei e não semelhanças. 27 QUE NÃO TEM NECESSIDADE, COMO OS
SUMOS SACERDOTES, DE OFERECER TODOS OS DIAS SACRIFÍCIOS, PRIMEIRO, POR
SEUS PRÓPRIOS PECADOS, DEPOIS, PELOS DO POVO; PORQUE FEZ ISTO UMA VEZ
POR TODAS, QUANDO A SI MESMO SE OFERECEU. Isso era o que Arão tinha que
fazer. Não só no dia da expiação mas todo o dia. Todo dia ele precisava
fazer isso e no dia da Expiação, não era diferente. Ele não podia oficiar como
um pecador. Ele tinha que oficiar tendo um sangue sobre ele mesmo, para que
ele mesmo tivesse purificado. Então está dizendo no verso 27 que Jesus não
tem necessidade como sumos sacerdotes tem, de oferecer todos os dias
sacrifícios pelos seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo,
porque fez isso uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu. E o
contraste continua no verso 28 PORQUE A LEI CONSTITUI SUMOS SACERDOTES A
HOMENS SUJEITOS À FRAQUEZA, MAS A PALAVRA DO JURAMENTO. Mas que
palavra que é essa? É aquela palavra profética lá do Salmo que se referindo a
Cristo diz assim: Tu és sacerdote eterno, para sempre. Não segundo a ordem
de Arão. O Senhor Jesus não tem nada a ver com Arão. Ele não é nem da
tribo de Levi. O Senhor Jesus é da tribo de Judá. Ele não tem nada a ver com
Arão. Então a palavra do juramento, se você for examinar aqui, se refere a
essa expressão do salmo que diz: Tu és um sacerdote eterno, perene, segundo
uma outra ordem - e não a ordem de Arão - a ordem de Melquisedeque.
Então a palavra do juramento que foi posterior à lei constitui o filho. Olhe
essa expressão agora irmãos: perfeito para sempre. O filho perfeito para
sempre. Os irmãos vejam que aí é uma comparação por contraste. Arão
oferecia sacrifício por ele. Cristo não ofereceu nenhum sacrifício por Ele,
porque Ele é o perfeito sacrifício. Quando a gente olha aquelas cerimônias
você tem que separar Arão e o animal. Cada um é um, mas os dois tipificam
uma única pessoa que é Cristo. Cristo é o ofertante, aquele que fez a
propiciação, e Cristo é a oferta. É aquele que é a propiciação. É o que o Novo
Testamento vai nos dizer. Ele não só fez propiciação como Ele é a
propiciação. Ele é o Arão e Ele é o animal. Todos tipificam Ele. Ele é ao
mesmo tempo a oferta e o ofertante. Quem que Ele ofertou sendo o ofertante?
Ofertou Ele mesmo, que é a oferta. Oferta e ofertante em uma mesma pessoa.
Que coisa mais maravilhosa. Só Cristo poderia cumprir esses requisitos. A
palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para
sempre.
Agora, vamos em mais um texto para examinarmos aquele bode que era
morto, e que o sangue dele era levado lá no propiciatório, assim como o
novilho de Arão também era. Tanto o novilho de Arão, quanto o bode do
povo, da oferta pelo pecado, o sangue deles tinha que ir lá para dentro, lá para
o propiciatório. Vamos ver o livro de Hebreus de novo lançar luz sobre isso.
Olhem lá. Capítulo 9 agora. Versículo 11. Se você ler com cuidado, nada
precisa ser comentado. Olhem a clareza desse texto. O autor de Hebreus
escrevendo sobre o Tabernáculo, como era o tabernáculo. Lá no versículo 8,
fala sobre esse santo lugar se referindo a este lugar mais interior onde o
Senhor habitava. No verso 5 ele fala sobre o propiciatório, os querubins da
glória ali, um de cada lado. No 9, é um verso importante aí no cap 9, é isso
uma parábola. Esse autor de Hebreus era corajoso, porque estava escrevendo
para aqueles cristãos hebreus. Olhem o nome do livro. Hebreus. Ele está
escrevendo como que dando aquela paulada final no judaísmo, dizendo assim:
o que é que vocês vão escolher? Você vão escolher ficar brincando como
crianças na sombra das figuras ou vão erguer os vossos olhos e prosseguir em
direção à Cristo que é a realidade. Vão ficar na sombra ou vão para a luz?
Vocês vão ficar tateando nas figurinhas e sombrazinhas, ou vão abraçar a
realidade que é Cristo? Então ele fala no verso 9 assim: isso é uma parábola.
O propiciatório é uma parábola. Querubins é uma parábola. O candelabro é
uma parábola. Tudo é uma parábola. Cristo é a realidade, a essência. É isso
uma parábola para a época presente. E segundo essa se oferece assim dons,
sacrifícios, sendo este no tocante à consciência, uma outra palavra importante
nesse capítulo, ela vai aparecer de novo no verso 14 - consciência - e no
tocante à consciência é ineficaz - veja como ele dá uma paulada no judaísmo
– isso é ineficaz. Isso é sangue de bodes, isso é um altar do propiciatório, é
uma figura, uma sombra, um tipo, um símbolo. É ineficaz para aperfeiçoar
aquele que presta culto. Por que é que ele é ineficaz? Porque esse sangue não
atinge a consciência. Essa palavrinha, essa idéia tão importante no capítulo 9.
A gente vai ler de novo no verso 14. Então, os irmãos vejam o que é que ele
faz no verso 1 a 10. Agora então ele entra no verso 11. 11 QUANDO,
PORÉM(olhe o contraste aí), VEIO CRISTO. Quem é Cristo? É o sumo sacerdote
– comparando com Arão, lá no dia da expiação. Ele é o sumo sacerdote do
que? Uma palavra meio complicada na nossa tradução dos bens já realizados.
Tradução para você entender melhor, do original grego. Significa que Cristo é
um sumo sacerdote, dos bens ou das coisas que tem realidade. Esse é o
sentido aí. Aí “dos bens já realizados” é uma frase um pouco confusa, como
foi traduzida do original. O sentido do original é este que eu estou dizendo
para os irmãos: Cristo é o sumo sacerdote das coisas que são reais. Arão era o
sumo sacerdote das cosias que são simbólicas, das coisas que são tipos, das
coisas que são sombras, mas Cristo é o sumo sacerdotes – aí diz dos bens já
realizados – das coisas que são reais, que tem realidade. O que é que tem
realidade? O pecado real. Deus real. Uma expiação real, uma consciência
real. Não tipos, não símbolos. Então veja que contraste maravilhoso, esse
versículo 11. Vamos prosseguir aí. Cristo então é o sumo sacerdote dos
bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito
por mãos, quer dizer, não desta criação. Tabernáculo. Outra expressão
maravilhosa. Arão servia em um tabernáculo que era inferior. Aí diz maior e
mais perfeito, porque aquilo que Arão servia era simbólico, natural. Esse aqui
é maior e mais perfeito. Esse tabernáculo na Bíblia, se você for olhar os
versículos todos, estudar, você vai ver que se refere a uma coisa só. A
presença imediata de Deus. É uma linguagem figurada para falar da própria
presença de Deus, o Tabernáculo de Deus, ou seja, a morada de Deus, a
Shekina de Deus, a glória real de Deus, não aquela glória que se manifestava
no Santo dos Santos, mas a glória real de Deus. Jesus não entrou no Santo
dos Santos, literal e natural. Jesus não tem nada a ver com aquilo. O livro de
Hebreus vai dizer que Jesus entrou no Santo dos Santos, real. Qual é o santo
dos santos real? A presença de Deus. Isso é o que o autor de Hebreus vai
dizer. Coisa tremenda irmãos. Por isso que ele fala em HEBREUS 10:19
TENDO, POIS, IRMÃOS, INTREPIDEZ PARA ENTRAR NO SANTO DOS SANTOS.
Qual? Temos que ir lá em Jerusalém? É lá que nós vamos entrar? Como que
nós entramos no Santo dos Santos? PELO SANGUE DE JESUS 20 PELO NOVO E
VIVO CAMINHO QUE ELE NOS CONSAGROU PELO VÉU, ISTO É, PELA SUA CARNE,
Nós temos comunhão com Deus sem condenação, sem sermos fulminados,
como filhos amados, adotados, ainda pecadores, mas cobertos. É um dos
sentidos da palavra Expiação. Lindo sentido. Coberto. Palavra hebraica é
“kapporeth”. Coberto. Se refere ao propiciatório. A palavra hebraica para
propiciatório é kapporeth, cobertura. Nós fomos cobertos pelo precioso sangue
e fomos recolhidos como filhos. Nenhuma condenação na para os que estão
em Cristo Jesus. Irmãos. Se nós não absorvermos toda a realidade desse
fundamento, nós estamos a ver navios. Nós poderemos ser facilmente ser
agitados de um lado para o outro, como meninos, soprados por qualquer vento
de doutrina, qualquer promessa de qualquer coisa. Se nós não estivermos
firmemente assentados sobre esse fundamento da revelação de Deus que é a
Expiação nós vamos ter muitos problemas. Problemas na compreensão da
palavra, na relação com Deus, problemas com a nossa consciência, problemas
no trato com o pecado, problemas de todo o tipo. Vamos prosseguir um pouco,
até o verso 14 do texto de Hebreus 9.
Cristo veio então mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, ou seja,
Ele é um sumo sacerdote que veio de Deus, que veio do trono de Deus, da
glória de Deus, veio da presença imediata de Deus, do maior e mais perfeito
tabernáculo, não feito por mãos. Quem foi que ergueu este tabernáculo?
Ninguém. Esse é um Tabernáculo de Deus. Está falando da realidade eterna,
quer dizer, não desta criação. Tão claro o versículo. Agora olhe o verso 12,
que vai lançar luz lá sobre o dia da expiação. 12 NÃO POR MEIO DE SANGUE DE
BODES E DE BEZERROS, Lembra do bodinho lá? Nem de bezerros. O bezerro é
do Arão. O bode é do povo. Então ele está trazendo para a luz essa figura.
Ele está falando que não é por meio de sangue de bodes como Arão oferecia
pelo povo, nem de bezerro que Arão oferecia por ele mesmo, mas pelo seu
próprio sangue. Ele entrou no santo dos santos. Olhe aí como é que ele faz
analogia. Santos dos Santos terreno, com esse Santo dos Santos celestial, o
trono de Deus, a presença de Deus. Ele entrou no Santo dos Santos uma vez.
Arão entrava naquele quartinho que era só uma figura do Santo dos Santos e
todo ano. Jesus entrou no Santo dos Santos real. Uma vez. Ele não tem de
morrer de novo, não tem que se encarnar de novo. Então quando você escuta,
que no culto, na reunião daquele que se chamam cristãos, um tipo de
sacrifício é oferecido, e quando aquele sacrifício é oferecido, repete-se o
sacrifício de Cristo. Isso é uma heresia. O sacrifício de Cristo não pode ser
repetido. O sacrifício de Cristo não é repetido quando nós comemos o pão e
tomamos o cálice. Isso é uma heresia, de um ramo do cristianismo. O
sacrifício de Cristo não se repete. Nós não cremos em transubstanciação.
Aquele pão não é o corpo de Cristo. Cristo se ofereceu uma única vez pelos
pecadores. Está muito claro neste texto e Ele entrou na presença de Deus e
quando nós celebramos a mesa do Senhor, nós, pela fé, tomamos esse
elementos que são para nós simbólico, essa grande oferta eterna que Ele
realizou ao Pai. Então os irmãos vejam que a compreensão disso não é uma
coisa pequena. É uma coisa muito importante. Martinho Lutero, ele próprio
errou com relação a esse assunto. Foi ele quem primeiro falou sobre a idéia de
consubstanciação, o que no final, é a mesma coisa. Ele dizia que aquele pão e
aquele cálice não são, não se transformam no corpo de Cristo. Não é a
transubstanciação. É consubstanciação. No final é a mesma coisa. Ele está
dizendo que quando nós oramos sobre aqueles elementos, como se naqueles
elementos então fossem incorporados algo de graça, algo de vitalidade, algo
de realidade no que concerne ao corpo e ao sangue de Cristo.
Consubstanciação. Isso não é uma verdade. Não há consubstanciação de nada.
O pão é ainda o pão feito da farinha, e o vinho ainda é o vinho feito da uva.
Por isso só tem valor para aqueles que tomam desse pão, tomam desse cálice,
aqueles que crêem no Senhor Jesus, o eterno e suficiente salvador. Então
tomam esse pão, bebem esse cálice pela fé. Graças a Deus. Não há
transformação de nada, não há passo mágico, não há milagre, não há mágica,
não há nada. Há apenas uma simbologia de algo eterno que foi feito de forma
única, exclusiva, perfeita pelo Senhor Jesus na cruz. O versículo 12 então
diz: 12 .........., UMA VEZ POR TODAS, TENDO OBTIDO ETERNA REDENÇÃO. 13
PORTANTO, SE O SANGUE DE BODES E DE TOUROS E A CINZA DE UMA NOVILHA,
ASPERGIDOS SOBRE OS CONTAMINADOS(isso aqui se refere a uma outra
cerimônia), OS SANTIFICAM, QUANTO À PURIFICAÇÃO DA CARNE, 14 MUITO MAIS
O SANGUE DE CRISTO, QUE, PELO ESPÍRITO ETERNO, A SI MESMO SE OFERECEU
(Ele é a oferta e Ele é o ofertante. Ele a Si mesmo se ofereceu. Ele é quem
oferece e Ele é a oferta) SEM MÁCULA A DEUS, PURIFICARÁ A NOSSA
CONSCIÊNCIA (olhe a palavrinha de novo aí. Apareceu lá no verso 9 dizendo
que os sacrifícios do tabernáculo eram ineficazes para purificar a consciência
e aqui no verso 14 diz que o sangue de Cristo purificará a nossa consciência)
DE OBRAS MORTAS, PARA SERVIRMOS AO DEUS VIVO! O que é obra morta
irmão? Obra morta é qualquer coisa que você faz para tentar obter aceitação
da parte de Deus. Pode ser de entregar o seu próprio corpo para ser queimado,
como mártir. Pode ser a coisa mais maravilhosa que você imaginar. Ofende
terrivelmente a Deus, porque o sacrifício que o filho fez é perfeito. Perfeito
para sempre. Então obra morta é tudo o que você estiver tentando fazer na sua
vida cristã para te tornar mais aceitável a Deus. São obras de malignidade.
São obras mal cheirosas, que ofendem profundamente ao Senhor, entristecem
o Espírito Santo, e afrontam a cruz, porque o que nós cristãos precisamos
saber é que o nosso Cordeiro Pascal foi imolado e pelo seu único, singular,
bendito, santo e precioso sangue, nós fomos totalmente aceitos, redimidos.
Não há nenhum problema com relação à nossa aceitação. Nós podemos ter
algum tipo de problema na nossa relação com Deus. Podemos pecar, podemos
ofender o Espírito Santo, posso me desviar do caminho do Senhor. O Senhor
vai falar comigo sobre isso, Ele é bondoso, Ele me disciplina, e vai até
mesmo me corrigir. Muitas vezes vou sofrer por isso, mas como filho. Isso
não muda nada essa relação estabelecida, se é que nós cremos que Ele é esse
sacrifício. Agora, se nós não cremos, nós então vamos continuar tateando.
Quem sabe vamos nos reunir, ler Bíblia, fazer boas obras, tentar até pregar
para os outros, como uma maneira de sermos mais aceitáveis a Deus. E tudo
isso é uma obra monstruosa aos olhos de Deus, lixo imundo, porque fomos
aceitos exclusivamente pelo precioso sangue de Cristo e porque cremos que
esse eterno substituto nosso diante de Deus. Então irmãos, que importante
essa compreensão: “purificará a vossa consciência de obras mortas”. Você
não tem que fazer e fazer e fazer melhor e tentar fazer maior, ser aceito. Você
já foi aceito. Por causa dessa tão grande aceitação você faz, porque foi aceito.
Você faz porque adora, faz porque ama, faz porque é Dele. Então o versículo
14 é muito significativo. Purificará a nossa consciência de obras mortas, para
servirmos ao Deus vivo. Só podemos servir nessa condição de consciência.
Com a consciência que está em paz pelo sangue de Cristo. Então nós podemos
servir, do contrário, todo serviço é fogo estranho, obra morta. Cheia mal aos
olhos de Deus, porque não é uma oferenda de Cristo. É uma oferenda das
minhas obras, é uma oferenda do que eu posso fazer, uma oferenda do meu
melhor. Isaías diz assim que o nosso melhor, nossas justiças, são para Ele
como um trapo imundo. Esse é a nossa justiça. O melhor que há em nós, um
trapo imundo. Como nós somos salvos? Irmão, me lembro que a algum
tempo atrás, a primeira vez até hoje em todo esse tempo, caminhando com o
Senhor, que ouvi uma pessoa ser tão direta comigo, uma pessoa a quem tenho
muita consideração no Senhor, e ele ama a palavra, ele tem estudado a
palavra, tem sido atraído por Cristo, de uma forma irresistível, mas ele milita
em um meio religioso bastante forte, e uma vez conversando com essa pessoa,
ele usando de toda a honestidade que é bem peculiar dele, ele disse assim
para mim: Romeu. Diga uma coisa para mim. Quando eu leio a Bíblia eu vejo
o senhor valorizando boas obras de pessoas ao redor dele, como ele contou
aquela parábola do bom samaritano, por exemplo, e etc. Agora, por mais que
eu até hoje, tenha praticado minhas boas obras eu percebo que meu coração, a
minha consciência ela não descansa em paz. Eu tenho um sentimento de que
por melhor que eu entenda que eu estou fazendo, aquilo não está sendo
adequado a Deus. E aí ele disse que queria me perguntar uma coisa. Antes
disso ele disse assim: eu penso que seu passado tem algo de quarenta anos ou
algo assim. Eu penso que se eu passar o resto da minha vida fazendo o
melhor, esse senso de insuficiência vai prosseguir em mim, em minha
consciência. Então eu quero te fazer uma pergunta. Sendo assim, como que o
homem pode ser salvo? Olhem a pergunta que ele fez? Olhe a honestidade
dessa consciência diante de Deus. Se eu fiz até hoje nesses quarenta anos de
vida, o melhor que eu pude, e tenho o senso de ineficiência, tem uma
acusação em minha consciência, tenho um senso que Deus não está
plenamente satisfeito comigo, e se eu fizer o resto da vida eu não vou chegar
lá, e tenho então uma grande pergunta na minha vida. Como é que eu posso
ser salvo? Que pergunta. Então irmão. Esse assunto já está resolvido no seu
coração plenamente? Você vê o sangue da Expiação. Você tem segurança
nele? Você sabe que nem morte, nem vida, nem anjos, nem poderes, nem
principados, nem nudez, nem perigo, nem espada, vai te separar do amor de
Deus que está em Cristo Jesus? Você sabe que se você passar por sofrimentos
como os hebreus estavam passando, a única coisa que pode te renovar é uma
visão desse Cristo, sumo sacerdote eterno? Os hebreus estavam sofrendo
perseguição, e sofrendo muito, tendente até a voltar ao judaísmo. O que é que
foi que o autor de Hebreus falou? “Gente é o seguinte. Vocês viveram a vida
cristã até agora, mas tem coisa nova, tem novidades por aí que vocês não
sabem, muitas novidades. Eu vou falar sobre elas para encorajar vocês, para
animar vocês”. Hoje o cristianismo anda assim, não é? Uma modinha daqui,
outra modinha de lá. Novidade daqui, novidade de lá. Mas quando o autor de
Hebreus escreveu para pessoas cansadas, tristes, algumas delas até tendentes a
voltar para o judaísmo, joelhos trôpegos, mãos descaídas, como fala o
capítulo 12(HEBREUS 12:12 POR ISSO, RESTABELECEI AS MÃOS DESCAÍDAS E OS
JOELHOS TRÔPEGOS) quando o autor de Hebreus vai procurar renovar essas
pessoas ele não faz outra coisa, senão falar do mesmo Cristo, do sangue de
Cristo, da Expiação de Cristo, desse Eterno Sumo Sacerdote, porque irmãos, a
única coisa capaz de renovar os cristãos cansados, cristãos veteranos, cristãos
desanimados, não é novidade, não é promessa de paz e prosperidade, não é
barganha nenhuma com Deus. A única coisa capaz de renovar os cristãos, é
uma visão renovada de Cristo, e é isso que o livro de Hebreus faz. Cristo, o
nosso grande Sumo Sacerdote; Cristo, o seu sangue precioso; Cristo, pelo qual
nós temos livre acesso ao Pai; Cristo que nos colocou em uma relação filial
com o Pai de tal forma que, se sofremos, Ele é o Pai, que está em nós usando
a sua mão disciplinar. Ele corrige e disciplina a quantos ama. Não é isso que
nos fala o capítulo 12? Mas irmãos, vejam o que é que o livro de Hebreus faz.
Não tem novidades, muito pelo contrário. No capítulo 13 ele nos fala:
HEBREUS 13:9 NÃO VOS DEIXEIS ENVOLVER POR DOUTRINAS VÁRIAS E
ESTRANHAS. Então irmão que o Senhor lance luz para nós, para todos nós,
mais luz sobre esse grande fundamento, esse alicerce da nossa confissão,
chamado Expiação. Expiação ou propiciação. Nós temos que estar
solidamente assentados nele, porque esse é o Evangelho que nós pregamos.
SE uma pessoa fizesse para você a pergunta que fez para mim, como é que
você responde? Se alguém perguntar para você, como é que eu posso ser
salvo? O que é que você vai responder? Depende da visão que você tem de
Cristo, do sangue de cristo, da cruz de Cristo, não é? Na próxima Reunião se
o Senhor permitir, para terminarmos esse assunto e prosseguirmos para o
próximo alicerce, eu quero falar um pouco sobre essa palavra Propiciação, no
Novo Testamento. Qual o significado dela. Em Romanos, Hebreus e 1ª João.
Vamos orar.

Oh Pai, nos ajude a ver com mais clareza Senhor, essa tão grande
salvação, que nós temos em Cristo Jesus o nosso Senhor, uma salvação
inabalável, irretocável, perfeita. Senhor, abre os nossos olhos para que
vejamos a Ti, o Filho, perfeito para sempre, para que vejamos um valor aos
teus olhos Pai, do precioso sangue como de Cordeiro sem defeito e sem
mácula, sangue de Cristo, e que sejamos encorajados a vivemos no Santo dos
Santos da Tua presença, mantendo comunhão com o Senhor, porque o sangue
de Jesus seu Filho, nos purifica de todo pecado. Muito obrigado Senhor,
porque obtivemos essa salvação tão segura, tão firme. Abra os nossos olhos
Senhor, porque queremos edificar as nossas casas sobre a rocha. Que o Senhor
revele com mais clareza para nós, esse alicerce da Expiação, e gere em nós
Senhor, esse espírito de gratidão, de adoração e culto a Ti, o Cordeiro que foi
morto e que vive, pelos séculos dos séculos Amém.
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO
EXPIAÇÃO IV
ROMEU BORNELLI

Obrigado Senhor, porque nos reunimos no teu nome. Muito obrigado


porque o Senhor tem prazer em estar conosco, quando estamos separados ou
quando estamos juntos. Obrigado pela graça de podermos habitar em Cristo
Jesus, de pertencer Senhor, de poder viver e andar em Tua presença. Pedimos
ao Senhor que nos abençoe mais uma vez na compreensão da Tua palavra. O
Senhor possa, o Senhor mesmos estar ministrando, claramente, aos nossos
corações aprofundando as nossas convicções, aprofundando e aclarando a
nossa visão, nosso entendimento, para que mais da glória do Senhor, Tua
pessoa e Tua obra estejam brilhando aos nossos olhos, fortalecendo o nosso
espírito, edificando as nossas vidas, para honra e glória do Teu próprio nome,
para que nós, como igreja, possamos ser testemunhas vivas da glória da Tua
pessoa e da Tua obra consumada na cruz. Pedimos ao Senhor que venha nos
dar alimento nesta noite em nome de Jesus. Amém.

Irmãos, vamos prosseguir compartilhando um pouco a respeito da


Expiação e possivelmente encerrando então, hoje, esse terceiro aspecto
fundamental, esse terceiro alicerce que temos visto da nossa confissão.
Para nós prosseguirmos mais ou menos de onde paramos, eu creio que
seria importante os irmãos, retomarem nas suas mentes, nos seus corações que
toda essa visão do cap. 16 de Levítico, ela tem como fundamento a ira de
Deus. Irmãos, é uma necessidade, nós como filhos de Deus, a igreja de Deus,
nós termos uma compreensão muito clara, mesmo, a respeito da ira de Deus,
porque nós fazemos uma separação, penso eu, de uma forma errada entre amor
e ira de Deus. A contraparte da ira de Deus é o amor de Deus, como verso e
reverso de um mesmo item, de uma mesma moeda. Verso e reverso. A ira de
Deus e o amor de Deus, de tal forma que, quando você tem um,
necessariamente, tem o outro. Nós costumamos, na nossa mente natural,
colocar como alternativa à ira de Deus, então o seu amor, mas na verdade,
creio que há clareza na palavra de Deus para dizermos que a alternativa da ira
de Deus, não é o amor de Deus. A alternativa da ira de Deus e do amor de
Deus, seria a indiferença. Todas as vezes que Deus exerce o seu amor, Ele
exerce a sua ira, e todas as vezes que Deus exerce a sua ira, está exercendo o
seu amor. Nós não podemos ter uma moeda com apenas um lado. Sempre
teremos os dois lados. Então para termos uma boa compreensão, eu penso
assim, do capítulo 16 de Levítico e de toda essa idéia chamada Expiação ou
Propiciação de que temos falado, que inclui o sentido de Deus desviar a ira,
nós precisamos saber o que é ira, e não colocar a ira de Deus tendo como
contraparte o seu amor, ou melhor, como alternativa, como o antônimo do seu
amor, porque a ira de Deus e o amor de Deus não são antônimos. Não são
antônimos. São sinônimos. São verso e reverso de uma mesma moeda. Os
irmãos compreendem isso? Todas as vezes, vejam por exemplo, a tornar cada
vez mais claro de forma prática, veja que o capítulo 12 de Hebreus ensina
sobre disciplina. O cap 12 usando aquele pano de fundo de Provérbios, pois
Provérbios é cheio dessa lição aplicada no cap 12 de Hebreus, quando ele está
falando sobre o nosso Pai amoroso, o autor de Hebreus diz assim que Ele
como Pai, corrige e disciplina a quantos ama [HEBREUS 12:7 É PARA
DISCIPLINA QUE PERSEVERAIS (DEUS VOS TRATA COMO FILHOS); POIS QUE FILHO
HÁ QUE O PAI NÃO CORRIGE?]. Ele açoita a todos aqueles que Ele recebe por
filho(HEBREUS 12:6 PORQUE O SENHOR CORRIGE A QUEM AMA E AÇOITA A
TODO FILHO A QUEM RECEBE.). Por que? Porque lá em Provérbios diz assim
que aquele que ama o seu filho, cedo o disciplina(PROVÉRBIOS 13:24 O QUE
RETÉM A VARA ABORRECE A SEU FILHO, MAS O QUE O AMA, CEDO, O
DISCIPLINA.). Então os irmãos vejam que ira e amor não são antônimos. São
contrapartes de um mesmo fato, do caráter de Deus. Deus é amor na mesma
medida em que Deus é ira, e sempre que Ele exerce o seu amor, Ele está
exercendo a sua ira. Quando Deus trata conosco, nos colocando debaixo do
seu amor paternal, em todas as suas atividades amorosas, paternais para
conosco Ele estará exercendo a sua ira, porque Ele estará falando conosco a
respeito do que em nossas vidas não tem satisfeito a Sua pessoa, o seu caráter.
E esse falar conosco a respeito dessas questões é exercício da sua ira, porque a
ira de Deus se revela contra tudo aquilo que é antagônico a Deus, porque
Deus é um ser moral. Então os irmãos compreendem como que amor e ira não
são antônimos? Você nunca pode dizer que quando um pai, segundo Deus,
disciplina o seu filho, ele está então, agindo de uma forma antagônica ao que
ele quis produzir ali, através daquela disciplina ele não está exercitando amor.
Aquela disciplina, aquele ato, que muitas vezes provoca dor, não é uma
expressão de amor. Nós não somos capazes de dizer isso, porque nós, como
cristãos pelo menos, na idéia do mundo isso é separado, mas muitas vezes no
nosso mal entendimento cristão, essas duas coisas ainda permanecem
separadas. Mas irmão, que deficiência na nossa compreensão, se isso ainda
permanece assim, porque Deus todas as vezes que libera o seu amor – e é o
que Ele é - exerce o seu amor, Ele está exercendo a sua ira. Nós então temos
que compreender bem que ira e amor não são antônimos.
Por que é que é importante essa compreensão dentro desse panorama da
Expiação? Porque Deus quando realizou Expiação na pessoa do Filho, no
Filho do seu amor, nesse mesmo Filho do seu amor, Ele estava executando
a sua ira, de tal forma que no pleno exercício da sua ira, Ele pudesse exercer
plenamente o seu amor. Não foi assim que aconteceu na cruz do calvário? O
que é que os irmãos acham sobre a cruz? Que a cruz foi expressão de cem por
cento amor de Deus apenas? Ou os irmãos vêem que ela foi expressão de cem
por cento da ira de Deus? Não foi? Não há um Salmo que diz assim que na
cruz graça e verdade se encontraram, justiça e paz se beijaram? (Salmos
85:10) Porque quando Deus exerceu manifestou o seu amor em Cristo, Ele
exerceu, deu lugar, deu vazão, a toda a sua ira naquele mesmo ato. O que é
que Ele estava fazendo ali? Ele estava demonstrando o quanto Ele ama o
homem que se perdeu. O quanto Ele ama o homem que se perdeu, que se
alienou Dele, por causa do pecado e na mesma cruz, Ele estava mostrando o
quanto Ele odeia de uma forma total, absoluta, isso que se chama pecado, ou
seja, tudo aquilo que não é coerente com o caráter Dele. Por que é que Ele
odeia? Porque tudo que é incoerente com o caráter de Deus, não pode
produzir alegria de Deus, satisfação. Irmãos é por isso que o diabo não tem
alegria, porque não há alegria no antagonismo a Deus. É por isso que o diabo
vive no inferno, porque inferno, é ausência de amor. Não há satisfação, não há
realização, não há alegria em nada que seja antagônico a Deus. Então, quando
Deus exerce o seu amor, Ele exerce a sua ira para que nós vejamos que pelo
seu amor, Ele quer nos atrair e pela sua ira, Ele quer nos limpar, assim como
um pai disciplina um filho, da mesma maneira. Aquela figura que
frequentemente usamos, quando você com todo aquele amor paterno, ou
materno, vai dar banho no seu nenezinho novo, cheio de sujeira, mal
cheiroso, tira as fraldinhas dele, dá o banhozinho nele, você não joga depois
o filho e a água. Você recolhe o filho, aquece o filho, enxuga, veste, põe a
roupinha e joga fora a água suja. Esse é o exercício de amor e ira ao mesmo
tempo. É o amor pelo filho que te faz agir com ele assim. Não é? Você está
mostrando o seu antagonismo contra tudo aquilo que é fedorento, que faz mal
para ele. Então você vai limpá-lo de tudo aquilo e conservar o filho. Deus
sempre age com amor e ira ao mesmo tempo, mas por causa de nós homens,
por causa do pecado, uma idéia errada a respeito de ira, quando nós homens
falamos sobre ira, nós pensamos em rancor, nós pensamos em raiva, pensamos
em atitudes intempestivas, precipitadas, atitudes completamente fora de
controle, ou qualquer coisa desse tipo. Mas isso nunca existe em Deus. Deus
não é precipitado nem intempestivo, não se deixa levar por emoções. Deus
exerce uma ira santa. Por que ira santa? Porque Ele exerce a sua ira contra
tudo que não é compatível com Ele. Por que? Porque tudo que não é
compatível com Ele, não trás bem aventurança, realização, satisfação, alegria,
paz, e tudo o mais que nós quisermos nomear aí em termos de virtudes. Tudo
o que é antagônico a Deus, não trás essas realidades. Por isso Deus age com
ira, e quando nós pensamos nessas outras realidades que nós colocamos
debaixo do nome pecado, então nós entendemos porque é que Deus despeja
sua ira sobre o pecado, porque o pecado é antagonismo. O pecado é
independência, o pecado é separação, é alienação. Então, debaixo desse ponto
de vista irmãos, nós podemos ver melhor, compreender melhor tanto esse
símbolo de Levítico 16, não só Levítico, mas outras passagens que falam
sobre a Expiação de foram simbólica, mas podemos além disso ver, com mais
clareza, a cruz, o que é que aconteceu na cruz. Nós podemos, mesmo que
ainda de leve, ainda por espelho, compreender o que é que o Senhor Jesus quis
dizer recitando o Salmo 22 na cruz, naquela hora negra da cruz, quando Ele
disse: 1 ¶ DEUS MEU, DEUS MEU, POR QUE ME DESAMPARASTE? Qual o
significado disso? A ira santa de Deus, totalmente despejada sobre o pecado
do homem. Claro que não sobre o pecado do Filho; Ele é o seu Filho amado
em quem Ele tem todo o seu prazer. Não havia pecado Nele. 1ª João 3 diz
assim: 1 JOÃO 3:5 SABEIS TAMBÉM QUE ELE SE MANIFESTOU PARA TIRAR OS
PECADOS, E NELE NÃO EXISTE PECADO. Ele em tudo se tornou semelhante aos
irmãos, participou da nossa natureza, mas sem pecado. Ele foi tentado em
todas as coisas em nossa semelhança, mas sem pecado. Ele é o perfeito Filho,
o Filho do seu amor, o Filho em quem lhe compraz, o Filho do qual o Pai
disse: LUCAS 9:35 E DELA VEIO UMA VOZ, DIZENDO: ESTE É O MEU FILHO, O
MEU ELEITO; A ELE OUVI. Então, aquele pecado que estava sobre Ele não é
Dele, mas é pecado. Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por
nós, e por isso então Ele clamou de uma forma muito real naquela cruz. Não
simbólica, mas real. Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste? Então
irmãos a cruz ganha outra realidade para nós. Que brilho a cruz ganha e que
segurança o nosso coração tem? O meu e o seu pecado foram cabalmente
jogados no Cristo. Totalmente. Deus meu, Deus meu, por que me
desamparaste. Não havia motivo nenhum para esse desamparo, a não ser o
pecado. Por isso Jesus nunca perdeu de vista a face do Pai. Nem na
eternidade, nem na vida terrena, porque Ele é o Filho amado de Deus, perfeito
de Deus, santo de Deus. Ele só perdeu de vista a face de Deus, naquele
momento em que a ira de Deus foi despejada sobre o pecado que Ele então
pode, como perfeito substituto assumir ali na cruz, exatamente porque era
perfeito. Senão fosse perfeito não poderia assumir. Ele só poderia assumir o
pecado Dele mesmo, se Ele tivesse pecado. Um pecador não pode representar
um outro pecador de forma justa. Somente alguém sem pecado pode
representar o pecador de uma forma justa, aceitável aos olhos de Deus. Não é
assim? Esse é o Senhor Jesus. Por isso a morte do Senhor Jesus na cruz é
tão única. Então, irmãos, de novo, repetindo, nunca veja o amor como o
antônimo de ira, mas como contraparte. Todas as vezes que Deus exerce o seu
amor, Ele vai exercer a sua ira. Todas as vezes que Ele te der um senso
claro do seu amor, Ele está exercendo a sua ira em você. Ele está chamando
você para mais perto Dele, Ele está julgando um pecado em você, Ele está
dizendo não faça isso; não ande por este caminho; reveja isso na sua vida; se
arrependa disso; corte essa relação; fortifique essa outra; despenda mais tempo
para isso; gaste menos tempo com isso: isso é exercício da ira de Deus. A ira
de Deus, nos separando, nos amadurecendo, nos limpando, ao mesmo tempo
em que Ele exerce o seu amor. Então irmãos, é muito importante
compreender, sabe por que? Precisamos adorar a Deus pela Sua ira, assim
como adoramos pelo Seu amor. É porque nossa visão é confusa. Nós somos
adoradores de Deus em tudo o que Ele é. Então, quando adoramos a Deus,
estamos adorando o Deus que se ira, porque se Deus não se irarsse, nós nem
ao menos poderíamos subsistir. O que é que os irmãos acham, porque o
Senhor instituiu magistrados, governadores, juízes? O que é que Romanos 3
nos ensina? Eles são ministros de Deus, vingadores, para os que praticam o
mal. Se a ira de Deus não fosse exercida de certa forma através e inclusive,
dessas pessoas, nós não teríamos nenhum tipo de vida neste mundo. Nós já
teríamos sido completamente consumidos. Então os irmãos vejam que a ira de
Deus é expressão do seu amor. E a ira de Deus nos mantém vivos, assim
como o seu amor. Então, qual é o antônimo de ira? É indiferença. Se Deus
fosse moralmente neutro e indiferente, Ele não exerceria a sua ira, ou Ele
poderia ser redimido de outra forma, e é isso que as seitas e religiões pregam.
As religiões também falam de redenção, as seitas falam sobre redenção, a
grande maioria delas. Só que redenção, para eles não tem nada a ver com o
Senhor Jesus encarnado, nem com a cruz e nem com o sangue. Redenção para
eles é uma auto-redenção. É o homem se redimir por si mesmo, seja através
de boas obras, seja através de conhecimento, de iluminação, seja como for. O
homem vai auto se redimir. Eles também falam sobre redenção, mas não pelo
sangue, porque eles não crêem em um Deus pessoal. Não é? Mas nós
cristãos cremos em um Deus pessoal, e em um Deus que não é moralmente
neutro, mas em um Deus que é bom em sua natureza, e que julga todo mal,
porque Ele não é o autor do mal. Tiago disse que Deus não pode ser tentado
pelo mal, porque Ele mesmo, a ninguém tenta. Ele é o Pai das luzes, em quem
não há variação nem sombra de mudança. Se nós não tivermos esse panorama
primeiro, ou seja, a ira de Deus o que é, o amor de Deus o que é, nós vamos
ver mal a cruz. Nós vamos achar talvez que poderia haver um outro modo de
redenção. Quando nós vemos bem o caráter de Deus, o seu amor e sua ira,
exercidos ao mesmo tempo, completamente, então nós vemos que a cruz é
aquele ápice – ápice de amor – e ápice de ira. A cruz é o ápice dos dois. E
essa propiciação que nós temos estudado aqui em Levítico 16, um dos
sentidos desse termo, ou expiação, significa desviar a ira. A ira desviada,
porque irmãos, quais eram os objetos dessa ira? Essa ira tinha um destino. Ela
não ia sofrer desvio. Essa ira tinha um destino. Qual é o destino? Romanos
1:18, se você ler, você vai ver qual o destino da ira. Romanos 1:18 diz assim:
18 A IRA DE DEUS SE REVELA DOS CÉUS, CONTRA - qual é o destino dela -
TODA SORTE DE IMPIEDADE E PERVERSÃO DOS HOMENS. Esse é o destino da ira.
Toda sorte de impiedade e perversão dos homens. Não é propriamente contra
os homens, mas contra a impiedade e perversão dos homens. Mas como essa
impiedade e essa perversão estão nos homens, então isso se torna objeto da
ira. Eles vão ser julgados porque eles são ímpios, e eles são perversos. Não
é? Então, quando a Bíblia diz que a ira de Deus se revela dos céus contra toda
sorte de impiedade e perversão dos homens, mostra qual é o destino, o curso
dessa ira. Irmãos isso seria assim, até o fim, sem nenhum problema moral
com Deus. Nenhum problema moral. Qual é o problema moral de Deus se
Deus julgar que merece ser julgado? Qual é o problema moral? Que injustiça
há mandar para o inferno quem é digno do inferno? Não há injustiça
nenhuma. Muito pelo contrário, há um brilho, um fulgor de plena justiça.
Deus está condenando quem merece ser condenado. Irmãos, mas há uma
questão aí, dentro do coração de Deus. É que Deus, esses pecadores ímpios,
como Romanos 1:18, esses que são objetos da ira, impiedade e perversão dos
homens, esses ímpios e perversos, são amados por Deus, porque Deus ama o
pecador. Então, dentro do coração de Deus, digamos que por uma compulsão
Dele mesmo, Ele quer e vai salvar de forma justa o pecador que Ele ama. Só
que Ele enfrenta uma dificuldade no Seu próprio caráter, e não com o diabo,
nem com anjos, nem com ninguém. Ele enfrenta uma dificuldade com Ele
mesmo. É como Ele pode colocar em relação com eles pessoas que tem o
pecado nelas, e que precisam ser julgadas. Então Deus enfrenta, vamos
colocar entre aspas, um “conflito interno” do seu amor, da sua ira, do seu
caráter santo e conseqüentemente do seu antagonismo a tudo quanto que não
é de acordo com o caráter Dele. Então como é que Deus vai fazer para
resolver este dilema? Ele tomou o nosso pecado, julgou totalmente na pessoa
de um santo substituto, Ele mesmo na pessoa do seu filho, não uma terceira
parte, mas Deus mesmo. Deus estava em Cristo. Cristo não é uma terceira
parte. Não. Deus estava em Cristo. São duas partes só. É só Deus e o homem.
Não tem nenhuma terceira parte. Deus estava em Cristo, porque Cristo é
Deus, o Filho de Deus. Deus estava em Cristo, reconciliando, com Ele
mesmo o mundo. Ele e o homem. É um assunto entre Deus e o homem. Não
é um assunto entre Deus, o homem e o diabo; Deus o homem e mais alguém.
Só Deus e só o homem. Deus cem por cento santo e o homem cem por cento
pecador. Então irmãos, com esse pano de fundo é que nós podemos
compreender propiciação. Senão isso tudo para nós não passa de simbologia.
E a visão do Novo Testamento fica obscura, aquilo que o Senhor realizou na
cruz. No mínimo, obscuro. Então irmão, se Deus fosse moralmente neutro,
Ele não exerceria nem o seu amor e nem a sua ira. Mas, porque Ele não é
moralmente neutro, não é indiferente, então Ele exerce o seu amor e a sua ira.
A alternativa para ira não é o amor. A alternativa para a ira é a indiferença. Se
Deus não exercesse a sua ira, Ele seria indiferente para com o pecado.
Neutro, omisso e isso não é inerente ao caráter de Deus. Por ser quem Ele é,
Ele tem que julgar o mau. Do contrário Ele não é quem é. Por Ele ser quem
é, Ele tem que julgar o mau. Ele está obrigado por Ele mesmo, a julgar o mau,
senão Ele deixa de ser quem é. Os irmãos compreendem isso? É muito
importante compreendermos irmão, porque muitas vezes nós pensamos que
poderia haver uma outra maneira e as vezes ficamos mesmo sem entender o
por quê da cruz. Nós precisamos ver que Deus tinha “um dilema” com o seu
próprio caráter, porque Ele é santo e Ele não pode deixar de julgar o mau.
Então, desde o Velho Testamento, nesses símbolos todos, essa idéia de
Expiação ela é bem explícita: um substituo, pelo pecador, substituto tal que
pudesse satisfazer a Deus. Então os irmãos vejam a importância disso. Moisés
não inventou um tipo de substituto qualquer, muito menos Arão. Nem Abraão
antes dele. Nem mesmo Abel que foi o primeiro a oferecer um sacrifício. A
Bíblia diz que quando Abel fez isso – lá em Hebreus 11 - quando fala do
sacrifício que Abel ofereceu, diz que ele foi aceitável a Deus, foi baseado na
revelação de Deus, e teve um valor tal aos olhos de Deus, que esse Abel,
mesmo depois de morto, ainda fala. Ou seja, aquele sacrifício que ele
ofereceu, foi segundo o entendimento que ele teve de redenção. Abel entendeu
isso. Caim não. Caim fez obras. Caim lavrou a terra, tentou fazer alguma
coisa. “Olhe aqui, ó Deus o que é que eu trago para ti agradar, para ti
satisfazer”. Esse é Caim. Agora, Abel não. Abel entendeu que nada que
partisse dele poderia ser aceitável a Deus. Então baseado nesse mesmo
entendimento, o que foi que ele fez? Ele ofereceu uma vida inocente, sem
pecado, simbolizada por aquele animal. Não é? Um animal não tem
responsabilidade moral, não é um ser responsável, não é uma pessoa. Só tem
vida animal, da alma, Não tem espírito. Só tem vida instintiva. Então quando
Abel ofereceu aquele animal, simbolicamente, ele estava oferecendo a Deus, o
que, no seu entendimento poderia agradar a Deus. Uma vida inocente, uma
vida sem pecado. E os irmãos sabem que aquele sacrifício é uma figura de
Cristo. Interessante não é? Quanto tempo antes, do sacrifício, do
cerimonialismo judaico ser instituído, Abel ofereceu este sacrifício? Quantos
séculos antes? Baseado numa revelação da redenção de Deus, e do culto que
agrada a Deus. Abel ofereceu mais excelente sacrifício, do que Caim.
Então irmãos, que coisa importante a nossa compreensão de
Propiciação, de Expiação? Por que é que Deus fez assim? Porque ele tinha
que fazer assim. Por que é que Ele tinha que fazer assim? Porque Ele era
obrigado pelo seu próprio ser, porque se Ele não fizesse assim, Ele não seria
Deus. Ele como Deus não é neutro. Ele como Deus não é indiferente. Ele
como Deus é um Deus moral. Então Ele tem que julgar o mau. Mas Ele ama
o pecador, e vai salvar o pecador. Como que Ele vai fazer as duas coisas ao
mesmo tempo? Vai julgar o pecado e salvar o pecador? Como é que Ele vai
separar, entre aspas, essas duas coisas? Então nós vemos com clareza o
significado da cruz, porque na cruz foi isso que aconteceu. Julgou o pecado na
pessoa santa do seu Filho, de tal forma, que o pecado julgado ali no seu Filho,
foi completamente liquidado. Aquela dívida relacionada ao pecado foi paga.
Sacrifício de Cristo é um sacrifício inclusivo. Ele assumiu o pecado, no
singular. Nós podemos dizer que o pecado não se limita a atos. Não é uma
coisinha que você faz aqui, outra que você faz ali. O pecado é como se fosse
uma entidade espiritual, uma árvore da qual brotam muitos frutos. Então,
quando o Senhor Jesus foi feito pecado na cruz, pecado no singular, na pessoa
Dele, Deus julgou todo o pecado. Não uma quantidade de pecados
simplesmente, mas todo o pecado. Por isso o capítulo 6 de Romanos nos diz
que nós não estamos mais debaixo da lei e sim da graça e que o pecado não
terá domínio sobre nós. Lá não fala sobre um ato ou outro específico, mas
fala do pecado como um princípio. Ele não terá domínio. Não importa o que
ele produz: isso, aquilo, a mentira, a inveja, o ciúme, o ódio ou seja o que for,
não está falando nisso. Está dizendo “o pecado” como princípio, e tudo que
ele produz, como conseqüência. O pecado não terá domínio sobre vós. Por
que? Porque Aquele que não conheceu pecado - também no singular - Deus
o fez pecado, e Nele o pecado foi julgado. Então agora não terá domínio
sobre nós, porque foi julgado na pessoa do Senhor. Então irmãos essa idéia,
substituição vicária, ela é importantíssima na Bíblia. Importantíssima. A
substituição efetuada por Cristo na cruz, satisfazendo a Deus e não ao diabo -
o diabo não tem nada com isso - a dívida era com Deus e não com ele. Aquele
sacrifício satisfazendo a Deus, e é o que você vê aqui em Levítico 16. Onde é
que está o diabo nessa história de Levítico 16? Totalmente fora. O sangue é
levado lá no Santo dos Santos, para apresentar a Deus e não ao diabo, porque
é Deus quem deve estar satisfeito, é que deve se satisfazer, para que o homem
possa ser justificado, segundo os padrões de Deus. Então os irmãos vejam a
importância dessa compreensão. Toda essa simbologia tem essa idéia dessa
substituição vicária, satisfação de Deus como pano de fundo. Se nós não
virmos isso, nós perdemos tudo. Nós ficamos só em detalhes aí. Perdemos
toda a visão. Isso é muito importante nós compreendermos.
Vou tocar em um ponto aqui, que não foi possível na reunião passada,
por causa de tempo, e quando eu terminei de compartilhar, alguns irmãos
pediram inclusive que fosse abordado, aquela questão do bode emissário. Nós
falamos na reunião anterior, que aqueles dois animais, na verdade eram três,
aquele carneiro para holocausto e aqueles dois bodes que eram oferecidos pelo
povo, como oferta pelo pecado, nós mostramos que o carneiro para holocausto
fala exatamente no que eu coloquei agora aqui, Cristo satisfazendo a Deus,
holocausto é isso. Do holocausto ninguém come nada. O holocausto é
queimado totalmente. Tudo é queimado porque a satisfação de Deus está em
primeiro lugar. Deus deve estar satisfeito. Do contrário nós não podemos ser
aceitos e então o carneiro do holocausto fala que Deus está satisfeito. E para a
satisfação de Deus. Agora, no que concerne a oferta pelo pecado, o
holocausto não tem nada a ver com o pecado. O holocausto é satisfação de
Deus. Na oferta pelo pecado, nós temos dois animais, agora entra o pecado.
Um animal, um bode, que lançavam sortes naqueles dois, e um deles era
sacrificado. O sangue era levado lá dentro do Santo dos Santos, passados nas
pontas do altar, na parte mais alta, nos quatro chifres do altar de bronze, de
apresentar a Deus o sangue e depois ele é levado lá dentro do Santo dos
Santos, onde Arão já tinha levado o sangue do novilho, por ele mesmo, por
sua casa. E esse outro animal, esse bode vivo? Arão colocava a sua mão sobre
a cabeça dele, diz o texto, se os irmãos olharem aí em Levítico 16:21, diz que
Arão confessava todas as iniquidades dos filhos de Israel. Todas as suas
transgressões. Olhe a ênfase no “todo”. Todos, todos, todos. Três vezes.
Todas as iniquidades, todas as transgressões, todos os pecados. Três vezes.
Lev. 16:21..... e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela
mão de um homem à disposição para isso. Vou ler com os irmãos 3 textos.
Creio que serão suficientes, para trazer luz para nós sobre esse símbolo. Por
que é que esse bode ia para o deserto? Vou dizer a razão primeiro para depois
lermos o texto. Dois aspectos complementares e muito ricos, muito lindos,
muito cheio de significados. Em primeiro lugar, aquele bode, carregando os
pecados, simbolicamente, todos os pecados, todas as iniquidades, todas as
transgressões e indo lá para o deserto, em primeiro lugar, os pecados as
iniquidades, as transgressões, estavam sendo afastadas da vista de Deus. Esse
é o primeiro ponto importante, porque aonde estava Deus naquele dia da
Expiação? Onde estava a presença de Deus? Nos Santo dos Santos. Não é?
Não estava lá em cima do propiciatório aquela Shekina, a glória de Deus?
Não estava lá? E aquele bode indo para o deserto? O que é que significa
isso? Todos os pecados, todas as iniquidades, não algumas, mas todas,
estavam indo para longe, em primeiro lugar, da vista de Deus. Isso é
primariamente importante. Agora, complementarmente, aquelas iniquidades,
pecados e transgressões, estavam indo para longe das vistas de quem mais?
Do povo. Na reunião passada nós vimos aquele trecho de Hebreus 9, onde se
tem uma alusão a esse fato. Hebreus 9:14. O sangue de Cristo, que aquele
bode era símbolo, ele purificará a nossa consciência das obras mortas para
servirmos ao Deus vivo. Então aquele bode, levando as iniquidades que Arão
confessou sobre a cabeça dele, estava tirando da vista de Deus, os nossos
pecados, e tirando da nossa própria vista, da nossa consciência, os nossos
pecados. Olhe como três textos aqui vão nos ajudar. Vamos dar uma olhada
em Isaías primeiro. Isaías 44. Olhe o verso 22. 22 DESFAÇO AS TUAS
TRANSGRESSÕES COMO A NÉVOA E OS TEUS PECADOS, COMO A NUVEM; TORNA-
TE PARA MIM, PORQUE EU TE REMI. Olhe a idéia de redenção aqui, embutindo a
questão de purificação de pecados. Desfaço as tuas transgressões como a
névoa. Capítulo anterior, 43:25. 25 EU, EU MESMO, SOU O QUE APAGO AS
TUAS TRANSGRESSÕES POR AMOR DE MIM E DOS TEUS PECADOS NÃO ME LEMBRO.
Observe a ênfase irmão. Esse eu, eu mesmo, é muito significativo. Você está
vendo como Jesus não é uma terceira parte? Você está vendo quando Deus
enviou um mediador, esse mediador não é alguém apartado dele mesmo? Mas
o mediador é ele mesmo. Quem é o mediador Cristo Jesus homem? É o Filho
de Deus encarnado. Ele é Deus mesmo, assim como Ele é homem. Ao
mesmo tempo. Totalmente Deus. Totalmente homem. Esse eu, eu mesmo,
como é precioso. 25 Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por
amor (por amor de quem?) de mim e dos teus pecados não me lembro. Por
amor de mim. Outra expressão muito importante. Por que é que Deus faz isso?
Porque Ele olhou para o homem, e teve piedade do homem perdido. Muito
mais do que isso. Ele teve misericórdia do homem que se perdeu, é claro. Mas
Deus fez isso, porque Ele é amor. Digamos que isso signifique uma
compulsão externa. Não é interna. Deus agiu assim, porque Ele é assim. Eu,
eu mesmo, sou o que apago as suas transgressões por amor de mim. E dos
teus pecados não me lembro. Figura linda também, porque Deus não é um
Deus sem memória. Está certo? A Bíblia diz em muitos textos que Ele é um
Deus onisciente. Não é? É claro que isso aqui é uma figura humana para
compreendermos o que ele está querendo dizer. Está querendo dizer que para
ele é como se não existisse. Por que? Porque ele simplesmente vai te
considerar? Não. Porque o seu filho, na cruz, assumiu todo o significado do
pecado nosso e por nós. Não é? Esse “não me lembro”, claro, tem esse
sentido. Mais um texto ainda, no Velho Testamento mesmo. Jeremias, cap.
31. Mais um exemplo. Esse versículo é importante porque ele é usado lá em
Hebreus. Depois nós vamos ver lá em Hebreus esse mesmo versículo.
Jeremias 31: 34. 34 NÃO ENSINARÁ JAMAIS CADA UM AO SEU PRÓXIMO, NEM
CADA UM AO SEU IRMÃO, DIZENDO: CONHECE AO SENHOR, PORQUE TODOS ME
CONHECERÃO, DESDE O MENOR ATÉ AO MAIOR DELES, DIZ O SENHOR. POIS
PERDOAREI AS SUAS INIQÜIDADES E DOS SEUS PECADOS JAMAIS ME LEMBRAREI.
É aquele bodezinho emissário, levando as iniquidades para fora da vista de
Deus, o que é mais importante. O que é que adianta se ficasse longe da nossa
vista, mas à vista de Deus? Em primeiro lugar é afastar da vista de Deus.
Longe. E a expressão que os profetas usam, tanto Isaías, quanto Jeremias, é
esse não me lembro. Não porque Deus se esquece. Deus não se esquece de
nada, mas porque Ele não imputa. Quando nós estudarmos o próximo alicerce,
da nossa confissão, a Justificação, nós vamos ver a importância dessa questão
chamada imputação, o que é que significa isso. Ele não imputou os nossos
pecados a nós. Ele imputou os nossos pecados a Cristo. É por isso que Ele
não se lembra. Ele imputou a Cristo. Não é que Ele se esquece. É porque Ele
julgou devidamente. É porque o Senhor Jesus na cruz disse: Deus meu, Deus
meu. Por que me desamparaste? Aquele que não conheceu pecado, foi feito
pecado por nós. O justo pelos injustos, como diz Pedro, para nos conduzir a
Deus. Ainda antes no cap. 2, ele diz: carregou, Ele mesmo, sobre o madeiro,
os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a
justiça. Pelas suas chagas fostes sarados. Sempre a idéia de substituição e
satisfação. Então, os irmãos vejam a simbologia desse bode emissário. Muito
rica. O sentido é esse: tirar o pecado da vista. Bode indo para o deserto. Fora
da vista de Deus, o que é mais importante, e em segundo lugar, fora da nossa
vista. Por que é que nós não precisamos ficar olhando para os nossos
pecados? Por que? Porque Deus não olha para os nossos pecados. Por que é
que quando nós pecamos, a nossa atitude é de confessarmos os nossos
pecados? Porque Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar de
toda injustiça. E por que é que Ele é fiel e justo para nos perdoar? Por que é
que Ele não pode dizer assim para nós: esse pecado Eu não vou te perdoar.
Por que é que Ele não pode dizer isso? Porque Cristo assumiu - lembra do
bode lá no versículo 21 de Levítico que nós lemos? – todas as iniquidades,
todas as transgressões, todos os pecados. Três vezes no mesmo versículo.
Muito importante. Não há pecado que o Senhor não possa perdoar de um filho
dele, porque Cristo Jesus assumiu todo o nosso pecado (no singular) e todas
as conseqüências dele, no plural. Irmãos, se nós tivermos uma compreensão
correta da graça, o nosso coração realmente é mudado. Se nós tivermos uma
meia compreensão da graça, nós temos muito problema. Algumas pessoas,
quando Paulo pregava esse Evangelho, elas se escandalizavam. Os irmãos se
lembram em Romanos 6. Ali, Paulo faz mais ou menos como que uma
defesa com relação ao que aquelas pessoas argumentavam. Elas diziam,
deveriam estar dizendo algo mais ou menos assim: “Se a graça que Paulo
prega é realmente dessa forma que ele está pregando, então o melhor para nós
é permanecermos no pecado, porque assim a graça será mais abundante”.
Lembra que eles falaram isso? Quanto mais nós pecarmos, mais nós vamos
ver como a graça é maravilhosa, como a graça perdoa tudo. Não importa o que
eu faça. A graça perdoa tudo. As pessoas compreendiam assim, parcialmente,
a visão que Paulo pregava. Lembra como que Paulo respondeu? Ele
respondeu que a graça conforme ele pregava não lidava só com pecados, atos,
frutos, de uma árvore. Ele mostrou que a graça como ele pregava e via em
Cristo, com revelação do próprio Deus, ela incluiu o pecado, como Senhor,
como aquele que domina, como aquele que nos mantém escravos. Então ele
responde a pergunta dizendo assim: ROMANOS 6:2 DE MODO NENHUM! COMO
VIVEREMOS AINDA NO PECADO, NÓS OS QUE PARA ELE MORREMOS? Que lindo,
não é irmão? Então os irmãos vejam que a questão não eram atos. “Vamos
pecar bastante, porque nós vamos ter bastante graça - Superabundou o
pecado, superabundou a graça – então vamos pecar mais para ter mais graça”.
Essa era a falsa compreensão. Então Paulo falou: Como viver no pecado se
para o pecado nós morremos? Nós fomos libertos do pecado, pela morte de
Cristo. O pecado era nosso Senhor. Hoje ele não é nada. Não tem domínio
sobre nós. Se nós andamos em Cristo, permanecemos em Cristo. A Lei do
Espírito da vida em Cristo, te livrou da Lei do pecado e da morte. Não é?
Então os irmãos vejam que o problema não é a graça. O problema é a má
compreensão da graça. Então você tem aí essas visões parciais do Evangelho,
que tentam resolver o problema assim: “ Não irmão. Cuidado. Se você pecar,
naquele momento em que você pecou, você perdeu a salvação. Você agora
precisa se arrepender do pecado para você recuperar a sua salvação, porque se
você morrer naquele pecado, você vai para o inferno, porque na medida em
que você pecou, você foi excluído da graça, da aliança de Deus”. Essa é uma
visão falsa, totalmente falsa. Nós somos filhos de Deus, e o pecado não é
nossa norma de vida. O pecado é um acidente de viagem, e se confessarmos os
nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar o pecado, e nos purificar de
toda a injustiça. A palavra de Deus é muito clara. Então o que é que isso gera
em nós? Um desejo de brincar com o pecado? Ou gera em nós um temor de
Deus, uma adoração a Deus, uma gratidão a Deus. Depende da nossa
compreensão da graça. Se ela for clara, ela gera em nós um desejo de andar
com Deus, um desejo de agradar a Deus. E se pecarmos, confessamos os
nossos pecados, sabendo que Ele é fiel e justo. Aquele sacrifício foi todo
suficiente para me perdoar de todos os meus pecados. Essa é a visão da graça
que Paulo pregava e escandalizava a tanta gente, e que ainda hoje escandaliza.
Então se ouve tanta coisa por aí nublada com relação a isso. Mas irmãos, até
na tipologia essa idéia é clara. Olha em Levítico 16 que você vai ver, aquele
animalzinho levando todas as iniquidades, todas as transgressões, tudo para
longe da vista de Deus. E o que é que eles faziam quando pecavam? Eles
eram jogados lá fora do arraial? Normalmente não. Quando eles pecavam
eles levavam o animalzinho de novo, lá para o sacerdote matar como
substituto do seu pecado. Não é? Era uma figura do valor perene do sacrifício
de Cristo para perdoar os nossos pecados. Por que é que eles tinha que fazer
isso todo o tempo? Porque era um anima. Por que é que nós não temos que
fazer isso todo o tempo, ou Cristo, não precisa morrer por nós em todo tempo?
Porque o sacrifício Dele é perfeito. Então, quando você abre lá em Hebreus,
por exemplo, cap. 8, você vai ver exatamente este texto de Jeremias, que nós
acabamos de ler. Jeremias 3. Está falando dessa aliança que o Senhor
firmaria com o seu povo, uma aliança em Cristo - Jeremias 31:33 Porque esta
é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o
SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas
inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Hebreus 8: 12 Pois,
para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados
jamais me lembrarei. Quando ele diz nova, essa nova aliança, torna-se
antiquada a primeira, que um símbolo, que é um tipo, como vimos lá no cap.
16 de Levítico. Hebreus 8:13 Quando ele diz Nova, torna antiquada a
primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a
desaparecer. Como esse livro de Hebreus dá aquelas “pancadas” como nós
falamos, por todo o tempo no judaísmo: “aquilo é figura”, “aquilo é tipo”,
“aquilo é sombra”; a realidade já veio. Cristo é o Sumo sacerdote dos bens
que tem realidade, como nós vimos na reunião anterior no verso 11 do cap. 9.
Então irmão, essa compreensão da simbologia, do dia da Expiação é muito
importante para nós. Muito mesmo. Isso envolve a nossa missão de aceitação.
Qual nossa visão de aceitação? É baseada no quê? Qual a nossa visão com
relação ao pecado? Qual a nossa visão com relação aos pecados(no plural)?
Qual a nossa visão com relação à salvação? Então os irmãos vejam que
envolve muitos aspectos a nossa boa compreensão da Expiação: O que foi
feito na cruz.
Agora, nós temos dez minutos para fazer uma obra impossível aqui. Eu
vou ler para os irmãos, no Novo Testamento, três versículos. E queria colocar
a idéia Bíblica, a respeito dessa palavrinha agora no Novo Testamento. A
palavra Propiciação. Vou ler os textos e depois os irmãos meditem por si
mesmos. Vou encerrar esse assunto para entrarmos no próximo na próxima
reunião.

.......................ela inclui três aspectos. A palavra propiciação, ela é usada no


Novo Testamento, ela é a mesma palavra, Expiação, usada lá em Levítico 16 e
em muitos outros lugares no Velho Testamento, do hebraico. Já falei isso para
os irmãos. Aquela palavra (kaphar) Kaporete. Ela é transliterada, e existe uma
versão grega do Velho Testamento. O Velho Testamento é hebraico, no
original. Existe uma versão grega do Velho Testamento, chamada Septuaginta.
E nessa versão grega a palavra usada para Expiação, que substitui esse
Kaphorete ela tem três aspectos muito preciosos que falam sobre a beleza do
sacrifício de Cristo, cumprindo a tipologia do dia da Expiação. Eu queria
mostrar para os irmãos, em três lugares no Novo Testamento, onde essa luz,
raia para nós de uma maneira muito linda. A palavra grega, ela tem uma
mesma raiz, um mesmo sufixo e prefixos diferentes. Hilam ou Hilas. Então
os irmãos vão ver a mesma raiz para três palavras diferentes que mostram três
sentidos complementares da Propiciação. Uma palavra é verbo e duas são
substantivos. Vamos devagrazinho para os irmãos entenderem. Abra o
primeiro texto: Hb 2:17. Os irmãos vão ver que aqui, o sentido é um verbo. A
palavrinha grega aqui. HEBREUS 2:17 POR ISSO MESMO, CONVINHA QUE, EM
TODAS AS COISAS, SE TORNASSE SEMELHANTE AOS IRMÃOS(todas as coisas.
Participou de carne, de sangue – natureza humana real como fala o versículo
14), PARA SER MISERICORDIOSO E FIEL (não só misericordioso, mas fiel, ou
seja, cumprindo todos os requisitos das ordenações de Deus) SUMO SACERDOTE
NAS COISAS REFERENTES A DEUS E PARA FAZER PROPICIAÇÃO PELOS PECADOS
DO POVO. A palavrinha grega aqui, em Hb 2:17 é hilaskomai. Nós sempre
vamos ter esse sufixo HILAS. Fazer propiciação. É um verbo, não é? Está
falando de uma ação. Foi traduzida aí no nosso português por fazer algo.
Então é uma ação. Fazer propiciação. A propiciação é uma ação. Ela é feita.
Então a primeira figura que eu queria mostrar para os irmãos, é que Jesus, Ele
é, em primeiro lugar, aquele que fez Expiação. Ele é o Sumo Sacerdote. O
que é que o Sumo Sacerdote fazia com aqueles animaizinhos? Ele fazia
propiciação O animal não se matava a si mesmo. Não é? O animal não se
matava, é claro. O animal era morto. E quem que fazia essa propiciação? O
sumo sacerdote. Então os irmãos vão ver três figuras complementares aqui,
onde a gente vai chegar, em três textos do Novo Testamento. A mesma idéia
é propiciação, mas três aspectos. Jesus é quem faz propiciação; Jesus é quem é
o lugar da propiciação e Jesus é quem é a oferta propiciatória. Então é uma
visão complementar, magnífica. Jesus é quem faz a propiciação, assim como
Arão lá fazia, o Sumo Sacerdote e ao mesmo tempo Jesus é o lugar onde a
propiciação é feita. Onde que a propiciação era feito no Velho Testamento?
No propiciatório. O nome já fala. Para que serve o propiciatório? Era o lugar
onde se fazia a propiciação. Não era lá no Átrio, nem no Santo Lugar. Era lá
no Santo dos Santos. Ali se fazia a propiciação, e por isso aquela tampa da
arca se chama propiciatório. E aquele propiciatório, também, é uma figura de
Cristo. Cristo - vamos usar essa expressão para entendermos - Ele é o lugar
onde Deus e o homem se encontram. Ele é aquele - no sentido de Kaphorete-
Hebraico-Expiação - ou propiciatório - é o lugar de encontro, de cobertura,
aquele lugar onde Deus e o homem se encontram. Só há um lugar para Deus e
o homem se encontrarem. Pense nisso irmão. Só há um lugar para Deus e o
homem se encontrarem. Esse lugar não é o candelabro, não é o Altar de
Incenso, não é a Pia lá fora. Só tem um lugar para Deus e o homem se
encontrarem, sem o homem ser exterminado. Que lugar é esse? Propiciatório.
Não é lindo? Propiciatório. Era assim lá no Velho Testamento. Agora, no
Novo Testamento, quem é que é o Propiciatório? Cristo. E você vai ver que
tem um texto que mostra isso claramente em Romanos cap. 3. Então Cristo é
quem faz propiciação, Ele é o Sumo Sacerdote; Cristo é o propiciatório, o
lugar onde a propiciação é feita, onde Deus e o homem se encontram, sem o
homem ser exterminado: Deus e o homem se encontram em comunhão porque
Deus é satisfeito - por que? Por causa do sangue. Então Deus e o homem
podem se encontrar, por causa do sangue. Os irmãos imaginem se Arão
entrasse lá todo bonito, com as suas vestes sagradas, de linho branquíssimo, a
mitra, o incensário cheio de brasas, incenso fumegando, todo arrumadinho,
mas sem sangue. Irmãos ia ser um incêndio tremendo. Ia queimar tudo. Ia
queimar a roupa do Arão, o Arão. Tudo. Porque está faltando o mais
importante. O sangue. Não é? Então Cristo Jesus, Ele é o propiciatório. Por
que? Porque o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
Então Cristo é esse lugar. Por isso que Paulo escreveu para Timóteo assim: 1
TIMÓTEO 2:5 PORQUANTO HÁ UM SÓ DEUS E UM SÓ MEDIADOR (um só lugar)
ENTRE DEUS E OS HOMENS, CRISTO JESUS, HOMEM. Um só lugar, onde Deus e o
homem se encontram. Cristo Jesus, homem. Ele é o propiciatório. Não é?
Maravilha irmão. Então você vê a palavrinha propiciação. A mesma raiz:
HILAS. Usada com três aspectos diferentes e complementares. Cristo é quem
faz a propiciação, e a palavra aqui em Hebreus, fazer propiciação, no grego é
Hilas, a raiz que eu já citei, Hilaskomai, porque esse “ai” no finalzinho de
qualquer palavra grega, exprime verbo, exprime ação. Significa então: Fazer
Propiciação. E é como foi traduzido aí. Cristo faz propiciação pelos pecados
do povo. Então os irmãos estão vendo? Quem que faz propiciação? O Sumo
Sacerdote. Na Velha aliança era Arão, era o tipo. Quem que faz propiciação
no Novo Testamento? Cristo. Só Ele faz, porque só Ele é Deus e homem.
Então fazer propiciação é o primeiro sentido. Esse Hilaskomai. Verbo.
Agora, as outras duas palavras são substantivos. Uma exprime o lugar
onde a propiciação é feita e a palavra grega de novo tem o Hilas, a mesma
raiz, porque fala de propiciar, Hilas – e agora você tem “Terion” Hilasterion.
O que é isso? É o propiciatório, o lugar onde a propiciação é feita. Abra em
Romanos para você ver essa palavra. ; Medite nisso depois você nessas três
expressões; quanto isso é grande irmãos!!
ROMANOS 3:25 A QUEM DEUS PROPÔS, NO SEU SANGUE, COMO PROPICIAÇÃO,
MEDIANTE A FÉ, PARA MANIFESTAR A SUA JUSTIÇA, POR TER DEUS, NA SUA
TOLERÂNCIA, DEIXADO IMPUNES OS PECADOS ANTERIORMENTE COMETIDOS
Quem é esse “quem”? É Cristo. No 22 você vê, no 24 você vê a redenção que
há em Cristo Jesus. Aí o 25 de Romanos 3. A quem (Cristo) Deus propôs,
Deus manifestou, no seu sangue como propiciação. Esse é o sentido aqui.
Lugar de propiciação. Isso aqui já não é um verbo, como lá em Hebreus.
Aqui é um substantivo - é o lugar de propiciação. Deus propôs no seu sangue
propiciação – lugar de encontro. Um dos sentidos daquela palavra hebraica
que eu citei, aquele Kaphoret – Expiação, fala de lugar de encontro, de assento
de misericórdia. O propiciatório é o assento da misericórdia e por isso que o
livro de Hebreus fala que nós temos um grande Sumo Sacerdote que penetrou
os céus e nós devemos nos achegar a ele. Lembra aquele texto de Hebreus?
Achegar a Ele. Hebreus 4. Junto ao seu trono da graça. Aquela expressão é
derivada lá da Simbologia do Velho Testamento, do propiciatório,
especificamente. Aquela palavra Hilasterion, o propiciatório, Kaporet que
significa assento de misericórdia. Ali Deus manifestava a sua misericórdia, no
propiciatório. Então, Romanos 3:25 é um substantivo: hilaterion. Deus propôs
no seu sangue um lugar de propiciação mediante a fé para manifestar a sua
justiça. Seria então segunda palavra.
E a última para a gente terminar. Ela aparece em mais de um lugar, mas
nós vamos citar só um exemplo. 1ª João cap. 2: 1 ¶ Filhinhos meus, estas
coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos
Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; 2 e ele é a propiciação pelos
nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do
mundo inteiro. Olhem o verso 2 com bastante atenção. O que é que está
escrito aí? Não está escrito que Ele faz. Aqui não, mas em Hebreus está.
Aqui está dizendo que “ele é a propiciação”. Qual a palavrinha grega aqui
para completar? Também é um substantivo: Hilas de novo. Hilasmos. Então
a primeira é Hilascomai. Jesus faz propiciação. A Segunda é Hilasterion. Jesus
é o lugar de encontro entre Deus e o homem. Ele é o propiciatório. Tem mais
ainda. Jesus é a oferta nesse propiciatório: Ele é o hilasmos, que é a palavra
que aparece aqui no original. Ele é a propiciação. Ele é o sacrifício
propiciatório, ou ele é a oferta propiciatória pelos nossos pecados, e não
somente pelos nossos próprios, mas ainda pelo do mundo inteiro. Ele está
falando sobre a extensão da expiação. Irmãos. A Expiação de Cristo, ela não é
limitada na sua abrangência. Ela é plena na sua abrangência. Ela é limitada
nos seus efeitos, porque somente os que crêem se apropriam do significado da
propiciação. Somente os que crêem. Com relação à sua extensão, ela não é
limitada. Ela é plena. Cristo é propiciação pelos nossos pecados, e ainda pelo
do mundo inteiro. Tremendo texto. Ele é o hilasmos, a oferta de propiciação.
Então, quando os irmãos juntam essas idéias todas, os irmãos vejam que
aquela simbologia de Levítico 16 fica completa. Quando você olha para Arão,
você vê Cristo. Cristo é quem faz propiciação. Quando você olha para o
propiciatório, você vê de novo Cristo. Cristo é o lugar de encontro entre Deus
e o homem. E quando você olha o sangue que foi tirado lá do animalzinho,
que foi morto lá no Átrio - o sangue é levado lá no Santo dos Santos -
quando você olha para o sangue, você vê de novo Cristo, porque Cristo é a
oferta propiciatória. Então nós podemos dizer que em um ato apenas, Deus
está triplamente satisfeito - usemos essa expressão - porque quem fez a
propiciação é perfeito. Esse lugar de encontro que foi provido para Deus e o
homem, é perfeito; Deus vai se encontrar com o homem sem problema,
porque o pecado está julgado, o pecado foi imputado a Cristo. Então esse
Hilasteriom, esse propiciatório é perfeito, é Cristo, e esse sangue também é
perfeito, porque a oferta é perfeita: é Cristo. Cristo, é tudo. É o sacerdote, é o
propiciatório, é a oferta ao mesmo tempo. Então você vê que o Espírito Santo
não usou essas três palavrinhas aí no Novo Testamento de qualquer forma, a
toa, porque Ele quer mostrar que Cristo cumpre tudo aquilo que o Velho
Testamento tipifica. Arão é uma figura Dele, o Propiciatório é uma figura
Dele, o sangue é uma figura Dele. Tudo é uma figura Dele. Ele cumpriu plena
redenção, uma Expiação perfeita, uma propiciação perfeita e a ira de Deus
então foi desviada;. Ele exerceu plenamente o seu amor, exercendo
plenamente a sua ira. É isso que nós precisamos compreender. Deus não
podia exercer o seu amor, sem exercer a sua ira.
Que o Senhor dê a nós uma convicção plena a respeito desse alicerce,
fundamental para a nossa fé. Como eu disse para os irmãos aqui nessas quatro
mensagens que passamos, compartilhando esse ponto, quanta distorção há
nesse assunto. Quanta distorção, quanta má compreensão sobre a pessoa do
Senhor, o sacrifício Expiatório, a nossa salvação, as implicações da nossa
salvação, o nosso trato com o pecado, o nosso trato com os atos pecaminosos.
Muita confusão. Por que? Por causa de má compreensão do significado da
cruz.
Então que o Senhor possa gerar em nós um desejo de aprofundarmos
nessas verdades para que nós tenhamos alicerces realmente, alicerces que
redundem em adoração ao Senhor. Por que é que lá no livro de Apocalipse é
só isso que nós vemos? Glória ao Cordeiro que foi morto; com o seu sangue
Ele comprou. Não é isso que nós vemos na consumação final? Porque nós
não temos nenhuma atitude irmãos a fazermos diante, como diz o autor de
Hebreus, de tão perfeita, de tão grande salvação. Nós estamos definitivamente
reconciliados com Deus. Definitivamente perdoados por Deus.
Definitivamente salvos por Ele.
Vou ler um versículo aqui e vamos terminar com ele. Abra a sua Bíblia
por favor em Romanos 5, para você ir para casa meditando um pouquinho
nesse conceito que nós falamos do amor e ira de Deus. Olhe como que o
Espírito Santo, através de Paulo, coloca junto esses conceitos no mesmo
contexto. Romanos 5: 8 e 9. Vejam só amor e ira, como eu falei, não como
dois antônimos, mas como contrapartes. ROMANOS 5 8 MAS DEUS PROVA O
SEU PRÓPRIO AMOR PARA CONOSCO PELO FATO DE TER CRISTO MORRIDO POR
NÓS, SENDO NÓS AINDA PECADORES. 9 LOGO, MUITO MAIS AGORA, SENDO
JUSTIFICADOS PELO SEU SANGUE, SEREMOS POR ELE SALVOS DA IRA. Como que
Ele provou esse amor? Pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós
ainda pecadores. Olhem o verso 9. 9 LOGO, MUITO MAIS AGORA, SENDO
JUSTIFICADOS PELO SEU SANGUE, SEREMOS POR ELE SALVOS DA IRA Que lindo
texto. Não é? Deus prova o seu amor. Como que Ele prova o seu amor? Por
causa do seu amor, Ele exerceu a sua ira, só que Ele exerceu a sua ira
desviada dos seus objetos dignos que éramos nós. Dignos do exercício e da ira
de Deus. Então Ele desviou a sua ira de nós, despejou a sua ira sobre Cristo,
o nosso substituto. Como que Deus prova o seu amor? Porque a sua ira foi
despejado sobre o mediador. Cristo morreu por nós. É o que está escrito no
verso 8, tendo Cristo morrido por nós. Deus prova o seu próprio amor pelo
fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós os pecadores, mas foi Ele quem
morreu, porque no exercício do amor de Deus, a ira de Deus é exercida. Então
ele desviou a sua ira, e despejou-a em Cristo e nós fomos reconciliados e
então somos salvos da ira, e podemos dizer, é claro, que somos salvos pela ira
de Deus, através da ira, porque a sua ira foi plenamente satisfeita, sua ira
santa, na cruz quando Cristo assumiu o nosso pecado. Os irmãos estão
vendo por que não resta nada para nós? Porque Cristo cumpriu toda a
realidade. Amém. Vamos orar.

Senhor, nós pedimos a Ti que o Senhor mesmo possa lançar mais luz
em nossa compreensão da grandiosidade da nossa salvação; da grandiosidade
da cruz do calvário. Esse que é um objeto para os judeus e de loucura para os
gentios, mas, para nós que somos salvos, é o poder de Deus e sabedoria de
Deus. Dá-nos Senhor, uma compreensão mais aclarada sobre a cruz do
Calvário, sobre a pessoa do Senhor que ali se ofereceu. Pedimos ao Senhor
que fundamente o nosso ser sobre esse firme alicerce da expiação e que o
nosso coração, ele reflita a nossa compreensão em adoração e ações de graça
ao Cordeiro que foi morto e que vive pelos séculos dos séculos e com o seu
sangue comprou-o para Deus. Muito obrigado, Senhor, porque o Senhor nos
fez assim, um reino de sacerdotes. Abra o nosso entendimento para que nós
estejamos baseados no ensino da Sua palavra, alimentados, seguros, para
honra e glória do Teu nome. Em nome de Jesus pedimos. Amém
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO
JUSTIFICAÇÃO I

ROMEU BORNELLI

Irmãos, vamos abrir as nossas Bíblias, na Epístola de Paulo aos


Romanos, cap. 1. Vamos ver os versos 16 e 17. 16 ¶ POIS NÃO ME
ENVERGONHO DO EVANGELHO, PORQUE É O PODER DE DEUS PARA A SALVAÇÃO DE
TODO AQUELE QUE CRÊ, PRIMEIRO DO JUDEU E TAMBÉM DO GREGO; 17 VISTO QUE A
JUSTIÇA DE DEUS SE REVELA NO EVANGELHO, DE FÉ EM FÉ, COMO ESTÁ ESCRITO: O
JUSTO VIVERÁ POR FÉ.
Pai. Agradecemos a Ti, porque podemos nos reunir contigo.
Obrigado porque temos a Tua habitação em nosso meio. O Senhor é
nosso motivo e nossa intenção, nosso foco, nosso centro e nosso fim.
Desejamos em tudo Te ver, em tudo Ti conhecer, em tudo Ti tocar.
Concede Senhor agora, nesse tempo diante da palavra, uma
oportunidade de vermos a Tua pessoa com mais clareza. Pedimos ao
Senhor que tome em tuas mãos a direção desse tempo e possa
ministrar aos nossos corações, progredindo Senhor o Teu trabalhar em
nós, fazendo-nos igreja gloriosa, moldada à imagem do Teu Filho,
conforme o Teu eterno propósito. Pedimos em nome de Jesus. Amém.

Irmãos, nós vamos iniciar hoje e ter alguns períodos em torno de


mais um assunto na seqüência do que já temos compartilhado. Nós
encerramos algumas notas, na verdade, a respeito da Expiação, na
reunião anterior. Hoje nós vamos iniciar algumas notas também, uma
visão, mesmo que panorâmica, nada de forma muito aprofundada, mas
de forma clara, esperamos diante do Senhor, uma visão a respeito da
Justificação pela Fé.
Temos dito aos irmãos que de forma sintética, podíamos
selecionar oito alicerces da nossa fé ou da nossa confissão, e como esse
é um assunto muito central na vida da igreja, então creio que o Senhor
depositou esse encargo no meu coração, para que nós passássemos um
a um, de todos esses oito alicerces. Já tínhamos há um bom tempo
atrás estudado os primeiros, o que se refere à Trindade, e o que se
refere à Encarnação. A pessoa e obra de Cristo, a Encarnação, e na
reunião anterior, nós falamos um pouco mais relativo à obra de Cristo
propriamente, a Expiação. Então, nós terminamos esse terceiro item,
esse terceiro alicerce. A Trindade então primeiro, a Encarnação o
segundo e a Expiação - a obra expiatória de Cristo - como terceiro
alicerce.
Hoje nós vamos começar o quarto grande alicerce, que é a
Justificação pela Fé. Irmãos, a nossa compreensão a respeito desse
alicerce é tão fundamental, quanto a nossa compreensão a respeito da
natureza da própria igreja. Quando nós viermos a tocar mais na frente,
final deste esboço todo que temos feito, mais no final, abordando
verdades relativas ao corpo de Cristo que é a igreja, nós iremos ver, não
somente neste ponto, mas também nos outros que virão, a importância
deste quarto alicerce, da nossa visão clara sobre a justificação pela fé.
Os irmãos que tiveram aqui na reunião anterior, o irmão Paulo abordou
algo a respeito deste alicerce, na reunião passada e ele lembrou uma
frase a respeito de Martinho Lutero, de quem eu gostaria de colocar
algumas notas importantes na reunião de hoje, ele lembrou que
Martinho Lutero disse que esse era o alicerce fundamental da vida da
igreja: a Justificação pela Fé. Tão fundamental que uma igreja
permaneceria de pé, ou cairia, baseado, baseado, exclusivamente,
nesse alicerce. Justificação pela Fé. Então nós podemos dizer que esses
que vem antes e esses que vem depois, eles como que trazem todo o
peso a este quarto alicerce Justificação pela Fé. É importantíssimo
termos uma visão do Deus triuno senão nem mesmo compreendemos a
obra expiatória de Cristo. Não dá para compreender a obra expiatória de
Cristo sem uma visão da triunidade de pessoas em Deus. Nós não
podemos compreender a encarnação então, da segunda pessoa da
Divindade, o Filho, sem é claro, compreendermos que em Deus há três
pessoas embora haja uma única essência. Não três deuses, mas um
Deus. E a segunda pessoa deste Deus, sendo Deus, se fez carne. O
Verbo encarnado de Deus. A Encarnação. Nós não podemos
compreender a Expiação - terceiro alicerce - sem essas visões
anteriores: Trindade e da Encarnação. Quem foi aquele que realizou
Expiação por nós? Por que ela é tão eficaz? Por que essa Expiação é tão
perfeita, como o livro de Hebreus diz? Por que é que ela foi feita uma
vez por todas e não precisa ser repetida ano após ano, como eram
aqueles sacrifícios do Velho Testamento? Por que? Por causa da Pessoa
que realizou aquela expiação. Quem foi essa Pessoa? A Pessoa Divina e
humana de Cristo. Então os irmãos vejam que é uma corrente de elos.
Uma verdade está amarrada à outra. Trindade, primeiro grande alicerce
da igreja. Encarnação: o Verbo ou o Filho, a segunda pessoa do Deus
triuno, se fez carne e habitou entre nós. A Terceira: esse Verbo, o Filho
encarnado, foi à cruz e realizou uma obra expiatória. Singular. Obra
baseada na qual nós podemos ser recebidos por Deus e aceitos por
Deus. A Expiação é a base da Justificação. Seria o quarto alicerce que
nós vamos começar a estudar hoje. Uma corrente de elos. Não podem
ser separadas. As verdades que vão se seguir da mesma forma. Depois
nós vamos ver sobre a ressurreição de Cristo, quão sólido é esse
alicerce nas escrituras. Cristo ressuscitou. Depois nós vamos ver o
Espírito Santo, o Corpo de Cristo, Supremo propósito de Deus. Então
irmãos hoje, apenas como uma introdução, nós vamos ver alguma coisa
relacionada à pessoa de Lutero e o que Deus fez usando, de uma forma
magnífica, esse vaso chamado Martinho Lutero, para trazer, naquela
época de tanto conflito, de tantas trevas, de tanta confusão teológica,
uma visão clara a respeito da Justificação pela Fé.
Irmãos nós temos uma tendência muito natural de cultuar heróis.
Essa é uma tendência do homem. O homem precisa do mito, mas na
vida cristã, nós não temos esse ímpeto natural do coração. Nós não
cultuamos heróis. A única pessoa a quem cultuamos é o Deus feito
carne, que é o único digno de culto. Então nós não estamos cultuando
Martinho Lutero. Ele era um pecador como nós, mas o que Deus fez em
Martinho Lutero, a obra da graça, como ele forjou aquele vaso de uma
forma muito especial, nós vamos ver, para que essa verdade da
justificação pela fé, se tornasse clara nos seus pontos essenciais.
Irmãos. Algumas pessoas pregaram verdades importantes por
todo o tempo da história da igreja, muitas verdades importantes, mas
reparem os irmãos que se interessam pela história da igreja, que tem
estudado esse assunto, percebam os irmãos que em alguns momentos,
Deus une de uma forma muito impressionante uma verdade, vamos
chamar de teológica, uma verdade essencial, uma verdade de alicerce,
que Ele quer trazer à luz, Ele une de uma forma impressionante às vidas
de alguns homens, de tal forma que aqueles homens não se tornam
apenas anunciadores daquela verdade, não apenas pregadores, como
que vamos dizer de segunda mão. Mas esses homens se tornam, eles
mesmo, uma expressão daquela verdade viva. Isso é muito
impressionante em alguns homens. Não em todos, em alguns homens.
Por exemplo, o apóstolo Paulo foi um desses. Quando os irmãos lêem a
Bíblia, estudam a história de Paulo, os irmãos podem ver claramente
que Deus ali, estava conquistando, não apenas um pregador para si.
Muito antes disso. Deus estava conquistando um vaso para si. E naquele
vaso ele iria refletir aquelas verdades que então seriam pregadas com
tanto poder. E todas as vezes que Deus faz isso irmão, uma obra
diferenciada é produzida, porque irmão nós cremos que há poder no
simples anúncio da palavra de Deus. A palavra de Deus tem poder por si
mesma. A palavra de Deus tem poder nela mesma. Ela é viva e ela é
eficaz, mas em todos momentos em que Deus une, vamos chamar de
uma forma singular, a verdade, a visão, a palavra, de uma forma muito
intrínseca à pessoa que a anuncia, aquela verdade é proclamada de uma
forma muito mais poderosa, muito mais efetiva. Isso aconteceu, por
exemplo, com Paulo. Lembra quando Paulo caiu naquela estrada de
Damasco, ficou cego, ele é levado até Ananias para ser batizado.
Lembra o que o Senhor fala para Ananias, quando Paulo estava sendo
conduzido para lá? Ananias, de certa forma, ficou com medo de receber
ali o Saulo de Tarso que era o grande perseguidor dos cristãos. Ele
mesmo levava cartas das autoridades para aprisionar, torturar e até
matar cristãos na cidade de Damasco. Ele estava naquele caminho
quando ele foi derrubado naquela estrada. Ele ouviu aquela voz: ATOS
9:4 E, CAINDO POR TERRA, OUVIU UMA VOZ QUE LHE DIZIA: SAULO, SAULO, POR QUE
ME PERSEGUEs? Ele viu então que aquele Senhor, Jeová, que falava com
ele era o próprio Jesus, que Ele assim se anunciou a ele. 5 ........... E A
RESPOSTA FOI: EU SOU JESUS, A QUEM TU PERSEGUES. Os irmãos vejam que
aquele homem fica cego três dias. Depois ele é levado a Ananias. O
Senhor prepara Ananias para receber Paulo. O Senhor fala com Ananias
também antes que Paulo chegue lá na sua casa. E o Senhor fala para
Ananias que ele não deveria temer em receber ali o Saulo até então,
porque aquele seria para Ele uma vaso escolhido para anunciar o Seu
nome entre os gentios e entres nações. Irmãos, de forma paralela, o
Senhor fez a mesma coisa com Martinho Lutero. Muito linda a vida deste
homem e o que Deus preparou forjando aquela natureza humana, um
pecador com nós, claro, uma história de pecado como a nossa, como
Deus forjou a vida humana daquele vaso, para que de uma forma muito
singular como ninguém, nenhum dos seus contemporâneos, nem
antecessores, e nem sucessores imediatos, ele pode se comparar. Ele é
maior do que todos eles, até mesmo de Calvino. Lutero foi aquele
grande leão da Reforma. Ele é considerado o maior teólogo do século
XVI, maior mesmo do que João Calvino, por causa da forma como Deus
preparou aquele vaso e usou aquele homem.
Quando ele tinha vinte e um anos de idade - o que será que você
estava fazendo com vinte e um anos de idade? - Lutero nessa idade já
estava no monastério, em 1505, com vinte e um anos de idade, e
irmãos, a experiência que o levou ao monastério, já que ele era um
católico romano praticante, foi muito impressionante. Ele passou por
uma tempestade literal na sua vida. E naquela tempestade, ele fez um
voto, ali na sua visão que ele praticava, um voto a santa Ana, e na sua
biografia posterior fica claro, que naquela tempestade terrível que ele
passou o seu grande medo não era a grande a morte, mas o seu
despreparo diante da morte. Quando você estuda a sua biografia, e
tantas biografias há de Lutero, tanto comentário dele a respeito da
história da igreja, você vê de forma clara, que o medo de Lutero não era
morte, mas era o seu despreparo diante da morte. Então quando ele
passou por aquela tempestade, aos vinte e um anos de idade, ele faz
um voto de que ele iria para um monastério. Ele foi para o monastério,
com essa finalidade, se preparar para a morte, ou em outras palavras,
se fazer aceitável à vista de Deus. Percebam essa frase, irmãos! Se
fazer aceitável à vista de Deus, porque ele foi uma pessoa educada
religiosamente, tinha uma visão de um Deus pessoal, santo, de um
Deus pessoal justo, justíssimo, santíssimo, diante do qual todas as
almas compareceriam, e aos vinte e um anos, Lutero já se atormentava
com essa situação. Então quando ele passou por essa tempestade, fez
esse voto, foi ao monastério, Deus usou aquela tempestade literal na
vida de Lutero para que mostrasse a ele então, o seu despreparo diante
da morte, aos vinte e um anos de idade, idade que a grande e
esmagadora maioria das pessoas nem ao menos está pensando em
morte, o que dirá se preparar para a morte. Então aos vinte e um, ele
vai para o monastério. Irmão, segundo ele próprio diz, nas suas citações
autobiográficas, quanto mais naquele monastério ele se dedicava a
tornar Deus satisfeito com ele, mais ele se deprimia. Havia pelo menos
duas características que Deus forjou na vida daquele homem, já que o
Salmo 139 nos diz que todos os nossos dias estão escritos no Livro do
Senhor. Aquele Salmo diz que no ventre da nossa mãe foram tecidos os
nossos ossos, e o Senhor era quem zelou e trabalhou naquela nossa
substância ainda informe como diz aquele Salmo e então irmãos,
quando olhamos para a vida dele, como de muitos outros homens de
Deus, nós vemos esse trabalhar maravilhoso. Lutero chegou ao
conhecimento de Deus mais tarde, com os seus vinte e poucos anos.
Deus já conhecia Lutero, antes da fundação do mundo. Então Ele
preparou aquele vaso com características naturais inclusive, muito
significativas, onde duas delas eram muito impressionantes e evidentes
na sua vida, já aos vinte e um anos de idade. A primeira delas, uma
consciência extremamente sensível. Como eu disse aos irmãos, aos
vinte e um anos de idade, as pessoas não se importam com nada, a não
ser com a sua própria vida e com os prazeres da sua vida. Lutero já se
preocupava com a sua morte e com o seu encontro com Deus, aos vinte
e um anos de idade. Uma consciência extremamente sensível, forjada
ali pelo trabalhar da graça de Deus, embora ele ainda não conhecesse a
Deus. Deus já o conhecia. Essa era a primeira marca impressionante da
vida de Lutero. A sensibilidade da sua consciência. Alguns dos seus
biógrafos diz que ele era, por isso, tendente à depressão. Ele teve
surtos de depressão, várias vezes na sua vida. A segunda característica
que o Senhor formou naquele vaso, foi a sua tremenda austeridade e
disciplina. Como eu disse, aos vinte e um anos de idade, nenhum jovem
se preocupa com outra coisa, senão viver a sua vida. Lutero, com essa
idade, já estava martirizando, impondo flagelos ao seu corpo para se
purificar, para se tornar aceitável e agradável a Deus. Ele foi para
aquela cela de mosteiro com vinte e um anos, vivendo uma vida de
jejuns, de austeridade com o próprio corpo. Mais tarde ele diz na sua
biografia que reconhece que os seus jejuns prolongados e seu extremo
ascetismo - austeridade com o seu próprio corpo - geraram na sua vida
danos permanentes, uma fraqueza física permanente. Irmãos, e quanto
mais ele fazia isso e praticava esses jejuns, e deitava no chão sem
roupa da sua cela fria, gelada, para que pudesse martirizar o seu corpo,
e se purificar e se expurgar de maus pensamentos, de impurezas e
voltar o seu espírito mais para Deus, quanto mais ele fazia isso, mais
condenado ele se sentia, porque ele percebia que quanto mais austero
ele era consigo mesmo, mais a sua consciência era sensível a questões
que ele entendia que nunca poderiam ser plenamente abordadas diante
de Deus, ou confessadas diante de Deus. Ele cria na confissão como era
ensinado no catolicismo romano. Ele se confessava continuamente
àqueles então sacerdotes designados para isso, seus confessores. Mas
ele entendia, na sua consciência, que ele nunca poderia confessar de
forma abrangente, absoluta, todos os seus pecados, já que os pecados
não eram apenas frutos de ações exteriores, mas eram resultados de
algo na sua natureza que permeava todo o seu ser, e então ele entendia
que num simples pensamento de uma fração de segundo ele poderia
pecar contra Deus. Ele não poderia estar se confessando em cada
milésimo ou centésimo de fração de segundo se a sua consciência o
estivesse acusando. Então ele viu uma completa impossibilidade em ser
purificado de forma absoluta e consistente dos seus pecados. Ele cria na
confissão, conforme a sua doutrina católica, mas ele não cria na solução
final conferida pela confissão.
Então os irmãos vejam como Deus trabalhou nesse homem, usou
a sua consciência para levá-lo até à depressão, até ao fundo de si
mesmo, uma compreensão tão delicada e tão profunda do que é a
natureza humana e do que é o pecado para que Deus pudesse usar esse
homem com relação a essa verdade que nós vamos vir a abordar da
Justificação pela Fé. E nós vamos ver que, sem esse pano de fundo, nós
pouca compreensão podemos ter sobre a Justificação pela Fé, porque é
exatamente Justificação pela Fé que toca essas questões ligadas à
consciência. Todos nós irmãos, que de uma forma ou de outra, em um
nível ou outro, mais ou menos profundamente, já lutamos com essas
questões em nossas vidas, compreendemos o poder dessa visão da
Justificação pela Fé. Agora, aqueles que nunca lutaram com isso,
mesmo de que forma leve, mesmo que de forma tênue, talvez nunca
tenham se convertido, porque irmãos, o senso de acusação, diante da
santidade de Deus e da nossa incompetência como pecadores, é o
primeiro passo para a nossa salvação. A salvação não é para os
competentes. A salvação é para os incompetentes. A salvação não é
para os puros. A salvação é para os impuros. O Senhor diz: Não vim
chamar sãos, porque os sãos não precisam de médicos. Eu vim chamar
os doentes (Mateus 9:12). Então esse era Martinho Lutero, um doente,
absolutamente convicto. Deus foi trabalhando aquela consciência de tal
forma para que Ele viesse formar esse vaso de uma forma muito
especial, para anunciar uma verdade muito especial que trata com a
parte mais essencial da nossa consciência, no que concerne, é claro, à
nossa experiência: a Justificação pela Fé. Em primeiro lugar, é claro, ela
é uma verdade objetiva, cumprida em Cristo e não em nós. Fora de nós,
em Cristo. Mas essa justificação pela fé, ela tem então implicações, isso
que Deus realizou objetivamente em Cristo, cumprindo a sua justiça,
tendo uma implicação imediata, na consciência daqueles que crêem,
como diz o livro de Hebreus. Então nós precisamos juntar e nós estamos
falando hoje, e vamos prosseguir falando um pouquinho da vida de
Lutero, para que os irmãos possam fazer essa conexão: a consciência e
a Justificação pela Fé, porque isso é tão importante irmãos. Lembra que
o livro de Hebreus diz assim que aquele sangue de bode e de touros que
era derramado lá no Velho Testamento, só como uma figura do sangue
de Cristo? Não tinham poder em si mesmo - é claro - porque era sangue
de animais, lá diz que não podiam purificar pecados, não podiam livrar a
consciência de obras mortas, porque era sangue de bode e de touros,
mas diz que o sangue de Cristo purificará a nossa consciência de obras
mortas para servirmos ao Deus vivo (Hebreus 9:14). No cap. 10, na
seqüência o autor de Hebreus diz a mesma coisa que aquele sangue, no
tocante à consciência, de novo a consciência, era incapaz de aperfeiçoar
o que prestam culto. Eles prestavam cultos usando aquele sangue de
bode e de touros, mas aquele sangue, no que toca à consciência, eram
incapazes, eram ineficazes, porque a consciência humana era algo
espiritual. Não pode ser purificada por um sangue de animal. Nossa
consciência tem que ser atingida por algo espiritual. O sangue preciso
do Deus feito carne, o Senhor Jesus, o Verbo encarnado. O autor de
Hebreus faz exatamente este contraste, mostrando que esse sangue
precioso porque não é um sangue de um animal, mas do Filho de Deus,
do Verbo encarnado. Ele então pode aperfeiçoar, purificar as nossas
consciências, de obras mortas para servirmos ao Deus vivo. Então
irmãos, nós precisamos juntar essas duas verdades. Sem uma visão
clara da justificação pela fé, não há paz com Deus e paz se refere a algo
da consciência. ROMANOS 5:1 JUSTIFICADOS, POIS, MEDIANTE A FÉ, TEMOS PAZ
COM DEUS POR MEIO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. Então irmãos, Deus
trabalhou Lutero para uni-lo e talvez essa seja a melhor expressão,
uni-lo, à verdade da justificação pela fé. É claro que ele pregou outras
verdades também, mas de alguma maneira Deus uniu esse homem a
essa verdade. É o que Ele faz muitas vezes em muitos momentos com
muitos homens. Ele une certos homens a certas verdades de forma
especial. Não significa que ele tem especialistas naquelas verdades.
Não. O Evangelho é um todo. Então, aqueles que conhecem o Senhor e
conhecem o Evangelho, tem uma visão do todo do Evangelho, mas, de
forma especial, Deus une certos homens a certas verdades, por
exemplo, se você ler a literatura de Jessie Pen-Lewis, você vê que Deus
uniu essa pessoa à verdade da cruz. A mensagem mais proeminente da
vida dessa pessoa é a mensagem da cruz. Deus uniu Watchman Nee, à
verdade da igreja local. A pregação mais proeminente de Watchman Nee
era a respeito da vida da igreja, a igreja local, a igreja como sendo
corpo de Cristo, uma expressão local. Então Deus, de uma forma,
singular, ele une alguns homens no todo do seu Evangelho a algumas
verdades específicas, e Lutero foi um homem unido à Justificação pela
Fé. Então irmãos, quando ele estava nessa fase, depois dos seus vinte e
um anos, nesses jejuns, nesse rigor ascético, quanto mais ele procurava
ser aceitável diante de Deus, mais condenado ele se sentia, porque ele
percebia que o pecado permeava a sua natureza humana. Não eram
apenas questões de pensamentos, não era muito menos questões de
atos exteriores. Era uma questão de um permear a sua natureza. Deus
trabalhou a natureza de Lutero pela graça para que ele pudesse
compreender de forma sensível a verdade da pecaminosidade humana.
Não sei se os irmãos sabem, antes daquelas famosas noventa e cinco
teses que ele pregou contra as indulgências, e gerou todo aquele
conflito, e pregou na porta daquele castelo, antes das noventa e cinco,
ele escreveu noventa e sete teses primeiro. E aquelas noventa e sete
teses anteriores as noventa e cinco, elas tem a ver com a
pecaminosidade humana. Noventa e sete teses sobre a pecaminosidade
humana, onde ele mostra que o homem não tem, em hipótese
nenhuma, um livre arbítrio, que o livre arbítrio se tornou um escravo do
pecado e em todas as escolhas morais que o homem faz, ele é então
movido pelo seu orgulho e em toda virtude moral – usando as suas
palavras - há ou orgulho, ou tristeza. O orgulho, porque achamos que
podemos praticar algo interessante a Deus ou tristeza porque vemos
que não podemos praticá-las. Então ele diz que em toda virtude moral,
há orgulho ou tristeza. E nessas iniciais noventa e sete teses ele vai
fundo nas questões da pecaminosidade humana. Irmãos. É muito
interessante como Deus faz as coisas. Essas suas primeiras noventa e
sete teses, falando sobre o pecado humano diante de um sistema todo
montado na justificação pelas obras, como era o sistema no qual ele
praticava a sua religião, essas noventa e sete teses sobre a
pecaminosidade humana, não provocaram tanto furor. Elas foram
debatidas mais no meio dos escolásticos, mas essas noventa e cinco
teses posteriores contra as indulgências, que era então o perdão
vendido - o perdão vendido com autorização do papa – ele publicou
noventa e cinco teses contra essas indulgências e quando esse assunto
foi tocado aquilo revolucionou o sistema católico romano na época.
Nessa época a visão de Lutero já estava mais amadurecida.
Gostaria de passar um pouquinho sobre o que Deus fez na vida
dele, para que nós possamos ter um panorama claro dessa justificação
pela fé ainda um pouquinho mais.
Irmãos, quando ele entrou nesse monastério, ele começou entrar
naquelas crises de consciência, ficando praticamente louco,
atormentado. Ele procurou um superior seu da sua ordem que era
agostiniana, e esse superior achou mesmo que ele estava em perigo e
enlouquecer, com essas crises de consciência. E talvez ele tenha achado
que o melhor para Lutero era se envolver com a parte acadêmica e
pastoral da teologia. Então esse superior disse: estude a Bíblia. Estude
as escrituras, e convidou Lutero para dar aulas na universidade de
Witemberg e mais uma vez, Deus estava, através desse seu superior,
dando um passo na vida de Lutero e no preparo desse vaso para o
Senhor, porque irmãos, por incrível que pareça, os monges não eram
devotados à palavra. Os monges eram devotados à vida de reclusão, à
vida de contemplação e de oração. E quando então aquele seu superior
ordenou a Lutero que ele estudasse as escrituras e se voltasse para o
trabalho pastoral, quem sabe na mente desses superiores ele queria
tirar Lutero de um egocentrismo, de ficar voltado para si mesmo, como
se ele dissesse: “você só está pensando em você, no seu pecado, na sua
culpa, na sua consciência. Você deve ver o problema dos outros, se
ocupar com os outros. Quem sabe você vai melhorar?” Talvez essa fosse
a sua intenção. Lutero foi estudar a Bíblia, dar aulas na universidade, e
atuar pastoralmente. Mas irmãos, quando ele começou a fazer isso,
mais profundamente ele entrou na compreensão do pecado e maior
choque ele entrava na sua visão, na visão de si mesmo, com a visão de
Deus da seguinte forma: o primeiro livro que Lutero começou a estudar
com um professor na universidade foram Salmos. Não foi Romanos,
nem Gálatas, que se tornaram depois as suas epístolas preferidas, mas
sim o Livro dos Salmos. É claro que ele já conhecia os Salmos como
monge, porque a grande maioria dos monges conheciam os Salmos de
cor. E nas suas celas eles recitavam aqueles salmos como forma de
oração. Mas apenas como recitar. Quando na universidade, Lutero foi
estudar os Salmos e como um bom monge agostiniano, ele estudou os
salmos naquela visão cristológica. Ele via Cristo em todos os Salmos, e
quando ele chegou no Salmo 22 - você conhece o Salmo 22? – abra a
sua Bíblia. Quando Lutero chegou no Salmo 22, algo impressionante
aconteceu. O Salmo 22 começa assim: 1 ¶ DEUS MEU, DEUS MEU, POR QUE
ME DESAMPARASTE? E Lutero então, tinha aquela visão cristológica dos
Salmos, e quando ele leu todo esse Salmo, como que foi recitado pelo
Senhor ali na cruz, ele ficou muito impressionado irmãos. Foi um
primeiro lampejo da graça na vida de Lutero. Até então apenas
tormento, tormento e tormento. Quanto mais disciplinado, quanto mais
austero, quanto mais zeloso, quanto mais devotado ele era, mais
tormento ele sentia e conforme as suas próprias palavras, “mais ódio eu
tinha da justiça de Deus”. Palavras de Lutero. Mais ódio eu tinha da
justiça de Deus, porque eu via um Deus justíssimo, um Deus santíssimo,
que de alguma forma queria ter relacionamento com o homem, mas que
não proporcionou as condições para ter esse relacionamento com ele.
Um Deus justíssimo, perfeito, santíssimo, que queria se relacionar com
o homem, mas que não providenciou para o homem as condições para
que pudesse relacionar com ele, porque Lutero procurou todas essas
condições. Quais eram as condições? Ser zeloso? Lutero foi o mais
zeloso. Quais eram as condições? Fazer penitências? Lutero era o mais
penitente. Mortificar a carne? Era o maior asceta. Se trancar isolado do
mundo para contemplar a Deus? Lutero era um exemplo disso. Quais
eram as condições para se relacionar com Deus? Quais eram as
condições para Ter paz de consciência? Quais eram as condições para
poder se relacionar com Deus em nível de aceitação, que a sua
consciência não testificava com ele que ele tinha, embora tudo ele
tivesse feito? E quando ele foi naquela peregrinação a Roma que os
irmãos que conhece a história sabem, ele faz aquela peregrinação e sua
situação não melhora. Piora, porque quando ele vai a Roma, contatar
aqueles clérigos mais superiores, ele vê uma vida auto indulgente, uma
vida licenciosa, libertina. Ele volta de Roma completamente
decepcionado, e com mais problemas do que antes de ir. Os irmãos
imaginem a vida desse homem. Então ele é recomendado por esse seu
superior para ir dar aulas, se ocupar com os outros, estudar a Bíblia. Ele
começa pelos Salmos como eu já disse, e chega no Salmo 22. Irmãos,
quando ele chega no Salmo 22 ele tem o primeiro lampejo da graça. O
Senhor como que fala ao seu coração de uma forma muito clara através
do Salmo 22 e ele pôde compreender que Deus de alguma forma, ainda
que para ele inexplicável - ele não tinha chegado a Romanos, ele ainda
não tinha visto a luz com clareza, mas o lampejo da luz começou a
raiar, naquele coração tão condenado, tão trevoso, tão acusado pela sua
própria consciência - quando ele chega no Salmo 22: 1 ¶ DEUS MEU, DEUS
MEU, POR QUE ME DESAMPARASTE? – ele sabe que esse Salmo se refere a
Cristo, ele sabe que isso foi falado pelo Senhor que é Deus na cruz do
Calvário, e Lutero tem então aquele primeiro lampejo da luz na sua
consciência: Deus se assentou ao lado do réu. Esse foi o primeiro
lampejo da graça na vida de Lutero. Não foi ainda a verdade da
Justificação pela Fé que os irmãos sabem que ele veio a ver com mais
clareza mais tarde, mas esta primeira verdade, relacionada aos estudos
dos Salmos, não Romanos ainda. Deus meu, Deus me porque me
desamparastes? A primeira expressão usada pelo Senhor para dar
aquele primeiro lampejo da graça no coração de Lutero. Como eu disse
aos irmãos, antes ele olhava para Deus e tinha - ele diz na sua biografia
- que ele não podia nem ouvir a expressão justiça de Deus, porque essa
expressão justiça de Deus, significava aquela justiça ativa, pelo qual
Deus olha para todos os homens e somente vê pecadores e pune a
todos e julga a todos e com justiça, porque Ele é justo e nós somos
pecadores. Então ele não podia nem ouvir aquela expressão: Justiça de
Deus. Essa expressão aterrorizava Lutero. Ele então tinha ódio de Deus
por Deus ser esse Deus tão justo que queria ter um relacionamento com
o homem, pelo menos era assim que estava escrito na Bíblia, mas não
proveu para o homem as condições para esse relacionamento, dentro do
que ele praticava e entendia através dos seus meios, o ascetismo, a
disciplina, a devoção e tudo o mais que ele fazia. Então irmãos, quando
ele lê esses textos nos Salmos, e tem essa primeira visão da graça:
Deus de alguma maneira que ele ainda não compreendia, Deus, em
Cristo, se assentou ao lado dos réus. Isso começou a trazer para ele um
conforto. Agora não era apenas a justiça de Deus, aquele Deus lá, Deus
justo, condenando o pecador culpado, mas através do Salmo 22, um
Salmo maravilhoso, o Salmo da cruz, se você não conhece, leia esse
Salmo todo para você ver e através desse Salmo 22, Lutero viu que
Deus no seu Filho Jesus, se assentou do lado dos culpados, do réu.
Até que então irmãos, ele progredindo nos seus estudos ele vai a
Romanos e quando ele vai a Romanos, aí sim, Deus usa o texto que li
no início da reunião, para trazer a luz de uma forma muito definitiva e
clara para Lutero, muito clara. Todo o desenvolvimento posterior da
teologia de Lutero é baseado no que ele viu aí, em Romanos. A luz raiou
de uma vez por todas e a partir daí nós vemos apenas prolongamentos
dessa luz. Só prolongamentos. Mas a luz raiou de uma forma absoluta
quando ele chegou aí a Romanos, cap. 1. Ele leu esse texto. ROMANOS
1:16 POIS NÃO ME ENVERGONHO DO EVANGELHO, PORQUE É O PODER DE DEUS PARA
A SALVAÇÃO DE TODO AQUELE QUE CRÊ, PRIMEIRO DO JUDEU E TAMBÉM DO GREGO;
Poder de Deus. Não do homem. De Deus para a salvação, de todo
aquele que crê e não faz obras. Primeiro do judeu e também do grego.
Agora essa expressão do verso 17, foi a que ele disse que mais ficou
então gravada na sua mente. 17 VISTO QUE A JUSTIÇA DE DEUS SE REVELA NO
EVANGELHO, DE FÉ EM FÉ, COMO ESTÁ ESCRITO: O JUSTO VIVERÁ POR FÉ. Essa
frase: a justiça de Deus se revela. Aquele que tinha então, ódio dessa
expressão justiça de Deus, agora começou a ver por outro ângulo. Ele
viu que justiça de Deus, conforme revelada no Evangelho, não era
aquela justiça de Deus que então dos céus punia pecadores mas era
uma justiça de Deus, que se revela no Evangelho de forma justificadora
para todo aquele que crê. Isso então mudou completamente o
panorama de Lutero. Agora não há justiça de Deus que pune pecadores,
mas a justiça de Deus que no Evangelho justifica pecadores, pela fé.
Exclusivamente pela fé. Os irmãos já pensaram na reviravolta no
coração de Lutero? Os irmãos já pensaram no grito de libertação do
coração, da consciência de Lutero? A justiça de Deus que ele odiava,
irmãos, antes dele chegar a essa experiência, um detalhe importante
aqui, com relação à sua visão da justiça de Deus, antes de chegar a
essa experiência com Romanos, após o estudo do livro de Salmos.,
Lutero foi também recomendado por seu superior de clérigo agostiniano,
a ter contato com os chamados místicos, já que a teologia mística, na
idade média, chegou ao clímax na época de Lutero, no século 14 e 15.
Ela chegou ao clímax. Tantos já haviam ministrados nessa área. João da
Cruz, Teresa de Ávila, Bernardo de Clervort, e muitos mais dessa época
da teologia mística. Nessa época então, esse superior recomendou
Lutero que ele fosse ter com os místicos, para quem sabe ele
encontrasse mais conforto para o seu coração, na vida mística, mas
irmão, embora Lutero pudesse aprender bastante com aqueles místicos,
o que reflete depois nos seus escritos, o homem que compreendia bem
essa vida de união com Deus, sem dúvida ganhou isso, desses irmãos,
desses chamados místicos, mas ele não encontrou nenhum conforto no
que esses místicos pregavam, porque o misticismo daquela época era
como você estar no ar, sem nenhuma base debaixo de si mesmo. Os
místicos diziam que você não precisa se importar muito com a
justificação. Você não precisa se preocupar muito com esse assunto de
Deus te aceitar. Deve se entregar completamente a Deus, se entregar
ao amor de Deus, era a palavra que os místicos mais usavam. Como
uma gota no oceano, você deve se perder em Deus, se perder no amor
de Deus. Madame Guyon usa muito essas frases. Então Lutero viu que
não havia consistência nisso, não havia algo realmente sólido nessa
teologia mística que pudesse trazer paz para a sua consciência e então,
quando agora mais para frente ele tem contato com o livro de Romanos
e vê a justiça de Deus dessa forma, irmãos o cenário muda totalmente.
Agora ele consegue experimentar aquele prazer no que a Bíblia chama
de “a justiça de Deus”, porque agora repetindo, dada a importância
disso, ele vê justiça de Deus, não como justiça de Deus punindo
pecadores, mas a justiça de Deus justificando pecadores, em Cristo pela
fé. O Senhor Jesus disse em João 3 assim: João 3:17 PORQUANTO DEUS
ENVIOU O SEU FILHO AO MUNDO, NÃO PARA QUE JULGASSE O MUNDO, MAS PARA QUE O
MUNDO FOSSE SALVO POR ELE. Irmãos Ele vem para julgar o mundo e Ele vai
julgar todo aquele que não crê, porque aquele que crê no Filho tem a
vida e aquele que não crê no Filho, não tem a vida. Ele fará isso, mas
quando Ele se revelou de forma então redentora, ali na cruz do calvário,
Ele não veio punir pecadores. Ele veio Justificar pecadores, baseado no
que Ele fez na cruz. Então o quadro na vida de Lutero se reverteu
totalmente. Sua consciência encontrou paz, começou a ter prazer em
Deus, no Deus que justifica pecadores, somente pela fé em Cristo Jesus.
Irmãos, que verdade tremenda.
Com relação à sua experiência, qual a sua história? Como eu citei
para os irmãos, essa verdade sempre foi essencial na vida da igreja.
Sempre. Lembra que eu citei para os irmãos, século 18, muito mais
tarde, aquele movimento chamado “Grande Despertamento Evangélico”
na Europa e depois nos Estados Unidos, quando dois homens de Deus se
encontraram naquela época: George Whitfields e Daniel Holland.
Quando esses dois irmãos se encontraram, Whitfields perguntou para
esse grande pregador, milhares de almas já haviam se convertido pelo
ministério dele, e quando esses dois se encontram a primeira pergunta
que o irmão Whitfields faz a esse outro irmão é: Irmão Daniel. Você
sabe que os seus pecados foram perdoados? Ele não diz: você conhece
a base bíblica, você crê na escritura, porque isso seria um absurdo,
porque ele é um pregador, mas ele perguntou: você sabe que os seus
pecados foram perdoados? O que é que esse irmão quis dizer? Ele quis
dizer: Irmão você vive nesse gozo? Você vive nessa alegria? Você sabe?
Ou você tem uma consciência intranquila? Você desfruta todo o gozo
dessa verdade? Você sabe que os seus pecados estão perdoados? Então
irmãos, essa verdade da justificação pela fé, é a base e o fundamento
de toda a nossa relação com Deus. E é a base e o fundamento de toda a
nossa vida como igreja. Como disse Lutero: Permaneceremos de pé, ou
cairemos baseados nessa verdade. No que é que você baseia a sua
justificação? Sua justificação é firme, sólida? Você sabe que você foi
aceito por Deus em Cristo? Você sabe que a justiça de Deus, na cruz do
Calvário foi satisfeita completamente pela morte do Filho? Você sabe
que Deus está satisfeito e ele não requer nada de você? Como eu disse
também em uma das reuniões anteriores, quando Paulo pregava isso,
algumas pessoas achavam que ele estava ficando louco, porque isso na
idéia deles dava margem para todo tipo de pecado. Se tudo isso foi feito
em Cristo e nada é requerido de nós, então eu posso viver do jeito que
eu quiser, porque não vai fazer diferença. Uma compreensão deturpada
da graça, porque Paulo via que essa mesma graça que justificou essa
mesma graça nos matou para o pecado e agora todos que
compreendem bem a graça não amam o pecado. Os que amam o
pecado devem tomar cuidados, porque talvez não tenham sido nem
justificados, porque aqueles que crêem e conhecem a graça não tem
prazer no pecado. Podem pecar, podem se extraviar, podem cair, mas
não tem prazer no pecado. Sabem de quem são. Então irmão, que
verdade sólida, que verdade fundamental? Justificação somente pela fé.
Nada é requerido de você. Então em quais e quais pontos você tem feito
força para ser aceitável a Deus? Esqueça irmão. Volte-se para a cruz,
para o Filho, para a justiça de Deus que se revela no Evangelho.
Qualquer ato, qualquer obra, qualquer pensamento, qualquer
insinuação, qualquer sugestão de nossa parte, para fazermos qualquer
coisa, que melhore a nossa aceitação diante de Deus é uma ofensa à
cruz de Cristo, porque na cruz o nosso Senhor disse assim: João 19:30
............. ESTÁ CONSUMADO! E quando Lutero viu isso, todo o quadro foi
revertido. Agora os irmãos imaginem alguém trabalhado por Deus,
forjado por Deus, com essa história, essa história de agonia, de
perturbação, de depressão, essa história tremenda de sensibilidade de
consciência, de lutas, os irmãos imaginem essa pessoa conhecendo a
verdade da justificação pela fé? Não podia ser de outro modo. Deus
levantou então Lutero, previamente preparado, como aquele leão da
reforma. Os clérigos tremiam quando Lutero abria a boca. Ele não tinha
medo de ninguém. Quando perguntaram para ele: Lutero. Você não tem
medo na sua vida? Você não tem medo do papa? Ele dizia assim: “eu
não temo o papa. Eu temo um papa maior no meu coração que é o
próprio Deus. Mas eu não temo o papa”. Deus forjou a vida desse
homem, ligando a vida desse homem, especialmente à verdade da
Justificação pela Fé. Tão importante é essa verdade. E os irmãos devem
se lembrar então que até a idade média, até o século 15, nenhuma
clareza maior havia sobre esse assunto. Claro que houve irmãos de um
movimento chamado pré-reforma, que começaram a ver alguma coisa,
mas com a clareza de Lutero, ninguém. Deus então levanta esse homem
para que mudasse totalmente o curso de toda a visão teológica daquele
tempo, tão importante é esse assunto. Não é um assunto acadêmico.

Primeiro olhe para a sua própria experiência. Se você procura de


alguma maneira acrescentar algo a esse sólido fundamento, você está
ofendendo a graça de Deus, a cruz de Cristo e a obra que Ele realizou.
Você deve compreender a plenitude da sua salvação - se é que você crê
na obra Expiatória do Senhor Jesus na Cruz do Calvário e que ali você
foi aceito. Tudo o que vai acontecer na sua vida cristã, daí para frente, é
resultado da sua compreensão da graça. Se ela for pequena, quem sabe
você vai viver uma santificação pequena. A santificação sempre vai ser
resultado da justificação, da compreensão da justificação. Se a
compreensão da justificação é clara, a santificação é evidente. Se nós
vemos bem a justiça de Deus, nós vivemos uma vida santa. Se nós
sentimos a agonia das nossas consciências, e o que Deus proveu ali na
cruz do Calvário, a profundidade do nosso pecado, a malignidade do
nosso pecado, a perversão do nosso pecado, então nós não podemos ter
prazer no pecado. É claro. Mas se nós não vemos bem isso, com
clareza, então de alguma maneira nós vamos brincar com o pecado:
chegar perto dele, nos afastar dele, chegar perto de novo, nos afastar
de novo, jogando com o pecado. Mas se nós compreendemos bem a
justiça de Deus, a graça de Deus, o que Ele fez na cruz - Deus meu,
Deus meu, porque me desamparaste? - que demonstra o maior
significado do pecado, o que o pecado é - o Filho foi desamparado por
causa do pecado - se compreendemos isso, nós não vivemos no pecado,
como Paulo diz em Romanos 6(Romanos 6:2 De modo nenhum! Como
viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?) Então,
toda a santificação será fruto da justificação. O que é que o sistema
católico romano fazia? Fazia assim: você deve viver uma vida se
santificando, se santificando, e eles vão providenciando os meios: as
relíquias dos santos, o culto dos mortos, a intercessão de não sei mais
quem, compra de indulgências, muitos meios, para você obter graça,
mais graça, até que no final, você, talvez, possa ser justificado. Talvez.
Mas o Evangelho, ele faz assim: primeiro, você é justificado. Não
depende de nada do que você é, nada do que você fez, porque você é
um incompetente. Você foi justificado pela graça de Deus, em Cristo. E
agora todo o resultado da sua justificação vai evidenciar isso: você vai
expressar isso através do amor, através do serviço, através da paz,
através da alegria, através do seu domínio próprio, fruto da justificação
que se chama santificação. Então o sistema católico romano inverteu, e
isso colocou o Evangelho de lado, que não é Evangelho, porque só há
um Evangelho: somos justificados pela graça por meio da fé em Cristo
Jesus. Isso ou nada. Isso ou morte eterna. Então irmãos, esse é um
sólido e profundo fundamento baseado no qual a igreja está de pé, ou
cai. Isso no que concerne à experiência. Agora você precisa julgar.
Queria dizer isso para encerrar, tudo o que tem sido falado pela igreja
hoje, mas não com um ar crítico apenas, mas com um ar de ajuda, de
auxílio, porque há tantos irmãos nossos, em tantos lugares, que não
tem essa compreensão clara, e por isso as suas consciências são
acusadas. Estão distraídas, quem sabe? Estão, quem sabe,
providenciando meios para encontrar essa paz com Deus. Tantas
pessoas que ainda nem tem o Senhor, estão fora da aliança de Deus,
como Paulo diz: EFÉSIOS 2:12 NAQUELE TEMPO, ESTÁVEIS SEM CRISTO,
SEPARADOS DA COMUNIDADE DE ISRAEL E ESTRANHOS ÀS ALIANÇAS DA PROMESSA,
NÃO TENDO ESPERANÇA E SEM DEUS NO MUNDO. Estão se debatendo com a
questão do pecado dentro de si mesmo. Como é que você vai ajudar
essas pessoas? Você vai falar com elas: “Vamos para a igreja para você
ouvir a palavra?” Irmãos, isso não é uma maneira correta de pregar o
Evangelho. Você pode chamar quantas pessoas você quiser para vir aqui
ouvir a palavra - isso é muito bom - uma excelente obra que você faz,
mas você é um justificado pela fé, e se você não for capaz de pregar
isso para outro, é algo então deficiente, aquém do que Deus deseja.
Você foi justificado pela fé. Então pregue isso para outros. Lembra que
eu citei para os irmãos uma pergunta que uma certa pessoa me fez de
uma forma que eu não ouvi, até hoje, ninguém fazer? E contar a sua
história, mais ou menos, como a do Lutero; a sua perturbação em
tentar fazer o bem, fazer o bem para os outros, servir aqui, servir ali o
melhor que pode, tudo o que pode e se sentir que não era o suficiente.
Lembra que eu contei aos irmãos? Quanto mais ele fazia, menos ele
sentia que era suficiente, suficiente para ser aceitável, suficiente para
saber que Deus está olhando de forma aceitável. Quanto mais faz,
menos se tem suficiência. Então essa pessoa me perguntou: o que é
que faço para ser salvo? Que pergunta irmão? Que penas que as
pessoas hoje não tem perguntado mais isso, não é? Hoje elas
perguntam: o que é que eu faço para ter mais poder? O que é que eu
faço para acabar com isso ou com aquilo na minha vida? O que é que eu
faço para essa situação ou a outra melhorar? Mas essa pessoa
perguntou: o que é que eu faço para ser salvo? Então irmãos, nós que
fomos justificados pela fé, como diz a palavra, nós somos embaixadores
de Deus por meio de Cristo. É isso que você deve pregar. É isso que
você deve anunciar, mas se você não estiver claro, se você não estiver
orando sobre isso para que Deus coloque esse alicerce no mais profundo
do seu ser, para que Ele possa despir você de toda obra, para que você
saiba que você não contribuiu com nada para a justificação, só com o
pecado - sem pecado não ia precisar de justificação – nossa única
contribuição foi o pecado. Entramos com o pecado e Deus entrou com a
graça. Ele nos justificou pela graça através da fé. Não é justificado pela
fé, porque senão você vai achar que a fé é que justifica. A frase é
melhor enunciada, da seguinte forma: somos justificados somente pela
graça através da fé, porque a fé não é nada sem a graça. Fé no quê?
Nós somos justificados somente pela graça de Deus em Cristo. Graça.
Ele fez tudo. Graça, por meio da fé. Nós cremos na graça que nos
justifica, em Cristo. Então irmãos, que tremendo alicerce?
Na próxima reunião, nós vamos entrar no livro de Romanos,
procurar descobrir, tirar areia de cima desse alicerce e olhá-lo bem.
Então os irmãos vão meditando a respeito disso. Nós só podemos
compreender a beleza desse alicerce de Justificação pela Fé, quando nós
vemos esse outro lado aqui: o pecado na minha consciência. O que o
pecado significa? É assim que o livro de Romanos começa. Ele não
começa com a justificação pela fé. Ele começa com pecado. ROMANOS
3:23 POIS TODOS PECARAM E CARECEM DA GLÓRIA DE DEUS. Não há vantagem
para o judeu, nenhuma, por ser povo da aliança de Deus. É pecador
como qualquer outro. Todos pecaram, são maus, desconheceram o
caminho da paz. ROMANOS 3:13 A GARGANTA DELES É SEPULCRO ABERTO; e
ROMANOS 3:17 DESCONHECERAM O CAMINHO DA PAZ. Todos pecaram, mas
Romanos 1:17 ........A JUSTIÇA DE DEUS SE REVELA NO EVANGELHO. Deus
propôs em Cristo, justificação. Então irmãos, quanto mais
profundamente nós vejamos o pecado, mais profundamente nós
veremos a justificação. E quanto mais isso acontecer, mais nós
viveremos de forma mais agradável a Deus, por conseqüência. Não para
ser justificados, mas porque já fomos justificados. Viveremos nossa vida
tributando glórias ao Salvador, adorando o Salvador. Lembra lá no livro
do Apocalipse quando o Senhor Jesus arrebatar a sua igreja para as
aquelas bodas? Nenhum tipo de Cântico vai ser ouvido lá, senão o que
exalta essa salvação tremenda pela graça através da fé. APOCALIPSE 5:9 E
ENTOAVAM NOVO CÂNTICO, DIZENDO: DIGNO ÉS................ PORQUE FOSTE MORTO.
... COM O TEU SANGUE. Não é com as minhas obras. É com o teu sangue,
COMPRASTE PARA DEUS OS QUE PROCEDEM DE TODA TRIBO, LÍNGUA, POVO E NAÇÃO.
Então irmãos, esse é o cântico da redenção, o cântico da graça, o
cântico da salvação. Se nós não estivermos fundamentados nisso, nada
em nossa vida poderá ser agradável a Deus. Tudo o que nós fizermos
terá um peso desfavorável em nossa consciência, porque nós estaremos
tentando acrescentar algo, a algo que não precisa de acréscimo nenhum
que é a Cruz de Cristo, a eficácia da redenção.
Irmão. Medite sobre isso, ore sobre isso. Se você já fez a sua
profissão de fé em Cristo, já se batizou, não muda nada. Ora sobre isso,
mas Senhor eu creio nisso, eu sei que já sou Teu, mas aprofunda isso
em mim. Aprofunda essa verdade em mim. Não há mérito. Não há
mérito. Não há contribuição minha. Nada. Só o pecado. Meu, só o
pecado. Tua a graça. Que o Senhor aprofunde isso irmão, na sua vida.
Amém.

Pai. Muito obrigado pelo o que o Senhor fez, em Cristo, na cruz. Ó


Pai, como agradecemos porque o Senhor realmente se assentou ao lado
do réu, ao nosso lado. Muito obrigado porque na cruz, Tu ó Filho, fostes
desamparado. Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por
nós, para que Nele, fôssemos feitos justiça de Deus. Muito obrigado
Senhor, porque podemos desfrutar paz, porque a justiça de Deus foi
cumprida em Cristo Jesus. Ó Senhor. Dá-nos, por revelação, uma
compreensão, um entendimento mais profundo Senhor, da Tua graça
consumada na cruz do Calvário. Que a nossa vida reflita isso em paz,
em alegria, em amor, em serviço, adoração, louvor. Nós te pedimos Pai.
Nós queremos ser adoradores do Cordeiro, que foi morto e que vive,
pelos séculos dos séculos. Muito obrigado por tão grande salvação.
Senhor usa a Tua palavra nesses dias para que nós vejamos com mais
clareza esse grande alicerce, esse grande fundamento, e que nós
possamos proclamá-Lo com vigor nesse mundo perdido, proclamá-Lo
com clareza, que o Senhor amou o mundo e agiu de forma justa na
cruz, punindo o pecado na vida do Teu filho, e nos salvando para
contigo, colocando num relacionamento adequado para Contigo.
Ajuda-nos a ser porta-vozes dessa verdade viva, encarnada em nossas
vidas. Nós te pedimos Pai, em nome de Jesus. Amém.
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO
JUSTIFICAÇÃO II
ROMEU BORNELLI

Vamos abrir as nossas Bíblias em


2ª Coríntios, cap. 5: 21 AQUELE QUE NÃO CONHECEU PECADO, ELE O FEZ
PECADO POR NÓS; PARA QUE, NELE, FÔSSEMOS FEITOS JUSTIÇA DE DEUS.
Epístola de Gálatas, cap. 3:13 CRISTO NOS RESGATOU DA MALDIÇÃO DA
LEI, FAZENDO-SE ELE PRÓPRIO MALDIÇÃO EM NOSSO LUGAR (PORQUE ESTÁ
ESCRITO: MALDITO TODO AQUELE QUE FOR PENDURADO EM MADEIRO). E o
último texto
1ª epístola de João, cap. 3: 5 SABEIS TAMBÉM QUE ELE SE MANIFESTOU
PARA TIRAR OS PECADOS, E NELE NÃO EXISTE PECADO.

Vamos orar.

Pai. Toda a expectativa de nossos corações estão voltadas para Ti


mesmo. Toda a atenção do nosso coração estão voltadas para Ti mesmo. Todo
o desejo do nosso coração é ver algo mais de Ti. Pedimos ao Senhor que
traga luz na Tua palavra aos nossos corações. Abre com mais profundidade
para nós essa tremenda verdade da Justificação pela Fé. Nós entregamos a Ti
nossas vidas, nos colocamos, pela fé, debaixo da cobertura do precioso sangue
do Senhor Jesus, pedindo-te que o Senhor mesmo possa distribuir a Tua
palavra a nós. Em nome de Jesus. Amém.

Irmãos, nós demos então início na reunião anterior ao partilhar a


respeito dessa tremenda verdade da igreja, Justificação pela Fé. Como já
citamos em outras ocasiões, Paulo diz, quando escreve a Timóteo, que a igreja
é coluna e baluarte da verdade. Que importância tem isso irmãos, quanta
importância? A igreja é coluna. A igreja foi designada, comissionada pelo
próprio Senhor para dar sustentação a um corpo de verdades que são
inegociáveis, a um corpo de verdades que a Bíblia chama de “a fé”, ou “a sã
doutrina” ou “o bom depósito”, vários termos que se referem à mesma coisa.
Paulo quando escreveu para Timóteo diz que a igreja é coluna porque ela vai
sustentar todo esse corpo de verdades, mas ele diz também que ela é baluarte
da verdade, porque além de sustentar, a igreja então irá proclamar. Um
baluarte serve para proclamação, e que importância então para nós podermos
estar solidamente estabelecidos neste corpo de verdades, não só sustentando
mas proclamando na certeza de que apenas uma clareza no sustento e uma
ousadia na proclamação dessas verdades, é que podem realmente produzir
aquilo que está no coração de Deus, nos dois aspectos, salvação de pecadores
que não crêem, e edificação dos santos que já creram. O Senhor apenas
cumpre o seu propósito salvando os pecadores que não crêem e edificando o
corpo de crentes desta forma, se a igreja se comporta dessa maneira, se ela
sustenta esse corpo de verdade de uma forma clara e se ela proclama esse
mesmo corpo de verdades de uma forma clara. Irmãos, o que nós teríamos
para pregar se nós não tivéssemos visão do Deus triuno? Irmãos o que nós
teríamos para pregar se nós não tivéssemos o firme fundamento da
Encarnação? O que é que nós teríamos para sustentar e proclamar se nós não
tivéssemos visão da Expiação, do valor do sangue, da cruz? O que é que nós
teríamos para falar para a igreja e para os que não crêem, se nós não temos
uma clareza sobre o modo como o pecador impuro, perdido pode ser
justificado diante de Deus e colocado em uma relação correta com Ele. Qual é
o meio? É a lei? São as obras? É a religião? É a iluminação espiritual? É o
esoterismo? Qual é o meio do homem ganhar uma correta relação com o Deus
Santo? Só há um meio. Se a igreja não conhece, não sustenta e não
proclama, nós perdemos completamente a nossa condição de testemunhas. O
Senhor disse aos seus discípulos e por extensão a nós, que com o descer do
Espírito Santo, constituindo a igreja o Seu corpo, nós seríamos testemunhas,
tanto em Jerusalém, na Judéia, Samaria e até os confins da terra. A igreja só
se porta como testemunha se ela realmente sustenta e proclama as verdades
essenciais da fé. Então, nós temos visto isto que temos chamado então de o
quarto grande alicerce. De certa forma, todos os outros convergem para ele.
Nós precisamos daqueles três anteriores para vermos bem a Justificação pela
Fé e todos os que nós vamos ver posteriores tem a ver com a Justificação pela
Fé. São de certa forma a expressão da Justificação pela Fé. Cristo ressuscitou -
a próxima verdade que nós vamos ver em outras ocasiões - por causa da
nossa Justificação. Paulo fala isso em Romanos 4, no último versículo. 25 O
QUAL FOI ENTREGUE POR CAUSA DAS NOSSAS TRANSGRESSÕES E RESSUSCITOU
POR CAUSA DA NOSSA JUSTIFICAÇÃO. Ele ressuscitou por causa nada nossa
justificação, porque sem a sua ressurreição não haveria nenhuma segurança de
aquele sacrifício da sua morte, foi aceitável a Deus. A prova de que o
sacrifício da sua morte foi suficiente para nossa justificação é que Deus
ressuscitou a Cristo. Então os irmãos vejam que a ressurreição tem a ver com
a justificação, e com os outros alicerces que vem em seguida. Da mesma
maneira, o Espírito Santo. Por que é que nós podemos receber Deus
habitando em nós na pessoa do Espírito Santo? Deus não habita em nós?
Ele habita em nós. Por que? Nós somos pecadores, mas o Senhor habita em
nós. Por que? Porque nós somos pecadores justificados pelo sangue do
Senhor. Então a habitação do Espírito Santo tem tudo a ver com a justificação.
É porque somos justificados que somos Templo do Espírito. A próxima
verdade que nós vamos ver lá na frente - O Corpo de Cristo - outro alicerce
tremendo, a Igreja. O que é a Igreja? A Igreja é o corpo dos justificados.
Todos aqueles que creram e foram justificados pela graça baseado unicamente
no sacrifício de Cristo. Então irmãos, vejam que essa verdade da justificação
pela fé, ela não está no centro apenas desse esqueleto que nós fizemos aqui
não. Mas está no centro, realmente de toda a revelação de Deus, desse
propósito redentor de Deus, da revelação de Deus em Cristo. Não é a toa, não
foi por acaso, como falamos na reunião anterior que Deus preparou alguns
vasos, e um de forma muito especial, muito especial mesmo – Martinho
Lutero – desde o ventre da sua mãe, traçando as características naturais até do
seu temperamento como homem, como já falei na reunião anterior, passando
por aquelas agonias e angústias espirituais tremendas, crises de consciência,
lutando com tudo que era capaz para ser justificado diante de Deus, depois
daquela experiência que ele passou naquela tempestade, ele viu que estava
completamente despreparado para se encontrar com Deus, para a morte,
então ele se retirou do mundo foi para aquele mosteiro, e tudo o que ele queria
era ser aceitável a Deus. Ele fez tudo o que podia, como um bom monge,
para que alcançasse aquela aceitação, mas nada. Mais crise, mais
condenação. Quanto mais ele fazia, mais indigno ele se julgava. Então Deus
foi moldando, moldando aquele vaso, trabalhando aquela consciência, para
que aquela luz, no meio de umas trevas muito palpáveis, daquela luta
interior, com relação a esse assunto do tornar-se justo aos olhos de Deus,
como tornar-se justo aos olhos de Deus, quanto mais ele tentava, mais trevas,
mais agonia, mais perturbação e Deus estava forjando aquele vaso, embora é
claro, nem ele mesmo soubesse. Até que naquele dia, como nós falamos, o
Senhor o levou, de uma forma muito especial, ao Salmo 22, e a luz começou a
raiar. Ele viu que a justiça de Deus, um nome que segundo ele mesmo diz,
ele odiava, era revelada na Bíblia não como uma justiça ativa que pune
pecadores, mas como uma justiça passiva que justifica pecadores. Ele
começou a ver isso no Salmo 22. O Senhor Jesus se assentando ao lado do réu,
do lado do culpado. Quando ele confrontou aquele Salmo – Deus meu, Deus
meu, porque me desamparaste - ele ficou muito impressionado, porque como
nós falamos, eles sabiam que aquele Salmo se referia a Cristo, de uma forma
muito clara. E se o Senhor Jesus estava falando aquilo - Deus meu, Deus meu,
porque me desamparaste – ele então estava sofrendo um desamparo muito
real, que ele próprio Lutero estava experimentando na sua vida. Ele próprio
estava experimentando algo, Jesus experimentou algo na sua pessoa, que
Lutero também estava experimentando nele mesmo. Então o Senhor usou
aquilo para identificar, de alguma maneira Lutero, aquela experiência pessoal
de Cristo, e a partir daí começou a abrir-se o caminho da justificação para ele.
E quando pouco tempo depois, ele começou a estudar, já ali ministrando a
outros alunos naquela universidade, o livro de Romanos, então a luz se abriu
de todo para ele e logo do início da epístola como falamos, quando lá no
verso 16 e 17 ele leu 16 ¶ POIS NÃO ME ENVERGONHO DO EVANGELHO, PORQUE
É O PODER DE DEUS PARA A SALVAÇÃO DE TODO AQUELE QUE CRÊ, PRIMEIRO DO
JUDEU E TAMBÉM DO GREGO; 17 VISTO QUE A JUSTIÇA DE DEUS SE REVELA NO
EVANGELHO, DE FÉ EM FÉ, COMO ESTÁ ESCRITO: O JUSTO VIVERÁ POR FÉ. Então
a luz se abriu de uma vez por todas para ele e com clareza ele viu qual o
caminho da justificação. Sua consciência teve paz.
Irmãos, é claro que um homem trabalhado desta forma pelas mãos de
Deus, nunca poderia colocar essa verdade, agora vista tão claramente, depois
de vinte e tantos anos de agonia, de depressão, de angústia, um homem que
viu essa verdade com essa clareza, o que é que nós poderíamos esperar? Que
ele pegasse essa verdade e cobrisse com um barril? Claro que não. Nós só
poderíamos esperar o que realmente aconteceu. Deus usou aquele homem
em uma ousadia tremenda, com poder, graça, unção, a qual ninguém podia
resistir. Então os irmãos sabem aquela virada aqui, principalmente através de
Martinho Lutero, uma das figuras mais importante da reforma, sem sombra
de dúvida, Deus o usou então para dar aquela guinada, depois de mil anos de
trevas. Os irmãos já pensaram nisso? Mil anos de trevas. Mil anos no qual a
Bíblia nem estava na mão do povo, apenas em mosteiros, trancadas em baús,
porque nem os monges liam a Bíblia. Mil anos de trevas. Deus forja um vaso
de uma forma muito especial, para que verdade tremenda da justificação pela
fé fosse a primeira a ser resgatada no meio desse corpo de doutrina todo, nessa
época, e a partir daí, todas as outras importantes. Então irmão, que verdade
tremenda. A história da igreja mostra a importância dessa verdade e por isso é
importante conhecer a história da igreja. A própria história da igreja mostra a
importância dessa verdade da justificação pela fé.
Hoje então nós vamos prosseguir um pouquinho nesse assunto e
Domingo, talvez a gente encerre mais esse alicerce, e hoje eu gostaria com
cuidado, devagar, comentar esses três textos que nós acabamos de ler juntos,
por causa da importância desses versículos. E antes de entrar com mais
detalhes na exegese - {(gé) sf (gr exégesis) Comentário, explicação de textos, especialmente
se aplica à interpretação gramatical e histórica da Bíblia} - desses versículos, eu gostaria
que os irmãos guardassem duas palavras na sua mente, para que os irmãos
estejam pensando nela durante todo esse período do nosso partilhar, uma
dupla de palavras que precisam ser vistas, lembradas, sempre que abordamos a
verdade da justificação pela fé, para que elas sejam entendidas com clareza e
nunca confundidas. A primeira palavra é „IMPUTAÇÃO”. E nós vamos
ver o que significa essa palavra imputar, imputação. A segunda palavra é
“INFUSÃO”.
Irmãos, na reunião anterior eu disse que o sistema católico romano, ele
inverteu completamente o lugar dessas doutrinas. Ele colocou e coloca a
santificação, claro, pelas obras, pelas obras, pela penitência, pela confissão,
pela prática dos rituais exigidos pela religião, como então os meios pelos quais
a pessoa vai se santificando, santificando, santificando até que talvez um dia,
se ela puder em vida adquirir o que Deus então considera suficiente em vida,
então ela é justificada no final da sua vida e passa direto dessa terra para o
céu, sem entrar no purgatório. Mas se ela for se santificando, santificando,
mas essa santificação não for suficiente, ela vai entrar no purgatório, onde essa
alma vai ser então purgada, purificada, para que então ela possa ascender um
dia ao céu. Essa é a doutrina do sistema católico romano. Justificação pelas
obras. Pode começar nessa vida, continuar depois da morte, e terminar quem
sabe no outro período. Então a santificação como caminho para a justificação.
A Bíblia ensina o contrário. A Bíblia ensina que a justificação é pela fé,
baseado exclusivamente no que o nosso Bendito Senhor fez naquela cruz,
um sacrifício todo perfeito, todo suficiente, feito como diz o livro de Hebreus,
“uma única vez”, uma vez por todas. Não carece ser repetido porque é
plenamente eficaz. (1 PEDRO 3:18 POIS TAMBÉM CRISTO MORREU, UMA ÚNICA
VEZ, PELOS PECADOS, O JUSTO PELOS INJUSTOS, PARA CONDUZIR-VOS A DEUS;
MORTO, SIM, NA CARNE, MAS VIVIFICADO NO ESPÍRITO,)( HEBREUS 10:12 JESUS,
PORÉM, TENDO OFERECIDO, PARA SEMPRE, UM ÚNICO SACRIFÍCIO PELOS
PECADOS, ASSENTOU-SE À DESTRA DE DEUS,) Não é sangue de bode, não é
sangue de touros, mas é o seu próprio sangue. Ele efetuou uma eterna
redenção e então crendo, confiando, entregando-nos voluntária e
deliberadamente a esse Salvador fora de nós, não é um Salvador dentro de
nós, isso vem depois, primeiro é um Salvador fora de nós, objetivo, alguém
que fez algo para nós, por nós, fora de nós. É muito importante os irmãos
verem esse contexto da Justificação pela Fé assim. Justificação pela Fé não é
algo feito em nós. Justificação pela Fé é algo feito em Cristo, que nós nos
apropriamos como uma verdade confirmada, uma obra realizada na pessoa de
Cristo, e então disponível a nós pela fé. Nós somos justificados pela fé, mas
a base dessa justificação não está em nós. Nem mesmo é feita em nós, mas é
feita em Cristo. Foi feita em Cristo. Estou colocando este contexto para que
os irmãos entendam essa primeira palavra que eu abordei aqui: IMPUTAR.
O que é imputação? Significa que você colocar algo sobre alguém. Esse é o
sentido de imputar. Colocar algo sobre alguém, como uma cobertura. Isso é
imputação. Isso significa Justificação.
Agora, nós vamos entrar com mais detalhes nisso para os irmãos
compreenderem. Nós vamos ter um panorama primeiro desses dois conceitos.
O que seria INFUSÃO? Infusão seria o ensino católico romano. A justiça de
Deus ela deve estar sendo infundida, para dentro de nós, até que um dia então,
vamos ser justificados, justificados por infusão. Essa justiça vai sendo
infundida na medida em que nós vamos fazendo obras e praticando rituais
religiosos. Então irmãos, há um contraste tremendo na nossa visão de
Justificação, na visão Bíblica de Justificação. Um contraste tremendo entre
Imputação e Infusão. Como nós fomos justificados? Por infusão de justiça
em nós? Não. Definitivamente não. Irmãos. Quão importante é
compreender isso, porque nós só podemos entender o processo depois da
justificação que a Bíblia chama de santificação, se nós compreendermos bem
esse conceito. A Santificação que vem depois da nossa Justificação, depois
de termos crido em Cristo, depois de saber que pertencemos a Ele, que Ele é o
nosso Salvador, Ele cumpriu a justiça de Deus por nós, então esse processo
que a Bíblia chama de santificação, ele não é realizado para sermos aceitos por
Deus. Ele é realizado porque já somos filhos de Deus e já fomos aceitos por
Deus. E o que é que é santificação? Infusão de Justiça. Agora sim entra esse
conceito. Os irmãos percebem o lugar adequado de cada um deles? Nunca
confunda irmão: ser justificado pela fé diante de Deus, entrar em uma relação
adequada com Deus, ser tornado filho de Deus, de tal forma que nenhuma
condenação há para aqueles que pertencem a Ele. Isso não é uma questão de
Deus infundir justiça dentro de nós. Isso é uma questão de Deus imputar
justiça de Cristo a nós. Talvez a melhor maneira dos irmãos compreenderem
seja com a visão da cobertura. Irmão. Se eu tenho uma Bíblia aqui, e eu
coloco um lenço, um pano, um guardanapo em cima dessa Bíblia, a Bíblia,
ainda é Bíblia.. A Bíblia não é guardanapo e nem o guardanapo é Bíblia. A
Bíblia ainda é Bíblia. Só que ela está totalmente oculta e coberta pelo pano,
pelo guardanapo. É isso que significa imputação. Mas infusão é diferente, é
claro. Infundir significa colocar dentro. Então nós não somos justificados
por infusão. Nós somos justificados por imputação de justiça. A Justiça de
Cristo sobre nós. Como que Deus nos vê? Deus nos vê debaixo da
cobertura da justiça de Cristo. Justiça perfeita. Justiça que ele cumpriu na sua
vida humana. Não é apenas a justiça do verbo eterno, do Filho eterno, porque
essa justiça é absolutamente perfeita, a justiça de Deus, mas é mais do que
isso. É muito mais do que isso, porque essa justiça não poderia nos justificar.
Os irmãos concordam? Essa justiça do Filho eterno, do Verbo eterno, só
poderia nos condenar, mas a justiça de Deus em Cristo, quando esse Verbo
eterno, esse Filho eterno se fez carne, viveu uma vida humana suportando
tentações, provas humanas, tentado em todas as coisas à nossa semelhança,
mas sem pecado, quando Ele cumpriu, passou pela sua vida humana,
plenamente homem, com espírito humano, alma, sentimentos, pensamentos,
vontade humana, corpo humano, provado em todas as coisas, cumprindo toda
a justiça de Deus, aprovado por Deus, então esse representante homem, ele
então é adequado para nos apresentar diante de Deus, como representado por
ele. Irmãos. Isso, só Cristo poderia fazer, por ser é Deus. Ele não era apenas
um homem representando o homem. Ele é Deus homem representando o
homem diante de Deus. Então os irmãos entendem que não é a justiça do
Filho eterno que nos justifica? Mas a Justiça que nos justifica é a justiça de
Deus homem. O Filho eterno não nos justifica. Ele nos condena, porque a
sua justiça é uma justiça límpida, plena. Não pode ter comunhão com o
pecado. Nós somos justificados pelo Deus homem, que viveu uma vida
humana, que cumpriu a justiça de Deus, perfeitamente, e que então, embora
lá daquele monte da transfiguração Ele pudesse subir ao céu e terminar o
assunto, porque Ele como homem, é um homem aprovado, não é? Ele já
havia ouvido aquela voz de aprovação, antes do início do seu ministério: “Este
é o Meu Filho amado. Nele, Eu tenho todo o meu prazer”. É um homem
perfeito. Não é? Depois Ele viveu a sua vida humana passando por testes,
por provas. Depois de ouvir essa voz foi levado para o deserto, pelo
Espírito, para ser tentado pelo diabo. O diabo pessoalmente o tentando, o
provando. Não foi assim? Então ele foi tentado, testado, provado, e
aprovado, até que três anos depois uma nova voz, lá no Monte da
Transfiguração: “Este é o Meu Filho, o Meu Eleito. A Ele ouvi”. A voz
está endossando Ele de novo. “Ele é perfeito. Ele é o meu Filho. Eu não
tenho mais uma mensagem através de Moisés, uma mensagem através de
Elias, e uma mensagem através do Meu Filho. Mas este é o meu Filho, o meu
Eleito. A Ele ouvi”. E a Bíblia então diz, que após essa voz dos céus, a
figura de Moisés e Elias desapareceram. Então os irmãos vejam a justiça
perfeita do Filho encarnado, na pessoa de Jesus. Então irmão, daquele Monte
da Transfiguração, Ele podia ascender aos céus, teoricamente falando, como
homem. Mas Ele não podia ascender aos céus porque Ele tinha algo para
completar, para consumar. Mas algo que não tem haver com Ele mesmo, no
que concerne então àquele sacrifício, aquele pecado, no que concerne a Ele
como sacrifício pelo pecado. Ele tinha algo a consumar na cruz, que tem
relação com a nossa redenção, porque por Ele mesmo, é claro, Ele não
precisava passar pela morte. Então irmãos, Ele desce o monte da
Transfiguração, caminha mais seis meses, e sobe ao Monte Calvário. E no
Monte Calvário, o que acontece, é o que acabamos de ler em 2ª Coríntios,
cap. 5: Aquele que não conheceu pecado, Ele – se referindo a Deus o Pai -
o fez pecado por nós, para que Nele, nós, que somos pecadores, mais Nele
porque Ele se fez pecado, sendo justo, nós somos pecadores Nele, somos
feitos justiça de Deus. Então os irmãos estão vendo a substituição? Essa é
uma sólida verdade bíblica, dentro da assunto da justificação pela fé. Como
que nós somos justificados pela fé? Por causa da eficácia, do valor do
sacrifício substitutivo de Cristo. Ele nos substituiu, assim como no Velho
Testamento, o animalzinho substituiu o ofertante. Não é? O animal era
oferecido no lugar do ofertante. O pecador era o ofertante. Não era o animal.
Mas o animal é que era oferecido. Desde o Velho Testamento Deus foi
trabalhando a verdade substituição. O homem só pode ser justificado pela
substituição. Ele não pode fazer nada para se justificar. Ele precisa de um
representante puro. Ele precisa de um representante justo, ele precisa de um
representante aceitável a Deus. Um bode é aceitável? Um touro é aceitável?
Um carneiro é aceitável? É claro que não irmão. Aquilo era Tipo, aquilo
era Sombra. Quando o Senhor então se revelou, João Batista disse: Eis o
Cordeiro. Agora, as sombras ficam atrás. Eis o Cordeiro, e então nós pudemos
ser dignamente representados, perfeitamente representados. Irmão. Essa
verdade é de uma compreensão necessária, fundamental. O que é que você
faz quando você tem crise de consciência, se porventura tem lutado com isso?
Não era para ter mais se você é um cristão, que já compreendeu a
justificação. Mas alguns cristãos, as vezes, ainda tem crise de consciência,
no que concerne à justificação, embora não devessem ter. Mas quando você
tem, o que é que você faz? Para onde você corre? “Senhor me perdoe. Eu
sou mesmo pecador. Eu vou tentar de novo. Vai dar certo agora, eu vou
melhorar, eu vou fazer isso, eu vou fazer aquilo mais, eu vou ser dedicado, eu
vou observar mais isso”. Quantos votos você faz para procurar acertar a sua
relação com Deus? Você sabe que cada voto destes é uma ofensa a Deus?
Você sabe irmão? Porque a única pessoa que acertou a nossa relação com
Deus foi Cristo. Quando nós pecamos, o que nós fazemos é confessar o
nosso pecado. Não é promessa de retidão futura. Não é promessa de acerto,
de melhora. Mas é confessarmos os nosso pecados porque Ele é fiel e justo
para nos perdoar os pecados, para nos purificar de toda injustiça, e quanto
mais clara a compreensão da graça, menos brincadeira com o pecado.
Aqueles que brincam com o pecado, não compreenderam a graça. Nós
falamos disso na reunião anterior. Algumas pessoas tentando fugir dessa
verdade, elas pregam uma meia graça. Sabe o que é uma meia graça? É uma
graça que dá uma meia justificação. Então você está meio justificado, mas
olhe lá. Cuidado. Conforme o que você fizer, você cai da graça. Você cai da
graça. Então você precisa rever os seus caminhos para você recuperar a graça.
Mas isso não é graça. Se tem preço, não é graça. Graça é sem preço. Nós
somos justificados absolutamente e perfeitamente pela graça em Cristo.
Quando nós pecamos, nós confessamos os nossos pecados. Ele é não só justo
mas fiel à aliança que Ele estabeleceu em Cristo para nos perdoar os
pecados. Quanto mais profunda a nossa compreensão desse fato, mais
agradáveis a Deus, de forma agradável a Deus, nós vivemos.
Então irmão, se você quiser saber de um cristão que compreendeu bem
a verdade da Justificação pela Fé, veja como ele vive. Se ele vive de uma
forma santa, agradável a Deus, servindo aos irmãos, com um bom
testemunho, dos que são de fora, dos que são de dentro, como diz a palavra;
se ele vive de uma forma agradável a Deus, ele compreendeu bem o tamanho
do preço da sua justificação: o sangue de Cristo. Ele compreendeu bem o
que custou para o Senhor Jesus lá na cruz dizer: “Deus meu, Deus meu. Por
que me desamparaste?” Sabe qual que é a resposta para essa pergunta?
Você sabe? Por causa do pecado. É a resposta a essa pergunta. Por que me
desamparaste? Por causa do pecado. Por que Jesus tinha pecado? Qual
foi o terceiro texto que nós lemos no início da reunião? 1ª JOÃO 3:5 ELE SE
MANIFESTOU PARA TIRAR OS PECADOS E NELE - o que é que diz? –NELE, NÃO
EXISTE PECADO. Então Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por
causa do pecado, porque Deus não desampara o justo, o santo. Ele
desampara o pecador. Por que desamparou a Cristo? Porque aquele Cristo
que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós. Irmãos, que coisa
tremenda, não é? Que impacto que tem para nós a cruz quando nós vemos
assim, não é? Que impacto que tem para nós o pecado quando nós vemos
assim? O que é que vai significar para nós agora, tocar o pecado, brincar
com o pecado, zombar do pecado? Vai ter um outro significado para nós,
porque o pecado foi o que custou aquela separação no Calvário. : “Deus meu,
Deus meu. Por que me desamparaste?” Por causa do pecado, meu e seu.
Então irmão, quanto mais compreensão da graça, da justificação somente pela
fé, mas de forma santa nós vivemos. Conseqüência. Mais dessa justiça é
infundida em nós. Agora sim. Em nós. Essa justiça que já foi imputada,
sobre nós. Então os irmãos devem ter muito cuidado na compreensão dessas
coisas, porque nós temos irmãos uma consciência, e é por isso que esse tema
da justificação pelas obras agrada tanto. Claro. Não podia ser diferente. Eu
estou me referindo aqui, não só ao catolicismo romano. Estou me referindo ao
protestantismo também, porque uma grande parte do protestantismo hoje
prega uma meia graça que você pode, de alguma forma, cair da graça e que
sua justificação é condicional. A doutrina, a linha chamada armeniana: a sua
justificação é condicional. Cuidado com o que você faz com a sua justificação,
porque você pode perdê-la. Você pode cair da graça. Quem prega isso não
são os católicos, são os protestantes e de uma forma completamente avessa à
revelação bíblica. A justificação é um ato de Deus, realizada em Cristo, de
uma vez por todas, completado, “imexível”, irreversível. Essa é a verdade
da palavra de Deus. Baseado nesse ato eterno, glorioso, santo, tremendo,
profundo, perfeito é que nós somos santificados. Nunca vamos cair dessa
posição que Deus nos colocou. Você não pode cair, se você mesmo não subiu.
Você foi colocado nessa posição por Deus. Se você tivesse subido a escada,
você poderia ter caído, não é? Mas não foi você quem subiu. Foi Ele quem
desceu. E Ele desceu, o Verbo se fez carne, e nos colocou em uma posição
da qual não podemos cair, porque a segurança dessa posição depende
exclusivamente do que Ele fez, e não do que nós fazemos. Então irmãos, essa
compreensão ela é inesgotável. Nunca nós vamos olhar a justificação pela fé,
como alicerce do passado. Isso não existe irmão. Você pode ter uma gloriosa
casa erguida em cima das bases, dos alicerces. O alicerce ninguém vê. Não
é? Quando você passa e vê uma linda casa, você não fala assim: Que beleza
de alicerce. Você não está nem ao menos vendo os alicerces. Você está
vendo uma linda casa. Mas se esses alicerces tremerem, um pouquinho que
seja, você vai ver uma casa em ruínas. Toda a glória dessa casa está sustentada
pelo subterrâneo, pelos alicerces, e nós vamos mais longe nessa figura, mais
longe do que a figura natural. A beleza dos alicerces se vê na glória da casa.
A beleza dos alicerces se vê na glória da casa. Quanto mais glória há na casa,
mas se vê nela, a glória dos alicerces. Há glória na casa por causa da glória
dos alicerces. Os alicerces recebem sua glória na casa. Ele se mostram na
casa. É assim que nós precisamos ver. Não existe coisas, alicerces que ficam
para trás na vida cristã. “essa questão de justificação pela fé eu já estudei e
já compreendi”. Isso é inesgotável, tanto quanto Cristo é inesgotável. A cruz
é inesgotável; o valor do sangue é inesgotável. É um assunto para nós
estarmos orando e estudando, orando e estudando, meditando, porque essa
verdade vai crescer. De uma rolinha para um cordeirinho, para um carneiro,
para um novilho. Grande novilho. A visão da justificação pela fé, ela vai
crescendo, crescendo. São verdades tremendas. Deus nos justificou livre e
incondicionalmente, soberanamente, pela sua vontade, escolheu os que quis,
revelou-se a quem quis, quando quis e como quis. Colocou essas pessoas em
união com Cristo, nos lugares celestiais, e ninguém as mudará de posição
eternamente.
Irmão. Nós temos tendências a compreender essas verdades
teoricamente. Isso faz muito mal para as nossas almas. Isso não é
religião. Quando você toma esses assuntos e começa a meditar neles, meditar
e a mastigar, e a roer aquilo, e a degustar aquilo, você vai ver que realmente a
glória dos alicerces é refletida na casa. Você vai ver que o seu ser vai
ganhando uma substância, uma segurança, um conteúdo que você nunca podia
obter de outra forma. Então irmão, que importância nós estarmos mesmo
rememorando, retomando, e o que nós estamos fazendo aqui, como temos
falado. É só darmos umas pinceladas para que o apetite dos irmãos seja
aguçado e você medite por você mesmo. Claro. Ore por você mesmo. Leia por
você mesmo. Vá a fundo por você mesmo. Irmão. Deus não tem mais nada
para dar a nós, além do que Ele já depositou na igreja. Não se iluda. Não se
iluda. Deus não tem mais nenhuma revelação acessória; Deus não tem mais
nenhum profeta especial; Deus não tem mais nenhuma nova unção, coisas
que nós escutamos por aí hoje em dia. O que Ele tem para fazer em nós é
usar a sua velha e antiga palavra, com uma novidade de poder e de vida, capaz
de edificar os santos assim como edificou em todas as gerações. Lembra
Paulo quando de despediu daqueles presbíteros de Éfeso lá em Mileto? Atos
20:32 AGORA, POIS, ENCOMENDO-VOS AO SENHOR (mas não só ao Senhor) E À
PALAVRA DA SUA GRAÇA, (e ele continua assim) QUE TEM PODER PARA VOS
EDIFICAR E DAR HERANÇA ENTRE TODOS OS QUE SÃO SANTIFICADOS. Edificar é
dar herança a todos os que são santificados. Então, quanto mais profunda a
nossa compreensão dessas verdades, mais nós revelamos a glória desses
alicerces na casa. Mais solidamente.
Vamos olhar então de novo esses três textos e procurar compreender
essas duas questões de imputação e infusão. Talvez seja bom nós darmos
uma olhadinha, em Romanos cap. 3, só para nos ajudar um pouco mais
nesse assunto. Nós vamos só começar hoje e Domingo prosseguimos.
Romanos 3, a partir do verso 19. Preste bem atenção nesse contexto. Hoje
eu só queria tirar uma ou duas palavras aqui e Domingo nós voltamos neste
contexto para uma maior abertura. Romanos 3:19 ORA, SABEMOS QUE TUDO O
QUE A LEI DIZ, AOS QUE VIVEM NA LEI O DIZ PARA QUE SE CALE TODA BOCA, E
TODO O MUNDO SEJA CULPÁVEL PERANTE DEUS. A lei não foi dada por Deus
para justificar ninguém, mas a lei foi dada para que se cale toda a boca, porque
a lei diz assim: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração”. Você ama?
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Você é suficiente para isso?
“Não cobiçarás”. Você nunca cobiçou nada na sua vida, nada, absolutamente
nada? Então a Bíblia diz assim: a lei foi dada para os que vivem na lei.
Qual o propósito? Para que eles fossem justificados pela lei? PARA QUE SE
CALE TODA A BOCA. E TODO O MUNDO SEJA CULPÁVEL PERANTE DEUS. Irmão.
Não é que Deus vem trazer culpa sobre o homem. Não. Isso não é de acordo
com a natureza de Deus. Deus não vem trazer culpa sobre ninguém. A
culpa está em nós por conseqüência: por causa de Deus ser quem é, e nós
sermos quem somos. Nós somos culpados por natureza, porque a nossa
natureza testifica de culpa, que nós temos culpa, que nós temos pecado, que
nós não somos agradáveis a Deus. Por que é que Ele então deu a lei? Para
que isso ficasse patente aos nossos olhos. Sabe irmão, que a lei mostra a
seriedade do pecado? Primeiro veio o pecado. O homem pecou antes da lei.
A lei foi dada por Moisés, e o homem pecou com Adão. Não é? Paulo
desenvolve este argumento em Romanos. Primeiro veio o pecado, depois
veio a lei, e depois veio o Evangelho. Nós podemos perguntar assim: Mas se
a lei não ia justificar o homem, para que é que Deus deu a lei? Por que ele não
passou direto do pecado para o Evangelho? Do pecado para a graça. Por que é
que a lei está no meio? Tremenda questão, porque o pecado que vem
primeiro, nos tornou tão absolutamente cegos, tão medonhamente cegos que
nós somos capazes de olhar para nós e achar virtudes. Então Deus deu a lei
para que nós usássemos esse binóculo chamado lei, e olhássemos para nós e
víssemos assim: não há virtude. Paulo diz assim: pela lei vem - não a
salvação, não a justificação- pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.
Está vendo? É como um binóculo. Antes a gente estava olhando o pecado
de longe. Nosso pecado estava longe, até difícil de ver até, difícil de achar,
mas quando Deus deu a Lei, Ele deu binóculos. Aí você vê bem de perto.
“Não cobiçarás”. Aí você vê o pecado. Cobiça. Nós cobiçamos tudo.
“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração”. De novo você vê o
pecado. Não ama a Deus. Eu só amo a mim mesmo, com um amor egoísta,
um amor maligno, um amor invejoso, ciumento, possessivo, depravado,
terrível. De modo algum isso é amor. Não é? Nós só vemos isso por cauda da
lei. O Espírito Santo usa a lei para então revelar o nosso pecado. Não é para
trazer pecado para nós. Nós já temos. E nem para trazer culpa para nós, pois
nós já somos culpados. É para revelar, porque o pecado nos tornou tão
miseravelmente cegos que nós não vemos. Jeremias 17:9 ENGANOSO É O
CORAÇÃO, MAIS DO QUE TODAS AS COISAS, E DESESPERADAMENTE CORRUPTO;
(e o Senhor pergunta) QUEM O CONHECERÁ? Será que eu e você somos
capazes, suficientes, para conhecer o nosso coração? A Bíblia diz não.
Então Deus deu a lei. Pela lei, vem o pleno conhecimento do pecado. Isso é
um argumento sólido na epístola aos Romanos. Vocês estão vendo aqui,
mais uma vez o apóstolo Paulo dizer isso e ele vai falar no verso 20.
ROMANOS 3:20 VISTO QUE NINGUÉM SERÁ JUSTIFICADO DIANTE DELE POR
OBRAS DA LEI, EM RAZÃO DE QUE PELA LEI VEM O PLENO CONHECIMENTO DO
PECADO. Esse era o Lutero, por exemplo, tentando lá angustiadamente se
justificar. Em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. E
agora olhe o verso 21 e comece a ver esse conceito da imputação e não da
infusão. Uma palavrinha aqui que é muito especial para mostrar essa
imputação para nós. Vamos chegar nela aqui já, já. 21 Mas agora (antes era
a lei trazendo visão do pecado. A lei não justifica), sem lei, se manifestou a
justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; O Senhor Jesus não
veio trazer uma lei. Irmão aqui nós somos ajudados, de novo, porque existem
correntes evangélicas aí que não vem nada mais no Evangelho do que uma lei
melhorada, uma lei que vai nos condenar mais ainda do que a outra lei, porque
se a outra lei diz: “Não matarás” a lei, entre aspas, que o Senhor Jesus
pronunciou diz assim: “Aquele que tiver ira contra o seu irmão, já o
assassinou, já o matou”. Se aquela lei antiga lá do passado dizia “não
adulterarás” e aqueles anciãos, aqueles rabinos reduziram isso apenas a uma
questão externa embora nunca foi isso que houve no coração do Senhor,
porque a lei é espiritual, mas eles reduziram a lei ao natural, então adulterar
para eles era adulterar mesmo, ter um ato físico de adultério. O Senhor
Jesus tomou aquela lei e falou assim: Na lei está escrito, não adulterarás, mas
Eu vos digo, “qualquer que tiver impureza no coração, já adulterou”. Então
irmão se aquela lei já era impossível, a lei do Senhor Jesus é completamente
ilógica para nós. completamente inadequada para pessoas como nós. Só
Cristo pode cumprir essa lei. Então a Bíblia diz assim: 21 MAS AGORA, SEM
LEI. Porque Ele não veio trazer um novo caminho de lei, lei mais alta, lei
aprimorada. Não. É sem lei. Aquilo que Ele pronunciou no Sermão no
Monte é lei? Não. O que ele pronunciou no Sermão no Monte é graça.
Só Ele pode viver daquele jeito. Só Ele tem aquele tipo de vida. Então aquilo é
graça na pessoa Dele. Se nós podemos, se nós devemos viver aquele tipo
de vida, só tem uma maneira. Só uma. Nós temos que estar Nele, e Ele tem
que estar em nós. Por que é que Paulo lá em Gálatas diz assim: Gálatas 2:20
LOGO, JÁ NÃO SOU EU QUEM VIVE, MAS CRISTO VIVE EM MIM; Só tem uma
maneira de viver aquela vida. Dessa maneira. Então Ele não vem trazer lei.
Ele veio trazer graça. Só que Ele mostrou que esse tipo de vida da graça, ela
é tão tremendo, tão inalcançável, que nós só podemos obter Nele. Primeiro
nós temos que ser colocados Nele, em união com Ele, e Ele então colocado em
nós, pelo Seu Espírito, para que possamos viver esse nível de vida cristã, o
que Paulo chama de andar no ESPÍRITO (GÁLATAS 5:16 DIGO, PORÉM: ANDAI
NO ESPÍRITO) (GÁLATAS 5:25 SE VIVEMOS NO ESPÍRITO, ANDEMOS TAMBÉM NO
ESPÍRITO.) Andar no Espírito. Vamos lá, continuando. Romanos 3:21 MAS
AGORA, SEM LEI, SE MANIFESTOU A JUSTIÇA DE DEUS. Os irmãos imaginem
então o quanto que essa expressão era atrativa para Lutero? Ele dizia que
ele tinha ódio nas suas palavras. Ele tinha ódio dessa expressão: Justiça de
Deus, porque, como eu já disse, ele contemplava um Deus que era justíssimo,
santíssimo, que queria ter relacionamento com o homem – porque Ele criou
o homem para ter relacionamento com ele, não para brincar com o homem -
Ele criou o homem para relacionar com o homem, mas Ele é um Deus
santíssimo, nas palavras Dele, justíssimo, que quer ter um relacionamento
com o homem, mas que não providenciou os meios para esse relacionamento,
porque ele já tinha tentado todos eles, e quanto mais ele tentava, pior ele se
sentia. Ele tinha ódio dessa expressão Justiça de Deus, justiça que pune,
justiça que condena, justiça que expulsa. Mas agora ele compreendeu: Justiça
de Deus, segundo a revelação de Romanos, é aquela justiça que justifica
pecadores indignos. É uma justiça revelada em Cristo. A Justiça que pune
pecadores, ainda será manifestada, quando da segunda vinda do Senhor. Os
homens comparecerão diante Dele e serão julgados por Ele, um a um,
conforme o fato de terem crido no Filho, ou não crido no Filho. Quem crê
no Filho tem a vida, e quem não crê no Filho, não tem a vida. É simples. Os
homens serão julgados assim, quando Ele vier. Mas quando da sua primeira
vinda, Ele mesmo disse: Eu não vim para julgar o mundo, Eu vim para
salvá-lo. Não é? Então Lutero compreendeu isso, e esse foi o júbilo do seu
coração. É o que Paulo diz. A justiça de Deus, que justiça? A justiça que
pune pecadores, a justiça que vinga o pecado do homem. Aqui não fala nada
disso. Aqui diz: Justiça de Deus, mediante a Fé em Jesus Cristo - olhe agora
essa expressão, duas preposições importantes aqui - para todos. E depois
sobre todos.

Seria um erro tremendo, dentro da visão de outros textos, da coerência bíblica


se isso tivesse escrito aqui isso seria uma tremenda incoerência escriturística,
porque a justiça da justificação não é uma justiça em nós. Não. A justiça da
justificação, é uma justiça sobre nós, porque não é justiça nossa. É de Cristo.
Não é uma justiça infundida. É justiça imputada. Então justiça de Deus,
mediante a fé, para todos e sobre todos os que crêem. Sobre então é muito
importante aí, porque não há distinção, porque todos pecaram e carecem da
glória de Deus. Tremendo texto. Une a justificação à glória. Os irmãos
estão vendo a questão da casa que eu coloquei aqui? Estão vendo?
Justificação – alicerce. Glória - edificação. O texto está unindo as duas
coisas. Justificação pela fé, porque nós pecamos e carecemos da glória de
Deus. Então a justificação nos trás de volta para a glória de Deus. A
justificação nos trás de volta para a expressão de Deus. É o que significa
glória. A justificação nos trás de novo numa posição na qual nós podemos
expressar Deus, manifestar Deus. Glória de Deus. Todos pecaram e carecem
de glória. Aí o verso 24 volta na justificação. Muito interessante e sugestivo os
irmãos verem a palavrinha, a expressão glória de Deus entre duas menções da
justificação, no verso 22 e no verso 24. Romanos 3:24 SENDO JUSTIFICADOS
GRATUITAMENTE, POR SUA GRAÇA, MEDIANTE A REDENÇÃO QUE HÁ EM CRISTO
JESUS. Gratuitamente. Por sua graça. Qual a base da justificação? Aquele
alicerce anterior que nós estudamos que é a Expiação. Aqui diz mediante,
através. Por que é que nós podemos ser justificados? Porque o Senhor Jesus
na cruz realizou redenção, ou expiação. A Expiação, a Redenção que há em
Cristo Jesus, a quem Deus propôs no seu sangue como propiciação, ou
Expiação. É o mesmo sentido. Já falamos dessas duas palavras. Expiar ou
propiciar é exatamente a mesma coisa. O Senhor Jesus é propiciação, é
expiação e por isso nós somos justificados. Terceiro e quarto alicerce que nós
temos partilhado. Romanos 3:24 sendo justificados gratuitamente, por sua
graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus. ........... mediante a fé, para
manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os
pecados anteriormente cometidos; Quando anteriormente cometidos? No
tempo da lei. Irmão, como que Moisés, Arão, os filhos de Arão, o povo de
Israel, etc, Isaías, Jeremias, os homens e mulheres de Deus no Velho
Testamento, como que eles foram salvos se Cristo não havia se encarnado
ainda? Baseado em que sangue que eles foram perdoados? Sangue de bode?
Sangue de touro? Baseado em qual sangue que eles obtiveram perdão de
pecado? Ou eles não obtiveram? O que é que os irmãos acham? Quando
o Senhor Jesus voltar, quando Ele se reunir nas bodas do Cordeiro, aqueles
que são Dele, na Nova Jerusalém, onde vão estar esses santos do passado?
Eles estão salvo, eles estão perdoados, eles estão purificados? Claro que sim,
não é? Mas, baseado no quê? Eles só tinham bodes naquela época. Só
carneiro, só, só touros. Baseado em qual sangue? No sangue de Cristo. Por
que? Porque o sangue de Cristo tem eficácia fora do tempo, porque é o
sangue do Deus homem. Quando João teve aquela visão no Apocalipse ele
disse: Eu vi – mais de sessenta anos depois, do Senhor Jesus já ter
ressuscitado e ascendido aos céus, sessenta anos de história, mais ou menos já
haviam se passado, e João quando tem aquela visão em Patmos, ele diz: “eu
vi um cordeiro como que recentemente imolado”. Recentemente imolado.
Sessenta anos haviam se passado, porque João viu aquele valor, frescor eterno,
absoluto aos olhos de Deus. Então os santos do Velho Testamento foram
justificados em Cristo. Eles foram como que guardados para essa justificação
que se revelaria em Cristo. Deus, como diz o texto aí, deixou impune. Que
lindo versículo, irmão, porque não está dizendo que puniu no cordeiro, puniu
no touro, puniu no animal de qualquer espécie. Não. Aquilo era só uma
sombra, um tipo. Deixou impune, deixou em suspenso. Se o Senhor Jesus não
tivesse encarnado, se Ele não tivesse morrido, se Ele não tivesse
ressuscitado, se Deus não tivesse considerado o sacrifício desse
homem-Deus, perfeito, os santos do Velho Testamento estariam perdidos, e
nós também. Mas porque Deus considerou o sangue desse homem-Deus,
perfeito, os santos do Velho Testamento foram justificados e os do Novo
Testamento também. Todos baseados no mesmo sangue. É isso que esse
texto está dizendo. O que é que o irmão acha disso? É claro que quando
Martinho Lutero viu isso, os seus olhos se arregalaram, e ele então pregou
por toda a sua vida, tremenda verdade – Justificação somente pela graça, por
meio da Fé, em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem. Não há
distinção. Todos pecaram e carecem da glória de Deus. Que mensagem!!
Que segurança. É baseado nessa segurança que nós temos certeza, que nós
temos alegria, que nós temos gozo da salvação. Então, não confunda essas
duas palavras. Nunca tente responder ao inimigo, baseado em qualquer outra
arma, que não seja essa.

....com novos votos, quem sabe procurando méritos, quem sabe olhando o
passado – mas eu fiz – quem sabe transferindo pecados? Mas aconteceu por
causa desse, por causa daquele, por causa da circunstância, aquela pessoa,
aquela dificuldade. Nada disso. Essas armas são alfinetes. Não tem valor de
ferir o inimigo. Nós só podemos responder ao acusador, baseado no sangue.
Lembra lá em Apocalipse 12? Fala dos vencedores de Cristo ali? Lá diz
que eles venceram o acusador, aquele mesmo que os acusa de dia e de
noite, diante de Deus. Eles o venceram, diz a palavra, por causa do sangue do
Cordeiro, em primeiro lugar. Em segundo, por causa da palavra do
testemunho que deram. Qual o testemunho que eles deram? Da eficácia do
sangue. Da plena redenção de Cristo. Da suficiência do sacrifício de Cristo
para Deus. Não é fazendo votos de melhoria. Não é confiando no seu
arrependimento. Não é confiando na sua confissão de pecado. O irmão
consegue separar isso na sua experiência? Quando você peca e é convencido
pelo Espírito Santo de pecado, confessa a Deus o seu pecado, no que é que
você confia? Você confia na sua confissão? E acha que foi perdoado por
causa da sua confissão. Você confia no seu arrependimento? E acha que foi
perdoado por causa do seu arrependimento? Todas as duas bases são areia
movediça. Você não foi perdoado porque se arrependeu e nem foi perdoado
porque confessou. Você foi perdoado por causa da eficácia do sangue eterno,
e todas as vezes que você confessar pecado ao Senhor, saiba que você se
aproxima e tem ousadia por causa desse sangue, porque esse sangue foi
derramado em dado momento da história, mas é um sangue que tem eficácia
supra histórica, eterna, fora do tempo. É um sangue eterno.
Irmão. Entenda você da maneira como quiser, para o seu próprio
problema diante de Deus do que eu vou falar aqui, ma seu preciso te dizer.
Todos os pecados que você ainda não cometeu, já estão perdoados. Se você
quiser sair hoje pecando de todas as formas possíveis e imaginárias, pode sair.
Você vai responder diante de Deus por cada uma dessas situações, mas se
porventura, você realmente creu no Senhor Jesus, você está justificado, mas,
se a tua visão da justificação é clara e segura você nunca vai viver dessa
maneira. Conclusão: se você vive dessa maneira, talvez você nunca tenha
compreendido a justificação. Então a sua alma está em perigo. Se você vive
brincando com o pecado, sua alma está em perigo, porque você pode não ter
compreendido a justificação pela fé. E esse é um assunto decisivo. Se você
não compreendeu a Justificação pela Fé, não recebeu a Cristo como seu
Salvador, não creu Nele, não viu que a sua salvação está fora de você, está no
sacrifício que Ele fez, se essa graça não tem ganho você, então a sua alma está
em perigo. Perigo eterno. Entre o céu e o inferno. E essa questão tem que ser
decida hoje, agora. Não é assunto para amanhã. É assunto para agora. Você
está justificado? Você crê na eficácia eterna do sangue? Você sabe que o
seu Salvador está fora de você: é Cristo Jesus, o Deus homem? Que aquele
sangue que Ele derramou na cruz foi suficiente para satisfazer a Deus, e Deus
ressuscitou a Cristo para a sua justificação? Que basta que você entregue a
sua vida, confiadamente a Ele, você está salvo por Ele mesmo? Então
irmão, reveja a sua experiência no tocante a essa verdade, para que você não
tenha apenas um ensino intelectual nessa noite, mas para que você tenha um
confronto com a verdade de Deus para segurança da sua própria alma.
Amém. Vamos orar.

Ó Pai. Nos ajuda Senhor, mais uma vez reconsiderarmos esse assunto
da justificação pela Fé, nos nossos corações, com toda a sinceridade e
verdade diante de Ti Senhor. Nós queremos aqui como igreja, interceder uns
pelos outros, para que o Senhor pela tua graça, o Senhor possa clarear para nós
essa verdade como ela é, límpida e maravilhosa, e possa conceder aos nossos
corações aquela certeza, profunda, serena, tranqüila, santa certeza, de que nós
fomos justificados pelo sangue precioso do Senhor Jesus, e Senhor, que essa
certeza reflita em nossas vidas com os frutos da justificação. Que as obras que
o Senhor preparou para que nós andássemos nelas, antes da fundação do
mundo, obras da fé, sejam vistas na nossa vida. Nós pedimos ao Senhor que
possa evidenciar, de uma forma cada vez mais clara, o poder dessa justificação
do Senhor sobre as nossas vidas. Ajuda-nos Senhor. Ajuda-nos a ver hoje,
pela tua bondade, com mais clareza esse assunto. Convence Senhor, os
nossos corações, individualmente aqui, cada um de nós. Choca-nos Senhor,
mais uma vez com essa verdade. Confronta-nos. Não nos permita descansar
Senhor, enquanto não tivermos aquela plena certeza, confiança e descanso, no
nosso Salvador, o Senhor Jesus. Nós te pedimos Pai, em nome do Senhor
Jesus. Amém.
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO
Justificação pela Fé III
Romeu Bornelli

Pai agradecemos a Ti por podermos nos assentar aos seus pés mais uma vez
juntos, como igreja. Agradecemos a Ti pela tua bondosa mão sobre as nossas
vidas; agradecemos a Ti pelo trabalhar de Tua palavra em nossos corações.
Agrademos por Tua imensa misericórdia sobre nossas vidas e a Tua
fidelidade. Pedimos Senhor que mais uma vez sejamos conduzidos, através
da Tua palavra, para que possamos crescer na graça, no conhecimento do
nosso Senhor. Esperamos em Ti, confiamos em Ti. Cobre-nos com o
precioso sangue do Teu Filho, e fala aos nossos corações em nome de Jesus.

Irmãos. Na reunião anterior, nós fizemos uma pequenas explanação


sobre dois termos relacionados à idéia de Justificação, muito importantes. Os
irmãos que estiveram aqui puderam acompanhar: as questões chamadas
imputação e infusão, mostrando então qual a diferença e qual seria a má
compreensão de muitas vezes de muitos dentro desse assunto Justificação.
Temos mostrado aos irmãos que esse é um alicerce profundo da vida da
igreja, um tremendo alicerce, segundo, como já vimos, o homem que
talvez, dentre todos o que seja o que Deus mais usou além do apóstolo Paulo,
com respeito a este assunto de Justificação pela Fé, possivelmente tenha sido
Martinho Lutero. E foi ele quem disse que este é o alicerce sobre o qual a
igreja há de permanecer de pé ou cair. O alicerce da Justificação pela Fé, ou
a justificação somente pela graça por meio da Fé. Nós temos procurado
mostrar o que significa isso, e hoje eu quero fazer uma pequena retomada do
que falei na reunião anterior, bem rápido, e nós vamos avançar e ler o texto de
Romanos, cap. 4, para nos ajudar talvez em uma compreensão mais dilatada
ainda sobre esse assunto. Mas antes de entrarmos lá, os irmãos se lembram
que na reunião anterior nós lemos três textos, que mostram essa idéia de
imputação. Quando na reunião anterior fizemos essa comparação, nós
mostramos para os irmãos o erro do doutrinamento que diz que a justificação é
um fato para o qual nós caminhamos passo a passo. A justiça de Deus vai
sendo infundida, infundida em nós e normalmente aqueles que compreendem
assim, entendem que essa justiça sendo infundida, infundida, baseado no que
nós fazemos, em nossas obras, ela então nos tornará um dia aptos, idôneos
para sermos justificados diante de Deus. Essa é a justificação pelas obras. É
por exemplo a grande base do sistema católico romano, a justificação pelas
obras. Irmãos. Essa não o é uma verdade Bíblica. Nós sabemos que Deus
tem querido os irmãos dentro desse sistema chamado católico romano, mas
nós sabemos que o sistema em si, é antibíblico. E essa é uma das
proclamações desse sistema que é antibíblico. Nós não somos justificados
pelas obras. Nós somos justificados pela graça somente, por meio da fé. Então
a justificação não é uma questão de Deus estar infundindo justiça em nós
através das obras que fazemos, sejam elas quais forem. O profeta Isaías, por
exemplo, nos diz que todo o melhor da nossa justiça, aos olhos de Deus,
são como trapos imundos. Trapos de imundícia. E através dos seus profetas,
Jeremias por exemplo, ele anunciou que viria um dia em que Ele seria a
justiça do seu povo. O Senhor Justiça Nossa ( Jeremias 23:6 Nos seus dias,
Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será
chamado: SENHOR, Justiça Nossa.) Então irmãos, que necessidade que
nós temos de uma boa compreensão da Justificação pela Fé? Quanto é
necessário? É necessário para a segurança dos nossos corações, é necessário
para que honremos o nome de Deus, é necessário para que não lancemos
vilipêndio contra a cruz porque a obra realizada na cruz foi completa, perfeita
e completamente suficiente para nossa salvação. Qualquer tipo de ensino que
pleiteie contra a total suficiência da cruz, é uma ofensa a Deus. E a
justificação pelas obras pleiteia frontalmente contra o que o Senhor Jesus
realizou na cruz do Calvário, porque naquela cruz Ele, e somente Ele,
cumpriu toda a justiça de Deus. Então, quando falamos na reunião anterior
sobre essa diferença de imputação e infusão, mostramos então que na visão de
muitos a justificação é processual. A justiça vai sendo infundida, infundida,
infundida em nós até que um dia somos justificados, mas a Bíblia não ensina
infusão de justiça para a justificação. A Bíblia ensina a imputação de justiça
para a justificação, e isso faz muita diferença, porque imputação fala de justiça
sobre nós. Não nossa, uma justiça que não é nossa. Então, nós tivemos
abordando por vários ângulos essa questão na reunião anterior, mas queria que
os irmãos se lembrassem dos textos que nós citamos, aqueles três textos que
são bem importantes.
O primeiro é em 2ª Coríntios 5:21. Aquele texto diz assim que: 21
Àquele ( se referindo a Cristo ) que não conheceu pecado, o (Ele, Deus) fez
pecado por nós; para que, nele, (nós que não somos justos) fôssemos feitos
justiça de Deus. Texto tão tremendo sobre esse assunto de imputação. Os
irmãos estão vendo a troca nesse texto? Que troca clara? Aquele que não
conheceu pecado - esse é o Senhor Jesus. Nós vimos também na reunião
anterior, dentre os três textos que citei que um deles é 1ª João 3:5. O que é
que diz lá? Que Jesus se manifestou para tirar os pecados, e Nele ( no Senhor
Jesus) não existe pecado. Nele não existe pecado. Então qual foi a troca que o
Senhor fez - Deus o Pai? Deus imputou o nosso pecado sobre quem não
tem pecado, não tinha pecado: O Senhor Jesus. Irmãos isso é o próprio
alicerce do Evangelho. Perdido isso, perdido está o Evangelho. Lembra
que quando Paulo escreveu aos Gálatas ele disse: Irmãos. Mesmo que venha
um anjo do céu, e pregue um outro evangelho, que vá além do que eu vos
tenho anunciado, seja reprovado. Tão clara era a visão de Paulo sobre a
Justificação. O que é que ele fala em Gálatas? Qual é o tema de Gálatas?
Justificação pela Fé. Gálatas e Romanos. O foco dos dois livros é o mesmo.
Justificação pela fé. Vocês começaram pela graça através da fé, e agora
estão se aperfeiçoando na carne? Não é isso que ele diz aos Gálatas? Vocês
foram justificados pela fé, e vão ser santificados da mesma maneira, pela fé.
Cristo é a nossa justiça, Cristo é a nossa santificação. Então, veja quão é
importante é esse alicerce da justificação pela fé. Tão sério irmãos. Quando
Paulo viu os Gálatas se desviando nesse assunto, ele começa aquela epístola
de uma forma com a qual ele não começa nenhuma outra. Ele começa de uma
forma forte, aguda. Ele mal faz uma apresentação. Ele mal saúda os irmãos.
Ele inicia aquela epístola em um tom grave, um tom terrível, se os irmãos
observarem, lerem aquela epístola. Ela fala assim que ele estava
impressionado com aqueles irmãos, com aquela região chamada Galácia,
aquela província dominada pelo império romano. Então quando Paulo
escreve a eles diz assim: Estou impressionado com vocês. Vocês viram
Cristo. Ele foi exposto diante dos seus olhos, como que crucificado, como que
Paulo quisesse dizer assim: eu preguei o evangelho a vocês de uma forma tão
clara, que vocês viram Cristo como que crucificado, todo aquele significado
da cruz. Mas e agora, o que é que vocês estão fazendo? Vocês estão
retornando àquelas práticas judaizantes? Se abstenham disso, não toquem
nisso, não faça aquilo, observe aquela lua nova, aquela festa, aquela cerimônia
para que vocês possam ser aperfeiçoados por meio dessas coisas? Paulo
falou que isso tudo é sombra, como ele disse aos Colossenses também. Ele
fala assim: quem que enfeitiçou vocês? Ele usa a palavra fascinados, não é?
Gálatas insensatos, ele diz. Vocês estão fascinados. Quem que enfeitiçou
vocês? Ele usa expressões muito fortes naquela carta, porque este alicerce
estava sendo mexido irmãos. Os irmãos vêem a importância? Como eu
disse na reunião anterior, você pode ter toda uma linda casa edificada, uma
casa de verdade, uma casa de doutrinas bíblicas, sadias, edificadas então na
visão de Deus, mas se esse único alicerce, da justificação pela fé ele treme, ele
derruba tudo o que está sobre ele, porque ele é o alicerce de todas as outras
verdades. Nunca haverá glória na igreja sem o alicerce sólido da justificação
pela fé. Claro. Se o alicerce sólido da justificação pela fé não está colocado,
não haverá glória na igreja. Nós vamos ter uma peleja humana, vamos ter
obras humanas, vamos ter votos humanos. Nós vamos ter peleja humana.
Nós não vamos ter glória do que Deus fez em Cristo perfeitamente,
completamente. Nós não vamos ter aqueles cânticos do Apocalipse: Glória
ao Cordeiro que foi morto, pelo seu sangue Ele comprou para Deus. Nós
não podemos ter esse Cântico. Nós vamos ter que cantar um outro cântico,
um cântico de glória às nossas obras, um cântico de glória à nossa justiça,
cânticos de glória à nossa competência, não é? Não vamos poder ter os
cânticos de glória ao Cordeiro de Apocalipse(Apocalipse 15:3). Então
irmãos, esse alicerce da justificação pela fé é tremendo. Se ele estremecer,
nós derrubamos tudo o que foi edificado sobre ele. E os irmãos sabem que a
história da igreja provou isso, não só na época da reforma, mas em muitas
outras épocas. Então hoje, nós vamos tocar pela última vez, por este
momento, para podermos prosseguir, nesse assunto de justificação pela fé.
Já fizemos isso em duas reuniões, e hoje é a terceira vez. Primeiro então, o
que nós vamos retomar da reunião anterior, é que você guarde a diferença
entre essas duas questões. Ser justificado por meio da graça, por meio da fé,
significa crer. E crer não é crer na fé. Não é você crer na sua fé. Eu creio e
acredito na minha fé. Isso não salva ninguém. É você crer em um salvador
fora de você: Cristo. Crer é isso. Crer é unir-se; crer é entregar-se; crer é
confiar em outro. Esse é o significado de crer. Não é crer na sua fé. Sua fé
não é nada. Sua fé não tem base, senão naquele que morreu, naquele que
ressuscitou. Não é? Nós não podemos ter fé na fé. Nós não somos
justificados pela fé, na fé. Pela fé em Jesus Cristo. Então irmãos, a idéia
pela justificação pela fé, é que nós cremos que naquela obra na cruz do
Calvário, o nosso pecado foi imputado àquele que não tem pecado, o Senhor
Jesus. Imputação. Então irmão, vamos olhar o texto agora por dois
ângulos: O Senhor Jesus e nós. O que é que Segunda Coríntios diz? E
talvez nós não tenhamos tido tempo de completar essa idéia na reunião
anterior, e por isso estou retomando. O texto de 2ª Coríntios diz que Ele não
conheceu pecado. Vamos fazer agora uma analogia com esse texto, jogar com
esse texto. Ele não conheceu pecado. E nós? Se fôssemos falar de nós com as
mesmas palavras desse texto nós diríamos assim: nós não conhecemos justiça.
Ele não conheceu pecado. Nós não conhecemos justiça. Nós só conhecemos
pecado. O que é que Deus fez? Aquele que não conheceu pecado, Deus o
fez. Essa é a tremenda expressão. Deus o fez pecado por nós para que Nele -
nós que não conhecemos justiça só pecado - mas Nele pudéssemos então ser
feitos justiça de Deus. Que troca tremenda!! O coração do Evangelho:
substituição vicária na cruz do Calvário do Senhor por nós. Irmãos a Bíblia
prega essa mensagem de Gênesis a Apocalipse. E é claro que especialmente
no Novo Testamento. Pedro por exemplo diz assim: O justo foi entregue
pelos injustos (1 Pedro 3:18 Pois também Cristo morreu, uma única vez,
pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na
carne, mas vivificado no espírito,). O justo pelos injustos, para conduzir-vos
a Deus. Por que nós somos conduzidos a Deus? Porque o justo foi entregue
pelos injustos. Nenhuma obra nossa, nenhum mérito nosso. Nada nosso.
Como falei na reunião anterior, para não dizer que não tem nada nosso na
justificação, tem uma coisa que nós cooperamos, contribuímos na
justificação: é o pecado. Sem o pecado não precisava a justificação. Então
nós entramos com o pecado. O Senhor entrou com a sua justiça e Nele nós
fomos feitos justiça de Deus. Irmãos esse é o assunto da justificação pela fé.
É um assunto que ofende a natureza humana, porque você se vê diante de
Deus como um mendigo, um inválido, um incompetente. Ele se fez pecado
por nós, porque nós não tínhamos nenhuma condição de reatar o
relacionamento com Deus por nada por que pudéssemos fazer. Então esse é o
assunto bíblico da justificação pela graça, somente pela graça, por meio da fé.
Imputação, significa que esse Senhor Santo, foi feito pecado.
Continuando a analogia desse texto. Se o texto de João diz que Nele
não existe pecado, então irmão por favor, preste atenção agora: cuidado como
você interpreta 2ª Coríntios 5, para você não deixar de obter o contexto da
bíblia toda; cuidado para você não ter uma compreensão errônea de que Jesus
na cruz, foi feito um pecador, porque o texto de Coríntios nos diz que Ele foi
feito pecador. O Texto de Coríntios nos diz que ele foi feito pecado e não
pecador, porque Jesus nunca foi um pecador, nem na cruz. A idéia da
imputação. Na cruz o cordeiro Santo de Deus é o mesmo. Foi julgado na
cruz como o pecador. Somos nós, embora ele não conhecesse pecado. Se
Ele fosse um pecador, Ele não poderia nos representar. O sacrifício Dele não
teria valor nem para Ele mesmo, porque o salário do pecado é a morte, e
se Ele fosse um pecador, a morte Dele ia ser uma conseqüência do seu próprio
pecado. Mas a morte Dele então foi uma morte vicária, uma morte suficiente
para salvação e para redenção exatamente porque Ele é o cordeiro santo de
Deus. Irmãos, a morte retêm tudo o que contém pecado. Morte e pecado são
irmãos gêmeos. O salário do pecado é a morte. Depois que o homem pecou
ele morreu. Ele não foi criado para morrer. Não é? A promessa daqueles
que pertence ao Senhor Jesus é viverem com Ele eternamente, por isso que a
morte, de todas as maneiras, mesmo daqueles que crêem no Senhor, soa de
uma forma tão ruim. Não é? Nós temos uma viva esperança e não temos
medo da morte, mas a morte soa de uma forma muito ruim para nós. A coisa
mais feia do mundo é a morte. Um cadáver sem vida. Não é? É muito feio,
porque nós não fomos criados para isso. O salário do pecado é a morte, mas
o Dom gratuito de Deus é a vida em Cristo Jesus. Para isso nós fomos
chamados, não é? Então irmãos, o que é que aconteceu naquela cruz?
Aquele Senhor que não tem pecado, entrou na morte. Ele entrou na morte.
Mas porque Ele não tem pecado, pecado e morte são irmãos gêmeos. Quando
o Senhor Jesus entrou na morte, a morte ficou com um problema muito sério,
porque alguém agora entrou na morte, mas não podia ser retido por ela,
porque Ele não tinha pecado. É isso que Pedro fala naquela mensagem
maravilhosa lá em Atos quando ele prega ali no cap. 2. Ele diz que: era
impossível que os grilhões da morte retivessem a Cristo, porque Ele é o
Cordeiro Santo de Deus. (Atos 2:24 ao qual, porém, Deus ressuscitou,
rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido
por ela.) A morte só retém quem tem pecado. A morte não retém quem não
tem pecado. Então, quando o Senhor Jesus entrou na morte, Ele destruiu a
morte. O livro de Hebreus fala. Olhe que expressão forte. Destruiu a morte.
Agora quando Paulo olha para a morte ele fala? Para mim o morrer é lucro.
Por que é que Paulo fala que para mim o morrer é lucro? Ele confiava na
justiça dele? Na fé dele? Não. Ele confiava no Senhor Jesus, o que entrou
na morte e venceu a morte. Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.
Tremendo irmãos. Então os irmãos vejam a imputação, vejam a troca, a
substituição. Ele sem pecado. O pecado imputado sobre ele. Nós, sem
justiça. Só com o pecado, e a justiça imputada sobre nós. Então o Senhor
não foi tornado pecador na cruz. Ele nunca foi um pecador. Nele não existe
pecado, mas Ele foi sim julgado na cruz como um pecador, em nosso lugar.
Esse é o sacrifício substitutivo. O texto de Gálatas que eu li na reunião
anterior fala a mesma coisa e diz assim que Cristo nos resgatou da maldição
da lei, fazendo-se, Ele próprio, maldição em nosso lugar. Mesma situação.
Texto de Gálatas 3:13 e 2ª Coríntios 521 são correspondentes. A expressão
em Coríntios é feito pecado. Ele foi feito pecado. A expressão em Gálatas
e feito maldição. Ele foi feito maldição, mas irmãos, o Senhor Jesus não é
nem pecador e nem maldito. Mas sobre ele foi imputado o nosso pecado e
sobre ele foi imputada a nossa maldição. Cristo nos resgatou da maldição da
lei, fazendo Dele próprio maldição. Você acha que quando o nosso Senhor
Jesus estava na cruz Ele era maldito? Claro que não. Nele não existe pecado.
A Bíblia diz assim: maldito todo aquele que foi pendurado no madeiro. Por
que? Porque Ele foi feito maldição por nós. Lembra que Deus se
preocupou em ensinar essa verdade desde o Velho Testamento?
Vou citar um exemplo muito lindo para os irmãos. O exemplo de Números,
do povo caminhando no deserto. Os irmãos se lembram que em uma ocasião
eles estavam murmurando contra Deus? Dez vezes. Em uma das
ocasiões o Senhor os julgou de uma forma especial. Ele mandou ao povo,
enviou ao povo, serpentes abrasadoras que estavam mordendo o povo e o
povo estava morrendo. Então o povo clamou ao Senhor através de Moisés,
para que tirasse do meio deles aquela serpente. A serpente na Bíblia é uma
figura clara do pecado, obviamente do inimigo, Satanás, o diabo. Então o
pedido deles para Moisés, para que Moisés fizesse ao Senhor, veja só, é que
Deus tirasse a serpente do meio deles. Mas como o Senhor queria ensinar
para eles algo que se referia ao seu filho, a redenção perfeita que eles
achariam em Cristo, tudo o que Ele fez no Velho Testamento apontava para o
seu filho, então veja que o Senhor não fez o que eles pediram. Ele não
afugentou as serpentes do meio deles. Ele deixou a serpente lá. Só que Ele
falou para Moisés: Moisés: O antídoto, vai ser feito da seguinte forma.
Levanta uma serpente abrasadora, uma serpente de bronze, numa haste, em
uma cruz. E todo aquele mordido que olhar para aquela serpente, viverá.
Ele não sofrerá o dano desse veneno. Os irmãos estão vendo a visão do
Evangelho aí? O pecado ainda está em nós. Paulo fala que em nós, no nosso
homem natural, a lei do pecado e da morte está. Mas por que é que ele não
nos rege, não nos domina? Porque nós estamos em Cristo, e em Cristo
reina o Espírito da vida, que te livra da lei do pecado e da morte. Então ele
não tira pecado de nós. Ele não erradica o pecado de nós. Ele nos dá toda a
provisão em Cristo, por um lado, e no Espírito por outro lado. Nos é dado
também essa correspondência em Romanos. Primeiro Ele nos pôs em Cristo,
e então nós somos justificados. Agora ele nos ensina a andar no Espírito: nós
não satisfazemos a cobiça da carne. Em Cristo, Romanos 5. No Espírito,
Romanos 7 e 8. Verdades complementares. Então essa é a idéia da
imputação. Isso precisa ser compreendido por nós adequadamente. Quando
você peleja a batalha espiritual na sua vida, muito cuidado nessa compreensão.
Sabe irmão, o lugar mais tranqüilo do mundo é o cemitério. Ali não tem luta,
porque só há mortos. Quando nós temos luta, na nossa vida espiritual, é sinal
que nós estamos vivos, que nós nascemos de novo. Um dos sinais do nosso
novo nascimento é a nossa luta espiritual. Antes, o pecado para nós, era a
nossa jornada, era a nossa história. Agora o pecado nos faz mal. Antes o
pecado era o nosso curso óbvio. Era um curso óbvio. Era só ali que
poderíamos andar. Hoje o pecado não é o nosso curso óbvio. O pecado é
como um trem se descarrilar, saímos do trilho. Nós sentimos muito bem os
solavancos de termos saído do trilho. Isso é sinal de que nascemos de novo.
Em nós habita o Espírito de Deus que não tem prazer no pecado, que nos fala
a respeito dos nossos descaminhos, que nos leva de novo a ver a cruz, de
novo a ver a suficiência de Cristo, que nos conduz ao arrependimento, que
nos leva a julgar a nós mesmos, que nos leva a não confiar em nós, que até
mesmo nos quebra, nos quebranta através do pecado, mostra a nossa tolice, a
nossa soberba, o nosso orgulho, nossa auto-suficiência. Isso só é uma
verdade na vida dos que nasceram de novo. O mundo não sabe nada disso.
Então quando você estiver lutando na sua batalha espiritual, cuidado como
você compreende isso. Só há luta, onde há vida. Nós que nascemos de novo,
nós lutamos. Hebreus diz assim: Na vossa luta contra o pecado ainda não tens
resistido até o sangue. Lembra? Ou até a morte. Então que coisa
importante. Antes tudo era normal para você. Uma mentirinha daqui, a
coisinha de lá, um nózinho daqui, um jeitinho de lá. Não é? Um pensamento
errado daqui, uma conduta errada dali, tudo isso aos solavancos, normal, tudo
certo. Mas quando você foi encontrado pelo Senhor, o Espírito Santo habita
no seu coração, nada disso é normal mais. Nada é normal, porque agora
você nasceu de novo. Então o Senhor vai lidar com você como um filho, um
filho que está
suj????????????????????????????????????????????????????????????????????
???????????????????????????????????????????????????????????????????????
???????????????????????????????????????????????????????????????????????
?????????????????????????????????????????????? ela vem depois, ela vem
por conseqüência. Não podemos inverter como em alguns sistemas. Nós
não somos santificados, santificados, para um dia ser justificados. E se não
tivermos um bom ponto até morrer, nós vamos para uma esfera, própria, para
sermos purgados ali dos nossos pecados. Aí, quem sabe um dia, nós
podemos sair daquele lugar e irmos para o céu!! É uma heresia. A Bíblia não
ensina isso. Nós somos justificados pela graça por meio da fé. E cremos no
Senhor Jesus. Já demos esse testemunho voluntário, consciente, em nossas
vidas. Conscientes. Por alguns fazem isso sem realidade. Mas se nós demos
um testemunho consciente do que nós estamos fazendo, do que significa isso,
Cristo se mostrou a nós, nós confiamos em um salvador fora de nós,
lançamos toda a nossa confiança Nele: "Senhor eu sou um nada, eu sou um
pecador, eu creio em Ti, pela Tua graça, vi a Ti, pela Tua graça. O Senhor nos
chamou, porque o Senhor nos chamou primeiro". Então, se nós sabemos que
fomos encontrados pelo Senhor, irmãos nós precisamos começar a
desenvolver, mais solidamente, uma certeza em nossos corações, baseados na
palavra. Precisamos muito como igreja. Nós não somos um povo lutando
para ser aceito por Deus, nem para sermos justificados. Nós somos um povo
de adoradores, que adoram a Deus pelo o que Ele fez em Cristo e nos
abençoou Nele, em Cristo, com toda as sortes de bens espirituais. Fomos
aceitos. Fomos justificados. Fomos até mesmo escolhidos antes da fundação
do mundo. Fomos predestinados para sermos conforme a Sua imagem.
Então nós vamos crescendo na visão da graça. Isso vai dando muita solidez ao
nosso coração. Então, tão importante é essa compreensão da justificação pela
fé, essa substituição, essa troca, chamada imputação. O pecado foi imputado a
Ele e a justiça foi imputada a nós.
Agora, da mesma maneira então, para terminar e entrarmos em Romanos 4, se
você fizer a analogia que eu falei, assim como Cristo nunca foi um pecador
em essência, para que nós fôssemos justificados, nós também não nos
tornamos justos em essência. Mas como eu dei exemplo na reunião
anterior, fomos cobertos. É como um lenço ser colocado em uma Bíblia. A
Bíblia ainda é Bíblia e o lenço ainda é lenço. Mas o lenço cobre a Bíblia e
você não mais a vê. Foi imputado justiça, mas o livro ainda é livro. Você
ainda é você. Não foi infundida justiça dentro de você, mas foi imputada
justiça a você. Imputado. Você foi coberto. Os irmãos querem ver essa
verdade de forma cristalina? Então vamos ler Romanos cap. 4. Vou ler o
capítulo todo, primeiro para que ele possa falar por si mesmo, porque é a
palavra de Deus. E depois, porque todo ele é muito importante nesse
assunto. Vamos ler todo esse capítulo. Os irmãos procurem se concentrar
bem na leitura para não perderem o raciocínio do Espírito Santo através de
Paulo. Romanos 4 1 ¶ Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai
segundo a carne?
2 Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém
não diante de Deus.
3 Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus,(olhe como é clara a
lógica aí do raciocínio. Se ele foi justificado por obras, ele tem do que se
gloriar, mas não diante de Deus, ou seja, ele não foi justificado pelas obras,
por que é que afirma a escritura? Abraão creu em Deus e isso lhe foi
imputado - olhe a palavrinha aí - para justiça) e isso lhe foi imputado para
justiça.
4 Ora, ao que trabalha,(olhe a conclusão do versículo - o que trabalha, faz
obras, peleja, luta) o salário não é considerado como favor(ele merece. Ele
trabalhou, ele lutou, o salário não é favor. O salário é dívida, mas olhe o
restante), e sim como dívida.
5 Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio,(não é
justifica o justo, porque não há justo. Ele falou no cap. 3. Não há justo, nem
sequer um. Todos se extraviaram, todos se corromperam. Não é isso que ele
diz no cap. 3? Então no verso 5 ele diz: ao que não trabalha. Você trabalhou
irmão, para a sua justificação? Você tem trabalhado pela sua justificação? Se
tem, pare já. Pare imediatamente, porque você tem ofendido o Espírito Santo.
Você deve trabalhar pela sua santificação, se entregando a Deus, julgando
você mesmo, andando na luz, praticando a verdade, conhecendo o Senhor,
andando junto com os irmãos, trabalhando e desenvolvendo a sua salvação, no
sentido de santificação, mas se você tem batalhado para ser justo, ser aceito
diante de Deus, pare imediatamente, porque você está no caminho das obras,
ofendendo a cruz de Cristo. Então o que não trabalha, mas crê naquele que
justifica o ímpio, a sua fé - não é fé na fé, mas fé naquele que justifica o
ímpio, o Senhor Jesus. A sua fé lhe é atribuída como justiça. Atribuída. A
mesma idéia de imputação. a sua fé lhe é atribuída como justiça. Foi-lhe
atribuída, ou seja, não é dele. Não é dele a justiça. A justiça foi-lhe atribuída,
no sentido: é lançado em conta. Foi colocado algo na sua conta que não é seu.
Foi um depósito na sua conta que não é seu. É da graça de Deus em Cristo.
Não é? Essa é a toda a força da visão de Paulo, do Espírito Santo).
6 E é assim também que Davi (agora ele vai para Davi, porque Abraão e
Davi são as maiores figuras do povo judeu. Não é? Abraão e Davi. Então ele
sua essas duas figuras e mostra. Vamos ver como é que o nosso pai Abraão foi
justificado. Vamos ver se foi pelas obras ou se foi pela fé. Então ele vai a
Abraão primeiro e depois ele vai em Davi. Olhe como é interessante.)declara
ser bem-aventurado (cheio de gozo, de paz, de alegria - é o sentido desse
termo) o homem a quem Deus (de novo) atribui (não é dele) justiça,
independentemente de obras: (então é uma verdade cristalina. Não é isso?
Irmãos, existem conceitos na Bíblia, doutrinas mesmo, que não são tão claras.
Por exemplo a doutrina do arrebatamento da igreja é claríssima. A igreja será
arrebatada, para estar com o Senhor para sempre. Agora, não é claro, na
palavra de Deus, quando a igreja será arrebatada. Será antes do Senhor Jesus
se revelar visivelmente a toda a terra? Antes da grande tribulação? Será depois
da tribulação? Será no meio da tribulação? Será um arrebatamento parcial/
Não sei. Ninguém sabe. Mas sabemos que a igreja será arrebatada. Não é?
Mas irmãos, a verdade da justificação pela fé, ela é tão fundamental que o
Espírito Santo, Ele é repetitivo em palavras, para que não fique nem uma
fagulha de dúvidas. E a não é só Romanos 4. É Romanos 3, 4 e 5, Gálatas,
principalmente esses livros, para dissecar esse assunto claramente para que
ninguém tenha dúvida, porque é um assunto, diante do qual nós não podemos
ter nenhum senão. Não tem senão nesse assunto. Ou é ou não é. Ou é pelas
obras, ou é pela graça por meio da fé. Não tem jeito de ter graça e obras, obra
e graça. Ou são graça, ou são obras, no assunto da justificação. Agora, no
assunto da santificação, de crescermos a nossa vida em conhecimento com
Deus, aí sim. Essa graça que nos foi dada de graça, trabalha em nós, gerando
em nós uma resposta, que nós podemos administrar de forma positiva, ou de
forma negativa. Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos
corações. Nós podemos nos endurecer. Nós podemos dar coices nos
propósitos de Deus. Não é? Nós podemos deixar de ouvir a sua voz. Não
podemos? Mas esse é um assunto de santificação. Não é um assunto de
justificação. Não vamos misturar os assuntos. O assunto de Romanos 4 é
somente de Justificação. E mais nada. Então vamos prosseguir)
7 Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas(veja que aqui é
plural. Iniquidades: pecados todos perdoados), e cujos pecados são
cobertos;(outra palavrinha que eu queria que você atentasse aqui porque na
reunião passada eu falei dela - cobertos - lembra? Cobertos, porque no cap. 3
de Romanos, lá no verso 22 - olhe aí - diz que essa justiça de Deus ela é
mediante a fé e não as obras, justiça de Deus mediante a fé - não fé na fé -
em Jesus Cristo, e depois diz assim - para todos - e agora vem aí entre
colchetes - sobre todos. Está vendo que não é uma justiça infundida? Mas é
uma justiça imputada? Sobre todos. E agora Romanos 4:7 que nós acabamos
de ler, diz "pecados cobertos". É a mesma idéia. O sangue precioso de Jesus
Cristo cobrindo, aqueles que crêem na eficácia da sua morte. Os que não
crêem não estão cobertos pelo sangue. O que é que vai acontecer com eles?
A Epístola aos Romanos é clara: sobre eles permanece a ira de Deus. Não é?
Mas sobre aqueles que se entregaram voluntariamente a Cristo, eles estão
cobertos pelo sangue de Cristo. Perfeito. Santo. Sobre esses nenhuma
condenação há. Por que? Porque toda condenação Jesus a tomou sobre si na
cruz do calvário. Esse é o Evangelho da graça. É o único evangelho que
glorifica a Deus, em Cristo. Não é? Confortante irmãos, é a nossa
compreensão. Vamos prosseguir.
8 bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará (palavrinha
importante. Já apareceu aí duas vezes. Ele imputou o nosso pecado a Cristo.
Irmãos e se você crê que naquele sacrifício não houve problema, ou você acha
que houve problema. Se houvesse problema, Deus não poderia ressuscitar a
Cristo. Se houvesse qualquer defeito, qualquer falha, erro, pecado, envolvido
naquele sacrifício de Cristo, Ele não sairia da mrote. O salário do pecado é a
morte. Então se você crê que Deus ressuscitou a Cristo, então aquele
sacrifício foi perfeito. E se você crê que foi perfeito, você não pode ter
qualquer dúvida sobre a sua justificação. Você vê como que uma coisa está
ligada a outra? Se você tem alguma dúvida de que você é justificado pela fé
em Cristo, então você tem dúvida sobre o valor da cruz de Cristo. Uma
coisa está atrelada a outra. Se aquele sacrifício foi perfeito, então o seu
pecado está lá. Se você crê que ele foi perfeito o seu pecado está lá. Mas se
você não crê que ele foi perfeito, o seu pecado está em você, e você é
responsável por ele. Uma coisa está atrelada a outra. Vamos continuar.)
pecado.
9 ¶ Vem, pois, esta bem-aventurança (qual bem-aventurança? A justificação
pela fé do verso 6) exclusivamente sobre os circuncisos (que são os judeus -
é só para os judeus essa bem-aventurança. Paulo pergunta)ou também(ou vem
sobre - olhe o sobre aí de novo) sobre os incircuncisos (aqueles que não tem
nada a ver com Moisés, com Abraão com Davi, nem com nada disso, porque
eram gentios. Estavam separados do povo da aliança. Não tinham nada a ver
com o povo de Deus. Não tinham alianças de Deus, não tinham palavras de
Deus, não tinham leis de Deus, mandamentos de Deus. Não tinham nada
com Deus.? Então Paulo pergunta: e agora? Essa justiça veio só sobre os
que são povo da aliança, o judeu? Olhe o que é que ele vai dizer. Se fosse
só para os judeus, nós estaríamos perdendo tempo aqui. Todos nós. Aí ele diz
assim. 9 ¶ Vem, ............. os incircuncisos? (Ele pergunta.) Visto que
dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça. (Olhem que coisa linda. Ele
não vai tentar de uma maneira qualquer que a graça é também para os gentios.
Não perca o raciocínio aí. Ele vai continuar a usar o exemplo de Abraão, que
o exemplo máximo para o judeu, pois foi com Abraão que a raça dos hebreus
começou. Ele é pai dos hebreus. Paulo vai continuar a usar o exemplo de
Abraão e vai fazer uma pergunta maravilhosa. Ele vai falar assim: Vamos
tomar o exemplo de Abraão aqui, o pai de todos os que crêem. Vamos ver o
é que aconteceu com ele. Como que a palavra diz que a justiça foi imputada
sobre ele? Quando que a justiça foi imputada sobre ele? Quando ele estava
circuncidado, ou quando ele estava incircunciso? É o que Paulo pergunta aí,
na sequência do texto. Aí ele fala assim. Quando ele estava incircunciso.
O que é que ele quer dizer? Ele quer dizer o que ele já disse. Que Abraão
foi chamado como um pecador, em Ur dos Caldeus, um idólatra, que
segundo a tradição hebraica vivia naquela região, na qual havia dois mil tipos
de ídolos diferentes, e que segundo a tradição a família de Abraão
manufaturava ídolos, completamente sem visão do único Deus verdadeiro.
Então Estêvão quando dá aquele testemunho em Atos, ele fala assim: Atos 7:2
Estêvão respondeu: Varões irmãos e pais, ouvi. O Deus da glória apareceu a
Abraão, nosso pai, quando estava na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã.
E como que ele estava? Ele já tinha algum sinal de que ele amava a Deus,
que ele era um circunciso por Deus, circuncidado por revelação de Deus, por
ordem de Deus? Não. Ele era um gentio, alienado, separado. Esse é o
argumento de Paulo aí. Não é? ele não tenta mostrar isso de outra forma,
mas no próprio Abraão, e isso é muito importante, porque em Abraão que
Deus estabeleceu a sua aliança. Então ele usa exemplo do próprio Abraão, no
verso 10. 10 Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou
ainda incircunciso? (Aí ele responde) Não no regime da circuncisão, e sim
quando incircunciso.
Ele quer mostrar que não tem obra nenhuma. Nenhuma. Circuncisão irmão,
no Velho Testamento é uma figura do batismo no Novo Testamento. Então
nós não nos batizamos para ser salvos. Nós nos batizamos porque já fomos
salvos. No batismo nós damos o nosso testemunho público. Se nós somos
batizados sem crer no Senhor Jesus de uma forma clara, definida; Ele se
entregou por mim e eu lancei todo o meu coração em confiança a ele como
meu único e suficiente salvador, se alguém se batiza sem essa convicção,
ele passa de um pecador seco, para um pecador molhado, depois do batismo.
Não tem nenhuma virtude no batismo, não é? Nós somos justificados pela
graça, por meio da fé. Abraão recebeu essa benção quando incircunciso.
Então ele foi circuncidado, e nós também. O Senhor se revelou a nós em
Cristo, quando nós não tínhamos nada com ele. E então nós batizamos, nós
damos o nosso testemunho público. Cremos que Deus se revelou em Cristo.
Não na natureza, no sol, na lua, nas estrelas. Não. Não é panteísmo. Não é
deísmo. Nós cremos que o único Deus criador e sustentador, se revelou
unicamente em Cristo Jesus, e esse Filho Santo de Deus, foi entregue na
cruz do Calvário, como um pecador, sendo Deus, totalmente voluntária a sua
morte, porque Ele é Deus-Homem. Então Ele realizou algo na cruz do
Calvário para a minha justificação, uma obra única, singular. Creio nessa
eficácia: isso é justificação. Então, quando eu me batizo, me submeto ao
batismo, dou esse testemunho: creio nessa eficácia. Não creio em mim.
Não tenho justiça e nem espero ter, porque já tenho em Cristo. Imputação.
Cristo a nossa justiça. Quão importante é isso irmão, porque então é baseado
nessa visão que nós podemos desenvolver a nossa salvação. Desenvolver,
com temor e tremor. Não brincando com pecado, não é? Mas quanto mais
clara a visão da justificação pela fé em Cristo, mais nós experimentamos a
graça que muda, a graça que transforma caráter, a graça que muda uma pessoa
para outra pessoa, não é? O próprio Cristo é formado em nós, por causa da
nossa justificação, porque nós já fomos aceitos. O assunto de relação com
Deus já está resolvido. Nós agora chamamos a Ele de Pai. O Espírito de
Deus testifica com o nosso espírito que nós somos filhos de Deus(Romanos
8:16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de
Deus.). Baseados Nele nós clamamos Aba Pai.( Romanos 8:15 Porque não
recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados,
mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.)
Você já viu um muçulmano orar? Já viu um muçulmano falar pai para Alá?
Acho que é por isso que esse deus deles se chama alá, de tão longe que ele
está. “Ele está lá”. Eles não tem nenhum relacionamento com esse deus.
Ele é um deus que julga, que pune: Alá. Mas o Deus do cristão é Pai. O
nome do nosso Deus é Pai. Paulo quando escreve aos Efésios ele diz assim:
Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Quando nós oramos, o que é que nós
falamos? Pai. Querido Pai. Pai celestial. É nessa mão que nós estamos.
Irmãos. O único povo sobre a face da terra em todos os tempos, que chama
Deus de Pai, é o cristão. Não é? Todos os outros tem muito nome. Muitos
nomes diferentes. Não é isso? O Deus dos indús é o Brama. Não é
Brahma não. É o nome do Deus dos indús. O do islâmico é o alá. E todo
mundo acha que é o mesmo Deus, só mudando o nome. Que grande
bobagem, porque essa idéia que eles tem de Deus, por exemplo, o Brama dos
indús, nem pessoal é. Ele nem é um Deus pessoal. Ele é um espírito que
habita em tudo e que está em todos. Panteísmo. Isso não é o Deus da Bíblia.
Não é mudança de nome só não irmãos. É mudança de tudo. E ninguém
chama Brama de pai, e nem Alá de pai, porque eles não tem essa realidade
para eles. Alá é juízo, e aqueles que crêem nele, são os seus súditos. Mas o
nosso Deus é o nosso Pai, porque Ele é Pai do nosso Senhor Jesus Cristo.
Eternamente. Pai Eterno e Filho Eterno. Todos aqueles que crêem no Senhor
Jesus são unidos a Ele de tal forma que Nele fomos feitos filhos de Deus.
Lembra o que João disse no primeiro capítulo? João 1 : 11 Veio para o que
era seu, e os seus não o receberam. (está se referindo aqui ao povo judeu, o
qual inicialmente ali o Senhor se revelou. Agora olhe o verso 12). 12 Mas,
a todos quantos o receberam, ( ou creram Nele, não é?) deu-lhes o poder de
serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome. Que coisa
maravilhosa, não é? Esse é o Deus dos cristãos. Deu-lhes o poder de serem
feitos filhos de Deus. Não súditos, empregados, ou qualquer outra coisa. Mas
filhos. Vamos prosseguir lá em Romanos 4. Nós lemos até o verso 10. 11 E
recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando
ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não
circuncidados (são os gentios, nós. Nós quando cremos no Senhor Jesus nós
não precisamos ser circundados como o povo judeu é até hoje. Nós sabemos
que a circuncisão é só uma figura da verdadeira circuncisão, a fé em Cristo), a
fim de que lhes fosse imputada a justiça, 12 e pai da circuncisão, isto é,
daqueles que não são apenas circuncisos (ou na carne, não é?), mas também
andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado.
13 Não foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a
promessa de ser herdeiro do mundo(Olhe quantos argumentos Paulo
desenvolve aí. Deus fez uma promessa para ele: em ti serão benditas todas as
nações da terra e Paulo está dizendo que ele não fez essa promessa baseado na
circuncisão. Foi uma promessa da graça. Não teve nada a ver com a
circuncisão. Então ele diz: essa promessa de ser herdeiro do mundo não foi
feita por intermédio da lei, mas mediante a justiça da fé - verso 13 - 13 Não
foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a
promessa de ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé. Verso 14
agora: 14 Pois, se os da lei é que são os herdeiros, anula-se a fé e cancela-se
a promessa,(porque a promessa foi feita antes da lei.) Estão vendo que há
uma lógica em todo esse raciocínio aí. Não é? Se a herança é baseada na lei,
então cancela-se a promessa, porque a lei veio muito depois da promessa. A
Lei só veio com Moisés, e a promessa foi feita antes, com Abraão. 15
porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão.
Essa é a razão porque provém da fé. Por que é que provém da fé? Para que
seja segundo a graça. São dois pares. Graça e fé. Nós somos justificados
totalmente pela graça, por meio da fé. Se é graça, então eu não posso fazer
nada. Só posso crer. Estritamente falando, não posso nem crer, porque
primeiro o Senhor nos infunde vida, nova natureza. Depois nós cremos. Nós
não temos uma capacidade de crer sem uma mudança de natureza, uma nova
natureza: Nascidos de novo. Verso 16: 16 Essa é a razão por que provém
da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa para
toda a descendência, não somente ao que está no regime da lei, mas também
ao que é da fé que teve Abraão (porque Abraão é pai de todos nós,bb17 ¶
como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí.), perante aquele no
qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que
não existem. Interessante Paulo usar, através do Espírito Santo esse argumento
nesse ponto. Porque na vida de Abraão Deus chamou à existência, coisas que
não existem. Não apenas naquela experiência da ressurreição de Isaque -
ele diz o Deus que vivifica os mortos – mas porque Abraão experimentou ali,
lá no final da sua vida, quando ele já tinha andado bastante com Deus,
colocou seu filho sobre o altar, mas Paulo se refere aí a duas experiências de
Abraão: uma na sua vida madura de fé, e uma na sua inicial de fé. A sua vida
madura, ele creu no Deus que vivifica os mortos, quando ele colocou o
próprio Isaque sobre o altar. Agora, na sua vida inicial de fé com o Senhor,
Paulo diz aí, no verso 17, final, que eu acabei de ler: chama a existência
coisas que não existem. O que é que Deus chamou à existência na vida de
Abraão que não existia. Não foi só o seu filho. Foi a justiça. Abraão foi
justificado pela fé. Ele não tinha justiça. Ele creu em Deus e isso lhe foi
imputado para justiça, porque Deus chama à existência coisas que não
existem. E baseado nessa aliança, Ele lhe concedeu um filho, que também
não existia. Nem tinha capacidade de existir, de um homem velho, com uma
mulher velha e estéril. Não é? Deus gerou esse filho totalmente pela graça,
sem obras humanas. Está vendo o que é que ele fez com Abraão? Ele queria
dar risco no Abraão: “Abraão, sai de cena. Eu sou o Deus que vivifica os
mortos, e chamo à existência, coisas que não existem”. Inicialmente Abraão
saiu de cena. Quando Abraão entrou em cena, ele só causou problema. Ele
entrou em cena e produziu o fruto da carne. Não é? Através de Agar,
18 Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas
nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência.
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO
Ressurreição - I
Romeu Bornelli

Vamos orar juntos mais uma vez.


Pai, nós desejamos de todo o coração, estarmos nessa noite,
completamente absorvidos pela pessoa do Teu Filho, completamente
absorvidos. Atrai nosso espírito, mente, afeições, desejos, para Ti mesmo. Que
o Senhor possa ser, através da Tua palavra, exposto aos nossos olhos, de tal
forma que o nosso coração seja reconquistado; agradecemos pelo poder que o
Senhor tem de subordinar a Si as nossas vidas; agradecemos pelo poder que o
Senhor tem de converter todo o nosso coração a Ti; agradecemos o Senhor
pela sua perseverança como Salvador das nossas vidas, aquele que iniciou
uma boa obra em nós, e aquele que há de completá-la. Queremos nos
oferecer, mais uma vez nessa reunião, ao Senhor para que a operação da sua
palavra se processe em nossas vidas, trazendo-nos algo mais da imagem do
Teu Filho. Pedimos ao Senhor que tome conta, desse tempo em que
estaremos juntos, em todos os sentidos. Repreende toda obra das trevas, para
que a Tua palavra possa ser plantada nos nossos corações, e o maligno não a
arrebate de nós. Nós te pedimos em nome de Jesus. Amém.

Irmãos nós iremos, a partir de hoje, prosseguir com aquele estudo


panorâmico que temos feito com relação aos alicerces de nossa fé. Nós
iremos partilhar quatro alicerces que restaram e nós não temos um tempo
definido para concluir este estudo. Nós iremos partilhar enquanto o Senhor
nos conduzir e enquanto Ele nos der o encargo. Temos quatro alicerces ainda
para vermos. Já estivemos compartilhando sobre os quatro primeiros - são
oito ao todo - os irmãos se lembram, não nesta série propriamente mas em
uma série mais do passado, estivemos falando sobre a Trindade e também
sobre a Encarnação - A Pessoa Divina-Humana de Cristo. Essas mensagens
se encontram gravadas na nossa série aí, na Biblioteca. Nós retomamos nessa
série de Estudos, a partir do terceiro grande alicerce da nossa fé que é a
Expiação, ou a Propiciação. Os irmãos se lembram.
A Trindade foi o primeiro deles, já vistos em tempos passados, o
primeiro grande alicerce da nossa fé, o nosso Deus triuno, a importância
disso, da nossa visão da Trindade e a Unidade de Deus. Depois nós vimos
também sobre a Encarnação, a importância da nossa visão sobre a pessoa
Divina e humana do nosso Salvador. Sem esse alicerce nós não temos
salvação nenhuma, porque a qualidade desse Salvador que deveria então
realizar Expiação por nós, deveria ser uma qualidade Divina e humana,
Divina para que Deus pudesse ser satisfeito, com aquela Expiação, com aquele
sacrifício e humana para que Ele pudesse devidamente nos representar porque
nós somos homens e não anjos. Então o nosso Salvador não poderia ser um
Deus anjo, mas tinha que ser um Deus-Homem. Então o segundo grande
alicerce da nossa confissão é que Jesus é Deus-Homem. Esse é o segundo
grande fundamento da nossa fé.
O terceiro deles que nós então retomamos nessa série, é a Expiação ou
a Propiciação, o que significa a Cruz do Calvário, que Jesus não morreu como
mártir, nem como símbolo, nem como exemplo, mas a sua morte real teve um
significa real e eterno. Ele é Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Expiação, que significa remover a culpa.
Por último, quando fizemos uma pausa nesse série, nós falamos sobre
quarto fundamento da nossa fé, que seria a Justificação pela Fé. Os irmãos se
lembram que eu gastei quase toda uma reunião falando especificamente
sobre Martinho Lutero, que foi quem o Senhor, de uma forma muito especial -
claro, além de outros - mas ele de uma forma muito especial, o Senhor o
incumbiu de lançar, de novo, na história da igreja, esse grande alicerce. Ele
disse que esse era o grande alicerce sobre o qual a igreja haveria de
permanecer de pé ou cairia. A Justificação, somente pela graça, sem obra
nenhuma, por meio da Fé, exclusivamente. Não fé na Fé, fé na nossa fé. Não.
Mas Fé no Senhor Jesus Cristo, o Deus que se fez carne e realizou aquela obra
na cruz. Nós falamos então sobre a Justificação.
Hoje nós vamos retomar então e falar sobre o quinto alicerce: a
Ressurreição. Depois iremos tocar no sexto fundamento, que seria então o
Espírito Santo, o significado do Espírito Santo na vida da igreja, depois o
sétimo seria a visão do corpo de Cristo, a igreja nessa terra. Esse é um grande
alicerce da nossa fé. Nós confessamos que a igreja é corpo de Cristo, que a
igreja é coluna e baluarte da verdade, que a igreja é a expressão do próprio
Senhor nessa terra. Esse é um grande alicerce da nossa confissão. Nós
confessamos a igreja. Nós cremos na igreja. Nós não cremos nas instituições.
Nós não cremos nas denominações. Nós cremos na igreja. E cremos que
pertence a igreja, todos aquele que amam, sinceramente, ao Senhor Jesus.
Então esse é um outro alicerce da nossa fé, a igreja. Depois, um oitavo
alicerce, seria então a visão do Supremo Propósito de Deus, incluindo a
segunda vinda de Cristo.
Esses oito alicerces irmãos, resumem todo o conteúdo da Bíblia, todo o
conteúdo do Evangelho, todo o conteúdo da revelação que está expresso
nesses oito alicerces. Eles são tão absolutos e tão claros, que o Senhor não
deixou nenhuma dúvida sobre eles. Não há nenhuma dúvida na Bíblia sobre
a Trindade de Deus. Não há nenhuma dúvida na Bíblia sobre a encarnação.
Nenhuma dúvida sobre a Reencarnação e sobre a ressurreição e etc., porque
são fundamentos. Nós temos algumas dúvidas, por exemplo, sobre se a
igreja será arrebatada antes da revelação do anti cristo, ou depois da revelação
do mesmo. Sobre isso nós temos dúvida, porque a Bíblia não deixou claro.
Isso pertence ao Senhor. Nós saberemos quando nós formos arrebatados. Não
é? Por que isso não é um alicerce. Isso é algo que o Senhor reservou para a
sua exclusiva autoridade. Mas irmãos, os alicerces da nossa confissão, os
alicerces da nossa salvação, eles não tem hipóteses alguma relacionadas a
eles. Eles são fatos. Fatos concretos, claros, evidentes na palavra de Deus.
Então hoje nós iremos tocar um pouco, começar hoje, a respeito desse grande
alicerce que é a Ressurreição.
Primeiro, deixem-me colocar para os irmãos, esse elo na corrente. Nós
dissemos que esse alicerces são uma corrente de oito elos. Nós estamos agora
tocando no quinto elo, a ressurreição, e nós precisamos ver o lugar desse elo
na corrente. O elo anterior a ele, o quarto elo, o quarto fundamento ou o
quarto alicerce, seria então a Justificação pela Fé. E o sexto elo, o que vem
após esse da Ressurreição seria o Espírito Santo. Vamos ver o lugar desse
quinto elo, desse quinto fundamento que é Ressurreição de Cristo. Preste
atenção nisso. Nós não poderíamos, de maneira nenhuma, ser justificados por
meio da graça, pela Fé, se Cristo não tivesse ressuscitado. Nós não teríamos
justificação nenhuma. Como nós poderíamos ser justificados por um morto?
Como nós poderíamos ser justificados por alguém que foi tragado pela morte?
Como nós poderíamos ser justificado por alguém que foi corrompido pela
degeneração natural do corpo humano? A Bíblia diz que o corpo do Senhor
não viu corrupção e que Ele foi ressuscitado dos mortos pela Glória do Pai.
Como nós poderíamos ser justificados por um morto? Então irmão, esse
quinto elo, ele se prende ao quarto. Nós não temos justificação nenhuma se
Cristo não ressuscitou. E esse quinto elo se prende ao sexto, porque o
Espírito de Deus não poderia ser em nós esse Consolador, esse Exortador, esse
Deus em nós, como Ele disse: Eu virei para vós outros. Se alguém me ama, o
Pai o amará, e eu e o meu Pai, viremos para ele, o Senhor disse lá em João
14.( João 14:23 Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha
palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.) Claro
que na pessoa do Consolador, porque Deus é Triuno. Eu e o Pai, viremos para
ele, faremos nele morada. Então o Espírito Santo é Deus que trás a nós o
desfrute de Deus o Pai, de Deus o Filho, na pessoa de Deus o Espírito Santo,
porque Deus não é dividido em três. Nós não temos três deuses, mas um
Deus. Então, se o Consolador habita em nós, o Pai está em nós, e o Filho está
em nós. Viremos para ele e faremos nele morada.
Mas irmãos, nós não poderíamos experimentar essa habitação do
Espírito Santo, esse sexto alicerce da nossa confissão - nós confessamos -
que o Espírito Santo habita em nós e por isso nós somos regenerados no
nosso espírito pelo Espírito que habita em nós, nós estamos sendo
transformados na nossa alma porque o espírito habita em nós, transformando
mente, emoções, vontade, e nós seremos transformados naquele dia, como
Paulo diz em Romanos 8, (ROMANOS 8:11 SE HABITA EM VÓS O ESPÍRITO
DAQUELE QUE RESSUSCITOU A JESUS DENTRE OS MORTOS, ESSE MESMO QUE
RESSUSCITOU A CRISTO JESUS DENTRE OS MORTOS VIVIFICARÁ TAMBÉM O
VOSSO CORPO MORTAL, POR MEIO DO SEU ESPÍRITO, QUE EM VÓS
HABITA.)porque o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos,
habita em nós. Ele também ressuscitará. Ele transformará esses nossos
corpos mortais, para ser igual ao corpo da sua glória. Quem fará isso? O
Espírito Santo. Não é? Porque Ele é o Espírito daquele Deus que ressuscitou
a Jesus dentre os mortos, ou seja, Ele é o Espírito de Deus o Pai e de Deus o
Filho. É um único Espírito. Esse Espírito habita em nós. Então Ele vai
terminar a nossa salvação fazendo o que? Glorificando os nossos corpos, para
que nós nunca mais vejamos a morte, para que nós habitemos diante de Deus
em espírito, alma e corpo. Nada do nosso ser será perdido. Na Nova
Jerusalém, você terá espírito, alma, mente, desejos - seus desejos serão
perfeitos - você irá desejar apenas Cristo e os seus irmãos, irá servir a Ele e
aos seus irmãos, uma vida de plenitude, de serviço, de alegria, de
companheirismo, de unidade, de amor, de gozo, e os nossos corpos também
estarão lá. Claro que corpos glorificados, mas corpos de tal forma, que a
nossa identidade não será alterada. De alguma maneira eu saberei que é o meu
corpo, e de alguma maneira você saberá que é o seu corpo. Corpos
glorificados. Assim como o Senhor Jesus ressuscitou e aquele era o seu corpo,
e não outro corpo. Tanto era o Seu corpo que Ele se colocou diante dos seus
discípulos e disse: “VEDE, APALPAI-ME E VERIFICAI”( Lucas 24:39). A palavra
“verificai” ali significa: faça um exame. Faz um exame no meu corpo e vejam
que sou Eu mesmo. “UM ESPÍRITO NÃO TEM CARNE NEM OSSOS, COMO VEDE
QUE EU TENHO”. A ressurreição do Senhor então é primícias, como Paulo
ensina lá em Coríntios, da nossa ressurreição. Nós podemos ter certeza que
nós saberemos que somos nós. Nós: espírito, alma e corpo. Claro que hoje o
nosso corpo não se assemelha ao que será, mas nós ainda saberemos que
somos nós. É o nosso corpo. O nosso corpo não ficará no pó. O Senhor irá
ressuscitar os corpos daqueles que pertencem a Ele. A Bíblia é tão clara sobre
isso!! Não é? Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e depois nós, os
vivos, seremos transformados quando o Senhor voltar.
Esse quinto elo, então, se prende ao quarto e ao sexto, como em uma
corrente. Nós somos justificados porque Jesus ressuscitou, e o Espírito Santo
habita em nós porque Jesus ressuscitou. Então nós podemos fazer esse elo
saltado nessa corrente, porque desse elo dependo os dois próximos. De Jesus
ter ressuscitado depende a nossa Justificação, do contrário, não há justificação
nenhuma. Nós ainda somos miseráveis e condenados ao inferno. Mas, se
Jesus ressuscitou, a nossa Justificação é tão segura, quanto a Ressurreição
Dele. E nós vamos ver qual o texto que deixa isso claro na Bíblia para que
você possa ter confiança, para que você possa ter ousadia, e da mesma forma
com relação ao Espírito Santo. Nós cremos que o Espírito Santo habita em
nós, se é que você pertence ao Senhor. Eu creio que nem todos,
absolutamente todos os que estão aqui, possivelmente nem todos, pertencem
ao Senhor. Mas se você pertence ao Senhor, porque conhece a Ele, foi
trazido a Ele, confessou o nome Dele, crê com o seu coração, confessou com
a sua boca, deu esse testemunho público através do batismo, então você é
salvo. Se você é salvo, o Espírito Santo habita em você. Habita em você
porque Jesus ressuscitou, porque Ele foi exaltado à destra do Pai, ressuscitado,
é que ele derramou – foi assim que Pedro pregou em Pentecostes - Ele foi
exaltado, por isso Ele derramou, isso que vós vede e ouvis. Não é assim que
ele prega? A primeira mensagem? (Atos 2:33 )Exaltado pois à destra de
Deus, recebeu do Pai a promessa do Espírito, e então Ele derramou isso que
vocês estão vendo, quando eles viam aqueles irmãos manifestando a habitação
do espírito na vida deles, em adoração, em louvor, ministrando uns aos outros,
falando a Deus, falando uns aos outros. Então os irmãos vejam que esse quinto
elo, é um elo mais elevado, porque dele dependem o quarto e o sexto. A
nosso Justificação e a habitação do Espírito Santo em nós dependem da
ressurreição de Jesus. Então vamos gastar mais tempo com esse elo.
Eu queria dizer para você irmão, e peço que você não se sinta
constrangido, você tem toda a sua liberdade, mas eu tenho observado que
muitos irmãos tem deixado de congregar nas reuniões às quartas-feiras, eu
quero te dizer que você perde muito, a não ser que você tenha uma
justificativa clara para isso, porque nós fazemos esses estudos em série. Nosso
irmão acabou de ministrar sobre Colossenses, de uma forma tão rica, e
poucos irmãos participaram das reuniões de Quarta-feira. Eu mesmo não
estava em algumas delas. Uma que eu estava viajando, uma que eu estava com
a minha esposa operada, mas eu queria exortar aos irmãos a estarem presentes
nessas reuniões, porque nós temos perdido essa sequência de ministração de
todos os irmãos que tem ministrado a palavra. Eu então vou fazer como temos
feito aqui, ministrar em sequência.
Eu gostaria de destacar com os irmãos, dentro do assunto de
Ressurreição, fatos teológicos e fatos históricos. E se você não puder pegar
os dois e ligá-los, você vai ficar com meias mensagens. Você vai ficar com
algo aqui e algo ali. Você vai ser um cristão inconsistente. É importante que
você tenha o conteúdo todo. É muito importante. Então não seja um
domingueiro. Participe regularmente das reuniões da igreja. Amém?
Vamos ler 1ª Coríntios cap. 15. Hoje nós vamos falar um pouquinho
sobre a base teológica da Ressurreição para depois nós falarmos das
evidências históricas da Ressurreição. Irmãos, as duas são extremamente
importantes. Vamos ler alguns versos, mas deixem-me reforçar, de novo, isso
com vocês. Nós precisamos de uma clareza teológica, doutrinária, sobre a
Ressurreição. O que é que significa Ressurreição, o que é que nós ganhamos
com a Ressurreição; qual o significado doutrinário, teológico da
Ressurreição? Isso é muito importante e vamos começar a examinar hoje.
Mas irmão, se o Senhor permitir, for gracioso conosco e eu espero totalmente
Nele, eu queria falar também com vocês sobre fatos históricos da
Ressurreição. E eu peço ao Senhor, tenho orado sobre isso, para que o
Senhor possa deslumbrar o teu coração, com fatos históricos da Ressurreição,
porque irmão, todas as fontes históricas - as pessoas se gloriam tanto nas suas
histórias, história dos romanos, história dos persas, história dos babilônicos,
história dos celtas, etc, as grandes civilizações do mundo, mas irmão, as
evidências históricas - história é história - não há como se contestar a
história, não é? História é fáctil. As evidências históricas da ressurreição do
Senhor Jesus são tão robustas, são tão firmes, que se os irmãos puderem
estudar isso, se dedicar a isso, os irmãos vão ver que pessoas que não
conhecem a Cristo, no sentido então de reconhecê-lo como Senhor, não são
nascidas de novo, não confessam a Ele como Senhor ressuscitado,
historiadores comuns, naturais, não cristãos, eles são unânimes e unânimes
significa unânimes, cem por cento deles, eles são unânimes em declarar que a
sua ressurreição de Jesus é um fato inquestionável da história. Para eles isso
não significa nada. Eles não compreendem o que significa a ressurreição, a
tremenda implicação que isso tem, porque o Espírito Santo não regenerou
esses espíritos, eles estão mortos em delitos e pecados. São homens naturais,
não é? São historiadores, são cientistas, naturais, mas são unânimes em
afirmar que os fatos históricos da ressurreição de Jesus Cristo são
inquestionáveis, e os irmãos vão ver na medida em que chegarmos lá, em
outras ocasiões aí para a frente, dentro desse assunto, os irmãos vão ver
porquê o Espírito Santo inspirou quatro homens, Mateus, Marcos, Lucas e
João, para narrarem a morte e a ressurreição de Cristo. E você vai ver que as
evidências históricas que eles lançam, irmãos, são profundas. Você vai ver
que o Espírito Santo montou uma cena, de tal forma, que a evidência da
ressurreição de Cristo, tivesse que ser literalmente engolida por aquelas
autoridades. Os fariseus, os saduceus, o Sinédrio inteiro, o Sumo Sacerdote,
eles tiveram que engolir aquilo como que garganta abaixo, que Jesus
ressuscitou. Eles tiveram que subornar guardas: “falem que vocês estavam
dormindo”. Irmãos. Olhem a ignorância. Homens cultos, homens preparados,
mas olhem a ignorância do que eles fizeram. Não podiam fazer nada diante de
um fato. Fato é fato. Eles subornaram os guardas e falaram assim: Divulguem
a notícia seguinte - os evangelistas narram isso: que vocês estavam
dormindo, e vieram os discípulos e fizeram o que? Roubaram o corpo Dele.
Não está escrito na palavra? Agora irmãos, se eles estavam dormindo, como
é que eles viram roubar o corpo? Eu nunca vi ninguém ver dormindo. Não é?
Isso é um absurdo. Isso é uma bobagem. E olhem o fato que eles divulgaram.
E esse fato é corrente entre os judeus até o dia de hoje. Então nós vamos ver
fatos históricos da ressurreição de Jesus. Você vai ver o que é que significou
aquela guarda romana guardando aquele túmulo. Aquilo não era um bando de
crianças não. Aquela guarda romana era a máquina de guerra do império
romano. O Espírito Santo fez a coisa de tal forma, que Ele moveu o coração
do Sumo Sacerdote levando o Sumo Sacerdote a falar para Pilatos que aquele
embusteiro chamado Jesus, antes Dele morrer, Ele falou que iria ressuscitar.
Ele falou assim para os discípulos Dele. Então, para que esses ignorantes não
achem que Ele ressuscitou, vamos colocar guardas na porta do túmulo e
vamos ver como é que eles vão comprovar isso. Então Pilatos falou que ele
então teria uma escolta. Se você estudar essa expressão “uma escolta”, você
vai ver que era uma máquina de guerra do império romano. Ela se compunha
de quatro a dezesseis homens, capaz de estrangular um discípulo com uma
mão só. Eles ficaram montando guarda na porta do sepulcro e os irmãos
sabem o que é que aconteceu. Quando aquele anjo desceu, arrastou aquela
pedra do sepulcro, uma pedra que pesava quase duas toneladas, que discípulo
nenhum poderia mexer com aquela pedra, quase vinte homens eram
necessários para moverem aquela pedra, a história mostra, prova e comprova.
O anjo então desceu arrastou aquela pedra, não só arrastou, nós vamos
examinar o texto - impressionante - ele levantou aquela pedra, colocou em
um outro lugar apartada do túmulo, para que ficasse claro de que homem
nenhum fez aquilo. Você vai ver o texto, vai ver a palavra no grego, ver o que
é que aquilo significa. A pedra não foi só afastada não. Jesus não saiu
apertadinho pela fresta não. A pedra foi levantada e colocada longe da porta
par que ficasse claro que ninguém fez aquilo. Mas foi algo sobrenatural e
aquele anjo assentou em cima da pedra. E aquela guarda romana, aquela
máquina de guerra do império romano ficou petrificada, diz a palavra. Eles
ficaram petrificados, paralisados, quando então aquelas mulheres chegaram no
túmulo, e o anjo deu aquela notícia da ressurreição do Senhor. Depois que
eles saíram daquele estado de paralisia, eles foram dar notícia para as
autoridades: “Não sei o que é que houve. O túmulo está aberto, não sabemos
do corpo Dele”. Foram subornados para dizer que eles dormiam e enquanto
dormiam vieram os discípulos e roubaram o corpo. Então, quando nós
chegarmos lá, nós vamos ver como a Bíblia é profunda nos fatos históricos da
ressurreição do Senhor.
Irmão, quando você confessa que Jesus ressuscitou, você não é um tolo.
Primeiro porque você creu pela ação do Espírito Santo na sua vida. Segundo
porque você confessa à história. Nenhuma fonte, séria, autorizada, nenhuma
fonte histórica, nenhuma fonte chamada epigráfica, ou inscrições antigas,
inscrições rupestres em pedras, nenhuma fonte arqueológica, até hoje foi
capaz de demonstrar a falsidade da ressurreição de Jesus, muito pelo contrário,
todas as fontes históricas, epigráficas e arqueológicas, provam que aquele
túmulo estava vazio. Então irmão, que importância isso tem para a nossa fé.
Isso tem toda uma importância, porque se Jesus não ressuscitou, é vã a nossa
fé. Se Ele não ressuscitou, é vã a nossa pregação. Se Ele não ressuscitou,
ainda permanecemos nos nossos pecados. É isso que nós vamos ler agora em
1ª Coríntios cap. 15. Então esse alicerce da Ressurreição ele é tremendo na
nossa confissão. Jesus ressuscitou.
Ainda antes de ler este texto eu queria citar mais alguma coisa para
você. Um homem de Deus, que o Senhor tem levantado para ministrar de uma
forma especial a respeito da ressurreição de Cristo, nesse foco, nesse assunto,
esse não é um autor de livros, inclusive nesse assunto, ele estava
compartilhando sobre a ressurreição de Cristo em um campus universitário,
nos Estados Unidos, pregando a estudantes. Ele tem feito isso em cinqüenta e
oito países diferentes. Já passou por quinhentos e oitenta universidades no
mundo inteiro, pregando em campus universitários, sobre o fato da
ressurreição de Cristo. Então, uma das pregações, quando ele estava
ministrando, um jovem muçulmano veio até ele. Esse jovem muçulmano,
antes de ouvir, é claro, diz que tinha muita pena dos cristãos, porque vocês
não sabem para onde estão indo. Quando nós queremos ter um contato com o
nosso profeta Maomé, nós sabemos onde vamos. Nós vamos até o túmulo
dele, e nós sabemos que ele está lá. Mas vocês cristãos - e quanto ele foi
completar essa frase, diz o irmão que imediatamente ele parou de falar, porque
ele viu a bobagem que ele estava dizendo. Ele teria que confessar, embora ele
não chegou até lá. Ele iria confessar que nós cristãos, se formos até o túmulo
do Senhor, lá em Jerusalém, nós vamos ver que não tem nada lá. Que aquele
túmulo está vazio, porque Ele não está lá. O maior símbolo do cristianismo,
não é uma cruz vazia, porque uma cruz vazia não significa nada. Qualquer
criminoso, crucificado naquela época do Senhor, é tirado da cruz, vai ser
sepultado, vai se degenerar, e a cruz está vazia. Não é? Mas o símbolo do
cristianismo é o túmulo vazio, porque essa é uma impossibilidade natural.
Para que o túmulo esteja vazio, o poder da ressurreição tem que ter operado
ali. O Senhor Jesus disse assim para Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida.
Quem crer em mim, ainda que esteja morto, viverá”. Na medida em que
formos passando então por esse alicerce, nós vamos ver como a Bíblia é
fundamentada irmão. Toda a revelação do Novo Testamento, principalmente.
Ela é fundamentada sobre esse alicerce. Ele ressuscitou. Do contrário nós
não temos nada. Absolutamente nada. Não há igreja, não há justificação, não
há Espírito Santo. Não há nada se Cristo não ressuscitou. Não é? Vamos lá
então ler um pouco deste texto de 1ª Coríntios, cap. 15.
1 ¶ IRMÃOS, VENHO LEMBRAR-VOS O EVANGELHO QUE VOS ANUNCIEI, O
QUAL RECEBESTES E NO QUAL AINDA PERSEVERAIS;
2 POR ELE TAMBÉM SOIS SALVOS, (veja a importância das palavras - por
esse evangelho fostes salvos. ) SE RETIVERDES A PALAVRA TAL COMO VO-LA
PREGUEI, A MENOS QUE TENHAIS CRIDO EM VÃO. Agora nos versos 3 e 4 ele vai
falar o que é esse Evangelho, essa palavra que salva, como ele já falou no
verso 1. O Evangelho que vocês receberam, no qual perseveram. Por ele são
salvos. Que evangelho é esse?
3 ANTES DE TUDO(uma expressão interessante no original. Ela diz
assim, é o mais importante. Paulo está falando assim: eis o que é mais
fundamental. Então o nosso português reduziu assim: antes de tudo, o que tem
preeminência, o que tem maior importância), VOS ENTREGUEI (cada palavra é
importante, cheia de conteúdo. Paulo não está dizendo assim: antes de tudo,
deixem-me mostrar para vocês como eu entendo. Não importa como o que
Paulo entende. Não é? Não significa nada para nós o que Paulo entende.
Significa para nós o que Paulo recebeu, como ele falou. O evangelho que eu
prego eu não recebi de homem algum, mas por revelação desse Senhor
ressuscitado, que se revelou a mim naquela estrada de Damasco e eu prego o
Evangelho de primeira mão, e qualquer um que pregue diferente seja
reprovado, ele falou isso, ainda que um anjo do céu. Essa é a autoridade
apostólica desse homem Paulo. Então ele fala assim: eu entrego para vocês
não o que eu acho, o que eu penso, nem o que eu concluí, mas o que eu r e c e
b i. Essa palavra é muito importante. Ele recebeu. Não é? ) O QUE TAMBÉM
RECEBI: (Paulo é um mensageiro. Ele não criou nada. Ele entregou o que
recebeu. Qual o conteúdo do Evangelho agora irmão?) QUE CRISTO MORREU
(esse é só o primeiro ponto. Claro que não pára aí) PELOS NOSSOS PECADOS,
(então nós precisamos separar aqui morte e ressurreição, como dois lados da
mesma moeda. Um não tem valor sem o outro. Claro. Não pode haver
ressurreição sem morte, não é? E a morte não tem significado sem
ressurreição. Então, quando nós olhamos os dois lados da mesma moeda, nós
vamos ver daqui a pouco, QUE CRISTO MORREU PELOS NOSSOS PECADOS,
SEGUNDO DAS ESCRITURAS – lado negativo - Ele morreu porque tinha pecados
que precisavam ser lidados. Nós estávamos separados de Deus e nada poderia
nos levar a Deus. Nossas boas obras não, nossa religião não, nossa cultura
não, nosso desejo não. Nada. Nada poderia nos levar. Então Cristo morreu
pelos nossos pecados, porque os nossos pecados nos alienavam. Esse é só
meio evangelho. Então Paulo continua assim no verso 4 E QUE FOI SEPULTADO
( isso é importante para provar a sua morte. Ele era um homem, um homem
como nós. Um homem quando morre é sepultado. Ele foi sepultado e depois
Paulo dá então o outro lado da moeda do evangelho. O que é que ele diz aí na
sequência?) E RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA,(então, o que é que obtivemos
pela sua morte - está escrito aí - vai devagar no versículo para você ler. O
perdão de pecados. Ele morreu pelos nossos pecados. Agora, o que é que nós
obtemos pela sua ressurreição? Não está dito aqui nesse texto. Aqui ele só
termina: ressuscitou ao terceiro dia e depois Ele se manifestou. Mas eu vou
ler com você, agora mesmo um versículo, que mostra o que é que nós
obtivemos com a sua ressurreição. E porque que só olhar o lado da morte é um
meio Evangelho. Cristo morreu pelos nossos pecados, mas e daí? Nós não
podemos ter vida. Nós podemos ter só perdão. Nós podemos receber a sua
vida é porque Ele ressuscitou. Pôde então repartir a sua vida conosco. Como?
Ele nos deu o Seu Espírito. O Espírito Santo foi derramado sobre a igreja.
Quando o seu lado é rasgado lá naquela cruz, João testifica com muita ênfase
que do seu lado saiu sangue e água. São os dois lados do Evangelho. Sangue,
porque Cristo morreu pelos nossos pecados, está escrito aí. Água, porque
Cristo ressuscitou para a nossa justificação. Ou seja, Ele repartiu conosco a
sua vida. Ele nos dessedentou, Ele nos regenerou. A água que flui da rocha.
Então esse é o Evangelho total, é o conteúdo do total. Irmão. Não há
evangelho sem ressurreição. Vou terminar de ler esse texto e depois eu cito
para os irmãos, o versículo que eu abordei agora aqui. Então o verso 3 Antes
de tudo - o que é mais importante, preeminente, eu vos entreguei o que eu
recebi, que Cristo morreu pelos nossos pecados - duas vezes ele menciona,
segundo as escrituras. Uma frase muito importante aí, porque ele vai dizer que
tudo lá atrás que os profetas falaram, seja Moisés, seja Elias, seja Isaías,
Daniel, seja quem for, tudo o que eles falaram tinha esse foco: a morte e a
ressurreição de Cristo. Ressurreição inclusive. Você não pode ler Isaías 53
sem ver ressurreição. Não só morte. Você não pode ler a profecia das setenta
semanas de Daniel, sem ver a ressurreição do Senhor, e a sua morte. Você
não pode ler o Salmo 22 sem ver a morte e a ressurreição, juntos. Então ele
diz que Cristo morreu segundo as Escrituras. As Escrituras anunciavam isso.
Que Ele viria, que Ele se encarnaria, que Ele é Deus conosco, e que Ele então
morreria pelos nossos pecados. Mas não só isso. Segundo as escrituras,
também, Ele ressuscitaria. Então você vê essa expressão duas vezes aí, e ela
é muito importante. Significa que esse é o assunto da Bíblia toda. Por isso
esse “segundo as Escrituras” é importante. Ele foi sepultado, e Ele
ressuscitou ao terceiro de dia - de novo - segundo as escrituras. Estão
vendo? Mostra a importância desse tema nas escrituras. Tudo o que as
escrituras dizem é com relação a esse assunto. Agora vamos pular lá par o
versículo 12. Preste bem atenção no foco teológico como nós falamos da
ressurreição nesse versículo. Olhem lá.
12 ¶ ORA, SE É CORRENTE PREGAR-SE QUE CRISTO RESSUSCITOU DENTRE
OS MORTOS, COMO, POIS, AFIRMAM ALGUNS DENTRE VÓS QUE NÃO HÁ
RESSURREIÇÃO DE MORTOS? Irmão. Um dos comentaristas com relação a 1ª
Coríntios, tem um bom comentário sobre 1ª Coríntios, ele escreve alguma
coisa interessante. Há muitos bons comentário sobre 1ª Coríntios. Um deles
diz o seguinte: que a mensagem mais importante de Paulo quando ele
escreveu a 1ª Coríntios, é que ele tinha no coração, acima de todos os
assuntos, assunto da ceia, o assunto dos irmãos levaram um ao outro no
tribunal humano, Paulo acertou muita coisa entre eles, que estava
desordenada, mas o assunto chave no coração de Paulo que o levou a escrever
essa epístola, é o assunto do cap. 15. Inclusive porque você vê que a menção
mais exaustiva na Bíblia sobre a ressurreição, é a primeira Coríntios, o texto
mais completo sobre a ressurreição. Todo o capítulo. São 58 versículos sobre
ressurreição, não é isso? Então o foco de Paulo era esse. Por que irmãos? A
resposta é a seguinte: Os coríntios estavam vacilando. Ele usa a expressão lá
no início, que é - no verso 2 - a menos que tenhais crido em vão. Por que é
que Paulo fala isso? A menos que tenhais crido em vão.... ele está dizendo
que o Evangelho não é um conjunto de faça e não faça. Acertem isso entre
vocês, acertem a questão da ceia, acertem a questão da imoralidade que
existem entre vocês, acertem essa outra questão. O Evangelho não é uma
questão de acertar coisas só. Inclui isso também. Mas o Evangelho ele tem
um alicerce e esse é o alicerce mais fundamental que ele toca no final. Aí
perguntaria assim: por que é que ele trata só no final? Porque primeiro ele
gasta uma epístola inteira para falar sobre a autoridade apostólica dele, a vida
dele, o ministério dele, para que então no final, ele prepare os coríntios, para
isso que ele quer colocar. Alguns deles, segundo a história, estava até
descrendo na imortalidade da alma, por influência filosófica. Estavam vendo
que a alma do homem é igual a alma de animal. Morreu acaba tudo.
Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos.( 1 Coríntios 15:32) Paulo
não cita isso aí em 1ª Coríntios 15? Todo mundo vai para o túmulo e vai
terminar lá. Lá acabou. Coma e beba enquanto você pode, pois amanhã
morreremos. Essa era a filosofia dos chamados epicureus da época de Paulo.
Então Paulo toma essa filosofia e diz que isso é uma bobagem. Cristo
ressuscitou. A alma, seja do ímpio ou do justo, é imortal. Aqueles que são de
Cristo estarão com Ele, e aqueles que não o são, viverão eternamente sem
Ele, em tormento, em aflição, por estarem ausentes da presença Dele. Então
ele vem trazer essa profunda doutrina do cap. 15, a ressurreição. Então olhe
lá como é que ele fala no versículo 12: Ora se é corrente pregar-se que Cristo
ressuscitou dentre os mortos, como pois afirmam - olhem agora essa
expressão - alguns dentre vós. Os irmãos vejam que o assunto era sério. Era
dentre os irmãos, dentre os coríntios. Como afirmam alguns dentre vós que
não há ressurreição de mortos!!! Vocês vão ver como Paulo está “absurdado”
diante desse fato.
13 E, SE NÃO HÁ RESSURREIÇÃO DE MORTOS, ENTÃO, CRISTO NÃO
RESSUSCITOU. Olhem o argumento da lógica de Paulo.
14 E, SE CRISTO NÃO RESSUSCITOU,(ele vai dando passos para trás) É VÃ
(é vazio, nulidade, vácuo) A NOSSA PREGAÇÃO, E VÃ, A VOSSA FÉ;
15 E SOMOS TIDOS (ele vai mostrando o quanto isso é sério – vã a nossa
pregação; vã a nossa fé e tem mais nesse verso 15) POR FALSAS TESTEMUNHAS
DE DEUS (Deus é mentiroso - se Cristo não ressuscitou, Cristo é mentiroso),
PORQUE TEMOS ASSEVERADO CONTRA DEUS QUE ELE RESSUSCITOU A CRISTO,
AO QUAL ELE NÃO RESSUSCITOU, SE É CERTO QUE OS MORTOS NÃO
RESSUSCITAM. Acompanhem o raciocínio dele.
16 PORQUE, SE OS MORTOS NÃO RESSUSCITAM, TAMBÉM CRISTO NÃO
RESSUSCITOU.
17 E, SE CRISTO NÃO RESSUSCITOU, É VÃ A VOSSA FÉ, E AINDA
PERMANECEIS NOS VOSSOS PECADOS.
18 E AINDA MAIS: OS QUE DORMIRAM EM CRISTO PERECERAM. Que
monte de problemas, não é irmão? Deus é falso, a fé é falsa, a pregação é
falsa, os que morreram em Cristo estão desesperados, morreram iludidos e nós
estamos mais iludidos ainda, vivendo para ele. Não é? Então nós temos uma
série de testemunhos, o mais significativo para nós – sem dúvida nenhuma -
é o testemunho interno, que confere com o testemunho externo, testemunho do
Espírito Santo de que o Senhor Jesus ressuscitou. Mas nós vamos quando
chegarmos lá na questão dos fatos históricos, ver o quanto que isso é sólido, o
quanto psicólogos, psiquiatras, sociólogos, pessoas que compreendem algo
mais da natureza humana, eles tentaram estudar a vida daqueles discípulos,
estudar a vida de Paulo, e Paulo é um fato histórico. Paulo não é um fantasma.
Saulo de Tarso é uma figura histórica. Então quando eles estudavam aquela
vida, eles mais e mais ficavam impressionados. Ou esse homem teve uma
alucinação persistente, uma alucinação de trinta e três anos, uma alucinação
que não acaba nunca, ou então Cristo ressuscitou de verdade, porque ele era
um opositor e o mais ferrenho opositor, e quando ele encontrou o Senhor
Jesus ressuscitado, se tornou o maior defensor. Como que o maior opositor
pode se tornar o maior defensor? Baseado em quê? Em uma alucinação? O
que Paulo teve na estrada de Damasco foi uma alucinação? Uma alucinação
que durou trinta e três anos. Não. Foi o tempo que ele viveu pregando a
Cristo, que Cristo ressuscitou. A transformação de vida dos discípulos, eles se
dedicaram em estudar isso. O medroso Pedro, covarde, como qualquer um de
nós seria também no lugar dele. Como é que Pedro pode sofrer aquela
transformação. O que é que houve com ele? Está certo que ele pode ter tido
uma alucinação qualquer, mas na hora irmão que a vara, soasse no lombo
dele, quando eles foram levados diante do Sinédrio: “vocês são
desobedientes. Já falamos para vocês não pregarem nesse nome. Vocês estão
desobedecendo a nós”. Levando varadas daqui, varadas de lá, qualquer
alucinação ia embora, diante dessas varadas. Vara é bom para tirar
alucinação. Mas Pedro e João levavam aquelas varadas, e saiam de lá
considerando-se dignos de sofrer afrontas por esse nome. E nós vamos ver
quantos textos na Bíblia, principalmente o livro de Atos, dão como foco essa
mensagem. Ele ressuscitou. Nós somos testemunhas. Quando ele já velhinho
e escreve a epístola dele, o que é que ele fala? Ele diz que: “nós estivemos
com ele no monte santo, e nós somos testemunhas da glória dele. Nós não
temos formação de segunda mão. Nós ouvimos a voz que dizia “este é o meu
Filho amado, a Ele ouvi”. E nós fomos testemunhas oculares da sua
majestade. Ele recebeu do Pai glória e honra. Então irmão, que necessidade
nós temos como cristãos, de estarmos claros com relação à ressurreição, e
mais do que isso, estarmos com aquele senso desse santo orgulho espiritual.
Nós pregamos que Cristo ressuscitou. O nosso Senhor Deus homem está vivo.
Nós não temos túmulo para visitar. Nós não temos Meca para ir. Nós não
temos líder que passou no tempo, mas confessamos a Cristo que ressuscitou
como homem, que é Senhor de todos, que tem um nome que está acima de
todo nome. Ao nome dele se dobra todo joelho; no céu, na terra e debaixo da
terra também. Toda língua confessará finalmente que Ele é o único. Então,
que necessidade nós temos irmãos, de resgatar esse alicerce e nos firmarmos
sobre ele como cristãos. Esse é o argumento de Paulo aí, neste texto. Vamos
ler até o verso 19. Nós paramos no VERSO 17. SE CRISTO NÃO RESSUSCITOU, É
VÃ A NOSSA FÉ, E AINDA PERMANECEIS NOS VOSSOS PECADOS, E AINDA MAIS, OS
QUE DORMIRAM EM CRISTO, PERECERAM. E o verso 19 ele conclui.
19 SE A NOSSA ESPERANÇA EM CRISTO SE LIMITA APENAS A ESTA VIDA,
SOMOS OS MAIS INFELIZES DE TODOS OS HOMENS. Olhe o que é que ele diz no
verso 32
32 SE, COMO HOMEM, LUTEI EM ÉFESO COM FERAS, QUE ME APROVEITA
ISSO? Ele está dizendo que fez isso pelo Evangelho. SE OS MORTOS NÃO
RESSUSCITAM, COMAMOS E BEBAMOS, QUE AMANHÃ MORREREMOS. Esse era o
ditado dos epicureus da época dele. Pensavam que a vida terminava com a
morte.
33 NÃO VOS ENGANEIS: AS MÁS CONVERSAÇÕES CORROMPEM OS BONS
COSTUMES.
34 TORNAI-VOS À SOBRIEDADE, (olhem que palavrinha interessante. É
como se ele dissesse assim para os coríntios: vocês estão bêbados? O que é
que está acontecendo com vocês? Tornai-vos à sobriedade. Ele está
mostrando esse profundo e tremendo alicerce que é a ressurreição de Cristo.)
TORNAI-VOS À SOBRIEDADE COMO É JUSTO, E NÃO PEQUEIS; PORQUE ALGUNS
AINDA NÃO TÊM CONHECIMENTO DE DEUS; ISTO DIGO PARA VERGONHA VOSSA.
Então é um capítulo muito forte, muito vigoroso, esse capítulo 15 de
Coríntios, por causa da profundidade, da necessidade desse alicerce na nossa
fé.
Agora então eu queria que nós fôssemos a Romanos cap. 4. Vou ler um
versículo com vocês para deixar bem clara a importância da ressurreição do
Senhor, agora no que concerne a nós. Romanos 4, último versículo, o 25.
Lembra o que nós lemos lá em Coríntios quando Paulo está falando o que é o
Evangelho? Ele fala assim: eu vos entreguei o que recebi. Que Cristo morreu
pelos nossos pecados. Esse o lado então, vamos chamar de negativo. Qual a
contraparte do Evangelho? Ele ressuscitou - lá em Coríntios ele fala só isso,
que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia. mas agora em Romanos, ele
explica o que isso significou para nós. Vamos olhar lá com atenção. Ele pega
de novo os dois lados do Evangelho e fala assim. Vamos ler o 24 também. Ele
está dizendo que aquela justiça que foi imputada a Abraão, também será
imputada a nós, se nós cremos nesse Deus que ressuscitou a Jesus. Então ele
diz: 24 MAS TAMBÉM POR NOSSA CAUSA (lá a respeito de Abraão que foi
justificado pela fé), POSTO QUE A NÓS IGUALMENTE NOS SERÁ IMPUTADO
(imputada essa justiça), A SABER, A NÓS QUE CREMOS NAQUELE (Deus) que
ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor (agora ele mostra as duas
facetas do Evangelho no verso 25), 25 O QUAL FOI ENTREGUE (esse é a morte)
POR CAUSA DAS NOSSAS TRANSGRESSÕES (foi o que ele já falou lá em
Coríntios- morreu pelos nossos pecados, e aqui das nossas transgressões –
absolutamente a mesma coisa, não é? e agora ele continua assim) E
RESSUSCITOU (e agora irmãos? Por que é que Ele ressuscitou? O que é que
diz aí?) POR CAUSA DA NOSSA JUSTIFICAÇÃO. Agora está muito claro. Então
eu queria que você visse o quão importante é isso para nós. Irmão primeiro
nós precisamos responder a uma pergunta de cá, e a outra está ligada. Você
crê que Cristo ressuscitou? Você crê de todo o seu coração? A Bíblia diz que
aquele que crê, no seu coração, e confessa com a sua boca, esse é salvo.
Você crê que o Senhor Jesus ressuscitou? Se você puder dizer “eu creio”,
você tem que crer com o mesmo peso, com a mesma medida, nesse segundo
fato aqui. É dependente dele: a sua justificação. Você vê? Porque Ele
ressuscitou por causa da nossa justificação. Então não tem jeito de você crer
de todo o seu coração, que ele ressuscitou e não ser justificado. Por que a sua
justificação não depende de você. Foi uma obra que Deus fez em Cristo. Que
Ele morreu pelos nossos pecados, que Ele ressuscitou para a nossa
justificação. Agora é claro irmãos que existem evidências na sua vida, que
vão fazer você mesmo comprovar se você é ou não cristão. Não é apenas um
fato de você possivelmente achar que crê. Mas a sua vida foi transformada.
Essa é uma das evidências da ressurreição de Cristo. Quando chegarmos lá
nas evidências que eu falei, as questões históricas, você vai ver que essa é
uma forte evidência. O fato da ressurreição de Cristo é provado além de
muitas evidências, uma delas, vidas reformadas, como a de Paulo, como a de
Pedro, como a de João, a do opositor Paulo, a do medroso Pedro, etc., etc.
Vidas transformadas são prova da ressurreição. Então não é apenas uma
convicção intelectual: “eu acredito sim. Acredito que Ele foi na cruz.
Acredito.” Até os demônios acreditam e estremecem. Mas essa fé, se ela é
genuína, ela então tem resultado: a nossa vida é transformada. Você começa
a pensar diferente, agir diferente, viver diferente, falar diferente, relacionar
diferente. Não é? Porque Cristo ressuscitou. Na sua ressurreição Ele nos deu
a sua vida. Não vivo eu, mas Cristo vive em mim. Então essa é uma das
evidências. Mas não vamos chegar nisso agora. Vamos ficar com o fato
teológico primeiro, a questão doutrinária primeiro. O Senhor Jesus
ressuscitou: você crê. Então você precisa estar seguro com relação à sua
justificação. Irmão, a sua justificação, como eu já falei, quando
compartilhávamos esse quarto elo aí, esse fundamento da justificação - a sua
justificação não pode ser melhorada, porque ela já é perfeita. Sua justificação
não pode ser diminuída, porque ela é absoluta. Ela não pode ser aperfeiçoada,
porque ela já é completa. A sua justificação depende do seu justo Salvador, o
Senhor Jesus. Se você conscientemente, voluntariamente, você confessa Jesus
como o único Senhor, ressuscitado dos mortos pela glória do Pai, então você
é salvo. Você crê com o coração, confessa com a sua boca. Essa justificação
depende dessa ressurreição. Está ligada. Agora, para que você comprove que
você é um dos justificados, veja se a sua vida mudou. Veja se a sua vida
mudou, para que você não se engane a você mesmo com uma fé psicológica,
com uma fé intelectual. Até mesmo com uma fé histórica apenas, porque fé
histórica não salva ninguém. A história fornece evidências, mas história não
fornece salvação. O que fornece salvação é a pessoa do Senhor, e não a
história. Não é? então irmão, que importância nós examinarmos a nós
mesmos. Você conhece a Jesus como Salvador? Ele vive em você? Ele é
aquele que tem triunfado sobre os seus pecados. Ele é aquele que tem
conduzido a você sobre vitória sobre o seu “eu”, sobre você mesmo. Ele é
quem tem levado você a viver de uma forma mais sensível àquilo que não
agrada a ele, sensível no falar, sensível no pensar, sensível no relacionar,
sensível nas motivações. Só o Espírito Santo pode fazer isso na vida de uma
pessoa. Você tem isso? Se você tem, você é um convertido. Se você não tem
você não é um convertido. Não é? Então nós precisamos juntar os fatos
históricos, teológicos e vivenciais. E práticos.
Vou ler só mais uns textos e nós vamos terminar por hoje.
Abram no livro de Atos. Nós vamos dar uma passeada nesse livro bem
rápida e eu queria que você mantivesse a sua Bíblia aberta. Vou citar vários
textos bem rapidamente para os irmãos verem o cerne dessa mensagem na
vida dos apóstolos, quão importante é esse alicerce da ressurreição. Olhe lá
em Atos, no cap. 1:22. Só para citar alguns exemplos para os irmãos porque
são textos demais sobre esse assunto. O livro de Atos se alicerça sobre a
ressurreição. Não poderia ser diferente. O que é que aqueles discípulos
tinham para pregar se o Senhor estivesse no túmulo? E os irmãos já
pensaram sobre aquelas autoridades? Eles não eram um bando de crianças
tolas. Era um Sinédrio inteiro de autoridades judaicas, era um governo romano
inteiro, com Pilatos, com Herodes. Os irmãos já pensaram o ridículo que eles
poderiam colocar o cristianismo de uma hora para outra se eles quisessem? Os
irmãos já pensaram? Eles precisavam fazer uma única coisa para colocar o
cristianismo em ridículo. Sabe qual que é? Procurar o corpo de Jesus.
Colocar o corpo de Jesus em um caixão aberto e fazer um desfile público.
“olhem aí o corpo dele. Estão pregando o quê? Estão pregando que Ele
ressuscitou? Ele venceu a morte? Ele derramou o Espírito Santo?” E um
desfile silencioso. Eles podiam ter acabado com o cristianismo. Mas eles não
puderam fazer isso, porque não havia corpo nenhum. Só um túmulo vazio e o
Senhor ressuscitado. Então o cristianismo não podia ser posto em descrédito.
Então, quando você ler o livro de Atos, irmão, é muito impressionante, porque
você vê aquelas autoridades, cheios de posição, religiosos e políticos.
Principalmente religiosos, aqueles homens do colarinho branco, do Sinédrio.
Cheios daquela posição, e aqueles humildes pescadores, pregando o
Evangelho com aquele poder, curando enfermos, expulsando demônios, o
Senhor manifestando a sua graça, salvando vidas, três mil, cinco mil, onze mil
daí a pouco, a igreja em Jerusalém. Eles apavorados, com as mãos na cabeça,
não sabiam o que faziam. Eles acharam que com a morte do Senhor aquilo
tudo ia acabar. Um monte de pés rapados, como eles pensavam, não iam
chegar a lugar nenhum, agora estavam pregando a ressurreição do Senhor e
como diz a palavra, em todos eles havia poder e abundante graça. Então,
quando você começa a ler o livro de Atos, e vê aquelas autoridades caindo,
uma a uma diante deles, irmãos, é muito impressionante e maravilhoso esse
livro por causa disso. Vamos dar uma olhada rápida. Olhem lá em Atos 1,
logo no início, olhem no verso 22. O Espírito Santo não havia descido ainda,
Pedro estava aguardando com mais cento e vinte pessoas lá no Cenáculo. Não
é assim? Cento e vinte, lá no Cenáculo, e então ele toma a palavra lá no verso
16 e fala assim: 16 IRMÃOS, CONVINHA QUE SE CUMPRISSE A ESCRITURA QUE O
ESPÍRITO SANTO PROFERIU ANTERIORMENTE POR BOCA DE DAVI, ACERCA DE
JUDAS, QUE FOI O GUIA DAQUELES QUE PRENDERAM JESUS. Chega então no
verso 22, porque Judas havia traído o Senhor, se enforcado e aquele grupo de
doze tinha se tornado em onze, e Pedro diz para eles que era necessário que
mais um fosse testemunha ocular, pudesse ser colocado entre eles no lugar de
Judas, para que se cumprisse a palavra, como ele cita aí, o livro de Salmos
Atos 1:20 Porque está escrito no Livro dos Salmos: Fique deserta a sua
morada; e não haja quem nela habite; e: Tome outro o seu encargo. Então
Pedro interpreta isso pelo Espírito Santo e diz que era necessário que se
levantasse mais um homem, e agora olhe aqui um requisito. Pedro fala assim:
21 É NECESSÁRIO, POIS, QUE, DOS HOMENS QUE NOS ACOMPANHARAM TODO O
TEMPO QUE O SENHOR JESUS ANDOU ENTRE NÓS, 22 COMEÇANDO NO BATISMO
DE JOÃO, ATÉ AO DIA EM QUE DENTRE NÓS FOI LEVADO ÀS ALTURAS(lá no Monte
das Oliveiras, quando eles viram o Senhor ressuscitado, ascendido aos céus. A
testemunha tinha que ter visto tudo isso, desde o batismo de João, até a
ascensão, não é isso? Ou seja, testemunha ocular. Não era um visionário, um
alucinado, nada disso, mas uma testemunha ocular. Veja a importância disso
irmão. O Espírito Santo dá peso ao fato histórico. Não é isso?), UM DESTES SE
TORNE TESTEMUNHA CONOSCO (do que? Ele não fala testemunha da morte. Ele
não fala testemunha dos milagres, ele não fala testemunho dos ensinos, porque
a morte não seria nada, o milagre não seria nada, os ensinos não seriam nada
se isso aí não tivesse acontecido. O que é que essa pessoa tinha que
testemunhar com eles?) DA SUA RESSURREIÇÃO. Você vê irmão, que
maravilha? Testemunha da sua ressurreição. Alguém chamado Matias, não é
isso? Era alguém anônimo, até esse tempo. Esteve entre eles desde o
batismo. Ele foi um seguidor também, anônimo, que viu até mesmo o Senhor
elevado às alturas, e então ele foi colocado naquele colégio apostólico.
Testemunha da ressurreição. Eu queria que você visse essa nota aí importante.
Agora vamos lá para mais um texto. Depois que o Espírito Santo desce
agora, em Atos 2, o Pentecostes, olhem lá no versículo 22. Pedro vai pregar a
primeira mensagem, tremenda mensagem. Então ele diz assim; 22 VARÕES
ISRAELITAS, ATENDEI A ESTAS PALAVRAS(olha quem está falando irmão. Quem
negou o Senhor três vezes, diante de alguém que não tinha peso nenhum,
inclusive uma criada do sumo sacerdote, tal a covardia. Esse homem agora diz
isso): JESUS, O NAZARENO, VARÃO APROVADO POR DEUS DIANTE DE VÓS COM
MILAGRES, PRODÍGIOS E SINAIS, OS QUAIS O PRÓPRIO DEUS REALIZOU POR
INTERMÉDIO DELE ENTRE VÓS, COMO VÓS MESMOS SABEIS;
23 SENDO ESTE ENTREGUE PELO DETERMINADO DESÍGNIO E PRESCIÊNCIA
DE DEUS, (ele está dizendo que Deus estava por detrás da cena, e o Senhor era
um grão de trigo, que tinha que morrer pelos nossos pecados, mas Ele não
seria retido pela morte porque Ele é Deus-Homem, Homem-Deus. Não é?
Então entregue pelo desígnio e presciência de Deus) VÓS O MATASTES,
CRUCIFICANDO-O POR MÃOS DE INÍQUOS; Olhem o verso 24, o cerne da
mensagem.
24 AO QUAL, PORÉM, DEUS RESSUSCITOU, ROMPENDO OS GRILHÕES DA
MORTE; PORQUANTO NÃO ERA POSSÍVEL FOSSE ELE RETIDO POR ELA. Aqui eu
queria tirar uma outra lição para você pensar um pouco, importante. Romanos
5 ensina que morte e pecado são um casal. O pecado reinou pela morte, é o
que ensina Romanos 5. O pecado reina por causa da morte. A morte está no
trono, então o pecado reina. Eles são um par. A morte segura tudo o que o
pecado toca. A morte retém tudo o que é tocado pelo pecado. A morte tem
direito sobre tudo o que é tocado pelo pecado, porque o salário do pecado é a
morte. Não é assim que Paulo ensina? Agora irmãos, quando o Senhor Jesus
entrou na morte, a morte passou a ter um problema muito sério, porque agora
entrou na morte, quem não tem pecado. Os irmãos vêem porque é que Ele
falou lá para aqueles escribas e fariseus aquele sinal de Jonas? Lembra? Os
escribas e fariseus vinham a Ele e pediam um sinal. Ele já havia feito um
monte de sinais, eles não tinham crido nele, porque não podiam crer, não eram
das ovelhas, então eles pediam mais um, mais um sinal para nós podermos
crer em Ti. E Ele falou: Mateus 12:39 ELE, PORÉM, RESPONDEU: UMA
GERAÇÃO MÁ E ADÚLTERA PEDE UM SINAL; MAS NENHUM SINAL LHE SERÁ DADO,
SENÃO O DO PROFETA JONAS. Irmão o que é que aconteceu com Jonas? Se
aquele peixe tivesse se alimentado de alguns homens no passado, tudo bem.
Mas Jonas foi um alimento muito especial naquela barriga, porque na hora em
que Jonas entrou naquele ventre, ele provocou ali uma indigestão tremenda
de tal forma que aquele peixe teve que colocar o Jonas para fora lá na praia e
Jesus usa essa figura. Ele falou assim: Jonas, três dias e três noites no ventre
daquele peixe, é o sinal que vocês precisam, porque aqui está quem é maior do
que Jonas, e assim como Jonas esteve três dias e três noites lá, o Filho do
Homem estará três dias e três noites no ventre da terra. Os irmãos estão vendo
o que é que ele está dizendo? Irmãos, a indigestão que Jonas causou naquele
peixe, foi a mesma que esse nosso Senhor causou na morte, porque Ele entrou
na morte, mas Ele não tinha pecado. Então Pedro diz assim: é impossível que
Ele fosse retido por ela. Por que é que é impossível? Porque Ele não tem
pecado. A morte não podia retê-lo. A morte teve que expulsá-lo. Na verdade
não foi a morte que o expulsou. Foi Ele quem triunfou sobre a morte. Ele
destruiu a morte. É como se o Jonas tivesse explodido dentro do ventre do
peixe. Ele destruiu a morte, é a expressão que Paulo usa. Destruiu a morte.
Não há morte para aqueles que pertencem a Cristo. Não é? destruiu a morte.
Esse é o peso da ressurreição de Cristo. Então é isso que Pedro prega logo na
primeira mensagem. Deus o ressuscitou rompendo os grilhões da morte
porque não era possível que Ele fosse retido por ela. Na primeira mensagem
Pedro prega ressurreição. Olhe no verso 31. Ele cita Davi. Davi foi um
profeta, um homem de Deus, mas morreu. Seu túmulo está lá. Se você quiser
visitar Davi, vai lá. Tem o túmulo do Davi. Seus ossos estão lá. Então ele cita
o exemplo de Davi, e diz que Davi também era uma figura. Versículo 31 de
Atos 2: 31 PREVENDO ISTO, REFERIU-SE À RESSURREIÇÃO DE CRISTO, QUE NEM
FOI DEIXADO NA MORTE, NEM O SEU CORPO EXPERIMENTOU CORRUPÇÃO. 32 A
ESTE JESUS DEUS RESSUSCITOU, DO QUE TODOS NÓS SOMOS TESTEMUNHAS. Os
irmãos estão vendo? Três vezes, num único sermão. A este Jesus Deus
ressuscitou. Ele se referiu á ressurreição de Cristo, três vezes. Olhe como esse
alicerce era sólido na pregação desses irmãos. Olhem mais para frente em
Atos cap. 3, verso 15, quando Pedro cura um coxo, na porta do templo, pórtico
chamado Salomão. Não fez nada. Só curou um coxo. Eles chamaram Pedro
para dar conta disso. Então Pedro vai pregar de novo. Em Atos 3:15 diz assim:
15 DESSARTE, MATASTES O AUTOR DA VIDA(ele está perante o Sinédrio, as
autoridades dizendo assim), A QUEM DEUS RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS,
DO QUE NÓS SOMOS TESTEMUNHAS. 16 PELA FÉ EM O NOME DE JESUS, É QUE
ESSE MESMO NOME FORTALECEU A ESTE HOMEM QUE AGORA VEDES E
RECONHECEIS (a fé que vem por meio de Jesus. Não é fé na fé. Estão vendo. A
fé que vem por meio de Jesus, a fé Nele); SIM, A FÉ QUE VEM POR MEIO DE
JESUS DEU A ESTE SAÚDE PERFEITA NA PRESENÇA DE TODOS VÓS. Depois ele
prossegue falando dessas profecias que se referiam a Cristo e depois mais para
frente, olhem no verso 26. 26 TENDO DEUS RESSUSCITADO (mais uma vez.
Olhem a ênfase da mensagem qual que era. Não há dúvida nenhuma. É
ressurreição, por causa da importância desse alicerce) O SEU SERVO. Olhem o
cap. 4. Depois que eles terminam de pregar. 1 ¶ FALAVAM ELES AINDA AO
POVO QUANDO SOBREVIERAM OS SACERDOTES, O CAPITÃO DO TEMPLO E OS
SADUCEUS, (olhem os homens da autoridade aí, os sacerdotes, capitão do
templo. Só tem figura de nome aqui. Os saduceus, que era um partido de alta
classe na época, lá no meio dos fariseus. Eles chamaram a Pedro e João,
ressentidos. Esse é o ciúme deles, porque eles estavam ensinando o povo. Na
cabeça deles eram homens iletrados, homens incultos, como eles falaram e
agora estavam ensinando o povo. Então eles estavam ressentidos. Olhem aí no
verso 2.) 2 RESSENTIDOS POR ENSINAREM ELES O POVO E ANUNCIAREM, EM
JESUS, A RESSURREIÇÃO DENTRE OS MORTOS; Estão vendo irmãos? O que é
que provocava ciúmes naquelas autoridades? Qual que era o foco? A
ressurreição dentre os mortos. Aí os irmãos sabem o que eles fizeram a partir
do verso 5. Trouxeram eles ali, exortaram a eles, castigaram a eles. Olhe o
versículo 10 do cap. 4. 10 TOMAI CONHECIMENTO, VÓS TODOS E TODO O POVO
DE ISRAEL, DE QUE, EM NOME DE JESUS CRISTO, O NAZARENO, A QUEM VÓS
CRUCIFICASTES, E A QUEM DEUS RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS, SIM, EM SEU
NOME É QUE ESTE ESTÁ CURADO PERANTE VÓS. 11 ESTE JESUS É PEDRA
REJEITADA POR VÓS, OS CONSTRUTORES, A QUAL SE TORNOU A PEDRA ANGULAR.
Está vendo onde é que está a ênfase? Vós o crucificastes. Deus o r e s s u
s c i t o u. Olhe o cap. 5:30. 30 O DEUS DE NOSSOS PAIS RESSUSCITOU A JESUS,
A QUEM VÓS MATASTES, PENDURANDO-O NUM MADEIRO. O Deus de nossos pais
ressuscitou a Jesus. No versículo 32 ele diz: 32 ORA, NÓS SOMOS
TESTEMUNHAS DESTES FATOS, ou seja, história. Fatos históricos. Não são
pessoas alucinadas, nem confusas. Nós somos testemunhas desses fatos. No
cap. 10, último texto que eu vou citar para terminarmos, e são muitos mais
irmãos. Só exemplos. Pedro vai lá na casa de Cornélio e Pedro, apesar de um
homem de Deus, era um homem de Deus, judeu. Judeu, é sempre judeu.
Então quando Pedro vai na casa de Cornélio, ele vai pregar para Cornélio a
mensagem da salvação. Ele tem reticências quando ele vai pregar para
Cornélio. Se você ler a pregação de Pedro. Olhe o cap. 10:34. Pedro tem uma
visão daquele lençol que desce, cheio de animais imundos, o Senhor queria
mostrar para ele que o Evangelho não era só para judeus, mas é para aquele
que o judeu considerava imundo. Não é isso? O Senhor falou com ele: Pedro,
mata e come. Pedro mata e come. Três vezes. Aquele lençol, mostrando que o
Evangelho é para os gentios também. Pedro já tinha tido a visão, a explicação
da visão, tudo isso, e ainda assim, Pedro era um judeu. Ele tinha reticências.
Então quando ele foi pregar, olhem lá no verso 34 do cap. 10. Pedro chega na
casa de Cornélio, uma pessoa vai lá buscá-lo, orientada por uma visão de
Deus, uma coisa tremenda, mas ainda Pedro tem reticências. Ele começa a
pregar para Cornélio e diz assim: então falou Pedro dizendo. É como se Pedro
dissesse assim: bem. Já que eu estou aqui em uma casa que eu nunca estaria
porque é uma casa gentia, uma casa imunda, mas já que Deus me trouxe aqui
eu reconheço que Deus não faz acepção de pessoas. Desde todos os tempos,
aquele que faz o que agrada a Ele é aceitável. Então você vê que ele menciona
acepção de pessoas, está se referindo a Cornélio. Depois ele continua no
versículo 36. 36 ESTA É A PALAVRA QUE DEUS ENVIOU AOS FILHOS DE ISRAEL
(mas Cornélio não era um filho de Israel. Mas que Pedro. Como é que ele
prega um Evangelho desses? O que é que ele foi fazer na casa de Cornélio.
Pregar judaísmo? Ou pregar o Evangelho? Não é? Você vê irmão, quão forte
é uma formação cultural? Então olhem. A palavra de Deus Ele enviou para
os filhos de Israel. Então Cornélio, fique esperto aí, porque não é tudo para
você não. Quem sabe você vai ter parte em uma migalhinha? Como um
cachorrinho que come migalhas que caem da mesa. Não é? Então ele diz que
essa palavra é para os filhos de Israel), ANUNCIANDO-LHES O EVANGELHO DA
PAZ, POR MEIO DE JESUS CRISTO. Este é o Senhor de todos. No verso 37 ele vai
dar outra derrapada. Ele diz assim 37 VÓS CONHECEIS A PALAVRA QUE SE
DIVULGOU POR TODA A JUDÉIA, TENDO COMEÇADO DESDE A GALILÉIA (Cornélio
não tem nada com isso. Cornélio não era da Judéia, não era da Galiléia. Então
ele está dizendo que eles, os judeus, são especiais, e Pedro vai pregando),
depois do batismo que João pregou, 38 COMO DEUS UNGIU A JESUS DE NAZARÉ
COM O ESPÍRITO SANTO E COM PODER, O QUAL ANDOU POR TODA PARTE,
FAZENDO O BEM E CURANDO A TODOS OS OPRIMIDOS DO DIABO, PORQUE DEUS
ERA COM ELE; No versículo 39 ele dá de novo a Quarta derrapada na
mensagem dele. 39 E NÓS SOMOS TESTEMUNHAS DE TUDO O QUE ELE FEZ
(aonde?) NA TERRA DOS JUDEUS (Ele veio na terra dos judeus, e Cornélio, você
não é judeu. Você está fora da aliança. Ele fez isso na terra dos judeus e em
Jerusalém) Ele continua pregando. Quando chega no verso 40 ele diz assim:
A esse Jesus Deus ressuscitou. Agora ele chegou na coisa importante. Antes
ele só derrapou. Não é? E quando ele vai falar da ressurreição, se você lê a
sequência do texto, eu quero encerrar, você vai ver que o Espírito Santo, pela
única vez, na história bíblica pelo menos, ele interrompe a mensagem do
pregador, porque Pedro já tinha derrapado demais. Então agora o Espírito
Santo interrompe a Pedro, Ele corta a mensagem no meio. “Pedro fique
quieto. Chega já. Você já pregou o suficiente que Eu morri e que Eu
ressuscitei.” Então Ele derramou o seu Espírito na casa de Cornélio. Não é?
Esse Senhor ressuscitado, quando Pedro falou sobre a ressurreição. Veja aí.
Então o Espírito Santo vem e interrompe a pregação, e o Espírito é derramado.
Então Pedro não sabe o que é que faz. Ele já tem o Espírito Santo, como é que
nós vamos negar a água? A água é só uma figura do Espírito Santo. Nós não
precisamos batizar essas pessoas com água, porque eles receberam o Espírito
Santo. Ele já tem a realidade. Como é que nós vamos negar o símbolo? Leia o
texto que você vai ver. Eles foram então batizados com água. Agora irmão.
Quando foi que o Espírito Santo foi derramado na casa de Cornélio? Quando
Pedro pregou a ressurreição. Que Ele não só passou pela terra dos judeus,
ensinou, curou fez isso o aquilo, foi um varão acreditado diante de Deus, mas
que Deus o ressuscitou. Não é? Então os irmãos vejam a ênfase, o cerne da
pregação apostólica aí no livro de Atos. Se você ler o livro de Atos, cada vez
vai ficar mais evidente. A ressurreição é O cerne do Evangelho. “O”. Com
letra maiúscula. Dele depende a nossa justificação e dele depende a habitação
do Espírito Santo em nós. Então irmão nós pregamos e confessamos o Senhor
que ressuscitou. Nós cremos no Senhor vivo, entronizado à destra de Deus.
Temos comunhão pessoal direta com Ele por meio do seu Espírito que foi
dado a nós. Então esse é o alicerce mais importante no que concerne a nós, á
nossa confissão como igreja, como corpo de Cristo. Nas próximas reuniões
nós vamos explorar um pouquinho mais desse conteúdo teológico desse
alicerce e depois vamos entrar nos fatos históricos. O Senhor nos ajude.
Amém. Vamos orar.

Pai. Nós te pedimos que o Senhor mesmo venha trazer para o nosso
coração o devido valor, o devido peso, desse fato eterno da ressurreição do
Teu filho. Obrigado porque nós somos participante, pela fé, desse fato: nós
ressuscitamos com Ele. Nós estamos sentados nos lugares celestiais, em
Cristo. Obrigado porque o Senhor repartiu conosco a sua vida ressurrecta e
nós temos comunhão. O Senhor nos deu vida, estando nós mortos em delitos e
pecados. Pedimos ao Senhor que venha clarear a nossa visão, e clarear o nosso
entendimento a respeito da Tua ressurreição para que nós possamos ter
verdadeira ousadia na nossa confissão a respeito de Ti e uma viva esperança
que se baseia na Sua ressurreição. Assim como o Senhor ressuscitou, os
nossos corpos serão transformados e os mortos em Cristo ressuscitarão para
comunhão e gozo da Sua presença. Senhor, nossa esperança em Ti não se
limita a essa vida. Nós somos os mais felizes de todos os homens e nós
agradecemos a Ti em nome de Jesus. Amém.
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO
Ressurreição – II
Romeu Bornelli

Vamos abrir nossas Bíblias no livro de Romanos no cap. 4. Vamos ler


novamente o texto que nós usamos na reunião anterior. Vamos ler a partir do
verso 23 ¶ E NÃO SOMENTE POR CAUSA DELE (Abraão) ESTÁ ESCRITO QUE LHE
FOI LEVADO EM CONTA, 24 MAS TAMBÉM POR NOSSA CAUSA, POSTO QUE A NÓS
IGUALMENTE NOS SERÁ IMPUTADO, A SABER, A NÓS QUE CREMOS NAQUELE QUE
RESSUSCITOU DENTRE OS MORTOS A JESUS, NOSSO SENHOR, 25 O QUAL FOI
ENTREGUE POR CAUSA DAS NOSSAS TRANSGRESSÕES E RESSUSCITOU POR CAUSA
DA NOSSA JUSTIFICAÇÃO. 1 ¶ JUSTIFICADOS, POIS, MEDIANTE A FÉ, TEMOS PAZ
COM DEUS POR MEIO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
Irmãos, na reunião anterior, nós fizemos um pequeno preâmbulo desse
assunto da Ressurreição, um dos grandes e profundos alicerces da nossa
confissão cristã. Falamos para os irmãos nós estarmos claros em relação a
isso, e a importância de nós termos aqueles que sustentam como igreja
(coluna), e aqueles que proclamam como baluartes esse depósito que o Senhor
deu, concedeu, como um pacote, um grande pacote espiritual para que sua
igreja pudesse então sustentar e proclamar.
São verdades realmente essenciais irmãos. Se nós perdermos esse cerne
da nossa confissão cristã, esse cerne da revelação bíblica, nós podemos nos
distrair na vida cristã, com coisas que tem o seu lugar, tem a sua importância,
tem o seu significado, mas que são inferiores àquilo que é essencial, ao que é
central. Eu penso que nós temos muita necessidade, como igreja em geral,
de estarmos sondando se nossas vidas estão realmente fundamentadas nesses
alicerces.
Irmãos, tudo o que deriva da nossa vida cristã prática, é resultado
desses profundos alicerces. Nós não podemos verdadeiramente, citando um
exemplo para os irmãos compreenderem, ter paz na vida cristã sem a
compreensão desses alicerces. Por exemplo a ressurreição, como um deles.
Talvez especificamente a ressurreição, porque veja que o texto que acabamos
de ler, mostra que a ressurreição é a garantia da nossa justificação, porque o
verso 25, último verso do capítulo 4 do livro de Romanos, diz que Jesus foi
entregue por causa de nossas transgressões, as nossas transgressões requeriam
a sua morte, na verdade Deus, por causa de nossas transgressões requeria a
sua própria entrega na pessoa do seu Filho. A justiça de Deus precisava ser
satisfeita, vindicada. Então o texto diz que Ele foi entregue por causa de
nossas transgressões, e prossegue dizendo que ele não só foi entregue por
causa de nossas transgressões, mas ressuscitou, senão essa parte primeira não
teria nenhum valor. Mesmo que o Senhor tivesse um desejo como homem, de
se entregar pelas nossas transgressões mas fosse retido pela morte, nós
teríamos um túmulo cheio, lá em Jerusalém com aqueles ossos corrompidos
do Senhor, onde quem sabe alguns cristãos iriam algumas vezes por ano
saudar aquele que eles consideram seu mestre, mas foi vencido pela morte a
dois mil anos atrás. Nós estaríamos nos igualando aos muçulmanos, aos
budistas, aos hinduístas, mas nós já sabemos que a fé cristã ela é
absolutamente suprema e por causa do que ela é suprema? Porque em
Jerusalém nós temos um túmulo vazio, porque o Senhor ressuscitou. Lembra a
voz, a palavra daquele anjo sobre aquela pedra revolvida da porta do túmulo
àquelas mulheres que foram lá? Lembram do que aquele anjo disse a elas?
(Lucas 24:5 )“Por que buscai entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui.
Ressuscitou como havia dito”. Então irmãos, que sólido fundamento para a
nossa paz. Nós não somos adoradores de mortos. Nós somos adorares do
Senhor Jesus, Aquele que vive e reina eternamente. Então veja que a
conseqüência imediata de Paulo no cap. 5 de Romanos é essa. Você percebeu
a relação? A reunião anterior nós não entramos até aí. Hoje nós vamos então
prosseguir. O que é que ele poderia dizer senão o que ele disse, aqui no cap.
5:1? Se ele foi entregue por causa de nossas transgressões, é o último verso
do cap. 4, Ele ressuscitou por causa de nossa justificação, então
conseqüência: Justificados pois. Olhem o “pois” aí. Conseqüência.
Justificados então. 1 ¶ JUSTIFICADOS, POIS, MEDIANTE A FÉ, TEMOS PAZ. Está
vendo como essas questões não são realmente ou puramente acadêmicas,
teológicas, doutrinárias. De jeito nenhum.
Irmãos. Quanta tolice tem havido no meio da igreja, quando pessoas
dizem que não carecem de doutrina, carecem de prática, carecem de vida.
Doutrina e prática, doutrina e vida são inseparáveis. Quando não temos uma
compreensão clara da doutrina cristã, nossa vida não acompanha, nossa vida
não reflete nada, porque esse entendimento, essa visão, ela não é tudo, mas ela
é sim, o princípio de tudo. Sempre. Onde não há visão o povo se corrompe.
Salomão já disse em Provérbios (Provérbios 29:18 Não havendo profecia, o
povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz.) O povo fica sem
controle. Não há nada que governe a sua vida. Nada pode governar a sua vida:
religião, um bom entendimento moral sobre a vida, filosófico. Nada disso tem
valor nenhum. Somos governados por aquilo que cremos realmente, de todo o
coração, e que é verdade. Quando nós cremos em coisas por mais eloqüentes
que pareçam ser mas que não tem conteúdo, nossa vida vai ser sem conteúdo.
Por isso tem pessoas que pregam filosofias, humanamente falando tão
elevadas e vivem tão mal. Não é assim? Crêem em coisas, na cabeça deles
tão elevadas, tão místicas, mas vivem tão mal, na sua vida doméstica, sua
vida do lar, sua relação com filhos. Casamentos desfeitos, vidas destruídas,
escravos de pecados, de vícios, não é? Porque não crêem na verdade. Crêem
em idéias e conceitos. Então os irmãos vejam o quanto é importante essa
nossa visão da verdade, no singular. E o que nós temos visto, afinal de
contas, são diversos aspectos dessa verdade, que a bíblia chama de bom
depósito, de sã doutrina, na palavra que ele fala a Timóteo, que Ele depositou
na igreja. Judas chama de “ a fé “ que de uma vez por todas foi entregue aos
santos.
Esse quinto alicerce então, que nós estamos estudando ele é um
profundo fundamento. Dele derivam muitas coisas, e nós estaremos gastando
o tempo de hoje em torno de alguma dessas coisas, que derivam da
ressurreição do Senhor. Se o Senhor permitir hoje nós vamos encerrar a parte
teológica, doutrinária, ligada à ressurreição e a partir de Domingo nós vamos
falar aquele outro plano que abordei aqui: os fatos históricos da ressurreição
do Senhor Jesus. Vamos abrir os evangelhos e vamos examinar o significado
daquele selo romano, daquela guarda romana, daquela pedra revolvida, etc.
Fatos históricos, concretos, sobre grandiosa verdade que deixou até mesmo os
inimigos do Senhor sem saber o que fazer, ou o que responder. Impossível
que eles pudessem negar essa ressurreição, com fatos tão absolutos. Única
coisa que aqueles sacerdotes, ou na verdade o sumo sacerdote pôde fazer, o
líder religioso da nação judaica daquele tempo foi dar dinheiro para subornar
guardas. “Vamos mentir para o povo, é a única solução. Vamos mentir para o
povo”. E ele ofereceu dinheiro então, subornando os guardas para dizer que
eles dormiram, e enquanto eles dormiam o corpo foi roubado. Tão evidente
foi a ressurreição do Senhor. Eu penso que de uma importância imensa para
nós podermos abrirmos os Evangelhos e vermos porquê a evidência é tão
grande. Saiba irmão que você não é um “bobinho” quando você fala sobre a
ressurreição. Saiba que você é um leão, que você está confessando fatos
históricos absolutos, que ninguém pôde negar. É a história: O Senhor Jesus
venceu a morte, dentro do tempo. Não uma ressurreição mística, incorpórea,
como alguns diziam naquele tempo, uma ressurreição espiritual, entre aspas.
O que é que eles diziam com isso? Eles queriam dizer que a ressurreição era
mística, era espiritual, mas o corpo estava lá. Não. Nada disso. O Senhor
ressuscitou fisicamente, dentro da história e do tempo, de tal forma que
ninguém pôde negar, até mesmo aquele líder religioso da nação judaica teve
de usar de suborno para que os guardas mentissem a respeito desse tremendo
fato. Você acha que esse fato então é uma coisa a toa? Maomé está no seu
túmulo; Buda também está no seu túmulo, e os líderes dos hindus também
estão. Um após outro, mas o nosso Senhor não está no túmulo. Ele venceu a
morte, está entronizado e tem um nome que está acima de todo nome, porque
como homem Ele venceu a morte, como Deus-Homem. Exatamente como Ele
morreu. Deus-Homem. Exatamente dessa forma Ele ressuscitou. Então nós
iremos, a partir da próxima reunião, examinarmos fatos, e os irmãos vão ver
que coisas maravilhosas. O Espírito Santo fez questão de deixar os fatos
claros na Bíblia; Ele fez questão de montar a cena de forma historicamente
perfeita. Os irmãos vão ver como Ele usa palavras em Mateus, Marcos, Lucas
e João, fazendo um progresso na visão da ressurreição, em alguns assuntos. Os
irmãos vão ver que Ele vai acrescentando coisa com as coisas, coisa com as
coisas, para que ficasse bem evidente, em todos os níveis, como eu falei na
reunião anterior: nível histórico, no nível arqueológico; no nível das pesquisas
chamadas epigráficas, inscrições antigas. Tudo. Homens que não conhecem a
Cristo, não são cristãos, não confessam a Jesus como seu Salvador e como
Senhor e ainda assim, eles declaram que o túmulo, em Jerusalém, realmente,
estava vazio. Só que isso para eles não tem significado. Não é? Porque eles
não crêem no Senhor. Nós não nos tornamos cristãos porque entendemos que
aquele túmulo estava vazio. Nós nos tornamos cristãos porque o Senhor
alcançou o nosso coração. A sua palavra desceu até nós e gerou vida em nós
que estávamos mortos, e nós passamos a ter comunhão com ele. Isso é o que
nos tornou cristãos. Agora, os fatos que isso envolvem não são menos
importantes. São muito importantes. Então a gente vai ver, mais para frente, a
partir da próxima reunião essas questões.
Hoje, para que a gente complete essa idéia, e claro irmão, de forma
muito resumida, mas precisa ser assim para que nós possamos cumprir esse
panorama desses oito alicerces. Então na reunião anterior, nós falamos
primeiro, de forma bem geral, sobre esse conteúdo teológico, e sobre esse
conteúdo histórico. Eu toquei um pouquinho com os irmãos, fazendo um
panorama. Hoje a gente vai ficar exclusivamente com a questão teológica,
com a questão doutrinária. Vamos abrir alguns textos na Bíblia, para mostrar
nos significa da ressurreição de Cristo no que concerne a nós. O que isso
implica para nós? Já estamos diante do primeiro texto. “Ele foi entregue por
causa de nossas transgressões”. E a primeira conseqüência da ressurreição de
Cristo está aí nesse texto: “ressuscitou por causa da nossa justificação”. Então
foi aí que nós terminamos na reunião anterior. Você crê que Jesus
ressuscitou? À medida em que formos tocando em fatos históricos a sua fé
vai robustecer mais ainda. Não é? Você vai ter uma convicção talvez mais
aprofundada a respeito disso. Mas se você é um cristão, você crê, porque se
não, você não é um cristão. Se você realmente se converteu ao Senhor, foi
convertido por Ele, foi gerado de novo pela palavra do Evangelho no seu
coração e tem comunhão com Ele, você sabe que tem comunhão com o
Senhor vivo, e não com o Senhor morto. Então você crê que Jesus
ressuscitou, porque você é um cristão. Então nós falamos isso na reunião
anterior, seguindo esse texto, Romanos 4:25. Você precisa crer em igual
medida que você está justificado por Ele, porque é o que o texto diz: “Ele
ressuscitou para” preste atenção no “para”, ou por causa, como diz aí
algumas traduções. Fala de um propósito. Ele ressuscitou para que? Tem uma
causa. Qual que é o por causa? Por causa da nossa justificação. Jesus não
ressuscitou apenas para que Deus ficasse satisfeito com aquele sacrifício.
Esse é um ponto. Deus ficou satisfeito, pois o sacrifício foi perfeito. Ele
ressuscitou também por causa da nossa justificação, porque esse motivo estava
no coração do Pai. O grão de trigo caiu em terra e morreu para que? Para que
produzisse muito fruto. Não é assim? Então Ele ressuscitou por causa da
nossa justificação. Nunca perca essa relação.
Então vamos voltar, prosseguindo hoje de onde terminamos na reunião
passada. Você só pode ter paz se você crer que Jesus ressuscitou. E você só
pode ter segurança da sua justificação feita por Ele e Nele se você crê que o
sacrifício Dele foi totalmente agradável a Deus Pai. E você precisa crer que o
sacrifício Dele foi totalmente agradável a Deus o Pai sabe por que? Porque se
não fosse Ele não teria ressuscitado. Você compreendeu isso também na
reunião anterior? Se Jesus tivesse pecado em qualquer sentido que fosse, na
mente, no coração, nas intenções, na motivação, não importa que em nível, se
Jesus tivesse sido tocado pelo pecado em qualquer nível, o que é que ia
acontecer com Ele? A morte iria segurá-lo. Porque a morte segura tudo o
que tem pecado, porque o salário da morte é o pecado, é o pagamento. Quem
peca, morre. O salário do pecado é a morte, não é? Por isso é que nós
morremos. Mas o Senhor Jesus venceu a morte por que? Porque não tem
pecado. Em todas as coisas Ele se tornou semelhante aos irmãos, não é assim
que Hebreus fala? Exceto com relação ao pecado. Em todas as coisas Ele se
fez homem. Homem como nós, de carne, sangue, ossos, assumiu a natureza
humana, mas sem pecado. O autor de Hebreus faz questão de deixar isso
claro, porque se ele tivesse pecado o seu sacrifício não teria nenhum valor
para a justificação, porque Ele é mais um pecador no meio dos pecadores.
Não é certo isso? Então vamos ver a importância agora, entrelaçar isso tudo.
Por que é que você duvida da sua justificação? Por que é que acha que precisa
fazer obras para Deus te aceitar, te receber? Isso é uma afronta ao sacrifício
de Cristo. Se você crê de todo o coração no Senhor, sabe que Ele te
regenerou, sua vida tem mostrado isso como eu falei na reunião anterior. Isso
não pode ser perdido de vista também, esse Senhor que é agora o seu
Salvador, tem evidenciado frutos em você. Você pensa diferente, age
diferente, fala diferente, não é? Sua maneira de viver mudou, você tem outras
convicções, outras atitudes, outros relacionamentos, a cruz fez trabalho na sua
vida, cortou o que te que ser cortado. Isso é muito importante, se não, você
pode estar se iludindo. Você vai estar aqui sentado no meio dos santos, e na
hora que o Senhor vier você vai para o inferno, se você não creu no Senhor
Jesus, porque reunião não salva ninguém e nem tempo de reunião. Então
se Jesus é o seu Salvador, se você creu Nele, de todo o seu coração – com o
coração é que se crê para justiça, ou para justificação - é o que Paulo fala
em Romanos 10 - e com a boca se confessa. Confessa o quê? Que Jesus
Cristo é o Senhor. Se confessa para salvação. Não é assim que Paulo fala em
Romanos 10? Então irmão, se você crê que Deus ressuscitou Jesus dentre os
mortos com a mesma intensidade como Ele fez, você tem que crer, que você
está justificado, se não, você está ofendendo a obra de Cristo. A obra de
Cristo foi suficiente? A obra de Cristo teve algum problema nela? Será que
teve? SE tivesse o Pai não teria ressuscitado a Cristo. Não teve nenhum
problema. A ressurreição meu irmão, guarda isso, a ressurreição é um aval de
que o sacrifício de Cristo foi perfeito, porque se não fosse perfeito Ele não
ressuscitaria, por causa do pecado Dele. Você vê irmão? Se Ele ressuscitou,
nós estamos justificados, se cremos Nele. Então não ligue à sua justificação
nada que você possa fazer ou não fazer, porque não depende de você.
Dependeu Dele, e agora se você entregou totalmente, confiadamente, o seu
coração a Ele, você está justificado. Conseqüência: Romanos 5:1
JUSTIFICADOS, POIS(conseqüência. Mas não é só isso. Tem mais uma
frasezinha aí), MEDIANTE A FÉ(o que é que significa fé? União. Eu creio Nele,
eu lancei meu coração a Ele, aos cuidados Dele. A Ele eu confesso somente
como Senhor. Somente a Ele como Salvador. Somente confio Nele. Então
mediante a fé, quer dizer, tem algo da minha parte que é gerado por Deus mas
que passa por mim, ou seja, eu me entrego. Isso é fé. Eu confio em outro que
não sou eu. Não é? Confio em quem? No Senhor Jesus.) Então
Justificados, pois, mediante a fé(que é essa nossa união pessoal - ninguém
pode crer por você – só você pode crer) Por isso nós não consideramos
adequado o batismo infantil, porque o batismo infantil não é uma fé exercida
pela criança, porque a criança não pode ter fé. É uma fé exercida pelo pai
dela, mas a fé do pai dela não salva ela. Não é? É por isso que nós cremos
que o batismo deve ser professado pela pessoa então, quando ela tem a sua
experiência de conversão, porque fé significa que eu me lancei, me entreguei,
eu confiei, e uma criança não pensa em nada, não confia em nada. Ele está
passando pelo batismo por causa do pai dele que levou ele a isso. Você vê
como uma coisa está ligada a outra? Justificados pois. Justificados por que?
Porque Jesus ressuscitou. Ressuscitou. Esse é o primeiro ponto. Ele
ressuscitou por causa da nossa justificação. Agora nós estamos justificados
porque cremos. Cremos Nele, na sua ressurreição. Confiamos Nele. E agora
então que nós cremos, nós temos mais uma coisa. Paz. Olhem a sequência
então. Ressuscitado, justificados, fé, paz. É nessa ordem. Romanos 5:1
Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso
Senhor Jesus Cristo. Está vendo? Então a nossa paz depende totalmente da
ressurreição de Cristo. Pela sua ressurreição, somos justificados pela fé, e
temos paz com Deus.
Você vê quão importante é esse assunto? Você nunca vai ter paz na sua
consciência, a não ser que você creia em Jesus como seu único e suficiente
salvador. Primeiro resultado importante. E que resultado.
Vamos ler um texto paralelo a esse para esclarecer um pouquinho mais
essa questão de paz. Olhe como vai se abrir mais um pouquinho. Vamos lá
para 1ª Epístola de Pedro. Abra por favor no cap. 3, vamos ler versículos 21 e
22. Olhe a correlação deste escrito de Pedro com aquele de Paulo lá em
Romanos. Para você entender esse “a qual” aqui você tem que entender o
contexto. Esse “a qual” aqui, está falando daquele julgamento de Deus, através
do dilúvio, no Velho Testamento, na época de Noé, ele julgou a terra com as
águas do dilúvio, e então Pedro está usando este argumento dizendo que isto
tipificava o batismo. Então ele diz assim, terminando o verso 20 dizendo
assim: “FORAM SALVOS, ATRAVÉS DA ÁGUA,”. A água do batismo não tem
poder regenerador. Essa é uma doutrina enganosa. Nós cristão não cremos na
regeneração batismal. O batismo não regenera ninguém. É só água. Nós
somos regenerados é pela fé em Cristo. O batismo apenas tipifica isso. É
isso que Pedro está falando. Então ele diz assim: Salvos através da água 1ª
Pedro 3: 21 ¶ A QUAL (água), FIGURANDO O BATISMO, AGORA TAMBÉM VOS
SALVA(nossa! Mas o que é que será que ele está querendo dizer? Vamos
deixar ele interpretar a figura inteira. Ele está falando da salvação, que a água
do batismo testemunha, como eu já coloquei aqui, a água do batismo
testemunha que nós somos salvos, ou seja, essa água espiritualmente falando
é a ação da palavra de Deus em nós. A palavra de Deus é essa água que
regenerou o nosso espírito. Então ele diz assim: a qual, figurando o batismo,
agora também nos salva, (preste atenção agora), não sendo a remoção da
imundícia da carne(ou corpo, no sentido aqui. Ele está dizendo que o batismo
não é igual lá no Velho Testamento, onde se aplicava a água para as lavagens
cerimoniais. Havia todo um rigor cerimonial nas ordenanças do Velho
Testamento. Por exemplo, um sacerdote que tocasse um corpo morto, ele
deveria ser lavado todinho, porque aquela morte literal, no Velho Testamento,
era uma figura da morte espiritual e então o sacerdote não deveria tocar aquela
morte. Toda aquela simbologia, e então Pedro está dizendo que agora, na
Nova aliança, não é essa a simbologia. Não é uma água que nos salva
removendo a imundícia da carne, ou seja, não é um banho. Não é um banho
comum. E o que é que é então o batismo? O que é que ele tipifica? Vamos
deixar a palavra explicar), MAS A INDAGAÇÃO (agora sim, o sentido do
batismo, da água, sentido espiritual) DE UMA BOA CONSCIÊNCIA PARA COM
DEUS, POR MEIO DA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO;(agora leia o versículo de
novo, com cuidado para você entender o que ele está falando. Está dizendo
que o batismo com água, é uma figura, um símbolo externo, que tem uma
realidade espiritual que é a seguinte: Cristo ressuscitou e, por causa do poder
da sua ressurreição, do significado da sua ressurreição, porque a sua
ressurreição significou justificação para nós, a nossa consciência agora não é
mais culpada. A nossa consciência agora, não é mais má. A nossa
consciência agora não é mais tirana. Os irmãos sabem, todos sabem, se já
converteram, já nasceram de novo, todos aqui que já nasceram de novo, que
conhecem o Senhor Jesus sabem que a consciência é um tirano natural. Só que
ele é um tirano de Deus. A bíblia ensina isso. Todo homem, não importa se ele
foi nascido no meio da selva, ele nunca ouviu falar do Evangelho, isso não te
importância nenhuma, ele nasceu com consciência. Todo homem tem
consciência e essa consciência vai acusá-lo o tempo todo que ele vive uma
vida alienada de Deus. É isso que ensina Paulo em Romanos 2, dizendo que há
um testemunho, finalzinho de Romanos 2, se você quiser conferir, há um
testemunho na nossa consciência, que é equivalente ao testemunho da Lei que
Deus deu: Não matarás, não adulterarás, não cobiçaras, não dirás falso
testemunho - aquele testemunho da lei está na consciência de todo homem.
Ninguém quando deixa de fazer isso acha que está certo. Ninguém. Não há
uma pessoa, quer conheça o Senhor quer não conheça, que mate e ache que
está certo matar. Só se ele for louco. Mas, se ele não for louco, ele sabe que
matar está errado. Então há um testemunho natural, na consciência do homem,
que é um reflexo na consciência dele, da lei de Deus. Por isso a consciência é
um tirano. É um tirano de Deus, dizendo assim: você falha, você não
consegue, você não pode, você nunca vai ser bom, você nunca vai acertar,
você nunca vai chegar a lugar nenhum. Todo homem nasce assim. A tirania da
sua própria consciência por causa do seu pecado. O pecado nos alienou de
Deus. Então esse texto está ensinando que quando nós cremos no Senhor
Jesus, por causa da plenitude do significado desse sacrifício que ele fez na
cruz, os nossos pecados, essa nossa alienação, culpa, acusação, foi de tal
forma tratada na pessoa Dele na cruz, que quando Ele ressuscitou, isso foi
uma indagação, uma reivindicação, de uma boa consciência para com Deus.
Coisa importante isso, não é? Hoje irmão, você como cristão, se você peca,
sua consciência ti acusa e se você confessa o seu pecado, a palavra diz(1 João
1:9), o Senhor é fiel e justo, Ele nunca vai te negar o perdão,
Ele é fiel e justo para te perdoar os pecados e te purificar. E você pode
encontrar paz Nele e encontra na sua consciência, se você vive uma vida
honesta com Ele, de confissão, andando na luz. Por que é assim? Porque nós
já tivemos a indagação de uma boa consciência para com Deus mediante a
ressurreição do Senhor Jesus. Nós já cremos Nele e então nós andamos em
boa consciência. Por isso que a Bíblia fala tanto para preservarmos essa boa
consciência. Ela é como uma diretriz na nossa vida. “Olhe. Vá por aqui. Fale
assim. Não fale assim. Entra nesse relacionamento aqui. Sai desse
relacionamento aqui. Evite esse caminho aqui. Ande por aquele caminho ali”.
Nossa consciência vai nos dirigindo. E quando nós sentimos então que
ofendemos o Espirito Santo do Senhor que habita em nós, nós sabemos que
isso aconteceu, porque Ele fala na nossa consciência e nos trás de volta. Isso
só acontece com o cristão. Não acontece com o ímpio. O outro só tem a
tirania da consciência: “você é mau, você não pode; você é escravo de si
mesmo”. Ele mal consegue dormir. Essa é a vida do ímpio, uma vida sem
paz. Então, os irmãos vejam esse texto, mais uma aplicação prática da
ressurreição de Cristo: ressurreição de Cristo ela indagou uma boa
consciência para com Deus. Por que? Porque o sangue de Cristo foi suficiente
para purificação completa das nossas consciências. Querem ver um versículo
que ajuda mais um pouquinho nessa questão? Abra lá em Hebreus, por favor.
Hebreus cap. 9:11 Olha que lindo texto sobre esse mesmo assunto. Nos
versículos de 1 a 10, ele está falando do Velho Testamento, como eu coloquei
aqui. A Velha aliança, o animalzinho, o sangue do animal que ia lá quando o
judeu pecava. Levava o animal no lugar dele, mostrando a simbologia de 1 a
10. Agora, a partir do verso 11, ele começa a mostrar a realidade que Cristo
cumpriu. Olhem lá o que ele fala. Hebreus 9:11 QUANDO, PORÉM, VEIO
CRISTO(lá atrás era touro, bodes, cordeirinhos, animais, as figuras, símbolos.)
como sumo sacerdote dos bens já realizados(o sentido é bens que tem
realidade, que significa que aquelas coisas da lei era sombras, figuras, tipo,
mas o Senhor Jesus veio como Sumo Sacerdote dos bens que tem realidade.
Ele é o cordeiro real. Ele se ofereceu por homens reais, diante de um Deus
real, o Deus Pai. Então Ele é o Sumo Sacerdote dos bens que tem realidade),
MEDIANTE O MAIOR E MAIS PERFEITO TABERNÁCULO(no Velho testamento, era
um tabernáculo de pele de animal, onde o sacerdote entrava, mas Jesus não
veio para ser sacerdote desse tabernáculo. Ele não era nem descendente de
Levi!!! Não tinha o direito de entrar lá. Ele é Sumo Sacerdote do Tabernáculo
Celestial, que significa aqui em Hebreus, habitação de Deus. Olhem que coisa
tremenda esse versículo. Então diz que Ele é o Sumo Sacerdote que veio
mediante o maior e mais perfeito Tabernáculo, olhem aí, que não é feito por
mãos. Não é de Moisés, não desta criação. Está falando de Tabernáculo de
Deus, Celestial. Habitação de Deus. NÃO POR MEIO DE SANGUE DE BODES, DE
BEZERROS, MAS PELO SEU PRÓPRIO SANGUE. Ele entrou nos Santos dos Santos.
Agora, me diga uma coisa. Esse versículo está falando de um morto ou de um
vivo? Ele está falando das duas coisas, não é? Especificamente o Senhor
como vivo, como ressuscitado. Está falando do sangue, falando da morte, mas
não tem nenhum morto aqui, porque ele está dizendo que pelo seu sangue Ele
entrou. Então Ele está vivo. Então Ele ressuscitou. Se Ele tivesse no túmulo
Ele não teria entrado em lugar nenhum. Não é? Ele estaria tragado pela
morte, mas no texto está dizendo que Ele entrou no Tabernáculo Celestial,
com o seu próprio sangue. Você entende a linguagem? Está dizendo que
quando Jesus ressuscitou, o que é que Ele apresentou a Deus? O que é que
Ele apresentou? Ele apresentou a eficácia do seu sacrifício, não é? Do seu
sangue derramado. Quando Ele ressuscitou, apareceram aquelas mulheres na
porta do sepulcro, você lembra que Maria Madalena agarrou ali aos pés Dele?
Ela não queria deixar Ele ir embora? Não é? Ela amava ao Senhor, e o
Senhor havia repreendido e expulsado, segundo a palavra, sete demônios da
vida de Maria Madalena, mulher escravizada. Ela amava o Senhor e quando
ela reconheceu o Senhor ressuscitado, ali no jardim do túmulo, ela agarrou os
pés Dele. E ele falou assim: (João 20:17). “Mulher. Não me detenha”.
Lembra? “Porque eu ainda não subi para o Meu Pai”. Mas agora Ele usa uma
expressão que Ele nunca tinha usado antes da morte Dele, porque antes não
tinha lidado com o pecado, com o nosso pecado. Ele não podia usar, mas
agora Ele usa. Ele diz assim: MAS VAI TER COM OS MEUS IRMÃOS. Ele chamou
de servos, de amigos, de um monte de coisa antes, mas nunca de irmãos.
Agora ressuscitado ele chama os discípulos de irmãos, porque agora o
unigênito é o primogênito, entre muitos irmãos. Então Ele diz: João 20:17
RECOMENDOU-LHE JESUS: NÃO ME DETENHAS; PORQUE AINDA NÃO SUBI PARA
MEU PAI, MAS VAI TER COM OS MEUS IRMÃOS E DIZE-LHES: SUBO PARA MEU PAI
E VOSSO PAI, PARA MEU DEUS E VOSSO DEUS. Agora então aquela relação que
era exclusiva do Pai eterno com o Filho eterno, ela agora é uma relação
repartida conosco. Nós fomos incluídos nessa relação. Como? Porque Ele
subiu para o seu Pai, porque os hebreus estavam mostrando qual que era o
significado disso. O que é que Ele fez? Entrou nos Santos dos Santos uma
vez por todas, versículo 12, tendo obtido uma eterna redenção. Olhe que
versículo. Então você vê que esse versículo é mais um texto que tem foco na
ressurreição, acima da morte, porque Ele entrou com o seu sangue. O que é
que o Senhor Jesus ressuscitado apresenta - não é apresentou no passado não -
é apresenta porque Ele está lá. Foi assim que o João o viu, décadas, sessenta
anos depois Dele ter ressuscitado, morrido e ressuscitado. João, quando
escreve o Apocalipse, naquela visão do trono, ele fala assim: “vi no meio do
trono um cordeiro, como que recentemente imolado”. Aquele sacrifício
fresco, novo, vivo, nunca perde o valor, porque é do Deus-Homem. Não é de
um simples homem. É do Deus-Homem, do Filho de Deus feito Homem.
Então os irmãos vejam o que é que Ele apresenta ao Pai, essa eternidade desse
sacrifício. Irmão, se isso é assim, e a nossa justificação? E a nossa paz?
Ela é tão duradoura quanto o sacrifício Dele. O sacrifício Dele não pode ser
mexido, nem a nossa salvação. O sacrifício Dele é suficiente, também a nossa
justificação. Então esse é o motivo de Paulo dizer: justificados pois pela fé,
temos paz, e o autor de Hebreus dizer - eu vou chegar lá agora, no verso 13.
Hebreus 9:13 PORTANTO, SE O SANGUE DE BODES E DE TOUROS E A CINZA DE
UMA NOVILHA, ASPERGIDOS SOBRE OS CONTAMINADOS, OS SANTIFICAM,
QUANTO À PURIFICAÇÃO DA CARNE, - aqui se refere a corpo, esse lado de fora
mesmo. Era uma lavagem, um banho cerimonial. Então o autor de Hebreus
está dizendo que agora, o verso 14 MUITO MAIS (agora não é um banho do
lado de fora não. Agora é um banho do lado de dentro.) O SANGUE DE CRISTO,
QUE, PELO ESPÍRITO ETERNO, A SI MESMO SE OFERECEU SEM MÁCULA A DEUS,
PURIFICARÁ A NOSSA (olhem o que Pedro diz lá) CONSCIÊNCIA (mesma coisa
que Pedro falou lá – indagação de uma boa consciência. Aqui diz: purificará a
nossa consciência) DE OBRAS MORTAS, PARA SERVIRMOS AO DEUS VIVO!
Nesse contexto aqui sabe o que é “obras mortas”? Tudo o que você faz
tentando ser aceitável a Deus. Isso é um lixo para Deus, porque não há nada
que possamos fazer que nos torne aceitáveis a Deus. Nós nos tornamos
aceitáveis a Deus, crendo na completa suficiência do que o Filho Dele fez na
cruz do Calvário. Só assim nos tornarmos aceitáveis. Então isso é que é obra
morta. Olhe como é forte esse termo.
Irmão não sei quantos aqui tem a verdadeira experiência do Novo Nascimento.
Eu não sou Deus, não posso dizer isso, mas você deve examinar a sua
experiência baseado nisso. A sua consciência tem paz? Você tem comunhão
com Deus como Pai? Você anda em comunhão com Ele? Essa comunhão
tem refletido na esferas práticas da sua vida? Tem mudado você? Ou será
que você está se enganando? A palavra de Deus diz que esse sacrifício de
Cristo, ele purifica a nossa consciência de obras mortas, ou seja, não tento
mais. Não é porque eu desisti e cansei - não - de tentar ser aceito e tentar
me justificar. Não. É porque eu vi o que já foi feito em Cristo Jesus. Então é
algo pelo qual você, se não está muito claro, deve orar. Só orar. Você não
pode fazer nada. Só orar. E a sua oração, claro, com as suas palavras, deve
ser segundo esse esquema, como colocado nesse texto: Senhor, se é assim, o
Senhor cumpriu todas as coisas num sacrifício pleno, suficiente, perfeito,
ressuscitou, totalmente aceitável a Deus essa oferta, prova é que Deus o
ressuscitou dentre os mortos. Então peça ao Senhor que rasgue o véu do meu
espírito, da minha mente, e que eu veja com clareza. Que o meu coração se
lance em total confiança e então o Espírito Santo, usando a palavra, tudo
Dele, é o Espírito Santo, não é você – é a palavra de Deus, não é você - vai
então mover aí no seu interior, no seu espírito, na sua consciência, e vai fazer
essa obra chamada novo nascimento. Salvação. Aí você vai passar a ter
comunhão com Deus como Pai, orar a Ele, viver com Ele, ter temor Dele.
Observá-lo dirigindo a sua vida, norteando você, destruindo o que deve ser
destruído, edificando o que deve se edificado. Isso é um cristão. Então, quão
importante é os irmãos vejam quão prática essa questão da ressurreição.
Quanta segurança nós temos por causa da ressurreição. Quanta paz. Quanto
descanso. Isso no seu leito de morte, se você souber em um momento
qualquer da sua vida, se for esse o plano de Deus para você - pode ser, por
que não? – se você for acometido de uma doença na qual você sofra em uma
cama com dores, limitado, confinado, você ainda poderá estar em completa
paz e descanso, porque você sabe que é Dele, pertence a Ele. Já esteve
irmãos aqui muitas vezes, vou repetir, a experiência daquele homem de Deus,
chamado George Cutting, um evangelista já mais idoso, quando o irmão
Watchman Nee era bem novo, e em um dos seus livros Wachman Nee cita que
visitou esse irmão no seu leito de morte, e esse irmão disse que a única coisa
que ele sabia dizer no final da sua vida já fraquinho, nos seus últimos
momentos, eram essas duas frases combinadas. Ele dizia assim: “Irmão Nee.
Eu sou Dele. Irmão Nee. Ele é meu”. Irmão. Tem melhor resumo do
Evangelho do esse? Tem melhor resumo? Precisa de alguma coisa a mais?
Eu sou Dele. Ele é meu. Se eu sou Dele, eu estou absolutamente tranqüilo. Se
Ele é eu, eu tenho absolutamente tudo. Não é? Então esse irmão resumiu a
vida cristã em duas frases: Eu sou Dele e Ele é meu. Isso é resultado de
Justificação, que foi cumprida em Cristo. Isso é vida de adorador. Nós nos
reunimos é para adorar, porque isso foi feito. Nós não estamos aqui tentando
aumentar o nosso saldo médio com Deus. “Mais uma reunião para marcar no
meu caderninho. Estou mais justificado agora. Sou mais aceito agora. Estou
mais melhorado agora.” Irmão, você nunca vai ser melhor do você é. Você e
eu somos tão ruins que não podemos ser melhorados, porque o Senhor fez não
tem nada a ver com isso. Ele colocou o nosso velho homem na cruz, e nós
estamos crucificados e acabados, e o que Ele fez em nós foi começar de novo,
um novo nascimento, um novo homem, um novo espírito, um novo coração,
uma nova mente. Tudo novo. O velho não tem jeito de ser consertado.
Aquele que é cristão conhece isso. Tudo isso é resultado da ressurreição de
Cristo. Muito prático.
Vamos ver mais alguns textos, até onde o tempo permitir. Vamos lá.
1ª Pedro, ainda, cap. 1: 3. Esse seria um texto também interessante de nós
examinarmos. Mais uma conseqüência da ressurreição de Cristo. Olhe que
lindo versículo. 3 ¶ BENDITO ( Pedro começa assim, que significa abençoado
Deus. Bendito Deus. É uma exclamação de adoração. Bendito, ou seja, bem
aventurado Deus) O DEUS E PAI DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO (Porque é que
Pedro está sempre orando tanto? Ele vai explicar aí), QUE (olhe o motivo),
segundo a sua muita (você acha que você é muito pecador? Então esse
versículo é para você. Esse versículo diz: segundo muito a sua misericórdia,
porque não somos nada. O melhor que nós fazemos é pecar, naturalmente
falando. Não agora como cristãos, mas nós temos aprendido a andar no
espírito, Cristo vive em nós. Nossa vida é um testemunho de triunfo sobre o
pecado, se permanecemos em Cristo, porque se não permanecemos, caímos.
Mas, se permanecemos, vencemos. Mas como homens naturais, nossa história
pregressa, sem Deus, muito miseráveis, e por isso que o nosso Deus é
bendito, porque Ele é muito misericordioso. Então, pela sua muita
misericórdia, olhem lá o texto) MISERICÓRDIA, NOS REGENEROU (olhem que
palavrinha: nascer de novo. Gerar de novo. Regenerou. Não é Bendito Deus
que nos reformou. Cuidado com essa palavra. Nós não somos um carro batido,
todo amassado e o Senhor está fazendo um trabalho de lanternagem em nós.
Não. Nós somos um carro batido que deu perda total e fomos para o ferro-
velho. O Senhor começou a fazer de novo, construir tudo de novo. Aspergirei
água pura sobre vós e ficareis purificados. Lembra da profecia de Ezequiel?
EZEQUIEL 36:25 ENTÃO, ASPERGIREI ÁGUA PURA SOBRE VÓS, E FICAREIS
PURIFICADOS; DE TODAS AS VOSSAS IMUNDÍCIAS E DE TODOS OS VOSSOS ÍDOLOS
VOS PURIFICAREI. Vós darei um coração novo, um espírito novo, tudo novo e
farei que andeis nos meus estatutos, nos meus juízos e os observeis.
Obediência. Nós não temos capacidade. O Senhor falou que vai nos dar um
novo espírito, um novo coração e nós vamos obedecer, por causa disso,
porque é novo. Não é o velho tentando arrumar. O ditado que o mundo usa
do galho que nasce torto, morre torto, nesse sentido é absolutamente
verdadeiro. Nasceu torto, vai ficar torto. Esse é o velho homem. O que é
nascido da carne é carne. Mas o que é nascido do Espírito é espírito. Por isso
que o Senhor falou para Nicodemos: “importa você Nicodemos, nascer de
novo”. Não pense em se reformar. Você não tem conserto. Tão claro. ELE
NOS REGENEROU PARA UMA VIVA ESPERANÇA. Esse é o ponto agora de Pedro,
um ponto conseqüente da ressurreição que eu queria falar um pouquinho para
os irmãos. Viva esperança. Expressão linda irmãos. Aí ele vai mostrar aí, no
texto, que essa viva esperança tem uma base. A base da nossa viva esperança
não é porque nós somos otimistas. Você sabe que o cristão não é otimista?
Isso é uma bobagem da teologia da prosperidade. O cristão não é nem
otimista e nem pessimista. Sabe o que é que um cristão é? Realista. Que
benção! Um cristão não é otimista nem pessimista. É realista. Onde está a
realidade do cristão? Na palavra. Qual é a realidade que ele crê? Que Cristo
ressuscitou. Qual é a realidade que ele crê? Que ele não pode ser vencido
pela morte. Tragada foi a morte pela vitória(1 Coríntios 15:54). Qual a
realidade que ele crê? Que a sua esperança é viva, que ele pertence ao Senhor
e que nada o separará do amor dele. Não é otimismo. Isso é realismo. ELE
NOS REGENEROU PARA UMA VIVA ESPERANÇA. Linda expressão. Porque não é
só uma esperança, é uma viva esperança. Viva. Porque o nosso Senhor é vivo.
Irmão você acha que um muçulmano pode ter uma viva esperança? Você
acha que um budista pode ter uma viva esperança? Mas o deus, o senhor deles
está morto. Não é? Só o cristão tem uma viva esperança porque o seu Senhor
não está no túmulo. Ele ressuscitou. Então viva esperança. Olhe que a próxima
frase explica. UMA VIVA ESPERANÇA, MEDIANTE (essa viva esperança é por
causa, mediante, através) A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO DENTRE OS
MORTOS, (está vendo a expressão de novo? Então irmão a nossa esperança
não é uma boa idéia, não é um otimismo, não é uma sugestão, não é uma
coisa da nossa cabeça. A nossa esperança, é viva, segura, firme, perfeita,
eterna, porque ela se baseia no fato r e s s u r r e i ç ã o. Se Ele ressuscitou,
nós ressuscitaremos com Ele em glória. Efésios diz que Ele nos ressuscitou e
já nos fez assentar com Ele nos lugares celestiais. (EFÉSIOS 2:6 E, JUNTAMENTE
COM ELE, NOS RESSUSCITOU, E NOS FEZ ASSENTAR NOS LUGARES CELESTIAIS EM
CRISTO JESUS;) Só que isso ainda não está completado no nosso ser. Isso é
uma verdade lá no nosso espírito, mas ainda não é uma verdade no nosso
corpo. O nosso corpo ainda está degenerando. Ainda é um corpo de pecado,
mas, quando o Senhor Jesus voltar, aqueles que já morreram com esse corpo
degenerado, mas são do Senhor, creram Nele, confessaram a Ele, terão seus
corpos ressuscitados.

Em Romanos 8 Paulo fala assim que o Senhor nos chamou (no passado)
justificou (no passado) e glorificou (ele coloca esse verbo no passado
também). Mas, quando você olha para mim e eu olho para você, será que
você vê alguém glorificado? Nós não vemos. Muito pelo contrário. Nós
vimos pessoas que todos os dias tem um cabelo branco a mais, uma ruga a
mais, uma dor a mais. Vai entrando na idade do “com dor”, “com dor”. Essa
idade não acaba nunca. Não é assim? Isso não fala de pessoas glorificadas.
Isso fala de pessoas que estão com efeito de morte no seu corpo, mas Paulo
coloca o verbo no passado lá em Romanos. Ele nos chamou, Ele nos
justificou e Ele nos glorificou. Por que ele diz assim? Porque já é verdade em
Cristo. Tanto é que quando Cristo se manifestar, o que é que vai acontecer?
Ele vai provar isso em nós. O nosso corpo mortal vai ser absorvido pela vida.
Os irmãos já pensaram nisso? Filipenses 3 diz assim: a nossa pátria está nos
céus, de onde aguardamos o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo. O que é
que Ele vai fazer? Filipenses 3:21 O QUAL TRANSFORMARÁ O NOSSO CORPO DE
HUMILHAÇÃO, PARA SER IGUAL AO CORPO DA SUA GLÓRIA, SEGUNDO A EFICÁCIA
DO PODER QUE ELE TEM DE ATÉ SUBORDINAR A SI TODAS AS COISAS. Lindo texto.
Por que é que ele vai fazer? Porque ele já fez. Ele vai tornar isso apenas
evidente, manifesto. Ele já cumpriu. Que maravilha irmão. Nós, como
cristãos, deveríamos ser as pessoas mais felizes e equilibradas do mundo. Não
é assim? O mundo deveria estar olhando para nós e perguntando assim: quem
é o teu médico? Ou o teu psiquiatra? Que comprimido que você toma para ser
tão feliz assim? Não é? Os cristãos deveriam ser as pessoas mais ajustadas,
mais equilibradas, mais felizes, porque crêem no Senhor ressurrecto. Eles tem
uma viva esperança. A morte não pode com eles, a doença não pode com eles,
o fracasso não pode com eles. Não é? Nada pode com eles, porque eles são
de Cristo. 1 PEDRO 1:3 BENDITO O DEUS E PAI DE NOSSO SENHOR JESUS
CRISTO, QUE, SEGUNDO A SUA MUITA MISERICÓRDIA, NOS REGENEROU PARA
UMA VIVA ESPERANÇA, MEDIANTE A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO DENTRE OS
MORTOS. Que coisa tremenda. 4 PARA UMA HERANÇA INCORRUPTÍVEL ( está
se referindo a essa herança, quando o Senhor Jesus voltar, esse nosso habitar
com Ele em glória para sempre na presença Dele. Herança incorruptível.
Tudo aqui é corruptível. Tudo o que nós tocamos tem o gosto da ferrugem, o
gosto da corrupção. Tudo. Você acha que é muito bacana. Se você puser a
mão naquilo você vai ser feliz. Aquela é a chave. Quando você pega a chave
você vê que ela é nula. Vaidade de vaidades. Tudo é vaidade. Tudo tem o
gosto da ferrugem, corruptível, mas a nossa viva esperança ela é
incorruptível. Quando nós tivermos face a face com o Senhor não tem gosto
de frustração mais. Não tem gosto de parcial mais, porque tudo vais ser total.
Não é? É isso que Paulo ensina em 1 CORÍNTIOS 13:10 QUANDO, PORÉM, VIER
O QUE É PERFEITO, ENTÃO, O QUE É EM PARTE SERÁ ANIQUILADO. Nós
conheceremos assim como nós somos conhecidos, quer dizer, plenamente.
Isso é tudo o conteúdo da nossa viva esperança. Será que nós, como cristãos,
não somos um povo que realmente exulta? Um povo que reúne para adorar,
para agradecer para glorificar, para honrar ao Senhor? Porque Ele já fez tudo.
Uma herança incorruptível, sem mácula, sem mancha, imarcescível - que não
murcha - esse se refere à degeneração, como eu já falei. Tudo aqui murcha.
Por mais glória humana que alguém possa ter é erva e flor da erva. Seca-se a
erva, cai-se a sua flor. Mas a palavra de Deus permanece eternamente. Não é
assim que Pedro fala logo à frente aí? Nesse cap. 1 mesmo, lá no verso 23,
fala isso. 23 e 24. Cap. 1. Então imarcescível. Que não murcha. Não é essa
como essa erva lá do 24 ¶ POIS TODA CARNE É COMO A ERVA, E TODA A SUA
GLÓRIA, COMO A FLOR DA ERVA; SECA-SE A ERVA, E CAI A SUA FLOR; Esse aqui
é o natural, mas Pedro diz que a nossa herança é imarcescível, não murcha.
Nunca. 1 Pedro 1:4 PARA UMA HERANÇA INCORRUPTÍVEL, SEM MÁCULA,
IMARCESCÍVEL, RESERVADA NOS CÉUS PARA VÓS OUTROS. Reservada. Você
acha que a sua salvação é um vai e vem? Você está dependurado entre o céu e
o inferno, dependendo do que você faz, do que você pensa. Você acha que é
assim? Você acha que o Senhor reservou algo para você que você pode obter
ou não? Você acha? Problema seu, não é? Pior para você, porque não é
assim. Se você creu de todo o seu coração, no Senhor Jesus, realmente, sua
vida tem mostrado que você é um cristão, porque o Senhor tem trabalhado em
você e transformado você, então saiba que a sua esperança é viva,
incorruptível, imarcescível, reservada no céu, e ponto final. Não é? O verso
5 diz assim; 5 QUE SOIS GUARDADOS PELO PODER DE DEUS, MEDIANTE A FÉ,
PARA A SALVAÇÃO PREPARADA PARA REVELAR-SE NO ÚLTIMO TEMPO. O que é
que você acha dessa guarda? Você acha que nós precisamos nos reunir:
Senhor põe anjos na porta, anjo na retaguarda, anjo por cima, anjo do lado
esquerdo, não é? Quantas pessoas se reúnem, hoje, dessa maneira? Amarra
daqui, desamarra de lá, o anjo guarda a porta, o anjo fecha a porta. Parece que
o anjo se tornou o centro da vida da igreja em muitos lugares. A Bíblia diz
que nós somos guardados pelo poder de Deus. E esse poder de Deus inclui, e
Ele nessa sua provisão, enviar os seus anjos. Os seus anjos são espíritos
ministradores a nós. Mas nós não pedimos anjos para Ele. Nós não queremos
saber de anjos não irmãos. Ele envia os seus anjos. Ele já faz isso. Ninguém
precisa pedir. SALMOS 91:11 PORQUE AOS SEUS ANJOS DARÁ ORDENS A TEU
RESPEITO, PARA QUE TE GUARDEM EM TODOS OS TEUS CAMINHOS. Não é?
SALMOS 34:7 O ANJO DO SENHOR ACAMPA-SE AO REDOR DOS QUE O TEMEM E
OS LIVRA. A Bíblia já afirmou que Ele faz isso. Então, para que pedir? O
foco da vida cristã é Cristo. Não é anjo. Não é? Porque nós somos guardados
pelo poder de Deus. Nem anjo tinha poder para nos guardar, do diabo não. O
diabo é o maioral deles, dos anjos caídos. Anjos não podia dar segurança
nenhuma para nós. Não pode. Nós só podemos ser guardados pelo poder de
Deus, como diz aí. Guardados para quê? Mediante a fé, que essa união, essa
relação com Ele, nós não somos guardados pela oração dos outros. Preste
atenção aí. Nós somos guardados mediante a fé. Se você crê, você é dele.
Você pertence a Ele. 5 QUE SOIS GUARDADOS PELO PODER DE DEUS, MEDIANTE
A FÉ, PARA A SALVAÇÃO PREPARADA PARA REVELAR-SE NO ÚLTIMO TEMPO. Por
que nós estamos entrando em tantos detalhes desse texto? Porque tudo isso é
conseqüência da ressurreição irmão. É o que diz o verso anterior aí. Pela
ressurreição do Senhor é que nós temos viva a esperança. Herança
incorruptível, sem mácula, que não murcha, imarcescível. Somos guardados
pelo poder de Deus, para aquela salvação que vai se revelar no último tempo.
Ele está se referindo a essa que eu já falei, a transformação desse corpo mortal
em incorruptível. Essa salvação do último tempo aí, é a salvação nessa esfera,
na esfera do corpo, porque na esfera do espírito ela já aconteceu. Aonde que
fala isso? No versículo 3 aí, anterior. Ele nos regenerou - passado - nos
regenerou, já está feito, já está pronto, mas tem um aspecto da salvação que é
futuro, para revelar-se no último tempo. Qual que é? Transformação do
corpo, para ser igual ao corpo da sua glória, plena salvação. Espírito, alma e
corpo. Tudo isso como conseqüência da ressurreição. Tem mais textos, muito
mais, mas eu vou terminar por aqui. Se você quiser examinar, estude por você
mesmo. Pegue a sua chave bíblica, a sua concordância bíblica, procure a
palavra “ressurreição”, e leia todos os versículos do Novo Testamento sobre
esse assunto. Você vai ver que riqueza. Quantas coisas são garantidas a nós
pela ressurreição de Cristo. Se o Senhor permitir, a partir da outra reunião
nós vamos começar a examinar os fatos históricos da ressurreição, para que a
nossa fé seja mais robustecida, nesse tremendo alicerce: o nosso Senhor é
ressurrecto dentre os mortos, e habita com a sua igreja. Amém. Vamos orar.

Ó Pai. Muito obrigado porque o Senhor nos colocou em Cristo e Cristo


em nós. Que benção Senhor. De nada mais precisamos. Que segurança, que
descanso, que paz, que alegria, que realização. Ó Senhor. Rasgue o véu do
nosso entendimento, nós te pedimos, porque queremos ver isso com mais
clareza, ver que isso é um fato “imexível”, irrevogável, eterno. Abra os nossos
olhos para vermos que estamos em Cristo, e Cristo está em nós. Por favor, faz
isso em nossas vidas Senhor. Te pedimos em nome de Jesus. Amém.
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO
Ressurreição – III
Romeu Bornelli

Irmãos. Vamos abrir nossas Bíblias no Evangelho de João


cap. 20, vamos ler os versos de 1 a 10. 1 ¶ NO PRIMEIRO DIA DA
SEMANA, MARIA MADALENA FOI AO SEPULCRO DE MADRUGADA, SENDO
AINDA ESCURO, E VIU QUE A PEDRA ESTAVA REVOLVIDA. 2 ENTÃO,
CORREU E FOI TER COM SIMÃO PEDRO E COM O OUTRO DISCÍPULO, A
QUEM JESUS AMAVA, E DISSE-LHES: TIRARAM DO SEPULCRO O SENHOR,
E NÃO SABEMOS ONDE O PUSERAM. 3 SAIU, POIS, PEDRO E O OUTRO
DISCÍPULO E FORAM AO SEPULCRO. 4 AMBOS CORRIAM JUNTOS, MAS O
OUTRO DISCÍPULO CORREU MAIS DEPRESSA DO QUE PEDRO E CHEGOU
PRIMEIRO AO SEPULCRO; 5 E, ABAIXANDO-SE, VIU OS LENÇÓIS DE LINHO;
TODAVIA, NÃO ENTROU. 6 ENTÃO, SIMÃO PEDRO, SEGUINDO-O, CHEGOU
E ENTROU NO SEPULCRO. ELE TAMBÉM VIU OS LENÇÓIS, 7 E O LENÇO
QUE ESTIVERA SOBRE A CABEÇA DE JESUS, E QUE NÃO ESTAVA COM OS
LENÇÓIS, MAS DEIXADO NUM LUGAR À PARTE. 8 ENTÃO, ENTROU
TAMBÉM O OUTRO DISCÍPULO, QUE CHEGARA PRIMEIRO AO SEPULCRO, E
VIU, E CREU. 9 POIS AINDA NÃO TINHAM COMPREENDIDO A ESCRITURA,
QUE ERA NECESSÁRIO RESSUSCITAR ELE DENTRE OS MORTOS. 10 E
VOLTARAM OS DISCÍPULOS OUTRA VEZ PARA CASA.

Pai, nós queremos colocar nas Tuas próprias mãos, a Tua


palavra nessa noite. Pai, nós confiamos inteiramente em Ti.
Abra o nosso entendimento para compreendermos as
Escrituras; gera fé em nossos corações. A Tua palavra é
Espírito e Vida. Pedimos ao Senhor que possa nutrir nossos
corações com todo entendimento e plena convicção. Abra os
nossos olhos para vermos algo mais da glória pessoal, da glória
da obra do Senhor Jesus no Calvário. É o que Ti pedimos.
Cobre-nos com o preciosos sangue do Teu querido Filho e
ministra-nos ao coração. Em Cristo Jesus oramos. Amém.

Irmãos, nas reuniões anteriores, nós tomamos um tempo


para falarmos sobre o conteúdo mais doutrinário, um conteúdo
então teológico a respeito da ressurreição do nosso Senhor
Jesus. E nós dissemos aos irmãos que, unicamente os cristãos,
apenas os cristãos, amam, vivem, se relacionam com o seu
Senhor vivo. Nós não temos visto isto nas outras chamadas
religiões. Em todas elas nós temos os seus profetas mortos,
mas, o nosso Senhor Jesus, o Deus encarnado, Ele não podia
ser retido pela morte, pois Ele tinha poder para entregar a sua
própria vida, espontaneamente, sem que ninguém Dele a
tirasse, e tinha poder para reavê-la, como Ele mesmo disse.
Um dos fatos, talvez mais impressionante, que comprovam
isso, dentre tantos, é aquele em que o Senhor, orando no
Getsêmani, registrado em João mesmo, no cap. 18, quando
uma escolta de soldados é enviada ao jardim para prender o
Senhor. Então o Senhor sendo um homem tão comum,
humanamente falando, não pode ser por eles identificado.
Então Judas que já o havia vendido e traído pelas suas moedas
de prata, ele identificou o Senhor com aquele beijo no rosto e os
guardas então se aproximaram Dele, e quando eles
perguntaram então, antes daquela identificação definida de
Judas, quando eles perguntaram quem era Jesus o Nazareno,
Ele então se levanta diante deles, se destaca dos discípulos, e
diz: “Eu o Sou”. O registro de João, no cap. 18 diz que os
guardas então recuaram e caíram por terra. Irmãos. Essa é
uma prova tão clara de que o simples fato de que da boca do
Senhor saiu aquela identificação de quem Ele era, igualando-se
então, porque é isso que Ele é, ao grande Deus Jeová, do Velho
Testamento, o Deus imortal, o Deus único, o Deus eterno, Eu
sou Iavé. Aquela palavra impronunciável no hebraico. Yhwh. A
palavra impronunciável de quatro consoantes. Esse nome
impronunciável de Deus: Yhwh. Esse Deus se revelou em Jesus
encarnado. Então quando Jesus diz àqueles guardas: “Eu Sou’,
a palavra então diz que eles recuaram e caíram por terra,
porque eles estavam diante do próprio Deus feito carne. Ele já
tinha dito aos seus discípulos no cap. 10, que Ele tinha
autoridade para entregar a sua vida, e autoridade para reavê-la
ou reassumi-la, e ninguém tiraria a sua vida Dele. Então
irmão, o Senhor Jesus, Ele não é apenas um exemplo, Ele não
foi apenas um líder, mas o Senhor Jesus é o próprio Deus feito
carne. Isso faz toda a diferença na nossa Confissão, porque
irmãos, mesmo que nós pudéssemos de alguma maneira
experimentarmos alguma coisa da vida cristã até a nossa
morte, isso seria pouco demais. Quando nós falamos do
conteúdo doutrinário, dessa verdade da ressurreição, usando
o capítulo 15 de 1ª Coríntios, Paulo fala exatamente isso ali na
1ª Coríntios 15. Ele fala assim: 1 Coríntios 15:19 Se a nossa
esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais
infelizes (miseráveis) de todos os homens. Porque por melhor
que pudéssemos viver em paz, em descanso, em alegria, de que
o Senhor nos ama, nos relacionamos com Ele, de que
pertencemos a Ele, irmãos, isso não seria nada, porque
terminaríamos no túmulo, numa morte, numa aniquilação,
num nada. Eu acho que nós faríamos bem, diante de uma
doutrina dessas, aproveitarmos a vida da melhor maneira que
entendêssemos, comendo e bebendo porque amanhã
morreremos. Mas o nosso relacionamento com o nosso
Senhor, é um relacionamento eterno. Nós vivemos em gozo
Dele nesta vida e viveremos no gozo Dele por toda a eternidade.
Apocalipse 22 diz que os seus servos o servirão porque
contemplarão a sua face, e nas suas frontes estará escrito o
nome Dele. Nós não adoramos um Deus desconhecido nem
agora e muito menos o faremos na eternidade vindoura.
Quando o Senhor Jesus ressuscitado apareceu aos seus
discípulos, a Tomé especialmente os irmãos sabem, oito dias
depois daquele Domingo da Páscoa, já que naquele Domingo da
Páscoa Tomé não estava entre eles, o próximo, o Domingo
seguinte, o Senhor se manifesta novamente aos discípulos oito
dias depois, para que Tomé tivesse um testemunho individual,
individualizado a respeito do Senhor, porque ele não creu e
disse: “não. Eu não consigo crer nisso. Se eu não ver o seu lado,
examinar as suas mãos, eu não crerei”. Então depois de oito
dias, o Senhor se manifesta novamente naquele Cenáculo
junto com os discípulos e quando Tomé toca nele, Tomé faz a
sua verificação, sua prova histórica, ele comprova o fato - é o
que nós vamos começar a ver hoje, fatos da ressurreição do
Senhor - Tomé não era uma criança, um tolo, inocente, mas
ele comprova o fato, ele toca no Senhor e ele se prostra e fala
duas frases apenas: “Senhor Meu, e Deus Meu’. É assim que ele
confessa o Senhor Jesus. Ninguém menos do que Deus.
Irmãos. É isso que faz toda a diferença. Você quando é
confrontado com o Senhor Jesus, você nunca pode ficar em
cima do muro, porque você está diante de Deus. Não adianta
você apreciar Jesus, não adianta você achar que Ele foi o
mestre dos mestres. Não adianta você achar que Ele é um, ou
talvez o melhor, o mais iluminado de todos os guias espirituais,
e der para Ele o nome que, quem sabe você está acostumando
a ouvir por aí, o Krishna, ou Avatar, ou seja lá o que for. Isso
tudo é nada. O Senhor Jesus é Deus feito carne. E unicamente
Ele o é. O Verbo estava com Deus, o Verbo era Deus, e o Verbo
se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade e
vimos a sua glória, glória como unigênito do Pai. Isso João diz
no Evangelho. Quando ele começa a sua epístola ele vai mais
longe. Ele fala assim: o que as nossas mãos apalparam, o que
os nossos olhos viram, o que nós contemplamos a respeito do
Verbo da Vida, nós anunciamos, para que vós mantenhais
comunhão conosco. Então irmãos, nós precisamos ver que a
nossa fé tem fundamento histórico, porque se o sacrifício do
Senhor Jesus ele não teve então lugar na história, no tempo,
na vida humana, então ele não tem realidade redentora para
nós. Nós não podíamos ser salvos pela morte de um anjo
encarnado. Nós não podemos ser salvos por alguém que parecia
homem mas não era homem, como havia uma heresia nos
tempos da igreja primitiva que dizia isso, o chamado
“docetismo” derivado da palavra grega doquesis. Docetismo.
Significa aparência, como um fantasma. Jesus parecia homem,
mas não era homem. Era um espírito que se manifestava
naquele vulto humano, mas a Bíblia diz não. De jeito nenhum.
Em tudo ele se fez semelhante aos irmãos, e participou de carne
e sangue, para que pela sua morte, destruísse aquele que tem o
poder da morte - a saber, o diabo - e fosse então o nosso
perfeito representante porque é homem, não é uma alucinação.
Não é um fantasma. Então o docetismo irmão, foi um engano,
que assolou a igreja no início da sua história. Um deles, dentre
tantos. Então como é importante que nós cristãos vejamos que
a nossa fé tem fundamento histórico.
Irmãos, até pouco tempo atrás só havia testemunho
literário de historiadores que são reconhecidos por todo mundo
é claro, Filo, por exemplo e Flávio Josefo, historiador judeu da
época de Cristo que viveu exatamente durante o período da vida
humana do Senhor Jesus e possivelmente tinha nascido mais
ou menos na época de Cristo e viveu até a época do cerco de
Jerusalém pelo general Tito, no ano 70, quando Jerusalém foi
cercada e destruída, Flávio Josefo é um historiador famoso
judeu, porque foi conselheiro do imperador Tito, imperador
Romano, que destruiu Jerusalém no ano 70. Então Flávio
Josefo fala muitas coisas sobre a questão histórica do Senhor
Jesus. Claro, não poderia ser diferente. Mas, nós tínhamos
apenas base literária que se referia a esse tempo da história e
nós confiávamos, claro que naturalmente falando, nas bases
literárias, mas irmão, que coisa impressionante quando nós
vemos o que é o mover de Deus, a realidade da palavra de Deus,
o que Deus faz, dessa introdução de Deus na história na pessoa
humana, Divina e humana do Verbo, que é o Senhor Jesus. Há
poucos anos atrás aí, cerca de uns trinta anos, foi encontrado
em uma dessas escavações, na região ao norte de Jerusalém,
um arqueólogo, se não me engano suíço, ele encontrou uma
grande lápide, quase um metro e sessenta de tamanho, com
uma inscrição. Essa inscrição daquela lápide era o seguinte:
Pôncio Pilatos, governador da judéia, apresentou Tibério César,
imperador Romano, ao povo de Cesaréia. Era uma inscrição
inequívoca e provava que Pôncio Pilatos, todas as figuras,
Tibério César, foram então pessoas que viveram naquele tempo,
que estiveram ali exercendo o domínio, tanto na palestina
quanto o império romano que dominava a palestina naquela
época, então foi a primeira comprovação arqueológica da
realidade dos fatos históricos. Mais uma comprovação, agora
arqueológica, porque essa pedra foi encontrada.
Então o irmãos, isso para nós, com relação à nossa fé, isso
de certa forma não acrescenta nada e nem tira nada, porque o
Espírito de Deus, testifica com o nosso espírito, que nós
somos filhos de Deus. E nós nos relacionamos com ele pelo
nosso Deus, como Tomé falou com o Senhor Jesus: Senhor meu
e Deus meu. Ele nos deu vida estando nós mortos em nossos
delitos e pecados. Nós não usamos nenhuma prova, nós não
precisamos de arqueologia, de epigrafia, de historiadores, de
nada. Nós estávamos mortos e Ele nos deu vida. Agora
irmãos, essas fontes são importantes, para que nós vejamos que
crer é também pensar, e que a fé cristã, não é uma fé burra: é
uma fé inteligente. Nós cremos em um Deus que mergulhou na
história e que realizou uma obra histórica, e que nos salvou na
história dentro do tempo e que essa salvação tem um valor
eterno porque ela não é apenas uma salvação histórica, é uma
salvação de Deus na história, porque o nosso Deus é um Deus
homem, o nosso Salvador é Deus homem e então nós vamos
começar hoje, tocar um pouco a respeito desse fato histórico,
muitos detalhes, espero que os irmãos tenham paciência e
creio que, pelo menos aqueles que se interessam por isso,
poderão ganhar alguma coisa para que a nossa fé seja
realmente corroborada, como que eu já coloquei aqui nesse
sentido, para que nós vejamos a importância de nós vermos os
fatos históricos da ressurreição do Senhor. E é claro que irei
aplicar isso com o seu conteúdo espiritual também, é óbvio. Eu
não vou fazer o papel de historiador aqui. Eu quero mostrar
para os irmãos como que os Evangelhos, os quatro Evangelhos,
os quatro Evangelistas, registraram fatos históricos de uma
importância tremenda para a nossa fé. Esse conteúdo histórico
da nossa fé, como que ele é importante. Não é a toa que o
Senhor separou quatro homens, o Espírito Santo: Mateus,
Marcos, Lucas e João. Não um apenas, mas quatro, mas que
nós tivéssemos quatro facetas históricas, quatro ângulos da
mesma pessoa, quatro historiadores, usados pelo Espírito
Santo, registrando o fato por ângulos diferentes, fazendo então
uma firme base histórica.
Lucas, esse médico grego, é considerado pelos
historiadores de todo o mundo, um dos maiores historiador de
todos os tempos. Lucas é comparado a um historiador chamado
Tucídides, como sendo os dois maiores historiadores de todos os
tempos. Os irmãos vejam que Lucas está entre eles. Lucas não
é propriamente um historiador. Ele é um médico, mas o Espírito
Santo trabalhou aquele homem com aquela mente acurada que
ele tinha, uma mente de investigação, de pesquisa, usando
aquele homem para conduzi-lo de uma forma tão acurada,
como ele diz quando ele começa o seu evangelho. Ele diz que ele
fez uma acurada investigação. Você já viu esse termo em
Lucas? Abra a sua Bíblia por favor em Lucas. Veja o que é que
esse médico escreve. Lucas era um médico grego, nem judeu
ele era, e no capítulo 1, veja o que ele diz no Evangelho. 1 ¶
Visto que muitos houve que empreenderam uma narração
coordenada dos fatos. Olhe que expressão maravilhosa. Nossa
fé uma fé em fatos. O nosso Senhor mergulho na história. O
eterno Deus na pessoa do seu Filho se fez homem. Muitos
empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre
nós se realizaram, 2 conforme nos transmitiram os que desde o
princípio foram deles testemunhas oculares. Olhe a importância
disso. Aquele doze, eram testemunhas oculares. Lembra que
quando Judas traiu o Senhor, se suicidou, ele estavam
aguardando ali segundo a palavra do Senhor a promessa do
Espírito Santo em Pentecostes. Lembra que nós lemos na
reunião passada que Pedro falou assim: Olha. A traição de
Judas foi para que se cumprisse a profecia e agora é
necessário que outro tome o seu encargo, como diz a palavra, e
então vamos aqui eleger entre nós, um que tenha sido
testemunha ocular da pessoa do Senhor, desde o início do seu
ministério até a sua ascensão, e que ele pudesse então ser
incluído naquele colégio apostólico, e então Matias foi incluído
ali. Não é assim? Está lá em Atos cap. 1. Veja a importância
desse ocular, e não apenas um, mas doze dos mais próximos,
depois em uma outra reunião quando pudermos chegar lá,
vamos gastar algum tempo com isso, os irmãos nós vamos ver
a quantidade de testemunhas oculares. Paulo cita em 1ª
Coríntios 15, que o Senhor apareceu de uma única vez a
quinhentas pessoas e Paulo quando escreveu aos Coríntios (1
Coríntios 15:6 ) ele falou: dentre os quais a maioria sobrevive
entre nós até hoje e é como Paulo estivesse falando aos
Coríntios: “Vocês tem alguma dúvida de que Ele ressuscitou?
Então vamos falar com essas testemunhas oculares, são quase
quinhentas. A maioria sobrevive entre nós até hoje. Então
irmãos, que coisa importante, tremenda. Essa é uma das
evidências tremendas da ressurreição do Senhor. Uma
tremenda evidência. As testemunhas oculares.
Mas eu queria hoje começar com você por outro lado. Nós
não vamos falar de testemunhas hoje. Deixe esse é um
assunto para mais tarde. Vamos falar de fatos, alguns fatos.
Vamos falar um pouco do túmulo, vamos falar um pouco do
sepultamento, vamos falar um pouco dos quatro evangelhos em
torno de uma palavrinha que eu queria examinar ali, para nós
começarmos a engatinhar sobre esse assunto até nós podermos
progredir nas outras reuniões. Vamos ver o que Lucas fala aqui
primeiro. Aqueles que foram testemunhas oculares e ministros
da palavra, agora aqui, versículo 3 igualmente a mim me
pareceu bem, depois de acurada investigação. Essa aqui é uma
palavrinha de Lucas, específica de Lucas, e não aparece em
lugar nenhum mais na Bíblia. Nenhum autor mais, porque é
um termo médico. “Acurada investigação”. É como se hoje eu
estivesse fazendo assim: eu fiz um exame, mas eu fiz um exame
a fundo, porque ele era um perito nisso. Acurada investigação, e
por isso Lucas é considerado um dos maiores historiadores de
todos os tempos. Acurada investigação, um termo médico.......
de tudo desde sua origem. Lucas também não era um tolo. Ele
fez acurada investigação. Então veja a importância irmãos,
dessa narração coordenada dos fatos, e nós então vermos quais
são eles para que a nossa fé vá ganhando essa sustentação tão
tremenda. Eu não sei como funciona em vocês, mas o Espírito
do Senhor é o mesmo em todos nós. Para mim irmãos, a
contemplação desses fatos são uma coisa magnífica. É como se
a testificação do Espírito de Deus no nosso interior a respeito
desse fato exclusivo desse fato da ressurreição, fosse sendo
cada vez mais dilatado, dilatado. O nosso Senhor venceu os
grilhões da morte. O nosso Senhor deixou aquele túmulo vazio.
O Senhor deixou aquela mortalha – nós vamos ver - aquela
mortalha como era chamado, aquele traje que o morto era
vestido depois de ser lavado e depois era enfaixado com faixas
de linho, misturada com mirra e aloés. A mirra é uma
substância vegetal pegajosa, o aloé um pó de madeira
perfumado. A mirra misturada com aloé, aquilo fazia um
cimento e o corpo era enfaixado sobre a mortalha, faixa, faixa,
faixa, até as axilas, começando no pé. Eles enfaixavam até as
axilas. Depois abaixavam os braços e enfaixavam os braços.
Depois punham uma faixa separada na cabeça. O texto que
nós acabamos de ler de João 20, diz que esses dois discípulos
entraram no túmulo e viram algo que eles nunca mais puderam
esquecer. Eles viram uma mortalha, como que uma múmia ali,
aquelas faixas duras, porque aquilo endurece. A mirra e mais o
aloés, aquilo endurece, fazendo um cimento. Quando eles
olharam para aquilo, com o túmulo aberto, eles viram como que
um casulo vazio. Vocês já viram quando a larva vai se
transformar em borboleta, e passa pela fase da crisálida? Olha
aquele casulo pendurado na folha, não é? O casulo está
perfeitinho, mas quando você olha, já saiu a borboleta. Não
tem nada ali. Quando eles entraram no túmulo eles viram
aquela mortalha oca e João faz essa narrativa, ele viu. Então
ele disse assim: “e o lenço que estava sobre a sua cabeça, não
estava junto, mas estava colocado em um lugar à parte”. Irmão,
mais do que o túmulo vazio, o que impressionou a aqueles
discípulos foi aquela mortalha, vazia. Sabe por que? Porque
quem sabe ele pudessem ter entrado no túmulo errado, não é?
quem sabe? Quem sabe eles entraram no túmulo errado? Essa
era uma das doutrinas, entre aspas, que circulou na época em
que Jesus ressuscitou. Todo mundo estava enganado. A guarda
romana estava enganada, Pôncio Pilatos estava enganado, os
sacerdotes estavam enganados. Todo mundo. Uma alucinação
coletiva. E o túmulo estava errado. Eles erraram o túmulo e por
isso é que eles não viram o corpo lá. Então mais do que um
túmulo vazio, a mortalha vazia, foi o que impressionou João.
Então os irmãos vejam que ele termina aquele relato do
capítulo 20, veja como ele termina. Abra de novo a sua Bíblia.
João 20:7 e o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que
não estava com os lençóis, com as faixas de linho, aquilo que
enrolava o corpo dele, mas deixado num lugar à parte. 8 Então,
entrou também o outro discípulo(que é João), que chegara
primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. Olhem essa expressão.
Porque irmão, como é que aquele casulo ia estar completamente
perfeito sem ninguém dentro. Mais do que um túmulo aberto,
João ficou impressionado com aquele casulo vazio, e então ele
testifica assim: e viu, e creu. Ele coloca o seu testemunho no
seu Evangelho de uma forma muito clara. Então, que fatos
tremendos irmãos, à medida em que nós vamos dissecando
esses detalhes.
Eu queria tentar começar do início com vocês. Eu queria
dizer para os irmãos que a morte do Senhor Jesus ela foi de
tal forma conduzida pelas mãos de Deus, pelo trabalhar do
Espírito Santo que nada poderia deixar dúvida, nem com
relação à sua morte, nem com relação à sua ressurreição.
Então irmãos, o próprio fato, dando um passinho para trás, o
próprio fato da morte do Senhor ter sido como foi, é para que
ficasse claro que a ressurreição foi como foi. O Senhor Jesus foi
crucificado, Ele não foi morto de outra forma qualquer, Ele foi
morto com o tipo de morte que seria então absolutamente
inquestionável. Ele foi pendurado em uma cruz a sofrer; a
morte de cruz era executada de uma tal forma que não
houvesse nem 0,0001% de chance de alguém sair vivo, não
havia nenhuma possibilidade, e por isso a morte de cruz foi
instituída; os relatos sobre a morte de cruz nos Evangelhos são
muito claros, específicos; queria que você pensasse um
pouquinho sobre alguns detalhes que eu vou dar, porque
algumas pessoas tem sentido dificuldades com algumas
questões, por exemplo, o fato do Senhor ter sido pregado na
cruz. Até 1938 um professor - essas pessoas são muito
arrogantes – de Harvard, ele disse que essa questão de Jesus ter
sido pregado na cruz, isso era um engano dos Evangelhos,
porque não há nenhuma evidência histórica de que os
criminosos da cruz eram pregados, mas todas as evidências
históricas até 1938, é que eles eram amarrados à cruz, e não
pregados. E a poucos dias atrás, um sacerdote católico,
conversando com um irmã aqui da comunidade, vejam a
coincidência, e é exatamente como nós estamos tocando nesse
assunto, essa irmã me relatou, que um sacerdote católico
disse para ela que o Senhor não foi pregado com pregos na cruz
e que isso é realmente é um erro do relato dos Evangelhos. Mas
aí Ele foi amarrado então – disse o sacerdote. E ele perguntou
a ela se ela havia ficado triste com isso, com a notícia. Abalou a
sua fé? Preocupa não, pois é tudo a mesma coisa. Ele morreu
mesmo, ressuscitou mesmo, mas não foi pregado e sim
amarrado. Então há um erro no registro histórico. Irmãos. Se
há um erro, um erro, a palavra de Deus, não é confiável. Ela
não é de Deus, porque há erro. Os Evangelistas dizem que Ele
foi pregado. Mas irmãos, esse sacerdote católico, ele está
desatualizado, porque em 1968, foram feitas escavações ali na
região de Jerusalém, por arqueólogos, e eles encontraram
quinze túmulos. Em um desses túmulos, isso é dado
arqueológico e então inquestionável - um desses túmulos, que
eles chamam de mortuário, eles entraram em um deles, e
encontraram quinze cadáveres, no mesmo ossário. Inclusive um
de um homem, e esse homem examinado, eles chegaram à
conclusão absoluta, claro, de que ele havia sido morto por
crucificação, transfixado com pregos, porque ele estava
perfurado na junção entre a mão e o antebraço, e era nesse
ponto que eles perfuravam, e não na palma da mão, senão ele
se rasgaria e ele cairia da cruz, e eles perfuravam nesse ponto,
entre o braço e a mão, e eles colocavam as duas pernas juntas,
viradas para o lado, as pernas quebradas viradas para o lado,
exatamente sobrepostos, e fixavam um prego, segundo esse
morto que foi examinado, um prego de 20 centímetros,
transfixou os dois calcanhares, colocando um pé sobre o outro,
exatamente, e fixando um prego de vinte centímetros, vazando
os dois calcanhares ao mesmo tempo, e a cruz então, antes que
o criminoso chegasse lá, ele carregava uma trave, chamada de
patíbulo, vem da palavra latina patei(patibulus), que significa
abrir, aquela peça de madeira que seguravam as portas nas
casas antigas, a soleira da porta, de madeira, e eles colocavam
depois de açoitar aquela pessoa, quase rasgá-lo, como os
evangelhos registram, e a história mostra, eles suavam um
chicote de cabo duro, chamado “Flagrum”, um cabo inflexível,
e várias tiras de couro trançadas com pedaços de chumbo e
osso, pequenos pedaços de chumbo e osso, e eles trançavam
aquelas cordinhas, tranças de couro, e na haste de madeira. Ele
açoitavam o criminoso até que ele sangrasse até no nível
muscular. Os historiadores descrevem a crucificação, e a
medida que os açoites eram aplicados aquelas bolinhas,
primeiro causando contusões, hematomas e depois elas
rasgavam a pele, e o sangue jorrava da pele, depois rasgavam o
músculo, iam mais fundo e o sangue jorrava dos músculos e as
costas daquele açoitado ficam como que uma massa disforme
de carne sangrando. Eles rasgavam aquela pessoa com aquele
chicote chamado “Flagrum”. Era o chicote para se açoitar os
crucificados, e a palavra diz então que o Senhor foi assim então
açoitado e os guardas o vestiram com aquele manto de púrpura,
colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça, os espinhos
tinham aí possivelmente em torno de 2 a 3 centímetros de uma
planta chamada “Coroa de Cristo”, comum naquela região em
Jerusalém. Eles teceram aquela coroa, a cravaram na sua
cabeça, vestiram aquele manto púrpuro, colocaram um caniço
na sua mão, e zombavam dele: “Salve o Rei dos Judeus, Salve o
Rei dos Judeus”. E depois tomaram aquela cana que deram
como cetro nas mão Dele, e bateram nele com aquela vara, e
depois colocaram essa peça chamada “patibulum”, a trave da
cruz, colocaram sobre os seus ombros, e então ele era amarrado
naquele patíbulo, e era obrigado a carregar o patíbulo - fazia
parte da pena do criminoso – mas era muito pesado e o Senhor
estava muito fraco. Ele não conseguiu chegar até o Calvário,
carregando aquele patíbulo. Ele foi ajudado, nós sabemos, por
aquele homem que vinha do campo, foi convidado para
carregar, obrigado a carregar aquele patíbulo, aquela trave, na
qual estava amarrado agora, e então ele carregava até o lugar
da crucificação. E naquele lugar da crucificação, eles colocavam
uma trave vertical, pegavam aquele patíbulo que era a trave
horizontal, pregavam a trave horizontal em cima da vertical,
faziam a cruz no chão, pregavam o criminoso, nos pés pelo
calcanhar, os pregos pelo braço como já expliquei, colocavam
um pequeno banco chamado “sedécula”, uma pequena sede, ou
assento, onde o crucificado podia apoiar o seu quadril como se
fosse um banquinho e então a cruz, nessa travessa vertical
tinha um banquinho pregado, uma travessa de madeira, e o
crucificado apoiava o quadril, ele se assentava. Para quê? Não
era para que ele ficasse mais confortável não. Era para que ele
pudesse sofrer mais, porque na medida em que ele fosse se
asfixiando para morrer porque estava pregado nessa posição,
ele ia sofrendo asfixia, porque havia pressão sobre o seu
músculo respiratório, e na medida em que ele fosse mover, ele
fazia um esforço final em cima do seu quadril e ele podia
respirar um pouco de ar, e então ele não morria. Ele evitava a
asfixia e sobrevivia mais, e mais. E ali entrava toda aquela
história do crucificado, que em termos médicos, fisiológicos, a
maioria de nós já conhece. Então aquela “sedécula” fazia parte
da tortura, para que ele pudesse levantar um pouquinho,
respirar um pouco de ar, ia sofrer mais, sofrer mais, até a
morte. Então irmãos quando por algum motivo eles queriam
aliviar esse sofrimento, eles pegavam um grande porrete,
chegavam diante da cruz, quebravam a perna abaixo do joelho,
para que então o criminoso não pudesse mais fazer esse
movimento de levantar o corpo, porque aí as pernas estavam
quebradas. E ele morria rápido. Ele se asfixiava. Esse quebrar
as pernas então era o golpe de misericórdia para que o
crucificado então morresse. Mas os irmãos sabem que quando
esses guardas chegaram para fazer isso com o Senhor a Bíblia
relata que ele já tinha morrido. Não lhe quebraram as pernas.
Era o costume comum para que se cumprisse a profecia do
Salmo 22, que nenhum dos seus ossos lhe seria
quebrado(Salmos 34:20 Preserva-lhe todos os ossos, nem um
deles sequer será quebrado.). Então irmãos, o criminoso,
condenado à crucificação, ele era morto de tal forma que
nenhuma chance de vida ele pudesse ter. Os evangelistas, todos
eles, narram a vida do Senhor, a morte do Senhor, o
sepultamento do Senhor passo a passo.
Hoje eu vou examinar, alguma coisa com os irmãos, a
respeito do corpo do Senhor após a morte. Anteriormente a
isso, eu já coloquei aqui que ele passou por todos esses
sofrimentos, para que a sua morte fosse algo realmente,
definitiva. Irmãos uma pessoa assim, não tinha condição de ser
solta por aí, e sobreviver. Era um morto vivo, o crucificado. Era
um homem completamente rasgado, dilacerado, na mão
daqueles guardas. Agora, o Espírito Santo, de tal forma,
ordenou os detalhes não só da morte, mas do sepultamento, a
preparação do corpo, a inclusão no túmulo, os detalhes para
que nós tivéssemos clareza histórica dos fatos, sobre a morte,
sobre a ressurreição do Senhor. Então a gente vai andar um
pouquinho, e começar a examinar.
A primeira coisa que eu queria ver com os irmãos - abra
de novo a sua Bíblia em João 20, onde nós lemos o texto -
vamos falar sobre o túmulo primeiro. Os irmãos sabem que
esses túmulos eram escavados na rocha. A história mostra, a
arqueologia mostra, a Bíblia mostra. A grande maioria era
escavado na rocha. A Bíblia diz, desde a profecia de Isaías 53,
que o Senhor estaria com o rico na sua morte. Lembra?
Embora ele tenha sido contado com os transgressores, com o
rico ele esteve na sua morte. Por que? Porque o rico José de
Arimatéia, pediu a Pilatos o corpo do Senhor, um homem rico,
um homem que tinha um túmulo lá naquele jardim. Ele pediu
a Pilatos o corpo do Senhor, porque ele era um discípulo do
Senhor. Se você ler o Evangelho de João, você vai ver que José
de Arimatéia era um discípulo oculto. E quando ele pede o
corpo do Senhor e prepara aquele corpo, lava o corpo, usa a
mirra, usa o aloés, ele está mostrando reconhecimento, não de
um criminoso qualquer, mas do seu Salvador, do seu Senhor.
Então ele mesmo prepara o corpo do Senhor para o seu
túmulo.
Agora irmão, eu queria falar agora um pouquinho sobre
esse túmulo na rocha. Eu queria mostrar para vocês um fato
impressionante nos quatro Evangelhos. Esse túmulo era
escavado na rocha de tal forma, uma grande rocha, e a parte
central dessa câmara mortuária, ela tinha como que um
corredor, um corredor no qual uma pessoa poderia ficar de pé -
é como você entrar em um túnel. Então no centro desse túmulo,
havia um corredor chamado câmara mortuária. Nessa câmara,
um homem poderia ficar de pé, talvez tivesse um metro e
noventa, dois metros de altura. Nas laterais, havia como que
nichos. Eram chamados de “lócule” no latim. Seria hoje como
uma caminha de alvenaria. Então nesses nichos, eram
colocados os corpos, depois de terem sido enfaixados, lavados,
preparados. Era a câmara mortuária. O detalhe interessante
sobre o túmulo de José de Arimatéia e muitos outros, é que a
pedra que fechava esse túmulo para não ser violado, era uma
pedra, que não podia ser facilmente removida, senão o túmulo
seria facilmente violado. Então quando os irmãos olham
quando os Evangelistas narram, os irmãos vão ver exatamente
essa precisão. Marcos por exemplo, quando Maria Madalena
usa a palavra que a pedra era muito grande, e nós vamos ver,
ela usa uma palavra que se refere exatamente a isso. Era como
se ela estivesse dizendo que a pedra era enorme, era imensa.
Esses túmulos irmãos, eles tinham nesse relato aqui ele já
caracterizou alguma coisinha, e como eu disse a arqueologia vai
mostrar, eles tinham um metro e vinte de entrada, até um
metro e meio. Era uma porta baixinha. Não era uma porta alta
- não se entrava em pé. Então você vê nesse relato duas
coisas: olhe que interessante. João 20:5. Veja como que João
escreve. Eles correram para o túmulo depois que Maria
Madalena disse que a pedra estava mexida, revolvida. Eles
correm para o túmulo: João 20: 4 Ambos corriam juntos, mas o
outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou
primeiro ao sepulcro; 5 e, abaixando-se, viu os lençóis de linho;
todavia, não entrou. Vejam o detalhe: e abaixando-se, viram os
lençóis de linho; todavia, não entrou. Viram que detalhe
minucioso, interessante? Abaixando-se. Por que eles tiveram
que se abaixar? Porque eles iriam bater a cabeça. Eles eram de
estatura normal. Eles tiveram que se abaixar porque os túmulos
eram assim. Agora vamos ver o versículo 11: 11 ¶ Maria,
entretanto, permanecia junto à entrada do túmulo, chorando.
Enquanto chorava, abaixou-se, e olhou para dentro do túmulo.
Olhem o detalhe. Abaixou-se e olhou para dentro do túmulo.
Vejam como que o Espírito Santo é cuidadoso no registro dos
fatos. Tinham que se abaixar. Porque a história mostra que os
túmulos eram todos de porta baixas. Um metro e vinte e no
máximo um metro e cinquenta de altura. Não é? O primeiro
detalhe interessante aí. Agora, eu queria mostrar um mais
significativo para os irmãos. Vamos acompanhar uma palavra
que eu falei sobre ela aqui, citei o fato, mas não havíamos
chegado nele. Abram por favor em Mateus. Vamos acompanhar
uma palavrinha nos quatro evangelhos. Olhem com atenção
agora. Prestem bem a atenção. Uma palavrinha narrada em
Mateus, Marcos, Lucas e João, os quatro, só que de forma
diferente que vão montando para nós um quadro muito
interessante, muito lindo, a respeito da pedra que fechava a
boca do túmulo. E aí a gente fala um pouquinho mais sobre o
túmulo, e você vai saber do registro histórico interessante que o
Espírito Santo deixou aqui. Irmão, no versículo 60 de Mateus
27, dê uma olhadinha na sua Bíblia. Vamos ler o 57, para nós
vermos o contexto. 57 ¶ Caindo a tarde, veio um homem rico de
Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus.
58 Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então,
Pilatos mandou que lho fosse entregue. 59 E José, tomando o
corpo, envolveu-o num pano limpo de linho 60 e o depositou no
seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; Vamos focar a nossa
atenção no túmulo por enquanto. Vamos ver o detalhe do
túmulo, como eu comecei a colocar aqui. e, rolando uma
grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou. Túmulo
novo que fizera abrir ou cavar na rocha, porque era assim que
eles faziam um túmulo novo. Agora olhem só essa palavrinha.
E – o que é que está escrito aí agora? Rolando. Essa é palavra
que a gente vai examinar. A palavra grega se você a for estudar,
é Kulio. Essa é a palavra usada aqui: rolando. Uma grande
pedra - vejam o detalhe. Uma grande pedra, para a entrada do
túmulo, se retirou. Então como que esse túmulo era feito,
depois nós vamos mostrar para os irmãos as outras palavras
mas vamos ver o quadro primeiro para a gente entender. Como
funcionava esse túmulo? Se era uma pedra deste tamanho que
a gente vai mostrar para os irmãos que quase vinte homens não
podiam remover, como é que José fechou o túmulo dele, com o
corpo do Senhor lá dentro? Porque os túmulos eram feitos de
tal forma e isso também a arqueologia vai mostrar, era cavado
uma canaleta na entrada do túmulo, de tal forma que essa
pedra ficasse na parte alta da canaleta, e o túmulo cavado um
pouco abaixo do nível da pedra, na rocha. Aquele povo não era
bobo não. E a entrada do túmulo ficava abaixo do nível da
pedra. Então, se você queria fechar o túmulo, era muito
simples. Era só você tirar o calço da pedra, a pedra rolava na
canaleta, e caía na porta do túmulo. Uma pequena canaleta,
colocada do lado da porta. A canaleta na rocha. Você tira o
calço, a pedra rola, e fecha o túmulo. Simples. Então diz que
José de Arimatéia fechou o túmulo, porque ele rolou uma
grande pedra para a entrada do sepulcro e se retirou. Não é?
Então ele está lacrado, até certo ponto. Na outra reunião nós
vamos ver um pouco sobre a guarda romana e o selo romano.
Vamos ver que o selo romano lacrou o túmulo, e você vai ver a
importância disso irmão. O selo romano e a guarda romana,
porque esse túmulo poderia ser violado de alguma maneira.
Vamos chamar vinte homens aqui, amarrar algumas cordas em
uns cavalos aqui, arrancar essa pedra, sumir com esse corpo,
mas havia ali um selo romano e uma guarda romana, e
ninguém podia fazer isso. Por isso os guardas tiveram que
mentir sobre o fato da ressurreição. Foram subornados. Então
são fatos muito importantes que a gente vai chegar lá. Então, o
que é que o José de Arimatéia fez aqui? Ele rolou. Agora, eu
queria que você guardasse que essa palavrinha usada pelo
Espírito Santo, é Kulio, no grego. Agora vamos lá para Marcos
então, para você entender por que eu estou usando essa
palavra. Marcos cap. 16. Abra lá agora. Vamos ler de 1 a 4. 1 ¶
Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e
Salomé, compraram aromas para irem embalsamá-lo. Aí você
poderia pensar assim: mas como é que elas iam chegar lá perto
do corpo de Jesus, se tinha selo romano e guarda romano lá na
porta? Mas, se você ler o Evangelho com cuidado, você vai ver
que essas mulheres não tinham conhecimento, nem do selo
romano, nem da guarda romana na porta, porque elas não
viram nada disso. Esse foi um assunto decidido em secreto,
entre as autoridades judaicas e Pilatos. Elas não sabiam nada
disso. Eles não estavam preocupadas com selo romano e guarda
romana, porque elas não sabiam que tinha isso lá. Elas
estavam preocupadas com a pedra. Você já leu o relato? Elas
foram para o túmulo pensando assim: “Quem é que vai remover
aquela pedra para nós?” Era o problema delas. Elas levaram o
aroma. 2 E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao
despontar do sol, foram ao túmulo. 3 Diziam umas às outras:
Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo? Para elas,
esse era o problema. Não é? Elas não sabiam ainda do selo e
da guarda, e como falei, nós vamos ver em outra reunião. 4 E,
olhando, viram que a pedra já estava removida. Agora olhem
aqui uma expressão muito importante: pois era muito grande.
A expressão é assim enfática, no original. Por isso foi traduzido
assim. Não era uma pedrinha não. Era muito grande, e então,
algumas pessoas aí - existem estudo para tudo - tiveram lá no
túmulo, estudando o tipo de rocha, geólogos, para se calcular a
densidade daquela rocha e poder fazer um cálculo em peso, de
quantos quilos deveria ter essa pedra para fechar uma abertura
de um metro e vinte, ou um metro e oitenta de altura, de acordo
com aquele tipo de rocha. E concluíram que aquela pedra
deveria pesar duas toneladas, mais ou menos e poderia ser
movida por algo aí por vinte homens, mais ou menos. É um
detalhe importante. Os evangelistas registram sem esses
detalhes, é claro, apenas dizendo que era muito grande. Agora
eu quero que você veja aqui, essa palavrinha “removida”. 4. E
olhando, viram que a pedra já estava removida. Uma palavra
muito interessante irmão. É aquela “Kulio” que vem lá de
Mateus, que eu já citei, e que significa rolar, só que é
acrescentada de uma preposição. Aquilo que foi traduzida como
revolvida, a preposição “ana” no grego: anakulio. É a palavra
aqui usada por Marcos, pelo Espírito Santo, no original.
Sabem o que significa anakulio? Ir para a porta do túmulo?
Agora não. Agora, contra a gravidade, ela voltou para o lugar
dela. Rolada para cima. Rolar para baixo é fácil. José de
Arimatéia rolou sozinho. Mas agora ela foi rolada para cima.
Uma pedra de quase duas toneladas, que só podia ser movida
por vinte homens. Se alguém quisesse violar aquele túmulo,
será que ele seria tão tonto a ponto de rolar a pedra para cima
da canaleta? Por que é que ele não puxou para frente? Por que
é que não jogou para o lado? Então Marcos registra que a
pedra foi rolada para cima. Anakulio. Nós não podemos
desconsiderar essa palavra, porque o Espírito Santo a deixou
registrada aí. Rolada para cima. Rolada para trás, para a
posição de origem, contra a gravidade.
Tem mais sobre essa pedra. Vamos para Lucas agora, o
próximo evangelista. Lucas 24:1. Todos eles registram a
ressurreição. Não é isso? 1 ¶ Mas, no primeiro dia da semana,
alta madrugada, foram elas – quem são elas? Maria Madalena,
Maria mãe de Tiago e Salomé, não é isso? - ao túmulo, levando
os aromas que haviam preparado. 2 E encontraram a pedra
removida do sepulcro; No nosso português, eles mudaram um
pouquinho assim, não é? Lá em Marcos está revolvida. Aqui em
Lucas está removida. Essa diferença aí, é porque no original
não é a mesma palavra. Vamos tentar mudar. Para nós é a
mesma coisa no português. Vai fazer diferença é no grego. A
palavrinha removida aqui é a mesma Kulio, que vem de Mateus,
que significa rolar - José de Arimatéia rolou a pedra, tirou o
calço e a pedra rolou - Marcos como eu já mostrei no início, ela
foi “anakulio”, ou seja, rolada para cima, e agora Lucas vai além
e ele usa a palavrinha “apokulio” Você acha que é à toa irmão?
Por que é que ele não usou a mesma palavra? Por que é que ele
usa outra? Porque ele quer dizer que a pedra foi rolada, não só
para cima, como Marcos registrou e ele vai além de Marcos, e
depois João vai além de Lucas como nós vamos ver. Ele vai
dizer que ela foi rolada não só para cima, mas que ela foi rolada
para longe. Isso significa que ela saiu da canaleta. Apokulio.
Esse Apo, essa preposição no grego significa distante de, apo.
Longe. A pedra foi posta longe da entrada do túmulo. Essa foi a
palavra que o Espírito Santo usou aí. Os irmãos estão vendo
por que é que aconteceu assim? Quem que rolou essa pedra?
A Bíblia diz quem. Quem foi? Um anjo. Não é? Então os irmãos
vejam o que ele fez por ordenação do Senhor. Ele rolou aquela
pedra de tal forma que ficasse inequívoco que ninguém mexeu
nela, porque seria até um ato de burrice mexer nela dessa
forma. Se a finalidade era entrar no túmulo, era só afastar a
pedra. Não precisa a pedra subir na canaleta, não precisa
empurrar a pedra para quem sabe, dez metros da porta. Não é?
Não precisa. Para quê?. Agora João vai além.
Vamos lá em João, na palavra de João. João cap. 20; De
novo, a narrativa da ressurreição. 1 ¶ No primeiro dia da
semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo
ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida. Agora o que é
que diz aqui, na última palavra aqui que interessa para nós. A
pedra estava revolvida. Parece tudo igual, não parece? Todos,
porém, estão falando coisas diferentes. A palavra usada pelo
Espírito de Deus é diferente. A palavra que João usa aqui, pelo
Espírito é Airo. Uma outra palavra grega. Sabe o que é que
significa Airo no grego? Levantar e levar para longe. Levantar.
O anjo não apenas arrastou a pedra, mas ele levantou. Ele tirou
a pedra de lugar, a levantou e a levou para longe, em outro
lugar. Airo. Essa foi a descrição. Foi assim que João descreveu.
Aquela pedra não estava na canaleta, no lugar de origem só,
mas ela não estava apenas distante do túmulo, mas ela foi
tirada e levada para longe do túmulo, para que ficasse claro que
homem nenhum mexeu naquela pedra, como aquele anjo disse
àquelas mulheres, que elas estavam buscando entre os mortos,
ao que vive. Ele não estava ali. Ressuscitou. Então vejam um
detalhe que o Espírito Santo conservou nessas quatro palavras.
Interessante. Muito interessante, porque Ele poderia ter usado
a mesma palavra, mas não o fez, para que ficasse claro nesse
registro. Então esse detalhe do túmulo é um detalhe
importante. Agora, hoje, já como esgotou o tempo, eu queria só
citar para você, repetir para você, porque não vou voltar nisso,
porque vamos prosseguir falando sobre o selo e a guarda, eu
queria lembrar você sobre esse processo - citar só mais alguns
detalhes para encerramos - da preparação do corpo. O corpo
depois de tirado da cruz, ele recebia um banho de água morna
em uma mesa. José de Arimatéia preparou esse corpo. Então
era um mandamento judaico, e a tradição judaica tinha feito
todo um ritual de preparação do corpo, coisa deles lá, dos
judeus. Eles davam um banho de água morna no corpo,
cobriam primeiro o corpo com um lençol, depois umedecia
aquilo com uma água morna, lavava todo o corpo, virava do
lado direito primeiro. Tinha uma ordem. Não podia ser lavado
por menos de duas pessoas. Primeiro virava do lado direito,
lavava o lado esquerdo e as costas, depois virava para o lado
esquerdo e lavava o lado direito, aquela parte das costas; depois
virava de costas, depois vestia a mortalha, aquele primeiro traje,
um traje de linho, branco, fino, sem mancha, limpinho, vestia o
morto daquela mortalha, o primeiro traje, e depois pegava uma
facha de linho, misturando as substâncias que eu já falei: a
mirra, que é uma substância vegetal pegajosa para fazer uma
cola, e o pó de madeira que é o aloés, uma madeira perfumada,
por causa da degeneração, para que o morto não ficasse
exalando odor. Eles usavam a mirra e o aloés, que eram
perfumados. E à medida em que iam passando a faixa assim,
começando dos pés eles iam colocando aquele composto.
Punham a faixa e fechavam a faixa. E vai como que
embalsamando. Então as pessoas que estudam isso, dizem que
um corpo desse, preparado para o sepultamento, só desse
equipamento, de mortalha, de mirra e a faixa, etc, pesava em
torno de cinquenta e quatro quilos, essa mortalha. E essa
substância ela endurecia como um cimento, e aquele corpo
ficava estático ali dentro, como que engessado. O Senhor Jesus
foi embalsamado assim, preparado assim. Então na narrativa
que João que nós lemos, quando os discípulos chegam lá e
olham para dentro do túmulo, eles ficam, como eu disse, mais
impressionados ainda com aquilo que eles vêem dentro do
túmulo, do que aquilo que eles viram fora, a pedra revolvida.
João no cap. 20, como eu falei, ele usa a palavra airo, para dizer
que a pedra estava longe, e ele já se impressionou com isso. A
pedra estava longe da entrada do túmulo. Então ele entra,
abaixa a cabeça, olha, entra no túmulo e lá então ele diz que ele
viu os lençóis certinhos, como se tivessem sido enrolados
naquele corpo, e viu o lenço que estava sobre a cabeça, não
junto, mas à parte. Um detalhe interessante irmão. Sugestivo.
A impressão que temos é que o Senhor então, é claro,
ressuscitou com o mesmo corpo que morreu, Tomé fez um
exame no corpo dele - olhem as minhas mãos, olhem os meus
pés, sou Eu mesmo. Apalparam o meu lado, Ele disse para
Tomé, verificai - palavrinha verificai significa para fazer um
exame. Examina Tomé. Preste atenção aqui, se não sou eu
mesmo, com o meu corpo. O Espírito não tem carne, nem ossos,
como vede que Eu tenho. Não é? A gente vai chegar lá, na
importância disso, da ressurreição física, corporal, do Senhor.
Então a impressão que nos dá é que o Senhor, corporalmente,
sai de dentro daquela mortalha, daquele casulo engessado, Ele
então desenrola essa faixa da sua cabeça, e põe assim, em um
lugar à parte. Interessante ter sido colocado em um lugar à
parte. Ele podia até deixar aquele invólucro. Poderia sair de lá,
mas João registra que Ele deixou à parte. Interessante
registro, porque nós temos que fazer uma pergunta. Quem que
mexeu aquele corpo? Então os irmãos vejam o valor histórico
desses fatos, a importância desses fatos.
Irmãos a ressurreição do Senhor, um irmão disse algo
certa vez que eu achei muito interessante, escrevendo. A
ressurreição do Senhor Jesus ela tem sido nesses dois mil anos,
mexida e remexida, mexida e remexida. A coisa que os céticos
mais gostariam era apresentar uma prova que eles pudessem,
qualquer, que pudesse contrariar a narrativa Bíblica. Mas,
quanto mais eles escarafuncham, pesquisam e estudam, mais
eles confirmam os relatos Bíblicos. Eles estão trabalhando para
nós. Tomara que mais e mais professores de Havard se
interessem por esse assunto. Eles vão trabalhar para nós. Eles
vão pesquisar à fundo a ressurreição do Senhor. E quando eles
derem os resultados, nós vamos usar para pregar, porque eles
só vão poder provar o fato, que o Espírito Santo quis deixar
claro o fato da ressurreição. Não é para que nossa fé se apoie
na história, mas para que a nossa fé seja fortalecida no
conteúdo histórico, além do seu conteúdo espiritual, ela tem
também esse pesado conteúdo histórico. Irmãos, examinar
essas coisas é de alto valor para nós, como cristãos, porque
como eu disse a fé cristã é uma fé inteligente, é uma fé em
fatos, é uma fé em história. O nosso Senhor andou entre nós e
João faz questão de registrar isso: nós apalpamos, tocamos,
contemplamos. Ninguém falou para nós que ele é majestoso.
Nós estivemos com ele no monte santo e aquela glória excelsa
nós ouvimos aquela voz do céu: Este é o Meu Filho amado, meu
eleito. A Ele ouvi. Então veja a importância da história, com
relação à nossa fé. O Senhor possa ter edificado você. Amém.
Vamos orar.
Ó Pai. Agradecemos ao Senhor porque o Senhor lançou
para nós o firme fundamento da nossa fé. Muito obrigado
Senhor, porque nós cremos, pelo testificar do Teu Espírito no
nosso espírito que nós somos filhos de Deus, e que em nós
habita o Senhor e obrigado porque pela ação do Teu Espírito, da
Tua palavra, nós temos crido e conhecido que realmente o
Senhor se fez carne, habitou entre nós, foi visto, apalpado,
contemplado como Verbo da vida, e o Senhor morreu por nós,
uma morte real. O Senhor ressuscitou por nós, uma
ressurreição real, e nós estamos então, pelo poder da sua
ressurreição, estamos justificados. O Senhor ressuscitou por
causa da nossa justificação, e justificados pois, mediante a fé,
temos paz com Deus. Ó Senhor, queremos que o Senhor possa,
o Senhor mesmo, esclarecer para nós esses fatos históricos e
robustecer a nossa fé, para que nós também sejamos
testemunhas ousadas dessa gloriosa ressurreição. Ajuda-nos
Senhor no prosseguimento do estudo da Tua palavra nesse
assunto. Assiste-nos Senhor, ministra a nós. Fala-nos
profundamente ao coração. Te pedimos e agradecemos no nome
de Jesus. Amém.
FUNDAMENTOS DA NOSSA CONFISSÃO
Ressurreição – IV
Romeu Bornelli

Vamos ler em Mateus 27, a partir do verso 57 até o final.


57 ¶ Caindo a tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que
era também discípulo de Jesus. 58 Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o
corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que lho fosse entregue. 59 E José,
tomando o corpo, envolveu-o num pano limpo de linho 60 e o depositou no
seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra
para a entrada do sepulcro, se retirou. 61 Achavam-se ali, sentadas em
frente da sepultura, Maria Madalena e a outra Maria. 62 No dia seguinte,
que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os
fariseus e, dirigindo-se a Pilatos, 63 disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de
que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse: Depois de três dias
ressuscitarei. 64 Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança
até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem e
depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior
que o primeiro. 65 Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o
sepulcro como bem vos parecer. 66 Indo eles, montaram guarda ao sepulcro,
selando a pedra e deixando ali a escolta.

Vamos orar.
Pai, confiamos a Ti a Tua palavra nessa noite. Só o Senhor tem a
capacidade de abri-la aos nossos corações, porque ela é a Tua palavra.
Pedimos que o Senhor mesmo possa distribui-la a nós como um pão partido e
um vinho derramado, para que nós sejamos espiritualmente alimentados.
Pedimos em nome de Jesus. Amém.

Irmãos.
Hoje nós vamos prosseguir com esse relato da questão histórica da
ressurreição do Senhor. Nós já falamos o quão importante é esse fundamento
com relação à nossa fé, quão tremendo ele é. Se Cristo não ressuscitou, é vã
a nossa pregação. Se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé.( 1 Coríntios
15:14 E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé;)
E Paulo nos diz mais nesse mesmo capítulo de 1ª Coríntios 15, que se Cristo
não ressuscitou, ainda permanecemos nos nossos pecados, porque a
ressurreição de Cristo, e não a sua morte, mas sua ressurreição, é a prova de
que o sacrifício que Ele realizou, na morte, foi aceitável a Deus, como temos
enfatizado tanto, porque isso é muito importante. Se Cristo não fosse co-
herdeiro Santo de Deus, que pudesse ser oferecido em nosso lugar pelos
nossos pecados, sendo então santo, Ele não poderia ressuscitar, porque o
salário do pecado é a morte. E nós sabemos, não apenas morte física, mas em
primeiro lugar, a morte espiritual, alienação de Deus. Foi o que aquele casal
experimentou no Éden quando pecou. O Senhor disse: se tomarem desse
fruto, morrereis. E nós sabemos que ao tomar, eles não morreram fisicamente.
Eles não caíram mortos diante daquela árvore. Eles morreram, em primeiro
lugar, no primeiro nível da morte, que é espiritual, que significa alienação de
Deus. Quando o Senhor foi ter comunhão com Adão no jardim, Adão teve
medo e isso é morte espiritual. Primeiro fruto da morte espiritual: medo. Por
que é que nós nascemos com medo? Porque nós somos pecadores. Por que
nós temos insegurança? Porque nós somos pecadores, e todas as
conseqüências mais. Ansiedades, preocupações de todo tipo. Então morte é
separação de Deus. Isso é o que significa pecado em primeiro lugar.
Nós não somos apenas espírito; nós somos espírito, alma e corpo. Esse é
o homem, segundo Deus o criou. Então, a morte, ela foi assumindo todos
essas esferas. Primeiro o homem morreu no espírito, ou seja, deixou de ter
comunhão com a Vida, que é Deus. Não há vida fora de Deus. Deus é a Vida.
O Senhor Jesus disse: Eu sou a ressurreição e a Vida.( João 11:25 Disse-lhe
Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra,
viverá;) Eu sou o caminho a verdade e a Vida.( João 14:6 Respondeu-lhe
Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão
por mim.) Não é? Não há vida fora do próprio Deus. Ele é a fonte da vida.
Então quando nós pecamos, então nascemos em pecado, nós nascemos
alienados de Deus que é a vida. Então isso é que é morte no primeiro sentido:
espiritual, com todas as conseqüências que eu já falei. As ansiedades, os
temores, os vícios, as conseqüências todas, uma vida desajustada em todos os
níveis, porque nós não temos vida em Deus, a não ser que nós nasçamos de
novo, através do Senhor Jesus. Então a primeira morte, é essa alienação de
Deus. E essa morte, ela não pára aí. Ele começa aí. A morte então toma a
nossa alma, e o que é morte na alma? É uma mente alienada de Deus,
emoções alienadas de Deus, nós temos o maior prazer naquilo que Deus não
tem prazer. Não é? Nós pensamos em coisas que Deus não pensa. Nós
decidimos de uma forma que Deus não decide. Nossa vontade não
acompanha a vontade de Deus: isso é morte na alma. Nós fazemos a nossa
vontade do nosso jeito, no nosso tempo, colhemos resultado de todos esses
atropelamentos. Isso é morte na alma. Todos nós temos experiência disso, a
não ser que então, nascidos de novo, estejamos aprendendo a andar em
espírito, e jamais satisfareis a concupiscência da carne, como a palavra ensina.
Aí sim, nós experimentamos que a vida de Deus triunfa sobre a morte da
nossa alma, e na última esfera, o nosso corpo. Então por causa do nosso
pecado, a morte alcançou as três esferas. Espírito, alma e corpo. A morte no
corpo, nós nem precisamos dar exemplos. É só olharmos para nós. O seu
espelho é o exemplo da sua morte, e está acontecendo todo o dia. A morte
está no nosso corpo físico e a não ser então, que o nosso Senhor Jesus venha,
e nós estejamos vivos, Ele vai, em um piscar de olhos, transformar esse nosso
corpo mortal, para ser igual ao corpo da sua glória. E aqueles que já
morreram em Cristo, que são Dele, crendo Nele, a Bíblia é então tão clara, os
mortos em Cristo, ressuscitarão primeiro(1 Ts 4:16 Porquanto o Senhor
mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a
trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão
primeiro;), para essa mesma qualidade de vida que o Senhor Jesus tem, uma
vida imortal, incorruptível, como nós já vimos naquele texto de 1 Pedro 1:4
para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos
céus para vós outros 5 que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé,
para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Então isso é
morte na Bíblia. Morte não é em primeiro lugar um problema físico,
biológico. Morte é, em primeiro lugar, um problema teológico. Um problema
espiritual. A partir dali nós temos as outras conseqüências. Nós voltamos
nesse assunto para que vejamos bem o valor da ressurreição de Cristo e de que
Ele enfrentou a morte como homem, sem pecado, para que a morte, que
ocupava todo o nosso ser, primeiro no nosso espírito – Ele nos deu vida
estando vós mortos(Efésios 2:1) - não é isso o que é que a Bíblia diz? Em
delitos e pecados. Veja só. Isso é morte espiritual. Mortos não aqui (parece que
batendo no peito), é mortos em delitos e em pecados. Isso é morte. Ele vos deu
vida, estando vós mortos em delitos e pecados. Isso é vida no espírito. A
partir daí a vida de Cristo está ocupando a nossa alma. Nossa mente está sendo
trabalhada, transformada pela ação da palavra de Deus, pela ação do Espírito
Santo. Que grande salvação? Salvação na mente, no modo de pensar, porque
nós vivemos conforme pensamos. Até que aquele dia que a Vida alcançará