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Práticas inclusivas na educação especial.

Fabiana Pereira dos Santos


Professor-Tutor Externo: Lenira Maria
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Curso: Educação Especial Turma: FLX1095 – Prática do Módulo VI
12 /06 /2020

RESUMO

O artigo tem como proposta realizar uma reflexão a respeito das práticas utilizadas com os alunos
com necessidades especiais, a prática de leitura possibilita o desenvolvimento do aluno bem como
a sua socialização, e a escrita é fundamental para o desenvolvimento físico e motor. O presente
artigo tem como objetivo fazer uma análise da importância das práticas utilizada pelo professor
para o desenvolvimento do aluno. Os materiais que o professor utiliza para estimular a leitura e
escrita são diversos assim como o ambiente, é através dessas inovações das práticas que o
professor contribui para o avanço do aluno. O artigo trará uma breve explanação sobre os
desafios enfrentados pelos alunos com necessidades especiais.

Palavras-chave: Educação especial, leitura, inclusão, práticas, escrita.

O tema está relacionado à inclusão social, à educação inclusiva e à atuação do


pedagogo em espaços educativos formais e não formais.

1 INTRODUÇÃO

Observando as práticas de leitura e escrita na escola, é possível notar que essas práticas
surtem efeitos muito significantes, uma vez que o aluno com necessidades especiais tem o tempo
dele para desenvolver e aprender as atividades.
O ato de leitura converge para o desenvolvimento do espírito crítico, pois a sua prática
modela a personalidade do indivíduo. Significa dizer que a leitura tem a função de ser mediadora do
mundo, pois se lê “[...] para entender o mundo, para viver melhor”. (LAJOLO, 1982,p.7).
A preocupação de realizar essa pesquisa foi os desafios que as pessoas com necessidades
especiais enfrentaram e ainda enfrenta para ter seus diretos garantidos.
Conforme Menezes e Santos (2001, p. 1):
Uma das implicações educacionais orientadas a partir da Declaração de Salamanca
refere-se á inclusão na educação. Segundo o documento “o princípio fundamental da escola
inclusiva é o de que todas as crianças deveriam aprender juntas, independentemente de
quaisquer dificuldades ou diferenças que possam ter. As escolas inclusivas devem
reconhecer e responder as diversas necessidades de seus alunos, acomodando tanto estilos
como ritmos diferentes de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade a todos
através de currículo apropriado, modificações organizacionais, estratégias de ensino, uso de
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recursos e parcerias com a comunidade [...] Dentro das escolas inclusivas, as crianças com
necessidades educacionais especiais deveriam receber qualquer apoio extra que possam
precisar, para que se lhes assegure uma educação efetiva[...].

A presente pesquisa buscou verificar como tema central os avanços que a prática da leitura e
escrita possibilita para o aluno, bem como a formação que o professor deve ter para atender as
necessidades de cada aluno.
Dessa forma o presente trabalho tem por objetivo investigar as práticas de leitura e escritas
no contexto das necessidades especiais.

2. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

A história da educação especial no Brasil teve início no século XIX, com o surgimento de
grupos assistencialistas que prestavam atendimento as pessoas que apresentavam algum tipo de
deficiência, porém o atendimento educacional especializado só teve início no século XX primeiro
com a criação do Instituto de Meninos Cegos que hoje e o atual Instituto Benjamin Constant e
depois o Instituto dos Surdos-Mudos hoje o atual Instituto Nacional de Educação de Surdos. O
surgimento dessas instituições foi considerado um grande marco na história do atendimento
especializado.

Nos anos 50 o governo federal assumiu o atendimento educacional especializado, com a


criação de campanhas voltadas especificamente para esses fins, a primeira foi a Campanha para a
Educação do Surdo Brasileiro, em seguida a Campanha Nacional da Educação e Reabilitação do
Deficiente da Visão, depois a Campanha Nacional de Educação e Reabilitação de Deficientes
Mentais a qual tinha como objetivo a reabilitação e assistência de todos os deficientes mentais.

No século XX a inclusão passou a ser recomendada, a ideia da inclusão era muito mais do
que uma visão educacional, ela engloba esferas sociais e políticas, para garantir a participação de
todos os indivíduos na sociedade.

Sobre a inclusão, Mittler (2003,p.16) afirma que:

A inclusão não diz respeito a colocar as crianças nas escolas regulares, mas a
mudar as escolas para torná-las mais responsivas às necessidades de todas as
crianças, diz respeito a ajudar todos os professores a aceitarem a responsabilidade
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quanto à aprendizagem de todas as crianças em suas escolas e prepará-los para


ensinarem aquelas crianças que estão atual e correntemente excluídas das escolas
por qualquer razão. Isto se refere a todas as crianças que não estão beneficiando-se
com a escolarização, e não apenas aquelas que são rotuladas com o termo
“necessidades educacionais especiais”.

O caminho que a inclusão teve que percorrer não foi fácil teve que enfrentar vários desafios,
e ainda enfrenta, mas com os objetivos alcançados podemos dizer que a inclusão hoje na atualidade
esta presente em todo contexto escolar e social, uma vez que os profissionais buscam inovar suas
práticas para estar em consonância com as transformações tecnológicas, dentre as práticas utilizadas
pelo professor para desenvolver um atendimento no contexto das necessidades especiais que visa o
bem estar, socialização e desenvolvimento de qualidade esta a prática de leitura e escrita.

A leitura é algo essencial no mundo globalizado ela desperta ideias, pensamentos, hábitos,
senso crítico, desenvolve uma experiência de vida. A prática de leitura e escrita é um dos
conhecimentos mais importante para o sujeito participar e exercer a cidadania de maneira eficiente.

Ler começa por uma intenção por parte do leitor: a busca por uma informação, um momento
de lazer, de prazer etc. Uma vez reconhecidas e identificadas as letras, é atribuído o sentido.
(SCLIAR-CABRAL, 2003, P. 80)

Conforme o autor Yunes ler é:

Ler é inscrever-se no mundo como signo, entrar na cadeia significante, elaborar


continuamente interpretações que dão sentido ao mundo, registrá-las com palavras, gestos,
traços. Ler é significar e, ao mesmo tempo, tornar-se significante. A leitura é uma escrita de
si mesmo, na relação interativa que dá sentido ao mundo. (YUNES, 2009,p.35)

A escrita favorece o contato do aluno com a diversidade textual, presente na sociedade, nos
trabalhos desenvolvidos de escrita e preciso a produção de textos centrados nos gêneros textuais,
para o aluno estar em contato com a diversidade textual, e se suma importância que o professor cria
no ambiente escolar, fatores que favoreçam a leitura e a escrita.

O estágio mais elementar da escrita é aquele em que um sinal ou um grupo de sinais serviu
para sugerir uma frase inteira ou as ideias contidas numa frase ( Higounet 2003, p.13)

Conforme (SOUZA) leitura e escrita são práticas culturais, elas são resultado de apropriação
cultural. A escrita é uma manifestação da função simbólica, mas não há uma carga genética para ler
e escrever como temos para falar. O ser humano tem uma genética para desenvolver a fala que é
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uma manifestação da função simbólica. Entender o que é função simbólica é crucial para o
educador.

Com relação ao conhecimento adquirido através da leitura e escrita, Citelli (1999, p.49)
afirma que “[...] ler e escrever não é apenas uma questão de domínio do sistema da língua, mas de
participação no processo dialógico, interlocutivo, que permite a recuperação, atualização e
realização de textos marcados pelas várias experiências culturais que nos circundam”.

Quando utilizamos a leitura como ferramenta para localizar alguma informação do interesse
do leitor. Isabel Solé (1998, p.93) afirma que esse tipo de leitura caracteriza-se por “[...] ser muito
seletiva, á medida que deixa de lado grande quantidade de informações como requisito para
encontrar a necessária”.

3- MATERIAIS E MÉTODOS

É de suma importância que o primeiro contato com o aluno com necessidade especial seja de
interação e socialização com o mesmo, pois esse contato de aproximação possibilita alcançar os
objetivos almejados. As práticas de leitura são embasadas no contexto do que é realizado pelo
professor durante o trabalho desenvolvido, o professor utiliza várias ferramentas para o
desenvolvimento do aluno, dentre elas, o mesmo busca ir alem da sala utilizando a biblioteca.

As atividades de leitura e escrita desenvolvida pelo professor são planejadas conforme a


necessidade do aluno levando em consideração que o tempo de desenvolvimento deles é diferentes,
e cada um tem uma maneira ou jeito diferente de serem estimuladas, essas práticas são necessárias
para ter um contato com aluno.

Durante a pesquisa após o professor ter esse momento de interação e contato com o aluno
ele apresenta os materiais necessários para alcançar os objetivos almejados, ele distribui os livros
apresentando, fala o nome da história, do que retrata, apresenta alguns matérias pedagógicos
confeccionados conforme a necessidade de cada aluno, assim como a resposta que o mesmo dar
para atividade e construída constantemente.

O professor sempre inclui atividades relacionadas a datas comemorativas, na qual são


realizadas oficinas pedagógicas, tem à hora do conto e reconto momento de suma importância, pois
o aluno desenvolve essa atividade junto com sua família, uma gincana literária é o teatro cantado na
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qual eles conhecem o livro e depois apresenta para a comunidade escolar, essas atividades
desenvolvidas possibilitam o desenvolvimento da leitura e escrita.

Alunos da turma do 3º do ensino fundamental anos iniciais, realizando o teatro cantado com
a ajuda da professora de apoio, a história o rato. Essa atividade foi realizada em primeiro momento
com o conhecimento da história, após eles fez eram atividades interpretado o texto, e finalizou com
o ensaio e apresentação pela turma. Essa prática faz se necessária uma vez que a turma conta com
um aluno com autismo.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A inclusão teve um longo caminho percorrido cheio de preconceito , no início as pessoas


eram vistas como aberrações que precisavam ser isoladas do convívio social. incluir é destruir
barreiras e que ultrapassa as fronteiras é viabilizar a troca no processo de construção do saber e do
sentir.
Durante a realização da pesquisa pude constata que a leitura conforme alguns autores
citaram é uma busca por informações que trazem prazer, os resultados que esperava foram sanados,
os alunos tem um interesse muito grande em tentar ler e o professor sempre buscando métodos para
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facilitar o desenvolvimento do mesmo. A forma como o professor conduz e muito prazerosa, ele
conta as histórias caracterizado com os personagens.
A escrita também passa pelo mesmo processo na escola na qual realizei a pesquisa, o
professor busca métodos para garantir o bom desenvolvimento da escrita do aluno.
Essa pesquisa contribuiu para a busca de conhecimento sobre as práticas utilizadas pelos
professores com os alunos com necessidades especiais, pois sabemos que essas duas práticas são
necessárias na vida do aluno e as mesmas não podem deixar de ser ingerida no contexto do mesmo.

5. CONCLUSÃO

Após a realização dessa pesquisa pude perceber que os avanços da inclusão são muitos, e as
práticas utilizadas de leitura e escrita gera grandes avanços, por mais que o processo de inclusão foi
lento, fica nítido o quanto a escola preza por essa socialização e inserção do mesmo.
Toda a comunidade escolar esta atenda para que seja garantido o ensino de qualidade para o
aluno com necessidades especiais, a gestão dar todo suporte com material, espaço, para garantir
esses avanços, eles incentivam projetos de leitura e escrita que a família seja inserida, sempre
visando o aluno.
Conforme pude observar existe uma vontade muito grande de comunicar com a turma, os
alunos com necessidades especiais quando conseguem desenvolver as atividades propostas pelo
professor ele demonstra tamanha felicidade.

6. REFERÊNCIAS

CITELLI, Adilson. O texto argumentativo. São Paulo: Scipione, 1999.

LAJOLO, Maresa. O texto não é pretexto. In: ZILBERMAN, Regina (Org.). Leitura em crise na
escola: as alternativas do professor. Porto Alegre: Mercado Aberto 1982.

( http://www.livrosgratis.com.br) Elvira Souza Lima

https://docs.google.com/viewerng/viewer?url=http://livros01.livrosgratis.com.br/me003267.pdf

HIGOUNET, C. História concisa da escrita.3. Ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.

MENEZES, Ebenezer Takuno de; SANTOS, Thais Helena dos. Verbete Declaração de
Salamanca. Dicionário Interativo da Educação Brasileira- Educabrasil. São Paulo: Midiamix,2001.

MITTLER, P. Educação Inclusiva: Contextos Sociais. São Paulo: Artmed, 2003.


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SCLIAR-CABRAL, L. Princípios do Sistema Alfabético do Português do Brasil. São Paulo:


Contexto, 2003

SOLÉ, Isabel. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.

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