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PLÁGIO

O plágio é o ato de assinar ou apresentar uma obra intelectual de qualquer


natureza (texto, música, obra pictórica, fotografia, obra audiovisual, etc)
contendo partes de uma obra que pertença a outra pessoa sem colocar os
créditos para o autor original. No ato de plágio, o plagiador apropria-se
indevidamente da obra intelectual de outra pessoa, assumindo a autoria da
mesma.

Tipos de Plágio

1. Direto ou Integral  "consiste em copiar uma fonte palavra por palavra


sem indicar que é uma citação e sem fazer referência ao autor.
2. Parcial - o plágio parcial é a "‘colagem’ resultante da seleção de
parágrafos ou frases de um ou diversos autores, sem menção às obras.
3. Conceitual:  é a "utilização da essência da obra do autor expressa de
forma distinta da original.
4. Plágio Mosaico: esse é o tipo de plágio mais comum,este plágio
acontece quando o "plagiador" não faz uma cópia da fonte diretamente,
mas muda umas poucas palavras em cada frase ou levemente reformula
um parágrafo, sem dar crédito ao autor original. Esses parágrafos ou
frases não são citações, mas estão tão próximas de ser citações que eles
deveriam ter sido citados ou, se eles foram modificados o bastante para
serem classificados como paráfrases, deveria ter sido feito referência à
fonte.
5. Autoplágio - Por definição, "consiste na apresentação total ou parcial
de textos já publicados pelo mesmo autor, sem as devidas referências aos
trabalhos anteriores".
No Brasil o plágio é considerado crime e sua principal referência é a lei
9.610.

Das Obras Protegidas

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Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito,
expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou
intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:

I - os textos de obras literárias, artísticas ou científicas;

II - as conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma


natureza;

III - as obras dramáticas e dramático-musicais;

IV - as obras coreográficas e pantomímicas, cuja execução cênica se


fixe por escrito ou por outra qualquer forma;

V - as composições musicais, tenham ou não letra;

VI - as obras audiovisuais, sonorizadas ou não, inclusive as


cinematográficas;

VII - as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo


análogo ao da fotografia;

VIII - as obras de desenho, pintura, gravura, escultura, litografia e


arte cinética;

IX - as ilustrações, cartas geográficas e outras obras da mesma


natureza;

X - os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografia,


engenharia, topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia e ciência;

XI - as adaptações, traduções e outras transformações de obras


originais, apresentadas como criação intelectual nova;

XII - os programas de computador;

XIII - as coletâneas ou compilações, antologias, enciclopédias,


dicionários, bases de dados e outras obras, que, por sua seleção,
organização ou disposição de seu conteúdo, constituam uma criação
intelectual.

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Como proteger sua abra:

É muito importante se proteger contra a má-fé de terceiros. Por conta disso,


recomenda-se que o autor registre sua obra de alguma forma para evitar
que outros se apropriem dela. Por exemplo, guardar exemplares das
publicações de seus artigos, datar e imprimir seus textos, gravar suas
músicas em mais de um CD, entre outras medidas de proteção.

É possível que o autor opte por registrar formalmente a obra em


instituições como a Fundação Biblioteca Nacional, a Escola de Música, a
Escola Nacional de Belas Artes, o Instituto Nacional de Propriedade
Industrial (INPI), entre outras. Nesses casos, o local 5 onde será realizado o
registro deve ser definido em função da natureza da obra. Os valores
praticados para a realização desse procedimento são, de modo geral,
bastante acessíveis.

Medidas a serem tomadas em caso de plágio O autor que for plagiado


poderá responsabilizar o plagiador cível, criminal e administrativamente.
Isso quer dizer que o autor da obra poderá exigir ressarcimento de todos os
prejuízos que tenha sofrido, buscando a punição cabível ao plagiador e
requerendo o pagamento de indenização adequada. Uma das medidas que
podem ser requisitadas em juízo é a apreensão de todo o material que
represente plágio. Além disso, pode-se pleitear uma ordem judicial para
suspender a divulgação da obra plagiada e, sendo confirmado o plágio, a
destruição de todo o material que tenha sido produzido indevidamente.
Ademais, se, por exemplo, o plágio ocorreu em relação à cópia não
autorizada de uma monografia de conclusão de curso de graduação, a
universidade poderá apurar administrativamente a violação cometida pelo
plagiador e puni-lo de acordo com suas regras internas. O autor que tiver
sua obra copiada de forma não autorizada também poderá denunciar tal
ação às autoridades policiais, que serão responsáveis pela apuração da
ocorrência do crime de plágio.

Casos de plágio no Brasil:

1. Roberto Carlos, "O Careta"


O Rei foi condenado por plágio em 2004. A ação do compositor Sebastião
Braga, que tinha composto a canção sob o nome "Loucuras de Amor" anos

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antes, tramitou durante 14 anos. Roberto Carlos acabou sendo condenado e
teve que pagar uma multa de R$ 2,6 milhões. A música foi retirada do catálogo
discográfico do Rei.

2. Milton Nascimento
A música "Peixe Morto", gravada por Milton Nascimento para integrar a
trilha sonora da minisérie "J.K", da Rede Globo, virou tema de luta judicial.
Os compositores Valdemar de Jesus Almeida (conhecido pelo nome
artístico de Carlos Mendes) e Neurisvan Rocha Alencar afirmam que o
cantor copiou a adaptação da canção folclórica "Peixe morto" feita pela
dupla. Entraram no processo também a emissora de televisão e a gravadora
Som Livre.

3. Seu Jorge

Os músicos brasilienses Ricardo Coelho e Rodrigo Pereira acusaram o


cantor de ter roubado seis de suas canções. "Carolina", "Tive Razão",
"Gafieira S.A.", "Chega no Suingue", "She Will" e "Não Tem" são alguns
dos maiores sucessos de Seu Jorge. O processo na justiça começou em
2005.