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11. …….....…............................................................CÁLCULO DO VOLUME

11.1 INTRODUÇÃO. Em vários projectos de engenharia, escavações, arrastamento, carregamento e


aterros da terra faz substancialmente uma parte do projecto. A avaliação dos custos e tempo para estes
trabalhos baseia-se na quantidade de volume de material em questão.

As avaliações dos custos e do tempo na actividade mineiras constituem o princípio básico para a
avaliação económico-financeiro do projecto.

De ponto de vista a forma dos objetos, dividimos o cálculo de volume em:


1. volumes de corpos regulares (Não sera abordado aqui) e
2. volumes de corpos de irregulares (contornos curvos).

11.2. VOLUME DE CORPOS IRREGULARES (CONTORNOS CURVOS). Ao contrário dos corpos


regulares, os corpos de contornos curvos são corpos que não nos permitem que os seus volumes sejam
avaliados duma maneira simplificada. Tentamos, no entanto, durante o cálculo destes corpos na medida
do possível decompôr em pequenas partes que permitem calcular de forma simplificada, cabendo o resto,
o princípio de cálculo em corpos irregulares.

O volume total é a soma de partes calculadas (V=v).

Corpos irregulares representam casos típicos de corpos geológicos.

É necessário tomar em conta que durante o cálculo de volumes de corpos irregulares ocorrem algumas
imprecisões devido aos erros de má definição de forma (configuração) do corpo, má aplicação de
fórmulas, e por último, o erro no cálculo da área, resultando assim erros em volume.

11.2.1. CÁLCULO DE VOLUME DE ENTULHO COM AJUDA DE PLANOS PARALELOS.


Imaginemos um corpo delimitado por dois planos paralelos entre curva de nível equidistante h, o caso de
um entulho de forma prismal, assente num fundo irregular e que a sua área é dada por média aritmética
do plano superior Ai e inferior Ak (ver fig. 11.1a), o seu volume será dado por:

V = ½ . (Ai + Ak) . h.

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a) b)

Figura 11.1, cálculo de volume dum entulho.

Segundo a figura 11.8b, o volume total do primeiro plano A0 até ao último plano na é dado como o
somatório de todas as áreas dos planos, da seguinte forma:
V =. ½ . (A0 + A1) . h + ½ . (A1 + A2) . h + ½ . (A2 + A3) . h + ....... + ..... + ½ . (An-2 + An-1) . h + +
½ . (An-1 + An) . h

Após o somatório das metades das áreas vizinhas e a sobra (resto) R que se encontra encima do primeiro
plano A0, teremos,

V = h [( . (A1 + A2 + A3....... + ..... + An-1)] + R

O volume do entulho se pode também calcular pela fórmula de Simpson, multiplicando duas vezes a
altura da forma de prisma como se pode observar na fig. 11.2a, que deve corresponder:

V = x 2h (Ai-1 + 4 Ai + Ai+1).

Fig. 11.2. cálculo de volume por método de Simpson.

Se dividirmos a fig. 11.2b, no sistema de pares 0-2, 2-4, 4-6, ....., (n-2)-n (onde n é um número par., o
volume total será:

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V = x h (A0 + 4 Ai + A2) +

x • h (A2 + 4 A3 + A4) +

+ x • h (A4 + 4 A5 + A7) +

.
.
+ 1/6 • h (An-2 + 4 An-1 + An=2k) + R.

Depois de simplificar ficaremos com a fórmula de Simpson da seguinte maneira:

V = x h[ (A0 + 4 A1 +2A3 + 4A3 +2A5 .......+ ...... 2An-2+4An-1+An ) ] + R.

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